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15 Maio 2009

PORTUGAL
2506 casos de violência doméstica no distrito de Lisboa
Trinta e um casos de violência em meio escolar, seis de violência contra profissionais de saúde, 18
de violência contra idosos e 2.506 de violência doméstica foram registados no primeiro trimestre de
2009 no Distrito Judicial de Lisboa. O Distrito Judicial de Lisboa abrange os Círculos e Comarcas de
Almada, Angra do Heroísmo, Barreiro, Caldas da Rainha, Cascais, Funchal, Lisboa, Loures, Oeiras,
Ponta Delgada, Sintra, Torres Vedras e Vila França de Xira. Segundo um mapa divulgado pela
Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, registaram-se ainda 75 casos de violência contra crianças,
987 crimes de droga, 88 crimes de corrupção e afins, 205 crimes contra a liberdade e
autodeterminação sexual de menores, 127 crimes de coacção e resistência sobre funcionário e 2.248
de condução sem habilitação legal, sob efeito de álccol ou outras infracções rodoviárias.

DEPUTADA INDEPENDENTE AFIRMA

Magalhães é um desastre pedagógico


A deputada independente Luísa Mesquita (foto) classifica o programa de
distribuição de computadores Magalhães às crianças do primeiro ciclo como um
“desastre pedagógico”, considerando que em muitas escolas os alunos ainda não
receberam o portátil por incumprimento sucessivo dos prazos.
“Escolas existem que até hoje não tiveram à sua disposição o número de
‘Magalhães’ suficientes para todas as crianças que as frequentam, tão só porque os
compromissos com os prazos, protelados de incumprimento para incumprimento,
não têm sido respeitados”, critica a deputada num requerimento enviado esta
semana ao Ministério da Educação (ME).
No documento, Luísa Mesquita lamenta ainda o caso de famílias que continuam
à espera de receber o computador, apesar de já o terem pago há várias semanas.
“Como justifica o Governo o pagamento antecipado de um bem pedagógico
que, em muitas situações, já tem a entrega atrasada vários meses”, questiona, exigindo saber quantas crianças
já receberam o ‘Magalhães’ e quantas estão inscritas, mas ainda não podem contar com o portátil.
Apesar de a tutela ter garantido no final de Março que todos os ‘Magalhães’ pedidos até esse mês seriam
entregues até à Páscoa, cerca de 80 mil das 400 mil crianças inscritas no programa e-escolinha ainda não
receberam o computador, segundo dados do Plano Tecnológico da Educação.
No requerimento, a deputada independente repudia ainda os erros de ortografia, sintaxe e semântica que
foram detectados “no já triste célebre ‘Magalhães’” e que o ME garante já terem sido corrigidos.

NAS FUTURAS DECLARAÇÕES DE IRS

Contribuintes devem declarar contas no estrangeiro


Os contribuintes portugueses deverão passar a ser vida do sujeito passivo, explicou Carlos Costa Lobo
obrigados a indicar na sua declaração de IRS se detêm na Comissão de Orçamento e Finanças, citado pela
contas bancárias fora do país, revelou o secretário de agência Lusa.
Estado dos Assuntos Fiscais. Até agora, só pode fazê-lo quando tem
Esta medida faz parte da proposta de lei do Governo conhecimento de factos concretos que indiciem
sobre o levantamento do sigilo bancário que foi actividade irregular do contribuinte, segundo
entregue na Assembleia da República e foi avançada explicou. É no âmbito desta proposta de lei que o
ao “Diário Económico” pelo secretário de Estado, Governo quer que os rendimentos não justificados
Carlos Costa Lobo. superiores a 100 mil euros não justificados pelos
A proposta de lei alarga as situações em que a contribuintes sejam taxados a 60% em sede de IRS.
Direcção-Geral dos Impostos poderá levantar o sigilo Carlos Lobo defendeu a “congeminação entre os
bancário, com automatismos que levam a que o sinais exteriores de riqueza e os acréscimos
levantamento seja feito apenas com base na existência patrimoniais não justificados”, que até agora não
de i n d í c i o s de “mera d i s c r e p â n c i a ” e ntre o s acontecia, como uma das virtudes da proposta de lei
rendimentos declarados e a percepção do modo de do Governo.

HENRIQUE NETO, EX-DIRIGENTE SOCIALISTA

PS de Sócrates não combate claramente a corrupção


Henrique Neto (foto), empresário e ex-dirigente do aprovação da lei do financiamento dos partidos.
PS afirmou, em declarações ao Rádio Clube, que o PS “O partido socialista da era Sócrates favorece,
de José Sócrates “favorece, facilita ou não combate facilita ou não combate claramente a corrupção”.
claramente a corrupção”. Neto comentava assim Afirmou Henrique Neto.
aquela que lhe parece ser a conclusão sobre a recente O ex-dirigente socialista lembra o pacote anti-
corrupção apresentado por João Cravinho no passado,
que não colheu o apoio do PS, e acusa os partidos
políticos de nunca terem desejado a transparência e
diz não ter confiança num parlamento que aprovou,
por unanimidade a nova lei do financiamento dos
partidos. Para o empresário a decisão não prestigiou a
Assembleia da República.
“Os partidos políticos, no seu conjunto, nunca dese-
jaram a transparência. A corrupção sempre existiu nos
partidos políticos. Agora passa a estar permitida por
lei. A minha confiança nas pessoas que fazem leis
destas é muito limitada, não apenas no PS. A lei foi
votada por unanimidade”, defendeu o empresário.