Equipa das Bibliotecas

Relatório de coordenação Jaquelina Duarte 2012/2013

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Índice………………………………………………………………………………………………….……………2 Introdução……………………………………………………………………………………………………….….3 Aspectos comuns às várias Bibliotecas Escolares…………………………………………………………….3 Escola Básica da Venda do Pinheiro………………………………………………………………………..….12 Escola Básica número um da Venda do Pinheiro……………………………………………..………..….....24 Escola Básica Professor João Dias Agudo………………………………………………………………...….37 Escola Básica de Santo Estêvão…………………………………………………………………………………48 Escola Básica de S. Miguel do Milharado…………………………………………………………………....…43 Anexo: - Relatório da docente Manuela Neves…………………………………………………………………………. .56

Aspetos comuns às várias Bibliotecas............................................................3 A equipa das bibliotecas escolares.................................................................3 2
Introdução O presente relatório visa dar conta do trabalho desenvolvido pela equipa das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. Assim, embora se constitua como o relatório de coordenação, contou com a participação ativa dos colegas Ana França, Pedro Moura e Susana Lopes, na parte comum às Bibliotecas Escolares (BE) e no referente às escolas onde assumiram funções de gestão e organização do trabalho das BE. Na organização do mesmo procurámos uma estrutura próxima do relatório de avaliação das Bibliotecas Escolares (MABE), solicitado pela Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), apresentando, neste caso, dados referentes às várias bibliotecas e ao trabalho desenvolvido pela equipa. Aspetos + - mais um professor bibliotecário em função do aumento do número de alunos do Agrupamento (possibilitou um horário nas escolas de 1.º ciclo e pré-escolar mais alargado, tal como a gestão partilhada da Biblioteca da Escola Básica de Santo Estêvão das Galés) - a aquisição de fundo documental para o Centro de Aspeto - a distribuição do serviço letivo aos PB (apoios educativos em várias escolas, o n.º de horas de coadjuvação, n.º de horas de apoio pedagógico acrescido, lecionação de aulas de preparação para o exame de 9.º ano)

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Recursos Poeta José Fanha (CR), em dezembro de 2012 - o apoio no tratamento documental do fundo do CR proporcionado pela colega Manuela Duarte - a criação de hinos e mascotes para as Bibliotecas Escolares - aplicação do MABE a mais uma Biblioteca Escolar (Escola Básica de S. Miguel do Milharado) - equipa contar com o apoio das colegas Ana França, Manuela Duarte e Manuela Neves - partilha de práticas entre a equipa - flexibilização do horário da equipa BE facilitadora da consecução de atividades

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Aspetos comuns às várias Bibliotecas A equipa das bibliotecas escolares

A equipa base, no início de 2012/2013, contou na sua formação com três professores-bibliotecários, além da Educadora Ana França. A coordenadora, Jaquelina Duarte, lecionou a disciplina de Português a uma turma de 8.º ano (5 tempos), coadjuvou em dois tempos letivos (um dos quais em regime quinzenal) e lecionou 19 tempos letivos, no final do ano, de preparação para o exame nacional de 9.º ano; o docente Pedro Moura lecionou Inglês à turma CEF de Serviço de Mesa (4 tempos) e teve 3 horas de apoio pedagógico acrescido na referida disciplina; a docente Susana Lopes teve oito horas de apoio. A docente Manuela Neves prestou também apoio ao trabalho de Biblioteca na Escola Básica de S. Miguel do Milharado. Na Escola Básica número um da Venda do Pinheiro a docente Maria da Conceição Gregório apoiou semanalmente a Biblioteca durante 1 hora e, até cerca de metade do segundo período, a docente Susana Oliveira prestou apoio durante 2 horas semanais. Na escola-sede, o CR contou com o apoio a tempo inteiro da colega Manuela Duarte (cujo relatório foi entregue nos serviços administrativos da escola), o docente José Paulo Oliveira prestou um apoio semanal de 6 horas, a docente Natália Tavares colaborou semanalmente durante 90 minutos,

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realizando o levantamento estatístico manuscrito, também a docente Sandra António colaborou (apoio gráfico), no primeiro semestre, noventa minutos e, posteriormente, 45 minutos quinzenais. Destacamos igualmente o trabalho de alguns docentes que auxiliaram o trabalho da equipa, nomeadamente: Artur Coelho, Sara Inácio, Sónia Azevedo (escola-sede), tal como das coordenadoras de estabelecimento e Departamento. Refira-se que, ao longo do ano, os professores-bibliotecários frequentaram formação específica na área, devidamente referenciada nos seus relatórios individuais de avaliação de desempenho.

Organização e gestão das Bibliotecas A equipa, no início do ano letivo, reviu e completou o plano anual de atividades apresentado em julho de 2012. Manteve-se a estrutura adotada no ano letivo transato de apresentação de um plano comum (http://pt.scribd.com/doc/155372528/BE-PAA-dez). Ao longo do ano, após aprovação em conselho pedagógico, foram introduzidas novas atividades. Todas as atividades propostas (à exceção de uma, devidamente justificada em conselho pedagógico) foram realizadas. A atividade planificada Deslocação de utentes da APERCIM às escolas para realização de ateliês , agendada e planificada em reunião tida na APERCIM entre a coordenadora da equipa e os responsáveis pela instituição, no segundo período, não obteve qualquer resposta da parte da Direção daquela instituição, apesar das várias mensagens eletrónicas enviadas, tal como havia sido combinado em reunião. Procedeu-se à gestão dos recursos humanos, procurando assegurar um funcionamento mais alargado de todas as BE em função da colocação de mais um professor bibliotecário na equipa. Assim: a docente Jaquelina Duarte assegurou o funcionamento do Centro de Recursos Poeta José Fanha; a Educadora Susana Lopes, as Bibliotecas “Mil maravilhas”, da Escola Básica da Venda do Pinheiro; o docente Pedro Moura, a Biblioteca “Esconderijo das letras”, da Escola Básica de S. Miguel do Milharado e a biblioteca “O Ventoinhas”, da Escola Básica de Santo Estêvão foi gerida, em regime partilhado, pelos colegas Pedro e Susana; a Educadora Ana França, a Biblioteca “Casa do Folhas”, da Escola Básica Professor João Dias Agudo e o serviço regular de itinerância ao jardim de infância Beatriz Costa, na Charneca, uma vez que não está servido de uma biblioteca escolar. No terceiro período foi atualizada a informação solicitada pela RBE relativamente à base de dados de todas as BE, cuja plataforma apresentou alterações e a solicitação de dados novos. Também se procedeu à avaliação de três bibliotecas escolares, segundo o modelo de avaliação das Bibliotecas Escolares (MABE), abrangendo, pela primeira vez, a Escola Básica de S. Miguel do Milharado. Foram atualizadas as palavras-passe de acesso às Plataformas RBE (Rede de Bibliotecas Escolares) e PNL (Plano Nacional de Leitura). Em julho de 2013 submeteu-se o “Balanço referente à Semana da Leitura PNL”.

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A equipa reuniu, no mínimo, mensalmente, sendo que houve inúmeros contatos informais, agilizando-se bastante o trabalho via correio eletrónico. No total realizaram-se catorze reuniões das quais foram entregues as respetivas atas. Em duas reuniões por período (tal como indicado pelo Diretor) foram convocados os colegas José Paulo Oliveira, Manuela Duarte e Manuela Neves. Nestas reuniões, a equipa planificou, avaliou, definiu linhas, geriu recursos físicos e humanos. Muito importante, nestes momentos, foi a troca de experiências, materiais e informações, constituindo-se como um espaço de partilha de práticas entre pares. Além destas reuniões, houve contactos, de caráter informal (presenciais e via eletrónica), com os vários coordenadores de departamento. Os professores bibliotecários participaram, igualmente, nas reuniões mensais do grupo de trabalho concelhio das bibliotecas de Mafra. A Coordenadora Interconcelhia da Rede de Bibliotecas Escolares, Rute Bento, agendou uma reunião com a coordenadora da equipa a 05/12 e realizou-se uma reunião concelhia no Centro de Recursos Poeta José Fanha, no mês de janeiro. Tal como definido no âmbito destas reuniões, o nosso Agrupamento contribuiu com notícias para o portal concelhio. A equipa geriu a verba de 300€ atribuída pelo projeto “aLer+”, em dezembro de 2012, tendo registado em ata essa proposta. O empréstimo interbibliotecas continuou a ser uma prática, visando, igualmente, a circulação e rentabilização dos fundos documentais das diferentes Bibliotecas do Agrupamento e também entre escolas do concelho, ao abrigo do protocolo concelhio.

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A iniciativa dos alunos monitores foi também uma prática levada a cabo na maioria das bibliotecas, cujo auxílio no atendimento foi muito importante, preconizando-se, simultaneamente, princípios de cidadania no campo do voluntariado.

Articulação curricular

A publicação do documento Aprender com a biblioteca escolar: Referencial de aprendizagens associadas ao trabalho das bibliotecas escolares na Educação Pré-escolar e no Ensino Básico , em novembro de 2012, pela RBE, explicitou um conjunto de conhecimentos/capacidades, por ciclos, que o trabalho da Biblioteca Escolar mobiliza de forma transversal em articulação com as várias áreas disciplinares, sistematizando-as por ciclos de ensino. No contexto da atual revolução tecnológica e digital, as competências visadas contemplam o trabalho com novas literacias, sendo que o referido documento se estrutura em torno das seguintes áreas: literacia da leitura, literacia dos médios e literacia da informação. Tem sido prioridade na agenda das bibliotecas o trabalho em torno da articulação, apoiando as práticas pedagógicas na promoção de diferentes literacias. Relativamente à literacia da leitura esta tem sido fortemente desenvolvida, no entanto a literacia dos média (exemplo: sessões em torno da utilização da Internet) ou a literacia

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da informação (exemplos: sessões de pesquisa e apresentação do catálogo digital) são também áreas em desenvolvimento. Mantivemos a disponibilização (plataforma Moodle) de um banco de atividades a requisitar; disponibilização de uma listagem com os lotes de obras PNL do Agrupamento; empréstimo trimestral de fundo documental às escolas sem BE (187 empréstimos) e a disponibilização presencial de livros para várias salas do Jardim de Infância da Venda do Pinheiro; foi atualizada a lista de obras do PNL e apresentada uma nova lista destinada ao primeiro ciclo com títulos contemplados nas “Metas Curriculares do Português” disponíveis nas nossas bibliotecas. Nas duas primeiras semanas de aulas foram disponibilizados em todas as escolas documentos e materiais de apoio ao Plano Anual de Atividades das BE, com a respetiva divulgação junto dos docentes. Relativamente às Atividades de Enriquecimento Curricular realizou-se um trabalho muito pontual de articulação, justificado pela dificuldade de conciliação de horários entre os docentes. No caso da Escola Básica Professor João Dias Agudo desenvolveu-se um trabalho mais regular no tocante à realização de atividades e utilização dos recursos e espaço da BE.

Estruturas de coordenação educativa

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No início do ano letivo, apresentámos em Conselho Pedagógico a avaliação resultante da aplicação do Modelo de avaliação da Biblioteca Escolar (MABE), proposto pela RBE, cujo domínio D “Gestão da BE” foi aplicado nas Escolas Básicas da Venda do Pinheiro e na Escola Básica número um da Venda do Pinheiro. Como solicitado pelo Presidente do Conselho Pedagógico, no início do ano, a equipa apresentou sugestões para o levantamento das necessidades de formação do pessoal docente. No presente ano procedeu-se à continuação da aplicação do modelo nas escolas referidas e, pela primeira vez, na Escola Básica de S. Miguel do Milharado, com enfoque no domínio A – “Articulação curricular”. Refira-se que, entre outros aspetos, a avaliação implicou a aplicação e tratamento de questionários aplicados a alunos e docentes. No presente ano foram comunicados os valores referentes aos índices de requisição domiciliária de todos os ciclos pela primeira vez. A coordenadora das BE esteve presente em Conselho Pedagógico. Os professores responsáveis pelas diferentes Bibliotecas participaram também nas reuniões de estabelecimento, com periodicidade mensal. No âmbito da revisão do Regulamento Interno do Agrupamento, a equipa apresentou, em junho de 2013, um conjunto de propostas de alteração aos regulamentos comuns e das várias bibliotecas.

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Atividades desenvolvidas em conjunto (leitura e literacias) Esta é, necessariamente, uma área forte no desempenho das bibliotecas, sublinhada pela ação do Agrupamento no âmbito do projeto aLeR+ (PNL), que visa colocar a leitura no centro do projeto educativo da escola, tal como está patente no Projeto Educativo de Agrupamento, nos objetivos gerais “estimular o gosto pela leitura” e “promover a aquisição e progressivo domínio das competências de informação e de Tecnologias da Informação e Comunicação.” Foram várias as atividades comuns desenvolvidas pela equipa em todo o Agrupamento, particularmente no domínio da promoção da leitura e literacias, no âmbito também do projeto “aLer+”, a saber: concurso “Estamos mesmo aLer?!”, no âmbito da Semana da Leitura, que decorreu em quatro bibliotecas escolares contando com a participação de 24 alunos e respetivos acompanhantes; Estafeta de contos “Grimm”, na sequência da Estafeta que decorreu na escola-sede, promovida pelo Grupo de Português e que contou, no pré-escolar e 1.º ciclo com a participação de trinte e seis grupos de todos os estabelecimentos, tendo a festa de encerramento, coordenada pelo docente Pedro Moura, decorrido no Jardim de infância do Milharado, a 30 de abril. A equipa promoveu, no mês das Bibliotecas Escolares e no âmbito da efeméride do Dia do Animal, uma exposição digital com as fotos realizadas por alunos dos vários ciclos na sequência da exposição de fotografias “No tempo em que até os animais vão gostar de ler”, de Ana Maria Vidigal, que circulou no final do ano letivo anterior pelo Agrupamento. O concurso “Estamos mesmo aLer?!” gerou uma compilação em formato de livro digital (http://www.calameo.com/books/002435463ca21ff59b49a) com todas as quadras redigidas pelas equipas participantes em todos os ciclos. A equipa continuou a proporcionar momentos de formação a docentes de todo o Agrupamento, nomeadamente: - Oficina de divulgação de ferramentas didáticas em linha (21/11/13), 9 participantes; - Sessão de formação “Oficina Powerpoint” (24/01/13), 12 participantes; - Formação “literacia estatística “ - Instituto Nacional de Estatística em articulação com a Rede de Bibliotecas Escolares (27/02/13), 12 inscrições. Com o intuito de assinalar o Dia Mundial do Livro, a 23 de abril, a equipa solicitou ao Diretor que redigisse uma mensagem sobre a leitura, pedido que foi aceite. Esta foi lida pelos docentes aos alunos do 3.º ao 9.º ano. Também em articulação com os docentes titulares de turma e os professores de Português, foi dinamizada a atividade “Ler a par”, convidando os alunos a partilharem a leitura de um texto com as suas famílias. Alguns alunos entregaram, a posteriori, os comentários acerca desta iniciativa redigidos pelos encarregados de educação. Para os

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alunos do pré-escolar a equipa apresentou a iniciativa “Quem conta um conto?”, na sequência da leitura de um conto na Biblioteca escolar ou em sala os alunos foram convidados a recontá-lo aos encarregados de educação. O trabalho em torno do livro A manta, levado a cabo em parceria com a Biblioteca Municipal, decorreu em três bibliotecas do Agrupamento, gerando uma exposição comum de trabalhos, durante os meses de maio e junho na Biblioteca Municipal. As sessões de divulgação do programa “Scratch” resultaram de uma iniciativa de articulação vertical, na sequência do trabalho desenvolvido pela professora-bibliotecária Susana Lopes, no ano letivo anterior, na Escola Básica número um da Venda do Pinheiro. Esta propôs a continuidade do trabalho, aproveitando o interesse do aluno Francisco Graça (agora aluno de 5.º ano). Assim, num primeiro momento o aluno apresentou o programa em parceria com a referida docente que se deslocou ao Centro de Recursos Poeta José Fanha para uma sessão informativa junto da sua turma e, posteriormente, estes deslocarão-se à escola do primeiro ciclo para colaborarem na divulgação, junto das turmas de quarto ano, do referido programa, constituindo-se como “monitores”. Também a iniciativa “Colheres com história”, que teve lugar com 4 turmas de 5.º ano, culminou na partilha da representação de textos com recurso a fantoches a turmas de 1.º ciclo, selecionadas em articulação com a docente Susana Lopes, que se dirigiram à escola-sede. Foram ainda distribuídos e disponibilizados os guiões de pesquisa de informação e guiões de produção de trabalhos escritos, aos docentes dos vários ciclos. A equipa foi convidada a participar no “TIC@portugal’13: Encontro de professores sobre a utilização educativa das TIC”, que teve lugar no Instituto Politécnico de Setúbal/ Escola Superior de Educação com a apresentação “Biblioteca Escolar.com=informação+comunicação+inovação”, visando a partilha de algumas práticas levadas a cabo no Agrupamento.

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Estabelecimentos sem BE

A equipa das BE do Agrupamento de Escolas da Venda do Pinheiro decidiu que, no corrente ano letivo, o jardim de infância Beatriz Costa, situado na Charneca, teria um apoio continuado ao longo do ano letivo, através da biblioteca A casa do Folhas. Denominou-se este apoio de “serviço de itinerância”, uma vez que a responsável da biblioteca A casa do Folhas se deslocou ao jardim de infância Beatriz Costa. Realizaram-se duas reuniões de planificação, nas quais se fez o levantamento das necessidades de apoio e se delinearam as atividades em comum e para cada uma das salas, segundo as respetivas planificações. Realizou-se para todo o Jardim de infância a hora do conto “No, no y no”, a hora do conto de Natal e “A Fábrica de palavras”. Realizaram-se ainda horas do conto específicas para cada sala, de acordo com os pedidos das respetivas educadoras.

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Fez-se o lançamento de temas em duas salas, com o apoio de materiais emprestados pela biblioteca A casa do Folhas. Realizou-se numa das salas um ateliê de construção de máscaras e adereços, para apoio da dramatização da “Árvore generosa". Realizou-se numa sala o visionamento de uma apresentação em power point: “O que faz a Ana na biblioteca?”, preparada a pedido da respetiva educadora, para apoio de uma entrevista preparada pelas crianças à responsável da biblioteca. Realizaram-se seis sessões de iniciação computador, a pedido de uma das salas. Ao longo do ano houve o empréstimo de livros, selecionados pelas temáticas necessárias a cada sala e ainda um lote de livros de temáticas em comum a todas as salas, num total de noventa e sete títulos. Para além deste “serviço de itinerância” continuado ao longo do ano letivo, houve um apoio mais pontual a uma das salas do Jardim de infância do Milharado, que requisitou a atividade “Ler para ser”, do banco de atividades disponibilizado no moodle do agrupamento. Houve outra ida a esta mesma sala para a realização de um ateliê de construção de passarocos, a pedido da respetiva educadora. Os jardins de infância da Venda do Pinheiro, Charneca e Milharado, sem BE, usufruíram de diferentes apoios, a referir, além dos já apresentados: - JI da Charneca - empréstimo trimestral de fundo documental (60 títulos); apoio na visita à BE da EB1 da Venda do Pinheiro (junho/2013);

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- JI da Venda do Pinheiro – atividades mensais na BE ou com deslocação da PB ao JI; empréstimo domiciliário mensal (84 títulos). No Jardim de infância do Milharado as turmas deste JI foram integradas no horário de visitas quinzenais à Biblioteca Escolar "Esconderijo das Letras" ou usufruíram da deslocação do PB ao JI no caso de condições climatéricas adversas. Foi ainda disponibilizado o empréstimo de fundo documental sempre que solicitado (5 títulos).

Divulgação A divulgação de atividades das BE foi assegurada, além da afixação de cartazes nas diferentes escolas e em reuniões, principalmente, através da manutenção dos blogues (todas as Bibliotecas possuem um blogue) e através de notícias na imprensa regional (jornal O Carrilhão) Relativamente aos blogues refira-se que a sua utilização tende a evoluir para um uso próximo de um sítio eletrónico, dada a possibilidade de se criarem separadores. Os blogues das BE têm rentabilizado essa hipótese, divulgando informação, recursos (incluindo publicações digitais) e promovendo concursos. As bibliotecas passaram todas também a dinamizar páginas de facebook. Também a disciplina das BE do Moodle foi dinamizada regularmente, quer na divulgação de informação, quer como repositório. A coordenadora da equipa promoveu também a divulgação de informação diversificada através do fórum da sala de professores. A equipa recorreu frequentemente ao contato via mail para efeitos de

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divulgação. Como foi mencionado atrás, o portal concelhio divulgou também informação acerca de atividades do nosso Agrupamento, da responsabilidade da equipa.

Colaboração da Biblioteca Municipal

A colaboração da Biblioteca Municipal (BM) continuou a constituir uma mais-valia, no tocante ao tratamento documental do fundo (1.º ciclo e PE) e apoio técnico aos outros ciclos. A equipa da BM promoveu as seguintes sessões: - Horas do conto no JI da VP (2 sessões); - “A manta” (8 sessões no CR+ Escola básica de S. Miguel do Milharado: 5 sessões+ Escola básica número um da Venda do Pinheiro: 4 sessões), que culminou com a já citada exposição. - Horas do conto/formação de utilizadores (4 sessões para 4.º ano da Escola básica número um da Venda do Pinheiro na BM). Contou-se também com a colaboração ativa da bibliotecária Carla Rodrigues. Várias turmas de 2.º ciclo e 1.º ciclo participaram também, no espaço da BM, em atividades, como a hora do conto baseada n’ A menina do mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen. A colaboração estendeu-se também à impressão das etiquetas de códigos de barras para todas as escolas o que permitiu agilizar o empréstimo domiciliário. Também a Biblioteca Municipal da Venda do Pinheiro acedeu a facultar-nos o espaço do átrio para que aí se realizassem diversas exposições de trabalhos de alunos, como a exposição de trabalhos gráficos em torno dos provérbios, da turma 6.º F, orientada pela professora Sara Inácio. A finalizar, refira-se o empréstimo de fundo documental proporcionado pela BM às escolas do nosso Agrupamento. A equipa deixa aqui um agradecimento à equipa da BM de Mafra na pessoa da Bibliotecária Municipal, Dra. Amélia Caetano, por todo o apoio prestado.

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Escola Básica da Venda do Pinheiro A gestão desta biblioteca foi assegurada pela coordenadora da equipa, a docente Jaquelina Duarte. Desta equipa fez também parte, pelo segundo ano, a docente Manuela Duarte (docente com dispensa da componente letiva) que possibilitou um excelente e precioso contributo em diversas áreas referentes quer a trabalho de atendimento e serviço de referência junto dos alunos, quer no tocante ao tratamento documental (v. relatório entregue nos serviços administrativos), no período da manhã até cerca das 13h30, diariamente. Durante os meses de novembro e dezembro a docente gozou férias, sendo que a sua ausência comprovou a importância do seu trabalho. Apoio fundamental foi também o da AO Patrícia Gago que, com o seu elevado profissionalismo, contribuiu para o bom funcionamento do Centro de Recursos Poeta José Fanha (CR), assegurando e possibilitando um atendimento a tempo inteiro, e realizando várias outras tarefas solicitadas pela coordenadora. Agradecemos também o contributo da AO Clara Veiga, a prestar serviço no piso do CR e que possibilitou também, de forma voluntária, um apoio frequente aos serviços. No mês de outubro, o professor José Paulo Oliveira integrou a equipa, por um período de seis horas semanais, assegurando sozinho o funcionamento do espaço, às segundas, terças e quintas-feiras até às 17h15. Semanalmente a professora Natália Tavares prestou serviço durante 90 minutos, à quarta-feira, destacando-se o seu contributo com o levantamento estatístico em suporte papel. A professora Sandra António, no primeiro

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semestre, prestou apoio gráfico durante 90 minutos semanais e, posteriormente, durante 45 minutos quinzenais. Esta é uma área em relação à qual o trabalho (não só desta biblioteca, mas como das restantes do Agrupamento) carece de um apoio mais alargado, inclusive no tocante ao trabalho de restauro.

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Articulação curricular Utilização da Biblioteca em contexto letivo (Disciplinas) Requisição do espaço aulas (2012/2013)

200 180 183 160 140 120 100 80 60 40 20 0

3

3
HIS

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E V

4
F Q

9
CN LP

11
F C

4
MAT

12
E M

10
POR

a ulas ub GE O

Total: 259

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Face aos dados atrás apresentados, destaca-se o elevado número de aulas de substituição que decorreram no espaço do Centro de Recursos. O aumento do número de alunos por turma, dado o espaço físico do CR, dificultou e condicionou o acesso ao espaço em momentos em que se encontravam 2 turmas por tempo letivo, especialmente quando os professores não deixaram plano prévio. Por esta razão, propusemos, no final do ano letivo, uma reformulação do Regulamento Interno, solicitando que apenas seja encaminhada uma turma por tempo e que não decorram aulas de substituição no período de almoço. Da ocupação do espaço para utilização em aula salienta-se um decréscimo. Interpretamos este decréscimo, por um lado, com o desaparecimento das áreas curriculares não disciplinares e, por outro, com a ênfase dada aos conteúdos por documentos orientadores como as “Metas curriculares” para algumas disciplinas que suscitam junto de muitos docentes uma postura demasiado centrada, na nossa opinião, nos “conteúdos”, descartando aprendizagens “ocultas” que promovem literacias e competências fundamentais e entendendo a BE como uma atividade extracurricular. Veja-se por exemplo, a este propósito, que a BE apresentou 2 atividades a Departamentos diferentes (encontro com escritor e concurso de fotografia), no âmbito de conteúdos curriculares que não foram aproveitadas. Nestes momentos a professora bibliotecária esteve sempre disponível para apoiar os docentes na seleção de materiais adequados e apoiou diretamente os alunos em trabalhos de pesquisa e processamento de texto. Segundo informação coligida na “Base de dados RBE” (2012/2013) foram planificadas e executadas 43 atividades curriculares e produzidos 17 recursos educativos digitais e impressos. A BE encetou trabalho de articulação com novas disciplinas e áreas: Educação Visual e Tecnológica, com o trabalho "Colheres com História", encontro com Eduardo Salavisa, trabalho de escrita criativa em torno de trabalhos gráficos criados acerca dos provérbios; Português, apresentação do catálogo, explorando a ligação ao Programa de Português, reforçando outras já desenvolvidas em anos anteriores com o Departamento de Línguas, PES, Grupo de História, trabalho com turma CEF, Geografia. A BE colaborou com alguns docentes na consecução de iniciativas, além da pesquisa de informação (exemplos: concurso "Um conto que contas"). Do trabalho desenvolvido diretamente em articulação curricular com os docentes, ressaltamos: . 1.º período: - preparação do encontro com a escritora Marina Santos, Português, para todas as turmas de 5.º ano (8 sessões); - Peddyrecursos, Formação Cívica, 7.º A, no âmbito do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares; - sessões de preparação do encontro com o escritor António Torrado, Português, para todas as turmas de 6.º ano (7 sessões); - ateliês de leitura, Português, 5.º ano: 37 alunos; 6.º ano: 38 alunos; 3.º ciclo: cerca de 30 alunos; - projeto “Colheres com História”: 3 sessões (5.º F, 5.º G, 5.º H), em articulação com a disciplina de Educação Visual, prolongou-se pelos três períodos;

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- “Detetives leitores” (2 sessões), Formação Cívica, 5.º D; - apresentação do catálogo, Português, 7.º A. . 2.º período: - apoio regular semanal (no Apoio ao estudo, à quarta-feira), às três equipas de quatro alunos participantes no concurso (6.º C, 6.º E e 6.º F) “Um conto que contas”, envolvendo as disciplinas de Matemática e Educação Visual. - divulgação da ferramenta digital VOKI junto de quatro turmas de 8.º ano, no âmbito da Formação Cívica e de trabalho desenvolvido a propósito de Educação Sexual e apoio na seleção de recursos e pesquisa de informação; - encontro com o artista Eduardo Salavisa (artista plástico), Educação Visual, 110 alunos de 3.º ciclo; - sessões de apresentação do catálogo às turmas de 7.º ano (2); - encontros imediatos com títulos – Speedbooking, turma CEF, disciplina de Português; - preparação do encontro com José Fanha, CEF, (2 sessões); - sessão “Pegada digital”, Formação Cívica, 5.º C, 6.º C, 6.º D; - Workshop Inglês (8 sessões); - Workshop Espanhol (7.º A e 7.º B); - apresentação do sítio “Cata livros”, Português, 6.º A, 6.º B, 6.º F, 6.º G; - exploração, em parceria com a Biblioteca Municipal, do livro A manta, 5.º A, 5.º C, 5.º D, 5.º H, Formação Cívica.

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. 3.º período: - continuação do projeto “Colheres com História” (4 sessões); - sessão de divulgação do programa “Scratch”, 5.º A, Ciências Naturais; - A manta (2.ª parte), 5.º A, 5.º C, 5.º D, 5.º H, Formação Cívica; - “Máquina da Poesia” e construção de sussurra dores, Formação Cívica, 6.º E; - sessão de esclarecimento acerca do “Dia da Espiga”, Formação Cívica e História, 6.º F, em colaboração com o Departamento sociocultural da Câmara Municipal de Mafra; - sessão de apresentação do catálogo à turma de 7.º ano (1); - encontro com a escritora Manuela Duarte, Português, 8.º B e 8.º E; - apreciação e trabalhos de alunos realizados em powerpoint, Formação Cívica, 7.º B e 7.º D;

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- divulgação do sítio Pordata, Geografia, turmas de 8.º ano (5 sessões); - sessão para alunos CEI (4 alunos), em torno do projeto SOBE (Saúde Oral e Bibliotecas Escolares); - visita à exposição “A manta” (acompanhamento a 3 turmas), Formação Cívica; - acolhimento do avô autor da manta produzida pelo 5.º D (sessão com a turma 5.º D); - sessão em torno dos Direitos na Net, Formação Cívica, (7.º A, 8.º B, 6.º F, 7.º C, 5.º C, 5.º E); - Barómetro dos sentimentos (bullying), Formação Cívica (5.º C, 5.º E, 8.º B, 7.º C); - apresentação da ferramenta digital “Tagxedo” à turma CEF, Português; - encontro com o professor Américo Baptista (“Inteligência emocional, Amor, Namoro e Sexualidade”), Formação Cívica, 2 sessões, 8.º A, 8.º C, 8.º D e 8.º E; - Jogo dos Afetos, Formação Cívica, 6.º A, 6.º C, 6.º E; - sessões de apresentação dos fantoches às turmas de 1.º ciclo, Formação cívica, 5.º F, 5.º G, 5.º H; - visitas contextualizadas à exposição “Ler não é proibido”.

Como mencionámos anteriormente, houve também lugar à produção de recursos educativos de apoio, como listagens bibliográficas (História, 9.º ano; Português, 8.º ano e turma CEF; Educação Visual, 7.º ano) e caças ao tesouro virtuais, no âmbito do encontro com os escritores António Torrado e José Fanha e trabalho em torno de poetas (turma CEF). Procedeu-se ao levantamento também de sítios de apoio, indicando-os no separador “Recursos digitais”, no blogue do CR e disponibilizou-se uma Biblioteca digital. A realização da exposição “Ler não é proibido”, associada ao 25 de abril, constituiu também uma hipótese de articulação com conteúdos das disciplinas de História e Geografia e Portugal (6.º ano) e História (9.º ano). Deu-se continuidade ao trabalho iniciado no ano anterior com as docentes de Educação Especial. Desenvolveram-se 5 sessões com alunos CEI e 4 sessões com alunos da Unidade, implicando a deslocação ao espaço da BE, apesar de uma aluno se encontrar em cadeira de rodas. A coordenadora da equipa das BE alertou para este constrangimento em CP. Estes alunos (21) participaram também, pelos segundo ano, num intercâmbio de marcadores, no âmbito do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares (MIBE). Houve sugestões de materiais por parte de alguns docentes, as quais, sempre que os materiais estavam disponíveis, foram respondidas, após requisição nos serviços administrativos e respetiva autorização.

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Leitura e literacia

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Na continuidade do que se vem fazendo há alguns anos, promoveram-se encontros com autores, destinados aos dois ciclos, previamente preparados em articulação com os docentes, incluindo, a lecionação de aulas na BE e a disponibilização de livros a fim de serem trabalhados em sala de aula, além da venda de livros na BE. No presente ano tiveram lugar encontros com os autores Marina Santos (todas as turmas de 5.º ano), António Torrado (todas as turmas de 6.º ano), Manuela Duarte (8.º C e 8.º E); José Fanha (alunos representantes das turmas de 2.º e 3.º ciclo e turma CEF). Consideramos que os encontros com autores são um ponto forte do trabalho da BE, pela quantidade e diversidade de encontros que temos proporcionado ao longo dos anos e pelo impacto que consideramos que têm na promoção de hábitos de leitura junto dos alunos. Os encontros com escritores envolveram preparação prévia com trabalho articulado com a BE que incluiu, como já foi referido, caças ao tesouro virtuais, concursos e também a atividade “Caixinhas com história” ; a propósito doe encontro com António Torrado (envolveu a criação de mini-histórias registadas dentro de uma caixa de fósforos, originando uma exposição). Pela primeira vez, no âmbito do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, realizámos um concurso e leitura por escalões (5.º e 6.º ano e 3.º ciclo), com um ateliê prévio para cada uma dos grupos. A adesão e entusiasmo dos alunos foram grandes, tendo participado, no total, cerca de 105 alunos. Apoiando a iniciativa “Estafeta Grimm”, promovida pelo Grupo de Português, procedemos a uma divulgação bibliográfica na BE e à disponibilização, no átrio da escola, de um painel com informações sobre estes autores. Também se manteve a organização da feira do livro, que todas as turmas tiveram oportunidade de visitar. Ressalte-se aqui, além da promoção de leitura, a possibilidade de angariação de fundos.

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Outras estratégias que pretendem incentivar hábitos de leitura, estimulando o gosto pela leitura, mantiveram-se, como o “Top Turma”, divulgando junto dos Diretores de Turma os resultados e no blogue do CR e a divulgação mensal dos livros mais requisitados. No final do ano, realizaram-se sessões (3) com as turmas a fim de procedermos à entrega do diploma “Leitor (a) do ano” e entrega de brindes. No sentido de trabalhar a escrita, promovemos o ateliê de escrita “imaginativa”, às quintas-feiras, entre as 14h50 e as 15h35, durante 5 sessões, com uma média de 6 alunos por sessão. Tencionamos dar continuidade a esta atividade, no próximo ano, em articulação com os docentes de Português, promovendo a realização de um “Passaporte de escrita” e dando continuidade às dinâmicas (http://centroderecursos-vp.blogspot.pt/2013/05/oficinaproduz-gotas-de-escrita.html#links). As sessões não têm caráter presencial regular obrigatório, no entanto sugeriremos, dentro da disponibilidade horária, a indicação de alunos para este ateliê, como estratégia de recuperação, apoio aos alunos. A edição de livros digitais foi uma prática que mantivemos, tal como a publicação de outros trabalhos em suporte digital, como as apresentações digitais realizadas pelas diferentes turmas em torno da “Estafeta Grimm” e, na sequência da participação no concurso “Um conto que contas”, procedemos à publicação dos trabalhos participantes. Compilámos em papel os recontos entregues pelos professores.

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A BE continuou a assegurar a disponibilização de mais conjuntos de livros do PNL, vários adquiridos em dezembro de 2012, com verba disponibilizada pela Direção (c. 420 livros, na maioria para constituição de lotes). Com o apoio da colega Manuela Duarte foram disponibilizados materiais de apoio à exploração das obras para os docentes (guias de leitura e guiões de exploração). Muitos destes títulos foram adquiridos tendo já em conta as “Metas Curriculares” definidas para a disciplina de Português. O concurso que visa a criação de um lema anual relacionado com a leitura (a afixar nas janelas), teve como lema vencedor a frase “Em 2013 ler é viver!”, da autoria da aluna Madalena Lopes, do 6.º B. Mantivemos o concurso “Estamos mesmo aLer?!”, na Semana da leitura, com a divulgação digital das quadras redigidas por todas as equipas, destinado a alunos de 2.º e 3.º ciclos que podiam participar em conjunto com um adulto (familiar ou professor). Decorreu também, pela primeira vez, em articulação com a Porto Editora, um concurso relacionado com a coleção CHERUB, que contou com 12 participantes. No âmbito da parceria interna que desenvolvemos há alguns anos com o PES, levámos a cabo, pelo segundo ano, o encontro “Inteligência Emocional, Amor, Namoro e Sexualidade”, com o Professor Américo Baptista para todas as turmas de 8.º ano. Previamente a docente Célia Mota (coordenadora do PES) e a PB disponibilizaram um guião de preparação da atividade (com base na exploração da obra Romeu, o Normal) a ser desenvolvido nas aulas de Formação Cívica, tendo sido expostos, no dia do encontro, trabalhos realizados pelos alunos. Os destaques frequentes de livros e a exposição frequente de seleções temáticas de materiais, no espaço de leitura informal da BE, também procuraram promover a promoção de hábitos de leitura. Divulgámos ferramentas digitais como o “Wordle” e o “Tagxedo”, potencializando-as como apoio à escrita criativa. A estratégia “Máquina da Poesia” foi também aproveitada, novamente, com uma turma. No que diz respeito especificamente à promoção de competências de informação, desenvolveram-se algumas atividades e estratégias especificamente centradas nesta área, algumas já mencionadas no campo da articulação curricular, tendo-se continuado a disponibilizar aos novos alunos os guiões de produção de trabalhos escritos de pesquisa e pesquisa de informação, além de se terem disponibilizado na plataforma Moodle e no blogue. A formação de utilizadores manteve-se com a dinamização da visita ao CR, no primeiro período, para todas as turmas de 5.º ano, com a actividade “Quem quer ser um leitor extraordinário?”, além da apresentação do catálogo às turmas de 7.º ano. No campo da leitura em novos suportes, além da publicação de livros digitais, procedemos a sessões e apresentação do sítio Catalivros a diversas turmas, incluindo a participação em desafios de escrita. A turma 6.º B recebeu brindes oferecidos por aquele projecto devido a essa participação. O Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, em outubro, continuou a ser um mote para a realização de iniciativas relacionadas com a promoção da leitura, além das já referidas: Exposição digital “No tempo em que até os animais vão gostar de ler…”, os concursos de leitura para 5.º, 6.º e 3.º ciclo, uma sessão de “leituras partilhadas”, dinamizada pela professora Filipa Carvalho.

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Mantivemos a oferta de atividades associadas a efemérides, como no Natal (2 sessões) e a hora do conto em torno do livro Oficina de corações (4 sessões), a propósito do dia de S. Valentim. Também os workshops de exploração de livros em língua estrangeira, nomeadamente Inglês e Espanhol, constituíram um incentivo ao desenvolvimento da leitura em língua estrangeira. O já referido trabalho em torno do livro A manta foi também uma iniciativa no campo da promoção da leitura, estimulado pelos afetos. Uma referência especial ao projeto “Colheres com história”, proposto pela professora Emília Morgado que, na nossa opinião, representa um bom exemplo de articulação, uma vez que o trabalho desenvolvido pelos alunos em Educação Visual assentou na dramatização de textos da literatura tradicional selecionados pela Biblioteca Escolar e explorados em várias sessões. Pela primeira vez, realizou-se um ateliê de leitura em voz alta, dinamizado pela Educadora Ana França (equipa BE), contando com uma participação média de 8 alunos, em cerca de oito sessões . Mantendo a tradição e o estímulo pelo gosto pela literatura tradicional, o CR participou uma vez mais na “Estafeta de contos Palavras Andarilhas”, promovida pela Biblioteca Municipal José Saramago (Beja). No dia 26 de novembro recebemos o testemunho (caixa), numa sessão onde participaram o 6.º B e o 7.º D. Consideramos que o trabalho regular e consistente da BE no campo da promoção da leitura e literacia gera resultados positivos, como poderão atestar os dados estatísticos apresentados em seguida.

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Salientamos, assim, a média de empréstimo domiciliário, cerca de 3 requisições por aluno (2,8), ou seja, manteve-se o nível de requisições domiciliárias, qua consideramos bom e o aumento exponencial da requisição de lotes para utilização nas aulas de Português. No entanto regista-se uma descida considerável da requisição presencial de livros e de PC para pesquisa, na nossa opinião, devido às razões já atrás apresentadas. 2012/2013

Consulta presencial (livros)
3000 2500 2000 1500 1527 1000 500 0 2010/2011 2011/2012 2012/2013 1626 requis içã o pres encia l 2644

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Classes CDU de livros com maior percentagem de consulta presencial 2012/2013
60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% 3 5 59 10,35% 3,44% 61 7 7,87% 2,83% 74 822 2,03% 94 classes CDU 2,40% 50,00%
Classes CDU 03 Dicionários e enciclopédias 59 Zoologia 61 Medicina. Saúde 7 Arte. Desenho

2,71% Design. Artes
industriais 81 Linguística. Línguas 82 Prosa 94 História

74 Desenho.

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LIVROS (empréstimo domiciliário)

3000 2500 2000 1500 1000 500 0 1258 883 1166 1474 1811 2113

2531

2555

PC – pesquisar

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6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 200 5/ 20 06200 6/20 07200 7/ 20 08200 8/20 09200 9/ 20 10201 0/20 11201 1/ 20 12201 2/20 13 3339 3535 3342 2426 3571 3074 2676 4837

Projetos, parcerias e atividades livres

Neste campo, gostaríamos de retomar uma atividade mencionada na secção anterior, a Estafeta “Palavras Andarilhas”. Constitui uma atividade na qual participamos há vários anos, promovida pela Biblioteca Municipal de Beja, possibilitando o intercâmbio com outras instituições e respetivos contadores participantes. Na sessão que se realizou no passado mês de novembro, acolhemos a contadora Ana Gonçalves, em representação do Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre. Na sessão dinamizada participou, igualmente a técnica da Biblioteca Municipal, Carla Rodrigues e a professora Ana Valente, docente do primeiro ciclo que convidámos por ser uma participante habitual naquela Estafeta. A coordenadora do CR entregou depois o testemunho na Escola básica Frei António Brandão, na Benedita, no dia 2 de novembro, tendo dinamizado duas sessões com alunos. No âmbito da Semana da Leitura, promovemos a sessão de contos “Viver a vida através dos contos”, com Margarida Fonseca Santos e Rita Vilela, que decorreu no dia sete de março, pelas 18 horas. A sessão teve como público-alvo a comunidade educativa, especialmente alunos e famílias, tendo contado com a participação de cerca de 50 pessoas. A sessão teve um custo de 100€ que foram pagos com o lucro dos livros vendidos pelas autoras no final da sessão. Salientamos, igualmente, a importância da parceria e cooperação com a Biblioteca Municipal, como já foi atrás referido, inclusive com a cedência do espaço da Biblioteca Municipal para a realização de exposições. No presente ano a exposição “Traço a traço conto a minha história” (6.º F), orientada pela professora Sara Inácio, além da já referida exposição sobre o livro “A manta”.

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Importa apresentar aqui algumas atividades que tiveram como objetivo a ocupação útil de tempos livres, dinamizadas pelos alunos, como um ateliê de origami, oferecido pela BE e orientado por alunos da turma 6.º H (percursos alternativos), no primeiro período e a dinamização de uma sessão de magia por um aluno do 6.º E. Também no terceiro período, a dinamização do torneio de xadrez que contou com cerca de 10 participantes, foi apoiado na sua dinamização por alunos que assumiram a função de juízes. O projeto alunos-monitores continuou, participaram, regularmente, 18 alunos de segundo ciclo e nove de terceiro ciclo. No início do ano decorreram duas reuniões com os alunos. Semanalmente os alunos ajudaram, voluntariamente, no trabalho da BE, especialmente no atendimento. Ao longo do ano foi dado conhecimento aos respetivos diretores de turma do seu desempenho e, no final, foi-lhes atribuído um certificado, como forma de reconhecimento, numa sessão onde também receberam brindes RBE. Saliente-se que este apoio é fundamental em alturas de grande movimento, como intervalos e nas horas de almoço. Também na Semana do Departamento de Línguas, decorreu uma feira do livro em língua inglesa, dinamizada pelo Departamento e concretizada no espaço do CR e à qual prestámos apoio. No âmbito desta atividade também aqui se dinamizaram os concursos de “SuperTmatik”. Manteve-se alguma colaboração com o programa “Eco-escolas” (coordenado pela professora Isabel Henriques), mantendo-se a recolha de tonners no CR. No início do ano, pela primeira vez, implementámos a campanha “Eco-manuais”, promovendo a oferta de manuais usados e a respetiva requisição. Foram requisitados 121 manuais e a campanha manteve-se no final do presente ano. Também se manteve a já citada Feira do Livro, no âmbito da qual foram dinamizadas algumas atividades já aqui referenciadas, mas também outras de caráter mais lúdico como o “Cachecol deleitura” (a que se deu continuidade no decorrer do ano), exposição “Histórias aos quadradinhos”, com trabalhos dos alunos do 6.º C, coordenados pela professora Sara Inácio, mostra bibliográfica “Ler não é proibido” e também ao lançamento do “RAP do CR”, sugestão do colega Pedro Moura (equipa BE), autor da letra e em articulação com o colega Sérgio Boto, autor da música, tendo contado na sua apresentação com a colaboração das turmas 5.º D e 6.º E. A mostra bibliográfica “Ler não é proibido” foi alvo de várias visitas orientadas pela docente Manuela Duarte (devidamente referenciadas no seu relatório), no âmbito da disciplina de História, para turmas de 5.º, 6.º e 9.º ano, até final do período. Ao longo do ano disponibilizámos no CR diversos painéis/murais a fim de solicitar a opinião dos alunos (exemplos: Uma mensagem positiva para 2012/2013, A Biblioteca Escolar é a chave para…) . As exposições de trabalhos dos alunos já aqui citadas foram também frequentes, sendo que além daquelas já aqui apresentadas, indicamos também a exposição com trabalhos dos alunos do 5.º D resultante da atividade “Detetives leitores”. Procurámos promover alguns concursos, como por exemplo: “Caça ao provérbio” em articulação com a exposição alusiva aos provérbios realizada pelos alunos. Todas estas iniciativas são concebidas visando, por um lado, a ocupação de tempos livres dos alunos e, por outro, envolvê-los na vida do CR, promovendo a sua utilização.

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Organização e gestão da biblioteca Gestão dos serviços

Os serviços e atividades da biblioteca foram organizados de forma a ir ao encontro das necessidades dos utilizadores, de modo célere e eficaz. Durante o ano alguns professores apresentaram sugestões de materiais, às quais procurámos sempre dar resposta. A professora Manuela Duarte apoiou bastante o atendimento nas horas de almoço e durante as aulas de substituição. Face à solicitação do Diretor para que procedêssemos à contenção de custos em relação às atividades, promovemos algumas atividades visando a angariação de fundos, nomeadamente: sorteio de um cabaz de Natal, feira do livro, venda de livros aquando dos encontros com escritores, venda de livros usados, solicitação de patrocínios para aquisição de prémios (cheques-oferta) a fim de serem oferecidos aos alunos no concurso “Estamos mesmo aLer?”.

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Gestão dos recursos físicos

A dimensão do espaço físico continua a constituir uma dos pontos fracos desta BE, tendo em conta não só as orientações RBE, como a lotação da escola. O aumento do fundo documental (nomeadamente a aquisição de mais lotes de livros) e o aumento do número de alunos continuam a suscitar a necessidade de mais espaço, tendo decorrido uma nova adaptação o espaço, à semelhança do ocorrido no ano transato. Assim, este ano, uma anterior estante de jogos foi ocupada com lotes de livros (adquiridos no final do primeiro período) e, face ao aumento do fundo, a estante de CD- Rom foi reconvertida (após uma intervenção da empresa responsável pelo mobiliário) e adaptada a fim de disponibilizar os lotes de livros. Passámos, no presente ano, a disponibilizar, mais 2 PC, facilitando a utilização do espaço para aulas com recurso a PC. A manutenção do equipamento informático continua a ser assegurada pelo professor Artur Coelho, tal como as necessidades a nível de software, no entanto o seu horário e as diversas solicitações que de que é alvo,

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nem sempre lhe permitem dar resposta célere a todas as exigências. Consideramos que seria pertinente existir, em termos de hierarquia de rede, uma estrutura intermédia que nos possibilitasse, por exemplo, a instalação de software. No campo da aquisição de livros procedeu-se, em dezembro, à gestão de uma verba concedida pelo programa “aLer+”, com aquisições essencialmente para as outras BE do Agrupamento, enquanto no CR usufruímos da aquisição de fundo documental, no final do ano letivo, como já referimos, por sugestão da Direção. Refira-se que face à ausência de uma sala polivalente ou de um auditório na nossa escola, o espaço da BE continua, muitas vezes, a ser requisitado para a realização de sessões, referentes, por exemplo, ao programa Eco-escolas ou PES. Com o intuito de preservar o equipamento informático, apresentámos em Regulamento Interno a proposta de que apenas pudessem utilizar o PC para jogar, em simultâneo, durante os períodos livres, 5 alunos.

Gestão da informação

Deu-se entrada de material, procedendo à sua selecção e tratamento documental, incluindo das doações. Para colmatar inexistências da coleção da biblioteca recorreu-se ao empréstimo inter-bibliotecas, quer relativamente a outras bibliotecas do agrupamento, quer à biblioteca municipal (31). A docente Manuela Duarte prestou um apoio no tratamento documental e material, procedendo também à elaboração das respetivas cotas. Sugerimos, decisão que foi aceite, a aquisição de um novo periódico – Futebolista – e a substituição da revista Superinteressante pela revista Saber mais. Refira-se que os periódicos, em geral, registam um elevado índice de leitura junto dos alunos, pelo que constituem um excelente veículo na criação de hábitos de leitura.

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Divulgação de atividades

No blogue do CR foram publicadas, (entre agosto de 2012 e o momento em que redige este relatório) 120 entradas, tendo-se disponibilizado um novo separador com uma “Biblioteca digital” e atualizado a lista de sítios já aqui referidos. Esta plataforma é também utilizada para a consecução de atividades como “Caças ao tesouro” junto de alunos. A divulgação de atividades fez-se recorrendo a painéis colocados ao lado do setor da reprografia e à saída da BE, além da sala de professores. No presente ano procedeu-se à criação de uma página de facebook para o Centro de Recursos em https://www.facebook.com/pages/Centro-de-Recursos-Poeta-Jos%C3%A9Fanha/415103908557361. Comunicámos, algumas vezes, com a imprensa local (jornal «O Carrilhão» e a Rádio do Concelho de Mafra), sendo que aí foram publicados alguns artigos referentes a atividades realizadas na BE.

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Comunicámos também com os Departamentos, solicitando que os Coordenadores efetuassem a divulgação de fundo documental nas respetivas reuniões. Também os Diretores de Turma e a sua coordenadora foram interlocutores privilegiados no diálogo com os docentes e alunos.

Escola Básica número um da Venda do Pinheiro

O trabalho desenvolvido nesta biblioteca no ano letivo 2012/2013 foi organizado segundo os seguintes fatores: - a professora bibliotecária dispôs de 14 horas semanais nesta BE; - a professora bibliotecária praticou uma gestão partilhada da BE de St.º Estêvão das Galés com o professor bibliotecário Pedro Moura; - foram atribuídas 8 horas de apoio educativo à professora bibliotecária, sendo que no início do 2.º período, destas horas de apoio, até então prestadas na EB1 da Venda do Pinheiro, 4 continuaram a ser atribuídas nesta escola e as outras 4 passaram a sê-lo na EB de St.º Estêvão das Galés; - a BE beneficiou de 3 horas de apoio educativo, 2 atribuídas à professora Susana Oliveira e 1 à professora Conceição Gregório.

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Articulação curricular

Pelo quarto ano consecutivo esta BE é alvo de avaliação segundo o Modelo de avaliação emanado pela RBE, pelo que este ano fecha o ciclo. Foi apresentada, no início do ano letivo em Conselho Pedagógico pela Coordenadora da equipa das BE do agrupamento, com assento neste órgão de gestão, o resultado da avaliação do domínio D “Gestão da Biblioteca Escolar.” Este ano letivo foi alvo de avaliação este domínio A, o do “Apoio ao Desenvolvimento Curricular”. No início do ano letivo, na abertura da BE à comunidade educativa para apresentação do PAA, dos 16 professores titulares desta escola, compareceram 6; dos 8 professores das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), compareceram 2; dos 2 professores dos Apoios Especializados compareceu 1. A Coordenadora do Estabelecimento e a Coordenadora da Componente de Apoio à Família (CAF) compareceram. Em relação aos docentes das AEC, por ser um grupo gerido por horas de trabalho, é difícil conciliar tempos para planificar atividades de colaboração com a BE, sendo que os professores titulares, tendo hipótese de

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usufruir de uma atividade na BE, pela sua monodocência, preferem que seja no seu tempo letivo. No entanto, estes docentes desenvolvem o seu trabalho em colaboração direta com o professor titular. Em relação aos colegas da sala de unidade, foram apresentadas neste ano letivo 3 atividades tendo como público-alvo os alunos que se encontravam nesta sala, numa tentativa de demonstrar o trabalho que pode ser desenvolvido na BE para crianças com NEE, tentando fazer uma aproximação da BE à sala de Unidade Especial da escola. O espaço da BE foi frequentemente utilizado para prestar apoio educativo, inclusive pela professora bibliotecária, que nas suas horas de apoio educativo recorreu a diferentes serviços da BE tais como: requisição de livros para alunos com dificuldades na escrita, leitura, conhecimento da língua e compreensão leitora; utilização do equipamento informático para trabalhar a escrita em Word, a apresentação em PowerPoint, a realização de uma banda desenhada de turma no programa digital PIXTON; trabalhar com o Guião de Pesquisa de Informação do Agrupamento. Como ponto fraco identificado pode-se enumerar a ausência de comparência dos profissionais dos Apoios Especializados e Educativos, pelo menos em algumas reuniões de estabelecimento. A PB participou em todas as reuniões de estabelecimento realizadas, exceto numa. Através das reuniões de estabelecimento foi desenvolvida a participação da BE no PAA de escola e foram sugeridas estratégias de integração do trabalho desenvolvido com a BE no currículo demonstrando que a presença regular da professora bibliotecária nas reuniões de estabelecimento, assim como a generalização do recurso ao correio eletrónico, facilitou a comunicação entre colegas, intensificando os contatos informais com diferentes profissionais da escola. A PB esteve presente na reunião de estabelecimento do JI da Venda do Pinheiro, em Setembro de 2012, para apresentação do PAA da BE e adequação de atividades e sessões com os grupos de JI. Foram desenvolvidas 9 atividades curriculares com 9 professores do regular e suas turmas, em articulação com a professora bibliotecária, em diferentes tempos do ano letivo, traduzindo-se em 79 sessões, 4 destas desenvolvidas em ambiente de sala de aula, sendo que a procura do apoio da BE é protagonizada, na sua maioria, por docentes recorrentes de trabalho desenvolvido já noutros anos letivos. A integração de atividades de apoio ao currículo no PAA das BE, recorrendo às referenciadas em PDC (Plano Desenvolvimento Curricular) das diferentes turmas, permite ser possível haver uma formalização do trabalho de articulação já desenvolvido com alguns docentes, assim como a promoção de formações informais com base na partilha de experiências de trabalho colaborativo desenvolvido entre a BE e um ou mais do que um docente. Esta situação pode permitir a construção de materiais e sugestões de atividades a desenvolver com todos os profissionais envolvidos na educação formal de todos os alunos (Docentes Titulares; Docentes das AEC; Docentes dos Apoios Especializados e dos Apoios Educativos).

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Articulação com atividades de sala de aula/Literacias de Informação, Tecnológicas e Digitais A Biblioteca escolar foi utilizada em parceria em 270 sessões, e em sessões autónomas foi utilizada 24 vezes, 19 das quais dedicadas a um projeto de leitura da turma do 1.º D. Tais números são indicativos de que mais

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tempo disponível nesta BE da PB correspondeu a uma maior interação no trabalho de articulação e maior aproximação da BE à sala de Unidade Especial da escola. Como ponto fraco pode dizer-se que a utilização autónoma da BE ainda não é uma prática comum no grupo de docentes. Foram desenvolvidas 9 sessões de trabalho de articulação com o currículo com incidência em recursos digitais (Voki, Wordle, Scratch). Foram desenvolvidas 15 sessões de trabalho colaborativo com incidência na pesquisa na Internet (catálogo da biblioteca e outras pesquisas). A sala de informática foi requisitada várias vezes para pesquisa, apresentação de trabalhos de alunos, apresentação de recursos em diferentes atividades curriculares. Pode concluir-se que tem havido um aumento de recurso às novas tecnologias com uma utilização ativa e interventiva, respeitando as competências a desenvolver nas novas metas de aprendizagem, essencialmente no domínio da produção e utilização da informação no que respeita às orientações emanadas na área das Tecnologias de Informação e Comunicação. Foi desenvolvida uma atividade de pesquisa de informação com a exploração do catálogo em linha da BE. A equipa das BE continua a ter publicado na página moodle do Agrupamento o Guião de Pesquisa de Informação, aprovado em Conselho Pedagógico. Foram realizadas duas atividades recorrendo a este guião, desenvolvidas em ambiente de sala de aula e de BE, sendo que num dos casos foi na sequência do Apoio Educativo prestado pela PB. Já existe um reconhecimento da utilidade do recurso ao desenvolvimento de competências de informação com os alunos, como competência transversal ao currículo, havendo no caso de alguns professores a disponibilização prévia de fontes concretas e fidedignas, embora exista ainda uma certa permissividade na qualidade da informação recolhida pelos alunos, não sendo exigido rigor, também na citação das fontes, mesmo adaptado à faixa etária, o que pode revelar fracas competências na seleção, organização e apresentação da informação por parte dos alunos. No entanto, os inquéritos aplicados aos alunos este ano letivo para o Modelo de Avaliação das BE, revelaram que este grupo gostaria de saber mais sobre como organizar um trabalho, como encontrar a informação de que precisa nos livros e como apresentar um trabalho recorrendo a ferramentas digitais, sendo ainda referidas aprendizagens como encontrar a informação de que precisam na Internet, como fazer trabalhos de pesquisa e como organizar um trabalho. Neste ponto, conta a equipa divulgar e atuar através do documento da RBE “Referencial de aprendizagens associadas ao trabalho das bibliotecas escolares”, ótimo para sistematizar as competências inerentes a estas aprendizagens, através da introdução no novo PE de agrupamento das orientações emanadas deste documento. Nos inquéritos dos alunos e professores aplicados a BE é referenciada como apoio à prática de pesquisa e seleção da informação. Foram dinamizadas algumas atividades de agrupamento, integradas no PNL, tais como o “Estamos mesmo a ler” (com 6 participações) e a Estafeta de Contos (com 4 participações na EB1 e 4 no JI). Em relação a esta última, apesar dos contratempos justificados em avaliação, tem havido um decréscimo de participações nesta escola, sendo uma das razões que leva a ponderação de alteração de dinâmica. Houve, pelo primeiro ano, uma participação de uma turma de 4.º ano no concurso “Conta-nos uma história” (PNL) assim como se repetiu a dinamização da semana da leitura, abrangente, em diferentes atividades, a todas as turmas do 1.º ciclo e grupos do JI da Venda do Pinheiro, incluindo, pelo primeiro ano a sala de unidade especial, com diferentes atividades

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registadas no blogue da biblioteca (www.bemilmaravilhas.blogspot.com). Foram realizadas 28 postagens no blogue durante o ano letivo. A BE fomentou o recurso à Biblioteca Digital do PNL por duas turmas de 1.º ano (professoras Esperança Lisboa e Anabela Tibério). A BE colaborou na elaboração de uma apresentação de várias notícias promovidas pela turma da professora Célia Costa (2.º ano) recorrendo à ferramenta digital VOKI. A BE divulgou um trabalho que pertence ao histórico do blogue da BE, desenvolvido com uma turma de 4.º ano no ano letivo passado (professora Carla Curado), na ferramenta digital PREZI , como base para trabalhar palavras-chave com um grupo de alunos de 1.º ano (professora Anabela Tibério), publicadas no WORDLE. A BE apoiou na produção dramática e digital do trabalho que foi levado ao concurso “Conta-nos uma história” por uma turma de 4.º ano (professora Ana Guedes). A PB, como professora de Apoio Educativo, recorreu à BE para desenvolver duas atividades de exploração de competências digitais, uma em linha, na construção de uma história em Banda desenhada coletiva e publicada no PIXTON e outra recorrendo ao programa do computador PowerPoint, com a turma de 3.º ano da professora Irene Jordão. Em três ocasiões distintas o blogue da biblioteca serviu para alojar notícias de projetos desenvolvidos pela uma turma da professora Anabela Tibério (1.º ano), sendo este o meio de apresentação/divulgação a toda a escola. Foi criada a página no Facebook da nossa biblioteca. Foram criados no blogue da biblioteca dois novos separadores, decorrentes da atividade “Ler a Par”, assim como 2 novas miniaplicações, uma dedicada à atividade “Amigos da Biblioteca” e outra que funciona como base de divulgação da coleção, denominada “Leituras maravilhosas”. A BE orientou uma atividade de apresentação do sítio da Gulbenkian “Cata Livros” por uma turma do 4.º ano (professora Anabela Camilo) aos outros 4.º anos da escola. Tudo o que foi enumerado demonstra variedade de trabalho em diferentes ferramentas e recursos digitais. Foram facultados jogos de destreza digital e de táctica nos 2 computadores de utilização na BE, fomentadores do raciocínio estratégico nos alunos, para usufruto nos seus tempos livres de recreio. Estes equipamentos foram utilizados pelos alunos 656 vezes.

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Formação de Utilizador No PAA das BE foram contempladas 3 atividades de formação de utilizadores (Visita Guiada à BE, Amigos da Biblioteca, Formação de Utilizadores). A atividade dos amigos da BE teve as seguintes iniciativas: elaboração dos desenhos do Concurso “Uma mascote para a nossa biblioteca” com 50 participações (alunos e familiares); votação alargada dos desenhos (cerca de 100 votações - alunos e professores ); criação da boneca da Mascote (mãe de alunos da escola); criação do hino da biblioteca (a professora Célia Costa criou a letra; o professor Miguel Gomes das AEC criou a música; os alunos da turma da professora Célia Costa foram o coro para a gravação); divulgação do Top Leitor (4 alunos); apresentação por parte de um dos alunos num intervalo da manhã, que foi convidado a falar sobre os seus 4 livros requisitados, por sinal de BD; atividade de atribuição de qualidades a livros requisitados por 3 alunos do 1.º ano (turma da professora Carla Curado), de forma presencial perante a sua turma e ficando, em etiquetas, as mesmas

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expostas junto dos livros para que todos os leitores da BE tivessem acesso. Neste tipo de iniciativas os alunos demonstram um sentido cada vez mais crítico nas suas leituras. Na atividade de formação de utilizadores desenvolveram-se duas sessões de utilização do catálogo, 16 sessões de formação de utilizador com as 16 turmas da escola (integrada também na visita guiada à BE), 8 sessões de utilização da BE pelos 4 grupos do JI da Venda do Pinheiro, 4 sessões com o Jardim de Infância da Charneca, e 2 sessões com o Jardim de Infância Particular “Mãe Patinha” o que demonstra o raio de ação desta BE ao contemplar diferentes tempos para os diferentes grupos abrangidos em planificação geral das BE do agrupamento e particularmente da BE da escola, no que se refere à formação de utilizadores. A proximidade dos edifícios da Escola Básica do Primeiro Ciclo com o Jardim de Infância permitiu em dias de chuva a deslocação a pé da PB ao JI. Neste domínio também se avaliou o impacto da BE no desenvolvimento de valores e atitudes indispensáveis à formação da cidadania e à aprendizagem ao longo da vida através da realização das seguintes atividades: Roda de histórias com turmas de 1.º ano (13 sessões); Círculo de Leitura (4 sessões); Trabalhos desenvolvidos recorrendo ao Guião de Pesquisa de Informação do agrupamento (6 sessões); Pesquisas no Catálogo da BE (2 sessões); Apresentação de informação no WORDLE (3 sessões); Decifração e produção de informação com diferentes alfabetos (10 sessões); Preparação da apresentação do livro “ A Tristite do Pinheirinho” em colaboração com alguns dos alunos autores e sessões de apresentação assim como sessão de autógrafos (6 sessões); Preparação e apresentação do sítio da Gulbenkian Cata Livros (3 sessões), em colaboração com a professora titular (professora Anabela Camilo) e a sua turma de 4.º ano, para as outras 3 turmas de 4.º ano. A PB dinamizou atividades de expressão dramática (Cegadas e sessão de fotografia) e de leitura expressiva, da qual resultou um filme levado ao concurso “Conta-nos uma história”, em colaboração com uma turma de 4.º ano e a sua professora titular (professora Ana Guedes). Dos alunos inquiridos 90% considera que o trabalho na BE ou tendo por base os seus recursos, contribui para que se vão sentindo mais seguros e confiantes nas tarefas da pesquisa, consulta e produção de informação que têm de realizar, enquanto 84,6% considera que os trabalhos de pesquisa realizados na BE ou utilizando os seus recursos exigem deles capacidades de iniciativa, autonomia e cooperação com os seus colegas. Com maior ou menor intensidade os professores inquiridos admitem que a BE influencia muito, nos seus alunos, o desenvolvimento de valores e atitudes de convivência, iniciativa, cooperação e autonomia. Pode afirmar-se que os alunos vivenciam a biblioteca e os projetos ali desenvolvidos de uma forma positiva enquanto os professores demonstram recetividade às propostas da BE. A BE teve lotação esgotada em todos os intervalos do almoço em que esteve aberta (segunda-feira; terçafeira e quinta-feira). O primeiro espaço a ficar esgotado, por livre opção, era o dos computadores, seguido do espaço do filme e do espaço do desenho livre. Verificou-se uma média de 5 alunos que escolhiam livremente a leitura em cada lotação de 30, muitas das vezes para fazerem requisição domiciliária. Em cada mês existiu uma média de 2 a 5 alunos a procurar a BE para, nos intervalos de abertura, efetuarem pesquisas, trabalhos ou requisições de livros para a leitura em sala de aula (alunos do 4.º ano). Tem aumentado a procura autónoma da PB, por parte dos alunos, para ajudar a identificar livros segundo conteúdos ou segundo interesses.

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Foram planificadas 4 sessões com a técnica Carla Rodrigues da BM no sentido de desenvolver apresentações da BM às 4 turmas do 4.º ano da escola, sendo que, por motivos alheios à vontade só participaram 2 turmas. A BE apresentou lotação esgotada em todas as horas de almoço que esteve aberta (30 alunos). Foi construído pela PB um material digital para a formação na utilização do catálogo em linha e para a abertura da BE à comunidade escolar foram feitas 5 impressões, seleção de livros e construção de materiais identificativos do exposto. Apesar de todos os esforços que têm vindo a ser desenvolvidos nestes últimos 7 anos ainda existe pouca autonomia dos professores na utilização autónoma da BE. As fichas de requisição autónoma distribuídas para cópia, assim como a identificação das pastas, já existentes noutros anos letivos, de registo de requisição autónoma, praticamente não foram utilizadas, o que leva a que os registos não correspondam à utilização dos materiais. Ainda existe pouco envolvimento dos professores na colaboração com a biblioteca, muito devido ao tempo das sessões de uma hora disponíveis de dinamização de atividades da PB, que se traduziram este ano em 9 horas semanais.

Leitura e literacia Promoção da leitura /Estratégias de Leitura

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Perante a verba afeta à aquisição de novos materiais para esta BE, tem-se procurado responder às necessidades dos leitores, inclusive na seleção de materiais doados. Decorrente de tal situação foram adquiridos 17 livros para as escolas do agrupamento, com verba atribuída pelo projeto “aLer+”, sendo que nesta biblioteca foram integrados na sua coleção, 4 títulos para dinamizar trabalho a desenvolver na semana da leitura; 1 título de Marina Santos (encontro com a escritora), 9 que integram a lista das obras recomendadas para as metas de aprendizagem, 1 sobre escrita criativa. O Agrupamento assegurou a assinatura da revista “Visão Júnior”. Na sequência da dinâmica da atividade “Amigos da Biblioteca” houve uma oferta de 1 livro do Geronimo Stilton por uma aluna do 3.º ano. Foram integrados no total, na nossa coleção, durante este ano letivo, 171 materiais (livro e não livro). Foram requisitados a outras bibliotecas (BE e BM) 101 livros, para o desenvolvimento de várias atividades de promoção da leitura. Ocorreu um aumento de empréstimos domiciliários, pelo apoio direto prestado pela PB às turmas de 1.º ano, que para tal disponibilizou 2 meias horas do seu horário, uma à terça-feira e outra à quinta-feira, assegurando desta forma a requisição quinzenal das 4 turmas do 1.º ano da escola. Os empréstimos às turmas de 1.º ano foram de 601 exemplares. Na turma da professora Anabela Tibério desenvolveu-se todo o ano, com uma periodicidade semanal, a atividade de promoção de leitura “Roda de histórias” o que implicou duas requisições de lotes de 26 livros, que foram sendo geridos, rotativamente, na dinâmica da atividade, o que não foi contabilizado no total dos empréstimos, pelo seu caráter tão específico. Também, pelo mesmo motivo destaca-se que em três turmas de 4.º ano (professoras Anabela Camilo, Raquel Oliveira e Isabel Invêncio) foram dinamizadas bibliotecas de sala, em que

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algumas das requisições foram feitas na BE, no entanto partilhadas em sistema de rotatividade pelos alunos em sala de aula. Pretende-se, para o próximo ano letivo, disponibilizar tempos específicos para o apoio ao empréstimo domiciliário às turmas. Nas interrupções do Natal e da Páscoa foi permitido aos alunos levarem livros emprestados da BE para casa. O apoio no empréstimo ao JI da Charneca continuou, sendo que das duas vezes que requisitaram as colegas deslocaram-se à BE para escolherem os livros e levarem-nos (60 requisições). Quanto ao JI da Venda do Pinheiro, sempre que o tempo o permitiu, na sua visita mensal com o grupo à BE, as colegas escolhiam diretamente os livros e/ou a PB dinamizava uma apresentação de livros ao grupo e de entre os apresentados, todos votavam os preferidos. Quando chovia e a deslocação das crianças era impossibilitada, a PB deslocava-se ao JI e levava algumas sugestões de leitura para trocar pelas emprestadas (84 requisições). A diversificação de estratégias de promoção da leitura tem sido uma preocupação constante da PB. Os diferentes horários que têm sido atribuídos à PB (neste e noutros anos letivos) têm afetado diretamente a frequência da requisição domiciliária, contribuindo para o aumento dos empréstimos em atraso, diretamente ligado ao aumento dos documentos desaparecidos. Pretende-se, pelo exposto, criar tempos específicos para requisição e entrega de livros requisitados, em horário letivo e não letivo para alunos, propor a nomeação de 2 representantes por turma, para serem os “Amigos da biblioteca” disponíveis para apoiar no controlo dos livros em atraso na sua turma; estabelecer tempos de requisição e entrega de materiais, só presencial, por parte dos professores, assim como folha de registo assinada pelos dois profissionais, no momento da requisição e da entrega do material; dinamizar nos diferentes momentos curriculares e extracurriculares, assim como na componente de apoio à família, atividades no sentido da divulgação da coleção e promoção da requisição domiciliária. A identificação do número de documentos desaparecidos e sua situação está a decorrer há 2 anos, aproveitando a identificação e colagem das novas etiquetas de registo que permitem a leitura através do código de barras. No que se refere à dinamização das atividades de promoção da leitura, destaco este ano o apoio de que a BE beneficiou da professora Susana Oliveira, agente ativa na divulgação de contos dos irmãos Grimm, integrados na intenção de divulgação de contos para a atividade de agrupamento “Estafeta de Contos” e que continuaria a ser alargado às turmas que não estavam inscritas na atividade, não fosse a situação de baixa médica a que a colega teve que se sujeitar no princípio do 2.º período. Quanto a Conceição Gregório, também colaborou na divulgação de contos a 2 turmas, no entanto a sua ação destacou-se no apoio a várias tarefas de organização do espaço e materiais da biblioteca. Como as horas de permanência destas colegas coincidiam com as horas disponíveis pela PB para estar na BE, rentabilizaram-se as situações através da deslocação de uma das profissionais para fora da BE, contribuindo assim para a descentralização de atividades, possibilitando o aumento de atividades efetuadas pela BE. Como BE que integra um agrupamento “aLer+” foram desenvolvidas 3 atividades, foram elas: concurso “Estamos mesmo a ler”, ”, atividade em que participaram 6 mães e 1 avó em conjunto com os alunos familiares ;

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“Ler a Par” atividade a envolver pais e alunos do Pré-Escolar e 1.º ciclo desta escola e do JI da Venda do Pinheiro; e “aLer+ com o Diretor”, texto divulgado a turmas do 3.º e 4.º ano desta escola. Na semana da Leitura dinamizaram-se 5 atividades envolvendo todos os alunos da escola, foram elas: Palavras-Chave no Wordle (professora Anabela Tibério); Hora do Conto “A onda” (sala de Unidade Especial); Exposição “Contos dos Irmãos Grimm” (1.º anos); Encontro com o escritor Miguel Horta (4.º anos); Festa de apresentação da Mascote da Biblioteca e do seu hino (Toda a escola). Neste âmbito ainda foram dinamizadas as seguintes atividades: “Rodas de Leitura”; atividades de pesquisa de Informação”; Divulgação e sessão de autógrafos de livro editado na sequência de um projeto de leitura desenvolvido por algumas turmas da escola; preparação da apresentação do sítio Cata Livros; Horas do Conto (também com recurso à biblioteca digital do PNL); Círculos de Leitura; Feira do Livro; Encontros com a escritora Paula Ruivo e Marina Santos; Estafeta de Contos; Apresentação da BE. No último período a PB dinamizou “Rodas de Leitura” com todas as turmas do 1.º ano, sendo que no caso da turma da professora Anabela Tibério apoiou a dinamização da mesma, uma vez que foi um projeto de turma, desenvolvido desde o início do ano. Esta atividade passou a integrar o horário da BE, às segundas-feiras de manhã, com 2 sessões de uma hora, abrangendo assim 2 turmas por semana, conferindo à atividade uma sequência quinzenal. Sugere-se a continuidade pedagógica das “Rodas de Leitura” com os mesmos alunos que integrarão o 2.º ano, introduzindo alguns desafios promotores da leitura (ilustração, palavras difíceis, partes mais importantes…), conforme projeto de turma de cada docente. Na mesma sequência de dinâmica, pretende-se começar a divulgar os Círculos de Leitura desde o 3.º ano. O apoio na promoção da leitura aos grupos do JI permitiu desenvolver um trabalho rico na crítica leitora, nas múltiplas interpretações, sistematizado através dos contos Grimm apresentados, assim como na forma como a PB dinamizou a exposição desses contos, para além da difusão da coleção. Nas sessões da “Roda de Leitura” que apoiou com a turma do 1.º D, a PB sugeriu a recolha das palavras desconhecidas pelos alunos, o que contribui para conferir uma nova dinâmica às reflexões, aumentando o vocabulário dos alunos. Com os restantes primeiros anos, ao ser desenvolvido somente no terceiro período, apelou à leitura mais autónoma dos alunos, partilha de resumos dos livros e opinião. Nas três atividades desenvolvidas, direcionadas aos alunos da sala da unidade especial da escola, apelou-se a capacidades auditivas, vocais e de interpretação de jogos de sombra. Foram requisitados autonomamente pelos professores titulares e recorrendo à PB, livros da BM correspondentes aos títulos recomendados nas metas de aprendizagem. A BM, com a responsabilidade da técnica Carla Rodrigues, apresentou 2 Horas do Conto com as 4 turmas do 4.º ano da escola, uma do livro “A manta”, da qual resultou uma exposição coletiva de algumas escolas do agrupamento no mês de maio, e a outra com o livro “A menina do mar”. Ambas as atividades decorreram na BM. Foi desenvolvido no espaço da BE (4 turmas do 1.º ano, 4 turmas de 3.º ano e 2 turmas de 2.º ano) uma atividade de decifração, tendo por base vários alfabetos. Com o JI da Venda do Pinheiro foram desenvolvidas por duas técnicas

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da BM (Carla e Amália), duas Horas do Conto, dinamizadas para dois grupos de cada vez, no espaço da biblioteca do JI. A responsável pela dinamização das atividades do Departamento Cultural da Câmara Municipal, Isabel Filipe, desenvolveu com 2 turmas do 4.º ano (professoras Isabel Invêncio e Ana Guedes) e 2 do 3.º ano (professoras Teresa Santos e Irene Jordão) horas do conto partilhadas com grupos de idosos do Concelho. As atividades desenvolvidas com técnicas da BM, assim com a desenvolvida com a profissional do Departamento Cultural da CMM foram consideradas muito positivas para os seus participantes. Este tipo de atividades tem tantos mais interessados quanto menos preparativos pressupuser, uma vez que por mais que se planifique, existem cada vez mais dificuldades na monodocência para assegurar todos os requisitos deste tipo de atividades, dificuldades extensíveis às desenvolvidas pela BE. Nesta sequência pode-se referir a desistência de 3 professores de participarem na atividade do agrupamento “Estafeta de Contos” pois foi-lhes impossível conciliar a preparação da atividade com a sua turma, pois decorreu 3 dias depois do início do 3.º período, apesar de ser uma atividade a ser divulgada através das sessões dos contos dos irmãos Grimm, desde o início do ano letivo. A BE procura apoiar os professores em atividades de leitura, tendo a preocupação de variar suportes e abordagens. Procura-se explorar, nas diferentes atividades, capacidades de interpretação de diferentes códigos, fluência leitora, expressividade leitora, capacidade crítica, compreensão e produção gráfica (desenho e escrita). O número de atividades curriculares desenvolvidas em colaboração com a BE são em número inferior às extracurriculares, parecendo indicativo de que existe a perceção por parte da maioria dos professores que a leitura é intrínseca ao trabalho de biblioteca e que as competências leitoras que desenvolvem em sala de aula, podem ser exploradas, autonomamente, recorrendo à BE (assim como recorrem aos livros que têm em casa) provavelmente decorrendo dessa situação, o desinvestimento no apoio ao empréstimo domiciliário. Pretende-se aproximar o investimento na leitura através do acesso às obras PNL e das Metas de Aprendizagem escolhidas por cada turma e, segundo a disponibilidade, preparar a apresentação e exploração das mesmas em colaboração com o professor titular, variando suportes e materiais de apoio às mesmas, assim como na produção de projetos com os alunos. Projetos, parcerias e atividades livres Atividades livres A PB assegurou 6 intervalos de 30min. (manhã/tarde), um intervalo de almoço durante 1h (2 turnos de 30min.) e outros dois durante 30min, por semana, correspondendo aos tempos de abertura da BE para utilização livre. Os intervalos da manhã e da tarde tinham fraca frequência. Os do almoço quase sempre tiveram lotação esgotada (30 alunos), sendo que à segunda-feira duplicava pois respeitava dois turnos de almoço. Pretende-se propor a colocação de um recurso humano para assegurar a abertura da BE em todos os intervalos da escola. A BE tem regras específicas de organização e orientação dos alunos para o intervalo do almoço, tais como: como a televisão pequena, levada para arranjar há 4 anos, perante a falta de resposta da CMM, está dada como desaparecida, a PB recorreu à televisão grande da BE para permitir que os utilizadores possam visualizar filmes, salvaguardando a proximidade do aparelho, com a disponibilização de auscultadores com um fio grande; foi criado um espaço numa mesa de divulgação de leituras, alterado com uma regularidade quinzenal, onde eram

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expostas não só novidades, mas também materiais e livros de apoio a diferentes atividades; os jogos de mesa (frequência máxima de 6 alunos), embora alguns com um ar bastante usado, eram frequentemente escolhidos, sendo os preferidos o jogo do Xadrez e o das Damas (propor a renovação dos jogos de mesa); nos computadores (frequência máxima de 4 alunos) foram instalados jogos de apelo à destreza digital e estratégia. Foi elaborado um documento em Excel pela PB para controlar as utilizações destes equipamentos que tiveram, durante o ano letivo, 656 utilizações; foi disponibilizada uma mesa para fazer desenhos (frequência máxima 6 alunos). A BE gozou de um ambiente animado e concorrido nos tempos de intervalo do almoço. Os alunos utilizadores da BE nas horas do almoço, por ser um tempo de maior afluência, foram quase sempre cumpridores das regras de organização, não havendo em momento algum do ano situações anómalas a reportar. A BE não tem reunidas as condições a nível dos recursos humanos de forma a poder responder de forma regular às necessidades de apoio à aquisição e desenvolvimento, por parte dos alunos, de métodos de trabalho e de estudos autónomos. Sugere-se propor aos docentes titulares o recurso aos tempos de Apoio ao Estudo para desenvolverem a utilização do Guião de Pesquisa de Informação do agrupamento, assim como colaborar na construção de outros materiais de suporte ao incentivo à aprendizagem de estratégias que fomentem o trabalho autónomo dos alunos. A PB disponibilizou-se, duas vezes, no início do ano letivo, para ficar a orientar, em conjunto com as profissionais que asseguram o prolongamento de horário, a utilização autónoma e responsável da BE por parte desta componente. A rotatividade destas profissionais que asseguram esta componente dificulta muito a coerência formativa decorrente de uma correta utilização do espaço da BE na componente de apoio à família da escola. Propõe-se assim assegurar no horário do PB um tempo para assegurar a abertura da BE em horário da componente de Apoio à Família, ao fim do dia.

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Projectos e parcerias A parceria com as diferentes técnicas da BM mantém-se a um nível de satisfação bastante elevado, facilitado pela proximidade da escola ao edifício da BM da Venda do Pinheiro, inclusive com uma atividade desenvolvida com os 4 grupos do JI da Venda do Pinheiro. A PB apoiou diretamente 2 turmas no passar dos textos para a construção dos livros que acompanharam as mantas para a realização da exposição na BM, assim como as acompanhou na visita à exposição, ocasião aproveitada para desenvolver, em colaboração com as técnicas da BM, uma formação de utilizadores. Embora planificada, as outras duas turmas não realizaram a atividade. Foram feitos 78 empréstimos da BM para utilização em diferentes atividades na BE. Esta parceria com a CMM e seus serviços tem vindo a crescer também no que diz respeito à adequação da coleção às necessidades curriculares da escola, através do empréstimo recorrente a títulos existentes na BM. Este ano a atividade desenvolvida com a técnica do Departamento Sociocultural da Câmara Municipal de Mafra Isabel Filipe veio reforçar laços com esta instituição assim como com as instituições de Terceira Idade envolvidas no projeto intergeracional. Para a realização da atividade teve grande importância o contato pessoal da

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PB com os colegas, uma vez que o contato através do correio eletrónico só mereceu a atenção de uma colega, mais autónoma na realização da atividade. A BE criou a página de Facebook da “D. Historinha” (01/04/13), a mascote da nossa biblioteca, até então com 89 amigos sendo o seu grande objetivo para este ano. Foram efetuados 7 empréstimos interbibliotecas do nosso agrupamento. Existe um ambiente coeso entre a equipa das BE do agrupamento e um ambiente bastante colaborativo com o grupo concelhio. A BE conseguiu reaproximar as Educadoras do JI da Venda do Pinheiro ao assegurar atividades mensais, com o apoio da PB, na BE. O empréstimo interinstitucional com o JI da Charneca manteve-se praticamente com o mesmo número de documentos emprestados. Foi possível apoiar as visitas dos alunos que integrarão a escola para o próximo ano letivo do JI da Charneca assim como do JI da “Mãe Patinha”. Pretende a BE aprofundar a relação com as instituições educativas e de apoio à terceira idade da localidade, abrindo a BE aos utentes, deslocando turmas que pretendam desenvolver trabalho neste sentido, e até disponibilizando recursos, solicitando o apoio dos serviços da CMM que já colaboram com a BE. As atividades que envolvem os encarregados de educação ainda são muito esporádicas, sendo este ano esta parceria menos visível pela não realização dos festejos do Dia Mundial da Criança na escola o que implicou a impossibilidade de realizar a feira do livro de verão da BE, ocasião de abertura da BE aos encarregados de educação.

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Organização e gestão da biblioteca Gestão da Biblioteca A BE e a sua PB são integradas no desenvolvimento de atividades do PAA da escola, nas comemorações do Carnaval (Desfile e Cegadas) e nas comemorações do Dia Mundial da Criança. Foram desenvolvidas 9 atividades curriculares com 9 professores titulares. Os PDC e o PAA de estabelecimento evidenciam trabalho de articulação com a BE, na forma de trabalho colaborativo e autónomo. Todo o trabalho desenvolvido durante os últimos 7 anos tem vindo a pressupor uma articulação forte, constante e persistente da PB com todos os envolvidos, pois para além desta BE servir outros estabelecimentos, nem sempre, inclusive este ano, o horário da PB foi exclusivo para esta BE pois apoiou, em gestão partilhada com o professor Pedro Moura, outra BE do agrupamento, a da EB de Santo Estêvão das Galés. Não existe equipa nesta BE, no entanto os órgãos de gestão afetam recursos humanos à BE. Este ano letivo a BE teve direito a 3 horas de apoio educativo, prestado por duas colegas. A coordenadora de estabelecimento disponibilizou as suas 2 horas de apoio educativo semanal essencialmente para dinamizar horas

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do conto, sendo que a hora semanal que a representante do 1.º ciclo no Conselho Executivo dispôs foi mais direcionada para a organização e arrumação da BE. No primeiro caso, a PB rentabilizou para dinamizar os contos para a estafeta de contos do agrupamento, e no segundo para colmatar a falta de arrumos da BE e no apoio à colagem de etiquetas de registos (código de barras). A BE tem acesso a serviço de fotocópias no estabelecimento (fotocopiadora da sala de professores e da portaria), assim como na sede de agrupamento, esta com fotocópias a cores também. Tem igualmente acesso a impressões no computador da sala de professores. Sempre que necessita de material de desgaste tem-lhe sido atribuído.

Condições humanas e materiais para a prestação dos serviços A representante do 1.º ciclo fez o horário da PB, integrando 8 horas de apoio educativo, 14 horas nesta BE e 6 horas na BE da EB de Santo Estêvão das Galés (este horário diferiu durante o primeiro período). A PB teve a organização do seu horário condicionado pelo horário do apoio educativo. Este ano, no início do 2.º período, o mesmo foi alterado implicando a deslocação à EB de Santo Estêvão das Galés para apoio educativo, onde já desenvolvia, uma vez por semana, trabalho na BE. O trabalho desenvolvido no total, com turmas/grupos e a PB na BE foram de cerca de 270 sessões durante o ano letivo. A PB procedeu ao preenchimento da Base de Dados desta BE, colaborou no preenchimento do formulário da semana da leitura (PNL); dinamizou com a equipa o concurso “Estamos mesmo a Ler”, assim como dinamizou a participação da turma da professora Ana Guedes, de 4.º ano no concurso “Conta-nos uma história”. As avaliações da BE que têm vindo a ser realizadas, sendo este o último ano do ciclo, têm contribuído para uma consciencialização de problemáticas por todos os envolvidos o que tem promovido empenho por parte de todos, condicionado, no entanto, pelas diferentes conjunturas. Decorrente da avaliação no passado ano letivo, as cadeiras da sala de informática foram repostas pela CMM; a televisão pequena não foi devolvida, pelo que foi disponibilizada a televisão grande para a visualização de filmes; os computadores da informática foram atualizados, com as diferentes funcionalidades da Microssoft e inclusive com jogos de destreza digital e estratégia instalados. A PB realizou 3 formações creditadas e 2 não creditadas. Das creditadas 1 na área das tecnologias da educação, outra na área das bibliotecas escolares, e outra na utilização da ferramenta Excel. As não creditadas, uma na área da promoção da leitura e outra da estatística. No sentido de poder proporcionar momentos de formação para os envolvidos na dinâmica da BE considera-se pertinente sugerir a presença dos docentes com horas de apoio educativo na BE numa reunião da equipa por interrupção letiva, assim como promover no grupo Concelhio formação para pessoal docente e não docente, colaboradores e membros da equipa. A Planta da BE respeita as orientações em termos de espaço e de recursos. O espaço foi reorganizado e arrumado com o apoio da professora Conceição Gregório. O espaço ficou renovado com as mudanças, sendo que a

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sua arrumação ficou rentabilizada, embora continue a fazer falta um espaço de arrumos para a BE. Os equipamentos existentes são em número suficiente, embora com alguns problemas de manutenção e adequação. A prestação dos diversos serviços continuou a estar dependente da PB, uma vez que não existe equipa de biblioteca e o horário das colegas que prestaram apoio educativo coincidia com o horário de presença da PB na biblioteca Gestão da coleção/da informação No RIA existe uma referência sucinta à política Documental (aquisição de documentos). Foram feitas aquisições de novos títulos que integram as novas metas de aprendizagem e livros de apoio a atividades a serem desenvolvidas durante o ano letivo, havendo também um reforço da coleção significativo, através do empréstimo interbibliotecas. Pretende-se propor aos Coordenadores de Primeiro Ciclo e Pré-Escolar a identificação, segundo as necessidades decorrentes dos PDC, listas de materiais de forma a poder-se construir listas dos disponíveis na BE, assim como propostas de aquisições. Foram desenvolvidos vários esforços por parte da PB para atualização da coleção assim como para a sua difusão, pelo recurso a atividades de promoção da coleção, recurso a sítios da Internet (Cata Livros, Biblioteca Digital) assim como recorrendo aos catálogos em linha da BE. O catálogo da BE está atualizado e disponível no blogue da BE e no Portal Concelhio. A BE tem um blogue e a partir de 1 de maio de 2013, uma página facebook. Está a decorrer o primeiro inventário exaustivo da coleção efetuado pela PB.

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Escola Básica Professor João Dias Agudo (Póvoa da Galega)

A gestão desta biblioteca foi assegurada pela educadora Ana França, colaboradora a tempo inteiro na equipa das bibliotecas escolares do agrupamento de escolas da Venda do Pinheiro. A biblioteca manteve o seu horário acompanhando o horário total de funcionamento do estabelecimento em que está inserida. Assim, o funcionamento da biblioteca compreendeu tempos para utilização autónoma e tempos para utilização com a presença da respetiva responsável. Este processo foi agilizado porque ao longo de todo o ano se afixou na porta a tabela com o horário quinzenal, com um tempo semanal reservado para cada turma, em utilização autónoma, tempos suplementares de utilização autónoma mediante inscrição dos interessados e os tempos de utilização com a presença da responsável, possibilitando a inscrição prévia de todos os interessados em fazer trabalho colaborativo.

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Articulação curricular No início do ano letivo foi montada na sala de professores uma exposição para apresentação das atividades referentes ao plano anual de atividades comum às bibliotecas escolares do agrupamento de escolas da Venda do Pinheiro, definido pela respetiva equipa. Os docentes, quer da componente letiva quer das atividades de enriquecimento curricular, tiveram oportunidade de tomar contacto com as atividades previstas e fazer a sua inscrição prévia nas atividades em que desejassem participar com as suas turmas. A responsável pela biblioteca participou nas reuniões de estabelecimento realizadas mensalmente. Através destas reuniões foi acertada a participação da biblioteca no plano anual de atividades da escola e foram feitas e aceites propostas de trabalho a desenvolver com as turmas. De notar que esta colaboração tem cada vez mais sido solicitada pela iniciativa dos docentes, o que faz com que o apoio prestado pela biblioteca seja sentido como um apoio efetivo ao currículo e à aprendizagem dos alunos, articulando com os planos curriculares. Sempre que necessário estabeleceu-se comunicação através de correio eletrónico para que a biblioteca pudesse articular, tanto com a coordenadora de estabelecimento como com os docentes, em tempo útil e de forma fácil. Quanto às atividades de enriquecimento curricular, a biblioteca foi utilizada de forma menos regular, muito embora durante este ano letivo a sua utilização por parte desta componente tenha sido aumentada em relação ao ano letivo anterior. Houve mesmo uma atividade colaborativa em que a Ciência Divertida celebrou o “Dia da Ciência” com sessões de experiências (retiradas de livros existentes na biblioteca), que decorreram na biblioteca escolar, tanto para as turmas do primeiro ciclo como para as do pré-escolar. A biblioteca também foi utilizada ao longo de todo o ano pela componente de apoio à família, tanto nos períodos letivos como nas interrupções letivas. Esta componente utilizou regularmente o espaço, equipamentos, materiais e fundo documental, em atividades e ocupação presencial. Os computadores também foram utilizados por esta valência, principalmente para atividades recreativas com os alunos.

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Colaboração com as atividades de sala de aula: Literacias da informação, tecnológicas e digitais / Leitura e literacia Optou-se por fazer um único grupo de temáticas, pois muitas das atividades e projetos realizados ao longo do ano tiveram vertentes que de facto as abrangeram num todo. Todas as turmas tiveram oportunidade de utilizar a biblioteca numa frequência regular, que compreendeu tempos para utilização autónoma, geridos pelo respetivo professor, e tempos para trabalho colaborativo com a orientação da responsável pela biblioteca.

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Utilização autónoma No que diz respeito aos tempos para utilização autónoma, a responsável da biblioteca esteve disponível, quer para apoiar os docentes na seleção prévia de materiais adequados, quer para apoiar presencialmente as atividades em curso. Verificou-se que estes tempos de utilização autónoma foram usados ao longo do ano letivo, sendo por isso a biblioteca considerada como um espaço alternativo à sala de aula, possibilitando aos docentes outras abordagens ao currículo e outras dinâmicas de trabalho, com recurso ao equipamento, aos materiais e ao fundo documental. A seleção de títulos por temáticas necessárias foi requisitada pelos docentes como apoio a esta utilização autónoma, bem como o apoio aos alunos que vieram frequentes vezes à biblioteca a pedido dos respetivos professores, selecionar títulos para abordagem de temáticas em sala de aula.

Trabalho colaborativo A responsável pela biblioteca desenvolveu esta vertente do trabalho em dois vetores distintos: o trabalho colaborativo com a totalidade da turma presente na biblioteca, acompanhada, claro está, do respetivo docente, com quem tinha havido trabalho prévio de planificação, e trabalho com pequenos grupos de alunos, em tempos e períodos de trabalho geridos pelo professor titular da turma. Com as turmas foram desenvolvidas atividades como ateliês de construção de histórias, círculos de leitura para as turmas do quarto ano, que foram bem aceites e que serão intensificados no próximo ano letivo e alargados a outros anos de escolaridade, ateliês para aprendizagem de construção de fantoches em papel de jornal, horas do conto, leituras de excertos em voz alta, visionamento de apresentações em power point construídos por alunos, como “O ciclo da água”, “Os direitos da criança”, “A casa da Mosca Fosca” e exploração dos recursos da biblioteca, como a mesa de exposição para apoio da apresentação de títulos novos e formação de utilizadores. Para apoio destas atividades foram feitas várias experiências de digitalização e tratamento de imagem, construção e animação de power points, sessões de gravações de texto e diálogos e respetiva inserção das vozes e música. Também se fizeram experiências pontuais de construção de podcasts. Relativamente às turmas do pré-escolar o trabalho desenvolvido foi principalmente dirigido à sensibilização das crianças para que aderissem ao espaço e atividades da biblioteca, com destaque para a requisição domiciliária que mais adiante neste relatório se desenvolve e para a hora do conto. Houve, contudo, a solicitação da biblioteca por uma das turmas, para trabalho colaborativo sobre a temática do mar. Assim, a partir do livro “A onda”, contado na biblioteca, desenvolveu-se uma atividade na sala, em que a responsável da biblioteca colaborou na construção de um painel com pintura das crianças e inscrição de frases alusivas ao tema, da autoria das crianças e recolhidas

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pela educadora. Este painel figurou numa exposição de trabalhos de várias escolas sobre o Dia do Mar, patente no Museu da Marinha. No que respeita às dinâmicas de trabalho de pequeno grupo, a componente de pesquisa orientada, seleção de informação e processamento de texto foram a base de todos os projetos requisitados pelos docentes das várias turmas e anos de escolaridade. Nesta fase do trabalho foi de extrema importância a sensibilização dos alunos para a menção das fontes, quer para a informação em texto quer para a informação em imagem e a aprendizagem de como proceder para construir um texto pessoal a partir da informação recolhida e selecionada, aprendendo a ir além do “copia” e “cola”. Nestes tempos, a responsável da biblioteca trabalhou a par com os alunos, ajudando-os a cumprir as tarefas solicitadas pelo professor, sendo contudo a orientação da dinâmica das sessões de trabalho da sua responsabilidade. Esta dinâmica de trabalho em pequenos grupos foi, sem dúvida, muito requisitada ao longo do ano, e por isso considerada uma das áreas fortes do trabalho colaborativo deste ano letivo, abrangendo temáticas variadas, como a construção de apresentações sobre vários países para partilhar com a turma. Estas apresentações dos alunos compreenderam a construção de pequenos power points sobre os países, preparação dos textos para apoio aos power points, dramatização de contos e lendas desses países, construção de materiais para apoio, como cenários, fantoches, sombras chinesas e ensaios de técnicas de apresentação e de estar em público. Outras temáticas abrangidas neste trabalho com pequenos grupos de alunos foram a construção de pequenas histórias de animais, após pesquisa sobre as suas características, alimentação, habitat, etc., para apoiar a aprendizagem das letras, a construção de narrativas para vários projetos, inclusive o apoio às turmas da nossa escola que participaram no projeto que envolveu várias turmas de terceiro ano de várias escolas do agrupamento e que culminou na publicação do conto original “A tristite do pinheirinho”. Também houve sessões de acompanhamento de alunos no trabalho de pesquisa orientada, recolha e seleção de informação e construção de texto, quer em suporte impresso quer com recurso à internet e ao computador, mas já numa perspetiva de autonomia, em que a responsável da biblioteca distribuiu tarefas que, após um período estipulado, foram conferidas e aferidas em conjunto, daí resultando novas tarefas de melhoramento com novas experiências de autonomia de trabalho para os alunos, e assim sucessivamente, até se chegar ao resultado final pretendido pelo professor.

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Empréstimo para sala de aula A biblioteca prestou apoio continuado, ao longo do ano letivo, aos professores titulares de turma na requisição e circulação de livros para uso em sala de aula, quer do Plano Nacional de Leitura, quer das Metas de Aprendizagem, quer do restante acervo, colaborando na criação de materiais e atividades destinados à dinamização da leitura orientada das obras em estudo. A construção destes materiais foi diversificada, compreendendo fichas de trabalho, textos de contos integralmente passados a word (para acompanharem o lote de livros disponível, por este

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não ter volumes suficientes para trabalho com as turmas), outros documentos de divulgação como cartazes e listagens.

Empréstimo domiciliário O trabalho relativo à sensibilização e estímulo para a leitura, bem como à proximidade dos alunos com o fundo documental da biblioteca continuou a ser uma das prioridades. No caso dos alunos do primeiro ciclo, a estratégia proposta à equipa da escola pela responsável da biblioteca e experimentada no ano letivo anterior foi considerada pelos docentes titulares de turma como adequada e promotora de bons hábitos de leitura, pelo que lhe foi dada continuidade durante todo o presente ano letivo. Assim, no horário da biblioteca ficou estipulado um dia semanal para a requisição domiciliária das turmas do primeiro ciclo. Durante o decorrer das aulas, dois a três alunos de cada vez e de cada turma, vinham à biblioteca para escolher o livro para ler em casa e podiam calmamente consultar em estante, pedir ajuda para temáticas ou títulos específicos e trocar impressões com os outros colegas que estavam em simultâneo na biblioteca a requisitar. Concluída a requisição regressavam à sala de aula e outros colegas vinham requisitar, até a turma toda ter requisitado. A responsável da biblioteca esteve sempre presente para apoiar esta dinâmica. Neste dia da requisição domiciliária aproveitou-se para fazer exposição de títulos novos ou de títulos alusivos a efemérides ou atividades do plano anual, de modo a chamar a atenção dos alunos e restantes utilizadores. Quanto ao pré-escolar, pareceu oportuno fazer aqui uma breve explicação de como se processou a requisição domiciliária para as turmas destes alunos. Esta dinâmica foi fortemente apoiada pelas respetivas educadoras, que semanalmente vieram à biblioteca com as suas turmas. A sensibilização de alunos pertencentes a uma faixa etária tão nova para se tornarem utilizadores da biblioteca requer uma dinâmica cuidadosa e muito acompanhada, em que o fator afetivo é importante. Daí que se procurou recorrer ao Folhas, a mascote da biblioteca, para explicar aos alunos que levar para casa um livro emprestado pela biblioteca implicava ser capaz de fazer um contrato com o Folhas, em que ele prometia emprestar todas as semanas um livro novo a cada menino e por sua vez cada menino prometia ao Folhas cuidar muito bem dos livros e devolvê-los à biblioteca para poder levar um livro novo. A esta dinâmica chamou-se a cerimónia do contrato com o Folhas e foi sendo feita ao longo de todo o primeiro período, à medida que mais pais e encarregados de educação eram sensibilizados pelas educadoras a assinar o termo de responsabilidade, ou seja, a ficha de inscrição dos seus filhos como leitores da biblioteca. Essa mesma ficha foi explicada às crianças e, na cerimónia do contrato com o Folhas, era assinada por cada aluno na presença da sua turmas e celebrou-se cada novo leitor com uma salva de palmas! Ao longo do ano também se teve o cuidado de diversificar as estratégias de apresentação dos livros aos alunos, que passaram por exploração livre das estantes, escolha de títulos por interesses e temas, exposição de livros nas mesas e respetiva escolha dos alunos. Também se valorizou a troca de experiências de leitura entre os alunos, que passou por mostrarem aos colegas a ilustração de que mais gostaram, contar um bocadinho da história, contar quem os ajudou a ler o livro em

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casa, e outras, sendo que destas atividades de partilha resultou que muitos alunos queriam levar títulos que outros colegas tinham levado na semana anterior. A quantificação relativa ao empréstimo domiciliário traduz-se nos seguintes números: Os alunos das quatro salas do pré-escolar requisitaram ao longo do ano 414 títulos para ler em casa. Quanto ao primeiro ciclo os números são os seguintes: os alunos do primeiro ano requisitaram para casa 310 títulos; os alunos do segundo ano requisitaram 314 títulos; no terceiro ano as requisições foram de 365 títulos e no quarto ano foram requisitados 463 títulos, o que perfaz um total de 1452 títulos. O total de títulos requisitados pelos alunos da escola perfaz 1866.

Projetos, parcerias e atividades livres A biblioteca ofereceu atividades livres durante os intervalos da manhã, de almoço e da tarde, ao longo de todo o ano letivo e com a regularidade possível. Os constrangimentos relativos a esta oferta têm a ver com a impossibilidade de outros docentes ou assistentes operacionais darem apoio ao funcionamento da biblioteca nos intervalos, pois são imprescindíveis para a realização de outras tarefas, nomeadamente a vigilância dos recreios. Realizaram-se algumas atividades de animação dos intervalos, com a colaboração de alunos, docentes e convidados: “A minha surpresa é…”, “Conto contigo”, dinamização de ateliês para decoração dos sacos de transporte de livros requisitados para casa, exposição de novidades (divulgação de novos livros e materiais). Ao longo do ano letivo manteve-se a campanha de troca de livros usados “Eco-livros”, lançada no Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, embora não tenha tido tanta adesão como no ano letivo anterior. O Mês Internacional das Bibliotecas Escolares foi ainda o mote para algumas atividades no campo da leitura, em que alunos vieram à biblioteca ler pequenos excertos escolhidos por si e se realizaram horas do conto para todas as turmas do pré-escolar, com a história ”No, no y no”. Para marcar o dia internacional da alimentação fez-se uma hora do conto com a obra “O dia em que a barriga rebentou”, animado com fantoches construídos na biblioteca e contado pela responsável da biblioteca em conjunto com a professora Ana Valente. Também se realizou para toda a escola a hora do conto de Natal “Um beijo para o Pai Natal”, feita pelas mesmas docentes, e igualmente animada com fantoches e adereços construídos na biblioteca, com uma sessão para o pré-escolar e uma sessão para o primeiro ciclo. Realizou-se uma feira do livro visitada por todas as turmas da escola.

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Gestão da biblioteca

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Os serviços e atividades da biblioteca foram organizados para ir ao encontro das necessidades dos utilizadores, de forma rápida e simples de utilizar. Estão sempre disponíveis mapas de registo fáceis de preencher, que os utilizadores preenchem autonomamente, quer no que respeita à utilização do espaço, materiais e atividades realizadas, como no que concerne à requisição de livros e outros materiais para sala de aula. O equipamento informático, já antigo e desatualizado (data de 2004), funcionou razoavelmente este ano letivo, pois foi alvo de manutenção por parte de técnicos da Câmara Municipal de Mafra, a quem compete prestar este apoio. Com os computadores a darem uma resposta minimamente aceitável, foi possível, durante o presente ano letivo, proporcionar aos alunos o seu uso, quer para execução de trabalhos, quer para utilização livre aos intervalos. Continuou-se a proceder à conservação e restauro do acervo existente, quando necessário, e enviaram-se para tratamento documental na Biblioteca Municipal de Mafra, novos livros e outros materiais. Fizeram-se as atualizações do catálogo respetivas, também com o apoio da Biblioteca Municipal. Como a biblioteca esteve sempre presente nas reuniões de estabelecimento, houve facilidade de colaborar com todos os docentes para garantir resposta e apoio efetivos, quer ao currículo, quer às atividades de sala de aula e às relativas ao plano anual de atividades. O empréstimo domiciliário às turmas do primeiro ciclo e às turmas do pré-escolar totalizou 1866 livros. O empréstimo para sala de aula às turmas do primeiro ciclo e às turmas do pré-escolar totalizou 204 livros. Emprestaram-se ao jardim de infância da Charneca 97 títulos, para apoio do trabalho em sala de aula. A componente de apoio à família utilizou as instalações equipamentos e materiais da biblioteca ao longo de todo o ano letivo, em especial os computadores, o quadro interativo e o data-show, bem como DVD e livros, mas a biblioteca não teve condições de contabilizar o empréstimo presencial. As atividades de enriquecimento curricular também utilizaram a biblioteca para dar algumas aulas, com recurso ao quadro interativo e ao data-show. Foram feitas algumas aquisições de novos títulos, de acordo com os pedidos dos professores para as metas de aprendizagem e as atividades a desenvolver, e houve também o apoio do empréstimo interbibliotecas.

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Divulgação de atividades A divulgação de atividades fez-se recorrendo às informações dadas nas reuniões de estabelecimento, a cartazes colocados à saída da biblioteca e na sala de professores. Também se comunicou, algumas vezes, por correio eletrónico, principalmente para partilhar materiais, divulgar e agendar atividades. O blogue foi também utilizado como um veículo de divulgação e comunicação, tanto das atividades da biblioteca como das atividades do plano anual de atividades do estabelecimento, em que a biblioteca esteve presente como parceira. Publicaram-se 65 posts ao longo do ano letivo.

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Escola Básica de S. Miguel do Milharado A gestão desta biblioteca foi assegurada pelo Professor Bibliotecário Pedro Moura e pela docente Manuela Neves (docente do primeiro ciclo com dispensa da componente letiva) que possibilitou um excelente e precioso contributo em diversas áreas referentes quer a trabalho de atendimento e serviço de referência junto dos alunos, uma vez que a biblioteca esteve constantemente aberta, todos os dias, das nove horas da manhã às dezassete horas e trinta minutos. O horário do professor bibliotecário Pedro Moura continha para além da gestão e organização desta biblioteca a leccionação da disciplina de Inglês à turma do Curso de Educação e Formação - Serviço de Mesa e apoios estudo a uma turma do sexto ano e duas de oitavo ano de escolaridade, pelo que a vinda do professor bibliotecário a esta biblioteca ocorria às terças-feiras à tarde, quartas e quintas-feiras durante todo o tempo letivo. De salientar ainda este professor ficou em gestão partilhada da biblioteca de Santo Estêvão das Galés com a professora bibliotecária Susana Lopes. O funcionamento da biblioteca compreendeu tempos para utilização autónoma e tempos para utilização com a presença do respetivo responsável. Este processo foi agilizado porque ao longo de todo o ano se afixou na sala de professores e na própria biblioteca o horário quinzenal com um tempo reservado para cada turma. Deixando assim, tempos suplementares de utilização autónoma que poderiam ou não usufruir da colaboração com a docente Manuela Neves.

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Articulação curricular Pelo primeiro ano esta biblioteca escolar é alvo de avaliação segundo o Modelo de avaliação emanado pela RBE, sendo que o domínio a ser avaliado é o A, “Apoio ao Desenvolvimento Curricular”. No início do ano letivo foi dinamizada uma abertura da BE à comunidade educativa para apresentação do PAA, durante uma semana: dos 11 professores titulares, compareceram 9; dos 4 professores das AEC, compareceram 2; e a professora de Apoio Educativo compareceu. A Coordenadora do Estabelecimento e as Coordenadoras CAF (1.º Ciclo e Pré-Escolar) também compareceram. Em relação aos docentes das AEC, por ser um grupo gerido por horas de trabalho, é difícil conciliar tempos para planificar atividades de colaboração com a BE, sendo que os professores titulares, tendo hipótese de usufruir de uma atividade na BE, pela sua monodocência, preferem que seja no seu tempo letivo. No entanto, estes docentes desenvolvem o seu trabalho em colaboração direta com o professor titular. O espaço da BE foi frequentemente utilizado para prestar apoio educativo. Como ponto fraco identificado pode-se enumerar a ausência de comparência dos profissionais dos Apoios Especializados e Educativos, pelo menos em algumas reuniões de estabelecimento.

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O professor bibliotecário participou em todas as reuniões de estabelecimento realizadas, exceto em uma por sobreposição com uma reunião de avaliação da turma do Curso de Educação e Formação - Serviço de Mesa. Através das reuniões de estabelecimento foi desenvolvida a participação da BE no PAA de escola e foram sugeridas estratégias de integração do trabalho desenvolvido com a BE no currículo demonstrando que a presença regular da professor bibliotecário nas reuniões de estabelecimento, assim como a generalização do recurso ao correio eletrónico, facilitou a comunicação entre colegas, intensificando os contatos informais com diferentes profissionais da escola. A integração de atividades de apoio ao currículo no PAA das BE, recorrendo às referenciadas nos Projetos de Desenvolvimento Curricular das diferentes turmas, permite ser demonstrar o trabalho de articulação desenvolvido com alguns docentes, assim como a promoção de formações informais com base na partilha de experiências de trabalho colaborativo desenvolvido entre a BE e um ou mais do que um docente. Esta situação pode permitir a construção de materiais e sugestões de atividades a desenvolver com todos os profissionais envolvidos na educação formal de todos os alunos (Docentes Titulares; Docentes das AEC; Docentes dos Apoios Especializados e dos Apoios Educativos).

Articulação com atividades de sala de aula/Literacias de Informação,Tecnológicas e Digitais A Biblioteca escolar foi utilizada em parceria em 243 sessões e em sessões autónomas foi utilizada 7 vezes, números que são indicativos de que mais tempo disponível nesta BE do PB correspondeu a uma maior interação no trabalho de articulação. Foram desenvolvidas 12 sessões de trabalho de articulação com o currículo com incidência em recursos digitais (Voki, Wordle, Word, Powerpoint, Prezi, Wordle e Tagxedo). Foram desenvolvidas 6 sessões de trabalho colaborativo com incidência na pesquisa na Internet (catálogo da biblioteca e outras pesquisas). A sala de informática foi requisitada várias vezes para pesquisa, apresentação de trabalhos de alunos, apresentação de recursos em diferentes atividades curriculares. Foi desenvolvido um projeto Etwinning com colegas Polacos e Turcos onde os alunos de uma turma de 3.º ano de escolaridade tiveram a necessidade de recorrer várias vezes ao uso das Tecnologias de Informação. Foram dinamizadas algumas atividades de agrupamento, integradas na Semana da Leitura PNL, tais como o Ler a Par e a Estafeta de Contos, assim como a dinamização da semana da leitura, abrangendo, em diferentes atividades a todas as turmas do 1.º ciclo e grupos do JI. Foi desenvolvida uma atividade de pesquisa de informação com a exploração do catálogo em linha da BE. A equipa das BE continua a ter publicado na página moodle do Agrupamento o Guião de Pesquisa de Informação, aprovado em Conselho Pedagógico. Foram realizadas duas atividades recorrendo a este guião, desenvolvidas em ambiente de sala de aula e de BE. Já existe um reconhecimento da utilidade do recurso ao desenvolvimento de competências de informação com os alunos, como competência transversal ao currículo, havendo no caso de alguns professores a disponibilização prévia de fontes concretas e fidedignas, embora exista ainda uma certa permissividade na qualidade da informação recolhida pelos alunos, não sendo exigido rigor, também na citação das

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fontes, mesmo adaptado à faixa etária, o que pode revelar fracas competências na seleção, organização e apresentação da informação por parte dos alunos. No entanto, os inquéritos aplicados aos alunos este ano letivo para o Modelo de Avaliação das BE, revelaram que este grupo gostaria de saber mais sobre como organizar um trabalho, como encontrar a informação de que precisa nos livros e como apresentar um trabalho recorrendo a ferramentas digitais, sendo ainda referidas aprendizagens como encontrar a informação de que precisam na Internet, como fazer trabalhos de pesquisa e como organizar um trabalho. Neste ponto, a equipa conta divulgar e atuar através do documento da RBE do referencial de aprendizagens associadas ao trabalho das bibliotecas escolares, ótimo para sistematizar as competências inerentes a estas aprendizagens, através da introdução no novo PE de agrupamento das orientações emanadas deste documento. Nos inquéritos dos alunos e professores aplicados a BE é referenciada como apoio à prática de pesquisa e seleção da informação. Foram dinamizadas algumas atividades de agrupamento, integradas no PNL, tais como o “Estamos mesmo a ler”(com 6 participações) e a Estafeta de Contos (com 10 participações). O blogue foi utilizado como um veículo de divulgação e comunicação, tanto das atividades da biblioteca como das atividades do plano anual de atividades do estabelecimento, em que a biblioteca esteve presente como parceira. Assim, foram realizadas 193 publicações no blogue durante o ano letivo. A BE fomentou o recurso à Biblioteca Digital do PNL pelas duas turmas de 1.º ano e pelas 4 do pré-escolar. Foram facultados jogos de destreza digital e de tática nos 2 computadores de utilização na BE, fomentadores do raciocínio estratégico nos alunos, para usufruto nos seus tempos livres de recreio. Tudo o que foi enumerado demonstra variedade de trabalho em diferentes ferramentas e recursos digitais. Formação de Utilizador No PAA das BE foram contempladas 3 atividades de formação de utilizadores (Visita Guiada à BE, Ajudantes da Biblioteca, Formação de Utilizadores). Na atividade de formação de utilizadores desenvolveram-se 4 sessões de utilização do catálogo, 11 sessões de formação de utilizador com as 11 turmas da escola (integrada também na visita guiada à BE). Quanto ao JI do Milharado, fora da escola São Miguel do Milharado, sempre que o tempo o permitiu, na sua visita quinzenal com o grupo à BE os alunos participaram nas atividades planificadas seguindo as regras de utilização da biblioteca. Neste domínio também se avaliou o impacto da BE no desenvolvimento de valores e atitudes indispensáveis à formação da cidadania e à aprendizagem ao longo da vida e assim verificou-se que 97,3 % dos alunos inquiridos considera que o trabalho na BE ou tendo por base os seus recursos, contribui para que se vão sentindo mais seguros e confiantes nas tarefas da pesquisa, consulta e produção de informação que têm de realizar e considera que os trabalhos de pesquisa realizados na BE ou utilizando os seus recursos exigem deles capacidades de iniciativa, autonomia e cooperação com os seus colegas. Quanto aos professores inquiridos 92% consideram que a BE influencia muito, nos seus alunos, o desenvolvimento de valores e atitudes de convivência, iniciativa, cooperação e autonomia. Pode afirmar-se que os alunos vivenciam a biblioteca e os projetos ali desenvolvidos de uma forma positiva e os professores demonstram recetividade às propostas da BE. A BE apresentou uma lotação muito boa em

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todos intervalos e horas de almoço. Os primeiros espaços a ficarem esgotados, por livre opção, eram: o dos computadores; o do espaço do filme; o do espaço do desenho livre. Leitura e literacia Promoção da leitura /Estratégias de Leitura Com a verba afeta à aquisição de novos materiais para esta BE, tem-se procurado responder às necessidades dos leitores, inclusive na seleção de materiais doados. A diversificação de estratégias de promoção da leitura foi uma preocupação constante do PB. A presença de um membro da equipa da BE afetou positivamente a frequência da requisição domiciliária, contribuindo para o aumento dos empréstimos. Quanto ao JI do Milharado, fora da escola São Miguel do Milharado, sempre que o tempo o permitiu, na sua visita quinzenal com o grupo à BE, as colegas escolhiam diretamente os livros e/ou o PB dinamizava uma apresentação de livros ao grupo e de entre os apresentados, todos votavam os preferidos. Quando chovia e a deslocação das crianças era impossibilitada, o PB deslocava-se ao JI e levava algumas sugestões de leitura para trocar pelas emprestadas. Foram adquiridos 27 livros para as escolas do agrupamento, com verba atribuída pelo projeto “aLer+”. O Agrupamento assegurou a assinatura da revista “Visão Júnior”. Foram requisitados a outras bibliotecas (BE e Biblioteca Municipal) 27 livros, para o desenvolvimento de várias atividades de promoção da leitura. Foram registados na base o empréstimo de 1927 livros durante o ano letivo Na semana da Leitura dinamizaram-se 4 atividades envolvendo todos os alunos da escola e a restante comunidade educativa, nomeadamente um encontro de gerações com os idosos do Centro de Dia do Milharado, uma oficina de origamis de Páscoa, uma articulação com a técnica da Biblioteca Municipal, Carla Rodrigues, para o conto de uma história tradicional e a presença do contador de histórias António Fontinha. Nas interrupções do Natal e da Páscoa foi permitido aos alunos levarem livros emprestados da BE para casa. Como BE que integra um agrupamento “aLer+” foram desenvolvidas 3 atividades, foram elas: concurso “Estamos mesmo a ler”, ”, atividade em que participaram 6 mães e 1 avó em conjunto com os alunos familiares ; “Ler a Par” atividade a envolver pais e alunos do Pré-Escolar e 1.º ciclo desta escola e do JI da Venda do Pinheiro; e “aLer+ com o Diretor”, texto divulgado a turmas do 3.º e 4.º ano desta escola. E foi ainda publicitado o Top-Leitor de cada mês.

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Projetos e parcerias A parceria com as diferentes técnicas da Biblioteca Municipal mantém-se a um nível de satisfação bastante elevado. Para a realização das atividades na BE teve grande importância o contato pessoal do PB com os colegas. A parceria com a CMM e seus serviços tem vindo a crescer também no que diz respeito à adequação da coleção às necessidades curriculares da escola, através do empréstimo recorrente a títulos existentes na Biblioteca Municipal. A existência da página do facebook teve como grande objetivo angariar mais amigos para a BE e divulgar atividades, novidades e o acervo da BE. Existe um ambiente coeso entre a equipa das BE do agrupamento. As atividades que envolvem os encarregados de educação ainda são muito esporádicas, no entanto houve uma relação muito próxima com a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Milharado, visível nas colaborações das atividades da Feira do Livro, no desfile de Carnaval onde cerca de 40 encarregados de educação se mascararam com a mascote da BE.

[EQUIPA DAS BIBLIOTECAS: RELATÓRIO] 2012/2013
Organização e gestão da biblioteca Gestão da Biblioteca Os serviços e atividades da biblioteca foram organizados para ir ao encontro das necessidades dos utilizadores, de forma rápida e simples de utilizar. Estão sempre disponíveis mapas de registo fáceis de preencher, que os utilizadores preenchem autonomamente, quer no que respeita à utilização do espaço, materiais e atividades realizadas, como no que concerne à requisição de livros e outros materiais para sala de aula. A BE e o seu PB são integrados no desenvolvimento de atividades do PAA de estabelecimento e no PDC de cada turma. Com os computadores a darem uma resposta aceitável, foi possível, durante o presente ano letivo, proporcionar aos alunos o seu uso, quer para execução de trabalhos, quer para utilização livre aos intervalos. Procedeu-se à conservação e restauro do acervo existente, quando necessário, e enviaram-se para tratamento documental na Biblioteca Municipal de Mafra, novos livros e outros materiais. Fizeram-se as atualizações do catálogo respetivas, também com o apoio da Biblioteca Municipal. Como a biblioteca esteve sempre presente nas reuniões de estabelecimento, houve facilidade de colaborar com todos os docentes para garantir resposta e apoio efetivos, quer ao currículo, quer às atividades de sala de aula e às relativas ao plano anual de atividades. O empréstimo domiciliário às turmas do primeiro ciclo e às turmas do pré-escolar totalizou 1927 livros.

Condições humanas e materiais para a prestação dos serviços O PB leccionou Inglês à turma do Curso de Educação e Formação - Serviço de Mesa e prestou apoio a uma turma de 6.º ano de escolaridade e a duas de 8.º ano de escolaridade, mas a presença da Professora Manuela Neves, membro da equipa da BE a tempo inteiro, ajuda a que a BE esteja aberta todo o tempo letivo, o que permitiu o aumento do número de empréstimos domiciliários. O trabalho desenvolvido no total, com turmas/grupos e a PB na BE foram de cerca de 243 sessões durante o ano letivo. O PB procedeu ao preenchimento da Base de Dados desta BE, colaborou no preenchimento do formulário da semana da leitura (PNL); dinamizou com a equipa o concurso “Estamos mesmo a Ler”. A Planta da BE respeita as orientações em termos de espaço e de recursos. Os equipamentos existentes são em número suficiente e em bom estado de conservação. Gestão da coleção/da informação No Regulamento Interno do agrupamento existe uma referência sucinta à política Documental (aquisição de documentos). Foram feitas aquisições de novos títulos que integram as novas metas de aprendizagem e livros de apoio a atividades a serem desenvolvidas durante o ano letivo, havendo também um reforço da coleção significativo, através do empréstimo interbibliotecas. São desenvolvidos vários esforços por parte do PB para atualização da coleção assim como para a sua difusão, pelo recurso a atividades de promoção da coleção, recurso a sítios da Internet (Cata Livros, Biblioteca Digital) assim como recorrendo aos catálogos em linha da BE. O catálogo da BE está atualizado e disponível no blogue da BE e no Portal Concelhio. A BE tem um blogue e uma conta no facebook.

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[EQUIPA DAS BIBLIOTECAS: RELATÓRIO] 2012/2013

Escola Básica de Santo Estêvão das Galés O trabalho desenvolvido nesta biblioteca este ano letivo (2012/2013) foi organizado segundo os seguintes fatores: - a gestão e dinamização da BE foram partilhadas por dois professores bibliotecários: Pedro Moura e Susana Lopes; - Pedro Moura assegurou o horário de funcionamento desta BE às segundas-feiras das 9.00 horas às 13.00 horas, perfazendo 4 horas. Nesse horário o PB procedeu à dinamização de atividades curriculares e extracurriculares de articulação com os docentes da escola, bem como ações de organização e gestão da BE em articulação com a PB Susana Lopes, divulgação de atividades no blogue e redes sociais; - Susana Lopes assegurou o funcionamento desta BE à quarta-feira (almoço e depois do toque do lanche) e à sexta-feira (manhã, almoço e depois do toque do lanche) perfazendo 6 horas. A PB teve também a responsabilidade da BE da EB n.º 1 da Venda do Pinheiro (14 horas) assim como foram atribuídas 8 horas de apoio educativo, sendo que no início do 2.º período foram alteradas as turmas e até ao fim do ano letivo passaram a ser 4 h atribuídas na EB n.º 1 da Venda do Pinheiro (2 turmas) e outras 4 na EB de St.º Estêvão das Galés (1 turma).

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Articulação curricular

No início do ano letivo, na abertura da BE à comunidade educativa para apresentação do PAA, compareceram as 3 professoras titulares, as 2 educadoras de Infância e a professora do Apoio Educativo Joana Santos. Não compareceram mais profissionais. Em relação aos docentes das AEC, por ser um grupo gerido por horas de trabalho, é difícil conciliar tempos para planificar atividades de colaboração com a BE, sendo que os professores titulares, tendo hipótese de usufruir de uma atividade na BE, pela sua monodocência, preferem que seja no seu tempo letivo. No entanto, estes docentes desenvolvem o seu trabalho em colaboração direta com o professor titular. O espaço da BE foi frequentemente utilizado para prestar apoio educativo pela professora bibliotecária, que nas suas horas de apoio educativo à turma de 2.º ano da professora Madalena Menezes recorreu, em algumas ocasiões, a livros da BE para complementar informação das fichas de trabalho que a professora fornecia. É de referir que os três alunos apoiados tinham muitas dificuldades na leitura, dois deles com problemáticas identificadas durante o ano letivo. No final do ano letivo foi dinamizada uma atividade de escrita criativa com toda a turma, em duas sessões. A BE também foi utilizada frequentemente na dinamização de atividades pela colega Joana Santos, como professora de Apoio Educativo.

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Os PB estiveram presentes alternadamente nas reuniões de estabelecimento realizadas. Através das reuniões de estabelecimento foi desenvolvida a participação da BE no PAA de escola e foram sugeridas estratégias de integração do trabalho desenvolvido com a BE no currículo. A presença nas reuniões e os contatos informais facilitados pela dimensão da escola foram dois fatores facilitadores importantes no desenvolvimento do trabalho colaborativo com os docentes titulares de turma/grupo. Foram desenvolvidas 7 atividades curriculares com as 3 professoras do primeiro ciclo e 2 com as 2 educadoras de infância, em articulação com os professores bibliotecários, em diferentes tempos do ano letivo. A integração de atividades de apoio ao currículo no PAA das BE, recorrendo às referenciadas em PDC das diferentes turmas/grupos, assim como a promoção de formações informais com base na partilha de experiências de trabalho colaborativo desenvolvido entre a BE e um ou mais do que um docente, podem permitir ser possível haver uma formalização do trabalho de articulação já desenvolvido com as docentes. Podem-se rentabilizar os materiais e sugestões de atividades decorrentes destas “formações” a desenvolver com todos os profissionais envolvidos na educação formal de todos os alunos (Docentes Titulares; Docentes das AEC; Docentes dos Apoios Especializados e dos Apoios Educativos).

Articulação com atividades de sala de aula/Literacias de Informação, Tecnológicas e Digitais Esta BE teve frequência marcada autónoma das turmas/grupos da escola, sendo bastante aproveitada nesses momentos, assim como quando em trabalho colaborativo com o PB. Estas frequências foram semanais. Foi desenvolvida 1 atividade de articulação com o currículo com incidência em 2 jogos de exploração de competências digitais e estratégicos em suporte CD-Rom (Expressão & Educação Plástica e 31 Alerta) e 1 de acesso gratuito na Internet (Childsplay). A sala de informática foi recurso quase semanal para desenvolver trabalhos, essencialmente pela professora Clorinda Gonçalves. Pode-se concluir que tem havido um aumento de recurso às novas tecnologias com uma utilização ativa e interventiva, respeitando as competências a desenvolver nas novas metas de aprendizagem, essencialmente no domínio da produção e utilização da informação no que respeita às orientações emanadas na área das Tecnologias de Informação e Comunicação. Foram dinamizadas algumas atividades de agrupamento, integradas no PNL, tais como o “Estamos mesmo aLer?”(com 1 participação de uma aluna e sua mãe), a Estafeta de Contos em que participaram todas as turmas e grupos, e o concurso “Faça lá um poema” com algumas participações. As atividades da semana da Leitura (PNL) foram diversificadas e abertas à Comunidade, tal como ficou registado no blogue da BE (www.oventoinhas.blogspot.com). Foram realizadas 96 postagens no blogue durante o ano letivo. A BE fomentou o recurso ao sítio do Cata Livros a todas as turmas e grupos do estabelecimento. Foram publicados trabalhos de três grupos (turma da professora Clorinda Gonçalves, grupo da educadora Anabela e grupo da educadora Maria João) no sítio Cata Livros. A BE apresentou às crianças de Jardim de Infância os recursos de divulgação e comunicação que tem na Internet (e-mail, blogue e página do facebook) alertando para a sua utilização

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com o controle do adulto (Segurança na Internet). Foram criados no blogue da biblioteca 5 novos separadores, (Títulos PNL; Círculos de leitura; Metas de Aprendizagem; Bibliotecas Digitais; Hino da Biblioteca). Tudo o que foi enumerado demonstra variedade de trabalho com diferentes ferramentas e recursos digitais. Foram facultados jogos de destreza digital e de tática nos 2 computadores de utilização na BE, fomentadores do raciocínio estratégico nos alunos, para usufruto nos seus tempos livres de recreio.

Formação de Utilizador No PAA das BE foram contempladas 3 atividades de formação de utilizadores (Visita Guiada à BE, Ajudantes da Biblioteca, Formação de Utilizadores). A atividade dos Ajudantes da BE contou com vários alunos que foram rodando durante o ano letivo, sendo-lhes atribuídas várias tarefas, conforme os dias disponíveis. Assim o grupo de segunda-feira ajudava na orientação dos utilizadores na BE e arrumava livros, os grupos de quarta-feira ajudavam na identificação de livros sem etiqueta de registo, colagem de etiquetas e papel autocolante, assim como no registo em computador das etiquetas em falta, e de tarde ajudavam na orientação dos utilizadores na BE, sendo sexta-feira esta a sua responsabilidade em todos os intervalos. Foi também um grupo de ajudantes do 4.º ano que auxiliou os PB na receção dos visitantes na semana da leitura, como guias de apresentação da biblioteca. Esta foi uma atividade bastante elogiada pelos alunos, como mentora de atitudes de aprendizagem e responsabilidade, para além do respeito e atenção ao próximo que têm que construir, revelando-se uma mais-valia para o desenvolvimento de valores e atitudes indispensáveis à formação da cidadania e à aprendizagem ao longo da vida. Na atividade de formação de utilizadores desenvolveram-se 5 sessões com as 3 turmas do 1.º ciclo e 2 grupos do Pré-escolar. Pode afirmar-se que os alunos vivenciam a biblioteca e os projetos ali desenvolvidos de uma forma positiva enquanto os professores demonstram bastante recetividade às propostas da BE. Esta BE teve 1204 requisições domiciliárias, sendo a segunda tarefa preferida, após a da utilização do computador, nos intervalos abertos da biblioteca. Tem aumentado a procura autónoma dos PB, por parte dos alunos, para ajudar a identificar livros segundo conteúdos ou segundo interesses. Todas as docentes titulares promoveram a requisição domiciliária dos seus alunos, demonstrando uma grande autonomia, em alguns casos, nesta tarefa. Foram desenvolvidas pelo corpo docente diferentes atividades de promoção da leitura com as requisições domiciliárias dos alunos. Foram construídos pelos PB 5 impressões, seleção de livros e construção de materiais identificativos do exposto para a abertura da BE à comunidade escolar.

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Leitura e literacia

Promoção da leitura /Estratégias de Leitura Foram integrados na coleção desta BE, neste ano letivo, 84 títulos. Foram requisitados a outras bibliotecas (BE e Biblioteca Municipal) 27 livros, para o desenvolvimento de várias atividades de promoção da leitura. Foram registados na base o empréstimo de 1204 livros durante o ano letivo, o que é um número considerável de empréstimos domiciliários (1204) para uma BE desta dimensão. As docentes titulares desenvolvem dinâmicas próprias de promoção da leitura, sendo que a professora Madalena Menezes desenvolveu durante o ano letivo uma “Roda de histórias” com frequência semanal, a professora Clorinda Gonçalves acompanhou também com uma frequência semanal as requisições dos seus alunos, por vezes orientadas, conforme atividades desenvolvidas, e as educadoras Maria João e Manuela também promoviam a requisição com a PB ou autonomamente, no sentido de partilha de leituras no grupo. Nas interrupções do Natal e da Páscoa os alunos puderam levar livros emprestados da BE para casa. A diversificação de estratégias de promoção da leitura tem sido uma preocupação constante dos PB, bem demonstrativa através do blogue da biblioteca.

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Com a ajuda dos Ajudantes da biblioteca foram coladas todas as etiquetas de número de registo nos materiais e iniciou-se o levantamento dos livros sem etiqueta, assim como a sua colocação, tarefa praticamente concluída, o que pode permitir um primeiro inventário dos materiais da biblioteca. Como BE que integra um agrupamento “aLer+” foram desenvolvidas 3 atividades, foram elas: concurso “Estamos mesmo a ler”, ”, atividade em que participou 1 mãe e a sua filha ; “Ler a Par” atividade a envolver pais e alunos do Pré-Escolar e 1.º ciclo; e “aLer+ com o Diretor”, texto divulgado na turma do 3.º/4.º ano desta escola. Nos dois dias dedicados à semana da Leitura dinamizaram-se 5 iniciativas integradas nas comemorações da semana da leitura PNL, o que envolveu toda a comunidade, foram elas: Sessão de desafio Cata Livros com Miguel Horta e turma da professora Clorinda Gonçalves; Sessão de ilustração recorrendo ao corpo, com Miguel Horta e grupos de 4/5 anos das 2 salas do Pré-Escolar; abertura da biblioteca à comunidade com orientação dos PB e grupo de Ajudantes, assim como promoção de um encontro com Miguel Horta (escritor/ilustrador/contador de histórias); repetição no segundo dia da abertura da biblioteca à comunidade com orientação dos PB e grupo de Ajudantes, seguida de ateliê de escrita criativa dinamizada pelos PB (v. blogue). Neste âmbito, para além das já referenciadas, ainda foram dinamizadas várias horas do conto assim como encontros com escritores (Paula Ruivo, Marina Santos, Sara Policarpo).

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O apoio na promoção da leitura aos grupos do JI permitiu desenvolver um trabalho rico na crítica leitora, nas múltiplas interpretações, sistematizado através dos contos Grimm apresentados, assim como na forma como a PB dinamizou a exposição desses contos, para além da difusão da coleção. A BE procura apoiar os professores e educadores em atividades de leitura, tendo a preocupação de variar suportes e abordagens. Procura-se explorar, nas diferentes atividades, capacidades de interpretação de diferentes códigos, fluência leitora, expressividade leitora, capacidade crítica, compreensão e produção gráfica (desenho e escrita). Projetos, parcerias e atividades livres

Atividades livres Os intervalos de abertura da BE tiveram uma frequência média de 15 alunos. A BE tem regras específicas de organização e orientação dos alunos para os intervalos. Sendo os computadores o recurso mais procurado foi elaborado um documento em Excel para controlar as utilizações destes equipamentos, o que permitiu uma seleção de outras atividades menos procuradas pelos alunos. A BE não tem reunidas as condições a nível dos recursos humanos de forma a poder responder de forma regular às necessidades de apoio à aquisição e desenvolvimento, por parte dos alunos, de métodos de trabalho e de estudos autónomos. Poderá ser potenciada a sua capacidade para explorar estas competências recorrendo à disponibilização do PB nos tempos de apoio ao estudo para desenvolverem a utilização do Guião de Pesquisa de Informação do agrupamento, assim como colaborar na construção de outros materiais de suporte ao incentivo à aprendizagem de estratégias que fomentem o trabalho autónomo dos alunos.

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Projetos e parcerias A partilha da gestão e dinamização da biblioteca pelos dois professores bibliotecários permitiu mais horas de abertura dos serviços da BE neste estabelecimento, assim como o assegurar de um trabalho de articulação semanal aos dois ciclos de ensino da escola. Em três ocasiões (festa de aniversário da mascote com lançamento do hino, hora do conto partilhada e semana de abertura da BE à comunidade) foram dinamizadas iniciativas com os dois profissionais, tendo consequências positivas na visibilidade do trabalho desenvolvido na biblioteca, situação também potenciada pelo número de publicações de notícias no blogue e partilha no facebook. Foram efetuados 28 empréstimos interbibliotecas do nosso agrupamento. Existe um ambiente coeso entre a equipa das BE do agrupamento e um ambiente bastante colaborativo com o grupo concelhio. Pretende a BE aprofundar a relação com a comunidade da localidade, promovendo a abertura da BE com mais frequência, assim como deslocando turmas que pretendam desenvolver trabalho neste sentido, e até

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disponibilizando recursos, solicitando o apoio de agentes ativos da comunidade, especialmente a Associação de Pais.

Organização e gestão da biblioteca

Gestão da Biblioteca A BE é contemplada pela escola nos documentos orientadores (Projeto Educativo de Agrupamento, Regulamento Interno, Projeto de Desenvolvimento Curricular de Agrupamento). No PE do Agrupamento (em vias de ser aprovado a nova proposta) as BE são contempladas como intervenientes nos objetivos referentes ao desenvolvimento do gosto pela leitura, na aquisição das literacias fundamentais, na progressão nas aprendizagens e no sucesso escolar. A PB (Coordenadora da equipa) tem assento no CP. Foram apresentadas pela equipa propostas de alteração ao RIA referentes às diferentes BE. Denota-se um reconhecimento da importância da BE nos documentos orientadores do agrupamento, sendo a sua equipa ativa na renovação desses documentos, assim como na partilha dos resultados da avaliação das BE. A representação da Coordenadora da equipa em CP tem demonstrado ser fulcral para a visibilidade do trabalho desenvolvido nas BE do agrupamento. Foram desenvolvidas 10 atividades curriculares com os 5 docentes da escola. Os PDC e o PAA de estabelecimento evidenciam trabalho de articulação com a BE, em forma de trabalho colaborativo e autónomo. A equipa da BE sentiu algumas dificuldades, decorrentes da sua itinerância, na organização e arrumação da biblioteca (faltas e reposições de materiais, organização do espaço/materiais/mobiliário utilizado sem ser reposta a sua organização original). Em parte esta situação foi salvaguardada nas propostas apresentadas para alteração em RI, onde está patente que os utilizadores autónomos do espaço deverão, após a sua utilização, zelar pela arrumação e organização conforme estava antes da sua utilização. A BE tem acesso a serviço de fotocópias no estabelecimento assim como na sede de agrupamento, esta com fotocópias a cores também. Sempre que necessita de material de desgaste tem-lhe sido atribuído.

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Condições humanas e materiais para a prestação dos serviços A representante do 1.º ciclo fez o horário da PB Susana Lopes. A PB teve a organização do seu horário condicionado pelo horário do apoio educativo. Este ano, no início do 2.º período, o mesmo foi alterado, implicando a deslocação mais um dia a esta escola para dar apoio à turma da professora Madalena Menezes.

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O PB Pedro Moura leccionou Inglês à turma do Curso de Educação e Formação - Serviço de Mesa e prestou apoio a uma turma de 6.º ano de escolaridade e a duas de 8.º ano de escolaridade. Os PB procederam ao preenchimento da Base de Dados desta BE, colaboraram no preenchimento do formulário da semana da leitura (PNL); dinamizaram com a equipa o concurso “Estamos mesmo a Ler”. No sentido de poder proporcionar momentos de formação para os envolvidos na dinâmica da BE considera-se pertinente promover no grupo Concelhio formação para pessoal docente e não docente, colaboradores e membros da equipa. A Planta da BE respeita as orientações em termos de espaço e de recursos. Os equipamentos existentes são em número suficiente.

Gestão da coleção/da informação No RIA existe uma referência sucinta à política Documental (aquisição de documentos). Foram feitas aquisições de novos títulos que integram as novas metas de aprendizagem e livros de apoio a atividades a serem desenvolvidas durante o ano letivo, havendo também um reforço da coleção, através do empréstimo interbibliotecas. Pretende-se propor aos Coordenadores de Primeiro Ciclo e Pré-Escolar a identificação, segundo as necessidades decorrentes dos PDC, listas de materiais de forma a poder-se construir listas dos disponíveis na BE, assim como propostas de aquisições. Foram desenvolvidos vários esforços por parte dos PB para atualização da coleção assim como para a sua difusão, pelo recurso a atividades de promoção da coleção, recurso ao sítio da Internet Cata Livros, assim como recorrendo aos catálogos em linha da BE. O catálogo da BE está atualizado e disponível no blogue da BE e no Portal Concelhio. A BE tem um blogue e uma página facebook.

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Sugestões para o próximo ano: . Equipa: - no caso dos docentes do 1.º ciclo que o serviço seja distribuído atempadamente (no início de setembro) de forma a poderem planificar devidamente as atividades;

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- continuar a contar com o apoio das colegas Ana França, Manuela Duarte e Manuela Neves. .BE “O Ventoinhas” (Escola básica de Santo Estêvão das Galés): - apoio de alguém no atendimento durante os intervalos e horas de almoço de forma a alargar o período de funcionamento. . Centro de Recursos Poeta José Fanha: - contar com o apoio de um docente de Educação Visual (professora Sandra António); - mais 4 PC portáteis (2 dos antigos e 2 dos novos que poderiam ficar ao serviço de toda a escola, em caso de necessidade de requisição) a fim de se poder lecionar uma aula no CR; - criação de uma estrutura intermédia na hierarquia de rede de forma a poder agilizar resolução de questões relacionadas com o parque informático.

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Jaquelina Duarte 26/07/2013

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