Você está na página 1de 4

Atividades lúdicas inclusivas Para alunos inclusão de alunos deficientes em aulas de música LOURO, Viviane; ALONSO, Luís; ANDRADE

, Alex. Educação Musical e Deficiência: Propostas pedagógicas. São José dos Campos: Estúdio Dois, 2006, 191 p.

Caminho dos sons Objetivos: Trabalhar discriminação auditiva de timbres. Além disso, essa atividade estimula a atenção, dissociação auditiva, senso de direção (lateralidade) e parceria (confiança em si e no outro). Componentes da atividade: - Instrumentos musicais com timbres variados de fácil manipulação; - uma sala espaçosa. No que consiste a atividade: Em seguir, de olhos fechados, um determinado som. Princípio da atividade: Esta atividade é muito simples de ser feita. O professo, primeiramente, separar a turma em duplas. Cada dupla pega um instrumento musical distinto e o professor posiciona-as da seguinte maneira: uma pessoa na frente com o instrumento musical e a outra atrás, de olhos fechados. Então, as duplas, devidamente posicionadas, são colocadas lado a lado em cada um que estás com o instrumento apresente seu som para o amigo, um de cada vez. Logo em seguida, o professor dá o sinal de “largada” e todos que estão posicionados na frente, saem andando, tocando seu instrumento e os que estão atrás, começam a segui-los, sendo guiados somente pelo som. Após algum tempo, o professo inverte o papel entre as duplas. Observações: o caminho percorrido por cada dupla pode ser previamente estipulado pelo professo, ou pela turma. Ainda o

em sua maioria cadeirantes. justamente por se locomoverem pouco ou serem muito dependentes para a locomoção. visto que em grande parte a audição é bem apurada. Um variante desta atividade pode ser o professor andar pela sala tocando um instrumento e pedir para que todos os alunos o sigam de olhos fechados. Adaptações. o maior problemas principalmente para os que não se locomovem sozinhos. que não conseguem manipular suas próprias cadeiras. é quanto a se sentirem seguros para andar na sala. a dificuldade maior é com a locomoção.“Temos uma sala de aproximadamente 5 m. No caso de cadeirantes. te aviso”. A única coisa que talvez possa ser adaptado nesse caso. observações e resultados: Em nossa experiência. pegam o instrumento e saem andando a tocá-lo sem prestarem atenção se seu parceiro consgue ou não segui-lo. No caso de pessoas com deficiência visual. ou mesmo o professor pode tocar a cadeira. Para isso. percebemos que os alunos com deficiência mental. . O importante é que os alunos prestem muita atenção no som que devem seguir e na direção (espacial) que ele está. Observamos que nestes casos. é que se o professor pode dar algumas dicas do tipo: . Já no caso dos deficientes visuais. Para as pessoas com deficiência física. não possuem muita dificuldade quanto a guiar o amigo. a dificuldade maior é a localizar a direção do som. tocando o instrumento de forma clara e precisa. principalmente os mais comprometidos. tal atividade pode ser feita normalmente. desde que haja uma sala espaçosa sem obstáculos pela frente. não possuem qualquer problema. pois. apontando com as mãos ou a cabeça a direção do som. ambos de olhos fechados. o professor pode pedir que um aluno toque a cadeiras. é necessário grande parceria. A pessoa que está guiando precisa prestar atenção se o seu parceiro a está seguindo corretamente. geralmente. mas quanto a ouvir a direção que vem do som. à sua direita temos cadeiras e à esquerda um cesto de lixo. Vá andando e se eu perceber que há algum obstáculo.professor pode deixar a critério de cada guia fazer um trajeto livre pela sala. deixando que o aluno nela sentado vá falando.

ou seja.pares de potinhos de filme fotográfico . por exemplo. moedas. . alfinetes. Para tanto. entre outros que podem afetar a questão da memória. fica mais fácil encontrar os pares. Em casos de deficiência mental. pois. o professor pode dividir os pares em duas cores distintas. De preferência. O professor pega os potinhos de filme e coloca dentro deles materiais distintos. organização de conceitos ou memória – AVC. cada par deve ter um som bem peculiar. conceitual e associação. organização espacial. formando assim. Também pode ser útil para trabalhar memória a curto prazo. pode-se utilizar papel cartão de cor escura e fita crepe. Assim. Portanto. o professor pode fazer uma espécie de prancha ou tabela para que os potinhos sejam colocados em cima. trata-se de ago conhecido de praticamente todos os educadores musicais. conceitos (igual e diferente) e atenção. feijão. associação. observações e resultados: Este jogo é muito utilizado na musicalização convencional. pares. Adaptações. Além disso. pessoas com problemas viso-motores. etc. cada pote branco possui um preto correspondente. muitas adaptações podem ser utilizadas. Primeiramente. pessoas que possuam problemas de associação. para que não sejam confundidos uns com os outros. potinhos pretos e brancos.Jogo da memória (timbres) Objetivos: Trabalhar percepção auditiva e de timbres.materiais do tipo: arroz. Componentes do jogo: . No que consiste o jogo: Em encontrar os pares de potinhos com sons iguais. pedras.

. poderá colocar Velcro ou elásticos nos potes para que sejam presos nos braços dos alunos. Do mesmo modo. já que. o professor pode dividir os pares conforme a dificuldade de cada aluno. mas sem defasagem cognitiva.O professor divide então o papel cartão em retângulos ou quadrados – conforme a quantidade de pares desejada – e desenha uma casa para cada potinho. garrafinhas de iogurte. Para isso. Depois. Essa adaptação também ajuda os com visão subnormal. ou mesmo. pode simplesmente dar a esse aluno dois pares. se tem um aluno com deficiência física – um cadeirante. além da cor dos potinhos. há a questão da localização espacial da prancha. passa fita crepe nas divisórias para o contorno ficar mais espesso e visível. Em casos de alunos com problemas motores nos membros superiores. dificultando a atividade desse aluno. com sons bem distintos. Outra possibilidade é fazer em potes maiores. o professor coloca na fileira da direita os potinhos de uma determinada cor e na fileira da esquerda. Então. Isso pode ser um recurso facilitador para aqueles com problemas de memória e organização. Além disso. Então o aluno aponta o pote que quer e o professor coloca em seu braço para que ele. se ele tem um aluno com deficiência mental muito grave. como por exemplo. sozinho. que não possuam preensão. Por exemplo. os outros. pares com potinhos em cores iguais (todos brancos ou pretos). pois a prancha ou tabela pode ser uma espécie de guia de localização dos potinhos. pode dar a esse aluno uma quantidade maior de pares. o professor poderá adaptar os potinhos. chacoalhe o potinho perto de seu ouvido. coordenação motora fina ou controle de seus membros. por exemplo.