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Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof.

Vítor Menezes – Aula 01

AULA 01 - Lógica: parte 2
1. 1.1. 1.2. 1.3. 1.4. 1.5. 1.6. 1.7. 1.8. 2. 2.1. 2.2. 3. 4. 5. 6. LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO ......................................................................................................... 2 Análise de argumentos por meio da tabela verdade.................................................................. 5 1ª Técnica: eliminando as linhas com premissas falsas ............................................................ 10 2ª Técnica : Tabela verdade modificada ................................................................................... 24 3ª Técnica: Chute inicial ............................................................................................................ 37 Outras técnicas de análise de argumentos ............................................................................... 40 4ª Técnica: análise de baixo para cima ..................................................................................... 41 Condicional associado a um argumento válido ........................................................................ 49 6ª Técnica: Regras de inferência ............................................................................................... 51 DIAGRAMAS LÓGICOS ................................................................................................................... 53 Como desenhar os diagramas ................................................................................................... 53 Negação de proposições com quantificadores ......................................................................... 58 RESUMÃO...................................................................................................................................... 68 ASSUNTOS DE DESTAQUE ............................................................................................................. 69 QUESTÕES APRESENTADAS EM AULA........................................................................................... 69 GABARITO ..................................................................................................................................... 74

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LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Primeira premissa: Quem ganha na loteria fica rico. Segunda premissa: Daniel Dantas é rico Conclusão: Daniel Dantas ganhou na loteria.

Exemplo de argumento:

Em um argumento lógico, temos um conjunto de proposições, chamadas premissas. As premissas são nosso ponto de partida, aquilo que consideramos verdadeiro. Sempre! O argumento lógico afirma que o conjunto de premissas tem como conseqüência uma determinada conclusão. Acima, temos duas premissas (Quem ganha na loteria fica rico; Daniel Dantas é rico). Estamos dizendo que essas duas premissas acarretam na nossa conclusão (Daniel Dantas ganhou na loteria). Por isso, o que temos acima é um argumento. Um argumento pode ser válido ou inválido.

Ele será válido quando o fato de as premissas serem verdadeiras garantir que a conclusão também seja.

Ele será inválido quando o fato de as premissas serem verdadeiras não for suficiente para que a conclusão também seja. Por sinal, o argumento dado no exemplo acima é inválido.

Notem que, para a gente, pouco importa se, no mundo real, as premissas são de fato verdadeiras ou não. Para fazer a análise do argumento, nós consideramos que todas as premissas são verdadeiras. Sempre! Não interessa qual seja a premissa! A tarefa de avaliar se uma premissa é realmente verdadeira é das outras ciências (física, química, biologia etc). Na lógica, só estamos interessados na forma do argumento. O que nós analisaremos é se o argumento está bem construído, bem formulado, isto é, se as premissas, de fato, suportam a conclusão. Assim, partimos do pressuposto de que as premissas são verdadeiras. Se, considerando as premissas verdadeiras, a conclusão necessariamente também for verdadeira, então o argumento é válido. Caso contrário, se existir um caso em que todas as premissas são verdadeiras e a conclusão for falsa, então o argumento é inválido.

Por fim, se não for possível que todas as premissas sejam simultaneamente verdadeiras, então o argumento é inconsistente. Um argumento inconsistente é, também, válido. Como no argumento inconsistente não existe linha da tabela-verdade em que as premissas são

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Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Vítor Menezes – Aula 01 verdadeiras e a conclusão é falsa, então ele é considerado válido. Não falaremos mais sobre argumentos inconsistentes porque nunca vi a Esaf cobrando isso.

Então, o que vamos aprender na sequência da aula é como ver se um argumento é válido ou não. É isso.

Na análise de argumentos lógicos: as premissas são sempre consideradas verdadeiras.

Exercícios
Questão 1 Serpro 2001 [ESAF] Considere o seguinte argumento: “Se Soninha sorri, Sílvia é miss simpatia. Ora, Soninha não sorri. Logo, Sílvia não é miss simpatia”. Este não é um argumento logicamente válido, uma vez que: a) a conclusão não é decorrência necessária das premissas. b) a segunda premissa não é decorrência lógica da primeira. c) a primeira premissa pode ser falsa, embora a segunda possa ser verdadeira. d) a segunda premissa pode ser falsa, embora a primeira possa ser verdadeira. e) o argumento só é válido se Soninha na realidade não sorri.

Resolução: Temos: 1ª Premissa: Se Soninha sorri, Silvia é miss simpatia. 2ª Premissa: Soninha não sorri. Conclusão: Silvia não é miss simpatia.

Letra A: a conclusão não é decorrência necessária das premissas. Correto. É exatamente o conceito de um argumento inválido. Num argumento inválido, as premissas não acarretam na conclusão. O fato de as premissas serem verdadeiras não garante que a conclusão também seja.

Letra B: a segunda premissa não é decorrência lógica da primeira.

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pouco importando se a conclusão é realmente verdadeira ou não. pela forma com que foi construído. gato mia). Aqui a gente só avalia se a conclusão decorre logicamente das premissas. por definição. Premissas são. Vítor Menezes www. Letra C: a primeira premissa pode ser falsa.estrategiaconcursos. embora a segunda possa ser verdadeira. não nos cabe julgar a veracidade das premissas. Novamente. Na análise de argumentos. As premissas são independentes entre si. Letra D: a segunda premissa pode ser falsa. não precisa haver qualquer relação entre as premissas. Nada disso importa.no mundo real. Vítor Menezes – Aula 01 Em um argumento (seja ele válido ou inválido). Nosso trabalho é apenas avaliar a forma do argumento. além disso. são sempre consideradas verdadeiras.com. Isto acontece em outros ramos da Ciência. então o triângulo tem três lados. Conclusão: O gato late. Letra E: o argumento só é válido se Soninha na realidade não sorri. Prof. Aparentemente.no mundo real.br 4 . Em lógica. E. A tarefa de avaliar a validade das premissas é das outras ciências. Isso é importante: em lógica podemos chegar a conclusões que seriam absurdas no mundo real. esta alternativa quer dizer que os argumentos precisam de alguma correspondência com o mundo real. as premissas são justamente aquilo que consideramos verdadeiro. o argumento ainda seria inválido. E isso não seria problema algum. Notem que: . a segunda premissa é absurda (todo triângulo tem três lados) . verdadeiras. Mesmo que no mundo real Soninha sorrisse. a conclusão é igualmente absurda (gato não late.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. sempre partimos do pressuposto de que as premissas são verdadeiras. Segunda premissa: O triângulo não tem três lados. Exemplo: Primeira premissa: Se o gato não late. Aprendemos que esta necessidade não existe. embora a primeira possa ser verdadeira.

lembrem-se de que sempre consideramos premissas verdadeiras) 3 – verifique se. mesmo que uma conclusão seja correta (no mundo real).1. É importante dizer que. Dirigimo-nos às linhas em que todas as premissas são verdadeiras e verificamos o que ocorre com a conclusão. este argumento acima (que fala do gato e do triângulo) é válido. durante a prova. Análise de argumentos por meio da tabela verdade. Exemplos Prof. o argumento é inválido. Com isso. veremos exemplos simples.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Assim. é muito importante sabermos muito bem como funciona a análise pela tabela verdade. por mim elaborados.estrategiaconcursos.com. a conclusão também é verdadeira. Se for. a conclusão também será. para entender o funcionamento da técnica. porque isso é simplesmente a base de todas as demais técnicas que aprenderemos. Este passo a passo simplesmente decorre diretamente da definição de argumento válido. pois é o meio mais demorado. Simples assim. Certo? Apesar disso. Vítor Menezes – Aula 01 Considerando as premissas verdadeiras. De modo semelhante. isso não significa que o argumento seja válido. o argumento é válido. Se não for.br 5 . nas linhas indicadas no item “2”. pois está bem construído (em sua forma). Para analisar um argumento por meio da tabela verdade. Gabarito: A Resumindo esta primeira parte da matéria: 1. você deve evitar analisar um argumento pela tabela verdade. faça o seguinte: 1 – monte uma tabela-verdade contendo todas as premissas e a conclusão. 2 – identifique as linhas em que todas as premissas são verdadeiras (pois só esses casos nos interessam. Vítor Menezes www.

Para analisar a validade do argumento. O argumento pode ser expresso assim: ܿ→‫ݎ‬ ܿ ‫ݎ‬ Utilizamos um traço horizontal para separar as premissas da conclusão. r: O rio enche. o rio enche. Outra forma de representar o mesmo argumento seria assim: ܿ → ‫ݎ‬. ܿ |---.‫ݎ‬ O símbolo “|----” também é usado para separar as premissas da conclusão. Conclusão: O rio enche. Resolução: Aqui não nos interessa saber se as premissas são de fato verdadeiras. Vamos dar nomes às proposições: c: Chove. Pouco importa se.br 6 . realmente. Classifique o argumento em válido ou inválido. quando chove. Premissa Conclusão Premissa ܿ ‫ݎ‬ ܿ→‫ݎ‬ V V V V F F F V V Prof.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Dado que elas são verdadeiras. ܿ V V F F ‫ݎ‬ V F V F ܿ→‫ݎ‬ V F V V Vamos identificar as premissas e a conclusão. Pouco importa se.estrategiaconcursos. Vítor Menezes www. vamos construir a tabela-verdade. Vamos sempre partir do pressuposto de que as premissas são verdadeiras. de fato. Segunda premissa: Chove. Vítor Menezes – Aula 01 Exemplo 1: Considere o seguinte argumento: Primeira premissa: Se chover.com. temos que analisar se a conclusão também é. o rio enche. está chovendo.

Segunda premissa: Não chove. para gente. Conclusão: O rio não enche. Classifique o argumento em válido ou inválido. o rio enche. procuramos pelas linhas em que todas as premissas são verdadeiras.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Logo. Resposta: argumento válido. a conclusão também é verdadeira. em todas essas linhas. e que “chove”. Pronto. Premissa Conclusão Premissa ܿ ‫ݎ‬ ܿ→‫ݎ‬ V V V V F F F V V F F V A linha destacada em vermelho é a única em que todas as premissas são verdadeiras. o argumento será válido. podemos concluir que “o rio enche”. Prof. a conclusão também for verdadeira. vamos analisar apenas as linhas em que as premissas são verdadeiras (pois. De outro modo: o fato de as premissas serem verdadeiras garante a que a conclusão também seja.br 7 .com. a conclusão também é. Vítor Menezes www. r: O rio enche. Se. Dito de outra maneira: partindo-se das informações que “Se chover o rio enche”. Fazemos a tabela verdade que engloba todas as premissas e a conclusão. Análise de argumentos por meio da tabela-verdade é apenas isso. Exemplo 2: Considere o seguinte argumento: Primeira premissa: Se chover. Nessa linha. Resolução: Vamos dar nomes às proposições: c: Chove. pois sempre que todas as premissas são verdadeiras. o argumento é válido. Ou ainda: as premissas acarretam na conclusão.estrategiaconcursos. as premissas sempre são tomadas como verdadeiras). Depois. Vítor Menezes – Aula 01 F F V Agora.

Contudo. e sabendo que “não chove”.estrategiaconcursos. Resposta: argumento inválido. a conclusão também é verdadeira (ver última linha). Ou seja.br 8 . Exemplo 3: Considere o seguinte argumento: Prof. Ou ainda: o fato de as premissas serem verdadeiras não garante que a conclusão também seja.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. não podemos concluir que “o rio não enche”. de fato. na penúltima linha. Em uma dessas linhas. as duas premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. existe um caso em que as premissas são verdadeiras e a conclusão não é.com. Basta um único caso de premissas verdadeiras e conclusão falsa para que o argumento seja inválido. Vítor Menezes – Aula 01 O argumento pode ser expresso do seguinte modo: ܿ→‫ݎ‬ ~ ܿ ~‫ݎ‬ Vamos construir a seguinte tabela verdade: ܿ V V F F ‫ݎ‬ V F V F ܿ→‫ݎ‬ V F V V Agora vamos acrescentar a outra premissa e a conclusão: ܿ V V F F Premissa ~ܿ F F V V ‫ݎ‬ V F V F Conclusão Premissa ~‫ݎ‬ ܿ→‫ݎ‬ F V V F F V V V Nas linhas destacadas em vermelho. o que faz com que o argumento seja inválido. Ou seja: sabendo que “se chover o rio enche”. todas as premissas são verdadeiras. Vítor Menezes www.

as duas premissas são verdadeiras.br 9 . Agora vamos construir a tabela-verdade. Segunda premissa: O rio enche. Vítor Menezes – Aula 01 Primeira premissa: Se chover. Premissa ‫ݎ‬ V F V F Premissa ܿ→‫ݎ‬ V F V V Resolução: Vamos dar nomes às proposições: c: Chove. Ou seja. o rio enche. Prof.com. Nela. Conclusão ܿ V V F F Vejam a terceira linha da tabela. Exemplo 4: Considere o seguinte argumento: Primeira premissa: Se chover.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Conclusão: Chove. r: O rio enche. O fato de as premissas serem todas verdadeiras não garante que a conclusão também seja. o argumento é inválido. existe um caso em que temos premissas verdadeiras e conclusão falsa. Resposta: argumento inválido. Vítor Menezes www. Classifique o argumento em válido ou inválido. Resolução: Vamos dar nomes às proposições: c: Chove. Classifique o argumento em válido ou inválido. Conclusão: Não chove.estrategiaconcursos. Agora vamos construir a tabela-verdade. o rio enche. Segunda premissa: O rio não enche. Logo. r: O rio enche. mas a conclusão é falsa.

Por isso.estrategiaconcursos. Tudo certo até aqui? Quando o número de premissas começa a aumentar. 1. a conclusão também é. ok? Se você pegar algum livro de lógica para estudar. usar a tabela-verdade fica muito trabalhoso. 3 – Beatriz vai ao boliche e Suelen vai ao shopping. ‫ݎ‬ V F V F Nela. Conclusão: Manuel não vai ao mercado. 2 – Cláudia vai ao cinema ou Pedro vai ao porto.com. Vítor Menezes – Aula 01 Conclusão ~ܿ F F V V Premissa ~‫ݎ‬ F V F V Premissa ܿ→‫ݎ‬ V F V V ܿ V V F F Repare na última linha. veremos outros métodos de análise de validade de argumentos. Mas. 4 – Suelen não vai ao shopping ou Pedro não vai ao porto. então Cláudia vai ao cinema. no condicional associado a um argumento lógico.2. Prof. e nas regras de inferência. não encontrará menção a tais métodos. formalmente. É isso. Os livros de lógica só falam no método da tabela verdade (que acabamos de estudar). um roteirinho de como fazer. 1ª Técnica: eliminando as linhas com premissas falsas Basicamente. O que eu fiz foi adaptar esses métodos para concurso público. Os métodos que veremos a seguir. Vítor Menezes www. Ou seja. é importante que vocês sejam doutores na análise pela tabela.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. as duas premissas são verdadeiras e a conclusão também é. para entendê-los perfeitamente. sempre que as premissas são verdadeiras. a ideia central desta técnica está ilustrada no exemplo a seguir. não existem.br 10 . Exemplo 5: Classifique o argumento abaixo em válido ou inválido Premissas: 1 – Se Manuel vai ao mercado. Para cada tipo de exercício. O argumento é válido. criei uma “técnica”.

com. se fôssemos fazer a tabela verdade completa.br 11 . neste caso. p: Pedro vai ao porto. teríamos 32 linhas!!! Isso mesmo!! Vimos na aula 0 que. ܾ V V V V V V V V V V V V V V V V F F F F F F F F F F ‫ݏ‬ V V V V V V V V F F F F F F F F V V V V V V V V F F ‫݌‬ V V V V F F F F V V V V F F F F V V V V F F F F V V ݉ V V F F V V F F V V F F V V F F V V F F V V F F V V ܿ V F V F V F V F V F V F V F V F V F V F V F V F V F Premissa Premissa Premissa ݉→ܿ ܿ∨‫݌‬ ܾ∧‫ݏ‬ Premissa ~‫݌~ ∨ ݏ‬ Conclusão ~݉ Prof. Vítor Menezes – Aula 01 Resolução: Vamos dar nomes às proposições simples. a tabela verdade terá 2n linhas. 5 proposições simples.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof.estrategiaconcursos. b: Beatriz vai ao boliche s: Suelen vai ao shopping Pronto. Vítor Menezes www. isso significa 25 = 32 linhas. Ora. se temos. se temos n proposições simples. Agora. m: Manuel vai ao mercado. c: Cláudia vai ao cinema.

Manuel vai o mercado e Cláudia vai ao cinema.estrategiaconcursos. Isso não ajuda muito a gente.Manuel não vai ao mercado e Cláudia não vai ao cinema. . . Vamos pular esta premissa. então Cláudia vai ao cinema. O que é uma “premissa fácil”? É uma premissa que apresenta um único caso de verdadeiro. só vamos montar as linhas em que todas as premissas são verdadeiras. Acima temos um conectivo “e”. é claro que não. Vamos analisar a primeira premissa: 1 – Se Manuel vai ao mercado. o único caso em que a proposição acima é verdadeira é quando Beatriz vai ao boliche e Suelen vai ao shopping. É muito caso para gente analisar! São muitas as situações que tornam a premissa acima verdadeira. Para que ela seja verdadeira. Logo.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Há um único caso em que a proposição composta com a conjunção é verdadeira: quando as duas parcelas são verdadeiras.Manuel não vai ao mercado e Cláudia vai ao cinema. Opa!!! Agora a coisa melhorou. Prof.com. fazendo 32 linhas? Não. Para facilitar nosso trabalho. Vítor Menezes – Aula 01 F F F F F F F F F F F F V V F F F F F F V V F F V F V F V F E aí? Vamos perder esse tempo todo. podemos ter as seguintes situações: . Vamos direto para a terceira premissa: 3 – Beatriz vai ao boliche e Suelen vai ao shopping. O que fazer? Bom. vamos procurar por “premissas fáceis”. para ganharmos tempo. Vítor Menezes www.br 12 .

Ou seja. a segunda parcela será verdadeira. Vítor Menezes – Aula 01 Portanto. “p” é falso). o número de linhas já diminuiria muito. Vamos tentar reduzir ainda mais. Isso já facilita muito as coisas. Mas não vamos preenchê-la ainda. Pedro não vai ao porto Prof. deve ser verdadeira. Para “b” e “s” aí nem precisamos nos preocupar. a tabela-verdade agora ficou bem menor. “m” e “c”. A primeira parcela do “ou” diz que Suelen não vai ao shopping. para que a terceira premissa seja verdadeira. formamos todas as combinações de valores lógicos para “p”. São sempre verdadeiros!!! Fizemos assim porque todas as premissas devem ser verdadeiras. esta nós já sabemos alguma coisa sobre ela.br 13 . para que a disjunção seja verdadeira.com. É uma premissa. Vimos que Suelen vai ao shopping (“s” é verdadeiro).estrategiaconcursos. Ou seja. Portanto. Vamos para a quarta premissa: 4 – Suelen não vai ao shopping ou Pedro não vai ao porto. Temos um “ou”.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Se fôssemos fazer uma nova tabela verdade. atentando para a restrição acima (de que b e s devem ser verdadeiras). a primeira parcela da disjunção é falsa. pelo menos uma das parcelas deve ser verdadeira. A primeira parcela. acabamos de concluir que Pedro não vai ao porto (ou seja. Repetindo: fixamos o valor lógico de b e s. Vejam: ܾ V V V V V V V V ‫ݏ‬ V V V V V V V V ‫݌‬ V V V V F F F F ݉ V V F F V V F F ܿ V F V F V F V F Premissa Premissa Premissa ݉→ܿ ܿ∨‫݌‬ ܾ∧‫ݏ‬ Premissa ~‫݌~ ∨ ݏ‬ Conclusão ~݉ Para construir a tabela acima. Logo. devemos ter. já sabemos que: b: tem que ser verdadeiro s: tem que ser verdadeiro Ok. Vítor Menezes www. obrigatoriamente: b: Verdadeiro s: Verdadeiro. E a única forma de a terceira premissa ser verdadeira é se “b” e “s” forem verdadeiras. Como qualquer premissa. pois são sempre verdadeiras. Para que seja verdadeiro.

Qualquer que seja. c: deve ser verdadeiro. Deste modo. independente do valor lógico da primeira parcela. a primeira premissa será verdadeira. Cláudia vai ao cinema. Muito bem. agora nossa tabela verdade fica ainda mais reduzida: ܾ V V ‫ݏ‬ V V ‫݌‬ F F ݉ ܿ V V F V Premissa Premissa Premissa ݉→ܿ ܿ∨‫݌‬ ܾ∧‫ݏ‬ Premissa ~‫݌~ ∨ ݏ‬ Conclusão ~݉ Vamos para a primeira premissa: 1 – Se Manuel vai ao mercado. todas elas são verdadeiras. Quanto às premissas. Com isso. A segunda parcela do “ou” é falsa. Assim. já podemos descartar as linhas da tabela verdade em que “p” é verdadeiro. então Cláudia vai ao cinema. o condicional será verdadeiro. Vítor Menezes www. Nossa tabela verdade ficaria assim: ܾ V V V V ‫ݏ‬ V V V V ‫݌‬ F F F F ݉ ܿ V V V F F V F F Premissa Premissa Premissa ݉→ܿ ܿ∨‫݌‬ ܾ∧‫ݏ‬ Premissa ~‫݌~ ∨ ݏ‬ Conclusão ~݉ Vamos agora para a segunda premissa: 2 – Cláudia vai ao cinema ou Pedro vai ao porto. Portanto. não conseguimos excluir mais linhas da nossa tabela verdade. não interessa o valor lógico de m. Isto porque nós já vimos que Pedro não vai ao porto.com. automaticamente.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Ela ficará da forma como vimos acima. para que o “Ou” seja verdadeiro. Vítor Menezes – Aula 01 p: Falso Repetindo: o único modo de a quarta premissa ser verdadeira é se “p” for falso. Isso mesmo! Prof. a primeira parcela deve ser verdadeira. Logo. ܾ V V ‫ݏ‬ V V ‫݌‬ F F ݉ V F ܿ V V Premissa Premissa Premissa ݉→ܿ ܿ∨‫݌‬ ܾ∧‫ݏ‬ Premissa ~‫݌~ ∨ ݏ‬ Conclusão ~݉ Vamos agora completar nossa tabela verdade. Deste modo. A segunda parcela deste condicional é verdadeira (já vimos que Cláudia vai ao cinema).br 14 .estrategiaconcursos.

Vítor Menezes www. Isso será facilitado se houver premissas fáceis (com um único caso de verdadeiro). Vítor Menezes – Aula 01 Ora.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof.premissas com conectivo “e”. em vez de montarmos 32 linhas. nós fomos retirando todos os casos que tornavam as premissas falsas.estrategiaconcursos. Exemplo: .br 15 . nos casos restantes. vamos analisar a conclusão. só montamos as linhas que interessam: só aquelas em que todas as premissas são verdadeiras. montamos apenas 2. todas as premissas são verdadeiras. Nestas linhas. ܾ V V ‫ݏ‬ V V ‫݌‬ F F ݉ V F Premissa Premissa Premissa ܿ ݉→ܿ ܿ∨‫݌‬ ܾ∧‫ݏ‬ V V V V V V V V Premissa ~‫݌~ ∨ ݏ‬ V V Conclusão ~݉ Assim. vocês verão que a banca traz enunciados em que é necessário montar uma única linha.premissas com proposições simples . Então a dica é: 1ª Técnica: Elimine as linhas que tornam as premissas falsas.com. b V V S V V p F F m V F c V V Premissa Premissa Premissa c∨ p b∧s m→c V V V V V V Premissa ~ s∨ ~ p V V Conclusão ~m F V Vejam que existe um caso de premissas verdadeiras e conclusão falsa. Isso facilita muito as coisas. Prof. No caso específico da Esaf. Com esta técnica. Logo. Resposta: argumento inválido.

e) Ana é prima de Bia e Carlos não é filho de Pedro. Tudo o que o enunciado traz deve ser tomado como verdadeiro (são premissas!). c) Ana não é prima de Bia e Carlos é filho de Pedro. então Breno não é neto de Beto. 3) Se Carlos é filho de Pedro. As premissas são: 1) Ana é prima de Bia. Resolução: Este tipo de exercício é muito comum em provas da ESAF. a qual conclusão podemos chegar? Como dissemos. 4) Jorge é irmão de Maria. então Breno é neto de Beto. 2) Se Jorge é irmão de Maria. d) Jorge é irmão de Maria e Breno é neto de Beto.com. Logo: a) Carlos é filho de Pedro ou Breno é neto de Beto. É isso mesmo. Partindo destas premissas.br 16 . que é a mais fácil de ser analisada. Jorge é irmão de Maria. para tentar deixar você confuso. Vítor Menezes – Aula 01 Questão 2 CGU 2004 [ESAF] Ana é prima de Bia. Se Jorge é irmão de Maria. Jorge é irmão de Maria. E a Esaf tem até o hábito de iniciar a frase com a expressão “Ora”. ou Carlos é filho de Pedro. geralmente (mas não sempre) a ESAF coloca a primeira informação a ser usada no final do enunciado. e muito. é um tipo de questão bem típico da ESAF! Um enunciado cheio de nomes. Vejamos a quarta premissa (repare que é a última). Ora. Prof. Jorge é irmão de Maria.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. b) Breno é neto de Beto e Ana é prima de Bia. ou Carlos é filho de Pedro. Vítor Menezes www. Este é o caso clássico de utilização da técnica 1. São várias pessoas. Se Carlos é filho de Pedro. então Breno é neto de Beto. parece que o enunciado não acaba e você não sabe por onde começar. Vamos começar. Repete. A proposição simples. Já que a ideia é deixar as pessoas cansadas e confusas. Vejam: Ora. então Breno não é neto de Beto.estrategiaconcursos. é justamente a última premissa.

com. a mais simples de ser analisada.” Trata-se de uma premissa. quando temos V/F. de cara. então Breno não é neto de Beto. portanto. É. O efeito disso é o seguinte. Vítor Menezes www. Logo. que Jorge é irmão de Maria. quanto aquelas que consideram que não é. Ou seja. nessa ordem. abrangendo todas as possibilidades para as premissas. Vítor Menezes – Aula 01 Isto nos é fornecido de cara pelo enunciado. (V) Se (Jorge é irmão de Maria). não pode. Como qualquer premissa. Só existe uma outra premissa em que temos algo sobre Jorge e Maria. Por quê? Porque a quarta premissa já nos garante de cara que ele é sim irmão de Maria.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Na técnica que estamos estudando. Continuando. Precisamos saber onde usar esta informação. Nada de disjunções. ganhamos tempo. Qual a única situação em que o condicional é falso? Quando o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso. Vejamos quem são suas parcelas: Antecedente: Jorge é irmão de Maria Consequente: Breno não é neto de Beto. nem perdemos tempo analisando as linhas em que Jorge não é irmão de Maria. Ou seja. Prof. Se fôssemos fazer uma tabela verdade completa. A quarta premissa já nos garantiu que a primeira parte deste condicional é verdadeira (V). se não teríamos V/F. então (Breno não é neto de Beto) Pergunta: o consequente pode ser falso? Não. Por isso começamos com ela. teríamos que analisar tanto as linhas que consideram que Jorge é realmente irmão de Maria. temos um condicional. esta proposição deve ser verdadeira!!! Nesta premissa. Acabamos de descobrir que Jorge é irmão de Maria.estrategiaconcursos. É uma proposição simples. o consequente só pode ser verdadeiro. É a segunda premissa: “Se Jorge é irmão de Maria. e o condicional seria falso. Já sabemos. de condições necessárias ou suficientes.br 17 .

Se o consequente é falso. se não teríamos V/F. não pode. Foi o que concluímos anteriormente. ou seja. Breno não é neto de Beto. é verdadeiro que “Breno não é neto de Beto”. ou Carlos é filho de Pedro” Para que este “ou” seja verdadeiro. Conclusão: Breno não é neto de Beto. Conclusão: Jorge é irmão de Maria.estrategiaconcursos. “Ana é prima de Bia”. Só existe uma outra premissa que fala de Breno e Beto. (F) Se (Carlos é filho de Pedro). Ela aparece também na primeira premissa: “Ana é prima de Bia. Vítor Menezes www. Prof. Carlos não é filho de Pedro. Se (Carlos é filho de Pedro). nessa ordem.br 18 . então Breno é neto de Beto” Sabemos que Breno não é neto de Beto. o antecedente também deve ser falso. Pergunta: o antecedente pode ser verdadeiro? Não. (F) então (Breno é neto de Beto) Conclusão: Carlos não é filho de Pedro Vamos continuar com nossa “caça ao tesouro”. ao menos uma das suas parcelas tem que ser verdadeira. Agora temos que encontrar onde usar esta nova informação. Ana é prima de Bia. Temos que saber onde usar esta conclusão. Conclusão: Ana é prima de Bia Pronto! Descobrimos tudo que era possível descobrir. Vítor Menezes – Aula 01 (V) Se (Jorge é irmão de Maria). Sabemos que a segunda parcela é falsa (Carlos não é filho de Pedro). e esta premissa seria falsa. É terceira premissa: “Se Carlos é filho de Pedro.com. (V) então (Breno não é neto de Beto) Portanto.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. para que o condicional seja verdadeiro. (F) então (Breno é neto de Beto) O consequente é falso. Disso podemos concluir que a primeira parcela deve ser verdadeira.

nestes casos. 3) Sou amiga de Clara ou não sou amiga de Oscar. Caso fôssemos utilizar a tabela verdade. Resolução: Este é o caso típico de aplicação da técnica 1. Queremos descobrir qual alternativa traz uma conclusão que decorre destas premissas. d) sou amiga de Oscar e amiga de Nara. o probleminha vira uma espécie de “caça ao tesouro”. Prof. Tudo que a questão fornece é verdadeiro. Geralmente. ela costuma fazer com que haja uma única linha da tabela verdade em que todas as premissas sejam verdadeiras. Premissas: 1) Sou amiga de Abel ou sou amiga de Oscar. será a última premissa fornecida. Precisaríamos montar uma tabela bem grande. Quando a ESAF trouxer premissas “fáceis”. Sou amiga de Clara ou não sou amiga de Oscar. e) sou amiga de Oscar e não sou amiga de Clara. Com isso. a premissa fácil virá precedida da palavrinha “Ora”. Sempre assim: descobrimos uma informação e temos que identificar onde utilizá-la. a) não sou amiga de Nara e sou amiga de Abel. Ora.estrategiaconcursos. não sou amiga de Clara. para obtermos a próxima informação. proposições compostas com conectivo “e”. Lembrando: quando digo “premissas fáceis”. E. Sou amiga de Nara ou não sou amiga de Abel. Vamos ver outro exemplo: Questão 3 CGU 2008 [ESAF] Sou amiga de Abel ou sou amiga de Oscar. b) não sou amiga de Clara e não sou amiga de Nara.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. São nossas premissas. 2) Sou amiga de Nara ou não sou amiga de Abel.br 19 .com. Vítor Menezes – Aula 01 Gabarito: E Então é isso. A ESAF ainda facilita as coisas porque. c) sou amiga de Nara e amiga de Abel. É um tipo de exercício muito cobrado pela ESAF. use a técnica 1. olha o trabalhão que daria. Assim. Vítor Menezes www. estou me referindo àquelas que contenham: proposições simples. geralmente.

estrategiaconcursos. antes da solução propriamente dita. Vamos dar nomes às proposições simples: a: sou amiga de Abel o: sou amiga de Oscar c: sou amiga de clara n: sou amiga de nara Olha só que tabela grande: a V V V V V V V V V V V V V V V V F F F F F F F F F F F F o V V V V V V V V F F F F F F F F V V V V V V V V F F F F c V V V V F F F F V V V V F F F F V V V V F F F F V V V V n V F V F V F V F V F V F V F V F V F V F V F V F V F V F Premissa a∨o Premissa n∨ ~ a Premissa c∨ ~ o Premissa ~c Prof.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. vou novamente frisar o quanto é trabalhoso fazer a tabela verdade num caso desses.br 20 . Vítor Menezes – Aula 01 4) Ora.com. não sou amiga de Clara Repararam que a última proposição é uma proposição simples? E começa com “ora”? Adivinhem por qual proposição a gente vai começar? Bom. Vítor Menezes www.

vamos perder esse tempo todo preenchendo a tabela inteira? Não. uma das parcelas deve ser verdadeira. Qual premissa fala de Clara? A terceira premissa: “Sou amiga de Clara ou não sou amiga de Oscar”.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. para que esta quarta premissa seja verdadeira.br 21 . temos que “eu não sou amiga de clara”. Em símbolos: ~c: Verdadeiro Portanto: c: F Já descobrimos uma coisa. para que a disjunção seja verdadeira. Isto será mais tranquilo quando houver premissas fáceis. é claro que não. Exemplos: proposições simples. Vítor Menezes – Aula 01 F F F F F F F F F F F F V F V F E olha que ainda nem colocamos as possíveis conclusões. Vítor Menezes www. Portanto. Como todas as premissas devem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Prof. nem vamos nos dar ao trabalho de preencher as linhas em que pelo menos uma das premissas é falsa. Vamos anotar esta conclusão: Não sou amiga de clara (c: Falso) Já que descobrimos uma coisa sobre Clara (descobrimos que não sou amiga dela). Para que esta premissa seja verdadeira. Quarta premissa: Não sou amiga de Clara. Vamos partir dela. proposições com conectivo “e”.estrategiaconcursos. E aí.com. Para que este “ou” seja verdadeiro. A proposição “c” tem que ser falsa. O que é uma premissa fácil? É uma premissa que tenha um único caso de verdadeiro. A primeira parcela é falsa (pois eu não sou amiga de Clara). É uma proposição simples. a segunda parcela deve ser verdadeira. Notem a última premissa. Ela é “fácil”. vamos tentar usar isso para concluir algo novo.

então Natália é prima de Carlos.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. a primeira parcela deve ser verdadeira. o que economiza tempo. Acrescentando isso ao nosso quadro: Não sou amiga de Clara Não sou amiga de Oscar Sou amiga de Abel Por fim. Ora. respectivamente. nem precisamos realmente da tabela. para que o “ou” seja verdadeiro: Sou amiga de Abel. Como “não sou amiga de Oscar”. Gabarito: C Questão 4 ATRFB 2012 [ESAF] Se Paulo é irmão de Ana. Notem que a segunda parcela do “ou” é falsa (pois eu Sou amiga de Abel). então Marta não é mãe de Rodrigo. vemos que a alternativa C é a correta.br 22 . verdadeiro e verdadeiro. o. É nesta linha que devemos analisar cada conclusão pretendida. Logo a) Marta não é mãe de Rodrigo e Paulo é irmão de Ana.com. falso. Logo: Sou amiga de Nara. “Sou amiga de Abel ou sou amiga de Oscar”. a única linha da tabela verdade que deve ser preenchida. Se Natália é prima de Carlos. falso. Prof. Vítor Menezes – Aula 01 Logo: Não sou amiga de Oscar. Vamos anotar mais esta conclusão: Não sou amiga de Clara Não sou amiga de Oscar Observem agora a primeira premissa. é aquela em que as proposições c. n são. Leila não é tia de Maria.estrategiaconcursos. (o: falso) Nossa tabela ficaria novamente reduzida. A partir do quadro acima. Para que a disjunção seja verdadeira. Com este método. Vítor Menezes www. Se Marta não é mãe de Rodrigo. a. a informação 2: “Sou amiga de Nara ou não sou amiga de Abel”. acaba que. pois só faríamos as linhas em que “o” é falso. então Leila é tia de Maria. Atualizando nosso quadro: Não sou amiga de Clara Não sou amiga de Oscar Sou amiga de Abel Sou amiga de Nara Deste modo.

com. pois Leila não é tia de Maria.br 23 . Ou seja. concluímos que Leila não é tia de Maria. Da premissa 4. Resolução: Nessa questão aplicamos um importante resultado relativo ao condicional. verdadeira e falsa.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Leila não é tia de Maria.Se Marta não é mãe de Rodrigo. nessa ordem. nessa ordem. 3 . teríamos V/F e o condicional seria falso) caso se saiba que ‫ ݍ‬é falso. Agora vamos para a premissa 2: Prof. então Natália é prima de Carlos. Então o antecedente também deve ser falso. 2 . 4 . que também fala sobre Leila Se Marta não é mãe de Rodrigo então Leila é tia de Maria (F) O consequente é falso. para que o condicional seja verdadeiro.Se Natália é prima de Carlos. teríamos V/F e o condicional seria falso) Vejamos então a questão. num condicional verdadeiro (‫) ݍ → ݌‬. Leila não é tia de Maria.Ora. Portanto: Marta é mãe de Rodrigo. Agora analisamos a premissa 3. temos: • • caso se saiba que ‫ ݌‬é verdadeiro. d) Marta é mãe de Rodrigo e Paulo não é irmão de Ana.Se Paulo é irmão de Ana. Portanto. pode-se afirmar que =q também é verdadeiro (do contrário. então Marta não é mãe de Rodrigo. Vítor Menezes – Aula 01 b) Marta é mãe de Rodrigo e Natália é prima de Carlos. c) Marta não é mãe de Rodrigo e Natália é prima de Carlos. Vítor Menezes www. então Leila é tia de Maria.estrategiaconcursos. o condicional só será F se suas proposições simples forem V/F. e) Natália não é prima de Carlos e Marta não é mãe de Rodrigo. Um condicional ‫ ݍ → ݌‬só é falso que as proposições ‫ ݌‬e ‫ ݍ‬forem. pode-se afirmar que ‫ ݌‬também é falso (do contrário. As premissas são: 1 .

Homero é honesto. 2ª Técnica : Tabela verdade modificada CGU 2004 [ESAF] Aqui.br/artigos/raciocinio-logico--analista-da-receitafederal-2012 http://www.com.com. Beto é bondoso. e) Beto não é bondoso. para que o condicional seja verdadeiro. destaco que essa prova inteira da Receita Federal 2012. Vítor Menezes – Aula 01 Se Natália é prima de Carlos então Marta não é mãe de Rodrigo (F) O consequente é falso.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Homero é honesto. Júlio é justo. Júlio não é justo. Homero é honesto. está integralmente resolvida nos endereços abaixo: • • • http://www.br 24 . ver como aplicar a técnica.com.br/artigos/rlq--afrfb-2012--parte-2 1. Júlio é justo. b) Beto não é bondoso.tecconcursos. Logo. Vamos direto para o exercício. O que nos leva a: Natália não é prima de Carlos Premissa 1: Se Paulo é irmão de Ana então Natália é prima de Carlos (F) Raciocínio idêntico. Júlio não é justo.3. Marta é mãe de Rodrigo e Leila não é tia de Maria Gabarito: D Pessoal. d) Beto não é bondoso. ou Homero é honesto. Júlio não é justo. incluindo as 20 questões de Auditor + 10 de Analista. Natália não é prima de Carlos. não há muito o que explicar. Homero não é honesto.com. Homero é honesto. ou Júlio é justo.tecconcursos. ou Beto é bondoso.estrategiaconcursos.tecconcursos. Beto não é bondoso. Questão 5 Homero não é honesto. ou Júlio é justo. ou Júlio não é justo. Então o antecedente também deve ser falso. Homero é honesto. para quem tiver interesse. Prof. Vítor Menezes www. c) Beto é bondoso. pois Marta é mãe de Rodrigo. Resumindo tudo: Paulo não é irmão de Ana. a) Beto é bondoso. Concluímos que Paulo não é irmão de Ana.br/artigos/raciocinio-logico--auditor-fiscal-da-receitafederal-2012 http://www.

vamos economizar nas colunas!!! Nesta situação. ou Beto é bondoso: h ∨ j ∨ b 3) Beto é bondoso. Neste caso. Só que agora isso será um pouco mais trabalhoso do que antes.estrategiaconcursos. Todas as proposições compostas do enunciado são verdadeiras (são premissas!). ou Homero é honesto: ~b ∨ h Só que agora não temos nenhuma premissa “fácil”. O que fazer? Seria ótimo não perdermos tempo com as linhas em que as premissas são falsas. Mas.com. Não há qualquer premissa que seja uma proposição simples. ou Júlio é justo. h V V V V F F F F j V V F F V V F F b V F V F V F V F Prof. “Tabela verdade modificada”? O que é isso? É uma tabelinha informal. vamos fazer uma “tabela-verdade modificada”. para não perdermos tanto tempo. Só isso. Seria uma tabela em que colocamos apenas as proposições simples envolvidas.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. j: Júlio é justo b: Beto é bondoso. simplificada. justamente porque não temos mais premissas fáceis. ou Júlio é justo : ~h ∨ j 2) Homero é honesto. é mais seguro realmente fazer todas as linhas. Vítor Menezes – Aula 01 Resolução: Temos as seguintes proposições simples: • • • h: Homero é honesto. Não há premissa com o conectivo “e”.br 25 . Vítor Menezes www. ou Júlio não é justo: b ∨ ~j 4) Beto não é bondoso. Na frente de cada afirmação colocamos sua representação em símbolos lógicos: 1) Homero não é honesto. Não importa que as premissas e a conclusão não sejam representadas.

Esta foi a primeira informação. em vez de representarmos as proposições por letras. Vítor Menezes – Aula 01 Notem que só colocamos as colunas para h. A ideia é ir excluindo todas as hipóteses que possam tornar falsas as premissas.estrategiaconcursos. vamos riscar as linhas em que esta combinação aparece (Homero honesto e Júlio não justo). j e b. b ∨ ~j. o resultado será o mesmo. Ora. ~b ∨ h ) não foram representadas. Nesta frase acima temos um “ou”. Júlio não justo) faz com que a frase acima seja falsa. Vítor Menezes www. Qual a vantagem disso? A vantagem é economizarmos nas colunas.com. Tanto faz. Sabemos que ela é verdadeira. se esta situação (Homero honesto. Detalhe: lembrem-se que todas as informações do enunciado são verdadeiras (são premissas). Assim: Homero Honesto Honesto Honesto Honesto Não honesto Não honesto Não honesto Não honesto Júlio Justo Justo Não justo Não justo Justo Justo Não justo Não justo Beto Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso Em seguida. quando Homero for honesto e Júlio não for justo. pois todas as informações do enunciado são verdadeiras (são premissas!). podemos colocar também as frases de origem. que são as proposições simples.Homero não é honesto. Qual a única situação em que um “ou” é falso? Quando as duas parcelas são falsas. No caso. ou Júlio é justo. Vamos fazer menos colunas. 1 . vamos lendo as informações do enunciado. Homero Honesto Honesto Honesto Honesto Não honesto Não honesto Não honesto Júlio Justo Justo Não justo Não justo Justo Justo Não justo Beto Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso Bondoso Prof.br 26 . Só fazemos as colunas das proposições simples. As premissas (~h ∨ j. : h ∨ j ∨ b. então temos que excluir esta hipótese porque isso iria contra o que está dito no enunciado.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Portanto. Já que estamos modificando a tabela verdade.

a proposição é falsa quando: Homero não é honesto. ou Homero é honesto. Vítor Menezes Júlio Justo Beto Bondoso 27 www.Homero é honesto. a segunda referente a Júlio). ou Júlio é justo. Homero Honesto Prof.Beto é bondoso. Outra informação do enunciado. Vítor Menezes – Aula 01 Homero Não honesto Júlio Não justo Beto Não bondoso 2 .estrategiaconcursos. Podemos riscar as linhas em que isso acontece: Homero Honesto Honesto Honesto Honesto Não honesto Não honesto Não honesto Não honesto 3 . Temos duas parcelas (a primeira referente a Beto.Beto não é bondoso. Qual a única situação em que uma proposição com o conectivo “ou” é falsa? Quando todas as “parcelas” são falsas. Júlio Justo Justo Não justo Não justo Justo Justo Não justo Não justo Beto Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso Outra vez um conectivo “ou”. Júlio não é justo. Precisamos excluir as linhas que trazem esta combinação. ou Júlio não é justo. Temos conectivos “ou”. No caso.br . Beto não é bondoso. a frase será falsa quando: Beto não for bondoso. Por fim.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. ou Beto é bondoso. Neste caso. Homero Honesto Honesto Honesto Honesto Não honesto Não honesto Não honesto Não honesto Júlio Justo Justo Não justo Não justo Justo Justo Não justo Não justo Beto Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso 4 . Qual a única situação em que uma proposição com “ou” é falsa? Quando as duas parcelas são falsas.com. esta informação é falsa quando Beto é bondoso e Homero não é honesto. Júlio for justo.

assim: .faça só as colunas das proposições simples.com. Júlio é justo e Beto é bondoso. c) Apenas o primeiro e o terceiro são culpados. Resolução: Vamos para a nossa tabela-verdade simplificada: Prof. vá riscando as linhas que tornam as premissas falsas Questão 6 MPOG 2010 [ESAF] Há três suspeitos para um crime e pelo menos um deles é culpado. Em seguida. então ele não é o único a sê-lo. Se o segundo é culpado. Se o terceiro é inocente. a única linha da tabela verdade que torna todas as premissas verdadeiras é aquela em que Homero é honesto. Vítor Menezes – Aula 01 Honesto Honesto Honesto Não honesto Não honesto Não honesto Não honesto Justo Não justo Não justo Justo Justo Não justo Não justo Não bondoso Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso Bondoso Não bondoso Ou seja. uma situação possível é: a) Os três são culpados. d) Apenas o segundo é culpado. b) Apenas o primeiro e o segundo são culpados. Vítor Menezes www.br 28 . você pode optar por colocar frases em vez de letras. Se o primeiro é culpado. Se o terceiro é inocente. Assim. e) Apenas o primeiro é culpado. Gabarito: C 2ª Técnica: Faça uma tabela verdade modificada. então o segundo é inocente.estrategiaconcursos.como o número de colunas será reduzido. a conclusão exposta em “C” é correta. então o segundo é culpado. . então ele não é o único a sê-lo. Portanto.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof.

Ela só será falsa se o antecedente for verdadeiro e o consequente for falso (primeiro é culpado e segundo é culpado) Primeiro Culpado Culpado Culpado Culpado Inocente Inocente Segundo Culpado Culpado Inocente Inocente Culpado Culpado Terceiro Culpado Inocente Culpado Inocente Culpado Inocente Prof.br 29 .Se o primeiro é culpado. então o segundo é inocente. Eliminamos a linha em que todos são inocentes: Primeiro Culpado Culpado Culpado Culpado Inocente Inocente Inocente Inocente Segundo Culpado Culpado Inocente Inocente Culpado Culpado Inocente Inocente Terceiro Culpado Inocente Culpado Inocente Culpado Inocente Culpado Inocente 2 .Pelo menos um dos suspeitos é culpado. Vítor Menezes – Aula 01 Primeiro Culpado Culpado Culpado Culpado Inocente Inocente Inocente Inocente Segundo Culpado Culpado Inocente Inocente Culpado Culpado Inocente Inocente Terceiro Culpado Inocente Culpado Inocente Culpado Inocente Culpado Inocente Agora vamos lendo as premissas e excluindo as linhas que as tornam falsas: 1 .estrategiaconcursos.com.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Vítor Menezes www.

segundo é culpado e o primeiro é culpado) Primeiro Culpado Culpado Culpado Culpado Inocente Inocente Inocente Inocente Segundo Culpado Culpado Inocente Inocente Culpado Culpado Inocente Inocente Terceiro Culpado Inocente Culpado Inocente Culpado Inocente Culpado Inocente 5 . Tal premissa só será falsa se o antecedente for verdadeiro e o consequente for falso (terceiro é inocente e o segundo é inocente) Primeiro Culpado Culpado Culpado Culpado Inocente Inocente Inocente Inocente Segundo Culpado Culpado Inocente Inocente Culpado Culpado Inocente Inocente Terceiro Culpado Inocente Culpado Inocente Culpado Inocente Culpado Inocente 4 . Essas linhas já foram excluídas. Essa premissa será falsa se o segundo for culpado. Essa premissa só será falsa se o antecedente for verdadeiro e o consequente for falso (terceiro é inocente. então ele não é o único a sê-lo.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof.estrategiaconcursos. o primeiro for inocente e o terceiro for inocente.br 30 . Vítor Menezes www.com.Se o segundo é culpado. então o segundo é culpado. então ele não é o único a sê-lo. Vítor Menezes – Aula 01 Inocente Inocente Inocente Inocente Culpado Inocente 3 .Se o terceiro é inocente.Se o terceiro é inocente. Ficamos com duas linhas possíveis: Primeiro Culpado Segundo Culpado Terceiro Culpado Prof.

que: a) α = β = δ = e 3 b) α = β = e 3 . β e δ só podem ser iguais a e 3 ou 3 e . Vítor Menezes www. então α = 3 e .estrategiaconcursos. segue-se. então β ou δ são iguais a Se δ = e 3 . então β = 3 e . mas β = δ = e 3 d) α = β = δ = 3 e e) α = δ = 3 e . então β = e 3 . Considerando que as afirmações são verdadeiras. mas β = e 3 3 e Resolução: O examinador esqueceu de dizer que α .com.br 31 . Prof. Se α = e 3 .Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Se δ = 3 e . Isso é um detalhe muito importante e poderia (ou deveria) acarretar na anulação da questão. mas δ = 3 e c) α = 3 e . portanto. Vítor Menezes – Aula 01 Culpado Culpado Culpado Inocente Inocente Inocente Inocente Culpado Inocente Inocente Culpado Culpado Inocente Inocente Inocente Culpado Inocente Culpado Inocente Culpado Inocente Agora analisamos as alternativas: a) Os três são culpados: esta linha já foi eliminada (1ª linha) b) Apenas o primeiro e o segundo são culpados: esta linha já foi eliminada (2ª linha) c) Apenas o primeiro e o terceiro são culpados: esta linha ainda é possível (3ª linha) d) Apenas o segundo é culpado: linha já descartada (6ª linha) e) Apenas o primeiro é culpado: linha já descartada (4ª linha) Gabarito: C Questão 7 AFRFB 2009 [ESAF] Se α = 3 e .

β = e 3 e δ = e 3 . Vítor Menezes – Aula 01 Mas não briguemos com o enunciado. α e e3 e 3 3 3 3 3 3 β e e3 3 3 3 δ e3 3 e e e e e e 3 e3 3 e3 e e e e e 3 3 e3 3 e3 e e e3 3 Segunda premissa: Se α = e 3 . Vamos fazer uma tabelinha com todas as opções e vamos riscando aquelas que tornam falsas as premissas.br 32 .Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. α e3 e3 e 3 3 3 3 3 β e3 e3 3 3 δ e3 3 e e e e e e 3 e3 3 e3 e e e e e 3 3 e3 3 e3 e e e3 3 Primeira premissa: Se α = 3 e . Vamos lá.com. Vamos riscar esta linha. então β = 3 e . Vítor Menezes www. então β ou δ são iguais a 3 e Ela será falsa quando α = e 3 .estrategiaconcursos. Ela será falsa quando α = 3 e e β = e 3 . Vamos riscar esta linha: α e e3 e 3 3 3 3 β e e3 3 3 3 δ e3 3 e e e e e 3 e3 3 e3 e e e e3 3 e3 Prof.

ou Carla é fada. Com essas informações conclui-se que os papéis desempenhados por Ana e Carla são. Ela será falsa se δ = 3 e e α = e 3 . Sabe-se que: ou Ana é bruxa.com. então α = 3 e . ou Carla é princesa. Gabarito: D Questão 8 ENAP 2006 [ESAF] Ana. Uma delas faz o papel de bruxa. α e e3 e 3 3 3 3 3 3 β e e3 3 3 3 δ e3 3 e e e e e e 3 e3 3 e3 e e e e e 3 3 e3 3 e3 e e e3 3 Com isso. Vítor Menezes – Aula 01 3 3 e e 3 3 e e e3 3 e Terceira premissa: Se δ = e 3 . ou Beatriz é princesa. marcamos a letra D. ou Beatriz é fada. Vamos riscar estas linhas: α e e3 e 3 3 3 3 3 3 β e e3 3 3 3 δ e3 3 e e e e e e 3 e3 3 e3 e e e e e 3 3 e3 3 e3 e e e3 3 Quarta premissa: Se δ = 3 e .br 33 . ou Carla é bruxa. e a outra o de princesa. então β = e 3 .Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. a outra o de fada. ou Ana é fada. Beatriz e Carla desempenham diferentes papéis em uma peça de teatro.estrategiaconcursos. Vítor Menezes www. Ela será falsa se δ = e 3 e β = 3 e . respectivamente: Prof. ou Beatriz é princesa.

Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Vítor Menezes – Aula 01 a) bruxa e fada b) bruxa e princesa c) fada e bruxa d) princesa e fada e) fada e princesa

Resolução: Novamente, tudo o que o enunciado traz é verdade (são premissas!) Vamos montar nossa tabelinha que abarca todas as possibilidades. Só que esta tabela será um pouco diferente das tabelas dos exercícios anteriores. Antes, cada uma das pessoas poderia ter ou não alguma característica (ser honesto ou não, ser culpado ou não, etc). Agora, temos que saber quem é quem (quem é a bruxa, quem é a fada, quem é a princesa). Sabemos que cada uma das mulheres da questão tem um papel e os papéis não se repetem. Assim, vamos construir a seguinte tabela: Ana Bruxa Fada Princesa Vamos usar as informações dadas. É verdade que: 1 - Ou Ana é bruxa, ou Carla é bruxa. Se isso é verdadeiro, significa que uma delas TEM que ser a bruxa. Por quê? Porque toda premissa é verdadeira. Significa que este “ou... ou” apresenta uma parcela verdadeira e outra falsa. Só assim o “ou ou” será verdadeiro. Dessa forma, sabemos que uma das duas é a bruxa. Se uma delas é a bruxa, podemos concluir que a bruxa não é a Beatriz. Vamos colocar esta informação na nossa tabela. Ana Bruxa Fada Princesa Beatriz Não Carla Beatriz Carla

A segunda premissa (ou Ana é fada, ou Beatriz é princesa) não nos trará conclusões neste momento. Por conta disso, vamos deixar esta informação para usar depois. Vamos para a terceira premissa.
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Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Vítor Menezes – Aula 01

3 - Ou Carla é princesa, ou Beatriz é princesa. Analisando a terceira premissa, conclui-se que Ana não pode ser a princesa (a princesa é ou Carla ou Beatriz). Ana Bruxa Fada Princesa 4 - Ou Beatriz é fada, ou Carla é fada. Então, Ana não é fada. Ana Bruxa Fada Princesa Não Não Beatriz Não Carla Beatriz Não Carla

Não

Como Ana desempenha um papel dos três, ela só pode ser Bruxa. Foi o único papel que sobrou para ela. Bruxa Fada Princesa Ana Sim Não Não Beatriz Não Carla

Além disso, se Ana é a bruxa, significa que a bruxa não pode mais ser Beatriz nem Carla. Podemos também colocar isso na nossa tabela: Bruxa Fada Princesa Ana Sim Não Não Beatriz Não Carla Não

Agora, vamos para a informação que nós pulamos: 2 - Ou Ana é fada, ou Beatriz é princesa. Sabemos que Ana não é fada, porque acabamos de concluir que ela é bruxa. Como o “ou ou” é verdadeiro, uma de suas parcelas é verdadeira e a outra falsa. Já vimos que a primeira parcela (“Ana é fada”) é falsa. Então, Beatriz é obrigatoriamente a princesa para que a disjunção exclusiva (ou... ou...) seja verdadeira. Bruxa Fada Princesa Ana Sim Não Não Beatriz Não Não Sim Carla Não

Além disso, as outras duas não podem ser a princesa. Bruxa Fada
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Ana Sim Não

Beatriz Não Não

Carla Não

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Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Vítor Menezes – Aula 01 Princesa Para Carla, só sobrou o papel de fada. Bruxa Fada Princesa Gabarito: A Questão 9 Enap 2006 [ESAF] Ana Sim Não Não Beatriz Não Não Sim Carla Não Sim Não Não Sim Não

Ana possui tem três irmãs: uma gremista, uma corintiana e outra fluminense. Uma das irmãs é loira, a outra morena, e a outra ruiva. Sabe-se que: 1) ou a gremista é loira, ou a fluminense é loira; 2) ou a gremista é morena, ou a corintiana é ruiva; 3) ou a fluminense é ruiva, ou a corintiana é ruiva; 4) ou a corintiana é morena, ou a fluminense é morena. Portanto, a gremista, a corintiana e a fluminense, são, respectivamente, a) loira, ruiva, morena. b) ruiva, morena, loira. c) ruiva, loira, morena. d) loira, morena, ruiva. e) morena, loira, ruiva. Resolução: Exercício muito parecido com o anterior. Vamos começar com nossa tabela vazia: Gremista Corintiana Fluminense Loira Morena Ruiva Usemos as informações: 1) ou a gremista é loira, ou a fluminense é loira. Conclusão: a corintiana não é loira. Loira Morena Ruiva Gremista Corintiana Fluminense Não

Novamente vamos pular a informação 2, por ela não nos trazer uma conclusão imediata. 3) ou a fluminense é ruiva, ou a corintiana é ruiva.

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Vítor Menezes www. a terceira premissa seria falsa.estrategiaconcursos. Caso o argumento lógico apresente mais de uma linha da tabela verdade em que todas as premissas são verdadeiras.br 37 . Além disso.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Damos um “chute”. as outras não serão loiras. a corintiana TEM que ser a ruiva. Sobrando para a fluminense a característica de ser morena. Sabemos que a gremista não é morena. Loira Morena Ruiva Gabarito: A Gremista Corintiana Fluminense Sim Não Não Não Não Sim Não Sim Não Gremista Corintiana Fluminense Sim Não Não Não Não 1. Vítor Menezes – Aula 01 Conclusão: a ruiva não é a gremista. Prof. ou a fluminense é morena. Gremista Corintiana Fluminense Não Não Loira Morena Ruiva 4) ou a corintiana é morena. ou a corintiana é ruiva. É importante saber que essa técnica pode levar a erros. verificamos se este chute nos leva a algum absurdo ou não. Se a gremista fosse ruiva. a técnica do chute pode nos levar a uma resposta errada. Chutamos alguma coisa. Vamos colocar estas duas descobertas na tabela: Loira Morena Ruiva Voltemos à informação 2: 2) ou a gremista é morena.com. Conclusão: a gremista não é morena. a gente pode fazer o seguinte.4. Loira Morena Ruiva Gremista Corintiana Fluminense Não Não Não A gremista só pode ser a loira. Logo. 3ª Técnica: Chute inicial Quando não tivermos uma proposição simples para utilizar como ponto de partida na análise do argumento. Em seguida.

br 38 . mas Arnaldo é aprovado. Resolução: Lembram lá da técnica 1. se Pedro não estuda. então Iago ou Arnaldo estudam. se Arnaldo não estuda. Pedro não estuda Prof. então Iago não estuda. 3) se Arnaldo não estuda. com certeza. Você precisa alterar seu chute. 2) se Pedro não estuda. Só que existem argumentos que não apresentam premissas “fáceis”. Pois então. Nós ficamos sem ponto de partida. Vamos usar a técnica do chute (técnica 3).com. Iago e Arnaldo. Primeira parcela do condicional: Arnaldo estuda. mas Iago e Arnaldo são reprovados. A professora sabe que os meninos que estudam são aprovados e os que não estudam não são aprovados. o seu chute deu errado. Sabendo-se que: se Pedro estuda. se Arnaldo estuda então Pedro estuda. c) Pedro é aprovado. Premissas: 1) se Pedro estuda. então Iago ou Arnaldo estudam. 4) se Arnaldo estuda então Pedro estuda. Elas eram nosso ponto de partida na “caça ao tesouro”. em que tínhamos premissas “fáceis”? Eram as premissas com proposições simples. É aí que entra o chute. então Iago estuda. Com essas informações pode-se. Se Arnaldo estuda então Pedro estuda. Pedro. b) Pedro. d) Pedro e Iago são reprovados. Vítor Menezes – Aula 01 Questão 10 CGU 2008 [ESAF] Três meninos. Vamos chutar que Pedro não estuda.estrategiaconcursos. Você chuta alguma coisa e vê se consegue fazer com que todas as premissas sejam verdadeiras. Segunda parcela do condicional: Pedro estuda. Iago e Arnaldo não são aprovados. Iago e Arnaldo são aprovados. Vítor Menezes www. então Iago não estuda. então Iago estuda.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. 1 Analisemos a quarta premissa. e) Pedro e Arnaldo são aprovados. afirmar que: a) Pedro. mas Iago é reprovado. estão fazendo um curso de informática. Se você não conseguir. Também serviam as premissas com o conectivo “e”.

Prof. O antecedente é verdadeiro. É nesta linha que a conclusão deve ser analisada. o conseqüente deve ser verdadeiro. Para que o condicional seja verdadeiro.br 39 . a quarta premissa é verdadeira.estrategiaconcursos. Mas isto é um absurdo!!! Premissas sempre devem ser verdadeiras!! Só chegamos a um absurdo porque nosso chute inicial foi errado. Temos um condicional com antecedente verdadeiro e conseqüente falso. Vítor Menezes – Aula 01 Temos um condicional em que a segunda parcela é falsa. O conseqüente é falso. então Iago ou Arnaldo estudam. 1 2 Agora vamos para a terceira premissa: se Arnaldo não estuda. Logo. Iago não estuda. a primeira parcela deve ser falsa. Precisamos altera-lo. temos que Iago estuda. Arnaldo estuda. Para que o condicional seja verdadeiro. Logo. esta premissa é falsa. 1 2 Pedro estuda Iago estuda O fato de Pedro estudar já garante que a segunda premissa seja verdadeira. Vítor Menezes www. Vamos para a terceira premissa. então Iago não estuda. 1 2 3 Pedro estuda Iago estuda Arnaldo estuda Como Arnaldo estuda e Pedro estuda. Arnaldo não estuda. então Iago não estuda. Para que o condicional seja verdadeiro.com. Temos: 3) se Arnaldo não estuda. Logo. 1 2 3 Pedro não estuda Arnaldo não estuda Iago não estuda Pedro não estuda Arnaldo não estuda Agora vamos para a segunda premissa: Se Pedro não estuda. Pronto! Achamos a linha da tabela verdade em que todas as premissas são verdadeiras. o antecedente também deve ser falso. Logo. 1 Pedro estuda Da primeira premissa. Vamos chutar que Pedro estuda.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof.

são do tipo “receita de bolo”.br 40 . O enunciado disse que quem estuda é aprovado e que quem não estuda é reprovado. . 3ª Técnica: Chute inicial: chute alguma coisa. talvez “defeito” não seja a melhor palavra. Gabarito: A A técnica do chute é só isso. Qual seu grande problema? É que ela pode induzir a erros.quando há premissas “fáceis”.são sistemáticas (ou seja. Vítor Menezes – Aula 01 Todas as alternativas fazem afirmações sobre ser ou não ser aprovado. dadas a seguir. os três são aprovados.com. para ter um ponto de partida. conseguimos eliminar as linhas em que há premissas falsas.5. .. Outras técnicas de análise de argumentos Já vimos três técnicas de análise de argumentos: . assim está melhor.. Cuidado: a técnica pode conduzir a erros.se prestam a resolver todas as questões usualmente cobradas pela ESAF (ressalva para a Questão 11). que apresentam alguns “defeitos”. Logo. É. Isso. . Vamos lá então: existem outras técnicas para as quais vocês devem dar menos atenção. para criar um ponto de partida.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof.quando não há premissas “fáceis”. As formas que vimos até agora são muito úteis porque: . a gente faz uma “tabela verdade modificada”. quando houver mais de uma linha da tabela verdade em que todas as premissas são verdadeiras. podemos dar um chute inicial. se houver mais de uma linha da tabela verdade em que todas as premissas são verdadeiras.estrategiaconcursos. 1. dá para o aluno gravar o “como fazer”). Vítor Menezes www. Existem outras técnicas. Prof.quando não há premissas “fáceis”.

Caso você tenha entendido bem as técnicas anteriores. Vítor Menezes www. por ser. nem se preocupe com elas. simplesmente não saber o que fazer. É normal que alguns alunos tenham dificuldade com análise de argumentos. Só que não é cobrada pela ESAF (o CESPE cobra). Para não correr o risco de ficar totalmente perdido com o grande número de maneiras de se analisar um argumento e. Do contrário. Vamos retomar o Exemplo 5: Premissas: 1 – Se Manuel vai ao mercado. Então não a estudaremos neste curso. Vamos a elas: 1. 3 – Beatriz vai ao boliche e Suelen vai ao shopping. Vamos fazer a análise deste argumento. Desvantagem: não é sistemática. 4ª Técnica: análise de baixo para cima Vamos retomar o Exemplo 5: Premissas: 1 – Se Manuel vai ao mercado. Vítor Menezes – Aula 01 Só vale a pena gastar tempo com elas se você já estiver se garantindo muito bem nas técnicas que vimos acima e se tiver com tempo de se aprofundar um pouco mais no assunto.utilização da “premissa adicional”: também é sistemática. aí compensa dar uma lidinha no que vem a seguir.br 41 .6. 2 – Cláudia vai ao cinema ou Pedro vai ao porto. na hora da prova. Prof. 3 – Beatriz vai ao boliche e Suelen vai ao shopping. exige “jogo de cintura”. a mais rápida.utilização das regras de inferência: esta é a técnica que eu adoto. Se for o seu caso. O “defeito” dela é: não é cobrada pela ESAF (ressalva: Questão 11) . 2 – Cláudia vai ao cinema ou Pedro vai ao porto. é bom conhecer poucas técnicas.com. então Cláudia vai ao cinema. enquanto você não se sentir seguro na matéria.estrategiaconcursos. As técnicas são: . então Cláudia vai ao cinema.análise de “baixo para cima”: é sistemática. de longe. 4 – Suelen não vai ao shopping ou Pedro não vai ao porto. .Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Conclusão: Manuel não vai ao mercado.

a linha que o torna inválido. obtivemos: A primeira linha da tabela acima torna o argumento inválido. uma boa forma de analisar o argumento é procurando justamente pela linha da tabela verdade que “fura” o argumento.estrategiaconcursos. 4 – Suelen não vai ao shopping ou Pedro não vai ao porto. Em algumas situações. então Cláudia vai ao cinema. Prof. Se conseguirmos. é porque esta linha não existe. Se não conseguirmos. então nós achamos a linha que fura o argumento. Quando analisamos o argumento pela técnica 1. Porque partimos da conclusão (que fica embaixo) e vamos para as premissas (que ficam em cima).Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Temos: Premissas: 1 – Se Manuel vai ao mercado. o argumento é válido. 2 – Cláudia vai ao cinema ou Pedro vai ao porto.com. Vamos usar esta ferramenta para analisar o argumento acima. Segundo passo: tentamos fazer com que todas as premissas sejam verdadeiras.br 42 . nela. Por isso nós dizemos que a análise é de “baixo para cima”. Vítor Menezes www. 3 – Beatriz vai ao boliche e Suelen vai ao shopping. Logo. Por que ela torna o argumento inválido? Porque. Como fazemos isso? Simples. Vítor Menezes – Aula 01 4 – Suelen não vai ao shopping ou Pedro não vai ao porto. nós temos premissas verdadeiras com conclusão falsa. Conclusão: Manuel não vai ao mercado. Primeiro passo: forçamos a conclusão a ser falsa. Nós achamos a linha que torna o argumento inválido.

Cláudia vai ao cinema Beatriz vai ao boliche Suelen vai ao shopping Vamos para a quarta premissa. as duas parcelas devem ser verdadeiras. temos: 1 – Se Manuel vai ao mercado. Portanto. Vítor Menezes – Aula 01 Conclusão: Manuel não vai ao mercado. para que a conclusão seja falsa.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Cláudia vai ao cinema. Cláudia vai ao cinema Beatriz vai ao boliche 43 www. Proposição m c Valor lógico Verdadeiro Verdadeiro Em palavras Manuel vai ao mercado. sua segunda parcela tem que ser verdadeira. a proposição “m” é verdadeira. Para que a proposição composta seja verdadeira. Para que a conjunção seja verdadeira. A primeira parcela do condicional é verdadeira.estrategiaconcursos. Proposição m c b s Valor lógico Verdadeiro Verdadeiro Verdadeiro Verdadeiro Em palavras Manuel vai ao mercado. Proposição m Valor lógico Verdadeiro Em palavras Manuel vai ao mercado. então Cláudia vai ao cinema. Vítor Menezes Valor lógico Verdadeiro Verdadeiro Verdadeiro Em palavras Manuel vai ao mercado. Proposição m c b Prof. temos: Manuel vai ao mercado.br . Logo. Beatriz vai ao boliche e Suelen vai ao shopping. Segundo passo: vamos tentar fazer com que as premissas sejam todas verdadeiras. Assim. A segunda parcela deverá ser verdadeira. para que o condicional seja verdadeiro. Cláudia vai ao cinema Vamos para a terceira premissa. A primeira parcela da disjunção é falsa. Para que a conclusão seja falsa. Primeiro passo: vamos forçar a conclusão a ser falsa. Pedro não vai ao porto. Portanto. Na primeira premissa.com. 4 – Suelen não vai ao shopping ou Pedro não vai ao porto. 3 – Beatriz vai ao boliche e Suelen vai ao shopping.

um condicional Abaixo.uma disjunção . E mesmo assim conseguimos que as premissas fossem verdadeiras.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Vítor Menezes www.br 44 . Resposta: argumento inválido. Esta técnica da análise “de baixo para cima” é útil quando a conclusão só apresenta um caso de falso. Vítor Menezes – Aula 01 s p Verdadeiro Falso Suelen vai ao shopping Pedro não vai ao porto. Conseguimos! Achamos um caso em que a conclusão é falsa e todas as premissas são verdadeiras. Forçamo-la a ser falsa.uma proposição simples . Nós partimos da conclusão. Isso faz com que a premissa seja verdadeira.com.estrategiaconcursos. resumimos a técnica da “análise de baixo para cima”: Prof. A primeira parcela da conjunção é verdadeira. Segunda premissa: 2 – Cláudia vai ao cinema ou Pedro vai ao porto. Nós localizamos a linha da tabela verdade que torna o argumento inválido. Pronto. Isso ocorre quando a conclusão é: .

Ela tem um texto que assusta. Só analisamos a forma do argumento.estrategiaconcursos. Na sequência.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Mas já adianto: é um exercício “fora da curva”.br 45 . não for um octaedro. durante o concurso do AFT 2010. conseguimos enfrentar a questão! Lembro que.com. e) Se um poliedro não for regular. Resolução. Logo: a) Se um poliedro convexo for regular. Vítor Menezes – Aula 01 Como nosso foco é Esaf. Isso não importa. não devemos dar muita atenção a esta técnica. não for um dodecaedro e não for um icosaedro. viu? Mas. Vítor Menezes www. O grande detalhe é: em análise de argumentos. d) Um poliedro não é regular se e somente se não for: um tetraedro ou um cubo ou um octaedro ou um dodecaedro ou um icosaedro. está perfeita. na época dos recursos. c) Se um poliedro não for um cubo. Prof. não for um tetraedro. então ele não é regular. Ela é mais útil em questões do Cespe. o único exercício da Esaf que encontrei em que esta técnica era útil. Questão 11 MTE 2010 [ESAF] Um poliedro convexo é regular se e somente se for: um tetraedro ou um cubo ou um octaedro ou um dodecaedro ou um icosaedro. bem mais difícil que o padrão da Esaf. não importa se as premissas são verdadeiras ou falsas. então ele não é um cubo. querendo argumentar que havia mais de uma alternativa correta. assumindo que as premissas são verdadeiras. teve muito concurseiro querendo a anulação da questão que. Premissa: Um poliedro convexo é regular se e somente se for: um tetraedro ou um cubo ou um octaedro ou um dodecaedro ou um icosaedro. vamos resolver a questão. a questão gerou muita polêmica. b) Se um poliedro convexo não for um cubo. elas suportam a conclusão. Minha caixa postal ficou cheia. Apenas isso. Coloquei um alerta para lembrar que esta questão é difícil mesmo. Teve muito aluno que saiu julgando as alternativas em verdadeiro ou falso. ao meu ver. Queremos saber se. então ele é um cubo. com vários nomes diferentes. Então vamos lá. Então é normal “travar” um pouquinho. nem se a conclusão é verdadeira ou falsa. se a gente respirar fundo. então ele não é regular.

Olha o tanto de informações que ela nos traz: Um poliedro convexo é regular se e somente se for: um tetraedro ou um cubo ou um octaedro ou um dodecaedro ou um icosaedro. Conclusão: Se um poliedro é convexo e regular. Vítor Menezes – Aula 01 E cada alternativa traz uma conclusão diferente. não é. Se fôssemos tomar como base o “mundo real”. a) Se um poliedro convexo for regular. Temos que identificar qual delas é logicamente suportada pela premissa.br 46 . Fazer a tabela verdade seria algo impensável. vamos supor que a premissa é verdadeira mesmo. Em símbolos. a premissa ficaria assim: (x ∧ r ) ↔ (t ∨ c ∨ o ∨ d ∨ i ) Olha o tanto de proposições simples que nós temos. se fôssemos tomar como base os ensinamentos de geometria. Portanto.estrategiaconcursos.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof.. Pouco importa o que diz a geometria. vamos ler com calma a premissa. Vamos agora analisar as alternativas. Vítor Menezes www.com. Pergunta: isso é relevante? Isso é importante? Não. ou seja. Prof. a premissa seria falsa. um comentário. Premissa: Um poliedro convexo é regular se e somente se for: um tetraedro ou um cubo ou um octaedro ou um dodecaedro ou um icosaedro. Ok. Só vamos analisar a forma do argumento. São 7 proposições simples. Ela é falsa porque existem tetraedros que são irregulares. Isso mesmo.. então ele é um cubo. então o poliedro é um cubo. Vamos dar nomes às proposições simples: x: o poliedro é convexo r: o poliedro é regular t: o poliedro é um tetraedro c: o poliedro é um cubo o: o poliedro é um octaedro d: o poliedro é um dodecaedro i: o poliedro é um icosaedro. Antes de fazermos isso.

a premissa seria verdadeira e a conclusão seria falsa. não for um dodecaedro e não for um icosaedro. então essa premissa é verdadeira. vamos usar palavras. então ele não é regular. Achamos um caso de premissa verdadeira e conclusão falsa.estrategiaconcursos. Para que a conclusão seja falsa. O argumento é inválido. Vamos agora analisar usando símbolos. Achamos um caso de premissa verdadeira com conclusão falsa. (V e V) = V (‫)ݎ ∧ ݔ‬ ↔ (‫)݅ ∨ ݀ ∨ ݋ ∨ ܿ ∨ ݐ‬ Se tivermos “t” verdadeiro. em vez de usar símbolos.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. O argumento é inválido. Vamos imaginar que temos um octaedro convexo e regular. Agora. Vítor Menezes – Aula 01 E aí? A premissa suporta a conclusão? Vamos escrever o argumento com símbolos: Premissa: ( x ∧ r ) ↔ (t ∨ c ∨ o ∨ d ∨ i ) Conclusão: x ∧ r → c Na técnica 4. É o caso em que “x”. iniciamos fazendo a conclusão falsa. não for um tetraedro.com. (V e V) = V (‫)ݎ ∧ ݔ‬ ↔ (V ou F ou ? ou ? ou ?) = V (‫)݅ ∨ ݀ ∨ ݋ ∨ ܿ ∨ ݐ‬ Se as duas parcelas do bicondicional são verdadeiras. “r” e “t” são verdadeiros e “c” é falso. b) Se um poliedro convexo não for um cubo.br 47 . Premissa: ( x ∧ r ) ↔ (t ∨ c ∨ o ∨ d ∨ i ) Conclusão: (~ c ∧ ~ t ∧ ~ o ∧ ~ d ∧ ~ i ) →~ r Prof. a segunda parcela do bicondicional também será verdadeira. Com isso. Pronto. não for um octaedro. temos: x: verdadeiro r: verdadeiro c: falso Agora vamos tentar fazer a premissa verdadeira. c) Se um poliedro não for um cubo. A primeira parcela do bicondicional é verdadeira. pois x e r são verdadeiros. então ele não é regular. Neste caso. o antecedente deve ser verdadeiro e o consequente deve ser falso. Vítor Menezes www.

então ele não é um cubo.estrategiaconcursos. A primeira parcela é: (x ∧ r ) . E a conclusão seria falsa. Mas professor. a premissa seria verdadeira (pois as duas parcelas do bicondicional seriam falsas). Lá na geometria a gente aprende que todos os poliedros regulares são convexos.br 48 . o. A segunda parcela do bicondicional é falsa (pois c. Vamos analisar com palavras. d) Um poliedro não é regular se e somente se não for: um tetraedro ou um cubo ou um octaedro ou um dodecaedro ou um icosaedro. Quando x. t. Sabemos que r é verdadeiro. para que a primeira parcela seja falsa. Para que o antecedente seja verdadeiro. d. Vítor Menezes www. Vamos imaginar um poliedro que seja regular.com. o. A conclusão até pode ser verdadeira no mundo real. a premissa é verdadeira e a conclusão é falsa. Isso ocorrerá se o antecedente for verdadeiro e o consequente for falso.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. a correspondência com o mundo real. Não interessa o conteúdo. c. t. Se o senhor afirma que r é verdadeiro e x é falso. o. Para que o bicondicional seja verdadeiro. Em argumentos. i forem falsos e r for verdadeiro. pois a primeira parcela do bicondicional é falsa e a segunda é verdadeira. a primeira parcela deve ser falsa. i: falsos Para que o consequente seja falso. mas não seja convexo (o nome seria: côncavo) Neste caso. t. Aí vem o detalhe: não interessa o que diz a geometria. está dizendo que existe poliedro regular que não é convexo. Logo. Assim. e) Se um poliedro não for regular. só vemos a forma. d. Mas isso é falso. Mas não é suportada pela premissa fornecida. o argumento é inválido. d. Prof. devemos ter x falso. i são falsos). devemos ter: c. Pronto. devemos ter: r: verdadeiro Vamos agora tentar fazer a premissa ser verdadeira. Vítor Menezes – Aula 01 Vamos tentar fazer a conclusão ser falsa. isso é um absurdo.

Sua segunda parcela é verdadeira. Se o argumento for válido.com. Isso é porque esta linha não existe. Assim. pois c é verdadeiro. Dizemos que o argumento é válido se e somente se o condicional a ele associado é tautológico. Sejam a e b duas premissas. O argumento é válido. b |---. o argumento é válido.estrategiaconcursos. Temos um condicional.c A esse argumento pode ser associado o seguinte condicional: a ∧b → c Nesse condicional.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. E o conseqüente (segunda parcela) é a conclusão do argumento. Condicional associado a um argumento válido Vou dar um exemplo com duas premissas e uma conclusão. o bicondicional é falso. temos: O argumento Prof. Vítor Menezes – Aula 01 Vamos analisar com símbolos. Gabarito: E Como disse. E vice-versa. Mas é só um exemplo. Estendendo o conceito para n premissas. Não conseguimos achar a linha que torna o argumento inválido. então vamos mudando de assunto! 1. o antecedente deve ser verdadeiro e o consequente deve ser falso. Seja c a conclusão. então esse condicional é uma tautologia. c é verdadeiro Agora vamos tentar fazer com que a premissa seja verdadeira. não conseguimos achar um caso de premissa verdadeira com conclusão falsa. com qualquer número de premissas. nós temos um “e” unindo as premissas. logo r é falso ~c é falso. A premissa é: ( x ∧ r ) ↔ (t ∨ c ∨ o ∨ d ∨ i ) .7. O que vem a seguir vale para qualquer argumento. Isso ocorrerá quando: ~r é verdadeiro. Se esse condicional for uma tautologia. Vítor Menezes www. esta 4ª técnica praticamente não é cobrada pela Esaf. Ou seja. Para que ele seja falso. Sua primeira parcela é falsa (pois r é falso). Temos um bicondicional.br 49 . Premissa: ( x ∧ r ) ↔ (t ∨ c ∨ o ∨ d ∨ i ) Conclusão: ~ r →~ c Vamos tentar fazer a conclusão ser falsa. O argumento pode ser escrito assim: a. logo.

..q é válido se e somente se o condicional p1 ∧ p2 ∧ p3 . a saber: p: João é alto q: Guilherme é gordo E todas as alternativas trazem condicionais. ∧ pn → q for uma tautologia. Vejamos: se João é alto (p). então João é alto e Guilherme é gordo e) se João é alto ou não é alto.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. então João é alto ou Guilherme é gordo” Vamos passar esta frase para a forma simbólica? Podemos dividir esta frase em duas parcelas: 1ª . p3 . pn |---. Vítor Menezes www. então Guilherme é gordo Resolução: Todas as alternativas trabalham com as mesmas proposições simples... então João é alto e Guilherme é gordo c) se João é alto ou Guilherme é gordo.João é alto 2ª . Vítor Menezes – Aula 01 p1.. Questão 12 Fiscal Trabalho 1998 [ESAF] Um exemplo de tautologia é: a) se João é alto. O conceito de condicional associado a um argumento válido pode ser utilizado para identificar tautologias.estrategiaconcursos. p2. então João é alto (p) ou Guilherme é gordo (q) Representamos esta frase assim: p → (p ∨ q). Prof. então João é alto ou Guilherme é gordo b) se João é alto.com.João é alto ou Guilherme é gordo A segunda parte é um “ou”: João é alto (p) ou Guilherme é gordo (q) = p ∨ q A ligação entre a primeira parte e a segunda é feita por um condicional.br 50 . Letra A: “se João é alto. então Guilherme é gordo d) se João é alto ou Guilherme é gordo. O condicional tautológico será aquele que pode ser associado a um argumento válido.

Sua grande desvantagem é: não é sistemática. a) Márcia não é magra. que “‫ ”ݍ ∨ ݌‬é verdadeiro (conclusão verdadeira). Renata não é ruiva. nem ver exemplos detalhados de sua utilização. Beatriz é bailarina ou Renata não é ruiva. Renata não é ruiva. de uso correntes. Para concurso (da Esaf) não interessa saber quais são esses argumentos básicos. Assim. Não tem receita de bolo. tidos como básicos. Nas regras de inferência temos o seguinte.com. É a quinta técnica que ensino nos meus cursos de raciocínio lógico. Renata não é ruiva ou Beatriz não é bailarina. Prof. Beatriz é bailarina. Vejamos um exemplo: Questão 13 CGU 2006 [ESAF] Márcia não é magra ou Renata é ruiva. Temos um conjunto de argumentos válidos. válidos.8. Exige um certo jogo de cintura. mudemos de assunto.br 51 . Vítor Menezes www. o condicional associado é tautológico. Ou seja. mais simples de serem analisadas. 1. É certamente a ferramenta mais poderosa. Pronto.estrategiaconcursos. b) Márcia é magra. Se Beatriz não é bailarina então Márcia é magra. A ideia é: combinar duas ou mais premissas para formar outras. Muito bem.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. isso já garante. também. Gabarito: A Existe uma técnica de análise de argumentos lógicos que envolve justamente o conhecimento do condicional associado ao argumento válido. o argumento é válido. Achamos nossa resposta. automaticamente. Como não localizei questões da Esaf sobre isso. Logo. O que nos interessa é aproveitar a ideia por trás das regras de inferência. Utilizamos estes argumentos para verificar se outros argumentos são. Vítor Menezes – Aula 01 Este condicional pode ser associado ao seguinte argumento: Premissa: p Conclusão: ‫ݍ ∨ ݌‬ Notem que se “p” for verdadeiro (premissa verdadeira). 6ª Técnica: Regras de inferência Outra ferramenta para a análise da validade de um argumento consiste na aplicação das chamadas regras de inferência. que possibilita uma análise de argumentos com maior rapidez. Beatriz é bailarina.

Prof. e) Márcia não é magra. portanto. Beatriz é bailarina.br 52 . Quanto à Beatriz. de nada. O que interessa é isso: uma das premissas apresenta uma parcela falsa (a parcela que fala sobre Beatriz). Uma delas afirma que Beatriz é bailarina. A outra afirma que Beatriz não é bailarina. Renata não é ruiva. Beatriz não é bailarina. d) Márcia não é magra. vejamos como combinar premissas para chegar em proposições mais simples (que é a ideia das regras de inferência). Essa é a única forma de fazer com que as premissas 2 e 3 sejam verdadeiras ao mesmo tempo.com. Pronto. E qual é a outra parcela? A outra parcela é: “Renata não é ruiva”. Vítor Menezes – Aula 01 c) Márcia é magra. Renata é ruiva. uma das duas premissas está errada. Renata não é ruiva. para ilustrar a aplicação da nova técnica. Assim. Olha só como foi mais rápido: não precisou de tabela. Já sabemos que Renata não é ruiva. Resolução: Poderíamos analisar esse argumento usando a técnica 2. para que a disjunção seja verdadeira. Assim. No entanto. Beatriz não é bailarina. a outra parcela deve ser verdadeira. não precisou de chute inicial.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Isso já pode ser concluído. a única forma de as duas premissas serem simultaneamente verdadeiras é se Renata não for ruiva. Não nos interessa qual das duas premissas erra sobre Beatriz.estrategiaconcursos. Renata é ruiva. Vítor Menezes www. As premissas são: 1) Márcia não é magra ou Renata é ruiva 2) Beatriz é bailarina ou Renata não é ruiva 3) Renata não é ruiva ou Beatriz não é bailarina 4) Se Beatriz não é bailarina então Márcia é magra Vamos focar nas premissas 2 e 3: 2) Beatriz é bailarina ou Renata não é ruiva 3) Renata não é ruiva ou Beatriz não é bailarina As duas premissas devem ser verdadeiras (ao mesmo tempo!!!).

esse é o problema. podemos analisar as demais premissas. não tem receita de bolo.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Foi necessário um pouco de “jogo de cintura” para perceber que era possível combinar as premissas 2 e 3. aí temos uma proposição. 2. Uma sentença aberta é uma sentença que possui pelo menos uma variável.br 53 . ser julgada em V ou F. por si só. Ela não pode. Para que o condicional seja verdadeiro. Em outras palavras. Isso é o que caracteriza uma sentença aberta. É bem mais rápido. Cada valor de x vai dar origem a uma proposição que. Exemplo: ‫ݔ‬+3>5 Acima temos uma sentença aberta. para a análise do argumento a gente utiliza os chamados diagramas lógicos. Bom. Márcia não é magra. Nestes casos. Descobrimos que Renata não é ruiva. conforme o valor assumido pela variável. É o fato de ela poder dar origem a diversas proposições. de imediato. por outro lado. aí sim. Vamos para a última premissa: 4) Se Beatriz não é bailarina então Márcia é magra A segunda parcela do condicional é falsa. Beatriz é bailarina. Vítor Menezes – Aula 01 Por outro lado. Vítor Menezes www. poderá ser julgada. É muito comum que.estrategiaconcursos. Sem precisar de tabela. DIAGRAMAS LÓGICOS Como desenhar os diagramas Existem argumentos que apresentam proposições com quantificadores. a partir de uma sentença aberta.1. já sabendo que Renata não é ruiva. Gabarito: A 2. Ela possui a variável x.com. a sentença ‫ ݔ‬+ 3 > 5. Isso sem precisar de chute para ser testado. Logo. Quando um quantificador incide sobre uma variável. Cada valor de x dá origem a uma proposição. Mas. não tem “receita de bolo”. que pode ser julgada em V ou F. Prof. Vamos para a primeira premissa: 1) Márcia não é magra ou Renata é ruiva A segunda parcela do “ou” é falsa. Pronto. a primeira parcela deve ser falsa. que pode ser julgada em V ou F. não é uma proposição. sejam formuladas proposições por meio de quantificadores. Márcia não é magra e Beatriz é bailarina. a primeira parcela deve ser verdadeira.

Vítor Menezes www. Dizendo de forma um pouco diferente: o conjunto dos cachorros é um subconjunto do conjunto das coisas que latem. Reparem que este quantificador nos traz algumas certezas e algumas incertezas.com. Exemplo: “Todo cachorro late” Significa que o conjunto dos cachorros está dentro (está contido) do conjunto das coisas que latem. Os quantificadores são geralmente indicados por palavras como: todo. que representam os diversos conjuntos de possibilidades. algum. Afirma-se que algum x obedece a “‫ ݔ‬+ 3 > 5”. Sempre que nos disseram que “Todo X é Y” significa que o conjunto dos X está contido no conjunto dos Y. A expressão “existe” é um quantificador. vamos criar outra frase: Existe algum valor de x tal que ‫ ݔ‬+ 3 > 5. Ou seja. Essa segunda sentença é uma proposição.br 54 . afirma-se que existe pelo menos um valor de x que satisfaz ‫ ݔ‬+ 3 > 5.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. No caso. Vamos começar com o caso do todo. ela já pode ser julgada de imediato. sabemos que é verdadeira. Apesar de apresentar uma variável. nenhum. Ah.estrategiaconcursos. Exemplo de frases: “Todo cachorro tem quatro patas” “Algum cavalo é marrom” “Nenhum triângulo tem 5 lados” “Todos os homens têm olhos azuis” Como montar os diagramas? A técnica é bastante simples. Prof. agora mudou tudo. Deste modo: A ideia é sempre essa. Argumentos que envolvem proposições deste tipo são mais facilmente estudados por meio de diagramas. Vítor Menezes – Aula 01 A partir do exemplo acima. Podemos pensar que ela é sinônimo de “algum”.

Esta proposição em especial foi dada porque. se existem zero dragões. Vítor Menezes – Aula 01 Para melhor entendimento. nas regiões em amarelo. mudemos de frase. de fato.com. Nesta aula. Ou seja. no mundo real. Também não há animais com mais de 15 metros de altura. E mais que isso: na intersecção.br 55 . simplesmente dizer que “todo dragão é um animal com mais de 15 metros de altura” não nos dá certeza de que existem dragões. nem de que há animais com mais de 15 metros de altura. Ora. Apesar disso. Isso nos dá certeza de que não há dragões fora do conjunto dos animais com mais de 15 metros de altura. vamos usar a cor cinza para indicar que não há elementos na região. É a região cinza da figura acima. Agora. Vítor Menezes www. não há dragões. São as “regiões de incerteza”. “Algum brasileiro fala espanhol” Este quantificador também nos traz algumas incertezas. Ou seja. de fato. nós temos a certeza que os dois conjuntos se tocam. Todo dragão é um animal com mais de 15 metros de altura. então. é correto dizer que “todo dragão é um animal com mais de 15 metros de altura”. há pelo menos um elemento. além disso. Vejam como fica o desenho: Quando dizemos que alguns brasileiros falam espanhol. não sabemos se há ou não elementos. todos estes “zero” dragões têm mais de 15 metros de altura. Agora vamos para o caso do algum.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. destacadas em amarelo na figura acima.estrategiaconcursos. existe pelo menos uma pessoa que é brasileira e. fala espanhol. Prof.

Vítor Menezes www. Vamos para o caso do nenhum. Também não sabemos se há pessoas que falam espanhol e não são brasileiras (região 2 da figura). Prof. na região marcada com um (X) na figura abaixo. Agora. existe pelo menos uma pessoa: Quanto às demais regiões do diagrama. Também não sabemos se há pessoas que não são brasileiras e falam espanhol (região 2). não sabemos se correspondem a algum indivíduo.estrategiaconcursos. A única coisa que muda é a “região de incerteza”. O diagrama é o mesmo. Situação semelhante acontece com a seguinte proposição: Alguns brasileiros não falam espanhol. São “regiões de incerteza”. representadas em amarelo: Não sabemos se há brasileiros que não falam espanhol (região 1 da figura). É a região marcada com um (X) ma figura abaixo: Não temos certeza se há pessoas que são brasileiras e falam espanhol (região 1).Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. temos certeza de que existem brasileiros que não falam espanhol. Vítor Menezes – Aula 01 Isso nos dá a certeza de que.br 56 .com.

Assim: Novamente: dizemos que não há intersecção entre os dois conjuntos. simplesmente dizer que “nenhum dragão é dinossauro” não garante qualquer coisa sobre a existência de elementos dentro do conjunto dos dragões (região 1 da figura). Nem se existem dinossauros. É a região cinza da figura acima.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. ou dentro do conjunto dos dinossauros (região 2). atualmente. Assim como nos casos anteriores. ok? Prof. em vez de amarelo. Não temos certeza se existem dragões.br 57 . para não sobrecarregar muito as imagens (e não gastar muito a tinta de vossas impressoras). aí eu pinto de amarelo. Vítor Menezes www. realmente é correto dizer que nenhum dragão é dinossauro. Contudo. Vítor Menezes – Aula 01 “Nenhum dragão é dinossauro” Neste caso. Apenas temos certeza de que não há dragões que também sejam dinossauros. Também não existem dragões. Nos exercícios. para poder chamar melhor a atenção para elas. Só quando eu quiser chamar a atenção para alguma região de incerteza em particular.com. A única certeza que temos é que não há intersecção entre os conjuntos. vou deixar as “regiões de incerteza” em branco. Pintamos de cinza para indicar ausência de elementos.estrategiaconcursos. deixei em amarelo as regiões de incerteza. não existem dinossauros. Deste modo. temos algumas incertezas. Nesta primeira explicação. estamos afirmando que o conjunto dos dragões não apresenta intersecção com o conjunto dos dinossauros. Esta proposição em especial foi utilizada porque. Com isso não estamos afirmando a existência de qualquer um destes dois tipos de criatura. no mundo real.

Resolução: Prof. b) algum poeta é filósofo. pode-se concluir apenas que: a) algum filósofo é poeta. por analogia. quando houver ao menos um brasileiro que não saiba falar espanhol. a todos/alguém/ninguém. todo e nenhum. Vamos fazer a negação? Vamos pensar: quando é que isso é falso? Essa proposição será falsa quando não houver brasileiro que fale espanhol. Outro exemplo: Algum brasileiro fala espanhol. Vítor Menezes www. Negação Nem todo brasileiro fala espanhol. Questão 14 MPOG 2009 [ESAF] Considerando as seguintes proposições: “Alguns filósofos são matemáticos” e “não é verdade que algum poeta é matemático”. envolvendo algum. c) nenhum poeta é filósofo.estrategiaconcursos. Vítor Menezes – Aula 01 2. Todo brasileiro não fala espanhol. A tabela abaixo mostra como devemos fazer as negações: Proposição original Todo brasileiro fala espanhol Algum brasileiro fala espanhol. Ou ainda. e) algum filósofo não é poeta. Vamos fazer a negação? Vamos pensar: quando é que isso é falso? Essa proposição será falsa quando nem todo brasileiro falar espanhol.com.2. aplica-se. Todo brasileiro não fala espanhol É claro que o resumo acima.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Negação de proposições com quantificadores Exemplo: Todo brasileiro fala espanhol. Algum brasileiro não fala espanhol Nenhum brasileiro fala espanhol. Isso pode ser dito de duas maneiras: Nenhum brasileiro fala espanhol. d) nenhum filósofo é poeta.br 58 .

no fundo. matemáticos e poetas. a segunda premissa nos diz que “nenhum poeta é matemático”. Premissas: 1) Alguns filósofos são matemáticos 2) Não é verdade que algum poeta é matemático. é falso que: algum poeta é matemático. a negação disso é verdadeira. Vítor Menezes www. Prof. Assim. temos que existem elementos na intersecção entre filósofos e matemáticos.estrategiaconcursos. A negação de “algum poeta é matemático” é “nenhum poeta é matemático” Ou seja.br 59 . Vítor Menezes – Aula 01 As premissas envolvem filósofos. Da primeira premissa.com. A segunda premissa nos diz que: “Não é verdade que algum poeta é matemático”. Em outras palavras.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof.

A intersecção entre os conjuntos verde e preto está em branco: é uma região de incerteza. a) algum filósofo é poeta – não temos como garantir isso. Precisamos pintar a região correspondente de cinza. Resolução: A proposição dada foi: Prof. e) À noite. b) algum poeta é filósofo – análise idêntica à da letra “a”. todos os gatos são pardos” é: a) De dia. temos o indicativo de que existem elementos dentro do conjunto preto.com. e) algum filósofo não é poeta. Não sabemos se existem ou não elementos ali. d) À noite. existe pelo menos um gato que não é pardo. existe pelo menos um gato que não é pardo.br 60 . todos os gatos são pardos. nenhum gato é pardo.estrategiaconcursos. Vejamos cada uma das alternativas. Nela. b) De dia. – esta conclusão é válida. nenhum gato é pardo. c) nenhum poeta é filósofo – novamente. Vítor Menezes – Aula 01 Isso nos garante que não há elementos na intersecção entre poetas e matemáticos. c) De dia.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Vítor Menezes www. Pode ser que contenha algum elemento ou não. Basta ver a região assinalada com um (X). não temos certeza sobre a intersecção entre os conjuntos verde e preto. que estão fora do conjunto verde. d) nenhum filósofo é poeta – análise idêntica à da letra “c”. Gabarito: E Questão 15 MPOG 2009 [ESAF] A negação de “À noite.

Resolução: Premissas: 1) Todos os mecânicos são engenheiros 2) Todos os engenheiros são pós-graduados. à noite.com. e) nem todos os engenheiros são pós-graduados. temos que o conjunto dos mecânicos está dentro do conjunto dos engenheiros: Prof.br 61 . houver pelo menos um gato que não seja pardo. pode-se afirmar que.À noite. 3) Alguns administradores são engenheiros.À noite. c) há mecânicos não pós-graduados. . Vítor Menezes www. pelo menos um gato não é pardo. Da primeira premissa. nem todos os gatos são pardos. Gabarito: D Questão 16 MPOG 2009 [ESAF] Numa empresa de nanotecnologia.estrategiaconcursos. nessa empresa: a) todos os administradores são pós-graduados. b) alguns administradores são pós-graduados. d) todos os trabalhadores são pós-graduados. todos os gatos são pardos. Quando é que a frase acima é falsa? Ela será falsa quando.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Vítor Menezes – Aula 01 À noite. E como é que escrevemos isso? Há duas formas: . sabe-se que todos os mecânicos são engenheiros e que todos os engenheiros são pós-graduados. Vamos montar os diagramas. Se alguns administradores da empresa também são engenheiros.

o “x” ficaria na intersecção entre os conjuntos vermelho. ok? Vamos ficar só com o desenho acima. Prof. temos que o conjunto dos administradores e dos engenheiros se tocam. em branco. É uma possibilidade. pode haver elementos do conjunto verde que estejam fora do conjunto azul. E mais que isso. Desenhamos o conjunto dos administradores tocando o conjunto dos engenheiros. verde e preto. essa é só uma possibilidade de desenho.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. qualquer conclusão só será correta se valer.br 62 . também. É possível que os administradores engenheiros sejam. Ou seja. Assim. para esta segunda possibilidade.com. Da terceira premissa. Vítor Menezes – Aula 01 Da segunda premissa. Sobre as demais regiões. não temos certeza se existem ou não elementos. Por isso assinalamos com um X.estrategiaconcursos. temos que o conjunto dos engenheiros está contido no conjunto dos pós-graduados. Pode haver administradores que não são pós graduados. também. Mas não vamos complicar as coisas. Agora vamos para as alternativas. Isso não é certeza. Há pelo menos um elemento nesta região. mecânicos. Observação: na verdade. Vítor Menezes www. A) todos os administradores são pós-graduados. Neste caso.

Gabarito: B Questão 17 ATA-MF 2012 [ESAF] Em uma cidade as seguintes premissas são verdadeiras: Nenhum professor é rico. Todos os mecânicos são pós-graduados (conjunto vermelho dentro do azul) D) todos os trabalhadores são pós-graduados. por sinal. Todos os engenheiros são pós-graduados (conjunto preto contido no conjunto azul). Correto. c) Alguns políticos são professores. por exemplo. haver administradores que não são pós graduados. C) há mecânicos não pós-graduados.com. Vítor Menezes www. Vítor Menezes – Aula 01 B) alguns administradores são pós-graduados. Pode. A única região do conjunto dos administradores sobre a qual temos certeza é aquela que toca o conjunto dos engenheiros (marcada com X). está dentro do conjunto azul (dos que possuem pós-graduação). pode-se afirmar que: a) Nenhum professor é político. d) Alguns políticos não são professores.estrategiaconcursos. e) nem todos os engenheiros são pós-graduados. Então. b) Alguns professores são políticos. todos vazios: Prof.br 63 .Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Alguns políticos são ricos. Errado. Não temos certeza. e) Nenhum político é professor. Errado. Resolução: Primeiro representamos os diagramas. Esta área.

A segunda premissa nos diz: Alguns políticos são ricos.br 64 . não sabemos se existem ou não elementos nesta região.com. não podemos concluir que "existem políticos que são professores". incorretas as letras A. Prof. Logo. para indicar ausência de elementos na intersecção entre professores e ricos. Observem que a intersecção entre os conjuntos vermelho e preto está em branco. Então pintamos a região correspondente da cor cinza. Em outras palavras. Portanto. Vítor Menezes www.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. B. C e E. Vítor Menezes – Aula 01 A primeira premissa nos diz: Nenhum professor é rico.estrategiaconcursos. nem que "não existem políticos que são professores". para indicar existência de elementos. Então marcamos um "x" na intersecção entre os conjuntos.

Fazendo o diagrama correspondente: A intersecção entre ambos é vazia. Letra A: todos os não artistas são não atletas.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Vítor Menezes www. para indicar ausência de elementos. os políticos que estão na região marcada com um "x" não são professores. Não temos como concluir isso. De fato.com.br 65 . Questão 18 CGU 2001 [ESAF] Se é verdade que “Nenhum artista é atleta”. então também será verdade que: a) todos não-artistas são não-atletas b) nenhum atleta é não-artista c) nenhum artista é não-atleta d) pelo menos um não-atleta é artista e) nenhum não-atleta é artista Resolução: Sabemos que nenhum artista é atleta. de tal modo que existam sim atletas que não sejam artistas. Por isso a alternativa D está correta. Vítor Menezes – Aula 01 Gabarito: D A letra D afirma: "Alguns políticos não são professores". É possível que existam elementos dentro do conjunto vermelho. Exemplo: Prof. Por isso pintamos de cinza.estrategiaconcursos.

Vide a letra (x) dentro do conjunto azul. No diagrama pretendido pela banca. Letra E: nenhum não-atleta é artista. podemos concluir que pelo menos um não-atleta é artista.com.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Também não podemos concluir isso. Prof. esse foi o gabarito fornecido pela banca. Se todos esses conjuntos forem vazios. A conclusão não é suportada pela premissa apresentada. Assim. sim. tornaria falsa esta conclusão. Contudo. supusemos que todos os conjuntos possuem elementos. Vítor Menezes www. Letra D: pelo menos um não-atleta é artista. que torna falsa esta conclusão. A banca está supondo que o simples fato de mencionar as classes dos artistas e dos atletas já é suficiente para concluirmos que eles possuem elementos. a conclusão acima estaria errada. Agora. temos um “x” dentro do conjunto azul. Também não temo concluir isso. a banca queria o seguinte desenho: Ou seja. Letra C: nenhum artista é não-atleta.br 66 . O exemplo dado acima. pois sequer sabemos se existem atletas e se existem artistas.estrategiaconcursos. Vítor Menezes – Aula 01 Letra B: nenhum atleta é não-artista Também não temos como concluir isso. É exatamente a mesma análise da alternativa anterior. caso ocorra.

Vítor Menezes www. Deixe para fazer isso na fase de recursos. nem se existem atletas. Disso sabemos que os conjuntos dos artistas e dos atletas não possuem elementos em comum. encerramos nossa aula 1. por que discutir? Então lá na hora da prova marque a letra “D”. Como sempre digo: nunca brigue com a questão.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof.estrategiaconcursos. Há questões em que o simples fato de uma classe ser mencionada já significa que ela contém elementos. Não sabemos se existem artistas. Bons estudos. Se você percebeu que a questão só pode ser resolvida cometendo esta “falácia”. Poderiam muito bem se referir a conjuntos vazios. E só isso. Com esse exercício. Não brigue com o examinador. A banca está adotando o pressuposto de que todas as classes mencionadas (artistas e atletas) possuem elementos. Vítor Menezes – Aula 01 Gabarito: D Coloquei esta questão para falarmos um pouco sobre a Falácia Existencial.com. Esta é a “Falácia existencial”. vez ou outra vocês encontrarão questões que pedem justamente o contrário.br 67 . É a chamada pressuposição existencial. Faça o que o examinador quer que você faça. vá em frente. Apesar disso. O simples fato de o enunciado mencionar estas classes de pessoas não nos garante que elas contenham algum elemento. Foi dada a seguinte premissa: Nenhum artista é atleta. Prof.

Análise de argumentos Uma das premissas é uma proposição simples.com.proposições simples. Uma das premissas é uma proposição composta pela conjunção. Técnica 3: lançar uma hipótese inicial (chute) para criar um ponto de partida. . nenhum) “Todo” e “nenhum” nos dão certeza quanto à inexistência de elementos em certas regiões. .tente fazer com que as premissas sejam verdadeiras. Técnica 2: Usar tabela simplificada. Eliminar as linhas que tornam falsas as premissas. . Não há premissas com proposições simples ou compostas pelo conectivo “e”.se não conseguir: argumento válido Argumentos envolvendo quantificadores Usar diagramas.condicional . (todo. Vítor Menezes www. que abrange só as proposições simples.disjunção .se conseguir: argumento inválido. Conclusão com um único caso de falso. A partir disso. Técnica 4: Exemplo: . caso haja mais de uma linha da tabela verdade com todas as premissas verdadeiras.faça com que a conclusão seja falsa. três proposições simples (para que a tabela não fique grande). “Algum” nos dá certeza sobre a existência de elementos em certa região. Observação: pode induzir a erros. . Prof.estrategiaconcursos.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Usar as conclusões assim obtidas para analisar as demais premissas. RESUMÃO Lembretes Técnica 1: Usar a proposição simples como ponto de partida para tirar conclusões imediatas. algum. Vítor Menezes – Aula 01 3. analisar as demais premissas. Observação: atentar para a possibilidade de a banca cometer a falácia existencial.br 68 . no máximo. Ideal quando as premissas envolverem.

b) Breno é neto de Beto e Ana é prima de Bia. Prof. É praticamente certo uma questão sobre isso. todas realizadas em 2012. Aliás. 106 são de lógica (mais de 1/3 do total). como já dito. ASSUNTOS DE DESTAQUE Certamente um dos principais tópicos em provas de Esaf é “lógica de argumentação”. ATRFB e AFRB. Destas. e) o argumento só é válido se Soninha na realidade não sorri. Ora. embora a primeira possa ser verdadeira. Se Jorge é irmão de Maria. e) Ana é prima de Bia e Carlos não é filho de Pedro. com várias questões sobre lógica de argumentação. Este não é um argumento logicamente válido. sem dúvidas: tenha na ponta da língua as técnicas 1 e 2.estrategiaconcursos. então Breno não é neto de Beto. Vítor Menezes www. Sou amiga de Nara ou não sou amiga de Abel. Só para vocês terem uma noção. uma vez que: a) a conclusão não é decorrência necessária das premissas. Logo. no TecConcursos temos hoje 308 questões de RLQ da Esaf. ou Carlos é filho de Pedro. destque especial para questões envolvendo as técnicas 1 e 2 dada em aula. não sou amiga de Clara. Jorge é irmão de Maria. Dentro deste tópico. vide as recentes provas do ATA-MF. E. Sou amiga de Clara ou não sou amiga de Oscar. quase 20% de tudo que a Esaf cobra em provas está relacionado a lógica de argumentação. Sílvia não é miss simpatia”. d) Jorge é irmão de Maria e Breno é neto de Beto.com. d) a segunda premissa pode ser falsa. Sílvia é miss simpatia. Assim. 55 são sobre lógica de argumentação. embora a segunda possa ser verdadeira. Ou seja. c) Ana não é prima de Bia e Carlos é filho de Pedro. QUESTÕES APRESENTADAS EM AULA Serpro 2001 [ESAF] Questão 1 Considere o seguinte argumento: “Se Soninha sorri. comentadas. historicamente. as técnicas 1 e 2 são as mais importantes. Ora. Questão 3 CGU 2008 [ESAF] Sou amiga de Abel ou sou amiga de Oscar. Então.br 69 . onde. Ora. 5. c) a primeira premissa pode ser falsa. Soninha não sorri.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. então Breno é neto de Beto. Vítor Menezes – Aula 01 4. Se Carlos é filho de Pedro. das questões de lógica. Logo: a) Carlos é filho de Pedro ou Breno é neto de Beto. Questão 2 CGU 2004 [ESAF] Ana é prima de Bia. se tiver que dar atenção especial a alguma coisa nesta aula. b) a segunda premissa não é decorrência lógica da primeira.

Júlio é justo. c) Marta não é mãe de Rodrigo e Natália é prima de Carlos. então o segundo é inocente. Homero é honesto. Se o terceiro é inocente.com. b) Apenas o primeiro e o segundo são culpados. d) Marta é mãe de Rodrigo e Paulo não é irmão de Ana. e) sou amiga de Oscar e não sou amiga de Clara. Se o terceiro é inocente. Homero não é honesto. Beto não é bondoso. Questão 5 CGU 2004 [ESAF] Homero não é honesto. b) Marta é mãe de Rodrigo e Natália é prima de Carlos. c) Beto é bondoso.br 70 . então ele não é o único a sê-lo. d) Beto não é bondoso. Júlio não é justo. b) não sou amiga de Clara e não sou amiga de Nara. Logo. Se o segundo é culpado. e) Natália não é prima de Carlos e Marta não é mãe de Rodrigo. ou Júlio é justo. então β = 3 e . então Natália é prima de Carlos. Júlio é justo. e) Apenas o primeiro é culpado. Homero é honesto. então Leila é tia de Maria. Leila não é tia de Maria. Se o primeiro é culpado. Vítor Menezes – Aula 01 a) não sou amiga de Nara e sou amiga de Abel. Questão 4 ATRFB 2012 [ESAF] Se Paulo é irmão de Ana. Prof. ou Júlio não é justo. Ora. uma situação possível é: a) Os três são culpados. Se Natália é prima de Carlos. Júlio não é justo. Homero é honesto. d) Apenas o segundo é culpado. ou Beto é bondoso. Questão 6 MPOG 2010 [ESAF] Há três suspeitos para um crime e pelo menos um deles é culpado. Beto é bondoso. Homero é honesto. Se Marta não é mãe de Rodrigo. d) sou amiga de Oscar e amiga de Nara. então ele não é o único a sê-lo. Logo a) Marta não é mãe de Rodrigo e Paulo é irmão de Ana. c) Apenas o primeiro e o terceiro são culpados. Vítor Menezes www. e) Beto não é bondoso. ou Homero é honesto. Questão 7 AFRFB 2009 [ESAF] Se α = 3 e . a) Beto é bondoso.estrategiaconcursos. ou Júlio é justo. então o segundo é culpado. b) Beto não é bondoso. Assim. c) sou amiga de Nara e amiga de Abel. então Marta não é mãe de Rodrigo. Júlio não é justo. Homero é honesto.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof.

Considerando que as afirmações são verdadeiras. Uma delas faz o papel de bruxa. A professora sabe que os meninos que estudam são aprovados e os que não estudam não são aprovados. ou Beatriz é fada. estão fazendo um curso de informática. ou Beatriz é princesa. 3) ou a fluminense é ruiva.com. 2) ou a gremista é morena.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. 4) ou a corintiana é morena. mas β = e 3 Questão 8 ENAP 2006 [ESAF] 3 e Ana. Se δ = 3 e . ou Carla é bruxa. Com essas informações conclui-se que os papéis desempenhados por Ana e Carla são. morena. ruiva. segue-se. e a outra ruiva. morena. loira. c) ruiva. ruiva. portanto. ou Carla é fada. e a outra o de princesa. morena. ou Carla é princesa. Pedro. mas δ = 3 e c) α = 3 e . loira. ou a fluminense é morena. então α = 3 e . então β ou δ são iguais a Se δ = e 3 . então β = e 3 . ou a fluminense é loira. ou a corintiana é ruiva. ou a corintiana é ruiva. a outra morena. que: a) α = β = δ = e 3 b) α = β = e 3 . são. Uma das irmãs é loira.br 71 . Portanto. ou Ana é fada. a outra o de fada. uma corintiana e outra fluminense. a) loira. Iago e Arnaldo. respectivamente. ruiva. Prof. ou Beatriz é princesa. loira. a corintiana e a fluminense.estrategiaconcursos. mas β = δ = e 3 d) α = β = δ = 3 e e) α = δ = 3 e . Vítor Menezes www. Sabe-se que: ou Ana é bruxa. e) morena. b) ruiva. Sabe-se que: 1) ou a gremista é loira. Questão 10 CGU 2008 [ESAF] Três meninos. Vítor Menezes – Aula 01 Se α = e 3 . Beatriz e Carla desempenham diferentes papéis em uma peça de teatro. a gremista. d) loira. morena. respectivamente: a) bruxa e fada b) bruxa e princesa c) fada e bruxa d) princesa e fada e) fada e princesa Questão 9 Enap 2006 [ESAF] Ana possui tem três irmãs: uma gremista.

Beatriz é bailarina. então Guilherme é gordo Questão 13 CGU 2006 [ESAF] Márcia não é magra ou Renata é ruiva. Iago e Arnaldo não são aprovados. então João é alto e Guilherme é gordo e) se João é alto ou não é alto. b) Pedro. b) Márcia é magra. se Pedro não estuda. Se Beatriz não é bailarina então Márcia é magra. Prof. d) Pedro e Iago são reprovados. mas Iago é reprovado. se Arnaldo estuda então Pedro estuda. Vítor Menezes www. Renata é ruiva. Beatriz é bailarina ou Renata não é ruiva. e) Pedro e Arnaldo são aprovados. mas Iago e Arnaldo são reprovados. então João é alto ou Guilherme é gordo b) se João é alto. c) Márcia é magra. então ele não é regular. não for um dodecaedro e não for um icosaedro.estrategiaconcursos.br 72 . Renata é ruiva. Iago e Arnaldo são aprovados. então ele não é regular. então Iago não estuda. Questão 11 MTE 2010 [ESAF] Um poliedro convexo é regular se e somente se for: um tetraedro ou um cubo ou um octaedro ou um dodecaedro ou um icosaedro. afirmar que: a) Pedro. c) Se um poliedro não for um cubo. a) Márcia não é magra. Renata não é ruiva. mas Arnaldo é aprovado. Logo: a) Se um poliedro convexo for regular. não for um tetraedro. Beatriz é bailarina. se Arnaldo não estuda. Renata não é ruiva ou Beatriz não é bailarina.com. então ele é um cubo. Beatriz não é bailarina. Vítor Menezes – Aula 01 Sabendo-se que: se Pedro estuda. não for um octaedro. d) Um poliedro não é regular se e somente se não for: um tetraedro ou um cubo ou um octaedro ou um dodecaedro ou um icosaedro. então Iago ou Arnaldo estudam. b) Se um poliedro convexo não for um cubo. c) Pedro é aprovado. então Iago estuda. d) Márcia não é magra. e) Se um poliedro não for regular. Questão 12 Fiscal Trabalho 1998 [ESAF] Um exemplo de tautologia é: a) se João é alto. então Guilherme é gordo d) se João é alto ou Guilherme é gordo.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. Assim. Beatriz é bailarina. então ele não é um cubo. Com essas informações pode-se. com certeza. Beatriz não é bailarina. então João é alto e Guilherme é gordo c) se João é alto ou Guilherme é gordo. Renata não é ruiva. e) Márcia não é magra. Renata não é ruiva.

br 73 . d) À noite. d) Alguns políticos não são professores. Prof. e) algum filósofo não é poeta. todos os gatos são pardos. Se alguns administradores da empresa também são engenheiros. Questão 17 ATA-MF 2012 [ESAF] Em uma cidade as seguintes premissas são verdadeiras: Nenhum professor é rico. c) De dia. b) Alguns professores são políticos. Então. d) todos os trabalhadores são pós-graduados.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof. b) De dia. e) Nenhum político é professor. existe pelo menos um gato que não é pardo.com. Vítor Menezes – Aula 01 Questão 14 MPOG 2009 [ESAF] Considerando as seguintes proposições: “Alguns filósofos são matemáticos” e “não é verdade que algum poeta é matemático”. pode-se afirmar que. Alguns políticos são ricos. b) alguns administradores são pós-graduados. e) nem todos os engenheiros são pós-graduados. e) À noite. nenhum gato é pardo. Vítor Menezes www. d) nenhum filósofo é poeta. b) algum poeta é filósofo. pode-se afirmar que: a) Nenhum professor é político. c) há mecânicos não pós-graduados. existe pelo menos um gato que não é pardo. nessa empresa: a) todos os administradores são pós-graduados. todos os gatos são pardos” é: a) De dia. sabe-se que todos os mecânicos são engenheiros e que todos os engenheiros são pós-graduados. c) nenhum poeta é filósofo. c) Alguns políticos são professores. Questão 15 MPOG 2009 [ESAF] A negação de “À noite. nenhum gato é pardo. pode-se concluir apenas que: a) algum filósofo é poeta.estrategiaconcursos. Questão 16 MPOG 2009 [ESAF] Numa empresa de nanotecnologia.

então também será verdade que: a) todos não-artistas são não-atletas b) nenhum atleta é não-artista c) nenhum artista é não-atleta d) pelo menos um não-atleta é artista e) nenhum não-atleta é artista 6.com.Raciocínio Lógico p/ Analista da Receita Prof.br 74 . Vítor Menezes www. Vítor Menezes – Aula 01 Questão 18 CGU 2001 [ESAF] Se é verdade que “Nenhum artista é atleta”.estrategiaconcursos. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 GABARITO a e c d c c d a a a e a a e d b d d Prof.