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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE FITOTECNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA

DIJAUMA HONÓRIO NOGUEIRA

FISIOLOGIA E CONSERVAÇÃO PÓS-COLHEITA DE BANANAS ‘NANICA’ E ‘PACOVAN’ TRATADAS COM CARBURETO DE CÁLCIO

AREIA PARAÍBA – BRASIL 2005

FISIOLOGIA E CONSERVAÇÃO PÓS-COLHEITA DE BANANAS ‘NANICA’ E ‘PACOVAN’ TRATADAS COM CARBURETO DE CÁLCIO

DIJAUMA HONÓRIO NOGUEIRA

FISIOLOGIA E CONSERVAÇÃO PÓS-COLHEITA DE BANANAS ‘NANICA’ E ‘PACOVAN’ TRATADAS COM CARBURETO DE CÁLCIO

Dissertação apresentada à Universidade Federal da Paraíba – Centro de Ciências Agrárias, como parte das exigências do Programa de PósGraduação em Agronomia, Área de Concentração Agricultura Tropical, para obtenção do título de Mestre.

Orientador: Prof. WALTER ESFRAIN PEREIRA

AREIA PARAÍBA – BRASIL 2005

Centro de Ciências Agrárias.Sc. D. Raunira da Costa Araújo Centro de Formação de Tecnólogos CFT-UFPB ______________________________________ Profa. Aprovado em: 18 / 02 / 2005 BANCA EXAMINADORA ______________________________________ Prof. D. D.Sc. PhD Centro de Ciências Agrárias CCA-UFPB iii . para obtenção do título de Mestre. Silvanda de Melo Silva. como parte das exigências do Programa de PósGraduação em Agronomia. Walter Esfrain Pereira Centro de Ciências Agrárias CCA-UFPB ______________________________________ Profa.Sc.DIJAUMA HONÓRIO NOGUEIRA FISIOLOGIA E CONSERVAÇÃO PÓS-COLHEITA DE BANANAS ‘NANICA’ E ‘PACOVAN’ TRATADAS COM CARBURETO DE CÁLCIO Dissertação apresentada à Universidade Federal da Paraíba . Área de Concentração Agricultura Tropical.

Ao Prof. Rony. Geomar. Aos Professores do Programa de Pós-Graduação em Agronomia do CCA/UFPB.AGRADECIMENTOS Ao Prof. Dr. pela colaboração e apoio recebido durante a realização deste trabalho. Aos companheiros Fernando. À minha mãe. Silvanda de Melo Silva. Walter Esfrain Pereira. Dr. pela liberação e apoio a realização deste trabalho. pelos ensinamentos e amizade. Lúcio José de Oliveira DDE/EAF de Iguatu-CE pelo incentivo e colaboração. pelas orientações e amizade. Ao Laboratório de Biologia e Tecnologia Pós-Colheita do Centro de Ciências Agrárias. Júlio César. Aos acadêmicos Glauber Araújo Holanda e Irislânia pelos auxílios prestados durante as diversas etapas de desenvolvimento desta pesquisa. Aos Doutorandos Adriana. Nustenil. Mônica. A Deus. Genildo Bandeira Bruno. Aos colegas de turma Alessandra. Antonio Honório da Silva (in memorian) DEDICO iv . José Otávio. Geandson. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Agronomia. Evanduir. Rosângela e Wlaminck. A Escola Agrotécnica Federal de Iguatu-CE. Carlinhos e Danuzio pela convivência e amizade. A Profa. pelo incentivo durante o curso. Fabiano. Ao Prof. Maria. Dra. Barbosa e Márcia pelos incentivos e experiência. Isabel Nogueira Lucas Aos meus irmãos OFEREÇO Ao meu pai.

.................................................... .................................... 35 ABSTRACT ............... Qualidade do fruto ....... 6 2.........................................5........................ Mudanças durante a maturação dos frutos ................................................................ 36 1.........................3...............................................2... Acidez Total Titulável e pH ......................... A banana.................1.. 48 3............................................................... Produção de CO2................. 21 2.. 10 2......................................................................................... Etileno .......... 16 2............................. 11 2............................2..................................... INTRODUÇÃO ............................................1......................................................... 51 v .................................................................3........................................................................................1................................................................................... ............. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .............................................................1................ Relação SST/ATT ........2......... 37 2................................. RESULTADOS E DISCUSSÃO ...............2.......................................................xiii ABSTRACT ........................... 5 2.......... 44 3..................... 8 2.................. 12 2....................................................... 46 3.. pH.....................2....... xv 1. Acidez total titulável..5......................... 49 3............................................................................................................... 18 2............................................................................................................ Respiração .. 3 2. 44 3.........................2................... Acetileno ................6. Firmeza com casca.................. 3 2............................. 26 CAPÍTULO II RESUMO....... Cultivar Nanica....................................................3.............................................1............................................................................................................ Desenvolvimento de pigmentos cor ................2..... 47 3.................................................................4......................4..........2.................................................................................................................7................... 50 3............................................... INTRODUÇÃO ............................................................ 23 3....................1.............................. 16 2.........6............................................................. 39 3................ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................................................................................................................................................1....................................................... Firmeza ................................................................ Amadurecimento induzido ............................... 4 2.................................................................................... Cultivar Pacovan ................................................... Vitamina C ..3...................................... 1 2............................................... Sólidos solúveis totais........... Sólidos solúveis totais ....................................2........................................................................... MATERIAL E MÉTODOS ................................2..............................3............................................2.....................SUMÁRIO RESUMO...............................................................

............................................................. CONCLUSÕES................... Sacarose........................................ Clorofila....................... Amido....... 78 3........................ 89 CAPÍTULO IV RESUMO..................................................................................................................................................... 100 3................................................... Clorofila.... Sacarose.......................... Aparência geral..................................................................... 85 4....................................................................................................................................................................................... 80 3................... Perda de massa........................... ...... 70 1......... 56 3......................4..................................................2..... Glicose......................... 54 3. 95 2............... 73 3................... Análise subjetiva de cor ................................ RESULTADOS E DISCUSSÃO ...................................5.................................................................................................................................................................................................. ... 55 3............. 59 3............................................................... 63 CAPÍTULO III RESUMO.....................................................................9................................................................. Carotenóides ...................................... 69 ABSTRACT ...................................14....................... INTRODUÇÃO ...............12................. .........................................15......................... Amido....... MATERIAL E MÉTODOS ........................................................................................................................................................................................................ 84 3............ 76 3.................................................................. Carotenóides ....... 100 vi ............................. 76 3.............................8..................... 93 ABSTRACT ..................................................................................................... 53 3............................................. 88 5.......................... 62 5........................................................3............................................1........................... 60 4...10.................................................................................... CONCLUSÕES............................................................... 97 3............. 71 2............................ INTRODUÇÃO ...... 82 3.......................................................................................................................................................................................................7..................................................................... 52 3......... 94 1...13................................................................................................................................................. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........1................... Glicose....................................................................... 58 3....... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................................................................................................. Produção de CO2 ................................ Perda de massa ............................................................................................ 81 3.... RESULTADOS E DISCUSSÃO .....11.....................................................................................3......... Coloração da casca ............. MATERIAL E MÉTODOS .................................................6..............................

............... 107 3..... 108 4................................................... Vitamina C ............................3...........................................................5........................................................................... 110 5............................................................ Aparência geral......................................................6.... 111 vii ..............3..................... Firmeza ............................. CONCLUSÕES.....8........................................................................................ 103 3.......... 101 3................................................................... 105 3.................................................... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......... 104 3.................. Sólidos solúveis totais (SST) ....................................................... 106 3........................................4....... pH.......................................................................................................... Acidez total titulável (ATT) ......... Relação SST/ATT ............................................7.............2.................................

.............................. 76 Tabela 2....... com leves traços amarelos)...... 54 CAPÍTULO III Tabela 1.............................................. Areia-PB..... Média e desvio padrão do teor de sacarose de banana ‘Nanica’ no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%)........... 100 viii ....... mas com casca totalmente verde)...................................... 2004................................................. 81 Tabela 4................... 81 Tabela 3............................... Caracterização média da banana ‘Nanica’ e ‘Pacovan’ no estado de maturação II (fruto de cor verde..................................... Caracterização inicial da banana do cultivar Nanica colhido no estádio de maturação I (fruto fisiologicamente maduro.......... ..................... Areia-PB..... 44 Tabela 2......... Média e desvio padrão do teor de sacarose de banana ‘Nanica’ tratada com CaC2 durante o período de armazenamento a 25 + 2oC e UR 72 + 2%........... ........LISTA DE TABELAS CAPÍTULO II Tabela 1.................. 2004........................................ Média e desvio padrão do teor de sacarose de banana ‘Pacovan’ no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%)....................... Média e desvio padrão do teor de carotenóides de banana ‘Nanica” tratada com CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%)................ Caracterização média da banana ‘Nanica’ no estádio de maturação II (fruto de cor verde com leves traços amarelos).............................................. 85 CAPÍTULO IV Tabela 1.......

............... 4Mais amarelo que verde. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro.......... 46 Figura 3.... colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro..................... 2-Verde com traços amarelos.. 2004)...... Produção de CO2 (mg kg-1h-1) sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% de banana Nanica colhida no estádio de maturação I (fruto fisiologicamente maduro.......... Relação SST/ATT da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2..... mas com casca totalmente verde)....... mas com casca totalmente verde) tratada com carbureto de cálcio por 12 horas (Areia-PB...... 1Totalmente verde.. 2004) ......... 3-Mais verde que amarelo. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro........... (Areia-PB... Teor de amido da banana do cultivar Nanica casca de banana ‘Nanica’ durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2... mas com casca totalmente verde). (Areia-PB....... Estádios de maturação de bananas de acordo com o grau de coloração da casca... 2004) .........LISTA DE FIGURAS CAPÍTULO II Figura 1..... 2004) ........... 50 Figura 7.. 48 Figura 5... mas com casca totalmente verde)...... Firmeza com casca da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2.................... colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro. 2004) ........ colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro............................... (Areia-PB. 47 Figura 4.... 43 Figura 2.............. . (Areia-PB. 52 Figura 9...... 2004)....... pH da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2........... Acidez total titulável de banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2... mas com casca totalmente verde).. 5-Amarelo com a ponta verde. 6-Todo amarelo (banana com excelente qualidade de cor e consumo)...... Teor de vitamina C da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2..... 53 ix ........ 2004) ..... (Areia-PB. 51 Figura 8. mas com casca totalmente verde)....... 2004) .. (Areia-PB...... colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro.... colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro. Teor de sólidos solúveis totais da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2.. mas com casca totalmente verde)... (Areia-PB. 7-Amarelo com áreas marrons ............ 49 Figura 6..... mas com casca totalmente verde).

. mas com casca totalmente verde).................. 2004) .. 57 Figura 13...... 78 Figura 2....... 61 CAPÍTULO III Figura 1......... Carotenóides totais da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro................... 60 Figura 15............. 58 Figura 14..... 2004) 55 Figura 11..................... (Areia-PB.. (Areia-PB........ mas com casca totalmente verde).. mas com casca totalmente verde)...................... colhidas no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) tratadas com carbureto de cálcio por 12 horas e mantidas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%)............. Perda de massa dos frutos da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2. (Areia-PB............ 2004) ......... colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro........ Teor de glicose de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%)................ 2004).. mas com casca totalmente verde)................................ 2004) ... Evolução na coloração da casca de banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2............... colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro................ colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro... (Areia-PB........... Produção de CO2 (mg kg-1h-1) de banana ‘Pacovan’ e ‘Nanica’.......................................... mas com casca totalmente verde). 2004). 2004) ............. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro.. 80 Figura 3................... Aparência geral da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2............................................... 2004).............. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro......Figura 10. 2004) 56 Figura 12.......... Teor de glicose da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2.. (Areia-PB.......... (Areia-PB...................... 82 x ............. (Areia-PB....... (Areia-PB........ Clorofila total da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente 25+ 2oC e UR 72 + 2% em função do uso de diferentes concentrações de CaC2... Teor de amido de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%)...... mas com casca totalmente verde)..... (Areia-PB.....

. 2004)....... 101 Figura 2........... (Areia-PB. 2004) .................................................... (Areia-PB........... (Areia-PB.................... 107 xi ............... 104 Figura 4...................... 2004)................... 2004) ............ 2004)...... 87 CAPÍTULO IV Figura 1..Figura 4........... (Areia-PB............ 102 Figura 3..................................................... Firmeza de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%).... Perda de massa de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%)..... pH de banana Nanica (A) e Pacovan (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 e dias de armazenamento................. (Areia-PB............ 85 Figura 6.......... Relação SST/ATT de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%)............................ 2004) .................................................. 2004) ...................................................... 2004).......... (Areia-PB. Acidez de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%). (Areia-PB..................... 84 Figura 5............. Teor de carotenóides na banana ‘Pacovan’ no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%).... (Areia-PB......... 106 Figura 6................. 2004) ............ 105 Figura 5.... (Areia-PB.... Clorofila de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%). Evolução subjetiva de cor (1-7) de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) colhidas no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%)............... Teor de sólidos solúveis totais de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%).....................

.............................. 2004) ............Figura 7.............. Teor de vitamina C de banana Nanica (A) e Pacovan (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%)... 2004). Aparência de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%)....... (Areia-PB........................... 109 xii ............... (Areia-PB................... 108 Figura 8.

O objetivo deste trabalho de pesquisa foi avaliar a influência do carbureto de cálcio na indução do amadurecimento e conservação pós-colheita de banana ‘Nanica’ no estádio de maturação I e II (fruto fisiologicamente maduro mas com casca totalmente verde e fruto verde com leves traços amarelos. 2005.RESUMO NOGUEIRA. (Dissertação – Mestrado em Agronomia) Orientador: Prof. Fisiologia e Conservação Pós-colheita de Bananas Nanica e Pacovan Tratadas com Carbureto de Cálcio. As doses de CaC2 (0. 30 e 45 g) para ‘Nanica’ e (0. Para análise foram utilizados três repetições para cada tratamento. hermeticamente fechadas e vedadas com silicone. D. 200 g de CaC2 (Nanica) e 100 g de CaC2 (Pacovan) para cada 1000 bananas durante 24 horas de indução. 7. observando o mercado consumidor. para climatização. O amadurecimento se processa de forma natural ou induzida após a colheita. respectivamente) e de banana ‘Pacovan’ no estádio de maturação II. O carbureto de cálcio (CaC2) foi colocado na forma de sachês. Areia: UFPB. 15 e 30 g) para ‘Pacovan’ e o período de 12 horas de indução dos frutos. H. Em seguida. 15. bananas dos cultivares ‘Nanica’ e ‘Pacovan’ foram imersas por 15 minutos em uma solução de hipoclorito de sódio comercial. com bananas armazenadas em bandejas de poliestireno expandindo em buquês de três frutos durante 10 dias sob condições ambiente (24 + 2oC e UR 72% + 2%) avaliados a cada dois dias. conchas de bananas (em média 150 frutos) foram acondicionadas em caixas de madeira com dimensões 50 x 50 x 40cm. A pesquisa foi realizada em três experimentos (I. baseou-se nas práticas usadas pelos produtores e comerciantes de banana da região. lavadas com água destilada e secas ao ar. 114p. Para determinação da taxa respiratória foram colocados frutos na forma de dedos em recipientes de vidro xiii . Considera-se que os frutos devem ser colhidos sempre imaturos. Walter Esfrain Pereira. Dr. revestidas com papel alumínio. II e III). distribuídos nos quatro cantos das caixas. Para cada experimento.

Foram avaliadas as características: atividade respiratória. clorofila.8 L. acidez total titulável. conseqüentemente boa aceitação comercial. análise subjetiva de aparência (escala 1-9). resultou na antecipação do amadurecimento dos cultivares Nanica e Pacovan. provocou elevação dos teores de glicose. relação SST/ATT. mediante o tratamento de bananas ‘Nanica’ e ‘Pacovan’ com carbureto de cálcio. mudanças subjetivas na cor da casca (escala 1-7). O experimento III estudou o potencial de conservação pós-colheita. Doses altas de carbureto de cálcio 45 g (Nanica) e 30 g (Pacovan) resultaram em antecipação da senescência. perda de massa. firmeza. diminuição de pH e de ácido ascórbico. mas no entanto proporcionou boa aparência dos frutos. Nesse experimento o CaC2 aumentou a intensidade e antecipou o pico respiratório das bananas ‘Pacovan’ e ‘Nanica’. mantidos a temperatura de 25 + 2oC e ventilados com suprimento de ar desumidificado e isento de CO2. aumentou o teor de carotenóides e a uniformidade do amadurecimento. sólidos solúveis totais. O cultivar Nanica apresentou maior vida útil pós-colheita. refletindo no aumento dos sólidos solúveis totais.min-1 No experimento I. independente da aplicação de carbureto de cálcio. Aumentou a taxa de degradação do amido. A banana ‘Nanica’ no estádio de maturação I (fruto fisiologicamente maduro.hermeticamente fechados. carotenóides. mas com casca totalmente verde) não completou seu amadurecimento. com capacidade para 4. pH e vitamina C. sacarose e glicose. numa vazão de 10 mL. assim como acentuou a cor amarela. O cultivar Pacovan apresentou maior sensibilidade ao carbureto de cálcio. xiv . colhidas no estádio de maturação II. O CaC2 antecipou o amadurecimento. avaliou-se o estádio de maturação e o período de aplicação de CaC2 mais adequados a uma maturação uniforme. Os resultados deste experimento revelam que o tratamento com CaC2. acidez. amido. O experimento II avaliou as mudanças fisiológicas durante o armazenamento de bananas ‘Nanica’ e ‘Pacovan’ tratadas com carbureto de cálcio. da clorofila e.

To respiratory rate determination were put in a fingers form in recipient of glass with capacity to 4. carotenoids. 15 and 30g) to ‘Pacovan’ and period of 12 hours of fruits. Features were evaluated: respiratory activity.ABSTRACT NOGUEIRA. 200g of CaC2 (Nanica) and 100g of CaC2 (Pacovan) for each 1. To analysis were used 3 repetitions for each treatment. Following. 30 and 45g) to ‘Nanica’ and (0. Ripeness is processed of natural or not way after cropping. II and III). It must be considered that fruits should cropped always immature. Research was carried out in 3 experiments (I. total xv . Post-harvest physiology and conservation of ‘Nanica’ and ‘Pacovan’ Bananas treated with calcium carbonate. distributed for all boxes. corn. Walter Esfraim Pereira. to weather. sacarosis and glicosis. Dr. standness. nonobjective changes in the box colour (scale 1-7). Areia: UFPB. opperance non-objective analysis (scale 1-9). Dosis of CaC2 (0.000 bananas for 24 h. 15. Carbonate calcium (CaC2) was put in sachet ways. (Dissertation – Master Degree in Agronomy). with 10 mL hole min-1. respectively) and ‘Pacovan’ cultivars were put for 15 minutes in a commercial hypochrolide sodium.8 L. H. 2005. On experiment I. looking to consumer market. chlorofile. washed with destilled water and dried to air. Instructor: Prof. closed and sealed with silicon. with kept bananas of poliestilen plates in bouquet of 3 fruits for 10 days (24 + 2oC and UR 72% + 2%) evaluated in each 2 days. D. The aim of this work was to evaluate carbonate calcium influence in ripeness and post-harvested conservation of ‘Nanica’ banana on maturation I e II (physiological ripped fruit but with green coverage and green fruit with soft yellow stains. loss of matter. 7. banches of bananas (approximately 150 fruits) were put in wood boxes with 50 x 50 x 40 cm. kept to temperature of 25 + 2oC and wind without uniform air and CO2. packed with aluminum paper. based on used pratices by productors and growers. maturation stage was evaluated and application period of CaC2 more adequate to uniform maturation. 114p.

SST/ATT relationship. according to ‘Nanica’ and ‘Pacovan’ bananas with carbonate calcium. but gave a good fruit appearance. ‘Nanica’ banana in maturation stage I (ripened fruit. cropped on maturation II. increased. profile total acidity. independent of carbonate calcium application. Results of this experiment showed that treatment with CaC2 result in the anticipation of Nanica and Pacovan cultivars rippening. Experiment III studied post-harvest conservation. acidity. decreasing of pH and ascorbic acid. but with coverage completely green) didn’t complete its rippeness. as well as increased yellow colouring.soluble solids. On this experiment CaC2 increased intensity and postponed bananas respiratory peak. chlorofile and. Pacovan cultivar showed a bigger sensibility to carbonate calcium. gave glicosis rates. Higher dosis of calcium 45g (Nanica) and 30g (Pacovan) resulted in a senescence anticipation ‘Nanica’ cultivar showed a bigger life post-harvest. CaC2 postponed the rippening. consequently a good commercial acceptance. reflecting in the increasing of total soluble solids. xvi . Experiment II showed physiological changes during ‘Nanica’ bananas storage and treated ‘Pacovan’ with carbonate calcium. pH and vitamin C.

Banana ./ Dijauma Honório Nogueira.56(043. 114p.fisiologia pós-colheita. Fisiologia e conservação pós-colheita de banana nanica e pacovan tratadas com carbureto de cálcio. Título. CCA/UFPB. 2. 1.conservação póscolheita. – Areia.: il. Bibliotecária: Márcia Maria Marques CRB4 . Orientador: Walter Esfrain Pereira. Dissertação (Mestrado em Agronomia) pelo Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba. Banana .3) xvii . II. Carbureto de cálcio. 2005. 3. Pereira. PB: CCA/UFPB. CDU: 634.773:631.1409 N778f Nogueira.Ficha catalográfica elaborada na Seção de Processos Técnicos da Biblioteca Setorial de Areia-PB. 1. Walter Esfrain (Orientador). Dijauma Honório.

Com a construção de câmaras de maturação pelos produtores ou pelas cooperativas. de grande valor socioeconômico e alimentício. com aproximadamente seis milhões de toneladas anuais. a ausência de sementes duras. 1999). prática e adaptável aos costumes dos tempos atuais. A banana é um fruto climatérico que no decorrer do amadurecimento.1. em virtude de fatores climáticos. Os 1 . constitui-se numa embalagem individual. 1980). O amadurecimento se processa de forma natural ou induzida após a colheita.1996) De modo geral. sempre depois de fisiologicamente desenvolvidos (CANCIAN e CARVALHO. o que se reflete em significantes margens de exportação (VILAS BOAS et al. portanto. exige grandes cuidados no manuseio pós-colheita (LICHTEMBERG. Contribuem ainda para o seu alto consumo. É cultivada em todos os estados brasileiros. durante o ano todo (LICHTEMBERG. 1997) é uma das frutas mais consumidas no mundo. O manuseio inadequado. embora o seu plantio sofra restrições.. determina altos índices de perdas e um produto de baixa qualidade. considera-se que os frutos devem ser colhidos tanto mais imaturos quanto mais distante estiver o mercado consumidor. porém. 1999). INTRODUÇÃO A banana (Musa spp) originária do continente asiático (DANTAS e SOARES FILHO. como a temperatura e precipitação. 2000). A casca da banana. o valor alimentício e a sua disponibilidade no mercado brasileiro e em diversos países do mundo. é explorada na maioria dos países tropicais e subtropicais. ocupando o segundo lugar em volume de frutas produzidas. fácil de retirar. os atacadistas tem adquirido em pequena escala. também a banana ou plátano já estufado. perdendo apenas para a laranja (CORDEIRO. higiênica e. a ausência de suco na sua polpa. tanto na sua fase pré como pós-colheita. É uma das frutas mais apreciadas pelos consumidores brasileiros.

em presença de água. colhida no estágio de maturação II (verde com leves traços amarelos). assim amadurecido. vem sendo utilizado com freqüência relativamente grande. em geral em suas próprias residências (AMARO. por sua vez. ao volume de banana a ser armazenado e ao perigo de explosão. A capacidade de alguns gases em estimular o amadurecimento já constituía a base de antigo costume na China. O consumidor adquire o produto. mas faz sempre restrição a esses métodos. e de banana ‘Pacovan’. Esse trabalho teve como objetivo avaliar a influência do carbureto de cálcio na indução do amadurecimento e conservação pós-colheita de banana ‘Nanica’. acelerar ou retardar o amadurecimento da banana. 2 . vem construindo estufas nas quais procedem o amadurecimento da fruta. 1984). Atualmente. A dose recomendada está diretamente ligada ao tamanho do local de maturação. alegando mudanças de sabor e pouca durabilidade do fruto (ALVES. conforme seja o tipo de mercado consumidor.feirantes. 1984). que favoreçam ao comerciante. colhida no estádio de maturação I (totalmente verde) e II (verde com leves traços amarelos). o carbureto de cálcio. como parte de um processo de integração vertical. Volumes pequenos de bananas exigem a necessidade de métodos simples e eficientes. que promove o amadurecimento do fruto através da liberação do acetileno.

nas regiões exportadoras nos últimos anos. é importante que sua comercialização seja rápida. 1998). 1999). 1997). superada nessa preferência apenas pela laranja (DANTAS e SOARES FILHO..2. No Brasil. A produção nacional de banana. em virtude de fatores. mas também para o mercado interno. e da profissionalização dos agricultores. pois muitos supermercados já diferenciam os preços de produtos perecíveis. A banana A banana (Musa ssp) é o fruto mais produzido no mundo (BANANA. por conta da maior rentabilidade do produto. A disponibilidade de banana durante o ano inteiro no mercado brasileiro e em diversos países do mundo contribui ainda para o seu alto consumo (LICHTEMBERG. como temperatura e precipitação. embora o seu plantio sofra restrições. A banana é caracterizada pelo comércio de vizinhança e. 1998). ao mesmo tempo que se preocupa com tecnologia no desenvolvimento de novas variedades resistentes às principais pragas e doenças. racional e com cuidados para reduzir perdas e. ocupando papel de destaque nas transações internacionais (PESAGRO. obviamente. da qualidade (ANUÁRIO ESTATÍSTICO. por ser um produto muito perecível. Esta produtividade resulta da maior aplicação de tecnologias no bananal. ainda para que o produto chegue ao seu destino em boas condições.. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1. sendo uma das frutas mais apreciadas pelos consumidores brasileiros. a banana é cultivada em todos os estados. investimentos em mudas de qualidade. p. A qualidade da fruta é essencial não apenas para a exportação. mais 3 . 2001. 1999).1-8) e é também o fruto fresco mais consumido (LICHTEMBERG. caso das frutas. por ser também consumido nas regiões frias e temperadas. através da marca e. desde a faixa litorânea até os planaltos do interior. A banana é ainda o fruto de maior volume transacional no comércio mundial.

Sua polpa varia de brancocremoso ao amarelo pálido.1.produtivas e melhor manejo.. apresenta problemas de engasgamento (SILVA. ‘Pigmeo’ (Colômbia). Nanicão e Grande Nine) e Maçã.1. e ao Mal-do-Panamá e. que chegam a 30%. preocupa-se também com o volume de perdas. 2. As cicatrizes das brácteas são proeminentes. ‘Banana d’água’. é suscetível à sigatoka-amarela e negra. Pacovan e PrataAnã). Os cultivares mais difundidos no Brasil são os do grupo Prata (Prata. marcadamente pilosa. Lamb). com manchas que vão do castanho ao preto sobre o fundo verde-oliva. 2000). com peso médio variando de 25 kg a 45 kg. medianamente. apresenta pseudocaule pequeno e forte. Cultivar Nanica A bananeira ‘Nanica’ (Musa cavendish. suscetível à broca. ‘Governor’ (Trinidade e 4 . Sendo também conhecida pelos nomes de ‘Pineo Enano’ (Venezuela). O coração apresenta ápice agudo e ombro alto. A ráquis é amarelo-esverdeado-pardacenta. O cacho possui de 10 a 13 pencas. de altura variando de 1. num total de 150 a 272 dedos. A bananeira nanica apresenta resistência ao moko superior à das demais cultivares do grupo Cavendish. Em situações de seca e baixa temperatura ambiente. de cor púrpura por fora e amarelo-pálida por dentro. 1999). A parte masculina da ráquis encontra-se com brácteas persistentes e geotropismo positivo. Por sua vez. O fruto mede de 14 cm a 25 cm e pesa de 87 g a 260 g. possui agradável sabor doce. As brácteas masculinas são persistentes.5 m a 2 m. ‘Caturra’ e ‘Nanica’ (Brasil). As folhas verde-escuras na face superior e verde mais claro na inferior devido à cerosidade. com 16 a 34 frutos por penca. Apresenta cacho com forma cônica. As variedades Prata e Pacovan ocupam aproximadamente 60% da área cultivada com banana no Brasil (OLIVEIRA et al. do grupo Nanica (Nanica.

‘Figue Chinoise’ (Haiti). tem pseudocaule um pouco mais alto que a ‘Prata’. 2002). Essa banana é muito cultivada nas Ilhas Canárias. Pinedo et al. Segundo Franco (1982). 22 g de carboidratos. A ráquis masculina é compacta. mas é bastante utilizada no processamento industrial (ALVES. mesmo quando gordos. Oeste da África. com quinas que permanecem mesmo após a maturação (SILVA et al. Apresenta alto potencial de produtividade. ‘Guineo Enano’ (Porto Rico). 2. O cultivar Nanica é o mais disseminado no mundo.. Em locais frios prolonga o ciclo de produção. 3. A planta é vigorosa. possuem maior vida útil pós colheita.Tobago). in natura. A ‘Pacovan’ é mais rústica e mais alta do que a ‘Prata’ e apresenta frutos 40% maiores. 100 g de banana ‘Nanica’. (2004).30 e de 15. com número de frutos em torno de 85.5g de umidade. sendo uma mutação da Prata.35 mg. e as cicatrizes são proeminentes e totalmente limpas.. glicose e sacarose na polpa de banana madura (Cavendish) de 2. chegando a atingir 35-40 5 . contém 76.3 g de proteína e 0. Torres e Brandão (1991) encontraram teores de frutose. Austrália e Brasil. área mediterrânea. Cultivar Pacovan O cultivar Pacovan é um triploide.1. O cacho pesa em média 16 kg. mais ou menos vertical. Os frutos apresentam quinas. respectivamente.15. estudando o armazenamento de bananas sob atmosfera modificada e de ambiente verificou que as bananas do tipo nanica. O engaço tem cor verde-clara e a inflorescência é posicionada à 45o. não é bem apropriada para exportação. pertencente ao grupo genômico AAB. Ilha Samoa. diminuindo o tamanho e peso dos cachos. 1.2. Sob condições de irrigação pode atingir 60-80 t/ha/ciclo. ‘Chino’ (Jamaica) e ‘Dwarf Cavendish’ (Austrália). contudo. Apresenta produtividade alta sob irrigação.2 de lipídios. 1999).

Durante o amadurecimento. Mudanças durante a maturação dos frutos É ao atingir o pleno amadurecimento que o fruto torna-se mais palatável devido ao desenvolvimento de sabores e odores específicos.t/ha/ciclo em cultivos bem conduzidos. e ao moko. PALMER. no qual o fruto torna-se mais 6 . 1997). 1990.2. Os estudos sobre o início da maturação tem sido voltados para a investigação do papel do etileno no processo. além de iniciar o processo de maturação é produzido de um modo natural em frutos (PALMER. SASS. Os cultivares Pacovan e Prata são responsáveis por aproximadamente 60% da área cultivada com banana no Brasil (OLIVEIRA e SILVA et al. BORGES. Esta série de transformações tem sido amplamente estudada na tentativa de melhor conhecimento desse fruto desde a colheita até seu completo amadurecimento (LOESECKE. 1999). suscetível às Sigatokas-amarela e negra. 1973. A maturação corresponde à etapa em que o fruto atinge seu completo desenvolvimento fisiológico. 1971). SIMMONDS. Sob irrigação. a sua produtividade supera em quase 100% a produtividade da ‘Prata’. bom vigor e não necessita de escoramento (ALVES. aumento na taxa respiratória e na produção de etileno.. bem como ao ataque de microorganismos. É moderadamente suscetível ao mal-do-Panamá. o fruto está sujeito a diversas modificações químicas. paralelos com o aumento da doçura e diminuição da acidez (CHITARRA e CHITARRA. 1971). 1950. 1994. Tais mudanças intensificam-se com o decorrer do processo de amadurecimento. resistente a nematóides e moderadamente resistente à broca-do-rizoma (EMBRAPA. 2. 1993). 1999). já que este gás. físicas e bioquímicas. Após essa fase. não há aumento de tamanho do fruto e iniciam-se alterações na composição química.

ocorre aumento de peso da polpa. 1971).. devido à absorção da água proveniente da casca e do engaço (LIZADA et al.palatável. 1990). podendo-se levar em consideração a relação polpa/casca como índice confiável de maturação da banana (BLEINROTH. 7 . 1990). A maturação da banana apresenta respiração climatérica desde o momento da colheita. e serve como um referencial para se estabelecer. CHITARRA e CHITARRA. em grande escala. com certa precisão. Quando o fruto amadurece. quando a taxa de respiração no fruto verde é de 20 mg CO2/kg/hora. Com relação às mudanças na firmeza. 1971). A mudança de cor tanto na casca ou epiderme como também na polpa dos frutos se constitui uma das mudanças mais notáveis durante o amadurecimento. a casca perde peso.5 µ/g (BURG e BURG. PALMER. 1990. 1965).. No momento da colheita do fruto verde existe aproximadamente 0. a concentração de etileno aumenta abruptamente. o conteúdo de pectatos e pectinatos aumenta enquanto o total de pectina diminui. a firmeza do fruto decresce. 2001). na maioria dos frutos. o estádio de maturação dos frutos (PALMER. chegando a valores de 0.2 µ/g de etileno. e do amido em açúcares solúveis (Bleinroth. A mais nítida mudança visível que ocorre durante o amadurecimento de bananas é a sua coloração. para logo decrescer para 100 mg CO2/kg/hora. Durante a maturação pós-colheita da banana. 1967. pois sabores e odores específicos desenvolvem-se em conjunto com o aumento da doçura e da acidez (BOTREL et al. Antes de iniciar a maturação. A polpa no decorrer do amadurecimento torna-se macia. estas estão associadas. à medida que a maturação prossegue (HAARD. Com isto. com as transformações das substâncias pécticas que estão presentes na parede celular e lamela média. esta se eleva até 125 mg CO2/kg/hora no pico climatérico. Com as mudanças das substâncias pécticas. devido à transformação enzimática da protopectina em pectina solúvel. 1990).

levando ao acúmulo de açúcares. ácidos orgânicos ou na própria forma de sacarose translocada da planta para o fruto.2. sobre tudo o acetato de isopentila e outros compostos aromáticos (BOTREL et al. 1985). que a fruta madura apresenta. pêra. 75% de umidade (MEDINA. 8 . transporte. Embora pobre em proteínas e lipídios. Qualidade do fruto O grande problema da bananicultura brasileira reside no manejo do produto a partir da sua colheita. fósforo. 1985). entretanto. em média.. A metabolização dos carboidratos de reserva na forma de amido. a umidade da polpa aumenta ligeiramente. A banana é de grande importância nacional por apresentar valor energético em torno de 90 kcal/100g de polpa e 23% de glicídios. A falta de manejo pós-colheita tem sido responsável pela desvalorização da banana no mercado interno e pela perda de oportunidade de exportação da fruta brasileira (LICHTEMBERG. 1999).. Considerase. Durante a maturação. é um dos principais eventos bioquímicos que ocorre durante o amadurecimento (SEYMOUR. aumentando os teores de ésteres. Contém tanta vitamina C quanto a maçã e. cálcio e ferro do que a maçã ou laranja (MEDINA et al. 2. Os carboidratos livres ou combinados com outros constituintes estão relacionados com o sabor e flavor dos frutos através da relação com a cor e a textura no caso dos polissacarídeos estruturais. embalagem. devido ás transformações que os carboidratos sofrem. 1996). maior porcentagem de potássio. 2004). seus teores superam os da maçã. cereja ou pêssego.1. 1997). climatização e manuseio.O aroma característico da banana também se intensifica com o amadurecimento. ao passarem de amido para açúcares. além de altos teores de vitaminas e minerais (FRANCO.

(2004) afirmam que de acordo com a preferência dos consumidores entrevistados em Cruz das Almas – Bahia. quina presente. nesta ordem. as duas características que fazem da banana um fruto sensorialmente atrativo são a textura e o sabor. valor nutritivo e aroma. Carvalho (1998) constatou que os atributos firmeza. sabor. Os atributos sabor.O armazenamento e as condições de amadurecimento influenciam as qualidades alimentícias e comerciais da banana. tamanho e marca. cor da casca amarelo-média ou amarelo escura. efeito ambiental. nesta ordem. segurança. diâmetro médio (2. “a suave textura da banana completamente madura. sabor. sendo necessária a indução do amadurecimento em câmaras de maturação controlada (CAMPOS et al. o fruto de banana ideal deve apresentar penca contendo 10 a 12 frutos. ausência de pintas pretas na casca. cor da polpa amareloclara ou amarelo média. Matsuura et al. textura firme. formato reto ou curvo. variedade/tipo. selo de qualidade. textura. segundo os consumidores entrevistados. junto ao seu sabor diferente. 9 . possuir tamanho médio (12 a 15 cm) ou grande (16 a 19 cm). Diante de todas as propriedades citadas.6 a 3. embalagem.. local de produção. cor. da variedade. Como disse Forsyth (1980).0 cm). Gonçalves (1998) verificou que aparência. conseqüentemente. relacionados às frutas e. valor nutritivo. 2003). aroma e sabor de intensidade média.. foram os mais importantes para os indivíduos entrevistados na cidade de Piracicaba-SP. foram os principais atributos de qualidade das frutas a serem usadas como critérios de avaliação para a compra de frutas frescas por consumidores da cidade de LavrasMG. preço. aparência. vida útil e aparência dos frutos de banana são os mais importantes na escolha ou compra dos frutos de banana e. casca fina. fazem uma combinação deliciosa”. medianamente doce e vida útil de sete a dez dias em condições ambiente.

que separa as duas partes da molécula de clorofila. A casca da banana verde contém cerca de 5-10 mg de clorofila/100g de peso fresco e 0. dada a destruição da clorofila e aparecimento dos pigmentos caroteno e xantofila. 1970). ocorre a degradação da clorofila e síntese de outros pigmentos. A estrutura interna do cloroplasto fica desorganizada.35 mg de caroteno/100g de peso fresco (PALMER. A cor verde vai sendo substituída pela amarela. que na fase madura são predominantes (ROCHA.2.7 mg de xantofila/100 g de peso fresco e 0. resultantes das transformações em suas organelas internas durante a maturação. (CARVALHO. Desenvolvimento de pigmentos e cor A clorofila abundante nos frutos jovens confere ao fruto a cor verde. 1998). que neste caso. A maioria das mudanças de coloração nos frutos é associada com a diminuição da concentração de clorofila nos cloroplastos. resultantes da presença de ácidos orgânicos oriundos do vacúolo. um processo que ocorre paralelo ao amadurecimento é a alteração da cor da casca que passa do verde para o amarelo.2. De acordo com Palmer (1971) e Hulme (1970). A síntese de carotenóides pode ocorrer antes da degradação da clorofila.15-0. 1984). 10 . como para bananas e frutas cítricas. A degradação da clorofila está relacionada às transformações de pH.2. A perda da clorofila é resultante do aumento parcial ou total da atividade das clorofilas (LOONEY e PATTERSON. à presença de sistemas oxidantes e à atividade da enzima clorofilase. Esta alteração se inicia pouco antes do pico climatérico e o fruto torna-se completamente amarelo de três a sete dias em temperaturas normais de amadurecimento. Com o amadurecimento. 1967). a eliminação da clorofila apenas permite que os carotenóides se expressem. servindo como guia para determinar este amadurecimento.5-0.

inúmeros outros ácidos orgânicos são encontrados. citromálico. como os carotenóides. altera a permeabilidade das mesmas. além de atuar sobre as membranas das organelas celulares. A presença de “pintinhas pretas” na banana. mais doce estará a banana. ao contrário de outras frutas. Os métodos mais visados para medir a acidez de frutos são a acidez total titulável (ATT) e o potencial hidrogeniônico (pH) (KRAMER. MEDINA et al. é considerada até desejável para o consumo. 1970.2. prioglutâmico. p. glicírico e glicólico (PALMER. à medida que vai amadurecendo. como: tartário. na fase 11 . no início do amadurecimento apresenta baixa acidez. Pantástico (1979) relacionou o amarelecimento dos frutos com a ação do etileno. mais agradável ao paladar. o etileno. degradação de pigmentos subjacentes e síntese de novos pigmentos. Acidez total titulável e pH Os principais ácidos encontrados na banana são: ácido málico.3. que vai aumentando lentamente.18-19). sendo que o primeiro representa o total de agrupamentos ácidos encontrados. 2002). contudo. enquanto que o segundo determina a concentração hidrogeniônica da solução. para depois.. 1973).Segundo Pantástico (1975) e Hulme (1970).. Segundo o autor. mas em proporções muito reduzidas. e portanto. os fenômenos relacionados com o amadurecimento incluem degradação das clorofilas a e b. A banana. quanto mais amarela. A cor da casca está associada diretamente ao nível de maturação e ao sabor. 2.. seguido pelos ácidos cítrico e oxálico. 1985). O grau de coloração da casca da banana é um importante indicador de sua vida-deprateleira e é freqüentemente utilizado como guia para sua distribuição no varejo (VILAS BOAS. por indicar o ponto de maturação ideal (BANANAS.. que pode ser negativa no momento da compra. 2002. succínio.

Desta forma. mais precisamente ao metabolismo dos ácidos tricarboxílicos (ciclo de Krebs) durante o processo de amadurecimento (CHITARRA e CHITARRA.4. 1988. Sabe-se que a elevação da acidez está associada ao metabolismo respiratório. ROSSIGNOLI. 1990).17% a 0. MOTA. 1997).madura. quanto em relação ao cultivar (GARCIA e LAJOLO. 2. decrescer (ROCHA. Foi observado que os grânulos de banana.512% (madura) para a ‘Nanica’ (SCARBIERI et al.325% (verde) a 0. (1965-1966). Sólidos solúveis totais O amido é um polissacarídeo de reserva. Sgarbieri et al. sendo que o pH da polpa possui o mesmo comportamento. acidez titulável expressa em porcentagem de ácido málico de 0. decresce lentamente no fruto maduro. e constitui excelentes reservas energéticas do fruto. 12 .. Segundo Lodh e Pantástico (1975) e Barnell (1941). a relação açúcares/ácidos aumenta durante a maturação na maioria dos frutos. embora aumente no início da maturação até um pico máximo. único nos vegetais. através de sua oxidação no ciclo de Krebs (CHITARRA e CHITARRA. obtiveram.67% (FERNANDES et al.. por se constituir de grânulos que podem ser isolados e que estão organizados dentro de plastídios específicos: os amiloplastos.8 (SOTO BALLESTERO. para bananas muito maduras.2. tem formatos e tamanhos diferentes. a qual.402. de 4. tanto do amido isolado quanto em células intactas. o ácido predominante é o málico. a banana verde apresenta baixa acidez. 1990). 1984).2 a 4. que varia de 0. 1992). 1979. o pH. Em banana.. 1983). tanto em relação ao grau de amadurecimento do fruto. (1965-66 ) A acidez em frutos de bananeira varia de 0. O teor de ácidos orgânicos diminui com a maturação.

hidrolisando a sacarose formada via fotossíntese e permitindo a formação de açúcares-nucleotídeos como a ADP-glicose e UDP-glicose. o teor de taninos livres dá-lhe a adstringência. diretamente relacionada com a velocidade da hidrólise do amido (BLEINROTH. A banana caracteriza-se por apresentar baixa acidez quando verde..Frutos como a banana tornam-se doces após a colheita como resultado da degradação do amido acumulado durante a sua formação. com conseqüente conversão em açúcares solúveis. 1989). O sistema enzimático envolvido na degradação do amido e a formação da sacarose em frutos é complexo e pouco conhecido (BASSINELLO et al. Os componentes voláteis. 1990). Quanto à produção de açúcares. A hidrolise do amido na banana pode envolver amilases e glicosidases produzindo dextrinas de alto e baixo peso molecular (GARCIA E LAJOLO. a qual aumenta com a maturação. 1988) e ter a participação das fosforilases produzindo glicose . 1999). o que vai sendo reduzida à medida que o amadurecimento progride e torna-se nula na fase madura.. existem fortes evidências de que a síntese da sacarose é catalizada pela enzima sacarose-fosfato sintase (SPS) (HUBBARD et al. Provavelmente participa da síntese de amido e de polissacarídeos da parede celular. A sacarose sintase tem atividade alta enquanto o fruto está em formação. (1997) um progresso considerável tem ocorrido na caracterização do genes das enzimas biossintéticas chaves do etileno. 13 . De acordo com Lelièvre. et al.. Quando o fruto é colhido (cerca de 110 dias pós-antese). bem como.1 . 1995). como os aldeídos. de modo geral. 1981). Na polpa da banana “verde”. a ACC sintase e ACC oxidase. particularmente aqueles que codificam os receptores de etileno (ETR).P (AREAS e LAJOLO. estando. cetonas. chegando a níveis muito baixos quando o fruto está maduro (CORDENUNSI e LAJOLO. ésteres e álcoois etílico. no isolamento de genes envolvidos na via de transformação do sinal do etileno. sua atividade já está decaindo. 1984). são os responsáveis pelo aroma característico de banana madura (ROCHA.

apresenta também maior teor de amido residual (BASSINELLO et al. A região periférica do fruto. o teor de sacarose aumenta até 12 vezes podendo chegar a 16%. MOTA. é climatérica e tem como principal fonte de carbono. Concomitante a hidrolise do amido. que durante o climatério é reduzido de teores que variam de 12 a 20%. quando completamente maduro. 14 . e que o aumento na síntese de β-sitosterol indica ativação da via de produção de fitosteróisno no fruto maduro. a menos de 1% quando a fruta está madura (MOTA. o amido. do centro para a periferia do fruto. 1997). fruto desenvolvido por partenocarpia. a partir das extremidades do fruto e progredindo em direção ao meio.. quando o fruto atinge o pleno amadurecimento. revelou variações nos níveis metabólicos de açucares e ácidos orgânicos. analisando o perfil metabólico durante o amadurecimento da banana. Loeseck (1950) observou que a banana começa amadurecer simultaneamente com a degradação do amido. o que reflete em maior quantidade de sacarose nesta região.A banana. Durante o amadurecimento.. porém. estudando seu desaparecimento in situ e verificaram que o amido começa ser degradado ao mesmo tempo nas extremidades e região intermediária. este se inicia ao mesmo tempo nas regiões periféricas e central. O teor de amido no fruto de banana verde é maior na região periférica. Hernandes et al. 2004). com concentrações finais variando de acordo com o cultivar (CORDENUNSI e LAJOLO. (2004). A presença de aminas aromáticas como a noradrenalina já foi descrita em batatas e evidencia-se a hipótese de que participem na regulação da degradação do amido (SWIEDRYCH et al.. 1997). 1999). provavelmente devido ao aumento na taxa respiratória do fruto. Garcia e Lajolo (1988) determinaram o teor de amido e a relação amilose/amilopectina do tecido. vários estímulos hormonais e metabólicos concorrem para levar os frutos ao estágio final do seu desenvolvimento. e o seu desaparecimento gradual ocorreria de forma radial. 1995.

. Da hidrólise do amido provêm os açúcares solúveis. 1984). 1994). 2000).. 1983 e CARVALHO. possivelmente consumido na respiração. 1971). atingindo valores de até 27%. VILAS BOAS. que são. que foram praticamente iguais (HILL e AP REES. coincidindo este aumento com o período climatérico da respiração. está praticamente descartada neste processo na banana. A via de síntese da sacarose está razoavelmente estabelecida para a banana. NASCIMENTO et al. devido a hidrolise do amido e da protopectina.1997) durante o amadurecimento da banana. A participação da sacarose sintase (Susy). (BLEINROTH. frutose e sacarose (SGARBIERI et al. 1995.O teor de sólidos solúveis aumenta durante o amadurecimento da banana. 1995). aumenta para 15 a 20% na polpa madura. atingindo teores de 20% na banana madura (ROSSIGNOLI. AYUB. Em bananas “Cavendish” a degradação do amido ocorreu 7 dias após a colheita. com aumento de atividade e de expressão concomitante ao acúmulo de sacarose (CORDENUNSI e LAJOLO. normalmente presentes em concentrações de 1 a 2% na polpa de frutos verdes.. 1965/66). 1990. com predominância de sacarose sobre os teores de glicose e frutose. 15 . glicose. já que tem a atividade e expressão diminuídas no período de acúmulo de sacarose (CORDENUNSI e LAJOLO. Arêas e Lajolo (1981) observaram que o aumento no teor de sacarose em bananas Nanicão (grupo AAA) ocorreu concomitante com a degradação do amido e anterior à formação de glicose e frutose. A sacarose fosfato sintase (SPS) é a enzima-chave na síntese da sacarose. A relação SST/ATT também aumenta durante o amadurecimento dos frutos em decorrência do aumento no teor de SST e da variação na acidez (ROSSIGNOLI. (PALMER. Os açúcares. 1995. na maior parte. 1983. O total de carboidratos decresce 2-5% durante o amadurecimento. enzima capaz de sintetizar sacarose. NASCIMENTO et al. 1993). sendo correlacionado ao acúmulo de açúcares.

Assim. 1981).2. bem como na conversão da protopectina em pectina solúvel (CARVALHO. apresenta respiração muito ativa. 1984). (2002). a banana verde e dura se torna macia e saborosa. 2. 1992). conhecidas como protopectina. A respiração é um importante processo fisiológico na manutenção da qualidade. Firmeza A textura torna-se macia com o amadurecimento. Respiração A banana. (MEDINA et al. fruto climatérico. através das alterações químicas que amolecem a membrana da célula dissolvendo parcialmente o seu conteúdo.5. celuloses e hemiceluloses insolúveis das paredes celulares e da lamela média.. formando uma massa semi-sólida. encontram-se numerosos grãos sólidos de amido. na transformação dos constituintes celulósicos. Na banana verde. o teor de hemicelulose é importante na textura da polpa. Ao mesmo tempo. de substâncias insolúveis. como também é responsável pela produção de energia necessária para os processos metabólicos pós-colheita de frutos (BIALE e YOUNG. a protopectina é parcialmente transformada pela ação das enzimas. composta. é o principal processo fisiológico que continua ocorrendo após a colheita. et al. da qual resulta o amolecimento das células da membrana. 1985). A alteração na textura durante a maturação é acompanhada de hidrólise dos ácidos poligalacturônicos. Na maturação. Segundo Barnell (1941). devido a uma série de transformações bioquímicas durante seu amadurecimento (BLEINROTH.2.6.2. Consiste na decomposição oxidativa de 16 .. principalmente. o amido é transformado pelas enzimas em açúcares solúveis. formando pectina solúvel. que começam a se dispersar na matéria sólida do interior da célula.. A polpa da banana é composta por grande número de pequenas células. Internamente. Para Kluge et al. cada uma dessas células possui uma rígida membrana. devido à ação de enzimas que atuam na hidrólise do amido.

1980).substâncias complexas presentes nas células. em comparação com outros frutos. em moléculas simples. é ativada com o aumento da taxa respiratória. que levam ao ponto ótimo de comestibilidade dos frutos. como amido. durante o crescimento e a maturação. A faixa ótima de temperatura situa-se entre 13 e 15 oC e a umidade relativa mínima é de 85%. 1978) apresentam no final do seu desenvolvimento um aumento na taxa respiratória e na produção autocatalítica de etileno (BENNETT et al..kg-1. diminui a sua vida pós-colheita (KLUGE. açúcares e ácidos orgânicos. Os fatores ambientais.h. 1997). como banana. das condições climáticas de cultivo e da umidade na câmara (MARRIOT. 1987). 1981). enzima chave na via glicolítica. Após a colheita.1 a 15 oC (WILLS et al.. A fosfofrutocinase. Frutos climatéricos. abacate (THEOLOGIS e LATIES. com produção de energia. diretamente relacionados com a temperatura de armazenamento. acompanhado por marcantes mudanças na composição e textura. O climatério respiratório pode coincidir. as reservas acumuladas. e é acompanhado por mudanças na composição e textura.. anteceder ou proceder o amadurecimento. podendo atingir até 200 ml de CO2. A alta perecibilidade da banana está associada às taxas respiratórias. culminando com a obtenção da qualidade máxima para o consumo (PHAN. podendo consistir num indicador eficiente da maturidade para 17 . goiaba. 2000). também exercem grande influência no processo respiratório dos frutos (KAYS. auxiliando o fruto a assimilar energia na forma de ATP. 1991). A temperatura a qual a fruta é exposta influencia diretamente a respiração. CO2 e H2O. A temperatura mínima tolerada pela banana está em função do cultivar. conseqüentemente. produzido a partir da degradação do amido e da oxidação das hexoses resultantes (SALUNKE et al. sendo que o aumento de 10oC na temperatura do produto eleva em duas a três vezes a sua taxa respiratória e. 1987). a fruta usa como substrato para suas funções vitais.

1987. 1998). sendo que o climatério respiratório é uma conseqüência das concentrações aumentadas de etileno endógeno no fruto (BRADY e SPEIRS. tentando maximizar o uso de tecnologias apropriadas para a produção de bananas de qualidade. SIMMONDS et al. esta maturação é desuniforme em vista da formação do fruto em pencas. não se desenvolvam até a maturação (WYLLIE et al. 18 . 1995). produção/pós-colheita. sendo uma fruta climatérica. 2. 1981) é colhida ainda verde. iniciando seu amadurecimento 96 horas após a colheita (SIMÃO. É preciso que se aumente o intercâmbio entre os segmentos.. mesmo ainda que algumas mudanças bioquímicas.3. Na prática. o processo de maturação tem sido considerado irreversível..frutos climatéricos (SEYMOUR et al. É geralmente aceito que a produção de etileno tem papel contínuo na integração de muitas mudanças bioquímicas associadas com a maturação: a resposta tempo x concentração do etileno aplicado é a base das recomendações para a maturação comercial de bananas (SEYMOUR et al. 1973. sofre mudanças fisiológicas marcantes durante a maturação (SIMMONDS. A banana. tais como a produção de voláteis. 1997). 1980). PALMER. 1991). Além desse tempo. as frutas são tratadas com uma dose elevada de etileno por cerca de 24 horas a 1520 oC. com diferentes idades (ROCHA. para assegurar maturação uniforme de produtos comerciais.. 1984).1993). Amadurecimento induzido O amadurecimento controlado não melhora a qualidade de uma fruta afetada antes da sua colheita por condições desfavoráveis ou pelo manejo inadequado. Na banana o climatério de etileno antecipa o climatério respiratório (VILAS BOAS. A maturação é indicada pela evolução natural do etileno endógeno a medida que a banana atinge a maturação completa ou pelo uso de procedimentos de maturação de etileno exógeno comercial (MARRIOT.. Naturalmente. 1993).

a taxa de ACC e a biossíntese do etileno aumenta. estudos antigos revelaram melhor qualidade da fruta quando amadurecida fora da planta. Quando o fruto amadurece. Mesmo sabendo-se que a fruta também pode sofrer o amadurecimento na própria planta. O princípio de climatização consiste em acelerar os processos metabólicos do fruto pelo aumento da temperatura e. 2003). Dominguez e Vendrell (1993). ou alteração da atmosfera ambiente mediante o uso direto de etileno. 1975). 19 . tanto da ACC oxidase quanto da ACC sintase é aumentada. (CENCI et al. após alguma reação química. porém. 1995). o fruto apresenta-se completamente desenvolvido. traduzida por um melhor aspecto quanto a coloração interna e externa e um melhor sabor. constataram que antes de iniciar o amadurecimento. é comum a colheita da fruta ainda verde. estudando a biossíntese do etileno na banana. a aplicação do ACC em frutos não maduros apenas aumenta levemente a produção do etileno.Os estudos sobre a iniciação do amadurecimento em bananas destacam o papel do etileno exógeno ou endógeno como desencadeador do processo. A atividade enzimática. seguida pelo amadurecimento controlado (também chamado de climatização) em recintos apropriados (KLUGE et al. Na bananicultura. a atividade da ACC oxidase é baixa tanto na casca quanto na polpa. indicando que um aumento na atividade da ACC oxidase é a etapa limitante do amadurecimento (MCKEAN et al.. durante o qual. Contudo. 1990). análogos ou substâncias que liberam etileno. bem como os níveis de RNA de subgrupos de genes que codificam cada enzima. fisiologicamente madura. com aparência externa e qualidade interna para consumo (CHITARRA e CHITARRA. Sua ação induz a ativação de enzimas no fruto e na sua própria biossíntese (LEOPOLD e KRIEDEMANN. O amadurecimento corresponde ao período final da maturação. 2002)...

O amadurecimento controlado pode ser classificado em rápido. o acetileno e o azetil (etil) (KLUGE et al. não apresentam amadurecimento uniforme (CHITARRA E CHITARRA. afim de processar o amadurecimento. do estágio de desenvolvimento do fruto. a banana é um caso raro no que se refere à larga faixa de maturidade fisiológica em que pode ser colhida e induzida à amadurecer com excelente 20 . não tem mais ação sobre a fruta.. tornando-se cada vez mais acentuado o caroteno (BURG e BURG. O mesmo ocorre depois do ponto máximo do climatério. O grau de indução do amadurecimento pelo etileno de acordo com Pantástico (1975). Esses gases ativam a respiração da fruta e. pois. 1962). normal ou lento. é função de sua concentração. da temperatura e da composição atmosférica.(2001) a aplicação do etileno acelera a taxa respiratória da banana. por meio da introdução de gases ativadores de maturação. causando sua rápida maturação quando então o amido é convertido em açúcares e na casca a clorofila é degradada. De acordo com Botrel et al. 2001). Os gases ativadores do amadurecimento possuem a função de promover e uniformizar o amadurecimento das frutas dentro da câmara. conseqüentemente. sendo que os mais utilizados são o etileno. A climatização de bananas geralmente ocorre quando a fruta é induzida ao amadurecimento em câmaras especiais contendo etileno. Dentre os frutos climatéricos. depois de iniciada a ascensão climatérica. As bananas que serão submetidas a climatização devem estar no estádio de maturação fisiológica com a coloração verde intensa. BOTREL et al. 2002. Cachos que iniciaram o amadurecimento ainda ligado à planta. dependendo das condições da câmara e da pressa em amadurecer a fruta. A maturação controlada consiste em colocar os frutos em câmaras herméticas.A climatização da banana resulta num amadurecimento mais uniforme e maior facilidade de comercialização e industrialização da fruta. a clorofila é destruída pela ação enzimática. 1990)... O efeito deste gás é somente constatado na fase pré-climatérica. mesmo sendo colocados na climatização.

quase inodoro e explosivo.. todas as estratégias utilizadas para estender a vida útil de bananas são baseadas no controle de etileno (KAYS. atualmente.1.3. O etileno é o mais simples dos compostos orgânicos presente nos processos fisiológicos das plantas. 1972). incolor. ele pode ser benéfico ou prejudicial para produtos hortícolas (YANG. A produção de etileno pelas frutas frescas é reduzido pelo armazenamento à temperatura mínima aceitável para cada fruta e pela menor disponibilidade de oxigênio (O2). Durante a maturação existe uma taxa basal baixa de produção de etileno denominado Sistema 1. e é fisiologicamente ativo em quantidades muito pequenas (menor que 0.qualidade. Os frutos não climatéricos possuem o Sistema 1. É um produto natural do metabolismo das plantas e é produzido por todos os tecidos das plantas superiores e por alguns microorganismos... Etileno O etileno é um hormônio naturalmente produzido durante o amadurecimento do fruto de modo que. de acordo com esquema pré-determinado (WILLS et al. menos de 8% e/ou elevação do teor de dióxido de carbono (CO2). Este é seguido pelo Sistema 2. possibilitando obter-se bananas em estádio de cor específico. (1972) as bananas são frutas nas quais dois sistemas de produção de etileno imagina-se serem operados. 1981). porém. O etileno (C2H4) é também um subproduto da indústria do petróleo. Este fato permitiu que a maturação comercial de bananas se tornasse uma operação de rotina. 1985).1 ppm). 1997). Dependendo em onde e quando o etileno ocorre. o qual é responsável pela elevação do característico climatérico auto catalítico na produção de etileno. mais de 2%. O etileno é o hormônio que regula o amadurecimento e envelhecimento das frutas. 1989). e pode ocasionar o amadurecimento em baixas concentrações (1 a 10 21 . 2. não apresentam o Sistema 2 de produção de etileno (McMURCHIE et al. ao redor da fruta (CODEVASF. Segundo McMurchie et al.

. 1999). Para bananas. 1994). o amadurecimento. sob a ação da ACC sintetase (ACCS) e a conversão do ACC em etileno. o ACC pode ser malonilado produzindo o N-malonil ACC.(STOVER e SIMMONDS. 1997). 1982). 1992). Concentrações de oxigênio inferiores a 1% resultam em amadurecimento demorado e anormal (MANICA. 1999). (FILGUEIRA. tais como o aumento na taxa de respiração e metabolismo de fenilpropanoides (SALTVEIT. no intervalo de 24 horas. 1990) e ferimentos (ABELES et al. reduzindo a disponibilidade de substrato para a ACCO. Ainda. A produção de etileno é promovida através de estresses. induzindo outras mudanças fisiológicas.. 1993) . tal como injúria pelo frio ou calor (WANG. 22 .µg/g). a quantidade de ACC oxidase é usualmente superior ao necessário. pela enzima formadora do etileno (EFE) ou ACC oxidase (ACCO). sob a ação da N-malonil transferase (NMT). Esta reação oxidativa requer presença de oxigênio e como nos tecidos vegetais. com isso. O gás etileno normalmente é aplicado de duas a três vezes. o amadurecimento sob ação do etileno só é normal quando a concentração de oxigênio do ar está acima de 5%. O etileno tem sido usado com bastante freqüência na indução do amadurecimento comercial (VENDREL et al. A via de biossíntese do etileno compreende a conversão da S-adenosil-metionina (SAM) em ácido 1-carboxílico – 1 – aminociclopropano (ACC). Estes estresses induzem a produção de etileno e aceleram o amadurecimento do fruto. O efeito do etileno é aumentar a respiração provocando. os frutos podem mostrar um aumento dramático na taxa de amadurecimento do fruto em resposta ao etileno exógeno (SALTVEIT.

Acetileno O acetileno é o nome usualmente empregado para designar o menor e mais importante dos alcinos ou alquinos: o etileno (HC ≡ CH).3. O gás acetileno é obtido através do seguinte processo: ∆ 1200oC Carbonato de Cálcio CaCO3(s) CaCO3(s) + 3C(s) CaO(s) + CO2(g) ∆ 2200oC Carvão CaC2(s) + CO(g) Carbureto ou Carbureto de cálcio Carbureto CaC2(g) + 2HOH → Ca(OH)2 (aq) + HC ≡ CH(g) acetileno 23 .Mecanismo simplificado de ação do etileno 2.2.

em intervalos de 24 horas. que acabam por usar o acetileno com a mesma finalidade. 1980). precisa ser usado numa concentração bem superior. carência de 24 . em presença de água. havendo perigo de explosão. pode-se aplicar a dose de 1..4%. se a dose não for devidamente calculada. muito mais barato no mercado ou mesmo deixando-o reagir com a umidade do ar atmosférico (LOESECK.66 gramas de carbureto de cálcio reaja com o dobro de água. para que ocorra a liberação de gás suficiente para induzir maturação em frutas contidas em um metro cúbico de câmara totalmente vedada. Para a utilização do acetileno. para se obter a concentração necessária de 1% de acetileno. pode-se usar diretamente gás. Normalmente é aplicado na proporção de 2% do volume da câmara.. O azetil tem sido o mais aplicado em câmaras de climatização (KLUGE et al. o que reduz os riscos de explosão. ou utilizar o gás obtido através da reação do carbureto de cálcio com água (MARRIOT. sendo que as doses maiores não são desejáveis. Para pequenos volumes de banana há. para produzir efeitos semelhantes ao do etileno. Sua dose ideal está relacionada com as dimensões da sala de maturação e o volume de banana a ser armazenado. o qual é comercializado em torpedos. 2002). 1950). é necessário que 2. independente de estar cheia.O acetileno é um gás de odor característico desagradável e. O efeito na iniciação do amadurecimento é o mesmo quando se utilizam 1000 µg/g de acetileno e 10 µg/g de etileno (KLUGE et al. Segundo Moreira (1987). O carbureto de cálcio promove a maturação do fruto através da liberação de gás acetileno. e sim antieconômicas. A aplicação também é realizada de duas a três vezes. No entanto contribui para o aumento dos custos para os pequenos bananicultores. Em câmaras com isolamento perfeito. porém. O azetil ou Etil-5 é uma mistura de 5% de etileno e 95% de nitrogênio. 2002).

AOA=Ácido aminóxido acético (Adaptado de Abeles et al.método simples e eficientes que permitam ao comerciante das feiras livres. Promovem síntese Climatérico Injúria mecânica Injúrias pelo frio Auxinas Etileno exógeno Amadurecimento Metionina Metionina S-adenosiltransferase Inibem síntese ou ação S-adenosilmetionina (SAM) ACC sintase AVG AOA Anti-sense enzimático (frutos transgênicos) Baixo teor de O2 Alta temperatura 1-metilciclopropeno Tiosulfato de prata Ácido1-aminociclopropano1-carboxílico (ACC) ACC oxidase (EFE) Etileno Alto teor de CO2 Baixo teor de O2 Sítio receptor Efeitos fisiológicos REGULAÇÃO DA BIOSSÍNTESE DO ETILENO AVG=Aminoetoxivinilglicina. acelerar a maturação da banana. 1997) 25 . conforme a conveniência do mercado consumidor..

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NO ESTÁDIO DE MATURAÇÃO VERDE.CAPÍTULO II MUDANÇAS FISIOLÓGICAS E CONSERVAÇÃO PÓS-COLHEITA DE BANANA ‘NANICA’. EM FUNÇÃO DE DOSES DE CARBURETO DE CÁLCIO 34 .

Para determinação da taxa respiratória colocou-se frutos na forma de dedos em recipientes de vidro hermeticamente fechados com capacidade para 4. mas fisiologicamente maduro).min-1. hermeticamente fechadas e vedadas com silicone. 2. glicose (g/100g). mas com casca totalmente verde não completou o amadurecimento. amido (g/100g). 35 . Foram acondicionadas em caixas de madeira com dimensões de 50 x 50 x 40 cm. sendo quatro doses de carbureto de cálcio (0.9 excelente). aparência geral de acordo com uma escala subjetiva (1 inaceitável . clorofila total (mg/100g). revestidas com papel alumínio. 15. no município de Areia-PB.Os resultados foram submetidos a análise de variância e de regressão.8 L. As pencas foram imersas por 15 minutos em solução de 100 ppm de hipoclorito de sódio comercial. 4. relação SST/ATT. distribuídos nos cantos das caixas. 8 e 10 dias). As características avaliadas foram: atividade respiratória (medida pela produção de CO2). O uso do carbureto de cálcio resultou na irregularidade de todas as características avaliadas. numa vazão de 10 mL. coloração da casca (escala 1-7). sólidos solúveis totais (%). onde a banana ‘Nanica’ colhida fisiologicamente madura. pH. carotenóides totais (µg/100g).RESUMO O objetivo desta pesquisa foi estudar a influência da aplicação de carbureto de cálcio sobre as mudanças fisiológicas e conservação pós-colheita de banana ‘Nanica’ em função do estádio de maturação. mantidos a temperatura de 25 + 2oC e ventilados com suprimento de ar desumidificado e isento de CO2. 6. lavadas com água destilada e secas ao ar. sacarose (g/100g). acidez total titulável (ATT%). vitamina C total (mg. O carbureto de cálcio (CaC2) foi colocado em forma de sachês. Os frutos foram colhidos no estádio de maturação I (fruto totalmente verde. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado em esquema fatorial 4 x 6. perda de massa (%). firmeza (N). contendo 150 frutos durante 12 horas. independente da aplicação de carbureto de cálcio. 30 e 45 g) e seis períodos de avaliação (0.100g de polpa). Utilizou-se 600 frutos provenientes de plantas selecionadas na granja São José.

4. The experimental sketching was randomized 4 x 6. in the municipal district of Areia-PB. Calcium carbonate (CaC2) was put on sachet way with 150 fruits for 12 h. 30 and 45 g) and six period of evaluation (0. firmness (N). independent by calcium carbonate usage.100 g pulp). total chlorophille (m/100 g).ABSTRACT The aim of this research was to study calcium carbonate usage influence over physiological changing and post-harvest conservation of ‘nanica’ banana functioning of maturing way. Fruit were cropped at the maturing way I (fruit totally green.8 L. SST/ATT relation. it had been put fruit in a finger form on glass recipient with 4. where ‘nanica’ banana was cropped ripened. 8 and 10 days). 15. washed with water and dried to air. at 25+2oC and air. but with coat completely green did not complete ripened. It had been used 600 fruits from Sao José Farm. pH. Evaluated features were: respiratory activity. 6. Results were analyzed by variance and regression. To determing respiratory rate. It had been put in wood boxes with 50 x 50 x 40 cm. with four dosis of calcium carbonate (0. closed and locked with silicon. without CO2 in a 10 mL. total vitamin C (mg. total soluble solids (%). but physiologically ripened). 2. Calcium carbonate resulted by irregularity of evaluated features. 36 . sacarosis (g/100 g). Bunches were put by 15 min in a commercial hypo-chloride 100 ppm solution. packed with aluminum paper.min-1. total carotenoid (µ/100 g). loss matter (%). coat colouring (scale 1-7). titled acidity (ATT%). starch (g/100 g). general appearance according to a subjetive scale (1 non-acceptable /9optimum). glicosis (g/100 g).

2000). ocupando o segundo lugar em volume de frutas produzidas. durante o qual ocorrem marcadas mudanças fisiológicas (GOLDING et al. por meio da introdução de gases ativadores de 37 . 1981) é o fruto mais cultivado e consumido no Brasil. fruto climatérico (SIMMONDS. 1973. de modo a se obter um produto final de qualidade e uniformemente amadurecido. não deve ser colhida em estádio de maturação avançado. A maturação é induzida também pelo uso de etileno exógeno comercial (MARRIOT. Além de seu alto valor nutritivo. com aproximadamente seis milhões de toneladas anuais. ou seja. pois mobiliza um grande contingente de mão-de-obra.. PALMER. Dentre os frutos climatéricos e de todos os frutos tropicais. 1993). Seu amadurecimento pós-colheita deve ser realizado em câmaras de climatização. 1980). ao atingirem o estágio de desenvolvimento característico do cultivar. a fim de atingir rapidamente o amadurecimento. MARRIOT. Portanto. tais como a banana. possui importante significado sócio-econômico. pois é considerado como alimento básico do povo brasileiro. devido a sua alta sensibilidade ao transporte. de maior valor comercial. e por não se conservar por muito tempo. Naturalmente.. 1980). 1999) na polpa e na casca dos frutos (DOMINGUEZ e VENDREL. 2000. A maturação controlada consiste em colocar os frutos em câmaras herméticas. 1984). permite retorno rápido ao produtor e movimenta grande número de insumos (DURIGAN e RUGIERO. INTRODUÇÃO A banana. é iniciado através da evolução natural do etileno endógeno (HARRIS et al.1. perdendo apenas para a laranja (CORDEIRO. 1995). O amadurecimento dos frutos climatéricos. com diferentes idades (ROCHA. este amadurecimento é desuniforme em vista da formação do fruto em pencas. Considera-se que a banana está apta para comercialização quando os frutos se encontram fisiologicamente desenvolvidos. o fruto de banana é o de maior importância para o Brasil.

há necessidade do desenvolvimento de métodos simples e eficientes. O objetivo desta pesquisa foi estudar a influência da aplicação de carbureto de cálcio sobre as mudanças fisiológicas e conservação pós-colheita de banana ‘Nanica’ no estádio de maturação totalmente verde. 2002.. como o acetileno. 2001). A dose mais adequada está relacionada com a área da câmara de maturação e o volume dos frutos.. possuem a função de promover e uniformizar o amadurecimento das frutas dentro da câmara. que optam por usar o acetileno com a mesma finalidade. Os gases ativadores do amadurecimento. BOTREL et al. 38 . A dose de carbureto deve ser monitorada para minimizar o perigo de explosão. No entanto contribui no aumento dos custos para os pequenos bananicultores. conforme a conveniência do mercado consumidor. O carbureto de cálcio promove a maturação do fruto através da liberação de gás acetileno. O azetil tem sido o produto mais aplicado em câmaras de climatização (KLUGE et al.maturação. (KLUGE et al.. Para pequenos volumes de frutos.2002). que permitam ao pequeno produtor e aos comerciantes. No entanto é necessário estabelecer o estádio de maturação e a dose de carbureto de cálcio mais adequados para garantir um amadurecimento mais uniforme. escalonar o amadurecimento da banana.

2. observando o grau de maturação e. O carbureto de cálcio (CaC2) foi aplicado na forma de sachês. 4. com três repetições. colhidos de plantas previamente selecionadas na Granja São José. contendo em média 150 frutos (+ 18 kg). ausência de pragas e doenças. A unidade experimental foi constituída por uma bandeja contendo três frutos. no município de Areia-PB. distribuídos nos quatro cantos das caixas. nas primeiras horas da manhã. 30 e 45 g) e seis dias de avaliação (0.Areia-PB. Cachos de bananas foram colhidos manualmente. Os cachos foram transportados para o Laboratório. provenientes de um pomar submetido aos tratos culturais usuais. peso. Foram utilizados 600 frutos do cultivar Nanica. e os frutos classificados quanto ao tamanho. durante um período de indução de 12 horas. Em seguida. hermeticamente fechadas e vedadas com silicone. lavadas com água destilada e secas ao ar. as conchas foram retiradas das caixas e armazenadas em bandejas de poliestireno expandido durante 10 dias sob condições ambiente (25 + 2oC e UR 72 + 2%) e 39 . Para a climatização. onde foram selecionadas conchas do meio de cada cacho. adaptada por Oliveira Neto (2002). 6. 15. evitando-se danos mecânicos nos cachos. MATERIAL E MÉTODOS Esta pesquisa foi realizada de 5 a 15 de maio de 2004. conchas foram acondicionadas em caixas de madeira com dimensões 50 x 50 x 40 cm. grau de maturação e aparência. no Laboratório de Biologia e Tecnologia Pós-Colheita do Centro de Ciências Agrárias . 8 e 10 dias). As pencas foram imersas por 15 minutos em uma solução de 100 ppm de hipoclorito de sódio comercial. empregados para a cultura da banana na região. Os frutos foram selecionados no estádio de maturação I (fruto fisiologicamente maduro. de acordo com a escala de graus de coloração da casca. revestidas com papel alumínio. sendo quatro doses de carbureto de cálcio (0.Campus II.2. da UFPB . mas com casca totalmente verde). Realizou-se um experimento em delineamento experimental inteiramente casualizado em esquema fatorial 4 x 6.

Hand Refractômetro N-1α).kg-1. 1997 ). segundo Instituto Adolfo Lutz (1985). o circuito era fechado e o CO2 emanado era coletado em solução de hidróxido de potássio a 0. estádio de maturação I (fruto fisiologicamente maduro. em três regiões (pedúnculo. 2000). A cada hora. segundo AOAC (1984). na instalação do experimento.8 L. centro.h-1) determinada em triplicada (≅ 1500 g/repetição) para frutos do cultivar Nanica. Sólidos solúveis totais (SST%): determinados com refratômetro manual (ATAGO . após a indução. Acidez total titulavel (ATT . frutos foram colocados na forma de dedos em recipientes de vidro hermeticamente fechados com capacidade para 4.% de ácido málico): determinado por titulometria usando Na OH 0. e os resultados obtidos em libras/pol2. Para caracterização inicial dos frutos. mas com casca totalmente verde). mantidos a temperatura de 25 + 2o C e ventilados com um suprimento de ar desumidificado e isento de CO2.avaliados a cada dois dias. com região de inserção de 2/16 polegadas. Relação SST/ATT: determinado pelo quociente entre sólidos solúveis totais e acidez total titulável. numa vazão de 10 mL/min-1 ( YAMASHITA et al.1N.1 normal padronizado (MARTINS. transformados em Newtons (N). Foram avaliadas as seguintes características: Atividade respiratória: medida pela produção de CO2 (mg. foram utilizadas 10 repetições de três frutos. base) eqüidistantes da região equatorial. Firmeza: determinada individualmente no fruto íntegro. A taxa respiratória começou a ser medida após a indução dos frutos com carbureto de cálcio até 250 horas.ATC –1E..1 normal e titulado com solução de ácido clorídrico a 0. Canadá). utilizando-se penetrômetro de Magness Taylor Pressure Tester (Drill Press Stand. 40 . Para determinação da taxa respiratória.

1% padronizado com ácido oxálico segundo a AOAC. ausência de murchamento. (1984). Carotenóides totais (µg/100g de polpa de fruto): foram utilizados 1. Avaliações subjetivas de aparência: realizada por quatro avaliadores semi-treinados. de acordo com modificações do método de Arnon (1985) e calculado de acordo com a fórmula descrita por Silva (1998). Avaliações subjetivas da coloração do fruto: as avaliações foram realizadas visualmente por quatro avaliadores semi-treinados.5 g de casca. Clorofila total (mg/100g da amostra): foram utilizadas 0.A.0 g de carbonato de cálcio e triturados em almofariz na presença de 10 ml de hexano P. livre de manchas escuras e doenças. de acordo com a Association of Official Analytical Chemists – AOAC (1984).pH: determinado com potenciômetro digital (HANNA. superfície lisa e brilhante. determinado de acordo com Silva (1993). lavando-os com 3 ml de acetona 50 % e 1.0 g de carbonato de cálcio. 41 .. triturados em almofariz na presença de 5 ml de acetona a 80 % e 1. completamente amarelo.0 g de casca sem polpa. completamente túrgido. Vitamina C total (mg/100g de polpa): determinada por titulometria com diclorofenolindofenol-(DFI) a 0. excelente qualidade de consumo. a qual pode ser visualizada na Figura 1. Amido. conforme escala a seguir: 9 – Excelente: fruto fresco. sacarose e glicose (g/100 g polpa): determinados de acordo com o método descrito nas Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz (1985). de acordo com a escala de graus de coloração da casca (1-7) de maturação de banana adaptada por Oliveira Neto (2002). SINGAPURA). deixando extrair por 24 h no escuro a 4 oC. aparência excelente. deixando extrair por 24 h no escuro a 4 oC.

senescência avançada. O grau 5 da escala caracteriza o limite de aceitação do fruto pelo consumidor. usando-se balança semi-analítica. leve murchamento. ligeiramente com aparência regular.7 – Bom: fruto completamente túrgido. considerando até 10% de significância. depressões. pouco brilho. 5 – Regular: fruto túrgido. sintomas ou não de senescência. 1 – Inaceitável: perda completa da turgidez. para cada tempo de análise. sem murchamento. imprestável para o consumo. brilho. frutos envolvidos por fungos. 42 . Perda de massa (%): realizada através da pesagem diária dos frutos e calculada tomando-se como referência o peso inicial dos frutos. superfície murcha e enrugada. mais amarelo que verde. 3 – Ruim: fruto pouco túrgido. aparência ruim. Os resultados foram submetidos a análise de variância e de regressão. Aparência boa. ausência de manchas e doenças. superfície lisa e brilhante.

Estádios de maturação de bananas de acordo com o grau de coloração da casca. 1Totalmente verde. 5-Amarelo com a ponta verde.FONTE: FrutSéries-Banana (2000) Figura 1. 43 . 2-Verde com traços amarelos. 7-Amarelo com áreas marrons. 4-Mais amarelo que verde. 3-Mais verde que amarelo. 6-Todo amarelo (banana com excelente qualidade de cor e consumo).

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Tabela 1. Caracterização inicial da banana do cultivar Nanica colhido no estádio de maturação I (fruto fisiologicamente maduro, mas com casca totalmente verde), Areia-PB, 2004 Características Produção de CO2 (mg CO2. kg-1.h-1) Peso médio dos frutos (g) Firmeza N Sólidos solúveis totais (%) Acidez (% ácido málico) SST/ATT pH Vitamina C (mg de ácido ascórbico/100g) Amido (g/100g) Sacarose (g/100g) Glicose (g/100g) Clorofila total (mg/100g) Carotenóides totais (µg/100g) Coloração da casca (escala 1-7) Aparência geral (escala 1-9) DP = Desvio padrão Média + DP 8,7 + 0,35 108,40 + 0,95 41,84 + 5,07 4,13 + 0,79 0,10 + 0,01 41,47 + 4,10 5,5 + 0,21 40,41 + 1,39 13,42 + 0,44 4,42 + 0,86 0,13 + 0,00 2,06 + 0,15 18,88 + 1,36 1,75 + 0,25 8,8 + 0,13

3.1. Atividade respiratória: A taxa máxima respiratória dos frutos foi observada após 185 horas da indução no tratamento controle e 204 horas após nos frutos tratados com carbureto de cálcio. Não foi observado pico respiratório para frutos deste estádio de maturação, já que quando observou-se aumento da taxa respiratória o fruto apresentava-se senescente. A máxima taxa de produção do CO2 (Figura 2), ocorreu em função do carbureto de cálcio, de 44

modo que a máxima taxa respiratória foi atingida nos frutos tratados com 30 g de CaC2. Os valores de CO2, da ordem de 30 a 40 mg kg-1.h-1, observados ao final do período de avaliação correspondem a valores obtidos para a fase pré-climatérica, não correspondendo aos valores atingidos por banana ‘Nanica’ no pico climatérico, segundo resultados obtidos por PALMER (1970). No período em que esta elevação respiratória foi observada a aparência do fruto caracterizava-se de forma irregular, com murchamento, amadurecimento incompleto e desuniforme. Os resultados obtidos indicam que não foi atingido amadurecimento dos frutos, inclusive para os tratados com carbureto de cálcio. Não ocorreu degradação total da clorofila, para desenvolvimento de carotenóides prejudicando a maturidade comercial dos frutos. De acordo com Bruinsma e Paull (1984) graviola colhida na maturidade fisiológica, apresenta um aumento na sua atividade respiratória nos dois primeiros dias após a colheita, ao contrário do observado em bananas ‘Nanica’ tratadas com carbureto de cálcio no estádio de maturação I (fruto fisiologicamente maduro, mas com casca totalmente verde), avaliados neste experimento.

45

Produção de de CO2 (mg kg -1 .h Produão (mg.kg .h) ) 2 -1

50 40 30 20 10 0 0 50 100 150 0g 15 g 30 g 45 g

Nanicão I NANICA

-1

-1

200

250

Tempo (h)
Figura 2. Produção de CO2 (mg kg-1h-1) sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) de banana ‘Nanica’ colhida no estádio de maturação I (fruto fisiologicamente maduro, mas com casca totalmente verde) tratada com carbureto de cálcio por 12 horas (Areia-PB, 2004). 3.2. Firmeza com casca. A firmeza declinou à medida que se aumentou as concentrações de CaC2 e o tempo de armazenamento (Figura 3). A firmeza atingiu valores mais baixos para frutos tratados com 45 g de carbureto de cálcio aos 10 dias de armazenamento, demonstrandose que a estimulação da produção de etileno aumentaram as taxas dos processos relacionados a perda de firmeza durante o armazenamento. Esses resultados estão de acordo com valores reportados para banana ‘Prata Anã’ por Botrel et al., (2004) e Manoel et al., (2004). Silva et al., (1996) constataram que bananas ‘Nanica’ sob condições normais de amadurecimento ou sob refrigeração apresentaram perdas da coloração verde e firmeza. Segundo Rocha (1984) a perda de firmeza do fruto é uma característica inerente ao processo de amadurecimento, que é causada pela progressiva solubilização das protopectinas (formas menos solúveis) em pectinas (mais solúveis). Portanto, mesmo com a aceleração do amadurecimento pelo CaC2 as alterações que provocam a dissolução parcial da membrana celular, tornaram a banana embora com casca verde, mais macia. Estes resultados são similares aos descritos por Medina (1985). 46

02 no fruto verde para 22.318215*c .5% aos dez dias de armazenamento. 2004).1975**d R2 = 0. Sólidos solúveis totais. Bleinroth (1993) afirmou que bananas verdes atingiram valores de até 27%. Firmeza com casca da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2. respectivamente. pelo teste F. 2002).24 Firmeza (N) 24. (Areia-PB. **: Significativo de 5 e 1%. O teor de sólidos solúveis totais (SST) aumentou com o armazenamento e com as concentrações de carbureto de cálcio (Figura 4). Este aumento deve-se provavelmente à hidrólise do amido e da protopectina.ŷ = 33.66% para 17. Figura 3. 3.0. Carvalho (1984) e Chitarra e Chitarra (1984).94 0 15 CaC 2 ( g) 4 Dias 2 0 30 45 10 8 6 *.71 6. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro.O teor de SST fornece um indicativo da quantidade de açúcares existente no fruto. 1996).54 33. Segundo Pinto (1978).3. os valores de SST variam de 0.237055 .de 2.36% no fruto amadurecido. visto que a elevação nos açúcares solúveis totais contribui para a elevação nos SST (BOTREL e CENCI. (SGARBIERI. 47 .1.47 15. mas com casca totalmente verde).

603631**d R2 = 0. (Areia-PB. respectivamente. porém esta aumenta durante a maturação. Teor de sólidos solúveis totais de banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2. atingindo ponto máximo aos dez dias de armazenamento para frutos tratados com 45 g de CaC2 (Figura 5).127% a 0.60 10 2. A acidez titulável aumentou com o amadurecimento e com o aumento das doses de CaC2.224%.48 Sólidos Solúveis Totais (%) 12. Os valores encontrados de acidez total titulável nos frutos avaliados variaram de 0..195159*c + 0.ŷ = 2.661734 + 0. 3. Figura 4. 74) relata que a banana verde apresenta baixa acidez titulável. diferentes aos resultados reportados por Medina et al.4. Acidez total titulável. **: Significativo a 5 e 1%.66 45 30 CaC 4 (g) 8 6 15 0 0 2 as Di 2 *. Sendo este comportamento similar também observado neste trabalho em frutos de banana ‘Nanica’ colhidos no estádio de maturação I. 2004). (1998). 1997). colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro. induzidos com CaC2 e mantidos a temperatura ambiente. O aumento da acidez está relacionado ao metabolismo que também é decorrente dos ácidos orgânicos no ciclo de Krebs.54 7. pelo teste F. durante o amadurecimento (CHITARRA e CHITARRA. mas com casca totalmente verde).53 17. Sgarbieri et 48 . Bleinroth e Cooper (1973. 1990). como também com taxa da hidrólise do amido e disponibilização dos açúcares solúveis para suprir o processo respiratório (KAYS.

O aumento da relação SST/ATT ocorre em função do aumento de sólidos solúveis totais. da protopectina (LODH e PANTÁSTICO. (1965.41 Acidez total titulável (% de ácido málico) 0. Figura 5. (Areia-PB. 66) encontraram variação de 0. O aumento da relação sólidos solúveis totais/acidez titulável ocorreu linearmente com o aumento das concentrações de carbureto de cálcio (Figura 6).127 45 30 CaC (g ) 2 8 6 4 15 0 0 2 as Di *.325% (verde) a 0. 2004).006843**d R2 = 0.224 0.**: Significativo a 5 e 1%. Relação SST/ATT. respectivamente. em menor extensão.512% (amadurecida) para banana ‘Nanica’. 3.159 10 0. que se dá através da hidrólise do amido e.192 0. mas com casca totalmente verde)..al. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro.127147 + 0. pelo teste F. ŷ = 0.000629*c + 0.5. 1975) que está associado indiretamente ao processo respiratório. 49 . Acidez total titulável de banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2.

1993. O pH em banana apresenta pequena variação durante o amadurecimento com valores entre 5. 50 . mas com casca totalmente verde). pH. 3.. segundo os autores supramencionados. SOTO BALLESTERO.8245x R = 0. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro.97 2 Figura 6. os resultados apresentaram variação no pH tanto no tratamento controle. 1992). 2004). (Areia-PB. que concorda com os valores para banana verde e não madura.2 a 4. BLEINROTH 1993) e.7 (MEDINA et al. 1995.901 + 0.6. Dados semelhantes foram reportados em trabalhos realizados com banana ‘Prata’ por Santos e Chitarra (1998). como nos frutos tratados com carbureto de cálcio (Figura 7).. para fruto amadurecido 4. BLEINROTH. Neste experimento. No geral. Relação SST/ATT da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2. o valor máximo atingido foi de 5.6 para fruto verde (MEDINA et al.0 a 5.100 80 SST/ATT( 60 40 20 0 0 15 C arbureto de Clcio (g) 30 45 y = 35. 1995. Essa variação provavelmente encontra-se aliada a subjetividade na determinação do grau de coloração da casca.5.

14 5. pH da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2. respectivamente. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro.000422▲c2 . GONÇALVES. além da aceleração dos processos oxidativos resultantes do tratamento com CaC2. O decréscimo da vitamina C foi decorrente da conservação em temperatura ambiente dos frutos e do tempo de armazenamento.0. com o cultivar e o estádio de maturação. 51 .. 2004).69 0 15 CaC 2 ( 4 s i Da 2 0 g) 30 45 10 8 6 *.201147**d .026719*c + 0. O teor de ácido ascórbico geralmente decresce durante o armazenamento. (Areia-PB. 1993. pelo teste F. 1992).ŷ = 5.516911 .52 pH 3.023969**d2 R2 = 0. No tratamento de 45 g de CaC2 observou-se menor valor de vitamina C aos seis dias de armazenamento (Figura 8). 1998).0. bem como com as condições e duração do armazenamento (ROING et al. embora as variações desse ácido não apresentem regularidade (CHEFTEL e CHEFTEL.91 2.**: Significativo a 5 e 1%. Vitamina C. Figura 7. O teor de vitamina C nos frutos também varia de acordo com o peso do fruto. O teor de vitamina C diminuiu com o aumento das doses de carbureto de cálcio e período de armazenamento.0. 3.30 0. mas com casca totalmente verde).7.

77 29. ) (g 30 8 6 4 Dias 2 0 45 10 52 . no cultivar Nanicão.ŷ = 41.976611 + 0. O teor de amido decresceu com o aumento das concentrações de carbureto de cálcio. resultando em quantidades significativas de sacarose no fruto maduro (CORDENUNSI et al. mas com casca totalmente verde).5 a 2% (MEDINA.006788▲c2 . cerca de 20 a 25 % da polpa de frutos verdes é amido o qual ao final do amadurecimento é hidrolisado. Ascórbico/100g ) 44.. que são degradadas durante o amadurecimento. durante o armazenamento (Figura 9). situando-se em torno de 0. sua concentração diminui em poucos dias caindo de C2 Ca .886649**d+0. em bananas.260052NSc . 1985). colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro. (Areia-PB.39 0 15 ns Figura 8.45 Vitam ina c (m g de ac. 1995). 3. Amido. a hidrólise do amido é a mudança que mais caracteriza o advento do climatério. restando de 1 a 2%. Teor de vitamina C da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2. *: Não significativo e Significativo a 1% pelo teste F.0.5. 2004). De acordo com Hulme (1970). Segundo Palmer (1970) e Simmonds (1973).8.08 21. A banana é um fruto climatérico que apresenta grandes quantidades de amido no início da maturação (estádio verde).465967**d2 R2 = 0. A porcentagem de amido na banana completamente madura é muito baixa.46 36.

83 0 15 Ca C 2 (g) 30 45 10 8 6 4 s Dia 2 0 *.41 15. respectivamente.361447**d2 R2 = 0.59 33. Estudos realizados por Rossignoli (1983) mostram valores médios de 22.89% de açúcares totais nos estádios verde e maduro. 1973).62 6. comparando com valores encontrados neste trabalho.ns: Significativo a 1% pelo teste F e não significativo Figura 9.22% na fase pré-climatérica até níveis abaixo de 1% quando o pico climatérico é atingido.82 e 15.002444NSc 2 .9. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro. 1981.201938 . KETIKU. 3.38% de amido e de 2. O teor de sacarose não foi afetado significativamente pelas concentrações de CaC2 ou pela duração do armazenamento (Tabela 2).. ŷ = 33. provavelmente por não ter ocorrido conversão do amido hidrolisado para sacarose. Sacarose. com conseqüente formação de açúcares redutores e sacarose.5. caracterizado pelo não acúmulo de sacarose.269235**c + 0. 84 e 2.27365**d + 0. Estes resultados mostram que o cultivar Nanica no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro mais totalmente verde) não amadureceu durante o armazenamento. Considerando que a sacarose constitui aproximadamente 70% dos açúcares totais em frutos de bananas super maduros (MARRIOTT et al. Teor de amido da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2.20 Amido (g/100g) 24. mas com casca totalmente verde).0. verifica-se teor muito baixo de sacarose. (Areia-PB. Isto pode provavelmente ser 53 . 2004).

essa enzima participa da síntese de amido e polissacarídeos da parede celular hidrolisando a sacarose formada via fotossíntese e permitindo a formação de açúcares nucleotídeos como a ADP – glicose e UDP – glicose.63 ± 5.11 ± 0. O aumento da glicose deve estar diretamente ligado com a enzima amilase que pode atuar reversivelmente tanto na síntese como na hidrolise da sacarose.00 ± 0. (1971) os açúcares presentes em polpa de frutos verdes.02 g/100g no controle. De acordo com Palmer.10. deve-se provavelmente ao estádio de maturação do fruto colhido para avaliação. 1996) e ação das enzimas.73 0.00 0.06 2 0.00 ± 0.69 ± 2.00 ± 0.00 5.25 ± 0.18 ± 0.85 ± 3. Média e desvio padrão do teor de sacarose de banana ‘Nanica’ tratada com CaC2 durante o período de armazenamento a 25 + 2oC e UR 72 + 2% Doses de carbureto de cálcio Dias de armazenamento 0 15 30 45 0 0.31 ± 0.00 ± 0.24 ± 4.1997) no decorrer da maturação. não ter aumentado sua atividade e nem sua expressão na banana verde.19 3. Tabela 2.00 0.00 ± 0. aumentando para 15 a 20 % na polpa do fruto amadurecido. O aumento no teor de sacarose é resultante da rápida hidrólise do amido durante o amadurecimento (LIZADA et al.40 ± 0. O teor de glicose foi menor que 1%.00 0.00 0.84 ± 1.75 5..87 1.62 ± 1.20 8 5. 1990.54 1. valor que é alcançado quando o climatérico da respiração é atingido.15 0.00 ± 0. De acordo com Cordenunsi e Lajolo (1995).00 ± 0.00 0.20 0.38 ± 0. O teor de glicose aumentou com o armazenamento e com as concentrações de carbureto de cálcio.00 0.23 2.70 ± 0. O fato do valor 0.00 0.00 0.decorrente da sacarose fosfato-sintase (SPS).00 ± 0.07 10 0.75 4 0. sacarose sintase e sacarose fosfato sintase (STITT. 54 .05 0. normalmente é de 1 a 2 %.00 ± 0. VILAS BOAS et al.. atingindo valores máximos em frutos tratados com 45 g de CaC2 aos 10 dias de armazenamento (Figura 10).33 ± 4. Glicose.00 ± 0.64 6 0.00 6.

Outro processo que também pode contribuir.015222 + 0. 1997). Clorofila. a clorofila dos frutos declinou a valores mínimos próximo ao 6o dia de armazenamento. a mudança mais brusca na coloração geralmente só é percebida em estádios avançados do amadurecimento.59 1. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro. No caso da banana. mas com casca totalmente verde). 3. embora discretamente. a perda da cor esverdeada só ocorre após cerca de 60 a 70 % da clorofila ter sido degradada (TURNER.87 Glicose (g/100g) 2.11. Figura 10. Teor de glicose da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2.02 45 30 CaC ( 2 g) 8 4 15 0 0 2 6 s Dia *: Significativo a 1% pelo teste F. como hemicelulose e pectinas (KAYS.061100**d + 0. para o aumento do teor de açúcares redutores dos frutos. é a hidrólise de constituintes da parede celular. O teor de clorofila total decresceu durante o armazenamento. Na concentração de 45 g de CaC2.30 10 0. enquanto o tratamento controle ainda apresentava elevado teor de clorofila aos 10 dias de armazenamento (Figura 11). 1994). ricos em carotenóides.63 3. ŷ = 0. 55 . 2004). como também com o aumento da dose de carbureto de cálcio.015406**c + 0. (Areia-PB. As alterações de coloração dos frutos durante o amadurecimento em banana estão freqüentemente associados à conversão de cloroplastos em cromoplastos.005677**cd R2 = 0. Todavia.

74 12. 2004). tornando-se cada vez mais acentuada a síntese do caroteno (BURG e BURG. (Areia-PB.004148**c 2 .92 5. o acetileno é um ativador da maturação. Conseqüentemente a clorofila é destruída pela ação enzimática.872731**d + 0. (1997) afirmam que a evolução da cor pode ser dependente ou independente da ação do etileno.12. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro.30 1.A perda da cor verde deve-se a decomposição estrutural da clorofila. enzima que separa o fitol da porfirina na molécula de clorofila. Os resultados deste trabalho confirmam a influência do etileno na degradação da clorofila. pela atividade da clorofilase. 56 ) (g **: significativo a 1% pelo teste F. Clorofila total da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2. principalmente porque os frutos foram induzidos com CaC2 no estádio de maturação I (fruto fisiologicamente maduro. A quebra da estrutura da clorofila. devido aos sistemas enzimáticos que atuam isoladamente ou em conjunto (CHITARRA e CHITARRA. pela presença de sistemas oxidantes e.. 3. Carotenóides. A concentração de carotenóides aumentou durante o armazenamento e diminuiu com a concentração de carbureto de cálcio. ŷ = 12.69 0 15 30 45 10 8 6 4 Dias 2 0 C2 Ca Figura 11. 1990). mas com casca totalmente verde).290115**c + 0. . (Figura 12).151678**d2 R2 = 0.0. 1962). é causada principalmente pelas mudanças de pH. Lelievre et al. Além do mais.1.530133 . mas totalmente verde).53 Clorofila total (mg/100g) 8.

Gross et al. doses altas de CaC2 resultaram no desenvolvimento irregular da cor amarela dos frutos.56 5. Carotenóides totais da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2.67 Carotenoídes (µg/100g) 9. Neste trabalho as concentrações mais elevadas de CaC2. Em banana. (2003) o aumento no teor de carotenóides é um processo paralelo ao declínio da clorofila.68 13.34 45 30 CaC ( 2 g) 8 6 4 15 0 0 2 as Di **: Significativo a 1% pelo teste F.8032844 . colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro. mascarando os carotenóides.. principalmente nas características de polpa. 1970). (Areia-PB. 2004). 57 .45 10 1. Os resultados deste trabalho demonstram que os valores de carotenóides foram superiores para frutos do tratamento controle. o teor de carotenóides na casca mantém-se relativamente constante durante o amadurecimento (GOODWIN e GOAD.Segundo Oliveira Neto e Silva. mas com casca totalmente verde). (1976) ressalta que os carotenóides presentes na casca só se expressam com a degradação da clorofila por meio da ação da clorofilase. de alguma forma afetaram o processo de amadurecimento.0. quando comparado a frutos tratados com carbureto de cálcio. ŷ =2. resultando em comprometimento da aparência para comercialização.0049459**cd R2 = 0. Neste sentido.0866062**d . mas apresentou menor influência na degradação da clorofila.0326093**c + 1.0. Figura 12.

As variações no processo de maturação. com que a rapidez da perda da coloração verde seja maior ou menor.3 aos dez dias de armazenamento para banana ‘Nanica’ com 45 g de CaC2. (Figura 13). prejudicando a aparência comercial.040556**c+0.30 3.58 1. ŷ = 0. McMurchie et al. atingindo valores mais elevados aos 10 dias para frutos tratados com 45 g de CaC2.3.12 45 30 CaC (g ) 2 4 15 0 0 2 8 6 s Dia **: significativo a 1% pelo teste F. 2000).68 Coloração da casca (1-7) 5. mas com casca totalmente verde). Figura 13. 2004). (1972). fazem portanto. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro. cuja evolução era notada logo após 24 horas de indução na dose de 45 g de CaC2.13. relatam que o aumento acentuado da produção de etileno no início do amadurecimento dos frutos climatéricos é considerado como controlador das mudanças na coloração. dependendo do efeito na atividade enzimática.335595**d R2 = 0. No entanto. (Areia-PB. caracterizado por fruto apresentando irregularidades no desenvolvimento da cor amarela. O escore 6 (FrutSéries. 58 . Coloração da casca.12369 + 0. A coloração amarela da casca evoluiu com o período de armazenamento e com o aumento das concentrações de CaC2.85 10 0. caracteriza o grau de coloração no qual o fruto se encontra com excelente qualidade de cor da casca para comercialização pelo consumidor. o máximo escore médio obtido foi 5. Evolução na coloração da casca de banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2..

A aparência dos frutos declinou com o armazenamento e com o aumento das concentrações de carbureto de cálcio. ausência de murchamento. No geral. os frutos não desenvolveram aparência aceitável em termos de cor. para completar o processo de amadurecimento fora da planta. A cor desenvolveu-se lentamente e de forma irregular. decrescendo para valores próximos a 5. tanto no controle como nos frutos induzidos com carbureto de cálcio.14. Com relação às concentrações de carbureto de cálcio as notas foram de 7. mas com coloração ainda verde e impróprios ao consumo. O escore 5 indica qualidade limite de aceitabilidade de aparência comercial. no último dia de avaliação. ausência de doenças. sendo observado menor escore aos 10 dias na dose de 45 g (Figura 14). apresentando assim baixa aceitação ao final do armazenamento. O escore 7 obtido para aparência nos frutos sem carbureto (controle). Isto deve-se provavelmente ao bloqueio do processo de maturação em decorrência do fruto ter sido colhido não molecularmente ajustado. Aparência geral. 59 .0 (45 g de CaC2). onde a aparência dos frutos do tratamento controle apresentavam-se verdes até aproximadamente o 8o dia.3 (controle) a 6. como decorrência do bloqueio do amadurecimento.3. era caracterizado pela superfície lisa e brilhante.

mas com casca totalmente verde).819464 . colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro.28 0 15 CaC 2 (g ) 4 s Dia 2 0 30 45 10 8 6 **. geralmente associados ao aumento da doçura e diminuição da acidez (CHITARRA e CHITARRA. Perda de massa.006587*cd R2 = 0. 2004). (Areia-PB. O estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro. não achava-se molecularmente preparado para completar os processos normais de mudanças durante o amadurecimento fora da planta. SASS. É ao atingir o pleno amadurecimento. Isto mostra que houve irregularidade no amadurecimento dos frutos. 3.214241**d .88 1. é em função de sua concentração. A perda de massa aumentou à medida que o período de armazenamento aumentava. mas de cor totalmente verde).08 Aparência (1-9) 6. Aparência geral da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2. *. ▲: Significativo a 1. os frutos apresentaram diminuição da perda de massa com aumento das concentrações de carbureto de cálcio (Figura 15).ŷ = 8.0. No entanto.48 3. que o fruto torna-se plenamente palatável devido ao desenvolvimento de sabores e odores característicos. pelo teste F Figura 14.000685▲c2 + 0.92 9. do estágio de desenvolvimento e da sensibilidade do fruto.025045**c + 0. da temperatura e da composição atmosférica. 1993). Na dose de 45 g de CaC2 a perda de massa foi menor com relação aos demais tratamentos com CaC2. que associada ao estádio de maturação 60 .15. O grau de estimulação do amadurecimento pelo etileno de acordo com Pantástico (1975).0.069828**d2 . 1990. respectivamente.0. 5 e 10%.

Figura 15.96 10.021051**d2 R2 = 0. ŷ = .I dos frutos e a temperaturas ambiente. colhidos no estádio de maturação I (Fruto fisiologicamente maduro. Perda de massa dos frutos da banana do cultivar Nanica durante o armazenamento sob condições ambiente (25+ 2oC UR 72 + 2%) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2. A perda de massa excessiva deixa o fruto enrugado e murcho. Os frutos aos 10 dias do armazenamento encontravam-se com aproximadamente 40 % de cor verde.0. (Areia-PB.013678**c + 0. manchas marrons acentuadas.38 12 11 10 0. 61 . inadequado para o comércio (NEVES FILHO. 1985). 2004).653008 . mas com casca totalmente verde).11 Perda de peso (%) 6. inadequado a comercialização e consumo. apresentou frutos com murchamento nas pontas.644414**d + 0.01 45 30 CaC 15 2 ( g) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 as Di *Significativo a 1% pelo teste F. embora sem atingir o amadurecimento completo.75 3.0.

CONCLUSÃO A banana ‘Nanica’ colhida fisiologicamente madura. não completou o amadurecimento. mas com a casca totalmente verde.4. independentemente da aplicação de carbureto de cálcio. 62 .

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CAPÍTULO III

MUDANÇAS FISIOLÓGICAS EM BANANAS ‘NANICA’ E ‘PACOVAN’ TRATADAS COM CARBURETO DE CÁLCIO

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RESUMO O objetivo deste trabalho de pesquisa foi avaliar as mudanças fisiológicas de bananas ‘Nanica’ e ‘Pacovan’ tratadas com carbureto de cálcio. Utilizou-se 600 frutos dos cultivares Nanica e Pacovan colhidos no estádio de maturação II (fruto verde com leves traços amarelos), de plantas selecionadas na granja São José, no município de Areia- PB, de clima quente e úmido. As pencas foram imersas por 15 minutos em solução de 100 ppm de hipoclorito de sódio comercial, lavadas com água destilada e secas ao ar. Foram acondicionadas em caixas de madeira com dimensões de 50 x 50 x 40 cm, revestidas com papel alumínio, hermeticamente fechadas e vedadas com silicone. Os tratamentos consistiram de quatro doses de carbureto de cálcio (0, 15, 30 e 45 g) e (0, 7, 15 e 30 g) para os cultivares Nanica e Pacovan, respectivamente, aplicadas no delineamento experimental inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 6, com seis períodos de avaliação (0, 2, 4, 6, 8 e 10 dias), com três repetições. O CaC2 foi colocado em forma de sachês, distribuídos nos cantos das caixas contendo 150 frutos durante 12 horas. As características avaliadas foram: atividade respiratória (medida pela produção de CO2), amido, sacarose e glicose (g/100g de polpa), clorofila total (mg/100g da amostra), carotenóides totais (mg/100g de polpa do fruto), avaliação subjetiva da cor do fruto (escala 1-7). Para determinação da taxa respiratória foram colocados frutos na forma de dedos em recipientes de vidro hermeticamente fechados com capacidade para 4,8 L, mantidos a temperatura de 25 + 2oC e ventilados com suprimento de ar desumidificado e isento de CO2, numa vazão de 10 mL.min-1. Os resultados foram submetidos à análise de variância e de regressão. O emprego do carbureto de cálcio resultou no aumento da taxa respiratória nas primeiras 48 horas após a colheita, aumento da coloração amarela, aumento nos conteúdos de carotenóides, da uniformidade da cor, promoveu uniformidade no amadurecimento, aumentou a taxa de degradação do amido, da clorofila, e elevação do teor de glicose. O cultivar Pacovan apresentou maior sensibilidade ao carbureto de cálcio.

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from Sao Jose Farm. 10 mL. for 6 evaluation period (0. starch. closed and locked with silicon. with 150 fruit for 12 h. on warm and humid climate. 6. in a experimental sketching enterely randomized. 7. 30 and 45 g) and (0. fruit colouring evaluation (scale 1-7). Treatments were of 4 dosis of calcium carbonate (0. washed with water and dried to air.min-1. carotenoid content increasing. To respiratory rate determination were put in a finger form in glass with 4. Bunches were put by 15 min in a commercial hypo-chloride 100 ppm solution. Evaluated features were: respiration activity (measured by CO2 production). glicosis means increasing. 15. chlorophille. 8 and 10 days). sacarosis and glicosis (g/100 g pulp). The usage of calcium carbonate resulted in a increasing of respiratory rate in the early 48 d after cropping. Pacovan cultivar showed bigger sensibility to calcium carbonate. 4. without CO2.8 L. yellow colouring increasing. packed with aluminium paper.ABSTRACT The aim of this work was to evaluate physiological changing of ‘Nanica’ and ‘Pacovan’ bananas treated with calcium carbonate. at 25+2oC. 70 . respectively. 4 x 6 factorial scheme. in the municipal district of Areia-PB. Results were used by variance and regression analyzes. It had been put in boxes with 50 x 50 x 40 cm. 15 and 30 g) to Nanica and Pacovan cultivars. 2. It had been 600 fruit of Nanica and Pacovan cultivars cropped at the maturing way II (green fruit with soft yellow stains).

71 . No entanto. 1997) uma das frutas mais consumidas no mundo. 1982). os atacadistas têm adquirido. como parte de um processo de integração vertical.1. é importante estabelecer as condições mais adequadas para aplicação desses produtos. Os feirantes. O amadurecimento de um fruto climatérico quando colhido após a maturidade fisiológica ser atingida se processa de forma natural ou induzida. De modo geral. devendo ser o fruto consumido até 25 dias e. Com a introdução de câmaras de maturação pelos produtores ou pelas cooperativas. porém. 1984). além do seu custo relativamente baixo. A bananicultura está entre as principais atividades da agricultura brasileira. também a banana ou plátano já com maturação induzida. A capacidade de alguns gases de estimular o amadurecimento já constituía a base de antigo costume na China. considera-se que os frutos devem ser colhidos tanto mais imaturos quanto mais distante estiver o mercado consumidor. vêm construindo câmaras de maturação nas quais procedem o amadurecimento da fruta. tanto na sua fase pré como pós-colheita. INTRODUÇÃO A banana (Musa spp) originária do continente asiático (DANTAS e SOARES FILHO. uma vez amadurecido até 10 dias. depois de se acharem fisiologicamente maduro (CANCIAN e CARVALHO. de grande valor socioeconômico e climatérico. determina altos índices de perdas e um produto de baixa qualidade. em geral em suas próprias residências (AMARO. 1980). é explorada na maioria dos países tropicais e subtropicais. por sua vez. O consumidor adquire restrição a esses métodos. como importante fonte de empregos e divisas para os agricultores e familiares. O manuseio inadequado dos frutos. alegando mudanças de sabor e pouca durabilidade do fruto (ALVES. em pequena escala.

a climatização proporciona amadurecimento mais uniforme. apresentando diferenças de idades entre as pencas de até 10 a 15 dias. 72 . o amadurecimento é desuniforme. Volumes pequenos de bananas resultantes de pequena produção exigem a necessidade de métodos simples e eficientes. em presença de água. Em condições naturais. que favoreçam ao pequeno produtor ou comerciante escalonar o amadurecimento da banana. o carbureto de cálcio vem sendo utilizado. conforme a demanda do mercado consumidor. O objetivo do presente trabalho foi avaliar as mudanças fisiológicas durante o armazenamento de bananas ‘Nanica’ e ‘Pacovan’ tratadas com carbureto de cálcio. em função do florescimento e do desenvolvimento do fruto. Neste sentido.Atualmente. ao volume de fruto a ser armazenado e ao perigo de explosão. para promover o amadurecimento do fruto através da liberação do acetileno. A dose recomendada está diretamente ligada à área do local de maturação. facilitando a comercialização e industrialização da banana.

adaptada por Oliveira Neto (2002). e a dose de cada tratamento subdividida e distribuída nos quatro cantos das caixas.2. As pencas foram imersas por 15 minutos em uma solução de 100 ppm de hipoclorito de sódio comercial. 15. hermeticamente fechadas e vedadas com silicone. as conchas foram retiradas das caixas e armazenadas em bandejas de poliestireno expandido durante 10 dias sob condições ambiente (25+2oC e UR 72+2%) e avaliados a cada 73 . 4. 2. observando o grau de maturação e ausência de pragas e doenças. 15 e 30 g) para ‘Pacovan’ com seis dias de avaliação (0. e os frutos classificados quanto ao tamanho.Areia-PB. evitando-se danos mecânicos nos cachos. 7. grau de maturação e aparência. revestidas com papel alumínio. Cachos de bananas foram colhidos manualmente. 8 e 10 dias). MATERIAL E MÉTODOS Esta pesquisa foi realizada no período de 10 de junho a 30 de agosto 2004. O carbureto de cálcio foi aplicado em caixas individuais. lavadas com água destilada e secas ao ar. Os frutos foram selecionados no estádio de maturação II (fruto de cor verde com leves traços amarelos). da UFPB . empregados para a cultura da banana na região. peso. 6. onde foram selecionadas conchas do meio de cada cacho. Os cachos foram transportados para o Laboratório. de acordo com a escala de graus de coloração da casca. sendo quatro doses de carbureto de cálcio (0. Instalou-se experimento em delineamento experimental inteiramente casualizado em esquema fatorial 4 x 6. O carbureto de cálcio (CaC2) foi aplicado na forma de sachês. 30 e 45 g) para ‘Nanica’ e (0. no município de Areia-PB. contendo em média 150 frutos com aproximadamente 18 kg. Em seguida. Para a climatização conchas de banana foram acondicionadas em caixas de madeira com dimensões 50 x 50 x 40 cm. dispostos em conchas durante um período de indução de 12 horas. no Laboratório de Biologia e Tecnologia Pós-Colheita do Centro de Ciências Agrárias . provenientes de um pomar submetido aos tratos culturais usuais. colhidos de plantas previamente selecionadas na Granja São José. nas primeiras horas da manhã. Foram utilizados 600 frutos do cultivar Nanica.Campus II.

determinado de acordo com Silva (1993). A taxa respiratória começou a ser medida após a indução dos frutos com o carbureto de cálcio até 180 horas. 15.1 normal e titulado com solução de ácido clorídrico a 0. 74 .1 normal (padronizado) a 0. 1997). frutos foram colocados na forma de dedos em recipientes de vidro hermeticamente fechados com capacidade para 4. deixando extrair por 24 h no escuro a 4 oC. 30 e 45g de carbureto de cálcio e (≅ 1300 g/repetição) para frutos do cultivar Pacovan no estádio de maturação II (fruto de cor verde com leves traços amarelos) tratados com 0. após a indução. lavando-os com 3 ml de acetona 50 % e 1 g de carbonato de cálcio e triturados em almofariz na presença de 10 ml de hexano P..h-1) determinada em triplicada (≅ 1100 g/repetição) para frutos do cultivar Nanica. sacarose e glicose (g/100 g polpa): determinados de acordo com o método descrito nas Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz (1985). Foram avaliadas as seguintes características: Atividade respiratória: medida pela produção de CO2 (mg. deixando extrair por 24 h no escuro a 4 oC. 2000).8 L. Para determinação da taxa respiratória. A cada hora o circuito era fechado e o CO2 emanado coletado em solução de hidróxido de potássio a 0. triturados em almofariz na presença de 5 ml de acetona a 80 % e 1 g de carbonato de cálcio. de acordo com modificações do método de Arnon (1985) e calculado de acordo com a fórmula descrita por Silva (1998). Clorofila total (mg/100g da amostra): foram utilizadas 0. Para análise foram utilizadas três repetições para cada tratamento.1 normal (MARTINS. estádio de maturação II (fruto de cor verde com leves traços amarelos) tratados com 0.min-1 (YAMASHITA et al.kg-1. Carotenóides totais (µg/100g de polpa de fruto): foram utilizados 1 g de casca sem polpa. 15. mantidos a temperatura de 25 + 2o C e ventilados com um suprimento de ar uniforme e isento de CO2.A. 30 e 45g de carbureto de cálcio.5 g de casca. Amido. numa vazão de 10 mL..dois dias.

75 . de acordo com a escala de graus de coloração da casca (1-7) de maturação de banana adaptada por Oliveira Neto (2000). até 10% de significância pelo teste F. Os resultados foram submetidos a análise de variância e de regressão. foram utilizadas 10 repetições de três frutos. Para caracterização inicial dos frutos.Avaliações subjetivas da coloração do fruto: as avaliações foram realizadas visualmente por quatro avaliadores semi-treinados. na instalação do experimento.

07 + 1. as 28 horas para 15g de CaC2.5 de CaC2 e às 58 horas para o tratamento controle (0g de CaC2). às 38 horas para 7. Areia-PB. Isto indica que o cultivar Pacovan apresenta maior sensibilidade ao carbureto de cálcio.05 + 0.3.14 3.43 + 1..21 + 0.56 + 49.10 + 0.14 11.40 1.10 Pacovan Média + DP 1.39 + 17.27 8.58 137. 2004 Cultivares Características Coloração da casca (escala 1-7) Clorofila total (mg/100g) Carotenóides totais (µg/100g) Firmeza N Amido (g/100g) Sacarose (g/100g) Glicose (g/100g) DP = Desvio Padrão Nanica Média + DP 2. Para ambos os cultivares o amadurecimento foi induzido por carbureto de cálcio (Seymour et al.25 + 3. Atividade respiratória.12 0.37 31. Para o cultivar Nanica (Figura 1B) o pico respiratório ocorreu as 25 horas para a dose de 15 g de CaC2. O cultivar Pacovan (Figura 1A) apresentou taxa respiratória máxima às 18 horas para a concentração de 30g de CaC2.91 + 0. às 27 horas para 30 g de CaC2.70 15.34 + 0.86 + 8. Para bananas ‘Nanica’ e ‘Pacovan’ colhidas no estádio II (fruto de cor verde com leves traços amarelos) o tempo de surgimento e a intensidade do pico respiratório foi dependente do tratamento com carbureto de cálcio (Figura 1). 1993).5 10.33 + 4.30 + 2.56 0. e de 30 g de CaC2 às 18 horas para o cultivar ‘Pacovan’. RESULTADOS E DISCUSSÃO Tabela 1.11 2. 76 .57 + 4. A máxima taxa respiratória dos frutos ocorreu na concentração de 30 g de CaC às 27 horas para o cultivar Nanica.1.30 19. Caracterização média da banana ‘Nanica’ no estádio de maturação II (fruto de cor verde com leves traços amarelos). às 39 para 45 g de CaC2 e às 104 horas para o tratamento controle (0g de CaC2).08 74.

(1991) a fosfofrutoquinase. a atividade respiratória aumenta nos dois primeiros dias. é ativada com o resultado do aumento da taxa respiratória. devido ao decréscimo de substratos usados na respiração para produção da energia necessária aos processos moleculares e fisiológicos do amadurecimento (KAYS. (1984) onde relatam que para fruto colhido após a maturidade fisiológica. Os resultados deste trabalho demonstram que o carbureto de cálcio através da liberação do gás acetileno ativou o amadurecimento (BOTREL et al...Após atingir o climatérico. enzima chave da via glicolítica. 77 . a partir do qual se desencadeia a síntese de etileno. refletindo na degradação da clorofila pela ação das enzimas. a partir da degradação do amido e da oxidação das hexoses resultantes. auxiliando o fruto a produzir energia na forma de ATP. observa-se que a produção de CO2 declinou. A fase pósclimatérica é caracterizada pelo início dos processos de senescência e morte das células. 2001). 1997). Esses resultados concordam com Bruinsma e Paull. refletindo na elevação da taxa respiratória da fruta e. Segundo Salunke et al. acentuando o caroteno.

(Areia-PB. Produção de CO2 (mg kg-1h-1) de banana ‘Pacovan’ e ‘Nanica’.0g 15 g 30 g NANICA B Figura 1. Para o cultivar Nanica (Figura 2 A). 3. assim como com aumento das concentrações de carbureto de cálcio.A 0g 7. 2004). O teor de amido diminuiu durante o armazenamento. Amido. alcançando valores 78 . colhidas no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) tratadas com carbureto de cálcio por 12 horas e mantidas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%). este decréscimo aconteceu tanto na concentração de 45 g como no controle.2.

2004). 1973). possivelmente consumido na respiração (PALMER. Os valores mínimos de amido encontrados. atingindo valores mínimos de amido aos 10 dias de armazenamento para dose de CaC2 de aproximadamente 15 g. pois acredita-se que só as endoamilases são capazes de atacar grânulos inteiros. 1. 1971. as amilases parecem desempenhar um papel fundamental. por outro lado. (LOESECKE. fornecendo substrato para atuação de outras enzimas até a formação de açúcares (ROSSETTO et al. A banana tem como principal fonte de energia o amido. Cerca de 20 a 25 % da polpa de frutos verdes é amido. havendo formação de um gradiente osmótico que provoca o carreamento da água da casca para a polpa.98 g ‘Pacovan’ ressaltam esta sensibilidade. a menos de 1%. isto deve-se ao aumento da taxa respiratória em função do amadurecimento do fruto. 1970 e SIMMONDS. No metabolismo de hidrólise do amido. pode aumentar até 12 vezes. que no final do amadurecimento este amido é hidrolizado.mínimos de amido aos 10 dias para frutos tratados com 45 g de CaC2. Os resultados deste trabalho demonstram a eficiência do carbureto de cálcio em acelerar o processo de amadurecimento de frutos colhidos em estádios posteriores à maturidade fisiológica. (PALMER. O amadurecimento promove a hidrólise do amido em açúcar. Estes resultados confirmam maior sensibilidade do cultivar Pacovan com relação a indução da maturação pelo carbureto de cálcio. PALMER. A maior atividade metabólica resulta em maior atividade das 79 . similar ao observado para banana ‘Pacovan’ neste estudo. SIMMONDS.. Este polissacarídeo é reduzido durante o climatério de teores que variam de 12 a 20%.79 g ‘Nanica’ e 0. sendo este fenômeno mais rápido na polpa do que na casca. Para o cultivar Pacovan (Figura 2 B) houve decréscimo no teor de amido no tratamento controle. 1970). dependendo do cultivar de banana. 1950). no início desta degradação. O teor de sacarose. O total de carboidratos decresce de 2 a 5% durante o amadurecimento. quando o fruto atinge o amadurecimento. restando 1 a 2%. 1973).

10 14.3. Teor de amido de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%).0.076639 . 1988).163658 + 0.75 ŷ = 13. ŷ = 21. 1999).79 0 15 CaC 2 (g ) 4 Dias 2 C2 Ca 0 (g ) 30 45 10 8 6 2 0 **: Significativo a 1% pelo teste F. Para Guerra e Pedrotti (1983).22 0.02g/100g para o cultivar Pacovan (Tabela 3).614226**d R2 = 0. à medida que os frutos vão tornando-se amarelos. variando de 0.98 0 7 15 30 10 8 6 4 Dias 1.08 B 13. Frutos como banana tornam-se doces após a colheita como resultado da degradação do amido. Além do mais a hidrólise do amido na banana pode envolver amilases e glicosidases produzindo dextrinas de alto e baixo peso molecular (GARCIA e LAJOLO.04 8.16 A mido (g/100g) Amido (g/100g) 9.65 5. O sistema enzimático envolvido na degradação do amido e a formação da sacarose em frutos é complexo (BASSINELLO et al.amilases. Sacarose.016777**c 2 + 0. 80 .0. acelerando a degradação do amido. 3.. O teor de sacarose não foi influenciado significativamente pelas concentrações de CaC2 nem pelo tempo de armazenamento.00 a 3. ocorre paralelamente o aumento de sólidos solúveis totais e decréscimo no teor de amido. Figura 2. com conseqüente conversão em açúcares solúveis. (Areia-PB.933417**d R2 = 0.00 a 4.73 g/100g para o cultivar Nanica (Tabela 2) e de 0.637429**c + 0. 2004).221270**c .60 A 21.

22 ± 0..00 1.15 ± 0.27 ± 0.59 ± 0.00 ± 0.60 ± 1.00 ± 0.00 0.10 ± 0.00 ± 0.02 ± 1.00 0.10 0.00 0.00 ± 0.00 0. BOTREL et al. Observou-se também maior decréscimo nos teores de glicose no cultivar Pacovan em ambos os tratamentos com relação o cultivar ‘Nanica’.39 0.14 ± 0.77 1. 1971.27 0.93 ± 1. 1985).00 0.93 0.32 0.61 45 0.02 ± 0.72 ± 0. sendo os valores máximos atingidos para 23 g de CaC2 ‘Nanica’ e 17 g de CaC2 ‘Pacovan’.14 ± 0.12 0.00 0.20 ± 0.47 0.00 ± 0.26 ± 1.02 0.67 3.04 0.00 4.00 ± 0.00 ± 0.00 ± 0.00 0.92 Tabela 3.32 0.01 ± 0.61 0.00 ± 0.00 0. 81 .00 ± 0.00 0.05 0.22 ± 0.19 ± 0.00 ± 0.02 0.17 ± 0.00 ± 0. 2002) e em bananas de diversas cultivares (PALMER.10 3. Efeito semelhante foi observado em bananas ‘Pacovan’ (OLIVEIRA NETO.53 1.89 0.02 ± 1. Média e desvio padrão do teor de sacarose de banana ‘Nanica’ no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%) Armazenamento (dias) 0 2 4 6 8 10 0 0. foram obtidos valores superiores de glicose do que os frutos tratados com carbureto de cálcio.00 ± 0.49 0. 2001).00 3.28 ± 0.09 ± 0.Tabela 2.00 ± 0.06 Doses de carbureto de cálcio (g) 15 30 0.97 0.00 0.98 0. Média e desvio padrão do teor de sacarose de banana ‘Pacovan’ no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função do uso de diferentes concentrações de CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%) Armazenamento (dias) 0 2 4 6 8 10 0 0.11 ± 1.12 ± 1. No tratamento controle.82 ± 0.00 ± 0.73 0.00 1.00 1.00 0.16 0.18 Doses de carbureto de cálcio (g) 15 30 0.15 ± 0. O teor de glicose aumentou com o armazenamento e com as concentrações de carbureto de cálcio para os dois cultivares.28 0.12 ± 0.09 ± 0.00 ± 0. Glicose.00 ± 0.00 0. A elevação dos açúcares redutores foi possivelmente em razão da hidrólise do amido e da inversão de sacarose em glicose mais frutose (CHITARRA e CARVALHO.73 ± 0.02 1.57 ± 2. quando do amadurecimento completo foi atingido.00 45 0.05 0.35 ± 0.4.00 ± 0.

(Areia-PB.O carbureto de cálcio.584224**c .01711**c 2 + 0. pode estar relacionado com a alta taxa de degradação de sacarose e do amido. O aumento da taxa respiratória é paralelo a degradação de amido.5. como também com o aumento das concentrações de carbureto em banana ‘Nanica’ e ‘Pacovan’ (Figura 4A e 4B).52 10 0.36 10 0.55324 + 0. sendo que a ‘Nanica’ permaneceu com teor mais elevado de clorofila que a ‘Pacovan’. ainda apresentou traços verdes após 10 dias de armazenamento.0121025**cd R2 = 0. respectivamente.0.033624▲ d2 + 0. pelo teste F. Na dose de 45 g de CaC2 a clorofila dos frutos foi reduzida a valores mínimos aproximadamente aos 10 dias enquanto para o cultivar ‘Pacovan’ (Figura 4B) com dose de 30 g de CaC2 a clorofila declinou para valores mínimos aos 8 dias de armazenamento (Figura 4A e 4B).90 13.024262 + 0. ▲: Significativo a 5. 1990). ŷ = .347464**d . através da liberação do gás acetileno. 82 .63 8. 3. **.013332*cd R2 = 0.0. Teor de glicose de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%). No entanto.71 ŷ = -0.80 A 6. Figura 3. em ambas cultivares.09 45 8 6 30 CaC (g 2 ) s Dia 4. a elevação de glicose nos frutos induzidos com CaC2.38 B G lic o s e ( g /1 0 0 g ) Glicose (g/100g) 4.0.0. 1 e 10%. O teor de clorofila decresceu durante o armazenamento. 2004).09 30 15 CaC (g ) 2 7 0 0 2 8 6 4 as Di 4 15 00 2 *. Esta degradação resulta no aumento do teor de sacarose durante o amadurecimento (LIZADA et al. Clorofila.95 2. foi eficiente em antecipar o amadurecimento dos frutos e conseqüentemente o aumento no teor de glicose.640783**d + 0..120963**c . O tratamento controle.002013*c2 + 0.

Em bananas, a degradação da clorofila é o principal evento no amadurecimento, enquanto que a síntese de outros pigmentos é realizada em níveis relativamente baixos (CHITARRA e CHITARRA, 1990). Durante a conversão dos cloroplastos em cromoplastos, a clorofila é destruída e grana e estroma reorganizam-se (NEWCOMB, 1990). A perda da cor verde deve-se a decomposição estrutural da clorofila, devido aos sistemas enzimáticos que atuam isoladamente ou em conjunto (CHITARRA e CHITARRA, 1990). A degradação da clorofila resulta, principalmente, da atividade da clorofilase na casca e revela a cor amarela já existente. Esta atividade evolui junto com o aumento climatérico da respiração, com a máxima atividade coincidente com a ocorrência do pico climatérico (KAYS, 1997) Lelievre et al., (1997) afirmam que a evolução da cor pode ser dependente ou independente da ação do etileno. Os resultados deste trabalho indicam a influência do etileno na degradação da clorofila, principalmente na banana ‘Pacovan’. A perda da clorofila parece diretamente relacionada a produção de etileno e o tratamento com etileno exógeno causa degradação da clorofila (KE e TSAI, 1988). Resultados semelhantes são também reportados por Golding et al., (1998). Em bananas ‘Nanicão’, o papel do etileno é de catalizador, acelerando e coordenando os processos relacionados a produção de pigmentos e perda de clorofila. O decréscimo da clorofila com o aumento de carotenóides em bananas ‘Nanicão’ durante o armazenamento à temperatura ambiente também é relatado por Oliveira Neto e Silva, (2003).

83

ŷ = 9,517228 - 0,136043**c + 0,003275**c 2 - 1,1496821**d + 0,095729**d2 - 0,015447**cd R2 = 0,69

ŷ = 15,897869 - 1,130187**c + 0,027967**c 2 - 0,495511**d R2 = 0,58

A
10,03

B
15,90 Clorofila total (mg/100g)

Clorof ila total (mg/100g)

7,07

10,61

4,11

5,32 0

1,15 0 15 CaC 2 ( g) 4 s Dia 2

0

0,04 0 7
CaC (g ) 2

2 4 6 15 30 10 8
as Di

30 45 10

8

6

**. Significativo a 1% pelo teste F.

Figura 4. Clorofila de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%). (Areia-PB, 2004). 3.6. Carotenóides. Observou-se maior aumento no teor de carotenóides durante o armazenamento para o cultivar ‘Pacovan’ atingindo ponto mínimo com 15 g de CaC2, (Figura 5). Para o cultivar Nanica não foi verificado efeito significativo das doses de CaC2 nem dos dias de armazenamento, variando de 8,93 até 1638,27 (Tabela 3). O aumento do teor de carotenóides é um processo paralelo ao declínio da clorofila (OLIVEIRA NETO e SILVA, 2003). Na proporção em que a clorofila decrescia os valores de carotenóides praticamente se mantinham constantes atingindo valor mínimo com 74 mg/100g, semelhantes aos relatados por Goodwin e Goad (1970). A degradação da cor verde é influenciada pela presença de etileno na polpa de frutos (DOMINGUEZ e VENDRELL, 1993), que é mediador do sistema multienzimas, no qual a clorofilase degradando a clorofila, desmascara os carotenóides já presentes na casca (GROSS et al., 1976).

84

Neste trabalho, os resultados com ‘Pacovan’ demonstram que o acetileno ativa a respiração da fruta e, conseqüentemente, a clorofila é destruída pela ação das enzimas tornando-se cada vez mais acentuado o caroteno (BURG e BURG, 1962). Tabela 4. Média e desvio padrão do teor de carotenóides de banana ‘Nanica” tratada com CaC2 por 12 horas armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%). Dias de Doses de carbureto armazenamento 0 15 30 45 0 231,60 ± 13,91 145,36 ± 24,32 163,75 ± 86,84 117,98 ± 36,29 2 131,32 ± 46,02 86,25 ± 59,12 101,79 ± 84,83 56,76 ± 8,85 4 46,73 ± 26,43 11,25 ± 5,69 22,46 ± 33,71 8,93 ± 3,54 6 1638,27 ± 71,52 623,81 ± 162,91 667,46 ± 176,38 610,14 ± 94,53 8 247,30 ± 128,30 160,00 ± 106,60 52,99 ± 42,94 30,03 ± 21,65 10 237,49 ± 23,02 167,29 ± 55,10 202,98 ± 49,78 81,81 ± 61,06

ŷ = 108,785091 - 3,320378**c + 0,079304**c 2 + 5,691534**d + 0,884193**d2 R2 = 0,48

254 Caratenóides totais (mg/100g)

194

134 10 74 30 15 CaC (g) 2 7 00 2 8 6 4
as Di

**: Significativo a 1% pelo teste F.

Figura 5. Teor de carotenóides na banana ‘Pacovan’ no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%). (Areia-PB, 2004). 3.7. Análise subjetiva de cor. A coloração amarela de bananas evoluiu durante o armazenamento e com as concentrações de CaC2, atingindo valores máximos entre 8 a 10 dias, com dose de 45 g de CaC2 para o cultivar Nanica e com 18 g de CaC2 para o cultivar Pacovan (Figura 6A e 6B). A evolução da cor foi mais lenta para banana ‘Nanica’, onde a dose de 30 g de CaC2 atingiu grau 7 entre 8 e 10 dias. A concentração de 45 g de CaC2 atingiu 85

Resultados semelhantes foram reportados em bananas tratadas com gases ativadores do amadurecimento (BOTREL et al. Resultados semelhantes foram apresentados por Dominguez e Vendrell (1993). No presente experimento para bananas colhidas no estádio de maturação II observouse o desenvolvimento uniforme da cor da casca. BURG e BURG. principalmente para o cultivar Pacovan. Jones et al. Isto demonstra que a indução da maturação dos frutos com carbureto de cálcio promove a uniformização do amadurecimento. Pantástico (1979). (2001) menciona que o amarelecimento da casca é claramente regulado por etileno.. 1962). principalmente para as concentrações mais baixas (7 a 15 g) de carbureto de cálcio (Figura 6B). atuam desencadeando o processo de amadurecimento dos frutos. 2003). (LUCENA et al. ou substâncias que induzem a síntese de etileno. passando a apresentar acentuadas manchas marrons aos 10 dias (Figura 6A).grau 7 aos 6 dias de armazenamento.. A evolução da coloração com o avanço da maturação do fruto é inversamente proporcional ao teor de clorofila na casca. 2001. Palmer (1971). O cultivar Pacovan apresentou maior estabilidade no desenvolvimento da cor durante o armazenamento.. também reportados em banana ‘Prata-anã’ tratadas com etileno. Simmonds (1973) mencionam que a aplicação exógena de etileno. o que se dá pela atuação do etileno sobre as membranas das organelas celulares estimulando a ação da clorofilase sobre os cloroplastos além de atuar sobre outros componentes do sistema enzimático oxidativo celular. De acordo com Pantástico (1979) o amarelecimento da casca de banana ocorre pela perda da clorofila existente. 86 .

007591**cd R2 = 0.038393**d2 + 0. 2004).874951 + 0.não induzido com CaC2 87 . 864351** d .530405**d .79 B Coloração (1 -7) 5.18 45 30 CaC (g 2 ) 4 15 0 0 2 8 6 s Dia 3.036682**d2 .180437 + 0. (Areia-PB.83 A 7.0.0. Evolução subjetiva de cor (1-7) de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) colhidas no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%). 004243**c d R 2=0.0.ŷ = 1.87 30 15 C aC 2 8 6 4 (g ) Di as 7 00 2 **: Significativo a 1% pelo teste F Figura 6.15 10 1.82 ŷ =0.129437**c .7) 7.48 3.10 C o lo r a ç ã o d a c as c a ( 1 .18 10 0.13 5.0. Amadurecimento uniforme – induzido com CaC2 Amadurecimento desuniforme . 005832**c2 + 0.002364**c 2 + 0.

aumentou o teor de carotenóides. CONCLUSÕES • O CaC2 aumentou a intensidade e antecipou o pico respiratório de bananas ‘Pacovan’ e ‘Nanica’. colhidas no estádio de maturação II (fruto de cor verde com leves traços amarelos). • O cultivar Pacovan apresentou maior sensibilidade ao CaC2 em comparação ao cultivar Nanica. da clorofila e provocou acentuada elevação nos teores de glicose. 88 . promovendo maior uniformidade do desenvolvimento da cor e do amadurecimento. • O CaC2 aumentou a degradação do amido. • O CaC2 acentuou a coloração amarela de bananas ‘Nanica’ e ‘Pacovan’ nas doses de 30 g e 7 a 15 g de CaC2. respectivamente.4.

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CAPÍTULO IV CONSERVAÇÃO PÓS-COLHEITA DE BANANAS ‘NANICA’ E ‘PACOVAN’ TRATADAS COM CARBURETO DE CÁLCIO 92 .

diminuição do pH e de teores de ácido ascórbico. Neste sentido. 15 e 30 g) de CaC2 para os cultivares Nanica e Pacovan. acidez total titulável ATT. 15. foram aplicadas em caixas individuais contendo 150 frutos durante 12 horas. O uso do carbureto de cálcio resultou no aumento dos teores de sólidos solúveis totais e nos valores de acidez. O CaC2 foi colocado em forma de saches. 2. sendo quatro doses de carbureto de cálcio e seis períodos de avaliação (0. firmeza (N). pois deve manter a qualidade e conservação da fruta até o consumo. de clima quente e úmido. Foram utilizados 600 frutos dos cultivares Nanica e Pacovan colhidos no estádio de maturação II (fruto verde com leves traços amarelos). Os resultados foram submetidos à análise de variância e de regressão. no município de Areia-PB. sólidos solúveis totais (SST%). O carbureto de cálcio proporcionou aparência adequada aos frutos e bom nível de aceitação comercial. o objetivo desta pesquisa foi avaliar a conservação pós-colheita de bananas ‘Nanica’ e ‘Pacovan’ tratadas com carbureto de cálcio. 4. 93 .RESUMO A pós-colheita é uma das etapas mais importantes na cadeia produtiva. As pencas foram imersas por 15 minutos em solução de 100 ppm de hipoclorito de sódio comercial. 7. 8 e 10 dias). lavadas com água destilada e secas ao ar. 6. Os tratamentos que consistiram de quatro doses de CaC2 (0. hermeticamente fechadas e vedadas com silicone. 9-excelente). respectivamente. (% de ácido málico) relação SST/ATT. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 4 x 6. Doses altas de CaC2 provocaram aceleração de senescência no armazenamento sob temperatura ambiente. de plantas selecionadas na granja São José. vitamina C (mg/100 g de polpa) e aparência geral de acordo com uma escala subjetiva (1-inaceitável. pH. 30 e 45 g) e (0. Foram acondicionadas em caixas de madeira com dimensões de 50 x 50 x 40 cm. As características avaliadas foram: perda de massa (%). distribuídos nos cantos das caixas. revestidas com papel alumínio. acelerando o amadurecimento dos frutos.

with fruit ripeness increasing. Results were variance and regression loss (%). The experimental sketching was randomized 4 x 6. its keep quality and fruit conservation to consuming. Calcium carbonate gave an adequate appearance to fruit and a good commercial acceptance. 30 and 45 g) and (0. It had been put in wood boxes with 50 x 50 x 40 cm. with aluminium paper. total soluble solid (SST%). 15. 4. pH. in the municipal district of Areia-PB. 6. 94 . the aim of this research was to evaluate ‘Nanica’ and ‘Pacovan’ bananas post-harvest conservation at maturing way II (green fruit with yellow stains) from Sao Jose Farm. On this way. with 4 dosis of calcium carbonate and 6 periods (0. washed with water and dried to air. vitamin C (mg/100 g pulp) and general appearance according to subjetive scale (1-non-acceptable/9-optimum). respectively. closed and locked with silicon. CaC2 was put on sachet way. Treatments had 4 dosis of CaC2 (0. (% malic acid) relation SST/ATT. Bunches were put by 15 min in a commercial hypo-cloride 100 ppm solution. 15 and 30 g) to Nanica and Pacovan cultivars. High dosis of CaC2 gave senescence on storage over local temperature. firmness (N).ABSTRACT Post-harvest is one of the most important stages on productive net. 7. 8 and 10 days). used in individual boxes with 150 fruits for 12 h. warm and humid climate. 2. titled acidity ATT. Calcium carbonate usage resulted on total soluble solids means increasing and acidity values. pH decreasing and ascorbic acid means.

(1972). flavor e outros atributos bioquímicos e fisiológicos. aroma. de sabor agradável é uma das frutas mais consumidas no mundo. sendo um fruto perecível e. 1962). Assim. principalmente pelas populações de baixa renda. nota-se que as características da população brasileira modificaram-se e. conhecido como climatério. atualmente observa-se maior número de pessoas que vivem sozinhas e procuram produtos na quantidade apropriada à sua necessidade de consumo. a qual é obtida através da elevação do processo respiratório. exige geração de muita energia. 2003). que estejam tratados para amadurecerem e dias consecutivos. Conforme McMurchie et al. pois deve manter a qualidade e conservação da fruta até o consumo. conseqüentemente ocorre o amadurecimento. Diversos são os gases utilizados para ativar e proporcionar maturação uniforme da banana. A póscolheita é uma das etapas mais importantes na cadeia produtiva. INTRODUÇÃO A banana. comercialização e por conseqüente a industrialização. 1990). sendo mecanismos regulatórios subjacentes às 95 . dificultando sua conservação. A banana. enquanto. a comercialização de bananas com um número reduzido de frutos. é geralmente considerado um processo de menor relação com o etileno.1.. A característica do fruto climatérico em amadurecer depois de colhido. o amadurecimento de frutos não climatéricos. geralmente resultando no pleno desenvolvimento da cor (BURG e BURG. Comercialmente. por ser climatérica (CHITARRA e CHITARRA. o seu amadurecimento em condições naturais é rápido. textura. o aumento acentuado da produção de etileno no início do amadurecimento dos frutos climatéricos é considerado como controlador das mudanças na cor. sais minerais e vitaminas. pode transformar um produto diferenciado com alto valor agregado (SILVA. rica em açúcares. Esses gases ativam o metabolismo do fruto e.

permitindo ampliar a produção e aumentar a competitividade do produto no mercado interno ou externo. Desta forma.mudanças bioquímicas menos elucidados. Apesar de se ter direcionado esforços para produção e a manutenção da qualidade dos frutos pós-colheita. liberador do gás acetileno. O presente experimento objetivou estudar o potencial de conservação pós-colheita mediante o tratamento de bananas ‘Nanica’ e ‘Pacovan’ com carbureto de cálcio. independente do tratamento empregado é necessário avaliar o potencial de conservação mediante esses tratamentos para garantir a sua qualidade de utilização. 96 . as perdas que ocorrem durante a produção e comercialização podem alcançar 60%.

Para análise foram utilizadas 3 repetições para cada 97 . Em seguida as conchas foram retiradas das caixas e armazenadas em bandejas de poliestireno expandido durante 10 dias sob condições ambiente (25+2oC e UR 72+2%) e avaliados a cada dois dias. Pencas de bananas foram colhidos manualmente. Para a climatização conchas foram acondicionadas em caixas de madeira com dimensões 50 x 50 x 40 cm. no Laboratório de Biologia e Tecnologia Pós-Colheita do Centro de Ciências Agrárias . dispostos em conchas durante um período de indução de 12 horas. adaptado por Oliveira Neto (2002). nas primeiras horas da manhã. da UFPB Areia-PB. e (0. O carbureto de cálcio (CaC2) foi aplicado em quatro doses (0.2. 7. Os frutos foram selecionados no estádio de maturação II (fruto de cor verde com leves traços amarelos). peso. 15 e 30 g) para o cultivar Pacovan na forma de sachês. contendo em média 150 frutos. As pencas foram imersas por 15 minutos em uma solução de 100 ppm de hipoclorito de sódio comercial. 30 e 45 g) para o cultivar Nanica. observando o grau de maturação e. evitando-se danos mecânicos nos cachos.Campus II. revestidas com papel alumínio. colhidos de plantas previamente selecionadas na Granja São José. no município de Areia-PB. e os frutos classificados quanto ao tamanho. sendo a dose de cada tratamento subdividida e distribuída nos quatro cantos das caixas. MATERIAL E MÉTODOS Esta pesquisa foi realizada de 10 de junho a 30 de agosto 2004. hermeticamente fechadas e vedadas com silicone. empregados para a cultura da banana na região. O carbureto de cálcio foi aplicado em caixas individuais. provenientes de um pomar submetido aos tratos culturais usuais. de acordo com a escala de graus de coloração da casca da FrutSéries – Banana (2000). onde foram selecionadas conchas do meio de cada cacho. 15. ausência de pragas e doenças. lavadas com água destilada e secas ao ar. Foram utilizados 600 frutos do cultivar Nanica. grau de maturação e aparência. Os cachos foram transportados para o Laboratório.

em três regiões (pedúnculo. Vitamina C (mg/100g de polpa): determinada por titulometria com diclorofenolindofenol a 0. utilizando-se penetrômetro de Magness Taylor Pressure Tester (Drill press stand. transformados em Newton (N). de acordo com a Association of Official Analytical Chemists . Relação SST/ATT: determinado pelo quociente entre Sólidos Solúveis Totais e Acidez Total Titulável. Foram avaliadas as seguintes características: Perda de massa (%): realizada através da pesagem diária dos frutos e calculada tomando-se como referência o peso inicial dos frutos. segundo Instituto Adolfo Lutz (1985).1N. Canadá). base) eqüidistantes da região equatorial. Firmeza: determinada individualmente no fruto íntegro. Acidez total titulavel (ATT . Hand Refractômetro N-1α).% de ácido málico): determinado por titulometria usando Na OH 0.AOAC (1984). 2000). centro. numa vasão de 10 mL. segundo AOAC (1984). SINGAPURA). Aparência: Foi determinada utilizando-se a seguinte escala: 98 . e os resultados obtidos em libras/pol2.1% padronizado com ácido oxálico segundo a AOAC. após a indução. sendo a cada hora o circuito fechado e o CO2 emanado coletado em solução de cloreto de potássio e titulado com solução de hidróxido de sódio a 0. com região de inserção de 2/16 polegadas. Para determinação da taxa respiratória.tratamento. mantidos a temperatura de 25 + 2o C e ventilados com um suprimento de ar uniforme e isento de CO2. (1984). para cada tempo de análise. usando-se balança semi-analítica. frutos foram colocados na forma de dedos em recipientes de vidro hermeticamente fechados com capacidade para 4.ATC 1E.8 L. pH: determinado com potenciômetro digital (HANNA.min.1 normal (MARTINS. Sólidos solúveis totais (SST%): determinados com refratômetro manual (ATAGO .

superfície lisa e brilhante. completamente túrgido. ligeiramente com aparência regular. livre de manchas escuras e doenças.9 – Excelente: fruto fresco. 7 – Bom: fruto completamente túrgido. depressões. O grau 5 da escala caracteriza o limite de aceitação do fruto pelo consumidor. na instalação do experimento. leve murchamento. Aparência boa. brilho. ausência de murchamento. mais amarelo que verde. pouco brilho. frutos envolvidos por fungos. Para caracterização inicial dos frutos. 3 – Ruim: fruto pouco túrgido. excelente qualidade de consumo. superfície lisa e brilhante. 1 – Inaceitável: perda completa da turgidez. ausência de manchas e doenças. imprestável para o consumo. completamente amarelo. senescência avançada. superfície murcha e enrugada. sem murchamento. Os resultados foram submetidos a análise de variância e de regressão. aparência ruim. aparência excelente. sintomas ou não de senescência. 99 . foram utilizadas 10 repetições de 3 frutos. 5 – Regular: fruto túrgido.

com leves traços amarelos).01 5.58 26.44 + 1. Estes resultados estão provavelmente relacionados com a eficiência do carbureto de cálcio em ativar a taxa metabólica dos frutos resultando em taxas respiratórias mais elevadas para os frutos tratados com CaC2 e conseqüentemente em aumentar a taxa metabólica dos frutos. cuja aparência era caracterizada com grandes manchas marrons.83 + 1.55 11.86 + 13.09 123. Caracterização média da banana ‘Nanica’ e ‘Pacovan’ no estado de maturação II (fruto de cor verde.83 9 + 0.96 + 0. tornando o produto inadequado para a aceitação pelo consumidor e conseqüentemente para a 100 .174 + 0.16 + 3. principalmente para as doses maiores de carbureto de cálcio.46 0.59 46. A alta perecibilidade da banana está associada à sensibilidade ao etileno e elevada taxa metabólica em comparação com outros frutos.01 5.29 + 0.1.05 5.59 + 0. RESULTADOS E DISCUSSÃO Tabela 1. Os cultivares Nanica e Pacovan avaliados neste experimento apresentaram perdas superiores a 5%.3.14 + 0.86 0.25 + 9.76 8.15 160.63 + 0.27 + 10.47 + 1.00 Sólidos solúveis totais (%) SST/ATT Acidez total titulável (% ácido málico) pH Peso médio dos frutos (g) Vitamina C (mg de ácido ascórbico/100g) Aparência geral (Escala 1-9) DP = Desvio Padrão 3. Perda de massa.08 Pacovan Média + DP 6. A perda de massa aumentou ao longo do período de armazenamento (Figura 1A e 1B) e com as doses de carbureto de cálcio (Figura 1A). Cultivares Características Nanica Média + DP 4. enrugamento e murchamento dos frutos ao final do período de armazenamento.

pois o amaciamento é um dos processos metabólicos do amadurecimento mais 101 .038491*d .014569*c + 1. (Areia-PB.47 10 3.0. Com o aumento das concentrações de carbureto de cálcio e do armazenamento. Firmeza. sobretudo a temperatura de armazenamento. Com relação à banana ‘Pacovan’ (Figura 2B). para ambos os cultivares. Observou-se também que no tratamento controle houve declínio mais acentuado da firmeza no cultivar ‘Pacovan’ do que no cultivar Nanica (Figura 2A e 2B). 2004). 3. Perda de massa de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%).013252**d2 R2 = 0.71 Perda de peso (%) 15 6. entre o sexto ao oitavo dia a firmeza já se mantinha constante para as doses de 7 a 15 g de carbureto de cálcio. **: Significativo a 5 e 1% pelo teste F.500121 + 0. com a casca muito fina e presa a polpa. que os frutos dos cultivares Nanica e Pacovan apresentaram menor solubilização das substâncias pécticas.2. (1997) os fatores ambientais.6413 R = 0.24 5 0. Na ‘Nanica’ resultados semelhantes foram obtidos na dose de 15 a 30 g de carbureto de cálcio (Figura 2A). ŷ = -1. Estes resultados indicam que o acetileno influiu na redução da firmeza.7698x + 0. Dados semelhantes são reportados por Neves Filho (1985) e Pantástico (1975). A temperatura ambiente (25oC + 2) no qual os frutos foram expostos. Segundo Kays. Ao final deste experimento os frutos apresentaram-se em estádio de senescência muito avançado.comercialização.01 45 30 Carbure to de c 15 álc io (C AC 2 3 4 0 0 2 4 6 8 10 12 Dias de armazenamento 2) 0 1 *. houve declínio acentuado da firmeza.97 25 B y = 1. exercem maior influência no processo respiratório dos frutos. também teve influência no aumento de perda de peso. Figura 1. Isto leva a concluir.9831 2 A 20 Perda de mssa (%) 9 8 7 6 Dias 5 12 11 10 9.

4. Firmeza de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%). 1975.88 0 0 Ca C 7 15 8 6 Dias C2 Ca 15 ( g) 2 30 8 45 10 6 4 s Dia (g ) 2 4 2 0 30 10 **.05 9.07 0 0.177757**d + 0.56 11. pela enzima pectinametilesterase. na transformação dos constituintes celulósicos.2502344**d2 R2 = 0.. Desta forma. Figura 2.2...53 R2 = 0. Estudos realizados com banana Prata por Santos e Chitarra (1998) relatam que em relação ao amadurecimento pós-colheita.020664**c 2 .030665**c 2 .534892 . 2002. CENCI et al.82 ŷ = 28.sensível ao etileno (LELIEVRE et al. bem como na conversão da protopectina em pectina solúvel. 1997).: Significativo a 1 e a 10% respectivamente pelo teste F. a diminuição da firmeza é regulada principalmente.459419 -1. BOTREL et al.46 Firmeza (N) 21. pode-se observar que os frutos colhidos em idades diferentes apresentaram significativo decréscimo da firmeza entre os graus 2 e 5 de coloração da casca.219821**d2 + 0.457748**c + 0.93 Firmez a (N) 19. o que proporciona menor resistência ao manuseio.737475▲d + 0. 2001).413643**c + 0.41 0. A perda da firmeza do fruto é uma característica inerente no processo de amadurecimento (ROCHA. 2004). S. (Areia-PB.047471**cd B 28. A textura torna-se macia com o decorrer do amadurecimento devido à ação de enzimas que atuam na hidrólise do amido. 1986). por dois processos enzimáticos: a desisterificação ou remoção dos grupos metílicos ou acetílicos das pectinas. 2004).75 A 32. Os valores de firmeza variam em função do genótipo e da época de colheita (ALVES et al. 1984). Efeito semelhante desencadeado pelo etileno foi observado em bananas por (LEOPOLD. (CARVALHO. e a despolimerização ou encurtamento da cadeia de pectinas pela ação enzímica poligalacturonase (KADER. 1984). 102 ..1. ŷ = 32.

. onde cessou a acumulação dos açúcares. do que o cultivar Pacovan..3. Segundo Botrel e Cenci (2002). KONISHI et al. BIERHALES. 2002. o amido.. é também constatado por (HEWAGE. PURGATTO et al. enquanto o cultivar Pacovan apresentou elevação mais acentuada nos SST (25%) com aproximadamente 30 g de CaC2 aos dez dias de armazenamento (Figura 3B). parece ser menos sensível às concentrações de carbureto de cálcio. Este acúmulo de açúcares resulta da degradação do amido que provavelmente se dá pela participação das amilases. em decorrência do aumento de degradação do amido em açúcares solúveis. de forma diferente.3. O cultivar Pacovan apresentou SST mais altos.. produzindo uma mistura de oligossacarídeos e açúcares solúveis (BASSINELLO et al. O cultivar Nanica (Figura 3A) atingiu o máximo valor (22%) para a dose aproximada de 36 g de CaC2 no sexto dia de armazenamento. Os frutos colhidos no estádio de maturação II. 2002. 1995. O declínio acentuado a partir do sexto dia para o cultivar Nanica. Este aumento rápido da taxa de acumulação dos SST foi resultante da aceleração do amadurecimento dos frutos. MOTA et al. VILAS BOAS. avaliados neste experimento. Observou-se aumento nos SST à medida que se aumentou a concentração de carbureto de cálcio para ambos os cultivares. Dominguez e Vendrell (1993). fosforilases e glicosidases os quais atuam sobre o mesmo substrato. 1996). 103 . 2001). 2001. os quais a partir deste ponto passaram a ser utilizados como principais substratos do processo respiratório. quando comparado ao cultivar Nanica. acumularam teores de SST similares aos valores obtidos por Ayub (1990). 2002. foi possivelmente em decorrência do avanço do amadurecimento e início da senescência. o teor de sólidos solúveis é um indicativo do conteúdo de açúcares existentes como também indica o grau de amadurecimento dos frutos. por ter acumulado menores teores de SST. O cultivar Nanica. Sólidos solúveis totais (SST).

3798512**d . 1965/66). e por Lucena et al.6477381 + 0. Acidez total titulável (ATT). (2003) que relata ser o aumento da acidez inversamente proporcional ao aumento de pH.65 45 8 6 30 CaC (g ) 2 4 15 0 0 2 as Di 16. decrescendo lentamente de modo a ainda manter valores de ATT mais elevados quando comparados à ‘Nanica’ aos dez dias de armazenamento.813037**c . 3. Figura 3. decrescendo na fase do pós climatério (SGARBIERI e FIGUEIREDO. principalmente para doses mais elevadas de CaC2.03336**cd R2 = 0.575637**c .0.20008**d .0. (Areia-PB.73 A 22.4. Teor de sólidos solúveis totais de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%).75 Sólidos solúveis totais (%) R2 = 0. Os teores de acidez total titulável aumentaram com o avanço do armazenamento.0117073**c 2 + 2..68 10 1. também refletido na estimulação do 104 .196057**d2 . atingiu ponto máximo de ATT (0.27% de ácido málico) aos 6 dias de armazenamento para uma dose estimada de 40 g de CaC2. decrescendo em seguida com valor mínimo de ATT aos 10 dias de armazenamento. aumentando com o amadurecimento e.010205**c 2 + 3. (1995) estudando o amadurecimento de banana.77 Sólidos s olúv eis totais (% ) 15. A tendência de aumento na acidez com o amadurecimento foi também descrito por Hewage. A banana no início do amadurecimento apresenta baixa acidez titulável. O cultivar Nanica (Figura 4A) atingiu ponto máximo (0.13 30 15 CaC (g) 2 7 00 2 8 6 4 s Dia **: Significativo a 1% pelo teste F.0. 2004). O cultivar Pacovan (Figura 4B).0.34 10 11.0.125681 + 0.ŷ = 1. como também são reportados por Bleinroth (1993).56 8.2020089**d2 ŷ = 11.72 21.79 B 26. O acetileno liberado pelo carbureto de cálcio quando empregados em frutos no estádio de maturação II foi eficiente em induzir a maturação.46%) ao sexto dia com cerca de 30 g de CaC2.

2004). ns: Significativo a 5 e 1% pelo teste F e não significativo.0. que se dá através da hidrólise do amido e.processo respiratório dos frutos que resulta no aumento do teor de acidez até determinado ponto de armazenamento.252253 + 0. Figura 4. da protopectina (LODH e PANTÁSTICO.0.0157708*d . Relação SST/ATT. O aumento na relação sólidos solúveis totais/acidez total titulável ocorreu em função do período de armazenamento e das doses de CaC2 para o cultivar Nanica (Figura 5A) e em função do período de armazenamento para o cultivar Pacovan (Figura 5B). Segundo Chitarra e Chitarra (1990).0051611**c . Palmer (1970) a elevação da acidez em bananas está associada ao metabolismo dos ácidos orgânicos no ciclo de Krebs durante o amadurecimento. 1997). 1975) que está associado ao avanço do amadurecimento e conseqüente aumento da taxa respiratória em frutos climatéricos como a banana.004751NSc + 0.005138**d2 .38 0. A relação SST/ATT 105 .51 B 0. (Areia-PB.000844**cd Ac idez total tituláv el (% ác ido málic o) A A c id e z to ta l titu lá v e l ( % d e ác id o má lic o ) 0.5. em menor extensão. O aumento da relação sólidos solúveis totais/acidez total titulável ocorre em função do aumento dos sólidos solúveis totais.17 Ca C 2 0.1534087 + 0. De modo geral. Acidez de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%).0. 3.28 R2 = 0.0018973**d2 ŷ = 0. Observou-se ainda diminuição da relação SST/ATT a medida em que se aumentava as doses de carbureto de cálcio para o cultivar Pacovan. respectivamente.0.56 0.46 0.31 0.000071**c 2 + 0.23 0.24 30 R2 = 0. **.060957NSd .12 45 Ca C 15 (g) 30 ( g) 2 15 00 2 4 6 Dias 8 10 7 6 8 10 00 2 4 Dias *. o aumento da acidez encontra-se diretamente relacionada com a hidrólise do amido em açúcares redutores que são oxidados através da via glicolítica e ciclo de Krebs para produzir a energia necessária ao metabolismo (KAYS. ŷ = 0.

63 A 90.307573**c . **. ▲. 2004).73 73.7 quando maduro. ŷ = 24. ns:Significativo a 5. Os resultados desta pesquisa estão de acordo com Medina et al. Provavelmente. Os resultados encontrados neste trabalho são explicados pela elevação da taxa metabólica.02938**c 2 + 6. Esta pequena variação se deve possivelmente ao efeito tampão existente na polpa dos frutos durante o armazenamento. 1984).85 45 30 CaC (g ) 2 61..2 a 4.0. 1983 e Carvalho. Dados semelhantes são reportados por Santos e Chitarra (1998) com banana Prata.também variou durante o amadurecimento de bananas em decorrência da acidez (ROSSIGNOLI.43 46.0.76 30 15 CaC (g ) 2 7 0 0 2 8 6 4 s Dia 8 6 4 15 0 0 2 s Dia *.1.0 e 5.262108NSc .073889*cd R2 = 0.79 10 24.63 ŷ = 56. Aconteceu decréscimo nos valores de pH tanto no tratamento controle como nos frutos tratados com carbureto de cálcio em ambos cultivares (Figura 6A e 6B). 1 e 10% pelo teste F e Não significativo respectivamente.76 SST/ATT (%) SST/ATT (%) 68. este processo de variação do pH encontra-se aliado à subjetividade na determinação do grau de coloração da casca. (Areia-PB. 3. pH.624069**d + 0.09 10 48.4818546▲d2 R2 = 0. Relação SST/ATT de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%).310766*d2 +0.304231*d .623655 . que causou maiores valores de sólidos solúveis totais e acidez total titulável.0.845526 + 2. Figura 5.6 para fruto verde e 4. (1995) e Bleinroth (1990) onde afirmam que o pH em banana apresenta pequena variação durante o amadurecimento com valores entre 5.6.67 B 85. 106 .

114655NSd + 0.0. atingindo ponto mínimo aos 10 dias de armazenamento para a dose de 45 g de CaC2 no cultivar Nanica (Figura 7A) e. Este declínio pode ser decorrente da disponibilidade de oxigênio. com predominância do ácido málico. Os teores de ácido ascórbico decresceram com o armazenamento e com o aumento das concentrações de carbureto de cálcio.16 pH 4.000654*cd R2 = 0. que se polimerizam provocando o escurecimento (FONSECA et al.218091 . ŷ = 5.82 ŷ = 5.000982**c 2 .84 4.69 4. Vitamina C.0004247**c 2 + 0.0095201**d2 + 0. **. pH de banana Nanica (A) e Pacovan (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%). Os dois cultivares apresentam teor de vitamina C mais elevado no início do armazenamento. 2001).43 0 0 7 Ca C 2 ( g 2 4 ) 4. da duração e da temperatura de armazenamento (CHEFTEL e CHEFTEL 1992).53 45 30 CaC 2 ( g) 6 4 15 00 2 Dia s 15 8 30 10 6 s Dia *. ocorre acúmulo de açúcares e aumento nos teores de ácidos orgânicos. ns: Significativo a 5 e 1% pelo teste F e Não significativo respectivamente. 1974). temperatura. (VILAS BOAS et al. 3.002919**cd R2 = 0. para o cultivar Pacovan (Figura 7B).0.47 5.. pH. O teor de vitamina C total decresce rapidamente com 107 . Figura 6. o que leva a um abaixamento do pH. deslocando o equilíbrio para o lado das quinonas.007831**d2 + 0. aos 7 dias na dose de 30 g de CaC2. À medida que avança a maturação com o aumento dos processos oxidativos.0. (Areia-PB. as reservas de ácido ascórbico vão diminuindo até que.95 pH 10 8 5.48 A B 5.0.. umidade relativa e em grande parte.7. se esgotam.22 4.Concomitantemente com a diminuição de pH.053964**c + 0.1323676**d .0287291**c + 0. no pós-climatérico.010621 . 2004).

53 B V itamina c (mg de ác ido as c órbic o/100g) 122 R2 = 0.441526 + 1.23. os frutos induzidos com as doses de 7 e 15 g de CaC2 tiveram sua aparência mantida em média até o quinto dia de armazenamento atingindo nota 8.5321472 . **: Significativo a 5 e 1% pelo teste F.a predominância da cor amarela da casca do fruto. 3. 108 . O aumento das doses de carbureto de cálcio e dos dias de armazenamento resultou em declínio na aparência geral dos frutos.059434**c + 0. atingindo valor mais baixo quando a fruta apresenta manchas marrons na casca (BLEINROTH. onde se caracterizava o limite de aceitação pelo consumidor.56 0 15 Ca C 2 (g ) 4 Dias 2 0 0 0 7 CaC 2 30 45 10 8 6 ( g) 15 30 10 8 6 4 Dias 2 0 *.86 7. atingiu ponto mínimo mais rápido do que o cultivar Nanica.417594**d + 1. respectivamente.0.53 R2 = 0. principalmente para o cultivar Pacovan.8. 1972.795022**d2 .55 41 3.070304**c .5. Para o cultivar Pacovan.010799*c 2 . ŷ = 9.0. Aparência geral. que a banana ‘Nanica’ tratada na faixa de 15 a 30 g de CaC2 teve sua aparência mantida em média até o oitavo dia de armazenamento. 1985). O carbureto de cálcio foi eficiente em acelerar o amadurecimento. Teor de vitamina C de banana Nanica (A) e Pacovan (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%). que embora apresentasse maior teor de ácido ascórbico. sendo encontrado o menor escore médio aos 10 dias na dose de 45 g de CaC2 para o cultivar Nanica (Figura 8 A). Observou-se ainda.206866**cd A Vitamina c (mg de ácido ascórbico/100g) 9. 2004).0.54 81 5. MEDINA. O cultivar Pacovan apresentou valor mínimo aos 10 dias na concentração aproximada de 15 g de CaC2 (Figura 8B). (Areia-PB. Doses superiores de CaC2 para ambos os cultivares resultaram em aceleração dos processos deteriorativos que levam à senescência. Figura 7.2809917**d ŷ = 80.

0112275**c + 0.87 A parência (1-9) 6. (2001) a aparência é um dos atributos avaliados pelo consumidor no momento de aquisição.074033**d2 -0.45 0 15 CaC 2 (g ) 4 Dias 2 0 0.64 6. brilho e apresentar manchas marrons sobre a casca. 109 . 2001) que descreve que os gases ativadores do amadurecimento possuem a função de promover e uniformizar o amadurecimento dos frutos.0.50 1. caracterizado pelo desenvolvimento da cor.0424479**d2 .0112159**cd ŷ = 8. (2004).728631 + 0.101176**d .106334NSc + 0. Os resultados deste trabalho permitem sugerir que o uso do carbureto de cálcio como indutor do amadurecimento das bananas avaliadas resultam em amadurecimento uniforme dos frutos.151003**d . caracterizando o início da senescência.0. após ser atingido o escore mais elevado na aparência geral. 2004).Com relação ao tratamento controle. na aceitação comercial dos frutos.90 B 9. ŷ = 8. o cultivar Nanica apresentou aparência superior ao longo do período de armazenamento.23 R2 = 0. Aparência de banana ‘Nanica’ (A) e ‘Pacovan’ (B) no estádio de maturação II (Fruto de cor verde com leves traços amarelos) em função da aplicação de concentrações de CaC2 por 12 horas e armazenadas a temperatura ambiente (25+ 2oC e UR 72 + 2%). proporcionando efeito positivo na aparência e conseqüentemente. Este resultado é semelhante ao obtido por (BOTREL et al.751839 .0. Para Vilas Boas et al...93 A parênc ia (1-9) R2 = 0. (Areia-PB. Observou-se neste experimento que a banana ‘Nanica’ possui maior vida útil póscolheita.0. os frutos começaram a perder a turgidez. Figura 8. Dados semelhantes são reportados por Pinedo et al.004857**c 2 + 0. ns: Significativo a 1% pelo teste F e Não significativo.72 4.29 0 7 CaC 4 Dias 2 0 30 45 10 8 6 2 ( g) 15 30 10 8 6 **.05 3.009443**cd A 9. Para todos os tratamentos. visto que sensibilizam diretamente os órgãos sensoriais.. como também é menos sensível ao etileno.

O cultivar Nanica apresentou maior vida útil pós-colheita. de acidez titulável. acelerando o amadurecimento e proporcionando efeito positivo na aparência dos frutos. • Doses elevadas de carbureto de cálcio. 110 . redução de pH e dos teores de ácido ascórbico. resultaram em antecipação da senescência durante o período de armazenamento. 30 g (Pacovan) e 45 g (Nanica). refletido no aumento dos teores de sólidos solúveis totais. CONCLUSÕES • O carbureto de cálcio resultou na antecipação do amadurecimento dos cultivares de banana.4. enquanto a ‘Pacovan’ foi mais sensível ao carbureto de cálcio.

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