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UNIVERSIDADE. FEDERAL DE SANTA CATARINA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE DENTARIA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA/ Sc

TÉCNICAS DE MOLDAGENS DE NÚCLEOS, UM

LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO.

UFSC Biblioteca Setorial

CCS-0

RICARDO MK

FLORIAN6POLLS,JUNHO DE 1997

1 INTRODUÇÃO

0 presente trabalho tem por finalidade, revisar a bibliografia a respeito das

técnicas mais usadas para moldagens de núcleos, sejam elas diretas ou indiretas.

Diretas seriam aquelas que confeccionariamos o padrão de duraley( resina acrilica)

diretamente na boca do paciente. onde o técnico de laboratório fundiria em um metal

apropriado

recuperar. Técnica Indireta é aquela que obteriamos uma moldagem geralmente com

material borrachoide, do resto radicular e um modelo de gesso, no qual o técnico

na raiz, a qual se quer

e

na outra sessão cimentariamos

o núcleo

fará o padrão de duraley ou de cera para fundição.

Os autores pesquisados apresentam técnicas diversas para se obter,

o que

seria o núcleo fundido. 0 trabalho encontra-se dividido em 3 partes no que refere as 2 técnicas

citadas anteriormente. Trataremos trabalhos clássicos referentes a confecção de

núcleos fundidos e depois apresentaremos as técnicas alternativas mais recentes,

pesquisadas.

Iniciaremos pela técnica de abertura e alargamento dos canais, que embora não seja o tema deste trabalho. se faz necessário para o entendimento das técnicas

propostas.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. Técnica de Abertura dos Canais

Segundo Miranda 8.(1994) a terapia endodôntica bem sucedida é pre-requisito para a indicação de um núcleo metálico fundido , como meio retentivo, para um futuro

trabalho de prótese. Sendo assim, será necessário termos em mente que o

assentamento de um núcleo em um preparo intra-radicular é como se fosse a última

etapa de um procedimento endodbntico. Qualquer deficiencia no preparo trará, a curto ou a longo prazo, o comprometimento do elemento envolvido. As porções radiculares dos núcleos metálicos deverão estar confinadas aos

canais radiculares preparados, sem invadir demasiadamente a superfície radicular.

Um descuido qualquer será suficiente para promover uma perfuração que, na maioria dos casos. nos dentes bi e triradiculares. será irreversível.

Nos dentes unirradiculares não existe demarcação entre a câmara pulpar e o

canal radicular. Estes dois componentes anatômicos se apresentam em continuidade, o que não acontece nos dentes bi e triradiculares, onde a câmara pulpar desempenha um papel importante no preparo dos canais para receber um

núcleo metálico fundido.

Para este grupo de dentes, é imperativo o conhecimento da anatomia radicular e do sistema de canais radiculares como condição básica antes de tentar

qualquer procedimento. Durante os preparos estamos atuando em regiões que apresentam concavidades e estreitamentos de raizes de maior ou menor espessura

de dentina. As radiografias periapicais, em especial as pós endodbnticas, sugerem o tamanho. a espessura e a relação do canal radicular com o tamanho e a espessura

4

da raiz. Sugerem-nos, tambem,curvaturas radiculares. bem como a espessura do assoalho da câmara pulpar.

Os procedimentos endoderiticos, quando realizados pelo mesmo profissional que excutará o procedimento protético para um determinado elemento dentário. proporcionarão a verificação de qualquer desvio que possa correr diferente do que normalmente possa ser observado radiograficamente. Caso contrário, reafirmamos

aqui a necessidade de ser o endodontista aquele que realmete deva preparar o canal para receber um núcleo metálico fundido, pela familiaridade que tem com as

imagens radiograficas e com a anatomia interna dos canais, pela necessidade que tem de sempre os estar instrumentando. As curvaturas radiculares sugeridas radiograficamente são por muitas vezes mais pronunciadas do que se imagina e esta situação só pode ser sentida quando

da utilização dos instrumentos endoclônticos. Os instrumentos endodõnticos, pela sua flexibilidade, permitem realizar curvaturas até impossíveis e os instrumentos para a ampliação dos canais com a

finalidade de preparo para núcleos são rígidos. Devemos estar conscientes do limite máximo de penetração destes instrumentos nas raizes curvas com canais

evidentemente curvos. Qualquer exagero de penetração, por minimo que seja,

debilitará de forma irreversível o dente envolvido. Além das curvaturas radiculares, deveremos estar atentos para as inclinações dentarias, para que o acesso aos canais seja feito com maior facilidade. Em dentes

mesializados e/ou distalizados poderá ser necessário mudar a localização e a

angulação dos instrumentos para evitar perfurações, como também estreitamentos

desnecessários das paredes dentinárias. Manieri 7( 1 994 ), afirma que sempre que possível devemos utilizar 2/3 do

comprimento da raiz quando sem remanescente coronário e quando com parte da coroa integra devemos utilizar 2/3 do comprimento total do dente, no minimo

devemos ter um comprimento de pino com o mesmo comprimento da restauração ser realizada posteriormente. Se houver comprometimento periodontal o núcleo deve estar posicionado abaixo da crista alveolar.

Vamos descrever uma técnica de preparo para um núcleo em dente

unirradicular com coroa destruida(Manieri 7,1994): Desgaste da estrutura remanescente- Após a remoção da carie, ou restos de restaurações, elimina-se as arestas e retenções com broca cilíndrica. De posse da radigrafia do dente.

verificamos o comprimento com urna broca largo sobreposta, onde colocamos um

cursor para nos orientarmos na remoção da obturação. Com uma sonda Modi fi cada

aquecida, removemos até atingir os 2/3 desejados. Como nem sempre

removermos todo o material somente com instrumento aquecido, colocamos a largo

do tamanho desejado no contra-angulo e fazemos a limpeza e regularização final do conduto. É nesta fase que alargamos. e obtemos se necessário a forma ovalada no

sentido vestibulo-lingual e levemente expulsivo no sentido gengivo-oclusal. Em caso

de dúvida quanto ao comprimento final do preparo, faz-se nova radiografia com a

largo no canal e verifica-se a necessidade ou não de aprofundar mais. É importante

que durante o trabalho no conduto tenhamos uma visão do final do preparo através

do espelho refletido para sempre visualizarmos o material de obturação. Após estas considerações iniciais e preliminares para a moldagens para

confecção de núcleos metálicos fundidos podemos começar a descrever as técnicas

propostas pelos autores pesquizados.

é possivel

2.2. A Técnica Direta

A confecção direta de núcleos é feita sobre o dente preparado na boca do

paciente utilizando-se cera ou resina acrilica. Algumas formas de pinos metálicos ou

de plástico são usados para levar o material dentro dos canais e reforçar o material usado na confecção do núcleo. Este método tem sido usado por muitos anos. Muitos

dos sistemas de pinos de precisão pré-fabricados fazem uso deste conceito. A única

diferença é

que os sistemas pré-fabricados eliminam a fase de reembase intra-

radicular.

O reembase do pino, embora isto implique em tempo. nos dá uma precisa

adaptação do pino no canal, com as irregularidades vestíbulo -lingual do canal sendo

incorporadas no metal prevenindo com isto a rotação ou deslocamento do

pino Quando o canal não é suficientemente ovóide para promover o efeito anti-

rotacional, o preparo do canal é modificado com a introdução de canaletas para

resistir torques na prótese.

O padrão pode ser feito em cera , reforçado com plástico, uma broca usada.

um pino de metal. ou um clips de papel. Resina aplicada pode também ser usada

para este propósito, ou uma combinação de cera e acrílico.

0 uso de resina permite formar um padrão bem adaptado. com o pino bem

sólido que pode ser manipulado facilmente sem risco de distorção.

Tempo atrás, os núcleos eram feitos de ouro do tipo duro , mas o crescente

custo deste metal tornou-o impraticável para este propósito. Os metais básicos ou

não-preciosos tem sido usados desde então. Embora os metais a base de níquel-

cromo serem escolhidos originalmente por motivos econômicos, sua dureza e

resistência fazem deles uma excelente escolha para a confecção de

núcleos(Shillinburg 11 .1987). As técnicas de moldagens diretas pesquisadas são muito semelhantes entre

si iremos descrever a técnica proposta por Manieri 7 (1994).

2.2.1. Técnica Direta de Confecção do Núcleo

0 preparo intra-radicular está pronto para a confecção do núcleo.

Inicialmente prepara-se um bastão de resina autopolimerizável em forma de cone,

ou usar como Shillinburg 11 (198 - t)

plástico número 14, são fortes o suficiente para reforçar o padrão do núcleo e se queimam facilmente quando da eliminação da cera. 0 cone de resina ou de plástico

e Sadri l° (1985).

recomendam os sprues de

deve adaptar-se ao diâmetro e do comprimento do conduto preparado Deve-se

deixar o comprimento do bastão 1 cm para fora do conduto.

Retira-se o bastão de acrílico ajustado e a seguir. lubrifica-se o conduto com

vaselina tomando cuidado para que o bastão de acrílico se mantenha seco.

Prepara-se resina autopolimerizavel (Duralay ou Resinlay) e, com o auxilio

de uma espátula, leva-se uma porção ao conduto.Gonthier 4(1996) prefere o uso da

técnica do pincel para aplicar a resina no conduto 0 bastão deve também ser

envolvido com o mesmo material.

o final do

Em seguida é colocado no conduto, verificando-se que atinja

preparo

Um pouco antes da polimerização final da resina acrílica retira-se

o bastão

para verificação da fidelidade da moldagem sendo reposicionado imediatamente

para o conduto.

Acompanha-se a polimerização da resina acrilica tirando e retornando o

bastão ao conduto. a fim de evitar contratempos de polimerização final que prendam

o bastão em alguma retenção inadvertidamente deixada durante a fase de preparo.

Nova porção de acrílico é adicionada a parte extra-radicular do bastão, afim

de ser confeccionada a parte coronário do núcleo, bem como adaptar

intrinsecamente a base do núcleo a base do preparo colocado ao redor do inicio do

conduto (parte de maior diâmetro). Gonthier 4 (1996) preconiza o uso de uma resina

mais conscistente que não irá escorrer com o auxilio de uma seringa para

moldagem. Para acertar a forma do núcleo em acrílico, utilizam-se brocas em alta

rotação e pedras montadas, podemos usar ainda discos de lixa para este

fim(Shillinburg 11 ,1987). devendo-se já nesta fase observar-se os princípios

mecânicos aplicados ao tipo de preparo que se deseja fazer, seja ele para receber

por exemplo uma coroa de porcelana pura,uma coroa metalo-cerâmica, etc.

Se for para coroa de porcelana pura. deixa-se em toda volta do dente um

degrau uniforme. Se for o caso de metalo-cerâmica, deixa-se um chanfrado por vestibular e por

lingual bisel.

Uma vez acertada a forma, o alinhamento, disposição e a relação com os

dentes antagônicos, inclui-se o núcleo de acrilico em revestimento procedendo-se

em seguida á sua fundição.

O núcleo , fundido em metal, deve ser adaptado ao preparo e cimentado á

raiz. Deve-se ter o cuidado de remover bolhas ou imperfeições resultantes de

deficiência nos processos de fundição.

Após a cimentação do núcleo procedemos ao repreparo da região cervical e

ao acabamento. Nos locais onde não há o comprometimento estético deixamos

acima ou á nível da margem gengival. Nos locais de necessidade estética

colocamos o preparo abaixo da margem cervical cerca de 0,5 a 1,0 mm.

2.2.2. Técnica para Núcleos com Canais Divergentes

Segundo Sadri 10(1985); os métodos mais comuns para a restauração de

dentes multirradiculáres tratados endodõinticamente são o amálgama retido á pino.

resina composta reforçada ou pino-núcleo. Um incoveniente do sistema pino-núcleo

isto ocorre pela divergência dos

canais. Uma tentativa para se conseguir uma retenção adicional pode produzir uma

perfuração. Um grande número de métodos tem sido propostos para fazer

o núcleo

é que somente um dos canais pode ser usado e

usando 2 ou mais canais com a finalidade de aumentar a retenção. Na técnica

apresentada, as paredes internas de cada canal são preparadas ao máximo,

desejando aumenta a retenção e estabilidade do núcleo e conseguir o sucesso da

restauração final.

0 procedimento abaixo descreve um método de fundição com impressão

direta do pino-núcleo para a restauração de dentes com canais divergentes usando

o sistema Parapost e resina acrílica Duralay. 0 sistema Para-post consiste de um

quite de instrumentos com 5 tamanhos: 0,036 (marron), 0,040 (amarelo). 0.050

(vermelho), 0,060 (preto),

e 0,070 (verde). Correspondendo ao tamanho de cada

broca há pinos plásticos, de alumínio, ago inoxidável e ouro. 2 tipos de pinos

plásticos: moldado (liso) e fundido (dentado e com orifícios). Os pinos são

cilíndricos, com paredes paralelas para proporcionar uma boa retenção

assentamento.

e

0 método direto para a confecção do núcleo requer 4 passos:

- Preparo do canal e coroa

- Fabricação do modelo plástico

- Procedimento laboratorial

- Prova e cimentação

2.2.2.1 Preparo do canal e coroa:Técnica semelhante a anteriormente descrita

2.2.2.2 Fabricação do modelo plastico(resina autopolimerizavel)

Depois de lubrificar os canais e a camara, o pino plástico liso apropriado é

colocado em cada um dos canais preparados. Frequentemente as angulações que

se descobrem interferem com as outras. Um dos canais é escolhido como primeiro e

como a trajetória de inserção do pino-núcleo , a qual depende do dente adjacente.

e

reposicionamento com um pino plástico dentado do mesmo diâmetro. Um pino de

ouro que foi ajustado curto, o suficiente para ser incorporado ao núcleo de ouro na

oclusão apropriada, pode ser usado. Os 2 pinos plásticos lisos e o pino plástico ( ou metal) dentado estão agora

no lugar nos canais radiculares de um dente com canais divergentes.

pino plástico pode ser removido do canal escolhido para a trajetória de inserção

Duralay é aplicada em torno dos pinos. Camadas adicionais de material são

aplicadas até aproximadamente a altura oclusal tenha sido obtida. 0 material

então adicionado para completar.

é

Os pinos plásticos lisos são removidos com um pequeno alicate. Uma torção

o pino do núcleo. 0 segundo pino plástico liso pode

e uma leve tração vão separar

ser removido da mesma maneira, deixando o núcleo em posição com o pino plástico

dentado ( ou pino metal usado).

O núcleo de resina

é ajustado com carbide em alta velocidade ou brocas

e uma saliência de estrutura dental em

diamantadas para dar a anatomia oclusal

10

torno da parte cervical da raiz. Este incremento proporciona o posicionamento de

término para a subsequente coroa de ouro ou veneer de porcelana. Esse

procedimento pode ser feito antes da remoção dos pinos plásticos lisos.

dependendo da situação e da preferência pessoal.

O núcleo é então removido através da rota de inserção determinada pelo pino

plástico ou metálico unido ao núcleo.

Uma coroa provisória é fabricada usando um pino de alumínio e o dente de

resina acrílica polida, e são então cimentados no local.

2.2.2.3 PROCEDIMENTO LABORATORIAL

A passagem é avaliada através do núcleo com a broca apropriada para ter

certeza que um alargamento apropriado existe.

Bastões de grafite( lápis) ou niquel-cromo de tamanho apropriado são

inseridos em cada passagem não paralela através do núcleo e são mantidas nessa

posição para prevenir o seu fechamento durante a fundição.

O núcleo é unido ao sprue e coberto usando um envoltório hidroscopico. Um

e não

e a expansão

precisa ser imerso em água porque os pinos ficarão internamente

pode ser limitada com adição de mais água no material de revestimento. 0 anel de

revestimento de amianto não precisa ser usada no anel de revestimento

fundição não precisa ser sujeito a temperaturas maiores que 1,250 a 1.300 graus

Fporque os bastões de níquel-cromo podem deformar ou desintegrar. Ouro tipo W,

prata-paladio ou metais não preciosos são usados para fundir o núcleo e o pino. Depois que o núcleo é tirado da fundição e é limpo, o grafite é removido com

e para

o uso de broca apropriada através dos furos com movimentos para cima

baixo , não

dissolução em ácido nítrico por 3 a 5 minutos. 0 núcleo é limpado completamente,

cuidando, para que as passagens não sejam obstruidas. 0 uso repetido da broca

pino de níquel-cromo pode ser removido pela sua

lateralmente,

o

resultará num buraco de maior tamanho

pinos.

e irá

reduzir o pontencial retentivo

dos

2.2.2.4. AJUSTE E CIMENTAÇÃO

Um dique de borracha posicionado, se possível,

e a coroa provisória é

removida. Os canais são então limpos com benzina , detergente ou água.

O núcleo é ajustado no dente preparado e os pinos de ouro ou aço

apropriados são colocados, substituindo os plásticos previamente usados.

Radiografias podem ser usadas para verificar o assentamento dos pinos e do núcleo

(os pinos acessórios são marcados ao nível da face oclusal do núcleo antes da

o conjunto é removido do dente os pinos são

remoção do conjunto). Depois que

desgastados lateralmente no nível marcado com o uso de discos ou brocas. Isso nos

dá o comprimento correto dos pinos, que devem ser inseridos nos canais durante a

cimentagão e permite a remoção da porção em excesso dos pinos acessórios.

depois que o cimento estiver seco.

0 cimento é colocado nos canais com a ajuda de uma broca lentulo. O núcleo

os acessórios, previamente ajustados. são então

é posicionado primeiro

colocados, através das passagens do núcleo, nos canais. 0 núcleo pino e os pinos

acessórios são mantidos firmes em posição até a secagem final do cimento.

Depois que o cimento estiver seco, o seu excesso e removido e os pinos

é

completado. Se os procedimentos foram seguidos como os descritos acima, a linha

de cimento será minima. Depois que o dique de borracha é removido, a linha de término do dente é

biselado para fazermos a moldagem final para restauração.

acessórios são nivelados com a porção 0

e

do núcleo

e o

preparo do dente

1 2

2.2.3. Quanto ao Material de Moldagem

Dos autores pesquisados Carmo 2 (1995) apresenta um trabalho no qual faz

uma comparação entre a Cera e a Resina Acrilica(Dencor). Os resultados do

trabalho são mostrados a seguir .

Os valores obtidos das medições do espaço morto foram agrupados em cinco

classes, com intervalos reguláres de 0.5mm cada. Baseado nestes valores , verificou- se que 60 dentes que tiveram seus núcleos modelados com resina acrilica

apresentaram um espaço morto que se situou entre 0 ( inesistente) e 0.5mm,

enquanto apenas 31 dentes cujos núcleos foram modelados com cera apresentaram

resultado semelhante. A eficiência, ou a maior precisão de moldagem, foi conseguida com núcleos

construidos em resina. Isto pode ser veri fi cado nas diversas classes estudadas Houve uma maior aproximação entre o núcleo e a guta-percha, ou seja, um espaço

morto menor, quando comparado com o dente modelado em cera. Nas 2 primeiras

classes encontram-se 85 dentes, com medidas que se situam entre 0 e 0.63mm.

cujos núcleos foram modelados em resina, correspondendo a 88.5% do total. Para 60 dentes modelados em cera, o espaço morto resultante foi de 0.27 a 0.81mm,

correspondendo a 62.5% do total dos dentes.

A maior eficiência da resina deve-se, provalvelmente, ao fato de que durante

e lisa ( massa

a fase plástica ela se apresenta com consistência moldavel. pastosa

plástica ). facilitando a manobra de moldagem do canal radicular e, após a reação de polimerização, a resina não apresenta alteração dimensional. Em contrapartida, a cera apresenta o maior coeficiente de expangão térmica linear dos materiais. Para

cada grau de variação na temperatura, as ceras para incrustações expandem-se ou

contraem-se mais que qualquer outro material. Portanto, através da técnica direta, o

modelo construido á temperatura bucal,

25graus), acaba por induzir erros, devido á alteração dimensional térmica, que

assume importancia considerável.

e

resfriado a temperatura ambiente(

I Biblioteca UFSC

' EM11•1111

o-

Isom.

2.2.4. Técnica do NúcleoJet

Esta técnica tem por finalidade agilizar e facilitar a formação de um núcleo que, em suas linhas gerais, consiste de um verdadeiro molde utilizado para a configuração do núcleo metálico para restauração dentária ou mais precisamente

para fixação da coroa dentária. Segundo. Alcantara 1(1994). o autor da invenção a técnica atual é totalmente artesanal e confeccionado integralmaente pelo cirurgião-

dentista através de várias etapas, descritas acima em outras técnicas. Diante destas cicunstáncias e com o objetivo de supera-las foi criado o Kit de

núcleos de resina pré-fabricado utilizado na obtenção de núcleo metálico para

fixação de coroas dentárias, temos várias apresentações do produto como

mostram as fotos 1 a 4.

Foto 1 : Kit Núcleo jet para dentes anteriores

Foto 2: Kit

Nucleojet para pre-molares

Foto 3 : Kit Nikeojet

para anteriores e prernolares.

Foto 4.: Kit Núcleojet de pinos apenas.

Este sistema é caracterizado por um conjunto de peças pré-fabricadas de

e o outro de

coronárias. onde o primeiro grupo é composto por várias unidades com diferentes

dimensionamentos. porém. todos eles na forma de hastes

apresentam cabeças e, abaixo destas, além de afunilados. distribuem conveniente

número de protuberâncias retentoras. sendo que ainda as referidas cabeças são

cooperantes para penetrarem em encaixes fêmeas existentes nas partes inferiores

das coronárias que tal com os pinos , também apresentam dimencionamentos

resina , divididas em

2 grupos distintos , um denominado de pinos

aguçadas.

ou seja.

diferentes e ainda a parte externa das mesmas reproduzem a forma plástica usual

a parte

dos dentes anteriores, pré-molares

e molares,

sendo qus.

nos molares.

inferior inclui um complemento na forma de projeção saliente( fotos 5).

Foto 5: hlúcleojet em detalhe, esferas prendem a parte coronária

Os pinos são fabricados preferivelmente em 3 tamanhos, pequeno, médio,

grande onde o comprimento maior é aproximadamente

menor é aproximadamente 10mm

diâmetro aproximado de 2 mm na base da cabeça que por sua vez , também poderá

ter um dimensionamento igual para os 3 tamanhos. aproximadamente com 2 mm de

altura por 1.3mm de largura ou diâmetro. As coronárias reproduzem o aspecto dos dentes ou das coroas dos dentes

13mm,

enquanto que

o

como também para os 3 tamanhos é adotado um

o

anteriores, pré-moláres e moláres e. assim, são

dimensionamento os padrões de tais dentes naturais Com o Kit em questão, o procedimento profissional é extremamente facilitado

no momento de se obter um núcleo metálico, ou seja:

conformadas de acordo com

-

Inicialmente é escolhido um pino e uma coronária corespondente e de acordo com

o

dente a ser restaurado

-

As duas peças são unidas através de seus respectivos encaixes

-

Feito isto, o conjunto está pronto para ser introduzido no interior da raiz do dente,

com resina fluida ao redor do pino, e após a presa da resina siw os acabamentos

necessários com broca e verifica-se a adaptação.

- Encaminhamento ao laboratório dental para fundição. Em fotos ilustramos a técnica( fotos 6 a 11).

Foto 6: Adequação do comprimento do pino

Foto 7: Centralizaçãp com a parte coronária

Foto 8: Núcleo Reenbasado e realizado anatomia e acabamento

P010 9

Padr An de Nile. leo fundido concluidc

Foto 10: Fundição realizada e adaptada á raiz.

1111111100611111111

Foto 11: Radiogra fia de adaptação

IS

Como se percebe, após o que foi exposto. a técnica agiliza sobremaneira o

trabalho do profissional, inclusive com várias vantagens técnicas e práticas, ou seja,

permite redução substancial de tempo nos procedimentos para obtenção do núcleo

metálico, eliminando aquele desgaste do profissional e do paciemnte. como também

é utilizada uma quantidade menor de resina fluida. inclusive aquele trabalho de

esculpir a coronária também é eliminado, gerando assim um custo final

extremamente reduzido.

A figura 1 mostra todos os passos da técnica de uso do nucleojet

2.2.5. Técnica de Material Termoplástico

Rosenstiel 13 e col(1997), descrevem que a técnica convencional com o uso de

resina autopolimerizável, podemos ter muitas dificuldades como: Inclusão de bolhas

de ar no padrão do núcleo, que quando na retirada deste, pode vir a fraturar. Temos

também a questão do tempo gasto até que a resina se polimerize, que é muito longo.

Para eliminar estas dificuldades foi criado um novo sistema de núcleo com

uso de uma resina termoplástica( Cast post and Plastic, Merritt EZ cast post Inc.). 0

sistema consciste de um plástico especial de suporte e uma resina termoplástica. A

técnica está descrita abaixo:

- Um bastão de plástico é adaptado no canal radicular preparado deixando 1.5 a

2mm acima do canal radicular.

- Lubrificamos o canal com vaselina

- Aquecemos a resina termoplástica acima da chama. até que

transparente. - Aplicamos no bastão de plástico até 2/3 do comprimento a resina termoplástica

- Insirimos imediatamente o bastão dentro do canal, esperamos 5 a10 segundos

retiramos o padrão e inspecionamos, removemos com bisturi os excessos alem do

o

material fique

e

canal

- A parte coronária é confeccionada de maneira tradicional com a técnica do pincel e

resina acrilica ativada quimicamente.

- Esta parte pode ser feita indiretamente com uma moldagem suplementar com o

pino em posição e a parte coronária ser confeccionada no laboratório.

0 sistema apresenta vantagens a técnica tradicional com resina acrilica

como: Baixo custo e tempo menor de moldagem do conduto.

Um problema que sempre vem a tona no momento que empregamos calor

dentro de canais radiculáres é se este calor poderia causar alguma reabsorção

externa da raiz, sobre a resina termoplástica não temos referências de alguma

pesquisa neste sentido mas em outras areas da odontologia como no Clareamento

de Dentes Despolpados onde se usa calor como forma de acelerar o clareamento

alguns autores já se pronunciaram a respeito como: Latchan s em 1986. descartou a possibilidade do calor ser o responsável pela ocorrencia desse tipo de reabsorção.

Friedman 3 e colab. em 1988 estudando 58 casos de dentes submetidos a

tratamento clareador com peroxido de hidrogênio a 35% e calor, encontraram apenas 2 casos com reabsorção sendo que um deles não havia sido utilizado o

calar.

2.3. A TÉCNICA INDIRETA

Segundo Miranda 8,1994, os procedimentos para o preparo e moldagem dos

canais de dentes unirradiculares, com a finalidade de ser confeccionado um núcleo

metálico fundido, pelo método indireto, requerem alguns cuidados como também

uma sequencia lógica para a sua execução. Devemos levar em consideração:

- Remover todo o tecido cariado, se existente.

- Preservar o máximo de estrutura mas eliminar todo esmalte sem apoio dentinário

- Remover parte do material obturador com pontas aquecidas

e

comprovar

radiográficamente.

2(1

- Calcular precisamente a profundidade á ser alcançada pela broca Largo. com 2/3

radiculáres ou no minimo o mesmo comprimento da futura coroa, deixando de 2 a 3

mm de obturação endodontica.

- Observar sempre o formato anatômico da raiz e do canal radicular.

- Com ponta diamantada de granulação fina, na presença de um born remanescente

coronário, efetuar uma pequena ranhura numa área onde houver espessura máxima, para servir de guia para o assentamento do núcleo, de aproximadamente de 1 mm

(diametro da broca )

- Com ponta diamantada em forma de chama realizar um contra-bisel em todo

contorno externo, para auxiliar na retenção e protejer o remanescente coronário.

- Seleção do material de moldagem, geralmente com sistema de dupla moldagem

Siliconas de condensação( coltex-coltoflax, Optosil NF-Xantopren ). silicona

de

adição ( 3M

Mirror 3, Extrude)

a. Técnica de Moldagem, segundo Miranda, 1994

é necessária a limpeza do mesmo corn

irrigação alternada de EDTA e hipoclorito de sódio a 1% por aproximadamente 10

minutos. Esta irrigação promove a remoção do magma dentinário que se faz

é a etapa seguinte

para que os mesmos façam a sustentação do material de moldagem a ser utilizado

no interior do canal. Este suporte intracanal evitará possíveis distorções que possam ocorrer no molde, tanto no momento de sua remoção corno posteriormente. nos procedimentos laboratoriais durante o vazamento do gesso. Neste caso, os suportes

utilizados foram obtidos a partir de espinhos de laranjeira em função da forma cônica

presente após o preparo. A seleção dos elementos de suporte

Concluido o preparo de canal,

que apresentam, outros autores como Shillinburg 12 , 1987 remomendam o uso de

sprue de plástico, fio ortodôntico, clips de papel ou ainda instrumento de canal que

serve também para a colocação do material dentro do canal. Manieri 7(1994). utiliza

fio ortodôntico corn godiva de baixa fusão para dar retenção ao pino , passando

após urn adesivo para

material de moldagem no fio ortodôntico, sendo

compatíveis corn a forma cônica das raizes dos dentes e agora dos canais

o

21

preparados. Trebilcook 14 (1991), usa pinos plásticos pre-fabricados e os mesmos

são afi nados e adaptados passivamente aos canais radiculáres.

Com os suportes intracanais em posição, sera realizada inicialmente uma

moldagem com o material pesado.

Com o auxilio de uma broca lentulo, cortada na metade para reduzir a

flexibilidade de sua parte ativa, levamos o material de moldagem ao interior dos

canais, geralmente é usada a lentulo 4(verde) ou 5(preta).

Após a obtenção do molde preliminar, sera preparada agora uma certa

quantidade de material leve para concluir a moldagem. A maior parte deste material

os suportes

é colocada sobre

intracanais. A parte menor é introduzida com o auxilio da broca lentulo no interior

dos canais preparados, preenchendo-os por completo. A velocidade do micromotor

nesta etapa deverá ser mais alta que quando do momento do preparo, para

favorecer a introdução rápida do material dos canais radiculáres. Imediatamente

sera reassentado o molde preliminar ,preenchido com material leve, sobre os

o

molde preliminar com

o

material pesado

e

preparos.

Observar criteriosamente a moldagem e encaminhar para o vazamento em

gesso

2.3.2. Técnica da dupla Mistura, segundo Manieri, 1994

H ) ou densa

Nesta técnica usamos o silicone de consistência densa média ( Provil

(Permagum high)

Medium). A diferença desta técnica com a da dupla impressão é que aqui misturamos

as duas pastas de consistências diferentes ao mesmo tempo. A região e os dentes preparados devem estar secos A silicona média

colocada em uma seringa e na lentulo e introduzida no canal

e no dente preparad o .

é

e

um silicone de consistência média( Provil ou Permagum

deixa-se o bico da seringa submerso no material de moldagem, para se evitar falhas

1

1

durante a aplicação. Introduzimos ao mesmo tempo os clips preparados para os

condutos, neles já aplicado o adesivo. A silicona densa média ou densa é colocada na moldeira individual já com as

perfurações para retenção e com o adesivo, e esta é elevada sobre os preparos

cobertos com o silicone médio.

A moldagem deve ser mantida sem pressão até

e

o endurecimento final.

a impressão deve reproduzir todos os

Removemos a impressão 4.5 minutos

detalhes com máxima precisão.

2.3.3 Técnica de 2 Passos por Trebilcoock e Evans

Esta técnica descrita pelos autores acima e publicada em 1991. difere das

demais, por fazer a impressão individual dos canais com um sprue de plástico

adaptado aos canais com material de moldagem de conscistencia fluida, como.

pilivinil siloxano tipo I ( Mirror 3, Extrude )

realizadas e checadas, passamos para uma impressão total do arco para captar a

realizada com material de

e depois das impressões individuais

moldagem dos canais radiculáres esta moldagem

conscistência média( Mirror 3 Extrude medium viscosity. Kerr Manufactoring

Company).

é

2.3.4 Técnica de Rápida Confecção por Krammer

Pinos fundidos obtidos de padrões de cera geralmente requerem ajustes na

boca para assenta-los passivamente nos canais preparados. Um método indireto

que usa um modelo de alginato para fabricação de padrões de resina foi

desenvolvido. Um modelo de gesso feito de um segundo vazamento da impressão dos canais preparados é usado para ajustar os padrões no laboratório dental. Pinos

feitos com o uso deste método indireto rotineramente assentam melhor no canal

radicular sem ajustes na cadeira. 0 procedimento é especialmente útil para

pacientes que requerem pinos múltiplos no mesmo arco.

Krammer5, enfatizava que um requisito fundamental de um pino fundido é a

reprodução acurada da forma do canal preparado para distribuir forças uniformente.

A convergência das paredes preparadas do canal irá maximizar a retenção do pino,

é

escorregadia especialmente em um ambiente molhado ou lubrificado, e o padrão

pode ser retirado facilmente de pequenos cortes no canal. Padões de resina acrílica

autopolimerizável lubrificados (até mesmo se colocados quando a resina polimeriza)

podem também ser removidos de pequenos cortes. Porém fundições feitas a partir

destes padrões irão reter no canal e exigir tediosos ajstes na boca para permitir o

seu completo assentamento. Qualquer tentativa de forçar o pino fundido pode

fraturar a raiz. Um método indireto no qual os padrões de resina são fabricados num modelo

elástico, pode melhorar a acuidade de pinos fundidos. Com o procedimento a seguir.

uma reprodução precisa negativa do canal é obtida e o padão de resina é ajustado

para servir no modelo. A necessidade de ajustes no consultório é eliminada ou

mas também irá aumentar

o

potencial do pino de reter-se ao canal. A cera

reduzida.

Método De Trabalho

1

Fazer uma impressão elastomérica do arco para incluir os canais preparados para

o

pino.

2.

Delimitar a área correspondente ao dente tratado endodõnticamente com uma

pasta modeladora (Artelina. Artel, Santiago, Chile) e fabricar um modelo flexivel com hidrocolóide reversível (Polyflex material de duplicação, Austenal Inc Chicago) ou

irreversivel(jeltrate, Caulk,Milford, Del.). Antes do material completar a geleificação.

incorpore elementos retentivos(clips de papel) na base do modelo Uma vez que

material tenha tomado presa, despeje uma pequena plataforma de gesso. Depois

o

1 4

que o gesso tomar presa, despeje uma pequena plataforma de gesso. Depois que o

gesso tomar presa, separe o modelo da impressão. Evite exposição prolongada do

modelo elástico com o ar para evitar deformação do hidrocoloide.

3 Selecione umfilamento de nylon para cada pino, de um diâmetro que sirva com

folga no canal do modelo elástico. 0 filamento deve ser pelo menos 10 mm mais

longo do que o pino pretendido. Padrões de pinos comerciais para fundição

(Coltene Whaledent, Mahwah.N.J.)também podem ser usados. Aspere

aproximadamente metade de cada filamento com discos de papel de média

granulação e arredonde as extremidades.

4. Prepare uma quantidade adequada de resina acrílica (Duralay) com uma

quantidade maior de monômero do que a recomendada pelo fabricante. Coloque o

monômero nas paredes do canal com um longo e fino pincel de sable.Use o mesmo

pincel para pegar a resina acrílica fluida e preencher cada canal com resina. Vibre o

molde para expelir qualquer ar incluso e imediatamente insira a extremidade

arredondada do filamento de nylon para o ápice do canal. Com um gentil movimento de sobe e desce,remova qualquer bolha de ar remanecente. Acrescente mais resina

acrílica se for necessário, e centre o filamento no canal. Permita que a resina

endureça.

5 Acrescente resina acrílica até aproximadamente 6 mm do filamento que sai do

canal para fazer um cabo que irá facilitar a manipulação do padrão.

6 Remova a pega do molde

avalie a complementação do padrão Marque

claramente o aspecto bucal de cada padrão para facilitar a sua orientação quando

assentado no modelo principal de gesso.

7.

8

do canal. use pequenas pontas de papel quando recobrir as paredes do canal do

pino para evitar o empoçamento do endurecedor de troquel. Durante o ajuste do

e

Faca um segundo da impressão em gesso.

Aplique um agente de cobertura sobre o modelo de gesso, especialmente dentro

padrão o endurecedor irá proteger

indicador.

9. Recubra a terminação radicular do padrão com uma pequena camada de material

indicador, giz de carbonato de cálcio em alcool.Introduza o padrão gentilmente no

o

gesso

e

prevenir a absorção do material

canal do pino. Remova o padrão quando prender e examine o material de ajuste

para áreas de contato. Ajuste o padrão onde estiver indicado e repita o

procedimento até a pega assentar completamente sem pressão. Remova qualquer

remanescente do material de ajuste do padrão. (A alta proporção de monômero e

polimero usada neste procedimento irá resultar em uma grande contração de

polimerização da resina acrilica e produzir uma fundição levemente menor que

permitirá o escape do excesso de cimento quando assentada).

10. Dê acabamento nos padões para os núcleos e faça a fundição dos pinos usando

uma peça de pequena expansão.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os autores pesquisados, são unanimes em afirmar que a qualidade do

fundamental devendo-se respeitar de 3 a 5 mm de

tratamento endoclôntico

obturação remanescente na raiz. As técnicas diretas apresentadas propoem

soluções

nenhuma técnica é mais rápida e simples que a técnica do Núcleojet,

técnica esbarramos num impedimento técnico quando deparamos com canais

divergentes, quando os mesmos necessitam ser preenchidos com um núcleo

Parapost que apesar de mais

metálico, para estes problemas temos a técnica

complicada resolve

e

esta técnica é geralmente de rápida execussão principalmente quando fazemos

uso da técnica do Núcleojet. Uma boa alternativa é a técnica do material termoplástico pelo menor tempo

dispendido com o paciente e ainda apresentar baixo custo , alguns estudos porém

merecem ser feitos em relação à técnica qual sejam: 1. A adaptação após a fundição

o

técnica direta quando poucos dentes necessitam de núcleos metálicos fundidos

é

o

mais simples possivel para obter um tratamento mais rápido. Nisto

mas nesta

o

problema dos canais divergentes. Os autores indicam a

é satisfatória em relação aos outros materiais de moldagem diretos como a cera e a

resina acrilica?: 2. 0 calor gerado no canal não poderia induzir a reabsorções

radiculares?. Estas indagações deveriam ser apuradas para que então em certos

casos mudassemos a nossa técnica de moldagem dos condutos.

Todos os autores pesquisados não deram uma solução para o problema da

resina acrilica utilizada para a moldagem do conduto ser radiolúcida, não sendo

possível a comprovação radiografica antes da fundição. Alterações e distorções

podem aparecer no momento da fundição então se utilizassemos uma resina

radiopaca poderiamos através da radiografia periapical comprovar se a moldagem

foi perfeita atingindo todas as areas do conduto, poupando sessões de repetição de

núcleos fundidos mal adaptados.

Os autores quando se referem a técnica indireta diferem muito quanto a

usando

silicona de conscistôncia pesada e depois a leve, já .Manieri 7 tem como opção a

e

fluida e Trebilcook 14 e Evans usam a técnica em dois passos onde se usa também

siliconas de conscistência média e fluida, destas técnicas não podemos julgar uma

e

todas tem o mesmo objetivo, ou seja, a correta moldagem dos canais radiculáres.

melhor que a outra porque depende muito da adaptação do profissional a técnica

técnica da dupla mistura na qual é usada uma silicona de conscistência média

técnica de moldagem como Miranda 9, usando espinhos de laranjeira

e

Mas por outro lado, temos nos autores pesquisados soluções para diminuir as

imprecisões de adaptação aos canais radiculares como a técnica proposta por

Krammer, onde utiliza-se um modelo de alginato para a confecção do núcleo no

laboratório diminuindo o tempo clinico de prova e cimentagão da pega fundida.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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M.; Separata, Kit de núcleos de resina pré-fabricado

utilizado na obtenção de núcleo metálico para fixação de coroas dentárias

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de 15 minutos. IN:The journal of prosthetic dentistry. St. Louis, USA. Vol. 76

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USA. Vol. 76 nr. 2, p. 209-211, Ago 1996.

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8.MIRANDA, Claudio C. de; UMBRIA, Elza M. G

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metálicos fundidos. IN: Atlas de Reabilitação bucal: Núcleos Metálicos. São

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Procedimentos para o preparo de Canais em dentes bi e trirradiculares-

Método Indireto. IN: Atlas de Reabilitação bucal: Núcleos Metálicos. São Paulo.

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10. SADRI, Jalil Sadir. Técnica para fabricação de pino núcleo para dentes com

canais divergentes. IN: Quintessence Internacional. Vol. 16, p. 519. Ago 1985.

11.SHILLINBURG, Herbert T.; KESSLER. Confecção direta de núcleos. IN:

Restauração protética em dentes tratados endodonticamente. São Paulo, p. 45-

61.1987.

12.SHILLINBURG, Herbert T.; KESSLER. Confecção indireta de núcleos. IN:

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93. 1987. 13.ROSENSTIEL,Stephen F., LAND, Martin F.,HOLLOWAY,Julie A.; Custom-cast

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14.TREBILCOCK,Charles E.; EVANS, Douglas B. Um técnica de impressão em

dois passos para fabricação indireta de troquéis e núcleos duplos. IN: The

Journal of prosthetic denstistry. Vol. 66, nr. 4, p. 422-425, out.1991.