UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA DISCIPLINA: Metodologia da Pesquisa I PROFESSOR

: Francisco de Assis Noberto

Modelos de Fichamento 1. Modelo de Fichamento: Cabeçalho: Assunto, Referência do livro, periódico ou site, Corpo do texto; Papel branco (Preferencialmente em formato A4); Impressão em face única (anverso da folha); Espaçamento entre linhas: 1,5 cm.; Fonte: Arial ou Times New Roman; Tamanho da fonte: 12; Alinhamento: a Esquerda (Referência do material estudado) e Justificado para o corpo do texto; Paginação: parte superior à direita, numerar a partir da segunda página do fichamento; Margens: Superior e Esquerda: 3 cm.; Inferior e direita: 2 cm. Não colocar, no inicio do texto a palavra “Fichamento”; Ao final do texto, não utilizar “Palavras-chave”; A Referência Bibliográfica é um elemento obrigatório em Fichamentos. ASSUNTO: Deve ser escrito o assunto principal do fichamento. Por exemplo, se o texto fala sobre alguma peculiaridade da Introdução ao Direito, logo, deve ser escrito no cabeçalho do fichamento o assunto “Introdução ao Direito”. REFERÊNCIA DO MATERIAL CONSULTADO1: SOBRENOME, Prenome do(s) autor(es) do capítulo. Título e subtítulo (se houver do capítulo). In.: SOBRENOME, Prenome do(s) autor(es) do livro. Título: subtítulo (se houver) do livro. Local de Publicação: Editora, ano. Texto oriundo da leitura feita do material (livro, periódico, site, etc.). Respeitar as normas da língua portuguesa. Redigir o texto sempre de maneira impessoal, ou seja, utilizando o verbo na terceira pessoa do singular, voz ativa, sempre começando o parágrafo com o recuo (1,5 cm ou o espaço de 1 ou 2 tabs – no computador). É permitido utilizar mais de um parágrafo no desenvolvimento do texto. 1 EXEMPLO DE REFERÊNCIA PRONTA: ARAÚJO, Francisco de Assis Noberto Galdino de. Regras gerais de apresentação. In.: FREITAS NETA, Antonia de.; ARAÚJO, Francisco de Assis Noberto Galdino de. Manual de estruturação de um trabalho acadêmico: de acordo com a norma da ABNT NBR-14724/2006. Natal: UFRN, 2010. p. 15-16. 2. Fichamento Bibliográfico: É a descrição, com comentários dos tópicos abordados em uma obra inteira ou parte dela. da injustiça. In.: Breve história do feminismo no Brasil. São TELES, Maria Amélia de Almeida. Educação da mulher: a perpetuação Paulo: Brasiliense, 1993. p. 130132. A obra insere-se no campo da história e da antropologia social. A autora utiliza-se de fontes secundárias colhidas por meio de livros, revistas e depoimentos. A abordagem é descritiva e analítica. Aborda os aspectos históricos da condição feminina no Brasil a partir do ano de 1500. A autora descreve em linhas gerais todo o processo de lutas e conquistas da mulher. 3. Fichamento de Conteúdo É uma síntese das principais idéias contidas na obra. O aluno elabora com suas próprias palavras a interpretação do que foi dito. da injustiça. In.: Breve história do feminismo no Brasil. São TELES, Maria Amélia de Almeida. Educação da mulher: a perpetuação Paulo: Brasiliense, 1993. p. 130132.

até os anos de 1975 em que foi considerado o Ano Internacional da Mulher. aponte para a elaboração de um texto posterior. p.com/regras-abnt/tipostrabalhos-academicos-fichamento>. Fichar é selecionar. ao lado de propostas como educação e a emancipação da mulher e a instauração da República” (p. é comum os assassinos de mulheres serem absolvidos sob a defesa de honra” (p.]. Usar aspas duplas (“ ”) para abrir e fechar as citações. Auxiliar na compreensão do texto. O fichamento é fonte para estudos posteriores. “Uma das primeiras feministas do Brasil.brasilescola. Isso só tem algum valor à medida que se traduzir em documentação pessoal [. 2 . organizar e registrar informações. da injustiça. possa ser consultada posteriormente. Tipos de trabalhos acadêmicos: o fichamento. Nísia Floresta Augusta. Ao final da citação.30).. “Na justiça brasileira. 132) “a mulher buscou com todas forças sua conquista no mundo totalmente masculino” (p. Proporcionar: a memorização de dados relevantes. A autora trabalha ainda assuntos como mulheres da periferia de São Paulo.. de forma a constituir uma documentação que: atenda aos objetivos do leitor. a luta por creches. Disponível em: <http://w. 4. informar a página em que a citação está inserida na obra original. a conexão entre as idéias do texto-base e as do projeto de quem ficha o texto (ou as idéias de que ficha o texto) depositário da obra:/ Outras informações importantes . meio para sistematizar seus próprios estudos. Acesso em: 16 maio 2010. como relato de uma prática. In. ampliar seus conhecimentos a respeito de determinado assunto. SILVA.O trabalho da autora baseia-se em análise de textos e na própria vivência nos movimentos feministas. saúde e sexualidade. Marina Cabral da. Maria Amélia de Almeida. Elucidar tópicos e temas de interesse abordados no texto-base. São TELES. violência. a reflexão sobre as informações lidas. “ouvir aulas [.43). 130132. participação em greves.monografias...] ler livros clássicos e célebres.” Traduzir informações de outro texto de forma mais simplificada: o conhecimento adquirido por meio da leitura se transforma em documento. remeta ao texto-base. defendeu a abolição da escravatura. A autora divide seu texto em fases históricas compreendidas entre Brasil Colônia (1500 – 1822).fichamento RENATO MILHOMEM Arquivado no curso de Engenharia Civil na CEULP É uma forma organizada de registrar as informações obtidas na leitura de um texto. a relação entre as idéias internas do texto-base. Fichamento de Citações Transcrição textual: reprodução fiel das frases que se pretende usar na redação do trabalho. maneira de organizadamente. 1993. Educação da mulher: a perpetuação Paulo: Brasiliense.: Breve história do feminismo no Brasil. Apresentar anotações que sirvam como material organizado para consulta.

‘por meio de’ e a SUADA. • “Vimos. é falar à razão do outro. convencer e persuadir”. com trechos sublinhados e anotações à margem do texto. é necessário que eduquemos nossa sensibilidade aos valores do outro. (Isto pode se confirmar ou não durante o fichamento) Evitar sublinhar idéias repetidas. A arte de argumentar: gerenciando a razão e a emoção. SUBLINHAR é isolar do texto um número reduzido de frases e expressões que melhor sintetizam as informações lidas. •Pesquisa do vocabulário desconhecido Resolver dúvidas ou incertezas relativas ao vocabulário empregado e aos conceitos introduzidos no texto. “Persuadindo as pessoas”. enumerações devem ser evitados. que persuadir é conseguir que as pessoas façam alguma coisa que queremos”. Exemplo: Texto Sublinhado: “Argumentar. capítulo de A arte de argumentar (ABREU. Provoca. Sublinhar implica redução de texto e não transcrição total. 2004: 24-26) . Destacar a idéia que mais lhe chamou a atenção (lhe parece interessante ou tem uma relação com os seus objetivos). Leitura mais cuidadosa. para persuadir alguém de suas idéias. desusa romana da persuasão. O número de frases ou expressões destacadas deve ser reduzido. sem muitos detalhes. (p. casos. Exemplo: Texto Sublinhado: “Argumentar. Devemos considerar o que o outro tem a ganhar ou o que o outro temos a ganhar com o texto persuasivo? Esta questão merece ser aprofundada e ilustrada com outras leituras sobre o tema.. Basta identificá-las uma única vez. provando. sem termos acessórios – advérbios. A. Convencer é saber gerenciar informação. esse alguém passa a pensar com nós. Argumentar é a arte de convencer e persuadir. associações mentais que podem ser esquecidas se não anotadas na hora. convencer e persuadir”. capítulo de A arte de argumentar (ABREU. 2004: 24-26) Nesse parágrafo inicial.(1)Data do fichamento:/ Localização do livro:/ Proprietário ou (4) O autor apresenta a complexidade do ato de persuadir alguém. no leitor. é falar à emoção do outro. Sublinhar textos que representam uma idéia central. por exemplo podem ser sispensados. demonstrando. Etimologicamente. o conceito de argumentar é definido pela composição de duas características: convencer e persuadir. A origem desta palavra está ligada à preposição PER. há pouco. 2004.S. (p. Cotia: Ateliê Editorial. sem anotações Permite o primeiro contato com alguns aspectos da obra como: tema tratado. •Leitura com pausas. 71-72) (1)Registro de dados bibliográficos (2)tema da pesquisa (3) Conteúdo fichado (4) Comentários (5) Observação 1 a ETAPA: PRÉ-FICHAMENTO ETAPA: PRÉ-FICHAMENTO (contato inicial com o texto) •Leitura corrida geral. Quando convencemos alguém. Estão no texto para elucidar ou reafirmar uma idéia que já foi sublinhada. seus aspectos estruturais e estilo do autor.71) Segundo o autor. (2) Argumentação(1) ABREU. Mas em que convencer de diferencia de persuadir? Convencer é construir algo no campo das idéias. significa vencer junto com o outro (com+vencer) e não contra o outro> Persuadir é saber gerenciar a relação. Significava ‘fazer algo por meio do auxílio divino’. Exemplos. Primeira seleção de idéias a serem destacadas.

c)Por itens. de foram que o leitor perceba as relações internas do texto. durante vários séculos. Formas de registrar: b)Por enunciados verbais: Organizado em forma de parágrafos. foi a sua emissão luminosa. repetições – e da construção da ficha de leitura a partir das idéias essenciais identificadas. para fazer o que deseja. de acordo com o modelo sujeito-predicado. Podemos convencer um filho de que o estudo é importante e. comentários. a de que nem sempre as duas características da argumentação estão presentes ao mesmo tempo. apesar disso. O mais comum é a identificação de expressões ou frases síntese para fins de registro em forma de resumo ou elaboração de fichas por itens. ex. destacamos a informação nova. em transcrições. resumos ou comentários. Podemos convencer um fumante de que o cigarro faz mal à saúde.” (p. Apresenta visualmente a estrutura do texto lido. Destacar um entre muitos parágrafos significa que ele é relevante.146) . as reações termonucleares liberam também neutrinos. de que forma esse registro pode ser feito e quais os passos a serem seguidos no processo de fichamento. Além de fótons. frasessíntese ou locuções nominais. 2 Registro das informações. ele continuar fumando. informações essenciais conteúdo. Esse processo de seleção de partes do texto é feito pela supressão das informações acessórias – como exemplos. As idéias principais estão na forma de palavras-chave.). sem sofrer quaisquer alterações. Dispensamos os exemplos e ilustrações a respeito desta idéia. A idéia essencial de um parágrafo revela a mensagem principal em torno da qual se agregam outras idéias complementares (acessórias). Texto transcrito através de enunciados verbais “A geração de energia solar tem origem nas reações termonucleares. Precisa de um empurrãozinho racional de sua própria consciência ou da de outra pessoa. Isto não exclui a fase de supressão.Neste segundo parágrafo. ele continua negligenciando suas tarefas escolares. quando no seu interior dois átomos de hidrogênio se convertem em um de hélio. Os apontamentos são feitos por meio de frases verbais. Muitas vezes. -corpúsculos de luz -. mas não conseguimos persuadi-las. ilustrações. conseguimos convencer as pessoas. 2 a ETAPA: FICHAMENTO ETAPA: FICHAMENTO (organização e registro das informações) •Releitura do texto com o objetivo de elaborar a ficha de leitura. p. com a liberação de energia. esquematizados: Organizado em forma de tópicos (números ou itens). Informações essenciais: (corpo da ficha de leitura) 1o passo: consulta ao que foi anteriormente sublinhado ou destacado no texto. O que registrar: referência bibliográfica. Pode-se fazer a transcrição de excertos do texto (um parágrafo. Algumas vezes uma pessoa já está persuadida a fazer alguma coisa e precisa apenas ser convencida. É preciso saber o que registrar nas fichas. e. A principal fonte de informação dobre o Sol. apesar disso. As idéias selecionadas são organizadas hierarquicamente. Leitura mais orientada acompanhada do registro de dados. tema (mensagem essencial do autor). partículas capazes de atravessar as camadas externas do Sol.

] exercício de conhecer as pessoas e as coisas [. Descobrimos [. também. 2) neutrinos: partículas que atravessam as camadas externas sem sofrer alterações. Comentário O leitor. Isto acontece quando adquirimos a capacidade de ver os mesmos panoramas como outros olhos. 2002 (p.. você encontre alguma dificuldade.146-149) Organizado por itens Processos de geração da energia solar: 1) origem nas reações termonucleares 2) conversão de dois átomos de H em um de He.] realizar o [. podemos.. Rio de Janeiro: Ediouro. Transcrição sem cortes “Por meio da leitura. faz algum comentário pertinente a respeito do texto fonte. O livro de ouro do universo. podemos [. O livro de ouro do universo. Descobrimos.. mas.] uma outra maneira de transformar o mundo. o autor refere-se às reações termonucleares.. realizar o saudável exercício de conhecer as pessoas e as coisas. Pode ser utilizado como citação em um trabalho futuro. “Para onde vão os neutrinos solares?”. texto adaptado) Neste capítulo.” (p. pela transformação de nossa própria mente. que são partículas que atravessam as camadas externas do Sol sem sofrer alterações.. adequada às condições intelectuais e sociais. transcrição de parágrafo sem cortes transcrição com supressão de termos transcrição com supressão de parágrafos Resumo Faz um resumo ou adaptação do texto lido para registrar de forma mais elucidativa. além de transcrever ou resumir partes do texto.146-149) Modalidades de registro: Transcrição textual O leitor faz a transcrição exata de trechos do texto. 2002 (p. reorganizá-los e registrá-los. Não vem entre aspas é texto do leitor..14) Transcrição com supressão de parágrafo intermediário “Por meio da leitura.. Isto acontece quando adquirimos a capacidade de ver os mesmos panoramas como outros olhos. “Para onde vão os neutrinos solares?”. Selecionar os dados a serem destacados (o essencial).]..146-149) Texto resumido através de enunciados verbais Na introdução deste capítulo... o autor apresenta quatro condições para o processo de argumentação: 1o definir uma tese e estabelecer o problema para o qual ela é a resposta. Salienta que na emissão luminosa do Sol – uma reação termonuclear – além da liberação de fótons...].” Talvez no início.14) Resumo (resumida. O excerto deve vir entre aspas e deve constar a referência. 2o ter uma linguagem comum. Isto acontece quando adquirimos a capacidade de ver os mesmos panoramas como outros olhos.. podemos [.. parafrásica. Descobrimos [. Rio de Janeiro: Ediouro.] exercício de conhecer as pessoas e as coisas [.MOURÃO.. há a liberação de neutrinos.] realizar o [. à medida que for lendo. Ronaldo Rogério de Freitas.” (p. MOURÃO. 2002 (p.] uma outra maneira de transformar o mundo... Ronaldo Rogério de Freitas. Rio de Janeiro: Ediouro. O livro de ouro do universo. 3o ter um contato positivo. pela transformação de nossa própria mente. com o auditório.14) Transcrição com supressão de termos “Por meio da leitura. Comentário . sem limites no espaço e no tempo.. (p.. Ronaldo Rogério de Freitas. pela transformação de nossa própria mente.. uma outra maneira de transformar o mundo.. MOURÃO. 3) liberação de energia Partículas liberadas durante a emissão luminosa do Sol (reação termonuclear): 1) fótons: corpúsculos de luz. “Para onde vão os neutrinos solares?”. pois.

(1) “Vimos. ítens ou combinados. Todo texto ensaístico completo (isso não se aplica. (p. ou se vai partir de um princípio geral e deduzir suas conseqüências). “Persuadindo as pessoas”. uma leitura corrente exploratória. o que nos auxiliará muito no passo seguinte. Cotia: Ateliê Editorial. [Fichamento de] Texto ensaístico . 71-72) (1)Registro de dados bibliográficos (2)tema (mensagem central) (3) Conteúdo fichado (4) Comentários (5) Conclusão Metodologia de trabalhos acadêmicos Raquel Sousa | 0 comentários Arquivado no curso de Psicologia na UGF METODOLOGIA DO TRABALHO ACADÊMICO . Além disso. Devemos aproveitar essa primeira leitura para numerar os parágrafos.71) Segundo o autor. b) Desenvolvimento — é o corpo do texto. Muitas delas se resolverão na segunda leitura. os argumentos e as afirmações com que o autor constrói um edifício de relações entre as partes.consiste na identificação das partes principais do textos. Devemos considerar o que o outro tem a ganhar ou o que o outro temos a ganhar com o texto persuasivo? Esta questão merece ser aprofundada e ilustrada com outras leituras sobre o tema. Devemos considerar o que o outro tem a ganhar ou o que temos a gruas com o texto persuasivo? Esta questão merece ser aprofundada e ilustrada com outras leituras sobre o tema. 4) Comentários 5) Conclusão final ( 5) Sua conclusão/apreciação final (4) O autor apresenta a complexidade do ato de persuadir alguém. Do que se trata o texto. o método. a trechos retirados de um todo maior) apresenta de forma mais ou menos clara três partes distintas: a) Introdução – nela o autor coloca o problema ou a indagação que o levou a escrever o texto. que apresenta os dados. uma idéia do assunto tratado. 2º passo .S. 1º passo .1. nela o autor coloca também o ponto de vista ou o ângulo sob o qual [ele vai abordar] o assunto será abordado e. A arte de argumentar: gerenciando a razão e a emoção. A. é necessário que eduquemos nossa sensibilidade aos valores do outro. (p. então.O ensaio é um texto literário não-ficcional.. O que o autor defende. do conjunto de argumentos que foram desenvolvidos. que persuadir é conseguir que as pessoas façam alguma coisa que queremos”. é claro. e que constitui o seu pensamento original. o autor apresenta a complexidade do ato de persuadir alguém. A introdução nos da. registrado como: transcrição (com ou sem supressão). sem nos determos nas dificuldades. quando já tivermos uma idéia do texto todo. o caminho que vai seguir (se vai apresentar casos para chegar a uma generalização.PARTE I Prof. para persuadir alguém de suas idéias.No primeiro parágrafo deste capítulo. (2) (Tese central do texto.) (1) ABREU. agora. há pouco. resumo ou ambos. . às vezes. Vamos estudar. Combinada (mista): com transcrição e/ou resumo e comentário Os fichamentos que você fará nesta disciplina (valem nota) Devem conter: 1)Registro de dados bibliográficos • Tema (mensagem central) • Conteúdo fichado na forma de: enunciados verbais. devemos fazer. as idéias. a partir do ponto de vista escolhido pelo autor. razoavelmente curto. propõe. 2004. A partir da indagação/problema colocada na introdução. em primeiro lugar. que trata de um único assunto.para facilitar o trabalho de fichamento de um texto ensaístico. waldemar neto 1. o desenvolvimento revela como o autor conduziu a procura de soluções/explicações e quais os caminhos que escolheu em detrimento de outros. o fichamento passo a passo. ou seja.

Na terceira etapa. Apresentando isso em forma de plano. entregandonos ao prazer de ler e nos envolvendo com o assunto. como foi explicada no item anterior. 3º passo . temos: Introdução (parágrafos 1 a 3): a)relato que evidencia a função da escola como a de ensinar a ler. ou seja. as idéias e os valores que o autor defende e que nos cabe buscar no texto. como a de somente ensinar a ler. a seguir. Para isso. O texto literário também apresenta uma idéia central e um encadeamento lógico detectado por meio das situações apresentadas que levam a um final (não necessariamente a uma conclusão). numerando cuidadosamente cada idéia principal e indicando quais as idéias subordinadas [que a ela estão ligadas] a essa idéia principal. RESUMO DA INTRODUÇÃOTÓPICOS Parágrafo 1: O autor relata a história de um jovem das 1. o plano lógico a partir do qual o texto foi escrito. isto é. conforme quadro a seguir. Finalizando nosso trabalho. c) Conclusão: parágrafo 10. A Introdução. constitui-se das seguintes partes. Para tanto. Parágrafo 3º: Cartas de leitores comentam os outros textos do autor e que o motivaram a escrever o presente ensaio sobre a arte da leitura. Parágrafo 2: A maioria das pessoas pressupõe que todos os que saem da escola sabem ler porque não percebe que ler é compreender um texto. que não dependem uns dos outros. fazemos a leitura emocional. b)o conceito de leitura como compreensão de texto. para examinar a relação que as idéias mantêm entre si e elaborar o plano do texto: quais as idéias. através da sua trama. vamos levantar a estrutura. isto é. Podemos dividir o texto nas seguintes partes: a) Introdução: parágrafos 1 a 3.A construção do texto literário não obedece ao mesmo tipo de organização que o de texto ensaístico. c)motivação do autor para escrever o ensaio e apresentação do se tema: a arte da leitura. Perguntamos: A que diz respeito a idéia principal do parágrafo? Há uma Palavra ou um título que condense o assunto que está sendo tratado? Para exemplificar esses procedimentos. portanto. Podemos perceber a estrutura de cada capítulo pelo tamanho da letra usada para compor os títulos de cada tópico (tipo maior) e subtópico (tipo menor). 1. Vemos que os capítulos estão no mesmo nível de importância (mesmo tamanho. devemos proceder da forma explicada a seguir. fatos ou argumentos apresentados que estão mo mesmo nível. estamos prontos para a quarta etapa. O conceito de leitura como compreensão de texto.agora. As perguntas que nos orientam permanecem as mesmas: Como foi montada a história? Quais os aspectos . isso se dá de forma encoberta. idéias coordenadas. [O segundo passo] é fazer o levantamento do nível denotativo. [Fichamento de] Textos literários . a única função da escola é ensinar a ler.c) Conclusão — cada a construção desemboca em algumas afirmações ou em novas indagações decorrentes da organização e do desenvolvimento do texto. e mesmo tipo de letra). na Leitura Complementar. sendo. e que há diferentes níveis de compreensão. Motivação para escrever o ensaio e apresentação do seu tema: a arte da leitura. resumimos em poucas palavras as idéias principais de cada parágrafo para poder. vamos nos utilizar do texto Da arte brasileira de ler o que não está escrito. [Como primeiro passo]. isto é.2. o significado imediato. 4º passo . organizamos esses tópicos sob a forma de plano. literal do texto. Para os habitantes da região. uma vez que dependem do assunto principal. agrupá-las sob tópicos gerais. 3. que se encontra no final deste prólogo. b) Desenvolvimento: parágrafos 4 a 9. de Cláudio de Moura Castro. menos direta. 2. A história contada vai revelar. por sua vez. mas que se somam no desenvolvimento do texto? Quais as idéias que dependem ou são subdivisões de outras? Tomando como exemplo o índice deste livro. Relato de caso que coloca a função da escola montanhas do Líbano que causou estranheza aos vizinhos por ter sido enviado para a capital a fim de continuar os estudos. Apesar de o escritor também mostrar uma parte da realidade e defender idéias. mais figurada. As subdivisões de cada capítulo. são idéias subordinadas.

O objetivo principal desse tipo de fichamento é o levantamento mais completo possível de informações sobre determinado assunto. sobre determinado assunto. 1. Devemos ter o cuidado de sempre colocar entre aspas qualquer informação que seja uma citação. em geral. o tópico e o subtópico ao qual se refere. Coordenação e edição de Margarida dos Anjos & Marina Baird Ferreira. conta a história de Galileu (século XVII). Entretanto. Rio de Janeiro. indicando. a história apresentada no texto. FERREIRA. a história apresentada no texto.3. [Nota do Compilador] Tópico: ENSAIO Subtópico: Definição S. Não nos esqueçamos de que resumir é contar. com a indicação da página e parágrafo. porém menos aprofundado e/ou menor que um tratado forma e acabado. a democratização do saber e o questionamento das ações daqueles que detêm o poder. [Nota do Compilador] 2 Teoria de que a terra é o centro do universo. do texto: Que tema o autor está discutindo? Que idéias.Obra literária em prosa. Esse é o resumo do enredo da peça. teremos o resumo do enredo ou trama. Exemplo: [Assim] Desse modo. A peça A vida de Galileu.m. Nova Fronteira/Folha de São Paulo. 1995. em poucas palavras. suas descobertas. retirar de um texto somente as partes que tiverem alguma relação com o assunto em questão. sendo que cada uma deve trazer a indicação completa da fonte onde foi encontrada. 251. Versão integral do Novo Dicionário Aurélio – Eletrônico XXI. sua defesa do heliocentrismo1. Poderemos ter tantas fichas de definições quanto o número de definições que encontrarmos em autores diferentes. ou figurado. Liter – estudo sobre determinado assunto. [Técnicas de] Fichamento de tópicos . O mesmo se aplica a um filme ou a uma novela de televisão. Tópico: ENSAIO Subtópico: Origem .m. Aurélio Buarque de Holanda. Nesse caso. novembro de 1999. teremos inúmeras fichas. O tema dessa peça. procedemos ao levantamento do nível conotativo. FERREIRA. é a luta entre a fé. lugar de edição. versão 3.Uma vez escolhido um tema para pesquisa. isto é. e a razão (ciência). analítica ou interpretativa. mantendo apenas os detalhes importantes para que se compreenda a situação e a atuação dos personagens. devemos fazer uma ficha em separado para cada idéia.0. isto é. seu julgamento e o fato de ele ter [negado] renegado a teoria que defendera. [Em terceiro lugar]. nome do autor. Ou: S. mantendo apenas os detalhes importantes para que se compreenda a situação e a atuação dos personagens. isto é. passamos a fichar tópicos relativos a esse tema. que representa o conservadorismo da elite no poder. sobre o único tópico [LEITURA] ENSAIO. data da publicação e página onde se encontra a informação.importantes mostrados? Respondendo a essas questões. E o que é fazer um resumo? É contar. havendo. que valores a história simboliza? Vamos ver dois exemplos. editora. suas brigas com os cardeais e com o papa (que defendiam o geocentrismo2). se a 1 Teoria defendida por Nicolau Copérnico em que o sol é o centro do universo. nome do livro. Como. de Bertolt Brecht. porém menos aprofundada e/ou menor que um tratado formal e acabado. RJ. Aurélio Buarque de Holanda. Nova Fronteira. uma copia direta de qualquer trecho escrito por outra pessoa. para não ser condenado à morte. p. cada uma tratando ou de um assunto ou de um enfoque diferente. por sua vez. [Para isso. que representa a possibilidade de qualquer indivíduo chegar ao conhecimento. o nível denotativo do texto. ainda. no canto superior direito. fazemos e fichamos um resumo do enredo ou trama do texto. em poucas palavras. assim. todo assunto comporta uma série de subdivisões. Esse fichamento utiliza procedimentos bastante diferentes dos usados no fichamento de texto. Dicionário Aurélio básico da língua portuguesa. No fichamento devem constar. Liter . as passagens que nos permitem chegar a determinadas conotações. que corresponde ao nível denotativo do texto ensaístico.

não usaremos as aspas e indicaremos entre parênteses que é uma síntese própria. questões e dúvidas. Muitas vezes. Leitura. geralmente. anotação na ficha for redigida com nossas palavras. pois. O 3º já pertence a uma etapa posterior. Resultado: passado algum tempo. Se trabalhamos com temas muito amplos. ou durante a leitura dos textos. pois. A principal vantagem do sistema de fichamento de tópicos é que as fichas (e. modos de expressar seus pensamentos e experiências pessoais. a primeira pergunta que ocorre é: mas para que toda essa trabalheira? Tanto a leitura bem-feita quanto o fichamento cuidadoso envolvem um tempo de trabalho bastante longo. com indicação de tópico e subtópico e. Essas idéias. o que nos levou a levantá-las. Ao contrário. são o 1º e o 2º. PARTE 2 Escrever uma um trabalho acadêmico (especialmente monográfico)3 envolve etapas que podem ser resumidas assim: 1. questões e dúvidas serão fichadas de igual maneira. vamos grifando tudo o que nos parece importante já na primeira leitura e. ser claramente delimitado. Redação 1. em geral. Fichar é trabalhoso. 963 a 964. depois. as fichas poderão servir a outros trabalhos sem que. Dito isso. p. precisemos fazer uma caca arqueológica em nossas anotações para descobrir onde está aquela coisa linda que lemos não sabemos mais em que livro. Além disso. Os procedimentos aqui discutidos proporcionam exatamente isso: ao entender e anotar a organização do pensamento do autor. uma em cada ficha. Geralmente. O tema liberdade. que. também. obedecendo a padrões científicos. os assuntos e suas subdivisões). questões e dúvidas. 1978. por exemplo. indicando também o autor. é feito depois de completadas as leituras. na hora de os elaborar. . se possível. se possível. estamos tomando posse desse raciocínio. quando nos pedem para fichar um texto. Escolha do tema 2. mas é trabalho que fica feito e ao qual temos acesso sempre que necessário.. poderemos trabalhar em maior profundidade e acabar encontrando dados interessantes. quando já concluímos o levantamento bibliográfico. uma em cada ficha.4. para que possamos voltar a ele a qualquer momento. ocorre-nos idéias. 1. O tema precisa. seleção e fichamento da bibliografia 4. acabamos nos perdendo em generalidades que não nos levam a lugar nenhum. serão esquecidas ao longo do trabalho. poderão ser arranjadas e rearranjadas de acordo com o plano do trabalho. se soubermos delimitar claramente a área de nossa pesquisa. como se fossem pedaços de uma colcha de retalhos. com indicação de tópico e subtópico e. que devemos ter o cuidado de anotar. Conclusão . portanto. durante a preparação das fichas ou durante a leitura dos textos.A forma foi inventada no final do século XVII pelo escritor francês Michel de Monatigne. é amplo 3 As itens que nos interessam aqui. Muitas vezes. serão esquecidas ao longo do trabalho. durante a preparação das fichas ou durante a leitura dos textos. Levantamento bibliográfico 3. revemos aquelas anotações e não conseguimos saber por que eram importantes. O fichamento nos permite conhecer o percurso do pensamento do autor e guardá-lo.Em primeiro lugar. todavia. o que levou a formulá-las. ENCYCOPAEDIA BRITANNICA. a obra e as páginas que resumimos. Londres: Encycopaedia Britacnica Inc. As idéias se tornam mais claras e passamos a saber como umas se relacionam com as outras. Isso ocorre porque as nossas fichas não nos dão a organização lógica do texto e não podemos acompanhar o pensamento do autor. Essas idéias. que escolher o nome essai para enfatizar que suas composições eram tentativas. Micropaedia I. ocorrem-nos idéias. questões e dúvidas devem ser fichadas de igual maneira. o tema precisa ser interessante para quem vai fazer o trabalho.Depois de lermos tudo isso. A escolha do tema . limitamo-nos a copiar essas partes na ficha. Construção do plano lógico do trabalho 5. passaremos a discutir os passos necessários para a elaboração de uma dissertação feita com seriedade. em geral.5. E não há razão alguma para acharmos que o trabalho intelectual não exija esforço e dispêndio de energia. que devemos ter o cuidado de anotar.

Local de edição. mais se percebe que o ato de estudar é extremamente lento. mesmo que pertença ao mesmo tópico não esquecendo de identificar o assunto (tópico e subtópico). problematizar o nosso tema. p. Rio de Janeiro: Ed. Uma vez determinado claramente o tema. Nome do Autor. podemos encontrar bibliotecas em universidades. portanto. Algumas delas já contam com hemerotecas (coleção de jornais). podemos perguntar: por que e como a liberdade de imprensa foi limitada no Brasil na década de 70? a que interesses servia essa limitação? Nesse caso. Nome do Autor. Nome da revista/livro. músicas. Teatro. em museus e em centros culturais. disciplina.5. e a Biblioteca Nacional. O assunto fica. basta relembrar que para uma dissertação. São Paulo: Cortez e Moraes. p.2. Aqui. facilitando as etapas posteriores de procura de material bibliográfico e organização desse material. filmes. Em toda cidade existe. volume. Levantamento bibliográfico . assunto importante no período da ditadura no Brasil. pelo menos.Esse tópico foi bastante desenvolvido no item sobre fichamento. fonotecas (coleção de discos e fitas cassete) e videotecas. 91. SOBRENOME. Veja o exemplo a seguir: Tópico: CENSURA NA IMPRENSA Subtópico: Histórico A 21-10-70 foi instaurada a censura prévia a livros. data. não se efetua. . Dicas sobre a Técnica de Fichamento Quanto mais se estuda. Metodologia do trabalho científico. que é a assimilação da matéria. Aqui. Tânia. 1. 1975. absolutamente claro para nós. liberdade e educação etc. Antonio Joaquim. liberdade de imprensa. no Rio de Janeiro. Podemos delimitar ainda mais o tema ao determinar uma época e um lugar: liberdade de imprensa no Brasil na década de 70. Lisboa: Dom Quixote. pois “o emprego desses meios de comunicação obedece a um plano subversivo que põe em risco a segurança nacional”. porque o objetivo básico da aprendizagem. Suzan. Se for artigo de revista ou jornal.demais. O heroísmo da visão. As normas utilizadas variam um pouco nas diferentes áreas do conhecimento. páginas. Exemplo: SEVERINO.3. Subtítulo do livro. em Brasília. assim. 1979.1. 1. 81 a 92. Ficará ainda mais delimitado se incluirmos o ponto de vista sob o qual examinaremos o tema: do jornalista. Devemos escolher um de seus aspectos que mais nos interessa: liberdade política. Ensaios sobre fotografia. editora. Título do livro. por ordem alfabética de acordo com o sobrenome do autor. constituindo o que toda biblioteca deve almejar ser: um centro de informações. liberdade de expressão. as principais são a Biblioteca do Congresso Nacional. A bibliografia consultada deverá constar no final do trabalho.5. editora. exige interesse. Lugar de edição. 2ª edição. No Brasil. em escolas de major porte. Precisamos. Procede-se da seguinte forma. Número da edição. Em centros maiores. liberdade na adolescência.Como fazer o levantamento bibliográfico. Europa. do dono do jornal ou do governo. jornais. data.5. Fichas de documentação . Exemplo: SONTAG. 1986. usaremos a seguinte forma: SOBRENOME. Título do artigo. enfim a toda e qualquer manifestação cultural. PACHECO. essas são as perguntas fundamentais que deverão ser respondidas ao longo do trabalho e em torno das quais se desenvolverá todo o nosso levantamento de dados e argumentação. ou capítulo de um livro. peças teatrais. Anos 70. a biblioteca pública municipal. elaboramos uma ou mais questões relativas a ele que irão dirigir a pesquisa. E evidente que só iremos tentar encontrar uma solução se tivermos dúvidas ou não soubermos a resposta às questões. 1. esforço. usaremos o fichamento de tópicos: uma ficha para cada idéia. No exemplo dado. Não adiante ler ou levantar dados superficialmente. do leitor.

1ª Parte (elaboração pessoal sobre a leitura) 1) Comentários (parecer e crítica) 2) Ideação (novas perspectivas) 1. Local de Publicação: Nome da Editora. ele analisou nesta obra a noção de obstáculo epistemológico à luz das psicanálise do conhecimento objetivo. 2. [B] . um fichamento completo deve apresentar os seguintes dados: 1) Indicação bibliográfica — mostrando a fonte da leitura. Nome de Coleção e/ou de Série e número entre parênteses. de Gaston Bachelard) In: RecensãoCitação BACHELARD. 3ª ed. 5) Ideação — colocando em destaque as novas idéias que surgiram durante a leitura reflexiva.J. Todavia. Para isso. e faleceu em Paris. A noção de obstáculo epistemológico.3. 4) Comentários — expressando a compreensão crítica do texto. Número da edição se houver. Conteúdo (resumo e cópiacitação). lembramos que o fichamento é uma forma de investigação que se caracteriza pelo ato de fichar (registrar) todo o material necessário à compreensão de um texto ou tema. 2 . é preciso usar fichas que facilitam a documentação e preparam a execução do trabalho. em seguida deve-se discutir de modo pessoal as idéias fichadas (comentário e ideação). que surgem no próprio ato de conhecer. Em primeiro lugar. ano.1.5. mas simplesmente assinalar a necessidade de elaborar esses tipos de anotações que devem aparecer na feitura do trabalho. deve-se apresentar objetivamente as idéias do autor (resumo e citação).2. 3) Citações — apresentando as transcrições significativas da obra. Modelo de Fichamento (a respeito de “Obstáculo epistemológico”. Trabalho que se baseia no esquema (na introdução pode fazer uma pequena apresentação histórica ou ilustrativa). Subtítulo. Modelos de Fichamento INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICASOBRENOME. baseando-se ou não em outros autores e outras obras. Paris: L. “ é no espécie de necessidade funcional. mais tarde professor de história e filosofia das ciências na Sorbonne.Noções sobre Bachelard Nasceu em 1884. num único tipo de ficha (fichamento). In: A formação do espírito científico [La formation de l’espirit scientifique].. 1 . Assim. Nome do/a Autor/a. em Champagne. Mas não vemos necessidade de ampliar o número de fichas. Local de Publicação: Nome da Editora. Nome do/a Autor/a. assim como também surgem na nossa mente várias idéias e relações novas. Título.5. Ficha de Documentação Bibliográfica 1.Influência da psicanálise freudiana sobre Gaston Bachelard inconsciente. pode-se incluir as diversas modalidades de apurações de investigação. Nome de Coleção e/ou de Série e número entre parênteses. retardos e perturbações” . 2. Número da edição se houver. Preocupado com a pedagogia das ciências.F. 2) Resumo — sintetizando o conteúdo da obra.Deste modo. no próprio exercício da leitura percebemos a necessidade de fazer comentários sobre a argumentação do autor. Título. Destacamos dois tipos de fichas: 1. Subtítulo. 2) pequenas citações (entre aspas e página) 1ª Parte: apresentação objetiva das idéias do/a autor/a 1) resumo (baseado no esquema) INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICASOBRENOME. Alguns autores de técnica de ensino acrescentam mais dois tipos de fichas de conteúdo: [A] comentário. em 1962.3. 1957.ideação. Foi professor de ciências na sua cidade natal. Bibliográfica (assunto e autor). Gaston. ano.3. Em outras palavras.5.

inteligível e dinâmico. ou seja. o dado inicial.2. . 2. vocabulário e estilo do autor. 2. 5o Passo revisão do texto. •Caso haja necessidade de citação do próprio texto resenhado.leitura pormenorizada. sustentada por argumentos convincentes. no método Descartes.Breve análise estrutural da fonte. na recensão a avaliação crítica deve pesar mais pela objetividade.3. apresentação global do conteúdo. autor/a da resenha. por uma [I] COMO SE FAZ UMA RESENHA? 2. objetivo(s) e destinatário(s) -Plano estrutural e desenvolvimento lógico da temática. Esses esclarecimentos.2.Nesse texto ele não apresenta os objetos externos como os empecilhos verdadeiros ao conhecimento científico. 2. entretanto. ou seja. corpo principal do texto e conclusão com apreciação crítica. trata-se de resumir de maneira clara e sucinta um livro. Inicialmente. O/A leitor/a deve ter prazer nesta leitura e deve sentir-se convidado/a à leitura do texto resenhado. artigo ou qualquer tipo de texto científico. como voz crítica sobre o texto. •A forma da resenha. conforme as orientações supra indicadas. 2o Passo . 3o Passo . é imprescindível o uso das normas padrão da língua portuguesa. cabeçalho contendo o nome da instituição de ensino.3. levando em consideração os seguintes pontos: -Conteúdo.4. mas é preciso transparecer a sua presença. 1. superá-la criticamente na conquista da verdade. a 1ª regra é a evidência. 2. Fazer uma resenha é o mesmo que fazer uma recensão (que significa apreciação breve de um livro ou de um escrito). Para isso.Citação completa da fonte. o critério cartesiano da verdade é a clareza e a distinção.elaboração de um esquema com as principais etapas a serem desenvolvidas pela resenha. Lembremo-nos de que. mas analisa principalmente aqueles obstáculos internos de carácter interior do próprio ato de conhecer que aparecem. título da resenha com identificação do texto resenhado. que tem de ser claro.e. correção e aprimoramento. Observação: Enquanto no “fichamento didático” o acento recai sobre a parte I (o “esquema interpretativo”). •Por vezes. 2. para. -Linguagem. NECESSIDADES Toda resenha deve ser o mais bem identificada possível. Sempre deve haver referência bibliográfica. PROCEDIMENTOS 1o Passo .1. o texto deve ser claro. que servirão de fio condutor para elaboração do texto da resenha.Leitura total da obra a ser resenhada.3. Bibliografia.construção do texto propriamente dito. DICAS IMPORTANTES •A recensão deve cumprir um objetivo claro: comunicar ao leitor os aspectos essenciais da obra em questão e situá-lo no assunto da melhor maneira possível. quando convenientes. sobre o assunto em questão e sobre a situação atual da pesquisa científica sobre o tema. ordenado e distinto. embora o valor atribuído às partes compositivas seja diferente. local e data. objetivo do trabalho. quer dizer. é preciso definir o termo “resenha”. devem abrir a resenha e preparar o comentário sobre o texto em pauta.3. Embora o texto a ser resenhado tenha um/a autor/a. sintetizar. 4o Passo . i. o/o recenseador/a deve ser o/a autor/a do seu trabalho. I.Avaliação crítica do texto. I. I. é interessante fazer uma pesquisa mais abrangentes sobre o/a autor/a do texto resenhado. fazendo os destaques da partes mais significativas.. PARTE 3 Resenhar significa resumir. ou seja. destacar os pontos principais de uma obra científica. Texto dissertativo contendo: introdução. isso deve ser feito entre aspas e/ou em destaque. daí as seguintes necessidades: 2. isto é. DEFINIÇÃO Trata-se de um trabalho acadêmico que contém a apresentação do conteúdo de um livro ou artigo (de peso científico) e sue apreciação crítica (observação: a recensão não difere essencialmente de um “fichamento didático”.3. -Valor do texto para determinada área de conhecimento. Descartes parte de uma dúvida universal (metódica). é preciso manter a identidade de quem escreveu o trabalho que você está analisando. Em concreto.

de acordo com os padrões de Normas Técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas): SOBRENOME. Fichamento história da educação brasileira Document Transcript • 1. tamanho 12. separa-se com barra: /): Editora (quando houver mais de uma editora. História da Educação Brasileira: A organização escolar.PRINCIPAIS CONCEITOS UTILIZADOS PELO AUTOR:“. Heidegger: arte como cultivo do inaparente. Campinas. que tinha como método pesquisas defatos históricos daquela época (século XV) e utilizou citações de outros autores.5cm. •espaçamento: no texto: 2 (duplo). Thais Curi.E se os que se dispuseram vieram para organizar. em negrito e/ou sublinhado. Cidade (local da publicação. www. Subtítulo. 2003 (p.brFACULDADE JOSÉ AUGUSTO VIEIRALICENCIATURA EM GEOGRAFIADISCIPLINA: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRAPROF. Ex: BEAINI. •títulos e subtítulos: no mesmo tamanho.ª MSC.OBJETIVO:Instruir a Elite Colonial para um trabalho intelectual e catequisar os índios.5. na bibliografia: simples. Maria Luisa Santos. JUSSARA MARIA VIANA SILVEIRAALUNO(A): JOSEFA ROBERTA SANTOS BARBOSADATA: 20/02/2009FICHAMENTOREFERENCIA BIBLIOGRAFICA:RIBEIRO..cursoraizes. • Bibliografia Observa-se o seguinte critério de citação. quando houver duas cidades. •caracteres (fontes): “Times New Roman”.. ano da publicação e páginas citadas.2. margem direita: 2cm e margem esquerda: 3cm. Nome do autor. necessário se fez a .17 a 28). Título da obra. Autores associados. 19.ªed. 1986. APRESENTAÇÃO GRÁFICA •Papel A4 (210x297) •Corpo do texto: •margens: superior e inferior: 2.METODOLOGIA:A metodologia foi trabalhada com o autor RIBEIRO. SP. Edição.OBJETO:Organização Educacional pelos Jesuítas. SP: EDUSP/Nova Stella. separa-se por barra: /).com.

e comisso acabam mudando todos os costumes daquela época.. a escola deler e escrever. mas não foi isso que aconteceu os índios só tinham o direito de seremcatequisados...com.21)“.Do ponto de vista econômico. Esta vinculação tem suas origens naprópria história da constituição da nação portuguesa.br 3. mais eles tinham que dominar todauma população para ter mais facilidades.• • escravização de quemtrabalhasse a terra.PALAVRAS-CHAVE:Catequistas. ficariam juridicamente obrigadas a formar gratuitamente sacerdotespara a catequese. 23)PRINCIPAIS CONSIDERAÇÕES DO AUTOR:“.. Estes visaram satisfazer os interesses da burguesiamercantil portuguesa.. mais fácil de ser aproveitado como mão de obra.” (p. www. Os jesuítas seguiam com bastantes interesses o Ratio (Organização e Plano de estudoda Companhia de Jesus).cursoraizes.” ( p.” (p. mais isso não durou por muito tempo.. ou melhor.” (p. os índios e os negros. e a função da população colonial era propiciartais lucros as camadas dominantes metropolitanas.cursoraizes.enquanto mercadoria. estes sim tinham o direito de apreender todos os ensinamentos dados pelosjesuítas..24)“Este componente religioso da elite colonial brasileira deve ser destacado juntamente com seudesejo de lucro fácil. à medida quetornava o índio mais dócil e.” (p. continua.. incluía o ensino da doutrina cristã. 22)“O plano legal e o plano real se distanciam. porque possibilitaram a produção a baixo custo e porque o escravo. portanto.. colonizadores.. de outro.. pois a Companhia de Jesus foiexpulsa de Portugal e do Brasil. Os indígenas serão apenas catequizadas. em caráter opcional o ensino de canto orfeônico e demúsica instrumental.” (p. Os instruídos serão descendentes doscolonizadores.cursoraizes. 24)“A importância social destes religiosos chegou a tal ponto que se transformaram na únicaforça capaz de influir no domínio do senhor do engenho. Dessa forma. ou seja.” (p. www. era fonte de lucro. foi daí que eles tiveram a ideia de instruir e www.com.Começando pelo aprendizado do português.. 19)“.23 a 24)“A elite era preparada para o trabalho intelectual segundo um modelo religioso.com. 20) www. mesmo quemuitos de seus membros não chegassem a ser sacerdotes.” (p. aula de gramática e viagem de estudos a Europa.. www. e uma bifurcação tendo um dos lados o aprendizado profissional eagrícola e.com.O objetivo dos colonizadores era o lucro. era excluído de forma explicita dos outros ensinamentos.br 2.com.br . interessava tanto a ela como ao colonizador... índios e jesuítas.br“. Daí em diante.brcatequisar os índios. rápido e abundante. já os filhos decolonizadores.Os jesuítas deveriam fundar colégios que recebiam subsídios do Estado português relativaa missões..cursoraizes.cursoraizes.”COMENTÁRIO PESSOAL:O texto mostra de forma clara a ambição dos portugueses por lucros fáceis no Brasil.

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