I.

ESPAÇO GEOGRÁFICO BRASILEIRO a) A formação do Território Nacional

O território do Brasil ocupa uma área de 8 514 876 km². Em virtude de sua extensão territorial, o Brasil é considerado um país continental por ocupar grande parte da América do Sul. O país se encontra em quinto lugar em tamanho de território. A população brasileira está irregularmente distribuída, pois grande parte da população habita na região litorânea, onde se encontram as maiores cidades do país. Isso nada mais é do que uma herança histórica, resultado da forma como o Brasil foi povoado, os primeiros núcleos urbanos surgiram no litoral. Até o século XVI, o Brasil possuía apenas a área estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494 por Portugal e Espanha. Esse tratado dividia as terras da América do Sul entre Portugal e Espanha. Os principais acontecimentos históricos que contribuíram para o povoamento do país foram: No século XVI: a ocupação limitava-se ao litoral, a principal atividade econômica desse período foi o cultivo de cana para produzir o açúcar, produto muito apreciado na Europa, a produção era destinada à exportação. As propriedades rurais eram grandes extensões de terra, cultivadas com força de trabalho escrava. O crescimento da exportação levou aos primeiros centros urbanos no litoral, as cidades portuárias. Século XVII e XVIII: foram marcados pela produção pastoril que adentrou a oeste do país e também pela descoberta de jazidas de ouro e diamante nos estados de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso. Esse período foi chamado de aurífero e fez surgir várias cidades. Século XIX: a atividade que contribuiu para o processo de urbanização foi a produção de café, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Essa atividade também contribuiu para o surgimento de várias cidades.

ESPAÇO GEOGRÁFICO BRASILEIRO: Origens históricas

Objetivos da Aula

- Identificar e compreender que o processo de construção do espaço geográfico se deu a partir de varias atividades econômicas ligadas a atividades primarias como a extração vegetal (pau- brasil) extração mineral (ouro), agropecuária (cana-de-açúcar e criação de gado no nordeste) -Identificar que a áreas mais desenvolvidas do país estão localizadas próximas ao litoral devido a colonização de exploração implantadas pelos portugueses acabou favorecendo que grande parte da população brasileira se aglomere na região litorânea; - Identificar que a forma como se deu a colonização do Brasil justifica em parti a existência de diferenças socioeconômica existente nas regiões do país; - Identificar os vários graus de desenvolvimento econômico das regiões brasileiras relacionando-os a cada um tipo de ciclo econômico que deu ou deram origem aos diversos tipos de espaço geográfico .

Fala galera!! Tudo bem! Em nossa aula de hoje vamos tratar de um assunto muito importante para entendermos a atual configuração do espaço geográfico brasileiro, que são as suas bases histórica que remonta o tipo de colonização realizada no Brasil pela coroa portuguesa.

NOÇÕES PRELIMINARES: Normalmente dizemos que o desenvolvimento do território brasileiro se deu em forma de arquipélagos (ilhas). Pois a medida que se mudavam as atividades econômicas algumas cidades surgiram, associadas as atividades econômicas em si e de forma isoladas. Eram atividades econômicas que tinha sua existência na necessidade do mercado europeu, e quase sempre era áreas distintas e muito distante umas das outras. O que impediam uma ligação econômica entre elas. Então a expansão de nosso território ocorre de forma desigual, onde não existia uma articulação entre as áreas das diversas áreas econômicas o que favorecia o isolamento econômico entre elas e consequentemente a inexistência de um mercado interno integrado, isto é, falava uma atividade que servisse de motor dinamizador da integração da economia nacional, que possibilitasse uma ligação econômica entre essas áreas das diversas atividades econômicas que existiam no Brasil colonial. A ideia chave sobre esse assunto, é saber que a construção bem como a expansão do território brasileiro, está alicerçada na exploração econômica do território (atividades econômicas), no papel desempenhada pelos padres jesuítas frente aos indígenas (com suas missões jesuíticas ou reduções) tanto no que se refere ao aldeamento que se transformaram em povoados (cidades)

como também na contribuição desses para a dominação dos indígenas com a realização da catequização dos indígenas onde os padres lhes ensinavam a rezar mas também língua do colonizador como também sua cultura (ocorre aí genocídio cultural da cultura indígena) tendo dessa forma, desempenhado um papel importante para a soberania portuguesa sobre o território. Quanto as entradas(os bandeirantes= bandeirismo) que foram grupos de homens que partiram de São Paulo em direção ao interior do território com o objetivo de capturar índios para o trabalho escravo nas lavouras de cana-deaçúcar do litoral. Assim, eles dominaram os povos indígenas e abriram caminhos para o interior, consolidando o controle da Coroa portuguesa sobre o território. A partir do final do século XVIII, os bandeirantes passaram a explorar ouro e pedras preciosas em áreas dos atuais estados de Minas Gerais e de Mato Grosso. a)Atividades econômicas do período colonial. Galera!! a exploração econômica do território teve grande importância para a ocupação realizada pelos colonizadores. O território brasileiro possui uma formação baseada em vários contrastes históricos, que na sua maioria determinaram a configuração espacial, econômica, social e cultural do Brasil. Esses fatos se devem muito a forma como foi colonizado por Portugal (colônia de exploração). Nas primeiras décadas de ocupação das terras americanas, não foram encontrados metais preciosos;assim, os portugueses começaram a explorar o pau-brasil olongo de uma extensa área do território para comercializá-lo na Europa. Século XVI No século XVI, além da exploração do pau-brasil a produçãode cana de açúcar, principalmente no Nordeste, começou a ganhar importância. Nesse período a ocupação se concentrava no litoral. Nesse processo de colonização as atividades econômicas foram fator essencial para a expansão territorial brasileira. Nossa economia colonial ( 1500- 1822) girava em torno da produção de gêneros primários voltados, em sua maior parte, á exportação e ás necessidades da metrópole portuguesa. Durante o período colonial, Portugal inseriu o Brasil no típico modelo colonialista, de enriquecimento da metrópole, baseado na produção em larga escala, ligado principalmente à área litorânea; esse fato foi um forte

No século XVI. principalmente na região nordeste do Brasil. A ocupação ocorreu no século XVI pela implementação da cana-de-açúcar também na região litorânea. a principal ordem nesse processo . devido a qualidade do solo (massapé) e pelo clima favorável ao desenvolvimento do produto. Com o desenvolvimento da cana-de-açúcar. Em meados de 1530 os portugueses passaram a explorar o Pau-Brasil no litoral brasileiro. o Brasil colônia foi integrado definitivamente ao sistema econômico mundial baseado no pacto colonial. uma das formas utilizadas pela Coroa portuguesa.determinante para a configuração atual da população no espaço litorâneo brasileiro. para colonizar e garantir a posse das terras da três forma uma delas fora a espada (pela ação militar das entradas e bandeiras) uma outra foi pela cruz (pela ação evangelizadora através de ordens religiosas).

No século XVII iniciou realmente o processo de interiorização do território. proibindo as manifestações religiosa e cultural indígena Político: Século XVII A partir do século XVIII. não gerando mais os lucros para a coroa portuguesa.de catequização dos novos povos conquistados foram os jesuítas.possibilitou o início da ocupação da Amazônia pelos portugueses. canela.Catequizar os indígenas: impor a doutrina católica ensinando-lhes os costumes europeus. .e em busca pelas drogas do sertão .Reafirmar o cristianismo abalado pela Reforma e Contra Reforma Protestante. pois a cana-de-açúcar estava atravessando uma crise econômica. a expansão do povoamento acompanhou a produção de cana de açúcar em áreas do Sudeste. baseado no desenvolvimento da pecuária e na exploração das drogas do sertão.guaraná. cravo. Objetivos e interesses das Missiões: Religiosos: . A pecuária levou o povoamento em direção ao interior. Missões jesuíticas ou reduções eram aldeamentos indígenas organizados e dirigidos pelos padres jesuítas. urucum. . Havia na época a necessidade de desenvolvimento econômico de novos produtos. salsa entre outras .

Apresador: capturavam índios e os vendiam como escravos financiando assim a busca do ouro.Monções: era o bandeirismo de comercio onde abasteciam as regiões mineradoras com alimentos. destruir quilombos. Foram responsáveis pela destruição de palmares e o assassinato de Zumbi sob o comando de Domingos Jorge Velho.SP). . Tipos de bandeirismo: . etc. já que a área povoada do território brasileiro restringia a área litorânea (Vitória .A partir do final do século XVII.Prospector: busca por metais e pedras preciosas.ES à São Vicente . a porção mais interior do espaço do sudeste brasileiro começou a ser ocupada e organizada. Também queriam descobrir ouro. tinham como objetivo descobrir ouro e recuperar a economia abalada com a crise do açúcar. . ferramentas etc. . que eram levados em canoas pelos rios de São Paulo. capturar escravos fugitivos. mato Grosso e Goiás.Sertanismo de contrato: eram bandeirantes contratados para combater índios. IMPORTANTE: As entradas(expedições oficiais) e as bandeiras (expedições não oficiais). O alvo preferido destes bandeirantes eram as missões onde encontravam índios já pacificados pelos jesuítas. como decorrência da corrida do ouro. .

Com a descoberta do OURO (1690) e depois dos DIAMANTES (1729), expectativas de enriquecimento rápido passou a atraíram grande número de pessoas para a região das Minas Gerais. Essa atividade estendeu-se por todo o século XVIII. (OBS. Atividades secundárias: comercio e a agricultura) - A pecuária nesse período era considerada uma atividade secundária por não ser destinada a exportação. Chegou até a ser proibida próximas as áreas produtora de açúcar passando a ser itinerante, dando origem aos currais no Ceará e Maranhão que forneciam força motriz para os engenhos, transporte, couro e carne. Século XVIII No século XVIII foram, enfim, encontradas várias jazidas de ouro na região central do país, principalmente em Minas Gerais e Goiás. Com o desenvolvimento da mineração, o centro político e econômico deslocou-se da região nordeste para a região centro-sul, o Rio de Janeiro nesse período passou a ser capital federal. (1763). Nesse período, além do desenvolvimento da mineração, houve a expansão da pecuária em todo o país, e o desenvolvimento da borracha no norte (Amazônia). IMPORTANTE: Durante praticamente todo o século XVIII, a mineração constituiu a principal atividade econômica da colônia fazendo com que o sudeste assumisse o comando da economia colonial brasileira. Isso implicou na transferência da capital do Brasil em 1763, que er salvador (Bahia) para o rio de Janeiro que reunia as condições ideais de clima e solo para o desenvolvimento do novo produto: o café.

- A pecuária nesse período a corroa portuguesa incentivou essa atividade no sul do país com o objetivo de povoar e manter o domínio sobre a região. Há que se destacar que era a única atividade que favorecia a mobilidade social, uma vez que utilizava mão-de-obra livre que eram os vaqueiros normalmente mestiços de negros com indígenas. Bem pessoal! a pecuária no sul do país foram criadas as estâncias que eram grandes fazendas nos pampas. - Objetivo: povoar a região, estabelecer o domínio português e garantir a posse sobre o rio da Prata. - economia: voltado para produção de charque e passou a ser fonte de abastecimento para a região mineradora. b) Período imperial: O surgimento de um novo produto econômico na região sudeste nas primeiras décadas do século XIX foi o motor, o dinamizador da integração da economia nacional. Qual foi esse produto? Foi o CAFÉ!!!!

CONTEXTUALIZANDO: quando a atividade mineradora começou a declinar, e o açúcar e o algodão perdiam competitividade no mercado externo, um novo produto agrícola "O CAFÉ" veio fortalecer ainda mais o crescimento e a estruturação dessa região. Quando: No final do século XVIII e inicio do século XIX, expandindo-se para São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. BEM PESSOAL!!! A atividade cafeeira teve inicio no Rio de Janeiro, IMPORTANTE SABER: A nova atividade proporcionou vários benefícios a região Sudeste em particular à São Paulo. E QUAIS FORAM ESSES BENEFÍCIOS PESSOAL!!!??? - Criação de inúmeras ferrovias e estradas foram abertas para o escoamento da produção CAFEEIRA até o porto de Santos e do Rio de Janeiro; - Com o fim da escravidão veio para o Sudeste quase 5 milhões de imigrantes(trabalhar nas fazendas de café); - Os Barões do café conseguiram acumular capital(que mais tarde será usado na implantação da atividade industrial no Brasil). c) Período republicano: A integração Nacional Declínio do café e o surgimento da industria brasileira CAUSAS (FATORES): - Crise de 1929: que afeto de cheio a economia brasileira. Porquê? Dependência da venda exclusiva de produto agrícola e de minérios para o exterior; Necessidade da compra de produtos industrializados. Esses dois fatores dentro da crise de 1929 obrigou o governo brasileiro e os ricos comerciantes do SUDESTE a investirem seus capitais na atividade industrial. ATIVIDADE INDUSTRIAL: CONTEXTUALIZANDO: A partir da década de 1930, a importância do café na economia do Brasil começou a diminuir em razão da crise de 1929, que afetou brutalmente a comercialização do produto, principalmente por depender das exportações para os EUA. Isso fez com que o governo nacional criasse políticas econômicas nacionais que passaram a incentivar os setores privados locais a investirem seus capitais na atividade industrial, onde tal processo se deu em torno das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro POR QUE? FATORES (MOTIVOS) - O acúmulo de capital, proporcionado pelo cultivo do café; - A rede ferroviária existente usada para o escoamento da produção do café, no caso serviria para o escoamento da produção industrial; - A modernização dos pontos de Santos e do Rio de Janeiro; - Mão de obra qualificada dos imigrantes(trabalhadores usados na cafeicultura já conheciam o trabalho operário nas industria européias) - Crescimento do mercado consumidor local(urbano);

sob o comando de São Paulo. . Imensa colônia de um pequeno Estado europeu. III. A localização de quatro áreas de evangelização de indígenas pelos jesuítas estavam distribuídas na fronteira dos territórios portugueses e espanhóis. Podemos então concluir que a integração econômica. A partir do mapa. são feitas as seguintes afirmações: I. O Brasil colonial não era uma construção contínua.OBSERVAÇÃO: Estes foram os fatores fundamentais para a implantação e posterior desenvolvimento da atividade industrial. Muitas áreas se desestruturaram com o declínio dessas atividades. o território do Brasil colonial foi resultado da partilha de 1494 entre as duas potências ibéricas. gerando desiquilíbrios regionais. uma vez que as capitanias. mantinham um laço direto com a metrópole. II. relativamente independentes umas das outras. Atividade de fixção: 01 Questão: (Unesp 2011) Analise o mapa. da forma como está organizado a atual do espaço brasileiro ainda guarda heranças das diversas atividades econômicas que sucederam na história do país.

a existência dos estados federados e a desigualdade de seu desenvolvimento. no século XVIII. integrou a porção Centro-Oeste à região Sul. 02 Questão:(Ufpr 2010) Para se compreender a divisão do território brasileiro em estados e. 03 Questão: (FUVEST-2002) Quanto à formação do território brasileiro. 1999. podemos afirmar que a) a mineração. . a divisão dos estados brasileiros e sua configuração atual resultam da implantação das capitanias hereditárias. Estão corretas as afirmações a) I e II. apenas. III e IV. provedor de charque e mulas. consequentemente. foi importante na integração do território devido às relações com o Sul. por onde escoava o ouro. d) II. b) I. as motivações que o provocaram e os percalços encontrados durante cinco séculos de povoamento. o que evitou. e) I. na região central do continente. III e IV. desenvolvida a partir das numerosas vilas da Zona da Mata. A característica do relevo sul-americano possibilitou o rápido avanço populacional tanto do lado Atlântico como do Pacífico. e) A forma como foram criados os estados federados gerou um país com distribuição populacional e desenvolvimento desiguais. e com o Rio de Janeiro. o processo de povoamento. II. b) a pecuária no rio São Francisco. foi um elemento importante na integração do território nacional. c) a economia no século XVI. apenas. A Federação brasileira – uma análise geopolítica e geossocial. torna-se necessário compreender também o processo de transformação do espaço brasileiro em território. apenas. assinale a alternativa correta. II e III. b) As motivações para o povoamento do território estiveram ligadas à existência dos estados federados e à desigualdade de desenvolvimento existente entre eles. d) A divisão do território brasileiro e suas características podem ser compreendidas pela forma histórica como ocorreu a ocupação e o povoamento do espaço. São Paulo: Contexto. apenas. a) Mesmo após cinco séculos de ocupação e povoamento. baseada na exploração das drogas do sertão. de.) Com base nesse texto. (Fonte: ANDRADE. c) Alguns estados brasileiros têm maior população e são considerados mais desenvolvidos pela forma como ocorreu sua divisão. M. c) III e IV. vazios demográficos desde 1650.IV. C.

no Rio Grande do Sul. foi a responsável pela incorporação. foi importante na expansão das fronteiras do território brasileiro. Ela equivale a cerca de 60 % do território brasileiro. abordado na obra de Érico Veríssimo. os quais drenam terras geralmente de altitude pouco elevada. Sul Analise as seguintes afirmações sobre a divisão regional do Brasil. que consumia o charque utilizava os animais para transportar o ouro até o Rio de Janeiro (Ufpel 2006) Devido à sua grande extensão territorial. Ela contribui muito com a migração para outras regiões. o Brasil apresenta muitos contrastes. partindo de Vacaria-(RS). na parte Ana Terra. criavam-se os animais e produzia-se o charque (carne-seca) que. As regiões identificadas pelo IBGE são as seguintes: I. Com base nessas diferenças. seja em aspectos físicos. Posteriormente. Sudeste V. Além disso. região dos pampas. de territórios pertencentes à Espanha. Ela apresenta uma densidade demográfica significativa. embora apresente baixa densidade demográfica. enquanto uma pequena parcela detém parte das riquezas. promovida pelos paulistas por meio das entradas e bandeiras. ( ) É uma região de contrastes nos aspectos naturais.d) a economia açucareira do Nordeste brasileiro. humanos e econômicos. Nessa região. percorrendo terrenos da Depressão Periférica. Nordeste IV. ( ) Região mais povoada do Brasil. O Tempo e o Vento. rios extensos e caudalosos. eram levados a Minas Gerais. onde eram comercializados. Resolução: Altenativa A Esse tema. e) a extração do pau-brasil. baseada no binômio plantation e escravidão. ( ) Região que corresponde a 6. Norte II. a qual possui quase 43% da população brasileira e concentra a maior produção agrícola e industrial do país. onde a extração do ouro concentrara grande população. o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) dividiu o país em cinco regiões há cerca de trinta anos. quase um quarto da população vive na miséria. Nessa região predominam aspectos naturais. clima quente e úmido. abordado em História do Brasil.8 % do território brasileiro. assim . Ela apresenta áreas chuvosas e áreas de clima semiárido. floresta densa e heterogênea. Centro-Oeste III. econômicos ou humanos. ao Brasil. destaca-se o predomínio de um clima subtropical. pela ―rota dos tropeiros‖. com mais de 41 hab/km2. vinham até Sorocaba-(SP). mas é a segunda em importância econômica. trata da criação de bovinos e mulas. Lá. ( ) É a região mais extensa do país.

como a maior rede de transportes. É nessa região que podemos observar melhor a diversidade espacial resultante do desigual desenvolvimento do país. ( ) Esta região corresponde a quase 19% do território brasileiro. Pouco povoada, apresenta uma densidade demográfica de 6,8 hab/km2. Foi desbravada nos séculos XVII e XVIII pelos bandeirantes, que procuravam pedras e metais preciosos. Desde a década de 1960, a região atrai imigrantes por oferecer grande quantidade de terras a serem exploradas. Escolha a alternativa que apresenta a relação correta entre as regiões e suas características. a) I, II, V, III e IV. b) II, III, IV, V e I. c) V, III, I, II e IV. d) III, I, V, IV e II. e) IV, I, III, II e V.

(Ufpr 2008) Há inúmeras formas de dividir o território de um país. O mapa a seguir apresenta uma divisão do Brasil em três grandes regiões geoeconômicas. Com base no mapa e nos conhecimentos de Geografia Regional, assinale a alternativa correta. a) A Amazônia possui a estrutura produtiva mais diversificada das três regiões, pois suas atividades de extração mineral e vegetal exploram grandes províncias mineralógicas e uma floresta com alta biodiversidade. b) Critérios geopolíticos pesam nessa regionalização, posto que Goiás e outras áreas do Centro-Oeste fazem parte da região geoeconômica mais importante por serem polarizadas pelo Distrito Federal. c) O Nordeste é a mais homogênea das três regiões, pois o declínio socioeconômico e a perda de população para o Centro-Sul definem os espaços que a constituem. d) O avanço da agricultura moderna na região dos cerrados foi o que levou ao conceito de região geoeconômica Centro-Sul, pois tornou a estrutura produtiva dessa região mais semelhante com a do Sul e Sudeste. e) A influência dos recursos naturais sobre as atividades econômicas explica por que as áreas da Amazônia e do Nordeste coincidem com os limites da floresta equatorial e do Polígono das Secas. (Ufpb 2007) Observe o mapa.

No mapa, verifica-se que a ocupação do Brasil, no Período Colonial, privilegiou o litoral face à sua posição em relação ao Oceano Atlântico, que funcionava como via de comunicação com Portugal. Posteriormente, esse movimento de ocupação estendeu-se para o interior do continente, sendo reconhecido pelos Tratados de Madri e de Santo Ildefonso, com base nos princípios do 'Uti Possidetis' (quem tem a posse tem o domínio). Em relação a esse movimento de ocupação do território brasileiro, é correto afirmar: a) O Vale do São Francisco serviu de rota para a penetração dos bandeirantes, devido à existência de recursos minerais, principalmente o manganês. b) O movimento das bandeiras, mesmo penetrando o interior de São Paulo, conseguiu despovoar outras áreas como o Rio de Janeiro, situado na região Centro-Sul. c) Algumas áreas, durante o movimento de interiorização no Brasil, no século XIX, esvaziaram-se logo após o esgotamento dos recursos naturais, a exemplo das jazidas minerais. d) O negro teve grande importância no movimento de penetração no território brasileiro quando da ocupação em direção à Amazônia. e) O litoral foi a região mais densamente povoada devido, principalmente, ao clima ameno e à existência de portos para o escoamento da produção da pecuária. (Uff 2007) O texto a seguir questiona o uso de uma expressão que faz parte das representações geográficas do Brasil. DO CHUÍ AO OIAPOQUE

Me desculpem a maneira de escrever quando se trata de situar geograficamente nosso país. Todo mundo, em todos os cursos primários, quando quer se referir ao Brasil todo, ou quando qualquer demagogo em véspera de eleição quer bancar o patriota, começa sua aula ou seu discurso assim: "Brasileiros, com a mesma franqueza com que me habituei a falar-vos do Oiapoque ao Chuí...". E o cara recomeça... "somos um todo". E por aí vai o negócio. De norte para sul. Eu também, que não posso deixar de ser provinciano porque sou brasileiro e adoro meu país, tenho a mania de inverter os pontos cardeais por puro patriotismo de bairro, de província. Ao contrário, jamais falei ou falarei do Oiapoque ao Chuí. Morro dizendo: do Chuí ao Oiapoque. Paciência. Como nasci no Rio Grande, é ali que eu acho que começa o Brasil. Adaptado de João Saldanha, "Vida que Segue", Nova Fronteira, 2006, p. 118 (publicado originalmente em "O Globo", 17/03/1970). Tendo em vista o questionamento apresentado, assinale a opção que melhor explica a atitude do autor ao inverter a consagrada expressão "Do Oiapoque ao Chuí". a) Preocupação em corrigir os pontos extremos do País b) Precariedade de conhecimento geográfico do Brasil c) Manifestação de uma identidade regional d) Inconformismo quanto à vulgarização da linguagem geográfica e) Reação política contra o uso patriótico do discurso geográfico
(Ufpb 2007) A divisão oficial das Regiões Brasileiras apresentada pelo IBGE respeita os limites entre os estados brasileiros. Por outro lado, a divisão em três regiões geoeconômicas Amazônia, Nordeste e Centro-Sul - tem como base os aspectos comuns que caracterizam cada uma dessas regiões. Considerando as informações apresentadas e levando em conta a formação histórica do território brasileiro, pode-se afirmar:

I. A decadência econômica do Nordeste e o desenvolvimento do Centro-Sul ocorreram a partir do final do século XIX. II. O Nordeste foi a região mais importante do país nos três primeiros séculos da colonização. III. O declínio econômico do Nordeste e o desenvolvimento do Centro-Oeste acentuaram-se no século XIX. IV. A Amazônia, com suas riquezas naturais, passa a contribuir para o pagamento da dívida externa a partir do século XX, mas desvalorizando-se pela ausência de população.

Estão corretas apenas: a) I e II b) II e IV

As regiões "a". o . III .Amazônia. "c" e "d" são.Centro-Oeste. d) Nordeste . Cada região apresenta características diferenciadas no processo de urbanização. ou seja.) O geógrafo Milton Santos. p.Centro-Sul . como está especificado a seguir: I . baseado na indústria. ou seja. até o início do século XX. financeira e de circulação. área com a maior dinâmica industrial.Concentrada . mas as taxas de urbanização são baixas. Esse processo sinaliza a transição de um padrão de vida econômica apoiado na produção agrícola fechada e auto-suficiente para outro. IV . "Projeto de ensino de Geografia". já que acompanhou a implantação de sistemas econômicos modernos. ARAÚJO. o governo de La Paz negociou o arrendamento da região a uma entidade internacional. (FGV) As secas e o apelo econômico da borracha — produto que no final do século XIX alcançava preços altos nos mercados internacionais — motivaram a movimentação de massas humanas oriundas do Nordeste do Brasil para o Acre.Concentrada .Centro-Oeste . no comércio e nos serviços. Para reagir à presença de brasileiros. Entretanto.Concentrada . 2004.Na região "d".Amazônia. Há poucas cidades que estabelecem as relações desta região com o restante do território nacional. embora a maioria da sua população fosse brasileira e não obedecesse à autoridade boliviana.c) I e III d) I e IV e) II e III (Ufes 2007) "Urbanização é o processo de crescimento da população urbana em ritmo mais acelerado que o do crescimento da população rural. a urbanização é antiga e intensa. a urbanização é dispersa.Concentrada. c) Centro-Sul .Nordeste .. a urbanização se deu recentemente e de forma intensa.Norte. D. a partir de seus estudos sobre a difusão do meio técnico-científico-informacional no território brasileiro.Na região "c".Sul-Sudeste . há numerosos núcleos urbanos. 166. fruto do processo histórico de mecanização do território. respectivamente." (MAGNOLI. é o resultado da transferência da população rural para o meio urbano.Norte-Nordeste . e) Concentrada . a tendência à urbanização é menor. II . essa região pertencia à Bolívia. propôs uma divisão regional para o Brasil. "b". a) Centro-Oeste . R. o que se deve à baixa mecanização do território. b) Nordeste . São Paulo: Moderna.Na região "b".Na região "a".Sudeste .Nordeste .

c) Somente as afirmativas I e II são corretas. II e IV são corretas. uma vez que mudanças nas condições internacionais favoreceram a redução da imigração. Na primeira metade do século XX. Disponível em: www. que indenizava o Brasil pela sua anexação. considere as afirmativas a seguir. pelo qual o Brasil comprou o território por 2 milhões de libras esterlinas. I. 2008 (adaptado). e) Somente as afirmativas II. de integração do território e da formação de um mercado interno unificado. sobretudo europeus. a) Somente as afirmativas I e III são corretas. A imigração foi mais importante na segunda metade do século XIX do que na segunda metade do século XX. Ao longo do século XX. No contexto das migrações no Brasil.Bolivian Syndicate. b) por meio do auxílio do Bolivian Syndicate aos emigrantes brasileiros na região. d) em função da presença de inúmeros imigrantes estrangeiros na região. (Espm) Observe a matéria que aborda a produção de borracha no Brasil: TEM MELHOR INVESTIMENTO QUE ESSE? .mre. c) devido à crescente emigração de brasileiros que exploravam os seringais. Assinale a alternativa CORRETA.br. III. e) pela indenização que os emigrantes brasileiros pagaram à Bolívia.gov. d) Somente as afirmativas I. Acesso em: 03 nov. após a segunda guerra mundial. as migrações internas conheceram um rápido crescimento a partir do advento do processo de industrialização. III e IV são corretas. iniciando violentas disputas dos dois lados da fronteira. conhecidos como "soldados da borracha". pois se constituiu na principal estratégia de implantação do trabalho livre no Brasil. IV. o número absoluto de imigrantes foi amplamente superado pelo de migrantes nacionais. (Uel) Com base nos conhecimentos sobre movimentos migratórios no Brasil. Compreendendo o contexto em que ocorreram os fatos apresentados. o Acre tornou-se parte do território nacional brasileiro ) pela formalização do Tratado de Petrópolis. tanto em termos numéricos quanto em termos socioeconômicos. O conflito só terminou em 1903. b) Somente as afirmativas III e IV são corretas. o primeiro ciclo da borracha na Amazônia foi responsável pela intensificação do fluxo de imigrantes. com a assinatura do Tratado de Petrópolis. II.

o maior produtor brasileiro de borracha é: a) São Paulo. em 1988. e logo sua produção superou a do Brasil. . III. na época o único produtor desse material no mundo. O economista Daniel Bampa Netto. abastecendo a indústria estadunidense. como Manaus. Atualmente a região amazônica não apresenta focos de violência. I.00. II. sem precisar de importação. foram gerados muitos conflitos de fronteiras entre Brasil e Bolívia.Cotação de borracha chegou a R$ 3. o ciclo da borracha (1890-1910) promoveu o enriquecimento da região amazônica. A atual posição do Brasil. IV. a borracha encontrou uma nova fase de produção. Depois disso. caminha lentamente entre as fileiras de árvores aspirando com gosto o ar fresco e viscoso que. Em 1876. há 4 anos.. c) Pará. As novas cotações deixam o setor cada vez mais longe do seu pior momento. de gota em gota. b) Amazonas. Paulo" . em importantes polos econômicos e culturais na Amazônia. A necessidade da borracha como matéria-prima das fábricas europeias. ("O Estado de S. criou uma aristocracia rural e transformou cidades. Analise as afirmativas sobre a cultura da borracha no Brasil. sementes da seringueira brasileira foram transplantadas para as colônias britânicas do sudeste asiático. e a borracha atende as necessidades internas de consumo.7 mil tonelada e sua produção já emprega 20 mil pessoas. de país urbano industrial. vai enchendo pequenos baldes atados ao caule. e) Rondônia. o que conferiu destaque para a Amazônia. Na época da riqueza dos seringais. os quais só foram resolvidos através do acordo estruturado pelo diplomata Barão de Rio Branco. quando a tonelada de borracha valia US$ 500. apesar de ser extraída de forma rudimentar e ser uma atividade que subsiste em condições adversas. Esse acordo deu ao Brasil o controle sobre as florestas no Acre. faz com que a borracha não esteja entre os produtos de extrativismo vegetal que representam uma importante atividade econômica para a população amazônica. Durante a 2a Guerra Mundial. a região produtora de borracha no Brasil também voltou a chamar a atenção com a morte do seringalista Chico Mendes. Atualmente. que está com produção e preço em alta..Outubro/2006) A matéria faz referência ao novo ciclo da borracha brasileiro. d) Acre. V. em plena Revolução Industrial. (Ufpel) Enquanto durou.

Estão corretas apenas a) I, III e IV. b) I, II e III. d) I, IV e V. e) II, IV e V.

c) II, III e V.

(Ufg) Segundo os critérios de cor e raça, adotados pelo IBGE, a distribuição da população brasileira, com predomínio de brancos e pardos, pode ser compreendida se forem considerados também os processos de povoamento e ocupação do território nacional. Esse predomínio explica-se na Região a) Sudeste, desde o início da colonização, pela miscigenação entre índios, negros e brancos. b) Centro-Oeste, desde o período da mineração, pelo contato entre indígenas e negros. c) Sul, desde a guerra do Brasil com o Paraguai, pelo contato entre indígenas e colonizadores brancos. d) Nordeste, desde o período da economia açucareira, pela miscigenação entre indígenas e negros. e) Norte, desde a construção da Rodovia Transamazônica, pela mestiçagem entre indígenas e negros. (Upe) Sobre o importante tema A Formação Territorial Brasileira, são feitas as considerações a seguir. Com base nos seus conhecimentos históricos e geográficos, identifique as que são verdadeiras e as falsas, se existirem. ( ) No regime das Capitanias Hereditárias, nos séculos XVI e XVII, os donatários possuíam amplos poderes nas suas capitanias, inclusive o de distribuir sesmarias. Esse regime fragmentou a América Portuguesa. ( ) A economia canavieira foi o centro da empresa agrícola do Brasil Colonial; essa economia baseou-se no Sistema de ―Plantation‖. ( ) A expansão territorial do Brasil foi realizada por diversos tipos de movimentos ditos expansionistas, como, por exemplo, a exploração de drogas e especiarias existentes no interior da colônia e nas expedições militares. ( ) A existência de solos litólicos rasos de massapê, de grande fertilidade na Zona da Mata nordestina, e o predomínio do clima quente e úmido (As’) foram fatores decisivos no desenvolvimento da economia canavieira e, consequentemente, na criação de diversas cidades pernambucanas, como Goiana, Igarassu e Barreiros. ( ) No século XVII, a exportação de fumo e a descoberta de ouro e bauxita na parte ocidental do Nordeste brasileiro, na fronteira com o que hoje é o Estado do Tocantins, foram fatores que influenciaram a Coroa lusitana a decidir-se pela formação de várias cidades, como Teresina, Arapiraca, Mariana, entre outras.

(Fgv) A atuação do marquês de Pombal como ministro do reino português, a partir de 1755, foi caracterizada pela implementação de um amplo conjunto de reformas. Entre elas, é correto apontar: a) A afirmação da soberania imperial em áreas como a fronteira sul do Brasil, que culminou em confronto aberto com os jesuítas. b) A abertura dos mercados metropolitanos e coloniais à livre-concorrência, que se baseava nos princípios do liberalismo econômico. c) As medidas que visavam estimular o desenvolvimento das manufaturas do Brasil e incrementar o seu mercado interno. d) A extinção das companhias de comércio que atuavam no Brasil e o restabelecimento do sistema de capitanias controladas por particulares. e) A diminuição da entrada de escravos oriundos do continente africano e o início de uma política migratória para o Brasil. (Feevale) Foi a partir de 1530 que Portugal resolveu reforçar a sua presença no Brasil. O domínio português avançou para além das águas costeiras, com o objetivo de definir os seus limites em terras americanas. Sobre o Brasil Colônia, considere verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações que seguem. ( ) A instalação das capitanias hereditárias gerou conflitos entre portugueses e indígenas, já que o confisco das terras e o trabalho forçado feriam o modo de vida das populações nativas. ( ) A cana-de-açúcar foi o primeiro produto de monocultura cultivado nas terras do Brasil português e lançou as bases de uma sociedade escravista. ( ) Os portugueses estabeleceram o domínio sobre o território da colônia sem conflitos com as populações nativas. Marque a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo. a) V – V – V b) V – F – V c) V – V – F d) F – F – F e) F – F – V (Espm) As primeiras atividades econômicas praticadas pela colonização portuguesa no Brasil tiveram por cenário apenas o litoral do leste-nordeste brasileiros, sem que de modo sensível penetrassem no vago e misterioso sertão, ainda ocupado por tribos selvagens. Determinava essa situação o desinteresse econômico por qualquer tentativa de fixação de povoadores em regiões mais afastadas do mar. Assim enquanto sob os Reis Filipes penetravam os Vicentinos pelo sul na caça ao índio, ao mesmo tempo em que se sucediam as conquistas litorâneas em todo o nordeste, a solução encontrada para o povoamento do sertão forneceu-a (.......), atividade econômica essencialmente fixadora de população, mesmo escassas.

(Hélio Viana. História do Brasil) O texto e o mapa referem-se a: a) criação de gado; b) busca de drogas do sertão; c) produção de algodão; d) extração de borracha; e) cultivo de tabaco. (G1 - cftsc) Na história do Brasil, tivemos vários ciclos econômicos que marcaram as atividades econômicas de nosso país. Sobre esses ciclos, é correto afirmar que: a) no período Republicano, o ciclo do ouro que ocorreu no eixo econômico do Nordeste colaborou com a estabilidade monetária do país. b) no período Colonial, o açúcar, cujo ciclo de produção ocorreu no eixo econômico do Sul do Brasil, foi o grande produto de exportação. c) no período do Segundo Império, o café foi o grande produto exportado e trouxe grandes divisas para o país. d) no período do Primeiro Império, o ciclo econômico do Pau-Brasil sustentou a máquina administrativa do governo. e) no período da República Velha, o ciclo do gado foi o responsável pelo equilíbrio da balança comercial brasileira. (Pucrs) Entre 1500 e 1530, os interesses da coroa portuguesa, no Brasil, focavam o pau-brasil, madeira abundante na Mata Atlântica e existente em quase todo o litoral brasileiro, do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro. A extração era feita de maneira predatória e assistemática, com o objetivo de abastecer o mercado europeu, especialmente as manufaturas de tecido, pois a tinta avermelhada da seiva dessa madeira era utilizada para tingir tecidos. A aquisição dessa matéria-prima brasileira era feita por meio da a) exploração escravocrata dos europeus em relação aos índios brasileiros. b) criação de núcleos povoadores, com utilização de trabalho servil. c) utilização de escravos africanos, que trabalhavam nas feitorias. d) exploração da mão de obra livre dos imigrantes portugueses, franceses e holandeses. e) exploração do trabalho indígena, no estabelecimento de uma relação de troca, o conhecido escambo.

(Puccamp) MAPA PARA 2 questões que se seguem:

"Geografia: série Brasil". à modernização da lavoura no Nordeste e ao surto da produção da borracha. (Puccamp) No que se refere à faixa escura à leste. p. d) a expansão da pecuária no Nordeste e a coleta das drogas do sertão na Amazônia determinaram a ocupação de territórios bolivianos pelos sertanejos nordestinos. 181) A área hachurada no mapa foi incorporada ao território brasileiro em 1903. promoveram a ocupação da província boliviana e garantiram a posse do território pelo 'uti possidetis'. pertencente à Bolívia. e) a descoberta do ouro em locais vizinhos a essa área pertencente à Bolívia deu origem a um deslocamento maciço de habitantes de vários lugares do Brasil para a região. São Paulo: Ática. b) era uma província boliviana habitada por nordestinos que para lá migraram devido à seca. para controlar o mercado de couro. 2003. Pode-se associar a essa incorporação o fato de que a) as expedições dos bandeirantes. à procura de riquezas minerais. c) era interesse do Brasil estender seus domínios até essa estratégica área. é correto afirmar que a ocupação e povoamento dessa faixa a) ocorrem desde a vinda das expedições exploratórias no litoral e ligam-se à exploração econômica do pau-brasil. .A marcha do povoamento (Adaptado de José William Vesentini. de sebo e de especiarias da região.

apenas. MARCHA DE POVOAMENTO E A URBANIZAÇÃO DO SÉCULO XVII NOVAIS. e) III e IV. 1997. II. b) I. desde sua formação. III. apenas. apenas. d) resultam da invasão do litoral pelos imigrantes europeus e associam-se à desestruturação econômica do feudalismo. iniciou-se pela nascente do rio Amazonas. (Ufscar) Observe o mapa. d) II e III. "História da vida privada no Brasil". A respeito da ocupação do território brasileiro. p. foi decorrência da penetração do gado. foram feitas as quatro observações seguintes: I. c) vêm desde a época colonial e expressam a ligação econômica em relação aos centros mundiais do capitalismo. II e III. Vol. 19. III e IV. significou a criação de vilas e cidades na região do planalto central. da busca de metais preciosos e da exploração de drogas do sertão. Pode-se afirmar que estão corretas: a) I e II.b) têm início em meados do século XVIII e associam-se ao sucesso das capitanias do Nordeste e do Sudeste. II. IV. da Letras. Fernando. c) I. SP: Cia. I. . e) têm origem econômica na indústria açucareira e ligam-se à integração gradativa do índio e do negro à sociedade brasileira. seguiu os cursos dos rios em direção ao interior. apenas. 53.

Estrutura e Objetivos do MERCOSUL. a Venezuela. a Venezuela.0 trilhões. 2. sendo o seu Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 3.e um país em processo de adesão. E é acerca do papel do Brasil neste importante bloco econômico sulamericano que este trabalho científico se ocupa. 3. Peru. Brasil. Paraguai. Brasil e Argentina iniciam conversações e assinam acordos bilaterais (Declaração de Iguaçu – 1985 e o Tratado de Integração. Conclusão.b) A inserção da economia brasileira no processo de globalização da economia 1) O Brasil e o Mercosul Resumo: O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é a união aduaneira composta por quatro paísesmembros . responsável pelos acordos e tratados para implementação das políticas econômicas e comerciais entre os países. Nesta década.Comissão de Comércio. Bloco econômico. O embrião do processo integrador na América Latina remonta aos anos 60 do século XX.ESTRUTURA E OBJETIVOS DO MERCOSUL A estrutura funcional do MERCOSUL é formada por diversos órgãos como: .O MERCOSUL NO CENÁRIO MUNDIAL Economicamente o bloco se situa como o terceiro maior. educação. Cooperação e Desenvolvimento – 1988) visando incrementar o comércio entre si e criar um mercado maior. atrás do NAFTA e da UE. O MERCOSUL no Cenário Mundial . entre outros. Desses. mensurados a partir da paridade do poder compra. Paraguai. Além disso. responsável pela política de integração do bloco e representada pelos chanceleres e ministros da fazenda dos estados-membros. Diante disso. Sumário: 1. educação. Alguns outros países participam do bloco na qualidade de estados associados como Bolívia. órgão técnico que assessora o Grupo de Mercado Comum nas suas decisões. 4. 2. O Brasil no MERCOSUL. . Colômbia e Equador. possui uma secretaria geral. Palavras-chaves: MERCOSUL. Para ser considerado um associado. sendo responsável por 70% do PIB gerado. trabalhista. aberto aos países que quisessem dele participar. mas também à cultura. cujos objetivos são bastante ambiciosos. entre outros. abrangendo áreas relacionadas não somente à economia. 3.e um país em processo de adesão. quando surgiu a ALADI (Associação Latino Americana de Integração). 1 – INTRODUÇÃO O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é a união aduaneira composta por quatro países-membros Argentina. quando foi criada a ALALC (Associação Latino Americana de Livre Comércio) e aos anos 80. abrangendo áreas relacionadas não somente à economia. o Brasil se apresenta como a maior economia. Paraguai e Uruguai passam a integrar o grupo em 1991 a partir da assinatura do Tratado de Assunção. o país deverá assinar acordos de complementação econômica e obedecer a um cronograma para redução de tarifas e criação de uma zona de livre comércio com o bloco econômico. trabalhista. criando assim o MERCOSUL (Mercado Comum do Sul). Uruguai e Brasil .Conselho de Mercado Comum. O “status” de estados associados confere aos mesmos o direito de participarem de reuniões do MERCOSUL como convidados e de assinarem tratados onde haja interesses comuns. deslocamentos populacionais.Argentina. Chile. Os objetivos do MERCOSUL são bastante ambiciosos. . sediada em Montevidéu e uma Comissão Parlamentar Conjunta. mas também à cultura.Grupo de Mercado Comum. Uruguai e Brasil . Introdução. deslocamentos populacionais. .

gerando desequilíbrios. na geração de crescentes superávits em favor desses países. Aliado à característica integradora. Além disso. em função de suas características econômicas.Possibilidade da venda de novos bens compatíveis com o novo padrão de produção no Uruguai e no Paraguai. assim como a Argentina com os mesmos países. a partir do MERCOSUL. CONCLUSÃO Por todo o exposto. • Taxa de mortalidade (Corresponde ao número de pessoas que morreram durante o ano). . Reforça. Com isso.Fornecimento de equipamentos e matérias-primas para equipar o novo parque produtivo. . mas na verdade rende frutos como: . as duas maiores economias do bloco é cerca de 15 vezes maior que o comércio entre Paraguai e Uruguai. demarca definitivamente a América do Sul como sua área de influência político-econômica.Essa supremacia pode resultar em problemas. a posição a favor do multilateralismo para fazer frente à posição norte-americana e à tentativa de implementação da ALCA (ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS). os dois maiores integrantes do bloco têm registrado superávits crescentes em suas balanças comerciais. . à primeira vista. as economias mais fracas. organismos internacionais analisam os países segundo a: • Expectativa de vida (É a média de anos de vida de uma pessoa em determinado país). tais como investimentos em outros países do bloco e empréstimos e financiamentos de bancos de desenvolvimento (BNDES) a atividades produtivas nos países menos favorecidos. o Brasil. auxiliando. ainda. algumas políticas são realizadas com a finalidade de reduzir essas assimetrias. Pelo lado brasileiro. Para que se tenha uma ideia. O poder que Uruguai e Paraguai possuem de colocar suas mercadorias nos mercados brasileiro e argentino é muito menor do que o poder que Brasil e Argentina têm de atingir os mercados uruguaio e paraguaio. uma vez que as economias mais fortes geralmente acabam por ter maiores vantagens no relacionamento comercial e se impõem naturalmente no mercado de outros países. o que estimulará a demanda por produtos brasileiros. Isso pode parecer.O BRASIL NO MERCOSUL O papel do Brasil no MERCOSUL é.Geração de renda nos países. É importante perceber que a posição de líder aumenta a responsabilidade do Brasil na condução e na sobrevivência do MERCOSUL. No confronto Brasil e Uruguai ou Brasil e Paraguai. não há dúvidas de que o Brasil acaba por exercer grande influência e possui muito poder nas decisões tomadas no âmbito do MERCOSUL 2) O desenvolvimento econômico e os indicadores sociais no Brasil Os indicadores sociais são meios utilizados para designar os países como sendo: Ricos (desenvolvidos). assim. o valor agregado das mercadorias exportadas por Brasil e Argentina é maior.Juros dos empréstimos e financiamentos realizados. populacionais. cada vez mais integrador. portanto. 4. Em Desenvolvimento (economia emergente) ou Pobres (subdesenvolvidos). um benefício de mão-única. Os problemas intrabloco acabam acontecendo por conta das assimetrias econômicas e de desenvolvimento. Contudo. o comércio entre Brasil e Argentina. é incontestável sua posição de líder. . geográficas etc.

expectativa de vida de 90 anos e assim por diante. de computadores.) • Qualidade de vida e acesso ao consumo (Correspondem ao número de carros. pois tal índice iria significar que determinado país apresenta uma realidade quase que perfeita. baseada na paridade de poder de compra dos habitantes. tanto na cultura como na economia ou até mesmo no espaço que ela ocupa e no impacto que ela causará em seu ambiente. uma elevada renda per capita. e se essa alimentação é balanceada). taxas de analfabetismo de 100% e todos os outros indicadores em níveis desastrosos. celulares. O índice 1 não foi alcançado por nenhum país do mundo. cerca de 2. • Condições médico-sanitárias (Acesso a esgoto. seja ela qual for. • Saúde (Refere-se à qualidade da saúde da população). c) O ESPAÇO INDRUSTRIAL BRASILEIRO Há tempos.500 calorias. . água tratada. pavimentação etc. • Alimentação (Refere-se à alimentação mínima que uma pessoa necessita. principalmente. O IDH avalia os países em uma escala de 0 a 1. Também é bom ressaltar que não existe nenhum país do mundo com índice 0. por exemplo. sempre uma característica marcante. por exemplo. acesso à internet entre outros). pois se isso ocorresse era o mesmo que apresentar. como as pessoas estão vivendo nos países de todo o mundo.Trazendo consigo. as indústrias vêm conquistando o seu espaço no Brasil. a MUDANÇA. • Renda Nacional Bruta (RNB) per capita. televisores.• Taxa de mortalidade infantil (Corresponde ao número de crianças que morrem antes de completar 1 ano). • Taxa de analfabetismo (Corresponde ao percentual de pessoas que não sabem ler e nem escrever). IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) Foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para tentar medir o grau econômico e. tornandose um dos elementos mais básicos de uma determinada região .

que liga São Paulo à Belo Horizonte. além de incentivos fiscais. e modifica a vida de sua população. buscando menores custos de produção do interior paulista. Dentro da Região Sudeste há uma tendência de saída do ABCD Paulista.regionalmente e também entre as regiões. de uso intensivo de mão-de-obra. acentuou esta concentração no Sudeste. mercado consumidor. Porque as indústrias tendem a se concentrar mais em uma determinada região?Como fica odesenvolvimento de uma região pouco industrializada?Essas e outras questões. de uns tempos pra cá. percebe-se um movimento de indústrias tradicionais. como e porque. menores custos de mão-de-obra. o papel desta gigante. como o Plano de Metas. A CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL NO SUDESTE A distribuição espacial da indústria brasileira. muito concentrada no Sudeste brasileiro. mão-de-obra e transportes. Atualmente. que um lugar que comporta uma ou várias indústrias se modifica. com acentuada concentração em São Paulo. a atuação estatal através de diversos planos governamentais. como a de calçados e vestuários para o Nordeste. foi determinada pelo processo histórico. já que no momento do início da efetiva industrialização. no Vale do Paraíba ao longo da Rodovia Fernão Dias.tendo como principal objetivo.como os meios de transporte e comunicação podem influenciar para a industrialização de uma determinada região. os principais fatores para instalação das indústrias a saber: capital. devido à cafeicultura. o estado tinha. transportes menos congestionados e por tratarem-se de cidades-médias. Além disso. vem se distribuindomelhor entre as diversas regiões do país. geralmente universidades. Estas áreas oferecem. chamada por alguns autores de desindustrialização. pela mão-de-obra extremamente barata. o que é vital quando trata-se de tecnopólos. A desconcentração industrial entre as regiões vem determinando o crescimento de cidades-médias dotadas de boa infra-estrutura e com centros formadores de mão-de-obra qualificada.fazer que se entenda melhor. atraídas sobretudo. Além disso. serão abordadas a seguir. que vem ocorrendo intra . chamada INDÚSTRIA ! A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL A atividade industrial. melhor qualidade de vida.A seguir. veremos um pouco mais sobre essas indústrias. destacando . o Brasil vem passando por um processo de descentralização industrial. seguindo uma tendência mundial.

AS ATIVIDADES ECONÔMICAS E INDUSTRIAIS NAS 05 REGIÕES DO BRASIL Sudeste: Como descrito anteriormente.Quem observa a saída de navios dos portos de Santos e do Rio de Janeiro tem oportunidade de verificar quantos produtos industriais saem do Brasil para outros países.de produtos químicos. os principais tipos de indústrias são: automobilística. petroquímicos. São Caetano e Diadema)e centros próximos. têxtil. existe no Brasil uma grande concentração espacial da indústria no Sudeste. é a região que possui a maior concentração industrial do país. Nesta área. de vestuário. petroquímica. ou seja. não atingiu toda a região Sudeste. Petróleo e metalurgia. É um centro polindustrial.novamente São Paulo. A partir desse processo industrial e. o Brasil. enquanto empresas nacionais ocupam áreas diversificadas. alcançando Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. que não possuía um espaço geográfico nacional integrado. para a região de Sorocaba. A cidade de São Paulo. metalúrgica. elaborando espaços geográficos integrados à região metropolitana de São Paulo. mecânica. pelo forte mercado consumidor e pela exportação dos produtos industriais a preços mais baixos. Esta integração reflete nossa divisão interregional do trabalho. etc. O grande interesse de empresas multinacionais é principalmente pela mão-deobra mais barata. A exemplo do que ocorre em outros países industrializados. alimentares.São Bernardo do Campo. marcado pela variedade e volume de produção. para o Vale do Paraíba – Rio de Janeiro e interior. entretanto. sendo tipicamente centro-periferia. o que produziu espaços geográficos diferenciados e grandes desigualdades dentro da própria região.Esta área tornou-se o centro da industrialização. etc. como Campinas. por motivos históricos. respectiva concentração. Jundiaí e São José dos Campos possuem uma superconcentração industrial. Várias empresas multinacionais operam nos setores automobilísticos de máquinas e motores.As empresas governamentais atuam principalmente nos setores de siderurgia. produtos químicos. com a região Sudeste polarizando as demais. passa a se integrar. O processo de industrialização. o Sudeste. o ABCD(Santo André.A concentração industrial no Sudeste é maior no Estado de São Paulo. que se expandiu nas seguintes direções: par a Baixada Santista. de minerais não metálicos. E aí vem a . tendo uma estrutura de arquipélago econômico com várias áreas desarticuladas.

Quanto maior a cidade. Porém. ao consumo interno ou à exportação. etc. Belo Horizonte tornou-se um centro industrial diversificado. tendo centros industriais especializados como:Aracruz . tecelagem. tem atividades econômicas diversificadas. estaleiros. de comunicação.Rio de Janeiro. O estado do Espírito Santo é o menos industrializado do Sudeste. Além do triângulo São Paulo. a capital do Estado. Minas Gerais. não tem as mesmas características de alta produção e concentração de São Paulo. maior variedade de profissionais aparecem ligados às atividades urbanas. possui também um grande parque industrial. com indústrias que vão desde o extrativismo ao setor automobilístico. de passado ligado à mineração.de empresas de vários tipos. de transporte . Franca e Nova Serrana(calçados).Milhares de pessoas estão envolvidas na comercialização.etc. transporte e distribuição dos produtos destinados à industrialização. Araxá e Itaperuna(leite e derivados). a região possui . serviços bancários. relacionadas à sua situação portuária e às indústrias ligadas à usina siderúrgica de Tubarão.Considerada também o centro cultural do país.Constitui-se também. Três Corações. ligadas à siderurgia. destacando-se as indústrias de refino de petróleo. ferro-gusa e cimento para as principais fábricas do Sudeste. educação. existem no Sudeste outras áreas industriais. João Monlevade e Ouro Branco. Rio e Belo Horizonte concentra-se a maior produção industrial do país. a maioria apresentando ligação direta com algum produto ou com a ocorrência de matéria-prima .pergunta:com quem fica o lucro dessas operações?Será que fica para os trabalhadores que as produziram? A cidade do Rio de Janeiro. serviço público. Araguari e Uberlândia(cereais). Ibiraçu. entre outras. No Sudeste. Como entre São Paulo. etc. a circulação de pessoas e mercadorias é muito intensa na região. alimentos. indústria de material de transporte. outras atividades estão muito ligadas à vida urbana e industrial:comércio. caracterizada durante muito tempo como capital administrativa do Brasil até a criação de Brasília.Belo Horizonte. Ipatinga. Timóteo. Cachoeiro de Itapemirim Vitória. como Campos e Macaé (açúcar e álcool). É o caso de Volta Redonda.Outros centros industriais estão ligados à produção local. profissionais liberais. têxtil. metalurgia. assumiu importância no setor metalúrgico após a 2º Guerra Mundial e passou a produzir principalmente aço. vestuário. papel.

modernizando. principalmente de São Paulo. tem muita vinculação com a produção agrária e dentro da divisão regional do trabalho visa o abastecimento do mercado interno e as exportações. Sul: A industrialização do Sul. carboquímico. Nordeste: A industrialização dessa região vem se modificando.Implicou também na incapacidade de concorrência das indústrias do sul. A agroindústria açucareira é uma das mais importantes. A indústria passou a se diversificar para produzir bens intermediários para as indústrias de São Paulo. muitas vezes em estrutura familiar e artesanal. O imigrante foi um elemento muito importante no início da industrialização como mercado consumidor e no processo industrial de produtos agrícolas. A industrialização de São Paulo implicou na incorporação do espaço do Sul como fonte de matéria-prima.Nesse sentido o sul passou a complementar a produção do Sudeste. graças ao crescimento de suas cidades.Daí considerarmos o Sul como sub-região do Centro-Sul. que utilizam um maquinário tecnologicamente mais sofisticado. siderúrgico e em indústrias de ponta (informática e química fina). equipamentos). visando sobretudo a exportação do açúcar e do álcool. . a indústria do Sul conta com empresas no setor petroquímico. o Sul passou a ter investimentos estrangeiros em indústrias de implementos agrícolas.uma vasta rede de prestação de serviços em todos os ramos. de indústrias de ponta em condições de concorrência com as indústrias de São Paulo. mas sofre a concorrência com as indústrias do Centro-Sul. A reorganização e modernização da indústria do sul necessitam também de uma política nacional que possibilite o aproveitamento das possibilidades de integração da agropecuária e da indústria. Objetivando a integração brasileira com os países do Mercosul. para o exterior. com grande capacidade de expansão.Com as transformações espaciais ocasionadas pela expansão da soja. que passaram a exportar seus produtos tradicionais como calçados e produtos alimentares. à implantação e crescimento da produção de bens de capital( máquinas.

Centro-Oeste: Na década de 60. A exploração petrolífera no Recôncavo Baiano trouxe para a região indústrias ligadas à produção refino e utilização de derivados do petróleo. têxteis. tiveram mercado consumidor certo no Centro-Oeste. ligando o Nordeste(Zona da Mata) ao Sudeste e ao Sul. não absorve a mãode-obra que passa a subempregar-se na área de serviços ou fica desempregada. a industrialização a nível nacional adquire novos padrões. possibilitou o abastecimento do Nordeste com produtos industrializados no Sudeste e o deslocamento da população nordestina em direção a este. o Governo Federal implantou uma nova política econômica visando a exportação . instaladas no Sudeste. bebidas) e as novas indústrias metalúrgicas. As indústrias estão concentradas nas mãos de poucos empresários e os salários pagos são muito baixos. Essa nova indústria .Para atender às necessidades econômicas brasileiras e a sua participação dentro da divisão internacional do trabalho. Salvador e Fortaleza . ao incentivarem-se os cultivos dos produtos de exportação em grandes áreas mecanizadas. A rede rodoviária acha-se mais integrada a outras regiões do que dentro do próprio Nordeste. caberia ao Centro-Oeste a função de produtor de grãos e carnes para exportação. foram realizadas obras nos terminais açucareiros dos portos de Recife e Maceió. concentrado na Zona da Mata. . mecânicas e outras. A partir da década de 70. acarretando o empobrecimento da população operária. Com vistas à política do Governo Federal para o Programa de Corredores da Exportação. instituído no final da década de 70 para atender ao escoamento da produção destinada ao mercado externo. O sistema industrial do Nordeste. químicas.As indústrias continuam a tendência de intensificar a produção ligada à agricultura (alimentos. de alta tecnologia e capital intenso. Encontra-se somente em alguns pontos dispersos e concentra-se sobretudo nas regiões metropolitanas:Recife. As indústrias de máquinas e insumos agrícolas. A construção da rodovia . tem pouca integração interna.

instalada em Dourados MS. salga. Sua industrialização se baseia no beneficiamento de matérias-primas e cereais. No estado de Goiás por exemplo . são os centros industriais mais significativos.Com tudo isso. Porém. passou a se instalar nos pólos produtores de matérias-primas. o esmagamento de sementes para fabricação de óleos. O abastecimento regional é feito pelos matadouros de porte médio e matadouros municipais. com pequeno beneficiamento dos produtos. além do abate de reses o que contribui para o maior valor de sua produção industrial . A indústria de alimentos. A CEVAL. por exemplo. Existem grandes matadouros e frigoríficos que industrializam os produtos de exportação.Catalão. Sua produção de carne visa o mercado interno e externo. Goiânia e Anápolis. a destilação de essências florestais. Norte: A atividade industrial no Norte. sendo esta a atividade econômica mais importante da subregião.o processamento de carne. se comparada com outras regiões brasileiras. já processa 50% da soja na própria área. a extração de suco de frutas. móveis etc. que estimula o desenvolvimento industrial. localizadas na área de maior desenvolvimento econômico da região. defumação. Goianésia e Ceres. a preservação do pescado. a partir de 1990. minerais não metálicos e madeira. visando à exportação. prensagem de . destacando-se a produção de laticínios.Contudo. na área dos transportes. As outras atividades industriais são voltadas para a produção de bens de consumo. por congelação. esta área possui certa diversificação industrial. o Centro-Oeste tornou-se a segunda região em criação de bovinos do País. Enquanto outras áreas apresentam indústrias ligadas aos produtos alimentares. A agroindústria regional dedica-se basicamente ao beneficiamento de matériasprimas diversas. enlatamento. os investimentos aplicados. comunicações e energia possibilitaram à algumas áreas o crescimento no setor industrial . Anápolis. provocando um avanço na agroindústria do Centro-Oeste. é pouco expressiva. principalmente nas últimas décadas. como :alimentos. ossos e couro.existem indústrias em Goiânia. os produtos alimentares representam o maior valor da produção industrial.Itumbiara. Grande parte das indústrias está localizada próxima à fonte de matérias-primas como a extração de minerais e madeiras. Pires do rio. graças ao seu mercado consumidor. além dos abates clandestinos que não passam pela fiscalização do Serviço de Inspeção Federal.

modifica a cultura. além de aumentarem o valor final da matéria-prima. Ao longo dos anos 70. Além de mudanças na cultura e economia . acarretando conseqüências gravíssimas posteriormente.Assim. As principais regiões industriais são Belém e Manaus. através da SUFRAMA (pelo Decreto-Lei nº 288). O decreto estabelecia incentivos com vigência até o ano 1997. mudanças no espaço geográfico. pois. etc. e tido como tradição. bem como investimentos de novas ET.fazendo-se aumentar o número de empregos informais surgidos nessa região. a Política Nacional de Informática impediu que a produção de computadores e periféricos e de equipamentos de . e que exercem sozinhas e em pouco tempo. um trabalho que artesanalmente era executado pelo povo. surgem também. que quando uma indústria é implantada em determinada região. mudanças culturais. COMO A IMPLANTAÇAO DE UMA INDÚSTRIA PODE ALTERAR NA CULTURA E NAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA REGIÃO EM QUE FOI IMPLANTADA Já é do conhecimento de todos nós. sem maior avaliação dos danos que ela poderá causar. cede seu lugar. os incentivos fiscais atraíram para a ZFM investimentos de empresas nacionais e estrangeiras anteriormente instaladas no sul do Brasil. Nos anos 80. o serviço que muitas vezes. muitas vezes à máquinas pesadas.173 com o objetivo de estabelecer em Manaus um entreposto destinado ao beneficiamento de produtos para posterior exportação. Em 1967. várias mudanças acontecem. mudanças na economia. mudanças no espaço geográfico:em alguns casos. milhares de postos de trabalho se extinguiam. a ZFM foi subordinada diretamente ao Ministério do Interior. dentre elas. era desempenhado por várias pessoas e em um período de tempo muito maior. A implantação de uma indústria. A ZONA FRANCA DE MANAUS A ZFM foi criada em 1957 originalmente através da Lei 3. Na Amazônia não acontece como no Centro-sul do país. a criação de áreas industriais de grandes dimensões.juta. Mais adiante veremos sobre a criação da Zona Franca de Manaus.e principalmente. principalmente da indústria eletrônica de consumo. as industrias são implantadas.Tais atividades. geram empregos.

visando a exportação. visando a obtenção de lucros mais altos. Para ser determinado estratégico para a implantação de uma indústria. . para o crescimento da indústria. são os fatores cruciais para que se implante uma indústria em uma determinada região. Simultaneamente. A rápida implantação da matriz industrial internacional no Brasil internalizou os vetores produtivos da químico-petroquímica. é necessário que haja mercado para este produto. de papel e celulose e de minerais não-metálicos todos com uma forte carga de impacto sobre o meio ambiente. O comércio. esses incentivos perderam eficácia. do pós guerra até meados da década de 70. sob a égide do setor industrial. OS IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELA INDÚSTRIA As economias capitalistas tiveram. a atualização dos conhecimentos e a velocidade de comunicação. para que sejam feitos os contatos necessários para se fechar grandes negócios. uma das fases de maior expansão e transformações da estrutura produtiva.013. As empresas estabelecidas em Manaus promoveram um forte ajuste com redução do emprego e aumento do conteúdo importado dos produtos finais. também são vitais. bens de capital e do consumo duráveis) e a química (especialmente a petroquímica). pois para que se produza alguma coisa . Os meios de comunicação. os produtos fabricados na ZFM passaram a enfrentar a concorrência com produtos importados no mercado doméstico brasileiro.telecomunicações se deslocasse para Manaus e a ZFM manteve apenas o segmento de consumo da indústria eletrônica. E DO COMÉRCIO COM A INDUSTRIALIZAÇÃO DE UMA DETERMINADA REGIÃO Os meios de transporte. da indústria madeireira. comunicação e comércio. mas com a abertura da economia. e o comércio tem o papel de intermediário entre o produtor e o consumidor final. nos anos 90. Essa expansão foi liderada por dois grandes subsetores: o metal-mecânico (indústria de automotores. da metal-mecânica. também é muito importante. um local tem que ter fácil acesso à rodovias. da indústria de material de transporte. A RELAÇÃO DOS MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO. A Constituição de 1988 prorrogou a vigência dos incentivos fiscais da União para a ZFM até o ano 2. que escoem a sua produção para as diversas regiões do país e os portos.

o impacto do setor industrial sobre o meio ambiente depende de três grandes fatores: da natureza da estrutura da indústria em distintas relações com o meio natural. ela pode estar executando a massificação da cultura de um povo. o prejuízo natural causado por um acidente ambiental. e abstraindo as características de cada ecossistema.um prejuízo sem recuperação. matando ecossistemas inteiros.tecnologias de filtragem e processamento dos efluentes além do reaproveitamento econômico dos subprodutos. mas ultrapassados no que se refere ao meio ambiente. o mundo não seria o mesmo. Muitas vezes. pode ser benéfica tanto quanto prejudicial. também pode contribuir fortemente para o desenvolvimento da população. gerando inúmeros empregos diretos e indiretos. CONCLUSÃO Uma indústria em uma certa região. a economia mundial ingressa em um novo ciclo de paradigma tecnológico. tivesse que ir de carro de boi?Enfim. pode não ser revisto nunca mais. com escassos elementos tecnológicos de tratamento. e o padrão tecnológico do processo produtivo. pois ao mesmo tempo que contribui para o crescimento. "commodities" e energéticos.De maneira geral. Será que hoje em dia a humanidade conseguiria viver sem comodidade e tecnologia?Sem um celular ou um computador.matérias . altamente consumidora de recursos naturais . Uma indústria. A industrialização maciça e tardia incorporou padrões tecnológicos avançados para base nacional. Ao contrário da industrialização do pós-guerra.primas. Enquanto o Brasil começa a realizar ajustes no perfil da indústria nacional. ou mesmo uma televisão ou um rádio? E se não existisse o carro?Ou mesmo você não pudesse nem sonhar em ir de ônibus para o trabalho. reciclagem e reprocessamento. o novo padrão de crescimento tende a uma demanda elevada de informação e conhecimento com diminuição relativa do "consumo" de recursos ambientais e de "produção" de efluentes poluidores. sem seus produtos industrializados 2) O PERÍODO DESENVOLVIMENTISTA E OS PNDs . da intensiva e concentração espacial dos gêneros e ramos industriais. tendo como protagonista uma indústria.

727. Índice [esconder]     1 Planos anteriores 2 O Plano 3 Ver também 4 Referências Planos anteriores[editar] Durante o período até 1939 são raras as atividades planejadas. Na mesma época foi instituido o programa Metas e Bases para a Ação de Governo(1970-1974). articulava empresas estatais. com o Estado mantendo-se afastado das atividades econômicas internas. Em dezembro de 1943 surgiu o Plano de Obras e Equipamentos.I Plano Nacional de Desenvolvimento Origem: Wikipédia. siderúrgica e petroquímica. Finalmente. Para isso. Em janeiro de 1939. O principal objetivo do PND era preparar a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento do Brasil nas décadas seguintes. em maio de 1950 foi instituído o Plano SALTE. a enciclopédia livre. houve a primeira tentativa de planejamento da Economia. promulgada em 4 de novembro de 19712 .1974). foi um plano econômico brasileiro. Idealizado pelos ministros João Paulo dos Reis Velloso e Mário Henrique Simonsen. bancos oficiais e outras instituições públicas na elaboração de políticas setoriais. tinha como meta um crescimento econômico de 8% a 9% ao ano. além de prever investimentos em ciência e tecnologia e a expansão das indústrias naval. com o Plano Especial de Obras Públicas e Aparelhamento da Defesa Nacional. segundo economistas . Outros planos que se seguiram foram:     Plano de Metas (1956-1961) Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social (1963-1965) Programa de Ação Econômica do Governo (1964-1966) Programa Estratégico de Desenvolvimento (1967-1970) O Plano[editar] O I Plano Nacional de Desenvolvimento foi instituído pela Lei 5. inflação anual abaixo de 20% e um aumento de US$ 100 milhões nas reservas cambiais3 . também chamado I PND (1972 . O I Plano Nacional de Desenvolvimento. com ênfase em setores como transportes e telecomunicações. Assim. Foi instituído durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici1 .

Foi instituído durante o governo do generalErnesto Geisel e tinha como finalidade estimular a produção de insumos básicos. porém. levando o general Ernesto Geisel. sendo que cerca de 80% do petróleo consumido provinha de importações. À época da crise do petróleo. exploração e refinamento de petróleo dentro do Brasil. Acrise do petróleo de 1974. através do investimento em pesquisa. apesar dos investimentos feitos.). e o investimento em fontes alternativas . O II PND foi uma resposta à crise econômica decorrente do primeiro choque do petróleo. a lançar o II Plano Nacional de Desenvolvimento5 . Entretanto. Mário Henrique Simonsen e Severo Gomes foram os principais arquitetos do plano. no fim do chamado "milagre econômico brasileiro". sucessor de Médici. como a usina hidrelétrica de Itaipu. lançado no final de 1974. o II PND não obteve o êxito que pretendia e adívida externa do Brasil aumentou consideravelmente no período de vigência do Plano. Enquanto os ajustes conjunturais se referem a medidas de regulação da economia ou de gestão da política econômicano curto prazo (através da utilização instrumentos tais como taxa de câmbio. Os ministros João Paulo dos Reis Velloso. principal componente da sua matriz energética. tributação. Uma das diretrizes propostas pelo PND era a redução da dependência do petróleo árabe. O consumo vinha crescendo a taxas altíssimas. o ajuste estrutural tem como objetivo reorganizar as bases da economia. prospecção. com crescimento médio de 11. taxa básica de juros. o mais amplo programa de intervenção estatal na economia do país. alimentos e energia. a enciclopédia livre. Nos primeiros anos. a Ponte Rio-Niterói e a rodovia Transamazônica.1 O plano firmou-se politicamente graças ao capital financeiro nacional e às oligarquias tradicionais. também chamado II PND (1975 -1979). foi um plano econômico brasileiro. regras para exportação e importação. extremamente ambicioso.2% ao ano (chegando a 13. O II PND se propôs a realizar um ajuste estrutural na economia brasileira. e inflação média abaixo de 19%. que visava enfrentar os problemas advindos do choque do petróleo e da crise internacional decorrente. período de 6 anos consecutivos com taxas de crescimento superiores a 10% ao ano.9% em 1973). bens de capital. o Brasil era altamente dependente do petróleo. interrompeu o ciclo e forçou uma mudança de rumo na economia. as metas propostas por Velloso e Simonsen foram atingidas. o período ficou marcado como o ponto alto da intervenção do Estado na economia brasileira4. etc. O II Plano Nacional de Desenvolvimento. Foi o último grande plano econômico do ciclo desenvolvimentista e provavelmente. Fizeram parte do plano grandes obras de infra-estrutura.como Roberto Campos. II Plano Nacional de Desenvolvimento Origem: Wikipédia.

2 Desenvolvimentismo Origem: Wikipédia. Contudo essa industrialização ocorreu a um preço alto. uma vez que.1 Economia Social de Mercado 1. com participação ativa do estado. Em outra frente. a enciclopédia livre. como o álcool e a energia nuclear. pela primeira vez na história. Índice [esconder]  1 Novo-desenvolvimentismo o o o o     1. o plano buscou dominar todo o ciclo produtivo industrial ao investir pesadamente na produção de insumos básicos e bens de capital. Grande parte destes financiamentos foi conseguida com os petrodólares. o Brasil conseguiu dominar todo o ciclo produtivo industrial.3 Paralelo com o Ordoliberalismo alemão 1. quando ocorreu o "milagre econômico brasileiro".de energia.4 No Brasil 2 Ver também 3 Ligações externas 4 Referências 5 Bibliografia . como no Brasil (governo JK) e no governo militar. oferecidas pelo BNDES (antigo BNDE). O plano conseguiu êxito parcial. Dá-se o nome de desenvolvimentismo a qualquer tipo de política econômica baseada na meta de crescimento da produção industrial e da infra-estrutura. no final de 1982. o que acabou resultando na moratória. Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial. O sucesso do II PND dependia de grande volume de recursos e de financiamento de longo prazo. Este artigo ou secção possui trechos que não respeitam o princípio da imparcialidade. bem como na Espanha (franquismo). e foi aplicado essencialmente em sistemas econômicos capitalistas. que fez a dívida externa explodir.2 O Estado Nacional 1. como base da economia e o conseqüente aumento do consumo. O desenvolvimentismo é uma política de resultados. Outra parte veio das linhas públicas de crédito.

" E o teorema de Sappington-Stiglitz "estabelece que um governo 'ideal' . Greenwald e Stiglitz4 (1986) demonstraram que "sempre que os mercados são incompletos e/ou a informação é imperfeita (o que ocorre em virtualmente todas as economias do mundo) a alocação. certas intervenções governamentais em nada prejudicam a eficiência da economia (como muitos supunham anteriormente) e ainda demonstraram.4 Estes estudos demonstraram que. também. a intervenção indiscriminada do governo em qualquer setor da economia. que levam a um mais perfeito entendimento do capitalismo do que a visão comum entre os teóricos da expectativa racional. que certas intervenções governamentais se fazem indispensáveis para maximizar a eficiência econômica do sistema.2 de complementaridade entreEstado e mercado e a visão cepalina neo-estruturalista que. Mas os teoremas de Greenwald-Stiglitz postulam ser as falhas de mercado a "norma". mas estudos mais recentes demonstram que exatamente o contrário é verdade:3 só em circunstâncias "excepcionais" os mercados são "eficientes". tomando como ponto de partida que a industrialização latino-americana não foi suficiente para resolver os problemas dedesigualdades sociais na região. e estabelecem que "os governos quase sempre podem potencialmente melhorar a eficiência da alocação de recursos em relação ao livre mercado. Portanto o uso.como remédio. defende a adoção de uma estratégia de "transformação produtiva com equidade social" que permita compatibilizar um crescimento econômico sustentável com uma melhor distribuição de renda. mesmo em mercado competitivos. à conclusão de que o capitalismo se desvia do modelo de uma tal maneira que justificaria a ação do estado --socialismo-. do ponto de vista da teoria econômica pura. nos conduz. entre as quais a visão de Keynes e de economistas neo-keynesianos.4 "Uma vez que o conceito de informações imperfeitas e incompletas foi introduzido. não é necessariamente "Pareto-otimizada". Samuelson considerava as falhas de mercado como "exceções" à regra geral dos mercados eficientes."5 O efeito da influência de Stiglitz é tornar a Economia mais presumivelmente intervencionista do que Paul Samuelson propunha. como Paul Davidson1 e Joseph Stiglitz. por Stiglitz. de forma alguma. elas demonstram claramente que quase sempre existem situações em que uma intervenção governamental eficiente é necessária para se atingir um nível superior de "eficiência de Pareto" em relação à que seria obtida apenas pela ação espontânea das forças do livre-mercado.Novo-desenvolvimentismo[editar] O novo-desenvolvimentismo tem diversas origens. das hipóteses do equilíbrio das expectativas racionais. A literatura econômica tradicional ("walrasiana") parte da hipótese dogmática de que os mercados são sempre "eficientes" (exceto em alguns casos muito específicos). Embora as conclusões de Stiglitz e Greenwald não autorizem. os defensores do livre mercado da Escola de Chicago já não podem mais sustentar sua tese descritiva da eficiência de Pareto no mundo real. paradoxalmente.

que asseguraria que os recursos fossem alocados com a Eficiência de Pareto no sistema produtivo só funciona em determinadas condições ideais. ou seja. centralizadamente. a relação de oferta e demanda gera efeitos sociais que não são resolvidos naturalmente pela dinâmica da economia de mercado. Ou seja. as condições normalmente não são ideais. "Sociedades não devem contar com as forças do mercado para proteger o ambiente ou fornecer um sistema de saúde de qualidade para todos os cidadãos (…) O mercado não funciona muito bem quando se trata de bens públicos". que optou por planejar. Economia Social de Mercado[editar] Ver artigo principal: Economia social de mercado Na economia social de mercado. "A clássica metáfora de Adam Smith sobre a mão invisível refere-se a como o mercado. os consumidores não são perfeitamente informados e a produção e o consumo desejáveis privadamente podem gerar custos e benefícios sociais". explicou a nota da Real Academia Sueca de Ciências8 Tendo isso em mente. um dos três vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2007. com um Estado forte e um mercado fraco. juntam-se dois princípios básicos: o liberalismo e o socialismo. garante uma alocação eficiente de recursos escassos. já deixaram claro que a mão invisível.9 A economia social de mercado busca um meio termo entre o socialismo e o capitalismo. Os economistas norte-americanos Leonid Hurwicz. como as de Stiglitz. na prática.5 Segundo Eric Maskin.7 Pesquisas mais atualizadas no campo da teoria econômica.poderia atingir um maior nível de eficiência administrando diretamente uma empresa estatal do que privatizando-a. disse Maskin. a competição não é completamente livre. Eric Maskin e Roger Myerson ganharam em 2007 o Prêmio Nobel de Economia por criarem as bases de uma teoria que determina quando os mercados estão funcionando de forma eficaz. que a mão invisívelconseguiria resolver todos os problemas econômicos de um país — e o socialismo. é uma economia mista e objetiva manter simultaneamente altos índices . Por exemplo. todos os detalhes da vida econômica dos países onde foi implantado. sob condições ideais. o projeto novo-desenvolvimentista não objetiva pavimentar a estrada que poderia levar o Brasil a ter uma economia centralizada. 179). nem construir o caminho para a direção oposta."6 (Stiglitz 1994. o laissez-faire de um lado e o autoritarismo de outro. em que o mercado comandará unicamente a economia. Contudo. por um tempo. Avaliamos que a melhor delas é aquela em que seriam constituídos um Estado forte que estimula o florescimento de um mercado forte. Como a competição nunca é totalmente livre. Mas. entre esses dois extremos existem muitas opções. com um Estado fraco. O liberalismo — com o qual chegou-se a acreditar.

Somente assim o mercado será capaz de funcionar e criar preços relativos reais e eficientes. permitindo que a mão invisível do mercado funcione (onde ela funciona. na sua vocação. o Estado precisa criar um marco legal eficiente. através de instituições de controle e regulação. o modelo desenvolvimentista que vigorou no Brasil entre 1930 e 1960 foi em grande parte vitorioso porque um grande pacto político popular-nacional . da minarquia. Stiglitz. Segundo Bresser-Pereira. mais tranqüilos e melhor equipados para produzir. A corrupção corrói esse marco legal e traz prejuízos incalculáveis para o desenvolvimento econômico de um país. Isso difere. baixo desemprego. se tornaram alienadas dos problemas brasileiros. por ocasião do recebimento do Prêmio Nobel (Estocolmo. A pessoa economicamente inativa. O Estado Nacional[editar] Após 1990 estabeleceu-se uma enorme distância entre o povo e as "elites" brasileiras que. E se faz necessário que os membros do Poder Judiciário e doPoder Legislativo sigam rigorosamente o marco legal. ou fundamentalista de livre mercado O termo Soziale Marktwirtschaft (economia social de mercado. em alemão) foi criado em 1946 na Alemanha por Alfred Müller-Armack10 e foi o regime econômico adotado por esse país.12 13 14 . defensora do estado mínimo e da irrelevância dos estados nacionais. baixa inflação. e para os que nela ainda crêem)11 surgiu a idéia de "o tanto de estado necessário. O Estado precisa assegurar a livre competição e a estabilidade monetária. 8 de dezembro de 2001). e serviços públicos mediante a aplicação controlada da intervenção estatal. seja por sua idade. Isso deixa não só o cidadão. quando existe. mas toda a sociedade. porque essa não leva em consideração o tanto de Estado necessário . precisa de segurança social. está paralítica")11 Joseph E. na maioria dos casos: (…) "a razão pela qual a mão invisível é invisível é por que ela não existe ou. boas condições de trabalho. (Stiglitz não acredita na existência de uma mão invisível.de crescimento econômico. o que é fundamental para qualquer tipo de negócio. num ponto crucial. Para dar à economia a maior liberdade possível. Respeitando basicamente os livre-mercados a economia social de mercado se opõe tanto às economias centralmente planejadas como ao capitalismo de tipo laissez-faire. na introdução à sua Aula Magna. seguridade social. seja por doença ou desemprego. o mínimo de Estado possível". influenciadas por uma onda ideológica globalista e neoliberal. 11 Para que isso funcione.. no pósSegunda Guerra Mundial.

monopólios (ou oligopólios) inevitavelmente se formarão. Nesse tempos de globalização18 o Brasil enfrenta um grande desafio que é voltar.15 e as tornou "engajadas" no desenvolvimento do país. molda também valores e padrões de comportamento.. seria o de formar uma "tecnocracia apátrida".19 O Ordoliberalismo considera que. Ver artigo principal: Estado estacionário Paralelo com o Ordoliberalismo alemão[editar] De acordo com o Ordoliberalismo alemão (também chamado de neoliberalismo alemão) o Estado deve criar um marco legal apropriado para a economia do país e incumbe ao Estado manter um nível saudável de competição. apoiar suas empresas na competição global.. como um estado nacional forte. Os romanos transplantavam os filhos dos líderes das tribos germânicas para Roma. que possa. Esta é uma pratica de dominação intelectual que remonta ao Império Romano. detidos na mão de poucos grupos. nas suas instituições financeiras e em organizações internacionais tais como o próprio FMI e o Banco Mundial.aproximou o povo das elites burguesas e tecnoburocráticas. onde eram devidamente aculturados. o adestramento das elites periféricas tem uma dupla função. como poderia até solapar o próprio Governo. cada vez mais acirrada. técnicas e experiência internacionais. se o Estado não tomar ativamente medidas para incentivar a competição. o que não só subverteria quaisquer vantagens oferecidas por uma economia de livre mercado. mais ligada psicológica e emocionalmente às nações adiantadas do que com seus próprios países e com seu próprio Povo 13 14 . segundo o professor Paulo Nogueira Batista Jr. Retornavam à sua terra natal na condição de integrantes leais e assimilados do Império Romano 13 14 No conjunto da globalização. adotando medidas que se coadunem com os princípios gerais da economia de mercado. uma vez que poderes econômicos concentrados. a se autodefinir como uma Nação. No Brasil[editar] . Junto com a transmissão de conhecimentos. como já ressaltara Charles de Gaulle 17 . um elemento central dessa alteração de estrutura de Poder. OEstado deve se preocupar em criar uma "ordem econômica". ocorrida na década de 1990. O objetivo. foi o que ele chamou de "adestramento das elites" dos países da periferia nas universidades dos países centrais. podem vir a ser transformados em efetivo poder político. e não deve se imiscuir nos "processos econômicos". em termos efetivos e modernos. Segundo o professor da FGV e diretor do FMI 16 Paulo Nogueira Batista Jr.

com diversos investimentos em infra-estrutura (abertura e asfaltamento de milhares de quilômetros de estradas. Porém. 1.PAC . portos. incrementando a economia nordestina. nos anos 70. Juscelino Kubitschek foi um presidente famoso pelo incentivo à indústria automobilística. construção de usinas de energia como Itaipu e outras. a Ponte Rio-Niterói. criação do Pro-Álcool e da Telebrás etc. e dos trechos BR-232 (140 km entre Recife e Caruaru) e BR-230 (132 km entre João Pessoa e Campina Grande). o Brasil passou por vários Governos com programas desenvolvimentistas. A partir da atividade industrial. Mas.22 3) O TRIPÉ DA INDUSTRIALIZAÇÃO 1 – Industrialização A industrialização é um dos principais elementos de transformação do espaço geográfico. o Programa de Aceleração de Crescimento . Posteriormente. ao asfaltar a rodovia BR-174 (988 km ligando Manaus-Boa Vista-fronteira com Venezuela).Durante sua História. na fronteira tríplice). no geral.1 – Formação do parque industrial no Brasil . FHC também asfaltou rodovias de terra da Região Norte. ao asfaltar a rodovia BR-317 (331 km ligando Rio Branco à Assis Brasil. houve profunda modificação na sociedade brasileira. todos os Governos realizam investimentos no desenvolvimento do país de forma constante. programados pelo Orçamento Anual da União. no Brasil. em 2007 foi anunciado. Nos anos 50. planejadas para os próximos 4 anos. aeroportos.20 que é um programa do Governo Federal englobando um conjunto de políticas econômicas. e com o Peru e Bolívia.21 que se destinam a acelerar o crescimento econômico do país.). à abertura de estradas e pela criação de Brasília. para melhorar a economia e a integração nacional: com a Venezuela. Já o Governo do Presidente Lula lançou. alguns períodos ficaram mais famosos. os governos militares ficaram famosos por incentivar o desenvolvimento do país. O Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso investiu na duplicação de 1300 km de rodovias entre Belo Horizonte e Florianópolis.

destacam-se também as indústrias de calçados. recebeu grande impulso a partir dos anos 1930 e adquiriu muita importância na segunda metade do século XX. a implantação de indústrias no Brasil contou com a existência prévia de um mercado consumidor e com a experiência industrial com que chegava os imigrantes vindos da Europa.2 – As primeiras experiências industriais Concentram-se nos setores alimentícios e têxtil.A formação do parque industrial brasileiro teve início de fato na segunda metade do século XIX.2. sociais e políticas na sociedade brasileira.2 Calçados . 1.2. 1.1 – Indústria têxtil A mais importante na industrialização do país no final do século XIX e início do século XX. Provocando inúmeras modificações econômicas. 1. aproveitando -se da capacidade nacional de produzir matérias-primas e da importação de máquinas da Europa. bebidas e móveis.

1. pois parte deles já conhecia alguma atividade manufatureira na Europa. o principal produto de exportação do Brasil na época.3.3 Bebidas A primeira fábrica de grande importância foi instalada no Rio de janeiro em 1860.4 Móveis Caracterizada por tem um pequeno número de grandes empresas convivendo em várias empresas de pequeno porte.2. 1.2.Foi uma das atividades mais prósperas do início do século XX. a concentração populacional acabou proporcionando a existência de uma ampla mão de obra. pois tinham como receber matérias-primas e escoar os produtos pela ferrovia.1 – O papel do imigrante A vinda de imigrantes europeus favoreceu a formação de mão de obra operária. aproveitando -se para sediar atividades industriais. 1.2 – O papel da estrada de ferro Outro fator que favoreceu a concentração industrial em São Paulo foi a infraestrutura criada pelo café.3. 1. tinha a economia mais dinâmica do país por causa do café.3 – fatores da concentração industrial em São Paulo Foi o estado que mais concentrou grande parte da produção industrial a partir das últimas décadas do século XIX. eram trabalhadores urbanos com ampla experiência no setor industrial. 1. . além de um mercado consumidor para os produtos industrializados. A exportação da malha ferroviária para transportar o café do interior de São Paulo para o porto de Santos contribuiu para o surgimento de muitos núcleos urbanos.

o governo exigiu um índice de nacionalização das autopeças de cerca de 80%. oito teriam de ser fabricadas por empresas brasileiras. os países europeus e os Estados Unidos diminuíram drasticamente a importação de café brasileiro. pois dificultaram a importação de manufaturados. 1. 1. após a crise mundial marcada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York.3. com a inclusão dos consumidores operários.3 – O papel das guerras e do café Restrições externas. cada dez peças que fossem utilizadas nos automóveis produzidos.1. obrigando o país a fabricar alguns produtos que antes eram comprados no exterior. A industrialização por substituição de importações foi a principal característica do crescimento industrial brasileiro. também foram importantes para a industrialização do Brasil. que era incentivador das indústrias. o qual levou as empresas estrangeiras a se instalar em países em desenvolvimento e fez várias empresas multinacionais se instalassem no Brasil.4– Empresas multinacionais O período pós-Segunda Guerra foi marcada por um grande crescimento econômico. Quando as empresas automobilísticas estrangeiras se instalaram no Brasil. dando destaque a indústria automobilística.3. como as grandes guerras mundiais (os períodos 1914-1918 e 1939-1945). com participação importante nas decisões do Estado. tendo o fortalecimento do empresariado nacional. ou seja. contribuindo assim para que .4 – Política industrial Em 1930 o Brasil ainda era um país essencialmente agroexportador que utilizava a estratégia de industrialização como forma de supe rar a crise econômica sendo importante para a consolidação e a ampliação do mercado interno nacional. exportando menos não havia mais recursos para importar o que era necessário para o abastecimento do mercado brasileiro.

5 – O tripé da indústria: empresas nacionais. como a criação de tecnologias próprias e o atendimento às necessidades internas do país. entre outros. de material elétrico. 1. farmacêutica. Quando não existia interesse imediato por parte dos empreendedores nacionais e estrangeiros. o Estado intervinha na economia como investidor em alguns ramos industriais que exigiam grandes capitais.1 – Principais setores das empresas multinacionais Hoje.5. trazendo algumas conseqüências . eletroeletrônico. 1. 1. O parque brasileiro é formado principalmente por empresas de capital estrangeiro.6 – A indústria nacional A presença de indústrias nacionais é importante para um país por vários motivos. os principais setores em que empresas multinacionais atuam são: a produção de automóvel. multinacionais e estatais Durante todo o período de industrialização brasileirauma característica marcante foi a presença de capitais nacionais.a indústria brasileira de autopeças se transformasse em uma das mais importantes do mundo. químico. estrangeira e do Estado.

houve uma política de internacionalização e abertura econômica que foi adotada no início da década e aprofundada em sua segunda metade. um industrial que ficou conhecido pelo seu pioneirismo no aproveitamento hidrelétrico do baixo rio São Francisco e pela perseguição e assassinato que sofreu. pela disponibilidade de mão de obra e pelo nosso desenvolvido parque industrial. ocorrida ao longo do século 20. consequentimente há crescimento de outras atividades urbanas no setor de serviços e comércio. foram desenvolvidas de maneira concentrada na região Sudeste. no início do século 20. mineração. aumentando assim a oferta de emprego. siderúrgica). Esse fato. contudo. Ao contrário. como a permanente remessa de dinheiro para o exterior. 4) concentração e desconcentração industrial no brasil Dentre as principais características da industrialização tardia do Brasil. por exemplo. É importante r que o processo de industrialização é responsável pela geração de inúmeros empregos.importantes para a vida econômica e social do país. nos últimos anos. atraídas pelo nosso grande mercado consumidor. especialmente em São Paulo.1 – desnacionalização da indústria Nos anos 1990. 1. . por se recusar a vender suas indústrias à companhia inglesa Machine Cotton. sendo que já foi até mesmo contada em filme a saga do ilustre Delmiro Gouveia. o que acabou reproduzindo uma série de desigualdades regionais no território brasileiro. siderurgia). O Brasil. Naquele período. a indústria têxtil nordestina era bastante desenvolvida. privadas (metal-mecânica. grandes empresas brasileiras foram compradas por empresas estrangeiras. destaca-se o processo de concentração geográfica na região Sudeste. Dessa forma. entre estatais (telecomunicações. autopeças.6. e lembrando que quando há crescimento industrial. tem recebido investimentos de muitas empresas industriais multinacionais. não permite afirmar que as primeiras indústrias capitalistas brasileiras.

Para se ter uma idéia da crise. inclusive dos EUA. dificultava a importação de produtos industrializados no país (acredita-se que naquele período a importação tenha diminuído cerca de 60%). com a indústria automobilística. com a indústria de substituição de importações.sendo o Estado de São Paulo responsável por 2/3 das exportações de café no mundo. pela quebra da Bolsa de Nova York. Assim. que permitiu à cidade se consolidar como. com destaque às indústrias têxtil e alimentícia.produto de um êxodo rural cada vez mais intenso -.Assim. na Bolsa de Nova York.80. Foi nesse contexto que nasceu o processo de industrialização no Brasil. para entender o crescimento vertiginoso de São Paulo . com módicos 32 mil habitantes. até então a principal pauta de exportação brasileira . capitalizada pela ação do Estado e com farta disponibilidade de mão-de-obra barata . com quase 20 milhões de habitantes. e (b) na década de 1950. de 4. sem dúvida.70 libras para 1. com a função de substituir as importações de produtos industrializados de outros países. Mas. a capital da província cafeeira. o governo de Getúlio Vargas passou a "socializar os prejuízos" com a sociedade brasileira. Todavia. que acabou induzindo definitivamente à crise o complexo cafeeiro. era apenas a décima maior cidade do Brasil -. Concentração industrial A gênese da indústria de substituição de importação esteve ligada a uma série de fatores. em torno de 60%. exigindo uma atenção mais detida nos seus dois principais impulsos.em 1872. A Grande Depressão de 1929. sua ação foi restringida devido à insuficiência financeira e tecnológica para desenvolver uma fundamental indústria de base. como forma de evitar essa intensa desvalorização. comprando e queimando (ou jogando em alto-mar) os estoques encalhados de café. em 1929. o preço da saca de café exportada caiu. vai se desenvolver especialmente no ramo das indústrias de bens de consumo não-duráveis. a quarta maior metrópole do mundo. é necessário compreender as características do processo de concentração industrial brasileira. a indústria de substituição de importação. atualmente. além de inviabilizar a exportação do café brasileiro. . no século 20: (a) em 1930. desencadeados.

. no governo deJuscelino Kubitschek (1956-60). como regulador do mercado de trabalho. ainda. além das questões econômicas. de transporte. a indústria automobilística e toda uma cadeia produtiva de equipamentos e peças para veículos continuaram a reforçar a concentração industrial em São Paulo. "Cinqüenta anos em cinco". a região metropolitana de São Paulo representava quase a metade (45%) do valor da produção industrial no país. como "empresário" na indústria de base ou rompendo os pontos de estrangulamento em energia e transporte. K. gerando uma série de problemas sócioespaciais. que houve a consolidação definitiva do capitalismo industrial brasileiro. Investimentos maciços foram feitos para garantir as condições gerais da produção industrial. na década de 1970. tais como os realizados nas áreas de energia. levada a cabo regionalmente pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). caracterizada pelo rápido e desordenado crescimento das cidades. Mas. o planejamento estatal desenvolveu. tinha na indústria automobilística seu carrochefe. Como conseqüência dessa dinâmica deu-se o que Milton Santos chama de "macrocefalia". de aparelhamento portuário. motivando uma intensa dinâmica migratória. ou. Mas foi com o segundo grande impulso da industrialização no Brasil. uma série de incentivos fiscais para a desconcentração industrial. na década de 1970. paulatinamente. o saldo migratório foi positivo de 2 milhões de pessoas. da educação e da saúde. No fundo. Segundo a Fundação Seade. era cada vez mais evidente que a concentração industrial na metrópole paulista reproduzia e aprofundava as desigualdades inter-regionais. Porém. em especial na região do ABC paulista. o famoso slogan do governo de J. entre 1970 e 1980. Tanto é verdade que. Desconcentração industrial Diante de tais distorções regionais no território brasileiro e problemas sócioespaciais gerados pelo modelo concentrador do processo industrial na região Sudeste. através de uma complexa legislação trabalhista. .Foi no Estado Novo que ocorreu a implantação de parte fundamental da infraestrutura necessária para o desenvolvimento da industrialização. Coube ao Estado um papel relevante no alargamento das bases produtivas.

como o petróleo. Dentre as principais características da globalização. no século 20. podemos citar a intensificação da . nesse período. Sem dúvida. Assim. a cidade de São Paulo cresceu vertiginosamente. ligadas à informática e à comunicação. e o segundo mandato de 1999 a 2002) buscaram inserir o Brasil nas novas relações políticas e econômicas estabelecidas entre as nações. Promoveu-se o fim do monopoólio do Estado sobre setores de atividades econômicas. mesmo as estratégicas.7 milhão para 5. e Fernando Henrique Cardoso. 50% das sedes das 50 maiores empresas brasileiras estavam localizadas. não é correto afirmar que. na Grande São Paulo. 31% do valor da produção industrial. de 1192 a 1995. o número de empresas existentes no Brasil passou de 112 mil. uma disputa entre estados e municípios. isso devido a uma diminuição das taxas alfandegárias e ao aumento das cotas de importação. Itamar Franco. marcadas pelo atual período de globalização. com a intenção de atrair grandes empresas a partir da diminuição ou isenção de impostos. As medidas tomadas pelos últimos governos federais (Fernando Collor de Mello. 5)características atuais da industrialização brasileira Entre 1960 e 2000.que concederam aos estados e municípios maior autonomia na definição dos impostos cobrados às empresas -. O período mais recente da indústria brasileira. esse processo de desconcentração acabou gerando o que os geógrafos chamam de "Guerra dos Lugares". no século 21.9 milhões. em 2002. sem esquecer das mudanças constitucionais de 1988 . em 1990. enquanto o número de trabalhadores desse setor subiu de cerca de 1. segundo dados do Ministério do Trabalho. primeiro mandado de 1995 a 1998. sua dinâmica a consolidará como o maior centro de serviços especializados em âmbito nacional. a metrópole acabou se especializando em atividades mais complexas e competitivas.Mas é na década de 1990 que a desconcentração industrial no país vai se intensificar. teria se iniciado um processo de desindustrialização da Grande São Paulo. a eletricidade e as comunicações. que exigem o emprego mais qualificado de novas tecnologias. E parece que. Apoiada pela maior abertura econômica e pelo desenvolvimento técnico-científico (informática e comunicação). Porém. ou seja. detendo a centralização do comando diretivo e financeiro das mais importantes empresas no Brasil: não por acaso. empresas estatais foram privatizadas. principalmente após o início da década de 1990. mais de 150 vezes. é marcado por uma maior facilidade à entrada de produtos fabricados em outras partes do mundo. Além de concentrar. presidente de 1990 a 1992.

investiram na indústria bélica (Engesa). o país abriu-se às importações e aos investimentos estrangeiros em detrimento de uma política industrial nacional. computadores. por exemplo.Em 1956. Automóveis.Na década de 1940. alcançando taxas de crescimento superiores às do setor agrário. além da internacionalização da produção de bens de consumo pelas empresas transnacionais. . telefones celulares. em infra-estrutura de transportes.circulação de mercadorias (na forma de exportações e importações) e de capitais entre os países. da Fábrica Nacional de Motores e outras. do setor de distribuição de energia e telefonia e de outros setores que quase sempre foram controlados pelo Estado brasileiro. Outras indústrias. A economia cafeeira. . forma vendidas para empresas estrangeiras ou então incorporadas a elas. . inaugurou-se uma nova etapa do desenvolvimento industrial. da Companhia Nacional de Álcalis. baseadas na manutenção de elevados impostos de importação .Criou-se condições favoráveis. o que criou uma conjuntura favorável ao invetimento. retoma-se o modelo desenvolvimentista. E na década de l950 foi criada a Petrobrás (l953). O governo. O que levou à falência várias indústrias nacionais.O primeiro momento da insdustrialização brasileira baseou-se na substituição de importações: com a crise de 1929. principalmente o rodoviário e o portuário. Essas empresas tinham participação majoritária do capital estatal (Nacional) . ao mesmo tempo em que facilitava a importação de máquinas e equipamentos industriais. . dificultava a importação de produtos que pudessem concorrer com aqueles produzidos pela indústria nacional. na indústria nacional. com a fundação da Companhia Siderúrgica Nacional.Nos governos militares (1964-1985).estabelecendo uma "reserva de mercado" para as empresas nacionais -.Surge um mercado interno de consumo. na aeronáutica(Embraer) e no desenvolvimento da tecnologia nuclear. As indústrias brasileiras passaram a ocupar então boa parte do mercado. esse processo . que antes era praticamente abastecido só por produtos importados. Ocorreram também fusões entre empresas (nacionais e estrangeiras).Foi apartir dos anos 1930-40 que a indústria transformou-se num setor importante da economia. para não fechar as portas. eletrodomésticos. Foi a era dos produtos importados. estimulou a imigração européia e gerou um empresariado nacional com capacidade de investir em alguns setores industriais.A industrialização brasileira teve início no século XIX. dinamizou as atividades urbanas. sofwares. cria-se uma infra-estrutura industrial. mas foram protecionistas em relação a setores considerados estratégicos. e ampliando o investimento na indústria de base (metalurgia e siderurgia) e a capacidade de geração de energia elétrica. Veio as privatizações das indústrias de base. . a última década do século XX foi marcada pelo processo de desnacionalização das indústria brasileira e também de outras atividades importantes para o país que são do setor terciário. houve um violento corte nas importações de bens de consumo. brinquedos e outros bens de consumo inundam o mercado nacional. roupas. graças aos avanços ocorridos nos meios de transporte e de comunicação. como o setor bancário e o das telecomunicações. dominante nesse período. da Companhia Vale do Rio Doce. acostumadasa políticas de proteção ao mercado. mediante a entrada das multinacionais.Ápartir de 1990. Dificultaram a importação de diversos produtos . ainda no governo Vargas. alimentos. por parte do empresariado. Dessa form. investindo. . no governo do presidente Juscelino Kubitschek que passou a trazer recursos financeiros e tecnológico externos.

foi defendido pelos neoliberais. ferrovias.A modernização tecnólógica trouxe o desemprego. principalmente em São Paulo. . A maior concentração de indústrias brasileiras está situada na Região Sudeste. passou a receber investimentos externos (das multinacionais). ela se encontra irregularmente distribuída no território. oferecendo vantagens fiscais (isenção de impostos). onde algumas áreas são densamente industrializadas e outras praticamente desprovidas dessa atividade econômica. mas vem sofrendo um processo de desconcentração. atualmente o Brasil é considerado um dos mais industrializados países. por isso ocupa o décimo quinto lugar nesse segmento em escala global. ao desenvolvimento das cidades e à infra-estrutura criada durante o desenvovimento da economia do café (portos. que argumentava que as empreses estatais davam prejuízos. A intensificação da indústria brasileira faz com que o país possua um enorme e variado parque industrial que produz desde bens de consumo à tecnologia de ponta. . ====================================== … Resumindo: A indústria brasileira apresenta características como: . energia elétrica. traria uma receita extra. O Brasil durante muito tempo ocupou destaque somente no setor primário. Rio de Janeiro e Minas Gerais. rodovias. além da indústria automobilística e tecnologia de ponta. . atividade denominada de . isso porque a industrialização não ocorre de forma homogênea no país. Época das substituições de importações. Os estados citados detêm parques industriais modernos e diversificados que atuam com maior destaque na produção de produtos químicos. que poderia ser aplicada na diminuição da dívida pública interna. terreno. Segundo lugar em industrialização. além de diminuir os gastos do governo. ou seja. eram ineficientes e pouco competitivas. mineral e animal). Após consecutivas crises econômicas. para atraírem as indústrias ======================================… A indústria no Brasil concentrou-se no Sudeste devido à cumulação de capital proveniente da lavoura cafeeira. . essa porção do país desenvolve indústrias que atuam especialmente no beneficiamento de produtos primários.Muitas indústrias nacionais faliram com a abertura econômica (neoliberalismo) e deixaram grande número de desempregados. Os Estados competem entre sí. infra-estrutura e mão de obra.Concentram-se principalmente na região Sudeste. estados onde o processo de industrialização teve início. A configuração como país industrializado não reflete na realidade nacional. A venda dessas empresas.Depois.Recebeu investimentos estatais (do governo). Outra região que ocupa grande destaque no cenário nacional é a Região Sul.Surgiu com investimentos do setor privado nacional (cafeiicultores). . com a agropecuária e o extrativismo (vegetal. etc ).

de álcool e açúcar. 6) Diversificação Industrial Brasileira Ainda estão presentes na memória coletiva brasileira as dificuldades que o país viveu na década de 1980. pois se encontram limitados à agroindústria e ao extrativismo. alcançada em 1980. os equipamentos e a estrutura de atendimento aos consumidores. por volta de setecentas mil toneladas. a superinflação e a recessão compuseram uma mistura perigosa que. recuperar o interesse dos investidores e. E levou apenas duas décadas para alcançar o nível atual. a desregulamentação de diversas atividades. a modernizarem as instalações. mas certamente não foi um período fácil. A abertura econômica. Apesar de o Brasil enfrentar diversos problemas sociais. o país está desenvolvendo e ocupando um lugar de destaque no cenário internacional. o maior fabricante de vidro plano. o setor de vidro plano mostrou que aprendeu a crescer na crise. Se a travessia daquele década foi difícil. realizou investimentos regulares para manter sua capacidade instalada sempre acima das projeções de consumo e assegurar uma utilização efetiva satisfatória. a base industrial encontra-se vinculada a produtos tradicionais. a transformar as dificuldades em oportunidades. Entretanto. A Região Sul sobressai também na produção de peças e metalurgia. O déficit público. equilibrar as contas externas e superar o hiato tecnológico do país.agroindústria. Entre 1980 e 2000. podese dizer. O Norte e o Centro-Oeste são as regiões de menor expressão no setor industrial do país. Como essas não foram décadas especialmente estimulantes do ponto de vista macroeconômico. os anos 1990 chegaram com perspectivas novas e. a navegar em mar grosso. como a produção têxtil. a indústria não deixou de investir na capacidade de produção e na logística de distribuição. Pode não ter sido uma década perdida. os processadores. que desempenha um importante papel na economia nacional. por outro se mostrava bastante favorável à retomada dos investimentos e do crescimento econômico sustentado. a dívida externa. com o aporte de capital e tecnologia. Não deixou também de incentivar os seus clientes diretos. Nos últimos anos. como ainda é lembrada por muitos. se por um lado apresentava novos desafios. religar o Brasil ao mercado financeiro internacional. a flexibilização das leis trabalhistas e as privatizações prometiam injetar ânimo na economia. a estabilidade monetária conseguida pelo Plano Real veio completar um quadro que. animadoras. a Cebrace. incluindo a produção de vidro impresso. sobretudo do setor industrial. resistiu bravamente ao tratamento de choque de sucessivos planos de estabilização. ao contrário. Pouco depois. A maioria desses recursos veio da reaplicação sistemática de boa . recentemente o parque industrial dessa região tem ingressado em um processo de modernização e diversificação da indústria. mesmo não chegando a explodir. Para manter o desempenho e um nível de crescimento constante. a economia brasileira ficou marcada pela privatização das empresas estatais nas áreas de mineração. bancária e telecomunicações. Crescer na crise A indústria brasileira de vidro plano levou cerca de quarenta anos para atingir a marca das duzentas mil toneladas anuais. No Sudeste.

como ainda é. naturalmente. aos problemas conjunturais do país somavam-se as condições socioeconômicas estruturais de baixa renda. e de Porto Alegre. Paralelamente. Unidade Cebrace em Caçapava. Além disso. além de produzir mais. Diversificar e agregar valor Maior que o desafio de aumentar a capacidade produtiva em uma conjuntura pouco favorável. a empresa aplicou vários milhões de dólares em empréstimos a processadores interessados em comprar ou construir galpões. produzir e vender melhor. E se havia muitas condições a jogar contra. a de diversificar ao máximo as linhas de produtos acabados. mal acompanhando o crescimento da população – e considerando que mais da metade do vidro plano produzido era. importar fornos. a estratégia recomendada era. Nesse quadro e com tal diagnóstico. agregando maior valor ao produto. E se nos anos 1960-70 as estrelas foram os temperados. usado como vidro comum nas vidraças das janelas. Os 160 processadores e distribuidores que atendia no país no ano de sua inauguração passaram para 300 em 1999. dos menos aos mais sofisticados. Entre 1980 e 2000 a empresa dobrou o número de clientes diretos. Os objetivos eram ambiciosos: modernizar o equipamento e adequar toda a estrutura de processamento aos padrões tecnológicos internacionais e às normas técnicas vigentes no país. no Rio Grande do Sul. procurou manter uma relação comercial aberta e saudável. como ainda comprometem. era o de aumentar o faturamento e a rentabilidade. e a Cebrace dobrou o número de clientes diretos. Divididos nas categorias de vidros de segurança para arquitetura e para indústria automobilística. por meio de um programa especial chamado Incentivo ao Negócio de Vidro. preservando o equilíbrio de preços relativos e garantindo a todos os distribuidores e processadores o mesmo tratamento. havia pelo menos duas a jogar a favor: a auto-suficiência industrial e a alta qualidade do vidro float. No início da década de 1990. os produtos processados são mais de cinqüenta tipos diferentes de vidros. a Cebrace procurou apoiar também o desenvolvimento geral do setor vidreiro. A cadeia produtiva de vidro plano no Brasil alcançou um patamar de eficiência e qualidade bem próximo ao dos melhores do mundo. instalar docas e pontes rolantes para carga e descarga. instrução precária e subemprego de boa parte da população que comprometiam. a melhora substantiva dos índices de produtividade e de consumo. Como nenhuma empresa ou grupo pode desenvolver-se satisfatoriamente em um setor atrasado ou estagnado. O grau de diversificação alcançado pelo setor nos anos 1980 e 1990 pode ser medido pelo tamanho da lista de produtos que passou a desenvolver para os diferentes mercados. nas duas últimas . os depósitos de Recife. em Pernambuco. para atender melhor as regiões Norte e Nordeste e Sul do país. não seria um objetivo muito fácil de alcançar. Considerando as médias históricas baixas do consumo per capita de vidro no Brasil – consumo quase inercial. Os resultados foram compensadores. mesas de corte. INV. máquinas de lapidação ou comprar veículos preparados para o transporte de vidro. segmentos e nichos do mercado consumidor de vidro. para os vários setores. Além disso.parte dos lucros obtidos por suas fábricas. instalou dois centros de distribuição de chapas em posições estratégicas. Ou seja. vidros refletivos e vidros espelhados.

dinâmicos e têm características próprias. porque o mercado consumidor é amplo. aqueles com aplicação prioritária no setor automotivo e estes destinados mais a atender a construção civil. enquanto as vendas para a indústria automobilística representavam cerca de 25%. em geral. foi o mercado de construção civil. menos para embelezar do que para proporcionar segurança e conforto. o de maior predominância ao longo do tempo. na verdade. Novamente. devem ser relativizados. como é a automotiva. os processadores tiveram a possibilidade de incorporar à sua atividade normal esse segmento bastante rentável. revela o nível de desenvolvimento alcançado pelo setor como um todo. absorvendo ou refletindo o calor. deve-se ressaltar que a grande conquista foi menos quantitativa do que qualitativa. colocados nas fachadas de edifícios e shopping centers modernos de São Paulo. Referência de segmento de mercado que emergiu e ganhou relevância é o de reposição para o setor automotivo. tampos e prateleiras de vidro temperado nas mesas e estantes passaram a dar um toque de leveza e elegância a salas. as vendas para a construção civil respondiam por 55% do total. ou de arquitetura. porém. São indicadores gerais que. Porto Alegre e outras cidades. um valor unitário mais elevado e. oferecem uma boa amostra do extraordinário avanço tecnológico do processamento e da variedade de produtos processados nesse período. automóveis. os mercados de vidro plano são diversos. com aplicação do vidro em quantidades crescentes na fabricação de móveis e aparelhos elétricos. maior valor agregado. decoração. Com exceção de alguns breves períodos de certo destaque do setor automotivo. além das publicações do próprio setor. Os principais têm sido. No setor automotivo. As revistas especializadas ligadas à arquitetura. ao lado de segmentos e nichos . corredores. a dinâmica do setor fez emergir com força novos mercados. O grau de diversificação no processamento da matéria-prima. Rio de Janeiro. Nas décadas de 1980 e 1990. vidros temperados e esmaltados para fogões e geladeiras. Isto vale igualmente para os refletivos. Foi o caso do moveleiro e do de eletrodomésticos. design. historicamente. portanto. Mercados em movimento Como em todos os demais setores econômicos. Na construção a demanda e os volumes vendidos tendem a ser naturalmente maiores. cozinhas e quartos. À medida que os componentes dos carros passaram a embutir novas tecnologias dificultando sua produção pelo mercado secundário de autopeças. os produtos têm. o de construção e o automotivo. Espelhos e vidros trabalhados nas portas de armários. que se tornaram fatias importantes do bolo.décadas passaram a ser os laminados e os refletivos. deu outro maior com sua capacitação técnica e empresarial para atender plenamente a demanda interna de produtos processados. para terem melhor precisão. por exemplo. halls. controlando a luminosidade. No final dos anos 1990. Mais importante do que reconhecer nos selos dos carros novos a procedência nacional dos párabrisas laminados. Se o setor vidreiro nacional deu um enorme salto de qualidade com a introdução do processo float de produção da chapa. no acabamento e decoração dos ambientes domésticos. dos vidros traseiros temperados e dos laterais temperados e encapsulados é entender que se eles podem ser fabricados no país é porque os processadores se capacitaram a produzi-los dentro de normas técnicas e padrões de exigência de uma das indústrias mais avançadas. . segundo dados da Abividro.

a Cebrace. Em pouco menos de três anos. policarbonato e outros materiais para uso em automóveis e aviões e também em portas. Com toda essa dinâmica. o nível de transparência. Pórem. janelas e fachadas de lojas. o agente vitrificador. como. magnésio. mas os vidros que dele se originam são muitos. como cinescópios de televisores e monitores de microcomputadores. o acabamento. e os processadores mais tradicionais. também incessantemente. transformam em novas e supreendentes aplicações. Os blindados são compostos especiais de vidro. dos temperados para boxes. como de fato este processo está diretamente ligado aos dois anteriores. mais aplicações. Um cenário. entre 1990 e 1992. o processo de produção. portas e janelas aos laminados para os setores automotivo e de arquitetura. melhor capacitados a operar com linhas de produtos sofisticadas tanto para arquitetura quanto para a indústria automotiva. Os especiais são os vidros de alta tecnologia feitos para determinados equipamentos. O que não só é verdade. E com o advento do processo de coating. o Brasil começou a desmontar um modelo de desenvolvimento econômico que havia durado meio século. e outros 30% de sódio. Uma delas por exemplo é o tratamento da superfície externa do vidro colocado em janelas e fachadas. Abertura e globalização Enquanto a década de 1980 passou para a história como a década da inflação e da recessão. Uma estruturação onde se destacavam um fabricante de float. o mercado de vidro plano – incluídos seus segmentos e nichos principais – ainda mantinha a estruturação definida no início da década de 1980. como a Blindex. potássio e cálcio. Depois de milhares de anos sendo produzido. a Santa Marina. nunca brilhou tanto quanto agora. entretanto. que iria sofrer mudanças significativas nos anos 1990. pode-se apontar o de vidros blindados e de vidros especiais. Ao contrário.Já como exemplos de nichos de mercado surgidos em meados dos anos 1980 e ainda em desenvolvimento. segundo diferentes critérios técnicos. a Fanavid e alguns outros. Porém. São hoje algumas dezenas de produtos. Depois de milhares de anos de existência. O Vidro e os Vidros O vidro plano é um só. São a resposta do setor à demanda crescente da sociedade por maior segurança individual e coletiva. a coloração e assim por diante.mistura de aproximadamente 70% de sílica ou areia. para torná-lo "autolimpante": graças a esse tratamento a sujeira não adere e o vidro é lavado naturalmente pela água da chuva. Esses vidros podem ser classificados em muitas categorias. dos refletivos para construção civil aos espelhos para o setor moveleiro e aos térmicos para a indústria de eletrodomésticos. a de 1990 ficou marcada como a década da abertura econômica. bancos. fundida e transformada em massa homogênea a 1. o vidro não perdeu o brilho. dessa mistura original saem produtos de vidro plano cada vez mais diversos. alumina. hotéis. eles não param de gerar a matéria prima que a pesquisa científica e a tecnologia. o vidro continua a manter a mesma composição . por exemplo. Os fornos de fusão da massa primordial do vidro podem não ser uma cornucópia.600ºC. escritórios e residências. O modelo baseado na proteção do .

Isso impulsionou antigos e novos empreendimentos dos transformadores de vidros temperados. o país passou a contar também com um bom volume de chapas do México. Em outros setores da economia brasileira. sobretudo. Mas a abertura foi bem-sucedida. mas. como e porque. Bahia e Ceará. a MUDANÇA. os benefícios econômicos e tecnológicos trazidos pelas novas montadoras de automóveis instaladas no país. adquiridas por empresas de importação aqui estabelecidas. no setor de vidro plano a abertura e a globalização avançaram juntas e a passos largos. que um lugar que comporta uma ou várias indústrias se modifica. sempre uma característica marcante. Não há dúvida que a redução dos direitos de importação e. A desmontagem do velho modelo de inspiração nacionalista e a abertura do mercado brasileiro era a resposta de curto prazo à crise conjuntural dos anos 1980. e modifica a vida de sua . Da mesma forma. São inquestionáveis. o objetivo era muito mais amplo. Foi uma brusca e forte correção de rumo. Pernambuco. O mercado ganhou muito em competência nos diversos segmentos. África do Sul. tornando-se um dos elementos mais básicos de uma determinada região. Citroën e Peugeot e as japonesas Honda. de uma infra-estrutura de serviços e de um mercado consumidor de bom potencial mostraram-se eficientes em induzir novos investimentos externos e internos e em fazêlos frutificar rapidamente. Foi o que aconteceu também no setor de vidro plano. grande produtora de vidro com operações em diversos países. no estado do Rio de Janeiro. Além da produção interna. que escolheu o Brasil para implantação de sua 19ª. Brasília. inaugurada em 1998 e localizada em Porto Real. por exemplo. A seguir. unidade industrial. E partir de 1996. Paraná. tanto na cultura como na economia ou até mesmo no espaço que ela ocupa e no impacto que ela causará em seu ambiente. como as francesas Renault. veremos um pouco mais sobre essas indústrias. Em longo prazo. D) A URBANIZAÇÃO Há tempos. As facilidades tarifárias e as condições de financiamento oferecidas pelos exportadores internacionais possibilitaram o que antes era quase inviável: a importação de equipamentos de última geração para o processamento da matériaprima. seja ela qual for. procurava-se romper o círculo vicioso do endividamento e da inflação com a retomada do crescimento econômico adubado pela poupança externa. Toyota e Mitsubishi. Venezuela. organizacional e tecnológico. como em São Paulo. e prepará-la para uma inserção competitiva na economia mundial – prepará-la para a globalização que se anunciava. que inevitavelmente provocou alguns solavancos. o processo pode ter andado mais devagar. Japão e outros países asiáticos. laminados e espelhos. a norte-americana Guardian. Tratava-se de fazer um up grade geral na economia brasileira. as indústrias vêm conquistando o seu espaço no Brasil. A ação do Estadoempresário foi reduzida com a desestatização de diversas atividades e as próprias atribuições do poder público no âmbito econômico ganharam um sentido mais de regulação do que de atuação direta.mercado interno e na substituição de importações deu lugar a uma nova estrutura baseada na abertura comercial e na livre participação do capital externo na economia. mesmo com os ajustes ainda em curso. o mercado interno passou a contar com a presença de mais um fabricante. De imediato. Trazendo consigo. a disponibilidade de uma base industrial. Rio Grande do Sul. as possibilidades de importação da própria matéria-prima trouxeram um novo componente ao mercado.

A desconcentração industrial entre as regiões vem determinando o crescimento de cidades-médias dotadas de boa infra-estrutura e com centros formadores de mão-de-obra qualificada. o papel desta gigante. A partir desse processo industrial e. de uns tempos pra cá. além de incentivos fiscais. passa a se integrar.A concentração industrial no Sudeste é maior no Estado de São Paulo. por motivos históricos. Esta integração reflete nossa divisão inter-regional do trabalho. seguindo uma tendência mundial. existe no Brasil uma grande concentração espacial da indústria no Sudeste. serão abordadas a seguir. O processo de industrialização. que não possuía um espaço geográfico nacional integrado. a atuação estatal através de diversos planos governamentais. A exemplo do que ocorre em outros países industrializados. já que no momento do início da efetiva industrialização. no Vale do Paraíba ao longo da Rodovia Fernão Dias. geralmente universidades.tendo como principal objetivo. destacando novamente São Paulo. transportes menos congestionados e por tratarem-se de cidades-médias. o Brasil vem passando por um processo de descentralização industrial. pela mão-de-obra extremamente barata. melhor qualidade de vida. Além disso. devido à cafeicultura. de uso intensivo de mão-de-obra. acentuou esta concentração no Sudeste. mão-de-obra e transportes. menores custos de mão-de-obra.fazer que se entenda melhor. Dentro da Região Sudeste há uma tendência de saída do ABCD Paulista. Estas áreas oferecem. como a de calçados e vestuários para o Nordeste. mercado consumidor. respectiva concentração. Atualmente. sendo tipicamente centro-periferia. . com acentuada concentração em São Paulo.população. Porque as indústrias tendem a se concentrar mais em uma determinada região?Como fica o desenvolvimento de uma região pouco industrializada?Essas e outras questões. chamada por alguns autores de desindustrialização. vem se distribuindo melhor entre as diversas regiões do país. tendo uma estrutura de arquipélago econômico com várias áreas desarticuladas. os principais fatores para instalação das indústrias a saber: capital. buscando menores custos de produção do interior paulista. Além disso. chamada INDÚSTRIA ! A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL A atividade industrial. percebe-se um movimento de indústrias tradicionais. que vem ocorrendo intra regionalmente e também entre as regiões. muito concentrada no Sudeste brasileiro. como o Plano de Metas. A CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL NO SUDESTE A distribuição espacial da indústria brasileira. com a região Sudeste polarizando as demais. o Brasil. o que é vital quando trata-se de tecnopólos. que liga São Paulo à Belo Horizonte. o estado tinha. atraídas sobretudo. ou seja.como os meios de transporte e comunicação podem influenciar para a industrialização de uma determinada região. foi determinada pelo processo histórico.

metalurgia. alimentos. caracterizada durante muito tempo como capital administrativa do Brasil até a criação de Brasília. enquanto empresas nacionais ocupam áreas diversificadas. tecelagem. metalúrgica. os principais tipos de indústrias são: automobilística. estaleiros. é a região que possui a maior concentração industrial do país. com indústrias que vão desde o extrativismo ao setor automobilístico. Minas Gerais. possui também um grande parque industrial. de minerais não metálicos. Nesta área. assumiu importância no setor metalúrgico após a 2º Guerra Mundial e passou a produzir principalmente aço.Quem observa a saída de navios dos portos de Santos e do Rio de Janeiro tem oportunidade de verificar quantos produtos industriais saem do Brasil para outros países. A cidade de São Paulo. o Sudeste. de vestuário. marcado pela variedade e volume de produção. . mecânica. o ABCD(Santo André. Porém. etc.Constitui-se também. não atingiu toda a região Sudeste.entretanto. têxtil. O grande interesse de empresas multinacionais é principalmente pela mão-de-obra mais barata. Belo Horizonte tornou-se um centro industrial diversificado.As empresas governamentais atuam principalmente nos setores de siderurgia. para o Vale do Paraíba – Rio de Janeiro e interior. petroquímica. para a região de Sorocaba.de produtos químicos. E aí vem a pergunta:com quem fica o lucro dessas operações?Será que fica para os trabalhadores que as produziram? A cidade do Rio de Janeiro. Petróleo e metalurgia.Esta área tornou-se o centro da industrialização. AS ATIVIDADES ECONÔMICAS E INDUSTRIAIS NAS 05 REGIÕES DO BRASIL Sudeste: Como descrito anteriormente. de passado ligado à mineração. ferro-gusa e cimento para as principais fábricas do Sudeste. que se expandiu nas seguintes direções: par a Baixada Santista. não tem as mesmas características de alta produção e concentração de São Paulo.São Bernardo do Campo. têxtil. petroquímicos. etc. o que produziu espaços geográficos diferenciados e grandes desigualdades dentro da própria região. pelo forte mercado consumidor e pela exportação dos produtos industriais a preços mais baixos.de empresas de vários tipos. São Caetano e Diadema)e centros próximos. papel. alcançando Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. como Campinas. etc. alimentares. Várias empresas multinacionais operam nos setores automobilísticos de máquinas e motores. indústria de material de transporte. É um centro polindustrial. Jundiaí e São José dos Campos possuem uma superconcentração industrial. elaborando espaços geográficos integrados à região metropolitana de São Paulo. vestuário. destacando-se as indústrias de refino de petróleo. produtos químicos.

É o caso de Volta Redonda. educação. de transporte . Araxá e Itaperuna(leite e derivados).Quanto maior a cidade. a maioria apresentando ligação direta com algum produto ou com a ocorrência de matéria-prima .Nesse sentido o sul passou a complementar a produção do Sudeste. existem no Sudeste outras áreas industriais. A industrialização de São Paulo implicou na incorporação do espaço do Sul como fonte de matéria-prima. para o exterior. tem muita vinculação com a produção agrária e dentro da divisão regional do trabalho visa o abastecimento do mercado interno e as exportações. entre outras. A indústria passou a se diversificar para produzir bens intermediários para as indústrias de São Paulo.Implicou também na incapacidade de concorrência das indústrias do sul. O estado do Espírito Santo é o menos industrializado do Sudeste. a circulação de pessoas e mercadorias é muito intensa na região. João Monlevade e Ouro Branco.Com as transformações espaciais ocasionadas pela expansão da soja. o Sul passou a ter investimentos estrangeiros em indústrias de implementos agrícolas. Timóteo. tem atividades econômicas diversificadas. que passaram a exportar seus produtos tradicionais como calçados e produtos alimentares. . Como entre São Paulo. muitas vezes em estrutura familiar e artesanal.Milhares de pessoas estão envolvidas na comercialização. Araguari e Uberlândia(cereais).etc. Sul: A industrialização do Sul. a capital do Estado. etc. Ipatinga. O imigrante foi um elemento muito importante no início da industrialização como mercado consumidor e no processo industrial de produtos agrícolas. transporte e distribuição dos produtos destinados à industrialização. serviços bancários. Três Corações. de comunicação.Outros centros industriais estão ligados à produção local. profissionais liberais. ao consumo interno ou à exportação.Além do triângulo São Paulo.Daí considerarmos o Sul como sub-região do Centro-Sul.Belo Horizonte. Franca e Nova Serrana(calçados).Rio de Janeiro. No Sudeste. Ibiraçu. outras atividades estão muito ligadas à vida urbana e industrial:comércio. ligadas à siderurgia. relacionadas à sua situação portuária e às indústrias ligadas à usina siderúrgica de Tubarão. com grande capacidade de expansão. graças ao crescimento de suas cidades. serviço público. tendo centros industriais especializados como:Aracruz . Cachoeiro de Itapemirim Vitória. a região possui uma vasta rede de prestação de serviços em todos os ramos. como Campos e Macaé (açúcar e álcool). Rio e Belo Horizonte concentra-se a maior produção industrial do país. maior variedade de profissionais aparecem ligados às atividades urbanas.Considerada também o centro cultural do país.

equipamentos). de indústrias de ponta em condições de concorrência com as indústrias de São Paulo. químicas.Objetivando a integração brasileira com os países do Mercosul. Com vistas à política do Governo Federal para o Programa de Corredores da Exportação. carboquímico. possibilitou o abastecimento do Nordeste com produtos industrializados no Sudeste e o deslocamento da população nordestina em direção a este. a indústria do Sul conta com empresas no setor petroquímico. Encontra-se somente em alguns pontos dispersos e concentra-se sobretudo nas regiões metropolitanas:Recife. de alta tecnologia e capital intenso. acarretando o empobrecimento da população operária. As indústrias continuam a tendência de intensificar a produção ligada à agricultura (alimentos. bebidas) e as novas indústrias metalúrgicas. modernizando. A construção da rodovia . Essa nova indústria . não absorve a mão-de-obra que passa a subempregar-se na área de serviços ou fica desempregada. As indústrias estão concentradas nas mãos de poucos empresários e os salários pagos são muito baixos. que utilizam um maquinário tecnologicamente mais sofisticado. ligando o Nordeste(Zona da Mata) ao Sudeste e ao Sul. A exploração petrolífera no Recôncavo Baiano trouxe para a região indústrias ligadas à produção refino e utilização de derivados do petróleo. instituído no final da década de 70 para atender ao escoamento da produção destinada ao mercado externo. foram realizadas obras nos terminais açucareiros dos portos de Recife e Maceió. principalmente de São Paulo. à implantação e crescimento da produção de bens de capital( máquinas. A agroindústria açucareira é uma das mais importantes. têxteis. concentrado na Zona da Mata. mecânicas e outras. O sistema industrial do Nordeste. tem pouca integração interna. Centro-Oeste: . mas sofre a concorrência com as indústrias do Centro-Sul. A rede rodoviária acha-se mais integrada a outras regiões do que dentro do próprio Nordeste. A reorganização e modernização da indústria do sul necessitam também de uma política nacional que possibilite o aproveitamento das possibilidades de integração da agropecuária e da indústria. siderúrgico e em indústrias de ponta (informática e química fina). visando sobretudo a exportação do açúcar e do álcool. Salvador e Fortaleza . Nordeste: A industrialização dessa região vem se modificando.

A partir da década de 70. minerais não metálicos e madeira. N o estado de Goiás por exemplo . Porém. comunicações e energia possibilitaram à algumas áreas o crescimento no setor industrial .Contudo. o Governo Federal implantou uma nova política econômica visando a exportação . como :alimentos. tiveram mercado consumidor certo no Centro-Oeste. provocando um avanço na agroindústria do Centro-Oeste.existem indústrias em Goiânia.Na década de 60. os produtos alimentares representam o maior valor da produção industrial.Itumbiara. os investimentos aplicados. . Sua industrialização se baseia no beneficiamento de matérias-primas e cereais. Norte: A atividade industrial no Norte. com pequeno beneficiamento dos produtos. localizadas na área de maior desenvolvimento econômico da região. graças ao seu mercado consumidor. Goianésia e Ceres. principalmente nas últimas décadas. na área dos transportes. instaladas no Sudeste. móveis etc. O abastecimento regional é feito pelos matadouros de porte médio e matadouros municipais. esta área possui certa diversificação industrial. passou a se instalar nos pólos produtores de matérias-primas. por exemplo. a industrialização a nível nacional adquire novos padrões. o Centro-Oeste tornou-se a segunda região em criação de bovinos do País. Grande parte das indústrias está localizada próxima à fonte de matérias-primas como a extração de minerais e madeiras.Catalão. já processa 50% da soja na própria área. As indústrias de máquinas e insumos agrícolas. Com tudo isso.Para atender às necessidades econômicas brasileiras e a sua participação dentro da divisão internacional do trabalho. além dos abates clandestinos que não passam pela fiscalização do Serviço de Inspeção Federal. Existem grandes matadouros e frigoríficos que industrializam os produtos de exportação. ao incentivarem-se os cultivos dos produtos de exportação em grandes áreas mecanizadas. Enquanto outras áreas apresentam indústrias ligadas aos produtos alimentares. a partir de 1990. instalada em Dourados MS. Anápolis. é pouco expressiva. A indústria de alimentos. Goiânia e Anápolis. caberia ao Centro-Oeste a função de produtor de grãos e carnes para exportação. além do abate de reses o que contribui para o maior valor de sua produção industrial . Sua produção de carne visa o mercado interno e externo. que estimula o desenvolvimento industrial. sendo esta a atividade econômica mais importante da sub-região. A CEVAL. visando à exportação. As outras atividades industriais são voltadas para a produção de bens de consumo. Pires do rio. se comparada com outras regiões brasileiras. são os centros industriais mais significativos.

enlatamento. Na Amazônia não acontece como no Centro-sul do país. a ZFM foi subordinada diretamente ao Ministério do Interior. que quando uma indústria é implantada em determinada região. O decreto estabelecia incentivos com vigência até o ano 1997. dentre elas. cede seu lugar.fazendo-se aumentar o número de empregos informais surgidos nessa região. o esmagamento de sementes para fabricação de óleos. mudanças no espaço geográfico:em alguns casos. A implantação de uma indústria. e que exercem sozinhas e em pouco tempo.Assim. A ZONA FRANCA DE MANAUS A ZFM foi criada em 1957 originalmente através da Lei 3. defumação. destacando-se a produção de laticínios. Ao longo dos anos 70. mudanças na economia. um trabalho que artesanalmente era executado pelo povo.e principalmente. muitas vezes à máquinas pesadas. a criação de áreas industriais de grandes dimensões. Em 1967. mudanças culturais. a destilação de essências florestais. mudanças no espaço geográfico. as industrias são implantadas. salga. os incentivos fiscais atraíram para a ZFM investimentos de empresas nacionais e estrangeiras anteriormente instaladas no sul do Brasil. o serviço que muitas vezes. a Política Nacional de Informática impediu que a produção de computadores e periféricos e de equipamentos de telecomunicações se deslocasse para Manaus e a ZFM manteve apenas o segmento de consumo da indústria eletrônica. COMO A IMPLANTAÇAO DE UMA INDÚSTRIA PODE ALTERAR NA CULTURA E NAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA REGIÃO EM QUE FOI IMPLANTADA Já é do conhecimento de todos nós. surgem também. prensagem de juta.Tais atividades. várias mudanças acontecem. sem maior avaliação dos danos que ela poderá causar. através da SUFRAMA (pelo Decreto-Lei nº 288).A agroindústria regional dedica-se basicamente ao beneficiamento de matériasprimas diversas. milhares de postos de trabalho se extinguiam. pois. Nos anos 80. Além de mudanças na cultura e economia . Mais adiante veremos sobre a criação da Zona Franca de Manaus. etc. e tido como tradição. bem como investimentos de novas ET. por congelação. modifica a cultura. ossos e couro.o processamento de carne. geram empregos. além de aumentarem o valor final da matéria-prima. era desempenhado por várias pessoas e em um período de tempo muito maior. a preservação do pescado.173 com o objetivo de estabelecer em Manaus um entreposto destinado ao beneficiamento de produtos para posterior exportação. principalmente da indústria eletrônica de consumo. As principais regiões industriais são Belém e Manaus. . a extração de suco de frutas. acarretando conseqüências gravíssimas posteriormente.

013. do pós guerra até meados da década de 70. a atualização dos conhecimentos e a velocidade de comunicação. sob a égide do setor industrial. e o comércio tem o papel de intermediário entre o produtor e o consumidor final. Os meios de comunicação. da metal-mecânica. pois para que se produza alguma coisa . para o crescimento da indústria. Simultaneamente.A Constituição de 1988 prorrogou a vigência dos incentivos fiscais da União para a ZFM até o ano 2. é necessário que haja mercado para este produto. A RELAÇÃO DOS MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO. mas com a abertura da economia. Essa expansão foi liderada por dois grandes subsetores: o metal-mecânico (indústria de automotores. da intensiva e concentração espacial dos gêneros e ramos industriais. visando a obtenção de lucros mais altos. os produtos fabricados na ZFM passaram a enfrentar a concorrência com produtos importados no mercado doméstico brasileiro. são os fatores cruciais para que se implante uma indústria em uma determinada região. que escoem a sua produção para as diversas regiões do país e os portos. comunicação e comércio. bens de capital e do consumo duráveis) e a química (especialmente a petroquímica). esses incentivos perderam eficácia. e o padrão tecnológico do processo produtivo. OS IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELA INDÚSTRIA As economias capitalistas tiveram. nos anos 90. As empresas estabelecidas em Manaus promoveram um forte ajuste com redução do emprego e aumento do conteúdo importado dos produtos finais. visando a exportação. De maneira geral. da indústria madeireira. . A rápida implantação da matriz industrial internacional no Brasil internalizou os vetores produtivos da químico-petroquímica. o impacto do setor industrial sobre o meio ambiente depende de três grandes fatores: da natureza da estrutura da indústria em distintas relações com o meio natural. e abstraindo as características de cada ecossistema. um local tem que ter fácil acesso à rodovias. de papel e celulose e de minerais não-metálicos todos com uma forte carga de impacto sobre o meio ambiente. Para ser determinado estratégico para a implantação de uma indústria.tecnologias de filtragem e processamento dos efluentes além do reaproveitamento econômico dos subprodutos. da indústria de material de transporte. também é muito importante. uma das fases de maior expansão e transformações da estrutura produtiva. para que sejam feitos os contatos necessários para se fechar grandes negócios. também são vitais. E DO COMÉRCIO COM A INDUSTRIALIZAÇÃO DE UMA DETERMINADA REGIÃO Os meios de transporte. O comércio.

a economia mundial ingressa em um novo ciclo de paradigma tecnológico. para que haja pelo menos a esperança. o prejuízo natural causado por um acidente ambiental. algumas manchetes de jornais que anunciaram algumas das catástrofes ambientais.papel e celulose indiciada por prefeitura Acima. É importante. Uma indústria. pois ao mesmo tempo que contribui para o crescimento. também pode contribuir fortemente para o desenvolvimento da população. Baía de Sepetiba: ainda sem solução para rejeitos Manchas de óleo na Região dos Lagos e na baía de Guanabara Rio vai à Justiça contra mineradora Vazamento: Rio Muriaé tem 400 milhões de litros de lama Ingá: Ibama prevê desastre ambiental Óleo vaza de plataforma da Bacia de Campos Rompe barreira em Macacos Cataguases. Muitas vezes. "commodities" e energéticos. matando ecossistemas inteiros. Enquanto o Brasil começa a realizar ajustes no perfil da indústria nacional. tendo como protagonista uma indústria.um prejuízo sem recuperação. altamente consumidora de recursos naturais . os acidentes ambientais causados pela falta de cuidados de certas indústrias. Ao contrário da industrialização do pós-guerra. sempre relembrarmos. . de que não voltará a acontecer. CONCLUSÃO Uma indústria em uma certa região. reciclagem e reprocessamento. pode não ser revisto nunca mais. gerando inúmeros empregos diretos e indiretos. com escassos elementos tecnológicos de tratamento. pode ser benéfica tanto quanto prejudicial.A industrialização maciça e tardia incorporou padrões tecnológicos avançados para base nacional.matérias primas. ela pode estar executando a massificação da cultura de um povo. mas ultrapassados no que se refere ao meio ambiente. o novo padrão de crescimento tende a uma demanda elevada de informação e conhecimento com diminuição relativa do "consumo" de recursos ambientais e de "produção" de efluentes poluidores.

A urbanização brasileira ocorreu de forma rápida e desigual. foi muito intenso em décadas passadas e a migração dessas pessoas provocou um inchaço urbano em determinadas regiões. indústrias e residências na mesma área (ocasionando problemas ambientais e de saúde). que possibilitaram novos empregos. que consiste na migração da população rural para as cidades. Brasília. A falta de planejamento urbano e o crescimento acelerado trouxeram algumas consequências para esses centros urbanos. atraindo a população que vivia no campo para a cidade. o mundo não seria o mesmo. O crescimento e o desenvolvimento do Brasil impulsionaram o surgimento de diversas cidades. como o caso das favelas Também ocorreu no Brasil o planejamento urbano para a criação de algumas cidades. barulho. . falta de moradias. entre elas a capital federal. Mas esse processo não ocorreu da mesma forma em todo o país. com a grande migração da população que trocou o meio rural pelas novas oportunidades oferecidas pelas cidades. As regiões Sul e Sudeste se destacam porque possuem uma concentração maior de áreas urbanas. ou mesmo uma televisão ou um rádio? E se não existisse o carro?Ou mesmo você não pudesse nem sonhar em ir de ônibus para o trabalho. poluição ambiental. O chamado êxodo rural. principalmente com a implementação de variadas indústrias. ao longo do século XX. o que gerou diversos problemas. sem seus produtos industrializados! 1) A URBANIZAÇÃO BRASILEIRA NO SÉCULO XX O processo de urbanização no Brasil ocorreu de maneira rápida e desordenada. tais como: problemas de saneamento básico (como tratamento de distribuição de água e esgoto). congestionamento (em razão da falta de espaço nas ruas). falta de áreas verdes (como praças e bosques).Será que hoje em dia a humanidade conseguiria viver sem comodidade e tecnologia?Sem um celular ou um computador. tivesse que ir de carro de boi?Enfim. violência e diversos outros transtornos que resultam em má qualidade de vida para a sociedade. O planejamento urbano serve para evitar os problemas que ocorrem com as cidades que crescem rapidamente e não têm um acompanhamento adequado. Algumas regiões brasileiras se urbanizaram mais do que outras em razão das políticas públicas (que incentivaram determinadas áreas e outras não).

Ainda durante a Idade Média. mas são impactantes nas relações sociais também. A Industrialização é um processo antigo na humanidade. pois é nesse período que ocorre uma desarticulação da sociedade. maior exploração . novas técnicas marcaram o avanço dos meios de produção e de produtividade. e não o contrário. O progresso passou por várias fases tecnológicas. promovendo o cercamento dos campos e empurrando os trabalhadores para as áreas que se urbanizavam através da produção industrial. distritos industriais separados das moradias. grandes progressos em produtividade industrial. A Industrialização causa impactos que vão muito além da utilização de máquinas. áreas verdes. fazendo com que as relações sociais passem a fazer parte da economia. Karl Polanyi chama o processo iniciado pela industrialização de “O Moinho Satânico”. Técnicas mais aprimoradas de agricultura. assim como o crescimento da classe média e dos padrões de consumo. homens são substituídos por máquinas nos meios de produção. A Inglaterra foi o grande símbolo da Primeira Revolução Industrial. A implantação de um maquinário próprio transforma a sociedade e a forma de trabalho com o intuito de produzir maior riqueza e lucro. Mas isso não quer dizer que houvesse indústrias como conhecemos atualmente ou características do capitalismo.Esses centros planejados possuem estudos para fluxos de automóveis (que evitam o congestionamento). O primeiro país a passar por uma industrialização efetiva foi a Inglaterra. O impacto da industrialização gera um grande aumento na divisão do trabalho. Isso porque a indústria altera não só os meios de produção. Brasília: exemplo de planejamento urbano no Brasil 2) O PROCESSO DE METROPOLIZAÇÃO DO BRASIL 3) A URBANIZAÇÃO E AS ETAPAS DA INDUSTRIALIZAÇÃO A Industrialização é o processo de modernização pelo qual passam os meios de produção de uma sociedade. bairros para moradias. A burguesia é a classe que se consolida com o processo de industrialização e. artesanato e manufatura deram suas contribuições para o desenvolvimento pleno da indústria. transformando a economia em economia de mercado e estabelecendo o capitalismo como sistema. É acompanhada pela ampliação tecnológica e desenvolvimento da economia. É no século XVIII que ocorre o que é chamado de Primeira Revolução Industrial. em muitos casos. entre outros pontos fundamentais para oferecer uma melhor qualidade de vida para a população que ali habita. representa novas formas de organização social pela lógica de lucro que introduz. quando a Inglaterra baseia seu desenvolvimento econômico nas indústrias. ocasião caracterizada pela própria invenção da máquina a vapor. com aumento da produtividade.

Com todo esse processo de crescimento a marginalidade. que viam com maus olhos seus empreendimentos. e a iniciativa do Barão de Mauá acabou quebrando. econômica e social. Essa disputa pelos países industrializados há mais tempo e os que ingressavam no capitalismo ocorreu.do trabalho e estabelecimento do sistema capitalista na economia. o abandono. Essa fase é caracterizada pelo grande avanço da informática e da telemática. 4) OS PROBLEMAS URBANOS O Brasil está crescendo cada dia mais. Esse problema esta cada dia pior. Juscelino Kubitscheck ampliou a industrialização abrindo espaço para a produção dos bens de consumo e as indústrias internacionais. contribuindo com várias consequências desastrosas ligadas a urbanização. seu processo de urbanização ocorreu a partir de 1950 quando se intensificou a chegada de indústrias no país. O clima de tensão. Ainda no período Imperial. contudo. além do uso e valorização do petróleo como fonte de energia. Em alguns casos por iniciativas particulares e. Ao longo da Primeira República. houve um surto industrial promovido pelo Barão de Mauá. o qual teve que investir em produção própria para dar conta de suas demandas durante o conflito. no decorrer do reinado de Dom Pedro II. Entretanto a industrialização brasileira só se desenvolveu mesmo a partir do governo de Getúlio Vargas que promoveu industrialização de base e a urbanização do país. no qual os países buscavam por áreas de influência no mundo. mais expressivamente. por conta da Primeira Guerra Mundial que interrompeu o fluxo de produtos industrializados para o Brasil. nos territórios da África e da Ásia. a qual informatizou e tornou mais rápida as relações de produção. e o aumento das hostilidades entre os países que concorriam por regiões de influência acarretou na Primeira Guerra Mundial. outros surtos industriais também aconteceram. Já a Terceira Revolução Industrial é mais recente e vivemos constantemente sob seus impactos. . onde pudessem vender seus produtos industrializados e obter as matérias-primas necessárias para o sustento de suas indústrias. A situação desagradava os ingleses. O Brasil entrou com atraso no processo de Industrialização. pairou na Europa. Para saber mais sobre os problemas urbanos que destroem com o meio ambiente e a saúde das pessoas fique atento aos próximos tópicos. porém existe a conscientização e aos poucos o governo estabelece novas regras nas quais os problemas urbanos sejam amenizados. Essa industrialização do século XIX esteve inserida no contexto do Neocolonialismo ou Imperialismo. e a falta de moradia criaram um verdadeiro transtorno com um grande aumento da violência e poluição. A Segunda Revolução Industrial expandiu o grupo de países detentores de tecnologias e produções industriais. É uma fase caracterizada pela descoberta e uso da energia elétrica. Outros dois momentos marcantes de industrialização ocorreram posteriormente no mundo. a fome. sobretudo. É conhecida também como Revolução do Silício. Portanto o Brasil não estava preparado e nem devidamente planejado para essa migração em alta escala de pessoas. Em busca de melhores condições de vida as pessoas saiam da vida rural e se instalavam nas cidades a procura de emprego.

pois muitos recursos que são enviados no tratamento do lixo não chegam ao seu destino. As possíveis soluções para o trânsito urbano no Brasil é a implementação de incentivo aos transportes públicos e claro com melhores condições com investimentos nas infraestruturas desses transportes. modal rodoviário taxas mais baratas e investimentos urbanos que sem dúvida iria melhorar o transito no Brasil principalmente nas grandes cidades. provocando estresse nas pessoas e sem contar as muitas horas perdidas dentro dos automóveis. Túneis vias expressas. .Problemas urbanos no Brasil trânsito O trânsito é um dos problemas urbanos que mais cresce e trazem problemas as populações com o excesso de automóveis transitando nas ruas aumentam se a poluição desestabilizando o meio ambiente. A falta de estrutura o abandono político em solucionar o problema criam alternativas erradas como lixões espalhados por todo o Brasil a céu aberto causando problemas ao solo e a saúde pública com proliferações de insetos e doenças. Esse aglomerado de lixo traz muitos malefícios tanto para a saúde como para o meio ambiente. Problemas urbanos no Brasil lixo Com a alta taxa de crescimento nas grandes cidades do Brasil um dos principais problemas urbanos é a grande produção de lixo. Uma das alternativas beneficiadoras é a conscientização da importância da reciclagem. Essa questão é um problema socioeconômico. que através desse processo muitos materiais são reutilizados gerando menos lixo abandonado.

Esses problemas urbanos do Brasil precisam de reformas sérias por parte do governo para mudar a situação dessas pessoas que muitas das vezes procuram o caminho errado por falta de melhor oportunidade. por um lado. o Brasil possuía 113 mil km de rodovias. que faz com que cresçam cada vez mais favelas em morros com condições precárias e sub-humanas ainda existam. que construiu a estrada Rio-São Paulo. alcançando os Estados do Rio de Janeiro.Problemas urbanos no Brasil moradia As morarias inadequadas no Brasil sua grande maioria é devido a falta de infraestrutura urbana. interligando São Paulo a Mato Grosso. agrava-se o problema da maioria dos habitantes.Petrópolis. foram instalados os primeiros bondes elétricos no Rio de Janeiro. O Brasil emperrava por falta de comunicações em várias regiões. Durante o governo de Rodrigues Alves. Os processos de urbanização do Brasil como sabemos é fruto de uma industrialização tardia. ligavam o ponto de produção ao litoral. Problemas relacionados com o tipo de desenvolvimento do qual.478 quilômetros de malha ferroviária. cujo ponto inicial era Bauru. o país contava com 32. Em 1930. esse era o lema do Presidente Washington Luís. posto de saúde e policiamento fazendo com que cresça a revolta e a criminalidade. As únicas opções que pessoas pobres sem condições algumas têm é a ocupação em terrenos até mesmo em áreas de risco para sobreviver. por outro. A Estrada de Ferro Leopoldina fora ampliada. aumenta a riqueza de uma minoria e. a rede de estradas de ferro brasileiras tinham cerca de 9. o comércio para a produção limitava-se à mercados locais. A produção não escoava para todo o território nacional por falta de rodovias e ferrovias. Ao fim da época da República. . realizada num país subdesenvolvido e que trouxe uma série de problemas. Durante a República Velha ocorreu a construção da Estrada de Ferro Noroeste.583 quilômetros sem interligações entre si. Minas Gerais e Espírito Santo. Essas áreas urbanas onde vivem famílias pobres geralmente não são atendidas com escolas. Ocorreram também remodelações de portos e reaparelhamento. sua estrutura e evolução No início do período republicano. “Governar é construir estradas”. e) a rede de transportes e comunicação. e Rio.

até 1920. que se acentuou com a ênfase do poder central na malha rodoviária. no Nordeste e no planalto paulista. a administração pública tentou criar um sistema ferroviário capaz de substituir o rodoviário no transporte de cargas pesadas. Com a aceleração do processo industrial na segunda metade do século XX. Na década de 1980. o mais caro depois do aéreo. A crise econômica da década de 1980 e uma nova orientação política tiveram como conseqüência uma queda expressiva na destinação de verbas públicas para os transportes. porém.287 km. a política para o setor concentrou os recursos no setor rodoviário. o que gerou a descoberta de rios antes desconhecidos para a navegação.659 km em 1980. ficou muito aquém das necessidades do setor num país das dimensões continentais do Brasil. no sul do Pará. que entrou em processo acelerado de degradação. As ferrovias transportam 33% da carga (minério de ferro e granéis) e já apresentam expansão em sua malha. Ocorreu a abertura de mais de 700 km de estradas no interior. que liga a província mineral de Carajás. Esses conceitos começaram a ser modificados a partir de então. com 890km de extensão. Como resultado. inaugurada em 1985. A década de 1940 marcou o começo do processo de estagnação. especialmente na área da indústria pesada e extração mineral. O setor ferroviário se desenvolveu de forma acelerada desde a inauguração da primeira estrada de ferro. TRANSPORTE RODOVIÁRIO . TRANSPORTE FERROVIÁRIO Primeira estrada de ferro do Brasil A primeira estrada de ferro brasileira foi inaugurada no Rio de Janeiro em 1854. complementados pelas vias fluviais e a malha rodoviária. o setor rodoviário. no caminho de Petrópolis. mas dificuldades financeiras impediram a adoção de medidas eficazes para recuperar. e com isso o sistema de transportes limitou-se aos transportes fluvial e ferroviário. Desde a criação da primeira estrada de ferro até 1946 os esquemas viários de âmbito nacional foram montados tendo por base as ferrovias. Outras foram construídas posteriormente. que em 1960 tinha 38. Diversas ferrovias e ramais começaram a ser desativados e a rede ferroviária. estas impulsionadas pela cultura do café – provocando a ligação Santos-São Paulo-Jundiaí e a construção das linhas das Cias. com prejuízo para as ferrovias. com 14.5 km de extensão. Até a década de 1950. A crise do petróleo na década de 1970 mostrou a necessidade da correção da política de transportes. especialmente pela profunda mudança que se operou na economia brasileira.Na gestão de Afonso Pena. a economia brasileira se fundava na exportação de produtos primários. e a ênfase passou para o setor rodoviário. ao porto de São Luís MA. unindo a Baía de Guanabara ao sopé da Serra da Estrela. modernizar e manter a rede ferroviária nacional. Uma das iniciativas de sucesso foi a construção da Estrada de Ferro Carajás. reduziu-se a 26. movimentava no final do século mais de sessenta por cento das cargas. O volume de investimentos. As primeiras medidas concretas para a formação de um sistema de transportes no Brasil só foram estabelecidas em 1934. foi criada a Comissão Rondon que pretendia instalar o telégrafo no interior do Brasil.

incrementado a partir da década de 60 com a expansão da indústria automobilística. Em 1928 foi inaugurada a primeira rodovia pavimentada. em programas de combate às secas. como parte da BR-101. Embora o sistema rodoviário. além de consumir 90% do diesel utilizado em transportes no país). o crescimento acelerado deu lugar à estagnação. Em 1973 passou a vigorar o Plano Nacional de Viação.070 km. Compõe-se o sistema federal das seguintes rodovias: 1) 8 rodovias radiais. que se estende por 2. 5) 78 rodovias de ligação entre cidades. a extensa área. impediu a ampliação da rede e sua manutenção. a disponibilidade hídrica. com numeração iniciada em um. As dificuldades econômicas do país a partir do final da década de 1970 causaram uma progressiva degradação da rede rodoviária. que passou a produzir asfalto em grande quantidade. responde por cerca de 64% da carga que circula no território. A partir das décadas de 1940 e 1950. que liga São Paulo à região Centro-Oeste. Entre as rodovias mais modernas do Brasil estão a Presidente Castelo Branco. e a implantação da indústria automobilística nacional. em 1954. em 1988. percorre o litoral dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. com ponto inicial em Brasília e numeração iniciada por zero. seu desenvolvimento prejudicou a melhoria e a expansão dos transportes ferroviário e hidroviário. Entre as rodovias construídas a partir desse plano destacam-se a Brasília-Acre e a Belém-Brasília.Rodovia Presidente Dutra No Brasil. 3) 21 rodovias transversais. em 1957. usado para financiar a construção de estradas pelos estados e a União. de São Paulo a Santos. e a rodovia dos Imigrantes. 4) 29 rodovias diagonais. em fins do século XX a precária rede rodoviária respondia por 65% do transporte de cargas e 92% do de passageiros. Como objetivou a integração inter-regional. As estradas brasileiras tiveram sua construção iniciada apenas no século XIX e as rodovias surgiram só na década de 1920. cuja numeração começa em três. primeiro no Nordeste. a Torres-Osório. Na década de 1980. que estabeleceu um imposto sobre combustíveis líquidos. com a extinção. a longa faixa litorânea e os relevos pouco acidentados não impediram a adoção de uma política de transportes apoiada nas rodovias. A mudança da capital do Rio de Janeiro para Brasília levou à criação de um novo e ambicioso plano rodoviário para ligar a nova capital a todas as regiões do país. no Rio Grande do Sul. com numeração iniciada em dois. no sentido norte-sul. TRANSPORTE HIDROVIÁRIO . hoje rodovia Washington Luís. do imposto sobre lubrificantes e combustíveis líquidos e do imposto sobre serviços de transporte rodoviário. a fundação da Petrobrás. um terço dos quais através da selva amazônica. que. Como resultado. que modificou e definiu o sistema rodoviário federal. a construção de rodovias ganhou poderoso impulso devido a três fatores principais: a criação do Fundo Rodoviário Nacional. com numeração iniciada em quatro. em 1946. no sentido leste-oeste. 2) 14 rodovias longitudinais. seja oneroso (três vezes mais do que o ferroviário e nove vezes mais do que o fluvial. a Rio-Santos. A perda de receitas. a Rio-Petrópolis.

Hidrovia da Madeira . por onde é escoado o minério de manganês extraído de uma área próxima da cidade de Corumbá. Principais hidrovias Hidrovia Araguaia-Tocantins . em Minas Gerais. Nos últimos anos têm sido realizadas várias obras. Isto ocorre devido a vários fatores. É o caso dos rios Tietê. os quais encontram-se afastados dos grandes centros econômicos do Brasil. e Juazeiro. e Peixes. As obras ainda em andamento visam baratear o escoamento de grãos no Norte e no Centrooeste. Existe também um projeto de ligação da Bacia Amazônica à Bacia do Paraná. e seu potencial hidrelétrico é parcialmente aproveitado na Usina de Tucuruí. por exemplo. o Tocantins. Eclusas são construídas para superar as diferenças de nível das águas nas barragens das usinas hidrelétricas. É a hidrovia de Contorno. dificultam a navegação. Hidrovia São Francisco . Os trechos hidroviários mais importantes. A hidrovia. O Brasil tem mais de 4 mil quilômetros de costa atlântica navegável e milhares de quilômetros de rios. Outro motivo são os rios de planície facilmente navegáveis (Amazonas e Paraguai). O seu significado econômico e social é de grande importância. apresentando-se encachoeirados. encontram-se no Sudeste e no Sul do País. A construção da Hidrovia Araguaia-Tocantins visa criar um corredor de transporte intermodal na região Norte.O rio Madeira é um dos principais afluentes da margem direita do Amazonas.900 km.A Bacia do Tocantins é a maior bacia localizada inteiramente no Brasil.Entre a Serra da Canastra. Hidrovia Tietê-Paraná . pequenas obras de dragagem e. em Minas Gerais. portanto. O Porto de Manaus.100 km. caso implantado.Hidrovia Tietê-Paraná Hoje. O pleno aproveitamento de outras vias navegáveis dependem da construção de eclusas. de portos que possibilitem a integração intermodal. na Bahia. no Pará. está em operação desde abril de 1997. é o porto fluvial de maior movimento do Brasil e com melhor infra-estrutura. e sua foz. seu principal rio. Entre as principais hidrovias brasileiras.300 quilômetros. em Alagoas. é o grande fornecedor de água da região semi-árida do Nordeste. É o sistema de menor participação no transporte de mercadoria no Brasil. do ponto de vista econômico. no rio Paraguai. destacam-se duas: Hidrovia Tietê-Paraná e a Hidrovia Taguari-Guaíba. em Goiás. por não haver nessa parte do País mercados produtores e consumidores de peso. com as novas obras realizadas para permitir a navegação noturna. o transporte nessa região não tem grande importância econômica. Sudeste e Sul. o "Velho Chico". Apesar de boa parte dos rios navegáveis estarem na Amazônia. já prontas. e Três Marias. em Minas Gerais. Muitos rios do Brasil são de planalto. Paraná. São Francisco e outros. que permitirá a ligação da região Norte do Brasil às regiões Centro-Oeste. É o caso da eclusa de Barra Bonita no rio Tietê e da eclusa de Jupiá no rio Paraná. num trecho de 1. situado à margem esquerda do rio Negro. Outro porto fluvial relevante é o de Corumbá. na Bahia. Grande.Esta via possui enorme importância econômica por permitir o transporte de grãos . Seu principal trecho navegável situa-se entre as cidades de Pirapora. a navegação fluvial no Brasil está numa posição inferior em relação aos outros sistemas de transportes. Durante as cheias. no Pará. como é conhecido o maior rio situado inteiramente em território brasileiro. Nele estão instaladas as usinas hidrelétricas de Paulo Afonso e Sobradinho. principalmente. é navegável numa extensão de 1. Os principais projetos em execução ao longo do rio visam melhorar a navegabilidade e permitir a navegação noturna. onde nasce. pois permitirá um transporte de baixo custo. na divisa de Sergipe e Alagoas. com o intuito de tornar os rios brasileiros navegáveis. O Araguaia cruza o Estado de Tocantins de norte a sul e é navegável num trecho de 1. entre as cidades de Belém. Moxotó.

o transporte aéreo é realizado por companhias particulares sob o controle do Ministério da Aeronáutica no que diz respeito ao equipamento utilizado.São Paulo Implantado no Brasil em 1927. TRANSPORTE MARÍTIMO O Porto de Santos (SP) é considerado o maior porto da América Latina . A rede brasileira. Para operacionalizar esses 1. há necessidade de conclusão de eclusa na represa de Jupiá para que os dois trechos se conectem. sendo 1. sofreu as conseqüências da crise mundial que afetou o setor nos primeiros anos da década de 1990. Manaus. Rio de Janeiro. haviam 10. No segmento de carga. no Rio Grande do Sul. e 800 no rio Paraná. outras hidrovias possuem mais importância local. Rio de Janeiro. Taguari-Guaíba . Ela possui 1. Fortaleza e Manaus.Com 686 quilômetros de extensão. abertura de novas linhas etc.o 1° do país em carga aérea). o que facilita o transbordo das cargas. destacam-se São Paulo (incluindo-se o aeroporto de Viracopos. Os principais centros do país em volume de passageiros transportados são pela ordem: São Paulo. que cresceu muito até a década de 1980. O transporte aeroviário é responsável por 4% do movimento total de passageiros no Brasil. A receita total do setor gira em torno de R$ 12 bilhões ao ano. Brasília e Belo Horizonte. É operada por uma frota de 72 embarcações. principalmente no transporte de passageiros e no abastecimento de localidades ribeirinhas. As companhias aéreas brasileiras transportaram em média 40 milhões de passageiros (29 milhões em vôos internos e 11 milhões em vôos internacionais).9% em relação ao ano anterior. Porto Alegre.250 quilômetros. em São Paulo. sua participação é de 0. Além disso.e outras mercadorias de três estados: Mato Grosso do Sul. Curitiba. com um acréscimo de 27.014 aeroportos e aeródromos oficiais.332 aeronaves registradas ativas e 2. em Campinas . No que diz respeito ao tráfego. na divisa de São Paulo com o Mato Grosso do Sul e na fronteira do Paraná com o Paraguai e a Argentina. de acordo com o Departamento de Aviação Civil DAC. Belo Horizonte. Salvador.250 quilômetros navegáveis. Paraná e São Paulo. esta é a principal hidrovia brasileira em termos de carga transportada. Uma de suas importantes características é ser bem servida de terminais intermodais.299 privados e 715 públicos (dados de abril/2000). Em volume de cargas. TRANSPORTE AÉREO Aeroporto de Congonhas . sendo 450 no rio Tietê. Os principais produtos transportados na hidrovia são grãos e óleos. que podem movimentar um total de 130 mil toneladas. Recife. Brasília.65%.

“Antes. Esse mundo artificial inclui. no meio urbano. vamos fazer a questão. inicialmente. A pergunta é simples e bem direta: qual é o efeito dessa modernização agrícola? E ela especifica. SANTOS. D) a estagnação da fronteira agrícola do pais. objeto de modificações. Professor: João Paulo. suspensões. o Congresso aprovou em 1995 uma emenda constitucional que retirou dos navios de bandeira brasileira a reserva de mercado na exploração comercial da navegação de cabotagem e permitiu a participação de navios de bandeira estrangeira no transporte costeiro de cargas e passageiros. ou seja. uma consequência socioespacial que caracteriza o atual mundo rural brasileiro é: A) a redução do processo de concentração de terras. o mundo rural. o transporte multimodal é a melhor opção para o Brasil. a introdução de várias técnicas que ele vai colocar. mas a partir dessa época a navegação de cabotagem declinou de forma substancial e foi substituída pelo transporte rodoviário. ferroviários e hidroviários reduziriam os fretes. O que o Milton Santos quis dizer com isso? Ele estava tratando do processo de modernização agrícola. mas no fundo ele pergunta pra gente quais são os efeitos dessas técnicas para o campo. no texto na cidade. São Francisco. com o florescimento da indústria de construção naval. 0:35 A questão número 1 começa com um texto do Milton Santos falando do império da técnica. Fronteira Norte. Nordeste. cada vez mais sofisticadas e carregadas de artifício. eram apenas as grandes cidades que se apresentavam como o império de técnica. Leste. B) o aumento do aproveitamento de solos menos férteis. ela quer as consequências socio-espaciais desse processo de modernização agrícola. Além dos corredores de transportes (Araguaia-Tocantins. Oeste-Norte. Transmetropolitano. Sudoeste). Mercosul. Prova Amarela – Questão 1. pois a associação de vários sistemas de transporte e a criação de terminais rodoviários. mas termina o parágrafo dizendo que logo em seguida essas técnicas acabaram indo para o campo. dizendo que esse império tinha sido na cidade. Considerando a transformação mencionada no texto. é fundamental abrir um caminho em direção ao oceano Pacífico (corredor bioceânico) para atingir os grandes mercados da Ásia e do Pacífico. Na realidade. A Natureza do Espaço. São Paulo: Hucitec. M. F) O espaço rural Brasileiro 1) CARACTERISTICAS DO MUNDO RURAL BRASILEIRO ENEM 2010. um pouquinho de modernização agrícola.” 0:15 Essa questão trata sobre o que ele chama de império da técnica. acréscimos. houve um crescimento constante do transporte marítimo. C) a ampliação do isolamento do espaço rural.Entre 1920 e 1945. aumentariam a competitividade dos produtos e permitiriam uma maior integração territorial. Para reativar o setor. 1996. . hoje. E) a diminuição do nível de emprego formal. Um pouquinho de interpretação.

duas respostas poderiam aparecer aí: A primeira. Na área rural tem crescido alguns tipos de estabelecimentos como: Hotéis fazenda. Gabarito: Letra B. o exôdo rural. uma consequência positiva. assim como as técnicas envolvidas na produção agrícola ou na pecuária. ecoturismo etc. as atividades praticadas na zona rural já não são mais necessariamente pecuária e agricultura. essas técnicas vão transformar o processo produtivo. utilização de medicamentos. Nesse sistema de criação a área pastoril é de pastagens de qualidade e com elevado índice de produtividade. não há correção de solo. com a qualidade das pastagens. Então. a evasão de pessoas do campo para a cidade. . Agrossistemas Consolidam-se nos tipos de cultivo ou de criação que serão produzidas as espécies de plantas e/ou raças de animais.1:04 Na prática. algumas atividades têm modificado a configuração das relações de produção econômica no campo. analisando as vantagens da criação de uma determinada raça. A letra B fala exatamente desse aumento da produtividade rural em função da modernização agrícola. as técnicas praticadas são rudimentares. as sementes não são selecionadas. produções melhores. com isso os Agrossistemas podem ser: Pecuária Tradicional: Criação de gado sem preocupação com a genética. além de analisar o tamanho das propriedades rurais e o nível tecnológico. Classificação dos Agrossistemas As propriedades rurais são classificadas segundo o nível tecnológico aplicado na pecuária e agricultura. clínicas de repouso. uma consequência socio-econômica negativa que é o desemprego. spas. O desemprego estrutural no campo. com a saúde animal. os animais são criados soltos em grandes áreas sem receber maiores cuidados e com baixa produtividade. Agricultura Tradicional: É o cultivo de uma determinada cultura sem utilização de defensivos agrícolas. clubes de pescas. Atualmente. Basicamente. que seria com a chegada das máquinas nós temos técnicas melhores. o que a gente tem que visualizar? Que com a chegada dessas técnicas no meio rural. É isso que nós vamos encontrar no gabarito. uma questão positiva. então. naturalmente nós temos um aumento de produtividade. com produção baixa pela falta de modernização. A segunda. Pecuária Moderna: E a criação a partir de cuidados com a genética. além de acompanhamento de um veterinário. como arado de tração animal.

a produção é comercializada com a população. Agricultura de Jardinagem Praticado principalmente na rizicultura (plantio de arroz). Os agrossistemas são analisados também a partir do tamanho das propriedades rurais. aplicação de fertilizantes. África e Ásia. são observadas as previsões do tempo para executar o plantio.Agricultura Moderna: É o cultivo intensivo. Plantations São grandes propriedades rurais monocultoras. é destinada à manutenção das famílias (subsistência) e . As áreas cultivadas são minifúndios e o trabalho é manual e bastante minucioso (por isso o nome jardinagem). mas a intenção principal é a subsistência. essa locomoção é constante. os meios de produção são rudimentares. A produção da agricultura itinerante é voltada ao abastecimento do mercado local. isso ocorre porque a produção é estruturada nas mais modernas técnicas e máquinas. As plantations são heranças do período colonial de vários países das Américas. Nesse tipo de produção é realizada primeiramente a correção do solo. imunes a pragas e também são adaptadas ao clima. podendo ser: latifúndio (grandes propriedades rurais com mais de 200 hectares). A produção. essa prática tem ocorrido há vários séculos na Ásia. geralmente muito baixa. cultivam uma única cultura com produção destinada à exportação. ou seja. quando a área cultivada esgota-se. o trabalho de plantio e colheita é realizado por modernos tratores e colheitadeiras. Agricultura Itinerante Esse tipo de agricultura consiste no plantio de roças. os solos geralmente são pobres. Nas plantations a mão de obra era escrava. outra área é procurada. alta produtividade em menos terras cultivadas. minifúndio (são pequenas e médias propriedades rurais). pois no período colonial eram responsáveis pela produção de produtos tropicais muito apreciados na Europa. além do acompanhamento de um agrônomo. ou seja. exploravam negros trazidos da África. garantindo alta produtividade. os animais são levados a percorrer caminhos em busca de ares que ofereçam água e pastagens. as sementes são selecionadas. onde o local cultivado é queimado ou retira-se a vegetação. Pastoreio Nômade Consiste na produção extensiva da pecuária.

criação de novas áreas de cultivo com derrubadas da cobertura vegetal natural e uma série de graves problemas ecológicos decorrente da prática da agricultura moderna. Agribusiness Agribusiness (do inglês. apesar de ter diminuído o problema em países Asiáticos. A eliminação total da fome através apenas do aumento de oferta de alimentos é impossível. surgimento de erosões. se a maioria das pessoas que passam fome possui renda muito baixa. além do mais os alimentos são vendidos.o restante é comercializado no mercado. A intenção primordial no aumento de oferta de alimentos era de combater a fome. as grandes propriedades rurais possuíam recursos financeiros para se modernizar e acompanhar as novas técnicas e tecnologias. às vezes são os latifundiários que fazem a compra. que na prática significa ―Agroindústrias‖. o produtor encontra-se endividado. A Revolução Verde favoreceu o aumento da produção. como o empobrecimento e perda de toneladas de solo. Revolução Verde A Revolução Verde foi uma evolução tecnológica que ocorreu no meio rural a partir da década de 60. então para sanar suas dívidas é obrigado a vender sua propriedade. A Revolução Verde consistiu no desenvolvimento biotecnológico para gerar uma variedade maior de cereais. pensava-se que se a produção de alimentos ofertasse um grande excedente seria possível amenizar a problemática da fome. pois o que adianta ter oferta e um amplo estoque. foi possível devido ao incremento tecnológico que favoreceu a produção em grande escala. nesse período iniciou também a utilização de fertilizantes para um melhor rendimento dos vegetais. poluição dos mananciais provocada por agrotóxico. mas por outro lado provocou uma aceleração da desigualdade fundiária. o desenvolvimento da agropecuária tem provocado ao longo das ultimas décadas profundas alterações no meio ambiente. Na visão ambiental. negócios agrícolas). poluição. A Revolução Verde não conseguiu eliminar o problema da fome. em razão da falta de apoio financeiro e técnico. já as pequenas propriedades se encontravam excluídas do processo de modernização. Muitas vezes ocorre com esses pequenos proprietários a expropriação. é o . aumentando ainda mais seu latifúndio. não oferecidos gratuitamente.

o modelo adotado para explorar as colônias foi o plantation: grandes propriedades monocultoras. ou seja. ou para outras regiões do país. O Brasil rural convive com extremos de pobreza e de riqueza. Os objetivos são alimentos saudáveis e equilibro ambiental. . diminuição do êxodo rural e do desemprego. Deslocou a população do campo para as cidades. Nesse sistema. Apesar do crescimento da produção orgânica. não há adição de substâncias químicas. Agrossistemas Alternativos Representa uma forma de produção ecologicamente correta para amenizar os problemas sociais e ambientais. voltadas para a produção de gêneros tropicais destinados ao mercado externo e com a utilização da escravidão negra. a agricultura moderna provavelmente não será superada. que são chamados de produção orgânica. frigorífico. em busca de terras. pois o combate às pragas e os fertilizantes são feitos com controle biológico. atualmente o produto orgânico tem conseguido um valor mais elevado. jamais a monocultura (cultivo de uma única cultura). o preço maior é devido à qualidade dos produtos. 2) CONCENTRAÇÃO FUNDIÁRIA NO BRASIL No Caribe e no Brasil. agentes que não são prejudiciais ao organismo e à natureza. busca-se a eliminação de agrotóxico. que soma 6 bilhões de pessoas no mundo. Essas particularidades do processo colonial latino-americano determinaram os traços principais dos problemas fundiários desta parte do continente: a formação de grandes latifúndios ao lado de grande contingente de trabalhadores rurais que não tem acesso à terra. porém o resultado é baixo e se pensarmos na população mundial. não será possível a prática restrita da produção orgânica. A produção alternativa pratica a policultura (cultivo de várias culturas). pois a produção orgânica oferece produtos saudáveis.termo utilizado para denominar a fusão da produção primária da Agricultura e pecuária com a indústria. Nas últimas décadas a modernização do setor agrícola contribuiu para agravar a concentração de terras. pois são mais saudáveis. entre outras. São exemplos de Agroindústria (Agribusiness): laticínio. onde ocorre o processamento ou industrialização dos produtos oriundos da Agropecuária. indústria têxtil. em busca de emprego. As técnicas de cultivo e de criação também variam do rudimentar ao agronegócio moderno.

Tanto uma opção como outra contribuíram para agravar os problemas sociais que persistem no Brasil atual. A concentração de terras. A fronteira agrícola está ligada com a necessidade de maior produção de alimentos. teve início com a ocupação colonial e se arrastou até os dias atuais. que condena à tragédia milhões de pessoas. a elevação do ITR tornou-se ineficiente para desestimular a formação de grandes latifúndios e promover a reforma agrária. O Brasil convive com milhões de trabalhadores sem terra numa situação em que cerca de 40% da área das grandes propriedades agropecuárias não são aproveitadas para o cultivo. também. para a criação de animais ou qualquer outra atividade econômica. Observe o quadro:  Como fórmula de inibir a manutenção das grandes fazendas improdutivas e a concentração fundiária. Dada a dificuldade de definir o a capacidade de produção de cada fazenda. 3) A EXPANSÃO DAS FRONTEIRAS AGRÍCOLAS Fronteira agrícola é o avanço da unidade de produção capitalista sobre o meio ambiente. Ao longo da sua história.para recomeçar uma nova vida. Sua característica principal é a monocultura de exportação que deu origem e reforçou a propriedade latifundiária. as terras brasileiras foram controladas por uma elite e hoje. o governo elevou os impostos sobre as terras não exploradas: o imposto territorial rural (ITR). por grandes empresas. criação de animais sob a demanda internacional . terras cultiváveis e/ou terras de agricultura familiar.

problemas começam a emergir como conflitos ambientais. Apesar do grande espaço utilizado para a produção de soja. Permite o estudo e o emprego de tecnologia na biodiversidade local. a produtividade para cabeças de boi é considerada baixa. uma vez que temos poucas cabeças de boi por hectare. sociais. permite eco-turismo. e um melhor aproveitamento de terras já ocupadas na sua produção. como reduzir o desmatamento a zero. Índice [esconder]      1 Fronteira agrícola no Brasil 2 Problemas causados pelo avanço da fronteira agrícola 3 Aumento da fronteira agrícola e sua necessidade 4 Referências 5 Ver também Fronteira agrícola no Brasil[editar] Ver artigo principal: Fronteira agrícola Amazônica O Brasil possui 850 milhões de hectares em seu território. reduz o espaço antes utilizado por comunidades indígenas. Além disso seu crescimento acelerado também está ligado pela ausência de políticas públicas eficazes onde a terra acaba sendo comprada barata e o controle fiscal inoperante. Aumento da fronteira agrícola e sua necessidade[editar] Para um melhor uso do espaço ocupado em novas terras da Amazônia foi criado um projeto chamado Amazônia Legal que visa não só melhorar o nível produtivo na área ocupada. em geral é uma forma de absorver todos os recursos naturais e . no território brasileiro cerca de 211 milhões de hectares são utilizados para a pastagem extensiva. O Brasil é lider no ranking de desmatamento mundial. Estima-se que 350 milhões são agricultáveis. a chamada fronteira agrícola.Cana-de-açúcar. Para aumentar a produção de cereais e carne.de importação destes produtos. de áreas de meio ambiente e áreas antes ocupadas por agricultura familiar ocorrer. agricultores e pecuaristas estendem a fronteira de suas fazendas adquirindo mais terras. Já para a criação de gado. e além dos fatores causadores de conflitos. O avanço do desmatamento na Floresta Amazônica por exemplo. culturais do uso da terra por diferentes pessoas e seus pontos de vista. Problemas causados pelo avanço da fronteira agrícola[editar] Conforme o avanço da fronteira e a derrubada de florestas. O sensoriamento remoto no estudo do desmatamento da floresta amazônica por instituições americanas como Environmental Research Letters mostra que a soja é vetor que contribui para este aumento do espaço ocupado a sua produção. também aumenta a pressão no governo com o impulso de movimentos sociais que lutam pela divisão de terras. e Soja ocupam em torno de 22 milhões e 8 milhões de hectares respectivamente. Cabe a Justiça Ambiental mediar todos valores econômicos. há a questão da contribuição que as queimadas e a criação de gado possam afetar no processo de aquecimento do planeta ainda bastante discutido. para que estes conflitos sejam amenizados. cana-de-açúcar e criação de animais.

mineração. infra-estrutura. apresentando dados e estudos para entender a atual dinâmica de uso e mudança de uso da terra no Brasil. etc). O território brasileiro é tem a maioria da sua cobertura com vegetação natural. pois a demanda por alimento é maior que a produção mundial. savanas e áreas úmidas – e áreas para outros usos (cidades. áreas para produção agrícola. até que a população se estabilize ou o nível de produção fique bastante elevado já nos hectares utilizados. especialmente florestas – cerca de 537 milhões de ha. Neste momento em que a sociedade clama por redução de desmatamentos. Quanto mais produtivas forem as áreas de produção. As áreas com agropecuária ocupam 275 milhões de ha. menores serão as áreas necessárias para suprir as demandas da sociedade. o que representa 32% do país. ou 63% do país. eficientemente e de maneira equilibrada. Cientistas e técnicos defendem que o espaço no território ocupado pela pastagem precisa ser melhor aproveitado para que o destamento realizado a fim de novas pastagens seja feito somente quando saturar o uso do terreno já aproveitado. a necessidade de se aumentar a produção de alimentos e o avanço em terras continuará existindo. áreas para conservação de ecossistemas naturais .culturais conservando o meio ambiente necessário ao nosso planeta. 4) O USO DA TERRA Como as terras no planeta são limitadas. resguardando-se mais áreas com vegetação nativa. a RedeAgro analisará nesta seção a ocupação de terras pela agropecuária e o avanço da fronteira agrícola. -A +A Uso da Terra no Brasil Postado em 18/05/2012 . é preciso que se aloquem.como florestas. Conforme a população mundial continuar crescendo.

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o grupo Rockefeller expandiu seu mercado consumidor. Índia. porém. ocorreu de forma mais intensa o processo de modernização da agricultura que envolveu um grande aparato tecnológico provido de variedades de plantas modificadas geneticamente em laboratório. Agrotóxicos O aumento da produtividade agrícola foi expressivo. Canadá e União Europeia. espécies agrícolas que foram desenvolvidas para alcançar alta produtividade. uma série de procedimentos técnicos com uso de defensivos agrícolas e de maquinários. Ao trabalhar a modernização das atividades agrícolas em sala de aula é importante abordar o contexto histórico desse processo e apontar os aspectos positivos e negativos. a Revolução Verde não eliminou o problema da fome. durante a década de 1950. programa financiado pelo grupo Rockefeller. Esse programa surgiu com o propósito de aumentar a produção agrícola através do desenvolvimento de pesquisas em sementes. em seguida promova um debate. entre outros). Sob o pretexto de aumentar a produção de alimentos para acabar com a fome no mundo. . Nesse contexto. Isso se daria através do desenvolvimento de sementes adequadas para tipos específicos de solos e climas. adaptação do solo para o plantio e desenvolvimento de máquinas. fortalecendo a corporação com vendas de verdadeiros pacotes de insumos agrícolas. Solicite aos alunos uma pesquisa sobre as principais características e consequências da modernização no campo.5) A MODERNIAÇÃO DA AGRICULTURA NO BRASIL As atividades agrícolas estão em constante processo de inovação para obter maior produtividade. México. eram exportados em grande parte para países ricos industrializados como os Estados Unidos. basicamente cereais. sediado em Nova Iorque. pois os produtos plantados nos países em desenvolvimento (Brasil. Todo esse processo ficou conhecido na década de 1960 como Revolução Verde. fertilização do solo e utilização de máquinas no campo que aumentassem a produtividade.

Principais pontos positivos: Grande aumento da produtividade de alimentos. o econômico. muitas vezes. Aumento da produtividade agrícola em países não industrializados. que recentemente foram inflacionados diante da crise mundial de alimentos. a redistribuição mais justa da terra. Incluindo ainda que esses pequenos produtores podem se tornar exportadores para diversos países do mundo. refere-se aos objetivos ligados à produção de alimentos para o abastecimento interno. A concentração fundiária no Brasil é resultado de uma distribuição de terra que aconteceu no passado de forma desordenada e destinada. trouxe consigo um artigo que determina a aplicação da reforma agrária em propriedades . que apóiam a implantação da reforma agrária. A disparidade existente na estrutura fundiária brasileira gera a insatisfação de várias classes da sociedade (trabalhadores rurais. grande parte das terras brasileiras se encontra nas mãos de uma minoria de famílias. o que promove o surgimento de uma enorme quantidade de trabalhadores desprovidos de terras para cultivar o seu sustento e de sua família. Poluição do solo causada pelo uso de fertilizantes. cientistas políticos. a quem não precisava. basicamente. Esse pensamento está alicerçado em dois pontos determinantes: o primeiro é o fator social e o segundo. Desenvolvimento tecnológico. de certa forma. sociólogos. 6) A REFORMA AGRÁRIA E AS LUTAS SOCIAIS NO CAMPO Reforma agrária é. entidades religiosas. Atualmente. dentre outros). O crescimento da dependência entre os países. a Nova Constituição Federal de 1988. Esgotamento do solo. Principais pontos negativos: O aumento das despesas com o cultivo e o endividamento dos agricultores. Erosão do solo. Redução da mão de obra rural. Na tentativa de solucionar os fatores citados acima. Desenvolvimento agrícola. Expansão da fronteira agrícola. Já o fator econômico. se torna o seu emprego. forçando a diminuição dos preços dos mesmos. o que contribuiria para a economia do país. tendo em vista que o desemprego é grande no país. O fator social pelo fato que há milhares de famílias que precisam de um pedaço de terra para cultivar seu alimento e que também. Sem contar que os lotes de terra eram gigantescos. Perda de biodiversidade. Ciclo vicioso de fertilizantes.

rurais que se encontrem na categoria de improdutivas. Trabalhadores integrados a esse movimento promovem protestos e invasões em diferentes pontos do Brasil. portanto. . A realidade é que essa questão está longe de ter uma solução. A incidência de conflitos envolvendo trabalhadores sem-terra se tornou mais difundida após o surgimento do maior movimento de luta pela posse da terra no Brasil. Do outro lado da questão. o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). o proprietário aciona o poder público exigindo uma atitude do mesmo. confrontos armados que deixaram mortos e feridos. essenciais para que o acesso à propriedade esteja vinculado ao progresso social. Os pequenos agricultores precisam de um sistema especial de crédito agrícola que permita investimentos na propriedade e na produção e de assessoria técnica. Assentamentos muito distantes dos centros de comercialização dependem sistemas de transporte e armazenagem. Os trabalhadores assentados precisam de ferramentas. A imprecisão de informações leva os sem-terra a interpretar ―ao pé da letra‖ o artigo da Constituição Federal. Algumas atitudes ofensivas por parte do grupo fazem com que o movimento não ganhe a opinião pública nacional. o artigo deixou falhas por não expressar especificamente o que se caracteriza ser uma propriedade improdutiva. O seu sucesso depende de apoio técnico e financeiro aos novos pequenos proprietários que por ela são beneficiados. surgindo. que seria um ponto positivo para a consolidação da aplicação da reforma agrária no Brasil. como o nosso. eles se vêem no direito de invadí-las. quando esse grupo visualiza uma propriedade improdutiva. quando se trata de um país capitalista. estão os proprietários dessas terras que sempre negam essa condição e afirmam que as mesmas são produtivas e que a invasão não passa de um ato ilegal e criminoso. Nesse caso. No entanto. inclusive. sementes e dinheiro para a instalação das edificações necessárias a uma pequena propriedade e de uma pequena residência. como o massacre do Eldorado dos Carajás (Pará). O desprovimento de informações específicas quanto a esse tipo de propriedade gerou a ascensão dos problemas relacionados à luta pela terra. diante da complexidade que a envolve. A reforma agrária A reforma agrária não é apenas um processo de distribuição de terras. principalmente. para serem viáveis.

estas u . Estas matérias constituem a primeirafase da cadeia de tra nsformações imprescindíveis para a obtenção do produto final. A reforma agrária depende de um sistema de apoio ao pequeno proprietário para que com o tempo ele possa caminhar sobre suas próprias pernas. o MST. quase nada foi realizado para resolver os problemas sociais do meio rural. neste período mais recente. manifestações e passeatas exigindo ação mais eficaz do governo na política de reforma agrária. ex-colonos de fazendas e desempregados do campo de da cidade. Mas. Dado que o estado em que se encontram as matériasprimas não possibilita a sua utilização direta pela maior parte dasindústrias. invasões de fazendas pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra). mortes de trabalhadores rurais.e resolver os problemas sociais do campo brasileiro. trabalhadores da construção civil. ex-operários de construção de usinas hidrelétricas.Portanto o custo da reforma agrária não está restrito ao pagamento das terras desapropriadas a serem transferidas ao trabalhador sem terra. o que não significa que foi relevante. e da CPT (Comissão Pastoral da Terra). Os assentamentos realizados foram insuficientes para atender a imensa demanda de trabalhadores rurais sem terra .segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário ultrapassa 4 milhões de pessoas . é importante ressaltar que o maior volume de terras distribuídas. A última década registrou o maior número de assentamentos de pequenos agricultores em toda a história. que são extraídosou obtidos diretamente da Natureza (explorações florestais . 7) A PRODUÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS NO CAMPO A matériaprima consiste num conjunto de produtos necessários em diversos processos de pro dução. Conflitos entre fazendeiros e posseiros. É uma comparação entre praticamente nada e alguma coisa. outra importante instituição de apoio aos trabalhadores rurais carentes e de denuncia à violência no campo brasileiro. Os participantes do MST são formados por bóias-frias. ex-operários de usinas de cana. deveu-se às pressões e manifestações permanentes dos trabalhadores rurais através de sua principal organização. Além disso. agrícolas ou minerais). O MST Os problemas no campo brasileiro podem ser observados no dia a dia.

pesquisas relacionadas a este assunto ganham total apoio por parte dos governantes. Para evitar a emissão de gases poluentes e combater o efeito estufa.e grãos. Mas afinal. Biocombustíveis O Brasil está na fronteira do desenvolvimento e do conhecimento tecnológico quando oassunto refere-se aos biocombustíveis. parcial ou totalmente. E como a flora brasileira é muito rica. Além de estar contribuindo para o próprio bem estar do homem. pinhão manso (Jatropha curcas) e o babaçu (Ricinus communis). os biocombustíveis possuem a vantagem de ter origem em fontes renováveis. tratores. todas nativas do solo Brasileiro. sendo destaque na produção de etanol utilizando a cana-de-açucar. o que são biocombustíveis e por que o Brasil faz parte da vanguarda dessa produção? Os biocombustíveis são derivados de biomassa renovável que podem substituir. obtidos a partir do beneficiamento de determinados vegetais. combustíveis derivados de petróleo e gás natural usados em motores ciclodiesel automotivos (de caminhões. donde tentam exercer o controlo sobre asjazidas e respetiva exploração. do dendê no Norte e Amazônia e da soja no Cerrado. São considerados como fontes de energia limpa. os bicombustíveis são combustíveis de fontes renováveis. não emitem poluentes em nossa atmosfera. Vejamos exemplos de produção em alguns estados brasileiros: Produção da mamona no Nordeste. Qual seria a matéria-prima para a obtenção dessa alternativa ecologicamente correta? Na verdade são muitas e a cada dia novas pesquisas mostram novas fontes possíveis de biocombustível. de acordo com especialistas. automóveis etc.sam produtos semielaborados obtidos a partir das matériasprimas. calor . Sul e Sudeste. Bioma na Caatinga. A melhor notícia é que no Brasil. já que o petróleo está ameaçado de extinção. O Brasil é um país rico em diversos tipos de minérios. 8) A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS 9) A PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTIVEIS Os biocombustíveis são considerados fonte de Energia limpa por não poluírem o meio ambiente. porque. possui também grandes reservas de petróleo e é um dos maiores exportadores de carnes. as denominadas substânciasbásicas. nosso país sai na frente quando o assunto é variedade de matéria-prima para a produção de Biocombustível. inclusive mediante ações militares.) ou estacionários (geradores de eletricidade. Como vemos. produtos agrícolas. buriti (Maurutia fexuosa). Conheça outras plantas de onde pode se extrair biocombustível: macaúba. O País é exportador de tecnologia e de matéria-prima para as mais diversas nações. camionetas. precisamos substituir o uso de combustíveis fósseis (derivados do petróleo) pelos bicombustíveis.e pecuários. A importância industrial e estratégico-militar de determinadas matériasprimas faz com que os países importadoresconsiderem essencial garantir o fluxo re gular e constante de tais matérias.

entrou em vigor a mistura obrigatória de 2% em todo o País. a Alemanha. Em janeiro de 2008. antecipando em três anos a meta estabelecida pela Lei nº 11.3 bilhões de litrosde biodiesel. regularmente. Eles estão presentes no cotidiano do brasileiro há mais de80 anos.7 bilhões de litros/ano) são provenientes de usinas detentoras do Selo Combustível Social. 56 unidades estavam autorizadas a produzir e a comercializar o biocombustível. pelos dados do governo federal. em dezembro de 2004. Em relação à capacidade industrial da produção do biodiesel.Dessa capacidade produtiva. de acordo com dados do PNB. pelo governo federal.). após a primeira crise do petróleo. com mais de 50 usinas aptas a produzi-lo e comercializá-lo. tais como mamona.etc. o Brasil produziu 8. amendoim. principalmente na Europa. o Brasil conta com indústria de biodiesel consolidada. Foi a partir do lançamento do Programa Nacional de Produção e Usos do Biodiesel (PNPB). No Brasil. Biodiesel Os dois principais biocombustíveis líquidos utilizados no País são o etanol (extraído decana-de-açúcar e utilizados nos veículos leves) e. utilizados principalmente em ônibus e caminhões). girassol. foi na década de 1970. Há dezenas de espécies vegetais no Brasil das quais se podem produzir o biodiesel.097. que suaprodução e uso ganharam grande dimensão. é vendido misturado ao diesel de petróleo em mais de 30 mil postos de abastecimento espalhados pelo País. aproximadamente 78% (4. Entretanto. que reduziram as importações de diesel em um . pinhão manso e soja. Esse percentual foi ampliado sucessivamente até atingir 5% em janeiro de 2010. em 2006. que o biodiesel avançou significativamente no País. que introduziu o etanol de cana-de-açúcar em larga escala na matriz de combustíveis brasileira. Na época. um certificado fornecido pelo governo às unidades produtoras que atendem aos requisitos de inclusão daagricultura familiar na cadeia produtiva do biodiesel. Hoje. a Itáliae a Argentina. mais recentemente. dentre outras.8 bilhões de litros. o biodiesel. o biodiesel (produzido a partir de óleos vegetais ou gorduras animais. foi criado o Pro-Álcool. no final de 2011. para 2. dendê (palma). A mistura de biodiesel ao diesel teve início em dezembro de 2004. os Estados Unidos e o Brasil são os maiores mercado mundiais de biodiesel. Este tipo de combustível renovável é pesquisado desde o início do século 20. a Espanha. babaçu. Sua produção saltou de69 milhões de litros. Desde o lançamento do PNPB até o final de 2011. em 2012. e com capacidadeinstalada superior a seis milhões de metros cúbicos. de 2005. Atualmente. Outros importantes mercados são a França. com uma capacidade nominal total de seis bilhões de litros ao ano.

somente com a criação do programa Pro-Álcool. é que o Brasil estabeleceu definitivamente a indústria do etanol combustível. substituído principalmente pelo gás liquefeito de petróleo. O etanol é produzido nas regiões Nordeste e Centro-Sul.3 bilhões. aproximadamente. as economias menos desenvolvidas no mundo ainda apresentam em suas matrizes energéticas mais de 90% de participação da lenha como fonte de energia. cerca de 90% dos veículos leves licenciados no Brasil são flexfuel.Atualmente. situação que o Brasil reverteu a partir da década de 1930. um produto mais nobre e com maior concentração de carbono. invertendo a tendência dequeda do consumo de etanol ainda na Safra 2003/2004. O Brasil utiliza o etanol como aditivo da gasolina desde a década de 1920. ao todo. O Brasil é a única nação no mundo que faz uso extensivo do carvão vegetal . o etanol brasileiro representa a melhor e mais avançada opção para aprodução sustentável de biocombustíveis em larga escala no mundo.montante de US$ 5. sendo que a região Centro-Sul é responsável por. O País é o candidato natural a liderar a produção economicamente competitiva e a exportação mundial porque tem o menor custo de produção e o maior rendimento em litros por hectare. Além disso. com o estado de São Paulo responsável pela produção de 60% do biocombustível. Esse ritmo fez com que. Atualmente. Entretanto. Lenha e carvão vegetal Atualmente. o País apresentava mais de 80% de participação da lenhaem sua matriz energética. Os investimentos nos veículos flex-fuel e o fortalecimento da cadeia produtiva levaram aum grande crescimento no mercado doméstico de etanol. 90% da produção nacional. produçãotem baixo consumo de fertilizantes e defensivos e apresenta níveis relativamente baixosde perdas do solo. Em 2011. Boa parte da lenha extraída no País é transformada em carvão vegetal. Os outros 10% são produzidos na região litorânea do Nordeste. Etanol O Brasil é um dos maiores produtores mundiais e o maior exportador de etanol. este indicador já era menos de 10%. em 1975. o combustível produzido a partir da cana-de-açúcar foi adicionado à gasolina a partir deum decreto assinado em 1931. No início da década de 1940. Oficialmente. metade da frota nacional circulante seja formada por veículos flex. o etanol reduz as emissões de gases de efeito estufaem cerca de 90% e a poluição atmosférica nos centros urbanos. Em relação ao meio ambiente. contribuindo positivamente para a balança comercial brasileira.

étnicas e de gênero O que é CENSO Demográfico ? É uma pesquisa que permite conhecer a população de um país : número de habitantes . de baixos teores de enxofre e cinza. Para atender ademanda de carvão até 2. Um País Marcado pela Diversidade . cafuzos (indígenas com negros) e os caboclos ou mamelucos (indígenas com brancos). Outros 27% são ainda utilizados para cozinhar alimentos. cerca de 60% desse gusa produzido é exportado. A intensa miscigenação ou mestiçagem entre esses grupos originou os mulatos (brancos com negros). onde e como vivem as pessoas . características.3 mdc. Carvão vegetal na siderurgia O carvão vegetal é usado na siderurgia como fonte de calor e como redutor do minériode ferro. Atualmente. são necessários cerca de três metros cúbicos decarvão .5 a 2 milhõesde hectares. crianças e idosos. Para umaprodução de uma tonelada de gusa. No Brasil quem realiza a pesquisa do CENSO Demográfico é o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) . Boa parte do carvão é proveniente de desmatamentos. O Brasil é o maior produtor mundial de gusa via carvão vegetal. ESTRUTURA E DINÂMICA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA A População Brasileira . o gusaproduzido é de melhor qualidade do que aquele produzido via carvão mineral. principalmente) formam os três grupos básicos da população brasileira. Devido às características do carvão vegetal. para produzir calor deprocesso. G) A POPULAÇÃO BRASILEIRA 1) A FORMAÇÃO. 34% da lenha é convertida em carvão vegetal e 28% tem uso direto na indústria.020 seria necessário um reflorestamento de 1. os negros (trazidos como escravos) e os brancos (europeus. de mulheres.formação. Formação Étnica Os ameríndios (primeiros habitantes do Brasil. indicadores demográficos. de homens. movimentos populacionais no Brasil. legais ou ilegais. teorias demográficas. dinâmica do crescimento.na indústria siderúrgica. A última pesquisa CENSO Demográfica do Brasil foi feita em 2010 . povos indígenas).desigualdades Socioeconômicas.

3º Estados Unidos. por exemplo. no sotaque . Entre os elementos mais evidentes da presença de culturas diversas na formação de nossa população. ou seja a população absoluta (o mesmo que população total) é elevada . 5º Brasil ) . Apesar de esforços do governo brasileiro de distribuir oportunidades de trabalho por todo o Brasil. com cerca de 4 habitantes por Km². A densidade demográfica do Brasil é baixa. O censo nacional de 2010 realizado pelo IBGE encontrou o Brasil sendo composto por uns 90 milhões de brancos. mas pouco povoado O Brasil é o quinto país mais populoso do Mundo ( 1º China. etc. As maiores oportunidades de trabalho são fatores que contribuem para a concentração populacional. amarelo e indígena. estatura. 2º Índia. A população brasileira se concentra nas áreas litorâneas e nas grandes cidades (como São Paulo. 14 milhões de negros. Brasil : um país populoso. 4º Indonésia. Já quando nos referimos a um país povoado estamos falando da sua população relativa. preto. e em outras. herdamos nossa língua oficial. A população relativa de uma região é o mesmo que a densidade demográfica dessa região. A atual distribuição da população brasileira reflete a desigualdade econômica entre as regiões. Distribuição Espacial da População A população brasileira está distribuída de maneira desigual pelo território : há regiões onde se aglomeram muitas pessoas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classifica o povo brasileiro entre cinco grupos: branco. Nas últimas décadas o ritmo de crescimento da população vem caindo . Há diferenças regionais que aparecem. 2 milhões de amarelos e 8oo mil indígenas. Dos portugueses. Porto Alegre . e também nas características físicas das pessoas. música. Belo Horizonte. nossa língua portuguesa não é falada da mesma forma por toda a população. como cor da pele. baseado na cor da pele ou raça. o número de habitantes é muito pequeno. etc. Além disso. ) . em comparação com outros países do mundo. pardo. Salvador. pois as pessoas procuram locais que possam lhes oferecer boas condições de vida. religião. Rio de Janeiro. com densidade demográfica de 85 habitantes por quilômetro quadrado.Essa diversidade aparece em características culturais. está a língua falada. . hábitos alimentares. o Sudeste é a região brasileira mais povoada . Quem declara sua cor ou raça é o próprio entrevistado. 82 milhões de pardos. No entanto. dos cabelos. há muitas palavras de origem indígena e africana. A região Norte é a menos povoada. como língua. ou seja o número de pessoas que residem em determinada região. na língua portuguesa falada no Brasil. Um país populoso significa que possui muitos habitantes.

5 milhões de quilômetros quadrados . Ou seja.4 habitantes / Km² . corresponde a quantos anos as pessoas poderão viver (em 1940 era de 42 anos .000. A população brasileira vive em cidades. portanto o Brasil é Populoso.900 / 85 = 22. O Japão possui a densidade demográfica 15 vezes maior que a do Brasil.000 = 130 / 0. O crescimento natural pode ser : positivo = quando nascem mais pessoas do que morrem . Expectativa de vida : também denominada esperança de vida ao nascer . As taxas de natalidade vêm diminuindo no Brasil : por causa da urbanização (crescimentos das cidades.500. . Essa densidade demográfica é baixa.000 / 8. pensando na carreira profissional.000. os casamentos acontecem mais tarde. Dinâmica do Crescimento Demográfico Taxa de natalidade : é o número de nascimentos em cada grupo de mil habitantes . Crescimento natural ou vegetativo : é a diferença entre os nascimentos e os óbitos (mortes) . camisinha. negativo = quando o número de nascimentos é menor do que o de mortes .000 = 1. Qual é a densidade demográfica do Brasil ? Densidade demográfica = população / área territorial = 190. facilidade de planejamento familiar devido ao acesso a meios contraceptivos = pílula. nas cidades o número de filhos é menor do que no campo.377 = 340 habitantes / Km ² . etc. o Brasil tem população relativa de cerca de 22 habitantes por quilômetro quadrado . em 2000 era de 170 milhões. apenas uns 20 % é que ainda moram no campo . A taxa de natalidade no Brasil em 2010 está em cerca de 19 %o (19 nascimentos para cada grupo de mil pessoas ao ano) . mas pouco Povoado ! Exemplo 2 : No Japão a população é de pouco mais de 130 milhões de habitantes. Qual é a densidade demográfica do Japão ? população / área territorial = 130. No ano de 1900 a população brasileira era de 17 milhões de habitantes. nulo = quando a taxa de natalidade é igual a taxa de mortalidade. as mulheres trabalham e tem menos filhos .000 / 377. hoje em dia. atualmente está em torno de 73 anos) . 1960 era de 70 milhões. num território de pouco mais de 8. A taxa de mortalidade do Brasil está em torno de 7 %o(7 mortes por grupo de mil pessoas ao ano) . em 2010 da ordem de 190 milhões. que vivem no território de pouco mais de 377 mil Km² . Taxa de mortalidade : representa o número de óbitos para cada grupo de mil habitantes .Exemplo 1 : No Brasil vivem pouco mais de 190 milhões de brasileiros (CENSO 2010) . ).

o que poderá comprometer a previdência social. aumentando a expectativa de vida.8.Elaborada pelo economista inglês Thomas Malthus. e consequentemente o número de idosos .16. má distribuição nos países pobres. argumentava que.128. Estrutura Populacional A queda combinada das taxas de fecundidade e mortalidade vem ocasionando uma mudança na estrutura etária brasileira. na realidade. em um determinado momento. 3. não existiriam alimentos para todos os habitantes da Terra. As maiores constetações a essa teoria são que.1945). pela crescente participação da mulher no mercado de trabalho. E como conseqüência da baixa natalidade. Teoria Reformista . ocorre grande concentração de alimentos nos países ricos e. 6 . Porém. Sendo assim. os recursos naturais da Terra se esgotariam em pouco tempo. se o crescimento demográfico não fosse contido. pela urbanização. No ano de 2010 podemos considerar o Brasil um país maduro.32.Nas últimas décadas. Foi sugerida uma rigorosa política de controle da natalidade aos países subdesenvolvidos .. com diminuição relativa da população jovem e o aumento proporcional do número de idosos.. comparado por ele a uma progressão aritmética (1.).24.. consequentemente. ou seja. Ao mesmo tempo. mas enfrentam problemas para manter boas condições de vida para o grupo populacional crescente de idosos. comparado por ele a uma progressão geométrica (1. em poucos anos poderão faltar pessoas para o mercado de trabalho. em nenhum momento a população cresceu conforme a previsão de Malthus. 2. Houve uma queda na taxa de crescimento da população brasileira. Teorias Demográficas Teoria Malthusiana .Elaborada após a Segunda Guerra Mundial (1939 . que pode ser explicada pelo maior acesso a informações sobre métodos contraceptivos..). Teoria Neomalthusiana . Os países maduros apresentam expressivo desenvolvimento industrial.Diverge das Neomalthusiana. principalmente. esse pesquisador defendia que a alta taxa de natalidade colocava em risco o futuro da humanidade. 5. 4. por volta de 1798. Segundo Malthus. com predomínio de sua população na faixa etária de 20 a 59 anos . avanços na medicina e melhorias das condições de saúde pública ajudaram a diminuir a taxa de mortalidade .64. E o desenvolvimento de novas técnicas agrícolas aumentou consideravelmente a produção de alimentos. a população mundial crescia em um ritmo rápido. e a produção de alimentos crescia em um ritmo lento. Os reformistas atribuem teorias Malthusiana e aos países ricos ou .

No Brasil são quatro principais tipos de migração : . Na capital desse estado. italianos. que á saída de brasileiros para outros países. que formaram um dos grupos mais numerosos de imigrantes estabelecidos no Brasil. O período áureo da imigração para o Brasil ocorreu entre 1850 e 1934. a partir do final do século XIX . através da distribuição de renda aos mais carentes. de acordo com o qual. quando muitos europeus (principalmente portugueses. A imigração. quando o tráfico de escravos cessou ( a lei Eusébio de Queirós proibiu a vinda de novos escravos ) a imigração se intensificou . japoneses. a influência italiana pode ser notada. que se acelerou após 1950 . A chegada desses imigrantes se deu principalmente entre meados do século XIX e meados do século XX . atualmente é menor do que a emigração. e do trabalho para casa. . Os italianos. . Defendem a adoção de reformas socioeconômicas para superar os graves problemas.a migração rural-urbana ou êxodo rural. que resultou em um excessivo crescimento demográfico e pobreza generalizada. Uma dessas medidas foi o sistema de cotas . e o Japão. é o deslocamento diário da residência para o trabalho. não poderiam ingressar no país mais de 2% do total de entradas de imigrantes de cada nacionalidade nos últimos cinqüenta anos. Imigração O Brasil possui parte da população formada por imigrantes ou descendentes destes. tem que ser o objetivo. isso se aplica ao Brasil. . a vinda de estrangeiros para residir no Brasil. Portanto. ou seja. Este segundo fator decorreu da necessidade de o país atrair mão de obra para as lavouras cafeeiras. . em especial no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX) como dos esforços do governo brasileiro em incentivar a vinda de imigrantes para cá. com o declínio da imigração e uma maior integração entre todas as regiões do Brasil . libaneses. por exemplo. A redução do crescimento demográfico seria consequência dessas reformas.e as migrações pendulares nas grandes cidades. razão pela qual a imigração para o Brasil diminuiu consideravelmente. dirigiram-se principalmente para o estado de São Paulo. Antes disso já ocorria imigração. nos hábitos alimentares dos paulistanos.as migrações internas ou inter-regionais. A Constituição promulgada em 1934 estabeleceu medidas restritivas à vinda de estrangeiros. mas em número pouco expressivo. a cada ano. espanhóis e alemães) e asiáticos (sírios. entre outros) chegaram ao país. Podem ser classificadas em diversas categorias. mas assumiram maior importância após 1934. Movimentos Populacionais no Brasil Migrações são deslocamentos da população no espaço.a imigração. que ocorreram durante toda a nossa historia. atravessando cidades. inclusive como instrumento para equilibrar o crescimento vegetativo no Brasil. A diminuição da desigualdade social. A partir de 1850. em um momento em que escravidão tornava-se ilegal no Brasil.desenvolvidos a responsabilidade pela intensa exploração imposta aos países pobres ou subdesenvolvidos. foi resultado tanto da crise em outros países (da Europa. entrada de estrangeiros no Brasil foi muito importante no período de 1850 até 1934.

mineração século XVIII. sendo o Brasil o maior exportador de látex das seringueiras (matéria-prima da borracha) do mundo. Na década de 1940 aconteceu a marcha para o oeste A Marcha para o Oeste foi criada pelo governo de Getúlio Vargas para incentivar o progresso e a ocupação do Centro-Oeste.O momento de maior incentivo à vinda de imigrantes foi a abolição da escravatura. a migração nordestina para a região Sudeste.6% respectivamente. No entanto. que impulsionou o governo brasileiro a buscar nova força de trabalho na Europa e no Japão. onde as pessoas migraram do campo para as cidades em busca de melhores condições de vida. Durante muito tempo acreditou-se que a “mistura” de povos fazia do nosso país uma democracia racial. A renda . após Primeira Guerra Mundial (1914-1918). mas se intensificaram a partir do século XX. e entre a população parda e negra esse valor dobra. isto é. pardos e indígenas. Migrações Internas Em 1877 a 1880 ocorreu a grande seca do Nordeste e muitos foram para a Amazônia aproveitar o ciclo econômico da borracha. Para realizar esse levantamento. cana-de-açúcar no século XVI e XVII. verificamos a enorme desigualdade : 7% da população branca é analfabeta. dividida pela cor ou raça. levando grande parte da população a não reconhecer sua própria origem.6% e 14. tornando as capitais destes estados (São Paulo e Rio de Janeiro) grandes polos de atração para essas populações. entre as décadas de 1950 e 1980. de modo geral. em nosso país há um racismo disfarçado contra negros . Durante toda a história do Brasil a economia passou por ciclos econômicos. Com o auge da industrialização do Brasil. em 1888. Atualmente cerca 80 % dos brasileiros vivem nas cidades. a maior oportunidade de trabalho nas crescentes indústrias. para que as pessoas se autoclassifiquem . um país sem racismo. onde todos seriam tratados da mesma forma e teriam as mesmas oportunidades. do café no final do século XIX e início do século XX e da borracha de 1870 a 1910. que organizou um plano para que as pessoas migrassem para o centro do Brasil. nesse período. concentrando a propriedade de terras na mão de poucos. pela cor da pele. Desigualdades Socioeconômicas. a mecanização da agricultura. em especial para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Ao comparar. definidos. As migrações internas ou regionais vem ocorrendo desde a época colonial. étnicas e de gênero Um dos aspectos levantados pelos CENSOS brasileiros é a distribuição da população segundo cor ou raça. o IBGE apresenta cinco grupos étnicos. Prova disso é que muitas pessoas que poderiam ser classificadas como pardas ou negras se autodeclaram brancas. As maiores entradas anuais de imigrantes ocorreram no período entre 1888 e 1914-1918 (anos da Primeira Guerra Mundial). foi intensa. Além disso. facilidade de transporte e acesso aos serviços de saúde nas cidades. foi nesse período que ocorreu o êxodo rural. foram as principais do êxodo rural. A estrutura agrária brasileira. fazendo com as populações se deslocassem para as regiões mais atrativas . por exemplo as taxas de analfabetismo da população brasileira. sendo 15. onde havia muitas terras desocupadas.

O índice foi desenvolvido em 1990 pelos economistas Amartya Sen e Mahbub ul Haq. pela observação do mapa com cores indicando o IDH podemos perceber alguns fatos. os países membros da ONU são classificadosde acordo com essas medidas. Ásia Central. Austrália. Refletindo uma discriminação por parte dos empregadores e empresários. A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer. Com IDH ligeiramente menor nessas latitudes ficam a Rússia e as antigas nações do "bloco comunista". Os países de menor IDH estão claramente nas menores latitudes. Dentro do próprio continente    . Com relação aos sexos. Ainda hoje é comum ver que existem diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho. aldeias. segundo pesquisas estatísticas as mulheres ganham salários menores do que os homens. cidades. países onde a Renda per capita é menor. 2) EVOLUÇÃO DO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano" e para ajudar a classificar os países comodesenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto). e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no seu relatório anual. no Norte da África. nações que ficam entre as latitudes de clima mais frio e as regiões equatoriais. Os avanços alcançados nos níveis de educação e rendimento dos últimos anos. Cada ano. Irã. em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). Chile e Uruguai.média da pessoa de cor branca no Brasil é de quase o dobro da renda das pessoas de cor preta . Japão. o clima e as latitudes com o IDH das nações. embora nasçam mais homens. Nova Zelândia. de causa-efeito. no Brasil. os países de clima mais frio da América Latina. O IDH também é usado por organizações locais ou empresas para medir o desenvolvimento de entidades subnacionais como estados. etc. comparativamente mesmo quando ocupam o mesmo cargo. climas mais quentes. não alteraram significativamente o quadro de desigualdades raciais. É o caso da América do Norte. entre as áreas do globo terrestre. China. e portanto são em maior número no Brasil (quase 3 milhões mais de mulheres do que homens). Europa Ocidental. com forte concentração na África e noSubcontinente indiano. Ficam aí também a Argentina. Oriente Médio. Embora não exista nenhum estudo acerca de correlações. Nações com IDH intermediário se encontram em sua maioria na América Latina. locais de temperaturas médias mais baixas. a taxa de mortalidade deles é maior e as mulheres atingem maiores idades. porém.  Países com IDH mais alto ficam geralmente nas maiores latitudes. havendo. educação e PIB (PPC) per capita (como um indicador dopadrão de vida) recolhidos a nível nacional. a população de homens e mulheres no Brasil é praticamente a mesma. bons índices de alfabetização e expectativa de vida. Coreia do Sul.

Singapura. mais nas proximidades do Equador. ela pode ser utilizada para destacar as insuficiências nacionais. com um infinito PIB per capita iria obter uma pontuação de 0." As críticas a seguir são comumente dirigidas ao IDH: de que o índice é uma medida redundante que pouco acrescenta ao valor das ações individuais que o compõem. Brunei e produtores de Petróleo) e de baixo IDH nas regiões frias (geralmente ex-comunistas). se sua população fosse analfabeta e nunca tivesse ido à 9 escola. . não levando em consideração fatores históricos. As observações acima são ilustrativas. O índice foi ainda criticado por ter um tratamento inadequado de renda. "Isso efetivamente significa que um país de imortais. porque o IDH é 9 basicamente uma medida de quão escandinavo um país é. algumas exceções ao que foi listado acima. os quais são determinantes no desenvolvimento das nações e mesmo dentro dos países. culturais. conflitos. Usando o IDH como um indicador absoluto de bem-estar social. cada um dos três componentes são limitados entre zero e um. alguns autores utilizaram dados do painel de IDH para 14 medir o impacto das políticas econômicas na qualidade de vida. que é um número que produz uma classificação relativa. e por avaliar o desenvolvimento de forma diferente em diferentes grupos de países. As regiões de menor IDH ficam no Norte e Nordeste do país.africano pode ser percebida uma ligeira tendência de maior IDH nos pontos mais afastados da linha do Equador. embora haja muito espaço para o crescimento econômico e longevidade.666 (menor do que a África do Sul e Tajiquistão). focando exclusivamente no desempenho nacional e por não prestar muita atenção ao desenvolvimento de uma perspectiva global. Dois autores afirmaram que os relatórios de desenvolvimento humano "perderam o contato com sua visão original e o índice falha em capturar a essência do mundo que pretende 5 retratar. falta de comparabilidade de ano 8 para ano. colonialismo. Malásia. e que é difícil comparar o progresso ou regresso de um país uma vez que o IDH de um país num dado ano depende dos níveis de expectativa de vida ou PIB per capita de 10 11 12 13 outros países no mesmo ano." O índice também foi criticado como "redundante" e uma "reinvenção da roda". a cada ano. assim. riquezas naturais. nações de alto IDH nos trópicos (ex. religiosos. a classificação na lista pode ser facilmente usado como um meio de engrandecimento nacional. políticos. os países ricos não podem efetivamente melhorar a sua classificação em certas categorias. Há. com ramificações para oCentro-oeste. Como resultado disso. alternativamente. incluindo pela não inclusão de quaisquer considerações de ordem ecológica. os estados-membros da ONU são listados e classificados de acordo com o IDH. que é inútil para comparações inter-temporais. No Brasil se configura uma tendência geográfica similar. se baixa. No entanto. 6 7 medindo aspectos do desenvolvimento que já foram exaustivamente estudados. que é um meio de dar legitimidade às ponderações arbitrárias de alguns aspectos do desenvolvimento social. Se for alta. O economista Bryan Caplan criticou a forma como as pontuações do IDH são produzidas." Ele argumenta: "A Escandinávia sai por cima de acordo com o IDH. Críticas[editar] O Índice de Desenvolvimento Humano tem sido criticado por uma série de razões. com IDH maior concentrado no Sul e no Sudeste.

800. que é a divisão do número de alunos de todos os níveis de ensino residentes no município pela população de 7 a 22 anos (faixa etária ideal das pessoas que estudam) do mesmo município. e o das maiores metrópoles brasileiras (com mais de 1 milhão de habitantes) é de 0.2% das cidades entre 50 mil e 500 mil habitantes.4% Os anos 90 foram marcados por avanços significativos no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) dos menores municípios do Brasil.693. os menores municípios tiveram uma evolução de 15. O IDH-M das cidades médias é de 0. Em 83% dos municípios brasileiros. o subíndice de educação cresceu 25% entre 1991 e 2000. avanço superior aos das cidades mais populosas. o que mais puxou a evolução educacional foi a taxa bruta de freqüência à escola.7% das entre 500 mil e 1 milhão e de 6. Em 96% das cidades brasileiras o crescimento dessa taxa foi proporcionalmente maior do que o aumento da alfabetização. Com isso ele se aproximou dos índices das cidades maiores.507 cidades. Na média. mas não mede propriamente a qualidade do ensino ofertado. Trata-se de um indicador que privilegia a oportunidade de acesso das pessoas à escola. São Félix do Tocantins é a recordista. O desenvolvimento humano mais rápido das cidades com menos de 50 mil habitantes é especialmente importante porque elas abrigam 62.1% das com mais de 1 milhão de habitantes.2 milhões de pessoas. têm crescimento médio de 15. Na média das 5. contra um crescimento de 12% do subíndice de longevidade e de 11% do subíndice de renda. contra um crescimento médio de 11.9% no seu IDM-M na década de 90.Evolução do IDH-M – municípios com menos de 50 mil habitantes Menores cidades têm os maiores avanços no desenvolvimento humano Municípios com menos de 50 mil habitantes.603 para 0. enquanto o das grandes cidades com menos de 500 mil habitantes é de 0. onde moram 36% dos brasileiros. ou 36% da população do país.759. As 159 cidades que tiveram os maiores ganhos proporcionais de desenvolvimento humano no país entre 1991 e 2000 têm menos de 50 mil habitantes. com avanço de 67. a dimensão que mais se desenvolveu ao longo da década de 90 foi a educação.822. O IDH-M médio das cidades com menos de 50 mil moradores cresceu de 0. de 6. .9% no seu IDH-M. Embora a alfabetização da população tenha crescido.

. A taxa bruta de freqüência à escola pulou de 18% para 78%.611. e o analfabetismo foi reduzido de 75% para 20%.Um bom exemplo é o município de São Félix do Tocantins.365 para 0.4%.269 habitantes viram o índice crescer 67. com aumento de 250%. o que impulsionou o salto do desenvolvimento humano local foi o subíndice de educação. Embora tenham havido avanços em longevidade e renda. de 0. Em nenhuma outra cidade brasileira a evolução do IDH-M foi tão expressiva: seus 1.

600.373 para 838. Santa Catarina e Rio Grande do Sul. chegaram no ano 2000 a 558. o número de municípios com IDH-M inferior a 0.A evolução do desenvolvimento humano nos municípios brasileiros ao longo dos anos 90 pode ser vista com mais clareza no mapa.422. As maiores concentrações de municípios na faixa mais alta do desenvolvimento humano estão em São Paulo. Pesquisadora Titular da Escola Nacional de Ciências Estatísticas .800). respectivamente. E o Centro-Oeste foi invadido por uma onda azul clara. As áreas vermelha e laranja. enquanto as áreas azuis cresceram e passaram a dominar as regiões Sul.500 e a 0. Sudeste e Centro-Oeste.ENCE/IBGE (patarra@ibge. embora ainda haja uma discrepância muito grande do IDH-M entre as Grandes Regiões do país.226 para 2. e o de cidades com IDH-M entre 0. significados e políticas Neide Lopes Patarra Socióloga-Demógrafa. nas fronteiras agrícolas do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ao mesmo tempo. que correspondem às cidades com IDH-M inferior a 0.gov.800 dobrou de 1.600 diminuiu de 1.br) . embora sejam visíveis as manchas azuis escuras também no Triângulo Mineiro.701 e 0. Olhando-se os mapas. as cidades que estão na faixa de desenvolvimento humano considerado alto (acima de 0. 3) O IMIGRANTE NA FORMAÇÃO DO BRASIL CONTEMPORÂNEO Migrações internacionais de e para o Brasil contemporâneo: volumes. a faixa vermelha deixou de preponderar na região Nordeste. Ainda melhor. e no sul de Goiás.500 caiu de 1. diminuíram sensivelmente. percebe-se que.001 para 22.501 e 0. fluxos. Entre 1991 e 2000. o total de municípios com índice entre 0. Professora Livre-Docente da Unicamp. que somavam apenas 18 em 1991.

RESUMO Os movimentos migratórios internacionais a partir de e para o Brasil constituem. a turbulência dos primeiros anos do novo milênio passaram a reforçar a necessidade de reflexão. principalmente. sujeitos à ação de aproveitadores. ABSTRACT International migratory movements from and to Brasil nowadays constitutes an increasingly important social question. It involves specific social groups. uma importante questão social. significados e implicações. na mídia falada e escrita. objeto de um número expressivo de contribuições importantes. em tema relevante na produção científica. Remessas.urgentemente . nas discussões políticas. A questão das remessas também tem sido alvo de especulação e iniciativas governamentais. Políticas sociais. há mais de três décadas. Desde quando se tornou manifesto. Key words: International migration. que atestam sua diversidade. políticas. as séries de informações levantadas pelo Ministério de Relações Exteriores e. de maneira crescente. Remittances. Por outro lado. remittances is also gaining space. a publicação dos resultados amostrais do Censo Demográfico de 2000. demográficas e culturais que se processam em âmbito internacional. A crescente importância das migrações internacionais no contexto da globalização tem sido. na verdade. Parte significativa desse arsenal de contribuições importantes volta-se à reflexão sobre as enormes transformações econômicas. no cancioneiro popular e.reformulação e implementação de políticas de imigração e de emigração. Como eixo de reflexão. majoritariamente não documentados. de realização de um balanço do conhecimento e de incorporação de novas evidências empíricas sobre a inserção do Brasil nos movimentos internacionais de população. mais recentemente. de caráter teórico e empírico. submitted to the action of speculators. hoje. mainly non documented persons. principalmente a partir dos anos 80. em novela de âmbito nacional. sociais. Essa situação demanda . situam- . Palavras-chave: Migrações internacionais. It requires an urgent reformulation as well as an implementation of public in-migration and out-migration policies as well as policies related to migrants human rights and access to social services. bem como ações voltadas à implementação dos direitos humanos dos migrantes. que envolve grupos sociais específicos. Public Policies. o fenômeno da migração de brasileiros para países desenvolvidos vem-se constituindo.

Como estratégia de enfrentamento da situação adversa. entre outras manifestações das contradições e conflitos que permeiam a vida coletiva neste início de século. a América do Sul desenvolve estratégias . no âmbito do Mercosul. Além disso.país rival. Há que se tomar em conta as tensões entre os níveis de ação internacional. mas de um modo geral . distanciando-os ainda mais dos países do Primeiro Mundo. a conjuntura política aponta para a emergência de lideranças mais voltadas ao reforço regional conjunto do continente sul-americano. Também o presidente Kirschner. É de fundamental importância considerar que os movimentos migratórios internacionais constituem a contrapartida da reestruturação territorial planetária que. acontecimentos recentes. ao mesmo tempo que as discussões sobre comércio internacional e a Alca recrudescem ainda mais os conflitos internos específicos da região. tornam-se imprescindíveis a incorporação de novas dimensões explicativas e uma revisão da própria definição do fenômeno migratório. é extremamente importante considerar o contexto de luta e compromissos internacionais assumidos em prol da ampliação e efetivação dos Direitos Humanos dos migrantes.cada vez mais desigual e excludente.3 Hoje. É preciso reconhecer o novo. as dívidas externas e internas. Nesse cenário. difícil e conflitivo papel dos Estados Nacionais e das políticas sociais em relação aos processos internacionais e internos de distribuição da população no espaço .e muitas vezes oscila entre a obediência aos cânones neoliberais e as tentativas de incrementar o resgate social acumulado. que já há mais de uma década opera com oscilações. comparecem os países da América do Sul. Isso ocorre com famílias ou . como o 11 de setembro nos Estados Unidos e sua estratégia militar preventiva iniciada com a Guerra do Iraque. como por retorno a situações precárias anteriores. o déficit fiscal. Por essa razão. está intrinsecamente relacionada à reestruturação econômicoprodutiva em escala global.com exceções. o estancamento do processo produtivo. No plano internacional. nacional e local. este é o momento decisivo para a definição de quais países terão acesso ao desenvolvimento. o aumento da pobreza.assistiu-se a processos de democratização. os conflitos do Oriente Médio. mas também aliado . nas décadas passadas .parece favorecer maior dinamismo e um avanço relativo nas políticas sociais que envolvem diretamente aqueles que se movimentam internamente nos países do bloco.o que implica novas modalidades de mobilidade do capital e da população em diferentes partes do mundo. Esses deslocamentos se dão tanto por mudança de residência. é importante saber quais deles poderão lograr o desenvolvimento econômico e social capaz de tirá-los da condição de eternos países em desenvolvimento. tenham imprimido como contrapartida dessa dinâmica. circularidade. as tensões entre comunidades de imigrantes muçulmanos na Europa. onde. contradições e desafios. dupla residência ou permanências temporárias. reforçam as dimensões de racismo e xenofobia.se as mudanças advindas do processo de reestruturação produtiva1 . as recentes tendências de movimentos migratórios internacionais também vêm demandando a reavaliação de paradigmas para serem melhor conhecidas e entendidas. por sua vez. Para superar a distância que a separa dos países desenvolvidos. da desigualdade e da exclusão.2 No cenário da globalização. embora as crises financeiras. entre outras dimensões. na Argentina . Em outras palavras. a política externa do atual governo parece estar dirigida ao fortalecimento do bloco de integração ampliado. Nesse contexto move-se o Mercosul. Para tanto.

a violência e a corrupção dos atravessadores. MEDEIROS. a consolidação de fluxos migratórios. dificuldades. também. para eles. No mesmo dia. há reportagens. os riscos que os migrantes correm. principalmente bolivianos. estavam presentes algumas características percebidas a respeito de um fenômeno que estava se configurando pela primeira vez na história do país.com aumento da participação de mulheres . Dez anos antes. Foram narradas as vicissitudes. ilustram a crescente visibilidade do tema.Paulo anunciava em manchete de primeira página. 1996. Relata suas vicissitudes. OLIVEIRA et al. HARAZIM. os procedimentos adotados para a entrada nos Estados Unidos . em sua edição de outubro de 1995.individualmente . 2005. no país que. 2005). 2005). 1995). a situação de seus filhos. pelo oportuno.agora via México -. aspirando a ter direitos à saúde e educação. . o jornal O Estado de S. desproteção. Esses dois exemplos. Cobertura jornalística recente tratou de várias dimensões dessas novas tendências e características do movimento de brasileiros rumo ao Primeiro Mundo.e muitas vezes envolvem ações ilegais ou clandestinas. o tratamento desigual para os "migrantes documentados" e os chamados "migrantes irregulares". entre outras dimensões. a mescla destes com o narcotráfico. sua desproteção. SIGNIFICADOS E GRUPOS SOCIAIS ENVOLVIDOS Na mídia. ferindo os brios nacionalistas e a imagem de país receptor: a saída de brasileiros para o exterior. MODALIDADES DE MOVIMENTOS. que adentram o país também em busca de melhores condições de vida.particularmente nos Estados Unidos. que parte de uma também crescente diversidade de locais.4 Delineava-se. Todos buscam inserir-se. a Revista da Folha também se ocupou com uma ampla cobertura a respeito dos imigrantes pobres que vieram recentemente ou que estão há mais tempo no Brasil. que na mesma edição do jornal publica-se reportagem a respeito dos recentes imigrantes sul-americanos pobres. O tema também foi tratado em telenovela recentemente transmitida em "horário nobre". de forma temporária ou posteriormente em caráter definitivo. os entendimentos e os significados não só de saída de brasileiros como da entrada de novos imigrantes. no conjunto de contribuições. suas condições absolutamente precárias de habitação e remuneração. Há que se ressaltar.. entre outras evidências.principalmente de jovens urbanos -. sobre brasileiros que migraram e vivem em outros países . parece ser o "sonho americano" (SALES. 1996). 2005. em letras garrafais: "Brasil exportou um milhão de migrantes" (RABINOVICH. Ultrapassar a cifra de um milhão parecia a configuração plena de uma nova questão social. quase diariamente. injustiças e até algum sucesso que cercam a vida cotidiana de um grupo crescente . mesmo como imigrantes também "ilegais" (CAFARDO. O autor da matéria estampava em "furo jornalístico" os números que estavam sendo debatidos num seminário em Brasília: tratava-se de um arredondamento de cifras projetadas mediante o uso do Censo Demográfico de 1991 (CARVALHO. Nos debates e nas publicações que se seguiram.

556 bilhão. portanto. passaram para 1. 1996. situações de "fuga de cérebros". percebia-se que os migrantes não eram os mais pobres . em 1991. cumpre ressaltar alguns pontos que permanecem como contribuições imprescindíveis para o debate atual: . com . sob a mesma rubrica. Embora em menor escala. esta tinha "vindo para ficar".ao contrário de algumas análises conjunturais que associavam a saída de brasileiros à década perdida (anos 80) ou à conjuntura do Governo Collor.com exceção do caso dos "brasiguaios". Em síntese. sucedera no passado. essas remessas cresceram expressivamente nos anos 90 e tiveram como pico o ano de 1992: de 834 milhões de dólares. exemplos de pequeno.o Brasil não seria um país de imigração que passou a ser de emigração. e 3. no contexto interno e internacional. nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial . não teria passado de receptor a expulsor de população.Num resumo a respeito dos entendimentos e dessas interpretações. a entrada e saída de pessoas do território nacional nunca cessou. quanto percepções e anseios de grupos sociais específicos frente a uma mobilidade social truncada no país (como no caso do "rumo ao Primeiro Mundo"). com tarefas remuneradas de baixa qualificação e manuais. bem como a entrada de europeus. Poder-se-ia dizer que o Brasil beneficiou-se da "invasão de cérebros" vindos de países vizinhos. sob a rubrica migração internacional aglutinavam-se processos e fenômenos distintos. . entre outras causas. Percebiam-se modalidades de movimentos populacionais emergentes no contexto do capitalismo internacional e próprias da globalização atual . em 1992. em 1994.que são. entre outras. Na verdade. a ausência de perspectiva de mobilidade social. passavam a ser completamente distintos de tudo o que. em 1990. porém muito melhor remuneradas. . em 1995 (KLAGSBRUNN. o excedente de mãode-obra crescente. em grande parte dos quais afugentados pelos regimes autoritários dos anos 70. p. o significado.os movimentos migratórios internacionais de e para o Brasil foram percebidos como inseridos na reestruturação produtiva em nível internacional.076 bilhões de dólares. O contexto.como a configuração do mercado dual da economia. em 1993. 45). Assim. no primeiro balanço a respeito dos movimentos internacionais contemporâneos no Brasil delinearam-se modalidades distintas e específicas.percebia-se que. Em outras palavras. a entrada de pessoal técnico-científico qualificado. . os movimentos estavam atingindo os jovens adultos de camadas médias urbanas.percebia-se não se tratar de uma inversão de tendência . 2.588. a crise financeira.em sua maioria. 1. com características absolutamente distintas das dos movimentos anteriores. 2. o estancamento do processo de desenvolvimento. a pobreza. esse estudo caracterizava a questão social como inerente à nova etapa da globalização e afirmava que.as transferências unilaterais no balanço de pagamentos do Brasil .embora de diminuta expressão numérica.243. os fluxos. . . . entre outros. estariam na raiz da nova questão social. Estes envolviam tanto questões fundiárias não resolvidas (como no já tradicional caso das migrações Brasil-Paraguai). percebia-se a emergente questão das remessas . as redes e outras dimensões importantes.que já se apresentavam em expansão.finalmente.653. os volumes. mas intermitente afluxo de estrangeiros. o contexto dos movimentos internacionais que envolviam o Brasil indicava a entrada de novos contingentes de estrangeiros.

887. . elevando-se para 1. comprovada por depoimentos e pesquisas qualitativas e reforçada pela constatação da existência de redes consolidadas .440 em 1996. e. de acordo com os procedimentos utilizados.envolvimento de distintos grupos sociais .000 dólares.como. o destino de um expressivo volume de brasileiros.041. ESTIMATIVAS E TENDÊNCIAS DOS FLUXOS MIGRATÓRIOS DE E PARA O BRASIL Saída de Brasileiros As primeiras estimativas quanto à saída de brasileiros variaram. as redes que se criam propiciam e reforçam a continuidade dos fluxos que vão se estabelecendo.3 milhão de pessoas (OLIVEIRA et al. no caso do Japão.6 Esse país tem sido. a consideração da circularidade que envolve grande parte dos deslocamentos populacionais. de acordo com o país de destino. O entendimento da emergência da migração internacional contemporânea não excluía. ATabela 1 resume os dados obtidos. no geral. 1996). Mais que isso.principalmente Itália. em sua maioria jovens e pertencentes à classe média.436 brasileiros vivendo fora do país. como conseqüência. por exemplo.480 milhões de pessoas (CARVALHO. registrando aproximadamente 580 mil brasileiros em 1996. de fato.o que. Também já se percebia que o movimento que mais crescia era o direcionado aos Estados Unidos. De acordo com esses documentos. sua seqüência permite apreender algumas características e tendências.. de "diáspora brasileira" ou outros termos freqüentemente usados pela imprensa e mesmo em alguns meios acadêmicos para referirem-se à questão social da saída de brasileiros. podese constatar que não se trata de "levas" de emigrantes. ao contrário do que aconteceria em seus países de origem. a países europeus .000 a 20. 894 mil em 2001 e 713 mil em 2003. o total de brasileiros registrados no exterior era de 1. de atravessadores que induzem a busca do "sonho americano" a preços que variam de 10.042 milhão a um máximo de 2.098 em 2002. é claro. Percebia-se nitidamente a modalidade de movimento rumo aos Estados Unidos. os Estados Unidos têm sido o principal país recebedor. com ligeiro declínio em 2003. percebe-se que é ínfima a parcela de brasileiros no contexto internacional contemporâneo das migrações internacionais. de ações bilaterais de proteção de seus direitos. levantados pelo Ministério de Relações Exteriores junto aos consulados e embaixadas brasileiras. 1996) e em torno de 1. Alemanha e posteriormente Portugal e Espanha. Surpreendentemente. essas estimativas aproximavam-se dos registros que se iniciaram em 1996. propiciam-lhes um orçamento maior e a possibilidade de formar uma certa poupança. Em primeiro lugar.805.5 Embora tratando-se de um registro de informações específicas.419. onde as primeiras comunidades de brasileiros já iam se constituindo. ao Japão. Desde o início do movimento de brasileiros rumo ao Primeiro Mundo. entre outras dimensões. na esfera das políticas sociais voltadas aos migrantes e. os dados permitem levantar a hipótese da circularidade. Se considerarmos que estimativas da ONU dão conta de 175 milhões de migrantes ao redor do mundo. 800 mil já em 2000. nos quais. demandou um tratamento distinto na esfera das políticas migratórias. ano em que foram registrados 1.895 em 2000 e 2. que entram clandestinamente e se ocupam em trabalhos não qualificados que. mais recentemente. nos anos mencionados. de um saldo migratório mínimo de 1.

2005). e a crescente saída dos jogadores de futebol. 65. em busca de sua inserção em atividades de lazer. De acordo com a imprensa. o Japão comparece com estimativas que vão de aproximadamente 263 mil pessoas. o perfil dos emigrantes que se dirigem à Europa assemelha-se ao dos que se dirigem aos Estados Unidos. os traços culturais e étnicos. Espanha. caracterizava-se como receptor de população. a falta de oportunidade de emprego e o longo período de recessão econômica bloqueiam sua ascensão social. entre outros.431 em 2001 e 70 mil em 2003. Assim. bem como a rede de parentesco. essa fronteira foi marcada por uma série de lutas e batalhas que abrangiam não só os Estados nacionais como também as populações locais e as grandes empresas comerciais. Há uma verdadeira "explosão" de migrantes brasileiros que. mediante a compra de um "pacote". uma vez que. 224 mil. mas também de estruturação dos translados entre as populações dos dois países. 1998). Portugal. Historicamente. BAENINGER. 262 mil. A isso se soma. Itália. são componentes decisivos na configuração e dinâmica do fluxo migratório (PATARRA. principalmente no que diz respeito às suas fronteiras agrícolas. 2001). embora. vivendo situações arriscadas e muitas vezes violentas. ou entrando na prostituição. Já a emigração brasileira para a Europa deve-se. O país que tem permanecido como o segundo na hierarquia de recebedores constitui uma modalidade completamente distinta dos mencionados fluxos rumo ao Primeiro Mundo. certa troca . atividades domésticas são também um possível atrativo. a fatores históricos e culturais decorrentes do próprio processo migratório brasileiro que. Nesse caso.Ocorre que. tais como balconistas. BAENINGER. 13. Em período recente. 2001).196 em 2002 e 35 mil em 2003. Os principais países receptores são a Itália. no Brasil. De um modo geral. Constituindo-se no terceiro país na hierarquia dos "recebedores". Alemanha. tentam passar pelas fronteiras do México.trabalhos esses que são rejeitados pelos brancos e muitas vezes não são acessíveis aos negros. em grande parte. acabam ficando por lá: uns. outros. em quantidade difícil de mensurar. Outro fluxo de emigrantes com características históricas decorrentes do processo migratório do início do século 20 é o de trabalhadores brasileiros descendentes de imigrantes japoneses em direção ao Japão (SASAKI. 50. a partir da qual as redes de relações são formadas e fortalecidas e fomentam ainda mais o fluxo migratório. a extensão urbana de imigração de brasileiros no Paraguai e a extensão do contrabando e do narcotráfico consolidaram a configuração de uma área de conflitos. até pouco tempo atrás. a emigração de mulheres que para lá se dirigem muitas vezes iludidas. não serão presos e. com predominância dos fluxos provenientes de Portugal. a construção da hidroelétrica. também tem sua dimensão simbólica (PATARRA. em 2001. Outro aspecto desse fenômeno é que de fato esses migrantes se sujeitam a um rebaixamento de seu status social em prol da recompensa financeira imediata. amealhando os dólares para investir no Brasil.068 pessoas em 1996. para residir permanentemente fora de casa (SALES. 1999). em 2003. em 1996. com 12.371 em 2001 e 32 mil em 2003. Assim. garçons. com 16. Os movimentos recentes das correntes migratórias que transitaram e ainda transitam na divisa entre o Brasil e o Paraguai estão intrinsecamente relacionados à constituição da fronteira entre esses dois países. ocorre a fusão dos aspectos principais dos fluxos anteriores: embora sempre movidos por estratégias econômicas. possuindo um perfil diferenciado dos demais migrantes clandestinos (MARTES.026 em 1996. nessa travessia rumo ao país de seus sonhos. neste caso. com 22. apesar de quantitativamente menos representativa. em 2000. Espanha. os brasileiros encontram espaço para assumir trabalhos secundários. a imigração torna-se uma boa estratégia econômica. serviços domésticos e afins . parece que traços culturais constituem dimensão importante na decisão de migrar. com "jeitinho". uma vez cruzada a fronteira.775 pessoas em 1996. a 269 mil.

235 pessoas no período 1981-1991 e 98. com 325. Constata-se. 2004b).400 brasileiros registrados nos diversos consulados. grande parte desse contingente é formada pelos sobreviventes dos grandes fluxos das etapas anteriores (PATARRA.514 pessoas no período 1990 e 2000 (Tabela 3). 350 mil pessoas.52% da população total do país) em 1991. pôde-se verificar um forte declínio em sua participação no total da população. a entrada de novos contingentes de estrangeiros. Na verdade.38%) em 2000 (Tabela 2). e 651.501 em 2000.510 em 2001. Entrada de Estrangeiros No que concerne à entrada de estrangeiros no país. O Censo Demográfico 1991 registra uma população estrangeira de 606. BAENINGER.226 (0. Nas duas últimas décadas do século 20.e retorno de brasileiros apenas evidencia a dinâmica iniciada principalmente nos anos 60. em 1996. decrescendo para 767. e 269 mil em 2002.o que corresponde a . também.781 (0. elevando-se novamente em 2003. verifica-se a entrada de 89.o chamado "estoque de imigrantes".631 pessoas . os dados censitários ainda apresentam maior dificuldade de estimativa: realmente. embora em volumes bem mais reduzidos do que no passado.7 O registro de brasileiros no Paraguai indica. declinando para 262. Os dados censitários também permitem observar a entrada de novos imigrantes em seus respectivos períodos intercensitários. eles atingiam um total de 912 mil em 1980. esta é uma tarefa desafiadora. passando para 454. Nas últimas décadas do século. considerando-se o total de estrangeiros residentes no país nos levantamentos censitários . Ao longo do século 20.

após uma estabilidade de dez anos. sem dúvida. entre 1997 e 1999 foram concedidas 49. apresenta. em torno de 20% (BAENINGER. em menor número. houve uma relativa retomada das migrações de ultramar. 2004b). esse dado contrasta fortemente com as informações do Ministério da Justiça. informações recentes sobre pedidos de concessão de vistos específicos do Ministério do Trabalho e Emprego no Brasil revelam que.5%) e América do Norte (9.888.mesmo assim.41% da população residente no país. 2001). que o país aumentou sua inserção nas migrações do Mercosul. tanto para as áreas de destino como para as áreas de origem. com fluxos de Europa e Ásia. e as situações de violações de direitos humanos como dimensões decisivas para o Plano de Ação.e.380 pessoas . Ressalte-se ainda que a imigração internacional norte-americana recente está relacionada à alocação temporária de mão-de-obra qualificada9 (PATARRA. Esses dados estão permitindo trabalhar com a hipótese da configuração de um mercado dual de imigrantes: com os pobres não documentados . Neste caso. o número estimado de estrangeiros teria. e. no capítulo X de seu Programa de Ação. entre 1993 e 1996. foram concedidas 45. mão-de-obra qualificada. LEONCY. A-22).827 autorizações. entre janeiro e junho de 2000. A Pastoral do Migrante trabalha. Ásia (12.Paulo. o de 2000. baixado de 1 milhão para 830 mil. realizada em 1994 no Cairo. na tentativa de transformar a permanência num determinado país em opção viável para todos. por um lado. corresponde a apenas 0. a questão das migrações internacionais. empresários e pessoal de ciência e tecnologia . Caderno Vida. Para isso. No que se refere .1%). hoje.10 Na formulação da problemática. registra 683. Essas evidências indicam.0.oriundos principalmente de países sul-americanos . seguido do Rio. seguidos dos imigrantes da Europa (mais de 20%). imigrantes documentados. BAENINGER. POLÍTICAS MIGRATÓRIAS E POLÍTICAS SOCIAIS NO TRATO COM MIGRANTES INTERNACIONAIS A Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento.8 respondendo por cerca de 40% dos imigrantes internacionais. Além disso. foram concedidas 9. da qual o Brasil é signatário.8 milhão de estrangeiros no país. O documento ressalta os efeitos positivos que a migração internacional pode assumir. p. aliadas à ausência de paz e segurança. subestimam o contingente de imigrantes que entra no país nos períodos intercensitários (Tabela 2). com uma estimativa de 1. destacando a pobreza e a degradação ambiental. com quase 200 mil (O Estado de S. na seqüência de Conferências da ONU nos anos 90. por outro. 2004a.de origem européia e americana. Essas cifras.a maior parte das quais a estrangeiros de países europeus (mais de 30%) seguidas de autorizações a pessoas oriundas dos Estados Unidos e Canadá. incita os governos a analisarem as causas da migração.496 autorizações . o documento considera as migrações internacionais contemporâneas inter-relacionadas ao processo de desenvolvimento. Os países de nascimento desse contingente que passou a residir no Brasil nessas décadas estiveram concentrados no Mercosul Ampliado. e São Paulo concentraria mais da metade desse total: 440 mil. 20 maio 2005. com ligeira elevação pela entrada de novos migrantes.40% de seu total populacional.

2001). recomenda-se a implementação de ações que visem: reduzir seu número. e também enfatiza a necessidade de dados e informações adequadas. elaboração do estatuto dos brasileiros no exterior. prevenir o tráfego internacional com migrantes.às remessas. o etnocentrismo e a xenofobia. estímulo à formação de conselhos consulares com participação de cidadãos brasileiros que vivem fora do país (CNPD. um tratamento regular igual ao concedido aos seus próprios nacionais. Os refugiados devem beneficiar-se do acesso a alojamento adequado. migrantes não-documentados e refugiados/asilados. em nome da economia brasileira e. contribuindo significativamente para diminuir o desequilíbrio da balança de pagamentos e. para inclusão no mercado consumidor das famílias beneficiadas por essas remessas (Documentos de Lisboa. recadastramento eleitoral. como já vimos. contando com serviços de saúde que incluam planejamento familiar e outros serviços sociais necessários. que inclui os elementos para a formulação de políticas públicas para a emigração. avalia-se entre 2 e 3 milhões de brasileiros vivendo no exterior. no que diz respeito aos direitos humanos básicos. o Ministério das Relações Exteriores vem desenvolvendo ações sistemáticas de apoio consular aos brasileiros que vivem no exterior no que se refere à atualização de documentos. incentiva a migração temporária e o reforço do regresso voluntário de migrantes. bem como aos membros de suas famílias. Nesse caso. representação política para os emigrantes brasileiros. Quanto aos migrantes não-documentados.12 No entanto. assim como pela integridade territorial e a soberania dos Estados.tema que. do ponto de vista social. evitar exploração e proteger seus direitos humanos básicos. reforço dos consulados itinerantes e assessoria jurídica a emigrantes. Na introdução desse documento. Além disso. há que se registrar um viés econômico no trato com os emigrados. . promovendo a paz e a reconciliação. Finalmente. os governos dos países recebedores devem considerar a possibilidade de lhes conceder. pois considera-se que Do ponto de vista da economia brasileira [. que tenham respeito pelos direitos humanos e independência individual. situação de consulados e embaixadas brasileiras. No Brasil.11 É interessante considerar a lista de propostas finais aprovadas nesse Encontro. em segundo.. e protegê-los contra o racismo. do qual resultou o Documento de Lisboa. educação. preconiza seu incentivo mediante políticas econômicas e condições bancárias adequadas. grifos da autora). e que aumentem seu apoio às atividades internacionais destinadas a proteger e a apoiar refugiados e migrantes. o documento apela aos governos para que tomem medidas apropriadas para resolver conflitos. tem sido crescentemente discutido nos fóruns e debates a respeito dos grandes movimentos migratórios internacionais contemporâneos. abertura dos consulados para a comunidade migrante. além de apoio ao repatriamento.] a emigração é responsável pela remessa unilateral de cerca de dois bilhões de dólares anuais para o Brasil. Quanto aos migrantes com documentação. a questão das remessas é colocada como ponto de partida e sua justificativa se garante.. em primeiro lugar. e já se menciona a questão das remessas . Um prenúncio de formulação explícita de políticas públicas para a emigração pode ser considerado no documento produzido no I Encontro Ibérico da Comunidade de Brasileiros no Exterior. pelaquestão social. São considerados três tipos de migrantes internacionais: migrantes documentados.

Também é interessante registrar que o Fundo Multilateral de Inversões - Fomin, do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, vem realizando um esforço conjunto com agentes governamentais, o setor privado e ONGs, instituições financeiras e outras, para aumentar a consciência da importância desses fluxos; aumentar a competição para diminuir os custos de remessas; promover a educação financeira, fomentar o impacto desses fundos ao oferecer mais opções financeiras para as famílias receptoras de remessas e suas comunidades (<http://www.iadb.org.mif>). 13 As autoridades vêm gradativamente se manifestando mais abertamente sobre o interesse desse montante de divisas para a economia nacional: percebe-se que o Brasil entrou no rol dos países com altos índices de remessas - estimada em US$ 5,8 bilhões em 2003.14 Destes últimos 5 bilhões que entraram no Brasil, o Japão é responsável por 3 bilhões; os USA, por 1 bilhão; e a Europa, por 1 bilhão - sendo que a metade desse volume vem de Portugal. Esse montante representa 7% das exportações brasileiras, que somaram 73 milhões, em 2003 - e é maior do que qualquer produto de exportação. Nesse último ano, as remessas são superiores às exportações de soja (4,29 bilhões), e bem mais elevadas do que os produtos tradicionais como o café (1,3 bilhão) e calçados (1,62 bilhão) (ROSSI, 2005), ou seja, como havia constatado Klagsbrunn (1996), o emigrante continua sendo o maior produto de exportação do Brasil. Comemorando essa cifra que teria entrado no país em parte pelo Banco do Brasil e em outra trazida pessoalmente ou enviada por parentes e amigos, 15 uma autoridade do Itamaraty manifestou-se, em tom jocoso: os brasileiros que vivem no exterior são compatriotas que deveriam ser recebidos com tapete vermelho, champanhe e caviar (Folha de S.Paulo, 4 jul. 2004). Estrangeiros no Brasil No que se refere à entrada de estrangeiros no Brasil, há que se registrar que o controle da imigração é uma atribuição de três ministérios: da Justiça, das Relações Exteriores e do Trabalho e Emprego. Ao Ministério da Justiça compete, essencialmente, o controle dos estrangeiros após sua entrada em território nacional e a aplicação da política de imigração - desde a concessão de visto, prorrogações, transformações de vistos, permanência, até medidas menos "simpáticas", como a extradição. A política imigratória atual é orientada pela Lei nº 6.815, de 19 de agosto de 1980, que desde o início de sua vigência vem sendo alvo de críticas no país. A lei criou ainda o Conselho Nacional de Imigração - CNI, órgão presidido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com representantes de vários outros ministérios, órgão de classe e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC. O CNI, por meio de 49 resoluções, orienta a política imigratória que, neste momento, privilegia a imigração sob o ponto de vista da assimilação da tecnologia, investimento de capital estrangeiro, reunião familiar, atividades de assistência, trabalho especializado e desenvolvimento científico, acadêmico e cultural (BARRETO, 2001). Destaca-se ainda, na condução da política imigratória brasileira, o trabalho desenvolvido pelo Comitê Nacional para os Refugiados - Conare , vinculado ao Ministério da Justiça, que tem por finalidade a condução da política nacional sobre refugiados. Cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego estabelecer diretrizes e orientações de caráter geral no que concerne à autorização de trabalho a estrangeiros, com

observância dos preceitos da Lei nº 6.815/80 que define sua situação jurídica no país.16 Esse conjunto de dispositivos caracteriza o Brasil como um dos países mais restritivos quanto à imigração de estrangeiros. É interessante considerar as discussões a respeito no âmbito do governo do Mercosul, onde houve tentativas para harmonizar as políticas migratórias dos países-membros com vistas à livre circulação de trabalhadores no contexto da abertura comercial; nesse fórum, a posição brasileira tem-se mantido inalterada. Outra dimensão que vem surgindo com ímpeto é a questão do acesso dos imigrantes não documentados e seus familiares aos serviços públicos no Brasil. Sabe-se que, no Brasil, crianças e adolescentes estrangeiros ou filhos de estrangeiros em situação ilegal nem sempre conseguem lugar em escolas públicas. No Fórum Social das Migrações, realizado em Porto Alegre, em janeiro de 2005, discutia-se o acesso desses migrantes às políticas universalistas - saúde e educação - constatando-se que o Sistema Único de Saúde - SUS é o único programa que, por sua regulamentação universalista, possui o respaldo de atendimento a todos, indistintamente. No Brasil, os estados têm relativa autonomia no que se refere ao acesso de imigrantes e/ou seus filhos ao ensino público fundamental. No entanto, no plano jurídico, a Constituição Brasileira, de cunho universalista, contrapõe-se ao Estatuto do Estrangeiro, que é mais restritivo. Muitas vezes, o jovem pode freqüentar a escola, mas esta não pode emitir certificados de conclusão. 17 Todas essas constatações a respeito dos movimentos migratórios internacionais a partir de e para o Brasil indicam fortemente a urgência de tratamento de uma problemática emergente que demanda análise, entendimento e monitoramento. Isso significa reformulação e ampliação das políticas e ações frente à nova situação, para alterar seus pressupostos, tomar em conta as especificidades dos fluxos e dos grupos sociais envolvidos, defender os indivíduos de atravessadores, ampliar seu escopo para dar conta dos direitos humanos dos migrantes e suas famílias. Sob a égide da Conferência sobre Direitos Humanos, o tratamento dos migrantes internacionais circunscreve-se no âmbito da articulação entre soberania nacional, democracia, direitos humanos e direitos ao desenvolvimento. O desafio consiste em transformar os compromissos assumidos internacionalmente em programas e práticas sociais condizentes com a articulação proposta - síntese das contradições, conflitos e antagonismos intensificados neste início de século. A migração internacional, que é a contrapartida populacional desse contexto globalizado, representa hoje a transformação da herança alvissareira do século 20 e um grande desafio para o século 21

4) OS FLUXOS MIGRATÓRIOS INTERNOS

OS PRINCIPAIS MOVIMENTOS INTERNOS DA POPULAÇÃO E A EMIGRAÇÃO NO BRASIL

Segundo dados do IBGE, em 2010, 40% dos habitantes do Brasil não eram naturais do município de residência, e cerca de 16% deles não eram procedentes da unidade da federação em que moravam. O censo de 2000 detectou que 75% dos movimentos migratórios realizados durante os cinco anos anteriores tinham como origem e destino as áreas urbanas, 12,4% eram rurais-urbanos, 7,7% urbano-rurais e 4,8% originaram-se e destinaram-se a áreas rurais. Esses números mostram que predominam movimentos migratórios dentro do estado de origem. E que há um crescimento do fluxo urbano-urbano e intrametropolitano, ou seja, aumenta o número de pessoas que migram de uma cidade para outra no mesmo estado ou numa determinada região metropolitana em busca de melhores condições de moradia. No entanto, permanecem os movimentos migratórios interestaduais.

.3% das saídas do Sudeste se dirigiram ao Nordeste.5%. que os movimentos migratórios estão associados a fatores econômicos. com o processo de desconcentração da atividade industrial e a criação de políticas públicas de incentivo à ocupação das regiões Norte e Centro-Oeste. que saíam de sua região de origem em busca de empregos e de melhores salários. desde o tempo da colonização. Analisando a história brasileira. o eixo São Paulo-Rio de Janeiro se tornou o grande polo de atração de migrantes. houve um grande deslocamento de pessoas e um intenso processo de urbanização no novo centro econômico do país. a migração em direção ao Sudeste começou a apresentar significativa queda. Entre 1986 e 1991. com o ciclo do café e com o processo de industrialização. Apesar desse retorno de migrantes. principalmente para o Nordeste: entre 1995 e 2000. Mais tarde.Outro ponto revelado pelos dados sobre os movimentos migratórios atuais é o dos fluxos de retorno. os estados que apresentam maior emigração continuam sendo os nordestinos: Paraíba. percebe-se. 48. Quando terminou o ciclo da cana-de-açúcar no Nordeste e se iniciou o do ouro em Minas Gerais. Somente a partir da década de 1970. Bahia e Pernambuco. a porcentagem foi de 42. Piauí.

Ribeirão Preto. São José dos Campos. São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais cuja população menos cresce no Brasil. O processo de industrialização foi um dos principais motivos que incentivou a migração para o Sudeste a partir da década de 1950 . É o que acontece atualmente no estado de São Paulo.Qualquer região do país que receba investimentos produtivos. figuram algumas capitais da região Norte. que integraram o interior do estado não só ao país. o que gera aumento populacional. assim como algumas menores em suas respectivas regiões apresentam índices de crescimento econômico maiores que os da Grande São Paulo. públicos ou privados. Macapá (AP) e Rio Branco (AC). as do Sul do Brasil. vêm as capitais nordestinas e. Sorocaba e São José do Rio Preto. localizadas em áreas de expansão das atuais fronteiras agrícolas do país. Em seguida. energia e comunicações. receberá também pessoas dispostas a preencher os novos postos de trabalho. que aumentem a oferta de emprego. As cidades médias e grandes do interior como Campinas. Boa parte da produção econômica estadual é destinada ao mercado externo. mas ao mundo. Em primeira posição. Essa situação ocorreu graças ao desenvolvimento dos sistemas de transportes. finalmente. Atualmente. com destaque para Palmas (TO).

esse percentual era de 56%. É importante lembrar que na maioria dos casos esses migrantes se deslocaram para as cidades.35% da população brasileira é urbana. Estima-se que entre 1950 e 2000. que.Macapá . gera abandono de residências na zona rural . fenômeno conhecido como êxodo rural.uma das capitais que mais crescem no Brasil Em 1920. tornavam-se áreas muito atrativas.saída em massa de pessoas do campo para as cidades. como as cidades receptoras desse enorme contingente populacional não receberam investimentos públicos suficientes em obras de infraestrutura urbana. com acelerada construção de submoradias e surgimento de loteamentos (em grande parte Êxodo rural . por isso. com pouquíssimo dinheiro e em condições muito precárias. 84. De acordo com o censo do IBGE 2010. em 1970. ÊXODO RURAL E MIGRAÇÃO PENDULAR No entanto. Cinquenta anos depois. 50 milhões de pessoas migraram do campo para as cidades. consequência de uma política agrária que modernizou o trabalho do campo e concentrou a posse da terra. Esse processo ocorreu associado a uma indutrialização que permanecia concentrada nas principais regiões metropolitanas. apenas 10% da população brasileira vivia em cidades. passaram a crescer desmesuradamente.

em busca de melhores condições de vida. colaborou para a formação de regiões metropolitanas.número de emigrantes maior que o de imigrantes. já que no Brasil os salários pagos são muito baixos se comparados aos desses países e os índices de desemprego e subemprego costumam ser mais elevados. movimento conhecido como migração pendular. Como a maioria dos emigrantes entram clandestinamente nos países a que se dirigem. Há também um grande número de brasileiros estabelecidos no Paraguai. Esse processo reduziu os vazios demográficos que existiam entre uma cidade e outra e. há estimativas precárias sobre o volume total do fluxo migratório. Do início da década de 1980 até a crise mundial que se iniciou em 2008. Migração pendular . A EMIGRAÇÃO . somado a outros fatores. Entre as cidades que compõem cada região metropolitana ocorre um deslocamento diário da população. muitos brasileiros se transferiram para os Estados Unidos. entre outros destinos.deslocamento diário de pessoas de uma cidade para outra para trabalhar ou estudar A partir da década de 1980 o Brasil começou a se tornar um país com fluxo migratório negativo . Muitas dessas cidades passam a ser conhecidas como "cidades dormitório".clandestinos) em suas periferias. quase todos produtores rurais que ali se dirigiram em busca de terras baratas e de uma carga tributária menor que a brasileira. Japão e Europa (especialmente Portugal. Espanha e França). Inglaterra.

festa dos brasileiros que moram em Nova York. Brazilian Day 2011 . essa proporção tinha caído ao nível . com destaque para a Bolívia. A partir de 2008. o Brasil passou a receber muitos imigrantes vindos de países latino-americanos. os principais destinos dos emigrantes de países da América do Sul e Central são os Estados Unidos e a Espanha. o Brasil deixou de ser um país onde predominava a emigração e passou a receber muitos estrangeiros. muitos brasileiros que moravam no exterior retornaram. desde a eclosão da crise econômica que se iniciou em 2008. Porém. Em 1995. vêm ocorrendo redução do ingresso e aumento do envio de remessas de dinheiro.Entretanto. aumento na entrada de imigrantes e o retorno de brasileiros que viviam em países onde a crise aumentou o desemprego. Estados Unidos Haitianos em praça na cidade de Brasileia . ou seja. muitos emigrantes latinos trocaram de destino.AC Uma das consequências dessa inversão. como a economia brasileira conseguiu enfrentar a crise com muito mais rigor que a de muitos países desenvolvidos e existe grande facilidade de deslocamento terrestre para cá. em 2009. os brasileiros residentes no exterior enviavam 37 dólares para cada dólar que era remetido daqui para o exterior. Tradicionalmente. Peru e Paraguai e. com a redução no volume da emigração.

Eustáquio de. Geografia geral e do Brasil. Os conflitos militares que o Brasil se envolveu. As várias comunidades imigrantes que se estabeleceram no Brasil criaram laços culturais centre as comunidades locais e os seus países de origem. Itália. Os laços e cumplicidades culturais com outros povos eram muito passivos. FONTE: SENE. volume 3: espaço geográfico e globalização: ensino médio / Eustáquio de Sene.0. abrindo portas para outros contactos posteriores.7 para US$ 1. Estes casamentos reais ligaram o Brasil ao mundo do seu tempo. maior país do mundo em termos de superfície. Com excepção do caso de Portugal. criando ligações . c) operações militares. o que demonstra claramente o aumento do retorno de brasileiros e. Foi desta forma que o Brasil se ligou à Alemanha. mas também um país do mundo. ao mesmo tempo. até aos anos 70 do século XX. a presença brasileira no mundo estava limitada à América do Sul. Os brasileiros estão cada vez mais difundidos pelos quatro cantos assumindo uma clara dimensão universalista. b) movimentos migratórios. resultando em geral de factores externos: a) casamentos reais (1822-1889). João Carlos Moreira. mas também as operações de paz a que tem estado associado projectaram-no para fora das suas fronteiras. do número de imigrantes que aqui residem. Líbia e Síria.de US$ 2. Japão. 2010. 5) AS NOVAS FRONTEIRAS POPULACIONAIS 6) OS MOVIMENTOS EMIGRATÓRIOS NO BRASIL Brasil no Mundo O Brasil não é apenas o 5º. São Paulo: Scipione.

voleibol. Pedro (futuro 1º. Para além disto. Petrópolis (1846). A projecção do Brasil no mundo afirmou-se sobretudo nas últimas décadas. em 1816. Fernando II). filha da imperatriz da Austria. Leopoldina. tornando-os verdadeiros embaixadores do Brasil no mundo. marcadas por tensões e conflitos. . Outros "produtos" tem igualmente funcionado como veiculos desta projecção mundial. a sua pujança cultural e os seus movimentos emigratórios. 2006). a Capoeira e as novas seitas religiosas.com outros países. como as obras de Paulo Coelho. A presença brasileira no mundo está ligada sobretudo aos seus sucessos internacionais no campo da música (Bossa Nova). Paulo (1847). para tal contribuiu o reconhecimento internacional da sua dimensão económica (10ª economia mundial. O último "produto" brasileiro é a sua crescente emigração que se difundiu por todo o mundo. Santa Leopoldina (meados dos século XIX). A Casa de Bragança que governou o Brasil até 1889 apoiou a criação de colónias de alemães no Brasil. . S. A marca Brasil tem hoje uma projecção a nível mundial. Desporto (futebol. As relações entre o Brasil e a Argentina foram até aos anos 80 do século XX. Mais . imperador do Brasil). Argentina. sustentada por um crescente peso da sua economia. através de uma política de casamentos reais. Formula 1) e em alguns países às telenovelas. muitos brasileiros tem vindo a ocupar importantes cargos em organizações internacionais o que tem contribuido para o prestígio do país. As ligações com a Alemanha foram iniciadas antes da independência do Brasil (1822). Santa Isabel (1847). casou com Dª. assumindo os imigrantes de brasileiros de forma descomplexada a sua origem e cultura. A sua filha (D. O facto tem raízes históricas. O príncipe D. como a de São Leopoldo (1824). Maria II) casou-se com um príncipe alemão (D. S. Alemanha. Os fluxos migratórios alemães só acabaram em 1872. Blumenau (1850). Pedro de Alcantara (1828).

por via fluvial). Cuba Colombia. o Brasil prosseguiu a mesma acção de consolidação das suas fronteiras nesta região. Após a independência. pela Bolívia. Em 1494. Em pouco tempo a região de Santa Cruz de la Sierra. Calcula-se que cerca de 30 mil agricultores brasileiros se tenham fixado na região.O Brasil voltou encontrar-se com a Alemanha.Neste sentido. mas agora em situação de conflito durante a 1ª. numa missão do exército . Após a 1º: guerra mundial o Brasil recebeu dezenas de milhares de imigrantes alemães. No século XVIII fixaram-se na ocupação e domínio da Amazónia. Nos anos trinta do século XX no Brasil foram tomadas medidas contra a difusão da língua e da cultura alemã. As fronteiras do Brasil com a Colómbia estão aqui em plena Amazónia. que tem aplicado várias medidas proteccionistas (nacionalização do gáz. Guerra Mundial. a maioria dos quais entram por cinco portas principais: Corumbá (Mato Grosso do Sul). o seu segundo produto mais exportado depois do petróleo e gaz natural. expulsão dos brasileiros numa faixa de 50km a partir da fronteira. tornou-se no principal centro de produção soja deste país. A experiência brasileira na produção de soja foi aproveitada nos anos 90 do século XX. Esta presença brasileira a partir de 2006 tem sido contestada pelo governo boliviano. Foz do Iguaçú (Paraná). nomeadamente nas regiões de maior concentração de imigrantes. por via fluvial) e Manaus (Amazonas. Uma zona fluída de em termos limites. Angola Bolívia. em 1822. Cáceres (Mato Grosso). Nas últimas décadas tem aumentado de forma exponencial o número de emigrantes bolivianos no Brasil. e 2ª. tendo-lhe declarado guerra em 1917 e 1942. No inicio do século XX. durante séculos avançaram para o interior do Continente anexando terras ao Brasil. incentivando o investimento e fixação de sojicultores brasileiros. A Petrobrás e muitas outras empresas brasileiras tem no país importantes investimentos. Trata-se de gente muito humilde e sem qualquer qualificação profissional. Nas últimas décadas. o número de imigrantes brasileiros na Alemanha tem aumentado de forma contínua. portugueses e espanhóis dividiram o mundo em dois (Tratado de Tordesilhas). Guajará-Mirim (Amazonas. mas no caso do Brasil os portugueses jamais aceitaram estes limites. etc).

este território foi ocupada por tropas portuguesas. As principais vedetas dos clubes de futebol espanhóis são brasileiros. Antiga colónia francesa. estando presentemente associados aos seus êxitos internacionais. o futuro marechal Candido Rondon (1865-1958) implantou linhas telegráficas e marcos ao longo da fronteira (1. . Fronteira da amazónia. No século XVI e XVII os franceses tentaram ocupar partes das costas do Brasil. Na segunda metade do século XX. Fronteira na Amazónia. A frágil ocupação desta fronteiras parece estar a ser utilizada por redes ligadas ao narcotráfico e aos guerrilheiros da Farc . em particular nas cidades do amazonas. Como represália pela invasão de Portugal pelas.brasileiro. Na década de 80 do século XIX iniciouse um movimento migratório de espanhóis para o Brasil. As relações entre os dois países nunca foram contudo relevantes. quando se iniciou um maior coordenação de políticas entre Portugal e Espanha e os países da chamada "América Latina". Guiana.645 km). como Manaus. entre 1809 e 1817. Os contactos apenas aumentaram no final do século XX. Destas acções falhadas conserva-se o nome de São Luis de Maranhão. França. Nas últimas décadas milhares de colombianos tem-se refugiado no Brasil. o que potencia o estreitamento de relações. as relações entre os dois países passou ser afectada pelos problemas internos da Colombia que vive mergulhada numa guerra civil e na luta contra o omnipresente narcotráfico. Constitui actualmente um Departamento da França nos trópicos. Guiana Francesa. Nos estádios de futebol ou fora deles o que se vê nas ruas são bandeiras do Brasil e camisolas da selecção canarinha. estabelecendo-se a maioria nas plantações de café na região de São Paulo. Antiga colónia inglesa. Mais . EUA Espanha. mas acabaram por ser expulsos pela população. O conflito quanto à delimitação das fronteiras só foi resolvido entre o Brasil e a França em 1900. Na última década o número de imigrantes brasileiros tem aumentado de forma exponencial. Desde os anos 60 do século .

começaram ainda antes da sua completa unificação (1870). calcula-se que os seus descendentes sejam superiores a um milhão. Rio de Janeiro. A familia real portuguesa tinha desde os século XII relações estreitas com as importantes casas de Saboia-Piemonte. Paulo. Holanda. Minas Gerais e Bahia. concentrando-se sobretudo na região de S. coincidindo com uma fase de enorme repressão turca. . . os holandeses ocuparam algumas regiões da costa brasileira. Fixaram-se sobretudo nas regiões de São Paulo. quer no Brasil a familia real realizou no século XIX aprofundou esta ligação. . A maioria dos brasileiros continua a desempenhar as actividades mais desqualificadas e mal pagas. Iraque Japão. As primeiras relações entre o Brasil e a Itália. Esta presença no nordeste brasileiro foi documentada por pintores holandeses como Frans Post e Albert Eckhout. Neste sentido quer em Portugal.XX a emigração brasileira não tem cessado. Na última década o número de imigrantes brasileiros na Holanda tem aumentado de forma contínua. O futebol usado como embaixada de paz do Brasil. Em 2004 o governo brasileiro resolveu assumir a coordenação da missão de estabilização da ONU no Haiti. a produção do açúcar e outros aspectos da vida colonial. Itália. gerando uma nova aproximação entre os dois povos . O principal período de entrada dos libaneses no Brasil entre 1911 e 1913. Não existem números precisos do seu número no Brasil. É considerável o número dos que se dedicam ao garimpo. Libano. Da curta presença dos holandeses (1624-1654) restam alguns vestígios em Pernanbuco e na Bahia e sobretudo alguma documentação pictórica. . mostrando as riquezas dos trópicos. acabando por ser expulsos (1645). . Mais. constituindo presentemente cerca de 1/5 da população (dados de 2000). A imigração japonesa para o Brasil iniciouse em 1908. muitas vezes sob regime de autêntica escravatura. Durante a ocupação de Portugal pela Espanha (1580-1640). Haiti. reforçando o peso político da Itália no contexto internacional.

o de brasiguaios. A rainha Silvia da Suécia é filha de uma brasileira. Moçambique Nigéria Paraguai. fala correctamente o português e adora a comida brasileira. como foi bem patente no último conflito (2006). drogas e contrabando e zonas de actuação de grandes organizações criminosas.Esta imigração libanesa acabou por gerar no próprio Libano vastas comunidades descendentes de brasileiros. Fronteira na Amazónia.3 km. nos anos 80 foi forjado um novo nome. nomeadamente em torno do acesso à terra. tendo a maioria se dedicado à produção de soja. na medida que as mesmas funcionam como portas de entrada de armas. Desde o inicio da década de 80 do século XX. O Brasil é um país omnipresente no Paraguai pela sua cultura. A comunidade de brasileiros é a maior do país. Da fusão entre os dois povos. Milhares de jovens brasileiras vivem da prostituição. mas também alguns conflitos entre os dois povos. Os brasileiros queixam-se que os madeireiros peruanos ilegalmente estão a pilhar as suas florestas no Acre.995.Foz do Iguaçu e Ponta-Porã tornaram-se num problema para a justiça brasileira. mas também pela sua presença demográfica. Em consequência desta emigração surgiram várias cidades. . Antiga colónia holandesa até 1975. Foi uma região disputada por Portugal à Espanha. Reino Unido República Dominicana. Nos anos 60 do século XX assistiu-se ao inicio da vaga de emigrantes brasileiros para a parte leste do Paraguai. Suriname. sobretudo na capital Manaus. O Brasil possui com este país uma fronteira com 2. Síria Suécia. uma disputa que se prolongou no século XIX entre o Brasil e a Argentina (Guerra do Paraguai). A fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia era em 2006 o principal eixo do tráfico de droga em toda na América do Sul. em pleno Amazonas. Em 1965 o Brasil desempenha uma importante acção de pacificação. Portugal Peru. vivendo numa extrema pobreza. As duas áreas de fronteiras do Brasil com o Paraguai . sendo fequentemente usadas como "correios" para o tráfico de droga entre o . que milhares de indigenas peruanos começaram a fixar-se nas cidades brasileiras do Amazonas.

II. Neste sentido. A maioria dos brasileiros vive em Paramaibo (capital). etc. A fronteira entre os dois países. continua a ser para este jovem país uma referência incontornável que ajudou a consolidar o seu processo de independência. tráfico de mulheres e adolescentes. Enviou tropas. Sérgio Vieira de Mello. A QUESTÃO REGIONAL NO BRASIL A) A REGIONALIZAÇÃO DO PAÍS A regionalização do Brasil segundo Milton Santos Para o geógrafo Milton Santos haveria uma nova regionalização do território brasileiro. Ucrânia Venezuela. A maioria dos emigrantes brasileiros são originários da Roraima. alto funcionário da ONU. onde criaram um bairro próprio chamado "Little Belém".199 km.068. Uruguai. tem uma extensão total de 2.Na zona da fronteira tem ocorrido crescentes problemas por causa do garimpo. Um situação dificil de controlar. o Brasil está dividido em 4 regiões que poderá ser observado na imagem abaixo: . no qual seria levado em consideração aspectos em relação ao desenvolvimento técnico-científico.4 km.Suriname e a Europa. Fronteira com uma extensão total de 1. Estimava-se em 2002 que cerca de 40 mil brasileiros exercessem ilegalmente o garimpo no Suriname. contrabando de combustiveis. situada em pleno amazonas. Timor. Os movimentos migratórios tem ocorrido sobretudo do Brasil para a Venezuela.

Milton Santos propôs a divisão regional do Brasil em quatro regiões. com exceção de Tocantins  Regiões e estados do Brasil Subdivisões do Brasil Região Norte Região Nordeste Região CentroOeste Região Sudeste Região Sul Acre · Amapá · Amazonas · Pará · Rondônia · Roraima · Tocantins Alagoas · Bahia · Ceará · Maranhão · Paraíba · Pernambuco · Piauí · Rio Grande do Norte · Sergipe Distrito Federal · Goiás · Mato Grosso · Mato Grosso do Sul Espírito Santo · Minas Gerais · Rio de Janeiro · São Paulo Paraná · Rio Grande do Sul · Santa Catarina Unidades da Federação Arquipélagos Geoeconômicas Outros Fernando de Noronha · Atol das Rocas · Arquipélago de São Pedro e São Paulo · Trindade e Martim Vaz Amazônica · Centro-Sul · Nordeste Antártida Brasileira (ver também: Estação Antártica Comandante Ferraz) Propostas de novas unidades federativas do Brasil a região concentrada e que comtem mais atividades modernas assim tornando-a a mais importante. Ver artigo principal: Região Norte do Brasil. São elas:     Região Concentrada: formada pelas atuais regiões Sudeste e Sul Região Centro-Oeste: formada pela atual região Centro-Oeste e mais o estado de Tocantins Região Nordeste: formada pela atual região Nordeste Região da Amazônia: formada pela atual região Norte. Regionalização Político-Administrativa[editar] Ver artigo principal: Regiões do Brasil. onde podemos destacar: Região Norte[editar] Região Norte. . Segundo a regionalização tradicional do Brasil. o território brasileiro fica subdividido em cinco macro regiões heterogêneas. com base nas diferenças do meio técnico-científico-informacional.

Agreste. Vegetação: floresta equatorial amazônica Relevo: Baixo. População: Grande. Natal. porém em Belém a população cafuza migrante oriunda do Norte maranhense é bem comum.     Clima: Equatorial úmido. sul de Maranhão e Piauí.      Clima: Tropical úmido (Zona da Mata). Caatinga (Agreste/Sertão) e Mata dos Cocais (Meio Norte). João Pessoa. formado por planícies. Hidrografia: Bacia hidrográfica Amazônica. índios(principalmente no Sertão). . cafuzos (principalmente em São Luís) e mamelucos (o elemento étnico mais basico presente em toda a região. mas principalmente na zona semi-árida. etc). Região Centro-Oeste[editar] Região Centro-Oeste. formada por brancos (principalmente em Fortaleza. Fortaleza. Hidrografia: Bacia Hidrográfica do São Francisco. Ver artigo principal: Região Centro-Oeste do Brasil. índios e mamelucos. centro-oeste da Bahia. Ver artigo principal: Região Nordeste do Brasil. com elevado índice pluviométrico. 4 5 6 e Tropical Vegetação: Mata Atlântica (Zona da Mata). negros (principalmente em Salvador e Recife). Tropical semi-árido (Agreste/Sertão) 7 de transição (Meio Norte). População: Pouca. Relevo: Formado por planícies (Zona da Mata) e planalto (Agreste/Sertão). João Pessoa e sertão setentrional). Região Nordeste[editar] Região Nordeste. formada por brancos.

onde destacamos a pecuária extensiva e a sojicultura. Vegetação: Floresta tropical ou Mata Atlântica. enquanto a população negra se concentra no centro de minas. formada por todos os grupos étnicos e suas miscigenações. Relevo: Planície costeira ou litorânea. boa parte tupinambás. os mulatos na capital do RJ e os nativos foram praticamente dizimados. População: Gigantesca população.período chuvoso eOutono/Inverno . oeste de SC e oeste do PR). Além das Matas Ciliais ouMatas Galerias. Vegetação: Cerrado. baixada fluminense. Os mamelucos são mais comuns no interior de SP e ES. porém não de modo homogeneo . Hidrografia: Região rica em nascentes. os cafuzos no interior de MG. onde encontramos uma estrutura particular chamada de Mar de Morros. com duas estações bem definidas em relação aos índices pluviométricos (Primavera/Verão .período seco). Relevo: Planalto Central. muitos elementos mineiros de origem africana (geralmente mulatos e cafuzos) migraram para a sua parte mais oriental entre o nordeste do MS e o leste/sudeste de GO e DF. onde destacamos a nascente do Rio São Francisco.   .     Região Sudeste[editar] Região Sudeste. Clima: Tropical semi-úmido (tropical típico).    Clima: Tropical de altitude e tropical úmido. que sofre drásticamente com as atividades agropecuárias. índios (principalmente no norte do MT) e mamelucos (a etnia mais comum da região e praticamente a única até meados de 1960) com baixa densidade demográfica. mas restando uma população kaigang e guarani.Araguaia) População: Modesta população formada por brancos (principalmente no centro-oeste da região descendentes de migrantes do norte do RS. Além do chamado Planalto Atlântico. composto basicamente por serras. na chamada Serra da Canastra (Minas Gerais). Ver artigo principal: Região Sudeste do Brasil.a população branca da região se concentra no interior do ES e no interior de SP. [carece de fontes] zona norte do Rio. porém após a construção de Brasília. parte da zona oeste . Hidrografia: Bacia Hidrográfica do Paraguai e Araguaia (Tocantis . agregando mais de 40% da população brasileira. formado por chapadas e a Planície do Pantanal. Paraíba do Sul. entre outros. além da formação inicial da Bacia do Paraná e de bacias secundárias como o Tietê. radicalmente devastada pela ação antrópica.

População: Formada basicamente por brancos de origem europeia não ibérica. no RS o elemento norte-italiano é mais comum na sua parte serrana centro-ocidental. Vegetação: Mata dos Pinhais ou Araucárias (estado do Paraná) e os Pampas. os etno-padanicos do RS setentrional passaram a ser a maioria dentre os euro-descendentes do estado. filho do espanhol/iberico com a nativa guarani. mas com a migração de etnias italianas do norte gaucho. O elemento mameluco é fortíssimo na região oeste do RS. com fortes traços europeus. gaúchos e descendentes ocuparam o oeste bem depois e na parte mais ocidental do centro existe uma população de transição. explicando assim a formação homogênea da Região. Paranaguá. africanizada na divisa costeira com o PR (só que mais recentemente via migrações) e praticamente amerindia pura no seu interior meio-oestino até finais do século XIX e início do século XX quando imigrantes alemães colonizaram a parte mais a nordeste do seu centro e os italianos a sua costa meridional. porém existem minorias africanizadas no sudeste do RS (região de Pelotas). Regionalização Geoeconômica[editar] Ver artigo principal: Divisão geoeconômica do Brasil. Região Amazônica[editar] Ver artigo principal: Região geoeconômica Amazônica do Brasil. Ver artigo principal: Região Sul do Brasil. divisa litoranea entre PR e SC. como italianos. entre 1775 e 1825 mais da metade da população do PR e RS eram de origem africana.Região Sul[editar] Região Sul.      Clima: Temperado sub-tropical com duas estações bem definidas. Não observamos a integração entre diferentes grupos étnicos. Bacia do Paraguai e Bacia do Uruguai. O panorama da região neste sentido foi o que mais se alterou drasticamente na sua historia populacional. Relevo: Formado por zonas baixas próximas ao litorial e planalto arenito basáltico (planalto meridional) Hidrografia: Médio e baixo cursos da Bacia do Paraná. No interior do PR o elemento eslavonico é o mais forte. germânicos e eslavos. de onde surgiu o gaúcho original. que originalmente era amerindia e mameluca. etc. . SC por exemplo era etnicamente açoriana na parte central do seu litoral. enquanto o alemão é mais comum na parte oriental da serra. apresentando verões quentes e invernos frios e secos. mas do século XVI a 1775 era amerindia e mameluca.

  Setor secundário A Região Nordeste é a que mais recebe investimentos não só no estado. açaí. onde vários agricultores simulam atividades agropecuárias para garantir de maneira "ilegal" a posse da terra. Manguari. látex. observamos um rebanho bufalino que de solução acabou virando um problema. Região Centro-Sul[editar] Ver artigo principal: Região geoeconômica Centro-Sul do Brasil. Setor primário  Agricultura: Modelo do tipo plantations com destaque para cana-de-açúcar.Setor primário  Agricultura: A Região conhecida como fronteira agrícola estimula intensos movimentos migratórios de pequenos agricultores. cacau e algodão. malva. causando radicais danos ao meio ambiente. ratificando assim a proliferação de agricultura de subsistência. como a Ford Motors.   Setor secundário Observamos um importane porque industrial vinculado à produção de eletroeletrônicos. Região Nordeste[editar] Ver artigo principal: Região geoeconômica Nordeste do Brasil. Fruticultura irrigada na Região do Agreste e agricultura de subsistência nas regiões do Sertão eMeio Norte. também 8 conhecido como Rio dos Currais. juta) o extrativismo animal (pesca e caça de animais silvestres) e o extrativismo mineral (Complexo Mineral de Carajás). Setor terciário O comércio da Região é restrito e. Setor primário . porque os rebanhos se tornaram "nativos" com intenso processo de procriação. garantido a produção e distrubuição para o Brasil e toda América Latina. Vale lembrar que entre as Regiões Norte e Nordeste. caro. movimenta bilhões de dólares durante o ano inteiro. conseqüentemente. de acordo com o desenvolvimento do turismo.Calçados Azaleia. no extrativismo vegetal destacamos o babaçu e carnaúba e no extrativismo animal destacamos a pesca. acelerando radicalmente o comérico e a prestação de serviços. Extrativismo: No extrativismo mineral podemos destacar o sal e o petróleo. quanto na iniciativa privada recebendo investimentos de empresas de médio e grande porte. Jandáia e Vulcabrás. Extrativismo: O extrativismo é o carro-chefe da economia amazônica. Pecuária: A pecuária da Região é classificada por muitos autores como extensica especulativa. onde destacamos o extrativismo vegetal (acstanha do Pará. porque a maioria dos artigos de bens de consumo são produzidos nas Regiões Sudeste e Sul. Setor terciário O Nordeste. Pecuária: A pecuária da Região se concentra nas margens do Rio São Francisco.

mas também nos rios dos interior. Apesar de significativos avanc – . passando pelo Mato Grosso do Sul.como o nome já sugere . Minas Gerais. o planejamento regional ou planeamento (português europeu) regional é . Os conceitos de planejamento do uso do solo. No extrativismo animal podemos citar a pesca. não só no litoral. Entre os anos de 1920 e 1970 ocorre um forte movimento de concentrac o Paulo. Diante deste contexto de desigualdade regional persistente ou crescente. enquanto o Nordeste ia mal porque o ac A es se montam. tornam mais evidentes as diferenciac es regionais. carvão mineral no Vale do Itajaí (Santa Catarina). na Região Sul. No extrativismo vegetal destacamos a Mata das Araucárias e a Mata Atlântica. com altíssima qualidade. Agricultura: A Região é bandida. Estados e países. Rio de Janeiro e em determinados locais da Região Sul) e intensiva.Patrick Geddes é considerado o pai do conceito. e trabalha com o planejamento e investimentos com localizações eficientes do solo para diversas atividades. além do Maciço de Urucum. o modelo do tipo plantations e a moderna agricultura mecanizada. ac importante foram as ideias de Celso Furtado pob – o relacionados a seca. Planejamento Regional é o estudo do tipo de planejamento do uso do solo. onde encontramos diferentes modelos como o desubsistência. mas muito concentrada em algumas capitais.Fornecem dados que servem de instrumento para que o estado implante política de desenvolvimento regional. como instalação da infraestrutura e estabelecimentos de cidades. o es. cada uma delas com articulac partir de mercados externos e sua relac mercado internacional. que se estende ao Oeste Paultista. chegando até a Região Sul. agucando as diferencas regionais.   B) O PLANEJAMENTO REGIONAL NO BRASIL Em geografia e urbanismo. Extrativismo: No extrativismo mineral podemos destacar o Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais). Neste processo. Pecuária: A pecuária encontrada na Região Centro-Sul pode ser caracterizada como extensiva (Pantanal. e planejamento urbano englobam no planejamento espacial. devido a algomeração de Carocóis é a mais complexa no que se refere à produtividade agrícola. um marco muito (português brasileiro) . petróleo na Bacia de Campos e na Bacia de Santos. mas a reconfigurac a de Celso Furtado – o conseguiu promover alguma industrializac o no Nordeste.um tipo de estudo para a realização de um projeto para um desenvolvimento ordenado de determinada região.

transporte. indústria intermediária (siderurgia. e para reforcar o inf e integrac o com o corac o da economia brasileira. o da Fundac o Brasil Central (1944). um grande enclave industrial no corac EC E nia. papel. grandes projetos de integração nacional e expansão das fronteiras de desenvolvimento . Foram abertas novas rodovias. indústrias produtoras de equipamentos (automobilística. diferem em relac o ao Nordeste. educação. com recursos do orçamento. transporte e energia. seguidos pela criac ( ac es efetivas correspondentes seu Plano de Metas tiveram ac rodovias . cimento). naval e bens de capital) e a construção de Brasília  I Plano Nacional de Desenvolvimento – PND (1972-74): Caracterizado pelo grande afluxo de capitais externos e substituições das importações. As ac es da empresa visam “ micos e sociais decorrentes de secas e inundac naturais dessas bacias ” C DEV A M ” F o alvo de significativas ac es regionais. Recentemente a SUDENE. implementadas.micos e com graves problemas sociais. a propulsora. Os principais planos foram: nia soluc Zona Franca de Manaus. q o e a integrac o competitiva da base ”( ). es sociais internas o de obra no campo devido a modernizac – o. induc colonizac As motivac decorrentes da liberac floresta. entretanto. a delimitac nia Legal. implantados sistemas de comunicac o. privados e de empréstimos internacionais Plano de Metas (1956): Priorizava setores de energia. o passa a ser alvo de ac nacionais. O Estado implant – o.Acre. como a criac ncia de Valorizac es implantadas em o das ) revelam uma preocupac o regional. inclusive as ac es em relac citadas. mas com poucas o dos recursos   Plano Salte (1947): Priorizava as áreas de saúde. utilizados subsidiados para estimular a produc o. a inserc nia na constituic o de 1946.

existe uma forte concentrac metropolitanas das capi populac GE E F es.8% do PIB nacional. apresentam indicadores bastante superiores ao Nordeste e Norte 2. ( ) passam a ser o instrumento organizador do planejamento. se teve alguns efeitos p C) AS DESIGULDADES REGIONAIS O Brasil é um país profundamente desigual – cerca de 90% da população brasileira se apropria de somente 25% da renda nacional. pelo avanço da fronteira agropecuárioa. no ano 2000. Sudeste e. programa de álcool e construção de hidrelétricas. enquanto participam com somente 21% da mos as demais capitais estaduais. Se a sociedade brasileira é como um todo estruturalmente desigual.3%. participa com apen E es Norte e Nordeste. com o restante do estado. Em contraposic o. os e infraestrutura. programa nuclear. como Itaipu C 1988. As regiões Sul. Centro-Oeste. mais recentemente. mas também em indicadores sociais. II Plano Nacional de Desenvolvimento – II PND (1975-79): Priorizava investimentos em indústria de base e pela busca da autonomia em insumos básicos. com estímulo à pesquisa de petróleo. a enorme desigualdade regional: antiga e persistente. ênfase no campo da energia. embora na última década essa disparidade tenha se reduzido.5% da populac o nacional. es . GE E o na gerac o especialmente do Nordeste. o de M ograma de Acelerac o do Crescimento (PAC) ( M) ( ). o Nordeste. fato recorrente quando se avalia a presenca de servicos de educac o. o rebatimento territorial deste fenômeno tem dois aspectos: 1. as regiões e cidades mais ricas concentram as maiores desigualdades. Todo o esforco de planejamento regional feito no Brasil. fato perceptível nas principais metrópoles do país O Sudeste brasileiro concentra 56. econômicos e territoriais. que abriga 27. s EC E o havendo maior agregac da riqueza por parcelas maiores da populac mico. com grande disparate não só nos níveis de renda. O rendimento médio mensal familiar per capita dos 10% mais ricos era. ficando o Sul com uma participac o de 16. baseado no conheciment o no motor de seu desenvolvimento. mais de 17 vezes maior do que os 40% mais pobres.

a única representação da política. Foi o fundamento do povoamento da Amazônia. Pressões de todo tipo para influir na decisão dos Estados sobre o uso de seus territórios. Embora os interesses econômicos prevalecessem. uma vez que a conquista de territórios e as colônias tornaram-se muito caras. Inicialmente. Portugal conseguiu manter a Amazônia e expandi-la para além dos limites previstos no tratado de Tordesilhas. sobretudo. pois ele era entendido como a única fonte de poder. cabe uma pequena explanação sobre geopolítica: trata-se de um campo de conhecimento que analisa relações entre poder e espaço geográfico. esta geopolítica atua. desde o tempo colonial. o de pessoas) viviam em favelas D) A GEOPOLÍTICA AMAZÔNICA Geopolítica da Amazônia* BERTHA K. não tinha recursos econômicos e população para povoar e ocupar um território de tal extensão. por meio do poder de influir na tomada de decisão dos Estados sobre o uso do território. BECKER De INÍCIO . intervenções no cenário internacional desde as mais brandas até guerras e conquistas de territórios. Esta combinac segundo o Instituto Pereira Passo. Verifica-se o fortalecimento do que se chama de coerção velada. e a geopolítica foi mais importante do que a economia no sentido de garantir a soberania sobre a Amazônia. essas ações tinham como sujeito fundamental o Estado. cuja ocupação se fez. centros de pesquisa e melhores -o aos circuitos grandes contingentes populaci os mais avanc -empregados e desempregados. e as disputas eram analisadas apenas entre os Estados. cerca de 1/5 da populac no ano de 2000.Em contraposic servicos de educac stico mais eficiente. Essa mudança está ligada intimamente à revolução científico-tecnológica e às possibilidades criadas de ampliar a comunicação e a circulação no planeta através de fluxos e redes que . Hoje. por mais que quisesse a Coroa. em surtos ligados a demandas externas seguidos de grandes períodos de estagnação e de decadência. graças a estratégias de controle do território. A geopolítica sempre se caracterizou pela presença de pressões de todo tipo. uma vez que. não foram bem-sucedidos. como se sabe.

na acentuação de diferentes espaços-tempos reside uma das raízes da geopolítica contemporânea. é o conflito de uma região em relação às demandas externas. organizações religiosas. E hoje. Para que se possa mudar esse padrão de desenvolvimento é necessário entender os diferentes projetos geopolíticos e seus atores. nacional e também regional. uma tendência ao internacionalismo dos movimentos sociais. Esses conflitos de interesse. E essa socialização está gerando movimentos sociais importantes. muito menos de mais um momento destrutivo. hoje. o Brasil. . O espaço sempre foi associado ao tempo. significando com isso que o crescimento econômico é visto como linear e infinito. A redes são desenvolvidas nos países ricos. suas próprias geopolíticas. configurando uma situação mundial bastante complexa. não mais um desafio para o futuro. dificultando a elaboração de políticas públicas adequadas ao seu desenvolvimento. Há. Essa riqueza tem de ser melhor utilizada. É imperativo o uso não predatório das fabulosas riquezas naturais que a Amazônia contém e também do saber das suas populações tradicionais que possuem um secular conhecimento acumulado para lidar com o trópico úmido. Essa é uma das hipóteses deste texto. do domínio do poder efetivamente das potências. e outro. Todos os agentes sociais organizados. seleção que depende também das potencialidades dos próprios territórios. onde o avanço tecnológico é maior e a circulação planetária permite que se selecionem territórios para investimentos. Hoje. até então. dois movimentos internacionais: um em nível do sistema financeiro.aceleram o tempo e ampliam as escalas de comunicação e de relações. Esse é um fato novo porque. Seu povoamento e desenvolvimento foram fundados de acordo com o paradigma de relação sociedade-natureza. que são também percebidos como infinitos. embora com sérios conflitos. nos centros do poder. que estão na base dos conflitos. corporações. portanto. A Amazônia é um exemplo vivo dessa nova geopolítica.. não se trata de mero ambientalismo. Enfim. financeira e informacional. as redes se socializam. da informação. e baseado na contínua incorporação de terra e de recursos naturais. configurando espaços-tempos diferenciados. Já há na região resistências à apropriação indiscriminada de seus recursos e atores que lutam pelos seus direitos. e os demais países latino-americanos são as mais antigas periferias do sistema mundial capitalista. que Kenneth Boulding denomina de economia de fronteira. pois nela se encontram todos esses elementos. movimento sociais etc. os quais também tendem a se transnacionalizarem. as forças exógenas ocupavam a região livremente. acima e abaixo da escala do Estado. Constitui um desafio para o presente. o imperativo é modificar esse padrão de desenvolvimento que alcançou o auge nas décadas de 1960 a 1980. Sustar esse padrão de economia de fronteira é um imperativo internacional. Esse paradigma da economia de fronteira realmente caracteriza toda a formação latino-americana. Com as resistências regionais os conflitos na região alcançam um patamar mais elevado. Ocorre que ao se expandirem e sustentarem as riquezas circulante. Não se trata mais apenas de conflito pela terra. têm suas próprias territorialidades. assim como as ações deles decorrentes contribuem para manter imagens obsoletas sobre a região. e tendem a se articular. Qual é este desafio atual? A Amazônia. para tentar encontrar modos de compatibilizar o crescimento econômico com a conservação dos recursos naturais e a inclusão social.

das telecomunicações. e se apontarão aqui problemas em que a Ciência pode contribuir por meio de três hipóteses: 1. A dinâmica regional recente No final do século XX.a urgência de uma nova política de desenvolvimento e de estratégias básicas para implementá-la. mas também mudanças estruturais e novas realidades geradas n fronteira. com a exploração mineral e com a Zona Franca de Manaus. chamo a Amazônia de uma “floresta urbanizada”. Todos sabem como o projeto de integração nacional acarretou perversidades em termos ambientais e sociais. mas hoje ela é grande produtora não só de bens de consumo duráveis. que foi um posto avançado geopolítico colocado pelo Estado na fronteira norte. transformaram-se em projetos alternativos. E não se pode esquecê-los. como da indústria de duas rodas. sobretudo. mas também pela veiculação dos valores da urbanização para sociedade. a urbanização não se mede só pelo crescimento e surgimento de novas cidades. É extremamente importante lembrar que hoje. Dentre as mudanças. de telefonia e mesmo de biotecnologia. 70% da população na região Norte estavam localizados em núcleos urbanos. o novo lugar da Amazônia no Brasil. na década de 1990. sobretudo urbano. em pleno ambiente extrativista tradicional. a qual tomo como espaço não plenamente estruturado e por isso mesmo capaz de gerar realidades novas. Outra mudança importante é a da economia. como no passado. assim. Os grandes conflitos de terras e de territórios das décadas De 1960 a 1980 constituíram um aprendizado político e. porque a rede de telecomunicações na Amazônia permitiu articulações locais/ nacionais. Não se trata apenas das estradas. No censo de 2000. Uma grande modificação estrutural ocorreu no povoamento regional que se localizou ao longo das rodovias e não mais ao longo da rede fluvial. houve. com sangue. embora carentes dos serviços básicos (Figura 1). a Amazônia teve a maior taxa de crescimento urbano no país nas últimas décadas. essa sociedade tem voz ativa na Amazônia . destaca-se a da conectividade regional. mas sim. portanto. organizou-se a sociedade como nunca antes verificado. porque são elementos com os quais a região conta hoje para seu desenvolvimento. Mas. O novo significado geopolítico da Amazônia em âmbito global como a grande fronteira do capital natural. Muitos discordam dessa tese. impactos negativos. suor e lágrimas deve-se reconhecer o que restou de positivo nesse processo. ligada a um processo de urbanização. e no crescimento demográfico. com forte migração e contínua expropriação da terra e. porque não consideram tais nucleamentos como urbanos. 3. ademais. Processou-se na região uma penosa mobilidade espacial. que passou da exclusividade do extrativismo para a industrialização. Por outro lado. com base na organização da sociedade civil. bem como locais/ globais. desde a década de 1980. A Amazônia e a mercantilização da natureza O ponto de partida para se fazer essa análise é o reconhecimento de profundas mudanças estruturais que ocorreram na Amazônia nas últimas décadas do século XX. Por essa razão. Em vista disso. elementos que contribuíram para depredação dos recursos e da sociedade. Há problemas na Zona Franca. 2. um dos elementos mais importantes na Amazônia. Mas esse é o modelo de urbanização no Brasil e.Como efetuar tal compatibilização? Esse é um grande desafio para a Ciência e Tecnologia.

ou em áreas não regulamentadas juridicamente. principalmente . e a Amazônia. Isso. mas que já é fundamental. devido aos efeitos do desmatamento sobre o clima e a biodiversidade. pois. mudanças no apossamento do território. O uso do método geográfico para análise dos projetos geopolíticos e seus atores por diferentes escalas geográficas é útil para colaborar nessa análise. Globalização e Amazônia como fronteira do capital natural A primeira hipótese é a constituição da Amazônia como fronteira do capital natural em nível global. que se tornou um recurso escasso. há também a relativização do poder da virtualidade dos fluxos e redes do mundo contemporâneo. entre eles o Brasil. o que dá origem aos movimentos ambientalistas. que é um espaço dividido entre as grandes potências. região que está sob a soberania de estados nacionais. riquíssimos em minerais e vegetais. Enquanto as tecnologias avançadas são desenvolvidas nos centros de poder. mas que convergem para o mesmo projeto de preservação da Amazônia. Esta é. A primeira lógica é a civilizatória ou cultural. eles sustentam a riqueza circulante do sistema financeiro. conseqüentemente. sul-americana. em grande parte. Esse contexto geopolítico. questão teórica ainda não solucionada. a base da disputa. A outra lógica é a da acumulação. mas que vem sendo pesquisada em muitos países.e noBrasil. tendo em vista a sobrevivência do planeta. os fundos marinhos. in situ. Que projetos e que atores produzem hoje a dinâmica regional e os novos significados da Amazônia? Essas transformações não são vistas de forma homogênea pelos diferentes atores. a tecnologia dos satélites. trouxe uma disputa das potências pelos estoques das riquezas naturais. Torna-se patente que. Existem muitos conflitos dentro dessas percepções. os fluxos e redes não eliminam o valor estratégico da riqueza localizada. mas a riqueza localizada no território também tem seu papel e seu valor. fundamentalmente no que tange ao uso da biodiversidade condicionada ao avanço da tecnologia. as reservas naturais estão localizadas nos países periféricos. que vê a natureza como recurso escasso e como reserva de valor para a realização de capital futuro. porque dependem de interesses diversos e geram ações diferentes na região. se há uma valorização da natureza e da Amazônia. é a água como fonte de vida e de energia em razão dos isótopos de hidrogênio. com a globalização. uma vez que a distribuição geográfica de tecnologia e de recursos está distribuída de maneira desigual. Na verdade. (Figura 2) A natureza foi então reavaliada e revalorizada a partir de duas lógicas muito diferentes. dominava no projeto internacional a percepção da Amazônia como uma imensa unidade de conservação a ser preservada. Há três grandes eldorados naturais no mundo contemporâneo: a Antártida. que permitiu pela primeira vez uma visão de conjunto da superfície da Terra e da sua unidade trazendo o sentimento da responsabilidade comum. mas há algumas dominantes. Essa organização da sociedade política trouxe. que acaba com as fronteiras e com os Estados. da informação. por sua vez. e o segundo é o da integração da Amazônia. inclusive muitos grupos indígenas. em que se identificam dois projetos: o primeiro é um projeto internacional para a Amazônia. continental. que possui uma preocupação legítima com a natureza pela questão da vida. assim como a percepção do esgotamento da natureza. especialmente na Alemanha e nos EUA. com a multiplicação de unidades de conservação federais e estaduais. Outro recurso de que pouco se fala. que são espaços não regulamentados juridicamente. A base dessa percepção teve como origem. Até recentemente. assim como também com a demarcação de terras indígenas.

que abalou até o Direito Internacional. na ilha do Bananal. porque há escassez e consumo crescente no mundo. uma empresa de energia que fez uma aquisição no Paraná de setecentos mil hectares. Parece-me que caberia ao governo e à sociedade lutar pela regulação desses mercados.na década de 1980 e 1990. Observa-se um processo de mercantilização da natureza. Fictícias por quê? Porque elas não foram produzidas para venda no mercado – o ar. visto que as patentes e a distribuição de benefícios para as populações locais não foram ainda regulamentadas no país. da reserva da Serra de Itaqui. Que vamos fazer no Brasil. de Dallas. biodiversidade. como a sociedade e o governo brasileiro devem se comportar em relação ao seu uso? Hoje. O que é o protocolo de Kyoto se não o mercado do ar? É a tentativa de estabelecer cotas de emissão de carbono nos países fortemente industrializados e poluidores em troca de manutenção de florestas em países com elas dotadas. Há restrições a colocar nesse sentido porque a terra e a floresta são bens públicos. que tende a se sobrepor à lógica cultural. onde se destacam as ONGs nacionais e internacionais. Ademais. O mercado do ar é o mais avançado. Para tanto. gerou sugestões mundiais pela soberania compartilhada e o poder de gerenciar a Amazônia. mas ela deveria ser bem negociada. usando a expressão de Karl Polanyi. embora haja múltiplas tentativas de regularização desse mercado. em termos globais. financeira. contudo. a Central South West Corporations. científica em grandes projetos. e a venda de floresta significa venda de território e não é correta do ponto de vista do país. A água é considerada o ouro azul do século XXI. sobretudo nos países semi-áridos que utilizam a irrigação. Mas. Não é fantasia o fato de que está em curso na Amazônia a transformação de bens da natureza em mercadorias. do Banco Mundial. como a Prototipe Carbon Fund. como Polanyi mostra muito bem. o que também é uma vertente nova dentro do Direito Internacional. a cooperação internacional técnica. O mercado dos recursos hídricos é o mais atrasado. e qual deve hoje ser nossa reação? Temos todos esses trunfos – florestas. Hoje. É digno de nota lembrar que existem esforços para regular o mercado da biodiversidade. a Mil Madeireira que. a biodiversidade. Elementos da natureza estão se transformando em mercadorias fictícias. água. tem um projeto neste sentido no estado do Amazonas. são crescentes os interesses ligados à valorização do capital natural. dinheiro e trabalho foram transformados em mercadorias fictícias. no entanto. em seu livro A grande transformação. no início da industrialização. quando terra. além dos projetos que não conhecemos. a água. há previsões de que a disputa por água pode chegar até a conflitos armados. através desta ficção são gerados mercados reais e isto se deu. Quais são os principais atores nesse projeto internacional? Os movimentos ambientalistas. Em outras palavras. como é o caso do Programa Piloto para Proteção . É o caso da Peugeot. que faz investimentos no sentido de seqüestro do carbono no Mato Grosso. foram criados sindicatos para proteger o mercado do trabalho e organizadas associações para regular o mercado da terra e o papel do estado tornou-se fundamental. esses mercados reais tentam se institucionalizar em fóruns globais. visto que uns são oficiais e outros não. a empresa inglesa S. o movimento de mercantilização é irreversível e temos de saber como lidar com ele. Polanyi mostra que há uma necessidade de organização da sociedade para impedir o livre jogo das forças de mercado em relação aos elementos vitais para o homem. gerando mercados reais. através da mediação da National Conservancy. sistema difícil de implementar. Barry.

Trata-se de uma nova escala para pensar e agir na Amazônia. Em terceiro lugar. conhecem o subprojeto ligado à sua parceria. O Brasil virou uma ilha cercada de “localidades de operação avançada” por todos os lados. Além disso. que foi a Washington para obter um reforço a fim de manter sua própria sobrevivência. mas não o projeto como um todo. Deve haver. essa cooperação tecnocientífica tem um excesso de autonomia. que excluía as populações regionais. fortalecendo a voz da América do Sul. consideradas anteriormente como fronteiras mortas. inclusive nas áreas que já possuem equipamento territorial e intercâmbio. como com a criação do Ministério do Meio Ambiente e o projeto Sipam (Sistema de Informação para Proteção da Amazônia). porque a união dos países amazônicos pode fortalecer o Mercosul e. portanto. Esse processo levou a uma forte reativação das fronteiras políticas da Amazônia. porque é fundamental para estabelecer projetos conjuntos quanto ao aproveitamento da biodiversidade e da água. Mas o fato de a globalização incidir na Amazônia dos países vizinhos através da presença militar. embora tenha apoio financeiro para o aparelhamento da Polícia Federal. para ter uma presença coletiva e uma estratégia comum no cenário internacional. e no Brasil por intermédio da cooperação internacional. O Brasil tenta impedir esse cêrco com várias respostas. Há uma crescente presença militar na fachada do Pacífico e na América Central. Primeiro. além de organizações religiosas de todos os tipos. como foi o caso de Chico Mendes. e basta ir a Tabatinga e a Letícia para constatar a vivificação das mesmas. por vezes. contrabando. É necessário que a sociedade e o governo estejam atentos à questão da face interna da soberania. lavagem de dinheiro etc. A integração da Amazônia sul-americana Um segundo projeto internacional diz respeito à integração da Amazônia transnacional. em parcerias. com instalações norte-americanas apoiadas pela União Européia. A cooperação internacional tem um lado extremamente importante que é o da relação com as comunidades locais. Mas. e esses grupos conseguiram apoios internacionais. porque muitas vezes os pesquisadores brasileiros. de modo que não tenham acesso apenas a uma parte da informação. . expulsava pequenos produtores e ameaçava índios. assim como de agências de desenvolvimento de governos estrangeiros e também de empresas voltadas para o seqüestro de carbono e/ ou madeira certificada. – e uma possível “ajuda” militar no território brasileiro. o que vem a constituir uma preocupação para todos os países. o que gera conflitos que afetam a governabilidade. construir um contraponto nas relações com a Alca e com a própria União Européia. no sentido de reconhecer que o povo não é homogêneo. Em segundo lugar. A cooperação internacional é fundamental para o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia no Brasil. Esse dado é importante por múltiplas razões. de certa maneira. uma conscientização dos pesquisadores no sentido da globalização da pesquisa. cuja maior expressão é o Plano Colômbia. da Amazônia sul-americana.das Florestas Tropicais Brasileiras (PPG7). como é o caso das cidades gêmeas localizadas em pontos das fronteiras políticas. A questão crucial é o controle da informação. do LBA e do Probem1. Há uma forte presença internacional que se estabeleceu na Amazônia devido também aos impactos do projeto anterior. graças às redes de telecomunicação. constitui uma diferença importante. esse dado é importante porque pode ajudar a conter as atividades ilícitas – narcotráfico. através do que se denomina de “localidades de operação avançada”. tem demandas diferentes que não são devidamente atendidas. com exceção das fronteiras com a Venezuela e a Argentina.

sociais políticos. Desejamos que a integração sul-americana se faça nos moldes do que foi a integração dos anos de 1970? Nada contra expandir a soja e a pecuária para áreas propícias do cerrado. a cidade é um elemento fundamental no desenvolvimento e planejamento da Amazônia. pois sempre foi o grande meio de circulação na Amazônia. Evidentemente. Aliás. mas sim uma região em si. Afirmase aqui que a Amazônia não é mais mera área de expansão da fronteira móvel. Um outro elemento importante da integração reside nas cidades gêmeas – Santa Helena e Pacaraima em Roraima. mais de 30% do seu território em áreas protegidas.Nos anos de 1970. constitui o nó das redes de relações. O gás já vem sendo transferido da Bolívia e do Peru. e pode. Em Roraima deu-se o primeiro passo para a integração oficial através da construção da estrada que liga Manaus à Venezuela. isto é. que merece um investimento enorme. e também na aérea. mas não que se faça tal expansão em áreas de florestas. uma iniciativa do Banco Mundial e d WWF para ampliar em 10% as áreas protegidas até 2010. uma área equivalente ao território da Espanha. Que resultou desse conflito? As novas feições da fronteira móvel Aqui se coloca uma hipótese polêmica: na década de 1990. fluxos e equipamentos que podem acelerar o intercâmbio. porque nela a população está concentrada. criando corredores de exportação. As frentes passaram a apresentar diferenças com a expansão da fronteira na década de 1970. a migração . e a Bolsa de Mercadorias e Estudos propõe a extensão da fronteira agropecuária do centrooeste brasileiro para os países vizinhos. Trata-se de um projeto preservacionista que só com a pressão da ministra Marina Silva aceitou aumentar muito pouco a área de uso sustentável (noventa mil quilômetros quadrados). A situação de conflito entre desenvolvimento e proteção ambiental transparecia nas políticas públicas da década d 1990 que eram. Portanto. o ambientalismo dominou e se delineou como uma tendência ao esgotamento da Amazônia como fronteira móvel. Atualmente. foram demarcadas terras indígena e se criou o projeto Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). e também a partir da iniciativa do planejamento físico da integração por meio de transporte multimodal. A integração deve ser baseada na circulação fluvial. em breve. o Ministério do Meio Ambiente que fazia a política da proteção das florestas e.Realiza-se uma articulação sul-americana por meio do resgate do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). A Amazônia no espaço nacional: uma região em si A segunda hipótese proposta para debate diz respeito ao lugar da Amazônia no Brasil. Tabatinga e Letícia no Amazonas. tais como: 1. Multiplicaram-se as unidades de conservação. como fronteira de expansão econômica e demográfica no território. onde já existem embriões de integração. impedir a expansão demográfica na floresta. difusão da internet nos países vizinhos e intercâmbio energético. além de outras no Acre. esta induzida pelo governo federal. o que sustentou a fronteira foram os incentivos fiscais e a migração generalizada do país inteiro. Por um lado. os corredores de exportação coincidiam com os ecológicos. expressão e indução do conflito. o Ministério do Planejamento e Orçamento. por outro lado. Esse é um desafio à Ciência e à Tecnologia. inclusive. a um só tempo. que foi muito importante e ainda o é para o transporte de cargas de alto valor agregado. a Amazônia terá. com base em dois argumentos: a nova feição da fronteira e os avanços regionais em termos econômicos.

hoje. que planta soja e agora também algodão colorido. de uma expansão subsidiada pelo governo federal. as frentes hoje são localizadas. Agora. porque a denominação de arco do fogo atrapalha a política pública. Belém-Brasília e Brasília-Cuiabá.Outro elemento importante de diferenciação é o comando das frentes por parte de Belém e de Cuiabá. sobretudo. São três as grandes frentes na Amazônia hoje: uma parte de São Felix do Xingu. particularmente no Mato Grosso. pelos ambientalistas e por diversas categorias de cientistas. descobrem onde há terras disponíveis e fazem a grilagem em imensas glebas. Com o crescimento da produção e o aumento da produtividade da soja. Ademais. onde ocorrem melhorias com respeito às pastagens. Sugere-se. e o MST sabe muito bem quem possui ou não terras regularizadas. o que há de novo na expansão das frentes é que são comandadas por madeireiras. 2. assim. As redes e cidades permitem a expansão dessa área econômica avançada que é chamada de “arco de fogo”. pecuaristas e sojeiros já instalados na região. mas não é. a terra não é mais ocupada como reserva de valor. A tecnologia serve também para a destruição da floresta: os madeireiro estão se apossando de terras via satélite. Um lado tragicômico é que existem. e sim de metrópole. de um estado para o outro e. que a promovem com recursos próprios. entretanto. A consolidação do povoamento A tendência à consolidação do povoamento é patente no avanço econômico significativo e na tecnificação da agroindústria no cerrado. a fronteira tomou novo alento. Assim. no Sul do Amazonas. que continua atraindo população de fora. de modo que a expansão seguiu a fímbria das florestas. principalmente do Sul e do Nordeste). Existe. muitos fazendeiros que vieram do Pontal do Paranapanema. Mas está na hora de mudar essa denominação. a terceira parte do Norte de Mato Grosso e de Rondônia em direção ao Sul do Estado do Amazonas. pois. principalmente no Sudeste do Pará e no Mato Grosso.dominante é intra-regional. hoje de âmbito regional. as que pre-tendem ser pavimentadas ou as abertas pelos próprios madeireiros e pecuaristas. Mudanças bastante significativas em termos econômicos. Acrescem mudanças também na pecuária. a mudança de nome para área de povoamento consolidado. em torno de cuja pavimentação há grande discórdia. porque não tinham terras regularizadas. aos rebanhos e à indústria de couro e de leite. pois ela atravessa não mais a borda. assim como da exploração da madeira e o uso conservacionista da floresta. porque foi onde se expandiu a fronteira e o desmatamento. Nos últimos anos. em direção ao rio Iriri. nas três localizações referidas. O Rio de Janeiro já foi um pântano. Nos anos de 1970 elas se localizavam nas duas grandes artérias. 3. rural-urbana (exceção feita ao Mato Grosso. expulsos pel MST. tendo em vista que se trata da maior área produtora mundial de soja. devido à . as frentes estão mais localizadas em torno das estradas que já existiam. em contrapartida às frentes de expansão. houve uma retomada vigorosa das frentes. Sudeste do Pará. defendido pela produção familiar. ou do desmatamento ou “de terras degradadas”. da pecuária. como foi a da fronteira nos anos de 1970. Agora o que sucede é o uso produtivo da terra. Mas o mais importante elemento que justifica a hipótese aqui tratada é consolidação do povoamento. Na virada do milênio. um gigantesco confronto entre a expansão da agroindústria da soja. sobretudo. como foi na época da fronteira anterior. então. outra parte do extremo Norte de Mato Grosso pela rodovia Cuiabá-Santarém. mas o meio da floresta. denominado de pântano. Não se trata mais.

que não prevê alteração alguma. que tem a maior área de fronteira política e„é a mais preservada (porque não foi cortada por estradas e seu povoamento foi pontual. especialmente pelas suas reivindicações de cidadania. a soja no lavrado (cerrado) cercado por florestas e terra indígenas. mas sim uma região no sistema espacial nacional. criam ONGs para ajudar outras comunidades não tão informadas como a deles. . é justamente o fato de a Amazônia hoje ser uma região que possui uma dinâmica própria: tem vinte milhões de habitantes. e é responsável pela urbanização recente. mas hoje depende da conjuntura. O Mato Grosso e o Pará têm estratégias extensivas de uso da terra. O município também é um ente político que tem voz na região. É interessante e importante saber que esses governos. as estradas e o cerne da economia. mas a tem do ponto de vista político. aprendem tudo rapidamente. a Amazônia não é mais mera fronteira de expansão de forças exógenas nacionais ou internacionais. O que tem passado despercebido. As empresas do agronegócio. pelas estradas e onde estão duas das frentes localizadas. Atores fundamentais são os governos estaduais.valorização da soja no mercado internacional e as incertezas da economia nacional. entre elas a federação das organizações indígenas. que é a porção mais vulnerável da Amazônia. o que comprova a sua mudança de caráter. tanto no campo como nas cidades. constitui uma força de resistência à destruição da floresta. porque é onde estão as cidades. além das madeireiras e pecuaristas. com estrutura produtiva própria e múltiplos projetos de diferentes atores. em todos os projetos e em todas as escalas. a última é a Amazônia ocidental. mantêm a sua cultura e crescem num ritmo que é o dobro da taxa nacional. Um grupo de pesquisadores do Inpa liderado por um norte-americano realizou um modelo afirmando que. são outros atores que estão se firmando e se expandindo não só no Mato Grosso. porque cortada pelos eixos. em 2020. o que não se pode aceitar num mundo de imprevisibilidade. em Rondônia procura-se expandir a pecuária e mesmo a soja. portanto. a sociedade civil passou a ser um ator fundamental. antigo projeto de colonização em que a produção familiar é organizada e tem uma força política significativa. um conceito espaço-temporal. corresponde ao restante do estado do Pará. inclusive com uma nova geografia. têm estratégias diferentes. com a crise do Estado central. Concluise. o estado do Amazonas tem uma estratégia pontual industrial. E o fato de ser uma região em si. Economicamente. em Roraima. transformando as vilas em cidades. a outra macroregião. Um modelo linear. Nela reconheço três macroregiões (Figura 3): a primeira é essa que chamam de “arco do fogo” e que denomino de arco do povoamento con-solidado. ou seja. É muito difícil estabelecer um prognóstico sobre o conflito entre agronegócio e conservação da floresta. na Zona Franca de Manaus. mais localizado. há demandas específicas e resistências organizadas e uma estrutura produtiva própria. que a fronteira é um elemento estrutural do crescimento econômico no Brasil. as densidades demográficas maiores. Hoje. localizada em Manaus. Além disso. É. e. modernização do extrativismo. ela se expande ou se retrai em função da conjuntura econômica e política. por suas condições histórico-geográficas. que. a Amazônia estaria totalmente destruída. é o de Altamira. Outro grupo importante. da Amazônia central. no meu entender. O Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) tem 315 associações. não tem força. o Acre e o Amapá se baseiam na estratégia da florestania. Nela. resistindo à construção da hidrelétrica de Belo Monte. enquanto o resto do estado ficou abandonado). Os índios são espertíssimos. embora sem recursos financeiros. que inclusive influem no desenvolvimento urbano. assim. assumiram responsabilidades e força política.

como da inclusão social. O Incra está fazendo um esforço no sentido de preparar um cadastro tendo em vista a centralidade da questão fundiária. pressionam o governo para a pavimentação rápida. é a questão da pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163). As florestas que restaram devem permanecer com seus habitantes. a presença do Estado. em vez de uma indutora de depredação. algo extremamente positivo. Importante também são os cinco eixos estratégicos do PAS. Elaborou um novo Plano Amazônia Sustentável (PAS). como primeira demanda. porque as regiões têm finalidades próprias e problemas específicos. ou seja. mas não menos importante. Como segunda demanda desejam o zoneamento. pequenos produtores) querem. O governo atual pretende ser um marco no rumo do desenvolvimento regional. porque as corporações da soja. madeireiros. a necessidade de definição clara das regras do jogo. O ponto central. pelo Norte. É importante registrar que há em Brasília a criação de grupos de trabalho interministeriais para os planos governamentais. social e política. (Plano Plurianual 2004-2007) a necessidade tanto da produtividade e competitividade. cabe à Ciência. emprego e renda. por motivações diferentes. Por outro lado. papel primordial na sustentabilidade dos ecossistemas florestais. por um lado. por sua importância econômica. O governo propôs que se fizesse um modelo para transformar a rodovia Cuiabá-Santarém numa estrada indutora de desenvolvimento. os ambientalistas e a produção familiar não querem a pavimentação. por outro. então há que se substituir a política de ocupação por uma política de consolidação do desenvolvimento. inclusão social. encontrar as parcerias necessárias e direcionar melhor os recursos para melhor atendê-las. No caso da Amazônia. . Em vez de dar títulos de terra. Finalmente. a par do fortalecimento institucional e da regionalização. existe um novo princípio. do fortalecimento institucional e. com catorze ministérios participando para fazer o novo planejamento da estrada como instrumento de desenvolvimento. O Estado pode dialogar melhor com essas necessidades específicas. É necessário articular os diferentes projetos e os diversos interesses e conflitos que incidem na região. novo padrão de financiamento. que vai ser posto em discussão com a sociedade: gestão ambiental e ordenamento do território. poder-se-ia fazer concessões de terra condicionadas a determinados comportamentos. a pertinência da sub-regionalização. Tecnologia e Inovação. em que o meio ambiente deixa de ser tratado como uma variável independente e participa das políticas de todos os ministérios. O governo atual propõe também no PPA. visto que é considerada um elemento central para o escoamento da produção. que gera conflitos. por um lado. índios. Tais demandas expressam. Uma política de ocupação não tem mais cabimento.Como impedir a destruição das florestas? O papel das políticas públicas Se a Amazônia é efetivamente uma região. porque a região já está ocupada. com o qual pretende superar a polaridade conflitiva entre a política ambiental e a de desenvolvimento. O problema é que todos os atores na Amazônia (pecuaristas. com o objetivo de encurtar distâncias e baixar custos. da transversalidade. infra-estrutura para o desenvolvimento e produção sustentável com inovação tecnológica e competitividade.

assim.      . que tem autoridade para dispor deles.A floresta só deixará de ser destruída se tiver valor econômico para competir com a madeira. AS BASES GEOLÓGICAS DO BRASIL. Está na hora de implementar uma revolução cientificotecnológica na Amazônia que estabeleça cadeias tecno-produtivas com base na biodiversidade. Esse é um desafio fundamental hoje. Mesmo com os grandes avanços na sua proteção. que permitiu a expansão da soja. O ESPAÇO NATURAL BRASILEIRO – SEU APROVEITAMENTO ECOÕMICO E O MEIO AMBIENTE A) ASPECTOS MORFOCLIMÁTICOS DO TERRITÓRIO BRASILEIRO. relevo e vegetação que resultam na formação de uma paisagem passível de ser individualizada. que será ainda maior com a integração da Amazônia sul-americana. são trunfos que estão sob o poder do Estado. a questão de manter a capacidade sustentável da floresta ainda não foi solucionada. III. O Brasil já efetuou três grandes revoluções tecnológicas: a exploração do petróleo em águas profundas. Propõe-se. por isso. a transformação de cana-de-açúcar em combustível (álcool) na Mata Atlântica e a correção dos solos do cerrado. segundo o interesse da nação. Florestas e terras são bens públicos e. desde as comunidades da floresta até os centros da tecnologia avançada. AS FEIÇOES E AS CLASSIFICAÇÕES DO RELEVO BRASILEIRO Domínios Morfoclimáticos Os domínios morfoclimáticos representam a interação e a integração do clima. uma verdadeira revolução científicotecnológica para a Amazônia Florestal. com a pecuária e com a soja.

com a vegetação predominante do Cerrado. é formado. Domínio dos Cerrados: localizado na porção central do território brasileiro. vegetação – que se inter-relacionam e interagem. Domínio dos Mares de Morros: situa-se na zona costeira atlântica brasileira. clima. com predomínio de planaltos e formação de araucárias. Domínio das Araucárias: encontra-se no Sul do país. Para ele. Domínio das Caatingas: localiza-se no nordeste brasileiro. há um predomínio de chapadões. no conhecido polígono das secas. Domínio das Pradarias: também conhecido como domínio das coxilhas (relevo com suaves ondulações). por terras baixas. No Brasil. onde predomina o relevo de mares de morros e alguns chapadões florestados. como também a quase extinta Mata Atlântica. caracterizado por depressões interplanálticas semiáridas. o geógrafo Aziz Ab’Saber foi o responsável por fazer essa classificação. em sua maior parte. predominando o processo de sedimentação.Aziz Ab’Saber foi o geógrafo que classificou os domínios morfoclimáticos brasileiros Os domínios morfoclimáticos representam a combinação de um conjunto de elementos da natureza – relevo. formando uma unidade paisagística. com um clima e floresta equatorial. situa-se no extremo Sul . o país possui seis grandes domínios morfoclimáticos: Domínio Equatorial Amazônico: situado na região Norte do Brasil.

Mesozóica. Eras Períodos Características Gerais Tempo decorri Características no .     Envie a um amigo Imprimir Receba o Jornal Diário Compartilhe A história do planeta divide-se em eras geológicas. no estado do Rio Grande do Sul. Algumas conhecidas são o Pantanal. as eras geológicas ocorreram na seguinte escala. períodos.Bases Geológicas Brasileiras No Brasil. Paleozóica e Proterozóica. as eras geológicas ocorreram na seguinte escala. da mais recente à mais antiga: Cenozóica. da mais recente à mais antiga: Cenozóica. Paleozóica e Proterozóica. épocas e idades. o Agreste e os Cocais. não sendo proporcional a duração entre elas. com predominância da formação dos pampas e das pradarias. Mesozóica.do Brasil. Geomorfologia . No Brasil. Nessas faixas são encontradas características de dois ou mais domínios morfoclimáticos. Entre os seis domínios morfoclimáticos existem as faixas de transições.

Gondwana Formação deBrasileiro e Áustralodesertos no planaltoIndo-Malgaxe). Formação tectônicos. rioda atualidade (Alpes. Primeiros Formação de baciasmamíferos e aves.000 Cenozóica Eoceno 55.000 Meridional. Extinçao dos répteis gigantescos e desenvolvimento excepcional dos mamíferos. Pantanalsemelhantes às que e Litoral. Oriental).Araguaiado (Afroe São Francisco. 12. A em dois do Paraná-Uruguai. DerrameNo forma-se o continente eo Jurássico 180.000 Intenso trabalho de erosão e sedimentação.atualmente Grandes abalosconhecemos. Parnaíba e litoral doAndes.000 de Botucatu).000 TerciárioPlioceno 23. Erupções vulcânicas em muitos pontos da Terra. Desenvolvim Sedimentação daento de plantas Amazônia. Configuração dos atuais oceanos e continentes.000 Mioceno Oligoceno 35. Enrugamen tos alpinos e formação das grandes montanhas atuais.divisão continente de Tocantins. migrações deAtlas e da África animais.000 do (1000 anos) Brasil Caracterização das formas de relevo atuais. Aparecimento do homem e das atuais formas de vida.000 de lava (deserto Atlântico Norte e Mesozóica Triássico 220. hemisfério norte SecundárioCretác 135.QuaternárioHoloc 11 eno Pleistoceno 1. Desenvolvimento excepcional dos moluscos e répteis gigantescos. Nordeste. GrandesRochosas. Terrenosdas cadeias montanhosas na Amazônia. Himalaia. também o Sino- .

Arqueo-Índico. pelo acúmulo de detritos orgânicos.000 Início da formaçãoDesenvolvimento notável das grandes baciasda vida. material encontrado no interior do globo terrestre.Rochas magmáticas (ígneas ou cristalinas): formadas pela solidificação do magma. ou abissais).Siberiano. Formação dos Primário Jazidas deApalaches. O continenteAlgonquiana.000 brasileiras com aaparecem invertebrados Siluriano 430. ou efusivas). ou pelo acúmulo de precipitados químicos. Itacolomi e LavrasMovimentos orogênicos e (sudeste brasileiro).000 sul do Brasill. Áreas restritas do Rochas magmáticas e Brasil: série Minas.Rochas sedimentares: formadas pela deposição de detritos de outras rochas. americano faziaTerra Escandinava e parte Terrínia. 2. Formação dos escudos e núcleos. solidificadas no interior da crosta. Grandesmundial que modificam abalos orogênicoso modelado da crosta em nossos terrenos. a partir do continente Laurásia. Existiam bilhões Início da formaçãoapenas os continentes de anos dos núcleos eIndo-Afro-Brasileiro e atrás escudos brasileiros. Rochas M ais de magmáticas e 2 metamórficas.terrestre). Carbonífero 350. Alpes InferiorOrdovician 490. Proterozói ca (PréCambriano ) Algonquiano Arqueano Sendo a crosta terrestre a base da estrutura geológica da Terra.metamórficas. Angara. maciço da Paleozóica o Cambriano 600. e vulcânicas (ou extrusivas. sedimentos entreA parte sólida do planeta nossos dividia-se em cinco escudos e núcleos. Podem ser plutônicas (ou intrusivas. Primário Intensa erosão dos Rochas metamórficas e SuperiorPermiano 270. Diastrofismos e do gigantescoorogênese (movimentos continente gondwântectônicos de amplitude ico.000 terrenos brasileirossedimentares. consolidadas na superfície.continentes: Gondwana. . principalmente Primário sedimentares no mar. Na terra MédioDevoniano 400.000 acumulação dee gigantescas florestas. várias rochas passam a compor esta estrutura e distinguem-se conforme a origem: 1. Floresta Negra.000 carvão mineral noEscandinavos. vulcanismo intenso.

foram afetadas por forças tectônicas durante o Terciário provocando o enrugamento e originando as cadeias montanhosas ou cordilheiras. contudo ainda ocorrem nos dias atuais. estáveis. Corresponde a 64% do território. A disposição destas rochas determina três diferentes tipos de formações: Escudos antigos ou maciços cristalinos: São blocos imensos de rochas antigas. preenchidas por detritos ou sedimentos de áreas próximas. os Alpes. são freqüentes os terremotos e as atividades vulcânicas. constituindo grandes bacias como a Amazônica. Correspondem a 36% da área territorial e dividem-se em duas grandes porções: o Escudo das Guianas (norte da Planície Amazônica) e o Escudo Brasileiro (porção centro oriental brasileira). devido às novas condições de temperatura e pressão. Mesozóica e Cenozóica. CLASSIFICAÇÃO DO RELEVO BRASILEIRO O que é RELEVO??? . Apresentam também as maiores elevações da superfície terrestre. porém bastante desgastadas. Dobramentos Modernos: São estruturas formadas por rochas magmáticas e sedimentares pouco resistentes. carvão. As falhas resultam de forças. Em regiões como os Andes. o Atlas e o Himalaia. a São-franciscana e a do Pantanal Mato-grossense e outras pequenas bacias. as Montanhas Rochosas. Os dobramentos resultam de forças laterais ou horizontais ocorridas em uma estrutura sedimentar que forma as cordilheiras. provocando o desnivelamento das rochas resistentes.3. Bacias Sedimentares: São depressões relativas.Rochas metamóficas: formadas em decorrência de transformações sofridas por outras rochas. ou por rochas metamórficas (material sedimentar) do Paleozóico. Este processo se deu nas eras Paleozóica. xisto e gás natural. Estes escudos são constituídos por rochas cristalinas (magmático-plutônicas). formadas em eras pré-cambrianas. Associam-se à presença de petróleo. a do MeioNorte. a do Paraná. são resistentes. pressões verticais ou inclinadas.

.as depressões. PESSOAL!!!! relevo correspondente aos diversos acidentes (saliências e depressões) encontrados sobre a superfície terrestre. A partir dessa semana vamos apresenta os trẽs modelos de classificação do relevo brasileiro. sendo utilizado para isso um determinado critério. mas também como cada uma dessas classificações foi elaborada. O que levará o estudante desse assunto a ter que saber não só os tipos de classificações do relevo. especificando as suas respectivas singularidades em suas espacialidades. Esse tipo de classificação foi a primeira a ser relaizada para representar o relevo brasileiro. Na aula de hoje vamos apresentar a classificação do relevo brasileiro realizda por Aroldo de Azevedo em 1949 que foi a primeira classificação do relevo brasilero. . Veja o esquema abaixo: Para cada uma dessas formas acima mencionada foram criados conceitos com a finalidade de os individualizarem uns dos outros. É bem simples. isto é. quais critérios foram usados na elaboração dessas supostas classificações.as planícies e . E suas principais formas (saliências e depressões) são: .os planaltos. e consequentemente também existe mais de uma maneira de classificá-las. a) Quanto ao críterio: geomorfológico (modelado=Fisionomia= aparência fisica= perfíl visual + .as montanhas.. O PROBLEMA ao estudar esse assunto é que existem mais de um critério no estudo dessas formas.

definida por ele. com altitudes inferiores a 200 metros. b) Quanto a Classificação: Usado o critério geo morfológico de Aroldo de Azevedo ele estabeleceu um limite de 200 metros para determinar o que seria planalto em relação ao que seria uma planicie. com mais de 200 metros de altitude.origem das rochas que compõe a superfície do lugar) As classificações do relevo nesse modelo prende-se basicamente no estudo das formas (modelados= as saliências da superfície terrestre) considerando as cotas altimétricas (observa a altura das superfície = nível altimétrico no momento da classificação). Considerando as cotas altimétricas. o mesmo estabeleceu (conceituou) que: .planaltos como sendo um terrenos levemente acidentados.planícies como sendo um superfícies planas. Dessa forma e propôs seguinte mapa para descrever o relevo brasileiro: . Devido esses criterios ficou comuns. unindo ao tipo de estrutura geológica a qual a região se localiza (Bacia sedimentar ou escudos cristalinos). denominação como: Planaltos cristalinos (formados por rochas magmáticas ou metamórficas) e planaltos sedimentares (formados por rochas sedimentares). isto é FISIONOMIA. e . por exemplo.

Planalto Meridional As planícies que são: Planície Amazônica Planície do Pantanal Planície Costeira Planície do Pampa ou Gaúcha . é a mais tradicional.Planalto das Guianas .Planalto Central .Os planaltos que são: . mesmo assim continua em uso. Feita em 1949.Planalto Atlântico . 2º devido a identificação de áreas individualizadas. está um pouco desatualizada.: A classificação de Aroldo de Azevedo. a) Quanto ao críterio: geomorfoclimático: (que explica a formação do relevo pela ação do clima . por três fatores: 1º devido a preocupação com um tratamento coerente às unidades do relevo. dando mais valor a terminologia geomorfológica. e em 3º devido a simplicidade e originalidade. subdividido em: . Obs.Planalto Brasileiro.

Nessa perspectiva. vegetação etc. que ocupan os 25% do restante do território. que contribuem para explicar o modelado do presente. que ocupam cerca de 75% do território nacional e três planícies. ou seja. onde o processo erosivo estaria predominando sobre o sedimentar. Portanto. os fatores climáticos passados. o processo sedimentar estaria se sobrepondo ao processo erosivo independentemente das cotas altimétricas. Aziz A'b saber observou a evolução do clima(paleoclimas). ou seja. solo. Aziz Ab'Sáber em seu trabalho sobre a classificação do relevo brasileiro levou em consideração em estudo sobre o relevo apenas a atuação conjunta dos agentes inetrnos e externos que atuam sobre a gêneses do modelado da superfície terrestre.sobre as rochas = que perda ou ganha sedimentos a partir da ação do clima temperatura e pluviosidade .Com base no estudo dos processos fisiologicos que envolveram as rochas que compõem as estrutura geoologica de brasileira Aziz A'b classificou o relevo brasileiro em dois tipos de macro unidades geomorfológicas: Planaltos e Planície. c) Quanto as mudanças ocorridas: Por essa divisão o relevo brasileiro passou a ser dividido em 10 unidades. ou seja. hidrografia.Segundo esse estudo o relevo brasileiro tem sua formação antiga e resulta principalmente da ação das forças internas da terra e da sucessão de ciclos climáticos. ) principipalmente da ação do clima nos diferentes tipos de rochas. Planície: (ou terras baixas) se caracterizaria pelo inverso. para realizar a classificação do relevo brasileiro. isto é. A alternância de climas quentes e umidos com áridos ou semi-áridos favoreceu o processo de erosão e explicam a formação do atual modelado do relevo brasileiro.sobre as rochas). b) Quanto a Classificação: Planalto: corresponderia a superfície aplainada. . Juntamente com a influência interna representada pelo tectonismo. Além de aumenta de 8 unidades para 10 unidades de relevo. sendo sete palnaltos. as dramáticas alterações ocorridas ao longo do tempo geológico no território brasileiro. a análise do relevo atual envolveu também o estudo dos chamados paleoclimas. dos elementos da natureza como: clima.

Planalto do Planaltos do Leste e Sudeste As planícies que são: Planície e Terras Baixas Amazônica Planície e Terras Baixas Costeira Planície do Pantanal c. parte dale forão sedidos para a compor as áreas territorial das novas unidades relevo: Planalto do Maranhão Piauí.Planalto Central .Houve uma redistribuição das áreas territorial do planalto central.Os planaltos que são: . .1) Quanto as mudanças ocorridas no macro unidades de planaltos: Em relação a classificação de Aroldo de azevedo passaram-se de quatro unidades de relevo para 7 unidades de relevo. subdividido em: .Planalto do Maranhão-Piauí .Planalto Nordestino . Planaltos Leste e Sudeste.Planalto Uruguaio Sul-Riograndense .Planalto das Guianas .Planalto Brasileiro.Continuaram os territórios dos planaltos: das guianas e meridional .Planalto Meridional . .

A pioneira classificação da década de 40. na classificação de Aroldo de azevedo passa a ser denominada de planícies e terras baixas amazônicas na classificação de Aziz A'b saber. Classificação de JURANDYR L. e a expressão ―terras baixas". já na classificação de Aziz A'b Saber é uma região que perde sedimentos é outro critério (fisiológico)por isso é um planalto. .Houve uma renomeclaturação e redistribuição do planalto atlântico que foi dividido em duas novas unidades de relevo: . utilizava como critério de classificação a altimetria.a planície costeira na classificação de Aroldo de azevedo passa a ser denominada deplanícies e terras baixas costeiras na classificação de Aziz A'b saber.a planície do pampa deixa de existir(sua área nessa classificação passa a ser umplanalto Uruguaio-Sul-Rio-Grandense).Planalto Uruguaio-Sul-Rio-Grandense (no Rio Grande do Sul) compreende o território da planície do Pampa. ROSS Este último geografo tentou reunir em seu estudo os dois critérios citados acima. onde a sedimentação é intensa. A . em sua classificação ele associou informações sobre o processo de erosão e de sedimentação dominantes na na atualidade (critério geomorfoclimáticos) com informações da base geológico-estrutural do terreno e com o nível altimétrico(critério geomorfológico). .a planície do pantanal se mantém nas duas classificações. c.Planalto Leste e Sudeste . .Planalto Nordestino . OBS: o termo ―planícies" se refere às várzeas dos rios. a) Quanto ao critério: As classificações das macrounidades do relevo brasileiro sofreu uma evolução quanto aos critérios e métodos utilizados. . aos baixos planaltos ou platôs de estrutura geológica sedimentar.a planície amazônica. na classificação de Aroldo essa região está abaixo de 200 m (altimetria) é uma planície. sob a qual as superfícies acima de 200m seriam os planaltos e. S. as que estivessem entre o nível do mar até 200m seriam as planícies.1) Quanto as mudanças ocorridas no macro unidades de planícies: Em relação a classificação de Aroldo de azevedo passaram-se de quatro unidades de relevo para 3 unidades de relevo. isso é. de Aroldo de Azevedo. ou seja..

-Depressões: superfícies entre 100 e 500 metros de altitude sendo mais planas que os planaltos(é uma superfície com suave inclinação) e mais rebaixadas que as áreas de entorno. além de sofrer desgaste erosivo (formada por prolongados processos de erosão)e apresentar elevações residuais como inselbergs e planaltos residuais. além de ter estendido para quase trinta unidades de relevo. -Planícies: é uma superfície plana. b) quanto classificação: A classificação do relevo brasileiro de Jurandyr Ross. as depressões.Critério morfoestrutural (Estrutura Geológica) Segundo as características morfoestruturais ele classificou em três níveis o relevo: . . fluvial e lacustre.considera os processo de intemperisticos(ganho ou perda de sedimentos): . planície ou depressão).considera o processo de erosão. Quanto ao seu critério Jurandyr Ross associou informações sobre o processo de erosão e de sedimentação dominantes (critério geomorfoclimáticos) com informações da base geológico-estrutural do terreno e com o nível altimétrico(critério geomorfológico). cristalino.).Critério morfoescultural (Agentes externos) . elaborada com base em imagens de radar nas décadas de 80 e 90.Critério morfoclimático (Ação do clima) .considera a estruturação das macro-unidades: base geológica (ex. serras e chapadas. . da década de 50. Contém formas de relevo irregulares como morros. Ross propôs a criação de uma terceira macrounidade além dos planaltos e planícies.. adota o conceito de processo erosivo para classificar as macrounidades: planaltos são superfícies em que predomina o desgaste erosivo. . -Planaltos: superfícies acima de 300 metros de altitude que sofrem desgaste erosivo. possibilitou ampliar a complexidade da geomorfologia do Brasil. formada pelo acúmulo de sedimentos de origem marinha. .classificação de Aziz Ab’Sáber. enquanto planícies são aquelas em que predominam os processos de acumulação dos sedimentos..considera altimetria da superfície (planalto.: sedimentar. com altitude inferior a 100 metros.

Formam também as chapadas.1) Planaltos: São formas de relevo elevadas e aplainadas. do que ficou do relevo atacado pela erosão). os planaltos se caracterizam pela formação de escarpas em áreas de fronteiras com as depressões. com altitudes superiores a 300 metros.c) Quanto as mudanças ocorridas: c. podemos considerar alguns tipos gerais de planaltos: . Os planaltos são chamados de "formas residuais" (de resíduo. Quanto à estrutura geológica. nas bacias sedimentares. Podem ser encontradas em qualquer tipo de estrutura geológica. ou seja. extensas superfícies planas de grande altitudes. marcadas por escapas onde o processo de desgaste é superior ao acúmulo de sedimentos.

Mato Grosso. São as Serras do Mar. . Mato Grosso do Sul.3)Planaltos dos cinturões orogênicos – originaram-se da ação da erosão sobre os dobramentos sofridos na era pré-cambriana. São Paulo.1. do Espinhaço e as Serras do atlântico Leste-Sudeste. os planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba (Pará.1) Planalto em bacias sedimentares – são os planaltos da Amazônia Oriental (Amazônia e Pará). Santa Catarina e Rio Grande do Sul). São formações de relevo geologicamente muito recente. c. c. c. Sua formação ocorre em virtude da sucessiva depressão de material de origem marinha. c.2)Planaltos em intrusões e coberturas residuais de plataforma . Maranhão e Piauí) e da bacia do Paraná (Goiás.Os Planaltos continuaram dominando o território brasileiro. lacustre ou fluvial em áreas planas. São o Planalto da Borborema e o Planalto Sul-Rio-Grandense. Temos como exemplo o Planalto NorteAmazônico (chamado de Planalto das Guianas nas classificações anteriores).1.4)Planaltos em núcleos cristalinos arqueados – isolados e distantes um dos outros. da Mantiqueira.1.são os chamados escudos cristalinos.1. possuem a mesma forma arredondada. Paraná. onde o processo de deposição de sedimentos é superior ao desgaste.2)Planície: São superfícies relativamente planas. só que passaram a ser subdivididos em: c.

Obs1. com oscilação de altitude entre 100 e 150 m. que passaram a ocupar uma porção bem menor do território brasileiro. c.2. as falésias) e as planícies continentais (planície do Pantanal e as planícies fluviais junto aos rios) . são consideradas planícies as terras situadas junto aos rios. no Pantanal Matogrossense ou planície Mato-Grossense . Na classificação de Ross as planícies são em menor número que os planaltos e as depressões. Na Amazônica.3. estão localizadas próximas do litoral ou dos cursos dos grandes rios e lagos.1) Planícies continentais: Situadas no interior do país. junto ao mar. Temos também planícies tabulares na orla litorânea. numa área de sedimentação aluvial recente.3) Depressões: São áreas rebaixadas em consequência da erosão que se formaram no limite das bacias sedimentares (planícies) com os maciços antigos (planaltos) devido a processos erosivos. Tem forma alongada. rebaixando o relevo. As Planícies (exclusivamente em bacias sedimentares). c.Normalmente.2. Exemplificando: . A planície Amazônica que na classificação de Aroldo de Azevedo e Aziz Ab’Saber ocupava cerca de 2 milhões de km2. corresponde na verdade as depressões ou planaltos desgastados. como a Planície do Pantanal. lacustre ou fluvial em áreas planas como se verifica nas várzeas e ―igapós‖ da Amazônia. com suas ―falésias‖ e ―barreiras‖. São onze no total e recebem denominações diferentes conforme suas características e localização. As Planícies brasileiras podem ser divididas em: c. se subdivido em: c. No litoral do Rio Grande do Sul podem se destacar as planícies das lagoas dos Patos e Mirim. formações cristalinas ou sedimentares que constituem paredões junto ao mar. que avança em direção à Bolívia e ao Paraguai. principalmente na Era Cenozóica. e a Planície da Lagoa dos Patos e Mirim. Isto se deve ao fato de que muitas áreas que antes eram consideradas planície. Nas planícies costeiras e nas várzeas fluviais em geral.1)Depressão periférica: Nas regiões de contato entre estruturas sedimentares e cristalinas (área deprimida que aparece na zona de contato entre terrenos sedimentares e cristalinos). Surgem as planícies costeiras(na área costeira nordestina aparecem as planícies e os tabuleiros costeiros (baixos planaltos que sofrem erosão e podem ter como limite. Co relação as áres classificadas como planícies essas são formadas por sedimentos que tem sua origem em material de origem marinha. ocupa na classificação atual cerca de 100 mil km2 Obs2.1) Planícies costeiras: Encontradas no litoral como as Planícies e Tabuleiros Litorâneos.

O Planalto das Guianas consiste na principal região de nascente dos rios afluentes da margem direita do rio Amazonas. II. Exemplificando: . ―O espaço geográfico‖ WILLIAM V.. ..Depressão Sertaneja e do São Francisco.Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná. que vão desaguar na Ilha de Marajó. III. de Aroldo de Azevedo. Bibliografia Marcos de AMORIM. E leia os enunciados abaixo: I.3. ― Geografia geral e do Brasil‖ Igor MOREIRA.Sul-Rio-Grandense – nº22 no mapa de Ross) c. em bacias sedimentares e planaltos cristalinos. ―Brasil – sociedade e espaço‖ Jaime OLIVA. esculpidas em estruturas cristalinas. levou em consideração os processos morfoclimáticos responsáveis pela dinâmica atual e pretérita do relevo. A classificação do relevo brasileiro.Depressão sul Amazônica e Norte Amazônica. de Aziz Ab Saber. c. evidenciadas na classificação de Aziz Ab Saber.2)Depressões Marginais: margeiam as bordas de bacias (terrenos) sedimentares. (UENP) Veja o mapa com a classificação de relevo de Aziz Ab'Sáber. o título da sua classificação é Domínios Morfoclimáticos do Brasil. IV.3)Depressões Interplanálticas: São áreas mais baixas em relação aos planaltos que as circundam. Estão corretas: a) apenas I e II b) apenas II e III c) apenas III e IV d) apenas I e IV e) todas as assertivas . A classificação do relevo brasileiro. ―Temas da geografia mundial‖ Maria Elena SIMIELLI ―Geoatlas‖ 01.3. a do Pantanal e a Costeira. são a Amazônica. As principais planícies do Brasil. serviu de referência para a classificação de Ab Saber. Exemplificando: .

e) Aroldo de Azevedo .altitude de 0 a 100m.estrutura geológica sedimentar. c) Aroldo de Azevedo . a extensão da planície amazônica é diferente para os dois geógrafos.altitude de 0 a 200m. b) Aroldo de Azevedo . São eles: a) Aroldo de Azevedo . Jurandyr Ross sedimentação em fossa tectônica. Jurandyr Ross . Jurandyr Ross . São eles:Aroldo de Azevedo Jurandyr Ross. Essas interceptações estão associadas a critérios diferentes.02.sucessão de processos erosivos. 03. d) Aroldo de Azevedo .Respectivamente: a) Altitude de 0m a 100m Altitude de 0m a 200m b) Altitude de 0m a 200m . Essas interpretações estão associadas a critérios diferentes.altitude de 0 a 200m. responda a seguir: A extensão da planície amazônica varia conforme o autor. Jurandyr Ross sucessão de processos erosivos.Com base no mapa da questão acima. Jurandyr Ross altitude de 0 a 100m. Como pode-se observar.estrutura geológica cristalina.processo de formação sedimentar. (Puccamp) Considere os mapas da Região Norte apresentados a seguir.

Aziz Nacib Ab'Saber. ( ) as planícies e terras baixas costeiras formam uma longa e estreita faixa litorânea. ( ) o relevo brasileiro apresenta modestas altitudes. como a Amazônica. ( ) o planalto Meridional. com extensas chapadas sedimentares. a do Meio-Norte. ocupa porção modesta no conjunto do relevo brasileiro.000 metros. ( ) o planalto Nordestino é uma região de baixas altitudes. em que se alternam elevações cristalinas. 06 (Uece) O mapa apresenta um esboço do relevo brasileiro. podemos afirmar: ( ) as bacias sedimentares correspondem a 64% do território nacional. como as da Borborema e Baturité. . situado nas terras banhadas pelos rios Paraná e Uruguai. do Apodi. como as do Araripe. que vai desde o Maranhão até o sul do país. de acordo com o Prof. a do Paraná.‖ Esse relevo é chamado de: a) Depressão b) Planície c) Planalto d) Tabuleiro 05. é formada pelo acúmulo recente de sedimentos movimentados pela água do mar. a São-franciscana e a do Pantanal Mato-grossense. constituindo grandes bacias. rios e lagos.Predomínio do processos de erosão c) Estrutura cristalina Sucessão de processos de erosão d) Estrutura sedimentar Altitude de 0m a 100m e) Predomínio da erosão Colisão de placas tectônicas 04 . ―Superfície muito plana com máximo de 100 m de altitude. (Ufpe) Em relação ao relevo do Brasil. é dominado por terrenos sedimentares recobertos parcialmente por derrames basálticos. do Ibiapaba e outras. já que a quase totalidade de nossas terras possui menos de 1.

à área da bacia sedimentar amazônica c) o planalto meridional apresenta.Planalto Nordestino 5 . 07 (UDESC 2008) Para classificar o relevo. é correto afirmar: . deve-se considerar a atuação conjunta de todos fatores analisados – a influência interna.Planalto das Guianas 2 .Planícies e Terras Baixas Amazônicas 3 . Sobre o relevo brasileiro. representada pelo tectonismo. e a atuação do clima.Planalto Central 6 .Planalto Uruguaio-Riograndense 10 .Planície do Pantanal 9 .O RELEVO DO BRASIL Segundo o Prof. tem-se como alternativa verdadeira: a) todos os compartimentos de relevos são de origem sedimentar b) as planícies e terras baixas amazônicas correspondem. rochas do embasamento cristalino d) o planalto nordestino não tem superfícies rebaixadas e pediplanadas.Planalto Meridional 8 . Aziz Nacib Ab'Saber 1 .Serras e Planaltos do Leste e Sudeste 7 . nos diferentes tipos de rocha.Planalto do Maranhão-Piauí 4 .Planícies e Terras Baixas Costeiras Com base na análise da figura. geologicamente. exclusivamente.

b) As chapadas são formas de relevo moldadas em rochas metamórficas. d) Não ocorrem no país dobramentos modernos. c) Planalto Brasileiro. c) o solo fértil conhecido como terra roxa é resultado da decomposição das rochas basálticas. com a superfície mais ou menos plana e encostas abruptas. geógrafo. se estendem até o rio Paranapanema. (Ufv) O Planalto Meridional Brasileiro apresenta a seguinte característica: a) é formado por terrenos geologicamente novos. d) Planície Costeira.a) Pelos novos estudos que classificam o relevo brasileiro. tipo cerrado. Segundo o geógrafo Jurandyr Ross. o relevo predominante no Brasil é: a) Depressão Central. fato evidenciado pelas modestas altitudes encontradas no país. Canoas e Uruguai tem sentido Oeste-Leste devido aos dobramentos recentes. encontrada hoje em pequenas manchas devido ao intenso desmatamento. Essa característica contribui para que o relevo seja bastante desgastado e rebaixado pelo intemperismo e pela erosão. Os agentes modeladores foram esculpindo nosso relevo e dando feições marcantes à . com a superfície mais ou menos plana e encostas abruptas. do que resulta a feição tabular. no Estado do Paraná. c) As chapadas são formas de relevo moldadas em rochas metamórficas. 10. e) Planalto . O relevo é o resultado de longos anos de trabalho da natureza. por isso há tantas áreas disponíveis para a agricultura. predominantes na Argentina e Uruguai. São muito encontradas na região Sul e Sudeste do Brasil. Paranapanema. do que resulta a feição tabular. é fácil perceber que as planícies dominam o território nacional. b) a calha dos rios Iguaçu. São muito encontradas na região Sul e Sudeste do Brasil. 09. e) As planícies brasileiras terminam. na sua grande maioria. d) a cobertura vegetal predominante no planalto é arbustiva. não existem áreas de depressão no Brasil. 08: (UDESC 2008) Segundo Aziz Nacib Ab Saber. b) Planícies e Terras Baixas. e) os campos. pois nenhuma forma de relevo é mais baixa que a linha do oceano. daí a inexistência de jazidas minerais. em frentes de cuestas – nome que se dá às áreas planas das praias.

por contribuir para o planejamento territorial. e) da Depressão Sertaneja. definindo as cadeias montanhosas modernas nas regiões Norte. Ab'Saber e Ross consideram apenas cotas altimétricas. d) a planície do Pantanal ou Pantanal Mato-Grossense aparece nas três classificações sobre o relevo brasileiro. (Demétrio Magnoli e Regina Araújo. "Geografia . As superfícies apresentam-se notavelmente aplainadas e ainda em processo de consolidação. a seguir.Planaltos e Serras do Atlântico Leste e Sudeste 3 .) No Brasil.Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense 5 .Planícies e Tabuleiros Litorâneos . Três renomados autores organizaram classificações para o relevo: Aroldo de Azevedo.Planalto da Borborema 4 . Aziz Ab'Saber e Jurandyr Ross. (Fatec 2007) São as únicas unidades do relevo brasileiro cujo arcabouço consiste em bacias de sedimentação recente. 11.Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná 2 . 1 . 12. Ross (1995) constitui um grande avanço no estudo geomorfológico do Brasil.a construção do mundo". c) do Planalto da Borborema. associe adequadamente as características apresentadas no bloco inferior. b) as três classificações consideram cotas altimétricas. b) da Chapada Diamantina. é correto afirmar que: a) as classificações para o relevo brasileiro de Azevedo. Com base nessa classificação. S. às respectivas unidades do relevo brasileiro listadas no bloco superior. (Ufrs 2006) A classificação do relevo brasileiro feita por Jurandyr L. Sul e Sudeste. o relevo descrito está presente nas feições a) do Pantanal Mato-grossense. formadas por deposições do período Quaternário. c) as três classificações para o relevo brasileiro consideram apenas a dinâmica de erosão/ sedimentação.paisagem brasileira. definindo o sudeste e nordeste do Rio Grande do Sul como regiões de cadeia montanhosa moderna. d) da Serra do Mar. Considerando essas classificações. e) as classificações consideram apenas o Sudeste brasileiro como região de cadeia montanhosa moderna.

2.872 terrestres e 639 marítimos. e) 5 . e pelo rio Ibicuí.5 . exportando-se apenas uma pequena porção já refinada. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. sendo 4. para oeste.3. A maior parte da produção vem da Bacia de Campos. são sustentadas predominantemente por rochas vulcânicas.área definida por Aziz Ab'Saber como "domínio dos mares de morros".1 . O petróleo começou a ser explorado no Brasil em 1953. Apesar do surgimento de novos poços e do contínuo aumento da produção.2. Atualmente.4. de cima para baixo. Existem 5.511 poços de petróleo em produção no país. para leste. ( ) O contato desta unidade com as depressões circundantes é feito através de escarpas que. b) 4 .( ) Esta unidade. Dela são extraídas 60% da produção nacional. d) 5 .1 . c) 4 .2 . do Rio Grande do Sul a São Paulo.1. drenada pelo rio Jacuí. apresenta altitude média em torno de 200 m.816 milhões de barris2. As reservas de petróleo do país somam 2.1 . Fim!!! Poderá também gostar de: B) ASPECTOS BIOGEOGRÁFICOS DO TERRITÓRIO BRASILEIRO Aspectos Geográficos do Brasil Reservas minerais Petróleo A plataforma continental brasileira é rica em jazidas de petróleo. ( ) Esta unidade é constituída por morros com formas de topos convexos. é a) 3 . o petróleo explorado no Brasil não é suficiente para atender às necessidades do país. tem elevada densidade de drenagem e vales profundos . a produção é quase toda consumida internamente. .

992 m). estado da Bahia. localizados na serra Imeri: os picos da Neblina (3. do Pantanal. .54% da superfície do país. o manganês.145 km2. Relevo As chuvas tropicais são as principais responsáveis pelas alterações de relevo no território brasileiro. Planalto Brasileiro . descoberta em 1974. e o planalto Meridional. estanho e manganês. Planalto das Guianas . ou 42.Ocupa o norte do país e nele se encontram os dois pontos mais elevados do território brasileiro.600 m3 (330 mil) barris por dia. Existem dois planaltos predominantes no Brasil: o Planalto das Guianas e o Planalto Brasileiro. O campo de Água Grande é o que mais produziu até hoje no país. o ouro e a prata. a produção da Bacia de Campos alcança 52. diamantes. Predominam no Brasil as altitudes modestas.200 m acima do nível do mar correspondem a 4. a cassiterita.976.200 m de altura representam apenas 0. o ferro. que ocupa o litoral de nordeste a sul. o Planalto Brasileiro é subdividido em três partes: o planalto Atlântico. do Pampa e Costeira ocupam os restantes 41% do território. Utilizando tecnologia nacional de exploração em águas profundas. o petróleo vem sendo explorado há mais tempo. Na região Norte do país são encontrados ferro.no estado do Rio de Janeiro. com um total de 42.014 m) e 31 de março (2. cassiterita. ou 58.9 milhões de m3 (274 milhões de barris) de petróleo extraídos do solo. Os planaltos são predominantes no relevo brasileiro. com chapadas e serras. Minerais metálicos Entre os principais minerais encontrados no Brasil estão a bauxita.Devido à sua extensão e diversidade de características. Também existem ferro e manganês em grande quantidade no estado de Minas Gerais. Na região do Recôncavo Baiano. que predomina nas regiões Sudeste e Sul e extremidade sul do Centro-Oeste. que ocupa a região Centro-Oeste e é formado por planaltos sedimentares e planaltos cristalinos bastante antigos e desgastados. ouro. As regiões entre 201 e 1. os tremores de terra que ocasionalmente ocorrem no país são resultado de abalos sísmicos em pontos distantes.267 km2. As planícies Amazônica.46% do território. tendo já sido produzidos naquela área mais de um bilhão de barris do produto. As regiões acima de 1. o cobre. sendo que 93% do território está a menos de 900 m de altitude. o planalto Central. o alumínio. Uma vez que o Brasil não apresenta falhas geológicas na crosta terrestre de seu território.

São seis os tipos de variação climática encontrados em toda a extensão do território brasileiro: equatorial. Planície Costeira . tropical de altitude.Ocupa a depressão onde corre o rio Paraguai e seus afluentes. semi-árido e subtropical. conhecidos como coxilhas. e firmes. com cerca de 5 milhões de km2.000 a 1. Em alguns trechos da região Sudeste os planaltos chegam até a costa.500 mm/ano. Planície do Pantanal . com amplitude térmica anual de até 7º e precipitações de 1. que se encontram fora do alcance das cheias. permanecendo inundadas por grande parte do ano. A vegetação típica dessa região é a floresta equatorial. na região próxima à fronteira do Brasil com o Paraguai. A .Estende-se pela bacia sedimentar situada entre os planaltos das Guianas ao norte e o Brasileiro ao sul.Caracteriza-se por temperaturas médias entre 24º e 26ºC e chuvas abundantes (mais de 2. desde o estado do Maranhão na região Nordeste. Clima Uma vez que a maior parte do país encontra-se em zona intertropical. tesos. com predomínio de baixas altitudes. As temperaturas médias são superiores a 20ºC. É o clima encontrado em extensas áreas do planalto Central e nas regiões Nordeste e Sudeste. formando um relevo original. regiões mais altas. Clima Equatorial . Clima Tropical . inundáveis apenas na época das cheias.Estende-se pelo litoral. É o tipo de clima encontrado em toda a região da Amazônia Legal. com suas espécies típicas. variedades climáticas quentes. até o estado do Rio Grande do Sul. terrenos mais antigos e elevados. ocupa a região sul do estado do Rio Grande do Sul e apresenta terrenos ondulados. Planície do Pampa .500 mm/ano). as chamadas falésias ou costões.Também denominada Gaúcha. Planície Amazônica . tropical atlântico.Apresenta inverno quente e seco e verão quente e chuvoso. tropical. numa faixa de largura irregular. Cada tipo de clima corresponde a uma paisagem vegetal característica. que são as áreas localizadas ao longo dos rios.formado por terrenos sedimentares recobertos parcialmente por derrames de lavas basálticas. a cordilheira dos Andes a oeste e o oceano Atlântico a nordeste. Nela ocorrem grandes enchentes na época das chuvas. que proporcionaram a formação do solo fértil da chamada terra roxa. com médias superiores a 20º. Divide-se em três partes: várzeas. transformando a região num grande lago. verificam-se no Brasil.

vegetação típica da região onde se encontra esse tipo de clima é o cerrado. Na zona de transição entre a floresta amazônica e a caatinga encontra-se um tipo de vegetação chamada mata dos cocais. até o norte do estado do Paraná e sul do estado de Mato Grosso do Sul. estendendo-se para a região Sul. folhas cobertas por pelos e raízes profundas. Também é dominada por clima tropical a região conhecida como Complexo do Pantanal que. Clima Tropical de Altitude . O verão apresenta chuvas mais intensas. formada por vários tipos de palmeiras como o babaçu.Caracteriza-se por temperaturas médias anuais entre 18º e 22º. Com duas estações bem definidas .Predomina na região do sertão nordestino e no vale do rio São Francisco. a carnaúba e o buriti das quais são extraídas matérias-primas para a produção de óleos. de cerca de 27ºC. . É o clima encontrado nas partes altas do planalto Atlântico do sudeste. Clima Tropical Atlântico . possui vegetação diversificada. As chuvas são abundantes. chegando a apenas 800 mm/ano. A vegetação característica dessa região é a caatinga. Caracteriza-se por temperaturas médias entre 18º e 26º. É caracterizado por temperaturas médias elevadas. de casca grossa. construção de casas e fabricação de ceras e tecidos.uma seca e outra chuvosa . No litoral do Nordeste concentram-se no outono e inverno. cerrado. enquanto no inverno as massas frias podem ocasionar geadas.200 mm/ano. Na região de clima tropical podem ainda ser encontradas matas de galerias (ciliares) nos vales ao longo dos cursos dos rios.000 e 1. As precipitações são baixas e irregulares. Clima Semi-árido . Embora tenha água em abundância no subsolo. com amplitudes térmicas crescentes à medida que se caminha em direção ao sul. com gramíneas e arbustos retorcidos. fechada e variada.É encontrado em toda a faixa litorânea. com amplitudes térmicas anuais de 7º a 9º e precipitações entre 1. também localizado na região Nordeste. composta por espécies típicas de florestas. formada por bosques de arbustos espinhosos e cactos. porém não tão rica quanto a vegetação encontrada na floresta Amazônica. desde o estado do Rio Grande do Norte ao sul do estado do Rio Grande do Sul. densa. superando 1. em conseqüência da alternância entre a época das cheias e de seca. com alto teor de alumínio. A vegetação original dessas regiões é a mata tropical. com variações anuais em torno de 5º. bastante devastada desde o período colonial.500 mm/ano. enquanto em direção ao sul são mais constantes no verão. mas têm distribuição desigual. o solo do cerrado é ácido e pouco fértil. A vegetação típica dessa faixa de território é a mata atlântica tropical.na estação seca parte das árvores perde as folhas para buscar água no subsolo. campos e caatinga.

têm 2 a 3 metros. que podem alcançar 60 a 65 metros de altura. ou seja.É o clima predominante na Zona Temperada ao sul do Trópico de Capricórnio. O tipo de vegetação encontrado nas regiões de clima subtropical varia de acordo com a altitude.Clima Subtropical . . mal ventilado e úmido. Nas regiões mais elevadas encontram-se as araucárias ou pinhais. As matas de várzea são encontradas em meio às matas de terra firme e de igapó. mais sujeitas às marés e à água salobra. Com exceção das nascentes do rio Amazonas. especialmente nas desembocaduras dos rios que deságuam no oceano Atlântico. próximos aos rios e permanentemente alagados. Nessas regiões as árvores podem alcançar 20 metros de altura mas. chegando a 1.66% da superfície do planeta. Suas espécies típicas são os vegetais com raízes aéreas. que possuem alto teor de sais.457 km2 . O clima úmido do país propicia uma rede hidrográfica numerosa e formada por rios de grande volume de água. A vitória-régia é o exemplo mais famoso deste tipo de vegetação de várzea da floresta Amazônica.500 e 2. Nas matas de terra firme encontram-se as árvores mais altas. Vegetação A vegetação que forma a floresta amazônica divide-se em três tipos: as matas de terra firme. caracterizando-se por temperaturas médias abaixo de 20º e variações anuais entre 9º e 13º. mas é comum encontrar-se na região das matas de várzea. a origem das águas dos rios brasileiros encontra-se nas chuvas. região semi-árida. Sua composição varia de acordo com a maior ou menor proximidade dos rios. Nas planícies predominam as gramíneas. as matas de igapó. existem rios temporários.000 mm/ano. tornando o interior da floresta escuro. Em certos locais as copas dessas árvores se juntam e barram a passagem da luz. como a castanheira-do-pará e o o caucho (de onde se extrai o látex). em sua maioria. palmeiras e o jatobá. de difícil penetração. Sua ramificação é baixa e densa. árvores de grande porte como a seringueira. com nevascas ocasionais. movediços e pouco arejados. As matas de igapó são encontradas nos terrenos mais baixos. o que equivale a 1. Os solos onde se desenvolve esse tipo de plantas são alagados. Nas áreas de maior altitude o verão é suave e o inverno rigoroso. todos desaguando no mar. Bacias Hidrográficas A região coberta por água doce no interior do Brasil ocupa 55. não se extingue na estação de seca. que recebem águas provenientes do derretimento das neves e de geleiras. A maioria dos rios é perene. As precipitações são abundantes. Mangues São comuns nas áreas litorâneas. Apenas no sertão nordestino. e as matas de várzea.

com 23 mil km navegáveis. com o nome de Vilcanota.Ocupa área de 645. e as de planície. O rio Uruguai também possui potencial hidrelétrico em seu curso. tem 2 mil km navegáveis entre as cidades de Pirapora no estado de Minas Gerais e Juazeiro no estado da Bahia. próximo à cidade de Manaus.É a maior bacia em território brasileiro.6 km2 e seu principal rio. no Peru. com 6. O rio Paraná tem o maior potencial hidrelétrico do país. São quatro as principais bacias hidrográficas brasileiras: Amazônica.115. Aproveitando seu potencial hidrelétrico.889. possui importante usina no estado da Bahia. a bacia Amazônica possui também grande potencial hidrelétrico. para. o planalto das Guianas e a cordilheira dos Andes. a partir da confluência com o rio Negro. utilizadas para navegação. e ao longo de seu percurso recebe ainda os nomes de Ucaiali. Nasce no planalto de La Raya. de correnteza fraca. sendo o segundo do planeta em comprimento e o primeiro em vazão de água (100 mil m3 por segundo). Abrolhos. Ilhas Existem cinco grupos de ilhas distantes da costa em território brasileiro.É a de maior superfície de água do mundo (3. chamada Paulo Afonso. vir a ser chamado de rio Amazonas. São Francisco e Tocantins. Bacia do São Francisco . Seu principal rio é o Tocantins. que permitem aproveitamento hidrelétrico. que apresentam paisagem deslumbrante e fauna muito rica: Penedos de São Pedro e São Paulo.Espalha-se por uma área de 1. . o que propiciou a construção da usina de Itaipu na fronteira com o Paraguai.876. é a única fonte de água da região semi-árida do Nordeste brasileiro. capital do estado do Amazonas. as bacias hidrográficas podem ser divididas em dois tipos: as planálticas. o São Francisco.1 km2.150. Bacia do Prata . com 808. Fernando de Noronha. Bacia Amazônica . Prata ou Platina. Paraguai e Uruguai. tem mais de sete mil afluentes. Já em território brasileiro recebe primeiramente o nome de Solimões.515 km de extensão. Com potencial hidrelétrico razoável.6 km2 e é formada pelos rios Paraná. Trindade e Martim Vaz. é muito utilizado para navegação. que atravessa a planície do Pantanal. Bacia do Tocantins . Atol das Rocas. localizada no estado do Pará. que nasce no estado de Goiás e deságua na foz do rio Amazonas. Apesar de ser um rio de Planalto.As bacias dos rios brasileiros se formam a partir de três grandes divisores: o planalto Brasileiro. Urubanda e Marañon.489. O rio Amazonas. que nascem no Brasil e vão posteriormente formar o rio da Prata na divisa da Argentina com o Uruguai. De acordo com a forma de relevo que atravessam.6 km2). nele se encontra a usina de Tucuruí. Já o rio Paraguai.393. Embora seja uma bacia de planície. no estado do Pará.

capital do estado do Espírito Santo. como para o desfrute do ponto de vista turístico e ecológico C) A DINÂMICA CLIMÁTICA NO BRASIL  A zona de convergência intertropical corresponde ao espaço entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. a primeira reserva biológica do país. foi transformado em Parque Nacional Marinho e anexado ao estado de Pernambuco.100 km da costa na altura da cidade de Vitória. O arquipélago é formado por cinco ilhotas de coral e possui um farol construído em 1861. por estarem situadas na área anticiclone do Atlântico Sul. Nesta ilha foi criada. órgãos governamentais ligados ao meio ambiente. de difícil acesso devido à grande quantidade de recifes. são utilizadas como base da marinha brasileira e estação metereológica. cobertos de guano (fezes de aves marinhas) e cercados de perigosos recifes. A riqueza e a diversidade dos recursos naturais brasileiros e de seus acidentes geográficos têm sido objeto de estudo e observação por parte de cientistas. Trindade e Martim Vaz . Nos países cituados na ZCIT (zona de convergência intertropical) . em área onde se verifica intenso movimento de navegação marítima. ou simplesmente pessoas interessadas em conhecer melhor a natureza e desfrutar do que ela tem a oferecer.Localizadas a 1. portanto. Está em constante mudança de localização. essas ilhas pertencem ao Brasil desde 1897 e. na região Sudeste. em 1979. situada a 240 km a nordeste do estado do Rio Grande do Norte. acadêmicos.Arquipélago de 18.Encontra-se a 80 km da costa sul do estado da Bahia. devido a convecção (transmissão de calor) das massas de ar. além de uma população de cerca de 15 pessoas.Penedos de São Pedro e São Paulo . Fernando de Noronha . Em 1988.É uma pequena ilha formada por corais. Atol das Rocas . que propicia diferentes opções tanto para interesses ligados ao investimento econômico. Abrange parte da américa do sul e. formado por 19 ilhas encontra-se localizado a 345 km a leste do estado do Rio Grande do Norte. acompanhando a movimentação aparente do sol. do Brasil. constituem rochedos em forma de meia-lua. tanto no Brasil como no exterior. Existe grande empenho do governo brasileiro no sentido de preservar e divulgar esse potencial de riqueza natural e diversidade ecológica encontrada em seu território. Abrolhos . Representa a área mais quente do globo terrestre.Localizadas a cerca de 900 km a nordeste do estado do Rio Grande do Norte.4 km2 .

Essa massa entra na américa do sul e faz com que o ar quente. porém levando-se em consideração as temperaturas do dia. por sua vez. precipitações. gerando a frente fria. Os climas úmidos são aqueles onde se tem um elevado nível de precipitação. porém são fortes) de verão. para o equador e o segundo. exceto quando são forçadas (chuvas orográficas). A chuva é causada pela massa que sobe carregada de umidade e condensa (do vapor para o líquido). O clima de um determinado local pode ser denominado levando-se em conta as características pluviométricas da região. vá para cima e ela. no norte e centro-oeste do Brasil. É composta pelos ventos alísios e contra-alísios. O território brasileiro caracteriza-se por temperaturas altas. Essa é uma das atuações da mpa no Brasil. A célula de Hadley é o circuito de massas de ar presente no Brasil. O primeiro por fazer referência á quantidade de energia solar que entra num determinado     . e é restrita ao norte no inverno. sendo que o primeiro converge. Além da mta. Fator esse que não ocorre nas zonas Temperadas e Glaciais. que não faz parte da célula de Hadley. os subúmidos possui um relativamente alto nível de precipitação e o semi-árido apresenta escassez de água. exceto no sul. Dois fatores que influenciam bastante no clima são a latitude e altitude. ou seja. Tanto a mta quanto a mpa não causam chuvas. a mpa. Essa massa parada e úmida (decorrente da evaporação) causa as chuvas torrenciais (dura pouco tempo. rumo a região subtropical acaba ganhando umidade e ao se deparar com as chapadas (espécie de planalto com escarpas. para a região subtropical. O Brasil caracteriza-se por regiões chuvosas. A mec atua. que apresentam temperaturas mesotérmicas ( baixas). OBS: Amplitude térmica anual é a diferença entre a temperatura mais quente do ano e a menor temperatura do ano. no sul e sudeste. relativamente chuvosas. O fator determinante dos regimes de chuva é a circulação atmosférica. se tem a mpa (massa polar atlântica). O movimento convectivo (transmissão de calor) dos ventos alísios é representado pela MEC (massa equatorial continental). um vento seco que possui atuação restrita ao sul no verão e grande atuação no inverno. exceto no sul e serras do sudeste. ao percorrer o oceano. são representados pela mta (massa tropical atlântica).    a amplitude térmica anual é menor que a diária. O mesmo com a amplitude térmica diária. No amazonas a convecção dessa massa causa chuva todos os dias. principalmente. condensando e gerando. declive acentuado) são obrigadas a subir. embaixo. pois não possuem umidade. de maneira ascendente. Em locais onde a temperatura é muito quente esse fenômeno é chamado de friagem. Ela possui ampla atuação no verão brasileiro. de maneira descendente. Constantemente ouvimos falar na previsão do tempo sobre frente fria. Os ventos contra-alísios. As chuvas orográficas ocorrem quando a mta. principalmente. e de escassez de água. passa a ficar embaixo. assim. clima tropical e amplitude térmica anual inferior a diária. no inverno.

Possui profunda atuação da mec. com pouca fertilidade.níquel. ouro. atualmente). As chuvas torrenciais podem gerar deslize de terras. o nóbio. cromo. possui prolongadas estiagens devido a fraca atuação da mec. Chove bastante. o segundo por se ter em lugares mais altos temperaturas menores que em lugares mais baixos. além do manganês. No inverno a atuação da mpa causa instabilidade e precipitação. Os principais minérios encontrados no Brasil são: ferro. Clima tropical: Temperaturas elevadas. chove muito. calor. . gerando solos ácidos. potássio. não há seca. muito quente. não apresenta seca. Clima semi-árido: Marcante no nordeste (não correspondendo à área litorânea do nordeste).   CLIMAS: Clima equatorial: Característico do norte do Brasil. Um lugar com secas como nos climas árido e semi-árido há ocorrência de salinização. chuvas torrenciais de verão. apresenta temperaturas elevadas o ano todo. O clima também exerce influências. bauxita. chuvas torrenciais no verão.local. principalmente no que diz respeito ao relevo e solo. Se for um lugar quente. com temperaturas bem baixas.Austrália. o Brasil possui algumas das maiores reservas de minerais do mundo. Clima tropical atlântico: Característico do litoral nordestino. Influência restrita da mec no verão e ampla atuação da mpa no inverno. podendo ser tão forte a ponto de causar inundação. cobre. Federação Russa.Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais) – dessa jazida saem cerca de 60% do ferro e 40% do ouro extraídos no Brasil. Os países com maior potencial mineral são. China e Estados Unidos. seca no inverno. Praticamente não há diferenciação entre inverno e verão. um processo no qual os sais afloram à superfície. por isso. As reservas minerais brasileiras que estão entre as maiores do mundo são: . como no clima úmido. pouca chuva no inverno. Clima característico de parte do sudeste e centro-oeste brasileiro. Além de uma grande diversidade de minerais explorados no país (mais de 55 minerais diferentes. sob atuação da mta. chuvas causadas por instabilidade da mpa. A amplitude térmica anual é menor que a diária. manganês. Aproximadamente 8% das reservas de ferro do mundoestão no Brasil. caracterizado por temperaturas baixas. Subtropical: Presente no sul. não chegando a temperaturas exageradas. estanho. Tropical de altitude: São Paulo e regiões altas apresentam esse clima. apresente chuvas torrenciais de verão. pode ocorrer lixiviação. ou seja. Amplitude térmica anual menor que a diária. No inverno a seca e a baixa umidade relativa do ar gera queimadas.      A) OS RECURSOS MINIERAIS     O Brasil é muito rico em recursos minerais. Outro mineral. Não há seca. sendo esse o principal minério extraído no país. sob a atuação da mec. entre outros. tornando o solo infértil. com muita chuva. tem suas maiores reservas ocidentais no Brasil. a chuva transporta os elementos das rochas em decomposição. além do Brasil: Canadá. alto nível de precipitação. alta umidade relativa do ar e. zinco.

garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra. cálcio. mas para todas as outras nações. Desde então. gás natural e combustíveis renováveis. cromo. A energia é uma questão estratégica não só para o Brasil. em lavra ou não. Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). que deve ser tratada com cautela. além da implantação de políticas específicas para o setor energético. manganês. estanho e tungstênio. Os prejuízos ambientais causados pela exploração de minérios são. gemas e diamantes. Secretarias de planejamento e desenvolvimento energético. o comércio e a população em geral. e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo. a empresa de pesquisa energética (EPE).647 minas legalizadas (considerando todas as classes minerais). 176. areia. O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. independente do tipo de minério. bauxita. As agências governamentais responsáveis pelas questões energéticas no país são:    Ministério de Minas e Energia. Entre minas de grande. as agências nacionais de Energia Elétrica (Aneel) e do Petróleo (ANP). ligado diretamente ao Poder Executivo. portanto. que tem como finalidade a prestação de serviços na área de estudos e pesquisas que irão subsidiar o planejamento do setor energético. 2. cobre. nãometálicos (amianto. o crescimento do setor tem sido ampliado. . por meio de uma Emenda Constitucional. o Brasil utiliza 53% de combustíveis fósseis em relação aos 81% da média mundial e 45% de fontes renováveis em comparação aos 13%. médio e pequeno portes existem. quando. menores quanto maior for a responsabilidade da empresa concessionária. Segundo a Constituição brasileira: Art. rochas britadas. além de ferro. responsável pela criação de normas.Província Mineral de Carajás (Pará) – são encontrados. promovida pela falta de fiscalização. Porém. O mundo utiliza 81% de combustíveis fósseis. zinco. Em contrapartida. O Ministério de Minas e Energia tem ainda como autarquias vinculadas. ouro. Os minerais podem ser: metálicos (tratados nesse texto). no Brasil. e pertencem à União. Na Constituição. tais restrições foram removidas. níquel. com a entrada dos investimentos das multinacionais. Dentre as principais está a obrigatoriedade das concessionárias em recompor as áreas atingidas pela mineração. entre outras). além do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). de energia elétrica.     . e energéticos. sendo que mais de 45% de toda a energia utilizada no país é gerada a partir de fontes renováveis. são estabelecidas as regras para a concessão de áreas para extração mineral. As concessões ou autorizações para explorações realizadas com capital estrangeiro eram restritas pela Constituição até 1995. dotado da atribuição de propor ao presidente da república políticas nacionais e medidas para o setor. prata. acompanhamento e avaliação de programas federais. As 119 minas de grande porte (2006) podem ser classificadas de acordo com as classes minerais. A) AS FONTES DE ENERGIA E ASPOLÍTICAS ENERGÉTICAS Recebe o nome de política energética brasileira as diretrizes estabelecidas pelo governo federal para administrar e explorar da melhor forma possível os recursos do território nacional. e apenas 13% de fontes renováveis. de petróleo. argilas. de modo a alimentar a indústria. para efeito de exploração ou aproveitamento. e quanto maior for a fiscalização realizada pelos órgãos competentes. As jazidas. o que geralmente ocorre é o não cumprimento da legislação.

isso não é exatamente verdade. foi encontrada uma aranha vivendo a quase 7 mil metros de altitude. acumulando o suficiente para atender a sempre crescente necessidade de combustíveis e da eletricidade. O termo "biosfera" foi introduzido em 1875 pelo geólogo austríaco Eduard Suess (1831-1914). É o caso das regiões quentes e desertas localizadas na faixa equatorial e das regiões geladas situadas junto aos pólos. buscando o “melhor” para o futuro do país. formando uma película finíssima quando comparada aos 13. em sua definição mais simples. é importante que as ações do governo nessa área sejam realizadas a partir de uma perspectiva que favoreça um futuro sustentável.000 Km de diâmetro da Terra. áreas tão secas ou tão frias que dificultam. ou até impedem. Se o planeta fosse comparado a uma laranja. a biosfera não passaria de um fino papel de seda sobre sua superfície. No mar. pântanos e campos . porém. além de retardar a expansão da oferta. garantindo a disponibilidade de recursos às gerações futuras. florestas. devido ao fato de haver locais onde a vida é escassa ou mesmo inexistente. Embora a palavra "biosfera" leve a pensar em uma camada contínua de regiões propícias à vida em torno da Terra. A maioria dos seres terrestres vivem em regiões situadas até 5 mil metros acima do nível do mar. em outras palavras.   COMPONENTES DOS ECOSSISTEMAS Componentes bióticos Seres autótrofos e heterótrofos Os seres vivos de um ecossistema podem ser divididos em autótrofos e heterótrofos. A ausência de uma política energética mais eficaz por parte do governo pode comprometer todo o desenvolvimento do país. Atualmente. Há. é o conjunto de regiões da Terra onde existe vida. o desenvolvimento da maioria dos seres vivos. Além disso. lagos. em mares. a maioria dos seres vivos habita a faixa que vai da superfície até 150 metros de profundidade. onde poucas espécies conseguem viver. no Monte Everest. Em 1926 e 1929. “sujando” a matriz. A grande questão está na eficiência e o foco dessas ações. utilizando-o em duas conferências de sucesso. a biosfera teria espessura máxima de aproximadamente 17 ou 18 Km. embora algumas espécies de animais e de bactérias vivam a mais de 9 mil metros de profundidade. Por exemplo.Outros órgãos governamentais estão incumbidos de cuidar de assuntos relacionados à energia brasileira e de sugerir alterações no modo como são explorados e utilizados a mesma. pois a falta de planejamento pode abrir espaço para térmicas fósseis com elevados índices de emissões de gases de efeito estufa. De acordo com essas considerações. o mineralogista russo Vladimir Vernandsky (1863-1945) consagrou definitivamente o termo. B) A BIOSFERA E OS ECOSSISTEMAS NO BRASIL   Biosfera e Ecossistemas Biosfera. e já se observou aves migradoras voando a 8. A espessura da biosfera é um tanto irregular. Entretanto.a vida é abundante e variada. prosseguir a reestruturação do setor da energia será uma das questões fundamentais para garantia de investimentos no setor de energia. durante uma discussão sobre os vários envoltórios da Terra. A maioria dos seres autótrofos (algas.8 mil metros de altitude. plantas e certas .

Os seres autótrofos fotossintetizantes. Fatores químicos Certos elementos químicos devem estar presentes na água e no solo para garantir a sobrevivência dos seres vivos. como a quantidade relativa dos diversos elementos químicos presente na água e no solo. pressão. necessitam obter substâncias orgânicas (alimento) a partir de outros seres vivos ou de seus produtos. Fatores físicos: clima Os fatores físicos que atuam em determinada região da superfície terrestre constituem o clima. resultado da ação combinada de luminosidade. umidade etc. além de produzirem praticamente todo o alimento consumido pelos heterótrofos. por exemplo. isto é. e obtêm energia para a vida através de reações químicas inorgânicas. pelas próprias plantas e por muitos microorganismos. umidade e regime de chuvas. temperatura. Existem. por exemplo. ainda. ventos. liberam oxigênio (O2) no ambiente. A presença de fósforo na forma de fosfatos. como. Componentes abióticos Os componentes abióticos de um ecossistema são representados por fatores físicos. Lugares muito quentes ou muito frios somente podem ser habitados por espécies altamente adaptadas a essas condições. A temperatura afeta outros fatores climáticos. genericamente. A radiação solar que atinge a Terra é um dos principais determinantes do clima. nutrientes minerais. e por fatores químicos. Além das radiações visíveis (luz) utilizadas pelos seres autótrofos na fotossíntese. Esse gás é utilizado na respiração pelos animais. tais como os ventos. como luminosidade. responsáveis pelo aquecimento da atmosfera e do solo. certas bactérias. A temperatura ambiental é uma condição ecológica decisiva na distribuição dos seres vivos pelo planeta.   bactérias) faz fotossíntese. ventos. captando energia luminosa do Sol e utilizando-a na fabricação de matéria orgânica. a umidade relativa do ar e a pluviosidade (índice de chuvas) de uma região. as emanações solares contém raios infravermelhos. protozoários e a maioria das bactérias são heterótrofos. o que faz as temperaturas na superfície terrestre serem favoráveis à vida. uma vez que os fosfatos são constituintes fundamentais da matéria viva. temperatura. fungos. alguns poucos seres autótrofos que fazem quimiossíntese. Os animais. é muito importante.. Os elementos e sais essenciais aos seres vivos são chamados.  A) QUESTÃO AMBIENTAL NO TERRITÓRIO BRASILEIRO .

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