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Relatório

Imagiologia

Data de entrega:
23.10.2008

Relatório realizado por:


Isabel Sofia Monteiro Magalhães
Nº: 12289
Turma 4
Introdução

Para a realização deste relatório foram efectuadas radiografias de cinco


objectos distintos: madeira, plástico, metal, dente e vidro. Estes objectos foram
todos radiografados com um tempo de exposição de 0,2 segundos, 0,4s e 0,8s
à distância de 10cm e a 20 cm, numa primeira fase. Posteriormente, foi
radiografado o dente a 10cm com os tempos de exposição de 0,6, 1 e 1,25
segundos.
O processamento das películas radiográficas foi o seguinte:
• solução reveladora (2min) – formação da imagem
• lavagem em água – parar a acção do revelador; impedir a mistura
do revelador com o fixador
• solução fixadora (4min) – fixar a imagem
• lavagem em água – inactivar e tirar o fixador e complementar a
primeira lavagem
• lavagem final em água corrente mais acção mecânica – remover
completamente os reagentes (como a película é viscosa, sem
acção mecânica a água não actua em profundidade)
• secagem

As variáveis analisadas foram as seguintes:


• Tempo de exposição
• Distância (apenas para a fase 1)
• Densidade do objecto (apenas para a fase 1)
• Tempo de revelação
• Processo de revelação
 Concentração dos líquidos
 Temperatura dos líquidos
 Gasto dos materiais
 Lavagem das películas
• Armazenamento pré e pós radiográfico
• Colocação da ampola em relação à película
Apresentação e discussão de resultados

Erros de Procedimento:

No decorrer do processo ocorreram alguns erros que se reflectiram


numa qualidade inferior da imagem.
Um dos erros mais comuns foi a má secagem, tanto por falta desta (o
que se traduz em “manchas” mais escuras de aspecto bolhoso) como por falha
nos movimentos horizontais de secagem o que levou ao aparecimento de
manchas concêntricas.
Outro erro relativamente frequente foi o facto de se terem posto duas
películas em cada pote, tendo as películas ficado coladas, originando pontos e
pequenos traços dispersos pela película.
Também durante a revelação, algumas películas foram expostas à luz na
sua parte superior, tendo ficado escuras e esfumadas nesses locais. Noutras
películas, os cantos superiores ficaram bastante mais claros porque não
entraram em contacto com a solução fixadora. E ainda, várias películas ficaram
com marcas triangulares na zona onde foi colocado o porta-películas porque
este impediu a acção das soluções reveladora e fixadora.
Algumas películas não foram expostas ao Raio X, logo não se vê
qualquer imagem e estas aparecem muito claras. Outras, apesar de terem sido
expostas ao Raio X, ocorreu erro, então nota-se muito mal a imagem, de
qualquer forma, ela aparece porque há sempre uma parte do feixe que não é
perdida.
Quando as películas ficam mais escuras, deve-se a um aumento dos
tempos de revelação; quando ficam mais claras deve-se à falta de elementos
químicos ou ao desgaste excessivo do revelador. Além disso, se a temperatura
aumentar, as películas também ficam mais escuras.
Análise das características das películas radiográficas:

Contraste – diferença de D.O. entre pontos da mesma película. Quanto


maior o contraste, maior a quantidade de tons de cinzento que se distinguem
na película
Nitidez – diz-se que uma imagem está nítida quando se conseguem
observar com rigor, clareza e precisão todos os contornos do objecto na
imagem radiográfica
Definição – considera-se que uma imagem tem boa definição se for
possível visualizar diferentes pontos do objecto muito próximos

Propriedades do Raio X:
1. Invisíveis, sem peso, inodoros, inaudíveis e não se sentem
2. Viajam em linhas rectas, podem ser deflectidos, mas a trajectória é
linear
3. Viajam à velocidade da luz
4. Abarcam extensões grandes de comprimento de onda (0,01 a 0,05nm)
5. Não podem ser focados num ponto, à distância divergem
6. Devido aos baixos comprimentos de onda, penetram matéria que
absorve luz visível
7. Reagem com a matéria, sendo absorvidos diferentemente. Esta
qualidade permite o seu registo em película
8. Causam fluorescência, o que permite utilização de ecrãs intensificadores
9. Produzem alterações biológicas
10. Podem ionizar gases

Produção de Raio X
São gerados quando electrões são acelerados e colidem com a matéria.
Como a radiação atravessa quase sempre a matéria, os electrões chegam com
diferentes energias, resultando em vários tons. Quanto mais diferenças de
intensidade encontramos na radiografia, maior o contraste
Ponto focal: é aquele em que se consegue uma melhor imagem
O ponto onde incidem os electrões e a sua inclinação determinam a precisão
da imagem.

Efeito de colimação: os raios do feixe que não são perpendiculares ao objecto


são absorvidos pelo cone
Fase 1
Metal > Dente > Vidro > Madeira > Plástico

Metal:

É o objecto mais denso, logo o mais radiopaco. Isto implica que as


imagens apresentem baixo contraste e que a distância não seja muito
significativa. No entanto, quanto maior o tempo de exposição, maior a nitidez e
a definição.

Dente:

É um objecto com uma grande variação de graus de densidade.


Apresenta nitidez, definição e contraste.
Verifica-se que, para maiores tempos de exposição há uma maior
nitidez, acompanhada de um maior contraste e de uma maior definição. Para
todos os tempos de exposição, há um maior contraste para a menor distância
(há uma menor dispersão de feixes e menor atenuação).

Vidro:

É um objecto relativamente radiolúcido. Com um aumento do tempo de


exposição há um aumento da nitidez e da definição. A maior distância há
menos contraste porque há maior dispersão do feixe de Raio X e ocorre
atenuação

Madeira:

É um material pouco denso.


Verifica-se que com um aumento do tempo de exposição aumenta
também a nitidez.
Por ter sido utilizado um objecto de pequenas dimensões, não foi
possível obter imagens com grande definição e contraste. No entanto, seria de
esperar que em imagens de um objecto pouco denso, como a madeira, ambas
as características fossem observadas.
Relativamente às diferentes distâncias, constata-se que a uma distância
de 10cm a imagem aparece ligeiramente mais nítida que a 20cm mas, mais
uma vez devido à dimensão do objecto, não é possível efectuar comparações
mais detalhadas.

Plástico:

De todos os materiais, é aquele que tem menor densidade.


A nitidez aumenta com o tempo de exposição e diminui com a distância,
porém não se notam grandes diferenças a nível de definição.
Quanto ao contraste, ele é praticamente inexistente uma vez que quase toda a
película aparece com o mesmo tom de cinzento pois, como o material é muito
pouco denso, o feixe de Raio X atravessa-o quase na totalidade.

Fase 2

A variável mais importante a analisar nesta fase é o tempo de exposição, dado


que o objecto é o mesmo, bem como a distância.
Aquilo que se observa é que para um maior tempo de exposição, tal como
aconteceu na Fase 1, há uma maior nitidez. Também aumenta o contraste, pois
quanto maior o tempo de exposição, mais são os tons de cinzento que se
conseguem distinguir na imagem. Em relação à definição, também se nota
alguma diferença (embora não muito significativa) sendo que esta também é
maior com o aumento do tempo de exposição.