Décio Sena

COLEÇÃO PROVAS COMENTADAS

3a edição
Conforme o Novo Acordo Ortográfico

Editora Ferreira

Rio de Janeiro 2010

Copyright© Editora Ferreira Ltda., 2007-2010 1. ed. 2007,1. reimpressão 2007; 2. ed, 2009; 3. ed. 2010

Capa Diniz Comes dos Santos Diagramação Diniz Cornes dos Santos Revisão APED Apoio Produção Ltda. Esta edição foi produzida em dezembro de 2009, no Rio de Janeiro, com as famílias tipográficas Syntax (8/9,6) e Minion Pm (12/14), e impressa nos papéis Chambril 70g/mJ e Caroíina 240g/mJ na gráfica Sermograf.

CXP-BRASIL, CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DÊ LIVROS, R3.
S477p 3.ed. Sena, Décio, 1945* Português FCC / Décio Sena. - 3.ed. - Rio de Janeiro: Ed. Ferreira, 2010. 45Sp. '(Provas comentadas / da FCC) ISBN 978-85-7842-115-1 1. Ungua portuguesa - Problemas, questões, exercícios. 2. Serviço público - Brasil - Concursos, L Fundação Carfos Chagas. H . Titulo. III. Série. 09-6258. CDD; 469.5 COU: 811.134.3*36 016630

07.12.09 10.12.09

Editora Ferreira contato@editoraferreira.com.br www.editoraferreira.com.br TODOS OS DIREITOS RESERVADOS - ê proibida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou por qualquer meio. A violação dos direitos de autor (Lei n° 9.610/98} é crime estabelecido peto artigo 184 do Código Penal. Depósito legal na Biblioteca Nacional conforme Decreto de 20 de dezembro de 1907. impresso no 8rasil/Prínted irt Brsxit 1.825,

Para Maria Cristina é Márcio, que possibilitaram Helena; minha presença no futuro.

Prefácio
Em nossas aulas preparatórias para concursos públicos, sempre reco­ mendamos aos alunos que procurem resolver um bom número de provas de Português elaboradas pelas Bancas Examinadoras que têm a responsabilidade de selecionar candidatos para um dado cargo. Justifica-se este pedido pela observação levada a efeito, em nossa trajetória profissional, de que as provas de cada uma das Bancas Examinadoras têm especükidades naturais, apresentam características bastante definidas, que são esta­ belecidas pelas inclinações a que se submetem os eminentes professores que as constituem: cada um deles tem preferência por esta ou aquela passagem do estu­ do da gramática de nossa língua; cada um deles tem gosto mais ou menos acen­ tuado por determinados modelos de questões. Deste modo, moveu-nos desta feita a intenção em ajudar o candidato a eventuais concursos que estejam sob responsabilidade da Banca Examinadora da Fundação Carlos Chagas. Assim, comentamos neste volume um conjunto de dez provas bastante representativas do estilo desta Instituição. Tanto quanto já fomos úteis em trabalho anterior, destinado à Banca Examinadora da ESAF, esperamos que nosso empenho seja convertido em boas provas para aqueles que nos dignarem com sua atenção. Boa sorte a todos! Décio Sena

VII

A presentè edição deste trabalho já surgiu sob a vigência dp Acordo Ortográfico da lííngua Portuguesa, com vigor a partir de 2009. j A ortografia empregada anteriormente aoAcordo Ortográfico pode ser aceita até 2012, entretanto. j | Adotamos] assim} os seguintes critérios quanto à grafia em nosso livro: 1} Preservámos os textos de prova como originalmente foram displstos em sua aplicação. | j 2) Adotanhos, em nossos comentários, os preceitos do novo Acordo Ortográfico. j j i Sempre que necessário, aproveitamos passagens dos textos originaiá das provas para reportarmos ao estudante a devida atualização ortográfica.

Sumário
Prova 1 -Agente Fiscal de Rendas/Secretaria de Estado de Fazenda/Sefaz~SP/FCC/2009...01 Prova 2 - Analista Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 4a Região/FCC/2Q09...39 Prova 3 - Analista Superior III/Infraero/FCC/2009........................ *........ .... .................. 61 Prova4 - Analista Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 15aRegião/FCC/2009...79 Prova 5 - Agente de Fiscalização Financeira/TCE-SP/2COS......................... ...................... 89 Prova 6 -Analista Judiciário/Bibliotecârio/TRT da 2a Região/2008........ ................... 101 Prova 7 - Secretário de Diligências/MPE-RS/2008.,....................................................... 119 Prova 8 ~Assessor/Área: Direito/MPE-RS/2008.......................................................... ,..133 Prova lõ -Audiior-Fiscalde Tributos Municipais/ISS-SP/2007.................................... 189 Prova II - Técnico Judiciário/TRE~SP/20Q6......................................... ................. ...... 217 Prova 12 - Analista Judiciário/TRE~SP/2006................................................................ 263 Prova 13 - Técnko Judiciário/TRF da IaRegião/2006..................................................... 2S3 Prova 15 - Analista/Banco Central/2006....................... ..............................................321 Prova 16 - Agente de Fiscalização Financeira/TCE~SP/2006.......................................... 349 Prova 17 -Agente Fiscal de Rendas/ICMS~SP/2006...................................................... 367 Prova 18 - Técnico Jndtciário/TRT4ada Região/2005..................................................... 425

Prova 9 -Analista Administrativo/MPU/2007................................................................... .... .......

Prova 14-Analista Judiciário/TRF da IaRegião/2006.........................................................*... ......

XI

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Prova 1

Agente Fiscal delRendas/Secretajria. de Estado de Fazendja/Sefàz-SP/FCd/2009
Instruções: Cohsidereo texto abaixo para responder às questões delnúmeros 1 a 10. j Esgotado por sucessivas batalhas, convencido da inutilidade de se­ guir lutando e tendo decidido ser preferível capitular a perder não só a liberdade como a vida, no verão de 1520 o rei asteca Montezúmaj prisioneiro dós espanhóis, concordou em entregar a Hernán Cortes o vas5 to tesouroj que seu pai, Axayáctl, reunira com tanto esforço, e em p ra r lealdade ao rei dà Espanha, aquele monarca distante e invisível cujo po­ der Cortés representava. Comentando a cerimônia, o cronista espinhol Fernando jde Oviedo relata que Montezuma chorou o tempó toáo, e, apontando a diferença entre o encargo que é aceito voluntariamente por io uma pessoa livre e o que é pesarosamente executado por alguém jacorrentndo, Oviedo cita o poeta romano Marcus Yarro, “O que é entregue à força não é serviço, mas espoliação”, j j Segundo todos os testemunhos,j o tesouro real asteca era magnífi­ co e ao ser reunido diante dos espanlióis formou três grandes; pillias de is ouro compostas, iem grande parte, dé utensílios requintados, que jsugeriam sofisjticadascerimônias sociais: colares intrincados, braceletes, cetros e leques decorados com penas multicoloridas, pedras preciosajs, pé­ rolas, pássaros e flores cuidadosamente cinzelados. Essas peças, segundo o próprio jCortési “além de seu valor, jeram tais e tão maravilhosas, que, 20 consideradas por sua novidade e estranheza, não tinham preço, nem é de acreditàr que algum entre todos osí Príncipes do Mundo de que se tem notícia pudesse tê-las tais, e de tal quálidade” Montezuma pretendia que o tes)ouro fosse um tributo de sua corte ao rei espànhol. Mas os soldados dê Cortés exigiram que o tesouro fos25 se tratado! como butim e que cada um deles recebesse uma parte do ouro. Feita a pajrtilha entre o rei da Espanha, o próprio Cortés e tantos outros envolvidos, chegava-se a cem pesos para cada soldado raso, uma soma tão insignificante diante de suas expectativas que, no fim, muitos se recusaram à aceitá-la. j

30 Cedendo à vontade de seus homens, Cortés ordenou aos afamados ourives de Azcapotzaico que convertessem os preciosos objetos de Montezuma em lingotes, em que se estamparam as armas reais. Os ourives levaram três dias para realizar a tarefa. Hoje, os visitantes do Museu do Ouro de Santa Fé de Bogotá podem ler, gravados na pedra sobre a porta, os se3 5 guintes versos, dirigidos por um poeta asteca aos conquistadores espa­ nhóis: “Maravilho-me de vossa cegueira e loucura, que desfazeis as joias bem lavradas para fazer delas vigotes’:
(Aàaptaào âe Alberto Manguei, À mesa com o Cka-peleiro Maluco; ensaios sobre corvos e escrí va-ninhas, TracLjfosely Viamta Baptista, São Paulo: Companhia das Letras, 2Ü09t p. 21-22)

01. No texto, o autor (A) atribui à diferença de cultura a capitulação de Montezuma ao soberano espanhol, figura de contornos fantasmagóricos ao olhar do rei asteca. (B) evidencia que homens que se dedicam às armas, como o poderoso Cortés, por força do próprio ofício, não mani£estam sensibilidade para as formas artísticas. (C) disserta sobre a apreciação da matéria-prima de tesouros em distin­ tas sociedades, circunscrevendo seus comentários ao século XVI. {D} relata e comenta um episódio histórico que torna clara a ideia de que produções culturais e ações humanas não têm valor absoluto. (E) toma o caráter mercenário do colonizador como causa do seu olhar apurado, responsável, em ultima instância, pela sofisticação dós ar­ tífices em metais preciosos. Analisemos cada uma das afirmativas que se estabeleceram nos itens de (A) a<E): (A) Errada. Conforme o texto possibilita entender, a capitulação de Montezuma ocorreu pela sua compreensão, advinda de inúmeras ten­ tativas de rachaçar os invasores espanhóis, de que, prosseguindo com tais esforços, perderia não só a liberdade como também a vida. (B) Errada. Evidentemente percebe-se que Cortés e seus soldados não fo­ ram tocados pela arte das jóias ástecasV No entanto, estender essa in­ sensibilidade a todos os homens que se dedicam à$ armas ultrapassa as ídeias desenvolvidas no texto.

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aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés representava. percebemos distintas valorações que se atribuem ao conjunto de joias: enquanto para os astecas o tesouro era. concordou em entregar a Hernán Cortes o vasto tesou­ ro que seu pai. Entendemos. Sobre o fragmento acima. prisionei­ ro dos espanhóis. dado o fato histórico apresentado. razão de deleite artístico.^gr. reunira com tanto esforço. para os espanhóis significava. é correto afirmar: (A) as orações iniciais (linhas 1 a 2 da transcrição acima) constituem se­ qüência que vai do acontecimento mais determinante para o menos determinante da ação de “concordar”. o elemento destacado tem o mesmo va­ lor e função dós notados nà frase “Estava só. era que se estabelece rela­ ção rigorosamente absurda entre o caráter mercenário do colonizador e a sofisticação dos artífices em metais preciosos 02. interessado. 3 Português . Esgotado por sucessivas batalhas. (E) Erradá. apenas. (E) em tanto esforço. Axayáctl. (D) Certa. Afirmativa inteiramente descabida. (C) as formas verbais tendo decidido e concordou expressam ações concomitantes. convencido da inutilidade de seguir lutando e tendo decidido ser preferível capitular a perder não só a liber­ dade como a vida. em seu contexto. unicamente. (D) em perder não só a liberdade. no verão dé 1530 o rei asteca Montezuma. valor pecuniário. mas bastante tranqüilo”. antes de tudo.idiiiia ue c^icsuu uc rciéenaa/. no valor material da matéria-prima com que as joias tinham sido produzidas. e em jurar lealdade ao rei da Espanha. está expresso um juízo de valor. Não há cotejo quanto à forma como distintas sociedades apre­ ciam a matéria-prima com que se elaboram tesouros. (B) não só e como introduzem os complementos verbais exigidos por ser preferível. apenas a apre­ sentação de um fato histórico que evidencia o alheamento à arte por parte de um grupo de invasores frente às maravilhas da joalheria de um dado povo.riuvtt i rracai ue r\orucis/^ct. Assim.*?-^ /r -i_ ^ /^ u u a (C) Errada. que todo o re­ quinte da produção de joias entre os astecas não foi suficiente para que se evitasse a cobiça meramente material demonstrada pelo invasor eu­ ropeu.

são atribuídas aos personagens pelos produtores do texto. vale dizer. é aceitável — por resguardar o sen­ tido originai — a substituição de (A) (linha 7) Comentando por “Mesmo ao comentar” (B) (linha 8) o tempo todo por “intermitentemente”. mas bastante tranqüilo a palavra só> adjetivo. Em Estava só. (D) Errada. De qualquer modo. na verdade. palavra denotativa de exclusão. ações concomitantes são aquelas que ocorrem ao mesmo tempo. Eventualmente. Notamos. (E) Certo. mas também a vida. Em perder não só a liberdade o vocábulo só. No contexto do primeiro parágrafo. simultaneamente.Provas Comentadas da FCC Vejamos todas as alternativas da questão: (A) Errada. no sentido de que as sucessivas batalhas travadas por Montezuma e os invasores provocaram o conhecimento de. Em outras circuns­ tâncias. os juízos de valores são pertinentes às próprias impressões do articulista. (C) Errada. Ocorreu a inversão no ato de atribuir-se às circunstâncias ex­ pressas por Esgotado por sucessivas batalhas. Como sabemos. para o primeiro. Não é possível aceitarmos a tese de que não só e como introduzem os complementos verbais exigidos por ser preferível* na medida em que o vocábulo preferível . É o que ocorre na passagem em que se atribui a Axayâctl ter reunido to­ das as joias que compunham o acervo asteca com tanto esforço. convencido da inutilidade de seguir lutando e tendo decidido ser preferível capitular a perder não só a liberdade como a vida referências semânticas que vão do mais para o me­ nos determinante. apresentação de fatos que vão do menos determinante para o mais determinante relativamente à opção por concordar. seria inútil continuar lutando. tem equivalência se­ mântica com sozinho. sempre refletem opiniões carregadas de subjetividade. assim. Há. Percebemos que o que se enuncia com a locução tendo decidido precede a ação de concordar. (B) Errada. uma seqüência semântica com nítido valor ascendente. indusive para não perder só a liberdade. o que provocou a decisão de ca­ pitular. )3.adjetivo . •édo Sena 4 . Denominamos juízo de valor às passagens textuais em que se evidenciam inserções do pensamento do redator relativamente a qual­ quer circunstância textual.apresenta-se com sujeito oracional (capitular) e com complemento nominal também oracional (a per­ der não só a liberdade como a vida). tem valor semântico que o aproxima de apenas .

(D) Inaceitável. r Mais uma vei. j (D) formou trçs grandes pilhas de ouro (E) que sugeriam sofisticadas cerimòníasisociais. qutí faz referência a encargo. I (C) ao ser retinido diante dos espanhóis. em qu^ se percebe vjalor semântico concessivo. | (B) Inaceitável Como sabemos. | Em Segundo iodos os\testemunhos> o tesoilro real asteca era magnífico e ao ser reunido diante dos espanhóis formou tçès grandes pilhas de oura\ a ora­ ção ao ser retinido diante dos espanhóis formou três grandes pilhas de ouro apresenta-se sób forma reduzida. No início do jparágrafo 2> o segmentoqiie corresponde a uma circmístância de terajpo é j (A) Segundo todos os testemunhos. Apresenta nítida ideia temporal. | . j I i . em b tempo todo dá-se conta de àlgo que ocorreu sem soliição jde continuidade.advérbio pròvindo do adjetivo obstinado . carrega a mesma valoração semântica.Agente Rscal de Rendas/Secretaria dé Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FÇC/2009 (C) (linha 9)\voluntariamente por “obstinadamente”. com pertinácia. ! ' ) I 04. O vocábulo o destacado pda eminente Banca Examihadcjra é pronome demonstrativo. Obstinadamente . >• i (C) Inaceitávd. sçm coerção. com firmeza de propósito. por óbvio.re­ porta o que é feito com denodo. que não é contínuo. Voluntariamente ~ r advérbio formado por derivação súfixal a partir do adjetivo voluntário.designa 6 que é feito por livre vontade. | (B) o te$ouro\real asteca era magnífico. é pèrfdtamente aceitáyel como sendo de substituição correta pelo segundo. .que se PrirfnerííÊ c . . àquilo que sofreiinterrupções. ■ [. j (E) (linhas 10-11) acorrentado por “subjugado” . o adjetivo intermitente faz menção. Esta é a resposta da questão. Por ouiro lado. : Obsérvamos em Comentando a cerimônia valor semântico | temporall o que não é referendado por Mesmo ao comentar. .o valor semântico apresentado pelo primeiro. contextuálmente. (0) (linha lfl| ) o por daquilo”. | (E) Aceitávelj Embora do ponto de vistai :estritamente denotativo ios Vo­ cábulos acorrentado e subjugado não jse apresentem como sinôhimçs.Prova 1 . . A forma adverbial intenniteníemente.. analisemos todas as altemàtivas da qiiestão: j (A) Inaceitável.

três grandes pilhas de ouro)y em que não se observa qualquer nuance semântica temporal.tesouro real asteca era magnífico). o. Mais uma vez.aígtim entre todos os Príncipes do Mundo de que se tem notícia . relativamente ao substantivo utensílios>também des­ provida de qualquer possibilidade de conter nexo semântico temporal. (E) (linha 22) o pronome as (tê-las) remete atãò maravilhosas. Nas demais alternativas. em busca da que contém afirmativa correta: (A) Incorreta.os teste­ munhos pois “testemunha” é palavra usada somente no feminino. não se percebendo nele qualquer valor temporal (D) formou três grandes pilhas âe ouro é parte da oração que se iniciou com a conjunção coordenativa aditiva e . na alternativa (C). Ê preciso observarmos a existência do substantivo testemu­ nha . À resposta da ques­ tão está. no segiíndd jpàrágrafo do textó. a pessoa que assistiu a um éventój du que dèle vai dár testemunho.traduziria mais claramente com seu desdobramento em Segundo todos os testemunhos. rio mais das vezes. (C) (Unha 16) os dois-põntos iritroduzem citação direta do depoimento de uma testémühha. E. o qual faz mêiri^ãò àiini^èpoimenfô. apontamos: (A) Segundo todos os testemunhos introduz circunstância identificada como conformativa. (B) (linha 14) houve deslize com relação ào padrãõ culto escrito . (E) que sugeriam sofisticadas cerimônias sociais ê oração subordinada ad­ jetiva explicativa. Afirma-se com correção que. o tesouro réal àsteca era magnífico e ao ser reunido diante dos espanhóis formou três grandes pilhas dé ouro a oração e quando fo i reunido diante das espanhóisformou três grandes pilhas de ouro. 05. (D) (linha 21) a determinação de PHncipes . assim.{e form ou .formou pois a única forma aceita como correta é “formaram-se”.'de gèriero mas­ culino-.de gênero fenüninò qüé significa.Máfe:ou a uma décla- Décio Sena 6 .inclui uma condição restritiva. (Á) (linha 13) houve deslize com relação ao padrão culto escrito . já empregamos o também:Wbstantivó :feUémímkò ^ esse. (B) o tesouro real àsteca era magnífico é fragmento qüè compõe a oração inicial do período {Segundo todos os testemunhos. assim.. vejamos todas as assertivas feitas nas alternativas da questão.

Não ocorre. modificado grafi. (C) (Unha 28) no fim . a forma verbal citada concorda de forma rigorosamente correta. Não seria possível aceitar-se a indicação de que uma forma . no fragmento referido.«gente rtsca* ae Kenaas/beaetaria de Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2009 ração provinda de uma testemunha. pronominal . (E) (linha 35) dirigidospor um poeta asteca aos conquistadores espanhóis. muitos se recusaram a aceitá-la. (C) Incorreta. Nas demais alternativas. o pronome indicado é alusivo ao substantivo pe­ ças. que surgiu na linha 18 do texto. existência de voz passi­ va pronominaL Observemos que o sujeito da forma verbal formou está sendo indicado pelo sintagma o tesouro real Com tal sujeito. (E) Incorreta. Como sabemos. Pode-se eritender corretamente como expressão de causa a seguinte passagem. Q D ) (linha 30) Cedendo ã vontade de seus homens. (D) Correta. Há assim. o pronome oblíquo átono as.nw d r . Na presente passagem. uma evidente nuance semântica causai na referida oração. Os dois-pontos preparam o leitor para a enumeração apositiva feita com respeito ao substantivo utensílios. pronomes fazem referência a substantivos..camente em -las . . 7 Português .no caso. no caso). (B) Incorreta. temos: .em seucontexto: (A) Qmhií 23) Montezuma pretendia que o tesouro fosse um tributo de sua corte ao rei espanhoL (B) (linha 27) chegava-se &cem pesos p ara cada soldado raso..pudesse ser remissivo a um adjetivo (maravilhosas. Esta é a resposta da questão. A oração reduzida de gerúndio apontada (Cedendo à vontade de seus ho­ mens) traduz a causa para o fato de Cortés ter autorizado que os ourives as­ tecas convertessem as joias em lingotes de ouro. Â determinação a que se refere a afirmativa contida na pre­ sente opção faz-se. por meio dà expressão algum entre e introduz sensível valor restrivo ao substáhtivo mencionado. Ho texto de onde foi extraído o vocábulo testemunhos observa-se clara associação semântica entre tal vocábulo e o substantivo relatos. em relação ao substantivo Príncipes (do Mundo).

(E) soma tão hisignificante diante de suas expectativas / quantia irrisó­ ria considerada a carência dos espanhóis. Está corretamente entendida a seguinte expressão do texto. muitos se . o acréscimo de uma informação adversa. Trata-se de oração subordinada adjetiva explicativa. O fragmento transcrito na presente alternativa representa uma explicação. O fragmento transcrito está contido na oração que. no fim . sua mensagem dá conta de um intento que sofre. reduzida de particípio. (B) sugeriam sofisticadas cerimonias sociais / convidavam a comemora­ ções da aita sociedade. (C) pássaros eflores cuidadosamente cinzetados / pássaros e flores soberbamente adornados. (D) tendo decidido serpreferível capitular / tendo optado por fazer conchavo. (C) no fim >muitos se recusaram a aceitá-la. em busca da que contém o entendi­ mento correto acerca de passagem textual inicialmente transcrita: Décio Sena 8 . Lê-se fato indicativo de conseqüência a que se chega após a menção feita a uma circunstância temporal» indicada por Feita a partilha entre o rei da Espanha. logo a seguir. (B) chegava-se a cem pesos para cada soldado raso. Vejamos cada uma das alternativas. o próprio Cortês e tantos outros envolvidos. Nenhuma possibilidade de admitir-se valor semântico tradutor de causa pode haver nessa afirmativa que abre 3o parágrafo. dirigidos por um poeta asteca aos (E) conquistadores espanhóis 07.Provas Comentadas da FCC (A) Montezuma pretendia que o tesouro fosse um tributo de sua corte ao rei espanhol. (A) que o tesourofosse tratado como butim / que o tesouro fosse conside­ rado pilhagem. Na verdade. recusaram a aceitá-la» na verdade a conseqüência para a constatação de que a soma a ser distribuída para cada um dos invasores era insignificante.

ultimamente. render-se.Agente Fiscal de Rendas/Secretaria de Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2009 (À) Correto. j I (B) Incorreto. (D) chegava-sé a cem pesos para cada soldado raso exprime consequencia de condição anteriormente cumprida. Sem dúvicja é isso. (D) Incorreto] O vocábulo conchavo vem sendo empregado. (E) Incorreto. p próprio Cortés e tantos outros envolvidos.\ ou pri­ sioneiros! lha.considepndo-sej que capitular significa.\Butim]é substantivo que significa. É indevida sua equiparação a adomacíos. Também hão é correta a substituição de 'cuidadosamente por soberbamente. Feita a partilha entre o rei da Espanha. muitos se recu­ saram a aceiiá-la. Esta é a resposta da questão. sinônimo de conluio. Por outro ialio. em conformidade com o Dicionáijio Houaiss. também |não é correta a equiparação jde sofisticadas cerimônias sociais com comemorações de alta sociedade. Está indevida a substituição de sugeriam por convidavam. atende pèrfeitamente à necessidade dá manutenção do sentido original. Mas significa. ape­ nas como.Prova 1 . espanhóis. também. ] í : \' . j | (C) no fim eqüivale a “finalmente” exprimindo que o deseniace dá situa­ ção ocorreu exatamente como todois desejavam. sob pena de alterarão significativa. muitos se recusa­ ram a aceitá-la mantém a pontuação correta. é absolutamente equivocado tentar-sé igualar serpreferível capitular . s j: . a união. a concórdia. • i J 9 Português . (E) a eliminação da primeira vírgula èm que. (B) a correlação instaurada por tão cumpre-se pela associação entre esse termo e no fim . .escusos. | (C) Incorreto.. : | É afirmação correta sobre o fragmento abima: (A) muitos sç recasdram a aceitá-la expressa uma finalidade. iguaJmentej. | 08. nofim . : : . valores semânticos. uma soina tão insignificante diante de sm s expectativas que. ainda que se levem èm conta valores semânticos subjacentes ^ leitura do texto. vocábulo! que séqtier com emprego èonotativo teria encaixe iio fikgmento original. c}tegavà~se a cem pesos pára cada soldado raso. entre outros. o acordo en­ tre partesi De qualquer modo.com fazer conchavo. O adjetivo “cinzelado” diz-rdspeito à característico do que é fei­ to com cifízek instrumento próprio para o entalhe ou a gravação feita ma­ nualmente em metal resistente. entregai~sè em rendição . no fim .óbvia a impropriedade de se equiparar âianie\ de suas expèctativas com carência dos. combinação com fins. conjimto de bens materiais e de escravos.. É muito .

. (C) Incorreto.. qúe desfai ás joias. chegàva-se a cem pesos para cada soldado raso reflete a conseqüência de Féità z partilha entre ó rei dàBspanha>ppró. É absurda a possibili­ dade de darmos como correta â asserção de qúè túdó ocorreu como esta­ va sendo esperado. Podemos. em relevo literário Òadjunto adverbial por fim. respeitado o contexto* estaria totalmen­ te adèquáda ao pàdrãò cülto escrito em: (A) Maravilho-me dé sua cegueira e loucura. (B) Incorreto. O fragmento transcrito faz parte de oração que. a correlação entre esse novo pronome e á forina verbal.. prio Cortés e tantos outros envólvidos.. encontramos.. (A) Incorreto.. Se o poeta astecá tivesse se dirigido a seus iiitèriocütòrès. have­ ria necessidade da eliminação do par de vírgulas.. Como já apontamos no comentário da alternativa (B) da ques­ tão 6 da presente prova.. que a associação existente se dá en­ tre o advérbio citado e a conjunção subordinativa consecutiva: que. expressa ma­ tiz semântico tradutor de conseqüência. Para tal. coitio já sa­ lientamos no comentário da alternativa (C) da: questão 6. que desfaz as joias. 09. em conseqüência. (D) Correto. igualmente. o que promoveria ó déslizé dé promover-se a séparáção entre a conjunção . que ãesfazeis as jo ia s bem lavfàdás para fa z er delas vigotes. poder-se-ia optar pela supressão de tàl relevo. em busca da que contém asser­ tiva correta. a recusa de muitos em aceitá-la.Ao analisarmos cada uma das alternativas. A locução adverbial Nofim introduz. (E) Incorreto. Dédo Sena 10 . Esta é a respóstada questão. ... (D) Maravilho~me de sua cegueira e loucura. (C) BÍÍáravilhò-me de tua cegueira é Ioudira.. que desfazem as joias. entretanto.■subordinativaconsecütivá qü ee áÒíaçãopõr elàintroduzida. O advérbio tão acentua a insignificância da soma a ser distribuida entre os soldados espanhóis. Maravilho-me dé vósisa cegueira e íoiicuia. os còáquistadores espanhóis. então. e naò só de uma delas. (E) Maravilho-me de sua cegueira: è loucuraj que desíazes as joias. . por meio deoutropronome. o que faz surgir. É necessário qüe o par de vírgulas empregado na passagem tem por fim sinalizar a prêseriçá de üm adjunto adverbial. É emprego que põe em evidência. Assim. no fragmento textual em que se fundamenta a questão aideia de ao término. (B) Maravilho-me da cegueira e loucura de yocêsaque desfazeisas joias.

(D) Correto.. o segmento aci­ ma mantém a correção se a formà verbal representava for substituída por (A) contestava.agente riscai oe nenaas/iecretana ae tstado de Fazenda/Sefa2-SP/FCC/2009 Vejamos todas as alternativas da questão. além da simples substituição da forma verbal representava. Esta é a resposta da questão.a expressão cujo poder. haja vista o paralelis­ mo encontrado no fragmento cegueira e loucura.seu sujeito o qual representa semanticamente cegueira e loucura. O sujeito da forma verbal relativa ao verbo desfazer está indi­ cado pelo pronome relativo que. — Correto. (B) se curvava. (À) Incorreto. . considerando-se que nenhuma outra alteração textual foi comanda­ da. a atribuição ao pronome da substituição unicamente do substantivo loucura. no caso .. (E) Incorreto. (C) desconfiava. deveremos ver como ficariam os textos após as trocas Vejamos tódáè as suas alternativas: (A) . (B) Incorreto.Como vimos no comentário da alternativa (A) da presente questão. 11 Português . a forma desfazejn. por sua vez alusivo a cegueira e loucu­ ra. (E) se apoiava. . Considerado do ponto de vista estritamente gramatical. de emprego obrigatório.nu™ « . Ocorreu nesta alternativa o mesmo erro que se apontou na alternativa (À) da presente questão. Tal fato implica a obrigatória do verbo citado em terceira pessoa do plural: desfazem. nesse caso. Não procede. de regime transitivo direto. Há equivoco na correlação entre vocês e desfazeis. Á regência igualmente transitiva direta do verbo contestar pre­ servou o acerto gramatical da passagem.. Assim. concorda com o pronome relativo que . (C) Incorreto. 10.aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés representava. Observemos que a forma verbal representava.aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés contestava. (D) fazia frente. A questão aborda princípios de regência. Houve equívoco na correlação que se estabeleceu entre sua e desfazes.. tem por complemento .objeto direto.

O texto se retificará em ..que passou a ser indicado pelo pronome refle­ xivo se mais um adjunto adverbial de lugar..Provas Comentadas da FCC (B) . A regência transitiva indireta da forma verbal desconfiava exige a presença de um complemento indireto ... de­ vidamente alertado.objeto indireto .aquele monarca distante e invisível a cujo poder Cortésfazia frente.aquele monarca distante e invisível em cujo poder Cortês se apoiava.. — Incorreto.. — Incorreto.. por locução prepositiva. o his- Décio Sena 12 . Agora.aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés se curvava.. — Incorreto.... mesmo. flertarei cautelosamente com ambas.aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés se apoiava..regi­ do pela preposição de. — Incorreto.aquele mo­ narca distante e invisível de cujo poder Cortés desconfiava. Essa ideia pode ser considerada um alerta contra duas tentações..aquele mo­ narca distante e invisível diante de cujo poder Cortés contestava. mas rima. mas eu. o emprego de se curvava exige que surja no texto não mais um objeto direto . (E) . Agora. O fragmento ficará retificado em ... essa é uma âas coisas erradas da história.. há exigência da preposição em para a introdução do adjunto adverbial indicada por em cujo poder. O expressão fazia frente demanda a obrigatória presença da preposição a..aquele monar­ ca distante e invisível ante cujo poder Cortés se curvava ou .aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés fazia frente. Primeiro. Apontamos possibilidades para a elaboração correta do fragmento:. (C) . Instruções: Considere o texto a seguir para responder às questões de números 11 a 22. (D) . Cíarence Barrow A história tem sido definida como uma coisa depois da outra..aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés desconfiava. o qual será introduzido por uma preposição ou. A arrogância da interpretação a posteriori A história não se repete. o que faria surgir o texto corretamente grafado deste modo: . MarkTwam  história repete-se.

atraindo a evolução do passado em direção àproeminênci^i. confuso” como também disse o próprio Mark Twaih. embora em várifis versões e interpretações. que uni ícone dominante dá evolução na mitologia popular.. pejo menos.í A grande história da evolução: Na trilha dos nossos ances­ trais. tom a colaboração de Yan Wong. . ! : | * 1 Obs. ao contrário da evolução humana ou mesmo da física.Prova 1 . essas são questões atualíssimas na hjstóría humana. lemiiiguek: designação comum á diversos jpequenos roedores. é a de uma fila de ancestrais simiescos a andar desajeitadaineme. o homem como um magneto. São Paulo: Companhia das Letras. a presunção da interpretação aiposteriori. ' " ■' i ' ' i’ I toriador é teiitado a vasculhar o passado à procura de padrões qúe se re­ petem. i | i !• : !i -. e não unia mjulher). E não simplesmente por acaso. A se­ gunda tentação do Historiador é a soberba do presente: achar que o passa­ do teve por objetivo p tempo atual. j . a ideia de que o passado atua para\produzir nosso presente especí­ fico? Ofalecido Stephen Jay Gould salientou. ele tende a buscar tasao e rima em tudo. uma caricatura quase tão ubíquaquanipadeleminguesatirando-seàopenhasco (aliás> outipmito falso). aceita por todos os profissionais bem infor­ mados no ramo. com acerto. ou. Sob nomes que não vêm ao caso p>ara nós. irias procuro fazê-lo com cautela. Esse (ipetite por padrões afronta quem achaque a historia não vai a lugar nenhum e tiâo segue regrai . TradL Laura Teixeira Moita. ascendendo tia esteira da majestosa figtira que os encabeça num andar ereto e vigoroso: o Homo sapiens sapiens . Quem olha a evolução dessa perspectiva deixa passar a maiorpkrte do que é importante. o homeht como o alvo de todo o einpteenâimetito. 2009. Ao escrever a história evolutiva^não me esquivo a bitscarpadrões e princípios.“a história costuma ser um ne­ gócio aleatório. ! ii ! (Rlchard Dawkms. E quantolà segunda tentação.o homem como a última pa­ lavra da evolução (e nesse contexto é sempre um homem. p. coniol se os personagens do enredo da história não tivessem nada melhor afazer da vida do que prenunciár-nos. padrões se repetem. e surgem maisfortes e polêmicas naescqla temporal mais longa da evolução. como diria Mark Twain. Mas muitos biólogos hão de con­ cordar comigo que se trata de uma ideia tacanha. já tetn a sua grande teoria unificada.A evo­ lução rima. 17-18) j ■ - 1 M . .Agente Fiscal de Rendas/Secretaria:dd Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2009 l í. A histeria evolutiva pode ser represen­ tada como uma espécie depois dã outra. sobreiudo razões danvinianasypoú a biologia. Isso ocor­ re por razões\bem compreendidas.

observemos que não há um ponto de partida para as considerações do articulista. encontramos: (A) Incorreto.segundo a visão do redator. ó articulista nos dá conta de que. responsável. como vimos no comentário da alternativa (A) é fei­ to com respeito a duas concepções usualmente aceitas no estudo da Décio Sena 14 . (B) declara sua disposição para enfrentar com estilo próprio práticas suscetíveis de serem tomadas como não recomendáveis. Entende-se corretamente que. Não se pode afirmar. duas visões acerca da ciência histórica que trazem . (C) Incorreto. irá flertar cautelosamente com ambas. no texto. Ao estabelecer. No entanto. De início. o autor (A) parte de uma concepção bastante difundida e analisa meticulosa­ mente as suas facetas. ser o texto provocador da aceitação da definitiva inaceitação das duas tentações que acometem os historiadores. (B) Correto. apesar de assim abrir o texto. considerada perspectiva ímpar a garantir qualidade. inclusive. sugerindo què não se deixara impregnar peíás abordagens que conside­ ra nocivas àqueles qüe se dedicam à èstüdar a ciência histórica.ou podem trazer . ser o texto portador de uma análise meticulosa de cada uma dessas premis­ sas falsas . (C) faz um alerta contra a aceitação de conceito ultrapassado sobre a his­ tória. O alerta. E > por fim. (D) assume a posição de defensor intransigente da pesquisa feita sob critérios controversos. no seu trabalho.práticas suscetíveis de serem vistas como não recomen­ dáveis. inicialmente. que a história tem sido definida como uma coisa depois da outra. Ao investigarmos as diversas afirmativas contidas nos itens de (A) a (B). provando sua definitiva inaceitabilidade. não se pode. o que sugere um estilo próprio na aproximação corri tal estudo» Esta é a res­ posta da questão. por alguns equívocos em sua própria atitude de estudioso. mas dois: a busca por padrões que se re­ petem e a soberba do presente. igualmente.11. tam­ bém. o autor fundamenta a afirmativa de que tal concepção possibilita o advento de dois perigos aos historiado­ res. vale dizer. (E) repele veementemente o comportamento dé pesquisadores que veem o passado como fóiitè de qualquer beneficio para o avanço da ciência.

à linha 8. Há. (B) Incorreto. Por outro lado. ideia que rejeita sem concessões. Não há qualquer passagem textual que possibilite essa inferência. o autor busca legitimação para seu entendimento de que o já vivido não é passível de cognição. é absurda a afirmativa de que o próprio autor já se viu adotando tais conceitos em sua trajetória de historiador. sim. às linhas 5 e 8.não observável em qualquer passagem textual quanto ao autor. em seu cotejo cora o em­ prego da locução verbal contida na afirmativa de Mark Tvvain (. mas não obrigatório. 15 Português . (D) Incorreto. (C) ao valer-se de Mark Twain. dando-os.c a histó­ ria costuma ser um negócio aleatório. (E) o autor toma como afronta pessoal a sugestão para a busca de mode­ los comportamentais. (D) o autor usa tom coloquial . Ê absurda a aproximação entre o comportamento de pesqui­ sadores que veem o passado como fonte de qualquer beneficio para o avanço da ciência. a menção ao fato de que os dois conceitos considerados perigosos para aqueles que estu­ dam História serão alvo de uma aproximação cuidadosa por parte dele. (E) Incorreto. como garantia de qualidade. do entendimento de que o já vivido não é pas­ sível de cognição.Prova 1 ~ Agente Fiscal de Rendai/Secretaria de Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2G09 História. na aceitação deles. confuso”). como prova inconteste de que a história definitivamente não pode oferecer paradigmas. o autor busca expressar metaforicamente certa limitação a pensamento enunciado antes. (A) ao citar duas vezes Mark Twain. O presente item traz afirmativa bastante perigosa. Rejeitamola em função do emprego da definitivamente. na qual o verbo auxiliar destacado faz caracterizar evento comum. Observemos cada uma das assertivas estabelecidas na presente questão: (A) Incorreto.como se os personagens do enredo da his­ tória não tivessem nada melhor afazer da vida ~ para reforçar o de­ sacerto de quem atribui soberba a historiadores. o que impede a aceitação da forma adverbial contida na enunciação da alter­ nativa e transcrita acima. A menção a Mark Twain não apresenta qualquer vinculação com uma hipotética aceitação . 12. No primeiro parágrafo. Em nenhum momento pode-se aceitar a tese de que o articu­ lista defende intransigentemente critérios controversos. (B) o autor ciiá Mark Twain.

como se os perso­ nagens do enreâo da história não tivessem nada melhor a fazer da vida ~ vem ao encontro do pensamento dos adeptos da tese de que tudo o que foi vivido apenas teve por objetivo o momento presente. com que. (I) O texto abona a correção do que se afirma APENAS em: (A )Ie IIr (B) I. Está claro o entendimento. o fragmento de Mark Twain transcrito vem exatamente pôr um limite na afirmativa de que a his­ tória se repete por padrões pré-determinados. (II) No parágrafo. exatamente em oposição ao que texto permite depreender-se. possibilitado pela passagem Sob nomes que não vêm ao caso para nós que o autor conhece tais nomes. (C)I. no primeiro parágrafo. o autor exprime op­ ção pelo silêncio. o autor explicita que a ideia de sucessão é inerente à evolução dos seres vivos e exclusiva dela. (E) Incorreto. A presen­ te afirmativa está. iniciou sua exposição. como podemos observar. o frag­ mento pinçado pela eminente Banca Examinadora .HIeIV. Esta é a resposta da questão. tomando o discurso mais intimo. III e IV. 13. o autor realiza um afunilamento do assunto “histó­ ria”. cuja característico é a de costumar ser aleatório. Inversamente ao que lemos na presente alternativa. Na frase Sob nomes que não vêm ao casopara nós. Dério Sena . Ile lU . A presente afirmativa é absolutamente fora de qualquer pos­ sibilidade de entendimento textual: a menção a uma afronta pessoal não tem a mínima sustentação. (III) O emprego do pronome nós é recurso para promover aproximação mais estreita com o leitor. (D) II e III.Provas Comentadas da FCC (Q Correto. (IV) Em A história evolutiva pode ser representada como uma espécie depois da outra. Considere o segundo parágrafo è às afirmações que seguem. (E) II. confuso. Analisemos a correção de cada uma das afirmativas estabelecidas nos itens de I a IV. Ao comparar metaforicamente a História com um negócio. mas sinaliza ter conhecimento acerca do que silencia. (A) Correto. (D) Incorreto.

a ideia de que a história humana pjoderia abrigar mais de uma escala de tempo. j .| entretanto. em seu contexto. o pronome remete a assuntos que serão anunciados a seguir. contudo. ! : ! i i i : : ! : 14. | (B) nele está rejeitadia. Mas muitosj biólogos hão de concordar co­ migo que se trata de ama ideia tacanha.Prova 1 . Tal afirmativa enseja.| . ainda no primeiro parágrafo. considerações quê se põem de forma ampla. quanto aos perigos advin­ dos da aceitação da tese lançada. o autor em muito ultrapassa a afirmativa transcrita] Estão corretos! os itens I. particular­ mente pelei emprego do adjetivo destacado faz-nos rejeitar o presente item. è surgem mais fortes jepolêmicas na escala temporjal mais longa dajevolução. A história evolutiva pode ser representada. assim. (D) A passagem inerente à evolução dos seres. ' ’I j (E) como wná espécie\depois da outra pode}ser substituído. vivos e exckísiva dela.Agénte Fiscal de Rendas/Secretaria de Estado de Fazenda/Sefa2“SP/FCC/20u9 adotando. èm spguida. a opção de não citá-los por considerá-los desne­ cessários á sua argumentação. No primeiro parágrafo.como uma espécie depois da outra. Ê freqüente o emprego da primeira pessoa do plural como rfecurso emfjregadoípara envolver o leitor nas teses discutidas em passkgens textuais. Referimo-nos ao período A história tem sido definida como uma coi­ sa depois jla outra. ná alter­ nativa B. é correto afirmar: (A) em essas são questões atualíssimas. o autor lança. ao atrelar a sua argumentação às ideiasde Darwin (sobretudo razões darivinianas). . No seguindo parágrafo. i : :j I [ . Sob nomes que não vêm ao caso para nós» jessas são questões atualíssimás na história humana. de modo subentendido. o au­ tor detêm-íse em situar a História sob oiprisma evolutivo. A resposta se faz presente. Na verdade. a afirmati­ va que deflagrará todo o processo de reflexão estabelecido pelo! texto. j ] (B) Correto. | | (D) a expressão hão de concordar expressa convicção acercada inevitablilidade da ação. de início. sem prejuízo da correção e do sentido originais. itemos de inicio a! apresentação da ciência histórica em sentido amplo e. . . i (C) como estai empregado com o mesmo jvalor e função observados no primeiro parágráfo à linha 5. II e III. a cônduçãò do raciocínio para ajparticularização de um aspecto em que a mesma pode ser estudada. | | (C) Correto. j | Considerado ò fragmento. Assim. por “como espécies contíguas das outras”.

(linha 22) em bora por “não obstante”. em A história evolutiva pode ser representada como uma espécie depois da outra. a alteração que mantém o sentido e a correção originais é a de: (A) (B) (C) (D) (E) (linha 15) Mas por “Apesar de”. ou seja. Ó pronome demonstrativo citado (Essas) é remissivo a ques­ tões citadas antecedentemente ao seu emprego. in­ troduz valor semâtico comparativo. como também disse o próprio Mark Twain * (linhas 7 e 8) o vocábu­ lo em grifo é conjunção subordinativa introdutora de matiz semântico tradutor de ideia de conformidade. (linha 16) Quem por “Muitos biólogos”.temporal. . por não haver possibilidade de que se possa afirmar que a iàeia âe que a história humana poderia abrigar mais de uma escala de tempo. . Já na passagem do fragmento tex­ tual transcrito especificamente para a formulação da presente questão. também conjunção subordinativa. Em "a história costuma ser um negócio aleatório. (linha 22) Ao escrever por “Salvo se escrever”. Está associado a percepções espaciais. o que exprime ações presentes. Aliás. gêmeo . 15. (linhas 23-24) mas procuro por “ainda que procure” Observemos as modificações propostas: Déao Sena 18 . confuso” . Assim. (B) Incorreto* Inicialmente apontada pela Banca Examinadora como res­ posta da questão . (D) Correto.Analisemos todas as alternativas da presente questão: (A) Incorreto. caracteriza-se por tra­ zer referência anafóríca. No segundo parágrafo. esse é o emprego comumente adotado para tal pronome. Relembremos que a locução verbal hão de concordar é semanticamente equiparada a concordarão* na verdade o futuro do presente do indicativo. (E) Incorreto. ou seja. modo da certeza. pretéritas ou futuras consideradas como certas em sua aplicação. que sugere efeito. (C) Incorreto. o vocábulo assinalado. . é rigorosamente descabida a tentativa de sua equiparação com a ideia expressa pela passagem depois da outra. O adjetivo contíguo significa vizinho.assim constava do gabarito oficial preliminar a afirmativa contida neste item não encontra suporte no fragmento lido.

embora em várias versões e interpretações. Mas muitos biólogos hão de concordar comigo que se trata de uma ideia tacanha. Muitos biólogos olha a evolução dessa perspectiva deixa passar a maior parle do que ê importante. v Ao escrever a história evolutiva. mas procuro fazê-lo com cautela. já tem a sua grande teoria unificada. não me esquivo a buscar padrões e princípios. além de não preservar a mensagem original. (D) A troca sugerida alteraria o valor semântico temporal introduzido pela 19 Português . provocou equívoco de estruturação. já tem a sua grande teoria unificada. Isso ocorre por razões bem compreendidas. Passagem modificada A história evolutiva pode ser representada como uma espécie depois da outra. pela não observância do emprego em terceira pessoa do plural na forma verbal olha: Muitos biólogos olham a evolução des­ sa perspectiva deixa passar a maior parte do que é importante. Podemos. mas procuro fazê-lo com cautela. não me esquivo a bitscar padrões e princípios. Mas muitos biólogos hão de concordar comigo que se trata de uma ideia tacanha. (B) Isso ocorre por razões bem compreendidas. aceita por todas os profissionais bem informados no ramo.diuü/3eraz. Ao escrever a história evolutiva. Mas (A) muitos biólogos hão de concordar comigo que se trata de uma ideia tacanha. já que o emprego do Apesar de exigiria emprego da for­ ma verbal da oração em que se situaria no infinitivo: Apesar de mui­ tos biólogos haverem de concordar comigo que se trata de uma ideia tacanha. sobretudo razões darwinianas. mas procuro faze-lo com cautela. ao contrário da evolução humana ou mesmo da física. sobretudo rasôes âanviniattús. Apesar de muitos biólogos hão de concordar comigo que se trata de uma ideia tacanha. então> apontar as seguintes impropriedades nas alternativas que estão incorretas: (A) A substituição sugerida. não me <D) esquivo a buscar padrões e princípios. não obstante em várias versões e interpretações. pois a biologia* ao contrário da evolução C C ) humana ou mesmo da física. (B) O emprego de Muitos biólogos provocaria um visível equívoco de con­ cordância verbal.ir/' UUy Passagem original A história evolutiva pode ser representada como tíma espécie depois da outra. uma vez que se procedeu à troca de um conectivo de valor adversativo por um outro de natureza semântica concessiva. Ao escrever a história evolutiva. i tjv-ar uc ivctiuojí jcucuuis uc ciusuu uc rdu. Salvo se escrever a história evolutiva. não me (E) esquivo a buscar padrões e princípios. aceita par todos os profissionais bem informados no ramo. ainda que procure fazé-lo com cautela.i iw»u i — rtgtstikv. pois a biologia. Quem olha a evolução dessa perspectiva deixa passar a maior parte do que ê importante.

apreende adequadamente o passado.Provas Comentadas da FCC oração reduzida Ao escrever a história evolutiva para uma outra de nexo semântico semântico. 16. podemos íer. (D) por efeito da argumentação desenvolvida no texto. nenhum prejuízo gramatical ou mesmo semântico acarretaria para o fragmento transcrito. introduzida pela conjunção coordenativa adversativa mas. semelhantemente ao que ocorreu no item (A). que é a resposta da questão. implementado pela locução Salvo se. o que o autor do texto assim considera. logo em seguida. por uma outra de valor semântico conces­ sivo. é legítimo afirmai* que: (A) traduz apreciação crítica sobre tomar o momento presente como fim último da história. pro­ moveria a troca de uma oração adversativa. com a passagem achar que o passado teve por objetivo o tempo atual como se os personagens do enredo da história não tivessem nada melhor afazer da vida do que prenunciar~nos. é concepção que contradiz a anunciada no título. o que implicaria ra­ dical alteração semântica no fragmento apresentado. à luz das conquistas teóricas do presen­ te. a substituição de embora por não obstante. Sobre a presunção da interpretação a posteriori (linhas 25-26). (B) é ideia adotada pelo autor como decorrência de sua cautela. Isso foi alvo de crítica logo no primeiro parágrafo. No item (C). (E) A alteração indicada. Vemos então que a interpretação a posteriori consiste em se considerar que tudo que ocorreu antes de nós serviu apenas como elemento que fundamentou o atual estágio em que nos encontramos. ao analisarmos as diversas asserti­ vas contidas nas alternativas de (A) a (E): (A) Correto. Esta é a resposta da questão. ambas expressões portadoras de valor significativo ligado à área concessiva. No fragmento em que surge a expressão presunção ãa inter­ pretação a posteriori. (C) é negada pelo que se afirma acerca da caricatura da fila de ancestrais simiescos. (E) denomina o raciocínio que. Encontraremos as seguintes percepções. a expressão citada na presente alternativa insere-se na ambiência crítica em relação à concepção tam- Décfo Sena 20 . introduzido pela locução conjuntiva ainda que. Assim.

i s (A) (linha 9} jsoberba do presente /aura de mistério com que os fatos atuais desafiam. . | | Incorretd. que. j | Incorretd. • : [ j IncorretcL O autor não adota a ideia lugerida pela expressão interpjretação apbsteriori. Antes. i j(C) (linha 28-29) quase tão ubíqua / próxima da perfeição desejável da reprodução. A intèrpretação a posteriori é criticada pelo autor do texto. exceto como íe mento qáe pré-anunciou o presente. Esta é a resposta da questão. qual s e ja a dei considerar que só o momento atual é relevante. não teve valor em si. Está corretamente entendida a seguinte ' Iexpressão do texto: . seduzido pelo passado. o conhecimento do historiajdor.Agente Fiscal de Rendas/Secretariade Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCO^OS (B) (C) (D) (E) bem denòminadapelo autor do texto [como a soberba do presente. Ou seja. 17. . que se refere . í 21 Í { Português .Prova 1 . | (D) (Unha 34-35) como um magneto ■ /jà ■ semelhança de um nkateijial imaníado. A expressão soberba do presente faz menção à uma das tenta­ ções que ipodem. acometer aos que se jdedicam a estudar História.mas apenas oportúnizou a existência o tempo presen­ te. em busca daquele que con­ tém entendimento correto acerca de passajgem textual: (A) Incorreto..aos An­ cestrais simiescos a anâar desajeitadamente como um ícone da evolução na mitologia popular. por j reflètir como que momento culminante de lim processo do qual os aconteci­ mentos passados foram meros elementos preparadores. j i (E) (linha 35) em direção à proeminência ( com vistas ao que está por vir} Comentamos os itens que compõem a questão. como podemos lerino tex­ to e como pudemos comprovar no èomentário da alternativá a esta precedente. esse sim o que predomina. (B) (linhas 27-28} ícone dominante /iraàgem emblemática pelo ácert &e beleza dá representação. põe-na sob entica. precedendo-o. que se utiliza doiargumento de Stephen Jay Gouid. Leitura atenta revelará que|a afirmativa está indo desencon­ tro ao pensamento desenvolvido peío jàutor e que se traduz com o títu­ lo A arrogância da inteipretação a pokeriorL j Incorretd O raciocínio predóminaiite quanto às relações que envolvem o presentb e o paissado é o de que o £as sado não conta.

De início. Desse modo. Esta é a resposta da questão. algo que atrai. a tradução sugerida {como umtnagneto . independentemente do estrito significado do ver­ bo. mais recorrentemente passagens grafadas na forma mna fila de ancestrais simiescos andando desajeitada­ mente dando conta da mesma ação em progresso. entre suas acepções possíveis. (linha 30) a andar. (E) Incorreto. relembremos que magneto é o mésrilo que ímã. (C) Incorreto. No texto. a estrutura que expressa continuidade da ação é: (A) (B) (C) (D) (E) (linha 26) o passado atua. Mais uma vez situemo-nos com respeito ao significado de um vocábulo. (linha 26) p ara produzir. Desta vez. Encontraremos.que Stephen Jay Gould considerava com respeito à imagem dos ances­ trais simiescos a andar desajeitadaáiénie e sugerindo ürhaevolução que culmina no homem. por exemplo. A passagem em direção kproemtnênáa poderia ser substituí­ da. para sugerir tal ação contínua. Dicionário Eletrônico). encontra­ mos o texto uma fila de ancestrais simiescos a andar desajeitadamente . Está bastante clara a ideia de ação em progresso indicada pela forma a andar. a de elevado. vera sendo mais freqüente a substituição do infinitivo preposicionado pelo gerúndio. É correto afirmar que. superior. faz alusão ao fato de a referida imagem dos ancestrais simiescos ser uma presença muito pre­ sente no pensamento ocidental. no qual se pode constatar a ação contínua de andar. esclareçamos que o adjetivo ubíquo diz respeito àquilo que está ou existe ao mesmo tempo em toda parte. em rumo ao superior: Isso porque o substantivo próeminência tem. 18.(B) Incorreto. quando pensamos em evolução. A expressão ícone emblemática foi empregada em relação ao . Quando contextualizamos tal expressão. na alternativa (C). (linha 31) os éncabeça. (linha 33) nesse contexto ê. No Brasil.: É inacei­ tável a tentativa de associá-lo ao que está por vir. (D) Correto. Houaiss. onipresen­ te (cf. Décío Sena 22 .à semelhança de um material imantado) é perfeitamente válida. ou seja. É de se ressaltar que o autor citado no presente co­ mentário situa 0 ícone descrito como algo como algo componente da mitologia popular.

anteontem”. às linhas 33. Em para produzir a forma em infinitivo alude a ação verbal que ocorre como decorrência de outra. Vejamos cada uma das alternativas da questão: (A) Incorreto. é optativa.e o pensamento do estudioso citado. Na verdade. (C) Incorreto. Na presente alternativa transcreveu-se fragmento textual que contém verbo de ligação.Agente Fiscal de Rendas/Secretaria de Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2009 Nas demais alternativas. (D) a colocação de uma vírgula antes do pronome que. Não se observa ideia de ação tradutora de continuidade no frag­ mento colhido na alternativa ora estudada. no último parágrafo. nenhum vínculo existe entre a pergunta estabe­ lecida no inicio do ultimo parágrafo . (B) os parênteses às linhas 29-30 acolhem retificação. outro mito falso . não há sequer ação narrada. à Unha 32.introduz ressalva no sentido de confirmar a justeza do ar­ gumento de que também é errônea o pensamento que produz a tenta­ ção da soberba do presente. mas digressivo com relação ao fio principal da argumentação. O presente do indicativo em os encabeça impede a existência do entendimento de ação que ocorre em continuidade. (A) o ponto de interrogação (linha 27) sinaliza a pergunta que foi direta­ mente respondida porStephen Jay. acolhem comentário considerado perti­ nente. (D) Incorreto. (C) os dois-pontos. Diríamos que a expressão latina teria sido traduzida com ob­ jetividade caso o autor se dedicasse a enunciá-la vertida para a língua portuguesa. por isso a frase alterada manteria rigorosamente o sentido original. introduzem uma citação latina que é tra­ duzida com objetividade no trecho após o travessão. encontramos: (A) Incorreto. (E) os parênteses. a expressão posta entre parênteses . ou seja. (E) Incorreto.e sinalizada pelo ponto de inter­ rogação . Afirma-se corretamente que. 19.Prova 1 . aliás. (B) Incorreto. (B) Incorreto.aliás. Em o passado atiia-. realizada de modo idêntico ao que se nota em uEu a vi ontem. o presente do indicativo da forma verbal faz menção a ação que ocorre no presente. Embora a citação feita a entendimento atribuído a Stephen Jay Gold esteja contida no ambiente semântico de crítica à denominada presunção a posteríori. à linha 27. Português .

representa uma digressão.trata-se de uma subordinada adjetiva restritiva. (C) olhe . Está correta a correlação das formas verbais sugerida na opção (B).deixaria passar .seja.absolutamente inviável para a situação textual em que se encontra. a inserção da vírgula sugerida conduziria a mencionada oração para área semântica . Sendo assim. Alterando-se as formas verbais da frase acima.deixava passar . (D) olharia .deixava passar . (B) olhasse .Quem olharia a evolução dessa pers­ pectiva deixaria passar a maior parte do que foi importante. ou seja.deixou passar . Seria adequado. o comentário não tem relevância para o conteúdo que foi discutido no artigo. 20» Quem olha a evolução dessa perspectiva deixa passar a maior parte do que é importante.Provas Comentadas da FCC (D) Incorreto. Embora a observação Homo homo sapiens esteja sofrendo uma intervenção cabível.é.foi. uma fuga ao assunto que se está discutindo. (D) deixou passar (deixaria passar) . Nas demais alternativas. apontamos as formas verbais inaceitáveis. já indi­ cando suas substitutas corretas entre parênteses ao lado: (A) deixava passar (deixaria passar) .Quem olha a evolução dessa perspectiva deixa passar a maior parte do que seja importante. Desse modo. já que todas as representações gráficas que vemos têm como elemento culminante na escala evolutiva que procede dos primeiros símios um homem.Quem olharia a evolução dessa pers­ pectiva deixaria passar a maior parte do que fosse importante. no caso . em um texto que abordasse a predominância do homem sobre a mulher na cultura ocidental. (C) olhe (olha) .de explicação.fosse. (E) olhar . a correlação entre as no­ vas formas ainda estará em conformidade com o padrão culto escrito em: (A) olharia . (E) Correto.Quem olha a evolução dessa perspecti­ va deixará passar a maior parte do que é importante.era. (E) deixou passar (deixará passar) . por exemplo. O pronome relativo mencionado introduz de teor semânti­ co restritivo .deixou passar . que feria resultar Quem olhasse a evolução dessa perspectiva deixaria passar a maior parte do que é importante. Décio Sena 24 .

devidamente alertado. deveria estar isolada pbr vírgulas. o vocábüljo a que:os antecede só pode ser preposição. üma vez que não são antecédijdos por artigos definidos. kssiln. inão po. j j (D) mas no que se refere à minha pessoa. quanto à mim.Agénte Fiscal de Rendas/Secretaria de Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2009 5 '' \ I 21. convenientemente prevenidti. Essa ideia pode ser considerada um alerta contra duas tentações. (A) Incorreto] Há impropriedade quanto a | ó emprego do acento grave indi­ cativo de jcrase diante do pronome pessoal oblíquo tônico mim^Como sabemos. j j (E) mas eu. riá. cautelosamente. pá advertido somente flertarei e com ambas. tendò em vista encontrar aquela çm que se encontra correta reda­ ção alternativa para o fragmento original: j. por estar intercalada. ! | (D) Incorretoi A passagem mas no que se\refere à minha pessoa não para­ fraseia corretaménte o que se dispôs nb texto original com mas eu. embora cauteloso. flertarei cautelosamente com uma e outra. Ha continuidade. alerta que estou. j j (6) mas eu. Esta e a res­ posta da questão. incorreção quanto a aspectosj de pontuado: a oração j á adver­ tido.de haver emprego dental acento diante de prononies pessoais.dos itens da presente questão. asisiin como é legítimo o emprego jde flertarei cautelosamente com uma e oitira em lugàr de flertarei cautelo­ samente com ambas>Não se notam èqjiívocos gramaticais. TJma outra redação còrreta para o que se afirma no segmento destacado e: (A) mas. busco flertar com as duas. j . . dever não guarda aproximação significativa bom devidamente alertado. também não h f pará­ frase para devidamente alertado emyigilante na medida certa. j I Podemos obsêrvar así seguintes análises . consciente do dever. mas eu. terei cautela ao flertar cojm ambas. j (E) Correto. O empíego de umk só vírgula não promove o isolamento desejável. j (B) Incorretoj Houvé desvio semântico.Prova 1 . | j (C) mas dado a mim. flertarei cautelosamente com ambas. À expressão consciente do. vigilante na medida certa. flertarei com uma óu outra cuidadosamente. (C) Incorretoi A passagem dado a mim não tem suporte nas estruturas oracionais dà língua portuguesa.em cada um. A substituição de devidamente alertado por convenientemente prevenido é perfeitamente válida. também. ] j 25 Poríugüês .

Alguns mitos falsos hão merecido representação artistica­ mente irrepreensível . não pode sofrer flexão.. Diferentemente do que se tem acima» a frase que.Outra passagem em que o verbo haver è verbo auxiliar de forma verbai composta que. (B) Talvez______ algumas versões da teoria citada. por te de concordar com o su­ Décio Sena 26 . Mas muitos biólogos hão de concordar. o emprego do verbo im­ pessoal haver. Sua ílexão em plural de­ ve-se à necessidade de se fazer a concordância com o sujeito Quantos biólogos. ~ Novamente temos o emprego do ver­ bo haver auxiliar de forma verbal composta. Por ser impessoal.. Quantos biólogos haverão pesquisado o assunto e talvez não tenham a mesma opinião. Esta é a resposta da questão.Ocorreu.22. (D) Incorreto. exige o emjprégo do verbo “haver” no singular é: (A) Muitas teorias já. (D) Alguns mitos falsos_____ merecido representação artisticamente irrepreensível. empregado com sentido de existir. mas certamen­ te poucos as conhecem._____ sido submetidas à sua anáüse quando ele ex­ pressou essa convicção. (B) Correto. (E) N ós_____ de corresponder às expectativas depositadas em nossa equipe. (C) Incorreto. para que se promova sua concordância com o sujeito indicado pelo sintagma Muitas teorias. não portan­ do o significado de existir. Talvez haja algumas versões da teoria citada.. Muitas teorias já haviam sido submetidas à sua análise quan­ do ele expressou essa convicção. Observemos que neste caso o verbo haver é verbo auxiliar de locução verbal. Trata-se de uma clássica questão de concordância verbal. consoante o padrão culto escrito.Vamos proceder aos preenchimentos daS lacunas constantes na questão. mas certamente pou­ cos as conhecem. obrigatoriamente.O emprego do verbo tem de se dar. páica apontarmos o item que é a resposta da questão: (A) incorreto. . neste caso. no plural. . (C) Quantos biólogos______ pesquisado o assunto e talvez não tenham a mesma opinião.

esquina do Largo da Carioca>quando vi chegar uma mulher simples e dizer ao vendedor com voz descansada: s . é isto mesmo. Instruções: Considere o texto a seguir para responder às questões de núme­ ros 23 a 27. indicado por Nós. 1997.ríuvd i —^igciae riii-at ue rsenuab/zKíçrtíiaria ae tstaao ae t-azenaa/i)eíaZ“SP/FCC/2009 jeito Alguns mitos falsos. [14 de fevereiro] Conheci ontem o que é celebridade. Nós haveremos de corresponder às expectativas depositadas em nossa equipe. Rio de Janeiro: Nova Àguilar. 763} ' 27 Português .Nesta última alternativa temos. à porta da estalagem. se não percebeste que “esse homem que briga láfora” é nada menos qúe o nosso Antônio Conselheiro. naturalmentefilha. José. Não sabe o nome do Messias. -Quem? ~Me esqueceu o nome dele. . disseram-lhe que algum jornal dera o retrato do Messias do sertão. surge com o referido verbo flexionado obriga­ toriamente em plural. e não sairá mais. ouviu fa ­ lar da seita de Canudos. (Machado de Assis. p. ignorando que nas ruas só se vendem asfolhas do dia . novamente. 1897. Crônica publicada era A semana. ê “esse homem que briga lá fora”. caro e tapado leitor. muita aurêola} muita lenda. In Obra completa. com muito pormenor misterioso. voI. e foi comprá-lo. ou no quarto em que residirem. Leitor obtuso. Estava comprando gazetas a um homem que as vende na calçada da Rua de S. um dia con­ tará a história à filha. (E) Incorreto. Ela levava uma pequena. O nome de Antônio Conselheiro acabará por entrar tia memória desta mulher anônima. empre­ go do verbo haver como auxiliar de uma locução verbal. A mulher provavelmente não sabe ler. 15 A celebridade. no caso have­ remos de corresponder e tendo de concordar com o sujeito da oração.Me dá uma folha que traz o retrato desse homem que briga lá fora. crê-me que és ainda mais io obtuso do que pareces.III. depois a neta.

(B) Incorreto. é “esse homem que briga lá possibilita ao autor ressaltar. Está correto afirmar que. As figuras da mulher e do leitor-interíocutor em nada contri­ buem para a construção do conceito de notoriedade. um certo alheamento. a possibilidade de a notoriedade ser transmíssível às gerações sucessivas. a caracte­ rização da mulher como tipicamente popular. nesse fragmento da crônica. ironicamente. (D) a seqüência Não sabe o nome do Messias. (C) se estabelece tensão contínua entre o que o autor vê e o que imagina. Vejamos cada uma das alternativas da questão. o que o aproximaria. Assim. desconhecimento da realidade. no sentido de que pessoas não muito bem informadas costumam ter o compor­ tamento de. inculta atende à primeira exigência e a existência de sua filha pequena .a ironia da su­ posição de que o leitor-interlocutor também desconheça quem é Antônio Conselheiro. quanto a presença da filha a seu lado.Provas Comentadas da FCC 23. feto que obriga qualquer leitor crítico a rejeitar a assertiva Conheci ontem o que é celebridade. em conformidade com o comando da questão: (A) Correto. Da leitura da crônica de Machado de Assis. fica-nos a infor­ mação de que celebridade decorre de dois fatores. apesar de estar em estrato sodocultural diverso. a feita de inteligên­ cia que atribui ao leitor. (A) são essenciais tanto a caracterização da mulher. da mulher de características tipicamente populares. restringe o sentido atribuído à palavra celebridade pelo senso comum: fama. ob­ serva-se . por ouvirem falar com frequência em certos nomes.o que é característico em Machado de Assis . Em segundo lugar. Rigorosamente. Décio Sena 28 .e a conseqüente possibi­ lidade de a figura de Antônio Conselheiro passar a sucessivas gerações ~ preenche o segundo requisito. para a construção do conceito de celebridade de que trata o autor (B) é essencial a caracterização da mulher em oposição à do leitor-interlocutor na construção do conceito de celebridade de que trata o autor. captada pelo autor como síntese de um comporta­ mento exemplar. Em primeiro lu­ gar. to­ marem-no como importante. para apontarmos o item correto. (E) a cena descrita.

o que|imp|ede que atribuamos ao leitor-interlocutor a pecha de inculto. À locução verbal Estava comprando sugere. (£) (linha 19) residirem exprime'fato possível. Não há qualquer possibilidade de admitirmos comOjViávjel a menção mas improvável 29 • j Português . (B) (linha 12) dera exprime ação ocorrida simultaneamente a disseram.Prova 1 .descrita por disserqm . também pretérita.Agehte Fiscal de Rendas/Secretaria de Estado de Fazenda/SefkzSP/FCC/2009 (C) Incorreto. entre ações simultâneas. a partir da leitura da continuidade do texto. Percebemos que a \oaição\acabará por entran por forçajdo matiz semântico introduzido pelo verbo auxiliar acabar aporita ação que ocorrerá inevitavelmente. | j (D) Incorreto. perfei­ to em dei-a indica ser esta ação anterior à que é . mais que. | Não há a tensão crítica sugerida na presente alternativa. inclusive. . (C) (linha 16) acabará p o r entrar expressa um desejo. em momento anterior àquele em que ocorreu outra. 24. j (D) Incorreto. ó propósito do pretérito mais que perfeito do indicati­ vo: apontar ação pretérita ocorrida* entretanto. (D) (linha 17) levava designa fato passado concebido como permanente. aquejse estava processando quando sobrevieram as demais. j (B) Incorreto'. O emprego do pretérito. imperfeito nessa passagem traáuz fato passado» sem desdobramentos pára o presente. j (C) Incorreto. . Considerado jo contexto.ação. j í (E) IncorretoJ A afirmativa é incorreta tendo em vista há dois fatores apon­ tados por jMachado para que se estabeleça o conceito de celebridade!: a notoriedade e a capacidade de ela ser levada a sucessivas gerações. ação em procebso. a assertiva Conheci ontemlo. mas improvável. è "esse Ho­ mem quelbriga la fora* emana da personagem popular. Indica que outros fatos ôcorriam à medida que a açãoj de comprar iera realizada. Esta é a resposjta da questão.que ê celebridade é absolutjamente crível. Por outro ladó.! A fala transcrita em Não sabe o nome do Messias. Observamos que o emprego do pretérito. I (A) Correto. sem dúvida. Tal é. o qjue está auseiite na assertiva ora comentada. está correto o qjie se afirma em: (A) (linha 1) Estava comprando indica. ainda que ironicamente. ] (E) Incorreto.

que se marque o distanciamento do narrador com respeito ao homem motivo do retrato. também. á formulação que. bem como o necessário emprego do pronome demonstrativo aquele. também. maus empregos dos verbos trazer e brigar e ausência do pronome demonstrativo aquele. é imprescindí­ vel que a regência transitiva direta e indireta do verbo dar esteja atendida. quando vi chegar uma mulher simples e pedir ao vendedor com vos des­ cansada i. Ocorreram. o que demanda o emprego de uma folha como objeto direto e do prono­ me oblíquo átono lhe como objeto indireto. to­ dos os requisitos para a transposição do discurso direto para o indireto foram atendidas. (B) que lhe desse uma folhã que trazia ó retrato daquele homem que bri­ gava lá fora. igualmente. o que será atingido pelo emprego do pronome demonstrativo aquele. (E) Incorreto... É indispensável. para que haja a devida indicação de que tais ações foram enunciadas pela personagem feminina. Na presente alternati­ va. Como apontamos no comentário da alternativa anterior. em continuidade à frase. (E) que: Dê-me uma folha que traz o retrato daquele homem que briga­ ria lá fora. Não se atendeu à obrigatoriedade de emprego dos verbos tra­ zer e brigar em pretérito imperfeito. atenderia corretamente ao padrão clilto escrito é: (A) que desse uma folha que traria o retrato desse homem que briga lá fora. O discurso indireto a ser produzido não pode sofrer a indi­ cação dos dois-pontos. Há incorreto emprego do pronome oblíquo átono me como objeto indireto da forma verbal dê. Considerando-se que o discurso agora é indireto. traz e brigaria. Vejamos as alternativas da questão: (A) Incorreto. (£>) que me de uma folha que traz o reírato desse homemque brigaria lá fora. Ocorrem igualmente deslizes no emprego de me. Déclo Sena 30 . Trata-se de questão que explora as modalidades de discurso direto e indireto e a transposição do primeiro para o segundo. (B) Correto. É necessário. (C) que lhe âê uma folha que traz o retrato desse homem que briga lá fora. (D) Incorreto. as quatro exigências acima descritas não foram atendidas. (C) Incorreto.25. para a reprodução fiel da mensagem que as formas verbais relativas aos verbos trazer e brigar e passem a ser empre­ gadas em pretérito imperfeito. Se o cronista tivesse preferido contar com suas próprias palavras o que a mulhér disse áo véüdédor.

proce­ dente do presente do subjuntivo . a frase acima está em total con­ formidade com o padrão culto escrito em: (A) creia-me quê éainda mais obtuso do que parece. também em terceira pes­ soa do singular do presente do indicativo. consequentemente. como sabemos.crè-me que és ainda mais obtuso âo que pareces.r »yvo i n g u s »uvui uv.forma que proveio da segunda pessoa do sin­ gular do presente do indicativo credes. A sugestão que emana do comando da questão é a de que verifiquemos em qual alternativa as alterações implementadas nas formas verbais mantive­ ram a correção gramatical. de início.as terceiras pessoas do singular e do plural. (D) creia-me que é ainda mais obtuso do que parecei. (B) Incorreto . (E) crede-me queés ainda mais obtuso do que parecei. Parecei é a forma de imperativo afirmativo do verbo parecer em segunda pessoa do plural. "creia” é a forma de imperativo afirmativo. (B) crede-mequeé ainda mais obtuso doque parecei. que é . dela excluído o 5 final. nututu.. procuremos verificar o emprègo dás formas verbais no frag­ mento citado no enunciado da questão. da qual suprimiu-se a consoante final. ainda. a pro­ priedade de emprego de és e de pareces. 0 texto está. Trocando a segunda pela terceira pessoa. Nele. analisemos cada uma das opções fornecidas nas alternativas de (A) a (E): (A) Correto .. crê-me que és ainda mais obtiíso do que pareces. 31 Português . o imperativo afirmativo do verbo crer na se­ gunda pessoa do plural . assim. o tempo a ser empregado é o presente do indicativo. Desse modo. u^iuuu uw <u^vhuuj w 26..Em creia-me que é ainãa mais obtuso do que parece . procedem do presente do subjuntivo o que toma válidos os empregos deée parece . Inicialmente..forma que. Observemos. Esta é a resposta da questão. (C) crê-me que é ainda mais obtuso do que parece. a terceira pessoa do plural. na formação do imperativo afirmativo. a forma verbal crê surgiu em segunda pessoa do singular do imperativo afirmativo . ambas as formas também na segun­ da pessoa do singular. a primeira pessoa do plural e.Observamos em crede-me que ê ainda mais obtuso do que pa­ recei utilizou-se. procede da segunda pessoa do singu­ lar do presente do indicativo. nesse ponto do texto. uwvivvuiia uv. rigorosamente correto. Tal opção provocou o equívoco de emprego da forma pareceu considerando-se que. na terceira pessoa do singular. . para que se estabeleça o paralelo com a ante­ rior forma empregada é.

O comando da questão. que exemplifica a segunda pessoa do singular do presente do indi­ cativo.. . depois à neta . será o que se empregou na voz ativa. forma a que se chegou após a supres­ são da consoante final de pareceis. em crê-me que é ainda mais obtuso do que parece . (E) poderiam ser contadas. foi desrespeitado em sua exigên­ cia da necessidade de se grafar o texto com as formas verbais em tercei­ ra pessoa do singular. (C) será contada.Provas Comentadas da FCC (C) Incorreto . 3. que será empregado em particípio.provinda do descarte da consoante finai de crês. o sujeito da voz ativa vai converter-se em agente da voz passiva. na voz passiva. 27.o que é o desejo da eminen­ te Banca Examinadora deveremos ter em vista algumas informações indispensáveis: o objeto direto existente na voz ativa se transformará.. Ao promovermos a transposição da estrutura de uma oração redigida em voz ativa para a voz passiva analítica . em sujeito. Dério Sena 32 1.Agora. (B) haverá de ser contada. assim. uma vez que surgem na segunda pessoa do singular (és) e na segunda pessoa do plural (crede e parecei}. .Errou-se em creia-me que ê ainda mais obtuso do que p a­ recei o emprego da última forma verbal .parecei . (D) Incorreto . 2.pòsta em segunda pessoa do imperativo afirmativo. indicativa de segunda pessoa do singular do imperativo . Importante lembrarmos que o verbo auxiliar deverá flexio­ nar-se concordando em número e pessoa com o sujeito da oração que es­ tamos criando e em tempo e modo deverá surgir naqueles em que estava empregado o verbo da oração originalmente disposta em voz ativa. (E) Incorreto. a ação verbal expressa na voz ativa será representada na voz passiva ana­ lítica por locução verbal em que o verbo auxiliar será ser ou estar e o ver­ bo principal. um dia contará a história k filha. a forma verbal obtida cor­ retamente é: (À) seriam contadas. No texto crede-me que és ainda mais obtuso do que pareceu as três formas verbais empregadas não atendem à exigência do enuncia­ do da questão. apontamos o mau emprego da forma crê. Transpondo para a voz passiva a frase acima. (D) haveria de ser contada.

. comd. (B) O talentjoso pintor. muitas vezes.traduz semanticamente a autora da ação verbal. Está clara e em total conformidade com | opadrão culto escrito a segupte redação.. más reco­ nheceu tanto a pertinência quanto á importância do discordar. a forma verbal cpntdrá. devem-se avanços na ciência. sugere quê o verbo auxiliar da locução verbal .ser.. aos 13 de idádej partilhou com o trabalho do mestre por 7 anos. | 28. surgindo) assim. a locução será contada. depois à neta. i (D) As ações levadas a efeito pelo grupo junto aos jovens possibilitariam reconhecimento e respeito de seus direitos. í A frase convertida restaria .Agente Fiscal de Rendas/Secretaria dejEstado de Farenda/Sefaz-SP/FctC/2009 } j 4. jpois. por ser Eld. também. muitas etapas mesmo.tem de surgir em futuro do presente do iridicativo. re­ digido nos nioldes do padrão culto. o objeto direto^ história. pjois a isso. | j A resposta está. caso uma das atitudes jfor adiada. distintos exigem a mesmá dedica33 j • Português f . na altematíva (C). em busca de reescrevê-lo na voz pássiva: } Em ... muito. experiência qúe -rendeu conhecimento de recur­ sos expressivos que dispôs em produções posteriores.Prova 1 . encóntrado na oração de jvoz ativa. j Vejamos todbs os itens da questão em busca do que contém texto não só.história será . que estrutura] a voz ativa .observemos qué seu sujeito. ain­ da que especificidades sejam atendidas de outra maneira. um dia a . se deixariam sem resolver. fornecido pela leitu­ ra. ! j j Relembrados esses fatos gramaticais.contada [por ela] àj/iIha. o que implica a concprdância do verbo auxiliar com ele. I (E) A rapidez das ações é relevante pará essa iniciativa. passemos a trabjalhar com o texto firnecido. j (A) Incorreta Em A comparação que às [artistas fizeram entre as âuaslpeças fo i possível perceber que materiais. depois à m ia. o que lhes mobilizou a dar transparência ao movimento e resultados. (C) Aludiu âe maneira discreta àquele que o havia contestado. a forma de particípio deverá concordar nominalmente com o sujeito da oração.dessemodo. | na qual o particípio concordou nominalmente com o referido sujeito. aonde o sucejsso depende da interferência imediata. vai-se converter ém sujeito. claro. um dia contará a história à filha. . Por outro Iádo. | j j (A) A comparação que os artistas fizeram entre as duas peças foi possí­ vel perceber qué materiais distintos exigem a mesma dedicação. nó caso .

estrutura oração de voz pas­ siva pronominal que tem como sujeito a expressão avanços na ciência. emprego do pro­ nome pessoal oblíquo átono o. Com efeito. Providenciada a retificação do texto. (B) Incorreto. resultante da contração de preposição requisitada pela forma verbal Aludiu com o a que inicia o pronome citado. ainda que especiftcidades sejam atendidas de outra maneira.Chamamos a atenção para os seguintes empregos legítimos: acento grave indicativo de crase encontrado no pronome demonstrati­ vo àquele. o. Há flagrante equívoco de regência verbal. que fez résultar um texto sem coesão estrutural A forma correta­ mente redigida apontará Da comparação que os artistas fizeram entre as duas peças fo i possível perceber que materiais distintos exigem a mes­ ma dedicação.Ele partilhou das idéias daque­ lefilósofo por muitos anos. Para melhor entendimento da necessidade de emprego da aludi­ da preposição. seu complemento indireto (ob­ jeto indireto) será regido pela preposição com . partilhou do trabalho do mestre por 7 anos>experiência que rendeu conhe­ cimento de recursos expressivos que dispôs em produções posteriores (C) Correto. encontraremos As ações levadas a Décio Sena 34 . ainda que especiftcidades sejam atendidas de outra ma­ neira. aos 13 de idade. regido pela preposição de . Ao ser empregado com regime transitivo direto e indireto. acompanhada do pronome apassivador se. caracterizado pelo duplo complemento indireto atribuído à forma verbal mobilizou. Está havendo deslize de regência verbal no texto da presente alternativa. aos 13 de idade. providenciamos a inversão na ordem com que surgiram as orações: Foi possível perceber da comparação que os artistas fizeram entre as duas peças que materiais distintos exigem a mesma dedicação. ainda que especiftcidades sejam atendidas de outra maneira. apon­ tamos a ausência de preposição De regendò o sintã0ti^A:comparação.Eu partilhei meus parcos conhecimentos com meus alunos. utilização em terceira pessoa do plural da forma verbal devem . o verbo partilhar pode surgir com regência tran­ sitiva direta e indireta ou transitiva indireta. seu complemento indireto (objeto indireto) deve ser. partilhou com o trabalho do mestre por 7 anos. o que impõe a presença da preposição de. (D) Incorreto. No texto da presente alternativa .ção. complemento da forma verbal compos­ ta havia contestado. ex­ periência que rendeu conhecimento de recursos expressivos que dispôs em produções posteriores observa-se uso transitivo indireto para o verbo partilhar. Ao ser trabalhado com regime transiti­ vo indireto. a qual. o que faria o texto fi­ car corretamente redigido na forma O talentoso pintor. apenas. obriga­ toriamente. cujo verbo principal tem regime transitivo direto.O talentoso pintor.

considerando-se o feto de haver. pois. que serão retificados e realçados. os pareceres desfavorável ao projeto. o que os mobilizou a dar transparência ao movi­ mento e resultados. caso uma das atitudes seja mui­ to adiada. quer pela presença da pre­ posição ci. que é um grande equívoco. (£} O foco dos debates era aquela teoria. (C) Esses argumentos em estilo tão requintado é fatal para convencer aqueles que os consideram mais pela aparência que pela consistên­ cia. A frase que está em total conformidade com o padrão culto escrito é: (A) A sua crescente habilidade para o diálogo ao mesmo tempo franco e poli­ do foi atribuído aos ambientes em que freqüentava por conta da profissão. ainda que em nível metafórico. pois grande parte dos consultores reconheceu a possibilida­ de de implementá-lo. mau emprego da vírgula após a ex­ pressão muitas etapas mesmo.nvva i — vic rvcnucuf « jcwi^ um i«t uc csumjv uc rcL£CilUdYOtí ici^Or/rV-W -£UU^ efeito pelo grupo junto aos jovens possibilitaram reconhecimento e res­ peito âe séus direitos. que não tem razão para ter surgido. Apontam-se algumas impropriedades no fragmento ora estuda­ do: mau emprego do pronome relativo aonde. (0) Em favor à ideia ele expôs uma dezena de fatores. em que o suces­ so depende da interferência imediata. quer pela imprópria utilização do pronome em si. Analisemos todas as alternativas da questão. cujo teor poucos ti­ nham tido acesso antes da polêmica reunião. Apontam-se erros de concordância nominal e de regência ver­ bal. (A) Incorreto. má utilização de vírgulas isolando o adjunto adverbial muito. o emprego da conjunção subordinativa condicional caso de­ manda o correlato uso da forma verbal relativa ao verbo ser em presente do subjuntivo. (E) Incorreto. muitas etapas mesmo se deixariam sem resolver. em busca daquela em que se nota texto produzido em total confonniàade com o padrão culto escrito. que funciona como sujeito de se deixariam. na seqüência a expressão muitas ve­ zes. a essa altura. não se observa men­ ção a lugares. já que. prejudicou a clareza da mensagem. e ninguém dentre eles poderia alegar que não fora avisado da necessidade de a ele se ater. já que não está sendo requi­ sitada por qualquer traço de regência. para que se evitassem situações embaraçosas. que. Apontamos uma possibilidade de redação correta para o fragmento ora es­ tudado: A rapidez das ações é relevante para essa iniciativa. no fragmento redigido com corre­ ção: A sua crescente habilidade para o diálogo ao mesmo tempo franco e 35 Português . (B) Hão vai fazer diferença.

a cujo teor poucos tinham tido acesso antes da polêmica reunião. Esta é a resposta da questão. mas eles qtiizerara que eu reiterasse a sua disposição de manter o que foi estabelecido. À guisa de lembrança. de modo que se estabeleça seu vínculo com o sujeito ospareceres desfavoráveis ao projeto. a preposição d e e o substantivo acesso. o que é um grande equívoco. por ser grande parte dos consultores. permitiria o emprego igualmente correto do verbo citado em terceira pessoa do plural (C) Incorreto. Por outro lado. demanda o emprego da preposição a. o que impede a presença da preposição em que sur­ giu regendo-o. Como podemos verificar. (E) Correto. pela inobservân­ cia da obrigatoriedade de o verbo auxiliar da locução verbal vaifazer surgir em terceira pessoa do plural. o verbofreqüentar tem empre­ go transitivo direto. por sua vez. Dédo Sena 36 . empregado após consistência. pois grande parte dos consultores reconheceu a possibilidade de im­ plementá-lo. concordância nominal incorreta no prèdicativo do sujeito citado. o texto ficará assim: Esses argumentos em estilo tão requintado são fatais para convencer aqueles que os consideram mais pela aparência que pela consistência. 30. Retificado o texto. cujo sujeito é Esses argumentos em es­ tilo tão requintado.Provas Comentadas da FCC polido fo i atribuída aos ambientes que freqüentava por conta da profis­ são. vinculado ao substantivo/oco e a correta concordân­ cia feita na oração de vo2 passiva pronominal para que se evitassem si­ tuações embaraçosas . que está representado pelo adjetivo fatak ausência do pro­ nome demonstrativo o .em função de aposto resumitivo antecedendo o pronome relativo que. no texto original. Frisamos a concordância corretamente efetuada do pronome oblíquo tônico ele . na passagem que estudamos. o verbo principal da locução verbal passiva/oi atribuída deve concordar» no particípio. com o sujeito cujo núdeo é o substantivo habilidade. Apontam-se dois equívocos: concordância verbal incorreta­ mente efetuada na forma verbal é. encontra­ remos Hão vão fazer diferença. Ocorreu deslizes de regência nominal: o substantivo favor deve reger. (D) Incorreto. teremos o texto corretamente redigido Em favor da ideia ele expôs uma dezena de fatores. Providenciadas ás retificações. ospareceres desfavorável ao projeto. a essa altura. (B) Incorreto. salientemos que o sujeito da forma ver­ bal reconheceu. Redigido com as retificações necessárias. Está havendo deslize de concordância verbal. À frase que respeita Inteiramente o padrão culto escrito é: (A) Nada disso influe no que foi acordado já faz mais de dez dias.

1 mas agora é necessário que seremedeie a sitúacáo. * * 37 . e só se. . para apontar­ mos aquela em que sé respeita inteiramente o paârão culto escrito. os mais novos não detiveram o curso das negociações. Moro aqui há anos. | I (B) Incorretoj. j j (D) Semeemos a ideia de que tudo será resolvido de acordo com os iteps considerados prioritários. não passível : . por isso mesmo. ■ j I i \ (C) Ficou na dependência de ele redigir tudo o que os acionistas màis an­ tigos se dpsporam a oferecer. entretanto. forma|verbal: o verbo dispor. equívoco de emprego de modo verbal. nem que para isso precisamos apelar paira a decência de todos.açerto do emprego de Semeemos. deverrios relembrai? que menções a tempos decorridos apresentam o emprego ào verbo haver. Observemos que a açãb de apelar é colocada em nível hipotético. dom respeito ao deslize de eniprego de háfa .Agente Fiscal de Rendas/Secretaria de (Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2009 : % r (B) Gás iacrlmogêaiò foi usado para dispersar os grupos que cultivavam antiga richa. O texto ficará corrigido: sób a forma Gás lacrimogêneo fo i usado para dispersar os grupos que culkvavam antiga rixa. reforçando a convicçãoj de que dali a anos ainda estariam em lados opostos. O texto retifi­ cado apontará Nada disso influi no que fo i acordado já fa z mais de dez dias. reforçando a convicçãojde que dali há anos ainda estariam de Iàdos opostos. o que acakreta o emprego áo verbo auxiliar . temos Ficou na dependên­ cia de ele j:redigir tudo o que os acionistas mais antigos se dispuseram a oferecer. por isso. mas\eles quiseram que eu reiterasse a sua disposição de manter. | (C) Incorreto] Há mau emprego de. . Em expressões indicativas de témpo a transcorrer. o que fo i estabelecido. os mais novos não detiverem o curso das negociações. que aliás é assun­ to muito [frequentemente solicitado. emprega-se a preposição. I Pórtugàès ! * . . derivado de pôr. richajiá e ha opção pelo emprego da preposição dè^na. Ressaltamos o. expressão estariam de lados opostos. (D) Incorretoj Ocorreu. se. e só se. se.Há equívocos ortográficos jem lacrimogênio. a: Daqui a cinco dias chegarei la.da locução verbal de que faz parte emjsubjuntivo. j I (E) Vocês divergem. Retificado o equivoco. ■ I j | | Mais uma vez verifiquemos todas as alternativas da questão. forma arrizotônica do verbo semear e.precisar] . i •■ ■| I (A) Incorreto] Há deslizes ortográficos em\influe e qaizeram.Prova 1 . façam novos contratos e provejam o setor de profissioniis competeiites.. assim como este» nãoapresentji em nenhuma passagem ide sua conjugação a letra z. ein concursos públicos.

Empregaram-se corretamente três verbos muito recorrentes em provas de concursos públicos. as conjugações desse ver­ bo são. medeio. Com res­ peito a divergir.juntamente com me­ diar (e seu derivado intemediar). incendiava. entretanto. temos. tempo derivado. provêssemos. provesses. vale lembrar a forma irregular com que se apresen­ ta na primeira pessoa do singular do presente do indicativo: divirjo. odia­ va. Em tais passagens. provemos. ansiava. as formas arrizotônicas são aquelas em que a vogal tô­ nica do vocábulo surge fora do radical. Este fato provoca o surgimento do r&dical divirj em toda a conjugação do presente do subjuntivo. Retificado o equívoco. proverdes. Tais verbos têm como característica a transformação em seus radicais da vogal i em ei. têm seus radicais alterados com= a inclusão de um í rio radical. proveram. no modo indicativo (pretérito per­ feito e pretérito mais que perfeito). provesse. proveras. Finalmente. salientamos qué formas rizòtônicas são aquelas em que a vogal tônica está contida no radicai do vocábulo. provera. prover. provido. incendeio. provesse. os verbos que terminam em BAR. como sabemos. provêramos. prover. Gabarito oficial definitivo 01) D 02) E 03) E 04) C 05) D 06) D 07) A 08) D 09) D 10) A 11) B 12) C 13) B 14) D 15) C 16) A 17) D 18) C 19) E 20) B 21) E 22) B 23) A 24) A 25) B 26) A 27) C 28) C 29) E 30) E Décio Sena 38 . proveram. em semeio. remediar e prove?'. O verbo remediar integra conhecido grupo de verbos . incendiar e odiar. da qual se afasta. na conjugação das formas rizòtônicas. proveu . no subjuntivo (pretérito imperfeito e futuro) e no particípio. Inversamente. como. por exem­ plo. teremos Semeemos a ideia de que tudo será resolvido de acordo com os itens con­ siderados prioritários . provessem. odeio. nem que para isso precisemos apelar para a de­ cência de todos. provermos. quando conjugados nas formas rizòtônicas. o verbo prover tem conjugação semelhante à do ver­ bo ver. provêsseis.de ter seu radical alterado. proverem. ansiar. provera. proveste. proveres. divergir. por exemplo. Nas formas arrizotônicas este fato não ocorre. do radi­ cal da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. A título de rememoração. anseio. Como sabemos. respectivamente: provi. provestes. provêreis. como podemos ver em mediava. Assim. (E) Correto.

Na presença do grafite. Janelas quebradas  deterioração da paisagem urbana é lida como ausência dos pode­ res públicos. Mas. da Indonésia e da África do Sul. apesar do aviso para não fazê-la. Medidas semelhantes foram adotadas em diversas cidades dos Estados Unidos. Não havia lixeiras no local. alguns experimentos bem sucedidos. sim. aumenta a insegurança e convida à prática de crimes. apesar da popularidade. Na Holanda. Com base nes­ sas iãeias. uma campanha para remover os grafites do metrô^ que restãtou numa diminuição dos criio mes realizados em suas dependências. da Holanda. Para simular ordem. os demais jogaram-no no chão. grafitaram as paredes da mesma área. penduraram um panfleto inútil nos guidões de bicicletas. Na situação ordeira>sem grafite. um deles foi conduzido numa área de compras da cidade de Groningeti. para evitar confusão com arte. nos anos 1990. A p-afitagem constava apenas de rabiscos malfeitos.Prova 2 Trabalho da 4 a região/FCC/20fl> 9 Atenção: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto que segue. a presença de lixo nas ruas e de grafite sujo nas paredes provoca mais desordem. de modo que precisasse ser retirado pelo ciclista antes de 25 partir. Essa tese. Mas houve. 39 . induz ao vandalismo e aos pequenos crimes. 77% dos ciclistas levaram o panfleto embora. porfalta de dados empíricos capazes de comprová-la. recebeu o nome de “teoria das janelas quebradasSegundo ela. a cidade de Nova York iniciou. a teoria das is janelas quebrada gerou controvérsias nos meios acadêmicos. O sucesso da iniciativa serviu de base para a política de “tolerância zero” posta em prática a segtdr. portanto enfraquece os controles impostos pela comunidade. os pesquisadores limparam a área e colocaram um 20 aviso bem visível de que era proibido grafitar. apenas 31% o fizeram. defendi­ da pela primeira vez em 1982 pelos americanos James Wilson e George 5 Kelling. da Inglaterra. Em ambas as situações. Para a desordem.

Como podemos ler no texto. Folhade S. (AdaptadodeBrauzio Varella. numa caixa de correio da rua. que diz respeito à tendência por parte das pessoas em respeitarem mais ou menos os ambientes que estiverem bem ou mal conservados. não há qualquer ligação entre o que se entende por teoria das janelas quebra­ das. Paulo. a caixa es­ tava grafitada e com lixo em redor. Dos transeuntes que passaram dian­ te da caixa limpa. A mensagem ê clara: desordem e su­ jeira nas ruas mais do que duplicam o número de pessoas que praticam contravenções ou pequenos crimes no espaço público. em local bem visível para os transeuntes. (E) a iniciativa dos cidadãos é determinante para a formulação de polí­ ticas públicas. (C) a atitude dos indivíduos é influenciada pela ação ou omissão dos po­ deres públicos. os ambientes urbanos que se en­ contram preservados. Em nenhuma passagem do texto lido pode-se fundamentar a afirmativa presente na alternativa ora estudada. (C) Correto.foi colocado.Provas Comentadas da FCC 30 35 Em outra experiência holandesa. 13%furtaram o dinheiro. cuidados são. deve-se entender que a “teoria das janelas quebradas” sustenta a tese de que: (A) o espaço público deve ser administrado a partir de iniciativas dos cidadãos. (B) a concentração urbana é fator determinante para os serviços dos po­ deres públicos. a caixa es­ tava sem grafite e sem lixo em volta. limpos. Vejamos cada uma das alternativas propostas como resposta para a questão: (A) Incorreto. 1S/07/2009) 01. Não há vinculação entre a concentração urbana e a existên­ cia de políticas públicas no texto lido. naturalmente. Esse número aumentou para 27% quando havia grafite e sujeira. Rigorosamente. mais respei­ Dério Sena 40 . De acordo cora o contexto. Na situação ordeira. (B) Incorreto. na situação de desordem. (D) a deterioração do espaço público decorre da ação irresponsável da maioria dos cidadãos. um envelope parcialmente preso à boca da caixa (como se tivesse deixado de cair para dentro dela) com uma nota de 5 em seu interior.

Deve-se deduzir quê a expressão janelas quebradas aponta para um jfe­ nômeno típico dos espaços urbanos indiciados. j 02. ^ 41 í ! '| ! I PòrtueUês | . a partir dá leitura do texto lido. também. | ! (B) situação ordeira. (C) caixa de ^orreio da rua. O relato das duas experiências ocorridas na Holanda fornece sérios fundamentos para que se rechace a “teoria das janelas quebradas " ] H. Ao lermos o texto em que se funda­ menta a presente questão. em si mesma. em fe ­ dor. é natdral que procuremjos.Prova 2 . A rejeiçãodos meios acadêmicos à “tese das janelas quebradas” Géveu-se à frágil sistematização teóric^ dos experimentos holandesas.Analista Judiciário/Tribunal RegibnaJ do Trabalho da 4a região/FCC/2j)09 tados pelos cidadãos. ao passo que ihá uma inclinação por transgredirem-se as normas de civilidade quando os lugares já estão degradaqos. A tese defendida: pelos americanos James Wilson e George Keiiing en­ contra sustentação na remoção dos grafites do metrô de Nova Yórlc. se possa atri­ buir-se à teoria das janelas a afirmativa de que a deterioração dos espa­ ços públicos decorra da ação da maiona dos cidadãos. somos informados de que há uma natural inclinação por se desrespeitarem. pela expressão: (A) aviso bem visível. As demais alternativas não estão assodadas à ausência do poder públi­ co na manutenção dó espaço público. \ (E) envelopelparcialmente preso. deixando-aslficar degradadas. normas em lugares ionde as pessoas observam qtie o po­ der público não se fazjpresente. Este é a cònclusão a que chega a teorià dasjanelas quebradas. Atente para as seguintes afirmações: | j i I I I. j 03. no qual se toma conheci­ mento de que existe uma relação dé causalidade a envolver a iniciativa dos cida4ãos e eventuais adoções de políticas públicas. ' ■ (D) Incorreto. Não há como. é sugestiva de situação em que se observam daiios impostos a propriedades. A expressãojanelas quebradas. ] (E) Incorretq. percebemõs que a alternativa (D) faz men­ ção exatamente a situação exemplificadòra do desleixo público: lixo. j Lendo as diversas alternativas. A afirmativa inexiste no testo lido. : . j III. dentre as opções oferecidas* aquela cuja expressão pòssa jser vinculada a déscaso dás autoridades com respeito ao espaço público. (D) lixo em redor. Assim.

Analisemos cada uma das alternativas numeradas de I a III: I. obtidos. somente. 04. somente. Entre as situações referidas como de ordem ou d e desordem. Podemos ler no texto que no meio acadêmico a teoria das ja ­ nelas quebradas provocou controvérsias. sob o nome de po­ lítica de tolerância zero. Correto. verifica-se uma relação de: (A) franca oposição. pela ausência de dados empí­ ricos que a comprovem. o empirismo caracteriza-se por ser um saber que decorre da observação de fatos repetidos com fre­ quência. visto que a qualidade do espaço urbano real não encontra gradações entre uma e outra. Como sabemos. posteriormente. III. (E) II. no metrô da cidade. no sentido oposto. segundo a qual há uma tendência de as pessoas mais intensamente desrespeita­ rem os espaços públicos que se mostrem degradados. James Wilson e George Kelling são dois americanos que. somente. A experiência revelou-se exitosa a ponto de ser. reforçam a teoria áas janelas quebradass fazem-na crível. II. as autoridades nova-iorquinas promoveram a limpeza. Incorreto. (D) II e III. Rechaçar significa repelir. caracterizada pelos elementos físicos que qualifi­ cam os espaços. defenderam a teoria das janelas quebradas . As experiências holandesas. sem fundamentação teórica. somente. Fundamentadas nessa suposição. transportada. (B) franca oposição. está correto o que se afirma em: (A) I. Décio Sena 42 .Em relação ao texto. assim. pela primeira vez. Incorreto. dado que se aplicam a indivíduos de índoles semelhantes* (D) complementaridade. opor resistência. (C) l e r i l . dos grafites ali existentes. (B) I e II. II e III. caracterizada pelos tipos de indivíduos que são in­ citados a delas participarem. Está correta unicamente a afirmativa contida no item IL A resposta está na alternativa E. mas com suporte na pura observação dos fenômenos. (C) complementaridade. para toda a cidade.

para que não fossem considerados de teor artístico. a tipos físicos que são incitados a enquadrarem-se em um quadro de ordem ou de desordem. buscavam simular um quadro de desordem urbana. Com isso. sugerem zelo ou desalinho. no texto. (B) a maior parte dos ciclistas na situação desordeira interessou-se pelo que dizia o panfleto. A relação de complementaridade entre a ordem e a desordem. (D) Incorreto. 05. Mais uma vez. (B) Incorreto. Do relato dó experimento realizado em Groningen (3o parágrafo).Analista Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 4a região/FCC/2009 (E) subordinação. A intenção em estabelecer grafites mal rabiscados era exata­ mente. A partir do descarte dos panfletos.rrova 2 . Não é possível entendermos ser a ordem subordinada à desor­ dem. pois é a existência da segunda situação que determina a da primeira. devese deduzir que. A leitura do texto permite a afirmativa de que esta oposição está sendo refor­ çada peíos estados físicos que. dada a resposta dos cidadãos envolvidos na pesquisa. Não há menção. (C) Incorreto. em cada espaço. (C) há muita gente que considera artísticos os grafites mal rabiscados. (E) Incorreto. (C) Incorreto. Não há qualquer menção à índole dos indivíduos que se en­ quadram no grupo da ordem ou no da desordem. a alusão a rabiscos mal feitos estabelece a intenção dos pesquisadores em não possibilitarem o entendimento de que os mesmos eram obras de arte. (E) nem mesmo os avisos bem visíveis impedem a ação dos grafiteiros. entendemos que o desinteresse pela sua leitura foi a tônica. As noções de ordem e desordem já são> por si sós» antagônicas. (A) os rabiscos mal feitos funcionaram como índices de desordem. No texto. (D) a existência ou não de lixeiras foi a variável mais relevante. em suas afirmativas: (A) Incorreto. como já comentamos na alternativa (A) desta questão. reportemo-nos a todas as afirmativas lançadas na presen­ te questão: (A) Correto. feito na maior parte por pessoas que estavam no ambiente simulador de desordem. o que foi atingido. (B) Correto. Vejamos todos os itens da questão. sugerida na presente alternativa é rigorosamente absurda. 43 Português . ou vice-versa.

(E) Incorreto. encontramos: (A) Incorreto.Provas Comentadas da FCC (D) Incorreto. Em nenhum momento o texto aborda as questões de aumen­ to da segurança e de índice de criminalidade. Nas demais alternativas. está na alternativa (B). absurdo. assim. 06. Não há nexo causai entre o incitamento ao furto e situação ordeira. Com base no relato da segunda experiência holandesa (4° parágrafo). (E) incitamento ao furto e situação ordeira. Considerando-se o contexto. comprova-se que há uma relação causai entre: (A) palavras grafitadas e eficácia das caixas de correio. A respos­ ta da questão. (E) Incorreto. A presente afirmativa nenhuma tangência tem com as idéias apreendidas da leitura do texto. Décio Sena 44 . diga-se de passagem. está INCORRETA a tradução de sentido do segmento sublinhado em: (A) a deterioração da paisagem urbana é lida como ausência dos poderes públicos = é interpretada como omissão. o que comprova que há uma relação de causa entre a qualidade do meio urbano e o comportamento moral das pessoas. Inclusive porque a pro­ posta da pesquisa era verificar se haveria maior incidência de forto em locais nos quais imperasse o ambiente sugestivo de desordem. (C) Incorreto. (B) convida à prática de crimes . a partir da leitura do texto fornecido» e&tabelecer-se qualquer relação de causalidade entre as palavras grafitadas e a eficácia das caixas de correio.estimula a. Não é cabível a presente afirmativa uma vez que o texto dei­ xa clara a informação de que não existiam lixeiras no local. vale dizer. o ambiente físico descuidado leva à existência de um quadro de perda da honestidade. por relação de causa. 07. A experiência holandesa a que se refere o enunciado diz respeito ao fato de se ter comprovado que em lugar degradado houve maior tendência ao furto. (C) dinheiro exposto e criminalidade urbana. (D) aumento da segurança e índice de criminalidade. o que seria. Não é possível vincular-se a criminalidade urbana à existên­ cia de dinheiro exposto. Não é possível. (D) Incorreto. (B) qualidade do meio urbano e comportamento moral.

(E) O fato dejhaver desordem e sujeira nojespaço urbano acabam pór inci­ tar o cidadão a reagir como um contraventor ott pequeno criminoso.Prova 2 . A ausên­ cia do acento grave indicativo de crasè na segunda forma deve-se à re­ gência transitiva: direta do verbo estimular. perfeita. atacar* . Nele. (D) constavalapenas de rabiscos malfeitos ~ constituía-se tão somente. ! (C) Incorretoj Não é. no sen­ tido de traduzir o.o verbo acometer. exato sentido da mensagem original j (E) Correto.que traduz a id sia de implicç. acarreta o» leva ao ~ por 'acomete com . significar. 'in­ juriar. a forma verbal lida apresenta a vàloração semântica àe\entmdida. Português 45 . Por outro lado. apreendida. Esta é a resposta da questão! (D) Correto. Ó fragmento ê lida como ausência porta o mesmo significado que seria depreensível com é interpretada como omissão. conclui das experiências relatadas é que cabe aos poderes públicos tomar iniciativas que nos levem a respeitar o espaço urbano. A substituição de constava apenas por constituía-se tão somen­ te preservará o. cometer. o emprego da preposição com utilizad^a. por cima. apesar de a co­ munidade acadêmica ter acusado falta de comprovação da teòria. ^ in ­ terpretada. válida a substituição! de induz ao . impeditiva da presença da preposição a. o. tem regência transitiva direta. Reportando-nos à leitura dcj texto. hostilizar. j (B) Não deixaram de harver experimentos bem sucedidos. observaremos que' o pro­ nome oblíquo átono encontrado em o\fizeram faz menção anafóricajao feto de levar o panfleto embora. ou seja.Analista Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 4a região/FCC/2(!>09 (C) induz ao vandalismo ~ acomete com. È legítima a substituição de convida a por estimula a. a substituiçãp de ausência por omissão. o que impede. a Holanda e á África do SuL j (D) O que se. j (B) Correto. Vejamos todas as alternativas da questão: í (A) Correto.assaltar. alheamento do poderjpúblico é. que pode. j [\ 08. (E) Na situação ordeira. entre outros valores.| (C) Logo se veriíicáram que médidasi semelhantes foram tomadas |>or outros países. como a Inglaterra. As normas dç concordância verbal estão plenamente observadas na frajse: ! j ■ • (A) Sem o concurso! do poder público hão se implanta políticas dje segu­ rança e não $e impede a deterioração do espaço urbano. apenas 31% oi fizeram = levaram o páinflito embora. igualmente.

na locução verbal de que faz parte.-. apesar de a comunidade acadêmica ter acusado falta de comprovação da teoria. já que.. (C) Incorreto. que é Logo se ve­ rificaram. Em deixaram de haver está ocorrendo mau emprego do ver­ bo auxiliar. Desse modo. Desse modo. as locuções verbais cujos verbos principais são impes­ soais são invariáveis em número. a Holanda e a África do Sul Orações subjetivas conduzem os verbos das principais às quais se ligam para a terceira pessoa do singular. para a terceira oração . Em seguida. a primeira oração ~ principal. (D) Correto. no caso. Agora. no período composto que forma o tex­ to estudado. Temos nesta alternativa mais uma incidência de oração de voz passiva pronominal.Na segunda oração . cujo sujeito é políticas de segurança. re­ presentante semântico do demonstrativo que. apontando suas orações cons­ titutivas.rrovas> ^ ui» çmu» um « * » « ** Analisemos as concordâncias verbais efetuadas nos textos contidos de (A) a (E).o sujeito está indicado pelo pronome relativo que. Assim. toma-se obrigatório o seu emprego em terceira pessoa do plural. o verbo princi­ pal é haver.tem como sujeito implícito a expres- Décio Sena 46 . A forma verbal relativa ao verbo implantar está estruturando oração de voz passiva pronominal. A quarta ora­ ção. portanto. apontaremos os sujeitos de cada verbo contido nas respectivas orações: [O [que se conclui das experiências relatadas] ê) [que cabe aos poderes públicos] [tomar iniciativas) [que nos levem a respeitar o espaço urbano].que se conclui das experi­ ências relatadas .segue. Como sabemos.que se conclui das experiências relatadas .:a subordina­ da substantiva subjetiva que medidas semelhantes foram tomadas por outros países. o antecede. já citada . vamos transcrevê-lo. o texto ficará correto redigido des­ te modo: Logo se verificou que medidas semelhantes foram tomadas por outros países. (B) Incorreto. (A) Incorreto. Para melhor observação do acerto das concordâncias efetuadas no presente texto. impessoal. como a Inglaterra. Retificado o texto teremos Sem o concurso do poder público não se implantam políticas de segurança e não se impede a deterioração do espaço urbano. empregado com sentido de existir e.tomar iniciativas .O é~ o sujeito é o pro­ nome demonstrativo O. seilxe . tem como sujeito a :oração que. a frase correta será Não deixou de haver experimentos bem sucedidos. comó a Inglaterra. Na primeira oração . buscando encontrar a alternativa correta. a Holanda e a África do Sul.apon­ tamos como sujeito a oração seguinte tomar iniciativas. Em seguida.

47 Português .Prova 2 . Em Ofato de haver desordem e sujeira no espaço urbano aca­ bam por incitar o cidadão a reagir como um contraventor ou pequeno criminoso o sujeito da locução verbal acabam por incitar está indicado pelo substantivo fato. procurando aquela em que o tex­ to se fez claro e correto. o sujeito para a locução verbal levem a respeitar está sendo indicado pelo prono­ me relativo que. Esta é a res­ posta da questão. (E) Os índices percentuais conclamados no texto não deixam dúvida diante da desagregação. como ocorreu. isso faz com que seu emprego. (B) Há quem admire os grafites. é um ótimo cro­ nista e um cidadão preocupado com a qualidade do espaço urbano. semanticamente. 09. cada vez mais. vale recordar fato interessante ocorrido com respeito ao sujeito da quarta oração: tomar iniciativas: como podemos verificar. Vejamos todas as alternativas da questão. a par de ser um médico competente. Por oportu­ no. considerandose ser seu sujeito expressão plural . associado à falta de controle e higiene do es­ paço urbano. Está inteiramente clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto: (A) Dráuzio Vareila. na quinta e última oração. (C) Pelo que afirma o texto se deduzem que as situações de ordem e desordem concitam a todos a agir de forma algo semelhante. a forma ver­ bal tomar é de infinitivo. ou no infinitivo flexionado. aonde se degrada o espa­ ço público. o texto se retificará com o emprego da locução verbal redigida em aca­ ba por incitar. o que implica di­ zer que a forma tomarem estaria igualmente bem aplicada. que. necessariamente. espelhando-as.Anaiista judicíário/Tribunal Regional do Trabalho da 4a região/FCC/2009 são poderes públicos. traduz iniciativas.poderes públicos no entanto au­ sente da oração de que faz parte o infinitivo. (E) Incorreto. (D) Nossas cidades ostentam. possa se dar no infinitivo impessoal. embora os artísticos sejam difíceis de separar dos rabiscos que sujam as paredes. impõe emprego em ter­ ceira pessoa do singular para o verbo auxiliar da locução citada. a presença de grafites e ou­ tros elementos cuja degradação do espaço público é mais que visível. o que. Finalmente. Assim.

que significa. (C) Se ao poder público não convir enfrentar a ação de contraventores. caracterizan­ do pela presença injustificável da preposição a . erro de concordância verbal. 10. (B) Já se comprovou que não constitue boa prática política permitir que o espaço público seja degradado. Há equívoco de concordância nominal: o particípio associa do. por se referir ao vocábulo desagregação. a mensagem está perfeitamente bem lançada. (C) Incorreto. apenas. o que torna necessário o emprego da forma verbal relativa ao verbo dedu­ zir na terceira pessoa do singular. que aja de modo a não favorecê-la. Analisando cada uma das alternativas. Ocorreu desvio ortográfico na grafia da forma verbal per­ tinente a constituir. salientar o emprego da locução a par de. (D) Se alguém se deter diante de uma caixa de correio toda grafitada. nesta passa­ gem aproximada semanticamente a além de. regendo o pronome re­ lativo onde. (E) Incorreto. neste item. (D) Incorreto. (B) Incorreto. em geral. junto. a frase corretamente redigida restará O progresso que não advier de boas políticas públicas dificilmente advirá de iniciativas me­ ramente individuais. encontramos as seguintes passagens: (A) Incorreto. Surgiu. O verbo advir tem sua conjugação assentada na do verbo vir. teremos Já se comprovou que Décio Sena 48 . Vale a pena.Provas Comentadas da FCC (A) Correto. deveria ter surgido na for­ ma feminina singular: associada. Em um texto no qual inexistem erros gramaticais. Está ocorrendo deslize de natureza gramatical. Assim. (B) Incorreto. caracterizado pela má concatenação do fragmento que tem inicio no pronome relativo cuja. Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas na frase: (A) O progresso que não advir de boas políticas públicas dificilmente ad­ virá de iniciativas meramente individuais. presente na oração se deduzem está sendo indicado pela ora­ ção seguinte que as situações de ordem e desordem concitam a todos. Retificado o erro. talvez hesite em deixar nela sua correspondência. Este é a resposta da questão. ao lado de. o sujeito de deduzem. (E) O que a nós couber fazer para dignificar o espaço público» façamo-lo» sem qualquer hesitação. Está havendo problema de coesão textual.

atentos à conservação do espado público. I. Estudemos caçla um dos empregos de pontuação. ijão há equívocos no emprego da forma irregular do futuro do subjuntivo do verbo caben nem no emprego em presente do subjuntijo com pronome endítico . (C) OI. relatadas no texto. f .. j-. (C) Incorreto^ O verbo convir é mais umjdos inúmeros derivados ide ijir. | : j t11. Como sabe­ mos. Atente para as seguintes frases: j j As omissões do pòdèr público levamiquase sempre. as vírgulas que isolam adjuntos adverbiais têm a função de colbcá-los emjrelevo. A frase escrita após a correção necessária ficará Se ao poder público não convier enfrentar a ação de contrapentores. 6 cenário urbano estaria ainda mais degradado.Anaíista iudiciário/Tribunai Regional do Trabalho da 4a reglão/FGC/2009 não constitui boa prática política peiynitir que o espaço público seja degradado. veriíicou-jse dara conexão entre ação pública e reíção popular. (E) H eIII. A supressão das vírgulas altera o sentido jdo que está SOMENTE em: (A) li (B) II. ser um derivado de ter. Sua supressão em nada alteraria. | (E) Correto.Prova 2. | | IL Não fosse a vigilância dos cidadãos. levados a efeito em exem­ plos apontados nos itens de I a III. talvez hesite em dei­ xar nela m a c o r r e s p o n d ê n c i a .âo verbo fàze?'.de ujm par de vírgulas isolando o adjunto advèrbial quase sempre. com: respeito a verificar se a supressão das vírgulas njeles existentes alteraria ou hão a mensagem original : j I. Vemos no fragmento contido no item I a presença . a ações que degradam ^cenário urbano. teremos! o texto correto Se alguém se detiver diante de uma caixa de cotreio toãa grafitada. desse modo. Não alteraria. Nas duasí experiências holandesas. Esta é a resposta da questão. 49 I Pòríugúês . . ■j j (D) IncorretoJ Não se respeitou o fato de d verbo deter.. Após à retificação devida. (D) I e II. que aja de modo a não favorecê-la. j m . a men­ sagem originalmente disposta.

sem exceção .. (D) (.) provoca mais desordem.. Vista essa observação... vale dizer.). que faria resultar mais desordem éprovocada pela presença de lixo nas ruas.a vigilân­ cia com respeito à preservação do espaço público. entende-se que é característica intrínseca aos cidadãos . Altera o sentido original apenas a supressão das vírgulas do item JL A res­ posta está na alternativa B.riuvds II. Décio Sena 50 . A presença do par de vírgulas isolando a expressão atentos à conservação do espaço público informam o leitor de que a referida ex­ pressão reveste-se de valor semântico explicativo.. NÃO admite transposição para a voz passiva a forma verbal da seguinte frase: (A) Mas houve. Apesar de a supressão das vírgulas marcarem valor se­ mântico explicativo para a expressão relatadas no teXto. .. alguns experimentos bem sucedidos...a süprèssão das mesmas. A natureza transitiva direta da forma verbal provoca autoriza a conversão. A supressão desse par de vírgulas feria com que a expressão destacada reportasse informação restritiva. São verbos que fogem à sistemática de conversão de vozes verbais. (B) (. 12. (E) Dos transeuntes..haver e ter..) 13%furtaram o dinheiro. No entanto.) penduraram um panfleto inútil nos guidões de bicicletas (.. alguns verbos de regência transitiva direta . por exemplo *. isso porque a menção feita a Nas duas experiências holandesas. o seu significa­ do não ficaria prejudicado com. como explicado na observação que abre o comen­ tário da presente questão.não permitem a transposição.... III. sim.) a presença de lixo nas ruas (. no sentido de que haveria cidadãos atentos à conservação do espaço público e outros não.. Esta é a resposta da questão.) a teoria das janelas quebradas gerou controvérsias (.). fràgmento que abre o período. passemos à análise das alternativas da presente questão: (A) Conversão inválida. (. Sabemos que orações viáveis quanto a serem convertidas da voz ativa para a voz passiva são as que se estruturam com verbos de regência transitiva di­ reta ou transitiva direta e indireta.. (B) Conversão válida. então. Alteraria.. Temos nesta questão a presença de um fato interessante. Não alteraria. (C) (.. impede que se modifique seu valor semântico final.

(D) Conversão válida. Mais uma forma verbal transitiva direta. Parece querer garantir a imortalidade dos fotografados. os ros­ tos adotam uma expressão sisuda. Nada mais opostos a esse pretendido congelamento do tempo do que a velocidade. tiradas por meio de celulares. e as pouquíssimas fotografias eventualmente sal­ vas testemunham não a severa imortalidade dos antigos. da qual resultará um panfleto inútil fo i pen­ durado nos guidões de bicicletas. Todo mundo fotografa tudo. inédito) 5 io is 20 51 Português . Atenção. tira outras. Cada foto corporifica um evento especiai. apaga fotos. Intermináveis álbuns virtuais desapare­ cem a um toque de dedo. (E) Conversão válida. permite a conversão. Dificilmente alguém ri nessas fotos: so­ bra gravidade. cerimônia. dessa vez furtaram . A voz passiva correspondente à originalmente disposta em ativa será controvérsiasforam geradas pela teoria das janelas quebradas. Velocidade das imagens Quem folheia um daqueles velhos álbuns de fotografias logo nota que as pessoas fotografadas prepararam-se longamente para o registro solene. Cada época tem sua própria concepção de tempo e sua própria forma de interpretá-lo era imagens» Ê curioso como em nossa época. Temos em gerou outra forma verbal transitiva dire­ ta. vê o resultado. mas para brilhar por segundos na minúscula tela e desaparecer para sempre. ou mesmo uma vaga melancolia. os corpos alinham-se em simetria. apaga. É como se a facilidade contemporânea de produção e difusão de imagens também levasse a crer que nenhuma delas merece durar mais que uma rápida aparição. torna a tirar. A forma verbal penduraram . (Bernardo Coutinho./-iiicufóid iu m u ã fio / mouriai Kegronaj ao iraoaino aa 4“ região/FCC/2009 (C) Conversão válida.nuva . possibilita o surgimento da voz passiva o dinheiro fo i furtado por 13% dos transeuntes. grava um momento que aspira à eternidade. caracteriza­ da pela profusão e velocidade das imagens. mas a brincadei­ ra instantânea dos modernos. As questões dé números 13 a 20 referem-se ao texto seguinte. As imagens não são feitas para durar. As roupas são formais. o improviso e a multiplicação das fotos de hoje. estas se apresentem num torvelinho temporal que as trata sem qualquer respeito. também transitiva di­ reta.

Evidentemente.) Cada época tem sua própria concepção âe tempo e sua própria forma de interpretá-lo em imagens.. (B) I e II. mas. sem dúvida há uma contradição na passagem. a contradição apontada existe no sentido de que se atribua ao vocábulo intermináveis um de seus significados. inclusive porque as demais al­ ternativas em nada sugerem contradição. Atente para as seguintes afirmações: L A melancolia é ama característica dos tempos antigos. Não podemos. não há como se recusar. Os registros fotográficos não valem apenas pelas imagens que ex­ põem. apesar disso.. II e 01.Provas Comentadas da FCC 13. qual seja o que apon­ ta para a característica de algo não ter término. somente. Em relação ao texto.. A facilidade com que se tiram fotos em nossa época contrapõe-se à formalidade que caracterizava as antigas sessões de fotografia. extensos♦ De qualquer modo. (C) intermináveis álbuns virtuais desaparecem a um toque de dedo.. o item (C) como a resposta da questão. Expressa uma contradição interna a seguinte frase: (A) (.) A contradição interna apontada pela eminente Banca Examinadora está no fato de os álbuns fotográficos virtuais terem sido considerados como in­ termináveis. Décio Sena 52 . por isso ga­ nha tanto destaque nos velhos álbuns de fotografias.. (D) Dificilmente alguém ri nessasfotos: sobra gravidade..). vastos. está correto o que se afirma em: (A) I. Nessa ótica. poderem desaparecer a um toque de dedo. entretanto. (B) (. cerimônia (. 14. (E) Todo mundofotografa tudo} vê o resultado»apagafotos (. II.. III. mas pelo modo como eles as interpretam em cada época. Apontou-se a incoerência de algo que não tem fim poder ser finalizado de modo tão simples. deixar de registrar que o adjetivo citado foi em­ pregado na passagem com sentido de longos.) as pessoasfotografadas prepararam-se longamente para o regis­ tro solene..

Vejamos cada uma das propostas de paráfrase para passagens do textó: (A) Incorreto. tendo persj pectiva valor’ semântico de ponto de vista. Q fato dé algumas pessoas denotarem um certo ar melancólico em fotos dejantigamente não é motivo suficiente para considerarmos ser a melancolia uma característica dos tempjos antigos. | . (E) profusão e velocidade das imagens —dispersão e ritmo figurativo. Tal afirmativa ultra­ passe os liirjites de entendimento que o téxto permite alcançar. nos nossos dias.Analista Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 4 a regíão/FCC/2009 (C) I e III. (B) uma expreésâo sisuda ~ uma fisionomia circunspecta. j Incorreta. (C) pretendido congelamento ã o tempo = suposta inserção temporal. se possa admitir a sjubstituição de alinham-se por perfilam . sisudo 53 Português . expectativa.assertlvas contidas nos itens de I a III. não é admissível a equiparação de em simetria. que se [revela no quase ritual adótado para que as (pessoas se deixassem fotografar antigamente. ! [ III. em contrapoj sição às fctps feitas: por aparelhos cehik^s. somente. !• . . | . Embora. (D) num torvélinho tetnporal = num fragmjento do tempo. Vejamos cada uma das .porta exatamenteo significado de sério. Para aceitarmos a afirmativa oíra estudada como válida. em busca das que são corretas. (D) I I e III. cbm em perspectiva. i (B) Correto. grave. O adjetivo circunspecto . somente. Correto. 15» Considerando-Se o contexto. I. traduz-se corretamente o sentido de um segmento em: j ' ! (A) alinham-se^ em sintetria = perfilam em [perspectiva.Prova 2 . É patente essa oposição. Estão corretas ais assertivas contidas nos itens II e III. j II. (E) II. : l.: basj ta que nos Reportemos à passagem textual Cada época tem sua própria concepção de tempo e sua própria form a \ãe interpretá-lo em imagens. Correto. ' . \ 1 . somjente. considerahdo-j se simetria á correspondência dè elemenros que se encontram nos lados opostos de uma Unha ou de um plano.também grafá-j vel como circwispeto . O fragmento expressão sisuda apresenta exatamente o mesmo sig­ nificado àe fisionomia circunspecta.

16. A substituição de pretendido por suposta é absurda. a substituição de congelamento de tempo por inserção temporal.O emprego obrigatório da forma verbal es­ boça no singular deve-se à necessidade de promover sua concordância com seu sujeito. (B) Não se esboça nas fisionomias graves dos cerimoniosos retratados qual­ quer vestígio de sorriso. Procedamos ao preenchimento das lacunas encontradas na presente ques­ tão. abundância . por motivos claros.verbo auxiliar da locução parece transpirar . indicado por um aflitivo anseio de perenidade. mas novos modos de compreensão do mundo. representado por qualquer vestígio de sorriso. Nada tem a ver. em singular obrigatório.(parecer) transpirar daqueles velhos ál­ buns de fotografias um aflitivo anseio de perenidade. Profusão é substantivo que significa excesso.(C) Incorreto. Décio Sena 54 . (D) Incorreto. Por outro lado. (C) À esmagadora maioria das fotós ___„ •(caber) o destino de um rápi­ do e definitivo esquecimento. era busca daquela em que se empregará forma verbal em plural. com dispersão.ou sua va­ riante gráfica rodamoinho. (D) O que m ais_____ (divertir) os milhões de fotógrafos amadores é a facilidade de prodação e exclusão de fotos* (E) _____ (despontar) em cada época não apenas novidades técnicas. Também está absolutamente fora de cogitação. fartura . (B) Não se_____ (esboçar) nas fisionomias graves dos cerimoniosos re­ tratados qualquer vestígio de sorriso.deve ser feita com seu sujeito. O substantivo torvelinho significa redemoinho . . portanto. ou seja. em ora­ ção de voz passiva pronominal. Não é possível aceitar-se sua substituição por fragmento. não se aproximam minimamente as expressões velocidade das imagens e rit­ mo figurativo. O verbo entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase: (A) Ainda em nossos dias . (A) Ainda em nossos dias parece transpirar daqueles velhos álbuns de fo­ tografias um aflitivo anseio de perenidade.—A concordância da forma verbal parece . (E) Incorreto.

> w-u. Não há nada a se retificar no texto relativo ao presente item. mas novos modos de compreensão do mundo. perceber onde o erro foi cometido.agora diverte . Esta é a resposta da questão. (E) Despontam em cada época não apenas novidades técnicas. Esta é a resposta da questão. por con­ fronto com a frase incorreta. o que permitirá ao estudante veriScar. do verbo . uma vez que fossem apagadas tão logo alguém as registrar. (B) Adequada. mas novos modos de compreensão do mundo. já apontamos a fra­ se devidamente retificada. Está adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais na frase: (A) Bastaria um toque de dedo e os intermináveis álbuns virtuais desa­ parecessem por completo. (D) O que mais diverte òs milhões de fotógrafos amadores é a facilidade de produção e exclusão de fotos. com núcleo no substantivo facilidade força o empre­ go. Vejamos as correlações entre tempos e modos verbais encontradas em cada uma das frases da presente questão. (D) As imagens de hoje não seriam produzidas para permanecer. . o que impõe o emprego do verbo na terceira pessoa do singular. .Nesse item.so. Quando necessário. .Temos.no singular. como sujeito de cabe o sintagma o destino de um rápido e definitivo esquecimento. agora. (B) Quem viesse a folhear um desses velhos álbuns não deixaria de notar a atitude cerimoniosa dos fotògrafados. 55 Português . no qual se fez promoveu corretamente o relacionamento entre o preté­ rito imperfeito do subjuntivo em viesse com o futuro do pretérito do in­ dicativo em deixaria. daí o compulsório emprego verbal em plural. não se encontraria quem esteja rindo naquelas fotos. A correção apontaria Bastaria um toque de dedo e os inter­ mináveis álbuns virtuais desapareceriam por completo. (A) Inadequada. (C) Dada a cerimônia que caracterizava os antigos registros fotográfi­ cos. —i-Mitiiuia jvnatv. cujas imagens pareceriam vir de outro universo. mais uma vez. (E) É estranha a sensação que nos invade quando folheemos um velho álbum de fotos. o sujeito da forma verbal Despontam está sendo indicado por não apenas novidades téc­ nicas.ii\jí luuuiicn i%cgíutia? uu iraoamo oa *v regiao/hCC/2009 (C) À esmagadora maioria das fotos cabe o destino de um rápido e defini­ tivo esquecimento.A expressão a facilidade de produção e exclusão de fotos.

O pronome relativo a ser empregado no espaço em que sur­ giram os vocábulos sublinhados deverá formar um sintagma com o substantivo identidade. (D) Inadequada. O fato de surgir ao lado de um substantivo. Observemos o texto após a devida retificação: Há. trazendo valor de pertencimento com respei­ to ao substantivo antecedente personagens. Aponta-se o texto já retificado: Dada a cerimônia que ca­ racterizava os antigos registros fotográficos. mas a artè da fotografia ainda se cir­ cunscreve aos que de fato são talentosos. Mais uma Vez. personagens que a iden­ tidade permanece misteriosa. (E) Inadequada. uma vez que são apagadas tão logo alguém as registrar. (E) A produção e difusão de imagens constituem operaçõès ém que hoje todos têm fácil acesso. Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase: (À) Há. apontamos o texto retificado: Ê estranha a sensação que nos invade quando folheamos um velho álbum de fotos. Comentemos cada uma das alternativas. indica tratar-se de um pronome adje­ tivo relativo. não se encontraria quem es­ tivesse rindo naquelas fotos. para a qual o pronome relativo a ser inserido no espaço ocupado pelos voDécio Sena 56 . em todos os lugares. pela qual se entretêm milhões de pessoas. é forçoso reconhecermos a necessidade de a lacuna ser preenchida com o pronome relativo cuja. antecedendo-o. nas velhas fotos dos álbuns amarelados.Provas Comentadas da FCC (C) Inadequada. (B) Incorreto. cujas imagens parecem vir de outro universo. perso­ nagens cuja identidade pemtanece misteriosa. nas velhas fotos dos álbuns amarelados. de modelo recorrente nas provas elabora­ das pela banca examinadora da Fundação Carlos Chagas. Trata-se de questão de regência. (C) Fotografar é hoje uma. A regência transitiva direta da forma verbal organizar. em busca da que contém correto emprego de pronomes relativos: (A) Incorreto. brincadeira. O texto será corrigido na forma As imagens de hoje não seriam produzidas para permanecer. (D) Quase todo mundo tira fotos. 18. Assim. (B) Antigamente tratava-se com reverência as fotos de que se costumava organizar em belos álbuns.

j. Ò adjunto adverbial de meio que se ligará à forma verbal entretém será regido pela preposição com . Q substantivo acesso . õ pe-| ríodo Quase todo mundo tira fotos .Prova 2 . com a qual se entretêm mi­ lhões de pessoas. objéto diretó. Apontamos. ! (D) Um forte sèntimento de melancolia pode tomar conta de nós. erri todos os lugares. empregado com sentido de limitar. ná qual se nota para a formaiver-j bal circunscrever objeto direto.ÁnaJtsta Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 4 a regiâo/FCC/2009 1 í• : » . O jverbo circunscrever. . | (E) Quem não gosta dé mergulhar no passado deve poupar-se de folhear esses velhos e melancólicos álbuns de fotografias. teremos o tekto corretamente redigido sob a forma Fotografar ê hoje uma brincaãeiln. Esta é ajres posta da questão. indicado pelo vocábulo aos . j■ (A) Tem-se uma sensação de vaga melancolia que nos costuma passar a gravidade daquelas velhas fotos amareladas.(C) Folhear os velhos álbuns de fotografias jéuma experiência que nós d á| a sensação de estarmos viajando no tempo. j í (E) Incorreto. em nível estrutural» a tellação da seguinte frase: j I : .rege a preposição a . j (B) A gravidade das pessoas fotografadas dá-nos a impressão de que se encontram tomadas pela melancolia. sendo seu comple-j mento indireto regido pelas preposições a ou em. mas à arte da fotografia ainda ££j circunscreve aos que de fato são talentosos nenhum equívoco apresen-l ta. Retificado o textoj teremos A produção e difusão de imagens constituem operações a que hoje todos têm fácillacesso. a saber: Quase todol mundo tira \fotos% mas a arte da fotografia ainda se circunscreve aos ej que de fato 'são talentosos.• cábulos sublinhados funcionará como. i . i 57 i Portüguê^ . O texto se retificará desse modo: Antigamente tratava-se com reverencia as fotos que se costumava organizar erhbelós ãlbuns.\ restringir tem emprego transitivo direto je indireto. se fo-j lhearmos os antigos álbuns de fotografias. j (C) Incorreto. \ (D) Correto. Desse modo. Não há possibilidade de alguém entreter-se por algo. impede a presen­ ça de qualquer preposição antecedendojò. resultante da combina ção da preposição a com o pronome ^demonstrativo os. indicadb pelo pronome oblíquo se. e objeto indiijeto. O fato que ensejou o presente comentário! está ocorrendo na segunda oração. Assim. nele» a existência de três orações. j É preciso corrigir.

vále dizer. ela sofre a ação de costumar ser pas­ sada pela melancolia. obviamen­ te. considerada a disposição em que sur­ giram seus diversos componentes.indicada pelo pronome relativo mencionado. Em oütrá pèrcepçãoj qtiè nót párecem a^ o teor do téxtò lido e fundàmeiita ãs questões de 13 á 20 . de regência transitiva direta e indireta. Décio Sena 58 . tètíámós còmo objétó direto da mesma locução 6 pronome relati­ vo que. Essa dubiedade interpretativá resüítou do fátó de se ter deslocado o sujeito a gravidade daquelas velhas fotos amareladas. passaria a ser melancolia . ou. cújo paciente.de ménsagem. alteraremos a estrutu­ ra do período. é ambíguo. agora. Pode-se interpretar. Para se evitar essa ausência de claréza .nos. Nesse caso. Isto significará dizer que a gravidade daquelas velhas fotos amareladas tem valor semântico passivo. Com essa interpretação. seja.entre ás qúáis. oque nós levaria a en­ tender que a gravidade daquelas velhasfotos amareladas desempenha o papel de agente da ação de costumar ser passado. se insere a que oràèsíudàmos 4 poderemos pércèber em á gràvidade da­ quelas velhasfotós cimàreládás ò papel de sujeito dá locução verbal já referida. indicado pelo pronome obHquo átono.Boa questãol O item (A) apresenta-nos texto que. para posição posterior à locu­ ção verbal costuma passar. apresentando mériságens daràmenté' dispostas. entendida còmo o agente da ação. o seguinte texto. o sujeito da referida locução verbal fica sob encargo do pronome relativo representante semântico de ineJíincolia. antes e após do verbo» respec­ tivamente. As demais alternativas não sé apresentam com necessidades de correção. ainda representánte sémâriticò de melancolia. com a colocação do sujeito e do objeto indireto mencionados : em suas posições mais freqüentes. completa­ mente isento de ambigüidades: Tem-se uma sensação de vaga melancolia que a gravidade daquelas velhas fotos amareladas costuma passar-nos. a expressão a gravidade daquelas velhasfotos amareladas como objeto direto da locução verbal costuma passar. bem çòmò dá antecipação do objeto indireto da mesma locução. em pri­ meiro lugar. com essa medida. Encontraremos.

não busque essas fotos nos velhos ál­ buns.lembremo-nos 59 Português .lhes colecionavam. estar atentos não só às regências. 2. já’com as passagens destacadas devida­ mente representadas por formas pronominais.Prova 2 . considerando-se que a expressão a ser pronominalizada é fotos antigas. (B) as busque . exige a presença do pronome oblí­ quo átono as. (E) as busque .colecionavam as mesmas. São as seguintes as razões que nos levaram a adotar as formas acima: 1. apontare­ mos as soluções diversas para um mesmo fragmento: Quem não gosta de fotos antigas. Por outro lado. Em (2) temos as possibilidades de emprego de nos quais ou de em que. Em (1) temos a obrigatoriedade do emprego assinalado: a regência tran­ sitiva direta da forma verbal busque. a presença do advérbio não impõe a obri­ gatoriedade da próciise.aonde .as colecionavam. Quando possível. Vamos transcrever o texto original.Anaíista Judíciário/Tribunaí Regtonaí do Trabalho da 4a região/FCC/2009 20* Quem não gosta de fotos antigas. (D) busque a elas ~ onde . na ordem dada. Ao promovermos as pronominalizações dos fragmentos textuais sublinha­ dos. Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os ele­ mentos sublinhados. às colocações pronominais.as colecionavam. ressaltando-se a inevitável presença da preposição em . nos quais (ou em que) (2) «ossos avós as colecionavam (ou colecionavam-nas) (3) com todo o amor. não as busque (1) nos velhos álbuns.em que . por: (A) busque a elas ~ em cujos . Ê modelo de questão muito presente nas provas de Língua Portuguesa ela­ boradas pela banca examinadora da Fundação Carlos Chagas. então.nos quais . A presente questão aborda conhecimentos de regência verbal e de coloca­ ção pronominal. (C) lhes busque . como também. deveremos. nesses velhos álbuns nos qúais nossos avós colecionavam aquelas fotos cóm todo o amor.colecionavam-lhes.

O item em que se nota apresentação acertadamente combinada das possibi­ lidades ora descritas é (E). de que em no qual a preposição está contraída com o pronome relativo para que se reja devidamente o adjunto adverbial de lugar relativo à forma verbal colecionavam .imediatamente antecedente do verbo. Em (3). Gabarito oficial preliminar 01) c 02) D 03) E 04) B 05) A 06) B 07) C 0B) D 09) A 10) E 11) B 12) A 13) C 14) D 15) B 16) E 17) B 18) D 19) A 20) E Décio Sena 60 .avós .Provas Comentadas da FCC 3. a pródíse facultativa resulta da presença de um sujeito com nú­ cleo substantivo .

Se a rotij na das viagens jaéreas banalizou essas operações. e há o momento jcrucialjdo retomo. quantas toneladas de aço deverão flutuar á quilômetros d | s altura . localizada a poltrona.] ' ' | '. arrostando j se gradualmente os perigos. encanta-se com o firmamento azul e nãò tira os olhos da janela . áfivei lado o cinto com mãos trêmulas. atordoa-se com os avijsos e as chamádas dai locutora invisível. do completo desligamento da superfície do planeta. Q novato pode confundir bilhete com càrjtão de embarque.| Prova 3 AmalibtaSiiperior:III/Infiraeroi/FCC/2Q09 Atenção: Para responder às questões de números 01 a 10. ele se segura nos brados dá poltrona e seu corpo sè retesa na posição seja-o-que-Deus-quiser. ignora as siglas das placas e m onitores dó aeroporto. Alguns bus­ cam cochilo. até perceber que ele é a única testemunha da apresentação: os demais passageiros (mal-edujcados!) leem Jòrnai ou conversam. Quando enfim os motores. Já l i de frente para a escada . todos ignoram o milagre. já na cabeceira da pista. s io 15 20 25 61 . que se exploram pouco a pouco: aprendei se a nadar e a navegar a partir da segurança de uma borda. o passageiro de primeko voo leva consigo os tastintose os medos primitivos de uma espécie criada para andar sobre a terra. Mas um voo éjcoisa mais séria: há o desafio radical da subiàa. do 1 avião. estima» iincrédulo.até perceber que é um embevecido solitário. outros conversam animadamente. acompanha com extrema atenção as estudadas instruções da bela comissária. ! Tudo começa pelo aprendizado dos procedimentos iniciais. j | Atravessadas as nuvens.com ele dentro. aceleram para subir é arrancam a plena potência. da reconciliação com o solo. considere o texto abaixo. s ! O primeiro voo ! i Mais do que um marinheiro dé primeira viagem. As águas podem ser vistas como exten­ são horizontal jde caminhos. nem por isso o passaj geiro de primeira viagem deixa de experimentar as emoções de um hej roico pioneiro.

incrédulo tem o sentido de apre­ ciai duvidoso. depois prepara-se 30 para o pouso nà mesma posição que assumirá xta decolagem. resta-lhe descer a escada. III. bater os pés no chão da pista e con­ vencer-se de que o homem é um bicho éstiánho. encarar. assim. por sua vez. o verbo estimar está empregado com sentido de avaliar: O adjetivo incrédulo. Assim. por exemplo. (B) Hs (C) HIj (D )íe II. um êxtase. Atente para as seguintes afirmações: I. II.fazer face a. No Io parágrafo. Verifiquemos o acerto ou não de cada uma das assertivas dispostas de I a 10: I. Podemos ler no Dicionário Aurélio (versão eletrônica) que arros­ tar é sinônimo de Olhar defrente. Na passagem indicada. A paráfrase configurouse. nosso pioneiro vai assimilando a rotina do voo. destinado a imaginar o irrealizávei só pelo gosto de vir a realizá-lo. Décio Sena 62 . (Firmino Alves* inédito) 01. o segmento é um embevecido solitário tem o senti­ do de é o único enlevado. o fragmento prevenindo-se passo apasso contraos riscos tem o mes­ mo sentido de. Está correta unicamente a afirmativa contida no item I. No 3o parágrafo. está correto o que se afirma SOMENTE em: (A) I. Uma possibilidade de parafrasear corretamente o fragmento seria avalia.Pouco a pouco. que dá para o firmamento azul. gradativamente. correta. descrente. o segmento estima . Incorreto. lerá jor­ nal. afrontar. Em relação ao texto. um enlevo. Correto. Incorreto. cochilará e pouco olhará pela janela. No 2oparágrafo. (E) H eIII. Tudo con­ sumado. degusta o lanche com o prazei: déum inéninó diàníé dá mérèndà. os perigos. Nos voos seguintes. o segmento arrostando-se gradualmente os perigos tem o sentido de prevenindo-se passo a passo contra os riscos. encarando-se. III. sem medo. refere-se à quali­ dade do que não crê. II. O adjetivo embevecido diz respeito àquele que sofre um embevecimento. vale dizer.

AnaJista Superior ltl/lnfraero/FCC/2009 02. na segunda viagem o passageiro adota os mesmos atos de indi­ ferença observáveis nos demais passageiros. Como vimos. Não se pode vincular a atitude que traduz sensação de roti­ na com sentimentalismo piegas. (C) Incorreto. ainda que momentaneamente o can­ didato assim pensasse.ou em achar excessiva . da leitura do texto. não lhe seria permitido admitir que uma nova viagem aérea constituiria exemplo de novas ousadias. (E) a expectativa dos grandes desafios leva a uma inesperada frustração. (C) o espírito heroico do pioneirismo dá lugar ao sentimentalismo piegas. 63 Português . no texto lido. e a percepção de que. Também não se observa passagem que permita chegar-se à conclusão de que teria ocorrido uma aflição individual (E) Incorreto. embora desconfortável . Percebe-se. deixando cla­ ra a tese de que. (B) Correto. (A) a consumação de um ato heroico inspira novas ousadias. eis que.Prova 3 .a caracterização da primeira viagem aérea como algo que sequer se aproxime do espírito heroico do pioneirismo. (D) o fascínio de uma aventura coletiva se converte em aflição individual. cochilará e pouco olhará pela janela. o que se demonstra textualmente com a expressão seu cor­ po se retesa na posição seja-o-que-Deus-quisei\ venha a se constituir na consumação de um ato heroico. E. na segunda oportunidade. pelo que íemos. mas como uma rotina que ele cumprirá como todos os demais passageiros. (B) a reiteração de um feito transmuda o encantamento em indiferença.sua atitude será a de encarar o feto não mais como um feito. que o ato de viajar de avião pela primeira vez. lerá jornal . ao fim e ao cabo. Não se pode entender. insistimos em não acei­ tar . tudo já se terá convertido em rotina.inspirados pelo fragmento textual Nos voos seguintes. representado pelo desligamento físico do planeta. tomando-se a primeira viagem de avião como um feito que demandou algum desconforto para o viajante incipiente.e mais ainda para os que o fazem pela primeira vez já que se rompe a lógica física dos pés no chão. o autor do texto vai qualificando a evolução de suas reações. (D) Incorreto. Não há menção a qualquer aventura coletiva. que dá para o firmamento azul . Ao detalhar e comentar as experiências de um passageiro imaginário. Por outro lado. As idéias de grandes desafios e de inesperada frustração inexistem no texto. em uma segunda oportunidade. a sensação de ficar-se frente a frente com algo novo e não natural para o homem. Analisemos cada uma das alternativas da presente questão: (A) Incorreto. isso sim. como frisamos no comentário da alternati­ va anterior .

entre as expressões marinheiro âe primeira viagem e passageiro âe primeiro voo esíabelece-se uma relação de (A) sucessivas alternâncias. pela primeira vez. (B) antagonismo de sentido. todavia. Décio Sena 64 . (C) A agência de turismo fez de tudo para popularizar seus planos de viagem. contudo. em que se ressalta. uma diferença crucial entre elas apontada no texto: enquanto para o ma­ rinheiro a viagem no mar representa. com os naturais receios que acometem aos dois. a continuidade do caminho que naturalmente trilharia na terra. (B) A nova diretoria restringiu algumas das iniciativas programadas. lemos alternativa (C). pois o sentido da primeira em nada lembra o sentido da segunda. desligar-se do solo. pois ora se está caracterizando uma. uma diferença marcante entre as situações a que se referem . 04. (E) semelhança meramente formal. todavia. uma vez que o imobilismo de uma situação se opõe ao dinamismo da outra. (D) subordinação de sentido. Na frase a rotina das viagens aéreas banalizou essas operações3 o senti­ do do verbo banalizar é equivalente ao sentido que assume o verbo subli­ nhado em: (A) O progresso trivialízoa experiências que eram vistas como temerárias. a resposta da questão. na assertiva analogia âe sentido. mais ainda. uma diferença mar­ cante entre as situações a que se referem. fisicamente. As expressões marinheiro de primeira viagem e passageiro de primeiro voo apresentam como ponto de tangência o fato de designarem pessoas que se propõem realizar. Há. para o passageiro de pri­ meiro voo surge o fato desconcertante de. em que se res­ salta. ora se está caracterizando a outra. uma vez que os mares re­ presentam. a continuidade da terra. de certa modo. Os demais itens contém assertivas que não se aproximam da resposta. Assim. o ato de se deslocarem de um lugar para outro. No contexto do primeiro parágrafo. (C) analogia de sentido.Provas Comentadas da FCC 03. uma vez que o entendimento da primeira expressão depende da compreensão da segunda. a ideia de que es­ tará a quilômetros de altura e no interior de uma aeronave que pesa algu­ mas toneladas. em situação que afronta a gravidade e. pela primeira vez.

concordância jverbal: j I í í (A) Incorreto. ó que é diferente Be torná-ks corriqueiras. limita (C) Incorreto. Esta é a <resposta da questão. são|as pequenas providências çjara o embarque. emoções inesquecíveis. retirar dimensão. Restringir é verbo que significa. é obrigatória a flex^o 65 Portíigi/ês . teve-se por ibtento a afirmação de que: hou­ ve a tentatrfa de tornar os planos de viagem acessíveis às pessoas.] O sujeito da locução verbal em que figura o verbo assistir como principal está indicado por o direito. normal. rotineiro. o que não é condizente com a ideia da trifializaçao. Askím.Prova 3 -A nalista Superior !fl/!nfraero/FCCÍ2009 (D) O comandante vulgarizou-se ao se dirigir daquele modo à tripulação (E) A companhia apequenou seus novos projetos diante da crise. (B) A expectativa dos novos espetáculos jque sucederão nas alturas faz com que esses passageiros não tirem os olhos da janeía. incompatíveis para a substituição do verbo t)iviaiizar. os de propagar. Vejamos cada um dos verbos propostos para que. ou seja. corretamente. (C) A começarem pelos procedimentos básicos iniciais. Còmo sabemos.\ l : I 05. l : } í (A) Julgam os novatos que não deveriam assistir aos passageiros o direi­ to de permanecerem indiferentes ao espetáculo que se vê pela janela. do ato dè tbmar alguma coisa uma rotina. corriqueiro. j (D) Incorreto. tudò se lhe afiguram espetáculos no­ vos. se substituíss^ a forma verbal banalizou no excerto colhido np texto: j (A) Correto. | i V ! : l i Vejamos todosj os itens da questão. faz menção ao que é cor mum. momentos palpitantes. o firmamento azul. As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas em: I : . Ào se dizer que a agência âè Uirismofez de tudo para pópula rizar seus planos áè viagem. Temos em apequenar um verbo que traduz a ideia de diminuir. j: (B) Incorreto. vooj (D) O que logl atemorizam os passageirosde primeiro voo. o adjetivo trivial. toda operação representa um grande desafio para um passageiro de primeiro. difundir. entre outras acepções.:em busck daquela em que se observa plèno acatamentcj às normas de. O verbd vulgarizar apresentai entre outros matizes semântjf cos. popularizar. a forma verbal triviàlizou está empregada com o mesmo sentido aiitecedentemente descrito comç banalizou . j (E) As nuvens*. Assim. (E) Incorreto. num aero­ porto.

há equívoco no emprego verbal em ter­ ceira pessoa do plural. de terceira pessoa do plural. Desse modo. tudo„O verbo. nesse item. Após retificado. num aeroporto. tudo se lhe afigu­ ra espetáculos novos>momentos palpitantes. o texto surgirá na forma As nuvens. o pronome relativo que. Não há o que se retificar na presente alternativa.seu imèdiáto áiitécéssof e representante semântico de espetáculos s o que implicá sèu emprego obrigatório ná forma suce­ derão. Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto. ele se atém a contemplar o firmamento azul. ofirmamento azul. (B) Correto. Esta é a resposta da questão. ao concor­ dar com o pronome indefinido tudo. Por suã vez. desejos que não possam rea­ lizar-se. no fragmento ora es­ tudado. Fihálmente. emoções inesquecíveis. a tensão e o temor iniciais. o que justifica o emprego do verbo na terceira pessoa do singular. no qual o sujeito está apontado por As nuvens. o novato se entretia com o espetáculo cujo desenrolar as­ siste na janela. concordam com tal palavra* É exatamente o que está ocorrendo no texto relativo a esta alternativa. deve surgir eiri singular. O texto ficará corretamente flexionado sob a forma julgam os novatos que não deveria assistir aospasàageiros o direito de permanecerem indiferen­ tes ao espetáculo que se vê pela janela. são as peque­ nas providências para o embarque. Temos. ofinnamento azul. Déclo Sena 66 . 06. què resume a informação presta­ da pelos núcleos do sujeito. O texto será retificado com a redação O que logo atemoriza os passageiros de primeiro voo. O verbo atemorizar tem como sujeito. O sujeito da forma verbalfa z é a expressão A expectativa dos no­ vos espetáculos. operações que o deixara ten­ so. (C) Uma vez embarcado e vencido a preocupação. para os homens. (A) Entre a decolagem e a aterrissagem. cuja beleza parece hipnotizá-lo. (C) Incorreto.do verbo auxiliar da referida locução na terceira pessoa do singular. mormente quando sua dificuldade os tornam ainda mais inexeqtiíveis. (D) Incorreto. o sujeito de tirem é esses passageiros>daí o emprego verbal na terceira pessoa do plural. ó sujéitò à t siicederão está sendo indicado pelo pro­ nome relativo que . representante semântico do pronome demonstrativo O. um fato gramatical de certa forma co­ mum: sujeitos compostos e antepostos aos verbos. quando finalizados em palavra resumitiva. (B) Parece não haver.

A frase correta. parece. solicitada pelo substantivo citado. caracterizada pelo emprego de vencido. Alguns admitirão. presenciar é transitiva direta. desejos que não possam realizarse. (A) Correto. Está ocorrendo incorreção em aspecto de concordância nomi­ nal. aos olhos do passageiro dé primeira viagèm. na forma vencida. aponta­ rá: A indiferença dos passageiros que leem jom al ou conversam. presente alternativa. entretinha e assistia. clara quanto à mensa­ gem que pretende veicular. O texto ficará corretamente grafado e claro sob a forma Parece não haver. na medida em que está prestes a decolagem. Houve deslize de concordância verbal no emprego de tornam. a tensão e o temor iniciais. (E) Tão logo o avião arranca na pista. necessidade de se promover a correta correlação entre as formas verbais sugestiva de pretéritos. Há. em face de seu temor primitivo. Apenas um equívoco surgiu nesta redação: a má grafia do subs­ tantivo descaso. Também ocorre erro no emprego da forma verbal pertinente a entreteri verbo derivado de ter e. (B) Incorreto. mownente quando sua dificuldade os torna ainda mais inexequíveis. com grafia no pretérito imper­ feito do indicativo em entretinha. o novato se entretinha com o espetáculo a cujo desenrolar assistia na janela. (D) Incorreto. cujo sujeito indicado por sua dificuldade impõe seu emprego na terceira pessoa do singulan toma. A recomendação gramatical é exatamente esta: adjetivo ou forma participial anteposta a uma seqüência de substantivos deve concordar com o mais próximo. igualmente. ainda. ou seja. O texto corrigido apontará Uma vez embarcado e vencida (ou vencidos) &preocupação. igualmente. parece. qual seja. Analisemos cada um dos itens da questão. lembremos que a regência desse último verbo dtado. o que faria surgir a grafia vencidos. a concordância com o conjunto dos substantivos. Esta correto o emprego da preposição para. ao ser empregado com sentido de ver. por isso. aos olhos do passageiro de primeira viagem. um descazo para a vista aérea. que se mostra.féVU Sf (D) A indiferença dos passageiros que leem jornal ou conversam. Nada há a corrigir quanto a questões gramaticais no texto da . esses passageiros retesam o corpo. para os homens. um descaso para a vista aérea. após a retificação necessária. (C) Incorreto. 67 Português . o que provoca o surgimento da preposição a regendo o pronome relativo cujo.r iu íb ialISUi JU[>cliy| fU fU lliatW J/ri~K. Esta é a resposta da questão. particípio que deve concor­ dar com o substantivo mais proximamente colocado em relação a ele. Finalmente.

em vez de na medida em que..Provas Comentadas da FCC (E) Incorreto. in­ crédulo.. IV. IL III. até perceber que ele é a única testemunha da apresentação: os demais passageiros (mal-educados!) leem jornal ou conversam. à medida que está prestes a decolagem. acompanha com extrema atenção as estudadas instruções da bela comis­ sária. Por exemplo: Ha medida em que nãofo i possível atingir a velocidade ideal na pista. Ocorreu equívoco no emprego da locução na medida em que. estima. esses passagei­ ros retesam o corpo. O texto ficará retificado em Tão logo o avião arranca na pista. Considerando-se o sentido do contexto. (E) le lV . conquanto.. fica clara a necessidade de se empregar à medida que. «ma vez. ignora as si­ glas das placas e monitores do aeroporto. para poder­ mos apreender as relações semânticas que as envolvem contextuaimente: (. o piloto desistiu da decolagem.com ele dentro. (D )I e n i. Relembremos qtíè na medida em que é locução que sugere valor semântico associado à área da causalida­ de ou da explicação. tão logo. atordoa-se com os avisos e as cha­ madas da locutora invisível Já de frente para a escada do avião. em face de seu temorprimitivo. No texto que ora estudamos. ao estar sendo. as formas sublinhadas poderiam ser precedidas por: I. afivelado o cinto com mãos trêmu­ las. Complementa corretamente o enunciado da questão o que está somente em: (A) I e II. Ê imprescindível relembrarmos a passagem do texto nas quais surgem. em seqüência..) Décio Sena 68 . nas expressões localizada a poltro­ na e afivelaâo o cinto. comumente confundida com à medida que. (B) I le lY . Localizada a poltrona. (C) II e III.) O novato pode confundir bilhete com cartão de embarque. as passagens localizada apoltrona e afivelado o cinto. à medida que reporta informação ligada à área da simultaneidade: A medi­ da que o avião ganhava velocidade na pista. Por outro lado. quantas toneladas âe aço deverão flutuar a quilômetros de altura . 07.{. ficava mais próxima a decola­ gem.

U o . na ordem dada. escadas e corredores em que se sente perdido. S ^ I ' i fi importante. ^ e busquemos c o n jv o s que estejam ligados à áreja semântica tradutora de tempo. . Todos essès fatos sucedem-se uns aos outros. aplicando seus olhos na identificação das rampas. buscando tornar o aeroporto fâ~ miliar aos seus olhos.aplicando-os.) As locuções empregadas encontram-se nós [itens II e GL I !• ■ •= ■ : : [ ' Í OS. acompanha com extrema atenção as estudadas instmções da bela comissária. ■ . (D) o percorre.. a constatação doj imenso tamanho da aerònavje que o transpoíjtará.! o atordoamento com os avisos e chamadas propâlados pelos alto-falantes. j Evitam-se as viciosas repetições do textoj acima substituindo-se òs ele­ mentos sublinhados. Assim.j (E) percorre-o-tomá-lo-aplicando-os. o desconhecimento das siglas existentes nas placas e nos mcinitores do aeroporto.tomár-lhe .os aplicando.tornar-lhe .aplicando-lhes. atordoa-se com os avisos e as cha­ madas da locütom invisível: fá de frente f>ara a escada do avião> estima. pinçamos dentre os que nos foraip fornecidos pela enunciação da questão. . em escala teniporal sucessiva. da mais antiga para a mais recente: a confusão em não . ignoraas si­ glas das placas\e monitores do aeroporto.d!stínguir bilhete com cartão de embarque. j (C) percorre-o. Ao utilizar pela primeira vez um aeroporto.torná-lo. o novato percorre o aero­ porto como se estivesse num labirinto. Observemos como o teito ficaria coeso e coerente com a aplicação dos dois articuíadores escolhidcjs: | j l [ (.. quantas toneladas de aço deverão flutuar a quilômetros de alturaicom ele dentro. por:j j (A) percorre-lhe .Prova 3 . Percebemos a menção a ações que'se desencadeiam cronologicamente. a localização da poltiroiia e o afivelamento do cinto de segurança.) O novato pode confundir bilhete com cartão de embarque. até perceber que ele ê q única testemunha da apresen­ tação: os demaíspassdgeiros (mal-educados!) lèem jornal ou conversam.Analista Superior lll/infraero/FCC/2009 f l ' Observa-se que1 os particípios localizada e afivélado surgem em passagem quie narra as dificuldades por que passa um novato em viagens aéreas. tão logo afivélado o cinto cotp mãos trêmtdãè.{.. . j i i ! I | 1 69 í j | { Português • í j . incrédulo. que sugerem exatamente tempo. (B) o percorré-o tomar-aplicando-lhes.. utha vez e tão logo.l Uma vez localizada apoltiotla.

o pronome será alterado graficamente em -lo. Agora temos o verbo aplicar. Teremos. a ênclise obrigatória na forma tornando-os. Agora. o verbo principal tornar tem emprego tran­ sitivo direto. cujo núdeo olhos é sugestivo de flexão de gêne­ ro masculino e de número plural. o que se mostra com a presença do objeto direto o aero­ porto. Pela mesmã razão já citada no comentário do item I. Considerado o fragmento em que surge. então. obrigatória. No tocante à sintaxe de colocação. seu objeto direto. escadas e corredores em que se sente perdido. Ao ligarmos encliticamente o pronome referido à forma verbal tornan finalizada em verbo. do qúe resultaria percorre-o. procederemos ao descarte da sua consoante final. Observemos o texto fornecido. o que fará surgir a for­ ma torná. A aplicação do pronome oblíquo átono o é. a única possibilidade de pronominalização des­ sa passagem em torná-lo. O verbo percorrer tem regência transitiva direta. Seu objeto . No texto original. cujo núcleo novato é um substantivo. Por sua vez. de regência ainda transitiva direta e empre­ gado em forma de gerúndio: tornando. então. apli­ cando-os (3) na identificação das rampas. 2. Envolve conhecimentos de re­ gência e colocação pronominál. não há possibilidade de em­ prego proclítico para o pronome mencionado. as justificativas para as escolhas efetuadas: 1. lembremo-nos de que substantivos em pa­ pel de sujeito e imediatamente antecedentes aos verbos facultam a próclise. sendo a ênclise a opção única. O sujeito de percorrer está indicado por o novato. Na locução buscando tornar.direto está indicado pela expressão seus olhos. Vejamos. entretanto. o que resultaria em o percorre? ou em ênclise à forma verbal. agora. Isso implica a dupla possibilidade de emprego do prono­ me citado. o que nos impõe. indicativo de gênero masculino e número sin­ gular. Décio Sena 70 . com obrigatório emprego de acento agudo na vogal tônica a de uma palavra oxítona. 3. com núcleo no substantivo aeroporto. nada justi­ ficaria uma próclise. então. com os fragmentos que devem sofrer pronominalização já apontados: Ao utilizar pela primeira vez um aeroporto. então.Esta questão tem modelo muito recorrente nas provas elaboradas pela ban­ ca examinadorádá Fundação Carlos CKàgás. buscando torná-lo (2) fam iliar aos seus olhos. o novato percorre-o (1) como se estivesse num labirinto. é imperiosa a presença do pronome oblíquo átono o. surge complementado pelo sintagma o aeroporto. os. O pronome a ser empregado é. quanto à colocação: em pródise ao verbo..

ou que ignorasse as siglas que desfilem nos monitores. Está adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais na se­ guinte frase: (A) Seria mesmo possível que alguém tome o bilhete como cartão de em­ barque. em que as correlações verbais mostram-se perfeitamente realizadas. teremos É possível que um novato venha a con­ fundir o bilhete com o cartão de embarque. Ê necessário alterarmos o emprego do verbo ignorar para o presente do subjuntivo. (E) Não deveria estranhar que um novato confundira o bilhete com o cartão de embarque. Esta é a resposta da questão. além de empregar-se o verbo des71 Português .: Retificado o texto. Vejamos todos os itens da presente questão. ou não. ou demonstre ignorar as siglas que desfilam nos monitores. (E) Incorreto. (D) Não estranha que um novato confunda o bilhete com o cartão de em­ barque. Temos de retificar o emprego indevido do gerúndio no final do texto. Transcrevemos o texto com as devidas retificações: Seria mesmo possível que alguém tomasse o bilhete como cartão de embarque. ou se embaralhando com as mensagens dos monitores? (C) É possível que um novato venha a confundir o bilhete com o cartão de embarque. ou que ignora as siglas que desfilam nos monitores. ou não reconhecesse as mensagens dos monitores? (B) A quantos não terá ocorrido confundir o bilhete com o cartão de embarque. ou se embaralhado com as mensagens dos monitores'? (C) Incorreto.Prova 3 —Anaiista Superior íll/lnfraero/FCC/2009 A alternativa que nos apresenta a combinação adequada para as possibilida­ des acima colocadas está em E. ou que ignore as siglas que desfilem nos monitores. Não há o que se retificar no texto da presente alternativa. em busca do que contém texto com correta correlação entre tempos e modos verbais: (A) Incorreto. É necessário alterar-se os verbos confundir e ignorar para o pretérito imperfeito do subjuntivo. (D) Correto. o que apontari: A quantos não terá ocorrido confundir o bilhe­ te com o cartão de embarque. de modo que se estabeleça seu correto paralelo com ò também presente do subjuntivo encontrado em venha a confun­ dir. reconhecesse as mensagens dos monitores? (B) Incorreto.

O verbo atestar tem regência transitiva direta. o que torna incorreto o emprego da preposição de regendo a oração que funciona como seu objeto direto. o que significa dizer que está sempre anteceden­ do um substantivo. já que o mesmo se relacionaria com o substantivo sentido. Embora a escolha pelo pronome relativo cw /o seja legítimo nesse caso. (C) Áo se valer da expressão Tudo consumado. e não que esteja ao seu lado. uma vez que a DécSo Sena 72 . 10. na aterrissagem. uma obsessiva necessidade de sonhar alto. No presente texto. ou que ignorasse as siglas que desfilavam nos monitores. (C) Incorreto. em que (ou no qual) avulta a gigantesca estrutura de aço. Trata-se de questão de regência. temos de empregar um prono­ me substantivo relativo. vale dizer. o passageiro de­ monstra sua preocupação e incredulidade.Provas Comentadas da FCC filar em pretérito imperfeito do indicativo. Vejamos todas as alternativas da questão: (A) Incorreto. questão freqüente nas provas da Fundação Carlos Chagas. É. na sintaxe dos pronomes relativos. Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase: (A) A expressão menino diante d a merenda atesta de que há ura prazer algo ingênuo e infantü no passageiro de primeiro voo. em cujo grave sentido se manifesta na Bíblia. também. (E) O homem é um bicho de quem a natureza imprimiu. o autor reveste de solenidade o fmal do voo. O pronome relativo cujo (e suas fíexões) é o único prono­ me adjetivo relativo. Temos as seguintes pos­ sibilidades para a correta redação do texto: Diante do avião. um pronome que funcione como um substantivo. o pas­ sageiro demonstra sua preocupação e incredulidade. a presença da preposição em tomou o texto inaceitável. (B) Incorreto. em ctrio avulta a gigantesca estrutura de aço. A frase retificada restará A expressão menino diante da merenda atesta que há um prazer algo ingênuo e infantil no passageiro de primeiro voo. com desdobramentos quanto ao correto emprego de pronomes relativos. ou seja. assumiu a mesma posição defensiva a ® ê recorrera na decolagem. o que faria resultar o texto corretamente redigido: Não deveria estranhar que um novato confun­ disse o bilhete com o cartão de embarque. (D) O passageiro novato. (B) Diante do avião.

o ãator reveste de solenidade o final do vool (D) Correto.br) Portugòês 73 . E acrescentou: “jO trabalho do BNDES ivai ajudá-la a se preparar ainda mais para avançar io nos mercados'nacional e internacional’: | | O presidente do BNDES também se pronunciou: “O que nós queremps é fortalecer a capacidade de investimento éde desenvolvimento do sistema aeroportuáriíi brasileiro. cuja gestão essaprpvidênda perniitirá aperfeiçoar.gov.Prova 3 . como se mostra por meio da leitura do texto já retificado. Como saBemos. aos licitantes vencedores. viabilizando sua entrada d o mercado de capitais. | Reorganização da INERAERO | O presidente da INFRAERO assegurou que não haverá privatização da estatal.de sonhar alto. já foi aprovado no conselho de ad­ ministração da INFRAERO”. sujeitos nãO: podem surgir regidos por prepo­ sições. | (Adaptado de mátérla divulgada em março/2009 no site wvw. I 15 A contratkção dá consultoria está prevista em um termo de coopera­ ção técnica firmado entre o Ministério dia Defesa e o BNDES. O homem é um bicho a quem a riaturfza imprínpu uma\obsessiva necessidade. O tjexto corretamente redigido se apresentará deste modo! Ao ke valer da expressão Tado consumado}icujo grave sentido se manifesta na Bíblia. (E) Incorreto. Esta é a resposta da questão. o pràzp de nove meses para a conclu­ são dos estudos.entrevista sobre a contratação de empresa para estudar a reestruturação da INFRAERO. Atenção: Para responder às questões de números 11 a 15. Em O passageiro novato. explicou o presidente. Será con­ cedido. assumiu a mesma po­ sição defeàsiva a que recorrera na dècòlagem justifica-se a presença da preposição a.” Segundo ele. O comunicado foi feito durante. em função da regência transitiva Indireta da forma verbal recorrera. Caberá ao [BNDES coordenar os trabalhas s dos consultores contratados e submetê-los a apreciação dos conselheirosj “Tudo o que pode ser feito para raeíhorar a empresa.Analista Superior üJ/ínfraero/FCC/2oj)9 l [ expressão jcüjo gràve sentido funciona cbnio sujeito da forma verbãi ma­ nifesta. na atènissagem.] Optou-se por preposição indevida com o intuito de se reger o objeto indireto :da forma verbal impr^imiti. considere o texto abais o.infraero. regèndo o pronome relativo que. isso só poderá ser feito de maneka articulada com a principal empresa de infraestrutura portuária.

A razão primordial para a existência do texto ora estudado está na informa­ ção de que a INFRAERO terá sua gestão aprimorada por. (C) no desmentido de insistentes rumores acerca da possível privatiza­ ção daquela estatal. III. elementos que lhe chegarão vindos de empresa especializada em reestruturação. Sendo a principal empresa brasileira do setor. (D) I e II. ' (B) II. (E) no informe acerca da contratação de consultoria especializada em reestruturação e gestão empresarial. (B) na divulgação de medidas jurídicas que possibilitarão a entrada da empresa no mercado de capitais. (D) no detalhamento das condições de uma licitação para contratar os serviços de empresa de consultoria. (E) II e III. U. 12. Todas as demais informações dizem respeito apenas a circunstâncias que advirão com o salto qualitativo em seu gerenciamento. (C) III. Em reláçãó áò téxto. A resposta está na alternativa E. L Caberá ao BNDES submeter aos consultores contratados o processo de aperfeiçoamento de gestão promovido pela INFRAERO. Décio Sena 74 . a INFRAERO con­ tará com o apoio do BNDES para o fortalecimento do sistema aeroportuário. com respeito a sua possibilidade de serem apreendidos da leitura do texto. fundamental­ mente. Atente para as seguintes afirmações. As medidas necessárias para o ingresso da INFRAERO no mercado de capitais foram respaldadas pelo conselho de administração. (A) no anúncio de que © BNDES oferecerá seus serviços de consultoria para o aperfeiçoamento de gestão da estatal. ' Analisemos cada uma das alternativas numeradas d él aHI.provas i_omentaaas ua r>-'_ 11. A entrevista concedida pelo piesidente da Infraero centra-se.está correto òqúé se afirma SOMENTE em: (a ) i.

e tarefa de que se ocupará uma consultoria especializada. da INFRAERO no mercado de capi­ tais. . Incorreto. (C) I . Ê de se comentar.I I e III. . para promover a reestruturação da empresa bem como a me­ lhoria de sua gestão. II. Está plenamente adequada a pontuação do que está enunciado em: (A) II e III. Atente para as seguintes frases: I. Córrétò. somente.A reestruturação da empresa. Analisemos a pontuação encontrada em cada um dos textos da presente questão: I. Correto. (í>) I e II. será preciso contar com o auxílio de uma consultaria especiali­ zada. assim como o aperfeiçoamento de sua gestão. viabilizando sua entrada no mercado de capitais. a ser contratada proximamente. é o ingresso.r iu v c io -rtticuiaut . (E) I è Ilfc sòméhte.iUU9 I. por meio de licitação pública já pre­ vista em um termo de cooperação técnica. III. ao qual se liga por preposição. Estão corretas as afirmativas contidas nos itens II e III. somente. Aproveitando a oportunidade da entrevista concedida. A missão do BNDES será a de coordenar os trabalhos dos consúliofès còiiirátaãos e submetê-los à apreciação dos conselheiros. Incorreto. Se o que se deseja. em que se pronunciou acerca da contratação de consultoria especializada. (B) II. já fo i aprovado no conselho de administração da INFRAERO”./’. por oportuno.jupeitur ui/rm raero/r-ct«. o presidente da INFRAERO asseverou. Transcrevemos passagem do texto que referenda a afirmativa presente neste item: uTudo o que pode ser feito para melhorar a empre­ sa. por sepa­ rar o adjunto adnominal da INFRAERO do substantivo citado. que não se cogita de privatizar a INFRAERO. Reproduzimos o parágrafo em que se pode atestar a valida­ de da informação veiculada neste item: O presidente do BNDES tam­ bém se pronunciou: "O que nós queremos é fortalecer a capacidade de investimento e âe desenvolvimento do sistema aeroportuário brasileiro Segundo ele. para dirimir dúvidas. o emprego da vírgula 75 Português . II. isso só poderá serfeito de maneira articulada com a princi­ pal empresa de infraestrutura portuária. somente. Está incorreto o emprego após o substantivo ingi^esso. III.

II. Fazem menção. em geral (grifo nos­ so). também. sinalizando término de oração subordinada adverbial antecipada. como a presente. Estão corretas as afirmativas existentes em II e III.que se deseja. caberá ao BNDES viabilizar o ingres­ so da INFRAERO no mercado de capitais e aprimorar nosso sistema aeroportuário. Não nos parece ser o presente caso.em que se pronundou acerca da contratação de consul­ toria especializada . nos quais a vírgula promoveria uma pausa necessária à enunciação. pressu­ põem alguns . pelo que op­ tamos pela preferência da supressão da vírgula citada. Décio Sena 76 .Provas Comentadas da FCC posta após a forma verbal deseja. É predso corrigir. era trabalhos de grande prestígio acadêmico. promoveu-se o isolamento . A pri­ meira delas . (C) Em sua tarefa de coordenação. dentro dela. III. que encerra uma oração subordinada ad­ jetiva restritiva . Observamos o correto emprego de dois pares de vírgulas que promovem a sinalização de existência de orações intercaladas. como os tex­ tos de nossas gramáticas fezem menção ao emprego. Correto. Na seqüência isolou-se devidamente uma oração subordinada ad­ jetiva explicativa. ponderam ser viável o emprego de vírgula ao término de oração subordinada adjetiva restritiva. As vírgulas que promovem o isolamento da expressão de na­ tureza aditiva assim como o aperfeiçoamento de sua gestão estão perfei­ tas.facultativo . Correto. quan­ do ocorre esse iato. que se inida com para . reduzida de infinitivo e. à existência de orações subordinadas longas contidas em períodos também longos. Alguns eminentes mestres. Essa é uma situação que vem sendo mal compreendida. a redação da seguinte frase: (A) Prevê-se o auxilio de ama empresa de consultoria num termo de co­ operação técnica. Está correto.de um adjunto adverbial. Está correto o em­ prego da vírgula após o vocábulo capitais. de vírgula isolando as orações subordinadas adverbiais que surgiram em ordem inversa em relação à prindpal. esclarecer também que a mesma será reestruturada. antecedendo-as.é subordinada adjetiva explicativa. após as suas prindpais. em nível estrutural. firmado entre o BNDES e o Ministério da Defesa. vale dizer.de forma equivocada . 14. em que as subordinadas adverbiais surgem em ordem direta. a utilização da vírgula no inído de oração subordinada adverbial final.que seu emprego é proibido nas circunstândas. ou seja. (B) Coube à direção dalNFRAJERO. A segunda para dirimir dúvidas uma subordinada adverbial final. em vista dos rumores sobre a privati­ zação da empresa.

na Infraerb. fàça clara menção a empresa qu a direção da INFRAERO. anjaforicamente. esclarecer também que aquela será reestruturada. em vista dos rumores spbre aprivatização da empresa. na condi­ ção de órgão coordenador. tex­ to contido na ppção (B) da presente questão. reformulações de ordem técnica. em vista dos rumores sobre a p k vatização da empresai esclarecer também qfte esta será reestruturada. empregaríamos o demonstra­ tivo esta: Coube à direção da INFRAERÔ.______ (dispòrse) de acordo com um termo de cooperação técnica já firmado. torna-se necessá­ rio substituir i vocábulo citadò por um prbnome demonstrativo que. | (B ) _____ (impor-se). que possibilita duplo entendimento: : j j 1. a restruturáção atingirá a própria direçaò da empresa INFRAERO. provocado pelo eráprego do vocábulo mesrria. e administrativa.Prova 3 . para o ingresso da empresa n o mercado dè capi­ tais. * 77 Pòrtugiiês . j Para expressar-se a primeira das mensagens. j | (D) _______(caber) aos licitantes vencedores valer-se dos nove meses que têm de prazo para concluir os estudos. foram desmentidos boatos sobre a privatiza­ ção da INFRAERO e anunciou-se o trâmite de contratação de em­ presa de consultoria. | l } * Caso haja intenção deise apontar a segundajdas mensagens. j (E) A orientação é a de que se______ (submeter) ao BNDES. a reestruturação será implementada na impresa.Ánaíísta Superior m/lnfraero/FCÇ/2009 (0) A par de desmentir kiimores sobre aprivatização da INFRAERO. 1 (C ) _____ (Convergir) para o ingresso da INFRAERO no mercado jde capitais as recentes providências para a contratação de um serviço ide consultoria. 2. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher de modo corretcj a lacuna da frase: (A) Quanto às normas de contratação da consultoria. os trabalhos dos consultores contratados. j l *| De modo a quje se evite a dubiedade semântica apontada. j i j i Em Coube à âjreção âa INFRAERO. observa-se problema quanto à clareza da mensagem. vale dizer. esclarecer também que a mesma será reestruturada. empregaremos o demonstrativojag«e/a: Coube à direção da INFRAERO. em\vtstá dos rumores sobre a privati­ zação da empresa. seu presidente anunciou a contratação defuma empresa de consultoria] (E) Durante à entrevista. Nos demais itins nãoise notem problemas jrausados por má estruturação! | í • | 15.

os trabalhos dos consultores contratados. (A) Quanto às normas de contratação da consultoria. na condição de órgão coordenador. cujo núcleo está indicado por providências. dispuseram-se de acordo com um termo de cooperação técnica já firmado. com núcleo no substantivo normas.Emprego de verbo em plural. ~ Emprego de verbo em plural. Esta é a resposta da questão. no plural (C) Convergiram para o ingresso da INFRAERO no mercado de capitais as recentes providências para a contratação de um serviço de consultoiia. com núcleo em reformula­ ções. consideran­ do-se que seu sujeito está indicado pela oração valer-se dos nove meses. e5consequentemente. re­ formulações âe ordem técnica e administrativa. cujo sujeito está indicado por os trabalhos dos consultores contratados.Emprego de verbo em singular.o ingresso da empresa no mercado de capitais. verbos cujos sujeitos são oracíonais obrigam-se a per­ manecer no singular. Como sabemos. de modo a que se providencia sua cor­ reta concordância com o sujeito as recentes providências para a con­ tratação de um serviço de consultoria. .f"fOVtü HCi ítauai ua i '-v- Yamos transcrever todos os textos existentes nas alternativas de (A) a (E). ~ Emprego no plural. com núcleo no substantivo trabalhos. levando-se em consideração que o sujeito do verbo dispor está implícito e indicado pela expréssão antecedente normas de contratação da consultoria. Gabarito oficial definitivo 01) C 02) B 03) C 04) A 05) B 06) A 07) C 08) E 09) D 10) D 11) E 12) £ 13) A 14) B 15) D Décio Sena 78 . (E) A orientação é a d e que se submetam ao BNDES. numa oração de voz passiva pronominal. (D) Cabe aos licitantes vencedores valer-se dos nove meses que têm âe prazo para concluir os estudos. já com as lacunas preenchidas/em busca daquele no qual a forma verbal indi­ cada surgirá no singular. -vEmprego de verbo em oração de voz passiva pronominal em concordância com o sujeito refor­ mulações de ordem técnica e administrativa. para. (B) Impuseram-se. .

W A vida é um fardo” . pois nada foge ao seu destino histórico. único.isto. pode-se repetir sempre. Poesia completa. jo Pois não é mesmo tão bom falar e pensar sem esforço? O lugar-comum é a base da sociedade. é sempre infalível. devia ser a delícia e a tábua de salvação das conversas. dorminhocos. por exemplo. • Texto I Não despertemos o leitor Os leitores são. como há vinte séculos já se queixava Plutarco. por natureza. Já não é a primeira vez. 2005. que um figurão qualquer de­ clara em entrevista: 15 “O Brasil não fugirá ao seu destino histórico!” O êxito da tirada. Autor que os queira conservar não deve ministrar-lhes o mínimo susto. como aliás os outros seis sábios da Grécia. considere os textos I e l í apresentados a seguir. a sua política. Apenas as eternas frases feitas. Plutarco. p. pois todos os sete. para o grego comum da época. a sua filosofia. Essa espécie de “preguiça lin79 . Ninguém é levado a sério com ideias originais. eram uns verdadeiros chatos. E s acrescentar impunemente: “disse Bias” Bias não faz mal a ninguém. embora o leitor semidesperto possa desconfiar que isso não quer dizer coisa alguma. a julgar pelo destaque que lhe dá a imprensa. Gostam de ler dormindo. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.Prova 4 Trabalho 'da 15a Regiio/FCC/2009 Àtencãó: Para responder às questões de números 1 a 10. por exemplo. Mas. a segurança das instituições. seja um Império que desaba ou uma barata esmagada. (Mario Quintana. v. 275-276) Texto II Clichês são expressões tão utilizadas e repetidas que se desgastaram e se afastaram de seu significado original. Isto para ele. .

a so­ ciedade degeneraria num estranho caos”. Entre os chavões mais comuns estão as locuções e combinações invariáveis de palavras (sempre as mesmas. o testo certamente flui com facilidade . O desconforto em relação ao uso de clichês está na denotação de fal­ ta de originalidade. mas é repetida à exaustão e se transforma em um cacoete. que pode es­ tar sonolento ao ler uma obra. A tensão entre a necessidade de ser entendido e a vontade de fazê-lo com expedientes criativos e originais pode levar. p. A escassez de significado que marca o clichê repre­ senta o empobrecimento da linguagem e. ao contrário. Ao usar clichês como muletas do discurso. e a um autor que. Décio Sena 80 . Segundo o psicanalista e sociólogo alemão Alfred Lorenzer. Ambos os textos: (A) se aproximam quando se referem a um eventual leitor. inibe a reflexão e multiplica a passividade entre interlocutor e receptor. um ülme ou uma conversa apenas são entendidos como tal se os interlocutores tiverem referências em comum. passando. Ele está inserido num contexto que a gíria nunca alcança e o provérbio sempre ultrapassa . “men­ tira deslavada" e “chuva torrencial”.a linguagem. porém.Provas Comentadas da FCC s io 15 25 30 guística” que poupa esforços. 48-51) 01. na mesma ordem). os clichês presentes em um texto. por conseqüência. (. permeia todos os níveis da linguagem. O clichê nasce como uma ideia criativa. se torna incompreensível. Em outra visão. obviamente. língua portuguesa.) Sem dichês. por ser original. o indiví­ duo se afasta da interação social por conta do uso de palavras-chave.. da conversa de elevador aos discursos políticos. Sao Paulo: Escala Educacional. ZijdeNeld defende que “A vida social cotidiana é uma realidade impregnada por convenções e este fato prosaico constitui a própria base da ordem social. já nasce cristalizado. à adoção de uma linguagem privada e ininteligível. como “frio e calculista”. n° 17. num extremo. a incapaci­ dade de interpretar e criticar o mundo sensível dos fatos.a gíria pressupõe vitali­ dade e o provérbio. For outro lado. o sociólogo Anton C. empobrece. pela mídia. exigindo um mínimo de produção e de interpreta­ ção. (Adaptado de Tatiana Napoli.. que ele emprega sem pensar no que significam e que recebe e repassa como moeda de mercado. seja formal ou informal. Esse tipo de clichê está presente na linguagem falada e escrita.

Prova 4 ~ Ànaiista Judiciário/Tribunal Regionalído Trabalho da 15a Regíão/FCG/2009

(B) estabelecei» uma situação paralela de compreensão mútua entre au­ tor e leitor, no texto I, e entre interlocutor e receptor, no texto H; ! (C) são concordes quanto ao fato de que ojlugar-comum dispensa maior elaboração, quer da parte de quem o repete, quer da parte de quem p lê ou ouve; j |
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(D) realçam a (importância da opinião dei certas pessoas, tal como a dl) “âgurão” no texto I, ou a dos especialistas que foram citados, njo texto II; i : j j ! * j (E) apontam ò sucesso incontestável das frases pronunciadas por pesso­ as de presàgio, seja nos tempos antigòs, seja na atualidade. |
Vejamos cada uma das alternativas da questão, com vistas a localizarmos aquela em quej se fez assertiva correta, tendo em vista a leitura dos textos lidos: j. : | | ! ; i | (A) Incorreto, !a aproximação sugédda nãojexiste, até porque a eventual di­ ficuldade de compreensão provocadaipélo emprego estilístico de clichês resulta nãi de o áutor ser original, e sim por estár, em dada situaçãj}, tentando se-io. ' j' \ (B) Incorreto, jNão há, segundo as ideiasapreensíveis.nos dois textos» uma situação de compreensão, mas tão somènte alheamento do leitor ‘ quan­ to âs mensagens Veiculadas, no textO:I,se incapacidade de compreensão do leitor, rjo segundo texto. ' ; j : | (C) Correto. Entendèmos que o.emprego do clichê é recurso que, pôr recorrer a situações lingüísticas já esgotadas pela abusiva repeti­ ção, abre mão de; maior capacidade' elaborativa. Esta é a resposta da questão, j [ I I i •| •: i (D) Incorreto. j A menção ao figurão, feita por Mário Quintana, sustenta] a tese de que, por falar obviedade, ninguém está prestando atenção áo que diz, ojque contradiz frontalmente jo que se lê: em realçam a impor­ tância da opinião, de certas pessoas , tal\como a do “ figurão”. j (E) Incorretol Não M sucesso algum proveniente do expediente de jse lançar mio de frases em que figuram lugares comuns. Na verda­ de, as mehsagens por ela expressas, por serem óbvias, ganham appnas a adesão dos ouvintes e/ou leitores que não estão propensos, à reflexão.

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02. Fica claro, no texto II, que os cíichês: (A) podem ser aiormula ideal pára garantir o sucesso literário de um es­ critor, pois é necessário que ele seja facilmente entendido pelos leitores; (B) resultam em desconforto para quem fala e também para quem ouve, porque algumas vezes impossibilitam uma perfeita comunicação en­ tre ambos; (C) são convenções que, por serem originais desde o início, se estabele­ cem na linguagem, embora nem sempre se estabeleça a comunicação entre os interlocutores; (D) se estruturam na linguagem cotidiana pela facilidade de entendi' mento, mas geram desconforto nos escritores, necessariamente ori­ ginais e criativos; (E) se criam e se mantêm dentro de um universo de referências comuns aos interlocutores, no momento do ato comunicativo, Fixemo-nos na leitura do fragmento textual transcrito, : .para nos decidirmos pela resposta para a presente questão: O desconforto em relação ao uso de clichês está na denotação de falta de originalidàâe, exigindo um mínimo de produção e de interpretação. Por outra lado. os clichês presentes em um texto. um filme ou urna conversa apenas são entendidos como tal se os interlocutores tiverem referências em comum. Â tensão entre a necessidade de ser entendido e a vontade âe fazê-lo com expe­ dientes criativos e originais pode levar, hum extremo; à adoção de uma lin­ guagem privada e ininteligível Lido o texto transcrito, com especial reflexão no fragmento sublinhado, não teremos dificuldade em apontar a alternativa E comò resposta para a pre­ sente questão. As demais alternativas não se aproximam do que se pretende. 03. De acordo com o texto II, clichê, gíria e provérbio: (A) podem, eventualmente, confundir-se, como fórmulas prontas de fá­ cil compreensão de leitura; (B) se diferenciam por sua própria história, em sua origem e na forma­ ção de seu sentido particular; (C) constituem marcas de originalidade em um discurso até mesmo por vezes pouco compreensível; (D) cristalizam pensamentos que se fixaram e se desgastaram pelo uso convencional ao longo do tempo;
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(B) resultam de transformações no idioma em conseqüência do emprego reiterado em textos formais ou informais. Um pormenor interessante certamente pouparia tempo ao candidato e lhe mostraria mais rapidamente a resposta procurada: da leitura do texto II, podemos perceber, com clareza, que o clichê, gíria e provérbio são coisas distintas, as quais, por sua vez, cumprem distintas funcionalidades no tex­ to. Não há, então, como igualá-los. Isto é apreensível da leitura dos dois pri­ meiros períodos do segundo parágrafo do texto citado, que transcrevemos: O clichê nasce como uma ideia criativa, mas é repetida à exaustão e se trans­ form a em um cacoete. Ele está inserido num contexto que a gíria nunca al­ cança e o provérbio sempre ultrapassa ~ agiria pressupõe vitalidade e o pro­ vérbio>ao contrário, já nasce cristalizado. Sendo assim, devemos rejeitar alternativas em que nâo se faça menção às diferenças que existem entre os três elementos lingüísticos. A única menção que enfatiza as distinções que há entre clichê, gíria e pro­ vérbio surge na alternativa (E), que é a resposta da questão. 04. Identifica-se noção de causa (1) e conseqüência (2), respectivamente, entre os segmentos do texto II: (Á) 1. são expressões tão utilizadas e repetidas; 2. que se desgastaram e se afastaram de seu significado original. (B) l. inibe a reflexão; 2, e multiplica a passividade entre interlocutor e receptor. (C) 1. O clichê nasce como uma ideia criativa; 2. más ê repetida à exaustão è se transforma em um cacoete. (0) 1. Ele èsiá inserido num contexto; 2. que a giria nunca alcança e o provérbio sempre ultrapassa. (E) I. O desconforto em relação ao uso de clichês está na denotação de fa lta de originalidade; 2. exigindo um mínimo de produção e de interpretação. Questão simples. •Ofragmento textual de onde foram colhidas as orações contidas na alternativa (À), já com suas orações constitutivas apontadas é [Clichês são expres­ sões tão utilizadas e repetidas] [que se desgastaram] [e se afastaram de seu significado original].

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Provas Comentadas da FCC

Classificando suas orações, encontraremos: 1. Clichês são expressões tão utilizadas e repetidas - Oração Principal das de número 2 e 3. 2. que se desgastaram ~ Oração subordinada adverbial consecutiva, com relação à de número 1..... 3. e se afastaram de seu.significado original - oração coordenada sindética aditiva, relativamente à de número 2 e oração subordinada adverbial consecutiva, em seu relacionamento com a de número 1. Podemos, então, observar que feto que se enunda na oração 1 é a causa provocadora dos que se colocam nas orações 2 e 3. Aí está, assim, a relação de causa e conseqüência procurada. 05. 0 4 ”parágrafo do texto II justifica a afirmativa de que: (A) as frases feitas nem sempre traduzem fielmente as imagens criadas por um escritorj (B) o lugar-coraum pode, em determinados contextos, assegurar a inte­ ração social; (C) os chavões, devido à combinação invariável de palavras, logram êxi­ to na linguagem; (D) o clichê é uma expressão desgastada, que denota dificuldade de pen­ samento críticoj (E) a incapacidade de interpretar os fetos cotidianos degenera em desor­ dem social. Vejamos cada uma das alternativas da questão, com vistas a apontarmos aquela em que se faz assertiva fundamentada na leitura do parágrafo citado. (A) Incorreto. O uso da expressão nem sempre permite o pressuposto de que as frases feitas, eventualmente, poderão traduzir com fidelidade as imagens elaboradas por um escritor, entendimento que ultrapassa o conteúdo do parágrafo lido. (B) Incorreto. Não há qualquer possibilidade de se admitir essa afirmativa como correta, considerando-se seu total desligamento das ideias textuais. (C) Incorreto. A ideia de que os chavões possam lograr êxito na linguagem é inteiramente descabida por uma interpretação correta do fragmento textual lido. (D) Correto. O fato de o clichê ser empregado sem que o seu emissor sequer pense no que significa atesta o desgaste de que se reveste. Por outro lado,
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Prova 4 - Analista Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 15a Regfão/FCC/2003

o segundo período do parágrafo1 em análise faz clara menção à possibili­ dade de provocar a incapacidade de critichr o mundo sensível dosfatos (E) Incorreto. Á menção à possibilidade de j a incapacidade de interpretas os fetos cotidianos propiciar a desordem social está além do que o tex-j to permite entender. : L j i | í 06. O sentido do último parágrafo do texto l í aproxima-se, no texto I, dal afirmativa: (A) Os leitores são>por natureza, âorminhòcos; (B) Apenas as ètemasfrases feitas; (C) Bias nãofaz mal a ninguém, comoaliás os outros seis sábios da Grééia...i (D) Mas, para à grego icomum da época, devia ser a delícia e a tábua de salvação dasconversas; I I (E) O Uigar-conium é á base da sociedade, á sua política, a suafilosofia, a segurança das instituições. j i j No último parágrafo do texto H, o autor aprisenta-nos uma observação le-j vada a efeito pelb sociólogo Anton G ZijdéNdd segundo o qual as socieda-j des poderiam cjuninhár para o caos, se não houvesse os clichês, dando a entender que os|mesmòs funcionam comoípWo de equilíbrio nas relações entra aqueles que compõem uni corpo sociaL A mesma observação é; encontrada no texto jl, de Mário Quintana, najpas sagem que transcrevemos, e que se encontra jna alternativa (E); O lugar~comum\é a base da sociedade, a sua política, a suafilosofia, a segu rança das instituições. Èinguém é levado a sério com ideias originais. ; 07, O pensamento dos especialistas citados no|s dois últimos parágrafos dc texto II está sintetizado, respectivamente, nas expressões: (A) falta de originalidade - pobreza de reèursos que permitam intensá vida sodal;j ! j (B) Incapacidade critica - fixação de sentidos que favorece o convívio social; r (C) capacidade de síntese - ausência de originalidade nas relações cotidianas; | í I (D) ausência de valores - manutenção de um contexto comum de referências; | ' :I (E) exemplo de banalidade - maneira dej garantir a compreensão da realidade
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Percebemos que, no penúltimo parágrafo, a questão do uso de clichês está sendo discutida com o objetivo preponderante de apontar a impossibilida­ de de se estabelecer uma visão crítica da sociedade, se seus integrantes veem-se empobrecidos pela linguagem que advém do emprego dos chavões. No último parágrafo, fica patente que, sendo as sociedades regidas por con­ venções, o emprego dos clichês favorece a manutenção dessa ausência de originalidade, o que termina por propiciar melhor contato social. 08. - a linguagem, porém, empobrece. (Ioparágrafo - texto 11) O segmento Isolado pelo travessão indica, no contexto, (A) repetição insistente da afirmativa ihiriál dò texto. (B) explicação redundante dá expressão muletas âo discurso, (C) comentário desnecessário, cajo sentido está implícito no parágrafo. (D) afirmativa que restringe o que fõi dito anteriormente no período. (E) ressalva a todo o desenvolvimento do parágrafo.: , Observemos todas as afirmativas presentes nos itens de (A) a(£):=: . (À) Incorreto. O fato de a linguagem ,sofre processo de empobrecimento, como está claramente dito no fragmento isolado pelo .travessão, não surgira de modo explícito em passagem alguma do parágrafo, muito menosem sua afirmativa i n i c i a l . . ...... ,■.(B) Incorreto. O fragmento a linguagem, porém, empobrece não nõsexplica o que são muletas âo discursói X iú:verdade artifícios coíri que òs usuários de uma língua, pór repetirem éxpréssòès cristáiizàdas, fogem a qualquer possibilidade de construírem linguagem criativa. ■ (C) Incorreto. Lòngédé sér desnecessário, ó fragmento quesurge após o traves­ são tambémnao teve seusentidópostoem liível irriplícito no ixanscurso do parágrafo, cÓriiò já afirmámos no comentário dá ^teriiàtiva (Á)... (D) Correto. A. .expressão a Zí/ígaflgem ^^porert^ enípoòrece funciona, no tex. ;. to, como um contrapeso ;pará o qúe, imediatámenté em àüa-ántedência, . ;:,.estabeléceú-se:.còm:a .afirmativa; o texto çerfàmenteflúi coifi facilidade. ...;:Esta.é.ajespostadaxiuestão.i;;-::U:.r:;;;::-f ; (E) Incorreto. Nos comentários relativos âõé itens!(À) e (G)/já^nòs pronun­ ciamos eorii respeito áó fato dê 6 fràgmèntò -textuál não áêr pertinente •ao cóntèüdò total dó parágrafo; :

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Prova 4 - Analista Judiciário/Tribuna! Regional do Trabalho da 15a Região/FCC/2009

09. Pois não é mesmo tão bom fa lar e pensar sem esforço? (4oparágrafo - texto I) A questão acima encontra, no texto Ií> observação de sentido idêntico no segmento: (A) Essa espécie de “preguiça lingüística” que poupa esforços, inibe a re­ flexão e multiplica a passividade entre interlocutor e receptor, per­ m eia todos os níveis da linguagem ... (B) O clichê nasce como uma ideia criativa, mas é repetida à exaustão e se transforma em um cacoete. (C) Entre os chavões mais comuns estão as locuções e combinações inva­ riáveis â e palavras (sempre as mesmas , na mesma ordem), como “ fr io e calculista” “mentira deslavada” e “chuva torrencial”. (D) O desconforto em relação ao uso âe clichês está na denotação de fa lta â e originalidaâe ... (E) Por outro lado, os clichês presentes em um texto, um film e ou uma conversa apenas são'entendidos como tal se os interlocutores tiverem referências em comum. A possibilidade de fazer-se dos atos de escrever e falar simples procedimen­ tos mecânicos, que não nos exigem ^qualquer investimento de raciocínio está presente no fragmento colhido do texto 1 e, também, no que se mostra no item (A) da presente questão. Observemos, inclusive, a utilização, nas duas passagens textuais, das ex­ pressões sem esforço (texto I) e poupa esforços (texto II). Ressaltamos, apenas, que no item (A) da presente questão, além de se repe­ tir tal passagem, promoveu-se a ampliação de seu significado com a passa­ gem , inibe a reflexão e multiplica a passividade entre interlocutor e receptor: 10, A afirmativa do texto I empregada com sentido conotativo é: (A) Gostam ã e ler dormindo. (B) Apenas as eternas frases feitas. (C) Bias não faz m al a ninguém... (D) Ninguém é levado a sério com idéias originais. (E) “A vida ê u m farâo3 > ... Em “A vida é um fardo” temos uma metáfora, figura de palavras que se caracteriza por apresentar-nos comparação implícita. É exemplo caracte87 Português

Provas Comentadas da FCC

rlzador de passagem em que os vocábulos não devem ser tomados em sen­ tido literal - vale dizer, denotativo mas apreendidos em sentido alegó­ rico, o que é a característica da linguagem conotativa. A resposta está na alternativa (E). Nas demais alternativas, nota-se, unicamente, emprego denotativo vocabular.

Gabarito oficial definitivo 01) C 02) E 03) B 04) A 05) D 06) E 07) B 08) D 09) A 10) E

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Prova 5

Agente de Fi^calüação Financèira/TCE-SP/2008
As questões de núméros 1 a lO baseiam-se no texto apresentado abaixo. í \ ‘ j O futuro do nosso petróleo l \ A recente confirmação da descobertajánunciadà inicialmente em 2006, de reservas expressivas de petróleo leve de boa qualidade e gáís na Bacia de Santos é uma notícia auspiciosa para todos os brasileiros. A possibilidade técnica de extrair petróleo a inais de 6 mil metros de profundidade eleva o prestígio que a Petrobras já detém, com reconhecido mérito, no restrito clube das megaempresasimundiais idepetróleo e ener­ gia, onde é vistá com o a pequena, mas muito respeitada, irmã, [...] O Brasil tem umagrande oportunidade à frente, por dois motivos. Mais do que com dificuldades de exploraçãòe de extração, o mundo soire com a falta de capacidade de refino moderno, para produzir derivados com baixos teores de enxofre e aromáticos. ÍAo mesmo tempo, confirmase em nosso hemisfério iacruel realidáde dê que as reservas de gás de Bahia Blanca, ao sul de Buenos Aires, se estão esgotando. Isso sem contar ò na­ tural aumento 4a demanda argentina porgás. Estas reservas têm sido, até agora, a grande fonte de suprimento de resinas termoplásticas para toda a região, sendo [cerca de um terço delas destinado ao Brasil. A delimita­ ção do Campo de Tupi e outros adjacentes na Bacia de Santos vem em óti­ ma hora, quando estesdois fantasmas nois assombram, abrindo, ao mes­ mo tempo, novas oportunidades. O gás assodado de Tupi, na proporção de 15% das reservas totáis, é úmido é rico em etano, excelente matéria-pri­ ma para a petroquímica. Queimá-lo em usinas térmicas para gerar elètriddade ou para uso veicuíar seria um enormje desperdício. Outra opositunidade reside em investimentos maciços em capaçida-j de de refino. O mundo está sedento por gasolina e diesel espedais, maisj limpos, menos (poluentes. O maior focoídésta demanda são os Estados; Unidos, que consomem 46% de toda a gasolina do planeta, mas esta ê uma tendêndajque se vem espalhando como fogo em palha. O Brasil ainda tem a felicidade de dispor de etanoí de biomassa produzido déforJ ma competitiva, que póde somar-se aos derivados de petróleo para gerar produtos de altb valor ambiental. ' . | j

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(Adaptado de Plínio Mario Nastari. O Estado de S. Pauló, dconomia, B2» 28 de dezerobro de2007Í

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01. Queimá-lo em usinas térmicas para gerar eletricidade ou para uso veicu­ lar sèria um enòriüé desperdício, (final do 2o párágrãfó) ; A opmiãodo articulista no segmento transcrito acima sé justifica pelo fato de que: (A) na Argentina, além dé haver aumento da demanda por petróleo, as reservas de gás encontram-se era processo de esgotamento; (B) os Estados Unidos são os maiores consumidores da gasolina produ­ zida no planeta, tendência que ainda vem aumentando; (C)as possibilidades técnicas de extração de petróleo a mais de 6 mil metros de profundidade ampliam o prestígio mundial da Petrobras; (D) ás reservas recém-désçòbértás na^Bátía dé Sáíitòs cóhiém gás de ex(E) o Brasil dispõe de etanol debiomassa que,somado aos derivados de petróleo, diminui apohiiçãodomeio ambiente. Transcrevemos o fragmento textual contido no segundo parágrafo que embasará a resposta para esta questão: “O gás associado de Tupi, na proporção de 15% das reservas totais, é úmido e rico em etano, excelente matéria-prima para a petroquímica (grifo nosso). Queimá-lo em usinas térmicas para gerar eletricidade ou para uso veicular seria um enorme desperdício ” Não sèrá difícil a indicação da alternativa D (as reservas recém-descobertas na Bacia de Santos contêm gás. de excelente qualidade para a indústria petroquímica) para que se justifique a afirmativa contida no enunciado da questão {Queimá-lo em usinas térmicas para gerar eletricidade ou para uso veicular seria uni enorme desperdício). 02. O Brasil tem uma grande oportunidade à frente, por dois motivos, (iní­ cio do 2oparágrafo) Ocorre no contexto a retomada da afirmativa acima na frase: (A) Mais do que com dificuldades de exploração e de extração... (B) ... para produzir derivados com baixos teores de enxofre e aromáticos. (C) Estas reservas têm sido, até agora, a grande fonte de suprimento de resinas termoplásticas para toda a região... (D) Estas reservas têm sido, até agora, a grande fonte de suprimento de reservas termoplásticas,.. (E) A delimitação do Campo de Tupi e outros adjacentes na Bacia de Santos vem em ótima hora, qúàüdó estes dóis fantasmas nos assombram... ' .................................
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Lemos no enunciado da questão: O Brasf/ tem uma grande oportunidade à frente, por dois (grifo nosso) motivos, Este fragmento abre o segundo parágrafo. Na seqüência, o articulista ex­ põe as grandes dificuldades momentâneas na área petrolífera, que são a dificuldade na exploração e na extração do petróleo, além da incapacida­ de de refino moderno para produzir derivados com baixos teores de enxo­ fre e aromáticos e a perspectiva de esgotamento das reservas petrolíferas da Argentina. Deste modo, a delimitação do Campo de Tupi e de outros adjacentes na Bacia de Santos surge em excelente momento, uma vez que nos proporcio­ narão novas oportunidades. 03. Isso sem contar o natural aumento da demanda argentina por gás. (2o parágrafo) O pronome grifado substitui corretamente, considerando-se o contexto, (A) as dificuldades de exploração e extração de petróleo. (B) o esgotamento das reservas argentinas de gás. (C) a produção de derivados com baixos teores de enxofre e aromáticos. (D) a grande oportunidade coraeirciai que o Brasil tem pela frente. (E) a exportação de gás da Argentina para o Brasil. Vejamos o início do segundo parágrafo do texto desta prova, no qual se si­ tua o pronome demonstrativo requerido no enunciado da questão: O Brasil tem uma grande oportunidade à frente, por dois motivos. Mais do que com dificuldades de exploração e de extração, o mundo sofre com a falta de capacidade de refino moderno, para produzir derivados com bai­ xos teores de enxofre e aromáticos. Ao mesmo tempo, confirma-se em nos­ so hemisfério a cruel realidade de que as reservas de gás de Bahia Blanca, ao sul de Buenos Aires, se estão esgotando. Isso sem contar o natural aumento da demanda argentina por gás. Podemos observar que o demonstrativo em destaque retoma a informação antecedente - a de que as reservas de gás de Bahia Blanca, ao sul de Buenos Aires, estão-se acabando ao mesmo tempo que prepara o leitor para uma afirmativa agravante à informação lida. A resposta da questão está, assim, na alternativa B: “o esgotamento das re­ servas argentinas de gás”

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Provas Comentadas da FCC

04. O emprego das vírgulas assinala a ocorrência de uma ressalva em; (A) ...onde é vista como a pequena» mas muito respeitada, irmã. (B) ...que a Fetrobras já detém, com reconhecido mérito, no restrito clube... (C) ...de que as reservas de gás de Bahia Blanca, ao sul de Buenos Aires, se estão esgotando. (D) ...abrindo, ao mesmo tempo, novas oportunidades. (E) O gás associado de Tupi, na proporção de 15% das reservas totais, é úmido e rico em etano... Inicialmente, vamos recorrer a dois dos nossos melhores dicionários com vistas ao significado do verbete “ressalva”: Houaiss 1 observação escrita para emendar o que se escreveu erradamente ou para tornar válida a inserção de palavra ou trecho. 1.1 nota para validar rasuras ou emendas em documentos. 2 cláusula que modifica termos de um contrato, 3 certidão que prova isenção dos deveres militares ou eleitorais. 4 declaração por escrito visando à segurança de uma pessoa. 5 restrição, exceção, reserva. Aurélio 1. Certidão que atesta a isenção do serviço militar ou dos deveres eleitorais. 2. Nota destinada a corrigir erro naquilo que se escreveu ou publicou. [Cf., nesta acepç., errata (1).] 3. Documento para garantia de alguém ou de algo. 4. Exceção, reserva, restrição. 5. Cláusula restritiva. Da leitura atenta dos significados para o verbete propostos pelos excepcio­ nais dicionários apontados, fica a percepção de que a ressalva é feita quan­ do se quer emendar alguma passagem textual Entenda-se aqui emendar não como necessariamente retificar, mas validar, atestar a veracidade, darse peso a uma afirmativa. À partir desta compreensão, observemos a seguir, os diversos itens da questão:
Décfo Sena 92

Prova 5 - Agente deÍFiscalização Financeira/TCE-SP/2008

(A) A expressão w mas| muito respeitada” interposta entre “pequena” e “irmã”, de que se 'separa por vírgula, semanticamente traduz que a | Petrobras, quando comparada a megaeiàpresas doramo petrolífero, é merecedora; de respeito, apesar de ser considerada pequena. Isto impli-I ca dizer que o adjetivo “pequena” foi, dej certo modo, matizado em seu significado,|ou melhor, teve seu significado denotativo atenuado. Houvé uma visível (ressalva, então, neste item, que é a resposta da questão, j (B) Temos, neste caso, ò emprego de vírgulas para isolar um adjunto adver-j bial. Não há qualquer ressalva no fragmènto. j

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(C) A expressão “ao sul de Buenos Âires” apenas localiza as reservas de gás mencionadas^ Trata-se de emprego dè vírgulas que, isolando adjunto adverbial intercalado, põém-íio!em destaque. Nãò há ressalva. | (D) Mais uma incidência de adjunto adverbill isolado pôr vírgulas para que se lhe dê ênjfase estilística. Não há ressalta na passagem. ! (E) A expressãò “na proporção dei 15% dka.reservas totais” não promove ressalva, más explica em que termos se faz a associação mencionada. I

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I.! M ■ ■ I 05. Mais do que com dificuldades de exploração e de extração» o mundo soj fre com a falta de capaddade de refino moderno, para produzir deriva| dos com baixos teores de enxofre e aromáticos. (2a parágrafo) ! ! : ! í A afirmativa acima aparece reescrita em outras palavras, com clareza e correção, sem alteração do sentido original, em: j (A) São maiores as dificuldades de exploração e de extração de petiróleó no mundo,; além da capaddade de refino moderno, com baixos teo­ res de enxofre e aromáticos, j j (B) A necessidade de refino moderno para produzir derivados comi baixos teores de enxofre e aromáticos iguala as dificuldades de extração e <kj produção. : j \ \ (C) A falta de capaddade de refinò moderno para a produção de deriva!dos com bdixos teores de enxofre e aromáticos supera as dificuldade;» de exploração e de extração do petróleo. j (D) As dificuldades de exploração e de extração no mundo estão na capajddade de Refino moderno, para produzir petróleo com baixos teores de enxofre|e aromáticos. M | (E) A exploração e a éxtração de petróleo nó mtmdosofre com a falta dk capacidade de refino moderno, com derivados com baixos teores <k enxofre e aromáticos. 1 :
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Português

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Procuremos entender precisamente o que se lê em "Mais do .que com difi­ culdades de exploração e de extração, o mundo sofre com a falta de capaci­ dade de refino moderno, para produzir derivados com baixos teores de en­ xofre e aromáticos ” . . . Podemos entender que o mundo sofre com dois fatores: 1. Dificuldades de exploração e de extração (de petróleo); 2. Falta de capacidade de refino moderno pára produzir derivados (obvia­ mente do petróleo ) com baixos teores de enxofre è aromáticos. Por outro lado, ao lermos o texto èm seü início somos informados de que há uma gradação nestes sofrimentos, ou seja, um é maior do qué o outro. A lei­ tura atenta apontará que, dos dois, o segundo é o que mais provoca danos ao mundo, O oposto ocorreria se o texto se iniciasse com < r Menos do que” o que implicaria dizer que a falta de capacidade seria um problema menor do que as dificuldades de exploração e de extração de petróleo. A simples inversão na ordem com que as ideias foram lançadas talvez faci­ lite aos que ainda não perceberam a argumentação acima: “O mundo sofre com a falta de capacidade de refino moderno, para produ­ zir derivados com baixos teores dé enxofre è aromáticos mais do que cora dificuldades de exploração e de extração ” A resposta está indicada, então, na alternativa C, em que se empregou a for­ ma verbal “supera" em lugar de "sofre mais” . 06. ...que consomem 46% de toda a gasolina do planeta parágrafo)

O mesmo tipo de complemento exigido pelo verbo grifado acima está na frase: (A) ...o mundo sofre com a falta dé capacidade de refino moderno.» (B) ...e outros adjacentes na Bacia dé Santos vem em ótima hora... (C) Outra oportunidade reside em investimentos maciços em capacidade de refino; .-.-r (D) ...mas esta é «ma tendência que se vem espalhando como fogo em palha. (E) ... para gerar produtos de alto valor ambiental. Em “...que consomem 46% de toda a gasolina do planeta»? verificamos em­ prego de forma verbal cora regime transitivo direto. Seu complemento objeto direto, no caso - está indicado por 46% de toda a gasolina do planeta.

Dério Sena

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Para resolvermos a questão» temos de descobrir em que alternativa observase outro verbo de mesma regência. Vejamos a questão, item a item: (A) O verbo “sofrer” tem, neste fragmento textual, regência intransitiva. A expressão “com a falta de capacidade de refino moderno” é adjunto adverbial (B) O verbo “vir”, empregado na forma “vem”, tem regência intransitiva. A expressão “em ótima hora” é adjunto adverbial. (C) A forma verbal “reside”, pertencente ao verbo “residir”, é intransitiva. “Em investimentos maciços” é, ainda, adjunto adverbial. (D) Temos dois verbos, nesta alternativa. O primeiro deles, o verbo “ser”, é de ligação. O segundo está indicado pela locução verbal “vem espalhando”, com emprego intransitivo. Para o primeiro apontamos o predicativo do sujeito “uma tendência”. Para o segundo, o adjunto adverbial “como fogo em palha”. (E) A forma verbal “gerar” tem, nesta passagem, emprego transitivo direto, sendo o seu complemento - objeto direto - indicado por “produtos de alto valor ambiental”. Esta é a resposta da questão. 07. O mundo está sedento por gasolina e diesel especiais».. (3oparágrafo) O mesmo tipo de regência exigido pelo termo grifado acima encontra-se na expressão: (A) notícia auspiciosa para todos os brasileiros; (B) de reservas expressivas de petróleo leve de boa qualidade; (C) no restrito clube das megaempresas mundiais de petróleo e energia; (D) as reservas de gás de Bahia Blanca; (E) resinas termoplástfcas para toda a região. A questão aborda regência nominal Para resolvè-la, o candidato deverá ob­ servar que o adjetivo “sedento” está sendo complementado pela expressão “por gasolina e diesel especiais” Sabemos que às expressões que se ligam por preposição a adjetivos são, sempre, complementos nominais, sintagmas imprescindíveis para a estru­

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Português

Provas Comentadas da FCC

turação da frase verbal e, por isso mesmo, identificados como termos inte­ grantes pela Nomenclatura Gramatical Brasileira, A observação atenta das cinco alternativas indicará que apenás em uma de­ las ocorrerá um termo em comprometimento com um outro adjetivo. Nos demais casos, todas as expressões textuais se referirão a substantivos. Observemos: (A) A expressão “para todos os brasileiros” está vinculada ao adjetivo “aus­ piciosa”. Trata-se de atender-se à regência do adjetivo citado. Ê, assim, um caso idêntico ao d o enunciado lido. Esta é a resposta da questão. (B) Observemos como os adjetivos não sofrem acréscimo de termos complementares: o substantivo "reservas” está duplamente adjetivado» ou seja, são reservas expressivas e são reservas de petróleo. Por sua vez, o substantivo “petróleo” sofre, igualmente, dupla adjetivação, uma vez que lemos que o petróleo é leve e é de boa qualidade, Não há adjetivos complementados em seus sentidos, repetimos. (C) Temos, neste item, o substantivo “clube” sendo adjetivado por “restrito” e por “das megaempresas” (clube restrito e clube das megaempresas), O substantivo “megaempresas, por sua vez, sofre também dupla adjetiva­ ção. Dele diz-se que são megaempresas mundiais e megaempresas de petróleo e energia. Não há adjetivos complementados em seus sentidos, igualmente. (D) Agora, vemos uma adjetivação para o substantivo “reservas”, feita por “de gás”, Para o substantivo “gás” temos, também, uma adjetivação, a cargo de “Bahia Blanca”. Não se nota complementaçãó para adjetivo. (E) Finalmente, vemos que o substantivo “resinas” está adjetivado por “termoplásticas” e> também, por “para toda a região”. Não há, ainda, qual­ quer adjetivo complementado em seu sentido, 08, O termo grifado que poderia ser corretamente empregado na forma de feminino plural, sem alteração do sentido original, é: (A) A recente confirmação da descoberta, anunciada inicialmente em 2006... (B) ...é uma noticia auspiciosa para todos os brasileiros.

Dêdo Sena

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Inviável. jã que é possível fazermos sua associação a “confirmação” oju a “descoberta” . Não nos parece a melhor opçãoje. a concordância poderá ser feita com a expres­ são fracionária oú com o determinantk Notamos que a forma “desti­ nado” privilegiou a concordância com a expressão fracionária “um ter­ ço” Igualmente correta estaria a grafiá.. j (E) . o particípio “produzido” está= concordando com o termo a que se refere.”... Assim.jo emprego do adjetivo mencionado naiòjrma “técnicas”. a alternátiva que..surgiria para o empre­ go de “produzido” seria “produzida” (feminino singular). termos citados são.o que nos parece a mkihor opção tal ambigüidade não interfere na obrigatória utilização da aludida forma participial eái feminino singular.Agente dè Hscaiizaçio:Ftnanceira/TCE-SP/200S . j (A) Embora o yalor semântico do parfcicípio|lcanunciada" seja de certo modb ambíguo. claramente indicador de feminino singular. igualmente. que é “etanol”. uma vez que os dois.qmestão. a expressão qüe de­ termina acerca de que se trata a fração. de“anunciadas” ] (B) A claríssima associação de “auspiciosa” com “notícia” invalida o emprego do ajdjetivo na forma'-auspiciosaj. o período é suges­ tivo de outra leitura. re­ presentativos de feminino singular. além dissò.de dispor de etanol de biomassa produzido de fôrma competitiva.. i j (C) A possibilidade técnica de extrair petrjóleo a mais de 6 mil metros die profundidade. assim entendido. em concordância com o determinante “delas” Esta é a resposta da questão.sendo cerca de úm terço delas destinado ao Brasil. ambos. em associa­ ção a “biomassa” 97 Português . na qual se fariaj a associação da forma partiçipial com o substantivo “biomassa”. i j (D) . buscando aquela em qiie a forma grifadà poderia. A expressão fra­ cionária é j “um terço” e o determinante. ser empregada em feminino plural. é absolutamente incoiretojo emprego. j (D) Neste item temos o vocábulo “destinado" relacionando-se com expreksão fracionária que se faz seguir de um.“destinadas”. determinante.. é “delas” Nestes casos. então. |N a verdade. • I Í : j I j (C) O adjetivoj “técnica” está em evidente rjeferência ao substantivo “possi­ bilidade”. • . à qual se liga por preposiçãb.Prova 5 .. j ■ : t í (E) Observenios que. ou seja.[ Analisemos cada uma das alternativas da.. nesta passagem.

ao sul de Buenos Aires. estão sendo esgotadas”. (E) vem esgotando. (D) Os países importadores de derivados de petróleo paga o preço esta­ belecido na Europa^ o què gera efeitos negativos na economia.. (C) Uma política fiscal aplicada sobre as ofertas de energia devem con­ trolar o cumprimento dos contratos que se estabeleceu nesse setor.. Deste modo. (E) Existe metas bíasilèiras que foram estabèlècidas em réláiçab à autossuficiência em petróleo é O momento òfetece a oportunidade de cumpri-las satisfatoriamente. sem prejuízo dosentido origmal. . como sabemos. (B) vai ser esgotado.de que as reservas de gás de Bahia Blanca.. (B) É imprescindível que se cumpram os acordos firmados em relação à oferta de energia e aos preços adequados. e que se atenda ao aumen­ to da demanda.. se es­ tão esgotando. sendo o pronome indicado. se estão esgotando" temos. paira impulsionar o desenvolvimento do país.09. (D) vinham sendo esgotadas. Décio Sena 98 . uma partícula apassivadora (ou pronome apassivador). o que aponta como resposta desta questão a opção C 10.as reser­ vas de gás de Bahia Blanca.por: (A) está para esgotar. Em ".. (2° parágrafo) A forma verbal grifada acima pode ser corretamente substituída. A concordância verbo-nominal está inteiramente correia na frase: (A) Urge que seja definido as metas de oferta de energia em quantidade su­ ficiente e preço adequado. a conversão da oração para a voz ativa apontará a oração w . A presença dó prohomé M se” indica estarmos com uma oração de voz passiva pronominal. ao sul de Buenos Aires. de que as reservas de gás âe Bahia Blanca. no fragmento sublinhado um locução verbal for­ mada pelo verbo auxiliar “estar” e pelo verbo principal “esgotar” que tem regência transitiva direta.. ao sul de Buenos Aires. (C) estão sendo esgotadas.

Por outro lado. em busca daquele que não con­ tenha deslizes de concordância. Observe.Prova 5 . As formas verbais existentes no período que forma este item estão corretamente empregadas e. A concordância da locução verbal passiva “seja definido”. que organiza oração de voz passiva pronominal. para impulsionar o desenvolvimento do país”. tem sujeito indeterminado. daí o acerto na utilização verbal em terceira pessoa do plural. À gui­ sa de lembrança comentamos que o pronome “se” presente nesta últi­ ma oração é um índice de indeterminação do sujeito. finalmente. a ne­ cessidade da flexão em feminino plural para a forma de particípio deíinidas e relembre que os partidpios verbais . o que requer o obrigató­ rio emprego da locução em terceira pessoa do singular. (A) Errado. os sujeitos dos verbos que estruturam as três orações apontadas são apontados deste modo: o sujeito da forma verbal “É” está indicado pela oração subordinada substantiva subjetiva “que se cumpram os acordos firmados em relação à oferta de energia e aos preços adequados”. também. gerou uma oração de voz passiva 99 Português . (B) Certo. de regência transitiva indire­ ta e acompanhado do pronome “se”. o verbo “atender”.sofrem as mesmas flexões de gênero e número que recaem sobre os nomes. (C) Errado. aponta-se como núcleo do sujeito o subs­ tantivo “acordos”.formas nominais . a forma verbal transitiva direta “estabeleceu”. para a forma verbal “cumpram”.Agente de Fiscalizaçao Financeira/TCE-SP/2008 Analisemos cada um dos itens da questão. Deste modo» a retificação do texto apontará “Urge que sejam definidas as metas de oferta de energia em quantidade suficiente e preço adequado. está erroneamente realizada. O sujeito da locução “devem controlar” está indicado por ex­ pressão cujo núcleo é o substantivo “política”. A análise do período aponta as seguintes orações: “tfi imprescindível] [que se cumpram os acordos firmados em reiaçâo à oferta de energia e aos preços adequados]. não se notam deslizes em concordâncias nominais. Isso porque o sujeito da aludida locução está indicado por sintagma cujo núcleo é o substantivo “metas”. o que justifica o uso verbal em terceira pes­ soa do singular. Assim. [e que se atenda ao aumento da demanda]”. empregada com o acrés­ cimo do pronome apassivador "se”. Esta é a resposta da questão. em obediência à regra geral da concordância verbal. igualmente. que estipula que o sujeito é o determinante das flexões em número e pessoa dos verbos.

daí a obrigatória utilização do verbo em tercei­ ra pessoa do plural. surgiu corretamente emprega­ do. cora núcleo no substantivo “me­ tas” implica emprego da forma verbal “Existe” em pluraL A concor­ dância de “foram estabelecidas”.Provas Comentadas da FCC pronominal. Assim ficará o texto retificado: “Existem metas brasileiras que foram estabelecidas em relação à autossuficiência em petróleo e o mo­ mento oferece a oportunidade de cumpri-las satisfatoriamente”. representante semântico de “metas”. O texto retificado apontará: “Os países importadores de derivados de petróleo pagam o preço estabelecido na Europa. Nada desabona o emprego da forma verbal "gera”. re­ presentante semântico de "contratos” o que acarreta obrigatório empre­ go do verbo em terceira pessoa do plural. Gabarito: 01) D 02) E 03) B 04) A 05) C 06) E 07) A 08) D 09) C 10) B Déclo Sena 1nn . O texto retificado apontará: “Uma política fiscal aplicada sobre as ofertas de energia deve controlar o cumprimento dos contratos que se estabeleceram nesse setor” (D) Errado. O núcleo do sujeito da forma verbal "paga” está indicado pelo substantivo “países”. indicado pelo pronome relativo "que” e representante se­ mântico do pronome demonstrativo “o”. cujo sujeito. o que gera efeitos negativos na economia” (E) Errado. e de “oferece”. que tem por sujeito o substantivo “momento” estão perfeitamente rea­ lizadas. cujo sujeito está indicado pelo pronome relativo “que”. cujo sujeito está indicado peío prono­ me relativo “que”. O sujeito “metas brasileiras”.

como sugere Steiner.i | Trata-se dè uma nova experiência do tempo: uma maneira originail de ser e de cria|r. mas peló què poderíamos vir a ser. O tempo da nossa vidà é o futuro. árbitro moral. M nosso despertar cotidiano. j. podemos ter uma experiên^cia fugaz e minoritária do presente» mas éj a voz do futuro que nos acorr da e nos força a sair da cama. Ou então ele pode ser imediato: as tajrefas do dia que começa.nãq pelo que somos. nos voltamos sobretudo para o futuro. I : IAs questões de números i a 8 referem-se ao texto que segue. Receio que futuros muito encolhidos comandem vidas fran­ camente mesquinhas. que acho o futuro en­ colhido de hoje um pouco inquietante? . Pois nos de­ finimos pela capacidade de mudança . | É que o futuro não foi inventado. j A questão jé: quali faturo? Ele pode ser de longo prazo: desde o apejIo do dever de produzir um mundo mais jpsto até o medo das águas què subirão por causa do efeito estufa. modernos. Hoje prevalece ò futuro dos afazeres imediatos. O futuro nos serve também para impor disciplina a? presente. a perspectiva d^ um encontro poucas horas mais tarde.Prmak | Analista Judiajário/BibHotecário/' TKljda 2a Região/2008 I 1 . j | |(Contarão Calllgaris. Terra de nhignétii) . Por que ser4 então. Nada de utopia. Esperamos dele que avalie nòssois atos.projetos coletivos a lon^o prazo. somente a agenda do dià. Do século (17 ao começo do século 20»|o tempo dominante na expe­ riência de nossa cultura parece ter sido um futuro grandioso . não há por que sermos nostálgicos dos futurojs que já foram . Como George Steiner se sjpressa a declarar em seullivrp Gramáticas dà criação . Afinal. só para es­ pantar a morte. as necessidades dio fim do mês. aqueles futuros tornaram-se frequentemente cúm ^~ plices da barbárie do século. Ele i nosso. í = O futuro encolheu | í I i 1 s io 15 20 25 Nós. projetos e potencialidades. A qualidade de nossos atos de hoje depende do futuro com o qual sonhamos.

somente. o que o faz não mais pensar em ter­ mos de futuro. que re­ fletiam um futuro grandioso e representavam utopias. para o autor. A restrição à declaração 4e Geórgé Steiner. expressa a perple­ xidade do autor diante da falta de respostas possíveis. o tempo dominante na experiência de nossa cultura parece ter sido um futuro grandioso . está correto o que sé afirma em: (A) I. 02. (A) já não temos quaisquer objetivos a se alcançar num futuro próximo. III. (D) o descarte das utopias levou-nos a valorizar o imediatismo. (C) II e III. ■ ' (B) I e II. somente. (C) nossa experiência do tempo implica uma maior valorização do presente.projetos coletivos a lon­ go prazo. tivesse sido reduzido ao presente. como sugerido no título do texto. II e III. (E) III. A resposta da questão inicial desta prova pode ser encontrada na leitura re­ flexiva do terceiro parágrafo do texto» que reproduzimos: Do século 17 ao começo do século 20. de­ ve-se à importância que o áútor do texto atribui ao tempo futuro. no ültimo parágrafo. I. uma vez que hoje não há mais projetos coletivos a longo prazo. então.Provas Comentadas da FCC 01. encolhido. pela projeção de um futuro altamente promissor. O período histórico referido rio tèrcéürò parágrafo íoi marcado. somente. se­ gundo o autor. II. (E) a mesquinhez da vida presente induz-nos a renegar o passado. so­ mente a agenda do dia. Nada de utopia. (D) I e III. ou seja. A afirmação que está no título do texto faz referência ao fato de que. Hoje prevalece o futuro dos afazeres imediatos. (B) é a força das mais altas expectativas que ainda nos mantém ativos. Décio Sena 102 . somente. Atente para as seguintes afirmações: A pergunta "qual futuro?” no segundo parágrafo. Em relação ao texto. Ê como se o futuro. Ora. o homem volta-se apenas para a vivência do seu dia a dia.

■ Certo. como árbitro que impõe disciplina ao presente. A simples leitura do fragmento citado permite a compreensão de que o aludido período histórico proporcionava um futuro altamen­ te promissor. foram testemunhas das barbáries que nos têm acometido. Certo* Contrariamente ao que Steiner declara relativamente aos futuros que já passaram. (E) vidas francamente mesquinhas e Nada de utopia. Ela estabelece a possibili­ dade de o articulista desenvolver seus argumentos quanto a estarmos em um período histórico em que há um vácuo de projetos coletivos.. (B) despertar cotidiano e experiência fugaz. A pergunta feita não é retórica. em busca das que estão corretamente estabelecidas: I.. o tem­ po dominante tia experiência âe nossa cultura parece tersiâo um futuro grandioso -projetos coletivos a longo prazo .w » V ) -• nnuium ^uvjk-icii [U/ uiunui. no sentido de que os mesmos. III. a perspectiva âe um encontro pou­ cas horas mais tarde. Considerando-se o contexto.dt IU/ l ru oa J . Vamos'lê-lo: Do século 17 ao começo do século 20. contrariamente às ex­ pectativas que geraram. individuais. solidários. de uma valoração que escapara a Steiner. As respostas que Contardo Calligaris propõe para a per­ gunta motivadora deste item atestam nossos argumentos. em detrimento de projetos tão somente personalistas. Ou então ele pode ser imediato: as tarefas do dia que começa. estabelecem uma franca oposição entre si as seguintes expressões: (A) capacidade de mudança e projetos e potencialidades.et. Vejamo-las: A questão é: qual futuro? EU pôde ser de longo prazo: desde o apelo do dever de produzir um mundo mais justo até o medo das águas que subirão por causa do efeito estufa. A resposta está na alternativa “c” Confrontemos as passagens em que sur­ gem as expressões “futuro grandioso” e “agenda do dia” para constatarmos como estão em absoluto antagonismo semântico: 103 Português . sendo merece­ dor. o articulista argumenta que o futuro serve como elemento moral . portanto. apenas. Errado. apeque­ nados." KeglaO/2UUy Vejamos com atenção cada uma das afirmativas feitas na presente questão. II. (D) um mundo mais justo e árbitro moral. portanto. as necessidades do fim do mês. (C) futuro grandioso e agenda do dia.

caracterizado pelo emprego indevido da preposição "de” após o ver­ bo "lembrar” . (C) O autor do texto valoriza pedagogicamente a importância do futuro. por conseguinte das águas que subi­ rão.empregado na forma de gerúndio "lembrando” de re­ gência transitiva direta. os fatos que nos são do imediato cotidiano. Hoje prevalece o futuro dos afazeres imediatos. Há flagrante equívoco de regência verbal na presente alternati­ va. do século 17 ao início do século 20. (D) Mesmo o medo do efeito estufa. desenvolvíamos projetos coletivos a longo prazo. lembrando de que o futuro também espanta a morte. 04. o tempo dominante na experiência de nossa cultura parece ter sido um futuro grandioso . para o qual chama nossa atenção no sentido de considerá-lo um árbi­ tro moral onde descartaríamos nossa vida mesquinha.Provas Comentadas da FCC Do século 17 ao começo do século 20. so­ mente a agenda do dia . O enunciado da questão solicita que o candidato aponte a redação dara e cor­ reta acerca do texto lido. evidentemente. Nada de utopia. reduziu nosso tempo de tal modo que seu pa­ pel de árbitro moral acha-se literalmente controvertido. tal como acon­ tecia desde o século 17. (3o parágrafo) Como vemos. passemos à análise de cada uma das alternativas: (A) Errado.mas tão somente a agenda do dia. vale dizer. Em contrapo­ sição. Assim. (E) O descarte de um faturo mais promissor e longínquo. hoje. Isso pressupõe duas exigências: a alternativa respos­ ta deverá conter texto gramaticalmente correto e. não produz com isso razões de qualquer otimismo. não nos leva à difusão utópica através da qual pudéssemos vir a relevar o teor mesquinho de nossas vidas.representada. sugestivos de um futuro grandioso. além disso. Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto: (A) Com a expressão nostálgicos dos futuros que j á foram George Steiner. é absurda a afirmativa de que Décio Sena 104 . Por outro lado. (B) A expressão futuro dos afazeres imediatos traduz o encolhimento das nossas expectativas.projetos coletivos a lon­ go prazo . em razão do qual as experiências de vida tornam-se cada vez mais mesquinhas. ser condizente com as mensagens explicitas e implícitas contidas no fragmento lido. não nos resta mais a utopia . pelo futuro grandioso .

j (C) Errado. e com isso prevalece em nossas vida^ o imediatismo dasmais rasas expectativas. confronte-se a passagem “O descar­ te de um futuro mais promissor e longínquo.Anaiista judídário/Bibilotecário/TRT da 2a Regiãò/2008 o "o futuro também espanta a morte.projetos coletivos a longo prazo ! ! :l' : Estão plenamente respeitadas as normas concordância verbal em: I 1 !! ! I í (A) Abandonaram-se as utopias. inão produz com isso razões de qualquer Otimismo”. e cadaj um de nós só nos preocuparmos com a agenda do dia. que contém.Prova 6 . j I 105 I | Pórtugijês M . j (D) Errado. insiste o autor. É a resposta da questão. j (D) Não podem limitar-se às experiências do futuro imediato a expecta­ tiva que tèmos em relação aos nossosjprojetos. Gramaticalmente. embora tal exigência já se configure como um certo preciosismo. j (E) Atribui-se ao encolhimento do futuro as razões pelas quais: nos^a vida vem-jse tomando cada vez mais mesquinha. consequentemente. ouj ainda. o tempo dominante na experiência de nossa cultura parece ter sido um Juturdgrandioso . uma vez que não há qualquer tangêncià entre o qúe nele se afirma com os conteúdos explícitos e implícitos dojtexto de Contardo Cailigaris. j (C) A significação dè todos os nossos atos presentes. j (E) Errado. há que se ckamar a atenção para o emprègo indevido da expressão "através de”. por “por intermédio de”. i (B) Não se oferece aó homem moderno imagens de um futuro grandibso. tal como acontecia desde o século I f ” com:o segmento original |Do século 17 ao começo do sécu­ lo 20. aceitar o fragmento lido nesta alternativa como um comentáriò claro acerca do texto fornecido para a resolução da questão. pòr sua vez.[. Tal feto im­ plicou erro de natkireza gramatical. de­ veriam determinar-se em função dos nossos projetos. A íòrma verbal “descartaríamos”. entretanto. sua leitura aponta para mensagem rigorosamente em antagonismo comoè sentidos originalmente díspojstos no texto original Para tantò. pela sua natureza semântica.que deveria ser substituída pòr “por meiojde”. ex­ posto de modo bastante claro. j j (B) Certo. Não há erros de natureza gramatical no fragmento que compõe a presente! alternativa. No entanto. contemporaneamente. aàrmativa perfeitamente coerente com o fragmento lido. Não se pode. Não há qualquer deslize gramatical no texto. rege a preposição “de”: alguma coisa é descartada de outra.

com núcleo em "imediatismo" impõe o emprego da forma verbal citada em terceira pessoa do sin­ gular.A questão versa sobre concordância verbal. deveria determinar-se em função dos nossos projetos” (D) Errado. A frase corrigida apontará: “ A significação de todos os nossos atos presentes. indicado por “cada rnn de nós”. Neste item. O período está composto por duas orações. (E) Errado. o que se poderia dizer com estruturaDécio Sena 106 . solicitando que o candidato aponte em que alternativa não se nota qualquer iiicòrreçãô. “ Atribui-se ao encolhimento do futuro as razões”. insiste o autor. está-se dizendo. Observemos que. assim. que se estruturam em tomo das formas verbais “Abandonaram” e “prevalece”. o texto retificado será: “Não se oferecem ao homem moderno imagens de um futuro grandioso. faculta o emprego do verbo em primeira pessoa do plural. Na segunda. Houve incorreção de concordância verbal no emprego da for­ ma verbal “oferece”. ainda. o que configura visível erro a ser retificado em “Não pode limitar-se às experiências do futuro imediato a expectativa que temos em relação aos nossos projetos”. na terceira pessoa do singular.se fez representar por “imagens de um futuro grandioso” o que implica emprego obriga­ tório da forma verbal citada na terceira pessoa do plural. Mais uma vez empregou-se oração de voz passiva pronomi­ nal. o que foi feito. o que demanda emprego verbal em terceira pessoa do singu­ lar. e cada um de nós só nos preocupamos (ou se preocupa) com a agenda do dia” (C) Errado. ou. na primeira oração do período ora estudado. concordando com “cada um". cada uma das alternativas da questão: (A) Certo. No seguimen­ to do período nota-se fato interessante: o sujeito para o verbo “ preocu­ par”. Na primei­ ra delas. O sujeito de “deveriam determinar-se” está sendo expresso por "A significação de todos os nossos atos presentes”. Esta é a resposta da questão. em que o sujeito “as utopias” força o emprego verbal em terceira pessoa do plu­ ral. indicado por “o imediatismo das mais rasas expectativas”. em concordância com “nós”. temos em “a expectativa” o sujeito da locução ver­ bal “podem limitar-se”. Deste modo. com núcleo em “sig­ nificação”. percebe-se uma oração de voz passiva pronominal. (B) Errado. Vejamos. resultante de não se ter observado a existência de oração de voz passiva pronominal na qual o sujeito . com estrutura de passiva pronominal. o sujeito de “prevalece”.

sem especificar se passiva analí­ tica. (C) sérèihòs acordados? (D) somos acordados. 06» Transpondo-se para a voz passiva a construção a vos âo futuro nos acor­ da.em se tratando de conversão de ativa em passiva . o autor da ação verbal na voz passiva. O enunciado da questão solicita que o candidato converta a oração “a voz do futuíò nos acorda” para a voz passiva. cornó se pode depreender das diversas opções oferecidas nas alternati­ vas de V a V . Como sabemos. o objeto direto da voz ativa . . há uma correspondência entre termos sintáticos da voz ati­ va e da voz passiva. (B) teremos acordadò.por indicar o autor da ação verbal nela expressa . também teremos de empregar o verbo "atribuir”. semanticamente. que se mantém inalterada: o sujeito de uma oração de voz ativa . a redação correta para o presente período será: "Atribuem-se ao encolhi­ mento do futuro as razões pelas quais nossa vida vem-se tornando cada vez mais mesquinha” Chamamos a atenção do estudante para a neces­ sidade de estar-se atento às ocorrências de voz passiva pronominal es­ truturas muito frequentemente requisitadas em nossas provas. na forma “São atri­ buídas”.ou sujeito e agente 107 Português . o que representa gritante erro pela não concordância da locução verbal passiva “É atribuída” com o seu sujeito "as razões”. á forma verbal resultante será: (A) temos acordado.Prova 6 .transforma-se em agente da passiva ~ termo sintático que traduz. para que continue a indicar o recebedor da ação verbal Deste modo.Analista Judidário/Bibííotecário/TRT da 2a Região/2008 ção de passiva analítica: "É atribuída ao encolhimento do futuro as ra­ zões”. Ao mesmo tempo. na mensagem original de passiva pronominal.termo sintático que. (B) temos sido acordados. aponta para o sofredor da ação pra­ ticada pelo sujeito ativo ~ vai-se transformar em sujeito passivo. Do mesmo modo que para retificar-se a oração de passiva analítica ora apresenta­ da teremos de empregar a locução verbal em plural. na terceira pessoa do plural Assim. semanticamente. questões de conversão de voz ativa em passiva e vice-versa tornam-se mais simplificadas quando identificamos o sujeito e o objeto dire­ to .

então.Provas Comentadas da FCC da passiva . o pronome reto “Nós”. vale dizer. então: “Nós somos acordados pela voz do futuro”. empregaremos o verbo "acordar” no particípio. ao passo que o prono­ me reto “Nós” . terceira pessoa do singular. Está inteiramente correta a construção da seguinte frase: (A) Para nós acaba sendo mais preferível a agenda do dia do que as utopias. que é a resposta da questão. o pronome pessoal oblíquo átono “nos” Deste modo. a expressão "a voz do futuro” funcionará como agente da passiva. A questão faz menção apenas à forma verbal resultante “somos acordados”. concordando nominalmente com o sujeito da oração. (B) Steiner insiste de que somos nns nostálgicos de antigos futuros. (C) O futuro com que se almeja funciona enquanto árbitro moral do presente. concordando com o sujeito já apontado “a voz do futuro”. Na presente oração» apontemos como sujeito o sintagma “a voz do futuro” e como objeto direto.quando estamos interessados em converter oração da voz pas­ siva para a voz ativa. criaremos uma locução verbal passiva. Analisemos as construções propostas para cada um dos itens da presente questão: Dédo Sena . 07. um esqueleto de oração que se desenha: “Nós___________ pela voz do futuro”. já estamos sabedores de que» na voz passiva que iremos construir. “somos acordados”. Passemos agora à forma verbal.natural aproveitamento do pronome reto correspondente ao oblíquo “nos” . (D) Já não há utopias aonde nos impulsionemos para construir o futuro. assim. que se encontra na alternativa “d”. Encontramos na voz ativa o verbo “acor­ dar”.exercerá função de sujeito. Teremos. na qual empregaremos o auxiliar “ser” no tempo em que se encontra o verbo empregado na voz ativa que estamos transformando em passiva e concordan­ do com o seu novo sujeito» ou seja. (E) O futuro com que já não se conta implica esvaziamento de sentido do presente. Temos. Ao convertermos a oração para a voz passiva. empregado em presente do indicativo. A oração devidamente convertida restará. “so­ mos” Como verbo principal da locução passiva analítica.

nós não nos impulsionamos a um lugar. ja resposta da questão. À regência do verbo "insistir” èmbora transitiva indireta. “muito mais preferijvel” e outrak O texto retificado restará: “Para nós acaba sendo preferívej a agenda doj dia às utopias” . “menos preferível”. encontrar remos as orações a: seguir indicadas: [O jfuturo [com que já não seconjta] implica jesvaziaínento de sentido do presente]. | ^ 109 i ! Português : I . á presença da preposição “a” regendo oipionome "onde” é absolutamen ­ te descabida. Ao analisarmos o presente período em sua estrutura. Apontamos como correrão do texto desta alternativa: “Já não há utopias de qüe (ou nas quais) nos impulsionemos para construir o futuro” j (E) Certo. não são físicos^ mas virtuais. N p há qualquer equívoco neste item. mas sim de um lugar. O prononie relativo “onde” deve ser empregado em referênjcia a lugarés. Afinal. por ser substituto de “utopias”. j [ (B) Errado. Nã0 há razão para que se empregue nesse texto a preposição “com”: a oráção “que se almeja” em voz passiva pronominal. Nâb ve: mos possibilidade de emprego do‘pronofne relativo “onde” nessa passa gem. “alguma coisa é preferível a butra coisa”. Ainda que se dê ao relativo “onde” o entendimento de que. é de se evitar gral dações do tipo “mais preferível”. A frase correta será: “O futuro que se almeja fukciona enquanto árbitro moral do presente”.Prova 6 . represèntante semântico do substan| tivo "futuro”. Algo. j ■ ' ' j'' S (D) Errado. tem comO sujeito o prònome relativo “que”. I (C) Errado.a luf gar virtual de onde alguém se impulsionaria para construir o futuro. embora reconhecendo ser questaoj melindrosa. Unicamente alpreposição "à” deve ser empregai da para regér seu complemento nominalj Além disso. É feio que tais lugares^ eyentualmente. dejsautoriza o jemprego da preposição "dei: Eis o texto corrigido: “Steiner insiste em que somos uns nostálgicos de antigos futuros”.. refira-se.vez que nada a solicita nem a justifica. que éj assim.no sentido de “contar com algo” O pronome “se” é índice de indeterminação do sujeito.Analista Judícráricj/Bibüotecário/TRT da 2a Regtão/2008 (A) Errado. São ás circunstântías em que surgem metáforas. O adjetivo ^preferível” deve sér empregado com regência semejlhante ao verbo qué lhe é cognato “preferir”. vale dizer. mais sério invalida esta passagem. entretanto. uma . em que a oração sujbordinada àdjetivá restritiva “com quej já não se conta” apresenta-se com pronome relativo corretamente regido pela preposição “com” que surge da demanda da forma verbal “conta”. Esteíato impede que surjá a aludida preposição. empregada com regência transitiva indireta.

a oração “que alimentaram tempos passados". todos eles deram lugar aos afazeres imediatos.o descarte das utopias. A supressão do par de vírgulas mencionado implicaria inserção de oráção de valor restritivo. deram lu­ gar aos afazeres imediatos. agora. a par­ tir da leitura do texto com a pontuação com a qual se apresenta. II. Preocupa-nos. Atente para as seguintes frases: I. com suas pontua­ ções empregadas: I. pas­ saríamos a entender que nem todos os homens “despacharam as uto­ pias” e que. (C) I. (B )Ie lII. do empre­ gado no item anterior. A supressão das vírgulas altera o sentido da frase SOMENTE em: (A) I e l I . que é caracterizador do homem de hoje .08. que despacharam as utopias.e isto sem exceção . III.Assim. consequentemente. hoje. 110 Décio Sena .já não seriam todos os sonhos coletivos . somente àqueles que as despacharam caberia a tarefa de buscar revigorá-las. entendemos que todos os sonhos coletivos alimentaram tempos passados e. de uma oração subordinada adjetiva restritiva. que alimentaram tempos passados. (E) III. em "Caberia aos homens de hoje que despacharam as utopias buscar revigorá-las”. Caberia aos homens de hoje. II* Os sonhos coletivos. que surgiria da presença. buscar revigorá-las. isolada por um. Assim.de­ ram lugar aos afazeres imediatos. é entendida como uma ex­ plicação para a expressão K Os sonhos coletivos” . par de vírgulas. Observamos o mesmo emprego de pontuação. Vejamos os textos originalmente fornecidos pela questão. muito mais a agenda do dia do que um projeto de longo prazo. neste item. (D) II. As vírgulas empregadas salientam o caráter explicativo da oração su­ bordinada adjetiva “que despacharam as utopias” Entendemos. fazendo com que o leitor entendesse que apenas os sonhos coletivos que alimenta­ ram tempos passados . Com efeito. por isso. o que promoveria clara alteração semântica no período. A supressão das vírgulas que isolam a aludida oráção promo­ veria sensível alteração semântica.

a originalidade. As vírgulas empregadas neste período estão a isolar adjunto adverbial. 2004» p. o homem. Ela pode trabalhar a favor do homem e de sua liberdade. (E) são altamente positivos quando hipertroficamente utilitários. enfim. (D) revelam o instinto que destrói nossa integridade originária. percamos nossa integridade originária e nos trans­ formemos em números anônimos. Nesse caso. nenhum valor éti­ co. São facultativas em seu emprego e têm por finalidade realçar estilisti* camente o aludido adjunto adverbial. na medida em que trabalha para que todos. A técnica é meio. Sua supressão em nada alteraria o sentido final da mensagem. (B) adquirem alto valor ético quando postos a serviço da liberdade humana. (PéUegrino. nunca fim. por melo da técniio ca. mas não encerram. Manipulada por uma sodedade dividida e alienante. Ao totalitarismo. Hélio. 111 Português . Lucidez embriagada.Analista Judidário/Biblíotecário/TRT da 2a Região/2008 III.a liberdade. (C) devem ser submetidos ao controle do totalitarismo social.que dela faz parte . hipertroncamente utilitária e predatória. os recursos da tecnologia: (A) adquirem alguma eficácia apenas quando bem manipulados. São Paulo: Editora Planeta do Brasil. o terrível perigo da tecnologia posta a serviço de uma ordem de coisas desumana. Ê esse o grave. na medida em que se subordina aos valores humanos. 5 A técnica pode melhorar e enriquecer extraordinariamente a vida hu­ mana. constrói um mundo que o coisifica e o devora como pessoa. As questões de números 9 a 15 referem-se ao testo que segue. a pluralidade dos se­ res. tudo aquilo que significa o esforço do homem para realizar15 se e conquistar-se em sua dignidade. a peculiaridade. crianças e adultos. a criatividade. Tecnologia e totalitarismo A tecnologia e a televisão . 162/163} 09. De acordo com o autor.são altas criações do espírito humano. passa a ser instru­ mento de opressão e alienação. contanto que o organismo social em que se insere faça dessa meta o alvo de sua atividade global. em consumidores de mercadorias num mundo todo ele transformado em mercado. em si mesmas. externada pelo período. destruindo-o no seu centro . e à propaganda que o serve.Prova 6 . aborrecem a liberda­ de. É tam­ bém o perigo da televisão.

No contexto do segundo parágrafo. A técnica é meio. em passivo consumi­ dor de produtos em um mundo no qual o mercado torna-se o senhor. que é: a tecnologia e a televisão são instru­ mentos importantíssimos para o homem. em “libertária” . Ela pode trabalhar a favor do homem e de sua liberdade. na verdade. em si mesmas. enquadram-se em um mesmo perfil: o daquelas em que a tecnologia foi posta a serviço não do homem.são altas criações do espírito humano. desde que estejam impregnados de ética.a sociedade em que a tecnologia é posta como instrumento para aprimorar o espírito humano . (C) a predatória e a opressiva. aquela. (D) a consumista e a totalitária. que. (E) a libertária e a alienante. na medida em que se subordina aos valores humanos. 11. De início. A técnica pode melhorar e enriquecer extraordinariamente a vida humana. (B) as regras do mercado derivam da hipertrofia tecnológica. presente na opção “b” pode ser encontrada na leitura atenta da passagem que abaixo transcrevemos: "A tecnologia e a televisão .e "alienante”. nunca fim. (C) o consumismo submete o homem ao império do mercado. (B) a pluralista e a criativa.” Os itens “a”. contanto que o organismo social em que se insere faça dessa meta o alvo de sua atividade global. convertendo-se. mas dela própria ou de interesses outros que não os da dignificação do ser humano. A resposta da questão está na opção V 5 . D é rin Çpna 1*»*) . “b* “c” e "d” propõem como an­ tagônicas sociedades que. passi­ vo. mas não encerram. que torna o homem mero recebedor. “d” e “e” trazem-nos afirmativas que vão de encontro à ideia central sugerida pelo texto. nenhum valor ético. assim. deve-se entender que: (A) o totalitarismo é um subproduto do excesso de propaganda.Provas Comentadas da FCC A resposta para esta questão. O autor do texto estabelece um confronto entre dois tipos antagônicos de sociedade: (A) a manipulada e a coisificada. inversamente. sozinhas. das mensagens da televisão.que dela faz parte . não possuem. 10. podemos apontar que os itens “a”. u c”.

| P n r+ itín !P < : . qual seja o de concessãoJ Sendo todos igualados Semanticamente.anônimos. | (B) mesmo quando.. na medida em que trabalha para que to­ dos. (E) não obstante. A leitura atenta j do último período do seguido parágrafo que transcreve­ mos fundamenta a respjosta para a presente questão: “É também o perigo dá televisão. ’ . (C) embora. passa' a ser instrumento de opressão e alienação.Prova 6 . passa a ser instrumento de opressão e alienação. como Ünstrumento de opressão e alie-j nação” relativamente à-segunda oração.. homem ao império do mercado.Analista Judiciário/Bibliotecârio/TRT da 2a Região/2008. que. (E) a criatividade humana deve compatibilizar-se com o totalitarismo. (D) a perda de nossa integridade torna a televisão perigosa. acima. '[Embora” é “Não obstante” sãoj todos portadores de uma valor semântico comum. As demais opções contemplam afirmativas qixe não encontram justificativa na leitura do texto oferecido. I 12. hipertroficamexíte utilitária e predatória. o emprego de "Uma vez” torna-se muito oportunol Ê como se disséssemos: Casb seja manipulada por umã so-j ciedade divididã e alienante. não poderiam ser a resposta solici-j tada no comando da questão. crianças e ajdultos. %mensagem relativa à indicação do item C da questão. Manipulada por uma sociedade dividida e [alienante. hipertroficamente utilitária e predatória. é a suaresposta:|0 consumismo submete o.percamos nossa integridade originária e nos trans­ formemos em números. [para que se evidencie a natdreza condicionante da oraçãoj sublinhada em iManipúlada por uma sociedlde dividida e alienante. b | Por outro lado. A questão poderia ser resolvida com certa fapidez caso se observasse que os operadores “Conquanto” “Mesmo quando’:’. A frase acima NÃO sofrerá alteração de sentido caso venhamos a iniciála com: (A) conquanto. (D) uma vez. hiper-j troficamente utilitária e predatória. êm consumidores dè mercadorias num mundo todo elejtransformado em mercado”! Vemos.

Relembremos que.pondo-lhe .a tornará. respectivamente. por: (A) endeusá-la .pondo-a . então.endeusá-la: o verbo “endeusar” tem regência transitiva direta.pondo-lhe .pondo-a . O mesmo fato descrito no item an­ terior . um objeto direto. o que implica. más se o homem endeusá-la. tornárá a tecno­ logia um instrumento de opressão social. a ênclise é obrigatória.torná-la-á. a opção pela ênclise é para que se localize a resposta da questão.inexistência de palavra atrativa em início de oração . respecti­ vamente: vocábulo oxítono terminado em “a” e vocábulo monossílabo tônico terminado em “a”. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os ele­ mentos sublinhados. (C) endeusar-lhe . assim. liberta-o. surgirá o período: A tecnologia. As justiõcátivas são as seguintes: 1. o que faz com que se substitua o seu complemento "a tecnologia” pelo pronome pessoal oblíquo átono “a”. Os dois acentos agudos estão empregados em obediência às seguintes regras. Ao se proceder às pronominalizações solicitadas. estando. sendo. pelo pronome pessoal oblíquo átono “a”.a pondo-lhe tomará. pondo-a: o complemento verbal M a tecnologia” atende à regência tran­ sitiva direta da forma verbal “pondo”. tomá-la-á tím iiistrumento de opressão social. mas se o homem endeusar a tecnologias pondo a tecnologia acima de sua liberdade. (D) lhe endeusar .impede o emprego pronominal em próclise. torná-la-á: o verbo “tomar” tem emprego transitivo direto. mais uma vez. pon­ do-a acima de sua liberdade. existindo mesóclise. 2.trovas comencaaas aa ru c 13. igualmente correta a forma “a endeusar”. servindo ao homem. (B) a endeusar. servindo ao homem. (E) endeusá-la . dado o uso do fu­ turo do presente em "tornará”. assim o seu complemento "a tecnologia” deverá ser substituído. liberta-o. mesóclise obrigatória. pois estamos com uma oração em seu início. para efeito de acentuação gráfica. Décio Sena 1 1 4 . inexistindo vocábulo atrativo para o pronome citado. uma vez que a presença do sujeito indicado pelo substantivo "homem” facultaria a próclise.tornar-Ihe-á. daí sua obrigatória substituição pelo pronome pessoal oblíquo V . nes­ ta passagem. cada fração verbal remanescente deverá ser considerada como uma palavra de vida própria. 3. A tecnologia.tomá-la-á.

Observe-se a trans­ formação da referida oração em sua correspondente voz passiva analí­ tica: w As razões pelas quais os homens se encantam como o mundo da mercadoria não são compreendidas”. uma vez que seu sujeito está indicado pela expressão “os imperativos éti­ cos”. assim» obrigatório. (B) O sujeito da locução verbal “deve incomodar” está indicado pela ex­ pressão "o pluralismo dos valores sociais” cujo núcleo “pluralismo” acarreta obrigatório emprego do verbo em singular. ela tra­ balhará a favor do homem. teremos: (A) O plural é obrigatório para que se promova a concordância do verbo com o. 115 Português . (C) O sujeito da oração de voz passiva pronominal “Não se compreendem as razões” tem como núcleo o substantivo "razões”. por oportu­ no. Esta é a resposta da questão. seu sujeito semântico “homens”.14. Atente-se. que é indicado pelo substanti­ vo “situações” (E) A forma “vinculem” tem obrigatório emprego em plural para que se atenda. à regra geral da concordância dos verbos. novamente. (E) Caso se_____ (vincular) à tecnologia os imperativos éticos. (B) Ãos homens libertários jam ais_____ (dever) incomodar o pluralis­ mo dos valores sociais. com núcleo no substantivo “imperativos”. O plural é. (C) Não se______ (compreender) as razões pelas quais os homens se en­ cantam com o mundo da mercadoria* (D) ______ (decorrer) do maú emprego da tecnologia as situações em que o homem perde sua dignidade. que faz caracte­ rizar tal expressão como objeto indireto da forma verbal “se vinculem”. para o emprego do acento grave em "à tecnologia”. (D) O emprego em plural do verbo surge da necessidade de se fazer sua concordância com o núcleo do sujeito. Ao preenchermos as diversas lacunas encontradas na questão. os homens tornam-se alienados. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher corretamente a lacuna da frase: (A) Quando se_____ (deixar) encantar pela tecnologia em si mesma.

sem acento grave. de regência transitiva direta. (B) Nesta alternativa. o qual se analisa como objeto direto. Na segunda pas­ sagem. o acento está adequadamente empregado. (D) O primeiro emprego do acento grave está correto: “às favas” é uma lo­ cução adverbial formada por palavra feminina e. a qual forma juntamente com "à proporção que as duas únicas locuções conjuntivas merecedoras obrigatórias do acento grave indicativo da crase. formada por pala­ vra feminina. Na segunda ocorrência. por isso. não têm valor em si mesmos. uma vez que temos a locução conjuntiva “à medida que”. Nos diversos itens da questão. sen­ do. o vocábulo “a” do referido sintagma apenas artigo definido e. o acento é indispensável. uma vez que temos uma locução adverbial (“à vontade”). recebe obrigatório acento grave. (C) Não pode haver emprego de acento grave na primeira ocorrência do fragmento acima: "princípio” é vocábulo masculino. como já vimos. Justificam-se ambos os usos do sinal de crase em: (A) Muitos ficam à vontade diante da televisão. notam-se os seguintes fatos no tocante ao emprego do acento grave indicativo da crase: (A) Na primeira passagem. assinalado com o competente acento grave. à despeito de por ela se­ rem manipulados. No entanto. na segunda ocorrência há flagrante equívo­ co: não se emprega acento grave antes de vocábulos masculinos. alcançam-no à medida que sejam utilizados. (D) Não é caso de mandar a tecnologia às favas. pelo contrário. ante­ cessor do substantivo feminino "televisão”. O verbo “poupar”.Provas Comentadas da FCC 15. Entretanto. que. caracterizou o fenômeno da crase. não provoca presença de preposição em seu complemento “a criança”. contraída com o artigo definido “a”. então. à princípio. (B) Deve-se poupar à criança do risco que representa assistir à televisão durante horas seguidas. a segunda ocorrência do acento Décio Sena 116 . o primeiro acento está incorreto. (E) O fato de estarmos sempre às voltas com as leis do mercado não sig­ nifica que devamos nos submeter às suas determinações. a regência tran­ sitiva indireta do verbo "assistir” empregado com sentido de “ver” fez surgir a preposição "a”. (C) Os recursos tecnológicos. trata-se de bem aproveitá-la à cada vez que se faz necessária.

por! isso mesmo. I ' . jnesmo havendo a presença de pronome possessivo feminino claramente expresso.Prova 6 .preposição é. | 117 Português . Inicialmente. empregou-se 0 acento na locução adverbial "àá voltas*.íem “O fito de estarmos sempre àsivoltas com as lèis do mercado não:significai que devamos nos submeter à (ou a) sua determinação. por exemplo. o acento grave é in­ dispensável. inviabilizadór de tal acento. uma vez que o vocábulo 'cada" é pronome inde­ finido e.. compulsó­ ria e requisitada pela regência verbal.Analista Judidário/jBifafiotecário/TRT da 2a Região/2008\ grave está equivocada. aojmesmo tempo que a. (E) Finalmente chegamos ao item em que osjdois acentos graves estão per­ feitamente empregaldos. Esta menção é importante uma vez que a presença de pronome possessivp feminino diante de substan­ tivo claramente expresso e em singular faculta o emprego do pronome. o aceníjo grave deve-se à contração da preposição *a” exigida pela regência do verbo “submeter”. por estar o vocábulo "às” no plural. . com o artigo definido "as” que antecede o substantivo feminino plural “determinações” Convém recordarmos que. Iuma vez que a simples indicação de plural para o vocábu­ lo ttas” já é o |suficiente para que percebamos haver a presença de artigo definido. formada por palavra feminina. Na segunda passa­ gem. tal qual ocorreria. igualmente.” Esta é a resposta da questão.

Gabarito: 01) D 02) C 03) C 04) B 05) A 06) D 07) E 08) A 09) B 10) E 11) C 12) D 13) A 14) B 15) E Décio Sena 118 .

Eh lá. quando um mais afobado desanda a correr pelo pátio ou a gritar ordens. bota a mão no ombro do voluiitáriò msòfridò è'diz-lhe. carregar dois meninos ao mesmo tempo. Só que não se apressa e. ao vê-lo caminhar desempenado. botar colchão na cabeça. Ainda assim. homem! O outro. olhos nos olhos: .Porque senão te abombachas no banhado. em vez de atrapalhar. explicando: . prática de enchen­ te. afasta-o de leve. ia queimar-se.Mas pór quê? . de eleição* de repressão a contrabando e prática de guerra (autobiografia oral). no posto mais próximo do hotel em que se hospedara. pergunta: . Vendo o rapazinho imberbe que queria to­ mar a si o caso de uma famüia inteira. de incêndio. o que às vezes aumenta um pouco a atrapalhação. de saída. Ninguém lhe dá a idade que tem. mas o rosto claro e amical do ve~ lho o desarma. E seo òütro não entende: . inclinar-se até o ladrilho. amigo! Está sempre recomendando calma e jeito.Não guásqüeies sem precisão nem griteis sem ocasião. que perdera tudo. 5 10 is 20 25 119 . e procura impedir que outros atrapalhem.Devagar pelas pedras. aconselha por baixo da bigodeira branca: . de rodeio.Isto não é cancha pra cavalo de tiro curto. mas tudo se resolve com bom humor. Voluntário O velho gaúcho foi ajudar.Prova 7 Secretário de DiIigêndás/MPE-RS/2008 As questões de números 01 a 10 baseiam-se no texto apresentado abaixo. chêt Como tem prática de campo e prática de cidade. surpreso. de seca. o serviço de assistência aos desabrigados pelo temporal. reassumir a postura erecta sem estalo nas juntas. propõe. a divisão dos serviços em setores bem caracterizados: » ■ Pois não sabes que tropa grande se corta em mais de um lote pra que vá mais ligeiro? Ajuda mesmo. não te apures que é lançante.

e diz-lhe: Estás que nem carancho em tronqueira. prática de enchente» de seca.570~57I) 01. piazito! Toma lá este regalo.Carlos Drummond de Andrade revelador não só de ironia . Anima a uns e outros. Mio de Janeiro: Nova Águiíar. e prática de guerra (autobiografia oral) O comentário isolado por parênteses pressupõe que: (A) a enumeração dos possíveis atributos é feita pela própria personagem. se aparece­ rem mais garotos infelizes. porque ficou idio35 tizado de terror. de repressão a contrabando e prática de guerra (autobiografia oral}.Provas Comentadas da FCC Nomeia o rapazinho sen ajudante-de-ordens. na ver­ dade um comentário estabelecido peio autor do texto . W 30 (Carlos Drummond de Andrade. e daí a pouco a famí­ lia sente que.e é capaz de tirar outros. propõe„de saída. de carregação. puxa-lhe o queixo. a divisão dos serviços em se­ tores bem caracterizados:** Nele percebe-se a inserção de informação contida entre parênteses. (D) sua inclusão contradiz a caracterização da personagem. (E) as qualidades referidas devem ser exigidas de voluntários em situa­ ções de emergência. Como tem prática de campo. O fragmento textual do qual se explorou a questão ora estudada está trans­ crito a seguir: “Como tem prática de campo e prática de cidade. que ele saca do bol40 so da calça como se fosse mágico . (C) a retificação é importante para esclarecer o que se afirma em todo o parágrafo. depois de tudo perder. 2003> p. achara uma coisa nova: proteção e confiança..consideradas as qualidades tão Dédo Sena 120 . (B) as informações apresentadas no texto são aleatórias e desnecessárias. Prasa seleta. O regalo é um reloginho de pulso. Suspende no ar o garotinho que não fala nem chora. v ol único. de incêndio>de rodeio. dá-lhe uma pancadinha no trasei­ ro. constante do Io parágrafo.. de eleição. não quer ver ninguém triste demais da conta.

do sistema sblar movem-se em torno do Sol. passado. comò. necessariamente. o jogo já começara. provinda do própiüo personagem. a depender de outro.no posto mais próximo do hotel em que se hospedara. \ 1 .uvelho gaúcho”.. pojr sua vez. (C) ação passada. também no passado”. j Para as demais alternativas. Estamos a falar. a informação cru­ cial de. posterior ao primeiro. também no passado. j j Podemos verifkàr que as duas formas verbais constantes no período indicam! ações passadas: “chegamos” e “começara” sãoi sem dúvida.. (D) fato realizável. . antecedentemente a um outro fato tâ-mbém pretérito. também já finalizado. j (B) incerteza em relação a uma situação futura. sendo umaidelas anterior a outr4..” Na verdade. ações do passadoj e concluídas no passado. ocorrido e finalizado. 121 Português . o pretérito mais que perfeito aponta um fato pretérito. anterior a outra. Por excelência. de dtaas ações passadas e esgotadas no passado. No confronto entre blas resta uma evidência: a cir-j cunstância de ojjogo começar é anterior à. então. até por sèr aquela seqüência de atribiítos apenas uma autobiografia oral. ou seja.. teremos as: indicações de modo e tempo' seguintes: j í i } : I (A) O presente do indicativo é o responsável [por esta indicação: os planetas. ajnterioría outra.Prova 7 -Secretário de Difigêndas/MPE-RS/2008 : ‘ distintas que atingem o .. (E) fato passado e terminado em um momento específico. de dois pretéritos perfeitos..de chegarmos ao estádio. apòntamos como resposta paraj a presente questão o item (C): “ação passada. O emprego da forma verbal grifada acima ibdica: (A) ação habitual e repetitiva. também. subiínhou-se um pretérito mais que perfeito do indica tivo. Deseja-se que o candidato indique o:tom semântico introduzido pela forma verbal sublinhada em “. en­ tão. Trata-i se. de um |pretérito anterior a um outró pretérito. vale dizer. ser.. no põsto mais próximo do hotel em que se hospedam . j Observemos o ekemplo que se segue: Quando chegamos ao estádio. í Deste modo.. daí a nomenclatura! apontada para aj forma verbal "começara” ser pretérito-mais-que-perfeito.

(B) Esta noção é informada pelo pretérito imperfeito do subjuntivo: É pro­ vável que o doente estivesse recuperado.de possé. de outra for­ ma. porqueficou idiotizado de tenor. Vejamos a transcrição do fragmento textual em que surgem os pronomes “lhe” motivadores da presente questão: "[O velho gaúcho] Anima a uns e outros.vpõrtar válòr . majoritariamente adotada. os pronomes referem-se ao garotinho que não fala nem chora e. diferentemente do último. agora. sintatícamente identificados como adjuntos adnominais. às suas análises morfossintáticas: U puxa-lhe o queixo” . Tal análise. puxa o seu queixo.-indica posse. (C) Nos dois últimos exemplos. Suspende no à rp garotinho que não fa la nem chora. identifica-se função sintática idêntica dos pronomes. sémanticamerite.. não quer. dá-lhs.. e diz-lhe Passemos. Há ilustres autores que veem a função de objeto indireto para tais pronomes. empregado como pronome pessoal. (D) Mensagem obtida pelo emprego do futuro do presente do indicativo: Irei ao debate. não é. puxa-lhe o queixo. Décio Sena 122 . (D) Nos dois primeiros exemplos. se houver compromisso de não ser agredido. sendo. nessas cir­ cunstâncias. (E) Efeito semântico obtido pelo emprego do pretérito perfeito do indicati­ vo: Estudei naquele colégio em 1985. É fato conhecido que os pròriomés pessoais oblíquos átorios podem. ninguém tiiste demais da conta. e diz-lheConsiderando-se os pronomes grifados acima. ao escrever “ puxa-lhé o queixo”. contudo. 03.temos um pronome pessoal oblíquo átono que. ao velho gaúcho. semanticaménté. Ò articulista informou-nos que ó velho gàúchõ puxa o queixo do gárótinlio. está correto o que se afir­ ma em: (A) Os três são exemplos de pronomes pessoais átonos de 3a pessoa. . (B) O antecedente comum a todos os três prononies é ninguém triste de­ mais da conta.puxa-lhe o queixo. se o transplante houvesse sido realizado» . os pronòínes estão empregados como possessivos. consensual.uma pancadinha no traseiro. ver. no primeiro. oü. em­ pregados com idêntica função sintática. dá-lhe uma pancadinha no traseiro. (E) Nos dois últimos exemplos.

já apon­ tamos este fato.becretana de üilfgenüas/MPE-RS/2008 aâá-lhe uma pancadinha no traseiro” . Já vimos antecedentemente que os três pronomes são alusi­ vos a “garotinho”.. Ele não se apressa só. da­ das as informações do texto. (B) Incorreto* Nenhum dos pronomes pessoais oblíquos átonos indicados tem o antecedente indicado. Na análise efetuada antes da verificação de cada item. Sintaticainente. desta vez em atenção à regência transitiva indire­ ta da forma verbal transitiva indireta “diz”. temos um adjunto adominal (objeto indireto. Esta é a resposta da questão. como visto na análise do primeiro pronome. (D) apenas em II e III. II e III. (B) apenas em III. (E) Incorreto. O primeiro deles funciona como adjunto adnominal.outra ocorrência de pronome pessoal oblíquo átono. III. às análises das diversas alternativas da questão: (A) Incorreto* Como vimos. apenas os dois últimos pronomes pessoais têm a mesma função sintática.l h e . objeto indireto. Só ele não se apressa e aconselha. Observe o uso da palavra só nas frases seguintes: I. os dois primeiros pronomes pessoais oblí­ quos átonos . O último deles tem funçãç de objeto indireto. ainda em função de objeto indireto. (C) Incorreto.. Na verdade.. (E) em I.. “e d iz . Só que não se apressa e . (D) Correto.funcionam como adjuntos adnominais.. tradutor de pos­ se.. semanticamente. II. Com as alterações havidas na frase original do texto. os três pronomes são alusivos a “garotinho”.e não os dois últimos . para uns). Como já vimos.novamente temos um pronome pessoal oblíquo átòno mais uma vez. conquanto aconselhe. ou mesmo “dá uma pancadinha no seu traseiro. no caso.prova / .. 123 Português . Observemos que a mensagem produzida com a estrutura transcrita é a mesma de "dá uma pancadinha no traseiro do garotinho”.. (C) apenas em I e II.. houve também al­ teração de sentido: (A) apenas em I.. Passemos. que é absolutamente despropositado. Ele não só se apressa mas aconselha.. agora.aconselha.

Só que não se apressa e. as mesmas se realizam calmamente....bota a mão ao ombro do voluntário insofrido. mas feito com moderação.. carregar dois meninos ao mesmo tempo.pra que vá mais ligeiro? . que se negasse tal característica a todos os demais in­ tegrantes da jornada de assistência de vítimas ao temporal.. quando um mais afobado desanda a correr pelo pátio ou a gritar ordens. À presença do vocábulo “Só”. . Vejamos. o que vai de encontro ao conteúdo semântico original. sem. o serviço de assistência aos desabrigados pelo temporal Ninguém lhe dá a idade que tem. em um ritmo incessante.Provas Comentadas da FCC Transcrevemos o fragmento textual em que surge o vocábulo “Só”.. O texto agora apresentado sugere que o velho gaúcho era o único a não se apressar e aconselhar. Lemos. Incorreta. em busca daquelas nas quais há identificação com o tom semântico que se afasta do indicado no texto e ora analisado: incorreto. que nos afirma ser sua característica manter a calma. inclinar-se até o ladrilho. . Incorreta. 05. agora. 124 I. de certa forma. como já vimos. II. ao vê4o caminhar âesempenado. reassu­ mir a postura erecta sem estalo nas juntas.. freneticamente. Décio Sena . O regalo é um reiogmho de pulso.. entretanto... mensagem que se põe em oposição semântica ao enunciado antecedentemente. está em absoluta oposição ao informado no frag­ mento original. dedução não permitida pela pas­ sagem original. como se as ações sucedessem-se umas às outras.porque ficou idiotizado de terror. entretanto. botar colchão na cabe­ ça. apesar de múltiplas as iniciativas do velho gaúcho.. as opções sugeridas para emprego do mesmo vocábulo “só”.como se fosse mágico. o vocábulo ‘'Só” introduz uma ressalva que indica. para sua melhor identificação semântica: O velho gaúcho fo i ajudar. neste item. ob­ viamente somos informados de que a pressa é apenas sua característica. Ao lermos que ele (o “velho gaúcho”) não se apressa só. o que. aconselha por baixo da bigodeira branca: Como podemos observar.... Suspende no ar o garotirdio O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase: (A) (B) (C) (D) (E) . no posto mais próximo do hotel em que se hospe­ dara. o leitor fosse tentado a imaginar que as mesmas se dessem em um processo desenfreado. III. Era de se esperar que das inúmeras atividades por ele de­ sempenhadas. que o velho gaúcho apressa-se em suas atividades. indica-nos que. sem pressa.

. ar o gàfotinho observa-se v^rbo (“suspende”) com empre­ go transitivo direto. A expressão “mais ligeiro” traduz informação circunstancial (adjunto adverbial. comoj solicitado no enünciado da questão. Ó verbo “ir” . (E) Nomeia o rapazinho seu amdante-de-ordens*. Outro verbo de ligação (“fosse”.quando itm mais afobado desanda ajcorrer pelo pátio (B) Como tem prática de campoe prática decidade .. A expressão “um reloginho de pulso" funciona sihtaticamente como predicativo. da frase: i (A) . • í (C) Incorreto. transitivo direto. o serviço de assistência aos desabrigados pelo temporalL A função sintática do jfcermo grifado aciiha é a mesma do termo. j.. ! i r \ |. do verbo “ser”.. A forma verbal "bota” tem emprego. insofrido” desempénha papel de adjuntcf adverbial para a forma verbal em discussão.. Desta feita.. outro verbo de mesma regência tran-! sitiva direta: j | (A) Correto. adverbial de lugar. [ de saída. O adjetivo “idjiotizadó” é predicativo. funciona como predicativo < p vocábulo “mágico” 06. ' . ou seja. no texto desta alternati^ va.. sendo seu complemento jdireto (objeto direto) indicado por “o garotinho”.Prova 7 . i i í • i I . I (E) Incorreto. do verbo "ficar”. indicadora de modo. Mais um verbo de ligação. também grifado. nesta opção. no posto máis próximo do hotel em que se hospedara.. uma. é adjunto.mas tado se resblve com bom humor. ^neste caso “ser” . Seu complemento direto (objeto direto)j está indicado por “a mão”. | (D) Incorreto. emprego..Seèreíário de D!lfgêndas/MP£-RS/2008j t Em Suspende no. neste caso) foi apresentado nésta opção. | j 125 l Português . opção.de repressão a contrabanido. (B) Incorreto. tradütora de informação acessóriaj de lugar que se fornece ao verbo..empregado ná forma “é” f surgiu nesta. A expressão “no ar”. Temos. O velho gaúcho foi ajudar.é intransitivo. de ligação.propõe. (C) . vejamos)todas as alternativas da quejstão para localizarmos.na forma “vá? . portanj to). j j l I (D) .. adivisão dosserviços em setores: bem caracterizados. também. vez que introdutorajde circunstância adverbial de lugar para a mesma* Esta é a resposta daj questão* . não se faz acompanhar de expressões compíementares.. Todo o sintagma “no ombro do voluntário. | Assim.

(E) Incorreto. agora. ainda portando o sen­ tido de resultado de ação. Foi posto em destaque um predicativo do objeto direto. O cultivo do lavrador foi fértil. Vejamos.o que nos permite classificar a expressão çomò um.Verifiquemos o texto fornecido no enunciado da questão. um adjunto adverbial. Décio Sena 126 .“aos . Inversamente. caso a expressão preposicionada e ligada a substantivo abs­ trato por preposição tenha valor semântico ativo. ou seja. percebemos que a expressão preposi­ cionada tem valor semântico passivo. ainda. temos nes­ sa circunstância um adjunto adnominal). Sabemos que. teremos um complemento nominal. outro adjunto adverbial (D) Incorreto. nessa opção. (nota-se uma expressão preposiciona­ da e ligada ao substantivo abstrato ‘cultivo” tradutor de resultado de ação. ou seja. as diversas opções da questão. então. Assinalou-se. havendo vaior semântico passivo na expressão. a soja foi cultivada e} nes­ sa circunstância. um complemento nominal Esta é a resposta da questão. recomenda-se cauteia para que se distinga o adjun­ to adnominal do complemento nominal. o serviço de assistência aos desabrigados pelo temporal ” Trata-se de expressão preposicionada e ligada ao substantivo abstrato “as­ sistência”.complemento nominal . em busca de outro comple­ mento nominal: (A) Incorreto. Aplicando os raciocínios acima descritos à passagem que ora estudamos Ç\. neste caso. (C) Incorreto. semanticamente observada.. (observa-se uma expressão preposicionada e ligada ao mesmo substantivo abstrato “cultivo”.desabrigados” . Por exemplo. (B) Correto. entendemos que a expressão preposicionada é. nesta opção. no posto mais próximo do hotel em que se hospedara. tem nítido valor semântico passi­ vo. 1. um adjunto adverbial. tradutorada ação de cultivar. 2. que se liga por meio da preposição “a” ao substantivo abstrato “repressão”. bem como a fun­ ção sintática de sÜá éxprèssaò grifada: “O velho gaúcho fo i ajudar. A expressão “a contrabando”. Temos. Temos. será adjunto adnominal.serviço de assistência aos desabrigados pelo temporal”) nòtamos valor semântico passivo para. a denominamos complemento nominal). sendo. O cultivo de soia foi fértil. então. Nesses casos.

Percebe-se intenção irônica do autor em: (A) Só que não se apressa e. (C) ~ Pois não sabes que tropa grande se corta em mais de um lote pra que vá mais ligeiro? (0) Nomeia ó rapazinho seu ajudaníe-de-ordens. de rodeio3 de eleição.. de eleição. de repressão a contraban­ do e prática de guerra (autobiografia oral). (B) Proteção e confiança. propõe. oral. salientada pela informação de que. 08. depois de tudo perder. aconselha por baixo da bigodeira branca.servem de contraponto à presunção autoritária de uma pessoa mais velha e experiente. de incêndio» de rodeio. piazito ..Voluntário . expressas em 2a pes­ soa. prática âe enchente. caracterizando os diálogos. de seca. a divisão dos serviços em seto­ res bem caracterizados: Observa-se na atribuição de dotes que faz acerca do velho gaúcho. termos que caracterizam as atitudes do velho gaúcho. quando um mais afobado desanda a correr pelo pátio ou a gritar ordens. e daí a pouco a família sèhte quê. 127 Português . culminando com a menção à prática de guerra. achara uma coisa nova: proteção e confiança.. Está Incorreto ò que se afirma em: (A) O título . garantem a coerência de todo o texto.rapazinho. que abran­ gem um vasto espectro de possibilidades. (B) Como tem prática de campo e prática de cidade» prática de enchente. não quer ver ninguém triste demais da conta.» i w a / — jçuiuwinu uu u/higti ivirc*l\0/ «4UU0 07. neste caso. podem sintetizar corretamente a ideia central do texto. (E) As palavras empregadas no diminutivo . (E) Anima a uns e outros. Observemos a passagem: Como tem prática de campo e prática âe cidade. (C) As falas da personagem principal da narrativa. de repressão a contrabando e prática de guerra (autobiografia oral). mais ainda. o registro é apenas autobiográfico e.atribuído à crônica permite ao leitor uma ideia áhtecipádá dò deséhvolvimentó do texto. (JD) O discurso direto que aparece em toda a narrativa. caracteriza­ da pelo universalismo dos predicados cedidos ao personagem. a interfe­ rência de Carlos Drummond de Andrade carregada de ironia. garotinho. de saída . âe seca3 de incêndio. constitui um dos recursos coesivos do texto..

O título “Voluntário” já é alusivo ao caráter solidário do velho gaúcho. Carlos Drummond de Andrade optou pelo em­ prego da segunda pessoa do singular para as formas verbais e pronomi­ nais» o que é uma característica do falar do povo gaúcho. (D) Correto. (B) Correto. (C) O emprego do ponto de exclamação introduz vivacidade na narrati­ va e acentua a autoridade. Não guasqueies sem precisão nem grites sem ocasião. Décio Sena 128 . do velho gaúcho. prenunciados pelos dois-pontos. comum em ditos populares. Habilmente.Provas Comentadas da FCC Analisemos todas as alternativas da questão» em busca daquela em que se nota equívoco na apreciação do texto: (A) Correto. Assim. 09. atributos que se observam na perso­ nalidade do velho gaúcho. Trata-se de personagem caracterizado peia brandura. sendo. observemos como todos os discursos diretos inserem-se no fluxo da narrativa. ocorrido no Rio Grande do Sul. des­ te modo. os diminutivos são sugestivos de fala carinhosa. (C) Correto. “Proteção" e "confiança”. Ê absurda a tentativa de associar-se ao velho gaúcho o per­ fil de pessoa autoritária. A coesão é a característica que faz com que as ideias de um texto surjam logicamente encadeadas. formam o eixo em torno do qual se estrutu­ ra o texto. baseada na experiência. homem! Considerando-se a frase transcrita acima» a afirmativa que NÃO está de acordo é: (A) Os dois segmentos que a compõem apresentam paralelismo sintáti­ co. pelo interesse em ajudar os demais de forma desinteressada. Assim. o que permite afirmar que promovem a ligação entre as ideias. (B) O sentido que ela transmite retoma o que foi dito anteriormente em Está sempre recomendando calma e jeito. inclusive. trazendo. coerência entre a linguagem e o fato narrado. (E) Incorreto.

os inlperatrvos negativos . Os. j (C) Correto. sugestivos deipedidos e. 1Valha-me. Lembremos que os imperativos nem sempre sugerem ordem. pácificar o ambiente. j (B) Correto. comando.Secretário de DÍligêndas/MPE-RS>2008 (0 ) O cronista se serve de um dito popular incluso na narrativa parajus tifkar seu ponto de vista pessoal. em busca do que não contém afirmaf tiva correta. igualmente bimembre. Sèm dúvida a exclamação. até mesmo. faz surgir máisjyividamente a autoridadé provínda da ejqperiência do velho gaúcho. ora com frases liominais (“Farinha pouca* meu pirão primjeiro”).Não guasqueies sem precisão nem grites sem ocasião. ditajdos populares são frequentemente apresentados com estrutura análoga. : j■ j (A) Correto. homem!” está estruturada por meio de s duas orações coordenadas ( y Não guasqüeies sem precisão) e (nem. Não háquaiquer inserção deiponto de vista personalista. com respeito ào vocativo "homem!”. J (E) Ambos os verbos éstão flexionados noimperativo negativo. À jfala Não gtiasqueies seni precisão nemgrites sem ocasião. Trata-se do emprego do impeiktívo negativo.Prova 7 . ora com frases verbais (“Quem. grites sem ocasião) que formam um paralelismo sintático. j | (D) Incorreto. com ferro fere com ferro será ^rido"). configu­ rando-se aconselhamento. Nossa Senhoraf 129 Pórtuguês . quanto “Está sempre recomendando calma e jeito” são mensa­ gens que tqm por finalidade acalmar. nâo me esqueça”. São. I \ : i i (E) Correto. intpdutora de valor semântico de expressivifjade naifala. homem!”.em qual­ quer de suías pessoas ~ provêm do presjente do subjuntivo.i I. ás ve­ zes. Tanto M . na segunda pes­ soa do singular. de acordo com o contexto. Esta é a resposta da questão. de súplica: “Por favor. Vejamos os divérsos itens da questão. tra­ dutor da visão do cronista. Como sabemòs.

ao perder tudo.10. (E) Enquanto Viáüm ràpáziiUio no çaso de uma família inteira. . '.:áihdà. (C) Quando viu o rapaz ainda novo pretendendo auxiliar sozinho toda uma família quehaviá perdido tudo.tro lado. na Ixansição entre “ . ao perder tudo. sagem desprovida de:sentido/>Rèpéte4é.'cGisãJáira"pessoas^iirèxp^iéhtes. Vendo o rapazinho imberbe que queria tomar a si o caso de uma família inteira. busca daquela que contém texto coerenteménte produzido e reprodutor da mensagem ori­ ginalmente' disposta no enunciado Ha questão: (A) Incorreto.não%ríí.texto revela-se rigorosamèiité sem coesão. -família” além de^íqueria resolver sozinhò tòdà-uma família” sèr pas.tiro ciirto”:é transcrição literal.:a expressão ‘‘cavalo . explicando. Em outras palavras e com transformação de estruturas. Décio Sena 13 0 .Isto não é cancha pra cavalo de tiro curto. (B) . Não há mençãò no -texto original que possibilite o início da alternativa ora estudada com á passagem “Com pouco fôlego” Por ou.Isto não é cáncháprá cavalo de tiro curto”-e “foi ò jovenzinho que qtiériá rêsólVèir sozinho toda uma . V Observemos as diversas alternativas da presente questão.. (D) Qüéistoiião é cõisá prá géhtè pòucòsabi<Ía. (B) Afastando todos de leve é explicando: • * >Isto üão é cancha pra cavalo de tiro curto. e explica que aquilo não é trabalho pra cavalo de tiro curto. ex­ plicando-lhe quèãijuilô^.. o sentido do segmento transcrito acima encontra-se corretamente reproduzido. que per­ deu rèsdité4à(sòzml^^ expli­ cando que. em: (A) Com pouco fôlego.foio qüé eledisse vendo o rapáá hoviiiliò que queria résòlver todo o caso de uma família que. de faltá de clareza. em. o que contraria a solicitação de que se deve reproduzir ‘íem outras pialavras” o texto motivador da queétão. O . . afasta todos de leve. pór exemplo.Incorreto.“càvalo de .dade. afasta-o de leve. com clareza. á éxprèssãò. que tinha perdido tudo naquele caso. que perdera tudo. . O texto sofre.afãstóú-ò com delicadeza. istóiiãòé prágéhte de p o ^ o fôlego.. afasíou-o com tal explicação.dé... ainda. foi o jovenzinho quequeria resolver sozinho toda uma família. :Nãò há logici.. vendo que o jovenzinho queria ser o responsável pelo caso de uma família inteira.

ia3/ <vu ^uuo tiro curto”. o texto já se mostra precário quanto à repro­ dução das ideias originais: "Enquanto via ura rapazinho no caso de uma família inteira”. temos a exata reprodução das ideias contidas no fragmento que embasa a presente questão. por exemplo. constante no fragmento originalmente proposto no enun­ ciado da questão. em “resolvê-la”.n u v a / — J c u c i u i tu u c i\. (E) Incorreto. No seu início. Com a continuidade da leitura percebe-se um tex­ to caótico semanticamente. A símplesleitura do íira do texto permite a percepção de que não existe nele coerência semântica. não se consegue fa­ zer a associação devida entre o pronome “4a”. e o seu referente. 131 Português . ao perder tudo. Esta é a resposta da questão. afastou-o com tal explicação”. (C) Certo. fruto de má coesão: “vendo o rapaz novinho que queria resolver todo o caso de uma família que. Neste item. (D) Incorreto. disposto em outra estrutura e renovado em suas escolhas vocabulares. no qual.

Provas Comentadas da FCC Gabarito: 01) A 02) C 03) D 04) E 05) A 06) B 07) B 08) B 09) D 10) C II 9IM' Dédo Sena 132 .

. Os jardineiros só acre-j ditam no que seus olhbs veem. não leva em consideração o potencial destruidor da verdade. muito longe. E ele se perguntará: “Que pa-r lavra eu posso jdizer que. A senhora vai mor-j rer” Respondeu segundo um princípio iiiivariável para todas as situa-j ções. | ] Vou aplicai* a metáfora a uma situação: concreta.. | Os jardineiros não olham para as estrelas. jel^s têm de acreditar na palavra dos que dizem já as ter visto longe. se for um jardineiro.! . Ela suspeita dis­ so e tem medoJ O médico vái visitá-la.). É certò que eía morrerá. elá pergunta: “Doutor. o que a verdad^ irá fazer com o corpo e á aJma daquela mulher? O prin-j cípio... Ele só pensará nos olhos suplicantes daquela mulher. a resposta será simples: “Não. Que é que ò médico vai dizeri| Se o médico for àdeptò da ética estelar de princípios. I . sendo abjsoluto. A mulher está cortí câncer em estddo avançado. cuidará da mulher como se a palavra fosse um colo que acolhe uma criança?”jE ele dirá: “Você me faz essa pergunta porque você está .imperfeitos e mutáveis. Prova& Absesáoi/Áfea: Dirèító/MPE-RS/200^ As questões de números 1 á 10 referem-se ao texto que segúe. não sendo um engano (a senhora breve estará curada. Pensam á pjartir da experiência: pegam a terra com as mãos e a cheiram. | Ética de princípios 5 io is 20 25 As duas éticas: a que brota da contemplação das estrelas perfèitas. Como os homens comuns não veem essas estrelas. do fundo do seu medoj no fundo dos cjlhos dò médico. j: j ■■ Mas. Pensará que a sua palavra teijá que produzir a bondade. A lealdade a umiprindpio o livra de úm pensamento perturbador. será que eu esca-j po desta?” | | Está configurada uma situação ética. Olhando. I r I •. imutáveis e mojrtas.. Eles nada sabem sobre as estrelas que alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses.. mas vivos ~ a que os filósofos dão o nome de ética contextual. ele não se [lembrará de nenhum princípio. a que os filósofos dãó onomede ética de princípios e a que brota da contemplação dos jardins. a senhora não escapará desta.

0-Í/03/20ÕS) 01. na quai se lê: "opõenas a partir dos distintos compromissos de cada uma”. (E) aponta drásticas divergências entre elas e propõe um modo de conciliá-las. (D) opõe-nas a partir dos distintos compromissos de cada uma. o aborto de fetos sem cérebro. então.cniho se estivessem dé mãos dádas . Peia ética de princípios.a de princípios e a contextual . O uso da camisinha contribui para diminuir a incidência da Áids? As pesquisas com célúiás-tronco contri40 buem paira trazer a ciirá pára uma infinidade de doenças? O aborto de um feto sem cérebro contribuirá para diminuir a dor de uma mulher? O divórcio contribuirá para que homens e mulheres possam recomeçar suas vidas afetivas? A eutanásia pode sér ó único cámiiihò pará libertar uma pessoa da dor que não a deixará? 45 Duas éticas. a eutanásia são questões resolvidas que não requerem decisões: os princípios universais os proíbem. o uso da camisinha. ' Décio Sena 134 . (B) aponta fatores de uma sutil divergência entre elas e os classifica. ou seja. (C) julga-as convergentes e demonstra esse fato por meio de uma metáfora.. * A i. a verdade está subordinada à bondade. á pesquisa das célu35 las-tronco.f lU V é lS ^ U U IC iu a u c ts u a 30 com medo de morrer» Também tenho medo de morrer. o autor: (A) considera-as complementares entre si e as julga com plena isenção. Ao discorrer sobre as duas éticas .. enquanto a segunda privilegia à necessidade de se avaliar cada uma das situações com respeito ao que resultaria da simples aceitação de normas dadas como corretas. ná alternativa '(D). por isso mes­ mo. Paulo.o autor expõe as suas distintas naturezas: a primeira delas está vinculada à necessi­ dade de se observarem valores consagrados como corretos e.so­ bre a morte que òs dois haverãò dé enfrentar. Folha âe S. assim. . leva em conta os diversos contex­ tos existenciais. Mas a ética contextual nos obriga a fazer perguntas sobre o bem ou mal que uma ação irá criar. Comòsugériu o apóstolo Paulo. o divórcio. A resposta da questão está. inalteráveis. Ao tratar das duas éticas. À uriica pergunta a se fazer é: “Qual delas está mais a serviço dó amor?” (Rubem Álvès. os dois conversarão lohgaméntè .

I. apenas. apenasj (C) l e HI. O autor defende em seu texto a ética contextual. está correto o que se afirma em: (A) I. O. II. da bondade sobre a verdade. em nenhuma passagem autoriza o entendimento de que a éti­ ca de princípios não tenha aplicabilidade. então. por certo. que se caracteriza pela necessidade de se atender a princípios rigidamente dispostos como corretos pelo corpo social. apenas. a pa­ lavra sublinhada é uma metáfora dos princípios absolutos. Estão corretas. por ser leal a um princípio. ou seja.H e III. em certos contextos. Como já vimos. Com respeito às afirmativas abaixo. Errado. o fato de mé­ dicos estarem sujeitos à necessidade. não levando em conta os possíveis danos que a verdade. relativiza a ética. as afirmativas ! é III. Considere as seguintes afirmações: Na figuração da frase os jardineiros não olham para as estrelas.Assessor/Área: Direito/MPE-RS/2008 02. Cita. Cérto. poderá provocar. a ser ética contextual. inclusive. a ética que. imutáveis e mortas. III. No entanto. A ética de princípios brota da contemplação das estrelas perfei­ tas. a ética estelar está associada à noção de ética de •princípios. A diferença básica entre a ética de princípios e a ética contextual está no fato de que a primeira não tem aplicabilidade possível. 135 Português . na medida em que propugna pela ascendência. por força de seu afazer profissio­ nal. em cada situa­ ção. (B) I e II. IÍL A frase a verdade está subordinada à bondade foi citada como con­ traposição a um princípio da ética estelar. Em relação ao texto. (E) III. tem natureza absoluta. feitas acerca do texto “Ética de princí­ pios” verifiquemos quais estão corretamente apontadas: L Certo.Prova 8 . A frase do após­ tolo Paulo citada no item ora analisado está na oposição deste entendi­ mento e. apenas. que passa. de terem de empregar a ética de princípios. segundo o autor. (D) II e III.

Considerando-se o conjunto do texto. (E) Errado. é correto inferir que ò autor. Considerando-se o contexto. (B) deseja provocar em nós o mesmo dilema que o transtorna a cada vez que se coloca diante da questão com que encerra o texto. (A) Certo. (C) Errado. Pelo que entendemos da leitura atenta do texto. Considerando-se o conjunto do texto. (D) Errado. Décio Sena 136 . (E) alimenta a convicção de que os filósofos e os santos desconhecem a ética dos jardineiros. a qual serve como fundamento para o entendimento de que a vontade deve subordinar-se à bondade. Esta é a resposta da questão.Provas Comentadas da FCC 03. a ética deve ser relativizada em cada situação. A direção argumentativa do texto sobrepõe a ética contextual à éti­ ca de princípios. ou sobre os condicio­ namentos sociais historicamente dados como corretos. ao citar o apóstolo Paulo: “a verdade está subordinada à vontade”. o dilema ci­ tado nesta alternativa simplesmente não existe para o autor. ainda que longe do nosso alcance. dada a sua aceitação de que a ética contextual deve prevalecer sobre a ética de princípios. Ê nítida a opção do autor relativamente à necessidade de o sentimento amoroso predominar sobre a pura razão. de modo que a bon­ dade prevaleça. (D) admite que só o sistema dos princípios absolutos constitui uma ética verdadeira. (B) Como sugeriu o apóstolo Paulo. ou seja. Mais uma vez estabelece-se uma afirmativa que se encontra na exata oposição dos sentidos contidos no texto. Para tanto. inclusi* ve. 04. há um aspecto causai no segmento subli­ nhado na frase: (A) Os jardineiros só acreditam no que seus olhos veem. (B) Errado. a verdade está subordinada à bondade. (C) demonstra intolerância com quem costuma relativizar um princípio ético no contexto de uma dada situação. Entendemos justamente o oposto: o autor defende a relatívização da ética em conformidade com as situações existenciais. A argumentação que evidencia o equívoco desta afirmativa está na citação do apóstolo Paulo. lança mão de testemunho de autoridade. é correto inferir que o autor: (A) espera que o leitor responda afirmativamente a cada uma das per­ guntas formuladas no penúltimo parágrafo.

É como se disséssemos què "Por que [ < ? | princípio] ê absoluto. Todas as fòrms(s verbais estão corretamente empregadas e flexionadas na frase: | j (A) Se alguém ifor umiadepto da éíica estelar e lhe convir repudiar a májxima do ajjóstolo Paulo. se for. 137 Português . . apontada em ”0 princípio não leva em consider ração o poiencial destruidor da verdade”. j: | i í i (A) Errado. não hesitará em dizer a verdade que dói. hão leva 'em consideração o potencial destruidortda verdade. A j passagem sublinhada é. A oração reduzida de gerúndio "sendo absoluto” tem nítido vai lor causai. jObserve-se a conseqüência ique resulta da causa expressa pela oraçãq reduzida. mais que uma esperança. Agora. | (D) Errado. Estamos em busca da alternativa na qual fòi salientado aspecto semântico causai. sugestiva de valor semântico conformatívo. que. j j \ (E) Certo. um adjurko adverbiál e um verbo pronojminai que integram uma oração principal com valor semântico de adverr sidade.(“Os jardineiros jsó acreditam no”). sendb absoluto.Assessor/Área: Direito/MPE-RS/2008 (C) Mas. D) O estágio átual das pesquisas com células-tronco constitue. í I (C) Errado. ele riaò se lembrará de nenhum princípioj. sublinhou-se oração subordinada substantiva objetiva in d ire ta . (E) O princípi|>. | (C) Mesmo as jquestõès que requiserem uma escolha penosa levarão os adeptos daj ética de princípios a responder sem hesitação. (B) A lealdadeja um princípio poderá nos livrar de pensamentos pertuijbadores. resujltante de ter sido introduzida] por conjunção desta natureza. j j 05. | . j: j (B) Errado. Nãjs se pojde identificar valor causai na passagem sublinhada!. j (E) As angústias que Isobrevêm à declaração de uma verdade impiedosa não incomjodam òs adeptos dà éticade princípios.Prova 8 . (D) Mas a ética! contextual nos obriga a fàzer perguntas sobre o bem ou ò mal que uma ação irá criar. Sutjlinhou-ise o sujeito. na verdade. contém uma palavra-dinotativa de exclusão (“só”) e o verbo que í núcleo do predicado verbal) de uma oração principal. a certeza de sucesso: em inúmeras terapias. . um jardineiro. sé sobrepormos a verdade à txondade. . o princípio não leva em consideração o potencial! destruidor da verdade”.

Analisemos os seus diversos itens.u i i i c i iia -V iC » u a > w u A presente questão aborda as ftexões verbais.r i u v íd \ . empregou-se o verbo “sobrevir” derivado de “vir”. O emprego de seu derivado em “sobrevêm” está perfeito. 06* As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase: (A) A escolha entre dois sistemas éticos. procederemos ás necessárias correções nos textos originais. não hesitará em dizer a verdade que dói. (A) Se alguém fo r um adepto da ética estelar e lhe convier repudiara máxi­ ma do apóstolo Paulo. mais que uma esperança. (C) Mesmo as questões que requererem uma escolha penosa levarão os adeptos da ética de princípios a responder sem hesitação. Em tal item. as quais serão indicadas ém negrito. Vejamos cada uma das alter­ nativas da questão. costumam caracterizar um genuíno dilema moral. (D) O estágio atual das pesquisas com céhãas-tronco constitui. se sobrepusermos a verdade à bondade . Como vimos. (E) Costumam haver nos jardins imperfeitos e imutáveis mais inspira­ ção para a ética dos jardineiros do que para os adeptos da ética de princípios. Quando necessário. (D) Atribuem-se às estrelas perfeitas» imutáveis e mortas a propriedade de figurarem os valores éticos que se julgam absolutos. por vezes atuantes na mesma pessoa. (B) Há perguntas a que só se devem responder levando-se em conta que as verdades precisam subordinar-se à bondade* (C) Não cabe aos médicos adeptos da ética coníextual a produção de con­ solos mentirosos. portanto. na terceira pessoa do plural. para podermos indicar aquela ém qué hão sé notam equívocos de tal natureza. apenas o item (E) está isento de equívocos de flexão verbal. mas o oferecimento de um apoio verdadeiro. ao ser conjugado no presente do indi­ cativo e na terceira pessoa do plural faz surgir a forma “vêm”. Este último verbo. Esta questão trabalha os princípios da concordância verbal. em busca do que não contém deslizes dessa natureza: Décio Sena 138 . (E) As angústias que sobrevêm à declaração de uma verdade impiedosa não incomodam os adeptos da ética de princípios. a certeza de sucesso em inúmeras terapias. (B) A lealdade a um princípio poderá nas livrar de pensamentos perturbado­ res.

o que força o emprego verbal em terceira pessoa do singular.fTova y . como o comprova a existência do termo “a que”. por vezes atuantes na mesma pessoa. imutáveis e mortas a propriedade de fi­ gurarem os valores éticos que se julgam absolutos”. o texto tem de ser retifica­ do para “Há perguntas a que só se deve responder levando-se em conta que as verdades precisam subordinar-se à bondade. costuma caracterizar um genuíno dilema moral”. o que implica obrigatório uso da forma verbal citada em terceira pessoa do singular. seu objeto indireto. vale dizer. Deste modo. organiza orações de sujeito inexistente. Retificado o texto. entretanto. Assim ficará o texto corretamente redigido: “Atribui-se às estrelas perfeitas. que na segunda oração (“a que só se devem res­ ponder”) encontra-se uma locução verbal . Ao ser empregado com tal acepção. uma vez que seu sujeito tem como núcleo o substan­ tivo “escolha” o que acarreta o compulsório emprego de "costuma”. Sabemos que verbos transitivos indiretos. quando acompanhados do pronome “se”.” (C) Certo. Observemos. agora. fazem surgir orações de sujeito indeterminado. Em “Costumam haver” temos um freqüente erro de concordân­ cia verbal. (B) Errado. A forma verbal “costumam” está mal empregada em terceira pessoa do plural. nem por isso. teremos: “A escolha en­ tre dois sistemas éticos. sempre surgirá em tercei­ ra pessoa do singular. com núcleo em “produção”. Esta é a resposta da questão. O emprego do pronome “se” fez surgir oração com sujeito inde­ terminado. (D) Errado. equívoco semelhante ao que ocorreu na al­ ternativa (B): a forma verbal "Atribuem” tem regência transitiva indi­ reta. Como sabemos. com sua conseqüente divi­ são em orações: [Há perguntas] [a que só se devem responder] [levan­ do-se em conta] [que as verdades precisam subordinar-se à bondade]. empregado com sentido de “existir”. 139 Português . neste item.Assessor/Area. atenuado. na terceirá. o ver­ bo “haver”. é impessoal. O sujeito da for­ ma verbal "cabe” está indicado por “a produção de consolos mentiro­ sos”.pessoa do singular. Dirsito/MPE-RS/2008 (A) Errado. o que impõe a ãexão em terceira pes­ soa do singular para aquele verbo.cujo verbo principal tem regência transitiva indireta. o que desautoriza sua flexão em número. Não há erros de concordânciaverbal neste item. O texto retificado restará desta forma: “Costuma haver nos jardins imperfeitos e imutáveis mais inspiração para a ética dos jardineiros do que para os adeptos da ética de princípios".“devem responder” . Observemos a análise do período. Nota-se. (E) Errado.

Não procede a relação entre o pretérito imperfeito do indica­ tivo em “viam” com o futuro do presente encontrado em “terão”. muito longe. Considerando-se o contexto. (C) Se ele fosse um jardineiro. Não se nota deslize na correlação do pretérito imperfeito do sub­ juntivo existente em “fosse” com os futuros do pretérito em “viria” e "haveria”. Há plena compatibilidade entre o futuro do pretérito encontrado em “conversariam” e o presente do indicativo empregado em “assalta”. não lhe viria a ocorrer nenhum princípio. repetiu-se a mesma correlação verbal empregada na alternativa (A) (D) Certo. Houve a devida correspondência do pretérito imperfeito do sub­ juntivo em “fosse” com as formas de futuro do pretérito do indicativo "seria” e “teria”. (B) Incorreto. (D) A lealdade ao rígido princípio livrou-o da preocupação com o que a dureza da verdade poderia fazer com o corpo e a alma daquela mulher. 08. o elemento sublinhado tem sentido equiva­ lente ao do elemento em negrito no seguinte caso: (A) a que os filósofos dão o nome de ética contextual (Io parágrafo) . Há falta de correlação entre os tempos e os modos verbais na frase: (A) Se o médico fosse um adepto da ética estelar de princípios. ele não teria que decidir ou escolher. e sua resposta haveria de ser simples. Não há equívoco na correlação entre o pretérito perfeito do indi­ cativo em “livrou” e o futuro do pretérito empregado em “poderia” (E) Certo. (B) Como os homens comuns não viam essas estrelas» eles terão de acredi­ tar nas palavras dos que diziam que as têm visto longe. Décio Sena 140 .a cuja. os dois conversariam longamente. (E) Nesse caso. Esta é a resposta da questão. sobre o medo da morte. O tex­ to será retificado com o uso do pretérito imperfeito para os verbos “ter” e “dizer” como se mostra a seguir: “Como os homens comuns não viam essas estrelas. eles tinham de acreditar nas palavras dos que diziam que as tinham visto longe. como se de mãos da­ das. Neste item. muito longe”. a respos­ ta seria simples. (C) Certo.Provas Comentadas da FCC 07. Vejamos em que alternativa da presente questão a correlação entre tempos e modos verbais não se efetuou corretamente: (A) Certo. que nos assalta a todos.

então.à ex­ ceção de “cpjo” (e fiexões) . não sendo um engano (6° parágrafo) = ainda que não seja. mas vivo? a cuja oslfilósofos dão o nome de ética\contextuaV\ (B) Errado. os pronomes relativos . cada um dos itens da questão: (A) Errado. está posto em lugar do pronome demonstrativo “a” que ò antecede. an[tecedendo-b e em relação ao qual exercerá função sintática de adjunto adnominall Não é. ps dois conversarão longamente (6o parágrafo) = Em seguida. O focábulo assinalado é uma cpnjunção subordinativa càusa Introduz uma orarão que encerra a causa para que “ eles [os homem ] têm de acreditar ria palavra dos que dizem já as ter visto longe. uma vez que promoveria obrigatório emprego dja forma vertíal da. .Prova 8 -lAssessor/Área: Direito/MPE-RS/2008 (B) como os horaens comuns não veem essas estrelas (2o parágrafo) = conquanto. imu­ táveis e màrtas. Assim. forma “veem* em pretérito imperfeito do subjuntivp ("vissem”).brota da contemplação das estrelas perfeitas.que . imperfeitos e mutáveis. J i -I I Mesta questão.são vocábulos substitutos de termos antejriormente empregados. e jí que brota da contemplação dos jardins. surge áempre jao lado de um substantivo. deste modo1 . Como sabemosj. qúe faíria resultario textoiincoerente. valè dizer. a que os filósofos dãoio nome de ética de princípios. viável. Analisemos. porque prejudicado por má substituição: “ As duas éticas: a . No presente caso.' \\ | (D) aí. muito longe.' bem como na de “têm” no futuro do pretérito do indicativjo ("teriam”)»!alteraria radicalmente a medsagem. ! (C) que palavra eu posso dizer que. jpor exemplo. o pronome relativo “cujo” (e fiexões) é projnome adjetivo. j. além de gramaticamente irjaceitávèl. j 141 I Português . A expressão textual sublinhada compreende uma preposiçãó e um pronome relativo. devemos verificar em que alternativa o elemento sublinhado tem sentido equivalente ao do um elemento em negrito extraído do texto di Rubem Alves.. o pronome “quej’ sublinhado. então. SuJ substituição pelo vocábulo ^conquanto”.. | j I (E) a ética coniextualnos obriga a fazer pjsrguntas sobre o bem ou ma| que uma ação irá criar (7o parágrafo) = onde. a substituição proposta. caracteriZam-se por serem pronomes dç natureza substantiva. já que o termo sugerido (“conquanto”) é conjunção subordinativa concessiva. diferentemente.

uma subordinada adverbial concessiva. Voltamos a lembrar que os lugares passíveis de serem representados pelo relativo “onde” não necessariamente serão físicos. Assim. Não há a menor possibilidade de substituir-se o pronome relati­ vo “que” sublinhado pelo também pronome relativo w onde% exclusiva­ mente empregado para substituição de referências locativas. alterou-se o emprego da forma verbal relativa ao verbo "ser” para o pre­ sente do subjuntivo. e esta é uma dificul­ dade que ocorre frequentemente com as orações reduzidas. desta oração também está correta. metafóricos. Ambos os elementos sublinhados desempenham a função de sujeito no seguinte caso: (A) Eles nada sabem sobre as estrelas que alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses. o que não foi referendado pelo gabarito oficiai definitivo. reduzida de gerúndio. Nesta outra pode-se ver na passagem sublinhada uma oração subordinada adverbial concessiva. Em nosso ver. Convenientemente. sua substituição por “Em seguida” é per­ feitamente aceitável. outra leitura é igualmente válida para a presente situação. É provável que a eminente banca examinadora tenha visto na oração iniciada por “não sendo” uma subordinada adverbial causai. Em muitas circunstâncias.(C) Errado. (D) Certo. ocorrerá uma longa conversa. particular­ mente as de particípio e gerúndio. É perfeitamente aceitável esta interpretação. A substituição proposta manteria então. a verdade está subordinada à bondade. A expressão “ Aí. (C) Como sugeriu o apóstolo Paulo. logo após certa resposta de um jardineiro a uma mulher aflita. então”. cuja aceitação implica afir­ mar que o presente item está errado. 09. Ela suspeite disso e tem medo. observa-se o correto emprego de “onde” em relação a lugares virtuais. Que ê que o médico vai dizer? Décio Sena 142 . (B) É certo que ela morrerá. (D) E ele dirá: “Você me faz essa pergunta porque você está com medo de morrer”. uma vez que introduzida por locução conjwitiva (“ainda que”) que porta significado desta natureza. a afirmativa. No entanto. (E) Errado. no contexto em que surge* indica que. (E) Está configurada uma situação ética. no texto. no qual se vê como resposta a alternativa (D) para esta questão.

portanto. um objeto direto. encontraremos a segunda oração assim escrita: "es­ trelas alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses”. ambos. Isso porque não representa uma estrutura mode­ lar na língua portuguesa abrir-se oração com verbo e. por isso mesmo. para que a fun­ ção de “estrelas” fique bem facilitada em sua identificação. Não se trata de um simples termo de uma única oração. Ordenando os termos da oração. terá a mesma função do substantivo que substitui. Neste caso. com uma oração nà qual as palavras não estão postas em ordem direta. foi assinalado um pronome relativo. Deste modo. A função sintática de “estrelas”. após a substituição. em identificar-se a função que o substantivo que ele substitui tem. o que não atende â exigência do enunciado da questão. Ora. então.excetuando-se “cujo” (e flexões) . precisamos saber que função de­ sempenhará o substantivo “estrelas” quando posto em lugar do prono­ me relativo que o representa. evi­ dentemente. que o adjetivo “certo” funcionará como predicativo do sujeito. ressal­ te-se. na oração em que está o pronome relativo. Estamos. é a de objeto direto da forma verbal composta “ter visto”. esse substantivo funciona como núcleo de um adjunto adverbial de assun­ to (“sobre as estrelas”). então. Sabemos que os prono­ mes retos têm como característica funcionarem como sujeito. consideran143 Português . verificamos que. o pronome reto que abre o período é o sujeito da forma verbal "sa­ bem” Depois. temos um grifo posto sob uma oração. Há necessidade de uma leve ordenação. teremos: "alguns dizem já ter visto estrelas por re­ velação dos deuses”. Por exemplo. No entanto. Achar a função sintática de pronomes relativos que não sejam "cujo” (e fiexões) consiste. Observemos que a ordem direta em que surgiriam as duas orações componentes deste período seria "Que ela morrerá é certo”. (A) Inicialmente sublinhou-se um pronome reto. nes­ te caso. é. Assim. mais ainda. não nos esque­ çamos de que o pronome relativo que buscamos analisar sintaticamente é apenas um substituto de "estrelas” e.Assessor/Area: uireito/MKt-KV200B Vejamos em que item os termos grifados desempenham. mas de uma segunda oração de um período composto.são vocábulos que ocupam um cer­ to lugar da oração em lugar de outro vocábulo que lhes é antecedente. (B) De início. a função de sujeito: . o pronome relativo "que” é referente ao substantivo que o an­ tecede “estrelas” Na oração em que surge o substantivo "estrelas”. um sujeito e um objeto di­ reto. nesta oração. Pronomes relativos . igualmente. temos. É natural pensarmos. respectivamente.rrova a . ao procedermos a substituição de “que” por “estrelas”. fa­ zê-lo ser seguido por um adjetivo. ou seja. portanto.

o objeto direto da locução verbal “vai dizer” 10. (D) Temos. empregado na forma “está”. Esta é. em busca daquela em que não se nota possibilidade de conversão de uma oração de voz ativa para a voz passiva. então. igualmente. que é caracterizador de tais pronomes. (C) Essa é a única pergunta que o médico fará.na forma “é” . Assim. NÀO admite transposição para a voz passiva a frase: (A) Os adeptos da ética de princípios não se queixam da distância das estrelas. a verdade da declaração inicial des­ te comentário ressalta. assim. (D) Ele não desviará os seus dos olhos suplicantes daquela mulher. Na seqüência. (B) O uso da camisinha contribui para diminuir a propagação da Aids. é um sujeito oracional. pela ordem. um núcleo de objeto direto e um núcleo de predícativo de sujeito.é de ligação. Sabemos que uma oração de voz ativa só pode ser convertida para a voz passiva caso seu verbo seja transitivo direto ou transitivo direto e indireto. núcleo de sujeito: há uma preposição antecedendo-o. in­ daga-se: qual será o sujeito para a forma verbal "é”? A única resposta possível resulta do entendimento de que a oração inteira sublinhada é o sujeito do verbo “ser”.semanticamente indicativo do sofredor da ação verbal em uma voz ativa ~ surgirá como sujeito passivo. (E) Vou aplicar a metáfora a uma situação do nosso cotidiano. Trata-se de oração subordinada substanti­ va subjetiva. Na medida em que os objetos diretos só ocorrem com verbos transitivos di­ retos ou transitivos diretos e indiretos. (E) Desta vez assinalou-se o sujeito da locução "Está configurada” e. a respos­ ta da questão. entretanto.Provas Comentadas da FCC do-se que o verbo “ser” . o que se faz indicar pela presença do acento grave indicativo da crase em “à” Nesta alternativa. Na segunda ocorrência deste item não há dificuldade em atribuir-se ao pronome reto “Ela” o papel de sujeito. vejamos cada uma das alternativas da presente questão. Décio Sena 144 . impossível a aceitação de que “bondade” possa ser. Deste modo. surgi­ ram pela ordem um sujeito e um objeto indireto. Isso porque o termo sintático objeto direto . (C) O termo “verdade” funciona como núcleo do sujeito do verbo “estar”. na se­ qüência.

tem regênciá transitiva direta. | (B) CONVERSÃO POSSÍVEL. Coisas vagas | Uma carta de P. j I (D) CONVERSj&O POSSÍVEL. a conversão. nem queira sàber como eu invejo um amigo médico que tenho je 20 que recebe cargas assiin: 145 .Prova 8 . essencialmente pronominal -> de regência transitiva indireta. que j quase unicamente1 de tais eòisas trato nestas páginas. Assim. . as suas perguníàs versam assuntos tão vagos tão difíceis de iresponder: poesia e outras coisas afins. O verbo “aplicar” é de regência transitiva direta e indireta.. amigo P.da mesma forma que mestre João! Ribeiro deu a um livro seu o subtítulo de “crônica de vário assunto” .do verbo “quei­ xar-se”. “Desviar”. Ah. V. Esta é a resposta da jquestãó. Assim.Assessor/Área: Direito/MPE-RS/2008 (A) CONVERSÃO IMPOSSÍVEL. j Também. oique permite a conversão da oração por ele estrutuj rada em voz passiva. verbo que estrutura a oração abj soluta do ppríodo simples ora estudadoi é transitivo direto e indireto! Isto permitjs. as quais . será possível e fará surgir “O usó da camisinha con­ tribui para que a propagação dá Aids seja diminuída”. | (E) CONVERSÃO POSSÍVEL. como o atesta seu objeto indireto “da.bem poderiam denominar-s e “crônicas de vágo assánto”.. será possível a conversão e teremos: “ A metáfora será aplicada por mim a uma situação do nosso cotidiano' Ás questões de números 11 a 20 referem-se aò ' exto que segue. a conversão que fará. O texto assim ficará: “Essa é a. A culpa é nm tans to minha. Estamos [com um período simples que se estruturaj em tomo da forma verbaí < s se queixam” . item regência transitiva direta. queixando-se de gue ainda não respondi à sua interpelação. O verbo Afazer". que justifica a existência da segunda oração do período composjto em destaque.única pergunta que será feita pelo médico”. O verbo “diminuir” que estrutura a se­ gunda oração do período ora estudado.. j (C) CONVERSÃO POSSÍVEL. surgir: “Os seus olhos não sej rão desviados dos òlhos suplicantes daquela mulher”. V. nesta passagem. . distância dás estrelas”. então..

Não há possibilidade de este subentendimento ser estabelecido. Considere as seguintes afirmações: Á imprecisão no manejo das palavras é uma característica própria da linguagem literária. na seção “O impossível acontece”: 20 “Robert Tucker. na presente questão: I.. Observemos o acerto ou o erro contido em cada uma das afirmativas nume­ radas de I a III. de três anos de idade. (E) II e III. P. em vez de leite. para que não se diga que só me interessam coisas vagas. pior para você. amigo P. mas somente entre os sete e os dezessete anos” Está vendo? Quando a lei é só a lei. (Aáaptada âe Mário Quitifann. que é pergunta precisaj sóbré assunto urgente. (C) III. Mário Quintana sustentá Òquèestá afirmado APENAS em: CA) Is I.. III.. eis aqui uma notícia que acabo de ler num dos últimos números d' O Cruzeiro . . II. .. (B) II. Em sua crônica.Se não quiser sentar-se. Errado. 15 Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente. o es25 pírito da justiça fica uma coisa tão vaga.“Como posso ter certeza de que voa ter um bebê? Quais são os pri­ meiros sinais de gravidez?” Isso sim. inteiramente ao pé da letra. S. processado por dar álcool a beber a seu filho. O que lemos é que a poesia e coisas afins são matérias com as quais é di­ Décio Sena 146 . de Boston. Na volta da esquina) 11. Mas. Há queistõès tão objetivas que podem ser respondidas dé modo a não gerar qualquer hesitação ou controvérsia.. e que traz logo uma resposta exata. A aplicação das leis só é justa e rigorosa quando se prende ao senti­ do literal do texto em que se formulam. única. V. (D) I e II. foi absolvido porque as leis do Estado de Massachusetts proíbem ministrar álcool a menores. definitiva.

(B) duas formas verbais anômalas. eviden­ temente. empregou duas vezes o presente do indicativo do verbo “sentir” Na segunda. o autor explora um efeito de bem humorada ambigüidade valendo-se de: (A) dois modos de um mesmo verbo. Vejamos. no sentido de serem explicadas.. Mário Quintana. Diz o autor. empre­ gou o verbo ‘sentar” em infinitivo impessoal Tais verbos. Dizemos. em segui­ da. (C) formas homônimas de verbos distintos. inclusive. rápidas e exatas. por exemplo. apresentam formas graficamente iguais. observemos a terceira pessoa do singu­ lar do presente do subjuntivo do verbo “sentar”: “ele sente”. amiga P.. a inveja que sofre de um amigo médico ao qual são endereçadas perguntas que considera objetivas . então. embora distintos inclusive no tocante às conjugações a que pertencem.Se não quiser sentar-se. A direção argumentativa do texto conduz para entendimento exatamente oposto ao que se lê neste item. trabalhou com for­ mas pertencentes a verbos diferentes. 147 Português . generalizar-se que a lin­ guagem literária terá como característica á imprecisão no manejo das palavras é uma inferência descabida. III. . Certo. (E) sinoníraia entre duas formas verbais.imputando-se. O autor queixa-se . Considerando-se o contexto em que se inscreve o post-scriptum de sua crônica em forma de carta. de forma bem humorada. pior para você. a terceira pessoa do indicativo do verbo “sentir”: “ele sente”. Agora. uma dose de cul­ pa ~ de que seiis correspondentes só lhe propõem perguntas de difí­ ceis respostas. A ambigüidade citada no enunciado da questão consistiu no emprego das formas verbais apontadas a seguir: Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente. S.há uma ponta de ironia. 12. Na primeira passagem. Errado.. (D) antonímia entre duas formas verbais. P. . A partir deste fato. na seqüência: sente-se ou não "sé sente. Relata-nos.fícil trabalhar. V C Na verdade. no exemplo de pergunta considerada como objetiva endere­ çada ao médico amigo por uma consulente tão objetivas que teriam respostas precisas. II.. até porque versam sobre poesia.

procedem de raizes diferentes. rezava que crime era dar bebidas alcoó­ licas a menores. embora pertencentes a um mesmo verbo. (B) a excessiva maleabilidade da lei toma injusta a aplicação de uma pena. explicitamente. (D) imputa-se o dolo até mesmo a quem age irrefíetidamente. onde se lê: "formas homôni­ mas de verbos distintos" Por oportuno. (E) relevam-se as contravenções que ocorrem amiúde» A passagem Está vendo? Quando a lei é só a lei. ou seja. por que teria empregado o verbo “sentar”.. mas significam coisas diferentes. por sua vez também pertencente . porque a lei. representada por "sente”. que são homônimos homógrafos homófonos. têm á mesma pronúncia. Uma reflexão adiante. entretanto. A notícia transcrita da revista O Cruzeiro ilustra o fato de que. mas com idade entre 3 e 7 anos. Décio Sena 148 . lida após a notícia de O Cruzeiro relativa ao fato de um estado nos Estados Unidos não ter conse­ guido condenar cidadão que dera ao filho de três anos de idade álcool para beber. num texto legal. 3 > sinonímia: característica que se manifesta em vocábulos que têm signi­ ficados bastante aproximados: belo x lindo. apresentam a mesma grafia. o autor aproximou os dois verbos. “era” . na segunda passagem. recordamos o que são: formas verbais anômalas: são formas que. o espirito da justiça fica uma coisa tão vaga. (A) há imprevisões que impedem uma justa condenação. inteiramente ao pé da le­ tra. de início. fez o efeito apresentar-se: há uma forma homônima no verbo “sentar”. por ve­ zes. antonímia: característica que certos vocábulos têm quanto a apresenta­ rem significados em oposição: belo x feio. “fui” todas do verbo “ser” e nitidamente procedentes de origens distintas. tais como “sou” . igualmente. remete para a compreensão 1. 13.ao verbo "sentir” A resposta da questão está na alternativa (C). Quando.e assim o contexto da primeira utilização orientava . (C) o alcance da lei pode ser excessivamente abrangente. no caso do texto que ora analisamos. criou o efeito humorístico de induzir o leitor a pensar. Podemos dizer.. 2.Provas Comentadas da FCC que as duas formas citadas são homógrafos perfeitos.

. por isso mesmo. A resposta para esta questão está. preencheremos a lacuna com. impejáido de surgir preposicionado) 149 Portugii* :es .o pai ser-j viuaofilhol . Ao preenchermos as diversas lacunas encontradas nas alternativas da pre sente questão.: . Não pode haver. na verdade lhe são berifamiliares. i j È J' (B) O espírito da lei. A expressão conj que preenche corretameúte * lacuna da frase: (A) Não foi discriminada. na notícia.urn pronome alusivo ao substaÀtivo “assuntos’!._____ Mário Quintana diz ter insegurançí para comentar. deste jbodo.: déste modo. a bebida alcoólica_____ . às vezes. em sua literalidade i. I i A lacuna será preenchida por um pronorrfe relativo cujo referente será b substantivo "eápírito” = e funcionará sintatidamente como objeto direto da forma verbal “invocam”. [ O pronome reiátivo què completa a lacuna será representante semântico de “bebida” e exercerá papel sintático de objeto jdireto da fòrma verbal “serviu?. a bebida alcoólica que (ou a qual) ò pai serviu do íüho. emprego de preposi­ ção antecedendo o pronome relativo. na. taremos: (A) Não foi discriminada.Prova 8 . _____ os juristas invocam para legitimar os códi gos. | (C) Os assuntos da poesia. ao qual caberá a função sintática de objeto direto da forma verbal “comentar” e. em que se lê: “há imprevisões quej impedem uma justa condenkção” . que (ou os quails) Mário Quintana diz ter inse­ gurança para corrientar. j Desta vez. 14. assim.Assessor/Área: Direito/MPB-RS/2008 de que a aplicação da lei. na verdade lhe!são bem familiares. nem sejmpre resulta preservado. estando. (£) O bom humor____ „ o cronista resolveu conduzir seu texto encon tra-se também em grande parte de seus poemas.alternativa (A). impossibilitado de suijgir preposicionado. j (B) O espírito da lei. I * i (C) Os assuntos da poesia. j | . na notícia.. impedimento para que se punam pessoas merecedoras de efetiva condenação. que (ou o qual) os juristas invocam para legitimar os códigos. ném sempre resulta preservadò. (D) A despeito | da abrangência : se pretende emprestar a uma lei ela pode acabar tendo um alcance restrito.

(D) A despeito da abrangência que (ou a qual) se pretende emprestar a uma lei. É representante semântico de “humor”. ainda que possa ser lido com espírito cômico não deixa de assomar. Temos o preenchimento da lacuna com um pronome relativo incumbido de substituir. cujas cartas ele não têm dificuldade em responder pela objetividade das perguntas. não poderá ser regido por preposição. mais uma vez. (E) O bom humor com que (ou com o qual) o cronista resolveu conduzir seu texto encontra-se também em grande parte de seus poemas. na oração adjetiva por ele iniciada. relatado em O Cruzeiro. a oração a que pertence o pro­ nome relativo citado é “com que o cronista resolveu conduzir seu texto” Efetuando-se a substituição do pronome relativo empregado pelo substan­ tivo que ele representa e ordenando-se os termos da oração. se imbuído às páginas que costuma publicar. teremos "o cro­ nista resolveu conduzir seu texto com humor”* 15. nesta questão. segundo Mário Quintana. coerente e correta a redação da seguinte frase: (A) O poeta assegura de que sente inveja dé um médico. menos precisos e menos definitivos que os circunscritos à área científica. o emprego dà forma singular vário como sendo equivalente ao pluralismo da mesma. (D) No subtítulo do livro de João Ribeiro. Décio Sena 15 0 . posto que inusual. (B) O caso de Boston. um fato dig­ no de ser consternado. Funcionará como objeto direto do verbo "emprestar” e. correta e coerente. Devemos. (C) Depreende-se do texto que o autor considera os assuntos atinentes à poesia menos urgentes. torna-se correto. observar o item em que se observa redação clara. ela pode acabar téndòum àícáncé restrito. Está clara. o substantivo "abrangência”. A presença da preposição deve-se à necessidade de reger-se o ad­ junto adverbial. Agora. amigo seu. Para melhor entendimento. entretanto. não deixariam de expor o teor que de fato elas assumem. vemos um pronome relativo que funcionará sintaticamente como núcleo de um adjunto adverbial de modò. (E) O título “crônicas de vago assunto”.

Muito mais clara seria. torna-se correto. o texto para w O poeta assegura que sen­ te inveja de um médico. (D) Incorreta. Há erros de regência e de concordância verbal. Embora não existindo equívoco de ordem gramatical. o texto péca pela feita de clareza com respeito ao emprego da expressão “pluralismo da mesma”. cujo nú­ cleo está indicado pelo substantivo “título”. O lei­ tor poderá entender estar havendo contraposição entre a forma sin­ gular do vocábulo "vário” e a uma hipotética ideia de plural sugerido pelo vocábulo “mesma”. se imbuído às pági­ nas que costuma publicar. o emprego da forma singular vário como sendo equi­ valente ao plural da mesma palavra”. não deixa de assomar. inequivocamente. de‘ mostrar-se”. Em seguida» a má concordância do verbo "ter” em terceira pessoa do plural com sujeito indicado pelo pronome reto "ele”. (C) Correta. não deixaria de expor o teor que de fato elas assumem”. a redação "No subtítulo do livro de joão Ribeiro. em seu término. cujas cartas ele não tem dificuldade em responder pela objetividade das perguntas”. amigo seu. nesta passagem. claro em sua mensagem.u/ivtrt-to/. Não há problema quanto ao emprego do particípio do verbo “imbuir”. entretanto. Retificamos. neste texto empregado com sentido de “impregnado”. (B) Incorreta. O texto retificado apontará “O título ‘crô­ nicas de vago assunto1 . Retificado o deslize. um fato digno de ser consternado”. teremos “O caso de Boston.ííuut} Analisemos todos os itens da questão: (A) Incorreta. que proporciona mensagem ambígua. Há deslize grosseiro de concordância verbal. que se revela rigorosamente coerente em sua estruturação e. pos­ to que inusual. 151 Português . (E) Incorreta. por conse­ qüência. assim. Não há qualquer erro de natureza gramatical no período lido.rruvti o — t/utii. relatado em O Cruzeiro» ainda que possa ser lido com espírito cômico. Houve um deslize de pontuação pela ausência de vírgula delimitando. a oração subordinada adverbial conces­ siva "ainda que possa ser lido com espírito cômico”. Por oportuno» lembramos que “assomar” é verbo si­ nônimo. que está interca­ lada na principal oração do período. por não se ter feito a devida associação entre o verbo “deixar” e o seu sujeito. segundo Mário Quintana. Inicialmente» apontamos o mau emprego da preposição que surgiu regendo a oração subordinada substantiva objetiva direta relativamente à forma verbal transitiva direta “assegura”.

(B) Incorreta. a preposição V *.. igualmente. Na alternativa que ora estudamos.Provas Comentadas da FCC 16. A expressão “haja vista” está grafada incorretamente. não haveria manutenção do sentido original. vejamos todas as alternativas da questão: (A) Incorreta. atribuiu-se o adjetivo “únicas” ao substantivo “coisas”. caracterizado pelo emprego da preposição “de” no lugar da que seria corretamente empre­ gada. exigida pela regência de “referir-se a” (C) Incorreta. A culpa é um tanto minha. Além disso. haja visto que são coisas que quase só eu ex­ ploro nestas páginas. (E) Um pouco é culpa minha. sendo que quase só dessas coisas são trata­ das nestas páginas. que reproduz com fidelidade as ideias originalmente dispostas. existindo. (E) Incorreta. é minha parte da culpa. além disso. Não há qualquer erro gramatical neste texto.. que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas (.) Assim. parte da culpa é rainha. posto que são coisas quase únicas de que cuido nestas páginas. Apesar de não existir erro de natureza gramatical. praticamente.. entendemos que o sujeito de “são tratadas” é a expressão “quase só dessas coisas". (D) Como são essas. Há flagrante equívoco de regência verbal. que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas (. Do escrito. O enunciado da questão faz menção a duas exigências: inicialmente o tex­ to deverá estar gramaticalmente correto. (C) Assumo parte da culpa.. má coesão textual a partir do emprego do gerúndio “sendo" Dério Sena 152 . deve respeitar os sen­ tidos originalmente dispostos na passagem A adpa ê um tanto minha. uma nova redação da frase acima pode ser: (A) £ minha um pouco da culpa.) Atentando-se para a correção da linguagem e a preservação do sentido. o que configura oração estrutu­ rada de modo tal que não encontra suporte nas estruturas da Língua Portuguesa. observese o desvio semântico em que se incorreu por não se ter observado que o advérbio “unicamente” no texto original. as únicas coisas de que cuido nestas páginas. (B) Sendo estas as coisas de que quase exclusivamente referem-se estas páginas. (D) Correta. faz menção ao verbo “tra­ tar”.

por exemplo: üma mulher lhe pergunta como ter certeza de que está grávida? (B) A poesia.Âssessor/Área: D ireito/MPE. para podermos apontar aquela em que não existe jimpropriedade: (A) Incorreta. (C) A notícia dá revista O Cruzeiro de que se valeu o autor. Na seqüência. festa é a resposta da questão. formula-se o paradoxo. por exemplo. Inicialmente. Ajexpressao de natureza explicativa deve ser isolada do texto poi um par de vírgulas. Nota-se^ amda. recentemente. afirr 153 | Português . O texto corretamente pontuado reatará "O amigo médico do escritor recebe cartas em que. a poesia.V. de exploração dasibrechasdaleLj I I (D) Apesar de afirmar que.obrigatório j. i : r j [ . Observemos as jpontnaÇões empregadas nasj alternativas da questão. numa carta. tais como a que (lhe propôs. mas não tão incomumí de exploraçao das brechas da lei. propicia especulações vagas. o discurso indireto que finaliza o texto não deve seij sinalizado com ponto de interrogação. (£) Na frase “Oj imposisíve! acontece”. deslize na pontuação dó adjunto adverbial ‘‘aqui e ali” que poderjia estar isolado por um par de vírgulas oU tê-las dispensado. uiáa mulher lhe pergunta como jter certeza de que está grávida. j (D) Incorreta. dado com© inteiramente inadmissível. diário Quintana aqui e ali.R5/2008' í 1 17. um tal de P. ò que é indevido. As vir guias. afirma Mário Quintana. de se pon­ tuar a evidência dé um fato. A vírgula posta após a conjunção subordinativa integrante “que” está separando a aludida conjunção da oração que é por ela ínf troduzida.” (B) Correta. Está plenamente Jadequada a pontuação em: j : (A) O amigo médico do escritor recebe caríjas em que. a vírgula posta jipós o substantivo “autor” esta equivocadahiente promovendo. não houve emprego .Prova 8 . Não há deslizes de pontuação no texto desta alternativa. afastamènto do sujeito “A notícia” do verbo "ilustra” Ná seqüência. por siia natureza. não permite ex­ plicações. trata dos mistérios poéticos. : j.de vírgula diante da donjunção adversativa “mas” O texto ficará corretaj mente pontuado deste modo: A notíciá dá revista O Cruzeiro de que se valeu o autor ilustra bem um caso algò bizarro. sépará orações coordenadas. ilustra bem um caso algo bizarro mas não tão incomum.|nota-se emprego de dois pares de vírgulas isolando adjuntos adverbiais. isólam uma oração intercalada. Já no fim do texto. O emprego de uma única vírgula nesj* sa passagem provocou afastamento ehtre o sujeito “Mário Quintana? e a forma verbal "trata” O texto retifiqado apontará “ Apesar de. j (C) Incorreta. de início. Por outro lado.

Estão inteiramente adequados o emprego e a forma de todas as palavras da frase: (A) Ao interpelado P. (C) Procrastinou-sé a absolvição de Roberl Tucker em face de um enten­ dimento ipsis litteriSy que ia de encontro ao texto legal.V. o que não é o caso de Mário Quintana. iso­ lou-se uma restrição feita a um substantivo. caso contrário ele não seria imputado como inocente. com o in­ tento de verificarmos em qual delas temos texto isento de iinperfeição: (A) Incorreta' Há equívocos de regência verbal caracterizado por uso equi­ vocado do regime do verbo “preferir” . aqui é ali. (E) Terá havido mal acompanhamento do processo de Robert Tucker. por sua natureza.do verbo “arrogar-se” (pronominal). não permite explicações. Mario Quintana preferiu tergiversar a responder. Há equívocos de ortografia nos vocábulos "insofismáveis” e “arroga” . Olhemos com atenção todas as alternativas da presente questão.“de se pontuar a evi­ dência de um fato” . As duas vírgulas empregadas não tem justificativa. a poesia por sua natureza.de regência transitiva direta e indireta e com a possibilidade única de ter seu complemento indireto regido pela preposição “a” ". Retificado o texto. (E) Incorreta. não permite explicações. Mário Quintana. teremos Dédo Sena 1 5 4 . e de ortografia. Mário Quintana não se vale de definições ex cathedra: prefere o humilde tateio de quem tão-somente investiga. de impropriedáde vocabular . Na primei­ ra. trata dosniistériòs poéticos” ou “ Apesar de afir­ mar que. na não observân­ cia da correta redação para o substantivo “tergiversar”.por não se ter atentado párá as diferenças semânticas qué envolvem ás expressões “em vez de” (tradutora de substituição) e “ao invés de “ (seiháhticamente indicativa da ideia de oposição). Na seqüência.do substantivo ao qual se liga. que significa to­ mar como seu. 18. formula-se o paradoxo de se pontuar a evidência de um feto dado como inteiramente inadmissíver. já que o assunto era a insondável poesia” (B) Incorreta. já que o assunto era a insondável poesia. tergiverçar. Mário Quintana preferiu.V.mar que a poesia. Eis o texto após as devidas retificações: “Na frase “O impossível acontece”. atribuir-se indevidamente. separou-se uma oração completiva nominal . ao em vez de responder. O texto retifica­ do apontará “ Ao interpelado P. (D) Ao tratar de poesia. (B) Respostas prontas e insolfismáveis são próprias de quem se arrouga certezas. Mário Quintana aqui e ali trata dos mistérios poéticos”.

ou permanece em pé. Nas demais formas. ou preferis permanecer em pé? (D) Senta-te. (C) Incorreta. se prefere. entre outros valores. por seu valor significativo. 19. é 6 caso de Mário Quintana”. (Ç) Yossâ Senhoria podereis sentar-vos. (B) Serite-se. Por outro lado. Empregou-se a 2a pessoa do plural nas formas verbais “qui­ serdes sentar” e “permanecei” sendo esta última de imperativo afir­ mativo. permanecei em pé. da convergência. O verbo “procrastinar” significa. caso contrário ele não seria imputado como inocente” ou "Terá havido mal acompanhamento do.t iv v a w — n 3 3 « 3 3 v */ n iw a . que ia ao encontro do texto legal”. u iic h v m v u u * i\ Jr ^ U U o “Respostas prontas e insofismáveis são próprias de quem se arroga cer­ tezas» o qiié não. recorre-se ao presente do indicativo. Está inteiramente correia a seguinte construção: (A) Se não quiserdes sentar-vos. Já vimos precedentemente que o imperativo afirmativo re­ sulta do empréstimo que se faz a dois tempos e modos verbais: nas segundas pessoas (tu e vós). Observe-se o em­ prego do verbo “preferir” em que o complemento indireto está implíci­ to e depreensível pelo contesto frasal: prefere o humilde tateio de quem tão-somente investia (a valer-se de definição de definições ex cathedra). presente em tais formas. em busca daquela que se apresenta com construção perfeita: (A) Correta. caso con­ trário ele não será imputado como inocente”. (E) Sentar-te-eis ou permanecereis em pé? Analisemos todas as alternativas da presente questão. sem qualquer alteração 155 Português . “adiar”. de discordância e se opõe semanticamente à expressão “ir ao en­ contro de” tradutora de valor semântico contido na área da concordância. Não há emprego coerente das formas verbais “Terá havido” e "seria” Podemos apontar duas possibilidades de correção para o pre­ sente texto: “Teria havido mal acompanhamento do processo de Robert Tucker. (D) Correta. não constituiria motivo para adiamento da absolvição do réu. Observadas essas indicações de sentido e lido com aten­ ção o texto. a expressão “ir de encontro a” introduz valor semântico de oposição. ou permaneça èm pé. vemos que o mesmo padece de equívoco no emprego de “ia de encontro de”. A frase estará coerentemente redigida sob a forma “Proscrastinou-se a absolvição de Robert Tucker em face de um entendimento ipsis litteris. Não há qualquer equívoco no presente texto. (E) Incorreta. ten­ do-se o cuidado de suprimir-se o “s” final. se quiseres. o presente do subjuntivo. que.processo de Robert Tucker.

de segunda pessoa do plural. Podemos retificar a sen­ tença. e na segunda pessoa do plural. encontraremos: "permaneceis” Feita a supressão do “s” em seu final. Houve mistura de tratamentos. se quiser. “preferes”. Desta forma. ou prefere permanecer em pé?” (D) Incorreta. A segunda forma verbal Décio Sena 156 . ou permaneça em pé”. Está igualmente correto o emprego da forma pronominal “te”. aínda. (C) Incorreta. que surge na seqüência. se quiseres. ou permanece em pé”. Observemos que “Sente” é a terceira pessoa do singular do imperati­ vo afirmativo. forma proveniente do presente do subjuntivo. recorreu-se ao presente do indicativo do verbo “sentar” (“sentas”). “vos” e “preferis”) estejam todas em segun­ da pessoa do plural. agora com as formas verbais em segunda pessoa do singular. empregou-se o verbo “permanecer” em terceira pessoa do singular do imperativo afirmativo. deste modo. ou seja. destoando. Igualmente correta estará a sentença “Senta-te. “quiseres”. mas de presente do indicativo. “Sentar-te-eis” é o emprego da segunda pessoa do plural da forma verbal (“sentareis”) com um pronome mesoclítico equivocadamente de segunda pessoa do singular (“te”). No entan­ to. de segunda pessoa do singular. e. por não se ter observado que a concordância com formas pro­ nominais de tratamento (forma reverenciais) é feita nas terceiras pessoas (singular ou plural).Provas Comentadas da FCC gráfica. a redação correta para a presente alternativa é “Vossa Senhoria poderá sentar-se. Embora as formas verbais e pronominal empregadas nesta al­ ternativa (“podereis sentar”. ao conjugarmos o ver­ bo “permanecer” no presente do indicativo. o competente emprego do pronome pessoal “vos”. No entanto. no tocante às pessoas verbais. restará o texto: “Senta-se. empregada na presente alter­ nativa. na medida em que surgiram na segunda pessoa do singular. Na continuidade. com igual supressão da consoante final. se preferes. ao presente do indicativo do verbo “perma­ necer” (“permaneces”). exemplifica emprego de segunda pessoa do singular. desta forma: “Sente-se. Retificado o equí­ voco. de acordo com as formas verbais empregadas. Observe-se. Deste modo. trabalhando com todos os verbos na terceira pessoa do singu­ lar. Isto implica seu empre­ go na segunda pessoa do singular. As duas formas verbais de imperativo afirmativo (“Senta” e “permanece”) estão coerentes entre si. Na primeira. o texto contém equívocos de concordância verbal e nominal. Esta é a resposta da questão. chegamos à forma “permanecei”. ou permanece em pé”. é a base da sua formação. por isso mesmo. do qual se fez a supressão do V final e na segunda. dependentemente de indicarem tais flexoes de nú­ mero. da primeira utilização ver­ bal. (B) Incorreta. observemos que a forma verbal “prefere” não é de imperativo. (E) Incorreta.

nós vertebrados superiores. na primeira sentença o substantivo "coração* sentido real. Hoje em diaj a tecnologia associada à áreja médica tornou possível inter­ venções cirúrgicas no coração que. seu va lor objetivo. Perdeu-se no coração da floresta. em que se deu a absolvição de Robert Tudcer. por vezes. ou seja. o vocábulo foi empregado com valor denòtativo. caso houvessè a necessáriá alteração das formas verbais igualmen-j te para a segunda pèssoa do singular. Está empregado jem sentido conotativo o elemento sublinhado em: j (A) As leis de Massachusetts proíbem miriistrar álcool a menores éntre os seie e osdezessete anos. objetive!» passível de ser inve foi empregado em seui um dicionário tomo “Órgão muscular situado na cavidade torácica que.Prova 8 . estar-se-á empregando denotação. Os empregos denotativo e conotativo das jfalavras distinguem-se na me dida em que. que jrevela simbolismo. j 2. fenônieno poético. contextualmente. teremos k frase corretamente redigida. subjetividajde. o que faria surgir “Sentar-te-ás ou' permanecedás em pé?” í I 20. décadks atrás. encontrávei no dxdònário sem a rubrica de figura do. caso se empregue um certo vocábulo com um valor semântico não habitual. ainda quando não encontre explicações para o. vale dizer. Inversamente. inveja da presteza com que um dentista pode respoiider a certas perguntas (E) Ê no reino jda poesia que um poeta sè sente à vontade. Assim. eram irrealizáveis. estamos cocri o emprego da conotação. um jralor que não é o dicionarizado com valor real. ao atribuir-se a um dàdo vocábulo. referencial. pjor exemplo. é constituído de duas aurículas e dois ventrfculos.Assessor/Área: Díreíto/MPE-RS/2008 está condizente com o emprego de “Sentáreís” e não deve ser retifica­ da. . j (D) O poeta sente. com as formas verbais mantidas em segunda pessoa do plural deste modo: “Sentar-vos-eis ouj permanecerèis em pé?” Seria igualmente viável a redação da mesma: sen-j tença com almanutenção do pronome pessoal de segimda pessoa do sin-i guiar. j (C) Mário Quintana julga muito vagas as perguntasque versam assrni tos como a poesia e afins. j (B) Pode causar espécie a circunstância. j j Como podemos comprovar. | Observemos. o emprego dó vocábulo “coração” nas senten­ ças que seguem: : f i í : I 1. 157 Português .

mas teve. então. ou a mais importante. v^^. tèxikon Informática Ltda). de conotação. o que aponta. 20) £ Décio Sena 158 . um emprego figurado. No segundo exemplo. caracterizadora. repor­ tando “A parte mais interna. Entre outras acepções. "agi­ lidade”. efetivamente. "oferecer”. Trata-se de óbvia imagem. objetivo. o vocábulo “coração” não porta semanticamente seu significado real. por isso mesmo. o emprego coriotativó da palavra. O vocábulo “reino” nesta passagem. assim. versão 3X). Como podemos comprovar da leitura da alternativa. as diversas alternativas da presente questão.e que recebe o sangue e o bombeia por meio dos movimentos ritmados de diástòle (q. “servir” significados literais com que pode apresentar-se. empregada com va­ lor semântico real. V . vale dizer. ou a mais central. de um lugar. O substantivo “espécie” é sinônimo de “estranheza” “surpresa” A expressão “causar espécie” foi. consistir”. (C) DENOTAÇÃO. ou seja. noVembro de 1999. o vocábulo ‘‘coração” recébéu emprego denotativo. que. ÇDicionáiiò Eletrônico Aurélio. no exemplo 1. de uma região” (mesma fonte antecedemente citada). agora. conotati­ vo. deste modo. Gabarito: 01) D 02) C 03) A 04) E 05) E 06) C 07) B 08) D 09) B 10) A 11) B 12) C 13) A 14) E 15) C 16) D 17) B 18) D 19} A . subjetivo e. para emprego vocabular objetivo. ou seja. o verbo “versar” significa "ter por assunto ou objeto. o verbo foi. empregado com valor denotativo. Usou-se. então. em busca da­ quela em que se nota emprego vocabular conotativo: (A) DENOTAÇÃO. Não é possível entendermos que a poesia seja. Esta é a respos­ ta da questão. um rei­ no. O verbo “ministrar” foi empregado com senti­ do de “dar”. (D) DENOTAÇÃO. tem emprego ri­ gorosamente figurado.. isto sim. um Estado cujo soberano é um rei ou uma rainha. assim. “Presteza” é sinônimo de “celeridade” “rapidez”. Dizemos. (E) CONOTAÇÃO. inàis ümavéz. denotação. (B) DENOTAÇÃO. século XXI. Vejamos.) è de sístòlé (q.

tanto coletiva quanto individual­ mente. locais. de um equívoco. quer pelos grandes sistemas religiosos. 191) 5 10 is 20 25 . a experiência do existir.Prova 9 Analista AdmiMstrativo/MPU/2007 As questões dé números 1 a 6 referem-se ao testo apresentado abaixo Os mitólogos costumam chamar de imagens de mundo certas es­ truturas simbólicas pelas quais. Mas os saberes científicos têm uma característica inescapável: os enunciados que produzem são necessariamente provisórios.. Ao longo da história. Não há exemplo melhor deste tipo de superstição que o estatuto da noção de raça no nazismo.. No Ocidente. sempre inacabadas. estão sempre sujeitos à superação e à renovação» Outros exercícios do espíri­ to humano. São Paulo: Companhia das Letras. de verdade final e cabal. de cada povo. essas constelações de ideias foram geradas quer pelas tradições étnicas. ln O avesso da liberdade. a inspiração poética ou a exal­ tação mística poderão talvez aspirar a pronunciar verdades últimas. em todas as épocas. p. 2002. desde os últimos três séculos uma outra prática de pensamento veio se acrescentar a estes modos tradicionais na função de elaborar as bases de nossas experiências címcretas de vida: a ciência. Adauto Novaes (Org). um pouco mais à frente a própria continuida­ de da aplicação do método científico invariavelmente acabou por de­ monstrar que tal dogma não passava senão. “Valorc$ deslizantesí esboço de um ensaio sobre técnica e poder”. (Luiz Alberto Oliveira. Ernesto Sábato assinala com precisão que todas as vezes que se pretendeu elevar um enunciado científico à condição de dogma. como a cogitação filosófica. as diferentes so­ ciedades humanas fundamentaram. Com efeito. a partir da revolução científica do Renascimento as ciências naturais passaram a contribuir de modo cada vez mais decisivo para a formulação das ca­ tegorias que a cultura ocidental empregará para compreender a realidadee agir sobre ela. contudo. as ciências só podem pretender formular verdades transitórias.

Em seu primeiro parágrafo» o texto mostra-nos que as imagens do mundo sempre existiram a partir das diferentes con­ cepções com que povos diversos apreendem o mundo e. passa a tecer considerações sobre como no ocidente a ciência. No primeiro parágrafo. nestes três últimos séculos. (C) Afirmativa correta.Provas Comentadas da FCC 01. o autor: (A) fornece uma descrição objetiva do modo como. Ê rigorosamente inexistente no primeiro pará­ grafo tal percepção. chegando mesmo a estar presente em todas as categorias com que a cultura ocidental tentará compreender toda a realidade. O que se lê. em seguida. e no ocidente. (B) Afirmativa incorreta. fundamental na percepção do mundo. germinam e se desenvolvem as im agem âo mundo. de cada povot quer pelos grandes sis­ temas religiosos" (D) Afirmativa incorreta. (E) expressa sua compreensão de que. de que o pensamento científico é a via mais eficaz para o conhecimento da realidade. Vejamos todas as afirmativas feitas nos cinco itens desta questão acerca do que se lê no primeiro parágrafo do texto: (A) Afirmativa incorreta. apoiadas na religião ou em mi­ tos variados. (C) atribui a idiossincrasias culturais as distintas representações daqui­ lo que legitimaria as práticas humanas. tentarem apreender a realidade. constróem imagens para autenticar a experiência indi­ vidual perante a coletiva. pode-se ler que diferentes culturas sempre Détio Sena 16 0 . (D) defende que as sociedades humanas. não há base sólida que fundamente a vida dos seres humanos. Podemos comprovar a veracidade desta afirmativa na leitura do fragmento que transcrevemos do texto: “ Ao longo da his­ tória. (B) ratifica a ideia. Nele. Em nenhum momento pode-se ler que a experiên­ cia individual é autenticada perante a coletiva. ao longo da história. fora do âmbito racional. locais. expressão em­ prestada aos mitólogos. passou a influir na formulação destas imagens do mundo. construída ao longo da trajetória humana. individual ou coletivamente. Fica muito clara para nós a ideia de que o pensa­ mento científico vem-se tornando. é que as diferentes culturas fundamentaram-se nas imagens de mundo para. (E) Afirmativa incorreta. essas constelações de iâeias [as imagens de mundo] foram geradas quer pelas tradições étnicas. isto sim. apenas nos três uitimos séculos.

a estas imagens do mundo.as ideias de mundo antes dós tres últimos séçulos e como a ciência. Trata-se de medida simples mas extre­ mamente faciütadora para o candidato que Juta contra o relógio. vem-se tornando importante na apreensão dá ijealidade. com respeito á valores na esfera individual ou coletiva. j l i ■ 1 02. vieram acrebcentar^se pensamentos apoiados na ciência. implicitamente. | (E) a forma verbal empregará (linha 12) evidencia que o autor dá como fato consumado o prestígio dà ciênçiai do Renascimento em diante. a grandé dife­ rença quanto às tentativas de conhecimehto do mundo que se estabelece­ ram nos tres último séculos diz respeitojà influência que vem sendo pos­ ta em prática pela ciência. a ideia de que a capacidade cognitiva é conj quista do mundo ocidental. I : ^ 161 | Português . as ciências désenj volveram iiormaspráticas para a conduta humana.item (C) da prova 13. (C) o emprego |da expressão Com efeito (liiiha 9) colabora para a cpnsoj Üdação da ideia â è que a observação dos fenômenos naturais foi conjquista do Renascimento. Não é possível tàl inferência. particularmente sob aspectos religiosos. Tais imagens eram prove­ nientes das jdiversais formas como diferentes culturas se relacionavam com o mundo. O emprego da conjunção coordenativa adversativa “contudò” na passagem citada tem pór interesse fazer o contrapontò entre o modo como se configuravam . nas diversas formas de se pensar o mundo. loXivemos a iniciativa da Banca Examinadora emindijcar numericamente as linhas do texto. j! (D) sustenta a ideia de que. a partir do Renascimento. I Antes de mais nada. principalmente nos últimos trezentos anos. ! (B) Afirmativa incorreta. Ai nda sobre o piímeírò parágrafo. j Mais uma vez analisemos todas as alternativas da presente questão: | (A) Afirmativa incorreta. nestes: últimos trezentos anos. j j (B) contém. que os substitui. Afinal. na constituição dò modo ocidental de pensar e agir.Prova 9 f Analista Adm lnistrativo/M PU /2007. o qué não costuma ser feito em projvas da Fundaçao Carlos Chagas.|apartir dos três últimos séculos. l ' | tentaram cojmpreeiider a realidade embasádas em cátegorias às quais os mitólogos dènòminaram imagens do mundo. Depois. diz-nos o texto que. é correto aêrmar: (A) o emprego da conjunção contudo (linha 6) evidencia que o autor con­ sidera os modos tradicionais de conceber o mundo incompatíveis com a ciência. conforme) destacamos no comentário da questão 2 .

Em todas as épocas* não só no período do Renascimento. ganhou importância nas tentativas de o homem ocidental en­ tender a realidade que o cerca. (D) a expressão necessariamente provisórios (linha 15) compõe uma ad­ vertência.que possibilite tal afirmativa.mos­ tra que. (A) a conjunção Mas (linha 14) foi empregada não para eliminar o que foi dito anteriormente. para introduzir uma contrapartida do objeto. mas em toda a sua extensão . e. (B) constrói-se uma relativízação das conquistas da ciência. Com efeito. em segunda instância. para o autor. a estarem ocorrendo ou. a ciência passará a ser elemento indispensável no modo ocidental de agir e pensar. a ideia de que a ciência* a partir dos três últimos séculos. (C) constata-se o caráter incontrólávei das Experiências científicas. (E) Afirmativa correta. sustentada na crítica de que ela se vale de procedimentos pouco objetivos na busca da verdade. sim. vigente a partir do Renascimento. o fato de a ciência ser passível de contínuas mudanças. ou seja. fruto de distinta perspectiva dé análise. A diferença marcada peio emprego da expressão Com efeito áiz respeito ao empre­ go do pensamento científico. advindas de sua humana condição e permanente su­ jeição ao erro. em busca da que observa corretamente uma passagem textual: (A) Afirmativa correta. o emprego da conjunção adversativa indicada no início do segundo parágrafo põe em contraponto duas re­ flexões: inicialmente. Vejamos todas as afirmativas que se estabeleceram nos itens desta questão. poetas e místicos. im­ plicitamente atribuído às condições de descontinuidade em que se realizam. Não há qualquer passagem do texto . a virem a ocorrer . O emprego do futuro do presente do indicativo modo verbal em que se expressam fatos dados como certos quanto a te­ rem ocorrido. (E) incentiva-se a luta do ser para a constante superação de suas fragilidades pessoais. (D) Afirmativa incorreta.(C) Afirmativa incorreta. ainda.não apenas em seu parágrafo inicial. dirigida a filósofos. 03. os fenômenos naturais foram observados. que desconsideram a objetividade na produção do saber. de não ser verdade única e Décio Sena 162 . No parágrafo 2.

configuram o estatuto do humano. excluindo-se o mítico. (E) No texto exprime-se o entendimento de que é comum a várias prá­ ticas de pensamento. 04.rruva —«ftaiiht. (B) O texto demonstra que superstições surgem nos mais diversos cam­ pos do conhecimento. suscitado peio exemplo dado: “O nazismo. É correto afirmar: (A) Infere-se do texto que os distintos discursos . podem acabar por se constituir em meros pas­ sos de um trajeto insuperável. (E) Afirmativa incorreta. (D) Afirmativa incorreta. dada a natureza mutante de que se revestem as investigações científicas.religioso. na verdade estão conscientemente burlan­ do o espírito que orienta cada específica prática. duradouras. científico quando formalizam» cada um a seu modo. Nem de longe o texto permite-nos entender que as experiências científicas têm caráter incontrolável Repetimos o argumen­ to de que a ideia adversativa tra2ida pela conjunção “Mas” refere-se ao fato de não serem as verdades científicas eternas. os dogmas da humanidade. Não há qualquer aproximação do que se afirma nesta alternativa com o que se lê a partir do emprego da conjunção ad­ versativa “Mas”. Não há a mesma informação em dizer-se que a ciência tem caráter incontrolável e que a ciência está sujeita a freqüentes revisões. 163 Português . (D) Seria coerente com as ideias expressas no texto o seguinte comentá­ rio. sempre sujeitas a mudanças. e são elas que. defender que o espírito humano é capaz de atingir o saber pleno. não foi isento de racionalidade”.cc rtuniirnstrauvo/ívvKu/^uu/ imutável Sem que se elimine o que anteriormente foi afirmado. (C) Afirmativa incorreta. (B) Afirmativa incorreta. por mais assustador que seja o fato. (C) O íexto esclarece que é uma pretensão imprópria aspirar a conquis­ tas que. qual­ quer relativização das conquistas da ciência. e sim a informação de que as verdades por ela reveladas não são eternas. no período que se inicia por “Mas”. artístico. através do tempo. A expressão necessariamente provisórios diz res­ peito à natureza não perene das verdades científicas. o perío­ do iniciado pela aludida conjunção traz uma notícia que se contrapõe à anterior no sentido de ser observada a partir de um outro ângulo. filosófico. Não há. mas sujeitas a periódi­ cas revisões.

repetida (linhas 5-6). como se fosse verdade absoluta. ela sabe que está certa”. No entanto.. A resposta está. indicando a superioridade de um so­ bre o outro. pode ser elevada ao status de dogma . o modelo de perfeição da espécie hu­ mana. na alternativa (D). e ainda mais am­ pliado pela descoberta de que raças.como a forma verbal destacada em “Embora eles não lhe dêm razão. existiu entre os adeptos daquele regime. algo que não comporta discussões Ernesto Sábato recorre à tese de que a raça aria­ na.algo que todos aceitam sem contestação. o equívoco daqueles que assim pensavam. (B) a forma verbal têm (linha 14) está em conformidade com as normas gramaticais. Ê correto afirmar que: (A) a conjunção quer. assim. segundo os nazistas. foi uma concepção a que se chegou a partir do raciocínio. de verdade final e ca­ bal>um pouco mais à frente a própria continuidade da aplicação do método científico invariavelmente acabou por demonstrar que tal dogma não passa­ va senão. em seguida. neste caso. não existem. reconhecido por todos nós no presente.de tal modo considerada como correta que. torna-se assim evidente que o nazismo. apresentou-se. assim. na verdade. Ora. Décio Sena 164 .Provas Comentadas da FCC Para respondermos a esta pergunta. ainda para mostrar-nos como uma verdade aparentemente científica . da razão. foi uma verdade acei­ ta como dogma para eles. assim como está em “Chegaram à propor um acordo. Todos sabemos que tal percepção. o que significa que. mas não foram ouvidos". convém lermos atentamente a passa­ gem textual que ora transcrevemos: “ Ernesto Sábato assinala com precisão que todas as vezes qite se pretendeu elevar um enunciado científico à condição de dogma. seria a ideai. no presente momento. tornou-se dogma .está submetida à inevitável evolução dos conceitos científicos. por mais assustador que esta ideia nos seja. racionalmente. de um equívoco. Não há exemplo melhor deste tipo de superstição que o estatuto da noção de raça no nazismo ” Ao empregar o nazismo como exemplo para a tese de que uma afirmação científica. estabelece uma comparação entre os termos aproximados. na medida em que somos todos descendentes de um mesmo ancestral. de fato. 05. em certos casos.. (C) o emprego do sinal gráfico indicativo da crase está correto em sujei­ tos à superação (linha 16).

| (C) Afirmativa incorreta. a forma de 3apessoa do plural sugerida pelo verbo “dar” está incorreta.há:por qu€ ■surgir. a formai verbaí "costumavam” Na verdade. como já vimos em questões precedentes .com seu sujeito. (D) Afirmativa incorreta. de cada povo. "quer”. mas não foram ouvidos”.antecessor do substantivo “superação” Não se podej entretanto. rekará "Chegaram a propor um acordo. O emprego de “têm” está obedecendo ao rigor for-. está em conformidade com as normas gramaticais. | Vejamos todas as afirmativas feitas com respeito a elementos textuais:. por exemplo. ela sabe que está certa”. encontrada em "Ao longò da história. A frase . pará o autor. em mesmo nívèi dé descrição. Não há superioridade de nenhum dos elemento! ligados pela série alternativa “quer” . in-j dicado pelajèxpressâo “os saberes científicos”..o número de veprbos existentes em uma ora­ ção de voz passiva! analítica é sempré im a unidade maior do que o que se encojatra ná voz ativa. aceitar o aceito grave posto aktes da forma verbal "propor”.No entanto. Não.|prova IX . | (A) Afirmativa 'incorreta. [ (B) Afirmativa mcõrrefa. apcjs a retificação necessária.\essas constelações de ideias foram geradas quer pelas tradi\ ções étnicasl locais. sem dúvida.. com núcleo no substanti-j vo plural “saberes”.desta alternativa corretamente! transposta para a voz passiva fará com que encontremos: “os gran-i - j' | ar-j 165 Português! .) querpelos grandes sistemas religiosos (Unhas 4 a j> ) paraavoz ativa gera a forma verbal “costumam gerar”. (E) o emprego de melhor. após a transposição! da voz passiva em que se encontra a frase original para a voz ati­ va. cqrreto e indica a contração da! preposição ja” requisitada pela regência do adjetivo “sujeitos” com ò tigo definido “a" .leia-se. O acento grave indicativo de crase posto em “su-j jeitos à supèração”!está.~ Analista Administrativo/MPU/2007 I (D) a transposição da frase essas consteldções de ideias foram geradas querpelas bradições étnicas („. em Não há exemplo meíhor (linhas 24-25)..Prova 9'. assim como o do segj mento assinalado èm “Foram os exemplos mais bem escolhidos”. mal de se estabelecer a concordância do verbo “ter”. A frase. o comentário inicial da questão 13. quer pelos grandes sistemas religiosos1 ] Pode-se perceber que "tradições étnicasl locais de cada povo” e “gran-j des sistemajs religiosos" situam-se..e*deverájser substituída por “deem” A Í frase fornecida estárá corretamente grafada deste modo: "Embora eles não lhe deem razão.

em: (A) É perfeito o entendimento de dogma como verdade acabada. a própria ciência sé incumbiu de dar continuidade. (D) Muitas vezes houve tentativa de construir dogmas. à locução verbal passiva "foram geradas” será substituída pelo pretérito perfeito simples do indicativo "geraram” (E) Afirmativa correta. Ernesto Sábato assinala com precisão que todas as vezes que se preten­ deu elevar um enunciado científico à condição de dogma. pois a ciência. sempre existiram. mas. aca­ bam invariavelmente provocando equívocos. de um equívoco.) qüèr pelos grandes sistemas religiosos”. (E) É freqüente ver o que a continuidade faz. de verdade fi ­ nal e cabal. ela mesma. mas tem um desvio quando a ciência prova que o enunciado está ultra­ passado. (B) Sempre que se tentou eternizar uma formulação científica.qualificador do substantivo “exemplo” . antes precisos. (C) Verdades finais e acabadas. como universalmente demonstrado. desvelou a imperfeição daquele saber. responsá­ vel pelo método. tornando obsoleto o método. 06. de forma clara e correta.Provas Comentadas da K X des sistemas religiosos geraram essas constelações de idéias quer pe­ las tradições étnicas (. anulando o dogma equivocado. Deste modo. o que ocorreu em todas as vezes. Estão corretos o adjetivo "melhor” . por sua vez tradutor de valor circunstancial de modo para o adjetivo (ou forma verbal em par ticípio) "escolhidos”. verdadeiros dogmas. por seus próprios ins­ trumentos. a ciência.. intensificador do tam­ bém advérbio “bem”. um pouco mais à fren te a própria continuidade da aplicação do método científico invariavelmente acabou p or demonstrar que tal dog­ m a não passava senão. porque a ciência.. mas se revelou impossível. mostrà o erro dos dogmas qúe.e o advérbio “mais”.. desautorizou a pretensão. Décio Sena 166 . O adequado entendimento daquilo que assinala Ernesto Sábato está ex­ presso. sendo do universo científico.. desenvolvendío. quando. provou mais para fren­ te que ò enunciado cieniíficó rião tinha fundamento real.

de verdade final e ca­ bal. uma vez que não surgiu o complemento para a transitividade direta deste verbo. Por outro lado.. que introduz oração logo a seguir atalhada por outra reduzida de gerúndio sem encaixe semântico na passagem em que surge. mas dados como tal.mas há um desvio. um pouco mais à frente apropria continuidade da aplicação do método científico invariavelmente acabou por demonstrar que tal dogma não passa­ va senão. (E) Afirmativa incorreta. (B) Alternativa correta. Não há no texto origi­ nal. além de claramente redigido. menção ao fato de “o método" ter-se tornado “obsoleto”. ainda. o texto sofre de pro­ blemas de coesão e está rigorosamente fora da linha argumentativa do enunciado original. vejamos cada uma das alternativas propostas: (A) Alternativa incorreta. o que deixou esta informação incompleta. Também está desproposita­ do o emprego da oração reduzida de gerúndio “desenvolvendo”. 167 Português .Prova 9 .Analista Adminlstnativo/MPU/2007 O enunciado da questão pede que apontemos o entendimento expresso de formá clàíá è correta acerca da seguinte passagem do texto: “ Ernesto Sábato assinala com precisão que todas as vezes que se pretendeu elevar um enunciado científico à condição de dogma. de um equívoco? Assim.. “a ciência mostra o erro dos dogmas que.. A ausência de sujeito explícito na oração "mas se revelou impossível” tornou-se sem sentido. Não há justa associação das ideias a partir do emprego da conjunção adversativa./'. antes precisos”. Os dogmas não eram precisos antes. Há. Está ocorrendo erro que consiste no emprego in­ devido do verbo “ter" em iugar de “haver” na passagem que se retifi­ caria em ". Temos agora um texto em que se faz e afirmativa incorreta... fiel às idéias originalmente dispostas.. também. O texto não contém nenhuma incorreção e está..a própria ciência se incumbiu de dar continui­ dade”. ausência de complementação da in­ formação contida em “. (C) Alternativa incorreta. (D) Alternativa incorreta.

Isto não podia ser tolerado. . ou seja. Era o fato de não fazerem nada. 358-359} 5 10 15 20 07. o autor: (A) põe em foco um determinado estrato social.a família. quando. enfiados nos sertões. sem residência fixa. e os que assim não procedessem seriam presos e tratados como salteadores de caminhos e ini­ migos comuns. e incisiva na condenação da itinerânda de vadios e da forma peculiar de vida que escolhiam. org. antes de mais nada. ou de nada fazerem de forma sistemática. por sua forma de vida. di­ fícil de controlar e até mesmo de enquadrar. vereadores etc. Tais homens. (C) narra um específico episódio ocorrido em Minas. (Lauru de MeJio e Sou2 a. ser-lhes-iara distribuídas terras adjacentes ao povoado para que as cultivassem. Adauta Novaes. Í992. vínculo empregatício constituíam um grupo fluido e indistinto. Uma vez estabelecidos. domicílio certo. vivem separados do convívio da sociedade civil. No texto.Provas Comentadas da FCC As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo Os vadios eram um grupo infrator caracterizado. religiosos ou não. dizia o documento. depois de caracterizá-lo a partir da teoria de pesquisadores. Por não terem laços . como disse o jesuíta Antonil. Passados os primeiros tem­ pos dos descobertos auríferos. p. os arraiais foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”. a itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. particularizando uma tentativa de disciplinamento oficialj (B) desenvolve considerações minuciosas a respeito do tema central de seu discurso: a carta de Luís Diogo Lobo da Silva. Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 22 de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva. São Paulo: Companhia das Letras/ Secretaria Municipal da Cultura. “Tensões sociais em Minas na segunda metade do século X V IIP . e deve­ riam passar a viver em povoações que tivessem mais de cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas vilas coloniais: juiz ordinário. em domicílios volantes. tomado como exemplo do que se pode esperar da ação de grupo de infratores} (D) lança hipóteses sobre as causas de um determinado comportamento social. que os tornava suspeitos ante a parte bem organizada da sociedade. In Tempo e história.

08. (B) II.Prova 9j“ Analista Admínistrativo/MPU/2007 (E) toma os daaos de pesquisa histórica como apoio para expressar é jus­ tificar o seu próprio juízo de valor acerca de infratores. Considere as afirmações que seguem sobrejà organização do texto. Não há qüaisquèrjhipóteses aventadas quanto às causas do surgimento do grupo errante) Muito ménos existem teorias de pesquisadores. | I (B) Alternativajincorreta. Luís Diogo Lobtj da Silva. oficialjmente. ! Está correto o que se afirma SOMENTE ènju C A ) I. .! . j Vejamos cada dma das! afirmativas feitas acerca do texto lido: | (A) Alternativa correta. mas apenas descreve um fato ocorrido em nossa história colonial. A fala do jesuíta constitui argumento para a consolidação da ideia de que a itii\erântid passou a ser cadá 4ez mais tolerada. mas na caracterização do grupo dos “vadios” j i i i |■ . relativas às causas que deram iní­ cio à sua existência. | 32. A data de 1766 foi Citada como comprovação explícita de que o rei era realmente signatário da cartá. (E) H eIII. No processo de argumentação. I. dis-j ciplinar a ^ida de ipessoas errantes. o autor valeu-se de testemunho autorizado. ! \ (D) Alternativa jincorreta.não. religiososou. (C) III. O tema central do|texto não está na carta de. uma tentativa de. quan-j do se tentou impor-lhes regras com respeito à maneira toda particu­ lar como viviam. . (E) Alternativa incorréta. O "determinado estrato social” é o grupo dos "vadios” e a tentativa de disciplinameiito oficial data de 1776.I (C) Alternativa incorreta. |. A articulista não se posiciona de modo favoráve ou desfavorável à existência dos “vadios”. (D) I e II. III. D -^rfí 1/TJ tBc . Não há episódio algum sendo narrado.mas apenas a notícia de que houve. que se denominavam generica-j mente de “yadios”.

ou seja. Afirmativa incorreta. Podemos recorrer à passagem textual transcrita no item I desta questão para observarmos que a fala do jesuíta Antonil diz respeito apenas ao fato de os arraiais serem “móveis como os filhos de Israel no deserto”. O que permite ésta compreensão é o emprego dò adjetivo “régia”. o emprego das aspas sina­ lizando discurso direto. No entanto. não podemos atribuir ao jesuíta a declaração objetiva de que a itinerância tenha passado a ser cada vez mais tolerada. Como sabemos. não havia repressão para que "eles não errássèm éem destino.Provas Comentadas da FCC Vejamos cada uma das afirmativas feitas acerca do texto: I.nada produzirem de modo tec­ nicamente plausível. Afirmativa correta. se os “vadios” tornaram-se móveis como os filhos de Israel no deserto”. então. III. Isso porque. em “carta régia”.não passível de orga­ nizar e mesmo dominar. logicamente.esgotadas as primeiras jazidas de ouro. o adjetivo “régio” significa “relativo ao rei”. não é isto que se está lendo na afirmativa feita no presente item» Nela. favorece a existência da tese de que a iti­ nerância passou a ser cada vez mais tolerada. sem rumo determinado. com atenção. quando» como disse o jesuíta Antonil. Afirmativa correta. “próprio do rei”. Observe-se. Décio Sena 17 0 . (C) difícil de controlar e até mesmo de enquadrar .singular maneira que se con­ cediam de estar no mundo. Transcrevemos passageni do texto em que se nota a utilização deste recurso: aPassados os primeiros tènipos dos descobertos auríferos. afirma-se que: a fala do jesuíta constitui argumento. Evidentemente. Observado o contexto» está corretamente entendida a seguinte expressão do texto: (A) nada fazerem d eform a sistemática . (B) um grupo fluido e indistinto ~ um conglomerado espontâneo e informal.. 09. (D) Passados os primeiros tempos dos descobertos auríferos . (E) form a peculiar de vida que escolhiam . Á simples menção ao ano em que a carta fora re­ digida não seria suficiente para que o leitor depreendesse que partira do rei. os arraiais foram ‘mó­ veis como osfilhos de Israel no âeserto\ a itinerância passou a ser cada vez mais tolerada” II.

por todo o grupo vocabular do qual o substantivo é núcleo. _ Considerado o contexto. seu conectivo. A menção temporal existente no fragmento origi­ nal . a "tecnicamente plausível”. Procedendo-se à substituição do pronome relativo mencionado pelo subs­ tantivo que representa.não foi reproduzida correta­ mente em “esgotadas as primeiras jazidas de ouro”. (B) Paráfrase incorreta.da forma verbal “surge”.“Passados os primeiros tempos” . Na passagem transcrita do texto "Em 1766 súrge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial de que se tem notícia” sublinhou-se uma oração subordinada adjetiva restritiva. Não é viável a equiparação de "difícil” com “não passível”. (C) Paráfrase incorreta. Nota-se que o pronome relativo “que”. (D) Paráfrase incorreta. núcleo do sujeito . (D) naquál se temoregisíro. . (B) da qual a notícia foi dada. Mm 1766surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial âe mie se tem notícia. A expressão "forma peculiar” foi corretamente re­ produzida por “singular maneira” e o fragmento “vida que escolhiam” está perfeitamente traduzido por "maneira que se concediam de estar no mundo”. (E) dequeànotídachegouaténós. para melhor entendimento. ou. que está correta e que não prejudica o sentido original. umá outra redação para o segmento destacado acima. teremos: “da primeira investida oficial se tem notícia” já realizada a contração da preposição “de” anteces- 171 Português . presente na primeira oração do período. é: (A) cuja existência se conhece. Observe-se que “os primeiros tempos dos descobertos auríferos” não corresponde a “esgo­ tadas as primeiras jazidas de ouro” (E) Paráfrase correta. que é a sua oração principal. . (C) que a notícia foi veiculada. é representante semântico do substantivo “investida”. 10.Analista Administrativo/MPU/2007 Vejamos as paráfrases sugeridas para passagens do texto: (A) Paráfrase incorreta. . Os adjetivos “fluido” e “indistinto” nenhuma apro­ ximação semântica têm com "espontâneo” e "informal”."a primeira investida oficial” .. como o foi.Prova 9 . Não é possível admitirmos que o adjetivo “sistemá­ tica” seja equiparado.

então. evidentemente incorre­ ta pela mesma razão mostrada na alternativa (B). associando-se ao substantivo “existência” . a resposta que desejamos. comentamos: (B) A substituição da oração originalmente sublinhada por esta que agora se propõe faria surgir o texto “Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial da qual a notícia foi dada” que é inaceitável. teremos: “Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial na qual se tem o registro”. que é. Colocando-os nesta ordem. Temos.Provas Comentadas da FCC sor do pronome relativo com o artigo definido “a” presente no objeto dire­ to da oração anterior* Evidentemente. A única opção em que surgiu pronome adjetivo relativo é a contida no item (A). então. tere­ mos: “tem-se notícia da primeira investida oficial” oração de voz passiva pronominal em que o sujeito é “a notícia” e a expressão “da primeira inves­ tida oficiar* funciona como complemento nominal. (D) Após a substituição do fragmento originalmente sublinhado pela ora­ ção que ora se propõe. então. Nela fez-se menção ao conhecimento da existência de uma primei­ ra investida contra os vadios. ou seja. já que se emprega o pronome substantivo relativo "a qual” em lugar do pro­ nome adjetivo relativo que comentamos. Nas demais alternativas.ou qualquer um que lhe seja correlato recupere a ideia de que havia este conhecimento. (C) Teremos o texto que se segue. (E) Nesta última alternativa. Salientamos que. um pro­ nome que. -f?T . após procedermos a substituição sugeri­ da nesta alternativa: “Em 1766 surge contra os vadios das Minas a pri­ meira investida oficial que a notícia foi veiculada” Como se pode veri­ ficar novamente por meio de uma simples leitura. percebermos o sentido da oração sublinhada original­ mente. A simples leitura do texto que resultou da substituição constatará a inadequação da presentè proposta. Mais importante do que a percepção gramatical que ora levamos a efeito será> nesta questão. rigorosa­ mente indevida. caso se houvesse empregado a pre­ posição “de” em lugar de “em” o texto assim ficaria: “Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial da qual se tem registro” e haveria acerto. A sensação da inviabilidade decorre da tentativa de se substituir um pronome adjetivo relativo por um pronome substantivo relativo. de empregar um pronome adjetivo relativo. esta nova oração não surgiu com seus termos dispostos em ordem direta. a substituição não é viável. o período que resultaria da substituição su­ gerida seria: “Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira in­ vestida oficial de que a notícia chegou até nós”.

: : : j (D) À preposição rmfeequivale a “versus”.Analista Administrativo/MPU/2007 Observadas as 6 linhas iniciais do texto. ] (B) Afirmativa porretai Ao afirmar inicialmente que os vadios caracteri-I zavam-se por não fazerem nada. aproximado semanticamente de “versus”. mas sim a de caracterizar um determinado grupo social Há cliara distinção semântica entrej “caracterizar” e “explicar”. neste item. Assim. dada a àtra-j ção que exercem sobre os pronomes oblíquos átonos os pronomes re­ lativos. a ex-j pressão que| se inicia com a conjunção |coordenativa alternativa “ou”j introduz nó texto . evidentemente.sido| estabelecidq. (B) No segmento Era ofato de não fazeremnada. mântica explicativa. j (C) Em que os tomava suspeitos. Algumas coisas.Prova 9|. a autora não havia sido inteiramen-j te correta n i que diz respeito ao atò dè fazer alguma coisa em associa-j ção ao grupo mencionado. ação contrária e. comb o vocábulo “que”. A ênclise sugeridajestaria incorreta.uma retificação do cjue anteriormente havia . antes de mais. Na passagèm que atre o texto lê-se que "Os vadios eram um grjupo infrator caracterizado. Obviamente a Banca Examinadora investigou. portador do significado de oposição. j j (D) Afirmativa incorreta. a.! estando. antecessor neste texto da forma vérbal “tornava”. I [ 17 3 s > r | i Portúsuêsí . j j (C) Afirmativa incorreta.] No entanto. Iperante”. em conseqüência. o rei conhecimento do candidato i | acerca dos significados & portados pela preposição “ante” e pelo prefixo de origem grega “ahti”. nada. o deslocahiento do pronome destacado para depois do verbo atenderia ao que a gramática aconselha comó preferência. A preposição “ante” indica “diante de”.grafia do particípio jdò verbo “imbuir” não admi-j te o acento. portanto^ correta a forma “imbuido” Vejamos cada uma das! afirmativas feitas acirca de fatos contidos no textd de Laura de Mello e Souza: . | : I (A) Afirmativa incorreta.. ou de nadafaserém âe form a sistemática^ a conjunção ou introduz uma retificação dó qui se afirmou ianteriormente. “em jpresença de”. é correto afirmar: (A) A expressão por sim forma de vida constitui uma explicação. por sua for-j ma de vida”* A expressão “por sua formaj de vida” não tem natureza se-. | j (E) Como em fluido. maneira organizada [ou sistematizada. eles faziam. não de. este ultimo sim.

.. de modo. E é exa­ tamente em atenção a esta regra de acentuação gráfica que o vocábu­ lo "imbuído” portará obrigatoriamente o acento agudo sobre a segunda vogal.. a ex­ pressão passou a ser é a que exprime a ideia de progressão. O segundo vocábulo é um trissílabo paroxítono que exemplifica um hiato. Inicialmente. do hiato. O segundo é o particípio do verbo "fluir”. Dédo Sena 174 .. um ditongo orai decrescente em sua primeira sílaba. o emprego do acento gráfico é obrigatório em atendimento ao preceito de acentuação gráfi­ ca que envolve as segundas vogais tônicas “i” e “u” dos hiatos. A preposição “mediante" introduz signi­ ficado rigorosamente distinto. “por intermédio de” (B) Afirmativa incorreta. Contém. ou seja.Krovas Lomenraaas aa (E) Afirmativa incorreta. mas apelo ao seu significado literal. faz surgir fhii-do.. a passagem “móveis como os filhos de Israel no deserto” deve ser entendida com apelo denotativo.. Suas pronún­ cias são diferentes: o substantivo é um vocábulo dissilábico paroxítono que. Considerando as linhas 6 a 12.. um breve comentário acerca das palavras “fluido5 1e “fluídòYámbas existentés no léxico da língua por­ tuguesa. (D) No segmento a itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. que se encontra em “como disse o jesuíta”. os vadios eram tão errantes quanto os “filhos de Israel” Não há uso de lin­ guagem figurada na passagem. assim. Como podemos ler no fragmento textual a que se refere o enunciado desta questão. as aspas indicam que a frase deve ser entendida em sentido figurado. 12. (C) O emprego da palavra arraiais contribui para a produção do sentido de “morada provisional” tratado no fragmento. associado a ideia de “por meio de”. é correto aftraiar: (A) Em como disse ojesuíta. É conjunção subordinativa conformativa. como eqüivale a “mediante” (B) Em “móveis como osjilhos de Israel no deserto”. A primeira delas é o substantivo que indica substancias líqui­ das ou gasosas. tônica. As aspas foram empregadas para que se indicasse citação. (E) Os dois-pontos introduzem uma citação. cuja divisão silábica assim se estabelece: “flu-í-do” Neste segundo vocábulo. sugere ideia de conformidade. Analisemos cada uma das afirmativas feitas nos itens desta questão: (A) Afirmativa incorreta. O vocábulo “como”. dividido em sílabas.

busca­ va-se neutralizar qualquer tom que pudesse ser entendido como intimidação. (A) a expressão sociedade civil eqüivale a “conjunto de todos os mem­ bros que constituem o tecido social. A ideia de progressão. geralmente formada em função de certas atividades extrativas. é estabelecida pela expressão “cada vez mais”. Tais homens. visto que domicílios volantes constitui uma incompatibilidade em termos. pactos e acordos. (D) o emprego da expressão de praxe evidencia que. Na realidade. a citação nele existente foi sinalizada com o emprego das aspas. Observado o contexto. (C) a expressão ou seja introduz uma explicação. Os dois pontos não introduzem qualquer citação no fragmento em que se fundamentam as diversas afirmativas feitas nesta questão. unidos em tomo de ideias. 13. Isto não podia ser tolerado. respectivamente? das formas verbais podia e vivem. como o com­ prova o emprego. que o associa à ideia de “provisório”. como a lavra de minérios. (D) Afirmativa incorreta. obrigatória para a com­ preensão do documento. no mesmo dicionário encontramos para o ver­ bete "provisionaí” além do significado com que mais comumente é em­ pregado. entre outros significados. 175 Português . “passageiro”. ou de metais ra­ ros. o de "povoação de caráter temporário. Edição Eletrônica. realmente existente no fragmento transcrito. (E) Afirmativa incorreta. Por outro lado. Os dois-pontos existentes nesta passagem do tex­ to preparam o leitor para a explicação que será feita com respeito a qual terá sido a primeira investida oficial contra o grupo dos vadios. Esta é a resposta da questão. dista o documento\ vivem separados do convívio da socie­ dade civil. vereadores etc. "temporário”. (B) a voz do autor mistura-se à voz do remetente da carta. enfiados nos sertõest em domicílios volantes. sem re­ sidência fixa. é correto afirmar que. etc”. ou seja. também o significado de “interino”. Lê-se na passagem indicada no enunciado des­ ta questão que “os arraiais” foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”. no fragmento acima. sem possibilidade de conciliação. Acerca do substantivo “arraial”.Analista Adminístrativo/MPU/2007 (C) Afirmativa correta. podemos observar no Dicionário Aurélio. sem hegemonia nem exclusão de nenhum grupo”. (E) a oração deveriam passar a viver em povoações expressa uma suposição. e deveriam passar a viver em povoações que tivessem mais de cinqüenta casas e o aparelho administra­ tivo de praxe nas vilas coloniais: juiz ordinário.Prova 9 . na carta.

dja . e deveriam passar a viver em povoações que tivessem mais de cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas vilas coloniais: juiz ordinário.tes”. a voz do remetente. os “vadios” deveriam passar a viver em povoações. no pre­ térito imperfeito do indicativo. sem residência fixa. Não seria viável que. Empregou-se a expressão “de praxe” sem nenhuma intenção intimidadora. O teor da carta régia indica-nos que. é correto afirmar: (A) A expressão uma vez comunica a mesma ideia que o segmento desta­ cado exprime em “Uma vez que ele se curou. o conceito de “sociedade civil” fosse apreendido deste modo. (E) Afirmativa incorreta. ou seja. o que é móvel . por isso. (D) Há um subentendido no fragmento: no século X V III. ser-lhes-iam distribuídas term s adjacentes ao p o ­ voado para que as cultivassem. apenas. (B) Afirmativa correta. dizia o documento>vivem separados do convívio da socieda­ de civil enfiados nos sertÕes} em domicílios volantes. o termo destacado está emprega­ do com o mesmo valor que se nota em “Como cheira bem a sua caldeirada!” Décio Sena 176 . 14. não precisa mais de cui­ dados médicos”. Podemos comprovar daleitura do fragmento que a for­ ma verbal “vivem” fox realmente empregada no texto original. Sobre o que se tem no período acima transcrito. refletindo. Pretendeu-se. (E) Em tratados como salteadores . (D) Afirmativa incorreta.está suficientemente explicada pelo teor global do fragmento transcrito. impositivamente.o adjetivo “vo­ lante” significa o que se pode mudar facilmente. (B) O termo destacado em os que assim não procedessem refere-se à ação de optar por ser estabelecido. em uma carta régia. e os que assim não procedessem seriam presos e tratados como salteadores de caminhos e inimigos comuns.cen . Isto não podia ser tolerado. Por outro lado. (C) A gramática prescreve que o vocábulo adjacentes seja assim separa­ do em sílabas: “a . (C) Afirmativa incorreta. os vadios rece­ biam tratamento diferenciado em relação a outros grupos considera­ dos infratores. o emprego de “dizia”. indica clara participação da autora do texto.Provas Comentadas da FCC Analisemos cada uma das afirmativas feitas com respeito ao texto que abai­ xo transcrevemos: “Tais homens. indicar o aparato adminis­ trativo comumente empregado em determinadas cidades daquela época. vereadores etc (A) Afirmativa incorreta. Uma vez estabelecidos . no Brasil colonial. A ideia de “domicílios volantes” .

ser -lhes-iam distribiiídas terras adjacentes ao po­ voado para quelas cultivassem. não precisa mais de cuidados médicos” observa-se valorj semântico causai sendo introduzido por { “Uma vez que”. a expressão “Uma vez”! contida em iUma vez estabelecidos” indita condição. (E) Afirmativa liricorréta. receberiam. não prejudica o sentido original é: j (A) sendo-lhes divididas as terraspertencéntes ao povoado. no fragmen-j to lido. Em “Como cheira bem a sua caldeifada!” percebe-se nò advérbio "como” valor semântico:tra­ dutor de inttnsíficação para o sentido dojadvérbio de modo “bem”. de modo que beneficiassem» (E) salvo se laviassemj receberiam por distribuição áreas incorporadas ao povoado) 177 Português! . A divisão silábica adequada será "ad-ja-cen-tes” (D) Afirmativa correta. Uma outra redáção para o segmento destacado acima. | ! i | i (B) com o objetivo de que tornassem produtivas. | (D) compartilhariam entre si glebas em anexo ao povoado. e os que assim. npo procedessem seriam presos e tratados como salteadores de caminhos e inimigos comuns ” j (A) Afirmativa incorreta.] : j (C) Afirmativa incorreta. Uma vez estabelecidos. j (C) eles seriam jaquinhoados com áreas contíguas à vila. . entre eles. ao? “vadios” que não cultivasbem as terras que lhes seriai concedidas. a fim de que as lavrassem. :0 tratamento difereríciado em reiação a outros gru­ pos considerados fica evidente a partir! da leitura do trecho que encerra o texto: % oh [vadios]' que assim não procedessem seriam presos e trata­ dos como salteadorès de caminhbs e inimigos comuns". O advérbio "assim” diz respeito. j (B) Afirmativa incorreta.Prova 9 r Analista Administrativo/MPU/2007 Mais uma vez danscrevémos o fragmento textual em que se fundamentam' as afirmativas feitas nos diversos itens da questão: ! “Uma vez estabelecidos* ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes ao povo -J ado para que as cultivassem. poderiam! cultivá-las. clara e correta. que. as terras próximo à vila. Em “tratados cdmo salteadores”. No fragmento transcrito. Em "Uma vez quej ele se curou. o vocábulo “como” introduz valor semântico comparativo. j .

percebemos que as terras distribuidas teriam de ser cultivadas. em busca daquela que con­ tém frase totalmente de acordo com o padrão culto: Décío Sena 178 . a redação “poderiam cultivá-las”. Esta é a respos­ ta da questão. para que lhe entregue pessoalmente meu projeto?. senhor Ministro5poderíeis me receber amanhã em audiência. Está havendo omissão do objeto direto do verbo “tornar” Por outro lado. caracterizado pela ausência do complemento para a forma verbal. A frase que está totalmente de acordo com o padrão culto é: (A) Vossa Senhoria. mas jamais quiz colocar sua habilidade em evidência. Analisemos todas as alternativas desta questão. para que fosse feita sua concordância com ‘"terras” (C) Substituição correta. Reproduziu-se dessa vez o texto original com fi­ delidade e sem qualquer erro de natureza gramatical. deste modo. mas nada tem haver com a temática que você quer estudar. também. (D) Essas pinturas são consideradas as maiores obras-de-artes do perío­ do.1 -rovas comentaaas oa r^v. 16. sabe até desenhar com ambas mãos. Vejamos cada uma das alternativas da presente questão. Por outro lado. não se admitindo. não sei bem por quê. A menção “glebas em anexo ao povoado” não traduz o que se disse previamente com "adjacentes ao povoado” Ocorreu. (D) Substituição incorreta. (C) Queria sair com nós três. mas essa era uma forma dela ocultar sua relação mau resolvida com os pais. (B) Ele é ambidestro.. já com o fragmento textual sugerido substituindo a passagem originalmente observada: (A) Substituição incorreta. erro de regência verbal. (E) Substituição incorreta. há deslize de concordância nominal pela inob­ servância da necessidade de que o vocábulo “próximo” surgisse empre­ gado em feminino plural. A substituição de “adjacentes* por “pertencen­ tes” não é correta. É indevida a equiparação entre “terras adjacen­ tes ao povoado” com “áreas incorporadas ao povoado*. talvez haja assuntos sobre os quais ela queira nos colocar a par. transitiva direta “beneficiassem”. (E) Ela vivia dizendo “Eu mesmo desenho meu futuro”. (B) Substituição incorreto.

(C) Alternativa correta. com núcleo em "pinturas”. 179 Português . o verbo “poder” deveria ter surgido em 3a pessoa do singular. Cometeu-se. que deverá ser retificada para “tem a ver”. apenas a primeira palavra sofre a pluralização. erro na flexão de plural do composto “obra-de-arte”: como sabemos. mas nada têm a ver com a temática que você quer estudar”. "com nós dois”. sabe até desenhar com ambas as mãos. “próprios”. (D) Alternativa incorreta. qual­ quer numeral ou uma oração subordinada adjetiva (“com nós ambos”. Também está correto o emprego de “por quê”. o correto emprego da expressão “a par”. a 3a do singular. No comentário da questão 15. Só podemos empre­ gar "com nós” quando após a preposição e o pronome oblíquo tônico citados surgirem os vocábulos “ambos”. in­ dicativo da pessoa gramatical adequada. deslize or­ tográfico na expressão “tem haver”. Após ser retificado. O texto ficará corretamente grafado deste modo: “Essas pinturas são consideradas as maiores obras-de-arte do período. (B) Alternativa incorreta. Os pronomes de tratamento. “por que” e "por quê”. o que promoverá a devida concordância de “têm” com seu sujeito. prova 17. Eis o tex­ to corrigido: “Ele é ambidestro. erro de concordância verba! caracterizado pela ine­ xistência de acento circunflexo sobre a forma verbal “tem”. mas jamais quis colocar sua habilidade em evidência”. Há. também. o texto ficaria deste modo redigido: "Vossa Senhoria» se­ nhor Ministro. Está correto o emprego do pronome átono "lhe”. para que lhe entregue pessoalmente meu projeto?”. “porquê”. Ressaltemos. com acento em “quê”. necessário para que se indique a Eexão em 3a pessoa do plural. como "Vossa Senhoria” está empregado no singular. Também está havendo erro de grafia na forma relativa ao verbo “querer”. ou seja. tece­ mos considerações acerca do emprego de “porque”. que tem sentido bem distinto de “ao par”. ainda. indicado por "Essas pin­ turas”.prova y . como “Vossa Senhoria”. “com nós mesmos”. em compostos ligados por preposição. o que indica o correto plural em “obras-de-arte”. de início. Ocorreu. Neste caso. que deve ser redigida com a letra “s” Em ne­ nhuma forma dos verbos “querer” e “pôr” ocorre a letra “z”. “com nós que estávamos atentos”). possibilitando a forma “com nós três”. remeteiri todas as concordâncias do texto para as terceiras pessoas do singular oü do plural. “com nós próprios”. ainda. Observe-se o correto emprego do numeral cardi­ nal “três”. “mesmos”. poderia me receber amanhã em audiência.Analista Administrativo/MPU/2007 (A) Alternativa incorreta. Faltou o emprego do artigo definido “as” após o numeral dual "ambas”.

quer por complementação. das. A combinação com o artigo é fenômeno de or­ dem fonética. para que concordasse com o pronome reto “Ela” Há. inicialmente. p. Ora.Provas Comentadas da FCC (E) Alternativa incorreta. deslize de concordância nominal relativamente ao emprego do vocábulo “mesmo”. página 6: “Regra de gramática muito conhecida é a que interdita seja o sujeito da frase regido por preposição. mandam redigir antes de o sol nascer. di­ zemos normalmente. Na verdade. que estudou esta contração em artigo publicado no livro “Na ponta da língua”. porque. rVrin Çpns . sujeito de ‘'ocultar". que se dá na superfície. uma das formas que tem a língua para marcar a subordinação é o recurso a um tipo de conectivo denominado preposição. a prepo­ sição continua a reger toda a oração e não o seu sujeito. ter surgido contraído com a preposição “de". por assim dizer. Ê que sujeito e predicado são os termos primeiros da oração. sem ferir con­ tudo o valor expressivo da frase. combinando-se ou não com o artigo. Porque rege esta a oração infinitiva e não o substantivo. o que. as línguas históricas não se estruturam em moldes puramente lógicos. segundo a regra a que aludimos no início. O sentimento. ainda. fenômeno pu­ ramente fonossintático. dos. não se pode aplicar ao sujeito. que­ bram frequentemente os padrões que se queriam lógicos. e em nada altera a relação sintática. que deveria ter surgido em flexão de gênero feminina. convém não esquecer. não pode. São. permitimo-nos transcre­ ver a lição do eminente Mestre Sílvio Elia.. os.] Caso comuníssimo é o da combinação da preposição de com o artigo ou pronome o. quando falamos.. Todavia espíritos logicistas inventaram que construções que tais padecem de erro. nominais ou verbais. sendo o sol sujeito do verbo nascer. Portanto termo regido (note-se o verbo: reger) é termo subordinado. a. Rio de Janeiro. 2000. as emoções do falante. antes pelo contrário. vir regido de preposição. Os demais decorrem da expansão deles quer por determinação. sempre termos subordinados: determinantes ou complementos. por suposto. Ocorreu. volume I. Com respeito ao lato de o pronome “ela”. “Partiremos antes do sol nascer". Editora Lucerna. ex. Portanto. Mas. pois. as: áoyda. Os gramáticos e os linguistas conhecem perfeitamente essas intervenções “perturbado­ ras” e as designam como sintaxe psicológica ou afetiva. Invocam-se argumentos de ordem lógica... emprego incorreto do adjetivo “mau”. [. empregado em lugar do advérbio "mal” já que se está traduzindo cir­ cunstância de modo relativamente à forma verbal em particípio "re­ solvida”.

. dos que os apoiaram nas mais diversas. e as práticas de eficá­ cia temporal. . uina vez que separa indevidamente os dois elementos que compõem a “relação de conciliação [essencial" indicada pelo autor. em se tratando de concursos públicos. as­ sim teremos a refificação do texto desta altèrnativa: “Elá vivia dizendo “Eu mesmo desenho meu futuro” mas essa era uma forma de ela ocultar sua re­ lação mal resolvida com os pais”. embora pouco divulgada. sensivelmente. que sè conheçam as normas de organização social do período para que sè. digna de reco­ nhecimento.que se distin­ guem. j (C) Basta então!. j (D) As histórias relatadas nos seps romances iniciais . j 17.: . o que desejava que fosse respondido. como o autor apresenta a relação de conciliação essencial entre a consciência cristã. Tal vírgula pode perma­ necer no texto caso empreguemos um sL-. Vejamos as pontuações. Deste modo. portanto. o que é que ele fez?. indicado pela oração "comoj o autor aprèsenta á relação de conciliarão. talvez seja mais prudente mantermo-nos apegados à orientação que se disseminou. quais sejam “a consciência cristã” e “as práticas de eficácia temporal”.am compreendidas^ em suas minúcias os atritos delas decorrentes. j Contudo. Q texto estará corretamente pontuado deste modo: “Mas é preciso verQ nos textos(j) como o autor apresenta a relação de conciliação essencial entre a consciência cristã e as práticas dè eficácia temporal”. outra após o vocábulo ‘Ver” o que promoveria. | Português . adjunto adverbial “nos textos”! Igualmentej despropositado está o emprego do ponto-e-vírgula após o adjetivo “cristã”. fruto dá influência da cultura irlandesa. dos relatos mais (recentes ~ são.i ( ( I ! Percebemos. (B) Pois bem: sè ele não os induziu a responderem. (E) A ação deles é. na sua maio­ ria. A vírgula empregada após o substantivo “textos” separou o verbo “ver” de seu objeto diteto. presentes em todos ojs períodos desta questão: | Prova 9 *4Analista Administrativo/MPU/2007 I I 1 !i ' (A) Pontuação incorreta. j I 181 I . a partir da muito clara exposição de Mestre Süvio Élia. essencial entre a consciên­ cia cristã e ás práticas de eficácia tempóral”. circunstâncias. A frase que estájpontuada de acordo com íôs preceitos da gramática é: (A) Mas é preciso ver nos textos. assiiii. que não há impropriedade em se deixar que as preposições surjam contraí­ das com os sujeitos nestas situações . a intercalação do: .

(E) Pontuação incorreta. Esta é a resposta da questão. o que é que ele fez?”. não estão corretas as vírgulas empregadas após o substantivo “reconhecimento” . embora pouco divulgada. a forma de particípio “conhecidas” aprésenta-se incorretamente flexionada em feminino. Erro semelhante ocorreu na continuidade do texto. Aliás. quando se empregou a vírgula única após a forma verbal “compreen­ didas”. Tal vírgula pode ser mantida no texto caso se em­ pregue uma outra após “Basta”. Está indevidamente empregada a vírgula após a forma verbal “responderem”. No entanto. Dédo Sena 182 . O par de travessões empregado está correto e iso­ lou oração subordinada adjetiva explicativa. Ò ponto e vírgula posto após “res­ pondido” também não se justifica e deverá ser substituído por vírgula. pro­ moveu-se o realce semântico do adjunto adverbial “sensivelmente” com um par de vírgulas. indica­ do pelo pronome demonstrativo “o”. Neste caso. por separá-la de séá objeto direto. (D) Pontuação correta. A inserção de uma vírgula após o substantivo “minúcias” retificaria o erro relatado. Teremos o texto corretamente pontuado deste modo: “Pois bem: se ele não os induziu a responderem o que desejava que fosse respondido.por se­ parar o adjunto adnominaí “dos” . uma vez que tem por referente o substantivo “atritos”. digna de reconhecimento dos que os apoiaram nas mais diversas circunstâncias”. O mesmo expediente de promoção de ênfase foi utilizado com o par de vírgulas que isolam a expressão “na sua maio­ ria”. (C) Pontuação incorreta.) em suas minúciasQ os atritos delas decorrentes”. A única vírgula empregada após o vocábulo “en­ tão” promoveu a separação da forma verbal "Basta” de seu sujeito. Dessa vez separóu-se o verbo mencionado de seu objeto direto.separando o adjunto adnominaí “circunstâncias” do núcleo “diversas”. o vocábulo “então” estará sendo intercalado. portanto. O texto estará corretamente pontuado deste modo: “ A ação de­ les é. indicado por “os atritos delas decorrentes”. contido no adjunto adverbial “nas mais diversas circunstân­ cias”. Estão corretas as vírgulas que isolam a conjunção coordenativa conclusiva "portanto” e a oração subordinada adverbial concessiva “embora pouco divulgada”. O tex­ to estará corretamente pontuado deste modo: “BastaQ entãoQ que se conheçam as normas de organização social do período para que sejam compreendidos(. Dentro desta oração.(B) Pontuação incorreta.e após o pronome indefinido “di­ versas” . que está indicado pela oração “que se conheçam as normas de organização social do período”.

Esta é a resposta da questão. Para ler-se sobre este verbo em descrição mais detalhada. A grafia correta do período será: "Espero que ele medeie a reunião com a isenção de espírito de que todos necessitamos”. "construi”. 18 3 Português . (D) Eles enganam-se a si próprios. ainda. (B) Quem disse que ele constroe toda essa argumentação sem apoio de advogados? (C) Isso não é pertinente com os fins a que você visa com seu projeto. Depois da retificação adequada encontraremos o texto corretamente redigido em “Eíes enganam-se a si próprios. persuadidos de que tudo está sendo feito em busca da paz”. (C) Período inadequado. O período estará corretamente grafado deste modo: “Quem disse que ele constrói (ou construi) toda essa argumentação sem apoio de advogados?”. Retificado o texto. esta últi­ ma forma muito raramente usada entre nós brasileiros e freqüente em Portugal. (E) Período inadequado. tem seu radical “medi” alterado para “medei” em todas as formas rizotônicas. O adjetivo "persuadidos” rege a preposição “de”. Não há qualquer deslize gramatical no texto conti­ do nesta alternativa. O verbo "mediar” irregular de primeira conjuga­ ção. item (A). Está incorreta a grafia "constroe” para a 3a pes­ soa do singular do presente do indicativo do verbo “construirá que deverá ser substituída por "constrói” ou. questão 19. Vejamos qual dos períodos apresentados nesta questão está apropriado às normas gramaticais: (A) Período apropriado. (B) Período inadequado. pode-se recorrer ã prova 17. teremos: "Isso não é pertinente aos fins a que você visa com seu projeto”. O adjetivo "pertinente” rege a preposição “a”. (E) Espero que ele medie a reunião com a isenção de espírito de que to­ dos necessitamos.A frase era que a forma destacada está apropriada às normas gramaticais é (A) Congregou-os o mesmo sincero desejo de fazer algo relevante pela comunidade. (D) Período inadequado. persuadidos que tudo está sendo feito em busca da paz.

que deveria ter surgido em pretérito imperfei­ to do subjuntivo. a cada passo. exigida pela forma verbal “chegarão". do adje­ tivo “ilesos”. e. para julgarmos as suas redações: (A) Redação incorreta. é como se. Transcrevemos a seguir cada um dos textos que surgiram nas alternativas desta questão. A frase que está corretamente redigida é: (A) Naquele ambiente taciturno. Por outro lado. descobrimos uma possibilidade longínqua de sair ilesos. a cada passo. pelo que está se vendo. e. descobrísse­ mos uma possibilidade longínqua de sairmos ilesos”. é imprescindível que ocorra a preposição “em” diante do pro­ nome relativo que representa semanticamente o substantivo “período”. considerada a existência. (D) Os detalhes eram tão minuciosamente apresentados. O pronome relativo “onde” só pode ser empregado em referência a lugares. Também está ocorrendo erro de regência ver­ bal. Não cabe o emprego de artigos definidos após a pre­ posição "pelo” (e flexões). flexionado em plural O texto estará correto assim redigi­ do: “Naquele ambiente taciturno. sob a responsabilidade seja de quem for. O texto assim ficará. muitos não chegarão onde desejam no horário previsto. o texto surgirá corretamente grafado deste modo: “ Acompanhei os noticiários. que está antecedida por pronome indefinido: trata-se de sintaxe de colocação pronominal tipicamente brasileira. pelo o que está se vendo.Provas Comentadas da FCC 19. Após as cor­ reções apontadas. na oração em que aparece. muitos não che­ garão aonde desejam no horário previsto” (C) Redação incorreta. o que não está ocorrendo nesta alternativa. o infinitivo "sair” deve ser empregado em plural. é como se. Décío Sena 184 . (E) A maneira como os bilhetes foram escritos não deixará dúvidas acer­ ca do que deve ser feito. (B) Redação incorreta. caracterizado pela ausência da preposição "a”. a ser empregada na palavra “aonde” Não há erro na colocação do pronome oblíquo átono em pródise ao verbo principal “vendo” da locução verbal “está vendo” o que o isentou da pródise à lo­ cução verbal. (B) Acompanhei os noticiários. que o leitor chega ter acesso até a informação de qual das mãos segurava a taça de champanhe. de modo que o adjunto adverbial de tempo que se relaciona com a for­ ma verbal "conhecia” esteja corretamente disposta. Na seqüência. (C) Aquele era o hotel onde costumava freqüentar durante o período que não conhecia problemas financeiros. Está ocorrendo mau emprego de tempo e modo ver­ bal» em “descobrimos”.

| (E) Redação correta.| não ser preposição. as demais exigências. jque o leitor chega a ter acesso’ até à iníòrmkção de qual das mãos segiírava a taça dè champanhe”. j \ I * (A) Acredito que as orientações dele.. I (E) Devem fazèr mais de três meses que não os vejo. j 20. mas quero dizei* que lhes dedico muitoíafeto.Prova 9 -|Analista Administrativo/MPU/2007 depois das correções necessárias: “Aquele era o hotel que costumava fre­ qüentar durante o péríodo em què não conhecia problemas financeiros”.o leitor chega â ter acesso inclusive à informa­ ção O período corretamente redigido assumirá a forma: “Os detalhes. ocorre deslize gráfico caracterizado pela ausência do acento grave indi­ cativo de crase no vocábulo V ' que surgiujapós “até” :Este acento. j (B) Considerou digna . “inclusive”. por exemplo. força iapresença do verbo “chegar”] empregado em seguida» tam­ bém no pretérito imperfeito. qud se revela grámaticalmente correto. eram tão minuciosamente apresentados. (D) Dado as contingências do momento* os diretores houveram porbeni atender aos prazos. pois.de ser encaminhadaja julgamento dos avaliadores a última versão dò projeto-piloto. pode ser substituído por outra palavra denotativa de inclusão. e sim pala­ vra denotativa de inclusão. j. Chamamos átejação para o fato de o vocábulo “até”. lemèremos . Não há qualquer retificação a ser feita neste texto. O emprego de “eram?. Por outro lado. existènte quando a preposição “até” antecede a pklavra “a” ou “as”. não terão de seijem seguidas antes de um esclarecimento maior. j. elas certamente hão de ser mínimas. se podem existir fragilidaj des. A concordância está totalmente de acordojcom a norma padrão da línj gua em: j M . que vincularia os verbos da locução verbajl “chega a ter”. o que retira desta passagem a possibilidade de emprego fâcuItativo. tanto quanto fossem. Está havendo ausência da preposição. que aparece antes de “a informação5 ’. além de claro e coerente com respei-j to à informação por ele veiculado. de em­ prego obrigatório. (C) Elas se consideraram responsável peló erro e julgaram legítimo as cobranças que lhe serão feitas de agora em diante. Observemos a substituição neste fragmento textual: “ . "a”. e prometeram reavaliar. porque parecem pouco claro. tantos dias de iafasjtamento póderia ser entendido como descaso.que o vocábulo *'até”j empregado como palavra de­ notativa de inclusão. (D) Redação incorreta. no pretérito imperfeito do indi­ cativo.do contrato. | I 185 I | ' Porbguês .exigida pela re­ gência do substantivo "acesso” com o artigo definido “a” que anteceide o substantivo “informação”. indica a contração da preposição “aM . Para estarmos a salvo destas situações pe­ rigosas. jcomo.do acento grave.

incidem sobre adjétivos. . -Í.umã das formas nominais do verbó.ficàrá retificado desta forma: “Dadas as .prazos. Após as correções. . “cobranças”.Déstè iriodo..v:^ v . O período estará corretamente redigido. posta no inído do períodoestáincorretaiospartidpiòsvérbãis-. o adjetivo irein de surgir concordan­ do com o substantivo a que diz respeito. reaváliáf tàhtò quan­ to fossé necessário^i” O téxtÔ'. Décto Sena 186 . indicado ■pelo pronome reto "Elas” que abriu o período.< tDádás”. não terão de ser seguidas antes de um es­ clarecimento maior” . contingências do moinéntó.] seguidas”. Como já sabemos. o verbo “ser” é verbo principal de locução verbal> na qual o auxiliar é o verbo “ter”.. em.. deste modo: “ Acredito que as orientações dele. que é a resposta da questão.:sofrem âs mesmás:fièxõés dé gêriero e número que . plural para íconcòrdar còih seu referente.oblíquo átóno---lhè”. .pròmetéfám. Na segunda passagem. ■ (B) Concordâncias corretas.também deve : ser empregado. ... :e proni^èteram^rèâvâliãr^fântô^qiíánto^-fijssej^as^déthais exigên­ cias do-contrato” í . finalmente. conforme ocorreu com a forma de particípio da locução "terão [. neste texto..:.:tál èxprèssaó omite a pre. A expressão “tanto quanto fossem” está iricòrrètáj Em verdáde. porque parecem pouco claras. deve ser empregado no plural. o tex­ to ficará corretamente redigido em: “Elas se consideraram responsáveis . ós difétõfés hoüvéràm por bem atender aos :. do o adjetivo “légítimó^ pará^ue sé prómová á süá concordância com .:còmo ò sübstáhtivõ aó qual se refere o párticípiõ é “contüigênciás” tornasse obrigatório ò emprego des­ ta forma nóminal hõ femmiriò é ém pluràli.Analisemos cada uma das alternativas desta questão para podermos desco­ brir em qual delas não há deslizes de concordância: (A) Concordâncias incorretas.V (D) Concordância incorreta::Á fòrmà dé patüidpio “Dado”. como ocorreu neste caso em que o verbo auxiliar sur­ giu sob a forma “terão”. -.: . o prõnõme . . Nó priméiro caso. em locuções verbais as flexões de número e pessoa incidem sempre sobre o verbo auxiliar.• (C) Concordâncias incorretas. Há três concordâncias nominais equivoca•das: inicialmente. emíerríininó é nó plürál tèm de ser èmprega. sença do adjetivo “necessário • V -“ ^:. pelo erro ejulgaram legítimas âs cobranças que lhes serâó feitas de ago­ ura em. Estão errados o adjetivo “claro” e a forma verbal “serem”.. diante”. ò adjètivó rrèsponsávérV põr sé referir a “Elas”. Não há náda a ser retificado nesta alternativa! . após as devidas retificações. o vocábulo “orien­ tações”..

O texto corretamente redigido ficará deste modo: “Deve fazer mais de três meses que não os vejo. tantos dias de afasta­ mento poderia ser entendido como descaso. mas quero dizer que lhes dedi­ co muito afeto”. Concordâncias incorretas.r f u v d . "tantos dias de afastamento” é sujei­ to da locução verbal “poderia ser entendido”. como sabemos. cujo verbo principal é "fazer”. empregado em referência a tempo. o que provoca obrigatória flesão da referida locução. não pode se apresentar flexionado. mas quero dizer que lhes de­ dico muito afeto. 187 Português . empregado em passagem na qual se faz menção a tem­ po transcorrido. é impessoal. já que não tem sujei­ to. A locução verbal “Devem fazer”. 7 — m i t u t à u i A \uiiiuilbtrauV Q (’ ÍV irU / -ÍU U / (E) Devem fazer mais de três meses que nâo os vejo. tantos dias de afastamen­ to poderiam ser entendidos como descaso. o verbo “fazer”. Por outro lado. uma vez que.

Provas Comentadas da FCC Gabarito: 01) C 02) E 03) A 04) D 05) E 06) B 07) A 08) D 09) E 10) A 11) B 12) C 13) B 14) D 15) C 16) C 17) D 18) A 19) E 20) B Décio Sena 188 .

í Prova 10 : Awiditor-Fiscail dé TribMosMuMdpais/ISS-SP/2007 . Não decorrem.Para garantia do cumpriment<j dos princípios. nojqual prevalece a mais dura e irracional das justificativas: a lei do mais forte. Todos nós reconhecemos que. em qualquer ati­ vidade humana] a inexistência de parâmeírojs normativos implica o estado de barbárie. discriminação objetiva de direitos e deverès comuns. "Não cobiçaráis a mulher do próximo" etcJ Ou seja: está siiposto nesses mandamentos que o ponto de partida para a boa conduta é o reconhecimento daquilo» que não pode ser permitido] daquilo que representa o limite de nossavontade e de nossas ações. por vezes apresentados como eternos. Variando de cultura para cultura. A penalidade aplicada ao indivíduo transgressor é a garantia da validade social da nor-1 ma transgredida. mas pennanece como susj tentação delas a ideia de que os direitos e cjs deveresdizem respeito a to-j dos e têm por ènalxdade o bem comum. instituem-se as sanções parajquem os ignore. Abuso 5 10 15 20 25 3o 189 . aliás. Nó caso da lei mosaic% um desses princípios é o da interdição: “Não matárás”. Por isso. [Da impunidade] O homem ainda hão encontrou uma forma de organização socialque dispense regras | d econduta. nãojpor acaso. relacionando-se sob o exclusi­ vo impulso dosjmstintos. apenas de iniciativas reconhecidas simplesmente como humanas:^ po­ dem apresentar-se como manifestações dái vontade divina. • | Nas sociedades modernas. também conhecida.I j ' \ :'■■■' " 5 j: . Mas o homo sapiéns afirmou-se como tal exata mente quando estabeleceu critérios de controle dos impulsos primitivos. como “a lei dá sel­ va”. e passa á constituir um exemplo de delito vantajoso: aquele em que o sujeito pode ti| rar proveito pessoal dé uma regra exatamente por tê-la infringido. É nessa conçiição que vivem os animais. as regras de convívio existem para dar base e estabilidade às relações entre os homens. uma vez manifesta. princípios de valor. os textos constitucionais e os regulamen-j tos de todo tipoj multiplicam-se e sofisticam-se.. quebra inteij ramente a relação de equilíbrio entre direitos e deveres comuns. como valo-j res supremos. a impunidade. Os dez mandamen-j tos ditados por Deus a Moisés são um exemplo claro de que a reiigiãos toma para si a iarefa de orientar a conduta humana por meio de princíj pios fundamentais.

Todos nós reconhecemos que.. corrupção. a quebra desse acordo é a negação mesma desse ideal da humanidade. . no texto. (A) valores inerentes aos sistemas políticos cuja autoridade se manifesta pelo emprego indiscriminado da força. em nossa sociedade. Regras de convívio e parâmetros normativos das atividades humanas são considerados. (D) elementos definidores de toda e qualquer forma de organização so­ cial comandada pelo princípio da repressão. (C) qualidades naturais de todo indivíduo que se preocupa em conviver com os demais segundo sua própria índole. (B) Afirmativa correta. não p or acaso. também conhecida. uma vez que. Vejamos as diversas alternativas desta questão com respeito ao que nos é permitido afirmar acerca do que sejam “regras de convívio e parâmetros normativos das atividades humanas”. A aceitar-se esta afirmativa. discriminação objetiva de direitos e deveres co­ muns. em qualquer atividade humana} a inexistência de parâmetros nonnativos implica o estado de barbárie. a partir da leitura do texto: (A) Afirmativa incorreta. íornam-se estímulos pára uinà prática delituosa genera­ lizada. (B) elementos indispensáveis à conduta civilizada e a toda organização social orientada pelo princípio do bem comum. princípios de valor. quando não seguidos de pu­ nição exemplar. no qual prevalece a mais dura e irracional das justificativas: a lei do mais forte . tráfico de influências. (Inácio Leal Pontes) 01. Um dos maiores desafióé dá nossã sociedade é õ de não permitir a proliferação desses casos. não existiriam as regras de convívio e parâmetros normativos das ativida­ des humanas. .entre muitos outros por exemplo. (E) valores prioritários das relações sociais cuja base ética se manifesta consoante os impulsos da ordem natural. chegar-se-ia à con­ clusão de que em nosso País . Poder-se-á comprovar a veracidade da afirmativa nos dois primeiros períodos que abrem o texto: "O homem ahtda não encontrou uma form a de organização social que dispense regras de con­ duta. como'a lei da selva”’ Décío Sena 190 .35 de poder. a autoridade não se manifesta pelo emprego indiscriminadamente da força. Se o ideal da civilização é permitir que todos os indivíduos vivam e convivam sob os mesmos princípios éticos acordados.

02. tais normas não representam qualidades naturais de qualquer indivíduo. mosaica /acatamento do princípio da interdição. ações que visam a instituir um conjunto 191 Português . Por outro lado. em uma. Mas não somen­ te nelas.. Tanto a "elaboração de textos constitu­ cionais” quanto a “instituição de sanções inibitórias para os delitos” re­ presentam. sociedade* obedeçam apenas aos dita­ mes de sua própria indole. a inexistência de parâmetros normativos implica o estado de barbárie. todas as alternativas. (E) manifestações da vontade divina /eleição de valores acolhidos como eternos. de novo. em qualquer atividade humana. (D) Afirmativa incorreta. na medida em que os instintos básicos humanos têm de ser submetidos a um conjunto de valores que faça surgir o bem comum. A afirmativa do primeiro parágrafo de que “Todos nós reconhecemos que. nas organiza­ ções sociais comandadas pelo princípio da repressão. em busca daquela em que se notam duas situações contraditórias entre si mesmas: (A) Afirmativas não contraditórias. também. mas um acordo entre todos aqueies que convivem em uma sociedade. (B) Afirmativas não contraditórias. (D) valorização de princípios socialmente acordados /exaltação dos im­ pulsos individuais. São contraditórias entre si as duas situações representadas em: (A) obediência aos ditames da lei. Observemos... a “obediência aos ditames da lei mosaica” e o “acatamento do princípio da interdição” represen­ tam situações em que se traduz a submissão do homem a regras de con­ duta e a parâmetros que regulamentam as atividades humanas. (B) elaboração de textos constitucionais /instituição de sanções inibitórias para os delitos. (E) Afirmativa incorreta. Com efeito. (C) estabilização das relações entre os homens /aplicação de princípios éticos comuns. Às regras de conduta e os parâmetros normativos das atividades humanas certamente existem. e sim em todas as sociedades. ” implica a compreensão de que as regras de conduta e os parâmetros normativos das atividades humanas não provêm dos impulsos de ordem natural. contextualmente.Krova •fu-Auaitor-mcai oe moucos íviuruapais/os-ir/^uu/ (C) Afirmativa incorreta. As regras de conduta e os parâmetros normativos evitam que os homens.

mesmo. que dele se podem depreender: I. Considere as seguintes afirmações: I. apenas. (E) Afirmativas não contraditórias. Analisemos cada uma das afirmativas numeradas de I a III. Lemos no texto que a eleição de valo­ res acolhidos como eternos (Não matarás e Não cobiçarás a mulher do próximo> entre outros) advém. o homem elabora. às vezes. A "valorização de princípios socialmente acordados” é instituída exatamente para que a “exaltação dos impulsos individuais” não aconteça e possamos viver em uma sociedade preocu­ pada com o bem comum. deve concluir que a condição humana tomou-o imune à ação dos instintos. (D) Afirmativas contraditórias. como pudemos ler no texto. 03. O sentido social de uma norma já instituída é reforçado quando se pune exemplarmente o indivíduo que a violentou. apenas. (E) III. Em relação ao que diz o texto. está correto o que se afirma em: (A) I. ou. Afirmativa incorreta. para não viver em estado de barbá­ Décio Sena 192 . (B) I e n . II e III. apenas. (D) II eH i. A “aplicação de princípios éticos co­ muns”. apenas. III. ou ao que dele pode-se depreender. de manifestações da vontade divina. buscando aque­ las que estabeleçam fatos que estão sendo ditos pelo texto. (C) I e III. A multiplicação e a sofisticação dos códigos e regulamentações que regem nossa vida vêm tendo como efeito a expansão da impunidade.Provas Comentadas da FCC de normas que propiciam a existência de regras de conduta e a parâme­ tros reguladores das atividades humanas. Exatamente porque também se submete à ação dos instintos. II. Quando o homem se compara aos demais seres da natureza. promove a “estabilização das rela­ ções entre os homens”. (C) Afirmativas não contraditórias.

traduz-se corretamente o sentido de uma ex­ pressão do texto em: i í : 1 : : (A) discriminação objetiva (Ioparágrafo) p [especificação tendenciosa. •. Considerando-sej o contexto. 193 I Português . Embora o vocábulo ^discriminação”esteja correta­ mente representado por "especificação”. não se podè aceitar a equipara objètivai?com “tendenciosa”. um conjunto de normas e procedimentos que o permitem viver de modo cívilizido com seus semelhantes.) III. I I : : r 04. j ção de “ (B) Paráfrase iiicorretá.Audítor-Físcal de Tributos Municipais/ISS-SP/2G07 rie. que é o de “origínar-se dé” A equiparação dé "o estado âk barbárie ” . A multiplicação *eja sofisticação dos códigos e regulamentações que regem nossa vida yêm impondo freios aos ins­ tintos humanos. I j ! j (D) instituem-se as sanções (2o parágrafo) « prescrevem-se asj prerrogativas. I ! (E) seguidos delpünição exem plar (3o parágrafo) = advindos de exempli-j ficações punitivas. ou seja.e “de uma constiíuição anômala” .j de aplicada qo indivíduo transgressor é a garantia da validade social da | norma transgredida?) contida em seu 3o parágrafo. • j | i . O verbo “implicar”] que está empregado na formá " implica" assume è sentido de “acarretai:” “provocàr” ou seja.que indica umj estado em que os apetite? hujmanos preponderam .. Podemos comprovar à veracidade do que se afirma deste item relendo ajpassagem do texto."Rara garantia do cumprimento j dos princípiJs. j Vejamos todas as alternativas da questão. í J : * I (C) toma para si a tarefa de orientar (2o pairágrafo) -investe-se da mís-j são de nortear. (B) implica o estado d e barbárie (Ioparágrafo) = provém de uma consti­ tuição anômala. Afirmativa incorreta.j II. A penalida. instituem-se as sanções para quem os ignore. I ■. complef tamente diáinto db significado com qde o verbo “provir” ~ da fòrmá “provém” -jse apresenta.também não é correta. ènr busca daquela em que se tra-j duziu corretamente uiii fragmento transcrito do texto. tomando-nos capazes de viver em paz com nossos semelhantes.Frova 1 0 . en* que ocorreu paráfrase textual: : í (A) Paráfrase incorreta. Afirmativa cbrreta.que significa um conjunto de regras ou preceitos anormais” .

e "prerrogativas” . “ Advindos” está no caminho oposto deste significado. A forma verbal composta de pretéri­ to perfeito do subjuntivo composto “seja garantido” está corretamente empregada na 3a pessoa do singular. “normatizar” “receitar”. "penas que correspondem a atos de infrações de dispositivos legais’* . (D) Paráfrase incorreta. As formas verbais “instituir” e “prescrever” têm significados aproximados: a primeira significa “dar formação” “estabe­ lecer”. (C) Constituem um dos exemplos de delitos vantajosos o caso em que o detentor de um poder abuse de sua autoridade. A concordância verbal estabelece-se plena e adequadamente em: (A) Para que o cumprimento de todos os princípios fundamentais seja garantido.têm significados bastante distintos.que significa “aprovações dadas à lei”. Também está correta à equiparação à e a tarefa de orientar” com “a missão de nortear”. (D) Não houvesse sido criadas quaisquer regras de convívio. devem especificar-se as sanções. já que indica “aquilo (ou alguém) que se origina de algo ou de alguém” Também não é válida a substituição de “ punição exemplar” (que indica “castigo quê pode servir de exemploTde modelo ”) por “exemplificações punitivas” (que indica exemplos de punição). 05. (E) O que hos mandamentos dè Moisés se impõem como um dos prin­ cípios fundamentais é a necessidade de reconhecimento dos nossos limites. No entanto. “Seguidos” significa “aquilo (ou alguém) que vem após alguma coisa (ou alguém}”. concordando com o sujeito indi­ cado pela expressão “o cumprimento de todos os princípios fundamen- Dédo Sena 19 4 . com vistas às concor­ dâncias verbais nelas encontradas: (A) Concordância verbal correta.que significa “privilégios ou vantagens que possuem os indivíduos de uma determinada ciasse ou espécie”. os substantivos “sanções1 ' .(C) Paráfrase correta. “nomear”. Analisemos todas as alternativas da presente questão. enquanto a segunda significa “determinar”. hão de se lançar mão das sanções correspondentes. (E) Paráfrase incorreta. (B) No caso de que se infrinja as normas e os princípios. A substituição de “toma para si” p or “investe-se” é perfeita. “regalias” . estaríamos todos vivendo sob o comando dè nossos instintos mais primitivos.

na prova I. “Não houvessem sido criadas quaisquer regras de convívio. existente na primeira oração do período ora estudado. questão 5. já com o erro origi­ nal retificado e. estaríamos todos vivendo sob o comando de nossos instin­ tos mais primitivos”. com o núcleo em “um”. Para que se entenda melhor a presente afirmativa. com núcleo no substantivo “cumprimento”. está sendo indicado pelo pronome relativo “que”. indicado por “as sanções” (B) Concordância verbal incorre ta. caracterizando a correta concordân­ cia da locução mencionada com seu sujeito. transcrevemos o período relativo a esta questão. (E) O sújéito do verbo “impor”.r jv v a i v . na prova 2. o sujeito está sendo indicado por “as normas e os princípios”. auxi­ liar da locução verbal passiva "devem especificar” está acertadamente empregado na 3apessoa do plural. seu imediato antecessor. A forma correta de redigir-se o período é. questão 6. de voz passiva pro­ nominal. item (D). (C) Concordância verbal incorreta. Por outro lado. por sua vez representante semântico do pronome demonstrativo “O”. O verbo “constituir” deve ser emprega­ do na 3a pessoa do singular. na segunda oração. item (D). questão 12. item (E). Na primeira oração. O período ficará corretamente redigido deste modo: “No caso de que se infrinjam as normas e os princípios. Na seqüência. Este fato impõe o emprego do verbo citado na 3a pessoa do plural. O sujeito da locução verbal passiva encontráda na primeira oração é “quaisquer regras de convívio” o que pro­ voca a flexão da referida locução em 3apessoa do plural. item (C) e na prova 3. para que concorde com o sujeito "um dos exemplos de delitos vantajosos”. o que acarreta emprego da locução verbal existente na oração em 3a pessoa do singular: “há de lançar”. o sujeito está indicado pelo substantivo “mão”. também de voz passiva pronominal.n ü u i i v r r i x o » u c h íü u lu í m u iH U p a to /i^ -a rV ^ U U / tais”. questão 5. há de se lançar mão das sanções correspondentes”. com as suas orações constitutivas indicadas: [O [que nos mandamentos de Moisés se impõe como um dos princí­ pios fundamentais] é a necessidade de reconhecimento dos nossos li­ mites.]. o que implica emprego do verbo "infringir” em 3a pessoa do plural. na prova 2. temos uma oração de voz passiva pronominal. Já vimos outras questões em que surgiu idêntica concordân­ cia. em que o verbo “dever”. 195 Português . também. O período es­ tará corretamente redigido desta forma: "Constitui um dos exemplos de delitos vantajosos o caso em que o detentor de um poder abuse de sua autoridade” (D) Concordância verbal incorreta.

(B) Tendo cabido ao hom o sapietts discriminar critérios de convívio. A forma de pretérito imperfeito com que surgiu a locução “viesse a permitir” exige o emprego da locução verbal passiva da oração precedente em futuro do pretérito. a resposta da questão. fazse necessária a sanção dos que vierem a cometer delitos. (C) Correlação verbal incorreta. as regras de convívio teriam alcançado. após a retificação necessária: “A relação de equilíbrio entre direi­ tos e deveres comuns estaria sendo prejudicada caso se viesse a permi­ tir a existência de privilégios”. O texto retificado resultará em: “Para que não se consagrasse o péssimo exemplo da impunidade. a chamada va­ lidade universal” (B) Correlação veibal correta.Provas Comentadas da FCC 06. Não há qualquer forma verbal desta alterna­ tiva que necessite de reparo. então. a chamada validade universal. em pretérito imperfeito do subjuntivo. Está bem observada a correlação entre os tempos e modos verbais na cons­ trução do período: (A) Se não variassem de cultura para cultura. O pretérito imperfeito do subjuntivo em­ pregado em “variassem” demanda o emprego da forma verbal compos­ ta da oração seguinte em futuro do pretérito composto. impõe o uso do verbo “fazer” em pretérito imperfeito do indicativo. efetivamente. A frase estaria corretamente grafada assim: “Se não variassem de cultura para cultu­ ra. efetivamente. conseguiu ele criar uma organização social que. até hoje. Assim ficaria o texto. bem como o do pretérito imperfei­ to do subjuntivo para o verbo "vir”. O emprego da forma “consagrasse”. Décio Sena 196 . Observemos as correlações entre tempos e modos verbais existentes em to­ das as alternativas desta questão: (A) Correlação verbal incorreta. Esta é. os homens estariam sempre se esforçando para tê-la superado. (D) Correlação verbal incorreta. (D) Para que não se consagrasse o péssimo exemplo da impunidade. as regras de convívio terão alcançado. (E) Enquanto os animais continuam regulando-se pela "lei da selva". (C) A relação de equilíbrio entre direitos e deveres comuns estava sendo prejudicada caso se viesse a permitir a existência de privilégios. fazia-se necessária a sanção dos que viessem a cometer delitos”. não abdica de punir quem os desrespeite. auxiliar de uma locução verbal.

com bastante clareza.. O presente do indicativo encontrado em ”continuaih” verbb auxiliar de uma locução verbal. portanto.' ! j (B) Neste itenJ.. que se inicia por um pronome relativo. j 197 i Português .) o ponto de pàrtida para a boa Conduta éo reconhecimento dáquilo que hão pode ser permitido. reduzida d.Prova 10 . em relação ao pronome substantivo demonstrativp “aquilo”. Deste modo ficaria á frase após a retificação: ^Enquanto os animais continuam regulando-se pela ‘lei da selva’. preposição “de”. Esta. uma oração principal de período compostò por subordinação..) as regras de convívio existem pára dar base è estabilidadeàs re­ lações entife os homens: j (E) (. [ j (D) A oração sublinhada “para dar base e estabilidade às relações entre qs homens” indica. I ■ ■ r í I .Auditor-Fiscai de Tributos Municípais/ISS-SP/2007 I : I (E) Correlação' verbal jincorreta. Não hjá valor semântico dè finalidade..) o ideal da civilização é permitir que todos os indivíduos vivam sob os mesmos princípios éticos acordados.é a resposta da questão.. Expressa uma finalidade a oração subordinada adverbial sublinhada em: (À) (.. reduzida de infinitivo. igualmente no presente do indicáüyo.. Trata-sê de unia oração subordinada adverbial causai.orações sublinhadas da presente questão: i : ! j (A) Temos. demanda o empre­ go.. | j’ | (C) Desta vez a oração sublinhada. j i T i : (D) (.. substituir a formáde infinitivo composto ("ter superado’]) pela de infinitivo simples do verbo “superar”. •| ! 07.. õ fim para que existem as regreis de convívib. que surgiu contraído*com a. tem valor ádjetívo. j Vejamos os valbres semânticos e sintáticos â e todas as. a oração sublinhada deseilvolve valor semântico de catjsa.e infinitivo. nesta alternativa. Trata-se de oração subordinada adverbial final. É oração suboi-dinada adjetiva restritiva e não contém vaior semântico de finalidade.) o sujeito pode tirar proveito pessoal de uma regra por tê-la infringido: í I (C) (. para o verbo “estar”.) a religião toma para si a tarefa de orientar a conduta humana: j (B) (. tambéni. os homens estão sempre se esforçando para superarem-naf. em que a segunda oração (“de orientar a conduta humana”) iexerce função sintática de complemento nominal. Deveíse.

rrovas v^UU le u u * U c tò U tt rv_>_ (E) A oração sublinhada desta alternativa exerce papel sintático de obje­ to direto da--forma verbal “permitir”. (D) Afirmativa incorreta.... (B) Não decorrem . Observemos todas as afirmativas dà prèséhte questão. Como sabemos.. (C) (. aliás»apenas de iniciativas reconhecidas simplesmen­ te como humanas (2o parágrafo) é equivalente ao de p o r conseguinte..) a quebra desse acordo é a negação mesmá desse ideal da huma­ nidade (3oparágrafo) é equivalente aò de idêntica. (A) Afirmativa incorreta. Esta é a resposta da questão. alusivo a “exemDécio Sena 198 . com os qué isão sugeridos: . semelhante a “portanto”. semanticamente. Trátá-se de oração subordinada substantiva objetiva direta. (E) (. por anáfora. com respeito às equivalências semânticas promovidas entre os termos sublinhados. A leitura do texto faz-nos entender que a expres­ são “como tal” retoma. A expressão “uma vez” introdutora de valor se­ mântico tradutor de tempo. que apare­ cem no texto da prova..) a impunidade. (C) Afirmativa correta. Está-se propondo que substitua expressão em que se nota pronome demonstrativo seguido por pronome relativo preposicionado. Considerando-se o contexto. ora pronome relativo) só pode ser empregado para referências a luga­ res. reproduzida fielmen­ te pelo advérbio "quando”. uma vez manifesta.) um exemplo de delito vantajoso: aauele em que o sujeito p od e ti­ rar proveito pessoal (3oparágráfo) éequivalente ao á é aónde . A substituição de um vocábulo pelo outro na passagem textual transcrita nesta alternativa mostrará o equívoco da afirmativa. por exemplo... vaíor se­ mântico de finalidade. tem equivalência semântica com “aiém disso” enquan­ to “por conseguinte” conjunção coordenativa conclusiva.) mas o homo sapiens afirmou-se como tal (1° parágrafo) é equiva­ lente ao de do mesmo modo .. incorreta. 08. o vocábulo “onde” (ora advérbio. quebra inteiramente a relação de equilíbrio (3°parágrafo) é equivalente ao de auando . o valor de “homo sapiens”. introduz va­ lor semântico de conclusão. (D) (. é. O vocábulo “aliás” (pàlavra:denótàtiva de retifi­ cação). (B) Afirmativa. Não sé nota nela5 èvidentemente. no texto. sendo o conjunto formado pela preposição e pronome relativo. deve-se entender que o sentido do elemento sublinhado em: (A) (.

não se trata de iugar. Alguns o classificam. Desta forma. Sabemos que. um pronome demonstrativo que recupera o antecedente “negação”. que se encontra em pretérito perfeito do indicativo. que. então. já sabemos que o sujeito da oração que iremos construir . o sintagma “critérios de controle dos impulsos primitivos” desempe­ nha papel sintático de objeto direto da forma verbal “estabeleceu”. como pronome demonstrativo reforçativo (ou pronome demonstrativo de reforço). A sua substituição por “idêntica” transtornaria por completo o sentido do texto original. Encontramos na voz ativa constante na enunciação da questão a forma verbal “estabeleceu”. faz-nos deduzir que a locução verbal passiva terá de surgir na 3a pessoa do plural. funcionando como verbo principal. Transpondo-se para a voz passiva a construção O homo sapiens estabele­ ceu critérios âe controle âos impulsos primitivos . Este verbo surgirá em uma locução verbal passiva.de voz passiva . o que impede o emprego do vocábulo “onde” sugerido. a questão 6 da prova 8. nesta situação. o termo ob­ jeto direto da voz ativa irá transformar-se no sujeito desta última oração. que se encontra na voz ativa. (E) Afirmativa incorreta. Passemos agora. (B) são estabelecidos. obviamente. Já fizemos algumas questões de conversão de vozes verbais antes desta. 09. Lembramos que a pa­ lavra “aonde” representa uma combinação da preposição “a” com o ad­ vérbio (ou pronome relativo) “onde”. (D) têm sido estabelecidos. por sua vez. Na oração fornecida no enunciado desta questão. a forma verbal resultan­ te será: (A) foi estabelecido. Citamos a questão 13 da prova 7. o que.terá como sujeito a expressão "critérios de controle dos im­ pulsos primitivos”. à modificação da forma verbal. neste fragmento textu­ al. a questão 6 da prova 9 e a questão 7 da prova 10.Prova 10 —Audítor-Físca! de Tributos Munídpais/ISS-SP/2007 pio de delito vantajoso”. O vocábulo "mesma” é. Passemos à presente questão. (C) tem estabelecido. no particípio 199 Português . na transposição da voz ativa para a voz passiva.

(A) Empregamos o verbo auxiliar da locução verbal “hão de prosperar” em plural. princípios de interdição. o verbo principal “prosperar” não é impessoal e o verbo “haver” é um mero ver­ bo auxiliar. consequentemente. substantivo masculino plural. com núcleo em “sociedades”._____ (cuidar) os homens de observar rígidos ditames. por “critérios”. a forma a vir a ser adota­ da pelo verbo "estabelecer”. agora. D^rin Çpna onn . "foram estabelecidos”. na forma de pretérito perfeito do indicativo e na 3apes­ soa do plural “foram” A locução verbal passiva que queremos é. ria locução verbal passiva a que desejamos che­ gar é “estabelecidos”. (D) Pela lei m osaica. (C) ______-se (estipular) na lei mosaica. Para tanto. indicado pela expressão “as sociedades”. está indicado em seu núcleo.0 verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do sin­ gular para preencher corretamente a lacuna da frase: (A) Nunca___ __(haver) de prosperar as sociedades cujos princípios se­ jam frágeis. recordando. que será empregado no tempo e modo em que se encontrava o ver­ bo da oração de voz ativa inicial. (B) ______ (caber) aos animais viver segundo os impulsos de seus instin­ tos primários. na locução verbal reportada. cujo núcleo é "crité­ rios”. que. com as lacunas já corretamente corrigidas. Logicamente. mas concordando com o sujeito da ora­ ção. 10.Provas Comentadas da FCC e concordando em gênero e número com o sujeito. Surgirá. (E) A nenhum de nós _____ (deixar) de afetar os rigores das sanções previstas. Observemos que. determinar como estará o verbo auxiliar da locução verbal passiva que estamos construindo. atendendo à exigência de concordarmos a locução verbal com seu sujeito. como se sabe. Vejamos em que alternativa da presente questão a forma verbal sublinhada surgirá numa forma de singular. apresentamos todas as alterna­ tivas da questão. assim. O contexto desta frase só nos faculta o emprego de “ser”. Falta-nos. Sabemos que os verbos auxiliares de voz passiva são "ser” e “estar”.

\ 201 Português . j O elemento sublinhado na frase acima. Não decorrem. Está ele indicado pela exprespão "osírigores das sanções grevistas” com núcleo no subs| tantivo em]fiexão de número plural “rigores” Este sujeito provocou a obrigatóriajflexão do verbo auxiliar da ibcução (“deixar”) na 3a pessoa do plural. daí o obriga» tório emprego do verbo “estipular” naj3Í pessoa do plural.Prova 10 —Auditor-Físckl de Tributos Municipais/tSS-SP/2007 singular decorre da exigênr . apenas de iniciativas reconhecidas simplesmente como humanas (."afetar1. | aliás. (E) Não se atribuem. (C) Não têm oijigera.objeto indireto de “caber” Èsta e a resposta da questão. Isto équijvale a dizer|que há .. nesta alternativa. XI. | j I : 'i : J.oportunidade. são estipulados na lei mosaicat Comprovada a afirmativa dè que temos juma oração de voz^passiva pronominal. poderá permanecer o mesmo caso substituamos Nãò decorrem por: ■ (À) Não advêm.de procèder-se à sua concordânda. aproveitando a . jcujo verbo principal .)* .. Recordemos. . (D) Não se devem. i ] (D) Deve-se o émpregò da forma vèrbál''cuidam” na 3a pessoa do pliiral à necessidade de qud se proceda à sua cònçórdânda com o sujeito indicar do pela expressão “os homens” | j (E) Temos. ■ ' J (C) Temos nesta alternativa uma voz passiva pronominal Podemos Verifijcar o seu acerto observando a voz passiva analítica que corresponde à de voz passiva pronominal citada: “Os princípios de interdição. denojoaina-se partícula apassivadorá (ou pronon^e apassivador).. t.não é impessoal. a presença dejüma locução verbal ("deixam de afetar”). que o pronome "se” integrante deíumi oração de vpz passiva pronominal.sujeito na oração que [ora se estuda. identificamos seu sujeito na ejxpressão em plural ‘'princípibs de interdição”.CÓm o sujeito oracional "viver sei gundo os impulsos de seus instintos primários" A expressão “aos anijmais” deseinpenha papel sintático de. (B) Não implicam. comó se sabe.

vem sendo costumeiro seu emprego transitivo indireto. (C) Agora. seu complemento regido pela pre­ posição “em”.. sendo. apenas a iniciativas reconhecidas simplesmente como hu­ manas Décio Sena 202 . apenas de iniciativas reconhecidas simplesmente como humanas (.. Modernamente. seu complemento surge a ele ligado pela preposição “de”. a frase: “Não se atri­ buem. a forma “atribuir-se” (pronomi­ nal) faria surgir a preposição “a”. aliás.tem regên­ cia transitiva direta. apenas em iniciativas reconhecidas simples­ mente como humanas (. aquela em que ocorre verbo ou nome que igualmente demande preposição “de” regendo seu complemento. á preposição a reger o substantivo “iniciativas” seria “em” e de­ mandada pelo substantivo “origem”. aliás. restando. aliás. Várias questões de diversas Bancas Examinadoras já assim o empregaram. apenas em iniciativas reconhecidas simplesmente como humanas (. naturalmente. Quando esta re­ gência ocorre. ainda. a resposta dá questão.)”. Nesta passagem. A presença da preposição “de” regendo o complemento indireto (objeto in­ direto) da forma verbal “decorrem” resulta. aliás. empregada nesta alternativa.. Deste modo.)”. faria surgir a preposição “a” e o texto ficaria sob a forma: “Não se de­ vem..Provas Lomentaaas cia K_c Estamos à frente de uma questão de regência verbal.)” (E) Tanto quanto na alternativa anterior. apenas a iniciativas reconhecidas simplesmente como hu­ manas (. (A) O verbo “advir” pode ter regência transitiva indireta. teríamos a frase corretamente escrita deste modo: “Não advém. (D) A forma verbal “dever-se” (pronominal). conforme modernamente este verbo vem sendo emprega­ do... aliás. Teríamos a frase que se segue: “Não têm origem. como este sentido. assim. que seria a re­ comendada pelo emprego culto formal da linguagem. ou.. nas diversas alternativas da questão. no tocante à suá regência. aliás..)” Esta é. agora. quando se contempla o nível formal da linguagem. neste caso.empregado com sentido de “acarretar” . apenas ini­ ciativas reconhecidas simplesmente como humanas („)**. (B) O verbo “implicar” . Procuraremos. “Não implicam. então. as formas possíveis para o emprego do ver­ bo “implicar” nesta passagem seriam: “Não implicam. de ser este ver­ bo de regência transitiva indireta e de seu complemento surgir regido pela preposição citada.

(E) Deve-se reconhecer na interdição um princípio da lei mosaica. o que se comprova pela possibilidade de a reescrevermos sob a forma de pas­ siva analítica “Deve ser reconhecido uni princípio da lei mosaica na interdição”. O substantivo sublinhado (“estímulos”) desem­ penha papel sintático de predicativo do sujeito “Tais delitos”. a existência de expletivo (expressão de realce. Como po­ demos ver» o sujeito das duas orações de voz passiva está indicado pelo sintagma “uma forma definitiva de organização social” (B) Afirmativa incorreta. em relação à qual surgiu posposto. (A) Afirmativa incorreta. A estrutu­ ra da oração que forma esta alternativa. 203 Português . é “Nessa condição vivem os animais” em que o sujeito está indicado por “os ani­ mais1 ’. O substantivo “condição” sublinhado. suprimido o expletívo. (D) Afirmativa correta.) que”. (C) Afirmativa incorreta. O pronome demonstrativo sublinhado “isso” é o sujeito da forma verbal “Ocorre”.. O substantivo “interdição” funciona sintaticamente como núcleo de adjunto adverbial de lugar. A oração está em voz passiva pronominal. para üns) formada por "É (. Estamos com uma oração de voz passi­ va pronominal» que tem sua correspondente passiva analítica em “Não foi encontrada uma forma definitiva de organização social5 ’. Esta é a resposta da questão. com respeito à aná­ lise sintática das expressões sublinhadas.. de início. desempenha papei de nú­ cleo de adjunto adverbial de modo. Observemos todas as alternativas da presente questão. A expressão “por conta das reiteradas situações de impunidade” desem­ penha papel sintático de adjunto adverbial de causa. O pronome sublinhado é partícula apassivadora (ou pronome apassivador). (C) Tais delitos acabam tornando-se estímulos para a banalização das transgressõesi (D) Ocorre isso por conta dás reiteradas situações de impunidade. (B) Ê nessa condição qiie vivem os animais. Estamos em busca dos sujeitos de cada oração.0 termo sublinhado constitui o sujeito da seguinte construção: (A) Não se encontrou uma forma definitiva de organização social. Observemos. ao qual se uniu por meio da forma verbal de ligação “tornando-se”. (E) Afirmativa incorreta.Prova 10-Auditor-Fiscai de Tributos Municipaí5/l5S-SP/2007 12.

só há os instintos. procurar constringir seu poder sobre nós. com respeito à grafia das palavras que nelas foram empregadas. (A) Alternativa incorreta. o próprio agente do delito. devemos. costuma exercer forte influência. que deve ser grafado com a letra V\ (B) Alternativa incorreta. Observemos todas as alternativas da presente questão.Estamos em busca da alternativa em que não se nota deslize ortográfico. (D) Alternativa incorreta. A palavra “abstenção” é grafada corretamente com “ç” (E) Alternativa correta. (D) Se é impossível chegarmos à abstensão completa da satisfação dos ins­ tintos. a qualificar como cruel ou maldoso o comportamento de certos animais. frequentemente. (C) Ê difícil atingir uma relação de complementaridade entre a premênsia dos instintos naturais e a força da razão. uma vez que. Está inteiramente adequada a pontuação do seguinte período: (A) Embora sejamos tentados. por princípios que desfavoreçam. ao menos. para eles. (E) A dissuasão dos contraventores se faz pela exemplaridade das san­ ções. na investigação dos fatos. Está correta a grafia de todas as palavras na frase (A) Não constitui uma primasia dos animais a satisfação dos impul­ sos instintivos: também o homem regozija-se em atender a muitos deles. Ocorreu erro de grafia no vocábulo “primazia1 '. No vocábulo “premência”. Dério Sena 204 . 14. O vocábulo "pretensão” é grafado corretamente com a letra “s” (C) Alternativa incorreta. as constituições. de modo que a cada delito corresponda uma justa punição.Provas Comentadas da FCC 13. ou impeçam algum equilíbrio nas relações sociais. (B) Por mais que difiram entre si. deve ser empregada a letra V . nenhuma delas dei­ xa-se reger. Não há equívocos no texto desta alternativa. (B) As situações de impunidade infligem sérios danos à organização das sociedades que tenham apretenção da exemplarídade. o fato é que. (C) Via de regra o abuso de poder constitui um caso difícil de ser apu­ rado.

| (B) Pontuação Incorreta. Está incorreta. a vírgula posíra após o verbo “regei-”. quanto à pontuaçãoj deste modo: “Por mais que difiram entrè si as constituições. pois. jtam[ bem. indicado por “as constituições”. buscando ó item em que não haja errosJ I (A) Pontuação 'correta. submeter-se ao equilíbrio j entre o direito e o dever. equivocadamente. os indivíduos sé refí rirem a casos públicos de impunidadel tomando-os como justificatvaSj de delitos pessoais.. Empregou-se corretamente um par de vírgulas para dar-se ênfalse ao adjunto adverbial “frequentemente” Sinalizou-sé corjretamente com uma vírgula a antecipação da oração subordinada ad­ verbial conjressiva que se iniciou com. ainda em caráter facultativo. posta em ordem direta. o |agente ida passiva da oração em que sürge o verbo citada Está ainda èquivocado o emprego da vírgula antes da conjunção coorj denativa altjeraativá "ou” Por sua vez. A vírgula encontrada após o substantivo “influência” está incorreta pois isolá ad-j 205 s Portusuêsi ! ! :! ! . ainda] o isolamento com um par dk vírgulas dp adjunto adverbial "para èíep”. lito” do verio de qúe é sujeito (‘'costuma”).re|tificado. I ! s e n is Analisemos as pontuações propostas para ais alternativas da presente quedtão. I (E) Não é fácií. indevijdamente. O texto estará .Prova 10 . e de outro minimizar b dever que lhe corresponde.Auditor-Fisçal de Tributos Municipais/ISS-SP/2007 (0) Ê muito comum nas conversas mais mformais. o que é incorretoj. O emprego da víJgula após a locução conjüntiva "uma vez que” separou o articulador bitado do corpo da oração que é por ele introduzida. valorizar o direito. A vírgula posta após “apu-j rado” está correta e isola. A vírgula posta após o pronome oblíquo tônico "si” promoveu. O texto! poderia aprèsentar-se com uma vírgula de natureza facultativa isolan-j do o adjunto adverbial de modo antecipado “Via de regra”. nenhuma delas deixajse reger por princípios que desfavoreçam ou impeçam al­ gum equilíbrio nas relações sociais” : ! (C) Pontuação incorreta. à vírgula encontrada após “consj tituições” ebtá correta e indicando o ítérmino de oração subordinada adverbial antecipada.a bonjunção “Embora” e teve setk fim em "animais” Promoveu-se. a oração subor-j dinada adverbial que a ela se segue. uma vez que separa. A vírgula encontrada após o substantivo | .cdelitof está separando o sdjeito “o próprio agente do de-. a tendência é de um lado. a separação da: forma verbal “difij ram” e seu sujeito.

o que não é correto. e. de um lado. (D) Pontuação incorreta. não se pode empregar a Vírgula após esta conjunção.) o abuso de poder constitui um caso difícil de ser apuradoQ uma vez que o próprio agente do delito costu­ ma exercer forte influência na apuração dos fatos” Indicamos com um par de parênteses as vírgulas âe emprego facultativo. Décio Sena 206 . indicado pela oração “os indivíduos se referirem a casos públicos de impunidade”. haveria a intercalação do adjunto adverbial “nas conversas mais informais”.) nas conversas mais informaisQ os indivíduos se referirem a casos públicos de impunidadeQ tomando-os como justificativas de seus delitos pessoais”. Esta vírgula pode ser mantida. estaria corretamente pontuado deste modo: “Não é fácil submeter-se ao equilíbrio entre o direito e o dever. O ritmo com que lemos. separa-se a conjunção da oração que por ela é in­ troduzida. valorizar o direito. empregada após o adjeti­ vo “fácil”. separou indevidamente o verbo “ser” empregado na forma "é”>de seu sujeito. o que é facultativo. uma vez que. A vírgula unicamente posta após o adjetivo “informais” separou indevidamente a forma verbal *É*de seu sujei­ to. (E) Pontuação incorreta. indicado pela oração “submeter-se ao equilíbrio entre o direito e o dever”. O texto estaria com a sua pontuação correta deste modo: “Via de regra(. esta vírgula. uma vez que o separa de seu adjunto adnomínal “de seus delitos pessoais”. posta em ordem dire­ ta. Está correto o emprego da vír­ gula após o substantivo “impunidade”. Deveria ter sido empregada uma vír­ gula após a 2a ocorrência da forma verbal “é”. O mesmo expediente de isolamento deveria ter sido empregado para isolar-se a expressão “de outro”. O texto teria sua pontuação retificada deste modo: “Ê muito comum(. caso haja a inser­ ção de uma outra após o adjetivo “comum”.este período desacon­ selharia. incumbida de isolar oração reduzida de gerúndio. ao fazer-se isto.Provas Comentadas da H-i_ junto adnominal que surge ligado por preposição ao substantivo ^influên­ cia”. então. de outro. para que se promoves­ se a intercalação da expressão "de um lado”. Também está incorreto o emprego da vírgula após o vocábulo “justificativas”. do qual é adjunto. No entanto. Deste modo. no entanto. minimizar o dever que lhe corresponde”. A primeira vírgula. pois a tendência é. A vírgula posta antes da conjunção coordenativa explicativa “pois” éstá correta e tem emprego obrigatório. O texto. subordinada adverbial.

o pronome demonstrativo. um predicativo do sujeito. função sintática de predicativo do sujeito. talvez o maior seja o de não se per­ mitir a impunidade. o pronome demonstrativo “o” desempenha este papel sintático. E. no texto. Resta-nos. cujo sujeito está sendo indicado pelo pronome indefinido “quem” 207 Português . ocorre o verbo de liga­ ção “ser”. No caso das leis mosaicas. O primeiro deles. O pronome sublinhado na frase acima reaparece* conservando a mesma ftmção sintática que nela exerce. (D) O homo sapiens. realmente. então. que é pronome oblíquo átono. só rigorosas diligências e isenta apuração o evitam. um desses princípios é o da interdição: “Não màtàrás”. O sujeito deste verbo está sendo indicado pela expressão “um desses princí­ pios” Sendo o verbo “ser" de ligação. é um artigo definido. vejamos todas as alternativas da presente questão: (A) De início. De início. Devemo-nos preo­ cupar com o segundo vocábulo “o”. também. empregado na 3apessoa do singular do presente do indicativo “é”. procurar a alternativa em que o pronome “o” nela existen­ te desempenhe. Sua função.Auditor-Fiscal de Tributos Municipais/iSS-SP/2007 15. relacionado com a forma “ignore". existirá no texto. a expressão que abre a oração “no caso das leis mosaicas” não é o predicativo do sujeito que procuramos: trata-se de adjun­ to adverbial. que ninguém o acoberte. Ora. inevitavelmente. vejamos a análise sintática do pronome sublinhado no texto do enunciado da questão ora estudada: Notemos que. Assim. nem sem­ pre o aproveita em seu benefício. institui-se uma sanção para quem o ignore. ressaltemos que existem dois vocábulos “o” nesta alternativa. que tem o dom da racionalidade criativa.. na oração em que o pronome aparece. Devemos. mas sim de complemento verbal (objeto direto). (C) Dos desafios da nossa sociedade. nesta outra frase: (A) Para se garantir o cumprimento de um princípio. não é de predicativo do sujeito. para ser o predicativo. deste modo.f-rova io . (B) Quànto ao abuso de poder. no entanto. (E) Se o indivíduo responsável pela aplicação da justiça transgride um princípio. entretanto.

Podemos notar. as relações sociais seriam mais harmoniosas. antecessor do substantivo “indivíduo” é arti­ go definido. posto após o pronome indefinido “ninguém” é pronome oblíquo átono. O ter­ ceiro vocábulo “o”. qual seja o “o” que antecede a forma verbal “evitam”. O vocábulo “o” que surge combinado com a preposição “a” . que o pronome citado exerce função sintática de complemento (objeto direto) da forma verbal referida. é pronome oblí­ quo átono. sendo. (C) Temos três vocábulos “o” no texto desta alternativa. O segundo é também artigo definido. Décio Sena 208 . (D) Nesta alternativa. (B) Aos homens nunca aprouve respeitar os princípios coletivos quando não prescrita uma punição para quem viesse a menosprezá-los. seu objeto direto. deve-se ratificar a sanção aplica­ da para que a punição injusta não constitue um argumento a favor da impunidade. (D) No caso de evidente erro judiciário. só os infligirá quem se valer de má fé. situado após o advérbio “sempre”. um pronome demonstrativo que surge na oração do verbo de ligação “ser”. (E) O primeiro vocábulo “o”. (C) Se os cidadãos elegerem princípios e convirem que estes são justos. Na oração em que surge. Ò primeiro de­ les é artigo definido e surge contraído com a preposiçãó “de” resultan­ do a palavra “Dos”. então. cuja função é de complementar a regência transitiva direta do verbo “aproveitar”. funcionando como objeto direto da forma verbal “acoberte”. Esta é.integrante da locução prepositiva "Quanto a” é arti­ go definido. respectiva­ mente acompanhantes dos substantivos “homo sapiens” e “dom”. O segundo vocábulo “o”. nenhum caso de impunidade será tolerado. mais uma vez.Provas Comentadas da FCC (B) Temos um pronome oblíquo átono nesta alternativa. finalmente. o pronome “o” funciona como predicativo do sujeito “o [desafio]”. encontramos dois artigos definidos “o”. então. a resposta da questão. 16. flexionado na forma “sejam". Estão corretos o emprego e a flexão de todas as formas verbais na frase: (A) Se os homens dessem ouvido à consciência e contessem seus instin­ tos. (E) Quando todos revirmos o papel sociai que nos cabe e nos dispormos a exercê-lo de fato. O terceiro deles é. que é “talvez o maior [desafio] seja o”. que se refe­ re ao substantivo implícito “desafio”.

grafa-se “constitui”. Pretendeuie. derivado de “ver” estáicórretamente empregada no fu-l 209 | Português . atenção para a forj­ aria de particípio “prescrita” pertinente ao verbo “prescrever”. pertencente ao verbo “rever”. Em lugar jdè “convirem” ~ forma do. Não há qualquer deslize de utilização de formà verbal. j . no pretérito) mais-que-perfeito do indicatilvo. então. A formai “contesse” está equivocada.Auditor-Fiscal de Tributos MunÍcipals/ISS-5p/2007 | i í E . Observe-se que “ele­ gerem” já fora empregado no futuro do subjuntivo. irregular no pretéjrito perfeito do indicativo. infi­ nitivo pessòal do yerbo “convir” derivado de “vir” . Relembrfemos que inexiste na conjugação do verbo “constituir” tempo em qué surja a vogal “e” após o radi-j cal “constitii”. Ocorreu também deslize na éscoíha do vocábulo “infligirá” que deverá ser trocado pelò seu parônimo “infringirá”. no futuro do sübjuntivo. item (C). O período será grafado deste modo. de maneira que se marque a ação colocada! ainda. | (B) Emprego verbal correto. na passagem em que surge. (D) Emprego vèrbal incorreto. O verbo “ter”. o texto corretamente grafado deste modo: “Se os homens desdem ouvido à consciência é cont tivessem sejas instintos. Deste modo. Chamamos. Teríamos. j | Voamos os empregos He todas as formas verbais encontradas nas alternati­ vas da presente. na. questãò: ! (A) Emprego j/erbal 'incorreto.3j pessoa do singular do presenj te do indicativo. qjiestão 14. O período: ficará corretamente grafado desj te modo: “Se os cidadãos elegerem princípios e convierem que estes são' j justos. as relações sociáis seriam mais harmoniosas”. depois da retificação necessária: |*N o caso de evidente erro judiciário* deve-se ratificar aisanj ção aplicada para que a punição injustaj não constitua um argumento em favor dá impunidade”. Em. no pretérito imperfeito do subjuntívò e no futuro do subjuntivo. j (E) Emprego vérbal incorreto. empregar o pretérito imperjfeito do verbo “conter” que é dérivadó dé "ter”. em plano dé suposição. na 3apesjsoa do plural do pretérito imperfeito dó subjuntivo. ainda. (C) Emprego verbal incorreto. Na prova 14. notadas em grajmáticas e dicionários diversos.lugar çtej “constitue” forma verbal inej xistente dolverbo “constituir” que. apresenta-se ísob a forma "tivessem”. deveria ter sido grafada na passagem cojmentada a forma “contivessem”.deveria ter sido empregado) “convierem”. só os infringirá quem se valer de í má-fé”. deyer-se-ia ter empregado “consj titua” no niodo subjuntivo.i Prova 10 . tecemos longo e importante comentárii acerca destè verbo<e de suas variáveisjdè conjugações. A forma verbal “revirmos”. Chamamos atenção paia o verbo “aprazer”.

levem-nos a sério» Trata-se de modélo de questão que surge com frequência nas provas elabo­ radas pela Banca Examinadora de Língua Portuguesa da Fundação Carlos Chagas. (B) ignorar-lhes . observamos que a expressão “esses princípios” funciona coàid objeto direto de "ignorar”.de modo enclíticó ao ver­ bo "ignorar”. A posição em que surge será de ênclise. Ao unirmos o pronome “os” . No entanto. "ignorá-los”. à supressão da letra citada e modificaremos graficamente o pronome para "-los”. a forma “dispormos” embora existen­ te na conjugação do verbo “dispor”. "não dá fé á esses priricípios” temos um verbo tran­ sitivo direto e indireto (“dar”). que termina em “r”. respectivamente.turo do subjuntivo.lhes dá fé . na passagem “ignorar esses princípios”. Deveria ter sido empregàdàtambém no futuro do subjuntivo» assumindo a forma “dispusermos”. nenhum caso de impu­ nidade será tolerado”. pois quem não dá fé a esses princípios im­ pede que os contraventores levem a sério esses princípios. Exige conhecimentos de regência verbal e de colocação pronominal. neste caso) é tradutor de masculino plural . nó verbo.os levem a sério. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os seg­ mentos sublinhados por. procederemos. (C) lhes ignorar .dar fé a eles .dá-lhes fé —levem-lhes a sério. Não é preciso amar os princípios de convivência. Em primeiro lugar. então. está conjugada em infinitivo pessoal. Vamos proceder às substituições das “viciosas repetições” da frase conti­ da no enunciado da questão. pélás formas pronominais oblíquas átonas convenientes. Teremos o texto cor­ rigido escrito desta forma: “Quando todos revirmos o papel social que nos cabe e nos dispusermos a exercê-lo de fato. 17. (E) os ignorar —os dá fé .os levem a sério.levem-lhes a sério. (D) ignorá-los . derivadode "pôr”.lhes dá fé . cujos complementos são “fé” (objeto direto) Décio Sena 210 . Teremos. como também não se deve ignorar esses princípios. (A) ignorá-los .natu­ ralmente indicado para representar um objeto direto cujo núcleo ("princí­ pios”. com a colocação do acento gráfico na forma verbal que se tomou um oxítono terminado em “a” Na segunda passagem.

que termina em nasalidade marcada pela letra “m”. Neste caso. já que sem as mesmas correria-se o risco de se voltar ao estado da barbárie. ainda. (B) Â medida em que desceu Moisés com os mandamentos do mon­ te Sinai. de forma alguma. (D) Não é mau auferir benefícios pessoais quando estes não acarretam. Vejamos cada um dos textos contidos nas diversas alternativas da questão. coerente e correta a redação da seguinte frase: (A) Conquanto seja impossível a adesão de todos em que se cumpra os princípios de convívio social. a próclise pronominal seria também viável e facultada pela existência de sujeito representado por substantivo e encontrado imediata­ mente antes do verbo. Finalmente. É. (C) Para que se mantenha um mínimo equilíbrio nas relações sociais. “lhes dá fé” e “os levem a sério” (ou "levem-nos a sério”). “os”. Temos. Não perderemos de vista o fato de a forma verbal estar sendo precedida de advérbio. desde que não se pode permitir casos de impunidade. indi­ cativo de masculino e plural. 18. promovere­ mos a alteração da forma pronominal para “-nos”. coerência e correção: 211 Português . Ao unirmos o pronome “os” à forma verbal “levem”. em “levem a sério esses princípios”. assim.rmva íu - Auaicor-í-iscai de Tributos Munícipais/ISS-SP/2007 e “a esses princípios” (objeto indireto). assim. ainda assim há aqueles que relutam em aceitar tais esforços. observada a pródise obrigatória: "não íhes dá fê”. Como o complemento é indireto e indicativo de plural. seus seguidores deram-se conta de que alguns deles paltavam-se pelo princípio da interdição. empregaremos o pronome “lhes” Teremos. palavra que provoca pródises obrigatórias dos pronomes oblíquos átonos. O pronome oblíquo átono que substituirá este complemento será. onde os infra­ tores ainda pousam de vitoriosos. qualquer tipo de prejuízo ou restrição ao pleno exercício dos direitos alheios. a seqüência: “ignorá-los”. Está ciará. (E) Emborá nem sempre seja de fácil aceitação. com respeito à sua clareza. nem sempre as sanções deixam de ser necessárias. restando a forma “levemnos'1 . o que permitiria surgir “os levem a sério”. a expressão “esses princí­ pios” funciona como objeto direto da forma verbal “levem”.

O texto ficará cor­ reto assim redigido: “ À medida que Moisés desceu do Monte Sinai com os mandamentos. Nada há. enquanto a segunda traduz valor semântico causai. não é coerente. também. a incoerência semântica existente na mensagem na oração iniciada por "Ainda assim”. que deverá ser retificado para grafia.Provas Comentadas da FCC (A) Alternativa incorreta. por ter como sujeito a expressão “os princípios de con­ vívio social” em oração de voz passiva pronominal. que esteja incorreto e o mes­ mo se mostra claro e coerente. deveria ter sido empre­ gado na 3a pessoa do plural. A primeira delas indica proporciona­ lidade. A mensagem de natureza semântica concessiva con­ tida em “Conquanto seja impossível a adesão de todos em que se cumpra os princípios de convívio social”. má grafia da forma verbal “pousam” em passagem na qual deveria ter sido grafada a 3apessoa do plural do presente do in­ dicativo do verbo “posar”: “posam” Sugerimos. de modo que a 3a oração esteja coerentemente em­ pregada. seus seguidores deram-se conta de que alguns deles pautavam-se pelo princípio da interdição”. O texto revela uma absoluta incoerência semân­ tica. como possibilidade de retificação do texto. já que não se pode permitir casos de impuni­ dade. (D) Alternativa correta. neste texto. todavia. considerado o contexto em que surge. presente na forma “ “pautavam-se”. ainda. Por outro lado.pronome relativo “onde”) mal escolhidos. a grafia: “Para que se mantenha um mínimo equi­ líbrio nas relações sociais. Hão existe. erro de paltavam-se”. é aconselhável que o sujeito “Moisés” surja em ordem direta e. O texto está iniciado por locução que não tem re­ gistro gráfico em nossa língua. Existem as locuções conjuntivas “à me­ dida que” e "na medida em que”. (C) Alternativa incorreta. Sugerimos a seguinte correção para o texto desta alternativa. ainda. ainda assim há aqueles que insistem em aceitar tais esforços”. com a substituição de “re­ lutam” por “insistem”. que o ad­ junto adverbial “do monte Sinai" surja após a forma verbal “desceu”. Apontamos. a locução “À medida em que” O texto apresenta. que resulta de mau emprego de elementos coesivos (locução conjuntiva “desde que” e. Cano 010 . em que os infratores ainda posam de vitoriosos”. segundo o contexto: “Conquanto seja impossível a adesão de to­ dos para que se cumpram os princípios de convívio social. para que se evite a ambigüidade presente no texto. Para que haja mais clareza textual. principalmente. ocorreu erro de concordância no emprego do ver­ bo “cumprir” que. Está ocorrendo. (B) Alternativa incorreta.

à qual teria proveniência na vontade divina. empregada de modo pronominal com o artigo definido “a” antecessor do substantivo "im­ punidade”.. ainda^ erro de colocação pronominal.:Ocorrem crases nas duas passagens de emprego de acento gravé. futuro do pretérito e pàrticípia Corrigida a passagem citada» surgiria o pronome em mesóclise: "correr-se-iaM . as sanções nunca deixam de ser| necessárias. sobretu­ do quando se sabe que pessoas inocentes são levadas à barra dos tribunais. com o "a” inicial 213 Português j . dèveria ter sido grafada “sejam”. Na primeira delas. já que sem as mesmas correr-^e-ia o risco de se voltar ao es tado da barbárie”.exi­ gida pela regência da forma verbal “mè reporto”.por ter como sujei­ to a expressãjo “as sanções”. De início. Há. (D) Assiste-se hoje à multiplicação de casos de impunidade. (E) Quem dá credito à ação da justiça nãò pjbde deixar de trabalhar para que não se furtem ás sanções os mais poderosos. devido à contração da preposição “a”. Como sabemos. presente! no texto pela mesma razão anteriormente apontada. erroú-sè na concordância da forma verbal de presente dò subjuntivo do verbq "ser” que. Assim fkkrá o texto correto: “Embora | nem semprej sejam de fácil aceitação. caracterizadppela ocorrência de uma ênclise a forma verbal flexionada em futuro do pretérito. (B) È difícil admitir que vivem à solta:tantos delinqüentes. .Prova 10 . com núcleo'no substantivo “sanções”. o?que| será retificado com a substituição da expressão “nem sempre” (2tt ocor-1 rência) pelo iadvérbio “nunca”. em busca daquela em que se nota emprego indevido jdo acento grave indíqátívo de crase: (A) Alternativa çorreta. Vejamos todas ajs alteriiativas desta qüestao. Por sua vez. I . i NÃO se justificam as ocorrências do sinal de crase em: (Á) Não me reporto à impunidade de um ]caso particular» mas àquela que se generaliza e dissemina à descrença na justiça dos homens. à descabida proliferação de maus exemplos de condüta social. íjía segunda. as ênclises pronominais jamais poderão ocoírrer em três formas verbais: futuro do presente.Auditor-Fisçaljde Tributos Municipais/ISS-SP/2007 (E) Alternativa incorreta.ja segunda oração contém in­ formação semântica incoerente com o teor significativo do texto. j j I : : I• • (C) O autor do texto faz menção à uma sériè de princípios de interdirão. contraíram-se uma preposição .

prevalece o princípio da interdição. Décio Sena 214 . (E) Alternativa correta. uma contração da preposição “a” exigida peia regência da forma verbal em particípio "levadas”. o que indica que o vocábulo K a” é. temos uma locução adverbial formada por palavra feminina. exigida pelo objeto indireto da forma ver­ bal transitiva dirètá e indireta “dá" . vocábulo que integra o pronome relativo “a qual”. (B) Alternativa correta. a cujos os ho­ mens precisam superar. Na segunda ocorrência temos contração de preposição “a” exigida pela regência transitiva in­ direta da forma verbal “furtar-se” (pronominal). Os dois acentos graves encontrados nesta alterna­ tiva sinalizam crases formadas pela mesma razão: contração da pre­ posição “a”..com o artigo definido “a”. exigida pela regência do verbo "assistir” ~ empregado com sentido de “vér’V“presenciar” “estar presente” . cujo o rigor é indiscutível. empregou-se um acento grave antes de artigo indefinido. com o artigo definido “as”. com o artigo definido “a”. que antecede o substantivo “sanções”. Está correto o uso do segmento sublinhado na frase: (A) Trata-se de um texto em cuja tese poucos devem mostrar-se contrários. antecessor do subs­ tantivo “barra" (C) Alternativa incorreta. Na segunda. Ná primeira ocorrência o acento grave sinaliza a contração da preposição “a”. .. No primeiro caso. (C) Nos ditames da lei mosaica. o pronome relativo “a qual” desempenha papei sintático de sujei­ to da forma verbal “teria” e. Na primeira ocorrência do acento grave. (D) Alternativa correta. que antecede o substantivo “ação”... .do verbo “dar” . (B) A natureza também tem seus princípios de violência. . não havendo preposição para que ocorra o fenômeno da crase. apenas. No segundo caso. Observam-se dois empregos indevidos de acen­ tos graves indicativos de crase. Em “a descrença” temos o objeto direto da forma verbal "dissemina”.com o artigo de­ finido antecessor dos substantivos “multiplicação” e “proliferação”. respectivamente.do pronome demonstrativo "aquela”. o que é vedado. 20 . como sabemos. sujeitos não podem ser preposicionados.

tem regência transitiva direta. o pronome relativo “cujo” difere. não está em lugar de um substantivo. (B) Desta vez não pode haver emprego do pronome relativo “cujo”. texto em que a expressão “a cuja tese” desempenha papel de complemento nominal. surgirem sempre em lugar de um substantivo. Esta questão trabalha a sintaxe do pronome relativo "cujo” (e eventuais fle­ xões). com o intuito de reger o relativo “cuja”. predicativo do sujeito e adjunto adverbial. “quem”. quando nos mostramos con­ trários. de todos os demais pronomes relativos (“que”. o pronome relativo não poderá estar regido por preposição. agora. os empregos do pronome relativo “cujo”. ItlU U U O i i v i u n i a p a i s / t i > i . já que se pretende recuperar o substantivo “princípios [de violência]”. ou seja. “quanto” . de emas ninguém devia se afastar.b p / ^ u ü 7 (D) As normas da ética. Observemos.e flexões . Assim.e ‘ onde”). Como a forma verbal “superar”. podendo desem­ penhar funções sintáticas de sujeito. Como sabemos. teremos de utilizar um pronome substantivo relativo. Assim. Em geral. comple­ mento nominal. assim sendo. Afinal. ao pronome adjetivo relativo "cujo” (além de suas eventuais fle­ xões) caberá unicamente a função de adjunto adnominal Tal pronome. A retifi­ cação da passagem apontará: “Trata-se de um texto a cuja tese poucos devem mostrar-se contrários”. (E) Os braços da justiça» a cuio alcance deveriam estar todos. mas sim ao lado de um substantivo. tem de ser a preposição “a”. que poderá ser “que” ou “os quais”. por ser pronome adjetivo. “o qual” . Por sua vez. tornam-se inócuos quando desprestigiados. objeto direto. verbo principal da locução verbal situada na oração a que pertence o pronome relativo a ser empregado. não são exataMeáté ás èiésmás aò longo do tempo.n u v a U t. 215 Português . que (os quais) os homens precisam superar”.e flexões -. objeto indireto. encontramos o pronome relativo “cujo” entre dois substantivos. nas alternati­ vas da presente questão. A preposição a ser empregada naquele espaço é exigida pelo adjetivo “contrários” e. teremos a alternativa retifi­ cada em: “ A natureza também tem seus princípios de violência. (Á) Está ocorrendo erro que se caracteriza por escolha indevida da prepo­ sição “em”. mostramo-nos contrários a alguma coisa ou a alguém. no tocante ao em­ prego. A diferença decorre do fato de estes cinco pronomes relativos ora citados serem pronomes substantivos relati­ vos.

sendo imprescindível. é um pronome adjetivo relati­ vo. as­ sim. “as quais”. de que (ou das quais) ninguém devia se afastar. ou seja. A fra­ se ficará retificada com a simples supressão do artigo definido citado: “Nos ditames da lei mosaica» cujo rigor é indiscutível. não são exatamente as mesmas ao longo do tempo”. a frase corretamente expressa desta forma: "As normas da éti­ ca. o seu emprego. (E) Alternativa correta quanto ao emprego do pronome relativo. neste caso. prevalece o prin­ cípio da interdição*. deve-se recorrer ao pronome relativo “que” ou. teremos. Inicialmente. ou seja. erro semelhante ao que comentamos na alterna­ tiva (B). neste item. que lhe vem após. na medida em que se pretende recuperar semantica­ mente o substantivo “normas”. observemos que o pronome “cujo” reporta-se ao substan­ tivo “alcance”.Provas Comentadas da FCC (C) Agora o erro caracterizou-se pelo emprego do artigo definido “o” após o pronome relativo “cujo”. (D) Ocorreu. Observe-se que a regência de “afastar-se” exige a preposição “de”: afastar-se de alguém ou afastar-se de alguma coisa. Gabarito: 01) B 02) D 03) E 04) C 05) A 06) B 07) D 08) C 09) E 10) B 11) A 12) D 13) E 14) A 15) C 16) B 17) A 18) D 19) C 20) E Décto Sena 216 . Por outro lado. a preposição “a” surge da compreensão de que todos deveriam estar ao alcance do braço da justiça. Em nenhuma situação podem-se empregar artigos definidos após o relativo "cujo” e suas eventuais fíexões. antecessor do pronome relativo a ser empregado. Deste modo.

que é uma resposta imediata a um estímulo. òu externbs. E quando tais sentimentos provpcam algum tipo de dor. Sem dúvida. ÍÉ uma resposta natural a si­ tuações de perda ou de frustrações. poderíamos nos atirar de um penhasco. sim. ninguém a quer. Ê fato: ser feliz o tempo todo está [virando uma obrigação a pònto de causar angústia. fica difícil esquecer -j e ainda mais suportar. vivências. Assim como a dor e o medo. Á tristeza. porque se não sentís­ semos medo. iA tristeza é um dos raros mo­ mentos que nos permite reflexão. Sim. já dizia Vinícius de Moraes. uma volta para nós mesmos. Superintessante. Na ividá real. memórias. afirmam quef estar infeliz é mais do que natural. uma das piores sen­ sações da nossa existência. “A tristeza éjuma resposta que faz partè de nossa forma de ser e de estar no mundo] Passamos o dia flutuando entre pólos de alegria e in­ felicidade” afirma o médico psiquiatra Rics rdo Moreno. 18-20} 5 io 15 20 25 3o 217 . Especialistas. E soniente com essa dareza de dados é què podemos buscar atividades que nos dão prazer. que nósjfazem felizes. ninguém éosta dela. é bom não levar tão a sério os comerciais de margarina em que a família é linàai perfeita. como recordações. Até hojej. Dé sáber o que queremos. Não se trata de uma èmoção. uma pos­ sibilidade de nos conhecermos melhor. Emoção & inteligência. E se não tivéssemos dor. isto é. O poeta p ia mais longe. Se passamos o dia entre esses pólos de flutuação. funciona mais ouj menos assim: parece bonita apenas nas músicas. muita gente chora ao ouvir esses versos porque eles tocam num ponto nevrálgico da vida humana: os sentimentos. antes de manifestá-la. entoando emj rima e em prosa que triste­ za não tem fim. do que gostamos. No caso da tristeza* nosso organismo elabora e amadurece a emoção. a tristeza nos ajuda a sobreviver. como a perda de um em­ prego ou de um pmor. melancolia ou coração apertado.Provall As questões de números 1 a 8 baseiam-se no testo apresentado abaixo É melhor ser alegre que ser triste. no entanto. Já a felicidade. Vivemos uma época em que a felicidade constante é praticamente um dévir de todos. como o organismo poderia nos avísardè algo que não vai bem? (Adaptado de Mariana Sgarioni. Tristeza é um sentimento que respondeja estímulos internos. ejn que são liberados hormônios cerebrais responsáveis por angústia. p. alegre e até os ca­ chorros parecení sorrir o tempo inteiro. é necessário à condição humana.

a fatos que nos são adversos. mas que não representam seu cerne. Até porque a triste­ za significa a reação que temos. inerente à condição humana. passagens que realmente estão contidas no texto. (B) Felicidade corresponde a uma forma ideal de vida. em busca de quai terá sido a razão central para que o texto viesse a ser elaborado. Deste modo. eventualmente. Décio Sena 218 . utilizamos argumen­ tos para fundamentar nossos pontos de vista. Diante deste tipo de questão devemos» então. como meros elementos hòs qúáis nós apoiamos para justificar nossa tese. no sentido de por que ele foi escrito. portanto. No presente texto. procurar descobrir qual a razão de ser do texto. e. a resposta para a presente questão encontra-se na alternativa (C). sem dúvida. sentimentos permanentes da vida. Com este modelo de questão.01. porque são incapazes de percebe? os momentos felizes que ocorrem normal­ mente no cotidiano das pessoas. inclusive. em seu dia a dia. nas diversas alternativas. todos nós temos nossos momentos de tristeza. quando se afirma que a tristeza é um sentimento natural de reação a si­ tuações de frustração. observamos que a intenção maior é. por isso utilizados atualmente por publicitários. uma vez que todas as pessoas. as­ sim. Ou seja. sendo. Estaremos. inerente à condição humana. (D) Tristeza e felicidade. são os temas preferidos de poetas e músicos. ao dissertarmos sobre alguma coisa. Às vezes. ser confundidos com a razão primordial da existência do tex­ to. sim. pôr-nos a par de que estarmos tristés não é uma coisa incomum. sendo. frequentemente são colocadas à disposição do candidato. como a tristeza. Tais argumentos não de­ vem. deve ser o de se sen­ tirem constantemente alegres e felizes. alternamos tais momentos com outros momentos felizes em um dia só. por isso peças de publicidade enfatizam os momentos mais agradáveis da vida familiar. Identifica-se a ideia principal do texto em: (A) Poetas convivem com sentimentos negativos. O enunciado da questão solicita que o candidato aponte a ideia principal do texto. são acometidas de tristeza. sua ideia central É sabido que. então. (E) O ideal que todos devem buscar. (C) Tristeza é um sentimento natural de reação a situações de frustração. portanto.

sensação de dor nas pessoas. provocam. algo que damos como natural em nossas reflexões. Em seu último parágrafo. Evidentemente. apenas. menção ao fato de que. deixa-nos clara a ideia de que devemos aceitar a tristeza. alternando-se. todos nós devemos buscar ser fe­ lizes. observaremos: (A) Afirmativa absurda. Ora. (E) Alternativa perigosa. converten­ do-se em angústia. de acordo com o texto. o texto afirma que Vinícius de Moraes já dizia que é melhor ser alegre do que ser triste. Há nele. (E) a tristeza constitui um sentimento que propicia ao ser humano maior consciência de si próprio e de seus anseios. (D) o choro causado pelos versos de uma música bem triste ensina as pes­ soas a suportarem melhor as grandes frustrações da vida real. qual seja a de que devemos buscar a felicidade a qualquer preço. sua destinação central. necessaria­ mente. Entendemos que são sentimentos que permeiam a nossa existên­ cia. embora sejam opostos entre si.riuva t i — i ewifiiu juutucmu/ i iNU-ar/^vuo Comentando as demais alternativas. isto sim. sim. (D) Há algumas falhas na presente afirmativa. hoje em dia. em seu início. as pessoas sentem-se obrigadas a ser felizes. está. breve passagem em que a autora nos alerta para o fato de ser apenas fantasia o fato de existirem famílías nas quais até os cachorros parecem sorrir. Por outro lado. custe o que custar. segundo a autora. Inicialmente. Mas não traduz a sua ideia principal. ao mostrar situações familiares de felicidade completa. como se fosse sua obrigação estarem feli­ zes. uma vez que. ambos. não há qualquer menção ao fato de os publicitários utilizarem a tristeza e a felicidade em suas cam­ panhas publicitárias. inclusi­ ve. Talvez valha a lembrança: a ideia central do texto não tem de ser. mas a felicidade. 02. A afirmativa correta. Mas isto não representa a ideia central do texto. (B) A afirmativa feita neste item é correta e encontra amparo no texto. evidentemente Mariana Sgarioni não encampa esta compreensão da vida. deste modo. e aproveitarmos para dela extrairmos lições que nos serão de grande valor no futuro. é: (A) vinícius de Moraes tinha toda a razão quando escreveu que tristeza não tem fim. Ocorre. (C) a televisão. o texto não nos afirma que tristeza e felicidade são sentimentos permanentes da vida. (B) sentimentos de felicidade e de tristeza. quando ela nos chegar. Tal obrigatoriedade. 219 Português . apóia-se em descobertas recentes sobre os sentimentos humanos.

mas sim a reflexão que desenvolvemos. a resposta fica bastante ciara e contida na alternativa (E). (C) Afirmativa incorreta. Quanto às demais alternativas. claro nexo semântico temporal. (B) Afirmativa incorreta. (Io parágrafo) O segmento grifado acima introduz.. no curso de uma existência.. Não é correta a afirmativa de que a alegria provo­ ca dor nas pessoas. no contexto. Podemos encontrar ampla justificativa para ela no parágrafo final de nos­ sa leitura. Não é o choro causado por versos de uma músi­ ca bem triste que nos ensina a suportar melhor os reveses da vida. a noção de: (A) tempo. Percebemos.. Nele lemos o testemunho de um médico psiquiatra. E isto não é autorizado pela leitura.Provas Comentadas da FCC Do que já lemos relativamente ao texto de Mariana Sgarioni e do que refle­ timos acerca dele... O fragmento sublinhado é uma oração reduzida de infinitivo. promover o desdobramento desta ora­ ção. que nos deixa claro que os sentimen­ tos de tristeza e de alegria são cambiáveis em nossa vida. muita pente chora ao ouvir esses versos . o que faria resultar: . . Oécio Sena 220 . vejamos: (A) Afirmativa incorreta.. Aceitá-la como correta seria aceitar a supremacia temporal da tristeza sobre a felicidade. Não há menção a qualquer descoberta recente acerca de sentimentos humanos no texto. quando envoltos pelo sentimento da tristeza.muita gente chora quando ouve esses versos. sem que haja predomínio de um sobre o outro. (C) condição.. mantendo o mesmo sentido original.. bem como afirmativas genericamente atribuí­ das a “especialistas”. (B) restrição. então. 03. (E) alternância. (D) finalidade. Poderíamos. (D) Afirmativa incorreta.

Os infinitivos facuii * ■ tam as próchses pronominais. Tal pronome. o [pronome pessoal oblíquo áto­ no “as”. represéntando-a. Sua troca. então. A posiçãojproclítica .não! levá-los tão a sério. Vejamos cada uma das sabstituições levadas a efeito: (A) Substituição [correta.: ! j. os mesmos fatos gráficos descritos ná (alternativa anterior. Considerando-se o contexto. Ocorreram. a substituição dos segmentos grifados pelo pronome correspondente está INCORRETA somente em: (A) elabora e atiiadurece a em oção —elabora e amadurece-a. quando em função de complemen­ tos verbais. déverse-ia ter emfregado. A expressão “a emoção” funciona como objeto di­ reto de “amadurece” Empregou-se. “ Atividades” é substantivo que exerce a função de objeto direto da forma verbal “buscarj”. (B) Substituição j correta. foi feita pelo pronome. Sjua substituição pelo pronòme. então. (E) Substituição |correta. . o qiie faria surgir a forma “busc4-las”.deve-jse à presença do advérbio “não”. O substantivo fangústia” funciona como-ob­ jeto direto de “causar”. deve-se ao fato de a forma Verbal “levar” ser de infinitivo.obrigatória.desempenha função de obje­ to direto da forma verbal “tivéssemos”. Neste caso. ao ligar-se por ênclise à forma vérbal “levar”. (E) se não tivéssemos dor = se não a tivéssenios. provocou a queda da consoante final do vérbo e. A expressão “os comerciais” desempenha papei sintático de bbjeto direto da forma verbal “levar”. . . I :I 221 Português! . “a”. (B) não levar tão a sério os comerciais . (C) a ponto de causar angústia = de cansá-la: (D) podemos buscar atividades ~ buscar-ihes. obrigatoriamente. rriesmo com o advérbio' “não” 'antecedendo o verbo. por sua vez.Prova t1 “ Técnico Judiciárro/TRE-SP/2006 04. que é transitivo direto. Sendo expressão de gênero mascjulino einúmero plural. neste caso . promoveu-se sua substituição pelo pronome pessoal oblíquo átono “os”. pessoal oblíquo átono é legítima. já que se trata de substantivo de gêne­ ro feminino e número plural. Como sabemos. ió podém ligar-se a Verbos* tjjànsitivos indiretos. O substantivo “dor”. funcionar também como objetojdireto. modificou-se em “-los” À presença enclítica do prono­ me "-los”. o prono­ me pessoal oblíquo átono “a” para. de forma acertada. j (D) Substituiçãoj incorreta.. o quemão ocorre com o verboÍ"buscar”. o pronòme “lhe” e sua firma flexionada “lhes”. jna junção enclítica do pronome. (C) Substituição) correta. que antecede “tivéssemos”.

Como dispusemos em nossa notà introdutória à presen­ te edição deste trabalho. Istò' para que se fizesse a distinção entre “pólo” (cada uma das extremidades do eixo imaginário em torno do qual a Terra executa seu movimento de rotação). (3o parágrafo) A frase em que se emprega uma palavra acentuada pela mesma norma que justifica o acento gráéco no vocábulo grifado acima é: (A) a tristeza é um sentimento saudável na vida das pessoas.empregados para que se procedes­ se à diferença entre vocábulos homógrafos átonos e tônicos. Recebiam a de­ nominação de acentos diferenciais de intensidade. mais uma vez insisti­ mos. ainda em caráter de transição até dezembro de 2012. sentimo-nos tristes. acento cincunflexo no substantivo “fôrma” para que se estabeleça a oposição com a forma verbal "forma”. essa devida observação inicial. (fí) a vida pára e perde seu significado em momentos de tristeza.ainda poderão ser . (D) pesquisadores apontam com segurança o caráter inconstante da felicidade. contudo. nesse caso. existente na fráse que surgiu rio enunciado desta ques­ tão. "pára”. Por óbvio. Se passamos o dia entre esses pólos de fluU iação . embora com'data marcada para extinguir-se. Após o dia Io de janei­ ro de 2013. seus empregos configurarão erro de acentuação gráfica. “pôlo” (falcão ou gavião com menos de um ano) e “polo” (contração em desuso de preposição Décio Sena 222 . (C) com frequência. o que. “péla”..05.: O Acordo Ortográfico também aponta a possibilidade de se empregar.juntamente com os seus correlatos empregados em “polo”. “pêlo”. apenas. moti­ vador da presente questão: esse sinal gráfico foi suprimido . levou-nos a comentar a presente questão. O vocábulo “pólo”. ainda em vigor entre nós. Foram mantidos. recebeu o acento' diferencial de intensidade. Assim. uma observação acerca do acento gráfico em “pólos”. de tèrcéirá pessoa dó singular do presente do indi­ cativo do verbo “formar”. preservamos os textos originalmente empregados em cada uma das provas. “pêrá”. Inicialmente. Lembramos que vocábu­ los homógrafos são aqueles que têm a mesma grafia e significados distintos. um acento diferenciáide timbre. os comentários ora dispostos referem-se ao sistema ortográfico vi­ gente na oportunidade em que a prova foi aplicada e. os acentos diferenciais dás formas verbais *pôr" (infinitivo) e “pôde” (pretérito perfeito do indicativo). fazendo-lhe. Todos esse acentos eram . sem mesmo saber o motivo. a questão que ora se analisa. (E) após momentos de grande felicidade podem surgir sentimentos de tristeza.. É. não teria razão de existir a partir de janeiro de 2013. neste caso.pelo Acordo Ortográfico vigente a partir de janeiro de 2009. “côa” . facultativamente.. “péra”.

assim justificam-se os acentos: (A) **é” -monossílabo tônico terminado em “e”. (B) Pessoas que. encontrado no volume 5 de “ As Ültimas do Português Nas alternativas fornecidas.o trema está aplicado sobre uma semivogal do encontro "que” e o acento circunílexo por ser vocábulo paroxítono terminado em ditongo. empregou-se. (D) "caráter” ~ paroxítono terminado em “r”. assim como os que nos trazem alegria. (C) Torna-se impossível quaisquer tentativas de só sentirmos alegria.pera (preposição an­ tiga. pois sentimentos de tristeza aparece sempre como o outro lado da mesma moeda. 06. busca ser feliz o tempo todo sofre mais e se distancia das pequenas alegrias da vida. aponta-se efeitos benéficos em sentimentos nega­ tivos.“péra” (antigo substantivo. a exemplo dos comerciais exibidos na televisão.Vejamos algumas: “pára” (forma verbal) . pois são respostas naturais a determinadas situações vividas. parecer feliz. Há um grupo não muito extenso de vocábulos que se apresentam com igual acentuação gráfica. (C) "freqüência” .paroxítono terminado em " 1”.com artigo definido. o mesmo que “pedra”) . À concordância está inteiramente correta na frase: (A) Ser feliz ou. para a sobrevivência da espécie humana. tomaram-se uma obrigação da vida moderna.oxí tono terminado em “o” seguido de "s”. aberto e fechado. Os dois primeiros vocábulos são tônicos e o terceiro. "saudáver . como o de tristeza. "pêra” (fruta) . pelo menos. fa­ zem parte do cotidiano. encontramos acento diferencial de intensidade no item (B). Nas demais alternativas. acento agudo e acento circunflexo. sobre a palavra "pára”. (D) Em vários estudos. respectivamente. daí chamar-se o sinal que sobre elas se põe de acento diferencial de intensidade. também pela ordem. o mesmo que "pelo”). tais como se observa nos comerciais divulgados na mídia. (E) Sentimentos de tristeza. (E) "após” . 223 Português . pôr (forma verbal) . átono.pelo (preposição)* Recomendamos uma leitura atenta do capítulo de acentuação gráfica. a qual tem por fim estabelecer a distinção entre pala­ vras tônicas e palavras átonas.por (preposição). “pélo" (forma do verbo "pelar”) .pêlo'(substan~ tivo) . o mesmo que "para”)."para” (preposição). Como os timbres das vogais tônicas dos dois pri­ meiros são.

tornou-se uma obrigação da vida moderna. para a sobrevivência da espécie humana “ (E) Concordância correta. A expressão “Sentimentos de tristeza” é. O período estará corretamente disposto desta forma: “Tomam-se impossíveis quaisquer tentativas de só sentirmos alegria. retificada por outra oração: "parecer feliz”. sujeito do ver­ bo "ser”. tal como se observa nos co­ merciais divulgados na mídia. Trata-se.” (C) Concordância incorreta. O sujeito do verbo “buscar”. de sujeito oracional. a necessidade de emprego do verbo “aparecer” em 3“ pessoa do plural. isto implica a flexão verbal obrigatória em 3a pessoa do plural para a forma verbal mencionada. também deve concordar com o substantivo citado. ainda. O texto estará correto assim escrito: “Pessoas que. Por outro lado.” (B) Concordância incorreta.” (D) Concordância incorreta. o que implica obrigatório emprego verbal em 3° pessoa do plural. Dério Sena 224 . parecer feliz. por sua vez predicativo do sujeito “Pessoas”. ainda. representante semântico do pronome demonstrativo antece­ dente “os”. Há. que é o mesmo sujeito das formas verbais “sofre” e "distancia”. apontam-se efeitos benéficos em sentimentos negativos. O sujeito de “Torna-se” está indicado pelo sin­ tagma “quaisquer tentativas”. buscam ser felizes o tempo todo sofrem mais e se distanciam das pequenas alegrias da vida. o sujeito é indicado por “efeitos benéficos em sentimentos negativos”. O texto estará corretamente escrito sob a forma: “Em vários estudos. o que justifica seu emprego em 3a pessoa do plural. o que conduz o verbo para a ter­ ceira pessoa do singular. não há razão para a expressão “tais como” ter surgida com o vocábulo “tais” flexionado. a exemplo dos co­ merciais exibidos na televisão. está corretamente empregado em 3° pessoa do plural. que funciona como predicativo do sujeito. cujo sujeito é o pronome rela­ tivo “que”. como o de tristeza.Provas Comentadas da FCC Vejamos cada uma das alternativas da questão: (A) Concordância incorreta. O texto esta­ ria corretamente grafado assim: “Ser féliz ou. do que resulta o obrigatório emprego de tais ver­ bos em 3a pessoa do plural. O adjetivo “feliz”. Igualmente em plu­ ral deverá surgir o adjetivo “impossível”. Igualmente correto está o emprego do verbo “trazer”. O verbo “fazer” cujo sujeito é “Sentimentos de tris­ teza”. está representado pelo substantivo “Pessoas”. pois sentimen­ tos de tristeza aparecem sempre como o outro lado da mesma moeda. O sujeito do verbo “tornar-se” está indica­ do pela oração “Ser feliz”. Na oração de voz passiva pronominal estrutu­ rada pelo verbo “apontar”. concordando com seu sujeito “sentimentos de tris­ teza”. então. pelo menos.

* j (D) É importante entender as causas do Sentimento de tristeza. Estão incorretamente grafadas as palavras “percepção” e “atinje". . As frases acima articulam-se em um único período. Há palavras estritas dè modo INCORRETO na frase: (A) Sentir-se feliz o tempo todo. pois não há como fugir dele. [ \ \ í | j | . sendo importante.o jdia todo. | (D) Sabe-se que artistas e intelectuais viveram o auge de sua produção em momentos de grande melancolia* especialmente os compositores de obras musicais. j • j (E) O caráter éfêmero da felicidade é explicado por especialistas comò um impulso biológico que garante a perpetuação da espécie húmaj na. não se foge dó sentimento de tristeza.’ visto rx que f i i entender as causas dele são | importantes. ■ j (B) Não tendo] como fugir do sentimento. . ambas na alj temativa (B). i I í = |- I J l I ! 225 | Português . se não há comò fujgir do sentimento de tristeza. Entender as causas do sofrimento de tristeza é importante. temos que entender as causas do sentimento de tristeza. onde não há como fugir desse sentimento. l i Prov^ 11 . que parece ser propósito geral atualf mente. ninguém recebe só boas nojtícías o. com lógica. j (A) Por que ninguém irecebe só boas notícias o dia todo. . mas não deve tornar-se obsesj são para asj pessoas. dia todo e mesmó que entender as causas desse f importante. j ] (B) A persepçãb das razões d o sentimento âetristeza que nos atinje pode levar ao controle de sua intensidade. . clareza e correção.= = . pode ser visto como privilégio. em: : j. as [quais devem ser reescritas nas formas “percepção” e “atinge’! [ . j. agindo jcomo instrumento de defesja. j (C) A tristeza e um sentimento natural que aflora. |nátentativa de evitar soérimenf to maior3além de desnecessário..Técnico Judiciário/TRE-SP/2006 \i ! j- : '■ 07. | í (C) Se ninguém recebe só boas notícias . ' j | l ' * ■í 08. ‘ j . já que ninguém recebe só boas notícias o dia todo^ (E) Ninguém recebe só boas notícias o dia todo. conquanto é importante entender as causas dos seus sentimentos. surgindo em conse­ qüência de! alguns reveses sofridos itó vida. como um desentèndij mento com a pessoa amada. j. de tristeza. Ninguém recebe só bods notícias o d ia todo J Não há como fugir do: sentlmento de tristeza.

o Sudeste está rapidamente descortinando sua vocação para os serviços. caso o texto estivesse válido. sendo importante. não se pode aceitar a mensagem expressa na segunda oração como con­ dição do que se disse na primeira delas.inadequada para a passagem em que está .Vejamos cada uma das alternativas que pretendem agrupar os três períodos em um só» articulando-os com lógica. Mais uma vez apresentou-se um texto em que as ora­ ções não se vinculam com lógica e clareza. de natureza semântica causai. de modo absoluto. por força da locução conjuntiva concessiva “mes­ mo que”. ter sido empregada em presente do subjuntivo: "entenda”. Novamente se falhou por falta de coesão e coerência no fim do período. deveria. Na verdade. inclusive. onde não há como fugir desse sentimento”. As questões de números 9 a 14 baseiam-se no texto apresentado abaixo: Apesar da queda relativa* a Região Sudeste ainda responde por mais da metade do PIB nacional.ninguém recebe só boas notícias o dia todo e mesmo que entender as causas desse é importante”. o emprego do verbo “ser” em subjuntivo: “con­ quanto seja. clareza e correção: (A) Texto incorreto. o que prejudicou. màs responde pór cerca de um terço da riqueza produzida no País. por sua vez.. Déçío Sena 226 . (C) Texto incorreto.. no qual a forma verbal relativa ao verbo “entender”. a clareza da passagem: “. nota-se erro de grafia. é justificada por oração explicativa (“pois não há como fugir dele”). ” (B) Texto incorreto. (D) Texto correto.. A última oração dá-nos a causa (“já que ninguém recebe só boas notícias o dia todo”) do que se afirmou na oração antecedente. uma vez que a conjunção deveria ter sido grafada “Porque” A conjunção subordina­ tiva concessiva "conquanto” . Não há qualquer coesão e coerência no fragmento em que se lê: “. Não há vinculação lógica entre as orações do período formado* em cujo início. Historicamente baseado na agri5 cultura e na indústria. logo a seguir..exigiria. Neste caso.temos que entender as causas do sentimento de tristeza. As orações estão perfeitamente encadeadas e a leitura flui sem perturbação. está com emprego inteira­ mente despropositado. Por outro lado. por exemplo. (E) Texto incorreto. parte-se de uma afirmativa inicial CÉ importante entender as causas do sentimento de tristeza”) que. O Estado de São Paulo apresentou a maior queda relativa nos últimos anos.. o articulador “visto que”.

segundos os especialis­ tas. a força de consumo do Sudeste ainda cria muitas oportunidades. Novo m apa do Brasil. 10 Carlos Azzoní. a região está se sofisticando e se especializando na pres­ tação de serviços. da quai as empresas dependem cada vez mais. O Sudeste está se transformando numa referência na América Latina nas áreas de saúde. o Sudeste avança pelo setor terciário. Essas cidades 25 médias possuem. (B) As distancias entre centros produtores e os respectivos consumido­ res justificam a queda relativa do PIB na Região Sudeste. À ten­ dência será concentrar a produção em culturas com maior produtividade 20 que se encaixam nesse perfil. tecnologia e informática. O Estado de S. ampliam oportunidades de trabalho. mão-de-obra qualificada e custos reduzidos em relação aos grandes centros. Paulo. H 2 .11 dc dezembro dc 2005} 0 9 . com a produção de alguns itens diferenciados. em relação aos da Região Sudeste. como a cana-de-açúcar. a mudança da vocação regional signifi­ ca a perda de vagas fixas e a abertura de muitas oportunidades de trabalho menos rígidas. (E) De base historicamente agroindústria!.que engloba o comércio. a laranja e as ílores. a interiorização do desenvolvimento é uma tendência irreversível.já e majoritário nos quatro Estados da Região. que já se tornou o mais significativo em toda a Região. 227 Português . a área financei­ ra e todós os tipos dé serviços . W M I W V ^ M W » V 4 V M I V # »I N U > »/^ V V W O chamado setor terciário . educação.. para torná-lo mais flexível. Segundo o professor de economia da Universidade de São Paulo. 15 Para o mercado de trabalho. (D) A queda relativa do PIB na Região Sudeste desperta interesse mais voltado para a agricultura.0 texto está corretamente resumido da seguinte maneira: (A) A ausência de consumidores obriga o setor industrial a uma trans­ formação no mercado de trabalho. Embora as facilidades logísticas desobriguem as empresas de produ­ zir junto ao mercado. além do mercado. com a interiorização dos serviços. Por isso. por ser um setor que se de30 senvolve necessariamente junto aos grandes mercados. (C) Estados de extensão geográfica menor. A agricultura deverá manter sua força na Região. mas pre­ cisa investir em culturas extensivas para garantir a competitividade. Alguns centros no interior de São Paulo e Minas Gerais têm força equivalente à de capitais de Estados menores. (Adaptado de fiaria Terra. Outra aposta recorrente está na área de logística e distribuição. O setor financeiro mais sofisticado deve permanecer concentrado na re­ gião por longos anos.

temos: (A) Afirmativa incorreta. Na única passagem em que promove comparação entre a região Sudeste e outras áreas geográficas. que se caracterizava por ter sua forca calcada na agricultura e na indústria. para escoar a produção agrícola específica e recuperar a queda do PIB. O que se diz é que há uma tendência na região para fazer do setor terciário o seu polo econômico mais importante. Em seguida. ainda é a região mais rica do país. qual seja o de a região ter a maior par­ te de sua riqueza deslocando-se para o setor de serviços. gerando mais da metade do nosso PIB. apesar de ter sofrido queda relativa no PIB nacio­ nal. como. Dédo Sena 228 . considerando-se o contexto. (C) representa papel de destaque na economia brasileira. É correto afirmar. o que leva à perda relativa de sua importância na economia nacional. especialmente na área de serviços. que passaram a operar à distância do mercado consumidor. (D) sofreu queda no PIB em conseqüência do afastamento de muitas em­ presas. por exemplo. 10. traça um paralelo en­ tre o perfil econômico da região observado da perspectiva de um passado próximo. o autor informa que o Sudeste é a região de maior PIB do país. (D) Afirmativa incorreta. Deste modo. com a interiorização do desenvolvimento econômico. Nas demais alternativas. Não há qualquer vinculação lógica entre a queda relativa do PIB da região Sudeste e a inclinação para alguma atividade econômica. com novas oportunidades de trabalho. O texto não informa qual a razão para a queda relativa do PIB da região sudeste. encontramos a resposta da questão na alternativa (E). (C) Afirmativa incorreta. As demais consi­ derações resultaram das novas variáveis decorrentes deste deslocamento. lemos que a região Sudeste. (E) concentra sua economia em cidades menores. (B) deve ampliar sua força de consumo no mercado interno. e o que ora se entremostra. De início. o tipo de mão de obra que a região demandará. Em nenhuma passagem do texto existe alusão à < c ausência de consumidores” (B) Afirmativa incorreta. por seus custos redu­ zidos. o autor diz-nos que ci­ dades do interior de São Paulo e de Minas Gerais têm força semelhante à de algumas capitais de Estados menores. que a Região Sudeste (A) perdeu consideravelmente sua importância na área agroindústria!.Provas Comentadas da FCC A leitura do texto deixa no leitor a clara percepção de que seu mote foi a questão da economia da região Sudeste.

a área financeira à todos os tipos â e serviços (2 o parágrafo) j Os travessões delimitam. com restrição à expressão que o antecede. a afirmativa de que muitas empresas afastaram-se desta região. i Nas demais alternativas. os! dois fatos citados são inviáveis. . que esta recente vockção da região Sudeste provocará o surgimento de inúme-j ros novos postos de trabalho. | (B) Afirmativa incorreta. importantes para a clareza do contexto. (E) Afirmativa incorreta.que etigloba o comércio. 2 29 Português. comentamos: . no testo. para embasar a afirmativa em que se insere. e passaram k operar à distância do mercâdo consumidor. Tomamos conhecimento» ainda. (A) repetição enfática. I t : : | (A) Afirmativa incorreta. Como já. à luz dá lógica econômica. [' I (D) Afirmativa incorreta. ' . no contexto. o texto: não nos permite! inferir á razão de pòr que à ijègião Sudeste apresentou que­ da relativa do PIB. com intenção explicativa. é désêàbida. . tendo o texto como re­ ferência.rAliás. (C) segmento opinativo. tradicionalmente centradas na agricultura e indústria. o denominado setorj terciário. Não há. . no tocante j ao mercado de trabalho. com novas oportunidades jde trabalho.j Muito menos existe a informação de que houve interiorização do de-j senvolvimento econômico desta região. O que se íê no téxfó relativamente a cidadesímenores é a informação de que cidades méilias do interior de São Paúlo e de Minas Gerais apresentam força ecohomica igual à de algumas capi­ tais de Estados menores.Prova [11 -Técnico Judiciário/TRE-SP/2006' Lemos. nó texto.comentamos anteriormente. passagem que justifique! a afirmativa de que a região Sudeste: djéve escoar1produção agrícola! específica. j | \ i De tudo o que lemos. para o setor de serviços1 . em que se diz que o Sudeste ‘representa papel de destaque na eco­ nomia brasileira. (D) introdução jde novós dados. Não se nota. 1 1 1 . a bem da verdade. referência ao fato de o Sudeste! ter perdido consideravelmente sua importância na área agroindustrial. Por outro lado. (B) enumeração específica.|no contexto da ideia! principal. observamos que a resjiosta está contida na alternati­ va (C). (E) reprodução de opinião alheia. especialmente na área de serviços]'. tambéml que está havendo um deslocamento das atividades econô micas desta região.

esclarecem de que é composto o setor terciário da economia: “o comércio”. está. introduzido novos dados. com inten­ ção explicativa”.] Temos. a área financeira e todos os tipos de serviços” Como percebemos.já é majoritário nos quatro Estados da Região. sua presen­ ça não é importante para a clareza do texto. Até porque são informa­ ções de natureza meramente explicativa. Nas demais alternativas encontramos: (A) Afirmativa incorreta. “a área fi­ nanceira” e “todos os tipos de serviços”. o isolamento da oração subordinada adjetiva explicati­ va. então. Décio Sena 230 . obrigatório e em geral feito por vírgulas. (C) Afirmativa incorreta. a área financeira e todos os tipos de serviços] . isolam informação explicativa. Retirado o fragmento escri­ to entre os sinais de pontuação já comentados. (E) Afirmativa incorreta. mas informação acerca de que atividades integram o setor terciário da economia. no sentido de esclarecer que atividades compõem o setor de serviços da economia. (D) Afirmativa incorreta. como podemos ver. O texto posto entre travessões não indica opinião provinda do autor. o texto manter-se-ia rigorosamente claro. A informação que nos chegou intercalada pelos travessões emanou do próprio autor do texto. Apesar de o fragmento intercalado por traves­ sões ter. um período composto por duas orações.Observemos o fragmento em que surgem os travessões. A justificativa para o emprego dos travessões. realmente.[que engloba o comércio. sendo promo­ vido pelo par de travessões. já submetido à in­ dicação de suas orações constituintes: • [O chamado setor terciário .” Oração Subordinada Adjetiva Explicativa: “que engloba o comércio. em que se lê “enumeração específica. Já podemos afirmar que os travessões. tornou-se cla­ ra. Está na alternativa (B). especificamente. Também não se nota nenhum interesse enfático. Por outro lado. neste caso. Não há qualquer repetição. que as­ sim se classificam: Oração Principal: “O chamado setor terciário já é majoritário nos quatro Estados da Região. deste modo. notamos que a explicação que se acrescentou ao texto caracterizou-se pela enumeração de três itens que.

.a interiorização do desenvolvimento é uma tendência irreversível. ou seja. no texto original. o pronome relativo repre­ senta o vocábulo "área”.. “da área de logística e distribuição”.i«wiiuj juoictano/1 K&-SP/2006 . o que fará resultar: “as empresas dependem cada vez mais da área de logística e distribuição”. É.} [da qual as empresas dependem cada vez mais>][ por ser um setor] [que se desenvolve necessariamente junto aos grandes mercados. está con­ traído com a preposição "de”. é o complemento de verbo transitivo indireto..modo. (E) ..a mudançada vocação regional significa a perda de vagas fixas.da qual as empresas dependem cada vez m ais .. dizemos que é um objeto indireto.. já di­ vidido em suas orações constitutivas: [Outra aposta recorrente está na área de logística e distribuição.. Semanticamente. Estamos. agora. 231 Português .a Região Sudeste ainda responde por mais da metade do PIB nacional. sendo representado por “da qual” a mesma função de objeto indireto é por esta última desempenhada Temos.. então. Para entendermos melhor a afirmativa ora feita. (B) . como se disséssemos. Por ser preposicionado. em busca de verbo transitivo indireto ou de verbo transitivo direto e indireto. que abre a oração em que se encontra.] Como podemos observar. citado no enunciado da questão. Deste .. Evidentemente.. de procurar em que alternativa há um verbo que demande um complemento indireto.. (D) .. en­ tão.nuvrt « i . é transitivo indireto. está sendo complementado pela expressão preposicionada "da qual”. com facilidade. vejamos um pouco mais do período em que surge o fragmento pinçado pela Banca Examinadora. Como "da área de lo­ gística e distribuição” está. (final do texto) O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acimaestáBafrase: (A) . após fazermos a substituição do pronome relativo pelo que ele representa: “da área de logística e distribuição as empresas de­ pendem cada vez mais”. a oração em que surge o verbo "depender” está sendo iniciada pelo pronome relativo “a qual” que..já é majoritário nos quatro Estados da Região. que o comple­ mento da forma verbal “dependem” é. por sua vez.. (C) .a forçá de consumo do Sudeste ainda cria muitas oportunidades... sem dúvida. núcleo de “área de logística e distribuição”. O verbo “depender”.. esta oração pode ser mais bem ar­ rumada. Agora notamos.

Ligou-se a ele um complemento não preposicionado. corretamente: (A) estão descortinando. também. (D) O verbo “criar” é. . também denominados “verbos não nocionais”. uma vez que cumprem a tarefa de promover o vínculo entre predicativo e outra estrutura sintática. (D) está sendo descortinada. que chama­ mos de objeto direto. no caso representado por “a perda de vagas fixas”. Relembremos que os verbos de ligação. Esta é a resposta da questão.. Podemos ler sobre eles no item (B). (C) O verbo “significar”. respectivamente. (B) serão descortinados. (C) vai ser descortinada. presente nesta alternativa. ativo. a ação verbal está sendo traduzida por uma locução verbal.Provas Comentadas da FCC Vejamos cada uma das alternativas da questão: (A) O verbo “responder" está empregado como verbo transitivo indire­ to.. ele mesmo. Observemos o seu complemento regido pela preposição “por”: “por mais da metade do PIB nacional. (final do Io parágrafo) Transpondo a frase achna para a voz passiva. têm conteúdo semântico muito esvaziado. Na verdade. Dizemos que é um sujeito agente de ação verbal. A oração “O Sudeste está descortinando sua vocação para os serviços” apre­ senta-se em voz ativa. Por sua vez. Estão empregados em presente do indicativo e gerúndio. vale dizer. (E) Nesta alternativa repetiu-se o emprego de verbo de ligação. Observemos seu ob­ jeto direto indicado pela expressão “muitas oportunidades”. A afirmativa comprova-se quando percebemos que o sujeito “O Sudeste” é. não indicam ação verbal. a forma verbal passar a ser.o Sudeste está descortinando sua vocação p ara os serviços. Décio Sena 232 . em que se nota o verbo auxiliar “estar” e o verbo principal “descortinar”. 13. o autor da ação verbal. verbo de ligação. (B) Nesta alternativa o verbo empregado é “ser1 1 . verbo transitivo direto. Nunca se apresentam complementados. tem regência transitiva direta. (E) está para ser descortinados.

irá funcionar como agente da passiva na oração que queremos criai O mesmo conhecimentoi dá-nos a informação de què “suja vocação para os serviços”.” 233 Português .Técnico Judiciário/TRE-SP/2006 Observemos q^ie o verbo principal da locução verbal adota regência transi­ tiva direta. ajvoz passiva terá dois verbos: í“0 livro foi lido por mim” Em outros cascjs. ja temos jdois termos da nova|oração: o sujeito (“sua voçaçã para os serviçcjs”) e o kgente da passiva (O jSudeste). passivàs com quatro verbòs[“0 livro devia ter sido lido por 1 : * i I"■ mim» • .. Sabermos o sujeito desta oraçãb é fundamental] pois o verbo terá de com ele. Podemos. então. Para esta questão. situáções em que se notam três verbos. [ ■ I Há casos em qúe na voz ativa só temos um verbo: “Eu li o livro”.concordar.objetó direto. objeto direto presjente na oração de voz ativa.Prova 11 .1 As passivas decorrentes surgirão com trêsvérbos: “Livros têm sido lidos por mim” j . m | . sempre. j: ' • | Há. agora. será o sujeito da ordção que queremos fazer surgir. afirmar que na voz passiva [haverá um verbo a mais do qu | e havia na voz afciva e que o verbo principal jde uma locução verbal passiva surgirá. Deste modo. Nestes casos. a voz ativa surge com doi^ verbos: “Eu tenho lido livros. em particípio. navoz ativa: “Eu devija ter lido o livro” ’ M 1 Surgirão. I j : ! | Agora. observamos um fato interessante acerca das alterações verbais na!s conversões de vozes: . no caso .indicado peía expressão “suajvocação para os serviços”. daremos cur­ so à correspondência entre os termos oracícínais comoimostramos a sèguií: Termo da voz ativa Sujeito Objeto direto passa a Termo da voz passiva Agente da passiva Sujeito * O conhecimento das Correspondências entp os termos sintáticos das ora­ ções de vozes ativa e passiva implica saber que a expressão “O Sudeste]’. í Ao convertermos uma oração de voz ativa para voz passiva. sendo seu complemento . a vozatjiva surgiu com dois verbos: “O Sudeste está descortinando sua vocação para os serviços. sujeito da voz ativa. em que se pede apènas a forma verbal passiva. \j Na questão que estamos estudando. ainda.

na opção (D). ainda mais. que o sujei­ to da locução verbal estará representado por ‘ sua vocação pára os serviços”. como os congestionamentos em São Paulo e a violência.r i u v g j v»»v/*iiv« * i ws~ A passiva correspondente terá. (D) Enfrentar sérias questões fazendo parte dos custos indiretos da con­ centração econômica. clareza e correção» em: (A) Enfrentando sérias questões que faz parte dos custos indiretos da concentração econômica. a violência parece não ter limites. A Região Sudeste deve confirmar sua nova vocação. que parece não ter limites. Sabemos. Estamos. Há várias questões a serem enfrentadas como custos indiretos da concen­ tração econômica. xiõ particípio. já sabe­ mos que o verbo principal ~ o què coiitém á mensagem fundamentai da ora­ ção . então. e a violência pare­ cendo sem limites. como São Paulo sofrendo com os congestionamentos e a violência sem limites. 14. São Paulo sofre com os congestionamentos. (C) Para confirmar sua nova vocação. São Paulo sofre com os congestionamen­ tos. ná voz passiva. é a Região Sudeste que deve confirmar sua nova vocação? (E) Como enfrentar sérias qúèstões fazendo parte dos custos indiretos da concentração econômica. (B) São Paulo. assim.surge. como São Paulo que sofre com os congestio­ namentos e a violência parecendo não ter limites. atentando para a devida concordância com o sujeito da oração: “Sua vocação para os serviços está sendo descortinada pelo Sudeste ” À resposta está. tais como enfrentar sérias questões que faz parte dos custos in­ diretos da concentração econômica. Dédo Sana 234 . e a Região Sudeste deve confir­ mar sua nova vocação. que sofre com os congestionamentos. em condições de proceder à conversão. Por outro lado. A violência parece não ter limites. a Região Sudeste deve confirmar sua nova vocação. deste modo. a Região Sudeste deve confirmar sua nova voca­ ção. a Règião Südesté deve enfrentar sérias questões. três verbos. custos indiretos da concentração econômica. As frases acima aríiculam-se em um único período» com lógica.

erros ortográficos e outros. uma vez que a exigência de que tenhamos um texto com lógica.i ecnico Judiciário/1 Kfc-bP/2006 Esta questão é idêntica à de número 8 desta prova. Deste modo. Isto porque. vejamos cada uma das alternativas: (A) O texto apresenta-se com deslize de concordância verbal que o inva­ lida logo no início da leitura^ Observemos que o sujeito da forma ver­ bal" faz” é indicado pelo pronome relativo “que”. Apesar de ser um pouco maior do que a sua antecessora. ser gramaticalmente correto. Ainda assim. sua leitura não consegue informar-nos coi­ sa alguma. (C) Não há qualquer deslize gramatical neste texto. (D) Este é um exemplo de que um texto. a resolução desta questão exige do candidato muito bom sen­ so e quase nenhuma gramática. confuso e ilógico quanto o do item precedente. re~ vela-se caótica. mostra-se bastan­ te simples. que. deveria ter surgido em 3“ pessoa do plu­ ral. apesar de ser uma questão longa. er­ ros de regência. Como vimos. seu imediato anteces sor. estão muito claramente desprovidas de qualquer lógica informativa. claro e com informações dispostas còm lógica. necessitando apenas do tempo necessário para que se leia cada opção e se promova seu descarte ou não. que se revela. não há er­ ros neste texto. além do mais. então. ter sido grafado “fazem”. O mesmo verbo "fa­ zer”. excetuando-se deslizes de pontuação muito claros. agora no fim do período. (E) O comentário pertinente a esta alternativa é o de que o seu texto é tão. para ser de boa qualidade.rrova ri . o que implica obrigatória flexão em 3“pessoa do plural para o aludido verbo. não ne­ cessita. (B) O mesmo erro de concordância surgiu neste texto. não há qualquer sentido na mensagem. Além disso. Esta é a resposta da questão. má acentuação gráfica. por má ordenação de seus componentes. que'deveria. ou mais. clareza e correção não tem agasalho em alternativas que não opõem qual: quer dificuldade a que se note este fato. vale dizer. apenas. Ocorre que este pronome é representante semântico do substantivo “questões”. pela razão comentada antèriormente. 235 Português . tais como de concordância. não apresen­ tar os tradicionais deslizes gramaticais. tal a faita de lógica com que se apresentaram suas diversas informações. sua resolução é extremamen­ te rápida. No entanto.

não apenas em de­ fesa de interesses próprios. p. mas o instrumento supremo da sobrevivência humana e de sua evolução. Foi ela que permi20 tiu aos homens. de petidonar ou de representar aos poderes públicos.Provas Comentadas da FCC As questões de números 15 a 20 baseiam-se no texto apresentado abaixo Durante os períodos eleitorais. cada vez mais. pois. a educação é apresentada como prioridade nos diferentes pro~ 25 gramas de candidatos a cargos executivos e legislativos. o 5 conceito de cidadania. executar ou fazer cumprir as leis. Julho de 2006) 15. (B) determinados princípios democráticos a que todos devem submeterse. por exemplo. A ideia central do texto consiste na discussão de: (A) normas legais. Em verdade. uma elaborada adaptação ao meio am­ biente. 7. é assunto de interesse público. no Estado Democrático 10 de Direito. em defesa do interesse comum. Por sua reconhecida importância estratégica para a vida das pessoas e do País. No entanto. como é conveniente que os cidadãos tenham pelo menos 15 boas noções de processo legislativo. que compete aos cidadãos. mas dos de toda a sociedade. especialmente em relação ao exercício do direito do voto. A educação. (C) como os candidatos a cargos executivos e legislativos devem partici­ par efetivamente da ordem democrática. para saber como e quando devem nele intervir. porque sempre foi não apenas a ferramenta essencial da construção da cultura e da civilização. é mais que o mero exercício do direito do voto. o direito de apresentar projetos de lei diretamente às casas legislativas. como programa básico de dife­ rentes candidatos a cargos eletivos. Vê-se. a cidadania exige. muito se fala do voto como expressão do exercício de cidadania. Foi e continua sendo o grande dife­ rencial na história evolutiva da humanidade. além disso. Dèclo Sena 236 . A cidadania compreende. CPP. ao longo de incontáveis eras. (Adaptado de Cláudio Fonseca» Jornal dos Professores. o conceito de cidadania não se es­ gota no direito de eleger e de ser eleito para compor os órgãos estatais in­ cumbidos de elaborar. Ao contrário. que os cidadãos participem nos negócios públicos . (E) uma educação pública de qualidade.elegendo ou sendo eleitos como representantes do povo principalmente interrándo no processo de elaboração e na fiscalização das leis. (D) um conceito mais amplo de cidadania e das condições para exercê-la de uma forma eficaz e participativa. como um dos fundamentos da República. especialmente nos períodos eleitorais.

temos de ter conhecimento do processo legisla­ tivo. a fim de podermos apresen­ tar projetos de lei. Apontamos. ao exercício do direito do voto. o tema "educação” dkverá estar. 237 Português . à necessidade que temos de. E. conhecermos o. argumenta o texto que a educação é o grande diferencial de um povo.: ]. o direito de também podermos legislar. está. Do que lemos. prioritariamente. Mas isto sem o atfelamento à éducaçacj pública de qualidade. autor do texto dispõe-se a argumentar que. Apesar.e deve . diferentemente do senso comum que temos acerca do conceito de cidadania. Assim. como programa básico. Nas demais alternativas. istp sim. ou sejã. poder­ mos representar os poderes públicos.processo eleitoral. É cerjto. o cidadãjo brasileiro que desconhece seus direitos jde cidadania relacionados com o processo |eleitorâl. encontramos: I (A) Afirmativa' incorreta.direi­ tos que teróos e qiie. de diferentes candi­ datos a cargos eletivos. não seria esta inter ção a ideiajcentral. por inferência.do texto. apresentarem em suas plataformas políticas a questão ediicacional como prioritária. E. nos projetos de candidatos a quaisquer cargos do Executivo e do Legislativo. em geral. peticionar ou. costumeiramente. jjiele não se observa. como ideia central. O destinatário . Muito mais do que jnos mostrar que devemos sutjmeter-nos à preceitos legais. (E) Afirmativd incorreta. para exercermos nosso direito de cjdadania. dada a suã relevância para nossos destinok. j (C) Afirmativa incorreta. o texto preocupa-se em mostrar-nos . qu4. mesmo. Sendó assim. Faz-se alusão. então. e isto fica claro no texto. sobretudo.de o texío preocupar-se com o tema da educação.ser exercitada por meio de atividades diferentes da de sirriplesmente atribuir mandatos a nossos representantes. inclusive. o. esta prerrogativa de cada um de nos pode . exicutar ou fazer cumprir as leis” (primeiro parágrafo). além de simplesmente ele­ germos nossos representantes. | (B) Afirmativa incorreta. para exercermos os diversos direitos que nos qabem. o verbo “submeter-se” nã| o tem encaixe lógicó. o de tanibém podermos Iapresentar projetos de lei às nossas mesas legislativas.às mesas legiálativasj.Prova 11 . a .Técnico Judicíário/TRE-SP/2006 A partir do período “No entanto. o item (D) como resposta. hão exercemos. I Entre outros meios de expressarmos nossa cidadania. assim raciocinar. Faz-se menção. ao fato de os candidato^. é certo. a didática: textual encaminha-se em direçãjo a este cidadão e não aos candidatos acárgos executivos e legislativos. Não há no texto menção às normas legais relatjvas. em especial. especialmente. o conceito de cidadania não se esgota nb direito de elegir e de ser eleito para compor os órgãos estatais incumbidcs de elaborar.do texto é. Em texto no qualja tônica é a questão dos direitcjs que têm osj cidadãos no processo legislativo.presença da educa­ ção pública de qualidade. ainc^a que pudéssemos.

O grande destaque que mereceu a questão edu­ cacional no texto em nenhum momento deixou-nos perceber que a hu­ manidade só evoluiu a par tir da definição e da aceitação de um conceito comum de educação. além disso. A partir desta compreensão. uma vez que as va­ riáveis culturais dos povos criam fatores educacionais distintos.16. Pode ser comprovada nas passagens textuais: “Ao contrário.incorreta. mas o instrumento supre­ mo da sobrevivência humana e de sua evolução”. o direito de apresen­ tar projetos de lei diretamente às casas'legislativas. A escolha dos candidatos a cargos públicos. II. “a educação é assunto de interesse público. é mais que o mero exercício do direito do voto". A evolução da humanidade só foi coroada de êxito a partir da defi­ nição e da aceitação de ura conceito comum dé educação. Considerando-se o contexto. II. de peticionar ou de representar aos poderes públicos” (segundo parágrafo). Considere as afirmativas abaixo: I. III. Vamos proceder à análise de cada uma das afirmativas da questão: I. porque sempre foi não apenas a ferramenta essen­ cial da construção da cultura e da civilização. Afirmativa incorreta. deve valorizar aqueles que não se preo­ cupam prioritariamente com a educação pública. o conceito de cidadania. esta correto o que se afirma SOMENTE em: (A) (B) (C) (D) (E) I. Segundo o autor dó texto. H eIII. O conceito de cidadania engloba participação ativa nos negócios pú­ blicos e ultrapassa o simples ato de votar nos dias de eleição. III. como um dos fundamentos da República. Afirmativa correta. é óbvio que não devemos valorizar os candi­ datos que não se preocupem prioritariamente còm a educação pública. especialmente os que envolvem função legislativa. II. (primeiro parágrafo) e “ A cidadania compreende. Afirmativa. Falar-se da educação como conceito fundamentai para todos os povos é algo distinto de supor-se a existência de um con­ ceito comum de educação para toda a humanidade. Décio Sena 238 . III. (terceiro parágrafo). í e II.

Ao contrário. (B) do conceito de cidadania. (C) do mero exercido do direito do voto. executar ou fazer cumprir as leis. além disso.U/uuiciano/ 1 Kt-bP/2006 17. No entanto.* (E) da expressão âa vontade geral Observemos o texto. além disso .. Como podemos notar. em seu valor anafórico: “Durante os períodos eleitorais. (B) conquanto seja reconhecida importância estratégica para a vida das pessoas e do País. no contesto. (último parágrafo) Iniciando-se o período acima por A educação é apresentada como prio­ ridade o segmento grifado terá o mesmo sentido original. o direito de apresentar projetos de lei . é mais que o mero exercício do direito do voto”.. de peticionar ou de representar aos pode­ res públicos.(m íciodo 2 ° parágrafo) A expressão pronominal grifada acima evita a repetição. (D) para que fosse reconhecida importância estratégica p ara a vida das pessoas e do País . 18. A cidadania compreende. para entendermos a referência feita pelo pronome de­ monstrativo "isso’*. (C) embora seja reconhecida importância esti’atégica p ara a vida das pessoas e do País . o conceito de cidadania não se esgota no direito de eleger e de ser eleito para compor os órgãos estatais incumbi­ dos de elaborar. muito se fala do voto como expressão do exercício de cidadania. como outras palavras... (D) do respeito aos princípios democráticos . (E) Caso seja reconhecida importância estmtégjrCapara a vida das pesso­ as e do País. 23 9 Português . A cidadania compreende. como um dos fundamentos da República. por meio do pronome demonstrativo promove-se a remissão a “mero exercício do direito do voto” O pronome é elemento do processo coesivo do texto. o conceito de cidadania. Por sua reconhecida importância estratégica para a vida das pessoas e da País . do segmento: (A) dos períodos eleitorais.nwvo i i — IC U IM V . o direito de apresentar projetos de lei diretamente às casas legislativas. era: (A) devido à sua reconhecida importância estratégica p ara a vida das pessoas e do País. a educação ê apresentada com op ríorid ad e .

(2 oparágrafo) O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o do grifado acima está na frase (A) . 19..que os cidadãos participem nos negócios públicos». em busca daquela na qual surja um.... Nas demais alternativas.que permitiu aos homens .que os cidadãos tenham pelo menos boas noções de processo legislativo..às quais todos se submetem. no presente do subjuntivo: (A) “..... (E) A conjunção subordinativa “Caso” introduz nexo semântico de condição.às quais todos se submetem ... os verbos constantes nas diversas alternativas da questão.... ” . encontraremos. Em “que os cidadãos participem nos negócios públicos” o verbo sublinhado está flexionado na 3a pessoa do plural do presente do subjuntivo. tanto quanto “conquanto”.como e quando devem nele intervir. a educação é apresentada como prioridade ..” o segmento textual sublinhado introduz nexo semântico causai A mesma relação significativa será obtida com o emprego da locução prepositiva “devido a” Assim.. Analisemos.... . (D) A locução conjuntiva “para que” introduz valor semântico indicativo de finalidade... cada vez mais . igualmente. o tex­ to “Devido à sua reconhecida importância estratégica para a vida das pes­ soas e do País.. intro­ duz valor semântico concessivo.. uma elaborada adapta­ ção ao meio ambiente.” expressa exa­ tamente a mesma ideia anteriormente veiculada.e continua sendo o grande diferencial na história evolutiva d a humanidade. (B) A conjunção subordinativa “conquanto” introduz valor semântico concessivo.. a educação é apresentada como prioridade. agora.. (D) .. (B) .o verbo “submeter” está empregado em presente do indicativo.Provas Comentadas da FCC Em “Por sua reconhecida importância estratégica para a vida das pessoas e do Pais. (C) . (E) . Décio Sena 240 ... (C) A conjunção subordinativa “embora”.

o verbo “ter” surgiu em presente ido subjuntivo. no infinitivo.temos. executar ou cumprir as leis como se deve. Como sabemos.. f .nesta alternativa.. estatais de eleger ie de ser eleito para compô-ias. cujo verbo alixiliar (“dévem”) está no:pre sente do indjicativo e o principal (“intervir”). e de ser eleito aos Órgãos que se incumbiu de elaborar. incumbidos de elaborar. é a reprodução das ideias de um texto lançando-se mão de outros vocábulos.... Esta é a respos-j tadaquestãb. no entanto. j | (E) “ .paráfrase do frag­ mento dado. íno entanto.. j | j I .. (B) O conceito k e cidadania restringe-se aoj direito de votar. executai* ou|fiscalizar o cumprimento das leis. o sentido origi­ nai do segmento transcrito acima é: (A) Entretanto.'0 verbo ‘"permitir” está empre-j gado no pretérito perfeito do indicativo. em outras palavras.. (B) “ .. í A frase que reproduz corretamente. (D) “ . o conceito de ddadania deve esgotar-se nãó no direito dos jórgãos. ” . o emprego de lòcução verbal em que o verboi principal (“continua”) está no presente do indicativo e o verbo auxiliarj (“ser”). abrange mais do que o direito dé vo­ tar e de faz^r parté dos órgãos dos Estado aos qúais compete criar.como e qftando devem nele intervin.que os cidadãos tenham pelo menos boas noções de processo legislatiA vo. uma elaborada adaptação ao meio ambiente.nesta alternativa temos o emprego dejlocução verbal. executar ou fazer cumprir as leis. 241 | Português . ou Iseja. ao direito de ele­ ger e de ser eleito para ser incumbido não só de elaborar. em órgãos estataijs. porém.Prova j11 -Técnico Judiáário/TR£-SP/20 Q 6. no gerúndio. como no conceito dè cidadania.e contmuli sendo-o grande diferencial na história evolutiva da huma-j nidade” .. = (E) O conceito de cidadania. I j 20. o conceito de cidadania não se esgota no direito de elegere de ser eleito para cpmpor os órgãos estatais incumbidos de elaborarex ecu ­ tar ou fa z er cumprir as leis . (C) w .. paráfrase é areíescrítura de um texto. No entanto. (D) Cidadania é um conceito que sè limita.. ele se esgota no direito de eleger e de ser eleito para os órgãósj do Estado que vão elabòrar. | (C) No entantoj porém. executar ou fazer cumprir as leis.. j j . executar as ieis ou fazer que secumpra. f .que pern\ithi aos homens>cada vez criais. I ^ ^ Temos no enunciado a sòlicitação para que enbontremos a. agora.

em outras palavras. Mais uma alternativa que não pode ser resposta para a questão. de suas relações significativas no confronto com outro. sem dúvid. deveria ter sido empregado na 3a pessoa do plural (“incumbiram1 3 ). (E) Desta vez temos um texto rigorosamente correto do ponto de vista gra­ matical e tradutor fiel das mensagens do fragmento original. O emprego duplicado de articuladores que expressam a mesma natureza semânti­ ca implica redundância viciosa. para que a paráfrase esteja correta.a. (A) Está ocorrendo erro de concordância verbal no último verbo do tex­ to. procederemos ao descarte de algumas alternativas por notar­ mos que contêm erros gramaticais. Décio Sena 242 . o verbo “cumprir”. o senti­ do original do segmento transcrito”. são. tem como sujeito o substantivo flexionado no plural “leis”. Desta vez. que não haja deslizes de natureza gramatical no texto que estamos construindo. (B) Outro equívoco de concordância verbal ocorreu neste texto. (D) Não há equívocos de natureza gramatical neste texto. Tal fato invalida esta alternativa como resposta. Deste modo. o reconhe­ cimento das falhas gramaticais que geralmente ocorrem torna mais rápida a resolução da questão. que estrutura oração de voz passiva pronominal. A oposição se estabelece a partir do emprego da forma verbal “limita”. já que. As conjunções “No entanto” e “porém” postas em seqüência no início do texto. contrária ao conceito de “não se esgota”. além de confusa. priorizando as questões de natureza gramatical. representante semântico de "órgãos". incidindo sobre a forma verbal “incumbiu” que. É como está no enunciado: “frase que reproduz corretamente. de valor semântico adversativo. por ter como sujeito o pronome relativo “que”. inicialmente. ambas. re­ quisita tempo maior do candidato. exis­ tente no fragmento que serve de base para a paráfrase. (C) Agora notamos emprego vocabular indevido. Em questões desta natureza.. oposta à original. Esta é a resposta da questão. Este fato provoca o emprego da forma verbal obrigatoriamente na 3a pessoa do plural (“cumpram). que está no enunciado da questão. No entanto. Vejamos cada uma das alternativas da questão.É imprescindível. por redundância semân­ tica.Esta alter­ nativa também não pode ser resposta da questão. Havendo deslizes já poderemos ir elimi­ nando as alternativas que os contêm. o questionamento acerca do sen­ tido de um texto. Com efeito. a mensagem que expressa é.

mais ágeis. e revitalizaram antigas. necessitando de uma infra-es­ trutura muito menor que a das vias férreas ~ demonstraram uma flexibi25 lidade que o trem não tinha como acompanhar. p. 20-22. Mas pontos de vista como esse foram vencidos pela fascinação exercida pelo trem de ferro e pela fé em seu po­ der de transformar a realidade. para os trabalha­ dores mobilizados nas construções. as ferrovias surgiam como o meio quase mágico que permitiria transpor enormes distâncias com ra­ pidez e grande capacidade de carga. Representaram uma experiência indelével. io De um ponto de vista econômico. elas impuseram um novo ritmo de vida. quando se colocou o desafio da efetiva integração econômica dõ país como parte do processo de expansão do mercado inter­ no.22 de fevereiro de 2005) 243 Português . Mas a verdade é que. No Brasil. além de outras defi­ ciências estruturais. A parür dos anos 30.U JUUiUdílO/ I RE-Jt^/iUUQ As questões de números 21 a 30 baseiam-se no texto apresentado abaixo Na primeira metade do século XIX. atravessando qualquer tipo de ter­ reno. nos quais as estações se destacavam como “cate­ drais” da ciência e da técnica. Isso não significa que as ferrovias não tenham desempenhado um importante papel econômico no país. Como a economia depen­ dia da agroexportação. Mas as estradas de ferro não podem ser analisadas apenas median30 te critérios estritamente econômicos. onde a era ferroviária se iniciou em 1854. o triunfo das rodovias no Brasil teria sido is obtido graças a um complõ que envolveria governos e grandes empresas petrolíferas e automobilísticas. o setor ferroviário nacional nunca chegou a formar uma autêntica rede cobrindo todo o território.'U Í O I 1 — i B U II1 . hoje. não seria propriamente incorre­ to dizer que a experiência ferroviária no Brasil não passou de um rela­ tivo fracasso ~ que se traduziria. marcado pelos horários dos trens. algumas vozes 05 apontaram o descompasso que tenderia a se verificar entre as modestas dimensões da economia nacional e os grandes investimentos requeridos para as construções ferroviárias. o problema-consistia simplesmente em ligar as 20 regiões produtoras aos portos marítimos. ao contrário do ocorrido em outros países de grandes dimensões. Folha (Sinapse). as ferrovias criaram no­ vas cidades. e reorganiza35 ram espaços urbanos. De acor­ do com supostas explicações. no predomínio das rodovias. frequentemente dramática. No Brasil. como Porto Velho. (Adaptado áe Paulo Roberto Cimó Queiroz. ôs transportes rodoviários . Elas foram fundamentais no período dominado pela agroexportação e continuaram a ser importantes no contesto da industrialização acelerada. Objeto de fascínio.

o autor.0 autor do texto (A) apoia as opiniões contrárias à construção ide ferrovias pèlo alto cus­ to dos investimentos necessários. quando o desafio da integração nacional re­ almente começou a existir. seu autor faz um sumário da história do transporte ferrovi­ ário no mundo e no Brasil. (B) defende. o autor ata alguns méri­ tos sociais (imposição de novo ritmo de vida. Décio Sena 244 . No inído do texto. reorganização do espaço urbano) e econômicos (revitalização de cidades e criação de outras) pertinentes às ferro­ vias. a partir de informações objetivas. (E) conclui. Apesar de informar que as ferrovias continuam a ser importantes no processo da industrialização acelerada. o autor chega a dizer que. Não ocorre esta defesa no texto. (D) aponta fatos históricos referentes à utilização de ferrovias. Em nenhum momento o autor endossa as opiniões contrárias à construção de ferrovias. que a partir de 1930. Vejamos as demais alternativas: (A) Afirmativa incorreta.Provas Comentadas da FCC 2 1 . as rodovias. em outra informação de nature­ za histórica. acabaram por impor-se como o meio de deslocamento que mais se expandiu em nosso pais. a utilização de trens no transporte das atuais safras. o sistema rodoviário atenderia melhor às nossas necessidades. Seu relato é isento quanto à sua possível predileção por uma ou outra forma de transporte. com argumentos consistentes. por serem mais ágeis e exigirem menor infraestrutura. (C) considera. (B) Afirmativa incorreta. Em certo ponto. em nenhum momento do texto. Diz-nos. Em seu último parágrafo. a seguir. Por tudo isso. a resposta da questão está na opção (D). que elas permanecem ainda hoje como meio de transporte mais favorável em todo o Pais. tendo em vista a falta de produtos a serem transportados. que a opção por rodovias no Brasil não trouxe os benefícios que acompanharam a expansão da rede ferroviária. por ser o único meio capaz de vencer com certa facilidade as enormes distâncias no Brasil. (C) Afirmativa incorreta. afirma que elas continuam como o meio de transporte mais favorável em todo o País. por ser mais ágil e de menor custo. analisan­ do aspectos econômico-sociais positivos e negativos desse meio de transporte no Brasil. embora aponte algumas desvantagens das ferrovias no Brasil.

bem cojmo maior agilidade no trãns-| porte das mercadorias. aos inves­ tidores estrahgeirosí É de se supor. (E) refletiam a importância da modernização dos meios de transporte | em meio a um acentuado processo de industrialização. O texto informa-nos que o transporte ferroviário não logrou o pxito qúe dele se poderia esperar e que ò transporte rodo­ viário acabotí por sei* mais importante dojque o primeiro.distânpias não seriam obstáculos para as ferrovias. houve o predomíniodas rodovias no Brasil porque: (A) exigiam menor infraestrutura para suá construção e manutenção. uma vez que em seus países o sistema* ferroviário tem im-j portância capital.sistema ferroviário . o nosso pais era essencialmente agrário. Na verdade.guando comparado ao necessário para o. que é a res. 22.Prova ijj .mais ágeis. para tornar possível o j escoamento cia produção agrícola. (B) havia enormes distâncias a serem percorridas. . 245 S Português . em razão das carac. Atribuir ao sistema] ferroviário o rótulo de “trans porte de menor importância” nunca ocorreu. As longas . (D) Afirmativa ibcorreta.em que o autor diz que "A partir dos anos 30. j. (D) houve desinteresse de grupos econômicos estrangeiros em inveistir enormes quantias hum meio de transporte de menor importância. | além de facilitar a integração econômicá do País. | Nas demais alternativas^ temos: ! (B) Afirmativa ibcorreta. j I I * A resposta para esta quèstão está ná passagem .j posta da questão!.demonstraram uma flexibilidade que o trem não tinha como acompa­ nhar” (grifos nossos). necessitando de uma infraestrutura muito menor que a das vias férre­ as .j cesso de expansão do mercado interno.Técnico Judiriário/TRE-SP/2Ò06 (E) Afirmativa incorreta. quando se cólo. quandp as rodovias impuseram-se às| ferrovias. jO que as favoreceu foi o baiko nível de investimentos ne­ cessários .j terísticas regionais de produção industrial. Isto está reproduzido lia alternativa (A). De acordo com o texto. (C) inexistia um! mercado interno favorável no País. segundo o texto. que tivessem ponto de vistaj oposto a estè.já comentada na questão J anterior .para a construção dé rodovias. inclusiye. ostrànsportes rodoviários .j cou o desafio dajefetrva integração econômica do país como parte do pro. j (C) Afirmativa ibcorreta.

a partir do horário rígido das chegadas e partidas dos trens. encontraremos: (A) Afirmativa incorreta. mesmo considerando os problemas decorrentes da exigência de horários rí­ gidos nas estações. no último parágrafo. a centros urbanos mais afastados. de as­ pectos negativos» exceto pela breve passagem de não se poder julgar o sistema ferroviário a partir. uma vez que impu­ seram um novo ritmo de vida. por falta de mão-de-obra capacitada e qualificada. Fazem-se comentá­ rios. Nas demais alternativas. (D) aspectos econômicos da opção pelo transporte ferroviário. disponível para esse tipo de trabalho.veja-se o exemplo de Porto Velho . a um sistema de transporte que pouco benefício trouxe aos brasileiros. do texto. bem como de terem criado cidades . na opção (E). Não há menção. na época. No último parágrafo do texto o autor menciona o fato de as ferrovias. apenas. (A) aspectos negativos da exagerada importância atribuída. a des­ peito de não terem conseguido alcançar o sucesso que delas se esperava» te­ rem sido introdutoras de novos hábitos em nosso País. como ins­ trumento de progresso. tendo era vista as cidades abrangidas pór suas linhas. mas sim ao de exigir menor nível de investíméhtos para sua implantação. sim. (B) Afirmativa incorreta.(E) Afirmativa incorreta. 2 3 . no texto. Décio Sena 24 6 .e revitalizado outras. além de permitir lima agilidade e flexibilização que o sistema rodoviário não pode apresentar.0 último parágrafo do texto salienta. à questão de mão de obra especializada para construção de ferrovias. A resposta da questão está. bem como ao custo de investimento maior destas em relação àquelas. O predomínio do sistema rodoviário deveu-se não ao fato de ser mais moderno. (C) as exigências de conhecimento técnico específico para a construção de ferrovias. (B) as dificuldades inerentes à construção de ferrovias. por isso. Não se fala. relativos à necessidade de as ferrovias exigirem infraestrutura maior do que a das rodovias. da expectativa econômica não aten­ dida: houve aspectos positivos que estão citados na alternativa resposta. (E) a transformação sodaí provocada pela chegada dos trens.

pela afirmativa de que não se deve julgar o sistema ferroviário brasileiro apenas pelo critério econômico. na época. 24. De acordo com supos­ tas explicações. (C) ter sido esse tipo de transporte o preferido por grandes grupos eco­ nômicos. interessados em obter lucros cada vez maiores no País. também não há menção a ci­ dades que seriam abrangidas por suas linhas. O último parágrafo do texto não menciona qual­ quer aspecto econômico resultante da opção pelo transporte ferroviá­ rio. (A) não haver. no texto. (D) estarem os portos marítimos afastados dos locais de produção. (B) não ter sido criada uma malha mais extensa de transporte. hoje. o triunfo das rodovias no Brasil teria sido obtido graças a um complô que envolveria governos e grandes empresas petrolíferas e au­ tomobilísticas. É áe se imaginar que a constru­ ção de ferrovias exija conhecimento técnico específico» mas não se faz menção a este fato. exceto» como já comentamos. Mais uma vez a Banca Examinadora elaborou al­ ternativa que não tem suporte no texto. não seria propriamente incorreto di­ zer que a experiência ferroviária no Brasil não passou de um relativo fra­ casso . Mas a verdade é que. (D) Afirmativa incorreta. centros urbanos desenvolvidos e capacitados a consumir a produção interna. exi­ gindo altos custos de transporte para a exportação agrícola.rrova n . levada pelós trens a todas as regiões do País. fragmentos do segundo pa­ rágrafo do texto: “De um ponto de vista econômico. Uma das justificativas apresentadas no texto para o relativo fracasso das ferrovias brasileiras está no fato de. mas somente ao fato de as ferrovias terem revitalizado algumas cidades e criado outras. Para respondermos a esta questão. tendo em vista maior abertura do mercado extemo. no predomínio das rodovias. (E) ser necessário o aumento da produção agrícola. ao contrário do ocorrido em outros países de grandes dimensões.que se traduziria. vamos reler. pois as ferrovias buscavam apenas o escoamento de produtos agrícolas para a exportação. além de outras deficiências estruturais. o setor ferroviário nacional nunca chegou a formar uma autêntica rede co­ 247 Português .i ecntco JUdiciârio/TRE-SP/2006 (C) Afirmativa incorreta. Além disso.

Como a economia dependia da agro exportação. Como já esclarecemos. distâncias que separam os portos marítimos dos locais de produção. conseqüência e condição. em conformidade com o texto lido. qualquer menção à questão de o mercado externo estar mais ou menos receptivo. no texto. O suposto compiô envolvendo. Como podemos ler.” (D) Afirmativa incorreta. Décio Sena 248 . portanto. temos: (A) Afirmativa incorreta* Como acabamos de ler. no texto. Este descarte fica evidencia­ do quando iniciamos a leitura do período final do parágrafo: “Mas a verdade é que.. o relativo fracasso que se atribui ao sistema ferroviário brasileiro resulta. não fomos capazes levar os trens a todas as regiões do País. A respos­ ta está na alternativa (B). (E) Afirmativa incorreta. (final do 2 o parágrafo) As duas afirmativas do período acima transcrito denotam relação de: (A) (B) (C) (D) (E) conclusão e ressalva. Nas demais alternativas. Não se mencionam. o problema consistia simplesmente em ligar as regiões produtoras aos portos marítimos”. de nunca termos criado uma verdadei­ ra malha ferroviária.Provas Comentadas da FCC brindo todo o território. a explicação dada pelo ar­ ticulista para o “relativo fracasso” está vinculada à questão da inexis­ tência de uma autêntica rede ferroviária. causa e conseqüência? finalidade e conclusão. as regiões produtoras agrícolas com os portos marítimos. apenas.interesses da in­ dústria automobilística é descartado pelo autor como fator da não dis­ seminação da malha ferroviária entre nós. Não há. o problem a consistia sim­ plesmente em ligar as regiões produtoras aos portos marítimos . 25. de ele jamais ter che­ gado a cobrir o território brasileiro.. (C) Afirmativa incorreta. Como a economia dependia da agroexportação. limitando-nos a criar linhas que punham em contato. condição e finalidade.

”. j (C) ao contrário do ocorrido em outros países de grandes dimensões . cj lugar pelo produto (tomei um champanha) [substituiu-se o lugar [que jseria da região de Champagne] pelo produto]. No caso da presente passagem. Como se estivesse parafraseando o texto original. A substituição de “algumas vozes” por “certo nú-l mero de pessoas” é válida. “Uma vez que a economia dependia. ■ ! j (E) a ser importantes também no contexto k a industrialização acelerada = necessárias para|dar início ^indnsteikUzaçâo. quando obsèrvamos a metonímia existenj te na passagem original.ou­ tros países extensos colocaram-se contra a ideia.. tod0 (avistei. •í i ! ■ j 2 6 . i (B) pela f é em sèu p od èr de transformar à realidade ~ á crença que con­ segue superjar os problemas existentes.”? "Visto que a eco­ nomia dependiai”.. que sieria a embarcação]. (D) De acordo\ com supostas explicações = Segundo argumentosj procedentes.. de modo que se tróque. igualmente válida é a substituição de “apontaj ram o descompasso” por “mostrou a fált|i de ajustamento”..”.Técnico judiriário/TRE-SP/2006 Observamos queja afirmativa inicial “Como a economia dependia da agroexportação” é caúsa do que se diz na sequêncik “o problema consistia em li­ gar as regiões produtoras aos portos marítimòs.. Vejamos cada uma das alternaüvas da questão: | i ■ ■\ f (A) Alternativa) correta. Entendemos por metonímia a figura literária que icdnsiste em designar-se alguma coisa citando-se algo que caracteriza dutra. a causa pelo efeito (gostaria que você lesse meu trabàlhojl [substituiu-jse a caúsa pelo efeito. ao longe. às velas que viriam sàlvar-me) [substituiu-se a parite pelo todo..Prova 1 1 .” A conjunção “Còmo” poderia perfeitamentejser substituída por outras de valor igualmente causai: “Já que a economia dependia. a parte pelo.0 segmento que aparece reescrito com o mesmo sentido original é: (A) algumas vozes apontaram o descompasso = certo número de pessoas mostrou a falia de ajustamento. Este é um modejlo de questão muito empregádo nas provas elaboradasjpeia Fundação Carlos Chagas. que sferia o livro]. por exemplo. 249 Português . Na verdade. "Porque a econo­ mia dependia. pretende-se perceber a capacidade de o candidato bntender a mensagem origiriál e ter condições de extemá-j la com outros vocábulos. ter-se-á substituído o efeito (“algumas vozes”) pela causa (“certo número de pessoas”).

introduzi­ da por pronome. em outra. Em o setor ferroviário nacional nunca chegou a formar uma autêntica rede cobrindo todo o território” o verbo sublinhado estrutura uma oração reduzida de gerúndio incumbida de adjetivar o substantivo “rede”. nem a de “no contexto da industrialização acele­ rada” por “para dar início à industrialização” 27. As informações são completamente diferentes: em uma delas. Não se pode aceitar a equiparação de “poder de transformar a realidade” com “consegue superar os problemas exis­ tentes”: as formas verbais “transformar” e “superar” (verbos principais de locuções verbais) têm valores semânticos rigorosamente distintos.. (E) de que cobria. diz-se que os países ficaram contrários a algo. Décio Sena 250 .(B) Alternativa incorreta. fato gramatical incompatível com a função sujeito. Este fato invalida as alternativas (C). (D) em que cobria. (B) que cobrisse. (D) e (E). (C) à qual icobria. ó que faria resúítar “. (E) Afirmativa incorreta. uma vez que os pronomes rela­ tivos nelas constantes estão preposicionados. também não procede a substituição de “á realidade” por "os problemas existentes”. A alternativa (A) não tem encaixe lógico no texto.. (D) Alternativa incorreta. O desdobramento da oração reduzidá apontará unicamente còmo respos­ ta a alternativa (B). (2o parágrafo) A forma verbal correta. Não é possível aceitar-se que a expressão “supos­ tas explicações” se equipare a “argumentos procedentes”. diz-se que algo ocorreu ao contrário do ocorrido em ou­ tros paises e.o setor ferroviário nacional nunca chegou a formar unia autentica rede que cobrisse tódõ d território”.. Observemos que o pronome relativo que surge de modo obrigatório no des­ dobramento desempenha papel sintático de sujeito do verbo “cobrir”. que também são coisas absolutamente diferentes. (C) Alternativa incorreta. Não se admite a substituição de “a ser importan­ tes” por “necessárias”. . correspondente à grifada acima q«e. é: (A) de onde cobria..o setor ferroviário nacional nunca chegou a form ar uma autêntica rede cobrindo todo o território. mantém o sentidò original.

o futuro do pretérito “permitiria” está reportan­ do algo que. (E) ação habitual. (D) situação hipotética em relação a um fato no passado. Representaram Unia experiência indelével... no contexto. frequentemente dramática. p ara os trabalhadores.mais âgeis3 necessitando de uma infraestrutura muito menor que a das vias férreas ~ (mais ágeis. observado do passado. I. condicionada a um fato futuro. no texto. (C) certeza futura na realização de um fato. O emprego da forma verbal grifada acima denota. A resposta estã. 29.. Com as alterações. (C) I e II.. (D) II e III» somente.. necessitando de uma infraestrutura muito menor que a das vias férreas) III. somente. (A) ímalidade de uma ação presente. somente.. no predomínio das rodovias .frequentemente dramá­ tica . na alternativa (D). (E) I. . Observe a alteráçãò dos sinais de pontuação nos segmentos transcritos abaixo..para os trabalhadores. em que se lê situação hi­ potética em relação a um fato no passado. que se traduziria} hoje . representaria uma possibilidade de vir a ocorrer.. que se traduziria hoje no predomínio das rodovias. somente.. mantém-se o sentido original em (A) I.. II..nuvu I ( - i ecntco JUQICianO/I K t-b P /20U & 28. II e III. Observemos que. então. no passado. .como o meio quase mágico que perm itiria transpor enormes distâncias . Vejamos cada uma das alterações de pontuação impostas nas passagens selecionadas do texto. (B) ação anterior a outra. (B) III. Representaram uma experiência indelével . com respeito às possível mudanças dos seus senti­ dos originais: 251 Português ..

3 0 . apenas. sem nenhuma mudança no sentido do texto. subordinada adverbial comparativa. tal como está no texto da referida alternativa. seu derivado “propor” será igualmente conjugado. (C) Ultimamente propuseram-se novos investimentos destinados a re­ cuperar as estradas de ferro brasileiras. A supressão das vírgulas em nada alterou a mensagem original da passagem.uma. e que o pu­ nham em relevo estilístico. o que não implicou qualquer alteração semântica para o fragmento original Não houve. (B) Altos custos de construção e manutenção das ferrovias interviram como agravantes para seu abandono no Pais. No lugar dos travessões citados. suprimiram-se os travessões que isolavam um aposto. foi empregado um par de pa­ rênteses. (D) Empresas interessadas no desenvolvimento dos transportes provi-* ram recursos para a construção de rodovias. então. por sua vez. no mesmo tempo/modo e número/pessoa. em seguida. Assim. Décio Sena 252 . com verbo im­ plícito. As outras formas verbais da alternativa. Sabemos que este verbo. reduzida de gerúndio. expandiu-se por meio de duas orações . a de se promover a supressão das vírgulas que originalmente isolavam o adjunto adverbial. o que manteve o isolamento anteriormente promovido pelos travessões. II. (E) Vários investidores revíeram seus projetos para a área de transpor­ tes. quais sejam “destinados” e “recuperar” nenhuma dificuldade apresentam ao candidato. as ferrovias não satisfazeram plenamente as necessi­ dades de transporte no Brasil. III. que.certamente a maior dificuldade da alternativa . O verbo “propor1 " . nenhuma modificação nos sentidos textuais. Está correto o emprego das formas verbais empregadas na alternativa (C). na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo assume a forma “puse­ ram”.é conju­ gado tendo como modelo o verbo “pôr”. substituídas por um par de travessões. Tais vírgulas foram. e outra.0 verbo corretamente flexionado está na frase: (À) Em sua época. o texto apresentou uma expressão intercalada por meio de vírgulas. Desta vez.Provas Comentadas da FCC L A mudança provocada foi. em “propuseram”. direcionando-os para outros setores da economia. Inicialmente.

no verbo “rever”. o verbo “prover”.INo pretérito mais-que-pèrfei-J to do indicativo será conjugado desta forxna: provera. por ser denvado de “fazer” deveria ter sido grafado na 3apes­ soa do plurají do pretérito perfeito do indicativo. o verbo “prover” teik a mesma conjugação apresentada pelo verbo “ver”. as ferrovias não . dos quais representam o párticípio e o infinitivo. proteste. Nos demais tempos/modos. .ípro-j vêsseis. proveram. direcionando^os parà outros setores da ecqnomia? .está incòrieta a forma do verbo “satisfa­ zer1 ’. “prover”. podemos perceber que a. o parti*j cípio apresentará aíforma provido. no entanto. proverdes. conjuga-se èm “viram”. proveram. coáio tal. deveria ter surgido. Finalmente.está incorreta a forma do verbo. prpver. uma vez que perjtencemi ã verbosregulares.iNo futuro do subjuntivo. na formá “intervieram”. | r Vejamos. pretérito imper-j feito do subjjuntivoi futuro dosubjuntivbe particípio. [ (D) “ Empresas interessadas no desenvolvimento dos transportesprovirain re­ cursos para a construção de rodovias? . No pretérito imperfeito do subjünti-| vo assumirá as formas provesse. respectivamente. pro^eraj provêramos* provêreís. ©este modo. derivado de“ver”.está incorreta a forf ma do verbp “rever”. de cuja conjugação. provermos.satisfazéram plenamente as necessida­ des de transporte no Brasil ” . que.Prova 11 ~ Técnico judiciário/TRE-SP/2006 . Nestes teniposj o verbo “próver5 5difere do verbo “ver” pòr trocar avogal “i” que se se­ gue ao radical pela vogal “e”. provesse. à forma “reviram”. Deste modo. em sua conjugação de 3apessoa do plural dri pretérito perfeito do indicati­ vo. derivádo de “vir” e que. 1 i 253 Português . . “satisfizeram” (B) “ Altos custos l d e construção e manutençàoldasfenovias interviram como! agravantespfira seulabandono no País? -( está incorreta a forma doíver-j bo “intervirT. pretérito perfeito do indicativo . agora. proveras. será conjugado em proverj proveres. provessem. bs erros das demaisalternativ fas: (A) "Em sita época. no prétéri-j to perfeito do indicativo terá a conjugaçãb que se segue: provi. se afasta em! cinco tempos. o que dá ensejo.' proveu.a partir da 2apessoa do! singular pretéritp mais-que-perfeito do indicativo. derivado de “ver” que. na 3a pessoa plural do prej térito perfeito do indicativo. provestes. provêssemos. provesses.3apessoá do plural do pretérito perfeito requisitada ka frase desta alternativa faría surgir a forma “proveram” (E) “Vários investidoresirevieram seusprojetJspara a área de transportes. proyemos. proverem.

Mas por que arte brasileira? Os outros povos acaso não batem papo? [. a ponto de permitir que.As questões de números 31 a 38 baseiam-se no texto apresentado abaixo A arte brasileira da conversa não é defádl aprendizado. sem intuito de convencer ninguém. no desenrolar da con­ versa. nem de provar que se tem razão. — Presidencialista. interrompendo animadíssima conversa: — Posso dar minha opinião? Todos se calaram para ouvi-lo. erigido numã das mais requintadas instituições nacionais. no melhor de sua argumentação sobre energia atômica.„] 5 Falo precisamente no bate-papo. — Pois eu sou parlamentarista. Os que nela se envolvem devem estar sempre prontos a reconhecer. muito sério: Qual é o assunto? (Fernando Sabino* Deixa o Alfredo falar! Record: Rio de Janeiro. a discussão não passa de «ma motivação. de súbito ninguém mais saiba o que se está discutindo. E ele. ainda que gratuita. Além disso a discussão. como a de saber qual é o melhor. essa é a distância: que separa a ciência da arte. Mais ardente praticante do que estes. Corcel ou Opala. [. Como em toda arte.. no íntimo. Os temas devem ser de uma apaixonante gratuidade. des­ de que os que o defendem fizessem o mesmo. hábil em conduzir o papo. p. só mesmo o que um dia se intro­ meteu na nossa roda. A menos que ocorra ao discutidor o recurso daquele outro. exige antes de mais nada uma verdadeira vocação.] Este não devle ter finalidade alguma. mas uin fim ém si mesmo. soube que estava discutindo com um professor de física nuclear: Você ê presidencialista ou parlamentarista? — perguntou então. Como toda arte.E essa vocação se aprimora ao longo do caminho que vai da inocência à experiência. 15 que poderiam muito bem passar a defender o ponto de vista oposto.2S-31) 30 Décio Sena 254 . que teve de se calar quando. 1976. senão a de matar o tempo da melhor maneira possível. Caetano ou Chico.. Se não me engano. Tolstoi ou Dostoievski. É coisa de latino em geral e de brasileiro em 10 particular: fazer da conversa não um meio. E recomeçaram a discutir. pode exaurir o papo dian20 te de uma impossível opção. No papo bem batido.

31. De acordo com o texto, ser hábil em conduzir o papo consiste em: (A) dar preferência a determinados temas que não possibilitem acordo nas innndáveis discussões; (B) encaminhar discussões com especialistas em assuntos que exigem um conhecimento mais profundo; (C) assumir um ponto de vista que seja, preferencialmente, próximo ao que o outro também defende; (D) introduzir rapidamente novos elementos na conversa, como solução imediata para um possível impasse; (E) conduzir a conversa a uma situação de escolha entre posições anta­ gônicas, a fim de expor sua própria opinião. À passagem do texto em que Fernando Sabino empregou a expressão “ser hábil em conduzir o papo” é aquela em que o personagem, vendo-se em si­ tuação de tanta inferioridade no tocante ao conhecimento do assunto que o impedia de continuar a discussão, rapidamente desvencilhou-se daquele tema, trazendo à baila, por meio de uma pergunta, outra questão - a dos re­ gimes presidencialista e parlamentarista que possibilitaria a continuida­ de da conversa. Foi, então, hábil em mudar de assunto, em solucionar a di­ ficuldade por que provavelmente passaria, no curso da conversa relativa ao assunto anterior. A resposta está na alternativa (D). Nas demais alternativas, temos: (A) Afirmativa incorreta. Apesar de os temas que não possibilitam acordo se­ rem propícios para que se debata muito, a intenção maior de quem exerce o bate-papo, segundo a visão folclórica de Fernando Sabino, expressa no tex­ to, é simplesmente conversar, sem que haja a intenção de alguém impor-se pela sua argumentação. Ou seja, não se está em busca de um acordo, mas sim usufruindo~se da agradável prática do bate-papo desinteressado. (B) Afirmativa incorreta. Como já salientamos, o texto valoriza o bate-pa­ po que não tem compromisso com qualquer necessidade de conheci­ mento aprofundado sobre o que quer que seja. (C) Afirmativa incorreta. De preferência, para que se instale o bate-papo nos moldes em que Fernando Sabino relatou, as opiniões devem ser dis­ cordantes. Não para que alguém tente impor seu ponto de vista, insisti­ mos, mas simplesmente para que a conversa flua por mais tempo. (E) Afirmativa incorreta. A intenção em escolherem-se temas que criem posições antagônicas não tem por fim permitir que o conversador hábil possa expor a sua própria opinião. Isto porque o que ele mais deseja, de verdade, é conversar. Caso seja necessário, ele assumirá um lado ou ou­ tro das posições antagônicas, para que a conversa se prolongue.
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Provas Comentadas da FCC

32. Conclui-se corretamente do texto que o verdadeiro espírito da arte d a conversa está em: (A) passar algum tempo discorrendo calmamente sobre qualquer assun­ to, sem outra finalidade prática; (B) chegar a conclusões comuns a todos os participantes, por meio de longas discussões sobre algum tema; (C) calar-se diante de outros participantes, ao perceber que seus conhe­ cimentos a respeito do assunto são insuficientes; (D) defender seu ponto de vista, especialmente diante de um possível im­ passe, no caso de envolver escolhas pessoais; (E) sustentar a discussão, ainda que alguns interlocutores desconheçam o assunto a ser tratado. Vamos proceder à leitura do texto que se segue, retirado do terceiro parágrafo: "Mas por que arte brasileira? Os outros povos acaso não batem papo? [...] Este não deve ter finalidade alguma, senão a de matar o tempo da melhor maneira possível” A partir desta informação, bem como do teor global do texto, vemos que a resposta da questão está na alternativa (A), quando se afirma que o verda­ deiro espírito da arte da conversa está em passar algum tempo discorrendo calmamente sobre qualquer assunto, sem outra finalidade prática. Nas demais alternativas, temos: (B) Afirmativa incorreta. Como já vimos, a verdadeira arte da conversa prescinde da obrigatoriedade de chegar-se a uma conclusão acerca de qualquer assunto. (C) Afirmativa incorreta. O verdadeiro conversador, ao perceber que está em posição de muita desvantagem quanto aos conhecimentos neces­ sários para manter uma conversação, rapidamente trocará de assunto, conduzindo a conversa para uma área em que se sinta mais à vontade e, por conseqüência, a conversa dure mais tempo. (D) Afirmativa incorreta. O interesse daquele que domina a arte da conver­ sa é, simplesmente, o de mantê-la fluindo. Diante de um possível im­ passe, ele fará com que a conversa tome outro rumo. (E) Afirmativa incorreta. Como o interesse maior de quem domina a arte da conversa é, apenas, o de conversar, não há interesse em sustentar dis­ cussões em torno de assuntos acerca dos quais os demais participantes não tenham informações que propiciem a manutenção da conversa.

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Prova 11 - Técnico Judiciário/TRE-SP/2006

33. A frase do texto que pode ser interpretada como uma síntese do que o au­ tor afirma no 4°jparágrafo é: ! (A) Mas por quétarte bmsileirat; ; I. (B) É coisa de latino em geral e de brasileiro em particular; (C) — Você é presidencialista ou parlamentarista?; (D) Todos se calaram para ouvi-lo; j (E) — Qual é o àssunió? |. Procedamos à leitura dó quarto parágrafo, paira, em seguida, podermospresponder à presente questão: j “No papo bem bqtido, a discussão não passa âe uma motivação, sem intuito de convencer niúguém, hem âe provar que sentem razão. Os que nela sé en­ volvem devem eètar sempre prontos a reconhecei; no íntimo, que poderiam muito bem passar a defendero ponto âe vistal oposto, âesâe que os que o de­ fendem fizessemlo mesmo. Os temas devem ser âe uma apaixonante grqtui-i daâe, aponto de\permitir que, no desenrolar da conversa, âe súbito ninguéml mais saiba o qu ise está ldiscutinâo. {...]” = Do que se lê, entíende-sè que, na visãò do autor, ò bate-pápo é algo agradável! pelo simples prazer de sèr posto em prática. Não há intenções de persuadir-se; ninguém, de mostrar-se'grande conhecimento acerca de úm determinado as-j sunto, de criarem-se polêmicas. Ao‘conversador nato interessa, apenas, con-j versar* Sobre qualquer assunto, com pessoas que, como ele, também gostem! de conversar e, por isso,íque tanto quanto ele, jestejam dispostos a gastarem d tempo falando sobre coisas de que não necessariamente conhecem, têm in-j teresse ou predileção. Qualquer tema, contanto que seja propício à conversaj serve. A resposta está, então, na alternativa (£), em que se mostra a predispo-j sição para convejrsar-se,|a partir da simples frjise “Qual é o assunto?” j 34. A justificativa apresentada pelo autor para considerar como arte o hábitai brasileiro da conversa está no fato de quê, jàara ele, a conversa: j (A) constitui troca forinal de ideias, no senjtido de esclarecer desentendi] raentos poi meió de discussões a respeito de temas variados; j (B) decorre como um simples bate-papo:, cpm a única intenção dosparj ticipantes de passarem o tempo de fôrma agradável; (C) possibilita jesclarecimentos de opiniões entre vários participantes dè um grupo, jdispostos a debater qualquér tema; | (D) se torna palavreado sem utilidade prática, que não apresenta concluf sões plausíveis e convincentes aos participantes; j (E) desenvolve; pontos de vista necessariamente opostos, embora não se perca a coerência que deve permear toda a discussão. i ;
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A resposta desta questão tem de ser a que contenha afirmativa que enfatize a característica de certas conversas peculiares aos latinos e aòs brasileiros em particular, nas quais não há propósito algum que não seja apenas o de fazer passar o tempo, na visão de Fernando Sabino. A resposta convenien­ te está na alternativa (B). Nás demais alternativas, encontramos: (A) Afirmativa incorreta. Náo há formalismo na arte brasileira da conversa. (C) Afirmativa incorreta. Não há intenção de. esclarecèr-se nada na arte brasileira da conversa. . , (D) Afirmativa incorreta. Não há interesse em chegar-se a conclusões na arte brasileira da conversa. (E) Afirmativa incorreta. Não há necessidade de que a coerência permeie toda a conversação na arte brasileira da conversa. 35,... desde que os que os defendem fizessem o mesmo. (4o parágrafo) O segmento grifado acima evita corretamente a repetição, consideran­ do-se o contexto, do segmento: (À) provassem estar com a razão; (B) soubessem o que se está discutindo; (C) passassem a defender o ponto de vista oposto; (0 ) se motivassem com as discussões; (E) aprimorassem uma verdadeira vocação. A leitura de um fragmento do quarto parágrafo possibilitará respondermos mais rapidamente à questão: “No papo bem batido, a discussão não passa de uma motivação, sem intuito de convencer ninguém, nem de provar que se tem razão. Os que nela se en­ volvem devem estar sempre prontos a reconhecer, no íntimo, que poderiam muito bem passar a defender o ponto de vista oposto, desde que os que o de­ fendem fizessem o mesmo? Do que lemos, percebemos que “fizessem o mesmo”, na passagem, estabe­ lece que as outras pessoas envolvidas na conversação também se predispu­ sessem a defender o ponto de vista oposto. A resposta surge, com clareza, na alternativa (C).

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... 0 que se está discutindo, (final do 4oparágrafo) A forma verbal de sentido idêntico ao da frase transcrita aciraa, conside­ rando-se o contexto, é: (A) se discutirá; (B) é para discutir; (C) vão ser discutidos; (D) está sendo discutido; (£) deverá serdiscutindo. Temos em “...o que se está discutindo” uma oração subordinada adjetiva restritiva, que se inicia com o pronome relativo “que”. O vocábulo “o”, an­ tecessor do pronome relativo, é um pronome demonstrativo. Para facilitar a compreensão do que faremos a seguir, utilizaremos» em lugar do prono­ me demonstrativo citado o vocábulo “aquilo”, outro pronome demonstrati­ vo. Desta forma, assim teremos o texto: “...aquilo que se está discutindo.” Este artifício facilitou-nos a percepção de ser o pronome relativo “que” o su­ jeito da forma verbal “discutindo”, uma vez que, efetuada a substituição do relativo pelo vocábulo que é por ele representado, teremos: “...aquilo] [aquilo se está discutindo.”] Estamos, assim, diante de uma oração subordinada adjetiva restritiva como já havíamos estabelecido - estruturada em voz passiva pronominal O vocábulo “se” que dela faz parte denomina-se pronome apassivador (ou partícula apassivadora). Podemos atestar isto procedendo à sua grafia em voz passiva analítica, que fará resultar: “...aquilo] [aquilo está sendo discutido.”] Desté modo, provamos que a forma verbal "...está discutindo”, de voz pas­ siva pronominal, encontra correspondência de sentido na estrutura de voz passiva analítica “está sendo discutido”.

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Português

provas Comentadas da FCC

37, A concordância está em desacordo com a norma culta na frase: (A) Os bate-papos devem ser reconhecidos como uma das mais requinta­ das instituições nacionais; (B) Existe pessoas que desenvolvem verdadeira habilidade na arte de sustentarem bons papos; (C) Os brasileiros mostram-se astuciosos na arte da conversa, para a qual têm verdadeira vocação; (D) Discussões gratuitas podem não levar a nada, a não ser a situações de impasse entre os debatedores; (E) São vários os caminhos que levam ao cultivo da arte da conversa, tal como ocorre em qualquer atividade artística. Ocorre flagrante equívoco de concordância verbal no item (B). O sujeito do verbo “existir” está indicado pelo substantivo "pessoas” daí o emprego obrigatório do verbo flexionado em 3a pessoa do plural» restando assim a frase correta: "Existem pessoas que desenvolvem verdadeira habilidade na arte de sustentarem bons papos Apesar de bastante simples, o erro desta alternativa frequentemente é ex­ plorado pelas bancas examinadoras» uma vez que ocorre, também com fre­ quência, a confusão feita pelos candidatos com os regimes dos verbos "ha­ ver” (significando "existir”) e “existir”. Enquanto o primeiro verbo citado é impessoal, permanecendo obrigatoriamente no singular» o seu sinônimo ci­ tado em segundo lugar não tem esta característica, flexionando-se natural­ mente em concordância com seu sujeito. Caso houvesse sido empregado, no texto da alternativa resposta desta questão o verbo "haver”, o texto ficaria corretamente assim redigido: “Há pessoas que desenvolvem verdadeira ha­ bilidade na arte de sustentarem bons papos ” Vale, então, a lembrança: não devemos confundir o emprego impessoal do verbo "haver” (significando "existir”) com o próprio verbo "existir”! Nas demais alternativas, nada há de incorreto, como podemos observar: (A) "Os bate-papos devem ser reconhecidos como uma âas mais requintadas instituições nacionais3 , - concordância correta: o sujeito “bate-papos” (vocábulo composto formado por forma verbal somada a substantivo e, por isso, flexionado em número plural apenas no substantivo) conduziu a locução verbal “devem ser reconhecidos” para o plural; observem-se as flexões de gênero e número perfeitamente aplicadas no particípio verbal.

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Prova [ti — Técnico Judiciário/TRE-SP/2006!

(C) “Os brasileiros mostram-se astuciosos na arte da conversa, para a qualtêm verdadeira v o c a ç ã o - concordância correia: o sujeito “Os brasileiros;1 re­ meteu corretamente as formas verbais fmostram-se” e “têm” para a 3a pessoa do plural. Nà última forma, lembremos que à flexão de número plural está sendo indicado pelo acento circunflexo posto no verbo. : (D) "Discussões gratuitas podem não levaria pada, a não ser a situações de impasse entre os débatedores”. - concordância correta: mais uma vez um sujeito ém plural (“Discussões gratuitas”) impôs o verbo de que é sujeito, no caso a locução verbal "podem levar”, para a 3apessoa dojplural; como sabemos,:em locuções verbais,jas flexões de número e pessoa incidem sempre nos verbos auxiliares, |neste caso o verbo “poder”, ; I v ' ' ' í (E) “São vários às caminhos que levam ao ciâiivo da conversa, tal como ocor­ re em qualquer atividade a r tís tic a - cbncordância correta: o sujeito dei “São” está indicado pela expressão “os caminhos” Tal expressão surge, a seguir, representada pelo pronome relativo “que”, daí o emprego tam-| bém em 3Spessoa do.plural da forma verbal “levam5 ’. : | 38. Todos conhecem pessoas dispostas ...... umjbom bate-papo,......mesa dej um bar, tratando de temas que vão da previsão do tempo......sérias; dis-j cussões filosóficas. , : j ! As lacunas da frase acima estão corretamente preenchidas, respectiva*! mente, por: j (A) a - à - à; (B) à - à - a ; (C) a - à - a; (D) a - a - à; (E)à~a-a. | ! I

Preencheremos ja primeira lacuna apenas com a preposição “a”, exigidápekj adjetivo “dispostas”. Não há artigo definido Ta”, uma vez que após a laçuná surge a expressão masculina “um bom batejpapo” na qual ocorre, inclusií ve, o artigo indefinido “um”. . ! A segunda lacuna será preenchida com a contração da preposição "a* còm o artigo definido (a”, laljartigosurgeda presença da locução adverbial de lu] gar “à mesa de um barl, que tem como núcleo o vocábulo feminino “mesan i Como sabemos;, os adjuntos adverbiais forinados por palavras femininas^ j quando introduzidos pela preposição V*, recebem acento grave.

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|

Português

A terceira lacuna será preenchida, finalmente, com a preposição “a”, ape­ nas. Registremos qúe, em virtüdè dáé àltérnativás, temos dè empregar ape­ nas a preposição “a” em texto rio qualficaria mais adequado, por força de paralelismo, o uso da contração da preposição "a” com o artigo definido “as”. Assim grafado, o texto preservaria o paralelismo formado por "...vão da previsão do tempo às sérias discussões filosóficas” Como não nos foi oferecida esta alternativa, ficamosj, éntão, acenas cóm o úso da preposição, A ordem está colocada, então, em: a - à - a. Gabarito:

01) c
02) E 03) A 04) D 05) B 06) E 07) B 08) D 09) E 10) C

11 ) B 12) A 13) D 14) C 15) D 16) A 17) C IS) A 19) B 20) E

21) D 22) A 23) E 24) B 25) C 26) A 27) B 28) D 29) E 30) C

31) D 32) A 33) E 34) B 35) C 36) D 37) B 38) C

Décio Sena

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Prova 12

Analista JudidUurio/TRE-SP/2006
As questões de números I a 15 referem-se ao texto seguinte: Vocações Na época do vestibular» minha sobrinha resolveu optar pelo curso de Enfermagem. - Por que não Medicina? - foi à infalível pergunta de mui­ tos parentes e amigos. Moça paciente, explicou que não queria ser médica, queria ser enfermeira. Formou-se cora brilho, fez proveitoso e bem-sucedido estágio éhoje trabalha em um grande hospital de São Paulo. Mas ain­ da tem, vez ou outra, de explicar por que não preferiu ser médica. Muita gente não leva a sério essa tal de vocação. Ela levou. Poderia ter entrado, sim, no curso de Medicina: sua pontuação no vestibular dei­ xou isso claro. Mas alguma coisa dentro dela deve ter-lhe dito: serei uma ótima enfermeira. E assim foi. Confesso que a admiro por ter seguido essa voz interior que nos chama pa.ra este caminho, e não para aquele. Poucas pessoas têm tal discernimento quanto ao que efetivamente que­ rem ser. Em geral são desviadas dessa voz porque acabam cumprindo ex­ pectativas já prontas, mais convencionais. Calculam as vantagens, pecuniárias ou relativas ao status, fazem contas, avaliam “objetivamente” as opções e acabam decidindo pelo que parece ser o mais óbvio. Mas se es­ quecem, justamente, da mais óbvia pergunta: Serei feliz? É exatamen­ te isso o que eu quero? Da falta desse fecundo momento de interrogação saem os profissionais burocráticos, sonolentos em seu ofício, vagamente conformados, que passam a levar a vida, em vez de vivê-la. Em meu último encontro com a sobrinha pude ver que ela está feliz. Faz exatamente o que gosta, leva a sério uma das mais exigentes profis­ sões do mundo e se realiza a cada dia com ela. E vejam que atua numa es­ pecialidade das mais penosas: oncologia infantil. Desde seu estágio, envolveu-se com seus pequenos pacientes, por quem tem grande carinho. Tenho certeza de que eles encontram nela mais do que o apoio da profis­ sional competente? veem-na, certamente, como aquela irmã mais velha e indispensável nas horas difíceis.

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Provas Comentadas da FCC

Quando nossa vocação real é atendida, o trabalho não enfada, não 30 pesa como uma maldição. Cansativo que seja, sentimos que estamos no ofício que é nosso, que nos ocupamos com algo que nos diz respeito e que, em larga medida, nos define como sujeitos, Não é pouco; é quase tudo, É o que parece dizer o olhar franco, aberto e feliz dessa jovem enfermeira. Ela não trabalha "para” atingir algum objetivo, não trabalha ‘‘para” viver, 35 “para” ganhar a vida. Trabalhando, ela já “é” E isso não é invejável?
(Valentlno Rodrigues)

01 . Um dos entraves à realização plena de uma vocação está: (A) no enfado que costuma advir dos trabalhos desmotivados; (B) no convencionalismo que rege os critérios de escolha; (C) na importância que conferimos à nossa realização como sujeitos; (D) no descaso que demonstramos em relação às vantagens materiais; (E) no atendimento do que identificamos como nossa voz interior. Segundo o depoimento do autor do texto, tio da enfermeira, a felicidade desta resulta da escolha acertada da atividade profissional que iria desen­ volver. E sobre esta escolha, diz ele: “Mas alguma coisa dentro dela deve ter-lhe dito: serei uma ótima enfermeira.” No prosseguimento da narrativa, diz-nos que a moça deve ter ouvido uma voz interior, e não simplesmente analisado de modo objetivo quais carreiras são mais vantajosas do ponto de vista da remuneração ou, mesmo, do status. Para o autor do texto, as pessoas escolhem suas carreiras da segunda for­ ma citada. E, por isso, fazem escolhas que não são condizentes com suas vocações, escolhas convencionais, seguindo simplesmente critérios do que se considera, momentaneamente, uma carreira em que os profissionais são bem remunerados, disto resultando pessoas profissionalmente desmotiva­ das, com comportamentos burocráticos, enfadadas. Vejamos as demais alternativas da questão: (A) Afirmativa incorreta. Na verdade, esta alternativa traz-nos não o entra­ ve à realização plena de uma vocação, mas a descrição de como proce­ dem os profissionais que não fizeram escolhas acertadas, fundamenta­ das no compromisso com suas vocações. (C) Afirmativa incorreta. Caso assim procedêssemos, não haveria tantos profissionais que trabalham com enfado, sem interesse maior pelo traDécio Sena 264

Prova 12 - Anaíista J udiciário/TRE-SP/2006'

balho. Enteridámos:“nossa realização corno sujeitos” como a busca pelaj felicidade, e jnão por conquistas materiàis. j (D) Afirmativa incorreta. Um dos entraves* talvez o maior, para uma corre-1 ta escolha profissional, segundo o texto, é exatamente valorizarmos ex­ cessivamente a questão da remuneração pecuniária ou o prestígio que advirá de nossa atividade futura. (E) Afirmativa ibcorreta. O que se diz no texto é exatamente o oposto. 02. Atente para as seguintes afirmações: I. O caso da sobrinha do autor é um exera pio da falta desse fecundo momento dé interrogação; II. Depreende-se do texto que a negligência quanto à vocação autênti­ ca nasce do fato de que as pessoas passam a levar a vida, em vez de vivê-la; í III. No trabalho vocacionado, a preocupação com metas a serem alcan­ çadas dá lugar à plena realização da vivência cotidiana. Em relação ao texto, está correto SOMEN1JE o que se afirma em; (A) I; <B) II; (C) III; (D) I e II; (E) II e III. Vejamos cada uina das afirmativas que compõem a presente questão; Afirmativa incorreta. A sobrinha do autor, ao se formar em enferma* gem, acatou! os conselhos de sua voz interior, optando por carreira que do ponto dé vista de status, goza de menos prestígio junto à sociedade em geral. j : i t ' ' II. Afirmativa incorreta, O fato de as pessoas passarem a levar a vida, erri vez de vivê-la decorre, de acordo com o que lemos, de terem sido negli-j gentes na escolha de suas carreiras profissionais. j III. Afirmativa correta. Segundo o texto, para aqueles que optaram por tra balharem em áreas;profissionais em relação às quais se sentem vocacio nados, o trabalho é feito, ainda que comjcansaço, prazerosamente» sen. enfado, representando elemento motivador muito maior do que as me­ tas de produção.
265 Português

I.

03. Na frase Cansativo que seja, sentimos que estamos no ofício que é nosso, o sentido do segmento sublinhado eqüivale ao da expressão: (A) desde que estejamos cansados; (B) pelo fato de ser cansativo; (C) a menos que seja cansativo; (D) ainda que nos canse; (E) à medida em que seja cansativo. O fragmento textual sublinhado traz-nos informação que, do ponto de vis­ ta semântico, está em oposição ao que se afirma a seguir com "sentimos que estamos no ofício que é nosso’1 . Em verdade, observada a lógica das infor­ mações, seria um obstáculo, um empecilho a que nos sentíssemos em nosso ofício. Esta é a relação semântica introduzida pelo valor concessivo. Vejamos, agora, as alternativas da questão: (A) A locução conjuntiva “desde que” introduz nexo semântico condicional. (B) Observamos nexo semântico causai (ou explicativo) sendo introduzido por meio da expressão “pelo fato de”. (C) A locução conjuntiva M a menos que” faz surgir relação semântica de condição. (D) A locução “ainda que” introduz nexo semântico concessivo(E) A locução conjuntiva “à medida que” introduz nexo semântico de proporcionalidade. 04. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma frase ou expressão do texto em: (A) fo i a infalível pergunta (Io parágrafo) = foi o singular questionamento; (B) Poucas pessoas têm tal discernimento (2o parágrafo) = pouca gente deixa de assim deduzir; (C) Da fa lta desse fecundo momento de interrogação (2o parágrafo) - na ausência fecunda de tal perplexidade; (D) com algo qite nos diz respeito (4° parágrafo) - pela respeitabilidade que evoca; (E) Trabalhando, ela j á "ê” (4o parágrafo) ~ já realiza seu ser quando trabalha.

Décio Sena

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juuiuano/ l K b -b P / 2 0 0 5

Vejamos cada uma das alternativas da questão, em busca da que correta­ mente traduz fragmènto textual: (A) Alternativa incorreta. Não é possível aceitamos a substituição de “infa­ lível” (aquilo que não falha, algo que é inevitável) por “singular” (aqui­ lo que é único, excepcional). (B) Alternativa incorreta. Inicialmente, o texto afirma que poucas pesso­ as têm esta capacidade de percepção do fato, têm esta compreensão. Depois tai conceito foi substituído pelo de que pouca gente não conse­ gue inferir deste modo. São informações, obviamente, distintas. (C) Afirmativa incorreta- A expressão “fecundo momento de interroga­ ção”, que indica “da ausência de instante fértil de questionamento" foi substituída, de modo absolutamente incorreto por “ausência fecunda de tal perplexidade”. (D) Afirmativa incorreta. "Algo que nos diz respeito” não tem nenhuma aproximação semântica com “respeitabilidade que nos toca”. (E) Afirmativa correta. A forma verbal "é” foi empregada com valor se­ mântico que a encaixa, ontologicamente, na área semântica do “ser”. 05. As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase: (A) Se nenhum desses profissionais da saúde resolvesse optar pela oncologia infantil, de quem esperariam algum amparo os pequenos pacientes?; (B) Caso não se considere os impulsos da verdadeira vocação, não se sa­ tisfaz nem mesmo os pequenos prazeres, impedidos pela escolha infeliz; (C) Do fato de se envolverem efetivamente com seus pequenos pacien­ tes não resultam que os profissionais da enfermagem sejam menos objetivos; (D) O que define ou não os profissionais como sujeitos revelam-se já nos critérios de que se valem no momento de escolherem sua profissão; (E) Não falta, nessa crônica de um tio visivelmente orgulhoso, razões efetivas para que se rejubile com os caminhos que vem sendo trilha­ dos pela sobrinha. Analisemos cada uma das alternativas com respeito às concordâncias ver­ bais nelas existentes:
Português

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(B) Afirmativa incorreta. Primeiramente. Dédo Sena 268 . o sujeito da locução “vem sendo trilhados” é o pronome relativo “que”. sujeitos oracionais fazem com que os verbos se­ jam empregados na 3a pessoa do singular. que abre o texto. (D) Afirmativa incorreta. Cometeram-se dois erros de concordância ver­ bal. “considerar” e "satisfa­ zer”. estão em orações de voz passiva pronominal. indicamos o período corretamente redigido. O texto corrigido apontará: “Não faltam. (C) Afirmativa incorreta. A forma verbal “resolvesse” está concordando de modo correto com seu sujeito. impedidos pela escolha infeliz”. Para melhor compreensão. o que implica seu emprego na 3a pessoa do plural Em segundo lugar.Provas Comentadas da FCC (A) Afirmativa correta. Ocorre que este pronome é representante semântico do substantivo “cami­ nhos”. seu imediato antecessor. por “os pequenos prazeres”. a forma verbal relativa ao verbo “faltar” tem como sujeito a expressão “razões efetivas”. deslocado para o fim da oração. O sujeito da forma verbal “resultam” está indica­ do pela oração “que os profissionais da enfermagem sejam menos obje­ tivos” Como sabemos. o texto após a correção: “Do fato de se envolverem efetivamente com seus pe­ quenos pacientes não resulta que os profissionais da enfermagem sejam menos objetivos”. representado pela expressão “nenhum desses profissionais da saúde”. então. não se satisfazem nem mesmo os pequenos prazeres. Os dois verbos do texto. razões efetivas para que se rejubile com os caminhos que vêm sendo trilhados peia sobrinha”. com núcleo no pronome indefinido "ne­ nhum”. que concordou com seu sujeito. O sujeito de "revelam-se” é o pronome demons­ trativo “O”. indicado pela expressão "os pequenos pa­ cientes”. ficando assim a frase correta: “Caso nâo se conside­ rem os impulsos da verdadeira vocação. O sujeito do primei­ ro é indicado por “os impulsos da verdadeira vocação” è o do segundo. daí o obrigatório emprego da locução na 3a pessoa do plural. Deste modo. com suas orações indicadas: ["O fque define ou não os profissionais como sujeitos] revela-se já nos critérios] [de que se valem] [no momento de escolherem sua profissão”. Assim ficaria.] (E) Afirmativa incorreta. teriam de ser empregados na 3apessoa do plural. Igualmente correta está a concordância de “esperariam”. nessa crônica de um tio visivel­ mente orgulhoso.

a qual. é levada a sério. j I | j i As aspas estão níarcandb clichês lingüísticos] ou seja. o trabalho exercido pela enfermeira é a sua própria razão de existir e não precisa de ràzões para ser exercido.Transpondo-se pàra a voz passiva a frase le\\a a sén o uma das mais exi­ gentes projt$soes\ão muhdo. Item no seu trabalho muito mais do que a intenção de atingir um objetivo ou de simplesmente viyer. a forma verbal resultante será: (À) tem sido levado a sério. A pergunta. robotizadi). I 2 69 Português] .Analista judiáário/TRE-SP/2006 06. as frases “trabalha para atingir um objetivo”. | i Í. daqueles que não ouviram seu coração para! escolher a atividade profissiònal que iríam desenvolver. ou seja.. (C) são levadas á sério. frases que. (D) não tem finálidadedefinida.I Prova 12 . (E) será levada a sério. Deve-se enteuderj no contexto do último parágrafo. a expressão ‘uma das mais exigentes profissões do mundo” exerçe a função sintática de objeto direto. Rigorosamente. À forma verbal éjgrafadá tal como está na alternativa (D). O objeto direto da voz ativa transfotma-se. como já vimos. acabam perdendo suaf expressividade. em sujeito. (B) tem levado aj sério. oração. J (D) é levada a sério. 07.. De modo ge­ ral. {£) é valorizadoj como improvisação. (B) justifica-se em si mesmo. Uma das mais exigentes profissões do mundo. cobra-nos a relaçãaj deste emprego de frases: fei­ tas com o trabalho da sobrinha do articulista. que sé justifica por si mesmo. no jsntantò. à força de tanto serem repetidas. Deste modo. que as frases Ela não trabalha apara”\atlngiiralgum objetivo e não trabalha “ p ara” viver sus­ tentam a argumentação de que o sentido àoj trabalho da sobrinha: (A) prende-se a inúmeras finalidades. Airesposta está na alternativa (B). (C) é buscado sem muito critério. É algo que faz parte de kua existência. na voz passiva. “trabalha para viver’! re­ metem ao trabalho automatizado. teremos a oração: j. Em “leva a sério juma das mais exigentes profissões do mundo”. es­ truturada em voz ativa.

esteve próxima de seus pequenos pacientes. exigiria as preposições “por” ou “a”. 08. Após as devidas alterações citadas. não se prende a nenhuma delas. envolveu-se com seus pequenos pacientes. Teríamos. (E) vem assistindo .de cujos trata com carinho. por ser exercido com satisfação.de quem tem multa dedicação. por quem tem muita dedicação”. p or quem tem grande carinho. a quem teni dado miiitá atenção5 ’. (B) Alternativa incorreta. Outra menção absurda para aqueles que entende­ ram o texto. de ser bem conduzido. certamente.com os quais é muito carinhosa. o trabalho da persona­ gem servir a inúmeras finalidades. Desde seu estágio. o texto desta forma: "Desde seu estágio.• teríamos ó texto correto: “Desdeseu éstágio. Não há qualquer menção ao fato de haver improvisação no trabalho desempenhado pela enfermeira. (C) demonstra zelo a . por: (A) vem-se dedicando por . (D) tem tipo apego para . Estará formalmente correta a nova redação da frase acima. uma vez que. O trabalho da enfermeira dá os frutos que proce­ dem da alegria cora que ele é exercido. no entanto. com as suas respectivas sugestões de reescritura dos fragmentos textuais sublinhados: (A) Alternativa incorreta. A segunda. Tem finalidade definida previa­ mente. Vejamos as demais alternativas: (A) Afirmativa incorreta. Nò segundo. porque haveria necessidade de inserção de outra formaverbálCdár”). (C) Afirmativa incorreta. respectivamente. (E) Afirmativa incorreta. No priméirò caso. Nenhuma das substituições sugeridas poderia ser levada à efeito.a cujos dedica muito afeto. no caso de se substituírem os elementos sublinhados. porque aformà verbal “se dedican­ do” exigiria a preposição “a”. A primeira sugestão de reescritura é satisfatória. vem«sé dedicando a seus pequenos pacienteis.a quem tem muita atenção. Vejamos cada uma das alternativas1 . qual seja a de ser bem feito.(-■rovas L om eniauai u« r\~v. Décio Sena 270 . quando en­ tendemos o texto. tem nele mesmo sua ra­ zão maior. (B) esteve próxima de . então. A menção feita neste item é absurda. (D) Afirmativa incorreta. Apesar de.

“auxiliar”.teremos visto. A frase com os defeitos reparados restará: "Desde seu estágio. (D) Alternativa incorreta. Assim ficará o texto. (£) fizésisemos . como comentado. Deste modo. A segunda rees­ critura também é rigorosamente correta. pela preposição “a”. citado na alternativa anterior. na ordem dada. na pri­ meira sugestão de reescritura. (D) fizermos . a correlação de formas verbais tradutoras de futuro. tem tido apego a seus pequenos pacientes. nosso trabalho não é penoso: a cada momento vemos nele nossa realização. com os quais é muito carinhosa” que foi a sugerida pela Banca Examinadora ou “Desdê seu estágio vem assistindo a seus pe­ quenos pacientes. demonstra zelo por seus pequenos pacien­ tes.Analista Judiriário/TRE-SP/2006 (C) Alternativa incorreta. obriga­ toriamente antecederá substantivo.tínhamos visto. Na se­ gunda. o ver­ bo “assistir” por estar portando significado de “ajudar”. Manter-se-á correta a articulação entre os tempos verbais da frase acima caso se substituam os elementos sublinhados. Na segunda.veremos. aos quais dedica muito afeto”. o pronome relativo “cujos” não tém possibilidade de emprego no fragmento. 271 Português . com as devidas retificações: “Desde seu estágio. por: (A) fizermos .viramos. uma vez que se preservou. com os quais é muito carinhosa” que apresentaria o verbo “assistir” com regência transitiva indireta. A primeira sugestão de reescritura apresenta erro na escolha da preposição “a” que deve ser substituída por "por”. 09.era . (B) fizésisemos . uma vez que.será . assumir regência transitiva indireta. Relembremos que. (C) fazíam os-era-virm os. Se fazemos exatamente o que queremos.Prova 12 . Pode também. por ser pronome adjetivo relativo. está corretamente empregado com regência transitiva direta. em todas elas. com tal sentido. As substituições propostas estão corretas. dos quais trata com carinho”. (E) Alternativa correta. A preposição “para” deverá ser substituída. teríamos duas possibilidades de grafia: “Desde seu estágio vem assistindo seus peque­ nos pacientes. repetiuse o mau emprego do pronome relativo.fora . . na primeira reescritura.será . Vejamos cada uma das alternativas com as substituições propostas: (A) Alternativa correta.

Assim. mais uma irmã mais velha. (B) Caso as pessoas como costuma ocorrer. (C) Embora tenha optado por uma especialidade penosa. Os dois primeiro verbos estão corretamente re­ lacionados. que é a oncologia infantil.é absolutamente inadmissível para a terceira substituição.“fizéssemos” . o futuro do pretérito para o verbo "ver”.de futuro do subjuntivo . A frase estaria correta desta forma: “Se fizéssemos exatamen­ te o que queremos. não calculassem tanto as vantagens “exteriores” do trabalho. O emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo .Provas Comentadas da FCC (B) Alternativa incorreta. O emprego de “fizéssemos” (pretérito imperfeito do subjuntivo) demanda o correlato emprego do futuro do pretérito do indicativo para o verbo “ser” e. o autor. desde que se altere a forma “queremos” (de presente do in­ dicativo) para “queríamos” (pretérito imperfeito do indicativo). Assim teremos o texto com as correlações desejadas: “Se fazíamos exatamente o que queríamos. nosso trabalho não era penoso: a cada passo víamos nele nossa realização”. nosso trabalho não seria penoso: a cada momento veríamos nele nossa realização” (C) Alternativa incorreta.implicaria o emprego de “ser” e de “ver” em futuro do pretérito. teremos: “Se fizermos exa­ tamente o que queremos. do que simplesmente uma profissional da área. a sobrinha não manifesta. (E) Para os pequenos pacientes. por que esco­ lheu a Enfermagem quando poderia ter optado. segun­ do critérios mais justificáveis. nosso trabalho não será penoso: a cada mo­ mento veremos nele nossa realização”. Como se mostrou no item (B) desta questão: “Se fizéssemos exa­ tamente o que queremos. pela Medicina. pela última vez com sua sobrinha pôde constatar: que ela estava feliz. A opção pelo futuro . qualquer desprazer no que faz. (D) Alternativa incorreta. poderiam fazer opções. (D) Com muita frequência a sobrinha tem que justificar.perpassará o texto todo. (E) Alternativa incorreta. aquela jovem enfermeira. ainda. nosso trabalho não seria penoso: a cada mo­ mento veríamos nele nossa realização". parece de fato. A for­ ma “virmos” . 10. Dónn Çpna 272 . Está inteiramente correta a pontuação da seguinte frase: (A) Ao encontrar-se.“fizermos" é futuro do subjuntivo . de modo algum.

ainda.Analista Judiciário/TRE-SFV200€ Vejamos a pontkiação adotada em todas as alternativas da questão: j (À) Alternativajincorreta. A vírgula após á forma verbal “justificar”. Deste modo. A-oração jsubordinada adjetiva “que é á oncologia infantil” está corretámenté isòlada por um par de vírgulasl Optou-se. O texto estaria corretamente pontuado deste modo: “ Ao encontrar-sèQ o autor(.: caso se empregasse outra vírgula após o substantivo "vez”. Também não se sustenta a vírgula posf ta após o substantivo “opções”. O texto jestaria corretamente pontuado deste modoj.semânticía e não se promoveria a separajção do sintagma citado. por questões enfáticas. A vírgula apés o substantivo “trabalho” teni emprego obrigatório. poderl4m fazér opções segundo critérios mais justificáveis”. já que separam verbo' de complemento (objeto direto oracional. está incorretamente empregada: separa verbo de complemento (objeto dij reto representado por oração. sujeito de "pôde constatar”.ao adjunto adverbial “Com imuij ta frequência”. iniciada: pela conjunção suj bordinativá tempotai “quando”. Caberia. vírgula facultativa no início da oração subordinada adverbial em ordem direta. Corretamente pontuado. desta locução verbal. . Evitar-se-ia ámbiguidade. No ihício do texto. ter-sé-ik sinalizado a intercalação da oração “corno costuma ocorrer.) pelá última vez(}) com sua sobriiha pôde constatar que elajestaf va feliz” i' \ : (B) Alternativa! incorreta. que sepára adjunto adnominal ligado á seu núcleo por preposição. por colocar-se o adjunto adverbia “de modo sjlgum” entre vírgulas. As vírgulas que isolam o sintagma “o autor” podejriam ser mantidas. como najáltemativa (A) desta questão)! Igualmentej equivocada está a vírgula posta após “ter optado”.Prova 12 . no caso). (D) Aiternativaj incorreta. não calculassem tanto as vantagens do trabaj lho. como costuma ocorrer. o texto ficará assim: “Caso as pessoas!. então:-“Com muitá frequêríciaQ a sobrinha tem que justil 273 ! Português . pòder-se-Ia empregar vírgula após o substantivo “frequência”i caso se desejasse dar relevo estilístico . que proj moveu separação de verbo e complemeíito (objeto indireto). | (C) Alternativa] correta. A vírgula únicaposta após “costuma ocorrer” se| parou o sujleito “as pessoas” deseu verbjò “calculassem” Este equívoco deveria ter jsido reparado com à inserção de outra vírgula após o subs­ tantivo “pessoas". que não têm emprego obrigatório. ou seja. para que se sinalizé o término da oração subòrdijnada adverbial condicional que surgiu abrindo o texto. A primeira vírgula! marca o fim de oração suborí dinada advprbiai ántecipada. anteci} pada. Também estão incorretos os dois-pontos (postos após "pôde constatar”.

) envolveu-se com seus pequenos pacientes (I) / por quem tem grande carinho. (D) Agora. A única vírgula colocada após “fato” promoveu separação do verbo de ligação “parece” e o predicativo "uma irmã mais velha” Poderse-iam empregar vírgulas isolando o adjunto adverbial “simplesmen­ te”. então. encontramos relação semântica de conseqüência e causa. Considerando-se o contexto. então. que vêm a existir na relação entre os dois fragmentos. (B) Podemos notar que o fragmento II diz-nos a causa daquilo que ocor­ re em í: observa-se nexo semântico de conseqüência e causa.indicado pelo fragmento I .) aquela jovem enfermeira pareceQ de fatoQ mais uma irmã mais velha do queQ simplesmenteQ uma profissional da área.. (II).. 11.ficar por que escolheu a EnfermagemQ quando poderia ter optado pela Medicina”. (C) Em geral são desviadas dessa voz (I) /porque acabam cumprindo ex­ pectativas já prontas. (I) /Ela levou. (A) Podemos observar em II informação que contraria o que se dispôs em I.. a relação causa e conseqüência. temos a relação causa e conseqüência que queríamos.e conseqüência . presença de valores semânticos ádversativòs. (II). Observemos as relações semânticas existentes entre os fragmentos tex­ tuais pinçados do texto da prova. Podemos observar que. “Para os pequenos pacienites(... (II). relembremos. Estamos procurando o item em que se venha a observar nexo semântico de causa . (II). Estamos procurando. A primeira vírgula empregada é facultativa. (E) Alternativa incorreta.. (E) (. Mais uma vez. (II). (D) Da falta desse fecundo momento de interrogação (I) /saem os pro­ fissionais burocráticos. verifica-se uma relação de causa (I) e conse­ qüência (II) entre os seguintes segmentos: (A) Muita gente não leva a sério essa tal de vocação. Há. põe em destaque um adjunto adverbial A vírgula colocada após o substan­ tivo “enfermeira” separou o sujeito ‘ aquela jovem enfermeira” do verbo “parece”. Eis ó texto corretamen­ te pontuado.presente no fragmento II. caso se desejasse realçá-lo estiHsticamentè.. (C) Novamente observamos que o fragmento II informa-nos a causa do que ocorre em I. (B) Confesso que a admiro (I) /por ter seguido essa voz interior. em conseqüência de não haver o fecundo momento da in­ Décio Sena 274 ..

12. surgem os profissionais burocráticos. A oração de que o verbo citado faz parte está em voz passiva pronominal. ou seja. no fragmento II traz-nos informação de natureza explicativa acerca destes últimos. o verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma de plural nà frase: (A) Em geral não se ______ (desconfiar) das razões que levam à escolha de uma profissão. de­ nominado. torna-se obrigatório o emprego do verbo na 3a pessoa do singular. quando empregado na voz ativa.r<uvtt — r\ n au > i< s. Sendo este verbo de regência transitiva indireta e estando acompa­ nhado do pronome ‘‘se". a escolha profissional não é aleatória. Para preencher corretamente a lacuna. sendo o pronome citado identificado como índice de indeterminação do sujeito. tem regência tran­ sitiva direta. Vejamos o emprego das formas verbais em todas as lacunas da presente questão: (A) Emprego obrigatório do verbo “desconfiar” na 3a pessoa do singular. na escolha de uma profissão. ( 0 ) _____ (poder) haver. valorizam as vantagens pecuniárias de uma profissão. como o texto da prova nos informa. (B) Emprego obrigatório do verbo "ouvir” na 3a pessoa do plural. criou-se uma oração de sujeito indetermina­ do. na época do vestibular. Diz-se pronominal porque a estrutura de tais vozes passivas apresentam-se com o pronome "se”. partícula apassivadora (ou pronome apassivador. (C) Quando o que„____ (indicar) nossos caminhos são os apelos da voz interior. Verbos de regência transitiva direta ou transitiva direta e indireta. mas nenhuma delas é mais forte que a da voz interior. muitas razões para que se escolha uma profis­ são.) Diz-se voz passiva sintética porque representam uma maneira 275 Português . (E) Em I o autor relata uma atitude que sua sobrinha desenvolve junto a seus pacientes e. achando que não lhes_____ (bastar) ouvir os apelos da vocação. como afirmamos previamente. (B) Ê preciso que não s e ___ __ (ouvir). Ora. ^uuiuctMu/ í r^cor/^tuut> terrogação. (E) Muitas pessoas. nesses casos. quando acompanhados do pronome “se” estruturam orações de voz passiva pronominal (ou sintética). já que este verbo. estando o sujeito indeterminado com pronome “se”. representado por “quaisquer outras vozes”. concor­ dando com seu sujeito. quaisquer outras vozes que não sejam as da real vocação. tais profissio­ nais são resultantes de não terem tido seguido a “voz interior”. em seguida.

. caso se desejasse reálçá-lo estilisticamente. Poderse-iam empregar vírgulas isolando o adjunto adverbial “simplesmen­ te”.. Estamos procurando o item em que se venha a observar nexo semântico de causa . em conseqüência de não haver o fecundo momento da in~ Décio Sena 274 . Eis o texto corretamen­ te pontuado: "Para os pequenos pacientesQ aquela jovem enfermeira pareceQ de fatoQ mais uma irmã mais velha do queQ simplesmenteQ uma profissional da área. então. Considerando-se o contexto. (I) /Ela levou.. (II). relembremos. Observemos as relações semânticas existentes entre os fragmentos tex­ tuais pinçados do texto da prova. a relação causa e conseqüência. que vêm a existir na relação entre os dois fragmentos. (D) Da falta desse fecundo momento de interrogação (I) / saem os pro­ fissionais burocráticos. A vírgula colocada após o substan­ tivo “enfermeira” separou o sujeito “aquela jovem enfermeira” do verbo “parece”. 11. temos a relação causa e conseqüência que queríamos.presente no fragmento II.Provas Comentadas da FCC íicar por que escolheu a EnfermagemQ quando poderia ter optado pela Medicina” (E) Alternativa incorreta.e conseqüência . Em geral são desviadas dessa voz (I) / porque acabam cumprindo ex­ pectativas já prontas. então. (D) Agora.. Podemos observar que. (A) Podemos observar em II informação que contraria o que se dispôs em I.) envolveu-se com seus pequenos pacientes (I) / por quem tem grande carinho. (II). verifica-se uma relação de causa (I) e conse­ qüência (II) entre os seguintes segmentos: (A) Muita gente não leva a sério essa tal de vocação. Há. (C) Novamente observamos que o fragmento II informa-nos a causa do que ocorre em I. (B) Podemos notar que o fragmento II diz-nos a causa daquilo que ocor­ re em I: observa-se nexo semântico de conseqüência e causa.. (B) Confesso que a admiro (I) / por ter seguido essa voz interior. (C). encontramos relação semântica de conseqüência e causa. Mais uma vez. (II).. Estamos procurando.indicado pelo fragmento I .. presença de valores semânticos adversativos. (E) (. (II).. A primeira vírgula empregada é facultativa: põe em destaque um adjunto adverbial. (II). A única vírgula colocada após “fato” promoveu separação do verbo de ligação “parece” e o predicativo “uma irmã mais velha”.

“se” criou-se uma oração de sujeito indetermina­ do. mas nenhuma delas é mais forte iquè a da voz interior.: valorizam as vantagens pecuniárias de uma profissão. partícula apassivadora (ou pronome apassivador. A oração de que o verbo citado faz parte está em voz passiva pronominal. Vejamos o emprego das formas verbais em todas as lacunas da presente questão. na escolha de uma profissão.) Diz-jse voz passiva sintética porque representam uma maneira 275 P o rtuguês I !r . tais profissio­ nais são resultantes :de não terem tido seguido a "voz interior” como o texto da proya nos informa.. tem regência tran-j sitiva diretaí Verbos de regência transitiva direta ou transitiva direta e | indireta. (D) _____. já que este verbo. . o verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma de plural da frase: (Á) Em geral não se ____ (desconfiar) das razões que levam à escolha de uma profissão. Diz-se pronominal porque s estrutura dé tais vozes passivas apresentám-se com ò pronome “se”. j: (E) Em I o autor relata! uma atitude que sua:sobrinha desenvolve junto a seus pacientès e. j ? j. . a escolha profissional não é aleatória. 1 ^ ^ 12. concor­ dando com]seu sujeito. (B) Emprego obrigatório do verbo Touvir” ria 3a pessoa do plural. Para preencher cprretaraente a lacuna. Ora. quaisquer outras vozes que não sejam ais da real vocação. no fragmento II traz-nos informação de natureza explicativa acerca destes últimojs. de-j nominado. em seguida. estando o sujeito indeterminado com pronome “se”.Prova Í2 . (Á) Emprego obrigatório do verbo "desconfiar7 ’ na 3a pessoa do singular. estruturam orações de voz passiva pronominal (ou sintética). q[uando empregado ná voz ativa. (B) É preciso qiie não s e _____ (ouvir). Sendo este Verbo de regência transitiva indireta e estando acompa­ nhado do pronome. torna-se obrigatório o emprego dó % |erbo na 3a pessoa do singular. (E) Muitas pessoas. • i". surgem bs profissionais burocráticos. sendo o. (podfer) haver muitas razões para que se escolha uma profis­ são. besses casos.Analista Judlcíário/TRE-SP/2006 \ 1• terrogação.. na época do vestibulár. como afirmamos previamente. achando que não lhes j" (bastar) ouvir os apelos da vocação. pronome citado identificado como índice de indeterminação do sujeito. quando acompanhados do pronome “se”. ou seja. (C) Quando o que___ L_ (indicar) nossos caminhos são os apelos da voz interior. representado por “quaisquer outras vozes”.

con­ sequentemente. Desta forma. é. após a substituição do pronome relativo pelo demonstrativo que representa. na voz pas­ siva analítica. A oração de que faz parte. Décio Sena 276 . (D) Emprego obrigatório do verbo sublinhado na 3a pessoa do singular. sem nenhuma dúvida. Fazendo-se a substituição. Sendo este pronome demonstrativo. como mostramos: "E preci­ so que. para a 3a pessoa do singular.sintetizada de se escrever em voz passiva uma oração que. a segunda oração. não havendo sujeito.] [a escolha profissional não é aleatória. na escolha de uma profissão. posto no início da se­ gunda oração. representante se­ mântico do pronome demonstrativo “o” que o antecede. é impessoal. este verbo. assim empregado. o pronome relativo “que”. Ora. que foi posto no lugar do pronome “o”. nesta alternativa.] Observemos. não tem sujeito.] [a escolha profissional não é aleatória. concordando com seu sujeito. Sujeitos oracionais remetem os verbos de que são sujeitos. não tem sujeito. quaisquer outras vozes que não se­ jam as da real vocação não sejam ouvidas”. surgiria com locução verbal. encontraremos: [Quando aquilo [que indica nossos caminhos] são os apeios da voz in­ terior. representado pelo também pronome demonstrativo "o”. indicado pela oração “ouvir os apelos da vocação”. transcreveremos o período que constitui esta alternativa. representante semântico do pro­ nome demonstrativo “aquilo”. (C) Emprego obrigatório do verbo “indicar” na 3a pessoa do singular. vale dizer. con­ cordando com seu sujeito. Temos. Para maior fa­ cilidade de entendimento. não há como se flexionar o verbo auxiliar da locução. com suas orações já divididas: [Quando o [que indica nossos caminhos] são os apelos da voz interior. a presença de uma locução verbal (“Pode ha­ ver”) em que o verbo principal é "haver”. no texto original.] É sempre mais fácil trabalharmos com o pronome demonstrativo "aquilo” em lugar do também. (E) Emprego obrigatório do verbo sublinhado na 3a pessoa do singular. Esta é a resposta da questão. consequentemente. agora. que o pronome relativo "que”. fica visível á obrigatória fiexão da forma verbal sublinhada em terceira pessoa do singular. pronome demonstrativo “o”. veicula a seguinte informação: Aquilo indica nossos caminhos. "ocorrer” Como sabemos. sendo empregado com senti­ do de “existir”. obrigatoriamente.

deveria ter sido empregada com o verbo auxiliar na 3a pessoa do singular: “acaba por se infligir”. Esclarecemos que o verbo está empregado na 3a pessoa do singu­ lar do presente do indicativo. será ca­ paz de ouvir e atender aos apelos de sua vocação. indicado por “compensações adicionais”. Em “advierem”. Esta é a resposta da questão. O pri­ meiro deles está em oração de voz passiva pronominal. concordando com seu sujeito. em vez de lhe convier como vocação. Estão corretos o emprego e a ílexão das formas verbais na frase: (A) Considerem-se compensações adicionais as vantagens que advie­ rem do exercício de uma profissão na qual de fato se realize uma vocação.derivado de “vir” con­ jugado em 3a pessoa do plural do futuro do subjuntivo e concordando com seu sujeito.13. está corretamente empregada. “advir” e “realizar”. nenhuma forma em que surja a vogal “e” após o radical “ind” Ficará. represen­ tante semântico de "vantagens”. o último verbo. (C) Os obstáculos que se interporem entre o indivíduo e sua realização profissional proverão do desajuste entre a vocação e a escolha. Não há. deste modo a frase com as retificações necessárias: “Muitas decepções acaba por se infligir quem opta por uma profissão que 277 Português . (E) Muita gente continuará escolhendo uma profissão que. na conjugação do verbo “incluir”. A forma verbal “opta”. que. parece-lhe mais rendosa ou prestigiosa. representado pelo pronome relativo "que”. concordando com seu sujeito. (D) Se alguém vir a refletir e conter as ambições mais materiais. (B) Muitas decepções acabam por se infligir quem opta por uma profis­ são que não inclue o prazer do atendimento a uma vocação. Vejamos todos os itens da presente questão: (A) Emprego correto dos verbos “considerar”. deveria estar grafada “in­ clui”. então. surgiu em 3a pessoa do sin­ gular. que es­ trutura oração de voz passiva pronominal. concordando com seu sujeito. observa-se o correto emprego do verbo “advir” . (B) A locução verbal "acabam por se infligir” está equivocadamente flexio­ nada em 3a pessoa do plural: por ter como sujeito a oração "quem opta por uma profissão”. rigorosamente. indicado pelo pronome “quem” Está incorreto o emprego da forma verbal “in­ clue”. que está indicado pela expressão “uma vocação”. Finalmente. por ser própria do verbo “incluir”. na qual surgiu na 3a pessoa do plural do presente do subjuntivo. ver­ bo “optar” empregado na 3a pessoa do singular do presente do indicati­ vo.

” Isto porque o verbo "ouvir” tem regência transitiva direta. Este verbo “vir”. deve ser empregado. (D) Está incorreta a forma verbal “vir”. parecem ter se esque­ cido que levaram em conta. A frase íicará corretamente escrita des­ te modo: “Se alguém vier a refletir e contiver as ambições mais materiais. que integra a locução verbal “vir a re­ fletir”. na 3apessoa do singular do futuro do subjuntivo. conjugado na 3apessoa do plural do futuro do subjuntivo. atrativos que não eram os vocacionados. a forma “proverão” pertence ao verbo “prover”. assume a forma “contiver”. (C) Está incorreto o emprego de “interporem” O verbo “interpor”. entende-se. o texto cor­ retamente grafado assim: “Os obstáculos que se interpuserem entre o indivíduo e sua realização profissional provirão do desajuste entre a vo­ cação e a escolha”. em vez de lhe convir como vocação.. A frase fi­ cará retificada sob a forma: “Muita gente continuará escolhendo uma profissão que. faz surgir a forma “vier” Está igual­ mente equivocado o emprego da forma verbal “conter”. No entan­ to. Teremos. capaz de ouvir e atender aos apelos da sua vocação. ocorre erro de re­ gência verbal na passagem “ . Por outro lado. Assim.. neste texto. Por outro lado. devese entender que o mesmo complemento indireto foi concedido ao verbo “ouvir”. 14. deriva­ do de “pôr”. conjugado. na escolha da profissão. que. Embora seja uma forma grafi­ camente legítima na conjugação do verbo “convir” . e não o futuro do subjuntivo. no futuro do subjuntivo. o tempo a ser empregado na passagem desta alternativa é o infinitivo. en­ quanto o verbo “atender” tem regência facultativamente transitiva direta ou transitiva indireta. como convém neste texto.derivado “de vir” sendo o futuro do subjuntivo. o segundo verbo deveria ter sido grafado “provirão”. será capaz de ouvir e atender os apelos de sua vocação” (E) Está incorreta a forma verbal "convier”. então. Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto: (A) Muitos que se queixam do enfado no trabalho. Do modo que surgiu o complemento “aos apelos de sua conjugação”. parece-lhe mais ren­ dosa ou prestigiosa”. Décio Sena 278 .Provas Comentadas da FCC não inclui o prazer do atendimento a uma vocação”. que se pretendeu empregar o verbo “provir”. pelo teor semân­ tico do texto. e observada a existência do paralelismo estrutural. Esta forma grafa-se corretamente com o registro “interpuserem”. o que não pode ser feito.

a vírgiila unicamente empregada ab fim do adjunto adverbial "na hora de se escolher uma profissão*’ . | (C) Senão fizéssemos tanta questão das ví ntagens materiais. da locução verbal (“parecem ter se‘ esquecido”}^da qual é sujeito. Embora o jferbo “esquecer-se” (pronomi-j nal) tenha ijegênciâ transitivo Indireta. ÍEste deslize se retificará com ã 279 i Português i í- .promoveu a se-j paração entlre a conjunção subordinativa integrante “que” .posta . se quisesse. (B) Há equívocb de pontuação no texto. . na escolha da profissão. As [conjunções coordenativas ad versativas . quando seu complemento é re-j presentado por unia oração. nossa es-j colha profissional possivelmente seria diferente. indiòadq pelo pronome indefinido “Muitos”.Analista iudiciário/TRE'SP/2006 (B) Não é que níos falta apenas discernimento. conquanto ouvisse sua vocaçãò real. Isto porquê a conjunção coordenativà ex-j plicativa “pois” não tem encaixe semântico na passagem em que foi em-j pregada. Nao se percebe vinculação explicativa da oração que está|sen-j do introduzida por tal conjunção e á oração antecedente. atrativos qúeinão eram os vocacionados”. ter segui-: do a carreira da Medicina. j .após “ocorre” .“que se queixam do enfado no trabalho” Tal vírgula acabou por separar o sujeito. embora estalde fato possa ser menos iren-j dosa que àquela.o [substantivo "hora”.j Por outro liado. a frase assim ficará: “Muitos que se queixam do enfado no trabalho parecem ter se esquejcido (de) que levaram em con­ ta. | ! (D) Não se sabe porquê tanta gente mostra rriais preferência pelaMedicina| do que pelá Enfermagem. Por outrcj lado.vírgula após o substantivo “trabalho” considerada a natureza restritiva da oraçao adjetiva. o texto não se apresenta coerente na vinculação das ideias que plretende externar.Prova 112. pois ocorre que na hora dej se escolher |uma profissão. ' \ ! (E) O autor está certo de que sua sobrinha poderia. dado que ela obteve uma alta pontuâção| no vestibular| Vejamos todas ásalternativas.da questão: }: j : i (A) Não é adequado o iempregoda. somos levàc òs no entanto por vantagens^ ilusórias. admite-se a ausência da preposição “de”j Após a devida correção.que é “somos Ieva-j dos no entanto por>vantagens ilusórias”. núcleo dcj adjunto adverbial* surgiu expandido poij uma oração .j“n o entanto” é uma delas -je conclusivas que surgem no' interior dasj orações devem obrigatoriamente acontecer entre vírgulas.é o corpo da oração por ela introduzida.

claro e coerente na transmissão dás mensagens qúe:pretende veicular. Dentro da oração introduzida pela conjunção subordinativa integrante "que”. introdutorà de valor. a res­ posta da questão.advérbio de negação. somos levados por vantagens ilusórias”. como tal. Esta é. Igualmente não está ajustado o emprego do prono­ me de 3a pessoa do singular “sua” Propomos a seguinte forma para re­ tificar o texto: “Se não fizéssemos-tantá. na passagem tex­ tual em que surgiu. o teor do . lã” lião tem"nenhuma raizãó pàrà:èjdstir. o que promoverá o destaque estilístico para o adjunto adverbial também já citado. (D) Há erro ortográfico no emprego de “porque". em texto que vem sendo conduzido na Io pessoa do plural. também não procéde o emprego da conjunção coordenativa adversativa “no entanto”. do que”.. èstando. bem como o emprego da preposição “pela” regendo. Finalmente.pessoa do singular do pretérito im­ perfeito do subjuntivo “ouvisse”. indi­ cativo da atividade profissional a que se. o substantivo "Medicina”..'questãd das vantagens mate­ riais. o acento grave pòstõ sobre õ “a”. obviamente.v= Dério Sena 280 . na hora de se escolher uma profissão. já que. não en­ tendemos o emprego da Ia (ou 3°?) . Apresentamos üma proposta de correção pai-a ó texto desta alternativa: “Não sè sabe por que tanta gente demonstra preferência a Medicina so­ bre Enfermagem. e ouviríamos nossa vocação real”.conjunção subordinativa condicional e “não". dá preferência. sem . nossa escolha possivelmente sériá diferente.inserção de outra vírgula após a conjunção integrante já mencionada.■ ■ ■ ■ /■ -. Uma proposta para a reescritura do texto: “Não é que nos falta apenas discernimento» ocorre que.iníciái dõ pronome demonstrativo “aque.encaixe lógico e coerente com. Também não é correto o cotejo dos substantivos “Medicina” e “Enfermagem” feito pela expres­ são de natureza semântica comparativa “mais. há necessidade do emprego da preposição “por” e do pronome indefinido interrogativo “que”. (C) Ocorre erro ortográfico no início do texto que será retificado com a grafia de dois vocábulos “Se” . então. Está mal empregada a conjunção “con­ quanto”.semântico concessivo. . embora esta atividade de fato possa ser menos rendo­ sa que aqüèla V (E) O texto desta alternativa está rigorosamente correto. e.texto ’ For outro lado. érrado..

adotaremos um procedimento comum. (C) elegê-la . Não descuidaremos da verificação da necessidade do acento gráfico nas for­ mas verbais resultantes da supressão da letra “r”. Ao fazermos a ligação enclítica deste pronome com as duas formas ver­ bais. por sua vez. ao eleger a nossa profissão* se)amos capazes de avaliar a nossa pro­ fissão como uma escolha que resulte da nossa autêntica vocação. Quanto ao gêne­ ro.lhe avaliar. já que ambas terminam pela letra V ’: eliminaremos esta letra representativa de um fonema consonantai e promoveremos modificação gráfica no pronome. respectivamente. Do que vimos. Teremos.a avaliar. então. por isso é difícil que. diz respeito à 3a pessoa do singular.avaliá-la. (B) a eleger . que é a resposta da questão. que será grafado “-la” Não há palavras que exercem atração sobre as formas pronominais átonas.avaliar-lhe. O comple­ mento. Somos muito jovens quando elegemos nossa profissão. As duas formas verbais têm a mesma regência transitiva direta. (D) lhe eleger . (E) elegê-la .15. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os seg­ mentos sublinhados. as formas “elegê-la” e “avaliá-la”. por: (A) eleger-lhe . o pronome acertado para substituir “nossa profissão” é “a”.avaliar-lhe. Evitaremos as repetições do complemento verbal indicado por ‘'nossa profis­ são” com sua substituição pelos pronomes pessoais oblíquos átonos devidos. é feminino. 281 Português . presentes na alternativa (C).

Provas Comentadas da FCC Gabarito: 01) B 02) C 03) D 04) E 05) A 06) D 07) B 08) E 09) A 10) C 11) D 12) B 13) A 14) E 15) C Décio Sena 282 .

das janelas . t :. os felhinhos viam muito pouca coisa. na tela colorida. e passa de uma para oütra quase sem se inteirar plenamente do que está vendo. sempre com aquela sensação dè que somos parte de(sse espetáculo que não pòde20 mos parar de olhar. o mundo se torna cáda vez mais compreensível. j | (Crisüano Calógeras)j 01. abrir as janelas jdas casas e ficar ali. :: : : i . j Eles se espantariam com as crianças elosjovens de hoje.|’ i . olhando sem parar. O homem continua sendo um bicho muito curioso.j. já quem is fica nas janelas |da Internet vê coisas demais. Mudaram as janelas para o mundo . (B) o hábito moderno de se ficar abrindo imagens dainternet. uma correria ide crianças. responsável pela suá es­ truturação. Deve-se considerar que o tema central dó texto. o s pôr do sol. a aparição da lua. Mudou o tempò in­ terior do homein. ficar olhando tudo. palavras e formas. (D) a vantagem de se conhecer cada vez mais realidades virtuais. que ligám o computador. um cumprimento. Prova\I3 Técnico Judiciário/T^F Ia Região/2006 i : ■ | Às questões de número l a 15 referem-se ao textò seguinte: I .• • ■ •• : I (A) o antigo hábito de.das casap. (E) a evidenciai de que. qlhandq. ..j de suas Janelas..quase infinitas. mudou seu jeito de olhar. seja o passeio virtual por Marte. . Sobretudo nos fins de tarde. Tinham tempo para recolher as informações mínimas da vidá e matutar sobre elas. ! . O mundo segue 10 intrigando-o. fechados ínos quartos.. (C) o interesse permanente com que o olhai humano investiga o mundo. uma conversa. às vézds com os cotovelos apoiádos em almofadas esperando que algo acontecesse: a aproximação de umico­ nhecido. O que ninguém sabe é se o mundo estájcada vez maior ou menor.. mas pensavam muito sobre cada uma delas. 283 i .e nós seguimos olhando. l: í • !’ • j j Janelas de ontem e de hoje Os velhinhos de ontem costumavam. O que eu imagino é que. é: j í . abrem as janelas da Internet e navegam por horas por um mnndo de imagens. seja o cachorro de verdade que se coça na esquina da padaria. : 1.

. observando-o. Contudo. quando havia o hábito de ficar-se ob­ servado a vida passar pelas janelas das casas. muito distante de ser o tema central do que se Ieu. Décio Sena 284 . o texto argumenta que a rapidez com que mu­ damos o foco do nosso olhar ha Internet. mas que reflete pouco acerca delas. refletia-se mais acerca do que fora visto. aborda a questão de o homem estar sempre olhando o mundo. A resposta está. no entanto. pela ideia que motivou o texto. de procurar perce­ ber o que ocorre à sua volta. A afirmativa contida neste item certamente consta do texto lido. da era da Internet. na alternativa (C). que se pode depreen­ der dele. Nas demais alternativas. responsá­ vel pela sua estruturação. a abundância da informação faz-nos passar olhares rápidos sobre as múltiplas possibilida­ des trazidas pela tecnologia. lança mão do confronto entre os olhares do homem moderno. Neste afã. assim. vale dizer. Poder-se-ia dizer que. Pára tan­ to. Nas duas épocas. Não é. o texto mostra-nos o interesse permanente em se investigar o mundo. em seu cerne. o autor propõe interessante questão: inversamente ao que ocorre hoje. que está. Peio con­ trário. que o fez surgir. (E) Outra afirmativa que não tem apoio no texto lido. deste modo. da leitura do texto. Hoje. desejando conhecer o qüé ò circunda.O texto. o homem do passado olhava poucas coisas de seu ângulo de observação situado nas janelas de sua casa. em procurar-se entendê-lo. passando rapidamente de uma informação para outra. (B) Tanto quanto na afirmativa anterior. o homem moderno recebe um número muito maior de informações. No entanto. ao passo que hoje se olham muito mais coisas pelas janelas virtuais que a Internet nos possibilita. (A) Insistimos em chamar a atenção do candidato ipara ó enunciado da ques­ tão. no qual se solicita que busquemos o tema central do testo. sua ideia centr&LNa realidade. o autor critica o hábito de olharem-se muitas coisas na Internet. encontramos: . ou. mais uma vez lança-se mão apenas de um dos recur­ sos por meio dos quais trabalhou-se a sua ideia fundamental. (D) Não há qualquer passagem no texto que referende esta afirmativa. que nos fala da permanente necessidade de o homem olhar o mundo. surge apenas como elemento secundário para que se desenvolva a tese central. sem que haja a preocupação de se refletir acerca delas» o que deixa o ho­ mem contemporâneo sem inteirar-se plenamente do que viu. e os do homem do passado. ao menos. Como dissemos no co­ mentário do item anterior. impede que tenhamos percepção clara sobre o que vimos. talvez porque houvesse menor quantidade de informação ao alcan­ ce do olhar. temos mais uma informação que é pertinente em relação ao texto lido.

significa que ele nada tenha a ver com o que foi observado. O incessante movimento em saber o que ocor­ re à suá volta permite a inferência de qúe tudo que cerca o homem é de seu interesse. infinitas.pudesse observar muito menos coisas do que. portanto. III.w v v 02. Afirmativa incorreta. Mas. O autor do texto afirma que a unica diferença entre abrir as janelas da Internet está no tipo de imagem que é recolhido. enquanto a velocidade frenéti­ ca com que surgem hoje. Em conseqüência. permitia que o homem que se punha à janela. A afirmativa está correta. da velocidade com que vivemos a vida contemporânea. Afirmativa incorreta. muito mais tempo para que se meditasse acerca do que fora visto. está correto SOMENTE o que se afirma em: (A) I. por isso. sem que tenha havido tempo para que as pudés­ semos absorver convenientemente.diferente. (E) H e líl.»v v *I * w v * *M i < . introjetadas em nós mesmos. Considere as seguintes afirmações: L O primeiro parágrafo ilustra a afirmação de que havia mais tempo» antigamente. III. Quaisquer que sejam as janelas que o homem abra. com os cotovelos apoiados em almofadas . Sem sombra de dúvida. hoje em dia. fundamentalmente. o ritmo da vida* por ser lento.o que sugere longo tem­ po de permanência . (C) III. de modo algum. havia. também. hoje. pata recolher ás informações mínimas da vida e refle­ tir sobré étàsj II. numeradas de I a III: I. diferem no sentido de serem as que se obtinham por janelas bem mais pensadas e. completamente . (B) II. 285 Português . faz com que sejam rapi­ damente descartadas. todas lhe dão a mesma sensação de que ele pouco tem a ver com o que se observa a distância» Em relação ao texto. sâo-lhe permitidas pela Internet. (D) I é 11. O que se nota é que. por meio da Internet. II. Vejamos cadá uma das afirmativas. já que se tornam múltiplas. antigamente. as janelas abrem-se com tanta rapidez e facilidade que dificultam a reflexão sobre o que foi vis­ to. com a Internet. o que. Não só as imagens são distintas.

quando se afirma que ".. então. O único item em que se faz menção a uma alternativa é o (D). (C) Notam-se.quanto ao tamanho... Nas demais alternativas. há possibilidades .) fechados nos quartos / abrem as janelas.alternativas. Não existe nexo semântico de oposição entre “nos fins de tarde” e “o pôr do sol”. mudou seu jeito de olhar.. do mundo. (. O que ninguém sàbe é se o mundo está maior ou menor.ninguém sabe é se o mundo está maior ou menor”.. Tinham tempo para recolher as informações mínimas da vida e ma­ tutar sobre elas. encontramos. duas orações que simplesmente se acrescentam uma à outra. (E) Mais uma vez notamos relação semântica de adição que se desenvolve a partir da soma da informação “e matutar sobre elas” como texto prece­ dente "Tinham tempo para recolher as informações mínimas da vida". Mudou o tempo interior do homem. 0 4 . Oécio Sena 286 . (. Na verdade. neste item... me­ taforicamente falando-se.). em que se nota tão somente atributo (predicativo) endere­ çado ao sujeito da oração. Nesta pas­ sagem..) seja o cachorro de verdade /seja o passeio virtual.“crianças” e “jovens” ..Provas Comentadas da FCC 0 3 . (B) Nenhum nexo semântico de alternância pode ser detectado neste perío­ do simples.0 trecho em que se expressa uma alternativa é: (A) (B) (C) (D) (E) Eles se espantariam com as crianças e os jovens de hoje (. portanto .) viam muito pouca coisa I vê coisas demais. Até porque o pôr do sol ocorre. ambos os substantivos . (. no item (B).exemplificam razão de espanto do homem de outrora caso lhe fosse permitido o conhecimento destes dois seres contemporâneos... (A) A simples relação criada por “crianças” e “jovens” não traduz ideia al­ ternativa.) nos fins de tarde/o pôr do sol. como sabemos.. nos fins de tarde. A res­ posta desta questão está. O homem continua sendo um bicho muito curioso. (. À relação significativa desenvolvida entre as duas é de adi­ ção de informações.0 autor NÃO explora uma relação de oposição entre os segmentos: (A) (B) (C) (D) (E) Os velhinhos de ontem / as crianças e os jovens de hoje.

por ler comb sujeito a expressão | “0 olhar dos velhinhos”.) seja o cacjhorro de verdade /seja o passeio virtual.. (C) Ninguém fica tanto tempo nasjanelas das casas sem matutarem so­ bre o sentidb do que vêem. núcleo é o substantivo “olhar”. qual­ quer imagem são càpazes de atrair as atenções donosso olhar. após a correção necessária: “Pouca coisa. (C) (.. é capaz de deixar [perplexas as crianças de hoje” 287 } Português . I (E) Suspeitamos sempre que as riquezas que nos oferece o mundo pare-] cem excedei* o limite da nossa compreensão.sublinhamos os fraglnentos opositivos: (A) Os velhinhos! de ontem I as criancas e os íbvens de hoje. são capa­ zes de deixajr perplexas as crianças dé hoje. deveria ter sido empregado na 3a pessoa do singular: “expressou”. ícujo. (D) (.Prova 13 -Tqcnico judiciário/TRF 1a região/2006 | Nas demais alternativas. j: (B) Pouca coisa] em méio a tantas novidades da vida moderna. concor-j dando comj seu sujeito representado pelo pronome relativo “que”. A fra-j se fica corretamente grafada.) fechados hos quartos /abrem as janèlás..tem como sujeito ia exr pressão “Pouca coisa”. : { As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase ! : : I1 (A) O olhar dosjvelhinhos que ficam horas nas janelas sempre expressa­ ram seu interesse pelo mundo. . desté modo: “O cílhar dos velhinhos que ficairi horas nas janelas sempre exj pressou seu:interesse pelo mundo”.) viam muito pouca coisa /vê coisas demais.. Assim ficará a frase correta. retificado [o erro de concordância.-|que surgiu na forma de 3apesjsoa do plural do presente do indicativo “são” . o que implica seu obrigatório emprego na 3? pessoa do Mngulan Deve-se empregar jtambém no singular o adjetijvo “capaz”... Está correta a jforma verbal “ficam”. Errou-se o emprego do verbo “expressar” naj 3apessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo. | I (B) Concordânjcia incdrreta. | (D) Não Imporíja o que sejam. se um cachorro ou o planeta Marte. O verbo “ser1 . j = j.jpredicativo do sujeito já citado. em meio a tantas novida­ des da vida moderna. I Vejamos todas ás alternativas da questão: : I •j j i (A) Concordância incorreta.. seu imediato antecessor e que é substituto Semântico de “velhinhos”. uma vez que este! verbo. (E) (. .

fora visto. ao se converter uma oração de voz ativa para a voz passiva correspondente. ocorrem as al­ terações de natureza sintática que se seguem: L o sujeito da oração de voz ativa será transformado em agente àa voz passiva. (E) Concordâncias corretas. 2. o objeto direto da oração de voz ativa será transformado em sujeito da voz passiva. No segundo. provocou a fíexão deste verbo em 3apessoa do singular. (D) Concordâncias incorretas. o que se nota pela sua desinêncxa número-pessoal “-mos”. O sujeito destes dois verbos está sendo indicado pelo pronome indefinido “Ninguém”. o qual representa semanticamente o pronome demonstrativo "o”. A frase correta.(C) Concordâncias incorretas. se um cachorro ou o planeta Marte. porque seu sujeito está sendo indicado por “qualquer ima­ gem”. qualquer imagem é capaz de atrair as atenções do nosso olhar”. Deste modo. ao convertermos para a voz passiva a oração de voz ativa que é citada no enunciado da questão. O verbo “suspeitar”. assumirá a forma: "Não importa o que seja. Como iá vimos no comentário da questão 13 da prova II. por ser sujeito de “oferece5 5 . tem sujei­ to implícito. tinham visto. tinha sido vista. Por sua-vez* a locução verbal “pa­ recem exceder” está corretamenté empregada. As formas verbais pertinentes aos verbos "ser” deveriam ter surgido em 3a pessoa do singular. a forma verbal resultante será: • (A) (B) (C) (D) (E) era vista. Deste modo temos o téxto corretamente redigido: "Ninguém fica tanto tempo nas janelas das casas sem matutar sobre o sentido do que vê”. Transpondo-se para a voz passiva a frase Os velhinhos viam muito pouca coisa. então. Estão erradas as formas em 33 pessoa do plu­ ral em que surgiram os verbos “matutar” e “ver”. A expressão "o mundo”. eram vistos. o que provoca emprego obrigatório dos dois verbos em 3a pessoá do singular. já que tem por sujeito a expressão “as riquezas” 06. que abre o texto. percebemos que as expressões "Os ve~ Dècio Sena 288 . No primeiro caso. porque seu sujeito é o pronome relativo “que” seu imediato anteces­ sor.

por: (A) algo que acontecera. No entanto. a frase ficará. abrir as ja ­ nelas das casas eficar ali. no texto da prova. não possibilita o encaixe da expressão sugerida.n u v a r o — r c w u w v ju u iu a M W » i\ r i r c y ia o / ^ U U o Ihinhos” (sujeito da voz ativa) irá representar o agente da passiva da oração que surgirá. promovendo-se a substituição da oração sublinhada pelos segmentos sugeridos nas diversas alternativas: (A) Hão há impropriedade gramatical na passagem. (B) que álgoyiesse a acontecer.0 segmento sublinhado em esperando que algo acontecesse pode ser subs­ tituído. o que. ainda no comentário da questão já citada. uma conversa. (E) que algo venha a acontecer. Assim. 07. épor isso será regido pela preposição “pelos” O objeto direto da voz ativa. havendo um verbo na voz ativa. no con­ texto em que surgiu originalmente a oração “que algo acontecesse”. vejamos como surge.que deu origem à nova oração de voz passiva. sem prejuízo para a correta articulação entre os tempos verbais do primeiro parágrafo. uma correria de crianças. a aparição da lua? Passemos à resolução da questão. (C) que áigo tivesse acontecido. e isto é perfeito para o que queremos. às vezes com os cotovelos apoiados em almofadas es­ perando que alço acontecesse: a aproximação de um conhecido. o pôr do sol. um cumprimento. sugere que tal ação efetivamente ocorrera. semanticamente.pretérito imperfeito do indicativo . Inicialmente. semanticamente. 289 Português . traduz ação pretérita ocorrida anteriormente a outra também pretérita. "Muita pouca coisa era vista pelos velhinhos ” Observemos que na locução verbal utilizamos o verbo principal (“ver1 ) no particípio e o verbo auxiliar (“ser”) no mesmo tempo em que se encontrava o verbo empregado na voz ativa . Vimos. A utilização do pretérito mais-que-perfeito. surgirão dois verbos na voz passiva.. o pretérito imperfeito do subjuntivo sugere possibilidade de ação que ocorreria no passado. indicado por “muita pouca coisa” será transformado em sujei­ to da oração de voz passiva que queremos construir. a passagem transcri­ ta no enunciado da questão: < e 0s velhinhos de ontem costumavam. sobretudo nosfins de tarde. (D) que algo estiver acontecendo'. No entanto. que.

(D) lhes abriam . (D) Desta vez ocorreu deslize de natureza gramatical. além de. Inicialmente. o pronome pessoal oblíquo átono obrigatório é “as”. respectivamente. uma das expressões a ser substituída não é complemento verbal. Por outro lado. (C) abriam-nas .Provas Comentadas da FCC (B) A locução “viesse a acontecer" traduz com absoluta fidelidade o que an­ tes se afirmara com "esperando que algo acontecesse” ao realçar a hi­ pótese.instalavam-se nelas .transformavam-lhes. Nisto ela difere da que apareceu no exame antecedentemente citado. deveremos substituir o complemento direto (objeto direto) da forma verbal "as janelas” Em se tratando de complemento indicativo de gê­ nero feminino e de número plural. Nesta questão.transforraavam-nas. de promover-se substituição de ele­ mentos sublinhados no texto . no entanto renova-se o prejuízo semântico com respeito ao texto original. Na passagem da ques- Décio Sena 290 . a substituição de “esperando que aigo acontecesse” por "esperando algo que tivesse acon­ tecido” provoca alteração no sentido original da passagem. ainda que houvesse sido esta última a forma da presente alternativa. a possibilidade de acontecimento ocorrer no passado. na verdade.instalavam-se nelas . Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os seg­ mentos sublinhados. por: (A) abriam-lhes .lhes instalavam-se . 08.transformavam-lhes.instalavam-se-Ihes . é de modelo semelhante ao da presente questão. A questão 15 da prova 12. (E) Mais uma vez não se nota impropriedade gramatical no emprego da forma verbal sugerida. (C) Embora não promova erro de natureza gramatical. ela não estaria adequada» uma vez que promoveria prejuízo semântico em relação à passagem original.por for­ mas pronominais oblíquas átonas.lhes transformavam. ser traduzida com o verbo auxiliar (“estar”) empregado no presente do subjuntivo: “esperando que algo esteja acontecendo”. (E) abriam-nas ~ nelas se instalavam . instalavam-se nas ja­ nelas e transformavam as janelas em postos de observação. ser objeto direto.transforraavam-nas. Trata-se.em geral complementos verbais . já comentada. mas sim adjunto adverbial de lugar. (B) as abriam . abriam as janelas. repetindo-se. Os velhinhos iam para as janelas. A ideia de ação hipo­ tética deverá obrigatoriamente! neste caso. Passemos à resolução da presente questão.

com “instalavam-se nelas”. "transfoijmavam-nas” ou. a sua posição relativamente ao verbo íseráj em ênclise. j Ficaremos. Ocorre que . por um pronome. o complemento tem como núcleo um subs-j tantivo femininio plural. . então. na Internet. j 291 l Portugup . quando diantfe de um monitor. dèveremos observar a impossibilidade. . Teremos de empregar. en­ tão. já com os preenchimentos das lacunas efetuados: j (A) A presençl da préposição “sobre”. o que faculta a sua pródise. então. é devida àjnecessidade de o verbo“refletir”.Técnico Judiciário/TRF 1a região/2006 j í ! ■ ^ í tão em que utilizaremos tal pronome. Desté modo. de empre­ garmos pronome átono. Semelhantemente ao que vimos na primeira substituição. que é “janelas”. I j | (C) Muitos jovjens ficam imaginando | têm o mundo sob seu. I Para sabermos êomo preencher corretamente às lacunas com os pronomes rela­ tivos. Ficaremos. devemos dstar atentos para a estrutura siátática das orações que os contêm. posição que não surgiu em jjtenhuma das alternativas. neste caso. = j. o verbo está anteçedi-j do por conjunção coordenativa. (D) Queria adivinhar os pensamentos l se povoam as cabeças des­ ses velhinhos. Poderemos ter] então. Desta vez. “abriam-nas” Ao fazermos a substituição do adjunto adverbial de lugar “nas janelas”. A expressão de mie preenche corretamente a lacuna da frase: (A) Muita gente ignora _____ ficam refletindo os velhinhos às janelas. Não há pronome pessoal oblíquo átono que possa substituir o adjunto adverbial de lugar. (B) As imagenls virtuais _ nos entregamos costumam ter força de realidade. | Trata-se de questão de regência. Vejamos todosjos itens. mesmo. não liá vocábulo de atração para umai eventual próclisè. neste caso. voltaremos a substituir um complemento verbal direto (obje­ to direto) por uib pronome pessoal oblíquo átono. “as . o pronome “elas” transformado em oblíquo tônico em face de ter surgi­ do antecedido ppr preposição.qúejrege opronome relativo ‘‘que.: j.5 .a forma verbal “abriam” termina na nasalídade re­ presentada pela ietra “m” Isto promove a alteração gráfica do pronome ci­ tado para M -nas’j Teremos.transformavam”. com a seqüência “abriam-nàs” “instalavam-se nelas” é “transformavam-nas” ’ I I ' : > 09.Prova 13 . assim. J : | l f . (E) Ê visível ajansiedáde_____ as crianças manifestam.con­ trole. Finalmente.ao ser acrescido de inforj j .

inação acerca do assunto que levou à reflexão. esse bicho curioso. empregado na lacuna do texto deste item. introdutora de oração subordinada subs­ tantiva objetiva direta. É representante semântico do substantivo “ansiedade” que imedia­ tamente o antecede. para o homem. não é possível a presença de preposição antes do pronome rela­ tivo ora estudado. Reflete-se sobre alguma coisa. um elemen­ to intrigante para o homem. exigir que surja a preposição “sobre”. (C) O mundo continua sendo . a alguém. um ele­ mento intrigante para o homem. como talvez seja para sempre. (D) O mundo continua sendo. (C) Desta vez.e que pertence à locu­ ção verbal “ficam imaginando”. Décio Sena 292 . 10. Afinal. (B) O verbo “entregar-se” (pronominal) tem seu complemento indireto (ob­ jeto indireto) regido pela preposição “a” Entregamo-nos a alguma coisa ou. curioso. da oração precedente. (E) O mundo continua sendo. regendo o pronome relativo "que” nes­ te período. Se procedermos à substituição do pronome rela­ tivo “que” pelo vocábulo que ele representa e pusermos a sua oração em ordem direta. complementar para a regência transitiva direta do verbo “imaginar” . esse bicho. um adjunto adverbial de assunto. encontraremos “as crianças manifestam ansiedade”. decorre do entendimento de que a forma verbal “povoarse” (pronominal) demanda tal preposição regendo seu complemento.como talvez seja para sempre um ele­ mento intrigante. como talvez seja para sempre: um elemen­ to intrigante. esse bicho curioso. (D) A presença da preposição “de”. (E) O pronome relativo “que”. Está inteiramente correta a pontuação da seguinte frase: (A) O mundo continua sendo> como talvez seja para sempre um elemen­ to intrigante. esse bicho curioso. sendo como talvez seja. esse bicho curioso. vale dizer. o vocábulo a ser introduzido na lacuna da frase é a conjun­ ção subordinativa integrante. Esta é a res­ posta da questão. a cabeça dos velhinhos povoa-se de pensamentos. mesmo. para o homem. para sempre. Assim. para que se reja o pronome relativo “que”. Também seria conveniente a loaiçãò preposxtiva “acerca de*. para o homem.empregado no gerúndio . (B) O mundo continua. Dal o emprego da preposição “a” na lacuna origi­ nalmente existente na frase. exerce função sintática de objeto direto da forma verbal “manifestam”.

posta após o substantivo “homem". provocou a separação entre o complemento nominal “para o homem” do adjetivo “intrigante”. A vírgula posta após “continua” separa indevida­ mente os verbos que formam uma locução verbal.Prova 13 . uma vez que o sinal de intercaiação da oração “como talvez seja para sempre” que se abriu com a vírgula após o gerúndio “sen­ 293 Português . com vistas às pon­ tuações nelas empregadas. a qual promove o isolamento de um aposto. Não se justifica o emprego dos dois-pontos após o advérbio “sempre”. Está ainda incorre­ ta a vírgula posta após o substantivo “bicho” núcleo de um aposto. No entan­ to.como talvez seja para sempre . Está correto o emprego da última vírgula do período. uma vez que. (C) Pontuação incorreta. a vírgula que se utilizou depois do segundo travessão está incorreta. como pu­ demos ler neste comentário. seja devidamente sinalizada.um elemento intrigante para o ho­ mem. O texto ficará corretamente pontuado como indicado no item '(A). Este deslize será sanado pela inserção de uma outra vírgula após o vocábu­ lo “sempre”. O par de travessões que isolam a oração de tom semântico explicativo está corretamente empregado para que se pro­ mova a sinalização do fato de haver uma oração intercalada. com a substituição das virgulas que isolam a oração intercalada por um par de travessões: “O mundo continua sen­ do .do adjetivo do'qual é complemento: “intrigan­ te”. Também não se sinalizou a intercaiação da oração “como talvez seja para sempre”. intercalada. . esse bicho curioso”. Ainda está incorreta a vírgula empregada após “intrigante”. Por outro lado. a vírgula após o adjetivo “intrigante” provocou separação entre complemento nomi­ nal . do adjunto adnominaí “curioso”. um elemento intrigante para o ho­ mem.promoveu a separação en­ tre este verbo e o predicativo do sujeito “um elemento intrigante”. . esse bicho curioso”. pois separa o predicativo do sujeito (“um elemento intrigante”) do ver­ bo de ligação que surgiu em forma de gerúndio na locução “continua sendo”. (B) Pontuação incorreta.“para o homem” .gerúndio do verbo de ligação “ser” . O texto ficará corretamente pontuado desta forma: “O mundo continua sendo. : (A) Pontuação incorreta. que tem seu sentido complementado. O texto estaria cor­ retamente pontuado como se indicou na alternativa (A). À única vírgula posta após a forma verbal “sen­ do3 ’ . (D) Pontuação incorreta. ou.Técnico Judiciário/TRF 1a região/2006 Vejamos cada uma das alternativas da presente questão. como já comentado no item (A) desta questão. como talvez seja para sempre. a fazer com que a oração “como talvez seja para sempre”.

embora em ambas o homem se vê postado para melhor conhecer. (A) Alternativa incorreta.Provas Comentadas da FCC do”. coerente e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto: (A) Quanto a estar maior ou menor. coerente e correto. A vírgula empregada após o substantivo “homem”. esse bicho curioso” está perfeito e. o mundo é sempre duvidoso. Vejamos cada uma das alternativas da presente questão. (C) A velocidade com que o homem passou a receber informações. Afinal.que o autor considera para ilustrar os espetácu­ los que temos acesso. isola o aposto deste substantivo. (B) Alternativa incorreta. reduziu o tempo de reflexão sobre elas. pois nos parece familiar à medida que o co­ nhecemos mais. Por outro lado. Ocorreu falha na elaboração do paralelismo es­ trutural. (B) O autor vê com equiparação as janelas de uma casa tanto quanto a Internet. pois quanto mais se lhe conhece mais nos parece familiar. para que se enfatizasse o paradoxo existente em o mundo ser sempre duvidoso. Está clara. que está intercalada na oração “O mundo continua sendo um elemento intrigante para o homem. Deveria ter sido emprega­ da uma conjunção subordinativa concessiva. (E) Pontuação correta. voltou-se a incorrer no erro da colocação da vírgula após o adjetivo "in­ trigante” já explicado nas alternativas (A) e (C) desta questão. A conjunção coordenativa explicativa “pois” não tem aplicação lógica na passagem em que surgiu. O par de vírgulas isolando a oração de tom expli­ cativo “como talvez seja para sempre”. Não há coerência no texto. obrigatória. caracterizada pela correlação “as janelas de uma casa tanto Décio Sena 294 . por ser um par. não separou a forma de gerúndio “sendo” do predicativo do sujeito “um elemento intrigante". so­ bretudo pela Internet. O texto fi­ cará corretamente pontuado com a redação que se sugeriu em (A). em busca da que exponha suas ideias de modo claro. (E) Não significa que as coisas simples para os velhinhos de ontem viam nas janelas era menos curioso para um menino que vê o mundo na Internet. diz-se que o mundo é sempre duvidoso. 11. (D) Dois exemplos radicais de informação ~ um cachorro se coçando e a viagem por Marte . embora nos pa­ reça mais familiar à proporção que o conhecemos. deverá ser sinalizado em seu fecho por outra vírgula.

forçaria.) seja o cachorro dé verdade /que se coça na esquina da padaria (. o adjetivo “curiosos” deveria estar flexionado em feminino (“curiosas”) para que se promoves­ se sua concordância cbm o substantivo a qiíe se refere::''coisas” 12. Representam uma causa é seu efeito.. .que o autor considera para ilustrar os espetáculos a que temos acesso". caracterizado péla inobservância do emprego da preposição “a” .Técnico Judidário/TRF I a região/2006 quanto a Internet” que deveria estar escrita "as janelas de uma casa tanto quanto as da Internet” Além dissol a. a forma verbal “era” está equivocadamente empregada na jla pessoa do singular. Português . | j. flexiona­ do em 3a pessoa do plural do presente doj indicativo. tendo como siijeito a ^expressão “as coisas simples”.um câchorro se coçando e a via­ gem por Marte . | (D) Alternativa incorreta.. O texto assim ficaria. deslize de regência nominal. (D) (. Ocorreu. Parece-nos ter havido supressão vocabular. tornou o frag­ mento que se inicia cjom o advérbio “Nãó”|até a expressão “nas janelas” rigorosamente sem ctíerência informativa. Por outro lado. nessa ordem.. (B) O homem coftiiraa sendo / um bicho mriito curioso. Esta é. A substituição dó pjrónome relativo “que”. como.. a ser empregado antes de “òs velhinhos” pela preposição “para”. após sua retificação: “São dòis exemplos radicais de informação .. oj emprego do verbo “ver” :na forma de subjjuntivo "veja”.exigida pelo substanti­ vo “acesso” -ja reger b pronome relativo "que” posto após o substanti­ vo "espetáculos”. /uma correria de crianças (. também..) a aproximação de um conhecido. já que.a resposta da questão. os segmentos. e abrindo o tex­ to. (E) (. (A) Já quem fica nas janelas da Internet /vê coisas demais. : • •j' (E) Alternativa incorretai.. A leitura do texto desta alternativa deixa-nos sem nenhuma mensagem absorvida. por exemploí a do verbo “ser”. (C) Os velhinhos de ontem costumavam (.Prova 13 . Finalmente./ abrir as janelas das casas (. deveria ter sido em­ pregada na 3apessoa do plural: “eram”. (C) Alternativa córreta. j • . Não ocorre neste texto-qualquer deslize gramatical e suas ideias estão veiculadas com clareza e coerência.). conjunção subordinativa concessiva “embora” hão tem encaixe semântico viável no lugar em que foi empregadjL E> caso tivesse. umá vez que a concatenação en­ tre suas estruturas não se fez adequadarriènte.

Observemos as diversas alternativas da questão. nesta ordem. é uma mera afirmativa. Décio Sena 296 . compõe um primeiro elemen­ to de relação semântica alternativa. não importa de qual janela. já com as lacunas devidamente preenchidas. (E) N ão _____ (convir) às criançasjicar um tempo demasiadamente lon­ go diante de um monitor. isto sim. (A) Entendemos que “ficar na janela” oportuniza "ver-se coisas demais”. expandida. ou seja. por sua vez.rruvctb uuiiiw iw utb ua rv*v. (B) Sempre m e _____ (afetar) as imagens do mundo que estiver obser­ vando. que. (E) Leem-se. informações que se acrescem uma à outra. que constitui um período simples» nexo semântico de causa e conseqüên­ cia. O que se nota.represen­ tado pela expressão "Os velhinho de ontem” . sua conseqüência. (D) Também não se nota nexo semântico de causa e conseqüência na pas­ sagem ora estudada. formando uma seqüência aditiva. (C) N ã o _____ (costumar) atemorizar as crianças aquilo que elas vêem nas janelas da Internet. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para pre­ encher corretamente a lacuna da frase: (A) Nunca ______ (deixar) âe nos afetar o q u e virmos pelas jan elas aber­ tas para o mundo. (C) O fragmento apontado nesta alternativa apresenta um sujeito . 13. Observemos os diversos empregos verbais nos textos que se transcreveram das respectivas alternativas. (D) A mudança dasjattelas de uma casa p ara as da Internet _____ (im­ plicar) profundas transformações nos Itábitos das pessoas. Esta é a resposta da questão. agora. o que não envolve os valores semânticos mencionados. estando rigorosamente ausente qualquer infor­ mação de causa e conseqüência. simples atribuição de característica predicativa a um sujeito."costumavam abrir as janelas das casas” Não há qualquer possibilidade de se ver relação de causa e conseqüência nes­ ta oração. o fato de ficar-se na janela é causa para verem-se coisas demais. por oração adjetiva. (B) Não há qualquer possibilidade de existir nesta oração absoluta. em busca daquela em que se nota relação semântica de causa e efeito. na verdade.e uma ação verbal que so­ fre uma complementação .

(E) São raras as casas em cuias janelas as pessoas fiquem observando a vida das ruas » 297 Português . para que concorde com seu sujeito. (B) Os meninos âe hoje talvez não entendam o p or que de os velhinhos f i ­ carem à janela* (C) Eram simpáticas aquelas casinhas aonde as janelas davam direta­ mente para a calçada . Mais uma vez transcreve­ mos. (D) Emprego obrigatório do verbo “implicar” em 3a pessoa do singular. para que se pro­ ceda à concordância com seu sujeito. de modo que concorde com seu sujeito.Prova 13 . para que sé faça sua concordância com seu sujeito. Está correto o emprego da expressão sublinhada na frase: (A) Vovó é do tempo de onde as pessoas ficavam demoradamente nas j a ­ nelas da casa. (C) Emprego obrigatório do verbo “costumar” em 3a pessoa do singular. para mais clara percepção. o período com suas orações já apontadas* para melhor compreensão: [Não costuma atemorizar as crianças aquilo][que éles veem nas janelas da Internet]. representado pela oração “ficar um tempo demasiadamente longo diante de um monitor”. 14.Técnico Judlcrário/TRF 1a região/2006 (A) Emprego obrigatório da forma verbal em 3a pessoa do singular. Para maior facilidade de entendimento» transcrevemos o texto já com suas orações divididas: [Nunca deixará de nos afetar o] [que virmos pelas janelas abertas para o mundo]. “os” e “as”) podemos retomar o co­ mentário do item (C) da questão 12 da prova 12» (B) Emprego obrigatório de “afetarão” na 3apessoa do plural. indicado pela expressão “as imagens do mundo”. Para lermos sobre a análise sintática de pronomes relativos que se fazem anteceder pelo pronome demons­ trativo “o" (e eventuais fLexões "a”. uma vez que seu sujeito está sendo indicado pelo pronome demons­ trativo “aquilo” Transcrevemos. indicado pelo prono­ me demonstrativo “o”. representado pela expressão “ A mu­ dança das janelas de uma casa para as da Internet” (E) Emprego obrigatório do verbo “convir” em 3apessoa do singular. a seguir. que antecede o pronome relativo "que”. (D) Praticamente não mais se constroem casas cujas as janelas se abram sobre a calçada. o período com suas orações já apontadas: [Mão convém às crianças][ficar um tempo demasiadamente longo diante de um monitor].

para onde leva­ vam almofadas. (B) Já não interessa à muita gente ficar olhando a vida a partir da janela de uma casa. deve-se à necessidade de o adjunto adverbial de lugar “em cujas janelas” ser regido pela citada preposição. A frase ficará cor­ retamente escrita deste modo: "Praticamente não mais se constroem casas cujas janelas se abram sobre a calçada” (E) Alternativa correta. (E) Antigamente. tem pronúncia fechada. antecedendo o pro­ nome relativo “cujas”.veja-se. Isto implica o obrigatório emprego do pronome adjetivo relativo “cujas”. 15. a frase “ A casa aonde vais é bonita” -. Dédo Sena 298 . A presença da preposição “em”. Não há razão para ter surgido a preposição "a” antecedendo o pronome relativo “onde” Tal fato ocorre quando.e eventuais flexões. as pessoas pareciam mais dispostas à observar os detalhes do mundo. quanto ao timbre. (D) Das janelas assistia-se à vontade à movimentação das pessoas na rua. Não se admite o emprego de artigos definidos após o pronome relativo “cujo” . Além do mais. por questões de regência . a preposição passa a reger o pronome relativo.Provas Comentadas da FCC Vejamos cada uma das alternativas da presente questão» com respeito à cor­ reção das passagens sublinhadas: (A) Alternativa incorreta* Como sabemos. por exemplo. A frase correta ficará: “Os meninos de hoje talvez não entendam o porquê de os velhinhos ficarem à janeia” (C) Alternativa incorreta. ser grafado "porquê”. considerando-se que é vocábulo oxítono terminado em “e” o qual. Deve. (B) Alternativa incorreto* A presença do artigo definido “o” antecedendo o vocábulo seguinte torna-o substantivo. à despeito de não haver muito o que fazer. o pronome relativo “onde” só pode ser empregado quando em alusão a lugares. A frase corretamen­ te apontaria: "Vovó é do tempo em que (ou no qual) as pessoas ficavam demoradamente nas janelas da casa”. então. (C) Os velhinhos ficavam assistindo à tudo das janelas. a frase inteiramente cor­ reta é: (A) Não se sabe à partir de quando as janelas perderam a sua condição de posto de observação do mundo. o pronome relativo a ser empregado no texto desta alternativa será alu­ sivo ao substantivo “janelas”. Quanto à necessidade do uso do sinal da crase. O texto estará corretamente grafado deste modo: "Eram simpáticas aquelas casinhas cujas janelas davam di­ retamente para a calçada”. (D) Alternativa incorreta.

vejamos cada uma dasj alternativas da presente. pjor exemplo “despeito” bem j como diante. acento grave indicativo de cra.Tjécníco Judiciário/TRF 1a região/2006j í | ! I I Quanto ao uso do acento grave indicativo da crase.j tificações: “Antigamente. (C) Alternativa incorreta. de que o vocábulo! "tudo” é exemplo. Teremos o texto corretamente redigido deste modo: M Os velhinhos ficavâm assistindo a tudo 4as janelas. .Prova 13 . de forma verbal. do que ocasiona ja interdição do uso de acento | grave. Não pode haver emprego de acento grave in-1 dícativo de crase diante de pronomes. “presenciar” coto o j artigo definido “a”. Empregou-se corretamente o acento grave na lo. após as devidas re. Não se pode empregar acento grave na locução “aj partir de”. Considerando-se p vaior semântico indefinido j da expressão “muita gente” não há artigo diante dela. para onde levaVam almofadas”. Não se emprega. comseptido de Ver”. perderam a sua condição de posto de observação do mundo”. as j pessoas pareciam mais dispostas a obseryár os detalhes do mundo”. questão: | | (A) Alternativa incorreta. I \ j | i (D) Alternativa correta.j te ficar olhando a vida a partir da janela jie uma casa”. j (B) Alternativa jbncorreta.j se diante de palavra.indefinidos.j cução adverbial formada por palavra feminina “à vontade” bem como | para que se sinalizasse a contração de preposição “a”. j (E) Alternativa incorreta.. a despeito de. uma vez que nâo há artigo definido antecedendo o vocábulo | "partir”.como.j bo “assistir”]. masculina . Assim ficatá o texto. A frase corretamente redigida seráj "Já não interessa a muita gen. Está é a | resposta da questão. exigida pelo ver.empregado. o que impede j a contração jvocabuíar. \ \ \ l Português j j \ . não haver muito o que fazer. antecessor do substanitivo “movimentação”. A frase correto será: “Não se sabè a partir de quando as janelas.

Gabarito: 01) C 02) A 03) D 04) B 05) E 06) A 07) B 08) C 09) D 10) E 11) C 12) A 13) B 14) E 15) D Décio Sena 300 .

n. A polêmica gerada pela revista The Lancer deveu-se ao fato de que seu editorial: (A) propunha restrições ao desenvolvimento econômico do regime cuba­ no. “O editorial é um desrespeito à soberania de Cuba”. pre­ vendo o caos do regime e do sistema de saúde cubanos. tal como já acontecera com outros países comunistas. que sofre de câncer. diz Maurício 10 Torres Tovar. (B) buscava intervir na política externa de Cuba. 301 .Prova 14 Ia Região/2fi>§6 Orgulho ferido Ura editorial da respeitada revista britânica The Lancer sobre o fu­ turo de Cuba acendeu uma polêmica com pesquisadores latino-ameri­ canos. diversos países atingidos por catástrofes”. denunciando os planos expansionistas do enfraquecido ditador caribenho. Sergio Pastrana. (E) insinuava que o povo cubano se prestaria a referendar um regime ainda mais rígido depois da morte do ditador Fidel Castro. “A atenção do Estado cubano para com a saúde de sua população é um exemplo para todos. ajudando. (C) antecipava os acontecimentos e propunha ingerências externas. também protestou: “Temos condição de decidir se precisamos de ajuda e direito de escolher a quem pedi-la. da 15 Academia de Ciências de Cuba. 128} 01. (D) considerava que a morte do ditador cubano revelaria para o mundo o caos em que há muito mergulhara a saúde pública do país. E conclamou os Estados Unidos a preparar ajuda humanitária para os cubanos. O texto da revista sugeriu que o país pode mergulhar num caos após a morte do ditador Fidel Castro. Cuba tem uma notável vocação solidária. a publicação insinua que há dúvidas sobre a ca­ pacidade do sistema de saúde cubano fazer frente a esse quadro. tal como ocor5 reu nos países do Leste Europeu após a queda de seus regimes comunis­ tas. De quebra. com remédios e serviços de profissionais. coordenador-geral da Alames (Associação LatinoAmericana de Medicina Social).” (Revista Pesquisa Fapesp. Outubro 2006. afirmou.

II. . III. sempre se pautaram pela solidariedade. 02 . Propunha. o sistema de saúde cubano talvez não estivesse capacitado a dar conta do caos político que viria a ser instalado. (D) Afirmativa incorreta. embora fossem muito redu­ zidas e contassem com recursos limitados. Não há menção ao fato de o sistema de saúde pú­ blica cubano já estar. (B) Afirmativa incorreta. O. Cuba mergulhar em caos político. tal como aconteceu antes com paí­ ses do Leste Europeu que passaram por situações análogas. surgiu da afirmativa de que Cuba entraria em colapso após a morte de Fidel Castro. nem menção de que já houvera idênticas restrições a outros países comunistas. Segundo a alegação do coordenador-geral da Alames. segundo o texto. uma vez que este não dispunha de sistema de saúde suficien­ te para fazer frente ao problema que adviria do colapso iminente. da afirmativa deste item. Exatamente o oposto à possibilidade de existirem planos expansionistas do ditador e de seu governo. devem ser consideradas exemplares. provavelmente haveria colapso político após a morte de Fidel Castro. (E) Afirmativa incorreta. I. há muito. demonstram a eficiência interna e a vocação solidária do Estado Cubano nessa área.polêmico editorial da revista The Lancer afir­ mava que Fidel Castro se encontrava em grave situação de saúde e lan­ çava a hipótese de. segundo o qual o povo cubano se prestaria a referendar um regime político ainda mais rígido do que o atualmente existente. instalado na ilha. que os Estados Unidos se predispusessem a ajudar o país caribenho. as experiências cubanas» na área da saúde. Não há. no quadro internacional da me­ dicina social. (C) Afirmativa correta. ha­ via sido noticiado que. Na matéria divulgada pela revista The Lancer. como já havíamos comentado na alternativa (A) desta questão.Provas Comentadas da FCC Vejamos cada uma das alternativas: (A) Afirmativa incorreta. no texto lido. referência a supostas restri­ ções ao desenvolvimento econômico do regime cubano. após a morte de Fídel Castro. O po­ lêmica. por completo. Segundo a matéria veiculada ná revista The Lancer. após a sua morte. além do mais. o que difere.

I 03. j | I I Afirmativa èorreta. somente. Sergio Pastrana {afirma. Afirmativa mcorreta. | j j (D) o direito de reconhecer suas fraquezas e o dever de saná-lasj inter-namejiite. Sérgio Pastrana. j (D) II e III. somente. j (B) I e II. somente. (C) a convfcçãojde sua autossuficiência e o direito de escolher sua área de míluênda. | (B) condição dejapoiar a quem quiser e de escolher quem venha a apoiá-lo. | (E) I. atribuídas a! Sérgio Pastrana: . não faz menção ao feto de os recursos dej que dispunlia o País fossem limitados. C A ^atenção do Estado cúbanopara com a saúde de sua\ população é\um exemplo para todos” \ | III. somente.Prova 1 4 . (C) I e III. que cj povo cubano tem: í ] (A) competência para decidir seu destino | edireito de apoiar a quem! quiser.Analista Judiciário/TRF 1a região/2006' { } Completa corretamente o enunciado o que se afirma em: (A) II. cõordenador-geral da ALAMES (Associaçãoj Latino-Americana de Medicina Social). Cuba tem uma notável vocação solidária. ajudan-^ doycom remédios e serviços de profissionais. I. Iremos no texto as seguintes palavras. . a. afirma no texto que compõe esta prova que Cuba sempije foi solidária com os demaisj países na área da saúde. podemos comprovaç seu acerto transcrevendo pa-j lavras atribuídas a Sérgio Pastrana e colhidas no texto da nossa provarj “ A atenção 4o Estado cubano para com d saúde de sua população é wn\ exemplo patp todos. diversos países atingidos por^ catástrofes j I | Estão corretas. I (E) o direito de avaliar suas necessidades e dè decidir quem as preencheria. Analisemos cada uma das afirmativas numeradas de I a III. em relação à posição do editorial do periódico] britânico.ssim> as alternativas II e III. já tendo ajudadjo outros países que passavam! por dificuldades. No entanto. Afirmativa Çorreta. somente. II e UL | I I í .j j | í 303 | Português! .

atribuir .aventar . (B) Afirmativa incorreta. Podemos depreender o acerto destá aixrmativa re­ lendo o parágrafo introdutório dos comentários desta questão. (A) ensejar . relativa à posição do povo cubano caso uma possível necessidade de ajuda externa viesse a exis­ tir: "Temos condição de decidir se precisamos de ajuãa e direito de escolher a quem pedi-la Agora. vejamos cada uma das alternativas propostas na questão 3.conceder .reiterar . ao editorial da revista britânica The Lancer : acender.convocar . É falsa a afirmativa de que o texto estabeleça que Cuba tem condição de apoiar a quem quiser.infiltrar. 04. (B) instigar .conceder . Faz-se menção ao direto cubano de “escolher sua área de influência”. não haveria prejuízo para o sentido se ti­ vessem sido empregados.sugerir. (A) Afirmativa incorreta.retificar . conclamar e insinuar. teremos: (A) Um editorial da respeitada revista britânica The Lancer sobre o faturo de Cuba ensejou {originalmente “acendeu1 ’ ) polêmica com pesquisadores lati­ no-americanos. (C) dirimir . (E) Afirmativa correta. respectivamente. O texto da revista aventou (originalmente “sugeriu” ) que Décio Sena 304 .induzir. Procedendo-se à substituição dos verbòs destacados no enunciado da ques­ tão pelos que se sugerem nas alternativas da questão.Observemos a afirmativa. No texto. tem-no como um modelo a ser seguido por outros países. Não há na passagem transcrita menção ao fato de Cuba ajudar qualquer outro país.insuflar. percebemos que o articulista não acei­ tou a premissa de que seu sistema de saúde público contenha fraque­ zas. sugerir. Pelo contrário. Há. ter o direito de escolher a quem solicitá-la. no primeiro parágrafo do texto. (D) Afirmativa incorreta. afirmativa de que Cuba já ajudou diversos países. Considerando-se o contexto. (C) Afirmativa incorreta. sobrevindo alguma necessidade de solicitar ajuda externa. (D) solapar .propor . (E) conduzir . o que não está sendo veiculado no texto. ainda de Sérgio Pastrana. mas sim a de que. sim.insinuar —proclamar —confessar. Quatro ações são atribuídas.

Afirmativa correta. por apresentarem vocábulos que não se ajustam semanticamente às passagens em que foram empregados. O texto da revista retificou (originalmente “ sugeriu” ) que 305 Português . i u i i u í t r s r j •l« g m o / ^ U U b o país pode mergulhar num caos após a morte do ditador Fidel Castro. (D) Um editorial da respeitada revista britânica The Lancer sobre o futuro de Cuba solapou (originalmente 'acendeu” ) polêmica com pesquisadores lati­ no-americanos. De que­ bra. tàlcomo ocorreu . De quebra. Alternativa incorreta. “reiterou” e “infiltra”. E convocou (originalmente "conclamou” ) os Estados Unidos a preparar ajuda humanitária para os cubanos. (B) Um editorial da respeitada revista britânica The Lancer sobre o futu­ ro de Cubà instigou (originalmente “ acendeu” ) uma polêmica com pes­ quisadores latino-americanos. As substituições efetuadas preservaram o exato senti­ do do texto original. tal como ocorreu nos países do Leste Europeu após a queda de seus regimes comunistas„E atribuiu (ori­ ginalmente < ( conclamouu )os Estados Unidos a preparar ajuda humanitá­ ria para os cubanos. De quebra.nos países do Leste Europeu apôs a que­ da de seus regimes comunistas. tal como ocorreu nos países do Leste Europeu após a queda de seus regimes comunistas. Alternativa incorreta. por não se ajusta­ rem semanticamente às passagens em que foram empregados. O texto da revista propôs (originalmente “ sugeriu” ) que o país pode mergulhar num caos após a morte do ditador Fidel Castro. que sofre de câncer.^ u u ii . E reiterou (original­ mente “conclamou” ) os Estados Unidos a preparar ajuda humanitária para os cubanos. a publicação sugere (originalmente "insinua” ) que há dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano fazerfrente a esse quadro. a publicação insufla (originalmente “in­ sinua” ) que há dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano fazer frente a esse quadro. Todas as substituições efetuadas são incorretas. a publicação infiltra (originalmente “insi­ nua” ) que há dúvidas sobre a capacidade do sistema desaiíde cubano f a ­ zer frente a esse quadro. que sofre de câncer. Estão indevidas as substituições propostas para as substituições feitas com "instigou”. (G) Um editorial da respeitada revista britânica The Lancer sobre o futuro de Cuba dirimiu (originalmente "acendeu” ) uma polêmica com pesqui­ sadores latino-americanos. que sofre âe câncer. O texto dá revista concedeu (originalmen­ te “ sugeriu” ) que o país pode mergulhar num caos após a morte do di­ tador Fidel Castro.

que não têm adequação semântica nas passagens indicadas. Mais uma vez estão equivocadas todas as substitui­ ções propostas. E proclamou (originalmen­ te “conclamoua ) os Estados Unidos a preparar ajuda humanitária para os cubanos. O substanti­ vo “afronta” rege a preposição “a” Deste modo.Provas Comentadas da FCC o pais pode mergidhar num caos após a morte do ditador Fidel Castro. (B) representa um atentado contra a soberania de Cuba. que sofre de câncer. (D) é uma desconsideração em meio à soberania de Cuba. tal como ocorreu nos países do Leste Europeu após a que­ da de seus regimes comunistas. O texto da revista insinuou (originalmente “ suge­ riu” ) que o país pode mergulhar num caos após a morte do ditador Fidel Castro. a publicação confessa (originalmente “insinua” ) que há dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano fazer frente a esse quadro. Décio Sena 306 . De que­ bra. A frase acima permanecerá formalmente correta caso se substitua o seg­ mento sublinhado por: (A) constitui uma afronta da soberania de Cuba. Alternativa incorreta. (E) Um editorial da respeitada revista britânica The Lancer sobre o futuro de Cuba conduziu (originalmente f‘acendeu’) polêmica com pesquisado­ res latino-americanos.e verbal na última delas. que sofre de câncer. Alternativa incorreta. Esta questão aborda regência nominal . Observemos todas as alternativas da questão: (A) Alternativa incorreta. 05. O editorial é um desrespeito à soberania de Cuba. De quebra.em quatro alternativas . (E) trata com descaso pela soberania de Cuba. Ocorreu erro de regência nominal. Insistiu-se em substituições completamente equivoca­ das semanticamente para as formas verbais originariamente empregadas. E concedeu (originalmente * 'conclamou” ) os Estados Unidos a preparar ajuda humanitária para os cubanos. (C) estabelece uma restrição com a soberania de Cuba. a publicação inãuz (originalmente “insinua'} que há dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano fazer frente a esse quadro. a frase correta ficará: “constitui uma afronta à soberania de Cuba”. tal como ocorreu nos países do Leste Europeu apôs a queda de seus regimes comunistas.

Na. será preciso corrigir a frase: I j (A) Têm havido duvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano. [ (E) Alternativa mcorretk A forma verbal "trata” tem emprego transitivo j direto. também. é indevido.está formada pelo verbo. é necessário lèmbramo-nos de que o verbo “haver". j l 307 r * Português ] . agora. verdade. flexionado. A frase ficaria correta se fosse retificada desta-forma: “trata com i descaso a soberania de Cuba”. é verbo impessoal.auxiliar “Têm” . au­ xiliar “ter” ej pelo verbo principal “haver?1 . j (C) Alternativa incorreta. A formà yerbal composta empregada pretérito perfeito composto do indicativo j. que é a resposta da questão. A frase estaria corretamente redigida desta forma: “é uma des­ consideração à soberania de Cuba’’. j j (C) Será que o sistema de saúde cubano temj suscitado dúvidas sobre sua eficácia? I ! I ‘ ’ í ’ (D) Que dúvidas têm propalado os adversários de Cuba sobre seu siste­ ma de saúde? \ (E) A quantas djívidas tem dado margemo Sistema de saúde de Cubà? Para resolvermos esta qüestão. quando Empregado com sentido de “existir”. com respeito às con­ cordâncias verbais efetuadas. é impessoal. não pode ser flexionado. o acento circuríflexo posto sobre a forma verbal. in­ dica flexão em terceira pessoa do plural o|que. . Todos os demais verbos dà questão não têm a característica de impessoalidade que existe com o verlio citado. ou seja. ' i (A) Concordância verbal incorreta. Para que se respeite a concordância verbal. Ora. como vimos. todas as alternativas dá questão. o verbó auxiliar não pode ser.A ríaÜsfca Judiáário/TRF 1a região/2006 (B) Alternativa c-orreta. Teríamos a frase corretamente redigida áesta formà: “estabelece uma restrição à sqberaniá de Cuba”. : j: (D) Alternativa incorreta: O sübstantivo “desconsideração” rege a preposi­ ção "a”. uma vezique não tem sujeito. O substantivo “restrição” rege a preposição “a”. ■ * 06.| Observemos. ÍA preposição “contrj” está sendo requisitada pelo substantivo latentado”. que.Prova 1 4 . Nada existe paíajser retificado na presente al­ ternativa. Sendo impessoal o verbo prin­ cipal da forma verbal composta. j (B) Têm sido levantadas dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde j cubano. não há =sujeito pjara que sei promova a flexão. comojsabemos. empregado com sentido de “existir”.

para que a concordância verbal fóssè corretamente efetuada.A frase ficará corretamente grafada deste modo: “Tem havido dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano”. (C) Concordância verbal correta. O verbo “dar”. 07. o verbo auxiliar da locução verbal auxiliar sofreu a natural flexão em 3apessoa do plural. indicada por “Têm sido”. principal da forma verbal composta “têm propalado” não é impessoal. O sujeito da oração está sendo indicado pela expressãó “o sistema de saúde cubano”. O sujeito da forma verbal composta está sendo indicado pela expressão “os adversário de Cuba”. não é impessoal. (E) Concordância verbal correta. Esta é. cujo núcleo “sistema” indica a 3ft pessoa do singular. Sendo o sujeito da oração o substantivo “dú­ vidas”. o que provocou o emprego do acento circunflexo sobre a forma verbal auxiliar do tempo composto. principal da forma verbal composta “tem dado”. o su­ jeito de “tem dado” está sendo indicado pela expressão “o sistema de saúde de Cuba”. a forma verbal composta “Têm sido levantadas” tem como seu verbo principal o particípio do verbo “levantadas” do verbo “levantar”. representado. O verbo “propalar”. (B) Concordância verbal correta. o verbo “suscitar”. para que fosse feita a devida concor­ dância verbal. então. . principal da forma ver­ bal composta “tem suscitado” não é impessoal. A ausência de acento circunflexo na forma verbal auxiliar w tem” indi­ ca sua flexão nestas pessoa e número. a respos­ ta da questão. que na forma verbal composta mencionada. Décio Sena 308 . A frase que admite transposição para a voz passiva é: (A) O país pode chegar a uma situação caótica. (D) Concordância verbal correta. em seu núcleo. designativo de 3“ pessoa do plural. Na oração ora estudada. pelo substantivo “adversários”. ainda. surge uma locução verbal auxiliar. de modo que se caracterizasse sua flexão em 3a pessoa do plural. O verbo auxiliar do tempo composto foi empregado corre­ tamente em 3opessoa do singular. em sêu núcleo por “sistema” substantivo designativo da 3ttpessoa do singular. caracterizando-se a concordân­ cia verbal como correta. Como podemos observar. o que torna o texto correto quanto à concordância verbal. designativo de 3a pessoa do plural. represen­ tado. (B) O editorial é um desrespeito à soberania cubana. Este verbo princi­ pal não é impessoal» o que nos faz perceber que o sujeito da oração está sendo indicado pelo substantivo “dúvidas” Observemos.

questão 13. já que. (E) Cúba tem auxiliado países vítimas de catástrofes. à observação dos diversos itens que compõem esta questão: (A) A conversão desta oração para a voz passiva é impossível. Já vimos em questões precedentes . também não procede denominarmos de voz ativa a oração por ele estruturada. prova 12. é imprescindível que o verbo que surge na voz ativa seja de regência transitiva direta ou tran­ sitiva direta e indireta. empregado com sentido de “existir”. Como já sabemos.tem regência transitiva indireta. de ligação.“chegar”. Relembremos. verbos de ligação não apontam ação que tenha sido praticada ou sofrida pelo sujeito. (C) A conversão desta oração para a voz passiva é impossível. 309 Português . não admite o trânsito da oração em que surge para a voz ativa.prova 11. não é viável afirmarmos que esta oração esteja na voz ativa.os mecanismos de conversão das vozes ver­ bais.“ser” . ques­ tão 6 e prova 13. O verbo des­ ta oração é. também. Passemos. não havendo sujeito. São ver­ bos em que o conteúdo semântico praticamente inexiste. Leia-se. O verbo “ha­ ver”. Na ver­ dade. por isso mesmo.(C) A atenção do Estado cubano para com a saúde popular é exemplo pkta todos. Desta vez temos uma oração cuja forma verbal composta . o comentário da alter­ nativa antecedente.pretérito perfeito compos­ to do indicativo com núcleo representado por “auxiliado”. agora. (E) Ê possível a conversão desta oração para a voz passiva. Isto porque seu verbo . tem verbo principal de regência transitiva direta. o que os faz. (B) A conversão desta oração para a voz passiva é impossível Na verdade. um aspecto fundamen­ tal para que haja conversão de voz ativa para a voz passiva. O verbo prin­ cipal da locução verbal . não podemos afirmar que a ação recaiu sobre esta função inexistente. então. questão 6 .é de ligação. (D) A conversão desta oração para a voz passiva é impossível. ser denominados verbos não nocionais. apesar de transitivo direto. no caso . para a resolução desta questão. (D) Houve indignação é protestos contra o editorial da revista. A voz passiva correspondente a esta oração será: “Os países vítimas de catástrofes têm sido auxiliados por Cuba”.

não repro­ duz o que se disse anteriormente com “De quebra” A substituição de “fazer frente a esse quadro” por “ficar face a face com esse quadro” também provoca desvio semântico. Agora.tanto quanto a anteriormente emprega­ da "Apesar disso” . o que não é viabilizado Décio Sena 310 . a publicação insinua que há dúvidas sobre a capacidade do sis­ tema de saúde cubano enfrentar esse quadro. (A) Não está correta a primeira substituição. A expressão “Não obstante” tem valor concessivo . De quebra. agora. (D) Ainda assim . Observemos a frase constante do enunciado da questão: De quebra. Observemos. também de valor concessivo. por: (A) Apesar disso .ficar face a face com esse quadro. a publicação insinua que há dúvidas sobre a capacidade do sis­ tema de saúde cubano fazer frente a esse quadro.o qual não reproduz a ideia de acréscimo de infor­ mação trazida pela expressão “De quebra”»e a expressão “enquadrar esse quadro”.confrontar-se com esse quadro. A resposta da questão está na alternativa (C). vejamos a mesma frase com exatamente a mesma mensagem sendo veiculada já substituída pelas expressões que mantêm o sentido originai: Além disso. Afinal. (C) Além disso . consequentemente. A frase acima conservará a correção e o sentido caso se substituam os elementos sublinhados» respectivamente. (B) As duas sugestões de substituição propostas não atendem às necessidades semânticas de se preservar o sentido do texto original. (B) Não obstante . procedendo-se à substituição dos fragmentos sublinhados no texto contido no enunciado da questão pelas sugestões nelas contidas. A introdução da expressão "Apesar disso”.enquadrar esse fato.enquadrar-se nisso. (D) A expressão “Ainda assim”. além de estabelecer redundância viciosa. a publicação insinua que há dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano fazer frente a esse quadro. (E) Por isso mesmo .enfrentar esse quadro. “fazer frente a esse qua­ dro” sugere o enfrentamento com o quadro.Provas Comentadas da FCC 08. de valor concessivo. não condiz com a ideia de acrésci­ mo sugerida por “De quebra” “Confrontar-se com esse quadro" pode­ ria ser substituto para “fazer frente a esse quadro”. as demais alternativas da questão. igualmente não repro­ duz a mensagem veiculada por “fazer frente a esse quadro”.

. . j j (B) A publicação teria conclamado os Estâdòs Unidos a que providen-j ciassem ajulda humanitária para os ciibjanos. já com as formas verbais adequadamente dispostas na articulação entre:seus tempos ejmo-j dos.Prova 14 -Analista Judiciário/TRF 1“ região/2006j cora "ficar face a face com esse quadroTtradutor da ideia de ficar-se. quando necessário. . Está adequada a ^articulação entre os tempos e os modos verbais da frase: (A) A publicação conclamaria os Estados Unidos a terem providenciadoj ajuda humanitária para os cubanos.que providenciem ajuda humanitária para os cubanos. (E) A publicaçao terájconclamado os Estados Unidos a que têm provi^ denciado ajuda humanitária para os cubanos. ás duas substituições propostas não atendem às exigênciasj semânticas originalmente impostas. | j ! . ' i Como observamos.. j.! apenas. ll : . ' | (B) A publicação teria conclamado os EstaâosXínidos a que providenciassem ajuda humanitária para os cubanos. ■ . (D) A publicação tinha conclamado os Estados Unidos a que providen ciariam ajuldfa humanitária para os cubfanos. ! (A) A publicação conclamaria os Estados \ Unidos a providenciarem djudd humanitária para os cubanos. : ! ] (E) Desta vez. j Vejamos cada uma das. A expressão que exprime conteú-] do retificadór “Por ísso mesmo” tem significado completamente distin-j to de “De quebra” e a substituição de "fazer frente1 a esse quadro” por! “enquadrarie nisso” é absurda iquanto aò atendimento da exigência dei preservaçãojdo sentido originai. | j (C) A publicação conclamará os Estados Unidos a que providenciem ajudà humanitárih para às cubanos. alternativas da presejnte questão. à frènte do iquadro. . 311 Português . : ! j (D) A publicação tinhá conclamado os Estados Unidos a que providenciasl sem ajuda humanitária para os cubanos^ i (E) A publicaçao terá conclamado os Estados Unidos a . j j j M | 09. . apenas a alternativa (B) hão teve dé ser retificada. | (C) A publicaçao conclamará os Estados Uipdos a que providenciam aju-j da humanitária para os cubanos.

nãó atende á esta exigên­ cia e está. Décio Sena 312 . Cuba também já demonstrou. o quanto é solidária. ainda assim. Sugerimos a frase seguinte: “ A vocação de Cuba pela solidariedade é incontestável e. incorreto. Observemos todas as alternativas da questão. Afinal. o quanto é vocacionada para o exercício da solidariedade. Nenhum reparo torna-se necessário para que este texto esteja claro e correto. (E) Nunca faltou à solidariedade de Cuba a vocação para se mostrar res­ pectivamente notável nisso. notável”. “ainda assim” não tem encaixe semântico lógico neste texto. (D) Alternativa correta. ficando àssim: “Ficou tão evidente no texto o quanto Cuba é solidária e o quanto tem para isso umá notável vocação” (B) Alternativa incorreta. (D) Cuba já demonstrou. O emprego do vocábulo “Onde”. por isso mesmo. com a inclusão da conjunção coordenativa adi­ tiva V*. a resposta da questão. A transição da passagem “Ficou tão evidente no texto o quanto Cuba é solidária” para “que tem para isso uma notável vocação” não se realizou com coerência. (C) Alternativa incorreta. em busca daquela que traz re­ dação ciara e correta. unicamente. o texto deman­ da nova estruturação que suprima o uso do vocábulo citado. Para ser corrigido. realmente. o advérbio e pronome relativo “onde” deve ser empregado. não é lógico o emprego da expressão articüladora citada para a afirmação de “o quanto é solidária” A simples supressão de “ainda assim" tornaria o texto claro e correto: “Amplamente vocacionáda para tanto. bem domo da expressão reforçatlva “o quanto”. Cuba tam­ bém já demonstrou o quanto é solidária”.10. (C) Amplamente vocacionada para tanto. sobejamente. já que Cuba é amplamente vocacionada para ajudar outros países. (A) Alternativa incorreta. Está ciara e correta a redação da seguinte frase: (A) Ficou tão evidente no texto o quanto Cuba é solidária que tem para isso uma notável vocação. neste texto. Esta é. Sendo expressão de teor semântico concessivo. (B) Onde a vocação de Cuba é realmente notável está no fator de sua in­ contestável solidariedade. atentando-se para a construção paralela. O texto poderia ser retificado. o que provocou falta de lógi­ ca semântica textual. após o adjetivo “solidária”. então. para fazer menção a lugares. Como sabemos.

(D) trataram-lhe . trata­ ram a soberania dé Caba como uma questão menor. 11.lhe tivessem construído.com nú­ cleo no substantivo “soberania” . uma vez que a distância em que se encontra de seus an­ tecedentes o faz perder a clareza quanto a seu referente. (B) trataram-na . Por outro lado. Já pudemos ver este modelo de questão na prova 12. por: (A) trataram a ela . o pronome pessoal oblíquo átono devido para sua substituição é “a”. For outro lado.reduzi-la . 313 Português .a tivessem construído. respectivamente.a reduziram . em geral. Sugerimos nova redação para este tex­ to: “ A vocação de Cuba à solidariedade nunca deixou de ser notável”. a expressão "a soberania de Cuba” . suor e lágrimas. O candidato deve saber reconhecer as regências verbais e ps pronomes oblí­ quos átonos incumbidos de substituírem expressões que. “reduzir” e “tivessem construído”.(E) Alternativa incorreta. Evitam-sé as viciosas repetições acima substituindo-se os segmentos su­ blinhados. (C) a trataram . as duas inversões que abrem o texto não são necessárias e dificultam a apreen­ são imediata do sentido do texto. então. questões 15 e pro­ va 13 questão 8. que surgiu contraído com a preposição “em”. Trata-se de questão cujo modelo vem-se tornando comum nas provas ela­ boradas pela Banca Examinadora da Fundação Carlos Chagas.indicativa de 3apessoa e do gênero femini­ no.reduziram-lhe lhe tivessem construído. Podemos observar que a expressão “a soberania de Cuba” surgiu como com­ plemento verbal de “trataram”. As três for­ mas verbais para as quais serviu como complemento têm a mesma regência transitiva direta.tivessem-na construído. pretenderam redu­ zir a soberania de Cuba a dimensões risíveis. (E) trataram-na .a tivessem construído. também não é adequado o emprego do pronome demonstrativo “isso”. Passemos à observação desta questão. Sendo. como se os habitantes do país não tivessem construído a soberania de Caba com sangue. O editorial foi considerado-um desrespeito à soberania de Cuba. neste texto. Não há encaixe semântico lógico para o advérbio “respectivamente”.reduzir-lhe . surgem como complementos verbais dispostos de modo redundante.reduziram-lhe .

(E) A revista britânica esqueceu-se de que os cubanos notabilizaram-se pelo sentimento de solidariedade_____ já demonstraram nas últi­ mas décadas. então.M . da sinta­ xe de colocação de pronomes átonos) neste fragmento. A expressão com que preenche corretamente a lacuna da frase: (A) Foi dura. deveremos proceder à vinculação deste pronome com as for­ mas verbais já citadas. (B) Foi grande a repercussão_____ obteve o editorial da revista entre pesquisadores latino-americanos.pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo única posição correta (levando-se em conta apenas as indicações cultas formais..ao providenciarmos a ênclise pro­ nominal. de transformarmos graficamente o pronome “a” em "na”.ao providenciarmos a pródise do pronome relativamente ao tempo composto "tivessem constru­ ído” .não tivessem construído a soberania de Cuba. ” ..não a tivessem construído.ao providenciarmos a ên­ clise pronominal.... Temos. “reduzi-la” e "a tivessem construído”. Teremos. w . então: “ . Dédo Sena 314 ..trataram-na.. ” .Provas Comentadas da FCC Deste modo.. observaremos a obrigatoriedade da transformação gráfica deste pronome em “-lawquando o juntamos de modo enclítico a formas verbais terminadas em V . pelo fato de o verbo terminar em nasalldade.. 12.. uma vez que não há palavra de atração para o pronome... única posição possível neste fragmento... imediatamente antes do tempo citado. ” .pretenderam reduzir a soberania de Cuba. (C) A muitos cubanos ofenderam os termos _____ o editorial se referiu ao futuro do país... deste modo: “ . Teremos. “s” e V 5 . (D) As grandes potêndas costumam ser presunçosas quando analisam o tipo de sociedade_____ os pequenos países escolheram construir. deveremos observar a obrigatoriedade exis­ tente. única posição possível neste fragmento já que não há palavra de atração para o pronome.. em face de não ser possível realizar-se ênclise a formas verbais em particípio e existir vocábu­ lo de atração (o advérbio “não”). em de­ sagravo à dignidade do país. a sequênda: “trataram-na”. “ .. mas justa.. a réplica______ Sergio Pastrana se valeu... te­ remos “ .trataram a soberania de Cuba. “ ..preten­ deram reduzi-la..

temos um pronome relati\jò funcionando sintaticamen.de objeto indireto da forma verbal “valer-se” O verbo "valer-se” exigiu que o pronome relativo surgisse regido da preposição "de”.j feriu” está sendo indicado por “o editorial”. Observe-se que a oração ora [analisada está-nos dizendo [que o editorial se referiu ao futuro do país com ítermos (considerandb-se que o.j te como objejto direto e. para reger o adjunto ad­ verbial “comjque” (semanticamente equiparada a “com termos”).temjregência transitiva indireta. não podendo ser precedido por pre-1 posição. j (C) O pronome rklativo deste texto classificasse sintaticamente como ad. Na oração em: que surge. : |. função sintática .j riu” . | o que faz surgir o objeto indireto “ao futiiiro do país”. i ! ■ r : 315 Português . então. : : .j ma preposição poderá anteceder o pronome relativo citado. por isso. A forma verbal “se refe.Analista Judfdário/TRF 14 região/2006 I | \ | | j Vejamos cada uma das sentenças contidas nas àlternativas desta questão. é transitivo indireto e seu complemento surge regido da preposição citada: “Sérgio Pastrana valea-se de uma nota de desagravo ”. empregado de niodo pronominal.com o jpronome em próclise . | j j j j j (B) Desta vez. neste item. ! I' j I 1 7 ■ [' .I (D) De modo semelhante ao que ocorreu na alternativa (B). representante semântico de “repercus. nenhuma preposição po~. pronome relativo empregado é |representante semântico do substantivo que o antecede “termos”). como ocolrreu.! garemos “com que”: i■j: \ (A) O pronome rellativo “que” desempenha.!Sendo objeto direto. o sujeito de “se re. Esta j é a resposta da questão.I são”. derá antecedêr o pronome relativo. Observemos que o referido pronòme é representante semânti­ co de “solidariedade”. em busca daquelas na qual empre. nenhu.já j com a lacuna preenchida corretamente. funciona sintaticamente como objeto direto da forma verbal “ób. Ajprèposíção “com” surgiu.funciona como objeto direto do vert>o principal da locução verbal j “escolheram jconstruir” Sendo objeto direto.j de” .j teve”.| junto adverbial de nieio. cujo sujfeito é “o editorial da revista”.j iativo desta oração -i representante semântico do substantivo “socieda.j Prova 14 . Este verbo. poi* exemplo. o pronome relativo. j (E) Mais uma veiz. o pronome1 re.

o editorial calou fundo em todos eles. Sua supressão provocaria.com firmeza ao edito­ rial veiculado pela revista K 7he Lancer " e. II e III. Ê vírgula de emprego facultativo e que tem por intenção colocar a mensagem expressa pela oração subordinada adverbial temporal em relevo esti- Dédo Sena 316 . empregou-se uma vírgula para que se separasse de sua ora­ ção principal uma oração subordinada adverbial temporal. As vírgulas deste texto isolam expressão de natureza explicativa. a retirada da ênfase que se concedeu à expressão “por si mesmo”. XII. sem que o sentido geral do téxto viesse a ser atingido. unicamente. entendemos que todos os pesquisado­ res latino-americanos. II. quando não solicitadas. por óbvio. I e II. II. colo­ cando-a em reievo estilístico. o que implicaria evidente alteração de sentido do texto original. A supressão da vírgula que ora co­ mentamos transformaria o sentido que comentamos de tal modo que se passaria a dizer que apenas os pesquisadores latino-americanos nos quais o editorial da revista inglesa calou fundo teriam reagido ao mesmo com firmeza. Considere as seguintes frases: I. I. sem exceção.13. reagiram. O editorial calou fundo nos pesquisadores latino-americanos. que a ele reagiram com firmeza. Observemos a razão de emprego das vírgulas encontradas nos textos nu­ merados de I a III. Ofertas de auxílio podem ser constrangedoras. por si mesmo. III. III. transformar-se-ia uma oração subordinada adjetiva explicativa em uma oração subordinada adjetiva restritiva. O povo cubano deve decidir. se precisa ou não de aju­ da externa. Desta vez. II. o que indica não ter calado fundo em todos os pesquisadores. A vírgula que surgiu após o composto “latino-americanos” tem por fim indicar a natureza semântica explicativa da oração “que a ele re­ agiram com firmeza” Assim. também. Ou seja. A eliminação da(s) vírgula{s) altera o sentido SOMENTE do que está em: (A) (B) (C) (D) (E) I.

vale dizer. sem que o sentido geral do texto sofresse qualquer alteração. Dicionário Eletrônico Aurélio . com empre­ go defectivo. No entanto. (D) Se os cubanos interviessem em outros países do modo como já inter­ vieram as grandes potências. (C) Alternativa incorreta. erro na conjugação do verbo “aprazer”. ainda. não tem aplicação semântica viável no contexto em que surgiu.lístico. segundo a maioria das gramáticas. (E) Que ninguém se surprenda se os cubanos recomporem seu estilo de vida. 14. Vejamos cada uma das alternativas da questão. Por outro lado. tratando-os como bem lhe aprouveu. apresenta-se. seriam duramente rechaçados. em nossas gramáticas e dicioná­ rios acerca dele: 317 Português . após uma eventual ruptura política. o contexto semântico recomenda o emprego do ver­ bo “emergir” (vir à tona) nesta alternativa. (C) A revista 'lhe Lancer descriminou os cubanos. que in­ dica “causar prazer”. “deleitar” (cf. Vejamos o que se lê. (A) Alternativa incorreta. deverá ser grafada “acirrou”. Nova Fronteira) Este verbo. e não o seu parônimo “imer­ gir” (afundar). (B) Alternativa incorreta. há vozes discordantes. Ocorreu erro de grafia na forma do verbo “insu­ flar1 ’. como significa “inocentar”. com respeito ao emprego e flexão das formas verbais nela encontradas. (B) Atitudes colonialistas costumam insulflar ressentimentos entre os povos que buscam imergir de suas fundas penúrias. na 3a pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. não conjugado em todas as formas. Ocorreu. “ser aprazível”.Ed. frequentemente empregado em provas de português de concur­ sos públicos. “agradar”. Está ocorrendo deslize de grafia na forma “des­ criminou” pertencente ao verbo “descriminar”. A retirada da vírgula que se mencionou apenas promoveria a supressão do destaque originalmente concedido à mensagem expressa pela oração subordinada adverbial temporal. Estão corretos o emprego e a flexão dos verbos na frase: (A) A polêmica que o editorial tinha aceso entre os latino-americanos também acerrou os ânimos de intelectuais progressistas europeus. que. Ocorreu erfo de grafia na forma do verbo “acir­ rar” que.

que ê a form a de que se deriva o presente do subjuntivo. este verbo apresenta as seguinte formas irregulares:.EcL Nova Fronteira. Dédo Sena 318 . 269). p. obtemos a informação de que ele é “Pouco usado na Ia e 2a pessoa”. este último tempo não deveria apresentar form a alguma. deveria haver as form as âe imperativo negativo “não apraza você” e “não aprazam vocês” Na gramática do eminente Mestre Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa. como podemos observar. apraziam_______________________ Pretérito Mais-que-Perfeito do Indicativo: aprouvera. 2001. aprouveram (formas irregulares) Futuro do Presente do Indicativo: aprazerá. Ed. Existindo. que é a mais consensualmente empregada deste verbo. 1. p. aprazerão______________________ Futuro do Pretérito do Indicativo: aprazeria. Gerúndio: aprazendo________' ___________________________________ Particípio: aprazido ______________________________________________ Há algumas Incoerências na conjugação acima vista. lemos que o verbo “aprazer” conjuga-se como o verbo “prazer”. aprazeriam_____________________ Presente do Subjuntivo: apraza. aprazerem____________'_______________________. obrigatoriamente. aprouvessem (formas Irregulares) Futuro do Subjuntivo: aprouvet. mas sim conjugado em todas as formas. Lucerna. informam-nos "Empregado apenas na 3a pessoa. aproiiveram (formas irregulares)_______ Pretérito Imperfeito do Indicativo: aprazía. encontra-se no Dicionário Eletrônico Aurélio . Nova Fronteira.. 3a edição» 12° reimpressão.” em divergência à infor­ mação que nos chega das duas formas precedentemente citadas. Rio de Janeiro. aprouverem______________________________ Imperativo Afirmativo: inexistente____________________________ Imperativo Negativo: inexistente __________________ Infinitivo Impessoal: aprazer_______________________ Infinitivo Pessoal: aprazer. Não havendo a primeira pessoa do singular do presente do subjuntivo. 432. aprazem____________ ___________________________ Pretérito Perfeito do Indicativo: aprouve. Ed. as form as àe presente do subjuntivo “apraza” e “ aprazam” . o que implica a possibilidade de o verbo “aprazer” não ser defectivo.Provas Comentadas da FCC Presente do Indicativo: apraz. 2. Rio de Janeiro. Celso Cunha e Lindley Cintra. 37a edição. 1999. para alguns. Á mesma informação de que o verbo "aprazer” não é defectivo. em Nova Gramática ào Português Contemporâneo. aprazam___________________ Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: aprouvesse. Quando nos orienta acerca da conjugação deste último verbo.

procurando aquela em que a forma verbal empregada na lacunaj assumirá.Anáiista Juàláário/TRF 14 região/2006 Vera Cristina Rodrigues. constata-se no uso corrente apenas a conjugação defectiva” i No Dicionário Eletrônico Houaiss da língua portuguesa. a sua possível redação em voz passiva analítica (ou com auxiliar): “Há muito. | j (E) Alternativa ifiCorretai Ocorreu erro de grafia na forma verbal “surpre­ enda”. Edj Objetiva.j-! (C) Os pesquisa|dores ríão_____ (haver) de jsé ofender. a forma verbal “recomporem”. 2003! p. j 15. 319 j Poriiiguêá . no Dicionário Houaiss âe Verbòs. de nota em que se faz menção ao fato de que. Ed. Não há qualquer deslize no texto. por estar no futjuro do subjuntivo. 1 (D) Foi precisa á argumentação de que se • j (valer) os pesquisadores j latino -americanos em sua réplica ao editorial. deve-j se atentar pàra ò fato de o mesmo estar em oração de voz passiva pro-j nominal (oijt sintética). Iaedição. modernamente. a flexão de número singular: ! . (B) Ê natural qiie____ L (ferir) o orgulho db povo cubano as exortações j publicadas na revistabritânica. | Por outro lado. j Vejamos o prednchimento das lacunas existentes nas alternativas destaj questão.Prova 14 . informanos que “Embora jalguns gramáticos mencionejm conjugação completa para estes verbos. comò prova desta afirmativa. (A) Ao se preencher a lacuna desta sentença com o verbo “tolerar”. temos informação coincidente com a obtida no Dicionário Hpuaiss de Verbos. que. caso os termos do j editorial dajrevista fossem menos prepotentes. 176. Objetiva. obrigitoriamente. acrescida. Esta é a resposta da questão. aiia-o ao verbo “aprazer”:ejem nota de rodapé. por sua vez. Observe-se. deveria ter sido grafada sob a forma “recompuserem”. deriva de “pôr”.0 verbo Lndicadojentre parênteses deverá flexionar-se numa forma do sin. alguns gramáti­ cos aceitam as foijmas “apra2erá” e “aprazeram” para o pretérito mais-qüeperfeito do indicativo. em todas as fontes acima citadas. (E) Aos países ricos não_____ (competir) tomar decisões que afetem a soberania dos países em desenvolvimento. Conjugação e Usp de Preposições antecedentemente citada. Conjugação e Uso de Preposições. Íê~se que o verbo “aprazerse” (pronominalmente empregado) tem todas jas suas formas conjugadas. ao comen­ tar o verbo "prazer”.j galar para preencher corretamentea lacuna da frase I (A) Há muito aao se I ■ (tolerar) atitudes arrogantes como a do èdi.j torial da revjista britânica. pertencente a "re­ compor”. . Rio de Janeiro. (D) Alternativa cprreta. Por otitro lado.

com os termos das suas orações postos em or­ dem direta: “É natural que as exortações publicadas na revista britâni­ ca firam o orgulho dopovó cubano” (C) Desta vez. na qual o ver­ bo principal. acarretou o seu obrigatório emprego também na 3a pessoa do plural.não são toleradas atitudes arrogantes como a do editorial da revista bri­ tânica. entendemos que “tomar decisões [que afetem a soberania dos países em desenvolvimento] não compete aos países ricos”. as flexões de número e péssòa incidem sobre o ver­ bo auxiliar. com núcleo no substantivo “pesquisadores". o que faz com que tenhamos de flexionar a locução verbal em 33 pessoa do plural. óbservamòsque à expressão "atitudes arrogantes” fun­ ciona como sujeito do verbo que devemos empregar. o que justifica a forma verbal "hão” (D) A expressão “os pesquisadores latino-americanos”. na 3a pessoa do plural. os sujeitos representados por orações provocam a flexão dos verbos de que são sujeitos na 3apessoa do singular. pertencente ao verbo "ferir” é a expressão “as exortações” que lhe surge posposta. surge no infinitivo. “ofender”. 0 verbo “haver” está em­ pregado nesta locução como seu verbo auxiliar. O sujeito da locução explicitada está sendo indicado pela expressão “Os pesquisadores”. o que impõe o emprego da forma verbal citada na 3apessoa do plural. (E) O sujeito da forma verbal concernente ao verbo “competir” está sendo in­ dicado pela oração "tomar decisões”. temos uma locução verbal (“hãó de ofender”). como foi efetuada. Gabarito: 01) C 02) D 03) E 04) A 05) B 06) A 07) E 08) C Décio Sena 09) B 10) D 11) B 12) C 13) A 14) D 15) E 320 . Esta é a resposta da questão. em uma locução verbal. (B) Observamos que o sujeito da forma verbal sublinhada. sujeito do verbo “valer-se” (pronominal).”] Assim. Para mais fácü apreensão do que afirmamos. o qüe implica sua flexão.” Asáirri. reescrevemos o período com suas orações já divididas e com seus termos postos em ordem direta: [“Não compete aos países ricos] [to­ mar decisões] [que afetem a soberania dos países em desenvolvimento. Gomo sabemos. Como já sabemos. Eis a reescritura do período.

desprotegidos e sem direitos. que os servos feudais fossem. de bem-estar e de ascensão social. o jornalista Elio Gaspari evocava o drama recente de iun navio de crianças escravas er­ rando ao largo da costa do Benin. Simples continuação ou repetição? Talvez haja uma diferença . paradoxalmente livres da servidão. as primeiras foram arrancadas de seus meios de subsistên­ cia. Massas inteiras se encontraram. foi necessário. um ajuste. seduzia os emigrantes europeus: sonhos de posse. no século XVI. Quatro ou ciaco sécülos mais tarde. Ao ler o texto ~ que era inspirado o navio tornava-se uma metáfora de toda a África subsaariana: ilha à deriva. à força.pe­ quena. O protó­ tipo poderia ser o prospecto que. por exemplo. expropriados do pedaci­ nho de terra que podiam cultivar para sustentar-se. mas substancial . por exemplo. criou as condições necessárias ao surgi­ mento do capitalismo. o século XX pediu uma espécie de segunda ro­ dada. A expropriação que toma essa passagem possível é psico­ 321 5 io 15 20 25 30 . um século atrás.entre as massas do século XVI e os migrantes da globalização. o processo que. mas obrigadas a vender seu trabalho para sobreviver. essa violência não deveria ter acabado? Ao que parece. Elio Gaspari propunha um termo para designar esse povo móvel e desesperado: “os cidadãos descartáveis” "Massas de homens e mulheres são arrancados de seus meios de subsistência e jogados no mercado de trabalho como proletários livres. Pará que ganhássemos nosso mundo moderno. quando ele descreve a “acumulação primitiva” ou seja. a criação de sujeitos descartáveis globais para um capi­ talismo enôm global. os segundos são expropriados de seu lugar pela violência da fome.” São pa­ lavras de Marx. mas quase sempre eles recebem em troca um devaneio.Prova 15 Analista/Banco Cemtral/2006 As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto apresentado abaixo O segredo da acumulação primitiva neoliberai Numa coluna publicada na Folha de São Paulo. As condições para que o capitalismo invente sua versão neoliberai são subjetivas. assim. mistura de leprosário com campo de extermínio e reserva de mão de obra para migrações desesperadas.

ao mesmo tempo. da personalidade 55 contemporânea. Faz parte do corpo doDécio Sena 322 . portanto. 35 de bem-estar) definido pelo acesso a bens e serviços. Aconteceria uma queda total do índice de confiança dos consumidores. Desemprego. desde o prospecto do emigrante. Terra de ninguém. A partir dos anos 60. a “acumula­ ção primitiva* do neoiiberalismo nos oferece a liberdade de mudar e su­ bir na vida. que ele seja parte inalterável. etc. sem condutor. Arrancados de nós mesmos. de bem-estar e de felicidade. uma insa­ tisfação radical. Bolsas e economias iriam para o brejo. o que importa não é lhe ven­ der mais uma roupa. definidora. familiar e social. é psicanalista e foi professor de estudos culturais na New School de Nova York. sonhador descartável. que corre atrás da miragem de sua felicidade como um trem descontrolado. E. é preciso que toda satisfação conclusiva permaneça impossível. assim. de repente. a coisa não fica bem. mas de nossa comunidade restrita. mas quisesse. deveremos querer ardentemente ser algo além do que somos. O requisito para que a máquina neoliberál funcione é mais refinado do que a venda dos mesmos sabonetes ou filmes para todos. mas. 60 Melhor deixar como está. hipoteticamente. No entanto. casa perfeita e corpo perfeito. crise. acalmar nossa insatisfação. de cultivar visões. a oferta vem se aprimoran­ do. Contardo Calligaris. 2002) Nota: O autor desse texto. sonhos e devaneios de aventura e 40 sucesso. é alimentar nele sonhos de elegância perfeita. 30 Para fomentar o sujeito neoliberál. uma cortina ou uma lipoaspiração. Do meu pequeno observatório psicanalítico. Não é pouca coisa: é necessário promover e vender ob­ jetos e serviços por eles serem indispensáveis para alcançarmos nossos ideais de status. para sermos lançados numa procura infinita de status (e. acelerando progressivamente por inércia 65 . a televisão forneceu os sonhos para que o cam­ po não só devesse. Provavelmente seria uma catástrofe se pudéssemos. ir para a cidade. Pois esses sonhos perpetuam o sentimento de nossa inadequação e garan­ tem.até que os trilhos não aguentem mais. São Paulo: Publifolha. Trata-se de 45 alimentar um sonho infinito de perfectibilidade e. parece que o permanente sentimen­ to de inadequação faz do sujeito neoliberál uma espécie de. Depois da liberdade de vender nossa força de trabalho.Provas Comentadas da FCC lógica: necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência. {Contardo CalHgaris. ou seja.

j Em relação ao texto está correto SOMENTIE o que se afirma em: (A)I. Tomando cimo ponto de partida um comentário de outro jornalis­ ta sobre umjfato recente da época. Acredita o ktitor que na base do mund<ji moderno. que já previa o processo migratório de jrabalhadores no século XX.Analista/Banco Centrai/2006Í cente do Instituíç fo r tire Stiiãy ofViolencel eni Boston.. . Afirmativa incorreta. (D) I e II. mas sim ao jornalis­ ta Elio Gaspari. j j 01.a expijopriação dos servos feudais dàs terras quejlhe davam sustento para vifer . incapaz. A expressãcj “acumulação primitiva” é considerada pelo autor como j inteiramente anacrônica.Pro^a 15 . (B) II. III. (E) I I e m . do ponto de vis. com respeito à correção $o que enunciaram: j I.j ta econômico. ao surgimfento do capitalismo .não está. nu ­ meradas de I a jíll. (C) ni. I. o autor dispõe-se a compreender esse fato à luz de uma expressão de Marx “cidadãos descartáveis”. A expressão “acumulação primitiva”. . Considere as seguintes afirmações: .à expressão "cidadãos descartaveis” não é originalmente atribuída a Kari Marx. está o fim do feudalismo. de sugerir qualquer ca-j minho de análise do neoliberalismo contemporâneo. segundo d texto 323 Portugüês . Afirmativa) incorreta. É também colunís-j ta da Folha de Si Paulo. no século XVI. ! II. portanto. No entanto. j II. está a transformação dos j servos feudiis em trabalhadores que precisavam vender sua força dej trabalho. Também não é verdadeira a afirmativa de que Marx já havia previsto o processo migratório dé trabalhadores a que Gaspari se refere e quje aconteceu em fins do séculp XX. emprega­ da por Marx para descrever o fato que deu suporte. Vejamos cada uma das afirmativas feitas nèenunciação desta questão. É verdadeira apejias a afirmativa de que oíautdr do texto liclo o redigiu tendo còmo elemento motivador inicial a leitura do jornalista Elio Gaspari.

um ajuste: a criação de sujeitos descartáveis globais para um capitalismo enfim global. descrita por Marx quando abordou o fim do feudalismo. um insatisfação radical. Décio Sena 324 . 02.teve seus fundamentos com a acumulação primitiva. ainda. que os servos feudais fossem. por exemplo.lido. o século X X pediu uma espécie de segunda rodada. a necessitar vender sua força de trabalho para sobreviver. (E) Trata-se de alimentar um sonho infinito de perfectibilidade e. o articulista: “ As condições para que o capitalismo invente sua versão neoliberál são subjetivas ” III. o século XX pediu uma espécie de segunda rodada. O específico segredo a que se refere o autor no título do texto representase conceitualmente em vários momentos de sua argumentação. bem anterior àquele em que se instala o neoliberalismo. escreve. paradoxalmente livres da servidão. momento em que os servos feudais foram expropríados das terras que lhes davam sustento. segundo Contardo Calligaris. mistura de leprosário com campo de extermínio e reserva de mão-de-obra para migrações desesperadas. que é “O segredo da acumulação primitiva neoliberál” (A) Afirmativa incorreta. assim. O fato expresso nesta alternativa diz respeito a outro momento histórico. anacrônica. (C) Para que ganhássemos nosso mundo moderno. à força. por­ tanto. expropríados do pe­ dacinho de terra que podiam cultivar para sustentar-se. Como se depreende da leitura do texto. um ajuste: a criação de sujeitos descartáveis globais para üm capita­ lismo enfim global. (D) Ao que parece.” Dois parágrafos adiante do texto ora transcrito. Podemos notar isso quando o autor escreve "Quatro ou cinco séculos mais tarde. Vejamos todas as alternativas desta questão. o capitalismo ~ sistema econômico que ora vige en­ tre nós. tal como ocorre na seguinte frase: (A) Massas inteiras se encontraram. em escala praticamente planetária . então. foi necessário. mas obrigadas a vender seu trabalho para sobreviver. essa violêtíciáiião deveria tér acábado? Ao que parece. (B) O navio tornava-se uma metáfora de toda a África subsaariana: ilha à deriva. passando. não nos esquecendo de que buscamos a razão do emprego do vocábulo "segredo” encontrada no título deste texto. Afirmativa correta.

que denominou os passageiros deste navio de "cidadãos descartáveis”. Este moto-contínuo. (E) entende que o neoliberalismo assenta sua base no princípio de que os sonhos dos cidadãos descartáveis devem ser excluídos do pragmatis­ mo produtivista. deixa no homem moderno uma angústia. Temos. desde que o homem passou a se identificar com seu status\ (C) analisa o funcionamento da máquina liberal e a considera uma tri­ butária direta do conhecido processo da acumulação primitiva . agora. (C) Afirmativa incorreta. mais uma menção a fato ocorrido em moínénto histórico no qual se instalou o neoliberalismo e. fundamento principal cultivado pela propaganda contemporânea. . A afirmação de que As condições p ara que o capitalismo invente sua ver­ são neoliberal são subjetivas tem sua coerência respaldada no desenvol­ vimento do texto. mais atuais. bem anterior àquele em que vivemos. 03. Não é. (D) localiza na permanência do sentimento âe nossa inadequação um re­ quisito com que vem contando o neoliberalismo. O segredo a que se refere o autor do texto está fundado na sedução pela busca de um bem estar que nunca satisfaz as pessoas.á que o autor: (A) descarta à análise de processos históricos. sem que se faça alusão ao segredo neoliberal. de promover o etferno desejo de adquirir novos produ­ tos ou de as pessoas desejarem ser diferentes do que realmente são. o que invalida este texto como ex­ plicação para o emprego do substantivo "segredo" presente em seu título. üma vez que sempre surgem outros ideais de bem-estar. para melhor se apoiar em aspectos da vida privada dos indivíduos típicos da era industrial. (B) mostra como as exigências de satisfação pessoal vêm sendo progres­ sivamente atendidas. produto de constante insatisfação. no texto. enfim. (D) Afirmativa incorreta.Frova 15 —Analista/Banco Centraí/2006 (B) Afirmativa incorreta. mais novos. novos objetos de desejo. À passagem citada nesta alternativa é fragmento do texto de Élio Gaspari. assim. A passagem lida serve. por isso. assim» fato que nos esclareça acerca do que é o segredo neoliberal. Trata-s© da estratégia neoliberal de estimular o consumo. que passam a ser. 325 Português . para que se pro­ mova a ligação da violência a que estiveram submetidos os servos feu­ dais com a violência que se abate sobre o homem contemporâneo. (£) Afirmativa correta.

segun­ do lemos no texto. da desapropriação dos servos feudais das terras de onde retiravam seu sustento. todas as alternativas da presente questão: (A) Afirmativa incorreta. na versão neoliberal. o que leva as pessoas a sempre posterga­ rem a realização de seus sonhos. expressão cria­ da por Marx para descrever o violento processo. peia leitura do texto. Quatro ou cinco séculos mais tarde. Décto Sena 326 . segundo o texto. o que as torna rigorosamente depen­ dentes do produtivismo. Na verdade. a estratégia capitalista. que o segredo para que o neoliberalismo se imponha como fato praticamente inevitá­ vel no mundo de hoje é exatamente a insatisfação pessoaL (C) Afirmativa incorreta. por conseqüência. venhamos a fazer parte dos milhares de pessoas que. está fundamentado em algo bem rnais sutil. Não há possibilidade de. na eterna busca de bem estar. Como vimos. essa violência não deveria ter acabado? No contexto em que formula a pergunta acima. (B) Afirmativa incorreta. (E) de modo a tornar cada vez mais nítidas as aspirações de cada classe social. Percebemos. está fundada. o autor. que faz resultar o “sentimento de nossa inadequação” e. O texto tem ampla exposição de aspectos históri­ cos para que suas teses sejam fundamentadas. (C) alternando ganhos e perdas na qualidade de vida dos cidadãos. ocorrido no século XVI. em que não se nota a violência.Provas Comentadas da FCC Vejamos. está questionando a tese de que os processos históricos ocorreriam: (A) como atualização de providências já verificadas no passado. mais uma vez. implicitamen­ te. 04. procurara a perfeição inatingível. aceitarmos a tese de que o funcionamento da máquina liberal seja um tributário direto do processo da acumulação primitiva. (D) Afirmativa correta. o funcionamento da máquina liberal. (D) de modo a recompensar o esforço das classes dirigentes. criada pela propaganda neoliberál. (E) Afirmativa incorreta. O sucesso do neoliberalismo assenta-se no prin­ cípio da insatisfação pessoal. da leitura do texto. a qual existe de maneira disfarçada. (B) numa escala de progressivo aperfeiçoamento social. freneticamente.

Quanto o articulista faz a menção ao fato de que “quatro ou cinco séculos já passaram”. No contexto em que ocorre a afirmação de que: (A) deveremos qyerer ardentemente ser algo além do que somos. melhorariam as relações dos homens com elesprópjrios. : ! (C) Alternativa incorretas O texto lido não faz menção a eventuais ganhos de qualidade reaí de vidá dos cidadão. j ] (B) a “acumulação primitiva” do neoliberalismo nos oferece a liberdade de mudar e subir na vida. (E) esses sonhos perpetuam o sentimento de nossa inadequação. 05. ' [ j (D) é melhor deixar como está. agora em sua versão neoliberal. ou seja. Não há procedência no que se lê neste item. obviamente parte do pressuposto de que.no enunciado da|questãõ remete à questão dajviolência do processo de ma­ nipulação das pessoas pelo processo capitalista. o au­ tor acusa o processo de despersonalização acionado pela máquina neoliberal. em seguida. de que haveria iím natural progresso das ins­ tituições sociais. (B) Alternativa correta.Prová 1 5 . sugenr . o autor concede em que há uma vantagem real nesse caminho econômico. A pergunta feita pdlo articulista e transcrita .observe-se o emprego da forma verbal "deveria ter acabado” em jfuturo do pretérito que o problema acerca do qual dis­ corre já poderia (ou teria) terminado. até porque não ha qualquer menção ao fató de terem sido tomadas provi­ dências no passado ou mesmo no presentd momento. o termo sonhos está representando ura caminho [alternativo para as práticas neoliberais. (C) Provavelmente seria uma catástrofe se pudéssemos (. { í 327 I Português i j \ . com ò passar do tempo... os quais nem se­ quer são citados.) acalmar nos­ sa insatisfação»o autor mostra ó quanto! os neoliberais subestimam a força da nossa subjetividade. o autor está tomando como pior a situa­ ção represenjada por um trem descontroladot sem condutor. citahdo esta afirmativa para. (D) Alternativa incorreta: Em nenhuma passagem do texto seu autor alúde a esforços feitos por membros das classes (dirigentes. e não às aspirações de: cada daèse social. nem permite que deduzamos isto.Analista/Banco C eníra!/2006 ! Novamente vejamos todas as alternativas da questão: (A) Alternativa incorreta. r (E) Alternativa incorreta.

inclusive: como testemu­ nho. e. no poder. Çontardo Caliigaris posiciona-se exatamente na posição oposta ao que se lê neste item. esti­ mula. Décio Sena 328 . Os “sonhos” citados no fragmento' textual trans­ crito são os que resultam da estratégia neoliberai de fazer com que cor­ ramos. O segredo da "acumulação primitiva” do neoliberalismo decorre da percepção de que o homém torna-se presa fácil das técnicas propagandísticas de persuasão levadas a efeito peio referi­ do sistema. O emprego do tempo verbal comum a essas duas formas indica que Contardo Caliigaris está dando relevo^ rio texto dé seú còiéga. déüma melhor roupa. de um melhor corpo físico não porque delès necessitemos. (B) à época muito remota da ação narrada e a uma qualidade circuns­ tancial do estilo. por isso. (A) ao aspecto durativo da narração e a uma qualidade permanente da sua linguagem. Cita. a partir daí.São. sugere que a ordem que se instalaria não seria mais a que nos faz agir buscando nossas miragens. vejamos todos os itens da questão. e não seus agentes. sonhos que “pérpetuam o sentimento de nossa inadeqiiação” séndo. os neoiiberais não subestimam a força da sub­ jetividade humana porque sabem que os homens são prisioneiros deía. deste modo. o autor se valeu das formas evocava e era inspi­ rado. (D) Alternativa incorreta. o homem a consumir os produtos que supostamente trariam para ele bem-estar. ter ascensão sócioeconômica. libertarmo-nos deles. irrefletidamente. a máquina neoliberai. ou seja. para poder realizar seu objetivo de manter-se ativa. No primeiro parágrafo. o autor. ser pessoa de sucesso. (C) Alternativa incorreta. elementos por meio dos quais as práticas neoiiberais se mantêm. em busca daquele que contém assertiva correta: (A) Alternativa correta. Na realidade. são objetos dela.1sem condutor”. referindo-se a um texto do jornalista Elio Gaspari. sim. Segundo o autor. (B) Alternativa incorreta. 06. Pior seria que percebêssemos o quanto somos manipulados em nossos desejos e pudéssemos. então. (E) Alternativa incorreta. principalmente por meio dé propagandas ilusórias. Neste caso. em busca de uííiã melhor casa. ser pessoa diferente daquela que realmente é.riuvaà v -u in c K tn u o ? * Mais uma vez. a experiência que obtém em seu consultório de psicanálise. mas simplesmente porque fomos á isto indúzido. que o fariam mudar de vida. "como trem descontrolado.

em ações que ocorrem concomitantemente. encerradas num passado já remoto. durante sua estada naquela pousada.que era inspirado o navio tornavase uma metáfora de toda a África subsaariana: ilha à deriva. o autor do texto . seus poemas de ma­ nhã e a mocinha os lia ao fim do dia. e o professor interveio aborrecido. traduzirfátos pretéritos que se julgam contínuos (durativos) ou permanentes: O poeta escrevia. mistura de leprosário com campo de extermínio e reserva de mão-de-obra para migrações desesperadas” Como podèmos observar. sendo a ação de "evocar” já ocorrida no momento em que o articulista Contardo Calligaris comentou o texto. ao empregar o pretérito imperfeito. a forma de pretérito per- 329 Português . o aspecto durativo da ação com o pretérito imperfeito de “evocar” (observe-se que.Anaiista/Banco Central/2006 (C) a duas ações narradas simultaneamente. Como babemos.Prova 15 . Ao ler o texto .está destacando. em relação ao texto de Elio Gaspari. quando minha mãe faleceu. Todo dia. entre òs valores significativos apontados pelo pretérito im­ perfeito do indicativo. 2. Esta é a passagem em que surgem as formas verbais de pretérito imperfeito que deram origem à presente questão: “Numa coluna publicada na Folha de São Paulo. estão: L apontar ação passada frequentemente ou repetidamente ocorrida: Eu estudava em colégio com regime de internato. o jornalista Elio Gaspari evocava o drama recente de um navio de crianças escravas errando ao lar­ go da costa do Benin.. . As formas verbais assinaladas (evocava e era inspirado) estão no pretérito imperfeito do indicativo. aquela que fo i atalha­ da por outra: Ria-se muito. narrar.3. ao cair da tarde.Contardo Calligaris . punha-se a regar as plantas de seu jardim. (D) à rapidez com que ocorreu a ação narrada e a um mérito ocasional da linguagem. (E) ao caráter inacabado da ação narrada e a uma passagem especial da narração.

assim. cometeu-se um deslize quanto à concordância verbal em: (A) Não teriam sido suficientes quatro ou cinco séculos para que se extiiiguissem de vez as manifestações de violência principiadas no sé­ culo XVI?. Os valores semânticos de “livres” e “obrigadas” são. os elementos: (A) (B) (C) (D) (E) massas e livres. tudo aquilo que é um contra-senso. Na proposta de uma nova redação para uma frase do texto.Provas Comentadas da FCC feito “evocou” a daria como encerrada e. viver e vender . destituída do aspecto durativo que apontamos). Décio Sena 330 . (B) Fez-se necessária não só a criação. É paradoxal no fragmento “Massas inteiras se encontraram . e atende a exigências que são de alta sofisticação. 07. que é absurdo. ainda assim. Paradoxo é tudo aquilo que se opõe ao senso comum. assim. vender e obrigadas-. entre si. paradoxalm ente livres da servidão. livres e obrigadas. obrigadas a vender seu tra­ balho para viver. encerrarem a ideia de que pessoas livres eram. mas também a multiplicação de sujeitos descartáveis para que se caracterizassem as condições de um capitalismo globalizado. (C) Vendam-se os mesmos sabonetes ou filmes para todos. o aspecto de permanência de qualida­ de textual (a qualidade de o texto ser inspirado) foi alcançado com a forma verbal também de pretérito imperfeito "era”. Na frase Massas inteiras se encontraram . contraditórios. que é um disparate. Por outro lado. parado­ xalmente livres da servidão. mas obrigadas a vender seu trabalho para so­ breviver” o emprego dos vocábulos "livres” e “obrigadas”»por. o principal requisito dos procedimentos neoliberais vai além disso. vender e sobreviver. 08. m as obrigadas a vender seu trabalho p ara sobreviver >o em­ prego do termo paradoxalmente justifica-se quando se atenta para a re­ lação nuclear que entre si estabelecem» no contexto. assim .

am­ bos em orações de voz passiva pronominal. | (C) Concordâncias verbais corretas. respectivamente. temos orações de voz ativai Observe-se jque o sujeito de “atende” .Prova 15 . A formaj verbal composta “teriam sido’] está corretajmente concordando com o siujeito indicado pela expressão "quatro ou cinco séculos”. cujo núcleo éj o substantivo “quadro”. “vai” è “atende7 1 estão corretamente concordando com seus sujeitos représen-. indicado por “um quadro de! semelhançaà”. Em virtude doides-j lize na concordância da primeira forma vérbaí comentada. concordando com o séu sujeito. j (B) Concordância verbais corretas. Nos outros doijS.forma "extinguis-j sem” que. ’ | j . As formas verbais “Vendam”. } Português . em oração de voz passiva pronominal.1 : M ■ ■ (D) Concordância verbal incorreta. a máquina liberai inclui entre seus segredos estratégicos ò sentimento da insatisfação radical. mas também a multiplicação deisujeitos descartáveis” (concordância por atração) e “as condições de um capitalisrfro globalizado”. .Analista/Banco Central/2006 (D) Devem-se notar. estão concordando correta­ mente com seus sujeitos apontados por Tnão só a criação. com núcleo no substantivo “quadro”. tados. é oj mesmo de “jvai” . esta é a res-l posta da questão. O sujeito da locução “Deve-se notar”! . Note-se que hòúve a intercalação de umajlon~j ga oração reduzida^de gerúndio entre a locução verbal e seu sujeito. A | forma verbal “exclui” está corretamente empregada em 3° pessoa doj singular.agora corretamente empregada cm 3a pessoa do singular .que como já esclarecemos. I Vejamos todas às alternativas da presente iqtíestão. .j (E) Áo nos agraciar com sonhos de perfectibilidade. respectivamente.está implícito.i ! (A) Concordâncias verbais corretas.. por “os mesmoé sabonetes ou filmes pará to-j dos” (primeiro verbo) e “o principal requisito dos procedimentos neoli-i berais” (segundo e terceiro verbos). representado pela expressão “as manifestações de violência". temos oração em! voz passiva jpronominal.está ísen-l do indicadojpela expressão "um quadrp < jle semelhanças”. No primeiro caso. Os verbós “fazer” e “caracterizar” . comparando-se as massas do século XVI e os mi-j grantes da globalização. concorda com seu su-j jeito. Igualmente correta está a. com vistas a descobrir­ mos em qual delas é possível observar-se deslize de concordância verbal: | !. I I ! ■ I ! ‘ . um quadro dé semelhanças que não exclui uma impoijtante diferença.

(D) Alternativa incorreta. exatamente. “arrastar”. O verbo “fomentar’’ significa prover de recursos que possibilitem o crescimento. Depois. ou. Considerando-se o contexto. corretamente empregada em 3a pessoa do singular. promover. O valor semântico de finalidade foi preservado com a expressão “com p fito". (C) Alternativa incorreta. Décio Sena 332 . entendido como a espécie humana.oração re­ duzida. temos . Não é possível aceitar-se què a oração “que toda satisfação conclusiva permaneça impossível” seja. original com sentido de ser humano. com o intuito de descobrirmos em qual delas se incorreu em erro: (A) Alternativa incorreta. (E) O protótipo poderia ser o retrospecto —o modelo primitivo poderia ser a ilusão. A equivalência das expressões “de nós mesmos” e “por nossos próprios impulsos” é indevida. estimular.) errando ao lado d a costa do Benin . com o verbo "agraciar” empregado em infinitivo impessoal. (D) Ê preciso que toda satisfação conclusiva perm aneça impossível ~ é mister que não se conclua a satisfação possível.um navio toman­ do um rumo equivocado junto ao litoral do Benin? (B) Para fom entar o sujeito neoliberai = corii ò fito de estimular o ho­ mem neoliberai. Finalmente. A forma verbal em gerúndio “errando” indi­ ca. homem. encontramos a forma verbal “inclui”.arrastados por nossos próprios impulsos. o substantivo “sujeito” foi empregado no texto. para que concorde com seu sujeito. Vejamos todas as expressões originais e suas respectivas tentativas de paráfrases. “arrancar” também não é. semanticamente. neste caso. represen­ tado por “a máquina liberal" 09. (C) arrancados de nós mesmos . que o navio não tinha rumo definido.r " ií_ .. À passagem “ao lado da costa do Benin” pòderíà ser substituída pòr “junto áo litoral do Benin”. (B) Alternativa correta. traduz-se corretamente o sentido de uma expressão ou frase do texto em: (A) um navio (..uma .v o ^ > u u m c i u a u c p u a i (E) Concordâncias verbais corretas. Por outro lado. Inicialmente.

(E) Alternativa incorreta. casa perfeita. sonhos devaneios de aventura e sucesso. Podemos verificar o uso implícito de “o que importa”. por exemplo. (B) sonho infinito em trata-se de'alimentar um sonho infijiiio de perfcctibilidade e. que ha oração original. defini­ dora. acalm ar a nossa insatisfação. expressões ou frases. 333 Português .. uma lipoaspiração. portanto. [o que importa] é alimentar nele sonhos âe elegância perfeitas casa perfeita. 10. uma cortina. Considerando-se o contexto. e corpo perfeito. uma cortina. O substantivo “protótipo” não significa “mode­ lo primitivo”. assim. e corpo perfeito . uma li­ poaspiração. Observe-se. que ele seja parte inalterável. e sim o modelo inicial de alguma coisa.substantivo “satisfação”. pode-se recor­ rer a uma elipse: embora não se represente de novo na frase.nuvd i= > —^naiista/tsanco Centra (/2006 igualada a “que não se conclua a satisfação possível”. o elemento oculto estará subentendido. não se empregou o adjeti­ vo “conclusiva”. há a elipse de: (A) ua vidá em Ç. na alternativa (C): “(. Em acréscimo. ò adjetivo “conclusiva” refere-se ao .. Na segunda oração.-) a acumulação primitiva nos oferece a liberdade de mudar e subir na vida.) o que importa não é lhe vender mais uma roupa. (E) o sentimento em pois esses sonhos perpetuam o sentimento de nossa inadequação e garantem. mas sim o verbo “concluir” o qual recebe como objeto direto o sintagma **a satisfação possível”. Para se evitar repetição de palavras. de cultivar visões. o substantivo “retrospecto” significa a observação ou a percepção de um fato passado e nada tem a ver com “ilusão” consequentemente.) o que importa não é lhe vender mais uma rou­ p a. uma insatisfação radical (C) o que importa em (. (D) pudéssemos em provavelmente seria uma catástrofe se pudéssemos.. ou seja . é alimentar nele sonhos de ele­ gância perfeita.. da personalidade contemporânea.” Nas demais opções não há possibilidade de emprego da palavra ou das ex­ pressões indicadas. âe repente.

para podermos optar pelos pronomes oblíquos átonos devidos. também. 3) "atribui a esses sonhos”: a expressão “a esses sonhos” funciona como ob­ jeto indireto de “atribui”. devemos observar de início a regência de cada uma delas.lhes atribui . tam­ bém. Sonhos não faltara. ocorre nesta passagem um fato interessante: a posição recomendá­ vel." razão pela qual a estratégia neoliberai convoca esses sonhos.Provas Comentadas da FCC 11. (B) os há .os atribuí . sabendo que nunca realizaremos esses sonhos. teremos como possíveis na segunda passagem: “convoca-os” ou “os convoca”. por: (A) há eles . (C) há-os . podemos em­ pregar a forma pronominal oblíqua átona “lhes” ou. há sonhos dentro de nós e por toda parte.atribui-lhes . atribui a esses sonhos um valor incoraensurável. a pródise. a forma pronominal oblíqua tônica “a eles”. como sabemos. Sendo objeto indireto e plural. é a ênclise verbal “há-os” Contudo. nos quais a jun­ ção enclítica cria vocábulo que apresenta dissonância.realizálos-eraos. em segundo lugar.realizaremo-los. observaremos a localização que deve ser dada a cada pronome» para que não se cometa erro de colocação pronominal.os realizaremos.atribui-lhes . Deste modo. (D) há estes ~ lhes convoca .os realizaremos. 2) “convoca esses sonhos”. Sendo indicativo de masculino e plural.realizaremo-Ios.convoca-os . na ordem dada. Se optarmos pelo emprego da forma Décio Sena 334 . mesmo. o masculino plural. vejamos cada uma das passagens sublinhadas: 1) “há sonhos”. Então. Evitam-se as viciosas repetições dos elementos sublinhados na frase aci­ ma substituindo-os. ainda que não haja vocábulo de atração. o substantivo “sonhos” funciona como objeto direto da for­ ma verbal “há” e indica. em casos como este.os convoca . quanto ao gênero e número. a expressão “esses sonhos” é o objeto direto da forma verbal “convoca”. “os” A existência de sujeito com núcleo substantivo imediatamente antecedendo o ver­ bo “convocar” faculta a próclise. Então. o pronome a ser empregado neste caso é “os”. No tocante à coloca­ ção. Então. que3 nes­ te fragmento textual funcionam como complementos das formas verbais a que se ligam. considerando-se a inexistência de palavras que atraiam o pronome.convoca-lhes . temos na primeira passagem: "há-os” ou "os há”.atribui-lhes . (E) há-os . admite-se. Ao procedermos às substituições das expressões sublinhadas.os convoca . o pro­ nome ajustado para sua substituição será.

j \ 4} “realizaremojs esses= sonhos”: novamentej temos a expressão “esses so| nhos” funcidnando . (C) Os objetivos de qiue se propõem os neoiiberais não coincidem com aá necessidades por cuias se movem os “cidadãos descartáveis” [ (D) Ás miragens a que nos prendemos.embora a forma verbal Realizaremos” seja de futuro do presente . citado ineste item (D).satisfaremos. Como lemos no cojmentário da questão 20 da pro I I i i va 10. | (E) A força do (nosso trabalho* de que nãò relutamos em vender.cartávéis” e alude às criaturas desesperadas cujo o riumo é inteiramente incerto. Còmo já vimos. pjela inexistência de palavra atrativa. obr-igktoriamente “os realizaremos”! A observação da próclise obrigatória do último pronome seria sufic-ientè para que fossenj descartadas as alternativás (A). j (B) A expressãp de Elio Gaspari. Desta vez. (B) e (C).como objeto direto de verbo. já que nestas três não se nota a prpclise pronominal obrigatória. é o objeto direto da forma verbal “realizaremos”. empregaremos o pronome fos” que obrigatoriamente surgif rá em próclise . Vejamos as divèrsas alternativas. uma vez que tál pronome costuma ser eriaprejgado com valor batafórico. com respejíto à sintaxe dos pronomes re lati1 os apontados: (A ) Alternativalincorreta. então. não representai igualmente. o prónome relativo “cujo” tem enjtprego distinto de todos os de- Português = I .tehdo em: vista a presença dò advérbio “nunca” posto antes dó verbo e sem pausa.: Prova 15 .Analista/Banco Central/200è i l j [ | '| í pronominal oblíqua: átona “lhes". Esclarecemos qué o emprego do demonstrativo “estes”. por ser masculif no e plural. são projeções de anseios cujo destino não é a satisfação Conclusiva. considerando-se a má opçjio pelo pronome “lhes” .òbrij gatoriamente eriipregado para atender à transitividade indireta verbal em lugar da forma torreta i “os” também não pode ser aceita. para anunciar algo que ainda vai seriditoj 12. difícil} mente será|paga pelo valor em que nos. aò lòngo da vida. arrielhor escolha. é ucij dadãos des. Teremos. ou seja. | A alternativa (Ú). a única possibilidade de colocação está em ênclise. Está correto o emprego de ambos os elemeiàtos sublinhados na frase j (A) Os sonhos de cuios nos queremos alinlentar não satisfazem os desej jos com qu^ a eles nos moveram. O terceiro complemen­ to será substituído por “lhes” ou “a eles” j. áqual sejrefere o autor do texto.

Décio Sena 336 . o pronome relativo "cujas”. cujo rumo é inteiramente incerto” (C) Alternativa incorreta. A regência transitiva indireta do verbo “referir-se” contido na oração que se inicia no primeiro pronome relativo assinala­ do. (B) Alternativa incorreta. dificilmente será paga pelo valor com que nos satisfaremos”. ao lado de um substantivo. não pode ser empregado com valor substantivo. que não relutamos em vender. núcleo do sujeito da forma verbal “é”. Por outro lado. Deste modo. como já sabemos. à qual sè refere o autor do texto. uma vez que a preposição “com” não é exigida pelo verbo “mover”. o que não ocorreu neste testo. “Os sonhos de que (ou dos quais) nos queremos alimentar não satisfazem os dese­ jos que a eles nos moveram”. como lemos no comentário da questão 20. neste texto. À sua correção apontará. e não "em”. neste texto. Esta é a resposta da questão. também está incorreto o segundo empre­ go do pronome relativo. após as correções necessárias: “A força do nosso trabalho. Por outro lado.mais pronomes relativos. A preposição que surge regendo o pronome subs­ tantivo relativo “que” está sendo exigida pela regime da forma ver­ bal “prendemos”. retificaremos o texto des­ te modo: “ A expressão de Elio Gaspari. é "cidadãos descartáveis”. A preposição exigida pela forma verbal “satisfazer”. é “com”. o que significa dizer que está. prova 9. O primeiro pronome relativo não pode ser regi­ do por preposição: funciona como objeto direto da forma verbal “relu­ tamos”. O período estará corrigido deste modo: "Os ob­ jetivos a que se propõem os neoiiberais não coincidem com as necessi­ dades por que se movem os ‘cidadãos descartáveis7 ” (D) Alternativa correta. Na primeira ocorrência de pronome relativo. e alude às criaturas desesperadas. sempre. é pronome adjetivo relativo. impõe que sua forma gráfica seja “à qual” de modo que se indique a contração da preposição comentada com o Vocábulo “a” qué faz parte do pronome relativo. (E) Alternativa incorreta. não se pode empregar artigo definido após o pronome rela­ tivo “cujo” (e eventuais flexões). Está perfeito o emprego do pronome adjetivo rela­ tivo “cujo” què funciona como adjunto adnominaí para o substantivo “destino”. Assim ficará o texto. lan­ çou-se mão de preposição indevida. Na segunda ocorrência. uma vez que não requerida pelo verbo “propor-se” (com emprego pronominal).

que os servos feudais cultivavam para seu sustento. . Ed.w iu a i/z U U O 13. Podemos ler em Dicionário Eletrônico Aurélio. Nova Fronteira: Expropriar: “Desapossar (alguém) de sua propriedade segundo as formas legais e mediante justa indenização”. com respeito aos autores do cultivo. à força. O texto está incorretamente tratan­ do este verbo. na qual os servos feudais cultivavam para sustentarem-se. Para que ganhássemos o mundo moderno. Houve a precisa reprodução do texto originalmen­ te sublinhado e contido no enunciado da questão. o verbo "expropriar” tem regência transitiva direta e indireta. o sentido do trecho subli­ nhado na frase acima. (E) houve a necessidade do pedacinho de terra ser expropriado. à força. que rege o primeiro fragmento ora apontado. corrigiria a re­ dação desta alternativa. (D) houve a necessidade de se expropriar do pedacinho de terra. em: (A) foi preciso que houvesse a exproprlação. do peda­ cinho de terra que cultivavam para sustentar-se. cultivado para o sustento dos servos feudais. à força. A simples supressão da preposição “de”. agora. Em "Para que ganhássemos o mundo moderno.c feudais fòssemvà forca. A inserção de “cultivado para o sustento dos ser­ vos feudais” é ambígua. Conserva-se. Esta é a resposta. citado no início dos comentários desta questão. Vejamos. expropriados do pedacinho de terra que podiam cultivar para sustentar-se ”. (C) foi preciso que se expropriassem dos servos feudais. por meio de emprego de força. (B) Alternativa incorreta. tivesse sido expropriado à força. numa outra construção correta. foi necessário que os servn. (B) fez-se necessário que o pedacinho de terra. Como lemos no fragmento transcrito do Dicionário Aurélio. (C) Alternativa incorreta. foi necessário que os ser­ vos feudais fossem.. uma vez que apresenta duas expressões preposicionadas. à forca. à força. diz-se que os servos feudais perderam. do pedacinho de terra que os servos feudais podiam cultivar para seu sustento. o pedacinho de terra que podiam cultivar para seu próprio sustento. todas as alternativas da presente questão: (A) Alternativa correta. a sa­ ber: "dos servos feudais” e “do pedacinho de terra” . 337 Português . éxoropriados do pedacinho de terra que podiam cultivar para sustentar-se.

) é mais refinado (. que porta valor semântico concessivo. não pode ser aceito. entre os dois períodos apontados.). (E) para todos. e. Entre os dois períodos acima. invalida­ ria a continuidade do texto. na alternativa (E). O texto peca. A resposta está. A coesão no fragmento citado ficou prejudicada. A resposta afirmativa estaria correta. como seria indicado pela expressão “assim como”. em seguida. Sugerimos. o articulador que estabelece o vínculo entre os dois períodos. a despeito de consistir em. o que. no texto. explica-se a razão da afirmativa feita precedentemente. conquanto seja o caso de. já que se trata de. (E) Alternativa incorreta. Nas demais alternativas.. Não existe. à força. afirma-se que o requisito (. (C) para todos? Sim. Traia-se de ali­ mentar um sonho infinito de perfectibilidade (. há uma conexão lógica que se manteria com a substituição do segmento sublinhado por: (A) para todos. assim como há a necessidade de. encontramos: (A) Alternativa incorreta.. uma vez que a oração "que os servos feudais cultivavam para seu susten­ to” não tem encaixe semântico viável. A aceitação desta alternativa. mas a ex­ pressão “a despeito de”. a redação: “houve a necessidade de se expropriar os ser­ vos. (D) para todos.. deles fosse expropriado. (B) para todos? Não.Provas Comentadas da FCC (D) Alternativa incorreta. o qual os servos feudais cultivaram para sus­ tentarem-se. (B) Alternativa incorreta. Deste modo. pois consiste em» Constatamos a existência de nexo semântico explicativo enlaçando os dois períodos. (C) Alternativa incorreta. à força” 14. nexo semântico de simples adição. por falta de coesão e coerência. novamente. preservando o nexo semântico já apontado é a conjunção coordenativa ex­ plicativa "pois”.. por se tratar da premis­ sa em que se fundamentou o autor do texto.. para que se retifique o texto. Sugerimos suareescritura deste modo: “houve a necessidade de o pedacinho de terra. Décio Sena 338 .) para to­ dos. do pedacinho de terra que cultivavam para seu sustento”. O requisito para que a máquina neoliberai funcione é mais refinado do que a venda dos mesmos sabonetes ou filmes para todos.. então. implicaria dizer-se que a afirmativa inicial estaria incorreta. Afinal.

é de se esperar que se houvesse posto fim com tamanha violência. rigorosamente correto. A frase inteiramente correta. em busca daquela lem que se nota texto (inteiramente correto. (E) Mesmo que j[á se passassem três ou quatro séculos. não pode ser àceito. uma vez que introduziria oração contendo I valor semântico em oposição ao que se bnúnciou na primeira oração. cujb sujeítò é “quatro du cincò séculos”. apesar desses quatro ou ciiico séculos em que ocorreu. .devem ser consideradas 339 Português .alternativas (A) e (B) . então. que. quanto à clarezá e coerência.alternativas (D) e (É) .. é de se esperar que se houvesse posto fim a tamanho constrangimènto”. De iníckv çegisti-ernos o deslize de concordân­ cia verbal pela não flexão do verbo auxllikr “haver” da locução “haver passado”. notamos que as expressões “quatrò ou cinco séculos”:. Em seguida. i 15. O emprego da conjunção subordinativa conces. a despeito disso. também. í : i(C) Não parece que essa violência venha:a ser dirimida. está. Não se deve confun­ dir esta menção temporal com caso de sujeito inexistente. não obstante não houve indícios de que a violência tenha amenizado. Vejamos todas as alternàtivas da presente questão.. coesa e coerente ê: \ i }: (A) Depois de haver passado quatro ou cinco séculos.| siva “conquanto” semelhantemente ao que vimos na alternativa prece-! dente. Observadas as cinçò alternativas. . \\ (C) Alternativa ibcorreta. O texto. (B) Já decorreram quatro ou cinco séculos e. sendo a palafra “a” mencionada apenas preposição. não há si­ nais de arrefecimento de toda essa violência. apontemos ol emprego indevido da preposição “com” na passagem . essa Vio­ lência vem ocorrendo de forma sistemática. (D) Muito embora tenham passado-se três jou quatro séculos.Prova 1 5 .jNão há qualquer deslize gramatical neste texto.em que surge.e “três ou quatro sébulos” . o quejnab faz surgir artigo definido. Ê como se estivés­ semos dizendo:". Esta é a resposta da questão. ficaria correto assim redigido: “Depois de ha­ verem passaao quatro ou cinco séculos! éjde se esperar que se houves­ se posto fim ja tamanha violência”* A ausência de acento grave indica­ tivo de crase jna palavra V* que antecede b adjetivo “tamanha” devè-se ao teor indefinido do segmento. j (B) Alternativa dorreta. coeso é coerente:1 (A) Alternativa incorreta.Ar»a!ista/Banco Central/2006 i l i (D) Alternativa incorreta.

provocou redundância que prejudicou a coesão e a coerência do texto. equivocada a colocação do pronome oblíquo átono em “tenham passado-se”. no plano lógico de articulação das idéias. 16. a consideração da expressão “em que” como adjunto adverbial de tempo para o verbo “ocorrer”. A expropriação que torna essa passagem possível é psicológica: necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência3 mas de nossa comunidade restrita3fam iliar e social. Desta vez. lembran­ do-se que esta última posição pronominal é caracteristicamente pecu­ liar à sintaxe brasileira de colocação pronominal. “decorreram” em (B). (D) Alternativa incorreta. que teria como sujeito implícito a expressão “a violência”.como sujeitos sintáticos de diversas formas verbais: "haverem passa­ do” em (A). Comentamos. por isso. Détio Sena 340 . apesar desses quatro ou cinco séculos que ocorreram”.de valor semântico concessivo . e no contexto do parágrafo que ela integra. portanto.de valor conces­ sivo . que a utilização da ex­ pressão “apesar de” . Na frase acima. motivada pela presença da conjunção subordinativa concessiva “embora” (“Muito embora se tenham p a s s a d o o u a colocação proclítica ao verbo prin­ cipal da verbal citada (“Muito embora tenham se passado. (A) a ação expressa em necessita deve ser atribuída a essa passagem .é coerente. Caberia. não pa­ recesse vir a ser dirimida.. a expressão “quatro ou cinco séculos” igualmente funciona como sujeito. uma vez que. Sua retirada tornará o texto correto e assim redigido: “Mesmo que já se passassem três ou quatro séculos.”}. por oportuno. o texto retificado deste modo: "Muito embora se tenham passado (ou "te­ nham se passado”) três ou quatro séculos. neste caso. tendo ocorrido era quatro ou cinco séculos. fi­ cando o texto corretamente redigido desta forma: “Não parece que essa violência venha a ser dirimida. a prócllse do pro­ nome ao pretérito perfeito composto do modo subjuntivo. Nesta alternativa. O emprego de “não obstante” . deve surgir na 3a pessoa do plural. não procede a aceitação de que o tex­ to não seria coerente e. Não pode haver êncíise a formas verbais em par­ ticípio. “tenham passado” em (D) e “passas­ sem” em (E). não houve indícios de que a violência tenha amenizado”. essa violência vem ocorren­ do de forma sistemática”. Teríamos. estando. não seria de se espe­ rar que a violência. Assim. da forma verbal relativa ao verbo “ocorrer" que. a partir daí. (E) Alternativa incorreta. então.

um cotejo entre aquilo que por ela é reportado e “nossa comunidade restrita.i«/-r»M cu out/octi^u ^. a expressão “arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência” estabelece uma comparação.a ser usado na voz ativa . Desta comparação resulta a percepção de que o que se diz a partir de “nem tanto” é menos relevante do que aquilo que se estabelece a se­ guir. mas de (. na voz passiva. é “nós”.. então. Para lermos acerca da transposição de vozes verbais. questão 9... (E) o sinal de dois-pontos pode.)> tem sentido equivalente a arrancados .deveremos empregar este verbo na 3a pessoa do plural O objeto direto deste verbo será representado pela expressão que.que tem valor semântico tradutor de inferioridade . (C) Afirmativa correta. consideran­ do-se a regência transitiva direta do verbo “arrancar” . Para que expressemos tal indeterminação. por exemplo. menos do que de nossos meios de subsistência. o qual. Este confronto se marca pelo emprego das expressões “nem tanto” .enirai/^uuo (B) a expressão sejamos arrancados tem sentido equivalente ao de nos arranquemos. convém voltar­ mos ao parágrafo em que surge a expressão sublinhada: “ A expropriação que torna essa passagem possível ê psicológica: necessita que seja­ mos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência. Ficaremos. " ■ . seguida da expressão p or conseguinte. A ação expressa pela forma verbal “necessita” tem como sujeito o sintagma "A expropríação” e obviamente deve ser atri­ buída a tai sintagma. Para comprovarmos esta correção. e não a “essa passagem” (B) Afirmativa incorreta. que fecha a comparação destacando que a mensa- 341 Português . Como podemos verificar. familiar e so­ cial”. ao transportarmos a locu­ ção verbal passiva citada para a voz ativa. de (D) o complemento verbal de necessita é expresso por nossa comunidade restrita. ser substi­ tuído por vírgula. podemos retornar. A expressão verbal “sejamos arrancados” repre­ senta uma locução verbal passiva. sem prejuízo para o sentido.é indicado pela desinência verbal número-pessoal “-mos”. Por outro lado.”. ’ (C) a expressão arrancados nem tanto âe nosso meios de subsistência. seu agente nos é desconhecido. Isto implica dizer que.e pela conjunção adversativa “mas”.. como vimos precedentemente nestes comentários. à prova 9. teremos como sujeito uma indeterminação. cujo sujeito . Vejamos todas as afirmativas feitas a respeito de passagens do texto da prova: (A) Afirmativa incorreta. fam iliar e social.. representava o sujeito. com “arranquem-nos”."nós" .

Décio Sena 342 . A Banca Examinadora propôs que escrevêssemos o texto com a substítuição: de "nem tanto” por “menos do que” o que evidencia o processo descrito neste comen­ tário. (B) A não_____ (ser) pelas miragens que alimenta» muitas pessoas não conseguiriam sustentar o ânimo de viver. fa­ miliar e social. caso realizássemos a substituição sugerida: “ A expropriação que torna essa passagem possível é psicológica.. (E) Afirmativa incorreta. é mensagem ascendente em relação àquela. 17. ou seja. O verbo indicado entre parênteses deverá ser obrigatoriamente flexiona­ do numa forma do plural para preencher de modo correto a frase: (A) Quanto mais interesses____ _ (haver) em jogo. de bem-estar) definido peio acesso a bens e servi­ ços” o complemento verbal de “necessita” é a oração seguinte “(de) que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência. por conseguinte necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência. Originalmente. Vejamos como ficaria o fragmento textual. os dois-pontos preparam o leitor para a explicação trazida pelo autor para a afirmativa inicial de que "A expressão que toma essa passagem possível é psicológica”.Provas Comentadas da FCC gem por ela introduzida é oposta àquela em que se Ieu "nem tanto”. mas de nossa comunidade restrita. mas de nossa comunidade restrita.. “portanto”. (D) Afirmativa incorreta. (C) O que não lhes______ (dever) convir é abandonar todos esses sonhos que ajudam a viver. para sermos lançados numa procura infinita de status (e> hipoteticamente. Em “necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência. mais contundentes serão as iniciativas da máquina neoliberai. familiar e social”. Esta é a resposta da questão. tendo em vista a inexistência de nexo semântico conclusivo envolvendo as afirmativas “A expropriação que torna essa passagem possível e psicológica” e “necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência”. A ausência da preposição que redigimos entre parênteses é permitida em casos nos quais o obje­ to indireto do verbo “necessitar” faz-se representar por uma oração. A alteração sugerida não pode ser feita. a locução conjuntiva “por conseguinte” introduz valor semânti­ co conclusivo.. É do grupo das conjunções “logo”.” Como sabe­ mos. “pois”.

nesta alternativa. como indicado. o que implica seu obrigatório emprego na 3apessoa do singular. tratá-se de verbo impessoal. já com suas:orações dividas e devidamente apontadas: [Ò [que hão lhes deve convir] Sé][abandonar todos essesjsonhos][que ajúdam a viver.de modo que fosse estabele­ cida a concordância da referida locução com seu sujeito. seu objeto indireto. como agora. i : ' í| Português . (D) Desta vez. empregou-se o verboi “haver”. : : (B) Nesta alternativa. é obrigatório do emprego da 3apessoa do plural para o preté­ rito perfeito ko verbo “sobrevir”. a forma verbal “ser" . sèndo.! zem seu trabklho» : 1 Vejamos todas as|alternativas da questão e seiis respectivos verbos empre­ gados. Como já vimos algumas vezes anteriormente. A expressão “á es­ sas miragens”. vez representante semântico do pro­ nome demonstrativo “O”. derivado de “vir” Isto porque seu:su­ jeito está representado pela expréssão ‘ ossobressaltos”.obrigatoriamente empregada impessoalmente no infinitivo . apresentamos o perío­ do da presenb alternativa. em busca (ia alternativa em que se utilizará.na locução "deve convirj . permanecendo sem flexão. Esta é a respos­ ta da questão. seu antecessor imediato. com sentido de “exis­ tir” “acontecèr”. i (E) Emprego obrigatório dp verbo “dever” em 3a pessoa do singular.integrã a!‘expressão’denotativa de ex­ clusão “ A nãò ser”.na 3a pessoa do singularj . não pode desempe­ nhar papel dje sujeito do verbo. 5 | : ! (B ) _____ -se (deWr) a éssás miragens o eéfojrço com que muitos condu. indicado pelo pronome relativo “qüe” por sua. pelo:fato de estar preposíciònada. Trata-se de fato lin­ güístico já cómentado em algumas questpes anteriores. o verbo auxiliar “dever” . obrigatoriamente. para que seja feita a sua concordância com o sujeito que se indica com á ex­ pressão “o esjforço” ó qíxal surgiu pospostjo ao verbo.Anaiisia/Banco Central/2006 (D) Nunca me _|____(sobrevir). (C) Empregou-sej. ha (verdade. a 3a pessoa do plural: | . questão 5. ! (A) Nesta alternativa.trova o . para vermós fato idêntico ao qué agora ocorreu. item (E). os sobressaltos que cáda | sonho traz consigo. Para que haja mais facilidade de apreensão do que comentamos.] Podemos repojrtar-nos à prova 9.

nota-se na passagem sublinhada. por se tê-lo empregado em lugar de outro. Temos. mas quisesse. as formas devesse e quisesse exprimem condições subjeti­ vas. mas sim o teor persuasivo da sua mensagem. uma cortina ou uma lipoaspiração (. ir.. Na frase acima. igualmente.) seduzia os emigrantes europeus. procurar em que alternativa está. (E) que im porta não è lhe vender mais uma roupa . Devemos. Não se nota.. os segundos são expropriados de seu lugar pela violência da fome. tal figura de pensamento. em nenhuma outra alternativa. transcrita no item (À) desta questão. assim.) No fragmento o campo devesse. um século atrás. Observe-se que não era o prospecto que seduzia os emigrantes europeus. ir p ara a cidade.. mas quisesse.entre as massas do século XVI e os migrantes da globalização: as primeiras foram arrancadas de seus meios de subsistência. por exemplo.. Décio Sena 344 . mas quase sempre eles recebem em troca um devaneio. O protótipo poderia ser o Vrasvecto que.” O mesmo processo de alargamento do sentido de um vocábulo. Tal recurso estilístico está presente também no segmento sublinhado na frase: (A) O protótipo p oderia ser o pròspecta que (. èstaridoV heste caso. vamos reler fragmento relativo ao 5o parágrafo do texto da prova: “Talvez haja uma diferença ~pequenat mas substancial . ti'Vocábulo “campo” empregado em lugar de “pessoas” Esta figura dè pensamento' dêriòminà-sè metonímia. de bem-estar e de ascensão social. também uma metonímia na alternativa (A) da presente questão.) o jornalista Elio Gaspari evocava o dram a recente de um navio de crianças escravas errando ao largo da costa do Benin....18» A partir dos anos 60> a televisão forneceu os sonhos p ara que o campo não só devesse. seduzia os emigrantes europeus: sonhos de posse.. Para tanto.) (D) Aconteceria uma queda total do índice de confiança dos consumidores . (C) Não é pouca coisa: é necessário promover e vender objetos e serviços (. para a cidade” ocor­ re emprego de figura literária que cónsiste èm empregar-se um vocábu­ lo em lugar de outro. (B) (. ocorrendo metonímia. então. atribuídas a campo .

cometeu-se desli­ ze no emprego de tempo verbal ao se empregar o verbo “haver” no pre­ sente do subjuntivo. que a tantos destitue das mínimas condições de sobrevivência. O texto desta alternativa ficará corrigido. em vez de no pretérito imperfeito do subjuntivo. (B) O autor do texto e seu colega Elio Gaspari conviram em que os “cida­ dãos descartáveis” constituíssem o efeito vivo do funcionamento da máquina liberal. Cometeu-se erro de grafia na representação da 3a pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo “extinguir *. 345 Português . o que faz sur­ gir a forma “sobreviessem”. Estão corretamente flexionadas e articuladas as formas verbais da frase: (A) Para que xiãosobrevissem màiòres violências. Analisemos os empregos verbais constantes nos períodos que compõem esta questão: (A) Emprego verbal incorreto. caso seja grafado desta forma: “O autor do texto e seu colega Elio Gaspari con­ vieram em que os “cidadãos descartáveis” constituíssem o efeito vivo do funcionamento da máquina liberal” (C) Emprego verbal incorreto. que deve ser grafado “extinga” Por outro. derivado de “vir”. A alternativa estará retificada. que a tantos destitui das mínimas con­ dições de sobrevivência”. grafada em “constituíssem”. ao ser grafado na 3a pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo. lado. (B) Emprego verbal incorreto.derivado de “vir” por ter como sujeito a expressão “maiores violências”. seria preciso interfe­ rir nesse processo de acumulação.verbo “sobrevir” . fazer-se-ia neces­ sário que haja pleno controle do processo de acumulação. os servos feudais não contiveram um processo que só fez cres­ cer ao longo dos séculos. ao ser empregado na 3a pessoa do singular do presente do indicativo. pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo “constituir”. O. O verbo “destituir”. assume a forma “des­ titui”. O verbo “convir”. seria preciso interferir nesse processo de acumulação. (E) Por não terem podido resistir à expropriação de seus pedacinhos de terra. então.19. Está correta a forma de 3a pessoa do plu­ ral. (C) Para que se extingua essa expropriação histórica. deverá ser grafado na 3apessoa do plural do pretérito imperfeito dò subjuntivo. sendo grafada deste modo: “Para que não sobreviessem maiores violências. (D) Os sonhos que advirem da contínua sedução que sobre nós exerce a máquina neoliberal estariam condenados à insatisfação. as­ sume a forma “convieram”.

então. (E) Emprego verbal correto.não importa o fato é que não temos conseguido incluir. o verbo “conter” está corretamente utilizado na 3a pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo. para que a máquina liberal aja em conformidade com uma estratégia aliás muito bem planejada. O verbo “advir” . (B) O jornalista Elio Gaspari. na distribui­ ção das riquezas. há sempre uma mira­ gem que deve ser perseguida. Dério Sena 346 . acredita. de modo que o emprego do futuro do pretérito encontrado em “estariam” esteja adequado. Não há nada a ser corrigido nesta alternativa. grafado. faz parte de uma estratégia. redigindo: “Para que se extinga essa expropriação histórica. Retificaremos o texto da presente alternativa. a julgar pela expressão de sua própria lavra. mercê do funcionamento da máquina neoliberal. segundo a qual. Empregou-se convenientemente em “terem podido resistir” a locução auxiliar “terem podido” no infinitivo com­ posto. haja os que não concordem com a tese esposada pelo autor. A frase corretamente redigida apontará “Os sonhos que ad­ viessem da contínua sedução que sobre nós exerce a máquina neolibe­ ral estariam condenados à insatisfação”. a maioria dos cidadãos. num processo era que houvesse um mínimo de justiça. (D) Emprego verbal incorreto. citado pelo autor. uma vez que incorporam sonlios de reali­ zação impossível. Quanto à pontuação.deve ser empregado nesta alternativa na 3a pessoa do plural do pretérito im­ perfeito do subjuntivo. que há sujeitos inteiramente excluí­ dos do processo civilizatório. (E) Ao se referir ao seu observatório psicanalítico o autor expõe a pers­ pectiva. (C) A busca incessante de status empreendida pela maioria das pessoas. detectou razões de ordem subjetiva. Além disso.Provas Comentadas da FCC que seria a forma apropriada para este texto. segundo a qual. 20. a de que as condições de atuação do neoli­ beralismo são subjetivas. na forma “adviessem”. está inteiramente correta a frase: (A) Ê possível que entre os leitores. como se miragens pudessem de repen­ te ganhar corpo» (0) Continuação ou repetição das mesmas violências .derivado de “vir” . fazer-se-ia necessário que houvesse pleno controle do proces­ so de acumulação”.

o empjrego de vírgula que põe em rjelevo estilístico o adjunto ad. j então.j les empregados: j j j (A) Pontuação inporreta. deste modo: “É possível que(>) éritre os leitoresQ haja os que não concordim corri a tese esposada pelo autor* a de que as condições de atuação do neoliberalismo são subjetivàsQ uma vez que incorporam sonhos de realização impossível” | . estaria sendd isolada a expressão “entre jo sleitores”. uma vez qiiej promove a separação entre a | conjunção subordinativa integrante “que” e o corpo.. para que se jsole o aposto resumitivo.j dessemQ dejrepentéQ ganhar corpo1 1 . como se miragens ípu. O texto ficará correto. jTai vírgula pode permanecer no texto.| soas” e a forma verbal “faz".su. cpm respeito à pontuação ne. empregou-se inconvenientemente ] vírgula entre: o pronome relativo “a quaPje a oração. Deste modo. sendo assinalkda a facultatividàde de emprego das vírgulas jcomentadas com emprego de parênteses. subordinada adje. corretp destaíforma: “ A busca incejssante de status empreendida j pela maioria|das pessoas faz parte de uina estratégia segundo a qual há j sempre uma! miragem que deve ser perseguida.Provk 15 . Inicialmente está ocorrendo separação entre o. in­ dicado pelo pronome demonstrativo “a" Â vírgula posta após o adjeti­ vo “subjetivas” de emprego facultativo. que devei ser substituído pjor uma vírgula. em que se intercalou com um par de vírgulas as orações intercaladas “citado pelo autor” e “a julgar pela expressão de sua própria lavra”. De início. Também não está adequado o sinal de pontjoe vírgula posto após o substantivo “autor”.Analista/Banco CentraJ/2006 i Vejamos todos os itens da presente questão. Depois. Pode-se aceitar o emprego do ponto e vírgula j no espaço em que surgiu. não é certa a presença da vírgula posta j após o substantivo “leitores”. Não há incorreção no emprego dos travessões para que se ponha em relevo oração intèrferente.. ainda. para que se si-.j aceitar que um par de vírgu. (B) Pontuação correta. [' (D) Pontuação incorreta.j verbial “mercê do funcionamento da máquina neoliberál”. da oração por ela ] introduzida.j jeito “ A busca incessante de status empreendida pela maioria das pes. Pode-se.j tiva por ele introduzida. Nada existe para se retificar neste item. j ainda. 347 ! Português | . desde que se em­ pregue uma òutra após a conjunção subordinativa citada. Entretanto. Promoveu-se. Lembremos que este isolamento tem hatureza facúltativá.j las ponha em destaque o adjunto adverbial “de repente” O texto ficará. j (C) Pontuação incorreta. é indis­ pensável emprego de vírgula após o seguindo travessão. :separa oração subordinada ad­ verbial postajem ordem direta.

na distribuição das riquezas”. o téxto corretamente pontuado: "Continuação ou repetição das mesmas violências . assim. segundo a qual detec­ tou razões de ordem subjetiva(. A vírgula que surgiu separando á: fòrmá Verbal “concluir” e seu complemento.) para que a máquina liberal aja em con­ formidade com uma estratégia. aliás. Gabarito: 01) C 02) E 03) D 04) B 05) A 06) A 07) C 08) D 09) B 10) C IDE 12) D 13) A 14) E 15) B 16) C 17) D 18) A 19) E 20) B Décio Sena 348 . A vírgula após o adjetivo “subjetiva”.nalize o término do aposto “Continuação ou. necessidade de inserção dé vírgula após o subs­ tantivo “cidadãos”. (E) Pontuação incorreta. É obrigatório o emprego de uma vírgula após o adjetivo "psicanalítíco” de modo que se sinalize o término de oração subordinada antecipada. Não há. muito bem planejada”. a palavra denotativa de retificação “aliás” deverá ser empregada entre vírgulas. Dentro desta oração adjetiva. também. de natureza facultativa quanto a seu emprego. repetição das mesmas vio­ lências”. o autor expõe a perspectiva. Não é possível o emprego da vírgula que sepa­ ra o pronome relativo ‘ a qual” da oração subordinada adjetiva que por ele é introduzida. Apontamos» assim. está isolando oração subordinada adverbial que surgiu em ordem direta. ihdicàdo pór "á maiòria dos cidadãos” ííãd está cor­ reta. corretamente pontuado: “ Ao se referir ao seu obser­ vatório psicanalítico. O texto ficará.iiãò importa o fato é que não temos conseguido incluir a :maioria dos cidadãos num processo em que houvesse um mínimo de justiça.

Não espanta que esse pequeno tratado. Tem. na verdade. Nicolau Maquiavel (1469-1527) escreveu O Príncipe . (Dorival Santino) s 10 is 20 25 349 .O Príncipe é. venha até hoje servindo de inspi­ ração para políticos de todas as inclinações e ideologias. Uma das contribuições desse tratado foi o deslocamento do concei­ to de virtude. essa obra continua sendo vaiiosa para todo aquele que queira se inteirar da lógica que comanda as ações de quem deseja alcançar o poder e nele se manter. Ou seja: além de ser útil aos “príncipes”. obra con­ siderada basilar da ciência política. um caráter prescritivo: dedicado ao jovem prínci­ pe Lorenzo de Medicís. dessas que se apegam a supostos princípios de validade universal para melhor encobrirem práticas de proveito particular. que Maquiavel passa a compreender não mais em seu sen­ tido moral. qualidade indispensável para um bom governante. também. um conjunto de argutas análises do exercício concreto do poder. O leitor de Maquiavel acaba encontrando nesse texto admirável uma série de análises e revelações que permitem desmascarar os ha­ bituais embustes das ideologias mais abstratas. concebido na Renascença. mas como discernimento político. Injustamente reconhecido como um texto de caráter maligno e cínico . Vale dizer: o pensador italiano evitou confun­ dir Religião e Estadoj separou essas duas instâncias e dedicou-se a uma análise inteiramente objetiva dos mecanismos práticos que tanto permi­ tem chegar ao poder como mantê-lo.Prova 16 Agente de Fiscalização Financeira/TCE-SP/2006 As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que segue Maquiavel sempre vivo Voltado para os problemas políticos específicos que viviam os pe­ quenos principados italianos» quase todos submetidos a princípios ti­ rânicos.qualidades que perduram no emprego do adjetivo maquiavélico . reúne inúmeros aconselhamentos pragmáti­ cos* apresentados como lições de sabedoria política.

as lições de Maquiavel: (A) se apegam a supostos princípios de validade universal. UI. De acordo com o terceiro parágrafo. (E) II e III. ainda se mantém atual. Afirmativa incorreta. Em relação ao texto. Atente para as seguintes afirmações: I. não se mostrou preocupado em adequar-se aos princípios morais de sua época. Por ter analisado de modo independente as relações de poder em sua época. Maquiavel legou-nos um tratado que. No segundo parágrafo do texto sómos informa­ dos: “Vale dizer: o pensador italiano evitou confundir Religião e Estado. II. separou essas duas instâncias e dedicou-se a uma análise inteiramente objetiva dos mecanismos práticos que tanto permitem chegar ao poder e como mantê-lo. Em plena Renascença. está correto APENAS o que se afirma em: (A)I. apesar de já se terem passado séculos de sua publicação. más assumiu posição de independência em re­ lação a eles. sendo por isso necessário analisá-las a fundo. para melhor exporem suas qualidades pragmáticas. em seu tratado.Provas Comentadas da FCC 01.n 02 . (C) III. Analisemos cada uma das alternativas numeradas de I a III: L Afirmativa incorreta. II. como o prova a separação que promoveu entre Igreja e Estado. (B) II. (D) I e II. Décio Sena 350 . O fato de Maquiavel preocupar-se com a análise objetiva e concre­ ta do exercício do poder dota seu tratado de um caráter pedagógico que se tem mostrado resistente ao tempo. O texto permite-nos perceber que Maquiavel. Afirmativa correta. Maquiavel soube ver que o piano religioso e o plano das ações políticas tecem entre si íntimas relações. III. O autor do texto considera que a principal contribuição de Maquiavel foi adequar o pragmatismo político de seu tratado aos exigentes princípios morais de sua época.

Como estabelecemos no item antecedente. (E) fundem ideologia ejpragmatismo. 1 f ‘ (C) Afirmativa incorreta. j í i (D) Afirmativa correta. Maquiavel. universal em que se fundamentam. a leitura do texto inteiro deixa-nos ciéntesj de que. (C) mostram que não há possibilidade de qualquer proveito pessoal quando se manipulam princípios de validade universal. des­ mascara idedlogias que. O que nele sé lê é que as ideologias que sejfundamentam em tais prihcípios costumam deles se utilizar para encobrirem os propósitos de pro­ veito particular.b 3o parágrafo: K Ou seja . essa obra continua sendo valiosa para todo .Prova 1 6 -Agente de Fiscalização Rnanceira/TCE-SP/2006 (B) expõem com: extreràa habilidade os argumentos das ideologias mais abstratas» tornando-òs como se fossem objetivos. j (E) Afirmativa incorreta. . obrigando o leitor a considerar os argumentos jpróprios a cada uma dessas? duas esferas. Podemos comprovar [sua correção com a passagem que encerra . A leitura atenta do|3° parágrafo não nos permite tal inferêncija. Não há. como foi concebida ten­ do com o prerrogativa a análise objetivados mecanismos políticos. no. à análise objetiva dos fatos políticosi | 3 5 1 Português . unia vez que a perenidade de sjia obra reside exatamente em ? não ter cedido a quaiquer preceito ideológico. Vejamos todas alternativas da questão. Na realidade. além de ser útil cios príncipes. após a leitura do 3oparágrafo do texto: (A) Afirmativa ilicorretá.aquele que queira se inteirar da lógica que comanda as ações de quem deseja alcançar o poder e nele se manter. ao desmascarar ideologias abstratas. põe por terra os prin­ cípios supostamente de validade. fundamentajn-se em supostos princípios jde validade universal (B) Afirmativa incorreta. interessadas em práticas de proveito particular. mas ter-se apegado. inten­ ção de revela^-se se éxisíe ou não-possibiliáade de se auferir proveito pes­ soal quandojse manipulam princípios supostos de validade universal. A obra de Maquiarei. com respeito ao que nos é possí­ vel entender das lições de Maquiavel. em Maquiavel.3o paragrafo de nosso texto. sem-j pre. os conceitos de ideologia e pragmatismo não se fundem. (D) são úteis tanjto para quem exerce o podér como para quem simples­ mente deseja analisar os fundamentos desse exercício.

em atendimento à expressa Uma das contribuições. A função sintática exercida pelo pronome relativo citado ê a de objeto direto da' forma ver­ bal “compreender”. que Maquiavel passa a compreender não mais em seu sentido moral mas como discernimento político. Já vimos em questões precedentes os mecanismos necessários para a conversão das vozes verbais. No fragmento “. (C) a opção pela forma passiva de passa a compreender levaria a passam a ser compreendidos. ou. Após as rememorações acima. que o número de verbos encontrados em uma oráção de voz pas­ siva analítica (ou com auxiliar) ê sempre timà unidade maior do que os que encontramos na voz ativa correspondente. como já vimos..j I | 03. “Deslocamento” deve ser entendido.. caso a oração seja escrita em voz passiva. (B) o sentido da palavra deslocamento é equivalente ao de supressão. mais espe­ cificamente. No contexto da frase acima. ou. Vimos. e não de “supressão”. (C) Afirmativa incorreta. presente no texto da questão. ao substantivo “conceito” (B) Afirmativa incorreta. em­ bora com mais propriedade.” (A) Afirmativa incorreta.. tam­ bém. “conceito de virtude”. no texto. (E) o sentido da expressão não mais tem como pressuposto a duração de algo até então. em sujeito. “alteração”. irá converter-se. verbo principal da locução vérbál de vozativa “pas­ sa a compreender”.que Maquiavel passa a compreen­ der. como sinônimo de “mudança”. Uma das contribuições desse tratado fo i o deslocamento do conceito de virtude. faz referência à expressão “conceito de virtude”.. sendo um pouco menos exato. O pronome relativo “que”. Por outro lado. Analisemos todos os Itens da questão* que se fundamenta no texto a seguir: “Uma das contribuições desse tratado fo i o deslocamento do conceito âe vir­ tude.”. (A) a palavra que toma como referência anterior e direta a palavra tratado. o sujei­ to de uma voz ativa corresponderá ao agente da passiva. que Maquiavel passa a compreender não mais em seu sentido moral» mas como discernimento político. Relembremos que o ob­ jeto direto existente em uma oração de voz ativa. (D) seria preferível a utilização da forma plural foram . estamos aptos a construir a oração em que surgirá a conversão para a forma passiva da locução verbal ativa “passa a Décio Sena 352 . o pronome relativo “que” representa semanticamente o substantivo “conceito”.

Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os segmentos sublinhados. Há.. pois todos os po­ líticos buscam dissimular esses mecanismos do poder. com ò verbo auxiliar “passa” obrigatoriamente empregado em 3a pessoa do singular para qüé concorde com seu sujeito indicado pelo pronome relativo “que”.Agente ae Hscanzaçao nrianceira/ 1 Cfc-bK/zuub compreender”. na verdade representante semântico de “conceito de virtude”. (C) cuja a potência de análise / considerá-lo /julgue-os indevassáveis / dissimular-lhes. (E) Afirmativa correta.”o núcleo do sujeito da forma verbal “foi” está indicado pelo vocábulo “Uma”. o que implica concordância verbal em 33 pessoa do singular. também. embora sempre haja quem julgue indevassáveis esses mecanismos do poder. referendo para o emprego na pessoa e número indicados: afinal. ainda. 04. Observe-se.Prova 1 6 .. (D) Afirmativa incorreta. respectivamente.. Para lermos acerca das conversões de vozes verbais. ao empregar a expressão “não mais”. estava interessado em contrapor um fato que vinha ocor­ rendo "até então”. (B) em cuja potência de análise /o considerar /lhes julgue indevassáveis /os dissimular. (E) de cuja potência de análise /lhe considerar /os julgue indevassáveis /lhes dissimular. Logicamente. que a questão semântica é. uma contraposição temporal: algo aconte­ ceu até então e não mais acontecerá. 11 (questão 13). Maquiavel escreveu um tratado político. e a potência de análise desse tratado político permite considerar esse tratado político como um tex­ to que efetivamente revela os mecanismos do poder. que será: “que passa a ser compreendido por Maquiavel”. (D) que a potência de análise /considerar-lhe /os julgue indevassáveis / dissimulá-los. 13 (questão 6) e 14 (questão 7). podemos retomar as pro­ vas 10 (questão 9). 12 (questão 6). por: (A) cuja potência de análise / considerá-lo / os julgue indevassáveis / dissimulá-los. Como seria se substituíssemos o pronome relativo pela expressão que representa: “o conceito de virtude passa a ser compreendido por Maquiavel”. o autor. No fragmento "Uma das contribuições desse tra­ tado fo i o deslocamento do conceito de virtude. assim. ao dizermos “Uma das contribuições desse tratado” estamos nos referindo apenas a um elemento. 353 Português .

Provas Comentadas da FCC Sugere a Banca Examinadora que evitemos as repetições viciosas que sur­ giram no texto. então.1 “os políticos os buscam dissimular” .considerado o seu núcleo “tratado” o pronome oblíquo átono ajustado à substitui­ ção será “o”. Como sabe­ mos. às medidas necessárias para que isto ocorra: 1 ) Inicialmente. Décio Sena 354 . jus­ tificada pela existência do sujeito de núcleo substantivo (“políticos”) imediatamente antecedente da locução verbal. o pronome “os”. representado novamente pela expressão “esses mecanismos do poder”. além do verbo (na forma de presente do sub­ juntivo “julgue”). Logicamente empregaremos. assim.”. os pronomes indefinidos implicam próclises obrigatórias.próclise à locução verbal. há um prono­ me indefinido precedendo a forma verbal "julgue" já citada. cuja potência de análise. 3) Agora temos sublinhados. "os julgue indevassáveis”. de empregar um pronome adjetivo relativo. quan­ to a gênero e número. De início. Teremos. então. Desta vez cabem diversas posições pronominais para o relacionamento do prono­ me com a locução verbal “buscam dissimular”. Está passível de ser substituído por pronome o objeto direto. percebemos que o “tratado político” referido em “a potên­ cia de análise desse tratado político” já fora citado antes. então. Temos. Procedamos. obviamente.. Convém que nos lembremos de que não se pode empregar artigos definidos após os pronomes relativos K cujo” e flexões. será obrigatória a ênclise pronominal e teremos: “considerá-lo”. Deveremos. de modo que criemos um vínculo entre duas orações. Ficaremos. de novo. Sendo objeto direto e. então. fa­ cultativa esta próclise. cujo núcleo é “mecanismos”. sendo a segunda delas. o objeto direto “esses mecanismos do poder” e o predicativo do objeto direto “indevassáveis”. tornando. assim.. 4) Finalmente. temos de pronominalizar o objeto direto do verbo “dissi­ mular”. empregar o pronome oblíquo átono “os". adjeti­ va. Desta feita. vejamos as re­ ferendadas pela gramática tradicional: 4. 2) A segunda expressão “tratado político” funciona sintaticamente como objeto direto da forma verbal “considera”. indicativo de masculino singular . com “Maquiavel escreveu um tratado político. Como não há palavra de atração antecedendo a forma ver­ bal a que nos referimos.

buscam os dissimular) .3 “os políticos buscam dissimulá-los” . assim. ás posições pronominais possíveis para esta situação. -j enclise aoverbo auxüiarí da locução verbal.se tomou extensa. | ainda. que surgiu em infinitivo. Em prova.como explicamos . f . preocupou-nos ó fato de explicarmos as diver-| sas passagens por meio das quais evitaríamos jas repetições viciosas.“cuja potência de análise ” .2 “os políticòs buscam-nos dissimular”. possível pela atração apenas facultativa do sujeito de núcleo jsubstantivo. particu-| larmente aquela? concernentes :à última substituição. o candidato consciente de que a única forma apontada| nas alternativas !era . f | .(A). no entanto. Coriio sabemos. por exemplo. .Agente de Fiscalização Firiandeira/TCE-SP/2006 4. ‘ | í cuja potência de [análise . 4 . em conformidade cojm o emprego formal da linguagem. | I ' ■ « |. 13 (questão 8)j lk (questão 11) e 15 (questão ll)i 355 í Português .os bus-1 cam dissimular j(ou buscam-nos dissimular bu buscam dissimulá-los: ou. havendo locuçãb verbal ciijo verbo principal esteja no mfinitivo ou no gerúndio. ! A alternativa resposta é. havendo a supressão! da consoantejfinal dó verbo e a alteração gráfica do pronome “os” para “-los”.os julgue indevassáveis . á enclise a este verbo principal será sempre correta. I í j | ! l j j j No entanto.Prova 1 6 . 12 (questão 15). apenas o item (Á) dispqe esta forma. então as formas:.enclise ao verbo principal da locução verbal. uma vez que. em posição icaracterizadora da:sintaxe de colocação pronomi­ nal brasileira. que. .não! teria a obrigatoriedade ide investigar as dèniais alternativas. aiiida encontraremos a possibilidade de deixarmos o prono­ me “solto” entre òs verbòs da locução verbal. J' São três. em virtude de o verbo terminar em nasalidade indicada pela letra “m”. I ! I • : ! ' ! O candidato poderá encontrar questões com este modelo nas provas 10' (questão 17).o candidato deve hábituar-se a tentar resolver asj questões no tem^o mínimo em que isto ocorta com segurança.considerá-lo . Nesta ques­ tão. sendo o pronome “os” alterado graficamènte para “nós”. : | Temos. j.. i j \ j Em nossa análise da questão. ò que caracterizaremos como ] prócüse ao verbd principal da locução verbàlj surgindo á derradeira forma j possível para este caso: "os políticos buscam ds dissimular”.

de hoje e de sempre a ambi­ ção desmedida pelo poder e pela glória pessoal. o qual. que tanto preocu­ pavam Maquiavel. então. represen- Déao Sena 35 6 . Assim ficará. fizeram com que ele se dedicasse à ciência políti­ ca. em cujos fundamentos espelha-se. A ocorrência de voz passiva pronomi­ nal implica a concordância da forma verbal relativa ao verbo “com­ preender” em 3a pessoa do plural. para que concorde com o seu sujeito. seja para criticá-lo. seja para criticá-lo”. As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase (A) Compreenda-se as lições de O Príncipe não còmo exercícios de cinis­ mo. em que Maquiavel foi um mestre. O verbo “preocupar”. (C) Integrava as qualidades morais a da virtude. por sua vez. tem como sujeito exatamente este pronome relativo. com respeito às suas concordâncias verbais: (A) Concordância verbal incorreta. Vejamos todos os textos contidos nas alternativas da questão. tomada num sentido essencialmente religioso. e esten­ dia-se à esfera da política. compunha-se no campo da moral e da religião. deslocou seu sentido para o campo da política. mas como exemplos de análises a que rião se devem fartar toda gente interessada na lógica do poder. até hoje. mas como exem­ plos de análises a que não se deve furtar toda gente interessada na lógi­ ca do poder. indicado por “as lições" Por outro lado. cujo núcleo “poder” impõe a flexão do verbo referido em 3apessoa do singular. (E) Nunca faltaram aos “príncipes” de ontem. (D) Todas as acepções de virtude. mas couberam a pou­ cos discernir as sutilezas da política. o sujeito da locução formada pelo verbo auxiliar "dever” e pelo verbo principal ‘'furtar-se” (prono­ minal) está sendo indicado por “toda gente interessada na lógica do po­ der”. aqueles que se preo­ cupam com o poder. seja para exercê-lo. até o momento em que surgiu Maquiavel. (B) Concordância verbal incorreta. até que Maquiavel. recusando esse plano de valores em que a inseriam. empregado na oração adjetiva que se iniciou com o pronome relativo "que5 í. o texto correto: uCompreendam-se as lições de O Príncipe não como exercícios de cinismo. (B) A problemática divisão da Itália em principados. seja para exercê-lo. como se tudo fosse essencialmente um mesmo fenômeno.05.

concordando com "Maquiavel”. Igualmente correto está o emprego da forma nominal (de particípio) “tomada”. tem de ser usado. (D) Concordância verbal incorreta. A forma verbal “surgiu” está corretamente empregada em 3a pes­ soa do singular. é “divisão” Esse verbo deverá ser em­ pregado. assim como “inseriam”. em cujos fundamentos espelham-se. odo. aqueles que se preocupam com o poder”. por ter como sujeito a expressão “Todas as acepções da virtude”. portanto. cujo núcleo. núcleo do sujeito da primeira oração do perí.tem como éujeito a expressão “ A problemática divisão da Itália em princi­ pados”. portanto. com núcleo em “acepções”.Finalmente. em 3apessoa do singular. já que. na 3apessoa do plural. e estendiam-se à esfera da política.pertencente à primeira oração do período . flexionada em gênero feminino para concordar com o subs­ tantivo implícito “qualidade” O gerúndio “recusando”. obviamente. como foi realmente. e “deslocou”. representante semântico do pronome demonstrativo anterior “aqueles”. Este fato acarreta o obrigatório emprego verbal na 3apessoa do sin­ gular. O verbo “fazer” . O texto corrigido apontará: “ A problemática divisão da Itália em prin­ cipados. compunham-se no campo da moral e da religião. (C) Concordância verbal correta. já apontado. que surgiu concor­ dando com o sujeito "Maquiavel”. por concordar com seu sujeito* a pronome relati­ vo ‘‘que”. como indicamos. posto no início do período. O sujeito do verbo "faltar”. Isto força o seu emprego em 3a pessoa do plural Estão corre­ tas as concordâncias dos verbos "dedicar”. o texto fi­ cará corretamente grafado desta forma: “Todas as acepções de virtude. Está empregada erradamente a forma verbal “compunha” que. o verbo "espe­ lhar” tem como sujeito o pronome demonstrativo "aqueles” que lhe está posposto. que tanto preocupava Maquiavel. até hoje. como se tudo fosse essencialmente um mesmo fenômeno ” (E) Concordância verbal incorreta. concordando com o sujeito indicado pelo pronome reto “ele” e “preocupar” (empregado de modo pronominal). cujo núcleo “qualidade” está implícito. empregado em 3apessoa do plural para que se indetermine seu sujeito.rrova 1 0 -a g e n te ae i-iscauzaçao Pinanceíra/TCE-SP/200õ ta o substantivo “divisão”. até o momento em que surgiu Maquiavel. fez com que ele se dedicasse à ciência política. tem de surgir na 3a pessoa do plural O mesmo fato repete-se com a forma verbal “esten­ dia”. está sendo indicado pela expressão que lhe surge posPortuguês 357 . Deste modo. está correto. Não há qualquer modificação a ser feita. A forma verbal “Integrava” está con­ cordando com seu sujeito representado pela expressão “a (qualidade] da virtude”.

06. Teremos o texto corretamente redigido desta forma: “Nunca faltou aos ‘príncipes* de ontem. verbos que têm orações como su­ jeito devem ser empregados sempre na 3a pessoa do singular. pois é um tratado político_____ muitos têm muito a aprender. ganhou uma acepção_____ costumam discordar os cientistas políticos. mas coube a poucos discernir as sutilezas da política. semelhantemente ao seu si­ nônimo “usufruir” tem regência facultativamente transitiva direta ou transitiva indireta. Como sabemos. qualquer aplicação_____ pudesse se valer na análise da política. para Maquiavel. também estaria correto o preenchi- Dédo Sena 358 . (E) A leitura de O Príncipe . Vamos aos itens. ______ muitos utilizam para denegrir o ca­ ráter de alguém. verbo que. as iacunas da frase: (A) O prestígio____ _ o texto de Maquiavel desfruta até hoje é merecido. Para preenchermos as lacunas existentes nos textos que compõem a ques­ tão ora analisada. ___ __ muita gente até hoje se entrega. Sendo assim. em que Maquiavel foi um mestre”. (D) O adjetivo maquiavélico . já com suas lacunas preenchidas e. em seguida. de hoje e de sempre a ambição desmedida pelo po­ der e pela glória pessoal. às expli­ cações necessárias: (A) Preenchemos a primeira lacuna com o pronome relativo “que” ante­ cedido pela preposição “de”. (C) Os valores abstratos_____ muita gente costuma cultuar não ti­ nham. exigida em função da regência transitiva indireta do verbo “desfrutar”. Está igualmente equivocada a forma verbal “couberam”: seu sujeito é indicado pela oração “discernir as su­ tilezas da política”. inte­ ressa a todos_____ se sintam envolvidos na lógica da política. no tratado_____ Maquiavel tornou uma obra basilar.Provas Comentadas da FCC posta “a ambição desmedida pelo poder e pela glória pessoal". As expressões de que e com que preenchem corretamente. nessa ordem. A última forma verbal “foi” está corretamente concordando com “Maquiavel”. cujo nú­ cleo indicado pelo substantivo “ambição” impõe o emprego do referi­ do verbo em 3ttpessoa do singular. (B) As qualidades morais_____ muitos estavam habituados a conside­ rar como tais foram substituídas pelas políticas. temos de conhecer aspectos de sintaxe de regência verbal.

de objeto direto db yerbo principal "considerar” da locução vprbal “estavam habituados á considerar”.representante semântico de “tratado” .j plícito) pudeáse se valer de aplicação na.j ma verbal “tornou”. Isto por­ que os dois funcionam sintaticamente como objetos diretos de for­ mas verbaisJo que. O segundo pronomje relativo. (B) Desta vez.im. impede ^presença. O segundo :de. funcionando como óbjeto direto da forma verbal “utilizam” sendo. por sua vez. verbo principal j da locução verbal “costuma cultuar”.j ção verbal “pudesse se valer”.} senta semanticamente o substantivo “aplicação” e funciona como obje. O segundo pronome relativo “que” está desempenhando papel sin­ tático de objejto indireto da forma verbal “discordar” verbo principal da locução verbal “costumam discordar”. Sènjdo objeto direto.Prova 16 . com o qual preenchemos a lacuna inicial do texto.é o objeto direto da for.Agente de fiscalização Financeira/TCE'SP/2006 * • mento da primeira lacuna apenas com oi pronome relativo "que”. Procedendo-se comj> fizemos nas alternativas {A) j e (B). empregaremos o prono-1 me relativo “que” precedido da preposição “com”.. daí 0 emprego obrigatório da pre- 359 \ Português . de Maquiavel desfruta até hoje de prestígio” e “muitos têm j muito a aprender com tratado ”. I « 1 (C) O primeiro pronome relativo.representante semântícò de “qualidades” .j mânticos que estão sendo indicados peloépronomes relativos e apenas j as orações em que os mesmos surgiram postas em ordem direta. Na segunda lacüna. à j substituição jdos pronomes relativos citados pelos termos que por eles ] se fazem repiresentar e colocando as estruturas orácionais em ordem j direta. representante semântico de "valores”. O primeiro deles . obviamente. obte-! mos: "o texto. encorltramos: “muitos estavam habituados a considerar quali­ dades” e “Máquiavel tornou tratado uma! obra basilar”. não poderá j estar preposiüonadó. encontramos: “muita gente costumaj cultuar valores” e “(ele . análise da política”. Procedendo-se.j les . verbal "têm a aprender” Observados os valores se.| to indireto da forma verbal “valer-se” (pronominal) principal da locu. não precedido de preposição. (D) O primeiro jjronomé relativo “que”. está. Esta é a rjesposta da^questão. conio se fez na alternativa (À). consequentemente. demanda do verbo í principal da locução. a preposição “de” j surgiu naturalmente.desempe­ nha papel sintático . Sendo objeto indireto. os dois pronomes relativos com que preenchemos as lacu­ nas não puderam surgir regidos por qualquer preposição. j funciona como objeto direto da forma verjbal "cultuar”. repre. usadb desacompanhado de prepo­ sição.de preposições.

escreveu em plena Renascença» um tratado sobre os fundamen­ tos das ações políticas. O segundo pronome relativo deste item não pode ser antecedido por preposição porque desempenha papei sin­ tático de sujeito da forma verbal "sintam”. um verdadeiro tratado de política. considera­ da basilar. (A) Pontuação incorreta. e. Vejamos todos as alternativas da questão. de que é sujeito e que se encontra na segunda oração. teremos: “muita gente até hoje se entrega à leitura” e “todos se sintam envolvidos na lógica da política”. analisando os problemas dos principados italianos. Estamos em busca daquela em que a pontuação está inteiramente correta. (£) Finalmente. para quem se interesse por política. já com seus termos em ordem direta e com a substituição dos pronomes pelos vocá­ bulos que representam: "muitos utilizam adjetivo” e “os cientistas políti­ cos costumam discordar de acepção”. A única vírgula posta ao fim da oração reduzi­ da de gerúndio “analisando os problemas dos principados italianos” provocou a separação do sujeito “Nicolau Maquiavel” da forma ver­ bal “escreveu”. aquele tratado sobre política datado da Renascença. <B) Em plena Renascença» Maquiavel. (E) Poucos imaginariam que. Mais uma vez apontamos as estruturas oracionais em que surgem os pronomes relativos ora estudados. teria um valor tal que se manteria vivo. um tratado sobre política cujo valor continua sendo re­ conhecido em nosso tempo. a única vírgula posta no fim do adjunto adverbial “em ple- Dédo Sena 360 . resultando uma obra. 07. Procedendo-se como em to­ das as alternativas anteriores. precedendo-o. Igualmente. dos principados italianos. temos um primeiro pronome relativo obrigatoriamente antecedido da preposição “a” por exigência da regência da forma ver­ bal “entregar-se” (pronominal). (C) Quando escreveu O Príncipe Maquiavel preocupou-se com os pro­ blemas. escreveu O Príncipe .fiu v c is v —<-*< i t e * t i a u c u u c l posição “de”. por tantos sécu­ los. continuaria atual em plena modernidade. A pontuação está inteiramente correta em: (A) Nicolau Maquiavel analisando os problemas dos principados italia­ nos. (0) Tendo escrito O Príncipe »em plena Renascença Maquiavel nos legou sem dúvida.

promoveu-se o isolamento do aposto “um ver­ dadeiro tratado de política” Não há qualquer retificação a ser feita. Maquiavel nos legou. Teremos. Finalmente. Está correta a vírgula em­ pregada ápós italianos. escreveu» em plena Renascença. sem dúvida.de nature­ za facultativa quanto ao emprego . para que se indique início de oração reduzida de gerúndio. (B) Pontuação correta. O texto se retificará com a inclusão de duas outras vírgulas que sinali­ zarão a intercalação da oração reduzida de gerúndio e do adjunto ad­ verbial apontados. um tratado sobre os fundamentos das ações políticas”. o texto ficará corretamente pontuado deste modo: “Quando escreveu O Príncipe. então: "Nicolau Maquiavel* analisando os problemas dos principados italianos. um tratado sobre política cujo valor continua sendo reconhecido em nosso tempo”. Maquiavel preocupou-se com os problemas dos principados italianos. forçosamente. A oração subordinada adverbial temporal anteci­ pada "Quando escreveu O Principen deverá ser. separando-o de seu adjun­ to adnominal "dos principados italianos”. Inicialmente empregou-se uma vírgula .como é obrigatório . Não há. A oração que se inicia com o pronome relativa “cujo”»dada a natureza restritiva de sua mensagem. não será isolada da oração anterior. no entanto» procedência para o emprego da que surgiu após “problemas”. Assim. sinaliza­ da com vírgula em seu término. Deste modo. (C) Pontuação incorreta. Em seguida» colocou-se entre um par de vírgulas . A oração reduzida de valor adverbial e antecipa­ da "Tendo escrito O Príncipe em plena Renascença” será obrigatoria­ mente isolada do período por vírgula. 361 Português . (D) Pontuação incorreta.Agente de Fiscalização Financeira/TCE-SP/2006 na Renascença" acarretou a separação da forma verbal “escreveu” e seu objeto direto “um tratado sobre os fundamentos das ações políticas”.que pôs em destaque o adjunto ad­ verbial "Em plena Renascença”.Prova 1 6 . Embora não esteja errada a co­ locação do adjunto adverbial de tempo “em plena Renascença" que se encontra no interior da oração apontada» o texto fluirá melhor em sua enunciação sem que se faça seu isolamento. resultando uma obra considerada basilar para quem se inte­ resse por política”. o texto ficará corretamente pontuado deste modo: “Tendo escrito O Príncipe em plena Renascença. dada a natureza semântica também restritiva da oração “para quem se interesse por política”. A vírgula colocada após o substantivo “obra” está incor­ retamente empregada. A expressão “sem dúvi­ da” ficará obrigatoriamente entre vírgulas.uma oração reduzida de gerúndio intercalada. dada a natureza restritiva da oração reduzida de particípio "considerada basilar” Não há possibilidade de empregar-se vírgula após o adjetivo “basilar”.

datado da Renascença. Impõem-se as substituições constantes em: (A) I. II e III. II. Este deslize será retificado com a inserção de uma vírgula após o substantivo “política5 *. O texto acima resultará correto caso se substitua: I. aqueles por àqueles. A vírgula posta após a conjunção subordina­ tiva integrante. IV. II. Estão corretas as vírgulas de emprego facultativo que surgiram para realçar o adjunto adverbial (de tempo) “por tantos séculos” No entanto. somente. III e IV.julga Maquiavel ter prestado por julga ter prestado Maquiavel. por tantos séculos. transcreveremos o texto em que a questão se fun d am en ta e. responsável pela introdução de oração subordinada substantiva objetiva direta. e continuaria atual em plena modernidade”. mas também aqueles que têm interesse era analisar a exaustão as práticas políticas. A questão sugere que façamos algumas modificações no texto original e que indiquemos quais as modificações que.somente. (D) I. uma vez que separa conectivo da oração que por ele é introduzida. somente. (C) II. (E) HeIII. III e IV. teria um valor tal que se manteria vivo. Deduz-se da leitura do texto que seu autor julga Maquiavel ter prestado um serviço não apenas aos poderosos governantes. Deduz-se da leitura por Se deduz à leitura . de que é su­ jeito. a exaustão por à exaustão. III. a vír­ gula posta após a conjunção coordenativa aditiva “e” está errada. deixarão o tex­ to correto. somente. comentaremos as sugestões propostas: Décio Sena 362 . se forem feitas. 08. A única vírgula posta após o vocábulo "Renascença” separou o sujei­ to “aquele tratado sobre polítka” da forma verbal “teria”.Provas Comentadas da FCC (E) Pontuação incorreta. Inicialmente. (B) I. em seguida. III e IV. O texto ficará assim pontuado: “Poucos imaginariam que aquele tratado so­ bre política. ficando então a oração reduzida de particí­ pio de valor explicativo “datado da Renascença” entre vírgulas. não pode ser empregada: não se separam os conectivos do corpo das orações que por eles são introduzidas.

Prova 16 . do que vimos. 363 I Português . se fosse posta em prática! provocaria èrro de. o.. A Ocorrência do paralelismo es-j trutural sintático isenta a reprodução d e|todos os vocábulos em itálico] mas não deixa prescindível a preposição! Corretamente grafado. eíitãoj o texto ficaria M „. inicialmente em ordem direta. na|Renascença. mas também aqueles que têm interesse em analisar a exaustão as práticas políticas*” i I. Está inteiramente correta a articulação entlre os tempos verbais na frase: (A) Poucos.julga Maquiavel. j II. imaginese o quanto. çomcj demonstramos: ". por palavra] feminina. apenas inverteu-se a ordem do sujeito dá forma verbal composta “ter prestado”. j IV. Sugestão correta e indispensável. as modificações propbstas em II. feita a substituição. mas também àqueles que têm interesse era.qual passaria a surgir posposto à referida forma ver-j bal. Sugestão correta ei indispensável À preposição que surge por exigên-j cia do substantivo “serviço” rege não só à expressão “aos poderosos go­ vernantes" pomo também o pronome demonstrativo “aqueles”. III e IV deixám cj texto correto.sintaxe de colocaçãoIpronominal. Sugestão correta.. Sugestão iridevidaJ Não há qualquer irripropriedade em “ Deduz-se da leitura”.. j (D) Não se sabei de algum pensador que pudesse ter tido influência sobre Maquiavel.julga Maquiavel ter prestado um serviço não apenas aos poderosos governantes.^ : Assim. Por outro lado.. (B) O Príncipe pão teria tido um peso tãò decisivo no caso àquela épocaj vierem a ser separados o poder do Estajdo do poder religioso. j (C) Ainda há quem considere O Príncipe umà obra satânica. jantes que este tivesse escrito O Príncipe. i “Deduz-se da lèitura do texto que seu autoi: julga Maquiavel ter prestado um serviço nã0 apenas aos poderosos govérnantes. o texto continuaria correto! | ! . haverão de se beneficiar os jque o leram àquela época. De qualquer modo. uma vez que nãq se pode iniciar período por pronome oblíquo átono. o emprego do acento grave indicativo da cráse é obrigatório. por ter desven-j dado os subterfúgios dos políticos quando se encontrarem no poder.Agente de Fiscalização Financeira/TCE-SP/2006 ! | ..”. ter prestado um serviço não iape-j nas aos poderosos. governantes. mas desnecessária.. Porjser adjunto adverbial formado. imaginariam que um texto escrito àquela. a sugestão fornecida. | ! j• j I *í 09. [ : í III. época venha a permanecer vivo por tantos séculos. A expressão “a exaustão” desempenhíj papel sintático de adjunto adverbial. Ná verdade. mas [também ter prestado um servii ça a] aquelas que têm interesse em. (E) Se ainda boje tantos se beneficiam dá leitura desse tratado.

. que te­ nha haVidó òmissãò de um tòíiectivo “ pròvávelmèhté tradutôr de tora semântico condicional. .àquelaépoca”.. na Renascença. paraque haja .. ^icáremos. o sentido dà expressão ".Vejamos as diversas alternativas.. • 10. O futiírodo pretérito composto"teria tido” exi­ ge.indevída. há deslizé de cortóòrdância verbal no fragmento original da questão. ainda. (C) uma vez sendo util. então.. auxiliar da locução “haver de be­ neficiar” deveria ter surgido no futurò dó pretéritò do indicativo. se tratado. O texto correto assim restaria: "Poucos. Além disso..'piérfeitá'a corrélàçãó"^^ ‘'j^ e s s e ^ r tido” Córri “tivèssé”.textò: “Se airida hoje tahtos se beneficiam da leitura des. : ^: ■ '■ ■ ■ v -rs:* de Décio Sena 364 . . (E) ademais de ser útil. por ter. Ò texto estará corretamente gra. assim correto o . ficando .no presente doiindicativó.dmagine-se o quanto haveriam de se beneficiar os que o leram .".. . com o seguinte texto corrigido: “ Ainda . auxiliar de locução verbal..Vser ííèi?é eqüivaleriteàodàé^réssSó: 7. desvendado. correto . com seus respectivos textos.'É de se presumir.• ■ . Ó verbo “haver”. (C) Articulação indevidá. novámènté^o emprégó dópretéritò imperfeito do subjuntivo para o verbo “Vir”.^ í .^íéta. No contexto do último período dó texto. auxiliar de lóCüçaò verbal.há quem considere G Príncipe : . (A) ainda que fossè ü tiif (B) à fim dé ser útil. 7 . fádo deste modo: “O Príncipe Vnão terià tidò um peso tão decisivo no .emprego verbal. NãÓ há háda à sèr retificádò hésta alternativa. caso sé àquela epoca viesse a ser separado ò poder do Estado do poder . . (E) Articulação indevida.: O verbo “encontrâf^tèmde surgir. . (D) à medida que é útil.. imaginariam que um texto es­ crito àquela época viesse à permanecer vivo por tantos séculos” (B) Articulação indevida. os subterfúgios dos políticos quando se encontram nopòdér V '. (D) Articulação 'córrèta. ^ . X-'. A forma de futuro do pretérito dó indicativo em­ pregada em “imaginariam” exige o uso em pretérito imperfeito do sub­ juntivo para o verbo “vir”. para poder­ mos avaliar a correção das articulações entre as formas verbais: (A) Articulação. uma obra satânica.

no item (E). que tam­ bém não se revela adequado para reprodução do sentido original. então.“uma vez' indica valor semântico causai. A resposta está.Agente de Hscalização Fínanceira/TCE-SP/2006 O advérbio “ademais” significa “além disso”.é locução conjuntiva de valor proporcional e. diferente. 365 Português . assim. encontramos: (A) ainda que fosse útil .fTova i b . "além do mais”.‘ainda que ” introduz ideia de concessãoj incompa­ tível com o sentido de “além de ser útil” (B) afim d e . (C) uma vez sendo útil . (D) à medida que .é locução prepositiva que traduz valor semântico de finalidade. do nexo semântico indicado no texto original. portanto. Nas demais alternativas. com­ pletamente distinta do que o texto afirmou.

Provas Comentadas da FCC Gabarito: 01} B 02) D 03) E 04) A 05) C 06) A 07) B 08) C 09) D 10) E Décio Sena .

em parte. em virtude da sua pró­ pria natureza. is mesclado de regras primitivas de conduta e preceitos de prudência enraiza­ dos em superstições populares. Partreira. O seu conteúdo.. não essencial.ed„ SãoJPauio: Martins Fontes. As regras das artes e ofidos resistiam naturalmente. os pais e os esjxanhos foram mais tarde. Trad. A princípio. honrar pai è mãe. aproxi5 madamente o m<jsmo em todos os povos. Obs: gnômiço = sentencioso (Adaptado de Wfcrner Jaeger. na medijia em que é transmissível. é ao mesmo tempo moral e prático. no que 20 se refere à profissão médica. p. relativamente tardio o seu primeiro vestígio na tradição literária. 23-24) I = : l:" ' 367 . Da educaçãoj neste sentido. chegava pelá primeira vez à luz do dia. do ideal. Reveste.|A utilidade lhe é indiferente ou. O 25 que é fundamental nela é o kalón. Essa formação não é possível sem se oferecer ao espírito uma imagem do homem tal como ele deveser. in­ corporados à lei escrita dos Estados. como esclarece. A formação mánifesta-se na forma integral do Homem. na sua conduta e comportamento exterior e na sua atitude interior. mas são antes produtos de uma disciplina cons­ ciente. numa série de preéeitos sobre a moralidade exter­ na e em regras de prudência para a vida. a coleção dos escritos hipocráticos. Artur M. Nem lima nem outra nasceram do acaso. 2001. leva muito [tempo a atingir a plena cons­ ciência daqueles Ique a recebem e praticam^ sjèado. abeíezaj>no sentido normativo da ima­ gem desejada. Os preceitos' elementares do procedimen­ to correto para com os deuses. distingue-se à formação do Homem por meio da criação de um {tipo ideal intimamente coerente e claramente definido.j : r ' Prova 17 Agente-Fiscal de RenÜas/ICMS-SP/20Ó6 ■ As questões de números 1 a 11 referem-se ao texto abaixo [ I . a forma de manda­ mentos. 4. pelo menos. èsse 30 adestramento limitava-se a uma reduzida classé social. respeitar os estrangeiros. na poesia rural gnômica de Hesíodo. Já Platão a icomparou ao adestramento de cães de raça. consiste. e apresenta-se ainda como comunicação de conhecimentos e ap­ tidões profissionais a cujo conjunto. Também entre os Gregos foi assim. atra­ vés de uma antiqiiíssima tradição oral. à exposição escrita dos seus segredos. como holnrar osideuses. por isso. a nóbreza. E o rico tesouro da sabedoria popular. isto é. por outro lado. transmitidas oralmente pelos sécu­ lo los afora. : j: A educação e uma função tão natural e universal da comunidade hu­ mana que» pela própria evidência. Paideia: a form ação d o Homem grego. os Gregos deram o nome de technê.

a ieducação levou muito tempo para atingir a consciência dos que educavam e dos que eram educados. apenas.01. (E) confere à tradição literária uma natureza relativamente vagaro­ sa. Vamos aos diversos itens desta primeira questão. relativamente tardio o seu primeiro vestígio na tradição literária. no primeiro período do texto lido. ou seja. nó texto. Em nenhum momento o autor abona. (B) abona a grande importância de a educação tratar. a menção ao fato de que a educação tem necessidade inconteste. para descobrir aquele em que se faz afirmativa correta com respeito ao que se afirma no primeiro pa­ rágrafo do texto lido: (A) Afirmativa incorreta. (C) atribui o caráter. como podemos ler no fragmento transcrito no comentário da ques­ tão precedente. da referência à educação em textos escritos. como ocorre na maioria dos povos. entre os povos antigòs e especificamente entre os gregos.) natural e universal da comunidade kumàtía”. a grande importância de a educação tratar. de temas ligados a questões de ordem éticas ou pragmáticas. de temas associados a questões éticas e pragmáticas. (B) Afirmativa incorreta. Existe. por ser uma função tão natu­ ral e universal da comunidade humana. (D) evidencia que todo processo educativo é naturalmente longo. isto sim. No primeiro parágrafo. Décio Sena 368 . que transcrevemos a seguir: “ A educação é uma função tão natural e universal da comunidade Jtumaná que. A referência à questão de longo período de tem­ po. destas intenções. O que se diz. dá como váüda ou verdadeira. leva muitò tempo a atingir a plena consciência daqueles qiié a recebem e praticam. é que a educação ê"um a função (... de cérta forma tardio. Não existe no primeiro parágrafo. diz respeito ao fato de que. impli­ cando que a conscientização dos educandos acerca do que lhes é en­ sinado não seja imediata. por isso. pelaprópria evidência. visto que só registrou vestígios da atividade educativa quan­ do cada indivíduo da comunidade humana já a praticava natural e espontaneamente. o autor: (A) defende a ideia de que universalmente a sociedade humana se dedica à educação porque sua necessidade é inconteste. ao fato de ser ela uma atividade absolutamente ine­ rente aos grupos humános. (C) Afirmativa correta. como se deu na maioria dos povos.” (D) Afirmativa incorreta. sendo. nem mesmo em todo o texto. a afirmativa do autor de que a educação se revestia. Encontramos a justificativa para considerarmos correta o que se expressou nesta alternativa.

Não há qualquer menção ao fato de a tradição li­ terária sér vagarosa. o termo grifado introduz um fator que. é ao mesmo tempo moral e prático. No período que se inicia com a forma v “Reveste”. transmitidas oralmente p e­ los séculos afora . a form a de manda­ mentos. p o r outro lado. é correto afirmar: (A) Na frase Também entre os Gregosfo i assim. Antes. o termo grifado refere-se ao que será caracterizado posteriormente. A assertiva “Também entre os gregos foi assim” faz menção. mas sim. como já comentamos antecedentemente. em parte. é considerado como o mais relevante de todos. como honrar os deuses. no período antecedente àquele em que surge a declaração transcrita neste item» senão vejamos: “O seu conteúdo. p or outro lado deno­ ta que a educação entre os gregos tinha uma aparência que não cor­ responde totalmente à sua essência. Também entre os Gregos fo i assim? (B) Afirmativa correta. o autor passa a explicar-nos porque afirmou que a educação “também entre os gregos foi assim”.(E) Afirmativa incorreta. (D) A correlação entre Reveste. respeitar os estrangei­ ros. sejam educadores ou educandos. na escala argumentativa.ao fato de ter sido demorado o tempo que a educação levou para atingir plenamente a consciência dos que faziam parte de seu processo. os Gregos deram o nome de techné. mas à forma com que a prova se apresentou.Afirmativa incorreta. e que é costumeira nas provas da Fundação Carlos Chagas: 369 Português . 02 .Reveste.*e apresenta-se ainda como comunicação de conhecimen­ tos e aptidões profissionais a cujo conjunto. ao que se dispôs anteriormente. aproximadamente o mesmo em todos os povos. (C) Afirmativa incorreta. Também entre os Gregos fo i assim. Considerados o fragmento acima e o contexto. (E) Em apresenta-se ainda. consiste. uma observação que não está vincula­ da à pergunta que ora responderemos. . na m edida em que é transmis­ sível. Analisemos todas as afirmativas que foram feitas com respeito apenas ao fragmento textual transcrito: (A). honrar p a i e mãe . (B) O período iniciado por Reveste constitui uma explicação. em parte e consiste. numa série de preceitos sobre a moralidade externa e em regras de prudência p ara a vida . (Q O como (linha 7) foi empregado com o mesmo vaior que adqui­ re em “Explicou detalhadamente o modo como tratar os animais recém-nascidos”.

verificamos que o vocábulo “Como” a que se refere a presente questão. 8. O termo grifado faz menção a mais um aspecto que balizava o processo educacional entre os gregos e que surgiu após os que foram introduzidos pelas expressões “Reveste. os gregos ti­ nha uma aparência que não corresponde totalmente à sua essência”. em parte. Reveste. em parte” e “con­ siste. em parte. o que não ocorre com o vocábulo “como” existente em “Explicou detalhadamente o modo como tratar os animais recém-nascidos”. 03.de numerarem as linhas com cuidado. os gregos mencionaram por techné . Tem natureza semântica comparativa. pelo conjunto. (D) Afirmativa incorreta. Poderia ser substituído por “tal qual” (“Também entre os gregos foi assim. em: (A) (B) (C) (D) (E) de cujo conjunto se sabe o nome.’'. respeitar os estrangeiros. ocorre a presença do pronome adjetivo relativo “cujo”. pelos gregos. em que se lê Também entre os Gregosfo i assim. aconselhamos os candidatos que» antes de iniciarem a resolução das questões. A expressão a cujo conjunto os gregos deram o nome de techné está corre­ tamente reformulada} mantendo o sentido originai. surgiu na passagem "como honrar os deuses. que apresenta claro valor se­ mântico conformativo. Deste modo. A correlação realçada menciona os aspectos que norteavam a educação entre os gregos. honrar pai e mãe. respeitar os estrangeiros ”). Reveste. sem que haja preponderância de qualquer um de­ les sobre os outros.Provas Comentadas da FCC os textos não se apresentam com as suas linhas indicadas.4 . a que os gregos deram à e techné . inexistindo qualquer possibili­ dade de introduzir a afirmativa de que “a educação entre. respeitar os estrangeiros” por sua vez contida em um fragmento maior de texto. do qual conjunto foi nomeado. Apesar dis­ to. como techné .12 e seguintes. tal qual honrar os deuses. No que diz res­ peito à presente alternativa. honrar pai e mãe. indicando. tomem a iniciativa. Este pronome e o substan­ tivo “conjunto” formam uma expressão em que se observa valor semântico Détio Sena 370 . a form a de mandamentos. (E) Afirmativa incorreta. pelo conjunto dos quais os gregos nominaram de techné j o conjunto dos quais recebeu dos gregos o nome de techné . como honrar os deuses. como podemos ver neste item desta questão e em muitas outras que se seguirão. hon­ rar pai e mãe. há referências a iinhas do texto em que estão contidos fa­ tos gramaticais ou semânticos que serão objeto de investigação. por exemplo» as linhas 1 . que. Na expressão “a cujo conjunto os gregos deram o nome de techné”. por outro lado”. a forma de mandamentos.

é corre­ to afirmar: j 5 (A) Deuses e pais foram citados como modelos do procedimento corre. como objeto indireto» "dos gregos”. Percebem-se. o cultivo da legalidade. Interessanteísetá registrar que. j (B) A menção àjlei dosíEstados foi feita paria realçar um típico traço da | cultura grega. por outro lado. a exigência de que a nova construção deveria substi­ tuir a original emj seu textò de origem hão está presente no enunciado.j i Prova 17 . em uma | oração estruturada pela. por fim. transmitidas oràlmentépèlós séculos afora. 04. como objeto . os valores sintáticos dê objeto direto para o sintagma | “o nome de techiné” e de objeto indireto paça "a cujo conjunto”. [.. crou-se oração dje estrutura sintática perfeita[.em que a forma verbal tran­ sitiva direta e indireta “recebeu” tem como sujeito a expressão “o conjunto dos quais”. O texto está.direto. do ponto de vjista da sintaxe. ainda.’ hão tem encaixe lógico no texto do qual procede a passagem *a cujo conjunto os gregos deram o nome de techné”. I . com respeito àiexpressão “comunicações e aptidões profissionais”. numa séiielde preceitos sobre a moralidade externa e em regras depru . : \ Ao se redigir “o conjunto dos quais recebeu dos gregos o nome de techné”. forma verbal transitiva direta e indireta “deram”. j (E) A alusão feita a Platão constitui arguménto de autoridade para fun. j (C) A poesia rural gnômica de Hesíodo foi citada como confirmação da | riqueza da sabedoria popular.” Note-se. por ra­ zões coesivas. j j (D) A referência! à palavra de Hipócrates constitui argumento de reforço | para o que se diz acerca das artes e ofícios.1 dência para a vt4a. tanto qüáhto o seu predecessor.Ageínte Fisca! de Rendas/ICMS-SP/20061 i j de posse. como mostramos:consiste.que em “o conjunto j dos quais”. o pronome relativo “os quais” é alusivo a “comunicação de conheci. a presen­ ça da preposição] “a” antecedendo o pronomef"cujo” . | presente um poiico antes no téxto. j que tem como sujeito “os Gregos”. apesar de con­ ter exatamente a inesma informação.]. As demais alternativas afastaram-se: demasiadamente de qualquer possibi­ lidade de serem áceitas como possíveis respostas.. os Üregos deram o nome de techné.I i ! í 371 | ! : Português j I I . origem dios preceitos elementares do. No (entanto. Igualmente preservado estará o sentido.j damentar a ideia de que a educação despreza o pragmatismo. perfei­ j to. . Considerado o processo jde argumentaçao desenvolvido no texto. . e apresentase ainda como co\nunicàção de conhêcimentos^e aptidões profissionais a cujo conjunto.comportamento grego.í to. já quê entendemos.j mentos e aptidões profissionais”. assim. “o nome de teçhné” e.

entre os gregos. que a menção aos escritos hipocráticos tem por intenção o reforço a respeito da afirmativa de que as regras das artes e ofícios resistiam à exposição escrita dos seus segredos. ao mandamento de respeitar os estrangeiros. não se podendo. a pártír désta referenda. Transcrevemos a passagem do texto em que se alude à poesia rural gnômica. (D) Afirmativa correta. à oralidade . fazèr-sé à afirmati­ va de que o cultivo dá legalidade era uni típico traço dá cúlturá grega. de modo algum. mas que a tomou pública. A respeito de Estado e sua yinculação textual com o processo educacional entre os gregos. à parte de mandamentos que representavam um dos objetivos da educa­ ção entre os gregos. Está corretamente entendida a seguinte expressão do texto: (A) tipo ideal intimamente coerente e claramente definida = modelo de perfeição coeso na sua essência e lixado com nitidez. a educação revestia-se fundamentalmente de uma atitude de disciplina consciente. mesmo nesta específica parte de mandamentos.. (C) Afirmativa incorreta. como esclarece. acatar a informação de que “Deuses” e "pais” estão na origem dos preceitos elementares do comportamento grego. Como se pode observar. de Hesíodo: “ E o rico tesoura da sabeâona popular. os pais e os estranhos foram mais tarde incorporados à lei escrita dos E sta d o s Naò é possível. apenas. Não está correta a afirmativa de que tal poesia confirmou a riqueza da sabedoria po­ pular. 05. Acerca da palavra de Hipócrates. mesclado de regras primitivas de conduta epreceitos âe prudência enraizados em superstições populares. A referência a Platão tem por objetivo reforçar a tese de que. inclusive. em virtu­ de da sua própria natureza. a poesia rural gnômica de Hesíodo foi o veículo . A exposição escrita dos seus segredos. Décjo Sena 372 . ainda ocorre a referência. chegava pela primeira vez à luz do dia. através de uma antiquíssima tradição oral na poesia rural gnômica de Hesíodo” . A citação a Deuses e pais diz respeito. assim. Vemos.de ca­ racterística associada. pode-se ler no texto que “ As regms das artes e ofícios resistiam naturalmente. lê-se o fragmento que ora trans­ crevemos: aOs preceitos elementares do procedimento correto para com os deuses.por meio dò qual o rico te­ souro da sabedoria popular chegou pela primeira vez àluz do dia. (E) Afirmativa incorreta. (B) Afirmativa incorreta.Observemos todas as alternativas da presente questão: (A) Afirmativa incorreta. no que se refere à profissão médica t a coleção dos escritos hipocráticos". Podemos ler que.

na passagem em que surge. “À medida que". a troca de “superstições populares” por “profecias das mas­ sas incultas” é absolutamente descabida. No entanto. como “neste entendimento”. uma aproximação semântica bastante ra­ zoável. com valor semântico completamente distinto da ideia de fim ou propósito introduzida peia expressão “com essa finalidade". por “fixado com nitidez”. Vejamos as paráfrases propostas: (A) Paráfrase correta. caso se tomem os vocábulos em suas extensões de significados. (D) neste sentido = com essa finalidade. no presente texto. (E) Afirmativa incorreta. A substituição de “enraizados” por “fundamentados" é viável. (B) Paráfrase incorreta. Esta questão propõe que se parafraseie um fragmento pinçado no texto da prova. A expressão "tipo ideal” foi substituída por “mode­ lo de perfeição”. bem como de “populares” e “massas incultas” (0) Páráfrasè incorreta. da­ dos os valores semânticos rigorosamente diferentes que apresentam. A expressão “na medida em que” introduz valor se­ mântico associado à ideia de causa ou explicação. que faz a substituição ser possível. por sua vez. A expressão “neste sentido” deve ser entendida. Apesar de o adjeti­ vo “coerente” não ser reprodutor exato da ideia externada pelo adjetivo “coeso" há. (C) enraizados em superstições populares .fundamentados em profecias das massas incultas. vale dizer.(B) na m edida em que é transmissível — à proporção que se tome -corapreènsível. “intimamente coerente” por “coeso na sua essência” e “claramente definido”. tendo em vista os valores semân­ ticos diferentes de “superstições” e “profecias”. (E) série de preceitos sobre a moralidade externa .conjunto de presunções desfavoráveis ao modo de agir alheio. Não é possível aceitar-se a equiparação de “preceitos5 '’ com “presunções”. Também não é viável a substituição de "transmissível” por “compreensível”. 373 Português . (C) Paráfrase incorreta. tem valor semântico tradütor de proporcionalidade. nem de “moralidade externa” com “modo de agir alheio”.

07. (E) a expressão não essencial é sinônima de “não é indispensável”. (A) o pronome pessoal obliquo refere-se a “homem”. A utilidade lhe é indiferente ou. A utilidade lhe é indiferente ou. [. É correto afirmar que. O pronome oblíquo átono “lhe”. (A) Afirmativa incorreta. pelo menos. (E) hipótese e conseqüência. No texto. porque introduz uma ratificação Integral do que foi afirmado antes.. mas no início do parágrafo do qual foi extraído. (B) o lhe foi empregado com o mesmo valor que tem na frase “Ouviramlhe o choro convulsivo”. numa hierarquia. à exposição escrita dos seus segredos. (B) conseqüência e cansa. pelo menos. (C) a conjunção ou tem valor enfático (como em ttou ficar a pátria livre. não essencial. na frase acima. Em u As regras das artes e ofícios resistiam naturalmente3 em virtude da sua própria natureza. é alusivo ao substantivo “educação”. não essencial” Décio Sena 374 . que não está presente no período transcrito. neste sentido. ou morrer pelo Brasil”). (C) condição e conclusão. distingue-se a formação do Homem por meio da criação de um tipo ideal intimamente coerente e claramente definido. A compreensão deste nexo semântico foi facilitada pela presença da locução prepositiva “em virtude de”. àquele que pode ser desconsiderado. os segmentos As regras das artes e oficios resistiam natural­ mente e a sua própria natureza estão em relação. em seguida.. (D) fato e conclusão. a coleção dos escritos hipocráticos ” perce­ bemos nexo semântico de conseqüência (w As regras das artes e ofícios re­ sistiam naturalmente”) e causa ("em virtude da sua própria natureza”). presente no pe­ ríodo ora estudado. de: (A) fato e hipótese. respectivamente. Voltemos a analisar todas as alternativas da questão. (D) a expressão pelo menos assinala que o elemento referido correspon­ de. pelo menos. como mostramos: “Da educação. aquela em que se faz afirmativa correta com respei­ to ao período “A utilidade lhe é indiferente ou. no que se refere à profissão médica.Provas Comentadas da FCC 06.]. com o propósito de as­ sinalarmos. como esclarece. não essencial”.

pelo menos. j (A) não prescinde da propositura ao espírito de uma imagem idealjde homem. Em “ A utilidade lhe k indiferente ou. como hão indispensável. Algo que tem-a característica de não ser essencial se revela. OB.Prova 17 .O pronome oblíquo átono “lhe” na fráse “Onviram-lhéi o choro convulsivo” tem Valor 1 semântico tradutor de posse ("Ouviram o seu choro convulsivo”) e funciona como adjunto adnominaí àò núcleo do objeto direto. ! i: (D) Afirmativa injcorreta.?. o valor desempenhado pela expressão :“pelo menos” tem aproximação com a èxpressâo “no mínimõ” e. não essencial. introdutor de retificação a ser feita com respeitosa uma afirmativa anterior. Essa formação não é possível sem se oferecer ao homem tal como ele deve ser. . ou seja» a formLção não abre mão de que se ofereça ao espírito uma imagem idealizada doí homem. a conjunção “óuwassúmè. é: j j. considerado o contexto.í tacado acima. se oferecer ao espírito uma imagem do homèm tal como ele deve sen\ entendemos que essa formação não é possibilitada sem que se oferte ao espírito úma representação huma­ na exatamente ccjmo deve ser.! j (E) Afirmativa correta.valor semântico alternati­ vo.possível seitf. deste modo.Agende Fiscal de Rendas/ICMS-SP/2006 (B) Afirmativa incorreta. Português | j I | | | j I j . também. (E) Impossibilitá-se quándo não se oferece áo espírito uma reprodução do homem como tal. indicado pelo substantivo “cho­ ro” Ho período a quê se refere a presente [afirmativa^ o pronome oblí­ quo átono “Ihje” exerèe papel sintático dè complemento nominal relati­ vamente ao adjetivo ‘‘indiferente”. | -j-. Ao lermos “Essa form ação não é. 375. A alternativa que traduz corretamente a ideia expressa no segmento des.j (C) implica a impossibilidade de se oferecer ao espírito uma ideia do homem sonhado. | • M . ij (D) exige a isenção da oferta ao espíritode uma representação ideal! de homem. (B) só é possível! porque uma imagem do hiomem desejado como tai é oferecida ao espírito. não indica elemento que possa ser desconsiderado. No texto em quei sé fundamentam as afirmati­ vas desta quekão. M (C) Afirmativa incorreta.

que se coloca na oposição . Nem uma nem outra nasceram do acaso . Novamente se falhou em promover-se a equipa­ ração errada de "uma reprodução do hòmèm como tal7 1 com "a imagem ideai do homem” 09. A afirmativa se torna rigorosamente desproposi­ tada ao citar “a isenção da oferta ao espírito de uma representação ideal de homem”. Não está semanticamente bem empregado o vo­ cábulo “impossibilidade”. por outro lado. não se pode abrir mão. (B) Afirmativa incorreta. A principio. uma das quais está subentendida. sem prejuízo do sentido ori­ ginal.ao que lemos no período que dá suporte a esta questão. Considere as afirmações que seguem sobre o fragmento transcrito. as diversas alternativas da questão: (A) Afirmativa correta.Vejamos. como já afirmamos. Já Platão a comparou ao adestramento de cães de raça. por “entretanto” II. Está correto o que se afirma APENAS em (A) Is (B) II. I. implica uma imagem ideal do homem. Dédo Sena 376 . "Não prescinde” significa “é imprescindível". E. Á expressão A principio leva ao reconhecimento de duas informa­ ções distintas na frase. Não há aproximação significativa entre “uma imagem do homem desejado como tal” e a "imagem ideal do homem”. a nobreza . ou mesmo com "a imagem ideal do homem” (D) Afirmativa incorreta. uma imagem do ho­ mem tal como ele deve ser. agora. O advérbio Já introduz a ideia de que mesmo Platão percebera a si­ milaridade que o autor comenta. vaie dizer. baseado na comparação feita pelo filósofo entre “cães de raça” e “nobreza” III. A conjunção mas pode ser substituída. mas são antes produtos de uma disciplina consciente. (E) Afirmativa incorreta. bem como a expressão “uma ideia do homem sonhado” que nada tem a ver com “a imagem do homem tal como deve ser”. res­ peitado sempre o contexto. esse adestramento limitava-se a uma reduzida classe social. (C) Afirmativa incorreta.

O vocábulo “mesmo” faz surgir valor semântico concessivo que é incompatível com a mensagem originalmente disposta no texto. ao adestramen­ to de cães de raça. Platão percebera que a educação asseme­ lha-se. da voz ativa para a voz passiva. (E) Haviam sido comparados por Platão o adestramento de cães de raça e ela. em referência tempo­ ral que dá destaque ao pretérito. a concepção do processo de educação* Está correto apenas o item HI. (D) Ela foi comparada por Platão ao adestramento de cães de raça.na verdade. Afirmativa incorreta. (B) A comparação entre ela e o adestramento de cães tinha sido feito por Platão. esse ades­ tramento Hmitava-se a uma reduzida classe social. Ao dizer-nos que “ A princípio. ‘ • ___• . A frase Platão a comparou ao adestramento de cães de raça está correta­ mente transposta para a voz passiva em: (A) O adestramento dos cãès de raçà é comparado a da por Platão. I| f | | Estamos com uma questão em que se solicita que o candidato proceda à conversão de vozes verbais. 10. (D) I e II. A frase que se deseja reescrever na voz passiva é “Platão a comparou ao adestramento de cães de raça ”. “no início” “na fase inicial”. na qual o sujeito está indicado por “Platão” 377 Português . a nobreza”. III. < í-- . implicitamente. Afirmativa correta. Embora os vocábulos “mas” e “entretanto” perten­ çam ao grupo de conjunções coordenativas adversativas.’* » * * *w » -* » v u u u j í /a o w u '% (C) III. que não seria alcançado com o emprego de “entretanto” II. a existência de uma etapa pos­ terior a este adestramento . o autor deixa que percebamos. feito por Platão. (C) Comparou-se o adestramento de cães e ela. O emprego do advérbio “Já” enfatiza que. pela disciplina consciente que exige do educando. neste período a conjunção “mas” introduz valor semântico de retificação da mensagem anterior. Desta vez. A expressão “a princípio” significa “no começo”. (E) II e III Vejamos cada uma das afirmativas feitas acerca do período que fundamen­ ta esta questão: L Afirmativa incorreta.

se ou­ tra vírgula fosse posta antes de naturalmente. encontraremos a oração de voz passiva: “Ela foi comparada por Platão ao adestramento de cães de caça”. relativamente tardio o seu primeiro vestígio na tradição literária. aproximadamente o mesmo em todos os po­ vos. poderá dirigir-se à prova 11. em que o verbo "ser” auxiliar. (C) Em As regras das artes e ofícios resistiam naturalmente. O verbo principal “comparar” será empregado no particípio e era concordância com o sujeito "Ela” Deste modo. nas duas ocorrências. é ao mesmo tempo moral e prático está clara e corretamente reescrita assim: “Confrontando os povos. confor­ me o padrão culto da Ungua. consequentemente. na substituição do segmento destacado por “expor na escrita”. para que fosse mantida a correção da frase. sendo. pelaprópria evidência. se o termo destacado fosse subs­ tituído por “A sua essência”. 11. alusivo a "educação” Teremos.Provas Comentadas da FCC e o objeto direto pelo pronome oblíquo átono V . o sentido original não sofreria alteração. questão 13. A afirmativa correta é: (A) Em A educação é uma Junção tão natural e universal da comunida­ de humana que. (B) Em O seu conteúdo. em virtude da sua própria natureza à exposição escrita dos seus segredos. Décío Sena 378 . empregaremos uma locução verbal passiva. (E) A frase O seu conteúdo. leva muito tempo a atingir a plena consciência daqueles que a recebem epraticam. o acento indicativo da crase deveria permanecer. por isso. Caso o candidato deseje ler acerca dos mecanismos de conversão de vozes verbais. é ao mesmo tempo moral e prático. vê-se que o mesmo conteúdo é bem próximo. em seu comentário inicial. em virtude da sua própria natureza à exposição escrita. não precisaria sofrer nenhuma alteração. aproximadamente o mesmo em todos os povos. (D) Em resistiam naturalmente. na voz passiva o sujeito sendo indicado pelo pronome reto “Ela” e o agente da passiva sendo indicado por "por Platão” Na voz ativa» empregou-se o pretérito perfeito simples do indicativo. a palavra mesmo. sendo simultâneos o moral e o prático”. será flexionado também em pretéri­ to perfeito do indicativo. Na conversão da frase para a voz passiva. os termos destacados remetem ao mesmo referente.

aproximadamente o mesmo em todos os povos. j ! 379 Português . ÍApresença de uma vírgula antecedendo o advérbio. A substituição de “exposição escrita” por “exporj na escrita” ijmpediria a existência do acento grave indicativo do fenô-j meno da crase. O fragmento que se sugeriu como paráfrase da passa-j gem originalmdnte retirada do texto da prova está muito afastado do sen-j tido original. sendo simultâneos 0 moral e o prático. É como se' o advérbio surgisse no início ou no fim dó texto: “Naturalméhte. inclusive.Prova 1 7 -Agente Fiscal de Rendas/JCMS-SP/2006 Vejamos cada uma das afirmativas feitas nas [diversas alternativas da pre­ sente questão: | l (A) Afirmativa còrreta. segredos”. faria cora que entendêssemos que o advérbio soeria introdutor de informação circunstancial alusiva a toda a oração “ As re. naturajbnaente” j (D) Afirmativa incorreta. aproximadamente a mesma em todos os povos.j gras das artes resistiam em virtude da sua própria . j (E) A frase O seú conteúdo.” j Afirmativa incojrreta. 4 ao mesmo tempo moral e prático está cidra e corretamente reescrità as-\ sim : “Confrontando os povos. 0 jque o colocaria imolado. Não há.natureza à exposi. as regras das artes resistiam em. (C) Afirmativa incorreta. Os dois vocábulos sublinhados 7 pronome pessoal oblíquo átono e pronome possessivo» respectivamente .vir-j tude da sua própria! natureza à exposiçãd escrita dos seus segredos^’ ouj “ As regras dás artes^resistiam em virtude da sua própria natureza à ex-j posição escrita dos seus segredos. com ape­ nas uma vírgula após o advérbio “naturalinente” percebemos que o. Do modo como esta pontuado o texto. que peca por princípios de coesão.são alusivos ao mesmo referente: "educação" j (B) Afirmativa incorreta. ad­ vérbio citadcj traz informação circunstanciai para a forma verbal “résistia” apenas. clareza no que se elaborou.como mostramos: sua essência. qué deixaria de acontècér devido à ausência de artigo] definido antjes da forma verbaPexpor” j. é ao mesmo tempp moral e prático ”. vê~se que oj mesmo conteúdo é bem prôxí j mo. A substituição sugerida implicaria obrigatória flexão em gênero feminino da expressão *| amesma” .j ção escrita dos seus. O segundo vocábulo “mesmo” nãoi sofreria qualquer modificação em sua forma.

para áinaodernidade. evocar o mar Mediterrâneo 20 este pátio comum navegável e navegado por milênios. Entre elas. No primeiro parágrafo. mas reto para frente. pois imediatamente a seguir justifica tanto a sua escolha do evento iniciai dá modernidade. E vice-versa: a visão de nosso presente decide das origens que cons fessamos (ou até inventamos). Nos livros da escola.il-12. (C) o jogo intermitente entre presente e passado obscürece o sentido ori­ ginal dos eventos. (B) a eleição de uma data ou evento é sempre relativa. o primeiro capítulo dos tempos modernos erame são as grandes explorações. pois aquele que elege o faz sob a pressão da imagem de si mesmo que é veiculada em seu tempo.). quan­ to a importância de não sermos indiferentes à data.As questões de números 12 a 20 referem-se ao texto abaixo Quando começa a modernidade? A escolha de uma data ou de um evento não é indiferente. a viagem de Colombo ocupa um lugar muito es15 pecial. contem­ plar. 1999. espécie de útero vital compartilhado . Décio Sena 380 . se en­ sinava que a modernidade começou em outubro de 1492.para entender por que a viagem de Colombo aca­ bou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado. As coisas funcionam do mesmojeito para os terapos que consideramos “nossosVou seja. hoje. Precisa. motivo peio qual deve ser constantemente contro­ lada a imagem que se tem dos marcos iniciais. Artes e Ofícios. do aban­ dono da casa materna e paterna.. não costeando. Precisa ler "Mediterrâneo” de Fernand Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar.) 12. Descidas Saara adentro ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam comparadas com a aventura do ge~ novês. (Contardo Caliigaris. em outras palavras. o autor deixa claro que (A) sua indagação è meramente retórica. quando era rapaz. p. io Bem antes qué tentassem mé convencer dé que a data denascimento da modernidade era um espirro cartesiano {. O momento que elegemos como originário de­ pende certamente da ideia de nós mesmos que preferimos. "A Psicanálise e o sujeito coloniaVVlN: Psicanálise e colonização: leituras do sintoma social no B rasil Porto Alegre. Assim acontece com as histórias de nossas vidas que contamos para os amigos e para o espelho: os inícios estão sempre em função da imagem de nós mesmos de que gostamos e que queremos divulgar..

hoje. as balizas são tratadas”. São meros elementos utilizados para despertarmos a atenção dos leitores com respeito ao tema sobre o qual discorreremos.(D) há um mecanismo comum na demarcação de datas inaugurais: elas flutuam na dependência doaspecto particular de si mesmo que o su­ jeito deseja ressaltar. Deste modo. (D) Afirmativa correta. a expressão “o jogo intermitente entre presente e passado” é ab­ solutamente Inadequada semanticamente. As indagações retóricas são aquelas para as quais os textos não apresentam respostas. que a imagem que se tem dos marcos iniciais deva ser constantemente controlada. não há possibi­ lidade de percebermos que exista obscurecimento no sentido original dos eventos e. mais dia. Neste caso. Ê absurda a afirmativa "determinados pela indi­ ferença com que. aquele que elege uma data ou um evento o faz segundo a imagem que se faz de si próprio. O momento que elegemos como originário de­ pende certamente ãa ideia de nós mesmos que preferimos. tanto na história individual quanto na história das nações. menos dia. Além disso. as balizas são tratadas. determinados pela indiferença com que. mais dia. (E) existem distintos marcos de origem. ressaltemos que o adjetivo “intermi­ tente” faz menção ao que é descontínuo. Vejamos todas as alternativas da presente questão: (A) Afirmativa incorreta. 381 Português . E vice-versa: a visão de nosso presente decide das origens que con­ fessamos (ou até inventamos) ” (E) Afirmativa incorreta. à pergunta feita corresponde uma res­ posta proposta pelo autor. Na ver­ dade. menos dia. como in­ ferência permitida pela leitura do primeiro parágrafo do texto. De início. que sofre interrupções. e não da imagem que é veiculada em seu tempo. (B) Afirmativa incorreta. A simples leitura atenta do período ora transcrito evidencia o acerto desta afirmativa: "A escolha de uma âata ou de um evento não é indiferente. A afirmativa tornou-se equivocada com a men­ ção de que aquele que elege uma data oü evento assim procede sob a pressão da imagem de si mesmo que é veiculada em seu tempo. contem­ plar.. (C) Afirmativa incorreta. ainda mais.

era para o homem europeu da época um lugar em que estaria a salvo de perigos. célebre pelas navegações no Mediterrâneo. tenha-lhe ficado abalada. a dimensão simbólica que releva não está. que metaforicamente é sinalizado como “este pátio comum navegável e nave­ gado por milênios. (C) Afirmativa incorreta. O autor defende a tese da importância de o homem ter chegado a outras paragens a partir da saída do mar Mediterrâneo. é uma travessia cujo caráter simbólico só pode ser elaborado quando se tem presente a imagem do Mediterrâneo. e sim no espaço que fora deixado para trás. comumente associada ao inicio da moderni­ dade. observemos todas as afirmativas que foram feitas nos itens desta questão. Não há necessidade de evocarmos nosso conhe­ cimento de mundo para impugnarmos a presente alternativa. que. deve o cará­ ter simbólico de sua viagem à memória dos que celebram a notável transposição desse mar de uma extremidade a outra. (B) o convencimento do autor acerca da importância da viagem de Colombo ficou abalado quando descobriu travessias de outra ordem de montes e desertos tão ou mais relevantes que a do genovês. Mais uma vez. foram depreendidas a partir da leitura do segundo parágrafo do texto: (A) Afirmativa incorreta. por exemplo. particularmente aquela em que chegou à América. Décio Sena 382 . uma vez que ela está flagrantemente equivocada quanto ao vaior atribuído.Provas Comentadas da FCC 13. não possibilita a inferência de que a relevância das viagens do navegador genovês. apoiada em imagens fantasiosas. nos espaços conquistados. que o atribui a uma compreensão equivocada da viagem. segundo sua enunciação. (B) Afirmativa incorreta. Enfim. no texto. à viagem de Colombo. O simples fato de o autor do texto não equiparar à viagem de Colombo outras viagens que foram feitas cruzando-se. (E) a viagem de Colombo. Entende-se corretamente do segundo parágrafo que (A) Colombo. o Saara. (D) o lugar espedal que Colombo ocupa entre os exploradores não é legi­ timado pelo autor. espécie de útero vital compartilhado" ou seja. em 1492. segundo o texto. (C) o autor defende que o conhecimento exato do trajeto de Colombo e da geografia do Mar Mediterrâneo só é possível a partir da dimensão simbólica dos espaços conquistados. ou mesmo chegando-se à China por meio de inter­ mináveis caravanas.

este pátio ico~ nmtn navegável e navegado por milê?tios} espécie âe útero vital comparti­ lhado . (E) Afirmativa correta.:assim.1maíi que se punia “retojpara frente”. | | (A) Afirmativa incorreta. Como lemos na explicação precedente. efetivamente. Precisa.:empregada pelb ar­ ticulista. Nãojpro-j cede. do item (C) desíja questão para obtermos à Explicação que referenda este item como còrreto. ter a. j (B) Afirmativa incorreta. iio fragmento acimaj (A) navegável e navegado p o r ntilêmos equiyaiè a “que poderia. salienta a. por semelhan-j ça.correta apreensão do simbolismo desta atitude. ^hovameste. em ne­ nhum momento do jtexto a imagem de Colombo é posta em cheque pelo autor. i [: E correto afirmar que. A expressão 'navegável e navegado por milênios” j no contexto! indica-nos que o mar Mediterrâneo esteve navegável pojq milênios e foi. para. o emprego do futuro do pretérito “poderia permitir”. em outras palavras. j (. do abandono da casa ma­ terna epaternaJ . estando estes milê-j nios reportados a período anterior ao daá grandes navegações. . j ] \ : \ ! Vejamos todas as afirmativas feitas com respeito ao fragmento textual) transcrito: j . evocar o mar Mediterrâneo . importância de que p leitor necessita compreender a da viagem que não simplesmente costéava o mar Mediterrâneo. assim] como do fim eqüivale a “finai”. entre viagem de Colombo e inundo fechado. j (C) acabou e continua settão é expressãò que alia um fato considerado pontual (ocorreu num momento precisò do passado) e um fato con-j siderado era sua permanência. não só permitir a navegação.s 383 Português . ’ M j (D) casa materna e pátema equiválé a “casa da mãe e do pai”. Poderemos. um dia.Agente Fiscai de Rendas/iCMS-SP/2006 (D) Afirmativa incorreta.Prova 17 . j (E) a composição da metáfora baseia-se ria jáproximação. recorrer à explicação. portanto. A expressão “para entender”. navegado prír milênios. como também chegar a ser navegado durante milênios”.' : } (B) para entender eqüivale a “para traduzir! corretamente em palavras”.para entender por que a viagem de \Colombo acabou e continua senão uma metáfora dofim do mundofechado.

a substituição de "casa materna e pa­ terna” por “casa da mãe e do pai” é possível no fragmento que fun­ damenta esta questão: < ( para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado. entre "mundo fecha­ do” e “espécie de útero” 15. (B) Gostaria de saber _____ ele se interessou especificamente por essa obra de Braudel acerca do mar Mediterrâneo. ._____ despertam curiosidade acerca da obra. (E) _____ . além destas duas formas gráficas..” Entretanto a substituição de “do fim” por “final” é inviável. No que se refere à grafia.. o marco de início da era moderna: este é um fato considerado em sua permanência. respondeu alguém quando indagado sobre o motivo da citação. também didaticamente observado. do abandono da casa da mãe e do pai. Teceremos comentário acerca das duas primeiras grafias na prova 24. principalmente (D). A composição da metáfora existente no texto está fundamentada na aproximação. por semelhança. didaticamen­ te observado.(C) Afirmativa correta. ainda poderemos encontrar “por quê” e “por­ quê”. sob pena de se provocar desvio semântico: “ para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora final do mundo fechado. Realmente. itens (B)> (C) e._____ ?. a via­ gem de Colombo continua sendo.. Décio Sena 384 . ocorreu num momento preciso do passado: Por outro lado. (D) Afirmativa incorreta. (D) Referências são sempre interessantes. Esta questão explora a grafia de “por que” e de “porque”. a frase que deve ser preenchida com forma idêntica à destacada acima é: (A) Alguém poderá perguntar: —O autor citou Braudel.. do abandono da casa materna e paterna (E) Afirmativa incorreta. questão 12 .para entender p or que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora. (C) Quem sabe o _____ da citação da obra de Braudel?. A viagem de Colombo acabou sendo. para estar de acordo com o padrão culto. Sabemos que. o marcó ide início da era moderna: este é um fato pon­ tuai.foi a obra que mais o teria impressionado sobre o assunto.

Empregamos “por quê” em interrogações. com timbre fe­ chado em sua vogal tônica. que porta acento circunflexo porque se trata de vocábulo oxítono terminado em “e”. agora. (B) Temos. sem acento gráfico. situa­ ção em que o vocábulo “que” tem enunciação tônica. (C) Desta vez surgiu o substantivo “porquê”. (E) A vírgula antes de não costeando (Unha 18) pode ser substituída. daí o emprego do acento circunflexo. Vejamos." ' ■ 1 3 '* * * " ' * * \ ^ n u ct> / I V -/V O -^ r /jiU U O « Completamos nossos comentários relativamente à grafia de “por quê” e .A» porque . o preenchimento das lacunas da presente questão: (A) Temos o emprego de “por que”. 16» A única afirmação incorreta sobre os sinais de pontuação empregados no texto é: (A) Os dois pontos após vice-versa : (linha 4) anunciam um esclareci­ mento acerca do que foi enunciado. por travessão. exigindo que se entenda o enunciado em sentido contrário (tra­ ta-se.este pátio comam.e. precedido de artigo que é vocábulo oxítono terminado em "e”. (D) Empregou-se a conjunção coordenativa explicativa "porque”. (E) Bmprégou^se novamente. com o timbre da vogal tônica fecha­ do. emprego da preposição "por” e do pronome interrogati­ vo “que” em oração de interrogação indireta. (D) Os travessões em . 385 Português . (B) Òs parênteses em (ou até inventamos) . e. que recebe acento circun­ flexo por ser monossüabo tônico terminado em “e” com timbre fechado. assim. por isso. nesta última lacuna» a conjunção coordenati­ va explicativa “porque”. com pronúncia tônica para o vocábulo “quê”.. como tal. compartilhado —(linhas 20 a 21) isolam uma apreciação acerca do Mediterrâneo e são equivalen­ tes a vírgulas. dissílabo átono e. A grafia “ porquê” é do substantivo . (Ç) Ás aspas em “nossos” (linha 9) firmam o caráter irônico da expres­ são.linha 5 . em fim de oração interrogativa. nas quais a preposição “por” e o advérbio (ou pronome interrogativo) “que” surgem no fim do texto.. de “tempos que nos são estranhos”). tal qual na se fez na alternativa anterior. portan­ to. sem prejuízo da correção. agora. diferente da átona com que soa em início de período.incluem comentá­ rio considerado um viés do que se afirma.

apresenta. sendo “espécie de útero vital compartilhado” com o que uma ratificação do que antes se afirmou com “este pátio comum navegável e navegado por milênios” O fragmento in­ teiro (“este pátio comum navegável e navegado por milênios. neste caso. que. Não há qualquer ironia no emprego de "nossos” mas sim a intenção em realçar um vocábulo com emprego semântico que se afasta de seu sentido próprio.provas Comentadas da FCC Observemos os comentários feitos acerca de passagens de pontuação rela-* tivamente ao texto de Contardo Caliigaris para. Décio Sena 38 6 . apontarmos a alternativa em que se faz afirmação incorreta: (A) Afirmativa correta. assim. apesar de serem dois grupos vocabulares. empregado com sentido diferente do que. es­ pécie de útero vital compartilhado" Trata-se de fragmento revestido de valor explicativo para o sintagma "o mar Mediterrâneo“ Podemos ob­ servar que está representado por duas afirmativas cujos núcleos repou­ pátio” e no grupo de valor subs­ sam. o emprego de travessões deve-se ao interesse de o re­ dator pôr em relevo estilístico . foi empregado nesta alternativa como sinônimo de “meio furtivo ou tortu­ oso de se obter algo” (C) Afirmativa incorreta. usualmente. Percebemos. que não há. personalísticos. como está sugeri­ do. uma vez que tal nomeação resulta de critérios. no substantivo “ tantivo “espécie de útero": “este pátio comum navegável e navegado por milênios” e 4 ‘espécie de útero vital compartilhado” Na verdade.dada a menor frequência com que tais sinais surgem. O substantivo “viés”.o aposto mencionado. por extensão de sentido. papel morfossintático de aposto e. no confronto com as vírgulas . é a indicação da posse. antes de tudo. Observemos o emprego dos travessões que isolam o fragmento “ este pátio comum navegável e navegado por milênios. Na verdade. em seguida. com o emprego das aspas. Ha verdade. desta forma. caso os tra­ vessões fossem substituídos por um par de vírgulas. já que se entrelaçam. nenhum prejuízo adviria ao texto. respectivamente. efetivamente. desempenham um único papel na estrutura da oração. um tempo que seja nosso. (D) Afirmativa correta. os dois pontos preparam o leitor para o esclarecimento que se faz com o fragmento “a visão de nosso presente âeciâe das origens que confessamos (ou até inventamos)? (B) Afirmativa correta. espécie de útero vital compartilhado*) desempenha.

“idas reto para a frente”] Esta questão. exigida. j l * \ (D) Foram informados que esboços da inóspita região circundada çomj imensas pedras podiam ser consultados. | ' :)■ No comentário dfesta quéstão transcrevemos jjassagens de recurso que pre­ paramos na época em que a prova foi aplicada. teve seu gabarito divulgado pela Banca Examinadora em (D).Prova 17 —Ageríte Fiscal de Rèndas/{CMS-SP/2006 (E) Afirmativa correta Á troca da vírgula pelb travessão sugerido não im­ plicaria qualquer deslize de pontuação é promoveria: maior relevo esti­ lístico para a òração reduzida de gerúndio f “não costeando5 ' e da expres­ são que a retifica. Posteriormente. pelo adjetivo “cientes” e pela forma verbal “dependiam! 387 Português . j Vejamos todas ás alternativas . O pronome relativo'“que”. jA frase corretamente redigida será: “Esperavam encontrar todos os documentos em que os estudiosos se apoiarar^. por exij gência do regime do verbo "apoiar-se”. j j (C) Encontraram-se referências à coerção1 que marinheiros mais ex-j perientes faziam contra os mais novos que trabalhassem mafsj j arduamente. res[pectivamente. originalmente. | (E) Havia registro de uma insatisfação em|que os insurretos às atitudesarbitrárias jde um navegante foram impedidos de lhe inquirir. Atentou-se para a exigência de os dois pronomes relativos serem igualmente regidos pela preposição “de”.ser encontrado. deve ser antecedido^ pela preposição “em”.da questão paija podermos Indicar aquela em que não há deslizes de regência: j j (A) Alternativajmcorreta.Ferreira. e que foi posto à dispo­ sição dos candidatos no “site” da Editora. este gabarito foi alterado para o item (C). posto no início da ora] ção por ele iniciada. para descrever a viagem deiColombo. i (B) Estavam cientes de Ique teriam muito afkzer para conseguir os regis-| tros de que dependiam. I • j A frase em que a (regência está totalmente de acordo com o padrão culto é: j (Á) Esperavam jencontrar todos os documentos que os estudiosos se | apoiaram para descrever a viagem deColombo. onde ainda pode.” j (B) Alternativa correta. .

” (E) Alternativa incorreta. (B) Sob a rubrica de “As grandes explorações”. última palavra do período. de natureza final .(C) Alternativa incorreta. nada têm daquele teor iracível e tendencioso que se nota em algumas obras polêmicas. O pronome relativo “que” localizado antes de “os insurretos”. inclusive por excesso. 18. Está indevidamente empregado. sempre recebeu os estudiosos do assunto e lhes deu grande apoio. com suas orações constitutivas apontadas: [“Havia registro de uma insa­ tisfação] [que os insurretos às atitudes arbitrárias de um navegante foram impedidos de inquirir”]. A locução verbal passiva “foram informados”. pode-se observar a ausência da preposição “para" regendo a última ora­ ção do período. A partir do contexto presente nesta alternativa. mas a questão não pára por aí: há pon­ tos mais complexos em discussão. insertas era texto bastante aces­ sível ao leigo. (C) Certas pessoas consideram ultrage a hesitação em associar o início da modernidade à Descartes.” (D) Alternativa incorreta.O texto assumirá a seguinte forma. (E) Disse adivinhar o que alguns detratores diriam acerca dé questões polêmicas como a de rever o significado assente de fatos históricos: “é mera questão de querer auferir prestígio”. o autor leu muito do que lhe sucitou interesse pelo tema e desejo de pôr em discussão algumas questões. após a retificação necessária: “Encontraram-se referências à coerção que marinheiros mais experientes faziam contra os mais novos para que trabalhassem mais arduamente. desempenha papel sintático de objeto direto da forma verbal “inquirir”. para que haja mais facilidade de observação. A frase que está totalmente de acordo com o padrão culto da língua é: (A) Todos reconheceram que Vossa Senhoria. a despeito da exiguidade do vosso tempo. O texto ficará correto com a grafia: “Foram informados de que esboços da inóspita região circundada com imensas pedras po­ diam ser consultados. Décio Sena 388 . por força de seu verbo principal “informar” exige que a conjunção su­ bordinativa integrante “que" surja obrigatoriamente regida pela pre­ posição “de”. o pronome oblíquo átono “lhe” Assim ficará o tex­ to corretamente redigido e. (D) As reflexões do iminente estudioso.

sempre recebeu os estudiosos do assunto e lhes deu grande apoio ” (B) Alternativa incorreta. que significa algo que está prestes a ocorrer. o autor leu muito do que lhe suscitou interesse pelo tema e desejo de pôr em discus­ são algumas questões” (C) Alternativa incorreta.” (E) Alternativa correta. adjetivo que significa “firme”. 389 Português . que não recebe acento circunflexo. que significa “obter”.. insertas em texto bastante acessível ao leigo.Prova 17 . por èxempio. Está corre­ ta e é merecedora de atenção pela frequência com que surge em provas a forma gráfica paroxítona de “rubrica”. que significa “proeminente”. A concordância feita com pronomes de tratamen­ to . Houve emprego inadequado de parônimos: “imi­ nente". equivoco no tocante ao emprego do acento grave indicativo do fenômeno da crase. nada têm daquele teor irascível e tendencioso que se nota em algumas obras polêmicas.Agente Fiscal de Rendas/lCMS-SP/2006 Vamos à reescritura de cada um dos textos presentes nas alternativas da presente questão.” (D) Alternativa incorreta. Errou-se a grafia do substantivo “ultraje” Cometeu-se. "Vossa Senhoria” . “distinto”. O texto estará correto com a forma: “Certas pessoas consideram ultra­ je a hesitação em associar o início da modernidade a Descartes. para ser corrigido neste item. o emprego do pronome pessoal "vosso”. o período assumirá a forma: "Sob a rubrica de ‘As grandes explorações’.'que não pode ser empregado antes de palavras masculinas. ainda. “tirar” “colher”. bem como antes de nomes de vultos históricos ou de entidades religiosas. então. Há. Devidamente retificado. mas a questão não para por aí: há pontos mais complexos em discussão. Ressaltemos a grafia de “assente”. o texto restará: “ As reflexões do eminente estudioso. a despeito da exiguidade do seu tem­ po. Após as correções. Houve erro de grafia na forma de 3apessoa do sin­ gular do pretérito perfeito do indicativo do verbo “suscitar”.como. e não tem empre­ go correto na passagem de texto em que surgiu. O período corrigido assumirá a forma: “Todos re­ conheceram que Vossa Senhoria. de 2 ° pessoa do plu­ ral. O Acordo Ortográfico vigente a partir de janei­ ro de 2009 suprimiu o acento na forma verbal “para” (do verbo "parar”). Está grafado incorretamente o substantivo “apoio”. procedendo às correções que se fizerem necessárias: (A) Alternativa incorreta. “assen­ tado” e do verbo “auferir”. Está incorre­ to. erro gráfico em “irascível”.exige o emprego de verbos e pronomes em terceiras pessoas do singular ou do plural. ainda. Deveria ter sido grafa­ do “eminente”. Nada existe.

na 3a pessoa do presente do indicativo.que é de­ rivado de “mediar" . Décio Sena 390 . como “passear”. certamente apresentará com mais tranqüilidade sua contribuição. que é deri­ vado de “vir”. Mudança de radical exatamente igual a esta que ocorre nas formas verbais rizòtônicas do verbo “mediar” acontece com os verbos “ansiar”. (C) Ele era o mais importante testemunha do acalorado embate entre opi­ niões contrárias. Este verbo. estaria o “i" do radical. Empregou-se o corretamente verbo “propor”. como as que interviram no último debate público. observamos que a vogai tônica incide sobre a vo­ gal em que. a voz te­ mática “a”. “frear” e tantos ou­ tros. poucos se atêem às questões mais relevantes da temática. Trata-se. originalmente. “remediar”."medi” nas formas rizòtônicas. corretamente empregado no plural em “clãs”. São rizotônicos os vocábulos cujas vogais tônicas estejam no interior dos radicais. deveria ter surgido com a grafia “intervieram”. O subs­ tantivo “clã”. o professor visitante diz que medeia as sessões. de forma rizotônica e seu radical será modificado para “medei”. Em segui­ da a este radical modificado surge. derivado de “pôr”»no infinitivo pessoal {ou flexionado) e o verbo "me­ diar”. é de gênero masculino. então. indicado pelo pronome relativo “que” representante semântico de "professor”. em “medeia”. Convém relembrarmos que o verbo “mediar” sofre alte­ ração em seu radical . “incendiar”. (B) Chegam a constituir-se como clãs os grupos que defendem opiniões divergentes. de que adviram os textos de difusão que produziu. igualmente. “odiar” e “intermediar” . (D) Em troca-trocas acalorados de ideias.Provas Comentadas da FCC 19. em todos os verbos que terminem em “ear”. Analisemos todas as alternativas desta questão» na quai se solicita que o can­ didato aponte a frase que respeita o padrão culto no que se refere à flexão: (A) Flexões verbais corretas. A frase que respeita o padrão culto no que se refere à flexão é: (A) No caso de proporem um diálogo sem pseudodilemas teóricos. “nomear”. (E) Quando aquele grupo de pesquisadores reaver a credibilidade com­ prometida nos últimos revés. Está corretamente empregado o substantivo composto “pseudodi­ lemas” em número plural e em gênero masculino. (B) Está incorreto o emprego do verbo “intervir”.além de surgir. como naturalmente ocorre. Assim. para concordar com seu sujeito.

na 3tt pessoa do pluralidè pretérito perfeito do indicati-j vo. (E) O relatório. (D) Está incorrèta a forma gráfica atêem” jjá que o verbo “ater”.meu ver. que. como surgiu nesta alternativa da ques­ tão. em caráter de urgência. tempo verbal ajustado para a presente passagem. tendo sido sugerido. de cujo dados discordou-sè. na passagem em que surgiu. a. é grafado na fórmá “advieram”] Está também incorretamente flexionado em gênero mas-j culino o substantivo “testemunha” quejé sempre precedido do artigq “a”. do de “ter” j. . t‘ í : : t: ' : I (E) Está equivocado o emprego da forma veijbal "reaver”. ainda qjue. "re-j veses” grafado deste modo. i (D) Suponho que devem existir sérias razões para ele ter-se comportado assim. pizemós que é um substantivo sobrecomum. como neste caso. É importante observarmos a fle-i xão de plurai que sé aplica em "revés”.2 a pessoa do singular do presente do subjuntivo do! verbo “revezar” j j ! ■ j20. ! j (C) Ê sempre falível. . para não a confundirmos cóm a i grafia de “revezes”. Está correta a flexão de plural a que se submeteu o substantivo “troca-troca”. deriva-.! Português! i . e "trocás-trocas”. á sua plena revisão ou até mesmo sua substituição. os conduziram aj uma decisão questionável. | (B) Era intrincada a associação de ideias dcj promotor e o apelo que fazia) aos jurados^ o que. os juízos que se fundamentam mais naj verve do orador que no conteúdo de seu discurso. mesmo quando osj ouvintes lh^ neguem aquele predicado. por ser futuro do subjuntivo. consideradas as circunstâncias. difí-i ceis de serem compreendidas. todas as questões que lhe erampóstas elejulgava irrelevantes.Prova 17 . . sem percebei] que as perguntas que a ele eram dirigidas lhes parecia obscura. para o qual existem as for-l mas válidas de “troca-trocas”.Agente Fiscal de Rendas/ICMS-SP/200è (C) Está incorreta a forma verbal “advirara! O verbo “advir”. foi rejeitado imediatamen­ te.verbo. reportajdo a eventuais seres de gênero masculino. no plural. deveria ter sido grafado “reouver” Está também incorretamente! fiexionado o substantivo. I l i ■ . também dej rivado de “yir”.. A frase em que a concordância está em conformidade com o padrão culto é: (A) Os advogados reclamaram da indecisão do depoente. [ j r i I I i 391 I | ! . . cuja 3a pessoa do plujrai do presente do indicativo é “têm” deveria tersido grafado “atem”.

então. que se refere ao mesmo substanti­ vo “perguntas”. que lhe surge posposta. que lhes está mais próxi­ mo. [consideradas as circunstâncias] os conduziram a uma decisão questionável”. Assim. que abre o texto.Vejamos cada um dos períodos constantes nas alternativas desta ques­ tão. Desse modo. tem de surgir na ter­ ceira pessoa do singular. após a correção necessária: “Era intricada a associação de ideias do promotor e o apelo que fazia aos jurados. o verbo “conduzir”. O verbo “ser”. ambos os vocábulos citados. que o antecede. na primei­ ra oração. Á forma verbal “parecia” tem como sujeito a expressão “as perguntas”. Observemos de inicio. o período tal como se apresentou» mas com suas ora­ ções já divididas: [“Era intricada a associação de ideias do promotor e o apelo] [que fazia aos jurados. ou seja. com núcleo no substantivo "perguntas” Tem de ser empregada. con­ cordando com o primeiro núcleo do sujeito. com os dois núcleos também estaria correta e apontaria “Eram in­ tricados” Na segunda oração. Este fato impli- Décio Sena 392 . difíceis de serem compreendidas. funcionando sintatícamente como aposto resumitivo. cujo sujeito é o pro­ nome relativo surgido após o demonstrativo “o”. A concordância feita de modo gramatical lógico. o que justifica o emprego de "Era” na 3a pessoa do singular e de “intricada” em feminino singular: é que estão. O texto ficará corretamente redigido deste modo: “Os advogados reclamaram da indecisão do depoente.” (C) Concordâncias incorretas.]. concordando em gênero feminino e em número plural com o substantivo “circunstâncias” Ficará o texto deste modo redigido. os conduziu a uma decisão questionável. a forma verbal “fazia" está concordando corretamente com o seu sujeito implícito “promotor” A terceira ora­ ção apresenta fato gramatical já visto em algumas outras questões co­ mentadas neste trabalho: está sendo intercalada por outra oração. Igualmente flexionado tem de surgir o adjetivo “obscura”. e para melhor compreensão. procurando identificar aquele em que não ocorreram deslizes de concordância: (A) Concordâncias incorretas. sem per­ ceber que as perguntas que a ele eram dirigidas lhes pareciam obscuras. considera­ das as circunstâncias. “associação".” (B) Concordância verbal incorreta. em 3* pessoa do plural. na qual surge um pronome demonstrativo “o”. já apontado. o pronome relativo que inicia a ter­ ceira oração é representante semântico do pronome demonstrativo “o”. o] [que. tem como sujeito a expressão “os juízos”. a concordância verbal e a nominal feitas por atração. Está correto o emprego do particípio “consideradas”. o que. na forma “conduziu”. Observamos.

393 Português . a meu ver. O julgamento definitivo e em preto e branco que elas implicam 5 parece traduzir o esforço de adotar. Está correta a concordância da locução verbal "devem existir”. errou-se a flexão do pronome adjetivo relativo "cujo”. em meio ao caldeirão de valores da sociedade moderna. que deveria ter sido empregado em plural. os juristas. Igualmente em pluràl deve ficar o predicativo "falíveis” referido ao mesmo substantivo "juízos” Observe-se a correção do emprego em singular do pronome oblíquo átono "lhe”. Sicrano è “do mal”. os políticos. para que se promova sua devida concordância com o subs­ tantivo "revisão”. os juízos que se fundamentam mais na verve do orador que no con­ teúdo de seu discurso. O texto estará retificado deste modo: “O relatório. surgiu corretamente empregado no singular: “lhe”. mesmo quando os ouvintes lhe neguem aquele predicado” (D) Concordâncias corretas. pro­ voca os filósofos. uma vez que relacionado com o substantivo "dados” Além dis­ so. foi rejeitado imediata­ mente. tendo sido sugerida. a sua plena revi­ são ou até mesmo sua substituição ” As questões de números 21 a 30 referem-se ao texto abaixo Acerca do bem e do mal Fulano é “do bem”. com núcleo no substantivo "razões”. para concordar com o seu referente: "discurso”. O perigo está em que o movi­ mento de busca cesse e dê lugar à paralisia dos valores estratificados. dá sustentação a religiões e inspira ideologias. em caráter de emergência. e em princípio é legítima: está na base io de todas as culturas. são frases de adultos. reite­ radas a propósito das mais diferentes pessoas. um princípio básico de qualificação moral e ética. núcleo de seú sujeito. não são crianças co­ mentando um filme de mocinho e bandido.Agente Fiscal de Rendas/iCMS-SP/2006 caemprego verbal em 3a pessoa do plural: “São”. na qual o verbo auxiliar "devem” está em flexão de 3n pessoa do plural para que a locução concorde com o seu sujeito indica­ do por "sérias razões”. de cujos dados discordou-se. Inicialmente. (E) Concordâncias nominais incorretas.Prova 17 . a forma de particípio "sugerido” tem de ser empregada no gênero feminino. Não. O pronome oblíquo átono “lhe”. por se referir ao pronome reto “ele”. Tal busca de discernimento é antiga. i?as mais diversas situ­ ações. Essa oposição rudimentar revela a necessidade que temos de estabele­ cer algum juízo de valor para a orientação da nossa própria conduta. O texto ficará retificado deste modo: “São sempre falíveis.

a que levam tais ideologias absolutistas. (A) acusar a maleabilidade dos princípios jurídicos. Na argumentação com a qual o autor desenvolve o tema central do texto. A escolha do critério de julgamento é sempre crítica 35 e sofrida quando responsável. da etnia a que pertence. Essa divisão tosca é. comprometemos de vez a di­ nâmica que é própria da história e dos valores humanos. mascarados pela suposta preservação de princípios da civilização. se o norteamento dos nossos juí­ zos for inflexível como o teimoso ponteiro. A busca de distinção entre o que é “do bem” e o que é “do mal” traz consigo ura dilema: por um lado. Se assim não for. o desejável} por outro lado. sob a alegação de que o faz para preservar os chamados “valores funda­ mentais da humanidade” Interesses estratégicos e econômicos são.e mais fracas. dispensando-se. a escolha en­ tre o que é “do bem” e o que é “do mal” é uma questão sempre viva. por exem25 pio. muito conveniente. a responsabilida­ de dessa escolha. que aponte para o que parece ser o justo. “estamos condenados a ser livres”. leis eternas. (Cândido Otoniel de Almeida) 21. Não h á . A História já nos mostrou. Lembrando o instigante paradoxo de um filósofo francês. as20 sim. do regime político que adota. da qual decorrem indesejáveis ambigüidades na interpretação das leis. que 40 merece ser analisada e enfrentada em suas particulares manifestações históricas. não podemos dispensar alguma bússo­ la de orientação ética e moral. pois faculta ao mais forte a iniciativa de intervir na vida e no espaço do mais fraco. es15 tá-se proclamando como representante dos que constituiriam o “eixo do bem”. estará garantido um espaço cada vez maior para a ação dos fundaraentalistas de todo tipo. É quando a ética saí de cena. constituições que não admitam revisões. porém. de fato. há a preocupação constante de. Décio Sena 394 . na rota da civilização. Nessa compulsória liberdade. de que fala o filósofo. restará a terrível fatalidade dos dogmas. 30 o correto. que se atribuem o direito de julgar o outro segundo o critério da religião que este professa.Provas Comentadas da FCC O exemplo pode vir de cima: quando um chefe de poderosa nação passa a classificar países inteiros como integrantes do “eixo do mal”. para dar lugar àbarbárie. acaba levando o mais forte à subjugação das pessoas “diferentes” . A intolerância em relação às diferenças culturais. cos­ tumes inalteráveis. sobejamente.

‘ (D) relativizar à importância dos vaiores eticos e morais. | a partir dest. : j ! (C) Afirmativa cíorreta. O qué. Em nenhum moiJénto o articulista prega ai su­ pressão da diferença entre o bem e o mal| ou mesmo a inexistência de­ les. isto sim. possa estabelecer-se análise crítica isenta j de pardaüdádes. j: ! Vejamos cada uma das afirmativas que surgiram nos itens desta questão: | (Á) Afirmativa ihcorreta. Como já comentamos na alternativa (B). ! (C) condenar a jestratificação dos princípios éticos. ocorre a valori-1 zação das diferenças culturais e políticas. Depreendemos. em vista da impos-í sibilidade dje fixação de valores éticos e|morais permanentes. ! j (E) suprimir a diferença entre o que é o bem e o mal.e procedimento.Prova 17 . a fim de que. Em todo o texto. entre os povos. claramente. i . (E) Afirmativa incorreta. Afirma. no texto ilido. : | :" I (D) Afirmativa incorreta. uma vez que| não é dada ao homem a faculdade de adotá-los livremente. ] (B) Afirmativa incorreta. no sentidò de| que não pocíem ser desconsideradas.se lê acerca de leis. diz respei-| to ao fato dej não existirem leis irrevogáveis. Não há. A direção argumeritativa do texto é rigorosamen. que se devem estabe-j lecer no dinamismo que é próprio da ilistória e dia análise crítica. que não é possí­ vel a eleição jâe um unico critério para qué se fixem os princípios éticos. | ■ ' | • i 395 Português . qualquer menção a supostaj maleabilidade dos princípios jurídicos. que e bastante difícil que se estabele­ ça esta distinção.Agente Fiscal de Rendas/ICMS-SP/2006 ' í * (B) defender a hecessidade de paradigmas éticos e morais que despre-i zem difereiiças culturais e políticas entre os povos. bem como para o próprio curso que jà História toma. o texto faz a apologia das distintas valoraçõesjéticas e morais que provêmidas diferenças étjicas e culturais existentes entre povos distintos.j te oposta à que se lê nesta alternativa. antes deve-se atentai* para as diferenças culturais existentes entre osipovos. tjem como a ambigüidades in-j desejáveis na interpretação das leis. da leitura do texto. j Í S .

ao adjetivar a classificação empregada por um governante com respeito a países integrantes de um suposto “eixo do mal”. (C) I e IIÍ. exemplificadas pela posição do “chefe de poderosa nação”. III. (E) somente. II. apontava para a informação de “julgamento (. A frase “estamos condenados a ser livres” (3o parágrafo) instiga o autor do texto a justificar a posição áos fimdamentalistas de todo tipo (3o parágrafo). II. somente... o au­ tor está-no$ fazendo perceber a inflexibilidade da percepção do aludido dirigente. Em relação ao texto. Considere as seguintes afirmações: I. A ideia sugerida por “norteamento” tem a ver com os sentidos de "rumo” “direção” presentes no vocábulo “norte” que lhe dá origem. e que. que se sustentam pela força.22. do regime político que adota. A referência a um chefe ãe poderosa itação (2o pãrágrafo) ábre a de­ monstração de que há ideologias absolutistas e intolerantes que se sustentam pela força. somente..) em preto é bràhco(l° parágrafo) e divisão tosca (2o parágrafo) são expressões que ajudam a esclarecer o sentido de norteamento (. Julgamento (. sobejamente. (B) I e II. a que levam tais ideologias abso­ lutistas.. da etnia a que p e r t e n c e em que revela sua tese de que há ideologias absolutistas e in­ tolerantes. (D) II e III. está correto o que se afirma em (A) I. Afirmativa correta..) inflexível (3° parágrafo). II e III. na seqüência do 2oparágrafo. como “tosca”.. que se attibuem o direito dejtãgaro outro segunâo a critério da religião que este professa. Vejamos cada uma das afirmativas presentes nos itens numerados de I a III: I Afirmativa correta. Décio Sena 396 . somente. argumente que “ A História já nos inostivu. A referência feita ao chefe âe uma poderosa nação serve para que o autor.) em preto e branco” por meio do substantivo “bússo­ la” empregado pouco antes dè "norteamento” Do mesmo modo. previamente.

agora. para o autor. Ao estabelecer que. sendo o primeiro deles conseqüência do segundo. (E) de alternância entre duas situações semelhantes. são a ética e a barbárie. A redação U É quando a ética sai de cena. fatos hipotéticos em “Ê quando a ética sai de cena. em determinada situação (no caso. a ética sai de cena para dar lugar à barbárie. as outras alternativas: (A) Afirmativa incorreta. em virtude de a ética dela ter saído. Vejamos. ao mesmo tempo. Ê quando a ética sai ãe cétiayp ara dar lugár à barbárie * Na frase acima.Prova 17 . quando a intolerân­ cia em relação às diferenças culturais acaba levando o mais forte a subjugar as pessoas consideradas por ele como “diferentes”). Causalidade decorrente de a barbárie entrar em cena. 23.Agente Fiscal de Rendas/lCMS-SP/2Q0õ III Afirmativa incorreta. A menção '‘estamos condenados a ser livres” está em absoluta oposição à visão de mundo que possuem os “fundamentalistas de todo tipo” Estão corretas. então. o autor do texto estabelece uma relação de causalidade entre valores antagônicos. (E) Afirmativa incorreta. Não é possível que os dois fatos ocorram simultaneamente. dício da ausência da relação semântica causai que envolve os fatos cita. (C) de simultaneidade entre duas ocorrências interdependentes? (D) de causalidade entre valores antagônicos. o acesso da barbárie à cena e a saída dela por parte da ética não são fatos independentes. evidente­ mente. Os valores antagônicos. para dar lugar à barbárie” permite a observação de que a chegada da barbá­ rie ocorre ápós a saída da ética da cena. para dar lugar à barbárie” (C) Afirmativa incorreta. Dê início. as afirmativas contidas em I e II. a seqüência dás ações sai ã é cena e dai' lugar estabelece uma relação (A) de justaposição de fatos independentes. (B) entre uma hipótese e um fato que a confirma. (B) Afirmativa incorreta. Evidentemente não há duas situações semelhan­ tes em “a ética sai de cena para dar lugar à barbárie” 397 Português . como vimos. A resposta está na alternativa (D).dos* Além disso. a simples justaposição de fatos seria in. ou seja. Não há.

“em tese”. Podemos observar. não aparecem nos dicionários eletrônicos Aurélio e Michaelis. traduz-se correta­ mente o sentido de uma frase ou expressão em: (A) essa oposição rudimentar ~ esse grosseiro maniqueísmo. (B) Paráfrase incorreta. antecedentemente» que paráfrase é a reescritura de um texto» Vejamos cada uma das .essa tentativa de relativização.Provas Comentadas da FCC 24. mas que não há correspondência com “inicialmente”.por “relativização” . o momento de estabele­ cermos a distinção entre “em princípio” e “a princípio”: “em princípio” significa “antes de qualquer consideração”. “no iní­ cio”.capacidade de compreender situações.verbete encontrado no Dicionário Eletrônico Houaiss. o candidato ne­ cessitou saber o significado da expressão “a princípio” Agora. “que Décio Sena 398 . assim como a forma verbal cognata. “antes de tudo”. A substituição de “rudimentar” por "grosseiro" é pacífica. Esse substantivo. que se empregou cor­ retamente a expressão “em princípio”. Editora Objetiva* com sentido de “ato ou efeito de relativizar”.significa “no começo”. Considerando-se o contexto do primeiro parágrafo. vemos o emprego de “em princípio”. (E) provoca osfilósofos .ctraduções” feitas com respeito às passagens origi­ nais do texto. enquanto “a princípio” . (B) tal busca de discernimento . este modelo de questão requer que se estabeleçam paráfrases de fragmentos textuais. a ideia de “oposição” está contida em “maniqueísmo”. “na fase inicial”. então. (D) paralisia dos valores estratificados » imobilização dos atributos improvisados. mas com “em tese” Não se pode aceitar. (C) em princípio é legítima = inicialmente é irredutível. (A) Paráfrase correta. Assim. Na questão 9» desta mesma prova. também. Já vimos. Chegou. “maniqueísmo” é doutrina que se apóia na existência dos princípios opostos exis­ tentes entre o bem e o mal. Na verdade.recordemos . de distinguir o certo do erra­ do . então.que significa “que tem força de lei”. (C) Paráfrase incorreta. a substituição de “legítima” . Como sabemos. Não é aceitável a substituição de “discernimento” .dissimula-se entre os pensadores. O substantivo “oposição” foi substituído por “mani­ queísmo” empregado metaforicamente.

"fingsj".) j Vejamos as formajs adequadas do verbo “trazerIpara preenchimento dos espaços que existem entre os parênteses das diversas alternativas desta questão: ! } ‘ • (A) Emprego obcigatório do verbo em 3a pessoa do singular para que concorde com o jsubstantívo “fato". no substantivo “alternativa”.) 1 (C) Muitas pesscjas sabehi que tal alteràatíva. “autêntico". "perseverante”* . (.por “irredutível” . 25.) I (0 ) Essa divisão| entre ó bem e o mal. Considere a seguinte frase: A busca de distinção entre o que é “ão bem” e o que é “do mal” traz coiisigo um dilema | O verbo trazer deverá ílexionar-se numa forma do plural caso se substí..Prova 1 7 . | \ | (B) Emprego do jverbo em 3a pessoa do singular.) | (B) A dificuldade de eles distinguirem entre as boas e as más ações (.| tua o elemento sublinhado por I : . para que concorde com o seu sujeito.) { I (E) As osdlaçõei que todo indivíduo experimenta entre o bem e o mal (...j tituição de “piores estratificados” ou “valores estagnados" (por deriva-1 ção de sentido) pórjw atributos improvisados” ou seja» “qualidadesique! surgem sem [planejamento” \ j.não é viável a subs. "genuíno” ... [nas diferentes situações. numa alternativa cujai es­ trutura textuki é idêntica à do item antericp O sujeito do verbo “trazer”. Não há tangência semântica entre “provoca” que significa “desafia”.. * . Ainda que.Agânte Fiscal de Rendas/lCMS-5P/2006j • . | (E) Paráfrase incorreta. com núcleo.que indica “dis­ farça”. que é ‘A dificuldade” tem seu núcleo no substantivo “dificuldade”.e “dissimula" . indicado por “O feto” : j .“instiga” “impele” . se aceite a substituição de “paralisia” j por “imobilipação” -por extensão de significados -.... “oculta” ! j I. que é ó niícleo do sujeito da oração do verbo “trazer”. . I I | ■ •í■ 399 | j ( Português . à medida que se acentua nos indi. que se faz representar por “tai alternativa”.(. I l '! 1 i | : :I j I .\ é legal”.que significa “írre-1 duzível”.. \ í (A) O fato de quase todas as pessoas oscilarem entre o bem e o mal (. (C) Emprego do yerbo eba 3a pessoa do singular.. | j (D) Paráfrase incorreta.I víduos.

dispensando-se. por uma vez dispensado. Mantêm-se o sentido e a correção da frase caso se substitua (A) dispensando-se. iio entanto. Inicialmente apontemos o deslize de colocação pronominal existente em “se dispensarem-se” provocado pela não ob­ servância dá próclise pronominal obrigatória. a palavra "ademais”. (B) Alternativa incorreta. porém (B) dispensando-se. que transcrevemos a seguir: “ A escolha ão critério de julgamento é semprè crítica e sófrida. Vejamos cada uma das sugestões de substituição dé passagens originais do texto. 26. pórnn. Décio Sena 400 . dá presença da conjunção subordinativa (condicional) “se”.com seu sàjeito “Essa divisão entre o bem e o mal”. em büscá da que mantém o sentido e a correção do período em que surgem. por cónquàiitó séjà responsável. indica plural e é re­ presentado por “As oscilações”. com núcleo no substantivo “oscilações”. A escolha do critério de julgamento é sempre critica e sofrida. A fra­ se correta seria: " . dessa vez.uma vez dispensadá. quando res­ ponsável.. ademais. dispensando-se. res­ tará a terrível fatalid ad e dos dogmas.. ”. no entanto . (E) Emprego do verbo em 3a pessoa do plural. “além do mais”. não seria adequa­ da para a substituição da conjunção subordinativa concessiva "porém”.. que significa “além disso”. que se caracteriza pelo emprego do pártídpio “dispensado”: seria im­ prescindível que a forma de particípio concordasse em gênero femini­ no com o substantivo “responsabilidade” que seria o seu sujeito. For outro lado.(D) Emprego do verbo em 3apessoa do singular. restará a terrível fatalidade dos dogmas? (A) Alternativa incorreta. de modo que haja a devida concordância. por désdequ e responsável pór posto que responsável. porém (C) quando responsável (D) quando responsável (E) quando responsável por se dispensarem-se. quando res­ ponsável. para que se estabeleça a de­ vida concordância com seu sujeito que. cujo núcleo está indicado pèlo substantivo “divisão”. a responsabilidade dessa escolha. a responsabilidade dessa escolha. a responsabilidade ãèssa èscolha. Está ocorrendo erro de concordância nominal. porém.. resultante.

cada uma das alternativas da questão. de natureza semântica concessiva. A substituição proposta preservaria o nexo semân­ tico condicional que está sendo introduzido por "quando responsável”. 401 Português . em busca daquela em que. (D) Alternativa incorreta. 27... mantém-se corretamente a expres­ são sublinhada caso se substituafa la o filósofo por: ^ (A) se refere o filósofo. Nessa compulsória liberdade.c ri>vo« uc rsenaas/ JdVlb-bH/ÜOU6 (C) Alternativa correta. como estabelecido no enunciado: (A) Alternativa incorreta..„)” (B) Alternativa correta. O nexo condicional apontado no comentário da alternati­ va anterior estaria sendo substituído por oração que introduz valor se­ mântico explicativo... a que se refere o filósofo (. exigiria igualmente a preposição "de” para que seu complemento a ele se ligasse. de que cuida o filósofo (. O texto ficaria: “Nessa compulsória liberdade. ao se substituir "fala o filósofo” pelas passagens indicadas. de que fala o filósofo (. como já esclarecemos no comentário da alternativa (C) da pre­ sente questão por um outro. agora.)”. o verbo "falar” Vejamòs. A regência transitiva indireta do verbo pronominál "réferir-se” exige que á preposição seja "a”.). Numa nova redação da frase acima. (B) cuida o filósofo. (C) investiga o filósofo.w vx» . (E) Alternativa incorreta. o texto fi­ caria grafado assim: "Nessa compulsória liberdade. (E) disserta o filósofo. Deste modo. Desta vez haveria troca de uma referência condi­ cional. com respeito a “Â escolha do critério de julgamento é sempre crítica e sofrida”.. preser­ va-se o emprego do pronome relativo “que” precedido pela preposição "de”. transitiva indireta. —r>gv:t»«. A substituição sugerida promoveria alteração semântica.. A regência do verbo "cuidar”. (D) aflige o filósofo. A presença da preposição “de” antecedendo o pronome relativo "que” é de­ vida à regência transitiva indireta com que se empregou» no fragmento tex­ tual. Trata-se de questão de regência verbal.

. Observemos que a preposição “de” que a introduz liga-a ao Dêcio Sena 402 . representante semântico de "liberdade” o objeto direto da forma verbal mencionada. empregou-se nesta alternativa o verbo “afligir”. sendo o pronome relativo “que”.. em conseqüência» não poderia haver preposição regendo o pronome rela­ tivo. Na transposição de uma voz verbal para outra.)” 28. O texto restaria assim: “Nessa compulsória liberdade. (E) comprometemos de vez a dinâmica . Semelhantemente ao item acima. e o texto será grafado corre­ tamente deste modo: “Nessa compulsória liberdade. o sujeito da forma verbal "investiga é "o filósofo”. O verbo "investigar” é transitivo direto. e. que inves­ tiga o poeta Observemos. que aflige o filósofo (E) Alternativa incorreta. (B) passa a classijicar países inteiros = países inteiros passam a ser classificados.a dinâmica é por nós de vez comprometida. de regência transitiva direta.o “eixo do bem” que seria constituído. (C) segundo o critério da religião que este professa ~ segundo o critério da religião que por este é professada. que nesta oração. sobre que disserta o filósofo (. O adjunto adverbial aparecerá ligando-se ao verbo "dissertar” por meio da preposição "sobre”. (D) Alternativa incorreta. ocorre uma impropriedade no seguinte caso: (A) a necessidade que temos de estabelecer algum juízo de valor = a ne­ cessidade que temos de que houvesse sido estabelecido algum juízo de valor. Observemos todas as transposições de vozes verbais presentes nas alterna­ tivas desta questão. ainda.Provas Comentadas da FCC (C) Alternativa incorreta. conforme mencionado na sua enunciação: (A) Conversão incorreta. de modo a localizarmos o item em que ocorreu impropriedade. O texto ficaria corretamente grafado deste modo: “Nessa compulsória liberda­ de. Em “a necessidade que temos de estabelecer al­ gum juízo de valor” encontramos a oração reduzida de infinitivo su­ bordinada substantiva completiva nominal “de estabelecer algum juízo de valor”. (D) que constituiriam o “eixo do bem ” .

obrigatoriamente. néste caso. Vimos.! como apontado na alternativa.pas4 siva "houvesse sido estabelecido”. a função de sujeito. a jconversão de “passa a classificar países inteiros” para á vozj passiva fará surgir a oração "países inteujos passam.. para agen-j te da passiva. na qual se constatou. Para vermos a razão de seu empregd transcrevemos o texto original da questão. originalmente sujeito da voz ativa.a forma verbal passiva. j j (C) Conversão correta. Sua função sintática é a de objetoj direto da forma verbal “professa”.sem que se promová outra alteração. ao convertermos à oração em que surge tal ex­ pressão para! a voz passiva. "o eixo do bemj seria constituído” Òcorreú colocação do pronome relativo "que” entre ò sujeito e a locução verbal! passiva.que. o pronome relativo que a iniciá é representante semântico do| substantivo jantecedente "religião”.para sua voz passiva correspondente. exercerá.còmentário. ori-j ginalmente dtado. Ao çohvertermos a oração "que! este professa” . prova 11 . embora inadequada. houvéssemcjs estabelecido algum juízo de valor”* A correta conversãoj da oração reduzida. um pouco am-j pliado e coni suas orações constitutivas ja apontadas: [quando um chefel 403 \ Portdguês i .estej professa”. por exemplo.Deste modo. assim. a mudança de papel sintático do prono-j me demonstrativo "este”.o objeto direto existente em uma voz ati­ va. . iniciai desenvolvi-l do na questão 13.Prova 17 . Assim sendo. desempenhar papel sintático de sujeito d.de voz ativa . .ser estabelecido algum juízo dej valor”. "de estabelecer algum juízo de valor” fará surgir oj período: "a necessidade que temos de. A expressão "o eixo do bemí’ desempenha papel de objeto direto da forma verbal "cons­ tituiriam”. encon-j traremos oração em que o pronome “qüe” deverá.. Na oração subordinada adjetiva restritiva “que:. | ' | (D) Conversão cprreta.Agente Fiscal de Rendas/ICMS-SP/2006 substantivo “necessidade” Não há por. É exa-| tamente o que está acontecendo na oração “que por este é professada”.. para inserção no fragmento.a ser classificados”. existindo ..veja-se.. Teremos. (B) Conversão correta. como. ò cjomentário. navozpas-j siva. que passará a exercer papeí sintático! de sujeito. Como já vimos em algumas questões precedentes] a esta províi . . Assim. também. haverá alteração de função sintática da mes­ ma. no mesmo . que surgir a locução verbal . teremos a oração assim iniciada:! "países inteiros.dois verbos na vòz ativa* surgirão três verbosjna voz passiva corresponden-j te. o qúejsó seria viável se a oração re-| duzida já mencionada tivesse surgido sob a forma desdobrada "de que. a expressão “países inteiros”.

deste modo. (E) Correção correta. salvo melhor juízo. como podemos verificar transcrevendo Décio Sena 404 . entãoj què o pronome relativo “que”. o que prejudicaria a coerência textual Entendemos que. no texto original. como agente da passiva da oração que será construída. que. teremos: [quando um chefe de pode­ rosa nação passa a classificar países inteiros como integrantes do “eixo do mal”] {está-se proclamando como representante dos}[ o eixo do bem seria constituído por os. assumirá a forma: “a dinâmica é por nós de vez comprometida”. A expressão “a dinâmica” fun­ ciona como objeto direto de "comprometemos” e.de poderosa nação passa a classificar países inteiros como integrantes do " eixo do mal”} {está-se proclainando como representante das)[ que cons­ tituiriam o "eixo do bem” ]. assim. que. Aceitando-se a troca dos pronomes demonstra­ tivos “os” por “aqueles” e procedendo-se à substituição do pronome re­ lativo “que” pelo vocábulo que representa. o que fa­ ria termos o período que segue: [quando um chefe de poderosa m ção pas­ sa a classificar países inteiros como integrantes âo “eixo do mal”] [está-se proclamando como representante dos][por quem “eixo do bem seria cons­ tituído”]. “os constituiriam o eixo do bem” desfeito a troca dos vocábulos citados -.o pronome reto “nós” . O sujeito de “com­ prometemos” .]. na voz passiva resultaria em “o eixo do bem seria constituído por os”. embora inadequada. será o sujei­ to da voz passiva. caso substituamos o pronome demonstrativo “os” pelo também pronome de­ monstrativo “aqueles". Vemos. sem que se promova outra altera­ ção. para inserção no fragmento originalmente citado. agora. deslize de coesão textual. ou seja. O fragmento textual sugerido pela banca para a subs­ tituição promoveria. da oração "que constituiriam o eixo do berrí. caso empregado fielmente em lugar. com flagrante perda de coerência semântica. então. não seria cabível. a Banca Examinadora deveria ter proposto a oração “por quem o ‘eixo do bem* seria constituído”. articulador da oração subordinada adjetiva restritiva “que constituiriam o ‘eixo do bem’” é representante semântico do pronome demonstrativo “os” que o antecede. teremos a oração “aqueles constituiriam o eixo do bem”. Comò se nota. nãó haveria coesão na tran­ sição da oração “está-se pròclámando como representante dos” e “o eixo do bem seria constituído por os”. Ocorre que sua inserção na passagem em que surge. Melhor será o entendimento dos argumentos. Procedendo-se. à subs­ tituição da oração que no texto original da questão deu ensejo à conver­ são verbal pela oração já convertida.está implícito e sendo denunciado pela desinência número-pessoai “-mos” Funcionará.

(E) Interesses estratégicos e econômicos são assim mascarados. e o que é do m al”. A ausência de coesão entre as ideias prejudicou sensivelmente a coerência textual.nas quais a conversão da voz ativa pára a voz passiva resultaria em fragmentos textuais que não poderiam ser inseridos nas posições originais não deve ser entendido como fator que anularia esta questão. são frases . uma vez que. pela su­ posta preservação. traz consigo. sempre. comprometemos de vez á dinâmica què é própria dá história e dos valores humanos”.rrova i / . não. para que não haja tal prejuí­ zo..de adultos. é. o candidato foi ape­ nas consultado acerca da correção das mudanças das vozes verbais nas ora­ ções. que passaria a estar assim grafado: “a dinâmica [. a dinâmica que é própria da história e dos valores humanos êpor nós de vez comprometidâ\ Esta gra­ fia seria apontada com o emprego do sinal de inserção textual no fragmen­ to de texto sugerido para que se promovesse a alteração da voz ativa para a voz passiva. um áilem a. critica e sofrida quan­ do responsável.. reiteradas a propósito. de princípios da civilização. (0 ) Tal busca de discernimento é antiga e. em (A) A bttsca âe distinção. que a oração subordinada adjetiva restritiva volte a grafar~se ao lado do substantivo “dinâmica”. ela permanecerá de­ fensável e coerente. 405 Português . (B) Não. das mais diferentes pessoas. A existência dé duas alternativas ~(D) e (E) . considerado o contexto. são crianças comentando um fihne de mocinho e bandi­ do. Propomos. nòssós juízosfo r inflexível cõnió o teimoso ponteiro. Alíerando-se a pontuação de um segmento do texto. inexistindo a obrigatoriedade de suas inserções nos textos originais.Agente Hscal de Rendas/lCMS-SP/2006 o fragmento de texto original um pouco ampliado: “se o norteamento âos . Pela oração sugerida. a dinâmica é por nós de vez comprometiâa que é própria da história e dos valores humanos\ em que se nota deslize de coesão provo­ cado pela separação entre o substantivo "dinâmica” e sua adjetivação. (C) A escolha do critério de julgamento.] é por nós de vez comprometida”. o que nos dará o texto: "se o norteamento dos nos­ sos juízos for inflexível como o teimoso ponteiro. 29. teremos: “se o norteamento âos nossosjuízos for inflexível como o teimoso ponteiro. que foi feita pela oração subordinada adjetiva restritiva “que é própria da histó­ ria e dos valores humanos”. é legítima . entre o que é “do bem”. em seu enunciado. em princípio.

obteremos: “A escolha do critério de julgamento é(») sempreQ crítica e sofridaG) quando responsável ” Dédo Sena 406 . por separar a forma verbal “traz” de seu objeto direto "um dile­ ma”. Poderia. "não” está correta por isolar palavras repetidas. no interior deste sujeito. indicado por "traz”. a vírgula que se pôs após o vocábulo "mal’'. também. as expansões provocadas pelas duas orações subordinadas adje­ tivas restritivas "que é do bem” e “que é do mal”. já que separa o sujeito “ A escolha do crité­ rio de julgamento” da forma verbal de que é sujeito: “é” Estão corretas as vírgulas que enfatizam o adjunto adverbial de tempo “sempre”: têm emprego facultativo. ainda está incorreta a vírgula que surgiu após o pronome oblíquo . que se liga pela preposição "de” ao vocá­ bulo citado. Finalmente. Também está incorreto o emprego da vírgula após o vocábulo “propósito” o que provocou a separação da expressão “das mais diferentes pessoas”. Está incorreto o emprego do travessão que iso­ la o adjunto adnominaí “de adultos” do predicativo “frases” ao qual se ligou por preposição. por se­ parar sujeito. Em outra compreensão . teremos o texto agora pontua­ do corretamente: "A busca da distinção entre o que é do bem e o que é do mal traz consigo um dilema ” (B) Pontuação incorreta.não adequada para o conteúdo semântico do significado do texto pode­ ríamos aceitar a vírgula após o segundo dos advérbios ora comentados. Corrigidos os deslizes comentados. Retificada a pontuação do texto. reiteradas a propósito das mais diferentes pessoas” (C) Pontuação incorreta. com vis­ tas a encontrarmos aquele em que a mudança na pontuação não implicou equívoco.Provas Comentadas da FCC Vejamos todas os textos contidos nas alternativas desta questão. e in­ dicadas as vírgulas facultativas. Está incorreta a vírgula que se observa após o substantivo “julgamento”. não são crianças comentan­ do um filme de mocinho e bandido» são frases de adultos. (A) Pontuação incorreta. Observemos. haver emprego de vírgula que se faculta no início das orações subordinadas adverbiais postas em ordem direta às suas orações principais. Eis o texto corretamente pontuado: “Não. Está incorreta. Não há possibilidade de emprego das vírgulas que surgiram isolando a expressão “entre o que é *do bem”*: a expressão ci­ tada está iigada peía preposição “entre” ao substantivo “distinção”. indicado pela longa expressão “ A busca de distinção entre o e o” de seu verbo. ainda.tônico “consi­ go”. A vírgula que isola os advérbios de negação “Não”.

Prova 17 . ■ ' ! 407 Português . Isolou-se um agente. Errou-se. Não há. passiva."pela supostapre-j servação de princípios da civilização” . j | \ ■ l (A) Articulaçãci incorreta. . | Alterando-se os tempos dos verbos da frase acima. te questão: j . (E) O perígo esjaria em que o movimentõ da busca cessasse e desse liigaij à paralisia dos valores estratificados. pela supostdpreservação de princípios da Civilização “ 30. O perigo está ettt que o movimento â e busca cesse e dê lugar à paralisia* dos valores estratificados.1 I (E) Pontuação iiicorretà. então. O verbo "cessar” deveria ter surgido no pretérita imperfeito do subjuntivo. consequentemente. | j (D) O perigo esitava em que o movimento da busca cessou e dera lugar a paralisia dos valores estratificados. { | : i Observemos as jarticulâções verbais propostas nas alternativas da presen-. |. (C) O perigo estaria em que o movimento jda busca cessar e dar lugar a paralisia dos valores estratificados. b adjunto adnominal "de prin­ cípios da civilização” ligado ao substanüvfo núcleo dò agente da passiva “preservaçãi” . .ojque não é permitido. a articulação entre suas novas formas estará correta em j | j (A) O perígo esitava em que o movimento dá busca cessava e desse lugaxj à paralisia dos valbres estratificados. Relembremos què o emprego destas vírgulas éj facultativo. Isolou-se com um par. Ficará ccjrretamente escrito o textoldeste modo: “Iriteresses estratégicos e econômicos sãoQ assimQ mascarados. tal qual ocorreu com a fórma verbal “desse”] do verbo “dar” O texto. [ (B) O perigo estará em que o movimento dè busca cessasse e tivesse dadoj lugar à paralisia dós valores estratificados. da passiva .Agente Fiscal de Rendas/l CMS-SP/2006 (D) Pontuação cjorreta.por preposição. I . ao) se separar do substantivo “preservação” que exerce função* sintática de núcleo Ho agente da. ó que se retificar no texto desta! altemativa.j também. assim estaria correto: “O perigo estavaj em que o mjovimento da busca cessasse e desse lugar à paralisia dos va-j lores estratificados/’ i ■ ! ■ .de virguias a expressão inter-j calada “em princípio".

Assim ficará a frase. não implicava proventos ou tempo para a apo­ sentadoria. O emprego do verbo "estar” em futuro do pre­ térito do indicativo. do mal e do fisco. Para fazer justiçai autoridade mesmo meu pai só mostra­ va diante desses grandes proprietários arrogantes. Retificado o texto. Tanto esforço tinha suas compensações: nos bares ou padarias. faturo do presente do in­ dicativo» demanda o emprego do verbos “cessar" . Décio Sena 408 . uma espécie de pacto entre interesseiros. O emprego do pretérito imperfeito do indicativo de “estava” demanda o pretérito imperfeito do subjuntivo para os ver­ bos “cessar” e “dar”. como se vê. E ai de quem se atrevesse a sugerir um “arranjo”.e do tempo composto “ter dado” no presente do subjuntivo. O emprego de “estará”. Outra compensação emroritràva eu em des10 frutar. O texto ficará correto desta forma: “O perigo esta­ va em que o movimento da busca cessasse e desse lugar à lugar à para­ lisia dos valores estratificados..” (E) Articulação correta. Na verdade. ainda que vagamente. que era fis­ cal de rendas. após as cor­ reções necessárias: “O perigo estará ém que o movxmerito de busca ces­ se e tenha dado lugar à paralisia dos valores estratificados” (C) Articulação incorreta. As questões de números 31 a 35 referem-se ao testo abaixo O fiscal e o menino Já pelos meus dez anos ocupava eu um posto na Secretaria da Fazenda. salgado ou refrigerante-oque configurava. por conta da sonegação evidente. implica emprego de pretérito imperfeito do sub­ juntivo para os verbos “cessar” e “dar”..(B) Articulação incorreta. neste item temos texto que foi aponta­ do pará a retificação dò qiié fora apontado como eqüivócádò ná alter­ nativa (C). e eu ainda fazia questão de carregar sua pasta. da sombra dá autoridade que emana de um fiscal de rendas. mas o serviço era regular: acompanhava meu pai. A ocupação era informal. em suas visitas rotineiras aos comerciantes da cidade. pesada de processos. o proprietário lembrava-se de me agradar com doce. que se julgam acima do bem. Cada 5 passada dele exigia duas das minhas. teremos: “O perigo estaria em que o movimento da busca cessasse e desse lugar à paralisia dos valores estratificados” (D) Articulação incorreta.

Não há fantasia na expressão textual “o serviço era regular” que faz parte do jogo lúdico de que participava a criança acompanhante de seu pai. mora 25 e outras tantas. em situação quase falimentar . fiscal de rendas» no desempenho deste ofí­ cio”. isto porque a afirmativa "o serviço era regular” está empregada em sentido denotativo: traduz o fato de haver regularidade no fato de 409 Português .ajudou com dinheiro do próprio bolso» para a quitação da divida fiscal. Afirmativa incorreta. muitos deles continuam obscuros para mim até hoje.. (C) Outra compensação encontrava eu (. Ao dono 20 de um botequim da zona rural . é correto afirmar que. 15 (Júlio Pictrobou das Neves) 31. o elemen­ to sublinhado indica uma alternativa que exclui a compensação já mencionada. Dado o contexto. Duro no trato com os filhos e com a mulher. estampilha. o termo esforço já anuncia as duras atividades do menino. guarda-livros. com respeito a elementos textuais: (A). discriminadas a seguir. A intimidade com esses termos não implicava que lhes conhecesse o sentido. (B) Tanto esforço tinha suas compensações (Xa parágrafo). Nessas situações. condescendia no prazo de regularização do imposto e instruía o pòbre-diabo acerca da melhor maneira de proceder. o emprego do pronome acen­ tua a distância que o tempo imprimiu entre o narrador e seu pai. na verdade.homem viúvo.) (Io parágrafo). há o mesmo grau de fantasia que na frase ocupava eu um posto na Secretaria da Fazenda. intempestivo e por vezes injusto ao julgar os outros.. carregado de filhos pe­ quenos. em busca daquela em que se faz afirmativa correta. De qualquer modo. revelava-se um co­ ração mole diante de um comerciante pobre e em débito com o governo.Prova 17 . não posso dizer que nunca me interes­ sou a profissão de fiscal de rendas. (D) Gostava daquele fiscal (2 o parágrafo).Agente Fiscal de Rendas/ÍCMS-SP/2006 Gostava daquele fiscal. na frase (A) o serviço era regular (Io parágrafo). sonegação. Meu estágio em tal ocupação também aumentou meu vocabulário: conheci palavras como sisa. (E) Não posso dizer que nunca me interessou a profissão de fiscal de rendas>a dupla negativa tem o efeito de intensificação do interesse negado. Vejamos todás as alternativas da questão.

para poder acompa­ nhar o pai. Neste caso.sombra da autoridade que emana de um fiscal de rendas” que. de modo algum. para ele pesada . Fantasiosa é. jamais. o proprietário lembrava-se de me agradar com doce} salgado ou re­ frigerante”. (B) um coração mole e condescendia no prazo.Provas Comentadas da FCC o menino acompanhar sen pai. da. semanticamente. ter de acelerar a passada enquanto carregava a pasta. A outra compensação a que se refere o narrador está descrita na passagem “Outra compensação encontrava eu em des­ frutar ( ainda que vagamente. A afirmativa de existir dupla negativa. aceitássemos a existência da dupla negativa. o pronome demonstrativo "aquele” é empregado em alusão a fatos ou pessoas que estão distantes da pessoa que fala. Décio Sena 4 10 .eram traduzidas pela seqüência textual unos bares ou pada­ rias. 32. As compensações que advinham de “tanto esfor­ ço” . que se pôs na condição da crian­ ça que acompanhava o fiscal de rendas. é sinal que reforça o distanciamento. valor temporal? Ainda que. interessado ao menino a profissão de fiscal de rendas. Como sabemos. (C) Afirmativa incorreta. resultante do advérbio de negação “Não” e do advérbio de tempo "nunca” é susce­ tível de questionamento: como se estabelecer dupla negativa por meio do emprego de um vocábulo realmente tradutor de valor semântico ne­ gativo e um outro que indica. As seguintes expressões do texto mantêm entre si uma relação marcada por oposição de sentido (A) ocupação informal e não implicava proventos. ou seja. (E) Afirmativa incorreta. a afirmativa “ocupava eu um posto na Secretaria da Fazenda” (B) Afirmativa incorreta. no entanto. e a figura paterna. (D) Afirmativa correta. o emprego do demonstrativo citado. Como podemos notar não existiam “as duras atividades do menino”. sem dúvida. exclui a primeira delas.expressão alusiva à necessidade de a criança. cita­ da no comentário da alternativa anterior. existente entre o narrador. que surgiu contraído com a preposição “de”. não verí­ amos nela o resultado obtido com a intensificação do interesse de não ter. na verdade o fiscal mencionado. costnmeiramente tal fato ocor­ ria. no tempo.

Ê de se ima­ ginar que ao se tjer ‘'intimidade com esses terinos”. usada em referência a coíner-\ ciante pobreleem débito com o governo. entendido o sentiâò de provento. ^inoportuno” ficamos aptos a rejeitar. seus significados sejam | conhecidos daqujeles que com eles têm intimidade. neste texto. sim. que. “Condescendente no prazo” (D) Na medida im que sábemos qué b adjetivo intempestivo significa “foraj do tempo proprio”. Na verdade. No entanto. a expressão “pobre-diabo” foi. sem.Agente Fiscal de Rendas/l CMS-SP/2006 (C) intimidade còm esses termos e continuam obscuros. por força de suas ideias. j (E) Mais uma aítematíva em que sé dispuseram expressões que nadai têmj de opositivajs. fiscal de ren-1 das. J 411 i Portúgúêsj . apenas porque os escutava com frequência. pelo menos os de alguns. desse modo. : jj Nas demais alternativas. Novamente temos a citação dej expressões. mas o adulto que pires. em que se registrou intimidade com esses termos e corítinuam obscuros. no texto em jque se fundamenta a presen~j te questão. j (E) pobre-diabo jesituação falimentar. também. as ocupações informais não são remuneradas com| proventos. no entanto. j I ^ Há oposição de sentido nás expressões indica&as na alternativa (C). Como a remuneração de servidor público. saber-lhes | o sentido. a leitura do j texto faz-nos perceber que a intimidade com termos empregados na área da j fiscalização era presente no filho que acompânhava seu pai.Prova 17 . uma vez que as expressões “ocupação informal” e “não implicava: proventos” não guardam senti-i do opositivol Afinal. encontraremos: : j j (A) Não existe ojposição de sentido neste item. agora não maisnjenino. continuam desconhecidos até hoje j para o narrador da crônica. (D) Duro no trato e intempestivo por vezes. j (B) Não há ideiá opositiva na associação de "um coração mole” e “condes-1 cendia no prazo” Antes. que se situamem mesmo campo semântico.j ta emocionada hbmenagem a seu pai. é natural que um fiscal que tenha K um coração ] mole” seja.iesteí item em que hão sejnofca qualquer relação de oposição semântica entrej "Duro no trato” e “intempestivo por vezes”.

(C) Uma das artimanhas da memória aqui se confirmam por que somos capazes de guardar palavras e detalhes reveladores dos tempos da infância. A Banca Examinadora solicita que o candidato aponte a alternativa em que se lê comentário sobre o texto “O fiscal e o menino3 * que esteja redigido de modo claro e correto. conservada no tem­ po. há outro equívoco no emprego do também pronome rela­ tivo “cujos”. sintaticamente. Há. cometeu-se erro de concordância verbal na forma relativa ao verbo "tratar-se”. Vejamos cada uma das alternativas da questão: (A) Alternativa incorreta. uma vez que chega a salientar no pai seus traços mais duros. o pronome relati­ vo “que” desempenha. de cujos encantos continuam a nos fascinar peio tempo a fora. papel de adjunto adverbial de modo. Podemos apontar os seguintes deslizes grama­ ticais. ao representar semanticamente o substantivo a que nos referimos. surgir preposicionado. também. não sendo possível. confirmando-se assim o poder seletivo démóiistrado pèlas máis fortes lembranças. (B) Relatos como este vão de encontro à tese de que não se perdem em nossas memórias aquilo que realmente nos marcou. materializado numa rotina de trabalho. já que. o narrador enfatisa nos traços em que melhor se definia ele. capaz de estimular uma crônica cujo sentimento básico é o de um antigo companheirismo. sobretudo quando se tratam de relações familiares. Está clara e correia a redação do seguinte comentário sobre o testo: (A) Essa pequena crônica e revelãdora do modo qüé guardamos as ima­ gens mais intensas da infância. sem forçar qualquer ideali­ zação. (D) Ao deter lembranças de seu pai e dele mesmo. de pouca animosidade. (E) Eica flagrante a admiração do menino pelo pai. sendo obrigatoriamente regido1pela preposição “com” Em se­ gundo lugar.33. empregado após o substantivo “modo”. Em primeiro lugar. de emprego pronominal: o sujeito da oração é in­ determinado e o verbo deverá surgir obrigatoriamente na 3a pessoa do Décio Sena 412 . está incorreta a sintaxe do pronome relati­ vo “que”. que está acompanhando o núcleo “encantos” do sujeito da locução verbal “continuam a nos fascinar”. assim. erro de grafia no advérbio “afora” Finalmente. onde nem suspeitávamos de quão importantes viriam a ser os mais simples elementos.

(D) Alternativa incorreta.. também. se ao próprio narrador. Podemos corrigir esta duplicidade semânti­ ca com o emprego do demonstrativo “aquele”.” e não “ao deter. com a letra “zn .. mau emprego vocabular: pretendeu-se dizer que “ao reter lembranças de seu pai e dele mesmo. quando nem suspeitávamos de quão im­ portantes viriam a ser os mais simples elementos”.. a expressão que semanticamente se ajusta ao comentário fei­ to é “ir ao encontro de”. deveria ter sido empregado na 3“ pessoa do singu­ lar. O período contido nesta alternativa ficará corretamente redi­ gido deste modo: "Essa pequena crônica é reveladora do modo com que guardamos as imagens mais intensas da infância. o emprego do pronome reto “ele” provocou ambigüidade semân­ tica: não sabemos exatamente a quem se refere o pronome citado.”. Não há outro deslize na alternativa. cometeu-se deslize no emprego do pronome relati­ vo “onde”. que informará com pre­ cisão que a ação indicada por “se definia” é alusiva ao pai. confirmando-se assim o poder seletivo demonstrado pelas mais fortes lembranças” (C) Alternativa incorreta. O texto ficará correto assim grafado: “Uma das artimanhas da memória aqui se confirma porque somos capazes de guardar palavras e detalhes revela­ dores dos tempos da infância. a expressão “Uma das artima­ nhas da memória”. empregada neste item. Há. 413 Português . cujos encantos conti­ nuam a nos fascinar pelo tempo afora» sobretudo quando se trata de relações familiares. também.singular. de início. Logo em seguida surge erro de grafia na forma verbal “enfatiza”. “ir ao encontro de” que são muito assemelhadas na forma. Por outro lado. “Ir de encontro a” traduz a ideia de “ir em sentido oposto a”. “ir ao encontro de” é expressão que in­ dica “em busca de:” “em direção a” Como podemos observar da leitura do texto. neste fragmento textual. por ter como sujeito. quanto ao sentido. se ao pai. erro na grafia da conjunção subordinativa causai “porque” Por fim. que deve ser grafada como agora.. Ocorreu. Por outro lado. mas rigorosamente opostas. que só pode ser empregado em referência a lugares e deve ser substituído pela conjunção subordinativa temporal “quando”. já que este verbo. Inicialmente cometeu-se equívoco de concor­ dância verbal no emprego de “confirmam”. que. “ser contrário a”. Relembremos os significados das expressões “ir de encontro ao”. assim será retificada: "Relatos como este vão ao encontro da tese de que não se perdem em nossas memórias aquilo que realmente nos marcou. Ocorre.” (B) Alternativa incorreta. e. então.

uma vez. A resposta está na alternativa (B). (B) usufruir e provém. sem encaixe semântico lógico no fragmento e devendo ser substituído por “poucos amigos”. Destaquemos outra passagem ambígua: o pronome possessivo "seus” não nos esclarece devidamente se os “traços duros” eram do pai ou. (E) deleitar-me e se associa. 35. Todas as palavras da frase acima poderão permanecer rigorosamente as mesmas caso as formas verbais sublinhadas sejam substituídas por.” (E) Alternativa correta. de poucos amigos. "má vontade” e. ainda. consequentemente. do narrador. Ainda está equivocado o emprego do substan­ tivo “animosidade”. sem forçar qualquer idealização. O texto ficará corretamente grafado deste modo: “ Ao reter lembranças de seu pai e deie mesmo. Dédo Sena 414 . Nas demais alternativas não se encontram sinônimos para os vocábulos sublinhados. (D) comprazer-me e esparge. Exige-se que o candidato aponte os sinônimos para os verbos “desfrutar” e “emanar”. Uma outra redação correta do que se afirma na frase Cada passada dele exigia duas das minhas é: (A) Duas das minhas passadas exigia cada uma das deie. ainda que vagamente. É questão de semântica. que chega a sa­ lientar do pai os traços mais duros. em que se leem os vocábulos “usufruir” e “provém” (forma do verbo “provir”). em que se lê texto claro e correto gramaticalmente. o narrador enfatiza os traços em que melhor se de­ finia aquele.Provas Comentadas da FCC • a ser retificado o complemento do verbo “enfatizar” -de regência tran­ sitiva direta. “ran­ cor”. 34. Nada existe para ser retificado no texto desta alter­ nativa. respectivamente (A) incorporar e projeta. da sombra da autoridade que emana de um fiscal de rendas. (B) Exigiam-se duas das minhas passadas cada uma das deie. Outra compensação encontrava eu em desfrutar. (C) beneficiar e instila. o que impede o emprego da preposição regendo a expres­ são “os traços" incumbida de funcionar como objeto direto do verbo citado. que significa “predisposição negativa para”.

posto em ordem direta. • : (’ j . uma vez que em orações de voz passiva pironominal o sujeito não surge | explícito e. também. (E) A cada passkda dele exigia-se duas das minhas. apontará: "Cada uma {pas­ sada] das dele exigia duàs das minhas passadas” | Vejamos. pronome apassivador. Em “Cada passcifia dele exigia duas das mmhàs”. o texto contido) na alternativa resposta. além de o particípio j ter de surgir concordando com o feminino plural denotado por “duasj [passadas]".(A).Prova 17 . O prono-j me “se” não jtem razão para ser empregado: não é índice de indetermi-! nação do su)éito. além doinais. Novamente erroju-se a concordância verbal. p verbo “exigir”.. Estamos com umaj oração de voz passiva prono-j minai.| em que se diz que “Duàs das minhas passadas exigia cada uma das dele. Agora. Está havendo erro[de emprego verbal. eqüivalia a duas passadas Ide seu filho. Isto provoca| o obrigatório emprego da forma verbal rplativa ao verbo "exigir” na 3aj pessoa do plural Ajfrase corrigida apontará: “A cada passada deleiexi-j giam-se duàs [passadas] das minhas. ÍAfrase corretamente redigida seria: “Eram exigidas. indicado por “duas das minhas’]. o sujeito da oração. a cadaj passada deli duas das minhas {passadas}? (D) Alternativa incorreta.! auxiliar da locução: verbal passiva “era exigido”.” [ 415 Português í . sendo representadoj por “duas:[passadas] das. com p sujeitò..da oração está sendd indicado por “cada uma dasj deles”. Na verdade. . já que o sujeito “cada uma| [passada] dàs dele” assim o exige: Apontamos entre colchetes o núcleo implícito do|siijeitoÍ I (C) Alternativa incorreta. o sujeito da forma verbal "exigia” surgiu pospostoj e está representado por “cada uma das deles?. deste modo. . agora. caso houvesse yoz passivaípronominal.] terá de ser empregado na 3apessoa do singular. . duas dás minhas.as demais alternativas da questão: j (B) Alternativa incorreta.Agente Fiscal de'Rendas/ICMS-SP/Í2006| (C) Era exigidoj a cada passada dele. .. não pode ser. Podemos verificar a mesma informação sendo prestada na alternaüva. com jo núcleo implícito passadá. afirma-se que a passada do pai. restando a frase: “Duasj passadas minhas exigia cada uma [passada] das dele” (E) Alternativa incorreta. (D) Duas passadas minhas exigiam cada uma das dele.”] Note-se que. por ser adulto. Desta vez o sujeito. mi-j nhas” Apontamos p núcleo implícito do jsujeito passadas. nes^e texto. já 1que o sujeito está ^explícito no período e indicado j por “cada uma das dele”. = . over-j bo teria de surgir em 3opessoa do singular. impõe a flexão em 3a pessoa do plural para o verbo “ser”.

(E) I. ter-se-iam beneficiado de um seminário sobre os acordos de paz firmados após as duas guerras mundiais que a maioria deles aparentemente havia esquecido. Em 1989 todos os governos do 10 mundo. memorialistas e compiladores.As questões de números 36 a 40 referem-se ao texto seguinte O século XX: vista aérea A destruição do passado . de Marcos Santarrita.O breve século XX.é um dos fenômenos mais característicos e lugubres do final do século XX. III. I. relativamente popularizada: Estamos condenados a repetir os erros d a História que fo i esquecida. destaca-se a de com­ preender rigorosamente em si mesmos os valores históricos e sociais de seu próprio presente. (Eric Hobsbawm. Por isso os historiadores. dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas . Considere as seguintes afirmações. Era dos extremos . Em relação ao texto. O pensamento do autor vai ao encontro do que afirma a seguinte frase. èm nível global. sem 5 qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vi­ vem.H e III. (B) I. porém. está correto o que se afirma em: (A) l e II.ou melhor. 13) 36. e particularmente todos os ministérios do Exterior do mundo. apenas. Décio Sena 416 . apenas. eles têm de ser mais que simples cronistas. (D) I e III. (C) II e HI. cujo ofício é lembrar o que outros esque­ cem. apenas. 2005. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente continuo. apenas. A referência aos acordos de paz firmados depois das duas guerras mundiais vem a propósito da importância que eles deveriam conser­ var em todas as resoluções dé política extern^. Entre as ftmções essenciais deum historiador. Por esse mesmo motivo. tornam-se mais importantes que nunca no final do segundo mi­ lênio. p. II. Trad. São Paulo: Companhia das Letras.

empregada neste item. os itens I e III. deste modo. cujo ofício é lem­ brar o que outros esquecem . (C) não èstanam comprometidos com o esclarecimento da nossa relação orgânica com o passado público que foi esquecido. transcrevê-lo: "Em 1989 todos os governos do mundo. em seu último período. como os seminários. insufi­ cientes para avivar os mecanismos sociais que vinculam nossa expe­ riência pessoal à das gerações passadas. se fossem sitnpíes cronistas. já salientados na questão 33» alternativa (B). Está correto o emprego de "vai ao encontro de”. o historiador. lamentando que os jovens de hoje prati­ camente vivam num presente contínuo. ter-se-iam beneficiado de um seminário sobre os acordos de paz firmados após as duas guerras mun­ diais que a maioria deles aparentemente havia esquecido " Estão corretos. então. A leitura do texto. Segundo o texto. Vamos. Podemos. e “ir de encontro ao”. II. 37. Afirmativa correta. (D) não saberiam arrolar os fatos mais remotos de um passado. pro­ clama a necessidade de não nos esquecermos do passado. (A) esíariam restritos à tarefa de estabelecer uma relação orgânica com o passado público de sua época.v u u i i u a s /i u v i j . 417 Português . metnoriálistas e compiladores* os historiadores. realmente. em vista da perda de sua relação orgânica com esses fatos. Afirmativa incorreta. dá-nos a convicção de que a afirmativa está. para que não incorramos em erros que já foram cometidos pelos que os precederam. agora. perceber que o texto. como se não vivessem em um tempo que é fruto das experiências de tempos que o precederam. (B) se limitariam a recompor os mecanismos sociais que vinculam as ex­ periências de seu tempo às das gerações passadas. (E) ficariam restritos a tarefas acadêmicas.-- ' . para que a memória do passado não seja destruída. certa. Afirmativa correta. III. e particularmente todos os ministérios da Exterior do mundo. Inicialmente» retomemos os significados das ex­ pressões “ir ao encontro de”. tem seu papel sobrelevado no fim do sécu­ lo XX. no final do isegundo milênio.j r /^ W O Vejamos cada uma das afirmativas feitas acerca do texto “O século XX: vis­ ta aérea”: I. desta prova. consequentemente. Depreende-se dá leitura do texto que.w --.

Provas Comentadas da FCC Vejamos cada uma das afirmativas feitas com respeito ao entendimento do texto de Eric Hobsbawm. Não há. por óbvio. (B) Por isso por pela razão que se exporá♦ (C) tomam-se mais importantes que nunca por mais do que nunca faDécio Sena 418 . (C) Afirmativa correta* O argumento que empregamos para excluir os sim­ ples cronistas. Deste modo. 38. memorialistas e compila­ dores. A tarefa de recompor os mecanismos sociais que vinculam as experiências que as pessoas de um determinado momen­ to vivem à das gerações passadas. memorialistas e compiladores. memorialistas e compiladores. tornam-se mais importantes que nunca no fim do segundo milênio. memorialistas e compiladores viessem a ficar restritos a tarefas acadêmicas. em nenhuma circunstância. de preservar a memória do passado . aplicado a esta afirmativa.. não teriam tais pessoas a missão de estabelecer uma relação or­ gânica com o passado público de sua época. (B) Afirmativa incorreta. é tarefa dos historiadores e não de simples cronistas. (D) Afirmativa incorreta. traduzido por Marco Santarrita. tarefa que. apreenderem os processos que promovem a nossa relação orgânica com os fatos de um passado remoto. Entendemos. empregado na alternativa anterior. vale dizer. cujo ofício é lembrar o que outros esquecem. a partir da leitura atenta do texto. que exatamente por serem simples cronistas. relativamente ao que ocorreria se os historiadores fossem simples cronistas. (E) Afirmativa incorreta. per­ tence aos historiadores. não poderiam perder algo que nunca tiveram. Não é possível a inferência de que simples cronistas. memorialistas e compiladores do processo de esclare­ cimento da nossa relação orgânica com o passado público que foi es­ quecido. segundo o texto. comprova-a como correta.como se pode depreender da leitura do texto não o deixan­ do ser destruído. Considerando-se o contexto. Por isso os historiadores. memorialistas e compiladores: (A) Afirmativa incorreta. intenção em simples cronistas. não haverá prejuízo para a correção e o sen­ tido da frase acima se se substituir (A) cujo oficio é lembrar o que outros esquecem por a quem cabe resgatar o que é esquecido.

sendo.. texto. de um pelo outro.Prova 1 7 . também. \| | (C) A substituição nãó pode ser efetuada. O pronome dehionstrativo “isso” está emprej gado com yalor anafórico no. que. Imais dò que nunca se fazeni de importantes que nunca nò 419 \ Português . ou seja. Além de as esj truturas dos dois segmentos serem idênticos. inadequadá a substituição. por sua vez. Até porque . uma oração subordinada adjetiva explicativâ . (E) tomam-se mais miportantes do que itimca por nunca se tornaram mais importantesJ | | Vejamos cada rnna das^proposições1constanles nas alternativas da questão. tornam-se mais importantes que nunca nò firri do segundo milênio.ocorre no fragmenjto textual sugerido erro de colocação pronominal. expandiu-se n& oraj ção subordinada adjetiva restritiva “qujb é esquecido”. encaiixe do fragrhento sugerido no texto originalmente disposto no enuncia­ do da questão. jque o teor semântico do texto permanecej inalterável: "Por isso os historiadores. uma vez que remete ao que antef riormente se afirmou primordialmente (em "Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo. Nesta nova opçâo de texto encontramos.“a quem cabe resgatar o” .” \ j (B) A substituirão de “Por isso” por “Pela razão que sé exporá” não é3evif dentementé. cujd ofício é lembrar o que outros esquecem.a qual. sugere algo que ainda não se èstabeleceu no texto. igualmente. como podemos observai* procedendo-se à alteração in­ dicada: “Pèr isso os historiadores. a quem cabe rèsgaj tar o que é(esquecido. Não haverià.! í : | : ! (A) A substituirão da. observa-se.. aindá que inexistisse o dèsíize gramatical indicado.Agente Fiscal de Rendas/ICMS-SP/2006 zem-se de importantes. ! (D) cujo oficio ê lembrar o que outros esquecem por aos quais cabem res guardar o quefoi esquecido. sem qualquer relação orgânica com o paissado público da épofca em que yivem ” A passagerá sugerida para a troca contém verbo empregado em futuro do presente.oração subordinadafadjetiva explicativa “cujo ofíj cio é lembrar o”. procedenj do-se à substituição.meio da oração suj bordinada adjetiva restritiva “que outrojs esquecem” por M a quem ícabé resgatar o que é esquecido” está perfeita. satisfatória. desta forma. se expande por. que consiste nãò objservância da próclise obrigatória do prdnome oblíquo “se” com respeijto à forma Verbal “fazem” motivada pela presença do advérbio “nunca}.

. feita a substituição: "Por isso os historiadores. nunca se tornaram mais importantes no fim do se­ gundo milênio ” 39. a hipoté­ tica substituição: “Por isso os historiadores. a figura de Eric Hobsbawm como um dos intérpretes que me­ lhor ______________________________ (compreender) o século XIX. (D) _____ (avultar). como podemos obser­ var.. o que invalida este item. Ambos os verbos indicados entre parênteses deverão flexionar-se numa forma do plural para preencherem corretamente as lacunas da frase (A ) _____________________(ser) de se lamentar que aos jovens de hoje_____ ( ver o tempo como uma espécie de presente contínuo.fim do segundo milênio ”. para melhor se valerem da falta de memória histórica.. -se (esperar) deles uma com­ preensão participativa da história. O texto poderia apresentar-se com... aos olhos dos próprios historiadores contemporâ­ neos. como podemos observar.. cujo ofício é lembrar o que outros esquecem. (D) Está ocorrendo erro de concordância verbal nó fragmento textual que se forneceu para substituir o originalmente empregado. No texto sugerido. o qual. mais que isso. passando a in­ formar o oposto do que originalmente se dispôs. aos quais cabe resguardar o que foi esquecido. (competir) aos historiadores exercer a mera função de ar­ quivistas públicos. não haverá possibilidade de que isto aconteça. tornam-se mais importantes que nunca no fim do segundo milênio ” (E) Embora não ocorra deslize gramatical no fragmento indicado para subs­ tituir a passagem original. sem qualquer conexão com o passado. (B) Ao historiador_____ (dever) sensibilizar as omissões de toda e qual­ quer experiência que_______(sofrer) nossos antepassados. (C) _____ (aprazer) aos governantes fazer esquecer o que não lhes______ (interessar) lembrar. impõe-se a flexão em 3a pessoa do singular para tal verbo. Décio Sena 420 . (E) Não. Sendo assim. uma vez que o texto sofreria sensível mudança semântica. apresenta a redundância de “mais do qüè nunca” è "mais importantes que nunca”. o verbò “caber” tem como sujeito a ora­ ção reduzida de infinitivo subordinada substantiva subjetiva “resguar­ dar o” que se expande por meio da oração subordinada adjetiva restri­ tiva “que foi esquecido”.

chamamos a atenção para a conjugação do verbo “aprazer”. Também tem como sujeito uma oração o verbo “restar”. assim.j r ^ u u o Vamos ao preenchimento das diversas lacunas presentes nas alternativas da questão. representante semântico do pronome demonstrativo "o”.uvw j u c rvcuuoi/ l U V D . Apontamos também á existência do mesmo fato gramatical nas provas 12 (questão 12 . e 9 (questão 18. empregado igualmente na 3a pessoa do singular. a for­ ma verbal "sofreram” flexionou-se em 3a pessoa do plural. prova 14. na qual encontramos divergências em nossas gramáticas. a reieitura do item (C). na prova 10. item (C)). o sujeito de “devem sensibilizar” está sendo indicado pela expressão "as omissões de toda e qualquer experiência”. com núcleo (“antepassados”) traduzindo estes número e pessoa. o papel de sujeito está sendo exer­ cido pela oração reduzida de infinitivo “viver o tempo como uma espé­ cie de presente continuo. buscando encontrar aquela em que as duas lacunas serão preenchi­ das com formas verbais em plural: (A) Empregaram-se duas formas verbais em flexão de número singular. sem qualquer conexão com o passado”.Pesta vez. Deste modo. indicamos a reieitura prioritariamente do item (E) da questão 5. haven­ do flexão de número. para concor­ dar com seu sujeito. Na primeira iacuna3 o verbo “ser” tem como sujeito a oração “que aos jo­ vens de hoje reste” Os verbos cujos sujeitos são indicados por orações devem assumir. em locuções verbais. Neste ponto de nosso trabalho. cujo núdeo “omissões” impõe a con­ cordância verbal em 3a pessoa do plural. obrigatoriamente. item (D)). Aproveitamos a oportunidade para enfatizar a importância dó mane­ jo com situações nas quais os pronomes relativos se vejam antecedidos por pronomes demonstrativos. que está representado por “nossos antepassados”. “devem” é verbo auxiliar da locu­ ção “devem sensibilizar”. a 3a pessoa do singular. o pronome relativo “que”. Na segunda passagem. item (C)). 421 íPpYtuguês . ela recairá sobre o verbo auxiliar. questão 14. (C) Empregou-se o verbo "aprazer” na 3a pessoa do singular para que se efetuasse sua devida concordância com a oração “fazer esquecer o” A 3a pessoa do singular em que se empregou o verbo “interessar” decorre da concordância que se fez com seu sujeito.Como sabemos. Ora. 13 (ques­ tão 5. (B) As duas formas verbais desta alternativa surgiram em flexão de número plural obrigatória. No primeiro caso. Recomendamos. É fato muito comum em nossas estrutu­ ras oracionais.

tem como sujeito a expressão “uma compreensão participati­ va da história”. in­ tegrante da expressão “um dos que”. estando em oração de voz passiva pro­ nominal. A eliminação da vírgula acarretará alteração de sentido APENAS para o que está em: (A) I. A vírgula empregada neste texto decorre do fato de se desejar deixar claro para o leitor o fato de que a oração que a ela se segue. cada um dos textos numerados de I a III. é subordinada adjetiva explicativa. traz Dédo Sena 422 .Provas Comentadas da FCC (D) Utilizou-se o verbo “avultar” na 3° pessoa do singular para que se efe­ tuasse sua concordância com seu sujeito. 40. ocorreu o esquecimento dos mecanis­ mos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas. Preservemos a memória do passado. representado por “exercer a mera função de arquivis­ tas públicos”. representado por “a figura de Eric Hobsbawm”. <B) II. caso haja a eliminação da vírgula neles presentes. A Banca Examinadora deseja que o candidato aponte a alternativa que re­ laciona os textos cujos significados serão alterados. A semântica textual desaconselha. (C) III. Ao final do século XIX. A segunda porque. I. III. como indicado. então. Considere as seguintes frases: I. II. Vejamos. A primeira delas porque tem sujeito oracional. representante semântico do vocábulo *um”. cujas experiências encerram li­ ções ainda vivas. O autor lamenta a situação dos jovens de hoje. que vivem o tempo como uma espécie de presente continuo. neste caso» o emprego da 3a pessoa do plural (E) As formas verbais “compete5 1 e "espera” têm de surgir no presente texto em 3a pessoa do singular. ou seja. concordando com seu sujeito representado pelo pronome relativo “que”. (D)IeII. (E) IelH . Também foi empregado na 3a pessoa do singular o verbo “compreender”. iniciada pelo pronome relativo “que”.

uin adjunto adverbial de tempo j~ “Ao final do séculb XIX’1 .apenas uma ex­ plicação. É que à leitura de um fragmento assim disposto promove pausa na leitura dos adjuntos adverbiais. De modo jsemelhante ao que ocorreu nò item I já estudado. nenhum transtor­ no quantojao sentido adviria ab texto’ . Assim pontuado. Esta pau­ sa acentua-lhes o!aspecto semântico. lições ainda vivas”. dbs jovens! que vivem o tempo comó um.“cujas experiências encerram. não havendo. que neifi todos os jovens dè hoje vivem o tempo como uma espécie de presen­ te contínuo. Isto implica dizer qué devemos preservar tpda a memória do passadò. é-nos reportado que há experiências da memória do passado que en­ cerram lições ainda vivas e outras qué não as trazem.a espécie de jpresenté contínuo. a vírgula está-nos indicando a natureza1semântica de explicação que o autor do período deseja que atribuamos à oraçãb subordinada adjetiva ~ inicia­ da pelo prjanome relativo “cujas” . leva à conclusão de que o au­ tor lamenta a situação de todos os jovènis déhoje. A oração “cujas experiências encerram lições ain­ da vivas” àerá classificada como subordinada adjetiva restritiva. Isto significa dizer que todos os joveris de hoje. então. Suprimidaa vírguld.o texto passará a informar-nòs algo bem | diverso. sem nenhuma exceção . entenderíamos que o autor la­ mentaria aj situação. A vírgula áurgiu neste texto isolando. avançando só um poucq. A classificação da oração áerá de oração subordinada adjptiva explicativa. o que entendemos é que as ex­ periências da memória do passado serhpre encerram lições vivas. mais fre­ quentemente a vírgula. em primeiro lugar.adverbiais. E. O que. assim. sem nenhuma jexceçãò. Agora. mas também os travessões. j III. entenderíamos.entendendo-se o texto comcj está pontuado vivem o tempo como uma espécie dé pre­ sente contínuo. por dedução lógita. c( áso a vírgula em discussão fosse suprimidal Simplesmente estaria. : ! | II."jovens”. Assim se énten- 423 Português . Dessa forma. restrição! semântica.Prova 17 —Agente Fiscal de Rendas/ICMS-SP/200è> para o substantivo' á que se refere .: na aludiBa oração subordinada adjetivja um tom sehsânticò restritivo. apenas. têm por fim mera­ mente darjlhes relevo estilístico. Passarià a ser classificada como subordi­ nada adjetiva restritiva e.havendo o não interesse em que o ad­ junto advejrbial ganhasse expressividade. Já vimos precedentemente que o emprego de sinais gráficos de pontuação isolando òs adjuntos. A supressão da vírgu­ la citada implicaria significativa alteração da mensagem textual^ umia vez que se passarià a observar. no caso .

não todas. apenas. somos aconselhados a preservar.dendo. 01) c 02) B 03) E 04) D 05) A 06) B 07) E 08) A 09) C 10) D 11) A 12) D 13) E 14) C 15) B 16) C 17) B 18) E 19) A 20) D 21) C 22) B 2 3 )0 24) A 25) E 26) C 27) B 28) A 29) D 30) E 31) D 32) C 33) E 34) B 35) A 36) D 37) C 38) A 39) B 40) E Déclo Sena 424 . altera-se o nexo semântíco do período caso se proceda à eliminação das vírgulas encontradas nos itens I e HL Gabarito. ás memórias do passado que propiciam lições ainda vivas. Preseívatemos. Do que vimos. algumas memórias do passado. apenas.

Cicatrizam. as bandeiras. seja lá o que isso signifique. uma Copa do Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares. às tensas expectativas.e dissemi­ nam pela casa uma insatisfação. essas alegrias ou dores dos homens.Prova 18 Técnico Jtadiciário/TRT 4aRegião/2005 A rotina de uma família costuma ser duramente atingida numa Copa do Mundo dé futebol. uma Copa do Mundo pode abrir feridas que demoram a fechar. retornam os papéis tradicionais até que chegue uma outra Copa. volta a rotina. Claro. os rojões e os alaridos da vizinhança não os deixarão esquecer de que a honra da pá­ tria está em jogo nos gramados estrangeiros. prolonga seu tempo diante da televisão. E se. Entre as crianças menores. sobretu­ do nos centros urbanos. a companheira ou os filhos. com intensidade muito menor. O homem da casa passa a. Já os meninos e as meni­ nas maiores tendem a reproduzir. exaltar a glória máxima da con­ quista da Copa. nessa época de gols. Algumas pessoas não resistem à alteração dos horários de refeição. Ê preciso também reconhecer que são muito distintas as atuações dos membros da família.ter novos hábi­ tos. Cabe aos homens personificar em grau máximo as paixões envolvidas: comemorar o alto prazer de uma vitória. a modi­ ficação de comportamento é mínima. recolher o drama de uma derrota. a mulher passa a olhar melancolicamente para o vazio de uma janela ou de um espelho. coisa rara. as mulheres resignam-se a espelhar. respectivamente. por força dos diferentes papéis que os familiares desempenham duran­ te os jogos. (Itamar Rodrigo de Valença) 5 io is 20 25 30 425 IÍL . costumam cicatrizar esses ressentimentos que por vezes se abrem. nem o homem nem a mulher se deixam tocar pela sucessão interminável de jogos. às súbitas mudanças de humor coletivo . Sim. Quando solidá­ rias. à alternância entre ruas congestionadas e ruas desertas. Como toda exaltação de pai­ xões. O que indiscutivelmente ocorre é que. está-se falando aqui de uma “família brasileira padrão”. uma vingança que afetam o companheiro. amargar em luto a tragédia de perdê-la. algo da atuação do pai ou da mãe. disputa-a com as crianças. um rancor. ou nenhuma: continuam a se in­ teressar por seus próprios jogos e brinquedos.

apenas. II. <C) l e III. Em relação ao texto. desenvolve-se a ideia de que o equi­ líbrio da vida familiar fica ameaçado pelas mudanças de hábito e pe­ las paixões provocadas por uma Copa do Mundo. Transcreveremos as afirmativas que foram feitas relativamente ao texto da prova e.Provas Comentadas da FCC 01. pode afetar o hu­ mor dos familiares. III. Afirmativa correta. (E) III. em seguida. Segundo o texto. As crian­ ças. quando pequenas. analisaremos cada uma delas. II. sofre alterações durante uma Copa do Mundo. mencionam-se as diferentes altera­ ções que a Copa do Mundo provoca nas atitudes de alguns membros da família. segundo o autor do texto. E. o que põe o equilíbrio familiar em prova. No primeiro parágrafo do texto. continuam a agir como sempre.H eIII. pela televisão. está correto o que se afirma em: (A) I. mostra-se como a vida rotineira dos homens. ao contrário do que ocorre com a das mulheres. (B) I e II. No terceiro parágrafo do texto. apenas. No segundo parágrafo do texto. As crianças maiores tendem a repetir o com­ portamento patemo ou materno visto por elas. ten­ de a reproduzir o gestual do marido. quando deseja mostrar-se solidária. Lemos no início do terceiro parágrafo que a mu­ dança na rotina familiar. (D) II e III. Atente para as seguintes afirmações: I. para sabermos se estão corretas ou incorretas: L Afirmativa incorreta: No primeiro relato. o homem externa de modo efu­ sivo as emoções que sente quando vê os jogos da Copa do Mundo em casa. A mulher. em seguida. Afirmativa correta. lê-se que “a rotina de uma família costuma ser duramente atingida numa Copa do Mundo de futebol”. III. logo em seu início. apenas. não se sentem afetadas em sua rotina. em proporções menores. apenas. Décío Sena 426 . o texto nos informa que as mu­ lheres também se veem atingidas pela mudança que sofre a vida roti­ neira: “a mulher passa a olhar melancolicamen ie para o vazio de uma janela ou de um espelho”.

ainda que se mostre indife­ rente a futebol. atingir todos os demais membros da família. Siias re­ ações poderão. lê-se qiie as modificações descritas no texto tentam descrever o comportamenio de uma família brasileira padrão. .tajmento não só dos vizinhos. terem comprometido o iacesso à televisão nos horários dos jogos. (E) Afirmativa incorreta. ppr ser o personificador em grau máximo das alterações de humor a que:estão submetidas as pessoas de uma família brasileira.excetuandòse as criaáças pequenas . j : I ! (B) começar pelo homem da casa e propágar-se pelos outros membrojs da família. pòr exemplo. | | Vejamos cada tuna das afirmativas contidasinos itens desta questão. no textoj qualquer indício que permita) a inferência| de que. Segundo o textoi uma família. | I (D) Afirmativk incorreta. | 4 27 Português I . (E) atingir tão-somente as pessoas da jcasa que se interessam po|r futebol. Não há. do mèsmò modo. j (C) Afirmativa incorreta. Mundo. | ( (B) Afirmativa correta. Segundo o texto. são afetadas pelò evento. durante a trans­ missão doà jogos de uma Copa do Muiido. Ao contrário. As esposas. assim. já que o compor. | (D) atingir tão-somente a rotina de grupds familiares mal constituídos. ainda que nâo se in­ teressem por futebol. durante uma Copa dójMundo. a cadeia de alterações no comportamento dè uma faroíüa costiima: (A) atingir simultaneamente a todos os membros da casa.Prova 18 -[Técnico Judiciário/TRT 4a regiãó/2005 I I O texto sugere} que.veem-se com os hábitos modificados duran­ te uma Cópa do Mundo. não deixará de tomar conhecimento das emoções quejo evento proporciona.Todas as pessoas de uma família . más de toda a cidade ém que vive relatará que se está a viver um momento distinto dos habituais. Como já vimos| os membros de uma fámília apresentain diferentes formas de comportamento durante umajCopja do Mundcj. j (C) começar por influência dos alardes da! vizinhança. no mínimo por. sendo responsáveis por reações que vão das mais efusivas até mesmò à indiferença absoluta.apenas as famílias mal constituídas têm seu compojrtamento modificado por uma Copa do. o homem reagejde modo mais efusivo. (A) Afirmativa incorreta.

Décio Sena 428 . veem-se modificadas em seu comportamento.. em uma família. Considerando-se o contexto. na alter­ nativa C. (D) Atribui-se aos homens o dever de partilhar çom os outros as mais violentas emoções. A resposta da questão está. assim. Além de não ter suporte em qualquer passagem do texto. em uma família. vemòs: (A) Afirmativa incorreta. Nenhuma passagem do texto dá-nos suporte para podermos aceitar esta afirmativa. embora realmente o façam. (E) Afirmativa incorreta. também. (E) Atribui-se à personalidade masculina aobrigação de conter ao má­ ximo suas emoções. Convém não confundirmos um fato que ocorre mais frequentemente com certos indivíduos com o direito que estes indivíduos têm de poder ser os agentes desse fato. traduz-se corretamente o sentido da fra­ se Cabe aos homens personificar em grau m áximo ás paixões envolvidas nesta outra redação: (A) Ê intenção dos homens envolver outras pessoas nas intensas paixões que ele vive. Não há. no texto» qualquer passagem que autorize esta afirmativa. (D) Afirmativa incorreta. Nas demais alternativas. Ao escrever que “Cabe aos homens personificar em grau máximo as pai­ xões envolvidas.03. os membros sobre os quais as paixões provocadas pelos jogos de uma Copa do Mundo mais se fazem intensas.. (B) Ê umdireito masculino fazer de outras pessoas o centro de suas paixões. O texto não nos permite compreender que os ho­ mens têm a intenção de envolver outras pessoas nos sentimentos por eles vividos durante uma Copa do Mundo. (B) Afirmativa incorreta. (C) B nos homens que as mais intensas paixões despertadas costumam corporiücar-se.” o autor relata que os homens são. qual seja o fato de o homem ser o. o que se afirma nesta alternativa contraria algo que nos é infor­ mado.grande protagonista das pesso­ as que.

Não há qualquer nexo semântico adverbial envolvendo as passagens da oração transcrita. (D) (. (E) Alternativa correta. Notamos nexo semântico adverbial de tempo. (A) é posta. Há uma relação de causa (I) e efeito (II) entre os segmentos da seguinte formulação: (A) A rotina de U m afam ília (I) /costmna ser duramente atingida numa Copa do Mundo (II)* (B) (. a existência de uma relação semântica temporal.) são muito distintas as atuações dos membros da fam ília (I) nessa época de gols (II). (C) Ê preciso também reconhecer (I) /que são muito distintas as atuações dos membros da fa m ília (II)... Podemos notar. (£) tem sido posto. res­ pectivamente por (I) e (II). Vejamos tòdas as alternativas da questão» com o objetivo de descobrirmos aquela em que se observa nexo semântico de causa e efeito. que é viabilizada pela segunda oração. que a expressão “Como toda exaltação de paixões” representa a causa para o efeito "uma Copa pode abrir feridas que demoram a fechar”. neste item. (D) Alternativa incorreto. (D) tem posto. a forma verbal deverá ser substituída por. Podemos observar. (C) era posta. 429 Português . 05. que se indica por “nessa época de gols”. (A) Alternativa incorreta.r i \jv-a. neste item. Não há nexo semântico indicativo da relação causa e efeito envolvendo os dois fragmentos apontados. (C) Alternativa incorreta.. Transpondo-se para a voz passiva a frase uma Copa do Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares. (B) são postos. / uma Copa pode abrir feridas què demoram a fech ar (II). (E) Como toda exaltação de paixões (I). indicado.) retornam os papéis tradicionais (I) / até que chegue uma outra Copa (11}.. Note-se que o que se afirma era II é o complemento da forma verbal “reconhecer”. em que se destacou um su­ jeito e um predicado. i o ~ i ^ u u i c i a n o / 1kI 4a região/2005 04. (B) Alternativa incorreta.

em sujeito da voz passiva. O verbo indicado entre parênteses deverá ser obrigatoriamente flexionado numa forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase: (A) Qualquer súbita alteração nos hábitos familiares _____ (poder) afrouxar os vínculos entre as pessoas de uma casa._____ -se (aglomerar) uma imensa torcida nacional. (E) Sempre______ (faltarh aos torcedores mais fanáticos» a convicção de que os jogadores deram o melhor de si. em todas as casas. Observadas estas indicações. (C) As emoções que_____ (demonstrar) a mulher da casa costumam ser menos intensas que as do homem. 12 (questão 6). Como sabemos. havendo um verbo na voz ativa. ao transpormos uma oração de voz ativa para a voz passiva. teremos a seguinte oração como resultante da transformação da voz ativa já citada em sua forma correspondente de voz passiva: “ A solidez dos laços familiares é posta à prova por uma Copa do Mundo ” Outras questões de conversão de vozes verbais poderão ser encontradas nas provas 11 (questão 13). já com os verbos indica­ dos preenchendo as lacunas respectivas e as devidas justificativas. ou seja. se a voz passiva por que estamos interessa­ dos for analítica (ou com auxiliar). encon­ traremos dois verbos na passiva. Transcrevemos a seguir as alternativas da questão. o sujeito da voz ativa transfor­ ma-se em agente da passiva e o objeto direto da voz ativa. (B) Não______ (costumar> afetar a quem não gosta de futebol as vibra­ ções dos torcedores durante uma Copa do Mundo. uma locução verbal em que seu verbo auxiliar (“ser” ou “estar”) surgirá no tempo em que estava o verbo da voz ativa e seu verbo principal no particípío.Provas Comentadas da FCC À oração “uma Copa do Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares” está estruturada em voz ativa. o sujeito indicado por “uma Copa do Mundo” é o agente da ação de “pôr à prova”. por sua vez. tem seu objeto em “a solidez dos laços familiares”. 06. (D) Diante das televisões. (A) Empregou-se o verbo auxiliar da locução “pode afrouxar5 ’ na 3a pessoa do singular para que fosse efetuada a concordância da locução mencio­ nada com o sujeito indicado por “Qualquer súbita alteração nos hábitos familiares” Dédo Sena 430 . 13 (questão 6). Quanto à forma verbal. e 14 (questão 7). Nela. Esta ação.

[ I i (E) Empregou)-se o vérbo “faltar” na 3a pessoa do singular (“falta”) para que se fizesse de modo correto a suai concordância com o sujeito indi­ cado pela expressão "a convicção”. | tem como objeto direto exatamente o pronome relativo iquej” . terembs: "a mulher da casa demonstra emoções”.ser menos intensas] [do que âs do homem”] Notemos. nem mesmo para ele parece fazer muito sentido. para podermos melhor entender a afirmativa acima: ["As emoções [qüe demonstra. há perigo dei o candidato deixar-se trair pela observação equivoca­ da de que p sujeito da forma verbal pertencente ao verbo “demonstrar” esteja sendp indicado pelo pronome relativo “que”> = n a verdade represen­ tante semâjntico de "emoções” Observemos.“aglomera” . i M í 431 | Português . agora. de regência transi­ tiva direta. (C) Empregoujse o verbo “demonstrar” na{3° pessoa do singular para que fosse feita a sua concordância com o sujeito "a mulher da casa”. como já vimos. o qual. j [ (C) As paixões____ trata o texto talvez pareçam incompreensíveis para outros povoS.Prova 18 -j Técnico Judlciário/TRT 4a região/2005 (B) A locução| verbal I"costumam e afetar” íjeve seu verbo auxiliar (“costu­ mam”) flexionado na 3a pessoa do piuijai para que se procedesse à sua concordância com o sujeito indicado por "as vibrações dos torcedores”. então a divisão do período.a que se inicia com jo pronome relativo à que já nos referimos o sujeito “a mulher da casa” está posposto à forma verbal “demonstra”. oração .à necessidade deique p mesmo concorde com o sujeito “uma imensa torcida nacional”. Assim. para ele. (D) Deve-se o | emprego do verbo “aglomerar” (utilizado de modo prono­ minal) emÍ3ttpessoa do singulaf . j (E) As emoçõès_____ os torcedores se deixam arrastar. : | (D) A expressão “família brasileira padrão” ______ sè refere o autor. Neste item. comparável | à que lhe dejsperta uma Copa do Mundo. substitui o substántivo “as emoções”. j (B) A expectativa_____ nós alimentávamos em relação a esta Copa résultou emjfrancadecepção. a muHier da casa] [costumam . pro­ movendo-se a substituição do pronome relativo pela expressão que ele re­ presenta e pondo-se a 2a oração disposta com seus termos em ordém di­ reta. I A expressão de que preenche corretamentp a lacuna da seguinte fráse: | (A) Nenhumaípaixão______ se pode imaginar é. que na 2\. Este verbo. numa Copa do Mundo sãb exacerbadas e incontroláyeis.

obrigatoriamente o pronome relativo “que*. (D) O pronome relativo “que” representante semântico de “expressão” sur­ giu preposicionado nesta opção para que atendêssemos à regência tran­ sitiva indireta do verbo “referir-se1 ’ (pronominal). explica­ mos a razão de seus empregos. o que impede a presença de qualquer preposição antecedendo-o. Isto porque o sujeito da oração de voz passiva pronominal em que surge está representado justamente por ele. Em seguida. estará antecedido pela preposição “de” já que funciona como objeto indireto da forma verbal “tratar1 1 . empregado com o sentido de “se deixam arrastar por alguma coisa”. Procedendo-se à substituição do pronome relativo pelo vocábulo que representa na oração de que faz parte e dispondo-a em ordem direta» encontraremos a oração de voz passiva pronominal: “pode-se imaginar paixão”. pronome relativo. de modo que se atenda à exigência do verbo principal da locução verbal “se deixam ar­ rastar”. o pronome relativo “que”. empregado em "se re­ fere”. (A) Empregamos o pronome relativo sem qualquer preposição antece­ dendo-o. encontraremos: "o texto trata de paixões”. representan­ te semântico de “paixões”. Procedendo-se à substituição do pronome relativo pelo vocábulo por ele representado na oração de que faz parte e dispondo-a em ordem direta. Procedendo-se à substituição do pronome relativo pelo vocábulo que representa na oração de que faz parte e dispondo-a em ordem dire­ ta. O acento grave resulta da contração da preposição “a” exigida pela transitividade ver­ bal com o artigo definido “a" que antecederia o substantivo "expressão”. ou seja “paixão pode ser imaginada”. se optarmos por escrever a oração em voz passiva analítica. já com as lacunas preenchidas com os pronomes relativos necessários. Décio Sena 432 . encontraremos: “nós alimentávamos expectativa em relação a esta Copa” (C) Desta vez. (E) Nesta alternativa. representante semântico de “emoções” surgiu antecedido pela preposição “por”. Transcrevemos a seguir todas as alternativas da questão. encontraremos: “o autor se refere à expressão*1 .Trata-se de questão de regência verbal. (B) O pronome relativo "que” representante semântico de “expectativa” funciona neste texto como objeto diréto da forma verbal “alimentáva­ mos5 5 . Procedendo-se à substituição do pro­ nome relativo pelo vocábulo que representa na oração de que faz parte e dispondo-a em ordem direta. empregado com a acepção de "tratar de algo”.

ação pretérita. deste modo: “Se nós revíssemos nosso comportamento durante uma Copa. que se faz 433 Português . ainda. sempre se emprega an­ tecedendo substantivo. Por outro lado. obviamente. do que resultou “no qual” . Estamos em busca da alternativa em que se constatará a pre­ sença de texto claro e correto. (A) Alternativa insatisfatória. Primeiramente. derivado de “ver” Dever-se-ia ter utilizado a for­ ma “revíssemos”. (B) Alternativa insatisfatória. naquela passagem. Estão incorretos os dois empregos de prono­ mes relativos constantes no texto. pode ser que corrigíssemos alguns excessos deles”. deste modo.Prova 18 . (C) É incrível como as crianças muito pequenas não se incomodam.que surgiu contraído com a preposição “em”. Na verdade. pela prepo­ sição “em” Em segundo lugar. esse pronome rela­ tivo w o qual”.Técnico Judiciário/TKT 4a região/2005 Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto: (A) Se nós revêssemos nosso comportamento durante uma Copa. “cujos” e “cujas” No fragmento em que surgiu o pronome relativo “cuja”. pode ser que fôssemos corrigir alguns excessos deles. deslize que se caracteriza pela ausência do acento grave indi­ cativo de crase no vocábulo “a” antecessor de "quase histeria”. representante semântico de “torcedor”. Em seu lugar. (B) Não é muito fácil encontrar alguma família em cuja não exista al­ gum torcedor mais fanático. evidentemente. (D) É apenas por solidariedade a seus maridos que muitas mulheres bus­ cam se abrir às emoções de uma Copa do Mundo. não procede o emprego de "fôssemos corrigir”»que sugere hipotética . (E) Talvez seja um exagero do autor do texto achar que os próprios laços familiares se ameacem devido as frustações do futebol. emprega­ remos a forma simples de pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo "corrigir”. que se fariam anteceder. Inicialmente. Há. o pronome relativo “cujo” é pronome adjetivo relativo. preposicionado. Observemos as redações propostas para os textos contidos nas alternativas desta questão. ocorrerá para suas flexões: “cuja”. funciona como su­ jeito da locução verbal “se deixe levar” (empregada pronominalmente). O texto apresenta algumas impropriedades. cometeu-se equívoco na grafia da forma verbal “revêsse­ mos1 ’ do verbo "rever”. ao passo que uma Copa seja assistida pelos adultos com mais emoção. dever-se-ia ter empregado o pronome substantivo relativo “que” (ou “a qual”).não pode estar. e. O mesmo fato. no qual se deixe levar a quase histeria. o pronome relativo w o qual” . A frase ficará corretamente redigida* então.

Não há qualquer deslize gramatical no período que surgiu nesta alternativa. quando se trata de um jogo da Copa do Mundo. (D) Os torcedores brasileiros ainda reteem. Tal acento grave indicará a con­ tração da preposição “a” presente na locução prepositiva "devido a” com o artigo definido "as” antecessor do substantivo “frustrações”. deslize de grafia no substantivo “frustrações” O texto ficará correto assim escrito: “Talvez seja um exagero áo autor do texto achar que o$ pró­ prios laçosfamiliares se ameacem devido àsfrustrações dofuteboT. tam­ bém. não há clareza com respeito ao que pretendeu veicular. o qual apresenta as suas ideias com clare­ za. que é exigida pela forma verbal "abrir-se” (pronominal) e do artigo “as”. repetimos) e o artigo definido “a” que antecede o substantivo “histeria" Teremos. Sugerimos outra ela­ boração para ele.afirmar “Ê incrível como as crianças muito pequenas nâo se incomodam com uma Copa do Mundo. (E) É comum que os meninos menores não se detenhem diante da televi­ são. Décio Sena 434 . como glória máxima. Ocorreu.dizer. (D) Alternativa satisfatória. a ima­ gem do nosso capitão erguendo a taça da penúltima Copa. O texto revela-se caótico. que antecede o substantivo “emoções”. vale . desse modo. o qual se deixe levar à quase histeria” (C) Alternativa insatisfatória. Estão corretamente flexionadas as formas verbais da frase: (A) Mesmo quem não tenha querido ou podido acompanhar a última Copa do Mundo certamente não ficou indiferente às irritações que ela suscitou entre nós. (C) Se os policiais não detessem os torcedores mais exagerados. (B) Quem não se disporá torcei* numa Copa terá dificuldade era se iso­ lar num canto aonde nâo cheguem as ressonâncias da competição.Provas Comentadas da FCC necessário para que se indique a contração da preposição “a” exigida pela locução "se deixe levar” (com emprego pronominal. enquanto os adultos assistem-na com grande emoção”. a correção do período assim representada: “Não é muito fácil encontrar alguma famíüa em que não exista algum torcedor mais fanático. 09. certa­ mente não se veriam tantas famÜias nos estádios alemães. Estão ocorrendo dois deslizes de natureza gra­ matical Há exigência de acento grave indicativo de crase no vocábulo “as5 ’ que antecede o substantivo “frustrações”. Aproveitamo-lo apenas para comentar o correto emprego do acento grave indicativo de crase decorrente da presença da preposição “a”. supondo que se tenha querido . (E) Alternativa insatisfatória.

qúajse sempre costumam provocar altas emoções nãò apenas. por sinal . as mulheres também costumam torcer pela seleCãó no caso áe esta revelaralgiima qualidade de jogo.na fíéxão de 3a pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo “deter”. 435 . após a devida retificação. de que a mídia tornou-se responsável. o trânsito em dias de jogos do Brasil. certamente não se veriam tantas famílias nos estádios alemães” : j (D) Alternativa incorreta. surgirá:sob ja forma: “É çomum|que os meninos menores não se detenham diante da televisão. Cometeu-se erro . e o total esvaziamento das ruas. traduzem as distintas emoções que os jogos nos despertam.no futuro <fosubjuntivo. mas também nos que não costumam se animar com esse esporte. apos a correção: “Quem não se dispuser a torcer numa Copa terá dificuldade eija se isolar nuin canto aonde não cheguem as ressonâncias da competição”.] (A) Alternativa correta.1entre o máximo de movimento. a resposta da questão. j (E) Alternativ^ incorreta. quando se trata de um jogo dà Copa do Mundo”. Apósja devida correção. bus­ cando aquele ekt que as formas verbais estejam corretamente flexionadas. deri­ vado de “ter”. Português . j (B) Ainda que com menor ânimo. d texto ficará com esta forma: “Os torcedores brasilei­ ros ainda retêm. assim. as várikções do humor público que. Está correta aígrafia “aonde”. I (C) Alternativa incorreta. Não há um único senão a se registrar neste texto. Às normas de jpontuáção estão plenamente atendidas na frase: j (A) Os jogos díeuma Copado Mundo. derivado de “ter VO período. I j (B) Alternativa! incorreta.grosseiro.do que seus maridos. Errou-se o emprego do verbo “deter”. nos fãs do [futebol.derivado de “pôr” . Como glória máxima. Cometeu-se umí equívoco na conjugação do :verbjo “dispor” . Retificado o erro. teremos jo período: “Se os policiais não detivessemj . du­ rante a Copa. costuma siofrer nervosas oscilações. que indicaja Combinação da prépòsição “a” exigida pela regência do verbo “chegar” com o pronome relativo “onde”. È. Cometeu-se erro|na flexão do verbo “reter”. com razão. j (E) O autor do texto nota. derivado de “ter” no pretérito imperfeito do subjuntivo. Assim ficará o período. ! j ! (C) Não há dúvida.os torcedores mais exagerados.Prova 18 -Técnico Judidário/TRT 4a região/2005 Vejamos cada úm dos textos que surgiram nas alternativas da questão.já imagem do nosso capitão er­ guendo a taça da penúltima Copa”. na 3a pessoa do plural dò presente do indicativo. por um cres­ cente intdresse internacional no acompanhamento dos jogos d[a CopadoMundoJ M (D) Nos grandes centros urbanos.

. que. (C) Alternativa incorreta. Temos. assim. o adjunto adverbial “quase sempre” ganharia relevo estilís­ tico. Pode-se empregar. Está ainda incorreta a vírgula colocada após o adjetivo “responsável”. Utilizaremos uma vírgula após o substantivo “maridos” para que se sinalize o fim do adjunto adverbial "Ainda que com me­ nor ânimo do que seus maridos”. de modo que se indique iní­ cio de oração subordinada adverbial condicional posta em ordem dire­ ta. separou complemento