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direitos autorais

“A cigana leu o meu destino eu sonhei bola de cristal, jogo de búzios, cartomante
“A cigana leu o meu destino
eu
sonhei
bola de cristal, jogo de búzios,
cartomante ”
Hoje uma “cartomante” leu o meu destino, conforme as
cartas de Mille Lenormand. Meu prognóstico: felicidade
constante, amor fiel, fortuna, êxito nos negócios
Bem, dizem
que as cartas não mentem
;-)
Essa “cartomante” também é designer nas horas vagas, e
trabalha na Arteccom. Pois é
nos empolgamos tanto com o
tema da revista, que compramos baralho cigano, cristais,
cartas de tarot
Tudo para fotografar, escanear e fazer uma
Editorial
diagramação bem bacana. Acabamos brincando de interpretar
nossos futuros.
E, brincando, descobri o segredo da Arteccom, como
tentamos desvendar nesta edição, os segredos dos designers.
Descobri que a equipe busca um resultado sempre melhor do
que o esperado, busca surpreender, ultrapassar limites, se
envolve, literalmente, com cada projeto. Acredito que a
explicação para isso seja uma equipe que realmente AMA o que
faz. Só superamos nossas expectativas quando trabalhamos
com amor, com paixão.
Descubra também o seu segredo que, para alinhavar o seu
sucesso, deve coincidir, imprescindivelmente, com o que você
mais ama fazer. E, quando o descobrir, desenvolva e EXPLORE
AO MÁXIMO seu potencial!
Um grande abraço,
Adriana Melo
quem somos

Equipe

Direção Geral Adriana Melo adriana@arteccom.com.br Direção de Redação Bruna Kanhan brunak@arteccom.com.br
Direção Geral
Adriana Melo
adriana@arteccom.com.br
Direção de Redação
Bruna Kanhan
brunak@arteccom.com.br
Direção de Arte
Patrícia Maia
patricia@arteccom.com.br
Ilustração
Beto Vieira
beto@arteccom.com.br
Diagramação
Bruna Werneck
bruna@arteccom.com.br
Publicidade
Daniele Moura
daniele@arteccom.com.br
Webdeveloping
Fabio Pinheiro
fabio@arteccom.com.br
Contabilidade
Ana Maria Medeiros
ana@arteccom.com.br
editora
Criação e edição
www.arteccom.com.br
arteccom
Distribuição
www.chinaglia.com.br
Colaboração
Bete Veiga - Redação
:: A Arteccom não se responsabiliza por informações e opiniões contidas
nos artigos assinados, bem como pelo teor dos anúncios publicitários.
:: Não é permitida a reprodução de textos ou imagens sem autorização
da editora.
:: Os emails são apresentados resumidamente.
:: Sugestões dadas através dos emails enviados à revista passam a
ser de propriedade da Arteccom.
resumidamente. :: Sugestões dadas através dos emails enviados à revista passam a ser de propriedade da

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apresentação pág. 4 quem somos pág. 5 menu pág. 4 quem somos pág. 5 menu

contato pág. 6 emails pág. 6 fale conosco pág. 6 emails pág. 6 fale conosco

pág. 5 menu contato pág. 6 emails pág. 6 fale conosco fique por dentro pág. 9

fique por dentro

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portfólio pág. 12 veterano: Tangerina Design pág. 16 calouro: Bruno Free pág. 12 veterano: Tangerina Design pág. 16 calouro: Bruno Free

matéria de capa pág. 18 entrevista coletiva pág. 28 portfólio: Shane Mielke pág. 30 portfólio: Nicholas Mir Chaikin pág. 18 entrevista coletiva pág. 28 portfólio: Shane Mielke pág. 30 portfólio: Nicholas Mir Chaikin pág. 32 portfólio: Amy Franceschini pág. 34 portfólio: André Matarazzo pág. 36 portfólio: Shun Kawakami pág. 38 portfólio: Thomas Poeser

e-mais pág. 41 estudo de caso: submarino pág. 48 animação, áudio e vídeo pág. 54 tutorial: pág. 41 estudo de caso: submarino pág. 48 animação, áudio e vídeo pág. 54 tutorial: cores seguras

com a palavra pág. 56 interface: Marcello Póvoa pág. 58 webwriting: Marcela Catunda pág. 60 marketing: René de pág. 56 interface: Marcello Póvoa pág. 58 webwriting: Marcela Catunda pág. 60 marketing: René de Paula Jr. pág. 62 mercado de trabalho: Michel Lent pág. 64 webexperiences: Clóvis La Pastina

emails

Assunto:

Semana de Arte Moderna Digital

Na primeira edição da

Webdesign, vários

profissionais discorreram sobre

a identidade nacional. Antes de

ler a matéria, pensei: tem

muito a ver com a Semana de

22. Seria um marco para a

identidade nacional se

houvesse uma “semana da arte

digital brasileira”. Acredito que

já existem vários artistas que

conseguem transformar em

linguagem criativa a

identidade nacional. Talvez,

estes estejam precisando se

conhecer, elaborar um

manifesto, quem sabe? Energia

fluindo! Vejo muito (ainda) a

influência externa sendo

“comprada” por alguns

designers. Nada contra as

influências externas, desde que

assimiladas e transpostas para

uma linguagem nossa. Fica a

idéia.

João Elton Moreto jemoreto@yahoo.com.br

Sensacional sua idéia, João! Será o

tema da edição comemorativa do 10º

Encontro de Web Design, em

novembro de 2005, no Rio de

Janeiro. Meus parabéns! Contaremos

com sua participação e contribuição

no evento. Já começamos a

desenvolver o projeto! Um grande

abraço, Adriana.

a desenvolver o projeto! Um grande abraço, Adriana. Assunto: How Magazine brasileira Gostei muito da

Assunto:

How Magazine

brasileira

Gostei muito da Webdesign. Os

assuntos são pertinentes e

tratados com o cuidado

apropriado. Posso exagerar

(será?) dizendo que já é a How

Mag brasileira?!

Gostaria de sugerir o seguinte

tema: como mensurar a

necessidade de adquirir planos

Linux ou Windows, ASP, PHP

ou JSP?

Rodrigo Marques de Novais suprabug@bol.com.br

How Magazine??? Ficamos

muito honrados! E sua sugestão já

foi para a reunião de pauta, ok?

Hum

E sua sugestão já foi para a reunião de pauta, ok? Hum Assunto: Prêmios Sugestão: Pesquisar

Assunto:

Prêmios

Sugestão: Pesquisar e formar

uma lista de prêmios nacionais

e internacionais, relevantes

para a mídia online e para os

criativos das agências, bem

como a visibilidade que os

mesmos promovem aos seus

ganhadores.

Guilherme

guiga@aretha.com.br

Gostamos da sua sugestão, Guilher-

me. Já começamos as pesquisas. É

ótimo vocês participarem assim para

que o conteúdo da revista atenda

bem às expectativas!

Assunto:

Capas

repare que esta está menos

Isso significa que

estamos ajustando nosso

“comestível”

Gostaria de sugerir que a

criação da capa da revista Wd

fosse feita por designers/

leitores. A Arteccom colocaria

no site da revista o tema

principal, com um prazo para

entrega da capa, e o designer

ganharia seu nome na mesma.

Eu, como designer, teria um

grande orgulho de assinar a

capa de uma revista como a Wd.

Bruno Neves contato@brunofree.com.br

cronograma. Ufa! ;-)

Assunto:

Webdesign no fim do mundo

A primeira e a definitiva

Acho que assim dá para definir

a revista. É muito legal mesmo!

Achei que só iria consegui-la

por assinatura, porque minha

cidade, apesar de ser no estado

de SP, é no fim do mundo. Mas

eu estava viajando e esbarrei

com os dois primeiros

exemplares

Lucas Mathias tsai_design@yahoo.com.br

muitos não estão conseguin-

do encontrar a revista. Em breve, au-

mentaremos o número de exem-

plares para 20 mil, ok? Mas quem

procura, acha, não é, Lucas!? ;-)

Pois é

Muitos webdesigners passaram

pela área de design gráfico.

Minha idéia é que a cada

edição a Wd conceda a

oportunidade a um designer de

criar a capa da mesma.

Paulo Teixeira

pauloteixeira@i9-se.com.br

Olá, Bruno e Paulo!

A idéia é bacana, mas, por enquanto,

como estamos na maior correria,

vamos guardar a sugestão, ok? Quem

sabe, no futuro, poderemos implantar

essa idéia?! Bruno, seu portfólio foi

poderemos implantar essa idéia?! Bruno, seu portfólio foi selecionado e saiu nesta edição. Parabéns, está muito

selecionado e saiu nesta edição.

Parabéns, está muito bacana!

Assunto:

Gostosa?!?!

Como vai a edição da revista

mais gostosa do Brasil? Eu

explico

edições, a maior parte das

figuras estava relacionada

com comidas, o que deixa o

leitor (eu, no caso) com uma

super vontade de comer a

revista inteira. Achei muito

bom este recurso.

Edgar Felix

edfelix85@hotmail.com

nas duas últimas

Hahahahaha!!! Também posso

explicar

altas horas diagramando as duas

A equipe ficou aqui até

primeiras edições e, com certeza, não

teve tempo nem de lanchar. Mas

fale conosco :: www.arteccom.com.br/webdesign ::arteccom@arteccom.com.br

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adote esta página adotou esta página “Eduquem-se as crianças e não será necessário punir os adultos”
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“Eduquem-se as crianças e não será necessário punir os adultos” Piaget
“Eduquem-se as crianças e não será necessário punir os adultos” Piaget

foto

Adotando esta página, o Terra Empresas contribuiu com R$600,00 para a manutenção do projeto Mage-Malien – Crianças que Brilham, beneficiando integralmente crianças e jovens de comunidades menos favorecidas. O projeto possibilita o acesso das crianças ao universo da educação, da arte e da cultura através de cursos e oficinas ministrados gratuitamente pela equipe Beriba-Rei Capoeira. Ocupando de maneira sadia suas horas de lazer, os jovens aprendem o exercício pleno da cidadania. A Arteccom acredita na construção de um futuro melhor e agradece este gesto de solidariedade! Você também pode ajudar a manter o brilho dessas crianças: ligue para

pode ajudar a manter o brilho dessas crianças: ligue para (21) 2253.0596 ou envie um email

(21) 2253.0596 ou envie um email para arteccom@arteccom.com.br e adote esta página!

Para conhecer o projeto Magê-Malien, visite o site www.arteccom.com.br/magemalien

clipping

Programa combate pedófilos em chats

Um programa que imita o comportamento de crianças em salas de chat é a

mais nova arma para o combate à pedofilia online.

O casal inglês Jim e Eleanor Wightman criou o ChatNannies (babás do chat, em

português) na tentativa de “ajudar a fazer da internet um lugar mais seguro”.

O software roda centenas de sub-programas, os nanniebots (babás-robôs),

que se conectam às salas de chat e conversam com as crianças e adolescentes

presentes. Enquanto isso, pela tecnologia de redes neurais e munidos de uma

inteligência artificial sobre cultura pop, analisam sinais que podem revelar entre

os participantes aqueles que, na verdade, são

adultos, e não, as crianças que dizem ser.

O

já está também coberto de

polêmica, pois especialistas

acreditam ser muito fácil que

um programa desses gere

resultados falso-positivos. O

endereço do serviço na web

é www.chatnannies.com.

falso-positivos. O endereço do serviço na web é www.chatnannies.com. programa, cheio de boas intenções, (01)

programa, cheio de boas intenções,

(01)

Cientistas criam novo protocolo ultra- rápido de Internet

Pesquisadores do Departamento de Ciência da Computação da Universidade

da Carolina do Norte desenvolveram um novo protocolo de transferência de

dados para a Internet que faz as atuais linhas digitais de alta velocidade (DSL)

parecerem letárgicas. O protocolo foi batizado BIC-TCP, ou Aumento do

Congestionamento Binário - Protocolo de Controle de Transmissão. Em recente

estudo comparativo conduzido pelo Centro de Aceleração Linear da

Universidade Stanford (Slac), o protocolo BIC

consistentemente liderou o ranking em uma série

de experiências para determinar sua

estabilidade, capacidade de ampliação e

precisão diante de outros protocolos.

Injong Rhee, professor associado de

ciência da computação, disse que

o BIC pode atingir velocidades

cerca de seis mil vezes

superiores às do padrão DSL, e 150

mil vezes maiores do que as dos modems atuais.

(04)

Plug In Website Award A PlugIn, em parceria com a Arteccom, está lançando um concurso

Plug In Website Award

A PlugIn, em parceria com a Arteccom, está lançando um

concurso que vai premiar os melhores websites da rede. A

premiação será realizada no 9º Encontro de Web Design,

em São Paulo, dia 27 de novembro deste ano. O primeiro

colocado ganhará um computador Pentium 4. Inscreva já

seu site em http://concurso.plugin.com.br. Participe!

(02)

Empresa lança memória

removível menor que selo

postal

A SanDisk, empresa fabricante de cartões de memória

multimídia, anunciou o lançamento de novos tipos de

memória removível que podem servir tanto para

computadores quanto para telefones celulares. Os novos

capacidade. Medindo 24 por 18 milímetros de extensão,

e apenas 1,4 mm de espessura, tem a metade do tamanho

de um selo postal. O SanDisk

Reduced Size MultiMediaCard

tem versões de 32MB, 64MB,

128MB e 256MB, com previsão

de lançamento no mercado

mundial ainda para o segundo

trimestre deste ano. O preço irá

tamanho real

variar de US$ 14,50, para o

cartão de 32MB, a US$ 40, para

o de 128MB – preços válidos

variar de US$ 14,50, para o cartão de 32MB, a US$ 40, para o de 128MB

para altas quantidades.

(03)

128MB – preços válidos para altas quantidades. (03) Asus anuncia HD acionado por dispositivos sem fio
Asus anuncia HD acionado por dispositivos sem fio velocidade de até 54 Mb/s. O preço

Asus anuncia HD acionado por dispositivos sem fio

velocidade de até 54 Mb/s.

O preço estimado do HD, cuja capacidade não foi divulgada, é de US$ 150,00.

A Asustek Computer, fabricante de placas-mãe e acessórios para PCs, irá lançar em maio um disco rigído que

permite o backup de dados de qualquer lugar da casa ou do escritório, por meio de uma rede sem fio, com

A interface do disco, controlada via Web, possibilitará a outros usuários da rede o gerenciamento dos arquivos no

disco, com as opções “acesso irrestrito para todos”, “acesso só mediante senha”, “apenas leitura” e por aí afora.

(05)

Sony anuncia “leitor” de papel eletrônico A Sony está anunciando o lançamento para abril de
Sony anuncia “leitor” de papel eletrônico
A
Sony está anunciando o lançamento para abril de um leitor de e-book baseado
PlayStation 2 deve ficar no
mercado até 2010
no
e-Paper (papel eletrônico). A novidade, batizada de LIBRIe, consiste em
A
Sony disse nesta quinta-feira que o PlayStation 2,
uma folha de filme plástico, de 6 polegadas com resolução de 800x600 pixels.
até o momento o videogame mais moderno
Mede 12.5 x 19 cm, pesa 300 gramas e armazena os livros
produzido pela empresa, deve continuar sendo
digitais em 10 MB de memória interna (expansível até 512
vendido até 2010. (Analistas acreditavam que o
MB com o uso de cartões Memory Stick).
aparelho sairia do mercado em 2005).
Segundo a Sony, o LIBRIe é capaz de armazenar cerca
A
declaração foi feita por Andrew House, vice-
de 500 e-books, dependendo do
presidente da Sony Computer Entertainment —
tamanho de cada um, e pode ser
divisão de games e outros produtos de informática
manipulado como se fosse um jornal.
da empresa.
O
acesso aos textos dos livros será
Analistas acreditam que a próxima versão do
feito através da assinatura
videogame, o PlayStation 3, será lançada pela Sony
de um serviço mensal,
entre 2005 e 2006. A Microsoft também deve lançar
que custará de US$ 5 a
uma nova versão de seu videogame, o Xbox, nos
US$ 10.
próximos anos.
O
LIBRIe será lançado
(06)
(07)
primeiro no mercado
japonês ao preço sugerido
de
400 dólares.
(06)
Site clonado tenta
roubar senha de
correntistas do Itaú
Está circulando pela internet uma mensagem
falsa do banco Itaú. O e-mail é enviado pelo
Microsoft lança software de reconhecimento
de voz
endereço “comunicado@itau.com.br” e pede
para o internauta entrar no site do banco e
A
Microsoft fez mais um lançamento de impacto. Trata-se do Speech Server 2004, software
repassar seus dados. As informações,
supostamente, seriam enviadas para um
de programadores, em São Francisco, na Califórnia, há uma intensa variedade de cenários
sistema contra fraudes do Itaú.
nos quais o Speech Server pode ser utilizado.
Porém, ao clicar no link, o usuário é
Na realidade, o novo produto é uma plataforma para
redirecionado a um site falso, mas idêntico
rede, que permite a outros fabricantes de softwares
ao do Itaú. Se o internauta digitar seus
criar programas ajustados às suas necessidades. Os
números de agência, conta e senha,
departamentos de tecnologia da informação, por
poderá enviar os dados para algum
exemplo, usariam o Speech Server para funções de apoio
golpista, que terá como transferir dinheiro
interno, como atualizar contra-senhas e dar assistência a usuários
da conta do usuário para contas de outros
de computadores.
bancos.
O
presidente da Microsoft estava mais falante do que nunca. Ele só
O Itaú alerta, por meio do canal “Segurança”,
não comentou a recente decisão da Comissão Européia de multar a
que os correntistas “em hipótese alguma”
Microsoft em 497 milhões de euros (US$ 606 milhões) pela violação
devem digitar “qualquer dado que
da lei antimonopólio da União Européia
supostamente tenha sido solicitado pelo Itaú”.
(09)
(08)
clipping

(01)

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/032004/25032004-3.shl

(02)

http://concurso.plugin.com.br

(03)

http://idgnow.terra.com.br/idgnow/pcnews/2004/03/0073

(04)

http://noticias.uol.com.br/inovacao/ultimas/ult762u1909.jhtm

(05)

http://www.estadao.com.br/tecnologia/informatica/2004/mar/26/40.htm

(06)

http://www.estadao.com.br/tecnologia/informatica/2004/mar/26/17.htm

(07)

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u15570.shtml

(08)

http://www.estadao.com.br/tecnologia/informatica/2004/mar/26/50.htm

(09)

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u15567.shtml

portfólio :: veterano

TTTTTangerinaangerinaangerinaangerinaangerina Design:Design:Design:Design:Design:

talentotalentotalentotalentotalento tamanhotamanhotamanhotamanhotamanho famíliafamíliafamíliafamíliafamília

Os irmãos mostraram que a preguiça baiana não passa de um mito e vieram para o Rio de Janeiro seguir os passos do pai, arquiteto

Os irmãos Junior e Duda Simões são de Salvador, Bahia. Com 29 e 26 anos, respectivamente, desde crianças estão acostumados com nanquins, letras set, pincéis, papéis e pranchetas do pai, que já foi desenhista publicitário, paisagista e, hoje, é arquiteto. “Trabalhar com design, arte, ilustração e arquitetura parecia uma escolha óbvia e natural”, dizem os sócios da Tangerina Design, agência que abriram na cidade do Rio de Janeiro. Por enquanto, a agência não tem uma grande equipe, mas uma dupla

a agência não tem uma grande equipe, mas uma dupla bem afinada. Junior e Duda fazem
a agência não tem uma grande equipe, mas uma dupla bem afinada. Junior e Duda fazem
a agência não tem uma grande equipe, mas uma dupla bem afinada. Junior e Duda fazem

bem afinada. Junior e Duda fazem de tudo: design gráfico, webdesign, ilustração, produto, arquitetura, branding e até promoção de eventos. No início, eles apostaram na marca da própria empresa para estampar uma boa imagem no mercado. “O primeiro passo foi encararmos nós mesmos como o primeiro cliente”, contam. Definiram nome, logomarca, papelaria, campo de atuação, brindes e desenvolveram o próprio site. “A partir daí começamos a pensar em conquistar clientes. Na ocasião, portanto, não tínhamos nada, mas nossa “cara” já

portfólio :: veterano

“Essa é a grande charada da Tangerina! :-D A história foi que, ao batizarmos a nossa agência como Tangerina (porque queríamos um nome inusitado e que a cor da empresa fosse laranja), pedi ao Duda pra desenhar uma tangerina pra ser a logo, e ele falou: ‘– Pô, mas um desenho de uma tangerina, pode ser

confundido com uma laranja, um limão

eu disse ‘– Caramba!!! É isso, a logo vai ser um caju!!!’ E foi assim, de sopetão,

e se fosse um caju?!’ Na mesma hora,

que a nossa marca surgiu! Por acaso ” – Júnior
que a nossa marca surgiu! Por acaso
– Júnior

www.tangerina.com.br, home e portfólio

atraía, já nos vendíamos como uma grande empresa”.

A estratégia deu certo. A

Tangerina Design acabou ganhando as contas da mpp solutions e da globo.com, entre outros clientes de peso.

“O inusitado é o nosso óbvio”,

assim definem o diferencial da agência

e apostam na dedicação, na

oportunidade e na criatividade como fatores fundamentais para o sucesso

da empresa.

Os designers, porém, esbarram

em um obstáculo muito comum para

quem trabalha nessa área. “Muitas vezes, nem mesmo o cliente sabe o

que quer. Faz parte do nosso trabalho

colocar no papel o que ele está pensando, de forma racional e, ao mesmo tempo, criativa. O cliente não entende o processo de arquitetura da informação, design de interface,

de arquitetura da informação, design de interface, branding, muito menos o da implementação. O trabalho do
de arquitetura da informação, design de interface, branding, muito menos o da implementação. O trabalho do

branding, muito menos o da implementação. O trabalho do designer é saber arrumar tudo isso e fazer com que o efeito do resultado final seja algo parecido com “Fantástico! Ficou ainda melhor do que eu havia pensado!”. Como exemplo de trabalho bem sucedido da dupla tem-se o próprio site da Tangerina Design (www.tangerina.com.br), cujo briefing

“Muitas“Muitas“Muitas“Muitas“Muitas vezes,vezes,vezes,vezes,vezes, nemnemnemnemnem mesmomesmomesmomesmomesmo ooooo clienteclienteclienteclientecliente sabesabesabesabesabe ooooo quequequequeque querquerquerquerquer FFFFFazazazazaz parteparteparteparteparte dododododo nossonossonossonossonosso trabalhotrabalhotrabalhotrabalhotrabalho colocarcolocarcolocarcolocarcolocar nonononono papelpapelpapelpapelpapel ooooo quequequequeque eleeleeleeleele estáestáestáestáestá pensando,pensando,pensando,pensando,pensando, dedededede formaformaformaformaforma racionalracionalracionalracionalracional e,e,e,e,e, aoaoaoaoao mesmomesmomesmomesmomesmo tempo,tempo,tempo,tempo,tempo, criativa”criativa”criativa”criativa”criativa”

portfólio :: veterano

“O“O“O“O“O trabalhotrabalhotrabalhotrabalhotrabalho

dododododo designerdesignerdesignerdesignerdesigner ééééé

sabersabersabersabersaber

arrumararrumararrumararrumararrumar

tudotudotudotudotudo issoissoissoissoisso eeeee

fazerfazerfazerfazerfazer comcomcomcomcom

quequequequeque ooooo efeitoefeitoefeitoefeitoefeito

dododododo rrrrresultadoesultadoesultadoesultadoesultado

finalfinalfinalfinalfinal sejasejasejasejaseja

algoalgoalgoalgoalgo

parparparparparecidoecidoecidoecidoecido

com

com

com

com

com

‘F‘F‘F‘F‘Fantástico!’”antástico!’”antástico!’”antástico!’”antástico!’”

era fazer uma página diferente, animada, divertida e que mostrasse o trabalho da empresa, chamando atenção pelo inusitado. “Todo feito em flash, o site abusa de animações e imagens divertidas para chegar ao seu objetivo. Já estamos pensando na versão 2.0, que esperamos lançar em breve”, avisam. O site da Dotlib - Informação Profissional (www.dotlib.com.br) é relativamente simples. Tem um visual atraente e utiliza muito o branco e o verde. Essas são as cores institucionais da empresa. O projeto de identidade visual também foi criado por nós e o site era o que faltava para divulgar a nova logomarca”. A dupla reuniu as informações básicas da empresa e seus produtos, incluindo o portal acadêmico de pesquisa (www.portaldapesquisa.com.br), e utilizou apenas o html para o desenvolvimento do projeto. “O site consegue de forma sutil e criativa passar todo o novo conceito pretendido pelo cliente”.

e criativa passar todo o novo conceito pretendido pelo cliente”. www.portaldapesquisa.com.br www.dotlib.com.br 14 14

www.portaldapesquisa.com.br

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e criativa passar todo o novo conceito pretendido pelo cliente”. www.portaldapesquisa.com.br www.dotlib.com.br 14 14

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portfólio :: veterano

portfólio :: veterano www.pessoasdoseculopassado.com.br Outro bem bolado foi o Pessoas do Século Passado. “É um misto

www.pessoasdoseculopassado.com.br

Outro bem bolado foi o Pessoas do Século Passado. “É um misto de site, manifesto e multi- blog, que tem se mostrado, desde o seu lançamento, um sucesso de visitas, crítica e participação”. O site tem fotos ilustrativas e randômicas produzidas pelo próprio Duda. A página estimula o debate, questiona, e reúne pessoas de vários focos de interesses, mas, todas, nascidas no século passado. Elas expressam seus comentários a partir de crônicas, ensaios ou matérias dos editores-chefes do site. “Vale a visita pra rechear a mente”, concluem.

do site. “Vale a visita pra rechear a mente”, concluem. www.espiritodochopp.com.br www.houaiss.com.br

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portfólio :: calouro

Fera!Fera!Fera!Fera!Fera!

Na concorrência com os grandes escritórios de design, talento e garras afiadas são fundamentais na conquista de um lugar ao sol no mercado

Para Bruno Neves Ferreira da Silva, 27 anos, a semana, muitas vezes, pode não ter fim. Formado em Direção de Arte pela ESPM, onde participou da primeira turma do curso Portfólio, trabalha (ou, segundo ele, “aventura-se”) há seis anos como freelancer. Na maior parte do tempo, Bruno desenvolve trabalhos para clientes fixos, como design impresso e manutenção de sites, além de, esporadicamente, sites e banners, criados em parceria com agências e portais. “Acho que o freelancer ‘vale quanto pesa’ seu nome e/ou sua assinatura. Inicialmente, o salário deve até ser encarado como um ‘bico’, porém ele precisa: plantar bons trabalhos; ser realmente profissional, na essência da palavra”. “Apesar do empenho e da dedicação, freqüentemente o freelancer deixa de ganhar um novo cliente por não ter uma agência registrada”, afirmando que este tipo de profissional ainda sofre certo “preconceito” no mercado. Premiado no 7º Encontro de Web Design com seu portfólio on- line (www.brunofree.com.br), Bruno Ferreira pretende continuar concorrendo a outras premiações, como a da Bienal de Design da ADG, as das Casas de Criação de todo o Brasil e, posteriormente, lançar-se nas competições internacionais. Tudo isso com o objetivo de colocar seu nome dentre os maiores designers brasileiros. Determinação e talento não faltam!

“um“um“um“um“um freelancerfreelancerfreelancerfreelancerfreelancer precisaprecisaprecisaprecisaprecisa plantarplantarplantarplantarplantar bonsbonsbonsbonsbons trabalhos;trabalhos;trabalhos;trabalhos;trabalhos; serserserserser realmenterealmenterealmenterealmenterealmente profissional,profissional,profissional,profissional,profissional, nanananana essênciaessênciaessênciaessênciaessência dadadadada palavra”palavra”palavra”palavra”palavra”

palavra”palavra”palavra”palavra”palavra” www.brunofree.com.br www.dimeleletricos.com.br

www.brunofree.com.br

www.brunofree.com.br www.dimeleletricos.com.br www.dimeleletricos.com.br 16

www.dimeleletricos.com.br

www.brunofree.com.br www.dimeleletricos.com.br www.dimeleletricos.com.br 16

www.dimeleletricos.com.br

entrevista coletiva

Eles põem as

cartas

na mesa

A Webdesign reuniu cinco grandes profissionais brasileiros da área de web para entrevistarem seis dos mais renomados designers internacionais. Marcela Catunda, Luli Radfahrer, René de Paula, Michel Lent e Marcello Póvoa entrevistaram: Shane Mielke, diretor de arte senior do 2Advanced Studios, na Califórnia; Nicholas Mir Chaikin, fundador e diretor de Criação da Spill.net, na França; Amy Franceschini, sócia e designer do escritório Future Farmers, na Califórnia; André Matarazzo, diretor de criação da agência Farfar, na Suécia; Shun Kawakami, diretor de criação da Artless, no Japão e Thomas Poeser, diretor da TP23, no Reino Unido. Nas páginas seguintes, eles falam do papel do web design, analisam a atual situação do mercado e arriscam previsões para o futuro do segmento

entrevista coletiva

entrevista coletiva Marcela Catunda :: Como o trabalho do webdesigner se desenvolveu em termos de comunicação

Marcela Catunda :: Como o trabalho do webdesigner se desenvolveu em termos de comunicação e estratégia para alcançar novos canais de aproximação com o público nos últimos dez anos de internet?

para um link num site, que lhe direciona para uma loja real ou virtual que efetua uma venda. Marketeiros ainda

mais espertos estão montando elaboradas estratégias de marketing, onde pessoas interagem num website, enviam seus dados, recebem elementos pelo correio, se comunicam com outras pessoas, formam clubes, inventam coisas, as

colocam online novamente

Hoje, o público se aproxima mais do mundo online porque o mercado entendeu a necessidade dessa mídia para o sucesso de um produto. O que, ontem, era um lugar onde apenas adolescentes se aventuravam, hoje, se tornou tão elementar como um telefone. Shun :: Eu vejo o design como uma linguagem. Webdesigners usaram a linguagem e a tornaram mais clara e atraente. Thomas :: Não é esse o objetivo de toda estratégia de comunicação: aproximação do público? A meu ver, webdesigners contribuem, principalmente, para que os websites sejam bonitos e agradáveis (ou não). Se a pergunta é se novas estratégias surgiram, definitivamente, sim. Demoraria muito tempo para listá-las. Como exemplo, eu citaria fóruns e salas de chat em páginas da indústria fonográfica. Então, instantaneamente, os sites “oficiais” de uma banda ou de um cantor se tornam sites de fãs, porque o que fãs querem é trocar opiniões e dividir a adoração por seus ídolos. Muito bem! Outro exemplo: quando eu trabalhava na Digit, nós estávamos desenvolvendo uma estratégia para St. Luke´s, uma agência de imagem em movimento e publicidade. Eles se vêem como muito abertos e queriam evidenciar isso, mostrando o que acontecia dentro de seus estúdios para os outros. No lobby da empresa, agora encontra-se um monitor mostrando uma “pergunta do dia”. Todo mundo, seja visitante ou empregado, pode votar, pisando num botão verde ou vermelho. No dia seguinte, o resultado é graficamente representado no site e num protetor de tela.

Shane :: Nos últimos dez anos, designers aprenderam a focar melhor em um público-alvo. Nós, agora, temos muito mais influência do que quando criávamos uma mensagem de marketing para uma classe específica de pessoas. Isso aconteceu quando as

empresas reconheceram a importância de trabalhar lado a lado com os designers. No início, designers freqüentemente criavam sites sem se preocupar com o público. Simplesmente, ter um site que funcionava como um cartão de visitas era suficiente para a empresa. Hoje em dia, designers têm um papel importante na criação das mensagens de marketing, e de conceitos, que influenciam além das barreiras da internet.

Nicholas :: No início

40

o webdesigner fazia de tudo

(conteúdo, cópia, design, programação). No auge

pessoas faziam uma coisa (designers, ergônomos, diretores de criação, arquitetos de informação, programadores, animadores, gerentes de projeto,

engenheiros de produção, administradores de

sistemas

o webdesigner faz de tudo : ) Isso

responde à pergunta?! André :: Acho que o trabalho do webdesigner tal como conhecemos hoje, começou há cerca de 10 anos. Na minha opinião, interatividade é o caminho primário dessa

nova mídia. Atualmente, você tem campanhas multimídia que visam juntar elementos offline com online. Por exemplo: todos os dias são lançadas várias campanhas que começam com um comercial de TV, que lhe direciona

O ciclo é gigante.

).

Agora

várias campanhas que começam com um comercial de TV, que lhe direciona O ciclo é gigante.

www.stlukes.co.uk

entrevista coletiva

Luli Radfahrer :: Muito do que é conhecido como

“bom” design lembra o que é ou foi feito em outras

Quando você acredita

que os elementos exclusivos da internet (tais como hipertexto, hipermídia, interatividade, comunidades e colaboração) vão deixar os sites experimentais ou

Em outras

palavras, por que éramos melhores

em 1994 do que em 2004?

Shane :: A internet e os sites vão continuar a parecer com trabalhos feitos em outras mídias enquanto a internet continuar a ser a maneira mais fácil de

combinar todas elas e alcançar um público maior. A mídia impressa existe e vem sendo adaptada há séculos, então,

é bastante lógico que diferentes métodos de organizar

conteúdo influenciem o layout de textos para web. Vídeo também é mais velho que a internet, então, faz sentido que efeitos e padrões que existem em filmes acabem na internet. Com o surgimento do Flash e outras ferramentas, não é mais difícil criar sites que combinem texto, imagem, vídeo, som e interatividade. Acredito que esses “elementos

exclusivos da web” de interatividade, definitivamente, já se tornaram mainstream como resultado disso. Um site como

o F-150 Microsite (www.fordvehicles.com/trucks/f150),

que projetei na 2Advanced Studios (www.2advanced.com), é um bom exemplo de site que junta hipertexto, imagem, áudio e vídeo para uma experiência interativa e divertida. Sites como este estão rapidamente se tornando ferramentas comuns utilizadas pelas grandes companhias para mostrar seus produtos. Essas experiências são apropriadas para qualquer site?

artísticos e se tornarão

em webdesign

mídias (impressos, vídeos

Não. Sempre haverá espaço para layouts similares a impressos onde as informações são acessadas mais simples e rapidamente, sem interatividade desnecessária. Só porque um site é interativo, isso não significa que é mais fácil de ler e encontrar informação. O fato é que esse tipo de experiência está se tornando regra para conteúdo baseado em experiência. Nicholas :: Acho que os exemplos que você citou se

tornaram, sim, mainstream (lembrem do Napster, Friendster, IM engines etc.) e, ambientes hiperlinkados,

colaborativos são, de fato, ferramentas de comunicação nos dias de hoje. Entretanto, em 1994, muitos de nós tínhamos maiores expectativas para a internet como a grande democratizadora. Ou nós estávamos errados ou está apenas demorando um pouco mais do que esperávamos. De qualquer forma, minha atração inicial pela internet não foi tanto para projetá-la quanto para utilizá-la. E, usando, aprendemos a projetar. Em 1994, que, por acaso, foi o ano em que desenhei meu primeiro website, estávamos aprendendo sobre os potenciais da hipermídia e das comunidades enquanto o fazíamos. Estávamos aprendendo a projetar para uma nova idéia. Agora, estamos mais familiarizados com a idéia e seus potenciais, a “ferramenta” está se tornando mais refinada, suas aplicações comerciais mais reais e seus potenciais colaborativos maiores e mais precisos. Se o “bom” webdesign lembra o “bom” design gráfico, essa é apenas uma semelhança superficial, pois suas utilizações podem ser completamente distintas. Um relógio será bem projetado se for bonito e informar a hora, uma comunidade virtual será bem projetada se for bonita e permitir comunicação fluida entre seus participantes. Se essas coisas lembram uma a outra, eu não estou

).

mainstream?
mainstream?

Mainstream

X
X

Termo inglês que designa um produto de grande público. Um artista

mainstream é mais provável de alcançar maior sucesso. É o oposto de “underground” que é um movimento que não visa agradar ao grande público. Normalmente utiliza-se este termo quando alguma característica “underground” é absorvida pela grande indústria.

Fonte: www.mcm.net/dico/definition.php/34894/

“De“De“De“De“De qualquerqualquerqualquerqualquerqualquer forma,forma,forma,forma,forma, minhaminhaminhaminhaminha atraçãoatraçãoatraçãoatraçãoatração inicialinicialinicialinicialinicial pelapelapelapelapela internetinternetinternetinternetinternet nãonãonãonãonão foifoifoifoifoi tantotantotantotantotanto paraparaparaparapara projetá-laprojetá-laprojetá-laprojetá-laprojetá-la quantoquantoquantoquantoquanto paraparaparaparapara utilizá-la.utilizá-la.utilizá-la.utilizá-la.utilizá-la. E,E,E,E,E, usando,usando,usando,usando,usando, aprendemosaprendemosaprendemosaprendemosaprendemos aaaaa projetarprojetarprojetarprojetarprojetar””””” NicholasNicholasNicholasNicholasNicholas

preocupado, o importante é que elas desempenhem bem suas respectivas funções e permitam que você descubra algo novo. Amy :: É difícil dizer por que o webdesign não “envolveu”. Uma possível resposta seria que os verdadeiros inovadores subvertem as tecnologias já existentes. Projetos interessantes surgem assim, e logo estes inovadores mudam para outras mídias. André :: Eu acho que esses elementos de web-only já são uma grande realidade em vários lugares. Fui pra Finlândia recentemente, e você consegue comprar um refrigerante numa máquina, mandando um SMS pra ela. É incrível! Adolescentes estão usando chat e entrando em comunidades através do celular, colaborando em projetos maiores, tudo está sendo automatizado. Acho que tudo isso já é uma realidade hoje. Em 1994, eu nem sabia o que era um BBS, por isso posso lhe falar de 1998, quando comecei. Atualmente, sou um designer dezenas de vezes melhor do que antes. Mas entendo seu ponto. Nos tempos fora-da-lei da internet, quando essa nova mídia surgia, ninguém sabia qual era o formato ideal, como tudo isso iria se estabilizar. Isso dava uma liberdade tremenda para qualquer um fazer o que queria e, a maioria do que existia, era interessante, mas pouco utilizável. Acho que se chegou a um consenso, pelo menos, até agora, 2004, de que a grande massa não está muito interessada em navegações mirabolantes nem em ter uma “experiência espiritual” na web. Eles querem informação, e que ela seja acessível. Então, o mercado se contrai e apenas expele produtos iguais online. É como no início do cinema – existem filmes experimentais de alguns minutos, ou segundos, mostrando técnicas interessantíssimas, que,

entrevista coletiva

entrevista coletiva hoje, não colam, a não ser, numa sala de cinema arte. Shun :: Eu

hoje, não colam, a não ser, numa sala de cinema arte. Shun :: Eu acredito que cada mídia influencia outra e elas evoluem com o tempo. O design gráfico influenciou muito o webdesign. Repetindo a influência, novas expressões são produzidas, eu acho. Algumas pessoas podem considerar a internet “experimental” ou “artística” até hoje, mas também é muito comum encontrar pessoas que utilizam a internet no dia-a-dia tanto quanto a televisão, o telefone e o celular. Mais cedo ou mais tarde, as pessoas vão se acostumar com a internet e ela se tornará uma forma natural de expressão. Thomas :: Eu não acho que o webdesign tenha se tornado melhor ou pior. Ele só evoluiu de uma área completamente nova para uma área estabelecida de atuação, para o designer. No início, tínhamos tecnologia pura e suas possibilidades; estamos falando de bom design de interface e usabilidade (e ainda temos). Depois, veio o termo multimídia, a combinação de todas

as novas e, também, velhas mídias: imagem parada e

em movimento mais som. Enquanto elementos exclusivos da internet ainda estão na forma de idéias e

conceitos, precisando ser desenvolvidos, já se encontram disponíveis ferramentas para fazer o trabalho visual. Então, os designers gráficos

assumiram, e alguns sites, de fato, são um presente. E o que é bonito vende, sobretudo, desde que a internet se tornou particularmente ligada à indústria do entretenimento, com seu espaço para publicidade.

A maioria das pessoas não sabe de todas as

possibilidades da internet. Ok, todo mundo ouviu falar

em salas de chat, fóruns e ferramentas de busca. Mas,

muitas vezes, lido com clientes que ficam completamente surpresos quando digo a eles o que

pode ser feito utilizando a interatividade. Não diria que essas possibilidades só são utilizadas em sites experimentais ou artísticos. Provavelmente, elas

só estão mais escondidas. A maioria dos usuários

conhece os conceitos e as tecnologias por trás de um

entrevista coletiva

entrevista coletiva website, mas num nível subconsciente. Então, acredito que os elementos exclusivos da internet já

website, mas num nível subconsciente. Então, acredito que os elementos exclusivos da internet já sejam mainstream, não em todo o seu potencial; mas boas idéias sempre virão do mundo alternativo.

René de Paula :: Como você garante que o seu trabalho seja relevante para as pessoas?

Shane :: Quanto ao design e à apresentação dos sites,

a coisa mais importante é ouvir o cliente. Ele deve (Se Deus quiser!) conhecer seu público-alvo e saber qual papel seu site deve cumprir. Se não souber, a companhia, provavelmente, irá fracassar, independente

do que tenha sido projetado para ela. O cliente deveria

ajudar no trabalho, orientando sobre o público-alvo, fornecendo imagens e informações sobre os produtos e dando as metas e idéias iniciais para começar o projeto.

O objetivo é criar alguma coisa apropriada para o

público-alvo e realçar o conteúdo com estilo e atenção

aos detalhes. Sem um cliente me dizendo qual seu

objetivo e qual seu público-alvo, eu não serei útil em ajudar a companhia a atingir sua meta. Simplesmente, ouvir o cliente e desenhar com estilo apropriado são as coisas mais importantes para garantir a relevância do nosso trabalho.

A outra metade do trabalho de fazer um site relevante

é garantir algum tipo de laço afetivo com o site, o que

vai além do design. Música e animação são dois exemplos de fatores que contribuem com o design e fazem o visitante gostar e lembrar da visita. Nicholas :: Eu não garanto. Eu uso minha intuição, mas eu nunca encomendei, usei ou participei de grupos de teste, por exemplo. Existe um auto-intitulado especialista em usabilidade no Reino Unido, que cita Spill.net com um exemplo de usabilidade ruim. Eu

escrevi para ele e pedi que me explicasse (apesar de já

saber o que ele iria dizer

Nem todos os sites

deveriam ter a navegação à esquerda e a ferramenta de busca no canto superior direito. Sites existem por razões diferentes, e o Spill.net, certamente, não existe para provar que nós entendemos essa vaga noção de

“usabilidade”. Obviamente, nós entendemos usabilidade, senão já teríamos falido há muito tempo. Como exemplo melhor, posso citar uma situação

).

ocorrida há uns dois anos atrás. Eu estava numa reunião com uma famosa marca francesa de moda- luxo-perfume. A direção de arte seria feita na França e

o time de marketing era americano. Os americanos

haviam feito “pesquisas de marketing” e pediram a grupos de mulheres para descreverem o que elas queriam de um website representando a marca. Todas

disseram a mesma coisa: “acesso rápido à informação”,

“seções claramente identificadas” etc

para a equipe francesa foi o de ignorar isso completamente – os grupos de teste dizem o que eles acham que esperam que eles digam. Esta marca existe há mais de cem anos e é famosa porque ‘ela diz’ ao público o que ele deve querer, criando uma ilusão de luxo, e não, porque é fácil de usar. Se fosse para um

anúncio de televisão, eles não teriam perguntado a 50 mulheres, escolhidas aleatoriamente, qual lingerie a modelo deveria usar. Amy :: Acho que a melhor maneira de fazer algo relevante é criar um am- biente no qual as pessoas

Meu conselho

o tornem relevante. O site Texan Drawl é um bom
o tornem relevante. O site
Texan Drawl
é
um bom

exemplo de onde os usuários criam o conteúdo. Na minha opinião, o mais importante, o que vem em

primeiro lugar, é se o trabalho é relevante para você, se você acredita nele. Essa energia vai ser transferida para o job e os usuários vão sentir isso. André :: Eu não posso ter certeza. Depende do ponto de vista. Todo trabalho é relevante. Um site pra Nike, que vende um tênis superespecial e deixa o usuário em transe, querendo comprá-lo já, é muito relevante e focado para esse usuário. Acho, sim, que o deixará mais feliz por pelo menos alguns segundos, enquanto estiver asfixiado pelas endorfinas do consumismo. Mas é uma experiência relevante para a melhora de sua vida? Acho que não. Eu adoraria trabalhar apenas com clientes que melhorassem a condição humana, que eu pudesse

www.futurefarmers.com/

texasdrawl/bush.html

entrevista coletiva

“Na“Na“Na“Na“Na minhaminhaminhaminhaminha opinião,opinião,opinião,opinião,opinião, ooooo maismaismaismaismais importante,importante,importante,importante,importante, ooooo quequequequeque vemvemvemvemvem ememememem primeiroprimeiroprimeiroprimeiroprimeiro lugarlugarlugarlugarlugar,,,,, ééééé sesesesese ooooo trabalhotrabalhotrabalhotrabalhotrabalho ééééé relevanterelevanterelevanterelevanterelevante paraparaparaparapara você,você,você,você,você, sesesesese vocêvocêvocêvocêvocê acreditaacreditaacreditaacreditaacredita nele.nele.nele.nele.nele. EssaEssaEssaEssaEssa energiaenergiaenergiaenergiaenergia vaivaivaivaivai serserserserser transferidatransferidatransferidatransferidatransferida paraparaparaparapara ooooo jobjobjobjobjob eeeee ososososos usuáriosusuáriosusuáriosusuáriosusuários vãovãovãovãovão sentirsentirsentirsentirsentir isso”isso”isso”isso”isso” AmyAmyAmyAmyAmy

contribuir um pouco nisso, mas esses clientes são pouquíssimos e, na maioria das vezes, não têm grana pra contratar uma agência conhecida. Shun :: Honestamente, não tenho certeza se meu trabalho é relevante. O importante para mim é se eu realmente quero fazê-lo ou não. Thomas :: Eu não posso garantir que nada seja relevante. Mas, se as pequenas coisas são, tudo é

(Wolfgang Tillmans disse algo desse tipo

Eu vejo o design como um serviço: quando eu trabalho para clientes, eu garanto que o projeto fique do jeito que eles gostem no final. Às vezes, isso envolve um processo de convencimento (de maneira honesta) que tal formato é bom para eles porque é bom para os usuários, seus clientes. Então, para fins comerciais, eu só posso dar o meu melhor, mas não posso garantir. Se tenho uma escolha, eu não ligo se meu trabalho é relevante para as pessoas. Isso é quando estou experimentando. O resultado não precisa ser relevante, apesar de acreditar que, na maioria das vezes, ele é. Para mim, o projeto é a base para que todo o resto aconteça. Mesmo que alguma coisa pareça irrelevante, ela causou alguma reação. Essa posição também serve como defesa para aquilo que as pessoas chamam de

arte inútil. Existem coisas que eu não gosto, mas essa

).

opinião não tira a relevância delas.

Michel Lent :: Eu tenho dificuldade em me chamar de “webdesigner”, ou, o que faço, de “webdesign”. Sou um designer de interface. Considero criar para a internet (atualmente, o tipo mais comum de interface) uma tarefa de design de interface. Enquanto a tecnologia evolui, e outros tipos de design de interface se tornam mais populares, como você vê o futuro da web e, portanto, do webdesign? Ainda nos chamaremos “webdesigners” daqui a alguns anos?

Shane :: Eu nunca gostei do termo “webdesigner”. Na verdade, eu não sou limitado a trabalhos para a web, e nenhum designer é. Nos últimos anos, eu fiz trabalhos impressos para vídeo, web e dvd. Qualquer designer que alguma vez projetou a interface de um site, tem as habilidades necessárias para projetar para outras mídias, e não deveria se considerar “webdesigner”. Quando eu descrevo o que faço para outras pessoas, normalmente, digo “artista gráfico” ou “diretor de arte” ou simplesmente “designer”. Acho que “webdesigner” é um termo tão morto quanto “webmaster”. Pessoalmente, acredito que o conceito e a essência da web vieram para ficar. É claro que a tecnologia continuará avançando, nomes vão mudar, leis serão quebradas e criadas, mas o conceito de dividir e veicular informação

entrevista coletiva

num ambiente virtual veio para ficar tanto quanto a televisão e o rádio se estabeleceram em nossas vidas há muitos anos. Com isso, sempre haverá necessidade de pessoas que criem interfaces gráficas para mostrar a informação de forma organizada e propocionar novas experiências para os usuários. Nicholas :: Eu parei de me chamar de webdesigner há muito tempo, mais ou menos na mesma época em que a cada duas pessoas que eu encontrava, uma era webdesigner. Eu só falo designer. Como mencionei anteriormente, nós somos procurados para projetar

outras coisas também (logos, impressos, objetos

você é um designer de interface talentoso, obviamente, será contratado para mais e mais tipos de projetos (para televisão, aparelhos portáteis, objetos para casa etc.). Aliás, para qualquer coisa que requeira uma interface – e, para o bem, ou para o mal. A cada dia, mais e mais coisas parecem requerer uma interface Amy :: Também não me refiro a mim mesma como webdesigner. Como designer, espero trabalhar no sentido de envolver comunicação entre as pessoas. Nós, designers, obtemos ferramentas importantes para a comunicação, e é importante aplicarmos estes conhecimentos nas comunidades, para que possam utilizá- los. Simples habilidades em tipografia, layout e ilustração podem capacitá-los a aumentar o número de visitantes.

). Se

André :: A meu ver, tecnologias tendem a fundir-se e transformar-se em um elemento único e mais contínuo. O meu celular, por exemplo, toca MP3 e tira foto. Acho que, em alguns anos, as interfaces tenderão a ficar mais simples e com menos pausas para decisões. Será mais uma questão de dizer o que quer e tê-lo feito logo em seguida. Sem mouse, sem botões, sem click… Qual será o nosso papel nisso tudo? Acho que informação sempre terá de ser moldada e catalogada para ser assimilada, e acho que seres humanos sempre preferirão interagir com elementos bonitos e claros. Por isso, na minha opinião, nosso trabalho não mudará muito, porém as ferramentas e os sistemas de interação, sim. Certamente, será interessante! Não agüento mais muito tempo fazendo trabalhos limitados pela tela de um computador Shun :: Não me considero um webdesigner. Ficaria entediado se trabalhasse só para a internet e não acho que existam grandes diferenças entre um trabalho de design gráfico e webdesign. Logo, é uma boa idéia dar uma olhada no design sob um aspecto mais amplo. Thomas :: Webdesign é uma especialização da área de design de interface. Eu, pelo menos, sempre acho difícil especificar. Prefiro uma abordagem interdisciplinar, o que não é fácil em webdesign. Apesar

“Simplesmente,“Simplesmente,“Simplesmente,“Simplesmente,“Simplesmente, ouvirouvirouvirouvirouvir ooooo clienteclienteclienteclientecliente eeeee desenhardesenhardesenhardesenhardesenhar comcomcomcomcom estiloestiloestiloestiloestilo apropriadoapropriadoapropriadoapropriadoapropriado sãosãosãosãosão asasasasas coisascoisascoisascoisascoisas maismaismaismaismais importantesimportantesimportantesimportantesimportantes paraparaparaparapara garantirgarantirgarantirgarantirgarantir aaaaa relevânciarelevânciarelevânciarelevânciarelevância dedededede nossonossonossonossonosso trabalho”trabalho”trabalho”trabalho”trabalho” ShaneShaneShaneShaneShane

dedededede nossonossonossonossonosso trabalho”trabalho”trabalho”trabalho”trabalho” ShaneShaneShaneShaneShane 25

entrevista coletiva

de a internet ser um campo vasto, ela parece restrita por não haver muita “fisicalidade” em sua interface. Não me entenda mal, eu amo coisas interativas e a

internet é uma boa plataforma para isso, mas eu não sou fã de levar o conceito de virtualidade ao extremo.

A internet é um meio de comunicação estabelecido e não

desaparecerá. Os dispositivos e modos de conectar e interagir com a web podem mudar, logo, a interface vai mudar também. Claramente, a evolução tecnológica é muito adiantada em relação à evolução social. Ainda perde-se muito tempo desagradável tentando buscar informação útil. Pessoas demais ainda encontram problemas quando, por exemplo, operam a máquina de venda de bilhetes na estação de trem, ou seu novo aparelho de vídeo, ou um novo telefone. Aplicar os bons conceitos de webdesign para essas áreas seria muito útil!

Marcelo Póvoa :: Em que tipos de projetos e desafios você se imagina trabalhando daqui a dez anos?

Shane :: Essa é uma pergunta interessante. Quanto a trabalho, eu me vejo trabalhando cada vez mais com vídeo

e 3D. Tenho certeza de que continuarei desenvolvendo

sites, mas também continuarei a integrar novas mídias no meu trabalho. Eu tenho me divertido tanto com design ultimamente que não importa para que mídia eu esteja projetando, desde que continue a crescer como profissional, fico feliz. Quanto a projetos pessoais, em dez anos, acho que seria bom ter criado uma coleção de arte e

fotografia digital, que eu poderia pendurar na parede, ou mesmo vender. Ainda tenho um longo caminho a percorrer até que minha arte chegue neste nível, mas é algo com que comecei a brincar e que me animou muito. Nicholas :: Uau! Não faço a menor idéia. Daqui a dez anos eu posso estar reformando um telhado em uma antiga casa francesa ou fazendo a divulgação de um livro, projetando um ambi- ente de imersão pa- ra um jogo de com- putador 3D, gritando loucuras sem sentido

na rua

Entretanto,

eu vejo uma evolução da interface (isso se relaciona com

a pergunta do Michel Lent), e nós, como “experts” de

design de interface, teremos que diversificar da tela, do

botão, e 72 dpi. Outro dia, nós fomos contratados para projetar um frasco de perfume para uma nova butique francesa vendendo um velho perfume francês. Esse é o

tipo de trabalho de design que poderia ter sido feito em

Amanhã, talvez alguém nos peça para projetar

a interface de uma lâmpada com um endereço IP. Eu

suponho que o importante seja estar aberto a novas idéias, continuar aprendendo e se divertir. Amy :: Nos últimos seis meses, tenho pesquisado a fundo sobre combustíveis fósseis. As estatísticas são pavorosas. Se continuarmos consumindo o que consu- mimos atualmente, não teremos mais combustíveis daqui a 20 anos. Com isso, nos próximos 10 anos, espero criar ferramentas para educar e motivar as pessoas a procurarem fontes alternativas de energia e protestarem contra, ou ainda, boicotarem, as atuais estratégias do consumo de petróleo. André :: Não tenho a mínima idéia. Acho que estou nesse negócio, principalmente, porque me divirto pra caramba, moro em lugares incríveis, viajo o mundo, trabalho com equipes muito talentosas e ganho uma grana bacana. Em dez anos, gostaria de ter filhos, uma casa legal e já conhecer quase todos os cantos desse mundo. Eu gosto da web, mas tenho vários outros grandes interesses. Não sei se design será meu interesse maior em dez anos. Vamos ver! Shun :: Eu gostaria de trabalhar com design e direção de arte em projetos de mídias cruzadas, como design de impressos, internet, movimento, espaço etc Thomas :: Quem sabe o que o futuro vai trazer? Considerando que estou sempre interessado em novas tecnologias, posso acabar projetando dispositivos micro-mecânicos. Meu objetivo para um futuro não tão distante é afastar meu trabalho do computador.

1004 a.c

micro-mecânicos. Meu objetivo para um futuro não tão distante é afastar meu trabalho do computador. 1004

portfólios

6 designers e um destino:

SUCESSO!

Quem nunca sonhou em ter seu trabalho conhecido nos quatro cantos do mundo? Eles chegaram lá. E não precisaram de bola de cristal para revelar-lhes o que os esperava. Fica a pergunta: como conseguiram alcançar tal reconhecimento? Nesta edição, veteranos internacionais (nem todos, há um brasileiro entre eles), mostram seus portfólios, contam suas respectivas trajetórias profissionais e, nas entrelinhas, revelam segredos valiosos.

portfólio :: Shane Mielke

portfólio :: Shane Mielke www.bacardidj.com www.pixelranger.com www.fordvehicles.com/trucks/f150 www.locksoflove.org Nem

www.bacardidj.com

portfólio :: Shane Mielke www.bacardidj.com www.pixelranger.com www.fordvehicles.com/trucks/f150 www.locksoflove.org Nem

www.pixelranger.com

:: Shane Mielke www.bacardidj.com www.pixelranger.com www.fordvehicles.com/trucks/f150 www.locksoflove.org Nem só

www.fordvehicles.com/trucks/f150

www.pixelranger.com www.fordvehicles.com/trucks/f150 www.locksoflove.org Nem só de grandes clientes vivem os

www.locksoflove.org Nem só de grandes clientes vivem os grandes designers, mas também de grandes atos. Acima, os sites feitos para Ford, do setor automobilístico, e para Locks of Love, institução filantrópica de assistência a crianças que perderam seus cabelos. O primeiro foi remunerado, o segundo doado. Inspirem-se neste exemplo!

portfólio :: Shane Mielke

segredosegredosegredosegredosegredo númeronúmeronúmeronúmeronúmero 11111:::::

DEDICAÇÃODEDICAÇÃODEDICAÇÃODEDICAÇÃODEDICAÇÃO

ShaneShaneShaneShaneShane MielkMielkMielkMielkMielke,e,e,e,e, californiano de 31 anos, é bacharel em

Retórica e Comunicações pela Universidade da Califórnia. Seu rumo profissional é fruto da admiração que sentia ao ver amigos criando coisas belas no computador.

De lá para cá, muita coisa mudou Hoje, ele é diretor de arte senior da 2Advanced Studios. A empresa oferece serviços como sites interativos, vídeo, animação 3D, design gráfico 3D, multimídia, identidade visual e produção de áudio. Embora haja uma equipe com 16 profissionais, ele costuma trabalhar sozinho em seus projetos, exceto quando o volume de trabalho aumenta. Desde o início de sua carreira, o marketing boca-a-boca vem sendo peça fundamental na conquista de novos clientes. O quê no começo era feito por amigos e parentes, agora é feito pelos próprios clientes. “A 2Advanced Studios é conhecida mundialmente por trabalhar de maneira original. Por isso, nossos clientes nos procuram com a expectativa de obter um resultado diferenciado da concorrência”. Para ilustrar trabalhos importantes em sua careira, o designer destaca os

sites: de seu portfólio pessoal, que lhe rendeu prêmios e reconhecimento internacional; do 2Advanced Studios, que, através da criatividade, é responsável pela captação mensal de novos clientes e, o da Ford veículos, que aumentou o número de visitantes, conseguindo alcançar o objetivo de aumentar as vendas de um modelo de caminhonete. Quando aparecem bloqueios de criatividade, Shane recorre à malhação ou cai na estrada. “É só deixar minha mente relaxar, fazendo algo entediante e repetitivo, que novas idéias surgem de repente”, conta. O segredo do seu sucesso? “Trabalhar com mais empenho que os outros e sempre ter certeza de que vou me divertir fazendo meu trabalho”, afirma com convicção.

outros e sempre ter certeza de que vou me divertir fazendo meu trabalho”, afirma com convicção.
outros e sempre ter certeza de que vou me divertir fazendo meu trabalho”, afirma com convicção.

www.2advanced.com

outros e sempre ter certeza de que vou me divertir fazendo meu trabalho”, afirma com convicção.
segredosegredosegredosegredosegredo númeronúmeronúmeronúmeronúmero 22222 ::::: S O N H O S S O N H O
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SONHOSSONHOSSONHOSSONHOSSONHOS

NicholasNicholasNicholasNicholasNicholas MirMirMirMirMir Chikin,Chikin,Chikin,Chikin,Chikin, um nova-iorquino

de 34 anos, entrou no mundo do design meio que por acaso. Ex-professor universitário, formado desde 1991 em Antropologia Social e Música pela Universidade do Estado de Nova York, tornou-se designer, mais precisamente, diretor de criação, ao mudar-se para a França.

diretor de criação, ao mudar-se para a França. Recomendado por amigos a seus primeiros clientes, ele

Recomendado por amigos a seus primeiros clientes, ele teve de começar seus primeiros jobs do zero, já que Evansandwong, Marc Newson e revista Purple ainda não possuiam sites na web. “O engraçado é que todos os três não tinham briefing nem nada parecido. Apenas me disseram: ‘Gostaríamos que você criasse uma página na internet para nós’. Então, diante da falta de referências, eu tive de penetrar na mente de cada cliente e imaginar o

resultado que eles esperavam do meu trabalho”, conta. Porém,

hoje, as coisas mudaram um pouco

criação da Spill.net, conta com uma equipe fixa de seis profissionais (quatro designers, um designer programador e um administrador gerente de projetos). Sem tempo livre para lazer ou hobbies, o designer tem como sua maior fonte de inspiração os sonhos: “Parece um pouco bobo, mas eu fico obsessivo ao extremo quando busco idéias e, freqüentemente, elas levam um tempo pra surgir (gosto de clientes que possam me dar mais tempo). Normalmente, o que acaba acontecendo é a peça-chave do design do site vir até mim através de sonhos. Pode acreditar! Quantas e quantas vezes não acordei dizendo pra mim mesmo:

Fundador e diretor de

‘Já sei’!?” Nicholas Mir Chaikin atribui sua carreira bem sucedida a cinco fatores: “paciência, credibilidade, empatia, observação e bons sonhos”, é claro!

portfólio :: Nicholas Mir Chikin

portfólio :: Nicholas Mir Chikin www.spill.net www.purple.fr www.maurizio-galante.com www.martingrantparis.com

www.spill.net

portfólio :: Nicholas Mir Chikin www.spill.net www.purple.fr www.maurizio-galante.com www.martingrantparis.com

www.purple.fr

portfólio :: Nicholas Mir Chikin www.spill.net www.purple.fr www.maurizio-galante.com www.martingrantparis.com

www.maurizio-galante.com

Chikin www.spill.net www.purple.fr www.maurizio-galante.com www.martingrantparis.com www.colette.fr www.marc-newson.com

www.martingrantparis.com

Chikin www.spill.net www.purple.fr www.maurizio-galante.com www.martingrantparis.com www.colette.fr www.marc-newson.com 31

www.colette.fr

Chikin www.spill.net www.purple.fr www.maurizio-galante.com www.martingrantparis.com www.colette.fr www.marc-newson.com 31

www.marc-newson.com

portfólio :: Amy Franceschini

portfólio :: Amy Franceschini www.futurefarmers.com www.atlasmagazine.com www.antiwargame.org www.luggagestoregallery.org
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www.futurefarmers.com

portfólio :: Amy Franceschini www.futurefarmers.com www.atlasmagazine.com www.antiwargame.org www.luggagestoregallery.org

www.atlasmagazine.com

:: Amy Franceschini www.futurefarmers.com www.atlasmagazine.com www.antiwargame.org www.luggagestoregallery.org 32 32
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www.antiwargame.org

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www.luggagestoregallery.org

portfólio :: Amy Franceschini

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EXPERIMENTEXPERIMENTEXPERIMENTEXPERIMENTEXPERIMENTAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃO

AmyAmyAmyAmyAmy FranceschiniFranceschiniFranceschiniFranceschiniFranceschini é uma pioneira. Primeira profissional

da área a ter um de seus trabalhos incluídos no acervo permanente do Museu de Arte Moderna de São Francisco, a californiana é sócia do respeitado escritório de design Future Farmers.

Além de criar e desenvolver sites insólitos, ela viaja pelo mundo, ministrando palestras e cursos nos mais diversos países, como, Alemanha, Holanda e Japão. A designer vê nas viagens uma possibilidade de ampliar seus horizontes profissionais não só pelo contato com novas formas de design, mas, sobretudo, pela divulgação do seu trabalho. “Publique-se, divulgue seus trabalhos”, aconselha. Adepta de projetos experimentais, Amy considera suas pesquisas a base para um bom resultado final, pois “os trabalhos direci- onados aos clien- tes acabam se be- neficiando dos co- nhecimentos adquiri- dos nas experimen- tações. Projetos experi- mentais são o néctar da nossa existência”, afirma. Dentre seus clientes estão Nike, Swatch, Adobe, Levi’s. A revista eletrônica Atlas, colocada no acervo per- manente do MAM de São Francisco, é prova de que “é possível transformar o webdesign em arte, o webdesign não precisa ser apenas comercial”, opina Amy. Outros projetos relevantes são os

sites do filme Star Wars e da Dream Works Records. Satisfação e busca da inovação talvez sejam alguns dos segredos dessa carreira bem-sucedida. A experimentação conduz à inovação. Para finalizar, Amy Franceschini dá a seguinte dica: “Faça o que você ama. Viaje. Não se estabeleça em um só lugar. Aproveite enquanto é jovem. Você tem a vida inteira para ser um webdesigner!”.

jovem. Você tem a vida inteira para ser um webdesigner!”. Animação para o cabeçalho da MTV
jovem. Você tem a vida inteira para ser um webdesigner!”. Animação para o cabeçalho da MTV

Animação para o cabeçalho da MTV japonesa www.mtvjapan.com

webdesigner!”. Animação para o cabeçalho da MTV japonesa www.mtvjapan.com Interface para celular da MTV japonesa 33
webdesigner!”. Animação para o cabeçalho da MTV japonesa www.mtvjapan.com Interface para celular da MTV japonesa 33

Interface para celular da MTV japonesa

portfólio :: André Matarazzo

portfólio :: André Matarazzo www.xururu.org/main segredosegredosegredosegredosegredo númeronúmeronúmeronúmeronúmero
portfólio :: André Matarazzo www.xururu.org/main segredosegredosegredosegredosegredo númeronúmeronúmeronúmeronúmero

www.xururu.org/main

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VVVVVOCAÇÃOOCAÇÃOOCAÇÃOOCAÇÃOOCAÇÃO

AndréAndréAndréAndréAndré MatarazzoMatarazzoMatarazzoMatarazzoMatarazzo é um exemplo de que a maior de todas

as formações é a vocacional. Sem formação acadêmica, com menos de 30 anos já ocupa o cargo de diretor de arte numa empresa em Stocholmo (Suécia), mostrando que toda regra tem sua exceção.

Ao juntar advento da Web com atração por projetos gráficos e compu- tadores, André não apenas uniu o útil ao agradável, mas começou a construir a base de uma sólida e promissora carreira. Recentemente, fez parte da

Blastradius, uma das agências de maior proeminência no mercado inter- nacional, que atua na área de sites de portes médio a grande e tem clientes como Heineken, HBO, Sony, Lego,

Atualmente, está na

Nintendo etc

agência Farfar, na Suécia. Quanto aos maiores desafios

enfrentados pelo designer na criação de um site, Matarazzo resume: “Acho que o maior problema é aquele para o qual somos pagos – como encon- trar uma solução dentro do orçamen- to, e dentro do prazo, que deixe o cliente feliz, os usuários entusias- mados e a equipe criativa feliz? Normalmente, essa equação é sensí- vel e uma falta de equilíbrio pode resultar num trabalho ruim ou num cliente insatisfeito, num usuário per- dido e numa equipe que não trabalha com entusiasmo”. Na opinião do en-

portfólio :: André Matarazzo

portfólio :: André Matarazzo trevistado, ter um grupo sempre motivado e saber focar num nicho interessante
portfólio :: André Matarazzo trevistado, ter um grupo sempre motivado e saber focar num nicho interessante

trevistado, ter um grupo sempre motivado e saber focar num nicho interessante são fatores determi- nantes no sucesso de uma empresa. Para quem está chegando agora no mercado, ele recomenda especia- lização e confiança no próprio instinto. No relacionamento com o cliente, o segredo está na forma de aproxima- ção: “Aproxime-se do cliente como um amigo, como uma pessoa criativa que vai ajudá-lo a comunicar seu produto para o mundo. É bom vender uma visão otimista e de longo prazo para

É bom vender uma visão otimista e de longo prazo para Na coluna da esquerda: www.nintendo-europe.com

Na coluna da esquerda:

www.nintendo-europe.com www.gameboyadvance.com/smw/ flash.html Na coluna da direita:

www.heinekeninternational.com www.xururu.org/bmw/index.html

www.xururu.org/nike2/index.html

www.xururu.org/nike2/index.html que o cliente confie no fato de você ser um parceiro com
www.xururu.org/nike2/index.html que o cliente confie no fato de você ser um parceiro com

que o cliente confie no fato de você ser um parceiro com visão. Sim, um ‘parceiro’, e não, um ‘designer’”. De partida para a Suécia, onde executará alguns projetos, André deseja ter seu próprio estúdio daqui a alguns anos. Enquanto percorre a trilha do futuro, embalado pela trilha do seu violoncelo, ele pode se considerar um privilegiado: “Faço o que faço porque me divirto muito, tenho a sorte de poder acordar de manhã e ter vontade de ir trabalhar”.

o que faço porque me divirto muito, tenho a sorte de poder acordar de manhã e
www.artless.gr.jp www.sony.jp/products/headphone www.nike.jp/kage/index.html 36

www.artless.gr.jp

www.artless.gr.jp www.sony.jp/products/headphone www.nike.jp/kage/index.html 36

www.sony.jp/products/headphone

www.artless.gr.jp www.sony.jp/products/headphone www.nike.jp/kage/index.html 36

www.nike.jp/kage/index.html

portfólio :: Shun Kawakami

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EQUILÍBRIOEQUILÍBRIOEQUILÍBRIOEQUILÍBRIOEQUILÍBRIO

E Q U I L Í B R I O E Q U I L Í

ShunShunShunShunShun KawakKawakKawakKawakKawakami,ami,ami,ami,ami, aos 27 anos, já é referência em

design. Nascido em Tóquio, formou-se no Tokyo Institute of Art and Design e, atualmente, é diretor de criação do seu próprio estúdio, a produtora japonesa Artless.

Com uma equipe de aproxima- damente 11 profissionais (diretor de arte, designer gráfico, webdesigner,

motion designer, ilustrador, fotógrafo,

pintor, designer de produto

realiza trabalhos que envolvam todo tipo de programação visual (gráfica, web, motion, space, de produto Em seu portfólio, destacam-se jobs para Nike, Sony e +81 Magazine. Fora o talento do designer, a forte influência da cultura japonesa é mais um ponto favorável, já que acaba se tornando um diferencial em seus trabalhos. “Com certeza, nossa cul- tura é muito original e, provavel- mente, recebemos, sim, suas influên- cias no design. Não usamos só carac- teres do alfabeto ocidental nas web arts, mas também Kanji, Hiragana, Katakana e outros ideogramas japo- neses, que acabam reforçando a singularidade do nosso design”, confirma.

ele

),

Além do toque oriental, Shun joga com o equilíbrio das cores, o que, na sua opinião, “traz harmonia ao site, aliado à comunicação da interface com o usuário”. Sua filosofia é “buscar o equilíbrio perfeito entre a estética e o funcional”. Para ele, um bom site baseia-se muito mais em criatividade do que em tecnologia, a qual “pode se tornar um obstáculo caso nos prendamos muito a ela”, analisa. Praticante de futebol nas horas vagas, Shun aproveita as constantes viagens para se inspirar. Apesar de uma trajetória profissional bem su- cedida, ele ainda não se considera um designer de sucesso, e acon- selha: “Faça muitas coisas que você goste e deseje realmente fazer. Cultive a curiosidade dos tempos de infância e corra atrás dos seus ideais”. Simples, não?!

de infância e corra atrás dos seus ideais”. Simples, não?! www.plus81.com www.sony.jp/products/Consumer/battery 37

www.plus81.com

de infância e corra atrás dos seus ideais”. Simples, não?! www.plus81.com www.sony.jp/products/Consumer/battery 37

www.sony.jp/products/Consumer/battery

portfólio :: Thomas Poeser

segredosegredosegredosegredosegredo númeronúmeronúmeronúmeronúmero 66666:::::

INTERINTERINTERINTERINTERAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃO

THOMASTHOMASTHOMASTHOMASTHOMAS POESERPOESERPOESERPOESERPOESER ééééé formadoformadoformadoformadoformado ememememem EngenhariaEngenhariaEngenhariaEngenhariaEngenharia ElétricaElétricaElétricaElétricaElétrica pelapelapelapelapela UniversidadeUniversidadeUniversidadeUniversidadeUniversidade TécnicaTécnicaTécnicaTécnicaTécnica dedededede Darmstad,Darmstad,Darmstad,Darmstad,Darmstad, nanananana Alemanha.Alemanha.Alemanha.Alemanha.Alemanha. Pós-Pós-Pós-Pós-Pós- graduadograduadograduadograduadograduado ememememem DesignDesignDesignDesignDesign Multimídia,Multimídia,Multimídia,Multimídia,Multimídia, comcomcomcomcom quasequasequasequasequase 3434343434 anos,anos,anos,anos,anos, talveztalveztalveztalveztalvez possapossapossapossapossa serserserserser consideradoconsideradoconsideradoconsideradoconsiderado umumumumum veterano.veterano.veterano.veterano.veterano. ConquistouConquistouConquistouConquistouConquistou seusseusseusseusseus primeirosprimeirosprimeirosprimeirosprimeiros clientesclientesclientesclientesclientes pelopelopelopelopelo markmarkmarkmarkmarketingetingetingetingeting boca-a-bocaboca-a-bocaboca-a-bocaboca-a-bocaboca-a-boca e,e,e,e,e, hoje,hoje,hoje,hoje,hoje, ééééé donodonodonodonodono dedededede umaumaumaumauma pequenapequenapequenapequenapequena empresa.empresa.empresa.empresa.empresa.

Designs interativo, gráfico, de moda e desenvolvimento de produto são as áreas de atuação do estúdio que divide com outros profissionais. Apesar da sobrecarga de trabalho, Thomas demonstra prazer em sua rotina de trabalho e não se imagina fazendo outra coisa: “Se é o que você mais gosta, não há como fazer qualquer outra coisa na vida”. Poeser considera seu projeto final de pós-graduação, intitulado “Perception” (um estudo aprofundado para melhor entender os métodos da percepção), seu primeiro grande projeto de mídia digital. Também destaca o site habitat.net, “um grande e longo projeto, cujo briefing mais parecia um catá- logo”, lembra. E, como último exemplo de projeto relevante, cita ‘A virtual home for Li Tie’, uma instalação intera- tiva para a expo- sição ‘hometime’ do British Council, a qual está em excursão pela

do British Council, a qual está em excursão pela China desde 2003 e lhe rendeu um

China desde 2003 e lhe rendeu um convite para ir ao país. Uma de suas fontes de inspiração é interagir com pessoas diferentes, ouvindo-as com atenção. “Freqüen- temente, uma aproximação pragmática e experimental é útil quando dá branco. Começar a fazer algo, partir para a prática, às vezes, é melhor do que ficar pensando, à espera de uma idéia brilhante”, racionaliza. Nas horas livres, Thomas gosta de encontrar os amigos. E aproveita para aprimorar a cultura através de reflexões, leituras e viagens. Perguntado sobre o segredo do seu sucesso, respondeu: “Se eu tivesse outro, além de interesse e talento, não contaria a ninguém. Ao menos, por enquanto”.

interesse e talento, não contaria a ninguém. Ao menos, por enquanto”. Info Map: Representação gráfica de
interesse e talento, não contaria a ninguém. Ao menos, por enquanto”. Info Map: Representação gráfica de

Info Map: Representação gráfica de dados

www.tp23.co.uk www.jennylounge.com imagens da exposição Hometime do British Council imagem da instalação da

www.tp23.co.uk

www.tp23.co.uk www.jennylounge.com imagens da exposição Hometime do British Council imagem da instalação da

www.jennylounge.com

www.tp23.co.uk www.jennylounge.com imagens da exposição Hometime do British Council imagem da instalação da

imagens da exposição Hometime do British Council

imagens da exposição Hometime do British Council imagem da instalação da exposição Hometime do British

imagem da instalação da exposição Hometime do British Council

imagens da exposição Hometime do British Council imagem da instalação da exposição Hometime do British Council

estudo de caso

Mergulhando no comércio virtual

Um dos pioneiros no comércio via web, o site Submarino teve a árdua tarefa de levar os consumidores às compras virtuais. A loja virtual, lançada em novembro de 1999, começou com três categorias de produtos e ,atualmente, já dispõe de 17 categorias.

O gerenciamento de criação foi feito por Norton Amato Jr., que desenvolveu “in house” todos os materiais que carregam a marca (anúncios, folhetos, filmes e site), além de criar, desenvolver e

testar itens de usabilidade aplicados ao site, emails etc

continua atuando como Diretor de Criação, mas em sua própria agência, a Anydesign.net. Na entrevista a seguir, Norton Amato Jr. explica em detalhes o processo de desenvolvimento e implantação do site Submarino. Bom mergulho!

Hoje, ele

Jr. explica em detalhes o processo de desenvolvimento e implantação do site Submarino. Bom mergulho! Hoje,
Wd :: Quantas pessoas formavam a equipe responsável pela criação do Mapa do site projeto?
Wd :: Quantas pessoas formavam a
equipe responsável pela criação do
Mapa do site
projeto? Quanto tempo levou todo o
processo?
ção do Submarino conta com uma
equipe de profissionais muito maior e
mais abrangente, com designers,
programadores e fotógrafos.
estudo de caso

Norton :: O Submarino teve duas versões do site. A primeira, feita a toque de caixa em apenas quatro meses, paliativa para o lançamento.

Um sistema bem simples, mas funcional, que foi adaptado para o uso do Submarino. Esta primeira versão do site contou

com um time de 20 pessoas, de toda

a área tecnológica, sendo, quatro, específicas para a criação. Foi ao ar em novembro de 1999 e usada até o início de 2000. A segunda versão,

que havia sido encomendada, por

falta de tempo hábil, a uma agência

de NY (a extinta Snickelways),

começou a ser implantada em janeiro

de 2000. Sua implantação levou mais

dois meses.

Desde então, o Submarino desenvolve

e cria internamente, sempre

atualizando e aprimorando o site. Atualmente, o departamento de cria-

Wd :: Sendo um dos primeiros sites de

ecommerce no Brasil, o Submarino

teve a função de ensinar às pessoas

comprar via web e formar um público

consumidor. Qual o papel do designer

na popularização do comércio online?

Norton :: O designer deve sempre zelar pela objetividade da informação. Trabalhar sempre focado na perspectiva do usuário, informando e direcionando. Na época da criação do Submarino, ainda não existiam muitas teorias e literatura específicas sobre o comércio virtual. O nosso único benchmark era o bom e velho varejo físico. Tentávamos transpor a realidade das lojas físicas para o meio eletrônico. Discutíamos questões sobre criação e disposição de vitrines de produtos, campanhas promocionais e, principalmente, sobre navegação. Essa transposição foi validada por meio de inúmeros testes

estudo de caso
estudo de caso

de usabilidade. Tais testes eram usados para identificação de questões problemáticas e de “tira-teima” para novas propostas e implantações no site. Com base nos testes citados acima, desenvolvemos um conhecimento apurado sobre a melhor navegação e a linha criativa a seguir. Buscamos nos próprios consumidores as respostas para uma comunicação mais eficiente. Seja em questões de layout e até em questões semânticas, como o uso de

24h por dia, sete dias por semana, onde você, sentado em frente ao micro, pode comprar desde um pequeno livro até um refrigerador duplex e tê-los entregues na porta de sua casa. O papel do design, mais uma vez, é ser informativo, abusando dos recursos gráficos para priorizar informações relevantes (ex.: a opção de ver fotos ampliadas) e, principalmente, direcionar o processo de compra, prezando pela simplicidade e objetividade. Já a variedade, se dá no design de

termos adequados (ex.: Seu carrinho, Meu carrinho ou Carrinho de compras?).
termos adequados (ex.: Seu carrinho,
Meu carrinho ou Carrinho de compras?).

E outras, baseadas, exclusivamente, em soluções gráficas (reorganização de vitrines e destaques de produto). O resultado está no ar.

Wd :: O objetivo do Submarino‚ de

acordo com o próprio site, é “ser a loja

preferida dos clientes por oferecer

conveniência, serviço, variedade e

segurança”. Como estes conceitos

foram traduzidos graficamente?

Norton :: Conveniência‚ a própria essência do negócio. Uma loja aberta

vitrines bem estruturadas, que transparecem em toda a extensão do catálogo de produtos do Submarino, com mais de setecentos mil itens. Por fim, facilitando e incentivando a navegação por mais páginas e produtos. Serviço pode ser traduzido por desenvolvimento e aperfeiçoamento, criativo e tecnológico, de novas funcionalidades, como, por exemplo:

lista de casamento, lista de

estudo de caso

estudo de caso ferramenta “ topo de todas as páginas do site. Funciona como um salva-vidas

ferramenta “

topo de todas as páginas do site. Funciona como

um salva-vidas para os clientes perdidos pelo site”

de busca, sempre disponível no

presentes, recomendações persona- lizadas de produtos etc A segurança é traduzida no design e na navegação de um processo de compras direto e objetivo. Sem links dispersivos e com layout que privilegia informações relevantes. Tudo para transmitir confiança ao consumidor que, provavelmente, está tendo sua primeira experiência de compras virtuais.

Wd :: Num site como o Submarino,

que tem uma quantidade enorme de

informação, como é trabalhada a

relação estética-função?

Norton :: Como disse anteriormente, o papel do designer é o de informar e orientar. Todo recurso visual deve ser empregado sob a análise do contexto. Nunca, um botão ou um banner‚ desenhado isoladamente. Sempre pensávamos no conjunto da página e como esses elementos interagiriam entre si. Só assim teríamos a certeza de que estávamos efetivamente orien- tando, e não, confundindo o cliente.

As padronizações da linguagem e da

apresentação de elementos gráficos, buscam uma consistência de comunicação e navegação. O uso de contrastes e formas devem obedecer a um regra pré-estipulada de função. Por exemplo: todos os botões que indicam o fechamento do pedido seguem a mesma apresentação (fundo azul e texto amarelo), direcionando o olhar do cliente, que acaba clicando instintivamente.

Wd :: Observamos, na parte superior

da página, três menus e uma ferra-

menta de busca, além de uma

possibilidade de navegação secundária

na lateral do site e, ainda, elementos

clicáveis no final da página. Que

recursos de design vocês utilizaram

para separar as diferentes áreas de

navegação, de modo a facilitar as

escolhas dos usuários?

desta

separação, ou priorização, era facilitar

e simplificar o entendimento da navegação do site. Dividindo

Norton

::

A

proposta

menus da HomeSUB

estudo de caso Utilização de cor na identificação das seções: à esquerda, livros, e à
estudo de caso
estudo de caso

Utilização de cor na identificação das seções: à esquerda, livros, e à direita, cds. No rodapé, sinalização de fechamento de pedido

hierarquicamente cada link, priorizando e agrupando os mais relevantes ao processo de compra. Um recurso bastante utilizado no Submarino é a redundância da navegação. Como exemplo, temos a barra de navegação superior espelhada no menu esquerdo, que, por sua vez, oferece uma opção de navegação mais detalhada. Uma outra opção de navegação, ainda

mais direta, é a

sempre disponível no topo de todas as páginas do site. Funciona como um salva-vidas para os clientes perdidos pelo site.

Wd :: Fale um pouco sobre a utiliza-

ção de ícones e cores nas seções.

Norton :: Se o Submarino fosse uma loja física, seria quase um shopping center. Pela diversidade de produtos e categorias que vende, precisaria de uma sinalização bem formada, que auxiliasse os clientes na localização. A utilização de cores distintas para cada categoria procura orientar os

ferramenta de busca,

usuários. Tanto a cor quanto o respectivo ícone estão presentes em todo material e comunicação referentes a esta categoria de produtos, sempre buscando uma identidade própria para cada categoria, e sempre remetendo à marca Submarino. Além de conferir um aspecto mais lúdico, divertido e íntimo aos usuários.

Wd :: Como foram feitos os testes

de usabilidade?

Norton :: Os testes de usabilidade eram constantes. Existiam várias modalidades de testes. Alguns, com entrevistas e testes no laboratório de usabilidade, outros, publicados diretamente no site para apuração em resultados quantitativos. Um bom exemplo da eficácia dos testes de usabilidade é a atual vitrine principal do Submarino. Durante muito tempo, a vitrine principal do Submarino, a HomeSUB, como é chamada internamente, mantinha a mesma forma de

“todos os botões que indicam o fechamento do pedido seguem a mesma apresentação (fundo azul e texto amarelo), direcionando o olhar do cliente que acaba clicando instintivamente”

estudo de caso

Evolução da interface do site:

na coluna da esquerda, home e tela de compra de 2000; na da direita, versão 2003

home e tela de compra de 2000; na da direita, versão 2003 apresentar os produtos. Visando
home e tela de compra de 2000; na da direita, versão 2003 apresentar os produtos. Visando

apresentar os produtos. Visando melhores resultados em vendas, surgiu a necessidade de se criar um novo espaço de destaque promocional. O teste consistia na execução de uma seqüência pré-determinada de tarefas (ex.: comprar uma furadeira) por dois grupos de usuários: metade usava a versão atual da HomeSUB e os demais testavam a nova proposta com o novo destaque. Desse modo, colhemos dados suficientes para mapear a utilização da vitrine e descobrimos o que mais chamava atenção e, potencialmente, um melhor desempenho de vendas.

Wd :: Ao longo do tempo, tanto a

variedade de produtos oferecidos

como a quantidade de produtos

vendidos aumentou. Que desafios este

quantidade de produtos vendidos aumentou. Que desafios este crescimento criou, ou pode criar, para a equipe
quantidade de produtos vendidos aumentou. Que desafios este crescimento criou, ou pode criar, para a equipe

crescimento criou, ou pode criar, para

a equipe de designers?

Norton :: A primeira grande dificul- dade do design, decorrente do cresci- mento do número de categorias de produtos, é a barra superior. Em 1999, eram apenas três categorias, que ganhavam majestosos botões gigan- tes. Mas, com o passar dos anos, no- vas soluções foram propostas, até se chegar no que é hoje, uma barra com 17 botões de categoria. Outra grande dificuldade era o layout de páginas de destaque, como a HomeSUB e as páginas de promoções. O desafio era montar uma página que desse o destaque adequado para todas as categorias, sempre com atenção ao “peso” das imagens e, conseqüen- temente, ao tempo de download .

todas as categorias, sempre com atenção ao “peso” das imagens e, conseqüen- temente, ao tempo de

animação, áudio e vídeo

Casamento perfeito quem disse que não existe?

Mais do que uma tendência, animação e ilustração 3D, enriquecidas com uma bela trilha sonora,

prometem um relacionamento estável e duradouro: são recursos que, conjugados, conferem dinamismo

e

contemporaneidade ao vídeo. Presente no cinema, em peças publicitárias veiculadas na tv, videoclipes

e

sites, esta técnica tem mostrado ótimos resultados e parece ter vindo para ficar

É como feijão e arroz, Romeu e Julieta, Batman

passar a informação de maneira apropriada não se

e

Robin: um complementa o outro. A união de

restringe apenas à escolha do meio, mas estende-se

imagem e som é um ótimo recurso para se fixar informações na mente humana. Uma mistura bem feita de formatos com cores e áudio pode ser decisiva no sucesso de um projeto de computação gráfica, por exemplo. Soma-se a isso o efeito

a adequá-lo ao público e ao momento. “Há muitas

formas de utilização do vídeo numa campanha: nas tvs aberta e por assinatura, em eventos, na web Antes de tudo, é necessário conhecer o público-alvo, pois com o volume de anúncios que temos

“antes de sabermos o momento de anunciar em

vídeo, devemos saber onde é pertinente”

web),

tridimensional, trocam-se as alianças e pronto: a peça torna-se ainda mais atraente para os sentidos. Na opinião de Ricardo da Matta Filho, ilustrador do Estúdio de Computação Gráfica Seagulls Fly,

“imagem e som são co-dependentes,

um não sobrevive sem o outro, o equilíbrio entre essas duas partes é a única maneira de se obter um vídeo de

atualmente (sejam impressos, vídeo ou

as chances de pulverização são

grandes. Um produto popular como uma

esponja de aço obtém resultado anunciando numa tv aberta, já uma marca de produtos com público muito específico (lojas como Tiffany´s, por

exemplo) busca mídias segmentadas, anunciando nos canais de tv por assinatura. Portanto, antes de sabermos o

qualidade”. E acrescenta que a pesquisa é impres- cindível como ponto de partida de um projeto: “Tudo

o que trouxer alguma informação que some ao

trabalho é válido. Sempre que aparece algum proje- to, a primeira coisa que fazemos é abrir o navegador de internet e procurar por imagens de referências. Tenho certeza de que sem referências visuais é muito difícil chegar a um bom resultado final Sendo a fixação da mensagem um dos principais

objetivos de uma campanha publicitária, qual seria o meio mais eficaz para fazer com que as pessoas gravem melhor uma informação: lendo, ouvindo, vendo? Para Ricardo, independente do meio utilizado, é primordial que a mensagem seja bem passada, e afirma que, “sem dúvida, a TV é o meio

de excelência para fixarmos uma mensagem”. Porém,

momento de anunciar em vídeo, devemos saber onde

é pertinente”. Apesar de todos os avanços tecnológicos na área, continuam surgindo dificuldades e problemas a serem vencidos. Segundo Ricardo,”hoje, o ramo da computação gráfica está muito bem servido de ferramentas para a execução dos trabalhos. Eu até me arrisco a dizer que tudo é possível desde que se tenha verba e prazo, pois o Brasil ainda está se adaptando a esse mercado. Claro que as dificuldades existem, mas isso se torna um incentivo”. Quanto ao futuro, mostrou-se otimista: “O mercado está começando a perceber que podemos realizar trabalhos de alto nível. E sempre haverá espaço para boas idéias e boas produções”, esclarece.

animação, áudio e vídeo

Óleo ABC

Neste filme, o cliente queria um comercial onde legumes começassem a cantar e a dançar blues conforme o Óleo ABC ia sendo jogado sobre eles. Montamos, então, um animatic (espécie de storyboard animado) com desenhos em estilo cartoon de determinados legumes pré-selecionados pelo cliente. Um passeio à feira foi uma excelente fonte de referências para os modelos que teríamos de fazer em 3D, pois tivemos como analisar formato, proporção e até mesmo escanear as texturas que seriam usadas posteriormente. Concluída essa parte, tivemos o trabalho de animação de personagens, etapa onde é dada vida aos legumes, e criamos situações engraçadas, como a ervilha suicida e os rabanetes fazendo coro. Com tudo animado e devidamente renderizado, foi feito um trabalho de pós-produção e finalização do vídeo. O resultado final pode ser visto no endereço www.seagullsfly.art.br/videos/abc.zip e o making of em www.seagullsfly.art.br/videos/makingofabc.zip.

tecnologias utilizadas

:: Adobe Photoshop Pintura e tratamentos de imagens escaneadas para serem aplicadas como textura :: Discreet 3ds max Modelagem, texturização, animação, iluminação :: Adobe After Effects Pós-produção de vídeo

3ds max Modelagem, texturização, animação, iluminação :: Adobe After Effects Pós-produção de vídeo 49

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animação, áudio e vídeo

animação, áudio e vídeo “Túnel do Tempo” (Videoclipe Frejat) O legal deste trabalho foi que o
animação, áudio e vídeo “Túnel do Tempo” (Videoclipe Frejat) O legal deste trabalho foi que o
animação, áudio e vídeo “Túnel do Tempo” (Videoclipe Frejat) O legal deste trabalho foi que o
animação, áudio e vídeo “Túnel do Tempo” (Videoclipe Frejat) O legal deste trabalho foi que o

“Túnel do Tempo” (Videoclipe Frejat)

O legal deste trabalho foi que o cliente nos deu

bastante liberdade pra criar o storyboard do vídeo.

A proposta da Warner feita para a produtora

Conseqüência consistia em fazer um novo videoclipe para o Frejat em 3D seguindo o estilo do videoclipe anterior do mesmo cantor, intitulado “Segredos”,

ganhador do prêmio de melhor videoclipe Pop no Video Music Brasil da MTV, em 2002.

A Conseqüência nos procurou com a proposta de

executarmos juntos esse projeto num prazo de seis semanas. Este, aliás, foi o nosso maior desafio e nos preocupou bastante por ser um prazo muito curto para se desenvolver um videoclipe totalmente feito em computação gráfica. As duas empresas já haviam feito uma parceria vitoriosa na animação do clipe “Three Little Birds”, de Gilberto Gil, produzido pela Conspiração Digital e vencedor do Video Music Brasil, em 2003, de Melhor Direção de Arte (Flávio Mac e Gualter Pupo). Trechos do videoclipe “Segredos” e “Three Little Birds” podem ser vistos no site da Conseqüência (www.consequencia.com.br).

Para tornar isso possível, tivemos que criar sistemas de nomeação de arquivos e organização de pastas específicas para este projeto a fim de podermos executar simultaneamente diversas etapas do processo de criação. Desta maneira, conseguimos,

por exemplo, ir trabalhando no animatic a criação das personagens paralelamente com a modelagem das mesmas. Era tudo uma grande linha de produção, onde, se uma parte atrasasse, atrasaria as partes seguintes. Naquelas seis semanas, esse grande “frenezi” perdurou durante todo o processo até a entrega da BETA final ao cliente. Foi uma experiência muito bacana, com um resultado fruto de muito trabalho conjunto entre duas grandes produtoras cariocas. O resultado final do videoclipe pode ser conferido na MTV Brasil e no programa TVZ do Multishow.

conseguimos “

animatic a criação das personagens paralelamente com a modelagem. Era tudo uma grande linha de produção, onde, se uma parte atrasasse, atrasaria as

partes seguintes”

trabalhar no

atrasasse, atrasaria as partes seguintes” trabalhar no tecnologias utilizadas :: Adobe Photoshop e Corel Painter

tecnologias utilizadas

:: Adobe Photoshop e Corel Painter Storyboard, pintura de cenários e texturas :: Discreet 3ds max Modelagem, texturização, animação, iluminação :: Adobe After Effects Pós-produção de vídeo :: Adobe Premiere Edição de vídeo

animação, áudio e vídeo

Globeleza 2004

Hans Donner estava num dilema: mais uma vez

Valéria Valenssa havia engravidado e ele não queria repetir a vinheta anual com a Globeleza grávida. Surgiu, então, a idéia de criar uma globeleza virtual, uma idéia ousada e que nunca tinha sido executada na TV aberta brasileira. A escolha da Seagulls Fly foi um processo natural porque ele já conhecia bem nosso trabalho através de projetos como as aberturas dos programas Fama e Carga Pesada.

O maior desafio nesse projeto foi a própria

Globeleza, já que um ser humano fotorrealista num ambiente virtual é algo bem complicado. Um obstáculo a mais nesse processo era o fato de Valéria Valenssa ser uma personalidade conhecida em todo o

Brasil, ou seja, qualquer detalhe que estivesse diferente no modelo virtual, por menor que fosse, seria rapidamente notado pelo telespectador.

O prazo para a execução deste trabalho (três

meses) foi maior que o do clipe do Frejat e a duração do vídeo final seria bem inferior, mas isso não signi-

fica que tenha sido fácil. Houve muita dificuldade porque a personagem do clipe não era realista.

tecologias utilizadas

:: Adobe Photoshop Pintura de texturas :: Discreet 3ds max Modelagem, texturização, animação, iluminação :: Discreet Combustion e Adobe After Effects Pós-produção

max Modelagem, texturização, animação, iluminação :: Discreet Combustion e Adobe After Effects Pós-produção 52
max Modelagem, texturização, animação, iluminação :: Discreet Combustion e Adobe After Effects Pós-produção 52
max Modelagem, texturização, animação, iluminação :: Discreet Combustion e Adobe After Effects Pós-produção 52
max Modelagem, texturização, animação, iluminação :: Discreet Combustion e Adobe After Effects Pós-produção 52

animação, áudio e vídeo

animação, áudio e vídeo “Um obstáculo nesse processo era o fato de Valéria Valenssa ser uma

“Um obstáculo nesse processo era o fato de Valéria Valenssa ser uma personalidade conhecida em todo o Brasil, ou seja, qualquer detalhe que estivesse diferente no modelo virtual seria rapidamente notado pelo telespectador”

Nos foi cedido um arquivo de movimento, onde um esqueleto aparece sambando. Esses movimentos foram capturados na “House of Moves”, um estúdio de Motion Capture localizado na Califórnia (EUA). Isso facilitou muito o trabalho de animação, pois os movimentos dela sambando já estavam quase que prontos. Mas, ainda tínhamos de modelar, texturizar, esqueletar, iluminar e animar (cabelos, mãos, balanço de seios, nádegas etc.). As etapas de esqueletagem e iluminação foram especialmente trabalhosas. Para tornar a vinheta convincente, deveríamos fazer movimentos de balanço de pele e iluminar de forma fotorrealística. Isso tudo toma muito tempo e requer inúmeros testes para se chegar a um resultado satisfatório. Hans Donner e Valéria Valenssa participaram ativamente da produção. O resultado final pôde ser conferido na Globo até o carnaval e ainda está no site da Seagulls, no link:

www.seagullsfly.art.br/videos/globeleza.zip.

tutorial

Um pouco de

3D na Web

A cada dia nos deparamos cada vez mais com o

ambiente virtual 3D em filmes, comerciais, programas de televisão, apresentações, trabalhos

científicos, entre outros. Portanto, é natural que, gradualmente, o 3D avance na internet. Muitos websites já utilizam esta tecnologia.

A tecnologia é complexa e se divide em várias áreas.

Não são apenas formas das quais podemos obter todos os ângulos, são áreas como: modelagem, que é a criação das formas 3D propriamente ditas; aplicação de materiais, que inclui as texturas aplicadas para dar realismo às formas; iluminação; animação; partículas, onde se obtêm efeitos de água, fumaça, fogo etc Mas não se assuste. Dependendo da sua necessidade, é possível se virar com alguns conheci- mentos básicos. Porém, se quiser ir a fundo, prepare-se para muita dedicação. Nosso desafio é a interação 3D com a web. Para isso, precisamos considerar o que o nosso projeto para a internet necessita. Imagine que você está usando o seu programa 3D favorito e modelou um objeto, aplicou materiais, trabalhou a iluminação, tudo para torná-lo bem próxi-

mo da realidade. Bem, se o seu objetivo é criar apenas uma imagem para ilustrar uma página, você pode exportar gerando um arquivo jpeg e pronto. Agora, se quiser uma animação desse mesmo objeto, terá que pensar em alguns pontos:

Quero manter o realismo que consegui com as texturas, iluminação e tudo o mais. Então, talvez seja interessante pensar num carregador bem atraente para o seu flash. Uma animação quadro a quadro cheia de imagens em mapa de bits possivelmente ficaria um pouco pesada. Alguns sites aplicaram essa técnica com sucesso, porém as animações são feitas de forma muito planejada. Outros, usam imagens 3D em mapa de bits, animadas com “simulações 3d”, ou seja, aqueles velhos truques de

animação em que o objeto se move, ou aumenta de tamanho, enquanto uma ou mais imagens de fundo também se movem, às vezes, mais lentamente. Outra forma é exportar um filme 3d para o flash, um avi, por exemplo, facilmente gerado em um programa 3D. Não existe a forma certa. Em nosso exemplo falaremos de uma das técnicas. Se a sua cena 3D não for muito complexa e você deseja obter um arquivo leve, pode optar em gerar um arquivo vetorial, assim o casamento com o Flash obterá grande sucesso. Os programas 3D mais utilizados e que oferecem mais recursos são 3DS Max, Maya e Lightwave. Eles exigem também maior dedicação para o aprendizado. Há também programas com menos recursos que, por outro lado, são mais fáceis de aprender e voltados para a web, pois objetivam gerar arquivos vetoriais em formato swf. Posso citar como exemplos o Plasma da Discreet (da mesma empresa do 3DS Max) e o Swift 3D da Eletric Rain, que utlilizaremos no tutorial a seguir. O Swift 3D possui sua versão em plugin para 3DS Max e para o Lightwave. A versão 3 deste software gera arquivos vetoriais com sombras, brilhos, reflexos, transparências e, quando importados para o Flash, cada um desses efeitos citados são separados em camadas. Veja alguns exemplos no site www.swift3d.com. Em nosso exemplo, vamos explorar alguns desses efeitos. As formas são bem simples: um box, um plano e um texto com uma extrusão aplicada. Coloquei um ponto de luz simples, conhecido como “omni”, um pouco acima das formas e utilizei a visualização de uma câmera target, que me possibilita bons efeitos para animação, como rotacionar em volta do objeto alvo, zoom, entre outros (fig.1). Caso esteja acostumado com outros programas e sinta dificuldade na criação de formas no ambiente do swift

tutorial

tutorial Figura 1 3d, pode utilizar o 3DS Max e exportar como um arquivo “.3DS”. Essa

Figura 1

3d, pode utilizar o 3DS Max e exportar como um arquivo “.3DS”. Essa extensão suporta os objetos mais comuns de iluminação e câmeras do 3DS Max. Feito isso, já no ambiente do Swift 3D, vá em File, New from 3DS e abra o arquivo normalmente. O Swift 3D possibilita a aplicação de materiais vetoriais e de mapa de bits. Como nosso objetivo neste exemplo é fazer uma animação 3D totalmente vetorizada, utilizaremos somente os materiais chamados pelo programa de ER Vector. Se for para utilização do ER Raster, de mapa de bits, aconselho outros programas, que trabalham esses materiais com mais realismo. No nosso exemplo, aplicaremos no texto “3D” um material Glossy da palheta de materiais do Swift 3D (fig. 2), que simulará efeitos de reflexão de luz em nossa forma. No box utlizaremos um material reflexivo (Reflective), simulando um espelho. E, finalmente, no plano aplicaremos um material Flat, opaco e sem brilho. Para

plano aplicaremos um material Flat, opaco e sem brilho. Para Figura 2 aplicação do material desejado,

Figura 2

aplicação do material desejado, basta clicar no material escolhido e arrastar para o polígono que desejar. Agora, vamos em “Preview and Export Editor” e, em “Fill Options”, marcaremos as três opções disponíveis “Include: Specular Highlights, Reflections e Shadows” para habilitarmos nosso render a obter todos os efeitos de luzes, reflexões e sombras. Você pode inserir linhas na opção “Edge”. Conheço ótimos trabalhos 3D que utilizam apenas esses contornos. Clicando em Generate Selected Frames, fazemos o Render do quadro atual.

Generate Selected Frames, fazemos o Render do quadro atual. Figura 3 O resultado de nosso render

Figura 3

O resultado de nosso render pode ser visto na fig. 3. Experimente outros materiais, como os de transparência, por exemplo, e renderize para ver o resultado.

por exemplo, e renderize para ver o resultado. Figura 4 Utilizando a linha de tempo do

Figura 4

Utilizando a linha de tempo do programa (fig. 4), fiz uma animação simples, onde rotaciono o texto. Voltando ao Render, clique em “Generate All Frames” e, em seguida, “Export All Frames” para criar o arquivo “swft” que será importado pelo Flash, a seguir. Com o Macromedia Flash aberto, importaremos para o Stage o arquivo “swft”, gerado pelo Swift 3D. Repare como ele separa em camadas as formas, as sombras e os brilhos (fig. 5). Agora, podemos utilizar nossa animação como qualquer outra animação quadro a quadro, comum ao ambiente do Flash, controlando-a com botões, eventos de mouse ou da linha do tempo. Essa animação de exemplo possui 30 quadros e o swf gerado pelo flash ficou com 40 Kb.

possui 30 quadros e o swf gerado pelo flash ficou com 40 Kb. Figura 5 Italo
possui 30 quadros e o swf gerado pelo flash ficou com 40 Kb. Figura 5 Italo

Figura 5

Italo Garrot Webdesign , 3D e Ilustração italogarrot@yahoo.com.br

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Marcello Póvoa

Criou a MPP Solutions, empresa de consultoria estratégica, criação e desenvolvimento em mídia interativa. Foi Diretor da Globo.com e da IconMediaLab (Nova Iorque) com inúmeros projetos premiados internacionalmente. Possui Masters of Science in Communications Design pelo Pratt Institute (NY) e MBA em Administração pela Coppead, UFRJ. É autor do livro “Anatomia da Internet” (Casa da Palavra). mpovoa@mppsolutions.com

A nova onda da Apple

Steve Jobs reposiciona a empresa e, mais uma vez, está mudando o mundo

A primeira mágica Até meados da década de 80, os computadores eram utilizados por poucas pessoas, a maior parte por profissionais de cunho técnico. Uma das grandes razões da baixa penetração era justamente o fato de estas máquinas serem difíceis, quase desagradáveis de usar. Neste cenário, a jovem empresa Apple compreendeu este problema como uma barreira fundamental à expansão do uso e, conseqüentemente,

à venda de computadores, resolvendo, assim, considerar o fator humano na questão.

Foram, então, lançados no mercado os, até hoje famosos, computadores Macintosh, fáceis de usar e elegantemente projetados desde o desenho industrial até o sistema operacional e a arquitetura do hardware. Steve Jobs, fundador-líder da Apple e visionário de plantão, estava permitindo a chegada do computador pessoal às massas, tornando acessível aos bilhões que, mesmo sem conhecimento técnico, poderiam utilizar computadores na sua vida pessoal e no seu trabalho. Jobs conseguiu em um toque de mágica fazer com que uma tecnologia complexa se tornasse simples, mudando nossa maneira de ver o mundo. Realidade Darwiniana A idéia do Mac era realmente brilhante e fez da Apple a líder da indústria de computadores pessoais na década de 80. O problema natural é que outras empresas logo notaram as mesmas questões e passaram a adotar estratégias similares em seus

produtos. Começa a era da “Guerra dos PC’s”, na qual a sensacional perspicácia da Microsoft, somada a alguns erros sérios de estratégia da Apple, tornou a primeira, vencedora inquestionável da competição. Hoje, o Mac tem 3% do mercado Global e menos que isso no Brasil. Já o Windows, reina absoluto, com 94% de penetração nos computadores pessoais. A história é prova: uma boa idéia, somente, não é garantia de vitória. Caos Ao mesmo tempo em que tudo isso acontecia ao longo dos anos, a Internet

e as redes wireless se desenvolviam, permitindo a entrega de bits em velocidades até, então, inimagináveis. Em paralelo, conteúdos em todas as suas formas (música, texto, foto, filme) vão sendo transformados para o formato digital. Acrescente a isso a evolução dos processadores, displays de cristal líquido e hardwares em geral – cada vez menores e mais poderosos. Está claro que a forma como escutamos música, assistimos a filmes, e até

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“Não faz absolutamente nenhum sentido falar de usabilidade se não existe um projeto real atrelado”

mesmo como lemos livros, irá sofrer profundas transformações nos próximos anos. No entanto, todo esse caos tecnológico precisa ganhar entropia e, desse modo, tomar forma como algo útil e simples. Ninguém melhor que Steve Jobs para essa missão. A segunda mágica Os movimentos da Apple começam a dar claras sinalizações que Jobs tem a capacidade de dissolver as fronteiras entre os universos da computação e do conteúdo. A ponte entre essas duas indústrias é a premissa para que a maneira como, hoje, usamos a mídia para entretenimento, informação e educação se torne coisa do passado. A mágica começa com o pequeno iPod (player de música em MP3), que pode gravar algo em torno de 10.000 canções, sendo um aparato menor que um baralho de cartas. Em conjunto, a iTunes, loja virtual que funciona em seu PC (Mac ou Windows), na qual se pode comprar músicas MP3 a US$ 0,99 a unidade e transferi-las à seu iPod. Esta é a maior revolução na maneira de se escutar música desde a introdução do walkman pela Sony, em 1979. Na verdade, Jobs foi um dos principais interlocutores com a indústria fonográfica durante o terror da crise “Napster”, convencendo-os de que não adiantava simplesmente tentar eliminar as formas de distribuição digital. A saída está em descobrir como se ganhar dinheiro com este novo e inevitável canal com o consumidor. Assim, a indústria fonográfica concordou em colocar suas músicas à venda na iTunes, a loja de e- commerce da Apple. A Apple vendeu 730.000 iPods durante os últimos quatro meses e a loja iTunes vendeu 30 milhões de músicas em sete meses. Note que a loja ainda é uma operação não lucrativa, mas fundamental

para retroalimentar as vendas do iPod, o qual, aliás, a

Apple vai licenciar para a Hewlett-Packard, que também vai colocar a loja iTunes em todos os PCs da HP. Com isso, a Apple multiplica as possibilidades de venda da plataforma, não cometendo novamente o erro estratégico histórico que fez ao fechar a arquitetura do Mac nos anos 80. Filmes e sonhos A outra iniciativa de Jobs é a Pixar, produtora de animações em computação gráfica a la “Procurando Nemo”, filme campeão de bilheteria nos EUA em 2003.

A Pixar fez cinco mega lançamentos: três foram

blockbusters (os outros foram “Toy Stories” e “Monster

S.A.”), ou seja, Jobs está não só produzindo conteúdo como também mantendo um elo direto com a indústria

de entretenimento (neste caso, a Walt Disney Co.).

A Apple está rompendo as barreiras entre indústrias, integrando o conceito de conteúdo e computação. Dessa forma, está se re-posicionando como uma empresa de “e-entertainment”, nome com o qual o mercado começa a batizar essa tendência. Jobs não pára de sonhar em mudar a forma como vemos (e usamos) o mundo. Espero que a realidade seja boa o suficiente para alcançar esses sonhos.

mudar a forma como vemos (e usamos) o mundo. Espero que a realidade seja boa o
webwriting
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Marcela Catunda

Trabalhou nas redes Bandeirantes, TV Gazeta, Manchete e Globo. Foi redatora da DM9DDB e supervisora de criação de mídia interativa da Publicis Salles Norton. marcelacatunda@terra.com.br

Tá faltando um treco aqui

Que treco? – pergunto.

E

todos se calam. Mas será o Benedito que ninguém vai me dizer que treco

é esse que tá faltando? Aqui aonde? Que treco é esse? Como traduzir esse treco?

Eram os trecos astronautas?

Quinze para as duas da manhã

Debruçada sobre aquele bando de textos dou uma cochilada, acordo Preciso apresentar o trabalho em algumas horas e ainda não tenho o treco que me pediram. Tentei uma nova área pro site, reformulei a linguagem do tex- to, revi alguns itens do conteúdo, pensei em pedir demissão, li meu horóscopo, reescrevi a abertura do site e nada, aquele treco não me saía da cabeça.

Definir uma palavra é capturar uma borboleta no ar

E, de repente, lá estava eu com Aurélio Buarque de Holanda em meu colo. treco . S. m. Bras. Gír. 1. Qualquer objeto pequeno e mais ou menos insig- nificante; trem, terém. 2. Mal-estar (1). ~ V. trecos. Mesmo já sabendo o significado da palavra “treco” e sua aplicação para o meu caso, aquilo me intrigava. Descobrir seu significado exato deixara de ser apenas uma brincadeira e se tornara uma questão de honra.

Cinco e meia da manhã

Teria eu descoberto aquele “treco” ou estaria eu à beira de ter um?

O que é um treco para você?

Dei um pulo na sala do meu diretor de criação para saber o que ele queria dizer com “faltando um treco”. Depois de atender umas cinco pessoas antes de mim e falar ao telefone umas cento e cinqüenta vezes, lá estava ele, pensando

e respondeu: - A gente podia

conversar depois? Tô cheio de pepinos para resolver.

O que é um pepino pra você?

E lá estava eu, diante de mais uma palavra com milhares de aplicações. O

pepino poderia ser um problema bem mais importante, ou simplesmente uma desculpa. Será que ele teria usado a palavra treco para não precisar dizer que o

em minha pergunta. Pensou, pensou, pensou

trabalho estava uma droga? Seria o treco uma desculpa? Assim como o pepino que ele usou? (Com todo o respeito).

webwriting

“O ‘treco’ que faltava foi dado pelo diretor de arte, aliás, de forma brilhante. Meu erro? Tentar achar o treco sozinha”

De volta ao trabalho

– Posso te mostrar a cara do site? – perguntou o diretor de arte do job.

– Agora não dá. Preciso mexer num treco aqui

que eles pediram – respondi.

– Quando você for apresentar os textos, eu levo

o layout, tá?

Nem respondi. Eu tava tão preocupada em achar aquele treco que nem dei bola pra ele. Mais algumas horas se passaram até a hora de voltar à sala do diretor de criação para mais uma apresentação. Ai, minha Santa Clara! Fazei com que esse homem veja esse “treco”. Eu sei que eu tentei. Entramos na sala do grande chefe. Eu nem sentei pra não parecer desesperada. Quando fico desesperada balanço as pernas. Depois de dar uma lida pra lá de dinâmica nos meus textos, ele esticou o braço para o meu diretor de arte, pedindo

o

Meu erro foi crer que estar ao meu lado bastaria

Pois é. O “treco” que faltava foi dado pelo diretor de arte, aliás, de forma brilhante. Meu erro? Tentar achar o treco sozinha.

Essa é apenas mais uma das

vantagens de

duplar. Ter alguém com quem criar, pensar, discutir,

dividir a pizza, xingar a moçada

Essa coisa de trabalhar perto e longe é tão perigosa Agora eu já aprendi e sei que por esse “treco” eu não passo mais. Nunca mais. Também, né? Quase tive um troço.

passo mais. Nunca mais. Também, né? Quase tive um troço. layout. Não demorou e escutamos: –
passo mais. Nunca mais. Também, né? Quase tive um troço. layout. Não demorou e escutamos: –

layout. Não demorou e escutamos:

– Genial.

Hora de sentar. Ele havia en- contrado o “treco” que faltava.

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marketing
marketing

René de Paula Jr.

Especialista em e-business, profissional de internet desde 1996, passou pelas maiores agências e empresas do país: Wunderman, AlmapBBDO, Agência Click, Banco Real ABN AMRO. É criador da “usina.com”, portal focado no mundo online, e do “radinho de pilha” (www.radinhodepilha.com), comunidade de profissionais da área. rene@usina.com

Casa da sogra

Introdução a user experience

Dei uma volta pelo shopping, ontem. Numa vitrine, vi um modelo de palm que eu não conhecia. Entrei, o vendedor me mostrou o aparelho; fui embora satisfeito por ter visto de perto aquele palm, por ter manipulado uma máquina que eu só conhecia superficialmente. Este episódio tão prosaico, se o olharmos de perto, pode também nos

mostrar como funciona outra maquininha: a maquininha humana. Os senhores teriam interesse? Sigam-me, por favor. Em primeiro lugar, por que escolhi um shopping? Resposta: eu não estava procurando nada específico, estava querendo apenas olhar vitrines, e shoppings concentram vitrines de todo tipo. Mais: estava chovendo muito, e shoppings são cobertos. Por fim, eu queria circular entre gente bacana, sem me preocupar com segurança e violência.

Ir ao shopping envolveu um preparo extra, claro. Coloquei uma roupa

cuidadosamente casual, refiz minha toalete básica, peguei carteira, celular e fui. Uma vez na tal loja (sofisticada, diga-se de passagem), dirigi-me ao vendedor com uma atitude sóbria e polida. Eu queria ser bem atendido e, para isso, precisava parecer um bom prospect. Na conversa com o vendedor, reforcei essa impressão mostrando meu interesse pela marca e pela tecnologia em questão.

Não comprei o produto, mas saí de lá melhor informado, com condições de fazer uma decisão mais acertada numa compra futura.

O vendedor, mesmo sem ter efetuado a venda, cumpriu o seu papel ao

aumentar meu potencial de compra e também ao criar um vínculo positivo entre mim e a loja. Os senhores teriam interesse também em internet? Que ótimo. Por esse lado, por favor. Saiamos do mundo (a)palpável e entremos no digimundo.

“entrar” é a palavra correta? Quando queremos comprar online

dizemos “entra aí no Submarino”, “abre a Livraria Cultura” ou “vai nas Americanas”, mas, em verdade, a gente não vai a lugar algum, não entra em

nada. A gente chama e eles vêm.

Aliás

Sites vêm até você, e não, o contrário. Quem tem que se preparar todo, ficar

bonitão e falar direito é o site, não você.

Você, de cuecas ou não, é quem vai

medir o vendedor de alto a baixo. Essa inversão de papéis tem implicações sérias.

marketing

“Sites vêm até você, e não, o contrário. Quem tem que se preparar todo, ficar bonitão e falar direito é o site, não você”

Em primeiro lugar: por que você escolheu a

internet? Por que estava chovendo? Por que é fácil pular de site pra site conferindo preços e lançamentos? Por que você não queria se expor à

Mais ou menos a mesma

violência urbana? Hummm

lógica do mundo físico. Racionalmente, pelo menos.

Vamos agora checar a parte irracional.

O site
O site

está entrando na TUA casa, no TEU computador,

usando a TUA linha telefônica

e o mínimo que se

deve esperar é que ele seja educado, que ele “se

Eu fico transtornado quando um site que

eu convido para adentrar na minha vida se comporta mal: é pesado, abre janelas que não devia, tenta instalar plugins que eu não quero ou fica parado na porta cantarolando uma introdução desnecessária. Malabaristas num semáforo de rua até que têm seu charme, mas não na information highway. Aparência e “toalete” também contam. Se você recebe um email de uma marca sofisticada, vai estranhar muito se ele vier de bermuda e chinelo, falan- do português ruim. Vai achar que é golpe e nem vai abrir a porta para ele. Pro lixo, direto.

comporte”.

Um último aspecto: respeito à sua inteligência. Internet, para mim, é como a lâmpada de Aladim:

você esfrega, um gênio aparece por download e lhe

promete três desejos.

Se depois dessa mágica toda,

você faz um pedido singelo e o gênio coça a cabeça,

dizendo “veja bem

”,

você enxota o canastrão e diz

“fecha-te sésamo”.

Na sua vida, esse cara não entra mais. Em shoppings, em sites, em lâmpadas mágicas,

o que há são usuários humanos, que se tornaram

ainda mais dignos e humanos quando ganharam um

superpoder: o mouse power. O cara clica o mouse e

ai de você se não atender seus desejos. Nem precisa

ser gênio para adivinhar a punição: mil e uma noites

sem aquele unique visitor. Pensando agora como loja, e não, como cliente. Se encararmos a loja online como um caixeiro

viajante, que notícias ela traz depois de tanta andança? Ela entrou em milhares de casas, conheceu

e não

tem nada para dizer? Isso sim é que é desperdiçar oportunidades. E para você que é nosso cliente preferencial, um brinde: o site Good Experience (www.goodexperience.com) é um bom começo para

quem quer ver o mundo por outros olhos, os olhos do consumidor. Volte sempre, o pra- zer é nosso. Servimos bem para servir sempre.

pessoalmente um mundo de clientes

do consumidor. Volte sempre, o pra- zer é nosso. Servimos bem para servir sempre. pessoalmente um
mercado de trabalho
mercado de trabalho

Michel Lent

Michel é designer gráfico e mestre em Telecomunicações Interativas pela New York University. Foi um dos primeiros brasileiros a trabalhar com internet, começando sua carreira no ano de 1994, em Nova York, na EURO/RSCG. Fundou a 10’Minutos, sua consultoria em projetos interativos; foi membro do board que lançou a Globo.com e diretor de criação da DM9DDB.

Aqui vou eu, ‘atachado’

Tentando fazer o seu currículo chegar aos olhos de quem você quer, na hora certa

Essa ‘pérola’ de título de email saiu da cabeça doida e brilhante da Marcela Catunda (minha colega colunista nesta revista), no primeiro contato que tivemos, em 2000. Eu tinha acabado de vir do Rio para São Paulo e estava montando meu time na DM9. Precisava, então, de alguém fera em redação publicitária para internet, o que, na época, era praticamente mais difícil do que alguma rara especialização médica. Basicamente, não tinha ninguém com experiência nesta ‘modalidade’. Decidi que o ideal seria mesmo tentar encontrar gente com experiência em áreas próximas. Aí, fui fazer o que sempre costumo fazer quando preciso contratar alguém: ir ao mercado e anunciar a existência desta disponibilidade de trabalho. Coloquei o anúncio no ClickJobs, o primeiro (e, ainda, o mais focado) site de oferta e procura de profissionais de mídia interativa do País, que eu ‘precisei’ ajudar a fundar em 1997, quando era impossível se encontrar gente qualificada neste mercado. Época em que nem se encontrava a categoria ‘internet’ ou ‘web’ nos sites de currículo. Postei o anúncio, revelando qual era a empresa, e esperei a ‘enxurrada’ de currículos. Porque, basicamente, pra qualquer vaga aberta por anúncio, há sempre uma enorme resposta, tratando-se de DM9, então… A enxurrada veio mesmo. Não me lembro exatamente, agora, mas passou fácil de 500 emails com currículos. E quando você recebe tamanha quantidade, sabe que a grande maioria é inadequada, mas precisa olhar um por um a fim de ‘pescar’ seu candidato ideal. Pra fazer ‘leitura dinâmica’ em cima de tanta mensagem, a gente acaba precisando inventar algumas técnicas. No meu caso, que estava procurando um redator, a saída era fácil: procurar alguém que já se destacasse pelo próprio texto do email. Em meio a 89 mensagens intituladas “AO DEPARTAMENTO DE RH”, 327 chamadas “CURRÍCULO VITAE”, 40 “VAGA NO CLICKJOBS”, 23 “VAGA REDATOR PUBLICITÁRIO INTERNET” e 15 “ENVIO DE CURRICULUM”, poucas vinham

mercado de trabalho

Muitas vezes, tudo o que um profissional com potencial precisa é uma primeira chance

intituladas de maneira mais original, incluindo uma sensacional “AÍ VOU EU, ATACHADA”. A Catunda pulou fácil no meio da massa, pois entendeu isso perfeitamente. Redatora de mão cheia, acostumada a escrever para todas as mídias, acertou na mosca na

Mais uns poucos

currículos que me ‘pescaram’ e algumas entrevistas depois, lá estávamos eu e Marcela, trabalhando juntos na DM9. E seguimos fazendo coisas juntos desde então. Fosse o anúncio procurando um designer ou um diretor de arte, a saída seria tão simples quanto: um título criativo e, neste caso, um layout adequado até para o próprio email. Seja você um programador, planejador, gerente de projetos, em todos estes

hora de

‘pescar’ a primeira atenção.

casos, a ‘fórmula’ se resume aos mesmos pontos:

::

Pense no título do email, ele já

revelar quem você é.

ajuda a

::

No corpo do email, escreva um texto muito

curto e objetivo

sobre você e coloque três ou quatro

destaques da sua vida profissional (empresa por onde passou, projetos de destaque). :: O layout do email também deve ser simples e objetivo (Designers, deixem seu design para o

portfólio,

evite enviar

arquivos .DOC por causa dos vírus.

no email. Monte um belo

site com seus trabalhos e mande o endereço.

o email precisa ser clean e elegante).

::

Gere um PDF de seu currículo,

::

Não anexe imagens

::

E, por último,

se a empresa não estiver

É

muito provável que seu email vá parar no lixo. Muitas vezes, tudo o que um profissional com potencial precisa é de uma primeira chance. Capriche no email da próxima vez que for se candidatar a um trabalho. Quem sabe, não pinta a sua?!

procurando ou pedindo currículos, não mande.

vez que for se candidatar a um trabalho. Quem sabe, não pinta a sua?! procurando ou
vez que for se candidatar a um trabalho. Quem sabe, não pinta a sua?! procurando ou
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Clovis La Pastina

Foi redator da Better e da McCann. Entre as suas principais realizações estão os lançamentos do Corsa, do Kadett e do Vectra, além de vários lançamentos da Nestlé. Atua como gerente geral Thunder House/ Zentropy desde 1999. Ganhador de dois Leões de Cannes (Ouro e Prata), um Grand Prix do NY Fests, The One Show, Art Director’s, Clio Awards e CCSP, faz parte do júri dos principais festivais internacionais. clovis@thunderhouse.com.br

A Internet é de todos, sem discriminação

Permitam-me apresentar para vocês o Adílson Ademir da Silva. Ele conhece como poucos as vantagens e as possibilidades da Internet para a geração de negócios. Embora seja um visionário, o Adílson não é conhecido no nosso

mercado. Ele não lê a Webdesign e tampouco conhece o René, o Michel, o Cabral,

o Luli ou qualquer outra fera da Internet. O Adílson é um borracheiro. Isso mesmo. Aquele cara que lhe socorre quando você está indo para um cliente e tem o seu pneu perfurado. Ele é um paranaense de nascimento, dono da Borracharia 4 Rodas, que fica em Campinas, mais precisamente num Posto Esso chamado Vô João, no bairro de Barão Geraldo, perto da Estrada da Rhodia. Católico fervoroso, o Adílson só não abre a borracharia em feriados santos. Se bem que, se o caso for urgente, ele dá uma forcinha. Ele é honesto e

transparente. Faz questão de realizar os reparos na frente dos clientes, explicando-lhes passo-a-passo o que está fazendo. Mas por que eu estou falando do Adílson, afinal? Porque ele tem uma página na Internet, muito simples e até bonitinha. Aliás

a página é toda branquinha, bem clean, o que contrasta com o ambiente tradicional de uma borracharia. Esta poderia ser uma homenagem politicamente correta de alguém que trabalha com Internet, simplesmente jogando confete num homem simples, que

é borracheiro e contratou alguém pra fazer a sua home-page, passando uma

imagem cult de um assunto apenas um pouco diferente. Não é nada disso. Existem 2.701 páginas na internet com o termo “borracharia”, que vão desde blogs metidos a engraçados a páginas pornôs, passando, óbvio por outros tantos borracheiros que fizeram o mesmo que o Adílson: entraram no ambiente web. Acontece que o Adílson fez a coisa direito. Se não foi ele quem fez, melhor ainda. Ele foi o cliente que soube exigir o melhor que o webdesigner poderia fazer. No site ele explica, com suas próprias palavras, o seu conceito de qualidade total. Se não bastasse, ele ainda tem o orgulho de apresentar na sua página, a esposa Margarethi, numa foto bem legal de um casal feliz.

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“Nesta história toda a internet é a roda e o site do Adílson é o pneu. Se pintar algum “furo”, é o próprio Adílson quem vai consertar rapidinho ”

Entrei em contato com ele, e pasmem: obtive resposta no ato! Ao contrário de algumas empresas multinacionais que demoram 48 Horas (ou mais) para retornar, isso quando dão sinal de vida. Lógico que, no caso dele, a coisa é mais rápida do que numa empresa que tem 1.000 funcio- nários e uma burocracia enor- me. Mas ele também poderia não ter respondido. Respondeu e deu show. Disse que precisa melhorar o layout da página e que precisa colocar informações novas. Bingo! Sou fã do cara. Ele é um visionário e eu pretendo apro- veitar um dia de pedaladas do pessoal aqui da agên-

apro- veitar um dia de pedaladas do pessoal aqui da agên- cia para passar por Campinas,

cia para passar por Campinas, cumprimentá-lo pessoalmente, dar-lhe exemplares da Webdesign e a indicação de uns sites legais pra ele visitar. O Adílson não freqüenta palestras, cursos, seminários, restaurantes da moda, não vive no chamado “quadrilátero dos Jardins”, não é um cara fashion, mas é um exemplo para todos nós, profissionais desta maravilha que é a Internet. Sabe por que? Porque nesta história toda a Internet é a roda e o site do Adílson é o pneu. Se pintar algum “furo” no site dele, é o próprio Adílson quem vai consertar rapidinho, sem precisar consultar o marketing, o T.I., os gerentes de produto e até mesmo a presidência da empresa. Pense nisso enquanto você olha aquele projeto que está parado há semanas sobre a sua mesa. O endereço do site do Adílson:

www.vojoao.com/borracharia/index.htm.