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1. DIREITO ELEITORAL 1.1. PRINCÍPIOS 1. GERAIS Aplicam-se ao direito eleitoral os princípios gerais do direito, tais como devido processo legal, proporcionalidade ou razoabilidade, contraditório, imparcialidade do juiz, isonomia, impulso oficial, publicidade, economia processual, identidade física do juiz ESPECÍFICOS 2. Estrita legalidade: quando a própria constituição ou a lei não restringir direitos políticos, não cabe ao intérprete fazê-lo; a restrição dos direitos políticos é exceção excepcionalíssima; Ex.: Presidente da Câmara de Vereadores assume o cargo de Prefeito, mesmo tendo 18 anos CRFB § 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei: VI - a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, VicePrefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador. Oralidade: ao contrário de outros ramos do direito, é possível a prática de atos orais Art. 169. À medida que os votos forem sendo apurados, poderão os fiscais e delegados de partido, assim como os candidatos, apresentar impugnações que serão decididas de plano pela Junta. § 1º As Juntas decidirão por maioria de votos as impugnações. § 2º De suas decisões cabe recurso imediato, interposto verbalmente ou por escrito, que deverá ser fundamentado no prazo de 48 (quarenta e oito) horas para que tenha seguimento. § 3º O recurso, quando ocorrerem eleições simultâneas, indicará expressamente eleição a que se refere. § 4º Os recursos serão instruídos de ofício, com certidão da decisão recorrida; se interpostos verbalmente, constará também da certidão o trecho correspondente do boletim. (Redação dada pela Lei nº 4.961, de 4.5.1966) Celeridade: ao contrário de outros ramos do direito, no eleitoral, a celeridade é muito mais privilegiada; a maioria dos prazos usados na Justica ̧ Eleitoral para recursos e demais atos são em geral de tres ̂ dias, diferentemente daqueles previstos no CPC. Alguns desses prazos podem ser até de 24 horas, como ocorre nos recursos interpostos sobre algu- mas representacõ ̧ es eleitorais Anualidade: qualquer alteração no processo eleitoral deve ser publicada com um ano de antecedência da eleição, para que os partidos e candidatos possam se preparar Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4, de 1993) A redação original desse artigo era: Art. 16 A lei que alterar o processo eleitoral só entrará em vigor um ano após sua promulgação. Entretanto, a redação foi alterada para distinguir claramente vigência e eficácia. A ideia é evitar alterações casuísticas. Processo eleitoral: originalmente, a diferença entre processo eleitoral e direito eleitoral equivalia à diferença entre direito processual e direito material. Entretanto, o STF passou a entender que Processo Eleitoral abrangia: a) o rompimento da igualdade de participação dos partidos políticos e dos respectivos candidatos no processo eleitoral; b) a criação de deformação que afete a normalidade das eleições; c) a introdução de fator de perturbação do pleito; ou d) a promoção de alteração motivada por propósito casuístico. 1.2. HISTÓRICO 1. 1.3. CONCEITOS 1. 1.4. OBJETO 1. 1.5. FONTES 1. 1.6. SISTEMAS ELEITORAIS 1.