Afetividade e inteligência

INTRODUçAO Inúmeras pesquisas e estudos têm abordado o tema da afetividade e inteligência devido a sua considerável importância enquanto fato determinante no processo de desenvolvimento humano, bem como uma condição motivadora no relacionamento professor - aluno, no que diz respeito ao processo de ensino aprendizagem. Nesta pesquisa, procurou-se enfocar a emoção de maneira ampla, na vida da criança em idade pré-escolar, e a influencia destas sobre a aprendizagem. A afetividade está presente quando se busca conhecimento, quando se estabelece relação com outros indivíduos. Considera-se relevante que a afetividade e a inteligência são indissociáveis, mas integradas no desenvolvimento psicológico. O afeto e a aprendizagem constituem aspectos inseparáveis, presentes em qualquer atividade, por isso o afeto implica na expressão e comunicação, é nessa linha de pensamento que veremos como a afetividade e a inteligência envolvem a interação professoraluno, influenciando decisivamente no processo de aprendizagem. Estudos como os de Wallon e de Vygotsky comprovam a reciprocidade e inter-relação entre afetividade e inteligência, mesmo sendo a primeira de natureza mais subjetiva e a segunda de ordem cognitiva (Almeida, 1999; Galvão, 1995; Oliveira, 1997). Tal fenômeno se explica quando se compreende que ambas funções, inteligência e afetividade, dependem da ação do meio social, interpessoal e cultural, sendo determinadas pelas interações entre sujeitos, oq eu atribui aos aspectos culturais um sentido afetivo (Almeida, 1999), e propicia ao homem ser compreendido nas duas dimensões, simultaneamente, afetiva e intelectual (Oliveira, 1997). Outro ponto relevante no estudo foi à auto-estima, um dos problemas que afetam emocionalmente grande parte das crianças, causando alterações no processo ensino-aprendizagem, através desse estudo mostraremos as possibilidades de êxito no trabalho com a afetividade. JUSTIFICATIVA Parte-se do pensamento que a interação professor - aluno, tem uma influencia relevante na vida da criança, bloqueios, traumas, dificuldades refletem na aprendizagem. Tendo em vista nessa pesquisa o papel fundamental da afetividade e da mediação do professor no processo de aquisição do conhecimento. Considera-se relevante a proposta desta pesquisa, uma vez que seus resultados poderão suscitar nos educadores a reflexão sobre suas praticas, incluindo a afetividade, visando ao aprimoramento de suas

relações com seus alunos e, conseqüentemente, proporcionando-lhes condições para melhor se desenvolverem. Objetivo geral O objetivo da presente pesquisa é analisar as relações que se estabelecem entre as decisões pedagógicas assumidas pelo professor durante o processo de ensino e os possíveis afeitos que as mesmas produzem na fatura interação que se estabelece entre o aluno (sujeito) e os conteúdos escolares (objeto de conhecimento), bem como as influencias destes nas decisões futuras dos educandos. Desta maneira a pesquisa estará voltada para as tomadas de decisões assumidas pelos professores durante o processo de ensino e também nas condições de ensino, procurando identificar os aspectos que podem implicar efetivamente na relação sujeito-objeto, com o intuito de contribuir para o aprofundamento da questão da afetividade não só na sala de aula, mas em todo o contexto escolar. Objetivo específico Essa pesquisa tem como identificar e analisar as possíveis relações entre as decisões pedagógicas que o professor toma em relação suas praticas de afetividade e os efeitos dessas decisões na vida escolar, presente e futura, dos alunos. Para tanto, assume-se que a avaliação é uma dimensão da mediação do professor que envolve, sensivelmente, a dimensão afetiva, não se restringindo apenas a dimensão cognitiva. A pesquisa conta com as contribuições teóricas da abordagem histórico-cultural, através de autores como Wallon e Vygotsky. Essa abordagem é marcada pela ênfase nos determinantes culturais, históricos e sociais da constituição do individuo. O advento dessa concepção teórica tem possibilitado uma nova visão sobre as dimensões afetiva e cognitiva no ser humano, entendidas como dois processos indissociáveis. Entende-se que analisar a questão da afetividade em sala significa analisar as condições oferecidas para que se estabeleçam os vínculos entre sujeito (aluno) e objeto (áreas e conteúdos escolares). Nesse sentido, assume-se que a natureza da experiência afetiva (prazerosa ou aversiva) depende, em grande parte, da qualidade da mediação vivenciada pelo sujeito na relação com o objeto. Este trabalho direcionou seu foco para as questões da mediação do professor na afetividade escolar. e possível notar que as decisões pedagógicas que o professor assume, em relação a criança, certamente produzem marcas afetivas e interferem na relação que se estabelece entre o aluno e o objeto de conhecimento.

mostrando que. Wallon. mas a aqueles que infelizmente se tornaram insignificantes. Izabel Galvão. aparentemente. AFETIVIDADE SEGUNDO WALLON A afetividade. como os sentimentos e os desejos. Assim. Augusto Cury. faz-se necessária a distinção dos termos emoção e afetividade. Ivone Martins Oliveira. Elvira Cristina Martins Tassoni. também. as emoções são reações organizadas e que exercem sob o comando do sistema nervoso central. abrangendo os sentimentos (ordem psicológica). de acordo com Wallon. o autor considera a afetividade como ponto de partida do desenvolvimento. através dela. leituras e resumos das principais colocações dos autores. encorajou. não nos incentivou. envolve varias manifestações. A pesquisa de campo tem por objetivo mostrar que a ação de um professor na vida do aluno é fundamental para seu crescimento e desenvolvimento cognitivo. favorecendo a autonomia e fortalecendo a confiança em suas capacidades e decisões. a auto-imagem dos alunos. Dessa forma. uma concepção mais ampla que envolve uma gama maior de manifestações. a primeira função do desenvolvimento infantil é afetiva (Galvão. agregados a componentes orgânicos. os sentimentos e as próprias emoções (Wallon. Analise de dados levantados através da pesquisa de campo. de acordo com Wallon. são usados como sinônimos. englobando as dimensões psicológica e biológica. nos estimularam e nos tocaram no mais fundo de nosso coração. das funções intelectuais.Uma boa mediação afeta. pois. para tanto. Encontraremos na nossa vida professores que nos influenciaram. Henri Wallon. e as emoções (ordem biológica). 1995). busca compreender o psiquismo humano e. uma vez que. 2000). simplesmente nos prejudicaram. é possível ter acesso a gênese dos processos psíquicos. em sua teoria psicogenética. para uma vida. Para Wallon. desde o inicio. o segundo tem. auxiliou e não nos trouxe a confiança necessária. • • . ou seja. Celso Antunes. Lev Vygotsky. volta sua atenção para a criança. METODOLOGIA O trabalho será realizado de acordo com as seguintes etapas: • Considerando as etapas de pesquisa de campo e bibliográfica. apud Tassoni. O primeiro é composto por manifestações afetivas de estados subjetivos.

"(. definindo seu projeto teórico como uma elaboração da psicogênese da pessoa completa. no processo de desenvolvimento do ser humano.. Para Wallon.." (Tassoni. propondo um estudo integrado do desenvolvimento humano. desenvolvendo-se socialmente. combinada com outra função. p. nem tampouco da pessoa. 1968.149). possibilitando contatos da criança com o mundo. . a afetividade tem papel de comunicação nos primeiros meses de vida. Ainda segundo Wallon.) não é possível definir um limite terminal para o desenvolvimento da inteligência. as quais não surgem prontas nem permanecem estagnadas. intenções e motivos que vão mobilizar a criança na seleção de atividade e objetos." (Wallon. p." ( Galvão. Para a evolução das referidas funções psicológicas. 1995. dando origem à atividade cognitiva e possibilitando seu avanço. Acredita-se que o desenvolvimento biológico não é suficiente por si só. a inteligência simbólica.11). "As influencias afetivas que rodeiam a criança desde o berço não podem deixar de exercer uma ação determinante na sua evolução mental. Porém. gradativamente. p. 2000. 1995). O autor relaciona a psicogênese e a historia do individuo. conforme amplia-se o processo de interação com o meio. tornando possível o acesso ao mundo simbólico. a influencia do meio social torna-se muito mais importante na aquisição das funções psicológicas superiores. a inteligência.41). é necessário que a cultura e a linguagem forneçam instrumentos pensamento. Nessas circunstancias. mesmo no seu mais alto nível de maturação.. "(.) pois são os desejos. é uma combinação em que cada uma tem seu papel definido e. Neste momento. a dimensão afetiva ocupa lugar central tanto do ponto de vista da construção da pessoa quanto na construção do conhecimento. os aspectos biológicos são determinantes e predominantes. vão cedendo lugar para determinação social.. Assim. o processo de personalização da criança depende do desenvolvimento dessas duas funções. como por exemplo. os quais Wallon denomina "alimento cultural" (Galvão. a personalidade. em sua constituição. assim. Inserida no contexto de desenvolvimento do ser humano. demonstrando. pois é preciso que paralelamente o sujeito se aproprie das condições oferecidas pelo meio. abrangendo afetividade e inteligência. os aspectos biológicos e sociais caminham juntos. No inicio. a estreita relação entre as interações humanas e a constituição da pessoa. também depende da afetividade.Para se compreender a psicogênese do ser humano é fundamental ressaltar que as funções intelectuais adquirem importância progressivamente. Neste âmbito.

para suas conquistas. o que poderá acarretar em formas de aprendizagem significativas e contextualizadas. dizendo a relação que o individuo tem com o meio em que vive. por pessoas ou fatores externos. intenções e motivos que vão mobilizar a criança na seleção de atividade e objetos e ter um significado para ela.1992). Baseia-se numa visão não fragmentada do desenvolvimento humano. ela depende dos avanços alcançados pela inteligência.1999). todas as atitudes cognitivas básicas do sujeito ocorrem de acordo com sua historia social e acabam se constituindo juntamente com o desenvolvimento históricosocial de sua comunidade. a afetividade se faz aliada no desenvolvimento do processo cognitivo. pois para sua evolução. na atividade cognitiva possibilitando seu avanço. DESENVOLVIMETO COGNITIVO. é que a aprendizagem antecede o desenvolvimento através das intervenções realizadas. A idéia de Vygotsky. Vygotsky defende a idéia de que a criança não pode ser reduzida a uma mera miniatura de adulto.quando estão em ação. mas são resultados das atividades vivenciadas a partir dos hábitos sociais da cultura em que o sujeito se desenvolve. De acordo com o autor. e a responsabilidade que professores tem nas mãos e que muitas vezes sem afetividade foi bloqueiam o conhecimento do aluno. SEGUNDO VYGOTSKY Vygotsky tem uma visão sócio-interacionista do desenvolvimento. Portanto se não houver uma interação entre professor-aluno não haverá a construção do conhecimento e o desenvolvimento da criança ao mundo símbolos. Inserindo essas teorias na minha pesquisa que ressalta sobre a importância do professor na vida de uma criança. E que as funções intelectuais são adquiridas progressivamente desde os primeiros meses de vida. pelo fato de sua mente funcionar de . assim como a inteligência. buscando compreende-lo do ponto de vista a afetividade e da inteligência. pois é através dos desejos. as habilidades cognitivas e as formas de estruturação do pensamento do sujeito não são determinadas por fatores prédeterminados. proporcionam altos níveis de evolução na criança (Wallon. Nas teorias de Wallon tem por objeto a gênese dos processos psíquicos que constituem a pessoa. Wallon diz que a afetividade entre professor-aluno é o ponto de partida do desenvolvimento. com ênfase na importância do ambiente social para o desenvolvimento e a aprendizagem. Portanto. apud Almeida. que diversas formas possibilitam a mediação entre o sujeito (aluno) e o objeto de conhecimento. No campo da educação. mostrando que a primeira função do desenvolvimento infantil é afetiva. depende dos avanços da afetividade (Oliveira.

o pensamento e a palavra não são ligados por um elo primário. já nos primeiros meses. para Vygotsky. Tal fato pode ser melhor explicado pela seguinte citação de Vygotsky: Para Vygotsky (1991).forma diferenciada. eles se encontram e se unem. Assim. Nesse momento. o fato mais importante revelado pelo estudo genético do pensamento e da fala é que a relação entre ambos passa por varias mudanças. (segundo as determinantes externas que os constituem). o aprendizado não se restringe meramente a um processo no qual o sujeito adquire informações e habilidades. assim como os seus primeiros balbucios são uma forma de comunicação sem pensamento. Ate por volta dos dois anos. devemos compreender nossos alunos: da forma como eles são. e não da forma como nós entendemos que deve ser a melhor. As curvas de crescimentos de ambos cruzam-se muitas vezes. podem atingir o mesmo ponto e correr lado a lado. Tal compreensão traz implicações sobre como nós. Segundo ele. para compreendermos o mundo. iniciando um novo tipo de organização do pensamento e da linguagem. tem inicio uma conexão entre ambos. o desenvolvimento do pensamento é determinado pela linguagem. a partir do momento em que a fala é internalizada. na fase pré-intelectual. pelos instrumentos lingüísticos do pensamento e pela experiência sócio-cultural da criança. e ate . Vygotsky observa que o pensamento da criança pequena. Segundo a abordagem sócio-genética do desenvolvimento da linguagem. inicialmente. Nessa perspectiva. O progresso da fala não é paralelo ao progresso do pensamento. torna-se clara a importância de darmos prioridade e a valorização necessária para o desenvolvimento da linguagem de nossas crianças. Segundo Vygotsky. Entretanto. uma vez que a linguagem para Vygotsky é fundamental. a criança possui um pensamento prélinguistico e uma linguagem pré-intelectual. ela passa a ser um instrumento através do qual o homem pensa. surge o pensamento verbal e a fala racional. mas a partir daí. A criança descobre que cada objeto tem seu nome e a fala começa a servir ao intelecto e os pensamentos começam a ser parcialmente verbalizados. mas ao longo da evolução do pensamento e da fala. pois irá possibilitar o desenvolvimento do pensamento do sujeito. Alem disso. que se modifica e se desenvolve. evolui sem a linguagem. Assim. professores. segundo os acontecimentos reais do meio onde estão inseridos. uma vez que esse processo de aquisição envolve a interação desde sujeito com o "outro". a função social da fala já é aparente: a criança tenta atrair a atenção do adulto por meio de sons variados.

vale ressaltar que toda apropriação de algum elemento cultural. o papel da cultura continua sendo crucial no processo de desenvolvimento da linguagem. posteriormente no âmbito interno do individuo. se não haveria um . Vale cada professor refletir sobre suas praticas pedagógicas em sala de aula. debatedores de idéias e construtores de conhecimento. sendo posteriormente internalizada. pois. A idéia de Vygotsky. a partir do momento em que. ele sentiu a necessidade de criar uma forma de comunicação. A memória humana é um canteiro de informações e experiências para que cada um de nós produza um fantástico mundo das idéias. é que a aprendizagem antecede o desenvolvimento através das intervenções realizadas. mas ele afirma cientificamente que isso não seja verdadeiro. mas se não decifrarem esses códigos serão apenas repetidores de idéias. embora muitos sejam ótimos alunos. ao longo da historia. Trabalhar o cognitivo é o mesmo que motivar o ato ou a ação de conhecer e adquirir o conhecimento. Anterior a tal estudo. o homem começou a enfrentar situações de relacionamento coletivo. alguns estudantes que se apropriam desses códigos se transformam em grandes empreendedores. mas tal fala vai se transformando. se dá em dois momentos distintos: primeiramente no âmbito externo e. esta ocorre primeiramente através da forma egocêntrica. por pessoas ou fatores externos. e que no caso de fala. mas acabam se separando novamente. Cury diz que o senso comum acredita que usamos apenas 10% da memória.mesmo fundir-se por algum tempo. Ou seja. eu não tinha o conhecimento de que todos os processos do individuo com o mundo ocorrem através da linguagem. Com isso comprova e mostra que minhas pesquisas são bastante relevantes no contexto escolar. caracterizando a linguagem. Vygotsky acredita que se deve valorizar a linguagem do aluno para possibilitar o desenvolvimento do pensamento. AUGUSTO CURY: CóDIGO DA INTELIGêNCIA Neste livro o autor aborda a importância em decifrar os códigos que existem na mente humana. afirma que nossa memória é seletiva. a fala egocêntrica pode ser observada e aparentemente não tem um interlocutor. Diante disso Vygotsky fala que: Nesse contexto. pois se torna internalizada. no caso a fala. podendo ser facilmente observada em crianças. sabe-se que 90% das crianças que são encaminhadas aos ambulatórios para um tratamento com psicólogo apresentam queixa escolar. Dessa forma. que diversas formas possibilitam a mediação entre o aluno e o objeto de conhecimento.

Muitos educadores são excelentes para cuidar dos outros. foi considerado um dos maiores cérebros humanos Einstein. Como sendo um pesquisador da psicologia. multidimensional e modificável. 2004). mas se esqueceram de cuidar de si mesmos. os dois primeiros inconsciente e o terceiro consciente. então se no campo cientifico há tanta flutuação imagine nas relações humanas. Para ressaltar Augusto Cury diz: Nessa linha de pensamento. citando o papel do sistema educacional tem como objetivo preparar os alunos para o mercado de trabalho. (o instinto) e o Homo sapiens. circunstanciais e incompletos. Tantos outros . e quando não decifram o código da razão transmitem em sala de aula a sensibilidade e o carisma. que se encontram pensamentos capazes de serem avaliados e analisados. equações matemáticas. Segundo Augusto Cury: Na primeira e segunda grande área da inteligência. mas uma falta de capacidade de intuir. Na terceira grande área da inteligência. Muita verdade cientifica caem a cada dez anos. por ter uma eloqüência na transmissão de informações. fazendo um bloqueio no código da criatividade. são dedicados para aliviara a dor dos outros. pode ser concluído que o Homo sapiens é capaz de desenvolver fórmulas físicas. deixou seu filho por anos em um manicômio. sendo assim o conceito global da inteligência entra em três grandes estágios. Segundo Cury: Cury fala de um grande gênio da física que decifrou grandes códigos da inteligência.congestionamento de pensamentos e um desgaste excessivo. segunda a teoria Multifocal é nessa área que são feitos os mais variados testes para se medir os mais diversos tipos de quocientes da inteligência. por isso toda teoria deve ser testada avaliada. mas muitas vezes não os preparam para nenhum dos dois. Um pai que colocou seu filho no rodapé de sua historia. refere-se ao resultado das duas primeiras áreas. irracionais e desproporcionais. e exercer um controle de qualidade de pensamentos. causando a síndrome do pensamento acelerado (SPA) (Cury. como pode um humanista agir sem humanidade. filtrar estímulos estressantes. multidinâmica. conseqüentemente o Homo bios. mas não se lembram em investir em seus projetos. entretanto Cury diz que todos os testes são invariáveis. porque o sistema tem estressado tantos os mestres e educadores quanto aos alunos. mas não decifrou outros códigos que ultrapassam o limite da lógica o de se colocar no lugar dos outros. A memória já sendo seletiva pode ser bloqueada por estresse intenso. tem conhecido a inteligência como multifocal. o mínimo de contrariedade pode ser tão ilógico a ponto de produzir reações agressivas. programas de computador. analisada e refletida. (a capacidade de pensar). multifatorial. e não os preparam para vida.

. Deixaram que sua janela Killers (é uma zona de conflito que assassina o prazer de viver) fosse capaz de sugar e destruir a solidariedade. [. e alem disso aguçarão sua concentração e assimilação. que inquietará. tolerantes e socialmente afetivos. incomodará. mas no traçado da existência.p.fenômenos da inteligência que não tiveram a oportunidade de conhecer o significado da palavra vida. fazendo perguntas. reagimos à vida são fotografados pelas pessoas que nos rodeiam. é bem mais simples ensinar alfabetizar o intelecto do que alfabetizar a emoção de se doar. Mas professores ensinam um silencio nada pedagógico. mestres que não falam de suas dificuldades. mas não educará. idéias e emoções. valorize a emoção e depois faça sua critica construtiva e não será mais um invasor e sim um educador inesquecível. lucidez e raciocínio esquemático nos focos de tensão. Segundo Cury: . da compaixão pela humanidade. mas aquele professor que tem uma representação ruim.] Sabedoria e autocrítica não se aprendem nos bancos de uma escola. para provocar a mente dos alunos. Claro que quando o professor está transmitindo informações é necessário o silencio. para seus alunos debaterem. (Cury. Há uma porcentagem considerável de correções que não educam e sim invadem a privacidade do aluno. Se o professor souber usar a energia ansiosa da SPA.. mas primeiro conquiste. Educadores que não falam de suas lagrimas para seus alunos. dependem de aprenderem o alfabeto da sensibilidade. Essas atitudes são difíceis de serem elaboradas na psique. porque atitudes assim geram uma invasão de privacidade. debater idéias. Não é simples interpretar comportamentos. que derruba o debate. porque muitas vezes professores querem conquistar a razão depois a emoção. as discussões de idéias. principalmente pelas crianças e adolescentes. eles o respeitarão e admirarão. nunca os ensinarão a suportar adversidades. suportamos perdas. quando grita com seu aluno. Desde o momento que a criança é inserida em uma escola.117). ela deveria descobrir prazer de expressar seus pensamentos. altruísmo. A maneira como enfrentamos dificuldades. O grau de admiração é um eco psíquico. mas seria importante interromper o silencio a cada dez minutos. mas não espere que os alunos sejam espontaneamente solidários. seus ensinamentos terão um eco muito grande. 2008. um professor com grande representação para seu aluno quando fala baixo. lidamos com contrariedades. seus ensinamentos terá um seco pequeno. nunca ensinarão a chorar. do prazer de se doar. e expressar opiniões. estimular o pensamento.

a necessidade de ser sempre certo. Certamente fazendo isso.. A afetividade possibilita a interação com o outro e sua evolução se dá .é raro não vermos um aluno que não adoeceu aspectos psíquicos. consciência crítica. Emoção e afetividade têm fundamental importância na constituição e funcionamento da inteligência determinado os interesses e as necessidades individuais. Cury diz que professores fascinantes usam a memória como suporte da arte de pensar. Para concluir Cury relata em um capitulo deste livro a inteligência carismática inesquecível. sendo a emoção que dá origem a atividade cognitiva. a necessidade de controlar os outros e impor suas idéias. esses traumas que muitos deles são produzidos ou desenvolvidos no inocente ambiente das salas de aulas. de onde vem o medo de enfrentar ambientes novos. mas um excelente professor valoriza e cria vínculos os que estão sentados lá no fundo das salas. tem um rendimento escolar baixo e vivem no "mundo da lua". de trabalhar em equipe. de questionar . mas o que estimula a começar tudo de novo. mas o que encoraja. Wallon acredita que a afetividade é anterior a inteligência.. ele faz uma pergunta importante. mas que liberta. (Cury. a capacidade de debater .] o professor que forma pensadores não é o que controla. [. Comprometer em dar atenção aos que perturbam o ambiente. Nessa linha de pensamento a contribuição desse livro para minha pesquisa foi mostrar que se não houver um afeto. Mas segundo Duarte: Cury pede aos professores que jamais abandonem seus alunos que vivem nas margens da sala. muitas vezes é o que surpreende. não é o que desanima. ao levantar a mão quase tem uma taquicardia. são relapsos. o que contribui para desenvolver nos alunos: o pensar antes de agir. o bom professor valoriza quem tira melhores notas. a criança na hora de realizar qualquer tarefa simples seu nervosismo vai bloquear seus conhecimentos mais simples. prevenirão muitos suicídios e violência na sociedade. indisciplinados. aproximação. novos desafios. expor e não impor idéias . quais professores são inesquecíveis para seus alunos? Aqueles que foram cultos e eloqüentes ou os que encantam ao ensinar? é claro que a exceções. DISCUSSãO SOBRE AFETIVIDADE Podemos perceber que Vygotsky e Wallon apresentam concepções distintas sobre afetividade e cognição. o famoso "deu branco" quando são confrontados. mas é esse que influenciam a personalidade de seus alunos. não é o que pune. ensinamentos significativos. 2008). por anos a fio em uma sala de aula pelo desconforto.

Ao vivenciar situações como desconforto. 2001:62) Restringindo o olhar a um recém-nascido observam movimentos que expressam disposições orgânicas e estados afetivos de bem-estar ou mal-estar. frio ou cólica. existe o entrelaçamento dos aspectos afetivos e cognitivos sendo que as conquistas no plano afetivo são utilizadas no plano cognitivo e viceversa. nas quais há predominância alternada ora da afetividade. atribuindo significado a elas. passa pela emocional e chega na ordem moral. contorções ou gritos. Isto significa que estão vinculadas a componentes orgânicos. portanto. contudo a afetividade e cognição não podem ser vistas como dimensões isoladas. vai progressivamente cedendo espaço de determinação ao social: Segundo Galvão (2001) em seus estudos.por etapas que vão da base orgânica. fome. Vygotsky defende que a vida afetiva se constrói na relação com o outro. Wallon admitiu que o homem é determinado fisiológica e socialmente. Segundo Vygotsky (1984). expressivas que são responsáveis pelo seu caráter altamente contagioso e por seu poder modificador do meio humano" (Galvão. Dessa forma. . que muitas vezes são utilizados como sinônimos. O pensamento (cognitivo) se inicia na esfera motivacional (afetivo). suas idéias permitem defender que a construção do conhecimento ocorre a partir de um intenso processo de interação entre as pessoas. As emoções para este autor são reações organizadas que se manifestam sob comando do sistema nervoso central. não descartando sua caracterização enquanto estado sujeito. sujeito. De acordo com Wallon o biológico. portanto. isso se dá culturalmente através da mediação e a linguagem tem importante papel nessa construção e também na sua evolução. ora da cognição. acompanhadas "de modificações visíveis do exterior. Em sua psicogenese. o bebe se expressa por meio de espasmos. São. isto faz com que o bebe correspondência entre seus atos e os do ambiente. que é mais determinante no inicio da vida. As pessoas que fazem do seu meio social interpretam essas reações. Wallon divide o desenvolvimento humano em etapas sucessivas. de uma dupla historia: a de duas disposições internas e das situações exteriores que encontra ao longo de sua existência. promovendo reações cada vez mais diversificadas e intencionais. através da mediação do outro. Wallon diferencia os termos afetividade e emoção. De acordo com Galvão (2001). o sujeito se apropria dos objetos culturais e esse processo promove o desenvolvimento. Em todas essas etapas.

a qual é um elemento necessário para a delimitação e expansão do sujeito como pessoa. constituindo os fenômenos afetivos. vão ganhando complexidade. a sua maneira. cognitivas e motoras no desenvolvimento humano. alem disso. Assim. Também demonstra as relações existentes entre as dimensões afetivas. passando a atuar no universo simbólico. Vygotsky defendeu que estados emocionais diferentes podem provocar reações orgânicas semelhantes. ele defende que as transformações orgânicas desvinculadas do contexto não são suficientes para produzirem a emoção. Vygotsky assumiu uma perspectiva de desenvolvimento para as emoções. atribui a interação social como papel fundamental na constituição do ser humano. Cada um. mas sem relevância pela maioria dos educadores. SOBRE A MEDIçAO PROFESSOR-ALUNO Em se tratando de mediação professor-aluno. cabe ressaltar o papel da mediação neste processo. Este capitulo com as teorias dos autores Wallon e Vygotsky. neste caso o . Wallon e Vygotsky. De acordo com Vygotsky. o desenvolvimento humano depende da interação que ocorre entre as pessoas e da relação com os objetos culturais. ampliam-se as formas de manifestações. que contribuíram para a relevância da dimensão afetiva na constituição do sujeito e na construção do conhecimento. uma vez que com a presença do outro. de caráter inicialmente orgânico. da significação e do sentido. tema tão fundamental para nossa vida e nossa formação Agora citando a afetividade da criança. Embora tenha partido de uma base biológica. Assim. Esses autores defendem a intima relação que há entre o ambiente cultural/social e os processos afetivos e cognitivos. não considerando o aspecto psicológico dos processos emocionais. assumem o caráter social da afetividade e tem uma abordagem de desenvolvimento para ela. vêm a uma simples pergunta o que nos leva a ser educadores? O que nos anima e fornece tanta energia neste trabalho tão pouco valorizado? Esse tema mediação professor-aluno é muito conhecido. considerando assim o aluno em sua totalidade. destacando que não há uma redução ou desaparecimento das mesmas. Conforme Leite e Tassoni (2002): Ambos. demonstra que as manifestações emocionais.A maioria das teorias das emoções da sua época concentrava-se nas manifestações orgânicas. alem de afirmarem que ambos interrelacionam-se e influenciam-se mutuamente. todas as relações com membros da família e com o ambiente social em que vive podem fornecer modelos de aprendizagem para criança. mas um deslocamento para o plano simbólico.

ao mesmo tempo em que esta estará se constituindo como sujeito. a criança está . Segundo Vygotsky.. 1992). e como conseqüência também se nota na aquisição da escrita. Oliveira. estão em estado emergente. Sobre a mediação existem pontos convergentes entre a teoria de Wallon e a da de Vygotsky. conseqüentemente na base da aquisição das funções psicológicas superiores. é necessário ressaltar que na escola.) significa algo como processo de ensino-aprendizagem incluindo sempre aquele que aprende. sendo também espaço de construção da afetividade e do conhecimento centrado na intervenção sobre a inteligência."(Oliveira. sendo necessária a interação e confronto com o outro. uma vez que este revela as funções que ainda não amadurecem na criança. a medida que a inteligência vai atingindo novos estágios. Tal convergência se dá na medida em que ambos admitem que através da interação social que o ser humano se desenvolve especialmente nas interações em sala de aula.professor mediador. pois as conquistas da inteligência são incorporadas ao plano da afetividade.57).p. Vygotsky faz uso do termo em russo obuchenie. são de acordo com Wallon. que "(. sendo que entre a emoção e a atividade intelectual ocorre um processo paralelo de desenvolvimento (Almeida. aquele que ensina e a relação entre essas pessoas. Ou seja. as quais exercem grande influencia no desenvolvimento cognitivo. a zona de desenvolvimento proximal revela os modos de agir e de pensar que ainda estão em fase de elaboração na criança e exigem a relação com o outro para alcançarem a autonomia. as quais embasam teoricamente esta pesquisa. uma vez que essas duas funções. Neste processo. Neste contexto. o qual não ocorre isoladamente. o conceito de zona de desenvolvimento proximal é de extrema importância. Para ambos os autores o mesmo ocorre com o processo de formação da personalidade. 1997. dar-se a evolução das formas de pensar da criança. constituindo-se manifestações de emoção. 1999. a afetividade e a inteligência. a necessidade de comunicação está na base do desenvolvimento da criança e. a afetividade vai se racionalizando. Também para melhor compreensão da teoria. estando ainda em processo de autonomizaçao e de acordo com Vygotsky. repletas de afetividade.. essenciais na constituição da personalidade. Outro ponto de convergência é a afirmação de ambos os autores sobre as influencias das dimensões afetivas sobre a atividade intelectual e vice-versa. a escola torna-se espaço legitimo para o desenvolvimento sócio-afetivo da criança.

traduzindo como sujeito ativo. de forma que "(. para poder intervir de forma eficaz na elaboração do pensamento do aluno. p. Percebe-se então que o professor tem um papel fundamental neste processo. 1999)." (Almeida. um interprete das manifestações da criança. estar atenta as possibilidades inúmeras existentes em nosso meio cultural presentes no dia-a-dia. oferece riquíssimas possibilidades de crescimento. No entanto pode-se observar que através das dificuldades dos alunos. sendo necessário que nossas decisões durante a mediação sejam tomadas não de forma aleatória ou idealizada. já que o papel do professor como mediador é de fundamental importância. A relação professor-aluno sendo de uma natureza conflitante.103). para que sejam estabelecidas mediações que propiciem situações de aprendizagem para meus futuros alunos. que deve ser respeitada suas individualidades e particularidades. . um observador. permitindo que a criança reflita sobre sua produção.presente como um ser completo sendo sujeito de conhecimento e sujeito de afeto (Almeida. Posso afirmar que este conhecimento. significa dizer que o professor precisa saber como a criança pensa e onde ela encontra dificuldades. o professor conseguirá criar idéias sobre o que fazer. sendo papel do professor-mediador promover a expressão das emoções do aluno. sendo mediador. Assim a instituição não deve negligenciar e subestimar ou ate mesmo suprimir o espaço das emoções em suas atividades. alem da sua influencia nos processos de desenvolvimento cognitivo. A relevância deste capítulo para pesquisa foi reconhecer que o professor faz parte do processo de mediação do conhecimento. identificando as implicações do processo de construção do conhecimento. Diante do que foi exposto.. evidencia-se a presença continua da afetividade nas interações sociais. é preciso que o professor faça uma avaliação de suas intervenções. para que estas sejam eficazes e pertinentes a dificuldade encontrada pela criança. é crucial na determinação das praticas pedagógicas. não sabendo como proceder diante de conflitos. favorecendo o desenvolvimento da criança. cabe a mim como futura educadora. uma vez que no professor causa extremo desconforto ao lidar com as dificuldades de seus alunos. mas sim pensando-se em nossas praticas cotidianas concretas. 1999. exercendo uma importante influencia na aquisição do conhecimento da criança.) as emoções sejam utilizadas pelo professor como fonte de energia e as expressões emocionais como facilitadores do conhecimento..

seja ele pessoa. livro. falava coisas que ate hoje não consigo esquecer eu acabei . eu tinha muito medo dela. Na disciplina de matemática: Obtive 22 histórias. Na disciplina de inglês: Obtive 3 histórias. A análise foi divida por seguintes classificações: • • • • • • • • • • • • • • Agressão física. que a aprendizagem não ocorre somente entre sujeito (aluno) e objeto (conteúdo). Na disciplina de química: Obtive 1 história. identificando-os como sujeito. o medo era tanto que quando ela mandava eu ir na lousa eu ia tremendo fazia as contas e não sabia dizer para ela o sinal se era mais ou menos. Na disciplina de português: Obtive 5 histórias. em casa eu conseguia resolver os exercícios. Na disciplina de educação física: Obtive 2 histórias. Um dia minha mãe foi conversar com ela e quando a minha mãe foi embora ela me humilhou. Na disciplina de educação artística: Obtive 2 histórias. ela era do tipo que humilhava o aluno. mas quando eu chegava na sala não. SUJEITO 1 ( 28 ANOS) HISTóRIA: Quando eu estava cursando a quarta serie. idade. Cada história foi preservada a identidade do aluno. No curso de informática: Obtive 2 histórias. Na disciplina de história: Obtive 4 histórias. eu tive uma professora chamada Susi. Esse questionário foi um instrumento fundamental para a situação problema do tema desta pesquisa. ANáLISE E DISCUSSAO DOS DADOS Na presente pesquisa foi utilizado um questionário para coletas dos seguintes dados: nome. No curso de engenharia elétrica: Obtive 1 história. etc. o mesmo deveria compartilhar sua história. mas necessita fundamentalmente da mediação social do outro. data de nascimento. e se houve algum professor que desmotivou o aluno. No curso de estatística: Obtive 1 história. ela era muito bonita e muito brava. as informações e depoimentos aqui colocados. sexo. moral e psicológica: Obtive 27 histórias. Na disciplina de ciências: Obtive 2 histórias. Na disciplina de geografia: Obtive 1 história. pode mostrar o quanto é importante o professor na vida do aluno. ela me deixava apavorada. estado que fez maior parte dos estudos. Na disciplina de física: Obtive 1 história.Tenho claro agora.

SUJEITO 2 (34 ANOS) HISTóRIA: Na segunda serie. ela beliscava. SUJEITO 4 (34 ANOS) HISTóRIA: Eu estava na terceira serie e a professora fazia chamada oral da tabuada. ela brigava e nos humilhava na frente de toda a classe. meu professor passava as mãos em meu corpo e esfregava seu órgão masculino em mim. meus pais não me ensinavam e não apoiavam meus estudos. tinha grandes dificuldades na escola. eu não tenho vergonha de dizer que ate hoje não aprendi a tabuada. sempre fui péssima na escola. ate hoje me recordo desse tempo. chorei a aula inteira e meus coleguinhas ficaram rindo de mim. SUJEITO 8 (29 ANOS) HISTóRIA: Na quarta serie tinha um professor que só gritava e quando errava qualquer questão ele chamava os alunos de "orelhinhas" e ele também costumava jogar giz quando pegava a sala conversando. Mas nunca fez nada construtivo para aprendermos.repetindo aquela serie e isso ficou guardado dentro de mim. eu hoje tenho filhos e não permito que o professor nenhum faça o que ela fez comigo. E na terceira serie. todos os dias e quando a gente não acertava. mas a professora não demonstrava preocupação. SUJEITO 9 (23 ANOS) . recebi um puxão de orelha que me deixou muito envergonhada. SUJEITO 5 (40 ANOS) HISTóRIA: Na segunda serie meu professor gritava muito. ele batia com régua. SUJEITO 7 (32 ANOS) HISTóRIA: Quando estava na segunda serie. isso me revoltava e chegou a um ponto que não queria ir mais à aula. quando ele ia tomar a lição individual se o aluno não soubesse pronunciar a palavra ou o resultado da conta. havia uma professora que explicava a matéria no máximo três vezes e se o aluno não entendia. fiquei traumatizada e mudei de escola. eu não tinha vontade de ir apara escola e cada vez ficava pior. SUJEITO 3 (45 ANOS) HISTóRIA: Na segunda serie. e fiquei com medo de contar a alguém. SUJEITO 6 (26 ANOS) HISTóRIA: Quando eu tinha dezesseis anos. minha mãe precisou me trocar de escola. foi um trauma quase não consegui voltar à escola. acho que ate gostava de dar notas vermelhas para mim. havia um professor racista que não dava a devida atenção para os alunos negros.

só gritava. motivação. Professores que fazem a diferença devem formar pensadores que são autores de varias histórias. ate hoje tenho problemas com matemática. eu tinha uma professora que eu "odiava". São histórias que marcaram vidas. mas com grande significado. eu passei a detestála mais ainda e acabei reprovando. não traz felicidade. afeto. A aprendizagem precisa ser "recheada" de afeto. Eles transformam a informação em conhecimento e o conhecimento em experiências. Relações revestidas de sentidos e significados negativos que geram medo. humilhações. SUJEITO 1 (31 ANOS) HISTóRIA: Na terceira serie. em muito casos. através de um gesto muitas vezes leviano. hoje vejo que ela não tinha o mínimo de jeito para lidar com crianças daquela idade. Resumindo. eu tinha muita dificuldade em matemática mais ela não conseguia me explicar de maneira que eu entendesse. SUJEITO 5 (31 ANOS) . OBSERVAçAO: Pode-se notar nesses relatos o desrespeito e maus tratos. Devem multiplicar homens que pensam em nossa realidade.HISTóRIA: Minha professora da quarta serie gostava de ridicularizar e expor o aluno para a sala toda devido às notas baixas. reclamava. tinha uma professora de matemática muito brava. SUJEITO 3 (36 ANOS) HISTóRIA: eu tive na terceira serie uma professora que ensina todas as matérias. eu tinha medo dela e não conseguia entender a matéria. foi muito constrangedor. respeito. ela batia com régua na carteira todos gritavam de medo. SUJEITO 4 ( 33 ANOS) HISTORIA: Na terceira serie. insistia em ensinar subtração com o método de "emprestar para o amigo do lado". Ate hoje encontro dificuldades em entender a matéria. exaltação da voz. SUJEITO 2 (48 ANOS) HISTóRIA: No primário tive uma professora que agredia com régua todo o aluno que não conseguiam acompanhar matemática. até confesso que ate hoje fico depressiva na aula de matemática por não conseguir acompanhar essa matéria. minha mãe precisou pagar aulas particulares para que eu passasse de ano. quando me virei para pedir uma borracha emprestada. cumplicidade e responsabilidades e tais relatos denotam o quão desrespeitoso e irresponsável era a relação que se estabelecia entre professor-aluno. aprendizagem. pois não entendia o conteúdo que era passado. SUJEITO 10 (30 ANOS) HISTóRIA: Na terceira serie uma professora colocou uma fita crepe em minha boca. humilhação. revolta e desistência.

é agora ou nunca. e quando eu ia perguntar pra ela me explicar novamente ela falava que não explicaria novamente. agora aos trinta e um anos. gritando muito comigo.HISTóRIA: Nunca aprendi matemática. que explicava frações e eu não entendia. tenho dificuldade com matemática ate hoje. . então eu tomei ódio de matemática por causa dela. então tinha medo de perguntar e quase sempre errado. ate que o sinal bateu e ela não deixou ninguém sair ate eu terminar o exercício. SUJEITO 6 ( 21 ANOS) Quando eu estava na quinta serie. é uma disciplina muito citada entre alunos. SUJEITO 8 (25 ANOS) HISTóRIA: Minha professora de matemática. OBSERVAçAO: Matemática trata-se de uma disciplina da ciência exata. eu tive um professor de matemática que me desmotivou muito. então me desanimou aprender qualquer tipo de matemática por não ter uma base. SUJEITO 9 (20 ANOS) HISTóRIA: Uma professora de matemática fazia com que todos os alunos respondessem as questões na lousa. provavelmente em função da dificuldade de compreensão e. SUJEITO 10 (18 ANOS) HISTóRIA: Tive uma professora de matemática que não explicava duas vezes e se irritava às vezes quando fazíamos perguntas. foi quando eu fui ate a mesa dele tirar minhas duvidas. já pensei em desistir do curso de marketing. SUJEITO 7 (21 ANOS) HISTóRIA: Na quinta serie tive uma professora de matemática. porque quando estava na terceira serie tive muita dificuldade para aprender e continuo tendo ate hoje. Nesse sentido. ela não me deixou sair da lousa ate resolver corretamente. ele estava raivoso. tenho muita dificuldade isso vem desde a quarta serie. na minha vez caiu justamente a que eu não sabia. ele me disse "porque você é burra". tenho que enfrentar um grande desafio "faculdade". confesso que pensei em desistir varias vezes mas agora criei coragem de enfrentar o meu medo. foi então que eu não queria ir mais à escola. Terminei o exercício com a ajuda dos colegas e fui direto para o banheiro chorar pela vergonha que ela tinha me feito passar. muito conhecida pelos alunos em função do seu conteúdo lógico e muitas vezes denso e reflexivo. ela dizia que eu não prestava atenção. fui ficando cada vez mais nervosa. sobretudo pela dificuldade didática por parte dos professores em torná-la mais acessível e prazerosa aos alunos.

Quando se ministra o conteúdo com respeito e tolerância tudo acontece. SUJEITO 2 (21 ANOS) HISTóRIA: Eu tive uma professora de português que só dava respostas mal educadas aos alunos. Teve uma aula que eu não conseguia fala o L das palavras. quando deu o sinal eu sai correndo e de repente o professor me pegou pelos cabelos e me puxou-me fazendo eu cair de costas e me humilhou na frente da sala. por exemplo: bicicleta. Para os professores dessas histórias. para educar melhor. A memória humana é um canteiro de informações e experiências para que cada um de nós produza um fantástico mundo das idéias. e quando estava preste a terminara aula e eu já estava a ponto de bala para ir embora. ela pegou tanto no meu pé que virei motivo de risada na sala. ela ficava debochando dos erros dos alunos. um ser humano complexo. falando que era desobediente. OBSERVAçAO: Precisa conhecer o aluno. . o funcionamento da mente. SUJEITO (23 ANOS) HISTóRIA: Não foi desmotivação da matéria e sim do professor. Ninguém se diploma na tarefa de educar. O número de histórias é bem considerável. mas com outros colegas também.Creio que essa disciplina é muito citada pela dificuldade que os alunos têm em compreender o conteúdo. que um dia o qual fiz um exercício errado ela "jogou meu caderno longe". SUJEITO 3 (25 ANOS) HISTóRIA: Minha professora de português na quinta serie. de pessoas que sofreram ou que sofrem por não entender algo que não foi lhe explicado como deveria e justamente uma matéria que exerce o raciocínio lógico das crianças. pois só podia sair quando ele mandasse. Isso ficou marcado na minha vida "eu o odeio". a questão fica ainda pior quando o professor domina o conteúdo. e que não tem necessidades peculiares. Preciso e urgente mudar o olhar e a relação professor-aluno. A vida é uma grande escola que pouco ensina aos que não sabem ler a realidade que os cerca. aprende educando. Eu estava no segundo ano. não só comigo. SUJEITO 1 (23 ANOS) HISTóRIA: tive uma professora de português. acho que o professor tem que corrigir o aluno mas de uma maneira mais discreta. cada aluno é mais um número na sala de aula. ela adorava nos humilhar na frente de todos. a visão muda algo que deveria ser chato e complicado se torna divertido e agradável de aprender. mas não tem didática para lidar com as dificuldades apresentada pelos alunos. ele fez eu ter medo e ódio dele.

(1992) Afetividade e a construção do sujeito na psicogenética de Wallon. OBSERVAçAO: Nesses dois relatos vemos como uma humilhação sutil pode levar a danos irreparáveis. São Paulo: Summus Editorial Ltda. H. apenas por que palavras foram ditas. Oliveira. pinturas. O sujeito que se emociona: signos e sentidos nas praticas culturais. arte é emoção. Vale repensar. WALLON. Y. por exemplo. Tese de Doutorado. ela pegou uma pintura que eu tinha feito e usou para mostrar o que não deveria ser feito e mostrou para sala toda e todo mundo riu. tirando isso do aluno. tende a não gostar da disciplina que ministra. o que resta? Uma pessoa insensível.SUJEITO (23 ANOS) HISTóRIA: Tive uma professora de educação artística. coração. As origens do pensamento na criança. 527 p. em La Taille. tendo por base a questão da sua influência na construção do conhecimento e na vida dos seus alunos. Quando libertamos a arte de pensar.. relaciona-se muito o trabalho do professor nos seus múltiplos aspectos. Campinas. São Paulo: Manole. H. atitudes foram demonstradas em publico. Muitas vezes.. K. • • . CONCLUSãO DA PESQUISA: Nas histórias aqui apresentadas. abrimos as janelas da inteligência. um aluno que não gosta de determinado professor ou não se relaciona bem com ele. a influencia que este exerce na construção da auto-estima do aluno e em suas escolhas e comportamentos futuros. UNICAMP. política e social. que uma vez em que ela me fez passar vergonha na oitava serie. intelectual. Depois do ocorrido nunca mais me interessei por desenhos. Vygotsky e Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. etc. OLIVEIRA. Henri (autor). sua importância na formação cognitiva. BIBLIOGRAFIA • DANTAS. faculdade de Educação. M. Ivone Martins.. Dantas. pela maneira em que se porta e como trata o conteúdo proposto e a importância que dispensa ao mesmo. que não exerceu sua criatividade. os alunos perdem o interesse por determinado conteúdo ou disciplina devido á postura do professor em sala de aula durante o processo de ensino. refletir sobre o que tem sido ensinado e como tem sido ensinado aos alunos. 1989. emocional. Procura destacar também. 2001. Foi possível perceber também nestes relatos que os componentes afetivos desta relação influenciam consideravelmente na relação aluno-objeto de conhecimento. Piaget.

Wallon. 2005.• TASSONI. São Paulo: Martins Fontes. O código da inteligência: a formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional. Izabel. A emoção na sala de aula. Cury. Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. A formação social da mente. A Teoria das inteligências libertadoras. 2003 YGOTSKY. professores fascinantes. 2000. Need an essay? You can buy essay help from us today! Read more: http://www. 9 Edição. Campinas. GALVãO. A evolução psicologia da criança.1999. Faculdade de Educação. Almeida Ana Rita S. UNICAMP. Campinas. Afetividade e produção escrita: a mediação do professor em sala de aula. CURY. Papirus. Celso. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil/ Ediouro. S. Rio de Janeiro. Henri.ukessays. 1994.php#ixzz2ZRTLd8Xh • • • • • • • . Dissertação de Mestrado. L. Antunes. Elvira Cristina Martins. Pais brilhantes. 2000. 2008. Augusto Jorge. Augusto Jorge. Petrópolis: Editora Vozes. 220 p. Petrópolis. Lisboa. 2001.com/essays/education/afetividadee-inteligencia. Sextante. RJ: Vozes.