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VYGOTSKY E A ABORDAGEM SÓCIO-HISTÓRICA

Jeanne D’Arc Carvalho (Autoria) Márcia Moreira Veiga (Adaptação)

Olá aluno(a)! Até agora você conheceu alguns teóricos importantes para a compreensão do desenvolvimento humano
Olá aluno(a)! Até agora
você conheceu alguns
teóricos importantes
para a compreensão do
desenvolvimento humano
e seus processos. Neste
capítulo, você irá conhecer um
importante representante do
grupo dos socioconstrutivistas:
o psicólogo russo Lev
Semyonovitch Vygotsky.
Vamos lá!

APRESENTAÇÃO

Vygotsky, ao lado de outros grandes pesquisadores soviéticos como Alexander R. Luria e Allexis N. Leontiev, buscou compreender o psiquismo humano tendo como referência o contexto sócio-histórico cultural em que vivemos. Por isso o prefixo sócio se agrega à palavra construtivismo, diferentemente de Jean Piaget, que é considerado o pai do construtivismo.

Entretanto, em linhas mais gerais, ambos pertencem a um mesmo grupo de teóricos, que buscou compreender como o homem constrói conhecimento (daí o nome constru- tivismo), levando em conta a interação recíproca entre o organismo e o meio ambiente (o que caracteriza uma abordagem interacionista).

Autoria: Jeanne D’Arc Carvalho: Psicanalista, membro da Aleph – Escola de Psicanálise / Mestre em Educação / Professora no curso de Psicologia da Universidade FUMEC.

Adaptação: Márcia Moreira Veiga. Psicóloga, mestre em educação, especialista em Psicologia Escolar/ Educacional. Professora no curso de Psicologia da Universidade FUMEC e no curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da UEMG.

Processos de aprendizagem: Interfaces teóricas I Vygotsky e a abordagem sócio-histórica

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OBJETIVOS

Ao final do capítulo espera-se que você seja capaz de:

• Conhecer as ideias centrais e os conceitos principais da teoria de Vygotsky.

• Reconhecer o valor da interação social e da cultura na abordagem sócio-histórica.

• Descrever o curso do desenvolvimento intelectual e da linguagem na evolução da espécie humana.

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Quem foi Vygotsky?

Lev Semyonovitch Vygotsky nasceu na cidade de Orsha, antiga União Soviética, mas viveu grande parte de sua vida em Gomel, região próxima à sua cidade de origem.

Criado em meio a uma rica atmosfera cultural e intelectual, interessou-se pela litera- tura e pelas artes, especialmente pelo teatro e poesia. Até os 15 anos de idade, foi educado por tutores particulares e, quando ingressou na escola, já no Ensino Médio, destacou-se pelo seu desempenho acadêmico. Formou-se em direito e, mais tarde, em literatura e medicina.

Seu interesse pela Psicologia se deve, especialmente, aos estudos realizados, ao lado de outros cientistas, no Instituto de Estudos das Deficiências, em Moscou, por ele criado em 1929.

das Deficiências, em Moscou, por ele criado em 1929. Lev Semyonovitch Vygotsky (Rússia, 1896-1934) A

Lev Semyonovitch Vygotsky (Rússia, 1896-1934)

A experiência com a educação de deficientes sensoriais (visual e auditivo) e mentais levou-o a trabalhar, como professor e pesquisador, de maneira diversificada e intensa, incentivando-o a escrever diversos textos no pouco tempo em que viveu.

Morreu aos 37 anos, de tuberculose, deixando uma obra inacabada, porém rica e inovadora, que foi compilada pelos seus colaboradores, principalmente Luria, e tardia- mente divulgada no Ocidente, devido ao seu envolvimento político no regime stalinista.

Principais ideias e conceitos

A temática central da teoria histórico-cultural diz respeito à interação social que tem um papel fundamental no desenvolvimento da constituição do sujeito e da consciência.

IMPORTANTE!

Segundo Vygotsky, os processos psicológicos superiores estruturam-se por meio da fala, tendo o universo da linguagem e a interação social na origem.

o universo da linguagem e a interação social na origem. Cada função do desenvolvimento psíquico inicia-se

Cada função do desenvolvimento psíquico inicia-se no nível social e, posteriormente, é reconstruída no nível individual. A consciência é o resultado da internalização desses efeitos exteriores, sociais. Assim sendo, as funções superiores só podem ser compre- endidas com base nas relações reais entre os indivíduos.

endidas com base nas relações reais entre os indivíduos. Desta forma compreendemos então o que se

Desta forma compreendemos então o que se nomeia, hoje, como socio-interacionismo:

Uma teoria geral do desenvolvimento psíquico que preconiza que o homem constrói conhecimento em sua
Uma teoria geral do desenvolvimento psíquico que preconiza que o
homem constrói conhecimento em sua interação com o meio, mediado
pelos elementos da cultura: os instrumentos, os signos e o outro.

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Os signos na Psicologia sócio-histórica

Para Vygotsky, a história dos seres humanos confunde-se com a história de artefatos portadores de cultura. Tais artefatos permitem que os seres humanos dominem a natureza, assim como a fala lhes permite dominar os processos mentais. A diferença com os animais é que estes não realizam trabalho a partir do uso de instrumentos, não podendo, portanto, desenvolver a fala ou uma cultura.

Nesse sentido, a fala, o sistema de escrita e de contagem desempenham um papel fundamental na memória cultural e servem, também, como instrumentos valiosos no controle crescente da vida humana.

Três questões orientam a investigação de Vygotsky no que diz respeito às relações entre a linguagem e o desenvolvimento psíquico, visando a esclarecer o papel da linguagem na evolução das várias formas de pensamento:

“Qual a relação entre os seres humanos e o seu ambiente físico e social? Quais as formas novas de atividade que fizeram com que o trabalho fosse o meio fundamental de relacionamento entre o homem e a natureza e quais as consequências psicológicas dessas formas de atividade? Qual a natureza das relações entre o uso de instrumentos e o desenvolvimento da linguagem?” (VYGOTSKY, 1998:21)

Tais questões são indicadoras da importância que o autor dá à dimensão social e à linguagem, de maneira que atribui “à atividade simbólica uma função organizadora específica que invade o processo do uso de instrumento e produz formas fundamen- talmente novas de comportamento” (VYGOTSKY,1998:27).

Para esse pesquisador, o curso do desenvolvimento intelectual especificamente

humano ocorre quando, ao longo do processo de desenvolvimento individual, a fala e

a atividade prática, anteriormente separada, convergem uma para a outra.

Na evolução do pensamento do indivíduo, delimita-se uma fase pré-verbal e pré- intelectual, que se associa à utilização de instrumentos, guardando uma relação de independência em relação à fala. Posteriormente, os dois eixos, pensamento e fala, convergem formando uma nova forma de comportamento.

Sustentar isso no plano experimental e teórico traz como consequência a delimitação do objeto de
Sustentar isso no plano experimental e teórico traz como consequência
a delimitação do objeto de investigação, o desenvolvimento cognitivo e a
linguagem no plano social.
o desenvolvimento cognitivo e a linguagem no plano social. Há, então, uma passagem, em que a

Há, então, uma passagem, em que a própria natureza do desenvolvimento transforma

o biológico no social. O pensamento verbal sofre uma determinação do processo histó- rico-cultural, configurando, na relação entre pensamento e linguagem, um problema de psicologia humana histórica, ou seja, de psicologia social.

Podemos acompanhar este processo mediante elaborações contundentes no que diz respeito à interação social e à transformação da atividade prática.

Se, inicialmente, o uso de instrumentos pela criança pode ser comparável àquele dos macacos antropóides, logo que a fala e o uso de signos são associados a uma ação, essa mesma ação é erigida sobre bases inteiramente novas, resultando em uma

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ação especificamente humana. Assim, o uso de instrumentos passa a ter um caráter eminentemente humano, mediado pelo uso de signos.

Para Vygotsky, a criança controla o ambiente que a circunda por meio da fala, antes mesmo de controlar o próprio comportamento. Desse modo, a ação acompanhada da fala, alcança uma complexidade tal, que é possível a criança desconhecer a linearidade entre agente e objetivo.

Para Vygotsky, essa temporalidade é uma indicação de mudança na função da fala. Inicialmente, a fala segue a ação, ou seja, está subordinada à ação.

Posteriormente, a fala antecederá a ação, verificando-se uma nova relação entre a palavra e a ação.

uma nova relação entre a palavra e a ação. Agora, a fala determina o curso da

Agora, a fala determina o curso da ação. Além de refletir o mundo, sua função na linguagem, a fala planeja este mundo.

Esta é a função planejadora da fala
Esta é a função planejadora da fala

A SIGNALIZAÇÃO: PROCESSO DE SIMBOLIZAÇÃO

O uso de signos na espécie humana é um dado cultural por excelência. Meio auxiliar

para a solução de problemas como lembrar, comparar, relatar ou escolher, é, junta- mente com o uso de instrumentos, considerado por Vygotsky como atividade mediada.

A essa combinação signo e uso de instrumentos o autor reserva a expressão função

psicológica superior ou comportamento superior.

Diferenciado do uso de instrumentos, o signo constitui um “meio de atividade interna, dirigido para o controle do próprio indivíduo; o signo é orientado internamente” (VYGOTSKY,1998: 62).

É pela via da memória que o autor interroga as leis básicas que caracterizam a estru- tura e o desenvolvimento das operações com signos na criança. Essa signalização, ausente nas espécies inferiores de animais, é produto de condições específicas do desenvolvimento social.

Destacam–se dois tipos de memória:

• Natural: efeito direto de estímulos externos, aproxima–se da percepção, por caracterizar–se pela impressão não mediada de experiências reais;

• Signos: supera a dimensão biológica do sistema nervoso incorporando “estí- mulos artificiais, ou autogerados”. (VYGOTSKY,1998: 44).

Mesmo no caso de culturas iletradas, a memória natural faz–se acompanhar do uso de signos, como exemplo, o uso de entalhe em madeira, o sistema de contagem por meio de nós e a própria escrita primitiva demonstram um recurso que vai além dos limites psicológicos impostos pela natureza, inserindo as marcas da cultura.

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Escrita primitiva em uma pedra / Sistema de contagem primitiva através de nós A estrutura

Escrita primitiva em uma pedra / Sistema de contagem primitiva através de nós

A estrutura elementar e dualista de comportamento estímulo / resposta (S => R) é

complexificada pela mediação de um terceiro elemento que cumpre a função de signo. Esse elo de ligação cria outra relação entre o estímulo e a resposta. Neste ponto, para Vygotsky, o indivíduo está ativamente engajado no estabelecimento deste elo de ligação. (VYGOTSKY,1998:45).

Consequentemente, esse signo age sobre o indivíduo, controlando seu próprio comportamento.

O caráter do pensamento em crianças muito pequenas também segue essa linha. Suas

representações de mundo baseiam–se em lembranças de situações concretas, não possuindo, ainda, o caráter de abstrações.

Sendo assim, podemos dizer, com Vygotsky, que “para as crianças, pensar significa lembrar, no entanto, para o adolescente, lembrar significa pensar”. (VYGOTSKY,1998: 57).

ATENÇÃO O ato de pensar na criança depende, fundamentalmente, de sua memória; no adolescente a
ATENÇÃO
O ato de pensar na criança depende, fundamentalmente, de sua memória; no adolescente a memória é
lógica, de modo que o processo de lembrança implica estabelecer relações lógicas.
No caso dos adultos, o processo de memorização mediada está desenvolvido de tal forma, que ocorre
mesmo na ausência de signos externos ou auxiliares.

O DESENVOLVIMENTO DOS PROCESSOS MENTAIS SUPERIORES

Para Vygotsky, o homem constrói conhecimento em sua relação com os outros, mediado pelos produtos culturais humanos, como os instrumentos e o signo.

Os instrumentos são objetos concretos que se interpõem entre o homem e o ambiente, ampliando e modificando suas formas de ação. Eles são criados pelo homem e ajudam

a modificar o ambiente externo, portanto são objetos culturais. Exemplos de instru- mentos são: a enxada, a serra, as máquinas.

Os signos são utilizados pelo homem para representar, evocar ou tornar presente o que está ausente. Modificam o funcionamento psíquico do homem, por isso são conside- rados instrumentos psicológicos. São exemplos de signos: a palavra, o desenho, os símbolos.

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Conforme já dissemos, é na interação com o outro que se dá a apropriação dos instrumentos e dos signos, ou seja, é na mediação entre o sujeito e o mundo que o homem vai dando sentido às experiências, construindo conhecimentos. Por isso é que Vygotsky afirma que a relação do homem com o mundo não é uma relação direta, mas uma relação mediada.

Por meio da internalização a atividade interpessoal (entre os indivíduos) transforma-se em um processo intrapsíquico (interno), e é isso que faz do homem um ser social.

(interno), e é isso que faz do homem um ser social. Você já deve ter percebido,
Você já deve ter percebido, caro(a) aluno(a), que, para Vygotsky o ser humano cresce num
Você já deve ter percebido, caro(a) aluno(a), que, para Vygotsky o ser
humano cresce num ambiente social e por isso a interação com outras
pessoas é essencial para o seu desenvolvimento. Agora vamos conhecer
como se dá este processo de desenvolvimento psicossocial.

Para Vygotsky, o desenvolvimento intelectual é caracterizado por saltos qualitativos de um nível de conhecimento para outro, não havendo uma visão única, universal do desenvolvimento humano. O desenvolvimento, portanto, não acontece por etapas que se sucedem, mas por avanços e recuos.

Para compreender melhor esse processo, vamos apresentar alguns conceitos criados por este teórico para explicar a evolução da inteligência humana: Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), Nível de Desenvolvimento Real (NDR) e Nível de Desenvolvimento Potencial (NDP).

Ninguém melhor que o próprio Vygotsky para explicar o conceito de zona de desen- volvimento proximal:

“é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma deter- minar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvol- vimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orien- tação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes.” (VYGOTSKY, 1998, p.97)

Para atingir este nível de desenvolvimento mental, a criança necessita da ajuda de pessoas mais experientes, que irão atuar como mediadores: os colegas, os profes- sores, os pais ou qualquer pessoa que já domine os conhecimentos que a criança quer alcançar.

No caso do educador, este deve organizar o ensino de modo a propiciar a aquisição destes conhecimentos, estabelecendo um rico diálogo entre alunos-alunos e alunos- educador, organizando os materiais, fazendo arranjos em grupos, enfim, fomentando debates e fornecendo estímulos para que este aluno aprenda de modo significativo.

Para Vygotsky, a aprendizagem propicia o desenvolvimento intelectual. Ou melhor dizendo, nas palavras deste teórico,

“o aprendizado é um aspecto necessário e universal do processo de desen- volvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especifi- camente humanas.”

(VYGOTSKY, 1998, p. 101).

Daí a importância da educação para o desenvolvimento mental da criança.

E agora aluno(a), vamos testar os nossos conhecimentos? Boa sorte!!

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Síntese

Neste capítulo você conheceu a teoria de Vygotsky, seus princípios e seus conceitos mais importantes. Viu que, para este eminente teórico, a dimensão sócio-histórica do psiquismo humano é seu princípio fundante, daí o nome socioconstrutivismo ser adotado para sua teoria.

Vygotsky acreditava que a criança não nasce em um mundo natural, mas em um mundo humano, sendo a relação entre o homem e o meio ambiente sempre mediada por produtos culturais humanos, como o instrumento, o signo e o “outro”.

Diante disso, podemos constatar a importância que tem a educação para o desenvol- vimento dos processos mentais superiores e para a formação social e cultural do ser humano.

Referências

CARVALHO, Jeanne D’Arc. Entre a imagem e a escrita: um diálogo da psicanálise com a educação. São Paulo: Annablume; Belo Horizonte: FUMEC, 2005.

LURIA, A. R. O desenvolvimento da escrita na criança. In: VYGOTSKY, Lev S. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo, Ícone/Edusp, 1998.

VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

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