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REDE DATALUTA

APOIO:

DATALUTA Banco de Dados da Luta pela Terra Relatório São Paulo 2011
Coordenação Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária – NERA (UNESP) Prof. Dr. Bernardo Mançano Fernandes Prof. Dr. Carlos Alberto Feliciano Prof. Dr. Eduardo Paulon Girardi Prof. Dr. Ricardo Pires de Paula Prof. Dr. Ronaldo Celso Messias Correia Prof. Dr. Cliff Welch Coordenação de Equipe Prof. Dr. Carlos Alberto Feliciano Prof. Dr. Eduardo Paulon Girardi Prof. Dr. Bernardo Mançano Fernandes Organização do relatório José Sobreiro Filho Tiago Egídio Avanço Cubas Equipe de pesquisa Camila Ferracini Origuéla – NERA Danilo Valentin Pereira – NERA Estevan Leopoldo de Freitas Coca – NERA Hellen Carolina Gomes Mesquita da Silva – NERA Herivelto Fernandes Rocha – NERA Janaína Francisca Souza Campos – NERA José Sobreiro Filho – NERA Karin Gabriel Silva Moreno de Souza – NERA Lara Cardoso Dalperio – NERA Leandro Nieves Ribeiro – NERA Lorena Iza Pereira – NERA Luiz Carlos Martins – NERA Marina Fortunato Bueno da Silveira – NERA Munir Jorge Felício – NERA Rafael de Oliveira Coelho dos Santos – NERA Rodrigo de Souza Savoini - NERA Rubens dos Santos Romão de Souza – NERA Thaís Fernandes de Almeida – NERA Tiago Egídio Avanço Cubas – NERA Fotos Capa Arquivo Pessoal de José Sobreiro Filho NERA - Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária – FCT/ UNESP Coordenação: FELICIANO, C. A.; GIRARDI, E. P. Presidente Prudente, São Paulo. Outubro de 2012. DATALUTA – Banco de Dados da Luta pela Terra: Relatório São Paulo 2011. 1999 – ano 1 2000 – ano 2 2001 – ano 3 2003 – ano 4 2004 – ano 5 2005 – ano 6 2006 – ano 7 2007 – ano 8 2008 – ano 9 2009 – ano 10 2010 – ano 11 2011 – ano 12 2012 – ano 13 Anual 1. Geografia – Questão Agrária – Ocupações – Assentamentos – Movimentos Socioterritoriais – Estrutura Fundiária – Territorialização – Espacialização – Manifestações

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO METODOLOGIA DATALUTA SÃO PAULO - OCUPAÇÕES - 1988-2011 TABELA 1 - SÃO PAULO - NÚMERO DE OCUPAÇÕES E DE FAMÍLIAS POR REGIÃO ADMINISTRATIVA - 1988-2011 GRÁFICO 1 - SÃO PAULO - NÚMERO DE OCUPAÇÕES - 1988-2011 GRÁFICO 2 - SÃO PAULO - NÚMERO DE FAMÍLIAS EM OCUPAÇÕES - 1988-2011 MAPA 1 - SÃO PAULO - GEOGRAFIA DAS OCUPAÇÕES DE TERRAS - 1988-2011 MAPA 2 - SÃO PAULO - GEOGRAFIA DAS OCUPAÇÕES DE TERRAS - 1988-2011 - NÚMERO DE FAMÍLIAS DATALUTA SÃO PAULO - OCUPAÇÕES - 2011 TABELA 2 - SÃO PAULO - NÚMERO DE OCUPAÇÕES E DE FAMÍLIAS POR REGIÕES ADMINISTRATIVAS - 2011 MAPA 3 - SÃO PAULO - GEOGRAFIA DAS OCUPAÇÕES DE TERRAS - 2011 MAPA 4 - SÃO PAULO - GEOGRAFIA DAS OCUPAÇÕES DE TERRAS - 2011 - NÚMERO DE FAMÍLIAS DATALUTA SÃO PAULO - ASSENTAMENTOS RURAIS - 1979-2011 TABELA 3 - SÃO PAULO - NÚMERO DE ASSENTAMENTOS RURAIS POR REGIÃO ADMINISTRATIVA- 1979-2011 GRÁFICO 3 - SÃO PAULO - NÚMERO DE ASSENTAMENTOS RURAIS - ASSENTAMENTOS CRIADOS - 1985-2011 GRÁFICO 4 - SÃO PAULO - NÚMERO DE FAMÍLIAS ASSENTADAS - ASSENTAMENTOS CRIADOS - 1985-2011 MAPA 5 - SÃO PAULO - GEOGRAFIA DOS ASSENTAMENTOS RURAIS - 1979-2011 - NÚMERO DE
ASSENTAMENTOS MAPA 6 - SÃO PAULO - GEOGRAFIA DOS ASSENTAMENTOS RURAIS - 1979-2011 - NÚMERO DE FAMÍLIAS ASSENTADAS MAPA 7 - SÃO PAULO - GEOGRAFIA DOS ASSENTAMENTOS RURAIS - 1979-2011 - ÁREA DOS ASSENTAMENTOS DATALUTA SÃO PAULO - ASSENTAMENTOS RURAIS – 2011

06 08 09 10 10 11 11 13 14 15 16 17 17 18 19 20

TABELA 4 - SÃO PAULO - NÚMERO DE ASSENTAMENTOS RURAIS POR REGIÕES ADMINISTRATIVAS - 2011 21 MAPA 8 - SÃO PAULO - GEOGRAFIA DOS ASSENTAMENTOS RURAIS - 2011 - NÚMERO DE ASSENTAMENTOS 22 MAPA 9 - SÃO PAULO - GEOGRAFIA DOS ASSENTAMENTOS RURAIS - 2011 - NÚMERO DE FAMÍLIAS 23
ASSENTADAS MAPA 10 - SÃO PAULO - GEOGRAFIA DOS ASSENTAMENTOS RURAIS - 2011 - ÁREA DOS ASSENTAMENTOS

24 25 26 27 28 29 30 31 32 32 33 33 34

DATALUTA SÃO PAULO - ESTRUTURA FUNDIÁRIA – 2011 TABELA 5 - SÃO PAULO - MUDANÇAS DA ESTRUTURA FUNDIÁRIA POR CLASSES DE ÁREA - 2010-2011 MAPA 11 - SÃO PAULO - ÍNDICE DE GINI DA ESTRUTURA FUNDIÁRIA - 2011 DATALUTA SÃO PAULO - MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS - 2000-2011 TABELA 6 - SÃO PAULO - OCUPAÇÕES REALIZADAS PELOS MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS POR REGIÕES ADMINISTRATIVAS - 2000-2011 TABELA 7 - SÃO PAULO - OCUPAÇÕES REALIZADAS PELOS MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS POR REGIÕES ADMINISTRATIVAS - 2011 QUADRO 1 - SÃO PAULO - MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS ATUANTES ENTRE 2000-2011 QUADRO 2 - SÃO PAULO - MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS ATUANTES EM 2011 QUADRO 3 - SÃO PAULO - NÚMERO E NOME DOS MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS QUE REALIZARAM OCUPAÇÕES POR ANO NO PERÍODO 2000-2011 GRÁFICO 5 - SÃO PAULO - NÚMERO DE REGIÕES ADMINISTRATIVAS, ONDE OS MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS REALIZARAM OCUPAÇÕES NO PERÍODO 2000-2011 GRÁFICO 6 - SÃO PAULO - EVOLUÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS - 2000-2011 GRÁFICO 7 - SÃO PAULO - RELAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS, NÚMERO DE OCUPAÇÕES E NÚMERO DE FAMÍLIAS - 2000-2011 GRÁFICO 8 - SÃO PAULO - NÚMERO DE FAMÍLIAS EM OCUPAÇÕES NAS REGIÕES ADMINISTRATIVAS PARTICIPAÇÃO DO MST E DOS DEMAIS MOVIMENTOS - 2000-2011 PRANCHA 1 - SÃO PAULO - GEOGRAFIA DOS MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS - 2000-2011 - NÚMERO DE FAMÍLIAS EM OCUPAÇÕES - POR MUNICÍPIO

MANIFESTAÇÕES DO CAMPO .SÃO PAULO .SÃO PAULO .GEOGRAFIA DAS MANIFESTAÇÕES DO CAMPO .2000-2011 TABELA 8 .2000-2011 PRANCHA 3 .MANIFESTAÇÕES DO CAMPO .NÚMERO DE PESSOAS EM MANIFESTAÇÕES POR MUNICÍPIOS .RELAÇÃO DO NÚMERO DE 35 MANIFESTAÇÕES E PESSOAS ENVOLVIDAS MAPA 12 .2000-2011 PRANCHA 5 .NÚMERO DE MANIFESTAÇÕES POR MUNICÍPIOS .NÚMERO DE PESSOAS EM MANIFESTAÇÕES POR MUNICÍPIO PRANCHA 2 .NÚMERO DE MANIFESTAÇÕES DO CAMPO POR REGIÕES ADMINISTRATIVAS .TIPOLOGIA DAS MANIFESTAÇÕES DO CAMPO .2000.2000-2011 .2000-2011 PRANCHA 4 .2000-2011 .NÚMERO DE MANIFESTAÇÕES POR MUNICÍPIO MAPA 13 .SÃO PAULO .DATALUTA SÃO PAULO .GEOGRAFIA DAS MANIFESTAÇÕES DO CAMPO .TIPOLOGIA DAS MANIFESTAÇÕES DO CAMPO .35 2011 GRÁFICO 9 .2000-2011 36 37 38 39 40 41 .SÃO PAULO .SÃO PAULO .2000-2011 .NÚMERO DE MANIFESTAÇÕES POR MUNICÍPIOS .SÃO PAULO .SÃO PAULO .SÃO PAULO .TIPOLOGIA DAS MANIFESTAÇÕES DO CAMPO .TIPOLOGIA DAS MANIFESTAÇÕES DO CAMPO .NÚMERO DE PESSOAS EM MANIFESTAÇÕES POR MUNICÍPIOS .

o Observatório dos Conflitos do Campo – OCCA da Universidade Federal do Espírito Santo. o Grupo de Pesquisas em Geografia Agrária e Conservação da Biodiversidade do Pantanal – GECA da Universidade Federal do Mato Grosso. Uruguai e França. Correio Brasiliense. Correio da Bahia. além de periódicos internacionais como o Argentino Serie Ensayos & . O presente relatório apresenta dados quantitativos detalhados da luta pela terra no estado de São Paulo. O DATALUTA – Banco de Dados da Luta pela Terra – é um projeto de pesquisa e extensão criado no Núcleo de Estudos. Hoje o DATALUTA tornou-se uma referência internacional para os estudiosos da questão agrária. desde 1988. concentração e disciplina de nove grupos de pesquisas das seguintes universidades: Núcleo de Estudos. responsáveis por alterar parte da configuração territorial do estado. revistas Veja. Este foi o primeiro projeto de pesquisa do NERA. Isto É e Carta Capital. A constituição de um banco de dados que reúna informações a respeito da questão agrária brasileira assume fundamental importância. Gazeta do Povo. fundado no mesmo ano. assentamentos rurais. Espanha. o Grupo de Estudos sobre Trabalho. Os grupos de pesquisa que compõem a REDE DATATALUTA estão trabalhando para publicar estes relatórios em seus estados. o Laboratório de Estudos Rurais e Urbanos – LABERUR do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Sergipe. Procurando superar essa dificuldade. Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária – NERA – vinculado ao Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP. que são os assentamentos rurais implantados. auxiliando para a qualificação do conhecimento e desenvolvimento dos temas vinculados à questão agrária. o Núcleo de Estudos Agrários – NEAG do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. em 1998. campus de Presidente Prudente. Bolívia. publicamos anualmente o Relatório DATALUTA BRASIL com dados organizados em diversas escalas: nacional. criando condições de estabelecer uma rede nacional. instituições públicas e privadas e a imprensa nacional e internacional são usuários que frequentemente utilizam os dados disponibilizados pelo DATALUTA para efetuarem suas respectivas interpretações sobre a questão agrária no país. de maneira a impossibilitar comparações em escalas geográficas e períodos históricos. Nosso projeto é difundir os resultados de nossas pesquisas em diversas escalas. Paulo.6 _______________________________________APRESENTAÇÃO Apresentamos o primeiro relatório do estado de São Paulo da série de relatórios do DATALUTA.NERA vinculado ao Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP. O Dia de Goiânia. Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária . Argentina. nos reunimos em um coletivo de pensamento e criamos a REDE DATALUTA. A dificuldade de acesso aos dados sistematizados de ocupações de terras. estadual. No sentido de propiciar leituras diversas da realidade agrária brasileira. campus de Presidente Prudente. Diário do Nordeste. Essa articulação vem no sentido de contribuir com a espacialização do DATALUTA. A razão principal é a fragmentação das informações pelas fontes primárias e as diferentes formas de organização dos dados. o Laboratório de Geografia das Lutas no Campo e na Cidade – GEOLUTAS do Departamento de Geografia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – campus de Marechal Rondon. foi criado o DATALUTA. Paulo. com informações representadas em tabelas. o Laboratório de Geografia Agrária – LAGEA – da Universidade Federal de Uberlândia . o que tem possibilitado intercâmbios de pesquisa com países como Canadá. Equador. obtendo dados mais apurados. também na revista ADUSP e na revista Terra Livre da Associação dos Geógrafos Brasileiros – AGB do Brasil. de modo a contribuir com leituras diferenciadas da questão agrária. Jornal de Fato do Rio Grande do Norte. Colômbia. Estados Unidos. Entre 1999 e 2005. Espaço e Campesinato – GETEC. estrutura fundiária e manifestações tem sido um problema para pesquisadores e outros interessados na questão agrária no Brasil. Cuba. Pesquisadores. gráficos e mapas da espacialização das ocupações. agregando esforços. quadros. movimentos socioterritoriais. Alguns exemplos são os artigos publicados em jornais como: Estado de S. microrregional e municipal. da Universidade Federal da Paraíba e o Laboratório de Estudos Territoriais – LABET. Folha de S. do campus de Três Lagoas da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Com este mesmo procedimento representamos a territorialização dos movimentos e o resultado destas ações.

pós-graduação e outros pesquisadores de instituições como USP . Com este periódico estamos difundindo nossas análises sobre as sistematizações e confrontações.unesp. criamos em janeiro de 2008 o Boletim DATALUTA.fct. tabelas. quadros e gráficos em projetos.Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.Fundo Estadual de Recursos Hídricos. Estudantes de graduação. Dr.unesp.7 Investigaciones Nº 28 de Buenos Aires e o espanhol Revista Electrónica de Geografía Y Ciencias Sociales da Universidad de Barcelona. Em 2006. UFSCar . o Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP e a Cátedra UNESCO de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial. Carlos Alberto Feliciano Prof. Bernardo Mançano Fernandes Prof. solicitamos aos usuários desses dados a gentileza de nos enviar um exemplar do trabalho resultado por via eletrônica ou por correio convencional. Dr. que possibilitaram a continuidade e desenvolvimento de nossos estudos. UFBA . Mais uma vez. em que procuramos divulgar conhecimentos sobre as realidades dos territórios localizados no estado paulista. UFF.br/nera/boletim Para receber mensalmente o Boletim envie e-mail para boletimdataluta@fct. do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. o Geoatlas (Editora Ática).br Nossos agradecimentos a todos os pesquisadores que trabalharam intensivamente na elaboração deste relatório. outubro de 2012. a Enciclopédia Latino Americana (Editora Boitempo).Universidade Federal de São Carlos e PUC/SP .Universidade Federal do Rio de Janeiro utilizam mapas.Centro de Memória e Documentação da UNESP. Prof. Eduardo Paulon Girardi . UEM . do Programa Unesp de Divulgação Permanente da Ciência – CIÊNCIA na UNESP. agradecemos o apoio da PróReitoria de Extensão Universitária da UNESP – PROEX. UFSC -Universidade Federal de Santa Catarina.Universidade Federal Fluminense.Universidade Federal da Bahia. organizada por Emir Sader e em 2007.Universidade Estadual de Londrina. também utilizaram nossos dados.Universidade Estadual de Maringá. Os relatórios anuais do DATALUTA são entregues ao Acervo Documental do MST Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Três universidades utilizaram o DATALUTA para elaboração de questões em seus vestibulares: são: UEL . trabalhos e pesquisas acadêmicas. Igualmente. Presidente Prudente. bem como leituras de outros pesquisadores que divulgamos em publicação denominada “artigo do mês”. estabelecido no CEDEM . Para a divulgação mais rápida dos dados do DATALUTA. sempre comprometidos com a pesquisa da questão agrária. para fazer parte de nossos arquivos. criado a partir de convênio celebrado entre a UNESP e a ANCA Associação Nacional de Cooperação Agrícola. Visite www. bem como no desenvolvimento de outras atividades. UFRJ . escrito pela Maria Elena Simielli. Dr. dentre outros. Também este relatório é resultado de uma parceria entre UNESP e o FEHIDRO .Universidade de São Paulo.

que compõem os relatórios. Organograma 1 – escalas. onde são armazenados para elaboração de diferentes tipos de representação: tabelas. Todos os dados são confrontados e compõem o DATALUTA ocupações. A organização dos dados das categorias assentamentos. movimentos socioterritoriais e manifestações desde 2000 e os dados da estrutura fundiária são de 1992.Comissão Pastoral da Terra.br. as escalas e as categorias. 2010 e 2011. Os dados do DATALUTA são utilizados em diversos relatórios de pesquisas. gráficos e mapas. Philcarto e CorelDraw. famílias e movimentos socioterritoriais são organizados a partir das seguintes fontes: CPT . Esse é o primeiro relatório série DATALUTA. artigos. 2003.br/nera e conheça um pouco mais de nossos trabalhos. Os dados das respectivas fontes são digitados on-line no Programa DATALUTA pelos pesquisadores dos grupos de pesquisa que constituem a REDE DATALUTA. periódica. No organograma a seguir. As possibilidades de análise são amplas. ocupações. temporal. escalar. assentamentos desde 1979. dissertações e teses elaboradas por pesquisadores do NERA e outras universidades e/ou instituições públicas e privadas. OAN .fct. manifestações e estrutura fundiária subsidiam análises apuradas da espacialização e da territorialização da luta pela terra e da reforma agrária no Brasil. comparativa e temática. Estas análises são divulgadas todos os anos com a publicação digital do Relatório DATALUTA e são subsídios importantes para os pesquisadores da questão agrária brasileira. 1998. monografias. Os dados da estrutura fundiária são do SNCR . Visite nosso sítio www. Os dados de assentamentos rurais são compostos a partir das seguintes fontes: INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e ITESP – Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo – José Gomes da Silva. quadros. categorias e as fontes dos dados do DATALUTA.8 ________________________________________METODOLOGIA A metodologia do DATALUTA é composta por um conjunto de procedimentos que compreende as fontes. movimentos socioterritoriais. Para as categorias ocupações o registro dos dados é desde 1988. sobre o estado de São Paulo. Caso necessite de microdados para pesquisas sobre a luta pela terra no Brasil ou estado de São Paulo.Ouvidoria Agrária Nacional e dos dados levantados de diários nacionais e regionais pelo grupo de pesquisa NERA.unesp. apresentamos a escala. envie ofício com as especificações para nera@fct.unesp. No Programa. categorias e fontes do DATALUTA No DATALUTA os dados são sistematizados por categorias. Os dados de ocupações de terra. Boa pesquisa EQUIPE DA REDE DATALUTA (NERA) . dentre elas destacamos as análises do tipo espacial. Atualmente deixamos de receber os dados da OAN.Sistema Nacional de Cadastro Rural do INCRA. os dados são sistematizados para serem organizados nos seguintes aplicativos: Microsoft Excel.

45 0.20 7.64 8.57 1.660 19.06 100. 2012.unesp.200 8.00 0.458 3.415 7.16 1.39 1.84 10.13 2.16 4.309 3.00 Fonte: DATALUTA .929 3.75 1.025 113.Banco de Dados da Luta Pela Terra.18 0.fct.84 0.64 2.78 0.539 7.9 TABELA 1 .20 1.967 198.63 1. www.63 3.264 16.1988-2011 REGIÃO ADMINISTRATIVA Nº OCUPAÇÕES % Nº FAMÍLIAS % Araçatuba Barretos Bauru Campinas Central Franca Marília Presidente Prudente Registro Ribeirão Preto Santos São José do Rio Preto São José dos Campos São Paulo Sorocaba TOTAL 108 25 94 39 17 23 43 860 0 26 0 3 48 17 112 1.76 1.00 14.21 3.00 2.859 0 250 5.00 0.br/nera .977 2.SÃO PAULO .04 60.517 0 4.00 1.02 57.124 2.NÚMERO DE OCUPAÇÕES E DE FAMÍLIAS POR REGIÕES ADMINISTRATIVAS .77 6.92 100.52 1.52 1.

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63 0.13 7.45 2.79 0.00 12.00 0.00 0.00 414 80 758 250 0 0 276 1.14 0.00 2.277 12.00 1.42 30.00 0.00 Fonte: DATALUTA .49 0.49 10.unesp.25 0.00 8.00 1.82 100.009 0 70 0 80 0 0 420 3. 2012.br/nera .SÃO PAULO .63 0.00 0.97 100.00 23.44 0.40 49.00 19.Banco de Dados da Luta Pela Terra.00 2.96 1. www.13 TABELA 2 .49 0.99 0.fct.NÚMERO DE OCUPAÇÕES E DE FAMÍLIAS POR REGIÕES ADMINISTRATIVAS – 2011 REGIÃO ADMINISTRATIVA Nº OCUPAÇÕES % Nº FAMÍLIAS % Araçatuba Barretos Bauru Campinas Central Franca Marília Presidente Prudente Registro Ribeirão Preto Santos São José do Rio Preto São José dos Campos São Paulo Sorocaba TOTAL 6 1 7 2 0 0 13 33 0 1 0 1 0 0 4 67 8.00 5.

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unesp.8 1.0 Fonte: DATALUTA .276 11.2 1.865 33.822 3.151 20.2 100.1 148. 2012.0 1.574 3.16 TABELA 3 .3 0.428 44.6 7.2 0.9 1.095 5.3 1.2 0.3 0.9 5.947 7.8 46.562 181 1.074 3.2 1.6 3.7 6.2 37.0 1.271 673 5.4 9.2 1.250 1.4 1.br/nera .0 0.361 326 912 39 240 178 1. www.fct.4 3.728 1.5 1.1 9.0 3.607 619 868 199 36 6.6 1.Banco de Dados da Luta pela Terra.0 7.651 2.2 2.1979-2011 REGIÃO ADMINISTRATIVA ASSENTAMENTOS % FAMÍLIAS % ÁREA % Araçatuba Barretos Bauru Campinas Central Franca Marília Presidente Prudente Registro Ribeirão Preto São José do Rio Preto São José dos Campos São Paulo Sorocaba TOTAL 35 3 14 13 14 3 2 116 3 5 1 4 4 18 250 14.6 5.0 0.4 1.6 5.0 0.2 9.NÚMERO DE ASSENTAMENTOS RURAIS POR REGIÕES ADMINISTRATIVAS .8 2.6 1.315 17.4 100.2 5.025 100.2 5.4 1.187 30.0 334.1 1.SÃO PAULO .

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0 0.unesp.0 0.0 0.SÃO PAULO .0 100. 2012.2011 REGIÃO ADMINISTRATIVA ASSENTAMENTOS % FAMÍLIAS % ÁREA % Araçatuba Barretos Bauru Campinas Central Franca Marília Presidente Prudente Registro Ribeirão Preto Santos São José do Rio Preto São José dos Campos São Paulo Sorocaba TOTAL 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 2 0.0 0.fct.NÚMERO DE ASSENTAMENTOS RURAIS POR REGIÕES ADMINISTRATIVAS .0 0.0 0.0 0.0 0.21 TABELA 4 .0 0.0 0.0 100.0 0.0 50.0 50.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0 0 0 23 0 0 0 9 0 0 0 0 0 0 0 32 0.Banco de Dados da Luta pela Terra.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 100.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0 0 0 1 0 0 0 680 0 0 0 0 0 0 0 681 0.0 0.br/nera .0 0.0 0.0 0. www.0 0.0 0.0 0.0 Fonte: DATALUTA .0 0.

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654.145 3.622 115.397.000 2.220 63.000 a menos de 2.51 254.589.000 a menos de 10.57 1.65 20.30 1.SÃO PAULO .119.202 21.053.955.MUDANÇAS DA ESTRUTURA FUNDIÁRIA POR CLASSES DE ÁREA .000 10.fct.000 a menos de 100.707 14.092.735.278.52 1.120.99 5.28 15.43 506.311.66 15.809 21.41 3.19 262.182.608 10.922.000 5.000 1.059 3.969.047.998.997.39 565.00 20.959.249.74 2.27 497.25 3.20 0.587.000 e mais 2010 Nº de Imóveis 426.377 117.873. www.unesp.142.00 0.447 13.214.628 10.14 1.2010-2011 Classes de área (em ha) TOTAL  Menos de 1 1 a menos de 2 2 a menos de 5 5 a menos de 10 10 a menos de 25 25 a menos de 50 50 a menos de 100 100 a menos de 200 200 a menos de 500 500 a menos de 1.000 a menos de 20.00 Fonte: DATALUTA .962 80.500 2.482.917.342.000 20.00 Nº de Imóveis 434.655.43 1.18 5.10 2.338.122.754.723 64.br/nera .581 14.402 222 332 78 12 1 0 0 2011 Área (ha) 21.41 1.801 1.20 0.91 2.89 2.860. 2012.93 164.234.05 4.15 2.278.472.921 38.285.02 492.844 39.25 TABELA 5 .249.368.19 150.000 100.877 1.176.410.123.007.500 a menos de 5.843.65 4.727.062 13.924.177 64.025.Banco de Dados de Luta pela Terra.408 226 332 81 11 1 0 0 Área (ha) 21.000 a menos de 2.37 2.895.968 77.669.000 50.906.000 a menos de 50.620.172 66.010.46 479.259.065.00 0.90 548.

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Marília. Presidente Prudente. Marília. Bauru. São Paulo Presidente Prudente Araçatuba. Marília. São José do Rio Preto Marília.br/nera . Marília. Ribeirão Preto. São Paulo. Presidente Prudente. Barretos. Campinas. Presidente Prudente São José dos Campos Presidente Prudente 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 MST da Base MTB MTRSTB MTST MTSTCB MTV MUB MUST OITRA OTC QUILOMBOLA S ST UNIDOS PELA TERRA UNITERRA UST VIA CAMPESINA Fonte: DATALUTA . Campinas.MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS ATUANTES ENTRE 2000-2011 Nº SIGLA NOME DO MOVIMENTO SOCIOTERRITORIAL REGIÕES ADMINISTRATIVAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 ABUST ARST CONLUTAS CONTAG CTV CUT FERAESP FETRAF MAST MBUQT MCST MLST MLT MNF MOVIMENTOS INDÍGENAS MPT MST Associação Brasileira do Uso Social da Terra Associação Renovação dos Sem Terra Coordenação Nacional de Lutas Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Centro Terra Viva Central Única dos Trabalhadores Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar Movimento dos Agricultores Sem Terra Movimento Brasileiro Unidos Querendo Terra Movimento dos Carentes Sem Terra Movimento de Libertação dos Sem Terra Movimento de Luta pela Terra Movimento Sem Terra Nova Força Movimentos Indígenas Movimento Pacífico pela Terra Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra . Franca. Presidente Prudente Presidente Prudente Araçatuba. Barretos. São José do Rio Preto. Barretos. Bauru. Bauru. Campinas. Franca. Bauru. Presidente Prudente. Central. Presidente Prudente.Sorocaba Presidente Prudente Ribeirão Preto. Presidente Prudente. Presidente Prudente. Marília. Bauru. Central. Ribeirão Preto Presidente Prudente Presidente Prudente Presidente Prudente Presidente Prudente Araçatuba. Sorocaba Araçatuba. Sorocaba Araçatuba.29 QUADRO 1 . www. São José dos Campos.unesp. Presidente Prudente Araçatuba. Franca. Marília. Presidente Prudente Presidente Prudente Presidente Prudente Presidente Prudente Presidente Prudente Barretos Central Campinas Sorocaba Marília Araçatuba. Franca. Ribeirão Preto. Presidente Prudente. Sorocaba Araçatuba. São José do Rio Preto. 2012.fct.SÃO PAULO . Barretos.da Base Movimento Terra Brasil Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra Brasileiros Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e Central do Brasil Movimento Terra Vida Movimento Unidos Brasil Movimento Unido dos Sem Terra Organização de Inclusão de Trabalhadores pela Reforma Agrária Organização dos Trabalhadores no Campo Quilombolas Sem Terra Unidos pela Terra União dos Movimentos Sociais pela Terra União Sindical dos Trabalhadores Via Campesina Campinas Presidente Prudente São José dos Campos Araçatuba. Bauru. Campinas. Presidente Prudente.Banco de Dados de Luta pela Terra. Sorocaba Araçatuba. Marília.

2012.30 QUADRO 2 . Bauru.Banco de Dados de Luta pela Terra.br/nera . Sorocaba Presidente Prudente Presidente Prudente Fonte: DATALUTA . Ribeirão Preto. Campinas.da Base Movimento dos Trabalhadores Sem Terra União dos Movimentos Sociais pela Terra Presidente Prudente Presidente Prudente Presidente Prudente Presidente Prudente Presidente Prudente Araçatuba. Presidente Prudente.unesp. Sorocaba Araçatuba. São José do Rio Preto. www. Presidente Prudente. Marília.fct.MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS ATUANTES EM 2011 Nº SIGLA NOME DO MOVIMENTO SOCIOTERRITORIAL REGIÕES ADMINISTRATIVAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 CONTAG CUT FERAESP MAST MLST MST MST da Base MTST UNITERRA Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Central Única dos Trabalhadores Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo Movimento dos Agricultores Sem Terra Movimento de Libertação dos Sem Terra Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra .SÃO PAULO . Bauru. Barretos.

MLST. MBUQT. UNITERRA. OTC CUT. OITRA. FETRAF. FETRAF. MLST. UNITERRA ABUST. MST. MTST. MST. comparamos ano a ano somente os movimentos socioterritoriais que realizaram ocupações. MTST. UNITERRA. ST ARST. MTB. UNIDOS PELA TERRA CONLUTAS. CONTAG. MST da Base. FETRAF. FETRAF. MTB.fct. MST MAST. FERAESP. CUT. MST. MST. UST CONTAG. MTL. Essa comparação não é acumulativa.br/nera 1 Para calcular o total de movimentos socioterritoriais que participaram no período. 2012. MTRSTB MLST. MST. MLST. FERAESP. MTB. FETRAF. MCST. MST. CUT.Banco de Dados de Luta pela Terra. FERAESP. FETRAF. UNITERRA 5 2 3 8 10 6 10 13 13 12 8 9 Total no período1 = 34 Fonte: DATALUTA . MTST. OITRA. MST. MAST. VIA CAMPESINA CONTAG. MAST. FERAESP. FETRAF. CTV. MLST.31 QUADRO 3 . MST da Base. FERAESP.SÃO PAULO . www. MAST. MTRSTB. MPT. FETRAF. MST CONTAG. MTSTCB. MUB CONLUTAS. MST. ou seja. MUST. CUT.NÚMERO E NOME DE MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS QUE REALIZARAM OCUPAÇÕES POR ANO NO PERÍODO 2000-2011 ANOS MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS QUANTIDADE 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 CONTAG. MTV. MST da Base.unesp. . FETRAF. MAST. MLST. MAST. MST. MLT. CUT. não é realizada a partir da soma do número de movimentos apurados durante o período de 2000-2011. MLT. MST da Base. QUILOMBOLAS. CUT. FERAESP. MOVIMENTOS INDÍGENAS. FERAESP. MBUQT. MAST. MST. MAST. MTST CONTAG. MNF. MOVIMENTOS INDÍGENAS. MAST.

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7 23.409 7.9 44.6 TOTAL 427 100.8 0.530 1.600 1. 2012.450 1.000 1.1 24. www.355 0 8.3 0.0 3.7 0.0 7.1 0.3 4.8 0.5 0.360 11.982 9.4 6.Banco de Dados de Luta pela Terra.7 3.7 0.251 11.815 217.5 1.3 6.894 5.020 150 52.5 0.fct.7 6.br/nera .4 3.8 100.7 0.0 12.8 2.910 97.7 0.35 TABELA 8 – SÃO PAULO – NÚMERO DE MANIFESTAÇÕES DO CAMPO POR REGIÕES ADMINISTRATIVAS – 2000-2011 REGIÃO ADMINISTRATIVA Nº MANIFESTAÇÕES % Nº PESSOAS % Araçatuba Barretos Bauru Campinas Central Franca Marília Presidente Prudente Registro Ribeirão Preto Santos São José do Rio Preto São José dos Campos São Paulo Sorocaba 42 0 31 29 12 3 2 121 6 27 2 6 16 101 29 9.3 0.5 28.2 5.0 Fonte: DATALUTA .8 5.3 1.unesp.062 1.

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