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Macroeconomia AD 01 Redação (1 ponto) – (Semana 1 – prazo: 23/07/2012 a 10/08/2012

)

Orientações gerais - Escrever um texto de, no máximo, até 3 páginas, fonte times 12, entrelinhas 1,5, margens 2,5 e 3 (incluindo referências e complementos), sobre um dos temas elencados.

- Discutir o tema com base nas notícias de conjuntura econômica, veiculadas nos meios de comunicação, balizadas pela teoria macroeconômica pertinente (Não fugir do tema).

- Atentar para as normas correntes de uso bibliográfico e, sob qualquer hipótese, não fazer resumo ou cópia de autores. É uma produção do estudante sobre o tema escolhido

- análise da conjuntura com base na teoria.

- Especificar as referências e fontes utilizadas.

- Sugestão de organização do texto: apresentação do tema e da ideia central; argumentos de sustentação da ideia; complementos: exemplos, contrapontos, críticas ou contra-argumentos; fechamento do tema.

Tema:
O texto em destaque é resultado de uma palestra do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Marcio Pochmann, na UFRJ, em 2011. Com base nos conhecimentos da unidade 1, discuta como a Macroeconomia dá suporte para o cenário descrito, ou seja, como o objeto central do discurso do autor - a crise econômica - é analisada e compreendida por intermédio do instrumental macroeconômico, considerando seu histórico e importância.

Lúcia de Araújo Almeida Santos – Matrícula 12213110197 Curso: Administração Pública – Pólo: Nova Iguaçu 14/08/2012 1

portanto. ainda mais grave e profunda. tal crise sistêmica. nesta exposição tal economista pretendeu abordar os mais fundamentais aspectos. neste tão mais complexo cenário global. de maior e melhor investimento público das agências de fomento nacionais e desenvolvimento estatais. Sendo. por ele mesmo assim considerados. desde 1929. assim.Quais as consequências (e riscos crescentes) de tais tão grandes e aceleradas transformações pelas quais está passando o mundo de hoje e quais as consequências no projeto de desenvolvimento do nosso País? Lúcia de Araújo Almeida Santos – Matrícula 12213110197 Curso: Administração Pública – Pólo: Nova Iguaçu 14/08/2012 2 . vulneráveis aos seus mais nefastos prejuízos. mais rapidamente. ao lado. segundo ele mesmo. nacionalmente localizadas. os mais carentes. No entanto. quando do crack da bolsa de valores de Nova Yorque. notadamente sociais. por tal bem mais elevada integração internacional. fica a pergunta: . procurar debelar as profundas repercussões. ensejadora da até então "mais grave depressão norte-americana". notadamente. tal economista. notadamente. defensor do "estruturalismo econômico". O que.Macroeconomia A Crise Econômica e o Projeto de Desenvolvimento para o Brasil. hoje. com base no acima exposto. apresentados pelo economista Marcio Pochmann.cada vez mais "em vão". notadamente econômico-financeiras e sociais. tal analista.segundo ele . "neo-liberais" ou mesmo outros "mais ortodoxos" defensores das "ações anti-cíclicas" dos Estados Nacionais. agora. vimos que. se internacionalizar. á partir do estímulo público ao consumo de bens não duráveis por parte das populações. inicialmente. estrutural. a tentativa de ainda maior e melhor investimento publico e regulação dos mercados financeiros internacionais. como característicos da mais grave crise cíclica do capitalismo internacional. possam . encontra as mais diversas economias. das grandes corporações multinacionais e de seu considerável fluxo de capitais. dos mais diversos países e sociedades contemporâneas. ainda mais articulada. propugna que a melhor maneira de procurar "melhor enfrentar" tais crescentes e exponenciais dificuldades. possa. Assim. além de apresentar algumas diferentes perspectivas com que outros analistas. no caso. Segundo ele. seria. presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Economia Aplicada) em recente evento na Faculdade de Educação da UFRJ. interdependentes e. pelo menos. Sintetizando os principais argumentos. do próprio capitalismo internacional. no incremento das infra-estruturas públicas de produção e consumo mais responsável e autosustentável por parte dos mais amplos segmentos das populações mundiais. possibilitaria com que tais "crises". Não obstante.

a sua identidade e o seu pleno e soberano poder. O que está ocorrendo em nossos dias – o confronto de forças entre o Estado e o mercado – não é novo. muitos economistas. cada vez mais rápidas. especialmente. Quem comanda o mercado são os próprios conglomerados financeiros. vinham sendo efetivamente implantadas no mundo. Pois. está movimentando o mundo segundo as suas próprias leis. até então. que o sistema financeiro mundial não é mais controlado por nenhum Estado isoladamente. sob pena de sucumbir ou ser ultrapassado pelos próprios demais concorrentes. pelos noticiários. alertam para que os governos deixem de "estar à mercê" de tais grandes instituições privadas. a degradação ambiental e no próprio comportamento individual e social das pessoas. se a comunidade pública internacional. A cada vez que o mercado se torna mais voraz. Grécia e Portugal. e eles se dirigem para onde possam ter os seus próprios investimentos realizados (e assim obter os próprios lucros das formas mais rápidas e mais fáceis possíveis). com crescente diminuição dos poderes dos estados nacionais e o fortalecimento das megacorporações transnacionais. principalmente. feroz e selvagem. da própria acumulação capitalista. interna. relativamente. “subordinado” a um mercado econômico impessoal e sem qualquer nacionalidade. principalmente. Nos dias de hoje. os reflexos devastadores dessa crise sistêmica. governado pela própria lógica. capitalista. daqueles países mais atingidos pelos aspectos negativos da Lúcia de Araújo Almeida Santos – Matrícula 12213110197 Curso: Administração Pública – Pólo: Nova Iguaçu 14/08/2012 3 . aquelas do setor financeiro mundial. Assim. o Estado perdeu. em matéria financeira. Diante dais qual. a qual. o Estado Nacional deve "interferir" para melhor regulamentá-lo. não só pelas instituições públicas. Verifica-se. devem se submeter. ficando. da economia mundial. por hora. também. nas últimas décadas. a vida das organizações. Diante do fracasso das políticas neoliberais que. queiramos ou não. mas. A briga entre política e economia é contínua e histórica. a relação entre os estados-nacionais. que se propaga pelo mundo. dentre eles o palestrante. portanto. acompanhamos. principalmente. por organismos multilaterais privados. entre os quais Espanha. passou a efetivamente "ditar" as próprias normas aos países do globo em razão da sua força econômica-financeira. mais e melhor inseridas nos novos mercados globais. E isso é possível.Macroeconomia Segundo entendo. com amplos impactos sobre o comércio internacional. os próprios capitalistas. constituídos de empresas transnacionais dos mais diversos ramos. o mercado internacional formado. temos presenciado uma série de profundas transformações. se apresentando mais contundente nos países do bloco europeu. por assim dizer.

do Brasil estar experimentando um momento de desenvolvimento favorável. a objetivamente "desagradar" a algumas de suas próprias "elites" e classes sociais até então privilegiadas neste mesmo dialético e tantas vezes paradoxal processo econômico. combater a corrupção. não podemos ignorar que a crise exista. E para que não ocorra um colapso mundial. político e social. Ainda que tais providencias. para . de fato. Lúcia de Araújo Almeida Santos – Matrícula 12213110197 Curso: Administração Pública – Pólo: Nova Iguaçu 14/08/2012 4 . quem somos nós brasileiros e o que desejamos para o futuro da Nação. Precisamos vencer antigos vícios. De outra forma. a Democracia. com algum crescimento. venham. também.transforma-lo. Transformação é a palavra de ordem.Macroeconomia globalização se unirem para a tomada de algumas providências de forma integrada. já bate a nossa porta. Nesse sentido. experimentar e vivenciar. Ela não é um problema abstrato. Apesar. uma reforma do Estado brasileiro não conseguirá alcançar um sucesso duradouro sem que antes discutamos o que é o Brasil. faz-se necessário uma mudança drástica no cenário político. o conhecimento de todo e qualquer tipo de fenômeno é sem dúvida o primeiro passo para se poder lidar com ele.necessariamente .