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PACOTE PARA OFICIAL DE INTELIGÊNCIA DA ABIN (TEORIA E EXERCÍCIOS) PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

Olá, concurseiro! Agora que o carnaval já passou, é hora de retomar os estudos. E que tal se preparar para o novo concurso da Agência Brasileira de Inteligência? A equipe do Ponto preparou este pacote para ajudá-lo a superar a concorrência, e eu fiquei responsável pela disciplina de Língua Portuguesa. É importante lembrar a você que Língua Portuguesa foi a disciplina mais importante do grupo Conhecimentos Básicos do último concurso, pois contou com 25 questões das 40 previstas. Mais da metade!

Apresentação do Professor

Ah, você não me conhece ainda? Então, permita-me fazer uma breve apresentação. Sou o professor Albert Iglésia, formado em Letras (Português/Literatura) pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduado em Língua Portuguesa pelo Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército Brasileiro em parceria com a Universidade Castelo Branco. Há onze anos ministro aulas de Língua Portuguesa voltadas para concursos públicos. Iniciei minhas atividades docentes no Rio de Janeiro – meu estado de origem. Desde 2004 moro em Brasília, onde dou aulas de gramática, interpretação de texto e redação oficial. Durante quase seis anos estive cedido à Casa Civil da Presidência da República, onde atuei no setor de capacitação de servidores e ministrei cursos de atualização gramatical e redação oficial. Já integrei o quadro de instrutores da Esaf e de outras instituições particulares. No Ponto

dos Concursos, já participei de vários trabalhos, por exemplo: ICMS-RJ, ICMS- SP, CGU, Susep, Anvisa, Incra, TCM-CE, TCU, MinC, MPOG, DPU, MPU, Seplag-RJ, Tribunais (FCC), TJSP, Abin, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Ministério do Turismo, INSS, Inmetro, TRT-21ª Região, TRT-12ª

Região, Petrobras, BNDES, PF, TJDFT, STJ, CEF, Banco do Brasil

extensa. Atualmente, também estou trabalhando com aulas em vídeo (Ponto

A lista é

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Vídeo) e integrando a equipe dos professores que assessoram os candidatos na elaboração de recursos (Ponto Recursos).

Meu

endereço

eletrônico

é

albert@pontodosconcursos.com.br.

Sempre que precisar, faça contato comigo. Mas lembre-se de que dúvidas, críticas, sugestões e elogios (muitos, por favor!!!) sobre este curso devem ser direcionados ao fórum de cada aula.

Apresentação do Curso de Língua Portuguesa

Você agora deve querer saber como este curso de Língua Portuguesa está estruturado, certo? Tudo bem, eu vou explicar cada detalhe. Nossas aulas serão desenvolvidas com base no edital do último concurso:

EDITAL N.º 1 – ABIN, DE 12 DE AGOSTO DE 2008. Naquela ocasião, o Cespe foi contratado para elaborar as provas e estabeleceu o seguinte conteúdo programático para todos os cargos:

1 Compreensão e interpretação de textos. 2 Tipologia textual. 3 Ortografia oficial. 4 Acentuação gráfica. 5 Emprego das classes de palavras. 6 Emprego do sinal indicativo de crase. 7 Sintaxe da oração e do período. 8 Pontuação. 9 Concordância nominal e verbal. 10 Regência nominal e verbal. 11 Significação das palavras.

Embora a instituição organizadora do evento ainda não tenha sido definida, não há motivo para desânimo. Um forte candidato não estuda na última hora; antes, antecipa-se aos fatos. As adaptações decorrentes do lançamento do edital serão feitas durante o nosso curso, se houver necessidade. Você estudará comigo todos os assuntos listados acima em oito aulas (incluindo esta aula demonstrativa). Eis a distribuição do conteúdo:

Aula 0 – Ortografia oficial e acentuação gráfica

Aula 1 – Emprego e colocação das classes de palavras

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Aula 2 – Regência e crase

Aula 3 – Sintaxe dos termos da oração

Aula 4 – Sintaxe das orações do período

Aula 5 – Pontuação

Aula 6 – Sintaxe de concordância

Aula 7 – Texto: compreensão e interpretação, tipologia, coesão e coerência, reescritura

Comentarei questões de provas elaboradas pelo Cespe/UnB, inclusive as que já estão aparecendo em 2013. São cerca de 250 no total.

Reproduzirei os textos e os itens (será respeitada a grafia original dos enunciados) que tratam do assunto abordado em cada aula. Como a instituição tem o costume de usar um mesmo texto para, a partir dele, apresentar várias assertivas, é possível que eu repita o mesmo texto (ou fragmento dele) na explicação do conteúdo de outras aulas. Portanto, não estranhe se isso acontecer. O procedimento é puramente didático. Espero que aproveite cada explicação e cada exemplo da melhor forma possível. Interaja comigo nos fóruns. A sua participação é fundamental para o bom rendimento do curso.

Apresentação da Matéria

A partir de agora, começo a ministrar os primeiros conteúdos deste curso de Língua Portuguesa em teoria e exercícios. Acredito que você obterá uma noção de como as explicações serão transmitidas, do grau de complexidade das aulas e da linguagem que usarei em nossos próximos encontros.

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Ortografia

No Brasil, quem dita as normas para a correta escrita das palavras

é a Academia Brasileira de Letras (ABL). Em seu Vocabulário ortográfico da

língua portuguesa (VOLP), a instituição mantém registrada a forma oficial de escrever as palavras. Apesar da vigência do novo Acordo Ortográfico desde 1º de janeiro

de 2009,

isso mesmo, meu prezado aluno! O período de transição, que antes era até 31 de dezembro de 2012, foi prorrogado pela presidenta Dilma no dia 28 de dezembro do ano passado. Portanto convém estudar ainda aquilo que é importante nos dois sistemas ortográficos vigentes. Obviamente, eu vou ressaltar os principais casos afetados pela mudança, pois até as provas já estão sendo redigidas conforme as novas regras. Sendo assim, observaremos a extinção do trema e do acento dos hiatos EE e OO; a manutenção do acento diferencial nas formas verbais TÊM e VÊM; e os casos em que o acento nos ditongos ÉU, ÉI e ÓI foram preservados. Você e eu sabemos que é humanamente impossível decorar a

grafia de todas as palavras da nossa Língua. Entretanto podemos sistematizar

a grafia de certas palavras, em decorrência, por exemplo, da sua origem, do

as regras antigas também valerão até 31 de dezembro de 2015. É

antigas também valerão até 31 de dezembro de 2015. É seu radical. É isso que você

seu radical. É isso que você verá aqui. A experiência nos permite dizer que esse processo é muito útil no momento de resolver uma questão de concurso. Não estou dizendo que tudo se resumirá ao que será demonstrado nestas poucas linhas. O que você precisa entender é que a prática de leitura de livros, jornais, revistas e dicionários deve ser somada à minha explicação.

Comecemos pelo

• Usa-se, normalmente, a letra X:

EMPREGO DE ALGUMAS LETRAS.

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QUANDO

EXEMPLO

CUIDADO

1 – depois de ditongos

ameixa, frouxo, peixe

Recauchutar

2 – depois da sílaba EN

enxame, enxergar

encher, encharcar, enchova, enchumaçar e derivados dessas palavras

– depois da sílaba ME, quando “fechada”

3

mexa (verbo), mexerico

mecha (substantivo) = pronúncia “aberta”

• Usa-se, normalmente, a letra G:

 

QUANDO

   

EXEMPLO

 

CUIDADO

 

– nos sufixos AGEM, IGEM e UGEM

1

 

viagem

(substantivo),

pajem,

 

lajem,

vertigem, ferrugem

lambujem

 

2

– nos sufixos AGIO,

 

pedágio,

colégio,

 

EGIO,

IGIO,

OGIO

e

prestígio,

relógio,

UGIO

 

refúgio

3

nas palavras

 

margem/margear,

monge/monja, eu dirijo (flexão do verbo dirigir).

derivadas daquelas que

homenagem/homenagear

possuem G no radical (você perceberá que esse princípio vale também para o emprego de outras letras)

Imaginem

 

se

mantivéssemos a letra

“g”

nas

palavras

derivadas

 

Usa-se, normalmente, a letra J:

 
 

QUANDO

   

EXEMPLO

 

– nas palavras de origem indígena, africana e árabe

1

pajé, jiboia, jeca, jenipapo, jirau, jiló, cafajeste, jerico, jequitibá

2

nas

flexões

dos

verbos

que

viajar

(verbo)

que

eles

viajem;

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possuem J no radical

bocejar – eu bocejei

– nas palavras derivadas daquelas que possuem J no radical

3

gorja gorjeta; lisonja lisonjeado

4 – nas palavras de origem latina

jeito, hoje, majestade, injetar, objeto, ultraje

• Usa-se, normalmente, a letra Ç:

QUANDO

 

EXEMPLO

– nas palavras derivadas daquelas que possuem T no radical

1

exceto – exceção, setor – seção, cantar – canção

– nas palavras de origem indígena, árabe e africana

2

miçanga,

paçoca,

muriçoca,

muçulmano, açougue, açoite

3 – nos sufixos AÇU e AÇO

babaçu, Paraguaçu, Nova Iguaçu, golaço, poetaço, atrevidaço

4 – depois de ditongo

compleição, feição, beiço

 

• Usa-se, normalmente, a letra S:

 

QUANDO

 

EXEMPLO

1 – nos substantivos que designam

chinês,

japonês,

baronesa,

duquesa,

origem, título honorífico e feminino

sacerdotisa, poetisa

2 – Nos sufixos ASE, ESE, ISI e OSE

fase, ascese, eletrólise, apoteose

 

3 – nos sufixos OSO e OSA

 

formoso, formosa, gostoso, gostosa

 
 

iludir

ilusão,

defender

defesa;

4 – nas palavras derivadas daquelas

que possuem D, RT ou RG no seu

divertir – diversão, inverter – inversão;

imersão,

radical

 

imergir

submergir

 
 

submersão

 

no prefixo TRANS e derivados

5

nos

seus

transatlântico,

transladar)

trasladar

(ou

6

– após os ditongos

 

maisena, Sousa, coisa

 

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7 – nas formas verbais derivadas dos verbos QUERER e PÔR

quis, quisera, pusera, compusera

Usa-se, normalmente, SS:

 
 

QUANDO

EXEMPLO

CUIDADO

1

– nas palavras

suceder – sucessão, regredir – regressão, –

comprimir

 

derivadas daquelas que

possuem as expressões CED, GRED, PRIM, MIT, MET e CUT no radical

compressão, demitir – demissão, intrometer – intromissão, discutir – discussão

2 – prefixo terminado em vogal + palavra começada por S

pre + sentir = pressentir (repare que o “s” foi duplicado”)

 

Usa-se, normalmente, a letra Z:

 
 

QUANDO

EXEMPLO

CUIDADO

1 – nas terminações EZ e EZA, formando substantivos abstratos derivados de adjetivos

insensato – insensatez, nu – nudez; claro – clareza, belo – beleza

 

2

nas

terminações

sintonia – sintonizar, real – realizar, visual – visualizar

a) se a palavra possuir S em sua parte final, o

 

infinitivo verbal também

IZAR,

 

formando

levará S:

análise –

infinitivos verbais

 
 

analisar, paralisia

paralisar;

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b) Hipnose – hipnotizar;

Síntese

sintetizar;

Batismo – batizar; Catequese – catequizar; Ênfase – enfatizar. (Lembre-se da sigla de um famoso banco, só que com E no final:

HSBCE).

– como consoante de ligação

3

pé + udo = pezudo; guri + ada = gurizada

 

• Usa-se, normalmente, a letra H:

QUANDO

EXEMPLO

CUIDADO

– nas palavras ligadas por hífen em que o

1

anti-higiênico,

pré-

desarmonia, lobisomem

segundo começa com H

elemento

histórico, super-homem

2 – na palavra Bahia

 

as palavras derivadas não possuem H: baiano

Verbos terminados em EAR e IAR:

1

são irregulares os

 

verbos terminados em

passear:

passeio,

EAR; eles recebem a letra I nas formas

passeias,

passeia,

passeamos,

passeais,

rizotônicas (eu, tu, ele,

eles –

a sílaba tônica

passeiam

integra o radical)

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Mediar,

Remediar, Incendiar, Odiar (MARIO): apesar de terminarem em IAR, são irregulares e recebem a letra E nas formas rizotônicas (eu, tu, ele, eles): odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam

Ansiar,

2

são

regulares

os

premiar:

premio,

verbos

terminados

em

premias,

premia,

IAR

premiamos,

premiais,

premiam

Passemos agora ao

EMPREGO DE ALGUMAS EXPRESSÕES

que,

certamente, já deixaram muita gente com dúvida na hora de optar por uma ou outra forma. Selecionei para esta aula apenas alguns vocábulos que, volta e meia, surgem em diversos textos. Vejamos quais são.

MAL x MAU

a) Ela se houve mal na prova. (advérbio de modo, contrário de bem,

refere-se a um verbo)

b) Mal entrou, os portões foram fechados. (conjunção subordinativa

adverbial, equivale-se a quando, indica circunstância de tempo)

c)

substantivo, contrário de bom)

Apesar

do

mau

tempo,

foi

à

praia.

(adjetivo,

refere-se

a

um

d) A notícia causou-lhe um grande mal. (substantivo)

Quero que você perceba que o vocábulo MAL não possui a mesma classificação gramatical nas alternativas “a”, “b” e “d”. Isso é importante porque a banca examinadora pode sugerir o contrário. A FCC, por exemplo, pode selecionar algumas frases em que esse vocábulo

a banca examinadora pode sugerir o contrário. A FCC, por exemplo, pode selecionar algumas frases em

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aparece, destacá-lo e formular a seguinte assertiva: “Nas linhas X e Y, os vocábulos em destaque possuem a mesma classificação gramatical”. Muito cuidado antes de responder. Como vimos anteriormente, isso nem sempre será verdade.

Dica legal! Quero que você perceba que o vocábulo MAU é grafado com U quando é adjetivo.

Dica legal! Quero que você perceba que o vocábulo MAU é grafado com U quando é

POR QUE x POR QUÊ

a) Por que você não veio? (advérbio interrogativo de causa, usado no início

da oração, equivale-se a por qual motivo, o “que” é átono)

b) Quero saber por que você não veio. (a única diferença é que a frase

interrogativa é indireta)

c) Você não veio por quê? (agora a expressão aparece no final da frase, e

o “que” é tônico)

d) Quero saber o motivo por que você não veio. (preposição + pronome

relativo, usado no início da oração, equivale-se a pelo qual)

ATENÇÃO! Note a colocação no final da frase ou no final de oração, antes de pausa, com sentido de motivo, razão pela qual, sendo tônico. Ex.: O cantor estava inquieto, sem saber por quê. (Sem saber por quê, o cantor estava inquieto. Advertido pelo presidente da Mesa, o deputado quis saber por quê. Ninguém lhe dava atenção. Por quê?

PORQUE x PORQUÊ

a) Não vim porque estava cansado. (conjunção subordinativa adverbial,

indica circunstância de causa)

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b) Fique quieto, porque você está incomodando. (conjunção coordenativa

explicativa)

c) Quero saber

substantivo, equivale-se a motivo, razão, causa)

o porquê da

sua falta. (vem precedido

de

artigo, é

ATENÇÃO! Sempre que estiver diante de uma pergunta (direta ou indireta), use a expressão separada.

SENÃO x SE NÃO

a) Estudem, senão ficarão reprovados. (pode ser substituído por ou, indica

alternância de ideias que se excluem mutuamente)

b) Não fazia coisa alguma, senão criticar. (equivale-se a mas sim, porém,

a não ser)

c) Essa pessoa só tem um senão. (significa defeito, mácula, mancha; é

substantivo)

d) Se não houver dedicação, ficarão reprovados. (“Se” = conjunção

subordinativa adverbial condicional; “não” = advérbio de negação)

ATENÇÃO! É muito útil perceber que a expressão será separada apenas quando introduzir uma oração subordinada adverbial condicional.

ACERCA DE x A CERCA DE x HÁ CERCA DE

a) Hoje falaremos acerca dos pronomes. (locução prepositiva – “dos” = de

+ os –, equivale-se a sobre, a respeito de)

b) Os primeiros colonizadores surgiram há cerca de quinhentos anos.

(refere-se a acontecimento passado)

c) Estamos

aproximadamente)

a

cerca

de

quatro

meses

da

prova.

(equivale-se

a

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AFIM x A FIM DE

a) Temos ideias afins. (adjetivo, refere-se a um substantivo, varia em

número para com ele concordar)

b) Estudou muito, a fim de tirar o primeiro lugar. (locução prepositiva,

denota finalidade, objetivo, intenção)

DEMAIS x DE MAIS

a) Estudei

equivale-se a muito, bastante, demasiadamente, em excesso)

demais.

(advérbio

de

intensidade,

liga-se

a

um

verbo,

b) Eu estudo muito; os demais, pouco. (pronome indefinido, equivale-se a

outros, restantes, vem precedido de artigo)

c) Surgiram candidatos de mais. (locução que se contrapõe a de menos)

ATENÇÃO! Com relação a de menos, a professora Maria Tereza de Queiroz Piacentini ensina que nem sempre tal expressão tem como oposto de mais. De menos pode se referir a substantivo ("gente de menos") e verbo ("saber de menos"), segundo a autora do livro Português para redação (edição esgotada). Moral da história: junto a substantivo, use de mais e de menos; junto a verbo, use demais e pode usar de menos também.

ONDE x DONDE x AONDE

a) Onde você está?

preposição em, na língua portuguesa

indicada por em + onde; é

não indicam lugar: Na reunião onde estávamos, houve muita discussão. Nesse caso, prefira a locução em que.)

a

(usa-se onde com verbo estático que

errada
errada

pede

não existe a suposta contração nonde

,

sua utilização para substituir nomes que

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b) Donde você vem? (usa-se com verbo de movimento que peça, em

razão sua regência, a preposição de, caso do verbo “vem”: “Donde” = de +

onde)

c)

Aonde você vai? (usa-se com verbo de movimento que exige, também

por causa de sua regência, a preposição a, caso da forma verbal “vai”:

“Aonde” = a + onde)

MAS x MAIS

a) Ela estudou muito, mas não foi aprovada. (conjunção coordenativa

adversativa, conecta orações que guardam entre si ideias opostas)

b) Ela era a aluna mais simpática da turma. (advérbio de intensidade,

refere-se a adjetivo, outro advérbio ou verbo)

c) Menos ódio e mais amor. (pronome indefinido adjetivo, refere-se a

substantivo)

x A

a) Lamentavelmente, ainda preconceito racial. (forma do verbo

impessoal haver que corresponde ao sentido de existir, ocorrer, acontecer;

mantém-se flexionado na 3ª pessoa do singular)

a) Ele chegou da Europa dois anos. (formado verbo haver que expressa

acontecimento passado, anterior à declaração)

b) Ela voltará daqui a um ano. (preposição usada para indicar a realização

de algo posterior ao momento da própria fala)

[ ] um veículo parado na estrada. O triângulo de sinalização deve

13 ser posicionado a alguns metros do automóvel acidentado, para permitir que os demais usuários da via se antecipem e saibam que existe um problema à frente.

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Internet: <www.brasil.gov.br> (com adaptações).

1. (Cespe/PRF/Agente Administrativo/2012) A correção gramatical do texto seria mantida se, no trecho “posicionado a alguns metros” (L.13), o termo “a” fosse substituído por .

Comentário – Como visto acima, não existe correspondência entre a preposição a e a forma verbal . Resposta – Item errado.

DE ENCONTRO A x AO ENCONTRO DE

a)

(indica posição contrária, colisão, confronto)

O ônibus foi de encontro ao carro, causando a morte de duas pessoas.

 

A

proposta da diretoria foi de encontro aos anseios dos funcionários.

b)

O

filho foi ao encontro do pai, abraçando-o. (sugere posição favorável,

concordância)

À TOA (o novo Acordo retirou o hífen, a diferença se dará pelo contexto)

a) Ele era uma pessoa à toa. (locução adjetiva invariável; refere-se a um

substantivo; significa desprezível, sem valor, insignificante)

b) Ele andava à toa na rua. (locução adverbial; indica maneira, modo, sem

rumo certo, a esmo, sem fazer nada)

DIA A DIA (o novo Acordo aboliu o hífen, a diferença se dará pelo contexto)

a)

por artigo, equivale-se a cotidiano)

O dia a dia do operário brasileiro é desgastante. (substantivo, precedido

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b) Os preços das mercadorias aumentam dia a dia. (locução adverbial de

tempo, equivale-se a diariamente)

TAMPOUCO x TÃO POUCO

a) Não realizou a tarefa, tampouco apresentou qualquer justificativa.

(advérbio de negação, equivale-se a também não)

b)

intensidade; pouco = pronome indefinido adjetivo, alude a um substantivo)

advérbio

Tenho

tão pouco entusiasmo

pelo

trabalho.

(tão

=

de

c) Estudamos tão pouco. (tão = advérbio de intensidade, refere-se a outro

advérbio: pouco = advérbio de intensidade, refere-se ao verbo)

7

[ ] para o crescimento. De

acordo

com

a

organização

não

governamental Transparência Internacional,

o

país

ocupa

a

73.ª

posição no quesito corrupção, entre 182 países. [ ]

Correio Braziliense, 19/9/2012, p. 6 (com adaptações).

2. (Cespe/TCE-ES/Auditor de Controle Externo/2012) Se o numeral ordinal “73.ª” (l.8) fosse escrito por extenso, a forma correta seria:

seteptuagésima terceira.

Comentário – Essa foi de lascar! Ninguém esperava por isso. Observe a grafia correta de alguns numerais ordinais e seus correspondentes cardinais: décimo primeiro ou undécimo (11), décimo segundo ou duodécimo (12), vigésimo (20), trigésimo (30), quadragésimo (40), quinquagésimo (50), sexagésimo (60), septuagésimo (70), octogésimo (80), nonagésimo (90), centésimo (100), ducentésimo (200), trecentésimo (300). Portanto a forma correta seria septuagésima terceira. Resposta – Item errado.

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A respeito do importantes.

PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA A respeito do importantes. EMPREGO DO HÍFEN, resumirei aqui os casos Prefixos

EMPREGO DO HÍFEN, resumirei aqui os casos

Prefixos

Usa-se hífen

   

Não se usa hífen

 
 

a)

Em todos os demais

casos:

autorretrato,

autossustentável, autoanálise, autocontrole, antirracista, antissocial,

 

Quando

a

palavra

antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma,

Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra

seguinte começa com h

ultrassom

 

(perceba

ou

com

vogal

igual

à

que as

letras R

e

S

última do prefixo: auto-

são duplicadas).

 

-hipnose,

 

auto-

b)

Quando se usam os

-observação, anti-herói, anti-imperalista, micro- -ondas, mini-hotel

prefixos

des-

 

e

in-,

 

caem

o

h

e

o

hífen:

desumano, desonra, inábil.

inabitável,

 

c)

Também

 

com os

prefixos co- e re- caem o h e o hífen: coordenar,

coerdeiro,

 

coabitar,

reabilitar,

reeditar,

reeleição.

 
 

Quando

a

palavra

Em

todos

os

demais

Hiper, inter, super

seguinte começa com h ou com r: super-homem,

inter-regional

casos:

hiperinflação,

supersônico

 

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Quando

 

a

palavra

 

seguinte começa com b,

Em

todos

os

demais

Sub, sob, ob, ab

h

ou r: sub-base,

sub-

casos:

subsecretário,

-reino, sub-humano (ou subumano)

subeditor

 
 

Sempre:

vice-rei,

vice-presidente,

além-mar,

Vice, ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró

além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presidente, pós-graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, recém-casado, recém-nascido, sem-terra

 

Quando

 

a

palavra

 

seguinte começa com h,

Em

todos

os

demais

Pan, circum, mal

m,

n

ou

vogais:

pan-

casos:

pansexual,

americano,

 

circum-

circuncisão

hospitalar

   

Quero enfatizar o seguinte:

1 – Com prefixos, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.

Exemplos:

anti-higiênico,

anti-histórico,

macro-história,

mini-hotel,

proto-história, sobre-humano, super-homem, ultra-humano.

2 Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual, semiaberto, semianalfabeto, semiesférico, semiopaco.

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3 – Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.

sub-bibliotecário,

super-racista, super-reacionário, super-resistente, super-romântico.

Exemplos:

hiper-requintado,

inter-racial,

inter-regional,

4 – Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.

Acentuação Gráfica

A partir de agora, vamos falar sobre acentuação gráfica, que também é mais um tópico do programa. Comecemos assim:

REGRAS GERAIS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA

O propósito delas é sistematizar a leitura das palavras de nossa língua; assim sendo, baseiam-se na posição da sílaba tônica, no timbre da vogal, nos padrões prosódicos menos comuns da língua. Em relação aos vocábulos:

1 – MONOSSÍLABOS TÔNICOS o acento é empregado naqueles terminados por A(S), E(S) ou O(S) Ex.: Elas são más. / Pisaram o meu . / Ninguém ficará .

CUIDADO! Quando os prefixos PRÉ e PRÓ vierem separados por hífen, eles serão acentuados: pré-técnico, pró-labore. Quando não estiverem, não serão acentuados: pressentir,

prosseguir.

Nas

formas verbais terminadas em R, S ou Z e seguidas por

. Nas formas verbais terminadas em R, S ou Z e seguidas por pronomes oblíquos átonos

pronomes oblíquos átonos A(s) ou O(S), essas consoantes são suprimidas, as

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vogais A, E ou O da terminação verbal recebem acento gráfico e os pronomes oblíquos átonos A(S) ou O(S) recebem a letra “L”: dar + o = dá-lo; pôs + os = pô-los; fez + a = fê-la.

2 – OXÍTONOS (a sílaba tônica da palavra é a última) usa-se o acento quando terminarem em A(S), E(S), O(S), EM, ENS:

Ex.: cajá, cafés, cipó, armazém, armazéns

CUIDADO! Os vocábulos oxítonos terminados por I ou U não serão acentuados, salvo se estiverem em hiato. Ex.: Bangu – Grajaú // dividi-lo – construí-lo

3 – PAROXÍTONOS (a sílaba tônica é a penúltima) são acentuados aqueles que terminam em I(S), US, Ã(S), ÃO(S), UM, UNS, L, N, R, X, PS, DITONGO ORAL. Ex.: júri, íris, vírus, ímã, órfãs, órgão, sótãos, médium, álbuns, amável, abdômen, mártir, látex, bíceps, íon, íons, vôlei, jóquei, história, gênio.

CUIDADO! Não serão acentuados os vocábulos paroxítonos terminados por EM ou ENS: item, itens, hifens
CUIDADO! Não serão acentuados os vocábulos paroxítonos terminados por EM
ou ENS: item, itens, hifens (mas: hífen ou hífenes), polens (mas: pólen ou
pólenes)
Os
prefixos
paroxítonos
terminados
por
I
ou
R
não
serão
acentuados: semi-histórico, super-homem.

3. (Cespe/Ancine/Técnico Administrativo/2012) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência” recebem acento gráfico com base na mesma regra de acentuação gráfica.

Comentário – Sim, essas palavras são acentuadas porque são paroxítonas terminadas em ditongo oral. Resposta – Item certo.

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4 – PROPAROXÍTONOS (a sílaba tônica é a antepenúltima) todos são acentuados. Ex.: histórico, cântico, lâmpada, hífenes, pólenes.

4. (Cespe/MPE-PI/Cargos de Nível Superior/2012) De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “órgãos” (L.20) segue a mesma regra de acentuação que o vocábulo “últimos” (L.12).

Comentário – A primeira palavra enquadra-se na regra da paroxítona terminada em ÃO(S); a segunda recebe acento por ser proparoxítona. Resposta – Item errado.

5. (Cespe/TJ-RR/Nível Médio/2012) Os vocábulos “jurídicas” (L.4), “econômicas” (L.4) e “físico” (L.5) recebem acento gráfico com base em regras gramaticais diferentes.

Comentário – Agora todos os vocábulos recebem acento por serem proparoxítonos. Resposta – Item errado.

6.

(Cespe/TJ-AL/Analista

Judiciário/Área

Judiciária/2012)

O

emprego

do

acento gráfico

nos

vocábulos

“análise”

(L.4),

“Aristóteles”

(L.8)

e

‘cadáveres’ (L.11) justifica-se pela mesma regra de acentuação.

Comentário – Sim, a regra é a mesma: acentuam-se todos os vocábulos proparoxítonos. Resposta – Item certo.

REGRAS ESPECIAIS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA (note as mudanças introduzidas pelas novas regras)

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1 – HIATOS

a) Não se acentua mais a primeira vogal dos hiatos OO, EE.

Ex.: voo, enjoos, creem, deem, leem, veem. (3ª pessoa do plural dos verbos

crer, dar, ler e ver)

ATENÇÃO! De acordo com as novas regras, o acento circunflexo deixa de existir, mas até 31/12/2015 é possível usá-lo (vôo, crêem etc.).

b) Acentuam-se as vogais I(S) e U(S), quando formam a sílaba tônica e ocupam a segunda posição do hiato, sozinhas ou acompanhadas de S.

Ex.: saída, saúde, país, baús, incluí-lo.

Compare com mia, via, lua, nua. Nessas palavras, as vogais I e U não ocupam

a segunda posição do hiato, ainda que constituam a sílaba tônica.

CUIDADO! Se as vogais I ou U formarem sílabas com L, M, N, R, Z ou vierem

seguidas de NH, ra-i-nha.

não haverá acento gráfico: pa-ul, ru-im, a-in-da, sa-ir, ju-iz,

acento gráfico: pa-ul, ru-im, a-in-da, sa-ir, ju-iz, Se as vogais I ou U formarem hiato com

Se as vogais I ou U formarem hiato com uma vogal idêntica,

não
não
vogais I ou U formarem hiato com uma vogal idêntica, não se usará acento gráfico: xi-i-ta,

se usará acento gráfico: xi-i-ta, va-di-i-ce, su-cu-u-ba (nome de uma planta).

O acento só surgirá se a palavra for uma proparoxítona: fri-ís-si-mo.

ATENÇÃO! Conforme as novas regras, se essas vogais surgirem

e

a palavra for paroxítona, não levarão acento: baiuca, feiura.

após ditongos

Interessante é o que acontece, por exemplo, com o vocábulo

a palavra é

Piauí. Observe que, agora, a vogal tônica I ocupa a última posição,

que, agora, a vogal tônica I ocupa a última posição, oxítona. Casos como esse não foram

oxítona. Casos como esse não foram atingidos pelas mudanças ortográficas.

2 – DITONGOS

a) EI, OI: deixam de receber acento agudo quanto tônicos, abertos e

como sílabas tônicas de palavras paroxítonas; mas o recebem em outras ocasiões (quando a palavra for oxítona ou monossílaba tônica, por exemplo).

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Ex.: chapéu, assembleia, jiboia, céu, herói.

ATENÇÃO! Ressalto que até 31/12/2015 é facultativo recorrer ao novo Acordo Ortográfico. Portanto até lá é possível escrever jibóia, assembléia etc.

3 – GUE, GUI e QUE, QUI

a) Diante de E ou I, a letra U que compõe os grupos GUE, GUI e QUE, QUI

receberá trema quando for pronunciada fracamente; sendo, pois, semivogal.

Ex.: agüentar, pingüim, lingüiça, eloqüente, qüinqüênio.

b) A letra U receberá acento agudo quando for pronunciada fortemente;

sendo, pois, vogal. Ex.: averigúe, apazigúe, argúi, obliqúes.

CUIDADO! Quando a letra U não for pronunciada, não receberá nenhum acento: quilo, quente, guerra, guincho. O que temos aqui é simplesmente um dígrafo representado pelas letras “qu” e “gu”. Diante de A e O, a letra U não receberá trema: água, quota (ou cota), mesmo sendo semivogal. Mas receberá acento agudo, sendo vogal, em flexões dos verbos aguar (agúo), apaniguar, apaziguar, apropinquar, averiguar (averigúo), desaguar, enxaguar, obliquar, delinqüir e afins.

ATENÇÃO! O trema foi abolido pelas novas regras. Também o foi o acento agudo no
ATENÇÃO! O trema foi abolido pelas novas regras. Também o foi o acento
agudo
no
U
tônico
dos
grupos
verbais
mencionados
acima
(averiguar,
apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar e afins). Exemplos: arguo, arguis,
argui, arguem, argua, arguas, arguam, redarguo, averiguo, enxague, oblique.
Repito: até 31/12/2015 estaremos no período de transição, sendo aceitas as
duas formas.

4 – ACENTO DIFERENCIAL (com a vigência das novas regras, foi abolido, salvo algumas exceções, que estão destacadas abaixo; o

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período de transição – que vai até 31/12/2015 – dá-nos a faculdade quanto ao uso nos demais casos)

Ele

tem

eles têm (verbo TER

na

pessoa do plural do presente do

indicativo)

 

Ele

vem

eles vêm (verbo VIR na

pessoa do plural do presente do

indicativo)

ATENÇÃO! Repare que as formas TEM e VEM constituem monossílabos tônicos terminado por EM. Lembre-se de que apenas as terminações A(S), E(S) e O(S)

recebem acento: má, fé, nó.

É muito comum as bancas examinadoras

explorarem questões envolvendo esses verbos. Elas relacionam, por exemplo,

um sujeito no singular à forma verbal TÊM

(com acento circunflexo mesmo) e

perguntam se a concordância está correta. Obviamente, se a forma verbal empregada é TÊM, o sujeito deve ser representado por um nome plural. Fique atento para esse detalhe. Atente ainda para o fato de o acento circunflexo (diferencial) não ter sido abolido desses verbos nem de seus derivados. Portanto, continue a usá-lo.

Ele detém – eles detêm (verbo DETER na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo) Ele provém – eles provêm (verbo PROVIR na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo)

ATENÇÃO! Agora, a “pegadinha” é outra. As bancas gostam de explorar o

motivo do acento nos pares

todos derivados dos verbos TER e VIR. Repare que a forma correspondente à

em virtude de ser uma

oxítona terminada por EM. Já a forma correspondente à

detém/detêm, mantém/mantêm, provém/provêm

,

terceira pessoa do singular recebe acento AGUDO

terceira pessoa do

plural recebe acento CIRCUNFLEXO

para diferenciar-se do singular.

Pôde (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo)

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Pode (3ª pessoa do singular do presente do indicativo)

ATENÇÃO! O novo acordo não aboliu o acento diferencial de PÔDE. Você deve usá-lo.

Pôr (verbo) Por (preposição)

ATENÇÃO! O novo acordo também não aboliu o acento diferencial de PÔR. Você deve usá-lo.

Fôrma (substantivo = molde) Forma (substantivo = disposição exterior de algo)

ATENÇÃO! É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara: Qual é a forma da fôrma do bolo?

Agora, prezado aluno, você precisa colocar em prática tudo o que aprendeu e notar como o examinador costuma cobrar esses conceitos em prova.

Lembre-se sempre de que

o novo Acordo Ortográfico está em vigor

e que a Academia Brasileira de Letras já lançou oficialmente o novo VOLP.

Portanto nada impede que a banca examinadora exija de você conhecimentos

a respeito dele.

[

]

examinadora exija de você conhecimentos a respeito dele. [ ] Prof. Albert Iglésia www.pontodosconcursos.com.br 24

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7. (Cespe/EBC/Cargos de Nível Superior/2011) Na linha 26, “por que” poderia, sem prejuízo para a correção gramatical, ser grafado porque, em razão de estar empregado como conjunção causal, tal como ocorre em “mas o mandamento de agir unicamente porque se trata de um dever”

(L.31-32).

Comentário – Questão muito fácil. Você nem precisa ter o trabalho de analisar tudo o que a banca propôs. De acordo com o que foi explicado sobre o assunto, jamais a expressão por que (com separação; equivale-se a pela qual, no caso sob análise) poderá ser substituída corretamente pela expressão porque (sem separação; conjunção causal ou explicativa, dependendo do caso). O texto é até dispensável. Assim, você não desperdiça tempo durante uma prova. Resposta – Item errado.

8. (Cespe/EBC/Cargos de Nível Superior/2011)

] [

errado. 8. (Cespe/EBC/Cargos de Nível Superior/2011) ] [ ] [ No período “Parece que sim, porque

] [

No período “Parece que sim, porque (

substituição do ponto final por ponto de interrogação manteria a coerência do texto, mas, nesse caso, de acordo com a prescrição gramatical, o

vocábulo “porque” deveria ser grafado como por que.

receberão efeitos.” (l.11-16), a

)

Comentário – A forma porque serve para introduzir uma explicação ou causa de um acontecimento. No texto sob análise, o enunciador apresenta uma

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justificativa para se considerar importante o que foi declarado anteriormente. Já a forma por que, associada a um ponto de interrogação e no início de orações interrogativas diretas ou indiretas, deve ser escrita separadamente e sem acento. No entanto, estaria prejudicada à coerência textual. No trecho não cabe uma pergunta, mas sim a apresentação de um motivo que justifique aquela importância. Resposta – Item errado.

] [

22

Os

grandes

líderes

de

mercado

parecem

ainda

ter

 

dificuldade para

entender

o

que

está

acontecendo

de

fato.

O

discurso e a prática dessas empresas ainda estão baseados em

25

modelos ultrapassados, que veem os custos ainda da maneira tradicional, deixando as externalidades para a sociedade.

 

E

mais,

não

são

apenas

os

grandes

líderes

do

setor

28

privado que

demonstram

 

essa

dificuldade.

Uma

manchete

recente em um grande jornal diário mostra que

pesquisadores

e

jornalistas

também

não

entenderam

as

oportunidades

que

31

estão surgindo

a

partir

das

transformações

que

estamos

vivendo. Eis o título da matéria: “Só estagnação econômica

pode reduzir aquecimento global, diz estudo”.

] [

Ricardo Young. Mudanças no consumo. In: CartaCapital, 26/2/2010. Internet: <www.cartacapital.com.br> (com adaptações).

9. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) Na opção a seguir, é apresentado trecho adaptado de texto extraído do sítio dos Correios na Internet. Julgue-a quanto à correção gramatical.

O progresso comercial advindo da chegada da família real no novo mundo abriu caminhos afim de que o serviço postal se desenvolvesse. Esse fato

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permitiu a elaboração do primeiro Regulamento Postal do Brasil, o funcionamento regular dos Correios Marítimos e a emissão de novos decretos que criassem os Correios Interiores.

Comentário – Repara na expressão “afim de”, usada para exprimir finalidade, propósito, intento. Nesse sentido, a grafia correta é separada: a fim de. Resposta – Item errado.

] [

 

O

planejamento

caiu

em

descrédito

com

a

queda

do

16

Muro

de

Berlim,

a

implosão

da

União

Soviética

e

a

contrarreforma

neoliberal

baseada

no

mito

dos

mercados

que

se

autorregulam.

Seria

ingênuo

pensar

 

que

esse

mito

19

desapareceu

com

a

recente

crise,

mas,

que

ele

está

mal

das

pernas,

está.

Chegou,

portanto,

o

momento

de

reabilitar

e

atualizar

o

planejamento.

Até

Jeffrey

Sachs

diretor

do

Earth

22

Institute,

da

Columbia

University,

em

Nova

 

Iorque,

e

conselheiro

do

secretário-geral

das

Nações

Unidas

pronuncia-se

em

favor

de

um

planejamento

flexível

a

longo

25

prazo,

 

voltado

para

o

enfrentamento

dos

três

desafios

simultâneos

da

segurança

 

energética,

segurança

 

alimentar

e

redução

da

pobreza,

buscando

uma

cooperação

tripartite

entre

28

os setores público e privado e a sociedade civil.

 

[

]

34

O

fenomenal

crescimento

da

economia

 

mundial

no

 

decorrer

dos

dois

últimos

séculos,

baseado

no

uso

das

energias

fósseis,

 

provocou

um

aquecimento

global

de

consequências

37

deletérias

 

e,

em

parte,

irreversíveis.

Seria,

no

entanto,

um

erro

considerar

que

o clima

é

a

bola

da

vez

e

as

urgências

sociais

podem

esperar.

Em

2007,

existiam,

no

Brasil,

10,7

milhões

de

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40

indigentes

e

46,3

milhões

de

pobres.

E,

enquanto

os

latifúndios

de

mais de

mil

hectares — 3% do total das propriedades rurais

do

Brasil

ocupam

57%

das

terras

agriculturáveis,

43

4,8

milhões

de

famílias

sem-terra

estão

à

espera

do

chão

para

plantar.

 

[

]

Ignacy Sachs. Voltando ao planejamento. Internet: <www.envolverde.com.br.> (com adaptações).

10. (Cespe/Aneel/Cargos de Nível Superior/2010) O sentido da expressão “mal das pernas” (l.19-20), característica da oralidade, seria prejudicado caso se substituísse “mal” por mau.

Comentário – Em linguagem figurada, a expressão nos comunica que o “mito dos mercados que se autorregulam” está desacreditado, já não produz o mesmo efeito, sua sustentabilidade está abalada, enfraquecida. O vocábulo “mal”, no contexto, é o contrário de bem (advérbio) e não pode ser trocado por mau, antônimo de bom (adjetivo). Resposta – Item certo.

[

]

 

A

coisa

é

mais

complicada

na

modernidade,

em

que

10

os cidadãos comuns (como você e eu) são a

fonte

de

toda

autoridade jurídica e moral. [

]

11. (Cespe/PF/Agente/2012) Suprimindo-se o emprego de termos característicos da linguagem informal, como o da palavra “coisa” (l.9) e o do trecho “(como você e eu)” (l.10), o primeiro período do segundo parágrafo poderia ser reescrito, com correção gramatical, da seguinte forma: Essa prática social apresenta-se mais complexa na

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modernidade, onde a autoridade jurídica e moral submete-se à opinião pública.

Comentário – O que pretendo demonstrar com esta questão é o uso inadequado do vocábulo onde. Ele deve ser empregado para substituir termo que designe lugar, não uma situação, um conceito etc. Observe que na reescritura o termo substituído é “modernidade”, que não expressão sentido de lugar. Resposta – Item errado.

12. (Cespe/TRE-ES/Técnico/Operação de Computadores/2011) As palavras “catástrofe” e “climática” recebem acento gráfico com base em justificativas gramaticais diferentes.

Comentário – A justificativa é uma só. Ambas são palavras proparoxítonas e devem ser acentuadas por isso. Resposta – Item errado.

13. (Cespe/TJ-AL/Cargos de Nível Superior/2012) O emprego do acento gráfico nos vocábulos “análise” (L.4), “Aristóteles” (L.8) e ‘cadáveres’ (L.11) justifica-se pela mesma regra de acentuação.

Comentário – Nós não precisamos do texto para saber que todas as palavras indicadas são proparoxítonas (a--li-se, A-ris--te-les, ca--ve-res) e devem ser acentuadas por isso. Resposta – Item certo.

14. (Cespe/MPS/Análise

Comprovantes/2010)

“trânsito”, “econômica” e “contribuírem” recebem acento gráfico por serem proparoxítonas.

de

As

palavras

“últimas”,

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Comentário – São proparoxítonas apenas “últimas”, “trânsito” e “econômica”. A palavra “contribuírem” é paroxítona e é acentuada porque:

a) a letra I representa a segunda vogal do hiato formado

com a vogal representada pela letra U,

b) ela (a letra I) representa a sílaba tônica da palavra e

c) está só na sílaba.

Resposta – Item errado.

15. (Cespe/TRE-ES/Técnico/Operação de Computadores/2011) Em “contribuíram”, o emprego do acento gráfico justifica-se pela presença de ditongo em sílaba tônica.

Comentário – Então, o que achou? A explicação da acentuação da palavra “contribuírem” (questão acima) serve perfeitamente para a acentuação da palavra contribuíram. Resposta – Item errado.

16. (Cespe/SEDU-ES/Agente de Suporte Educacional/2010) As palavras “metrópoles”, “acúmulo”, “inúmeros” e “mínimas” recebem acento gráfico com base em justificativas gramaticais diferentes.

Comentário – Todas as palavras são proparoxítonas, sendo acentuadas por esse motivo. Resposta – Item errado.

17. (Cespe/TCU/Auditor Federal de Controle Externo/2010) O uso das letras iniciais maiúsculas em "Império Romano", "Cristianismo" e "Revolução Francesa" são exemplos de que substantivo usado para designar ente singular deve ser grafado com inicial maiúscula, como, por exemplo, Lei nº 8.888/1998.

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Comentário – Além de sempre usada no início de períodos, nos títulos de obras artísticas ou técnico-científicas, a letra maiúscula (caixa alta) é convencionalmente usada na grafia de substantivos singulares para indicar deferência e, ainda, nos casos abaixo:

nomes, sobrenomes (José Ferreira) e cognomes (Ivan, o Terrível) das pessoas;

alcunhas (Sete Dedos); pseudônimos (Joãozinho Trinta); de nomes dinásticos (os Médici);

topônimos (Brasília, Paris);

regiões (Nordeste, Sul);

nomes de instituições culturais, profissionais e de empresa (Fundação Getúlio Vargas, Associação Brasileira de Jornalistas, Lojas Americanas);

nome de divisão e de subdivisão das Forças Armadas (Marinha, Polícia Militar);

nome de período e de episódio histórico (Idade Média, Estado Novo);

nome de festividade ou de comemoração cívica (Natal, Quinze de Novembro);

designação de nação política organizada, de conjunto de poderes ou de unidades da Federação (golpe de Estado, Estado de São Paulo);

nome de pontos cardeais (Sul, Norte, Leste, Oeste);

nome de zona geoeconômica e de designações de ordem geográfica ou político-administrativa (Agreste, Zona da Mata, Triângulo Mineiro);

nome de logradouros e de endereço (Av. Rui Barbosa, Rua Cesário Alvim);

nome de edifício, de monumento e de estabelecimento público (edifício Life Center, Estádio do Maracanã, Aeroporto de Cumbica, Igreja da Sé);

nome de imposto e de taxa (Imposto de Renda);

nome de corpo celeste, quando designativo astronômico (“A Terra gira em torno do Sol”);

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nome de documento ao qual se integra um nome próprio (Lei Áurea, Lei Afonso Arinos).

Resposta – Item certo.

18. (Cespe/CEF/Arquiteto/2010)

e

“carcerária” recebem acento gráfico com base na mesma regra de acentuação.

Os

vocábulos

“políticas”,

“desperdício”

Comentário – O vocábulo “políticas” é acentuado por ser proparoxítono; mas “desperdício” e “carcerária” recebem acento por serem palavras paroxítonas finalizadas em ditongo oral. Resposta – Item errado.

19. (Cespe/TRT-21ª Região/Analista Judiciário/2011) O emprego de acento gráfico no vocábulo “barbárie” deve-se à mesma regra que se observa no emprego de acento em “caleidoscópio”.

Comentário – Sim, o emprego do acento em ambas as palavras justifica-se porque elas são paroxítonas terminadas em ditongo oral. Resposta – Item certo.

20. (Cespe/STM/Técnico Judiciário/2011) A regra de acentuação gráfica que justifica o emprego do acento gráfico em “aeroportuário” é a mesma que justifica o emprego do acento em “meteorológica”.

Comentário – Não. A primeira palavra é paroxítona terminada em ditongo oral: a-e-ro-por-tu-á-ria; a segunda é proparoxítona: me-te-o-ro-ló-gi-ca. Resposta – Item errado.

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21. (Cespe/PC-ES/Cargos de Nível Superior/2011) Os vocábulos "espécies", "difíceis" e "históricas" são acentuados de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

Comentário – As duas primeiras são paroxítonas terminadas em ditongo oral:

es-pé-cies, di-fí-ceis. A última, entretanto, é proparoxítona: his-tó-ri-cas. Resposta – Item errado.

22. (Cespe/EBC/Cargos de Nível Superior/2011) Levando-se em consideração

o que está previsto na ortografia oficial vigente, é correto afirmar que: o

vocábulo “têxtil” (L.2), que segue o padrão de flexão do vocábulo pênsil,

é acentuado também na forma plural; “obsolescência” (L.12) é vocábulo

que segue o padrão do vocábulo ciência, no que se refere ao emprego de sinal de acentuação; a acentuação gráfica do vocábulo “déspotas” (L.18)

também é empregada quando o vocábulo é grafado na forma singular.

Comentário – Vamos com calma! Os vocábulos têxtil e pênsil pluralizam-se assim, respectivamente: têxteis e pênseis. A terminação átona –il dá lugar à terminação –eis. Não confunda com a terminação tônica: funil > funis, em que o –l dá lugar ao –s. No singular, o acento circunflexo em têxtil e pênsil ocorre porque as palavras são paroxítonas terminadas em L. No plural, o acento permanece porque as palavras são paroxítonas terminadas em ditongo oral. As palavras obsolescência e ciência também recebem acento porque são paroxítonas terminadas em ditongo oral: ob-so-les-cên-cia, ci-ên-cia.

Déspota(s) recebe acento por ser proparoxítona (todas são acentuadas, independentemente de estarem no singular ou no plural). Resposta – Item certo.

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23. (Cespe/Serpro/Técnico – Operação de Redes/2010) No trecho “O episódio colocou em xeque a viabilidade do modelo”, a palavra “xeque” poderia ser, facultativamente, grafada da seguinte forma: cheque. Nesse caso, seriam mantidos a correção gramatical do texto e seu sentido original.

Comentário – Também existe no léxico da nossa Língua a palavra cheque, o seu significado nada tem a ver com xeque. Entenda:

– cheque: documento fornecido por um banco a quem nele tem conta, que equivale a dinheiro, uma vez preenchido com determinada quantia e assinado pelo titular da conta. – xeque (conforme usado no trecho): situação que representa ameaça, perigo, risco, contratempo, transtorno: A paz está em xeque. Resposta – Item errado.

24. (Cespe/DPU/Técnico em Assuntos Educacionais/2010)

] [

e sendo cada vez mais urgente a tomada de decisões em tempo

recorde [

]

O vocábulo “recorde” também poderia ser corretamente grafado com acento – récorde.

Comentário – Existem inúmeras palavras que são proferidas erroneamente por pessoas menos familiarizadas com a norma linguística – são casos de silabadas. O conhecimento do que está na tabela abaixo evitará que esses equívocos aconteçam.

Oxítonas

Paroxítonas

Proparoxítonas

Cateter

austero

ádvena

Cister

avaro

aeródromo

Condor

aziago

aerólito

Gibraltar

batavo

édito (ordem judicial)

Hangar

ciclope

elétrodo

PACOTE PARA OFICIAL DE INTELIGÊNCIA DA ABIN (TEORIA E EXERCÍCIOS) PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

Masseter

edito (lei, decreto)

ínterim

Mister

filantropo

lêvedo

Negus

fortuito

arquétipo

Nobel

gratuito

aríete

Novel

ibero

crisântemo

Obus

látex

hieróglifo

Oximel

maquinaria

ímprobo

Ureter

misantropo

lúgubre

 

necromancia

munícipe

 

rubrica

notívago (ou noctívago)

 

nenúfar

protótipo

 

pudico

recôndito

 

recorde

trânsfuga

   

vermífugo

   

zênite

Resposta – Item errado.

25. (Cespe/Inca/Técnico em Análise Clínica/2010)

Criada em 1983 pela doutora Zilda Arns, a Pastoral da Criança

monitora atualmente cerca de 2 milhões de crianças de até 6 anos de

idade e 80 mil gestantes [ ]

] [

Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir “cerca de” por acerca de.

Comentário Cerca de e acerca de são locuções prepositivas, mas elas não devem ser confundidas. A primeira é usada para indicar quantidade aproximada; a segunda equivale-se à preposição sobre e à locução prepositiva a respeito de. Resposta – Item errado.

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26. (Cespe/Inca/Técnico em Análise Clínica/2010) As palavras “Único”, “críticas” e “público” recebem acento gráfico porque têm sílaba tônica na antepenúltima sílaba.

Comentário – Sim, a sílaba tônica delas é a antepenúltima, outra maneira de dizer que são proparoxítonas. Resposta – Item certo.

27. (Cespe/Ibama/Analista Ambiental/2010) As palavras “amazônico” e “viúva” acentuam-se de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

Comentário – Não. A primeira é acentuada porque é uma proparoxítona; a segunda se enquadra na regra do hiato: letra I o U representando a segunda vogal do hiato, constituindo a sílaba tônica da palavra e estando só ou acompanhada de S (país, saúde, Grajaú etc.). Resposta – Item errado.

28. (Cespe/Ibama/Analista Ambiental/2010) Estaria de acordo com o que estabelece a prescrição gramatical para textos escritos no nível formal da linguagem, tais como documentos oficiais, a substituição da expressão “dali para a frente” por dali pra frente.

Comentário – A forma pra representa uma variação linguística conhecida como linguagem informal ou popular, que não tem aceitação em documentos oficiais, justamente por se distanciar da norma gramatical. Abaixo há um quadro que assinala a diferença entre a variação padrão (formal, culta) e a não padrão (informal ou popular) por meio de outros exemplos:

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FORMAL

INFORMAL

Está

Falar

Falá

Queijo

Quejo

Vamos

Vamo

Vou

Regência do verbo visar

Ele visa o bem público. (deveria ser ao)

Resposta – Item errado

29. (Cespe/Correios/Cargos de Nível Superior/2011) As palavras “ônibus” e “invioláveis” são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

Comentário – A primeira recebe acento por ser proparoxítona (ô-ni-bus); a segunda, por ser paroxítona terminada em ditongo oral (-eis). Resposta – Item errado.

30. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) Os vocábulos “quilômetros”, “emblemático” e “picolé” são acentuados de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

Comentário – Os dois primeiros são acentuados por serem proparoxítonos (qui-lô-me-tro / em-ble-má-ti-co); “picolé” é oxítona terminada em E. Resposta – Item errado.

31. (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/Taquigrafia/2011) Os vocábulos “analítica” e “teríamos” recebem acento gráfico com base na mesma regra de acentuação.

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Comentário – Sim, os dois acentos são usados porque as palavras são proparoxítonas (todas são acentuadas): a-na-lí-ti-ca / te-rí-a-mos. Resposta – Item certo.

19

] [

Para

direito

] [

se

à

ter

uma ideia, apenas

os

inscrição

e,

ainda

assim,

alunos de ótimo boletim têm

fora.

85%

deles

ficam

de

32. (Cespe/FUB/Cargos de Nível Médio/2011) Em razão do contexto, o acento gráfico empregado na forma verbal “têm” (L.19) é obrigatório.

Comentário – Sim, o acento é obrigatório. Este acento serve para diferenciar a terceira pessoa do plural (“os alunos de ótimo boletim” = eles) da terceira

pessoa do singular (ele). Resposta – Item certo.

Nem mesmo a vigência do novo Acordo o aboliu.

33. (Cespe/TJ-ES/Cargos de Nível Superior/2011) Os vocábulos “países” e “áreas” são acentuados de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

Comentário – Negativo. O acento agudo em países justifica-se pela regra dos hiatos. A vogal I é a segunda do hiato (pa-í-ses), está sozinha na sílaba e constitui a sílaba tônica da palavra. Em áreas, o acento ocorre porque a palavra é paroxítona terminada em ditongo (á-reas). Resposta – Item errado.

34. (Cespe/PC-ES/Perito Criminal Especial/2011) Os vocábulos “público” (L.9) e “caótico” (L.12), que foram empregados no texto como adjetivos, obedecem à mesma regra de acentuação gráfica.

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Comentário – Sim, pois ambas são palavras proparoxítonas (-bli-co, ca-ó-ti-co). Todas as proparoxítonas são acentuadas. Resposta – Item certo.

[

]

são acentuadas. Resposta – Item certo. [ ] [ ] 35. (Cespe/TC-DF/Auditor de Controle Externo/2012) Na

[

]

35. (Cespe/TC-DF/Auditor de Controle Externo/2012) Na linha 13, a substituição do vocábulo “senão” por se não, embora gramaticalmente correta, prejudicaria o sentido do texto.

Comentário – O sentido realmente estaria prejudicado, passaria a indicar uma condição em vez de uma ressalva, equivalente a mas sim, porém, a não ser. Em relação à gramaticalidade, o segredo é você analisar a oração subordinada “embora gramaticalmente correta” depois da principal. Assim, percebemos que a utilização da forma se não constitui erro de ortografia no contexto. Resposta – Item errado.

Se ficou alguma dúvida sobre o que eu expliquei, não siga em frente. Volte ao ponto e leia tudo outra vez. Se a dúvida persistir, escreva para mim por meio do fórum. Lembre-se de que o êxito deste curso também depende do diálogo entre nós dois. Fique com Deus e até a próxima aula.

Albert Iglésia

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Lista das Questões Comentadas

] [ um veículo parado na estrada. O triângulo de sinalização deve

13 ser posicionado a alguns metros do automóvel acidentado, para permitir que os demais usuários da via se antecipem e saibam que existe um problema à frente.

Internet: <www.brasil.gov.br> (com adaptações).

1. (Cespe/PRF/Agente Administrativo/2012) A correção gramatical do texto seria mantida se, no trecho “posicionado a alguns metros” (L.13), o termo “a” fosse substituído por .

] [

7 para o crescimento. De acordo com a organização não governamental Transparência Internacional, o país ocupa a 73.ª posição no quesito corrupção, entre 182 países. [ ]

Correio Braziliense, 19/9/2012, p. 6 (com adaptações).

2. (Cespe/TCE-ES/Auditor de Controle Externo/2012) Se o numeral ordinal “73.ª” (l.8) fosse escrito por extenso, a forma correta seria:

seteptuagésima terceira.

3. (Cespe/Ancine/Técnico Administrativo/2012) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência” recebem acento gráfico com base na mesma regra de acentuação gráfica.

4. (Cespe/MPE-PI/Cargos de Nível Superior/2012) De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “órgãos” (L.20) segue a mesma regra de acentuação que o vocábulo “últimos” (L.12).

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5. (Cespe/TJ-RR/Nível Médio/2012) Os vocábulos “jurídicas” (L.4), “econômicas” (L.4) e “físico” (L.5) recebem acento gráfico com base em regras gramaticais diferentes.

6. (Cespe/TJ-AL/Analista

Judiciário/Área

Judiciária/2012)

O

emprego

do

acento gráfico

nos

vocábulos

“análise”

(L.4),

“Aristóteles”

(L.8)

e

‘cadáveres’ (L.11) justifica-se pela mesma regra de acentuação.

[

]

(L.11) justifica-se pela mesma regra de acentuação. [ ] 7. (Cespe/EBC/Cargos de Nível Superior/2011) Na linha

7. (Cespe/EBC/Cargos de Nível Superior/2011) Na linha 26, “por que” poderia, sem prejuízo para a correção gramatical, ser grafado porque, em razão de estar empregado como conjunção causal, tal como ocorre em “mas o mandamento de agir unicamente porque se trata de um dever”

(L.31-32).

8. (Cespe/EBC/Cargos de Nível Superior/2011)

[

]

(L.31-32). 8. (Cespe/EBC/Cargos de Nível Superior/2011) [ ] Prof. Albert Iglésia www.pontodosconcursos.com.br 41