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1 – LOCALIZAÇÃO: Características Gerais: O Brasil está situado na parte centro-oriental da América do Sul Possui uma superfície de 8.547.403,5 Km², conforme o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). O Equador e o Trópico Capricórnio são os dois paralelos que atravessam o Brasil, o Trópico de Capricórnio atravessa: o o sul de São Paulo, o o norte do Paraná o sul de Mato Grosso do Sul. Estes Estados pertencem às regiões (Sudeste, Sul, e Centro-Oeste). O Equador passa exatamente em Macapá (AP); o Equador faz com que o Brasil se localize nos dois hemisférios: o sul (maior parte 93%,). o norte (menor parte 7%).

O Brasil em relação aos demais países do globo é o quinto em extensão, apenas superado pela: o Rússia, o o Canadá, o a China o os Estados Unidos (terras descontínuas). Em terras contínuas, o Brasil é o quarto do mundo, superando os Estados Unidos em Razão do Alasca e Havaí, estados descontínuos dos E.U. A. O Brasil é o maior país da América do Sul, o terceiro do Continente Americano e o 5º do mundo. Compõe-se de 27 unidades políticas, sendo 26 estados e o Distrito Federal, onde se localiza Brasília, a capital do país.

MAIORES PAÍSES DO MUNDO EM EXTENSÃO TERRITORIAL

2 - LIMITES O Brasil se se limita: o AO NORTE com a Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa, o AO SUL com o Uruguai, o A NOROESTE com a Colômbia, o A OESTE com o Peru e a Bolívia, o A SUDOESTE com a Argentina e Paraguai, o A NORDESTE, A LESTE E A SUDESTE com o Oceano Atlântico. o CHILE E EQUADOR são os dois únicos países da América do Sul que não fazem fronteira com o Brasil. o Os dois países de menor fronteira são Suriname (593Km) e a Guiana Francesa (655 Km). o Os dois países de maior fronteira com nosso país são Bolívia (3.126 Km) e Peru (2.995 Km). O Brasil é um país marítimo, pois é banhado a leste pelo importante Oceano Atlântico (7.367 Km de litoral), possuindo extensa Plataforma Continental.

FRONTEIRAS BRASILEIRAS

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3 – PONTOS EXTREMOS

5 - RELEVO BRASILEIRO O relevo brasileiro está dividido em dois grandes sistemas:  Planalto das Guianas (Parima), junto à fronteira Norte.  Planalto Brasileiro, ao sul da Planície Amazônica. Ambos estão separados pela Planície Amazônica e são constituídos por terrenos antigos (Era Primária), desgastados pela erosão e formados principalmente de granitos e gnaisses, que constituem o Complexo Cristalino Brasileiro. O vasto Planalto Brasileiro compreende quatro divisões: o Planalto Nordestino ou da Borborema. o Planalto Atlântico ou Oriental. o Planalto Central. o Planalto Meridional. As Planícies são: o Amazônica o Litorânea ou Costeira o Paraguaia ou Pantanal o Gaúcha ou Pampa O Planalto das Guianas está dividido em: o serras orientais (menores altitudes) o serras ocidentais (maiores altitudes) Observação importante: As serras orientais e ocidentais do planalto das Guianas são separadas pela “Depressão do Pirara.” Apresenta uma das partes mais elevadas e escarpadas do relevo, onde existem várias serras: Tumucumaque, Imeri, Acaraí, Pacaraima, Parima e Navio. Neste Planalto encontramos importantes elevações do relevo brasileiro: o Pico da Neblina, o Pico 31 de Março o Monte Roraima. O Pico da Neblina, localizado no norte do Amazonas, na Serra do Imeri, é o ponto mais alto do Brasil com 2993,78 metros de altitude (medição revista por satélite/GPS pelo IBGE em 20041). Dá nome ao Parque Nacional do Pico da Neblina, onde está situado. Localiza-se no município de Santa Isabel do Rio Negro, mas a cidade mais próxima é São Gabriel da Cachoeira. O segundo ponto mais alto situa-se a meros 687 metros da fronteira com a Venezuela no Pico 31 de Março (altitude de 2972,66 m), conforme determinado por uma comissão demarcadora de fronteiras em 1962.2 O Pico da Neblina está localizado na Serra do Imeri. O Monte Roraima, com 2.875 metros no Estado do mesmo nome, é o quarto ponto mais alto do Brasil. Os pontos culminantes do Brasil, em ordem decrescente, são: o 1º – Pico da Neblina (2993,7 metros) o 2º – Pico 31 de Março (2.972,66 metros) o 3º – Pico da Bandeira (2.891,98 metros) o 4º – Monte Roraima (2.875 metros)

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AO NORTE – nascente do rio Ailã, na Serra do Caburaí (RR). AO SUL – arroio Chuí (RS) A LESTE – Ponta Seixas, no Cabo Branco (PB). A OESTE – Serra da Contamana ou Divisor (AC)

4 – FUSOS HORÁRIOS Pela sua extensão territorial no sentido leste-oeste (4.320 Km), nosso país é cortado por três fusos horários, havendo três horários diferentes:  FUSO 1 – compreende as Ilhas de Fernando de Noronha, Trindade e Martim Vaz, e os penedos de São Pedro e São Paulo.  FUSO 2 – abrange todos os Estados litorâneos, os Estados do Amapá, Tocantins, Minas Gerais e Goiás, o Distrito Federal e o Estado do Pará.  FUSO 3 – inclui os Estados de Roraima, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amazonas e o Acre. O Brasil tem sua hora diminuída de duas a quatro horas em relação à hora de Londres, pois se encontra a oeste de Greenwich (meridiano inicial ). O mais importante fuso horário do Brasil é o 3 pois abrange todas as capitais litorâneas. ATUAL FUSO HORÁRIO BRASILEIRO

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O Planalto Nordestino divide-se em Arcos Maranhenses (Penitente, Tiracambu, Alpercatas) e Chapadas Nordestinas. A forma característica do relevo sã as Chapadas: o Apodi (RN), o Baturité e Araripe (CE), o Ibiapaba (PI), o Borborema (RN, PB, PE, AL), o Mangabeiras (MA). O Pico Alto 1.115metros, na Chapada do Baturité, é o ponto culminante do Planalto Nordestino. A semiaridez do sertão nordestino está relacionada à presença do Planalto da Borborema, que impede a penetração de massas úmidas do litoral em direção ao interior, provocando somente chuvas próximo ao litoral. O Planalto do Maciço Atlântico é formado, dentre outras, por importantes serras como a da Mantiqueira e a do Mar.  A Serra do Espinhaço está localizada Quadrilátero Central.  A Serra do Mar aparece junto à orla litorânea e se alonga do Estado do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul.  A Serra do Mar está separada da Serra da Mantiqueira pelo vale do Rio Paraíba do Sul. PLANALTO CENTRAL O Planalto Central é constituído por rochas sedimentares e cristalinas. (do Pré-Cambriano) que alternam com terrenos sedimentares do Paleozoico e do Mesozoico. Apresenta uma topografia regular e domina a Região Centro-Oeste do Brasil. A forma característica do relevo são imensos “tabuleiros” ou chapadões com altitude entre 500/900 metros. Exemplos:  Chapadas dos Parecis (divisor de águas da bacia Amazônica e Platina)

Chapada dos Guimarães, Serra dos Pacaás Novos, Chapada dos Veadeiros Espigão Mestre (divisor de águas dos rios São Francisco e Tocantins). O Espigão Mestre (divisa Goiás Bahia) é uma importante elevação do Planalto Central, que tem como ponto culminante o Morro Alto (1.678 metros), na Chapada dos Veadeiros (em Goiás). PLANALTO MERIDIONAL (PLANALTO ARENITO-BASALTO) O planalto Meridional recobre a maior parte do território da região Sul, alternando extensões de arenito com outras extensões de basalto. O basalto é uma rocha de origem vulcânica responsável pela formação de solos de terra roxa, que são bastante férteis. Na região Sul, excluindo-se o norte e oeste do Paraná, são poucas as áreas que possuem tais solos, pois muitas vezes as rochas basálticas são recobertas por arenitos. O Planalto Meridional é constituído por:  terrenos cristalinos, que correspondem ao 1º degrau (Serra do Mar).  terrenos sedimentares que correspondem ao 2º degrau (“cuestas”).  terrenos basálticos que correspondem ao 3º degrau (“trapp”). O derrame de lençóis e sua decomposição em clima tropical deu origem a um solo rico:  a terra roxa. O ponto culminante do Planalto Meridional é o Morro da Igreja (1.870 metros), na Serra Geral, em Santa Catarina. “Coxilhas” são as pequenas ondulações da Serra Geral, que aparecem no final do Planalto Meridional (no território gaúcho): Santana, Haedo, São Martinho e Grande.

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PLANALTOS Planalto da Amazônia Oriental Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaiba Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná Planalto e Chapada dos Parecis Planaltos Residuais Norte-Amazônicos Planaltos Residuais Sul-Amazônicos Planaltos e Serras do Atlântico-Leste-Sudeste Planaltos e Serras de Goiás-Minas Serras Residuais do Alto Paraguai Planalto da Borborema Planalto Sul-Rio-grandense

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PLANÍCIES Depressão da Amazônia Ocidental Depressão Marginal Norte-Amazônica Depressão Marginal Sul-Amazônica Depressão do Araguaia Depressão Cuiabana Depressão do Alto Paraguai-Guaporé Depressão do Miranda Depressão Sertaneja e do São Francisco Depressão do Tocantins Depressão Perif. da Borda Leste da Bacia do Paraná Depressão Periférica Sul-Rio- grandense

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DEPRESSÕES Planície do Rio Amazonas Planície do Rio Araguaia Planície e Pantanal do Rio Planície e Pantanal Mato-grossense Planície da Lagoa dos Patos e Mirim Planícies e Tabuleiros Litorâneos

6- CLIMA BRASILEIRO 6.3 - SEMIÁRIDO Temperaturas elevadas, seca, chuvas irregularmente distribuídas ( com longos períodos de estiagem). A vegetação correspondente é a caatinga. Ocorrência no Sertão Nordestino, vale médio do Rio São Francisco e norte de Minas Gerais (Polígonos das Secas). 6.4- SUBTROPICAL As quatro estações do ano são bem definidas, temperatura amena, chuvas bem distribuídas, alcançando no inverno as temperaturas mínimas do país. Sua vegetação correspondente é a Floresta Subtropical (dos Pinhais) ou Mata Araucária.  Ocorrência: Planalto Meridional, (região Sul), abrangendo os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Brasil é um país de clima quente, portanto, um país tropical. As médias térmicas anuais, em nosso país, variam de 13ºC no Sul a 35ºC no Nordeste. Os extremos de temperatura já registrados são:  máxima de 44ºC, em Paratinga, na Bahia,  a mínima de 14ºC abaixo de zero, em São Francisco de Paula, Os extremos de pluviosidade são:  Serra do Mar, SP (Itapanhaú), com mais de 4.500 mm,  Sertão da Paraíba, (Cabaceiras) “polígono das secas” onde chove menos de 280 mm por ano. 6.5 - VENTOS:  Noroeste vento quente procedente da Amazônia e que atinge o estado de São Paulo, no final do inverno (agosto-setembro) quando provoca chuvas fortes.  Minuano ou pampeiro vento frio que vem da Argentina e do Uruguai, ou seja, massa polar atlântica, nos meses de inverno, provocando períodos de chuva. O homem é responsável por muitas mudanças que estão ocorrendo. Já estamos convivendo com chuva ácida, com o efeito estufa ou aquecimento global, com buraco na camada de ozônio, com desertificação, com desmatamentos e poluição de toda ordem. Até mesmo o EL Niño, fenômeno outrora moderado e limitado aos litorais do Peru e do Equador, se agiganta e desequilibra a atmosfera brasileira prolongando e intensificando as chuvas e as secas. fenômeno EL Niño é a chegada de águas quentes (correntes marinhas) que afugentam os cardumes e prejudicam a pesca que é muito importante na região.

O clima é o comportamento normal ou a sucessão habitual do tempo (meteorológico) durante o ano. Tipos de clima:  Quanto à temperatura: quente, temperado e frio.  Quanto à umidade: superúmido, úmido, subsumido, semiárido, árido (seco). 6.1 - TROPICAL  Tropical: duas estações bem definidas uma chuvosa e quente (no verão) e outra seca com temperatura mais amena (inverno) Temperatura média anual entre 20ºC e 25ºC. Maior ocorrência no Brasil central.  Tropical Atlântico: com chuvas no inverno, na zona litorânea. Ocorrência, litoral do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Sua vegetação é a Mata Atlântica.  Tropical de Altitude: Temperatura amena, chuvas bem distribuídas. Ocorrência, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná 6.2 - CLIMA EQUATORIAL Apresenta as seguintes características:  temperaturas elevadas;  chuvas abundantes durante todo o ano, com 3.000 mm de chuvas:  reduzida amplitude térmica anual (diferença entre o mês mais quente e o mês mais frio).  A vegetação corresponde a Floresta Equatorial.  O fenômeno da “friagem” se faz sentir na Planície Amazônica: é uma queda brusca da temperatura, quando a região é atingida por massa fria do polo sul. O EL Niño já é conhecido há mais de dois séculos. Ocorria quase todos os anos no Pacífico, nas costas do Peru e do Equador, onde as águas são frias e com grandes cardumes. O

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na verdade. Característica de clima quente e superúmido. no norte da Austrália e na Indonésia (anticiclone) e no litoral sul-americano (ciclone). porção setentrional de Mato Grosso e porção ocidental do Maranhão. JUANIL BARROS 5 . é a grande extração madeireira que se pratica na região.a verdadeira planície. ou planície de inundação.A FLORESTA AMAZÔNICA Também conhecida como floresta latifoliada equatorial ou Hileia.  de guaraná. sem reflorestamento e utilizando como equipamento de trabalho as motosserras e os tratores com seus correntões. essa floresta é extremamente heterogênea e densa e apresenta-se dividida em três estratos:  igapó: corresponde à porção da floresta que se assenta sobre o nível mais inferior da topografia .O APROVEITAMENTO ECONÔMICO DA FLORESTA O aproveitamento econômico da floresta dá-se sobretudo através do extrativismo vegetal. Nestas últimas décadas ele se tornou mais frequente e mais intenso e já é responsabilizado pelos longos períodos de chuvas em São Paulo e de secas no Nordeste. principalmente no Acre. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. Amazonas e Rondônia. 7. no Amazonas e Acre. estendendo-se pela quase totalidade da região Norte. O EL Niño desequilibra a atmosfera e a regularidade dos ventos alísios e das correntes marinhas. onde o solo está permanentemente inundado.2 .os baixos planaltos ou baixos platôs -. sendo por isso mais desenvolvida e exuberante. Nenhuma dessas atividades interfere negativamente no equilíbrio ecológico da floresta. geralmente de produtos tradicionais. nos litorais do Peru e do Equador.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros O fenômeno EL Niño ocorre por causa dos desequilíbrios de pressão atmosférica existentes no Pacífico. O que devasta. no Pará e Amazonas. ocupa cerca de 40% do território brasileiro. onde as inundações são periódicas. Destacam-se a extração de látex para produção de borracha. Outro problema ambiental grave é a prática de criminosas queimadas realizadas com o objetivo de limpar o terreno para a implantação de enormes fazendas de gado. sem nenhuma preocupação com a preservação ambiental.VEGETAÇÃO BRASILEIRA AS FORMAÇÕES FLORESTAIS OU ARBÓREAS 7.1 .  terra firme: corresponde ao trecho da floresta localizado na porção mais elevada do relevo . 7.  de castanha-do-pará. Sua principal área de ocorrência é o baixo curso do rio Amazonas.  várzea: ocupa a porção do relevo denominada teso ou terraço fluvial.

o interior de Tocantins. continuamente reproduzidas pelas palmeiras. As raízes para infusões medicinais. suas folhas são finas e alongadas (em forma de agulha). que se assemelha bastante à floresta equatorial. sempre atraíram as atenções dos empresários da madeira. jatobá.AS FORMAÇÕES COMPLEXAS CERRADO Ocupando originariamente quase 25% do território brasileiro. Na área menos úmida. a presença da serra do Mar dificultou a ocupação humana e a exploração florestal. livres de inundação. enquanto o coco é aproveitado como biomassa. 7. onde há temperaturas elevadas e alto teor de umidade. na indústria de móveis. Mas hoje. geralmente caducifólios e com raízes profundas. um mosaico de paisagens naturais.MATA DOS COCAIS Formação de transição típica do Meio-Norte composta pelos estados do Maranhão e do Piau ladeada por climas opostos. No litoral sudeste e sul. é provável que a médio ou longo prazo desenvolva-se um processo de desertificação do já muito seco Sertão nordestino. palmeira de 15 a 20 m de altura com cachos de coquilhos em cujo interior encontram-se as amêndoas.O COMPLEXO DO PANTANAL Pantanal corresponde a uma grande depressão localizada no interior de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. como as cactáceas. sobretudo na região Nordeste. O Pantanal é. Também é chamada de floresta latifoliada tropical úmida da encosta. o equatorial superúmido oeste e o semiárido a leste. ou como a própria carnaúba. Além disso. na produção de energia. As madeiras de lei. no final do século passado e inicio deste. JUANIL BARROS 6 . no entanto. com casca grossa (cortiça). por isso. apresenta poucas variedades e sua espécie dominante é a Araucária angustifólia. etc. Isso tem levado ao agravamento das condições de vida de milhões de pessoas. sendo. Para outros. na construção civil ou na indústria de papel e celulose.MATA DE ARAUCÁRIAS Floresta aciculifoliada é uma formação típica do clima subtropical. leste do Piauí. Há áreas que são alagadas todo ano com as cheias dos rios provocadas pelas fortes chuvas de verão. extrai-se o óleo. é a segunda formação vegetal mais extensa do país. ele é produto do clima com alternância entre as estações úmida e seca durante o ano. encontramos espécies dos 7. O extrativismo do babaçu e da carnaúba não implica devastação. 7. ou pinbeiro-doparaná. E uma formação aberta. Caso não sejam adotadas técnicas mais racionais de uso do solo e não se expanda a construção de açudes e de canais de irrigação. através de sucessivas queimadas realizadas em um mesmo local. evitando a transpiração. É provável que o cerrado. o tronco para fazer paredes. que é comercializado com indústrias alimentares e de cosméticos. O principal uso econômico do domínio da caatinga é a agropecuária. na verdade. como o sul do Pará e do Maranhão. as caducifólias. é comum a ocorrência do babaçu. fato que facilitou sua exploração intensa e não racional. mesmo nessa área. chamadas "cordilheiras". Típico de áreas de clima tropical com duas estações bem marcadas verão chuvoso e inverno seco. Estendia-se originalmente do sul de Minas Gerais ao norte do Rio Grande do Sul. que jogam fora suas folhas. jequitibá. No Maranhão. Há áreas um pouco mais elevadas. Na porção inundável. sendo a maior planície inundável do mundo. e também áreas bem mais elevadas.8 . Composta por plantas xerófilas. Hoje. No interior do Sudeste. que apresenta baixos rendimentos e afeta negativamente o equilíbrio ecológico.6 . que produz uma cera que recobre os poros da folha. mas podem ser exploradas em tempo bem mais curto que a araucária. a Mata Atlântica é heterogênea. Na porção de alagamento eventual.A CAATINGA A caatinga é uma formação típica do clima semiárido do Sertão nordestino e ocupa cerca de 11% do território brasileiro. sendo por isso denominada de mata da bacia do Paraná. a fim de evitar a excessiva perda de umidade.4 . norte de Tocantins e oeste do Piauí. o oeste da Bahia e de Minas Gerais e o norte de São Paulo. ocupando uma área de aproximadamente 100 mil km2. sua origem está ligada ao solo extremamente ácido e pobre.. denominadas matas galerias ou ciliares. Para alguns. encontramos a carnaúba.7 .5 . seja na verdade resultado da ação de todos esses fatores ao mesmo tempo. Caracterizado pelo domínio de pequenas árvores e arbustos bastante retorcidos. Estendia-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. sua origem é ainda desconhecida. a expansão pecuarista na região tem provocado grande destruição da vegetação com a criação de áreas de pasto. para não perderem água. litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte. No entanto. 7. restringe-se ao plantio de eucalipto ou pinus. a extração de madeiras. torradas e moídas para substituir o café e a folha para produzir cera. própria à prática da pecuária.MATA ATLÂNTICA Formação exuberante. a região Centro-Oeste e arredores. que eventualmente são alagadas.3 . a floresta tropical aparecia em quase toda a área drenada pelo rio Paraná e seus afluentes. as sementes ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. que fornecem madeiras de qualidade inferior. que vem destruindo a vegetação natural. imbuia. como jacarandá. Relativamente homogênea. Por isso. cedro. Caracteriza-se como formação rasteira. a vegetação desenvolve-se apenas nas estiagens de inverno. aparecem arbustos misturados à vegetação rasteira. seu produto de maior aproveitamento econômico. A carnaúba é conhecida na região como “a árvore da providência” porque dela tudo se utiliza. as folhas para recobrir o teto. Também na Mata de Araucárias a preocupação com a preservação foi nula. que dependem do extrativismo. Dessas. para os quais "árvore tem é que dar dinheiro". 7. Nas áreas altas.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros 7. e também já foi quase toda devastada com o avanço da cultura cafeeira em São Paulo e Minas Gerais. seus vestígios correspondem às estreitas faixas de árvores que margeiam os rios da região. pois aproveitam-se apenas os cocos e as folhas. A concentração de pinheiros favoreceu o extrativismo vegetal de tal forma que essa floresta se tornou a principal fonte produtora de madeira do pais. mesmo quando há. Sua altitude média é de 100 m acima do nível do mar. com inúmeras aplicações econômicas. pois quase não há áreas de reflorestamento e. área um pouco mais úmida. certos tipos de cerrado resultam da própria ação humana. a abertura de estradas e a poluição industrial têm devastado a Mata Atlântica. O aproveitamento econômico do domínio do cerrado faz se através da pecuária e da agricultura comercial mecanizada (cultivo de soja). o fruto para ser consumido como alimento. menos quente e úmido que o equatorial e o tropical. densa e aparece em diferentes pontos do pais. com suas folhas em espinhos. o cerrado ocorre em quase todo o Brasil Central. palmácea de até 20 m de altura. porém foi intensamente devastada pela cultura canavieira desde o período colonial. também denominado savana-do-Brasil. vem tendo sua participação diminuída gradativamente.

em Goiás. por serem pequenas elevações do terreno que. são alguns dos problemas ligados à ocupação recente do Pantanal. de ostras. o que significa cerca de 20% da água que todos os rios do mundo despejam em conjunto nos oceanos. Guiana. metade pertence ao rio Tocantins e a outra metade ao rio Araguaia. E no mangue que se realiza. o investimento de grandes capitais na região tem sido causa de sérios desequilíbrios ecológicos. • vegetação de dunas: vegetais rasteiros.  campos de altitude: são formações herbáceas encontradas em grande altitude. Ocupa uma área de 6 892 475 km2. daí a denominação da bacia. De toda a enorme extensão que o rio Amazonas percorre da nascente à foz. em forma mista (estuário-deltaica) Sua largura máxima é de 300 Km na foz junto à cidade de Óbidos (PA) apresenta sua menor largura 1. em alguns pontos mais úmidos. sendo 3 984 467 km2 no Brasil (46. O Brasil possui uma das maiores redes hidrográficas do mundo. de forma perpendicular. Paraná e Uruguai) Bacias secundárias: • Nordeste • Leste • Sudeste • Vertente do Amapá 8. sem destruí-lo. quase sempre de tronco muito fino e raízes aéreas.5 Km. daí a “interferência” que possibilita duas cheias anuais. 8. como a aroeira-de-praia e o cajueiro. mais recentemente. denominam-se campos sujos. • mangues: vegetais que se adaptaram à intensa salinidade e à falta de oxigenação do solo. misturam-se às espécies arbóreas da floresta tropical. Nesse trecho. denominam-se campos limpos e se as gramíneas estão misturadas a pequenos arbustos. • paraná-mirins: braços de rios que contornam pequenas ilhas em “meia-lua”. Desse espaço. do rio em direção à floresta. Ocupam uma área bem menor. como a salsa-de-praia e o jundu.1. geralmente aparecem em forma de manchas de pequena extensão.5% da área total do país). Bacias principais: • São Francisco • Tocantins-Araguaia • Amazônica • Platina (Paraguai. sendo formado pela junção dos rios Alma e Maranhão. A partir daí. Venezuela. A economia tradicional do Pantanal sempre foi a pecuária. na região serrana de Roraima. apenas 20% da superfície total do país. com 3. destacando-se seus rios quer pela extensão (tamanho). em menor escala. Entra em nosso território na altura de Tabatinga (Amazonas) e passa a se denominar Solimões até receber as águas do rio Negro.HIDROGRAFIA BRASILEIRA Outra característica importante da bacia Amazônica é a infinidade de pequenos cursos d'água e canais fluviais criados pela ação dos rios no seu processo de cheia e vazante. • furos: canais marginais que interligam os vários cursos d´água existentes.AS FORMAÇÕES HERBÁCEAS As formações herbáceas. Os rios brasileiros estão agrupados em seis bacias hidrográficas isoladas e três conjuntos de bacias agrupadas. que habitam lugares ricos em sal. às vezes.8% do território nacional). Além desses. Peru. ocupam cerca de 80% do território nacional. São eles: • igarapés: braços de rios ou canais fluviais que partem. JUANIL BARROS 7 . e os Campos de Vacaria. A Bacia Amazônica recebe ação direta do clima equatorial. a única opção real de transporte no interior da Amazônia. vegetação arbóreo-arbustiva do litoral paulista. na serra da Mantiqueira. Sua foz é no Oceano Atlântico. forma um complexo hidroviário de 25 450 km de percurso navegável. a utilização de agrotóxicos e a construção de estradas. realizada em harmonia com o ambiente. cerca de 45% corresponde a trecho brasileiro. No entanto.BACIA DO TOCANTINS-ARAGUAIA Ocupa uma área de 803 250 km2 (9. Suriname.9 . a ilha de Marajó e o golfão Maranhense. A pecuária é a atividade econômica mais comum nessas regiões. criando verdadeiros cordões vegetais. as formações litorâneas apresentam grande variedade. arbustivas e arbóreas. destacam-se a caça ilegal de jacarés e a pesca predatória. Colômbia. também chamadas “falsas-ilhas”. no Rio Grande do Sul. seu desnível total é de 82 m de altura. de características bastante diversificadas. estendendo-se por terras da Bolívia. As principais são: • vegetação de praias: são comuns as espécies halófilas.2 . Localiza-se nos dois hemisférios. em função de vários fatores como a topografia suave ou climas mais frios e secos. como o litoral do Amapá. com raízes profundas e grande extensão horizontal. 7. Entre as diversas áreas de formação campestre. Se aparecem exclusivamente gramíneas. 8. quer pelo volume de água. especialmente na piracema (época de acasalamento dos peixes). ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. cujas precipitações são elevadas todos os meses.BACIA AMAZÔNICA É a maior bacia hidrográfica do globo terrestre. quando finalmente recebe o nome de Amazonas. favorecendo a formação de dunas sobre as restingas.165 Km. como atividade econômica. Proporcionais à extensão do litoral brasileiro. que é. cujas cabeceiras estão no Brasil Central. descarregando no Atlântico cerca de 100 000 m3/s de água. gerando um total anual de chuvas da ordem de 2 000 a 2 500 mm. Aparecem no Sudeste. em áreas alagadas periodicamente pelas águas do mar. o rio percorre 2 640 km até chegar ao golfão Amazônico. próximo a Manaus. Já as bacias agrupadas são menores e apresentam vários eixos que se deslocam todos para uma só direção. que. Compõem-se de arbustos misturados às espécies arbóreas. As bacias hidrográficas do Brasil estão divididas em bacias principais e bacias secundárias. O rio Amazonas. e também na Amazônia.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros cerrados. são ilhadas por esses canais. junto com o baixo curso de seus afluentes. em momentos de cheias. As bacias isoladas. • restingas: misturam espécies herbáceas.  campos da Hileia: são formações rasteiras encontradas nas áreas inundáveis da Amazônia oriental. merecem destaque:  campos meridionais: como a Campanha Gaúcha. O rio Tocantins nasce a cerca de 250 km de Brasília. O rio Amazonas (7 100 km) é o maior do mundo em extensão e suas nascentes estão localizadas na cordilheira dos Andes. Guiana Francesa e Brasil. controladas por um único eixo fluvial (o rio principal). com a barragem das águas realizadas pelas pontes. Isso faz com que o rio Amazonas tenha o maior débito do mundo. A implantação de agricultura comercial. distribuídas de maneira descontínua pelo interior do país. a extração de caranguejos e.

onde foi construída a usina de Xingó. com cerca de 20 000 km2 de superfície.BACIA DO PARANÁ A bacia do Paraná ocupa uma área de cerca de l. o Araguaia circunda uma área que é a maior ilha fluvial do mundo a ilha do Bananal. que tem a função de regularizar o nível do rio. em Minas Gerais. Lançam suas água no estuário de Marajó (portanto só se encontra com o Amazonas na foz) 8. a ligação entre o Sudeste e o Nordeste do Brasil. sob clima tropical úmido.BACIA PLATINA (Bacia do Paraná. e vai desaguar no Atlântico. JUANIL BARROS 8 . A bacia do Paraná drena a porção centro-meridional do país. na fronteira com Goiás. Sua localização. no sul do Pará. que separa Minas Gerais de Goiás. O São Francisco é um rio de planalto. com seus 2 940 km.4. em um trecho que se estende de Pirapora (Minas Gerais) a Juazeiro (Bahia) e Petrolina (Pernambuco). Adiante. Antes disso. o rio Paraná toma a direção sul e separa São Paulo de Mato Grosso do Sul. e os rios Tietê.300 km de extensão navegável. O São Francisco nasce na serra da Canastra. é também pouco extenso.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros Seu principal afluente é o Araguaia. onde se instalou a represa de Sobradinho.161 Km de extensão e recebe diversas denominações: • Nilo Brasileiro • Rio da Integração e Unidade Nacional • Rio dos Currais 8. Pardo e Ivinheima. atravessando o Sertão nordestino. Logo após a descida da serra da Canastra.133 Km2 (7. utilizando-se de trechos planos entre as quedas. na margem direita. garante-lhe o primeiro lugar em produção hidrelétrica efetiva no país. Tanto o rio Paraná como os seus afluentes da margem esquerda estão descendo planaltos através de inúmeras quedas d'água. Paranapanema e lguaçu. na margem esquerda. indo desembocar no litoral oriental do Nordeste.3 . e une-se ao Tocantins no extremo norte do estado de Tocantins. Paraná e Santa Catarina. São Paulo. na divisa entre Alagoas e Sergipe. A navegabilidade dessa bacia é muito pequena devido à topografia. área de clima semiárido.BACIA DO SÃO FRANCISCO Ocupa uma área de 631.4%da superfície do país). e toma a direção norte. abrangendo terras dos estados de Goiás. No interior do Sertão nordestino. próxima ao grande parque industrial do Sudeste. Mesmo assim. Alagoas e Sergipe. distribuídos por trechos descontínuos. O rio Paraná é o décimo sétimo do mundo em extensão. Em seguida. Possui 3. portanto. Nasce na confluência de dois outros rios importantes: o rio Paranaíba. o rio inicia a descida do planalto. que separa Minas Gerais de São Paulo. Daí em diante. até a fronteira da Bahia com Alagoas. mais à frente. Minas Gerais. penetra em território argentino e vai desembocar no rio da Prata. A partir desse ponto. drenando terras de cinco estados: Minas Gerais. O rio Paraná tem como principais afluentes os rios Verde. serve de limite entre o Paraná e Mato Grosso do Sul e. Pernambuco. que é a usina de Tucuruí. Faz. mas apenas uma área de produção efetiva de energia elétrica. e de Marechal Floriano (AL) à foz. A partir daí. definindo-se aí a região conhecida como Triângulo Mineiro.1 . Esse rio nasce em Mato Grosso. o que dá à bacia um alto potencial hidrelétrico disponível para aproveitamento.4. o percurso navegável é de 3 370 km. Bahia. possui 1. o São Francisco se desvia para leste. definindo aí o contorno da região denominada Bico do Papagaio.4 milhão de km2. Paraguai e Uruguai) 8. é o rio que marca os limites entre os estados da Bahia e de Pernambuco. e o rio Grande. Tem como eixo principal o rio Paraná. faz a fronteira do Brasil com o Paraguai. temos a usina de Três Marias. É o que ocorre num trecho de 500 km de extensão no rio Paraná entre as quedas ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. região de clima tropical chuvoso. É a única grande bacia genuinamente brasileira. porém. A bacia apresenta um grande potencial hidrelétrico. onde estão montadas as quatro usinas do complexo hidrelétrico de Paulo Afonso. Quanto ao percurso navegável. Mato Grosso do Sul. cerca de 935 Km aproveitáveis.

Possui 1. de clima semiárido. ambos no rio Paraguai. e o São Lourenço. Possui 980 Km de extensão.4. Após atravessar a planície do Pantanal. Nessa área encontramos inúmeras obras • os açudes . • o Jequitinhonha. o rio Paraguai tem na navegação o seu maior destaque econômico. no seu vale se concentram importantes usinas siderúrgicas. o Miranda e o Apa.4 . • o Paraíba do Sul.BACIA DO PARAGUAI Sua área é de 345 701 km2 (4% do território nacional). estendendo-se do litoral sul de São Paulo até o Rio Grande do Sul. em Mato Grosso. bem próximo da capital paulista é formado pela junção dos rios Paraibuna e Paraitinga. após ter feito a divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 8. eixo da bacia. É muito pouco aproveitado. o Grajaú e o ltapecuru. o grande mar de Xaraiés). Caracteriza-se por dois tipos diferentes de rios: • rios perenes: apresentam-se com água o ano todo e predominam no trecho ocidental da região. que nasce na serra da Bocaina (SP). O percurso navegável dessa bacia é de apenas 625 km. que vem de Santa Catarina. no leste catarinense. no rio Tietê. através de um delta de 60 km de largura. faz-se com que ela entre nessa câmara cheia. sofre um desvio para o sul e separa as terras do Brasil e da Argentina. faz a divisa entre a Argentina e o Uruguai. O rio Paraguai nasce em terras do Centro-Oeste. A eclusa Uma eclusa fluviaI é composta basicamente de uma câmara com dois muros laterais.1% do território nacional). no sudoeste de Mato Grosso e oeste de Mato Grosso do Sul. todos na sua margem esquerda. no próprio rio Uruguai. Como exemplo de outros rios temporários. na região carbonífera do sudeste de Santa Catarina. • Mearim. seja para a geração de energia. no litoral sul de São Paulo. deságua no rio Paraná. no rio Jaguaribe. As bacias do Nordeste ocupam uma área de 884 835 km2 (10. é formado pela junção do rio Canoas. o rio Paraguai recebe muitos afluentes. nasce na Serra de Tabatinga e separa o Maranhão do Piauí. após atravessar a rica região ferrífera de Minas Gerais. um piso ou soleira. de acordo com os índios guaranis. Predominam na porção mais interior da região. Os rios da “Mesopotâmia Maranhense” são: • Pindaré. temos o Mearim. • o Doce. o que dificulta muito a navegação. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF.3 . Nessa estação. o Taquari. indo até a capital Porto Alegre. além do litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte. após ter percorrido uma extensão de 1 500 km. onde desemboca no rio da Prata. e daí segue até a foz.4. Nos locais onde foram instaladas eclusas. Percorrendo 2 078 km (1 400 km em território brasileiro). toma a direção sul. Quando atinge a fronteira com a Argentina. na serra do Araporé. A embarcação desce com a água e atinge o nível mais baixo. e desemboca no sul da Bahia. Destaque-se ai o famoso açude de Orós. • Tubarão. deságua no litoral do Espírito Santo. • Jacuí. A extensão do percurso navegável é de 1186km. 8. São os rios de vertente do Amapá: • Oiapoque (Brasil-Guiana Francesa). com especial ênfase aos minérios de ferro e manganês. cortando de nordeste para sudoeste a grande depressão do Chaco. A extensão do percurso navegável dessa bacia é de 2 253 km. onde foi instalada a usina hidrelétrica Castelo Branco. inúmeras corredeiras e quedas-d'água. Compõem-se de inúmeros rios que descem diretamente dos planaltos e serras para o oceano. do Leste e do Sudeste. que atravessa o nordeste de Minas Gerais. Destacam-se nessa bacia os seguintes rios: • Ribeira de Iguape. portanto. A maior parte dessa extensão localiza-se entre os portos de São Borja e Uruguaiana.BACIAS AGRUPADAS O Brasil possui três conjuntos de bacias agrupadas: bacias do Nordeste.019 Km de extensão As bacias do Sudeste ocupam uma área de 223 688 km2 (2. Ao atravessar a planície do Pantanal.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros de Urubupungá e Itaipu. o rio entra em território paraguaio. com poucas possibilidades para a navegação. na margem esquerda. onde desemboca no Atlântico. Compõem-se predominantemente de rios planálticos e. • rios temporários: ficam parcial ou totalmente sem água durante os longos períodos de estiagem. seu trecho navegável é de Cárceres (MT) até Assunção.4. As bacias do Leste estendem-se desde Sergipe até o litoral paulista. Posteriormente. o Ibicuí e o Quaraí. na margem direita. JUANIL BARROS 9 .7% do território nacional). como o Pilcomayo e o Bermejo. Os principais rios são: • o Paraguaçu. devido ao mínimo desnível que a planície apresenta. que depois é esvaziada. atravessando a enorme planície do Pantanal. • Itajaí. ocupando uma área de 569 310 km2 (6.3% da superfície do país) e apresentam uma extensão navegável de 4. o Pindaré.498 km. que tem sua foz em Salvador. seja para o transporte fluvial. 8. • rio Amapá • rio Araguari. limitados nas duas extremidades por duas comportas e.que visam reter a água do período chuvoso para amenizar o efeito do longo período de estiagem. ao norte de Vitória. a cerca de 100 km de Cuiabá. próximo à cidade de Corrientes. A partir daí. Destacam-se o rio Parnaíba. O rio Uruguai. no Sertão cearense. corre entre as serras do Mar e da Mantiqueira em direção ao norte do Rio de janeiro. apresentando. Esse conjunto de bacias abrange uma extensa porção do Nordeste. o Apodi e o Piranhas. Porto Esperança e Porto Murtinho são os principais portos fluviais do Rio Paraguai. Finalmente. como em Barra Bonita. Apresenta apenas três importantes afluentes. já em território argentino. • Grajaú e • Itapecuru. próximo a Buenos Aires.BACIA DO URUGUAI Ocupa uma área de 1 78 235 km2 (2. no fundo. em território sul-rio-grandense: o Ijuí. extraídos do maciço de Urucum e embarcados pelos portos de Corumbá e Porto Murtinho. realiza-se o processo inverso. Entre os outros rios perenes. que nasce na Serra da Mantiqueira. que vem do norte do Rio Grande do Sul e sofre um desvio para leste. Essa grande rede hidrográfica. daí a denominação Pantanal (ou.2 . a navegação também é possível. por isso. tem um grave problema de escoamento durante as chuvas de verão. A bacia como um todo possui 2 345 km navegáveis. Quando se quer que uma embarcação atinja um nível mais baixo. por onde circulam muitas das mercadorias da região. quando muda o nome para Guaíba e desemboca na lagoa dos Patos. toda a região sofre um intenso processo de inundação. que vai do Maranhão até Alagoas. temos o Acaraú. com o rio Pelotas. Corumbá.8% do território nacional). que vem do Rio Grande do Sul. Para que uma embarcação suba de nível.

Apresenta uma longa extensão. Santa Catarina (onde está Florianópolis) e as baías da Guanabara (Rio de Janeiro) e de Guaratuba (Paraná). como o atol das Rocas. e termina no extremo sul do país. temos o golfão Amazônico (onde está a foz do rio Amazonas). Salvador e Ilhéus. a maior do Brasil. que abriga a capital do estado. o destaque fica com a presença das salinas. pequeno riacho que faz a divisa entre Brasil e Uruguai.O LITORAL BRASILEIRO O litoral brasileiro inicia-se no extremo norte da costa do Amapá. indo até o arroio Chuí. estendendo-se por 2 640 km. ponto marcado pela foz do rio Oiapoque. corresponde a 7. onde se localizam a baía de São Marcos e a ilha de São Luís. o destaque é a captura da lagosta em toda a costa nordestina.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros 9-0 . nos litorais do Maranhão. No Maranhão. no Rio Grande do Norte. devido à extensa plataforma continental. de São Vicente. todos na Bahia. Merece destaque ainda Cabo Frio (Rio de Janeiro). no Rio Grande do Norte. as ilhas de Itamaracá (Pernambuco) e de Itaparica (Bahia).198 km se considerarmos todas as suas saliências e reentrâncias. que. a ilha de Marajó (a maior do Brasil). onde se misturam praias. oriental e meridional. no Amapá. no Rio Grande do Norte. além de alguns recifes de corais. no Amapá.O LITORAL ORIENTAL Começa no cabo de São Roque. Belém. estendendo-se por 2 465 km. além do arquipélago de Fernando de Noronha (Pernambuco) e das ilhas oceânicas de Trindade e Martin Vaz. Na pesca. destacam-se ainda os portos de Santana. importante área salineira. no Pará. e o atol de Abrolhos. Patos e Mirim (Rio Grande do Sul). no Rio de Janeiro. após fazer a divisa entre Brasil e Guiana Francesa.000 km do litoral do Espírito Santo. JUANIL BARROS 10 . Guarujá e São Sebastião (São Paulo). Há ainda uma série de praias intercaladas entre as barreiras. Como principais acidentes geográficos. que abriga. e Vitória Tubarão. onde está situado o arroio Chuí. Os principais acidentes geográficos são a ponta do Seixas (Paraíba).O LITORAL SETENTRIONAL Esse trecho do litoral brasileiro vai do cabo Orange. Ilhéus e Cabrália. que. particularmente no litoral pernambucano.2 . no Rio Grande do Sul. no Rio Grande do Norte. Caracteriza-se pelo domínio das barreiras e dos recifes.as falésias . São típicas do litoral entre Ubatuba (São Paulo) e Parati (Rio de Janeiro) e do litoral de Torres (Rio Grande do Sul). restingas formadoras de lagoas como Araruama e Maricá (Rio de Janeiro). Destacam-se também os portos de Recife. na Bahia.quando a serra do Mar chega até o oceano. concentrada na bacia de Campos (Rio de Janeiro). encontramos a predominância das praias e das dunas. É por ser assim tão grande que esse litoral costuma ser estudado a partir de uma divisão em três partes: setentrional. na Bahia. Ponta da Madeira.367 km e que aumenta para 9. no Maranhão. e vai até o cabo de São Tomé. em Pernambuco. entre outras. Piauí e Ceará. e Areia Branca. particularmente no litoral amapaense. começando no cabo de São Tomé. no Rio de Janeiro. No litoral do Rio Grande do Norte e do Ceará. daí o domínio dos manguezais. A principal atividade pesqueira desenvolvida nessa porção do litoral é a pesca de camarão. intercaladas com paredões abruptos . em linha reta. a cidade de São Luís. Caracteriza-se por apresentar um relevo muito raso. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. A produção petrolífera é a maior do país. 9. temos o golfão Maranhense. 9.3 .1 . Caracteriza-se pela diversidade. Nesse litoral. algumas até com dunas. a 1. Cabedelo e Malhado. o Recôncavo Baiano e as baías de Todos os Santos. o que o torna facilmente inundável. A partir daí. no Espírito Santo. Os acidentes geográficos mais importantes são as ilhas Grande (Rio de Janeiro). desemboca no oceano Atlântico. até o cabo de São Roque. na altura do cabo Orange.O LITORAL MERIDIONAL Essa parte do litoral brasileiro tem 2 262 km de extensão. 9. particularmente nos litorais do Amapá e do Pará.

O governo acredita que a obra beneficiará 12 milhões de pessoas e estimulará a agricultura nas áreas atingidas. O mar territorial brasileiro atualmente abrange a faixa de 200 milhas. A remuneração do trabalho na agricultura também é realizada de duas formas mais comuns: • primitiva. 10. realizando o desmatamento e a queimada. Duas correntes marinhas afluem para o litoral brasileiro: Corrente Sul-Equatorial (quente) e Corrente das Falklands ou Malvinas (fria). aparece sob diversas formas. onde a produção está diretamente relacionada com a extensão da área cultivada. as terras são abandonadas e o agricultor se muda para nova área. tais como Rio de Janeiro. onde repetirá o processo. O fator terra predomina nas regiões subdesenvolvidas do globo. terminando em Cabo Frio (RJ). resultando em pouca mão-de-obra para uma alta produtividade. o solo se esgota precocemente. São Sebastião. Na pesca. JUANIL BARROS 11 .1 . destacam-se o clima e o solo. É possível distinguir dois grandes objetivos do trabalho agrícola: • abastecer o próprio grupo que trabalha a terra e gerar um pequeno excedente de troca. percorre parte do litoral Norte. sobressaem o camarão e a sardinha. A análise do fator humano na agricultura envolve aspectos relacionados à mão-de-obra (número de trabalhadores e sua especialização) e as relações de trabalho. Esse sistema. Esse tipo de agricultura que considera o fator trabalho é característico de região de grande densidade demográfica. a 1. Paranaguá e Rio Grande. correspondendo à chamada lavoura comercial. HUMANOS E ECONÔMICOS Diversos elementos do quadro natural podem contribuir. comum no Sudeste Asiático e Extremo Oriente. prevê a construção de 720 quilômetros de canais que irão transferir de 1% a 3% das águas do Velho Chico para pequenos rios e açudes que atualmente secam durante a estiagem do semiárido nordestino. de importância fundamental para a pesca. sociais e políticas de cada região. principalmente nos litorais gaúcho e catarinense. sem dúvida. iniciado em 2007. Os estados doadores das águas – Minas Gerais. pois não conta com investimentos de capital e tecnologia. A Corrente das Falklands atinge o litoral sul e sudeste do Brasil. O clima é.TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO SÃO FRANCISCO O projeto de transposição do rio São Francisco. o trabalho e o capital. As ilhas oceânicas brasileiras são: Trindade. O solo é um importante elemento do quadro natural para o desenvolvimento agrícola. Atol das Rocas. ilha Martim Vaz (é o ponto mais afastado do litoral. correspondendo à chamada lavoura de subsistência ou de pequeno mercado. • moderna. Corrente do Brasil( a mais importante para nós). na direção do Espírito Santo). dependendo das condições econômicas. onde há grande utilização de mão-de-obra. 10 .4 . com uma intensa mecanização da agricultura. ou o direito de ficar com uma parte da colheita. Os fatores econômicos determinam claramente a diferença entre agricultura moderna e primitiva. na qual o agricultor ocupa áreas florestadas. O fator trabalho predomina também em regiões subdesenvolvidas. pois suporta e sustenta o vegetal. observa-se o contrário. Entre esses elementos. • produzir exclusivamente para o grande mercado. chuvas e.AGRICULTURA E EXTRATIVISMO VEGETAL NO BRASIL FATORES NATURAIS. o número de trabalhadores agrícolas é bastante alto em relação à extensão da área de cultivo. Os principais portos do Brasil estão nesse litoral. umidade. Pernambuco. A corrente das Guianas. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. Com isso. para o desenvolvimento da agricultura. exploração de petróleo e comércio.OS SISTEMAS AGRÍCOLAS A análise de um sistema agrícola considera três fatores dominantes: a terra. interno ou externo. Caracteriza-se pela ação da temperatura. Santos. cobrindo a Plataforma Continental.155 Km da costa. em menor escala. rochedos (penedos) São Pedro e São Paulo. onde recebe o nome de agricultura de jardinagem. Já nas regiões mais desenvolvidas. banha o litoral oriental (todo o NE e SE). 9. Alagoas e Sergipe – devem ganhar compensações em obras de revitalização da bacia do rio. positiva ou negativamente. Mar territorial é a faixa de mar que pertence a um país. que é um braço da Corrente Sul-Equatorial. O capital é um fator que predomina na agricultura dos países desenvolvidos e de algumas regiões de países subdesenvolvidos. Arquipélago de Fernando de Noronha. característica de uma agricultura pobre.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros Bahia. Em regiões mais atrasadas. que corresponde ao trabalho assalariado. destacando-se a agricultura itinerante ou roça tropical. dando o restante ao dono da terra. definido como de uso extensivo da terra. que pode ser permanente ou temporário. significando que não há grande utilização de equipamentos mecânicos e indicando uma reduzida produtividade dessa lavoura. em que o trabalhador recebe como pagamento o direito de morar e plantar na terra de terceiros. ventos. o elemento natural que mais influencia a produção agrícola.

enfrentamos inúmeros problemas no uso do solo. • assalariados temporários: agricultores que trabalham contratados por dia. Grileiro: é um termo que designa quem falsifica documentos para. que empobrece o solo. Esses extremos também ocorrem devido à diversidade climática. durante o ano todo. médias ou grandes propriedades. sistema moderno: corresponde à silvicultura. sem nenhuma preocupação com a conservação ou recuperação da área vegetal destruída. onde o grande capital.5 . que o ajudam no trabalho rural sem serem remunerados pela atividade. conforme as técnicas utilizadas e a intensidade da destruição da cobertura vegetal.  ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. tais como as áreas excessivamente chuvosas (Amazônia Ocidental) ou com escassez de pluviosidade (Sertão nordestino). eventualmente. de forma ilegal. mão-de-obra assalariada.A AGRICULTURA NO BRASIL A agricultura sempre foi uma atividade econômica muito importante para o pais. tanto para atender às necessidades de suas famílias. No Brasil. permite um desenvolvimento da produção vegetal ininterrupto. Um é a terra roxa. terras devolutas (do governo) ou de terceiros. empregando mais de 20% da mão-de-obra ativa e produzindo cerca de 25% da renda das exportações nacionais. que aparece na Zona da Mata nordestina. de neve. destaca-se a tropicalidade. sendo comum os trabalhadores rurais atuarem em pelo menos duas delas ao mesmo tempo. A destruição da vegetação é muito pequena. principalmente em áreas sujeitas à ocorrência de geadas e. Quando a retirada se faz em moldes modernos. tais como o plantio em declives. sem aplicação de recursos técnicos e de capital. mulher e filhos. dispõem de um certo capital e de equipamentos. 10. Geralmente habitam a periferia das cidades e se deslocam diariamente para o trabalho no campo. etc. • arrendatários: agricultores que alugam a terra de alguém e pagam seu uso em dinheiro. obtendo um grande aproveitamento dos recursos vegetais. com a qual dividem a produção obtida. O predomínio de altas temperaturas e de alta pluviosidade na maior parte do território. solo de origem vulcânica. tarefa ou empreitada. há pelo menos dois tipos de solo considerados extremamente férteis. JUANIL BARROS 12 .A AGRICULTURA BRASILEIRA E O QUADRO NATURAL A agricultura brasileira sofre basicamente a influência de dois grandes fatores naturais: o solo e o clima. solo muito profundo e argiloso. realizada por empresas que investem muito capital e tecnologia. máquinas. Essa tendência é crescente em quase todo o planeta. com o uso de recursos de capital e tecnologia. a agricultura ainda ocupa um lugar de destaque.8 milhões de pessoas o que corresponde a 21. O outro aspecto favorável é a diversidade climática. São eles:  sistema primitivo: característico das regiões mais atrasadas.2 . nos remos mineral. No Sul e em parte do Sudeste. 10. E uma forma de exploração racional. que acelera a erosão.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros A agricultura moderna ou comercial é desenvolvida em pequenas. e a prática de queimadas. tornar-se dono por direito de terras devolutas ou de terceiros ou ainda quem está na posse ilegal de prédios ou prédios indivisos. pois substitui a floresta nativa pela cultivada. permitindo que se desenvolvam os mais diferentes tipos de vegetais. • parceiros: lavradores que trabalham na terra de outra pessoa. Esse sistema de aproveitamento vegetal é característico das regiões mais desenvolvidas. Há uma classificação do aproveitamento vegetal considerando três grandes sistemas. Embora atualmente a maior parte da produção econômica nacional tenha sua origem na atividade industrial. Em geral.1% da população economicamente ativa do país. passa a ser considerada atividade industrial. O extrativismo é realizado de forma primitiva. sem direito a • • morarem na terra. mantendo vínculo empregatício com registro profissional e todos os direitos legais. nacional ou estrangeiro.3 .4AS RELAÇÕES TRABALHISTAS NA AGRICULTURA BRASILEIRA Existem diversas formas de trabalho no meio rural brasileiro. visa explorar os recursos vegetais em grande escala para exportação. pessoal especializado. O total de trabalhadores rurais no país é atualmente de 17. por meio de documentos falsificados. não-remunerados: corresponde ao grupo familiar do trabalhador composto pelos seus dependentes. quanto para destinar a produção ao mercado local. Por outro lado. 10. As principais formas de trabalho são: • posseiros: lavradores que se instalam em terras que não lhes pertencem legalmente. ou seja. com larga aplicação de recursos técnicos e capital 10. Quando a divisão é de 50%. • pequenos proprietários: trabalhadores que cultivam sua própria terra. vegetal e animal. objetivando apenas a subsistência do grupo familiar e um pequeno excedente de troca.O EXTRATIVISMO VEGETAL A atividade extrativista corresponde à retirada de bens fornecidos pela natureza. o trabalhador é chamado meeiro.. • assalariados permanentes: trabalhadores que moram nas propriedades em que trabalham. Outro é o massapé.  sistema colonial: característico de regiões subdesenvolvidas. onde a população utiliza os produtos coletados para sua própria subsistência ou para abastecer um incipiente mercado local. Os aspectos desfavoráveis da ação do clima na agricultura estão ligados aos extremos climáticos. Entre os aspectos climáticos que favorecem a atividade agrícola no pais. E um sistema altamente predatório. o rigor das temperaturas dificulta certas produções. recuperando-se facilmente. que aparece na área drenada pela bacia do Paraná.

A borracha também pode ser obtida de outras espécies. alguns ocorrem em quantidade surpreendente.6 . A resina desse último é utilizada na fabricação de chicletes. pois dela tudo se aproveita . e mais de 90% do total do minério presente no planeta Terra. A oiticica. Embora encontrado em vários estados. Porém.  bauxita. nesse estado.e para a agricultura. produtos químicos. embora seja uma atividade bastante pobre e de pequena participação na economia nacional. localiza-se uma das maiores reservas mundiais desse minério. frutos e sementes. sendo o Rio Grande do Norte responsável por mais de dois terços da produção nacional. Produz cocos que contêm um óleo na industrialização do sabão. a cera que recobre as folhas é seu maior produto econômico. O bagaço do babaçu. raízes. galho.tronco.OS RECURSOS ENERGÉTICOS Entre os principais recursos energéticos utilizados pelo homem. que apresenta entre 55% e 65% de teor metálico. Os minerais de ferro surgem em terrenos proterozóicos. o mais explorado e exportado é a hematita. No entanto. denominada "árvore da providência". lâmpadas incandescentes. ceras domésticas. papel-carbono. margarina. sendo utilizada nas indústrias de graxas. Nessas regiões.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros 10. destacam-se:  o ferro. como: • Pará (Carajás) • Mato Grosso do Sul (Urucum) • Minas Gerais (Quadrilátero Central) a maior produção ocorre no Amapá (cerca de 60% do total produzido no país). as necessidades econômicas da população rural acabaram levando milhares de pessoas a se envolverem com a coleta vegetal. As principais áreas de ocorrência de minério de ferro no Brasil são: • Quadrilátero Central ou Ferrífero. como o caucho. tem grande importância socioeconômica nas regiões em que ocorre. CLASSIFICAÇÃO DAS RESERVAS MINERAIS SUFICIENTE DEFICIENTE CARENTE alumínio chumbo enxofre calcário cobre iodo diamante estanho mercúrio ferro ouro nitrato manganês Petróleo* platina urânio prata potássio Entre os principais minérios e minerais extraídos no país. planta muito comum no Brasil. podendo ser classificada como minério a rocha que apresentar teor metálico superior a 40%. Calcário é de grande importância como material de construção civil cimento e cal . mas as reservas localizadas na serra do Navio. assim denominados devido à sua origem. A castanha-do-pará. acetato para discos. 21% das reservas em Catalão (GO) e outros 12% em São Gabriel da Cachoeira (AM) 12 . As jazidas estão presentes em 3 cidades brasileiras: 61% proveniente de Araxá (MG). em Minas Gerais. no pantanal Matogrossense. Ferro é o mais importante recurso mineral explorado no Brasil. JUANIL BARROS 13 . mas outros são escassos.  o manganês.EXTRATIVISMO VEGETAL NO BRASIL O extrativismo vegetal no Brasil. no Pará. típica de áreas secas. estão praticamente esgotadas. produz um ouriço cujas sementes são utilizadas na indústria de óleos comestíveis e produtos cosméticos. A mais importante espécie produtora de látex é a seringueira (Hevea brasiliensis). Veja o quadro a seguir. • serra dos Carajás. também tem sementes oleaginosas. O destaque na produção de cera fica com a carnaúba. folhas. Ocorre em quase todo o Brasil. onde é utilizado como corretivo do solo. Seu bagaço é utilizado como biomassa ou como adubo orgânico. óleos e ceras. Sal é explorado sobretudo no Nordeste. Nióbio: O Brasil detém 98% das reservas mundiais exploráveis de nióbio no mundo. relacionada à deposição de restos de seres ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. A grande diversidade climato-botânica do Brasil favoreceu uma atividade extrativista diversificada. pilhas. uma grande e bela árvore amazônica. sabonete e batom. depois de extraído o óleo. utilizadas na indústria de tintas e vernizes. é natural que haja abundância e grande variedade de minérios. Sua importância econômica está relacionada com sua utilização indispensável no setor siderúrgico. Manganês é o segundo recurso mineral mais exportado pelo Brasil. em Oriximiná. Uma das mais importantes espécies produtoras de óleo é a palmeira de babaçu denominada uauaçu pelos índios. árvore de copa baixa. 11 .A MINERAÇÃO NO BRASIL Num país de dimensões continentais como o Brasil. destacam-se os combustíveis fósseis. entre outros. principalmente na Amazônia e no Nordeste. • maciço de Urucum. a maniçoba e o mucujê. Os principais produtos obtidos pelo extrativismo vegetal no Brasil são látex. é utilizado na indústria de ração para animais A mamona. No Brasil. é produtora de óleo de rícino. As principais áreas de ocorrência de bauxita no Brasil estão localizadas no: • Pará (Carajás e Oriximiná) • Minas Gerais (Poços de Caldas e Ouro Preto) • Nas proximidades do rio Trombetas.

408 13 Venezuela (OPEP) 2. o querosene. No Rio Grande do Sul. Reservas Brasileiras de Gás Natural. Suas principais áreas carboníferas situam-se na bacia do rio Tubarão. finalmente jorrou petróleo em condições comerciais pela primeira vez no país. a produção é pequena. pois. O petróleo é o produto mineral mais importante do século XX. principal área produtora do país.375 14 Noruega 2. 12.  bacia do Recôncavo Baiano. o monopólio nas seguintes atividades:  e pesquisa e lavra das jazidas de petróleo e outros hidrocarbonetos. plastificantes.3 . Solimões e Amazonas). foi instalada em Uruguaiana. através de derivados como o óleo diesel. Os mais importantes combustíveis fósseis são o petróleo e o carvão mineral. No século XX. na plataforma continental. Em 1936. onde se concentram 252. as bacias do Recôncavo. que produz cerca de 15 % do petróleo brasileiro. isto é. com as descobertas de óleo e gás na Bahia.450 12 Iraque (OPEP) 2. O carvão mineral foi a principal fonte energética do planeta até fins do século XIX.813 9 Brasil 2. produção de carvão-coque. de aproximadamente 313 bilhões de m3. provocando neles reações químicas que resultaram em gás natural e petróleo.458 11 Kuwait (OPEP) 2. importante área produtora de petróleo no continente. fibras de náilon e outros produtos indispensáveis à economia moderna. em 1 953. As principais áreas produtoras no país localizam-se nos terrenos permo-carboníferos da região Sul. Em 1938. o carvão continua sendo uma das mais importantes fontes energéticas. destacam-se:  bacia de Campos.A. durante o governo de Getúlio Vargas. VALOR DA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO/DIA . duas refinarias de petróleo foram inauguradas: a Matarazzo.983 8 Emirados Árabes Unidos (OPEP) 2. Em 1939.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros vivos em eras geológicas passadas. As reservas de Gás Natural brasileiras são. em São Caetano do Sul (São Paulo).O CARVÃO MINERAL O carvão mineral é um combustível fóssil cuja origem está relacionada ao soterramento de antigas florestas. não atendendo sequer ao consumo interno. JUANIL BARROS 14 ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES .988 12. costeiro.6 bilhões de m3. No Brasil. que visava regular e controlar as atividades ligadas a esse recurso. e transporte terrestre por oleodutos de petróleo e derivados. nos poros das rochas armazenadoras como o arenito. determinando um preço mais elevado que o do carvão importado.134 15 Angola (OPEP) 1.000 m. Depois de alguns anos. que totalizam 3. destacam-se: • país não dispõe de grandes reservas. 12. e a Ipiranga.8%) distribuídas nas demais unidades operativas da Petrobras (Santos. no Rio Grande do Sul. suficientes para suprir o consumo atual por 20 anos.688 4 República Popular da China 4. As principais jazidas são encontradas no vale do rio Jacuí. sua importância declinou graças ao crescimento da produção e das possibilidades econômicas do petróleo. uma vez que é produto básico na fabricação do aço. durante 42 anos. atendendo a indústrias localizadas no Recôncavo Baiano. A Petrobrás deteve. a Destilaria Sul-rio-grandense. utilizado em ferrovias e termelétricas.  bacia do Nordeste.O GÁS NATURAL NO BRASIL A utilização do Gás Natural no Brasil começou modestamente por volta de 1940. além de ser utilizado em larga escala como fonte de energia. Entre as principais bacias produtoras. fluidos e gases raros em território nacional. Entre as causas da pequena produção nacional de carvão. No entanto. • as técnicas de extração e o sistema de escoamento são precários. sendo encontrado em regiões sedimentares.2 .1 . • carvão nacional é de baixa qualidade.  transporte marítimo de cabotagem. Por fim. Mais de 50% de nossas reservas estão localizadas na Bacia de Campos e o restante (49. na localidade de Lobato. PROF.521 2 Rússia 10. O petróleo é fluido.O PETRÓLEO NO BRASIL Em 1932. fertilizantes. onde se destacam os centros de Criciúma e Siderópolis. (Petrobrás).719 10 Nigéria (OPEP) 2. dominante no Brasil. particularmente nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Santa Catarina é responsável por mais de dois terços da produção nacional.2 milhões de km2 na parte terrestre e quase 1 milhão de km2 na plataforma continental. bem como matéria-prima indispensável à indústria.146 3 Estados Unidos 9. Sergipe e Alagoas eram destinadas quase em sua totalidade para a fabricação de insumos industriais e combustíveis para a refinaria Landulfo Alves e o Polo Petroquímico de Camaçari. Sergipe e Alagoas. onde se destacam ainda trechos do litoral da Bahia. o destaque fica com o carvão vapor. A maior parte está localizada no offshore.252 6 Canadá 3.  importação e exportação de petróleo e derivados. comprovadamente. Com o passar dos anos essa continua superposição de camadas na crosta terrestre fez aumentar a pressão e o calor sobre os depósitos orgânicos. também possibilita a fabricação de solventes.º 2004 criando a Petróleo Brasileiro S.2010 1 Arábia Saudita (OPEP) 10. borracha sintética. foi assinada a Lei n. em Rio Grande (Rio Grande do Sul). no Recôncavo Baiano. Grande parte das reservas está localizada em lâmina d'água superior a 1.  refino do petróleo nacional e estrangeiro.273 5 Irã (OPEP) 4. foi criado o Conselho Nacional do Petróleo (CNP). A exploração de petróleo no Brasil é realizada nas bacias sedimentares.483 7 México 2. entre Sergipe e Alagoas. ou seja. uma vez que possui as únicas reservas conhecidas aproveitáveis na siderurgia. a gasolina e o gás liquefeito.

são os responsáveis pelo incremento do uso do Gás Natural em todo o Brasil. somados à exploração das novas reservas descobertas pela Petrobrás. atendendo à demanda interna e gerando excedentes que são exportados. O sistema extensivo.69 milhão de barris por dia. a Petrobras tem capacidade para produzir cerca de 1 milhão 800 mil barris de derivados por dia. portanto. Bahia. adquiridas em 1999: o Refinarias Guilhermo Elder Bell o Gualberto Villarroel As unidades industriais da Petrobras se completam com duas fábricas de fertilizantes nitrogenados: o FAFEN. Pode ser realizado em pequenas propriedades. ou seja. Operam ainda no Brasil duas refinarias que pertencem a grupos privados: o Refinarias Ipiranga. é uma via de transporte de gás natural entre a Bolívia e o Brasil com 3. SIGLA RLAM RPBC REDUC REGAP REFAP REPLAN REMAN RECAP REPAR REVAP ASFOR REFINARIAS DA PETROBRAS NOME CIDADE Refinaria Landulpho Alves Mataripe. no Rio de Janeiro Em suas instalações de refino. Sergipe. Tem como principais objetivos a produção de alimentos e de matérias-primas. funcionamento e comércio do gás é regido pelo acordo Tratado de La Paz redigido em 1996. além da criação de animais de tração e transporte. O Gasoduto Bolívia-Brasil. a criação é considerada de pior qualidade.593 em território brasileiro (trecho administrado pela TBG) e 557 em território boliviano (trecho administrado pela GTB). pois é considerado de alta qualidade. com o objetivo de que o gás natural chegue a 15% de todo o consumo energético brasileiro.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros Incentivos tributários concedidos na maioria dos Estados e a perspectiva do barateamento no custo do insumo. a Petrobras também possui duas outras na Bolívia. O gado é criado em estábulos. porém exigindo PROF. GASODUTO BRASIL-BOLÍVIA Entre os principais fornecedores de petróleo ao Brasil estão a Nigéria. E começou a ser construído em 1997. a Argentina e a Venezuela. saúde e higiene. à criação de determinados rebanhos com fins econômicos. no Rio Grande do Sul o Refinaria de Manguinhos. OS SISTEMAS DE CRIAÇÃO Definem-se dois grandes sistemas de criação: o extensivo o intensivo Lembrando que existem alguns outros intermediários que misturam características dos dois primeiros. REFINÁRIAS DA PETROBRÁS Além das refinarias brasileiras.150 quilômetros de extensão. Refinaria Presidente Bernardes Cubatão Refinaria Duque de Caxias Campos Elíseos Refinaria Gabriel Passos Betim Refinaria Alberto Pasqualini Canoas Refinaria de Paulínia Paulinia Refinaria de Manaus Manaus Refinaria de Capuava Capuava Refinaria Presidente Getúlio Vargas Araucária Refinaria Henrique Lage São. José dos Campos Fábrica de Asfalto de Fortaleza Fortaleza UF BA SP RJ MG RS SP AM SP PR SP CE 13 . Mas esteve plenamente operativo somente em 2010. também conhecido como Gasbol. localizadas em Laranjeiras. com a renegociação do gás importado da Bolívia. JUANIL BARROS 15 ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . Tudo isso é o motor propulsor para o aumento cada vez maior do número de conversões de veículos. o restante representa petróleo importado para complementar o consumo brasileiro de derivados. a Arábia Saudita. e em Camaçari. A participação do petróleo produzido no Brasil na carga das refinarias é de cerca de 70%. que é de cerca de 1. recebendo cuidados com alimentação. sendo característico de regiões subdesenvolvidas. O então presidente Fernando Henrique Cardoso teve grande empenho para a realização do projeto e inaugurou as primeiras etapas.  sistema intensivo: O sistema de pecuária intensiva possui características opostas. é de baixa produtividade. pois a pecuária é realizada com o gado solto no pasto sem grandes cuidados com sua saúde e higiene. porém requer pequena quantidade de mão-de-obra. E um sistema que exige espaço. A construção.  sistema extensivo: No sistema de pecuária extensiva. sendo 2.A PECUÁRIA Pecuária é a atividade relacionada à criação de gado. iniciando sua operação em 1999.

Os municípios de maiores rebanhos são:  Uberlândia (MG).Piauí. Seu aproveitamento econômico é muito grande.3% das cabeças.45 milhões de cabeças. Tal fato deve-se ser atribuído a instalação de grandes frigoríficos nesses locais. O aproveitamento econômico desse rebanho está na produção de lã.5% do total mundial). Ovinos: O rebanho brasileiro de ovinos . portanto. caracterizando-se. A região Centro-Oeste apresentou o terceiro maior rebanho.09 milhões de cabeças Caprinos O rebanho brasileiro de caprinos é pouco superior a 9. leite e carne. com a introdução das primeiras cabeças na capitania de São Vicente.  hidratação: processo que cruza elementos de espécies diferentes. porém puros. com 13. Utiliza os seguintes recursos:  aclimatação: técnica que visa adaptar um animal oriundo de área climática diferente. com 10. Equinos: Os equinos foram introduzidos no Brasil no início da colonização.26 milhões de cabeças.  A Bahia manteve o segundo lugar no ranking. O rebanho de muares burros e mulas . A PECUÁRIA NO BRASIL A pecuária no Brasil é realizada fundamentalmente de forma extensiva.Pernambuco  3º lugar .9%. A região Sudeste apresentou o terceiro maior rebanho. O IBGE mostra ainda que o maior efetivo de suínos encontrava-se no Sul do país. ou como os nacionais manga-larga e campolina.3%). Bovinos: O rebanho bovino brasileiro.4%)  no Nordeste (24. Os Estados de maiores rebanhos são:  o Rio Grande do Sul se manteve na liderança e totalizou 3. com 2. 4. representando 5% do total mundial.4%  Paraná. 233. também se aproveita a pele. A história da pecuária bovina no Brasil data dos primórdios do século XVI. com 8. e criação para tração.12 milhões de cabeça. A criação de cavalos no Brasil apresenta diversos objetivos. Do total nacional. superior a 35 milhões de cabeças. totalizando 8. Assim. A região Nordeste detém o maior número de cabeças caprinas. A ZOOTECNIA Zootecnia é a ciência que tem como objetivo estudar técnicas de pecuária para criar o melhor animal. ou seja.8%)  Minas Gerais(11. Totalizam atualmente 5. Os Estados que lideram o ranking são:  Minas Gerais era o estado líder com 14. totalizando 48. com 343.alcança 974.6%. representando cerca de 10% de todo o gado bovino do globo.1%) Os maiores rebanhos bovinos por municípios são:  São Félix do Xingu (Pará)  Corumbá (MS)  Ribas do Rio Pardo (MS). como os estrangeiros quarto de milha.3%  Rio Grande do Sul.5 milhões de cabeças no Brasil (13% do total mundial). representando 14. A região Sul apresentou o segundo maior rebanho.88 milhões de cabeças. O produto desse cruzamento é o animal híbrido. com um efetivo de 3.  Inseminação: técnica de reprodução sem que se realize o acasalamento.5 milhões de animais. é um dos cinco maiores do mundo.  Rio Verde (GO). o sêmen é extraído de reprodutores selecionados e é imediatamente congelado e armazenado.2%)  Mato Grosso do Sul(10. além de produzir carne. JUANIL BARROS 16 CURSO PEDRO GOMES .3 milhões de cabeças.  Toledo (PR)  Concórdia (SC). quase sempre estéril. Os principais rebanhos encontram-se nos Estados:  1º lugar .85 milhões de cabeças. Suínos: O rebanho brasileiro.1%  Rio Grande do Sul. árabe e persa.325 cabeças. Os maiores rebanhos do Brasil estão nos Estados de:  Mato Grosso(13. A região Sul apresentou o segundo maior rebanho. 1.  Bahia. com destaque para a raça Shire (inglesa) que atinge um grande porte. A origem desse rebanho está no cruzamento de duas outras espécies. no menor tempo e pelo menor custo a fim de se obter o maior lucro possível. de raças diferentes. com aproximadamente 1 70 milhões de cabeças.  2º lugar. Muares As maiores concentração encontram-se:  no Sudeste (24. por um pequeno nível de investimento de capital e tecnologia.  A terceira posição foi ocupada pelo Ceará.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros grande investimento. totalizando 9.97 milhões de cabeças. tendo como objetivo acentuar suas qualidades no rebanho. Por serem PROF.é de aproximadamente 17. pois.  seleção: técnica de cruzamento que escolhe as melhores cabeças da mesma raça.6%.2%)  Goiás(10. 9% do efetivo mundial. o asinino macho (jegue) com o equino fêmea (égua). leite e derivados. é um dos maiores do mundo. Os Estados de maiores rebanhos são:  Santa Catarina ostenta 20.407 cabeças. correspondendo a ESA 2013 apenas 1. temos criação para sela e montaria.31 milhões de cabeças (2. A região Nordeste detém o maior número de cabeças ovinas.  cruzamento: baseia-se no acasalamento de animais da mesma espécie.ovelhas e carneiros . A pecuária suína destina-se basicamente à produção de carne e de banha.Bahia.5% do total mundial. tanto em pessoal qualificado quanto em equipamentos.

pela sua grande capacidade de deslocamento de carga . está sua grande capacidade de sobreviver em condições ambientais hostis. aumentando a velocidade e a segurança dos voos. As indústrias de bens de produção também são denominadas indústrias de base por fornecer o alicerce do desenvolvimento industrial e indústrias pesadas pelo seu porte e por trabalhar com grandes quantidades de matérias-primas. já que cerca de 50% do seu peso (que chega a 900 kg) pode ser utilizado para esse fim. hoje.1%  Ceará com 19. etc. Utilizam matérias-primas produzidas na natureza ou bens provenientes das indústrias de base. combustíveis. com até 10 litros diários. jegues ou jericos -. bem como a dos veículos que nelas circulam. 15 – TRANSPORTES OS TIPOS DE TRANSPORTE Cinco grandes tipos de transporte são utilizados comercialmente em grande escala: dois são terrestres (ferroviário e rodoviário). dois são aquáticos (navegação fluvial e marítima) e um é aéreo. Por outro lado. pois o animal é um grande fornecedor de carne. cujo uso não implica sua extinção. A indústria de transformação pode ser dividida em dois grandes grupos: o de bens de produção e o de bens de consumo. em segundo plano.  Navegação marítima: A navegação marítima vem evoluindo junto com a humanidade. As indústrias de bens de consumo costumam ser divididas em dois subgrupos:  bens duráveis: produzem bens de consumo que não são perecíveis.  energia: todo e qualquer processo industrial só se faz com grande disponibilidade energética. temos as siderúrgicas. Todas essas características. com topografia dominantemente plana.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros animais híbridos. os navios mais modernos são movidos a energia nuclear. não se reproduzem. portanto. jumentos. tanto o burro quanto a mula são estéreis. os asininos são importantes para montaria ou transporte de carga. OS TRANSPORTES NO BRASIL Brasil é um país de dimensões continentais.possui a força de dois bois juntos. Como exemplo. CURSO PEDRO GOMES PROF. utilizando-se de mão-de-obra. então. a química e a petroquímica. E também grande produtor de leite. O aproveitamento do búfalo é muito diversificado. nos Estados:  Bahia. a mineração. temos a indústria alimentícia. Entre os problemas.2%. justificariam como opção preferencial de transporte a ferrovia. Assim como os muares.5 milhão de cabeças. Assim.  Navegação fluvial: A navegação fluvial tem cumprido um importante papel o caminho natural de penetração. No entanto. Como exemplos. a de vestuário e a farmacêutica.  Transporte aéreo: O desenvolvimento do transporte aéreo é ainda recente. Asininos: O rebanho brasileiro de asininos .  mão-de-obra: a transformação industrial tem como principal finalidade a obtenção de lucro. grandes distâncias entre as áreas de matérias-primas e as áreas industriais e enorme capacidade hidrelétrica. ou seja. ou seja.8%  Piauí. menor o custo do transporte e. ESA 2013 OS FATORES DA LOCALIZAÇÃO INDUSTRIAL A implantação e o desenvolvimento industrial estão relacionados a uma série de influências que podem favorecer ou acelerar o desenvolvimento de uma região. Bufalinos: O efetivo de búfalos criados no Brasil é de aproximadamente 1. corresponde a 4% do total mundial. com 12. destacam-se o alto custo de implantação e o trajeto limitado.A INDÚSTRIA TIPOS DE INDÚSTRIA A indústria é uma atividade transformadora. que pode compensar a insuficiência em petróleo. INDÚSTRIAS DE BENS DE CONSUMO Classificam-se nesse grupo as indústrias que têm como objetivo atender às necessidades do grande mercado. na montaria. é ainda utilizado como animal de tração. depois o carvão e o petróleo e. Quanto mais próxima ela estiver. é de custo elevado (reparos. construção do edifício. Um dos elementos básicos para se atingir tal objetivo é a existência de um excedente de mão-de-obra que permita ao empresariado adotar uma política salarial fundamentada em baixa remuneração. em conjunto. INDÚSTRIAS DE BENS DE PRODUÇÃO Fazem parte desse importante grupo as indústrias que transformam matérias-primas brutas (oriundas da natureza) ou que visam abastecer as outras indústrias com máquinas. A evolução tecnológica. JUANIL BARROS 17 .  bens nâo-duráveis: produzem bens de consumo perecíveis. a implantação industrial tem maiores chances de se viabilizar junto aos grandes centros urbanos.5 milhão de cabeças.  Rodovias: as principais vantagens das rodovias são a versatilidade e a facilidade de ligação origem-destino. Entre as principais qualidades desse rebanho. dos produtos para o mercado e dos trabalhadores para as fábricas. 14 . No início utilizavam-se o remo – força humana .  matéria-prima: o elemento mais importante no processo industrial é a matéria-prima a ser transformada.). equipamentos. A principal utilidade dos muares está no transporte de carga e. onde as adversidades do relevo ou o desinteresse econômico tenham impedido a implantação de rodovias e ferrovias. transforma a matéria-prima em bens destinados ao consumo. com 26. baixo consumo de energia e a segurança no tráfego. A maior parte deste rebanho está concentrada no Nordeste do país. tem gerado progressos no transporte aéreo mundialmente. A indústria depende. insumos e matérias-primas beneficiadas. tem seu couro industrializado e. de onde derivam a gasolina e o diesel. de vários fatores:  capital: toda implantação industrial exige um grande investimento anterior. compra de máquinas e matérias-primas. quanto mais próxima a indústria estiver do seu mercado. com aquisição de terreno.e o vento. da ordem de 1. apenas 1% do total mundial. e não a rodovia.asnos. máquinas e energia.  mercado consumidor: a exemplo da matéria-prima. sua manutenção. a realidade é outra.  meios de transporte: a presença desse item em condições satisfatórias vai favorecer o deslocamento das matériasprimas para a indústria. onde a mão-deobra é mais numerosa e mais bem qualificada. menor o custo do transporte e maior a sua margem de lucro. menor o custo de produção e maior o lucro da indústria.  Ferrovias: entre as principais vantagens do transporte ferroviário estão a capacidade de carga. temos a indústria automobilística e a de eletrodomésticos. Como exemplos.

minério de ferro. O número aumenta no sentido horário de acordo com o ângulo formado com o norte. a E. açúcar. Exemplos: BR 319 .Rodovia Manaus-Porto Velho.Rio de Janeiro.2% do total. Do norte até Brasília vai de 201 a 250. BR 364 . Exemplos: BR-010 Rodovia Bernardo Sayon (Belém-Brasília). Sorocabana (1875) e a Companhia Mogiana (1871). produtos siderúrgicos e celulose Minério de ferro. no interior boliviano. e a E. ou seja.  Malha Nordeste  Malha Teresa Cristina. soja e farelo. adubo.  rodovias longitudinais: seguem no sentido norte-sul. soja.066 420 1. derivados de petróleo e álcool. ou uma rodovia a alguma localidade próxima. PRINCIPAIS FERROVIAS DE CARGA DO BRASIL – 2008 Ferrovia EFVM – Estrada de Ferro Vitória à Minas EFC – Estrada de Ferro Carajás FCA – Ferrovia Centro-Atlântica S/A FNS – Ferrovia Norte-Sul CVRD. carvão mineral. criada em 1855 como E. GERDAU MRS – MRS Logística S/A ALL – América Latina Logística Malha Sul S/A ALL – América Latina Logística Malha Paulista S/A ALL ALL – América Latina Logística Malha Oeste S/A ALL – América Latina Logística Malha Norte S/A Km 905 892 8. ou 8. é a segunda do país em volume de carga transportada. CSN. que não possam ser classificadas em nenhum dos outros tipos. ou. JUANIL BARROS 18 . tem apenas 139 km de extensão. As rodovias sob controle direto do governo federal dividem-se em quatro grupos ( todos indicados pelo prefixo BR):  rodovias radiais: partem de Brasília e têm sua numeração variando de 001 a 100. (RFFSA): controla 74% de toda a extensão de vias férreas do país. A fim de facilitar a venda.F. milho e cimento Açúcar. óleo vegetal. açúcar. a primeira do país em volume de carga e que também pertence à Companhia Vale do Rio Doce.945 500 Produtos Minério de ferro. (FEPASA): controla 1 6.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros AS RODOVIAS  a 400 e a numeração aumenta para o sul.  Malha Centro Oeste. milho. dos quais somente 136 647 km.F. ferro gusa. USIMINAS. variando de 201 a 300. 22 067 km. Ferrovias isoladas: correspondem aos 2 867 km restantes. milho e fertilizantes Soja e farelo. de 1905. o Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. BR-116 Rodovia Fortaleza-Jaguarão. criada em 1868. manganês. as ímpares.F. Exemplos: BR-101 Rodovia Litorânea. Carajás. Vitória-Minas.674 7. Sua numeração de 401 a 499.A. que alcança o Triângulo Mineiro.989 1. açúcar. Exemplos: BR-210 Rodovia Perimetral Norte. 4 899 km. o Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. são totalmente pavimentados. Malha Sul.  Ferrovias Paulistas S. A numeração aumenta de leste para oeste e varia de 10 l a 200.304 1. ou às fronteiras internacionais. e de Brasília até o sul vai de 251 a 300. PR FTC  Transnordestina Logística S/A Ferroeste FTC – Ferrovia Tereza Cristina S/A 4. englobando a E.207 248 164 Cimento. contêiner e trigo Carvão mineral A Rede Ferroviária Federal (RFFSA) está passando por um processo de privatização. englobando inúmeras estradas de ferro. As de números pares são as de direção noroeste-sudeste e. fosfato. O Brasil possui uma extensão rodoviária total de 1 663 987 km. Variam de 301 Controladora CVRD O símbolo do rodoviarismo brasileiro foi a construção da rodovia Transamazônica (BR 230). calcário e coque Soja e farelo.A. derivados de petróleo e álcool Soja e farelo. englobando vários ramais.Rodovia Cuiabá-Porto Velho.  rodovias diagonais: cortam as anteriores em diagonal (nordeste-sudoeste ou noroeste-sudeste). milho. o governo dividiu toda a rede em seis partes:  Malha Oeste.  Malha Sudeste. distribuídos da seguinte forma:  Rede Ferroviária Federal S. areia. tais como: o Estrada de Ferro Central do Brasil. manganês. ferro gusa. do Amapá. calcário siderúrgico. ainda. cobre e combustíveis derivados do petróleo e da soja Soja e farelo. cimento e soja Soja e farelo. A numeração aumenta de norte para sul. pertencente à Companhia Vale do Rio Doce. adubo e combustível CSN Gov. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. Dom Pedro 1.F BrasilBolívia até Santa Cruz de La Sierra.F. BR 230 Rodovia Transamazônica.5% das vias férreas. inaugurada em 1 974 com apenas alguns trechos construídos e logo a seguir abandonada. que escoa o minério de manganês da serra do Navio. nordeste-sudoeste. BR-040 Rodovia Brasília. produtos siderúrgicos. ou seja. vai de Bauru (São Paulo) até Corumbá (Mato Grosso do Sul) e daí segue com o nome de E. Rodovia de ligação: é a denominação recebida pelas rodovias federais brasileiras que unem duas rodovias federais entre si. AS FERROVIAS A extensão ferroviária total no Brasil é de 29 833 km.F. fosfato e cloreto de potássio Minério de ferro. derivados de petróleo. cloreto de potássio. alumínio. calcário e derivados de petróleo e álcool Minério de ferro. como a E.  rodovias transversais: seguem no sentido leste-oeste. carvão mineral. Sobre ela dizia-se que era o elo de ligação entre o "nada" e o "coisa alguma".

As regiões do Nordeste e Sudeste. quanto a idade.  dos vários segmentos culturais.345.198. quanto ao espaço territorial ocupado. Nas regiões interioranas do pais encontramos os caboclos (mestiços de brancos e índios) e nas regiões da Amazônia. aproximandoESA 2013 se dos indígenas (nativos) e trouxeram os escravos negros (africanos).973 2° Índia 1. POPULAÇÃO ABSOLUTA  População absoluta é o número total de habitantes de um espaço geográfico ou territorial. CURSO PEDRO GOMES PROF. em 2010. quanto a extensão do espaço geográfico. estadual e nacional.  rural e urbana. As regiões Nordeste e Sudeste são as que apresentaram a maior concentração de negros. JUANIL BARROS 19 .964.272 3º Estados Unidos 314. A miscigenação ocorreu de forma relativamente rápida já nesse período.220. amarela e mestiça. Para se obter esse numero dividimos o valor da população absoluta pelo valor da área do espaço geográfico ou territorial ocupado por essa população. Três grupos étnicos básicos deram origem a população brasileira: o branco. continental e global. também chamada de efetivo demográfico ou efetivo humano pode ser: local. por serem arcas onde a mão-deobra escrava era muito utilizada.620 Habitantes/Km² 2° Singapura 6.873. no campo e na cidade. PAÍSES MAIS POPULOSOS DO MUNDO. Dependendo do conjunto ou segmento a que se refere a população pode ser:  absoluta e relativa.  local. especialmente no Sudeste e Centro Oeste.728.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros 16 . a população rural foi mais numerosa e predominou até 1960.A POPULAÇÃO BRASILEIRA Já sabemos que a população humana é o número ou a quantidade de pessoas que habitam um determinado espaço geográfico. estadual e nacional. PAÍSES MAIS POVOADOS DO MUNDO Nº PAÍS POPULAÇÃO 1° Mônaco 16. com 56% do total nacional. dando origem aos inúmeros tipos de mestiços que atualmente compõem a população brasileira. Em consequência do surto urbano-industrial que ocorreu em nosso país. Um dos traços mais característicos da estrutura étnica da população brasileira é a enorme variedade de tipos.647 11° Japão 127. religiosos. devido a forte presença dos negros.892 9° Rússia: 140.755. O contato entre esses grupos começou a ocorrer nos primeiros anos da colonização. Esse processo vem ocorrendo desde o início de nossa história. As regiões Norte e Centro-Oeste abrigam os poucos indígenas que restaram no Brasil. quanto a distribuição geográfica. respectivamente.2010 1° China 1. sociais etc. o branco + negro = mulato o branco + índio = caboclo ou mameluco o negro + índio = cafuzo.096 7° Bangladesh 162. No Censo de 1970 já se constatou o predomínio numérico da população urbana./Km2 . economicamente ativa e não economicamente ativa quanto a sua distribuição e participação nas atividades econômicas de produção e de trabalho. negra.799 6° Paquistão 180.658. municipal. O calculo da população absoluta é feito através de censos (ou recenseamentos) demográficos E de estimativas ou projeções populacionais. na sua estrutura. com:  84% de população urbana e 16% de população rural. encontramos os cafuzos. politicamente.780 4° Indonésia 229.º hab.093 Habitantes/Km² 4° Malta 1261 Habitantes/Km² 5° Maldivas 1163 Habitantes/ Km² 17 . a população absoluta.003. sejam eles maiorias ou minorias. resultantes da intensa mistura de raças. caboré ou curiboca 18 . Em função da dimensão ou extensão do espaço geográfico ou territorial. masculina e feminina.  branca. quanto ao sexo. apresentam também grande concentração de mulatos em sua população. Centro. Segundo os dois últimos recenseamentos. A população amarela está representada pelos imigrantes asiáticos (japoneses em especial) e indígenas. 154. A mistura racial entre os elementos formadores do povo brasileiro resultou em três tipos: mulato. No Brasil.POPULAÇÃO RURAL E POPULAÇÃO URBANA Essa forma de distribuição da população é o melhor indicador do grau da intensidade de ocupação e de povoamento do espaço geográfico. caboclo e cafuzo. municipal. a distribuição é a seguinte: GRUPOS ÉTNICOS NA POPULAÇÃO TOTAL As regiões Sul e Sudeste são as que apresentam as maiores proporções de brancos no conjunto de suas populações.  jovem. regional. a distribuição rural-urbana da população brasileira se apresentava.ESTRUTURA ÉTNICA DA POPULAÇÃO. embora eles possam ser encontrados em números extremamente reduzidos em todas as outras regiões brasileira.. regional.225 POPULAÇÃO RELATIVA ou DENSIDADE DEMOGRÁFICA A densidade demográfica ou população relativa é o número de habitantes por quilometro quadrado n.808. quando os brancos (portugueses) aqui se instalaram. continental e global.  predomínio da população urbana em todas as grandes regiões.389 Habitantes/Km² 3° Vaticano 2. o negro e o índio.723 5º Brasil 190.Oeste e no Nordeste particularmente no Maranhão.762 8º Nigéria. nestas últimas décadas.750. quanto as diferentes tipologias étnicas das pessoas. quanto a extensão do espaço territorial da unidade pública.156. adulta e velha (ou senil).

888) que lhe deu. Ao longo desses três séculos. nos vales dos rios Caí e dos Sinos.887 a 1. quando o Brasil foi elevado à condição de Vice Reino e se tornou a sede da monarquia portuguesa. inicialmente na região serrana do Rio Grande do Sul fundando as cidades de Caxias do Sul e Bento Gonçalves e dedicaram-se á vinicultura e. vergonhosamente foram negociados. Já são inferiores a 2% ao ano. • franceses e holandeses como invasores. especialmente os: • portugueses. aventureiros de várias nacionalidades. em missões oficiais e nas condições de bandidos (degredados) expulsos de Portugal e. • “branquear” ou “clarear” a pele da população brasileira que naquele tempo era majoritariamente negra.1940). Somente em 1808.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros      Foram relativamente moderados.914. entre 1. de apenas 1. com a chegada da Família Real. fundando a cidade de São Leopoldo e. as muitas dezenas de milhares de pessoas que aqui chegaram e permaneceram. Mas foi a abolição da escravatura propriamente dita. João VI promulgou a lei autorizando a posse de terras por estrangeiros. o que significa que estamos na segunda parte da transição demográfica que já aconteceu. agora sim. nesse período (1872. Declinaram nas últimas décadas do século XX. que a partir de 1. Por essa razão. • Alemães. abaixo de 2% ao ano. os: • Suíços-alemães. que em 1. fundando as cidades de Blumenau e Joinville. o grande impulso tornando-a numericamente significativa no crescimento da nossa população. nos países hoje desenvolvidos e ricos.818. é que a imigração no pais foi incentivada e praticada oficialmente. nas últimas décadas do século XIX. de cerâmica e de couros.818 se instalaram na região serrana do Rio de Janeiro. no litoral e no Vale do Itajaí. e vão baixar ainda mais. pois não existia essa condição ou qualificação. se estabeleceram no espaço territorial do que é o atual estado do Rio de janeiro e fundaram o núcleo colonial que deu origem à cidade de Nova Friburgo. Os primeiros imigrantes brasileiros foram os suíços alemães que aqui chegaram em 1. traficados e trazidos para o nosso país na condição de escravos. Se elevaram. ocupando-se da policultura de produtos alimentares em pequenas propriedades e de atividades industriais têxteis. Mesmo assim. não se pode falar em imigrantes nesse período. acima de 40 % e 20 %. em Santa Catarina. quando as taxas de natalidade e de mortalidade eram elevadas. devido a queda mais acentuada nas taxas de natalidade e de fecundidade. os cristãos novos (judeus portugueses). posteriormente.93% em 1991. Dentre os povos que aqui se estabeleceram destacaram-se. • Italianos. que a partir de 1824 se instalaram no Rio Grande do Sul. • negros de origem africana que. novamente porque as reduções nas taxas de natalidade não foram tão acentuadas quanto nas de mortalidade. respectivamente. também. a partir de 1940 e até 1980. no qual o Brasil esteve sob o domínio de Portugal. ainda que por pouco tempo. que foi pouco superior a 300 anos. pois as reduções foram bem acentuadas nas taxas de mortalidade e quase que imperceptíveis nas de natalidade. Recorreu-se então. apesar das quedas acentuadas nas taxas de mortalidade mas. progressivamente.A IMIGRAÇÃO NO BRASIL Em todo o período colonial. de fato.871 se instalaram. fundando o núcleo colonial que deu origem a cidade de Nova Friburgo. marinheiros desertores e náufragos. entre 1872 e 1940. O crescimento do mercado de trabalho rural causado pela expansão da nossa lavoura cafeeira. não eram imigrantes. determinou a necessidade de se recorrer à mão-de-obra do imigrante em substituição à mão-de-obra dos escravos. e D. era proibida a entrada de "estrangeiros" no nosso espaço territorial. Durante mais de 160 anos recebemos imigrantes de diversas origens. de 1. com quase 3% ao ano nas décadas de 50 e 60. principalmente. JUANIL BARROS 20 • ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . muito anteriormente. 19 . no interior de São PROF. com a Lei Áurea (1. em correntes migratórias.870. superiores a 2% ao ano.850 e 1. que eram os colonizadores. à imigração naquela época para: • ocupar e povoar a região Sul do país garantindo o domínio sobre esse espaço territorial que já era alvo da cobiça de castelhanos. A imigração no Brasil começou muitas décadas antes das leis abolicionistas. Foram elevados. muitos aqui chegaram e se estabeleceram.

que se dedicam ao comércio.875 e 1. chegaram ao Brasil. os coreanos.890. e de juta.890 se instalaram no Paraná.A EMIGRAÇÃO NO BRASIL O Brasil foi historicamente um país de imigração. na região de Tomé-Açu. um período de maior fluxo.2 milhão de saídas clandestinas. na região do Centro-Sul do país. A emigração. inicialmente. Esse numero corresponde a 2% da população do país. ocupando-se de diversas atividades na agricultura. também. na região da Amazônia. Esses imigrantes se estabeleceram. • Eslavos de origem russa.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros Paulo. no vale médio do rio Amazonas. se instalaram em São Paulo. Vieram muitos outros imigrantes. nunca foi significativa em termos numéricos. eles se dedicaram ao comércio de miudezas. na Amazônia. polonesa. no vale do rio Ivai. onde implantaram o cultivo de pimentado-reino no Pará. na maioria. seja pelas dimensões que tomou. sendo 1. No entanto. Rio de Janeiro e Minas Gerais. como migrantes. que é a saída de pessoas do país. Instalaram-se. onde dedicaram-se ao trabalho nas lavouras de café. A emigração de brasileiros é hoje um fenômeno muito marcante. roupas e tecidos. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. inicialmente nas proximidades de Curitiba e de Ponta Grossa e.860 e 1. ucraniana e iugoslava que entre 1. em números significativos. nas granjas e cooperativas. especialmente os espanhóis e os portugueses.985 até agora. Mais recentemente vieram. mais tarde. onde se dedicaram ao comércio da borracha. De 1. Os árabes. dedicando-se às plantações de batata e as atividades da indústria madeireira.908. desde a ultima década essa situação tem se modificado. Observe o quadro: País de destino . A distribuição dos brasileiros pelos diversos países do mundo mostra uma tendência de concentração em apenas alguns deles. especialmente nos estados de São Paulo. • Japoneses que. Mais tarde. estima-se que o Brasil tenha perdido cerca de 3 milhões de habitantes. seja pelo inusitado. propriamente. mais recentemente nas indústrias e no setor de prestação de serviços nas cidades. principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. ao longo desses tempos de imigração mas sem caracterizarem.7 milhão na emigração legal e mais 1. entre 1. JUANIL BARROS 21 . especialmente os sírios e libaneses. 20 . a partir de 1.

JUANIL BARROS 22 . na época de fazer o novo plantio das suas lavouras.870 a 1. pertencia à Bolívia. que ocorrem da zona rural ou campo para as zonas urbanas ou cidades. Esse vaivém diário do movimento pendular. de diversas origens. especialmente aos garimpos de Serra Pelada (PA). uma infraestrutura de transportes coletivos urbanos e interurbanos. A região de maior dispersão de migrantes internos. depois de 13 de dezembro (dia de Santa Luzia). pela manhã. em busca de melhores condições de trabalho e de vida. nestas últimas décadas. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. onde se desenvolvia a cultura cafeeira. para o mercado de mão-de-obra da construção civil que cresceu com o grande surto de urbanização. com destino à Amazônia. onde se desenvolveu o surto algodoeiro. depois de 19 de março (dia de São José). no Brasil. o movimento de transumância é próprio do Nordeste. O desenvolvimento e a expansão de novas atividades econômicas num espaço geográfico tornam essa região um polo de atração populacional (mão-de-obra) para o qual se dirigem milhares de pessoas. especialmente nas de cana-de-açúcar. para os bairros e cidades onde moram. ou seja. com destino á região das Minas Gerais. em determinadas épocas ou estações do ano. com destino ao Sertão do Nordeste e Vale Médio do São Francisco. devido a decadência da economia canavieira. • De 1. Uma das características da população brasileira sempre foi a sua intensa mobilidade. a tarde ou a noite. a retirada ou saída e o retorno ou volta. para trabalhar como empregados nas grandes plantações. pois eles irão determinar. anteriormente.910. Os grandes fluxos migratórios de nordestinos ocorreram: • No século XVII. ÊXODO RURAL Dentre os movimentos migratórios internos destacam-se as migrações rural-urbanas. com a expansão da nossa fronteira agrícola.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros 21 . para os centros onde trabalham. onde se expandia a criação de gado. Ele ocorre com os pequenos proprietários de terras do Sertão que. Após a Segunda Guerra Mundial. O retorno dos sertanejos só ocorre com o reinicio da estação chuvosa. exige via de regra. ocorreram dois grandes fluxos de migrantes internos: O de nordestinos com destino à Amazônia. juntamente com paulistas. No Brasil. é o Nordeste. A TRANSUMÂNCIA A transumância é o movimento horizontal ou transladativo da população que se caracteriza pelo vaivém. Todos esses fluxos migratórios sempre se deram por razões econômicas. pela manhã e pela tarde a hora ou o momento do "rush". As principais causas do deslocamento da população são: • estrutura fundiária • relações trabalhistas • estatuto do trabalhador rural • mecanização agrícola • industrialização As principais consequências deste deslocamento são: • aumento do desemprego • aumento do subemprego • expansão da habitação precária • marginalização crescente MOVIMENTO PENDULAR Nas grandes cidades. • De 1880 a 1930. com destino ao interior de São Paulo. partindo da Zona da Mata do Nordeste. O de sulistas com destino a Amazônia e ao Centro-Oeste. ocorrem fluxos de milhares e milhares de pessoas em determinadas direções e em dados momentos. juntamente com mineiros.MIGRAÇÕES INTERNAS • • • • Na década de 1930. período em que conquistamos o espaço territorial do nosso atual estado do Acre que. muito bem aparelhada e adequada as necessidades dos espaços geográficos onde ocorrem tais movimentos. em busca de ouro. juntamente com mineiros. e para o Sudeste. especialmente nos centros comerciais e industriais onde estão concentrados os mercados de trabalho. diariamente. • No século XVIII. São trabalhadores que moram nos bairros da periferia e nas cidades ( dormitórios) vizinhas que. na época das secas. com destino às zonas de terra roxa de São Paulo e do Paraná. juntamente com mineiros. se deslocam: • dos bairros periféricos e das cidades dormitórios onde moram. Mais recentemente. Grandes fluxos migratórios ocorreram de uma região para outra ao longo da nossa história. onde se desenvolvia a extração de látex (borracha). com destino aos polos industriais que se desenvolveram nas regiões metropolitanas da Grande São Paulo e da Grande Rio de Janeiro. • dos centros onde trabalham. se movimentam em grandes contingentes para a Zona da Mata. onde se desenvolvia a mineração.

Imperatriz. A população economicamente ativa brasileira e da ordem de mais ou menos de 77 milhões de pessoas ou seja. São metrópoles nacionais Brasília. regional ou até mesmo nacional. • histórica. Ribeirão Preto. Passo Fundo. Maringá. encontramos: • industrial. Santa Maria e Vitória da Conquista. casas de diversões e de espetáculos públicos. quanto à idade. Cachoeiro de Itapemirim. também. são sustentados direta ou indiretamente pela parcela da população que esta envolvida no mercado de trabalho. Maceió. praticado muito intensamente nos espaços urbanos (cidades). Natal. • Capitais regionais: constituem o terceiro nível da gestão territorial. Rio de Janeiro. • religiosa. Campina Grande. Boa Vista. Campos dos Goytacazes. • portuária. odontológicas e hospitais.SETORES DA ECONOMIA • O setor primário. • Metrópoles regionais: constituem o segundo nível da gestão territorial. Barreiras.URBANIZAÇÃO As cidades: Cidade é um aglomerado humano concentrado. Brasília e Palmas. Criciúma. Araraquara. segundo o IBGE: • Metrópoles globais: suas áreas de influencia ultrapassam as fronteiras de seus estados. 23 . o Capitais regionais B: Blumenau. praticado muito intensamente nas cidades. Campinas. da caatinga do Nordeste as montanhas do interior. Teresina e Vitória. quanto ao sexo. Caruaru. embora podendo abranger atividades mindustriais. a cidade poderá alcançar uma posição de destaque. escolas. • turística. JUANIL BARROS 23 ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . Isso significa que os 52.Feira de Santana. constituindo foco para centros localizados em todos os pontos do país.5% restantes. polarizando toda a rede urbana local. • jovens. cartórios.5% da população total do pais. Araguaína. escritórios (de advocacia e contabilidade). Dividem-se em três níveis: o Capitais regionais A: Aracaju. Londrina. Governador Valadares. Camboriú e Araxá. Caxias do Sul. Uberlândia.surgiram através de um plano. Macapá. e exercem influência no estado e em estados próximos. Dessa forma. consultórios médicos e de odontologia. Porto Alegre e Curitiba.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros ESTRUTURA DA POPULAÇÃO HUMANA A população humana é formada por pessoas que se diferenciam umas das outras pelas suas identidades naturais. Fortaleza. Ex. Palmas. Porto Velho. as atividades de extração mineral. percebendo-se uma ordenação interna e uma racional distribuição das atividades por setores. Os tipos humanos mais característicos são: • seringueiro e regatão na Amazônia • jangadeiro no litoral nordestino • vaqueiro sertanejo no interior ou sertão nordestino • gaúcho no sul do país • peões nas fazendas de gado do RS • boias frias na região Sudeste na época de safras (trabalhadores rurais) 22 .Uberaba. físicas ou biológicas. Goiânia. Jundiaí. emissoras de rádio e de televisão. PROF. Florianópolis. Recife e Salvador. Cascavel. formado pelas indústrias de construção e de transformação1 incluindo. Manaus. climas e tipos humanos. Teresina. De acordo com a função urbana. consideram-se dois grupos de cidades: • naturais ou espontâneas . Chapecó. que é a atividade típica da cidade. clínicas médicas. Ipatinga/Coronel Fabriciano/Timóteo. Marília. a população e constituída ou composta de: • homens e mulheres. cresceram e se expandiram sem nenhum plano prévio de urbanização. Em função dos serviços que oferece. A nova hierarquia urbana está assim representada. Belo Horizonte. que se apresenta com uma determinada organização especial. Ex. Rio de Janeiro e São Paulo. São Bernardo do Campo • comercial. praticado essencialmente no espaço rural (campo). região ou mesmo do país.Cubatão. 47. Dourados. As metrópoles globais são São Paulo. seguradoras. Joinville. João Pessoa. e exercem influência na macrorregião onde se encontram.: Rio de Janeiro e São Paulo. Porto Alegre. criatórias (pecuária) e de extração (vegetal e animal). da coleta de lixo. o Capitais regionais C: Araçatuba.Aparecida e Bom Jesus da Lapa. adultos e idosos ou velhos. Belo Horizonte. São José do Rio Preto. É possível fazer uma classificação das cidades tomando como referencial a origem e a função urbana. São Luís. • O setor secundário. Ela se estende dos pampas do Sul aos alagados do Pantanal. formado pelas atividades de comércio e de prestação de serviços tais como: bancos. • O setor terciário. Campo Grande.Guarujá. Bauru. Divinópolis. político e cultural. Ilhéus/Itabuna. dos transportes etc. Cuiabá. HIERARQUIA URBANA As cidades não se distinguem apenas pela sua população. Marabá. Volta Redonda. serviços públicos da administração. As cidades tem sua economia não-dependente da agropecuária. São metrópoles regionais Belém. hotéis e restaurantes. • artificiais ou planejadas . terras. Feira de Santana. Juazeiro do Norte/Crato/Barbalha. Paranaguá e Cabedelo. da limpeza. Ijuí. voltando-se principalmente para o setor terciário. Curitiba. oficinas de consertos e de assistência técnica.Montes Claros. econômico. mas principalmente pela quantidade e qualidade de serviços que oferecem. Aracaju. Goiânia. exercendo sua influência em todos os níveis.Santos . Juiz de Fora. que são o sexo e a idade.Ouro Preto e Parati. Caruaru e Manaus. • Metrópoles nacionais: encontram-se no primeiro nível da gestão territorial. formado pelas atividades agrícolas. DIVISÃO ETÁRIA DA POPULAÇÃO POPULAÇÃO FAIXA ETÁRIA JOVEM 0 a 19 anos ADULTA 20 a 59 anos IDOSA OU SENIL 60 anos em diante TIPOS HUMANOS A paisagem brasileira é um vasto painel de costumes. Arapiraca. De acordo com sua origem.surgiram.

Dividem-se em dois níveis: o Centros sub-regionais A: Alfenas. o 1. exercendo funções elementares de gestão. Toledo. Altamira. Ubá. enquanto a porção setentrional recebeu o nome de Tocantins e passou a fazer parte da região Norte. Pelotas/Rio Grande. hábitos e tradições de produção e consumo. o território de Fernando de Noronha retornou à condição de município do estado de Pernambuco e o estado de Goiás foi dividido em dois: a porção meridional manteve o nome original e continuou na região Centro-Oeste. A divisão de 1969. Petrolina/Juazeiro. a capital do país. Alagoinhas. Centros de zona: apresentam atuação restrita a imediações. Pinheiro. Desde 8 de maio de 1969. Teófilo Otoni e Volta Redonda/Barra Mansa. Araranguá. São João da Boa Vista. Também dividemse em doís níveis: o Centros de zona A: Acaraú • Açailândia • Adamantina • Além Paraíba • Almeirim • Almenara • Alta Floresta • Amparo • Aquidauana • Aracati • Aracruz • Araçuaí • Arapongas • Araxá • Assis Chateubriand • Barra do Corda • Olímpia • Osório • Ouricuri o Centros de zona B: Abaeté • Abelardo Luz • AbreCampo • Afonso Cláudio • Água Boa • Água Branca • Águas Formosas • Aimorés • Alegrete • Alexandria • Alto Araguaia • Alto Longá • Alto Parnaíba • Amambai • Amarante • Amargosa • Andirá • Andradas • Anicuns • Anísio de Abreu • Aparecida • Apiaí • Apodi • Araguaçu • Araguari Nova Londrina • Nova Mutum. Teixeira de Freitas.Pouso Alegre. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. Araripina. Rio Branco. Bacabal. Assis. Centros sub-regionais: exercem influência apenas em cidades próximas. Balneário Camboriú. Araras. Santarém. sofreu algumas modificações: o 1. Piracicaba. etc 24 . Novo Hamburgo/São Leopoldo. Barra do Garças. Santo Ângelo. Patos.988 os territórios de Roraima e Amapá foram promovidos à condição de estado. Poços de Caldas. Redenção. Anápolis. estrutura hierárquica da urbanização. Assu. Caicó. Picos. onde se localiza Brasília. Apucarana. enquanto a porção meridional recebeu o nome de Mato Grosso do Sul. Rio do Sul.São Carlos. efetivamente implantada a partir de lº de janeiro de 1970.A DIVISÃO REGIONAL Segundo a Constituição de 1988. etc. forma de ocupação do solo. Afogados da Ingazeira. Barbacena. Caçador. Sousa. Ariquemes. Ponta Grossa. Santa Cruz do Sul. o Centros sub-regionais B: Abaetetuba. Presidente Prudente. JUANIL BARROS 24 . Bento Gonçalves. Rondonópolis. Sorocaba. Botucatu. Passos. Angra dos Reis. Avaré. Bom Jesus da Lapa. Bagé. Tubarão. Santa Rosa. Santos. Barretos. nível cultural médio dos grupos sociais e estágio de desenvolvimento. Santa Inês. Umuarama e Uruguaiana.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros • • Mossoró. povoados e zona rural. Cabo Frio. Andradina. tendo a porção setentrional mantido o nome original. Cajazeiras. vigora a divisão regional do país elaborada pelo IBGE: cinco grandes regiões ou macrorregiões. Sobral. Sinop. Rio Claro. Cáceres.977 o estado de Mato Grosso foi dividido em dois. sendo 26 estados e o Distrito Federal. Quixadá. Ponte Nova. etc. Os critérios utilizados para distribuir as unidades da federação pelas regiões foram: análise estrutural da população.982 o território de Rondônia foi promovido à condição de estado. Arcoverde. Serra Talhada. São José dos Campos. Balsas. Rio Verde. São Mateus. o Brasil compõe-se de 27 unidades políticas. o 1. Santo Antônio de Jesus.

como os complexos regionais são muito extensos. Seu principal ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. Rondônia. É importante ressaltar a diferença entre região Norte. Apesar disso. mas concentra cerca de 68% da população brasileira. na região Centro-Oeste e mais a metade ocidental do estado do Maranhão. O RELEVO E A HIDROGRAFIA O relevo da região Norte é caracterizado pelo domínio das terras baixas. Outra divisão regional do Brasil.critérios fundamentais nessa forma de organização regional . a bacia Amazônica. sendo o complexo regional mais populoso e povoado. sua extensão territorial é bem maior. As planícies ocupam estreitas faixas de terra ao longo dos rios. O processo de ocupação recente é calcado na implantação de vultosos projetos agropecuários e minerais. já que o rio Amazonas.66 m). A grande questão desse complexo regional não reside no seu número de habitantes. Além de ser um imenso vazio demográfico. historicamente esteve quase sempre isolado do restante do país. portanto. como a planície do rio Amazonas. do rio Araguaia e do rio Guaporé. Amapá. o que favorece a navegação. têm uma delimitação espacial que se modifica com o tempo. 25 . no entanto. essa bacia estende-se por terras da Bolívia. por isso. as atividades financeiras e as sedes das grandes empresas. em média. em que os fatores impeditivos de modernização são muito fortes. produção industrial. depressões e planaltos pouco elevados. que é uma região políticoadministrativa.3% do território nacional). é a região brasileira que oferece. como os picos da Neblina (2993. a quase totalidade do estado do Mato Grosso. também. o menos povoado do país. COMPLEXO REGIONAL DO CENTRO-SUL O Centro-Sul abrange menos de 25% da área do país. o complexo regional da Amazônia tem-se mostrado mais dinâmico. O restante das terras baixas corresponde às depressões ou aos planaltos sedimentares de baixa altitude. forma um complexo hidroviário de 25 000 km de percurso navegável. mas apenas cerca de 7% da população. tanto as de capital nacional quanto as de capital estrangeiro. Com uma área total de 3 851 557 km2 (45. Guiana. É. O Nordeste é sem dúvida a porção do pais onde mais se caracteriza uma economia tradicional. O transporte fluvial é muito utilizado pela população regional. Por tudo isso. é composta de sete estados: Acre. vinculados ao grande capital nacional ou transnacional. Como o CentroSul concentra a renda nacional.78 m) e 31 de Março (2972. o complexo regional do Nordeste e o complexo regional do Centro-Sul. cujo eixo é o rio Amazonas. Roraima e Tocantins. que se adensam os serviços. JUANIL BARROS 25 .CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros OS COMPLEXOS REGIONAIS elemento caracterizador. as suas características comuns permitem o reconhecimento de um único complexo regional. Peru. Equador. com 7 100 km de extensão. envolvendo todos os estados da região Norte (com exceção do extremo sudeste de Tocantins). reconhece três grandes porções bastante diferenciadas entre si: o complexo regional da Amazônia.são extremamente dinâmicos e. Com mais de 7 mil afluentes. Colômbia. COMPLEXO REGIONAL DO NORDESTE Ocupando pouco mais de 15% do território e abrigando 25% de nossa população. Pará. que é bastante diversificado. O elemento que confere homogeneidade à Amazônia é a paisagem equatorial. como planícies. Venezuela. na sua extensão territorial ou mesmo no seu quadro natural. pois considera-se que os fenômenos sociais e econômicos . localizados na serra do Imeri. Nas últimas décadas.REGIÃO NORTE DIVISÃO POLÍTICA A região Norte é a maior das cinco macrorregiões brasileiras. junto com o baixo curso de seus afluentes. Uma das principais diferenças entre essa forma de regionalização e a do IBGE é que os limites que separam um complexo regional do outro não precisam coincidir necessariamente com os limites estaduais. Nele concentram-se os investimentos na produção agrária. pesquisa científica. Suriname e Guiana Francesa. que objetiva retratar as disparidades socioeconômicas das diferentes regiões. e Amazônia. na região Nordeste. que faz parte dos planaltos residuais Norte-amazônicos. dos quais 3 200 km estão no Brasil. reforça o quadro de grande disparidade entre os complexos regionais. Amazonas. É importante lembrar que. é o quadro socioeconômico. que é um complexo regional. infraestrutura de transportes e energia. com cerca de 5 milhões de km2 (quase 60% do território nacional). A Amazônia tornou-se mais conhecida por sua natureza do que pelas características de sua população ou economia. A hidrografia é caracterizada pela presença do maior sistema fluvial do mundo. É aí. o complexo regional do Nordeste é uma área povoada. as melhores condições de vida a seus habitantes. Seu desnível no trecho brasileiro é de apenas 82 m. COMPLEXO REGIONAL DA AMAZÔNIA _ Abrange quase 60% do território nacional. independente dos limites estaduais. que lhe confere homogeneidade. Por isso. onde encontramos as maiores altitudes da região e do país. eles abrigam áreas menores diferentes umas das outras. É também a porção mais dinâmica da economia nacional em praticamente todos os setores de atividade. desenvolvimento tecnológico. Tal situação fica evidente quando se analisa os indicadores sociais deste complexo regional. Toda essa área de formação sedimentar está encaixada entre planaltos de formação mais antiga.

é cultivada em Guajarina. A juta é uma planta fibrosa de uso têxtil cultivada em várzeas. destaca-se a Fazenda Jari. A AGRICULTURA A agricultura regional é extremamente pobre. introduzida e cultivada por imigrantes japoneses e seus descendentes na Zona Bragantina na. Sob a influência constante da massa de ar equatorial continental. e algumas pequenas manchas de campos. a paisagem vegetal dominante se caracteriza pela presença da mais exuberante formação florestal do planeta: a floresta latifoliada equatorial ou Floresta Amazônica. no Estado do Pará. ácidos e arenosos. O primeiro grande surto migratório ocorreu no período da borracha. a região apresenta médias térmicas elevadas o ano todo (de 25º a 27ºC). hoje é cultivada pelos diversos grupos que se distribuem pelo vale médio e inferior do rio Amazonas. tanto no nível do investimento quanto no rendimento e na qualidade da produção. A descoberta de jazidas minerais nas décadas de 70 e 80 estimulou mais ainda o processo migratório. Roraima e Amapá. em função da diversidade. povoando a chamada Amazônia Ocidental. no estado do Pará. o que equivale a 30 mil quilômetros quadrados (área superior à do estado de Alagoas). com temperaturas elevadas o ano todo e chuvas concentradas no verão.000 mm a 2. com exceção do estado de Tocantins e de trechos do Pará e Roraima. entre 1870 e 1910. com temperaturas também muito altas o ano todo. daí sua concentração às margens do Amazonas. enquanto o pasto. acompanhando as águas do vale do rio Araguaia. Outro aspecto negativo da pecuária regional é sua lucratividade. tendo como uma das laterais as margens do rio Amazonas. Além disso. em torno de 20ºC. característica da ilha de Marajó na foz do rio Amazonas. o produto é utilizado basicamente na indústria de embalagens (sacaria). nos primeiros anos deste século. próxima a Belém. As exceções estão no Sudeste do Pará e estado de Tocantins.5 boi por hectare. em trechos dos estados de Tocantins. no estado de Tocantins. com ocupação média de 0. pois os produtos deste se repõem na natureza. Um dos principais produtos da agricultura regional é a pimenta-do-reino. No litoral amapaense. a produção britânica de borracha obtida no Sudeste Asiático praticamente arrasou com a economia extrativista brasileira. quente e úmida (mEc). Está localizada nos estados do Pará e do Amapá. Extremamente heterogênea e composta de espécies latifoliadas (de folhas largas) e perenifólias (as árvores mantêm suas folhas o ano inteiro). A região Norte abriga algumas das maiores propriedades rurais do planeta. Também a pluviosidade é elevada. Rondônia. com 3 milhões de hectares. associados a um clima de chuvas frequentes e intensas. onde encontramos o clima classificado de equatorial semiúmido. JUANIL BARROS 26 . favorece um forte processo erosivo. que se estende por toda a região Norte. destaca-se a presença dos mangues. quando milhares de nordestinos foram atraídos pelo trabalho nos seringais. a formação vegetal mais densa e compacta da superfície terrestre. onde se observa o domínio absoluto do clima tropical. com uma produção média de 80 milhões de sacos por ano. mas com médias pluviométricas menos elevadas e apresentando uma curta estação seca. se considerarmos a atividade a médio e longo prazos.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros ciliares. manchas de cerrado nas áreas periféricas da Floresta Amazônica. que é o maior produtor nacional. e amplitude térmica muito pequena. É comum afirmar-se que a criação de gado é menos lucrativa que o extrativismo. A juta introduzida pelos imigrantes japoneses. Esse período somente foi encerrado quando. bem distribuídos ao longo do ano. graças ao pequeno desnível altimétrico de suas costas que causa constantes invasões marinhas no litoral. A PECUÁRIA A criação de gado na região Norte é caracterizada por um baixo rendimento. a maior do mundo.500 mm anuais. especialmente nas áreas onde a produção agrícola ocasionou a devastação da mata natural. e no Noroeste do Pará e porção oriental de Roraima. em especial. com 10 ou 12 anos de uso. planta que fornece fibra para fabricação de sacos de aniagem. A OCUPAÇÃO REGIONAL A ocupação da região se deu historicamente por intermédio das atividades ligadas ao extrativismo vegetal e mineral. Destacam-se também os campos de criação de Roraima e a pecuária de búfalos. A malva . rende apenas 50% do seu período inicial. ocupa cerca de 90% da região Norte. O CLIMA E A VEGETAÇÃO O clima dominante é o equatorial úmido. Entre as outras formações vegetais que aparecem na região Norte. variando de 2. entre elas. já que a produção mineral chamou a atenção de empresas que passaram a exigir numerosa mão-de-obra. Refletindo esse clima quente e úmido. destacam-se as matas galerias ou ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. principalmente ao sul do rio Amazonas. As principais áreas de criação estão dispersas pelo interior da região. a floresta é. Capitão Poço e Salgado. a expansão do garimpo foi outro fator de atração populacional. Pará. dispersas pelo interior da área florestada. O domínio de solos fracos. Estendendo-se por quase metade do território brasileiro.

mas. O projeto de maior importância foi o Grande Carajás. A MINERAÇÃO A mineração apresenta grandes possibilidades de desenvolvimento na região Norte. sob a forma de fruto seco ou óleo para diversas indústrias. de onde deriva o nome castanha-do-pará. transporte e exportação dos minérios de ferro e manganês. de carne saborosa. que deveria escoar rapidamente a produção. em função da densidade vegetal e da dificuldade de transporte. empresa privada criada com caráter multinacional). é rica em manganês. angelim. minério utilizado na indústria siderúrgica para aumentar a elasticidade do aço e na indústria química para a fabricação de pilhas. A produção é realizada pela Indústria e Comércio de Minérios (Icomi). com a construção da Estrada de Ferro Carajás.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros O EXTRATIVISMO VEGETAL O extrativismo vegetal na região Norte é sem dúvida a mais tradicional atividade econômica a que se dedica grande parte da população. OCORRÊNCIAS MINERAIS EM CARAJÁS Minério Ferro Cobre Níquel Manganês Bauxita Reserva estimada (em milhões de toneladas 18000 1000 125 60 50 Essas despesas foram todas assumidas pelo Estado. e concentra-se na mata de terra firme dos estados do Amazonas e do Pará. por um geólogo da Companhia Meridional de Mineração. Grande parte da produção é destinada à exportação. com a instalação da usina hidrelétrica de Tucuruí. pau-ferro. cedro. do qual se extrai a castanha-do-pará. pau rosa. Guaraná. A produção de madeiras da região corresponde a cerca de 25% de toda a produção nacional. em Maués (AM) PESCA A pesca é a atividade desenvolvida nos rios da bacia Amazônica. etc. por outro lado. níquel. peixe-boi (baleia de água doce) e de tartarugas. Abriga uma das maiores províncias mineralógicas do planeta. ouro. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. além de diversas outras aplicações. empresa pertencente ao grupo americano United States Steel. pois quem iria dirigir a exploração mineral na época seria a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). JUANIL BARROS 27 . Aparece em Rondônia (RO) Poaia ou ipecacuanha. Destaca-se a pesca do pirarucu ( o bacalhau da Amazônia). produto derivado do látex encontrado em várias espécies da Floresta Amazônica. e entre os seus principais produtos estão a borracha. representa um grande obstáculo para a exploração. têm-se a serra dos Carajás. A atividade tem sofrido um forte incremento com a implantação. Os investimentos superaram a casa dos 5 bilhões de dólares. em especial a de cosméticos. A serra dos Carajás está localizada entre os rios Tocantins e Xingu. atingindo de 50 a 60 m. no Pará. O castanheiro. a castanha-do-pará e as madeiras. em particular na seringueira (Hevea brasiliensis). A grande diversidade de espécies da floresta estimula o extrativismo. As principais áreas de produção e comércio situam-se em torno das cidades de Humaitá (Amazonas) e Marabá (Pará). manganês. que deveria atender todas as necessidades energéticas do projeto. cumaru etc. de empresas mineradoras de grande porte. no sudeste paraense. em São Luís (Maranhão). boiúna. e com a implantação do moderno porto Ponta da Madeira. capaz de receber os maiores navios cargueiros do mundo com o intuito de levar o minério para o exterior. Atualmente é a maior empresa exportadora de minério de ferro do mundo. empresa até então de controle estatal. localizada no Amapá. é uma das espécies mais altas da Floresta Amazônica. andiroba. em vários pontos da região. Algumas das madeiras exploradas: mogno. com enormes jazidas de minério de ferro (a primeira do mundo). em 1 967. estanho. O porto de exportação é o de Belém. A borracha. bauxita. cobre. no rio Tocantins. A descoberta de minérios na serra dos Carajás se deu de forma acidental. A serra do Navio. é comum na mata de várzea dos estados do Acre e do Amazonas. a serra do Navio e Oriximiná. visando à extração. Entre as principais áreas.

no Acre e  Balbina. A intensa exploração mineral que vem sendo realizada na região Norte. no Maranhão. níquel.966. Tem como objetivos: incrementar o livre comércio de mercadorias nacionais e estrangeiras. fazendas de criação de gado etc. A oeste do estado de Mato Grosso do Sul e a sudoeste de Mato Grosso encontra-se a depressão do Pantanal MatoGrossense. apesar de sua importância econômica para o país.  PROTERRA ( Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulos à Agroindústria do Norte e Nordeste). No Pantanal.  REMAN ( Refinaria de Manaus)) Constitui-se na única refinaria da Região Norte do país. Limita-se às indústrias mineradoras. visa a planejar e coordenar o desenvolvimento da Amazônia Legal. NOVAS HIDRELÉTRICAS NA AMAZÔNIA Nº 01 02 03 04 05 NOME Belo Monte São Luiz do Tapajós Santo Antônio Jirau Jatobá UF PA PA RO RO PA RIO Xingu Tapajós Madeira Madeira Tapajós GERAÇÃO 11233 MW 8 381 MW 3665 MW 3300 MW 2 338 MW STATUS Construção Projetada Construção Construção Projetada Órgãos governamentais e privados que atuam na região:  SUDAM (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia).CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros Oriximiná localiza-se no Norte do Pará. especialmente do setor eletroeletrônico. POPULAÇÃO POR ESTADOS NO CENTRO-OESTE UF Goiás Mato Grosso Mato Grosso do Sul Distrito Federal Capital Goiânia Cuiabá Campo Grande Brasília Pop. Relativa 18. consórcio formado pela Companhia Vale do Rio Doce e algumas empresas nacionais e transnacionais A maior parte da produção é exportada como matériaprima bruta.505. 26 . na foz do rio Trombetas. O escoamento do minério é feito pelos portos de Itaqui e Ponta da Madeira. o que é realizado pelas empresas Albrás e Alunorte.336 2. A produção anual de bauxita (minério de alumínio) é da ordem de 4 milhões de toneladas. Posteriormente esse alumínio é exportado como produto semimanufaturado por um preço maior para os grandes mercados do mundo. financiando campos cultivados.996 3. no rio Tocantins (PA). JUANIL BARROS 28 . no Pará. A Zona Franca. calcário e ouro (Itaituba).1 hab. Até meados da década de 50 esse espaço correspondia a apenas dois estados brasileiros.9 milhão de km2. à metalurgia do alumínio. A Companhia de Petróleo da Amazônia (COPAM). caracteriza-se por terrenos antigos e aplainados pela erosão. A ELETRONORTE (Centrais Elétrica do Norte do Brasil)./km2 7 hab. Goiás e Mato Grosso./km2 3. que se torna mais fechada e úmida na região norte de Mato Grosso. que originaram chapadões. no Tocantins.088 2. Promove o desenvolvimento econômico da Amazônia Legal. é a única refinaria da Região Norte.é a subsidiária da ELETROBRÁS que controla as usinas hidrelétricas da Amazônia Legal. considerado como as maiores do Brasil. com a participação de capital brasileiro e japonês.  BASA ( Banco da Amazônia S/A). As empresas implantaram unidades de montagem.115. explorado nas jazidas da Serra dos Carajás. A metalurgia do alumínio concentra-se nas proximidades de Belém. os campos cerrados dividem o espaço com a floresta.  Coaracy-Nunes ou Paredão./km2 A região Centro-Oeste foi a que sofreu maior alteração na sua divisão interna nas últimas décadas. urânio.154. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul além do Distrito Federal.  Curuá-Una. próxima a Marabá. salgema (Aveiro). O relevo da área.4 hab. à Zona Franca de Manaus e.REGIÃO CENTRO-OESTE Características gerais: A região é formada pelos estados de Goiás. Absoluta 6. Mato Grosso. cobre. A vegetação é de cerrado nos planaltos. Em Rondônia é explorado Cassiterita (minério de estanho). realizar a redistribuição de terra (Reforma Agrária). Criada em 1. destinando-se a outra parte para a fabricação do alumínio no país. cortada pelo rio Paraguai e sujeita a cheias durante parte do ano. em São Luís (Maranhão). a atividade industrial é pequena e não apresenta grande peso na economia regional. onde se localiza Brasília. em Santarém. O clima da região é tropical semiúmido e úmido. em Rondônia.9% da área do país). já que o potencial hidrelétrico disponível é o maior do país. DIVISÃO POLÍTICA O Centro-Oeste é a segunda macrorregião brasileira em área territorial. A despeito dessas condições positivas. Mato Grosso do Sul e pelo Distrito Federal. sendo realizada pela empresa Mineração Rio do Norte. A INDÚSTRIA As possibilidades industriais da região Norte são bastante fortes. florestas de seringueiras e castanheiras. contando com dois importantes fatores: a ocorrência de enormes jazidas minerais e a capacidade energética. Destaca-se o projeto Albrás/ Alunorte. A produção industrial do alumínio se beneficia das reservas de bauxita de Oriximiná e Carajás e da energia da Usina Hidrelétrica de Tucuruí./km2 458. através da Estrada de Ferro Carajás. Ituxi. instalada em Manaus em 1967. localizada no extenso Planalto Central. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. possuindo 1 604 850 km2 (18. no rio Uatumâ (AM). a capital do país. no rio Araguari (Amapá).  SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus). implantar um distrito industrial e agropecuário e desenvolver o comércio e o turismo. provocou uma industrialização fundada no grande capital privado nacional e principalmente no capital transnacional. criar melhores condições de emprego e mão-de-obra. Tem como objetivos: apoiar o pequeno produtor. mais recentemente. deixa uma herança extremamente negativa para o meio ambiente: a devastação florestal e a poluição das águas fluviais. com chuvas de verão.2 hab. Ferro. no rio Tapajós(PA).  Samuel. lavouras de pimenta-do-reino. atualmente (REMAN) em Manaus. Dentre as hidrelétricas destacam-se:  Tucuruí. que juntos ocupavam uma área de quase 1.648. É formada por três estados: Goiás.532 Pop. favorecer a agroindústria no Norte e Nordeste. Podemos citar ainda o carvão mineral (PA). que se beneficiam de isenções fiscais e livre importação de componentes. e pela Alumar.

no Sudoeste do estado. que forma o Madeira. O encontro dos dois rios se dá somente na divisa entre os estados de Tocantins e do Pará. no alto Araguaia. Finalmente em 1988. Taquari e Miranda. com duas estações bem definidas: verão chuvoso e inverno seco. e o rio Tocantins nasce na serra Dourada. ocupando uma área de 150 mil km2. foi a vez de o estado de Goiás ser dividido para se criar Tocantins. Esse rio é responsável pela drenagem de toda a planície do pantanal Matogrossense. que nasce em Mato Grosso e após percorrer quase 3 000 km desemboca no rio Amazonas. O restante do Centro-Oeste. A região Centro-Oeste.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros As mudanças começaram a ocorrer em 1956. que funcionam como grandes divisoras de água entre as principais bacias hidrográficas brasileiras. as chapadas cristalinas. E importante ressaltar que a diferença entre essas duas estações é muito bem marcada. que formam o Tapajós. Isso se deve tanto a elementos do quadro natural. No Brasil. por sua vez. O inverno. como o clima e a vegetação. As nascentes de alguns dos mais importantes afluentes da margem direita do rio Amazonas estão localizadas no CentroOeste. originando Mato Grosso do Sul. de tal forma que encontramos áreas do Centro-Oeste fazendo parte de dois complexos regionais. pois os dois rios nascem em Goiás. quando as águas recuam. Um dos seus formadores. cujas nascentes ficam na serra do Araporé. a bacia Platina é subdividida em três bacias menores: a do rio Paraná. Distribuem-se por toda a região. que originaram formas tabulares de relevo.Araguaia e Platina. o estado de Mato Grosso foi repartido em dois. do Tocantins. a agricultura itinerante e a pecuária extensiva. como o Guaporé. Brasília. no Sudeste goiano. que se estende por todo o vale. mas concentradas em um curto período do ano. As temperaturas são elevadas o ano todo. e o Xingu.  planaltos recentes: onde se encontram os solos de terra roxa. e a do rio Uruguai. recobertas em sua maior parte por sucessivas camadas de rochas sedimentares.  depressões: correspondem à forma de relevo com o maior número de unidades no Centro-Oeste. sobretudo nas áreas banhadas por ESA 2013 O clima dominante e do tipo tropical. faz a divisa entre os estados de Goiás e Minas Gerais. O CLIMA E A VEGETAÇÃO Predominam as formas tabulares. localizadas em sua maior parte no Centro-Oeste. na região Norte. além do Distrito Federal. O rio Paraná separa o estado de Mato Grosso do Sul dos estados de São Paulo e Paraná. também denominadas chapadas. há um pequeno trecho de planície. que constituem cena das mais precárias: a população rarefeita se dedica a atividades tradicionais. situada no Sudoeste da região. No verão. que inclui a porção mais meridional do estado de Mato Grosso e a totalidade dos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul. ou seja. O rio Paraguai. na qual o novo estado foi agrupado. O RELEVO E A HIDROGRAFIA grandes rios. entre eles os rios Cuiabá. o pantanal é inundado pelas águas do rio Paraguai. inclusive pela região Norte. O rio Araguaia nasce na serra dos Caiapós. Em 1977. o rio Paranaíba. transformou-se na principal área formadora e divisora de nossas bacias hidrográficas: Amazônica. Na divisa entre Goiás e Tocantins. no estado de Mato Grosso. a do rio Paraguai. PROF. a planície se cobre de vegetação rasteira. JUANIL BARROS 29 CURSO PEDRO GOMES .  planícies: a mais típica planície brasileira é a do pantanal Mato-grossense. o Juruena e o São Manuel. É possível analisar o relevo regional dividindo-o em quatro grandes grupos:  planaltos antigos: formados por rochas cristalinas do Pré-cambriano. Em relação ao aspecto geoeconômico da região. em função de sua posição geográfica central e de seu relevo de serras e chapadas. A maior parte do território do estado de Mato Grosso compreende o complexo regional da Amazônia. faz parte do complexo regional do Centro-Sul. o que se observa é uma grande desigualdade entre as porções norte e sul. recebe águas de diversos afluentes. quanto às suas características demográficas e econômicas. onde as condições socioeconômicas são em geral melhores. Ocupam o Sul de Goiás e a porção oriental do Mato Grosso do Sul. como o extrativismo vegetal. pois durante o verão verifica-se a ocorrência de chuvas frequentes e intensas. bastante férteis. A bacia do Tocantins-Araguaia tem sua origem no interior do Centro-Oeste. o que significou a perda de 277 mil km2 de área do Centro-Oeste para a região Norte. quando o Governo Federal ocupou 5 794 km2 do estado de Goiás a fim de implantar o Distrito Federal e construir a nova capital do país. a porção mais dinâmica do território brasileiro. mas no inverno.

onde as densidades são inferiores a 1 hab. Cuiabá-Santarém. com a umidade relativa do ar atingindo valores tão baixos que chegam até a causar sérios problemas de saúde à população. A criação de Brasília. ou eram áreas não aproveitadas economicamente. Entre as principais áreas agrícolas. com a umidade relativa do ar atingindo valores tão baixos que chegam até a causar sérios problemas de saúde à população. para o mercado externo. característico do clima tropical. como grãos (soja e arroz) e carne. Trata-se de uma formação arbustiva. equipamentos e recursos técnicos de fertilização e correção de solos é um deles. como a porção meridional do Mato Grosso e de Goiás e a porção oriental do Mato Grosso do Sul. característico do clima tropical. instalaram fazendas de gado e de produção agrícola. principalmente no Norte e Noroeste do estado de Mato Grosso.Porto Velho surgiram diversos núcleos de população (frentes pioneiras). aparecem associadas espécies vegetais dos mais diversos tipos. Merece um destaque especial a vegetação da planície do pantanal Mato-grossense. Hoje o Centro-Oeste é um grande fornecedor de produtos agropecuários. aparece o clima equatorial úmido. sua economia agropecuarista passou a se voltar também para os grandes mercados mundiais. com a produção de soja. com temperaturas elevadas e chuvas intensas o ano todo. Nessa planície. com as chegadas das frentes pioneiras. Principais cidade:  Brasília (DF) capital federal. Junto às rodovias Belém-Brasília. Na porção setentrional da região. na área cortada pelo trópico de Capricórnio. Em Goiás. com temperaturas mais baixas no inverno e chuvas concentradas no verão. verificamos a ocorrência do clima tropical de altitude. que se apresenta com o tronco e os galhos bastante retorcidos e recobertos durante o verão verifica-se a ocorrência de chuvas frequentes e intensas. o Centro-Oeste é a região menos populosa do país.423. centros produtores de soja e trigo. em função de suas condições naturais muito particulares. verificamos a ocorrência do clima tropical de altitude. com uma densidade demográfica de apenas 8. A vegetação dominante na região Centro-Oeste é o cerrado. com temperaturas mais baixas no inverno e chuvas concentradas no verão. destacam-se Campo Grande e Dourados (Mato Grosso do Sul). Trata-se de uma formação arbustiva. vegetação de pequeno porte. com temperaturas elevadas e chuvas intensas o ano todo. em 1./km² habitantes por quilômetro quadrado. sobressai a região denominada “mato grosso de Goiás”. ou seja. Outro fator é a incorporação de novos espaços que até bem pouco tempo ou eram dedicados a uma lavoura rudimentar de subsistência./km2. O aumento da produtividade das áreas tradicionais que se modernizam com investimentos em máquinas. ou seja. ainda encontramos áreas de floresta equatorial ao norte. a região Centro-Oeste manteve a sua atividade de produtora agropecuarista sempre voltada para o mercado interno. situada no Planalto Central  Goiânia e Anápolis (GO)  Campo Grande e Corumbá (MS)  Cuiabá (MT) A AGROPECUÁRIA A região Centro-Oeste tem sua história de ocupação econômica fortemente relacionada à agropecuária. como o Norte e o Noroeste de Mato Grosso. arbustivas e herbáceas. matas galerias acompanhando alguns rios na porção oriental da região e formações de campos no extremo sul de Mato Grosso do Sul. para o abastecimento das áreas mais dinâmicas do país. A agricultura do Centro-Oeste vem aumentando rapidamente sua participação no total da produção brasileira em função de diversos fatores. tendo tomado o lugar da região Norte na década de 80. e na porção meridional. ou seja. Há áreas cuja densidade demográfica ultrapassa 1 00 hab. porém. mas concentradas em um curto período do ano. especialmente de soja.952 habitantes./km2. mas há também imensidões vazias. JUANIL BARROS 30 ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . no Sul do estado de Mato Grosso do Sul. mas que agora. caracterizando a formação vegetal denominada complexo do Pantanal. A vegetação dominante na região Centro-Oeste é o cerrado. vegetação de pequeno porte. que se apresenta com o tronco e os galhos bastante retorcidos e recobertos por uma grossa camada de cortiça. vão sendo integrados a uma economia mais dinâmica. Espalha-se por uma extensa área no interior do Centro-Oeste. encontra-se irregularmente distribuída. para as indústrias alimentícias do Centro-Sul e. no século XVIII. inclusive alcançando terras de outras regiões brasileiras. aparece o clima equatorial úmido. Além dessa formação arbustiva dominante. é extremamente seco. principalmente no Norte e Noroeste do estado de Mato Grosso. no Sul do estado de Mato Grosso do Sul. Norte de Goiás ou em trechos do pantanal Mato Grossense. O inverno. PROF. com a agro exportação cafeeira e a industrialização. pois os primeiros contingentes populacionais que para lá se dirigiram. Nas últimas décadas no entanto.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros é extremamente seco. o Centro-Oeste é pouco povoado. Na porção setentrional da região. e Cuiabá. e na porção meridional. Mesmo com as transformações que foram ocorrendo na economia nacional. O QUADRO HUMANO Com uma população absoluta de 14. florestais. O Centro-Oeste constitui um vazio demográfico.97 hab.960 trouxe importantes alterações no Planalto Central entre elas:  Aumento da população regional  Surgimento de um importante sistema de comunicações  Surgimento de um importante mercado consumidor  Criação de um centro tecnológico e científico (Universidade de Brasília) Algumas rodovias: As novas vias de circulação (estradas) têm trazido efeitos benéficos no povoamento e nas atividades econômicas. Sua população. Sendo a segunda região brasileira em área territorial e a quinta em população absoluta. na área cortada pelo trópico de Capricórnio. ao sul de Goiânia. por sua vez.

PRODEPAN (Programa de Desenvolvimento do Pantanal Mato-grossense). A boa adaptação das cabras ao clima local faz com que o Nordeste tenha o maior rebanho do país.     POLOCENTRO (Programa de Desenvolvimento do Cerrado). sobressaem a extração de látex (borracha) e de madeiras poaia.REGIÃO NORDESTE DIVISÃO POLÍTICA A região Nordeste possui 1 552 614 km2 (18. além de algumas metalúrgicas e madeireiras. ÓRGÃOS QUE ATUAM NO CENTRO-OESTE. muitas indústrias se instalaram nos estados nordestinos para fugir da carga tributária e fiscal mais pesada no Sul e no Sudeste. no Ceará. Mato Grosso (MT). que tem sua maior ocorrência na cidade de Niquelândia.2% do território nacional). e Picos. concentradas. Argentina e Uruguai. sendo a terceira macrorregião mais extensa do país.Principais rodovias: Bernardo Sayão (Belém-Brasília). O setor industrial é muito precário e se restringe às atividades ligadas à produção agroextrativa. em Mato Grosso do Sul. onde se tem algodão e arroz. como de ordem políticoeconômica abertura de estradas.  PRODOESTE (Programa de Desenvolvimento do Centro-Oeste) Visa dotar a região de estradas. destaca-se a de níquel. PROF. As condições climáticas também permitem que o Nordeste tenha significativa produção comercial de peixe. e o vale do Paranaíba. e com empresas têxteis que foram para o Ceará. Foi assim com a Ford. na porção setentrional da região. Nessas condições. além dos bovinos. e de erva-mate (Porto Murtinho). importante recurso para a indústria do aço. formação de pastos e melhoria genética dos rebanhos. e Mato Grosso do Sul (MS) e o Distrito Federal. Cuiabá-Santarém e Transpantaneira (Corumbá-Poconé). em Pernambuco e no Piauí. Na última década. babaçu. com mais de 8. Com a guerra fiscal (concessão de benefícios fiscais pelos governos estaduais com o objetivo de atrair empresas). pequenos frigoríficos. Apóia os Estado de Goiás (GO). 27 . Bahia.  SUDECO (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste). Entre as ocorrências registradas. A Região Nordeste é a segunda produtora de petróleo do país e a maior na extração de petróleo em terra. com os mesmos objetivos econômicos e sob as mesmas condições de criação. com quase 72 milhões de cabeças de gado. Essa participação tende a aumentar. indústrias de couro. no interior do pantanal Mato-grossense. armazéns (silos) . como o relevo de topografia plana e a vegetação aberta do cerrado. A Bahia é a segunda maior produtora e exportadora nacional de frutas frescas e ainda segunda no ranking de produção de bananas no Brasil. e há iniciativas de plantio de variedades para a produção de vinhos. O sistema de criação que predomina é o extensivo. Com relação à pecuária. mas as lavouras irrigadas de frutas tropicais vêm crescendo em importância na produção nacional. JUANIL BARROS 31 ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . tanto de ordem natural. Ceará.5 milhões de cabeças em 2011. sobretudo. em Pernambuco. MINERAÇÃO E INDÚSTRIA A produção de minérios. A principal área de criação está no pantanal Mato-grossense. Apoia a Região Norte e parte setentrional do Mato Grosso. A agricultura e a pecuária sofrem com os longos períodos de seca. principalmente nos municípios de Araripina. ao Norte de Goiás. como o Norte e o Sudeste. representado pelos vizinhos Paraguai. absorvem um pequeno contingente de mão-de-obra e se utilizam de equipamentos e recursos técnicos pouco avançados. com a maior parte da produção direcionada para o mercado externo. Seu objetivo principal é construir uma rede rodoviária básica para fortalecer a economia regional. castanha-do-pará em geral. Essa reserva é responsável por 80% da produção brasileira do minério:  Em Cristalina e Pium (GO) extrai-se cristal-de-rocha (quartzo). ao mesmo tempo. como as indústrias de beneficiamento de arroz. possuindo nove estados: Alagoas. no conjunto. na Bahia. A cana-de-açúcar é o produto agrícola que se destaca. Visa a desenvolver a agricultura e pecuária do Centro. é ainda pouco significativa quando comparada à de outras regiões brasileiras. A região concentra 79% da produção nacional de pescados marinhos em 2010. Rio Grande do Norte e Sergipe. Paraíba. tendo em vista que a região dispõe de grandes espaços e é. Pernambuco. que estão entre os maiores produtores do país em 2011. onde. é pouco significativa a participação da produção industrial regional:  TRANSPORTES .Oeste brasileiro e região do Triângulo Mineiro. O escoamento para esses países se faz pelo porto de Corumbá. É nela também que funciona um dos polos petroquímicos mais importantes: o de Camaçari (BA). O objetivo mais importante é a produção de carne para as indústrias frigorificas do CentroSul. o rebanho bovino do Centro-Oeste é o maior do país. que. POLONOROESTE (Programa que atua nos Estados de Rondônia e Mato Grosso). no Piauí. no Sudeste goiano. Entre as outras reservas minerais da região. na porção meridional. quebracho e angico e madeiras. usinas de beneficiamento e frigoríficos. Grande parte da uva de mesa produzida no país é originária desse polo (a região do Vale do São Francisco). A economia nordestina vem apresentando crescimento. Limoeiro do Norte. que sai principalmente do Rio Grande do Norte. graças a uma série de fatores favoráveis. Piauí. que é navegável em toda a sua extensão. EXTRATIVISMO VEGETAL No extrativismo vegetal.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros algodão e feijão. a plantação de frutas triplica e substitui as tradicionais. bem como desenvolver a agroindústria. SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). Maranhão. Por requerer pouca água. também são criados bufalinos. e pela navegação fluvial no rio Paraguai. E a mais subdividida politicamente. um enorme vazio demográfico. Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) são líderes na produção nordestina. que se estabeleceu na Bahia. a produção de mel começa a ganhar força. merecem destaque as produções de ferro e manganês encontrados no maciço de Urucum. O Transporte fluvial na bacia do rio Uruguai assume grande importância no Centro-Oeste brasileiro. A extração é feita pela Companhia Vale do Rio Doce. como a do feijão.

Existe uma estreita faixa de terras da depressão do Tocantins.1 hab.314 3. estendendo-se do Maranhão até Alagoas.714. que ocupam grande parte da porção ocidental do Nordeste. Entre as formações planálticas.2 hab. sendo quatro planaltos. acerola. através de usinas hidrelétricas instaladas em represas como:  Três Marias  Sobradinho  Itaparica  Paulo Afonso  Xingó. que ocupa uma grande área na porção Centro-Leste da região. acompanhando todo o vale médio do rio. na fronteira ocidental do Nordeste. é a do rio São Francisco. destacam-se os terrenos pré-cambrianos dos planaltos e serras do Atlântico-leste-sudeste ocupando o Centro-Sul da Bahia com a presença marcante da chapada Diamantina. Finalmente.  As bacias do Nordeste ocupam a faixa mais setentrional da região. porém apenas três delas apresentam uma extensão territorial significativa./km2 (Pernambuco e Ceará) e do Apodi (Rio Grande do Norte). O Nordeste foi a primeira região do Brasil a ser ocupada pelos portugueses. O planalto da Borborema está localizado na porção oriental do Nordeste./km2 57. temos a alongada mas estreita faixa de terras que compreendem as planícies e tabuleiros litorâneos.931. que se A presença de um grande número de unidades políticas na região se deve muito mais aos aspectos históricos do que às diferenças na paisagem natural ou mesmo às dimensões dessas unidades. Há ainda um longo trecho navegável. também. o o Apodi o o Piranhas. UF Alagoas Bahia Ceará Maranhão Paraíba Pernambuco Piauí Rio Grande do Norte Sergipe CAPITAL Maceió Salvador Fortaleza São Luís João Pessoa Recife Teresina Natal Aracaju POP./km2 20.198 2./km2 67. A seguir./km2 25. passou a ser um dos rios mais aproveitados para a geração de energia. melão e goiaba. represas que visam reter a água para amenizar o efeito dos longos períodos de seca.815.8 hab. que com a chegada de Pedro Alvares Cabra em 1 500 trouxeram os primeiros colonizadores. particularmente no estado de Pernambuco. RELATIVA 114 hab.867 POP./km2 61. Entre as duas depressões.028 3. Destacam-se. o Itapecuru. Esse rio tem uma extensão que supera a marca dos 3000 km e atravessa terras de quatro estados nordestinos:  Bahia  Pernambuco  Alagoas  Sergipe. O melão é importante ainda no Rio Grande do Norte e no Ceará. destacam-se os terrenos sedimentares dos planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba. desde o Maranhão até o Sul da Bahia. especialmente na faixa que compreende os estados do Maranhão e do Piauí. onde encontramos as principais cidades do Nordeste. A hidrografia nordestina é composta por uma grande rede de rios que se agrupam na:  bacia do São Francisco  bacias do Nordeste e do Leste.110. sem dúvida./km2 96.341 8. Nessa área é que se localizam os açudes.748 3.606.005 6.3 hab.165. onde também encontramos as chapadas do Araripe ESA 2013 estendem por toda a costa nordestina. Encontramos no seu interior rios perenes (com água o ano todo) como o: o Parnaíba. cerca de 1 000 km. o Mearim. O RELEVO E A HIDROGRAFIA O relevo nordestino subdivide-se em sete unidades. E rios temporários (parte do ano ficam secos) como: o o Jaguaribe.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros O Nordeste é o maior produtor de manga. cujo maior exemplo é o: PROF. onde encontramos a chapada do Ibiapaba.1 hab.160. Apresentando um percurso com inúmeras quedas d'água.228. a de maior realce é a depressão Sertaneja e do São Francisco./km2 12.175. duas depressões e uma planície.171 8. desde a cidade de Pirapora (Minas Gerais) até Juazeiro (Bahia) e Petrolina (Pernambuco).ABSOLUTA 3./km2 91 hab.6 hab. Suas altitudes superam os 1 000 m.6 hab.472 14. Em menores proporções. A bacia de maior destaque. surgem os terrenos pré-cambrianos dos planaltos e serras de Goiás-Minas no Oeste baiano. JUANIL BARROS 32 CURSO PEDRO GOMES .

a região perdeu mais de 15 milhões de habitantes. que esses valores estão diminuindo nos últimos anos. com um contingente de 9. cuja foz está em Salvador. esperando retornar às suas terras no interior tão logo a seca termine. EXTRATIVISMO VEGETAL A Mata do Cocais é a principal área do extrativismo vegetal do Nordeste. mas com chuvas escassas e irregulares. e o trabalhador que a realiza é conhecido regionalmente como Corumbá. Mas. fenômeno climático extremamente comum nas áreas interioranas que formam o chamado Sertão nordestino. Parte da população afetada pela estiagem. justificando até que se fale hoje em processo de desertificação. O Nordeste abriga 50. uma vez que as condições permanecem precárias mesmo com a volta das chuvas. O CLIMA E A VEGETAÇÃO A região Nordeste está em sua totalidade localizada em baixas latitudes. O Rio Grande do Norte é o maior produtor nacional. no entanto. formando as frentes pioneiras. 60%. O clima semiárido. onde se observa uma transição climática do úmido para o seco. coco (BA). no litoral. conhecida como "polígono das secas". Acaba sobrevivendo de trabalhos esporádicos no subemprego. aparece a mata dos Cocais. encontramos formações de mangues e dunas. essa relação é facilmente percebida.  Petróleo: É o principal recurso mineral da região. oiticica (CE). Etc. extraído em diversos estados. O clima tropical. nos trechos do interior onde predomina o clima tropical. O clima equatorial úmido. estendendo-se desde a faixa central do Maranhão até o Sul da Bahia.4% dos analfabetos do país. no Leste do Maranhão e no Piauí.  Sal: é extraído na orla litorânea do Rio Grande do Norte (Mossoró. na Bahia o Jequitinhonha. primeiro produtor do país. e para áreas da Amazônia. sendo superada apenas pelo Sudeste. atualmente dados do IBGE têm indicado períodos de aumento da imigração de retorno. razão pela qual essa área faz parte do complexo regional da Amazônia.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros o açude de Orós no rio Jaguaribe no Ceará. AS MIGRAÇÕES Uma característica marcante da população nordestina é o seu intenso movimento migratório. Nessas condições. Fortaleza e Camocim). O interior semiárido é dominado pela caatinga. Salvador (BA) destaca-se como porto exportador. a migração ocorre em função da seca. potásio (Sergipe). econômicos e sociais são muito mais determinantes do que os aspectos climáticos nessa forte migração para outras partes do país. sal. A vegetação. aparece a floresta latifoliada equatorial. denominase transumância. enquanto. Xilita: (tungstênio) é um mineral radioativo. é um reflexo do clima. ouro e diamante (Bahia)etc. Destaque-se. é possível distinguir-se três climas no interior do Nordeste: o tropical. Maranhão lidera a produção de coco de babaçu (Vale do Itapecuru). porém com grandes disparidades na quantidade e distribuição das chuvas. De 1940 até 1995. inchando o contingente da população periférica e caracterizando o produto desse intenso êxodo rural. aparece em uma grande área do interior nordestino. Essas pessoas se empregam em trabalhos sazonais. que no Brasil já é considerada alta (46%). tem de migrar do Sertão árido para o litoral úmido. notamos que o Nordeste transformou-se em uma área repulsora de população nas últimas década. Outros recursos: salgema (Alagoas). tais como o número de analfabetos e a taxa de mortalidade infantil. Observamos outros indicadores. que acompanha o vale médio e inferior do rio São Francisco. pois a distribuição das principais formações vegetais reflete a diversidade climática regional. Essa saída em massa de nordestinos está dominantemente relacionada às precárias condições de vida de grande parte da população regional e ao agravamento das disparidades socioeconômicas entre as regiões brasileiras.  ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. principalmente para áreas do Sudeste. Outros produtos: mamona (BA). na Plataforma Continental e no continente. na faixa intertropical do país. quase sempre. significando que está ocorrendo uma pequena melhora nas condições sociais da população nordestina. As bacias do Leste abrange os litorais de Sergipe e Bahia e é formada por pequenos rios que descem as serras do planalto em direção ao Atlântico. índice inferior apenas ao Sudeste e ao sul. Em virtude de ser também de grande extensão. urânio. O QUADRO HUMANO O Nordeste é a segunda região mais populosa do país. que recebe toda a umidade oceânica. sisal (BA/PE). apresenta uma densidade demográfica de 28. por isso seu clima está sob o domínio de temperaturas elevadas o ano todo. No primeiro caso. com temperaturas elevadas o ano todo. com temperaturas elevadas e chuvas intensas o ano todo.96 habitantes por quilômetro quadrado. em média. e no caso da região Nordeste. formação característica de áreas secas.    Urânio: As maiores jazidas deste mineral atômico foram descobertas em Itatira (CE) Cobre: O Estado da Bahia possui grandes reservas (Jaguarari). na faixa atlântica. Destacam-se os rios: o Paraguaçu. Macau e Areia Branca) e Ceará (Aracatí. Ceará e Piauí lideram na produção de carnaúba. Frequentemente o migrante decide não mais voltar ao Sertão. principalmente pequenos proprietários rurais e posseiros que não têm acesso aos açudes e nem têm dinheiro para "comprar água" dos grandes fazendeiros. e fixa-se nas cidades da região. área do clima equatorial úmido. A carnaúba e o babaçu são as duas principais espécies. O sal é transportado pela estrada de ferro Mossoró e exportado pelos portos de Macau e Areia Branca. No Oeste do Maranhão. tanto intra regional quanto extra regional. xilita. potássio. A taxa de mortalidade infantil (morte de crianças com menos de um ano de idade). que se industrializaram nesse período. cobre etc. cuja foz se localiza no Sul da Bahia. Os aspectos políticos. cujas maiores jazidas localizam-se no Rio Grande do Norte. aparece no Oeste do Maranhão. A paisagem climatobotânica do Nordeste vêm sofrendo uma rápida degradação. é o que predomina no território nordestino. JUANIL BARROS 33 . o semiárido e o equatorial úmido. atinge na região Nordeste. com temperaturas elevadas o ano todo e chuvas concentradas no verão. EXTRATIVISMO MINERAL Diversos produtos são encontrados na região nordestina: petróleo. Esse tipo de migração.7 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. tivemos a presença da Mata Atlântica (hoje muito devastada). Quanto ao movimento extra regional. a formação típica é o cerrado. além de atingir todo o litoral. temporária e reversível. sendo que em Alagoas esse valor alcança a absurda marca de 113%. principalmente vinda do Sudeste.

Suas condições naturais caracterizam-na como uma área de transição.5% de toda a área rural brasileira. à subsistência. quase sempre voltadas para a monocultura comercial. sua agricultura é bastante diversificada. no Rio Grande do Norte. é possível distinguirmos no Nordeste quatro sub-regiões:  Zona da Mata. Merece destaque também a existência de uma importante lavoura comercial de algodão para abastecimento das indústrias têxteis nordestinas e. Caracteriza-se pelas condições desfavoráveis à agricultura. tomate e. que diminuem de oeste para leste. mudança entre a mata exuberante do litoral e a caatinga do Sertão. as palmeiras de babaçu e os coqueiros de carnaúba. É cultivado principalmente na região do Agreste (Paraíba). A atividade econômica mais característica. De acordo com essas diferenças. porém atualmente apresenta sérios problemas no seu desenvolvimento. entretanto. entre a Amazônia equatorial (o Oeste do Maranhão) e o Sertão semiárido (o Leste do Piauí). ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. área muito úmida. com escassa mecanização. cuja produção . Suas condições naturais refletem essa transição. único rio perene do Sertão. a de maior extensão e também a de maiores problemas.quase toda para exportação esteve dominantemente concentrada na região de Ilhéus e Itabuna. ou. Agreste Corresponde a uma estreita faixa de terras que se localiza entre a Zona da Mata. como nos sopés das chapadas. no Maranhão. já que ocorre o predomínio do clima semiárido. região de clima seco. Sertão Corresponde à maior das divisões internas da região. melão. é o extrativismo vegetal baseado na coleta do babaçu e da carnaúba. estendendo-se desde as proximidades de Natal. com excepcional sucesso. Ao sul. uva para fabricação de vinho. desenvolve-se a pecuária de bovinos na área do cerrado. a menos ocupada populacional e economicamente. pois somente cerca de 15% de seu espaço rural pode ser considerado área produtiva. Zona da Mata Corresponde à faixa oriental do Nordeste. JUANIL BARROS 34 .2% dos estabelecimentos rurais e ocupa 20. mas hoje está em decadência. Meio-Norte Corresponde à porção mais ocidental do Nordeste.  Agreste. abrangendo cerca de 3/4 do Nordeste. tendo em vista as enormes diferenças naturais. a existência de climas úmidos permite a prática de uma pequena policultura de subsistência ou de mercado local. sociais e econômicas. contribuiu para a implantação e o desenvolvimento da cultura canavieira desde o século XVI. destacando-se apenas a produção de arroz nos vales dos rios perenes Mearim. manga. Ao longo do vale médio do São Francisco. A estrutura agrária se caracteriza pelo domínio das grandes propriedades. planta que fornece fibra de uso industrial.6% do total dos trabalhadores brasileiros do campo. SUBREGIÕES DO NORDESTE  o cacau.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros A AGROPECUÁRIA A agropecuária é a principal atividade econômica do Nordeste. melancia. observa-se a presença de agricultura irrigada para produção de mamão. produto cultivado durante longo tempo na área do Recôncavo Baiano. A pecuária. É também uma área de transição climática. caprinos (leite) e asininos (montaria). solo muito fértil e profundo. No entanto. que compõem a chamada mata dos Cocais. estendendo-se desde o litoral do Ceará e Rio Grande do Norte até o Sul e o Oeste baianos. a mais desenvolvida de todas. realizada em enormes latifúndios de forma extensiva. a presença de lavoura comercial de alimentos para abastecimento das populações das grandes cidades litorâneas. A região possui 48.  Sertão. em alguns pontos. é a grande atividade econômica sertaneja.  o tabaco. que teve seu apogeu no período colonial mas que agora. pois apresenta um clima semiúmido na passagem entre o úmido do litoral e o seco do interior. até a extremidade sul da Bahia. com o Proálcool. com uma variação muito marcante no índice de chuvas. pois a presença do massapé. estendendo-se do Rio Grande do Norte até a Bahia paralelamente à Zona da Mata. absorvendo um contingente de mão-de-obra equivalente a 44. Pindaré e Parnaíba. A agricultura dessa porção do Nordeste é pobre. aliada à ocorrência do clima tropical. sofreu uma forte reativação. solos arenosos e rasos e uma rede hidrográfica de rios intermitentes. rico em argilas e matéria orgânica. e o Sertão. Ocupa uma larga faixa de terras no interior. Os fatores naturais sempre foram bastante favoráveis à atividade agrícola. tanto pelo valor da produção como pela quantidade de mão-de-obra empregada.  Meio-Norte. nos casos dos minifúndios que aí aparecem. Os animais criados são bovinos (produção de carne). com péssima qualidade e baixo rendimento. O mau uso do solo na região Nordeste é um dos fatores responsáveis pelos mais sérios problemas que afetam a população regional. já foi um importante item de exportação. com temperaturas elevadas e chuvas escassas e irregulares. Em algumas áreas mais úmidas. Sua estrutura agrária é caracterizada pelo domínio das pequenas propriedades que utilizam o trabalho familiar. o Norte e o Nordeste de Minas Gerais. e uma vegetação pouco definida. que envolve hoje mais de 3 milhões de pessoas. por sua vez. uma estreita faixa de terras vizinha à Zona da Mata. dedicadas à policultura de pequeno mercado. e com a presença de uma vegetação muito especial. especialmente nas terras do Piauí. que sofre grande influência da umidade oceânica. atravessando as fronteiras regionais e ocupando. tanto para a exportação quanto para o abastecimento do mercado interno. abrangendo o estado do Maranhão e parte do Piauí. Sisal ou agave. Os principais produtos cultivados são:  a cana-de-açúcar.

hoje em franca decadência. Itaparica atualmente chamada de (Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga) . tungstênio (Rio Grande do Norte) e sal (Rio Grande do Norte e Ceará). Outros recursos energéticos importantes são petróleo e o gás natural.577. às condições naturais de clima quente e seco e um litoral raso. como o caroá. o alimentício e o químico. Apoia o desenvolvimento regional. nas proximidades de Salvador(BA)./km2 CURSO PEDRO GOMES PROF.770. inferior à do Sudeste e à do Nordeste. COHEBE ( Companhia Hidrelétrica da Boa Esperança). Sobradinho. RELATIVA 66. explorados sobretudo nos litorais do Rio Grande do Norte e Sergipe-Alagoas e no Recôncavo Baiano. voltados principalmente às indústrias têxteis e alimentícias. químicas e de produtos eletroeletrônicos. que apresenta como ramos de maior expressão o têxtil. destaca-se a usina Castello Branco. As principais usinas são Sobradinho. o que equivale apenas a 6.383. POP.8% do território nacional. a Refinaria Landulfo Alves. Igualmente influente é o Centro Industrial de Aratu. Esse órgão criou uma política de incentivos fiscais. onde se destacam três centros industriais Cabo. as influências históricas e demográficas da imigração europeia e uma economia moderna. Fumo: no Recôncavo Baiano e baixo vale do rio Paraguaçu.REGIÃO SUL(2013) ESTADO Santa Catarina Paraná Rio Grande do Sul CAPITAL Florianópolis Curitiba Porto Alegre POP. O potencial hidrelétrico do São Francisco é de grande importância para o desenvolvimento regional. Itaparica ou Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga e Xingó. Jaboatão e Paulista. de açudagem. abrigando. em Mataripe.REGIÃO SUL DIVISÃO POLÍTICA O Sul é a menor das cinco macrorregiões brasileiras. COPENE (Companhia Petroquímica do Nordeste). são responsáveis por quase 35% da produção nacional desses combustíveis. o que se deve. Criado em 1. cacau para a indústria alimentícia e tabaco para a indústria de charutos. é a terceira maior do país. Promove o aproveitamento energético deste rio: usinas de Paulo Afonso./km² 53. Destaque-se que a produção salineira nordestina corresponde a cerca de 80% do total nacional. O desenvolvimento industrial da região se deu a partir da criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) em 1959. procura atacar o problema maior da região: a seca. objetiva transformar as condições de produção do meio rural do Nordeste. Entre os fatores que contribuem para esse crescimento. JUANIL BARROS 35 . pois é composta por três estados: Paraná. ESA 2013    POLONORDESTE (Programa de Desenvolvimento de Áreas Integradas do Nordeste).Trata da irrigação e desenvolvimento da região semiárida do São Francisco CODEVALE (Companhia de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha).1 hab. além da presença da mais antiga refinaria da Petrobrás. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO. Através de uma política de irrigação. com 575315 km2. desde fábricas de cimento até metalúrgicas. 10.  de ordem extrativa vegetal: cera de carnaúba. mediante a modernização de atividades agrícolas e pecuárias em áreas selecionadas.286 hab. através da Usina Presidente Castelo Branco. CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco). algodão para a indústria têxtil. A região metropolitana menos desenvolvida industrialmente é a de Fortaleza. A região Sul.7 hab. Sede em Camaçari (BA) FINOR (Fundo de Investimento do Nordeste). sob o enfoque da divisão do país em cinco macrorregiões pelo IBGE. mas ainda bastante vinculada ao campo. Os principais centros industriais localizam-se nas regiões metropolitanas. ÓRGÃOS QUE ATUAM NO NORDESTE:  SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste). principalmente na Bahia. sendo as indústrias mais tradicionais as alimentícias e têxteis. incentivando principalmente o setor industrial. destaca-se a riqueza em matérias-primas:  de ordem agrícola: cana-de-açúcar para a produção de açúcar e álcool. Promove o aproveitamento hidrelétrico do rio Parnaíba (MA/PI). seguidas das metalúrgicas. em grande parte. mas é a que tem apresentado o maior crescimento industrial nos últimos anos. Rio Grande do Sul e Santa Catarina. óleos de babaçu e de oiticica e fibras vegetais. como o clima subtropical e a vegetação de araucárias.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros    OUTROS PRODUTOS: Feijão: em Irecê na Bahia a maior área produtora de cereais do Nordeste. ABSOLUTA 6. Mandioca: produção difundida em todo o Nordeste. a piaçava e o sisal.974. apresenta uma série de elementos comuns no seu interior. Com sede em Recife (PE). estão a exploração de petróleo no Recôncavo e a implantação do polo petroquímico de Camaçari. Moxotó. DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). tendo implantado até hoje mais de 1 000 projetos industriais. É também a região menos subdividida em unidades. No rio Parnaíba.2 hab. A região metropolitana de Recife é sem dúvida a mais influente área de concentração industrial de todo o Nordeste. 28 . 10./km² 38. hab. Juntos.  de ordem extrativa mineral: cobre e chumbo (Bahia). Sua população absoluta. que favorecem extremamente a elevada salinidade das águas e a extração do sal.755 hab. Complexo de Paulo Afonso e Xingó. porém.603. frutas para a indústria de sucos. que atraiu capitais e empresas do Centro-Sul e do exterior pala a região. A região metropolitana de Salvador é a segunda área em importância industrial do Nordeste.      A INDÚSTRIA Entre as bases da industrialização regional. PROTERRA ( Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulos à Agroindústria do Norte e Nordeste) CHESF ( Companhia Hidrelétrica do São Francisco).

depois separa o Brasil da Argentina e a Argentina do Uruguai. o inverno é rigoroso e a ocorrência de neve se verifica de forma mais frequente. formação tipicamente sedimentar com terrenos das eras Paleozoica e Mesozoica. que caracteriza a segunda metade do século passado e a primeira deste como o período da grande imigração para a região Sul. porém quase sempre com espécies estrangeiras. se desenvolve com a utilização de tecnologias avançadas e aplicação de grande volume de capital. no trecho localizado na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. duas depressões e uma planície. Entre os seus afluentes na região há também grande aproveitamento hidrelétrico. No rio Paraná. encontramos o clima tropical de altitude. área conhecida pela presença das minas de carvão. o cobre (RS). Na porção centro-leste. mas está totalmente na região Sul. em sua totalidade. no Leste de Santa Catarina. O rio Uruguai nasce na confluência dos rios Canoas e Pelotas. não há a menor dúvida em classificar esses três estados meridionais. JUANIL BARROS 36 . na porção centro-ocidental da região. Disso resultam apenas duas estações: a das chuvas e a das secas. A exploração do pinho e as queimadas para expansão da agropecuária destruíram quase que completamente as reservas naturais de pinheiros. uma bacia pouco aproveitada tanto para a geração de energia quanto para a navegação. E. especialmente as de lavoura de arroz. inverno frio. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF.com exceção da faixa atlântica. Seu uso mais importante se dá na agricultura. atualmente a maior do mundo. E nessa parte do pais que encontramos as maiores amplitudes térmicas anuaís. porém com pouca intensidade. que é o principal rio dessa bacia.variando em torno de 600 a 800 m. como o eucalipto e o pinus. a divisão do país segundo os grandes complexos regionais. A bacia do rio Uruguai ocupa uma pequena área no país. A planície da lagoa dos Patos e Mirim tem como características sua localização em quase todo o litoral do Rio Grande do Sul e sua origem marinha e lacustre. que apresenta as médias térmicas mais baixas do país. com o domínio das médias e baixas altitudes. A maior parte da região é caracterizada pelo relevo dos planaltos e chapadas da bacia do Paraná. e o rio Jacuí. O carvão é extraído em Santa Catarina (primeiro produtor nacional) e Rio Grande do Sul. no inicio. a do Uruguai e a do Sudeste. Nas porções centro-oeste e sul. assim como a agropecuária. que no Brasil ocupa uma área da ordem de 1. já que a quase totalidade da região se localiza abaixo do trópico de Capricórnio. No Norte paranaense. com verão quente. que congrega as áreas mais desenvolvidas social e economicamente de todo o território nacional. EXTRATIVISMO VEGETAL  Podemos destaca como extrativismo vegetal o “pinheiro de Paraná”. a exportação é feita pelos portos de São Francisco do Sul (SC) e Paranaguá (PR).4 milhão de km2 (25% desse espaço está na região Sul) e apresenta uma enorme capacidade de geração de energia hidrelétrica. Assim. no entanto. para a fixação dos colonos na área.. o que a coloca em 3º lugar no pais. no entanto. primavera e outono com temperaturas médias. Ao analisarmos. na faixa entre Curitiba e Porto Alegre. chuvas bem distribuídas ao longo do ano. que é hoje uma importante área industrial do estado. A formação mais típica que existia na e a mata de Araucárias. A hidrografia da região Sul é marcada pela presença de três grandes bacias: a do Paraná. para atender às necessidades das grandes madeireiras e indústrias de papel e celulose. no Sudeste catarinense. trouxe como consequência um forte processo de devastação vegetal. o xisto betuminoso (PR). sendo que as duas primeiras fazem parte da bacia hidrográfica Platina: O grande destaque da hidrografia regional é a bacia do Paraná. refletindo em um padrão social mais elevado e tornando o Sul uma das regiões mais desenvolvidas do país. O Rio Grande do Sul é O relevo da região Sul apresenta-se subdividido em seis unidades. o rio Tubarão. A destruição da vegetação ocorreu. Destacamse o rio Itajaí. a paisagem botânica original já foi quase totalmente extinta. que atinge marcas superiores aos 1 000 m. em torno das cidades de Maringá e Londrina. no entanto. O RELEVO E A HIDROGRAFIA Os rios das bacias do Sudeste estão localizados na porção oriental da região Sul e deságuam no oceano Atlântico. especialmente nos rios Paranapanema e Iguaçu. para a utilização como energia a fim de implantar espaços agropecuaristas. O CLIMA E A VEGETAÇÃO O clima da região Sul é o mais diferenciado do restante dos climas brasileiros. o que se deve principalmente à sua posição geográfica. cerca de 180 mil km2. que essa é a única formação vegetal no Brasil em que é comum a prática do reflorestamento. que não repõem todos os elementos do ambiente nativo destruído. o chumbo (PR). no Rio Grande do Sul. como parte importante do complexo regional do Centro-Sul. EXTRATIVISMO MINERAL  Os recursos minerais do Sul são: o Carvão (SC/RS). na divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. sendo três planaltos. do Paraná ao Rio Grande do Sul. O QUADRO HUMANO A região Sul possui uma população absoluta de 27 384 815 habitantes (IBGE 2010). e mais recentemente. depois. com médias térmicas mais elevadas que as outras porções da região Sul e com as chuvas concentradas no verão. que se estendia por todo o planalto da bacia do Paraná. Destaque-se. irrigando largas áreas de cultivo regional. na área atravessada pelo trópico de Capricórnio. A história da ocupação regional. No seu trajeto ainda marca as fronteiras entre os dois estados. superada pelas regiões Sudeste e Nordeste. e as quatro estações bem definidas. Ela abastece o Brasil e o Paraguai. observamos o predomínio do clima subtropical. associado à imbuia ao cedro e à erva mate. foi instalada a Usina de Itaipu. A economia industrial desses três estados. o clima é o subtropical típico. Na região Sul.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros Tais elementos fornecem uma certa homogeneidade a esse conjunto de três estados e justificam a existência dessa divisão regional.

1% de sua população vivendo em cidades. Viram-se obrigados a migrar para as cidades da região . e sua produção está voltada para o abastecimento das indústrias de cigarros instaladas na região. milhares de trabalhadores rurais perderam emprego. sob forte influência imigratória. Entre 1950 e 1970. Com a mecanização. com pequena participação dos outros elementos da nossa etnia.êxodo rural -. cevada. feijão e sorgo entre outros. o destaque é a pecuária extensiva de bovinos. A AGROPECUÁRIA A economia da região Sul sempre dependeu da agropecuária. na área da depressão Periférica. Garibaldi. trigo. Erexim e Santa Rosa. a presença dos solos de terra roxa e do clima tropical de altitude favoreceram o desenvolvimento das culturas do café e do algodão. que apresenta até hoje o predomínio de pequenas propriedades policultoras.Campanha Gaúcha) e a preocupação com a seleção de raças. AS MIGRAÇÕES E A URBANIZAÇÃO A composição étnica da população regional é predominantemente branca. ESA 2013 AS PRINCIPAIS ÁREAS AGRÍCOLAS As principais áreas agrícolas da região Sul coincidem com as de fixação dos imigrantes europeus. como Blumenau. sobretudo à policultora. sobretudo na região de Chapecó. muito embora em algumas dessas áreas essa estrutura foi sendo transformada para a produção moderna e mecanizada em grandes propriedades. A partir da década de 70. As principais regiões agrícolas de Santa Catarina são o vale do Itajaí e o vale do rio do Peixe. os índios e a população miscigenada. predomina a cultura da soja. seja para a geração de divisas com a exportação. XIX. influenciada pelo imigrante europeu. A principais áreas pastoris são:  Campanha Gaúcha. ligada à implantação de diversos frigoríficos. no entanto. Na região Sul do Brasil. e de ovinos. onde desenvolveu a policultura. A oeste. Os trabalhadores empregados nas estâncias os “peões”. e Criciúma. pecuária de corte. como acontece nas áreas de pecuária de corte em que o gado é criado solto nos campos. os negros. Bento Gonçalves e Caxias do Sul. Ibicuí e Quaraí. localizado no Leste e Nordeste do estado. (Planalto Gaúcho/ RS e Lages/ SC). fundadas por alemães. inicialmente para subsistência e posteriormente com fins comerciais. Já no vale do rio do Peixe.  Soja: cultivada nos estados sulinos. que em alguns casos são plantados em rotação no mesmo espaço. com a expansão das lavouras comerciais de exportação. ou seja. sendo responsável por grandes produções de soja. Santana do Livramento e Bagé. chamada de estância. Destacou-se o plantio da soja em grandes propriedades e com forte mecanização agrícola. que se instalavam em pequenas propriedades e dedicavam-se à atividade agrícola. que engloba os municípios de Passo Fundo.  Estâncias: estabelecimentos típicos de criação de gado da Campanha Gaúcha. aveia. é importante a produção de milho associada à criação de suínos. centeio. Ao mesmo tempo vem a transformação do trabalho manual em produção mecanizada. No vale do Itajaí. amendoim. Outros produtos que têm peso e destaque na economia da região: café. são pouco numerosos. a produção de arroz vem ganhando importância econômica muito rapidamente na porção ocidental da Campanha. de colonização italiana. seguido do Paraná e Santa Catarina. seguido do Paraná (8. com destaque para o Paraná e Rio Grande do Sul (Santa Rosa. JUANIL BARROS 37 CURSO PEDRO GOMES . o que explica o fato de a região Sul ter hoje 74. PROF. arroz.  Campos de Vacaria. Garibaldi e Caxias do Sul). Na porção central do estado.7 milhões de habitantes). a partir da segunda metade do século. pela soja e pela cana-de-açúcar. etc. Arroz: Rio Grande do Sul (Vale do Jacuí) um dos maiores produtores do país. com criação semi intensiva. houve uma profunda mudança nessa estrutura tradicional. destaca-se a cultura de uvas. especialmente na direção das regiões metropolitanas de Curitiba e Porto Alegre. O Noroeste do Rio Grande do Sul. Predomina a grande propriedade de criação de gado. ucranianos. criada de forma extensiva. em meados do século XX. algodão. destacam-se a cultura da batata em pequenas propriedades e a pecuária bovina de corte.). Os principais centros pastoris da Campanha Gaúcha são:  Uruguaiana. especialmente com gado de origem europeia. O fumo é plantado principalmente nas regiões de Santa Cruz e do Alto Uruguai. a criação de gado encontrou clima ameno. batata. São Leopoldo e Novo Hamburgo. é importante área produtora de soja e trigo. em que o Rio Grande do Sul é o primeiro produtor nacional. Nos dois casos a criação se faz em grandes propriedades. relevo suave (coxilhas. cana-de-açúcar. que hoje estão sendo substituídas. Grande parte do Sul do país foi povoada por meio da implantação de colônias agrícolas de imigrantes.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros o seu estado mais populoso (9. basear-se na pequena propriedade policultora de base familiar. Na encosta riograndense. Itajaí. As principais colônias deram origem a importantes cidades. Na Campanha gaúcha. Tal influência histórica marcou fortemente a estrutura agrária do Sul. fundamentada na exploração de grandes propriedades intensamente mecanizadas. Hoje a agricultura regional é uma das mais modernas do país e é também bastante diversificada. seguida da do trigo. retardando o processo de urbanização. Isso deveu-se ao fato de a estrutura agrária regional. respectivamente. Cada família imigrante recebeu um pequeno lote de terra em áreas florestadas. se produz principalmente o arroz e o fumo. (liderança nacional). (pecuária de corte – gado selecionado). uva e fumo. A imigração japonesa se deu posteriormente. este último voltado para o abastecimento das indústrias de cigarros instaladas na região. No Norte do Paraná. os italianos e os eslavos (poloneses. Apesar do domínio da pecuária. as chamadas "estâncias". O desenvolvimento da lavoura agroexportadora significou uma considerável valorização do solo na região. seja para abastecer a população regional de alimentos. nos vales dos rios Ijuí. no centrooeste catarinense. seja para atender às necessidades da importante indústria que lá se implantou. vegetação rasteira com bons pastos (campos limpos). região de topografia plana e vegetação rasteira. a urbanização do Sul foi muito lenta. milho.5 milhões de habitantes). Cruz Alta e região das Missões)  Trigo: Rio Grande do Sul (Erechim e Campanha Gaúcha) é o primeiro produtor nacional. A estrutura de produção dominante no estado. estimulando pequenos proprietários a vender suas terras e adquirir outras propriedades maiores nas frentes pioneiras no Norte e CentroOeste.  Segundo Planalto Paranaense (Guarapuava e Palmas). Essa é a principal atividade econômica do vale. Isso constitui uma forma tradicional do uso do solo trazida ao Brasil pelos imigrantes. é baseada na pequena propriedade policultora com mão-de-obra familiar. Os principais grupos de imigrantes foram os alemães. Essa situação favorecia a fixação dos habitantes no meio rural. área de colonização italiana com pequenas propriedades. restringindo-se ao Norte do Paraná.  Uva: Rio Grande do Sul ( Bento Gonçalves. Tal fato se dá em virtude de o povoamento da região ter se caracterizado pelas correntes imigratórias vindas da Europa.

 Calçados e artefatos de couro: Novo Hamburgo e São Leopoldo (RS).  Textil: Blumenau e Joinville (SC). trigo e madeira. A produção de energia elétrica no Sul é proveniente sobretudo de usinas hidrelétricas. madeireira. Vinícola: Nas áreas de colonização italiana (Caxias do Sul. em Curitiba (PR). produzidas na própria região. com setores ligados à metalurgia. de colonização italiana. aproveitando as matérias primas locais como a soja. e.  ELETROSUL (Centrais Elétricas da Região Sul).2% de toda a produção nacional. tanto que muitas das suas principais indústrias são alimentícias. além de indústrias alimentícias. onde se concentra a indústria vinícola. que participa com 68. em Santa Catarina. localizada em Porto Alegre (RS). que é um combustível fóssil. Garibaldi) (RS). ambos ligados ao Programa Nacional de Corredores de Exportação.  O porto de São Francisco do Sul escoa a produção madeireira de Santa Catarina. A INDÚSTRIA A região Sul é a segunda mais industrializada do país. linho. A região metropolitana de Porto Alegre é á mais importante concentração industrial do Sul.  FECOTRIGO (Federação das Cooperativas do Trigo) (RS). as fábricas de cerâmica em Campo Largo e São José dos Pinhais. PRINCIPAIS INDÚSTRIAS  Petroquímica: Refinaria Alberto Pasqualini. madeireiras e do setor automobilístico. merecem destaque o refino de petróleo em Araucária. a mão-de-obra qualificada do imigrante europeu e a presença de recursos energéticos. de frigoríficos. café. milho. etc. Foi criado para apoiar os três Estados do Sul. eletrodomésticos e eletroeletrônicos que independem das matérias-primas regionais.  Construção Naval: Estaleiro Soh. Entre os demais centros industriais têm-se. em Porto Alegre.7%. têxtil. algodão. Siderúrgica: Siderúrgica Rio-grandense (Aços Finos Piratini). o Rio Grande do Sul está em segundo lugar no setor de construção naval do Brasil.  Fumo: (tabaco)Rio Grande do Sul (Santa Cruz do Sul). no Paraná (Ponta Grossa).  Algodão: cultivado nos três estados.  COPESUL (polo Petroquímico do Sul). uva. Agroindústria: Setor muito importante no Sul do país. frutas. no rio Paraná. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. Celulose: (papel) Paraná e Rio Grande do Sul. as cidades de Garibaldi. alfafa. linho. de calçados e vestuário. Vale dos Sinos. como o potencial hidráulico e as minas de carvão mineral. no rio Iguaçu. sendo superada apenas pelo Sudeste. Além disso. a indústria metalúrgica em Porto Alegre e a tradicional indústria de couro e calçados em São Leopoldo e Novo Hamburgo. Caminhões: Fábrica Volvo. em Canoas (RS). e a de Salto Santiago. é utilizado como fonte de energia em usinas termelétricas e como matériaprima na siderurgia para a fabricação do coque metalúrgico. maior produtor nacional. estão as matérias.primas de origem agropecuária. participando com 18. cevada. O desenvolvimento industrial da região sempre dependeu das matérias-primas provenientes da agropecuária. as cidades de colonização alemã como Blumenau com a indústria têxtil e Joinville com a de eletrodomésticos. áreas de colonização alemã. serve para a produção de ácidos na indústria química. possuindo um parque dos mais diversificados. com destaque para a de Itaipu. ÓRGÃOS QUE ATUAM  SUDESUL (Superintendência do Desenvolvimento do Sul). Bento Gonçalves e Caxias do Sul. Entre os principais fatores de seu desenvolvimento industrial.  IRGA (Instituto Rio-grandense de Arroz) (RS). no Rio Grande do Sul. JUANIL BARROS 38 .  Feijão: (PR). fornece fibras para a indústria têxtil local. O carvão mineral. segunda área em importância industrial no Sul do país. Bento Gonçalves.  Aveia.  Produtos exportados pelo porto de Rio Grande: soja. fabricação de carroceiras em Caxias do Sul (RS). de óleos vegetais. Lanígena: No Estado do Rio Grande do Sul. automobilística. Pesqueira: Nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. PORTOS Os principais portos da Região Sul são: Rio Grande (RS) e Paranaguá (PR). trigo e carne  Produtos exportados pelo porto Paranaguá: soja. centeio. onde se destacam o refino de petróleo e a indústria petroquímica em Canoas. Só mais recentemente é que a região Sul vem diversificando seu parque industrial.  Madeireira: Indústria de móveis. mandioca e cana-de-açúcar (RS/SC) Os produtos mais exportados pela região : soja e café. Na região metropolitana de Curitiba.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA  Professor Juanil José Barros Milho: amplamente cultivado         nos três estados. Frigorífica: Na Campanha Gaúcha (RS) e no Vale do Itajaí (SC). ocorre igualmente a produção termelétrica em usinas como a de Tubarão (Santa Catarina) e as de Butiá e Candiota (Rio Grande do Sul). cebola (RS). está localizado em Triunfo (RS).

578./km2 168. concentrando uma população de 81.' Na porção ocidental estendem-se as rochas sedimentares e vulcânicas dos planaltos e chapadas da bacia do Paraná. Nessa área observamos a presença dos solos férteis de terra roxa. 42% do total brasileiro e participando com mais de 75% da renda nacional. particularmente na porção mais setentrional desse litoral. O RELEVO E A HIDROGRAFIA O relevo regional é dominado por um conjunto de terrenos elevados. A melhor forma de se analisar esse espaço. ABSOLUTA 3. e a serra do Espinhaço. mais para o interior.6 hab.' Na porção leste encontramos as rochas cristalinas dos planaltos e serras do Atlântico-leste-sudeste. é considerando principalmente a divisão do país nos grandes complexos regionais. Os planaltos e serras de Goiás-Minas aparecem como uma estreita faixa de rochas cristalinas oriunda do Centro-Oeste.332 hab. é a de maior aproveitamento na produção hidrelétrica do país. A depressão Sertaneja e do São Francisco tem seu inicio no alto curso do rio São Francisco e toma a direção do seu vale.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros 29 ./km2 370. que são um dos fatores do grande desenvolvimento agropecuário regional. ao lado de outras de clima seco. de formação précambriana. porque assim estaremos avaliando a relativa homogeneidade dentro de um território mais amplo. A região Sudeste é drenada pelas bacias hidrográficas brasileiras do Paraná. que pelas suas condições sociais e econômicas precárias. Surgem a serra do Mar. Minas Gerais. POP. As depressões são representadas por terrenos de formação sedimentar e ocupam a faixa central da região.7 hab. Nesse caso. Entretanto é a mais importante macrorregião brasileira. que é o Sudeste. pois. Rio de Janeiro e São Paulo. a quase totalidade desses quatro estados está enquadrada no complexo regional do Centro-Sul./km2 Os estados que formam a região Sudeste apresentam grandes diferenças internas.219 hab. caracterizado pelo domínio de topografia acidentada com serras e escarpas. em Minas Gerais.  A bacia do Paraná é a de maior importância na região. ocupando uma fina faixa de terras entre o oceano e o planalto cristalino do Leste. com 924 265 km2 (10. RELATIVA 77. sendo três planaltos . Rio de Janeiro e Belo Horizonte. 19. do São Francisco. no entanto. Há uma parte do Sudeste.901. faz parte do complexo regional do Nordeste. como na região de Ribeirão Preto . que abriga as jazidas minerais do Quadrilátero Ferrífero ou Central (Minas Gerais). sendo inclusive área de atuação da Sudene. na linha divisória com as terras mais altas do planalto a oeste. É possível definir uma divisão em seis unidades de relevo.ao lado de outras com graves deficiências sociais. como no vale do Jequitinhonha. 16. E composta por quatro estados: Espírito Santo. o Norte e o Nordeste de Minas Gerais. Essa faixa atinge o Noroeste de Minas Gerais até a serra da Canastra./km2 33. A depressão periférica da borda leste da bacia do Paraná está representada pelo domínio do relevo de cuestas nas terras paulistas. porém é evidente que. que ocupam quase metade do território paulista e grande parte do Oeste mineiro. paralela à costa. onde metade das terras situa-se acima dos 500 m de altitude e 10% acima dos 1 000 m. essa é a região mais desenvolvida do país.dois deles correspondendo às unidades dominantes territorialmente. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO – REGIÃO SUDESTE-2012 ESTADO Espirito Santo Minas Gerais São Paulo Rio de Janeiro CAPITAL Vitória Belo Horizonte São Paulo Rio de Janeiro POP. compondo a porção mais desenvolvida do país.9 hab. CURSO PEDRO GOMES PROF. Esses saltos foram aproveitados em usinas hidrelétricas a fim de atender ao maior parque industrial do pais. do Leste e do Sudeste. dando origem aos paredões íngremes ou falésias. tanto no quadro natural quanto no socioeconômico. áreas de grande desenvolvimento industrial. juntamente com seus formadores e seus afluentes. duas A região Sudeste é a quarta do país em extensão.8% do território nacional). a serra da Mantiqueira.365 hab. como nas regiões metropolitanas de São Paulo. áreas com qualidade de vida mais elevada.231. JUANIL BARROS 39 . se analisarmos o quadro econômico regional como um todo. bem como pelo domínio da paisagem semiárida. Tal situação torna realmente muito difícil pensar nesses quatro estados compondo uma região homogênea. além de ocupar mais da metade do espaço regional. tornando essa área conhecida ESA 2013 depressões e uma planície.855. onde estão as nascentes do rio São Francisco. O rio Paraná. As planícies e tabuleiros litorâneos representam a menor das unidades do relevo do Sudeste. Áreas de clima extremamente úmido.REGIÃO SUDESTE DIVISÃO POLÍTICA como a "região das terras altas".067 hab. 41. avançando pela região Nordeste. ao descer os desníveis do relevo planáltico da bacia do Paraná. apresenta inúmeras quedas-d'água. como no litoral do Espírito Santo. como no vale do Ribeira paulista. como no Norte de Minas Gerais.8 hab.a Califórnia brasileira . independentemente das fronteiras estaduais. ao lado de outras com produção econômica precária. Muito frequentemente esse planalto chega até o oceano Atlântico.5 milhões de habitantes em 2012.

Conselheiro Lafaiete (Morro da Mina e Águas Pretas) e São João Del Rei. O clima subtropical ocorre na porção mais meridional da região. No Norte de Minas Gerais. etc. quando se localiza nas margens dos rios. por se desenvolver sobre o relevo íngreme da serra do Mar. com foz em Campos. Mariana. no Norte fluminense. Aparece em áreas de latitudes mais elevadas. pouco intensas. com um verão muito chuvoso e um inverno com estiagem. e em áreas de grande altitude. sendo por isso denominada campos de altitude. especialmente no inverno. Centro e Oeste). sendo também chamada de floresta tropical úmida de encosta. A Companhia Vale do Rio Doce tornou-se uma das maiores empresas de mineração do mundo. em virtude do elevado teor de umidade da região. parte do Triângulo Mineiro. em função de fatores como a posição geográfica em baixas latitudes. Apresenta também duas estações bem definidas. São Pedro da Aldeia e Saquarema. não se definindo claramente um período seco. Cabo Frio maior produção. As bacias do Sudeste abrangem apenas um pequeno trecho do litoral sul paulista.  cerrado: formação arbustiva. onde encontramos a foz do rio Ribeira de Iguape. As principais formações são:  floresta tropical: é a formação dominante na região. Ouro: Extraído em Morro Velho. a porção centro-norte de Minas Gerais e toda a faixa atlântica. Congonhas do Campo. a presença de um relevo com altitudes elevadas. Porém as temperaturas são sempre elevadas. em função da maior altitude e da influência das massas de ar mais frias. a influência da maritimidade. próximo do semiárido. JUANIL BARROS 40   ESA 2013 . etc. Itabira. definindo uma elevada amplitude térmica anual. Marlim. latifoliadas e perenifólias. caatinga: formação xerófila que aparece nas áreas do Sudeste que têm clima mais seco. As chuvas. É transportado pela Estrada de Ferro Vitória-Minas. em função da diminuição das médias térmicas nesses locais. A vegetação da região Sudeste reflete clima regional. manganês. um verão chuvoso e um inverno mais seco. Destaque-se que no trecho litorâneo. Em são Mateus. Araruama. a facilidade de extração e a proximidade dos principais centros industriais determinaram que o Quadrilátero Central se transformasse na principal área produtora de minérios do país. corresponde à Mata Atlântica. em sua maior parte. Apresenta pequenas diferenças em sua composição segundo a localização geográfica. as chuvas são bem mais frequentes que no interior. Badejo. e o Paraíba do Sul. E área de formação muito pobre em virtude da grande influência do sal nas condições ambientais. Os poços produtores são: Garoupa. No interior. nos municípios de Macaé e Campos. Namorado. destacando-se as jazidas de. O clima tropical de altitude abrange as áreas mais elevadas da região Sudeste. Sabará. Assim. o Quadrilátero Central ou Ferrífero. com espécies arbóreas de grande porte. Ocorre principalmente no Norte e Nordeste de Minas Gerais.  mata de Araucárias: característica de áreas de temperaturas mais baixas. campos: formação herbácea que ocorre nos trechos mais elevados da região. O Rio de Janeiro é. uma vez que as chuvas são escassas e apresentam uma distribuição mais irregular. formações litorâneas: vegetação de mangues nas áreas alagadas pelo mar ou de dunas.  As bacias do Leste correspondem ao conjunto de rios de pequeno porte que descem as serras para o litoral. ao contrário. às vezes muito seco.    EXTRATIVISMO MINERAL A região Sudeste abriga uma das mais significativas províncias minerais do país. por se distribuir pela área dessa bacia hidrográfica e. no Centro de Minas Gerais. como a região serrana de São Paulo e do Rio de Janeiro. muito utilizada pelas indústrias madeireiras. no Nordeste. Enchova. Nova Lima. formado pelos municípios de Belo Horizonte. Em terras do Sudeste. O Rio de Janeiro é o segundo maior produtor do país PROF. a exemplo de trechos da serra da Mantiqueira. Caracteriza-se por apresentar duas estações bem marcadas. na região do Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais). É o principal recurso mineral da região Sudeste e exportado pelo porto de Tubarão (Espírito Santo).    Manganês: extraído em Minas Gerais. Destacamse entre eles o Jequitinhonha. Trata-se de uma vegetação exuberante. Albacora. mina mais profunda de ouro do globo (município de Nova Lima) e na mina da Passagem (município de Mariana). Cherne. além de aparecer sob a forma de manchas no interior de São Paulo. o Centro-Sul de Minas Gerais e parte do Oeste paulista. O clima tropical abrange a maior parte da região Sudeste. que se estende por grande parte de Minas Gerais (Norte.  Ferro: O Quadrilátero Central ou Ferrífero. nas áreas de praias. se extrai petróleo na Fazenda Cedro. o clima tropical apresenta características mais próximas do semiárido do Nordeste. no litoral. se distribuem regularmente por todos os meses do ano. A qualidade dos minérios. no Centro-Sul de Minas Gerais. com o predomínio da Araucária angustifólia (pinheiro-do-paraná). ao sul do trópico de Capricórnio. recebe a denominação de mata da bacia do Paraná. a ação de diferentes massas de ar. Petróleo: importantes jazidas na Plataforma Continental do Estado do Rio de Janeiro. mais densa e compacta. Ouro Preto e Santa Bárbara. típica do clima tropical. pela influência da umidade marítima. nos vales do São Francisco e do Jequitinhonha.Norte de Minas Gerais. Sal marinho: as principais salinas do Estado do Rio de Janeiro estão na Região dos Lagos. sendo por isso bastante diversificada. porém sua maior característica está nas temperaturas mais brandas. Bauxita: (alumínio) encontrado em Poços de Caldas e Morro do Cruzeiro (MG). em terras paulistas onde a latitude maior faz com que as temperaturas diminuam sensivelmente no inverno.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros  A bacia do São Francisco localiza-se. trecho em que o rio percorre cerca de 800 dos seus mais de 3 000 km e onde foi instalada a hidrelétrica de Três Marias. ferro. cuja nascente se localiza no Paraná:  O CLIMA E A VEGETAÇÃO A região Sudeste apresenta uma grande diversidade climática. possui espécies semi caducifólias e CURSO PEDRO GOMES aciculifoliadas. é a maior região produtora do país. como o Sul e Sudoeste de São Paulo. é chamada de mata galeria ou ciliar. restringe-se ao Centro. Espírito Santo. Pargo. que deságua no litoral do Espírito Santo. ouro e bauxita. envolvendo o Oeste paulista. atualmente o maior produtor de petróleo do país. que nasce em Minas Gerais e desemboca na Bahia. o Doce.

A AGROPECUÁRIA A região Sudeste é a mais importante do país economicamente. Esta exploração inicial ocorre no Campo de Jubarte (Bacia de Campos). uma região de forte atração populacional. O Triângulo Mineiro corresponde à região delimitada pelos rios Paranaíba (Minas Gerais-Goiás) e Grande (Minas Gerais-São Paulo). cristal de rocha ou quartzo (MG). compondo um total de 38 municípios conturbados e uma população da ordem de 16 milhões de habitantes (praticamente metade da população de todo o estado de São Paulo). Leitura complementar A descoberta de indícios de petróleo no pré-sal foi anunciada pela Petrobras em 2006. e de lavouras de exportação. também com grande aplicação de capital e tecnologia. Nova Friburgo e Petrópolis). associada à produção de café. Bom Jesus da Lapa (BA). E a maior produtora de café. como também no crescimento do parque industrial regional e brasileiro. Araxá (MG). com aplicação de muito capital e tecnologia. Segundo dados divulgados recentemente pelo IBGE. O QUADRO HUMANO A região Sudeste é a mais populosa e povoada do país. é a maior de todas as regiões metropolitanas do país. pois as principais áreas industriais da região transformaram-se nos mais dinâmicos polos de atração migratória num sentido amplo. A criação se baseia no rebanho de gado zebu. Em setembro de 2008. Sabará. Nilópolis. encontra-se cana e na baixada ou vale do Ribeira. pois o Sudeste tem sido. Em 2008 a Petrobras confirmou a descoberta de óleo leve na camada sub-sal e extraiu pela primeira vez petróleo do pré-sal. entre São Paulo e Rio de Janeiro. Tiveram um papel fundamental não só no desenvolvimento agrícola. nos vales dos rios Paranaíba e Grande. está ocorrendo uma modificação na distribuição da população urbana. O crescimento da população regional foi muito mais acelerado que o das demais regiões brasileiras. As três maiores regiões metropolitanas brasileiras estão localizadas no Sudeste: a Grande São Paulo. diamante (MG). A existência de petróleo na camada pré-sal em todo o campo que viria a ser conhecido como pré-sal foi anunciada pelo ex-diretor da ANP e posteriormente confirmada pela Petrobras em 2007. A atividade ganha maior destaque nas regiões de Barretos. tem sido alvo de críticas. Congonhas do Campo. Tipos de cidades:  Cidades dormitórios: do Grande Rio – Nova Iguaçu. Na baixada dos Goytacazes (Rio de Janeiro). e também o mais povoado. atraídos pela expansão da cultura do café no interior do estado em fins do século passado. historicamente. como a cana-de-açúcar para o álcool e o algodão para o setor têxtil. nesta cidades. No Sul de Minas e na Zona da Mata mineira. O objetivo da empresa é desenvolver novas tecnologias que possibilitem maior rentabilidade. temos o mármore (RJ/MG). tanto no setor industrial quanto no agropecuário. Andradina. Rio de Janeiro (Cantagalo) e São Paulo. Areias monazíticas: os minerais radioativos são encontrados ao longo do litoral capixaba (praia de Guarapari e Anchieta) e fluminense (São João da Barra). ou seja. A concentração da produção industrial no Sudeste está na raiz da urbanização. os alemães e os japoneses (São Paulo chá e arroz . Cidades históricas: Ouro Preto (ex Vila Rica). Águas de Lindóia. o Triângulo possui algumas das melhores áreas de pecuária extensiva de bovinos do país. os espanhóis. Isso é consequência de seu dinamismo econômico iniciado com a expansão da cafeicultura. a exemplo da laranja e da soja. Poços de Caldas. No vale do Paraíba. como milho e arroz. JUANIL BARROS 41 . O domínio de lavouras destinadas a atender a agroindústria. Serra Negra (SP). principalmente nas áreas mais profundas. São João Del Rei. Abriga os estados mais populosos do Brasil. Mariana. além de possuir o maior e melhor rebanho bovino do país e a maior produção de leite e derivados.   De menor importância. Essa imigração ocupou toda a faixa central e ocidental de São Paulo e estendeu-se pelo Sul e Oeste de Minas Gerais. É importante. principalmente com a implantação industrial. fator de extrema relevância para a indústria nascente do pais. São Paulo e Minas Gerais. São João de Meriti. ou mesmo no interior dos estados. São Gonçalo.  Estâncias hidrominerais: São Lourenço. provenientes sobretudo do Nordeste. há uma tradicional pecuária leiteira. amianto (MG). Dentre os principais grupos imigrantes dessa época. A Grande São Paulo.  Cidades religiosas: Aparecida do Norte (SP). A URBANIZAÇÃO A região Sudeste é a mais urbanizada do país. Mais da metade dos imigrantes fixaram-se em São Paulo. os portugueses. chá e banana. Barbacena (MG). ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. Cambuquira. Araçatuba e Presidente Prudente. Após a grande crise de 1930. (mais de 100 mil habitantes) ou na periferia dos grandes centros. produzindo alta tonelagem de carne para atender aos frigoríficos regionais. destacam-se os italianos (São Paulo – sistema de parceria e Espírito Santo).horticultura no Vale Ribeira do Iguape).CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros  Calcário: aflora em Minas Gerais (Patos de Minas). Duque de Caxias. Diamantina. Águas da Prata. 20% da população total do país. por sua vez. A área apresenta também importante produção de cereais. porque sua expansão se faz em detrimento das culturas alimentares destinadas ao abastecimento do mercado interno. através da plataforma P-34. Parati e Mangaratiba (RJ). a atividade turística. a Petrobras começou a prospectar petróleo da camada pré-sal em quantidade reduzida. A pecuária bovina é realizada no sistema extensivo. especialmente o da raça nelore para corte. Caxambu. a região se transformou em grande polo de atração das migrações internas. onde as possibilidades de emprego começaram a aumentar em função da desconcentração industrial recente. com 88% dos seus habitantes vivendo em cidades. que vem gradativamente abandonando as grandes metrópoles e se deslocando na direção de cidades médias. o Rio de Janeiro. Estando sob o domínio do clima tropical e do cerrado. mas com grandes investimentos de capital e tecnologia. A Petrobras afirma já possuir tecnologia suficiente para extrair o óleo da camada. a economia do Sudeste entrou em um processo de diversificação. talco (MG/RJ). tanto para os migrantes vindos de outros países quanto para os que vêm de outras regiões do Brasil. desenvolve-se a melhor pecuária intensiva leiteira do país. formando aqui uma mão-deobra qualificada. O calcário é a matéria prima para fabricação de cimento. laranja. cana-de-açúcar. os suíços (Rio de Janeiro. a Grande Rio de Janeiro e a Grande Belo Horizonte que em conjunto abrigam cerca de 30 milhões de habitantes. Convém lembrar que parte dos imigrantes eram originários de cidades e alguns eram ex operários industriais em seus países.

ACESITA. localizada em Ipatinga (Cel. localizada em Cubatão (Baixada Santista)  Companhia Siderúrgica Belgo Mineira. no município de Paulínia.  FEMAR (Fundação do Estudos do Mar). São Bernardo do Campo. Nova Iguaçu. em função da disponibilidade de capitais.  Companhia Siderúrgica da Guanabara (COSIGUA). em Cubatão (Baixada Santista SP). A CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL A concentração industrial do Sudeste é bastante irregular.  Indústrias petroquímicas: No Sudeste estão localizadas as maiores refinarias do país: REPLAN e REDUC.  Refinaria Gabriel Passos. em Betim (MG). têxtil e naval. onde sobressaem os setores petroquímico (Petrobrás) e siderúrgico (Cosipa). Os principais setores são o siderúrgico e o automobilístico. café e canade-açúcar. A cana-de-açúcar é cultivada em todo o Sudeste. Vale do Paraíba do Sul: Abrange os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. sendo uma área polindustrial. Niterói. seleção de mudas e sementes.   Outras áreas industriais importantes são: a Baixada Santista. Entre os setores de maior destaque. COSIPA.   Triângulo Mineiro: é representado pelas três mais importantes cidades da região que são Uberlândia.  Usina Presidente Getúlio Vargas. em Niterói (Mauá e Mac Laren) e em Angra dos Reis (Verolme). Inhaúma). a expansão do mercado consumidor e o desenvolvimento da rede de transportes. situada no Distrito Industrial de Santa Cruz (RJ). estão:  região metropolitana de São Paulo: concentra 40% dos estabelecimentos industriais do país. São Caetano do Sul. temos a acumulação de capitais. região metropolitana do Rio de janeiro: foi favorecida pelo fato de ter sido capital federal e pela sua intensa atividade portuária. existe a maior concentração de indústria siderúrgica do Brasil.  Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (USIMINAS). Uberaba e Araguari. COSIGUA . também pertence a PETROBRÁS. possuindo centros industriais de grande importância como Volta Redonda (RJ). Nilópolis. a refinaria Gabriel Passos e a fábrica de automóveis da FIAT estão localizadas em Betim. mercado consumidor. pois só algumas áreas têm um maior adensamento de indústrias. (ES). Predominam os cultivos de cereais como o algodão. Itaboraí. têxtil.  Refinaria do Planalto Paulista (REPLAN). que trouxeram mão-de-obra qualificada para o trabalho industrial. Fabriciano MG). destacando-se os setores ligados à indústria alimentar. Diadema e Guarulhos (ABCDG). A INDÚSTRIA Sudeste é a região mais industrializada do país. que é a região maior produtora do país.  Refinaria Duque de Caxias (REDUC). química. localizada nos municípios de Monlevade e Sabará.  o vale do Paraíba.  Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA).  Refinaria Artur Bernardes. PRINCIPAIS INDÚSTRIAS DA REGIÃO SUDESTE  Indústria siderúrgica: No Sudeste estão as maiores usinas do país – Presidente Vargas.  Aços Minas Gerais (AÇOMINAS): situada em Ouro Branco (MG). sendo responsável por 71 % do valor de produção industrial nacional. pertence a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). rede rodoferroviária e portos. com a decadência dos cafezais houve o desenvolvimento da pecuária e. São José dos Campos e Taubaté (SP). cidade industrial de Belo Horizonte.  Companhia de Ferro e Aço de Vitória (COFAVI). estaleiros de Ponta do Caju (Caneco e Ishtkwajima. Belgo Mineira. temos: União. o cultivo do arroz é a atividade mais importante da região. Rio de Janeiro e Espírito Santo. fontes de energia e minérios. Petrópolis etc. Mannesmann. A região Sudeste possui ainda a maior concentração de indústrias de base. São Gonçalo. Araçatuba e Adamantina. Vale do Paraíba do Sul: teve seu apogeu com a lavoura cafeeira.  Principais áreas agrícolas minerais no Quadrilátero Central. automobilística e metalúrgica. Os recursos naturais da região têm sua parcela de responsabilidade no desenvolvimento industrial.  Dentre as refinarias particulares.  Companhia Siderúrgica Mannesmann. Atualmente caracteriza-se pela atividade industrial e pecuária leiteira. da indústria. Abrange os municípios de Duque de Caxias. situada em Contagem. 50% do número de estabelecimentos industriais e 55% do pessoal empregado no setor. outra cidade industrial desse complexo. Abrange as cidade de Belo Horizonte e Piracicaba. PROF. Entre as principais. AÇOMINAS. Ex: a siderúrgica Mannesmann está situada em Contagem. São João de Meriti. o desenvolvimento industrial é resultado de fatores histórico-econômicos. Como já dissemos. é a Segunda maior do país. Possuem alto índice de mecanização .  Indústria naval: O Rio de Janeiro é o maior centro de construção naval do país. União Matarazzo (SP) e Manguinhos (RJ). oleaginosas. E importante também ressaltar a ação das correntes imigratórias. USIMINAS. mãode-obra.  Usina Siderúrgica Mendes Júnior. distrito industrial de Belo Horizonte. tem por finalidade pesquisar e preservar as espécies marinhas. É a principal região polo industrial do país. consumo de adubo. cultivos em curvas de nível. no Estado do Rio de Janeiro e pertence a PETROBRÁS. JUANIL BARROS 42 PESCA É desenvolvida nos Estados de São Paulo. em Volta Redonda.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros do Sudeste:  Oeste Paulista: abrange as cidades de Presidente Prudente. Importante: no Vale do Rio Doce (MG/ES). É formado pela cidade de São Paulo e municípios periféricos de Santo André. sobretudo o ferroviário e o portuário. onde se projetam centros industriais como Volta Redonda (Rio de Janeiro) e São José dos Campos (São Paulo). As jazidas minerais no interior de Minas Gerais e a potencialidade hidrelétrica da bacia do Paraná favoreceram em muito o processo de expansão industrial do Sudeste. etc. estão o alimentício.  Companhia Siderúrgica de Tubarão. atualmente. foi o marco inicial da indústria pesada (de base) no Brasil. localizada em Dias Tavares (MG).  região metropolitana de Belo Horizonte: o desenvolvimento industrial foi favorecido pelas reservas ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . localizada em Cariacica (ES). em Capuava (SP). Zona da Mata Mineira: Tem como centro a cidade de Juiz de Fora. Como exemplo. é a maior da PETROBRÁS. Andradina.

bem como o fornecimento de energia.  SUDEVAP (Superintendência do Desenvolvimento do Vale do Paraíba)  SUDENE ( Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste). Juiz de Fora (na Zona da Mata). ENERGIA O desenvolvimento industrial do Sudeste. a de maior potencial hidráulica instalado e também onde estão as maiores hidrelétricas do país. Situada na Praia de Itaorna. apoia-se num grande sistema de fornecimento de energia elétrica. Resende (RJ) é um centro de indústrias químicas. Fernão Dias (São Paulo – Belo Horizonte) Régis Bitencourt (São Paulo – Curitiba) Castelo Branco (São Paulo – Mato Grosso do Sul) Washington Luís (Rio – Petrópolis) Rio – Bahia (Rodovia da Unidade Nacional) Rodovia dos Imigrantes (São Paulo– Santos) Rio – Santos (litorânea) As principais ferrovias são:  E. Trata da irrigação e desenvolvimento da região semiárida do São Francisco.F. capixabas (Guarapari) e paulistas. Teresópolis. TRANSPORTE A região Sudeste é a melhor servida do país em transportes aéreo. em Angra dos Reis. como marginais em São José dos Campos. As Centrais Elétricas do Vale do Paraíba (CHEVAP).F. Angra 3 em construção e mais duas novas usinas a serem construídas na região Nordeste.São Paulo) Em março de 1996 a operação da rodovia foi concedida e atualmente é administrada pela empresa NovaDutra S/A.F. Desenvolve-se junto às áreas de pecuária leiteira.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA  Indústria aeronáutica: Em São José do Campos (SP). no rio São Francisco. conforme o planejamento da Empresa de Pesquisa Energética EPE.  Indústria química: Companhia Nacional de Álcalis. As principais rodovias são:  Presidente Dutra (Rio .  Turismo (indústria sem chaminés): na cidade do Rio de Janeiro. tem melhorado as condições do vale do Rio Paraíba. Rio de Janeiro e Minas Gerais. Destaca-se a Bacia do Paraná. responsável pela fabricação de helicópteros do Brasil. utiliza o sal como matéria-prima básica para a produção de barrilha. rodoviário e ferroviário. Sorocaba  Ferrovia do Aço (MG/RJ) ÓRGÃOS QUE ATUAM NO SUDESTE  CVRD ( Companhia Vale do Rio Doce).Usina termoelétrica em Santa Cruz (RJ). no rio Paraná e formado pelo sistema Jupiá – Ilha Solteira (SP/MS). o Itapema. é a principal empresa mineradora do país. em Duque de Caxias (RJ) e em Betim (MG). Petrópolis. Petrópolis e Nova Friburgo são cidades tradicionais nessa atividade. Diversos tipos de avião são aí fabricados: o Brasília. Minas – Vitória (transporta o minério de ferro de Minas para o porto de Tubarão/ES) E. Noroeste do Brasil (liga o Sudeste ao Centro-Oeste)  E. . pertence à (CHESF) Companhia Hidrelétrica do São Francisco. Trata da exploração de minério de ferro. a qual realizou ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. Andradina (SP) e Governador Valadares (MG). Estreito e Jaguará (SP/MG). que é a maior atividade extrativa do Brasil. o Bandeirantes. Leopoldina  E. O Complexo de Urubupungá.  Indústria de laticínios: Concentrada em Minas Gerais (Poços de Caldas). foi a primeira usina do programa nuclear brasileiro. Usina Três Maria (MG). pertence à Companhia Energética de São Paulo (CESP). nas praias fluminenses (Região do Lagos). soda cáustica e similares. Campos do Jordão). pertence ao sistema de Furnas . Em Itajubá (MG) localiza-se a HELIBRÁS. Sua construção serviu para regularizar o regime do rio. Central do Brasil (RJ/MG/SP)  E.  Indústria de calçados: em Franca (SP)  Indústria têxtil: fábricas em São Paulo. no Rio Grande (Bacia do Paraná). nas cidades históricas e estâncias hidrominerais. JUANIL BARROS 43 .  CODEVALE (Companhia de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha)  CEPLAC (Comissão de Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira). Professor Juanil José Barros        obras de melhoria e ampliação da pista. desenvolvimento da agricultura e navegação. na zona serrana (Nova Friburgo.  CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco).  Indústrias de frigoríficos: em Araçatuba.F. Usina de Furnas (MG). concentrada no Vale do Rio Doce. Barretos.F.Centrais Elétricas S/A . sede da Emprese Brasileira de Aeronáutica (EMBRAER). atua na região semiárida (norte de Minas Gerais). que atualmente conta também com Angra 2 em operação.  Indústria automobilística: Fábricas em São Bernardo do Campo (SP).  Usina atômica: (Angra 1) é uma usina nuclear brasileira que integra a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. em Arraial do Cabo (RJ). cujo lema é “Brasil país que voa longe”.

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