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Módulo

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Relevo I: Agentes transformadores do relevo
Geografia

Introdução
O relevo mundial é formado pela ação dos agentes internos ou endógenos (construtores) e dos agentes externos ou exógenos (modeladores). Acontece como uma luta: os agentes internos criam marcas fortes no relevo, como grandes montanhas, enquanto os agentes externos vão lentamente modelando estas montanhas através de processos como a erosão. Desta forma, o relevo terrestre está em constante transformação. Cabe a nós reconhecer a lógica dos processos de transformação e identificar suas principais formas resultantes.

Para melhor compreender os processos mencionados anteriormente, observe o gráfico abaixo:

Agentes externos (exógenos) X Agentes internos (endógenos)
Observe o gráfico abaixo: É interessante observar que a evolução do esquema apontado pode acontecer tanto do tempo 1 para o tempo 2, quanto do tempo 2 para o tempo 1. Para evoluir do T1 para o T2, basta que ocorra um processo de origem interna (endógeno), provocando falhamentos nas rochas e o soerguimento da montanha. Para evoluir do T2 para o T1, basta que a força dos agentes internos (criadores da montanha) diminua, pois assim os agentes externos vão atuar através da erosão e reduzir lentamente a montanha, depositando seus sedimentos no fundo do mar. Bem, agora vamos conhecer um pouco mais sobre as características de alguns dos principais agentes internos e externos formadores do relevo:

Levando-se em conta que a linha representa a variação de altitude de uma montanha, nota-se que o momento T1 corresponde ao rápido soerguimento de uma montanha. O momento T2 apresenta três novas possibilidades, a partir da luta entre os agentes internos e externos, para a formação deste relevo. Vamos analisar estas possibilidades para compreender um pouco melhor como ocorre a luta entre os agentes endógenos e exógenos formadores do relevo:

Agentes internos
São chamados agentes internos todos os processos que têm origem a partir de forças do interior do planeta, ou seja, oriundas da energia contida no núcleo incandescente do Planeta Terra. Estes elementos são chamados de criadores, pois normalmente dão origem às montanhas que serão modeladas pelos agentes externos.

• A curva A representa uma taxa de soerguimento maior que a taxa de erosão, ou seja, nesta possibilidade os agentes internos estão vencendo os agentes externos e a montanha continua subindo. • A curva B representa uma taxa de soerguimento igual à taxa de erosão; nesta situação, os agentes internos e externos apresentam um relativo equilíbrio. • A curva C representa uma taxa de soerguimento menor que a taxa de erosão, ou seja, nesta situação os agentes externos estão mais atuantes que os agentes internos e a montanha vai sendo desgastada. • Pode-se concluir ainda que a evolução do relevo durante o intervalo de tempo T1 correlaciona-se a um fenômeno orogenético (mais à frente vamos entender melhor o que é isto).

Tectonismo
O tectonismo é causado pela pressão do magma do manto sobre a litosfera, sem que chegue à superfície. Existem dois movimentos principais, associados ao tectonismo: epirogenético e orogenético. A epirogênese é um movimento de longa duração geológica, que provoca o soerguimento ou o rebaixamento de várias porções continentais. Como exemplo, temos a lenta elevação da Península Escandinava, devido ao derretimento das massas de gelo que a recobriam havia milhares de anos. Outro exemplo é o rebaixamento do litoral holandês, forçando a construção de pôlderes. Assim, a epirogênese também pode ser considerada como uma das causas da transgressão e regressão marinha, atuando principalmente em bacias sedimentares encaixadas em escudos cristalinos.

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A orogênese é um movimento que apresenta curta duração geológica e foi responsável pelo soerguimento das cadeias montanhosas do Terciário. Os movimentos orogenéticos agem sobre as áreas de instabilidade nas bordas das placas tectônicas. Resultam de pressão horizontal que o choque entre as placas provoca, causando dobras e falhas.

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Vulcanismo
O vulcanismo refere-se aos processos e acomodamentos que provocam a ascensão de material magmático do interior da Terra à superfície. Esse material pode estar em estado gasoso, líquido ou sólido. Em sua maioria, os vulcões se distribuem ao longo das costas oceânicas, principalmente no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, onde se encontram 339 dos 450 vulcões ativos da Terra. No interior dos continentes, as atividades vulcânicas são raras, com exceção da África, pois é atravessada por uma linha de falhas que vai do Mar Vermelho até Moçambique. Inúmeras ilhas se formaram através de atividades vulcânicas, como o Havaí, por exemplo, cujo complexo vulcânico atinge cerca de 9.000m de altura, sendo 5.000 m sob o mar.

Abalos Sísmicos ou Terremotos
Terremotos são movimentos naturais que ocorrem no interior da Terra e se propagam, a partir do seu foco, até a superfície. Anualmente, são registrados mais de um milhão de abalos sísmicos, mas apenas uma pequenina parte deles é percebida pelo homem. Os abalos que não são percebidos pelo homem podem ser conhecidos através de registros feitos por instrumentos sensíveis.

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Os terremotos podem ter causas vulcânicas, como as explosões internas ou de acomodações, que resultam dos atritos provocados pela saída do magma. Podem ter causas tectônicas, que são as mais importantes e responsáveis pelos maiores tremores, ou ser causados, ainda, por desmoronamentos internos superficiais, que ocorrem quando as águas subterrâneas dissolvem as rochas. A intensidade do terremoto varia conforme a distância do foco em relação ao local em que ocorre. A heterogeneidade da crosta também irá influir na intensidade dos abalos sísmicos. Costuma-se falar que no Brasil não ocorrem terremotos, mas aqui existem ocorrências de abalos sísmicos provocados por terremotos na Cordilheira dos Andes, que se deslocam até o topo dos planaltos. Esses abalos são sentidos com mais intensidade nas áreas mais altas das cidades (São Paulo, por exemplo). Outro tipo de manifestação no Brasil são os abalos provocados pela acomodação de camadas e pela presença de hidrelétricas, como no caso de Furnas (cidade de Passos, em Minas Gerais). Outras formas de agentes internos ligados aos movimentos são as fontes de enxofre, algumas águas termais e os gêiseres, comuns no oeste dos EUA, Islândia e Japão. Estes tipos são pouco comuns no Brasil.

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reconhecer a existência de um outro processo: o intemperismo. Trata-se da ação do tempo sobre as rochas. Você já refletiu sobre a diferença entre a areia e a argila? Na verdade, a areia e a argila podem ser compostas pelo mesmo material, pois são pedaços minúsculos de rochas – a argila é ainda menor que a areia. A pergunta é: como a rocha transforma-se em areia e argila? A resposta é: através do intemperismo. O intemperismo é formado pelo conjunto dos processos que provocam a decomposição das rochas na superfície terrestre, causada pela ação de agentes atmosféricos e biológicos. Sendo assim, o clima é o maior responsável pelo tipo de intemperismo. Os fenômenos que possuem relação íntima com os processos intempéricos podem ser químicos, biológicos ou físico-químicos. Eles podem agir juntos ou separadamente, variando conforme as condições climáticas e as da própria rocha. Assim, seu trabalho provoca a decomposição da rocha matriz e a formação de solo. A decomposição química ocorre como consequência da reação química entre a rocha e a água. Esse processo é facilitado pelo intemperismo físico, que reduz a rocha a fragmentos menores, fazendo com que a área de contato com as soluções aquosas cresça. Tais soluções provêm da precipitação atmosférica, que não é pura. A água das precipitações apresenta-se com uma composição que contém diversos gases, principalmente o oxigênio e o gás carbônico. Os climas quentes e úmidos são os mais propícios ao intemperismo químico acelerado pela temperatura. A vegetação abundante nessas áreas aumenta a quantidade de gás carbônico e de ácidos orgânicos, importantes na decomposição das rochas. Essa decomposição recebe a colaboração de bactérias, fungos, musgos e outros microrganismos, pois eles segregam gás carbônico, nitritos e ácidos orgânicos. Os microrganismos atravessam o solo, carregados pelas soluções aquosas, e atingem as rochas, aumentando a intensidade dos ataques químicos aos minerais. A desintegração física das rochas pode ser ocasionada pela variação de temperatura, já que a maioria delas é composta por vários minerais, que possuem coeficientes de dilatação diferentes. Em determinados locais, como nos desertos, a variação de temperatura diária é muito elevada. Além disso, a superfície terrestre se aquece até 2,5 vezes mais que o ar atmosférico. Esses dois fatores causam uma constante e diferente variação de volume dos minerais que compõem as rochas, provocando a desagregação destas e sua divisão em pequenos fragmentos. Nas altas latitudes, o congelamento das águas que penetram nos poros e fendas das rochas, durante o inverno também provoca a sua desagregação. Isso ocorre porque a água aumenta de volume ao se congelar. Com o constante congelamento e degelo da água, as fendas se alargam e as rochas se afrouxam e se desagregam. As raízes das plantas, ao penetrarem nas fendas de rochas que não apresentam grande resistência, também provocam desagregação.

Agentes externos
São chamados agentes externos todos os processos que têm origem na dinâmica atmosférica e biológica. Sua principal fonte de energia é o Sol. Estes processos são chamados de modeladores, pois ao longo do tempo as formas do relevo vão sendo esculpidas pelos processos erosivos. Os agentes externos resultam nas diferentes formas de erosão e sedimentação que tendem a aplainar o relevo terrestre. A lógica de funcionamento dos agentes externos é relativamente simples. Lembre-se das suas aulas de Física, pois é a partir da força da gravidade que os diferentes processos acontecem. Nas áreas planálticas predominam os processos erosivos, com o deslocamento de material; já nas áreas de planície predominam os processos sedimentares, com o depósito dos materiais transportados. O nível do mar é o nível máximo do processo erosivo, e a plataforma continental, que corresponde à parte do fundo oceânico mais próxima do continente, é a última área que recebe sedimentos continentais. Lembre-se: sempre que ocorre erosão também acontece a sedimentação; são processos interligados. Existem diferentes processos erosivos. São eles:

• • • • • •

erosão pluvial: provocada pela chuva (deslizamento de encostas) erosão fluvial: provocada pelos rios (aprofundamento de vales) erosão eólica: provocada pelo vento (dunas) erosão marinha: provocada pelo mar (falésias) erosão nival: provocada pelo derretimento da neve (fiordes) erosão antrópica: provocada pelo homem (desmontes, como foi feito na cidade do Rio de Janeiro)
Para compreender melhor os processos erosivos, é fundamental

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Observe uma voçoroca:

Leitura Complementar

Conheça um pouco mais das relações entre a sociedade e a erosão
Como vimos antes, entende-se por erosão o processo de desagregação e remoção de partículas do solo ou fragmentos de rocha, pela ação combinada da gravidade com a água, vento, gelo ou organismos. No entanto, este relativo equilíbrio entre os agentes naturais responsáveis pelos processos erosivos pode ser quebrado pela intervenção humana, gerando a erosão antrópica. A intervenção humana acelera a ação de determinados processos tornando o poder de destruição erosivo muito maior. Os processos erosivos antrópicos são condicionados basicamente por alterações do meio ambiente, provocadas pelo uso do solo nas suas várias formas, desde o desmatamento e a prática de agricultura até a execução de obras urbanas e viárias, que, de alguma forma, propiciam a concentração das águas de escoamento superficial. É importante ressaltar que a intensificação dos processos erosivos pelo homem vem acarretando graves problemas à sociedade. Além de provocar danos ambientais irreversíveis, também produz prejuízos econômicos e sociais. Dentre estes problemas podemos citar: – perda da produtividade agrícola; – perda de solos férteis; – poluição da água; – assoreamento dos cursos d’água e reservatórios; – degradação e redução da produtividade global dos ecossistemas terrestres e aquáticos. – redução da produção de energia elétrica e do volume de água para abastecimento urbano devido ao assoreamento de reservatórios, além de uma série de transtornos aos demais setores produtivos da economia. – ampliação de áreas de risco para habitação humana. – redução da biodiversidade em diferentes ecossistemas planetários. Resumindo, podemos dizer que a ação antrópica pode intensificar o processo de erosão de diferentes maneiras, como: – pelo desmatamento, que desprotege o solo da ação da chuva. – pela construção de moradias irregulares em encostas que, além de desflorestar, provoca a erosão acelerada devido ao declive do terreno. – por técnicas agrícolas inadequadas. – pela ocupação generalizada do solo, já que grandes áreas de terrenos são impedidas de cumprirem o seu papel de absorvedor de águas, aumento da potencialidade do transporte de materiais pelo escoamento superficial. Algumas marcas do processo erosivo normalmente associadas a ação do homem são: – Sulcos: Quando são formados canais de até 10 cm de profundidade. – Ravinas: Quando são formados canais de até 50 cm de profundidade. – Voçorocas: é a feição mais flagrante da erosão antrópica, ocorre quando são formados canais com mais de 50 cm de profundidade podendo ser formada através de uma passagem gradual da erosão laminar para erosão em sulcos e ravinas cada vez mais profundas, ou então, diretamente a partir de um ponto de elevada concentração de águas pluviais. As voçorocas formam-se geralmente em locais de concentração natural de escoamento pluvial, tais como cabeceiras de drenagem e embaciados de encostas.

(www.meioambiente.ufrn.br)

A importância do estudo dos fenômenos associados à formação de voçorocas é estabelecer medidas de prevenção e controle, como também o estabelecimento de técnicas agrícolas que permitam reduzir os problemas. A luta do homem contra o processo erosivo resulta em diversas ações: – terraceamento, que são degraus no solo (curvas de nível), onde o solo é arado e semeado seguindo cotas altimétricas; – associação de culturas em plantios que reduzam a exposição do solo, com legumes que o recobrem bem; – plantio direto: sistema em que a palha e os demais restos vegetais de outras culturas são mantidos na superfície do solo, garantindo cobertura e proteção desse solo contra processos erosivos; – construção de obras de contenção de encostas; – prática do reflorestamento. Observe nas fotografias abaixo exemplos de processos erosivos intensificados pela ação humana:

Deslizamento no Rebouças

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(globo.com)

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Cadeias oceânicas – As maiores cadeias de montanhas do mundo estão localizadas no assoalho oceânico junto às áreas de separação das placas tectônicas. São também chamadas de dorsais oceânicas. Abriga grande atividade vulcânica.

(e-porteflio.blogspot.com)

Litoral
Corresponde à zona de contato entre o oceano e o continente. Hoje sabemos que a vida surgiu no mar, portanto, o litoral foi a área que primeiro recebeu a vida no continente. Neste ambiente de contato encontramos importantes ecossistemas, como restingas e manguezais, além de formas tradicionais de organização social (comunidades de pescadores). Diversos países como Noruega, Nova Zelândia e Japão possuem sua cultura baseada nas atividades litorâneas e encontram no mar a fonte de recursos fundamentais para seu desenvolvimento. Boa parte da população brasileira vive no litoral, o turismo e a pesca são destaques ao longo da nossa costa, porém diversas outras atividades importantes se desenvolvem aí. Desta forma, é necessário pensar um pouco mais sobre as formas de ocupação litorânea e seus consequentes impactos ambientais. Esta região encontra-se em permanente movimento e possui variação de altura de acordo com as marés, que são influenciadas pela Lua. Preste atenção no movimento das águas oceânicas: a sedimentação (deposição de sedimentos) supera o desgaste (erosão)e surgem as praias, recifes e restingas. Quando o desgaste supera a sedimentação, surgem as falésias (cristalinas ou sedimentares). Este processo também pode ser influenciado pelas características continentais; as grandes desembocaduras dos rios são as principais fontes de sedimentos dos oceanos e podem influenciar diretamente na luta entre os processos erosivos e sedimentares. O aumento da produção de petróleo na plataforma continental brasileira pode gerar aspectos positivos, como a criação de empregos, infraestrutura e recursos públicos (impostos e royalties), e negativos, como o aumento dos impactos ambientais e o crescimento desordenado das cidades litorâneas.
Curiosidades: Procure em um Atlas os seguintes acidentes geográficos: Principais lagoas costeiras: dos Patos e Mirim (RS); Conceição (SC); Araruama (RJ). Ilhas Costeiras Continentais: Santa Catarina (Florianópolis); São Francisco (SC); São Sebastião (Ilha Bela); Santo Amaro (Guarujá). Ilha Costeira Aluvial: Marajó. Ilha Vulcânica: Fernando de Noronha. Baías: Todos os Santos (BA); Guanabara (RJ); Paranaguá (PR); Laguna (SC); Angra dos Reis e Parati (RJ).

Movimento de massas

Relevo submarino
Assim como nos continentes, o fundo oceânico apresenta diversas variações na sua forma, que podem ser chamadas de relevo submarino. O estudo sobre o relevo submarino teve início em meados do século XIX e, desde o início, houve muito interesse no reconhecimento e exploração dos recursos que esta nova fronteira, o fundo oceânico, reservava. Os melhores resultados só foram encontrados na segunda metade do século XX, devido ao surgimento de tecnologias mais avançadas. Quanto mais o relevo submarino e seus recursos são pesquisados, maiores as possibilidades de exploração econômica e, consequentemente, maiores os interesses político-territoriais.

Principais formas do relevo submarino
Plataforma Continental – é formada por depósitos sedimentares oriundos do continente; para muitos; é considerada uma continuação do continente. Sua profundidade média varia entre 0 a 200 m, com isto, a luz solar infiltra-se na água e gera condições propícias à atividade biológica, abrigando grande diversidade de algas e peixes e correspondendo às principais áreas pesqueiras. O Brasil apresenta preocupações com a proteção de sua área pesqueira, porém atualmente a maior relevância da plataforma continental nacional são suas reservas petrolíferas. Lembre-se de que o petróleo é um combustível fóssil encontrado em estruturas geológicas sedimentares, portanto, sua ocorrência no fundo oceânico se restringe à plataforma continental. Talude – desnível abrupto de 2 a 3 km. Corresponde ao fim da plataforma continental ou do continente. É a área de contato entre a porção de origem sedimentar e a de origem vulcânica. Região Abissal – ocorre normalmente junto ao talude e corresponde às fossas marinhas. São áreas profundas dos oceanos que podem atingir 8.000 metros. Região Pelágica – é o relevo submarino propriamente dito, com planícies, montanhas e depressões. Origina-se do processo de separação das placas tectônicas. Na região pelágica surgem as ilhas oceânicas, vulcânicas, como Fernando de Noronha ou Coralígenas, como o Atol das Rocas.

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que elevam os custos e limitam a produção.html) No Mar Territorial.sportnautica. a casa de 160 bilhões de dólares americanos. Teria.blogspot. penal. mais 150 milhas marítimas onde poderia estender os benefícios que possui na faixa que compreende estas 200 milhas marítimas./março-93). decorrentes de sua soberania. que detinha enormes reservas de petróleo na sua plataforma continental. subitamente. Na Amazônia Azul estão presentes questões econômicas e estratégicas. sim. C. O petróleo é outra grande riqueza da nossa Amazônia Azul. enfrentando dificuldades de toda ordem. A única restrição à soberania do Estado se relaciona ao direito de passagem inocente a embarcações estrangeiras.617 de 1993. mas tem o poder de fiscalização aduaneira.408 km em linha reta e que chega a cerca de 9. mas. “A Zona Econômica Exclusiva brasileira compreende uma faixa que se estende das 12 às 200 milhas marítimas. no mar. Entretanto. 287. pode ser definida como uma “planície submersa adjacente à costa. do leito do mar e seu subsolo. cerca de 80% de seu petróleo e mais de 50% de seu gás natural. Lembre-se de que o Brasil divulgou para o mundo. para as grandes profundidades da região abissal”. (RUSSOMANO. costumamos chamá-la de Amazônia Azul. em decorrência da crise energética e de insumos. De fato. os mesmos direitos no que concerne à exploração e ao aproveitamento dos recursos naturais do leito e do subsolo. das águas sobrejacentes ao leito do mar. mas por suas dimensões e riquezas. contadas a partir das linhas de base que servem para medir a largura do Mar Territorial. que compreende. também. de acordo com o artigo 76 da Convenção. vivos ou não. somos tão dependentes do tráfego marítimo que ele se constitui em uma das grandes vulnerabilidades estratégicas do País. em 2009. sanitária e de imigração.com. É fácil concluirmos que. mais tarde falaremos um pouco mais sobre isso. Vale destacar que. 188 milhas marítimas. A zona contígua Vizinha ao Mar Territorial há uma Zona Contígua contada a partir das 12 às 24 milhas marítimas. aduaneira. de forma artesanal.br/amazonia_azul. não só pela sua grande extensão. Plataforma Continental A Plataforma Submarina.Geografia Relevo I: Agentes transformadores do relevo Tendo em vista que a plataforma continental é como uma continuação do relevo terrestre e que não termina abruptamente. em 2004. o País paralisaria. ou Plataforma Continental nos termos da Convenção de 1982. tem direitos exclusivos e soberanos para fins de exploração e aproveitamento. na grande maioria dos casos. portanto. de tal sor te que inter ferências nas linhas de comunicações marítimas podem levar a economia brasileira ao colapso. poderoso aliado para a inserção social. como também pela grande diversidade e oferta de recursos para serem explorados. vol. A expressão “direitos soberanos” foi a fórmula conciliatória encontrada para esclarecer que o Estado não tem soberania como tem no Mar Territorial. porém não poderá exceder 350 milhas marítimas. O Brasil apresenta muitos interesses no debate internacional sobre as regras da exploração dos recursos marinhos. É uma zona adjacente ao Mar Territorial. depois da qual o leito do mar baixa.) 1Gv2m5 188 . Gilda M. direitos específicos. a soberania do Estado brasileiro é plena. A pesca também é mais uma riqueza ponderável para o Brasil. o litoral brasileiro apresenta grande destaque. promovendo maior oferta de alimentos e contribuindo para o desenvolvimento do País. o Brasil. conservação de recursos naturais. tendo em vista a relevância das leis de Direito Internacional. Os principais direitos reconhecidos ao Estado marginal. LEX jan. e que se estende a determinada distância a partir da terra. esse comércio superou. muitos de nossos produtos empregam insumos impor tados.” (Legislação Federal. Saiba o que é a Amazônia Azul Como forma de dar ao brasileiro uma ideia do que representa essa imensidão de mar. permitindo associá-la com a Amazônia Verde. as reservas da camada pré-sal. ela ainda é praticada. o Brasil prospecta. fixar um limite exterior que poderá ultrapassar as 200 milhas marítimas. não por sua localização. fiscal. Considerando a soma de importações e exportações. é delegado ao Estado marginal.html) Leitura complementar O mar territorial (http://www.198 km considerando as saliências e reentrâncias. O país teria. cerca de 7. Questões político-territoriais sobre o relevo submarino Existem diversas regras internacionais sobre a exploração dos recursos marinhos e outras estão sendo discutidas dentro do contexto geopolítico atual. 1. A zona econômica exclusiva Uma das principais inovações da Convenção de 1982 (refere-se a Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar) foi a adoção da figura da Zona Econômica Exclusiva. p. portanto. exclusivos e absolutos que são outorgados pelo Direito Internacional. como o fato de cerca de 95% do nosso comércio exterior depender do transporte marítimo. Em tempos de globalização. Direito Internacional Público. No limiar da autossuficiência. agora em outra faixa. Nesta zona. (Saiba mais sobre as regras de exploração dos recursos marinhos no Brasil em http://noticiarionaval. onde o Brasil não possui mais soberania plena. que compreende uma faixa de 12 milhas marítimas de largura. quando poderia ser valiosa fonte de geração de empregos e. são o de polícia em matéria civil. não estando sujeitos à interferência de outros Estados. como se essa faixa de mar fosse continuação das suas terras. e no que se refere a outras atividades com vistas à exploração e ao aproveitamento da zona para fins econômicos.com/2007/09/plataforma-continental. em comparação com outros países importantes. M. como decorrência da formação particular do leito do mar em certos litorais. privado desses recursos. lei nº 8. no exercício de sua jurisdição.

2007. “Vulnerabilidade Ambiental: Desastres Naturais ou Fenômenos Induzidos?”. O mapeamento foi feito na região sul da Califórnia. crostas ricas em cobalto e depósitos de sulfeto. economicamente inviável no presente. as novas formas de vida marinha.br) D i v e r s i f i ca n d o o c o n h e c i m e n to Abalos deixam energia presa no subsolo Usando uma gigantesca rede de satélites e dados coletados nos últimos vinte anos. a partir do mar. a ação do intemperismo químico se faz mais presente em virtude do congelamento da água que se expande em seu volume. A surpresa é que os focos de tensão não ficam perto das falhas geológicas. E x e r c i ta n do 01. Brasília: Ministério do Meio Ambiente. pesquise sobre os terremotos que aconteceram na região nos últimos anos e apresente os riscos de acontecer futuros terremotos. com prejuízo econômico estimado em mais de US$ 2. (D) os desastres estão mais associados a fenômenos climáticos potencializados pela ação antrópica. 10.Geografia Relevo I: Agentes transformadores do relevo Outro grande bem é representado pelos minerais.5 bilhões. Ademais. (E) em áreas de clima polar. tais como o efeito estufa ou a alteração da circulação oceânica com as mudanças climáticas decorrentes. no mesmo período. que independem da luz.mil.T. que jazem sobre o leito do mar na forma de.5 milhão de pessoas foram afetadas por algum tipo de desastre natural no Brasil. Mazzola. vencida a atual barreira tecnológica de exigência de grandes quantidades de energia para o processo de dessalinização.) 02.Q. Sinal de que fazer previsões precisas dos sismos vai ser um dos grandes desafios da ciência nas próximas décadas. (B) em áreas desérticas. (C) a concentração das chuvas e os processos tectônicos associados são responsáveis pelos desastres naturais. encontradas nas proximidades de fontes hidrotermais profundas. da Universidade Católica de Louvain. antevendo-se importantes aplicações desses recursos na farmacologia. p. Eles coincidem com as áreas vizinhas aos locais onde ocorreram grandes tremores no passado. encontrados nos nódulos polimetálicos. Bélgica. Após ler este texto. (Adaptado de C. mostrando onde ficam os seus pontos de mais alta tensão sísmica. Não quer dizer que daí sairão abalos futuros. É possível considerar que. a grande amplitude térmica entre o dia e a noite dificulta a meteorização física. geólogos americanos montaram a primeira radiografia completa dos subterrâneos de uma região. Cicatrizes abertas Velhos terremotos criaram tensão geológica na costa oeste americana. por estar intimamente ligado à ocorrência de grandes fenômenos anômalos em nível planetário. no território nacional: (A) os desastres naturais estão associados diretamente a episódios de origem tectônica. mais de 1. Portanto. em virtude da intensa ação de intemperismo químico. (D) a má infiltração e a má drenagem da água em áreas de clima de altas montanhas favorecem tanto o intemperismo químico como a erosão. Maffra e M. (https://www. Segundo a base de dados internacional sobre desastres. a presença de solos profundos. (B) apenas a ação climática é o fator que justifica a marcante ocorrência dos desastres naturais. famosa por sua vulnerabilidade aos grandes terremotos. entre outras. abrem perspectivas para a biogenética. poderá se tornar considerável filão de riquezas no futuro. mas ninguém esperava ver um jogo de forças tão complicado debaixo da terra. Forçoso é reconhecer que o mar ganha a cada dia maior importância. A exploração. As oscilações devem ter deformado as rochas no subsolo e essa “torção” representa energia acumulada. In: Vulnerabilidade Ambiental. maio 1997) 1Gv2m5 . Os processos exógenos são responsáveis por modelar o relevo terrestre e sua atuação varia de acordo com o clima. o processo de intemperismo químico é mais lento. (C) em área de clima equatorial. ocorreram no país cerca de 36 grandes episódios de desastres naturais. Outro desdobramento de interesse crescente é a possibilidade de se obter água potável. entre 2000 e 2007. 1a Série 189 (Superinteressante.mar. em áreas de clima tropical. por não existirem grandes oscilações térmicas diárias. é correto afirmar que: (A) é muito comum. (E) os desastres naturais são irrelevantes se comparados aos que ocorrem nos países africanos. em grande escala. Os dados também mostram que.

tem uma dinâmica que faz com que ela se modifique permanentemente. (C) longos processos de erosão.) Relevo I: Agentes transformadores do relevo Assinale a alternativa sobre o local e as condições de movimentação das placas tectônicas e o consequente fenômeno natural. decorrente da movimentação de placas tectônicas. exemplos de formas de relevo: topos arredondados nas áreas de serras e planaltos. II. A combinação correta entre o ambiente climático. até encontrar a planície do Terai. (A) A atividade turística. se deve a: (A) falhamentos. em que estão representados quatro ambientes – I. “Apertado entre o Tibete e a Índia. a apenas 70 m sobre o nível do mar. A dinâmica do relevo é o resultado da combinação dos processos que ocorrem no interior da Terra (endógenos) com os que ocorrem no ambiente de contato da litosfera com a atmosfera e a hidrosfera (exógenos). (B) A pesca industrial e empresarial de larga escala pode ser desenvolvida no ambiente III. que correspondem. Mesmo assim. (C) A extração de petróleo e gás natural tem sido possível e incrementada no ambiente IV. (D) A pesca de subsistência e artesanal e a coleta são comumente praticadas no ambiente I. com terremoto em profundidade. (A) No fundo do oceano. a morada dos deuses da mitologia indiana. (D) No fundo do oceano. com deslocamento do solo sem propagação de ondas. processo exógeno predominante: intemperismo químico maior que a ação eólica. 05. o Himalaia. (B) A orogênese explica os diversos aspectos da ação das forças externas. maremoto. (B) rios e sol. sustentáculo das ações humanas. tsunami. exemplos de formas de relevo: topos arredondados nas áreas de serras e planaltos. Tudo pelo Everest.” (NICLEVICZ. 04. (A) Ambiente climático: tropical (quente e úmido). (B) Ambiente climático: árido e semiárido. à ação de: (A) rios e ventos. O bloco-diagrama representa o processo de formação de um fenômeno natural de grande magnitude. Na realidade. o Himalaia teve sua origem aproximadamente na mesma época e da mesma forma que as outras grandes cordilheiras do planeta. tem importância fundamental. a estrutura sólida. sem deslocamento do solo e propagação de ondas gigantes. os Andes e as Rochosas. exemplos de formas de relevo: campos e dunas e inselbergs surgidos após a pediplanação. (D) vulcanismo. com terremoto em profundidade. tsunami. deslocamento do solo e propagação de ondas gigantes. onde se situa o Nepal.) O texto se refere à mais elevada cordilheira do mundo.L. o Nepal se estende sobre uma área de 141 mil km2. Sua altitude decresce rapidamente de norte para sul. A origem das grandes cadeias de montanhas da Terra. corretamente associada ao ambiente indicado.S. exemplos de formas de relevo: vales em U e depressões interplanálticas. de modo geral. resultantes das intervenções ambientais realizadas pelas sociedades humanas. (C) Ambiente climático: tropical (quente e úmido). processos erosivos e formas de relevo resultantes dessa interação está contida na alternativa: Assinale a alternativa em que a atividade econômica NÃO está. Waldemar.). sem deslocamento do solo oceânico e propagação de ondas gigantes. processo exógeno predominante: intemperismo físico decorrente das variações térmicas.Geografia 03. (E) Ambiente climático: árido e semiárido. A rigidez que a superfície da Terra apresenta é apenas aparente. (C) geleiras e rios. Analise este bloco-diagrama. 08. (B) dobramentos. exemplos de formas de relevo: vales em U e depressões interplanálticas. 07.) O dinamismo da superfície da Terra é fruto da atuação antagônica de duas forças ou duas fontes energéticas – as forças endógenas ou internas e as forças exógenas ou externas. por conter a parte central da cordilheira do Himalaia. processo exógeno predominante: intemperismo químico maior que a ação eólica. com terremoto em profundidade. Com suas contrastantes altitudes. temos as categorias pluvial e eólica.848 m do Everest na outra extremidade do país. um gigantesco contraste com os 8. (E) chuvas e sol. (. respectivamente. (D) Ambiente climático: frio e seco. 1993. 1Gv2m5 190 . um pouco menor que nosso estado do Paraná. possui oito das catorze maiores montanhas da Terra. preponderante no ambiente II. Ross (Org. processo exógeno predominante: intemperismo químico das águas fluviais e pluviais. (E) Em superfície. como o Himalaia. III e IV – localizados na zona costeira brasileira: Dentre as forças externas. Geografia do Brasil.. (E) formação de fossas tectônicas. 06.. (D) chuvas e ventos. (C) No fundo do oceano. assinale a alternativa correta: (A) As teorias da Deriva Continental e da Tectônica de Placas são fundamentais na explicação das avalanches e dos escorregamentos nas montanhas. terremoto. Em relação a esta afirmação. deslocamento do solo oceânico e propagação de ondas. (J. maremoto. processo exógeno predominante: intemperismo químico das águas fluviais e pluviais. a pouco mais de 180 km. (B) Em superfície.

Por que houve a ocorrência de vulcões e de campos de lavas eruptivas? (C) Como a dinâmica das placas tectônicas pode interferir na distribuição biogeográfica de animais terrestres? 12. (B) Apresente e explique uma possibilidade de aproveitamento econômico das áreas sujeitas a vulcanismo. Observe a figura a seguir. relaciona-se a fatores naturais e à ação humana. II e III. Porto Alegre: UFRGS. (D) Apenas II e III. As alterações realizadas nas formas de relevo não alteram a estabilidade das vertentes que possuem cobertura vegetal de gramíneas e matas naturais. são feitas as seguintes afirmações: I. (B) Identifique e explique um problema socioeconômico relacionado à erosão dos solos em áreas urbanas. (A) Identifique e explique dois fatores que contribuem para a erosão dos solos. evidenciando uma dinâmica constante. ora de formação de supercontinentes. (A) Por que as placas tectônicas se movimentam? (B) O território brasileiro é caracterizado pela ausência de processos vulcânicos atuais. Os degraus de cortes. A partir da análise dos mapas. mas também podem significar fonte de recursos.com) (SUERTEGARAY. As modificações ocasionadas pela ocupação humana proporcionam uma diminuição do escoamento super ficial decorrente da impermeabilização da superfície pela compactação do solo. realizados para a criação de superfícies planas necessárias à construção de moradias e arruamento. (D) Nas áreas de relevo inclinado. (B) Apenas II. através do intemperismo das rochas.Geografia (C) Os escudos cristalinos de origem endógena são os terrenos mais antigos da crosta terrestre. III. modificam a geometria e a declividade das vertentes. sendo um deles natural e outro decorrente da ação humana. No mapa a seguir estão representadas as zonas de vulcanismo no mundo. expondo o solo aos efeitos da ação direta dos agentes climáticos. Qual(is) está(ão) correta(s)? (A) Apenas I. por sua vez. 09. (C) Apenas I e III. o sedimento que. embora haja evidências de antigos vulcões e extensos campos de lavas eruptivas. II. A erosão dos solos é um grave problema ambiental e socioeconômico. quando formado junto à rocha matriz. é denominado depósito eluvial. que representa uma paisagem com modificações nas suas formas de relevo. sendo que no Brasil abrangem cerca de 3.) Com base na figura e no comportamento dos processos geomorfológicos. responda: (Adaptado de www. o processo de erosão é acelerado pela presença da cobertura vegetal de grande porte. ora de continentes fragmentados separados por oceanos. (E) Os processos exógenos geram. (A) Explique os condicionantes da ocorrência de erupções vulcânicas no Círculo do Fogo e nas dorsais oceânicas. 1a Série 191 1Gv2m5 .scotese. Terra: feições ilustradas. A sequência de mapas representada a seguir indica a posição das placas tectônicas em diferentes períodos geológicos.5% do território nacional. Os vulcões causam a destruição de cidades e de vidas. A intensidade dos processos erosivos. 10.). (E) I. D. 2003. Relevo I: Agentes transformadores do relevo 11. (org.

B. levando em consideração aspectos históricos e(ou) geográficos. S. (E) o isolamento socioeconômico dos moradores ocupantes desses espaços com a resultante multiplicação de políticas que tentam reverter esse quadro. (B) a organização de associações de moradores interessadas na melhoria do espaço urbano e financiadas pelo poder público. segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1Gv2m5 192 . Além disso. 2010. In: GUERRA. (B) o terraceamento. 2007. T. 02. para as atividades humanas. CUNHA. (D) a ocupação de áreas de risco suscetíveis a enchentes ou desmoronamentos com consequentes perdas materiais e humanas. principalmente em áreas de encostas.br. (E) O manejo do uso do solo e a remoção de pessoas que vivem em áreas de risco. R.) A situação das favelas no país reporta a graves problemas de desordenamento territorial. J.com. Um dos principais objetivos de se dar continuidade às pesquisas em erosão dos solos é procurar resolver os problemas oriundos desse processo. Acesso em: 31 jul. e os gestores e formuladores de políticas públicas se veem impelidos a adotar medidas capazes de diminuir os prejuízos causados por elas. Habilidade 27 – Analisar de maneira crítica as interações da sociedade com o meio físico.abril. para a adoção de técnicas de conservação dos solos. 03. margeando córregos ou penduradas em palafitas. (D) A eliminação das árvores de montanhas próximas do leito do rio. Entretanto. (C) A impermeabilização de áreas alagadiças adjacentes aos rios. Qual das medidas abaixo contribui para reduzir os efeitos negativos das inundações? (A) A eliminação de represas e barragens do leito do rio. abrigando mais de 10 milhões de pessoas. (Adaptado de GUERRA. A erosão causa. as favelas fazem parte da paisagem de um terço dos municípios do país. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. (E) o desmatamento. uma série de problemas ambientais. (MARTINS. J. geram uma série de impactos ambientais. frequentemente as inundações são vistas como desastres naturais. A. (D) a drenagem. A prática humana que segue no caminho contrário a essa solução é: (A) a aração. Disponível em: http://www. (B) A remoção da vegetação que acompanha as margens do rio. Nesse sentido. (C) a presença de ações referentes à educação ambiental com consequente preservação dos espaços naturais circundantes. 01. quase sempre. T. Processos erosivos nas encostas. em nível local ou até mesmo em grandes áreas. A. transporte e deposição de sedimentos.. Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Inundações naturais dos rios são eventos que trazem benefícios diversos para o meio ambiente e. uma característica comum a esses espaços tem sido: (A) o planejamento para a implantação de infraestruturas urbanas necessárias para atender as necessidades básicas dos moradores. pode ser uma solução para evitar catástrofes em função da intensidade de fluxo hídrico.revistaescola. (C) o pousio. em muitos casos. que.) A preservação do solo. Subindo morros. A. em última análise. é preciso conhecer como a água executa seu trabalho de remoção.Geografia Relevo I: Agentes transformadores do relevo ENEM P r e pa r a n do pa r a o Habilidade 26 – Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem. A favela como um espaço da cidade.

dispersou essas aves que habitavam ambientes adjacentes. tal parentesco ocorra. Quando ela é batida pela chuva. ocupando vários continentes. portanto. como mostrado no mapa. por exemplo. (C) O ser humano. resultando em intensa sedimentação. 05. comuns nas zonas tropicais. por ocasião dos aguaceiros. essas aves eram capazes de voar. A superfície da rocha nua é submetida a frequentes e grandes variações de temperaturas e de umidade que lhe facilitam a desagregação. que podem ser originárias de um mesmo ancestral. os fragmentos desagregados que nela se encontram são removidos pelo escoamento superficial da água. 1970) O texto acima trata: (A) do processo erosivo. parentes. em um ambiente tropical quente e úmido. eliminou essas aves do hemisfério Norte. (D) O afastamento das massas continentais. de fato. que. é apresentada a distribuição geográfica de aves de grande porte e que não voam. Considerando que. caracterizada pela presença de material orgânico em decomposição. (C) do ambiente mediterrâneo. Há evidências mostrando que essas aves. (D) do processo de formação dos solos nas zonas intertropicais. o microclima da superfície do solo varia profundamente – sob a floresta e sobre a rocha nua. (E) A existência de períodos glaciais muito rigorosos. uma explicação possível para a separação geográfica dessas aves. onde a rocha matriz destruída produz uma camada mineral. relacionando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas. iniciando o processo de erosão. o que permitiu que atravessassem as águas oceânicas. típico das áreas cobertas por florestas aciculifoliadas. sejam.adaptado IBGE. Leia o texto: “Em uma região. mais quente. (B) do intemperismo.” (Tricart. distribuindo-as pelos diferentes continentes. (E) do processo de formação de planícies aluvionais em ambientes climáticos com períodos alternados seco e úmido. assim que elas surgiram na Terra. em seus deslocamentos. (B) Na origem da vida. 1a Série 193 1Gv2m5 . provocou um gradativo deslocamento dessas aves para o Sul. No mapa. transportou essas aves. substituídas pela atividade agrícola intensiva.Geografia Relevo I: Agentes transformadores do relevo Habilidade 29 – Reconhecer a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico. constituindo o latossolo. ocorrida há milhões de anos. onde as rochas expostas sofrem desgaste. poderia ser: (A) A grande atividade vulcânica. formadas pela ruptura de um continente único. 04. Jean . expõem o solo à ação da lixiviação. no hemisfério Norte. formando solos eluviais de média fertilidade.

Nordestino (no Nordeste Oriental). dividindo o relevo em dois planaltos: o Guiano e o Brasileiro. apoiandose em critérios hipsométricos. Na medida em que surgem novas tecnologias de pesquisa.Módulo 6 Relevo II: Relevo brasileiro Geografia Introdução O relevo brasileiro apresenta grande variedade de formas e processos geomor fológicos. aclives. isto se deve à ausência de dobramentos modernos. que resistiram a intensos processos erosivos.100 metros. os conhecimentos aprofundam-se. a do Pantanal e a Costeira. • Predominam baixos planaltos e depressões. Características gerais do relevo brasileiro Apesar da grande variedade de formas. as planícies ocupam uma área muito reduzida do território nacional. Classificações do relevo brasileiro Já foram elaboradas diversas classificações sobre o relevo brasileiro. e isto gera uma evolução nos trabalhos produzidos sobre este tema. • É um relevo intensamente erodido e intemperizado. e às serras e aos planaltos do Sudeste. este subdividido em Central. • Cerca de 36% da superfície é formada por escudos cristalinos e os outros 64% são formados por terrenos sedimentares. O lado negativo desta história (para os estudantes do Ensino Médio) é que as classificações de relevo estão cada vez mais complexas e o número de unidades está aumentado. Neste módulo. vamos conhecer as principais classificações do relevo nacional. levando em consideração a influência dos elementos climáticos e pedológicos (dos solos). como o Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais. Suas principais características são: • Não existem elevações acima dos 3. Curiosidade: Conheça os maiores picos brasileiros Classificação de Aziz Ab´Saber No final dos anos 50. três planícies: a Amazônica. Serras e Planaltos do Leste e Sudeste. Classificação de Aroldo de Azevedo A primeira classificação do relevo surgiu na década de 40. suas principais características e compreender alguns processos responsáveis por sua gênese. As três planícies continuaram a ser as mesmas. 1Gv2m6 194 . Vamos conhecer um pouco mais sobre as classificações do relevo brasileiro. embora a Amazônica tenha o nome de Planícies e Terras Baixas Amazônicas. o geógrafo Aziz Ab’Saber propôs nova classificação do relevo brasileiro. em que há mais erosão que sedimentação. Aziz Ab’Saber definia planalto como aquela superfície cujas bordas são declives. Foi elaborada pelo professor Aroldo de Azevedo. fronteira norte do País. enquanto planície é a superfície em que ocorre mais sedimentação que erosão e que tem. Os pontos mais altos do País encontram-se nas áreas onde predominam escudos cristalinos antigos. Não por acaso. • O relevo é constituído por embasamento geológico antigo (escudos cristalinos) e predominam fatores externos na modelagem de suas formas. • De acordo com a nova classificação do relevo. Meridional. Atlântico. a constituição do relevo brasileiro segue alguns padrões que podem ser facilmente compreendidos. de altitude do relevo. em suas bordas. • Existe uma grande variedade de formas devido à grande variedade de climas. Estas áreas correspondem ao Planalto das Guianas. com espessura variável. encontram-se nestas mesmas formações importantes reservas de minerais metálicos. O Planalto Brasileiro passou a ser dividido em Meio-Norte (Maranhão e Piauí). isto é. Além dos planaltos. o Meridional e o Uruguaio Sul-Riograndense.

Ea subdivide o relevo em 28 unidades e define a maior parte da Amazônia como uma depressão.Terras firmes ou baixos platôs: sedimentos antigos formando pequenos planaltos.Geografia Relevo II: Relevo brasileiro Subdivisão do relevo brasileiro (segundo a classificação de Aziz Ab’Saber) Planícies Planícies e Terras Baixas Amazônicas Esquema simplificado da Bacia Amazônica 1 . 2 . Planície do Pantanal Está presente no sudeste do MT e a oeste do MS. 3 . e por “cordilheiras”.Tesos: áreas não inundáveis na planície. É formada por baías. nomes regionais para as áreas alagadas ou não alagadas de maior altitude. na forma de baixos platôs. em sua maior parte. As planícies verdadeiras aparecem junto aos rios e são denominadas várzeas. 1a Série 195 1Gv2m6 . Caracteriza grande extensão de terras baixas no norte do país. que são inundadas nas cheias. É inundada periodicamente pelo rio Paraguai e seus afluentes.Várzeas: sedimentos recentes e inundáveis. Obs.: A mais nova classificação do relevo do Brasil é de Jurandir Ross.

chamada frente ou front. que originam os férteis solos de terra-roxa (basalto). chamados inselbergs. chega a desaparecer. Esse relevo apresenta falhamentos. Uma de suas importantes características é a presença de cuestas. Nele existem ainda pontos de maior altitude resistentes à erosão. relevos acidentados formados por uma erosão diferenciada e que orientam a rede hidrográfica local. Ora está mais larga. da Mantiqueira e do Espinhaço (que tem alto valor econômico na mineração). Planalto Central Caracterizado pela presença de chapadas de estrutura antiga e desgastada. Nesse caso. o relevo decai suavemente até ficar relativamente horizontal. A planície tem grande valor para a ocupação populacional. Nordestino e Meridional e as serras de Leste-Sudeste (antigamente chamada de Atlântico). O movimento de falhas criou as escarpas denominadas serras. O termo residuais refere-se ao que restou de numerosas ações internas e externas sobre a litosfera. Possui as maiores altitudes absolutas brasileiras e tem as mesmas características que o Escudo Brasileiro na Geologia. Planalto Nordestino Possui áreas cristalinas (superfície de erosão) muito desgastadas e chapadas que se instalaram sobre a superfície de erosão. 1Gv2m6 196 . Planalto Meridional É formado por derrames de rochas sedimentares (arenito). dando lugar a falésias e barreiras. em certos lugares. dependendo do tipo de rocha. Planaltos Das Guianas Encontra-se no extremo norte do País. Brasileiro Ocupa mais da metade do nosso território e se subdivide em 4 partes: os planaltos Central. é importante observar as transformações sofridas pelas rochas componentes. Cuestas As cuestas são formas de relevo cujo perfil inclinado é repentinamente interrompido na parte mais alta pela presença de uma encosta íngreme. As formas tubulares são comuns nesta área. denominado reverso. É nesta área que estão também os pontos de maior altitude na fronteira norte do País.Geografia Relevo II: Relevo brasileiro Planície Litorânea ou Costeira Aparece de norte a sul do País. escarpas e fossas tectônicas. variando de local para local. ora aparece como baixada e. Serras de Leste-Sudeste Possui o relevo mais acidentado do país. As cuestas se formam pela erosão diferencial sobre rochas sedimentares com estratificação inclinada. fazendo fronteira com a Venezuela e a Guiana. e do tipo vulcânicas. Aqui se destacam a Serra do Mar. No lado oposto.

A planície Amazônica. através do projeto Radambrasil. Com relação ao relevo. um levantamento realizado entre 1970 e 1985 que fotografou o solo brasileiro com um equipamento especial de radar instalado num avião. por exemplo. Segue um texto publicado pela revista Nova Escola. na verdade. S. foi introduzido um conceito geomorfológico que não constava das classificações anteriores: o conceito de depressão. minérios etc. Ele foi dividido em doze unidades morfológicas distintas. Ross compartimentou o relevo brasileiro em 28 unidades. vegetação. hidrografia. Forma de relevo predominante no país. em 1995. todo o território brasileiro foi fotografado por um radar instalado na barriga de um avião. planície e depressão. Esta classificação foi adotada pelo IBGE. Esse trabalho constituiu o mais completo e minucioso levantamento já realizado. Ross. Também deixaram de existir o Planalto das Guianas e o Planalto Meridional. obtiveram-se informações de tal modo precisas. outra extensa unidade morfológica. no Brasil. deixou de existir como tal. a outras formas de relevo. ficou reduzida a apenas 5% da referida área. S. de acordo com a classificação de Jurandyr L. à geomorfologia e aos recursos naturais (solos. resultante da erosão sobre rochas cristalinas ou sedimentares. Na classificação de Jurandyr L. que nas classificações de Aroldo de Azevedo e Aziz Ab’Saber abrangia uma área de aproximadamente 2 milhões de km2. serras e elevações íngremes de todo plano (chapadas). Ross? Planalto é uma superfície irregular com altitude acima de 200 m. quanto à geologia. do Departamento de Geografia da USP . De 1970 a 1985. o planalto pode ter morros. que foi possível pela primeira vez identificar com clareza os diferentes tipos e as verdadeiras dimensões das unidades de relevo existentes no País. além de o número de grandes unidades geomorfológicas ter aumentado para 28. Nas classificações anteriores. que praticamente introduziu esta nova classificação no ensino escolar brasileiro. Seu trabalho é baseado no projeto Radambrasil. divididas em planaltos. O Planalto Central. O que são planalto. Observe o mapa a seguir: Observe que as planícies quase desapareceram com a introdução de um novo conceito de classificação: as depressões. 1a Série 197 1Gv2m6 . o relevo brasileiro é dividido em planaltos e planícies. nenhuma das quais herdou o nome original.) do território brasileiro.Geografia Relevo II: Relevo brasileiro A nova nlassificação do relevo brasileiro – Jurandyr Ross Uma das classificações mais recentes (1995) é a de Jurandyr Ross. Os 95% restantes correspondem. planícies e depressões.

a partir das quais seguem amplas extensões de terras altas: planaltos e depressões. Mostra claramente as estreitas faixas de planícies situadas às margens do rio Amazonas.000 0m Depressão Marginal Norte-Amazônica Planície do Rio Amazonas Depressão Marginal Sul-Amazônica Planaltos Residuais Sul-Amazônicos Planaltos Residuais Norte-Amazônicos Planalto da Amazônia Oriental 2 3 Esse corte (perfil noroeste-sudeste) tem cerca de 2.500 km de extensão.) TRÊS GRANDES PERFIS QUE RESUMEM NOSSO RELEVO 1 1. As regiões altas são cobertas por mata. formada por rios de planalto. Com altitude entre 80 e 150 m. (Nova Escola. abaixo de 0 m (zero metro) de altitude. Apresenta um retrato fiel e abrangente do relevo da região: dois planaltos (o da Bacia do Parnaíba e o da Borborema) cercando a Depressão Sertaneja (ex-Planalto Nordestino). A Bacia do Paraná. As depressões continentais podem ser relativas ou absolutas. A depressão é menos irregular do que o planalto e situa-se em altitudes que vão desde 100 até 500 m ou mais. Nova Escola.000 0m Planície do Pantanal Mato-Grossense Esse corte tem cerca de 1.000 1. na fronteira com Venezuela. com altitude geralmente inferior a 100 m. a Planície do Pantanal está quase no mesmo nível do oceano Atlântico. até o norte do Estado do Mato Grosso. REGIÃO NORDESTE 3. Vai do interior do Maranhão ao litoral de Pernambuco. 1995.) 1Gv2m6 198 . São relativas quando situadas abaixo do nível do mar. 3. ou seja. Vai das altíssimas serras do norte de Roraima. outubro de 1995.000 2. Colômbia e Guiana. REGIÃO NORTE 3. por caatinga.000 km de comprimento.000 2.000 Rio Parnaíba 0m Planaltos e Chapadas da Bacia do Rio Parnaíba Escarpa (ex-Serra) do Ibiapaba Depressão Sertaneja Planalto da Borborema Tabuleiros Litorâneos Oceano Atlântico Esse corte tem cerca de 1. Vai do Estado do Mato Grosso do Sul ao litoral paulista.Geografia Relevo II: Relevo brasileiro Planície é uma superfície plana. 2. REGIÕES CENTRO-OESTE E SUDESTE Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná Rio Paraná Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste Oceano Atlântico 1.500 km de comprimento. concentra as maiores usinas hidrelétricas brasileiras. Depressão é uma superfície com suave inclinação e formada por prolongados processos de erosão.000 1. formada pelo acúmulo de sedimentos. As baixas.

Scipione. situadas no interior dos continentes. originadas dos lagos entulhados. formadas por uma sucessão alternada de camadas rochosas com diferente resistência ao desgaste. são áreas deprimidas que se formam na zona de contato entre terrenos sedimentares e massas cristalinas. com características litorâneas.br Planície é uma superfície mais ou menos plana. Ex. Chapada é um planalto de rochas sedimentares que apresenta uma topografia tabular. E x e r c i ta n do 01. Fratura Relevo cristalino com pequena separação. Considere os seguintes fatores geomorfológicos.embrapa. I. A combinação de chuvas fortes com moradias inseguras já tornou rotineiras as tragédias nas grandes cidades brasileiras. podem ser antigas.: Nordeste do Brasil. (C) Apenas III. ou marítimas. delimitada por escarpas e na qual o processo de desgaste supera o de deposição de materiais. Falésia Relevo alto com rochas cristalinas. ou recentes. (D) Apenas I e II. relevo com porções côncavas na convergência dos fluxos de água III. Montanha é uma grande elevação de terreno formada por ação de forças tectônicas. são condicionados por fatores geomorfológicos. Existem basicamente dois tipos de planícies: as costeiras.cnpm. Cuestas. mas conta com várias depressões relativas. dos Alpes e do Himalaia. falhas ou vulcões. formando um corte abrupto de um lado e um declive do outro. que são mais baixas em relação às terras próximas e se localizam acima do nível do mar. Sinclinais São as partes côncavas de uma dobra. originadas dos depósitos sedimentares deixados pelos rios. Depressões absolutas são porções do relevo terrestre mais baixas que o nível do mar. Os deslizamentos nas encostas. (E) Apenas I e III. como as Serras do Mar e da Mantiqueira. Quanto à sua origem. 1a Série 199 1Gv2m6 . entre outros. que aparecem no planalto Meridional. Ed. de natureza sedimentar. C o n t e x t ua l i z a n d o Para saber mais sobre o relevo brasileiro entre no site www. Ex. cristas e serras. Geralmente representam vales ou depressões.Geografia Relevo II: Relevo brasileiro Glossário Anticlinais São as partes convexas de uma dobra.: Serra do Mar. Terra Roxa Solo decomposto do basalto em paleoclima diferente do atual. Ex. muitas vezes responsáveis por tais tragédias. Ex. que podem ser do tipo lacustre.: litoral sul do Rio de Janeiro. Falhas Característica de um relevo cristalino onde ocorreu desnivelamento. O Brasil não possui depressões absolutas. relevo com porções convexas na divergência dos fluxos de água Quais estão relacionados aos deslizamentos das encostas? (A) Apenas I. Geralmente representam elevações: montes. (B) Apenas II. quanto à idade. são formas assimétricas de relevo.) Formas de relevo Planalto é uma superfície mais ou menos plana e elevada em relação às áreas próximas. como as Cordilheiras dos Andes. Barreiras Relevo alto com rochas sedimentares. acidentes muito comuns em nossos planaltos. Depressões periféricas. (Fonte: Celso Antunes. em que predominam processos de deposição ou acumulação de sedimentos sobre os de desgaste. as montanhas podem ser constituídas por dobras.: Rios Nilo e São Francisco. relevobr. ou fluviais. declividade e forma da encosta II.

E. (D) a causa desses tremores ser justificada pela atividade mineradora no território brasileiro. (D) na região do Planalto Central. não o colocando em condições de vulnerabilidade aos movimentos orogenéticos típicos das faixas de contato entre as placas.) A legenda correta do mapa é: (A) 1 – Depressões em estruturas sedimentares e 2 . por muito tempo. No mapa a seguir. (D) da Bacia do Paraná. as medições se realizaram mediante o uso de GPS. contudo continuam sendo as duas mais altas montanhas do País. Geoatlas. que permitia.Planaltos em bacias sedimentares. 07. na fronteira do Mato Grosso com a Bolívia. O item III corresponde à gênese: (A) do Escudo Brasileiro. visto que aqui já ocorreram vários tremores com magnitude acima de 5° na Escala Richter. causadora dos abalos sísmicos de maior intensidade. As montanhas mais altas do Brasil estão localizadas: (A) no litoral paulista. estimar as altitudes. indica as coordenadas geográficas de um determinado ponto. (C) a inexistência de atividade vulcânica. (E) 1 – Planícies em estruturas sedimentares recentes e 2 . livre de terremotos. verifica-se uma preponderância dos processos de sedimentação sobre os erosivos. A ideia propagada. 2000:80. São Paulo: Ática. mas é significativa. 1984. (E) planícies de inundação e encostas íngremes. um sistema de posicionamento global. É correto afirmar que: (A) apenas a afirmativa I é correta. (E) a inexistência de placas tectônicas brasileiras. As ilhas oceânicas brasileiras. Esses fatos indicam que o risco sísmico em nosso País não pode ser ignorado. os jornais brasileiros divulgaram a notícia referente a uma nova medição realizada em algumas das mais altas montanhas do Brasil. Analise as informações geológico-estruturais do quadro. 1980) e em João Câmara (RN. (C) dos Dobramentos Terciários. Explica a baixa sismicidade brasileira em relação à região andina: (A) a distância em relação às bordas leste e oeste da Placa Tectônica Sul-Americana. (C) no extremo oeste do país. pela verificação das diferenças de pressão atmosférica. (B) da Depressão Periférica. entre São Paulo e Santos. Na paisagem geomorfológica do relevo brasileiro. o Pico da Neblina e o Pico 31 de Março são cerca de vinte metros mais baixos do que se acreditava. no Acre. portanto. (B) a baixa altitude média do relevo brasileiro. com a ajuda de satélites.Geografia 02. (Adaptado de SCHOBBENHAUS. Agora. na divisa do Amazonas com a Venezuela. que é baseada em critérios morfogenéticos. (Adaptado de Simielli. A sismicidade brasileira é modesta se comparada à da região andina. Algumas das grandes cidades brasileiras têm sua expansão urbana ocupando espaços considerados como áreas de risco. (C) tabuleiros costeiros e vertentes suaves. As diferenças verificadas se devem aos métodos: antes se usava o barômetro. de o território brasileiro ser absolutamente estável geologicamente e. na Serra da Mantiqueira.) 1Gv2m6 200 . (D) apenas as afirmativas II e III são corretas. (B) na Amazônia. é correto afirmar que são áreas de risco as formas de relevo indicadas na seguinte alternativa: (A) planícies de tabuleiro e topos de chapadas. (E) em Minas Gerais. Em setembro de 2004. M. Houve alterações nos valores das altitudes registradas. formado predominantemente por planícies. (C) apenas as afirmativas I e III são corretas. Responda a esta questão com base nas afirmativas seguintes: I. Relevo II: Relevo brasileiro 06. III. correspondem a picos vulcânicos submersos de uma cordilheira dorsal meso-oceânica. (C) 1 – Planaltos em estruturas cristalinas e dobradas antigas e 2 Planaltos em bacias sedimentares. como os eventos em Pacajus (CE. 05. justificando o predomínio das planícies sobre os planaltos e depressões. na divisa com o Peru. (B) superfícies aplainadas e topos de chapadas. (E) todas as afirmativas são corretas. em relação às que se realizaram em 1960. Assim. Do ponto de vista geomorfológico. estão representados compartimentos do relevo brasileiro segundo a classificação de Jurandyr Ross. 1 – Planaltos em estruturas cristalinas e dobradas antigas e 2 (B) Depressões em estruturas sedimentares. a exemplo do Arquipélago de Fernando de Noronha. A estabilidade do território brasileiro é consequência de sua posição no interior da placa Sul-americana. é errônea. na Serra do Mar. II. 03. (E) da Planície Amazônica. 1986).Depressões em estruturas sedimentares. (D) 1 – Planaltos em estruturas cristalinas e dobradas antigas e 2 Planícies em estruturas sedimentares recentes. que. (D) topos aplainados e tabuleiros costeiros. (B) apenas as afirmativas I e II são corretas. 04. bem como a sua altitude.

................................ Nos climas tropicais úmidos...... alguns fatores naturais podem mudar essa tendência geral... .................. III e IV. III............................................. 1995........... .............................. (Adptado da classificação de J............................... J......... II........................... (B) I e IV.... (Adaptado de Ross.. representativa dessas áreas........... (B) Depressões Marginais Amazônicas / Depressão Sertaneja e do São Francisco / Depressão Periférica Sul-Rio-grandense........... do Meio-Norte ou do Maranhão e do Paraná pertencem à superfície demarcada pelo número 3............. (Adaptado de LEPSCH..............Geografia 08............ III e IV.... Ross.... a estrutura 1 tem sua origem relacionada com os processos orogênicos que datam do Pré-Cambriano............................................... (D) Depressões Marginais Amazônicas / Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba / Chapadas da Bacia do Paraná..... podemos afirmar que: I.......................... IV....................................... São verdadeiras as afirmações: (A) I e III.............. as bacias sedimentares Amazônica................................. com as letras a.................................. destaque a principal diferença entre eles................. II................ 1996......... 2 e 3 e observe o mapa....................................................................... ... b e c................. ..................... os terrenos que compõem a estrutura 4 apresentam as maiores altitudes do continente sul-americano....... 11.. (A) Relacione cada perfil aos traçados identificados.......... ......................... ........ L........) 1a Série 201 1Gv2m6 ................. às seguintes unidades do relevo brasileiro: (A) Planaltos Residuais Norte-Amazônicos / Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba / Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná...... 2001......... representada pelo número 2... a formação da estrutura da América do Sul. . (D) II.......... ......... 10..) As áreas assinaladas no mapa por X-Y-Z correspondem............... respectivamente.. Entretanto........... Observe a figura a seguir................... (E) Planaltos Residuais Norte-Amazônicos / Planalto da Borborema / Depressão Periférica Sul-Rio-grandense................. no mapa.. refere-se à plataforma patagônica.............. são comuns os solos espessos....... (org......... 09.) Geografia do Brasil.........) Observando a figura anterior.. Analise os perfis 1........................ (C) Planaltos Residuais Norte-Amazônicos / Depressão Sertaneja e do São Francisco / Chapadas da Bacia do Paraná........... (C) III e IV.................................... S............. (E) I. Relevo II: Relevo brasileiro (B) Considerando a altitude...........

evite a erosão do solo. além de prejudicar o fluxo natural de rios e riachos. P . (C) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias apenas em áreas rurais produtivas. (B) Explique um dos fatores citados. (Adaptado de “Cabeceiras ameaçadas”. (E) a construção de barragens. haja vista que os impactos ao meio ambiente são temporários e podem ser facilmente revertidos com as tecnologias existentes para recuperação de áreas degradadas. para conciliar os interesses aparentemente contraditórios entre o progresso social e urbano e a conservação do meio ambiente. por um lado. onde a qualidade de vida é melhor. visando à conservação da planície pantaneira e à preservação de sua grande biodiversidade. haja vista que nas demais áreas o retorno financeiro necessário para produzir uma melhoria na qualidade de vida da região não é garantido. A medida mais eficaz a ser tomada. (B) impedir a abertura e a pavimentação de rodovias em áreas rurais e em regiões preservadas. 1Gv2m6 202 . seria razoável: (A) impedir a abertura e a pavimentação de rodovias em áreas rurais e em regiões preservadas. Vol. 01. As áreas do planalto do Cerrado – como a chapada dos Guimarães. principalmente nas cabeceiras. A destruição do jardim. cujo volume tem diminuído. jun. Durante a estiagem. a construção de rodovias pode trazer impactos indesejáveis ao meio ambiente. com altitudes que variam de 400 m a 800 m – são importantes para a planície pantaneira mato-grossense (com altitude média inferior a 200 m). Rio de Janeiro: SBPC. possibilitar o ingresso de espécies exóticas em ambientes naturais e aumentar a pressão antrópica sobre os ecossistemas nativos. é a conscientização da sociedade e a organização de movimentos sociais que exijam: (A) a criação de parques ecológicos na área do pantanal mato-grossense. (E) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias. Relevo II: Relevo brasileiro P r e pa r a n do pa r a o ENEM Habilidade 27 – Analisar de maneira crítica as interações da sociedade com o meio físico. entre outros fatores. número 80. G. para que a cobertura vegetal. 02. dez. sem prejudicar os ecossistemas. desde que comprovada a sua real necessidade e após a realização de estudos que demonstrem ser possível contornar ou compensar seus impactos ambientais. pois a qualidade de vida e as tecnologias encontradas nos centros urbanos são prescindíveis às populações rurais. A abertura e a pavimentação de rodovias em zonas rurais e regiões afastadas dos centros urbanos. comprometendo o fluxo gênico e as interações entre espécies silvestres. promovendo a migração das populações rurais para os centros urbanos. 42. que tanto ameaçam a biodiversidade. no Mato Grosso. W. 2008). Ciência Hoje.Geografia (A) Cite dois fatores que causam a diferença de espessura do solo entre os perfis I e II. 2008). contribuindo com o desenvolvimento social e urbano de populações isoladas. Nesse contexto. N. Por outro lado. composta de gramíneas. U. levando em consideração aspectos históricos e(ou) geográficos. sobretudo durante a estiagem. a serra de Tapirapuã e a serra dos Parecis. a inundação ocorre em função da alta pluviosidade nas cabeceiras dos rios. visto que a abertura de estradas pode resultar na fragmentação de hábitats. principalmente nas nascentes dos rios responsáveis pelo nível das águas durante o período de cheias. (D) o controle do desmatamento e da erosão. Scientific American Brasil. (B) a proibição da pesca e da caça. (Adaptado de BARBOSA. Nas cheias. sobretudo na estiagem. do afloramento de lençóis freáticos e da baixa declividade do relevo. a grande biodiversidade é assegurada pelas águas da calha dos principais rios. possibilita melhor acesso e maior integração entre as comunidades. no que se refere à manutenção do nível de água. (D) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias. (C) o aumento das pastagens na área da planície. FERNANDES. para que o nível das águas dos rios seja mantido. Ano 7.

Ross. pode-se inferir que as áreas de: (A) fracos riscos de erosão correspondem aos relevos de planícies. relacionando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas. 04. A água é um dos fatores determinantes para todos os seres vivos. que pertence ao compartimento dos Planaltos e Serras do Leste-Sudeste. (B) riscos de erosão forte a muito forte abrangem a maior parte dos Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná. 1996. Mapa de distribuição dos grandes desertos e das áreas úmidas. como podemos observar no mapa a seguir.Geografia Relevo II: Relevo brasileiro Habilidade 29 – Reconhecer a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico. 1a Série 203 1Gv2m6 . S. (D) riscos de erosão fracos a moderados restrigem-se às Depressões e Planícies. como ocorre na maior parte da região Norte-Amazônica e no Pantanal Mato-Grossense. respectivamente. como ocorre nas regiões do Rio Amazonas e do Pantanal Mato-Grossense. (C) riscos moderados a fortes correspondem exclusivamente às Depressões. como a Depressão Sul-Amazônica. Observe e compare os mapas: Legendas MAPA 1 1 – Fraco 2 – De fraco a moderado 3 – De moderado a forte 4 – De forte a muito forte 5 – Extremamente forte MAPA 2 Classificação de Jurandyr L. 03. (E) riscos de erosão extremamente fortes correspondem à Serra do Espinhaço. Ênfase em critérios morfogenéticos Planaltos 1 – Em bacias sedimentares 2 – Em estruturas cristalinas e dobradas antigas Depressões 3 – Em estruturas sedimentares 4 – Em estruturas cristalinas Planícies 5 – Em estruturas sedimentares recentes Considerando os mapas das áreas de riscos de erosão e do relevo brasileiro. mas a precipitação varia muito nos continentes.

A no ta çõ e s ____________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________ 1Gv2m6 204 . porque: (A) as grandes extensões de terra fria das latitudes extremas impedem precipitações mais abundantes. (E) a água superficial é fria e menos abundante nas latitudes extremas. tão importante quanto aumentar a oferta é investir na preservação da qualidade e no reaproveitamento da água de que dispomos hoje. Habilidade 27 – Analisar de maneira crítica as interações da sociedade com o meio físico. (B) lançamento de gases poluentes / lançamento de lixo nas ruas / construção de aterros sanitários. III. impedindo as precipitações. II. Pode-se afirmar que as principais ações humanas associadas às alterações I. (D) lançamento de lixo nas ruas / uso de fertilizantes / construção de aterros sanitários. A possível escassez de água é uma das maiores preocupações da atualidade. A ação humana tem provocado algumas alterações quantitativas e qualitativas da água: I.Geografia Relevo II: Relevo brasileiro Ao examinar a tabela da temperatura média anual em algumas latitudes. levando em consideração aspectos históricos e(ou) geográficos. (E) construção de barragens / uso de fertilizantes / construção de aterros sanitários. Contaminação de lençóis freáticos. (B) a água superficial é mais quente nos trópicos do que nas regiões temperadas. 05. Enchentes e inundações. respectivamente: (A) uso de fertilizantes e aterros sanitários / lançamento de gases poluentes / canalização de córregos e rios. causando maior precipitação. aumentando as precipitações. considerada por alguns especialistas como o desafio maior do novo século. (C) o ar mais quente tropical retém mais vapor de água na atmosfera. causando menor precipitação. II e III são. No entanto. podemos concluir que as chuvas são mais abundantes nas maiores latitudes próximas do Equador. (C) uso de fertilizantes e aterros sanitários / desmatamento / impermeabilização do solo urbano. (D) o ar mais frio das regiões temperadas retém mais vapor de água. Diminuição da umidade do solo.

tungstênio. sem industrialização. alumínio fundações de concreto: areia. zinco. rochas ornamentais serradas e polidas e gesso. feldspato louça sanitária: caulim. a fauna e a flora. brita.Módulo 7 Relevo III – Recursos minerais Geografia Introdução Agora. O material que. calcita (SuperInteressante. Os recursos minerais podem-se classificar em dois grupos principais: Recursos minerais metálicos: São exemplos de minerais metálicos: o cobre (Cu). matérias-primas de fertilizantes e minerais industriais. Curiosidade Além desta classificação básica. talco piso cerâmico: argila. Observe a foto abaixo referente à exploração mineral de Carajás. como os agregados para concreto (areia. Vale destacar que esta classificação não é geológica. cobalto encanamento metálico: ferro ou cobre encanamento PVC: petróleo. Matéria-prima de uma casa tijolo: argila bloco: areia. sua impor tância enquanto matéria-prima é desconhecida para muitos. como calcário e argila usados em cimento. feldspato. o conhecimento sobre os metais e a sua utilização caracterizou alguns períodos da antiguidade. a prata (Ag) e a platina(Pt). talco isolante – lã de vidro: quartzo e feldspato pintura – tinta: calcário. vamos conhecer melhor os solos e os recursos minerais. alumínio. argila para cerâmica vermelha. calcário. calcário fiação elétrica: cobre. podemos pensar numa interseção relevante. Os materiais de construção podem ser empregados diretamente. ou industrializados. ou sal marinho são fundamentais para o bem-estar da população. Porém. titânio. caulim. que por sua vez. apresentando uma grande importância industrial e social. o ferro (Fe). Neste módulo. é aproveitável designa-se por minério. devido a esta aparente banalidade. óxidos metálicos caixa de água: calcário. Quando descobriu os metais passou a fazer uso deles de diferentes formas. a exploração de minerais metálicos é normalmente uma atividade altamente impactante. o zinco (Zn). Os bens minerais não metálicos podem ser classificados em materiais de construção. o ouro (Au). Pense. apenas com beneficiamento na mina.com. recursos minerais metálicos e não metálicos. argila. vamos dar uma paradinha nos nossos estudos sobre as características do relevo para pensarmos um pouco sobre o que se encontra embaixo dele. moradia e vestuário – são atendidas essencialmente por estes recursos. 1a Série 205 1Gv2m7 . como a Idade do bronze ou a Idade do ferro. calcário. petróleo lâmpada: quartzo. o chumbo (Pb). granito. cobre. granito. é rejeitado designa-se por ganga ou estéril. calcário. os recursos minerais energéticos. gipsita. uma pessoa consome direta ou indiretamente cerca de 10 toneladas/ano de produtos do reino mineral. calcário. este assunto será estudado em outro módulo. caulim. Lembre-se. Materiais como areias. abrangendo 350 espécies minerais diferentes. cascalho e brita). podem ser chamadas de jazidas minerais. níquel. A história da utilização dos minerais é muito antiga. brita. calcário. sua descoberta e exploração são essenciais para o crescimento das atividades sociais. Lembre-se. ferro ferragens: ferro. Quando as reservas encontradas são economicamente rentáveis. o material que. Recursos Minerais Os recursos minerais são acumulações de rochas e minerais que constituem a crosta terrestre e podem ser utilizados pela sociedade humana. como os combustíveis fósseis (NM) e o urânio (M). ferro. http://super. na mesma jazida. referente exclusivamente à questão energética. talco. o alumínio (Al). A construção de uma residência é um exemplo desta diversidade. feldspato. portanto. petróleo impermeabilizante – betume: folhelho pirobetuminoso. numa jazida mineral. Nenhuma civilização pode prescindir do uso dos bens minerais uma vez que as necessidades básicas do ser humano – alimentação. amianto. desde as sociedades neolíticas o homem usou gemas (minerais utilizados em joalharia e ourivesaria) como moeda de troca. Os recursos minerais energéticos seriam compostos por alguns recursos minerais não metálicos e metálicos. petróleo pias: mármore. feldspato. pois provoca a abertura de crateras enormes destruindo o solo. Segue abaixo um texto elaborado pela revista superinteressante ilustrando isto.br) Exploração mineral em Carajás Recursos minerais não metálicos: Estes recursos são relativamente abundantes na natureza e. Muitos minerais são matérias-primas vitais para o Homem. são compostos pelos elementos químicos. níquel vidro: areia. talco azulejo: caulim. mas sim econômica. uma rocha é um conjunto de minerais.abril.

um dos países com maior potencial de extração mineral do mundo. Mapa I . naturalmente. podemos destacar duas principais fontes de recursos minerais metálicos para o país.Geografia Relevo III – Recursos minerais Recursos minerais brasileiros Devido a sua grande extensão territorial e a sua estrutura geológica. China e Austrália. Lembre-se de que existe uma malha ferroviária estabelecida para garantir esta circulação. principalmente. Estados Unidos. Estas duas áreas destacam-se pela produção de minério de ferro.Rochas sedimentares (petróleo e carvão) No caso brasileiro. carvão e gás natural) são encontrados nas bacias sedimentares. manganês e cassiterita) Mapa II . porém. e a serra de Carajás. o Brasil é. Rio de Janeiro e Espírito Santo. O mapa a seguir aponta uma grande diversidade de áreas produtoras. Os recursos minerais metálicos são encontrados. Enquanto que os combustíveis fósseis (petróleo. a estrutura cristalina muito antiga e erodida é a principal fonte de recursos minerais metálicos. porém apresentam grande diversidade de recursos.Rochas cristalinas (ferro. porém. 1Gv2m7 206 . a Estrada de Ferro Vale do Rio Doce (no eixo Minas-Espírito Santo) e a Estrada de Ferro Central do Brasil (no eixo RioSão Paulo-Minas Gerais). o ferro abastece o cordão de indústrias sidero-metalúrgicas de Minas Gerais. na porção centro-leste do Pará. juntamente com países como Federação Russa. São Paulo. nos antigos escudos cristalinos. Canadá. as áreas sedimentares também abrigam alguns depósitos minerais relevantes. O fluxo da produção do Quadrilátero Ferrífero dirige-se aos mercados externo e interno. Deve ser elaborada uma relação básica entre estrutura geológica e oferta de recursos minerais. devido ao intenso processo de deposição de sedimentos. o Quadrilátero Ferrífero. no mercado interno. no centro de Minas Gerais. Quadrilátero Ferrífero Observe este esquema que destaca as principais cidades do Quadrilátero Ferrífero. O ferro destinado ao mercado externo é exportado pelos portos de Vitória/Tubarão no Espírito Santo e de Sepetiba no Rio de Janeiro.

Outro fato relevante é que os ricos depósitos de manganês da serra do Navio (Amapá) estão em grande parte exauridos devido a sua intensa produção. O metal é aproveitado internamente e exportado. Além disto.Geografia Relevo III – Recursos minerais Serra de Carajás “No final da década de 1970. está localizada no Pará. Siderópolis.São Luís A . As maiores reservas nacionais estão localizadas no Pará (serra dos Carajás). Há reservas no Pará.Santa Inês 11 . O fluxo da produção de ferro da Província Mineralógica de Carajás ocorre através da estrada de ferro Carajás (construída para este projeto) até o porto de Itaquí no Maranhão e é destinada aos mercados externos. e o país é o terceiro maior produtor mundial. no estado de Minas Gerais. com teor médio de 45%. Panorama Geográfico do Brasil. Na produção. Hoje. estabelecidas no Pará e abastecidas pela hidrelétrica de Tucuruí. A produção de Carajás teve início bem posterior à produção em Minas Gerais e envolveu outro momento geopolítico do país.) Principais destaques da produção brasileira Ferro A mineração de ferro é a principal atividade extrativa do país.Ferrovia Norte-Sul D . Bauxita O Brasil detém aproximadamente 20% das reservas mundiais conhecidas de bauxita. Cassiterita Legenda: 1 . envolvendo não só a exploração dos recursos minerais. superado apenas pela Malásia. principalmente nas jazidas próximas ao rio Trombetas. uma das multinacionais que lideram o monopólio mundial de alumínio. mas também o potencial agrícola-pecuário e madeireiro. com um total estimado de 40 a 50 bilhões de toneladas.Parauapebas 5 .Pindaré Mirim 10 . o grande produtor nacional é Santa Catarina. denominado ‘Amazônia Oriental – um projeto nacional de exportação’.Santa Rita 12 . A maior parte das reservas. O carvão brasileiro tem sido utilizado frequentemente como fonte energética em usinas termelétricas. A produção deste recurso na Amazônia esteve integrada ao grande projeto Carajás. o país ocupa o segundo lugar. Amazonas.Rodovia Belém-Brasília B .Buriticupu 9 .Rodovia São Luís-Teresina O Brasil possui cerca de 7% das reservas mundiais de cassiterita. 1998. no estado do Pará. em Mato Grosso do Sul (maciço de Urucum) e em Minas Gerais (Quadrilátero Ferrífero).Açailândia 8 .Estrada de Ferro Carajás E . resta praticamente um grande buraco. e é o segundo maior produtor. O Projeto Carajás acabou se transformando na principal área de ocupação e desenvolvimento da região amazônica. e o produto é escoado pelo porto de Imbituba. onde a extração mineral e o beneficiamento são realizados pela Companhia Vale do Rio Doce. As maiores reservas estão no Quadrilátero Ferrífero. de capital canadense. grande parte das reservas são inadequadas para a siderurgia. como a Alcan. Este mineral é extremamente importante na fabricação de um tipo de aço utilizado na indústria siderúrgica. incluindo os municípios de Criciúma. Goiás e Minas Gerais. utilizado na confecção de latas para acondicionar alimentos e bebidas. bem como a localização das indústrias de beneficiamento. Embora as maiores reservas estejam no Rio Grande do Sul. Observe a ferrovia Carajás e a logística implementada para a produção mineral desta província no esquema abaixo: Carvão Mineral As reservas brasileiras de carvão são insuficientes para as nossas necessidades. em Oríximiná. mas as maiores estão localizadas em Rondônia. 271. o único minério comercializável de estanho. A ditadura militar teve por objetivo expandir as atividades econômicas pelas fronteiras do Norte e Centro-Oeste. a Vale associou-se a outras empresas. e na serra dos Carajás. Lauro Müller e Urussanga.Curionópolis 6 . o país é importador deste recurso. O Brasil possui a quinta maior reserva do mundo. A zona carbonífera catarinense fica no sudeste do estado. a Vale do Rio Doce apresentou ao governo um projeto bastante ambicioso.Rodovia Transamazônica C .Marabá 3 . pois apresentam impurezas como pirita e cinzas e tem baixo teor calorífico. Mato Grosso.Belém 2 . marco da degradação ambiental. Parte do mineral extraído é beneficiada no Brasil e depois exportada. 1a Série 207 1Gv2m7 . devido à melhor qualidade de suas jazidas. que também é o grande produtor brasileiro. no lugar da serra.Carajás 4 . mas a Bahia e o Mato Grosso também apresentam reservas.” (Melhem Adas. p. desta forma. o principal minério de alumínio e apresenta a segunda maior produção mundial. Manganês A reserva de manganês do Brasil encontra-se entre as cinco maiores do mundo. para isso.Rosário 13 .Imperatriz 7 . São Paulo: Moderna.

problemas como erosão. centenas ou até milhares de pessoas dirigem-se para lá e empregam-se em mineradoras ou trabalham como garimpeiros independentes. Sergio. o grau de consolidação. Observe o esquema abaixo: Características básicas dos solos Solo. O solo pode ser derivado de qualquer tipo de rocha.: MONTANHOSO. Um grande exemplo disto foi a exploração mineral em Serra Pelada. já que o nitrogênio é essencial ao crescimento das plantas. menos as características do material de origem serão preservadas. Todo ano. Nas áreas secas. mas o Brasil ainda tem boas reservas em diversos estados. RESTOS VEGETAIS E ANIMAIS – Clima – ex. TEMPERATURA (SOL). Muitos estudos foram desenvolvidos a respeito dos tipos de solos e suas implicações produtivas ao longo do tempo. Nas áreas úmidas. 3. BACTÉRIAS. são materiais que resultam do intemperismo ou meteorização das rochas. provocam a necessidade da realização de novos e complexos estudos sobre os solos. PLANO. o arroz na China e o milho na América. quanto mais intemperizado for o solo. os solos tendem a ser mais rasos. ou seja. onde predomina o intemperismo físico. Pará.: ROCHA. As maior parte das reservas de bauxita no estado do Pará destinam-se à exportação. podemos dizer que existem dois tipos de solo quanto a sua origem. desfaz-se a comunidade formada em torno dela – comerciantes de ouro. Através da participação de agentes externos como chuva. perda da produtividade agrícola e contaminação dos recursos hídricos. ou a argila. 4. Esgotada a jazida.Geografia Um grave problema relacionado ao beneficiamento da bauxita é a poluição ambiental. qual o nome correto desta porção da crosta terrestre onde se desenvolve a biosfera? Ou ainda. 1Gv2m7 (ADAS. Bahia. ONDULADO – Organismos – ex. Por outro lado. Os solos e suas características gerais Introdução Como sabemos. algumas características da rocha podem influenciar seu intemperismo como sua composição mineralógica. Agora você deve compreender que a diferença entre areia e argila é o tamanho e não sua composição mineralógica ou química. e os exploradores voltam à sua terra de origem ou partem em busca de novas jazidas. MILHARES DE ANOS A parte mineral do solo pode ser dividida por tamanho em três frações principais: – Areia – a parte mais grosseira – Silte – uma parte um pouco mais fina. Formação dos solos Pense. a mesma que gruda no sapato ou penetra nas digitais. intermediária entre a argila e a areia – Argila – uma parte muito pequena que para ser visualizada necessita de microscópio. empresa da África do Sul. De forma bem simplista. PLANTAS – Tempo – ex. dos fatores que contribuem para a formação do solo. Por outro lado. principalmente em Minas Gerais. tem predominado a exploração cíclica ou migratória. reflita em coisas básicas como saber de onde vem a areia. elas surgiram junto com o cultivo de cereais básicos como o trigo no Oriente Médio. Por exemplo. Mato Grosso e Pará. Panorama Geográfico do Brasil. Solos residuais. que hoje tem um material altamente poluído sedimentado em 20% de sua extensão. casas de prostituição –. as rochas sofrem alterações químicas e físicas e vão diminuindo o seu tamanho. até que elas se transformem num material mais ou menos solto e macio. no município de Poços de Caldas. os solos tendem a ser mais profundos devido a constante infiltração de água. mas.: CENTENAS DE ANOS.) O perfil I pertence a uma região semiárida como o sertão nordestino enquanto o perfil II pertence a uma região úmida. De forma mais complexa. Melhem e ADAS. com técnicas modernas e administradas pela Anglo-Americana. – Material de origem mineral: constituído da fragmentação das rochas. ao contrário. por desintegração mecânica ou decomposição química e biológica. a textura e a permeabilidade.: INSETOS. e os solos constituídos de material transportado de áreas mais ou menos afastadas pelos processos erosivos e sedimentares. Atualmente. abastecem as indústrias nacionais. além da ajuda de organismos vivos. a produtividade serviu como base para a divisão dos solos em nove classes. pois o solo é mais profundo. Assim que uma jazida é descoberta. com finalidade de cobrança de imposto territorial e determinação do tamanho das propriedades. vento e variações de temperatura. De forma bem simples. devido a menor infiltração de água no solo. ou chão? Pense. 2004.: CHUVA. onde a exploração é feita de modo empresarial. Rondônia. chamado solo.5 milhões de toneladas de rejeitos são despejadas no lago da Batata. VENTO – Relevo – ex. onde predomina o intemperismo químico.000 anos AC. terra. há relatos que na China. como fungos e liquens. São Paulo: Moderna. mas é a presença de organismos vivos e matéria orgânica (fonte de nitrogênio) que faz com que o solo seja parte fundamental da biosfera. restaurantes. MAMÍFEROS. suas características básicas não dependem exclusivamente da composição da rocha matriz. isto é. as condições ambientais são muito importantes no processo de formação dos solos. podemos dizer que o solo é derivado da rocha. ou originária. a origem das primeiras civilizações está associada ao desenvolvimento das atividades agrícolas. Ouro As maiores reservas mundiais de ouro estão na África do Sul e no Usbequistão. Relevo III – Recursos minerais A parte principal de muitos solos consiste em grãos minerais de vários tamanhos. Goiás. Podemos dizer que o solo é formado por dois conjuntos de materiais: – Material de origem orgânico: constituído de produtos da decomposição de restos vegetais e animais. 208 . os que descansam sobre a rocha-máter. e as reservas localizadas no estado de Minas Gerais. Minas Gerais é o produtor tradicional e estável. também. Nos demais estados. a necessidade de conhecer melhor a relação entre a qualidade e as formas de utilização dos solos é muito antiga. Portanto. O solo resulta de 5 fatores principais que atuam em conjunto: – Material de Origem – ex. a rocha de que derivaram.

Horizontes do Solo Os solos são divididos em diversas camadas. Os solos geralmente não possuem todos os horizontes bem caracterizados. Horizonte C: camada mineral de material inconsolidado.Geografia Relevo III – Recursos minerais Horizonte A: camada mineral superficial adjacente à camada O ou H. em ambientes onde a água não se acumula (ocorre drenagem). o primeiro horizonte é normalmente mais escuro que os outros. apresentando-se sem ou com pouca expressão de propriedades identificadoras de qualquer outro horizonte principal.usp. ou seja. ou seja. Horizonte R: camada mineral de material consolidado. É o horizonte onde ocorre grande atividade biológica o que lhe confere coloração escurecida pela presença de matéria orgânica. Quanto mais profundo o solo. dependendo de seus ambientes de formação. que constitui substrato rochoso contínuo ou praticamente contínuo. entretanto. Horizonte E ou B: camada mineral situada mais abaixo do horizonte A. É constituído por detritos vegetais e substâncias húmicas acumuladas na superfície. Cada uma destas estruturas apresenta rochas típicas com composição mineral variável que influenciam de diferentes formas a composição dos solos. a influência das condições climáticas brasileiras foi determinante na composição atual dos solos. Isso porque é nele que se encontra a maior parte da matéria orgânica.sc. Porém. Solos brasileiros O solo brasileiro é formado a partir de três estruturas geológicas básicas: escudos cristalinos. Os climas equatorial. bacias sedimentares e terrenos vulcânicos. como quartzo em pequenas partículas (areia e silte). devido ao excesso de chuvas e ao intenso intemperismo químico – solos lixiviados – solos predominantemente pobres em argilominerais. Perfil do solo: horizontes. Podemos dizer que a grande quantidade de chuvas é responsável pelas seguintes características básicas dos solos brasileiros: – solos profundos. pelo menos possuem parte deles. com bom desenvolvimento estrutural. a não ser pelas poucas e estreitas fendas que pode apresentar (rocha). portanto.br) Segue abaixo uma classificação usual encontrada em diversos livros e sites sobre o assunto: Horizonte O: camada orgânica superficial. Por exemplo. são responsáveis por alguns processos importantes. chamadas de horizontes do solo. Esta camada apresenta maior quantidade de matéria orgânica que os horizontes subjacentes B e C. É o horizonte de máximo acúmulo. 1a Série 209 1Gv2m7 . (site brasilescola) A natureza e o número de horizontes variam de acordo com os diferentes tipos de solo. Existem diferentes tipos de horizontes A. e acúmulo de compostos de ferro e argilo minerais. derivada de vegetais e pequenos animais que morrem e vão se misturando ao solo. (Classificação encontrada (educar. mais o horizonte irá se assemelhar com as cores do seu material de origem. por ser relativamente pouco afetado por processos pedogenéticos. Apresenta menor quantidade de matéria orgânica. o solo pode ou não ter se formado. É bem visível em áreas de floresta e distingui-se pela coloração escura e pelo conteúdo em matéria orgânica (cerca 20%). Ocorre concentração de minerais resistentes. tropical úmido e tropical típico predominam no território brasileiro e.

– Laterização: Processo típico de climas tropicais. Uma técnica muito usual nos solos ácidos do Centro-Oeste brasileiro é a calagem do solo. vem sendo chamado de desertificação. 1Gv2m7 210 . ele se transforma num terreno estéril e desértico. os processos abaixo são muito comuns no território brasileiro e podem ser considerados os principais responsáveis pela baixa fertilidade dos solos: – Lixiviação do solo: ocorre pela infiltração da água chuva no solo. A figura a seguir. o massapê é oriundo da decomposição de rochas sedimentares. ou mesmo. dificultando o desenvolvimento de muitos vegetais.Geografia Em outras palavras. Relevo III – Recursos minerais • Massapé: é um solo encontrado principalmente no litoral nordestino formado a partir da decomposição de rochas com características minerais de gnaisses de tonalidade escura. Este solo ficou famoso com a expansão do café pelo oeste paulista no final do século XIX e início do XX. nesta época houve derramamentos vulcânicos na atual região da bacia hidrográfica do rio Paraná. Diante da situação mencionada no parágrafo anterior. O processo de empobrecimento do solo. que dificulta as atividades agropecuárias. mostra de forma abrangente. Desta forma. este problema é mais comum no sertão nordestino e na região dos pampas gaúchos. Na região do Recôncavo Baiano. o solo cria uma camada superficial muito ácida. Problemas mais comuns relacionados a má utilização do solo Processo de desertificação do solo Quando um solo perde sua capacidade agrícola. Este solo gerou manchas de alta fertilidade utilizadas desde o início da colonização dom a plantação de cana-de-açúcar. praticamente ferruginosa. Além de algumas áreas de várzea. com posterior perda de sua capacidade produtiva. que consiste na colocação de calcário para reverter à acidez. A terra roxa é resultado da decomposição de rochas basálticas de origem vulcânica. podemos afirmar que os solos brasileiros são predominantemente pobres e necessitam de técnicas de correção de acidez e recomposição mineral para o desenvolvimento em alto nível da atividade agrícola. pode-se destacar a presença de dois outros importantes solos brasileiros: • Terra roxa: é um solo extremamente fértil que possui uma coloração avermelhada responsável por seu nome. leva o solo a se enriquecer em hidróxidos de ferro e/ou alumínio. Isso empobrece o solo e torna-o mais ácido. produzida pela Embrapa. As áreas mais sujeitas a isto são as regiões de clima semiárido. que apresentam fertilidade natural. é interessante destacar a presença de alguns solos férteis no Brasil. onde uma profunda lixiviação. que carrega os nutrientes minerais que estão na superfície. A formação deste solo está relacionada com a grande deriva continental do período mesozoico. áreas úmidas também podem apresentar este processo. Normalmente. No Brasil. porém. Suas principais áreas de ocorrência são: o oeste da região Sul. É um solo escuro e rico em húmus. calcários e granitos. o oeste do Estado de São Paulo e o sul do Mato Grosso do Sul. solos aluvionais (formados por sedimentos trazidos pelos rios). para camadas mais profundas. a desertificação está relacionada ao desmatamento e posterior uso inadequado do solo. associada a períodos anuais de pouca chuva e grande evaporação. sua capacidade de sustentar a vida. a aptidão agrícola dos solos brasileiros. Atenção.

04. pertencente e diretamente operada pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). referentes à constituição e à formação dos solos. alguns agricultores promovem a irrigação de seus cultivos com água parada nos açudes. em especial para porções dos estados do Pará e Maranhão. (E) As rochas se formam e depois vão passando por processos de destruição e recriação ao longo do tempo. hoje. (C) F – F – V – V.Geografia Relevo III – Recursos minerais Perda do solo agrícola Este é outro problema do mundo atual e sua principal causa é a intensificação do processo erosivo provocado pelas técnicas agrícolas. o intemperismo. (B) O tipo de rocha que se forma depende exclusivamente das transformações climáticas presentes na região. Acesso em 27/7/2010). como semear sem a pré-utilização de arado. ( ) Nas áreas de declividade acentuada. Zimbres) De acordo com a figura. os solos são mais rasos porque a alta velocidade de escoamento das águas diminui a infiltração e. simplesmente. assinale a alternativa incorreta: (A) A cristalização do magma é responsável pela formação das rochas ígneas. (B) produção sustentável de recursos minerais não metálicos. favorecendo a formação de solos mais ácidos. (USGS. ( ) O horizonte A de um perfil de solo é a camada mineral mais próxima à superfície e caracteriza-se pela concentração de matéria orgânica. onde as taxas de evaporação potencial são muito elevadas.br. Por seus. No dia 28 de fevereiro de 1985. porém os solos das regiões tropicais são submetidos o ano inteiro a altas temperaturas e à ação intensa das chuvas. é: (A) F – V – F – V. aproximadamente. Analise a figura. 02. de cima para baixo. são utilizadas outras técnicas para tentar conter o avanço dos processos erosivos. modificado por E. (Adaptado de http://www. A utilização de arado em áreas de clima tropical foi responsável por inúmeros problemas nos países pobres durante os anos 80 e 90. passam. (D) logística de importação de matérias-primas industriais. Um argumento que destaca a importância estratégica dessa porção do território é a: (A) produção de energia para as principais áreas industriais do país. a perda do solo se intensifica com as técnicas modernas de agricultura. Portanto. ( ) A acidificação dos solos é um processo que ocorre naturalmente na biosfera. (E) V – F – F – F. 1a Série 211 1Gv2m7 . (D) O metamorfismo da rocha ocorre quando há novas condições de temperatura e pressão alteram sua condição anterior. comumente apresentam grandes quantidades de argila e de matéria orgânica. E x e r c i ta n do 01. o problema é que estas águas costumam apresentar elevada acidez e. ( ) Os solos das regiões áridas e semiáridas. a erosão é a grande responsável pela perda de argilominerais e matéria orgânica fundamentais para a agricultura. na região Norte do país. A sequência correta de preenchimento dos parênteses. acabam prejudicando a lavoura e o solo. (E) produção de recursos minerais energéticos. Atualmente. A ferrovia em questão é de extrema importância para a logística do setor primário da economia brasileira. 03. ou. Lembre-se de que o solo apresenta diversas camadas ou horizontes e que a agricultura se desenvolve na sua camada superficial. consequentemente.gov. (C) capacidade de produção de minerais metálicos. Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo. (B) V – F – V – V. deixar o bagaço resultante da colheita no solo para protegê-lo do impacto da chuva. desta forma. plantar em curvas de nível. quando comparados aos solos das regiões úmidas. em São Luís. No caso do nordeste brasileiro. Observe a figura adiante: (D) F – V – V – F. era inaugurada a Estrada de Ferro Carajás. Salinização do solo Este também é um problema típico de áreas semiáridas. ligando o interior ao principal porto da região. 5353 vagões e 100 locomotivas. Normalmente. 900 quilômetros de linha.transportes. (C) A rocha sedimentar origina-se a partir do intemperismo e erosão de outras rochas.

Só no Mali. associadas também a reservas de ouro e prata.) A partir dessa análise. (D) dobramento moderno. “No mundo todo. 05. (E) a I. as reservas de ferro e manganês situam-se em áreas sedimentares. (D) apenas a II e a III. (E) O clima semiárido encontrado no Nordeste é o responsável pela ausência de grandes reservas de minerais metálicos. (D) No Maciço de Urucum.000 km2 por ano. Na figura a seguir encontra-se representada a Bacia de Campos. ao longo do tempo.) A estrutura geológica na qual ocorre a formação do petróleo é denominada de: (A) escudo cristalino. é INCORRETO afirmar: (A) O horizonte R corresponde à rocha matriz. especialmente na África. situadas em região de clima tropical de estações contrastadas e. Paulo. (A) A maior quantidade de minerais concentra-se em áreas sedimentares. 2005. I. (D) o material inorgânico presente no solo resulta de alterações ocorridas na rocha. ANDERSON. calcula-se que os desertos se estariam expandindo em cerca de 60. em que está representada a formação do solo ao longo do tempo geológico. (C) o desenvolvimento do solo. assinale a alternativa correta. p. Solil – genesis and geomorphology. (E) O horizonte R corresponde à rocha matriz. II.J. bem como maior permeabilidade. mais alterada pela ação do tempo do que o horizonte A. (Folha de S. encontram-se as maiores reservas de manganês no Brasil. na Amazônia. A partir dos dados apresentados. 1Gv2m7 212 . calcula-se que o deserto teria ganhado 350 km2 em 20 anos. os problemas relacionados à desertificação estão restritos aos países subdesenvolvidos. R. 363. Grande parte das pessoas se preocupa com o desmatamento das florestas tropicais. (D) O horizonte A apresenta maior quantidade de rocha decomposta. 6/7/2003. mas a perda dos campos nas terras áridas é a exclusiva causa da expansão dos desertos. As divisões que aparecem em cada figura e na legenda representam as etapas dessa evolução. III. Se as técnicas de irrigação não forem projetadas e executadas adequadamente.Geografia No que se refere às características dos horizontes do solo. (C) O horizonte B caracteriza-se pela concentração de material lixiviado e transportado do horizonte A. (B) bacia sedimentar. (B) As áreas de escudos são responsáveis por grandes reservas de minerais. S.” A desertificação é um processo que vem ocorrendo há algum tempo em certas áreas do planeta. resulta na sua diferenciação em horizontes. em menor grau. Cambridge: University Press. responsável por considerável parcela da produção de petróleo no Brasil. (B) apenas a I e II. é INCORRETO afirmar que essa sequência de figuras sugere que: (A) a evolução e o aumento da espessura do solo estão condicionados à escala do tempo geológico. 06. sendo as localizadas no Brasil-Central e no Atlântico as mais abundantes. (Adaptado de SHAETZL. Sobre este fenômeno são feitas as afirmativas a seguir. Relevo III – Recursos minerais 07. 08. a irrigação pode transformar terras férteis em desertos. (B) o crescimento aéreo e subterrâneo da vegetação é inversamente proporcional ao desenvolvimento do solo. (B) O horizonte C é composto por material proveniente da rocha matriz. (C) apenas a I e a III. Analise esta sequência de figuras. A(s) afirmativa(s) correta(s) é(são): (A) apenas a I.. a II e a III. (C) cinturão orogênico. no Mato Grosso. Considere o mapa apresentado. Devido à situação de pobreza. (C) Na Bacia do Paraná.

mas essa cobertura. (B) quanto maiores os valores de temperatura e pluviosidade. ano 4. integrando-as ao comércio internacional. a gente o recebeu com sinceridade. perfazendo quase 2/3 dessa área territorial. Quando Cabral chegou. graças ao avanço científico e tecnológico. por apresentar déficit de precipitação. Do ponto de vista do colonizador. embora adaptada às condições climáticas. justificando a falta de desenvolvimento e os piores indicadores sociais. 10. não só pelo tamanho (juntas ocupam aproximadamente 1. (E) o mesmo tipo de cobertura vegetal é encontrado nas áreas superáridas. 1a Série 213 1Gv2m7 . Amazonas e Paranaíba – são as mais importantes. a terra do índio. menor é a profundidade de alteração da rocha.5 milhão de km2). (E) os vários períodos de glaciação durante o Cenozoico. (D) a ausência de alterações geológicas desde o Mesozoico. (D) petróleo e gás natural. de expressivos depósitos de: P r e pa r a n do pa r a o ENEM HABILIDADE 29 – Reconhecer a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico. e o pessoal achou que a gente era inocente demais e aí fomos traídos: aquilo que era nosso. com a verdade. nessas bacias sedimentares. 01. p. de intensidade variável. (C) quanto maiores os valores de temperatura e pluviosidade. Explica a afirmação. era tomar para dominar a terra. relacionando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas. mas principalmente pelo seu potencial. amamos o Brasil. (D) é no cruzamento das linhas de temperatura e pluviosidade que a profundidade de alteração da rocha é maior. 04/2000. (D) as áreas com escassez hídrica na América do Sul se restringem às regiões tropicais. (Amazônia Legal. é desprovida de valor econômico. áridas e semiáridas é resultado do processo de desertificação. (C) o semiárido. 2003. onde as médias de temperatura anual são mais altas. responsável pela concentração mineral. que a gente queria repartir. passou a ser objeto de ambição. dentre outras causas: (A) a extensa área de terrenos pré-cambrianos ricos em minérios.” (Revista Caros Amigos. 36. passou a ser habitado a partir da Idade Moderna. Isso que a gente quer mostrar pro Brasil: gostamos muito do Brasil. valorizamos as coisas do Brasil porque o adubo do Brasil são os corpos dos nossos antepassados e todo o patrimônio ecológico que existe por aqui foi protegido pelos povos indígenas. (B) a ocorrência de combustíveis fósseis no escudo cristalino. “Não. eis uma expressão que cabe perfeitamente quando nos referimos ao subsolo brasileiro. observa-se uma classificação de regiões da América do Sul segundo o grau de aridez verificado. (C) manganês e estanho.) De acordo com o esquema. é verdadeiro afirmar que: (A) quanto menores os valores de temperatura e pluviosidade. áridas e semiáridas. Objeto de ambição. Analise a figura. (E) a profundidade de alteração da rocha não se correlaciona com temperatura e pluviosidade. 11. no 37. (E) urânio e tório. observa-se que: (A) a existência de áreas superáridas. Em relação às regiões marcadas na figura. (B) ouro e diamantes. anulando a gente como civilização. maior é a profundidade de alteração da rocha.Geografia 09. (B) o emprego de modernas técnicas de irrigação possibilitou a expansão da agricultura em determinadas áreas do semiárido. O texto refere-se à existência. causado pela ação humana. Três delas – bacias do Solimões. dominar nossa cultura. (C) a baixa altimetria. Na figura. é nossa terra. maior é a profundidade de alteração da rocha.) Relevo III – Recursos minerais (A) níquel e minério de ferro. Cerca de uma dezena de bacias sedimentares estão situadas na Amazônia Legal Brasileira.

relacionando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas. Paulo.” (Xeque Yamani. (D) Aração do solo. pois nas áreas: (A) de clima temperado ocorrem alta pluviosidade e grande profundidade de solos. assim. 05. 04. (D) tropicais a profundidade do solo é menor. Ex-ministro do Petróleo da Arábia Saudita. (C) de latitudes em torno de 30° ocorrem as maiores profundidades de solo. São Paulo: Nacional. Que prática realizada por um agricultor pode resultar em aceleração desse processo? (A) Plantio direto. o fim da era do petróleo estaria relacionado: (A) à redução e esgotamento das reservas de petróleo. assim como a maior profundidade dos solos. (E) à diminuição das ações humanas sobre o meio ambiente. de acordo com o autor. O Estado de S. W. 2009. do topo ao vale. visto que há maior umidade. (A) profundos – alta – aumenta – diminuindo (B) rasos – alta – aumenta – aumentando (C) profundos – baixa – diminui – diminuindo (D) rasos – alta – diminui – diminuindo (E) profundos – baixa – aumenta – aumentando (Adaptado de TEIXEIRA. (E) Terraceamento na propriedade. et al. a exemplo do que aconteceu na idade da pedra. (Orgs). (C) Implantação de curvas de nível. 2009. Relevo III – Recursos minerais HABILIDADE 29 – Reconhecer a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico. Decifrando a Terra. não porque faltassem pedras. 03. São Paulo: Companhia Editora Nacional. A interpretação dos dados mostra que a água é um dos importantes fatores de pedogênese. (B) tropicais ocorre menor pluviosidade. (B) Associação de culturas. Nas áreas de declividade acentuada. HABILIDADE 26 – Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem. A idade da pedra chegou ao fim.) O esquema representa um processo de erosão em encosta. W. o que evidencia menor intemperismo químico da água sobre as rochas. Decifrando a Terra. __________ a intensidade do intemperismo. (B) ao desenvolvimento tecnológico e à utilização de novas fontes de energia. a era do petróleo chegará igualmente ao fim. é correto afirmar que. mas não por falta de petróleo. 20/8/2001. (E) de menor latitude ocorrem as maiores precipitações. (D) ao excesso de produção e consequente desvalorização do barril de petróleo. a água fica pouco tempo em contato com as rochas. HABILIDADE 27 – Analisar de maneira crítica as interações da sociedade com o meio físico. 1Gv2m7 214 . o que se relaciona com a menor profundidade das rochas inalteradas. levando em consideração aspectos históricos e(ou) geográficos. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto a seguir. os solos são mais __________ porque a __________ velocidade de escoamento das águas __________ a infiltração. (TEIXEIRA.) O gráfico relaciona diversas variáveis ao processo de formação dos solos. et al.Geografia 02. (C) ao desenvolvimento dos transportes e consequente aumento do consumo de energia.) Considerando as características que envolvem a utilização das matériasprimas citadas no texto em diferentes contextos histórico-geográficos. na ordem em que aparecem.

1970. no inverno. neve. Há uma insolação máxima no solstício de verão. Ou seja. Variação Diurna e Anual das Temperaturas A inclinação do eixo terrestre em relação ao plano de sua órbita em torno do Sol é a respon­ sável pelas diferenças entre as estações do ano. menos seco. em Belo Horizonte (combinação acidental). só é percebido após um estudo paciente e metódico de um longo período de tempo que. isto é. Contudo. para conhecer o clima de um lugar. continentalidade. A amplitude térmica também pode ser diária. O importante sobre o clima de um lugar é reconhecer suas variações diárias. umidade e pressão). é importante caracterizar três elementos atmosféricos: temperatura. secos. correntes marinhas e massas de ar. diferença na duração da luz diurna. No Equador não existe. resulta de uma combinação de elementos atmosféricos. queremos conhecer um pouco sobre os processos que explicam a formação de chuvas fortes. irradiam o calor para o ar atmosférico.) Elementos do Clima (I) Temperatura do Ar Atmosférico A radiação proveniente do Sol é a responsá­ vel pelo aquecimento do ar atmosférico. É só subtrairmos da temperatura máxima. explicam como a temperatura e as chuvas variam pelo planeta. Como consequência. é preciso estudar os diversos tipos de tempo que costumam ocorrer durante vários anos seguidos. Paris: SEDES. Por outro lado. Somente 1/5 da radiação solar é absorvida diretamente pelo ar atmosférico. são apresentados os principais fatores e elementos climáticos que influenciam no dia a dia da sociedade mundial. pelo contrário. mas é a combinação de tendência dominante e permanente (vale dizer. umidade e pressão. que. de elementos generalizáveis) da atmosfera de um lugar. a noite se prolonga por outros seis meses. A diferença entre a média de temperatura do mês mais quente e a média de temperatura do mês mais frio é chamada de amplitude térmica anual. durante o verão.” Os conceitos apresentados acima indicam um pouco do que vamos estudar neste módulo. num dado momento e num certo lugar. O clima. Leia a citação abaixo: O tempo é uma combinação efêmera (um instante ou alguns dias). suas variações de temperatura e umidade. Os fatores climáticos correspondem às causas das variações dos elementos climáticos (temperatura. o que corresponde ao clima local. num dia. ou seja. 19. É uma realidade na escala da vida humana e a observação direta permite apreendê-la rapidamente. mensais e anuais de: temperatura. ou mesmo de ventos intensos. Noções de Tempo e Clima: uma breve apresentação “Clima: sucessão habitual dos tipos de tempo num determinado local da superfície terrestre. a luminosidade do Sol chega até 13h30min. as diferenças entre verão e inverno são pequenas. dessas oscilações e de sua regularidade (clima). Nos trópicos. geada. com um pouco de curiosidade e dedicação vamos conseguir fazer isso juntos. O resultado obtido nesse estudo é uma espécie de “síntese” dos tipos de tempo que ocorrem no local. na noite invernal.”(Max Sorre) “Tempo: conjunto de valores. Para compreender o clima de um determinado local. deve compreender 30 anos. e. ou seja. aquecidas. Introduction a l’étude scientifique du climat. Assim. p.Módulo 8 Clima I: elementos e fatores climáticos Geografia Introdução Este módulo destaca as noções de tempo e clima atmosféricos. pode-se reconhecer o porquê 1a Série 215 1Gv2m8 . queremos saber sobre o tempo climático. temos oscilações de duração e temperatura das estações e do dia. O clima. caracterizam o estado atmosférico. como o tempo. chama-se oscilação diária. a luz diurna dura seis meses no verão e. ou seja. Observe as figuras a seguir: Verão no Hemisfério Norte (junho) Elementos e Fatores Climáticos As análises do “clima” como do “tempo” referem-se aos mesmos elementos atmosféricos: a temperatura e a insolação. a temperatura mínima observada neste mesmo dia. segundo a Organização Meteorológica Mundial – OMM –. queremos saber sobre o clima dos lugares. a umidade do ar e as precipitações (chuvas. os raios solares aquecem as terras e as águas que. P . neste caso. para o clima atual. (Traduzido e adaptado de PEDELABORDE. mas que o clima nessa cidade se caracteriza por invernos frescos. Pois é. Estudando a sucessão de tempos climáticos. a pressão atmosférica. por sua vez. A partir da compreensão destes conceitos. Já nos trópicos. os ventos. tal aquecimento ocorre principalmente por irradia­ ção da superfície terrestre. altitude. pode-se dizer que o tempo deste inverno foi relativamente quente. De um lado queremos aprender sobre a regularidade das condições atmosféricas dos lugares no mundo. ensolarados (combinação habitual durante vários séculos e que resulta da repetição de influências dominantes que determinam o tempo nessa cidade). Nos polos. São eles: latitude. porém concreta. orvalho e granizo). a insolação é nula. umidade e pressão atmosférica. maritimidade. durante o ano.

onde o ar quente possui grande quantidade de vapor d’água. precede chuva de grande intensidade. De Relevo ou Orográficas Observe a variação do Equador Térmico (centro de maior temperatura do planeta) no esquema abaixo: Ocorrem quando as mas­ sas de ar são obrigadas a subir para transpor raturas mais baixas. entrando em áreas de tempe­ Frontais Cirrus Cúmulus ar frio mais denso penetrando ar quente se elevando* Fatores que Influenciam a Temperatura * Este fenômeno se chama aquecimento pré-frontal e Chuvas Depois da temperatura. calculando ainda a sua inten­ sidade. Este movimento provoca um resfriamento em altitude. em alguns períodos.Geografia Verão no Hemisfério Sul (dezembro) Clima I: elementos e fatores climáticos Tipos de Chuvas De Convecção São as chuvas resultantes de um forte calor. essas chuvas intensas podem se manter durante horas. smog etc. Tendo essas informações. por hora ou por período mais curto. assim como a máxima precipitação por dia.: Existem outras formações da atmosfera como: neve. mas tais aguaceiros se esgotam rapidamente. sua persistência e intensidade. que determinam uma forte evaporação e um movimento de subida das massas de ar. São comuns no Rio de Janeiro. saberemos o número de dias chuvosos. as chuvas de baixas latitudes são mais torrenciais que as das altas latitudes. As atividades agropecuárias dependem em grande parte delas. Em geral. granizo. A massa fria provoca a subida da massa quente. e também em outras áreas do Sudeste. as zonas temperadas podem apre­ sentar uma intensidade quase igual à das zonas tropicais. onde há enchentes provocadas pelo grande volume de chuvas. Pressão Atmosférica É a força (peso) do ar sobre a superfície ter­ restre e tem uma variação inversamente propor­ cional à temperatura e altitude. que se resfria. que possuem enorme influência sobre a produti­ vidade dessas atividades. Áreas de alta pressão ou antici­ clones – dispersoras de ar. Obs. fog. orvalho. o que pode causar chuvas. Porém. um obstáculo do relevo. 1Gv2m8 216 . As chuvas são medidas em milímetros caídos durante determinado período. Nos trópicos. São as chuvas provocadas pelo encontro de duas massas de ar de temperaturas diferentes. as chuvas são o mais importante elemento climático. podemos descobrir a natureza das chuvas. provocando chuvas. Com os dados mensais e anuais.

menor é a influência marítima e maior é a influência continental sobre a temperatura. Observe no esquema a seguir como as áreas de alta pressão atmosféricas tropicais (dispersoras de ventos) são responsáveis pela formação dos principais desertos do planeta Terra. Observe o Esquema Geral de Circulação Atmosférica (ventos) do Planeta Terra: Continentalidade Corresponde à influência do continente na temperatura. Altitude Quanto maior for a altitude. quanto mais nos afasta­ mos do mar para o interior do continente. e ambas dependem da latitude. portanto de baixa pressão atmosférica. Latitude É o primeiro fator a ser considerado na deter­ minação dos tipos climáticos. No Equador. por ser máxima a intensidade e maior a duração do dia. O calor recebido por determinada porção da superfície terrestre depende da intensi­ dade e da duração com que chega a luz solar. a duração da insolação varia pouco durante o ano. quanto à direção. e seu efeito é maior quanto mais verticais forem seus raios. vai aumentando a duração do dia no verão. menor será a concentração de ar (ação da força de gravidade) e. no inverno. que nos trópicos chega a 13:30h no solstício. Assim. Naturalmente. as cidades situadas no inte­ r ior do continente apresentam amplitudes térmicas maiores que as cidades situadas junto ao mar. menor a capacidade de reter energia térmica. a insolação no verão aí será maior que no Equador. o que determi­ na oscilações térmicas cada vez mais acen­ tuadas. e a elevação do Sol sobre o horizonte não ultrapassa 43o. nunca se separa muito da vertical. Temperatura sensível A temperatura registrada num termômetro nem sempre concorda com 1a Série 217 1Gv2m8 .Geografia Clima I: elementos e fatores climáticos Fatores que Influenciam a Temperatura Baixa pressão ou ciclones – convergência de ar. Na mesma latitude. Assim. a insolação nesta estação será bem menor que a de qualquer outra época do ano. as horas de Sol são de apenas 10:30 horas. Exemplos: • Note que as áreas polares e as linhas tropicais são dispersoras de ventos. portanto de alta pressão atmosférica. consequentemente. Mas. • Note que a região equatorial é uma área de convergência de ventos. Quando nos dirigimos aos polos. porque tanto o dia quanto a noite têm 12 horas e. pois o único forne­ cedor de calor em quantidade considerável é o Sol.

A transição de uma a outra massa de ar é súbita. A massa de ar chega a apresentar grande uniformidade em cada camada horizontal e uma clara transição das características em sentido vertical. que permite que as camadas inferiores recebam as características que a superfície sobre a qual se encontram lhes transmite e transmitam-nas às camadas superiores. O processo pode completar-se com alguns dias ou mais. em princípio. ratura e umidade bem diferentes. A sensação depende de outras condições. sobre grandes massas continentais como o Norte da África e Austrália. estreitas e bem delimitadas. e. em menor grau. 1Gv2m8 218 . transição e neutralização. no inverno. em certos lugares. podendo desenvolver fortes mando as chamadas “Frentes”. nas áreas de contato. O ar seco facilita a evaporação da pele. são: 1 – as regiões polares. sendo melhor condutor do calor que o ar seco. a fonte onde se originam as mas­ sas de ar. perturbações. Clima I: elementos e fatores climáticos As principais bases dos maiores articulado­ res. especialmente em relação à temperatura e à umidade. como a umidade e o movimento do ar. as massas de ar podem ser: 1 – polares ou tropicais. As zonas frontei­ distintas são.Geografia a sensação produzida no corpo humano. o que determina sua umidade relativa. em ge­ ral. sobre a qual viajam e sofrem progressi­ vas das baixas e vão passando mudanças que afetam. 2 – as grandes massas frias continentais da Eurásia e da América do Norte no inverno. ao acelerar a radiação e a evaporação pela pele. Massas de Ar A circulação geral da atmosfera produz. enquanto o ar úmido. com frequência. 3 – as zonas de altas pressões. absorve o calor do corpo quando a temperatura é baixa. for­ Correntes Marinhas As correntes marinhas são porções da água oceânica com uma temperatura relativamente constante que se deslocam pelos oceanos. As correntes são fixas ao longo do ano. Não se deve entender que uma massa neutralizada seja inerte. Portanto. As fases sucessivas deste processo podem ser denominadas modificação. até que toda a massa tenha modificado seu caráter e perdido sua distinção. as cama­ às altas. portanto. principalmente no verão sobre os oceanos e. na verdade. 2 – continentais ou marítimas. diminuindo a sensa­ ção de calor. Tanto o calor excessivo como o frio extremo são mais intensos quando a umidade é grande. sua temperatura e com ela sua capaci­ dade para conter o vapor d’água. as quais procedem de regiões de tempe­ riças entre massas carregam características muito distintas. A diferenciação dessas massas se adquire com a sua larga permanência em um lugar. o que determina. ao deixarem seu lugar de ori­ gem. situadas entre os alísios e os ventos do oeste. As massas de ar. A brisa em um dia quente proporcio­ na uma sensação de alívio. Podemos assim deduzir que as massas de ar se formam sob efeito dos grandes anticiclones permanentes ou semipermanentes de distribuição atmosférica sobre a Terra. grandes massas de ar com carac­ terísticas físicas especiais e muito bem definidas. as zonas de baixa pressão são regiões para onde convergem as massas de ar. começam a receber a influência do mar e da terra. ela apenas não tem mais as propriedades que tinha em sua origem. Sua gênese deve-se a um conjunto de elementos ligados ao clima global e aos movimentos do planeta Terra (associados às forças gravitacionais). Assim.

Nestas áreas ocorre uma maior piscosidade (quantidade de peixes). Passat e Santana − ventos no norte da Alemanha. As correntes quentes tendem a deslocarse das áreas equatoriais para as grandes latitudes e as correntes frias fazem o caminho inverso. Fenômeno da Ressurgência As áreas de encontro de correntes frias e quentes promovem o fenômeno da ressurgência. • Ventos constantes: sopram sempre na mesma direção. • Tornados: ventos espiralados sobre o continente. C o n t e x t ua l i z a n d o 1a Série 219 1Gv2m8 . • Ventos locais: influenciam apenas em áreas específicas.Geografia As correntes dividem-se em correntes quentes e frias. • Neve: cristalização a baixa altitude. contra alíseos. • Tufões e furacões: ventos circulares na área dos trópicos. Pampeiro ou Minuano − sul da América do Sul.: Chinook − Montanhas Rochosas. Ex. e seu deslocamento está esquematizado no mapa acima. • Ventos periódicos: sopram em determinada direção. Simun − do Saara para o sul da Europa. Ex. Ex. Sua influência climática é a seguinte: Clima I: elementos e fatores climáticos Glossário • Vento: é o ar movimentando-se rente e paralelo à superfície. pois a subida da corrente fria aumenta a quantidade de algas. Föhen − Alpes Alemães. • correntes frias: tendem a tornar a porção continental da qual se aproximam mais fria e seca. • Granizo: congelamento rápido das gotas de chuva.: monções. • Geada: congelamento do orvalho.: alíseos. • correntes quentes: tendem a tornar a porção continental da qual se aproximam mais quente e úmida.

30 graus Celsius negativos”. o ar próximo ao cume de montanhas altas. II.) 1Gv2m8 220 . As moléculas próximas ao nível do mar têm uma coluna enorme de ar em cima de si. (D) se apresentam distribuídas segundo uma variação latitudinal. perdendo calor. é muito frio. 1 A bolha de ar em contato com o solo aquecido pelo Sol torna-se mais leve. A questão refere-se ao mapa de amplitude térmica do Brasil. da Universidade de São Paulo. Considere as seguintes afirmativas: I. apesar de raios solares também atingirem a montanha. Com o ar não é diferente. se resfria. ou seja. como o Everest. III. A temperatura aumenta dos pólos em direção ao Equador. com 8. por que o cume das montanhas é coberto de gelo? 3 Ao chegar ao topo da montanha. eles incidem ali de forma inclinada. que as amplitudes térmicas: (A) são influenciadas pelo efeito da continentalidade. IV. 2 À medida que sobe. ela emite calor e esquenta o ar que está por perto. A temperatura diminui à medida que a altitude aumenta. Assim. (C) se distribuem com cotas inversamente proporcionais à longitude. (Adaptado de NIMER.848 metros. Toda vez que um gás se espalha. Analisando-se esse mapa. A Massa de Ar se Expande e Esfria ao Subir Se o ar quente sobe e o frio desce.) E x e r c i ta n do 01. encontramos a atmosfera gelada. consequentemente. Climatologia do Brasil. a pressão sobre ela é menor e a bolha se expande. o seu peso cai. pressionando. o ar não absorve bem os raios solares. Por isso.Geografia Clima I: elementos e fatores climáticos Leitura Complementar O topo das montanhas altas é gelado porque o ar vai esfriando à medida que sobe. o principal aquecedor da atmosfera é a própria superfície da Terra. explica a meteorologista Maria Assunção da Silva Dias. ao chegarmos ao topo da montanha. a quantidade de energia absorvida é pequena e insuficiente para aquecer o ar ao seu redor. “Por isso. como O ar próximo ao chão perde calor quando sobe. o ar está tão frio que transforma a umidade ambiente em neve. Rio de Janeiro: IBGE. Ao absorver a luz do Sol. V. Picolé no topo da montanha Além do mais. (Superinteressante – 2000. E. 1979. A temperatura do litoral é sempre mais alta que a do interior. A temperatura do litoral é regularizada pela proximidade das águas oceânicas. corretamente. o tamanho dessa coluna diminui e. Edmon. À medida que o ar sobe. fazendo com que o ar quente se expanda. A temperatura do ar depende de dois fatores: a pressão sobre ele e a proximidade de superfícies horizontais. ele libera calor. (B) registram maiores índices nos estados mais setentrionais. conclui-se. (E) são constantes em todo território 02. Cidades localizadas em latitudes diferentes nunca apresentam temperaturas semelhantes.

seus verões são mais frios e os invernos mais quentes que no Hemisfério Sul. Sobre os grandes tipos climáticos. IV e V. médias térmicas baixas e baixas precipitações. devido ao excesso de chuva numa região marcada pela sua falta. (A) em qualquer estação do ano.Geografia São corretas APENAS as afirmativas: (A) I. 05. em Teresina (PI). Identifique o fator principal: (A) A intensificação das chuvas ácidas regionais. (D) dada a existência de um maior volume das massas líquidas no planeta. II e III. (B) quanto mais uma área continental estiver afastada do oceano ou de sua influência. Esse fenômeno denomina-se continentalidade térmica. 03. (C) II. (E) A convergência dos ventos alísios de sudeste e nordeste. maiores serão suas oscilações térmicas. IV e V. não estão na dependência da distribuição de massas sólidas (continentes) e massas líquidas (oceanos). (B) O clima equatorial caracteriza-se por fracas precipitações e baixas temperaturas. Guimarães) É possível identificar diversos fatores relacionados a essa mudança ambiental. evaporação elevada e intensa insolação. meu Deus. O comportamento térmico das rochas (meio sólido) é diferente do comportamento térmico da água (meio líquido). (D) II. (D) A redução das emissões de gás carbônico. 04. nos oceanos. III e V. nas quais se verificou uma mudança brusca nas condições climáticas habituais. pode-se afirmar corretamente que: (A) O ciclo das águas. (E) O clima desértico caracteriza-se pela concentração de chuvas no verão e amplitudes térmicas diárias pequenas. (C) em função do Hemisfério Norte possuir maior dimensão continental. (B) A redução da camada de ozônio da estratosfera. (E) as variações de temperatura. onde 180 mil alunos ficaram sem aula por causa das chuvas. (D) O recuo de uma massa de ar polar e a gênese de chuvas orográficas. (C) O clima tropical caracteriza-se pela existência de quatro estações. Observe a figura e identifique o fenômeno que ela está representando: Clima I: elementos e fatores climáticos Fartura tem de montão Tomara que chova logo Tomara. Moradores navegam em rua inundada pelo rio Poti. assinale a alternativa correta: (A) O clima subtropical distingue-se por precipitações reduzidas. (B) I. as variações de temperatura são mais acentuadas que nos continentes. há uma igualdade nos valores das oscilações térmicas entre continentes e oceanos. tomara Só deixo o meu Cariri No último pau-de-arara Só deixo o meu Cariri No último pau-de-arara (Venâncio/Corumbá/J. III e IV. (C) A ocorrência do fenômeno climático La Niña. (C) O avanço de uma massa equatorial e a formação de chuvas convectivas. (D) O clima temperado distingue-se por contrastes sazonais de temperatura e amplitudes térmicas muito maiores que as dos climas da Zona Intertropical. e sim são função da salinidade. Sobre a variação da temperatura nos continentes e oceanos. O fragmento da notícia e a letra da canção referem-se às mesmas áreas da região Nordeste. (E) III. (E) A diminuição da influência da Corrente do Golfo. Último Pau-de-Arara A vida aqui só é ruim Quando não chove no chão Mas se chover dá de tudo 1a Série 221 1Gv2m8 . 06. nos oceanos. (B) O avanço de uma frente fria e a formação de chuvas frontais.

(A) Explique por que as florestas tropicais apresentam uma biodiversidade tão grande. Com relação aos principais tipos de chuvas. aparecem formas suaves e arredondadas de relevo devido ao predomínio da decomposição química das rochas. II e III. 1Gv2m8 (AYOADE. a presença de um relevo montanhoso e a influência de correntes marítimas frias. III. convectivas. A sequência correta é: (A) II – IV – I – III (B) V – IV – I – II (C) I – III – II – V (D) IV – II – III – I (E) III – V – IV – II (A) Explique a utilização econômica da relação feita por Humboldt entre altitude e vegetação. que fenômenos atmosféricos podem ocorrer no inverno. enquanto nas regiões áridas desenvolvem-se formas abruptas como resultado da desagregação mecânica do material rochoso. A vegetação é elemento importante do sistema natural não só por diminuir os efeitos da erosão.Geografia 07. no fundo dos vales? 222 . As chuvas convectivas são provocadas pela ocorrência de subidas de ar quente e o resfriamento das camadas superiores da atmosfera. As florestas tropicais úmidas cobrem apenas 7% da superfície dos continentes e contêm. comemoraram-se os 150 anos da morte de Alexander Von Humboldt (1769-1859). Assinale a opção que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s): (A) I e II. Com base nas assertivas acima. as brisas terrestres e marítimas são causadas principalmente pelas diferenças térmicas entre a superfície terrestre e a aquática. muitos deles válidos até hoje. é correto afirmar que: (A) I e III são verdadeiras. (C) II e III são verdadeiras. II. IV. Numere a 2a coluna (influências) de acordo com a 1a (fatores do clima). Humboldt estabeleceu uma relação entre altitude e vegetação (Figura 2) em áreas montanhosas intertropicais. cuja contribuição para a ciência foi tão notável quanto extensa. ( ) origina clima quente e úmido ou mais frio e seco ao longo dos litorais. Sua importância para as populações e para o equilíbrio biológico mundial é indiscutível. fazendo-as decrescer à medida que aumenta a distância do Equador. 1986. A respeito da dinâmica do quadro natural. (B) Como consequência deste mecanismo. 12. II e III são verdadeiras. Nas regiões de clima úmido. (B) I. Do mesmo modo. V. (C) II e III. A partir do registro de suas observações (Figura 1). (E) Apenas I é verdadeira. ( ) facilita ou dificulta a penetração das massas de ar para o interior dos continentes. 08. Latitude Altitude Maritimidade Correntes marinhas quente e fria Relevo Clima I: elementos e fatores climáticos 10. 09. Suas explorações geográficas no continente americano originaram inúmeros conhecimentos. (D) I. III. ( ) determina redução da temperatura devido à diminuição da densidade e umidade do ar. As chuvas frontais são causadas pelo encontro de uma massa de ar frio com outra quente e úmida. (E) apenas a III. (B) Justifique como dois lugares com a mesma latitude podem apresentar climas diferentes. particularmente nos trópicos. ocorre a variação diária dos ventos em locais com grandes desníveis topográficos. no mínimo. As chuvas orográficas ocorrem quando as massas de ar quente e úmido se elevam e se resfriam nas encostas das montanhas. (B) Apresente duas graves consequências do processo de desmatamento das florestas tropicais. ( ) condiciona o comportamento das temperaturas médias. leia as afirmativas a seguir: I. A existência de desertos pode estar associada a causas diferenciadas tais como: a influência dos centros de altas pressões subtropicais. mas também por interferir nas condições climáticas ao funcionar como fator regulador de regime de chuvas. Em todo o globo. 11. (B) I e II são verdadeiras. Em 2009. analise as seguintes assertivas: I. I. II. em diferentes latitudes. II. 2/3 de todas as espécies de plantas e animais. (D) apenas a II. III.) De acordo com o esquema: (A) Explique o mecanismo dos ventos durante o dia e durante a noite. frontais e orográficas. o que prejudica a absorção do calor irradiado pela superfície.

quando as temperaturas permanecem baixas. 02.Geografia Clima I: elementos e fatores climáticos ENEM (A) P r e pa r a n do pa r a o HABILIDADE 26 – Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem. com 100% de umidade relativa. e não no inverno. a figura que representa o uso de tecnologia voltada para a produção é: Exploração vinícola no Chile (E) Pequena agricultura praticada em região andina 1a Série 223 1Gv2m8 . Umidade relativa do ar é o termo usado para descrever a quantidade de vapor de água contido na atmosfera. (C) a presença de umidade relativa do ar é diretamente proporcional à temperatura do ar. Ela é definida pela razão entre o conteúdo real de umidade de uma parcela de ar e a quantidade de umidade que a mesma parcela de ar pode armazenar na mesma temperatura e pressão quando está saturada de vapor. (B) o ar vai adquirindo maior quantidade de vapor de água à medida que se aquece. conclui-se que: (A) a insolação é um fator que provoca variação da umidade relativa do ar. Tendo em vista determinada restrição climática. isto é. 80% 16 14 Umidade relativa Temperatura 12 10 8 6 60% 4 2 0 50% –2 0 2 4 6 8 10 12 14 16 Hora do dia 18 20 22 24 Zonas irrigadas por aspersão na Arábia Saudita (B) Temperatura (ºC) Umidade relativa 70% Parque eólico na Califórnia (C) Parque de engorda de bovinos nos EUA (D) Considerando-se as informações do texto e do gráfico. a quantidade de vapor de água existente na atmosfera. em termos absolutos. 01. (D) a umidade relativa do ar indica. O gráfico representa a relação entre a umidade relativa do ar e sua temperatura ao longo de um período de 24 horas em um determinado local. O clima é um dos elementos fundamentais não só na caracterização das paisagens naturais. mas também no histórico de ocupação do espaço geográfico. (E) a variação da umidade do ar se verifica no verão.

) afirmou a tese do geocentrismo. a Lua e os planetas girariam em seu redor em órbitas circulares. é correto afirmar que: (A) Ptolomeu apresentou as ideias mais valiosas. quando ocorre a deposição de sedimentos grossos. a várzea paulistana congregava vários e concorridos campeonatos. v.) Várzea é uma forma geomorfológica associada às margens de rios caracterizadas pela topografia plana (o que facilita o uso como campos de futebol) e: (A) sujeita a inundações periódicas anuais. A teoria de Ptolomeu resolvia de modo razoável os problemas astronômicos da sua época. Jesus. A retificação dos rios Pinheiros e Tietê. e sobretudo. quando ocorre a deposição de sedimentos finos. (E) sujeita a intensa erosão o que provocaria a formação de encostas íngremes. no “futebol popular”. 224 . 8. Está posicionada entre a vertente e o terraço. p. ao encontrar inexatidões na teoria de Ptolomeu. com a Terra. A escala a seguir traz o período em que ocorreram alguns eventos importantes nesse calendário. (B) sujeita a inundações apenas em anos muito chuvosos.C. 04. Está posicionada entre a vertente e o terraço. (C) Copérnico viveu em uma época em que a pesquisa científica era livre e amplamente incentivada pelas autoridades. eliminou da paisagem urbana inúmeros campos de várzea. (E) Kepler apresentou uma teoria científica que. Está posicionada entre o terraço e o rio. Rio de Janeiro: Geographia. operários e futebol: uma outra Geografia. mas também. e já em 1908/1910. 03. Suponha.. a Lua e os planetas girando circularmente em torno dele. (C) 3. quando ocorre a deposição de sedimentos finos.99 s. n. Suponha que o universo tenha 15 bilhões de anos de idade e que toda a sua história seja distribuída ao longo de 1 ano – o calendário cósmico –. (D) Kepler estudou o planeta Marte para atender às necessidades de expansão econômica e científica da Alemanha. sendo que o Sol. (Adaptado de G. (B) Copérnico desenvolveu a teoria do heliocentrismo inspirado no contexto político do Rei Sol. graças aos métodos aplicados. segundo a qual o Sol deveria ser considerado o centro do universo. surgem os primeiros campos de várzea.Geografia Clima I: elementos e fatores climáticos HABILIDADE 16 – Identificar registros sobre o papel das técnicas e tecnologias na organização do trabalho e/ou da vida social. 1Gv2m8 (D) 4. o astrônomo grego Ptolomeu (100-170 d. 24 dias do calendário cósmico equivaleriam a cerca de 1 bilhão de anos reais. Na linha de uma tradição antiga.M. (D) sujeita a inundações apenas em anos muito chuvosos. Por fim. 84-92. que logo se espalham pelos bairros operários. ela deveria ser colocada na posição indicada pela seta de número: (A) 1. Está posicionada entre o terraço e o rio. de forma que São Paulo não é apenas pioneira nacional no futebol “oficial”. a partir dos anos 1950. (E) 5. formulou a teoria do heliocentrismo. pôde ser testada e generalizada. o clérigo e astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543). quando ocorre a deposição de sedimentos finos. por serem mais antigas e tradicionais. HABILIDADE 26 – Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem. (C) sujeita a inundações periódicas anuais. Várzeas. A respeito dos estudiosos citados no texto. ainda. verificou que a sua órbita é elíptica. o astrônomo matemático alemão Johannes Kepler (1571-1630). 05. de modo que cada segundo corresponda a 475 anos reais e. assim. No mesmo ano. depois de estudar o planeta Marte por cerca de trinta anos. 4. 2002. (B) 2. provavelmente mais de uma centena. Se a arte rupestre representada fosse inserida na escala. Em 1902 os paulistas organizam o primeiro campeonato de futebol no Brasil. de acordo com o período em que foi produzida. segundo a qual a Terra seria o centro do universo. Vários séculos mais tarde. Esse resultado generalizou-se para os demais planetas. que o universo comece em 1o de janeiro à zero hora no calendário cósmico e o tempo presente esteja em 31 de dezembro às 23h 59min 59.

massas de ar. algumas das características acima podem mudar. fica muito fácil reconhecer os principais climas do planeta. apresentando sua distribuição pelo mundo. latitude. Regimes fluviais dependentes. Zona Temperada: localizada entre os trópicos e os círculos polares. é só lembrar que dentro de uma mesma zona térmica existem fatores como altitude. do comportamento da precipitação. ou mesmo da latitude (na zona de transição com o clima temperado). planeta Terra: Zona Tropical ou Intertropical: localizada entre os trópicos. devido à influência do relevo. com diferenças sazonais marcadas pelo regime de chuvas. relevo. Os principais tipos climáticos intertropicais são: Clima equatorial Observe no esquema acima a existência de três zonas térmicas no Localização: em áreas de baixas latitudes. ressalta as relações entre clima e vegetação. continentalidade e maritimidade. Além disso.Módulo 9 Clima II: Painel climatobotânico global Geografia Introdução Este módulo apresenta a classificação climática mundial. Paisagens vegetais dominantes: florestas latifoliadas e savanas. 1a Série 225 1Gv2m9 . Zona Polar: localizada entre os círculos polares e os polos. A partir desta informação. basicamente. Circulação atmosférica controlada por massas equatoriais e tropicais. Amplitude térmica anual inferior a 6°C e a amplitude térmica diária. Zonas térmicas Zona tropical • • • • • Os climas tropicais caracterizam-se por apresentar: Temperaturas médias mensais superiores a 18°C. correntes marinhas. destacando os principais climas e suas principais características. ao longo da linha equatorial. Porém. Classificação climática Após debatermos os elementos e fatores climáticos. O passo inicial é reconhecer a existência das zonas térmicas. que estabelecem padrões climáticos diferentes entre algumas áreas.

marcado por ventos (monções de verão) muito úmidos vindos do mar. Neste clima ocorrem duas estações: uma chuvosa (o verão) e outra seca (o inverno). A amplitude térmica anual é baixa. Os verões podem atingir mais de 20 graus de média mensal. marcado por ventos secos (monções de inverno) que seguem do continente para o mar. A temperatura é sempre elevada (acima de 18oC). A amplitude térmica diária é grande. Observe os climogramas a seguir e note como os fatores continentalidade e maritimidade geram climas bem diferentes: o temperado oceânico e o continental.Geografia Clima II: Painel climatobotânico global A pluviosidade é inferior a 250 mm/ano. Clima bem variado e com nuances diversos. porém são mais comuns os arenosos. po­ dendo a temperatura ser alta ou baixa. Clima desértico O deserto em geografia é caracterizado pela pluviosidade. Os desertos podem ser arenosos ou pedregosos. 1Gv2m9 226 . Devido à grande variação de temperatura e pressão atmosférica entre o mar e o continente nas estações de verão e inverno.000 mm/ano. • inverno muito seco. tornando o outono e a primavera estações muito importantes para as sociedades aí presentes. Chuvas entre 2. Observe o esquema abaixo: Clima tropical com estação seca Localização: entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. Neste clima. Zona temperada Nesta zona os climas apresentam as quatro estações bem definidas. A estação seca é curta ou inexistente.200 e 2. há forte precipitação e forte evaporação. as diferenças entre verão e inverno são muito fortes.500 e 4. este clima apresenta duas estações bem definidas: Apresenta baixas pressões e médias ele­ vadas de temperatura (em torno de 25oC). ATD é elevada.200 mm/ano. e não pela temperatura. A formação de um deserto está relacionada à ocorrência de centros de alta pressão e também ao aspecto físico à vizinhança de correntes marinhas frias e à localização a sotavento das elevações. • verão muito úmido. porém os invernos costumam apresentar médias inferiores a zero. A pluviosidade varia entre 1. Clima tropical de monções No Sudeste Asiático existe um tipo especial de clima: o tropical de monções.

perde as folhas nas estações secas. uma úmida e outra seca. em uma área fria como o Canadá. Sintetizando. o derretimento de neve causa desabamento. Seguem abaixo algumas características das plantas que podem ser diretamente relacionadas com o clima: Vegetação xerófila – adaptada a baixos índices de pluviosidade.Geografia Clima II: Painel climatobotânico global Além dos climas mencionados. em algumas áreas. destaca-se o clima temperado mediterrâneo. havia uma densa floresta tropical. Porém. Não é difícil fazer isto. O sul da Europa é a principal área de ocorrência deste clima. Vegetação mundial Para muitos. porém. marcado por verões quentes e invernos brandos e chuvosos. chega a – 50 oC. é uma árvore de clima tropical. pode-se afirmar que os climas apresentam fatores limitantes para o desenvolvimento de algumas espécies de plantas e animais. e imagino que você tenha alguma opinião. Pense: em um lugar como a Amazônia existe abundância de calor (insolação) e umidade. vamos pensar em algumas perguntas bem básicas. para tanto vamos compreender alguns elementos que possam nos ajudar. típica de climas semiáridos e áridos. No Rio de Janeiro. ou seja. normalmente o clima corresponde à principal influência. A bananeira. existem poucas espécies capazes de adaptar-se. típica dos climas continentais. Normalmente este clima está associado à proximidade com desertos ou à presença de correntes marinhas frias. A temperatura média anual situa-se abaixo de 0oC. enchentes e outros fenômenos. Vegetação higrófila – adaptada a muita umidade. pode-se apontar o seu clima. poucas são as espécies arbóreas que conseguem sobreviver em condições naturais. tanto no hemisfério Norte quanto no Sul. Vegetação tropófila – adaptada a duas estações bem definidas. que apresenta grandes dificuldades para desenvolver-se no clima temperado. é perenefólia (apresenta folhas verdes o ano inteiro). No inverno. como: • Por que a vegetação da Amazônia é mais diversificada que a vegetação do sul do Canadá? • Por que a vegetação do Rio de Janeiro apresenta maior porte e diversidade que a vegetação do Sertão do Nordeste? • Por que não existem bananeiras no clima temperado? Não é difícil responder a estas perguntas. porém. onde predomina o clima tropical úmido. É normalmente caducifólia. por exemplo. Clima polar de altitude ou de altas latitudes Localização: altas cadeias de montanhas (devido à altitude) e altas latitudes. Nas áreas altas há ocorrência de neves eternas acima de 4. Isto porque. através dos aspectos da vegetação de um lugar. 1a Série 227 1Gv2m9 .000 m. isto possibilita a existência de uma grande diversidade de plantas. Este é um típico clima semiárido. como o sertão. onde neva e tem pouca insolação no inverno. Note que as características das plantas de um lugar dependem das características ambientais dele. a vegetação é a síntese da paisagem. em um região de clima semiárido. Para começar a relacionar a vegetação com o clima. São áreas de baixa densidade demográfica.

Densas. Europa Ocidental e Japão. 3 – Subtipos 3. Llanos. ricas em espécies com vários andares. Coníferas nas regiões frias e solo do tipo podzóis. Garrigue (ESP). climas tropicais. 5 – Subtropical Florestas e pradarias. solo bastante desnudo – cactáceas. Amazônia. Coníferas. Entre os círculos polares e os polos. Tundra. abetos caducifólios. Mediterrânea ou denominada Maquis (FR). Florestas tropicais e Savanas (ou outros nomes locais – Bush. Ex. Vegetações rasteiras. Coníferas e gramíneas. Floresta fria. Bem esparsas. plantas latifoliadas. como os pinheiros. 2 – Tropical Quente e menos úmida. Estações bem definidas.2 – Continental Florestas mistas. frios e quentes. musgos. Localização Proximidade da linha do Equador (baixa latitude). Entre as zonas temperadas e as polares. Litorais dos EUA.1 – Oceânico Nos litorais com verões e invernos suaves. Cerrados). Indonésia e África Ocidental.Geografia Clima II: Painel climatobotânico global Vegetação acicufoliada – apresenta folhas em forma de agulhas. Contato: entre os dois trópicos e regiões temperadas. Liquens e musgos. 3 – Temperado Geral Mesotérmica. Verões quentes e úmidos.3 – Mediterrâneo Verões quentes e secos e inverno suave com chuvas torrenciais. Tundra. De desertos e estepes. Invernos amenos. Estações não são tão bem marcadas. ou seja. Entre as áreas tropicais e as polares. China Central. Entre os Trópicos de Câncer e Capricórnio. Vegetação latifoliada – apresenta folhas largas. Vegetação rasteira no verão. Bem espalhadas desde a região do Equador até regiões subpolares. típicas dos solos rasos. 1 – Equatorial ou tórrida Quente e úmida. depende do degelo. invernos frios e chuvosos e grande amplitude térmica. 6 – Subpolar Sob os rigores das massas polares.: Moscou / Rússia. 1Gv2m9 228 . Mês mais frio superior a 18oC. áridos. 4 – Árido e Semiárido Grande escassez de chuvas e grandes variações térmicas (dia e noite). Observe no gráfico abaixo algumas relações entre clima e vegetação: Zona Característica Vegetação Característica Grande variedade de espécies latifoliadas perenes. liquens e algumas gramíneas. tortuosas e pobres. Isto caracteriza uma estratégia de perder menos umidade e resistir a longos períodos de menor insolação e chuvas. Floresta temperada com vários tipos de árvores. faias. principalmente inverno frio. espinhentas. Regiões geladas. chuvas bem distribuídas e pequena amplitude térmica anual. parasitas e andares de vegetação. 3. cipós. 3. Áreas no entorno do Mediterrâneo. 7 – Polar Muito fria e seca a maior parte do ano. típicas de áreas muito úmidas e com muita insolação o ano inteiro. Mongólia. Interior. Floresta pluvial ou hileia. misturadas com carvalhos.

durante esse tempo os países em geral não deram a devida importância para o assunto”. Mas uma das áreas mais áridas é o deserto do Atacama. O tratado foi assinado em 1997 em Kyoto. No Brasil. avalia Sérgio Leitão. de 1571 a 1971. em 2010. como a Agenda 21. que fariam parte do Protocolo de Kyoto. em 1995. circulava uma piada sobre um possível apelido para ela. ambientalistas e líderes já falam na COP-16. Qual é o ponto mais seco do globo terrestre? É difícil dizer exatamente qual o ponto mais seco porque em algumas regiões não há medição. aconteceu a ECO-92. Com isso. Agora o prazo fica ainda mais apertado. Na costa. que seria buscado um acordo em Copenhague agora. no México. no final de 2010. “Apesar de ter ficado decidido há dois anos. ou “Flopenhague”. (Superinteressante. diretor de campanhas do Greenpeace. há um diferencial entre a COP-15 e a ECO-92. para preparar a próxima conferência sobre o clima.5% em relação aos níveis de 1990 até 2012. lembrando “flop” (fiasco)? 1a Série 229 1Gv2m9 . “Apesar do gelo. as pessoas estavam menos comprometidas e engajadas. localizada ao norte do deserto. não há umidade nem chuvas. e a COP-10. no Rio de Janeiro. COPs anteriores A primeira Conferência das Partes da ONU sobre o clima (COP-1) foi realizada em 1995. aconteceram conferências climáticas duas vezes em Buenos Aires. após duas semanas de discussões. Inclusive para assuntos não necessariamente climáticos. no México (MAURÍCIO KANNO. e os polos Norte e Sul são as regiões mais secas do mundo. “ao menos algum alinhamento entre os líderes reunidos agora pode facilitar para destravar um acordo em 2010”. ONGs consultadas pela Folha Online já olham adiante: resta à conferência de Copenhague facilitar um acordo real para a conferência seguinte. Conforme relataram os enviados especiais da Folha Claudio Angelo e Luciana Coelho. adiantou-se em divulgar que a chanceler alemã.Geografia Clima II: Painel climatobotânico global C o n t e x t ua l i z a n d o Cidade Chilena ficou 400 anos sem chuva Desertos. China. Na América Latina. Além dos desertos. pelo qual 37 nações industrializadas se comprometem a reduzir suas emissões de seis gases-estufa em 5. que aconteceu antes da primeira COP . a temperatura extremamente baixa não permite a formação de vapor-d’água”. criada justamente para pressionar por acordo em Copenhague.colaboração para a Folha Online 18/12/2009) No início da 15a Conferência sobre Mudança Climática (COP-15). em 2004. em Bali [Indonésia. em uma reunião que pode até ser adiantada para antes de dezembro. na Dinamarca. Saara e Gobi. Angela Merkel. havia menos dados. o mundo ficou sem esperanças em um acordo legal e vinculativo. no Japão. como os do Atacama. “Desde a ECO-92. em que está programada a COP de 2010. no México. O presidente francês. Segundo Aron Belink. em Berlim. a secura é provocada pelas correntes marinhas que trazem água fria da Antártida e provocam a seguinte situação térmica: o ar frio fixa-se na superfície e o quente. nas regiões mais altas. no prazo de “seis meses”. não se via tantos líderes mundiais presentes em uma reunião climática como agora”. além do México. Estados Unidos. outras regiões extremamente secas no planeta são os polos congelados. Seria “Hopenhague”. além de melhorá-lo. que será a COP-16. que firmou o caminho para as futuras conferências climáticas e importantes documentos ambientais internacionais. Essa rigidez dificulta as precipitações. COP-13]. da Universidade de São Paulo. lembrando o termo em inglês “hope” (esperança). no Chile. fazendo com que haja pouco vapor-d’água no ar. comenta Belink. em Copenhague. na Argentina: foi a COP-4. Dezembro de 1996. organizará negociações em Bonn. em Berlim: “Antes a problemática era muito menos tangível. Nicolas Sarkozy. O acordo entrou em vigor em 2005. a última reunião de hoje na qual Brasil.) Nesta sexta-feira (18). é a recordista mundial de falta de chuva: ficou 400 anos na secura. O objetivo da conferência de Copenhague era justamente conseguir um acordo climático para valer depois que o Protocolo de Kyoto expirasse.” Para Belink. ressecando a atmosfera. explica o meteorologista Mário Festa. África do Sul e Índia discutiram as metas climáticas – ou a falta delas – terminou sem consenso. As massas de ar úmido que vêm da Amazônia são bloqueadas pela Cordilheira dos Andes. Sem consenso em Copenhague. em 1998. A cidade de Calama. Nela foram definidos compromissos legais de redução de emissões. coordenador-executivo no Brasil da coalizão de ONGs TicTacTicTac.

Qual das alternativas apresenta características climáticas das regiões intertropicais? (A) Amplitudes térmicas anuais maiores do que as diárias. Nova Iorque: Willey & Sons. Entre as cidades há uma significativa diferença entre temperaturas máximas e mínimas mensais. (C) Assuan apresenta uma amplitude térmica menor que Manaus. pois em Yakutsk a radiação anual é significativamente maior que em Hamburgo. (C) é grande a amplitude térmica anual. p. e Strahler. 2002. (C) pelas baixas pressões atmosféricas. (B) a média de temperatura é praticamente constante em Manaus. Yakutsk apresenta uma amplitude térmica muito maior que Hamburgo. Na figura a seguir podem ser observadas médias térmicas mensais de algumas cidades indicadas no mapa-múndi. porque apesar das grandes variações de insolação durante inverno e verão. (D) pelas altas temperaturas médias. (B) Diversidade climática que resulta mais dos diferentes regimes e totais pluviométricos do que dos regimes térmicos. sofrem quedas bruscas. (B) a pluviosidade é maior no inverno. pois em Yakutsk o efeito da continentalidade é mais pronunciado que em Hamburgo. (D) apesar de estarem em latitudes similares. mas. dos ventos alísios e das baixas pressões equatoriais. exceto nas regiões de planaltos elevados e nas áreas montanhosas.Geografia Clima II: Painel climatobotânico global E x e r c i ta n do 01. a pluviosidade é baixa. (C) Não apresenta influência dos anticiclones subtropicais. Yakutsk apresenta uma amplitude térmica muito maior que Hamburgo.) É correto afirmar que: (A) apesar de estarem em latitudes similares. 05. onde predomina a ação da maritimidade. A análise do gráfico acima permite concluir que: (A) as chuvas se concentram no outono. a umidade e a Floresta Amazônica permitem a maior conservação da energia. (E) pela dispersão dos ventos. as quais são bastante reduzidas. (E) a atuação de massas e frentes polares. A. (B) pela proximidade dos oceanos. pois está situada no deserto do Saara (Egito). 04. ciclones e linhas de instabilidade não interfere nas suas características climáticas. regiões mais quentes. referentes a localidades do continente asiático. (D) Médias mensais superiores a 13°C. A. As frequentes e abundantes chuvas que caracterizam a zona equatorial em todo o globo são explicadas: (A) pelo relevo acidentado. (E) Manaus e Assuan apresentam climas muito semelhantes devido à proximidade de ambas com a linha do Equador. (D) na primavera. 1Gv2m9 230 . Physical Geography. (E) o inverno é frio e apresenta os menores índices pluviométricos. e assinale a alternativa correspondente aos respectivos tipos climáticos. 02. (Adaptado de Strahler. 112. 03. Observe os climogramas a seguir. à noite. onde as temperaturas durante o dia são muito elevadas.

que indica a circulação atmosférica sobre a superfície terrestre. sempre apresentam as mesmas características de temperatura. (A) Os ventos alísios dirigem-se das áreas tropicais para as equatoriais. contribuindo para o aumento na pluviosidade equatorial e estimulando o aproveitamento do potencial energético eólico nas áreas tropicais. Desértico 6. Com base na leitura do mapa e na análise das afirmativas. (C) C – D. em direção às áreas de baixa pressão. clima equatorial. (D) Clima temperado. 09. II. e clima tropical. (E) Clima equatorial. 5. clima mediterrâneo e clima frio. (D) II e IV. IV. (C) Clima frio. clima frio e clima desértico. apresentam características climáticas diferentes: a cidade A é mais quente e úmida que a C. (E) III e IV. (B) Os ventos alísios dirigem-se das áreas de alta pressão. As cidades D e E se caracterizam por invernos rigorosos e verões quentes. 3.Geografia (A) Clima tropical. II. Mediterrâneo 4. I. 08. (B) I – J. e indique a alternativa correta. próximas ao Equador. II e III. (B) Clima subtropical. pois estão em latitudes semelhantes e têm o mesmo grau de continentalidade. Observe o esquema abaixo. III. essa sequência de tipos climáticos pode ser encontrada no eixo: (A) A – B. Tropical III. clima temperado e clima equatorial. o que contribui para a menor pluviosidade no hemisfério sul. (C) Os ventos alísios só ocorrem durante o verão do hemisfério norte. consideradas as mais úmidas do Planeta. (B) I e II. 7. 07. (D) Os ventos contra-alísios dirigem-se da área tropical em direção aos polos. 06. Responda à questão com base nos dados das paisagens do mundo. Vegetação: Tundra Clima: Polar Localização: Próximo ao Círculo Polar Ártico Ação Antrópica: Desmatamento e exploração vegetal Vegetação: Taiga Clima: Frio Localização: Ao Sul da Tundra Ação Antrópica: Exploração vegetal de madeira nobre Vegetação: Savana Clima: Tropical Localização: No centro do continente africano Ação Antrópica: Queimadas não cíclicas Tipos Climáticos 1. clima mediterrâneo e clima tropical. apresentará uma menor pressão atmosférica que a cidade E. características dos trópicos. que se encontra no nível do mar. (D) G – H. apesar de estarem em altitudes semelhantes. Responda à questão com base no mapa que representa a localização de cidades hipotéticas e nas afirmações a seguir. Temperado Semiárido Semiárido Equatorial 1a Série 231 1Gv2m9 . As cidades A e B. por estarem em latitudes semelhantes. conclui-se que somente estão corretas: (A) I. 2. (E) E – F. Observe o planisfério e a sequência de tipos climáticos apresentados a seguir. Caso a cidade D esteja a mais de 4. contribuindo para o aumento da pluviosidade nas linhas tropicais. (C) I e III. provocando quedas bruscas de temperatura e eventualmente queda de neve. As cidades C e A. (E) os ventos tendem sempre a se deslocar em direção às áreas de alta pressão.000 metros de altitude acima do nível do mar. Clima II: Painel climatobotânico global No planisfério. I.

como a cidade do México. por exemplo. Observe os climogramas. está correto afirmar que: (A) os desertos estão localizados principalmente nas zonas temperadas. Itália. EUA. como Manaus. Compare os gráficos relativos às temperaturas e precipitações médias mensais de Luziânia (GO. como Buenos Aires. sujeita ao clima mediterrâneo. (C) II é típica de áreas tropicais litorâneas. por exemplo. Turquia. 2000. EUA. Atlas Geográfico – Espaço Mundial. sujeita ao clima semiárido. (D) III caracteriza o ritmo anual do clima subtropical. (B) Roma. sujeita ao clima mediterrâneo. como Santiago do Chile. sujeita ao clima mediterrâneo. 12. sujeita ao clima temperado. DISTRIBUIÇÃO DAS TEMPERATURAS DURANTE O ANO EM TRÊS ÁREAS DO GLOBO. V.) Os climogramas A e B podem ser associados. Editora Ática. localidades assinaladas no mapa. Observe os gráficos que representam as temperaturas e as precipitações em Moscou e Verkhoiansk. 10. e a Nova Iorque. III e V. II e IV. (D) as savanas estão localizadas principalmente nas zonas tropicais. (B) as estepes estão localizadas principalmente nas zonas tropicais. EUA. Observe o gráfico para responder à questão. a: (A) Nova Iorque. Vegetação: Vegetação Monçônica Clima: Tropical Localização: Sul da Europa e Norte da África Ação Antrópica: Abertura de clarões para produção de arroz Vegetação: Florestas Equatoriais Clima: Equatorial Localização: Baixas latitudes Ação Antrópica: Desmatamento para a agropecuária e extrativismo vegetal. (D) Nova Iorque. (E) as pradarias estão localizadas principalmente nas zonas polares. e a Ancara. Graça Maria Lemos. sujeita ao clima semiárido. respectivamente. sujeita ao clima temperado. Clima II: Painel climatobotânico global A leitura do gráfico permite afirmar que a linha: (A) I é típica de áreas temperadas.) (A) Por que as linhas das temperaturas nessas duas cidades se apresentam completamente invertidas nos meses de junho e julho? (B) Identifique e caracterize o tipo de clima de cada uma dessas cidades. como Campos do Jordão. e a Roma. (D) II. (B) I caracteriza o ritmo anual do clima tropical de altitude. por exemplo. e a Nova Iorque. (Trabalhando com mapas. (E) Roma. 13. (E) IV e V. (FERREIRA. (C) I. e a Ancara. (B) I e III. Itália. (E) III é típica de áreas equatoriais. São Paulo: Moderna. 14. Brasil) e Roma (Itália) e responda: Pela análise das informações. 11. Neste sentido. Os biomas terrestres são influenciados em sua localização geográfica pelo efeito de zonalidade das faixas climáticas do globo terrestre.Geografia IV. conclui-se que a relação correta entre os dados está na alternativa: (A) I e II. Itália. sujeita ao clima temperado. sujeita ao clima temperado. sujeita ao clima semiárido. EUA. Turquia. (C) Ancara. (A) Que fatores explicam as diferenças de temperatura e precipitação nestas duas localidades? (B) Que tipos de vegetação correspondem a estas duas condições climáticas? 1Gv2m9 232 . (C) as taigas estão localizadas principalmente nas zonas equatoriais. Turquia.

(D) abalo sísmico. vinculada à diferença de temperatura. (Caetano Veloso. O fenômeno registrado na fotografia remete à importância de se conhecer a dinâmica da natureza. (C) salinidade. resultante da formação geológica no continente. ) 300 250 200 150 100 50 0 26° 24° 22° 20° 18° 16° J F M AM J J A S O N D 14° Meses do ano (E) 400 350 Pluviosidade (em mm) O climograma que corresponde à cidade mencionada na canção é: 300 250 200 150 100 50 0 19° 17° 15° 13° 11° 9° J F M AM J J A S O N D 7° Meses do ano 1a Série 233 Temperatura (em °Celsius) 23° 21° Temperatura (em °Celsius) 30° 28° Temperatura (em °Celsius) 28° 26° Temperatura (em °Celsius) 28° Pluviosidade (em mm) 1Gv2m9 . levando em consideração aspectos históricos e(ou) geográficos. 40° 35° 30° 25° 20° 15° 10° 5° J F M AM J J A S O N D 0° Meses do ano 300 250 200 150 100 50 0 Decifrando a natureza (B) 400 350 30° 26° 24° 22° 20° 18° 16° J F M AM J J A S O N D 14° Meses do ano 300 250 200 150 100 50 0 (C) Entre o Rio e Niterói. (E) relevo litorâneo.) 400 350 300 250 200 150 100 50 0 O principal fator de formação das ondas e a causa específica do fenômeno apresentado estão corretamente associados em: (A) corrente marítima. provocado por ciclone extratropical no oceano. onda de 3 metros atinge catamarã. decorrente de acomodações na crosta terrestre. Reconvexo. 01.Geografia Clima II: Painel climatobotânico global ENEM (A) 400 350 Pluviosidade (em mm) Temperatura (em °Celsius) P r e pa r a n do pa r a o HABILIDADE 27 – Analisar de maneira crítica as interações da sociedade com o meio físico. produto do variável índice pluviométrico. Observe a canção: Eu sou a chuva que lança a areia do Saara sobre os automóveis de Roma. (B) vento. Pluviosidade (em mm) (Jornal Extra. 24° 22° 20° 18° 16° 14° J F M AM J J A S O N D 12° Meses do ano (D) 400 350 Pluviosidade (em mm) HABILIDADE 6 – Interpretar diferentes representações gráficas e cartográficas dos espaços geográficos. 25/4/2008. 02.

Os altos índices de malária nessa região podem ser explicados por várias razões. 04. (B) a introdução de uma nova atividade produtiva que amplia a oferta de emprego. devem apresentar maior área de distribuição. p.br. O lado positivo da situação termina por aí. uma vez que necessitam de condições semelhantes a dos períodos interglaciais. (C) a reestruturação de atividades produtivas como forma de enfrentar mudanças nas condições ambientais da região. A malária é uma doença típica de regiões tropicais. uma vez que são densas e diminuem a ação da radiação solar sobre o solo e reduzem os efeitos da aridez. 05. (D) a temperatura elevada e os altos índices de chuva na floresta equatorial favorecem a proliferação do mosquito transmissor. 99% dos quais na região amazônica. (E) florestas tropicais como a amazônica apresentam distribuição geográfica mais ampla.bio. (C) a inexistência de predadores capazes de eliminar o causador e o transmissor em seus focos impede o controle da doença. existindo um grande acúmulo de evidências geológicas ou paleoclimatológicas que evidenciam essas mudanças ocorridas durante o Quaternário nessa região. foram registrados mais de 600 mil casos de malária no Brasil.) A situação descrita acima retrata: (A) o fortalecimento de atividades produtivas tradicionais em Bangladesh em decorrência dos efeitos do aquecimento global. De acordo com dados do Ministério da Saúde. levando em consideração aspectos históricos e(ou) geográficos. uma atividade até mais lucrativa. com expansões concomitantes de habitats não florestais durante períodos áridos (glaciais). (C) a vegetação comum ao cerrado deve ter se limitado a uma pequena região do centro do Brasil. responsáveis por boa parte da produção nacional. Com a subida do nível do mar. Lucro na adversidade Os fazendeiros da região sudoeste de Bangladesh. A flora e a fauna do mangue vêm sendo afetadas pela nova composição da água. (B) a falta de saneamento básico propicia o desenvolvimento do mosquito transmissor da malária nos esgotos não tratados. A maior parte da população local foi prejudicada. (B) grande parte da diversidade de espécies vegetais é reduzida. Antes acostumados a produzir arroz e vegetais. já que os fazendeiros não precisam contratar mais mão de obra. a água salgada penetrou nos rios e mangues da região. (E) a busca de investimentos mais rentáveis para Bangladesh crescer economicamente e competir no mercado internacional de grãos. (Adaptado de Globo Rural.18. (E) o Brasil é o único país do mundo que não implementou medidas concretas para interromper sua transmissão em núcleos urbanos. (D) o dano ambiental provocado pela exploração mais intensa dos recursos naturais da região a partir do cultivo do camarão. 6/2007. As mudanças climáticas e da vegetação ocorridas nos trópicos da América do Sul têm sido bem documentadas por diversos autores. (D) plantas com adaptações ao clima árido. entre as quais: (A) as características genéticas das populações locais facilitam a transmissão e dificultam o tratamento da doença. Os lençóis freáticos da região foram atingidos pela água salgada. mas. possibilitou a criação de crustáceos. seguido da expansão das florestas pluviais e restrição das áreas não florestais durante períodos úmidos (interglaciais). no final do século XX. como o desenvolvimento de estruturas que reduzem a perda de água. HABILIDADE 26 – Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem. 03. estão tentando adaptar-se às mudanças acarretadas pelo aquecimento global. um dos países mais pobres da Ásia. 1Gv2m9 234 . o que inviabilizou a agricultura. Acesso em: 1/5/2009. Essas mudanças resultaram em restrição da distribuição das florestas pluviais.Geografia Clima II: Painel climatobotânico global HABILIDADE 27 – Analisar de maneira crítica as interações da sociedade com o meio físico. de outro lado. (Disponível em: http://zoo. o que aumentou o desemprego. da qual se expandiu até atingir a atual distribuição.ufpr.) Durante os períodos glaciais: (A) as áreas não florestais ficam restritas a refúgios ecológicos devido à baixa adaptabilidade de espécies não florestais a ambientes áridos. eles estão migrando para o cultivo do camarão.