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Índice
    1  1.1  1.2  1.3  1.4  1.5  Envolvente Externa e Desafios de Gestão ............................................................ 5  Austeridade e Políticas de cooperação .......................................................................  5  Mudanças geoestratégicas ..............................................................................................  7  Rio+20: Duas décadas de Políticas de Desenvolvimento Sustentável .......... 8  Estratégia Integrada (2011-2013) ............................................................................  11  Atividades desenvolvidas no âmbito de cada Plano de Operacionalização  14 

1.5.1  Plano de fomento da Membresia ................................................................................  15  1.5.2  Plano de Melhoria da Gestão Integrada  ...................................................................  17  1.5.3  Plano de Comunicação e Visibilidade ........................................................................  18  1.5.4  Plano de Gestão de Stakeholders e Relações Externas ..................................... 21  1.6  2  2.1  Nota final .............................................................................................................................  23  A Nossa Ação .................................................................................................................  25  A nossa ação nos Países em Desenvolvimento  ..................................................... 25 

2.1.1  Projetos de Ação Humanitária .....................................................................................  25  2.1.2  Beneficiários da Ação Humanitária da Oikos em 2011 ...................................... 29  2.2  Projetos de Desenvolvimento: “Vida Sustentável”  .............................................. 29  2.2.1  Beneficiários da Oikos – Vida Sustentável, 2012  ................................................. 45  2.2.2  Beneficiários da Oikos – Ação Humanitária e Vida Sustentável, 2012 ........ 46  2.3  3  4  4.1  Educação para a Cidadania Global  .............................................................................  48  Registos contabilísticos que refletem operações anteriores ........................ 64  Contas do Exercício de 2012 ...................................................................................  69  Balanço e Demonstração de Resultados ...........................................................................  69 
Balanço em 31 de dezembro 2012 e 2011 ........................................................................... 69  4.1.1  4.1.2  4.1.3  Demonstração de Resultados (2012/2011) ........................................................... 70  Demonstração das Alterações nos Fundos Patrimoniais no período de 2011 .. 71  Demonstração das Alterações nos Fundos Patrimoniais no período de 2012 .. 72 

2.3.1  Balanço da Educação para a Cidadania Global em 2012 .................................. 55 

4.2 

Demonstração dos Fluxos de Caixa (2012/2011) ............................................................ 73 

4.3  Anexo às Demonstrações Financeiras para o exercício findo em 31 de dezembro de 2012 ................................................................................................................................................ 74 

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1 Envolvente Externa e Desafios de Gestão
1.1 Austeridade e Políticas de cooperação
O ano de 2012 foi marcado pelo acentuar das políticas de austeridade, que tiveram consequências evidentes nas organizações de cooperação para o desenvolvimento, como a Oikos. Em consequência, a Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) registou nos últimos 2 anos um recuo considerável (0,27% sobre o RNB em 2012, contra os 0,29% em 2010 e 0,31% em 2011). Longe vão os compromissos assumidos em 2000 (Declaração do Milénio) e reafirmados em 2005 (Visão Estratégica da Cooperação para o Desenvolvimento) de atingir 0,7% sobre o RNB em 2015. Adicionalmente, e apesar de Portugal reiterar os compromissos com a qualidade da ajuda, Portugal tem vindo a perder consistência em indicadores básicos como a previsibilidade da ajuda, e a piorar acentuadamente em indicadores como a ligação da ajuda aos interesses económicos do país doador. Finalmente, a Secretaria de Estado da Cooperação para o Desenvolvimento demonstrou, ao longo de 2012, a ausência de interlocução política forte junto do Governo, o que levou a uma deterioração do diálogo com o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (SENEC) com a sociedade civil Portuguesa. O seu peso político na estrutura atual do Ministério dos Negócios Estrangeiros é muito menor, comparativamente com o que acontecia em governos anteriores, refletindo a dificuldade de equilíbrio político num governo de coligação e o facto da Cooperação se encontrar claramente num segundo plano face à prioridade dada à promoção da Língua Portuguesa e à Diplomacia Económica, assumida claramente pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros. O processo de fusão entre o Instituto Camões e o IPAD, que apenas se conclui em setembro de 2012, criou também claras entropias ao diálogo mais técnico com as ONGD sobre as alterações profundas que foram ocorrendo na arquitetura e procedimentos da Cooperação Portuguesa. A indefinição nos processos de abertura das duas linhas de 5   

Cofinanciamento públicas para projetos de ONGD e as alterações nos seus critérios de elegibilidade e respetivos envelopes financeiros trouxeram dificuldades acrescidas a muitas organizações, entre as quais a Oikos e, sobretudo, diminuindo a sua capacidade de alavancagem de fundos junto da União Europeia e de doadores internacionais. A juntar às dificuldades de financiamento e de invisibilidade das políticas de cooperação em Portugal, verificou-se também uma diminuição dos orçamentos de cooperação por parte de múltiplos países europeus, aumentando a concorrência entre as ONGD europeias pela captação de recursos da União Europeia (EuropeAid e da DG-ECHO). Este aumento exponencial da concorrência teve três impactos imediatos para a Oikos durante o exercício de 2012: (1) a morosidade dos processos de aprovação de projetos, relatórios e contas nas instâncias europeias. (2) A repartição dos fundos existentes por um cada vez maior número de ONGD e outros atores não estatais explica que o exercício de 2012 tenha sido um dos dois com proveitos mais baixos, dos últimos 12 anos, para financiar a atividade da Oikos. (3) O aumento dos custos de estrutura da Oikos, não cobertos pelo financiamento direto para a atividade, na medida em que é necessário um maior dispêndio de recursos humanos e financeiros na gestão do ciclo de vida dos projetos, desde a elaboração de propostas ao fecho administrativo dos dossiers. À diminuição de disponibilidade de fundos públicos não correspondeu um aumento de receitas privadas. Esmagada pelas políticas de austeridade, a classe média portuguesa tem vindo a empobrecer, impedindo os cidadãos de expressarem a sua solidariedade através de donativos, ou levando-os a priorizar a doação para organizações caritativas e de assistência social que atuam exclusivamente no nosso país. Com o acentuado nível de desemprego e baixa generalizada de rendimentos, verificou-se uma diminuição da procura interna, o aumento das falências de empresas e famílias, e o quase desaparecimento do mecenato empresarial, em particular no âmbito da cooperação. Deste modo, colocam-se três desafios principais à gestão da Oikos. O primeiro prende-se com (i) a necessidade de manter coesão e capacidade de influência pública por parte das ONGD; o segundo (ii) é 6   

determinado pela necessidade de melhorar a gestão da Oikos, em particular os níveis de produtividade e eficiência, por forma a fazer face ao aumento da carga administrativa e de instrução de candidaturas de projetos num ambiente cada vez mais concorrencial e em que a avaliação é determinada, cada vez mais, por critérios administrativos e não pelos resultados obtidos com o nosso trabalho. Tal desígnio deve ser efetuado sem perder qualidade na implementação das nossas atividades junto das populações pobres e vulneráveis com que trabalhamos, sob pena de desviar a organização da sua missão essencial. O terceiro (iii) desafio consiste na necessidade de rever o modelo de financiamento, não apenas através da diversificação de fontes de financiamento ao nível das subvenções mas, e num quadro de restrição económica dos cidadãos solidários e dos mecenas privados, através do recurso complementar a modelos de prestação de serviços. O primeiro desafio já começou a ser enfrentado, com uma aposta forte da Oikos no trabalho da Plataforma Portuguesa das ONGD, nomeadamente através da pertença à sua Direção, com o nosso diretor de desenvolvimento, Dr. Pedro Krupenski, a ser Presidente da Plataforma desde janeiro de 2012. Em 2013 este esforço será continuado, nomeadamente através de uma maior participação em outras redes da sociedade civil e no desenvolvimento de parcerias com atores que possam complementar o nosso perfil, como é o caso da Academia. O segundo e terceiro desafio terão de ser enfrentados já em 2013, ano que poderá ser decisivo, quer na melhoria da eficiência da nossa gestão, quer ao nível da diversificação do modelo de financiamento da nossa atividade.

1.2 Mudanças geoestratégicas
As novas dinâmicas políticas, com a perda progressiva de influência por parte da União Europeia e a ascensão dos chamados BRICAM (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e México), as economias emergentes e de rápido crescimento, demonstram uma profunda alteração geoestratégica com consequências no âmbito da cooperação para o desenvolvimento. Por
um lado, constitui um potencial de inovação no âmbito da cooperação ao desenvolvimento, com novos doadores internacionais; por outro lado, assistimos a uma nova era de “politização” ou ligação da APD aos interesses geoestratégicos, nada garantindo que a Ajuda seja orientada para a erradicação da pobreza.

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Em

paralelo

com

estas

mudanças

geoestratégicas

assistimos

a

um

aprofundamento das políticas de liberalização e desregulação dos mercados, reforçando o papel do setor privado como motor de desenvolvimento. Este fator constitui ele próprio uma ameaça e uma oportunidade. Uma ameaça, na medida em que tende a secundarizar-se o papel das políticas públicas, aumenta o risco de corrupção e de conquista de direitos que entram em conflito com os direitos das comunidades e da natureza (e.g. acaparamento de terras, exploração descontrolada de recursos naturais. Uma oportunidade, na medida em que um número crescente de empresas compreende a necessidade de incluir nos seus planos de investimento um trabalho de desenvolvimento social e de gestão ambiental. Neste sentido, a Oikos pode aproveitar a experiência adquirida criando parcerias e/ou prestando serviços. Ao fazê-lo, continuaremos a cumprir a nossa missão social e a diversificar o nosso modelo de financiamento.

1.3 Rio+20: Duas décadas de Políticas de Desenvolvimento Sustentável
A CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD) decorreu no Brasil de 20 a 22 de junho de 2012, por ocasião do 20º aniversário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), que se realizou no Rio de Janeiro em 1992, e do 10º aniversário da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (WSSD), realizada em Joanesburgo em 2002. A Oikos acompanhou as três conferências, quer em termos de preparação, quer em termos de presença e de seguimento. Em 1992, a Oikos fez-se representar pelo então Secretário-Geral, Fernandes (atual Agostinho diretor Jardim Gonçalves; participou em na 2002, João José de executivo) Conferência

Joanesburgo, como representante da Plataforma das ONGD, com apoio da Delegação Oficial Portuguesa. Em 2012, a Oikos fez-se representar pela associada Maria João Simas, Engª do Ambiente, que custeou a sua própria viagem e estadia no Brasil. A Conferência de 2012, pretendia alcançar um compromisso político renovado e adotar medidas concretas para o desenvolvimento sustentável, bem como avaliar o progresso feito desde 1992 e as lacunas que ainda existem na implementação dos resultados dos principais encontros sobre desenvolvimento emergentes. sustentável, além de abordar os novos desafios

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Os dois temas em foco na Conferência foram: (a) uma economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e (b) o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável. Subjacente à urgência e relevância do Rio+20 esteve a consciência de que, durante os últimos 20 anos, pouco se fez para mudar de forma efetiva os padrões de produção e consumo que poluem o planeta, destroem a biodiversidade e provocam alterações climáticas. Simultaneamente, vivemos num mundo de enorme desigualdade social, onde 20% da população mais rica usufrui de mais de 70% do rendimento e aqueles que conformam os 20% mais pobres recebem apenas 2% da renda global. Na maior parte dos países, incluindo Portugal, a classe média tende a diminuir e a empobrecer. Vivemos num mundo onde 50% das emissões de carbono são geradas por 13% da população. A biodiversidade e os serviços dos ecossistemas ganharam nos últimos 20 anos um crescente reconhecimento e apreciação mas não são valorizados economicamente e, como tal, não são protegidos. Entretanto, ao longo dos últimos anos, em particular na última década, os ideais e princípios da Cimeira do Rio (Eco 92) foram perdendo brilho, uma vez que a sua implementação, em grande parte, não ocorreu. A constatação desta realidade (in)sustentável deveria ser suficiente para que os líderes políticos, a sociedade civil organizada, os cidadãos e a comunicação social se empenhassem fervorosamente no sucesso da conferência do Rio+20. Porém, tal não aconteceu no nosso país. As explicações são simples, a justificação não existe. As explicações estão relacionadas com a tradicional apatia dos cidadãos e das instituições portuguesas em relação à política internacional e para com a cooperação para o desenvolvimento. Esta tendência acentuou-se nos últimos anos – desde 2008 – com a crise económica e com as medidas de austeridade em que o nosso país está mergulhado. Quando muitos dos nossos concidadãos têm o prato meio vazio, dificilmente têm paz de espírito para refletir sobre as inevitáveis consequências do esgotamento dos recursos naturais, da perda de

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biodiversidade, das alterações climáticas, da crise energética ou da inexistência de soberania alimentar do nosso país. O imediatismo é sempre um mau conselheiro, mas é o que fala mais alto. As organizações da sociedade civil (por exemplo as ONGD e as ONGA) sentem hoje mais dificuldades no agendamento político de causas globais do que em 1992 ou 2002. A explicação é simples: menos apoio efetivo por parte de uma classe média em empobrecimento e falta de respeito por parte dos governantes e do Estado. A falta de visibilidade do Rio+20 na comunicação social decorreu do alheamento dos cidadãos, da impotência das organizações da sociedade civil, da apropriação indevida por parte das grandes empresas em torno do discurso do desenvolvimento sustentável (greenwashing) e da ignorância – e “falta de mundo” – de uma boa parte dos nossos líderes políticos. Porém, se as explicações podem ser simples, a justificação para tal facto não é aceitável. Com efeito, “justificar”, significa “fazer justiça”. Ora, fazer justiça implica garantir a equidade intra e intergeracional. Ou seja, garantir maior igualdade a todos os cidadãos do nosso mundo, independentemente da sua geografia ou língua, e garantir o direito ao futuro (direito das gerações vindouras a um planeta que lhes garanta as mesmas ou melhores condições de sustentabilidade e de vida digna). Mesmo perante os constrangimentos já mencionados, a Oikos envolveu-se na promoção de duas iniciativas de grande relevância: (i) uma campanha e petição a nível mundial para a criação de “Provedores de Justiça para as Gerações Futuras”; (ii) elaboração de um documento de contributo para a Declaração final da Cimeira, com foco na segurança alimentar e sustentabilidade. Os Provedores de Justiça para as Gerações Futuras, a estabelecer à escala local, nacional e internacional, são figuras independentes dos Governos, com poderes de monitorização das decisões tomadas pelos Órgãos Executivos, de modo a avaliar o seu potencial impacto nas gerações futuras. O Provedor de Justiça constitui uma ferramenta importante que permite aos cidadãos acesso direto ao âmago dos processos de decisão, melhorando grandemente a legitimidade dos governos. Deste modo, podemos contribuir 10   

para uma maior transparência e visibilidade da justiça intergeracional e do desenvolvimento sustentável. A campanha realizada em conjunto com a Terre des Hommes e a The World Future Council, promoveu uma petição para a criação de um provedor de Justiça que desse voz aos interesses e direitos das gerações futuras. Infelizmente, apesar da nossa proposta ter sido debatida, não houve consenso suficiente para a criação da figura do “Provedor de Justiça das Gerações Futuras”, sobretudo tendo em consideração os receios sobre o financiamento e atribuições concretas desta instituição. Ainda assim, foi dado um passo significativo neste debate. Além disso, o documento final da Conferência, intitulado “The Future We Want”, inclui um convite ao Secretário-geral das Nações Unidas para coordenar a elaboração de um relatório que clarifique a relação entre justiça intergeracional e desenvolvimento sustentável. Neste sentido, durante o ano de 2013, continuaremos a pressionar as Nações Unidas e decisores políticos para a relevância da justiça intergeracional e de um provedor de justiça das gerações vindouras. A relevância da segurança alimentar e da agricultura sustentável, outra das agendas da Oikos para a Cimeira do Rio+20, foi reconhecida e valorizada no documento final. Contudo, e para garantir a suja adequada inclusão nos próximos objetivos de desenvolvimento, no pós-2015, a Oikos continuará empenhada na sensibilização, influência pública e ação direta na promoção deste tema. Para tal, contamos com a ação conjunta no âmbito da Realimentar - Rede pela Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, fundada em abril de 2012, e de que a Oikos é membro fundador (www.realimentar.org). O projeto de educação para a cidadania global, “Time to Seed” e a respetiva campanha de sensibilização “Food We Want” (www.foodwewant.org), são também preciosos instrumentos ao serviço desta agenda.

1.4 Estratégia Integrada (2011-2013)
Para concretizar a nossa missão social, neste quadro de austeridade, volatilidade e mudança geoestratégica, em 2011, a Oikos tomou algumas decisões estratégicas, a mais profunda das quais está relacionada com uma

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clara abertura da Organização ao membership1 de cidadãos(as) e coletivos da sociedade civil.2 A estratégia da Oikos, para o fortalecimento da sua estrutura operativa, para o período de 2011-2013, assenta na procura integrada de concretização de cinco objetivos estratégicos: Maior impacto e eficácia junto dos destinatários da sua ação; Maior visibilidade, mais acessos e apoios; Mais recursos, mais independência e maior sustentabilidade. Como pano de fundo desta nova abordagem estratégica, está a conversão da Oikos numa associação assente em “membership”. Apesar de ser uma associação, a Oikos teve sempre uma política relativamente restritiva, e por convite, na adesão de sócios à organização. Esta abordagem permitirá uma maior proatividade e abertura da Oikos à sociedade, capaz de transformá-la numa verdadeira expressão da cidadania solidária portuguesa. A Oikos terá tanto mais impacto e eficácia junto dos destinatários da sua ação quanto maior for a sua visibilidade e quanto mais canais de acesso tiver, o que se tornará possível com mais recursos (que também

                                                            
 Usa‐se a expressão em Inglês por falta de equivalente em Português. Queremos com isto referir que a Oikos deverá, como  associação  de  direito  privado  civil  que  é,  ser  composta  por  membros  associados  (individuais  e  coletivos)  com  diferentes  graus  de  envolvimento que poderá ir desde o simples pagamento de uma quota anual, à participação ativa na vida da Oikos.  2   Esta  decisão  ficou  plasmada  na  Assembleia‐Geral  de  12  de  dezembro  de  2012,  com  a  aprovação  de  novos  estatutos  para  a  associação e de uma revisão da estratégia da Oikos, ao nível da estrutura.  
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contribuirão para maior impacto) e apoios e que ajudará a conseguir uma maior independência nas escolhas e na ação, garantindo a sustentabilidade.

Planos de Operacionalização
Para execução desta estratégia de 3 anos (2011-2013), a Oikos dispôs-se, em 2012, a implementar 4 planos operacionais, a saber: Tabela 1: Planos de Operacionalização da Estratégia Integrada (Estrutura)
Designação do Plano Operacional Objetivos de Melhoria

Plano de Fomento da Membresia (Membership)

A construção da independência face ao financiamento público, aumentando a liberdade na escolha estratégica sobre o que a Oikos quer e sabe fazer. A inclusão na cultura de trabalho da Oikos o envolvimento ativo dos membros associados de acordo com o seu grau de interesse.

Plano de Melhoria da Gestão Integrada

 

Dotar a Oikos de instrumentos e ferramentas de gestão que permitam uma ótima realização dos seus fins. Dotar a Oikos de mecanismos de avaliação de impacto com vista a instruir as decisões de gestão. Dotar a Oikos de hábitos de trabalho em equipa que favoreçam a integração dos resultados dos diferentes setores uns nos outros.

Plano de Comunicação e Visibilidade

   

Conferir mais visibilidade à Oikos enquanto instituição e marca. Conferir mais visibilidade à ação da Oikos. Colocar a Oikos na posição de fonte privilegiada nas áreas em que trabalha. Desenvolver uma “identidade corporativa” mais forte entre os colaboradores da Oikos.

Plano de Gestão de Stakeholders e Relações Externas

Identificar e construir ou solidificar as relações externas da Oikos com vista à otimização de meios e maximização de resultados face as escolhas estratégicas da Oikos.

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1.5 Atividades desenvolvidas no âmbito de cada Plano de Operacionalização
Tabela 2: Atividades desenvolvidas no âmbito de cada Plano de Operacionalização da Estratégia Integrada

Designação do Plano Operacional

Atividades Desenvolvidas

Plano de Fomento da Membresia (Membership)

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Criação do Salesforce Desenvolvimento e adaptação do Website Limpeza, segmentação e gestão da Base de Dados Abordagem segmentada (MCS, doadores, leads, Pessoas Coletivas, etc.) Definição de novos workflows Desenvolvimento de Comunicação e campanhas como forma de captação Construção de vantagens comerciais para Associados

Plano de Melhoria da Gestão Integrada

     

Criação de novos workflows Promoção de novos hábitos de trabalho Realização de reuniões periódicas de partilha e programação Promoção da partilha interna de informação Construção de novos modelos de atuação Criação de Taskforce para implementação de novos modelos de atuação

Plano de Comunicação e Visibilidade

  

Reforço de relação com os media Campanhas Outras

Plano de Gestão de Stakeholders e Relações Externas

 

    

Relatório Anual e debate pós-2015 com “Social Watch” Influência das políticas nacional e europeia de cooperação através da Plataforma Portuguesa das ONGD e da CONCORD Promoção da não especulação alimentar com “Friends of the Earth” Lançamento da Realimentar Promoção da transparência com a “Publish What you Fund” Campanha para Rio + 20 com “terre des hommes” e “World Future Council” Campanha contra a entrada da Guiné Equatorial na CPLP

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1.5.1 Plano de fomento da Membresia  Criação do Salesforce A Oikos considerou vital implementar um sistema de CRM (Customer Relationship Management) como ferramenta de gestão integrada dos seus stakeholders. A ferramenta escolhida foi o Salesforce, que nos permitiu integrar todas as nossas bases de dados com registos do website e donativos. Através da criação e manutenção de um historial da relação com os nossos contactos conseguiremos assegurar não só uma comunicação mais direcionada e atempada como também uma base sólida de gestão para angariação de associados e fundos com foco no “cliente”. Pretende-se que todos os contactos da Organização passem a ser geridos de forma una, inteligente e inter-relacionada.  Desenvolvimento e adaptação do Website

O website institucional da Oikos foi desenvolvido e adaptado em função das novas necessidades de captação de associados e fundos. A linguagem e imagética utilizada foram simplificadas e tornaram-se mais apelativas de modo a suscitar o interesse dos visitantes e assim promover a sua adesão às várias propostas: tornar-se associado, doar, comprar, colaborar voluntariamente, etc. A Oikos tem um website reformulado, mais intuitivo do ponto de vista de utilização, mais dinâmico, com novas funcionalidades e interação com redes sociais. Esta foi uma importante conquista no que respeita à comunicação da Oikos, que tem agora ao dispor não só uma ferramenta preferencial de divulgação da sua atividade mais organizada e completa, como também possibilidades diversas de participação e interação com o público em geral, seja através de donativos on-line, registo de Associados, apoiar um projeto, loja eletrónica, agenda, área de recrutamento, entre outros. A Oikos teve mais de 25 mil visitantes desde o lançamento do website até final do ano 2012.  Limpeza, segmentação e gestão da Base de Dados Para a sua integração no Salesforce, foi necessária a sua atualização, a eliminação de duplicações e redundâncias e a sua segmentação por 15   

categorias.

Esta

segmentação

não

apenas

permite

a

abordagem

diferenciada dos diferentes contactos como também permite uma relação mais personalizada com cada um dos contactos de modo a ir ao encontro dos seus interesses específicos e expectativas e assim fidelizá-los às ofertas da Oikos. Está sendo feita uma segmentação cada vez mais fina.  Abordagem segmentada (MCS, doadores, leads, Pessoas Coletivas, etc.) Foram definidas as mensagens, os apelos e os meios através dos quais a Oikos se dirige a cada um dos segmentos para apelar a um maior envolvimento e assim aumentar em quantidade e qualidade a membresia e os fundos angariados. Foram estabelecidos e implementados vários planos de comunicação. Os resultados têm sido um pouco aquém do desejado pois a abordagem coincidiu com o pico das politicas de austeridade que todos afetam e com a tomada de consciência por todos os que podem/querem ajudar que, a ter que fazer escolhas, a pobreza existente em Portugal é prioritária face à pobreza noutros países.  Definição de novos workflows A estratégia de angariação de membros e de fundos gerou a necessidade de atribuir funções específicas a alguns colaboradores da Oikos. Para tanto foram feitos novos fluxos de trabalho sequenciados desde a interação de qualquer interessado com o website a sua fidelização como membro.  Desenvolvimento de Comunicação e campanhas como forma de captação Com vista a captar interesses diversos e mais específicos face à

complexidade da realidade Oikos, uma das principais opções para a captação de interesses foi a de procurar a mobilização através de campanhas temáticas. Abaixo, no item da comunicação, referir-se-ão as principais levadas a cabo em 2012.  Construção de vantagens comerciais para Associados Com vista a conferir aos associados da Oikos outras vantagens além das estatutárias (possibilidade de eleger e ser eleito para os órgãos socais, possibilidade de contribuir para a definição do rumo da Oikos, entre outros) foram identificadas um conjunto de entidades a contactar para a construção de parcerias através das quais os Associados da Oikos, pelo simples facto

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de o serem, podem gozar de determinados benefícios (descontos e outros) na compra de determinados bens e serviços. Depois de feita essa identificação, começou a ser feita a abordagem e já forma obtidos alguns resultados, sobretudo entre hotéis e parques temáticos.

1.5.2 Plano de Melhoria da Gestão Integrada  Criação de novos workflows A estratégia de angariação de membros e de fundos gerou a necessidade de atribuir funções específicas a alguns colaboradores da Oikos. Para tanto foram feitos novos fluxos de trabalho sequenciados desde a interação de qualquer interessado com o website a sua fidelização como membro.  Promoção de novos hábitos de trabalho Apesar da criação destes novos workflows para alguns colaboradores da Oikos, todos os colaboradores da Oikos devem, no âmbito do seu trabalho ter a preocupação constante de contribuir para angariação de membros e fundos. Não tendo a Oikos um departamento específico para angariação de membros e fundos, este esforço tem estado centrado no departamento de comunicação. Não é, porém, suficiente. Assim, temos procurado consciencializar todos para a necessidade de todos adotarem uma postura mais comercial e promocional da Oikos como Associação.  Realização de reuniões periódicas de partilha e programação Com vista à implementação de uma abordagem integrada à realidade, a Oikos promoveu realização de reuniões mensal gerais de todos os colaboradores, de reuniões semanais da equipa executiva e de cada um dos membros desta equipa com os colaboradores a si adstritos. Estas reuniões têm servido para partilha de informação e de esforços e para programação conjunta das ações.  Promoção da partilha interna de informação Tem sido só feita através das reuniões acima referidas mas também através de meios digitais internos.  Construção de novos modelos de atuação

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Estava prevista na estratégia integrada, mas para uma fase posterior, a criação de modelos de atuação alternativos aos tradicionais na Oikos. As reduções de financiamento quer a nível nacional quer a nível europeu, associados aos fracos resultados de angariação de membros e fundos, tornaram necessária a antecipação da decisão de serem criados modelos de atuação que gerem receitas: prestação de serviços e parcerias com entidades diferentes das habituais (empresas e universidades).  Criação de Taskforce para implementação de novos modelos de atuação Na Assembleia Geral de 2012 foi a aprovada, entre outras, a criação de uma task-force para implementação dos novos modelos de atuação. Vários potenciais parceiros foram identificados e teve início a abordagem de alguns deles com vista à construção de efetivas parcerias e prestação de serviços.

1.5.3 Plano de Comunicação e Visibilidade

Reforço de relação com os Media

Era intenção para 2012 a criação de mais oportunidades de contacto com os media, nomeadamente produzindo mais informação na área de Advocacy com interesse jornalístico. O número de comunicados de imprensa aumentou quase o dobro (em média 2 por mês), apesar da presença mediática da Oikos ter diminuído 33% (devido em grande parte a não ter havido nenhuma campanha de emergência em 2012). Acompanhando as temáticas da agenda internacional do setor a Oikos procurou assumir posições e mobilizar a Sociedade Civil Portuguesa para a sua defesa. Um bom exemplo disso são as comunicações efetuadas antes e no âmbito da Cimeira do Rio + 20: http://www.oikos.pt/pt/noticias/item/1271-oikosapela-tragam-o-futuro-de-volta-ao-texto-do-rio%2020

  

As Campanhas: 18 

Petição internacional "Right to the Future" A Oikos lançou, no Dia Internacional da Justiça Social, a 20 de fevereiro de 2012, em conjunto com a “terre des hommes” e a “The World Future Council”, uma petição para a criação na Cimeira Rio + 20 da figura de um Provedor de Justiça para proteção dos interesses e direitos das gerações futuras. Para a petição on-line foi criado um micro-site a cargo da Oikos, em 5 línguas, que esteve disponível para recolha de assinaturas até a Cimeira Rio+20, a 22 de junho. Esta petição teve destaque na televisão (Programa Sociedade Civil) e presença mediática relevante, com cerca de duas dúzias de artigos.

Campanha Right to Water A campanha “Right to Water" é a primeira Iniciativa de Cidadãos Europeus (ICE), e pretende que a União Europeia garanta o direito à água e ao saneamento a todos os seus cidadãos e promova esse direito em outras partes do mundo. A Oikos aderiu desde início a esta iniciativa como entidade divulgadora em Portugal e tem dinamizado a campanha e angariação de assinaturas em Portugal. "10 cêntimos é o custo para um mundo mais justo!" Este foi o mote da campanha da Oikos, elaborada em parceria com a agência WOP, por altura de Natal/final de ano. O objetivo foi o de angariar associados e fundos de apoio à sua ação na área da ajuda alimentar, apoio à reconstrução, desenvolvimento rural e acesso à água potável junto das populações em Portugal, África e América Latina. Foi construído um microsite para o efeito e conseguida presença na imprensa com 18 anúncios publicitários. Petição internacional contra a adesão da Guiné Equatorial à CPLP Um movimento cívico que a Oikos idealizou, fundou e dinamizou, agrupando Organizações Não Governamentais de vários países lusófonos, foi lançado a 12 de junho de 2012 através de uma campanha (www.movimentocplp.org) contra a adesão da Guiné Equatorial à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Aproximava-se a cimeira da CPLP, marcada para julho,

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em que seria votada a entrada da Guiné Equatorial como membro de pleno direito. Este movimento visava assim lembrar que a Guiné Equatorial é uma das mais brutais ditaduras africanas e que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa deve impor critérios rigorosos de liberalização política, boas práticas democráticas e respeito pelos Direitos Humanos a todos os países candidatos. Em julho, na Cimeira, optou-se pela não adesão da Guiné Equatorial como membro de pleno direito da CPLP, sujeitando este país a melhorias até próxima avaliação em 2014. Petição internacional pelo fim da “Especulação Alimentar” no Mercado Europeu Em várias cartas enviadas aos deputados portugueses do Parlamento europeu, a Oikos e outras organizações por nós envolvidas, apelou para que o interesse público não fosse posto em causa pelo interesse do setor financeiro, na oportunidade latente de revisão da Diretiva "Markets in Financial Instruments (MiFID)", que regula o mercado financeiro e os seus instrumentos, a nível europeu. Para além do envio das cartas, a Oikos subscreveu e divulgou em Portugal para subscrição uma petição internacional relacionada com o tema.

Outros:

Lançamento do jogo ”Energy for Life” e Associativismo A apresentação pública do jogo de computador “Energy for Life” - software educativo gratuito sobre ambiente e desenvolvimento sustentável desenvolvido em Portugal pela Oikos e pela Inovaworks, foi um importante momento de divulgação do trabalho da Oikos no âmbito da cidadania global. Aconteceu no Fórum Telecom, em Lisboa, com a presença de cerca de uma centena de pessoas. Coincidiu com o lançamento de uma nova política de angariação de membros para a Oikos, através do Associativismo. Todos os presentes receberam informação detalhada para esta nova possibilidade.

20   

Artistas Solidários 2012 Pelo 4º ano consecutivo a Oikos organiza a Exposição Artistas Solidários. No Átrium do "Novotel Lisboa", estiveram em exposição mais de 50 obras de cerca de trinta "Artistas Solidários" que aceitaram colaborar com a Oikos, numa ação de angariação de fundos para os seus projetos humanitários e de cooperação. Oikos marca presença no Fest 2012 A Oikos dinamizou o Festival Internacional de Cinema Jovem de Espinho com uma pequena sessão da mostra de filmes produzidos no âmbito do Projeto "Cinema Documental ODM", realizada no Centro Multimeios de Espinho. Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza No dia 17 de outubro comemora-se o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza. Esta data representa igualmente uma excelente oportunidade para sensibilizar todos os cidadãos e cidadãs para a dura realidade da pobreza extrema. A Oikos uma vez mais não fica indiferente a esta data e lançou em Portugal o manifesto "A luta contra a pobreza não deve ser uma obrigação moral, mas uma obrigação legal".

1.5.4 Plano de Gestão de Stakeholders e Relações Externas
 Relatório Anual e debate pós-2015 com “Social Watch”

A Oikos participou, novamente em 2012, no Relatório Anual da Social Watch tendo incidido sobre as consequências sociais das políticas de austeridade em Portugal e sobre os retrocessos nas políticas e compromissos de cooperação para o desenvolvimento de Portugal. Tem também acompanhado e contribuído ativamente para a construção da posição do Social Watch face aos sucessores dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio.
 Influência das políticas públicas, nacionais e europeias. No âmbito da cooperação, através da Plataforma Portuguesa das ONGD e da CONCORD

Face

aos

enormes

retrocessos

e

vicissitudes

nas

políticas

e

no

financiamento à cooperação quer nacional, quer europeia, a Oikos, na Presidência da Plataforma Portuguesa das ONGD, esteve na linha da frente 21   

do debate e na construção de propostas alternativas a dirigir aos decisores políticos nacionais e europeus.
 Promoção da não especulação alimentar com “Friends of the Earth”

Como referido acima, aproveitado a revisão da Diretiva Europeia "Markets in Financial Instruments (MiFID)", que regula o mercado financeiro e os seus instrumentos a nível europeu, a Oikos mobilizou-se, juntamente com outras organizações europeias coordenada pela “Friends of the Earth”, para obstar à especulação desregulada dos derivativos associados às commodities, entre os quais bens alimentares básicos.
 Lançamento da Realimentar

Foi lançada publicamente, no Dia Internacional da Luta Camponesa, a 17 de abril 2012, a REALIMENTAR - Rede Portuguesa para a Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. A REALIMENTAR é uma Rede da Sociedade Civil, que a Oikos integra e é membro fundador, que tem por objetivo principal influenciar os processos de formulação e tomada de decisão sobre políticas públicas, nacionais e internacionais, que digam respeito à Soberania e Segurança Alimentar.
 Promoção da transparência com a “Publish What you Fund”

Mais uma vez a Oikos colaborou com a “Publish What you Fund” na compilação de dados sobre a transparência ou falta dela no que diz respeito à origem e destino dos fundos públicos despendidos designadamente na cooperação para o desenvolvimento.
 Campanha para Rio + 20 com “terre des hommes” e “World Future Forum”

No âmbito do trabalho de preparação e influência da Cimeira Rio + 20, a Oikos, através do Social Watch identificou dois parceiros (“terre des hommes” e “World Future Forum”) para criar uma petição com a finalidade de angariação de assinaturas para a criação da figura do provedor de justiça para as gerações futuras. Tal figura deveria constar da declaração final da Cimeira Rio + 20. Não foi criada a figura mas foi assumido o compromisso pelo Secretário-geral da ONU de apresentar na próxima Assembleia-geral um documento sobre a sua necessidade, viabilidade e custos.

22   

 Campanha contra a entrada da Guiné Equatorial na CPLP

Já referida acima no item da comunicação, aqui importa mencionar novamente agora com enfoque no conjunto de organizações que a Oikos envolveu. Foram elas: A ABONG – Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, a ACEP – Associação para a Cooperação entre os Povos, o CEMO – Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais, o CIDAC - Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral, o EGJustice - Toward a Just Equatorial Guinea, a FONG – STP - Federação das ONG em São Tomé e Príncipe, a FONGTIL – Fórum das ONG de Timor-Leste, a JOINT – Liga de ONG em Moçambique, a Maka Angola , a OMUNGA, a Plataforma de ONG de Cabo Verde, a Plataforma Portuguesa das ONGD, o SOS Habitat – Ação Solidária (Angola) e a TIAC – Transparência e Integridade, Associação Cívica (Portugal).

1.6

Nota final

As informações constantes deste relatório não esgotam todos os esforços que foram empenhados no cumprimento dos objetivos estratégicos acima elencados. Está ainda a meio do seu tempo de vida e, apesar do pouco tempo passado, os fatores externos que o influenciam e que eram consideravelmente imprevisíveis, têm evoluído a um ritmo elevado, levando que tenham que ser feitos constantes reajustes e redefinições de prioridades face aos recursos (humanos, financeiros e físicos) que são escassos. Grande parte destas atividades foi levada a cabo sem qualquer custo adicional, se excetuarmos os custos de recursos humanos afetos à implementação da estratégia.

23   

24   

2 A Nossa Ação
3

A atividade da Oikos encontra-se estruturada em continuum nas áreas da emergência/ação humanitária, desenvolvimento/vida sustentável e mobilização/cidadania global. As duas primeiras áreas abrangem o nosso trabalho nos países em desenvolvimento, a mobilização/cidadania global é a atividade central da Oikos em Portugal.

2.1 A nossa ação nos Países em Desenvolvimento
2.1.1 Projetos de Ação Humanitária

Os dois pilares fundamentais da ação humanitária são a assistência e a proteção. De uma forma geral, toda a ação humanitária contribui para assistir e proteger as pessoas mais vulneráveis perante uma situação de emergência, verificada ou potencial. De acordo com o referencial do Sphere Project: Humanitarian Charter and Minimum Standards in Disaster Response, emergência pode ser definida como “uma situação em que os meios normais de suporte a vida com dignidade falharam, em resultado de uma catástrofe natural ou provocada pelo Homem”. Uma emergência é sempre uma situação extraordinária, presente ou iminente, na qual existem ameaças sérias e imediatas à vida humana e/ou aos meios de vida sustentáveis que fornecem o suporte a uma existência digna. Contudo, nem sempre é evidente o que constitui uma situação de emergência, nem todos os terramotos ou furacões resultam numa destruição dos meios de subsistência ou da própria vida humana. O mesmo 25   

fenómeno pode causar impactos muito diferenciados sobre as vidas humanas e os meios de subsistência, devido aos distintos graus de vulnerabilidade ambiental, social e económica das populações atingidas. Deste modo, a questão que se coloca à Oikos e a de determinar em que situações desencadear uma ação humanitária. Os critérios que habitualmente seguimos no processo de decisão são: O nível de necessidades, avaliadas segundo referenciais técnicos; O espaço humanitário, cobertura das necessidades por parte de outras entidades; A existência ou não de um apelo internacional ou de um pedido das autoridades locais competentes à assistência internacional; A nossa capacidade de intervenção tendo em consideração: o conhecimento do terreno e dos setores de intervenção prioritários, a existência de recursos financeiros acessíveis, a capacidade operacional própria e/ou através de parceiros locais e internacionais, o acesso às populações mais necessitadas e, finalmente, critérios de segurança para equipas e meios da Oikos. A nossa opção de resposta em termos de ação humanitária encontra-se, prioritariamente, orientada para as comunidades das regiões e países com as quais já trabalhamos, permitindo assim, através do conhecimento adquirido e já partilhado, uma maior rapidez no diagnóstico, eficiência na resposta e consistência no impacto da intervenção. Para além da resposta às situações e de crise de humanitária, a Oikos tem vindo a apostar são a progressivamente na preparação e prevenção de catástrofes, sobretudo em zonas países grande vulnerabilidade ambiental, como generalidade dos países em que atuamos. Seguidamente apresentamos uma descrição sucinta dos projetos de ação humanitária em curso durante o ano de 2012.

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 Segurança alimentar na área costeira da Ilha de Moçambique, Distritos de Mossuril e Mongicual
Código projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros 3B29/ 0322030 Ação Humanitária Líder Governos Distritais, FAO (Food and Agriculture Organização), INGC – Instituto Nacional de Gestão de Calamidades; Serviços Distritais de Atividades Económicas (Agricultura) e Infraestrutura (Água e Saneamento); Associação Luarte – Arte, Cidadania e Transformação Social, IIAM (Instituto de Investigação Agronómica de Moçambique) outras organizações envolvidas em projetos financiados no âmbito do Programa DIPECHO na região. Distrito de Mossuril e Mongicual na área costeira da Ilha de Moçambique. Outubro 2010 Dezembro 2011

Local Data início Data fim

Objetivos

Objetivo Global: Mitigar o impacto dos desastres naturais, através da melhoria da segurança alimentar nos distritos da Ilha de Moçambique, Mossuril e Mogincual. Objetivo Específico: Reduzir a exposição da produção de alimentos aos riscos ambientais e melhorar a capacidade de recuperação dos agricultores no que toca aos alimentos disponíveis em caso de desastre natural, nos distritos da Ilha de Moçambique, Mossuril e Mogincual.

Financiamento

Orçamento total: 398.936 €

27   

 UN-Habitat - Desenvolvimento de modelos representativos de resistência a ciclones nos Distritos de Angoche, Mogincual, Provincia de Nampula, Moçambique
Código projeto Área ação Papel da Oikos Parceiros Local Data início Data fim 3B30/0322031 Ação Humanitária Líder UN - Habitat Distritos de Angoche, Mogincual, Província de Nampula. Dezembro 2010 Dezembro 2011

Objetivos Identificar e testar intervenções inovadoras de pequena escala de mitigação de ciclones através da abordagem participativa e do reforço das capacidades locais em áreas-piloto vulneráveis dos distritos de Mongicual e Angoche, na Provincia de Nampula, disseminando a iniciativa e preparando as condições para futuras réplicas. Orçamento 143.022 €

 “A 'comunidade-modelo' - Consolidação de soluções de base comunitária para a redução do risco de desastres nos distritos da Ilha de Moçambique e de Mossuril, Moçambique”
Código projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros Local Data início Data fim 3B32 Ação Humanitária Líder
INGC - Instituto Nacional de Gestão de Calamidades; Associação Luarte - Arte, Cidadania e Transformação Social. Distritos da Ilha de Moçambique e de Mossuril.

15 maio 2012 Novembro 2013

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Objetivos

Objetivo Global: Minimização do impacto dos desastres naturais nas comunidades da região costeira de Nampula que afetam os seus esforços de desenvolvimento. Objetivo Específico: Reforçar e consolidar a resiliência, preparação e capacidade de resposta a desastres naturais, a nível da comunidade local, através de uma abordagem “comunidade-modelo”.

Financiamento

Orçamento total: 391.444.00 €

2.1.2 Beneficiários da Ação Humanitária da Oikos em 2011

No ano de 2012, a Oikos apenas executou projetos de ação humanitária em Moçambique. Para efeitos de consolidação contabilística foram considerados três projetos naquele país, dois dos quais (3B29 e 3B30) terminaram as operações de terreno em dezembro de 2011. Para efeitos de contabilização do número de beneficiários considerámos apenas o projeto 3B32, cuja operação decorre desde maio de 2012. Neste sentido podemos afirmar que a Oikos beneficiou em 2012, no âmbito da ação humanitária, 30.482 pessoas, equivalendo a 6.096 famílias. Em termos de fase de intervenção do continnuum Oikos, estes beneficiários enquadram-se na fase de “Prevenção e Preparação de Catástrofes”, setor de atividade “Redução do Risco de Catástrofes”.

2.2

Projetos de Desenvolvimento: “Vida Sustentável”

“…A

pobreza e

pode

ser

definida

como por e

uma uma poder

condição persistente

humana, crónica

caracterizada privação dos segurança

recursos,

capacidades,

escolhas,

necessários para desfrutar de um adequado padrão de vida e de outros direitos civis, culturais, económicos, políticos e sociais.”3
3

implementation of the International Convenant on Economic, Social and Cultural Rights: Poverty and the International Convenant on Economic, Social and Cultural Rights”, Document E/C.12/2001/10. Disponível em www.unhchr.ch.  

                                                              Committee on Economic, Social and Cultural Rights (2001). “Substantive issues arising in the

29   

Desde a sua fundação, a Oikos entende a pobreza como uma realidade complexa. Trata-se de um fenómeno multidimensional que necessita de ser abordado de forma integrada e holística. A pobreza deve ser entendida como um síndroma situacional que envolve um consumo insuficiente, má nutrição, habitação precária, baixos níveis de educação, falta de acesso a água potável e condições sanitárias abaixo dos padrões mínimos, instabilidade ou falta de inserção nas estruturas produtivas, incapacidade de participação e ausência de mecanismos de integração social e, por vezes, exclusão derivada da intolerância da sociedade perante a adesão a um conjunto de valores que são diferentes da maioria. Se a pobreza é definida como falta de qualidade de vida ou carência de recursos que garantam uma qualidade de vida adequada, “temos de considerar dimensões como a disponibilidade de tempo livre, segurança pessoal, proteção contra a violência pública ou familiar, proteção face às catástrofes naturais e equidade de género.”4 Ou seja, implicando “outras dimensões imateriais e a existência de capacidades pessoais para evitar a exclusão, tais como a capacidade de pensamento analítico, a habilidade para processar informação e as competências de comunicação e de gestão, que possibilitam a plena participação num mundo globalizado, em especial a adaptação às novas modalidades de trabalho e produção.”5 Assim, a pobreza é, simultaneamente, causa e efeito da vulnerabilidade. Assistir as comunidades locais na gestão e redução dos fatores de risco social, ambiental e económico é condição indispensável para a promoção de uma vida sustentável e digna. Os fatores de vulnerabilidade mais frequentes nas comunidades em que trabalhamos podem tipificar-se em três grupos principais: físicos e ambientais – recursos naturais degradados, falta de direitos no acesso a recursos como água e terra, eventos climáticos como secas, furacões e inundações;                                                              4  Economic Commission for Latin America and the Caribbean (ECLAC) – 2003. Documento sobre la pobreza para la III Conferencia Regional de Seguimiento de la Cumbre de Desarrollo Social. 
5

 Social Watch Report, 2006. 

30   

-

económicos e de mercado – carência de fontes de rendimento e degradação dos ativos, injustiça no comércio e falta de um quadro regulatório que proteja as populações mais pobres, falta de infraestruturas, vias de comunicação e meios de transporte;

-

saúde, políticos e sociais – falta de acesso a água potável e saneamento tuberculose, profissionais, básico; falta incidência má acesso de de a doenças educação; como a malária, e VIH/Sida, nutrição; reduzidas habilidades

discriminação

desigualdade por motivos de género, étnicos, religiosos, políticos, de debilidades ou de deficiências. A intervenção da Oikos tem como objetivo auxiliar as comunidades locais na gestão e redução destes fatores de risco, em quatro momentos essenciais a um processo de desenvolvimento sustentável: disponibilidade – criar os procedimentos necessários para que os beneficiários obtenham nas suas comunidades os bens e os recursos, em quantidade suficiente, para satisfazerem as suas necessidades básicas de forma permanente e sustentável; acessibilidade – facultar os procedimentos necessários para que os beneficiários obtenham, com equidade, os bens e os recursos disponíveis nas suas comunidades; utilização – promover os procedimentos necessários para que os beneficiários utilizem, de forma segura, efetiva e eficiente os bens e os recursos disponíveis nas suas comunidades; empowerment – implementar procedimentos de qualificação e organização que permitam aos beneficiários exercerem a liderança no seu próprio processo de desenvolvimento e o exercício dos seus direitos. Através de uma abordagem baseada nos direitos económicos, ambientais, sociais e culturais (DESC), promovemos a vida sustentável, ou seja, a equidade social, económica, cultural e de género, como condições vitais para a afirmação dos direitos humanos das pessoas e comunidades que vivem em situação de pobreza e de vulnerabilidade.

31   

Em grande medida, o papel da Oikos nos projetos de vida sustentável é o de facilitar processos de transformação social, em corresponsabilização com os vários atores envolvidos (organizações de base, ONG parceiras, setor público e setor privado), que possibilitem empoderar (empowerment) indivíduos e organizações locais, permitindo-lhes exercer a liderança no seu próprio processo de desenvolvimento. Seguidamente apresentamos os principais projetos de “vida sustentável” em curso no ano de 2012.

 Produção e Comercialização de Culturas de Rendimento (Gergelim e Feijão Bóer) entre pequenos produtores do Niassa
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros 3B24/0323035 Vida Sustentável Líder União Distrital de Camponeses de Mandimba e seus associados: União de Camponeses de Mitande; UC de Lissiete; UC de Issa; UC de Mandimba-Sede. CLUSA Distrito de Mandimba na província Niassa Dezembro 2008 Maio 2012 Objetivo Global: Aumentar o papel de grupos de produtores de pequena porte como dinamizadores da economia local e regional.

Local Data início Data fim Objetivos

32   

Objetivo Específico: Aumentar o rendimento de produtores através da adoção de práticas produtivas e empreendedoras para responder às demandas locais e regionais do mercado para cadeias de valor de gergelim e feijão boer.

Financiamento

Orçamento total: 508.690 EUR

 Programa de Promoção de Mercados Rurais (PROMER)
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros 3B31/ 0323059 Vida Sustentável Líder Ministério de Administração Estatal – Direção Nacional de Promoção do Desenvolvimento Rural (DNPDR) do Governo de Moçambique Distritos de Balama, Namuno, Montepuez, Ancuabe e Chiure do Bloco B (Província de Cabo Delgado) Abril 2011 Março 2015 Objetivo Específico: promoção e desenvolvimento das Associações de Agricultores presentes nos distritos, algumas delas de criação muito recente, para que tenham as capacidades adequadas para atuar como intermediários no mercado e estabelecer parcerias com as instituições financeiras para servirem de apoio a atividades de aumento da produção, comércio e processamento da produção, de maneira independente, eficiente, responsável e sustentável, integrando atividades de alfabetização funcional.

Local Data início Data fim Objetivos

Financiamento

Orçamento total: 1.089.952 EUR

33   

 Construção e equipamento do Centro Médico Psicopedagógico “La Edad de Oro”.
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros Local Objetivos 5A21 Vida Sustentável Parceiro Direção Nacional de Assistência Social, MINSAP Munícipio Cerro, Havana Objetivo Global: Melhorar os cuidados de saúde e a qualidade de vida dos pacientes residentes no Centro Médico Psicopedagógico, “La Edad de Oro”. Objetivo Específico: Construir e equipar um novo Centro Médico Psicopedagógico, de acordo com as normas técnicas para as unidades de saúde que prestam serviços às pessoas com deficiência física e mental.

Financiamento

Orçamento total: 3.287.728,96 EUR

 Focal - Fortalecimento da cadeia de valor do leite
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros 5A23/1023054 Vida Sustentável Parceiro CARE France (líder); Associación Cubana de Producción Animal (ACPA); Sociedad Meteorológica de Cuba (SOMETCUBA).

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Local Data início Data fim Objetivos

Províncias e municípios de Sanci Spiritus (Sancti Spiritus, La Sierpe) e Camagüei (Jimaguayú, Esmeralda) Março 2011 Fevereiro 2014 Objetivo Global: Melhorar a segurança alimentar população das províncias Sancti Spíritus e Camagüey. da

Objetivo Específico: Melhorar a disponibilidade e qualidade do leite e produtos lácteos em 4 municípios através de um projetopiloto sustentável de integração em ciclo fechado (gestão da ordenha, refrigeração-conservação do leite, recolha, processamento e comercialização) da cadeia produtiva que incorpora uma estratégia de adaptação às condições locais de variabilidade climática.

Financiamento

Orçamento total: 1,199,943,00 EUR* * Deste orçamento a Oikos gestão/implementação de 139.044 EUR

é

responsável

pela

 Recuperação da capacidade produtiva local do setor agropecuário nas províncias de Holguin e Pinar del Rio, Cuba

Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros Local Data início Data fim Objetivos

5A24/1023057 Vida Sustentável Líder Associación nacional de Agricultores Pequeños (ANAP); Estación Experimental de Pastos e Forrajes "Indio Hatuey". Província de Matanzas, Município de Martí Setembro 2011 Agosto 2014 Objetivo Global: 1. Promover o aumento do uso e diversificação de fontes de energia renováveis, e a contribuição dos agrocombustíveis no equilíbrio energético nacional, diminuindo a dependência dos combustíveis fósseis. 2. Contribuir para a sustentabilidade energética em zonas rurais através do fomento de quintas agroenergéticas

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autossustentáveis. Objetivo Específico: Promover a produção de agrocombustíveis a partir da biomassa como fonte energética renovável e sustentável em sistemas agropecuários, com recurso a soluções tecnológicas inovadoras.

Financiamento

Orçamento total: 1.392.657 EUR

 Coinovação em processos agrários para fortalecer a soberania alimentar em Cuba.
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros 5A25/1023058 Vida Sustentável Lider CARE France Estación Experimental de Pastos y Forrajes “Indio Hatuey” Instituto de Biotecnología de las Plantas (IBP) Centro de Investigaciones Agropecuarias (CIAP) Provincias/Municipios: Matanzas (Colón, Perico e Martí) e Villa Clara (Placetas, Manicaragua, e Camajuaní) Março 2011 Fevereiro 2014 Objetivo Global: Contribuir para a segurança alimentar da população em zonas urbanas e suburbanas das províncias de Matanzas e Villa Clara. Objetivo Específico: Aumentar a produtividade e fortalecer a cadeia de valor através de uma experiência piloto de integração investigação-produção em 6 municípios.

Local Data início Data fim Objetivos

Financiamento

Orçamento total: 1.224.476 EUR

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 Retazos Evolui – Pela criação artística, o intercâmbio e a transformação sociocultural.
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros Data início Data fim Objetivos 5A26 Vida Sustentável Parceiro Helmfeltsgatan 1, S-211 48 Malmö, Suecia (Líder). Danza Teatro Retazos (Cuba) Maio 2012 Abril 2015 Objetivo Global: Contribuir para o desenvolvimento de uma plataforma de intercambio cultural entre artistas cubanos e europeus a partir de uma perspetiva participativa, interativa e dinâmica que incorpore valores e expressões criativas que reflitam a identidade contemporânea da dança, a sua contribuição para a transformação sociocultural e a visibilidade da dimensão de género; Objetivo Específico: Fortalecer as capacidades da Companhia de Dança e Teatro Retazos, contribuindo para a sua evolução como Centro de Criação Artística e Intercâmbio com impactos na transformação sociocultural. Financiamento Orçamento total: 228.750 €

 Inclusão económica e social da população indígena Tolupán no Departamento de Yoro
Código Projeto 5B09/0623052

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Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros Local Data início Data fim Objetivos

Vida Sustentável Parceiro Instituto para la Cooperación y el Autodesarrollo (ICADE) Líder Departamento de Yoro, 58 comunidades indígenas Tolupán nos municípios de Yoro e Yorito Março 2010 Março 2013 Objetivo Global: Contribuir para o fortalecimento das capacidades e da participação da Associação de Produtores Indígenas de Yoro (APROINY) reduzindo a exclusão social dos povos indígenas e aumentando o uso sustentável dos recursos naturais. Objetivo Específico: Fortalecer a integração económica e social dos produtores indígenas dos municípios de Yoro.

Financiamento

Orçamento total: 296.250 € * Responsabilidade da gestão direta da Oikos: 44.200 €

 Para uma casa saudável – a qualidade do ar e doenças respiratórias em lares pobres das Honduras.
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros 5B10/0623053 Vida Sustentável Parceiro Ayuda en Acción (líder); Centro de Desarrollo Humano ( CDH); Centro de Diseño, Arquitetura y Construcción (CEDAC). 8 comunidades do município de Victoria, departamento de Yoro e 2 bairros periurbanos do municipio de Tegucigalpa (AMDC), departamento de Francisco Morazán. Fevereiro 2011 Janeiro 2014 Objetivo Global: 1. Contribuir para a redução dos problemas de saúde provocados e relacionados com a má qualidade do ar

Local

Data início Data fim Objetivos

38   

e higiene nos interiores dos lares causada por hábitos e estilos de vida; 2. Contribuir para a promoção de estilos de vida e comportamentos saudáveis e uma mudança positiva na cultura do ar nos departamentos de Francisco Morazán e Yoro, Honduras. Objetivo Específico: Reduzir a mortalidade e morbidade infantil associada a doenças respiratórias causadas por altos níveis de contaminação do ar. Financiamento Orçamento total: 989.790 EUR* * Orçamento gerido e implementado diretamente pela Oikos: 76.215 EUR

 Fortalecimento institucional municipal para a promoção do desenvolvimento sustentável de Pespire

Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros Local Data início Data fim Objetivos

5B11 Vida Sustentável Parceiro Alcaldia Municipal de Pespire (Líder) ADEPES - Asociación de Desarrollo Pespirense Pespire, Honduras. Fevereiro de 2011 Julho de 2012 Objetivo Global: contribuir para a redução da pobreza no municipio de Pespire, no contexto do desenvolvimento sustentável, incluindo o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio. Objetivo Específico: Fortalecer a capacidade institucional operativa e técnica do Governo Municipal de Pespire a fim de atuar como promotor do desenvolvimento e melhorar os serviços dirigidos à comunidade.

Financiamento

Orçamento total: 123.587 €* * Orçamento gerido e implementado diretamente pela Oikos: 8.817 €

39   

 Integração social e laboral de jovens em risco na Área Metropolitana de San Salvador
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros 5C06/0823034 Vida Sustentável Líder Fundación Diagrama – Intervención Psicosocial; Fundación Salvadoreña para la Promoción Social y el Desarrollo Económico (FUNSALPRODESE). Área Metropolitana de San Salvador, Municípios de Soyapango, Apopa e Ciudad Delgado. Março de 2009 Setembro de 2012 Objetivo Global: 1) Melhorar o acesso a serviços sociais dos jovens vulneráveis de município da área metropolitana de San Salvador. 2) Fortalecer as capacidades e participação dos agentes locais do desenvolvimento na luta contra a Exclusão Social. Objetivo Específico: Promover a inserção social e laboral de jovens em risco de três municípios da zona Nordeste da San Salvador, através de um modelo integrado entre atores económicos, sociais e governamentais. Financiamento Orçamento total: 601.987 €

Local Data início Data fim Objetivos

 Criação de Espaços Municipais de Prevenção em Saúde Sexual e Reprodutiva de Adolescentes e Jovens do Municipio de La Unión, El Salvador.
Código Projeto Área ação Oikos 5C08/0823050 Vida Sustentável

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Papel da Oikos Parceiros Local Data início Data fim Objetivos

Parceiro FUNSALPRODESE - Fundação Salvadorenha para a Promoção Social e o Desenvolvimento Económico (Líder) Departamento de La Unión, Municipio de La Unión Maio 2010 Abril 2013 Objetivo Global: 1) Contribuir para a promoção de uma cultura de prevenção de DST. 2) Contribuir para a criação de um ambiente saudável para a infância, adolescência e juventude em risco e vulnerabilidade. Objetivo Específico: Fomentar a Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) de adolescentes e jovens em risco na zona de Porto de Cutuco em La Unión.

Financiamento

Orçamento total: 554.244 EUR* * Responsabilidade de gestão direta da Oikos: 63.000 EUR

 Experiências-piloto para o desenvolvimento sustentável da Baia de Jiquilisco.
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros Local Data início Data fim Objetivos 5C09/0823051 Vida Sustentável Parceiro FUNSALPRODESE - Fundación Salvadoreña para la Promoción del Desarrollo Social y Económico (Líder) Departamento de Usulután, Municipio do Jiquilisco Março 2010 Fevereiro 2013 Objetivo Global: Melhorar a qualidade de vida das populações de Jiquilisco, em condição de vulnerabilidade e pobreza favorecendo o cuidado pelo meio ambiente. Objetivo Específico: Impulsionar uma proposta de desenvolvimento rural sustentável no ecossistema de mangual na Baia de Jiquilisco. Financiamento Orçamento total: 555.088 EUR* * Responsabilidade de gestão direta da Oikos: 62.000 EUR

41   

 Iniciativas locais de baixo custo para a produção sustentável de Aves Crioulas.
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros 5E03/0723060 Vida Sustentável Líder NITLAPAN- Instituto de Investigação e Desenvolvimento, da Universidade Centroamericana (UCA); Associação de Voluntários para o Desenvolvimento Comunitário (AVODEC); Associação de Educação e Comunicação “La Coculmeca”. Departamento de Jinotega, Municipio de El Cuá, Concordia, Pantasma, Jinotega e Wiwilí Novembro 2011 Novembro 2014 Objetivo Global: Contribuir para a melhoria da Segurança Alimentar e Nutricional nos cinco municípios do Departamento de Jinotega. Objetivo Específico: Melhorar a produção de aves de quintal de forma económica e sustentável.

Local Data início Data fim Objetivos

Financiamento

Orçamento total: 829.153 EUR

42   

 Fortalecimento das capacidades locais para a adaptação às alterações climáticas no Golfo da Fonseca.
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros 8B02/ 5123055 Vida Sustentável Parceiro Centro de Investigación de Ecossistemas Acuáticos (CIDEA) de la Universidad Centroamericana (UCA); Funsalprodese (Fundación Salvadoreña para la Promoción Social y Desarrollo Económico); ICADE (Instituto para la cooperación e Autodearrollo); ADEPES (Associación de Desarrollo Pespirense); NITLAPAN (Instituto de Investigación y Desarrollo, de la Universidad Centroamericana (UCA); GVC ONLUS Gruppo di Volontariato Civile. O CIDEA é o líder do consórcio. Zona Costeira e insular do Golfo de Fonseca (Oceano Pacífico), compreendendo Nicarágua, Honduras e El Salvador Fevereiro 2011 Janeiro 2016 Objetivo Global: 1. Contribuir para o cumprimento dos compromissos da EU a nível internacional no que concerne ao meio ambiente e gestão sustentável dos recursos naturais; 2. Contribuir para a redução do risco de catástrofes no Golfo da Fonseca. Objetivo Específico: Fortalecer as capacidades locais para a adaptação às alterações climáticas e diminuir as emissões de CO2 no Golfo da Fonseca. Financiamento Orçamento total: 1.685.229 EUR* * Responsabilidade de gestão direta da Oikos: 158.000 EUR

Local Data início Data fim Objetivos

43   

 Instituição de um sistema descentralizado de planificação e gestão participativa e transparente dos planos de desenvolvimento da Bacia do Río Cañete.
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros 4D15/0523044 Vida Sustentável Líder Municipalistas por la Solidaridad y Institucional - MUSOL. Taller de Promoción Andina - TADEPA Províncias de Yauyos e Cañete Agosto 2009 Fevereiro 2012 Objetivo Global: Fortalecer as autoridades locais procurando melhorar a definição e implementação dos planos de desenvolvimento; aumentar e fortalecer a participação dos atores-não Estatais na definição e implementação dos planos locais de desenvolvimento. Objetivo Específico: Construir um sistema descentralizado de planificação e gestão participativa e transparente dos planos de desenvolvimento da Bacia do Rio Cañete, com a participação ativa dos movimentos locais e organizações sociais e económicas.
Orçamento 404.443 €

el

Fortalecimiento

Local Data início Data fim Objetivos

 Sustentabilidade do setor bananeiro como forma de contribuir para a redução da pobreza na região de Piura, Peru.
Código Projeto
Área ação Oikos 4D18 Vida Sustentável

44   

Papel da Oikos Parceiros

Líder Central Peruana de Servicios (CEPESER) Central de Bananeros del Norte (CENBANOR) Asociación de Pequeños Productores de Banano Orgánico Samán y Anexos (APPBOSA). Região de Piura, Peru Setembro 2012 Agosto 2016 Objetivo Global: Melhorar a qualidade de vida e reduzir a pobreza nos produtores, trabalhadores e comunidades, mediante o desenvolvimento sustentável do setor bananeiro na região de Piura. Objetivo Específico: I. Criar uma plataforma multiator, públicoprivada, que contribua com políticas, coordenação de programas e ações para a sustentabilidade do setor bananeiro, a conservação do ambiente e a redução da pobreza. II. Melhorar as capacidades e desempenho das associações de produtores de banana na produção e comércio da banana e nos seus programas de desenvolvimento. III. Fortalecer as capacidades das autoridades municipais para que contribuam para a sustentabilidade do setor da banana e o impacto das populações.

Local Data início Data fim Objetivos

Financiamento

Orçamento total: 553.387 €

2.2.1 Beneficiários da Oikos – Vida Sustentável, 2012
Vida Sustentável por País: Beneficiários: 2012 País Cuba El Salvador Honduras Nicarágua Multigeográfico AC Peru Moçambique Pessoas 1.064.487 60.484 1.404.290 24.800 528.052 80.000 40.000 Famílias 266.461 14.257 234.081 4.000 132.013 16.000 8.000

TOTAL 3.202.113 674.812

Vida Sustentável por Fase de Intervenção: 2012 Fase de Intervenção Pessoas Famílias Serviços Sociais Básicos Meios de Vida Sustentáveis Impacto TOTAL 1.388.152 443.453 1.370.508 234.319 104.200 336.294

3.202.113 674.812

45   

Vida Sustentável por Setor de Atividade: 2012

Setor de Atividade

Pessoas Famílias
231.619 5.375 95.538 16.680 174 178.272 248 8.295 14.223 180 132.013 682.615

Saúde, Habitação e Assistência Social 1.385.452 Juventude e Integração Social 15.400 Agricultura e Segurança Alimentar 400.144 Acesso aos Mercados e Organização de Produtores 83.400 Negócios sociais e cooperativos 694 Gestão Sustentável de Recursos Naturais 713.981 Fortalecimento dos Atores Sociais e Sociedade Civil 1.290 Cadeias de Valor e Qualificação da Oferta 40.436 Desenvolvimento Local e Gestão do Território 75.784 Redução do Risco de Catástrofes 180 Resiliência e Adaptação às Alterações Climáticas 528.052 Total 3.244.812

2.2.2 Beneficiários da Oikos – Ação Humanitária e Vida Sustentável, 2012
Total de Beneficiários por País: 2012

País
Cuba El Salvador Honduras Nicarágua Multigeográfico AC Peru Moçambique

Pessoas
1.064.487 60.484 1.404.290 24.800 528.052 80.000 70.482

Famílias
266.461 14.257 234.081 4.000 132.013 16.000 14.096

Total 3.232.595 680.908
Total de Beneficiários por Fase de Intervenção: 2012

País
Prevenção e Preparação de Catástrofes Serviços Sociais Básicos Meios de Vida Sustentáveis Impacto

Pessoas
30.482 1.388.152 443.453 1.370.508

Famílias
6.096 234.319 104.200 336.294

46   

Total de Beneficiários por Setor de Atividade: 2012

Setor de Atividade

Pessoas

Famílias
231.619 95.538 0 6.276 5.375 16.680 174 178.272 248 8.295 14.223 132.013 688.712

Saúde, Habitação e Assistência Social 1.385.452 Agricultura e Segurança Alimentar 400.144 Reabilitação de Infraestruturas Sociais 0 Redução do Risco de Catástrofes 30.662 Juventude e Integração Social 15.400 Acesso aos Mercados e Organização de Produtores 83.400 Negócios sociais e cooperativos 694 Gestão Sustentável de Recursos Naturais 713.981 Fortalecimento dos Atores Sociais e Sociedade Civil 1.290 Cadeias de Valor e Qualificação da Oferta 40.436 Desenvolvimento Local e Gestão do Território 75.784 Resiliência e Adaptação às Alterações Climáticas 528.052 Total 3.275.294

47   

2.3

Educação para a Cidadania Global

A

educação

para

a à

cidadania

global, da o

tradicionalmente países do

limitada -

“sensibilização para

opinião pública do Norte sobre os problemas dos Sul” Educação Desenvolvimento (ED) -, assume hoje a tarefa de criar uma consciência de cidadania global - Educação para a Cidadania Global (ECG) -, potenciando o surgimento de cidadãos capazes de assumir um papel de liderança social e de se auto-organizar numa multiplicidade de formas, com o objetivo de cuidar e de promover a criação de “bem comum”. A promoção do “bem comum” exige a capacidade de assumir a

responsabilidade na esfera local e global. Deste modo, o exercício do poder e das responsabilidades do cidadão acontece, simultaneamente, num contexto territorial e em sucessivas esferas da governação: local, nacional, regional e global.

Formas de Intervenção Segundo os objetivos e os públicos-alvo a atingir, as principais formas de intervenção da ED/ECG são as seguintes: Sensibilização Chama a atenção da população ou de grupos específicos para um dado problema, devendo-se transmitir o máximo de informação útil ao destinatário, tendo em consideração, designadamente, a complexidade do problema, a capacidade de absorção da informação, a necessidade de estimular para a ação e a indicação de outras fontes informativas para aprofundar o tema. Mobilização Ações de ED/ECG que têm por objetivo atrair vários atores sociais e políticos, a opinião pública e a sociedade civil para a mudança de práticas e de políticas. 48   

Formação Trata-se de dotar o destinatário de competências que lhe permitam posteriormente trabalhar uma determinada temática no âmbito da ED/ECG. Produção de materiais pedagógicos Cruciais para dar a conhecer a ED/ECG, para trabalhar em escolas ou em sessões de formação, dotando o educador/formador de informação útil para a abordagem de temas complexos, de ferramentas de trabalho (fichas de atividades, jogos, pistas de reflexão...) e de indicação de metodologias de trabalho. O trabalho de ED/Educação para a Cidadania Global, promovido pela Oikos, tem contado desde o início com o apoio de um grupo de professores voluntários – GEDOIKOS (Grupo de Educação ao Desenvolvimento da Oikos) que, para além de um trabalho de investigação e reflexão, programa e orienta ao longo do ano diversos tipos de atividades e iniciativas, nomeadamente Sessões de Formação para professores e alunos no âmbito da Educação ao Desenvolvimento na sua relação com o ambiente, cultura, cidadania, solidariedade entre outros temas. Nos últimos anos e dado o crescente interesse demonstrado por professores e alunos de todo o país, naturalmente merecedor de respostas positivas, a Oikos procedeu à criação de Núcleos de Educação ao Desenvolvimento (NEDOIKOS) em diversos pontos do país com o objetivo de multiplicar o trabalho já iniciado, permitindo ao mesmo tempo atingir um número crescente de estabelecimentos de ensino. Estes núcleos, que funcionam ao mesmo tempo como grupo alvo e instrumento de consolidação e descentralização do trabalho de Educação para a Cidadania Global, são constituídos por elementos que ao longo dos tempos se têm vindo a envolver de uma forma mais efetiva, participando e colaborando com a Oikos em atividades de formação de professores e alunos, tornando-se “centros de recursos” disponíveis para a realização de atividades de sensibilização e formação não só na escola a que estão vinculados, mas em escolas geograficamente próximas.

49   

Para além dos tradicionais projetos de sensibilização em torno dos temas do desenvolvimento, orientados para o mundo escolar e para um público juvenil, em 2011, tiveram particular relevo projetos em torno da sustentabilidade ambiental dos processos de desenvolvimento. A partir da Delegação de Braga, a Oikos tem incidido com particular incidência na promoção da equidade de género e na prevenção dos fenómenos do tráfico de seres humanos e das novas formas de exploração do trabalho escravo. Seguidamente apresentam-se os projetos de Educação para a Cidadania Global, com maior incidência no ano de 2012.

 ENERGY FOR LIFE: Campanha de Educação para o Desenvolvimento sobre o Papel Critico das Energias Renováveis na Redução da Pobreza e Desenvolvimento Sustentável
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros 1A33 Cidadania Global Parceiro. Istituto Oikos (Líder do consórcio); DGS Deutsche Gesellschaft für Sonnenenergie; ECODES Fundacion Ecologia y Desarrollo. Oikos: Portugal – Âmbito Nacional; Istituto Oikos (Italia) DGS Deutsche Gesellschaft für Sonnenenergie (Alemanha) ECODES Fundacion Ecologia y Desarrollo (Espanha)

Local

e.

V.

50   

Data início Data fim Objetivos

Abril 2009 Março 2012 Objetivo Global: Sensibilizar a opinião pública para a ligação de interdependência entre a União Europeia e os países em desenvolvimento, bem como mobilizar o apoio para relações Norte-Sul mais equitativas e promover a cooperação internacional no contexto das relações entre o uso de energias renováveis e o desenvolvimento. Objetivo Específico: Promover as energias renováveis como um instrumento para alcançar o desenvolvimento sustentável e melhorar a qualidade de vida na Europa e nos países em desenvolvimento

Financiamento

Orçamento total: 217.852 EUR* * Corresponde apenas ao montante total gerido pela Oikos. O montante global do contrato assinado pelo líder de consórcio (Instituto Oikos, Itália) é: 919.344,00 €.

 Cinema Documental ODM
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros Local Data início Data fim Objetivos 1A34 Cidadania Global Líder CIC – Batá (Espanha) Portugal – território nacional; Espanha – Província da Andaluzia. Abril 2010 Março 2013 Objetivo Global: Contribuir para uma maior informação e sensibilização da população sobre os Objetivos do Desenvolvimento do Milénio Objetivo Específico: Promover a difusão dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio através da participação ativa dos jovens como veículos de informação, divulgação e incidência. Financiamento Orçamento total: 510.951 EUR

51   

 Energizing Development
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros 1A35 Cidadania Global Parceiro GVC - Gruppo Volontariato Civile (Italia; líder consórcio) Fraunhofer Gesellschaft. (Alemanha) ALMA RO (Roménia) TERRA Mileniul III (Roménia) Transilvania Ecological Club (Roménia) ALMA MATER STUDIORUM - Università di Bologna (Italia) FETRAF - Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Brasil) Province of Santa Fé (Secretariado para a Agricultura Familiar (Argentina) Portugal, Itália, Alemanha e Roménia. Novembro 2009 Março 2013 Objetivo Global: Mobilizar a sociedade para ações de apoio à luta contra a pobreza e promover a educação para o desenvolvimento através da construção e reforço da parceria entre atores de desenvolvimento e do ambiente, promovendo sinergias entre a sociedade civil, autoridades locais e instituições na Europa e países em desenvolvimento. Contribuir para a criação de relações mais justas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento com base no interesse comum em matéria de proteção ambiental e segurança energética. Objetivo Específico: Reunir atores que trabalham nas áreas do desenvolvimento, proteção ambiental e produção/comercialização de biocombustíveis, a fim de promover o desenvolvimento sustentável e produção de uma energia mais verde, num quadro de luta contra a pobreza e promoção da soberania alimentar nos países em desenvolvimento. ONG, autoridades locais, centros de pesquisa, estudantes universitários, organizações de rotulagem ambiental e responsabilidade social e as organizações empresariais do ramo da energia/biocombustíveis serão treinados e sensibilizados para se tornarem atores de mudança no desenvolvimento e energia.

Local Data início Data fim Objetivos

financiamento

Orçamento total: 134.108 EUR* * Orçamento diretamente gerido pela Oikos em Portugal. Orçamento global do projeto: 767.061 EUR.

52   

 Time to Seed
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros Local Data início Data fim Objetivos Portugal – território nacional Maio 2011 Abril 2014 Objetivo Global: Sensibilizar a opinião pública na Europa e nos países em desenvolvimento acerca do vínculo entre desenvolvimento e agricultura sustentável; Fortalecer as sinergias entre atores de desenvolvimento, instituições e sociedade civil para a necessidade de maior equidade nas relações Norte-Sul. Mobilizar maior apoio para as ações de luta contra a pobreza e empoderar as sociedades civis para a promoção da segurança alimentar e do desenvolvimento em bases mais responsáveis e sustentáveis. Objetivo Específico: Promover um papel mais relevante para a agricultura sustentável na luta contra a fome e a pobreza, e garantindo um modelo de desenvolvimento mais sustentável e que evite a depleção dos recursos naturais, quer nos países em desenvolvimento quer na Europa. Financiamento Orçamento total: 142.267 EUR * Montante diretamente gerido pela Oikos em Portugal. O montante global do projeto, a nível Europeu, é: 931.146 EUR. 1A39 Cidadania Global Parceiro

 (Es) forçadas e (Des)Iguais – Contra o Tráfico de Seres Humanos e a Exploração Laboral.
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros Local Data início 1A38 Cidadania Global Líder N/A Portugal – Barcelos, Guimarães e Vila Nova de Famalicão. Março 2010

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Data fim Objetivos

Fevereiro 2013 Objetivo Global: Alertar as populações para violações de direitos essenciais, em particular de mulheres, que são realizadas através de fenómenos de tráfico de pessoas e exploração laboral, tanto entre populações migrantes como em comunidades mais vulneráveis, tendo em vista o impulsionamento de políticas públicas e mecanismos de proteção, prevenção e combate à discriminação e desigualdade de género. Objetivos Específicos: Facilitar o acesso a informação sobre exploração laboral relacionada com vulnerabilidade de género e fenómenos de tráfico de seres humanos, a um mínimo de 60,000 pessoas, nos Municípios-alvo. - Sensibilizar e reforçar a capacidade de ação/ intervenção dos grupos vulneráveis sobre a temática da exploração laboral e discriminação, nomeadamente as mulheres migrantes. - Desenvolver um núcleo de voluntários por Município, para interação, informação, sensibilização e influência pública (advocacia social) com atores locais e opinião pública. - Contribuir para a criação de um ambiente favorável ao acolhimento das minorias, incentivando assim a sua participação ativa em processos de informação e consciencialização da sociedade civil em geral. - Contribuir para o aumento da capacidade de intervenção da sociedade civil ao nível da prevenção dos fenómenos de exploração com base em discriminações múltiplas.

Financiamento

Orçamento total: 145.000 EUR

 Mãos (Re)Forçadas - Contra o Tráfico de Seres Humanos e a Exploração Laboral.
Código Projeto Área ação Oikos Papel da Oikos Parceiros Local Data início Data fim Objetivos 1A40 Cidadania Global Líder N/A Portugal – Barcelos, Guimarães e Vila Nova de Famalicão. Setembro 2011 Dezembro 2013 - Promover o acesso a informação sobre a temática de tráfico, discriminação e exploração laboral relacionada com vulnerabilidade de género. - Sensibilizar e reforçar a capacidade de ação/ intervenção dos grupos vulneráveis sobre a temática da exploração laboral e

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discriminação, nomeadamente as mulheres migrantes. - Reforçar a capacidade de intervenção estratégica dos 3 Núcleos Locais de Voluntários criados no âmbito do projeto anterior para a interação, informação, sensibilização e influência pública (advocacia social) com atores locais e opinião pública. - Desenvolver 2 novos núcleos de voluntários para interação, informação, sensibilização e influência publica (advocacia social) com atores locais e opinião pública. - Promover a criação e dinamização de fóruns de trabalho com o objetivo de trocar conhecimentos e boas práticas entre ONG e/ou outras instituições no domínio do tráfico, discriminação e exploração laboral relacionada com vulnerabilidade de género. - Contribuir para a criação de um ambiente favorável ao acolhimento das minorias, incentivando assim a sua participação ativa em processos de informação e consciencialização da sociedade civil em geral. - Contribuir para o aumento da capacidade de intervenção da sociedade civil ao nível da prevenção dos fenómenos de exploração com base em discriminações múltiplas.

Financiamento

Orçamento total: 90.000 EUR

2.3.1 Balanço da Educação para a Cidadania Global em 2012

“Energy for Life - Campanha de Educação para o Desenvolvimento sobre o papel crítico das energias renováveis para a redução da pobreza e desenvolvimento sustentável” Dos eventos em Portugal realizados em 2012 destacam-se as apresentações em 4 escolas (cerca de 130 alunos e professores), a presença na 2 ª Reunião Nacional de Desenvolvimento da Educação (organizada pelo IPAD e pela Plataforma Portuguesa das ONGD) onde o projeto Energy for Life, mais propriamente o jogo online foi escolhido como um exemplo de boa prática de Educação para o Desenvolvimento em Portugal tendo sido apresentado e debatido com uma plateia composta por professores, educadores e técnicos de ONG ativas em Educação para o Desenvolvimento, e a organização da conferência “Prepara-te para o Futuro”, um evento aberto centrado no jogo online em que participaram educadores, jovens estudantes, técnicos de ambiente (Estado, empresas privadas e ONG) e empresas de tecnologia. O evento contou com 4 palestrantes (dois elementos da Oikos, Hugo Pinto da

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Inovaworks e João Joanaz de Melo do GEOTA) e recebeu bastante atenção mediática. A novidade de apresentar um jogo de computador moderno desenvolvido por uma ONGD e uma empresa portuguesa deu um grande impulso à campanha Energy for Life em Portugal, tendo captado a atenção dos media e garantido uma grande exposição nos media. Ao longo dos 3 anos de projeto, o Energy for Life apareceu em pelo menos 30 artigos e reportagens nos media portugueses (televisão, rádio, internet e imprensa escrita), permitindo que pelo menos 1.000.000 de Portugueses tivessem algum contacto com a campanha e com o tema do acesso às energias renováveis e o seu papel na promoção do desenvolvimento e no combate à pobreza. De salientar também que 2012 foi igualmente o ano da conclusão da Base de dados de boas práticas e do concurso de projetos de energias renováveis em países em desenvolvimento. No final mais de 14.000 projetos foram incluídos na base de dados (representando uma potencia instalada de 131.415 kW e fornecendo energia a mais de 100.000 pessoas). Podemos considerar que o projeto Energy for Life teve um grau de sucesso bastante positivo. O primeiro resultado esperado era o reforço da cooperação internacional na aplicação de energias renováveis para o desenvolvimento, para este contribuiu a plataforma online semiformal que foi criada (envolvendo atores da área da energia e do desenvolvimento) e a adesão de vários parceiros do projeto (em nome individual mas representando a plataforma) a diversas redes e iniciativas internacionais (por exemplo a Oikos com a Global Solar Academy, o Istituto Oikos com a iniciativa “Energy for All” das Nações Unidas ou a ECODES com as redes latino-americanas). O segundo grande resultado foi o fortalecimento da opinião pública sobre a relação entre as Energias Renováveis e o Desenvolvimento, ao promover a investigação científica sobre o assunto, ao publicar e divulgar um manual em cinco idiomas ao criar um portal multilingue do projeto (complementado por tendo sido criados diversos outros sites independentes mas conectados ao portal), ao lançar um jogo online Energy for Life e ao promover a campanha em diversas ações em escolas, feiras e exposições. O terceiro resultado foi o aumento da compreensão por parte dos europeus dos benefícios da produção e o uso de energias sustentáveis à escala global. Aqui o projeto co0ncentrou os seus 56   

esforços na compreensão do comportamento e dos processos de tomada de decisão individual e coletiva e na utilização desse conhecimento para mudar mentalidades e ajudar a acelerar a transição para uma economia de baixo carbono. Energizing Development: Os biocombustíveis como ligação entre as prioridades ambientais e a luta contra a pobreza. Apesar do projeto se ter debatido com algumas dificuldades, sobretudo ao nível da conjugação dos calendários internacionais com os nacionais, os resultados gerais do projeto em Portugal foram bastante positivos, sobretudo ao nível das contribuição para a formação de formadores na área da implementação de projetos de biocombustíveis, na promoção e aceitação da peça central de todo o projeto, o “Manual sobre biocombustíveis e a Agricultura familiar nos países em desenvolvimento” e na promoção de uma parceria nacional estável sobre biocombustíveis entre a Oikos e algumas ONG de defesa do Ambiente (ONGA) . Em 2012 a Oikos continuou bastante ativa no projeto Energizing Development, participando em atividades formais do projeto europeu (por exemplo em reuniões internacionais na Roménia e na Itália), aprimorando um programa de formação que poderá ser realizado no futuro muito próximo em Portugal, mas sobretudo, desenvolvendo atividades de campanha e influência pública. Em 2012 a Oikos concentrou os seus esforços na visibilidade, divulgação e outreach dos posicionamentos defendidos pelos parceiros do projeto Energizing Development. Para isso, a Oikos investiu na distribuição (física e virtual) dos produtos do projeto e estabeleceu uma parceria estratégica com a Quercus (a maior ONGA portuguesa) para trabalho de advocacy e influência pública sobre os impactos globais da política europeia de biocombustíveis. Time to Seed: Uma Ação Global para apoiar o papel crítico da Agricultura Sustentável para garantir a segurança alimentar e a proteção ambiental Em 2012 foi lançada a face mais visível do projeto - a campanha “Food we Want”. A conversão do projeto nesta campanha resultou da constatação por

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parte da empresa responsável pela imagem do mesmo de que seria mais eficaz centrar a campanha europeia no consumo e daí partir para a produção, do que sensibilizar um público, que é maioritariamente consumidor, diretamente para as questões relacionadas com a produção. Esta campanha passou a ter um site oficial (em 5 idiomas) localizado em www.foodwewant.org e todos os matérias de promoção do projeto passaram a estar debaixo de uma imagem única e de um slogan único (Food we Want: Sustainable, local, fair – A comida que queremos: sustentável, local e justa). A Oikos estabeleceu em 2012 um gabinete de comunicação associado ao projeto e criou uma base de dados de contactos de jornalistas, empresas, universidade e organismos públicos relacionados direta ou indiretamente com as temáticas do projeto. Sendo que esta base de dados será uma ferramenta imprescindível para quase todas as atividades do projeto. Sob a égide deste projeto, a Oikos intensificou a sua participação em redes, plataformas e eventos públicos de promoção da soberania alimentar e nutricional (por exemplo: a nível nacional a Oikos integra a REALIMENTAR, a rede nacional para a segurança alimentar e nutricional). Em 2012 foi iniciada a componente de investigação científica do projeto. Apesar desta ser da responsabilidade do parceiro Universidade de Milão, a Oikos e os outros parceiros participaram na definição de objetivos e conteúdos para os inquéritos e base de dados de boas práticas agrícolas em países em desenvolvimento. A Oikos iniciou a construção do Kit Pedagógico para sensibilização de jovens alunos do ensino secundário que conta com 3 jogos pedagógicos sobre temas ligados à pobreza e agricultura e um manual pedagógico com 12 temas chave, prevendo-se o seu lançamento em 2013.

Cinema Documental ODM Analisando os resultados das atividades decorridas ao longo de 2012 podemos dizer que os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio foram divulgados através de apresentações públicas itinerantes de documentários selecionados tendo sido realizada em média uma apresentação dos 58   

documentários com um debate em cada instituição escolar dos jovens finalistas e realizadas, em média, 3 apresentações dos documentários acompanhadas de debates em instituições escolares do Município dos jovens finalistas. Mais de 100,000 jovens de instituições escolares assistiram à apresentação dos documentários e foi realizada em média uma sessão pública de apresentação em cada Município dos jovens finalistas do concurso, tendo mais de 20,000 pessoas assistido à apresentação dos documentários e ciclos de cinema documental jovem. Para além disso, os jovens promoveram ações de incidência política em torno dos ODM através do desenho de 42 projetos de incidência social e política com jovens e tutores participantes no projeto e foram mantidos 20 encontros dos jovens com autoridades locais e outros agentes sociais para reforçar seu compromisso com os ODM; Cerca de 40 instituições públicas e da sociedade civil declararam formalmente o seu compromisso com os ODM e foram promovidas 42 ações de incidência sobre os ODM na totalidade.

(Es)Forçadas (Des)Iguais: Contra o Tráfico de Seres e Humanos e Exploração Laboral” Durante o ano de 2012 deu-se continuidade à execução das cinco principais atividades em que o projeto se alicerça, a saber: Atividade 1 | Identificação/seleção de conteúdos e construção de materiais (in)formativos em suportes diferenciados e ajustados aos diferentes canais de comunicação privilegiados pelo projeto para os seus destinatários finais (singulares/indivíduos e/ou coletivos/institucionais), reforçando a visibilidade, reconhecimento e legitimidade pública à temática, aos processos e aos resultados do projeto; Atividade 2 : com atores locais; Atividade 3: Identificação e sensibilização de jovens líderes locais, vinculados ou não a entidades da sociedade civil, para constituição de 3 grupos de voluntários interdisciplinares (1 por município) para intervenção junto das autoridades públicas, associações empresariais, escolas e entidades da sociedade civil; 59    Organização do funcionamento das redes e articulação

Atividade 4: Dinamização de sessões públicas de informação e sensibilização para a temática do tráfico, discriminação e exploração laboral relacionada com vulnerabilidade de género; Atividade 5: Promoção de workshops sobre a problemática do tráfico, discriminação e exploração laboral relacionada com vulnerabilidade de género, baseados em metodologias participativas com o envolvimento ativo de representantes de grupos vulneráveis na sua preparação e implementação. No âmbito da Atividade 1, procedeu-se ao lançamento, manutenção e atualização do site do projeto e produziram-se 2000 panfletos e 1000 mochilas informativas sobre o fenómeno do Tráfico de Seres Humanos e Exploração Laboral. Tendo em vista a promoção do trabalho em rede e o envolvimento dos atores locais nas atividades do projeto (Atividade 2), realizaram-se 14 reuniões presenciais abrangendo o espectro organizacional educativo, laboral e de ação e intervenção social local. Considerando a necessidade de sinalizar e mobilizar os líderes locais para o trabalho de sensibilização e combate ao fenómeno do tráfico humano (Atividade 3), registou-se o envolvimento direto de 5 novos atores institucionais nas atividades do projeto. Finalmente, no que concerne às Atividades 4 e 5 registou-se,

respetivamente, a dinamização de 20 ações de sensibilização, em contexto educativo, contando com 669 participantes (público-alvo constituído por jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 22 anos de idade, a frequentarem algum nível de escolaridade do ensino secundário regular e/ou profissional) e promoveram-se 3 workshops temáticos de capacitação, em contexto educativo, contando com 24 participantes (público-alvo constituído professores, formadores e/ou outros agentes com funções educativas).

60   

Mãos (Re)Forçadas: Contra o Tráfico de Seres e Humanos e Exploração Laboral

Durante o ano de 2012 tiveram lugar as atividades associadas à primeira fase do projeto. Tratando-se, em grande medida, da replicação da estrutura de intervenção do projeto EFDI, desenvolvida nos concelhos de Barcelos, Guimarães e Vila Nova de Famalicão, nos territórios de Braga e Póvoa de Lanhoso, designadamente: Atividade 1 - Reforço e manutenção das redes de atores locais mobilizados no projeto "(es)Forçadas e (des)Iguais" e alargamento do funcionamento da rede aos atores locais de dois novos municípios (Braga e Póvoa do Lanhoso); Atividade 2 - Dinamização de sessões públicas de informação e sensibilização para a temática do tráfico, discriminação e exploração laboral relacionada com vulnerabilidade de género, a realizar nos municípios de Braga e da Póvoa do Lanhoso; Atividade 3 - Promoção de workshops sobre a problemática do tráfico, discriminação e exploração laboral relacionada com vulnerabilidade de género, baseados em metodologias participativas com o envolvimento ativo de representantes de grupos vulneráveis na sua preparação e implementação, nos municípios de Braga e da Póvoa do Lanhoso; Atividade 4 - Identificação, sensibilização e captação de mulheres e homens para a constituição de 2 grupos de voluntários interdisciplinares e com níveis de inserção e influência em diferentes esferas sociais, com vista ao desenvolvimento de estratégias de reflexão e atuação junto das autoridades públicas, associações empresariais, escolas e entidades da sociedade civil, no âmbito da temática do projeto; Atividade 5 práticas sobre Organização de um fórum de ONG, com vista à a articulação entre os principais domínios de criação de uma plataforma de reflexão e de identificação de boas intervenção das respetivas ONG e a problemática do tráfico,

61   

discriminação e exploração laboral relacionada com vulnerabilidade de género. A concretização da Atividade 1 traduziu-se na realização de 14 reuniões presenciais com atores chave para o desenvolvimento do projeto nos contextos educativo, de ação e intervenção social local e laboral dos concelhos de Braga e Póvoa de Lanhoso. Dinamizaram-se 32 ações de sensibilização (Atividade 2), em contexto educativo, contando com 815 participantes (público-alvo constituído por jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 22 anos de idade, a frequentarem algum nível de escolaridade do ensino secundário regular e/ou profissional). No âmbito da Atividade 3, promoveram-se, em contexto educativo, 7 workshops temáticos, contando com 91 participantes (público-alvo constituído professores, formadores e/ou outros agentes com funções educativas, em contexto de ação e intervenção social local, tiveram ainda lugar 2 workshops temáticos, contando com 22 participantes (público-alvo constituído por técnicos superiores e técnicos administrativos nas áreas sociais e de saúde de – com funções de contacto, atendimento vulneráveis e – encaminhamento populações socioeconomicamente

Dirigentes de Entidades e Organizações da Sociedade Civil e Autarcas). Ao nível da Atividade 3, registou-se o envolvimento de 10 atores institucionais no desenvolvimento de atividades do projeto. Finalmente, durante o ano de 2012, teve início a Atividade 5 que conta com a mobilização 1 ator institucional.

62   

63   

3 Registos contabilísticos que refletem operações anteriores
No  presente  anexo  explicam‐se  alguns  dos  principais  registos  contabilísticos  que  refletem  operações  (projetos)  de  exercícios  anteriores  e  que,  pelo  facto  de  dizerem  respeito  a  projetos  cuja  operação  foi  terminada  antes  de  2012,  não  deverá  estar  refletida  na  narrativa  e  avaliação  de  desempenho  da  atividade  da  Oikos  em  2012.  Caso  optássemos  por  incluir  a  descrição  dos  projetos  em  causa,  no  corpo  do  relatório  poderiamos  induzir  o  leitor  num  erro  quanto  à  magnitude  da  atividade  do  exercício  anual  findo  em  31  de  dezembro  de  2012.  Porém,  e  para  que  os  nossos  auditores  externos  (Sociedade  de  Revisão  Oficial  de  Contas,  APPM)  e  os  Órgãos  Sociais  possam  cruzar  de  forma  conveniente  os  registos  contabilístios  com  as  operações  da  Oikos, optámos pela inclusão do presente anexo.  3A36 Jango ‐ Angola      Nota débito nº. 3241212456 de 22/11/2012‐ Comissão  Europeia          3A87 Quilenges ‐ Angola      Deduzido na Nota débito nº. 3241212456 de 22/11/2012‐ Comissão  Europeia        3A94 ‐ Cooperação centralizada – Angola  Deduzido na Nota débito nº. 3241212456 de 22/11/2012‐ Comissão  Europeia    3B22 ‐ Dipecho‐Moçambique          PL impact 2012      2.587,70          Reembolso à União Europeia a 20/12/2012‐ custos não elegíveis (Auditoria externa  Eugénio Branco)      3B27 Dipecho II ‐ Ilha Moçambique   Menos  PL impact 2012      208,78 proveito    Diferença entre:  Acrescimo de rendimento a 31/12/2011  Valor recebido                            117,820,60  ‐117.611,82    Mais  220.966,57  custo          ‐45.249,33  Proveito     

‐9.433,33  Proveito 

 

  3B18 ‐ Sekeleka Motaze Magude ‐ Fase IV  PL impact 2012            9.829,00    64   

Reembolso ao IPAD 09/01/2012‐ custos não elegíveis     5B07 ‐ Pespire ‐ Honduras                               

 

PL impact 2012        Diferença entre:    Acrescimo de rendimento a 31/12/2011  Valor recebido do IPAD 24/02/2012  Valor recebido do IPAD 22/11/2012(audit)  Valor a receber da EU (confirmado)              PL impact 2012        Custo envio de Correio  recomendado (DHL)    Custo Auditoria APPM ‐ IPAD     

                       

Menos  16.821,00 proveito      68.036,06  ‐9.135,06  ‐615,00  ‐41.465,00    16.821,00    696,50 Mais custo    81,50  615,00 

5C07 ‐ACRA ‐Participação cidadania e empregabilidade dos Jovens  PL impact 2012        Diferença entre:    Acrescimo de rendimento a 31/12/2011  Valor recebido do Fondozione Acra 10/09/2012    5D03 ‐ Fortalecer sistemas campesinos   PL impact 2012    Diferença entre:  Acrescimo de rendimento a 31/12/2011  Valor recebido do CE ‐ 19/12/2012  Valor recebido do IPAD‐ 23/05/2012  Valor recebido do IPAD 22/11/2012(audit)  Valor a receber da FGT        PL impact 2012    Ft Fedex‐ envio documentos  Audit APPM ‐ Ipad  Custos bancários                                  Menos  44.209,04 proveito      172.914,00  ‐106.055,41  ‐20.343,00  ‐615,00  ‐1.691,55    44.209,04    749,46 Mais custo    93,79  615,00  40,67  65              Mais  520,24 proveito      10.707,94  ‐11.228,18 

       

                           

  5A18 ‐ Furacão gustavo                 PL impact 2012      6.504,39         Reembolso a EU 20/12/2012‐ custos não elegíveis (Auditoria externa,  Eugénio Branco)    5A22 Recuperação do setor agropecuário. Holguin, Cuba   PL impact 2012    24.197,58       Diferença entre:      Acrescimo de rendimento a 31/12/2011      Valor recebido de Deutsche Wielthungerhilfe ‐ 09/11/2012                Nota: A verba facultada à contabilidade p/ constituição    do Acréscimo de Rendimento a 31/12/2011 correspondia a moeda local  e não a US$          8B03 ‐ preparação‐Gulbenkian    Valores recebidos em 2012 (FCG)    8B04‐Pecosol/ Godsan  Seguro Miguel e filho (janeiro a out‐2013)  TNT ‐ envio de doc. (dez‐ 2011)              4D12 Apurimac ‐ Peru                 PL impact 2012      20.737,36         Reembolso à UE em 20/12/2012‐ custos não elegíveis (Auditoria  externa. Eugénio Branco)  1466,1 139,03   1605,13           7.455 € Menos  proveito      32.000,00  ‐7.802,42           

66   

5E02B ‐ Certificação de  produtores de camarão (CIDEA /  IPAD)     PL impact 2012  Gastos suportados em 2012  Rendimentos obtidos em 2012:  5F01 e 5F02 – Sismo Haiti     PL impact 2012  Gastos suportados em 2012  Gastos com estudos e  melhoramentos  Gastos após data de  encerramento  Menos proveito 

 

 

  

                     

                     

  13.333 €  11.466 €          23.783 €  20.000 €  3.783 €  15.456,56 €  

A Direção Executiva

67   

(João José Fernandes, Diretor Executivo)

68 

 

4 Contas do Exercício de 2012
4.1 Balanço e Demonstração de Resultados

Balanço em 31 de dezembro 2012 e 2011
OIKOS - Cooperação e Desenvolvimento
BALANÇO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 e 2011
(Montantes expressos em euros)

31 Dezembro

31 Dezembro

ACTIVO
ACTIVO NÃO CORRENTE: Activos fixos tangiveis Propriedades de investimento Activos intangíveis Activos biológicos Participações financeiras - método da equivalência patrimonial Participações financeiras - outros métodos Accionistas / sócios Outros activos financeiros Activos por impostos diferidos Outros activos não correntes Total do activo não corrente ACTIVO CORRENTE: Inventários Activos biológicos Clientes Adiantamentos a fornecedores Estado e outros entes públicos Accionistas / sócios Outras contas a receber Diferimentos Activos financeiros detidos para negociação Outros activos financeiros Activos não correntes detidos para venda Caixa e depósitos bancários Total do activo corrente Total do activo FUNDOS PATRIMONIAIS E PASSIVO FUNDOS PATRIMONIAIS Fundos Excedentes técnicos Reservas Resultados transitados Ajustamentos em activos financeiros Excedentes de revalorização Outras variações nos fundos patrimoniais Resultado líquido do período Total dos fundos patrimoniais PASSIVO: PASSIVO NÃO CORRENTE: Provisões Financiamentos obtidos Responsabilidades por benefícios pós-emprego Passivos por impostos diferidos Outras contas a pagar Total do passivo não corrente PASSIVO CORRENTE: Fornecedores Adiantamentos de clientes Estado e outros entes publicos Accionistas / sócios Financiamentos obtidos Outras contas a pagar Diferimentos Passivos financeiros detidos para negociação Outros passivos financeiros Passivos não correntes detidos para venda Total do passivo corrente Total do passivo Total dos fundos patrimoniais e do passivo

Notas

2012

2011

4

1.102 -

1.763 -

6

696.098 697.200

696.098 697.861

-

-

6 7 8

1.377.899 1.012 396

2.269.643 883 719

9

21.051 1.400.358 2.097.558

249.644 2.520.889 3.218.750

130.278

130.278

23

(437.107)

(75.934)

(306.829) (327.673) (634.502)

54.344 (272.524) (218.180)

10 11

5.889 45.833

25.183 108.928

51.722

134.111

13 5 11 12 7

35.048 32.240 63.095 554.428 1.995.527

72.890 17.676 264.286 564.363 2.383.603

2.680.338 2.732.060 2.097.558

3.302.819 3.436.930 3.218.750

O anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2012 e 2011 O Técnico Oficial de Contas A Direcção Executiva

69   

4.1.1 Demonstração de Resultados (2012/2011)
 

OIKOS - Cooperação e Desenvolvimento
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 e 31 DE DEZEMBRO DE 2011
(Montantes expressos em euros)

RENDIMENTOS E GASTOS

Notas

2012

2011

Vendas e serviços prestados Subsídios, doações e legados à exploração Ganhos / perdas imputados de subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos Variação nos inventários da produção Trabalhos para a própria entidade Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas Fornecimentos e serviços externos Gastos com o pessoal Imparidade de inventários (perdas / reversões) Imparidade de dívidas a receber (perdas / reversões) Provisões (aumentos / reduções) Imparidade de investimentos não depreciáveis / amortizáveis (perdas / reversões) Aumentos / reduções de justo valor Outros rendimentos e ganhos Outros gastos e perdas Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos Gastos / reversões de depreciação e de amortização Imparidade de investimentos depreciáveis / amortizáveis (perdas / reversões) Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos) Juros e rendimentos similares obtidos Juros e gastos similares suportados Resultado antes de impostos Imposto sobre o rendimento do período Resultado líquido do período

14

1.385 2.098.318

3.237.285

15 16

(55.680) (412.035)

(63.761) (363.645)

10 e 17 8 e 18 19 20

17.794 (322) 1.407 (1.948.229) (297.362)

(2.125) 16 (3.072.618) (264.847) (220)

21

(661)

(298.023) 38 (29.688) (327.673)

(265.067)

22

(7.457) (272.524)

(327.673)

(272.524)

Resultado das actividades descontinuadas (líquido de impostos) incluído no resultado líquido do período

Resultado por acção básico

O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por naturezas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2012 e 2011 O Técnico Oficial de Contas A Direcção Executiva

70   

4.1.2 Demonstração das Alterações nos Fundos Patrimoniais no período de 2011
 
OIKOS - Cooperação e Desenvolvimento
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NOS FUNDOS PATRIMONIAIS NO PERÍODO 2011
(Montantes expressos em euros)

Fundos Notas
Posição no início do período 2010 Alterações no período: Primeira adopção de novo referencial contabilístico Alterações de políticas contabilísticas Diferenças de conversão de demonstrações financeiras Realização do excedente de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis Ajustamentos por impostos diferidos Outros alterações reconhecidas nos fundos patrimoniais Aplicação de resultados 130.278 Resultado líquido do período Resultado extensivo Operações com instituidores no período Fundos Subsídios, doações e legados Outras operações Posição no fim do período 2011 130.278 130.278

Excedentes técnicos

reservas

Fundos patrimoniais atribuidos aos intituidores da entidade-mãe Ajustamen Outras Resultados tos em Excedentes variações Ajustamentos transitados activos de nos fundos em activos financeiros revalorização patrimoniais financeiros
247.795 -

Resultados líquido do período
(248.099)

Total

Interesses minoritá rios

Total dos Fundos Patrimoniais

(75.631)

129.974 (75.630) -

129.974 (75.630) -

(248.099) (75.935) -

248.099 54.344 (272.524) (272.524) 54.344 (272.524) (218.180)

-

-

(75.935)

-

-

-

-

-

54.344

(272.524)

(218.180)

O Técnico Oficial de Contas

A Direcção Executiva

71   

4.1.3 Demonstração das Alterações nos Fundos Patrimoniais no período de 2012
OIKOS - Cooperação e Desenvolvimento
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NOS FUNDOS PATRIMONIAIS NO PERÍODO 2012
(Montantes expressos em euros)

Fundos Notas
Posição no início do período 2011 Alterações no período: Primeira adopção de novo referencial contabilístico Alterações de políticas contabilísticas Diferenças de conversão de demonstrações financeiras Realização do excedente de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis Ajustamentos por impostos diferidos Outros alterações reconhecidas nos fundos patrimoniais Aplicação de resultados 130.278

Excedentes técnicos

reservas

Fundos patrimoniais atribuidos aos intituidores da entidade-mãe Ajustamen Outras Resultados tos em Excedentes variações Ajustamentos transitados activos de nos fundos em activos financeiros revalorização patrimoniais financeiros
(75.935) -

Resultados líquido do período
(272.524)

Total

Interesses minoritá rios

Total dos Fundos Patrimoniais

23

(88.649)

(272.524) 130.278 (437.108) -

272.524 -

(218.181) (88.649) (306.830) (327.673) (327.673)

(218.180) (88.649) (306.829) (327.673) (634.502)

Resultado líquido do período Resultado extensivo Operações com instituidores no período Fundos Subsídios, doações e legados Outras operações Posição no fim do período 2012 130.278 (437.108) (306.830)

(327.673)

(634.502)

O Técnico Oficial de Contas

A Direcção Executiva

 

72   

4.2

Demonstração dos Fluxos de Caixa (2012/2011)
OIKOS - Cooperação e Desenvolvimento
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 e 31 DE DEZEMBRO DE 2011
(Montantes expressos em euros)

2012
FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES OPERACIONAIS: Recebimentos de clientes e utentes Pagamentos a fornecedores Pagamentos ao pessoal Caixa gerada pelas operações Pagamento / recebimento do imposto sobre o rendimento Outros recebimentos / pagamentos Fluxos das actividades operacionais [1] FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: Pagamentos respeitantes a: Activos fixos tangíveis Activos intangíveis Investimentos financeiros Outros activos Recebimentos provenientes de: Activos fixos tangíveis Activos intangíveis Investimentos financeiros Outros activos Subsídios ao investimento Juros e rendimentos similares Dividendos Fluxos das actividades de investimento [2] FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: Recebimentos provenientes de: Financiamentos obtidos Realizações de capital e de outros instrumentos de capital próprio Cobertura de prejuízos Doações Outras operações de financiamento Pagamentos respeitantes a: Financiamentos obtidos Juros e gastos similares Dividendos Reduções de capital e de outros instrumentos de capital próprio Outras operações de financiamento Fluxos das actividades de financiamento [3] Variação de caixa e seus equivalentes [4]=[1]+[2]+[3] Efeito das diferenças de câmbio Caixa e seus equivalentes no início do período Caixa e seus equivalentes no fim do período 249.644 21.051 (264.286) (29.688) 2.185.781 (1.654.572) (423.058) 108.151 (42.808) 65.343

2011

3.354.646 (4.131.218) (367.328) (1.143.900) (52.214) (1.196.115)

1.983 1.983

-

38 -

38 38

-

1.983

200.000

-

200.000

(64.286) (7.457)

(293.974) (293.974) (228.593)

(71.743) 128.257 (1.065.874)

1.315.518 249.644

O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa do exercício findo em 31 de Dezembro de 2012.

O Técnico Oficial de Contas

A Direcção Executiva

73   

 

4.3

Anexo às Demonstrações Financeiras para o exercício findo em 31 de dezembro de 2012

 

OIKOS – Cooperação e Desenvolvimento
Anexo às Demonstrações Financeiras para o exercício findo em 31 de dezembro de 2012
(Valores expressos em euros) 1. Identificação da entidade: 1.1. Designação da entidade: Oikos – Cooperação e Desenvolvimento 1.2. Sede: Rua Visconde Moreira de Rey, nº. 37, em Linda-a-Pastora - Queijas 1.3. Natureza da atividade: A Oikos – Cooperação e Desenvolvimento, é uma pessoa coletiva de utilidade pública, constituída em 23 de fevereiro de 1988, com número de identificação fiscal nº. 502 002 859, e que de acordo com os seus estatutos, constitui-se como Organização Não Governamental de Cooperação para o Desenvolvimento (ONGD), tendo como objetivos estatutários contribuir para; a erradicação da pobreza, a redução das assimetrias económicas e de desenvolvimento, o desenvolvimento humano, equitativo e sustentável e a promoção dos direitos económicos, sociais e culturais, de modo a possibilitar a todos e todas uma vida digna. Nos termos do Decreto-Lei 66/98, de 14 de outubro, a Oikos encontra-se registada no Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. sob o número 839/99, cuja última renovação de estatuto de ONGD se refere a 6 de fevereiro de 2013 e como consequência encontra-se isenta de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas, em consonância com o previsto no artigo 10º. do CIRC. 2. Referencial contabilístico de preparação das demonstrações financeiras a) Referencial Contabilístico As presentes demonstrações financeiras da Oikos – Cooperação e Desenvolvimento foram preparadas de acordo com o modelo contabilístico para as entidades do setor não lucrativo que integra o Sistema de Normalização Contabilísticas (SNC-ESNL), conforme disposto no Decreto-Lei nº. 36-A/201, de 9 de março. O SNC-ESNL é composto pelas Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras (BADF), Modelos de Demonstrações Financeiras (MDF), Código de Contas (CC), Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL) e Normas Interpretativas (NI). As demonstrações financeiras que incluem o balanço, a demonstração dos resultados por naturezas, a demonstração dos fluxos de caixa e o anexo, são expressas em euros e foram preparadas de acordo com os pressupostos da continuidade e do regime de acréscimo no qual os itens são reconhecidos como ativos, passivos, fundos patrimoniais, rendimentos e gastos quando satisfaçam as definições e os critérios de reconhecimento para esses, em conformidade com as características qualitativas da compreensibilidade, relevância, materialidade, fiabilidade, representação fidedigna, substância sobre a forma, neutralidade, prudência, plenitude e comparabilidade. Não foram feitas derrogações às disposições do SNC-ESNL. Não existem contas do balanço e da demonstração dos resultados cujos conteúdos não sejam comparáveis com os do período anterior. As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com o princípio do custo histórico. b) Pressuposto da continuidade As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Entidade, mantidos de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal. c) Regime do acréscimo A Entidade regista os seus rendimentos e gastos de acordo com o regime do acréscimo, pelo qual os rendimentos e ganhos são reconhecidos à medida que são gerados, independentemente do momento em que são recebidos ou pagos. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes rendimentos e gastos são registados nas rubricas de “Devedores e credores por acréscimos e diferimentos”

74   

d) Classificação dos ativos e passivos não correntes Os ativos realizáveis e os passivos exigíveis a mais de um ano a contar da data da demonstração da posição financeira são classificados, respetivamente, como ativos e passivos não correntes. e) Passivos contingentes Os passivos contingentes não são reconhecidos no balanço, sendo os mesmos divulgados no anexo, a não ser que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja remota. f) Passivos financeiros Os passivos financeiros são classificados de acordo com a substância contratual independentemente da forma legal que assumam. g) Eventos subsequentes Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que existiam nessa data são refletidos nas demonstrações financeiras. Caso existam eventos materialmente relevantes após a data do balanço, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras. h) Derrogação das disposições do NCRF-ESNL Não existiram, no decorrer do exercício a que respeitam estas demonstrações financeiras, quaisquer casos excecionais que implicassem a derrogação de qualquer disposição prevista pelo NCRF-ESNL 3. Principais políticas contabilísticas As principais políticas de contabilidade aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras são as que abaixo se descrevem. Estas politicas foram consistentemente aplicadas a todos os exercícios apresentados, salvo indicação em contrário. 3.1. Moeda funcional e de apresentação As demonstrações financeiras da Oikos são apresentadas em euros. O euro é a moeda funcional e de apresentação. As transações em moeda estrangeira, relativas a projetos, são transpostas para a moeda funcional utilizando as taxas de câmbio do InfoEuro mensal à data da transação ou outro, se exigido pelos financiadores. 3.2. Ativos fixos tangíveis Os ativos fixos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das depreciações e das perdas por imparidade acumuladas. As depreciações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.

As taxas de depreciação utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:
Anos de vida útil

Equ ipamento básico Ferramentas e utensílios Equ ipamento administrativo Outros activos fixos tangíveis

4 - 10 3-7 3 -8 4-8

As despesas com reparação e manutenção destes ativos são consideradas como gasto no período em que ocorrem. As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate de ativos fixos tangíveis são determinadas pela diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação/abate, sendo registadas na demonstração dos resultados nas rubricas “Outros rendimentos e ganhos ” ou “Outros gastos e perdas”, consoante se trate de mais ou menos valias. 3.3. Ativos financeiros detidos para negociação Os ativos financeiros detidos para negociação são reconhecidos na data em que são substancialmente transferidos, os riscos e vantagens inerentes. São inicialmente registados pelo seu valor de aquisição.

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Após o reconhecimento inicial, os ativos financeiros disponíveis para venda são mensurados por referência ao seu valor de mercado à data do balanço, sem qualquer dedução relativa a custos da transação que possam vir a ocorrer até à sua venda. Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor são registados no capital próprio, na rubrica “Reserva de justo valor” até o ativo ser vendido, recebido ou de qualquer forma alienado, ou nas situações em que se entende existir perda por imparidade, momento em que o ganho ou perda acumulada é registado(a) na demonstração dos resultados. 3.4. Caixa e equivalentes de caixa Esta rubrica inclui caixa, depósitos à ordem em bancos, ambos imediatamente realizáveis. 3.5. Provisões A Entidade analisa de forma periódica eventuais obrigações que resultam de eventos passados e que devam ser objeto de reconhecimento ou divulgação. A subjetividade inerente à determinação da probabilidade e montante de recursos internos necessários para o pagamento das obrigações poderá conduzir a ajustamentos significativos, quer por variação dos pressupostos utilizados, quer pelo futuro reconhecimento de provisões anteriormente divulgadas como passivos contingentes. 3.6. Fornecedores e outras contas a pagar As contas a pagar a fornecedores e outros credores, que não vencem juros, são registadas pelo seu valor nominal, que é substancialmente equivalente ao seu justo valor. 3.7. Financiamentos bancários Os empréstimos são registados no passivo pelo valor nominal . Os encargos financeiros apurados de acordo com a taxa de juro efetiva são registados na demonstração dos resultados de acordo com o regime do acréscimo. 3.8. Locações Todos os contratos de locação da Entidade são considerados como operacionais e as rendas devidas são reconhecidas como gasto na demonstração dos resultados numa base linear durante o período do contrato de locação.

4. Ativos fixos tangíveis O movimento ocorrido nos ativos fixos tangíveis e respetivas depreciações, nos exercícios de 2012 e de 2011 foi o seguinte:
31 de De ze mbro de 2011 Saldo e m 01-Jan-11 Aquisiçõe s / Dotaçõe s Saldo e m 31-De z -11

Abate s

Transfe rê ncias

Re valoriz açõe s

C usto: Edifícios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte Equipamento biológico Equipamento administrativo Outros activos fixos tangíveis Investimentos em curso 92.270 143.048 13.916 249.234 De pre ciaçõe s acumuladas Edifícios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte Equipamento biológico Equipamento administrativo Outros activos fixos tangíveis 92.270 143.048 13.698 249.016 219 219 92.270 143.048 13.916 249.234 1.983 1.983 92.270 145.031 13.916 251.217

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31 de De ze mbro de 2012 Saldo e m 01-Jan-12 C usto: Edifícios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte Equipamento biológico Equipamento administrativo Outros activos fixos tangíveis Investimentos em curso 92.270 145.031 13.916 251.217 De pre ciaçõe s acumuladas Edifícios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte Equipamento biológico Equipamento administrativo Outros activos fixos tangíveis 92.270 143.268 13.916 249.454 661 661 92.270 143.929 13.916 250.115 92.270 145.031 13.916 251.217 Aquisiçõe s / Dotaçõe s Abate s Transfe rê ncias Re valoriz açõe s Saldo e m 31-De z -12

5. Estado e outros entes públicos Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 a rubrica “Estado e outros entes públicos” no ativo e no passivo, apresentava os seguintes saldos:
31-De z -12 Activo Imposto sobre o rend. das pessoas colectivas (IRC) Imposto sobre o valor acrescentado (IVA) Outros impostos e taxas Passivo Imposto sobre o rend. das pessoas colectivas (IRC) Imposto sobre o valor acrescentado (IVA) Imposto sobre o rend. das pessoas singulares (IRS) Segurança Social Outros impostos e taxas 10.177 22.063 32.240 5.529 12.147 17.676 31-De z -11

6. Outras contas a receber Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, a rubrica “Outras contas a receber” tinha a seguinte composição:
31-De z -12 Não corre nte Pessoal Devedores por acréscimos de rendimentos Devedores por projectos em curso Devedores diversos Perdas por imparidade acumuladas 696.098 696.098 696.098 C orre nte 439.823 931.552 6.524 1.377.899 1.377.899 31-De z -11 Não corre nte 696.098 696.098 696.098 C orre nte 1.013.033 1.204.781 51.829 2.269.643 2.269.643

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7. Diferimentos Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 os saldos da rubrica “Diferimentos” do ativo e passivo foram como segue:
31-De z -12 Dife rime ntos ( Activo) Valores a facturar Seguros pagos antecipadamente Juros a pagar Outros gastos a reconhecer Dife rime ntos ( Passivo) Rendimentos a reconhecer Outros rendimentos a reconhecer 1.995.526 1.995.526 2.383.603 2.383.603 604 407 1.012 488 395 883 31-De z -11

8. Ativos financeiros detidos para negociação Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, os movimentos ocorridos na valorização dos ativos financeiros disponíveis para venda, valorizados ao respetivo justo valor, apresentavam-se como segue:
31-De z-12 31-De z-11

Saldo (justo valor) a 1 de Janeiro Aquisições no período (a) Alienações no período (b) Aumento (diminuição) no justo valor Justo valor a 31 de Dezembro

719 (322) 396

2.651 192 (2.124) 719

Os ativos financeiros disponíveis para venda e os respetivos valores de custo e de mercado, em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, foram os seguintes:
31-De z -12 Valor custo Acções do Millennium BCP 9.309 9.309 Justo valor 396 396 31-De z -11 Valor custo 9.309 9.309 Justo valor 719 719

9. Caixa e depósitos bancários Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, os saldos desta rubrica apresentavam-se como segue:
31-De z -12 31-De z -11

Caixa Caixa - moeda estrangeira Depósitos à ordem Depósitos à prazo Outras

560 238 20.253 21.051

650 2.504 246.491 249.644

10. Provisões

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O movimento ocorrido nas provisões acumuladas durante os exercícios findos em 31de dezembro de 2012 e de 2011, foi o seguinte:
31-De z -12 31-De z -11

Saldo a 1 de Janeiro Reforço no período (i) Reduções no período (ii) Utilizações (iii) Saldo a 31 de Dezembro

25.183 (17.794) (1.500) 5.889

25.183 25.183

11. Financiamentos obtidos Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 os saldos desta rubrica apresentavam-se como segue:
31-De z -12 Não corre nte Corre nte 31-De z -11 Não corre nte Corre nte

Empréstimos bancários m.l.prazo Contas caucionadas Descobertos bancários contratados Outros empréstimos

45.833 45.833

63.095 63.095

108.928 108.928

264.286 264.286

Os empréstimos bancários não correntes são reembolsáveis de acordo com os seguintes prazos de reembolso:
Prazos de ree mbolso 31-De z-12 31-De z-11

Menos de um ano 1 a 2 anos 2 a 3 anos 3 a 4 anos 4 a 5 anos Mais de 5 anos

45.833 45.833

63.095 45.833 108.928

12. Outras contas a pagar Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 a rubrica “Outras contas a pagar” não corrente e corrente tinha a seguinte composição:
31-De z -12 Não corre nte Pessoal Credores por acréscimos de gastos Credores por projectos em curso Outras contas a pagar Corre nte 48.825 193.917 138.475 173.212 554.428 31-De z -11 Não corre nte Corre nte 270.788 287.607 5.968 564.363

13. Fornecedores Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011 a rubrica “Fornecedores” tinha a seguinte composição:

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31-De z -12 Forne ce dore s Grupo / ge rais re lacionados Forne ce dore s Fornecedores conta corrente Fornecedores conta títulos a pagar Fornecedores recepção e conferência Fornecedores outros 35.048 35.048 -

31-De z -11 Forne ce dore s Grupo / ge rais re lacionados 72.890 72.890 -

A antiguidade dos saldos de fornecedores a 31 de dezembro de 2012 era a seguinte:
0-30 dias Fornecedores conta corrente Fornecedores outros 2.522 2.522 31-60 dias 7.383 7.383 61-90 dias 1.428 1.428 > 90 dias 23.715 23.715 Total 35.048 35.048

14. Subsídios, doações e legados à exploração Nos períodos de 2012 e de 2011 a Entidade reconheceu rendimentos decorrentes do seguinte:
31-De z -12 Rendimentos a reconhecer -saldo inicial Devedores por acréscimos de rendimentos - saldo inicial Financiamentos recebidos no exercício Rendimentos a reconhecer -saldo final Devedores por acréscimos de rendimentos - saldo final 2.383.603 -1.013.033 2.283.452 -1.995.526 439.823 2.098.318 31-De z -11 1.618.886 -365.679 3.354.647 -2.383.603 1.013.034 3.237.285

Resultante dos financiamentos recebidos nos exercícios findos, como segue:
31-De z-12 31-De z-11

Doadores institucionais Públicos IPAD CE/DG - ECHO CE/DG - DV IEFP-Instituto do Empregos e Formação Profissional IGFSS-Instituto de Gestão Financeira Segurança Social UN - Habitat Embaixada do Quatar - Cuba Embaixada do Japão - Cuba FIDA (acordo FIDA/Gov. Moçambique) Cooperación Española ONG Internacionais -Co-financiamento de projectos CE Privados ONG - Internacionais Fundações e empresas Parceiros locais Donativos e campanhas Campanhas e eventos Movimento de Cidadãos Solidários Donativos gerais 131.477 23.983 7.762 2.283.452 33.559 30.360 14.840 3.354.647 12.176 7.455 21.076 318.498 15.868 68.241 713.148 424.824 10.344 72.544 81.778 328.800 400.919 337.329 327.413 1.159.632 11.040 7.927 128.721 685.682 175.391 87.310

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15. Fornecimentos e serviços externos A repartição dos fornecimentos e serviços externos nos períodos findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, foi a seguinte:
31-De z-12 31-De z-11

Subcontratos Serviços especializados Materiais Energia e fluídos Deslocações, estadas e transportes Serviços diversos Rendas e alugueres Comunicação Outros

29.841 730 3.060 823 21.227 4.448 5.814 10.965 55.680

34.007 2.490 2.382 7.797 17.085 6.469 6.403 4.213 63.761

16. Gastos com o pessoal A repartição dos gastos com o pessoal nos períodos findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, foi a seguinte:
31-De z-12 31-De z-11

Remunerações dos orgãos sociais Remunerações do pessoal Beneficios pós-emprego Indemnizações Encargos sobre remunerações Seguros Gastos de acção social Outros gastos com pessoal

338.433 68.978 3.856 56 713 412.035

299.000 4.305 57.041 2.352 149 798 363.645

O número médio de empregados da Entidade, na sede da Entidade, no exercício de 2012 foi 15 e no exercício de 2011 de 14. 17. Provisões (aumentos / reduções) No exercício verificou-se uma redução na Provisão para processos judiciais em curso, constituída em 2008 pelo valor de € 21.794, resultante de um acordo judicial com um ex-colaborador junto do Tribunal de Trabalho de Lisboa no montante de € 4.000

18. Aumento /redução de justo valor Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, o detalhe desta rubrica era segue:
31-De z -12 Aume nto Re dução Total Aume nto 31-De z -11 Re dução Total

Em instrumentos financeiros Em investimentos financeiros Em propriedades de investimento Em activos biológicos

-

(322) (322)

(322) (322)

192 192

(2.124) (2.124)

(1.932) (1.932)

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19. Outros rendimentos e ganhos Os outros rendimentos e ganhos, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, foram como segue:
31-De z -12 31-De z -11

Rendimentos suplementares Descontos de pronto pagamento obtidos Recuperação de dívidas a receber Ganhos em inventários Rendimentos e ganhos em subsidiárias e associadas Rendimentos e ganhos nos restantes activos financeiros Rendimentos e ganhos em inv. não financeiros Outros rendimentos e ganhos

159 1.248 1.407

16 16

20. Outros gastos e perdas Os outros gastos e perdas, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, foram como segue:

31-De z-12

31-De z-11

Impostos Descontos de pronto pagamento concedidos Divídas incobráveis Gastos em projectos/campanhas Portugal Africa América Central e Caraíbas América do Sul Outros Quotizações Correcções relativos a períodos anteriores Outros não especificados

273.381 555.139 1.037.605 81.630 475 1.948.229

149.053 724.927 1.979.076 219.109 325 128 3.072.618

21. Gastos/reversões de depreciação e de amortização Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, os gastos com depreciações e amortizações apresentavam-se como segue:
31-De z -12 Gastos Re ve rsõe s Total Gastos 31-De z -11 Re ve rsõe s Total

Propriedades de investimento Activos fixos tangíveis Activos intangíveis

661 661

-

661 661

220 220

-

220 220

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22. Resultados financeiros Os resultados financeiros, nos períodos de 2012 e de 2011, tinham a seguinte composição:
31-De z -12 Juros e re ndime ntos similare s obtidos Juros obtidos Dividendos obtidos Outros rendimentos similares Juros e gastos similare s suportados Juros suportados Diferenças de câmbio desfavoráveis Outros gastos e perdas de financiamento Re sultados finance iros 29.688 29.688 29.650 7.457 7.457 7.457 (38) (38) 31-De z -11

23. Resultados transitados Por decisão da Assembleia Geral, realizada em 21 de dezembro de 2012, foram aprovadas as contas do exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e foi decidido que o resultado líquido referente a esse exercício fosse integralmente transferido para a rubrica Resultados transitados. Paralelamente, e como resultados das alterações de política contabilística ocorridas em 2010, consequência da adoção das NCRF a entidade manteve em vigor as normas de especialização dos PCGA para os projetos em curso aquando da transição. Com o encerramento desses projetos, verificou-se que a “não especialização ” originou impacto líquido nos dois últimos exercícios, quer positivo quer negativo, na conta Resultados Transitados na ordem de € 88.649, que se reverteu neste exercício. Os projetos em causa, são os seguintes: 3A36 – Jango (Angola), 4B03- Triar (Bolívia) e os de Moçambique; 3B31- Sekelete Motaze I, 3B11- Macia, 3B19-Echo Zambézia, 3B20- Distribuição alimentalZambézia, 3B21- Distribuição bens alimentares-OIM, 3B14-Seg. alimentar-Mandima, 3B16-Dinamização pesca artesanal-Ilha , 3B25-Reforço da comunicação p/ preparação desastres e redução de riscos, 3B18- Skeleta- Motaze II, 3B26- Morrumbala, 3B22- Dipecho I, 3B23- Segurança alimentar- cheias e ciclones, 3B27- Dipecho II e 3B28Sekelete Motaze- Cafod. 24. Compromissos Em 31 de dezembro de 2012, a Entidade dispunha de equipamento básico em regime de locação operacional, sendo as responsabilidades como locatária, relativas a rendas não vencidas e respetivo IVA não dedutível, no valor de 18.027 euros. Aquelas rendas vencem-se nos próximos exercícios e podem ser explicitadas da seguinte forma:
Activo / Equipame nto Equipamento Phaser 3635 MFP Equipamento WCP 7425 < 1 ano 1.378 4.832 Re ndas vince ndas 1 a 5 anos 2.541 9.275 Total 3.920 14.107

25. Eventos subsequentes Não são conhecidos à data quaisquer eventos subsequentes, com impacto significativo nas Demonstrações Financeiras de 31 de dezembro de 2012. 26. Informações exigidas por diplomas legais A Administração informa que a Entidade não apresenta dívidas ao Estado em situação de mora, nos termos do Decreto-Lei 534/80, de 7 de novembro. Dando cumprimento ao estipulado no Decreto nº 411/91, de 17 de outubro, a Direção Executiva informa que a situação da Entidade perante a Segurança Social se encontra regularizada, dentro dos prazos legalmente estipulados.

 

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