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Introdução a Administração em Engenharia de Segurança

A ADMINISTRAÇÃO ATUAL É um fenômeno universal no mundo moderno, porém sem um fim de si mesma, mas um meio de realizar coisas da melhor forma possível, com menor custo financeiro, social, ambiental e buscando a maior eficiência. No futuro a administração terá sua base em mudanças rápidas e inesperadas no campo do conhecimento e explosão populacional. As grandes perspectivas da administração estão em três grandes frentes:  A globalização dos mercados;  As comunicações instantâneas (Internet);  E o desenvolvimento sustentado. OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO Conceitualmente a administração é um processo composto pelas ações diretas que visam :  PLANEJAR;  ORGANIZAR;  DIRIGIR;  CONTROLAR. Estas ações é que permitem realizar a gestão na íntegra e ter sobre um negócio o seu domínio. A Estruturação do Planejamento Organizacional É a função administrativa que determina antecipadamente quais os objetivos almejados e o que deve ser feito para atingi-los de maneira adequada. Basicamente o Planejamento é composto por:  Programas  Procedimentos  Métodos  Normas O planejamento administrativo divide-se em: 1. Planejamento Estratégico: Direcionamento visual macro do negócio, com expectativas de longo prazo, definindo objetivos gerais em função da análise ambiental e organizacional, interna e externa à organização. 2. Planejamento Tático: É o envolvimento do nível intermediário da estrutura organizacional, com o compromisso de atingir objetivos de médio e longo prazo, enfocando a realização do planejamento da estrutura de trabalho, produto-mercado, recursos humanos e financeiros e o sistema de controle. 3. Planejamento Operacional: É o envolvimento dos níveis mais baixos da organização, onde as operações estão acontecendo e tem a função de controlar os andamentos a curto prazo e realizar o “Feed Back”. A Organização Administrativa

É a função administrativa que se incumbe do agrupamento das atividades necessárias para atingir o objetivo da empresa. Os princípios básicos da organização são os da especialização, definição funcional, autoridade e responsabilidade. Direção Administrativa A direção é a função administrativa que conduz e coordena o pessoal na execução das atividades planejadas e organizadas, cujos princípios básicos são o comando, a delegação, a amplitude de controle e de coordenação. Controle Administrativo Consiste em medir e corrigir o desempenho dos subordinados e prevenir falhas ou erros, para assegurar o cumprimento dos objetivos. É um processo cíclico composto por quatro etapas:  Estabelecimento de padrões;  Avaliação do desempenho  Comparação do desempenho (análise)  Ação corretiva (nova direção). O Quadro resumo abaixo mostra como cada fase da administração é importante no processo de tomada de decisão, formando um ciclo de Aperfeiçoamento contínuo.

conforme a situação. b) Mobilização de Recursos: Logo a seguir são levantados e mobilizados os recursos humanos e materiais necessários à execução. Com estes procedimentos alinhados é possível atender ao re-alinhamento de um processo. todos os cuidados devem ser tomados para que a execução se faça com o menor risco e a maior eficácia. controle sobre objetivos e metas. e) Avaliação dos Resultados: Implantado o plano. durante a execução. o mais simples e objetivo possível. c) Ação: Começa-se a executar o plano. Deve apontar de modo resumido e claro toda a ordenação de tarefas amarrando os objetivos e meta. descrevendo os recursos e a seqüência operativa e determinando o responsável. o que também pode utilizar como recurso as fichas de registro e preparo das ações para acompanhamento. isso não quer dizer que a empresa deva necessariamente executar o plano. A situação pode ter mudado no período que correu entre a elaboração do plano e o acionamento do disparador.O PLANO GERENCIAL Cada plano específico deve enquadrar-se em apenas um documento. será hora de executar um ou todos os planos. . para que nenhum passo fundamental seja esquecido. Os executores terão de receber orientação clara e precisa sobre como fazê-lo e devem manter. Para a execução dos planos a empresa que se manteve atenta aos controles. Por melhor que seja o plano. Então. Para facilitar tal sincronismo há algumas questões a serem seguidas. O plano contingencial pode também ser composto com base em técnicas específicas. Assim. d) Controle: Observa-se de perto a evolução da implantação. resta acompanhar os resultados. a alta direção deve analisar se realmente deseja executar o plano. quais sejam:  O que deve ser feito (ação) ?  Com que objetivo ?  Quais os recursos envolvidos ?  Como será feito (passos) ?  Por quem será feito ? Estas questões ajudam a ordenar o processo do plano contingencial para cumprir com o planejamento como ferramenta. deve-se autorizar a execução e isso quer dizer. tudo pode ir por água abaixo caso a execução não seja eficiente. delegar responsabilidade e dar autoridade clara e explícita àqueles que se empenharão na execução. Após isso. poderão ser feitas revisões e atualizações. Como exemplo para apoio ao processo de composição do plano contingencial tem-se as fichas de elaboração e registro do plano efetivamente. Assim tão logo acionado um disparador. para se verificar se são ou não coerentes com os esperados. e como técnica mais aplicada ao re-alinhamento de processos tal como o ciclo PDCA a seguir sumarizado. estreitos contatos com o coordenador. A execução de um plano deve seguir algumas etapas lógicas: a) Autorização: Mesmo que um disparador haja sido acionado. vai entrar em imediato estado de alerta assim que um dos disparadores (indicador de desempenho) definidos for acionado. Se sim.

O uso dos mesmos pode ser assim relatado: I. executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. assim como outros. de adequar a operação ao objetivo maior do setor ou área. No caso de desenvolvimento de um Sistema de Informação. infelizmente. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas. P (Plan = Planejar): Definir o que queremos. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. As doenças do trabalho aumentam em proporção a evolução e a potencialização dos meios de produção. esta atividade pode corresponder aos ajustes. É possível conciliar economia e saúde no trabalho. a grande preocupação com as condições do trabalho. A OIT . caso tenha sido constatada na fase anterior a necessidade de corrigir ou melhorar processos. mas foi Deming seu maior divulgador. a superação das condições subumanas do trabalho e o desenvolvimento econômico. ficando mundialmente conhecido ao aplicar nos conceitos de qualidade no Japão Neste sentido a análise e medição dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. No caso de desenvolvimento de um Sistema de Informação. promove a agilização do processo de reorientar a gestão. IV. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema. verificar continuamente os trabalhos para ver se estão sendo executados conforme planejados. treinar. na medida em que não se podem dissociar os direitos humanos e a qualidade de vida verificam-se. objetivando uniformizar as questões trabalhistas. esta atividade pode corresponder aos testes. Os problemas relacionados com a saúde intensificam-se a partir da Revolução Industrial. o PDCA que se baseia no controle de processos.Organização Internacional do Trabalho. padronização e a documentação destes. foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Shewhart. educar. contemplando inclusive o planejamento. D (Do = Executar): Tomar iniciativa. com as deploráveis condições de trabalho e da vida das cidades. adota seis convenções destinadas à proteção da saúde e à integridade física dos trabalhadores . Esse método. No caso de desenvolvimento de um Sistema de Informação. esta atividade pode corresponder ao planejamento do Sistema. No caso de desenvolvimento de um Sistema de Informação. CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E MEDICINA NO TRABALHO . em 1919. III. C (Check = Verificar): Verificar os resultados que se está obtendo. vem sendo experimentado ao longo da história da sociedade moderna. II. A primazia dos meios de produção em detrimento da própria saúde humana é fato que.BREVE HISTÓRICO Dentro das perspectivas dos direitos fundamentais do trabalhador em usufruir de uma boa e saudável qualidade de vida. gradativamente. já há séculos vêm sendo diagnosticadas. A (Action = Agir): Fazer correções de rotas se for necessário. neuroses e as lesões por esforços repetitivos). implementações e continuidade do sistema. planejar o que será feito. com o advento do Tratado de Versalhes. implementar.O método. e à busca da máxima eficiência e de resultados específicos que impliquem no êxito do negócio. tomar ações corretivas ou de melhoria. As doenças aparentemente modernas (stress.

à livre escolha de emprego. o legislador dedica no texto da CLT . com a fiscalização das condições de trabalho nas fábricas. buscando intervir diretamente nas causas e não apenas nos efeitos a que estão expostos os trabalhadores. idade mínima para admissão de crianças e o trabalho noturno para menores). em 26 de junho de 1945. tanto no que se refere às indenizações acidentárias. mental e social. as questões voltaram-se para a segurança e medicina do trabalho nos setores de carvão e aço. . trabalho noturno para mulheres. com redação da Lei nº 6. férias periódicas remuneradas. e não somente a ausência de afecções ou enfermidades” e que “o gozo do grau máximo de saúde que se pode alcançar é um dos direitos fundamentais de todo ser humano. o que envolve as condições e questões do meio ambiente. Finda a Segunda Guerra Mundial. Na realidade o problema da saúde do trabalhador passa a ser outra. A FIAT reorganiza as condições de trabalho nas fábricas. Impunha-se a criação de novos métodos de intervenção das causas de doenças e dos acidentes. o uso do corpo. estabelecese o conceito de que a “saúde é o completo bem-estar físico. Com o advento da Segunda Guerra Mundial despertou-se uma nova mentalidade humanitária. em 1977. a reconstrução pós-guerra induz a sérios problemas de acidentes e doenças que repercutem nas atividades empresariais. o Brasil é o detentor do título de campeão mundial de acidentes. aprova a Declaração Universal dos Direitos Humanos do Homem. que se constitui uma fonte de princípios na aplicação das normas jurídicas. com a criação da OMS . proteção à maternidade. em São Francisco. é assinada a Carta das Nações Unidas.” Em 10 de dezembro de 1948. as condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra ao desemprego. iniciou um processo de conscientização dos operários quanto à nocividade dos produtos químicos e dos técnicos para a detecção dos problemas. Na década de 60 inicia-se um movimento social renovado. Contudo. limitação de horas de trabalho. na busca de paz e estabilidade social.. além de padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar. Inglaterra. o direito ao repouso e ao lazer. de 15 de janeiro de 1919.514/77. a Inglaterra pesquisa a ergonomia. progresso social e melhores condições de vida das futuras gerações. Em 1949. recorrendo-se à participação inter-profissional. que assegura ao trabalhador o direito ao trabalho. capítulo específico à Segurança e Medicina do Trabalho. Na Itália. quanto ao custo pelo afastamento de empregados doentes. desloca-se da atenção dos efeitos para as causas. Estados Unidos e Itália. o valor da liberdade. que estabelece nova ordem na busca da preservação. que até hoje estimula e financia projetos no setor. artigos 154 a 201. Até os dias atuais diversas ações foram implementadas envolvendo a qualidade de vida do trabalho. por meio do Decreto Legislativo nº 3. a Assembléia Geral das Nações Unidas. por sua reconhecida importância Social. Em 1948. Em 1952. com a fundação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço CECA. No início da década de 70. revigorado e redimensionado marcado pelo questionamento do sentido da vida. Em 1919.Organização Mundial da Saúde. implantaram-se serviços de medicina ocupacional. Trata-se do Capítulo V. França. a empresa Farmitália. Título II. modificando as formas de participação da classe operária.724.Consolidação das Leis do Trabalho. notadamente nos países industrializados como a Alemanha.(limitação da jornada de trabalho. que objetiva a organização do trabalho em vista da realidade do meio ambiente laboral adequar-se ao homem. E. o significado do trabalho na vida.

além do art. Com a Constituição de 1988 nasce o marco principal da etapa de saúde do trabalhador no nosso ordenamento jurídico. a Comissão Intersindical de Saúde do Trabalhador.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário. do MTE. de 12. como exemplifica o art. da insalubridade ao lado do movimento das campanhas salariais. que determina que “a ordem social tem como base o primado do trabalho. inciso VIII. 7º.Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados.214/78. regulamenta os artigos contidos na CLT por meio da Portaria nº 3.97. Mecânicas.10. sedimentando bases sólidas para o pleno exercício do direito que todos devem ter à saúde e ao trabalho protegido de riscos ou das condições perigosas e insalubres que põem em risco a vida.08.01.O Ministério do Trabalho e Emprego. pouco a pouco. A Portaria SSST nº 53. ao meio ambiente e à qualidade de vida no trabalho vêm ganhando importância no Governo.02 foi publicada no DOU a Portaria nº 30. nas entidades empresariais. devem ser apoiadas. .12. hoje denominado Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. de 17.11. por meio da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho. criando vinte e oito Normas Regulamentadoras . nas centrais sindicais e na sociedade como um todo.067. para a criação da NR nº 30 . e tem como objetivo primordial a redução do risco de doença. constitucionalmente. Os eventos dos anos seguintes enfatizaram a eliminação do risco de acidentes. Com a publicação da Portaria nº 3214/78 se estabelece a concepção de saúde ocupacional. divulgando para consulta pública proposta de texto de criação da Norma Regulamentadora Nº 31 . Posteriormente. por meio da Portaria nº 3. tiveram fundamental importância denunciando as condições inseguras e indignas observadas no trabalho. por meio de normas de saúde. que protege o meio ambiente do trabalho. inciso XXII. O Ministério do Trabalho e Emprego tem como meta a redução de 40% nos números de acidentes do trabalho no País até 2003. aprovou as cinco Normas Regulamentadoras Rurais vigentes. a saúde física e mental do trabalhador. E. 200. A proteção à saúde do trabalhador fundamenta-se. aprovou a NR 29 . As conquistas. à saúde. na tutela “da vida com dignidade”. Propostas para construir um Brasil moderno e competitivo. Está garantida a redução dos riscos inerentes ao trabalho. Atuando de forma tripartite o Ministério do Trabalho e Emprego.01. e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais”. na indústria. da Secretaria de Inspeção do Trabalho. E.08. higiene e segurança.04. Em 1979. como o das Indústrias Metalúrgicas. de 22. que também regulamentam ações para a preservação da Saúde e dos Serviços de Saúde do Trabalhador. divulga para consulta pública a Portaria SIT/SST nº 19 de 08. com progresso social na agricultura. com menor número de acidentes e doenças de trabalho. e também o art. no comércio e nos serviços. Os problemas referentes à segurança. 193. o Ministério do Trabalho. Os diversos Sindicatos dos Trabalhadores. em 06. publicada no DOU de 13. promove a Semana de Saúde do Trabalhador com enorme sucesso e em 1980 essa comissão de transforma no Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes do Trabalho.NRs. ratificadas as Convenções 155 e 161 da OIT.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário.88.02. vêm introduzindo novas mentalidades.

exploração florestal e aqüicultura”. o PAT)  relativamente maiores recursos aos programas de treinamento (SENAI. etc. relativamente. fácil adequação  risco: critérios de avaliação próprios (ex. relativamente consolidada.: umidade. nada há no seu texto que indique isso. . pecuária. temperatura.Para isso deve haver a conjunção de esforços de todos os setores da sociedade e a conscientização na aplicação de programas de saúde e segurança no trabalho. UR do ar. em geral.)  Os Códigos de Postura Municipais contemplam (apenas) a área urbana  ??????????????????????????????????????? A NORMA REGULAMENTADORA PARA O TRABALHO RURAL – NR-31 (Fonte Lacerda (2007)) A seguir.Ela se destina às áreas de “agricultura. frágil. normalmente  condições de trabalho precárias. e de difícil adequação  risco: critérios de avaliação “alienígenos” (ex. UR do ar. silvicultura. algumas considerações sobre a NR-31 (promulgada em 04/03/05): 01.Apesar de mencionada atividade “aqüicultura”. O AMBIENTE RURAL E O AMBIENTE URBANO Quadro 01 AMBIENTE RURAL  oferece risco de toda natureza  extensa área geográfica  locais de trabalho “pulverizados”  legislação específica. normalmente  condições de trabalho de.)  Os Códigos de Postura Municipais não contemplam a área rural  ??????????????????????????????????????? AMBIENTE “URBANO”  oferece risco de toda natureza  menor área geográfica  locais de trabalho concentrados  legislação ampla. SENAC)  excessiva aplicação de recursos em treinamento (FAT)  atendimento medico-hospitalar imediato  pessoal nível superior: preparado no mesmo contexto cultural  trabalho em conjunto. o PAT)  parcos recursos aos programas de treinamento (SENAR)  pouca aplicação de recursos em treinamento (FAT)  atendimento medico-hospitalar demorado  pessoal nível superior: preparado em contexto cultural diferente do do trabalhador  isolamento na atividade. em nenhum momento a Norma contempla esta atividade. menos falível  facilita a fiscalização  PPRA total e facilmente aplicável  medidas de ordem geral facilmente aplicáveis  pouca ou nenhuma interferência climática  EPI: especificidade em todos os CAs  acesso amplo aos programas sociais (por exemplo.: umidade. temperatura. etc. incipiente. totalmente  medidas de ordem geral facilmente esgotáveis  muito vulnerável à ação climática  EPI: rara especificidade de uso. 02. muito falível  dificulta a fiscalização  PPRA não aplicável. Trabalhador saudável e qualificado representa produtividade no mercado globalizado. nos CAs  pouco acesso aos programas sociais (por exemplo.

“exame periódico bienal” (para trabalhadores com idade entre 18 e 45 anos) nem de “retorno ao trabalho” para outras situações de afastamento prolongado. 10. c. orientar e implementar a política nacional em segurança e saúde no trabalho. salvo o disposto em acordo ou convenção coletiva de trabalho. formada por: 3 representantes do governo 3 representantes dos trabalhadores 3 representantes dos empregadores. 06. ou diretamente ao empregador. coordenar. 05. o item 31.Exame de retorno ao trabalho: se ausente por período superior a 30 dias. ainda.03.Dentre os direitos dos trabalhadores. sempre que no estabelecimento houver 10 ou mais trabalhadores o referido material ficará sob cuidado de pessoa treinada para esse fim. ou de terceiros. devido a qualquer doença ou acidente (não cita outra situação).3.Compete. coordenar. resguardado o critério médico.É obrigatória a aplicação da vacina antitetânica para todos os trabalhadores rurais. a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural – CANPATR.5. 09. letra d cita: “quando houver motivos para considerar que exista grave e iminente risco para sua segurança e saúde. interrompendo o trabalho.Exame de mudança de função: desde que haja risco específico diferente daquele a que estava exposto. ou membro da CIPATR.Exame admissional: antes que o trabalhador assuma as suas atividades. através do DSST. e. informar imediatamente ao seu superior hierárquico. orientar e supervisionar as atividades desenvolvidas pelos órgãos do MTE e realizar.As modalidades de SESTR: . 04. O texto não sugere prazo para que o empregador adote as medidas.É criada a Comissão Permanente Regional Rural – CPRR. d. em função das características das atividades exercidas. com a participação dos trabalhadores e empregadores. à SIT.Compete à Secretaria de Inspeção do Trabalho – SIT – através do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho – DSST – definir.Sobre a NR-7 e o PCMSO: a.A instância nacional encarregada das questões de segurança e saúde no trabalho rural é a Comissão Permanente Nacional Rural – CPNR. 11.Exame periódico: anual. b. se necessário”. 07. e implementar o Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. Percebe-se que não há referência a “exame de mudança de local de trabalho”.Exame demissional: desde que o último exame ocupacional tenha sido realizado há mais de 90 dias.Todo estabelecimento rural deve estar equipado com material para prestação de “primeiros socorros”. 08. salvo o disposto em acordo ou convenção coletiva de trabalho. para que sejam tomadas as medidas de correção adequadas.

Seg.Coletivo: quando um segmento empresarial ou econômico coletivizar a contratação dos profissionais especializados. c.Enfermeiro do Trabalho. B. Méd.vários estabelecimentos de um mesmo grupo econômico situados menos de cem quilômetros entre si.Auxiliar de Enfermagem do Trabalho. Trab. Caso contrário.Externo: quando o empregador rural ou equiparado contar com consultoria externa dos profissionais especializados.Técnico de Segurança do Trabalho . nas seguintes situações: . durante o período da contratação. b.a. Téc. poderá optar pelo SESTR Coletivo. ou SESTR Externo: conflitante com o exposto no quadro 3.consórcio de empregadores e cooperativas de produção.vários empregadores instalados em um mesmo estabelecimento. . . desde que o empregador ou preposto tenha formação sobre prevenção de acidentes ou doenças relacionados ao trabalho.Médico do Trabalho .Composição do SESTR: a. Mesmo para contratação temporária.Engenheiro de Segurança do Trabalho . 51 a 150 151 a 300 301 a 500 501 a 1000 Acima de 1000 1 1 1 1 1 1 1 2 2 3 1 1 1 1 1 2 .Estabelecimento com mais de 10 até 50 empregados: fica dispensado de constituir o SESTR. 15. Seg.O empregador. 12. Enf.De nível superior: . obrigado a constituir SESTR Próprio ou Externo. fica o empregador obrigado a contratar 1 Técnico de Segurança do Trabalho. 14.Próprio: quando os profissionais especializados mantiverem vínculo empregatício. Enf. Aux.Dimensionamento do SESTR Próprio ou Coletivo: Quadro 3 Profissionais Legalmente Habilitados Nº de Trabalhadores Eng. . Trab. 13.vários empregadores que possuam estabelecimentos distantes entre si menos de cem quilômetros. desde que estabelecido em acordos ou convenções.de nível médio: . caso atinja o número mínimo exigido. a empresa deve contratar SESTR Próprio ou Externo (Coletivo).

no segundo ano do mandato.“O coordenador da CIPATR será escolhido pela representação do empregador. por mudanças na atividade econômica.O SESTR Externo e Coletivo deverão ter a seguinte composição mínima: Quadro 4 Profissionais Legalmente Habilitados Nº de Trabalhadores Eng. poderá ocorrer de o empregador não contar com coordenador. e de fontes de água. por estabelecimento. Enf. devem ser encaminhados à Delegacia Regional do Trabalho. 21. e pela representação dos trabalhadores.As edificações destinadas ao armazenamento de agroquímicos devem estar situadas a mais de 30m das habitações e locais onde são conservados ou consumidos alimentos. letra e: “garantia de emprego para todos os inscritos. . exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento”. 19. que decidirá sobre a redução ou não da quantidade de membros da CIPATR. fica obrigado a manter em funcionamento. escolhido dentre os seus representantes. Nº de Membros Representantes trabalhadores dos 20 35 1 1 a 36 70 2 2 a 71 100 3 3 a 101 500 4 4 a 501 1000 5 5 a Acima de1000 6 6 Representantes do empregador 17. ainda que haja redução do número de empregados. permitida uma recondução. não poderá ser desativada pelo empregador antes do término do mandato de seus membros. no primeiro ano do mandato. Méd.O mandato dos membros da CIPATR terá duração de dois anos.“A CIPATR não poderá ter seu número de representantes reduzido. Até 500 500 1000 Acima de 1000 1 1 2 1 1 2 2 3 4 1 1 2 1 2 3 16.. Aux..O processo eleitoral para membros da CIPATR observará as seguintes condições: . 18.Os casos em que ocorra redução do número de empregados. 22. 23. Trab.É vedado o uso de roupas pessoais quando da aplicação de agroquímicos. dentre seus membros”. Inaceitável esta imposição legal! 20. de acordo com a seguinte proporção mínima: Quadro 5 Nº de Trab. A CIPATR será composta por representantes indicados pelo empregador e representantes eleitos pelos empregados de forma paritária. É difícil de aceitar esta determinação. até a eleição”. Trab. Seg. bem como. Seg. Téc. Enf. uma CIPATR.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural – CIPATR: O empregador rural ou equiparado que mantenha vinte ou mais empregados contratados por prazo indeterminado. medicamentos ou outros materiais. Absurdamente.

... transmissões.. substâncias... a moradia coletiva de famílias...Nas frentes de trabalho.. ferramentas adequadas ao trabalho e às características físicas do trabalhador.. Materiais...estar a mais de 30m das habitações... etc. radiações.....O treinamento ensejado ao operador de motosserra tem a duração mínima de 8 horas. C.Quanto ao Tipo de Acidente: Queda de pessoas Batida por queda de objetos Pisar sobre. Outros equipamentos: vasos sob pressão. 28..até 15 dias ... escadas. etc........ papel higiênico......80 a 88%  Ambiente Inseguro.17 (‘...Quanto à questão "Afastamento" (se “com lesão”) : Sem afastamento Com afastamento:... etc. dispor de água limpa. separadas “por sexo”......... exterior. etc... motores.. em qualquer hipótese....Quanto à questão "Lesão": Sem lesão Com lesão E.. devem ser disponibilizadas instalações sanitárias fixas ou móveis compostas de vasos sanitários e lavatórios....É vedada.± 2% B. subterrâneo Outros agentes materiais D. E no caso de serviço “empreitado” ou realizado por “terceiros”? 25..”)..... Não vejo lógica nisso! CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES DE TRABALHO A.“O empregador deve disponibilizar.. tropeçar ou bater contra Prensagem em ou entre Sobre-esforço ou movimentos vigorosos Exposição ou contato com temperaturas extremas Exposição ou contato com corrente elétrica Exposição ou contato com substância perigosa/radiação Outros tipos de acidentes.. no mínimo.. Equipamentos de elevação e/ou transporte....... 26... fornalhas..“As moradias familiares devem ser construídas em local arejado e afastadas..8. gratuitamente.. na proporção de um conjunto para cada grupo de 40 trabalhadores ou fração.. 50m de construções destinadas a outros fins”..Quanto ao Agente material envolvido: Máquinas... 27.... etc.12 a 20%  Fator Pessoal Inseguro... substituindo-as sempre que necessário”.. 40 horas... do item 31.... no mínimo..Quanto à Causa Geral : (Observar os critérios exigidos para a análise)  Ato Inseguro. Não é o que diz a letra e.. Ambiente de trabalho: interior.24. Deveria ser de..

..antecedentes ... etc. torções -choques e lesões externas -amputações -outros ferimentos -lesões superficiais -contusões e esmagamentos -queimaduras -asfixias -efeitos elétricos da corrente -efeitos da radiação -múltiplas lesões de diferentes naturezas -efeitos da temperatura -envenenamento agudo G. -fraturas....habilidade .....Outras classificações: .........Ou local pertencente à empresa.Riscos de Ambiente:........ dia do mês...... H...............: motorista...... deslocações.............hora do dia....idade ..... dia da semana........experiência .........9% + 9% -membros inferiores.18% + 18% -localizações múltiplas -lesões gerais -lesões em locais não especificados.18% + 18% -membros superiores..................Quanto à Parte do corpo atingida: -cabeça e pescoço....Quanto à sua Natureza: (está relacionada com a natureza do agente gerador do risco) 1..... J... ou usada por esta.Quanto à questão "Óbito" : Com morte Sem morte I..mais de 15 dias F.Quanto à Natureza da lesão..9% + 1% -tronco : frente e costas..... K..tempo de ocupação na tarefa ....agentes físicos agentes químicos agentes biológicos ..Quanto ao Local da ocorrência:  De trajeto  Na empresa: (*).típico em outra função (*) ..... mês do ano..... ou “posto de trabalho” (por exs. e outras)..sexo ............. luxações...... bombeiro.....

e. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. Ato de imprudência. Ofensa física intencional. para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho. III. c.Riscos de Operação:. inclusive de terceiro. inundação. assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. IV. Consideram-se acidente do trabalho: I. II. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução. Doença profissional. embora não tenha sido a causa única. II. d..2.. salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.. b.. ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação.. Equiparam-se ao acidente do trabalho: I.agentes materiais agentes pessoais ACIDENTE DO TRABALHO É o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados previdenciários.. A inerente a grupo etário. haja contribuído diretamente para a morte do segurado. da capacidade para o trabalho. O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho.. permanente ou temporária. Na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. em conseqüência de: a.. A doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. III. Ato de pessoa privada do uso da razão. Doença degenerativa II. O acidente sofrido pelo segurado. incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. b. assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério da Previdência Social. Doença do trabalho. Ato de agressão. Não são consideradas como doença do trabalho: I.. A doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva. IV. Na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério da Previdência Social. . de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho. A que não produza incapacidade laborativa. Desabamento. O acidente ligado ao trabalho que. ainda que fora do local e horário de trabalho: a.

a doença e o trabalho. no caso de doença profissional ou do trabalho. valendo para este efeito o que ocorrer primeiro. Caracterização do acidente O acidente do trabalho pode ser caracterizado: a) Administrativamente. de imediato. Na falta de comunicação por parte da empresa. Da comunicação de acidente do trabalho receberão cópia fiel o acidentado ou seus dependentes. V. No percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria. sucessivamente aumentada nas reincidências. Dia do acidente Considera-se como dia do acidente. pela Previdência Social. no local de trabalho ou durante este. Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que. ou o dia da segregação compulsória. pela perícia médica do INSS. à autoridade competente.c. que estabelecerá o nexo de causa e efeito entre: o acidente e a lesão. pelo Setor de benefício do INSS. Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por . se associe ou se superponha às conseqüências do anterior. em caso de morte. resultante de acidente de outra origem. podem formalizá-la o próprio acidentado. inclusive veículo de propriedade do segurado. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública. o empregado é considerado no exercício do trabalho.Os sindicatos e as entidades de classe poderão acompanhar a cobrança das multas. BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS Auxílio-doença O auxílio-doença será devido ao segurado que. a entidade sindical competente. não prevalecendo o prazo previsto de um dia. A empresa não se exime de sua responsabilidade pela comunicação do acidente feita pelos terceiros acima citados. Nos períodos destinados à refeição ou descanso. ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos. a causa mortis e o acidente. Em viagem a serviço da empresa. inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhorar capacitação da mão-de-obra. seus dependentes. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. cumprido o período de carência exigido pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. inclusive veículo de propriedade do segurado. ou o dia em que for realizado o diagnóstico. sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário-de-contribuição. d. independentemente do meio de locomoção utilizado. b) Tecnicamente. qualquer que seja o meio de locomoção. a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual. Comunicação do acidente A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e.

como indenização. quando for o caso. a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade. exceto de aposentadoria. às suas expensas. Não cessará o benefício até que seja dado como habilitado para o desempenho de nova atividade que lhe garanta a subsistência ou. ao segurado quando. caberá à empresa pagar ao segurado empregado o salário. que habitualmente exercia. quando.O recebimento de salário ou concessão de outro benefício. na redução ou perda da capacidade para o trabalho. fazer-se acompanhar de médico de sua confiança. A Previdência Social prevê que a perda da audição. a partir da data do retorno. resultar seqüelas que impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência. não prejudicará a continuidade do recebimento do auxílio-acidente. quando considerado nãorecuperável. deverá submeter-se a processos de reabilitação profissional para o exercício de outra atividade. A empresa que dispuser de serviço médico. estando ou não em gozo de auxílio-doença.acidente O auxílio-acidente será concedido. O aposentado por invalidez que retornar voluntariamente à atividade terá sua aposentadoria automaticamente cancelada. resultar. Verificada a recuperação da capacidade de trabalho do aposentado por invalidez. será devida ao segurado que. em qualquer grau. terá a seu cargo o exame médico e o abono das faltas correspondentes aos primeiros quinze dias. e ser-lhe-á paga enquanto permanecer nesta condição. O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxíliodoença. Concluindo a perícia médica inicial pela existência de incapacidade total e definitiva para o trabalho. O segurado em gozo de auxílio-doença. for aposentado por invalidez. independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo acidentado. se entre o afastamento e a entrada do requerimento decorrer mais de trinta dias. insusceptível de recuperação para sua atividade habitual. Auxílio. além do reconhecimento de causalidade entre o trabalho e a doença. podendo o segurado. próprio ou em convênio. Aposentadoria por invalidez A aposentadoria por invalidez. O segurado empregado em gozo de auxílio-doença será considerado pela empresa como licenciado. a carência exigida. vedada sua acumulação com qualquer aposentadoria. Durante os primeiros quinze dias de afastamento da atividade por motivo de invalidez. devendo encaminhar o segurado empregado à perícia médica da Previdência Social quando a incapacidade ultrapassar os quinze dias. A concessão de aposentadoria por invalidez dependerá da verificação mediante exame médico pericial a cargo da Previdência Social. será observado o seguinte procedimento: . após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza. uma vez cumprida. somente proporcionará a concessão do auxílio-acidente.motivo de doença. ou a partir da entrada do requerimento. comprovadamente. incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral. a aposentadoria por invalidez será devida ao segurado empregado.

... se o empregado se afasta apenas por até 15 (quinze) dias da empresa....... A base infraconstitucional da exação é a Lei nº 8. não havendo que se falar em estabilidade. ou ocorrer dentro de 5 (cinco) anos... A garantia de emprego de doze meses só é assegurada após a cessação do auxílio-doença..... na forma da legislação trabalhista.. Quando a recuperação ocorrer dentro de 5 (cinco) anos.. o certificado de capacidade fornecido pela Previdência Social.. para tal fim... Inciso I do art.... 57 e 58 da Lei 8.. sobre .. 201. o benefício cessará de imediato para o segurado empregado que tiver direito a retornar à função que desempenhava na empresa quando se aposentou.. 23..... independentemente de percepção de auxílio-acidente.. também. mediante pagamento de um adicional sobre a folha de salários.. contados da data do início da aposentadoria por invalidez ou do auxílio-doença que a anteceda sem interrupção. que estabelece em seu art.. não há concessão do auxílio-doença e não haverá garantia de emprego.seja por acidente típico...SAT O Seguro Acidente do Trabalho ... Ressalte-se que... é de: I.22 – A contribuição a cargo da empresa destinada à Seguridade Social.. acima citadas.. Pensão por morte A pensão por morte...... pelo prazo de doze meses. sem prejuízo da volta à atividade. quando da cessação definitiva do auxílio-doença acidentário. Estabilidade provisória O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida. 7º.. II... Observe-se que o beneficiário empregado em gozo de uma das prestações.. além do disposto no art... .. a rescisão contratual poderá ser efetuada no término do prazo ajustado........ com administração atribuída à Previdência Social.. a expensas do empregador.... equivalente ao 13º salário.. Caso o empregado se afaste com periodicidade para tratamento médico.....213/91.... a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa. todos da Carta Magna de 1988. Para o financiamento do benefício previsto nos arts. isto é. valendo como documento... II. Destaque-se.... 195 e inciso I do art.. será computada a garantia de doze meses a partir do retorno do empregado ao trabalho.... de 24 de julho de 1991......SAT tem sua base constitucional estampada no inciso XXVIII do art. SEGURO ACIDENTE DO TRABALHO . tem direito ao abono anual....... é devida aos dependentes do segurado.. Quando a recuperação for parcial.212/91. e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho....... garantindo ao empregado um seguro contra acidente do trabalho... com percepção de auxílio-doença acidentário....... seja por doença ocupacional... Em se tratando de contrato por prazo determinado. 22.. contados da data da aposentadoria por invalidez ou do auxílio-doença que a anteceda sem interrupção.....I... após a cessação do auxílio-doença acidentário. a aposentadoria será mantida.. II: “Art. ou ainda quando o segurado for declarado apto para o exercício de trabalho diverso do qual habitualmente exercia.... que o contrato de trabalho do empregado encontra-se interrompido até o décimo quinto dia e suspenso a partir do décimo sexto dia ao do acidente......

c) A empresa com mais de um estabelecimento e diversas atividades econômicas procederá da seguinte forma: a. apurada dentre todos os seus estabelecimentos. assim entendidas aquelas atividades que auxiliam ou complementam indistintamente as diversas atividades econômicas da empresa. estabelece o Decreto nº 3. obedecida as seguintes disposições: a) A empresa com estabelecimento único e uma única atividade enquadrar-se-á na respectiva atividade. etc. administração geral. prevalecendo como preponderante aquela que tenha o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. Para fins de enquadramento não serão considerados os empregados que prestam serviços em atividade-meio. aos segurados empregados e trabalhadores avulsos: a.048/99. em seguida. comparará os enquadramentos dos estabelecimentos para definir o enquadramento da empresa. por exemplo. em seu art. prevalecendo como preponderante aquela que tenha o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos e. 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado grave”. c. também. a. no estabelecimento. que a empresa o faça de acordo com a Relação de Atividades Preponderantes e correspondentes graus de risco. Enquadrar-se-á. na empresa ou no órgão do poder público. recepção. como. na empresa. faturamento.. § 4º. d) Apurando-se. é aquela que ocupa. A atividade preponderante da empresa. prevista em seu Anexo V. para fins de enquadramento na alíquota de grau de risco destinada a arrecadar recursos para custear o financiamento dos benefícios concedidos em razão de maior incidência de incapacidade laborativa decorrente de riscos ambientais. b. O enquadramento das atividades da empresa é de responsabilidade da própria empresa como.202. cuja atividade econômica preponderante será aquela que tenha o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. no decorrer do mês. o número de segurados empregados e trabalhadores avulsos dessas atividades serão totalizados para definição da atividade econômica preponderante da empresa.o total das remunerações pagas ou creditadas. cobrança. b) A empresa com estabelecimento único e mais de uma atividade econômica para enquadrar-se simulará o enquadramento em cada uma delas. b. 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado médio. em estabelecimentos distintos. o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. inicialmente. Na ocorrência de atividade econômica preponderante idêntica (mesmo CNAE). por estabelecimento. em cada uma das atividades econômicas existentes. o mesmo número de segurados empregados e trabalhadores avulsos em . 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado leve.

1º. 2% ou 3%) serão acrescidas de doze. inclusive em regime de trabalho temporário. 4º do Decreto nº 3. em até cem por cento. Ressalte-se que a Medida Provisória nº 83. deverá ser observada a majoração de alíquota contida na Lei nº 9. Importante frisar que. será considerado como preponderante aquela que corresponder ao maior grau de risco. a microempresa e a empresa de pequeno porte não optantes pelo SIMPLES. que dispõe sobre a concessão da aposentadoria especial ao cooperado de cooperativa de trabalho e de produção. A MP também criou. . conforme dispuser o regulamento. 2% ou 3%. contribuições adicionais de 9%. 4º. que propicie ao empregado o benefício de aposentadoria especial. majorou para 4%. por segurado empregado. incidentes sobre o valor bruto da nota fiscal ou sobre a fatura de prestação de serviços. 3% e 2% os percentuais de retenção do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços relativos a serviços prestados mediante cessão de mão-de-obra. em até cinqüenta por cento. que permita a concessão desse benefício após quinze. e recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 02 do mês seguinte ao da competência. 6º. conseqüentemente. 1º e aos arts. para as empresas a obrigação de arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço.02. aos segurados empregados e trabalhadores avulsos sujeitos a condições especiais. respectivamente. em seu § 1º do art. destinada ao financiamento do benefício de aposentadoria especial ou daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. vinte ou vinte e cinco anos de contribuição. No caso do contratado não ser inscrito no INSS. produzindo seus efeitos. 10. 20 ou 25 anos de contribuição. 7% e 5%. Havendo agente nocivo. apurado em conformidade com os resultados obtidos a partir dos índices de freqüência. 202 do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto nº 3. Em seu art. com a revogação do § 9º.98). que recolhiam a contribuição sobre o percentual mínimo de 1% para o financiamento das aposentadorias especiais.265/99.12. segundo a Lei nº 9. conforme o enquadramento. Cabe destacar que. as alíquotas (1%.732/98 (DOU de 14. Com relação aos demais empregados da empresa. do art. A Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. descontando-a da respectiva remuneração. exercida pelo segurado a serviço da empresa.02.12. ficam sujeitas às alíquotas normais de 1%. quanto aos §§ 1º e 2º do art.12. que labore em condições especiais. ou seja 13.732/98. conforme a atividade. não haverá qualquer acréscimo na alíquota destinada ao SAT. de 12. a empresa deverá inscrevê-lo no INSS como contribuinte individual. no decorrer do mês. gravidade e custo. dois ou três por cento. publicada no DOU de 13. calculados segundo a metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Social. não fizerem jus à aposentadoria especial. para o financiamento dos benefícios de aposentadoria especial. com vigência a partir da competência de abril/99.atividades econômicas distintas. em seu art. em razão do desempenho da empresa em relação à respectiva atividade econômica. cuja atividade permita a concessão de aposentadoria especial após 15. 4º a 6 e 9º. a MP disciplinou que a alíquota de um. a partir do dia primeiro ao nonagésimo dia da sua publicação. A Medida. poderá ser reduzida. Observe-se que o acréscimo incide exclusivamente sobre o total das remunerações pagas ou creditadas.048/99 pelo art.12.2002. ou aumentada. em seu art. que não estiverem expostos a agente nocivo e. nove ou seis pontos percentuais. criou para as empresas tomadoras de serviços de cooperado.

através do direcionamento do empregado para técnicas sabidamente corretas (testadas e aprovadas). Envolve totalmente os empregados. . eliminando o desinteresse. deficiências na qualidade e reduções no valor do produto.  Para termos um aproveitamento total de pessoas. devemos ser eficientes.  Para proteger os empregados e ter o local de trabalho livre de riscos desconhecidos.  Encontrar problemas potenciais que podem resultar em mudanças no produto produzido ou etapas do processo.  Identificar abusos cometidos no processo produtivo.  Certeza de que o programa de segurança é confiável e efetivo.  Conhecer técnicas ocultas de produtividade e qualidade praticadas por operadores. Por que elaborar Análises de risco de trabalho? Para a empresa ser economicamente saudável. chefes e profissionais de segurança no desenvolvimento de práticas seguras de trabalho. Cria uma base para um custo efetivo de produção do produto.  Alertas acerca de outros riscos. de qualidade e segurança cometidos por empregados. A Análise de Risco do Trabalho.  Para preservar nossos empregos. sem erro.  Para fazermos as coisas de maneira correta. com uma técnica de solução de problemas.  Identificar os riscos potenciais de acidentes físicos e materiais.ANÁLISE DE RISCO DO TRABALHO É um método sistemático de análise e avaliação de todas as etapas e elementos de um determinado trabalho para:  Desenvolver e racionalizar toda a seqüência de operações que o trabalhador executa. na primeira vez. A Análise de Risco do Trabalho bem implementada torna os trabalhadores mais participativos com:  Novas sugestões.  Identificar e corrigir problemas de produtividade. transferidos. criando novas motivações. supervisores.  Implementar a maneira correta para execução de cada etapa do trabalho com segurança. pode ajudar-nos a:  Identificar problemas reais que possam ter sido ignorados durante a seleção de equipamentos ou na elaboração do lay-out do local de trabalho.  Avaliar possíveis maneiras para prevenir acidentes. equipamentos e do local de trabalho.  Usar todas as informações disponíveis em treinamento para empregados novos. paradas de produção.

esmagamentos. o que é feito primeiro. condições inseguras. desde a discussão de qual é a melhor maneira para execução de cada passo da tarefa até a discussão de riscos em potencial e soluções recomendadas.  Outros. Etapas do Trabalho Envolver o empregado em todas as fases da análise. a análise é uma maneira sistemática para o reconhecimento de:  Exposições a riscos ou acidentes. O que realmente é feito. Riscos de Acidentes Estude cada etapa de um trabalho. porém adotando um critério básico para a análise. o que é feito em seguida e o que é feito depois bem como fazer corretamente. Escolhida uma tarefa. Observar atentamente os detalhes do trabalho antes de iniciar a análise.  Treinamentos.  Atividades com produtos químicos. até a morte.  Descreva as etapas na sua ordem normal de ocorrência.  Atividades que poderão gerar lesões. Pergunte a você mesmo que acidente poderia acontecer em cada etapa de trabalho.Resumindo. qualidade ou desperdício. Dividir o trabalho discriminando suas etapas básicas.  Arrumação e limpeza.  Riscos ergonômicos.  Conversando com o operador sobre sua experiência no desempenho da função.  Desenvolver maneiras corretas para realização das tarefas de forma que atos inseguros.  Atividades que geram acidentes com freqüência.  Uso de equipamentos de proteção individual. acidentes. cortes. Elaboração Esclarecer que a Análise é apenas quanto à tarefa em si. decepamentos de membros.  Esboçando seu conhecimento do trabalho observado. falhas. explique ao trabalhador o propósito da Análise e discuta o processo de trabalho com o empregado que desempenha a tarefa. separadamente. não colocando em jogo o desempenho de trabalho do empregado.  Possíveis problemas e incluindo produção. não os detalhes de como é feito. retrabalhos e desperdícios não ocorram. Você pode fazer isto:  Observando atenta e detalhadamente todas as operações do trabalho. queimaduras. os seguintes fatores:  Análise do processo. Você poderá responder:  Observando o trabalho. etc. Todas as atividades deverão ser analisadas nos seus detalhes.  Conversando com o operador  Analisando acidentes ocorridos .  Fazer de maneira certa sem perdas de qualquer espécie.

quente. principalmente se o trabalho está relacionado com eletricidade. escorregadias. cortante. corrosivo. usadas de forma incorretas.EPI  Inadequado ao trabalho. perfurante. usado incorretamente. .  Fogo  Cortando ou soldando em locais impróprios. com saliência ou buracos. 1) Área de Trabalho:  Pisos e passagens irregulares.  Pontos de operação que permitem o acesso do operador.  Arrumação e limpeza inadequada. monotonia. riscos de vazamentos ou derramamentos de produtos inflamáveis que possibilitem fogo pela natureza da atividade ou do ambiente. correias. levantamento de peso. roldanas e engrenagens desprotegidos. obstruídas. 2) Materiais:  Pesados de difícil manejo.  Pilhas inseguras ou materiais sobre a cabeça. inflamável. falta de EPI. 7) Outros riscos de acidentes:  Brincadeira em local de trabalho  Falta de treinamento do operador  Lay-out inadequado  Fazer reparos em máquinas ou equipamentos em movimento  Falta de planejamento de uma atividade  Transferência de funcionários de um setor para o outro.Quando você analisa cada etapa do trabalho deverá dar atenção aos seguintes agentes que causam acidentes:  Posicionamento  Trabalhos em máquinas cujo ponto de operação permite a introdução de dedos ou da mão.  Produtos químicos  Contato permanente ou não com qualquer desses produtos. tóxico. correntes. 5) Equipamento de Proteção Individual . gastas. 4) Ferramentas  Adaptadas. 6) Ergonomia  Postura incorreta. 3) Máquinas ou equipamentos:  Partes móveis. inadequadas ao trabalho. repetitividade de movimentos. falta de manutenção. fumos e substâncias químicas.  Choque elétrico  Fios expostos.  Falta de espaço.  Exposição a poeiras.

produtos.  Assegure-se de que os empregados entenderam o propósito da Análise de Risco do Trabalho e as razões para as modificações no procedimento de seu trabalho. modificando equipamentos e precauções de segurança e saúde para eliminar ou reduzir os riscos. etc.  Modificar as condições físicas e ambientais que geram os riscos de acidentes. “esteja atento”. Revisão Após ter elaborado um rascunho da Análise de Riscos do Trabalho. lay-out. etc. Ao orientar o trabalhador quanto ao procedimento correto e cuidados ao efetuar a operação. não omita nenhum detalhe da atividade. e os melhores procedimentos adotados para executar as operações. pergunte a você mesmo. materiais. matérias prima e meio ambiente. de ferramentas. qualidade do trabalho. do próprio processo.  Encaminhe para os Gerentes. simples. na prática. qual o melhor procedimento para que o operador execute sua função sem erros e sem riscos e com qualidade. devido ela ser cortante.  Encontrar uma nova maneira de fazer o trabalho a fim de melhorar a produtividade e de eliminar os desperdícios. racionais e eficientes. tais como ferramentas.Procedimentos corretos Para cada trabalho analisado. “tome cuidado”. . do maquinário. os riscos. não procure sofisticação. Por exemplo: Use luvas de raspa ao invés de “Tomar Cuidado” com a chapa metálica. os riscos. Você poderá responder:  Observando melhor a seqüência do trabalho  Discutindo com o operador ou com outros trabalhadores mais experientes na função  Aplicando todo o seu conhecimento e experiência  Pesquisando algum acidente ocorrido na atividade para reforçar sua conclusão Seja claro ao estabelecer os procedimentos para execução da tarefa. sem comprometer a segurança. revise-a:  Revise. melhorando as etapas do processo ou modificando sua seqüência.  Descrever exatamente o que o empregado precisa saber a fim de desempenhar a tarefa utilizando-se deste novo método. Anote suas idéias sobre o processo.  Eliminar riscos presentes modificando o procedimento de trabalho. de postura. Chefes e Supervisores dos setores envolvidos as análises de risco elaboradas para conhecimento e aprovação. ou se for necessário. Nos procedimentos a serem seguidos pelo operador. os procedimentos para execução das tarefas e segurança estão corretos ou podem ser melhorados na sua eficiência. de saúde. equipamentos. cada etapa do trabalho elaborado para ver se as seqüências das operações. mas processos rápidos.  Reveja todo o processo com os empregados que executam as tarefas. evite generalizar frases como “seja cauteloso”.

falta. Se a ação ou omissão for involuntária. lay-out ou equipamento.  NEGLIGÊNCIA é a omissão voluntária de diligência ou cuidado. ou ambas.  A Análise de Risco do Trabalho deve ser revisada periodicamente com os empregados envolvidos de forma que estes saibam como deve ser executado o trabalho sem qualquer tipo de acidentes. .  A qualquer tempo que a Análise venha a ser revisada. próximo do operador para consultas ou fiscalizações.Implementação  A aprovação final para a Análise de Risco do Trabalho deve ser concedida somente depois de revisada pelo Gerente. o supervisor deve treinar os empregados envolvidos. mas ele ocorre pela falta de previsão daquilo que é perfeitamente previsível. de conseqüências previsíveis. deve ser providenciado treinamento dos novos métodos de trabalho ou medidas protetoras para todos os empregados afetados pela mudança. pode gerar responsabilidade penal ou civil. concomitantemente.  IMPRUDÊNCIA é a forma de culpa que consiste na falta involuntária de observância de medidas de precaução e segurança.  Para implementar a Análise de Risco do Trabalho aprovada. O ato ilícito é a manifestação ou omissão de vontade que se opõe à lei. Culpa é uma conduta positiva ou negativa segundo a qual alguém não quer que o dano aconteça. Chefe.  A análise deverá ser revista sempre que ocorrerem alterações no processo.  A Análise também deve ser utilizada para treinar novos empregados quanto ao processo produtivo e prevenção de acidentes. Se a ação ou omissão for voluntária ou intencional.  Encaminhe uma cópia da Análise e o documento assinado por cada trabalhador treinado para ser arquivado em seu departamento. no maquinário. quando o trabalho for em máquinas. em seus respectivos prontuários. que se faziam necessárias no momento para evitar um mal ou a infração da lei. Supervisor. mas o dano ocorre.  Coloque uma cópia da análise. O ato culposo é aquele praticado por negligência.RESPONSABILIDADE PARA AS EMPRESAS A vida em sociedade exige regras de comportamento fundamentais para sua sobrevivência ditadas pelo Direito. o ato ilícito é doloso. ou demora no prevenir ou obstar um dano. empregado e outros responsáveis pela designação do procedimento de trabalho. o ato ilícito é culposo. Assim. nossas regras do direito são coercitivas. no setor de segurança do trabalho. no Departamento Pessoal. SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO .  Documente o envolvimento de todos os participantes ao encerrar o treinamento. imprudência ou imperícia.

Por exemplo. O infortúnio laboral pode gerar responsabilidade penal. por ser natureza alimentar é compensatória e a de responsabilidade civil é indenizatória. . Havendo nexo de causalidade. em uma “Ação de Indenização por Ato Ilícito”. há obrigação de indenizar. A empresa pode agir com culpa in eligendo. arte ou ofício. A matéria infortunística foi acolhida em benefício do trabalhador e não do empregador. também a responsabilidade objetiva ou sem culpa (conquista dos trabalhadores) e decorrente da teoria do risco profissional. dentro do risco normal da atividade laborativa é regido pela Lei de Acidentes . para evitar prejuízo a alguém. aquela ocasionada pela falta de diligência. habilidade. a doença profissional. ou em uma “Ação Ordinária de Indenização por Perdas e Danos”. a empresa de transportes que deixa o veículo sair desprovido de freios e causa acidentes. pois dispensa o lesado de demonstrar a culpa do empregador. como a interdição provisória ou definitiva da empresa causadora do dano por inexistência de segurança. isto é o mais fraco nada tem a provar. Ou a empresa age com culpa in vigilando. seus prepostos ou do próprio trabalhador. incumbe ao empregador e ao INSS. ou daquela resultante das condições anormais ou excepcionais em que o trabalho se desenvolvia. fiscalização ou quaisquer outros atos de segurança do agente. atenção. acidentária do trabalho. Por exemplo. Basta a prova do acidente tipo. Como se sabe. isto leva o acidentado às vias não só acidentária. Nada impede as providências administrativas. tudo que diz respeito a acidente do trabalho. É uma observação primária. no cumprimento do dever. observa-se que a culpa ou risco consubstancia a razão por que alguém deve ser obrigado a reparar o dano. Sendo independente a responsabilidade civil e criminal das outras. a culpa exclusiva do empregado é irrelevante por se adotar. Rescisões do contrato de trabalho por inobservância das condições impostas pelas normas regulamentadoras são severamente multadas pelos juízes. não precisa ser demonstrada a culpa do empregador. O empregador poderá responder. a incapacidade laborativa ou a morte. Somente o dolo exclui a reparação por acidente do trabalho e o ônus da prova. 2) Pensão mensal vitalícia. consagrada em todas as leis acidentárias do trabalho vigentes no Brasil. Assim. Sintetizando a evolução do fundamento da responsabilidade civil. a par da teoria do risco social. visando restabelecer a situação existente e anterior ao dano. aplicação de multas administrativas. IMPERÍCIA é a falta de aptidão especial. manter empregado não legalmente habilitado ou sem as aptidões requeridas. ou de previsão. cai no domínio da responsabilidade civil. a condição de empregado. Observe-se que a orientação é que a ação do acidente de trabalho. tudo que extravasa o risco profissional é de responsabilidade civil. Em matéria acidentária. ou experiência. administrativa. A responsabilidade é objetiva. por exemplo. profissão. no exercício de determinada função. o nexo causal. vigilância. trabalhista. O que normalmente se pede numa ação de indenização: 1) Indenização pelo acidente do trabalho em determinado valor. proveniente da falta de cautela ou previdência na escolha de pessoa a quem confia a execução de um ato ou serviço. etc. Não se pergunta se há culpa ou não. neste caso. porém é o fundamento que determina a responsabilidade civil. civil.

Dependendo da natureza das informações obtidas. o programa possibilitará a análise desde a aquisição de um veículo. próteses mecânicas. Indenização por lucros cessantes. bem como do tipo de decisão que você estuda.3) 4) 5) 6) Indenização por danos morais. de forma padronizada. Indenização por danos estéticos. A estrutura do programa é simples e contêm as principais rubricas básicas de uma planilha convencional de custos. até a instalação completa de um médio empreendimento comercial ou industrial. dependendo do caso. É recomendável que você elabore seus cálculos por ano e que utilize as unidades de valor. tempo. pois tudo se . para possibilitar análise compatível com as suas necessidades. Os resultados preliminares obtidos com este programa não admitem a inflação. Pagamento de despesas médicas. Portanto. volume. segundo as circunstâncias que envolvam sua decisão. medida e outras. você poderá utilizar parte da estrutura apresentada a seguir ou toda ela. AVALIAÇÃO ECONÔMICA PRELIMINAR Este programa é elaborado com o objetivo de propiciar a análise econômica preliminar de uma decisão gerencial que você pretende tomar. medicamentos.

2. Maquinas e equipamentos.1. 2. você poderá elaborar um fluxo de caixa.2. 2. Depreciação das edificações. Custos fixos.2. Energia elétrica. 2.6. 2.1. 1. 4. 2. 2. Instalações.8.2.2.3.2. Ativo operacional.2. Custos variáveis. 1. Arrendamento mercantil.1. 2. 5. Manutenção e conservação das instalações.1. Depreciação das instalações. Custos variáveis indiretos.2. 2.1.4.lubrificantes e energia.2. Manutenção e conservação das edificações.2. 1. 2. Matérias primas. Receita. 2.4.3. 3.1.2. Salários da administração e encargos. Edificações. como se "fotografasse" aquele instante da formação dos custos.3.1. caso necessite. 5. então. Custos de investimento. Conta telefônica.2. 2.1.1. Operação com maquinas. o efeito da inflação.1.2. 1.2. 2. 2. .1. 2. Água. 2. 3. 3.1. PLANILHA DE CUSTOS E RECEITA. Remuneração do capital investido. 2.7. Custos de produção dos bens e/ou serviços. considerando.1. Custos variáveis diretos. Alugueis. b) combustíveis.1. Manutenção e conservação de maquinas/equipamentos.1.3.1. 3.2. a) Depreciação. Ativo. 2.5. Remuneração gerencial. Custos de oportunidade.3.passa como se você aferisse todos os dados num determinado momento. Mão-de-obra e encargos.1. A planilha e apresentada com a seguinte estrutura.1.2. 2. Arrendamentos. Numa outra fase. 2. I.2.2. 2.2.1. Salários da segurança e encargos.1.

fabricação de doces) ou serviços (por exemplo. serras elétricas. guilhotinas para corte de metais. a ocupação de apartamentos em hotéis). 1) Custos de investimento. tratores. que este planilha/programa e elástico. rede de energia elétrica primaria. "embutido". como galpões industriais. o custo da matéria-prima também será reduzido. maquinas de solda. esta carregando consigo o peso dos componentes. terá seu custo aumentado caso o volume de produção de doces aumente. Os custos são divididos em três partes. sistema de caldeiras ou mesmo reforma ou divisórias de ambientes. isto e. de acordo com suas necessidades operacionais e de decisão. Esses custos referem-se à compra ou construção de prédios. Ou seja. Construção de edifícios. com rubricas padronizadas e detalhadas de acordo com as necessidades de escrituração contábil. São variáveis. As empresas trabalham com um "plano de contas". quando os custos aumentam ou diminuem. maquinas e equipamentos e instalações. veículos. como motores. a matériaprima que e um custo variável. sistema telefônico. de forma direta e proporcional ao maior ou menor nível de produção. São representados por todo o tipo de maquinarias. Caso contrário. instalações especiais como câmaras frigoríficas. 3) Custos de oportunidade.Verificar-se-á durante a apresentação das rubricas de custos e receita. Os custos variáveis podem ser divididos. acessórios para tratores. como instalação de transformador de forca. rede para condução de vapor ou fluido frio. Esses custos. você poderá utilizar ou não as rubricas. o objetivo e agrupar as rubricas de maior peso. 2) Custos de produção dos bens e/ou serviços. São investimentos realizados para possibilitar o funcionamento adequado do negocio ou atividade. Neste programa. A seguir. Custos de investimento Os custos de investimento representam o capital aplicado na aquisição de imóveis. Quando o bem e/ou serviço está "incorporado". e denominado custo . Máquinas e Equipamentos. subdividem-se em: Edificações. para facilidade de interpretação e alocação de custos. conforme a estrutura apresentada. balanças e cortadores de frios. tornos mecânicos. Instalações. Custos de produção de bens e/ou serviços Esses custos referem-se aqueles que estão diretamente embutidos na produção de bens (por exemplo. em que a produção de doces diminua. constituem exemplos de rubricas relacionadas com os custos de investimento. com alguns exemplos. compra de veículos. possibilitando rápida conclusão sobre a viabilidade econômica do que você pretende realizar. divisórias para organização administrativa de escritório. serão explicitadas as rubricas. segundo sua relação de "intimidade" com a produção de bens e/ou serviços. conjunto de escritórios ou edifícios de um modo geral.

Custos variáveis diretos: Operação com maquinas – Depreciação. E o valor da reposição do bem. o conserto e conservação de maquinas e equipamentos (que não estão aplicados diretamente na produção). São exemplos dessa categoria de custos. e assim por diante. na atual conjuntura brasileira. com as respectivas rubricas. devera repor integralmente o valor inicial (de compra) do bem. em R$/ano. equipamento. A depreciação representa o custo de desgaste da maquina. Alem dos encargos trabalhistas considerados normais. as matérias primas. conforme abaixo. instalação ou imóvel durante um determinado período de tempo. isto é. Os encargos sobre a folha de pagamentos.0%. a depreciação anual de um bem pode ser calculada conforme a formula seguinte.x 2 n (n+1) onde. Custos variáveis diretos: Mão-de-obra e encargos. mas que não estão "embutidos" nos mesmos. (n . A rubrica operação com maquinas desdobra-se em duas. lubrificantes e energia que estão "embutidos" no bem e/ou serviço. há também encargos econômicos relevantes. As matérias primas constituem os "ingredientes" que estão incorporados diretamente no bem e/ou serviço produzido. como: feriados.k +1) D = (Vi-Vf) x -----------. Esse custo. goiaba.calculados sobre o valor inicial (Vi) e de 20. que foi desgastado pelo uso e/ou tempo. atingem aproximadamente 100. a energia elétrica geral da empresa (alem daquela consumida na produção) e a água (nas mesmas condições). Vf = Valor final ou residual (sucata) do bem. os custos variáveis dividem-se em diretos e indiretos. são exemplos de custos variáveis indiretos. Custos variáveis diretos: Matérias primas. a mão-deobra. acidentes e aqueles gerados por motivos de forca-maior. que geralmente nos cálculos de custos é de um ano. "parte" das maquinas (depreciação) que esta sendo levada ao produto e/ou serviço. que devem ser considerados.0% (dez por cento). a empresa gasta mais uma unidade monetária com os encargos.variável direto. Recapitulando. A rubrica mão-de-obra e encargos referem-se ao custo da folha de pagamento do pessoal diretamente relacionado com a produção de bens e/ou serviços. D = Depreciação anual do bem. São aqueles custos que estão "próximos" do bem e/ou serviço. décimo terceiro salário. são classificados como custos variáveis indiretos. para cada unidade monetária paga em folha de pagamento ao funcionário. em R$. Os salários do pessoal da administração (que não estão trabalhando diretamente na produção). os ingredientes seriam: açúcar. Aqueles custos que embora estejam relacionados com a produção de bens e/ou serviços. . teoricamente. como férias. Os diretos subdividem-se. bem como os custos de combustíveis. Caso estivéssemos produzindo doce de goiaba. para maquinas e equipamentos sem motor. auxilio maternidade/paternidade e outros. temperos.0% (vinte por cento) quando o bem possui algum tipo de motor. fimde-semana remunerado. Vi = Valor inicial (de compra) do bem. De um modo geral. O valor geralmente adotado como final. mas que não apresentam uma "intimidade" com os mesmos. depois de consumida sua vida útil. e de 10.

Por exemplo. para se aferir a viabilidade do negocio. e conveniente analisar bem a situação do mercado antes de assumir os valores para o calculo da depreciação. Caso não tenha nenhum registro ou outro tipo de histórico do comportamento desses preços. É evidente. e ótimo. em estado de zero uso. por volume. por exemplo. Custos variáveis indiretos Os custos variáveis indiretos são aqueles que embora contidos no bem e/ou serviço. em estado de zero uso. comparado com um determinado modelo anterior. que por circunstância própria de trabalho. em "K". lubrificantes e energia. Caso você venha a utilizar bem usado em seu negocio. na formula você informa a idade do bem. o calculo do valor final fica complexo. a época do Governo “Sarney”. tipo do bem e mercado em que esta sendo utilizado. há certas depreciações denominadas "por obsolescência" ou "acelerada". O valor de "K" e zero. vinte e quatro horas por dia. A idade do bem e identificada por "K". que nessas condições. É o caso de um trator operando em usina de açúcar. Nessas circunstancias. Idêntico raciocínio pode ser aplicado ao bem. . Se o bem for novo. É importante destacar que as previsões de valor final (Vi) são realizadas segundo a natureza. esses gastos serão o óleo e graxa para lubrificação e energia elétrica para movimentação. pois poderá utilizá-lo com mais segurança nos cálculos. cuja inter-relação "descontara" os anos de vida do bem usado. São subdivididos conforme abaixo. durante o ano todo. esses itens a partir do uso de um trator. Esses se referem aos custos gerados com a movimentação das maquinas e equipamentos. por unidade de produção. Custos variáveis diretos: Operação com maquinas – Combustíveis. bastando que proceda aos cálculos com as devidas conversões. Por outro lado.um caminhão “Mercedes Benz” usado tinha o valor de compra maior do que um veículo zero quilômetro. verificar-se-á que o combustível e o óleo diesel para a movimentação do motor. você poderá calcular a depreciação por hora.K = Idade do bem.além da energia elétrica . praticamente o valor final (Vf) desaparece. pois gera a duvida de qual seria de fato o valor de sucata de um bem usado. e assim por diante. por exemplo. para a cultura da cana. tem reduzida sua vida útil e praticamente aniquilado seu valor final. De acordo com sua necessidade. do lançamento de um micro-computador com características operacionais dinâmicas e de alta velocidade. face à situação de exaustão a que chegou. e importante lembrar que o valor inicial (Vi) e obtido de um bem novo. utilizando as unidades indicadoras adequadas. os lubrificantes serão o óleo para o motor e cambio e a graxa para os diversos pontos de lubrificação. isto e. Caso você tenha um histórico da formação desses preços. o "K" e zero. É o caso. sendo que o torno não consome óleo diesel ou outro tipo de combustível . pois como os preços no Brasil não obedecem a quaisquer padrões quer relativos ou absolutos. o valor final praticamente desaparece. por exemplo. Então. sob quaisquer condições climáticas. Esse fato e relevante.pois a população comprava de tudo .para seu funcionamento. em ano. nesse momento. Há situações na conjuntura econômica que forçam os preços dos bens em falta. Em maquina industrial . há necessidade permanente da revisão da planilha de custos.um torno mecânico. não estão intimamente incorporados. que comprometem a formação do valor final real do bem. Ao se analisar. quando o bem e considerado novo. Depois. em função da falta de ofertas .

De propósito foi colocada esta rubrica. Por exemplo. De acordo com a natureza do seu negocio ou da analise que esta desenvolvendo. isto e. Aquela parte do salário base e classificado como fixo e a parte variável em função do aumento das vendas. que se refere aos custos de recuperação. que e fixo. A rigor. Dependendo da natureza da produção. que apesar de não constar nesta planilha. Em vista da apresentação anterior. pintura. caso não aplicasse o . Custos variáveis indiretos: Salários da administração e encargos. São admitidos também os encargos. e classificado como custo fixo e a outra parte que depende do aumento da produção. A diferenciação desses custos e importante. você poderá ampliar ou reduzir as rubricas de custo fixo. conforme sua necessidade. e classificada como "variável". A parte do salário base. que se mantém no mesmo nível. Custos Fixos Os custos fixos são aqueles que independem do nível de produção. porque terão influencia significativa no calculo do ponto de equilíbrio. como visto anteriormente. será onerada com o mesmo custo fixo. varias rubricas podem ser divididas em partes de "custos variáveis" e outra de "custos fixos". E o caso de uma fabrica de refrigerantes. por exemplo. onde não fica bem evidente a diferença entre os gastos com depreciação e os de manutenção. os custos de oportunidade representam os valores alternativos que você obteria. Esse comentário significa que você tem mobilidade para a instalação ou eliminação de rubricas. Água. você entendera facilmente o significado dessas rubricas que compõem os custos fixos. Idêntica situação pode ser levantada no caso dos salários da equipe de vendas. em relação aos custos variáveis. Esses custos não são propriamente "gastos" que você vai ter que realizar no seu negocio ou envolvido na decisão que vai tomar. Porem. esta rubrica poderia ser incluída como custo variável direto. lembrando sempre o fato gerador das mesmas.Custos variáveis indiretos: Manutenção e conservação de Maquinas e equipamentos. você poderá admiti-los. Idêntico raciocínio pode ser aplicado com a energia elétrica. e classificado como variável. As contas de energia elétrica e água entram como custos variáveis indiretos. Custos variáveis indiretos: Energia elétrica. Nessa rubrica entram os custos da folha de pagamento da administração pessoal da empresa alem daqueles da área de produção.prima. a moenda de britas de uma pedreira. a empresa produzindo o máximo ou o mínimo de produtos e/ou serviços. pode ser considerada como matéria. seria classificada como custo variável direto. Custos de oportunidade O ultimo grupo de custos que utilizaremos nesta planilha e de "custos de oportunidade". seja um ingrediente de primeira na formação do custo. e consertos de maquinas. por exemplo. da folha de pagamentos do pessoal da produção que recebe por produtividade. que e um método de avaliação de projetos. Esses são dois custos considerados como energéticos. Os custos fixos são geralmente identificados nas seguintes rubricas. Na realidade. em que a água constitui a matériaprima principal. sendo que nesse caso. É o caso da empresa que fabrica produtos com intenso consumo de maquinas e equipamentos. caso a água. equipamentos e instalações. E o caso. reforma.

face à instalação de uma máquina nova. se arrendasse ou alugasse o seu negocio? Para bares e restaurantes. você conseguiu reduzir as perdas para 5. correspondentes em valores monetários. A diferença.0% (trinta por cento) calculados sobre o lucro bruto.0% de milho. um valor compatível que você mereceria receber.0% (seis por cento) ao ano. aplicado na caderneta de poupança. quais valores de remuneração seriam possíveis obter. caso viesse a trabalhar numa dessas modalidades. qual seria o valor mensal ou anual.0% (doze por cento) ao ano.0%. Remuneração do capital investido. Necessariamente não e obrigatório que trabalhe apenas com essas entradas. Na área rural. Porem. com suas implicações de depreciação. estaria disposto a trabalhar em outra empresa. Receita operacional. esse percentual e bem variável.0%. 6. Isto é. No caso particular de um projeto para redução de perdas de grãos de cereais. você leva em consideração qual o valor que o seu negocio alcançaria na modalidade de arrendamento mercantil. Isto e. que você obteria no mercado. como a seguir. de acordo com a responsabilidade e atribuições que viesse a assumir. Nesse caso.5% ao ano. No Brasil. caso você não estivesse administrando esse negocio que pretende desenvolver. A receita será a diferença entre as produções das maquinas nova e velha.0% (dez por cento) a 12. ou seja. em cada uma das rubricas. no mínimo o juro real na faixa considerada. Os custos. a remuneração real do dinheiro. Arrendamento mercantil. aquele capital que você reservou para aplicar no empreendimento para a compra de imóveis. de 10. o fluxo diferencial líquido. o correspondente valor monetário que conseguiu produzir. Remuneração gerencial. você calculara conforme demonstrado. Idêntico raciocínio você desenvolve para com esta rubrica. portanto. é de 0. caso estivesse trabalhando como funcionário ou consultor nesse ramos de negócios. Caso esteja analisando a viabilidade de compra de uma maquina nova em detrimento de uma usada. ou seja. Nesta rubrica você considera a melhor remuneração para o seu capital. recebendo um salário de mercado para tal. dependendo do tipo de entendimento entre as partes. maquinas e equipamentos e capital-de-giro. por falta de equipamento adequado para armazenagem. Nesse caso. os arrendamentos podem ser meio-a-meio. Assim sendo. e etc. como funcionário/assessor ou consultor. você lança na planilha. O calculo desse diferencial e simples.dinheiro na atividade que esta estudando. você estava perdendo 15.5% (meio por cento) ao mês. que e o capital investido. positivo. sabe-se que essa remuneração refere-se a aproximadamente 30. ou os insumos oferecidos pelo arrendatário e 30% (trinta por cento) de participação. Nesta rubrica você lançará o valor de faturamento ou de venda. a nível de remuneração internacional. e assim por diante. . a preços de mercado. e de 8. durante o período em estudo. Ou seja. Os custos de oportunidade dividem-se em três. você lançará como receita. você lançará como receita. com a redução das perdas. deve render. Com a instalação de equipamento. pois reflete o valor dos honorários que você deveria receber. alcançando no máximo entre 10. Esta rubrica não e considerada pela maioria dos empresários e é particularmente importante. gerado pelo aumento da receita. Por exemplo. A taxa mínima que deve ser considerada em transações internacionais. nesta rubrica você lançará o valor positivo.

matérias. Apos montada a planilha de custos. Como este programa foi elaborado para atender os mais diversos tipos de empreendimentos ou atividades. evidenciando um longo prazo para recuperação do capital. constitui exemplo de ativo. um negócio de grande envergadura. intitulado "II. de bares. Significa todo o capital que você investira no negocio. por exemplo. o que demanda tempo. ANALISE DOS RESULTADOS". ou seja. apresenta alta taxa de retorno. Ativo operacional. como o capital necessário para os investimentos. portanto. Neste texto será apresentada a metodologia para o calculo da taxa de retorno sobre o investimento total (TRIT). a rubrica IMPOSTOS não foi discriminada de propósito. acima de quaisquer métodos de avaliação econômico-financeira. O ativo operacional significa todo o capital que você aplicou no empreendimento naquele exercício anual. . instalações. que terá seus resultados automaticamente oferecidos pelo programa. pouco tempo para a recuperação do capital inicial. que propicie alta velocidade de giro do capital. para que você interprete se os números são favoráveis ao que pretende realizar. em geral. Por outro lado. apresentando ainda a agravante da montagem do projeto. evidencia em quanto tempo o empreendedor terá o seu capital de volta. pagamento da mão-de-obra. que conterá espaço apropriado para você adotar o percentual de impostos que desejar. passamos ao segundo tópico. Em função da natureza do negocio. ANALISE DOS RESULTADOS A análise engloba um tipo de indicador: taxa de retorno sobre o investimento total (TRIT). pois cada caso apresenta uma especificidade fiscal e tributaria. a taxa de retorno e baixa. e importante a analise dos resultados. pagamento de todos os tipos de mão-de-obra. como por exemplo. compra de matérias-primas. que certamente comparara o indicador de retorno com outras modalidades de investimentos de mercado. incluindo todas as rubricas. e todo o dinheiro necessário para a operação da empresa no período considerado. Ativo operacional. o que vale na tomada de decisão e o bom senso do investidor. Essa rubrica representa a soma dos recursos financeiros que você pretende aplicar no negocio ou atividade desejada. apos devidamente remunerados todos os investimentos realizados. em geral. lanchonetes. A avaliação de projetos sob a visão da taxa de retorno sobre o investimento total (TRIT). Um negócio de baixo investimento.Ativo. padarias e papelarias. Assim sendo. essa taxa de retorno ou o tempo necessário para o capital voltar às mãos do investidor e muito variável. Representa o dinheiro para a compra ou construção de imóveis. O elenco de todos os custos apresentados. com os significados a seguir. impostos e assim por diante. E o caso. que necessite de altos investimentos. são ainda necessárias as seguintes rubricas. Assim.primas. uma fabrica de aparelhos e equipamentos para o processamento de bebidas. Nesse caso. exige um grande esforço de vendas. Para a montagem da analise. móveis e utensílios. para movimentar o negocio durante o ano.

em determinado ano de funcionamento. em função dos dados apresentados. Rubricas Valor em mil R$ Ativo operacional 400. há mais de cinqüenta tipos de tributos ou impostos. antes de deduzido o imposto de renda. os custos fixos e variáveis.000 . Margem operacional bruta (MOB). Lucro operacional líquido (LOL). Impostos. Giro.000 Vendas 800. conforme o item 4. O giro é determinado com um cálculo simples. É determinada em percentual e indica (em percentagem). Lucro operacional bruto (LOB). A margem operacional liquida (MOL). dividindo-se o valor de vendas (ou equivalente. A margem operacional bruta (MOL) é o próprio lucro operacional bruto (LOB).000 Custo variável 200. O lucro operacional bruto (LOB) e obtido deduzindo-se do valor das vendas. E obtida pelo produto da MARGEM OPERACIONAL LIQUIDA (MOL) x GIRO. nada mais e do que o lucro operacional líquido (LOL) expresso em termos percentuais sobre as vendas. os seguintes dados.Vendas ou faturamento. expresso em termos percentuais sobre as vendas. pois no Brasil.000 Custo fixo 400. Margem operacional liquida (MOL). já foi explicitado. gira dentro do ano considerado. A rubrica "impostos" e de extrema importância para a análise do resultado do empreendimento. faca a parte os cálculos de incidência geral. Taxa de retorno sobre o investimento total (TRIT). O lucro operacional líquido (LOL) e o próprio lucro apos deduzidos os impostos do lucro operacional bruto (LOB). neste programa de Receita operacional ou fluxo diferencial liquido. quanto à empresa terá de retorno ao ano. como explicado). pelo ativo operacional. determinando um percentual a ser calculado sobre as vendas. Também denominada. Receita operacional. Representa o numero de vezes que o capital (ativo operacional) colocado em operação na empresa. Isto e. Para essa rubrica. Representa o lucro bruto do negocio ou atividade. Vamos supor uma empresa que apresente. quantas vezes o dinheiro aplicado na atividade ou negocio gira durante o ano. inserindo-o no campo apropriado indicado no programa.

MARGEM OPERACIONAL BRUTA = 200000/800000 MOB = 25. Neste contexto.... Resultado .000 CUSTO FIXO .. 800.. É interessante investir nesse empreendimento. através de uma simples regra de três. 200... visto que não é possível uma atuação reguladora no comércio. você determina em quantos anos o capital terá retornado.34 anos..0%) ...3% GIRO =800000/400000 GIRO = 2.. então que você mesmo faz.000 IMPOSTOS (15. ou seja. ou seja. 400.000 Portanto.6% de retorno em 1 ano..0% de retorno em x anos. tornando os futuros profissionais versáteis e aptos a estarem atuando também com as diversas áreas das empresas..000 (-) LUCRO OPERACIONAL BRUTO .. VENDAS ..0 TRIT = 42...... 200.. considerando-se o desempenho do empreendimento conforme os dados enunciados. a TRIT = 21.0% MARGEM OPERACIONAL LIQUIDA = 170000/800000 MOL = 21.O procedimento de cálculo e o seguinte.6%. CONCLUSÃO Cada vez mais as empresas estão precisando se adaptar ao mercado competitivo e dinâmico como temos observado no cenário da economia mundial.2... aplicar técnicas de administração para a operacionalização e gestão da Engenharia de Segurança pode trazer benefícios de curto..... que aponta um retorno em 2.. saber gerir os seus próprios problemas pode ser uma vantagem competitiva para as empresas. 100. 42.3 x 2.... Muitos dos casos de sucesso das empresas estão associados ao sucesso no Gerenciamento de Problemas das empresas.000 (-) LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO 170.0 vezes Finalmente... o capital retorna 42... em que você pesara os pontos positivos e negativos que o levara a decisão se assume ou não o empreendimento ou negocio que deseja. .6% ao ano. A pergunta..... 30.34 anos? É exatamente essa questão de bom senso.000 (-) CUSTO Variável . médio e longo prazo para as empresas...... É a seguinte.. Assim..

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