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9° Ano - A República Chega ao Brasil

AULA - A REPÚBLICA CHEGA AO BRASIL • 1889 – o Brasil passou pelo movimento que instaurou o regime republicano em substituição ao Reinado de Pedro II; • Elites agrárias e exército: preocupados em instaurar um regime político que conduzisse o país à modernidade industrial; • População: assistia as mudanças no governo sem compreender o que ocorria; • A ideia principal: com a República superaríamos o atraso herdado da colonização; • Ampliação das ferrovias, portos remodelados – ajudaram a inserir o Brasil no mercado internacional; • Projeto republicano de modernização: europeização das cidades não eliminou as discrepâncias (diferenças) sociais; • Modernidade e Exclusão: escravos recém-libertos, mulheres sem direitos políticos • O longo governo de D. Pedro II: (1840-1889) – havia uma relativa estabilidade política, proporcionada principalmente pelo desenvolvimento econômico trazido pelas vendas do café para o exterior; Crescimento da Economia: o primeiras ferrovias; o Indústria de bens de consumo (tecidos); o Aumento da população urbana; QUESTÃO ESCRAVISTA • Crise do regime monárquico: 1870 e se intensificou em 1880; • Fim da escravidão no Brasil: 1888 – Lei Áurea; • Trabalho Escravo: por 4 séculos acompanhou o desenvolvimento econômico do país; Contribuiu para a formação de grandes fortunas (aristocracia brasileira, traficantes, governos europeus); • A extinção do trabalho escravo: só ocorreu no final do século XIX, quando todos os países da América já o haviam substituído pelo trabalho livre; • 1850: Lei Eusébio de Queiroz; • 1860: muitos escravos foram libertos para atuar na Guerra do Paraguai (18641870); • Oeste Paulista: os grandes cafeicultores resistiram em acabar com a escravidão; • Joaquim Nabuco (1849-1910): Foi um dos mais importantes críticos da escravidão no Brasil, defensor da monarquia liberal. • Abolição Lenta e Gradual – A Legislação Abolicionista: o Lei Rio Branco (Lei do Ventre Livre) – 1871: declarava livres os filhos de mulher escrava nascido a partir daquela data; o Lei Saraiva-Cotegipe (Lei dos Sexagenários) – 1885 – libertava os escravos com

• 1840: primeiras experiências com o trabalho livre. • A fuga de escravos tornava-se cada vez mais freqüente. assinou a Lei Áurea. Estes cangaceiros tinham as fazendas dos coronéis como alvo principal para os seus saques. • A abolição não provocou o colapso da produção agrícola. • Associações e clubes: voltavam-se contra a escravidão – juntavam dinheiro para comprar cartas de alforrias. a monarquia perdeu uma importante força de sustentação política. Por atacarem a base política da República Velha. • São Paulo e Rio de Janeiro: receberam grandes contingentes de escravos libertos – sem qualificação profissional foram obrigados a aceitar os trabalhos mais pesados e mal remunerados. que para fugirem do autoritarismo do coronel e da miséria da seca se revoltavam e se uniam. • Grande parte continuou trabalhando para seus senhores. inclusive mais honrosa do que a da elite dominante. • Sem os proprietários de escravos tradicionais. formando os temíveis bandos de cangaceiros que. As causas que se relacionam ao Cangaço são os períodos de seca e a miséria que atingia nestes momentos até os jagunços dos coronéis (assalariados do crime). para os seus membros. Pedro II no trono. como Santos – Formaram o quilombo do Jabaquara. • Ativistas – entre eles filhos de fazendeiros – organizavam grupos para ajudar os escravos a fugir das fazendas. estes cangaceiros tiveram que enfrentar as "volantes" formadas por policiais da Guarda Nacional e pelo exército. • No Vale do Paraíba muitos escravos passaram a trabalhar no sistema de parcerias. • 1885: Campanha abolicionista tornou-se mais intensa. . tornaram-se pequenos sitiantes.mais de 65 anos e estabelecia normas para uma abolição gradual mediante indenização. REVOLTAS NA REPÚBLICA VELHA O CANGAÇO A história do Cangaço inicia-se a partir de 1870 e vai até 1940. • Muitos negros fugidos foram para lugares seguros. • 13 de maio de 1888 – a Princesa Isabel. tocadores de gado. • No Rio de Janeiro: muitos ex-escravos já trabalhavam com donos de oficinas artesanais e de manufaturas. • Fazendeiros do Oeste Paulista já vinham empregando mão-de-obra imigrante em suas fazendas. que chegou a reunir cerca de 10 mil trabalhadores. • Os escravos depois da escravidão – as condições que os escravos adquiriram após a abolição depende de cada Estado. não passava de uma forma de vida. • Os cafeicultores se sentiam traídos pelo governo. que substituía o pai D. • Para eles o fim da monarquia era a oportunidade de assumir o comando da política brasileira. abolindo a escravidão no Brasil.

seu companheiro e líder de bando. (NÃO FALEI QUE ELE ERA UMA GRACINHA??) O povo.O maior e mais temível bando de cangaceiros foi o de Lampião que. exigiu uma raivosa ofensiva das tropas do governo de Prudente de Moraes para destruir aquela comunidade. O fim do Cangaço inicia-se com a morte de Lampião. e termina definitivamente com a morte do último cangaceiro. o Nordeste. tudo era de todos. impôs o medo à oligarquia nordestina e a quem a servia. por sua vez. mas apoiava suas ações de cabras machos. a divisão do trabalho era de acordo com o sexo e a idade. Este estado “socialista” bem dentro da área de domínio da oligarquia mais atrasada do país. o fruto da produção era dividido de acordo com a necessidade de cada família. em 1938. O vício. . o roubo e a prostituição foram banidos desta sociedade e o sentimento religioso tido como a maior posse que se havia de ter. temia os cangaceiros. GUERRA DE CANUDOS Em Canudos. contando com sua mulher Maria Bonita (no cangaço as mulheres participavam em pé de igualdade com os homens) e seus "cabras". Corisco.

na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados. homens.. resistiu até o esgotamento completo. Os romeiros. a Revolta do Contestado. quando caíram seus últimos defensores. eram quatro apenas: um velho. vendia a idéia de que os seguidores de Antônio Conselheiro eram fanáticos religiosos extremamente perigosos que poderiam representar uma ameaça para a sociedade brasileira no futuro.. página 476: "Canudos não se rendeu. caiu no dia 5 de outubro de 1897. Os posseiros haviam sido . que pregava o fim da República e a implantação da monarquia de origem divina. com terras férteis e muita erva mate e madeiras de lei. Exemplo único em toda a história. vindos de diversas localidades. ao anoitecer. salvo pelo início do surto industrial da Primeira Guerra ocorreu a mais importante rebelião camponesa do Sul do país. mulheres. na região entre os estados do Paraná e Santa Catarina. aproximadamente entre 25 e 30 mil vidas destruídas em nome da manutenção da exploração econômica e social da massa trabalhadora brasileira pela elite proprietária”..O governo. seguiam o monge João Maria e seu sucessor José Maria. GUERRA DO CONTESTADO Durante o governo de Wenceslau Brás. dois homens feitos e uma criança. Todos morreram.. As tropas federais só conseguiram derrotar a brava resistência do povo após a terceira expedição e seu derradeiro fim foi muito bem descrito por Euclides da Cunha em sua obra Os Sertões. velhos e crianças. com o auxílio da imprensa.

o governo não perdoou a ousadia daqueles marujos "sem cultura" e "sem responsabilidades". como em nossa história jamais uma revolta popular havia triunfado. Este fato desencadeava constantes epidemias. Embora seu objetivo fosse positivo. Preocupado com esta situação. REVOLTA DA VACINA A situação do Rio de Janeiro. peste bubônica e varíola. que estava a serviço dos interesses dos coronéis e das empresas colonizadoras (madeireiras) multinacionais. o presidente Hermes da Fonseca e o Parlamento cederam às exigências. A população de baixa renda. A campanha de vacinação obrigatória é colocada em prática em novembro de 1904. o então presidente Rodrigues Alves colocou em prática um projeto de saneamento básico e reurbanização do centro da cidade. A destruição das "Vilas Santas" e a morte de milhares de camponeses foi justificada. Os poucos marinheiros que não morreram foram absolvidos em julgamento dois anos depois. o almirante negro. apontando seus canhões para pontos estratégicos da cidade do Rio de Janeiro. Em alguns casos. o São Paulo. é tudo para a gente da Oropa"). ela foi aplicada de forma autoritária e violenta. com o apoio da oposição e parte considerável da população carioca. perante a sociedade brasileira.expulsos da terra por fazendeiros e empresas colonizadoras multinacionais ou eram desempregados da construção de ferrovias na região. era precária. era a principal vítima deste contexto. quando o marinheiro João Cândido. os jagunços e. atacados pela aviação de guerra. pela primeira vez no Brasil. a Guarda Nacional. prendendo e desterrando para a Amazônia seus principais líderes. estoura a Revolta da Chibata. provocando revolta nas . com o objetivo de melhorar as condições sanitárias da cidade. que morava em habitações precárias. Ignorou-se a anistia. Porém. O médico e sanitarista Oswaldo Cruz foi designado pelo presidente para ser o chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública. REVOLTA DA CHIBATA Na noite de 22 de novembro de 1910. tendo que enfrentar o exército do governo brasileiro. A população sofria com a falta de um sistema eficiente de saneamento básico. Os marinheiros só queriam o fim dos castigos corporais na Armada e. no início do século XX. degenerados e violentos rebeldes. como uma luta contra fanáticos. os agentes sanitários invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força. o Bahia e o Deodoro. entre elas. febre amarela. Lutavam conscientemente pela posse das terras ("nóis não tem direito de terra. assumiu o comando do porta-aviões Minas Gerais e outros marujos assumiram o controle de outras belonaves.

inflação e alto custo de vida) e a reforma urbana que retirou a população pobre do centro da cidade. Em 16 de novembro de 1904. apedrejam prédios públicos e espalham a desordem pela cidade. o presidente Rodrigues Alves revoga a lei da vacinação obrigatória.pessoas. As manifestações populares e conflitos espalham-se pelas ruas da capital brasileira. derrubando vários cortiços e outros tipos de habitações mais simples. . Essa recusa em ser vacinado acontecia. pois grande parte das pessoas não conhecia o que era uma vacina e tinham medo de seus efeitos. Populares destroem bondes. impulsionada também pela crise econômica (desemprego. colocando nas ruas o exército. Em poucos dias a cidade voltava a calma e a ordem. A revolta popular aumentava a cada dia. a marinha e a polícia para acabar com os tumultos.