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PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município.

Novembro de 2006 1
PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO DO MUNICÍPIO DE VESPASIANO
Complementação da Leitura Técnica
Quadro Atual do Município

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1 Apresentação .................................................................................................... 5
2 Complementação da leitura técnica .................................................................. 5
2.1 Descrição do Meio Físico........................................................................... 5
2.1.1 Geologia ............................................................................................. 5
2.1.2 Geomorfologia .................................................................................... 8
2.1.3 Hidrogeologia.................................................................................... 10
2.1.4 Pedologia .......................................................................................... 12
2.1.5 Hidrografia ........................................................................................ 14
2.1.6 Clima e Metereologia ........................................................................ 15
2.2 Descrição do Meio Biótico........................................................................ 17
2.2.1 Unidades de Conservação, Parques Urbanos e Áreas Verdes
Institucionais ................................................................................................... 21
2.3 Estudo Sócio Econômico ......................................................................... 23
2.3.1 Inserção Regional ............................................................................. 23
2.3.2 Caracterização Demográfica ............................................................ 23
2.3.3 Indústria ............................................................................................ 43
2.3.4 Serviço.............................................................................................. 44
2.3.5 Agropecuária..................................................................................... 44
2.3.6 Educação .......................................................................................... 46
2.3.7 Segurança: Indicadores criminais em Vespasiano. ......................... 55
2.3.8 Consumo de energia elétrica ............................................................ 63
2.3.9 Saúde ............................................................................................... 68
2.4 Patrimônio Arquitetônico, Histórico, Cultural e Ambiental ...................... 111
2.4.1 Noção de Patrimônio Histórico........................................................ 111
2.4.2 Inventário dos Principais Bens de Relevância Histórica e Cultural para
o Município.................................................................................................... 112
3 Quadro atual do município ............................................................................ 128
3.1.1 O Processo investigativo do município de Vespasiano: seqüência dos
mapas 128
3.2 ESTRUTURA URBANA DE VESPASIANO ........................................... 130
3.2.1 Tendências urbanas no município de Vespasiano.......................... 155

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3.2.2 O Macrozoneamento ...................................................................... 158
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................. 164
5 Anexos .......................................................................................................... 169
5.1 Mapa Climatico ...................................................................................... 169
5.2 Mapa de Declividades............................................................................ 170
5.3 Mapa Geológico ..................................................................................... 171
5.4 Mapa Geomorfológico............................................................................ 172
5.5 Mapa Hidrográfico.................................................................................. 173
5.6 Mapa Hidrográfico Regional................................................................... 174
5.7 Mapa Hipsométrico ................................................................................ 175
5.8 Mapa Pedológico ................................................................................... 176
5.9 Mapa de SituacaoRMBH........................................................................ 177
5.10 População Alfabetizada por Setor Censitário......................................... 178
5.11 Renda por Setor Censitário.................................................................... 179
5.12 Mulheres Responsáveis por Domicilios ................................................. 180
5.13 Homens Responsáveis por Domicilios................................................... 181
5.14 População Residente por Setor Censitário ............................................ 182
5.15 BAIRROS REGULARIZADOS OU NÃO ................................................ 183
5.16 EVOLUÇÃO HISTÓRICA....................................................................... 184
5.17 ÁREAS VERDES ................................................................................... 185
5.18 ESTRUTURA URBANA ......................................................................... 186
5.19 TENDÊNCIAS ........................................................................................ 187
5.20 MACROZONEAMENTO ........................................................................ 188

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1 APRESENTAÇÃO

O presente relatório constitui-se na síntese das etapas Complementação da


Leitura Técnica e Quadro Atual do Município.
A Complementação da Leitura Técnica constituiu-se na elaboração nos
mapas temáticos e relatórios técnicos que se mostraram necessários à Leitura
Técnica elaborada anteriormente por outra equipe.
O Quadro Atual do Município tem como objetivo principal consubstanciar, com
base nos dados levantados nas Leituras Técnica e Comunitária, as principais
tendências, conflitos e potencialidades identificadas no município.
Essa etapa do processo contou com a fundamental contribuição do Núcleo
Gestor que, juntamente com a Equipe Técnica, participou de diversas atividades
com o intuito de sistematizar os dados a serem relatados e mapeados.

2 COMPLEMENTAÇÃO DA LEITURA TÉCNICA

2.1 Descrição do Meio Físico

2.1.1 Geologia

O cenário geológico regional do município de Vespasiano é representado


basicamente por litologias típicas de embasamento de áreas cratônicas antigas,
mais precisamente nos terrenos arqueanos do Cráton São Francisco Meridional,
destacando-se no conjunto as associações arqueanas de rochas granito-gnáissicas
de médio a alto grau metamórfico (Complexo Gnáissico-Migmatítico ou Complexo
Belo Horizonte), datando idade cronoestratigráfica entre 3200 e 2970 milhões de
anos (Cloud & Dardene, 1973), servindo de base para deposição das rochas
supracrustais da seqüência relacionada à cobertura plataformal Bambuí (Grupo
Bambuí), associadas à Formação Sete Lagoas, sendo esta última subdividida
pelos membros Pedro Leopoldo e Lagoa Santa, datando idade cronoestratigráfica
entre 850 e 650 milhões de anos (Tuller e Ribeiro, 1992),

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Ao limite norte do município de Vespasiano encontra-se a seqüência
metapelítica denominada como Formação Serra da Santa Helena, representada
por metassiltitos e metaargilitos de estratificação plano paralela. Já na porção
sudeste, nas divisas com os municípios de Santa Luzia e Belo Horizonte,
recortados na seqüência Gnaíssica-Migmatítica do Complexo Belo Horizonte,
observa-se a presença de uma unidade de rochas metamáficas/mataultramáficas,
além do Corpo Santa Luzia, atribuído ao período Neoarqueno, datando idade entre
2800 a 2500 milhões de anos, constituído basicamente por monzonito - Ver Mapa
Geológico Regional.
O Complexo Gnáissico Migmatítico Indiviso ou Complexo Belo Horizonte
(Noce et al.,1994) ocupa praticamente toda da porção centro-sul do município de
Vespasiano (±35 Km²). É constituída predominantemente por gnaisses, granitóides
e migmatitos, além de ocorrerem de forma subordinada dioritos, gnaisses
bandados, gnaisses facoidais, anfibolitos, charnockitos, metabasitos,
metaultrabasitos e corpos graníticos intrusivos (Cavalcante et al, 1979; Machado et
al, 1984; Teixeira, 1985). As rochas em geral encontram-se bastantes
intemperizadas ou semi-alteradas, com coloração acinzentada, granulação média,
ocorrendo faixas mais grosseiras, às vezes do tipo porfiroblásticos. Apresentam
estrutura bandada, e via de regra são rochas bastante fraturadas, ocorrendo
epidoto verde e/ou clorita nas superfícies de fratura. A migmatização é um
fenômeno muito comum nessas rochas, desenvolvendo dobras desarmônicas e
muitos veios quartzo-feldspáticos e pegmatóides.
A Formação Sete Lagoas é constituída basicamente por uma seqüência de
rochas carbonáticas, com intercalações de níveis argilosos. As características dos
metassedimentos dessa formação sugerem a existência de um mar epicontinental
raso à época de suas deposições, cobrindo as partes mais baixas do relevo
constituídas até então pelas rochas gnáissico-migmatíticas. A circulação restrita
nas partes mais baixa do relevo acarretou a hipersalinidade dessas águas, com
precipitação dos carbonatos mais impuros, finos e claros, componentes do Membro
Pedro Leopoldo. Após o recuo do mar, ocorreu a deposição dos calcários mais
puros, grosseiros e escuros, componentes do Membro Lagoa Santa.

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O Membro Pedro Leopoldo situa-se na base da Formação Sete Lagoas
sobrepondo ao complexo gnáissico-migmatítico e sotoposto pelas rochas do
Membro Lagoa Santa. Essa unidade é representada pelos litótipos constituídos
pelos calcissiltitos (calcários impuros, ás vezes dolomíticos) e/ou microespatitos,
subordinamente por calcarenitos muito finos, margas e milonitos protoderivados. A
sobreposição sobre o Complexo Gnáissico Migmatítico apresenta contato brusco
geralmente por falha de deslocamento (IBAMA/CPRM, 1998).
Já o Membro Lagoa Santa, sobrepõem ao Membro Pedro Leopoldo em
contato brusco, através de falha de descolamento (“decollement”) e sendo
observado nas proximidades maior intensidade de veios de calcita/quartzo,
concordantes/discordantes. Essa unidade é constituída basicamente por
calcarenitos (calcários cinza escuro a negro, com abundante calcita), calcissiltitos,
brecha, estromatólitos e milonitos protoderivados.
O posicionamento estratigráfico da Formação Serra de Santa Helena a coloca
imediatamente acima da formação Sete Lagoas e Lagoa Santa, assentando-se
normalmente através de contato tectônico brusco e às vezes gradacional. A
litologia predominamente desta formação é de origem siliciclástica e, mais
raramente, sedimentos carbonáticos. Os siliclásticos dominantemente muito finos
correspondem a siltitos e argilitos, enquanto que os sedimentos carbonáticos são
lentes de diferentes dimensões, distribuídas esparsamente e correspondentes as
margas e calcarenitos muito finos. Além dos calcarenitos, é comum ocorrerem
nessa formação lentes de calcissiltitos com intercalações de argilitos e siltitos
(margas) que, normalmente, apresentam-se com clivagem forte e ondulações
assimétricas. Na base da Formação Serra de Santa Helena, ocorrem intercalações
manganesíferas constituindo finas camadas concordantes com as rochas
dominantes, siltitos e argilitos metamórficos.

O principal recurso mineral explorado no município de Vespasiano é o


calcário, sendo que em escala secundária podemos destacar a exploração de
areia, argila e wollastonita.

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Os calcários predominantes no Membro Lagoa Santa são utilizados
basicamente na fabricação de cimentos, na indústria de calcinação e na construção
civil, através de britas, pedriscos, pedra de mão, pó e agregados para asfalto. Na
indústria siderúrgica da região no entorno, o calcário é usado na formação de
escória para eliminação de impurezas na produção de gusa e aço, além aumentar
o coeficiente calorífico do forno (CPRM/1998). Devido ao baixo custo de extração,
o consumo de brita de calcário tem aumentado significantemente, possibilitando o
transporte para locais mais distantes.
Segundo os dados do cadastro mineiro (DNPM, 2006), atualmente o
município de Vespasiano apresenta outorgados vinte e seis direitos minerários
ativos, sendo que 15 (quinze) para exploração de calcário, 06 (seis) para areia, 03
(três) para argila e 02 (dois) para wollastonita.

2.1.2 Geomorfologia

O município de Vespasiano encontra-se inserido no domínio da unidade


geomorfológica denominada como Depressão SanFranciscana (CETEC, 1983),
localizado no interflúvio do rio das Velhas, na bacia do ribeirão da Mata, composto
diretamente em sua porção centro-norte pelas rochas carbonáticas diferenciadas
da Formação Sete Lagoas, estando seqüencialmente sobreposto pela seqüência
metapelítica da Formação de Serra de Santa Helena, na divisa municipal com
Lagoa Santa, e assentado sobre as rochas do Complexo Gnáissico-Migmatítico,
que recobrem toda porção centro-sul do município – Ver Mapa Geológico e
Geomorfológico.
Essa estratigrafia reflete as feições fisiográficas características de um domínio
morfogenético de compartimento carstíco, em toda sua porção centro-norte,
denominado como Planalto Carstíco (Auler, 1994). A jusante do limite norte do
município na divisa com Lagoa Santa, um espesso manto sobrejacente ao calcário,
confere ao local um domínio morfogenético de compartimento não carstíco,
definido como superfície filítica, onde os carbonatos estão recobertos por rochas

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metapelítcas, sendo assim denominado como Superfícies Carstícas Encobertas
(Auler, 1994) (Kohler et al., 1998).
O compartimento carstíco no município sobre as rochas carbonáticas
calcareníticas do Membro Lagoa Santa, define as áreas com topografia de relevo
predominantemente ondulado a suavemente ondulado e algumas zonas
escarpadas (maciços calcários), com cotas variando entre 720 e 850 metros,
caracterizando baixa propensão a abatimentos em superfície, e não apresentando
riscos geotécnicos significantes, tais como: voçorocamento, sulcos profundos,
deslizamentos e escorregamentos. Apresentam concentrações das principais
formas cársticas: maciços aflorantes, paredões lineares, torres e verrugas
lapiezados. Outro aspecto notável é o alinhamento de paredões lineares e
dolinamentos, coincidentes com as direções dos principais conjuntos de fraturas
subverticais presentes nos calcarenitos (Beato et al., 1992; Berbert-Born et al.,
1998, Piló, 1998), indicando o importante controle destas estruturas na
configuração da hidrografia e da morfologia exocárstica. Já a topografia sobre as
rochas carbonáticas calssiltíticas do Membro Pedro Leopoldo, predomina as
formas de relevo ondulado, e suavemente ondulado a plano, com colinas de topos
arredondados, e vertentes côncavas e suaves. Apresentam cotas inferiores a 720
metros e baixas declividades variando entre 0 e 20% ou 0 a 11º, caracterizando
média propensão a abatimentos em superfície, e também não apresentando riscos
geotécnicos significantes – Ver Mapa Hipsométrico, Declividade e Geológico.
O compartimento não carstíco que abrangem a porção centro-sul de
Vespasiano, sobre os solos residuais e rochas do Complexo Gnáissico-
Migmatítico, caracterizam como relevo fortemente ondulado a montanhoso,
apresentando formas predominantes de colinas com vales amplos e baixas
vertentes, geralmente côncavas, e alinhamentos de cristas com vertentes retilíneas
associados a intrusões. As altitudes variam entre as cotas 750 e 960 metros, e
enquanto as declividades variam entre 10 e 75% ou 6 e 36º. Em geral esses
compartimentos geomorfológico não apresentam propensão a abatimento em
superfície, em contrapartida, apresentam média a alta propensão a
voçorocamentos e sulcos profundos em vertentes côncavas e convexas de alta

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declividade, além de média propensão a deslizamentos e escorregamentos m
vertentes côncavas e convexas de alta declividade.
Enfim, o relevo dos terrenos metapelíticos que estão localizados na divisa
com o município de Lagoa Santa, sendo em geral fortemente ondulados a
montanhosos, às vezes escarpados, sendo predominante às colinas com topos
arredondados, vertentes convexas e vales encaixados. As vertentes são em geral
ravinadas com declividade variando de forte a extremamente forte em sua
inclinação. Nos locais com perturbações tectônicas e fortes mergulhos e dobras
apertadas, os metapelitos apresentam meteorização mais profunda e intensa,
atingindo grandes profundidades, e devido à abundância de veios de quartzo
intercalados, ocorre como produtos residuais espessas camadas de cascalho,
denominadas regionalmente como cascalheiras. Os terrenos metapelítcos
apresentam média a alta propensão a abatimento em superfície em contatos com
rochas carbonáticas calssiltíticas em cotas abaixo de 800 metros e elevado risco
de deslizamento/escorregamentos em mantos residuais com estruturas herdadas,
além de média propensão a voçorocamento e sulcos profundos em vertentes
retilíneas de alta declividade (CPRM - Projeto VIDA, 1994).

2.1.3 Hidrogeologia

Conforme já descrito, o município de Vespasiano insere-se no domínio de


rochas pelíticas-carbonáticas do Grupo Bambuí em sua porção norte e nos
domínios das rochas gnáissicas-migmatitícas do Complexo Belo Horizonte em sua
porção sul (CPRM/IBAMA, 1998) – Ver Mapa Geológico Regional.
Nesse contexto geológico, em terrenos de compartimento carstíco, ocupando
a porção norte do município, predominam excelentes aqüíferos semiconfinados a
livres, às vezes encobertos, constituídos por calcários intercalados por argila e por
calcários puros, associados à Formação Sete Lagoas – Membro Pedro Leopoldo e
Lagoa Santa.

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Sedimentos quaternários constituídos de materiais colúvio-aluvionar
posicionados nas margens e calhas das drenagens intermitentes, como por
exemplo, no ribeirão da Mata, podem propiciar aqüíferos freáticos regulares,
dependendo da espessura do material e composição granulométrica (PESSOA,
1996).
Em terrenos de compartimento não carstíco, conformam os aqüíferos de
expressividade moderada a baixa, constituídos pelos pelitos (siltitos com ardósias
intercaladas) da Formação Serra de Santa Helena. Com menor expressividade,
ocorrendo na porção sul do município, conformam os aqüíferos do embasamento
cristalino, associados às zonas de fraturamento das rochas gnáissicas-
migmatíticas.
Os aqüíferos formados por rochas calcárias impuras, associadas ao Membro
Pedro Leopoldo, apresentam explotabilidade média, e alta susceptibilidade de
contaminação devido a pouca espessura do material de cobertura, embora
apresente permeabilidade baixa. A presença de dolinas é pequena, e o material
carbonático em sub-superfície é bastante heterogêneo. A vazão específica em
poços tabulares medidos nessa formação alcança a média ponderada de 2,78
m³/h/m, profundidade média de 100 metros, sendo que nos intervalos das cotas
altimétricas entre 670 e 710 metros são os maiores números de entrada de água.
Já os aqüíferos formados rochas calcárias puras, associadas ao Membro Lagoa
Santa, apresenta vazão específica medida em poços tabulares dessa formação
uma média ponderada de 14,42 m³/h/m, profundidade dos poços tubulares entre 33
a 140 metros. Atividades de pesquisa, ecoturismo e agrícola são compatíveis
nesses locais, as atividades minerárias e expansões urbanas apresentam algumas
restrições, enquanto que atividades industriais são incompatíveis devido à
vulnerabilidade natural desses aqüíferos (CPRM, 1998).
Já o aqüífero composto pelos metassedimentos pelíticos da Formação Serra
de Santa Helena apresentam moderada a baixa potencialidade, explotabilidade
variando entre média a baixa, baixa susceptibilidade a contaminação devido à
elevada espessura do material de cobertura e grau de fraturamento entre médio a
baixo. A vazão específica em poços tabulares medidos na região alcança uma

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média de 9.900 L/h e profundidade média de 70 metros. Atividades de pesquisas,
minerárias, industriais, ecoturismo, agrícola e expansões urbanas são compatíveis
nesses locais com base na vulnerabilidade natural desses aqüíferos (CPRM,
1998).
Os aqüíferos freáticos do município, constituídos de materiais colúvio-
aluvionar, localizados principalmente nas faixas marginais do ribeirão da Mata e
alguns córregos tributários apresentam granulação média, indicando zonas de
infiltração rápida para o lençol freático e de recarga local. Apresenta
explotabilidade elevada, e susceptibilidade a contaminação muito alta. A presença
de poços com grandes vazões é característica marcante nesse domínio. Atividades
de pesquisas, minerárias, industriais, ecoturismo, agrícola e expansões urbanas
em geral são incompatíveis nesses locais devido à vulnerabilidade natural desses
aqüíferos (CPRM, 1998).
Considerando a relação existente entre as vazões médias constatadas nos
poços tabulares e o condicionamento morfoestrutural na região, afirma-se uma
predominância de maiores vazões associadas às feições cársticas, seguidos
proporcionalmente dos contatos geológicos entre as formações Sete Lagoas e
Serra de Santa Helena e dos lineamentos de fraturas N20-30W (PESSOA,1996).

2.1.4 Pedologia

Segundo caracterização pedológica do município de Vespasiano (EMBRAPA,


2006) os solos predominantes são classificados como Podzólico Vermelho-Escuro
eutrófico (atualmente denominado como Argissolo Vermelho-Escuro), o Podzólico
Vermelho-Amarelo álico (atualmente denominado como Argissolo Vermelho-
Amarelo) e o Gley Pouco Húmico eutrófico (IBAMA/CPRM, 1998) – Ver Mapa
Pedológico.
O Podzólico Vermelho-Escuro eutrófico pertence à classe dos solos não-
hidromórficos com horizonte B textural de cores avermelhadas tendenciando a
tonalidades escuras. Apresentam horizonte A moderado, textura muito argilosa,
muito profundos, com seqüência de horizontes A-Bt-C, estrutura forte, pequena e

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média granular e blocos subangulares. É duro quando seco, friável quando úmido,
muito plástico e pegajoso quando molhado. São solos de fertilidade natural
elevada, com boas características de retenção de base. Ocupam pequenas
porções de relevo predominantemente suave ondulado, às vezes fortemente
ondulado principalmente quando em compartimento carstíco.
O Podzólico Vermelho-Amarelo álico representa um classe constituída por
solos com horizonte B textural, não hidromórficos e baixa atividade de argila.
Geralmente são profundos ou moderadamente profundos, apresentando perfis bem
diferenciados, com seqüência de horizontes A-B-C, destacando-se nitidamente o
horizonte B, através de estrutura mais desenvolvida e cerosidade. Suas principais
limitações ocorrem devido a baixa fertilidade natural, elevada acidez, propensão a
processos erosivos e dificuldade de mecanização devido ao relevo fortemente
ondulado. Quando adequadamente manejado, adubado e corrigido as áreas
ocupados por este tipo de solo pode ser usada como pastagens e culturas
permanentes de ciclo longo, adotando práticas intensivas de conservação.
Enfim, os solos minerais hidromórficos localizados em pequenas porções ao
longo várzeas e baixadas da calha fluvial do ribeirão da Mata e alguns córregos
tributários são classificados como Glei Pouco Húmico eutróficos com horizonte A
fraco, às vezes moderado. São solos argilosos, imperfeitamente a maldrenados,
com seqüência de horizontes A-Cg, coloração acinzentada ou cinza, derivados de
sedimentos argilo-siltosos do Quaternário. Possui características resultantes,
sobretudo do excesso de umidade permanente e temporário, devido elevado nível
do lençol freático em determinados períodos do ano. Apesar da condição de
eutróficos o uso agrícola é restringido devido à sua condição redutora e a baixa
pressão do oxigênio provocada pela variação do lençol freático, além de restringir
severamente a ocupação urbana devido as suas condições anaeróbicas, riscos de
inundação e elevado susceptibilidade de contaminação do lençol freático.

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2.1.5 Hidrografia

O município de Vespasiano encontra-se inserido na sub-bacia do rio das


Velhas, bacia do rio São Francisco, denominada como unidade de planejamento e
gestão de recursos hídricos - SF5 (IGAM, 2001) – Ver Mapa da Bacia Hidrográfica
do São Francisco.
De modo geral, a hidrografia da região é caracterizada por forma mista de
componentes fluviais (águas superficiais) e cársticos (subterrâneos). Os cursos
d’água apresentam padrão de drenagem do tipo paralela, com descarga final no rio
das Velhas, segmentos de canais de terceira ordem, baixa vazão no volume
(exceção ao ribeirão da Mata), o que gera uma contribuição hídrica pouco
expressiva para bacia.
Localizado na margem esquerda do rio das Velhas, o ribeirão da Mata, é o
principal curso d’água que delimita o município de Vespasiano ao norte. Sua bacia
abrange uma área total de 757km², sendo que o comprimento de seu talvegue é de
72 km de extensão desde sua nascente até a foz com o rio das Velhas. Seus
principais tributários são os ribeirões Braúnas, do Urubu, das Neves, Areais e
córregos Carrancas e Sujos, sendo estes dois últimos situados no município de
Vespasiano – Ver Mapa Hidrográfico. Nos primeiros 17 km o canal do ribeirão da
Mata apresenta orientação predominantemente no sentido SE-NW, posteriormente
para o sentido leste a partir de Vespasiano no sentido sudeste. A vazão média
anual registrada na década passada indica valores entre 7,0 e 12,0 m³/s, mas
vazões mensuradas em meses distintos no ano de 2003 mostram que a vazão
média do ribeirão pode variar entre 17,9 m³/s no mês de janeiro e 1,09 m³/s no mês
de outubro, segundo dados coletados pela estação de amostragem BV130
(IGAM,2003).
Os dados coletados pelas estações de amostragem entre as cidades de
Pedro Leopoldo e Vespasiano (IBAMA/CPRM, 1998), identificadas como PL-M-60
(montante da fábrica de cimento Cauê), PL-M-64 (jusante da fábrica de cimento
Cauê), VP-M-67 (estação DNAEE) e VP-M-69p (distrito industrial), sendo estas
duas últimas localizadas no município de Vespasiano, indica índices significativos

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de fósforo total, óleo/graxa e coliformes totais/fecais. Alterações relativas aos
valores de turbidez e sólidos suspensos são atribuídas às intensas dragagens de
areia a jusante das estações VP-M-67 e VP-M-69.
Entre os principais eventos críticos sofridos pelo ribeirão da Mata pode-se
destacar sua utilização como receptor de esgotos urbanos e de efluentes
industriais diversos, que de modo geral são lançados sem nenhum tratamento
prévio, ocorrendo eventualmente e isoladamente mortandade de peixes associados
a descargas de efluentes tóxicos. Outro problema que causa grande degradação
em seu leito e em alguns de seus tributários ocorre devido à extração de areia,
muitas vezes através de dragagem clandestina ou não licenciada. No período
chuvoso ocorrem inundações nas margens do ribeirão devido ao significante
aumento do volume de água em seu canal (IBAMA/CPRM,1998).
Segundo Deliberação Normativa nº 010/86 do Conselho Estadual de Política
Ambiental – COPAM, os padrões de qualidade para uso preponderante das águas
da bacia do ribeirão da Mata e seus tributários, são compatíveis aos limites
estabelecidos para Classe 2, demonstrado incompatibilidade nos atuais usos dos
recursos hídricos superficiais de Vespasiano, no qual alguns parâmetros físicos,
químicos e biológicos extrapolam os limites estabelecidos a referida classe.

2.1.6 Clima e Metereologia

Conforme a classificação de Koppen, que se baseia na precipitação e


temperatura média do ar, o município de Vespasiano enquadra-se no tipo climático
Aw (in HERAS, 1972), caracterizado como tropical úmido com inverno seco e verão
chuvoso. Nimer (1977), desenvolveu uma classificação climática no Brasil,
adaptando conceitos usados por diversos autores, no qual caracteriza a região
como clima tropical sub quente semi-úmido, com período seco de 4 a 5 meses
entre os meses de maio a meados de setembro – Ver Mapa Climático.
Entre os processos atmosféricos e termodinâmicos de larga e média escala,
que influenciam o clima e processos atmosféricos / metereológicos na região pode-
se citar o sistema estacionário denominado Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul

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(ASAS), o Anticiclone Polar vindo da região antártica, as linhas de instabilidade
tropicais (LIT) e raramente as pseudofrentes de massas de ar trazido do oceano
Atlântico pelos ventos alísios de sentido leste-oeste, que podem ocasionar chuvas
abundantes no outono e inverno.
No município de Vespasiano, bem como nos municípios vizinhos existem
várias estações metereológicas e pluviométricas, dos quais permitem avaliar os
parâmetros climáticos e metereologicos locais. Para tal, foram utilizados os dados
coletados entre o período de 1961-1990, pelas estações metereológicas de Lagoa
Santa e do Aeroporto de Confins, além das estações pluviométricas de
Jaboticatubas, Vespasiano, Pedro Leopoldo e principalmente da Ponte Raul
Soares.
Assim, a região apresenta regime pluviométrico tipicamente tropical,
ocorrendo a maior concetração de chuvas no verão (novembro a fevereiro),
acumulando um total de aproximadamente 750 mm, enquanto os meses entre maio
a setembro representam menos de 10% do total médio anual (1300 mm). A
evotranspiração potencial total é de quase 1.100 mm/ano, sendo que os meses de
dezembro e janeiro apresentam os maiores valores (123,3 mm e 116,8 mm
respectivamente), e os meses de junho e julho os menores valores (51,6 e 52,4
respectivamente). No balanço hídrico regional a deficiência hídrica atinge 99 mm
nos meses onde a precipitação é inferior a evotranspiração (maio a outubro), e o
excedente hídrico atinge um acumulo de 290 mm entre os meses novembro a abril.
A pressão atmosférica média medida no período de 1961 a 1970 é de 928,8
mb, havendo uma pequena variação entre valores máximos e mínimos médios
anuais que ocorrem no mês de julho (933,5 mb) e janeiro (925,9 mb). A
nebulosidade média no mesmo período é de 4,9 décimos, sendo que os maiores
índices ocorrem no mês de dezembro (6,8 décimos) e as menores ocorrências de
nuvens em agosto (3,0 décimos). Inversamente e proporcionalmente, a insolação
apresenta os maiores valores em agosto (250 horas) e os menores em dezembro
(165 horas), com o total anual médio de 2465 horas (INMET, 1991).

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Os ventos apresentam direção predominante para sudeste com menor
freqüência sentido nordeste, velocidade média anual de 1,4 m/s, ocorrendo no mês
de setembro as maiores velocidades (1,8 m/s) e no mês de junho as menores
velocidades (1,0 m/s).
A temperatura média anual do ar medida entre os anos 1961 a 1990, é de
21,4 Cº. O inverno caracteriza-se por temperaturas amenas, na ordem de 12,5 a 18
Cº, com as mínimas ocorrendo sempre no mês de julho. Já as temperaturas
máximas, variam entre 23 e 29 Cº, sendo o mês de março o mais quente do ano. A
umidade média relativa do ar é na ordem 69,8%, sendo que o verão apresenta
maior umidade, em média de 75% podendo atingir até 87% e os meses de agosto
e setembro são os menos úmidos, atingindo mínima de 60% (INMET, 1991).

2.2 Descrição do Meio Biótico

O Município de Vespasiano está localizado em sua maior parte no Domínio do


Complexo Belo Horizonte (que tem limites ao Sul nas encostas da Serra do Curral
e ao norte, o Ribeirão da Mata) e pequena parte no compartimento Cársico, o que
diferencia as ocorrências do meio biótico em cada situação. Na porção limítrofe
norte do município de Vespasiano encontra-se a seqüência denominada Formação
Serra da Santa Helena, que enseja uma formação biótica específica do Carste.
Na classificação da vegetação definida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), registrada no Mapa de Vegetação do Brasil em escala
1:5.000.000, a vegetação que recobre o município de Vespasiano é dominada pelo
Cerrado (figura 1). O Cerrado é uma denominação brasileira dada à formação
americana mais geral conhecida como Savana, termo associado à fisionomia
indicativa da presença de árvores espaçadas.
Os Cerrados brasileiros estão incluídos no bioma Savana da classificação do
IBGE por um critério artificial, para se encaixar em uma classificação de cunho
global. Porém, as características dos Cerrados são bastante singulares,
caracterizando-se por uma estrutura formada por dois estratos distintos, um
arbóreo, semidecíduo durante a estação seca, com árvores em geral pequenas e

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retorcidas, dispostas espaçadamente sobre um segundo extrato herbáceo,
composto por gramíneas, subarbustos e arbustos.
O Cerrado localiza-se predominantemente no Planalto Central do Brasil e
constitui a segunda maior formação vegetal brasileira em extensão, sendo a
primeira a Floresta Amazônica. Esse bioma se estende por cerca de 2 milhões de
quilômetros quadrados, representando 22% do território nacional (Ratter, 1992).
Esses autores, entre outros, afirmam que fatores edáficos, principalmente os teores
de nutrientes, além do fogo e da intervenção humana, determinam as diferentes
fitofisionomias da vegetação do Cerrado.
Dependendo da presença e do porte das árvores e arbustos, o cerrado é
dividido em Campo Limpo, Campo Sujo, Campo Cerrado, Cerrado Sensu Stricto e
Cerradão. O Campo Limpo corresponde à vegetação baixa formada por um
conjunto herbáceo-graminoso com raros subarbustos ou arbustos muito
distanciados entre si. O Campo Sujo é formado por vegetação campestre com
denso manto graminoso, sobressaindo algumas árvores e arbustos de pequeno
porte. Campo Cerrado é uma forma um pouco empobrecida estrutural e
floristicamente em relação ao Cerrado Sensu Stricto, este em geral formado por um
conjunto arbóreo-arbustivo baixo, de indivíduos mais ou menos distanciados no
limite de suas copas. Por fim, o Cerradão relaciona-se ao Cerrado pelas
características morfológicas das plantas que o compõem, distinguindo-se deste
pela composição florística bem diferenciada; estruturalmente compõe-se de três
estratos: um superior com árvores de até 12 m de altura, eventualmente com
algumas emergentes de até 18 m, um estrato mediano formado por arbustos ou
arvoretas de até 3 m e um estrato inferior herbáceo bastante reduzido.
A floresta ou mata ciliar é comumente encontrada entremeando o Cerrado,
tipicamente ao longo das linhas de drenagem, normalmente localizadas nos fundos
de vales, não apresentando caducifolia durante a estação seca. De acordo com
Scolforo e Carvalho (2006), em Minas Gerais a mata ciliar ocorrente em meio ao
Cerrado é classificada com Floreta Estacional Semidecidual. Os solos minerais
hidromórficos localizados em pequenas porções ao longo das várzeas e baixadas
da calha fluvial do ribeirão da Mata e alguns córregos tributários são pouco

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húmicos, eutróficos, argilosos, imperfeitamente a mal drenados, influenciando na
menor exuberância da vegetação ciliar.
Warming (1973) descreveu as diferentes formações vegetacionais da região
dividindo-as em primitivas ou naturais (matas, campos, brejos e lagoas) e
secundárias ou introduzidas (lavouras e pastagens, geralmente implantadas sobre
antigos solos de matas). As matas eram encontradas ao longo dos cursos d’água e
sobre os afloramentos calcários. Os campos e cerrados revestiam as superfícies
aplainadas e os solos menos férteis. Nas várzeas, ocorriam os brejos e as lagoas
com sua vegetação aquática.

VESPASIANO

F
F

Figura 01: Localização aproximada da cidade de Vespasiano no mapa de


classificação da vegetação brasileira do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística, onde: F - Floresta Estacional Semidecidual (Floresta Tropical
Subcaducifolia), S - Savana (Cerrado), Sg - Gramíneo-Lenhosa (Campo Limpo
de Cerrado); SN - Área de Tensão Ecológica (contatos entre tipos de
vegetação) entre a Savana e a Floresta Estacional; manchas pontilhadas -
Vegetação Secundária e Atividades Agrárias (Fonte: www.ibge.gov.br).

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Atualmente, a distribuição original das formações vegetais pode ser percebida
a partir da análise da estrutura e da composição dos fragmentos remanescentes.
Há formações aquáticas nas inúmeras lagoas perenes ou temporárias; cerrados
em suas diferentes formas e matas que diferem no porte, intensidade de
caducifolia, estágio seral e composição de espécies. Além dessas formações
naturais, as formações antrópicas se distribuem por toda a região em pastagens e
lavouras, onde predominam culturas forrageiras e culturas de subsistência. As
variadas formas de manejo da vegetação, as diferentes épocas em que os
fragmentos foram explorados e abandonados à regeneração e a mistura de
espécies de diferentes formações durante o processo de sucessão natural fazem
com que hoje a delimitação dos tipos vegetacionais se torne imprecisa (IBAMA,
1998).
As formações naturais estão empobrecidas em função de muitos anos de
retirada seletiva de madeiras nobres, carvoejamento e desmates extensivos. Nas
últimas décadas, antigas fazendas desmembradas por processos de espólio foram
reagrupadas e/ou transformadas em loteamentos no processo de expansão
urbana, de uso principalmente residencial de baixa renda. A exploração de areia
modificou significativamente a paisagem ao longo dos cursos d’água e linhas de
drenagem existentes no município. Muitos fragmentos de matas associados aos
afloramentos calcários, preservados no passado das atividades agrícolas em
função das dificuldades de acesso impostas pelo relevo, vêm sendo suprimidos
com o desmonte do calcário pelas mineradoras. A construção do Aeroporto
Internacional Tancredo Neves levou à abertura e à duplicação de rodovias e eixos
de circulação, ao longo dos quais surgiram loteamentos sem infra-estrutura
ambiental e de saneamento (Kohler e Malta, 1991).

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2.2.1 Unidades de Conservação, Parques Urbanos e Áreas Verdes
Institucionais

A APA Carste Lagoa Santa pode ser considerada a principal área protegida
da região em que o município de Vespasiano encontra-se inserido, e foi criada pelo
Governo Federal em 1990, abrangendo parte dos municípios de Lagoa Santa,
Matozinhos, Pedro Leopoldo, Funilândia e Vespasiano, com área total de cerca de
35.900 ha. A intenção dessa APA é proteger um dos mais importantes sítios
espeleológicos do país, possuidor de riqueza científica e cultural, além de belezas
cênicas (IBAMA, 1998). Biodiversitas (1998) ressalta a importância da APA de
Lagoa Santa pelo fato desta ser ponto de migração de aves raras e ameaçadas,
além de abrigar invertebrados endêmicos e ameaçados.
As Áreas de Proteção Ambiental (APAs) foram introduzidas no Brasil pela Lei
6.902, de 17 de abril de 1981. Constituem unidades de manejo sustentável, onde
se preconiza a proteção parcial dos atributos naturais, admitida a exploração de
parte dos recursos disponíveis, em regime de manejo sustentado, sujeita às
limitações legais.
Na porção norte do município, mais precisamente na região do conjunto
Caieiras, encontra-se o Parque Municipal “Oswaldo Magalhães Carvalho”, que se
enquadra no grupo das Unidades de Proteção Integral na categoria de Parque
Natural Municipal conforme artigo 11 da Lei Nº 9.995, de 18 de julho de 2000, que
institui o Sistema Nacional de Conservação da Natureza – SNUC. A proximidade
deste parque à região cárstica de Lagoa Santa poderá também contribuir para o
apoio à avifauna ameaçada de extinção que habita a região da APA. O Parque
Oswaldo encontra-se hoje com uma área de 2,92 ha, mas a extensão desta área
verde já foi muito mais significativa. Até recentemente ela abrangia todo o extremo
norte do município, em um perímetro que compreendia desde a área atual até a
área conhecida como Vista Chinesa. Segundo informações do Núcleo Gestor, no
final da década de 70 a área foi invadida pelos bairros atualmente conhecidos
como Vista Alegre, Vale Formoso e Central Park, configurando-se em dois
fragmentos isolados.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 21
Outra área, de dimensões expressivas (cerca de 341 ha), proposta pela
municipalidade para transformação em parque urbano encontra-se na porção
sudoeste do município. Esse parque abrangeria parcelas de duas microbacias, a
do Ribeirão Areias e a do Córrego Santo Antônio (também conhecido como
Córrego Sujo), sendo o Córrego Cipriano, contribuinte do Córrego Santo Antônio, o
principal curso d’água da área. Há alguns anos a administração municipal esteve
em negociação junto aos proprietários para adquirir o terreno, mas o processo
infelizmente não se concluiu. Esse parque seria de extrema importância para a
porção sul do município, área extremamente carente de áreas verdes e de lazer. A
importância da implementação deste tipo de equipamento no município é clara,
pois além de alternativas de lazer para a população, os parques urbanos
constituiriam-se em importantes núcleos para o abrigo da fauna e flora da região.
É importante ressaltar que o município ainda não possui pessoal capacitado
para gestão de Unidades de Conservação, associado à falta de planos de manejo,
falhas na disponibilidade de informações sobre as características físicas, biológicas
e de infraestrutura (Viana, 2005). Além disso, o fato da economia vespasianense
ser tradicionalmente voltada para o setor industrial e de extração mineral causou
inúmeros impactos negativos ao ambiente.
No que diz respeito às áreas verdes institucionais, a situação é extremamente
problemática. Essas áreas estão vinculadas à aprovação de loteamentos
residenciais e industriais ao longo do município. Nesse sentido destacam-se na
porção norte as áreas localizadas no entorno do Conjunto Caieiras que, apesar das
altas declividades, tem interessante potencial de uso por parte da população.
Segundo informações de técnicos do Núcleo Gestor, essas áreas já são, inclusive,
muito utilizadas para lazer e descanso, apesar da total ausência de infra-estrutura.
Com base na imagem de satélite, no entanto, nota-se o avanço da ocupação
antrópica em algumas margens destas áreas, fazendo-se necessário um trabalho
de fiscalização mais eficiente de modo a coibir esse tipo de ação.
Na porção sul do município boa parte das áreas verdes institucionais
localizam-se e terrenos de altas declividades e fundos de vale, em situações de
difícil apropriação por parte da população. Além disso, ao longo dos anos a maioria

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 22
dessas áreas foi invadida e ocupada de forma precária para o uso residencial
unifamiliar de baixa renda, agravando ainda mais a situação.

2.3 Estudo Sócio Econômico

2.3.1 Inserção Regional

De acordo com o IBGE, o Município de Vespasiano está localizado na


mesoregião do IBGE, ME-7-Metropolitana de Belo Horizonte, na Microrregião
IBGE-30- Belo Horizonte, Região Administrativa -11- Central, Região de
Planejamento: I - Metalúrgica/Campo das Vertentes.
Pertence a micro-associação – RMBH, Granbel e faz parte da Ambel,
Associação dos municípios da região Metropolitana de Belo Horizonte. Participa
ainda como município consorciado do COM-10, consórcio dos Municípios que
integram a Bacia do Ribeirão da Mata, sub-bacia do Rio das Velhas, integrante da
Bacia do Rio São Francisco.
Sua área é equivalente a 70.98 km², e sua emancipação se deu em
27/12/1948.

2.3.2 Caracterização Demográfica

A caracterização demográfica tem a intenção de diagnosticar, usando as mais


diferentes variáveis e índices, a população da cidade de Vespasiano, nas suas
mais variadas interfaces. Para isto foram utilizados desde indicadores de qualidade
de vida como a taxa de natalidade e a taxa de alfabetização até indicadores
econômicos como o PIB per capita. Assim segue-se a tendência contemporânea
de relacionar dados econômicos com sociais.

2.3.2.1 População

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 23
O crescimento da população está diretamente ligado à interação entre três
fatores: a mortalidade, a natalidade e o saldo migratório ( diferença entre as
pessoas que saem e as que entram no município). Por definição: a taxa de
crescimento populacional = (taxa de natalidade – taxa de mortalidade) + taxa de
migração.

Gráfico 1:

Crescimento Populacional

Indivíduos
94234
82404
76422
48012
17924

1980 1991 2000 2002 2005

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro 2005.

Segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano disponibilizado pela Fundação


João Pinheiro de Belo Horizonte, para os cálculos de 1991 a 2000 a cidade teve,
no período 1991-2000, uma taxa média de crescimento anual de 6,07%, passando
de 45.866 em 1991 para 76.422 em 2000.
A taxa de urbanização cresceu 52,59, passando de 64,50%em 1991 para
98,42% em 2000.
Em 2000, a população do município representava 0,43% da população do
Estado, e 0,05% da população do País.

Gráfico 2

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 24
Fonte:IMRS,Fundação João Pinheiro,2005.

Neste mesmo compasso a população total de Minas Gerais cresceu 13,65%


(expansão anual de 1,43%), passando de 15.743.000 em 1991 para 17.891.000
em 2000. A população urbana aumentou 24,48% ou 2,46% a.a, (passou de
11.787.000 para 14.672.000) e a população rural diminui menos 18,62% ou menos
2,26% ao ano (caiu de 3.965.000 para 3.220.000) no mesmo período. A taxa de
urbanização subiu de 74,87% em 1991 para 82,00% em 2000.

A população urbana do município cresceu de 35.390 para 75.213


(crescimento de 33.99 %) e a população rural diminui de 19.478 para 1.209, ( uma
queda de 34.99% ). A taxa de urbanização passou de 64,50% em 1991 para
98.42% em 2000.

Tabela 1: População Discriminada Vespasiano: 1970,


1980, 1991, 2000 e 2002
Urbana Rural Total
Anos
Abs. % Abs. % Abs. %
1970 5.255 42,49 7.174 57,51 12.429 100
1980 21.095 84,21 3.954 15,79 25.049 100
1991 35.390 64,5 19.478 35,5 54.868 100
2000 75.213 98,49 1.209 1,51 76.422 100
2002 (preliminar) 82.404
2004-estimativa 91.009

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 25
Fonte:IBGE- Censos Demográficos, 1970, 1980, 1991, 2000

De acordo com IBGE, Vespasiano detém uma área de 70,3 km², sua
população estimada em 2005 foi de 94.234 habitantes. Sua densidade
populacional estava na casa 1.085,7 h/km².

2.3.2.2 Estrutura Etária

A tabela 3 apresenta a estrutura etária da população vespasianense. A


participação da população com menos de 15 anos na população total caiu de
11,19% em 1991 a 9,31% em 2000. Por outro lado as outras duas faixas etárias
tiveram um aumento. Na faixa que vai de 15 a 64 anos houve um aumento
respectivo de 67,59% a 73,60%, a faixa correspondente a acima de 65 anos teve
um aumento respectivo de 4,45% a 5,47%.

Tabela 2: Estrutura etária da População de Vespasiano de 1991 a 2000

1991 2000
Menos de 15 anos 17107 23946
de 15 a 64 anos 27331 49897
65 anos ou mais 1428 2579
Razão de dependência(%) 67,8% 53,2%

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 26
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.

Contudo, devem-se fazer algumas considerações:


Mesmo com o decréscimo do crescimento ou participação da população de
crianças e jovens, a pressão por serviços públicos pode se manter constante ou
até aumentar. Isto pode ser causado por inúmeros fatores desde certo
empobrecimento de setores da classe média que passam a buscar serviços
públicos como saúde, educação e esporte,ou mesmo a pressão por educação
pública de qualidade, uma tônica já presente na sociedade como um todo. Estes
fatores entre outros podem recompensar este decréscimo populacional que afetará
a demanda por serviços públicos.
O aumento da taxa de envelhecimento é, possivelmente, irreversível. Isso
aponta para a necessidade de uma série de serviços públicos que contemplem a
necessidade dos idosos como: trabalhos de medicina preventiva, atividades sociais
e culturais, readequação de espaços públicos de modo a facilitar a locomoção de
idosos, etc.

2.3.2.3 Longevidade e mortalidade

A tabela 4 traz informações sobre a evolução dos indicadores de longevidade


e mortalidade em Vespasiano, nos anos de 1991 a 2000. A esperança de vida ao
nascer passou de 65,2 anos a 68,7 anos.

Tabela 3: Indicadores de longevidade e mortalidade – Vespasiano – 1991 a


2000
1991 2000
Esperança de vida ao nascer (anos) 65,2 68,7
Mortalidade até 1 ano (% em mil) 37,9 32,8
Mortalidade até 5 ano (% em mil) 59,71 35,89
Probabilidade de sobrevivência até
40 anos(%) 86,93 91,06

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 27
Probabilidade de sobrevivência até
60 anos(%) 71,19 77,32
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.

A taxa de mortalidade infantil (quantidade de crianças falecidas durante o


primeiro ano de vida dentro de um grupo de 1.000 recém-nascidos) reduziu-se de
37,9 em 1991 para 32,8 em 2000, ou seja, um decréscimo de 5,1%. A taxa de
mortalidade infantil (até 5 anos) apresentou um queda expressiva de 59,71 para
32,89 para estes mesmos anos, tendo um decréscimo de 26,82%.
Tanto a probabilidade da sobrevivência das pessoas até 40 anos como a
probabilidade de sobrevivência até 60 anos aumentaram significativamente. A
primeira variou positivamente passando de 86,93 a 91,6 (variação de 4,67%).
Enquanto a segunda passou de 71,19% a 77,32%, uma variação de 6,53%.

2.3.2.4 Fecundidade

A tabela 4 apresenta a situação dos indicadores de fecundidade para os anos


de 1991 e 2000.
A taxa de fecundidade total (relação entre os nascimentos e o número de
mulheres em idade fértil – dos 15 aos 44 anos x 100) variou negativamente em
2,62 % em 1991 a 2,52% em 2000, queda de 0,1%..Na faixa etária de 15 a 17 anos
houve um aumento de 1,32% na taxa de mulheres com filhos.

Tabela 4: indicadores de fecundidade – Vespasiano – 1991 a 2000


1991 2000
Taxa de fecundidade 2,62 2,52
Mulheres de 10 a 14 anos com
filhos 0 0
Mulheres de 15 a 17 anos com
filhos 6,02 7,34
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 28
A queda de fecundidade pode ser explicada, entre outras coisas, pelo
ingresso da mulher no mercado de trabalho, que aumentou os custos de
oportunidade em ter um filho e também à disseminação de métodos
contraceptivos.
Deve-se observar cautelosamente este aumento de adolescentes com filhos.
Se esta tendência persistir deve-se identificar primeiramente o estrato social onde
ela ocorre preferencialmente, com o intuito de realizar uma campanha preventiva
mais eficiente.

2.3.2.5 Vulnerabilidade Familiar

A tabela 6 mostra alguns indicadores relacionados com a vulnerabilidade ou


fragilidade familiar para os anos de 1991 e 2000.
Houve um crescimento na porcentagem de pessoas que moram sozinhas
tendo 65 anos ou mais que passou de 7,9 em 1991 para 14,94 em 2000, uma
expansão de 7,04%.

Tabela 5: Vulnerabilidade familiar – Vespasiano – 1991 e 2000


1991 2000
Pessoas de 65 anos ou mais morando sozinhas 7,9 14,94
(%) mulheres chefes de família sem cônjuge
e com filhos menores de 15 anos 10,39 7,62
(%) de pessoas que vivem em famílias
com razão de dependência maior que 75% 50,58 40,51
Adolescentes 15 a 17 anos analfabetos 4,36 1,17
Adolescentes 15 a 17 fora da escola 48,33 13,93
Crianças 10 a 14 anos analfabetos 7,05 1,7
Crianças 10 a 14 anos fora de escola 13,37 1,94
Crianças 10 a 14 anos que trabalham 5,32 2,29
Crianças 4 a 5 anos fora da escola 0 55,78
Crianças 5 a 6 anos fora da escola 68,91 27,07
Crianças em situação de risco crítico 26,40 17,13

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 29
(renda menor de R$ 37.75)
Crianças em situação de risco
( renda menor de RS75,50) 52,07 41,78
Intensidade da indigência 39,79 62,08
Intensidade da pobreza 46,15 45,63
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.

Também houve um aumento na intensidade da indigência na cidade que


passou de 39,79 para 62,08, uma variação 22,29%. A intensidade da pobreza
praticamente não variou.
Nos demais índices a cidade demonstra um variação bem positiva:
As mulheres em situação de risco sem cônjuge e com filhos até 15 anos
variando em – 2,77%, ou seja, passando de 10,39 a 7,62.
Pessoas que vivem com uma razão de dependência maior que 75% variando
– 10,07% , caindo de 50,58 a 40,51.
Adolescente de 15 a 17 anos analfabetos, que já era baixa, caiu ainda mais,
variando negativamente em – 3,19%, nesta faixa já havia à época uma possível
erradicação do analfabetismo. Contudo ainda havia um número considerável
destes adolescentes nesta faixa etária fora da escola em 1999, que era de 48,33
caindo para 13,93. A variação foi grande ( – 34,4%) , contudo o número de
adolescentes fora da escola permaneceu alto.
Para as crianças de 10 a 14 anos houve um decréscimo nas taxas de
analfabetismo de 7,05 para 1,7, variando negativamente em –5,35%. Houve uma
inclusão significativa das mesmas na escola, pois se em 1991 13,37% estavam
fora da escola, em 2000 eram apenas 1,94, uma variação de – 11,43. Houve ainda
um decréscimo neste período dos índices referentes às crianças que trabalham,
variando negativamente de 5,29% para 2,29%.
Em 2000 havia uma proporção alta de crianças de 4 a 5 anos fora da escola,
58,78%, e não há dados desse tópico para 1991. Contudo, houve uma inclusão
escolar das crianças na faixa etária de 5 a 6 anos, uma vez que em 1991 68,91%
das crianças nessa faixa estavam fora da escola e em 2000 esse índice caiu para
27,07%, ou seja, uma variação de – 41,84%.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 30
Também ocorreu decréscimo das crianças em situação de risco critico e em
situação de risco . Para o primeiro caso houve uma baixa – 9,27% , passando de
26,40% a 17,13%. Para o segundo caso ocorreu uma baixa de – 10,29, passando
de 52,07% para 41,78%.
À época da pesquisa a cidade deteve, no geral, uma melhora significativa nas
variáveis aqui escolhidas para compor este índice de vulnerabilidade. As próximas
pesquisas irão confirmar a confirmação destas tendências. Possivelmente com as
políticas do Fundef e do ainda não implantado Fundeb surtirão impactos bem
positivos na inclusão de crianças e adolescentes na educação.

2.3.2.6 Analfabetismo por Faixa Etária

O grau de analfabetismo é um indicador social, uma vez que permite


examinar desde o grau de qualificação de mão de obra até a eficiência do poder
público em prover o acesso da população à educação.
A tabela 7 e o gráfico 2 mostram a situação do analfabetismo em Vespasiano
para os anos de 1991 e 2000.

Tabela 6 : Analfabetismo por faixa etária da população de Vespasiano – 1991


e 2000
Faixa Etária 1991 2000
7 a 14(%) 18,54 4,72
10 a 14(%) 7,05 1,07
15 a 17(%) 4,36 1,17
18 a 24(%) 4,71 2,32
15 ou mais (%) 16,7 9,57
25 ou mais(%) 20,9 11,85
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.

A faixa etária de 25 anos ou mais apresenta o maior percentual de pessoas


analfabetas dentre todas as faixas consideradas. Em 1991 ela apresentava um

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 31
percentual de 20,9%, ao passo que em 2000 sofreu uma queda para 11,85,
variando – 9,05%. O grupo de 15 anos ou mais em 1991 detinha um número
também expressivo de analfabetos, 16,57%, caindo para 9,57%, uma variação
significativa de – 7,0. O grupo de 15 a 17 anos foi o que detinha o menor
percentual em 1991 (4,36%).
O ensino fundamental de responsabilidade do município e que compreende a
faixa etária de 7 a 14 anos reduziu sua porcentagem em – 13,82% , a maior
variação (passou de 18,54% para 4,72%). Contudo mantém, ao menos à época,
um percentual alto, merecendo uma atenção especial do poder local, embora se
deva observar se a variação manteve-se no tempo até os dias atuais, ou seja, se a
municipalização do ensino básico continuou a surtir efeito.
A educação, além da importância significativa como ferramenta de inserção
social, é um direito garantido constitucionalmente, sendo obrigação do Estado fazer
valer sua efetivação.

Gráfico 3:
Analfabetismo por faixa etária

20,9
16,7
11,85
18,54
(%) 9,57

4,72 4,71
7,05
1,7 4,36 2,32
1,17

7 a 14 10 a 14 15 a 17 18 a 24 15 ou mais 25 ou mais

1991 2000

Fonte:. tabela 6

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 32
2.3.2.7 Domicílios com acesso a serviços básicos

A tabela 8 e o gráfico 3 mostram a porcentagem de pessoas que vivem em


domicílios com acesso a serviços básicos, nos anos 1991 e 2000.
Tais serviços influenciam diretamente a qualidade de vida das pessoas. O
acesso a serviços de saneamento básico contribui diretamente, por exemplo, na
prevenção de doenças e conseqüentemente na diminuição do gasto com saúde
pública. Sem contar que o acesso ao tratamento e distribuição de água potável e a
coleta de lixo e esgoto são fundamentais no combate a doenças. Assim, a
disponibilização destes serviços por parte do poder público municipal favorece
certa medicina preventiva com o controle e a erradicação de agentes transmissores
de doenças, insetos e ratos, e tem atuação decisiva na redução da mortalidade de
vida. Além disso, esses dados influem positivamente no Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM).

Tabela 7: Porcentagem de pessoas que vivem em domicílios com acesso a


serviços básicos – Vespasiano – 1991 e 2000.

1991 2000
% %
Água Encanada 83,75 92,43
Água Encanada e
banheiro 80,99 90,43
Coleta de Lixo 73,69 80,52
Energia Elétrica 93,74 99,98
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 33
Os dados mostram claramente o quanto Vespasiano já detinha uma rede de
acesso a este tipo de serviço bem desenvolvida em 1991 sofrendo um aumento
que beira o 100% de acesso em todos os indicadores.

Gráfico 4:

Pessoas com acesso a serviços básicos - Vespasiano - 1991 e 2000

92,43 93,74
83,75 90,98 80,52
80,99 73,69

Água Encanada Água Encanada e Coleta de Lixo Energia Elétrica


banheiro

1991 2000

Fonte: tabela 7.

2.3.2.8 Domicílios com acesso a bens de consumo

O Desenvolvimento econômico é um conceito mais complexo do que


crescimento econômico. Enquanto este último refere-se ao incremento estrito da
produção de bens e serviços, o primeiro considera a forma de apropriação dos
resultados ao aumento do produto. Portanto, é imperativo considerar o modo como
este crescimento ocorre e como os resultados deste se reverte em uma melhora de
vida das pessoas.
Neste sentido, um acesso cada vez mais eqüitativo às oportunidades é
fundamental para que as pessoas possam se beneficiar das eventuais benesses
sociais e econômicas produzidas pelo crescimento econômico.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 34
Além disto, o desenvolvimento econômico engloba o conceito de
desenvolvimento sustentável, que atende as necessidades presentes de consumo
mas se propõe a afetar o acesso das gerações futuras aos recursos naturais ou
público patrimoniais. Há também, o conceito de desenvolvimento participativo cuja
tônica orienta-se para um processo coletivo de decisões comunitárias, já que
existem diferentes opções de desenvolvimento.
A tabela 9 e o gráfico 4 apresentam o nível de consumo de bens duráveis por
parte da população vespasianense nos anos 1991 e 2000, em termos
percentuais.Este indicador, associado ao de acesso a serviços básicos, exposto há
pouco, são complementares no que concerne à qualidade de vida.

Tabela 8: Porcentagem de pessoas que vivem em domicílios com acesso a bens de


consumo – Vespasiano – 1991 e 2000.
1991 2000
(%) (%)
Televisão 72,49
Telefone 5,54 30,59
Carro 13,66 26,02
Geladeira 92,79
Computador 6,44
Fonte:.Atlas do Desenvolvimento Humano.

De 1991 a 2000, 72,49% dos domicílios vespasianenses já detinham


televisão. Em 1991 o telefone ainda era um bem restrito a apenas 5,54% da
população, passando para 30,59% , uma variação positiva de 25,05%, a maior
entre todos estes bens. A geladeira em 2000 já atinge praticamente a todos os
domicílios de Vespasiano (92,79%). O carro enquanto bem de consumo era
disponível apenas a 13,66% da população em 1991, passando a 26,02% em 2000.
O Computador enquanto bem de consumo, em 2000 atingia apenas 6,44% da
população.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 35
Gráfico 5:
Pessoas com acesso a bens de consumo - Vespasiamo -
1991 e 2000

72,49 92,79

30,59
26,02
5,54 13,66
6,44

Televisão Telefone Carro Geladeira Computador

1991 2000

Fonte: Tabela 8.

2.3.2.9 Densidade e Propriedade dos Domicílios

Este indicador apresenta dois tipos de informações: a porcentagem de


pessoas que vivem em residências com mais de duas pessoas por dormitório e a
porcentagem de pessoas que vivem em domicílios próprios e quitados.
A tabela 10 apresenta a situação da densidade e da propriedade do domicílio
para os anos 1991 e 2000.

Tabela 9: Densidade e propriedade do domicílio de Vespasiano - 1991 a 2000.


1991 2000
(%) (%)
Pessoas que vivem em domicílios com
densidade acima de 2 pessoas por
dormitório, 31,92 24,48
Pessoas que vivem em domicílios e
terrenos próprios e quitados 77,35 81,09
Pessoas que vivem em domicílios
subnormais 6,51 6,36
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 36
A porcentagem de pessoas que vivem em domicílios com densidade acima de
2 pessoas por dormitório caiu de 31,92% para 24,48%. Isto indica que a
quantidade de pessoas por dormitório diminui, denotando uma melhora na
qualidade de vida.
A situação da posse do imóvel cresceu, passando de 77,35% a 81,09%. A
taxa de domicílios subnormais permaneceu estável.

2.3.2.10 Nível e composição da Renda

A tabela 11 mostra, além da evolução da renda per capita, a situação de


acesso à renda: se por meio de transferências governamentais (pagamento de
aposentadorias) ou mediante rendimentos do trabalho.

Tabela 10: Indicadores do nível e composição de renda – Vespasiano – 1991 a 2000.


1991 2000
R$ R$
Renda per Capita 134,70 196,51
% da renda proveniente de
transferências governamentais 9,10 13,45
% da renda proveniente de rendimentos
do trabalho, 81,86 70,47
% de pessoas com mais de 50% da
renda provenientes de transferências
governamentais 6,63 10,72
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano.

A renda per capita evolui de R$134,70 para R$196,51 no período indicado


nesta tabela, um aumento de 45,8%. Infelizmente não há como saber o peso das
decisões locais neste aumento.
A porcentagem de pessoas que vivem de transferências governamentais
elevou sua participação de 9,10% para 13,45% nos anos indicados, como

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 37
conseqüência do aumento da população idosa ou em condições de requerer
benefício da aposentadoria. A participação proveniente do trabalho, nos mesmos
anos, caiu de 81,86% em 1991 para 70,47% em 2000. Enquanto houve um
aumento na porcentagem de pessoas que vivem com mais de 50% da renda
provenientes de transferências governamentais, ela variou 4,09% , subindo de
6,63% para 10,72%.
Esta situação é decorrente da queda da taxa de mortalidade infantil, da queda
da taxa de fecundidade e do incremento da esperança de vida. A combinação
positiva destes indicadores resultou no crescimento da população senil, na qual se
encontra a maioria das pessoas inativas e dependentes da renda sob a forma de
transferências.

2.3.2.11 Indicadores da Desigualdade de Renda

A desigualdade de renda é uma das características do Brasil e Vespasiano


foge pouco à regra. A tabela 12 mostra um comparativo do índice de Gini entre o
Estado e município e também destes com os maiores e menores valores
encontrados para este índice. Tal indicador define o grau de desigualdade de uma
dada estrutura de repartição de renda. Assim, quanto mais próximo de 1 mais
concentrada é a renda.

Tabela 11: Indicadores do nível e composição de renda – Vespasiano – 1991 a 2000


Índice de Geni 1991 2000
Minas Gerais 0,61 0,62
Vespasiano 0,5 0,54
Maiores Valores 0,79 0,82
Menores Valores 0,35 0,36
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano.

A renda per capita média do município cresceu 45,89%, passando de R$


134,70 em 1991 para R$ 196,51 em 2000. A pobreza (medida pela proporção de

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 38
pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$75,50, equivalente à metade
do salário mínimo vigente em agosto de 2000), diminuiu 28,36%, passando de
42,1% em 1991 para 30,1% em 2000. A desigualdade cresceu: o Índice de Gini
passou de 0,50 em 1991 para 0,54 em 2000.

2.3.2.12 Apropriação da Renda por estratos da população

A divisão pessoal da renda está evidenciada na tabela 12 e reflete o grau de


concentração dos rendimentos nos vários estratos da população vespasianense
nos anos 1991 e 2000.

Tabela 12: Porcentagem de renda apropriada por estratos da população –


Vespasiano – 1991 a 2000
1991 2000
(%) da renda apropriada
pelos 20% mais pobres da
população 3,5 2,8
(%) da renda apropriada
pelos 60% mais pobres da
população 24,7 22,9
(%) da renda apropriada
pelos 80% mais pobres da
população 45,0 42,5
(%) da renda apropriada
pelos 20% mais ricos da
população 55,0 57,5
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano.

O quadro de distribuição de renda no município é bem desigual, uma vez que


os 20% mais ricos da população detém, em média, 50% da renda, enquanto os
80% mais pobres continuam na média de 42,5%. Isto possivelmente reflete um

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 39
problema grave, a pouca mobilidade de renda entre os setores mais pobres da
população. A alta concentração de renda e a falta de mobilidade da mesma entre
os setores mais pobres podem gerar, no médio e longo prazo, problemas graves
como mendicância e criminalidade, que se alimentam da falta de perspectivas.
Entretanto, deve-se lembrar que após julho de 1994, sob o Plano Real, o
quadro de repartição da renda mostrou uma pequena melhora, graças a queda da
inflação, cuja expressão se deu na elevação do poder de compra das classes
menos favorecidas. Por outro lado, o desemprego crescente e a precarização dos
postos de trabalho trouxeram impactos negativos, fazendo que esta melhora
líquida fosse bem reduzida. Daí se conclui que há muito a se fazer na economia
local, no que diz respeito a uma política de distribuição de renda. (Tal contraste
fica ainda mais nítido na representação do Gráfico 5)

Gráfico 6:
Porcentagem da renda apropriada por estratos da população - Vespasiano - 1991 / 2000

57,5
55,0
45,0
(%)
24,7 42,5
22,9

3,5
2,8

(%) da renda apropriada (%) da renda apropriada (%) da renda apropriada (%) da renda apropriada
pelos 20% mais pobres da pelos 60% mais pobres da pelos 80% mais pobres da pelos 20% mais ricos da
população população população população

1991 2000

Fonte: Tabela 12.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 40
2.3.2.13 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH – M)

O objetivo do IDH-M é combinar o conceito de renda per capita com


indicadores sociais, podendo-se avaliar o bem-estar de uma população, isto é, o
grau de desenvolvimento social de um país, região ou município. Este índice foi
criado pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), ele varia de o a; quanto
mais perto da unidade mais perto da unidade mais desenvolvido é considerado o
município.
O IDH – M é uma média aritmética de três indicadores:
• um indicador de renda: o produto interno bruto per capita;
• um indicador que procure captar a saúde da população, na verdade, um
indicador de longevidade: a expectativa de vida ao nascer;
• um indicador que retrate as condições de educação da população, e que é
uma média ponderada de dois outros indicadores: a taxa de alfabetização
de adultos ( com peso de dois terços) e a taxa combinada de matrícula nos
ensino fundamental, médio e superior (com peso de um terço).

A classificação do IDH-M segue a seguinte ordem: alta se maior que 0,8;


média se o IDH-M situar-se entre 0,5 e 0,8; e baixa, se o IDH-M for menor que 0,5.
A Tabela a seguir mostram as classificações de IDH para a cidade de
Vespasiano.

Tabela 13: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal


1991
2000

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 0,677


Educação 0,770
0,859
Longevidade 0,669
0,728
Renda 0,591
0,654
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano.

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2.3.2.13.1 Evolução 1991-2000 do IDH-M

No período 1991-2000, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-


M) de Vespasiano cresceu 10,34%, passando de 0,677em 1991 para 0,747 em
2000.
A dimensão que mais contribuiu para este crescimento foi a Educação, com
42,2%, seguida pela Renda, com 29,9% e pela Longevidade, com 28,0%.
Neste período, o hiato de desenvolvimento humano (a distância entre o IDH
do município e o limite máximo do IDH, ou seja, 1 - IDH) foi reduzido em 21,7%.
Se mantivesse esta taxa de crescimento do IDH-M, o município levaria 18,3
anos para alcançar São Caetano do Sul (SP), o município com o melhor IDH-M do
Brasil (0,919), e 10,4 anos para alcançar Poços de Caldas (MG), o município com o
melhor IDH-M do Estado (0,841).

2.3.2.13.2 Situação em 2000

Em 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Vespasiano é


0,747. Segundo a classificação do PNUD, o município está entre as regiões
consideradas de médio desenvolvimento humano (IDH entre 0,5 e 0,8)
Em relação aos outros municípios do Brasil, Vespasiano apresenta uma
situação intermediária: ocupa a 1947ª posição, sendo que 1946 municípios (35,3%)
estão em situação melhor e 3560 municípios (64,7%) estão em situação pior ou
igual.
Em relação aos outros municípios do Estado, Vespasiano apresenta uma
situação intermediária: ocupa a 304ª posição, sendo que 303 municípios (35,5%)
estão em situação melhor e 549 municípios (64,5%) estão em situação pior ou
igual.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 42
2.3.3 Indústria

A indústria configura-se em um setor econômico importante, uma vez produz


efeitos consideráveis sobre os demais setores econômicos. Esses efeitos de
linkage (ligações) manifestam-se tanto sobre as atividades a montante (efeito para
trás) como sobre as atividades a jusante (efeitos para frente). Fora a
complementaridade que as atividades industriais mantém entre si.
O desenvolvimento industrial constitui-se numa possibilidade concreta da
geração direta e indireta de postos de trabalho. Isso afeta, de um modo geral, o
processo de urbanização, uma vez que a perspectiva de novos postos de trabalho
gerados pela implantação de novas indústrias tende a gerar um fluxo de pessoas
para essas regiões.
Em Vespasiano o Setor Secundário, que empregava 9,5% da mão-de-obra
ocupada em 1950, passou a empregar 63,3% em 1980. Em 2000 empregou
28,90%. É este setor também o que mais consome energia no município.
A atividade industrial atualmente protagoniza os rendimentos econômicos da
cidade, compondo boa parte do Produto Interno Bruto, conforme se observa na
tabela 14 a seguir:

Tabela 14:
PRODUTO INTERNO BRUTO A PREÇOS
CORRENTES
Unidade: R$(mil)
ANO AGROPECUÁRIO INDUSTRIA SERVIÇO TOTAL
1998 129 309.914 118.025 428.068
1999 168 328.300 149.810 478.278
2000 355 432.516 185.699 618.570
2001 373 493.302 217.859 711.534
2002 470 420.176 217.759 638.405
Fontes: Fundação João Pinheiro (FJP)
Centro de Estatística e Informações (CEI)

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 43
2.3.4 Serviço

O Setor Terciário, que absorvia 8,2% da mão-de-obra em 1950, passou a


abrigar 15,6% em 1970 e 17,4% em 1980. Pelo censo de 2000, 52,85 %
corresponde ao percentual empregado no setor de serviços e 17,12% da mão-de-
obra encontra-se em atuação no comércio. Percebe-se a necessidade de
qualificação da mão-de-obra local, fator decisivo para garantir a melhoria dos
padrões de renda da população, que concorre com a mão-de-obra de municípios
vizinho, principalmente Belo Horizonte.

Tabela 15:
População Ocupada por Setores Econômicos em
Vespasiano, MG – 2000
Setores No. de pessoas
Agropecuário, extração
299
vegetal e pesca
Industrial 7.856
Comércio de Mercadorias 4.653
Serviços 14.359
TOTAL 27.167
Fonte: Assembléia Legislativa Mineira, 10/12/2005, IBGE

2.3.5 Agropecuária

A agricultura e a pecuária não são atividades expressivas no município de


Vespasiano, município com taxas expressivas de urbanização.
De acordo com a tabela 16 tem-se um parâmetro das Lavouras permanentes
em Vespasiano.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 44
Tabela 16:
Principais Produtos Agrícolas de Vespasiano, MG,
2002.
Área
Produção Rendimento
Produto colhida
(t) médio (kg/ha)
(ha)
Banana (2) 3 48 16.000,00
Feijao
6 3 500
(1a.safra)
Feijao
8 8 1.000,00
(2a.safra)
Milho 75 473 6.306,67
Fonte:Site da Assembléia Legislativa Mineira, 2005, IBGE
(1) Produção em mil frutos e rendimento em frutos/ha
(2) Produção em mil cachos e rendimento em cachos/há

Na tabela abaixo, tem-se uma mostra da pecuária vespasianense no ano de 2003:


Tabela 17.

ESPECIFICAÇÃO No. DE CABEÇAS


BOVINOS 1.529
EQUINOS 16
GALINACEOS 140
OVINOS 8
SUINOS 16
Fonte: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE)

Com o aumento do PIB nos setores industriais e de serviço, o PIB


Agropecuário deve ter sua participação proporcional no PIB total reduzida ainda
mais. Dos setores da economia vespasianense este é o que tem a capacidade de
crescimento mais comprometida e limitada, dado o ritmo intenso de urbanização do
município.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 45
2.3.6 Educação

A educação do município de Vespasiano tem a seguinte composição:


Tabela 18.
Matrícula Inicial
Educação de Educação de
Ensino Fundamental Educação Jovens e Jovens e
(Regular) Especial Adultos Adultos
Município Nível Ensino (presencial) (semipresencial) Educação
Pré- Profissional
Creche 5ª a 8ª Médio
Escola 1ª a 4ª (Nível
Educação série (Regular)
série e Funda- Funda- Funda- Técnico)
Especial Total e Total Total Total
Anos mental mental mental
(Incluídos) Anos
Iniciais
Finais
TOTAL 189 1.652 39 16.653 9.564 7.089 3.665 217 28 368 368 1.036 614 207
Estadual 0 0 11 5.952 678 5.274 3.637 0 0 0 0 1.036 614 0
VESPASIANO
Municipal 145 1.403 27 10.333 8.614 1.719 0 217 28 368 368 0 0 0
Privada 44 249 1 368 272 96 28 0 0 0 0 0 0 207
Fonte: Inep/MEC - Esplanada dos Ministérios, Brasil

A educação, uma obrigação pública, com a criação do Fundef configura-se


basicamente em: educação fundamental e infantil (pré-escola) a cargo dos
municípios; ensino médio a cargo do estado. O estado brasileiro garante também à
iniciativa privada o direito de disponibilizar a educação.
Em Vespasiano, a pré-escola no setor público representado pelo município
com 1403 alunos; enquanto a iniciativa privada detém um número extremamente
pequeno de 249. No ensino fundamental o estado atende a 5952(35,7%) dos
alunos neste seguimento. O município neste setor abarca 10.333(57%) destes
alunos tendo a maior rede. A rede particular atende a 368 alunos (7%) deste setor.
No ensino médio há um predomínio praticamente absoluto do Estado na
disponibilização deste tipo de ensino atendendo a 3.637 (99%). O município não
atende alunos nesta etapa de ensino e a rede privada atende 28 alunos (cerca de
1%).

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 46
Gráfico 7:
Número de Turmas

1264 1299 732 1131


898 1220
1048 677 1199

1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005

Fonte : Inep/MEC - Esplanada dos Ministérios, Brasil. Censo Escolar.

Em 1999 a cidade sofreu uma redução de 35% do número de turmas, devido


ao resultado dos programas de aceleração de estudos do Governo Estadual, tais
como “Projeto Acertando o Passo” e “A Caminho da Cidadania”, que regularizaram
a situação de alunos fora da faixa etária de escolaridade, mas que também
atenderam boa parte de alunos das faixas regulares. A partir de 2000, o número
de turmas volta a crescer de forma regular, sendo oferecidas mais turmas de
ensino infantil e fundamental. Todavia, em 2004, ocorreu uma queda substantiva
do número de turmas, saltando de 1299 para 735, ou seja, um decréscimo de 44%.
Neste período, a cidade experimentou o aumento da oferta de turmas não
presenciais como a Educação de jovens e adultos. Na faixa do ensino infantil e
fundamental, durante o período de 1997 a 2005, a oferta de matrículas cresceu
paulatinamente. Os dados revelados pelo censo escolar evidenciam a preocupação
recente do município em universalizar a educação atendendo as demandas
sociais, inclusive a educação especial e a educação de jovens e adultos.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 47
Gráfico 8:

Número de Alunos

33937
36614 37928 38865 21980
20310 35988
26464 31452

1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005

Fonte: Inep/MEC - Esplanada dos Ministérios, Brasil.Censo Escolar.

Apesar da preocupação com a universalização do ensino, ainda há


necessidade de repensar o número de alunos por sala de aula, principalmente nas
quatro primeiras séries iniciais.O rápido crescimento populacional do município o
obriga a atender à demanda, porém não houve crescimento substantivo no número
de salas de aula, de modo a melhorar o binômio: sala de aula / alunos por turma.

Tabela 19:
Pessoal Técnico e Administrativo em Exercício na
Rede Municipal de Ensino - 2004
Sup.Pedagogico 30
Orientador Educacional 25
Professores 600
Administração/Apoio 458
Motorista 8
Biblioteca 19
Diretor 25
Fono 2
Total 1167
Fonte:Secretaria Municipal de Educação – 2006.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 48
Gráfico 9: Índice Mineiro de Responsabilidade social

0,690
0,680
0,670
0,660
0,650 2000
0,640
0,630 2001
0,620 2004
0,610
0,600
Belo Vespasiano
Horizonte

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2004.1

Os números do IMRS – Educação, comparativamente a Belo Horizonte,


capital estadual, indica queda nos níveis de desenvolvimento na área, apesar do
fato de que o município supera o índice da capital mineira no ano de 2001.

Gráfico 10. Índice de Qualidade da Educação – 2004.

0,650

0,600
Ensino Fundam ental
0,550
Ensino Médio

0,500
Belo Vespasiano
Horizonte

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2004.

1
Não há dados de IMRS nos anos de 2002 e 2003.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 49
Na qualidade de ensino, o IMRS indica que o índice de Vespasiano
praticamente iguala-se ao da capital Belo Horizonte. Os dados indicam
preocupação com as políticas educacionais em voga. Deve-se porém atentar para
os demais índices que se seguem, pois para quadros decrescentes de
investimentos per capta há grande probabilidade de queda na qualidade de ensino,
devido à baixa estima dos profissionais e dos alunos atendidos, como veremos a
seguir.

Gráfico 11- Gasto per capita com educação ( R$ de 2004)

300,000

2000
200,000 2000
2001
2002
100,000
2003
2004
-
Vespasiano

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

Vespasiano diminuiu seu gasto per capita com educação entre 2000 e 2003
em 31,5%, no entanto em 2004 houve uma leve recuperação, na faixa de 3,8% .O
esforço para a recuperação nas taxas de investimentos deve compor o cronograma
de prioridades das próximas gestões.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 50
Gráfico 12 -Esforço orçamentário em educação ( R$ de 2004)

40,00

2000
30,00
2000
20,00 2001
2002
10,00 2003
2004
-
Vespasiano

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

Assim como no indicador anterior, vemos que o esforço orçamentário com


Educação tem queda a partir de 2003. Até 2004 a queda é de 21%,

Gráfico 13 - Percentual da população de 18 anos ou mais matriculadas no


ensino básico ( %)

40,00
35,00
30,00 2000

25,00 2000
20,00 2001
15,00 2002
10,00 2003
5,00 2004
-
Vespasiano

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005


Houve uma substantiva queda neste indicador, possivelmente pelo
investimento maior em programas de alfabetização e supletivos para este tipo de
público. Além da melhora crescente na oferta e qualidade do ensino básico e
médio.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 51
Gráfico 14 - Percentual da população de 15 anos ou mais no total de
matriculados no fundamental ( %)

20,00

2000
15,00
2000
10,00 2001
2002
5,00 2003
2004
-
Vespasiano

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

Em Vespasiano houve uma queda de pessoas com 15 anos matriculadas no


ensino fundamental. No total a queda de Vespasiano foi de aproximadamente 24%
no período de 2000 a 2004. Entretanto, houve uma estabilização no percentual de
atendimento a partir de 2002, que se estende até 2004.

Gráfico 15 - Percentual da população de 18 anos ou mais no total de


matriculados no ensino médio ( %)

65,00
60,00
55,00 2000
50,00
45,00 2000
40,00
35,00 2001
30,00
25,00 2002
20,00
15,00 2003
10,00
5,00 2004
-
Vespasiano

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

A cidade reduziu drasticamente seus percentuais de pessoas com 18 ou mais


no ensino médio. A queda foi da ordem de 29%..A demanda desta faixa etária foi

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 52
equacionada com os projetos de aceleração de estudos e com o Programa de
Educação de Jovens e Adultos.
Enfim, a Educação em Vespasiano já vivenciou momentos melhores. Ao longo
dos anos, a educação vem perdendo espaços importantes que precisam ser
recuperados: Devem-se divulgar os avanços ao longo dos anos: estruturais, como
mais salas, escolas e quadras esportivas, mas é preciso investir em laboratórios,
bibliotecas escolares, recuperar os índices per capta de investimentos em
educação e com os programas educacionais.Há porém um grande esforço sendo
realizado para que a escola se torne um local cada vez mais freqüentado pela
população, como é o caso do Programa “Escola Aberta”, que teve início em
Vespasiano no dia 03 de setembro de 2005.
Para a 1ª etapa foram escolhidas 05 escolas em pontos estratégicos da
periferia do município que já atenderam a aproximadamente 30.000 pessoas. Em
janeiro de 2006 este número foi ampliado para 07 escolas, sendo elas: E. M. Aracy
Fonseca Fernandes (Bairro Caieiras); E. M. Josefina Alves Vieira (Bairro Jardim da
Glória – 2º Seção); E. M. Nazinha Conrado Silva (Bairro Morro Alto); E. M. Bárbara
Maria Salomão (Bairro Bom Sucesso); E. M. Maria da Glória Castro Veado (Bairro
Vila Esportiva); E. M. Senhor do Bonfim (Bairro Santa Cruz) e E. M. Sebastião
Fernandes (Bairro Célvia).
O Programa Escola Aberta em Vespasiano tem as seguintes parcerias:
Educação de Jovens e Adultos (EJA); Secretaria de Ação Social; Conselho Tutelar;
Polícia Militar de Minas Gerais; Corpo de Bombeiros; Secretaria de Saúde;
Programa do Adolescente Afetivo Sexual (PAAS) , Programa Fica Vivo, entre
outros. Tais parcerias, tanto no âmbito municipal, estadual, federal e organizações
não governamentais, têm como foco comum discutir, interagir e agir dentro de suas
especificidades com um trabalho em prol da inclusão social.
As escolas abrem todos os finais de semanas para atendimento à
comunidade. São oferecidas oficinas de esporte, cultura e artesanatos tais como
futebol, futsal, handeboll, voley, judô, ballet, dança, capoeira, bordados, dança de
salão, percussão, culinária, costura, tapetes arraiolos, etc..

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 53
Dados do Programa Escola Aberta – Vespasiano – 2005/2006
Gráfico 16 – Total de atendimentos por escola
Nº DE ATENDIMENTOS DE OUT/05 A JUL/06
18388 19577
20000

12829
15000
10551 9844 2755
7991
10000

5000 NAZINHA SENHOR DO


ARACY

GLÓRI BÁRBARA SEBASTIÃO
0 DA JOSEFINA BONFIM
FERNANDES
A

Fonte: Relatórios trimestrais das Escolas Abertas

Gráfico 17 – Total de participantes do município por categoria. (out. 2005 /


jul. – 2006)

RESULTADOS MENSAIS ESCOLA ABERTA


12000

10000

8000

6000

4000

2000

0
OUTRUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

PARTICIPANTES OFICINAS OFICINEIROS MASCULINO FEMININO PART. (14 A 24 ANOS)

Fonte: Relatórios trimestrais das Escolas Abertas

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 54
A cidade conta ainda com um rede de três faculdades: – UNIPAC, FASEH e
UNIOPAR, que ao todo disponibilizam 10 cursos superiores. Além disso, deve-se
lembrar que a cidade possui uma Escola Técnica de Mecânica Automotiva e o
CVT- Centro de Vocacional Tecnológico. O Plano Diretor deve levar em
consideração a questão da migração interna no município que, em virtude dos
cursos oferecidos, aumenta a procura de serviços e comércio no entorno das
faculdades.

2.3.7 Segurança: Indicadores criminais em Vespasiano.

Existem dois índices que se calculam dividindo a população atual pela


quantidade de crimes. Em crimes violentos ( ICV ) e crimes comuns ( IC )

Gráfico 18 - Índice de crimes comuns e violentos.


35
29,2
30
24,7 2000
25 21,3
2001
20 17,1
2002
15
2003
10
5 1,1 0,8 0,2 0,2
0
IC ICV
2000 1,1 21,3
2001 0,8 29,2
2002 0,2 24,7
2003 0,2 17,1

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2004

Como se viu as taxas de crimes violentos e comuns estão em curva


decrescente nestes quatro anos na cidade de Vespasiano, segundo dados da
Fundação João Pinheiro.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 55
Gráfico 19: Taxa de crimes violentos

Taxa de Crimes Violentos (por 100 mil hab)

721,61
694,08
599,3 577,25
511,51
Anos

2000 2001 2002 2003 2004

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

Pela medição da Fundação João Pinheiro, a taxa de crimes violentos, no


período entre 2000 e 2004, apesar de numericamente ter sido elevada de 599,3
para 721,61, teve um decréscimo percentual, se levado em consideração o
aumento de população de 76.422 para 94.234 habitantes, percentual este que tem
se mantido.

Gráfico 20: Taxa de Homicídios

Taxa de Homicídios ( por 100 mil hab)


56,59 56,62
( por 100 mil hab)

41,37 42,09
27,48

2000 2001 2002 2003 2004


Anos

Vespasiano

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

A taxa de homicídios subiu significativamente no ano de 2003 e continuou a


subir em 2004. O fato de fazer parte da região metropolitana de Belo Horizonte e

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 56
encontrar-se geograficamente nas áreas de transbordamento da população de
baixa renda de BH (região norte metropolitana), são fatores que certamente
contribuem para o aumento da taxa de homicídios, uma vez que as baixas
condições de vida da população andam juntas com o aumento da violência.

Gráfico 21 – Crimes contra o Patrimônio

Taxa de Crimes Contra o Patrimônio ( por 100 mil hab)

507,67 545,1 545,1


450,98
( por 100 mil hab )

379,87
Vespasiano

2000 2001 2002 2003 2004


Anos

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

Nos crimes contra o patrimônio, Vespasiano detém altos índices nestes quatro
anos. Apesar do decréscimo em 2001, os índices voltaram a crescer.

Gráfico 22 – Crimes contra a pessoa.

Taxa de Crimes Contra a Pessoa ( por 100 mil hab)


176,52
148,98
(por 100 mil hab)

137,39 131,64
91,59
Vespasiano

2000 2001 2002 2003 2004


Anos

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 57
Na taxa de crimes contra a pessoa, Vespasiano possui uma curva de crescimento

Gráfico 23:

Taxa de Crimes de Menor Potencial Ofensivo (Furto e


Drogas) ( por 100 mil hab)
(por 100 mil hab)

Vespasiano

2000 2001 2002 2003 2004

Vespasiano 637,3 719,6 1003 1117 1170


Anos

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

Neste tipo de Crimes a cidade mantém sua tendência de alta e acompanha a


tendência dos demais fatores de criminalidade.

Gráfico 24

Número de pessoas por policial militar

420
410
386 383
355

Vespasiano
Anos

2000 2001 2002 2003 2004

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 58
Gráfico 25

Número de pessoas por policial civl

1379

1331
1308
1295 1289

2000 2001 2002 2003 2004


Anos

Vespasiano

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

Vespasiano tem neste período uma redução do número de policiais por


habitante. Contudo, em relação a Policia Civil, mantém-se a mesma situação. Mais
população, menor taxa de policiais. Esta queda poderia, de certa maneira, ser um
dos fatores do aumento da taxa de criminalidade.

Gráfico 26

Gasto municipal per capita com Segurança Pública ( R$ de


2004)
5,67
5,08
Reais

0 0 0

2000 2001 2002 2003 2004


Anos

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 59
O gasto municipal per capita com Segurança Pública em Vespasiano foi
reduzido a ZERO, após o ano de 2001. A falta de investimentos também contribui
para o aumento da criminalidade.

Gráfico 27

Esforço orçmentário com Segurança Pública ( %)

0,77 0,79
(%)

0 0 0

2000 2001 2002 2003 2004


Anos

Vespasiano

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

O mesmo repete-se em relação ao esforço orçamentário em segurança,

Gráfico 28:
Índice Mineiro de Responsabilidade Social - Segurança Pública

0,54
0,488 0,471

2000 2002 2004


Anos

Vespasiano

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 60
Vespasiano tinha o melhor IMRS – Segurança Pública em 2000, mas teve
uma pequena queda de 10% em 2002, e estabilizou em 2004.

Gráfico 28:

IMRS - Segurança Pública: criminalidade

0,496 0,447 0,401

Valores

2000 2002 2004


Anos

Vespasiano

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

Gráfico 29:
IMRS - Segurança Pública: capacidade de aplicação da lei
Valores
0,611
0,628
0,571

2000 2002 2004

Anos

Vespasiano

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

Vespasiano sofreu pequena queda no índice de capacidade de aplicação da


lei em 2002, porém voltou a recuperar-se em 2004.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 61
2.3.7.1 Conclusão Estudo Sócio-Econômico

A violência em Vespasiano teve uma elevação pequena mas significativa,


embora a cidade demonstre queda na taxa de crimes violentos. Deve-se, contudo,
buscar as causas do aumento de alguns indicadores nos últimos anos.
A despeito dos comentários do senso-comum, a partir de 2005 a Prefeitura
tem agido eficientemente nesta área com as parcerias com a Polícia Militar, Civil e
Federal. Infelizmente, ainda não foi criada a guarda municipal, o que poderia
auxiliar na queda de algumas taxas de criminalidades e no sentimento de
insegurança da população.
Deve-se ressaltar que, inevitavelmente, a constante industrialização da cidade
com o conseqüente aumento da população contribuem para o aumento da
criminalidade. São variáveis que andam juntas. Parcerias com o Governo Estadual
em programas como o de mediação de conflitos “Fica Vivo”, o Programa de
Combate à Prostituição Infantil “Sentinela” e os Programas educacionais como o
“Escola Aberta”, que tem mantido as crianças e adolescentes fora das ruas, longe
do convívio com o tráfico de drogas, a criminalidade e a prostituição são iniciativas
que devem ser mantidas e incrementadas.

• Ações realizadas pela prefeitura:

Trânsito: Agentes de transito, subordinados à Secretaria de Planejamento fazem


campanhas educativas sobre segurança na cidade.
Apoio material, humano e financeiro à PM, polícia civil, polícia federal e corpo de
bombeiros.
O apoio à PM fundamenta-se na Ampliação e melhoria de prédios utilizados pela
corporação, apoio à “Bike Patrulha”.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 62
2.3.8 Consumo de energia elétrica

O consumo de energia elétrica é um indicador que está relacionado às


atividades econômicas (como indústria e comércio) e com a qualidade de vida
(como consumo residencial e iluminação pública). Se em um determinado período
houve expansão do consumo de energia elétrica, pode-se dizer que a produção
industrial aumentou, o comércio incrementou suas atividades e a população elevou
seu nível de conforto.2

Gráfico 30:

Consumo total de energia elétrica em Milhões de KWH

250 223,66 206,2


189,14 189,5
200 165,73

150

100

50

0
2000 2001 2002 2003 2004

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

Neste período houve queda no consumo de energia, havendo leve


recuperação em 2003, porém voltando a decrescer em 2004, com uma redução, no
período total de 26% no consumo.

2
Este dado deve ser relativizado no caso de programas significativos de economia de consumo de
energia.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 63
Gráfico 31
( KWH )
Consumo per capita de energia elétrica
3000 2926,59
2420,74
2366,72
2500 2299,69
1821,08
2000
KWH

1500

100

0
2000 2001 2002 2003 2004

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.


O mesmo ocorreu com o consumo per capita, que caiu ano após ano, com a
maior queda em 2004, com 15%. No total, houve uma queda de 38% do consumo
per capita de energia elétrica. A queda no consumo per capita foi maior do que a
queda no consumo total.
Gráfico 32:
Participação da indústria no consumo total de energia elétrica.

90 78,69 78 35 80,26 76,7


77 58
75
60
% 45
30
15
0
2000 2001 2002 2003 2004

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 64
A participação da indústria no consumo total de energia teve um leve
aumento em 2003. Mas caiu em todos os outros anos, totalizando uma queda de
3,0 pontos percentuais em relação ao ano 2000.

Gráfico 33
Participação do comércio no consumo total de energia elétrica

% 3,73 3,74
3,57
3,16 4,11

2000 2001 2002 2003 2004

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005

A participação do comércio no consumo total de energia elétrica teve um


crescimento paulatino no período, totalizando um incremento de 0,95 pontos
percentuais.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 65
Gráfico34

Participação de outros setores no consumo total de energia elétrica.

6,27
% 5,06 5,13
4.66 4 99

2000 2001 2002 2003 2004

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005

A participação de outros setores no consumo total de energia elétrica também teve


um crescimento paulatino no período, totalizando um incremento de 1,61 pontos
percentuais.

Gráfico 35
( %)
Participação do consumo residencial no consumo total de energia
12,5 12,65
13 23 13 25
11,0

2000 2001 2002 2003 2004

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 66
A participação do consumo residencial no consumo total de energia elétrica,
teve uma pequena queda de 058. pontos percentuais.

2.3.8.1 Conclusão
Consumo de energia elétrica por setor

Gráfico 36

OUTROS RESIDENCIAL
SETORES

COMÉRCIO

INDÚSTRIA

Fonte: IMRS, Fundação João Pinheiro, 2005

Neste gráfico síntese pode-se verificar a situação do consumo de energia


elétrica por setor. Mesmo havendo redução significativa da participação da
indústria, este setor é o que mais consome. De acordo com os dados dos demais
gráficos, a indústria também foi o setor que mais deixou de consumir energia. Em
contraponto, os demais setores fizeram a partição no aumento de consumo de
forma quase uniforme. A participação do rural foi a única que se manteve estável.
Isso indica que tivemos uma redução da atividade industrial da cidade. Mas não
podemos afirmar isso categoricamente, pois esses dados são percentuais. Seria
necessário verificar os dados absolutos para assegurarmos tal afirmação. Na
ausência destes dados, inferimos que a diminuição no consumo total de energia,
na ordem de 57 milhões de KWH no município foi devido, principalmente, à
diminuição da atividade industrial.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 67
2.3.9 Saúde

A saúde é o item mais revelador das condições básicas de acesso a serviços


essenciais de uma população. Violência, saneamento básico, limpeza pública,
acesso a bens e serviços e educação podem ser avaliados a partir dos relatórios
produzidos, quase diariamente, em postos de saúde, pelas equipes de PSF, nos
pronto atendimentos e hospitais dos municípios. Abaixo, os dados são reveladores
e não deixam dúvidas quanto às prioridades que devem ser elencadas em
Vespasiano.
A avaliação do quadro da saúde pode ser observada sob vários prismas.
Foram concentrados aqui os dados gerais do município obtidos através do SIM –
Sistema de Informações Municipais (para quesitos natalidade e mortalidade)
repassados ao Ministério da Saúde e os resultados mais relevantes das equipes do
Programa Saúde da Família - PSF (para quesitos sobre atenção básica) através do
SIAB – Sistema de Informações da Atenção Básica.

Tabela 20 - Número e proporção de nascidos vivos por consultas pré-natal,


segundo residência da mãe – Vespasiano – MG.

2000 2001 2002 2003 2004 2005

CONSULTA
S PRÉ-
NATAL Nº %(1) Nº %(1) Nº %(1) Nº %(1) Nº %(1) Nº %(1)
NENHUMA 38 2,1% 49 3,1% 34 2,0% 49 3,0% 23 1,7% 38 2,7%
49,0
ATÉ 6 1204 66,6% 996 63,3% 1012 58,7% 944 57,2% 754 55,6% 696 %
48,3
MAIS DE 6 566 31,3% 528 33,6% 679 39,4% 658 39,9% 579 42,7% 687 %
IGNORADO 20 1,1% 14 0,9% 15 0,9% 9 0,5% 25 1,8% 5 0,4%
100
TOTAL 1828 100% 1587 100% 1740 100% 1660 100% 1381 100% 1426 %
Fonte: Declaração de Nascidos Vivos-DN / Sistema de Informação sobre Nascidos-SINASC
(1) :% excluindo-se os ignorados

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 68
Gráfico 37

Proporção de Nascidos Vivos por Consultas Pré-


Natal
100% 1,1% 0,9% 0,9% 0,5% 0,4%

31,3% 33,6%
80% 39,4% 39,9%
48,3%

60% IGNORADO
MAIS DE 6
ATÉ 6
40% NENHUMA
66,6% 63,3%
58,7% 57,2%
49,0%

20%

2,1% 3,1% 2,0% 3,0% 2,7%


0%
2000 2001 2002 2003 2005

Fonte : Tabela 20

No período de 2000 a 2005 o número de mulheres que realizaram mais de 6


consultas pré-natal aumentou 7 pontos percentuais, o que implica numa maior taxa
de nascidos vivos, já que a assistência pré-natal previne o adoecimento da mãe e
do bebê.

Tabela 21 – Número e proporção de nascidos vivos, segundo a idade da mãe.


IDADE DA
2000 2001 2002 2003 2004 2005
MÃE

11 0,6% 10 0,6% 14 0,8% 9 0,5% 6 0,4% 7 0,5%


0 - 14
391 21,5% 340 21,4% 342 19,7% 305 18,4% 248 18,0% 261 18,3%
15 - 19
1286 70,4% 1127 71,0% 1238 71,1% 1217 73,3% 1.013 73,4% 1.020 71,5%
20 - 34
133 7,3% 110 6,9% 146 8,4% 128 7,7% 114 8,3% 137 9,6%
35 E +
7 0,4% 0 0,0% 0 0,0% 1 0,1% 0 0,0% 1 0,1%
IGNORADO
1828 100% 1587 100% 1740 100% 1660 100% 1381 100% 1426 100%
TOTAL

Fonte: Declaração de Nascidos Vivos-DN / Sistema de Informação sobre Nascidos-SINASC

(1) :% excluindo-se os ignorados

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 69
Gráfico 38

Proporção de Nascidos Vivos por Idade da Mãe


0,4% 0,0% 0,0% 0,1% 0,1%
100% 7,3% 6,9% 8,4% 7,7% 9,6%
90%

80%

70%

60% 70,4% 71,0% IGNORADO


71,1% 73,3% 71,5%
35 e +
50%
20 a 34
40% 15 a 19
30% 0 - 14

20%
21,5% 21,4% 19,7% 18,4% 18,3%
10%
0,6% 0,6% 0,8% 0,5% 0,5%
0%
2000 2001 2002 2003 2005

Fonte: Tabela 21

A taxa de nascidos vivos em mulheres com mais de 35 anos aumentou em 2


pontos percentuais, provavelmente, em função do aumento das consultas pré-
natal, já que esta é uma faixa etária de risco para as mães.Entre 20 e 24 anos, a
taxa de nascidos vivos manteve-se estável e entre 15 e 19 anos, houve redução de
3 pontos percentuais.

Tabela 22 – Número e proporção de nascidos vivos por tipo de parto.


TIPO DE
2000 2001 2002 2003 2004 2005
PARTO
Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº %
1210 66,2% 1022 64,4% 1022 58,8% 995 60,0% 815 59,1% 859 60,2%
NORMAL
617 33,8% 564 35,6% 716 41,2% 664 40,0% 565 40,9% 567 39,8%
CESÁRIO
0 0,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0%
FÓRCEPS
0 0,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0%
OUTRO
1 0,1% 1 0,1% 2 0,1% 1 0,1% 1 0,1% 0 0,0%
IGNORADO
1828 100% 1587 100% 1740 100% 1660 100% 1381 100% 1426 100%
TOTAL
Fonte: Declaração de Nascidos Vivos-DN / Sistema de Informação sobre Nascidos-SINASC

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 70
Gráfico 39

Proporção de Nascidos Vivos por Tipo de Parto

0,1% 0,1% 0,1% 0,1% 0,0%


100%
90%
33,8% 35,6%
80% 41,2% 40,0% 39,8%
70%
IGNORADO
60%
OUTRO
50%
FÓRCEPS
40%
66,2% 64,4% CESÁRIO
30% 58,8% 60,0% 60,2%
NORMAL
20%
10%
0%
2000 2001 2002 2003 2005

Fonte: Tabela 22.


O percentual de partos normais caiu 6 pontos, exatamente o índice de
aumento no número de partos cesários. Importante verificar os fatores dessa
inversão, já que o setor público investe em campanhas pelo parto normal. Um dos
fatores que podem ter contribuído com o aumento de partos cesários pode estar
ligado ao aumento no percentual de mulheres grávidas com mais de 35 anos,
porém, seria necessária uma investigação mais profunda do caso.

Tabela 23 – Número e proporção de nascidos vivos, por peso, ao nascer.


PESO AO 2000 2001 2002 2003 2004 2005
NASCER (g)
Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº %
12 0,7% 9 0,6% 13 0,7% 4 0,2% 2 0,1% 10 0,7%
0 - 999
17 0,9% 16 1,0% 17 1,0% 24 1,4% 14 1,0% 15 1,1%
1000 - 1499
158 8,6% 152 9,6% 160 9,2% 170 10,3% 144 10,5% 149 10,4%
1500 - 2499
534 29,2% 506 31,9% 559 32,1% 610 36,8% 443 32,2% 460 32,3%
2500 - 2999
1054 57,7% 862 54,3% 970 55,7% 824 49,7% 749 54,5% 759 53,2%
3000 - 3999
52 2,8% 42 2,6% 21 1,2% 26 1,6% 23 1,7% 33 2,3%
4000 E MAIS
1 0,1% 0 0,0% 0 0,0% 2 0,1% 6 0,4% 0 0,0%
IGNORADO
1828 100% 1587 100% 1740 100% 1660 100% 1381 100% 1426 100%
TOTAL
Fonte: Declaração de Nascidos Vivos-DN / Sistema de Informação sobre Nascidos-SINASC

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 71
Gráfico 40:
Proporção de Nascidos Vivos por Peso ao Nascer

100% 0,0%
10,4% 32,3% 53,2% 2,3% 0,1%
0,0%
49,7% 1,6% 0,1% IGNORADO
80% 10,3% 36,8%
1,2%
4000 E MAIS
55,7%
9,2% 32,1% 2,6%
60% 3000 - 3999
54,3%
9,6% 31,9%
2,8% 0,5% 2500 - 2999
40% 57,7%
8,6% 29,2% 1500 - 2499
3,0%
7,8% 29,1% 58,7% 1000 - 1499
20%

10,0% 33,0% 52,9% 2,6% 0 - 999


0,1%
0%
2000 2001 2002 2003 2005

Fonte: Tabela 23
Segundo a tabela, o percentual de nascidos vivos com baixo peso (entre 1500
e 2499 gramas) teve um leve aumento percentual, na faixa de 1%, o que não
denota deficiência nos atendimentos pré-natal.Entre os nascidos vivos de peso
considerado normal (2500 a 2999 gramas), houve um aumento significativo de 3
pontos percentuais.

Gráfico 41 – Proporção de nascidos vivos pol local de ocorrência.

Proporção de Nascidos Vivos por Local de Ocorrência

100%
90%
80%
70%
60% IGNORADO
50% 100% 99,7% 100% 99,7% 99,9% 99,6% 99,4% OUTRO LOCAL
40% DOMICÍLIO
30% OUT. ESTAB. SAÚDE

20% HOSPITAL

10%
0%
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2005

Fonte: Declaração de Nascidos Vivos-DN / Sistema de Informação sobre Nascidos-SINASC

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 72
O Gráfico 41 indica que a maioria esmagadora dos partos do município é
realizada em hospitais. Este é um bom indicador de acesso aos equipamentos
públicos de saúde.
A seguir, os dados sobre mortalidade geral e específica. Os dados relativos à
saúde geral estão melhor especificados, dando compreensão mais abrangente da
situação de causas de mortalidade, ligadas à saúde da população. É importante
compreender que a saúde envolve causas intrínsecas, relativas ao adoecimento,
como doenças do aparelho circulatório e causas extrínsecas, como violência no
trânsito e desemprego.

Tabela 24 - Curva da mortalidade proporcional por faixa etária dos


Residentes em Vespasiano.

ANO 2000 2001 2002 2003 2004 2005


FAIXA
ETÁRIA Nº % º % Nº % Nº % Nº % Nº %
< 1 ANO 35 8,9% 31 7,9% 34 8,1% 21 4,6% 25 4,9% 24 5,4%
1A 4 6 1,5% 5 1,3% 3 0,7% 5 1,1% 3 0,6% 2 0,4%
5A 9 2 0,5% 1 0,3% 2 0,5% 2 0,4% 3 0,6% 3 0,7%
10 A 14 4 1,0% 19 4,8% 8 1,9% 6 1,3% 1 0,2% 4 0,9%
15 A 19 11 2,8% 29 7,4% 14 3,3% 14 3,1% 12 2,4% 11 2,5%
20 A 29 24 6,1% 39 9,9% 34 8,1% 48 10,6% 58 11,4% 37 8,3%
30 A 39 46 11,7% 51 13,0% 49 11,7% 39 8,6% 43 8,5% 42 9,4%
40 A 49 49 12,4% 39 9,9% 54 12,9% 67 14,8% 50 9,9% 61 13,7%
50 A 59 60 15,2% 60 15,3% 50 11,9% 69 15,3% 74 14,6% 58 13,0%
60 E MAIS 136 34,5% 87 22,1% 152 36,2% 160 35,4% 211 41,6% 196 43,9%
IGNORADO 21 5,3% 32 8,1% 20 4,8% 21 4,6% 27 5,3% 8 1,8%
TOTAL 394 100% 393 100% 420 100% 452 100% 507 100% 446 100%

Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade - SIM Índice em queda Índice em elevação

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 73
Gráfico 42:

250
200
150 2005
100 2004
50 2003
0 2002
Menos de 1 ano
1a4
5a9
10 a 14
15 a 19
20 a 29
30 a 39
40 a 49
50 a 59

ignorado
60 e mais
2001
2000

Fonte: Tabela 24

Os índices de mortalidade por faixa etária em Vespasiano apresentam queda


entre os menores de 1 ano de idade, tendo uma variação no período entre 2000 e
2005 de 39%, de 8,4 para 5,4%.Na faixa etária de 15 a 19 anos, houve uma grande
alta na mortalidade, elevando-se o percentual de 2,8 para 7,4% (alta de 264%).A
partir de 2002, abre-se uma queda que chega em 2005 a um percentual de 2,5%,
praticamente igualando o índice de 2000.No grupo de 20 a 29 anos, a taxa elevou-
se de 6,1 em 2000 para 11,4% em 2004, uma elevação percentual de
186%.Apesar de queda de 3 pontos percentuais em 2005, o índice permanece em
alta: 8,3%.Entre os cidadãos de 40 a 49 anos, o índice aparece em alta constante,
saindo do percentual de 12,4% em 2000 para 13,7% em 2005.O mesmo acontece
com a faixa etária entre 50 a 59%.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 74
Tabela 25 - Estudo de mortalidade proporcional por grupo de causa da lista de
classificação internacional de doenças- lista br, 10ª versão

2000 2001 2002 2003 2004 2005


GRUPO DE CAUSA Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº %
Causa Externa Morbi-
mortalidade 55 14% 71 18% 85 20% 95 21% 103 20% 85 19%
Doenças Infecciosas e
Parasitárias 20 5% 23 6% 23 5% 26 6% 26 5% 23 5%
Sint. e achados
anormais Clín. e
Labor. NCOP 11 3% 21 5% 14 3% 36 8% 36 7% 33 7%
Doenças do Sistema
Nervoso 5 1% 3 1% 6 1% 7 2% 9 2% 8 2%
Doenças do Aparelho
Geniturinário 5 1% 10 3% 10 2% 7 2% 8 2% 5 1%
Doenças Aparelho
Circulatório 119 30% 92 23% 104 25% 114 25% 115 23% 107 24%
Neoplasias 52 13% 48 12% 47 11% 47 10% 60 12% 60 13%
Doenças Aparelho
Respiratório 42 11% 49 12% 44 10% 41 9% 50 10% 43 10%
Afecções Originárias
no Período Perinatal 36 9% 42 11% 35 8% 30 7% 34 7% 24 5%
Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade - SIM Índice em queda Índice em elevação

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 75
Gráfico 43 – Taxas de causa de mortalidade em alta.

20%
Causas Externas 18%

16%

14%

12% 2000
Sintomas
clínicos 2002
10%
anormais 2005
8%
Doenças do
sistema nervoso 6%

4%

2%

0%

Fonte: tabela 25
A maior causa de mortalidade está relacionada às causas externas (acidentes
de transporte, agressões, quedas). Estes dados coincidem com os índices em alta
da violência urbana, registrados no município. O índice elevou-se de 14 para 19%
no período de 2000 a 2005.
Gráfico 44 – Taxas de causa de mortalidade em baixa

30%

25%

20%

15% 2000
2002
10%
2005
5%

0%
Doenças do Neoplasias Doenças do Afecções de
Ap. Ap. período neo
Circulatório Respiratório natal

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 76
Em todas as causas de mortalidade ligadas ao adoecimento em si, houveram
taxas expressivas de queda, em especial a mortalidade por doenças do aparelho
respiratório, que regrediu de 30 para 24% e as afecções relativas ao período neo
natal, de 9 para 5%. Estes dados revelam uma inversão, ainda que tímida, da
medicina curativa para a preventiva, realizada pelas equipes de PSF e na
puericultura, conforme veremos mais adiante.
Dentre as taxas de mortalidade em ascendência, chama atenção as
agressões que superam todos os índices, conforme indica o gráfico abaixo:

Gráfico 45 – Taxa de mortalidade por agressão

70%
60%
50% 2000
2001
40%
2002
30% 2003
20% 2004
10% 2005

0%
Agressões

Os índices de morte por agressões são preocupantes.Nesse sentido, não


devem ser pensados apenas do ponto de vista da segurança, mas da saúde
pública que precisa buscar as causas das agressões para uma contrapartida do
poder público, no sentido de amenizá-las.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 77
Tabela 26: Coeficiente de mortalidade infantil no município de
vespasiano(mg)

COEFICIENTE /1.000
ANO N º DE NASCIDOS VIVOS(1) Óbitos
93 1064 51 47,9
94 1210 51 42,1
95 1112 60 54,0
96 1368 61 44,6
97 1382 59 42,7
98 1494 17 11,4
99 1887 37 19,6
00 1828 32 17,5
01 1626 30 18,5
02 1662 34 20,5
03 1657 21 12,7
04 1505 25 16,6
05 1428 24 16,8

Fonte: SINASC - SIM

Gráfico 46

2005
100%
90% 2004
80% 2003
70%
60% 2002
50% 2001
40% 2000
30%
20% 99
10% 98
0%
97
s

96
to

00
bi

/1
Ó

95
te
en
fic

94
oe
C

93
Fonte: Tabela 26.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 78
O índice de mortalidade infantil no município de Vespasiano caiu de forma
drástica nos últimos 12 anos em Vespasiano.Todos os dados anteriores mostram
que o acesso à atenção básica tem sido relevante par a queda dos mesmos.

Tabela 27 -Coeficiente de mortalidade geral no município de vespasiano –


1993 a 2005
Coeficiente /
ANO POPULAÇÃO ÓBITOS 1000
93 52.900 302 5,71
94 55.487 296 5,33
95 58.171 362 6,22
96 60.952 444 7,28
97 63.285 414 6,54
98 64.028 363 5,67
99 65.411 340 5,20
00 66.855 394 5,89
01 79.916 393 4,92
02 82.402 420 5,10
03 85.180 452 5,31
04 87.951 507 5,76
05 94.233 446 4,73
Fonte:IBGE –Sistema de informação sobre mortalidade
Gráfico 47

100% 2005
90% 2004

80% 2003
2002
70%
2001
60%
2000
50% 99
40% 98
30% 97
20% 96

10% 95
94
0%
população Óbitos coeficiente/1000 93

Fonte: Tabela 27.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 79
Curiosamente, os índices de mortalidade geral em Vespasiano quase não
mudaram, ao longo dos últimos 12 anos.Isso, em parte, se explica pelas quedas
nos índices de mortalidade infantil (queda de 65% no mesmo período) e também
em algumas faixas etárias como a de 15 a 19 anos e 30 a 39 anos.Mesmo
levando-se em consideração o aumento da população, que no período 1993 a
2005 cresceu em 74,83%.
Os dados levam a crer que a atenção básica é fator indiscutível de melhoria
da qualidade de vida e de acesso aos serviços públicos pela população.
Seguem alguns dados representativos do trabalho das equipes do Programa
de Saúde da Família, um dos pilares mais importantes da atenção básica à saúde.
Vale lembrar que os dados auferidos pelas equipes de PSF possibilitam perceber o
nível da qualidade de vida dos moradores da região de abrangência, o nível de
nutrição da população infantil, e as principais causas de adoecimento. Com esses
dados é possível o planejamento de ações para minimizar e até mesmo erradicar
fatores de risco e adoecimento, entre outras políticas públicas.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 80
PSF Jardim da Glória - Regional Santa Clara.

Nascidos Vivos e Peso ao Nascer


- 2006 -

Nascidos Vivos

100,0
100,00 Pesados ao Nascer
93,75

50,0
12,50 Peso < 2500 g

-
Nascidos Vivos

Óbitos em RN e Mulheres em Idade Fértil


- 2006 -

< 28 dias

de 28 dias a 1 ano
100,00
80,00 86,67 de 10 a 14 anos

60,00 de 15 a 49 anos

40,00
Óbitos/outr. faixas etárias
20,00 13,33 13,33
0,00 0,00
0,00
Óbitos

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 81
Taxa de Mortalidade Infantil
- 2006 -

T.M.I. Global

T.M.I. por Diarréia


100,00

62,50 T.M.I. por IRA


50,00 62,50
0,00 0,00
T.M.I. por outras
0,00 causas
T.M.I. / 1000 NV

Gestantes Cadastradas e Acompanhadas


- 2006 -

100,0 100,0
100,0 100,0 100,0
< de 20 anos
80,0
Acompanhadas
60,0
Com Vacina em dia
40,0
Consult. Pré-Natal mês
20,0
7,5 Pré-Natal início 1º Trim.
0,0
Gestantes

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 82
Internações Hospitalares
- 2006 -

100,0 Pneumonia

80,0 92,6
Desidratação
60,0
Abuso de Álcool
40,0
Diabetes
20,0 7,4
0,0 0,0 0,0 0,0 Outras Causas
0,0
Total de Hospitaliz. Hospitaliz. Psiquiátrica

Grupos Operativos Cadastrados e Acompanhados


- 2006 -

Cadastrados
500
437
400 434
300
Acompanhados
200
120 120 11 11
100 1 1
0
Diabéticos Hipertensos Tuberculose Hanseníase

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 83
Doenças referidas por população maior
de 15 anos cadastradas - 2006 -

12,00 Condiçôes de Abastecimento de Água


12,00 por População Cadastrada
- 2006 -
10,00 Hipertensão

8,00 Outros

6,00
Poço ou Nascente
4,00
2,83
Epilepsia Rede Pública
2,00
0,13 0,07 0,23 0,23 0,00 0,13 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 100,00
0,00 Diabetes
Alcoolismo Hanseníase

Destino das Fezes e Urina por População Cadastrada


Destino do Lixo por População
- 2006 -
- 2006-

0,77
Céu aberto Céu Aberto

Queimado /0,55
Interrado
Fossa

Coleta Pública 98,69

Esgoto
0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00
0 10 20 30 40 50 60

Residências com Energia Elétrica Cobertura por Plano de Saúde da população cadastrada no PSF
por População Cadastrada Vespasiano - 2006 -

- 2006 -

Não Não

Sim Sim

0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 84
PRODUÇÃO Nº %
1) Consultas Médicas de Residentes fora Área de
Abrangência 10
2) Consultas Médicas de Residentes na Área de Abrangência 1.727 O,43
3) Tipo de Atendimento
Puericultura 286 8,66
Pré-Natal 3 0,09
Pevenção Cérvico-Uterina 124 3,75
DST/AIDS 5 0,15
Diabetes 408 ####
Hipertensão Arterial 1.345 ####
Hanseníase 3 0,09
Tuberculose 0 0,00
4) Exames Complementares
Patologia Clínica 510 ####
Radiodiagnóstico 15 0,86
Citologia Cérvico- Vaginal 124 7,14
Ultrassonografia Obstétrica 1 0,06
Outros 76 4,38
5) Encaminhamentos
Atendimento Especializado 92 5,30
Internação Hospitalar 6 0,35
Urgência / Emergência 100 5,76
6) Internação Domiciliar 0
7) Procedimentos
Visita de Inspeção Sanitária 0
Atendimento Individual
Enfermeiro 1.567
Atendimento Individual Nível
Superior 3.606
Curativos 540
Inalações 169
Injeções 1.104
Retiradas de Ponto 109
Terapia de Reidratação Oral 0
Sutura 0
Atendimento de Grupo em
Educação em Saúde 92
Procedimentos Coletivos 674
Reuniões 26
8) Visitas Domiciliares
Médico 17
Enfermeiro 81
Outros Profissionais de Nível
Superior 0
Profissionais de Nível Médio 199
ACS 4.727
Total de Visitas 5.024

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 85
A equipe de PSF da regional Santa Clara atende cerca de 2000 pessoas,
entre elas, 40 gestantes, 122 crianças entre 1 e 2 anos; Os grupos operativos
atendem, em sua maioria, hipertensos (99%) e diabéticos.Segundo os dados,
12,5% dos recém-nascidos são baixo-peso, e os óbitos em crianças de 0 a 1 ano
chega a 13,3%. Existem 40 gestantes sendo acompanhadas, dentre elas,17,5%
são menores de 20 anos O índice de 7,4% das internações hospitalares resulta de
diabetes.O abastecimento de água, a coleta de lixo domiciliar e energia elétrica
atendem 99% da população, porém, apenas 57,7% dos cadastrados tem esgoto e
o restante utiliza-se de fossa; 96,21% da população utiliza os serviços públicos de
saúde.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 86
PSF – Morro Alto III – Regional Morro Alto

Nascidos Vivos e Peso ao Nascer


- 2006 -

Nascidos Vivos

100,0
100,00 Pesados ao Nascer
92,86

50,0
Peso < 2500 g
7,14
-
Nascidos Vivos

Óbitos em RN e Mulheres em Idade Fértil


- 2006 -

< 28 dias
100,00
100,00 de 28 dias a 1 ano
80,00
de 10 a 14 anos
60,00
de 15 a 49 anos
40,00

20,00 Óbitos/outr. faixas etárias


0,00 0,00 0,00 0,00
0,00
Óbitos

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 87
Taxa de Mortalidade Infantil
- 2006 -

T.M.I. Global

T.M.I. por Diarréia

1,00
T.M.I. por IRA

0,50 0,00
0,00 0,00 0,00 T.M.I. por outras
causas
0,00
T.M.I. / 1000 NV

Gestantes Cadastradas e Acompanhadas


- 2006 -

100,0 100,0
100,0 100,0 < de 20 anos
88,2
80,0
Acompanhadas
60,0
Com Vacina em dia
40,0
Consult. Pré-Natal mês
20,0 11,8
Pré-Natal início 1º Trim.
0,0
Gestantes

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 88
Internações Hospitalares
- 2006 -

100,0 Pneumonia
95,5
80,0 Desidratação
60,0
Abuso de Álcool
40,0
Diabetes
20,0 4,5 0,0 0,0 0,0 0,0 Outras Causas
0,0
Total de Hospitaliz. Hospitaliz. Psiquiátrica

Grupos Operativos Cadastrados e Acompanhados


- 2006 -

250 Cadastrados

200 211
211
150
Acompanhados
100
60 60
50 0 0 0 0
0
Diabéticos Hipertensos Tuberculose Hanseníase

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 89
Doenças referidas por população maior
de 15 anos cadastradas Condiçôes de Abastecimento de Água
- 2006 - por População Cadastrada
6,00
5,81 - 2006 -

5,00
Outros
4,00

Poço ou Nascente
3,00

2,00
Rede Pública
0,85
1,00 0,48
0,34
0,03 0,10 0,07 0,07 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 100,00
0,00
Alcoolismo Diabetes Epilepsia Hanseníase

Destino das Fezes e Urina por População Cadastrada


Destino do Lixo por População Cadastrada - 2006 -
- 2006-

Céu aberto 0,00 Céu Aberto

Queimado / Interrado 0,00


Fossa

Coleta Pública 100,00


Esgoto

0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 100,00
0 20 40 60 80 100

Residências com Energia Elétrica Cobertura por Plano de Saúde da população cadastrada no PSF
por População Cadastrada Vespasiano - 2006 -
- 2006 -

Não
Não

Sim Sim

0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 90
PRODUÇÃO Nº %
1) Consultas Médicas de Residentes fora Área de Abrangência 0
2) Consultas Médicas de Residentes na Área de Abrangência 291 0,08
3) Tipo de Atendimento
Puericultura 247 10,78
Pré-Natal 12 0,52
Pevenção Cérvico-Uterina 151 6,59
DST/AIDS 0 0,00
Diabetes 386 16,84
Hipertensão Arterial 1.095 47,77
Hanseníase 1 0,04
Tuberculose 0 0,00
4) Exames Complementares
Patologia Clínica 162 55,67
Radiodiagnóstico 6 2,06
Citologia Cérvico- Vaginal 141 48,45
Ultrassonografia Obstétrica 17 5,84
Outros 21 7,22
5) Encaminhamentos
Atendimento Especializado 77 26,46
Internação Hospitalar 19 6,53
Urgência / Emergência 7 2,41
6) Internação Domiciliar 0
7) Procedimentos
Visita de Inspeção Sanitária 0
Atendimento Individual Enfermeiro 2.001
Atendimento Individual Nível Superior 4
Curativos 180
Inalações 69
Injeções 142
Retiradas de Ponto 2
Terapia de Reidratação Oral 6
Sutura 0
Atendimento de Grupo em Educação em Saúde 60
Procedimentos Coletivos 0
Reuniões 13
8) Visitas Domiciliares
Médico 0
Enfermeiro 159
Outros Profissionais de Nível Superior 4
Profissionais de Nível Médio 163
ACS 5.500
Total de Visitas 5.826

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 91
A equipe de PSF da regional Morro Alto atende cerca de 2000 pessoas, entre
elas 17 gestantes, 112 crianças entre 1 e 2 anos. Nos grupos operativos são
atendidos 211 hipertensos e 60 diabéticos. Segundo os dados, 7,14% dos recém-
nascidos são de baixo-peso, porém não foram registrados óbitos em crianças de 0
a 1 ano no período; existem Das 17 gestantes acompanhadas,11,8% são
menores de 20 anos. 4,5% das internações hospitalares resultam de pneumonia; o
abastecimento de água, a coleta de lixo domiciliar e energia elétrica atendem a
100% da população. O tratamento do esgoto existe para 96% dos cadastrados.
92,66% da população utiliza os serviços públicos de saúde.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 92
PSF Nova Pampulha – Regional Morro Alto

Nascidos Vivos e Peso ao Nascer


- 2006 -

Nascidos Vivos

100,0
100,00 100,00 Pesados ao Nascer

50,0 35,00
Peso < 2500 g

-
Nascidos Vivos

Óbitos em RN e Mulheres em Idade Fértil


- 2006 -

< 28 dias
100,00
de 28 dias a 1 ano
80,00
de 10 a 14 anos
60,00 66,67

40,00 33,33 de 15 a 49 anos

20,00 Óbitos/outr. faixas etárias


0,00 0,00 0,00
0,00
Óbitos

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 93
Taxa de Mortalidade Infantil
- 2006 -

T.M.I. Global

T.M.I. por Diarréia


1,00

T.M.I. por IRA


0,50
0,00 0,00 0,00 0,00
T.M.I. por outras
0,00
causas
T.M.I. / 1000 NV

Gestantes Cadastradas e Acompanhadas


- 2006 -

100,0 100,0
100,0 100,0 < de 20 anos
80,0 81,8
Acompanhadas
60,0
Com Vacina em dia
40,0
Consult. Pré-Natal mês
20,0 22,7
Pré-Natal início 1º Trim.
0,0
Gestantes

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 94
Internações Hospitalares
- 2006 -

60,0 55,6
Pneumonia
50,0
Desidratação
40,0 44,4
Abuso de Álcool
30,0

20,0 Diabetes

10,0 Outras Causas


0,0 0,0 0,0 0,0
0,0
Total de Hospitaliz. Hospitaliz. Psiquiátrica

Grupos Operativos Cadastrados e Acompanhados


- 2006 -

400 393 Cadastrados

373
300

200 Acompanhados

100
64 62 2 2 1 1
0
Diabéticos Hipertensos Tuberculose Hanseníase

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 95
Doenças referidas por população maior
de 15 anos cadastradas Condiçôes de Abastecimento de Água
- 2006 - por População Cadastrada
4,50
4,39 - 2006 -
4,00

3,50 Outros
3,00

2,50
Poço ou Nascente
2,00

1,50
Rede Pública
1,00 0,65
0,50 0,22 0,15 0,22 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00
0,00 0,04 0,00
0,00
Alcoolismo Diabetes Epilepsia Hanseníase

Destino das Fezes e Urina por População Cadastrada


Destino do Lixo por População Cadastrada - 2006 -
- 2006-

Céu aberto 8,57 Céu Aberto

Queim ado / Interrado 21,74


Fossa

Coleta Pública 69,69


Esgoto

0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00


0 10 20 30 40 50 60

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 96
Residências com Energia Elétrica Cobertura por Plano de Saúde da população cadastrada no PSF
por População Cadastrada Vespasiano - 2006 -
- 2006 -

Não
Não

Sim Sim

0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

PRODUÇÃO Nº %
1) Consultas Médicas de Residentes fora Área de Abrangência 3
2) Consultas Médicas de Residentes na Área de
0,32
Abrangência 1.214
3) Tipo de Atendimento
Puericultura 304 9,25
Pré-Natal 189 5,75
Pevenção Cérvico-
4,84
Uterina 159
DST/AIDS 2 0,06
Diabetes 233 7,09
Hipertensão Arterial 176 5352,40
Hanseníase 1 0,03
Tuberculose 0 0,00
4) Exames Complementares
Patologia Clínica 190 15,61
Radiodiagnóstico 72 5,92
Citologia Cérvico- Vaginal 159 13,06
Ultrassonografia Obstétrica 20 1,64
Outros 64 5,26
5) Encaminhamentos
Atendimento Especializado 117 9,61
Internação Hospitalar 1 0,08
Urgência / Emergência 9 0,74
6) Internação Domiciliar 0
7) Procedimentos
Visita de Inspeção Sanitária 0
Atendimento Individual Enfermeiro 2.071
Atendimento Individual Nível
Superior 0
Curativos 63
Inalações 96
Injeções 106

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 97
Retiradas de Ponto 20
Terapia de Reidratação Oral 4
Sutura 0
Atendimento de Grupo em Educação
em Saúde 117
Procedimentos Coletivos 0
Reuniões 27
8) Visitas
Domiciliares
Médico 20
Enfermeiro 55
Outros Profissionais de Nível
Superior 8
Profissionais de Nível Médio 64
ACS 2.643
Total de Visitas 2.790

A equipe de PSF da regional Nova Pampulha atende cerca de 828 famílias,


entre elas 22 gestantes e 42 crianças entre 1 e 2 anos. Os grupos operativos
atendem 373 hipertensos e 62 diabéticos. Segundo os dados, 35 % dos recém-
nascidos são de baixo-peso, mas não foram registrados óbitos em crianças de 0 a
1 ano no período. Das 22 gestantes acompanhadas, 22,7% são menores de 20
anos e 55,6% das internações hospitalares resultam de pneumonia. O
abastecimento público de água tratada atende somente 56,6% das população
cadastrada, Pouco mais de 6% se beneficia da coleta de lixo domiciliar. A energia
elétrica atende 98% da população e 38,7% da população tem esgoto tratado. O
restante da população utiliza-se de fossa; 98,79% da população utiliza os serviços
públicos de saúde.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 98
PSF Nova York – Regional Morro Alto

Nascidos Vivos e Peso ao Nascer


- 2006 -

Nascidos Vivos

100,0
100,00 100,00 Pesados ao Nascer
57,89
50,0
Peso < 2500 g

-
Nascidos Vivos

Óbitos em RN e Mulheres em Idade Fértil


- 2006 -

< 28 dias
100,00
de 28 dias a 1 ano
80,00 80,00
de 10 a 14 anos
60,00
de 15 a 49 anos
40,00
20,00 20,00
20,00 Óbitos/outr. faixas etárias
0,00 0,00
0,00
Óbitos

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 99
Taxa de Mortalidade Infantil
- 2006 -

T.M.I. Global

T.M.I. por Diarréia

60,00
52,63 52,63 T.M.I. por IRA
40,00
20,00 0,00 0,00 T.M.I. por outras
causas
0,00
T.M.I. / 1000 NV

Gestantes Cadastradas e Acompanhadas


- 2006 -

100,0 100,0
100,0 95,2 < de 20 anos
80,0
Acompanhadas
66,7
60,0
Com Vacina em dia
40,0
Consult. Pré-Natal mês
20,0
4,8 Pré-Natal início 1º Trim.
0,0
Gestantes

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 100
Internações Hospitalares
- 2006 -

100,0 Pneumonia

80,0 Desidratação
84,6
60,0
Abuso de Álcool
40,0
Diabetes
20,0 7,7 3,8
0,0 3,8 0,0 Outras Causas
0,0
Total de Hospitaliz. Hospitaliz. Psiquiátrica

Grupos Operativos Cadastrados e Acompanhados


- 2006 -

500 Cadastrados
456
400 456
300
Acompanhados
200
100 101 101 1 1 0 0
0
Diabéticos Hipertensos Tuberculose Hanseníase

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 101
Doenças referidas por população maior
de 15 anos cadastradas Condiçôes de Abastecimento de Água
- 2006 - por População Cadastrada
10,00
9,98 - 2006 -
9,00
8,00 Outros
7,00
6,00
Poço ou Nascente
5,00
4,00
3,00 Rede Pública
2,00
1,00 0,15 0,41 0,22 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 100,00
0,00 0,07 0,00 0,00
0,00
Alcoolismo Diabetes Epilepsia Hanseníase

Destino das Fezes e Urina por População Cadastrada


Destino do Lixo por População Cadastrada - 2006 -
- 2006-

Céu aberto 1,39 Céu Aberto

Queim ado / Interrado 1,74


Fossa

Coleta Pública 96,87


Esgoto

0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 100,00
0 20 40 60 80 100

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 102
Residências com Energia Elétrica Cobertura por Plano de Saúde da população cadastrada no PSF
por População Cadastrada Vespasiano - 2006 -
- 2006 -

Não
Não

Sim Sim

0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

PRODUÇÃO Nº %
1) Consultas Médicas de Residentes fora Área de Abrangência 20
2) Consultas Médicas de Residentes na Área de
2.542 0,75
Abrangência
3) Tipo de Atendimento
Puericultura 208 5,16
Pré-Natal 101 2,51
Pevenção Cérvico-
6 1,49
Uterina
DST/AIDS 7 0,17
Diabetes 460 11,42
Hipertensão Arterial 1.194 29,64
Hanseníase 0 0,00
Tuberculose 2 0,05
4) Exames Complementares
Patologia Clínica 227 10,81
Radiodiagnóstico 91 3,55
Citologia Cérvico- Vaginal 60 2,34
Ultrassonografia Obstétrica 18 0,70
Outros 49 1,91
5) Encaminhamentos
Atendimento Especializado 129 5,04
Internação Hospitalar 0 0,00
Urgência / Emergência 5 0,20
6) Internação Domiciliar 0
7) Procedimentos
Visita de Inspeção Sanitária 3
Atendimento Individual Enfermeiro 1.466
Atendimento Individual Nível
19
Superior
Curativos 200
Inalações 63
Injeções 50
Retiradas de Ponto 17

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 103
Terapia de Reidratação Oral 97
Sutura 0
Atendimento de Grupo em Educação
56
em Saúde
Procedimentos Coletivos 1
Reuniões 15
8) Visitas
Domiciliares
Médico 51
Enfermeiro 38
Outros Profissionais de Nível
14
Superior
Profissionais de Nível Médio 27
ACS 5.331
Total de Visitas 5.461

A equipe de PSF da regional Nova York atende cerca de 883 famílias, entre
elas 21 gestantes e 57 crianças entre 1 e 2 anos; os grupos operativos atendem
456 hipertensos e 111 diabéticos. Segundo os dados, 57,9 % dos recém-nascidos
são de baixo-peso; foram registrados 20% de óbitos em crianças de 0 a 1 ano no
período; das 21 gestantes acompanhadas, 4,8% são menores de 20 anos; 7,7%
das internações hospitalares resultam de desidratação, sendo esta a maior causa
de internações; o abastecimento público de água tratada atende somente 96,87%
da população cadastrada, e a coleta de lixo domiciliar atende 96,87% enquanto a
energia elétrica está presente para 96,6% da população; 93,97% da população tem
à rede de esgoto. O restante da população utiliza-se de fossa; 93,52% da
população utiliza os serviços públicos de saúde.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 104
PSF Oeste – Célvia – Regional Centro

Nascidos Vivos e Peso ao Nascer


- 2006 -

Nascidos Vivos

100,0
100,00 Pesados ao Nascer
88,24

50,0 29,41
Peso < 2500 g

-
Nascidos Vivos

Óbitos em RN e Mulheres em Idade Fértil


- 2006 -

< 28 dias
100,00
100,00
de 28 dias a 1 ano
80,00
de 10 a 14 anos
60,00

40,00 de 15 a 49 anos

20,00 Óbitos/outr. faixas etárias


0,00 0,00 0,00 0,00
0,00
Óbitos

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 105
Taxa de Mortalidade Infantil
- 2006 -

T.M.I. Global

T.M.I. por Diarréia


1,00

T.M.I. por IRA


0,50
0,00 0,00 0,00 0,00
T.M.I. por outras
0,00
causas
T.M.I. / 1000 NV

Gestantes Cadastradas e Acompanhadas


- 2006 -

100,0 100,0
100,0 100,0 94,4 < de 20 anos
80,0
Acompanhadas
60,0
Com Vacina em dia
40,0
Consult. Pré-Natal mês
20,0
11,1 Pré-Natal início 1º Trim.
0,0
Gestantes

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 106
Internações Hospitalares
- 2006 -

100,0 Pneumonia

80,0 90,0 Desidratação


60,0
Abuso de Álcool
40,0
Diabetes
20,0 10,0
0,0 3,3 6,7 Outras Causas
0,0
0,0
Total de Hospitaliz. Hospitaliz. Psiquiátrica

Grupos Operativos Cadastrados e Acompanhados


- 2006 -

400 Cadastrados
350
300 350

200 Acompanhados

100 74 74 1 1 0 0
0
Diabéticos Hipertensos Tuberculose Hanseníase

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 107
Doenças referidas por população maior
de 15 anos cadastradas Condiçôes de Abastecimento de Água
- 2006 - por População Cadastrada
12,00 11,43 - 2006 -

10,00
Outros
8,00

6,00 Poço ou Nascente

4,00
Rede Pública
1,61
2,00
0,46 0,35 0,27 0,31 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 100,00
0,04 0,00
0,00
Alcoolismo Diabetes Epilepsia Hanseníase

Destino das Fezes e Urina por População Cadastrada


Destino do Lixo por População Cadastrada - 2006 -
- 2006-

Céu aberto 5,79 Céu Aberto

Queimado / Interrado 45,20


Fossa

Coleta Pública 49,02


Esgoto

0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00


0 10 20 30 40 50 60 70 80 90

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 108
Residências com Energia Elétrica Cobertura por Plano de Saúde da população cadastrada no PSF
por População Cadastrada Vespasiano - 2006 -
- 2006 -

Não
Não

Sim Sim

0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

PRODUÇÃO Nº %
1) Consultas Médicas de Residentes fora Área de
Abrangência 0
2) Consultas Médicas de Residentes na Área de
Abrangência 2.938 0,85
3) Tipo de Atendimento
Puericultura 383 8,72
Pré-Natal 98 2,23
Pevenção Cérvico-
Uterina 241 5,49
DST/AIDS 6 0,14
Diabetes 244 5,55
Hipertensão Arterial 941 21,42
Hanseníase 0 0,00
Tuberculose 1 0,02
4) Exames Complementares
Patologia Clínica 586 19,95
Radiodiagnóstico 132 4,49
Citologia Cérvico- Vaginal 241 8,20
Ultrassonografia Obstétrica 24 0,82
Outros 60 2,04
5)
Encaminhamentos
Atendimento Especializado 117 3,98
Internação Hospitalar 0 0,00
Urgência / Emergência 9 0,31
6) Internação Domiciliar 0
7) Procedimentos
Visita de Inspeção Sanitária 0
Atendimento Individual Enfermeiro 1.455
Atendimento Individual Nível
Superior 1.375
Curativos 898
Inalações 122
Injeções 348

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 109
Retiradas de Ponto 119
Terapia de Reidratação Oral 4
Sutura 0
Atendimento de Grupo em Educação em
Saúde 585
Procedimentos Coletivos 0
Reuniões 24
8) Visitas
Domiciliares
Médico 112
Enfermeiro 74
Outros Profissionais de Nível
Superior 0
Profissionais de Nível Médio 10
ACS 5.315
Total de Visitas 5.511

A equipe de PSF da regional Oeste Célvia - Central atende cerca de 909


famílias, entre elas 18 gestantes e 48 crianças entre 1 e 2 anos; os grupos
operativos atendem 350 hipertensos e 74 diabéticos. Segundo os dados, 29,41 %
dos recém-nascidos são de baixo-peso; não foram registrados óbitos em crianças
de 0 a 1 ano no período; das 21 gestantes acompanhadas, 11,1% são menores
de 20 anos; 3,3% das internações hospitalares resultam de desidratação, 6,7% por
abuso de álcool e 10% são hospitalizações psiquiátricas, sendo esta a maior causa
de internações;o abastecimento público de água tratada atende 93,89% da
população cadastrada, e a coleta de lixo domiciliar atende apenas 49%; a energia
elétrica atende 99% da população, apenas 8,52% da população tem esgoto, 85%
da população utiliza-se de fossa; 92,13%da população utiliza os serviços públicos
de saúde.
Consolidando-se os dados acerca das equipes de PSF nas diversas regionais,
alguns pontos chamam atenção. Em todas as regionais há um alto índice de casos
de hipertensão e diabetes, inclusive entre menores de 15 anos. Este dado nos
remete à necessidade de incremento em campanhas de saúde para baixar estes
índices. O fator saneamento básico é extremamente precário nas regiões dos
bairros Nova Pampulha, Célvia e Jardim da Glória, o que certamente contribui para
o adoecimento geral destas populações. Os índices de recém-nascidos com baixo-
peso são altos, em especial nos bairros Nova Pampulha e Célvia, onde os valores

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 110
são alarmantes. O número de gestantes menores de 20 anos também é grande em
todas as regiões. Há, porém, dados extremamente positivos, como o
acompanhamento pré-natal, o acompanhamento dos grupos operativos, em
especial para diabéticos e hipertensos, a cobertura vacinal de crianças, entre
tantos outros.
Diante dos dados apresentados, cabe ao município de Vespasiano
incrementar o número de equipes de PSF, buscando atingir a meta da inversão do
sistema de saúde, de curativo para preventivo, o que proporcionaria queda nos
atendimentos de alta complexidade e nas taxas de morbidade/mortalidade,
melhoria da qualidade de atendimento prestado à população, a diminuição dos
custos com a saúde e o aumento da eficácia e eficiência dos serviços.

2.4 Patrimônio Arquitetônico, Histórico, Cultural e Ambiental

2.4.1 Noção de Patrimônio Histórico

Tudo o que nos cerca e que constitui a noção abrangente de Patrimônio


Ambiental Cultural, todos os bens móveis (objetos, artefatos, quadros) e imóveis
(edifícios, logradouros, conjuntos arquitetônicos), estão carregados de significados.
São testemunhos de uma época que nos fala da sabedoria popular, das técnicas
construtivas tradicionais, dos instrumentos de trabalho, dos estilos, hábitos,
costumes e materiais de uma fase específica da história de um povo. É importante
ressaltar que não se qualifica apenas o histórico, mas também o afetivo e o social,
todos eles plenos de significados para determinados setores de uma comunidade.
Todos esses elementos que ajudam a compor o patrimônio ambiental de uma
comunidade permitem ao habitante, ao cidadão, a leitura de sua cidade, a
compreensão de sua trajetória, as razões e porquês de fatos, festejos, etc.
Permitem que o indivíduo, enfim, descubra suas raízes, sua identidade e seu
próprio processo de transformação. Constituem-se em referências características
da cultura urbana, oferecendo possibilidade de contemplação, reflexão e
orientação espacial.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 111
Em relação a festejos folclóricos e outras tradições é importante ressaltar que
sua preservação também está vinculada aos espaços onde se realizam, sob risco
de serem marginalizados ou simplesmente extintos.
É fundamental, portanto, uma política de preservação do patrimônio cultural e
ambiental, para evitar a destruição de logradouros, conjuntos urbanos e antigos e
significativos casarões, em função da construção de edifícios comerciais e
residenciais.
Por outro lado, deve-se num primeiro momento, buscar a revitalização de
áreas antigas; como diz o próprio nome, devolver a vida a áreas decadentes e
desvitalizadas. Entendemos por revitalização a recuperação, o recobrar do bem-
estar, da saúde de um imóvel ou local, incentivando a atribuição de novos usos e
funções, quando necessário, tornando-os novamente ativos e reintegrados na vida
social, o que não deixa de ser uma alternativa viável para a constante demanda de
novas edificações.
Por outro lado, a preservação do patrimônio cultural precisa ser entendida não
como congelamento, interrupção do processo de desenvolvimento de uma cidade,
mas como elemento fundamental para um crescimento equilibrado, sustentado,
onde a qualidade de vida seja garantida a todos os segmentos da sociedade. A
manutenção dessa qualidade de vida implica em preservar uma das partes mais
substanciais da cultura do povo: seus elementos construtivos, suas maneiras de
ser e fazer.

2.4.2 Inventário dos Principais Bens de Relevância Histórica e Cultural


para o Município

No ano de 2006 o município de Vespasiano promoveu o inventário dos


principais bens de relevância histórica e cultural para o município. Esse trabalho foi
feito com o objetivo de se inserir no Programa de Municipalização do Patrimônio
Cultural de Minas Gerais, gerenciado pelo Instituto Estadual do Patrimônio
Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG). Esse programa, conhecido
como ICMS Cultural, é baseado em uma determinação da Constituição Federal

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 112
que direciona 25% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS), arrecadado pelo Estado, para os municípios, segundo critérios como
população, área territorial e receita, associado a investimentos realizados nas
áreas de educação, saúde, agricultura e preservação do meio ambiente e do
patrimônio cultural. É nesse último critério que o Programa se insere, através da
cessão de recursos aos municípios que mais investem na preservação de seus
monumentos históricos e artísticos.
De acordo com o IEPHA MG a avaliação para o repasse de recursos
provenientes do ICMS é feita com base nas ações e políticas culturais e,
principalmente, no tombamento dos bens nas categorias Núcleos Históricos (NH),
Conjuntos Paisagísticos (CP), Bens Imóveis (BI) e Bens Móveis (BM), nos três
níveis: federal, estadual e municipal.
Dentre os bens inventariados a equipe técnica do Plano Diretor destacou os
principais bens móveis e imóveis contidos no relatório técnico elaborado para o
município, com o intuito de apresentar um panorama deste tema.

2.4.2.1 Praça da Matriz

Endereço: Praça Prof.ª Júlia Chalita – Lourdes/Centro


situação de propriedade: pública

O entorno da praça da Matriz é formado basicamente por edificações térreas,


em sua maioria edificada no início do séc.XX, devido ao crescimento econômico
trazido pela instalação da Central do Brasil na cidade. Atualmente, a área mantém-
se quase homogênea, uma vez que algumas edificações sofreram modificações e
adequações, por meio da mudança de uso (residencial para comércio/serviços). O
casario que margeia a praça não possui afastamento frontal, tendo sido construído
no alinhamento da rua. Dentro das edificações ali localizadas, as de maior
destaque são a Escola Sagrado Coração de Jesus e a Igreja Matriz. A escola
Sagrado Coração de Jesus foi uma das primeiras edificações dessa área,
permanecendo nos dias atuais sem grandes alterações das suas características

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 113
originais. Entretanto a Igreja Matriz, não apresenta mais suas características
preservadas, tendo em vista que a igreja inicial foi demolida e em seu lugar erigida
uma nova com linhas mais arrojadas. A praça apresenta equipamento urbano
como poste de iluminação, bancos e lixeiras; é bastante arborizada com presença
de árvores de grande porte, médio e arbustivas.
A praça situa-se em um leve aclive com visadas para a área da Estação
Ferroviária e fácil acesso à mesma, por meio da transposição pela passarela por
cima da linha férrea.

Imagem 01: Praça da Matriz, marco central , com a inscrição do nome da


praça: Prof. Júlia Chalita (Fonte: Relatório ICMS Cultural)

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 114
Imagem 02: Praça da Matriz. Ao fundo a Igreja Matriz Nossa Senhora de
Lourdes (Fonte: Relatório ICMS Cultural)

Imagem 03: Arborização e marcação dos acessos feita pelos jardins (Fonte:
Relatório ICMS Cultural)

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 115
O imóvel em questão situa-se em área de início da cidade com proximidade à
Estação Ferroviária, implantada em 1894, pelo Cel. Vespasiano, a qual balizou o
progresso do município causando grande migração. A implantação da Central do
Brasil acelerou o desenvolvimento econômico, modificando o cenário, configurando
ali o primeiro núcleo urbano de residências do município. A praça figura um espaço
de referência na cidade juntamente com a Igreja Matriz, cuja edificação inicial foi
demolida dando lugar a uma edificação mais moderna.
O arruamento da área, e que conforma as cercanias, foi idealizado tendo em
vista os padrões urbanísticos da época, sendo algumas mais estreitas, sem
passeios, com traçado irregular e larguras e proporções diversas.
Proteção Legal existente: Nenhuma
Estado de Conservação: Excelente estado de conservação
Análise do Estado de Conservação: A praça mantém-se íntegra e bem
conservada. Observa-se a manutenção quanto à limpeza, sendo que o meio-fio
das bordas dos canteiros foram recém pintados.
Intervenções: A praça sofreu intervenções ao longo dos anos modificando seu
aspecto original, sem, contudo comprometer seu aspecto simbólico de referência
na cidade.

2.4.2.2 Casa da Cultura - Museu Histórico Dona Mariana da Costa e Museu


do Folclore Saul Martins

Endereço: Rua Francisco Lima, n.º 12 – Centro


Situação de propriedade: Pública

O imóvel localiza-se no centro da cidade, em área de grande tráfego e


poluição sonora. Situa-se em terreno de esquina com proximidade à área da
Estação Ferroviária em frente ao Palácio das Artes, marco referencial da cultura de
Vespasiano. O crescimento econômico trazido pela instalação da Central do Brasil
trouxe a construção de algumas edificações que representam a história da cidade
como a Escola Sagrado Coração de Jesus e a Igreja Matriz. A área possui boa

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 116
arborização, o casario imediato com volumetria predominante de 02 pavimentos e
edificações que ocupam em sua maioria 100% do terreno, sendo que as
características originais foram modificadas. A fiação da iluminação pública polui
visualmente a área que se apresenta degradada e descaracterizada com uma
demanda de renovação urbana iniciada por volta dos anos 90 do séc. XX

Imagem 04: Fachadas principal e lateral direita, indicando a situação em lote


de esquina da edificação. (Fonte: Relatório ICMS Cultural)

Imagem 05: Detalhe da sacada em balanço, marcando a entrada lateral


(Fonte: Relatório ICMS Cultural)

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 117
O casarão situa-se em área central datada de fins do séc. XIX e início do Séc.
XX, figurando como marco do desenvolvimento econômico, devido à implantação
da Estação Ferroviária, instalada em 1894, pelo Cel. Vespasiano. A história do
casarão inicia e por volta dos anos 20 do séc. XX. Foi construído pelo Sr. Cristóvão
Duarte com recursos oriundos da Fazenda Olhos D'água, tendo sido projetado para
atender a noiva D. Alcina Alves de Assis. O sobrado está situado em local
privilegiado, no centro da cidade. Os primeiro moradores, o Sr Cristóvão e sua
família residiram no andar superior e abrigou, no pavimento térreo, o centro
comercial que ligava a cidade às cercanias. Em 1945, o prédio foi adquirido pelo
Sr. João Silva, político que na época de emancipação da cidade em 27 de
dezembro de 1948, alugou para a instalação da Prefeitura e da Câmara Municipal
que ali ficou por muitos anos até se transferir para sua sede própria.
Em 1980 o sobrado foi colocado à venda tendo sido adquirido pela Prefeitura
de Vespasiano, com a finalidade de abrigar no local o Museu Histórico da cidade.
Neste contexto, cabe salientar que o casarão foi grande testemunho cotidiano
das famílias que deixaram ali suas memórias e muitas decisões políticas foram
tomadas, negócios que decidiram a vida comercial do lugar. Assim como outras
edificações remanescentes nessa área, o casarão é testemunho de uma época
que sobrevive às demolições, observando a dinâmica da renovação urbana. Foi
construído no início do século para atender as demandas da vida social, e nos dias
atuais escolhido para abrigar o Museu Histórico, uma vez que o sobrado constitui-
se num documento rico da sociedade de uma época, permanecendo como marco
da memória social e cultural.

Uso Atual: Institucional


Proteção Legal existente: Nenhuma
Estado de Conservação: Estado de conservação regular

Análise do Estado de Conservação: A edificação encontra-se mal conservada,


observa-se a necessidade revisão geral da parte elétrica e hidro-sanitárias, além

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 118
de manutenção quanto à ação de cupins no forro e assoalho. As esquadrias estão
com a pintura e ferragens desgastadas, necessitando de uma intervenção maior
quanto à conservação das mesmas. Há presença de goteiras devido à quebra de
telhas.
Intervenções: A edificação ao longo dos anos sofreu intervenções que
modificaram seu espaço interno com troca do forro por materiais contemporâneos
e qualidade duvidosa, substituição dos lustres originais em 1979/1980;
modificações nos banheiros e cozinha com troca de louças, interferência nas
pinturas descaracterizando o imóvel esteticamente. Essas intervenções
comprometem o seu aspecto simbólico/estilístico de referência na cidade.

2.4.2.3 Palácio das Artes “Nair Fonseca Lisboa”

Endereço: Rua Francisco Lima, s/n. º – Centro.


Situação de propriedade: pública

O referido imóvel localiza-se no centro da cidade, em área de grande tráfego e


poluição sonora. Situa-se em terreno de esquina com proximidade à área da
Estação Ferroviária em frente ao Museu Histórico/Casa da Cultura, edificação do
séc.XIX e marco de grande referência na cidade. A área mais próxima à edificação
possui boa arborização, com casario imediato de volumetria predominante em 02
pavimentos e edificações que ocupam em sua maioria 100% do terreno, sendo que
as características originais foram modificadas. A fiação da iluminação pública polui
visualmente a área que se apresenta degradada e descaracterizada com uma
demanda de renovação urbana iniciada por volta dos anos 90 do séc. XX.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 119
Imagem 06: Fachadas lateral e frontal, indicando a localização de
esquina do imóvel (Fonte: Relatório ICMS Cultural)

A edificação situa-se em área central datada de fins do séc. XIX e início do


séc. XX, e foi construída para abrigar a antiga estação rodoviária. Com o passar
dos anos e a necessidade de uma rodoviária maior e localizada fora da dinâmica
do tráfego central, foi desativada e transferida para outro lugar. Assim em 27 de
dezembro de 1994, foi inaugurado o Palácio das Artes, visando suprir a
necessidade de um espaço que atendesse a demanda cultural da cidade. a
intenção era constituir um espaço para eventos e oficinas voltadas para as artes
como a música, o desenho, a pintura e o teatro dentre outros. Em seu espaço
acontecem exposições e eventos que traduzem a emoção, sensibilidade
criatividade da população vespasianense.

Proteção Legal existente: Nenhuma


Estado de Conservação: Regular

Análise do Estado de Conservação: A edificação encontra-se mal conservada,


observa-se a necessidade revisão geral da parte elétrica e hidro-sanitárias, além

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 120
de manutenção quanto às infiltrações devido à quebra de telhas. As esquadrias
estão desgastadas necessitando nova pintura, vidros e ferragens.
Intervenções: A edificação passou por intervenções que modificaram seu
espaço interno com o intuito de adaptá-la ao novo uso. Essas intervenções não
comprometeram a integridade do imóvel mantendo seu aspecto estilístico de
referência na cidade.

2.4.2.4 Escola Sagrado Coração de Jesus

Endereço: Praça Prof.ª Júlia Chalita, n.º 135 – Lourdes/Centro


Situação de Propriedade: particular

O entorno da Escola Sagrado Coração de Jesus é formado basicamente por


edificações térreas, em sua maioria construída no início do séc.XX, devido ao
crescimento econômico trazido pela instalação da Central do Brasil na cidade.
Atualmente, a área mantém-se quase homogênea, uma vez que algumas
edificações sofreram modificações e adequações, por meio da mudança de uso
(residencial para comércio/serviços). O casario que margeia a Praça Prof.ª Júlia
Chalita, não possui afastamento frontal, tendo sido construído no alinhamento da
rua. Dentro das edificações ali localizadas, as de maior destaque é a Escola
Sagrado Coração, uma das primeiras edificações juntamente com a Igreja Matriz,
que não apresenta mais suas características originais, sendo que a inicial foi
demolida dando lugar a uma com linhas mais modernas. A edificação situa-se em
um leve aclive com visadas para a área da Estação Ferroviária, de fácil acesso e
muita arborização.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 121
Imagem 07: Fachada principal (Fonte: Relatório ICMS Cultural)

Imagem 09: Detalhe do frontispício da fachada frontal, mostrando a imagem


do Sagrado Coração de Jesus (Fonte: Relatório ICMS Cultural)

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 122
O imóvel em questão situa-se em área do início da cidade com proximidade à
Estação Ferroviária, implantada em 1894, pelo Cel. Vespasiano, a qual acelerou o
desenvolvimento econômico, modificando o cenário. A região desenvolveu a partir
do acréscimo de edificações na paisagem urbana configurando ali o primeiro
núcleo urbano de residências do município, e também por meio de outras
construções de destaque como a Igreja Matriz, a Estação Ferroviária, o Sobrado
Assis e Duarte, hoje Casa da Cultura, e o Grupo Escolar Sagrado Coração de
Jesus que completa o cenário. O prédio da antiga escola, foi inaugurado em 13 de
maio de 1919 e preserva até os dias atuais suas linhas estilísticas e traços da
história de Vespasiano. A edificação é um testemunho da época de grande
desenvolvimento da cidade e permanece cumprindo seu papel de instituição,
abrigando a UNIPAC - Faculdade de Educação e Estudos Sociais de Vespasiano.
O Grupo Escolar figura no espaço como um dos remanescentes das edificações do
antigo Arraial do Capão, sobrevivendo às renovações em virtude do crescimento
urbano. O valor simbólico da edificação resguarda-o das modificações, mantendo a
história e a identidade coletiva, sendo o registro do cotidiano familiar da vida social
e cultural de várias gerações de cidadãos vespasianenses.

Proteção Legal existente: Nenhuma


Estado de Conservação: Bom estado de conservação

Análise do Estado de Conservação: A edificação mantém-se íntegra, porém


observa-se a necessidade de manutenção quanto à pintura e esquadrias de
madeira que estão desgastadas pela água da chuva e troca de telhas que têm
causado infiltrações em vários pontos.
Intervenções: A edificação sofreu intervenções de adequações ao novo uso
alterando pouco seu aspecto original. Foram executados anexo contíguo aos
fundos da edificação, e rampa de acesso a portadores de necessidades especiais
com cobertura em policarbonato, que não interfere no bem de um modo em geral.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 123
2.4.2.5 Festa do Rosário – Congada

Endereço: Ruas do bairro Célvia – Vespasiano, sendo que parte dos festejos
também é realizado no VASC, situado na rua Emílio Vasconcelos, bairro Célvia.

A festa do Rosário de Nossa Senhora no Brasil está ligada a grupos negros


que realizam os autos populares conhecidos pelos nomes de Congada, Congado
ou Festa Conga. Por essa vinculação aos negros, o Congado se tornou também
uma festa de santos negros, como São Benedito e Santa Efigênia.
Embora alguns autores atribuam a gênese do Congado a uma influência
européia, ligando-a as lutas religiosas da Idade Média, a hipótese mais forte é que
defende a origem afro-brasileira do culto. É importante lembrar que o processo de
catequese, através de missionários dominicanos, levara Nossa Senhora do Rosário
à África, impondo seu culto aos negros. O acréscimo dos elementos de coroação
de reis, lutas e bailados guerreiros é a contribuição africana, numa rememoração
das práticas africanas.
Mas o traço decisivo da instituição do Congado ocorreu no Brasil colonial,
através do processo de aculturação: de um lado, o modelo oficial religioso
(católico) trazido pelo colonizador branco, e de outro, a recriação pelos negros
escravos a partir da religião oficial (católico).
Para os participantes ou festeiros, a festa do Rosário é uma das fases mais
importantes para a vida da comunidade, representando o movimento máximo da
concretização do amor a Nossa Senhora. Há dois grupos nitidamente distintos: as
guardas de Congo e as guardas de Moçambique. A caracterização das guardas
pode ser feita através dos seguintes elementos: fundamentação mítica, função,
vestuário, símbolos condutores, instrumentos distintos, tipo de movimento e de
dança, linguagem dos cantos.
De acordo com a fundamentação mítica, as guardas se formaram ainda na
África, quando uma imagem de Nossa Senhora do Rosário apareceu no mar. O
grupo do Congo se dirigiu para a areia e, tocando seus instrumentos, só conseguiu

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 124
fazer com que a imagem se movesse uma vez: num movimento rápido, Nossa
Senhora se encaminhou para frente e parou. Então vieram os negros
moçambiqueiros, batendo seus tambores recobertos com folhas de inhame,
cantando para a Santa e pedindo-lhe que viesse para protegê-los. Neste momento
a imagem se encaminhou, no movimento do vai-vem das ondas, lentamente, até
chegar à praia. A função das guardas se define através da narrativa mítica: o
Congo puxa todos os dançantes, em movimento rápido, abrindo caminho; o
Moçambique é o responsável pela Senhora, representada pelos reis cujas coroas a
guarda conduz. O próprio vestuário se prende à estrutura do mito. Quando os
moçambiqueiros usam as cores de Nossa Senhora - o azul e o branco - e os
congos se vestem de rosa e verde, significando o caminho, com galhos e flores,
para a Senhora passar. Indo à frente, o congo anuncia a chegada dos filhos do
Rosário, preparando a passagem. Dada à origem africana do ritual, alguns
elementos materiais funcionam como fetiches, centralizando o poder e a força
sobrenatural. Investidos de magia, transformando-se em símbolos condutores.
Assim, o bastão é o símbolo de comando do Moçambique, enquanto a espada e o
tamboril conduzem o Congo. A interpretação da origem dos fetiches está ainda
ligada à fundamentação mítica, onde o Congo, abridor de caminhos, se arma pela
espada, enquanto conduz o tamboril, símbolo dos instrumentos que moveram a
imagem santa; o Moçambique carrega o bastão, índice de poder, por ter
conseguido o resgate da estátua.
Ainda no movimento da dança se replica a força do mito: o Congo se desloca
rapidamente, enquanto é mais lento o movimento dos "donos-de-coroa". A dança
dos congos é saltitante, marcada pela ginga e pelo cruzamento de pernas e pés; a
direção assumida é da horizontalidade, com deslocamentos laterais (movimento
pendular). O movimento do Moçambique assume uma profundidade que se
caracteriza pela tendência à penetração: é como se o corpo do dançante quisesse
varar a terra, batendo e voltando. Um dos elementos mais importantes para a
distinção do Congo e do Moçambique é a linguagem dos cantos. Como guarda
mais antiga, os moçambiqueiros são os senhores da música secreta e mágica,
cantando a memória africana e dos antepassados. Com a mesma força criativa

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 125
com que fez seus tambores de inhame para tirar a Senhora das águas, o
Moçambique recria o canto, com improvisações que podem durar longo tempo:
abre-se a caixinha mágica do inconsciente coletivo e a memória mítica aflora. A
linguagem do Congo expressa a religiosidade e a vida mais recente do grupo,
através dos cantos que lembram os problemas sociais com o poder público e a
Igreja, a história de guardas visitantes e as brincadeiras ou bizzarrias. A estrutura
do canto é fixa, limitando-se a algumas improvisações.
Na festa do Congado, a instituição do Reinado dá um caráter especial aos
festeiros: a existência dos reis da guarda justifica a presença de reis de festa.
Denominamos reis da guarda aqueles que fazem parte do grupo de
dançantes: o rei congo, chefe supremo e a rainha conga, autoridade feminina
maior.
Reis festeiros são elementos que assumem temporariamente a condição de
irmãos do Rosário, ligando-se ao grupo: cabe-lhes financiar o almoço festivo e
outras despesas, participando das cerimônias religiosas. Os reis festeiros recebem
homenagem das guardas, permanecendo ao lado dos reis congos, sob proteção do
Moçambique.
A corte do Rosário representa os dois catolicismos, socialmente
condicionados: o catolicismo do senhor branco e a religião do negro escravo.
Em Vespasiano foi durante a década de 1930 (antes desta data não existe
registro documental desta manifestação, somente registro oral) a festa do rosário
passa a ser realizada em Vespasiano de modo mais contundente, isto se ocorreu
devido ao esforço conjunto de membros atuantes nas guardas existentes neste
período: Joaquim Alves da Conceição, José de Assunção (“o Carambola”) e João
Lúcio.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 126
Imagem 10: Guarda de Moçambique de Santa Efigênia (Fonte: Prefeitura
Municipal de Vespasiano)

Imagem 11: Guarda Marinheiro do Divino Espírito Santo (Fonte: Prefeitura


Municipal de Vespasiano)

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3 QUADRO ATUAL DO MUNICÍPIO

3.1.1 O Processo investigativo do município de Vespasiano: seqüência


dos mapas

A metodologia utilizada no Plano Diretor Participativo de Vespasiano teve, ao


lado da participação popular, um importante suporte de organização e
representação da realidade apreendida: o processo de mapeamento, que forma
quase que uma seqüência informando a avanço das reflexões.
Poderíamos dizer que os primeiros mapas dessa cadeia foram a
representação dos Bairros, sua Regularização e seu processo de Evolução
Histórica: uma ação conjunta de caráter investigativo prevalente.
A representação da evolução da mancha urbana leva, em seguida, à
abordagem da Estrutura Urbana: como se organiza espacialmente essa cidade
em sua hierarquia dos lugares? É momento de surpreender a cidade no seu
cotidiano. Essa seria a representação de primeiro nível de qualificação.
Informam essa etapa: sistema viário, características da população, morfologia
do município, grandes usos e outros.
No momento seguinte identificam-se as Tendências que se apresentam no
município: na hipótese de se nada acontecer que altere rumos ele caminhará
assim.
Aqui os insumos são: novos investimentos, vazios urbanos, áreas de risco,
conflitos, atividades econômicas, barreiras e outros. O produto já aponta a direção
das propostas. Um produto híbrido: parte técnico, parte político. Seria o segundo
nível de qualificação.
A etapa seguinte é a formulação do Macro Zoneamento, que envolve um
processo claro de tomada de decisões acerca das unidades: agrupar o que? Essas
decisões profundamente políticas condicionam o produto final que é o Plano
Diretor.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 128
Esse seria o terceiro nível de qualificação, informado por representações do
uso do solo, articulações, localizações de áreas verdes, patrimônio cultural e
natural e outros.
Aqui temos um instrumento de política urbana que vai ser suporte para o
processo de tomada de decisões. Esse é um instrumento fundamental para a etapa
de pactuação da qual emergirá o Plano Diretor

Tabela 26: Sistematização do Processo de Mapeamento


Níveis de Formulação Produtos de Reflexão Aportes Técnicos
o
1 Nível
Sistema Viário
MANCHA URBANA
Morfologia
Caracterização da População
Bairros
Regularização dos Loteamentos e Bairros
Evolução Histórica da Ocupação

2o Nível Equipamentos
ESTRUTURA URBANA Conflitos
Áreas de Risco
Vazios Urbanos
Centralidades

3o Nível Uso do solo


TENDÊNCIAS Áreas Verdes
Meio Físico
Indústrias

4o Nível MACROZONEAMENTO

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 129
3.2 ESTRUTURA URBANA DE VESPASIANO

O município de Vespasiano é um dos que onde mais claramente se vê


refletida na estrutura e na articulação internas as suas relações externas,
principalmente a sua condição metropolitana.
Os processos metropolitanos tomam forma urbana em Vespasiano compondo quase que
exclusivamente com a base física, que pode representar algum nível de condicionante,
fora isso poucas são as outras condições que vão se somar aos tensionamentos
metropolitanos.
Vespasiano constitui-se no típico espaço contínuo do aglomerado
metropolitano, onde as divisas geopolíticas são pouco significativas. Nessa
geografia, a sede é quase que uma ilha, onde fragmentos do município antigo
resistem.O município de Vespasiano é abraçado visualmente pelos mesmos
elementos característicos do aglomerado metropolitano: Serra do Curral, Serra da
Piedade, Serra do Rola Moça e outros. Isso dá um sentido de continuidade entre o
município e o restante do Aglomerado.

Imagem 12: Iserção Regional do Município de Vespasiano


A sede, registro primeiro, encontra-se em terreno mais baixo que o seu
entorno e mesmo que a topografia artificial constituída pela Via Norte, hoje
PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 130
transformada em Linha Verde. A sede constitui-se na centralidade política e
simbólica, mas que no caso, não coincide com a centralidade econômica difusa e
muitas vezes fora do município.
Os processos que configuram o espaço municipal vem de fora para dentro e
agora algum nível de autonomia pode ser exercitado à partir do Plano Diretor na
requalificação de áreas e no controle da ocupação dos vazios urbanos.
O papel do município, à partir do fim da década de setenta e, principalmente
na década de oitenta, foi de dormitório em relação ao núcleo metropolitano e ainda
de localização de indústrias de grande impacto ambiental, de tal forma que na
representação da evolução urbana pode se distinguir esse anel que envolve as
fímbrias do município, principalmente nas divisas com Belo Horizonte, Santa Luzia
e Ribeirão das Neves.

Imagem 13: A cidade dormitório, com as Serras do Curral e do Rola


Moça ao fundo

A sede, de ocupação inicial datada de finais do século XIX, permaneceu


isolada desse processo de metropolização e seguiu com suas funções
administrativas e de apoio à população que a ela já se ligava. Aí estão os edifícios

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 131
públicos mais importantes, o patrimônio edificado mais relevante e, enfim, um
conjunto de bens coletivos que marcam simbolicamente a sede do poder político
tradicional e a área de residência das famílias da elite local. Essa área mantém, até
os dias atuais, praticamente as mesmas funções e quase a mesma forma urbana,
com mudanças tipológicas e complexificação de atividades. O impacto desse
processo de metropolização transforma o espaço da sede, mas não na mesma
intensidade da ocupação ocorrida na porção sul do município. A porção central
estava no caminho do processo, e por isso foi por ele atingido, mas não enquanto
sujeito do mesmo.

Imagem 14: Sede Municipal

As condições de ocupação da bacia do Ribeirão da Mata agravaram as


condições de drenagem do leito nas épocas de maiores chuvas, contribuindo para
a deterioração dessa área. O aumento de tráfego de veículos também contribuiu
para a deterioração da região central do município, que ademais teve regiões

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 132
vizinhas invadidas por assentamentos urbanos irregulares de baixas condições
urbanas.

Imagem 15: trânsito de caminhões na área central

O reforço da identidade municipal, preparando-a para um papel político mais


expressivo no e do município, requer um tratamento especial dessa centralidade
primeira, abrindo-a para a apropriação de populações que são excluídas mesmo da
própria identidade municipal.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 133
Imagem 16: Vista Parcial do Ribeirão da Mata. Ao fundo, vista do
conjunto urbano da área central

A questão da sustentabilidade local e ampliação da cidadania tem como ponto


de partida a requalificação desse espaço que particulariza Vespasiano e marca sua
história.

Imagem 17: Área Central

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Destacam-se nesse conjunto urbano, por sua identidade, o bairro Célvia e o
Conjunto Caieiras, além da própria área central. Ainda compõem esse conjunto os
bairros Jardim Itaú, Rosa dos Ventos, Lourdes, Názea 1 e 2, São Jorge, Santa
Catarina, Caieiras Velho, Vale Formoso, Vista Alegre, Central Park.

Iamgem 18: Vista parcial do conjunto urbano da área central

O Conjunto Caieiras pertence à ocupação gerada pelas políticas habitacionais


ligadas ao BNH, diferenciada do restante da área, mas que não se chocou com ela
e veio a se integrar de forma articulada. O Conjunto Caieiras é constituído por
prédios de quatro andares e mesma tipologia, constituindo-se num espaço
homogêneo, mas bem aceito pelos moradores e vizinhança. No seu entorno
existem expressivas áreas verdes em bom estado de conservação e que se
constituem em importante reserva para o município.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 135
Imagem 19: Conjunto Caieiras

No Célvia prevalecem as habitações unifamiliares, mas pode encontrar-se


também alguns prédios baixos, ou lotes com habitação multifamiliar horizontal. A
população aí residente é renda média e bairro não mostra um processo de
alterações recentes.
O bairro Célvia e o Conjunto Caieiras, na realidade, constituem-se em
referenciais simbólicos muito fortes e complementares à área central, o que
justifica a sua análise integrada enquanto conjunto urbano.
As atividades da Área Central são as de maior complexidade do município,
apresentando porte regional, ao lado de atividades locais que atendem a
população que vive ou trabalha aí. As edificações, em sua maior parte, são de uso
misto e tem mais de um pavimento. Algumas edificações são mais altas,
representando quase que a totalidade de prédios de maior altura no município.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 136
Imagem 20: verticalização recente na área central

O estado de conservação das edificações na Área Central apresenta-se em


estado razoável, considerando-se não se tratarem de edificações novas. Há um
número significativo de arquiteturas no estilo eclético, art decot e proto- moderno.
Praticamente não existem construções de estilo moderno nessa região, o que
indica uma condição de estagnação econômica local por volta das décadas de 50 e
60.

Imagem 21: fachada da escola municipal Sagrado Coração de Jesus


(fonte: Relatório ICMS Cultural)

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 137
Parte do sistema viário da área central foi destinado ao uso exclusivo de
pedestres, o que imprimiu à área uma qualidade e uma abordagem contemporânea
do espaço.

Imagem 22: pedestrização na área central

As vias mais movimentadas, dentre as quais destacam-se a avenida


Sebastião Fernandes e a rua Ary Teixeira, tangenciam o centro e funcionam
sobrecarregadas em função de um mau gerenciamento.
A construção da Via Norte e, mais recentemente, da Linha Verde, se deu em
planos mais altos que o da sede e por diversas vezes vezes, mais alto que os
terrenos lindeiros. Essa conformação, além de se constituir em barreira pelo
tráfego intenso, tornam-se também barreiras pelos desníveis apresentados, que
em alguns trechos são verdadeiros muros.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 138
Imagem 23: Barreira física constituída pela Linha Verde

Pode se dizer que esse sistema viário regional cinde o município de


Vespasiano, deixando áreas desconectadas ou ligadas ao tecido urbano de
municípios vizinhos.

Imagem 24: Região seccionada pela Linha Verde

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 139
A característica principal do sistema Linha Verde é a ligação regional do
centro da Região Metropolitana ao Aeroporto de Confins. Tal sistema não tem
como prioridade o atendimento aos municípios, embora isso se dê pela própria
presença do sistema viário, mesmo que suas características de funcionamento não
sejam urbanas e sim rodoviárias. O uso induzido por esse eixo será, muito
provavelmente, semelhante aos usos induzidos por rodovias, que se constituem,
de um modo geral, por grandes equipamentos industriais, serviços voltados à
manutenção de veículos, dentre outros.
O sistema viário que liga o centro ao restante do município segue sendo
basicamente o sistema original com poucas alterações, guardando por vezes
características de estradas vicinais e atraindo ao longo dele atividades distribuídas
em corredores. Dentre esses corredores destaca-se a antiga estrada vicinal, de
traçado sinuoso, que vai desde o Morro Alto, passa pelo bairro Santa Cruz e finda
na rodovia MG 424.
A Área Central é considerada o pólo primaz, em relação ao qual as outras
polaridades serão comparadas e classificadas e não há na região nenhum outro
que se lhe assemelhe. Em Vespasiano as centralidades são percebidas e
valorizadas mais pelos seus aspectos simbólicos e de identidade local que
propriamente pela sua complexidade funcional.
Na porção sul do município está o Conjunto Morro Alto e uma série de bairros
e vilas que foram por ele induzidos.
O Morro Alto foi inicialmente um conjunto promovido pelo Estado tendo em
vista a localização de populações que se encontravam em áreas de risco,
principalmente em Belo Horizonte e Contagem. O bairro é bem servido em termos
de equipamentos e sistema viário e sua ocupação é feita em lotes individuais,
voltados para a habitação unifamiliar. O conjunto edificado é homogêneo em suas
funções e, inicialmente, em sua forma, essa última alterada pela apropriação dos
moradores, que se traduz num processo de mudança lenta das características
iniciais do conjunto.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 140
Imagem 25: Transformação do conjunto original no Morro Alto

Além dessa questão, a concepção do bairro já previa a existência de


elementos urbanos significativos como a lagoa e as praças e recantos desse
conjunto paisagístico. O espaço resultante, de boa qualidade, possibilita a
apropriação coletiva do espaço público, traduzida na freqüência e no trânsito de
pessoas nesses locais, processo que se expande com a inclusão da via conhecida
como Avenida Existente nesse conjunto. Nessa avenida vai realizar-se um evento
importante para a região que é a feira livre dominical.

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Imagem 26: Praça e Lagoa do Morro Alto

A topografia acidentada conforma uma paisagem que hora se esconde, hora


se revela.

Imagem 27: movimento da paisagem em função da topografia

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 142
A via principal do Morro Alto é onde se localizam os principais
estabelecimentos comerciais e de serviço, e tem importância simbólica e funcional
para além dos limites do bairro. O Morro Alto é a centralidade de segundo nível de
Vespasiano, embora funcionalmente não tenha uma complexidade que poderia ser
assim classificada. Essa condição não existe em Vespasiano e, desse modo, a
centralidade de segundo nível no município é aquela que tem o valor simbólico
dessa magnitude para a população. Como dito anteriormente, o espaço público
nessa região é bastante freqüentado e há uma identidade “Morro Alto” acentuada,
totalmente desvinculada do município de Vespasiano. O acesso através de
transporte coletivo é precário, principalmente no que diz respeito à ligação com a
sede e com os demais bairros. Outro conflito identificado na área diz respeito às
mensalidades das unidades, que foram inicialmente cedidas pelo poder público,
passaram a ser cobradas e, em um momento seguinte, foram majoradas. Essa
situação gerou um nível de inadimplência muito grande, havendo ameaças por
parte dos agentes financeiros de expulsar essa parcela da população residente.
Na porção sul do município as regiões não se vinculam à sede, referenciam-
se em si próprias, nas regiões vizinhas e em Belo Horizonte.
Buscar a articulação entre essas áreas e a sede é muito importante para a
criação da identidade municipal.
Os bairros Nova Pampulha e Nova York são ocupações que consolidam o
processo iniciado com o Morro Alto, embora nesses seguintes não tenha havido a
presença do poder público na sua implantação.
Ainda nessa região existem muitas ocupações clandestinas, sendo que muitas
delas estão localizadas em áreas destinadas á preservação, em terrenos
destinados a áreas verdes institucionais e em áreas de risco geológico, cujo
processo de ocupação está intimamente ligado à periferização norte de Belo
Horizonte.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 143
Imagem 28: ocupação clandestina na região do Morro Alto

O bairro Nova Pampulha compartilha com o Morro Alto a chamada Avenida


Existente, o que reforça a centralidade desse eixo.
O bairro Nova York, embora localizado no município de Vespasiano, pode ser
considerado a continuidade do bairro de mesmo nome situado no município de
Belo Horizonte. Em termos cênicos, essa região apresenta linhas de visada muito
interessantes.
Os bairros Bonsucesso, Condomínio São José, Serra Azul, Mangueiras,
Jequitibá, Novo Horizonte, Sudoeste, associados aos bairros Nova Pampulha e
Nova York, compõem também a região do Morro Alto.
A ocupação dessa região é unifamiliar horizontal, na maior parte das vezes
fruto da auto construção, que se estende por um longo período com a família já
residindo na casa. Muitos lotes têm ocupação constituída por mais de uma
moradia, ligada ao crescimento do núcleo familiar original ou como uma fonte
alternativa de renda. Por esse processo contínuo de construção, a paisagem pode
se apresentar fragmentada e indica sempre a sua evolução em busca de uma
consolidação em patamares mais confortáveis. Esse processo e essa estética tão
bem representadas nessa região são, na verdade, os mesmos nas periferias
brasileiras e se pode dizer que o mesmo nas periferias do terceiro mundo.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 144
O acesso à sede através do transporte coletivo é também bastante precário
nessa região.
Na porção central do município, mas ainda desvinculado do processo da sede
está a região do Santa Cruz, que tem aí sua centralidade maior e se articula com o
Morro Alto, não por identidade de tipologia, mas pela ligação viária que se dá
passando por ali. Essa via constitui-se num corredor escasso de atividades de
comércio e serviços de apoio à população. Essa região é de ocupação não
consolidada e ainda bastante rarefeita, apresentando áreas não ocupadas, mesmo
que parceladas. Dificuldades quanto à documentação levam a existência de muitas
propriedades não registradas, embora o processo de regularização do
parcelamento tenha se concluído. A ocupação é desconectada de qualquer
situação urbana mais consolidada e vincula-se diretamente a Belo Horizonte pela
rodovia MG-424. As casas, em sua maioria inacabadas, são de tipologia
unifamiliar. Esse processo ocorre de modo semelhante nos bairros Santa Maria,
Bela Vista, Jardim Bela Vista, Boa Vista, Mônaco.

Imagem 29: área de ocupação rarefeita na porção central do município


Uma região peculiar na porção central do município é o bairro Campesinos,
constituído basicamente por chácaras. Essa área possui densidade ocupacional
muito baixa, embora consolidada devido à sua estrutura fundiária e ao seu tempo

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 145
de ocupação (iniciado nas décadas de 60 e 70) e não se encontra nesse momento
sob pressão imobiliária.

Imagem 30: Bairro Campesinos

Próximos ao Ribeirão das Areias, no extremo sul do município, estão dois


bairros de Vespasiano, mas que se conectam com Ribeirão das Neves: Severina e
Vida Nova. De urbanização mais recente, os dois bairros tem padrão de
urbanização adequados e topografia favorável. Embora periféricos, o padrão das
moradias tende a ser um pouco mais alto que nas outras periferias do município.
Não há ainda nenhuma centralidade nesses bairros.
O esgotamento de áreas no Vetor Sul da RMBH, quer seja por crescimento
dos preços, propriedade fundiária concentrada ou ameaça a recursos naturais,
levou a importantes agentes do mercado imobiliário a buscarem alternativas no
Vetor Norte. Nesse sentido, as propostas de adensamento da Pampulha, a
mudança do Centro Administrativo Estadual para a região do Serra Verde ( na
divisa com Vespasiano) e a implantação da Linha Verde são as ações que buscam
viabilizar essa intenção de desviar para o Norte parte das atividades do Sul.
Mais uma vez Vespasiano é envolvido por um processo cuja decisão lhe é
externa e que pode alterar radicalmente sua estrutura. É importante registrar que

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 146
mesmo não sendo de decisão local, os empreendimentos de valorização do vetor
Norte são bem vistos pela população e agentes políticos locais, que vêm nessas
ações a criação de possibilidades positivas para o município, tais como passar a
constituir-se em alternativa de localização de populações de renda média e alta, de
localização industrial e outras atividades ligadas ao funcionamento da Linha Verde
e à proximidade ao Aeroporto de Confins.
O momento de elaboração do Plano Diretor coincide com essas expectativas
em torno dos benefícios da Linha Verde por parte da população e autoridades. Há,
de modo geral, a expectativa de uma migração intraurbana intensa na região do
Morro Alto, por sua proximidade ao futuro Centro Administrativo Estadual. A
população vê aí uma oportunidade de valorização de seus imóveis e melhoria da
qualidade urbana.
A Via Norte e agora a Linha Verde secionaram o município, criando núcleos
totalmente desconectados da sede e mesmo da outra margem da pista.
O Santa Clara é o principal desses núcleos localizados na porção sudeste do
município e também se liga ao processo de periferização da RMBH. Essa região
encontra-se conurbada com o município de Santa Luzia, e sofre a polarização do
Palmital, outro conjunto de iniciativa governamental para abrigar populações de
baixa renda. O limite municipal nessa área é constituído por uma simples linha de
cumeada.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 147
Imagem 31: Vista do Conjunto Palmital a partir da linha de cumeada que
conforma a divisa de Vespasiano com Santa Luzia

O bairro Santa Clara constitui-se na centralidade de terceiro nível do


município, cuja via de penetração à região é também seu lugar de maior hierarquia,
onde de localizam as atividades de comércio e serviços de apoio ao cotidiano da
populações. Compõem também a região do Santa Clara os bairros São Damião,
Pouso Alegre, Gávea 01 e 02, Jardim Daliana, Vila Esportiva 1a e 2a seção, Parque
Jardim Maria José, Bernardo de Souza, Chácara Laranjeiras e Serra Dourada 01 e
02.
As relações estabelecidas nessa região se deram pelo isolamento a que os
bairros foram submetidos, com a presença das barreiras físicas impostas
primeiramente pela Via Norte e, recentemente, pela Linha Verde. Essa composição
forçada não conforma um conjunto homogêneo e nem mesmo de identidade forte
entre si.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 148
Imagem 32: núcleo comercial do bairro Santa Clara

A ruptura decorrente da presença do sistema viário é de tal magnitude que as


passarelas de pedestre sob a rodovia transformam-se em pontos referenciais
importantes.
As praças também têm importante papel de referência tópica na região,
dentre as quais destaca-se a Praça do Sol, localizada no bairro Serra Dourada, que
representa a possibilidade de ancoragem da estrutura urbana. Esse espaço ganha
importância em função da sua localização geográfica, com ampla linha de visada
em uma área onde se localiza o divisor de águas entre as microbacias dos
Córregos do Angico e Bernardo de Souza, contribuinte do Córrego Vassourão.
Essa situação implica na necessidade de preservação ambiental área, que engloba
áreas do bairro Serra Dourada, Chácara Laranjeiras e Bernardo de Souza,
estendendo-se até o bairro Angicos.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 149
Imagem 33: Praça do Sol, localizada no bairro Serra Dourada
No bairro Pouso Alegre destaca-se a presença de uma área verde que abriga
a nascente do Córrego da Olaria, cuja necessidade de preservação e conseqüente
transformação em área de lazer tem sido objeto de reivindicação por parte da
comunidade local.

Imagem 34: Vista do bairro Pouso Alegre, com destaque para a área de
preservação localizada ao centro

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 150
Em toda a região do Santa Clara são identificados processos de
autoconstrução semelhantes aos encontrados na região do Morro Alto.
Confinados entre as rodovias MG-010 e MG-424 estão os bairros Vila Asa,
São Geraldo, Santa clara “B”, Jardim da Glória e Jardim Paraíso. Essa região
destaca-se pela presença da Praça da Juventude, que abriga estabelecimentos de
serviços como a Casa Lotérica e os Correios, atividades que poderiam ser
consideradas de segundo nível em uma hierarquia funcional. É possível que a
localização dessas atividades tenha sido induzida pela presença do Distrito Policial
Integrado no entorno.
Na porção central do município, a leste da Linha Verde, está o bairro Angicos,
parcelamento anterior à década de cinqüenta, mas que não foi ocupado na época
da sua implantação. Sua ocupação é mais recente e tende a ser de padrão mais
sofisticado que a dos outros bairros situados no mesmo lado da Linha Verde. As
áreas vazias de seu entorno são reivindicadas para parcelamentos com lotes
maiores e, mesmo em relação ao próprio parcelamento, é reivindicado um
zoneameto do solo que não permita fracionamentos e garanta o padrão da
ocupação atual. O Angicos não está simbolicamente ligado a qualquer
centralidade, embora dependa funcionalmente da região central.

Imagem 35: Vista parcial do bairro Angicos

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Na mesma região do Angicos, porém a oeste da Linha Verde, encontra-se o
bairro Angicos 02 e a antiga Fazenda do Barreiro, áreas em processo inicial de
ocupação e de fundamental importância do ponto de vista da preservação
ambiental, histórica e cultural.

Imagem 36: Antiga Fazenda do Barreiro

Próximo à região central encontra-se o bairro Santo Antônio, com presença


expressiva de população de classe média alta. O vazio urbano localizado a
noroeste deste tenderia a ter o mesmo padrão de ocupação do bairro atual

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 152
Imagem 37: Ocupação de classe média alta no bairro Santo Antônio

As indústrias em Vespasiano se encontram em três situações básicas:

• Indústrias ligadas ao calcário, mais antigas, sendo a mais significativa


delas a SOEICON. Essas indústrias se encontram envolvidas pelo tecido
urbano e em conflito com ele;
• Indústrias situadas no Distrito Industrial José Vieira de Mendonça,
implantado pelo CDI nas décadas de setenta e oitenta às margens do
Ribeirão da Mata;
• o Parque Industrial Norte, localizado na região do Morro Alto, as
indústrias isoladas, implantadas ao longo das rodovias MG-010 e MG-424, e
os parques industriais Alterosa e Nova Granja. Iniciativas mais recentes e de
iniciativa da administração local;

As indústrias existentes nas três situações são, em geral, de grande porte e


de grande impacto no ambiente.
A SOEICON é nesse momento a que mais conflitos trás, já que seus
caminhões trafegam pela área central. Essa indústria tem proposta de implantar

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 153
uma via alternativa para o tráfego de seus veículos e está em processo de
negociação com a municipalidade no sentido de viabilizar esse projeto.
As indústrias implantadas nas margens do Ribeirão da Mata trouxeram
problemas ambientais ao diminuírem os terraços de inundação naturais do ribeirão,
alterando sua velocidade de escoamento e criando novas áreas de
transbordamento, que se dão por vezes na própria Área Central. Com o objetivo de
corrigir essas situações o Consórcio da Bacia do Ribeirão da Mata vem se
consolidando de forma interessante e estabelecendo-se como importante
alternativa de gestão ambiental.
As áreas não urbanas, ou ainda desruralizadas de Vespasiano quase não tem
atividades primárias e são vistas mais como vazios urbanos e tem em torno de si
muitas expectativas de ocupação, já que glebas importantes margeiam a Linha
Verde, ao centro do município, e vão até as divisas municipais com Santa Luzia e
São José da Lapa. Parte dessas áreas tem topografia acidentada e estão cobertas
por fragmentos florestais relevantes para as políticas de preservação. Essas áreas
serão fortemente impactadas pela Linha Verde e podem se tornar um qualificador
do município ou mais um conjunto de problemas.
O município vizinho de São José da Lapa até a década de 80 pertencia ao
município de Vespasiano, tendo dele se desmembrado a partir das possibilidades
postas pela constituição de 88, quando passou a constituir-se em uma unidade
política independente. Esse fato alterou muito a estrutura econômica do município
já que a atividade mineraria concentra-se principalmente em São José da Lapa. A
divisa noroeste entre os dois municípios é marcada pela presença da Nova Granja,
área de ocupação esparsa. Nesse de processo de emancipação o bairro Jardim
Encantado, cujo parcelamento remonta à década de 50, foi secionado, sendo
criada uma região de difícil definição de identidade.
Uma pequena parte do município localiza-se nos limites da APA Carste, que é
um sistema praticamente único em termos de ocorrência, não só no Brasil, mas no
mundo. Esse sistema tem suas características de funcionamento, principalmente
sua hidrografia subterrânea, bastante desconhecidas e por isso mesmo muito
sujeito a degradações de suas qualidades. O relevo Cársico tem pouca atenção em

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sua proteção no território de Vespasiano, já que importantes áreas desse município
estão fora da APA, unidade de proteção voltada à salvaguarda desse relevo.
A estrutura ferroviária corta o município em sua porção norte, utilizada
predominantemente no transporte de cargas. O atendimento ao distrito e aos
parques industriais, com exceção do Parque Industrial Norte, localizado na região
do Morro Alto, se dá de forma direta. Essa questão, associada à conclusão das
obras na MG-010, indica à ampliação das ações do Terminal Intermodal de
Vespasiano (TIVES), com o potencial de se transformar em uma estação
aduaneira, também conhecida como porto seco. Outra questão ligada à malha
ferroviária refere-se à possibilidade do transporte de passageiros de curta e longa
distância, em uma ligação metropolitana que iria da Estação Vilarinho, localizada
em Venda Nova, Município de Belo Horizonte, até o Aeroporto de Confins,
localizado no município de mesmo nome.

3.2.1 Tendências urbanas no município de Vespasiano

A formação do espaço urbano é um processo que pode ser mais ou menos


lento dependendo do poder e capacidade de articulação dos agentes envolvidos,
mas uma coisa é certa: antes de acontecer ele deixa pistas, indicadores da
factibilidade ou não das intenções.
Esse é o momento privilegiado para o planejamento, quando se pode
empreender a ação de reconhecer as tendências e com antecipação, decidir
acerca delas, agir no sentido de incentivar aquelas que a sociedade identifica como
positivas e obstar ou dificultar aquelas que trazem qualidades negativas ao espaço.
As perspectivas não atingem a todos de igual maneira, são nefastas para uns
e desejadas por outros, dessa maneira ter em vista que cidade se deseja é
fundamental para se avaliar as tendências identificadas. Para cada situação,
caberá sempre a pergunta: quem perde e quem ganha com cada evento, com cada
nova configuração. Essa discussão é sobretudo política e envolve um processo de
tomada de decisões democrático, além, é claro de disponibilidade de informações
e transparência nas ações.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 155
Então, embora técnico, esse mapeamento tem a função de ensejar um debate
sobre futuridade.
Os dados avaliados e articulados foram identificados nas várias etapas do
diagnóstico e nos fóruns comunitários.
As tendências estão postas, algumas decisões de como apresenta-las foram
tomadas, mas sempre com o cuidado de não obscurecerem fatos ou transformar
outros em desejáveis.
Assim sendo, as tendências identificadas são:

a. infraestrutura industrial instalada: áreas que já possuem indústrias ou


serviços e que com a capacidade instalada poderiam receber mais
empreendimentos dessa natureza;
b. usos institucionais: áreas onde estão instalados usos instucionais públicos
ou privados e que tem caráter permanente ou de longevidade;
c. ampliação de uso institucional: equipamentos institucionais isolados ou em
conjunto que estão funcionando em nível de saturação ou deficitários e cuja
ampliação é demandada pele população ou sua necessidade identificada
em levantamento técnico;
d. tendência à saturação: áreas que estão funcionando nos limites de sua
capacidade e cujo adensamento é indesejável;
e. tendência à estabilização: áreas que num processo urbano de consolidação
ou estabilização de suas condições atuais. Não se percebe nelas nenhum
movimento de ruptura de seu estado atual, o que pode trazer segurança à
população;
f. tendência de pressão sobre cursos d`água, linhas de drenagem e áreas
verdes, com supressão de vegetação: são áreas, em sua maioria públicas,
reservadas para áreas verdes nos parcelamentos ou áreas de proteção de
cursos d´água e que estão invadidas e descaracterizadas, prejudicando a
população quando se trata de área institucional ou prejudicando os recursos
naturais, quando em outras situações. Essa descaracterização compromete

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 156
quase que definitivamente essas áreas, já a remoção de ocupações ilegais e
recomposição de seu status anterior é bastante difícil de ser obtida;
g. tendência de uso residencial unifamiliar de renda média alta e
estabelecimentos comerciais e de serviços locais: regiões onde já se
assentam populações de renda mais alta ou que tem características de
mercado requeridas por essas populações, que ademais são indutoras de
comércio e serviços locais;
h. tendência de estabilização do uso residencial com inserção de novos
estabelecimentos comerciais e de serviços locais: parte da área ocupada do
município se encontra nessa situação. A tendência de assentamentos
residenciais predomina, ainda que possa ocorrer algum adensamento e
também a ocorrência de comércio e serviços ligados ao apoio cotidiano a
essa população;
i. tendência de implantação de novos equipamentos industriais e
estabelecimentos comerciais e de serviços locais e regionais: essas são
áreas desocupadas ou pouco densas impactadas pela nova configuração do
sistema viário regional. Essa ocupação se beneficiaria das condições de
acessibilidade que se oferecem;
j. tendência de uso residencial uni e multifamiliar de renda média alta, usos
institucionais regionais e de serviços locais e regionais: as áreas assim
identificadas estão vagas no momento e a tendência identifica a visão que
parte da população e poder público tem da área: uma oportunidade de
inserção de novos modelos de ocupação no município, bem como maiores
possibilidades da presença de populações de renda mais alta e mesmo de
equipamentos de ensino voltados aos serviços tecnológicos. Existem áreas
verdes nesse contexto e sua integração a essas atividades seria
interessante;
k. tendência de adensamento populacional de uso residencial unifamiliar e
estabelecimentos comerciais e da serviços locais: parte do território de
Vespasiano tem essa tendência e não seria necessário grandes
investimentos para tal. Tanto como nas áreas citadas no item h, como aqui a

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 157
importância das intervenções públicas se daria na ação de requalificar
equipamentos e infraestruturas, tornando os lugares mais confortáveis para
as populações residentes ou futuras.

Essas tendências identificadas, em sua maioria estão presentes nas áreas


urbanas brasileiras e refletem os processos de inclusão e exclusão urbanas.
Quanto a essa situação a política mais adequada é a diminuir as distancias entre
incluídos e excluídos, o que pode ter na abordagem espacial um instrumento de
viabilização importante. Mas a grande virada pode estar nos espaços novos,
aqueles se constroem a partir das expectativas das populações e das pactuações
que possam se dar.
É nesse sentido que essas tendências devem ser avaliadas.

3.2.2 O Macrozoneamento

3.2.2.1 Caracterização

Para O diagnóstico urbano da sede municipal foi realizado o estudo das


diversas situações urbanas encontradas na cidade de Vespasiano, com o objetivo
de identificar a morfologia do traçado urbano, tipologias arquitetônicas, usos,
centralidades, eixos, nós viários, as vocações e necessidades das diversas áreas,
bem como suas afinidades e relações.
Simultaneamente ao contato global foi elaborado o Macro Zoneamento
Urbano, que é a delimitação de áreas por heterogeneidades e homogeneidades;
arquitetônicas, urbanísticas ou de processos relativos ao uso e a ocupação. Esse
processo foi acompanhado da identificação da Estrutura Urbana.
O Macro Zoneamento deriva da identificação da Estrutura Urbana e busca
informar unidades espaciais de planejamento, que impliquem, se usadas como
referencia das ações no espaço, em requalificação da própria estrutura. Assim, são
duas representações do espaço que estão interligadas. No Macro zoneamento,
apóia-se a Legislação de Uso e Ocupação do solo principalmente.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 158
Para uma operação eficiente desses instrumentos se faz necessário um
banco de dadosintegrado, capaz de receber e organizar as informações oriundas
das diversas secretarias municipais e diversos atores locais, para o fácil e ágil
acesso às informações, tanto pelos gestores públicos quanto pelo cidadão, de
modo a proteger a memória das informações e criar ambiente para a uma contínua
atualização. Esse sistema Municipal de Informações pode ser integrado a sistemas
estaduais, nacionais e até mesmo mundiais. Com a elaboração do Plano Diretor
constatamos que persiste a necessidade de implantação do Sistema Municipal de
Informações, sua criação e uso trará ganhos para a interpretação continuada dos
processos urbanos e regionais sobre o espaço do município e região e dará
suporte às decisões de municipalidade.
A definição das macro zonas urbano partiu da percepção das unidades
cotidianas, que são conjuntos de áreas contíguas onde os fatores de
homogeneidade podem ser verificados em diversos estratos. Nelas encontram-se
semelhanças ou diálogo estreito entre; a morfologia dos parcelamentos, as
tipologias arquitetônicas, padrões construtivos, tipos de uso e ocupação e das
relações de vizinhança. Estes elementos combinados tenderam a romper as
fronteiras determinadas pela divisão setorial existente, gerando grandes áreas de
tessituras distintas e interdependentes, que configuram o tecido urbano da cidade
de Vespasiano.
Usualmente as unidades cotidianas contêm elementos que imanizam
atenções e atividades, são lugares, regiões ou locais que balizam as análises
devido à marcante percepção, tanto para técnicos, quanto para a população,
sendo:
As centralidades principais e secundárias – Locais nucleados de diversidade
funcional com representatividade de atividades ou ocorrências notórias de
referencia tópica e, particurlamente, simbólica.
Os eixos viários notórios – Avenidas ou importantes ruas que tanto podem
ligar como separar.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 159
Os eixos viários com presença de comércio – Avenidas, ruas ou estradas que
agregam atividades comerciais, geralmente induzidas pelo trafego.
Os eixos comerciais com circulação baixa ou moderada – Habitualmente ruas
internas dos bairros que recebem atividades relacionadas à prestação de serviços,
sem contudo, imprimir à via grande fluxo de veículos, já que se beneficiam, em
grande parte, pela presença do transporte coletivo.
Estes elementos podem gerar raios de abrangência sobre áreas homogêneas
ou conformam elementos fronteiriços entre áreas distintas.
Os aspectos geomorfológicos também foram contemplados na criação das
Macrozoneamento, pois o relevo é elemento fundador das relações do homem com
o espaço que habita.
As áreas verdes distribuídas na cidade foram destacadas e são alvo de
especial atenção para o Plano Diretor, pois merecem cuidados específicos e
conformam espaços verdes para o lazer e a educação ambiental. Como Zonas de
Proteção – ZP as áreas verdes adquirem a proteção legal, um primeiro passo para
a qualificação, criação e apropriação gentil e cidadã dos parques urbanos.
A apreensão das estruturas presentes na cidade contemplou as expansões
factíveis sob a luz dos processos históricos, demandas imobiliárias, industriais e
projetos públicos.
As Macrozonas são:

• ADE Área Central: área de regulamentação e projeto especial visando


requalificar a Centralidade Principal;

• Macro Zona Infra-estrutura Industrial Instalada: área onde já se encontram


funcionando unidades fabris ou de serviços ligados principalmente à
indústria. De um modo geral, essas situações não estão com seu potencial
esgotado e podem receber novas atividades, maximizando investimentos;

• Macro Zona Predominantemente ResidencialUnifamiliar: áreas onde


predominam as residências unifamiliares e pequenos serviços e comércio

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 160
de apoio ao cotidiano. Essa situação apresenta-se tanto em áreas de
moradia de renda baixa, como nas de renda alta.Por apresentarem uma
situação interessante em termos urbanos, a tendência é resguardar-se
essas qualidades, sem contudo deixar de investir nas infraestruturas
necessárias;

• Macro Zona Predominantemente Residencial Multifamiliar: áreas onde


predominam as tipologias residenciais multifamiliares, tanto horizontal, como
vertical. Não é uma situação muito usual no município;

• ZPAM 01: são áreas onde existe patrimônio ambiental expressivo, o que não
impede uma ocupação urbana cautelosa, com controles de áreas de
impermeabilização, áreas edificáveis e volumetria;

• ZPAM 02: são areas também com presença de patrimônio ambiental


importante, mas com necessidades de controle menos rigoroso que o
anterior, muitas vezes, por ter sido o patrimônio inicial de alguma forma
descaracterizado, sem contudo perder sua relevância;

• ZPAM 03: Áreas ainda com patrimônio ambiental que merece atenção, mas
com um nível de intervenção maior que nas situações anteriores;

• ADE Córrego do Angico: áreas na sub bacia do Córrego do Angico, de


parcelamento antigo, mas não ocupada de forma extensiva e cuja
preservação é importante para a qualidade da hidrografia local. A ocupação
deve se dar em padrões diferenciados, regulados posteriormente, tendo em
vista qualidades da sub bacia e também sua importância cultural;

• Macro Zona de Uso e Ocupação Programados: trata-se de áreas hoje


desocupadas, com boa acessibilidade viária em função dos investimentos
recentes e cuja ocupação pode ser concebida num conjunto, onde se

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 161
poderia ter diversas tipologias e usos de forma a maximizar as qualidades
das áreas, havendo inclusive a presença de vegetação em parte dessas
glebas;

• Macro Zona de Uso Preferencial Industrial: são também áreas desocupadas,


mais impactadas pelas modificações do sistema viário, quando passaram a
ter excelentes condições de acessibilidade direta aos eixos viários regionais;

• Macro Zona de Uso Preferencial Residencial Unifamiliar: áreas hoje


desocupadas e que devido às suas características ambientais necessitam
de cuidados em sua formulação e implantação, não sendo interessante que
haja adensamento populacional nessas glebas;

• Macro Zona de Uso Preferencial Residencial Multifamiliar: buscando a


diversidade urbana, essas áreas hoje vazias seriam interessantes para o
assentamento multifamiliar tanto horizontal, como vertical;

• ADE de Preservação Ambiental: são áreas de ocupação com usos coletivos


principalmente e, voltadas para a proteção ambiental.

• Uso Especial Institucional: São os grandes usos institucionais que marcam


funcionalmente o espaço, qualificam centralidades e tem forte papel
simbólico e topológico;

• Ampliação de Uso Especial Institucional: São necessidades de ampliação de


usos que se mostram indispensáveis, quer na sua condição física ou na
agregação de atividades;

• Uso Institucional: equipamentos de uso coletivo público ou privado;

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 162
• Ocorrências Minerais Cadastradas no CPRM: Vespasiano é um município
com várias ocorrências minerárias cadastradas e em sua maioria envolvem
a presença do calcárIo.

• Identificar essas situações fornece suporte ao processo de tomada de


decisões quanto às atividades ligadas á mineração.

• Grande Uso Especial: na verdade, trata-se de apenas um grande uso com


grande importância simbólica e tópica no município. Trata-se de
empreendimento particular.

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 163
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5 ANEXOS

5.1 Mapa Climatico

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5.2 Mapa de Declividades

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5.3 Mapa Geológico

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 171
5.4 Mapa Geomorfológico

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 172
5.5 Mapa Hidrográfico

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 173
5.6 Mapa Hidrográfico Regional

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 174
5.7 Mapa Hipsométrico

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 175
5.8 Mapa Pedológico

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 176
5.9 Mapa de SituacaoRMBH

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 177
5.10 População Alfabetizada por Setor Censitário

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5.11 Renda por Setor Censitário

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 179
5.12 Mulheres Responsáveis por Domicilios

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 180
5.13 Homens Responsáveis por Domicilios

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5.14 População Residente por Setor Censitário

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5.15 BAIRROS REGULARIZADOS OU NÃO

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5.16 EVOLUÇÃO HISTÓRICA

PDP Vespasiano. Complementação da Leitura Técnica e Quadro Atual do Município. Novembro de 2006 184
5.17 ÁREAS VERDES

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5.18 ESTRUTURA URBANA

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5.19 TENDÊNCIAS

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5.20 MACROZONEAMENTO

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