Você está na página 1de 2

Elias: profeta de fogo (1Re 17-19)

Era uma vez um homem chamado Elias, um homem de fogo. Viveu em Israel, cerca de
900 anos antes de Cristo. O seu nome quer dizer “O Senhor é o meu Deus”. Viveu no reinado
de Acab que tinha desposado Jezabel, a qual era estrangeira e tinha trazido consigo os seus
deuses e profetas. O próprio rei começou a adorar os deuses pagãos “baal”.
Elias, ao ver tudo isto, ficou indignado e sentiu-se chamado por Deus a lutar contra
esses “baal”.
Em primeiro lugar anunciou ao rei uma grande seca, que durou 3 anos e meio. Durante
todo esse tempo, Deus providenciou para que Elias não passasse fome nem sede.
Depois, foi enviado novamente ao rei para desafiar os profetas de “baal” e provar que
Javé é que era o verdadeiro Deus. O rei convocou todo o povo e reuniu os profetas de “baal”
no monte Carmelo:
Elias aproximou-se de todo o povo e disse: “Até quando mancareis das duas pernas?
Se o Senhor é Deus, segui-O, mas se é Baal, segui a Baal!” O povo não respondeu e Elias
continuou: “Eu sou o único dos profetas do Senhor que fiquei, ao passo que os Baal são 450.
Dêem-se-nos, portanto, dois novilhos: eles escolherão um, parti-lo-ão em pedaços e colocá-
lo-ão sobre a lenha, sem lhe chegar o fogo. Eu tomarei o outro novilho e colocá-lo-ei sobre a
lenha, sem lhe chegar o fogo. Depois, invocareis o nome do vosso deus, e eu invocarei o
nome do Senhor. Aquele que responder e enviar o fogo, será reconhecido como verdadeiro
Deus”.
O povo aceitou a proposta. Os profetas de “baal” assim fizeram e invocaram o nome
de “Baal” desde a manhã até ao meio-dia, dançavam ao redor do altar e gritavam: “Baal
escuta-nos!” E nada. Então Elias começou a gozar com eles, dizendo: “Gritai mais forte, pois
esse Deus talvez esteja ocupado, ou em viagem, ou talvez esteja a dormir e é preciso acordá-
lo!” Eles continuavam a gritar ... e nada.
Então Elias preparou o seu altar, dispôs a lenha, colocou sobre ela o boi partido em
pedaços e mandou deitar por cima quatro talhas de água, por três vezes, até que corresse água
em volta do altar. Depois invocou o Senhor nestes termos: “Senhor, Deus de Abraão, de Isaac
e de Israel, mostra hoje que és o Deus de Israel”. De repente, o fogo do Senhor baixou do céu
e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, a poeira e até mesmo a água do sulco em volta
do altar.
Depois do sucedido, Elias mandou degolar os 450 profetas de “baal”. Isto irritou
Jezabel que mandou fazer o mesmo a Elias. Mas este fugiu e, desesperado, até pediu a Deus a
morte. Foi deitar-se à sombra de um arbusto e adormeceu. Deus enviou o seu anjo que lhe
disse: “Levanta-te e come, porque ainda tens um caminho longo a percorrer”. Elias levantou-
se, comeu e, reconfortado por aquela comida, andou 40 dias e 40 noites até chegar ao Horeb,
o monte de Deus. Aí foi esconder-se numa caverna. Deus disse-lhe: “Elias, que fazes aí? (...)
Olha, sai e permanece sobre o monte que eu vou passar!” Passou um vento impetuoso e
violento, mas o Senhor não estava naquele vento; a terra tremeu, mas o Senhor não estava no
tremor-de-terra; acendeu-se um fogo, mas o Senhor não estava no fogo; Depois do fogo,
ouviu-se o murmúrio de uma leva brisa: Elias, ouvindo isto, cobriu o rosto com o manto, saiu
e pôs-se à entrada da caverna. Uma voz disse-lhe: “Elias, que fazes aqui? (...) Vai e regressa
pelo caminho do deserto em direcção a Damasco ...”
Vai e continua a tua missão... Ainda há muito a fazer, não tenhas medo, não desistas...
Esta é a história de Elias. Podia ser também a história de um profeta do nosso tempo.
Hoje, como no tempo de Elias, o mundo precisa de profetas corajosos que não desistam...

Para responder:
1. Hoje, como no tempo do profeta Elias, a nossa sociedade arranja muitos ídolos. Talvez
por isso é que há tantas desgraças como a seca no tempo do profeta. Quais são os
ídolos mais importantes de hoje?
2. Elias tentou lutar contra os ídolos, mas, perante as ameaças de morte, teve medo e
escondeu-se. Hoje também nós usamos máscaras para nos escondermos, nos
defendermos e salvarmos a nossa pele. Diz o nome das máscaras que usamos hoje.