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Síntese de Regras de Nomenclatura de Química Inorgânica

Luís A. V. Ferreira

Escola Secundária de Madeira Torres Torres Vedras

1997-1998

Síntese de Regras de Nomenclatura de Química Inorgânica

1

ÍNDICE

ÍNDICE

 

1

1

INTRODUÇÃO

2

2

IÕES

3

3

ÁCIDOS E BASES. DEFINIÇÕES

4

4

NOMENCLATURA DOS IÕES POSITIVOS

5

4.1 CATIÕES MONOATÓMICOS

5

4.2 CATIÕES POLIATÓMICOS

6

5

NOMENCLATURA DOS IÕES NEGATIVOS

7

5.1

NOMENCLATURA DOS ANIÕES

7

 

5.1.1 Aniões Monoatómicos

7

5.2.2 Aniões Poliatómicos

8

5.2.2.1 Aniões homopoliatómicos

8

5.2.2.2 Aniões heteropoliatómicos

8

5.2.2.3 Aniões derivados do oxigénio

9

 

5.2 NOMENCLATURA DOS ÁCIDOS BINÁRIOS E PSEUDOBINÁRIOS

9

5.3 NOMENCLATURA DOS OXOÁCIDOS

9

6.

SAIS

14

6.1 SAIS SIMPLES

14

6.2 SAIS QUE CONTÊM HIDROGÉNIO ÁCIDO. SAIS ÁCIDOS

15

6.3 SAIS DUPLOS, TRIPLOS, ETC

16

6.4 SAIS DE ÓXIDOS E DE HIDRÓXIDOS. SAIS BÁSICOS, FORMALMENTE SAIS OXI- E HIDROXI-

17

6.5 ÓXIDOS E HIDRÓXIDOS DUPLOS

17

7

COMPOSTOS BINÁRIOS DE NÃO-METAIS

18

Luís A. V. Ferreira, 4º Grupo B (1997/1998) V. 25/10/99; luisav.ferreira@mail.telepac.pt Escola Secundária de Madeira Torres, Torres Vedras

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2

1 INTRODUÇÃO

O estudo de nomenclatura química justifica-se pela necessidade que os químicos têm de se entender. Se considerarmos que existem milhões de compostos químicos, se não houvesse uma forma comum de nos referirmos a eles, as pessoas, e os químicos em particular, não poderiam comunicar. Foi por estas razões, que se tornou necessário criar uma forma sistemática e comum de dar nome aos compostos químicos, e que estudaremos superficialmente de seguida. Muitos compostos têm pelo menos dois nomes 1 . O nome comum, que é o nome que se tornou familiar pelo seu uso de todos os dias, mas que nos diz muito pouco, ou nada, da composição química do composto. Tais nomes podem ter surgido antes da composição ter sido descoberta; eles incluem a “água”, “sal”, “açúcar”, “quartzo”, etc. O nome sistemático é o nome que revela que elementos estão presentes num composto (e, em alguns casos, como estão os elementos arranjados) e é construído de acordo com regras particulares. O nome sistemático para “sal”, cloreto de sódio, mostra que é composto de cloro e de sódio. Um nome sistemático especifica um composto exactamente. Estas regras são úteis porque nos permitem “perceber” um composto novo ou pouco familiar, e são essenciais quando um composto não tem nome comum. A atribuição de nomes a compostos segue as regras da nomenclatura química, e é uma actividade internacional, com a contribuição de representantes de muitos países. A organização internacional que se ocupa desta tarefa é a International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC). Faz-se uma distinção tradicional entre compostos “orgânicos” e compostos “inorgânicos”. Esta distinção reflecte algum do pensamento alquímico e separa os compostos que se pensava poderem ser produzidos apenas nos organismos vivos, dos que provinham dos minerais 2 . Dos primeiros podemos dar os exemplos do propano, do etanol, ou da glucose, que são compostos constituídos principalmente por carbono e hidrogénio. Dos segundos podemos falar, por exemplo, da água, do sulfato de cálcio, ou do amoníaco. Em adição a estes, alguns compostos de carbono são tratados como compostos inorgânicos: o dióxido de carbono, os carbonatos, os cianetos, etc.

1 Atkins, P. W., General Chemistry, Scient. Amer. Books, New York, 1989. 2 Morrison, R., e Boyd, R., Química Orgânica, 7ª ed., Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1981.

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O sistema de nomenclatura que vamos resumir nestes apontamentos está

desactualizado 1 . Desde 1990 que uma gorda maioria das regras vigentes até então foram alteradas 2 . No entanto, o ensino das regras antigas explica-se pelo interesse do aluno, que confrontado com elas numa prova específica, teria, decerto, um problema maior, do que o problema de no futuro ter de se actualizar com as regras mais recentes. Este resumo não tem a presunção de substituir a fonte original, e pelo contrário, aconselhamos todos os alunos a consultarem as referidas fontes sempre que acharem necessário.

2 IÕES

Os átomos de quase todos os elementos podem ganhar ou perder electrões em

reacções químicas comuns para formar iões 3 . De facto, uma das características dos metais é perderem com facilidade electrões, para formar iões com uma carga eléctrica positiva. A estes iões chamamos catiões. Na reacção esquematizada na Figura 2.1, um átomo de lítio, Li, que tem três protões e três electrões, perde um dos seus electrões para formar um catião lítio, Li + . O superescrito + indica uma carga positiva no ião e significa que há mais um protão (positivo) no núcleo que electrões (negativos) em torno dele.

3e - 3p 3n
3e -
3p
3n
2e - 3p 3n
2e -
3p
3n

-

+ e

Figura 2.1 Ionização de um átomo de lítio.

Em contraste com os metais, os não-metais frequentemente ganham electrões para produzir iões com uma carga eléctrica negativa. Tais iões são chamados aniões.

1 International Union of Pure and Applied Chemistry, Nomenclature of Inorganic Chemistry, 1970, 2ª ed., Butterworths, London, 1971. 2 International Union of Pure and Applied Chemistry, Nomenclature of Inorgânic Chemistry:

Recomendations, Leigh, G. J., Ed., Blackwell Sientific, Oxford, 1990. 3 KotzJ. C., e Purcell K. F., Chemistry and Chemical Reactivity, Saunders College Publ., Philadelphia,

1987.

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Na reacção ilustrada a seguir, o átomo de flúor, com nove protões e nove electrões, ganhou um electrão para dar F - , um anião que tem nove protões e dez electrões.

- 9e 9p 10n
-
9e
9p
10n

-

+ e

- 10e 9p 10n
-
10e
9p
10n

Figura 2.2 Ionização de um átomo de flúor.

3 ÁCIDOS E BASES. DEFINIÇÕES

Os conceitos de ácido e base têm sido motivo de muito trabalho e discussão de eminentes cientistas. Não é fácil, nem aqui se pretende descrever esses conceitos em poucas linhas 1,2,3 . Arrhenius (entre 1880 e 1890) definiu os ácidos e as bases como sendo substâncias que se dissociavam na água para produzir iões H + (os ácidos) e os iões OH - (as bases). Esta teoria, que foi no seu tempo um grande avanço para o entendimento da química, começou a ser posta em causa por evidências experimentais de vária ordem. Por exemplo, Arrhenius sugere que todas as propriedades básicas são devidas ao ião hidróxido, OH - ; ora, conhecendo-se outras substâncias que, sem produzirem iões OH - , têm caracter básico, era evidente que a teoria de Arrhenius falhava em alguns aspectos. Em 1923, Lowry e Brönsted, definiram um conceito mais poderoso e geral de ácidos e bases: um ácido é uma substância que tem tendência para perder ou dar um protão, e base é uma substância que tem tendência para receber ou adicionar um protão. Esta teoria permitiu o desenvolvimento de alguns novos conceitos sobre ácidos e bases, entre eles o conceito de par conjugado ácido-base. Lewis, também em 1923, apresentou outra definição geral de ácidos e bases, muito mais abrangente do que as duas anteriores. Ácido é qualquer substância que

1 Heslop, R. B., e Jones, H., Química Inorgânica, 2ª ed., Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1988. 2 Lee, J. D., Química Inorgânica, Edgard Blücher, São Paulo, 1980. 3 Mahan, B. H., Química - Um Curso Universitário, 2ª ed., Edgard Blücher, São Paulo, 1978.

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pode receber um par de electrões e base é qualquer substância que pode dar um par de electrões electrões 1 . Alguns autores classificam ainda os ácidos de acordo com vários critérios. Por exemplo: quanto à presença ou ausência de oxigénio na molécula; quanto à presença ou ausência de carbono na molécula; quanto ao número de hidrogénios ionizáveis na molécula; etc. Quanto à primeira classificação os ácidos são divididos em: ácidos oxigenados ou oxoácidos (HCNO, H SO 4 , H IO 6 , HNO 3 , etc) e em ácidos não

2

5

oxigenados ou hidrácidos (H S , HI, HCN , HCl, etc). Quanto à segunda

2

classificação os ácidos inorgânicos sem carbono, são distinguidos dos ácidos orgânicos com carbono, remetendo para as excepções todos os ácidos inorgânicos com carbono. Como os ácidos inorgânicos com carbono são bastantes, ficamos sem perceber muito bem qual o critério que dá força a esta classificação. A última divisão de que falamos refere-se ao número de hidrogénios ionizáveis 2 no composto. Desta feita teríamos os monoácidos, biácidos, triácidos, tetraácidos, etc. Para efeitos de nomenclatura dos ácidos inorgânicos, vamos dividir os ácidos em dois grupos: os ácidos binários e os oxoácidos. Os primeiros são substâncias do tipo H X y , formados com todos os não metais, excepto com os gases raros 3 . Os

oxoácidos são substâncias que contêm oxigénio e outro elemento (podem ter mais que um oxigénio ou outro elemento), e pelo menos um hidrogénio ligado a oxigénio 4 .

x

4 NOMENCLATURA DOS IÕES POSITIVOS

4.1 Catiões Monoatómicos

Os nomes dos catiões dão-se adicionando a palavra catião ao nome do elemento que lhe deu origem. Para o caso de se tratar de um elemento que forme mais

1 Morrison, R., Boyd, R., Química Orgânica, 7ª ed., Caloust Gulbenkian, Lisboa, 1981. 2 Este número não é sempre coincidente com o número de hidrogénios que existe no composto, podendo ser este maior que o primeiro. 3 Kotz, J. C., e Purcell, K. F., Chemistry and Chemical Reactivity, Saunders College Publ., Philadelphia, 1987. 4 Muheey, J. E., Keiter, E. A., e Keiter, R. C., Inorganic Chemistry — Principles of Structure and Reactivity, 4ª ed., HaperCollins College, 1993.

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que um ião positivo usamos o sistema de Stock. O sistema de Stock consiste na escrita em numerais romanos do número de electrões perdidos pelo átomo. Exemplos:

1. catião hidrogénio

2. catião

H +

Na +

sódio

3. catião

4.

5.

6.

7.

Ca 2+

Fe

Fe

2+

3+

Cu +

Cu 2+

cálcio

catião ferro(II)

catião ferro(III)

catião

catião

cobre(II)

cobre(I)

Excepto em circunstâncias especiais, alguns elementos formam sempre catiões com um tipo característico de carga. O potássio está sempre presente como K + , o zinco está sempre presente como Zn 2+ , e o alumínio está sempre presente como Al 3+ . Os elementos comuns que têm este comportamento incluem: 1

Elemento

Carga iónica característica

Grupo I (os metais alcalinos)

+1

Grupo II (os metais alcalino-terrosos)

+2

Zinco e cadmio

+2

Alumínio

+3

4.2 Catiões poliatómicos

Existem alguns catiões poliatómicos, e de todos, o catião hidrogénio, que não sendo poliatómico, vai merecer alguma atenção. Ao catião H O + , que é o ião H +

3

monohidratado, vamos chamar oxónio 2 . O nome deste ião é, inclusivé, referenciado na nova nomenclatura de 1990 (oxonium). Quando o ião H + for mencionado com um grau de hidratação mal definido, como acontece nas soluções aquosas, vamos utilizar

1 Atkins, P. W., General Chemistry, Scient. Amer. Books, New York, 1989. 2 Heslop, R. B., e Jones, H., Química Inorgânica, 2ª ed., Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1988.

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o nome hidrónio. Contudo, o autor destas folhas avisa que também se poderá

encontrar este ião com o nome hidrão (hydron).

Existem outros exemplos de catiões poliatómicos com nomes específicos.

Exemplos:

+

1.

NH 4

2. NO +

3. NO 2

4.

+

Hg 2+

2

catião amónio

catião nitrosilo (de nitrosyl)

catião nitroílo (de nitryl)

catião

mercúrio(I) 1

5 NOMENCLATURA DOS IÕES NEGATIVOS

5.1 Nomenclatura dos aniões

Devem ser considerados dois tipos de iões negativos, aqueles que têm apenas

um átomo e os que têm vários. Entre estes temos que distinguir outras subdivisões, o

que faremos mais à frente.

5.1.1 Aniões Monoatómicos

Os nomes dos aniões monoatómicos são criados a partir da raíz do nome do

elemento à qual é acrescentado o sufixo -eto. Se o nome do elemento terminar em o,

esta letra é suprimida (como no caso do iodo que dá o nome de iodeto). No quadro

seguinte podemos observar os nomes dos elementos não-metálicos 2 .

1 Também é conhecido pelo nome de ião mercuroso, apesar deste nome estar a cair em desuso. Kotz, J. C., e Purcell, K. F., Chemistry and Chemical Reactivity, Saunders College Publ., Philadelphia, 1987. 2 Usamos para nome destes grupos de elementos 4A, 5A, 6A e 7A. Sabemos que também se encontra na literatura 4B, 5B, 6B e 7B. O Doutor Pires de Matos, tradutor do livro Heslop, R. B., e Jones, H., Química Inorgânica, 2ª ed., Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1988, informou-nos que, pela IUPAC, os grupos eram referenciados de 1 a 18.

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8

4A

5A

6A

7A

C 4-

N

3-

O

2-

F

-

carboneto

nitreto

óxido

fluoreto

 

P

3-

S

2-

Cl

-

fosforeto

sulfureto

cloreto

 

Se

2-

Br

-

selenieto

brometo

Te 2-

I

-

telurieto

iodeto

Verifique-se a excepção do anião O 2- , que se chama anião óxido. De realçar

também o nome do ião H - que tem o nome hidreto.

5.2.2 Aniões Poliatómicos

Podem fazer-se várias classificações dos aniões poliatómicos no sentido de

melhorar o entendimento da nomenclatura deste tipo de aniões.

5.2.2.1 Aniões homopoliatómicos.

Estes aniões são constituídos por mais que um átomo do mesmo elemento.

Exemplos:

1. anião dissulfureto

anião triiodeto

anião azoteto

anião acetileto

S 2-

2

-

3

2. I

-

3

2

3. N

4. C 2-

5.2.2.2 Aniões heteropoliatómicos

Nesta classificação vamos excluir os aniões provenientes dos oxoácidos e

aniões que não sejam derivados de oxigénio.

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9

Exemplos:

NH 2

NH 2-

CN -

1.

2.

3.

-

anião amideto

anião

anião

imideto

cianeto

5.2.2.3 Aniões derivados do oxigénio

Os aniões tratados nesta divisão não englobam os aniões derivados dos

oxoácidos (§ 5.2). Os iões poliatómicos derivados do oxigénio têm nomes terminados

em -ido.

Exemplos:

1.

2. O 2

3.

O 2-

2

-

OH -

anião peróxido

anião hiperóxido

anião hidróxido

 

O

-

4.

3

anião ozónido

5.2

Nomenclatura dos ácidos binários e pseudobinários

Os ácidos binários e pseudobinários, são ácidos que vão dar origem a aniões

terminados em -eto. Outros compostos binários ver o parágrafo §7, (Compostos

binários de não-metais).

Exemplos:

1.

2.

3.

HCl

H S

2

HCN

cloreto de hidrogénio (ou ácido clorídrico)

sulfureto de hidrogénio (ou ácido sulfídrico)

cianeto de hidrogénio (ou ácido cianídrico)

5.3

Se um determinado elemento formar apenas um oxoácido, junta-se à raiz do

nome do elemento central do oxoácido o sufixo -ico. Quando se torna necessário

distinguir vários oxoácidos originados pelo mesmo elemento, usam-se outros sufixos

Nomenclatura dos oxoácidos

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e prefixos para distinguir diferentes estados de oxidação 1 , da forma que vamos

seguidamente indicar.

Os sufixos -ico e -oso, distinguem dois estados de oxidação sendo o sufixo

-ico designador do maior entre os dois.

Sufixos { ico - indica um estado de oxidação maior oso - indica um estado de oxidação meno

Se além destes dois estados de oxidação, o ácido possuir ainda mais estados de

oxidação usaremos os prefixos per- e hipo-; per- designará o estado de oxidação

superior ao estado de oxidação designado pelo sufixo -ico e hipo- designará o estado

de oxidação inferior ao estado de oxidação designado pelo sufixo -oso. O prefixo per-

não deve ser confundido com o prefixo peroxo-.

{

Prefixos

per - indica um estado de oxidação ainda maior que ico hipo - indica um estado de oxidação ainda menor que oso

Exemplos:

1.

 

HClO

4

HClO

3

HClO

2

HClO

2.

 

HBrO

4

HBrO

3

HBrO

2

HBrO

3.

HIO

HIO

HIO

4

3

2

ácido perclórico

ácido clórico

ácido cloroso

ácido hipocloroso

ácido perbrómico

ácido brómico

ácido bromoso

ácido hipobromoso

ácido periódico

ácido iódico

ácido iodoso

1 O aluno mais interessado, deverá procurar estudar na literatura existente em qualquer biblioteca o conceito de estado de oxidação. Refere-se como exemplo Mahan, Bruce H., Química, Um curso universitário, 2ª Edição, Edgard Blücher, São Paulo (1978).

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HIO

ácido hipoiodoso

Os nomes dos aniões produzidos pelos oxoácidos resultam da substituição dos

sufixos -ico e -oso por -ato e -ito, mantendo os prefixos per- e hipo-.

Oxoácido

Anião

-ico

-ato

-oso

-ito

 

-

ácido perclórico

ClO

4

anião perclorato

 

-

ácido clórico

ClO

3

anião clorato

 

-

ácido cloroso

ClO

2

anião clorito

hipocloroso

ClO -

 

anião

hipoclorito

Exemplos:

4

3

2

HClO

1. HClO

2. HClO

3. HClO

4. ácido

Os oxoácidos podem usar outros prefixos. Esses prefixos são di-, tio-, e

peroxo-.

Os diácidos. O prefixo di- significa que, teoricamente, uma molécula de um

oxoácido é derivada de duas moléculas do ácido, cujo nome toma, com a perda de

uma molécula de água. Se tomarmos para exemplo o ácido dissulfúrico, constituído

teoricamente, a partir de duas moléculas de ácido sulfúrico, teríamos, a seguinte

estrutura, O O H O S O H + H O S O O O
estrutura,
O
O
H
O
S O
H
+
H
O
S O
O
O

H

estrutura, O O H O S O H + H O S O O O H

H

O O O SOS O O O
O O
O
SOS
O
O
O

Por outras palavras,

2 ×[H SO

2

4

]

→→+H S O H S O

42

8

22

7

H O .

2

Para o caso do ácido dicrómico seria,

2 ×[H

2

CrO

4

]

→→H Cr O

4

28

H Cr O

2

27

+ H O .

2

H

+

O
O

H

H

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Exemplos:

1.

2.

3.

H

H

H

3

2

2

PO 4

PHO 3

SO 3

ácido

ácido fosfónico

ácido sulfuroso

fosfórico

H PO

42

7

H PHO

22

2

HSO

22

5

5

ácido

difosfórico

ácido

difosfónico

ácido dissulfuroso

Os tioácidos. O prefixo tio-, é usado para indicar a substituição de um átomo de oxigénio por um átomo de enxofre. Para o caso do ácido tiossulfúrico teriamos a seguinte estrutura,

Exemplos:

1.

2.

3.

SO

H

H

HOCN

2

4

2

SO 3

S H O S O H
S
H
O
S O
H

ácido

ácido

ácido ciânico

sulfúrico

sulfuroso

O

HSO

22

HSO

22

3

2

HSCN

ácido tiossulfúrico

ácido tiossulfuroso

ácido tiociânico

Quando mais do que um átomo de oxigénio tenha sido substituído por um átomo de enxofre, deve-se indicar o número 1 de átomos de enxofre.

Exemplos:

1.

2.

H

H

3

3

PO 4

PO 4

ácido fosfórico

ácido fosfórico

1 Alguns perfixos usados nos nomes dos compostos:

H

3

PO S

3

H PO S

3

22

ácido monotiofosfórico

ácido ditiofosfórico

Prefixo

Significado

Prefixo

Significado

Mono-

1

Hexa-

6

Di-

2

Hepta-

7

Tri-

3

Octa-

8

Tetra-

4

Nona-

9

Penta-

5

Deca-

10

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13

3.

4.

5.

H

H

H

2

2

3

CO 3

AsO

AsO

3

4

ácido carbónico

ácido arsenioso

ácido arsénico

H

H

H

2

2

3

CS 3

AsS 3

AsS 4

ácido

ácido tritioarsenioso ácido tetratioarsénico

tritiocarbónico

Os peroxoácidos. O prefixo peroxo-, é usado para indicar a substituição de um átomo de oxigénio por dois átomos de oxigénio, O por O O . Para o caso do ácido peroxossulfúrico teríamos a seguinte estrutura,

O H O O S O H
O
H
O
O
S
O
H

O

Exemplos:

1.

2.

3.

4.

5.

HNO 3

H PO 4 H PO 7 H SO 4 HSO

3

42

2

22

7

ácido nítrico

ácido fosfórico

ácido

ácido sulfúrico

ácido

difosfórico

dissulfúrico

HNO 4

H PO

3

5

H PO

42

H SO

2

5

HSO

22

8

8

ácido peroxonítrico

ácido peroxomonofosfórico

ácido peroxodifosfórico

ácido peroxossulfúrico

ácido peroxodissulfúrico

A estrutura do ácido peroxodissulfúrico pode ser vista na figura seguinte.

O O H O S O O S O H O O
O
O
H
O S
O
O
S
O
H
O
O

Na tabela seguinte pode encontrar-se uma colecção de fórmulas e nomes dos oxoácidos mais comuns:

Fórmula

Nome

H

3

BO 3

ácido bórico

H

4

SiO 4

ácido ortosilícico

H

2

CO 3

ácido carbónico

HNO 3

ácido nítrico

HNO 2

ácido nitroso

HPH O 2

2

ácido fosfínico

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14

H

H

H

H

3

PO 3

ácido fosforoso

2

PHO 3

ácido fosfónico

3

PO 4

ácido fosfórico

42 PO 7

(HPO )

3

n

ácido difosfórico

ácido metafosfórico

H

3

AsO 4

ácido arsénico

H

3

AsO 3

ácido arsenioso

H

2

SO 4

ácido sulfúrico

HSO

22

3

ácido tiossulfúrico

HSO

22

6

HSO

H

H

H

HClO 4

HClO 3

HClO 2

HClO

HIO

HIO

H

HMnO 4

H

IO

22

3

2

2

2

SO 3

CrO 4

Cr O

27

3

4

6

5

2

MnO

4

ácido ditiónico

ácido ditionoso

ácido sulfuroso

ácido crómico

ácido dicrómico

ácido perclórico

ácido clórico

ácido cloroso

ácido hipocloroso

ácido iódico

ácido periódico

ácido ortoperiódico

ácido permangânico

ácido mangânico

6. SAIS

6.1 Sais simples

Os sais simples são formados apenas por uma única espécie de catião e de

anião. Na fórmula química o catião aparece em primeiro lugar e o anião em segundo

lugar. Contudo, é diferente a ordem com que se cita os seus nomes: em primeiro lugar

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15

dizemos o nome do anião e depois o nome do catião, precedido da preposição de. No

caso do sal ser formado com catiões de metais que podem apresentar vários estados

de oxidação, utiliza-se o sistema de Stock para os distinguir.

3p 3n + Li
3p
3n
+
Li

+

+

- 9p 10n - F
-
9p
10n
-
F
3p 9p 3n 10n LiF
3p
9p
3n
10n
LiF

Figura 6.1 Esquema da formação do fluoreto de lítio.

Exemplos:

Catião

Anião

Sal

1. Li +

F -

LiF

2. Na +

Cl -

NaCl

3. S 2-

4.

5.

K +

Fe

Fe

2+

3+

Br -

Br -

K S

2

Nome

fluoreto de lítio

cloreto de sódio

sulfureto de potássio

FeBr 2

dibrometo de ferro ou brometo de ferro(II)

FeBr 3

tribrometo de ferro ou brometo de ferro(III)

6.2 Sais que contêm hidrogénio ácido. Sais ácidos

Os nomes destes sais são formados pela adição do prefixo hidrogeno-, com

prefixo numérico quando for necessário, para evidenciar o hidrogénio substituível no

sal. Excepcionalmente aniões inorgânicos podem conter hidrogénios que não são

substituíveis. Neste caso dizemos também o prefixo hidrogeno-, se for considerado

ter o estado de oxidação I, mas nestes casos os sais não podem ser chamados sais

ácidos.

Exemplos:

1. NaHCO

2. LiH PO 4

3

2

3. KHS

4. NaHPHO 3

hidrogenocarbonato de sódio

dihidrogenofosfato de lítio

hidrogenossulfureto de potássio

hidrogenofosfonato de sódio

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6.3 Sais duplos, triplos, etc.

Na fórmula os catiões e aniões são ordenados por ordem alfabética. Os catiões antes dos aniões, isto é, primeiro escrevemos os catiões, ordenados alfabeticamente pela primeira letra do símbolo do átomo característico, excepto o hidrogénio, que é citado em último lugar dos catiões; depois os aniões, ordenados, também, alfabeticamente pela primeira letra do símbolo do átomo característico. Para citarmos o nome destes sais, começamos por citar os aniões e só depois os catiões, por ordem alfabética, separados por vírgulas, excepto os últimos de cada, que se ligam pela conjunção e. É desnecessário disturbar a ordem de citação ou de escrita dos sais que são hidratados, muitos dos quais são na realidade complexos 1 , para reconhecer a hidratação, passando para o final o número de hidratação.

Exemplos:

1. KMgF 3

2.

3.

MgNH PO

4

NaTl(NO

3

)

4

2

4. KNaCO 3

5.

MgNH PO

44

6H O

2

6.

Na(UO

2

)(Zn C H O

3

2

32

7. NaNH HPO

4

4 H

42

O

)

9 6

H O

2

fluoreto de magnésio e potássio

fosfato de amónio e magnésio

nitrato de sódio e tálio(I) ou dinitrato de

sódio e tálio

carbonato de potássio e sódio

fosfato de amónio e magnésio hexahidratado

nonaacetato de sódio, triuranilo(VI) e zinco hexahidratado 2

hidrogenofosfato de amónio e sódio tetrahidratado

1 O termo de complexo não significa “complicado”, mas refere-se a um “género” de compostos inorgânicos. Veja-se Lee, J. D., Química Inorgânica, Edgard Blücher, São Paulo, 1980, página 420, a definição de sais duplos e de compostos de coordenação. 2 Uma forma simples de saber o estado de oxidação do urânio é estabelecer a equação das cargas na fórmula. Vejamos se o acetato tem carga -1, o zinco +2, o oxigénio -2, e o sódio +1 podíamos fazer

−+13 × (x + 2 ×−( 2)) + 2 + 9 ×−( 1) = 0 , que nos vai dar x = +6 , como pretendíamos.

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17

8.

AlK(SO

4

)

2

12 H O

2

sulfato de alumínio e potássio 12-água ou

bissulfato de alumínio e potássio 12-água

6.4 Sais de óxidos e de hidróxidos. Sais “básicos”, formalmente sais

oxi- e hidroxi-

Para propósitos de nomenclatura, estes sais devem ser vistos como sais duplos

contendo O 2- e HO - , e o que foi dito no ponto anterior deve ser aplicado inteiramente. A IUPAC recomenda fortemente a citação completa por inteiro dos nomes de todos os aniões separados.

Exemplos:

1.

MgCl(OH)

2.

BiClO

 

3.

LaFO

4.

VO(SO

4

)

5.

CuCl

2

3Cu(OH)

6.

ou

Cu Cl(OH)

2

3

ZrCl O

2

8H O

2

2

cloreto e hidróxido de magnésio

cloreto e óxido de bismuto

fluoreto e óxido de lantânio

óxido e sulfato de vanádio(IV)

cloreto e trihidróxido de dicobre

dicloreto e óxido de zircónio octahidratado

6.5

Óxidos e hidróxidos duplos

Os termos óxidos mistos e hidróxidos mistos, não são recomendados. Tais

substâncias

triplos, etc., conforme for o caso.

Nos óxidos e hidróxidos duplos os metais são citados por ordem alfabética Exemplos:

deverão

chamar-se

preferencialmente

óxidos

ou

hidróxidos duplos,

1.

2.

3.

Al Ca

2

AlCa

2

O

47

n

(OH)

7

H

2

O

n H

2

Ca

3

[Al OH

(

)

6

]

2

O

heptaóxido de dialumínio e tetracálcio hidratado

heptahidróxido de alumínio e dicálcio hidratado

bis(hexahidroxoaluminato) de tricálcio

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4.

AlLiMn

IV

2

O

4

(

OH

)

4

tetrahidróxido e tetraóxido de alumínio, lítio e

dimanganésio(IV)

7 COMPOSTOS BINÁRIOS DE NÃO-METAIS

Quando dois elementos não-metálicos se combinam para formar um composto

binário, o resultado não é um composto iónico mas um composto covalente.

O hidrogénio forma compostos binários do tipo H X y com todos os

não-metais. Excepto em alguns casos o átomo de hidrogénio, H, é escrito em primeiro

lugar na fórmula e citado em segundo lugar.

x

Exemplos:

1. HCl

2. HF

3. H S

2

cloreto de hidrogénio

fluoreto de hidrogénio

sulfureto de hidrogénio

Todos os compostos não-metálicos têm, virtualmente, pelo menos um

elemento dos Grupos 6A ou 7A. Este elemento é sempre colocado em segundo na

fórmula e citado em primeiro lugar 1 . O número de elementos na molécula é designado

Outros autores 2,3 dizem

que para o caso dos compostos binários de elementos não-metálicos, o constituinte

que deve ser colocado em primeiro lugar é o primeiro da seguinte série:

com um prefixo numérico como di-, tri-, tetra-, penta-, etc

B, Si, C, Sb, As, P, N, H, Te, Se, S, At, I, Br, Cl, O, F

Esta sequência está na ordem do crescimento da electronegatividade dos elementos

sem sobreposição dos grupos. Se fizermos a comparação entre esta listagem e os

1 Kotz, J. C., e Purcell, K. F., Chemistry and Chemical Reactivity, Saunders College Publ.,

Philadelphia, 1987. 2 Manku, G. S., Teorical Principles of Inorganic Chemistry, Tata McGraw Hill, New Deli, 1980. 3 Douglas, B. E., e McDaniel, D. H, Conceptos y Modelos de Química Inorgánica, Reverté, Barcelona,

1977.

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elementos

afirmações semelhantes.

dos

grupos

6A

e

7A 1 ,

verificamos

tratarem-se

no

Exemplos:

1. NF 3

NO 2

3. N O

2.

2

4. PCl 3

5. PF 5

6.

7.

8. N O 4

SF 6

S F

2

10

2

trifluoreto de azoto

dióxido de azoto

óxido de diazoto (conhecido por óxido nitroso)

tricloreto de fósforo

pentafluoreto de fósforo

hexafluoreto de enxofre

decafluoreto de dienxofre

tetraóxido de diazoto

fundamental

de

Contudo existem excepções a estas regras, quando a sequência dos símbolos é

usada para representar a ordem com que os átomos estão ligados, como é o caso do

HOCN (ácido ciânico), HONC (ácido fulmínico), HNCO (ácido isociânico).

Muitos dos compostos binários de não-metais foram descobertos há muitos

anos atrás e têm nomes tão comuns que continuam a ser usados.

Exemplos:

H O

1.

2

2. H

3.

4.

5.

6.

7.

8.

9. NO

2 O 2

NH 3

N

2

H 4

PH 3

P H 4

2

AsH 3

SbH 3

água

peróxido de hidrogénio

amoníaco

hidrazina

fosfina

difosfano

arsina

estibina

óxido nitríco

1 Chamamos de novo a atenção para o facto de este grupo 6A ser o do oxigénio (ou grupo dos calcogéneos) e do grupo 7A ser o do flúor (grupo dos halogéneos).

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20

10.

N

2

O

óxido nitroso

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