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VIEIRA, Alberto (2001),

Autonomia na História da Madeira-


Questões e Equivocos

COMO REFERENCIAR ESTE TEXTO:

VIEIRA, Alberto (2001), Autonomia na História da Madeira-Questões e Equivocos, Funchal, CEHA-


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A AUTONOMIA NA HISTÓRIA DA MADEIRA
Questões e Equívocos

ALBERTO VIEIRA
CEHA-MADEIRA

O discurso histórico é a ossatura fundamental que alicerça a autonomia político-


administrativa. Tudo isto porque a história local faz apelo à valorização do passado histórico
regional e permite reforçar a unidade definida pelo espaço geográfico. Uma região sem História
dificilmente poderá fazer valer as suas legítimas aspirações autonómicas. Tão pouco uma classe
política, alheada ou desconhecedora do passado histórico terá possibilidades de fazer passar e
vingar o seu discurso político.
A História faz parte da essência do discurso político autonómico e é com ela onde mais
se espelha a identidade local. Conhecer e valorizar a História regional é uma atitude necessária ao
nascimento e fortalecimento da autonomia. O apelo à História faz-se, não só pela busca das
condições ancestrais que conduziram à materialização do processo autonómico, mas também
pelos combates que o mesmo propiciou. Para os actuais desafios do processo autonómico o
conhecimento das diversas conjunturas de combate, as opções e justificações que geram são
imprescindíveis. Por outro lado a História deve ser entendida também como a homenagem aos
que nos precederam neste combate e onde se encontram motivos e alento para novos embates.
A História da Autonomia, tal como hoje a entendemos, é recente mas rica em motivos e
situações que fortalecem o actual combate político. Todavia, o sentimento de auto-governo parece
ser ancestral e nascido à chegada dos primeiros povoadores. A barreira geográfica, as dificuldades
e forma tardia da resposta das autoridades centrais contribuíram para alicerçar o sentimento
autonómico. É certo que ele só ganhou a verdadeira dimensão política com a revolução liberal,
mas será injusto ignorar o combate dos que o precederam nas centúrias anteriores. A partir de
então a leitura do discurso histórico da autonomia, expresso em jornais e panfletos, confunde-se
muitas vezes com a questão financeira, do relacionamento entre a metrópole e a região, da gestão
e aplicação da riqueza.

QUESTÃO I :

O REGIONALISMO

No contexto do debate sobre a questão da autonomia, de formas de auto-governo ou de


estruturas administrativas próximas do cidadão, tivemos a partir de finais do século XIX o
debate sob o epígrafe de Regionalismo. O conceito surgiu em França a partir de 1874, mas
rapidamente se vulgarizou no debate político francês a partir de 1892, alargando-se depois a
toda a Europa1. O regionalismo identifica uma realidade local, marcada mais pela História do
que pela Geografia que se afirma pela sua cultura, tradição e pela descentralização político-
administrativa. Daí certamente a adesão a este movimento de diversos sectores da sociedade,
Estes ideais irradiaram rapidamente por toda a Europa e ficaram a marcar o debate
político das diversas regiões continentais ou insulares. Em Espanha afirmou-se em oposição ao
nacionalismo. A título de exemplo referimos o debate na Catalunha em que se destacam os
1 . Cf. Carlos Cordeiro, Nacionalismo, Regionalismo e autoritarismo nos Açores durante a I República, Lisboa, 1999, p.217 e segs.
contributos de Miguel Dels Sants Olivier(1864-1920)2 e Lluis Durem I Ventosa(1870-1954)3. O
primeiro, desde Maiorca, aproveitou a conjuntura de 1898, marcada pelo desastre colonial,
para afirmar o regionalismo insular em “La questió regional”(1899). O debate em Barcelona
conduzirá ao aparecimento de um movimento político, a Liga Regionalista(1898-1904). Também
na Madeiira existiu um projecto de uma Liga Regionalista4
A partir de finais do século XIX regionalismo é a expressão chave do debate político
sobre a descentralização governamental. Este combate em torno da questão regional manteve-
se vivo até aos anos trinta do século XX, congregando no seu seio políticos e intelectuais. No
campo político ficou marcado por uma insistente reclamação contra o centralismo e o desafio
da descentralização como a resposta às insistentes reclamações. Este combate teve por palco as
Cortes, o Parlamento, mas acima de tudo foi nas páginas da imprensa local e, por vezes,
nacional que ele ganhou maior folgo. Aquilo que mais sobressai é o carácter repetitivo das
intervenções e uma insistência obsessiva em chavões, como orfandade, abandono, sangria
financeira.
Na verdade esta produção literária que corporiza o debate regionalista, dispersa em
jornais ou nas actas parlamentares evidencia muitas vezes a falta de originalidade. E para quem
tiver a oportunidade de acompanha-lo na Madeira e Açores e confrontá-lo com o que sucede
noutras regiões como as Canárias, Maiorca ou Catalunha, rapidamente se apercebe desta
realidade. Tudo isto porque o regionalismo foi uma corrente do debate político que varreu toda
a Europa e que o dominou entre finais do século XIX e princípios da centúria seguinte.
Na Madeira o movimento colheu inúmeros adeptos e foi à sua sombra que a ilha viveu
em princípios do século um momento de grande fulgor cultural e de combate político. Foi sob
o epígrafe “Regionalismo” que Manuel Pestana Reis apresentou em Dezembro de 1922 aquele
que é considerado o primeiro projecto de autonomia para a Madeira. Foi sob a égide deste
espírito que se apostou na divulgação e estudo da História, através da publicação do Elucidário
Madeirense e outros mais estudos que ainda hoje continuam a merecer a atenção dos
interessados. Nestes anos vinte surgiu também a ideia de um partido regional. Mas cedo todos
estes ideais perderam vigor face ao deslumbramento do golpe militar de 1926.
A Madeira não se afastou do debate europeu em torno do regionalismo. Aliás, este
movimento foi o élan necessário para juntar madeirenses de diversos quadrantes políticos na
luta em favor dos interesses da sua ilha e de promoção da cultura e acima de tudo da História,
porque afinal o regionalismo não foi palavra vã para os madeirenses. O fenómeno da
autonomia da Madeira não pode ser retirado deste enquadramento europeu. Falta-nos é saber
qual a relação possível entre estas formas de análise e combate político.

QUESTÃO II :

AS ILHAS- PROVINCIAS OU COLONIAS

O debate sobre a autonomia está ligado à definição do sistema de relações estabelecido


desde os inícios do povoamento entre a ilha e a metrópole. Aqui a ideia de colónia nunca é
entendida de acordo com o sentido antropológico, mas sim pelas questões de ordem política e
financeira. Na definição da ideia do colonialismo a dominar as relações com o continente está a
espoliação financeira, com o envio para Lisboa de toda a riqueza gerada, sem que se aplique na
valorização local. Os poucos investimentos acontecem nos sectores capazes de gerar mais
benefícios ao Estado e não no bem estar das populações. Isto resultam no consequente processo
de subdesenvolvimento e pobreza.

2 . nomeadamente nos textos La questió Regional(1ª edição em 1899.


3 Regionalismo i Federalismo, Barcelona, 1993(1ª edição de 1905)
4
Cf. Texto de Emanuel Janes neste volume.
A economia colonial foi motivo de estudo mais acentuado a partir de Adam Smith, mas
foi com Marx que ganhou maior evidência. Aliás, para a escola marxista a valorização da teia de
relações entre a metrópole e as colónias foi e continua a ser um dos motivos mais destacados de
interesse. Este tipo de relações tem expressão na pilhagem da riqueza colonial em favor do
desenvolvimento da metrópole. A isto junta-se a dependência mercantil e a política financeira com
o estabelecimento da moeda fraca nas colónias e forte na metrópole. Qualquer das situações não
se afasta do percurso económico madeirense nos últimos cinco séculos. A definição de uma
economia colonial assenta na sangria quase total das despesas e num reduzido ou quase nulo
investimento que não seja vocacionado para apoiar a extracção da riqueza.
A ideia de colonialismo adquiriu vários significados ao longo do processo histórico,
ficando todavia a expressar uma relação de dependência e exploração de uma determinada
região ou colónia com o centro/metrópole. Ora isso não implica a clássica visão de um espaço
já ocupado que é alvo da usurpação europeia. É neste quadro que devemos encarar a situação
da Madeira.
É um facto indesmentível que a Madeira se enquadra no processo de expansão colonial
portuguesa, sendo o primeiro passo desta estratégia e como tal irá manter-se por muito tempo.
A sua separação em termos políticos e administrativos foi apenas resultado da revolução
liberal. E deste modo aquilo que a até então era colónia, adquire num lapso de tempo o título
de ilha adjacentes, sem que se tenha alterado o relacionamento típico.
O debate político cola-se por vezes à História na busca das razões que fundamentem tal
relacionamento institucional. E neste caso mantém actualidade o relacionamento da ilha com o
continente europeu, uma relação colonial que só poder dos liberais viu acabar em completa
ruptura com o passado. Na verdade, até então a Madeira merecia um tratamento idêntico ao
demais espaço colonial. Aliás, estava sob a mesma alçada do Conselho Ultramarino (1643-1833).
Note-se que nas páginas do Patriota Funchalense, o bastião da liberdade de opinião, reclamava-se
contra o tratamento de colónia feito pelos “mandões de Lisboa”. Desde 1832 a ilha deixou de
ser uma colónia, passando a província administrativa, igual às demais do continente. A reforma
administrativa de Mouzinho da Silveira foi o corte radical com o passado pelo menos em
termos jurídicos, o que não implica que no plano real esse tipo de relacionamento se tenha
mantido até 1974.
O estatuto de colónia não resulta do facto de um espaço estar habitado à chegada do
europeu, pois se isso fosse condição Cabo Verde nunca teria mantido esse estatuto, pois como
quase todas as ilhas Atlânticas estava deserta à chegada dos Portugueses, excepção apenas para
as Canárias. A sua definição resulta fundamentalmente do relacionamento que se estabelece
entre a metrópole e a região. Ao nível político o estatuto colonial caracteriza-se por uma
profunda distância em relação aos centros de poder. São os governadores e capitães generais
que se comportam de forma altiva do interior da fortaleza do poder. As ordens despóticas, a
subserviência dos ilhéus, que reclamam em Lisboa através dos seus procuradores e políticos à
mesa da coroa e do orçamento umas magras migalhas da riqueza que remetem anualmente. É o
sentimento de orfandade perante uma autoridade paternalista e despótica. O regionalismo
como constatação dos desequilíbrios regionais e do esbanjamento dos seus recursos por um
poder estranho e distante, é revelador deste estatuto. Desta forma podemos afirmar que o
despontar do movimento autonomista resulta desta constatação do colonialismo que define as
relações institucionais.
Ao nível económico e financeiro esta relação revelava-se na entrega de toda a riqueza.
As culturas são impostas para servir os caprichos da metrópole e todo o lucro situa-se no
sector da circulação fora da ilha. Sucedeu assim com a cana de açúcar que se transformou na
galinha dos ovos de ouro para a Coroa portuguesa entre finais do século XV e princípios do
seguinte. Aliás, toda a riqueza resultante desta exploração económica, impostos incluídos, era
orientada para fora do espaço que a criava. Tão pouco sucede um investimento na valorização
do seu interesse. O pouco que retornava surge sob a forma de caridade da própria Coroa, sob a
forma de oferta.
O Rei D. Manuel foi de todos o mais caridoso para com os madeirenses mas também o
que mais feriu das riquezas da ilha. Distribuiu benesses e obras de arte aos madeirenses. Mas a
dívida da dádiva madeirense era maior e ao que parece ainda está por saldar5. A situação da
Madeira, desde o século XV, não se diferencia das demais possessões portuguesas no espaço
atlântico. A ilha estabelecia vínculos de subordinação institucional idênticos aos de Angola,
Cabo Verde ou Brasil, estando a partir de 1642 sob a alçada do conselho ultramarino. Esta
situação perdurou até 1736, altura em que foi criada a Secretaria de Estado da Marinha e
Ultramar. Em 1808 com a saída da coroa para o Brasil estabelecem-se algumas alterações na
administração da justiça, passando a Madeira a depender da Casa da Suplicação do Brasil.
A ideia de colónia estava entranhada nas relações institucionais como na linguagem dos
funcionários do reino que assiduamente visitavam a ilha em missão. Em 1815 o inspector geral
de Agricultura, José Maria de Fonseca, refere a ilha como colónia. Por outro lado a forma de
intervenção do reino é de cariz colonial entregando as missões referentes ao arquipélago a
agentes estranhos. Em 1810 foi criada a Junta de Melhoramentos da Agricultura das ilhas com
o objectivo de estudar as soluções para a crise. Estes no parecer de Paulo Dias de Almeida6
« são inteiramente alheios do conhecimento do local da ilha ». Deste modo nada resultou da
sua acção acabando extinta em 1821.
O século XIX é um marco na plena afirmação do debate político que para muitos
madeirenses foi alicerçado nos combates pela defesa do torrão natal. A 2 de Julho de 1821
publicou-se no Funchal o primeiro jornal, o Patriota Funchalense, que foi a principal tribuna de
debate. É aqui que encontrámos as primeiras e mais evidentes expressões do estatuto colonial e
do sentimento de orfandade política. Assim, em 17 de Novembro o director do novel jornal,
Nicolau Caetano Pitta constata que “ficámos elevados à categoria de província no nome, mas
que de facto somos tratados como colónia”, para se concluir em 1 de Dezembro que “a sorte
da infeliz Madeira he a de enteados”. Esta relação é melhor evidenciada em outra opinião do
ano seguinte: “A escravidão consiste em viver algum sujeito absolutamente à vontade de
outrem; uma provincia, que deve sujeitar seus interesses aos da metrópole, que a seu termo a
não interessa, deixa de ser provincia, é de facto colónia e vive escrava.”
As mudanças políticas tão pouco solucionaram as ancestrais questões pelo que em 1847
o então governador José Silvestre Ribeiro ao debater-se com uma grave crise económica vê-se
impotente para a solucionar, pois “he mister ponderar que este governo civil he um governo
subalterno a quem falta aquela latitude de resolução que compete ao governo da nação.” A
crise económica de 1882 levou alguém a reclamar da atitude colonial do governo: “Quem sabe
se o governo central ainda continuará a olhar para a Madeira como se fora o Congo ou
qualquer possessão africana...”.
O combate político de finais do século XIX e princípios do seguinte avivou os ideais
autonómicos e conduziu a uma mudança com a atribuição da autonomia administrativa por carta
de lei de 12 de Junho de 1901. Mas esta evolução do quadro político não fez esmorecer o debate

5 A tarefa de reconstituir o movimento das finanças da região não é fácil. As informações estatísticas só permitem seriações a partir do século XIX e
mesmo nesta centúria os dados são muitas vezes escassos. Para os séculos anteriores os dados são avulsos e não o permitem. Faltam os livros dos
contadores da Provedoria da Fazenda, os registos completos da alfândega. No caso da despesa é de significativa importância a existência dos
orçamentos do Estado a partir de 1836. A quase total disponibilidade destes livros, pois falta-nos apenas encontrar os dos anos de 1839-40,1849-50,
permite uma leitura correcta da despesa do Estado a partir de 1836. Já no que se refere à receita para estas duas centúrias os dados são muito
lacunares. O carácter avulso das estatísticas oficiais revela o pouco cuidado na arrecadação nos impostos, pois parece que o desleixo em muitas
ocasiões era total. A ideia foi já testemunhada em 1871 por Ferreira Lobo, mas tão pouco algo de novo se fez nos anos seguintes e para um
investigador que se dedica ao estudo da História financeira e orçamental o panorama é idêntico.
Nos últimos dois anos, o pouco tempo disponível, foi utilizado para proceder à recolha incidindo-a nos séculos XIX e XX,
momentos em que as exigências da Estatística facilitam a nossa tarefa. Os dados agora disponibilizados são o primeiro resultado desta árdua
tarefa e contemplam apenas uma ínfima parte dos anos em estudo. O quadro que se segue é revelador do actual estádio de desenvolvimento
dos nossos trabalhos e, diga-se, tudo o que depois se afirma tem por base isto. Mais uma vez recorda-se que o texto que aqui se apresenta não
é um trabalho acabado mas sim a primeira etapa de um projecto que esperamos a seu tempo concluir. A tentativa de reconstituir até à exaustão
será a cruz que acompanhará o nosso actual e próximo percurso na investigação histórica.
6 . Rui Carita, Paulo Dias de Almeida e a Descrição da Ilha da Madeira, Funchal, 1982, pp.54-55.
político. A 1 de Novembro de 1921 escrevia-se no Diário de Notícias que “a nossa completa e
absoluta autonomia devendo a bandeira ser a única ligação com a mãe pátria” e em 20 de
Setembro de 1924 voltava-se a afirmar no mesmo diário que “é preciso que os madeirenses
unidos pelo mesmo pensamento, façam ver de um modo irrecusável aos governos de Lisboa,
que são mais alguma coisa de que matéria colectável.(...)O povo da Madeira é um povo livre,
(...)não é escravo, nem burro de carga”.
Por lei de 9 de Março de 1821 a Madeira deixou de estar dependente da repartição das
colónias, passando a ser considerada uma província do continente. Nicolau Caetano Pitta
continuava a considerar que a situação real da ilha era de uma colónia: « ficámos elevados à
categoria de província no nome, mas que de facto somos tratados como colónia ». A verdadeira
mudança ocorre a partir dos anos trinta com a reforma de Mouzinho da Silveira, iniciada nos
Açores e que se estendeu à Madeira em 1834. A partir desta data os governadores deixam de
corresponder-se directamente com a correspondente repartição colonial para passarem a
depender das diversas repartições governamentais. O chamado arquivo da Marinha e Ultramar
é disso exemplo deixando de existir documentação madeirense a partir de 1833.
O debate das questões da autonomia, manifestamente partidarizado, tem conduzido a
alguns equívocos e conduzido a que muitas das questões pertinentes do debate seja tabu. É, na
verdade, a primeira vez que tal sucede, pois no período que decorre desde a Revolução
Liberal(1820) até ao golpe militar de 28 de Maio de 1926, eram comuns entre os diversos sectores
políticos da sociedade madeirense. Hoje parece que « não é politicamente correcto», falar de
colonialismo, colónias, sangria ou espoliação financeira. Será que o discurso da autonomia perdeu
autonomia ?
A palavra colonialismo parece ser um dos tabus mais bem geridos ao qual se pretende
apresentar apenas o significado antropológico restrito, ignorando-se as componentes económica e
política. Sem pretende polemizar os entendidos na matéria apenas deixamos aqui alguns dados
soltos, fruto paciente leitura da documentação e da valorização das mensagens que a mesma tem
para nos transmitir.
Esta ideia da ilha como colónia está presente de igual forma no debate que ocorreu
logo após o vinte e cinco de Abril. Assim o MAIA, grupo anterior ao 25 de Abril, chefiado por
Carlos Lélis, José Maria da silva, entre outros, em comunicado publicado na imprensa a 5 de
Janeiro afirma a pretensão de “liquidação imediata da situação de colónia(estatuto de colónia)
existente nas relações entre Portugal continental e as ilhas da Madeira e Porto Santo”, definido
o colonialismo como a “exploração de uma comunidade de homens por outra comunidade”. O
RUMA, um outro movimento de esquerda defendia em comunicado de 22 de Outubro de
1974 que “as ilhas adjacentes não podiam ser excluídas do processo de descolonização.”. ao
mesmo tempo a UPM(União do Povo da Madeira), donde surgiu a actual UDP-Madeira,
afirmava na convocatória para o Comício que realizou no Pavilhão gimnodesportivo do
Funchal a 29 de Junho de 1974, que a Madeira “tem sido, desde sempre, uma colónia dos
interesses capitalistas continentais e estrangeiros.”.
Os diversos grupos, que no período do “Verão Quente” arvoraram a bandeira da
independência, apresentaram no seu discurso de reivindicação da independência a ideia de
colónia para o sistema de relações estabelecidas pelo Governo na Madeira. O RUMA
(Movimento de Trabalhadores Rurais e Marítimos, um movimento esquerdista reclamava em
comunicado de 22 de Outubro de 1974 que “as ilhas adjacentes não podiam ser excluídas do
processo de descolonização”. A 18 de Novembro, um grupo que se auto-intitula “um grupo de
madeirenses que não é dos caseiros nem dos senhorios”, no seu manifesto reclama pela
descolonização e, a propósito da manifestação do dia 17 do mesmo mês, refere “o novo
colonialismo intelectual e dialéctico”.
Para além desta exposição da realidade, e da forma com ela dominou o discurso
político autonomista até à década de setenta do século XX, poderá avançar-se com um
confronto teórico e do evoluir do ocidente europeu a partir do século XV. Mas nada disso
merece agora a nossa atenção. Com ou sem tabus, o tipo de relações entre a Madeira e a
metrópole está evidenciado, através do debate político que provocou, que não era tão linear
como uma primeira leitura o possa revelar. Na verdade, a História, o sistema de relações que o
seu devir provoca, não resulta daquilo que hoje seja possível pensar-se ou querer-se induzir aos
demais. Entre aquilo que na realidade queremos que tenha acontecido, o que realmente
aconteceu existe por norma uma grande distância.

QUESTÃO III:

AS FINANÇAS DA MADEIRA.

Durante largos anos a Madeira foi despojada de quase totalidade dos seus rendimentos
enviando milhares de contos, e não recebendo o mais insignificante melhoramento. Aquele
povo bondoso e trabalhador foi objecto da mais torpe exploração. Assim, privado de escolas,
sem estradas, sem águas de irrigação, sem a menor comodidade, tem arrastado uma vida
miserável de trabalho e sacrifício. Sem orientação, sem plano, sem a menor provisão a
economia da Madeira foi abandonada aos acasos da sorte (...) e não há solo mais produtivo
nem produtos mais preciosos, nem terra mais linda, nem clima mais benigno; tudo quanto
dependia da natureza ali está na sua expressão mais sublime; todo o mal que ali existe é só obra
de homens. [Visconde da Ribeira Brava, in O Liberal, 5 de Junho de 1913]

O debate político-institucional da autonomia ao longo do século XX está em relação


directa com os problemas financeiros. As primeiras vozes na luta pela autonomia política insular
partiram da constatação da realidade financeira pautada pela sangria da riqueza arrecadada. O
subdesenvolvimento regional, em contraste com as cada vez maiores receitas conduzidas à
metrópole, está na origem do debate e fervor autonomista. A ideia de sangria financeira é patente
no debate que teve lugar nas páginas dos jornais e repercutiu-se na voz dos deputados da Madeira
à Assembleia Nacional.
O problema financeiro pesou de forma clara no debate político sobre a autonomia. E,
para a maioria dos intervenientes é evidente o contraste entre uma ilha que alimentava
permanentemente os cofres de Lisboa e o abandono a que estava votada. Em plena crise dos
anos quarenta do século XIX a Associação Comercial do Funchal reclamava medidas para esta
“ilha da Madeira, sem dúvida a mais importante e rica das possessões portuguesas fora do
continente.”7 Esta voz ecoa com frequência nos jornais e levou alguém a erguer o dedo
acusatório: “Fostes à Madeira e retirastes de lá o dinheiro que havia em cofre.”8
Em 1883, Manuel José Vieira, era contumaz: “fazemos parte do reino de Portugal única
e exclusivamente para quinhoar-nos nos encargos que se renovam ou baptizam com nomes
diferentes, mas que sempre se acrescentam” enquanto são “exíguas verbas que anualmente nos
concedem por esmola.”9.
Em 1887 dizia-se no Diário de Notícias que: “Os governos, e não nos referimos só ao
actual, não ligam à Madeira a consideração que ela merece, não obstante ser uma das províncias
portuguesas que mais contribui para as despesas do Estado.” Entretanto Quirino de Jesus, aquele
que foi a eminência parda de Salazar, considerava que o problema da autonomia era em primeiro
lugar de “carácter financeiro e económico, antes de poder apresentar-se com força pelos fins
superiores de ordem social e política.” Também Manuel Pestana Reis no projecto de autonomia
que apresentou em 1922 atribui especial atenção à questão financeira, estabelecendo que o Estado
terá direito apenas a uma percentagem fica das receitas, pois “o produto do nosso trabalho, das

7 .Defensor, nº.81, p.1-4.


8 . A Ordem. Nº.160, pp-1-2.
9 . Cf. CALISTO, Luís, Achas na Autonomia, Funchal, 1995, p.101.
nossas riquezas, deve ser aplicado em nosso proveito”, não fazendo sentido que a Madeira esteja
“ a contribuir para as obras do porto de Leixões, para o sorvedoiro dos bairros sociaes e de todas
as Revoluções que a irrequieta gente da Capital queira fazer e alimentar.”10 E por fim o veredicto
de que a ilha é capaz de suprir a sua despesa: A Madeira nada tem custado ao Tesouro da
Metrópole, nem mesmo nas mais extraordinárias ocasiões de calamidades, como em 1803, (...) Ella
paga todos os seus empregados públicos; tem sustentado mais tropa do que é precisa para a sua
defesa, e policia interna”.11
E, não será por acaso que uma das questões mais usuais na voz dos detractores das
autonomias insulares seja o dedo acusador aquilo que consideram uma inversão de marcha do
processo. Afirma-se de forma despicienda que as despesas foram alimentadas pelas receitas do
continente português, ignorando-se a receita aquilo que a região deu, dispõe e continuará a gerar.
Ao debate da actual conjuntura deverá juntar-se, sob pena de falsear a verdade do
relacionamento financeiro da região com a metrópole, a perspectiva histórica. O passado histórico
reafirma que ao longo dos últimos cinco séculos os madeirenses deram todo o esforço de trabalho
e riqueza para a valorização do espaço nacional. Isto demonstra que o arquipélago foi
compulsivamente solidário. Uma visão histórica do deve e haver das contas e relacionamento
financeiro entre a Madeira e o reino evidência que o passado foi pautado por uma forte
participação financeira da ilha nas finanças do Estado.
Foram os nossos avós que financiaram as exorbitâncias da Coroa, as viagens a Índia e as
elevadas despesas de manutenção e defesa das praças africanas. A grande aventura das descobertas
dos séculos XV e XVI seria possível sem a existência de espaços, como a Madeira, geradores de
elevados excedentes? E perante esta posição solidária da Madeira do passado legítimo seria de
esperar por idêntica atitude da mãe-pátria no presente para a recuperação do subdesenvolvimento
a que nos sujeitaram. Em certa medida poderemos afirmar que hoje, somos nós que recorremos
ao velho continente a reivindicar a cobrança dos "empréstimos", mas no passado a coroa recorria
as receitas madeirenses para colmatar o incessante deficit das finanças públicas.
Os dados que o presente estudo disponibilizará à opinião pública podem e devem
contribuir para uma reavaliação das opiniões vigentes sobre as relações financeiras do Estado para
com a região. A ideia de uma ilha espoliadora dos meios financeiros do estado, que ganhou forte
expressão em alguns sectores da sociedade e da política, deverá ser agora confrontada com a
realidade nua e crua dos dados estatísticos até 1974. A conjuntura dos últimos anos da autonomia
aguarda igual compilação para que as evidências possam rapidamente desfazer as falsas ilusões que
dominam o debate político ao nível financeiro.
As finanças do reino foram demarcadas por um permanente deficit pelo que a coroa teve
necessidade de se socorrer a diversas meios para saldar a diferença. Desde o século XIV que a
forma mais usual de o solucionar era o recurso a pedidos e empréstimos. Era com estas formas de
financiamento que a coroa cobria o deficit e cobria as despesas bélicas, a boda dos príncipes.
Ficou célebre o empréstimo de sessenta milhões lançado em 1478 para as despesas da guerra com
Castela. Destes, um milhão e duzentos mil reais foram lançados sobre os madeirenses, isto é, 2%
do valor (valor altamente significativo se tivermos em conta a capitação media e o facto de a
ocupação da ilha ter-se iniciado a pouco mais de cinquenta anos), mas os madeirenses mostraram-
se renitentes ao pagamento do imposto, argumentando a difícil situação em termos do
abastecimento de cereais e o facto de terem já feito um empréstimo a coroa de 400 arrobas. O
desfecho final da questão saldou-se numa redução do referido empréstimo para metade. Assim os
madeirenses manifestavam o repúdio face às exorbitantes despesas do reino e faziam valer os seus
interesses e as franquias que corporizaram o inicial processo de ocupação.
Este episódio revela o vigor demonstrado pelos madeirenses na defesa dos seus interesses
tem e pode ser reafirmado no papel do senado da câmara do Funchal. Na verdade, a Madeira era
desde 1433 um espaço fora do controle da coroa, dependendo do Mestrado da Ordem de Cristo e

10 . Quinto Centenário do Descobrimento da Madeira, Funchal, 1922.


11 . Funchalense Liberal, nº9.
tendo o Infante D. Henrique como senhor. O infante D. Henrique, como senhor da ilha recebia
um tributo de 1.500.000 reais, isto é 40,54% do total dos réditos da sua casa senhorial. João de
Barros refere que o mestrado da Ordem de Cristo auferia da ilha anualmente mais de sessenta mil
arrobas de açúcar. Todavia, esta riqueza estava na mira da coroa pelo que D. Manuel, que também
foi senhor da ilha, deu a machadada final no processo de auto governo dos madeirenses ao
proceder em 1497 à “nacionalização” da Madeira. A carta régia que faz a ilha realenga, revertendo
toda a riqueza para a coroa, é clara quanto ao peso económico nas finanças do reino: "he huma
das principaes e proveitozas couzas que noz, e real coroa de nosso reynos temos para ajudar, e
soportamento de estado real, e encargos de nossos reynos". Esta ideia da ilha perdurou por muito
tempo de modo que em 1836 ainda continuava a afirmar-se “que é uma das mais preciosas jóias
da coroa de Vossa Majestade”.
A partir de finais do século XV toda a riqueza gerada na ilha deixou de pertencer ao
senhorio e passou para o usufruto da coroa, indo a tempo de financiar as grandes viagens
oceânicas e a despesa excessiva da Casa Real. Também, a partir daqui é evidente que a Madeira
perdeu a capacidade reivindicativa perante a coroa. O centralismo régio está patente na submissão
e pronto acatamento pela vereação de todos os regimentos e decretos régios. O arquipélago foi
uma fonte importante de receita para travar o endividamento do reino e manter a opulência da
casa senhorial e real. Nos séculos XV e XVI o principal sorvedouro de dinheiro dos novos
espaços recém descobertos e ocupados era a Casa Real, a carreira da Índia e as praças
marroquinas. Apenas entre 1445 e 1481 os gastos da coroa em dotes e casamentos suplantaram as
812.500 dobras, enquanto que nas guerras com Castela se despenderam 336.000 e na defesa das
praças marroquinas o valor atingiu as 378.000 dobras. Entretanto, no período de 1522 a 1551, as
despesas com a perda das naus da carreira da Índia, por naufrágio ou corso, atingiram 352.150
dobras. Este elevado encargo só poderia ser coberto com as receitas arrecadadas nas ilhas e novos
espaços coloniais. E aqui quando ilha é quase sempre sinónimo da Madeira.
É evidente que durante o século XV e primeiro quartel do seguinte a principal fonte de
receita do mundo português estava no açúcar madeirense. As receitas advinham dos direitos
lançados, como o quarto e o quinto, e do comércio do açúcar apurado. No entanto os dados
financeiros disponíveis não evidenciam de forma clara esta situação. Perderam-se os livros de
contas, mas os poucos disponíveis não nos atraiçoam quanto ao volume de negócios em favor
da coroa. Primeiro, o senhorio e depois orei oneraram o produto com diversas tributações que
conduziram a que amealhassem elevadas quantias que usavam em benefício próprio, no
pagamento de tenças, esmolas, empréstimos e dívidas.
No primeiro registo das receitas do reino e possessões, datado de 1506, a Madeira
surgia com o valor mais elevado das comparticipações dos novos espaços insulares. Esta
situação manteve-se até 1518 mas em 1588 era já evidente a valorização do mercado açoriano.
Até a década de trinta do século XVI os reditos fiscais resultantes da produção e comércio
do açúcar asseguravam parte importante das fontes de financiamento do reino e projectos
expansionistas. Este rendimento em finais do século XV e princípios da centúria seguinte era
superior a cem mil arrobas, atingindo em 1512 as 144.065 arrobas, o que corresponde a
45.380.475 reais. Este açúcar, depois de retirada a redizima, isto é, a décima parte que era
propriedade do capitão do donatário, era utilizado pela coroa de formas diversas, como meio de
pagamentos dos salários, esmolas aos conventos (Santa Maria de Guadalupe, Jesus de Aveiro,
Conceição de Braga) e misericórdias (Funchal, Lisboa, Ponta Delgada), benesses a príncipes e
infantes da Casa Real e despesa aduaneira da ilha, enquanto a parte sobrante era vendida,
directamente em Flandres pelos feitores do rei, ou por mercadores, por vezes, a troco de pimenta.
A sua aplicação na ilha era eventual, resumindo-se às despesas eventuais como a construção da Sé
e alfândega do Funchal, que receberam, respectivamente, 1.000 e 3.000 arrobas de açúcar. Neste
grupo, mas com um carácter quase permanente, poder-se-á incluir o pagamento dos inúmeros
pedidos de socorro e abastecimento das praças marroquinas, o provimento das armadas da Índia,
por norma, em vinho. Sobre as assíduas despesas com o socorro às praças africanas podemos
citar, a título de exemplo, o concedido entre 1508 e 1514 a Safim. Neste período gastaram-se mil
arrobas de açúcar e 83.815 reais, enquanto em 1531 o provimento de vinhos as armadas da Índia
orçou em 124.490 reais.
Em 1529 com o Tratado de Saragoça foi encontrada uma solução provisória que a curto
prazo parecia agradar a ambas as partes. D. João III viu-se forçado a pagar 350.000 ducados para
assegurar a posse das Molucas que afinal se encontravam dentro da área de influência de Portugal.
Mais uma vez é possível assinalar uma ligação à Madeira, pois terá sido, segundo alguns, o
madeirense António de Abreu o primeiro explorador. Por outro lado os madeirenses contribuíram
com avultada quantia de empréstimo para o pagamento do referido contrato. Manuel de Noronha
ficou com o encargo de arrecadar a contribuição madeirense. João Rodrigues Castelhano é
referenciado também como recebedor do referido empréstimo, tendo desembolsado da sua
fazenda 300.000 reais. A este juntaram-se Fernão Teixeira com 150.000 reais e Gonçalo Fernandes
com 200.000 reais. O pagamento fez-se nos anos de 1530-31 à custa dos dinheiros resultantes dos
direitos da coroa sobre o açúcar.
Os dados fiscais de 1531 permitem uma ideia da evolução da receita e despesa da ilha. Os
réditos sobre as rendas do açúcar foram de 6.990.573 reais de que se gastaram 10% nos
vencimentos do clero da capitania do Funchal e 7% no pagamento do empréstimo que João
Rodrigues Castelhano a Coroa para pagar o contrato das Molucas. Mais de cinquenta por cento
das receitas iam directamente para o reino a engrossar os cofres da Fazenda Real. A partir desta
informação, ainda que avulsa, conclui-se que os madeirenses foram activos protagonistas da
expansão lusíada dos séculos XV e XVI emprestando a própria vida e reditos, arrecadados com a
safra do açúcar, no financiamento deste projecto e das exorbitâncias e caprichos quotidianos da
Casa Real.
O primeiro monarca a definir as regras rudimentares do orçamento foi D. Manuel, pelo
que o primeiro e mais rudimentar orçamento que se conhece data de 1526. De acordo com os
dados disponíveis as receitas fiscais orçaram em 166.347.611 reais, sendo 12.000.000 (= 7,2%)
referentes apenas a Madeira, que conjuntamente com as demais possessões fora da Europa
totalizavam 37.630.000 (= 23%). A cidade de Lisboa, que apenas arrecadava 5% das receitas,
absorvia 17% das despesas, o que implicava o financiamento externo com o recurso aos réditos
arrecadados noutras províncias nomeadamente na Madeira, Açores e Costa da Guine.

EVOLUÇÃO RECEITAS. 1506-1588 (EM MILHARES DE REAIS)


60

50

40 Madeira
Açores
30 C. Verde

20

10

0
1506 1518-19 1588

A Madeira, na primeira metade do século XVII, enfrentou dificuldades económicas que se


reflectiram nas fianças públicas. Deste modo a fonte de receitas transferiu-se para as demais
possessões e mesmo os Açores atingem valores mais elevados que a Madeira. A situação vinha
evoluído neste sentido desde o ano de 1588. O quadro financeiro do ano de 1607 revela a
precária situação das finanças madeirenses conduzindo a que a despesa representasse 94% da
receita, o que correspondeu ao valor mais elevado. Mesmo assim a despesa não suplanta 1,5%
do total. Já em 1619 é evidente a recuperação económica da ilha subindo o saldo para os cofres
do reino a 5,9%.
Um dado abonador desta nova situação está no facto de Francisco Rodrigues Vitória
ter contratado em 1602 a arrecadação da receita da ilha por 21.400$ réis, 1072 arrobas de
açúcar e 2 arrobas de cera. No quadro das ilhas a Madeira continuava a apresentar uma posição
destacada mas os Açores assumem a posição cimeira no quadro das ilhas. Por outro lado nas
terras ultramarinas afirmam-se em definitivo como a principal fonte de receita. Aqui, a Índia
assume uma posição cimeira. Assinala-se de novo que, em qualquer dos casos, a despesa é
muito diminuta, porque também a estrutura administrativa não era muito pesada.

EVOLUÇÃO DAS RECEITAS NAS ILHAS. 1607-1681(em milhares de reis)


Madeira Açores C. Verde

40.000
35.000
30.000
25.000
20.000
15.000
10.000
5.000
0
1607 1619 1620 1681

Se atendermos apenas à participação madeirense na receita da coroa no decurso dos


séculos XVI e XVII somos confrontados com uma forte intervenção, tendo em conta a
superfície, que se articula de forma directa com as condições económicas da ilha. Assim, o açúcar
foi o principal gerador de um forte excedente de riqueza que diminuiu de forma espectacular com
a crise do século XVII.

RECEITA DA MADEIRA: percentagem em relação ao total do reino


10

0
1506 1518 1526 1580-88 1607 1619

Perante este quadro somos forçados a afirmar que a partir do século XVI os dados
estatísticos revelam-nos que Portugal tinha a principal fonte de riqueza nas ilhas e possessões
ultramarinas. Apenas a conjuntura resultante da união dinástica na década de oitenta conduziu a
uma quebra acentuada da receita das colónias. Em qualquer das circunstâncias os novos espaços
gerados com os descobrimentos revelam-se em todos os momentos dos séculos XVI e XVII
como a mais valia e principal fonte de financiamento.

EVOLUÇÃO PERCENTUAL DA RECEITA DO REINO E POSSESSÕES


140

120

100
ilhas
80
reino

60 colonias

40

20

0
1506 1518 1588 1607 1619

A Madeira, como centro gerador da riqueza do reino e a forma colonial da administração,


não passou despercebida aos locais e visitantes. No século XVIII a promoção do comércio do
vinho veio a gerar de novo elevada riqueza e a ilha parecia querer regressar aos velhos tempos da
opulência açucareira. É dentro desta ambiência que James Cook refere em 1768 que a coroa
arrecadava na ilha 20.000 libras por ano, mas poderia dar o dobro se estivesse nas mãos de outro
povo. Outro súbdito inglês em 1827 apontava o destino desta receita: "o rei pagava todas as
despesas das legações no estrangeiro [isto antes de 1820] com o excedente dos seus rendimentos
da Madeira. Todos os anos era transferida para Londres com esse fim uma quantia de 50 a 80.000
Libras."12 O contraste entre esta crescente riqueza que todos os anos enchia os cofres do reino e
as condições cada vez mais precários da população madeirense é evidente. Paulo Dias de Almeida,
enviado à ilha para proceder ao estudo da defesa e rede viária, foi confrontado com esta triste
realidade e não hesitou em exclamar: “Esta colónia, que já em quatro séculos, e tanto avulta nos
reais cofres (quem o diria ?)...”.13
A revolução liberal condicionou a transformação das finanças públicas. Aboliram-se os
encargos senhoriais e em contrapartida criaram-se novos impostos. De acordo com o texto
constitucional de 1822 foi estabelecido um novo sistema orçamental em que o orçamento de
estado era aprovado pelo Parlamento14. A partir de 1831 os orçamentos gerais do estado (OGE)
revelam se o esforço financeiro do estado na região apenas se resumiu às despesas correntes ou se
foi pautado por uma política de investimento15. Durante este largo período de cerca de um século
o sistema tributário foi alvo de várias reformas que deram continuidade ao processo iniciado com
Mouzinho da Silveira. As mais importantes aconteceram em 1870 e 1881. A República, em 1910,

12 . Maria Lamas, Arquipélago da Madeira Maravilha Atlântica, Funchal, 1956, p.353.


13 . Rui Carita, Paulo Dias de Almeida e a Descrição da Ilha da Madeira, Funchal, 1982, p.101.
14 . Em 1839 esclarece-se a forma como se preparava o orçamento nas diversas repartições ministeriais existentes no Funchal. Em Julho o Tesouro

Público recomendava ao Administrador Geral do Distrito deveria organizar o mapa da despesa de acordo com as instruções e enviá-lo até 15 de
Outubro. A primeira reforma da lei orçamental ocorreu em 1849, seguindo-se outras em1928 e 1960
15 A informação completa sobre a arrecadação dos diversos impostos está disponível nos boletins estatísticos a partir de 1876. Os dados reunidos

abarcam todo o período até 1974, havendo apenas um hiato entre 1951-55.
foi o início de um segundo momento de mudança do sistema tributário, assente na constituição de
1911 e nas reformas de 1922. O processo ganhou novo folgo com o golpe de estado de 1926,
sendo o principal obreiro das mudanças Salazar, quando Ministro das Finanças. O regime do
Estado Novo apostou na década de sessenta na reforma do sistema que só foi voltou a ser
alterada passados vinte anos.
Os impostos computados na receita global da ilha para o período de 1876 a 1974
compreendem os seguintes impostos: contribuição bancária, sumptuária, de renda de casa, décima
de juros, imposto de rendimento, do real da água, de selo, rendimento aduaneiro, contribuição
predial e industrial, décima de juros e direitos de mercê (...). De uma forma global o movimento
das receitas evidência que a carga fiscal foi onerada no período do Estado Novo no momento de
consolidação na década de trinta. É também neste período que a participação madeirense na
receita nacional é reforçada. A mais elevada percentagem, isto é 17%, acontece na década de trinta,
o período de maior dificuldade para a Madeira. A situação perdurou nas décadas seguintes, sendo
apenas contrariado na década de quarenta com a guerra. Algo semelhante só voltou a acontecer na
primeira década do século XX, sendo nos demais períodos os valores inferiores, mas nunca
desceram além da barreira do 1%. Quanto à despesa do Estado na região a situação não é
idêntica. Assim, o valor mais elevado da intervenção é reduzido sendo superior a 1% apenas
em três décadas, quando, ao invés a receita atingiu sempre foi valores muito superiores. Note-
se que em qualquer dos casos onde a despesa suplantava 1% temos também os valores mais
elevados para a receita.
Os dados em apreço evidenciam que o “despesismo” madeirense era uma ilusão
prontamente evidenciada pelos números. Por outro lado se esquecermos a década de 60,
definida por algum investimento público, como foi o caso do aeroporto, podemos afirmar que
a República iniciou um período de forte sangria financeira. A República jacobina foi
marcadamente centralista. O movimento autonomista das primeiras décadas do século XX,
apoiado nos sectores políticos mais conservadores da sociedade madeirense, fez desta
orfandade e sangria financeira o cavalo de batalha para a luta autonómica. E foram redobradas
as razões para tal uma vez que o esforço de investimento financeiro do estado na região não
suplantava 0,2%, quando o contributo financeiro da ilha para o todo nacional chegava aos
12,5%. Note-se que no caso das províncias ultramarinas o panorama da despesa é distinto,
atingindo-se em 1914-15 os 16%. O contraste é evidente e por isso mobilizador de alguns
sectores políticos da sociedade madeirense.

EVOLUÇÃO DA RECEITA E DESPESA. 1871-1974


1871- 1881 1891 1901 1911 1921- 1931 1941 1951 1961- 1971-
80 -90 -00 -10 -20 30 -40 -50 -60 70 74
impost
o 3,8 1,9 1,7 12,5 3,1 2,0 17,0 2,1 9,33 13,4 1,3
despe
sa 0,5 0,7 0,2 0,1 0,1 0,2 0,2 0,1 0,3 3,2 0,4
FONTE. Dados Estatísticos e Orçamento do Estado.

Salazar, primeiro Ministro das Finanças e depois Presidente do Conselho, foi o exemplo mais
evidente de uma intervenção “forreta” do Estado para a região. Em 1935 manifestou-se contra
as vozes que apontavam a ilha como filha enjeitada do Estado e dirigia o dedo acusador aos
seus apaniguados que defendiam a autonomia administrativa e financeira dizendo que “A
autonomia não é a autonomia de gastar mas a de administrar um património ou uma receita,
tirando de um ou da outra o maior rendimento”16. Estas palavras iam directas a alguns sectores

. Carta resposta ao Dr. João Abel de Freitas de 23 de Maio de 1935, edição digital em Doc. Publicado em VIEIRA, Alberto(coordenação), A
16

AUTONOMIA: História e documentos, Funchal, CEHA, 2001(Cdrom).


políticos madeirenses que anos antes haviam sido envolvidos no fervor do combate
autonómico e que agora estavam do seu lado. Mesmo assim, ao contrário do que fazia crer o
então Ministro das Finanças, as despesas resultantes das revoltas de 1931 e 1936 não se fizeram
sentir de forma evidente na despesa do Estado no arquipélago houve mesmo uma redução em
relação à década anterior. Deste modo não se justificava o adicional às contribuições industriais
e prediais estabelecido para o ano económico de 1937 com o fim de colmatar a despesa de
manutenção da ordem pública, face à revolta do leite.
Os dados dos orçamentos do estado, enquanto Salazar foi Ministro das Finanças (1926-
30, 1932-33, 1933-34, 1934-36, 1936-40) revelam que o mesmo não via com bons olhos a
aplicação da despesa na ilha. Aliás, todo o tempo em que ele esteve no governo, como Ministro
(1926-1932) e Presidente do Conselho (1932-68). Tudo isto com um única excepção, o ano
económico de 1929-30. Já Marcelo Caetano (1968-74) parece ter actuado de forma diferente.

Percentagem da despesa da Madeira no OGE


% FONTE. Dados Estatísticos e Orçamento do Estado.
1925-26 0,01
1926-27 0,02 Se Salazar não deverá merecer o apreço dos madeirenses o
1927-28 0,1 mesmo já não deverá ser dito de outros ministros do Estado
1928-29 0,08 Novo. Estão nestes caso os tão conhecidos ministros do Interior
1929-30 1,8 António Manuel Gonçalves Rapazote (1968-73) e César Henrique
1930-31 0,1 Moreira Baptista (1973-1974), uma vez que o ministério do
1931-32 0,1 Interior durante a sua chefia surge com a percentagem mais
1932-33 0,1 elevada da despesa em favor da Madeira dos orçamentos do
1933-34 0,2 século XX. Mas sem dúvida aqueles governantes da história
1934-35 0,1 recente merecedores do nosso apreço são os Duques de Saldanha
1936 0,1 (1851-56) e Terceira (1859-60), António Maria Fontes Pereira de
1937 0,1 Melo (1871-77 e 1878-79) e o Marquês de Ávila (1877-78) em
1938 0,1 cujos governos se atingiram valores mais elevados com os
1939 0,1 Ministérios da Guerra e Justiça.
1940 0,1

DESPESA 1831-1974
TO TA L M AD E IR A

1 E+ 1 1

1 E+ 1 0

1 E+ 0 9

1 E+ 0 8

1 0 00 0 0 0 0

1 0 00 0 0 0

1 0 00 0 0

1 0 00 0

1 8 5 1 -6 0 1 8 9 1 -0 0 1 9 3 1 -4 0 1 9 7 1 -7 4
1 8 3 1 -4 0 1 8 7 1 -8 0 1 9 1 1 -2 0 1 9 5 1 -6 0
FONTE. Dados Estatísticos e Orçamento do Estado.

O gráfico da despesa orçamentada revela que o estado não foi pródigo nas transferências
financeiras para a Região e revelou uma posição marcadamente colonial, sonegando à ilha a
aplicação local da riqueza gerada, uma vez que a quase totalidade das verbas foram utilizadas como
despesas correntes. As despesas de investimento surgem de forma precária com os Ministérios do
Reino (1843-53), Obras Públicas (1853-1911, 1947-74), Fomento (1912-18), Comércio e
Comunicações (1918-1974). Este investimento está orientado para a área das comunicações
(66,70%), sendo menor no domínio nas áreas da educação e agricultura. O resultado disto está no
elevado analfabetismo e na permanente sangria do mundo rural com a emigração.
Os valores referentes ao século XIX demonstram que o investimento do Estado na região
foi fraco, pois quase todo o dinheiro era canalizado para rubrica de despesas correntes. A situação
inverte-se no século XX, mas deve ser apenas resultado da evolução do sistema administrativo
resultante da autonomia administrativa a partir de 1901. Deste modo, a Junta Geral ficou com o
encargo de importantes ónus financeiros que compreendia a despesa corrente de funcionamento
de parte significativa das estruturas do Estado na região, faltando-lhe para desenvolver infra-
estruturas. Neste pesado fardo incluíam-se os encargos com os salários dos funcionários e
professores, pois só em 1971 estes passaram para a alçada do Estado. A reforma de 1928 fez
aumentar o pesado encargo das despesas correntes da Junta, uma vez que esta passou a
superintender os serviços dos ministérios do Comércio e Comunicações, Agricultura e Instrução,
do Governo Civil, polícia cívica, saúde pública, assistência e previdência, que estiveram
dependentes dos ministérios do Interior e Finanças.

INVESTIMENTOS E DESPESAS CORRENTES. OGE 1831-1974


Século XIX Século XX
% %
Aeroportos 396.140.000$ 46,91
Estradas 150.266.000$ 17,79
Portos 222.646.500$ 26,36
Escolas 5.964$ 1,87 306.720$ 0,03
Hidro-agrícola e eléctrica 10.908$ 3,43 75.074.700$ 8,89
Outras obras 300.388$ 94,68
TOTAL: investimentos 317.260$ 5,29 844.433.920$ 71,58
DESPESAS Correntes 5.677.825$ 94.70 335.195.058$ 28,41
TOTAL 5.995.085$ 1.179.628.978$
FONTE. Dados Estatísticos e Orçamento do Estado.

A relação entre a receita e a despesa revela, em qualquer das duas últimas centúrias,
uma situação desfavorável para a Madeira fazendo jus ao subdesenvolvimento a que a região
foi votada pelo Estado. O esforço contributivo da região no período do Estado Novo não foi
devidamente recompensado com o investimento. Mesmo assim é neste período que tivemos a
maior incidência e preocupação do Estado no investimento reprodutivo, com alguns
empreendimentos vultuosos, como o porto, o aeroporto e os aproveitamentos hidroeléctricos
e hidro-agrícolas.
O saldo da relação entre a receita e a despesa é também abonador do facto de que a
Madeira foi nos últimos cinco séculos um destacado contribuinte dos cofres nacionais. A situação
assumiu maior evidência nos dois séculos iniciais, mas manteve-se por todo o período. Os dados
estatísticos disponíveis evidenciam-se que a relação é mais evidente nos dois últimos séculos
porque é também nestes que o desenvolvimento da Estatística permitiu uma mais fácil recolha das
séries. Para as duas primeiras centúrias os dados isolados confirmam isto com maior evidência.
Aqui os dados referentes ao século XVI não o expressam porque se reportam apenas à década de
oitenta, o momento de crise da economia madeirense. Também não podemos fiar-nos nos dados
até agora disponíveis para o século XVIII, que evidenciam a mais reduzida despesa do estado na
Madeira, cifrando-se em 8% da receita. Apenas merecem fiabilidade os dados dos séculos XIX e
XX (até 1974), em que o esforço financeiro do estado na região foi respectivamente 55% e 44%
da receita arrecadada localmente. No conjunto o total dos dados até ao momento disponíveis
referem que o esforço financeiro do estado foi inferior a metade da receita arrecada.
A excepção a esta situação ancestral de verdadeira sangria financeira do arquipélago é
quase inexpressiva e resume-se apenas a alguns anos para o período entre 1888-1967. Os
valores são pouco significativos e só assumem visibilidade nos anos económicos de 1922-23,
1924-25 e 1967. Apenas nos anos económicos de 1922-23, 1963 e 1967 são evidente uma
quebra acentuada das receitas, o que poderá reflectir-se nesta relação. Mas os valores não
alteram o curso normal da situação favorável aos cofres do Estado. Acresce ainda que estes
dados não resultam da nossa recolha, mas sim dos publicados no Elucidário Madeirense17.

ANOS COM SALDO NEGATIVO


1888-89 272.898$19,5 280.852$51,1 -7.954$31,6
1889-90 183.221$63,6 300.511$77 -117.290$13,5
1890-91 210.903$86,4 279.432$96,1 -68.529$09,7
1891-92 229.584$80,1 259.452$60,1 -29.867$80
1922-23 1.557.071$95 11.636.895$16 -10.079.823$21
1923-24 4.681.632.$71 114.399$ 4.567.233$71
1924-25 4.403.903$85 25.267.656$ -20.863.752$15
1929-30 32.521.853$13 33.451.914$47 -930.061$34
1963 37.895.019$ 42.389.800$ -4.494.781$00
1967 115.901.000$00 380.300.000$ -264.399.000$00

FONTE. Dados Estatísticos e Orçamento do Estado.

A título de curiosidade podemos apresentar a relação dos valores referentes aos primeiros
anos da década de setenta que antecederam a revolução de Abril, onde se evidência mais uma vez
o ancestral abandono a que foi votada a Madeira, pois apenas 27% dos dinheiros arrecadados na
ilha tiveram aplicação local. Isto demonstra mais uma vez que em qualquer das circunstâncias as
relações da coroa e estado para com o arquipélago, pelo menos ao nível financeiro, foram de tipo
colonial. Estas ganham forma quando a despesa é inferior a metade da receita, o que foi o caso da
Madeira como acabámos de ver. A ideia sai reforçada quando analisamos a forma como o Estado
aplicava os dinheiros através das diversas repartições e ministérios, uma vez que iam
maioritariamente para cobrir as despesas com o pessoal, muito dele destacado na ilha.
Um exemplo mais a provar o tratamento de tipo colonial nas aplicações financeiras do
estado na região está na forma como se procedia ao lançamento de infra-estruturas
imprescindíveis para o desenvolvimento da ilha. Estão neste caso as obras do porto do Funchal
e no sentido da valorização dos aproveitamentos hidro-agrícolas e eléctricos. Para o primeiro
foi criada em 1913 a Junta Autónoma das Obras do Porto Funchal com o objectivo e
coordenar as referidas obras e conseguir os meios financeiros necessários. Um das fontes de
receita estava no direito de arrecadação do imposto sobre o tabaco. As obras entre 1931 e 1933
custaram 5.353.000 escudos, enquanto as receitas do imposto entre 1923 e 1932 foi de
25.123.841 escudos, isto é, os gastos foram de apenas de 21%. Por outro lado as obras
contribuíram para um incremento do movimento do porto com repercussão directa nas
receitas da alfândega que a partir de 1927 quadruplicaram. A promoção do sistema de regadio e
de electrificação foi o encargo da Comissão de Aproveitamentos Hidráulicos criada em 1944. O
investimento desta comissão entre 1944 e 1968 foi de 340.152 contos em que a
comparticipação do Estado foi de apenas 29%, sendo 45% de auto-financiamento.
Uma das formas para avaliar a posição desfavorecida como a Madeira era tratada é
compararmos com aquilo que sucedeu nos Açores e províncias de Angola e Moçambique. O
balanço da situação, pelo menos para os anos de 1904 a 1914, revela de forma evidente que a
Madeira foi o espaço nacional mais prejudicado nos primeiros anos do século XX, o que

17 Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira, Funchal, 1934, p.121; IDEM, Elucidário Madeirense, vol. I, p.103, vol. III(1966), p.166.
demonstra que o rei D. Carlos e os primeiros governos republicanos abandonaram a ilha e tão
pouco foram reconhecedores do acolhimento madeirense. Note-se, ainda, que o déficit do
orçamento ultramarino era coberto pela metrópole com financiamentos pagos pelo estado, o
que levou Armindo Monteiro18 a afirmar que as relações ao nível orçamental não eram de tipo
colonial.

Saldos. das ilhas e colónias 1904-1914


Saldo em escudos % em relação à
receita
Madeira 5.730.907$ 64%
Açores 2.922.747$ 30%
Angola - 8.627.817$77 128%
Moçambique -542.098$07 101%

Estas evidências da situação financeira do arquipélago interveio de forma directa no


debate política reivindicativo da autonomia e ainda hoje alimenta um diferendo com o
Governo Central. Após o vinte e cinco de Abril o MAIA(Movimento de Autonomia das Ilhas
Atlânticas- Madeira e Porto Santo) dedicou um panfleto aos dados financeiros da região entre 1971
e 1973, situação que se pretendia contrariar. De acordo com este documento.

Anos Receitas Despesa Saldo


1971 260.400.000$ 158.320.000$ 102.080.000$
1972 288.454.000$ 178.166.000$ 110.288.000$
1973 360.320.000$ 244.656.000$ 115.664.000$

A mesma linha de pensamento está presente no discurso da APAM(Associação Política do


Arquipélago da Madeira) que em comunicado de 7 de Maio de 1976 em comunicado apresenta
algumas evidências das relações comerciais reveladores de uma troca vantajosa a favor do
continente.
A argumentação financeira sobre a forma de panfletos com dados financeiros pretendia
mostrar a forma de relacionamento existente e ao mesmo tempo tentar combater a ideia
vigente de que a Madeira necessitaria sempre de Lisboa. Todavia em qualquer dos casos nunca
foi possível conhecer os números exactos da discórdia.

QUESTÃO IV :

AUTONOMIA E /OU INDEPENDENCIA

Uma das questões de ontem e de hoje é de saber quais os limites da autonomia. A


reivindicação de mais e melhor autonomia é entendida no continente como uma via disfarçada
para a autonomia. Podemos assinalar três momentos em que o tema da independência se
confundiu com o da autonomia: em finais do século XIX, nos anos trinta com a Revolta da
Madeira e no período conturbado e 1975, conhecido como “Verão Quente”.
O debate dos anos oitenta do século XIX levou a que se colocasse a hipótese da
independência da Madeira em ligação a uma qualquer potência em ascensão pelo domínio do
Atlântico, a exemplo do que sucedia nos Açores. A ideia surgiu pela voz do republicano
Manuel de Arriaga: “O povo madeirense quer a sua emancipação sob o protectorado da

18
. Do orçamento Português, Lisboa, 1921, e vols.
América: pois nos Açores acontece o mesmo. Só esperámos pelo casamento ibérico para
levantarmos o pavilhão da liberdade ao grito de : Viva a independência dos Açores!”19. Mais
tarde em 1923 diz-nos Quirino de Jesus: “Nos últimos anos tomou vulto a ideia autonómica
dos açoreanos e dos madeirense. Não está ainda suficientemente definida no espírito deles,
embora as aspirações estejam completas no ardor e unanimidade. Isto concorre para que na
metrópole haja suspeitas e oposições apenas fundadas no descontentamento. Supõe-se que a
autonomia insular envolveria o perigo ou até a separação. Subentende-se talvez o receio de que
os madeirenses queiram juntar-se à Inglaterra e os açoreanos aos Estados Unidos. Ilusões
infinitamente distantes da realidade !(...).”20 Todavia, nesta época parece que a ideia de
independência é apenas uma ameaça capaz de chamar a atenção dos políticos e autoridades da
metrópole.
Nos anos Vinte do século XX, Manuel Pestana Reis afirmava o patriotismo dos
portugueses residentes no arquipélago, pois “os madeirenses não podem renegar a Pátria pela
razão natural de não poderem negar a Raça.” Quanto às aventadas possibilidades de união aos
ingleses ou americanos não encontra possibilidade de sucesso, concluindo que “é tão
impossível o separatismo ou independência como uma substituição ou troca de bandeira
nacional.”21 A chave deste travão à independência está no patriotismo dos madeirenses: Na
verdade teria já gritado a sua independência, emancipando-se de uma tutela dura, e, muitas
vezes injusta, se não fosse a seiva de um patriotismo potente que transcende o espaço e o
tempo, fortalecendo os laços duma solidariedade nacional na cega obediência à voz do sangue
dos povoadores de quinhentos.”22
O Visconde do Porto da Cruz em 1928 apostou na publicação de um semanário que se
destacu pela defesa dos interesses da Madeira, optando-se pelo título significativo de
“Independência”23. Este é, sem dúvida, uma provocação ao governo da ditadura que começava
a desiludir os entusiastas autonomistas como o Visconde do Porto da Cruz, que pensavam ser
a revolta de 28 de Maio a via para a concretização das aspirações de mais e melhor autonomia.
No período da Revolta da Madeira (4 de Abril a 2 de Maio de 1931) os ideais
autonomistas extremaram-se sendo a revolta confundida com a autonomia. O Governo, a
título de provocação acenava com a ideia de independência, mas todos reclamavam apenas o
espírito regionalista e procuravam desfazer o equívoco dizendo que aquilo que reclamavam era
apenas autonomia e não “independência política”. A 17 de Abril lia-se no Notícias da Madeira
um artigo não assinado sob o título “independência?” em que desfaz a acusação do governo:
“(...) A Madeira pugna, e tem pugnado, sem desfalecimento, para que os poderes públicos lhe
dêem aquela necessária autonomia administrativa que permita desenvolver as suas estupendas
fontes de riqueza, as suas extraordinárias possibilidades económicas; é certo também que o
povo madeirense possui um vibrante sentimento regionalista, um grande amor por este sagrado
torrão, que é uma maravilha bendita da Natureza. É absolutamente verdade!! Mas, autonomia
política, mas independência política, não a desejamos, não a queremos. Orgulhamo-nos tanto
de ser portugueses, que só uma História nos serve – a de Portugal”. Carlos Frazão Sardinha,
um dos intervenientes, em testemunho de 1979, reafirma o que atrás ficou dito: “Nunca em
nenhuma circunstância, se falou ou tratou da chamada ‘independência’ de Madeira”.
Foi no período conhecido como “Verão Quente” que mais se colocou esta ideia de
independência com projectos concretos no sentido da sua realização. De diversos quadrantes
políticos surgiram grupos cuja expressão política se fazia quase sempre por comunicados,
inscrições nas paredes e atentados bombistas. A partir desta forma de expressão é possível

19 . Eccho Michaelense, 30 de Junho de 1883, publ. N. Veríssimo, O deputado do Povo Manuel de Arriaga(1882-1884), in Islenha, 4, 1989.
20 . Avelino Quirino de Jesus, “A Autonomia da Madeira e dos Açores”, in A Pátria, nº.960, Lisboa 7 de Julho de 1923
21 . Quinto Centenário do Descobrimento da Madeira, Funchal, 1922.
22 Correio da Madeira, 23.03.1922
23
. O semanário publicou-se de 10 de Junho de 1928 a 26 de Março de 1929, retornou a 1 de Novembro. O título foi vendido em 1933 e
iniciou a 2ª série de publicação a 3 de Julho, mas só saíram 3 números.
assinalar a forma com o discurso da independência entrou de forma pacífica ou violenta no debate
político.
A UPM(União do Povo da Madeira), um grupo de extrema esquerda criado no seio da
publicação “O Comércio do Funchal surge em 19 de Setembro de 1975 contra este discurso
através de uma manifestação que contou com diversos sindicatos, cooperativas e comissões de
moradores que lhe eram próximos. A convocatória é clara: uma “manifestação anti-fascista
contra a independência da Madeira.”
Durante o período surgiram diversos grupos que se afirmaram quase só por comunicados
distribuídos na cidade do Funchal. De entre estes podemos salientar: Frente Popular e Democrática da
Madeira, Movimento Popular de Libertação do Arquipélago da Madeira, Movimento de Libertação do
Arquipélago da Madeira, Libertação e Autonomia Internacional da Madeira, Exército de Libertação do
Arquipélago da Madeira, Movimento para a Independência da Madeira, aliança Revolucionária da Madeira,
Independência Democrática da Madeira, Junta Revolucionária da Madeira, Associação Política do Arquipélago da
Madeira e a Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira.
A FLAMA foi, de entre todos os agrupamentos políticos, o que teve maior consistência
no discurso político, sendo responsabilizado, através do BRIMA, o seu braço armado, dos
diversos atentados bombistas ocorridos nos anos de 1975 e 1976. Da sua política de defesa da
independência criou uma bandeira, divulgou a sua moeda, o Zarco, e criou um “Governo
Clandestino” na Flórida24.
Hoje, passados mais de vinte e cinco anos parece que ainda é cedo para conhecer-se com
exactidão os contornos do debate político da Madeira nos anos de 1974 a 1976. Deste período
conturbado ficaram os documentos, recolhidos por particulares ou depositados no Arquivo
Regional da Madeira, que apenas expressam os princípios e orientações destes grupos, impedindo-
nos de ter informação segura sobre a sua implantação social25.

QUESTÃO V :

Os Projectos de Autonomia

Na Madeira, ao contrário do que sucedeu nos Açores, o debate da autonomia situou-se quase
sempre no domínio do afrontamento ao governo central e na reclamação, na reclamação contra a
espoliação financeira e do consequente abandono. Tardou muito tempo até que se passasse para a
definição de um projecto de autonomia
Os anos vinte do século XX foram o momento de ouro do debate da autonomia. Aqui
destacaram-se diversas personalidades, merecendo a nossa atenção Manuel Pestana Reis(1894-
1966), um destacado advogado com a participação activa na vida política regional. Foi ele quem
em 1922, quando se comemorava o quinto centenário do descobrimento da Madeira, apresentou
um dos mais completos projectos de autonomia para a Madeira26. Esta autonomia era entendida
pelo próprio Manuel Pestana Reis como uma forma de “desconcentração política e
administrativa” e ia ao encontro de anteriores propostas surgidas nos Açores da autoria de
Aristides da Mota (1892) e Francisco de Ataíde Manuel de Faria e Maia (1921).
O projecto assenta em dois conselhos: o legislativo e executivo. A composição destes
órgãos resultava da eleição indirecta de acordo com os princípios corporativistas. Assim o

24 .Sobre este movimento veja-se Luís Calisto, Achas na Autonomia, Funchal,1995. edição digital em Doc. Publicado em VIEIRA,

Alberto(coordenação), A AUTONOMIA: História e documentos, Funchal, CEHA, 2001(Cdrom).


25 . Dos arquivos Particulares merece a nossa atenção o do Dr. Gregório Gouveia, que vem publicando no semanário “Tribuna da Madeira”,

testemunhos elucidativos da importância do seu arquivo. Os textos são publicados sob o titulo “Período Revolucionário da Autonomia”,
Tribuna da Madeira, 8 de Dezembro de 2000 a 24 de Agosto de 2001.
26 . Manuel Pestana Reis, "Regionalismo. A autonomia da Madeira", in Quinto Centenário do Descobrimento da Madeira, Publicação comemorativa,

Funchal, Dezembro 1922. Cf ainda estudo de VERÍSSIMO, Nelson, O Alargamento da Autonomia dos distritos Insulares. O Debate na
Madeira (1922-1923), in Actas do II Colóquio Internacional de História da Madeira, Funchal, 1990. Também publ. em Doc. Publicado em VIEIRA,
Alberto(coordenação), A AUTONOMIA: História e documentos, Funchal, CEHA, 2001(Cdrom).
primeiro era eleito pelas câmaras e associações de classe, sendo as suas funções legislativas
“restritas aos interesses puramente regionais”, enquanto o segundo, eleito entre os membros do
primeiro órgão, tinham funções governativas: “recolhe e administra as receitas, orçamenta e
fiscalisa as despesas.”
A representação do Governo Central continuaria a ser feita pelo Governado Civil, com a
diferença que a sua nomeação deveria ser feita mediante consulta prévia ao conselho Executivo do
Distrito. .
O autor atribui um ênfase especial ao conselho Legislativo afirmando que a situação do
distrito obriga a legislação específica que só os madeirenses são capazes de definir por sua cabeça.
O madeirense Quirino de Jesus, ainda que muito próximo de Salazar na definição da
política económica e financeira, não conseguiu demovê-lo quanto à sua visão da autonomia. Ele
que defendera que a autonomia insular era definida pelo carácter financeiro e económico, só se
podendo afirmar com reformas financeiras. Na sua ideia de divisão administrativa o Distrito
cederia lugar à Província, que teria ao comando um Governador Geral, residente, de nomeação
governamental, que representava o Governo Central. A ele juntava-se a Junta Geral de Província e
o Conselho de Governo. O primeiro era composto de procuradores eleitos pelas Câmaras
Municipais, associações, professores e chefes de serviço das repartições públicas, enquanto o
segundo seria presidido pelo governador, integrando vogais eleitos entre os procuradores e chefes
dos serviços27: O facto de ter sido advogado da família Hinton levou a que os autonomistas
madeirenses não valorizassem o seu projecto e que tivesse repercussão favorável na ilha.
Foi em 1928 que as ilhas tiveram novo estatuto. Os poderes das juntas foram ampliados
mas estavam ainda longe das propostas avançadas em 1922. Isto marca o início da solução política
que tomará corpo com o Estado Novo. O fervor autonomista foi abafado pela retórica do discurso
do Governo da Ditadura. Os autonomistas de 1922, como Manuel Pestana Reis, acomodaram-se
a um estatuto de fiéis seguidores do novo regime.
A mudança de regime a partir de 1926, considerada uma esperança para muitos dos
autonomistas, não contribuiu para qualquer mudança na evolução do processo autonómico. A
crise dos anos trinta conduziu a que a Madeira tivesse em 1931, durante cerca de um mês, um
governo próprio, que atendeu às suas legítimas reclamações. Mas isto foi um acto que se
reverteu contra os madeirenses.
No período a seguir ao 25 de Abril de 1974 o discurso reivindicativo da autonomia
continua no campo do afrontamento político-partidário. Apenas o MAIA(Movimento de Autonomia
das Ilhas Atlânticas), saída do debate de um grupo composto por Crisóstomo de Aguiar, Carlos
Lélis, José Maria da Silva, José António Camacho, viria a divulgar a 5 de Janeiro de 1975 na
imprensa regional a sua proposta de autonomia. Os órgãos de soberania que davam corpo à
autonomia eram o Governador, que deveria ser eleito por sufrágio directo, os secretários do
governo, escolhidos pelo governador, e uma Câmara Legislativa. Quanto ao processo de
transferência de poderes pretendia-se a total transferência dos sectores, incluindo o Exército e a
Justiça.
Muitos dos elementos deste grupo estiveram ligados aos inícios do Partido Popular
Democrático na Madeira. Deste modo não será por acaso que o projecto mais amplo de
autonomia para as ilhas Atlânticas apresentando na Assembleia Constituinte fosse o do PSD28.
27 . “(...) um governador geral, nomeado pelo governo, uma Junta Geral de Provincia, eleita pelas Câmaras municipais, pelas associações de
classe, pelo professorado e pelos chefes de serviços públicos: um conselho de governo constituído por parte dos últimos, e por vogais que a
Junta eleja entre os seus membros e presidido pelo Governador(...) ficariam reservados ao poder central todos os assuntos de direito
constitucional e civil; as relações com as potências estrangeiras; os serviços de guerra, marinha e capitania dos portos; os regimes de instrução e
os seus programas; os do fisco e da moeda; os da produção, importação e exportação(...)”[A Pátria, Lisboa, 7 de Julho de 1923, Correio dos
Açores, 26 de Julho de 1923] Cf.VERÍSSIMO, Nelson, A Autonomia Insular. As Ideias de Quirino de Jesus, in Islenha, 7, 1990.
28 .Diário da Assembleia Constituinte, nº.13: PPD: « O arquipélagos dos Açores e da Madeira constituem regiões autónomas dotadas de estatutos

político-administrativos adequados às suas condições geográficas, económicas e sociais.


A autonomia regional não afectará a integridade da soberania do Estado, nem a solidariedade entre as várias parcelas do território
português. A República assegurará a integração das regiões no processo de desenvolvimento económico-social do País.
A soberania do estado é especialmente representada, em cada uma destas regiões, por um comissário da República, nomeado pelo
Presidente da República, sob proposta do Primeiro-Ministro, ouvida a assembleia regional competente. O comissário, assistido pelo conselho
regional superintende nas funções administrativas exercidas na região pelo Estado e coordena-as com as exercidas pela própria região. Cabe-
QUESTÃO V:

DOIS VISÕES DISTINTAS DA MESMA REALIDADE

O século XX pode ser considerado como uma das épocas mais fulgurantes da História da Madeira
pelas mudanças políticas que envolveu os madeirenses. A política e a crise económico-social
dominaram a centúria. A instabilidade internacional e nacional reflectiram-se de forma directa no
quotidiano madeirense. Vários são os testemunhos desta realidade, mas de certeza dois dominam
pelo impacto que tiveram no panorama político. Em 1935, João Abel de Freitas, recém-eleito
Presidente da Junta Geral do Funchal, serve-se da amizade pessoal com Salazar, surgida aquando
da visita em 1926, para implorar em nome dos madeirenses, medidas que possam conduzir a
Madeira a ultrapassar este beco sem saída. A situação não era fácil e causava um certo alarmismo
ao presidente da Junta, pois, segundo afirma, “Nós vivemos actualmente na Madeira sobre um
vulcão.” Mas pior do que isso, “A grande maioria do povo da Madeira está convencido de que o
Governo Central nos tem abandonado como castigo da revolução da Madeira, de bem triste
memória.”29
Quem fala é um Presidente da Junta Geral que se sente incapaz e sem poderes para
solucionar as questões dos vinhos, turismo, bordados, assistência e as obras adiadas do Liceu,
Bairro Económico, Casino, sucursal do Banco de Portugal, e sanatório para Tuberculosos. Ao
mesmo tempo sente-se manietado pela política financeiro do governo. Aqui reclama-se
soluções e verbas do governo central.
A resposta de Salazar a 23 de Maio, fundada também em relatório oficial da Junta e no
conhecimento directo que o mesmo diz possuir sobre a Madeira, levou-o a estabelecer um
memorandum resposta em que são definidas as linhas de intervenção do Governo. Em
primeiro lugar ameaça que da próxima vez que os madeirenses reclamem não esperem “a
doçura da repressão usada da outra vez.” Ao mesmo tempo expressa a sua visão contrária à
autonomia, lançando um aviso: “A autonomia não é a autonomia de gastar mas a de
administrar um património ou uma receita, tirando de um ou da outra o maior rendimento.” A
todas as questões Salazar responde, dando a entender a necessidade de contenção financeira
que deve presidir a todas estas medidas, que obriga a repensar alguns dos projectos que a
Madeira reclama solução imediata. As ameaças de Salazar cumpriram-se no ano imediato com a
chamada revolta do leite, mas as medidas reclamadas pelos madeirenses foram adiadas por
força da segunda Guerra Mundial, concretizando-se só nos anos cinquenta.
Passados pouco mais de trinta anos, em plena “primavera Marcelista”, um grupo de
cidadãos aceita o repto do Governador civil, António Braamcamp Sobral, para a “colaboração
franca e leal de todas as pessoas interessadas no desenvolvimento económico e social da
Madeira”, apresentando sugestões sobre os diversos domínios da sociedade. Todavia faziam
depender a solução de um estatuto de autonomia, elaborado “em moldes de participação
democrática das populações da ilha nas decisões de que depende o seu futuro”, “ a autonomia

lhe ainda a coordenação da actividade dos serviços centrais do Estado no tocante aos interesses da região, dispondo para isso de competência
ministerial e tendo assento no Conselho de Ministros.
A autonomia regional compreende:
a) - A existência de uma assembleia regional, eleita por sufrágio universal, directo e secreto, e de um conselho regional perante ela responsável;
b) - O poder de legislar, com respeito pelas normas constitucionais e pelas leis de alcance geral emanadas dos Órgãos de Soberania, sobre as
matérias de interesse exclusivo da respectiva região;
c) - Poder executivo próprio;
d) - O poder de dispor das receitas nelas cobradas e de as afectar às despesas públicas, de acordo com a autorização votada pelas assembleias
regionais, e de administrar o seu património;
e) - O poder de tutela sobre as autarquias locais e os institutos públicos com actividades exclusivas na região,
f) - O direito de serem consultadas pelos Órgãos de Soberania relativamente às questões da competência destes respeitantes às regiões.
A elaboração dos estatutos político-administrativos próprios compete à Câmara dos deputados, sob proposta das respectivas assembleias
regionais”.
29. Doc. Publicado em VIEIRA, Alberto(coordenação), A AUTONOMIA: História e documentos, Funchal, CEHA, 2001(Cdrom).
é quase meramente nominal”, uma vez que era “altamente condicionada e fiscalizada,
totalmente sujeita à política do governo central” e com “um deficientíssimo uso das atribuições
dessa mesma administração.”30

CONCLUSÃO

Qualquer um que se atreva a estudar a contemporaneidade depara-se com inúmeras


dificuldades. Não é a proximidade aos acontecimentos que se torna um óbice ou a nossa
participação activa ou passiva que condiciona a nossa isenção, mas sim a dificuldade em
encontrar documentos oficiais ou não capazaes de assegurarem a reconstituição dos factos.
Quase sempre esbarramos com a informação veiculada pela imprensa, que por sisó é já uma
interpretação dos factos, e raras vezes dispomos de mais informação de origem não
intencional. Estas evidentes sdificuldades resulta da pouca atenção que temos dado à memória
da conteporaneidade. No caso das ilhas, ao que concerne ao processo de luta e vivência da
autonomia. A memória da autonomia não está assegurada dispersando-se em diversas fontes.
A afirmação do processo autonómico passa obrigatóriamente para esta valorização
deste património documental. Expresso em textemunhos vivos dos protagonistas, nos
panfletos, cartazes e propaganda partidária das campanhas eleitorais. A história da Autonomia
passa também por aqui caso seja nossa preocupação que o presente não seja um registo fugaz
da nossa memória e que se afirme de forma perene, sob formato tradicional ou digital, para
conhecimento dos vindouros31.
A autonomia só entrou em pleno no discurso político nas décadas finais do século
XIX, mas foi no primeiro quartel da centúria seguinte que ela encontrou espaço de afirmação e
debate. De uma forma genérica a autonomia é uma opção de todos, ou quase todos, os
políticos madeirenses, mas varia o vigor reivindicativo consoante o grupo a que pertence os
seus promotores esteja no governo ou na oposição. O discurso de combate pela autonomia é
de oposição. Até 1910 a defesa da autonomia foi a palavra de ordem dos republicanos e
implantada a República passou para a trincheira conservadora e monárquica.
O governo da ditadura a partir de 1926 acabou com este fervor político da década de
vinte. As comemorações do quinto centenário do descobrimento da Madeira foram o mote para o
último grande debate e combate pela autonomia. Desde os anos trinta apagaram-se as questões
autonómicas do breviário político e jornalístico e até à sua plena concretização na década de
setenta, houve dois momentos de esperança. O primeiro em 1931 com a Revolta da Madeira e em
1969 com a esperança da abertura do regime anunciada por Marcelo Caetano.
O discurso autonomista dos madeirenses enquadra-se no movimento regionalista
europeu e incide em domínios quase sempre controversos. A constatação da necessidade de
autonomia partiu de situações fundamentais que alicerçaram o discurso. O tratamento colonial
a que o arquipélago foi sujeito ao longo da História, materializado no abandono e na espoliação
dos recursos financeiros é quase sempre o mote desta reivindicação.
Raras vezes surgiram projectos em que ficasse claro aquilo que se pensava pudesse ser a
forma de expressão institucional da autonomia de que o arquipélago necessitava. Também não
foi consensual a forma de expressão, que passou por uma autonomia meramente
administrativa, política e no extremo a ligação a um qualquer país e a independência. A questão
da independência não surgiu apenas no “Verão Quente” de 1975, sendo muito evidente no
discurso político durante a República.
Os autonomistas insulares tiveram dificuldade em entender-se quanto a forma de
reivindicação dos seus anseios. Em finais do século XIX foi dado um tratamento preferencial
30 . Doc. Publicado em VIEIRA, Alberto(coordenação), A AUTONOMIA: História e documentos, Funchal, CEHA, 2001(Cdrom).
31 . O processo de recolha da informação para o cdrom, A AUTONOMIA: História e documentos, Funchal, CEHA, 2001(Cdrom), revelou esta
situação. A informação não oficinal dos primeiros vinte e cinco anos do processo da autonomia não está completa e encontra-se dispersa em
arquivos oficiais e particulares. O objectivo deste Cdrom é reunir o máximo possível desta, permitindo a sua preservação e divulgação.
aos Açores, que tiveram direito antecipado à autonomia em 1895. No primeiro quartel do
século XX foram várias as tentativas no sentido de uma conjugação de esforços entre os
políticos autonomistas dos dois arquipélagos, sem nunca se conseguir definir uma estratégia de
consenso para os dois arquipélagos. Deste modo, madeirenses e açorianos estavam
condenados a lutar isoladamente a indiferença do poder central às suas reivindicações
autonomistas.
O discurso autonomista insular teve grande dificuldade de implantação na metrópole.
As intervevções no Parlamento ou os textos publicados em jornais de expansão nacional não
foram suficientes para desfazer os equívocos e a suspeita que existia quanto à autonomia das
ilhas. Salazar apontou o dedo acusador aos autonomistas, apelindado-os de gastadores e, por
isso, o Estado Novo foi um momento negro da autonomia das ilhas que nem Marcelo Caetano
foi capaz de alterar-lhe o rumo no papel e na prática. A autonomia de 1976 assume-se como
uma conquista insular que ainda hoje continua a não ser entendida e a gerar alguns equívocos.
MATERIAIS DE CONSULTA E TESTEMUNHOS MATERIAIS

1. Documentos e Testemunhos:

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CAMACHO, Augusto da Silva Branco, Estatuto dos Distritos Autónomos das ilhas
Adjacentes, P. Delgada, 1972.

FERREIRA, Fernando Amâncio, As Regiões Autónomas na Constituição Portuguesa,


Coimbra, 1980.

JARDIM, Alberto João, Tribuna Livre 1974-78, 3 vols, P. Delgada, 1995.

LEITE, José Guilherme Reis, Autonomia dos Açores na Legislação Portuguesa, Horta, 1987.

REIS, Manuel Pestana, Regionalismo. A Autonomia da Madeira, in Quinto Centenário do


Descobrimento da Madeira. Publicação Comemorativa, Funchal, 1922.

VIEIRA, Alberto(coordenação), A AUTONOMIA: História e documentos, Funchal,


CEHA, 2001(Cdrom).

2. Bibliografia:

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CARREIRO, José Bruno , A Autonomia Administrativa dos Distritos das Ilhas Adjacentes,
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CORDEIRO, Carlos, Nacionalismo, Regionalismo e Autoritarismo nos Açores durante a I


República, Lisboa, 1999.

FREITAS, João Abel de, Turismo, Madeira Construir o futuro Hoje, Lisboa, 1984.

JANES, Emanuel, Nacionalismo e Nacionalistas na Madeira nos Anos Trinta (1928-1936),


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JORDÃO, Carlos A. R. Carvalho, Tutela Administrativa dos Governos Regionais sobre as


Regiões Autónomas, Braga, 1980,
Administração Regional Autónoma. Um Percurso ao redor da Própria Dinâmica Evolutiva
da Autonomia, Funchal, 1983.

MIRANDA, Jorge(organização), Estudos de Direito Regional, Lisboa, 1997.

MORAIS, Carlos Blanco de, A Autonomia Legislativa Regional. Fundamentos das Relações de
Prevalência entre Actos Legislativos Estaduais e Regionais, Lisboa, 1993.

NEPOMUCENO, Rui, As Crises de Subsistência na História da Madeira. Ensaio Histórico,


Lisboa, 1994.
SILVA, António Ribeiro Marques da, Apontamentos sobre o Quotidiano Madeirense (1750-
1900), Lisboa, 1994.

VERÍSSIMO, Nelson, Em 1917 a Madeira reclama autonomia, in Atlântico, 3, 1985.


O Alargamento da Autonomia dos distritos Insulares. O Debate na Madeira
(1922-1923), in Actas do II Colóquio Internacional de História da Madeira, Funchal,
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A Autonomia Insular. As Ideias de Quirino de Jesus, in Islenha, 7, 1990.
A Nossa Autonomia, in Atlântico, 19, 1989.
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(coordenação) História e Autonomia da Madeira, Funchal, 2001
NACIONALISMO, FEDERALISMO, REGIONALISMO E AUTONOMIA
BIBLIOGRAFIA FUNDAMENTAL

ALBERTO VIEIRA(ORGANIZAÇÃO)

A presente bibliografia foi preparada no sentido de dar apoio a todos os interessados em conhecer a
problemática da autonomia e das diversas formas de desconcentração política. O conhecimento de uma
realidade particular como a Madeira implica o necessário relance pelo meio envolvente no sentido de
constatar as influências e as similitudes no processo evolutivo. O debate está lançado entre o
federalismo americano e a tradição descentralizadora europeia e só conseguiremos atingir o seu cerne.

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