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Chamados a anunciar a salvação a todos os povos

«A tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja. (...) Evangelizar constitui, de
facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar». EA 55
“Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai
de mim, se eu não evangelizar”! 1 Cor 9,16

“O que existia desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos e as nossas
mãos tocaram relativamente ao Verbo da Vida, de facto, a Vida manifestou-se; nós vimo-la, dela damos testemunho
e anunciamo-vos a Vida eterna que estava junto do Pai e que se manifestou a nós,o que nós vimos e ouvimos, isso vos
anunciamos, para que também vós estejais em comunhão connosco. E nós estamos em comunhão com o Pai e com seu
Filho, Jesus Cristo. Escrevemo-vos isto para que a nossa alegria seja completa. Jn 1,1-4

Nós não anunciamos uma ideologia, ou uma nova filosofia de vida, Mas Deus feito homem que morreu e ressuscitou
por nós:
“Transmiti-vos, em primeiro lugar, o que eu próprio recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as
Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”. 1 Cor 15,3-4

Como anunciar esta salvação?

A missão é antes de mais obra do ES.


É o ES que dá início à vida pública de Jesus.
“Uma vez baptizado, Jesus saiu da água e eis que se rasgaram os céus, e viu o Espírito de Deus descer como uma
pomba e vir sobre Ele. E uma voz vinda do Céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu
agrado.» Mt 3,17; RM 21

“Os apóstolos durante a vida pública do mestre, apesar do seu amor por ele e da generosidade da resposta ao seu
chamamento, mostram-se incapazes de compreender as suas palavras, são renitentes em seguio-lo pelo caminho do
sofrimento e da humilhação. O ES transformá-los-á em testemunhas corajosas de Cristo e anunciadores
esclarecidos da sua palavra. Será o ES que os conduzirá pelso caminhos árduos e novos da missão”. RM 87

“A espiritualidade missionária exprime-se, antes de mais, no viver em plena docilidade ao espírito, e em deixar-se
plasmar interiormente por ele, para se tornar cada vez mais semelhante a Cristo”. RM 87

Reflectir a imagem de Cristo vivo em nós … Nós não somos sómente portadores de uma mensagem. Nós não
obedecemos somente a uma ordem do Senhor. Nós comprometemos Cristo, porque somos o que testemunhamos
através da nossa vida. É a identificação entre mensagem e mensageiro, entre o dizer, o agir e ser já a força e o
segredo da eficacidade da acção de Cristo. (cf RM 13)

Os documentos da Igreja indicam-nos 3 atitudes de fundo para anunciar JC aos homens (RM 42; 44; 87-91; EN 41-
42; 79; AG 11-12; EA 86-87):
• Testemunho de vida
• Anúncio explícito
• Caridade

“O testemunho de vida é, mais do que nunca, a condição essencial, para uma predicação profunda e eficaz”
EN 76
“O testemunho de vida cristã é a primeira e insubstituivel forma de missão… A primeira forma de testemunbho é
a própria vida do missionário… o missionário, apesar dos seus limites, (…) é um sinal de Deus e das realidades
transcendentes” RM 42
O testemunho de vida torna visivel a vida nova, viver o Reino de Deus já presente no meio de nós. Este testemunho
é pessoal e comunitário.
Na ordenação diaconal, no momento da entrega do evangelho, o bispo diz: “… crê sempre no que anuncias, ensina o
que crês, vive o que ensinas”. É isto que o mundo nos pede: uma vida que mostre o Reino de Deus já no meio de nós,
na nossa vida. Uma vida que mostre a eficacidade da palavra de Deus, que realiza o que diz. Nossa vida, nosso
compromisso, nossa comunidade, é convidaa e interpelada a ser testemunha do Reino de Deus.
Uma comunidade religiosa pode e deve ser um bom exemplo de testemunho de vida cristã, já que, todos
diferentes, vivem juntos os valores do evangelho e da vida cristã, com todos os limites que são próprios a cada
membro.
É necessário também ajudar as pessoas a reconhecerem esta realidade como presença do reino de Deus.

O anuncio explícito de JC não é um problema na nossa realidade. Mas somos convidados a ter presente, as
igrejas, os cristão, os missionários perseguidos ou em situação dificil (Sudão, China, países muçulmanos, …)

A caridade (1 Cor 13,1-13)


Não se trata tanto (apesar de também ser isso) de dar o que se tem, mas de dar o que se é. Se entregar como
Cristo se entregou.
“Tanta afeição sentíamos por vós, que desejávamos ardentemente partilhar convosco não só o Evangelho de Deus
mas a própria vida, tão queridos nos éreis”. 1 Tes 2,8
Na EN Paulo VI diz que não é a afeição de um mestre, mas a afeição de um pai, e ainda mais a afeição de uma mãe.

Os sinais de amor são então:


Ensinar a verdade e introduzir na comunhão
Se entregar sem reservas ao anúncio de JC
Respeito pela situação religiosa e espiritual das pessoas a quem nos dirigimos. Respeiro do seu ritmo de vida, de fé,
de compromisso. Respeito das consciências e convicções…
Atenção a não magoar ou escandalizar o outro, sobretudo se é mais pobre e fraco na fé.
Esforçar-se, preparar-se para transmitir as certezas sólidas enraizadas na palavra de Deus.

O missionário é impelido pelo «zelo das almas», que se inspira na própria caridade de Cristo, feita de atenção,
ternura, compaixão, acolhimento, disponibilidade e empenhamento pelos problemas da gente. RM 89

“A comunhão íntima com Cristo, o testemunho pessoal e comunitário, o amor da igreja, o amor do mundo, o
compromisso ao serviço do Reino de Deus, todas estas realidades de coração e de vida, são atitudes espirituais.
Elas vivem-se no ES, o protagonista da missão, inspirador de toda a vida cristã autêntica, de toda a vida missionária
audaciosa”. Missão da Igreja Março de 1991

Para reflectir e rezar:

As minhas convicções, aquilo em que acredito.


Identidade entre a mensagem e o mensageiro.
A realidade, os desafios, as interrogações.
A mensagem que proclamo, o testemunho, o serviço.
As relações com os outros.