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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS BACHARELADO INTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

Experimento 2: Lei de Hooke

Amanda Ramos Nascimento, Gustavo Vasconcellos Ambrósio, Suellen Yañes da Silva

1. Resumo: O experimento tem como objetivo calcular intensidade da força necessária para a deformação da mola, definir um valor para a constante elástica k, observar a curva de calibração do dinamômetro e se ele obedece a Lei de Hooke. Para calcular essa força utiliza- se a fórmula F = k.x expressão desenvolvida por Robert Hooke. A partir dessa fórmula, é possível observar a relação entre a deformação e a força linear, ou seja, podemos expressá- la por uma reta: y = ax +b [1]. O que se pode comprovar pelo método dos mínimos quadrados, assim criar um gráfico e definir valores para a constante elástica k do dinamômetro de 1N (10,2±0,1) e para o dinamômetro de 2N (20,4±0,2). Palavras- chaves: Lei de Hooke, deformação da mola e constante elástica

2. Introdução: Na natureza, existe uma grande variedade de forças de interação que podem ser estudadas e analisadas através de experiências. Um exemplo de força que se desenvolve freqüentemente em nosso cotidiano é a força elástica. Este fenômeno ocorre quando um objeto volta ao seu tamanho original após ter sido deformado por uma força qualquer. Entende-se por deformação de um corpo uma alteração na sua forma ou na dimensão do objeto considerado [4]. Algumas medidas dependem de modelos mais complexos, como no caso da força de uma mola que sofre deformações em sua dimensão devido à ação de uma força. Elas podem ser manipuladas, assim obtendo diferentes resultados para um mesmo modelo [1]. Foi Robert Hooke, cientista inglês que estudou as forças elásticas [1]. Em 1660 analisando o comportamento de uma mola, observou que as deformações eram diretamente relacionadas com a massa do corpo aplicado em uma das extremidades da mola. Quanto maior fosse sua massa, maior era a deformação (deslocamento) sofrida pela mola [4].

Obedecendo assim a seguinte expressão: F = K . X [1] Onde F é a força (medida em Newton), x é a deformação do material (medida em metros) e k é a constante elástica desse material (em N/m). A partir dessa expressão é possível observar a relação entre a deformação e a força linear, podendo-se ela assim ser representada geometricamente por uma reta da seguinte forma:

Y = a.x + b Sendo “a” o coeficiente angular, isto é, responsável pela inclinação da reta, e “b” o coeficiente linear, entretanto, durante o experimento, espera-se chegar a um valor mais próximo possível de zero para a variante b e, que a seja o valor da constante elástica k.

3. Descrição do aparato experimental: Os instrumentos de medida utilizados foram:

Régua: Instrumento de madeira, marfim, plástico, metal etc., de superfície plana e arestas retilíneas, utilizada para medições de pequena distância [2]. Sendo a utilizada na prática uma de plástico de 30 cm. Sua estimativa de erro: 0,05 cm (centímetros) (Figura1).

Obedecendo assim a seguinte expressão: F = K . X [1] Onde F é a força

Figura 1: Régua [5]

Obedecendo assim a seguinte expressão: F = K . X [1] Onde F é a força

Figura 2: Balança Anlítica[5]

Balança Analítica: Instrumento para medir massa de objetos [2]. Sua margem de erro é de 0,1g (gramas). (Figura 2).

Dinamômetro de mola: Instrumento utilizado para medir forças, é constituido de uma mola que se estende a medida que é aplicada a força. Tem escala graduada em Newtons e ele funciona baseado na Lei de Hooke[2] [3]. Na prática foram utilizados dois em diferentes escalas: Dinamômetro de 1N com escala 0,01 N e erro de 0,005N e Dinamômetro de 2N com escala de 0,02 N e erro 0,01N (figura3).

Figura3: Dinamômetro[5] Figura 4 : Cilindro [5] Objetos Sólidos: Foram utilizados materiais sólidos, em forma de

Figura3: Dinamômetro[5]

Figura3: Dinamômetro[5] Figura 4 : Cilindro [5] Objetos Sólidos: Foram utilizados materiais sólidos, em forma de

Figura 4: Cilindro [5]

Objetos Sólidos: Foram utilizados materiais sólidos, em forma de cilindro, como diferentes tamanhos e massas (Figura 4).

  • 4. Modelo: A partir da Lei de Hooke:

=

eq.1 [1]

onde é a força (em newtons), x é a deformação do material (em metros) e k é a constante

elástica do material (em N/m). É importante observar que existe um relação de dependência linear entre a deformação da mola e a força aplicada, sendo assim, a Lei de Hooke pode ser representada geometricamente por uma reta:

=

+

eq.2

onde é a força peso (m x g), é o coeficiente angular e b é o coeficiente linear da reta.

Para confirmar que a relação de Hooke é linear, deve-se fazer um ajuste de modelo, ou seja, encontrar os melhores valores para a e b, e associar os resultados com o modelo físico. Neste caso deve-se admitir que b seja zero e a seja o valor da constante da elástica (k). O ajuste de modelo é feito através do método dos mínimos quadrados, que consiste em minimizar a distância geométrica entre os pontos experimentais e os valores previstos no modelo. Assim, se fossem conhecidos os valores de a e b, para cada valor experimental pode-se obter um valor teórico:

=

+

eq.3

Partindo desta ideia, pode-se medir a distância entre os dados experimentais e a previsão

teórica, através da seguinte fórmula:

Figura3: Dinamômetro[5] Figura 4 : Cilindro [5] Objetos Sólidos: Foram utilizados materiais sólidos, em forma de

sendo n o número de dados experimentais. Escrevendo a equação de forma mais resumida e utilizando d 2 , que é a forma mais simples, já que some a raiz, temos:

 

2 =

= ( − ) eq.4

(

) ²

eq.4

Definindo a função

2 (“Qui-quadrado”) como sendo d 2 :

 

2(

1,

2,…,

 

)=

2( 1, 2,…, )= ( − )²

(

onde m é o número de parâmetros e

n o número de dados. Quanto maior o número de

graus de liberdade (q), mais confiável será o resultado. Esse número pode ser calculado com

a expressão q = n m (número de dados menos número de parâmetros). Substituindo a expressão = na definição de 2 :

2 (

,

) =

= ( − ) eq.4 Definindo a função 2 (“Qui - quadrado”) como sendo d

(

Neste caso, com apenas dois parâmetros, a e b (m = 2), o número de graus de liberdade será q = n 2.

Efetuando o quadrado da expressão

2 (

,

) =

2 ( , ) = (

(

)² , temos:

 

2 (

) =

2 ( ) = ( 2+ 2 2+ 2−2 +2 − 2 ) eq.5 , Para

(

2+

2

2+

2−2

+2

2

)

eq.5

, Para encontrar o ponto mínimo desta função em relação a suas duas variáveis a e b, deve-se

derivar com relação a cada uma:

= =2
=
=2

(2

2−2

+2

)

=1

² − 2

² − 2 + 2

+ 2

² − 2 + 2
 

E

=2

=
=

(2

1 + 2

+2

2

)

− 2

2

− 2

Igualando cada derivada a zero, obtêm-se o seguinte sistema:

= ( − ) eq.4 Definindo a função 2 (“Qui - quadrado”) como sendo d

² +

= ( − ) eq.4 Definindo a função 2 (“Qui - quadrado”) como sendo d

=

= ( − ) eq.4 Definindo a função 2 (“Qui - quadrado”) como sendo d
= ( − ) eq.4 Definindo a função 2 (“Qui - quadrado”) como sendo d

+

=

= ( − ) eq.4 Definindo a função 2 (“Qui - quadrado”) como sendo d

Resolvendo o sistema para a e b, obtém-se:

= =1 =1 − =1 =1 2− 2
=
=1
=1 −
=1
=1 2−
2
= ( − ) eq.4 Definindo a função 2 (“Qui - quadrado”) como sendo d

Ajuste e Incerteza

Para calcular a função

2, os pontos com maior erro devem ter menor “peso” no cálculo.

Com base nisto, para obter o fator peso, que é o inverso do “erro total”, calcula-se o erro

total representando os erros de x e y de forma única. = yi

Ajuste e Incerteza Para calcular a função 2, os pontos com maior erro devem ter menor

eq.6

Assim, obtêm-se o erro relativo total do ponto e a partir do valor de yi, também será obtido

o

com relação (e unidade) de y.

Para medir a distância entre teoria e experimento em unidades de erros, utiliza-se a fórmula

a seguir:

Ajuste e Incerteza Para calcular a função 2, os pontos com maior erro devem ter menor

Por exemplo, se o cálculo fosse feito para o ponto número 1, estaríamos dizendo o quanto a previsão teórica para o ponto 1 está longe do resultado experimental, em unidades de sua própria grandeza.

Então, agora é possível usar uma nova medida de distância na definição da função

Ajuste e Incerteza Para calcular a função 2, os pontos com maior erro devem ter menor

2:

Já no caso linear, a nova função

2 pode ser escrita da seguinte forma:

( − −
(

Ou, de outra maneira:

)² sendo que pi representa o peso que cada ponto possuiu, com em uma média ponderada:

Ajuste e Incerteza Para calcular a função 2, os pontos com maior erro devem ter menor

eq.7 [1]

Como já realizado anteriormente, expandido o termo ao quadrado, obtém-se

 

2 (

,

) =

2

+

2

2

2

+2

+

onde

os

fatores

,

,

,

,

e

são

abreviações

das

seguintes

somas

ponderadas:

 
 

=

=
 

=

2

2

Fazendo um rearranjo conveniente das somatórias, chega-se a duas expressões muito semelhantes às encontradas anteriormente:

eq.8 [1] eq.9 [1]
eq.8 [1]
eq.9 [1]

É preciso definir um coeficiente de qualidade como bjetivo de sistematizar um bom ajuste ²

que acontece quando o valor de liberdade:

n se aproxima do valor do número de graus de

R 2 =

2 2 Fazendo um rearranjo conveniente das somatórias, chega-se a duas expressões muito semelhantes às encontradas

eq.10 [1]

O valor esperado para esse coeficiente é R 2 = 1. Se o valor de R² for muito maior que 1 significa que o modelo não se ajustou aos dados. Entretando, se R² for muito menor que 1 pode-se dizer que os erros relacionados aos pontos experimentais foram superestimados, ou seja, poderiam ser menores. Para o cálculo das incertezas ( e ) são definidas duas novas funções:

Δ

2

=

2 (

,

) [minizado em b]

²

Δ

2

=

2 (

,

) [minizado em a]

²

Desta forma, as funções Δ 2 são positivas definidas. Para garantir que estas funções dependam apenas de uma variável e estejam minimizadas na outra, deve-se utilizar as condições de derivada zero sobre a variável a ser minimizada:

2 2 Fazendo um rearranjo conveniente das somatórias, chega-se a duas expressões muito semelhantes às encontradas
2 2 Fazendo um rearranjo conveniente das somatórias, chega-se a duas expressões muito semelhantes às encontradas

A nova função

(

), para um dado valor de a, ela retorna qual é o valor de

2. Assim, podemos obter a função Δ

2( ) da seguinte forma:

que minimiza

Δ

2

Δ

2

=X 2 ( ,

=X 2 (

) X 2 min

,

) min

Agora os erros equivalem a achar valores de a e b que satisfaçam a expressão:

Δ

2 =

2

Sendo que s é o número de desvios gaussianos ou “número de sigmas”. O usual é adotar s = 1, dessa forma, é dito que a estatística tem “um sigma”. Ao resolver a primeira equação (Δ 2 (a)= 2), são obtidas duas raízes, 1 e 2, que determinam exatamente o intervalo de confiança de a. Do mesmo jeito, as raízes b1 e b2 da segunda equação (Δ 2 (b)= 2) determinam o intervalo de confiança de b. Toda medida deve estar no centro de seu intervalo de confiança, verifica-se no caso de a:

E no caso de b:

A nova função ( ), para um dado valor de a, ela retorna qual é o
A nova função ( ), para um dado valor de a, ela retorna qual é o

=

A nova função ( ), para um dado valor de a, ela retorna qual é o

Portanto os erros que buscamos são metade do intervalo de confiança (em módulo):

A nova função ( ), para um dado valor de a, ela retorna qual é o
A nova função ( ), para um dado valor de a, ela retorna qual é o

Os erros de a e b também podem ser obtidos a partir do cálculo do fator auxiliar δ, usando s (número de sigmas) igual a 1.

A nova função ( ), para um dado valor de a, ela retorna qual é o

eq.11 [1]

Assim os erros de a e b são calculados por:

  • eq.12 [1]

    • eq.13 [1]

Por fim, com os valores de a e b, e seus respectivos erros, será construído um gráfico para

esboçar a

lei

de

Hooke, assim

como um

gráfico com

a

curva de

calibração de cada

dinamômetro.

 

5. Procedimento de medição: Para a realização do experimento, foram utilizados dois dinamômetros manuais com escalas (em N) diferentes, para uma melhor comparação. Foram escolhidos cinco materiais, parecidos com um cilindro e numerados na ordem de 1 a 5, os cilindros apresentavam tamanhos e massas diferentes e foram combinados entre si para formarem outras massas a serem aplicados ao dinamômetro. Assim, os cilindros, primeiramente, um de cada vez foi colocado no gancho do aparelho e medidas as distensões da mola o que era marcada pela escala do dinamômetro (em Newton) e também medida esse comprimento com uma régua (em centímetros) e posteriormente, medidas suas respectivas massas. Então os cilindros foram combinados, mas tomando o cuidado para não ultrapassar 1N ou 2N, pois essas eram o limite dos dinamômetros. Foram feitas, então, 15 combinações e medidas em cada dinamômetro. Os valores e dados obtidos serão mostrados posteriormente em analise se dados.

6.

Análise de Dados:

Tabela 1: Medidas (dados e erros) do dinamômetro de 1N

Cilindro

 

Xi

Yi

Xi²

XiYi

Massa

Erro teo

σYi(N)

σXi

σi (Erro

 

(Kg)

total)

 

1

0,042

0,417676

0,001764

0,017542

0,04262

0,001299

0,001303

0,0005

0,00514

 

2

0,054

0,54586

0,002916

0,029476

0,0557

0,001484

0,001487

0,0005

0,005268

 

3

0,055

0,546938

0,003025

0,030082

0,05581

0,001485

0,001489

0,0005

0,00519

 

4

0,022

0,222656

0,00484

0,004898

0,02272

0,00108

0,001085

0,0005

0,005175

 

5

0,025

0,254408

0,00625

0,00636

0,02596

0,001109

0,001114

0,0005

0,005209

1

e 2

0,095

0,963634

0,009025

0,091545

0,09833

0,002197

0,0022

0,0005

0,005528

1

e 3

0,096

0,964614

0,009216

0,092603

0,09843

0,002199

0,002201

0,0005

0,005485

1

e 4

0,064

0,640234

0,004096

0,040975

0,06533

0,001633

0,001636

0,0005

0,005263

1

e 5

0,066

0,67228

0,004356

0,04437

0,0686

0,001686

0,001689

0,0005

0,005366

2

e 3

0,107

1,092798

0,011449

0,116929

0,11151

0,002436

0,002438

0,0005

0,005659

2

e 4

0,076

0,768418

0,005776

0,0584

0,07841

0,001849

0,001852

0,0005

0,005384

2

e 5

0,079

0,800464

0,006241

0,063237

0,08168

0,001905

0,001908

0,0005

0,005413

3

e 4

0,077

0,769496

0,005959

0,059251

0,07852

0,001851

0,001854

0,0005

0,00533

3

e 5

0,079

0,801444

0,006241

0,063314

0,08178

0,001907

0,001909

0,0005

0,00542

4

e 5

0,048

0,477162

0,002304

0,022904

0,04869

0,001382

0,001385

0,0005

0,00516

 

i

n

=

i n = 1 Yi

i n = 1 Xi 2

i n = 1 Xi

         

1

Xi

Yi

SOMAS

0,985

9,938082

0,083458

0,741888

         
0,00 Gráfico 1 : (Dinamômetro de 1N) Deformação (m) Peso (N) 0,12 0,10 0,08 0,06 0,04
0,00
Gráfico 1 : (Dinamômetro de 1N)
Deformação (m)
Peso (N)
0,12
0,10
0,08
0,06
0,04
1,2
1
0,8
0,6
0,2
0
0,4
0,02

Tabela 2: Medidas dos pesos referentes ao dinamômetro de 1N

Ƥi (1/ σi²)

ƤiXi

ƤiYi

ƤiX²i

ƤiY²i

ƤiXiYi

Ƥi(Yi - aXi - b)²

37848,55987

1589,639515

15808,43509

66,76485961

6602,803936

663,9542739

0,844635123

36027,03556

1945,45992

19665,71763

105,0548357

10734,72863

1061,948752

0,040479977

37121,29734

2041,671354

20303,04812

112,2919245

11104,50854

1116,667647

2,412730051

37335,5005

821,3810109

8312,973198

18,07038224

1850,93336

182,8854104

0,676277932

36860,46065

921,5115163

9377,596073

23,03778791

2385,735462

234,4399018

1,078038135

32721,82385

3108,573266

31531,862

295,3144603

30385,17431

2995,52689

0,013152733

33237,30416

3190,781199

32061,16891

306,3149951

30926,65239

3077,872216

2,450233987

36106,44275

2310,812336

23116,57227

147,8919895

14800,01553

1479,460625

1,556633814

34732,18159

2292,323985

23349,75104

151,293383

15697,57063

1541,083569

0,896312571

31229,63402

3341,57084

34127,6816

357,5480799

37294,6622

3651,661931

1,709210487

34498,77777

2621,907111

26509,48182

199,2649404

20370,363

2014,720618

0,021096831

34123,03876

2695,720062

27314,2641

212,9618849

21864,0851

2157,826864

0,015044711

35206,50779

2710,9011

27091,26692

208,7393847

20846,62153

2086,027553

3,453378747

34042,39406

2689,34913

27283,07246

212,4585813

21865,85473

2155,362724

0,092007604

37560,18732

1802,888991

17922,2941

86,53867157

8551,837697

860,2701168

1,556788784

β

αx

αy

α xx

αyy

αxy

2

X

min

528651,146

34084,49134

343775,1853

2503,546161

255281,547

25279,70909

16,81602149

Com os dados das tabelas acima,foram obtidos os seguintes valores:

δ = 0,0001134 a = 10,2 b = -0,006

Peso (N)

erro a = 0,08245 = 0,1 erro b = 0,00567 = 0,01 O resultado do R² foi 1,3. Escrevendo a e b da forma correta, temos:

a = 10,2±0,1 e b = -0,006±0,01 Agora podemos fazer um gráfico com as incertezas de a e b, e a respectiva equação da reta do dinamômetro de 1N:

Gráfico 2: deslocamento da mola pelo peso- Dinamômetro de 1N

1,20

1,10

1,00

0,90

0,80

0,70

0,60

0,50

0,40

0,30

0,20

0,10

0,00

y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)

y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)

y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)
y = (10,2 ±0,1)x+((-0,006)±0,01)

0,00

0,02

0,04

0,06

Deformação (m)

0,08

0,10

0,12

Tabela 3: Medidas (dados e erros) do dinamômetro de 2N

Cilindro

Massa

Xi (m)

Yi (N)

Xi²

XiYi

σXi

σYi(N)

Erro teo

σi (Erro

(Kg)

(m)

total)

 
  • 1 0,41748

0,0426

0,027

 

0,00073

0,01127

0,0005

0,0013

0,001299

0,008

 
  • 2 0,54586

0,0557

0,033

 

0,00109

0,01801

0,0005

0,0015

0,001484

0,008

 
  • 3 0,54684

0,0558

0,033

 

0,00109

0,01805

0,0005

0,0015

0,001485

0,008

 
  • 4 0,22246

0,0227

0,017

 

0,00029

0,00378

0,0005

0,0011

0,00108

0,007

 
  • 5 0,25382

0,0259

0,019

 

0,00036

0,00482

0,0005

0,0011

0,001108

0,007

e 2

  • 1 0,96432

0,0984

0,054

 

0,00292

0,05207

0,0005

0,0022

0,002199

0,009

e 3

  • 1 0,96432

0,0984

0,053

 

0,00281

0,05111

0,0005

0,0022

0,002199

0,009

e 4

  • 1 0,63994

0,0653

0,038

 

0,00144

0,02432

0,0005

0,0016

0,001633

0,009

e 5

  • 1 0,67228

0,0686

0,039

 

0,00152

0,02622

0,0005

0,0017

0,001686

0,009

e 3

  • 2 1,0927

0,1115

0,06

 

0,0036

0,06556

0,0005

0,0024

0,002436

0,009

e 4

  • 2 0,76832

0,0784

0,044

 

0,00194

0,03381

0,0005

0,0019

0,001849

0,009

e 5

  • 2 0,80066

0,0817

0,045

 

0,00203

0,03603

0,0005

0,0019

0,001905

0,009

e 4

  • 3 0,7693

0,0785

0,044

 

0,00194

0,03385

0,0005

0,0019

0,001851

0,009

e 5

  • 3 0,80164

0,0818

0,046

 

0,00212

0,03688

0,0005

0,0019

0,001907

0,009

e 5

  • 4 0,47726

0,0487

0,029

 

0,00084

0,01384

0,0005

0,0014

0,001382

0,008

   

i n = 1 Xi

i n = 1 Yi

n

i =

i n = 1 Xi

       

1

Xi 2

Yi

 

SOMA

0,581

9,9372

0,0247

0,42962

   
0,00 Deformação (m) Peso (N) 0,07 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 1,2 Gráfico 3 :
0,00
Deformação (m)
Peso (N)
0,07
0,06
0,05
0,04
0,03
0,02
0,01
1,2
Gráfico 3 : (Dinamômetro de 2N)
1
0,8
0,6
0,4
0,2
0

Tabela 4: Medidas dos pesos referentes ao dinamômetro de 2N

Pi

PiXi

PiYi

PiXi²

PiYi²

PiXiYi

Pi(Yi-aXi-b)²

16269,06

439,2645

6792,005

11,86014

2835,526

183,3841

0,179324038

14161,43

467,3273

7730,16

15,4218

4219,585

255,0953

0,100200638

14111,42

465,6767

7716,686

15,36733

4219,793

254,6507

0,186970611

22734,2

386,4814

5057,45

6,570183

1125,08

85,97665

0,728303699

21808,3

414,3578

5535,384

7,872798

1404,991

105,1723

0,311605773

11824,74

638,5358

11402,83

34,48093

10995,98

615,7528

0,626692114

11414,83

604,9858

11007,55

32,06425

10614,8

583,3999

1,964884441

13591,23

516,4667

8697,571

19,62573

5565,923

330,5077

0,376036666

12963,53

505,5775

8715,12

19,71752

5859,001

339,8897

0,57846367

11253,72

675,2232

12296,94

40,51339

13436,87

737,8164

0,019018788

12553,7

552,3627

9645,258

24,30396

7410,645

424,3913

0,006507837

12079,76

543,589

9671,778

24,46151

7743,806

435,23

1,936090216

12522,12

550,9734

9633,27

24,24283

7410,874

423,8639

0,036188937

12567,3

578,0957

10074,45

26,5924

8076,081

463,4246

0,574295356

14361,78

416,4915

6854,301

12,07825

3271,284

198,7747

3,522018604

β

αx

αy

αxx

αyy

αxy

min

214217,1

7755,409

130830,7

315,173

94190,23

5437,33

11,14660139

Com os dados das tabelas acima, foram obtidos os seguintes valores:

δ = 0,00053 a = 20,4

Peso (N)

b = -0,13 erro a = 0,24424 = 0,2 erro b = 0,009 = 0,01 O resultado do R² foi 0,86, assim considera-se que houve um bom ajuste de modelo já que para isso o valor de R² deve estar entre 0 e 1. Escrevendo a e b da forma correta, temos:

a = 20,4±0,2 e b = -0,13±0,01

Agora podemos fazer um gráfico com as incertezas de a e b, e a respectiva equação da reta do dinamômetro de 2N:

Gráfico 4: deslocamento da mola pelo peso - Dinamômetro de 2N

1,20

1,10

1,00

0,90

0,80

0,70

0,60

0,50

0,40

0,30

0,20

0,10

0,00

0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01)
0,2)x+((-0,13)±0,01)
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
= (20,4 ± y
= (20,4 ±
y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y
0,2)x+((-0,13)±0,01) = (20,4 ± y

0,00

0,02

0,04

0,06

Deformação (m)

0,08

0,10

0,12

7. Conclusão: Analisando os coeficientes de qualidade dos dinamômetros, foi possível concluir que o dinamômetro de 1N, com R² = 1,3 não se ajustou muito bem ao modelo, pois o valor desse coeficiente deve estar entre (0R²<< 1). Já o coeficiente de qualidade do dinamômetro de 2N, deu R²=0,86, um valor muito próximo de um, podendo assim ser considerado que foi realizado um bom ajuste de modelo para os dados representados.

8. Referências:

[1] Valdiviesso, G. A. Guia de Laboratório: Método dos Mínimos Quadrados. Poços de Caldas:

Unifal, 2011.

[2] Dicionário online de português. Disponível em: http://www.dicio.com.br. Acesso em 10 de abril de 2011.

[3] Programa Educar CDCC- USP SC Disponível em: http://educar.sc.usp.br/fisica/dinateo.html. Acesso em 10 de abril de 2011.

[4] Prass, A. R. A lei de Hooke. Fisica.net Disponível em: http://www.fisica.net/mecanicaclassica/a_lei_de_hooke.pdf. Acesso em 18 de abril de 2011.

[5]GOOGLE e Google imagens. Disponível em: http://www.google.com.br. Acesso em 10 de abril de 2011.

HALLIDAY, David. RESNICK, Robert. WALKER, Jearl. Fundamentos de Física, volume 1 - Mecânica, 8 Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008. 162 p.