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UEM, O FUTURO COMEÇA AQUI

S O C I A L UEM, O FUTURO COMEÇA AQUI Alunos de Psicologia (Rafael Escudeiro,

Alunos de Psicologia (Rafael Escudeiro, Ana Eliza Ferreira, Lorena Camargo e Regina Semedo)

Ana Eliza Ferreira, Lorena Camargo e Regina Semedo) Angélica Marluce Meronha de Oliveira, Aline Tavares e
Ana Eliza Ferreira, Lorena Camargo e Regina Semedo) Angélica Marluce Meronha de Oliveira, Aline Tavares e

Angélica Marluce Meronha de Oliveira, Aline Tavares e Marcela Bataline, alunas de Letras

Amanda,

Giovani,

Rafael,

Fábio e

Acauã,

estudandes

do curso

de

Engenharia

de

Produção

estudandes do curso de Engenharia de Produção Maysa Viana faz Mestrado em Biociências em Farmácia Lorena
estudandes do curso de Engenharia de Produção Maysa Viana faz Mestrado em Biociências em Farmácia Lorena

Maysa Viana faz Mestrado em Biociências em Farmácia

Maysa Viana faz Mestrado em Biociências em Farmácia Lorena Fiorotto Moreno, aluna do curso de.Administração

Lorena Fiorotto Moreno, aluna do curso de.Administração

Lorena Fiorotto Moreno, aluna do curso de.Administração Gabriela Fernandes (Engenharia de Alimentos) e Rafael

Gabriela Fernandes (Engenharia de Alimentos) e Rafael Martinelli (Ciências Biológicas)

Keylla Regina da Silva e Paula Nicolau, alunas de Psicologia

Franciele Alves,

estudante de

Ciências Sociais

l e A l v e s , estudante de Ciências Sociais Ferdnando, Amanda e Edson,
l e A l v e s , estudante de Ciências Sociais Ferdnando, Amanda e Edson,

Ferdnando, Amanda e Edson, estudantes de História

Sociais Ferdnando, Amanda e Edson, estudantes de História Patrícia Keiko Asakawa, estudante de Administração

Patrícia Keiko Asakawa, estudante de Administração

Lucélia de

Moura

Pereira,

aluna de

Zootecnia

Lucélia de Moura Pereira, aluna de Zootecnia Mariana e Michelle, estudantes do curso de Farmácia Sanuei
Lucélia de Moura Pereira, aluna de Zootecnia Mariana e Michelle, estudantes do curso de Farmácia Sanuei

Mariana e Michelle, estudantes do curso de Farmácia

Sanuei e Gamal, são da Guiné Bissau e fazem especialização em Ciências Contábeis

Bissau e fazem especialização em Ciências Contábeis Página 16 2ª quinzena de maio/09 Maringá, 2ª quinzena

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2ª quinzena de maio/09

Maringá, 2ª quinzena de maio de 2009 - Ano 1 - Nº 4 O porta
Maringá, 2ª quinzena de maio de 2009 - Ano 1 - Nº 4
O
porta
voz
da
comunidade

Foto: Assessoria de Imprensa da UEM

UEMUEM -- UsinaUsina dodo sabersaber Em 1970 foi o início, hoje uma grande referência
UEMUEM -- UsinaUsina dodo sabersaber
Em 1970 foi o início, hoje uma grande referência
Em 1970 foi o início, hoje uma grande referência ENTREVISTENTREVISTENTREVISTENTREVISTENTREVISTAAAAA:: : ::

ENTREVISTENTREVISTENTREVISTENTREVISTENTREVISTAAAAA::::: Arinéia Martins, Presidente da Associação das Profissionais do Sexo – Pág. 05

UEM:UEM:UEM:UEM:UEM: Uma usina do saber – Págs. 08 e 09

ORION:ORION:ORION:ORION:ORION: Uma constelação de primeira grandeza – Pág. 10

RECICLADORES:RECICLADORES:RECICLADORES:RECICLADORES:RECICLADORES: Um grito de socorro – Pág. 14

IDOSO:IDOSO:IDOSO:IDOSO:IDOSO: O Estatuto ainda não é respeitado - Pág. 15

I D O S O : I D O S O : I D O S
A R T I G O S E C A R T A S
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EditorialEditorialEditorialEditorialEditorial

De acordo com a Constituição da UNESCO o direito à Educação é um direito humano fundamental e ocupa um lugar central nos Direitos Humanos e é essencial e indispensável para o exercício de todos os outros direitos humanos e para o desenvolvimento. Baseados nessa afirmação como podemos transformar o conhecimento em um bem público e elaborar novas políticas regionais para a educação superior no Brasil? Sabemos que a universidade brasileira atravessa um momento difí- cil, resultado de um contexto socioeconômico não adaptado para a realidade contemporânea. Isso faz com que os currículos tenham que ser rediscutidos, pois não se encaixam à expectativa dos alunos e à realidade do País. Outra consequência dessa inadequação é o fato do mercado de trabalho não absorver a massa de profissionais formados. Isso ocorre em virtude da falta de planejamento e localização e opções de cursos oferecidos pelas faculdades. Além disso tudo, ainda há o pro- blema da elitização do ensino, visto que a grande maioria das faculda- des pertence às redes particulares e cobram taxas altas para a popula- ção estudantil de baixa renda. Por outro lado as poucas instituições de ensino gratuito existentes têm seu acesso restrito aos estudantes pro- venientes das classes mais abastadas, pois eles têm mais condições de disputar uma vaga em função de ter tempo e condições financeiras para

se prepararem para os vestibulares tão concorridos. Isso acontece desde a chegada ao Brasil da família real portuguesa.

A educação no Brasil, já nasceu sob o signo da distinção social. Os

portugueses proibiram a instalação das universidades na colônia, for- mando assim, uma resistência à idéia de um projeto de ensino no país, principalmente quando, naquele período, os portugueses mandavam seus filhos estudarem em Coimbra. A dificuldade do acesso à universida- de pela população menos favorecida, a falta de investimento, os baixos salários dos professores fazem parte do cotidiano e constituem um fator de desmotivação. O que se vê por aí são universidades sem as mínimas condições de oferecer conhecimento e formação para que o aluno seja um bom profissional. Na prática isso se traduz nos milhares de formandos em Direito que não conseguem passar no exame da OAB, em médicos antiéticos, em engenheiros que fazem cálculos errados, em resumo, profissionais sem condições de exercer a profissão colocando em risco a vida de pessoas. Felizmente ainda restam algumas universidades que conseguem fazer seu papel de levar conhecimento com qualidade e dentre essas se destaca a UEM (Universidade Estadual de Maringá) que é objeto de nossa matéria de capa.

EXPEDIENTE

Editora Novos Rumos Ltda

CNPJ 10.729.979/0001-97 Av. Alexandre Rasgulaeff, 1149 - sobre loja sala 2 - Fone (44) 3025 4378 / 9804-4303 Jardim Alvorada Maringá - PR e-mail: gazetamaringaense@gmail.com

Alvorada Maringá - PR e-mail: gazetamaringaense@gmail.com Diretor: Antonio José Santiago Jornalista Responsável:

Diretor: Antonio José Santiago Jornalista Responsável: Malu Pedarcini Jornalistas colaboradores: Jaqueline Souza e André Leandro Venerucci Diagramação e arte: Vladmir Farias 43 8401-3175 Impressão: Folha de Londrina - contato 43 3329-5407 Periodicidade: Quinzenal Tiragem: 5.000 exemplares

CARTAS

Venho parabenizar a Gaze- ta Maringaense pelo conteudo diferenciado de suas notícias, dando maior atenção aos bair- ros e sua população, mostran- do aos próprios moradores as belezas, vida noturna, e outras atividades de lazer que as ve- zes passam despercebidas aos nossos olhos. Desejo muito sucesso a este jornal e a toda sua equi- pe. Parabéns. Ezio Crispim - Gerente Comercial

Gazeta Maringaense quero dar as boas-vindas! Não posso deixar de enviar palavras de reconhecimento pela forma que está sendo fei- to esse jornal, um trabalho ma-

OPINIÃO

ravilhoso de excelente qualida- de com matérias interessantís- simas. E já que estou aqui reco- nhecendo o trabalho de vocês, gostaria de dar uma ideia. Po- deriam fazer uma matéria so- bre as lendas e os pioneiros de Maringá. Muito sucesso e parabéns pelo trabalho desenvolvido. Tiago Silva Capela (Representante comercial)

Eu, como leitora, gostei mui- to do jornal. Achei muito agra- dável, com leituras leves e gos- tosas de ler. Acho muito impor- tante termos informações mais internas de nossa cidade. Estamos acostumados a rece-

ber notícias da cidade como um todo. Dificilmente encontramos assuntos que nos façam sentir

tão próximos e tão íntimos de um jornal. A sensação que tive ao ler algumas matérias é que parecia que tudo foi feito e es- crito diretamente para mim. Essa proximidade do leitor que

o jornal apresenta é a caracte-

rística que achei que mais se destaca, nos prendendo e fa- zendo com que esperemos a próxima edição com ansieda- de. Isso só acrescenta e soma para o jornalismo local. Desejo ao jornal vida longa

e próspera! Que cresça cada dia

mais, junto com nossa cidade! Grande abraço

Fernanda Becker Arcaldi Jornalista e Empresária

Falta de pudor ou desrespeito?

Malu Pedarcini (Jornalista responsável) Ouvindo o noticiário um dia destes fiquei estarrecida com a fala de um deputado chamado Sérgio Moraes (PTB-RS). Esse cidadão que é relator no Con- selho de Ética da Câmara, ao defender o deputado Edmar Moreira (o encastelado) disse com todas as letras que está se lixando para a opinião pública e que a população não acredita no que os jornalistas escrevem. E ainda afirmou que quan- to mais nós (jornalistas) escre- vemos, mais votos ele conse- gue nas urnas. Aí fico a pensar. Embora não concorde com o absurdo da afirmação desse indivíduo, talvez nela exista uma certa verdade, pois esse mau políti- co tem um currículo dos mais desabonadores. Segundo a Revista Veja da última semana ele responde por exploração de prostituição, receptação de

jóias roubadas e agressão. Foi ele que evitou a cassação do deputado Paulinho da Força Sindical num processo de corrupção que tramitava no Conselho de Ética da Câmara. E não para por aí não. Quan- do prefeito em Santa Cruz do Sul-RS mandou instalar um te- lefone público na casa do seu pai. Sua ficha é extensa, res- ponde a oito acusações no STF (Supremo Tribunal Fede- ral). E apesar de tudo ele foi eleito várias vezes vereador, prefeito e deputado estadual. Infelizmente isso não é um

fato isolado. Aqui mesmo no nosso Estado temos vários exemplos disso. Maus políticos que usam a máquina adminis- trativa em benefício próprio. Alguns foram até presos e mes- mo assim reeleitos. Londrina é uma prova disso. Então va- mos dar a mão à palmatória. Precisamos sim, votar com mais critério, fazer uma análi- se do passado político do can- didato para que fatos como esses não se tornem corriquei- ros e a população não come- ce a achar que é comum, nor- mal.

a população não come- ce a achar que é comum, nor- mal. QUER COMPRAR? VENDER? ALUGAR?

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para Maringá e região. e-mail gazetamaringaense@gmail.com

para Maringá e região. e-mail gazetamaringaense@gmail.com Página 2 2ª quinzena de maio/09 Idosos têm Estatuto que

Página 2

2ª quinzena de maio/09

Página 2 2ª quinzena de maio/09 Idosos têm Estatuto que vigora desde 2003 AAAAA
Página 2 2ª quinzena de maio/09 Idosos têm Estatuto que vigora desde 2003 AAAAA

Idosos têm Estatuto que vigora desde 2003

AAAAA lutalutalutalutaluta paraparaparaparapara quequequequeque tenhamtenhamtenhamtenhamtenham seusseusseusseusseus direitosdireitosdireitosdireitosdireitos garantidosgarantidosgarantidosgarantidosgarantidos ééééé umaumaumaumauma constanteconstanteconstanteconstanteconstante

Jaqueline Souza “A inação produz dúvida e

medo. A ação produz confian-

ça e bravura. Se você deseja

vencer o medo, não sente em sua casa pensando nisso. Saia

e comece a agir”. (Dale

Carnegie), Esse dizer resume bem ao que se refere o Estatuto do Ido-

so, sob a lei 10.741 que vigo-

ra desde 1º de outubro de

2003. Foram oito anos na ba- talha para obter direitos com- patíveis as suas necessidades. Agora a luta é de como fazer valer na prática. Para a Assessora Técnica do Conselho Municipal dos Direi- tos do Idoso de Maringá (CMDI), Eloacy Maria Prado Tavares, o principal objetivo do

Estatuto é garantir boas condi- ções de vida independente- mente da condição socioeconômica. “O foco é a idade e não a condição finan- ceira”, enfatiza Eloacy.

Uma das atuais lutas do Conselho é o transporte intermunicipal o que facilita- ria para os idosos que preci- sam viajar dentro do Estado.

“Há idosos que precisam ir se consultar em Curitiba, mas devido a questões financeiras não vão. Outros vão até Blumenau, já que tem direito a viagem interestadual, e de lá vão para Curitiba e para voltar fazem o mesmo pro- cesso, e isso é muito cansati- vo para eles.” A Assessora conta ainda

que uma das dificuldades que o Conselho tem é a falta de recurso próprio e que o CMDI precisa produzir mate- riais de campanhas, mas en- contram dificuldades, mesmo tendo o direito de ficar com as multas dos comerciantes. “Isso dificilmente acontece, porque antes de se aplicar a multa é feito um acordo, o que deixa de arrecadar, e a verba que há no fundo da As- sistência Social fica restrito para pessoas carentes.” No Estatuto consta que o idoso, ou seja, pessoas acima de 60 anos, têm direito a ali- mentação adequada a suas ne- cessidades e prioridades nos caixas, entre outros, mas isso nem sempre é cumprido.

“Não é porque é velho que tem esses benefícios, mas por- que eles já pagaram tanto que lhes foi dado esses direitos”, fi- naliza Eloacy. As dificuldades e as lutas tri- lhadas pelos idosos não são apenas dos paranaenses. Gilda Diniz Silva, é de São Paulo e encontrou algumas dificuldades ao levar sua mãe de 78 anos, que tem Alzheimer, para se consultar no Hospital do Ser- vidor Público Estadual – SP. In- dignada com a administração e do serviço social, que não que- riam permitir que acompa- nhasse sua mãe durante a con- sulta, mesmo sabendo que a idosa não tinha condições de ficar sozinha, Gilda fez uma carta de reclamações relatan-

do o fato ocorrido. Um dos trechos chama a atenção pela consciência de- monstrada por essa mulher, que finalizou com uma lição de moral que serve para todos refletirem. “Nosso País está envelhe- cendo, em poucos anos sere- mos um número enorme de idosos. Porque ignorar? Porque não aceitar que devemos tra- tar bem o nosso passado, isso

é história gente, isso é a me- mória de nossa sociedade, da humanidade. Porque esse des- dém? Porque esse preconcei- to?

E vou lutar para que um dia

o Estatuto do Idoso seja tão

respeitado quanto o Estatuto da

Criança e Adolescente.”

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2ª quinzena de maio/09

3246-2374-3253-6036-9953-2687 2ª quinzena de maio/09 Página 15 D I R E I T O S

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Recicladores pedem socorro

O lixo, ou seja, os restos e refugos de toda a espécie que não tem serventia para o uso humano apresentam-se como um problema enfrentado há muito tempo pela humanidade. Hoje a preocupação com o lixo, tanto no que se refere a sua pro- dução quanto a sua destinação adequada, tornou-se pauta de qualquer discussão ou política pública voltada para a preserva- ção ambiental. Atualmente, sabe-se que nem tudo o que vai para o lixo é realmente descartável e na pers- pectiva de preservação do meio ambiente, reutilizar materiais descartados tornou-se de fun- damental importância. Porém, para além da perspectiva ambiental, o reaproveitamento

do material reciclável se tornou

fonte de emancipação social e dignidade para diversas pessoas. Assim, a figura do reciclador ga- nha destaque e o que aparen- temente não tinha valor para a

grande maioria da população tor- nou-se fonte de trabalho e ren-

da

para diversos trabalhadores. No entanto, a princípio, não

foi

a preocupação com o futuro

do planeta que

levou essas pes- soas a sobrevi-

ver

a extrema po-

do lixo e sim

essas pes- soas a sobrevi- ver a extrema po- do lixo e sim Silvia Marini e

Silvia Marini e Talitha Coelho são Psicólogas e técnicas do projeto do Edital Universidade Sem Fronteiras da SETI, desenvolvido junto ao Núcleo/Incubadora Unitrabalho - UEM.

realizavam, e lhes oferecem al- ternativas mais dignas de garan- tia de subsistência. Em Maringá não foi diferente

e em 2001 foi emitida uma ação judicial contra a Prefeitura

Municipal exigindo a retirada dos trabalhadores do lixão. O prefei- to na época, José Cláudio Perei- ra Neto (PT), teve que tomar uma atitude, pois se não fossem tomadas providências, a prefei- tura teria que pagar ao Ministé- rio Público uma

multa diária de 5000 mil reais. Então, a Se- cretaria de Meio

Ambiente orga- nizou um projeto de ação, solici- tando a parceria do Programa

Um barracão foi alugado no Jardim Cleópatra, na Zona 2, e as reuniões passaram a ocorrer neste local. Em outubro de 2001

formou-se a primeira cooperati- va, a Coopermaringá (Coopera-

tiva Maringá de Seleção de Ma- teriais Recicláveis e Prestação de Serviços), com 54 cooperados.

E as conversações continuaram

com os catadores que continua- vam no lixão, e em outubro de 2002, foi formada a segunda co- operativa a Cocarema (Coope- rativa de Catadores de Materiais

Recicláveis de Maringá), estabelecida em um barracão perto do lixão no Contorno Sul. Os próprios trabalhadores

adaptavam as instalações dos barracões para receber a coleta

ceu parceria com os municípios de Sarandi e Paiçandu, já que a maioria dos trabalhadores das cooperativas de Maringá vinha dessas cidades. Em dezembro de 2003, o último grupo de catadores saiu do lixão, dando origem a Coopernorte (Cooperativa Nor-

te de Maringá de Separadores de Separadoras de Materiais Recicláveis e Prestação de Ser- viços) formada com mais de 60 trabalhadores. Mas ainda havia muitos carrinheiros, oriundos principal- mente do Conjunto Santa Felici- dade, João de Barro e do Jardim Paris, coletando individualmente nas ruas de Maringá. E foi por meio da organização desses catadores que em 2004 foi inau- gurada a Coopercanção (Coo- perativa de Materiais Recicláveis dos Conjuntos João de Barro e Santa Felicidade), com aproxima- damente 30 cooperados. Também foi formada a Cooperpalmeiras (Cooperativa

de Materiais Recicláveis do Par- que das Palmeiras), com aproxi- madamente 40 cooperados, em

2005.

menores. Nesse sentido, que a catadora Sílvia Cardoso da Silva Sabiar, Presidente da Coopermaringá, após viagem de intercâmbio entre os empreen- dimentos de reciclagem, que ocorreu em São Bernardo do Campo, Belo Horizonte e Brasília, tomou conhecimento de

que algumas prefeituras pagam às cooperativas que realizam a coleta seletiva por tonelada cole- tada. Foi desse contato que as pri- meiras idéias do projeto de lei de Lei 10.986/08, de autoria do vereador Humberto Henrique (PT), que autoriza e dispõe so- bre condições para a Prefeitura contratar o serviço público de coleta seletiva do lixo reciclável, foram originadas. E no dia 03 de março, a Câ- mara Municipal de Maringá vo- tou e aprovou esse projeto. A proposta original atribui às coo- perativas e associações a execu- ção da coleta seletiva dos mate- riais recicláveis em toda a cida- de. Sendo que, a remuneração será definida pelo valor de mer- cado e a Prefeitura também po- derá ceder, durante a vigência do contrato, ins-

talações e equi- pamentos para que as coopera- tivas processem

os materiais recolhidos. O custo mensal para o mu- nicípio será muito baixo, face aos benefícios que o projeto vai pro- porcionar para a população, ao meio ambiente e às cooperati- vas. Lembrando que se o mate- rial não for coletado por essas co- operativas, se tornará responsa- bilidade da própria prefeitura e exigirá investimentos para a sua adequada destinação. Porém, mesmo aprovado quase que unanimemente pelos vereadores, o projeto continua a espera da assinatura do atual prefeito, Silvio Barros Magalhães Barros II. Enquanto isso, os trabalhado- res que vivem da coleta seletiva encontram-se em situação pre- cária de vida, com suas contas vencidas, e com renda de me- nos de meio salário mínimo.

- a

primeira cooperativa

instalada

Coopermaringá

Todas essas

Hoje são cinco as cooperativas em todas as regiões da cidade

Cooperativas

de reciclagem

continuam de-

senvolvendo

suas atividades, porém em um novo contexto econômico que de maneira geral tem influencia-

do negativamente diversos seto- res. O mercado de materiais recicláveis tem enfrentado um dos piores momentos de sua his- tória com o agravamento da cri- se financeira. Insumos como pa- pel, papelão, plástico e metais recicláveis agora encontram menor interesse das empresas, que passaram a reduzir sua pro- dução, como forma de corte de custos e acompanhando a que- da na demanda. Com isso, o preço dos materiais recicláveis foi diretamente afetado e, em al- guns casos, caiu pela metade. Assim, embora a quantida- de de materiais que chegam as cooperativas aumente a

breza, discrimi- nação e exclusão social. Muitos

daqueles que são completamen-

te

excluídos do mercado formal

Multidisciplinar de Estudos e Pes-

e

para ter condições de traba-

do

trabalho, só encontram nes-

quisas sobre o Trabalho e os

lho, fazendo baias, refeitórios e

se

contexto a forma de garantir

Movimentos Sociais - Núcleo

banheiros.

o

sustento para si e de sua famí-

Famílias inteiras encontraram

Unitrabalho/UEM.

Neste momento houve um

lia.

A partir daí, formou-se um grupo de trabalho (GT) que com

trabalho de panfletagem e visitas nas escolas, feito pelos coopera-

e encontram nos famosos

“lixões” de diversas cidades a possibilidade de se alimentarem (reaproveitando alimentos des- cartados) e de obterem alguma renda com a coleta de materiais recicláveis ali encontrados. Contudo, a Promotoria Pú- blica iniciou um movimento de intervir e pressionar os dirigen- tes de algumas dessas cidades

a aplicação de um questionário

identificou 102 famílias que vivi-

am do que coletavam no lixão e por meio de reuniões com esses catadores identificaram como al- ternativa de trabalho ao lixão a organização em cooperativa. Assim, a prefeitura se com- prometeu a oferecer infra-estru- tura para o início dos trabalhos da cooperativa que surgia. Para tanto, foi reformulada toda a co-

dos e pela prefeitura, para conscientizar a população para a coleta seletiva. Foi votada uma lei de incenti- vo à coleta seletiva para que a prefeitura pudesse destinar re- cursos à coleta seletiva e às coo- perativas que sobreviviam dela, por meio de incentivos como pa- gamento de aluguel do barra- cão, cestas básicas e vale-trans- porte para os trabalhadores.

para que retirassem essas famíli- as do lixão, em face da degra- Desde o início
para que retirassem essas famíli-
as
do lixão, em face da degra-
Desde o início
dante e perigosa atividade que
leta seletiva na cidade, sendo
realizada uma campanha
educativa com a população para
separar o lixo reciclável e entre-
gar diretamente à cooperativa.
a
Prefeitura
de Maringá
estabele-
cada dia, os ganhos com
sua separação e
comercialização são cada vez

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separação e comercialização são cada vez Página 14 2ª quinzena de maio/09 prou os equipamentos. “Todos

2ª quinzena de maio/09

prou os equipamentos. “Todos entenderam que com a instala- ção desse sistema a entrada, permanência
prou os equipamentos. “Todos
entenderam que com a instala-
ção desse sistema a entrada,
permanência e saída ficaria mais
segura inibindo possíveis atos de
violência e vandalismo aqui na
escola. Antes pessoas entravam
despercebidas, ameaçavam os
alunos e até mesmo os profes-
sores dentro das salas. Passamos
aqui. Senão houver isso, será
inútil tal ação, explica.
Já a diretora auxiliar do Co-
légio Estadual Unidade Pólo,
Dirce de Freitas, conta que tam-
bém não tem problemas com
alunos. “É muito raro termos
problemas com alunos. A
câmera está ligada na proteção
do patrimônio público contra o
a controlar de forma mais enér-

vandalismo.” Para a estudante Ana Caro- lina Fabretti, nem sempre sor- rir é um grande negócio. “É tris- te sorrir o tempo todo aqui na escola em dias de provas ou entregas de trabalhos. Todo canto que eu olho vejo uma placa dizendo: ‘Sorria, você está

sendo filma- do!’ Detesto isso. Sou obrigada a fa- zer algo que não quero. Acho errado isso.”

O estudante Daniel Milton Ferreira gostou das câmeras na escola por trazer mais seguran- ça. “Agora não tenho medo de ser agredido pelos outros alu- nos. Embora isso nunca tenha acontecido comigo, mas sem- pre tive medo. Meu primo já foi espancado na escola onde ele estuda e nada foi feito com os meninos que bateram nele. Muitos viram, mas nessas ho- ras ninguém sabe quem foi. Mi- nha tia trocou ele de escola por conta disso”, conta.

gica a presença de estranhos em nossas dependências. Isso não é invasão de privacidade, afinal estamos em um local público”, explica. De acordo com a dona-de- casa Mariana Carvalho Guima- rães, a segurança na escola me-

lhorou 100% com essa me-

dida. “Antes o povo entrava

e saia da esco-

la despercebi- do. Agora não. Tudo e todos

são monitorados aos olhares tecnológicos. Assim como ou- tras mães, aprovo essa medida tomada na escola”, conta. A diretora do Instituto de Educação Estadual de Maringá (IEEM), Neide Gomes Cle- mente, diz que não tem pro- blemas com os alunos na es- cola. “As câmeras filmam todos que entram aqui. Tudo é tranquilo. Se for para colocar mais câmeras, tem de haver uma discussão bem ampla com todos que estudam e trabalham

Os pais e diretores

têm de entender

que

com a presença da

câmera

o

problema

da violência e até

mesmo

assaltos

acaba.

não

A professora de Artes, Cibele Cristina Telles Campos, explica que a violência que existe dentro das escolas é uma reprodu- ção do que há fora dela. Dizer que câmeras dão segurança é mentira, não existe. “Sou favo- rável de usar câmeras como forma educativa, ou seja, usar a imagem para mostrar para os pais o que os filhos fazem neste ambiente.” De acordo com o especia- lista em educação Geraldo Peçanha, nenhuma câmera vai substituir um bom pai e uma boa mãe, principalmente uma boa escola. “Os alunos quando saem de um ambiente familiar e chegam até uma escola, vão encontrar conflitos: o amigo pensa diferente, o amigo veio de uma família diferente, a situ- ação financeira é diferente da dele. Mas essa situação gera, que são salutares para o desenvolvi- mento do aluno. A violência é mais um desse conflito que o aluno tem a aprender a lidar”,

explica. Segundo Peçanha, as câmeras podem ser boas para

a escola, mas para o desenvol-

vimento dos estudantes é pre-

judicial. “A minha preocupação

é que uma série de instituições

possuem, mas não elimina por completo a presença do ladrão. Os pais e diretores têm de en- tender que só com a presença da câmera o problema da vio- lência e até mesmo assaltos não acaba. A câmera prejudica o desenvolvimento do aluno por- que quando ele está num am- biente social ele precisa desco- brir as regras necessárias para viver ali”, explica.

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Participe do seu jornal Ligue: 3025-4378

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“Big Brother” da educação escolar

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Projeto de lei sugere a instalação de equipamentos de segurança em todas as 2.148 escolas estaduais do Paraná

André Leandro Veneruci A violência cresce a cada dia nas escolas paranaenses e a dis- cussão sob a vigilância eletrôni- ca nas escolas chegou até na Assembleia Legislativa, onde um Projeto de Lei do Deputado Antonio Belinati (PP) está sen- do votado. A proposta é que sejam instaladas câmeras de se- gurança em todos os colégios da rede estadual do Paraná, transformando o local em um verdadeiro “Big Brother” esco- lar. O sistema já é utilizado pelo menos há cinco anos em esco- las particulares do Estado. Belinati alega que a instala- ção das câmeras “devolverá a tranquilidade necessária para a direção, professores, funcioná- rios e para a maioria dos bons alunos que vão à escola para estudar e não praticar vandalis- mo ou violência”. Segundo a assessoria do parlamentar, ain- da não há um estudo sobre quanto custaria a instalação das câmeras. No Brasil há outras ações parecidas como esse projeto de Lei. O governo da Bahia, por exemplo, implantou a Patrulha Escolar na área de abrangência de Salvador e região metropo- litana. Está previsto a instalação de câmeras de vigilância em todas as 1,7 mil unidades de ensino do Estado. Em Maringá algumas esco- las estaduais contam com esse sistema, como é o caso da Es- cola Estadual José de Faria Pioli. Segundo a diretora Joana Benta Palandré Peres, as câmeras fo- ram instaladas após várias dis- cussões entre os estudantes, a APMF (Associação de Pais e Mestres) e a própria direção sobre a segurança na escola. Após o entendimento a APMF realizou várias promoções e, com a verba adquirida, com-

Após o entendimento a APMF realizou várias promoções e, com a verba adquirida, com- 2ª quinzena

2ª quinzena de maio/09

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Entrevista com a Ética

Antonio Santiago Desde criança ouço falar sobre a tal Ética, essa senhora milenar nascida na antiga Grécia. De uns tempos para cá ela tomou um chá de sumi- ço. Raras vezes foi encontra- da, parece que quase ninguém

a quer por perto. Diria até que se tornou persona não grata, principalmente em certos mei- os.

Como estava disposto a encontrá-la revirei a cidade e

a achei em um psicanalista fa-

zendo análise, tentando enten- der a crise de identidade pela qual está passando. Ela a princípio ficou relutan- te, pois ultimamente tem sido muito ultrajada, mas aceitou falar comigo e a entrevista está reproduzida abaixo. Cronista: Dona Ética qual a razão do seu sumiço? Ética: Bom, na realidade meu sumiço não é voluntário, as pessoas é que tem me evi- tado. Cronista: No seu entender porque isso acontece? Ética: Eu acho que está ha- vendo uma inversão de valo- res, onde o “ter” (a qualquer preço) se tornou mais impor- tante que o “ser”. Cronista: Em qual setor da sociedade a senhora se sente mais discriminada? Ética: Ultimamente em quase todos os setores, mas

Ética: Ultimamente em quase todos os setores, mas sem dúvida alguma, o meio político ganha disparado.

sem dúvida alguma, o meio

político ganha disparado. Cronista: Por que a senho- ra acha isso? Ética: Meu amigo, você é jornalista, então deve ler os jor- nais não é mesmo? Saiba que fui praticamente banida do Congresso e do Senado. Para você ter uma idéia de como a situação está preta, aqui em Maringá, por exemplo, não sou muito bem vista na Prefeitura

e na Câmara de Vereadores.

Mas justiça seja feita, alguns ain- da me defendem. São poucos

é bem verdade, não devem

passar de seis, porém isso me dá esperanças e acredito que nem tudo está perdido. Cronista: A senhora acre- dita que possa dar a volta por cima, e voltar a frequentar to- dos os lugares sem exceção? Ética: Eu creio piamente nisso. Mas para que realmente aconteça vou precisar de alia-

dos, pois sozinha será muito difícil. Cronista: Que aliados se- riam esses? Ética: Ah, as pessoas de bem, que sentem indignação frente aos desmandos e ao descaso que são dispensados à população. Cronista: E como seria essa ajuda? Ética: O ano que vem te- remos eleições. Isso é um bom começo, votar em quem

realmente gosta e tem com- promisso comigo, a Ética. A palavra Ética é originada

do grego ethos, (modo de ser, caráter) através do latim mos (ou no plural mores) (costumes, de onde se derivou a palavra moral). Em Filosofia, Ética sig- nifica o que é bom para o indi- víduo e para a sociedade, e seu estudo contribui para es- tabelecer a natureza de deve- res no relacionamento indiví- duo-sociedade.

de deve- res no relacionamento indiví- duo-sociedade. FISSURADO EM QUE? Flávio Rodrigues de Oliveira* Em pleno

FISSURADO EM QUE?

Flávio Rodrigues de Oliveira* Em pleno século XXI ain- da existem pessoas que, devi- do ao restrito vocabulário, possuem uma certa dificulda- de em dialogar com outros ter- restres, mesmo em conversas informais. Visto isso, me atentei por estas semanas a uma reporta- gem da Gazeta Maringaense, em relação aos casos de fissuras. Pois bem, sem mais delongas, relatarei o que me ocorreu a algum tempo em uma fila de supermercado. Como hábito, imagino que não só meu, mais dos demais seres humanos, tenho a neces- sidade de comprar alimentos básicos para a minha subsistên- cia. Assim, em uma dessas minhas escapadas semanais de consumo capitalista, deparei- me com uma linda moça na fila de um supermercado ven- do uma dessas revistas nove- lescas. Ao ver que eu olhava em direção a reportagem que chamava a atenção da moça, esta se virou e disse:

- O Murilo Benício está tão malvado nesta novela. Sem saber o que dizer e percebendo que a jovem con- tinuava a olhar-me agora en- treabrindo um sorriso em sua face, vi que aquela linda moça necessitava de uma resposta. Comecei a ficar aflito, não de- vido ao meu mau jeito com as mulheres, mas sim com o que iria responder, uma vez que, nunca tinha assistido a tal per- sonagem que o ator interpre- tava. Mas, como sempre cos- tumo ser sociável, pensava em algo que pudesse contentar aquela donzela, a fim de que pudéssemos ao menos trocar sorrisos em outras instâncias. De repente, veio-me a me- mória, um comentário feito por meio de uma ex-profes- sora sobre o tal Benício e seu lábio leporino, soltei:

- É realmente um ótimo ator, ainda mais sabendo que ele era fissurado.

- Serio? Coitado do “Mu”, pois saiba que em minha infân- cia, era totalmente fissurada em “TV Colosso”, dei até o nome de Priscila a uma cachorrinha. Mas vem cá moço, diga-me uma coisa, o Murilo Benício era fissurado em que? Fiquei estático no mesmo instante, vi que a expressão de seu rosto havia mudado, os lin- dos lábios que outrora me sor- riam agora encontravam-se semicerrados em minha dire- ção. Estava cético, imaginei por alguns instantes que se tratava de uma piada, porém, o rosto da linda moça não condizia com os meus pensamentos. Meu Deus, como uma moça tão vistosa não tinha entendi- do o termo empregado no contexto do qual citei e mais, como dizer à adorável garota que, a fissura da qual estava me referindo remetia-se a uma má formação no lábio e/ou pala- to, iria demorar uma eternida- de. Óh Cristo, o que eu ia res- ponder a moça? Mais uma vez comecei a ficar aflito, pensan- do em algo que pudesse vir ao meus pensamentos igualmen- te como da primeira vez e di- zer com as palavras mais dó- ceis possíveis, que a pergunta da moça era ridicularmente estúpida. Não era fissurado em que! Mais sim aonde: ou seja, na BOCA. Assim, não sei se foi por sorte do destino ou algu- ma força superior a fila cami- nhou e levou a linda moça com ela, mas, não sem antes me devolver um sorriso que eu ti- nha esboçado e dizer-me tchau. Hoje não sei se pela falta de memória, ou por obstácu- los que a vida nos coloca, não a mais vi, nem mais rosada, nem mais pálida, porém ainda fico a imaginar pelo menos mais um ou dois diálogos, com aquela linda moça. *Atualmente aluno especi- al do Mestrado em Educação e aluno não regular do curso de História da UEM

Educação e aluno não regular do curso de História da UEM Página 4 2ª quinzena de

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2ª quinzena de maio/09

Todo mundo tem estresse?

Todos nós enfrentamos os diversos desafios e obstáculos da vida, e, por vezes, a pressão é difícil de aguentar, quando nos sentimos mais sobrecarregados, sob pressão, a correria do dia- a-dia, tantas atribuições pare- cem não ter fim, não é mesmo? Principalmente nos momentos em que o pico de trabalho (seja fora ou dentro de casa) atinge o ponto máximo. Tanta cobrança de tudo e de todos: prazo, agili- dade, qualidade, o chefe no pé para pressionar, cliente de cara amarrada, o estômago que não quer nem saber se você tem tempo ou não para almoçar, o corpo quebrado, computador que travou, tudo parece conspi- rar contra a harmonia e o bem- estar de cada um. Após tudo isso a volta para casa é um troféu bem mereci- do. Ah, “Lar doce lar”, um lugar onde a paz pode reinar. Tem certeza? Aí começa outra jorna- da, é só abrir a porta de casa que vem mais uma avalanche de cobrança: do marido, da mulher, das contas pra pagar, do corpo cansado, da novela que vai co- meçar e não vai dar pra ver o jogo ou do jogo que passa toda hora e o marido quer assistir a todos os programas do gênero, do nenê que chora e das crian- ças que querem atenção total. Ahhhhhhhhhhhhhhh!!!! Estresse! Estresse total! Mas afinal, o que é stress? O estresse pode ser definido como:

“uma reação do organismo, com componentes físicos e/ou psico- lógicos, causada pelas alterações psicofisiológicas que ocorrem quando a pessoa se confronta com uma situação que, de um modo ou de outro, a irrite, ame- dronte, excite ou confunda, ou mesmo que a faça imensamen- te feliz” (Lipp & Malagris, 2001,

p.477).

O estresse é algo que acon- tece dentro do corpo, mas que não podemos ver, no ser huma- no, só quando ele se apresenta como sentimento, comporta- mento ou sintoma é que sabe- mos que ele está acontecendo lá dentro. Algumas pessoas sa- bem que estão vivendo em estresse, outras acham que es- tão levando uma vida super nor- mal e não percebem nada. Aliás, tudo na vida pode causar estresse, até as coisas boas, por exemplo: a vitória do time pre- ferido, uma promoção na em- presa, férias, natal, estar apaixo- nado por alguém, passar no ves-

natal, estar apaixo- nado por alguém, passar no ves- tibular, ganhar na loteria, uma relação sexual

tibular, ganhar na loteria, uma

relação sexual gostosa, tudo isso

e tantas coisas mais provocam

tanto estresse (do bom!) quan- to à decepção, a tristeza, o de-

semprego, o assalto, a indecisão,

a falta do que fazer, uma briga,

ter mais coisa para fazer do que

o que o tempo permite, dívida,

mal, no entanto, é que ele se desenvolva devagar, uma vez

que ficar estressado deixa uma sensação boa (adrenalina!) no corpo, a gente vai gostando de se estressar e querendo cada

vez mais! Tenha em mente que os si-

nais e sintomas de estresse tam-

As palavras condensam senti- mentos individuais, ou seja, tem seu significado particular, cada palavra é um filme de cheiro, cores, sentimentos, barulhos, ou seja, uma história, então, fale mais de seus assuntos e diminua o castigo com seu corpo e men- te.

a solidão, a insônia, a reunião na

bém podem ser causados por

E não se esqueça, não im-

empresa, e todas as outras coi- sas e situações, o stress torna- se uma ameaça para a sua saú- de física e o seu bem estar emo-

outros problemas médicos e psi- cológicos. Se você tiver algum dos sinais de aviso de estresse, é importante consultar um médi-

porta o quão estressado você fi- que com todas as coisas, as pes- soas à sua volta e principalmente sua família não têm nada a ver

cional.

co para uma avaliação comple-

com isso, elas podem ajudar a

O

estresse pode provocar

ta.

se sentir melhor, mas não po-

desde uma simples dor de ca- beça até um infarto, o stress excessivo tem sido considerado um dos principais problemas do mundo moderno, sendo tema de interesse da Organização

Também é muito importan- te ter com quem compartilhar sua vida, ou simplesmente al- guém que o escute, faz passar- mos para outra fase e muitas vezes ao encontro da solução.

dem ser culpadas ou castigadas por esse momento. A gente já enfrenta muitos problemas na vida sem que seja preciso criar outros com as pessoas que mais amamos.

Mundial da Saúde, pode interfe- rir na qualidade de vida do ser humano, levando-o a uma série de prejuízos: problemas de interação social, familiar, falta de motivação para atividades em geral, doenças físicas e psicológi- cas, além de problemas no tra- balho.

Se você tem um monte de

responsabilidades e preocupa- ções, pode estar executando as tarefas sob stress durante boa parte do tempo, entrando em modo de emergência com todo engarrafamento, ligação do che- fe, ou noticiário de TV. Mas o problema com a resposta de

estresse é que, quanto mais ela

é ativada, mais difícil é desligá-la, em vez de voltar ao normal uma vez que a crise já passou, os seus hormônios do estresse, frequência cardíaca e pressão arterial permanecem elevados.

O estresse acontece em fa-

ses, dificilmente de uma vez só! De vez em quando a gente hou- ve falar de alguém que morreu de repente (infarto, derrame cerebral, acidente), teve um estresse total e morreu, o nor-

A

lesma, o cavalo de corrida,

A

girafa, o leopardo, a raposa,

A

cigarra, o vaga-lume, a mariposa,

O

cão, o gato, o rato sua comida;

Quem diria, até mesmo o bicho-preguiça,

A

criança, o adolescente, o adulto e o idoso,

O

corintiano, o palmeirense, o são paulino orgulhoso

O

trânsito, o governo, a demorada justiça;

O

que trabalha, o desempregado, o aposentado,

O

operário, o gerente, o competente diretor,

O

padre, o segurança, o corretor,

O

cantor, a artista, o réu e seu advogado,

A

polícia e o bandido

Tanto a vítima como o sequestrador

O

vigia na guarita observador

O

apaixonado e o infeliz amante traído

A

dona de casa, a empregada, o zelador

O

viúvo, o humorista, o presidente

O

estudante aplicado, mas também o displicente

A

árvore, a semente, a flor

O

sujeito muito alto, o anão que não cresce

O

milionário investidor

E

o pobre sem eira nem beira,

Cada um à sua maneira Todo mundo tem seu estresse

Adriana Ozelame Furlan

Aqui vão algumas dicas de como conviver com o estresse:

Dica 1 - A falta de tempo pode exercer pressões que produzem estresse. A preocupação em fazer o dia render, diminuindo os intervalos entre os compromissos, é um fator comum de estresse na vida moderna. É necessário programar melhor as atividades, marcando os compromissos em horários não muito próximos, com tempo suficiente para enfrentar possíveis imprevistos sem desesperar. Dica 2 - A competição é um dos grandes estímulos para a sociedade e para o indivíduo. Devemos lutar por nossos objetivos e sonhos, porém sem o desgaste de comparar as conquistas e perdas pessoais com as dos outros. É importante não confundir competição com competência. Competência é querer fazer bem aquilo que se faz e competição é desejar ser melhor do que os outros. Dica 3 - A essência da qualidade de vida e da felicidade está na relação afetiva com os outros, todos aqueles com que convivemos, ser aceito e querido é muito importante para diminuir os efeitos nocivos do estresse. Assumir novas posturas diante das pessoas pode ser a chave para estabelecer laços afetivos saudáveis. Dica 4 - Atividades físicas regulares ajudam a combater fatores de risco à saúde, facilitam a descarga de tensões, proporcionam relaxamento e diminuem o estresse. Não é necessário treinar para ser atleta e sim procurar um estilo de vida mais ativo exercitar- se sempre que possível.

Adriana Ozelame Furlan - psicóloga

SERVIÇO

 
   
Psicóloga

Psicóloga

Adriana Ozelame

Furlan (CRP-

08/05963)

Especialista em

terapia

Familiar,

Psicopedagoga e Mestranda em Educação. Clinica UNIT – Av: Euclides da Cunha, 1484 zona 05 – Fones: (44) 3031 1751 Cel. (44) 9126 2601 – email adriana.furlan@bol.com.br

2ª quinzena de maio/09

3031 1751 Cel. (44) 9126 2601 – email adriana.furlan@bol.com.br 2ª quinzena de maio/09 Página 13 S

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Profissão perigo

Antonio Santiago Desde que o mundo é mundo a profissão de prostituta existe. E de lá para cá pouca coisa mudou. Essas mu- lheres que vendem o corpo sempre foram mal vistas pela sociedade, que num gesto de hipocrisia fingem ou iso- lam essas pessoas como se pudessem sofrer contágio. Algumas estão nesta vida não por necessidade, mas por op- ção, para ganhar dinheiro fácil. Estas são as prostitutas de luxo, mais co- nhecidas como “garotas de programa”. Outras, ao contrário, são vítimas das circunstâncias, ou seja, por falta de oportunidades se lançam nessa difícil vida fácil e não conseguem mais sair desse círculo. Maria Madalena, tal qual a peca- dora bíblica é nossa personagem des-

ta edição. Ela é analfabeta, tem 62 anos e há

40 anos vende o corpo pelas ruas de Maringá, portanto, é a mais antiga prostituta em atividade na cidade. Têm três filhos, um biológico e dois adoti- vos, sete netos e sente o maior orgu- lho deles. Um dos filhos adotivos ela recebeu de uma colega de profissão que fazia ponto com ela na praça da antiga rodoviária, onde ainda dá plan- tão. Diz que caiu na vida por conta de um beijo. Tinha um namorado e o pai dela os pegou em flagrante tro- cando um beijo e os obrigou a casar.

O casamento, claro, não deu certo

e o pai que já a tinha obrigado a casar

não a aceitou de volta e para sobrevi- ver Maria Madalena começou a se prostituir. Esse pai, por ironia do destino, hoje velho e doente é sustentado por ela com o dinheiro da sua vida de prosti-

é sustentado por ela com o dinheiro da sua vida de prosti- tuição, inclusive mora em

tuição, inclusive mora em uma casa doada por Maria Madalena. Conseguiu a duras penas, econo- mizando bastante, comprar quatro casinhas. Uma delas doou ao pai, uma vendeu para financiar a festa de casamento da filha, outra está alugada e na quarta ela reside em companhia de um filho. “Meus filhos sempre souberam da minha profissão e nun- ca se envergonharam de mim”, diz ela. Sobre seus clientes fala que já fez programas com gente importante, po- líticos, pessoas conhecidas. Faz em média cinco programas por dia e co- bra 20 reais. Às vezes, quando apare- cem muitos fregueses ela costuma dar um desconto e cobra apenas 15 re- ais. Diz preferir os quarentões, não gosta de garotinhos. O estado civil é

o que menos importa, a única coisa que não abre mão é o uso do preser- vativo. “Quando eu tinha 30 anos sentia prazer no que fazia, hoje odeio, não vejo a hora de me aposentar”. Ela está cuidando da papelada para se aposen- tar por idade daqui a três anos. Namorados? “TIve alguns. Já me apaixonei várias vezes e hoje não te- nho mais sonhos românticos. Meu co- ração endureceu, perdi a capacidade de amar”, afirma cética. “Amor, só pelos meus filhos”. E encerrando Maria Madalena nos dá uma lição de moral dizendo “no hotelzinho em que levo meus fregue- ses sou tachada de puta, mas nos ho- téis de luxo quem faz esse tipo de ati- vidade é chamada de acompanhante”, conclui irônica.

TRÁFICO DE DROGAS - DENUNCIE

TRÁFICO DE DROGAS - DENUNCIE
TRÁFICO DE DROGAS - DENUNCIE O que é o 181 – NARCODENÚNCIA? É um programa do
TRÁFICO DE DROGAS - DENUNCIE O que é o 181 – NARCODENÚNCIA? É um programa do
TRÁFICO DE DROGAS - DENUNCIE O que é o 181 – NARCODENÚNCIA? É um programa do
TRÁFICO DE DROGAS - DENUNCIE O que é o 181 – NARCODENÚNCIA? É um programa do
TRÁFICO DE DROGAS - DENUNCIE O que é o 181 – NARCODENÚNCIA? É um programa do

O que é o 181 – NARCODENÚNCIA? É um programa do Governo do Estado criado para combater o tráfico de drogas e prender os traficantes.

Como funciona? Ao ligar para o 181, sua denúncia é registrada e será investigada, e se o tráfico estiver ocorrendo nesse momento, imediatamente será encaminhada uma viatura da PM para prender os traficantes.

Quando ligar para o 181? Toda vez que tiver informações que possam levar a polícia até o traficante e prendê-lo.

De onde ligar? De qualquer telefone, até mesmo o de sua casa, pois o número não é identificado e o governo do Estado do Paraná lhe garante sigilo absoluto sobre a sua denúncia.

Porque ligar para o 1 81? Somente com a sua colaboração e de toda a população é que conseguiremos combater o tráfico e fazer com que a polícia

Campanha de conscientização da Gazeta Maringaense, o porta voz da comunidade

Campanha de conscientização da Gazeta Maringaense, o porta voz da comunidade

Preconceito ou hipocrisia?

Antonio Santiago “O seu corpo é dos errantes Dos cegos, dos retirantes É de quem não tem mais nada Dá-se assim desde menina Na garagem, na cantina Atrás do tanque, no mato” (Chico Buarque)

Vivemos em uma sociedade em que as pessoas torcem o na-

riz para as mulheres que praticam

o sexo por dinheiro, as chamadas

prostitutas. Mas o que vem a ser prostituição na sua essência? No verbete do dicionário o significado

é o de pessoas que fazem comér-

cio do corpo. Mas a situação é as- sim tão simplista? E o que dizer da prostituição de valores, de caráter, que proliferam nessa sociedade considerada po- liticamente correta. Pura hipocri- sia, sem dúvida. Alguns pseudomoralistas diriam que é pre- ciso extirpar o mal pela raiz, es- quecendo que esse é um proble- ma social decorrente da falta de oportunidades, da falta de educa- ção e trabalho. Alguns políticos usam do ser- viço de prostitutas e depois diante das câmeras assumem uma po- sição cínica propondo leis para coi- bir essa atividade. Muitas mulhe- res criticam essa classe, porém usam das mesmas armas para subir na vida. São as alpinistas sociais que dormem com o patrão, que usam o corpo para vender re- vistas, que da mesma forma que as prostitutas tradicionais utilizam da arma que tem para tirar pro- veito financeiro. Não podemos esquecer de al- guns religiosos que condenam, no entanto, usam o serviço dessas mulheres e depois com a maior cara de pau vão pedir “perdão” na igreja. Por isso tudo podemos afir- mar que o buraco é bem mais em- baixo.

tudo podemos afir- mar que o buraco é bem mais em- baixo. P á gina 12

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2ª quinzena de maio/09

bem mais em- baixo. P á gina 12 2 ª quinzena de maio/09 Hoje sou uma

Hoje sou uma prostituta as- sumida. Perguntaram-me se a prostituição feria a a minha dig- nidade e eu respondi, o que fere a minha dignidade é não ter o que comer, é ver os po- líticos querendo me afastar das ruas como se eu não ti- vesse direitos. Jaqueline: Você parece instruída, é comunicativa, tem uma boa dicção, qual a sua es- colaridade? Arinéia: Não estudei, ten- tei fazer o fundamental, mas é difícil conciliar estudo com a

vida de prostituta, porém a vida ensina a gente. Santiago: Você tem filhos? Arinéia: Tenho filhos, te- nho netos, tenho até bisneto. Santiago: Eles sabem da sua situação? Arinéia: Sabem, eu criei eles com o dinheiro daqui da Joubert de Carvalho. Santiago: Então de certa forma você se considera respon- sável pelo desenvolvimento de Maringá? Arinéia: Sim, eu também sou comerciante, vendo fanta-

sias sexuais. Santiago: Algum figurão já entrou aqui? Arinéia: Aqui entra do catador de papel até o legislativo. Santiago: Que tipo de evento vocês fazem para cha- mar a atenção da sociedade? Arinéia: Participamos de todos os eventos relativos à mulher. Dia 21, por exemplo, estaremos com a Secretária da Mulher. Eu tenho uma cadeira no Conselho da Mulher de Maringá.

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“A mulher já nasce prostituída”

Dizem que é a profissão mais antiga, todos sabem de sua existência, mas preferem fingir não saber. Mas cada pessoa tem sua historia, com momentos de alegrias, tristezas, amores e desamores. Para falar sobre estes assuntos, entrevistamos Arinéia Martins, 44, Presidente da União Maringaense das Profissionais do Sexo. Mulher ciente de seus direitos e deveres, de personalidade própria e sem papas na língua. Foi com uma calça jeans, uma blusinha preta, apenas um batom como enfeite e um enorme sorriso que Néia (como é conhecida) recebeu a equipe da GM para uma entrevista descontraída, no qual sem pudor algum respondeu a todas as perguntas, com voz firme e sem titubear.

Santiago: Quem teve a ideia de criar a associação dos profissionais do sexo? Arinéia: Desde 2001 a gente tinha problemas com as autoridades do Legislativo e policial. Mas o que me levou a tomar uma decisão foi ler uma notícia na primeira pági- na do Diário onde dois pro- motores e um delegado dizi- am que prostitutas e travestis não tinham o direito de ir e vir na cidade. Isso me revol- tou, pois somos cidadãs, pa- gamos impostos como todo mundo. A polícia chegava, in- vadia, não tinha o menor res- peito, então eu senti a neces- sidade de mostrar que Maringá tem prostituta sim, estamos aí, vamos continuar aí, nós fazemos a história de Maringá e por isso nos orga- nizamos. Santiago: O que as suas meninas acharam disso tudo? Arinéia: Foi tranquilo. Eu

quero que você entenda bem, nós aqui, eu e o senhor Manoel (dono do hotel) não defendemos a prostituição e sim a mulher prostituída, a pessoa, o ser humano. Santiago: Você acha que a prostituição é uma questão social? Arinéia: Olha, eu acho que não é questão social. Eu encaro como uma profissão. Jaqueline: Há quanto tempo você está nesta profis-

são? Arinéia: Desde que eu nasci. A mulher já nasce pros- tituída.

Jaqueline:

Por quê?

Arinéia: Quando nasce- mos nossos pais querem que casemos com médicos, advo- gados, políticos, ninguém quer que casemos com pobres. Jaqueline: No seu caso, você se prostituiu por falta de oportunidades? Arinéia: Foi por opção.

TRÁFICO DE DROGAS - DENUNCIE O que é o 181 – NARCODENÚNCIA? É um programa
TRÁFICO DE DROGAS - DENUNCIE
O que é o 181 – NARCODENÚNCIA? É um programa do Governo do Estado
criado para combater o tráfico de drogas e prender os traficantes.
Como funciona? Ao ligar para o 181, sua denúncia é registrada e será
investigada, e se o tráfico estiver ocorrendo nesse momento, imediatamente
será encaminhada uma viatura da PM para prender os traficantes.
Quando ligar para o 181? Toda vez que tiver informações que possam levar
a polícia até o traficante e prendê-lo.
De onde ligar? De qualquer telefone, até mesmo o de sua casa, pois o
número não é identificado e o governo do Estado do Paraná lhe garante sigilo
absoluto sobre a sua denúncia.
Porque ligar para o 1 81? Somente com a sua colaboração e de toda a
população é que conseguiremos combater o tráfico e fazer com que a polícia
Campanha de conscientização da Gazeta Maringaense, o porta voz da comunidade
Campanha de conscientização da Gazeta Maringaense, o porta voz da comunidade 2 ª quinzena de maio/09

2ª quinzena de maio/09

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Existe um projeto tramitando no Congresso que propõe o aumento de cadeiras nas câmaras municipais em quase todas as cidades de País.

nas câmaras municipais em quase todas as cidades de País. ? O que você acha de

?

O que você acha de

aumentar o número de

vereadores aqui em Maringá ?

acha de aumentar o número de vereadores aqui em Maringá ? Não vejo necessidade de aumentar,

Não vejo necessidade de aumentar, 15 já é demais, é mais que o suficiente. Daniely Ribeiro (Recepcionista)

Sou totalmente contra, é mais um desperdício com o dinheiro público, eu acho até que já tem vereador demais. José Cícero de Lima – (Segurança)

tem vereador demais. José Cícero de Lima – (Segurança) Sou contra o aumento do número de

Sou contra o aumento do número de vereadores, pois com o dinheiro que pagaria o salários deles, dá pra se fazer muitas coisas, aliás, acho que eles nem

dá pra se fazer muitas coisas, aliás, acho que eles nem Acho errado aumentar o número

Acho errado aumentar o número de vereadores, já tem muito e os que tem não fazem nada. Anselmo dos Santos (Vendedor de passagens)

deveriam ter salários, só ajuda de custo Roberson Pereira da Silva (Micro empresário)

C R Ô N I C A

Ricardo Cezar Gomes Silva Ele entrou na agência com a encomenda debaixo dos braços e ficou um pouco perdido. Era muito maior do que imaginara. Apesar dos seus vinte e poucos anos de idade, aquela era a pri- meira vez que precisava enviar alguma coisa pelo correio. Havia um monte de cadeiras dispostas em filas ocupando toda a parte central do salão e lá no canto um funcionário cuja única função era apertar um botão e entregar ao cliente um papelzinho com a se- nha para o atendimento. Ele ti- rou os fones de ouvido, pegou sua senha e sentou-se num dos poucos lugares disponíveis. Ou- viu um apito agudo. D389. Olhou para o pedaço de papel em sua mão e soltou um suspiro de resignação. D591. Já se preparava para colo- car novamente os fones de ou- vido quando, meio sem querer, ouviu um pedacinho da conversa entre duas pessoas que estavam sentadas imediatamente atrás dele. A única palavra que con- seguiu identificar foi “rock”, mas

A encomenda

que con- seguiu identificar foi “rock”, mas A encomenda isso foi o suficiente pra que ele

isso foi o suficiente pra que ele desistisse de ouvir suas músicas e voltasse toda a sua atenção pro diálogo dos colegas de fila. “O rock nacional morreu cara, não adianta. Não existem mais bandas de rock boas. Na nossa época era diferente, lembra? Eu até liguei o rádio estes dias pra ver se conseguia escutar alguma coisa boa, mas não existe mais mesmo. Finitum est!” Ele sorriu discretamente, mas estava gargalhando por

dentro. A expressão latina no fi- nal do discurso, dita no tom gra- ve daqueles que se despedem de algo muito importante, havia sido a cereja do bolo. Será que algum dos seus amigos iria acre- ditar quando contasse o que es- tava acontecendo? A conversa continuou atrás dele, mas o assunto agora era o vestido da loirinha que acabara de levantar para ser atendida. Ele ouviu um apito agudo. D405. A espera iria longe ainda. Acomo-

dou-se melhor em seu lugar, cru- zou as pernas como quem faz um “quatro”, apoiou a enco- menda no colo e colocou seus fones de ouvido. Ligou seu iPod

e virou-o na horizontal para ver

a capa dos discos que estavam

gravados no aparelho. Deslizava o dedo levemente pelos controles para escolher um bom disco. As bandas, todas de rock nacional, eram mostradas no pequeno visor em ordem al- fabética: A Inimitável Fábrica de Jeeps, Astros, Cachorro Gran- de, Canastra, Charme Chulo, Ecos Falsos, Eskimo, I.R.I.S, Ludov, Matanza, Móveis Coloni- ais de Acaju, Nervoso e os Cal- mantes, Nevilton, Poléxia, Reles Pública, Rock Rocket, Seychelles, Superguidis, Terminal Guadalupe, Vanguart, Yagora José? A lista era imensa. Quase todos os oito gigas estavam ocu- pados. Mais uma vez ele sorriu. O rock nacional não estava morto, afinal. Pensou em puxar assunto para tentar mostrar àqueles dois que eles estavam completamente

enganados (e desatualizados), mas logo desistiu da idéia. Estava cansado demais. Havia passado boa parte da madrugada anteri- or num show maravilhoso do

Viana Moog, uma banda inde-

pendente lá do Rio Grande do Sul. Como não conseguia decidir por onde começar deu uma chacoalhada no iPod para ativar

o modo aleatório. Ouviu as no-

tas tristes de um violino tocando

uma melodia melancólica só para depois sentir todo o peso do baixo

e da bateria logo no comecinho

da música. Estava com sorte. A

Curva, do Eskimo, era uma das músicas que ele mais gostava! E

ali ele ficou durante os oitenta e

poucos minutos seguintes, escu-

tando um petardo atrás do ou- tro, até que o apito agudo fez aparecer no visor a combinação que ele segurava em uma das mãos. D591. Levantou-se, tirou

o fone de apenas um dos ouvi-

dos, abaixou o volume da músi- ca e seguiu rumo ao caixa 17 onde, finalmente, conseguiu en- viar sua encomenda.

caixa 17 onde, finalmente, conseguiu en- viar sua encomenda. P á gina 6 2 ª quinzena

Página 6

2ª quinzena de maio/09

Mistérios!!!

Malu

Pedarcini

Um dia desses recebi um e-mail de uma amiga e nele um texto que transcrevo abaixo. Claro, curiosa como sou, segui imediatamente as instruções e para meu espanto depois de efe- tuar todas as operações solicitadas deparei-me com o número do meu telefone. Pensei, ah isso é algum truque ou coincidência. Passei para amigos meus, que fizeram o mesmo procedimento só que com outros números e chegaram também ao número de telefone deles. Aí pergunto: por acaso tem algum matemático que pos- sa desvendar o segredo? Se tiver, por favor, me conta, pois estou me mordendo de curiosidade.

Sabiá Sábia é a natureza Que já sabia Que seu canto encantaria O reino animal

Sabiá

Sábia é a natureza Que já sabia Que seu canto encantaria O reino animal Sábio sabiá Ave cantora Símbolo de uma terra Onde proliferam Pássaros mil Têm cores Têm sons Seu gorjeio Já foi verso De Gonçalves e de Tom Canta alegre E festivo Vive Para cantar

Participe do seu jornal

Participe do seu jornal Ligue: 3025-4378

Ligue: 3025-4378

Vive Para cantar Participe do seu jornal Ligue: 3025-4378 MATEMÁTICA A matemática tem coisas que nem

MATEMÁTICA

A

matemática tem coisas que nem Pitágoras explicaria.

vai uma delas:

Pegue uma calculadora porque não dá pra fazer de cabeça, a não ser que você seja um gênio. 1- Digite os 4 primeiros algarismos de seu telefone; 2- multiplique por 80; 3- some 1; 4- multiplique por 250; 5- some com os 4 últimos algarismos do mesmo telefone;

6- some com os 4 últimos algarismos do mesmo telefone de novo; 7- diminua 250; 8- divida por 2. Reconhece o resultado?

R ECEITA

Bolo da Baviera

Ingredientes:

200g de manteiga 250g de açúcar

2

gemas

1

pitada de sal

1

colher (café) de canela em pó

3

claras de ovo

1 xícara (chá) de cerveja 300g de farinha de trigo

1 colher (sopa) rasa de fermento em pó

1 colher (sopa) de canela em pó

1 colher (sopa) de açúcar

Modo de preparo:

canela em pó 1 colher (sopa) de açúcar Modo de preparo: Bater a manteiga e o

Bater a manteiga e o açúcar até obter um creme. Sem parar de bater acrescentar as gemas, o sal, a canela em pó, as claras batidas em neve e a cerveja em temperatura ambiente. Bater fortemente. Juntar a farinha de trigo e o fermento. Bater bem até abrir bolhas. Despejar numa forma de 30cm de diâmetro untada e assar. Desenformar ainda quente e salpicar a farofinha de canela e açúcar misturados.

e salpicar a farofinha de canela e açúcar misturados. 2 ª quinzena de maio/09 P á

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E S P O R T E S Equipe Orion Renato El Memari: “No triatlo o
Equipe Orion
Equipe
Orion
E S P O R T E S Equipe Orion Renato El Memari: “No triatlo o

Renato El Memari:

“No triatlo o que conta mais é a regularidade nas três modalidades.

por 14 homens e duas mulhe- res. Todos os atletas da equipe têm as mais variadas profissões (dentistas, advogados, médi- cos, vendedores, empresários, estudantes, etc.) e praticam o esporte por prazer. Apesar des- sas pessoas trabalharem o dia inteiro ainda arranjam tempo para treinar. E o treino é puxa- do. “São duas sessões de trei- namento diário, mais musculação, isso pela manhã e a tarde”, diz Renato. Eles trei- nam principalmente em acade- mias, nos parques da cidade e nos lagos. “No triatlo o que conta

mais é a regularidade nas três modalidades. Não adi- anta se sobressair em uma e ir mal na outra. Tem que existir um equilíbrio em to- das” frisa ele. A Equipe Orion participa de diversas competições amadoras principalmente no Paraná, Estado onde esse es- porte é muito forte, notadamente em Curitiba, Londrina e Maringá. Ah, sim, Renato nos lem- bra que eles não têm patrocí- nio algum, ou seja, arcam com todas as despesas. Fazem tudo por amor ao esporte.

As mulheres ainda estão tímidas nesta modalidade

esportiva, são poucas as que participam. Uma delas é Cassiana Colletes Costa Cur- ta, 38, dentista, casada, uma filha de oito anos. “Comecei

a correr faz onze anos. No

triatlo estou há quase dois anos. Minha primeira prova de triatlo foi em 2008 em Caiobá. Treino com o Renato há uns três meses”, diz ela. Optou pelo triatlo, pois

sempre passava as férias em Caiobá e assistia às com- petições. Como já corria, nadava e pedalava encarou

o desafio de treinar e partici- par da prova, desafio este pessoal. Cassiana afirma que sempre gostou muito de es- porte e que os pais sempre

a incentivaram. “Como me

sai bem na prova de Caiobá comecei a treinar cada vez com mais vontade, mas ten- do sempre que driblar o tem- po, pois além de mãe sou es- posa. Tenho uma vida social ativa e lógico, o meu traba- lho, pois sou uma profissio- nal que lida com saúde e sei

Cassiana

Colletes Costa

Curta

As mulheres buscam seu espaço

que preciso estar sempre antenada com as novidades da minha área e ter respon- sabilidade frente aos meus pacientes, mas consigo pla- nejar o meu dia a dia para que tudo se encaixe”,

enfatiza. Depois de Caiobá partici- pou de provas em Londrina e Maringá. Uma que ela con- sidera muito importante e gratificante foi em Pirassununga, onde conse- guiu um 5º lugar. Esta prova foi importante, porque é de nível nacional. Em fevereiro de 2009 voltou a participar

de Caiobá e foi classificada com um terceiro lugar. “Pretendo continuar a treinar e participar de pro- vas. Até quando? Até quan-

do tiver fôlego para terminar bem as provas, com saúde, pois um dos motivos de es- tar neste esporte é a quali- dade de vida que ele me dá, tanto mental quanto física. Estou muito feliz com este esporte e sou muito grata ao meu treinador pelo incenti- vo”, conclui Cassiana.

Orion, uma constelação de atletas

Malu

Pedarcini

e Antonio Santiago

O triatlo é uma modalida-

de esportiva que surgiu na dé- cada de 70 e ganhou projeção

a partir de 1978 com o pri-

meiro campeonato no Havaí.

É uma competição de resistên-

cia onde o atleta tem que cum- prir etapas na natação, ciclis- mo e corrida. Foi só no ano de 2000 que o triatlo teve sua estréia numa Olimpíada. Mas a troco do que estamos escrevendo tudo isso? Poucas pessoas sabem, mas aqui em Maringá essa modali- dade esportiva é bem desen- volvida. Alguns perguntarão:

mas é possível praticar triatlo sem ser no mar? Sim, é possí- vel. Não acreditam? Quem nos conta essa história é Re- nato El Memari, 30, professor de Educação Física com forma- ção pela UEM e especialização em Morfofisiologia Aplicada do Exercício e personal trainer em

várias academias e

é um atleta aplicado pratican-

do o triatlo há 14 anos. Renato nos conta que exis- te sim competição de triatlo fora do mar. Na falta do ocea- no os atletas praticam em pis- cinas e lagos. Renato acumula excelentes resultados em diversas com- petições ao longo da sua car- reira de atleta. Foi 3º lugar nos Jogos Aber- tos do Paraná em 1998, dis- putado em Cascavel. Em 2000 participou do Sul-brasi- leiro na categoria Triatlo Rápi- do e conquistou a quarta posi- ção. Neste mesmo ano parti- cipou de uma prova internaci- onal no Chile e também ficou em 4º lugar. Em 2001, em Florianópolis, no Brasileiro Universitário conseguiu a ter- ceira colocação. Em 2007 na Copa Paraná subiu ao pódio com o 3° lugar. Atualmente ele treina a Equipe Orion que é composta

ainda

ufa!

ele treina a Equipe Orion que é composta ainda ufa! P á gina 10 2 ª

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2ª quinzena de maio/09

Dança do Ventre, uma dança feita unicamente para o corpo feminino Malu Pedarcini
Dança do Ventre, uma dança feita
unicamente para o corpo feminino
Malu
Pedarcini

Não há como desviar os olhos de uma mulher pratican- do dança do ventre. Os movi- mentos são sinuosos, sensuais e com um toque de mistério. Talvez por isso seja considera- da a mais sensual de todas as expressões corporais. Tecnica- mente, seus movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tron- co isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos e batidas de quadril (shimmies), entre outros. Es- tudiosos atribuem às ondula- ções abdominais à imitação das contrações do parto. Não existem muitos regis- tros a respeito da origem des- ta dança, porém acredita-se que tenha nascido em eras pri- mitivas e depois foi incorpora- da nas cerimônias religiosas do Antigo Egito. Na antiguidade era uma forma de homenage- ar as deusas da fertilidade. Com o tempo a dança do ven- tre se expandiu alcançando outros países como Grécia, Turquia, Índia e França, ganhan- do novas características e sig- nificados. Ao longo dos anos, sofreu modificações diversas, inclusi- ve com a inclusão dos movi- mentos do ballet clássico rus- so em 1930. Hoje, essa arte encontra-se desvinculada de qualquer conotação religiosa e figura apenas como uma ex- pressão de arte. No Brasil a dança do ventre teve uma difusão maior entre 2001-2002 durante a exibição da novela “O Clone” de Glória Perez. No entanto, o interesse não diminuiu com o término da novela. Pelo contrário, muitas mulheres hoje buscam na dan- ça do ventre uma forma de mexer com a fantasia e o emo- cional. A prática da dança esti- mula o corpo e deixa a mulher mais desinibida, além de esti-

o corpo e deixa a mulher mais desinibida, além de esti- Renata Loyolla Renata Zordan Mariana

Renata Loyolla

Renata

Zordan

Mariana

Tait

além de esti- Renata Loyolla Renata Zordan Mariana Tait mular a libido de quem faz e

mular a libido de quem faz e de quem vê. Mas não dá para confundir. A dança é apenas sensual, não passa por apelos ou vulgarida- de. É uma brincadeira com o corpo que faz uma volta ao

lúdico. Outra vantagem é mo- dificar a postura e os próprios movimentos, que ganham mais graça e suavidade, além de dar mais forma ao corpo. Renata Loyolla, 34, casada, mãe de um garotinho de um

ano, formada em Direito, mudou-se para Maringá em 1996 para exercer a profissão de advogada. Mas neste mes- mo ano conheceu a dança do ventre e se apaixonou de tal forma que resolveu dedicar-se

somente a essa arte. Desde então, dedica-se exclusiva- mente ao estudo da dança do ventre, sempre buscando se aperfeiçoar. No início como aluna, depois já como profes- sora em academias onde tra- balhou por dez anos. Hoje é dona de uma esco- la onde ministra aulas de dan- ça para 115 alunas. Segundo Renata os benefícios da dança do ventre são inúmeros. “Den- tre os diversos benefícios físi- cos, podemos citar em espe- cial o fortalecimento e enrijecimento da musculatura das pernas, braços e principal- mente abdômen. Desenvolve também a coordenação motora, o equilíbrio, aumen- ta a flexibilidade, e se a aula mantiver um bom ritmo pode queimar até 300 calorias”. Renata afirma ainda que a mu- lher que pratica a dança do ventre descobre seu próprio corpo, pois trabalha com a sen- sualidade, com a delicadeza e isso contribui para melhorar a autoestima. Mariana Tait, 22, formada em Letras é professora de dan- ça há dois anos. Pratica a dan- ça do ventre desde os 18 anos, porém seu contato com a dan- ça é antigo. “Comecei com cinco anos na Oficina de Dan- ça da UEM”, diz ela. Para Mariana, a dança do ventre é um desejo realizado e a aju- dou muito no seu processo de desenvolvimento, principal- mente porque possibilitou que ela conhecesse muitas pesso- as.

Renata Zordan, 31, profes- sora de música e teoria musi- cal faz aulas há dois meses e se diz encantada. “Acho apaixonante. Eu me encontro na dança”. Segundo ela, a dan- ça além de proporcionar pra- zer também ajuda no condici- onamento físico. “Por mim vi- ria todos os dias”, conclui.

físico. “Por mim vi- ria todos os dias”, conclui. 2 ª quinzena de maio/09 P á

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UEM, uma usina do saber

Ângelo Priori Criada em 1970 para aten- der às necessidades de ensino superior em Maringá, a UEM é resultado da junção de três fa- culdades, a Faculdade Estadual de Ciências Econômicas, criada em 1959, a Faculdade Estadual de Direito, criada em 1966 e a Fundação Faculdade de Filoso- fia, Ciências e Letras, criada em 1966. No conjunto, estas facul- dades ofereciam um total de sete cursos: Ciências Econômi- cas, Direito, História, Geogra- fia, Ciências do 1º Grau, Letras Anglo-Portuguesas e Letras Franco-Portuguesas. A Lei nº 6.034, de 06/11/ 69, autorizou a criação da Uni- versidade Estadual de Maringá, agregando à ela as faculdades já existentes. Pelo Decreto Esta- dual nº 18.109, de 28/01/70, foi criada, sob a forma de fun- dação de direito público, a Fun- dação Universidade Estadual de Maringá (FUEM), sendo reco- nhecida em 11/05/76 pelo Governo Federal (Decreto nº 77.583) e tornou-se autarquia pela Lei Estadual nº 9.663 de 17/07/91, mantendo a mesma denominação. Os primeiros sete anos da Instituição, de 1970 a 1976, foram marcados pela ocupação gradativa do campus definitivo e pela implantação de 15 cursos de graduação. Atualmente, a UEM oferece 37 cursos de gra- duação, distribuídos pelos Campus-Sede, Campus Exten- são de Cianorte e Campus Re- gional de Goioerê. Em 1986, a Universidade começava a dar mostras de sua abrangência regional com a cri- ação e implantação da extensão na cidade de Cianorte, com dois cursos: Pedagogia e Ciên- cias Contábeis. Esta tendência ganhou consistência com a cria- ção e implantação do Campus Regional de Goioerê, em 1991, com dois cursos: Engenharia

Regional de Goioerê, em 1991, com dois cursos: Engenharia Têxtil e Licenciatura em Ciên- cias, por

Têxtil e Licenciatura em Ciên- cias, por meio de um convê- nio, envolvendo a Universida- de Estadual de Maringá e um consórcio intermunicipal, for- mado por sete municípios. Tam- bém foram criados os campus de Cidade Gaúcha, Diamante do Norte, Fazenda Experimen- tal de Iguatemi, Base Avançada do Nupelia em Porto Rico, Centro de Pesquisa em Agricul- tura de Floriano e o Núcleo de Pesquisa Aplicada à Agricultura - NUPAGRI, em Maringá, que completam o suporte universi- tário para as atividades de Ensi- no, Pesquisa e Extensão. No ano de 1988 foram cri- ados os cursos de Medicina e Odontologia, tendo como consequência a implantação de um complexo de saúde, forma- do por um Hospital, uma Clí-

nica Odontológica, uma Unida- de de Psicologia Aplicada e um Hemocentro. Nove anos de- pois foi criado o Curso de Informática, realizando o seu primeiro vestibular em janeiro de 1998, em substituição ao Curso de Formação de Tecnólogo em Processamento de Dados. No que diz respeito ao en- sino de pós-graduação, desde o início dos anos 80 vem aumen- tando o número de cursos de especialização oferecidos pela UEM. Em 1998 estavam em andamento 61 cursos de espe- cialização. Quanto aos cursos de pós-graduação “stricto- sensu”, no ano de 1986 foram criados os dois primeiros cur- sos de mestrado, sendo um em Ciências Biológicas e o outro em Química Aplicada. Atual-

mente, são ofertados 16 cursos de mestrado e sete de douto- rado. Em 1992, foi implantado o

primeiro curso de doutorado na UEM, sob a denominação de “Ecologia de Ambientes Aquáti- cos Continentais”. O segundo curso foi criado em 1997, na área de Ciências Biológicas e iniciou em 1999.

A partir de 1992, a UEM

implantou o regime seriado para seus cursos de graduação. No- vas grades curriculares tiveram de ser elaboradas, agora com a

obrigatoriedade de cada curso ter um projeto pedagógico, o que conduziria à identidade pro- fissional e facilitaria a avaliação da qualidade do ensino que a instituição oferece.

As atividades de pesquisa ti-

veram aumento significativo a

partir de 1979, com acompa- nhamento de projetos, em di- versas áreas de pesquisa. Atualmente a UEM conta com 107 grupos de pesquisas cadastrados no CNPq. A melhoria da qualificação de seu quadro de pessoal propiciou um crescimento significativo das atividades de extensão, a partir da década de 80. Desde então,

as atividades mais frequentes se relacionaram com as de apoio ao ensino de 1º e 2º graus, pré-escolar e educação especi- al.

Na intenção de ampliar os meios de divulgação de suas ati- vidades, foram implantadas, em 1992, uma editora (EDUEM); em 1996, uma livraria univer- sitária e uma emissora de rádio FM, sintonizada no prefixo 106,9 MHz.

O que representa a UEM na sua vida? E na vida da cidade?

O que representa a UEM na sua vida? E na vida da cidade? Décio Sperandio (Reitor

Décio Sperandio (Reitor da Universidade Estadual de Maringá): A Universidade Estadual de Maringá está completando 40 anos de existência, e não só para mim, mas também para muitas fa- mílias que aqui vieram antes de sua criação significou, primeiramente, a oportunidade de realização de um curso superior na cidade escolhida para viver, o que sem dúvida é um privilégio. A UEM é um patrimônio que ocupou e vai continuar ocupando um papel, cada vez mais central, no de- senvolvimento regional, do ponto de vista científico, cultural, social e eco- nômico. Seria extremamente difícil imaginar o que seria de Maringá e região hoje sem a presença da UEM.

que seria de Maringá e região hoje sem a presença da UEM. Luiz Roberto Evangelista (ex-aluno

Luiz Roberto Evangelista (ex-aluno e atualmente docente do Curso de Física): A UEM é um patrimônio cultural e científico. A maior riqueza da comunidade maringaense. Boa parte da economia gravita em torno dela.

maringaense. Boa parte da economia gravita em torno dela. Maria de Lourdes Portela (auxiliar operacional): Para

Maria de Lourdes Portela (auxiliar operacional): Para mim a UEM representa tudo. Aqui eu fui valorizada e a UEM é muito importante para Maringá.

eu fui valorizada e a UEM é muito importante para Maringá. Verônica Regina Müller (docente do

Verônica Regina Müller (docente do Departamento de Educação Física, com Mestrado em Educação e Coordenadora do PCA – Programa Multidisciplinar de Estudos, Pesquisas e Defesa da Criança e Adolescente desde 1987): A UEM é uma instituição profundamente responsável pelo desenvolvimento de pesquisas e fonte de conhecimento nacional e internacional. Também responsável pela ampliação e aprofundamento da cultura da população maringaense.

e aprofundamento da cultura da população maringaense. Ênio Verri (Secretário Es- tadual do Planejamento): Eu

Ênio Verri (Secretário Es- tadual do Planejamento): Eu entrei na Universidade Estadu- al de Maringá em 1979, e sem- pre fui um apaixonado pela economia. Meu sonho era ser professor da UEM. Trabalhei muito em defesa dessa univer- sidade, na luta pela gratuidade do ensino, naquele tempo mili- tando no Centro Acadêmico de Economia. Também na luta pelo preço justo do Restauran-

te Universitário, já na época que participava do Diretório Central dos Estudantes. E sempre tive a perspectiva que a UEM seria uma gran- de universidade. Hoje esse sonho já é uma realidade, me graduei na UEM, fiz meu mestrado nessa instituição, aliás, sou da primeira tur- ma de mestrado da UEM. Acabei em 1997 ingressando como pro- fessor e hoje eu vejo a Universidade como um modelo, não só no Paraná.

A UEM é uma das melhores instituições de ensino superior do

País. Sem dúvida nenhuma, tenho hoje um sonho realizado, sonho

de ser professor de uma grande universidade, essa universidade que eu amei desde o primeiro dia que entrei, em março de 1979.

A UEM é muito mais do que um grupo de funcionários e profes-

sores que ganham salários e gastam na cidade. Se fosse só por isso, ela já seria muito importante, afinal de contas, esses recursos que ela investe na forma de pagamento, de obras, e de outros investi-

mentos, gera uma receita e faz com que a economia de Maringá cresça muito mais. Isso já seria muito bom, mas eu acho pouco perto da que a UEM tem para a região. Ela representa um avanço na ciência, na pesquisa. Eu diria que a UEM tem um papel irradiador do desenvolvimento da nossa região, não só de Maringá, porque ela representa investimento na forma de renda, conhecimento e desen- volvimento.

UEM, uma história de lutas e conquistas

Antonio Santiago Hoje a UEM é uma re- ferência nacional. É uma das melhores universida- des do País segundo o ranking do Ministério da Educação. Mas isso tudo não aconteceu gratuita- mente. Nada foi por con- cessão. Foram muitas lu- tas, incansáveis greves e muito sacrifício. Muitos profissionais ficaram pelo caminho em função de de- fenderem pontos de vista contrários à política vigen- te. Tudo começou com a greve de 1980 que durou 30

dias. Seguiram-se a esta ou- tras como a de 1984 (25 dias) e 1985 (20 dias). Todas elas por questões salariais e com sucesso. Em 1986 aconteceu uma greve diferenciada que além da reivindicação salarial con- quistou o direito de eleger o Reitor pelo voto direto da co- munidade acadêmica. Essa conquista foi bandeira de luta juntamente com as Diretas Já (movimento em favor das elei- ções diretas para Presidente da República). Professores, sindicatos de funcionários e DCEs lançaram a luta da elei-

ção direta para reitor a partir de uma lei proposta por Márcio Almeida, deputado es- tadual do PCB (Partido Comu- nista Brasileiro). Em 1987 mais duas gre- ves e a promulgação da lei que instituiu o ensino gratuito encampada pelo governador da época, hoje senador Álva- ro Dias. Durante os anos de 1988, 1989 e 1990 houve mais gre- ves e todas obtiveram algum êxito. A mais extensa destas foi a de 1989 que durou 58 dias. Em 1991, uma grande der-

rota para o Movimento Sindi- cal e acadêmico. O então e também hoje governador Roberto Requião além de não conceder reajuste algum ain- da ameaçou cortar 30% do or- çamento da universidade. Depois dessa greve, foram muitos anos sem mobilização. Em 2000 aconteceu a re- tomada das greves. Houve pa- ralisação por 42 dias. Em 2001, no fatídico11 de setembro (ataque ao Word Trade Center em Nova York, começou a última greve na UEM, que durou 6 meses. Por conta de todas essas

mobilizações a UEM se con- solidou. Isso só foi possível graças à organização soci- al dos professores, funcio- nários e alunos que ajuda- ram nessas lutas e promo- veram conquistas duradou- ras, tais como, a gratuidade do ensino e a eleição direta para reitor. Hoje a UEM tem 1.482 professores, 2.675 técnicoadministrativos e 17.063 alunos. São 52 cur- sos de graduação, 93 de es- pecialização, 28 de mestrado e 12 de doutora- do.

Vida longa à UEM!

28 de mestrado e 12 de doutora- do. Vida longa à UEM! P á gina 8

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