FACULDADE

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AGES

CURSO/PERÍODO/TURMA: DIREITO/ 2º PERÍODO – B DISCIPLINA/PROFESSOR: DISCENTES: ECONOMIA POLÍTICA – AUGUSTO AÍLA SAIURE DIAS SANTOS; ANDERSON BENTO DOS SANTOS; GUSTAVO CARVALHO DA COSTA; HAILDES MARIA MOURA FERREIRA; NATANAEL LIMA DOS SANTOS; RICARDO PEREIRA LISBOA.

Compreende-se que a economia é dedicada a satisfazer necessidades administrando recursos escassos, ou seja, é uma atividade econômica aplicada na escolha de recursos para o atendimento das necessidades humanas. Corroborando com as palavras de Passos (2005), é formidável afirmar que a economia é definida como uma ciência social que estuda a organização e o funcionamento da sociedade e tem por objeto de estudo a escassez, esta entendida como uma importância superior de desejos, do que o quantitativo de bens para satisfazê-los. Venosa (2010) expõe que o termo direito é palavra plurívoca, pois possui vários significados. Como arte ou técnica, o Direito procura melhorar as condições sociais ao sugerir e estabelecer regras justas e equitativas de conduta. O Direito, como ciência, enfaixa o estudo e a compreensão das normas postas pelo Estado ou pela natureza humana, ou seja, o direito é o ramo das ciências sociais aplicadas que tem como objeto de estudo o conjunto de todas as normas (regras e princípios) coercitivas que regulamentem as relações sociais. Diante dos conceitos supracitados é pertinente fazer uma analogia da relação existente entre direito e economia, uma vez que é notório que o fenômeno econômico destina o surgimento de uma instituição jurídica ou vice-versa. Se ao Direito está dada à incumbência de apresentar, classificar regras, analisar e estabelecer princípios para os fenômenos sociais, dentro desse ordenamento social inclui-se também a economia, e assim pode-se pautar as relações entre Economia e o Direito, para que haja uma sociedade correta, justa, equânime, harmoniosa e em desenvolvimento. A harmonia entre economia e direito existe desde que o homem passou a viver em sociedade. Porém essa relação passou a ser estudada de forma sistemática, a partir do século XVIII com Adam Smith. E assim percebe-se que uma boa regulamentação de mercado e uma legislação clara, objetiva e simples são fundamentais para o desenvolvimento de uma economia de mercado. Sem direitos de propriedade bem-definidos, é muito difícil a realização de trocas e, portanto, o desenvolvimento econômico. Ressalta-se que é evidente logo no primeiro paragrafo do texto proposto a afinidade existente da economia e do direito, quando refere que a economia sofre influencia das bases institucionais sobre as quais se abanca a sociedade e pela estrutura jurídica do sistema. O teórico Muller

higiene e moradia). acompanhado pela melhoria da qualidade de vida da população e por alterações profundas na estrutura econômica. pois ambos possuem conceitos. O Direito e a Economia apresentam pontos comuns. Afirma o ministro do STF Joaquim Barbosa: Ações afirmativas se definem como politicas públicas voltadas a concretização dos princípios constitucional da igualdade material e neutralização dos efeitos perversos da discriminação racial. tais como a justiça. alimentação. que fato jurídico é todo acontecimento em virtude do qual são criadas. per capita. de forma a melhorar os indicadores de bem-estar econômico e social (pobreza. condições de saúde. Já o desenvolvimento econômico. Em . e não o interesse do legislador no momento. violência. No Brasil o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é órgão responsável pela distribuição financeira e pelos programas de educação. Destaca-se que o fato econômico é qualquer episódio relativo à produção. O crescimento de uma economia é indicado também pelo crescimento da força de trabalho. a economia se relaciona com outras ciências para estabelecer uma ciência econômica que tenha relação com a vida real. Portanto. O texto traz problemas concernentes à educação e a concorrência imposta pelos mercados e aderindo as palavras de Passos (2005). transporte. O direito assim como a economia é uma ciência que se comporta de acordo com a finalidade para qual se dirige sua aplicação. como também garantem um ordenamento institucional para o funcionamento adequado do sistema econômico. educação. desemprego. No caso o fato jurídico fica evidente na parte em que tange ao sistema universitário de cotas. Deste modo. à distribuição ou o consumo de valores sujeitos à escassez. estabilidade e eficiência na sociedade. o fato econômico manifesto no texto é relativo a questão de trabalho. pois os negros foram 'alijados' de riquezas econômicas e intelectuais ao longo da história. visto que se define originariamente como o esforço do homem no sentido de obter os recursos para a satisfação de suas necessidades. observada e acentuada perspectiva de funcionalidade social. Fato jurídico em sentido estrito é o fato causado pela natureza que repercute no âmbito jurídico. o Estado deve ficar com sua ação restrita ao atendimento das necessidades coletivas. Define-se crescimento econômico como o aumento da capacidade produtiva da economia (produção de bens e serviços). o qual é sancionado pela presidenta. pela receita nacional poupada e investida e pelo grau de aperfeiçoamento tecnológico. É de extrema importância sabermos diferenciar crescimento econômico de desenvolvimento econômico. as normas jurídicas devem perseguir sempre em legitima finalidade sociais. Da mesma forma. um fato econômico. É definido basicamente pelo índice de crescimento anual do Produto Nacional Bruto (PNB).ainda diz que as leis instituem as relações dos agentes econômicos. modificadas. A medida tomada visa combater não somente em manifestações flagrantes de discriminação de fato. de gênero. de idade e origem. O sistema de cotas raciais busca corrigir a falta de acesso dos negros e índios nas universidades. vale salientar que em uma economia de mercado. este é considerado por sua natureza. que é absolutamente enraizada na sociedade e de tão enraizada as pessoas não percebem. Nota-se que o conceito de desenvolvimento é mais qualitativo. podemos conceituá-lo como sendo o crescimento econômico (aumento do PNB per capita). Com o firme proposito. pois ambos procuram solucionar problemas de coordenação. pois inclui as alterações da composição do produto e a alocação dos recursos pelos diferentes setores da economia. a educação etc. conservadas ou extintas relações jurídicas.

pois essa relação varia de acordo com a estrutura e o dinamismo da economia. nutrição. Por outro lado. aparece com mais intensidade as boas oportunidades de Programas governamentais para elevação do nível econômico educacional. bem como a elevação das condições de saúde. Esse investimento contribui para os jovens buscarem credenciais mais elevadas. consequentemente. optando por um curso superior para que atenda e seja mais valorizado no mercado de trabalho que se torna cada vez mais competitivo. ainda que de forma incompleta. educação. marcadas por baixo dinamismo tecnológico e que não possuem um sistema próprio de inovação. diminuição nos níveis de pobreza. demonizando as perspectivas econômicas da educação ou. Entendemos que não cabe falar da relação entre Economia e Educação como algo estático ou imutável. mais do que nunca é relevante qualificar-se educacionalmente. dentre outras variáveis sociais. tais como: Fies. é o desemprego. com uma base técnica consolidada (aparentemente livre de sobressaltos). o aspecto fundamental é que desenvolvimento econômico não pode ser analisado. Na contemporaneidade. por meio de indicadores como crescimento do produto real ou crescimento do produto real per capita. sem educação para os filhos. nas profissões liberais e nos cargos de direção. moradia. Desenvolvimento econômico deve ser complementado por indicadores que representem. Bom exemplo disso são as visões reprodutivistas e credencialistas que marcaram o pensamento educacional nos anos 60 e 70. das mais visíveis. etc. colocando-a como panaceia para análise das mazelas nacionais cuja face. as empresas tendiam à passividade quanto à educação dos trabalhadores e faziam uso dos sistemas educacionais mais como um processo de seleção para distribuir a mão-de-obra conforme as demandas de cada posto de trabalho. e mesmo nas economias mais avançadas. os negros brasileiros têm direito a uma política de discriminação afirmativa que recupere para alguns dos seus os direitos que lhes são negados. Como solução o Brasil espelhou-se nos Estados Unidos que foi o pioneiro a adotar a cota racial como política afirmativa para ingresso universitário. desemprego e desigualdades e elevação das condições de saúde. o papel econômico da educação aponta para seu caráter de seletividade. Formed entre outros. Em economias pouco desenvolvidas. ao contrário. em plena crise do fordismo. Naquelas circunstâncias de relativa estagnação tecnológica. podemos afirmar que desenvolvimento econômico é algo que combina crescimento com distribuição de renda. somente. Levando em conta o contexto do escrito com os conceitos de crescimento e desenvolvimento econômico é fundamental observamos que um processo de desenvolvimento vincula a existência de crescimento do bem-estar econômico. A proposta do governo que pode ser um instrumento de justiça racial e de dignidade nacional.suma. A cota universitária ajudará a melhorar a . Assim sendo. higiene. evidenciados pelos processos de reestruturação produtiva e suas exigências de um contingente com elevados níveis de qualificação. a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos. o Brasil é marcado internacionalmente pelo absurdo de ser um país negro quase sem negros nas universidades e. ou seja. Depois de quatro séculos de escravidão e um século sem terra para trabalhar. O problema identificado no caso é o pouco acesso à educação por parte das classes sociais menos favorecidas. nutrição. em face dos requerimentos do mundo do trabalho. moradia.

uma vez que. não tem acesso. para obtenção de descontos. Na Economia Planificada. tais como a legislação. . Cabe ao Estado a orientação e o controle de muitos aspectos da economia. em uma economia de mercado. sim. favorecendo dessa maneira o acesso da classe menos beneficiada ao direito subjetivo educacional. no papel de consumidores. contribuem para o funcionamento do sistema econômico. as famílias. como característica básica. é forçoso demonstrar esses agentes que são: As famílias incluem todos os indivíduos e unidades familiares da economia e que. nenhum agente econômico (indivíduo ou empresa) se preocupa em gerenciar o funcionamento do sistema de preços. Esse plano incluiria a comprovação de renda. as necessidades dos cidadãos são determinadas pelo Estado. tem como meta principal a educação. cita-se como exemplo as escolas/universidade de ensino particular. Na Economia Mista. as quais têm. O aparelho de Economia de Mercado é típico das economias capitalistas. a propriedade privada dos meios de produção. Capital e Capacidade Empresarial. para tanto. assistência jurídica. tendo por objetivo a obtenção de lucro. em resolver isoladamente seus próprios negócios. Preocupam-se. o governo. como e para quem produzir. além de outros serviços que essa camada da população. além do direito. Não existe indivíduo melhor que o outro. de um número maior de indivíduos ingressantes nesta rede de ensino. tem comprometimento junto ao Estado no sistema educacional. ele se utiliza das firmas públicas e de outros instrumentos a sua disposição. Nesse tipo de economia existe um planejamento central. sob condições em que predomine a concorrência. ou seja. fornecem às firmas os diversos fatores de produção: Trabalho.imagem do Brasil no exterior e poderá ajudar a diminuir a injustiça racial. onde todo cidadão. Agindo dessa forma egoísta. Por outro lado. que ora se aproxima de um tipo de organização. a tributação etc. Em uma Economia de Mercado. A criação do fies e do formed são exemplos da ação do Estado nesse tipo de economia. estes são pessoas de natureza física ou jurídica que. pela livre competição. tanto os bens e serviços quantos os recursos produtivos têm seus preços e quantidades determinados pelo livre jogo de oferta e da procura. O Estado oferece ensino gratuito. Como solução. contribuindo para o desenvolvimento social. a sociedade resolve inconscientemente os problemas de o que e quanto. em função do seu baixo poder aquisitivo. a maioria dos países observa-se uma mescla dos sistemas anteriores descritos. e sua operação. tais como fábricas e terras. adquirem os mais diversos tipos de bens e serviços. dispondo assim. em que a maior parte das decisões é tomada pelo Estado. conforme o grau de participação do Estado na economia. por meio de suas ações. não se faz necessário à implantação de sistema que venha possivelmente sanar o problema relacionado às cotas de acesso universitário. Parte dos meios de produção pertence ao Estado (firmas públicas) e a outra parte pertence ao setor privado (firmas privadas). Terra. ora de outro. no conjunto. na qualidade de “proprietárias” dos recursos produtivos. junto com as empresas e as famílias deveria estabelecer um plano em que os valores pagos nas mensalidades fossem acessíveis a todas as classes sociais. objetivando o atendimento de suas necessidades de consumo. Assim. Como solução nesse sistema econômico para o problema de pouco acesso à educação por parte das classes sociais menos beneficiadas. No texto é possível identificar os agentes econômicos. o Estado procura criar mecanismos que garantam às pessoas o recebimento de uma renda que lhes permita satisfazer suas necessidades básicas. a sociedade.

Assim. O Governo. pois tanto na aquisição de recursos produtivos quanto na venda de seus produtos. O advogado deixou de exercer apenas a função de formalizar decisões e assumiu um rol de maior importância nos negócios. também alertá-los sobre os riscos que colocam em xeque suas decisões econômicas e seus negócios. facilitará o acesso proporcionando o aumento de número dos estudantes à Universidade. equipamentos etc.Firmas são encarregadas de produzir e/ou comercializar bens e serviços. aumenta a quantidade de profissionais e com isso gerando maior reprodução de recursos. além de contratar serviços. No entanto. Com essa oferta de cotas. Muitas vezes o governo intervém no sistema econômico atuando como empresário e produzindo bens e serviços através de suas firmas estatais. Dai a relação existente entre a família e as firmas. em outras.. estão no âmbito do Direito. estaduais e municipais. será disponibilizado vagas com descontos. para serem fielmente aplicadas. outras vezes. É uma função. as analises e conclusões econômicas. garantindo que os interesses de seus clientes não sejam lesados. ele age como comprador – quando. A harmonia entre o Direito Economia sempre foram marcadas por uma hostilidade visível. dependerão de leis e as leis. têm seus preços e quantidades determinadas. A produção é realizada por meio de combinação dos fatores produtivos adquiridos juntos às famílias. sendo este o ponto comum entre ambos. . Proporcionando uma expansão econômica. Com isso. Como não poderia deixar de ser. que produzirá capital de giro (lucro) para empresa. inclui todas as organizações que. Dispondo assim de um número maior de indivíduos. nas suas esferas federais. estão sob o controle do estado. por sua vez. estabelecendo um plano em que os valores pagos nas mensalidades vai como um fluxo de bens e serviços e volta como moeda. adquire matérias. direta ou indiretamente. tendo em vista a realização de suas tarefas. O profissional do Direito precisa conhecer economia para atuar melhor em sua própria área. pode-se dizer para concluir que. com isso cresce a quantidade de trabalho na empresa e volta com o fluxo de pagamento pelo livre jogo de oferta e procura. Na Economia de Mercado o acordo entre famílias e empresas. o governo intervém no sistema econômico por meio de regulamentos e controles com a finalidade de disciplinar a conduta dos demais agentes econômicos. essa visão tem se modificado justamente pela necessidade de interação entre as duas matérias. a livre competição. Quanto aos recursos produtivos. tanto o direito quanto a economia existem para regular aspecto da vida em sociedade. como é evidente. ainda. o Direito e a Economia diminuem suas diferenças um para o outro. as decisões das firmas são guiadas pelo objetivo de se conseguir o máximo de lucro. sendo bem remunerados.

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