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Eleições para o Conselho de Escola do ISA

Lista A - O ISA COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS


Principais linhas programáticas
No nosso manifesto “Definir uma estratégia para o ISA com a participação de todos”, divulgado no passado
dia 7 de Maio, explicámos à Escola o que nos levou a concorrer a estas eleições:
…contribuir para um Conselho de Escola activo no âmbito das suas competências e respeitador das
competências dos demais órgãos, que aproveite as oportunidades de mudança, no respeito pela realidade
do ISA e de todos os que nele trabalham, de forma transparente e com a participação de todos na
definição e concretização de uma visão comum para o ISA.

Quando apresentámos, no passado dia 15 de Maio, a lista que submetemos às Eleições para o Conselho de
Escola do ISA, sintetizámos este nosso projecto como um desafio:
…aproveitar a oportunidade criada pelo RJIES para dar início a um novo ciclo, um novo estilo de
governação estratégica do ISA, aberto, transparente e participado;

Falámos verdade à Escola sobre as dificuldades deste desafio:


• O ISA é uma escola diversa, o que, sendo uma riqueza, é também fonte de conflitos entre diferentes
perspectivas e interesses, todos eles legítimos mas que não podem ser satisfeitos por igual;
• Não havendo uma única, mas muitas visões para o ISA, a visão comum de que necessitamos para
mudar o ISA tem, por isso, de ser construída com a participação de todos e norteará as decisões
estratégicas do futuro Conselho de Escola;
• Propomo-nos, pois, trazer para a luz do dia, para cima da mesa do Conselho de Escola, as decisões,
mesmo quando difíceis, ouvir os que entenderem pronunciar-se, ter em atenção o que disserem e,
finalmente, decidir com clareza e eficácia;
• A dificuldade das decisões não pode ser pretexto para empurrar as questões conflituais para “debaixo
do tapete”, para tomar decisões “de corredor”, criadoras de desconfiança, desmotivação e desinteresse
pela Escola.

Temos consciência de que se trata de um grande desafio. Esforçámo-nos, ao constituir a lista, por encontrar
pessoas com características muito plurais, à altura desta difícil tarefa e que tivessem a generosidade de
aceitar dar algo das suas capacidades e energias para ajudar a construir uma visão comum para o ISA.
Pensamos tê-lo conseguido. Cabe a todos os docentes e investigadores do ISA avaliá-lo.
Agora, no início da campanha eleitoral, importa explicar à Escola, em maior detalhe, como pensamos
concretizar este nosso projecto.
Com este contributo esperamos que a campanha eleitoral decorra de forma transparente, com o necessário
debate de ideias, a fim de que cada todos possamos, depois, tomar uma decisão em consciência.
Para isso, importa começar por explicar a razão pela qual o Conselho de Escola (CE) é absolutamente central
para o objectivo de contribuir para um novo ciclo de governação no ISA. Isto implica compreender: (1) as

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competências que o CE realmente tem; (2) a importância de um CE independente, mas institucionalmente
cooperante com os restantes órgãos que detêm as competências complementares necessárias.
Neste contexto, queremos, desde já, ser também muito claros quanto ao modo como pensamos que deve ser
exercida uma das competências fundamentais do Conselho de Escola: (3) a eleição do Presidente do ISA.
Finalmente, indicamos um conjunto de temas que defendemos devem ser colocados em cima da mesa do
Conselho de Escola, com carácter de prioridade, ou seja (4) “Uma agenda estratégica para o ISA”.

UM NOVO CICLO DE GOVERNAÇÃO NO ISA


A CENTRALIDADE DO CONSELHO DE ESCOLA

A alteração mais fundamental no modo de governação das Escolas introduzida pelo RJIES é a centralização
das competências de gestão nos órgãos de topo (Conselho de Escola, Presidente e Conselho de Gestão,
Conselho Científico e Conselho Pedagógico) visando uma gestão mais ágil, mais profissionalizada e mais
responsável.

Entre as competências mais importantes do Conselho de Escola (Art. 10º dos novos Estatutos do ISA),
incluem-se: definir a estratégia do ISA aos níveis científico, pedagógico, financeiro e patrimonial; fiscalizar a
acção dos órgãos de gestão do ISA, nomeadamente os Conselhos de Gestão, Científico e Pedagógico; aprovar
o regulamento de candidatura, organizar o processo eleitoral e eleger o Presidente do ISA; apreciar os actos
do Presidente e do seu Conselho de Gestão; suspender ou destituir o Presidente; aprovar o plano quadrienal
apresentado pelo Presidente, bem como o plano, relatório e execução orçamental anuais; criar, transformar
ou extinguir unidades constituintes; criar, transformar ou extinguir cursos conferentes de grau. O Conselho de
Escola (CE) tem, assim, como missão, definir uma estratégia para o ISA e fiscalizar a forma como esta é
executada. O modo como este primeiro CE do ISA (com um mandato para os próximos 4 anos) venha a
exercer estas competências dará o tom para os que lhe sucederão.

É pois essencial que este CE que vamos agora eleger assuma a totalidade destas suas competências, com
independência dos restantes órgãos, que ele é suposto orientar, fiscalizar e, mesmo, no caso do Presidente
do ISA, eleger e/ou destituir. Só assim será possível iniciar, na prática, o novo ciclo de governação, mais
aberto, transparente e participado, que defendemos. Contem connosco para isto.

INDEPENDÊNCIA, COOPERAÇÃO E TRANSPARÊNCIA

A independência do Conselho de Escola, sendo um aspecto constitutivo fundamental, não significa que este
órgão deva, ou sequer possa, funcionar de modo isolado.

De um modo geral, cabe formalmente ao Conselho de Escola aprovar propostas do Presidente ou, em
matérias científicas ou pedagógicas, propostas originadas nos Conselhos Científico (CC) e Pedagógico (CP).
Percebe-se, assim, a importância do correcto funcionamento institucional e da cooperação entre os órgãos,
para que o ISA funcione e consiga concretizar o seu potencial de mudança. Contem também connosco para
isto.

Em matéria de funcionamento dos órgãos e cooperação institucional, o nosso compromisso com a Escola é
usar as competências de fiscalização do cumprimento da Lei e dos Estatutos, que cabem ao Conselho de
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Escola, para exigir:

• que as decisões principais em matéria de estratégia, mesmo quando tomadas no âmbito da


cooperação institucional entre órgãos, sejam tomadas de forma transparente.
• que todos os órgãos da Escola, em particular os CC e CP, para além do próprio CE, sejam dotados
dos meios humanos e materiais necessários ao exercício das suas atribuições, em estrita
consonância com as disposições dos Estatutos do ISA nesta matéria;
No contexto de maior concentração do poder nos órgãos de topo, que decorre do RJIES, importa sobretudo
assegurar e estimular modos de participação activa capazes de:
• mobilizar o saber residente na Escola, para a construção de uma visão comum para o ISA,
• mobilizar o esforço de todos para pôr em prática essa visão comum, e
• recriar um sentido de pertença, que se tem vindo a perder.

Trata-se de levar à prática o primeiro princípio de democraticidade e participação solidária enunciado nos
novos Estatutos da UTL. Cabe-nos pois, explicar como vamos fazê-lo.

No nosso entendimento, cabe ao Conselho de Escola, no âmbito das suas competências de definição
estratégica e fiscalização do funcionamento do ISA, garantir a transparência do processo de decisão, bem
como estimular a necessária participação no mesmo. Os novos Estatutos do ISA prevêem um mecanismo
para ouvir a Escola quando estejam em causa decisões estratégicas: a convocação extraordinária da
Assembleia de Escola, a pedido do Presidente do Conselho de Escola. Utilizaremos esta competência
estatutária sempre que estejam em causa decisões cruciais para o futuro do ISA. Além disso, os membros do
Conselho de Escola que vierem a ser eleitos pela lista A comprometem-se, desde já a:

• ouvir quem quiser pronunciar-se e explicar o fundamento das posições que vão defender no CE,
recorrendo para isso quer ao contacto pessoal quer usando a Internet;

• reunir, sempre que útil ou necessário, com todos os que se reconhecem nestes princípios, em sessões
abertas a toda a Escola;
Obviamente, cada Conselheiro terá inteira liberdade de voto em todas as matérias. A sua decisão livre é
informada pelas opiniões que recolhe e pode ser confrontada com as linhas programáticas da lista, levando à
prática os ideais de participação que defendemos.

A ELEIÇÃO DO PRESIDENTE DO ISA


Uma das mais cruciais competências do CE é a eleição do Presidente do ISA, que concentrará grande parte
das funções de gestão e representação da Escola, bem como importantes competências em matéria de
estratégia. É exactamente por isso que o Presidente será eleito na sequência da constituição do órgão a quem
é atribuída a definição da estratégia (o Conselho de Escola), procurando o melhor Presidente para a executar
e fiscalizar a sua actuação.

É porque julgamos crucial preservar a independência do CE que a nossa lista não inclui ninguém que tenha
intenção de se candidatar a Presidente do ISA. O nosso entendimento é que, de acordo com as novas regras
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do jogo institucional, não é o Presidente que “elege” o Conselho de Escola mas o contrário: é o Conselho de
Escola que elege o Presidente. Embora esteja em causa a eleição de um órgão que vai eleger o Presidente do
ISA, não ponhamos o carro à frente dos bois: o que se trata, agora, é de eleger o Conselho de Escola.

O CE tem aqui o importante papel de aprovar o Regulamento para a Eleição do Presidente do ISA.
Defendemos que este Regulamento deve ser tão aberto quanto possível, não excluindo qualquer candidato
que seja elegível no âmbito da Lei e dos Estatutos, evitando quaisquer restrições artificiais. Defendemos ainda
que será uma vantagem para o ISA que o seu CE possa escolher de entre uma lista de candidatos tão grande
quanto possível, e por isso suscitaremos essa diversidade recorrendo aos meios mais adequados.

Os critérios de escolha privilegiarão os candidatos que revelem uma identificação com a missão do ISA,
adequada competência técnica, conheçam e respeitem as novas regras estatutárias, nomeadamente a
independência de cada um dos órgãos e que garantam disponibilidade para a cooperação institucional sem a
qual o ISA não poderá funcionar nem realizar as mudanças que se impõem.

Defendemos, por isso, que antes da eleição do Presidente do ISA pelo Conselho de Escola, deve haver uma
ampla divulgação das candidaturas e das suas propostas eleitorais, através de audições nos fora apropriados,
devendo a escola pronunciar-se sobre as mesmas. Dada a importância estratégica da eleição do Presidente do
ISA, defendemos que sejam usados todos os mecanismos de transparência previstos nos Estatutos e acima
referidos.

UMA AGENDA ESTRATÉGICA PARA O ISA:


VALORIZAR E CONSOLIDAR O PRESENTE PARA DELINEAR E POTENCIAR O FUTURO

O ISA é uma escola antiga, mas também envelhecida, como aliás acontece com uma parte significativa da
Universidade Portuguesa. Este facto, que é uma debilidade óbvia, também tem as suas vantagens: grande
qualificação académica, mais-valia de uma vasta experiência adquirida, equipas de trabalho organizadas, uma
imagem exterior que potencia consultadorias especializadas.

O futuro constrói-se com base nas oportunidades e partindo dos recursos do presente. Por isso, o Conselho
de Escola deve basear a definição da estratégia na compreensão das capacidades presentes, apostando
também em novas áreas a promover, mas em profunda articulação com o tecido de competências e de
saberes existentes, de modo a evitar rupturas de risco.

A rapidez das mudanças científica, socio-económica e ambiental actuais requer uma enorme capacidade de
antecipação, ajustamento e condução estratégica. Reagindo a novos desafios e oportunidades, os professores
e investigadores do ISA especializaram-se dentro das suas áreas originais de trabalho, avançaram para novos
campos científicos, procuraram novas fontes de financiamento e alargaram as suas equipas de trabalho, em
função destas, com frequência com grande sucesso. O preço pago consistiu, em muitos casos, no
estabelecimento de redes com o exterior em detrimento do desenvolvimento de redes internas. Disto
resultou uma projecção exterior de algumas pessoas e equipas sem o mesmo (re)conhecimento interno.
Frequentemente, desconhecemos o trabalho desenvolvido mesmo ao nosso lado.

Porém, a excelência de uma instituição não depende só da projecção de alguns dos seus elementos, mas
também da identidade colectiva dos seus membros, do orgulho e do sentimento de pertença que a instituição

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lhes suscita. Num mundo em constante mudança, é importante reaprender o conceito de “colectivo ISA”, não
só porque potencia sinergias e redes internas, mas também porque é importante na construção da nossa
identidade e motivação comuns.

O orgulho institucional do colectivo não pode depender apenas do que fomos, mas sobretudo do que somos
agora, incluindo o ambiente físico e psicológico que oferecemos aos alunos, o cuidado com a manutenção dos
espaços que usufruímos para docência e investigação, da qualidade técnico-científica evidenciada nos
serviços que prestamos à comunidade, da excelência da ciência que produzimos. Tudo isto é mensurável
através dos sistemas de auto-avaliação e de avaliação exterior já existentes. O CE tem competências
fundamentais nesta matéria: os sistemas de avaliação devem orientar o percurso da escola e de cada um dos
seus membros, sempre no sentido de uma melhoria continuada da qualidade.

Só é possível melhorar a qualidade de uma forma sustentável quando existe qualidade à partida. Da
manutenção e aumento da qualidade depende a evolução positiva do ISA no contexto de uma Universidade
como a UTL. Concretamente esta melhoria deve traduzir-se no aumento da procura em todos os ciclos, na
boa inserção e cotação dos nossos alumni no mercado de trabalho, no bom posicionamento nos rankings de
divulgação científica e na procura de consultadoria técnico-científica especializada pelas empresas e
administração pública. Mais importante do que um abstracto “crescimento” do ISA é a manutenção de uma
escola viva, onde a qualidade – de ensino, de investigação e humana – cresça.

Eis então alguns temas a colocar na agenda do Conselho de Escola, no âmbito de uma estreita colaboração
institucional com os outros órgãos do ISA, de acordo com a natureza das matérias em causa.

Organização e gestão do ISA: especialmente em matéria de gestão de


projectos;
• Garantir a transparência das contas do ISA,
através da análise cuidadosa e divulgação • Identificar e apoiar estruturas e áreas do ISA
geral atempada do Relatório Financeiro Anual únicas no país e que, pela sua fragilidade
e Relatório de Actividades; actual, podem deixar de existir (e.g. Herbário,
acervo documental da BISA);
• Promover o processo da avaliação
institucional externa e de auto-avaliação da • Apoiar o investimento na componente de
Escola, fundamental para o exercício manutenção de espaços didácticos e de
competente de condução estratégica; investigação do ISA, bem como na
racionalização dos meios existentes;
• Valorizar o património representado pela
Tapada e o Jardim Botânico, apoiando e • Fomentar oportunidades de conhecimento
desenvolvendo iniciativas criativas de que há mútuo e uma práxis de troca de ideias;
exemplos bem sucedidos; • Garantir uma avaliação multifuncional de
• Apoiar o reforço de cooperação e interacções todos os docentes e investigadores, , que seja
entre o ISA e as outras escolas da UTL; transparente, com regras claras, incorporando
todas as competências possíveis e mais-valias
• Promover e apoiar o esforço (já iniciado) pela trazidas para o ISA;
gestão do ISA no que toca à melhoria,
agilização e rigor dos serviços financeiros,
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Ensino: Investigação e serviço à comunidade:

• Realizar o balanço do 1º ciclo de Bolonha e • Identificação de áreas estratégicas quer as


promover a sua avaliação e ajustamento que combinam especificidades do ISA quer
permanente. actividades científicas complementares das
actuais, que constituam boas apostas no
• Promover a adequação dos 2ºs ciclos do ISA
futuro imediato e a médio prazo, com
para alunos de 1º ciclo de diferentes
contribuições resultantes de um debate geral
percursos curriculares;
promovido pelo CE;
• Promover agressivamente os 2ºs ciclos do ISA
• Renovar o património humano do ISA,
no exterior e investir na captação de alunos
procurando conseguir aliar critérios de
estrangeiros;
qualidade científica com a capacidade de
• Promover ofertas de ensino em áreas que desempenhar múltiplas funções (e.g. gestão
correspondam a novas necessidades de de projectos, serviço docente, colaboração na
conhecimento / possibilidades de trabalho na prestação de serviços) conforme estratégia
sociedade, sobretudo ao nível de pós- identificada pelo CE;
graduação;
• Agilizar sem perda de rigor, os procedimentos
• Delinear uma estratégia institucional para os administrativos e a gestão financeira de
3ºs ciclos e cursos de formação avançada, projectos de investigação, das prestações de
nomeadamente promovendo parcerias com serviços especializadas e de consultadoria;
as outras escolas da UTL e outras
• Promover e requalificar os serviços de apoio
universidades nacionais e estrangeiras, à
às actividades de divulgação e gestão
semelhança de alguns exemplos bem
científica dos membros/grupos do ISA, a par
sucedidos;
de actividades de interesse colectivo, bem
• Garantir a possibilidade de opção entre como, reforçar a capacidade de apoio a
diferentes disciplinas e a mobilidade de candidaturas de projectos de investigação
alunos entre cursos do ISA e promover a nacionais e internacionais;
mobilidade de alunos intra-escolas da UTL,
• Continuar a apoiar o papel da INOVISA e a
como forma de diversificar os curricula e a
constituição de empresas por alunos,
atractividade;
incentivando a integração do ISA em redes de
• Promover uma política de inserção de alunos incubadoras de base científica e tecnológica a
em empresas, durante os cursos e após o nível europeu;
curso, promovendo jobshops e realizando
• Promover seminários, conferências e debates
acções formativas e informativas, intra e
(orientados para discentes e docentes, e
extracurriculares de empreendedorismo;
abertos ao exterior) com personalidades de
• Promover a mobilidade académica, de reconhecido mérito sobre temas actuais de
docentes e alunos, nomeadamente com a relevância nacional e internacional, afirmando
Europa e a cooperação com os países de a centralidade do ISA no esclarecimento,
língua oficial portuguesa no ensino e debate e divulgação nas áreas que constituem
prestação de serviços; o seu curriculum histórico.

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