DEFINIÇAO DE POLUIÇAO ATMOSFÉRICA A poluição atmosférica pode ser definida com a alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas

normais da atmosfera que possa causar danos reais ou potenciais à saúde humana, á flora, á fauna, aos ecossistemas em geral, aos materiais e á propriedade, ou prejudicar o pleno uso e gozo da propriedade ou afetar as atividades normais da população ou o seu bem estar. O AR E A ATMOSFERA Cerca de 30.000 litros de ar, em média, passam diariamente pelos pulmões de uma pessoa adulta. Esse ar, atingindo as partes mais profundas do aparelho respiratório, vai tomar contato muito íntimo com os alvéolos pulmonares, cuja superfície é muito extensa, caso fosse possível abrir-se cada alvéolo e colocá-los um ao lado do outro, ter-se-ia uma área de aproximadamente 95 metros quadrados, ou seja, a área útil de um apartamento de tamanho médio. O ar, através dos alvéolos vai então entrar em contato com a corrente sanguínea, fornecendo o oxigênio necessário à vida humana. Esse oxigênio nos é provido pela atmosfera, que é a denominação dada à camada de gases que envolvem a Terra e que se estende até a altitude de 9600 quilômetros. A atmosfera seca é constituída por cerca de 78% em volume de nitrogênio, 20,9% de oxigênio, 0,9% de argônio, 0,035% de dióxido de carbono (gás carbônico) e por vários outros gases em pequenas concentrações (Tabela 2.2.1). A atmosfera contém quantidade variável de vapor de água, dependendo do local, hora, estação do ano, etc., chegando a 0,02% em volume nas regiões áridas e 4% em regiões equatoriais úmidas. A atmosfera contém também partículas sólidas e líquidas em suspensão (aerossóis), de composição química e concentração variáveis e inclusive matéria viva (polens, microorganismos, etc.).

. . ou seja. que possa liberar ou emitir matéria ou energia para a atmosfera. basicamente na troposfera e noventa e nove porcento (99%) da massa de ar está contida dentro da altitude de 33 quilômetros envolvendo. parte estratosfera Acima da estratosfera se localiza a quimiosfera e acima desta a ionosfera. máquina. camada que vai desde a troposfera até cerca de 50 quilômetros de altitude. Setenta e cinco porcento (75%) da massa da atmosfera está contida dentro da altitude de até 10 quilômetros. de forma a torná-la poluída. FONTES DE POLUIÇÃO ATMOFÉRICA Fonte de poluição atmosférica é qualquer processo. a camada da atmosfera que vai do solo até a altitude de cerca de 10 a 12 quilômetros (5 a 8 km sobre os pólos e podendo chegar a 18 km sobre o equador).A atmosfera é dividida em troposfera. equipamento. Estas fontes podem ser subdivididas em fixas e móveis. empreendimento etc. sistema. estratosfera.

gás carbônico (C0 2). como os compostos de enxofre (gás sulfídrico e dióxido de enxofre). Entre as fontes antropogênicas estão os diversos processos e operações industriais. queima de lixo ao ar livre. outros processos naturais. incêndios florestais naturais que lançam grandes quantidades de material particulado (fumaça e cinzas). As emissões naturais são muito significativas quando comparadas com as antropogênicas e. poeira fugitiva em geral provocada pela movimentação de veículos. em muitos casos. a álcool. estações de tratamento de esgotos domésticos e industriais e aterros de resíduos. ação biológica de microorganismos no solo.As emissões para a atmosfera podem vir de ações naturais e de ações antrópicas. principalmente em vias sem pavimentação. pintura em geral. limpeza de roupas a seco. e para aquecimento em geral e cozimento de alimentos. e óxidos de nitrogênio NOx). essas emissões são muito maiores que aquelas geradas por fontes antropogênicas. As fontes poluidoras podem ser classificadas em fixas e móveis: • Fixas: . equipamentos de refrigeração e ar condicionado e embalagens tipo "aerossol". decomposição de vegetais e animais. dando origem ao ozônio. como as reações na atmosfera entre substâncias de origem natural. comercialização e armazenamento de produtos voláteis como gasolina e solventes. a queima de combustível na indústria e para fins de transporte nos veículos a gasolina. descargas elétricas na atmosfera. pela ação do homem. aerossóis marinhos. queimadas. ou seja.Indústrias de transformação em geral: • refinarias • artefatos de couro e similares • metalurgias • concreteiras • cimenteiras • usinas de asfalto . hidrocarbonetos (HC) e outros gases orgânicos. formação de metano principalmente nos pântanos (gás grisu). incineração de lixo. ação do vento causando ressuspensão de poeira do solo e de areia. As emissões naturais provem de erupções vulcânicas que lançam partículas e gases para a atmosfera. poeiras provenientes de demolições na construção civil e movimentações de terra em geral. a diesel ou a qualquer outro tipo de combustível. monóxido de carbono (CO).

o que torna difícil a tarefa de estabelecer uma classificação. admite-se dividir os poluentes em duas categorias: • Poluentes primários: aqueles emitidos diretamente pelas fontes de emissão. danoso aos materiais. reatores. através da .Aviões . possa torná-lo impróprio. inconveniente ao bem-estar público. A variedade de substâncias que podem estar presentes na atmosfera é muito grande. à fauna e à flora ou prejudicial à segurança. • Poluentes secundários: aqueles formados na atmosfera. bares e similares Ruas não pavimentadas e solos expostos . pela sua concentração. freios de veículos (abrasão do amianto) Pinturas sem sistemas de controle Usinas Termelétricas Jateamentos com areia (para recuperação de peças metálicas) Restaurantes. nocivo ou ofensivo à saúde. incineradores. Entretanto.Móveis: Pedreiras Torrefadoras Resíduos sólidos ao ar livre Depósitos de pesticidas e correlatos Queimadas / Incêndios Marcenarias Equipamentos:caldeiras.Máquinas agrícolas PARÂMETROS DA QUALIDADE DO AR O nível de poluição do ar é medido pela quantificação das substâncias poluentes que se apresentam a cada momento.Veículos automotores . Considera-se poluente qualquer substância presente no ar e que. ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade. tornos.

cloretos. É importante salientar. A ausência de correntes horizontais contribui para o agravamento do problema. a concentração dos poluentes e suas interações do ponto de vista físico (diluição. sulfatos). . que induz a permanência das camadas mais frias em níveis próximos à superfície. especialmente nas manhãs de dias frios e ensolarados. São parâmetros relevantes no processo de contaminação atmosférica as fontes de emissão. fluoretos). Durante os meses de inverno ocorre o fenômeno atmosférico conhecido por inversão térmica". • compostos de nitrogênio (NO. álcoois. nitratos). a qualidade do ar pode mudar em função das condições meteorológicas. S03. materiais). outros animais. As substâncias usualmente consideradas poluentes do ar podem ser classificadas da seguinte forma: • compostos de enxofre (S02. E por isso que a qualidade do ar piora durante o inverno. HF. • monóxido de carbono e dióxido de carbono. A intensiva redução das correntes convectivas verticais é devida à ocorrência de um determinado perfil vertical de distribuição de temperaturas. ácidos orgânicos). N02. • material particulado (mistura de compostos no estado sólido ou líquido). cetonas. pois o grupo "Material Particulado" se refere ao estado físico. HNO3. NH3. • compostos halogenados (HCl. dificultando a diluição dos poluentes. que determinam maior ou menor diluição dos poluentes. A primeira observação sobre essa classificação é que ela é feita tanto na base química quanto na física. enquanto ou outros se referem a uma classificação química.reação química entre poluentes primários e constituintes naturais da atmosfera. que mesmo mantidas as emissões. • compostos orgânicos de carbono (hidrocarbonetos. H25. plantas. quando as condições meteorológicas são mais desfavoráveis à dispersão dos poluentes. Trata-se da conjunção de alguns fatores meteorológicos e climáticos que favorecem a estagnação atmosférica. que depende do clima e condições meteorológicas) e químico (reações químicas atmosféricas e radiação solar) e o grau de exposição dos receptores (ser humano. aldeídos.

Constitui-se em um dos mais perigosos tóxicos respiratórios para o homem e animais dado o fato de não possuir cheiro. Os principais poluentes atmosféricos de origem veicular e seus efeitos na saúde são descritos a seguir: Monóxido de carbono (CO) É encontrado principalmente nas cidades devido ao grande consumo de combustíveis. danoso aos materiais. pois além de emitirem mais do que as indústrias. os animais. a escolha recai sempre sobre um grupo de poluentes consagrados universalmente. estes últimos são os maiores causadores deste tipo de poluição. a poluição por monóxido de carbono (CO) é encontrada sempre em altos níveis nas áreas de intensa circulação de veículos dos grandes centros urbanos. . poeira em suspensão. à fauna e à flora ou prejudicial à segurança. OS POLUENTES ATMOSFÉRICOS E SEUS EFEITOS NA SAÚDE Considera-se poluente qualquer substância presente no ar e que pela sua concentração possa torna-lo impróprio.A interação entre as fontes de poluição e a atmosfera definirá o nível de qualidade do ar. A razão da seleção destes parâmetros como indicadores de qualidade do ar está ligada à sua maior freqüência de ocorrência e aos efeitos adversos que causam ao meio ambiente. inconveniente ao bem estar público. No entanto. por problemas de ordem prática. tanto pela indústria como pelos veículos. Neste sentido. o homem. monóxido de carbono (CO). por sua vez. A determinação sistemática da qualidade do ar deve ser. ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade. que determina. hidrocarbonetos totais (HC) e óxidos de nitrogênio (NO e N02). e de forma geral. oxidantes fotoquímicos (expressos como ozônio (03)). lançam esse gás à altura do sistema respiratório. nocivo ou ofensivo à saúde. os materiais e as plantas. não ter cor e não causar irritação e não ser percebido pelos sentidos. o surgimento de efeitos adversos da poluição do ar sobre os receptores. que servem como indicadores de qualidade do ar: dióxido de enxofre (S02). Por isso. limitada a restrito número de poluentes. definidos em função de sua importância e dos recursos materiais e humanos disponíveis.

em função da elevação da carboxihemoglobina no sangue fetal. irritante dos olhos. cardiovascular. A exposição ao CO também pode afetar fetos diretamente pelo déficit de oxigênio. Além de irritante das mucosas. principalmente quando ativados pela luz solar. pele e trato respiratório superior. em dias de intensa radiação. Óxidos de nitrogênio (NOX) Não está ainda perfeitamente demonstrado que o monóxido de nitrogênio (NO) constitua perigo à saúde nas concentrações em que se encontra no ar das cidades. Hidrocarbonetos (THC) São gases e vapores com odor desagradável (similar à gasolina ou Diesel). o NO é oxidado a dióxido de nitrogênio (N02). que é altamente tóxico ao homem. até mesmo em baixas concentrações. resultantes da queima incompleta e evaporação de combustíveis e outros produtos voláteis. aumentando a susceptibilidade às infecções respiratórias e aos demais problemas respiratórios em geral. nariz. também está relacionada às causas de afecções de caráter crônico. pois produz efeitos nocivos nos sistemas nervoso central. tende a combinar-se rapidamente com esta. por isso. além de ser particularmente nociva para pessoas anêmicas e com deficiências respiratórias ou circulatórias. causar a morte por asfixia. juntamente com os óxidos de nitrogênio (NO~). podem ser transformadas nos pulmões em nitrosaminas. Entretanto.Em face da sua grande afinidade química com a hemoglobina do sangue. formando um conjunto de gases agressivos chamados de oxidantes fotoquímicos. Dentre esses. . o ozônio é o mais importante. pode. ocupando o lugar destinado ao transporte do oxigênio. pulmonar e outros. Podem vir a causar dano celular. A exposição contínua. sendo que diversos hidrocarbonetos são considerados carcinogênicos e mutagênicos. algumas das quais são conhecidas como potencialmente carcinogênicas. causando inclusive peso reduzido no nascimento e desenvolvimento pós-natal retardado. Participam ainda na formação dos oxidantes fotoquímicos na atmosfera. Oxidantes fotoquímicos (O3) Os hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio reagem na atmosfera. provocando uma espécie de enfisema pulmonar.

sendo assim um dos componentes da chuva ácida. que possui esse nome porque promove na atmosfera redução da visibilidade. nas periferias das cidades e locais onde. Óxidos de enxofre (SO2) A inalação do dióxido de enxofre (S02). asma. Seus efeitos mais danosos parecem estar mais relacionados com a exposição cumulativa do que com os picos diários. causam ainda. ou seja. estão localizados os centros de produção agrícola. por outro lado. em geral. Ademais. Ainda que sejam produtos de reações químicos de substâncias emitidas em centros urbanos. onde exerce importante função ecológica. O ozônio também tem origem nas camadas superiores da atmosfera. aumentando a incidência de tosse. exercer ação nociva sobre vegetais. com a umidade atmosférica. pode. assim.pois é utilizado como indicador da presença de oxidantes fotoquímicos na atmosfera. absorvendo as radiações ultravioletas do sol e reduzindo assim a sua quantidade na superfície da Terra. provoca espasmos passageiros dos músculos lisos dos bronquíolos pulmonares. o agravamento das doenças respiratórias. mesmo em concentrações relativamente baixas. Em concentrações progressivamente maiores. . responsável pela remoção do muco e partículas estranhas. irritações no trato respiratório superior e nos olhos. causa o aumento da secreção mucosa nas vias respiratórias superiores. também se formam longe desses centros. provocam danos na estrutura pulmonar. reduzem sua capacidade e diminuem a resistência às infecções deste órgão. nas camadas inferiores da atmosfera. transformar-se em ácido sulfúrico. os oxidantes fotoquímicos são chamados de poluentes secundários. o S02 pode transformar-se em trióxido de enxofre (S03) e. mesmo em concentrações muito baixas. fortes conotações sócio-econômicas. Em certas condições. agindo como inibidores da fotossíntese e produzindo lesões características nas folhas. Pode aumentar a incidência de rinite. Como são agressivos às plantas. inflamações graves da mucosa e redução do movimento ciliar do trato respiratório. Não sendo emitidos por qualquer fonte. animais. faringite e bronquite. Estes poluentes formam o chamado "smog" fotoquímico ou névoa fotoquímica. o controle dos oxidantes fotoquímicos adquire. materiais e sobre o homem. mas formados na atmosfera.

devido ao seu pequeno tamanho. como as de fumaça de cigarro. reduzindo a resistência às infecções e ainda provocando doenças crônicas. O mais grave é que essas partículas finas. a partir de 1990. pesquisas recentes. Dessa forma.Material particulado (PTS e PM10) Sob a denominação geral de material particulado (MP) se encontra uma classe de poluentes constituída de poeiras. quando respiradas. tais como. grosso modo. Freqüentemente adotada. fumaças e todo tipo de material sólido e líquido que. Causam irritação nos olhos e garganta. podendo ser opacos. indo de incômodas "fuligens" emitidas pelos veículos até as fumaças expelidas pelas chaminés industriais. no âmbito de um plano de atendimento que deve priorizar as áreas estritamente residenciais e aquelas ocupadas por hospitais. pelos de nariz. ou seja. à vegetação e são também responsáveis pela redução da visibilidade. São painéis à semelhança de muros de 3 a 5 m de altura. Até 1989. principalmente os movidos a diesel. . mucosas etc. Sendo assim. penetram mais profundamente no aparelho respiratório e são as que apresentam efetivamente mais riscos à saúde. a legislação brasileira passou também a se preocupar com as "Partículas Inaláveis". As fontes emissoras desse poluente são as mais variadas. transportando para o interior do sistema respiratório substâncias tóxicas e cancerígenas. não são retidas pelas defesas do organismo. levantada pelo vento e pelo movimento dos veículos. Com a regulamentação do controle do ruído. atingem as partes mais profundas dos pulmões. se mantém suspenso na atmosfera. passando pela própria poeira depositada nas ruas. mostram que aquelas mais finas. materiais absorventes ou translúcidos (material acrílico ou vidro) etc. comerciais e de uso misto. podem ser menores do que a espessura de um fio de cabelo. concreto. creches. de alvenaria. espera-se drástica melhoria ambiental nas áreas residenciais. partículas menores que 100 micra (uma micra é a milésima parte do milímetro). Partículas minúsculas como as emitidas pelos veículos. com todos os tipos e tamanhos de partículas que se mantém suspensas no ar. casas de saúde e escolas. As partículas causam ainda danos à estrutura e à fachada de edifícios. No entanto. a legislação brasileira preocupava-se apenas com as "Partículas Totais em Suspensão". em geral as menores que 10 micra.

6 pela presença de gás carbônico na atmosfera. em função de ventos predominantes e . Na Europa. Ocorre também a deposição seca. Abaixo de 7 o pH é considerado ácido e acima de 7 básico ou alcalino. como é o caso do aumento da corrosão de metais e ataque ao mármore e algumas vezes para a saúde humana. pois o carvão utilizado nas termelétricas tem menor conteúdo de enxofre. Quando a água de chuva passa a ter pH menor que 5. Na parte Oeste dos EUA a chuva ácida é menos intensa. suficiente para sua saturação. Água de chuva não poluída já é ácida. as emissões afetam principalmente os países escandinavos.com conseqüências indesejáveis para o meio ambiente. sendo atualmente utilizado o termo "deposição ácida" para caracterizar os dois fenômenos. a vegetação. basicamente óxidos de enxofre e óxidos de nitrogênio. então essa chuva é denominada "chuva ácida". Valores abaixo de 5 já começam a preocupar em relação a possíveis efeitos à fauna aquática. nitroso e nítrico principalmente .6 por causa da presença de outros gases ácidos na atmosfera. em meados do Século XIX. pois tem pH em torno de 5. sulfúrico. pela formação de ácidos sulfuroso. edificações e materiais de construção. alterando a acidez da água (redução do pH). a vida aquática. denominada de "potencial Hidrogeniônico" (pH). Para expressar a acidez se usa uma escala logarítmica da concentração de íons hidrogênio [H]. formando ácido carbônico. em especial os peixes.0. A ação da deposição ácida tem se apresentado mais a nível regional ou mesmo trans-fronteiriça como ocorre na Europa e entre nordeste dos EUA e sudeste do Canadá. principalmente pelas termelétricas a carvão e emissões veiculares. onde ocorrem chuvas ácidas com pH próximo de 4. que vai de O a 14. para se referir aos efeitos de emissões industriais nas águas de chuvas na Inglaterra. em especial para o ecossistema natural. A chuva ácida provém da lavagem da atmosfera pelas chuvas que arrastam os óxidos de enxofre e de nitrogênio nela presentes e outros elementos ácidos.EFEITOS GLOBAIS DEPOSIÇÃO ÁCIDA O termo "chuva ácida" foi utilizado pela primeira vez pelo cientista escocês Robert Angus Smith. de origem antropogénica.

celebrados com a intermediação da ONU. Os óxidos de nitrogênio não são tão eficientes como os de enxofre na produção de chuva acida. de cataratas. estabeleceram a eliminação da produção de clorofluorcarbonos em dezembro . Outros usos incluem a produção de espumas. além de se prever a ocorrência de muitos outros efeitos aos ecossistemas e a espécies animais e vegetais. portanto. que são substâncias muito estáveis quimicamente. REDUÇAO DA CAMADA DE OZÔNIO A camada de ozônio da estratosfera é um filtro natural para as radiações ultravioletas do sol. o metildorofórmio e o tetracloreto de carbono (CCI4). Os CFCs são utilizados como gás refrigerante em sistemas de refrigeração (geladeiras. em locais distantes da fonte e já mais diluídos. dos níveis indesejáveis dessa radiação. reações para chegar a se transformar em ácidos e isso ocorre ao longo da dispersão da pluma de emissões. emissões de erupções vulcânicas. os valores até aqui conhecidos não indicam a existência de uma chuva acida severa. o gás halon utilizado em sistemas de proteção contra incêndio. onde agem como agente expansor. diminuição da resposta do sistema imunológico humano.) e em sistemas de ar condicionado. permanecendo na atmosfera por dezenas de anos. atualmente limitado a usos essenciais. no entanto. A diminuição da concentração de ozônio nesta camada traz como possíveis conseqüências o aumento de câncer de pele. balcões. protegendo a Terra. Outros agentes dessa destruição são os óxidos de nitrogênio. O principal agente de deposições ácidas tem sido os óxidos de enxofre. freezers.pela existência de numerosos lagos. além do que podem contribuir positivamente pelo fornecimento de nitrogênio ás plantas. como agente de limpeza de dispositivos eletrônicos e como propelente de aerossóis (embalagens tipo spray). A teoria atualmente aceita é que o ozônio da estratosfera está sendo eliminado em grande parte pelo cloro presente nas substâncias denominadas clorofluorcarbonos (CFCs). No Brasil já se sente uma preocupação em relação a este problema. Acordos internacionais. câmaras frigoríficas. etc. ou seja.

no âmbito de planejamento regional integrado. O Plano de Controle da Poluição por Veículos em Uso PCPV. é signatário do Protocolo de Montreal e deve atender às medidas em nível internacional.0 18 de 13/12/95 e Resolução n. buscando ainda.0 256. foi instituída uma lei (Nº 66553) pela Assembléia Legislativa que atribui a SEAMA de ser o Órgão executor para implantação do Plano de Controle da Poluição Veicular no Estado do Espírito Santo. nos países desenvolvidos.de 1995. no que se refere ao desenvolvimento de um modelo de transporte sustentável. PLANO DE CONTROLE DA POLUIÇÃO VEICULAR NO ES Em 29 e dezembro de 2000. e em 2005 nos países em desenvolvimento. do Conselho Nacional do Meio Ambiente . energia e de medidas tecnológicas e não tecnológicas. a partir de 1990. Detalhamentos complementares do PCPV serão introduzidos mediante processo de atualização permanente. O Brasil. de 30 de Junho de 1999. cabíveis aos países em desenvolvimento. visa atender as exigências da Resolução n. de modo a estabelecer a base para formulação de um conjunto de diretrizes de governo passíveis de implementação. tendo apresentado em 1994 seu plano de atendimento ao Protocolo. . em consonância com as necessidades do momento e conforme as recomendações da "Agenda 21".CONAMA e estabelece as diretrizes gerais e critérios para o desenvolvimento de ações de controle da poluição gerada pela frota de veículos em circulação no Estado do Espírito Santo. O presente plano foi concebido a partir da visão integrada dos sistemas de transporte. envolver de forma harmoniosa os diversos órgãos e entidades envolvidos.

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