A LEI DE DEUS

Ex. 20 – 24. Para entender a passagem. Os dez mandamentos foram entregues no contexto de renovação da aliança de Deus com o seu povo. A "aliança" é um tema desenvolvido em toda a Escritura Sagrada, tanto do Velho quanto do Novo Testamentos. O ensino bíblico é o de que Deus estabeleceu uma aliança com o homem no Éden. E em virtude da infidelidade do homem à aliança, em alguns momentos específicos da história, Deus confirmou-a. O que temos nos capítulos 20 a 23 de Êxodo é uma ocasião em que, depois de manifestações de infidelidade e rebeldia por parte do povo (Êx 17), Deus renova a sua aliança. Pode-se dizer que este episódio possui uma dupla importância. 1) Importância civil - Uma legislação própria é um dos elementos essenciais para a existência de uma nação. Portanto, a entrega da lei é parte do estabelecimento da nação de Israel. 2) Importância espiritual - Mais que a entrega daquela que seria a base para a lei civil de Israel, os dez mandamentos dizem respeito também à aliança de Deus com o seu povo indistintamente. INTRODUÇÃO Uma das mais centrais diferenças do cristianismo e as demais religiões, ou filosofias de vida modernas, é o fato de que ele é absoluto e exclusivista. O cristianismo reclama para si o fato de possuir a revelação escrita de Deus que é norma para todo homem. No entanto, há cristãos que não compreendem bem a lei de Deus na Bíblia, e, por isso, ora querem exigir menos do que ela exige do homem, ora querem exigir mais. Por isso é importante compreender esta questão. Por que vivemos numa sociedade tão marcada pela perversidade, violência, imoralidade, e tantos outros males? É certo que a origem última de tudo isto é o pecado, que em virtude da rebeldia contra Deus, contaminou o homem, e seus empreendimentos. Mas não se pode negar o fato de que um dos instrumentos utilizados pelo pecado para que isto aconteça é a negação de valores absolutos. Um dos fatores que colaboraram para que a nossa sociedade vivenciasse tantos absurdos como os vistos atualmente, foi o ensino de que valores morais são meramente individuais ou convencionais, mas não absolutos. E possível falar em valores absolutos? Existem normas que são aplicáveis a todas as épocas e lugares? O que Deus quer de nós? É a lei de Deus revelada na Bíblia, aplicável hoje em todos os seus aspectos? Essas são algumas das perguntas que motivam as duas próximas lições. O objetivo desta primeira é apresentar uma distinção importante entre os diferentes aspectos da lei de Deus e se concentrar nos primeiros aspectos, civil e cerimonial. Na próxima lição analisaremos o aspecto moral da lei de Deus e sua relação conosco. I. A IMPORTÂNCIA DO ENTENDIMENTO CORRETO

Existem dois perigos. O legalismo, quanto a liberalidade em relação à lei de Deus possuem a mesma fonte, a impossibilidade de cumprir a lei divina e a necessidade de satisfazer-se com relação a ela. A única saída, tanto para um extremo, quanto para o outro, é depositarem Cristo nossa confiança de salvação. Ele nos livra do legalismo, por que cumprir ia lei em nosso lugar, e nos livra da liberalidade, porque nos deu o exemplo para seguir.
Entender corretamente a lei de Deus possui implicações práticas profundas em nossa vida. Nossa visão da mesma afeta como nos relacionamos com Deus, e como nos relacionamos conosco mesmos.

Dois extremos precisam ser evitados, quando tratamos deste assunto.
1) O legalismo — É o entendimento de que a lei de Deus se aplica aos dias atuais em todos os seus aspectos, e que a obediência à lei é o meio de alcançar a salvação. O legalismo tende a conduzir o homem a dois extremos: desespero ou superficialidade. Se sincero, um legalista se decepcionará profundamente consigo mesmo e sua incapacidade de obediência perfeita.

tais como o estabelecimento de limites espaciais. Portanto. 2) Importância espiritual — Mais que a entrega daquela que seria a base para a lei civil de Israel. A lei civil Os diferentes aspectos da lei de Deus estão irrter-relacionados. Deus havia prometido que haveria de se relacionar com a descendência de Abraão de forma que ele seria seu Deus e ela lhe seria por povo (Gn 17.. não fumar.28). tomar conhecimento desses diferentes aspectos da lei de Deus. pode-se dizer que este episódio possui uma dupla importância. . a revelação da vontade de Deus para toda a humanidade. escuridão. sem aplicação atual em qualquer um de seus aspectos. analisados nesta lição e na posterior. a entrega da lei é parte do estabelecimento da nação de Israel.10-16) e preservação da terra (Lv 25. está sustentada por um aspecto eterno da lei moral de Deus. que comumente caracteriza os encontros de Deus com seu povo na Escritura Sagrada. os dez mandamentos dizem respeito também à aliança de Deus com o seu povo indistintamente. relâmpagos.7). fumaça e tremor do monte (Êx 19. pois consistiu na entrega da lei divina ao homem.1-4). Uma divisão consagrada no meio teológico é: A. OS DIFERENTES ASPECTOS DA LEI DE DEUS Muito da má interpretação das leis de Deus. eletrodomésticos e etc. Faz-se necessário. a pureza de olhos (Mt 5. II. A entrega da lei também é parte do cumprimento da promessa. não jogar e etc). para que não sejamos levados a incorrer nestes erros. 2) A liberalidade . e etc. e forte clangor de trombeta (Êx 19. A vontade de Deus para nós é muito mais profunda e difícil de obedecer do que o uso de roupas. que o Senhor entregou sua lei a Moisés. Essa segunda tendência é a de reduzir a lei de Deus a atitudes externas fáceis de obedecer para permitir satisfação (não cortar cabelo. Devemos.19). o não entendimento correto da lei de Deus pode levar à idéia de que a lei de Deus somente tinha validade normativa para os crentes do Antigo Testamento. diz respeito aos preceitos divinos entregues ao povo de Israel no Antigo Testamento. A lei é a norma divina que estabelece os princípios para o relacionamento do povo com Deus. bem como as leis referentes à propriedade privada (Lv 25. e a purificação do povo por dois dias (Êx 19. A lei civil de Deus. Tal atitude é comumente justificada com a afirmação paulina de que não estamos mais debaixo da lei. por exemplo. portanto. A atenção para o fato de que a lei de Deus é muito mais profunda do que simples atitudes externas.Por outro lado.1). dizem respeito a um momento importante da vida do povo de Deus. A lei civil. Esse processo de caminhada em direção à terra era parte do cumprimento das profecias feitas a Abraão. ele tenderá a reduzir o padrão de Deus para se sentir satisfeito.7). revela a gravidade e seriedade deste momento. compreender a lei de Deus corretamente.16). III. de que sua descendência seria numerosa e se estabeleceria numa terra entregue pelo Senhor (Gn 15). com o propósito de regulamentar a vida civil no estado teocrático de Israel. Sendo assim. havia sido liberto por Deus e estava sendo guiado por ele para a terra prometida. Pode-se citar como exemplo todo o sistema de punições contra os crimes cometidos no estado judaico (Dt 21. também conhecida como judicial. não usar calça.21 -22). O CONTEXTO Os capítulos 20 a 23 de Êxodo. Mas a lei de Deus exige o perdão (Mt 18. sob pena de morte (Êx 19. 1) Importância civil — Uma legislação própria é um dos elementos essenciais para a existência de uma nação. a pureza de coração (Mt 6. não beber. Tal episódio é parte da abrangente história da redenção.18-21). trovões. ou dos diferentes tipos de lei encontrados nas Escrituras Sagradas. tamanho do cabelo. portanto. Foi no contexto de eventos graves. e sim da graça. E digno de nota que o Senhor Deus entregou a sua lei num ambiente de seriedade e respeito. O mesmo havia permanecido por cerca de 400 anos como escravo no Egito. Tal ambiente criado pelo Senhor. Todas essas coisas são simples de fazer. fogo.12). sobretudo no Antigo Testamento. não assistir tv. deve-se ao não entendimento dos diferentes aspectos da lei de Deus.Se não.

Leis a respeito da feitiçaria (Êx 22. se continuarem nesse estado e caminho (pergunta 96).19). . Leis a respeito da vida humana (Êx 21.2). Sob todas essas e as demais leis civis estabelecidas posteriormente estiveram todos aqueles que viveram no estado teocrático de Israel no Antigo Testamento. Leis a respeito das festas religiosas (Êx 21. Na linguagem do autor da epístola aos hebreus. o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Gl 5.28-31). o mesmo foi plenamente cumprido e perdeu sua razão de ser (Hb 8.18). Leis a respeito das demandas judiciais (Êx 23. A utilidade da lei moral é dupla. tal sistema cerimonial era como sombras das coisas celestes (Hb 8. uma vez que a realidade profetizada neste aspecto da lei se fez presente.20. Esse aspecto da lei de Deus inclui dentre outras coisas: todas as normas referentes à preparação dos sacerdotes (Lv 21. dentre a qual está os dez mandamentos. A lei cerimonial de Deus fora instituída por ele para regulamentar a vida religiosa do povo de Israel no Antigo Testamento e ensinar de forma didática ao seu povo. Sendo assim. e a conseqüente necessidade de redenção por meio do Messias prometido. Leis a respeito dos pobres (Êx 22. A lei moral O terceiro aspecto da lei de Deus envolve todos os preceitos divinos que são absolutos e atemporais.21-27).4-6.1-15). B. A lei cerimonial A lei cerimonial.1-2) E as festas religiosas (Lv 23). Os sacrifícios (Lv 1). revelada nas Escrituras Sagradas. Segundo o catecismo maior de Westminster a lei moral é de utilidade aos homens não regenerados para despertar as suas consciências a fim de fugirem da ira vindoura e forçálos a recorrer a Cristo.5) ou bens vindouros (Hb 10. Ofertas diversas (Lv 2.1-9). Ou seja. Assim como costumamos ensinar às crianças apelando a todos os seus sentidos. Leis a respeito do descanso (Êx 22. em qualquer lugar ou período histórico. a lei de Deus sob a qual estão todos os homens.14-19). O fundamento da lei moral de Deus é o seu próprio caráter. durante a sua infância. Esse aspecto da lei de Deus envolve a vontade absoluta de Deus para o homem. por sua vez diz respeito a todo o sistema sacrificial e ritualístico que normatizava a vida religiosa do povo no Antigo Testamento. Leis acerca da relação com Deus (Êx 22. as perfeições de seu caráter nas quais se baseiam os mandamentos são imutáveis também. Leis a respeito da propriedade (Êx 22. sobretudo à visão. a verdade redentora do evangelho.10-12). ou para deixá-los inescusáveis e sob a maldição do pecado.1-24).Os capítulos 21 a 23 de Êxodo estão repletos de leis civis proferidas por Deus que podem ser assim divididas: Leis a respeito da escravidão (Êx 21.1). Sendo Deus imutável em seu ser.16-17. C.2-11). Através da lei cerimonial Deus ensinou de maneira palpável e profunda a majestosa santidade de Deus. Essa é a razão pela qual se pode dizer que os dez mandamentos revelam a vontade atemporal e absoluta de Deus. Deus ensinou o seu povo no Antigo Testamento apelando para todos os seus sentidos. Cristo Jesus e sua obra. Leis a respeito da sexualidade (Êx 22.12-36). a completa impureza humana.

se levarmos em conta a distinção entre os aspectos da lei de Deus exposta acima.15). a lei dos mandamentos na forma de ordenanças. As leis civis e cerimoniais servem hoje de exemplos para ensinar princípios eternos. b) Validade didática. Paulo afirma que Cristo "aboliu. Normalmente. sobretudo na epístola aos galatas (Gl 3. afirmou que não viera para revogar a lei. na mesma carta aos efésios. e não sob a lei civil de Israel. responder uma última pergunta. de maneira nenhuma! Antes.10-13). tratando do dever da obediência à lei de Deus. Se hoje não estamos mais sob a obrigação de obedecer aos aspectos civil e cerimonial da lei divina.31). quando o Apóstolo Paulo fala da abolição da lei. A ABOLIÇÃO DA LEI X A PERMANÊNCIA DA LEI O Novo Testamento fala tanto de uma abolição da lei. a utilidade da lei moral é lhes mostrar quanto devem a Cristo por cumpri-la e sofrer a maldição dela.. por ter sido dada diretamente pelo próprio Deus é sustentada pela sua lei moral. como regra de sua obediência (pergunta 97). ordenou aos filhos que cumprissem o mandamento da obediência aos pais. Resta-nos. sobretudo textos dos profetas. quanto da permanência da lei.27). pois. portanto. Devemos nos lembrar que nem tudo o que foi revelado possui um aspecto normativo direto. por sua vez. Desta forma. confirmamos a lei (Rm 3. Por isso. . ao olhar para as leis civis é possível extrair princípios espirituais eternos.8-12). Os escritores do Novo Testamento chamaram a atenção para o fato de que a lei moral de Deus não foi abolida. O próprio Apóstolo Paulo. ensinam princípios eternos por meio de exemplos.2-3). Escrevendo aos efésios. Pode-se dizer que também não mais estamos sob a responsabilidade de obedecer às leis civis. a lei pela fé? Não. se reportou aos dez mandamentos (Tg 2. Como compreender esta aparente contradição? Ela somente pode ser compreendida. e assim provocá-los a uma gratidão maior e a manifestar esta gratidão por maior cuidado da sua parte em conformarem-se a esta lei. mas para cumpri-la (Mt 5. c) Validade reveladora: Além disso. A VALIDADE DO ASPECTO CIVIL E CERIMONIAL DA LEI Vimos anteriormente que nós hoje não estamos mais sob a obrigação de obedecer aos aspectos civil e cerimonial da lei divina. em que os mesmos condenam o povo pela quebra da lei. por exemplo. diz respeito ao aspecto moral.21. A permanência da lei. Já escrevendo aos romanos. ele faz no contexto de um debate com os judaizantes. ela possui validade: a) Validade histórica: A lei civil é útil para mostrar-nos a organização da sociedade judaica teocrática." (Ef 2. na sua carne. Como brasileiros vivendo no século XXI estamos sob as leis brasileiras atuais. o mesmo Apóstolo conclui: Anulamos. Tiago. em lugar e para bem deles. V.17). Em segundo lugar. e sejas de longa vida sobre a terra (Ef 6. As narrativas. E mesmo o Senhor Jesus. IV. a lei civil revela-nos princípios espirituais divinos que são absolutos. qual é a validade da mesma hoje? Por que as mesmas foram registradas? Qual a utilidade do registro das mesmas na Escritura Sagrada? 1) A validade da lei civil Embora a lei civil de Israel registrada no Antigo Testamento não tenha validade normativa para a igreja hoje. Elas dizem respeito a uma época e um local específico. a lei civil auxilia o leitor bíblico na compreensão de outros textos bíblicos. se reportando aos dez mandamentos: Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa) para que te vá bem.Com respeito aos homens regenerados.. apontando posteriormente para os dez mandamentos (Mt 5. A lei civil de Israel. um grupo de judeus cristãos que desejavam estabelecer como condição aos cristãos gentios a observância ao cerimonialismo judaico. a abolição da lei se refere ao aspecto cerimonial da mesma.

ainda castigado.Tomemos como exemplo a lei que diz: se alguém tiver um filho contumaz e rebelde. Assim. A transferência da culpa para o animal. todos os homens da sua cidade o apedrejarão até que morra. CONCLUSÃO Quando não compreendemos corretamente a lei de Deus e seus diferentes aspectos tendemos a nos relacionar de maneira equivocada com a mesma. também não estamos sob a obrigação de obedecer a lei cerimonial. e o derramamento do sangue do mesmo em favor do ofertante. a) Validade histórica:A lei cerimonial é útil para mostrar-nos a organização da vida religiosa do Israel teocrático.20: 1 – 17. e a epístola aos Hebreus. Vimos que os dois primeiros aspectos não possuem mais validade normativa. e é de grande valia para o leitor bíblico na compreensão de outros textos. assim como a lei civil tenha validade atual. Os DEZ MANDAMENTOS Ex. olhando para a lei cerimonial essas verdades nos são ensinadas de maneira figurada. histórica e reveladora. No entanto. e são a expressão da vontade de Deus para toda a humanidade. todo o Israel ouvirá e temerá (Dt 21. Nesta lição aprendemos que a lei de Deus pode se dividir em três aspectos: civil. b) Validade didática: A lei cerimonial é válida também no sentido de que nos ensina sobre o culto do povo de Deus no Antigo Testamento. e o levarão aos anciãos da cidade. Ela foi o meio didático usado por Deus para ensinar o seu povo verdades profundas. A proibição de apresentar-se diante de Deus de mãos vazias (sem sacrifício) apontava para distancia existente entre o Deus santo e o homem pecador. cerimonial e moral. não dá ouvidos à nossa voz. uma vez que a mesma apontava para o Messias que já se fez presente. A pureza do cordeiro.18-21). dentre eles os livros proféticos. c) Validade reveladora: Além disso. à sua porta. 2)A validade da lei cerimonial Assim como não estamos mais sob a obrigação de obedecer a lei civil de Israel no Antigo Testamento. os dez mandamentos dizem respeito também à aliança de Deus com o seu povo indistintamente. eliminarás o mal do meio de ti. Quando olhamos para esta lei civil de Israel e verificamos que Deus tratou no passado de maneira tão dura a rebeldia. não lhes dá ouvidos. e lhes dirão: Este nosso filho é rebelde e contumaz. apontava para a necessidade de um mediador perfeito para expiar os pecados. Para entender a passagem. Mais que a entrega daquela que seria a base para a lei civil de Israel. revelavam a necessidade de redenção e a promessa do envio do cordeiro de Deus. é dissoluto e beberrão. embora não normativa. mas possuem validade didática. a lei cerimonial também possui validade atual. seu pai e sua mãe o pegarão. Os dez mandamentos foram entregues no contexto de renovação da aliança de Deus com o seu povo. ora à liberalidade Há muitos cristãos hoje que se encontram nesses extremos. Então. assim. ora somos levados ao legalismo. Os dez mandamentos podem ser vistos como uma síntese da lei moral de Deus. que não obedece à voz de seu pai e à de sua mãe e. somos levados a considerar que Deus tem em alta consideração o princípio de autoridade. O fundamento . a lei cerimonial revela-nos verdades profundas sobre a relação de Deus com o homem.

é um documento de base da aliança. B. Essas são expressões da lei eterna de Deus que transcende ao Antigo e ao Novo Testamentos. A "aliança" é um tema desenvolvido em toda a Escritura Sagrada. O vocábulo hebraico para "palavra" (dabar) era o termo para as estipulações nos tratados políticos da época. 9. Dt 4. Sendo Deus imutável em seu ser. 5. Os quatro primeiros mandamentos descrevem como o povo deve relacionar-se com Deus.32. Deus permanece fiel à sua aliança. ou seja. 20. em seguida temos o prólogo histórico ("que te tirei da terra do Egito"). em alguns momentos específicos da história Deus confirmoua.3-29). a aliança de Deus com o seu povo é estabelecida e mantida soberanamente por ele. Essa é a razão pela qual se pode dizer que os dez mandamentos revelam a vontade atemporal e absoluta de Deus. Este episódio de renovação da aliança é útil para nos ensinar alguns importantes aspectos da aliança de Deus com o seu povo. 20.22-23. é a garantia da preservação da aliança.4). mas de ordens que devem ser obedecidas (Êx 24. Não se vê Deus propondo ao homem uma aliança. mas antes. É assim que as pessoas pensam em nossa época. não se tratam de propostas de aceitação facultativa. a quem o povo deve completa lealdade. Deus é o Rei-Soberano de Israel. hoje as coisas já mudaram". O que é aqui chamado de "palavras". A ausência de penalidades indica que o Decálogo não é um código jurídico.13. tanto do Velho quanto do Novo Testamentos. Os mandamentos propriamente ditos são as estipulações do tratado. 10. 19.da lei moral de Deus é o seu próprio caráter. O que eles requerem dos homens? Temos nós condição de cumpri-los à risca? Se não. INTRODUÇÃO Neste estudo faremos uma analise mais específica da lei moral de Deus.10-14.9. uma série de leis acompanhadas de penalidades.22-27.33). v. A soberania de Deus no estabelecimento da aliança pode ser vista tanto no fato de que Deus é quem procura o povo para estabelecê-la (Êx 19. O próprio Decálogo (do vocábulo grego que significa "dez palavras") reflete o antigo arcabouço dos tratados. por que apesar de nossa infidelidade. sintetizada pelos dez mandamentos. Deus renova a sua aliança. A bondade divina para com seu povo . O subjetivismo ensina que os valores são construídos pelo sujeito. Em primeiro lugar temos o preâmbulo ("Eu sou o senhor teu Deus". as perfeições de seu caráter nas quais se baseiam os mandamentos são imutáveis também.23-25. depois de manifestações de infidelidade e rebeldia por parte do povo (Êx 17).13).10.13). mas Deus procurando o homem.19). Quanto no fato de que os verbos estão todos no imperativo. O relativismo é a teoria que ensina que os valores são construídos pelo consenso social em uma determinada época.28. Dt 4. Ne 9. A RENOVAÇÃO DA ALIANÇA Os dez mandamentos foram entregues no contexto de renovação da aliança de Deus com o seu povo. O ensino bíblico é o de que Deus estabeleceu uma aliança com o homem no Éden. Não se vê o homem procurando Deus. assim também Deus criou a ordem na sociedade humana por meio de dez palavras. O caráter bondoso da aliança. 18-20. noutros lugares é chamado de "mandamentos" (34. O fato de que o estabelecimento e manutenção da aliança depende unicamente de Deus. Graças a Deus. e notas. mas simplesmente estabelecendo imperativamente os preceitos deste vínculo de amor. Ao contrário das alianças humanas que são contratos entre duas pessoas. ao passo que os demais mandamentos mostram como o povo de Deus deve relacionar-se entre si (Dt 4. como podemos ser aceitos por Deus? Procuremos respostas! I. condicionada à sua aceitação. O que temos nos capítulos 21 a 23 de Êxodo é uma ocasião em que. A. Assim como Deus criou a ordem nos céus e na terra por meio de dez palavras (ver Gn 1. Esses princípios da aliança são então aplicados no "Código da Aliança".20). A concepção atual de verdade e moral caminha entre o relativismo e o subjetivismo. 2). Deus falou somente esses mandamentos diretamente ao povo (vs.1-17 Temos aqui os Dez Mandamentos ou "Dez Palavras" da aliança. O caráter unilateral da aliança não deve nos distanciar da concepção de um Deus bondoso que procura o bem de seu povo em sua aliança.1 falou Deus todas estas palavras. que se segue (20. O caráter unilateral da aliança. E em virtude da infidelidade do homem à aliança. “Daí é comum ouvirmos: ‘Você tem a sua verdade e eu tenho a minha” ou "isso era assim antigamente.

II. que te tirei da terra do Egito. Ou seja. A palavra tábua pode também ser traduzida por "placa" ou "prancha". III. Deus possui direitos autorais sobre elas. e quando Deus fala. isso também ceifará" (Gl 6. e é digno de obediência. Foi o próprio Deus quem falou essas palavras. e para ele existem. A INTRODUÇÃO AOS DEZ MANDAMENTOS As palavras introdutórias aos dez mandamentos apresentam o legislador. Ele é o Criador e sustentador de todas as coisas. Êxodo 20 se inicia com as palavras preparatórias para a entrega dos mandamentos: "Então. o homem é responsável pelo desfrute ou não das bênçãos da aliança. Nelas encontramos o nome.7). é comum dividi-las de acordo com a distinção feita por Jesus quando resumiu os dez mandamentos no amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mt 22. em duas tábuas (Êx 31. o homem possui responsabilidades na aliança.12). encontrou o povo festejando e adorando um bezerro de ouro (Êx 32. Levando em conta esta distinção. colhe as conseqüências desastrosas de sua desobediência. teu Deus. quando. voltando do encontro com Deus no Sinai. O propósito de Deus em sua aliança com o homem estabelecida no Éden. ele fala sério.3~-39). por ser o autor de todas as coisas. Esse desejo também pode ser percebido no fato de que as leis foram entregues a Moisés duas vezes (Êx 20 e 34). assinatura e selo do autor dos mandamentos. por meio dele. 2) . encontra-se duplamente obrigado à obediência às suas leis.. falou Deus todas estas palavras: Eu sou o SENHOR. A primeira tábua da lei: Mandamentos referentes à relação do homem com Deus . Todas as coisas que existem. para a Escritura Sagrada está mais relacionado a fazer coisas do que a sentir coisas. foi dar a ele a vida eterna. Seu objetivo é lembrar o povo de duas razões pelas quais ele tinha autoridade para requerer obediência. A responsabilidade do homem na aliança. teu Deus — Essas primeiras palavras apontam para a transcendência divina. duas "tábuas de pedra" (Êx 34. da casa da servidão — O segundo qualificador diz respeito à libertação do cativeiro. Deus se apresenta como resgatador do mesmo. pelo fato de ter sido por ele criado e redimido. O duplo princípio da aliança de Deus com o seu povo é: bênçãos decorrentes da obediência. Esta relação mostra que amar. A. em virtude de que as duas primeiras tábuas foram quebradas por Moisés numa demonstração de ira. Na linguagem do Novo Testamento: "aquilo que o homem semear. Ressaltamos que não se traía de Moisés. Embora a aliança seja unilateral do ponto de vista de seu estabelecimento e manutenção. Embora não haja evidencia de que as tábuas da lei fossem divididas tematicamente.19 ). e maldição decorrente da desobediência.. AS DUAS TÁBUAS DA LEI A lei foi entregue por Deus a Moisés. quando o homem obedece aos princípios da aliança. é possível dividir os mandamentos entre as duas tábuas como segue: Primeira Tábua Segunda Tábua Mandamentos 1a4 Mandamentos 5 a 10 Mandamentos referentes à relação do homem com Deus Mandamentos referentes à relação do homem com o seu próximo É digna de nota a relação que Cristo faz entre os mandamentos e o amor.que te tirei da terra do Egito. Assim. por ele. da casa da servidão" (Êx 20. 1) Eu sou o SENHOR. portanto. C.18). ele colhe as conseqüências benéficas de sua obediência e quando desobedece. e que mesmo as leis divinas são conselhos de um pai amoroso que ama os seus filhos e deseja guiar-lhes para o gozo destas promessas.1).1-2). Essas palavras introdutórias do decálogo funcionam como que qualificadores de Deus como legislador sobre Israel. Além de Criador do povo de Israel. O povo de Deus.pode ser vista no fato de que a aliança contém promessas para ele (Êx 20. Amar é cumprir os mandamentos. e não fossem alteradas. Esse fato aponta para o interesse de Deus de que as suas leis permanecessem. Sendo assim. mas o próprio Deus. de maneira mais específica.

13). ou qualquer atitude que concorra para isto. 2° Mandamento: "Não farás para ti imagem de escultura. ou seja. Consequentemente. para que sejam uma honra para eles e para o seu governo. para o santificar" (Êx 20. nem de coisa alguma que haja nas águas. Ele exige dos homens que reconheçam o Senhor como único Deus e lhe rendam honra e louvor.1° Mandamento: "Não terás outros deuses diante de mim" (v. e proíbe-lhes a confecção de imagens de Deus para a adoração. seja por meio de atitudes. 7° Mandamento: "Não adulterarás" (Êx 20.14). as palavras provocadoras. O quinto mandamento exige obediência ao princípio de autoridade. O sétimo mandamento diz respeito à pureza sexual. a manutenção de suas pessoas e autoridade. a devida submissão às suas correções. Resumidamente. 3). debaixo da terra.7). Ele legisla sobre a necessidade do reconhecimento e da obediência às autoridades em todos os níveis e esferas de relacionamento. Sendo assim. a opressão. os ferimentos e tudo o que tende à destruição da vida de alguém. traduzida por sábado em Êxodo 20 por sábado significa literalmente "descanso". suportando as suas fraquezas e encobrindo-as com amor. O primeiro mandamento diz respeito à exclusividade exigida por Deus. 127) 6° Mandamento: "Não matarás" (Êx 20. Tanto a idolatria. conforme os seus diversos graus e a natureza de suas posições. o alcance do quinto mandamento é geral. tal como o descumprimento de votos estabelecidos diante dele. e as relações sexuais ilícitas. Isso inclui a menção irreverente. a contenda. A segunda tábua da lei: Mandamentos referentes à relação do homem com o seu próximo 5° Mandamento: "Honra teu pai e tua mãe.8). para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR. 3° Mandamento: "Não tomaras o nome do Senhor teu Deus em vão" (Êx 20. o uso imoderado de comida. exceto no caso de justiça pública. a defesa. a pronta obediência aos seus mandamentos e conselhos legítimos. a oração e ações de graças por eles. te dá" (Êx 20. a imitação de suas virtudes e graças. A honra que os inferiores devem aos superiores é toda a devida reverência sincera. o falso ensino em seu nome ou qualquer prejuízo de seu nome. da maneira incorreta. p. ou defesa necessária. o vestuário indecente. nem lhes darás culto" (Êx 20. Deus designou o sétimo dia da semana para o descanso semanal. os espancamentos. É importante saber que a palavra "shabat". palavras ou pensamentos. e proíbe o tirar a própria vida ou a de outrem. trabalho e recreios. também é proibida. o terceiro mandamento exige respeito e consideração para com o nome do Senhor. O oitavo mandamento exige a justiça nos . nem figura alguma de tudo que há em cima no Céu.12). Deus proíbe a adoração a outros deuses. Se no primeiro mandamento. 4° Mandamento: "Lembra-te do dia de sábado. Desde o princípio do mundo até à ressurreição de Cristo. O quarto mandamento exige a consagração do sétimo dia semanal de descanso para a dedicação exclusiva ao cultivo da comunhão com Deus.4. O sexto mandamento revela o valor que Deus dá à vida humana. B. bebida. (Catecismo Maior de Westminster. o desejo e as palavras impuras. Este mandamento exige dos filhos de Deus que eles o adorem conforme a sua santa vontade. a pornografia.15). no segundo a adoração ao Deus verdadeiro. ele proíbe todo e qualquer tipo de impureza. Não as adorarás. Podem-se incluir nas atividades condenadas por este mandamento. O segundo mandamento diz respeito à forma de adoração. própria ou do próximo. como o politeísmo são proibidos neste mandamento. a fidelidade. Ele exige todo o esforço necessário para a manutenção da vida. em palavras e em procedimento. ele proíbe a negação da adoração ao Deus verdadeiro ou a conferência de adoração a qualquer outro a adoração que somente a Ele é devida. e do que há embaixo na terra. Consequentemente ele proíbe todo uso irreverente ou impensado do nome do Senhor. Embora o mandamento se refira diretamente ao contexto familiar. A casos em que o tirar a vida não constitui em quebra do mandamento : Os pecados proibidos no sexto mandamento são: o tirar a nossa vida ou a de outrem. guerra legitima.5). 8° Mandamento: "Não furtarás" (Êx 20. teu Deus.

Ou seja. a função da lei é mostrar ao homem sua própria miséria. Sendo assim. dentre outras .21 -37. no sermão da montanha. como judeu que era. É verdade que não estamos sob a lei. mas sob a graça de Deus. calúnia. Isso se deve ao fato de que o padrão divino é altíssimo e inalcançável. se inicia e termina no coração de cada um.20). Algumas atitudes que se constituem em quebra desta norma são: silencio diante da verdade. mas tropeça em um só ponto. aparentemente. que sintetiza a lei moral de Deus para o homem. participando de todos os seus requerimentos e cerimônias que apontavam para Ele próprio. necessitadas do sangue redentor dê Cristo para purificação de seus pecados. Tiago afirma que qualquer que guarda toda a lei. O décimo mandamento exige de nós uma atitude de contentamento diante de nossa condição e proíbe todo sentimento de inveja e tristeza em virtude da prosperidade de nosso próximo. ele já está quebrado perante Deus. Essa mesma chamada à atenção. a fim de que fossemos justificados por fé (Gl 3. ser avaliados pelas pessoas por atos externos. pois é santo e justo em todas as suas ações e nunca quebrou qualquer um dos Dez Mandamentos. convencê-lo de sua incapacidade. somente uma obediência perfeita poderia satisfazer a sua justiça.ato supremo de amor de Deus para conosco. portanto. mas sob a graça. Sendo assim. não é necessário que alguém mate. ou visão do próximo como oportunidade de obtenção de lucro. 17). difamação. 10° Mandamento: "Não cobiçarás a casa do teu próximo" (Êx 20.1-2). O Apóstolo Paulo afirma claramente que ninguém será justificado diante dele (Deus) por obras da lei (Rm 3. conduzi-lo a confiar na obediência de Cristo Jesus. em todos os seus aspectos.8). o único que obedeceu perfeitamente a lei de Deus. temos ainda alguma obrigação para com a lei moral de Deus? Em que sentido estamos debaixo da graça e não da lei? Não estamos mais debaixo da lei. Por que Cristo obedeceu a lei em nosso lugar. não abolindo esses (v. Sendo assim. Jesus obedeceu a Lei Moral. de acordo com o ensino de Paulo. nos ensina que Deus olha no nosso Intimo. pré-julgamento e inveja. fofoca. qual é o papel da lei? Paulo afirma que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado (Rm 3. E ainda: a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo. Jesus Cristo obedeceu completamente a lei. A palavra "aio" usada neste texto significa literalmente "guia". Sua obediência o qualificou para ser o nosso substituto . Ele obedeceu à Lei Civil. Se Cristo obedeceu à lei em nosso lugar. A quebra do décimo mandamento. a nós mesmos nos enganamos e a verdade não está em nós (I Jo 1. O décimo mandamento. Sendo Deus um ser perfeito. já quebramos o sexto mandamento. e todos os que foram por ele resgatados não estão mais sob ela. o que é impossível a todo homem natural . e assim. se torna culpado de todos (Tg 2. O CUMPRIMENTO DA LEI Uma vez que encerramos a análise dos dez mandamentos. Se odiamos no nosso coração. pois viveu no período em que ela ainda se encontrava em vigor. IV.24). sobre o espírito da lei. é transmitida e ensinada por Jesus. No entanto.Se dissermos que não temos pecado nenhum. mas indicando que se o mandamento for quebrado no coração. segundo a Escritura Sagrada. mesmo sem o ato externo (que agrava o pecado). para ser merecedora do juízo de Deus. no entanto. 9° Mandamento: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo" (Êx 20. não estamos mais sob a obrigação de obedecer a lei de Deus como condição para a salvação. devemos para que nosso entendimento dessa expressão não desconsidere a validade normativa da lei moral de Deus para os . O décimo mandamento é aquele que manifesta o espírito da Lei concedida por Deus.16). Essa quebra interna já coloca as pessoas como pecadoras.relacionamentos interpessoais e proíbe qualquer aquisição injusta de bens. Todos os nove mandamentos que o precedem podem.20). em Mt 5. A sua obediência fez com que a sua morte na cruz fosse pelos pecados de sua Igreja e não por qualquer transgressão sua. no sentido de que não mais estamos sob a condenação da lei (Rm 8. Ali ele menciona vários mandamentos. toda atitude que contribui para a permanência da mentira e má fama do próximo é quebra deste mandamento.10). homem algum pode ser salvo por meio de sua própria obediência à lei. O nono mandamento legisla sobre a necessidade da promoção da verdade nos relacionamentos e sobre o dever que temos de zelar pela boa reputação uns dos outros.17). Jesus obedeceu igualmente a Lei Cerimonial. devemos considerar o fato de que.

2) evidenciar o novo nascimento (IJo 2. Deus exige que o homem ame a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. Os mandamentos não são uma mera proposição ou abstração teórica. os teus testemunhos são o meu prazer. mas com os nossos semelhantes e com a própria natureza. Com efeito. seu papel é conscientizar-nos de nossa incapacidade e nos conduzir ao único que plenamente a cumpriu. 3) Testemunhar o evangelho da graça (I Pé 2. A síntese destes padrões contempla a relação do homem com Deus e a relação do homem com o seu próximo. Cristo Jesus. harmonia.11-12).27). Nós.16. sabedoria e amor. são vidas honestas. A lei moral de Deus sintetizada pelos dez mandamentos constitui os padrões absolutos de Deus para a vida humana. que dele procede. A obediência à lei de Deus deve ser vista como mais que obrigação. não me esquecerei da tua palavra. Considerando que não podemos cumprir a lei perfeitamente.1). paz e tranqüilidade. pais com entendimento. daquele que sabe o que é melhor para ele. o que significa observar os dez mandamentos. . O pragmatismo não rege as nossas vidas. CONCLUSÃO Existem padrões morais absolutos.5). vivemos melhor e em harmonia não apenas com o nosso Deus. ausência de violência. ajustadas. são os meus conselheiros (SI 119. filhos obedientes. Quando seguimos a lei de Deus.1-8). como um benefício próprio (Pv 3. famílias fortes. São prescrições que emanam do Deus Todo-Poderoso. os salvos em Cristo.nossos dias. continuamos sob a obrigação de obedecer a lei por outras razões: 1) manifestar gratidão pela obra de Cristo (Rm 12. mas reconhecemos que a lei de Deus funciona! Isto nos levará a exclamar como o salmista: Terei prazer nos teus decretos. do criador do homem. O resultado dos mandamentos de Deus.

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