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AS LÍNGUAS AFRICANAS NO BRASIL SOB A ÓPTICA DA GEOMETRIA DE TRAÇOS (African Languages in Brazil from the Geometry of Features Perspective

) Francisco da Silva XAVIER (Universidade de São Paulo)

ABSTRACT: One of the central questions in African languages studies is the nature of phonological processes in loanwords adaptation in regard to the early contact with Brazilian Portuguese. In this paper, we will shed some new lights on these issues by examining some of the Bantu-based Brazilianisms, and showing some considerations on the African Languages and Brazilian Portuguese contact. KEYWORDS: African Languages, Brazilian Portuguese; language contact; Geometry of Features 0. Introdução Uma das questões pontuais nos estudos das Línguas Africanas (LA) é a natureza dos processos fonológicos na adaptação das palavras bantas a partir de seu contato com o sistema do Português Brasileiro (PB). Este artigo tem dois objetivos: 1. reavaliar um empréstimo vindo de uma língua banta dentro do programa da Geometria de Traços, expondo considerações a respeito das estruturas e processos específicos de uma LA do grupo banto e do PB; 2. lançar a hipótese de que os elementos estruturais e as regras gramaticais das LA que não correspondiam aos da língua portuguesa podem ter sido barrados pelo sistema receptor. A língua-fonte do empréstimo que escolhemos é o Quicongo, cuja denominação designa um conjunto de falares de povos originários do antigo Reino do Congo, entre os quais o Quissicongo, língua dos bessicongos. Ela situa-se na zona H, sob a sigla H10, na classificação de ordem geográfica de Guthrie (1948) e compartilha com todas as outras línguas bantas características tipológicas importantes: o sistema de classes nominais, o sistema de extensões verbais e o sistema tonal, como mostram as análises de Greenberg, (1963) e Heine & Nurse (2000). É possível que esta língua tenha sido utilizada no Brasil em situações especiais e restritas de comunicação, próprias da condição social desfavorável de seus falantes, o que teria comprometido sua vitalidade, acarretando gradativamente seu desaparecimento. O estudo de algumas especificidades fonológicas, como a harmonia nasal das consoantes em Quicongo e a nasalização vocálica em PB, verificadas dentro do mapeamento sugerido pelo modelo da Geometria de Traços, poderia fornecer indicações para o debate sobre o contato de LA com o PB. 1. A Presença e a Influência das Línguas Africanas no Português do Brasil A importância dos estudos sobre o contato das várias línguas se revela pela possibilidade de compreender a mudança estrutural que se opera dentro delas,

como o que se apresenta a seguir. molha ~ móia). Dentro das discussões a respeito da presença e influência das LA no PB. algumas reduções de formas verbais (como tá bom). flor ~ fulô. um aprimoramento da variedade simplificada dos falantes de Língua 2. de Chomsky & Halle (1968). que buscavam se aproximar da língua de maior prestígio. grande parte das pesquisas lingüísticas atuais encontra dificuldades em identificar marcas de estruturas de LA na estrutura do PB. (1975). Câmara Jr. isto é falantes de PB como língua estrangeira. Para o autor. 1 . reforçado tendências morfossintáticas e fonológicas inerentes. Nesse caso. De qualquer modo. Retomando a hipótese de Sapir (1954 [1921]) sobre a deriva interna das línguas. não é possível eliminar a possibilidade de ter havido uma eventual influência das línguas com as quais ele manteve contato durante pelo menos três séculos. A preocupação dos africanistas brasileiros em estudar e descrever as LA trazidas para o Brasil. conhecida como geometria para os traços distintivos. e a ditongação de fonemas palatais (que se pode conferir pela existência das variedades folha ~ foia. Nesse caso. O Modelo Auto-Segmental Depois das primeiras abordagens auto-segmentais de Goldsmith (1976). cantar ~ cantá). Jakobson (1962 [1938]) afirma que restrições de ordem perceptual e estrutural são fatores limitadores do alcance e da profundidade da interferência lingüística movida por contato. A última versão do modelo da geometria de traços aparece em Clements & Hume (1995) que. o PB seria um semicrioulo. Ele afirma que os falantes negros e indígenas aprenderam um português imperfeito e que depois o aperfeiçoaram por aquisição gradual de traços da variedade de língua alta. Mattos e Silva (1991). Naro & Scherre (1999) afirmam que o contato de LA com o PB teria apenas acelerado o processo de mudança desta última. ou seja.estabelecendo hipóteses de como o contato entre sistemas lingüísticos diferentes pode determinar especificidades estruturais e gramaticais das línguas humanas. Nesse caso. atualmente se estende para os fenômenos fonológicos do PB. Os traços podem se estender sobre domínios maiores que o do segmento. 2. como a preferência pela sílaba canônica CV (que se observa nas variações entre calor ~ calô. englobando numa só estrutura os segmentos consonantais e vocálicos. dentro de uma dada língua. existem restrições que atuam na captação e adaptação de elementos estruturais de outras línguas. mostra-se a necessidade de aliar modelos descritivos e teóricos atuais da fonologia. os estudos de Neto 1 (1950). algo não captado pelas teorias anteriores. como a que se observa no notório The Sound Patterns of English (SPE). o português do branco era o modelo a ser imitado pelos falantes das classes mais baixas. buscando e investigando elementos tanto em sincronia quanto em diacronia. estando o grau de aceitação desses elementos intimamente ligado a uma correspondência ou semelhança com suas próprias tendências internas. poderia ser assim representada: Foi Serafim da Silva Neto o grande precursor de todas as idéias e hipóteses atuais sobre o contato de línguas indígenas e LA com o PB. criando níveis (ou tiers) para a especificação adequada dos tons e das regras de acento das Línguas Africanas. Clements (1985) propôs uma estrutura na qual os traços distintivos operassem de forma independente.

a partir do desligamento de uma linha de associação ou pelo espraiamento de traços binários ou monovalentes que aparecem entre colchetes e que são dominados por nós de classes. dependem todos os outros nós e traços dos segmentos. o véu palatino) com a fonologia. ao qual se liga a raiz. Cabe lembrar que é sobre estes traços que as regras da fonologia agem. uma nítida relação da fonética. como a nasalização e a harmonia vocálica. Desta última. havendo. isto é.(1) A estrutura em (1) possibilita expressar a naturalidade dos processos fonológicos. também chamado de tier temporal. O elemento ‘x’ representa um nível ou ‘esqueleto’. portanto. onde se encontra uma vogal ou uma consoante. com os vários componentes do aparelho articulatório (a língua. a laringe. A perspectiva de que os traços fonológicos são agora independentes uns dos outros e de que essa autonomia lhes permite funcionar isoladamente ou em conjunto abriu caminhos para a descrição mais adequada de outros fatos de várias línguas. . os lábios.

3. não sendo suficiente a presença de uma consoante nasal para que a harmonia ocorra: ela precisa possuir os traços [coronal] e [nasal]. a consoante do radical -kun. fonológicos em Quicongo. as consoantes do sufixo do perfectivo ativo -idi e do perfectivo passivo -ulu tornam-se nasais se o radical do verbo contém uma consoante nasal. assimilando os traços da consoante presente no radical. Os dados são de Bentley (1887). tendo a consoante lateral /l/ se transformado em [n]. em que os traços de um segmento são espraiados para um outro segmento dentro de um domínio morfofonológico. ‘C’: prefixo de classe referente ao mecanismo de concordância morfossintático das línguas do phylum Níger-Congo e que insere o lexema na categoria ‘nome’. Em (5). Em (4). Da Nasalização em Quicongo e em Português Brasileiro Em Quicongo. ‘pp’: perfectivo passivo. como se vê nos dados a seguir 2 : (2) nsukidi /n-suk-idi/ eu-lavar-pa ‘eu lavei’ tukunini /tu-kun-idi/ nós-plantar-pa ‘nós plantamos’ tunikini /tu-nik-idi/ nós-enterrar-pa ‘nós enterramos’ (3) nsukulu /n-suk-ulu/ eu-lavar-pp ‘eu fui lavado’ masangu tukununu /ma-sangu tu-kun-ulu/ c3-milho c3-plantar-pp ‘o milho foi plantado’ masangu manikunu /ma-sangu ma-nik-ulu/ c3-milho c3-enterrar-pp ‘o milho foi enterrado’ (4) (5) (6) (7) Como se pode notar. Omitimos a marcação de tons. manikunu. há uma alteração das consoantes não-contínuas sonoras que se tornam nasais nos sufixos quando precedida por uma nasal presente no radical. 2 Abreviaturas: ‘pa’: perfectivo ativo. .espraiou seu traço [+nasal] para a consoante do sufixo de perfectivo. apud Roca & Johnson (1999:98) e aparecem renumerados neste artigo. Trata-se de um tipo de assimilação conhecido como harmonia. que passou a ser realizado como -ini. permitindo a visualização do processo fonológico. nos exemplos de (4) a (7). Note-se que a assimilação é total em todos os casos. o sufixo -ulu do nível lexical passa a ser realizado no nível fonético como -unu. tukunini. apresentando a configuração auto-segmental de alguns exemplos.A seção seguinte trata da harmonia nasal em Quicongo e da nasalização vocálica do PB. por ser irrelevante para a análise aqui apresentada.

as quais não são afetadas pela nasalização. Esse tipo de nasalidade. Note-se ainda que as consoantes que concordam em nasalidade podem vir separadas por vogais. e. emitindo a vogal então nasalizada. necessário à emissão nasal da consoante da sílaba seguinte. a nasalidade da coronal do radical consegue atingir os domínios do sufixo. assim como em várias línguas do grupo banto. da esquerda para a direita da palavra.Nesta língua. elas são consideradas transparentes. “tema”. não se deve confundir com aquela causada pela assimilação da consoante nasal de uma sílaba seguinte: “uma”. a sílaba deve ser o seu domínio de atuação. dos pares “juta” e “junta”. (1991) argumenta que há uma nasalidade fonológica verificável na oposição. em que a nasalização não é distintiva. é a união de dois segmentos na sílaba: vogal e elemento nasal. “cimo”. por distinguir formas da língua. Sua ocorrência se deve à . o falante tende a antecipar o abaixamento do véu palatino. a vogal nasal. isto é. (8) /tukunidi/ > [tukunini] ‘nós plantamos’ Como se pode notar. portanto. a nasalização afeta principalmente as vogais. Em PB. perfazendo um movimento progressivo. ou seja. O esquema a seguir permite a visualização do processo da harmonia nasal entre as consoantes à distância. por exemplo. “cito” e “cinto”. Nos casos em que a nasalização vocálica é fonológica. Neste caso. não interferem no espraiamento dos traços da consoante nasal. por isso. Nesta língua. um traço nasal consegue ultrapassar a fronteira dos morfemas independentemente de seu estatuto ser gramatical ou lexical. em Quicongo. Câmara Jr. ressalta o autor. em PB.

ao contrário do Quicongo.existência de uma consoante nasal que as segue na mesma sílaba. perceptível no nível de realização fonética. Este. algo impossível em PB. ocorre sempre da direita para a esquerda da palavra. como as de Petter (2002) e Bonvini (2002). portanto. como a posição tônica da vogal envolvida no processo em questão. ou seja. que os acomodou segundo as regras gramaticais do PB. 2.pa Estes exemplos mostram que o fenômeno da nasalização. permite apenas a nasalização vocálica.pa/ > t[ɐ̃]. 4. são conhecidas pelo menos duas características da nasalização vocálica: 1. Visualizando a Nasalização Vocálica do PB nos Empréstimos do Quicongo As pesquisas africanísticas mais recentes. restando-nos delas apenas algumas . é tratado de modo muito específico pela fonologia das duas línguas: o Quicongo permite uma concordância de traços entre consoantes em diferentes domínios morfológicos de uma mesma palavra. afirmam que os vestígios reais de LA estão presentes no vocabulário. esta. dependendo da natureza do segmento envolvido e de contextos específicos. o espraiamento do traço [+nasal] para a vogal é regressivo. Podemos visualizar o processo do espraiamento por meio do esquema apresentado em (10) para a palavra ‘tampa’: (10) /taN. a nasalização vocálica com estatuto distintivo só ocorre em sílaba tônica. por sua vez. Em PB. travada por um arquifonema /N/.

. muzenza. Nesta seção.palavras cujo grau de integração com o sistema receptor se revela nos processos derivacionais e nos domínios de uso do PB. dentro do sistema simbólico e gramatical brasileiro. Em (11). quilombo. De fato. Veja-se que a Teoria Auto-Segmental descreve os processos fonológicos das línguas. que teriam barrado a entrada de segmentos muito distantes do sistema do PB. malungo. o esquema mostra o processo de nasalização da vogal [u] do referido brasileirismo: (11) /ma‘luNgo/ > mal[ũ]ngo A palavra ‘malungo’ está sujeita às mesmas regras fonológicas do PB: o traço [+nasal] é espraiado para a vogal [u] da sílaba tônica pela consoante nasal adjacente. ‘parceiro’ como exemplo. que significa ‘companheiro’. malunga. Desde o século XVI. malembe. perdendo sua fonologia e morfossintaxe de origem. ‘camarada’. zambi. capiango. mostrando suas especificidades ao nível de uma representação abstrata. Portanto o modelo se mostrou útil como descrição de 3 Para acepções e etimologias detalhadas. não tendo o objetivo de explicar como se deu esse contato em termos das tendências fonológicas mais marcantes do PB. zambiampungo são os únicos empréstimos Quicongos que são tomados como brasileirismos. embé. manipanso. essas palavras teriam sido assimiladas pelo novo sistema. essas palavras adquiriram o estatuto de brasileirismos. consultar Houaiss (2000). quimbanda. maza. Segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa (2001). utilizaremos a palavra malungo 3 .

Se destacarmos a hipótese estrutural. que encontram origem na proposta de Sapir (1954 [1921]). Obviamente. Utilizando como descrição teórica o programa da Fonologia Auto-Segmental das especificidades estruturais das duas línguas. O Quicongo apresenta uma assimilação progressiva. contudo. outras análises como a de Jakobson (1962 [1938]:241). Geometria de Traços. Contato Lingüístico. espera-se conseguir novas reflexões para a questão da presença das Línguas Africanas no Brasil. como a Teoria da Otimidade de Prince & Smolensky (1993). RESUMO: Uma das questões centrais nos estudos de Línguas Africanas é a natureza dos processos fonológicos em relação à adaptação de empréstimos durante o contato com o Português Brasileiro. como é o caso das consoantes pré-nasais e do processo de nasalização de consoantes à distância que se notam em Quicongo e outras LA que entraram em contato com o Português falado no Brasil. Considerações Finais Comparando-se o processo de nasalização do Quicongo com o do PB. mas mostra seu limite quanto à questão do contato e da eventual influência e presença de seus elementos de LA na fonologia do PB. para construir uma hipótese plausível sobre a inexistência de traços estruturais dessas línguas em PB. PALAVRAS-CHAVE: Línguas Africanas. enquanto o PB só reconhece a nasalização regressiva de vogais.fenômenos fonológicos específicos. tecendo algumas considerações sobre o contato de Línguas Africanas com o Português Brasileiro. Português Brasileiro. torna visíveis as operações dessas regras em termos de desligamento e de espraiamento de traços distintivos. graças à presença de uma consoante nasal travando a sílaba acentuada. Vimos que a aplicação do instrumental teórico-descritivo da Fonologia AutoSegmental. Este artigo retoma a questão examinando alguns dos brasileirismos de base banta. regras e processos das duas línguas. propõe que um ranqueamento específico de restrições durante o contato entre os dois sistemas teria barrado a entrada de segmentos e processos fonológicos marcados. nota-se uma divergência na configuração dos segmentos. no Brasil. alcançar uma explicação mais satisfatória sobre a eventual inexistência de segmentos e de fenômenos fonológicos de LA no PB. Resta. 5. mostram que há uma forte resistência a influências gramaticais entre línguas cujos elementos estruturais não correspondem com suas próprias tendências internas. resultando harmonia nasal entre consoantes à distância. afastando as duas línguas em sua configuração estrutural. . sob a perspectiva da Geometria de Traços. é preciso considerar tanto a análise sincrônica e diacrônica da estrutura da língua portuguesa quanto a forte pressão social que bloqueou o desenvolvimento. de LA plenas. Xavier (2004) utilizando uma teoria da marcação.

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