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Universidade Federal do Espírito Santo

1

Resolução dos exercícios de Mecânica dos Solos I

André Barcellos Ferreira – andrepoetta@hotmail.com

Universidade Federal do Espírito Santo

2

PERMEABILIDADE E CAPILARIDADE

Para efeito de fixação dos conceitos da apostila de Permeabilidade e Capilaridade, vamos revisar

os exercícios resolvidos:

1) Determinação de alturas de carga e velocidades superficiais, v, e de percolação, v p , para os esquemas das figuras a seguir.

Cálculos Gerais

As perdas de carga somente são significativas no solo, então nos trechos em que somente existe água pode-se trata-los como caso hidrostático e não comunicantes. Então determina-se as alturas de carga nos trechos sem solo e admite-se (pode ser provado) que no trecho de solo as variações são lineares. Então calcula-se as alturas de carga nos trechos sem solo e liga-se esses trechos por retas. Como admitiu-se caso hidrostático nos trechos sem solo, ai as energias totais são constantes. OBS.: P. R. = Plano de referência

h

t

=

h

el

+

h

piez

h el

= medida em relação a um referencial (cota 0)

h

piez

=

u z

w

=

=

z

w

w

Exemplo 1.a

(cota 0) h piez = u z ◊ w = = z w w Exemplo 1.a

Pelas leis da hidrostática:

u

A

= u

B

+ 60 cm

w

logo, u

B

= u

A

60 cm

w

Como u A = 0, pois está em contato com a atmosfera:

u

B

= 0

e daí:

h

piez

B

=

60 cm

w

=

60 cm

u

B

=

60 cm

w

w

w

=

w

n n

60 cm

A

v

velocidade superficial, v, no solo é dada pela lei de Darcy (v = k i):

=

k

i

=

k

h

t

30 cm

=

(

360

 

0

)

cm

 

L

min

(

240

 

60

)

cm

=

60 cm/min

e

pela lei da continuidade tem que ser a mesma nos trechos sem solo.

A velocidade de percolação, v p , é dada por:

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3

v

v

=

p n

,

onde n é a porosidade.

No solo, n = 0,33, logo:

Na água, n = 1, logo:

Exemplo 1.b

v

60 cm/min

v

=

p 0,33

60 cm/min

=

=

p 1

=

180 cm/min

60 cm/min

cm/min v = p 0,33 60 cm/min = = p 1 = 180 cm/min 60 cm/min

Velocidade Superficial (480

v

=

ki

=

30

360)

180

=

20 cm/min

Velocidade de Percolação

No solo:

=

v

=

20

=

60 cm/min

n

0,33

=

v

=

20

=

20 cm/min

n

1

v p

v p

Na água:

Exemplo 1.c

= 20 cm/min n 1 v p v p Na água: Exemplo 1.c A altura de

A altura de carga piezométrica no ponto A é:

h piez

A

=

u

A

23544

=

w

9810

=

e no ponto B:

2,4 m

=

240 cm

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4

h

piez

B

= h

piez

A

90 cm=

240

90=

150 cm

No ponto D a pressão é

h

piez

C

= h

piez

90 cm=

D

h piez

0

= 0, pois está em contato com a atmosfera. Logo, no ponto C:
D

90=

90 cm

A velocidade superficial, v, pela lei de Darcy, é:

v =

ki

=

k

h

t

c

h

t

B

(

240

60

)

=

30

240

0

180

= 40 cm/min

e as velocidades de percolação são:

No solo:

v

p

v

p

=

v

=

40

=

120 cm/min

n

0,33

=

v

=

40

=

40 cm/min

n

1

Na água:

Exemplo 1.d

Nos trechos onde existe apenas água pode considerá-las hidrostáticas e calcular-se as alturas de carga. Daí sabe-se que na elevação 60 a energia total é zero e na elevação 240 é 360 cm, com uma perda de carga de 360 cm ao atravessar os dois solos. Neste caso, como os solos são diferentes e as áreas de fluxo também são diferentes, não se pode dizer que, nos dois solos, a perda de carga total seja linear (embora, em cada um, isoladamente, seja). Daí precisa-se calcular- se as perdas de energia em cada solo.

precisa-se calcular- se as perdas de energia em cada solo. Cálculo de h t entre 60

Cálculo de h t entre 60 e

240

Pela continuidade Q I = Q II , logo:

A V

I

I

2

60

= A

II

I

h

L I

V

II

= 30

, ou

3600 k

h

II

4

L

II

I

i

I

h

I

120

=1800 k

h

II

=

60

II

i

II

2

h

I

=

h

II

(A)

Por outro lado sabe-se que a perda total entre as cotas 60 e 240 é de 360 cm, logo:

h +

I

h =

II

360 cm (B) m cm

Com as equações (A e B), tem-se:

h

h

=

I

II

=

120 cm

240 cm

Conhecendo-se

as

alturas

de

carga

totais

e

de

elevação

calcula-se

as

alturas

de

carga

piezométricas:

h

piez

= h

f

h

el

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Velocidades Superficiais

No solo I e entre elevações 240 e 360, que tem a mesma área:

v

I

=

k

I

i

I

=

k

I

h

I

L

I

60

=

120

120

)

(

240

=

60 cm/min

No solo II e entre elevações 0 e 60, que tem a mesma área:

v

II

=

k

II

i

II

=

k

II

h

II

L

II

30

=

240

(

120

60

)

Velocidade de Percolação

No solo I:

v p

=

v 60

I

=

n I 0,5

= 120 cm/min

Entre elevações 240 e 360:

v

p

=

v

I

n

=

60

1

=

120 cm/min

=

60 cm/min

No solo II:

v

v

=

p n

II

II

120

=

1

Entre elevações 0 e 60:

3

v

p

=

=

360 cm/min

v

II

n

II

120

=

1

=

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

Permeabilidade

120 cm/min

1) Qual a condição necessária para que haja movimento d’água entre dois pontos?

R.: A condição necessária para que haja movimento de água entre dois pontos é que o gradiente

hidráulico seja diferente de zero. O gradiente hidráulico vale

e sinaliza a diferença de

energias totais no sistema. O fluxo tem a mesma direção e sentido do gradiente hidráulico.

i

=

H

L

,

2) Escreva a equação de Bernoulli, explicando os termos. Qual a parcela geralmente desprezada em Mecânica dos Solos? Por que?

R.: A equação de Bernoulli é a equação que calcula a energia total num ponto qualquer do fluxo.

Ela é dada por

pode ser desprezada pelo fato de no solo as

2

v 2

2g

h

t

=

h

el

+

v 2g +

u

w

.

A parcela

velocidades serem baixas. A expressão, então, fica

h

t

= h

el

+

u

w

.

3) O que é permeabilidade?

R.: Permeabilidade é o que caracteriza o solo por ser formado por inúmeros tubos irregulares por

onde a água percola, ocorrendo fluxo. Esse fluxo será quão mais fácil quanto mais permeável for o solo.

4) O que é Lei de Darcy? Explique-a com um esquema de ensaio. R.: Lei de Darcy é a lei que escreve o fluxo como o produto da velocidade pela permeabilidade de um solo pelo gradiente hidráulico entre dois pontos quaisquer. Ela se escreve como: Q = k i A. O ensaio para a Lei de Darcy é matéria de Laboratório de Mecânica dos Solos, portanto não será abordado aqui.

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5) Qual a velocidade de água definida na Lei de Darcy? Qual a velocidade real da água nos solos? R.: A velocidade definida na Lei de Darcy é chamada de velocidade superficial; é uma velocidade fictícia nos solos. A velocidade real da água nos solos é a chamada velocidade de percolação,

obtida considerando apenas a área dos poros (vazios). Essa velocidade é dada por

onde n

é a porosidade do solo.

v

p

=

v

n

,

6) Dada a equação

k

====

D

2

s

◊◊◊◊ C

s

3

◊◊◊◊

1

e

◊◊◊◊

w

++++

e

,

reconheça os termos e sua importância (discuta

cada um).

R.: k é a permeabilidade do solo, e é definido pela expressão acima; D s é o diâmetro representativo de toda a granulometria do solo. De uma forma geral ele não tem definição teórica,

mas para as areias verifica-se experimentalmente que

percolando o solo (no caso, a água); é a viscosidade do flúido; e é o índice de vazios do solo; C

é o fator de tortuosidade que expressaria a influência do arranjo estrutural dos sólidos.

é o peso específico do flúido

D

s

= D

10

.

w

7) Por que para solos argilosos a relação acima não é válida no que se refere a índice de vazios?

R.: Porque nas argilas parte do espaço dos poros disponíveis para a passagem da água está ocupada por água adesiva, que devido à sua aderência às partículas não participa do fluxo; isso

faz com que o índice de vazios não mais represente o espaço disponível para o movimento de água.

8) Por que um solo saturado é mais permeável do que o mesmo solo não saturado?

R.: Porque no solo não saturado o ar presente nos vazios estrangula a passagem de ar pelos poros.

Isso não ocorre no solo saturado, daí ele ser mais permeável.

9) Qual a importância na permeabilidade de: a) Temperatura; b) Índice de vazios (no caso de argila acrescer a influência da água adesiva); c) Grau de saturação; d) Arranjo estrutural dos grãos (anisotropia); e) macroestrutura do solo.

a permeabilidade do solo é inversamente

R.: (a) De acordo com a fórmula

C

3

e

s

+

e

,

1

w

k

=

2

D

s

proporcional à viscosidade da água. Essa por sua vez, decresce com a temperatura. Assim, quanto maior a temperatura, maior será a permeabilidade do solo. (b) A permeabilidade do solo é diretamente proporcional ao índice de vazios. (c) Ela é maior para solos mais grossos do que para solos mais finos, pois em solos mais grossos há mais espaço disponível para a água percolar. (d) Num solo argiloso, composto por pequenas lâminas dispostas na horizontal, o fluxo se dá com maior facilidade na direção paralela às lâminas, e com menor facilidade na direção perpendicular a elas. Isso indica que a permeabilidade do solo varia conforme a orientação das partículas, em direções diferentes. Contudo, essa influência pode ser facilmente perdida, com o amolgamento do solo, em seu manuseio.

10) Qual a fórmula aproximada de Hazen para permeabilidade? Quando se aplica?

R.: A permeabilidade, pela fórmula de Hazen, é escrita da seguinte forma:

ser usada para areias limpas uniformes (C u < 5).

k

= C d

2

10

. Ela pode

11) Coloque os solos de cada item em ordem crescente de permeabilidade e justifique sua desisão: a) areia, pedregulho, silte, argila; b) GC e SM; c) SP e SW; d) argila de baixa plasticidade e argila de alta plasticidade fissurada; e) MH e CH; f) SC e ML.

R.: (a) O pedregulho é mais permeável porque sua granulometria é maior; em seguida vem a areia, com a segunda maior granulometria; depois o silte, com uma granulometria maior do que a argila; e, por último, a argila, o solo com os grãos mais finos. (b) O pedregulho argiloso (GC) é

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menos permeável do que a areia siltosa (SM), pois em solos compostos por finos o que controla a permeabilidade é o fino. (c) A areia bem graduada (SW) é mais permeável do que a areia mal graduada (SP), pois os grãos de dimensões menores preenchem parte dos vazios na areia mal graduada, diminuindo o espaço para a percolação da água. Isso vale se ambos os solos tiverem a mesma compacidade relativa. (d) Se eu tiver uma argila de baixa plasticidade e uma de alta plasticidade sem fissura, homogêneas, para o mesmo índice de vazios, a de alta plasticidade terá menor permeabilidade pois o IP é maior – a camada de água adesiva no solo é mais grossa. Contudo, com a fissura (de dimensão macro), a argila de alta plasticidade é mais permeável.

12) Quais os dois principais tipos de permeâmetro? Explique o funcionamento de cada um (deduza as equações para k.) Quando se usa um ou outro? R.: No permeâmetro de nível constante, toma-se um tubo ou cilindro de área transversal “A” e dentro dele coloca-se a amostra de solo da qual quer se conhecer “k”. Mantém-se o nível d’água até que a descarga no fundo se estabilize. Obtém-se a vazão através do solo medindo o intervalo de tempo t para obter-se o volume V na proveta graduada. Com esses dados volta-se à equação

da Lei de Darcy:

variável, despeja-se água no tubo superior até que a velocidade de descida d’água seja estabilizada. Neste ensaio são mantidos constantes a conhecidos a área do tubo superior “a”, a seção transversal da amostra do solo “A” e seu comprimento “L”. Durante o ensaio medem-se a altura h 0 correspondente ao início do ensaio, no tempo t 0 , e a altura h f correspondente ao término do ensaio, no tempo t f . Os tempos t 0 e t f são arbitrários. A permeabilidade será dada por:

No permeâmetro de nível

V

t

=

k

h

L

k

=

VL

t

H

.

A

Q

=

k

i

A

A

k

=

2,3

aL

h

0

A

(

t

f

t

0

)

h

f

log

.

13) Procede-se a um ensaio de carga variável num solo e achou-se k = 0,3◊◊◊104 cm/seg. Qual o diâmetro do tubo graduado se a altura de carga caiu de 27,5 cm para 20,0 cm em 5 minutos? A seção transversal da amostra é de 15 cm 2 e seu comprimento é de 8,5 cm.

R.:

k

=

aL

h

0

2,3

a

=

A

(

t

f

t

0

)

0,144 cm

2

h

f

d

=

4

log

2

0,00003

=

0,144

=

2,3

a

8,5

15

5

log

d

0,43 cm

27,5

27

0,0003

=

0,00208a

14) Exercícios de Sowers: 3.4 a 3.7 (3ª e 4ª edições.)

Capilaridade

15) O que é capilaridade? Estabeleça a altura capilar máxima para um diâmetro “D”, e a tensão resultante (mínima) na água.

R.: Os poros interligados nos solos assemelham-se a tubos capilares irregulares. A atração da água pelas partículas sólidas, como vidro limpo, é igual ou maior que a tensão superficial. Assim, existe uma tendência das extremidade do líquido se estenderem ao longo de qualquer material. No

solo, isso é limitado pela força da gravidade. A tensão capilar é dada por

equilíbrio se dá da seguinte forma: FORÇA DE TENSÃO CAPILAR = PESO DO CILINDRO

DE ÁGUA. Desenvolvendo essa expressão, chegasse à altura capilar máxima

O

h

u

4T cos

=

4

T

D

cos

.

=

c D

w

.

16) O que são zona de saturação capilar e zona de franja capilar? Como se distribuem as pressões na água nessas zonas? Por que essas pressões são geralmente desprezadas nos cálculos?

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R.: Zona de saturação capilar é a região acima do nível d’água onde o solo está saturado devido à capilaridade da água. Essa altura pode variar muito com a granulometria do solo. Zona de franja capilar é a zona acima do nível d`água, onde a água subiu por capilaridade, mas S < 100%; os files de água nessa zona são contínuos.

17) Em construção civil a areia é usada geralmente úmida. Ao ser lançado num aterro a capilaridade impede o livre deslocamento de um grão em relação a outro e o aterro fica muito fofo. Para “libertar-se” os grãos uns dos outros costuma-se inundá-los e assim destruir a tensão capilar. Agora pergunta-se: se a areia estivesse seca a inundação iria ajudar a “libertar” os grãos e densificá-los? Por quê? R.: A chamada coesão aparente dos solos é o resultado da pressão negativa na água, que succiona o solo, prendendo os grãos um ao outro, aumentando a pressão efetiva e sua resistência. Esse comportamento se deve ao peso da água suspensa ser menor do que a tensão capilar (gerando uma pressão negativa). Quando o solo está saturado, o peso da água suspensa supera a tensão capilar; isso faz com que a coesão aparente cesse. Ela também não existe com o solo seco. Daí a conclusão de que a inundação em nada muda a interação entre as moléculas do solo.

18) Como agem as força capilares sobre os grãos sólidos do solo? R.: As forças capilares geram tensões negativas no solo, tendendo a unir os grãos.

19) Dado um solo cujos grãos tem um diâmetro de 0,06 mm, e um diâmetro dos poros de 0,01 mm (1/6 de diâmetro do grão), determine a tensão máxima de sucção que pode aturar sobre este solo (parcialmente saturado). (T s = 0,075 gf/cm).

Para a máxima tensão

R.: A tensão de sucção gerada pela capilaridade é dada por

u

4T cos

=

d

.

de sucção, temos: cos =

1

=

0. Assim:

u

máx

=

4T

4 0,075

=

d

0,06

=

2

5 kgf/cm .

20) Abriu-se um buraco de 6 metros de profundidade, num ângulo vertical, numa areia muito fina siltosa, apenas úmida, e as paredes da escavação permanecem estáveis. Logo após ter-se enchido a escavação de água, as suas paredes começaram a desmoronar e só estabilizaram quando passaram a fazer ângulo de cerca de 27º com a horizontal. Pergunta- se: Qual o fenômeno que causou o desmoronamento? Explique. Obs.: Os dados fornecidos são apenas ilustrativos, e não precisam ser usados para obter-se a explicação desejada.

R.: As paredes da escavação permaneceram estáveis graças à coesão aparente dos solos, que se deve à pressão negativa gerada pela capilaridade. Quando a escavação é preenchida por água, não existe mais capilaridade, e a pressão negativa, que mantém as moléculas do solo unidas, deixa de existir. Isso faz com que as paredes desmoronem.

21) Tem-se duas amostras de uma mesma argila, mas sendo uma saturada e outra seca (portanto não saturada). Se jogar-se em cada amostra uma pequena quantidade de água, a água será sugada mais rapidamente (maior velocidade) na argila seca. Como se explica tal fenômeno se a argila seca (não saturada) tem menor permeabilidade?

R.: Esse processo se deve ao fato de a água ter uma atração por materiais sólidos, como se verifica com o vidro, por exemplo. Como uma argila está saturada, esse processo só se verifica na argila seca, daí a água ser sugada mais rapidamente pela argila seca.

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TENSÕES EFETIVAS, NEUTRAS E TOTAIS – PESO PRÓPRIO –

EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) O que são: tensão total, tensão neutra e tensão efetiva? Como se relacionam? R.: A tensão total é a tensão devida ao peso de todos os constituintes das camadas de solo acima de um ponto. A tensão neutra e a tensão devida ao peso da água acima de um ponto. A tensão efetiva é a tensão que efetivamente é transmitida à parte sólida do solo. As três se relacionam da seguinte forma: '= u.

2) Analise a expressão ’ = – u. R.: A expressão acima diz que a tensão total num solo é igual à soma da tensão atuante na parte sólida do solo (a tensão efetiva) e da tensão atuante na parte líquida do solo (a tensão neutra).

3) O que é lençol d’água “empoleirado”? Mostre o diagrama de tensões neutras de um solo com um lençol d’água artesiano e outro normal. R.: Lençol d’água empoleirado é um lençol numa cota acima do lençol freático, normalmente sobre uma camada de argila, que age como uma bacia, impedindo que a água que infiltra no solo chegue ao lençol freático. Assim, forma-se, ali, um lençol empoleirado. Por exemplo:

Assim, forma-se, ali, um lençol empoleirado. Por exemplo: Em D, Em C, Em B, Em A,

Em D,

Em C,

Em B,

Em A,

u

=

h

w

u = 0.

2

=1 10 =10 kN/m .

2

u = 1,510 =15 kN/m .

u = 0.

*Aqui usei a ideia de que num ponto abaixo de uma camada de argila, a poro-pressão devida a um lençol empoleirado superior é sempre nula. Gostaria de saber se isso é verdade, e se se estende ao caso de um lençol artesiano.

4) O que é lençol d’água artesiano? Mostre o diagrama de tensões neutras de um solo com um lençol d’água artesiano e outro normal. R.: Lençol d’água artesiano é um lençol de água confinada entre duas camadas de argila, que pe- netrou nessas camadas num ponto mais alto e por isso tem pressão elevada em relação à sua profun- didade. Por exemplo:

Em A, u = 0. Em B, u = 310 =30 kPa. Em C, u = 310 =(6 +5)10 =110 kPa.

Em D, u = 310 =(8 +5)10 =130 kPa.

Em E,

D , u = 3 ◊ 10 = ( 8 + 5 ) 10 = 130

u = 0.

5) O que são nível e lençol d’água freático? R.: Lençol d’água freático é o lençol subterrâneo que existe em todos os lugares. Nível freático é o nível desse lençol.

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6) Como se calcula a tensão neutra (a) no caso hidrostático; (b) no caso dinâmico (adensamento); e (c) no caso de fluxo permanente (redes de fluxo)? R.: (a) No caso hidrostático, basta multiplicar o peso específico da água pelo nível d’água sobre o

ponto; (b) no caso dinâmico, em t = 0 ,

tensão p atua inicialmente sobre a água, mas, aos poucos, é completamente transferido para a parte

p. (c) No caso do fluxo permanente, obtém-se as

tensões neutras da rede de fluxo através da Equação de Bernoulli.

sólida do solo. Assim, para 0 t

0 , ou seja, o acréscimo de

,

u

0

u = u

u

0

u +

0

+ p,

e em

t = • ,

u = u

7) A variação do nível d’água de um lago (desde que ele não seque) tem influência sobre a tensão efetiva nas solos do fundo do lago? Explique. R.: Não, porque só existe tensão efetiva debaixo de solo. Como se trata do fundo de um rio, ela valerá zero independente do nível d’água. Um outro motivo é que a tensão total cresce na mesma proporção que a poro-pressão. Como a tensão efetiva é a diferença das duas, ela será sempre nula.

8) Calcular as tensões totais, efetivas e neutras devido a peso próprio que atuam nas várias camadas do perfil abaixo. Fazer os diagramas dessas tensões com a profundidade.

Fazer os diagramas dessas tensões com a profundidade. R.: Para o cálculo das tensões totais, efetivas

R.: Para o cálculo das tensões totais, efetivas e neutras, precisamos do valor de t em cada camada de solo. Na primeira camada (entre o e – 4m):

t

t

t

=

=

=

g

1,78 g/cm

10 1780

t

3

=

(

1,78 10

3

/10

4

N/m

6

)

kg/m

3

=

=

1,78 10

3

= 17,8 kN/m

3

1780 kg/m

3

Na segunda camada:

S

e

sat

=

=

s

(

G

w

1

+

w

1 e

)

(

1

+

e

)

2,66 0,26

=

(

+

26,6 1

=

sat

e

=

0,26

0,6916

)

=

(

1

+

0,6916

)

18,8132 kN/m

Na terceira camada:

sat

=

s

(

1

+

w

)

(

26,8 1

+

0,65

)

=

(

1

+

e

)

(

1

+

1,78

)

Finalmente, temos:

Na cota 0,

=

='

u=

0

Na cota – 4 m,

=

15,9065 kN/m

3

3

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11

 

=

'

=

u

= 0

17,8 4

=

71,2 kPa

Na cota – 8 m,

=

71,2

+

18,8132 4

=

146,45 kPa

 

u

=

4

10

=

40 kPa

 
 

'

146,45

40

=

106,45 kPa

=

Na cota – 16 m,

106,45

=

+

15,9065 8

=

233,702 kPa

 

u

=

40

+

8 10

=

120 kPa

 

'

233,702

120

=

113,7 kPa

=

 
' 233,702 120 = 113,7 kPa =   9) Traçar os diagramas de , ’ e

9) Traçar os diagramas de , ’ e u para o perfil seguinte:

os diagramas de , ’ e u para o perfil seguinte: a) Nas condições atuais; R.:

a) Nas condições atuais;

R.: Na primeira camada:

Na segunda camada:

Na terceira camada:

t

t

=

=

t

=

s

(

1

=

w

sat

+

)

14 kN/m .

=

(

26,4 1

+

w =

3

0,26

)

=

3

18,9 kN/m .

3

d

(

(

1

+

1+

e

)

)

(

1

(

10 1+

+

0,76

)

)

0,45 = 14,5 kN/m .

Assim, na cota + 2 m, =

='

u=

0 .

Na cota – 3 m,

=

u =

'

=

5 14

5 10

=

u

=

70 kN/m

= 50 kN/m

3

3

20 kN/m

3

Na cota – 6 m,

=

u

=

'

=

3 18,9

70

50

+

+

=

3 10

u

=

126,7 kN/m

=

80 kN/m

3

56,7 kN/m

3

3

Na cota – 14 m,

=

u

=

'

=

126,7 +

+

8 14,5

=

=

242,7 kN/m

3

80

8 10

u

=

160 kN/m

82,7 kN/m

3

3

André Barcellos Ferreira – andrepoetta@hotmail.com

Universidade Federal do Espírito Santo

12

Universidade Federal do Espírito Santo 12 b) Após rebaixar o N. A. para a cota –

b) Após rebaixar o N. A. para a cota – 5 m, remoção da argila orgânica e lançamento de um aterro de extensão infinita até a cota + 4 m. Para o aterro, t = 18 kN/m 2 . R.: Com o NA na cota – 5 m, e com o aterro, temos:

1ª camada:

2ª camada:

3ª camada:

4ª camada:

t

t

= 18 kN/m

=

14 kN/m

3

3

, h=

, h=

2 m

5 m

t

= 18,9 kN/m

3

sat

= 14 kN/m

3

,

, h = 2 m;

sub

=

t

= 18,9 kN/m ,

3

5 m

3

3

8,9 kN/m , h=

=

sub

1 m

4 kN/m , h=

Na cota

=

u

=

+

'

=

4 m:

0

Na

=

u

=

=

'

cota

+

=

2 18

0

= u

2 m:

36 kN/m

3

36 kN/m

3

Na cota

=

u

3 m:

=

=

'

=

36

+

0

5 14

u

=

106 kN/m

106 kN/m

3

3

Na cota

=

106

+

5 m:

2 18,9

=

143,8 kN/m

3

u

=

0

'

143,8 kN/m

3

=

= u

 

Na cota

=

u

143,8

+

=

u

=

=

'

=

1 10

6 m:

1 18,9

=

10 kN/m

3

167,2 kN/m

157,2 kN/m

3

3

Na cota

=

167,2

+

14 m:

8 14

=

279,7 kN/m

3

u

=

10

+

8 10

=

90 kN/m

3

'

= u

187,7 kN/m

3

=

10 = 90 kN/m 3 ' = u 187,7 kN/m 3 = André Barcellos Ferreira –

André Barcellos Ferreira – andrepoetta@hotmail.com

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13

10) Calcular as variações de tensão efetiva às cotas – 7 m e – 11 m após a realização de um rebaixamento do NA para a cota – 3 m, concomitantemente com o lançamento de um aterro ( d = 16 kN/m 2 e w = 18,2%) até a cota + 5 m.

( d = 16 kN/m 2 e w = 18,2%) até a cota + 5 m.

*Como é possível um grau de saturação menor do que 100% (98%) abaixo do ní- vel d'água?

R.: Vamos calcular primeiro as tensões efetivas nas cotas – 7m e – 11m na condição inicial. Para

tanto,

. Mas

s

(

1

+

w

)

=

(

22 1

+

1,08

)

(

1

+

e

)

(

1

+

e

)

temos

que

w

10

kN/m 3 ,

=

entre

1m

e

7m

t

=

S e

11 m

=

G

t

s

=

w

e

=

s

w

22

=

1,08

S

w

0,98 10

=

2,42

s

+

S

e

w

=

26,5

+ 1

0,98 10

 

1

+

e

1

+

0,98

=

t

(

22 1

+

1,08

)

=

(

1

2,42

+

)

3

13,38 kN/m .

3

= 18,33 kN/m .

Portanto, temos:

E entre – 7 m e –

na

cota 7 m,

'=

613,38 1010= 19,72 kPa

na

cota 11 m, '= 613,38+ 418,33 1410 =13,6 kPa

Para o aterro,

e o lançamento do aterro, temos:

t

=

d

(

1 +

w

)

= 16 1 + 0,182 = 18,912 kN/m .

(

)

3

Portanto, após o rebaixamento do NA

na

cota 7 m, '= 613,38+ 518,912 410 =134,84 kPa

na

cota 11 m, '= 613,38+ 518,912 +4 18,33 8 10 =168,16 kPa

Assim,

'

=

7m

+

134,84

=

19,72

154,56 kN/m

3

e

'

=

11m

168,16

13,6

=

3

154,56 kN/m .

11) Calcular a tensão efetiva na cota – 9 m do perfil abaixo:

Calcular a tensão efetiva na cota – 9 m do perfil abaixo: Refazer os cálculos se

Refazer os cálculos se o NA sobe para a cota + 25 m e também se desce para a cota – 1 m (S =

100%).

R.: Os pesos específicos totais das duas camadas são, para a camada entre 0 e – 4 m,

André Barcellos Ferreira – andrepoetta@hotmail.com

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14

n

=

t =

e

1

+

s

e

+

S

e

w

=

1

+

26

e

0,38

=

e

0,38

+

0,38e

=

e

=

e

+

1 0,61 10

=

1

+

e

1

+

0,61

24,50 kN/m

3

0,61

e, para a camada entre – 4 m e – 9 m,

S

e

t =

y

s

w

26,5 0,76

=

0,76

=

=

G

s

s

(

w

1

+

w

)

e

=

y

w

S

(

26,5 1

+

10 1

)

2,014

=

1

+

e

1

+

2,014

=

15,47 kN/m

3

A tensão efetiva na cota – 9 m é:

'= 424,5+ 515,47 1010 = 75,35 kPa

Com o NA na cota + 25 m, a tensão efetiva na cota – 9 m é:

'= 424,5+ 515,47 3410 = 164,65 kPa

Com o NA na cota – 1 m, a tensão efetiva é

'= 424,5+ 515,47 810 = 95,35 kPa

12) Traçar os diagramas de tensões efetivas e neutras para o perfil abaixo, levando-se em conta que ao atingir-se a cota – 13 m (areia grossa) a água subiu para dentro de um tubo de sondagem até 6 m acima da cota – 2 m. Refazer os cálculos após a remoção da camada de argila-orgânica, rebaixamento do NA para a cota – 6 m, seguida do lançamento de um aterro extenso até a cota + 2 m ( sat do aterro = 19 kN/m 3 ).

s a t d o a t e r r o = 19 kN/m 3 ).

*Neste exercício eu não soube colcular os pesos específicos totais, a partir dos dados for- necidos. Gostaria de saber co- mo esse cálculo é feito.

R.: A informação de que a água subiu para dentro do tubo de sondagem até a cota + 4 m revela que abaixo da cota – 13 m existe um lençol artesiano, cujo nível é + 4 m. Para simplificar cálculos posteriores, vamos determinar analiticamente a fórmula de t em função de n e w, G s e S, e d e S:

1

e

+

e

+

n

n

e

=

e

n

=

e 1

(

 

n

)

e

=

1

n

n

s

(

1

+

w

)

=

s

(

1

+

w

)

=

s

(

1

+

w

)

=

s

(

1

+

w

)

 

1 + e

 

1

+  

1

n

 

 

(

1

 

n

)

+

n

 

 

 

1

 

 
   

n

 

1

n

1

n

n =

t

=

t

=

s

(

1

+

w

)(

1

n

)

13) Traçar o diagrama de , ’ e u com a profundidade.

André Barcellos Ferreira – andrepoetta@hotmail.com

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15

exemplo coloca o
exemplo coloca o

sat

*Não entendi por que o

da

areia sob a argila como

se ela não está sa- turada.

y

R.: Na cota 0, =

u=

='

0.

Na cota – 6 m,

=

u

=

'

=

6 18

6 10

=

u

=

=

108 kN/m

60 kN/m

48 kN/m

3

3

3

Na cota – 8 m,

=

108

+

2

20

=

148 kN/m

3

u

=

0

'

148 kN/m

3

=

u

=

 

Na cota – 11 m,

=

148

+

3 18,5

=

203,5 kN/m

3

u

=

0

'

203,5 kN/m

3

=

u

=

 
3 u = 0 ' 203,5 kN/m 3 = u =   André Barcellos Ferreira –

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16

TENSÕES NO SOLO DEVIDAS A CARREGAMENTOS EXTERNOS

EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Em que consiste o método 2.1? Use o método para provar que o plano de tensões, num plano horizontal qualquer sob a sapata, não é uniforme. R.: O método 2.1 sugere que as tensões no solo se distribuem como um facho de luz, com intensidade constante a cada distância da fonte, segundo um ângulo de 26,57º (tg 1 0,5). Se tomarmos a região carregada como uma única área, teremos a ilusão de que as tensões são iguais em todos os pontos, à mesma profundidade, tocados pelo facho. No entanto, se dividirmos a área em quadrados menores, os fachos de tensões se somarão, resultando numa tensão maior no centro da sapata e menor nas extremidades. Isso prova que o plano de tensões, num plano horizontal qualquer sob a sapata, não é uniforme.

2) O que é carga pontual e carga uniformemente distribuída? R.: Carga pontual é a aquela que se considera atuando num único ponto (concentrada). Carga uniformemente distribuída é uma carga aplicada numa área, de maneira uniforme.

3) Quais as hipóteses admitidas na avaliação da distribuição de tensões no solo pela Teoria de Boussinesq? São sempre válidas? Explique. R.: As hipóteses são: (1) o solo é elástico, isto é, obedece à lei de Hooke ou pelo menos existe proporção constante entre tensão e deformação; (2) o solo é homogênio; (3) o solo é isotrópico; (4) o solo é uma massa com superfície plana e que se estende daí infinitamente em todas as direções. Na verdade, o solo não é perfeitamente elástico; se uma solicitação é retirada, ele apresenta uma deformação residual (comportamento plástico). O solo não é homogênio: a composição e a granulometria do solo é muito variável; até solos de mesma granulometria e composição apresentam diferenças nos índices de vazios conforme a profundidade.

4) O que são isóbaras? O que é bulbo de tensões? Esboce exemplos. R.: Isóbaras são lugares geométricos de pontos do solo que sofram um mesmo acréscimo de pressão, z , provocado por um dado carregamento. Bulbo de tensões é o conjunto de isóbaras para um dado carregamento.

5) Trace um diagrama esquemático das tensões como realmente se distribuem em baixo de

uma sapata carregada: a) num plano vertical que passa pelo centro da sapata; b) num plano horizontal qualquer de massa de solo.

a)

b) num plano horizontal qualquer de massa de solo. a) b) 6) Qual a diferença de

b)

b) num plano horizontal qualquer de massa de solo. a) b) 6) Qual a diferença de

6) Qual a diferença de hipóteses admitidas por Boussinesq e Westergaard? Qual a diferença resultante no bulbo de tensões? R.: As hipóteses admtidas por Boussinesq e por Westergaard divergem basicamente em dois pontos: (1) a teoria de Boussinesq não relaciona a tensão com nenhuma propriedade física do solo, enquanto a teoria de Westergard relaciona (o coeficiente de Poisson); e (2) a teoria de Boussinesq assume que o solo pode se deformar igualmente em todas as direções (isotropia), enquanto a teoria de Westergard assume o solo é indeformavel na horizontal, devido à existência de lâminas horizontais de espessura desprezível, mas rigidez infinita, que funcionam como uma armadura para o solo.

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17

7) A teoria de Boussinesq leva em conta o tipo de material em que se distribuem as tensões? E a de Westergaard? R.: A teoria de Boussinesq não leva em conta o tipo de material em que se distribuem as tensões, nenhuma das variáveis da equação depende do tipo de solo. A teoria de Westergaard leva em

conta o tipo de material em que se distribuem as tensões, pois o coeficiente de Poisson varia com

o tipo de solo.

8) Calcule pelos métodos 2.1, setores de anel, gráfico de Newmark e como carga pontual, as pressões verticais a uma profundidade de 5 m abaixo de uma fundação retangular de 2m 1m: a) sob o centro da sapata; b) nos cantos da sapata; c) a 1m para fora de um dos cantos da sapata (medido sobre a diagonal). A tensão superficial é de 500 kPa. Prepare um quadro de resumo e compare os resultados. R.:

Prepare um quadro de resumo e compare os resultados. R.: a) – Pelo método 2:1: –

a) – Pelo método 2:1:

e compare os resultados. R.: a) – Pelo método 2:1: – Pelos setores de anel: –

– Pelos setores de anel:

R.: a) – Pelo método 2:1: – Pelos setores de anel: – Pelo gráfico de Newmark:

– Pelo gráfico de Newmark:

=

Q

q

0

B

L

(

2

+

(

B

+

2 1

z

)(

L

+

z

=

z

=

)

(

B

+

z

)(

L

+

z

=

)

500

5

)(

1

+

5

)

= 23,81 kPa

Como o gráfico foi desenhado exatamente para

a profundidade de 5 m, não é necessário utilizar nenhuma escala. O número de partes do gráfico sobre a área é:

M

Portan to, o acréscimo de tensão no ponto é :

= MqI = 10,8500 0,005 =27 kPa

=

z

4

0,7

+ 4 0,8

s

+ 4 0,5

4 0,4

+

4 +

0,3

10,8. =

André Barcellos Ferreira – andrepoetta@hotmail.com

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18

Universidade Federal do Espírito Santo 18 O gráfico de Newmark foi desenvolvido para cargas na extremidade

O gráfico de Newmark foi desenvolvido para cargas na extremidade da área carregada. Para que ela possa ser estendida a este caso, devemos dividir a área em quatro

retângulos menores, tal que os quatro fiquem com a quina sobre o ponto. Pelo gráfico de Newmark (solução de Boussinesq), o acréscimo de tensão no centro da área é:

Portanto:

1

5

=

0,5

=

=

z

=

z

n

q

0

f (m,n), onde m

B

B

( 1
(
1

10

1 , ) 5
1
,
)
5

=

0,2 e n

=

0,1

5

=18 kPa

4

500 f

= 4 500 0,009

b) – Pelo método 2:1:

=

z

Q

500

2 1 +

)(

1

=

)

( )(

B

+ +

z

L

z

(

2

+

5

5

=

)

23,81 kPa

– Pelos setores de anel:

+ + z L z ( 2 + 5 5 = ) 23,81 kPa – Pelos

O número de partes do gráfico sobre a área é:

M

Portanto, o acréscimode tensão no ponto é :

=

=

z

4

+

0,95

M

q

+

I

s

0,4

=

+

0,3

+

0,4

+

0,9

+

0,8

=

7,75.

7,75 500 0,005

=

19,375 kPa

– Pelo gráfico de Newmark:

  = z ◊ q 0 B Portanto: = z ◊ 500 f B
 

=

z

q

0

B

Portanto:

=

z

500 f

B

c)

– Pelo método 2:1:

=

Q

=

 

q

0

B

L

=

500

2 1

=

z

(

B

+

z

)(

L

+

z

)

(

B

+

z

)(

L

+

z

)

(

2

+

5

)(

1

+

5

)

Pelos setores de anel:

 
( 2 , 5
(
2
,
5

Pelo gráfico de Newmark (solução de Boussinesq):

f (m,n), onde: m

=

2

=

5

0,4 e n

=

1

=

5

1 ) = 500 0,034 ◊ 5 23,81 kPa
1
)
=
500 0,034
5
23,81 kPa

=

17 kPa

0,2

André Barcellos Ferreira – andrepoetta@hotmail.com

Universidade Federal do Espírito Santo

19

Universidade Federal do Espírito Santo 19 O número de partes do gráfico sobre a área é:

O número de partes do gráfico sobre a área é:

M

+

Portanto, o acréscimo de tensão no ponto é :

14,25 kPa

=

0,05

+

0,85

+

0,4

0,55

+

0,1

=

z

M

q

I

=

s

+

+

0,8

+

0,48

0,9

+

0,3

+

+

0,2

=

5,7

=

0,1

+

0,97

+

5,7 500 0,005

– Pelo gráfico de Newmark (solução de Boussinesq):

– Pelo gráfico de Newmark (solução de Boussinesq): Pelo gráfico de Newmark (solução de Boussinesq): €
– Pelo gráfico de Newmark (solução de Boussinesq): Pelo gráfico de Newmark (solução de Boussinesq): €
– Pelo gráfico de Newmark (solução de Boussinesq): Pelo gráfico de Newmark (solução de Boussinesq): €
– Pelo gráfico de Newmark (solução de Boussinesq): Pelo gráfico de Newmark (solução de Boussinesq): €

Pelo gráfico de Newmark (solução de Boussinesq):

z

(

z

z

EFHI

=

q

=

=

 

   

f

z

)

0

(

ACIG

 

)

z

(

ACDF

)

z

(

f

 

ABHG

+ +

)

1,45 2,89

5

,

5

0,22

f

 

0,45 2,89

5

,

5

 

1,45 0,89 +

,

 

5

5

[

500 0,38

0,1

5 + 0,006] = 500 0,016 =8 kPa

f

(