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APOSTILA DE ELETROTÉCNICA

APRESENTAÇÃO

Esta apostila tem como finalidade oferecer aos alunos de Eletrotécnica, dos

cursos de Engenharia, de maneira simples e prática e os principais fundamentos da

eletrônica. Todos os assuntos do curso serão voltados para a identificação da

operação prática dos equipamentos elétricos e eletromecânicos constantes nos

tópicos da disciplina, ou seja, terão uma abordagem mais prática nos aspectos

técnicos de construção e operação - e não somente focada na teoria física, porém,

mais dedicada às práticas das engenharias. Este material deve ser utilizado como

guia para as aulas, e não como a única fonte de dados para a disciplina. Com o

auxilio da bibliografia do curso e as anotações de aula e normas, este material

suprirá a maior parte das necessidades do curso.

Profs.: Saimon M. Fagundes e atualizações do Prof. Adalberto Barreto Fº

EMENTA DO CURSO:

Circuitos de corrente contínua: série, paralelo e misto. Voltímetros.

Amperímetros. Corrente alternada. Transformadores. Circuitos magnéticos.

Eletroímã. Circuitos retificadores. Introdução à automação industrial. Motores

monofásicos e trifásicos. Chaves magnéticas. Disjuntores.

BIBLIOGRAFIA:

HAYT, Willian H.; Kemmerly. J. E. Análise de Circuitos em Engenharia. São Paulo:

McGraw-Hill, 1975. IRWIN, J. David; Análise de Circuitos em Engenharia. 4ª. Edição, São Paulo:

Makron Books, 2000.

BOYLESTAD, Robert L

Janeiro: Editora LTC, 1998. JOHNSON, David, HILBURN, John, JOHNSON, Johnny. Fundamentos de Análise

de Circuitos Elétricos. 4ª. Edição. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2000.

ALEXANDER, Charles K; SADIKU, Matthew N. O

Elétricos. 1ª. Edição. Rio de Janeiro: Bookman Companhia Editora, 2003.

DORF, Richard C.; SVOBODA, James A Editora IE-Wiley .2006.

Fundamentos de Circuitos

Introdução à Análise de Circuitos. 8ª. Edição. Rio de

Introduction to Eletric Circuits. 7ª. Edição.

2

NILSSON, James; RIEDEL, Susan A

Editora LTC, 2003. ORSINI, L. Q. Curso de Circuitos Elétricos. Vol. 1 e 2. 2ª. Edição. São Paulo:

Circuitos Elétricos. 6ª. Edição. Rio de Janeiro:

Editora Edgard Blücher, 2002 1. REVISÃO DE CIRCUITOS DE CORRENTE CONTÍNUA

1.1 LEI DE OHM

A lei de OHM é uma fórmula matemática que estabelece a relação entre as

três grandezas fundamentais da eletricidade: a corrente, a resistência e a tensão

(tensão : também conhecida como diferença de potencial). Foi descoberta pelo

alemão George S. Ohm.

As grandezas elétricas são representadas por símbolos (letras), veja a seguir:

 

Grandeza

Símbolo

Unidade

tensão

U ou V

Volt (V)

corrente

I

Ampère (A)

resistência

R

Ohm (Ω)

potência

P

Watts (W)

1.1.1

Tensão

A diferença de potencial entre os terminais de um circuito é igual ao produto

da resistência desse circuito pela intensidade da corrente elétrica que passa por tal

circuito. Para um exemplo prático, temos um circuito elétrico, uma corrente de 2

ampéres ao passar por um resistor de 10Ω provoca uma diferença de potencial

elétrico de 20 volts sobre esta resistência, desta forma confirmando a Lei de Ohm,

V = R.I.

1.1.2 Corrente

A intensidade da corrente elétrica que percorre o circuito é igual à divisão da

diferença de potencial entre os terminais desse circuito pela resistência que esse

circuito apresenta à passagem da corrente elétrica. Novamente usando o exemplo

3

anterior, com uma fonte de tensão de 10V e os terminais de uma resistência de 10 ohm, provoca uma corrente elétrica de 2 ampères. Veja como fica a representação da lei de OHM através de uma fórmula matemática:

I = V / R

1.1.3 Resistência

A resistência que um circuito, apresenta a passagem da corrente elétrica é igual à divisão da diferença de potencial (tensão) entre os terminais desse circuito pela intensidade da corrente que por ele passa. Veja como fica a representação da lei de OHM através de uma fórmula matemática:

R = V / I A associação dos resistores, pode ser resumida da seguinte forma:

Associação em série

pode ser resumida da seguinte forma: Associação em série R e q = R 1 +

R eq = R 1 + R 2 + R 3

Associação em paralelo

da seguinte forma: Associação em série R e q = R 1 + R 2 +
da seguinte forma: Associação em série R e q = R 1 + R 2 +

1.1.4 Potência

4

Existe ainda uma grandeza que é muito utilizada em eletrotécnica, não faz parte da lei de OHM mas está ligada diretamente a ela. É a potência elétrica. Saber qual a potência elétrica na dissipação de calor dos componentes eletrônicos e seus circuitos é de extrema importância para o bom funcionamento dos mesmos. A potência elétrica produzida é medida em WATTS, sua unidade é o W e seu símbolo de grandeza é o P. Exemplo prático: Num circuito, onde aplicamos uma diferença de potencial de 20 volts e obtemos uma corrente elétrica de 2 ampères, produzimos uma potência elétrica de 40 watts. Teoricamente nosso circuito formado pela resistência de 10ohm teria que suportar uma potência de 40 W. Veja como fica a representação através de uma fórmula matemática:

P = V.I

O circuito é funcional quando temos as três grandezas da eletricidade presente, a tensão produzida por uma fonte de energia, a resistência elétrica produzida pelo circuito e a corrente elétrica que percorre o circuito realizando o seu funcionamento.

que percorre o circuito realizando o seu funcionamento. Fig. 1 - Esquema elétrico Montagem real Dados

Fig. 1 - Esquema elétrico Montagem real

Dados conhecidos, fornecidos pelo fabricante dos componentes: Bateria:

Tensão 9V, Lâmpada : Tensão 9V, potência 3W. Com estas informações e utilizando as fórmulas de OHM, encontraremos todos os dados restantes como a corrente elétrica do circuito e a resistência da lâmpada no circuito. Cálculo da corrente elétrica:

5

Fórmula: I = P / V

Nosso resultado será aprox. 333mA (miliamperes) a corrente elétrica que percorre nosso circuito. Cálculo da resistência da lâmpada:

3 / 9

I = 0,333A

Fórmula: R = V / I

9 / 0,333

1.2 LEIS DE KIRCHHOFF

R = 27,027

As leis de Kirchhoff são assim chamadas em homenagem ao físico alemão Gustav Robert Kirchhoff (1824-1887) e são baseadas no Princípio da Conservação de Energia e no Princípio de Quantidade de Carga.

As Leis de Kirchhoff regem a associação de componentes num circuito. Ao contrário da Lei de Ohm, cujo âmbito é a resistência, as Leis de Kirchhoff das tensões e das correntes estabelecem as regras às quais devem respeitar as associações de componentes. A aplicação conjunta das Leis de Kirchhoff e de Ohm permite obter um conjunto de equações cuja resolução conduz aos valores das correntes e das tensões aos terminais dos componentes.

1ª Lei de Kirchhoff (Lei das Correntes ou Leis dos Nós) Em um nó, a soma das correntes elétricas que entram é igual à soma das correntes que saem, ou seja, um nó não acumula carga.

que entram é igual à soma das correntes que saem, ou seja, um nó não acumula
que entram é igual à soma das correntes que saem, ou seja, um nó não acumula
que entram é igual à soma das correntes que saem, ou seja, um nó não acumula

Fig. 2 Exemplo de nó

6

6 Fig. 3 – Circuito com duas malhas Relativamente ao circuito representado na figura anterior, a

Fig. 3 Circuito com duas malhas

Relativamente ao circuito representado na figura anterior, a aplicação da Lei dos nós conduz a:

No nó A

No nó B

No nó C

dos nós conduz a:  No nó A  No nó B  No nó C
dos nós conduz a:  No nó A  No nó B  No nó C
dos nós conduz a:  No nó A  No nó B  No nó C

2ª Lei de Kirchhoff (Lei das Tensões ou Lei das Malhas)

A soma algébrica da d.d.p (Diferença de Potencial Elétrico) em um percurso fechado é nula. Ou seja, a soma de todas as tensões (forças eletromotrizes) no sentido horário é igual a soma de todas as tensões no sentido anti-horário, ocorridas numa malha, é igual a zero.

7

7 Fig. 4 – Malha com diferentes referências De acordo com o sentido de referência das

Fig. 4 Malha com diferentes referências

De acordo com o sentido de referência das tensões representadas na figura anterior e circulando no sentido dos ponteiros do relógio, a lei das malhas permite obter a equação:

do relógio, a lei das malhas permite obter a equação: Note-se que se considerou o simétrico

Note-se que se considerou o simétrico das tensões u 2 e u 4 uma vez que o seu sentido de referência representado é o oposto ao de circulação. Não é determinante escolher o sentido horário ou o anti-horário, pois as equações obtidas de uma ou outra forma são exatamente equivalentes.

o sentido horário ou o anti-horário, pois as equações obtidas de uma ou outra forma são

8

Fig. 5 Malhas do circuito

O somatório das tensões ao longo da malha ser nulo, equivale a dizer que é nulo o trabalho necessário para deslocar uma carga ao longo da malha fechada. Isto acontece porque o sistema é conservativo. Relativamente ao circuito representado na figura 2, a aplicação da Lei das Malhas conduz a:

Na malha vermelha e circulando no sentido horário

a:  Na malha vermelha e circulando no sentido horário  Na malha azul e circulando

Na malha azul e circulando no sentido horário

horário  Na malha azul e circulando no sentido horário  Na malha verde e circulando

Na malha verde e circulando no sentido horário

 Na malha verde e circulando no sentido horário 1.3 EXERCÍCIOS DE CORRENTE CONTÍNUA 1 –

1.3 EXERCÍCIOS DE CORRENTE CONTÍNUA

1 Encontre a resistência equivalente dos circuitos abaixo:

9

9 2 – Encontre Vx nos circuitos abaixo (no circuito b, a corrente da fonte é

2 Encontre Vx nos circuitos abaixo (no circuito b, a corrente da fonte é de 2A).

abaixo (no circuito b, a corrente da fonte é de 2A). 3 – Dado o circuito

3 Dado o circuito abaixo, calcule:

da fonte é de 2A). 3 – Dado o circuito abaixo, calcule: a) resistências R1, R2,

a) resistências R1, R2, R3 e RT;

b) a potência dissipada por cada resistência;

c) o consumo de energia de cada resistência com o custo do kWh em R$ 0,36.

10

4 Qual a corrente e a resistência de uma lâmpada de 60W ligada na tensão

nominal de Joinville?

5 Para um chuveiro de 6kW ligado na tensão nominal de Joinville, calcule:

a) Corrente do disjuntor do circuito;

b) resistência do chuveiro;

c) a corrente que circularia por uma pessoa que entrasse em contato com esta

resistência.

2. CORRENTE ALTERNADA

Vamos estudar neste capítulo o conceito de corrente alternada e o

funcionamento do gerador elementar.Esse estudo é muito importante, pois quase

toda a energia elétrica que consumimos é sob a forma de corrente alternada.

Chamamos de corrente alternada, a uma corrente que muda

periodicamente de sentido, ou seja, que ora flui numa direção, ora em outra.

A uma representação gráfica de corrente alternada, chamamos de forma

de onda. A forma de onda mostra as variações da corrente ou da tensão no tempo.

Podemos ter várias formas de onda de corrente alternada.

A seguir tem-se alguns exemplos:

onda de corrente alternada. A seguir tem-se alguns exemplos: Fig. 6 – Formas de Onda de

Fig. 6 Formas de Onda de Tensão Alternada

A tensão que utilizamos em nossos lares, na indústria e no comércio é do

tipo alternada senoidal. A justificativa da utilização da corrente alternada senoidal está nas

inúmeras vantagens que esta oferece.

11

Dentre estas vantagens, destacamos:

- facilidade de geração em larga escala;

- facilidade de transformação da tensão;

- as máquinas de corrente alternada são mais econômicas (mais baratas, a manutenção é menos freqüente, o tamanho é menor). 2.1. GERADOR ELEMENTAR

são mais econômicas (mais baratas, a manutenção é menos freqüente, o tamanho é menor). 2.1. GERADOR

12

Vamos agora aprender o funcionamento do gerador elementar, que é um tipo de fonte de f.em. que gera a corrente alternada. É dito elementar por ser um modelo simplificado dos grandes geradores. No entanto, seu princípio de funcionamento é o mesmo que dos geradores encontrados em grandes usinas.

é o mesmo que dos geradores encontrados em grandes usinas. Fig. 7 – Gerador Elementar E

Fig. 7 Gerador Elementar

E da forma de onda resultante do processo de geração, se obtém a fórmula da Tensão Instantânea:

A equação e

E

máx

Neste caso a equação fica:

sene E sen

máx

é também válida quando tratamos de corrente.

i I sen

máx

Observe que são utilizadas letras minúsculas (e,i) para denotar uma grandeza na forma instantânea.

13

Leis de Faraday e Lenz

13 Leis de Faraday e Lenz

14

Lei de Lenz

14 Lei de Lenz 2.2. FREQÜÊNCIA E PERÍODO O conjunto dos valores positivos e negativos de

2.2. FREQÜÊNCIA E PERÍODO

O conjunto dos valores positivos e negativos de uma senóide representa o que chamamos de ciclo (que corresponderá a uma volta completa da espira no caso analisado do gerador elementar).

15

15 Fig. 8 – Senoide, Ciclo e Semi-ciclo A freqüência (f) de uma tensão ou corrente

Fig. 8 Senoide, Ciclo e Semi-ciclo

A freqüência (f) de uma tensão ou corrente alternada é o número de ciclos que ocorrem em uma unidade de tempo (que é o segundo). Sua unidade é o hertz (Hz).

O período (T) é o tempo necessário à ocorrência de um ciclo. Sua unidade é o segundo (s). Podemos relacionar freqüência e período, pelo seguinte raciocínio. Se um ciclo ocorre em T segundos, f ciclos ocorrem em um segundo:

1 ciclo T segundos f ciclos 1 segundo

Onde:

f T 1

T

1

f

f

1

T

2.3. VALORES DE UMA CORRENTE OU TENSÃO ALTERNADAS

Existem alternadas. São elas:

diversas

maneiras

Valor máximo;

Valor de pico a pico;

Valor instantâneo;

Valor médio;

Valor eficaz.

de

se

avaliar

uma

corrente

ou

tensão

16

2.3.1. Valor máximo ou valor de pico

O valor máximo equivale à máxima amplitude da senóide que representa a tensão ou a corrente.

da senóide que representa a tensão ou a corrente. Fig. 9 – Tensão e Corrente de
da senóide que representa a tensão ou a corrente. Fig. 9 – Tensão e Corrente de

Fig. 9 Tensão e Corrente de Pico

Portanto, é o maior valor assumido pela grandeza num semi-ciclo.

2.3.2. Valor de pico a pico

O valor de pico a pico de uma grandeza senoidal é o valor compreendido entre o máximo positivo e o máximo negativo.

compreendido entre o máximo positivo e o máximo negativo. Fig. 10 – Tensão e Corrente Pico

Fig. 10Tensão e Corrente Pico a Pico

E PP = tensão de pico a pico (V) I PP = corrente de pico a pico (A)

Pode-se observar no diagrama senoidal, que o valor de pico a pico corresponde a duas vezes o valor máximo.

E

PP

2E

máx

I

PP

2E

máx

17

2.3.3. Valor instantâneo

O valor instantâneo de uma grandeza é o valor que essa grandeza

assume no instante de tempo considerado.

que essa grandeza assume no instante de tempo considerado. Fig. 11 – Valor instantâneo No instante

Fig. 11 Valor instantâneo

No instante de tempo “t 1 ” a tensão vale “e 1 ”. O valor instantâneo pode ser expresso em função do ângulo α (visto no estudo do gerador elementar) ou em função do tempo.

a) em função do ângulo α:

Sabemos do gerador elementar que: e B l v senComo o maior valor que a tensão pode assumir corresponde a senα = 1, o valor máximo da tensão será:

E máx B  l v

Então: e E sen

máx

Essa é a expressão do valor instantâneo em função do ângulo α. Para a corrente, temos:

i I sen

máx

b) Em função do tempo:

Observando-se o gerador elementar abaixo, notamos que a espira perfaz um ângulo “α”, gastando para isso um tempo “t”.

A relação entre o ângulo percorrido e o tempo gasto é a velocidade

angular (ω), dada em radianos por segundo (rad/s).

18

t

t

Outra fórmula para a velocidade angular é 2f

onde f = freqüência

(Hz). Então a expressão do valor instantâneo em função do tempo fica:

e E

 

máx

Para corrente:

i

I

máx

2.3.4. Valor médio

sene E t

sent

máx

sen ou e   E   sent

máx

2

f t

ou i

I

máx

sen

2

f t

O valor médio de uma corrente ou tensão alternada é a média dos valores instantâneos de um semi-ciclo.

é a média dos valores instantâneos de um semi-ciclo. Fig. 12 – Valor Médio O valor

Fig. 12 Valor Médio

O valor médio corresponde a:

E

méd

I

méd

2 E

máx

2 I

máx

E méd = tensão média (V) I méd = corrente média (A)

2.3.5. Valor eficaz

E

I

méd

méd

0,637

0,637

E

máx

I

máx

19

É o valor da corrente alternada que produz o mesmo efeito que uma

corrente contínua aplicada a uma resistência.

O

valor eficaz corresponde a:

E

I

E máx

2
2

I máx

2
2

E

I

0,707

0,707

E

máx

I

máx

E

I = corrente eficaz (A)

O valor eficaz corresponde à altura de um retângulo de base igual a um

= tensão eficaz (V)

semiciclo e área equivalente a esse semiciclo.

eficaz (V) semiciclo e área equivalente a esse semiciclo. Fig. 13 – Valor Eficaz 2.4. EXERCÍCIOS

Fig. 13 Valor Eficaz

2.4. EXERCÍCIOS DE FREQÜÊNCIA E PERÍODO

1 Calcular quanto tempo dura um semi-ciclo na freqüência de 50 Hz.

2 Quantos ciclos ocorrem em um segundo na freqüência de 60 Hz?

3 Quanto tempo uma corrente alternada de 60 Hz gasta para varrer o trecho compreendido entre 0 e 30º?

20

20 4 – Quantos ciclos ocorrem em uma hora na freqüência de 60 Hz? 5 –

4 Quantos ciclos ocorrem em uma hora na freqüência de 60 Hz?

5 Quanto tempo uma CA de 60 Hz gasta para atingir metade de seu valor máximo?

2.5. EXERCÍCIOS DE VALORES DE UMA TENSÃO OU CORRENTE ALTERNADA

1 Para uma tensão alternada senoidal cujo valor eficaz é 200 V, determinar:

a) o valor máximo;

b) o valor de pico a pico;

c) o valor médio;

d) o valor instantâneo para α = 45º.

2 Para uma tensão alternada senoidal cujo valor médio é 65 V e freqüência 60 Hz, determinar:

a) o valor máximo;

b) o valor de pico a pico;

c) o valor eficaz;

d) o valor instantâneo para t = 20ms.

3 Uma corrente alternada cruza o eixo das abscissas iniciando um semi-cilo

positivo em t = 0 s. Calcular em que instante de tempo essa corrente de 60 Hz, cujo valor máximo é 10 A, atinge pela primeira vez o valor de 5,5 A?

21

21 3. NOTAÇÃO DE FASORES Já vimos que uma corrente ou tensão pode ser representada em

3. NOTAÇÃO DE FASORES

Já vimos que uma corrente ou tensão pode ser representada em função de suas variações com o tempo (ou com o ângulo α). Assim, a representação de uma corrente senoidal fica como o mostrado abaixo.

de uma corrente senoidal fica como o mostrado abaixo. Fig. 14 – Representação Senoidal No entanto,

Fig. 14 Representação Senoidal

No entanto, existe outra forma de representarmos uma grandeza que varia senoidalmente. É a representação fasorial. Nessa representação, consideramos o valor absoluto da grandeza, que corresponde ao valor eficaz, como um segmento de reta que gira no sentido anti-horário ou sentido trigonométrico positivo, cuja referência para marcarmos o ângulo é o eixo das abscissas.

positivo, cuja referência para marcarmos o ângulo é o eixo das abscissas. Fig. 15 – Representação

Fig. 15 Representação Fasorial

22

Observe que as projeções desse segmento sobre o eixo y nos dão o valor da componente senoidal da corrente. Dessa forma existe uma relação muito íntima entre a representação senoidal e fasorial, conforme podemos constatar na figura abaixo.

e fasorial, conforme podemos constatar na figura abaixo. Fig. 16 – Representação Fasorial e Senoidal Podemos

Fig. 16 Representação Fasorial e Senoidal

Podemos ver também que um ângulo α, na representação fasorial, corresponde a um mesmo ângulo α, na representação senoidal. Assim, na representação de uma grandeza na forma senoidal podemos visualizar os valores instantâneos da grandeza. Ou ainda é uma representação que mostra as variações da grandeza com o tempo ou com o ângulo α. Na representação fasorial, tornamos evidente o módulo da grandeza através do comprimento do segmento de reta e posicionamos esse segmento a um ângulo α, conveniente a nossos propósitos. Por exemplo:

Representar na forma fasorial, a 30º uma tensão alternada senoidal cujo valor máximo é 141,4 V. Inicialmente, transformamos o valor máximo em valor eficaz pela já conhecida relação:

E

E máx

2
2

E

141,4

1,414

E

100

V

Em seguida adotamos uma escala:

Escala: 1 cm = 50 V (ou 50 V/cm)

23

23 Fig. 17 – Fasor Em alguns casos, grandeza trigonométricas, conhecidas. segundo o eixo x torna-se

Fig. 17 Fasor

Em alguns

casos,

grandeza

trigonométricas, conhecidas.

segundo

o

eixo

x

torna-se

necessário

e

y.

Para

tanto,

calcular

basta

as

componentes

as

da

relações

aplicarmos

calcular basta as componentes as da relações aplicarmos Fig. 18 – Fasor decomposto em X e

Fig. 18 Fasor decomposto em X e Y

Assim, as componentes E X e E Y são calculadas por:

E

E Y E sen

E cos

X

3.1. DEFASAMENTO ELÉTRICO

Em um circuito elétrico, nem sempre temos corrente e tensão cujos valores máximos ou zeros ocorrem ao mesmo tempo. Dependendo dos componentes do circuito, a corrente poderá estar atrasada ou adiantada em relação à tensão. Esse adiantamento ou atraso de uma grandeza sobre a outra, chamamos de defasamento elétrico. A seguir, mostramos três situações distintas:

24

24 Fig. 19 - Corrente atrasada da tensão de um ângulo φ: Fig. 20 - Corrente
24 Fig. 19 - Corrente atrasada da tensão de um ângulo φ: Fig. 20 - Corrente

Fig. 19 - Corrente atrasada da tensão de um ângulo φ:

24 Fig. 19 - Corrente atrasada da tensão de um ângulo φ: Fig. 20 - Corrente
24 Fig. 19 - Corrente atrasada da tensão de um ângulo φ: Fig. 20 - Corrente

Fig. 20 - Corrente adiantada da tensão de um ângulo φ

Fig. 20 - Corrente adiantada da tensão de um ângulo φ Fig. 21 - Corrente em
Fig. 20 - Corrente adiantada da tensão de um ângulo φ Fig. 21 - Corrente em

Fig. 21 - Corrente em fase com a tensão:

O ângulo entre as duas grandezas é chamado de ângulo de fase. Note que na representação da corrente adiantada da tensão, a corrente foi posicionada de tal maneira que um observador em qualquer posição veja passar primeiro a corrente e depois a tensão, considerando-se o menor ângulo entre as duas grandezas.

25

25 Fig. 22 – Ângulo do fasor   44,9  4. CIRCUITOS PUROS DE CORRENTE

Fig. 22Ângulo do fasor

44,9

4. CIRCUITOS PUROS DE CORRENTE ALTERNADA

Vamos estudar agora os três tipos básicos de circuitos com os quais

obtemos todos os demais tipos de circuitos encontrados na Eletricidade. São eles:

- circuito puramente resistivo

- circuito puramente indutivo

- circuito puramente capacitivo

4.1. CIRCUITO PURAMENTE RESISTIVO

Este circuito é constituído apenas por resistências, como o próprio nome (resistivo) já diz. A característica desse circuito é que a corrente e a tensão estão em fase.

desse circuito é que a corrente e a tensão estão em fase. Fig. 23 – Defasamento
desse circuito é que a corrente e a tensão estão em fase. Fig. 23 – Defasamento
desse circuito é que a corrente e a tensão estão em fase. Fig. 23 – Defasamento

Fig. 23 Defasamento em circuito resistivo

Conhecendo-se o valor da resistência e da tensão aplicada, podemos determinar a corrente pela Lei de Ohm.

26

A

i

e

R

ou i

potência

E sen

máx

t

I

E

R

média

entregue

determinada pela fórmula:

(valores instantâneos)

(valores eficazes)

à

carga

ou

potência

ativa

pode

ser

P E I cos

Essa fórmula vale para qualquer tipo de circuito. No caso de circuito puramente resistivo, temos que φ = 0 o . Portanto:

P E I cos0  P E I

Ou ainda:

P

I

2

R ou P

V

2

R

.

4.2. CIRCUITO PURAMENTE INDUTIVO

Esse circuito é constituído por uma ou mais bobinas perfeitas (resistência interna igual a zero). Como sabemos, as bobinas quando percorridas por correntes, produzem um campo magnético que por sua vez criam um fluxo que as atravessa. A capacidade de uma bobina criar um fluxo com determinada corrente que a percorre é denominada indutância. Na prática temos como exemplos de circuito Indutivo equipamentos com grande consumo de energia elétrica em bobinas, como Motores, Transformadores, Fornos de Indução, Reatores Indutivos etc. A indutância é representada por “L” e sua unidade é o Henry (H).

é representada por “L” e sua unidade é o Henry (H). A indutância de uma bobina

A

indutância de uma bobina depende:

-

do número de espiras (quanto maior o número de espiras, maior a

indutância)

27

- núcleo

- formato geométrico da bobina

4.2.1. Características dos circuitos puramente indutivos.

A principal característica dos circuitos puramente indutivos é o fato da corrente estar atrasada em relação à tensão de 90º.

da corrente estar atrasada em relação à tensão de 90º. Fig. 24 – Defasamento em circuito
da corrente estar atrasada em relação à tensão de 90º. Fig. 24 – Defasamento em circuito
da corrente estar atrasada em relação à tensão de 90º. Fig. 24 – Defasamento em circuito

Fig. 24 Defasamento em circuito puramente Indutivo

Os valores instantâneos de tensão e corrente são dados por:

e E sen

máx

i I sen90

máx

Para calcularmos a corrente num circuito puramente indutivo, calculamos o valor da oposição à passagem de corrente pelo indutor (bobina), que chamamos de reatância indutiva. Portanto, a reatância indutiva é a oposição total oferecida pela bobina à passagem de corrente alternada. Representação: X L Unidade: Ω

Matematicamente:

f = freqüência (Hz) L = Indutância (H)

X

L 2 

f L

28

A corrente no circuito puramente indutivo é calculada também pela Lei de

Ohm, onde temos:

I

E

X

L

I = corrente (A)

E = tensão aplicada (V)

X L = reatância indutiva (Ω)

4.2.2. Potência no circuito puramente indutivo

Como vimos, a potência ativa P é dada por: P E I cos. Como no

circuito puramente indutivo o ângulo de fase φ é igual a 90º, P 0 W .

Sendo assim, a potência ativa consumida por um indutor é nula. Podemos

observar isso no diagrama senoidal.

indutor é nula. Podemos observar isso no diagrama senoidal. Fig. 25 – Potência em um Indutor

Fig. 25 Potência em um Indutor

Notamos no diagrama que a potência ora assume valores positivos, ora

negativos, correspondendo aos instantes em que está recebendo energia da fonte e

a transforma em um campo magnético (semi-ciclo positivo da potência). Em seguida

desfaz esse campo, devolvendo energia à fonte (semi-ciclo negativo da potência).

Exercícios resolvidos:

Calcular a corrente no circuito abaixo

29

29 X L  2     f L X  113,1  

X

L

2 

f L

X 113,1  2600,3

L

X

L

I

E

I

X

L

I 1,06 A

120

113,1

Calcular a indutância da bobina do circuito abaixo

 Calcular a indutância da bobina do circuito abaixo X  L E I X L

X

L

E

I

X

L

L

X

L

2

f

X

L

500

L

L 1,33 H

100

0,2

500

2

60

4.2.3. EXERCÍCIOS DE CIRCUITO PURAMENTE INDUTIVO

1 Calcular a corrente absorvida por um indutor de 150 mH, ligado a uma fonte de 220 V/60 Hz.

2 Calcular a indutância de uma bobina que absorve uma corrente de 2,5 A, quando ligada a uma fonte de 20 V/60 Hz.

3 Você dispõe de uma fonte de 10 V cuja freqüência pode ser variada. Nessa fonte

é ligada uma bobina de 500 mH. Calcule os valores de corrente na bobina, quando a freqüência for:

30

a) 250 Hz;

b) 60 Hz;

c) 20 Hz

d) 0 Hz.

4 Qual deve ser a indutância de uma bobina a fim de que ela tenha uma reatância de 942 a uma freqüência de 60 Hz?

4.3. CIRCUITO PURAMENTE CAPACITIVO

Um circuito puramente capacitivo é constituído por capacitores. Um capacitor é a princípio, um dispositivo capaz de armazenar cargas elétricas. E é constituído basicamente por dois condutores (normalmente placas), separadas por um isolante (dielétrico). Os símbolos de capacitores são:

- símbolo geral

- símbolo geral

- capacitor eletrolítico

+
+

- capacitor variável

- capacitor variável

4.3.1. Funcionamento do capacitor

Quando ligamos um capacitor a uma fonte de tensão contínua, as cargas da fonte se deslocam para as placas e aí permanecem, pois as cargas negativas e positivas se atraem.

deslocam para as placas e aí permanecem, pois as cargas negativas e positivas se atraem. Fig.

Fig. 26 Capacitor em C.C.

31

Se desligarmos o capacitor da fonte, veremos que o capacitor se mantém carregado com a mesma ddp da fonte. Se ligarmos esse mesmo capacitor a uma fonte de CA, ela sofrerá as mesmas variações da tensão alternada. Portanto ora estará carregado com uma polaridade, ora com outra.

ora estará carregado com uma polaridade, ora com outra. 4.3.2. Capacitância Fig. 27 – Capacitor em

4.3.2. Capacitância

Fig. 27 Capacitor em CA

Os capacitores são especificados principalmente pela sua capacitância. A capacitância é a capacidade do capacitor em armazenar cargas elétricas e sua unidade é o farad (F).

A capacitância é a relação entre a carga do capacitor e a tensão resultante

em seus terminais.

C

Q

V

Q

= carga elétrica em Coulomb (C)

V

= tensão elétrica em volt (V)

A

capacitância de um capacitor depende:

-

da distância entre as placas (menor distância, maior capacitância)

-

da área das placas (maior área, maior capacitância)

-

da forma geométrica do capacitor

Obs: comercialmente os capacitores são especificados em μF, nF, pF.

32

4.3.3. Características do circuito puramente capacitivo

Quando ligamos um capacitor a uma fonte CA, surge uma corrente, que é na verdade, o resultado do deslocamento de cargas para carregar o capacitor, ora com uma polaridade ora com outra. É interessante frisar que a corrente não passa pelo capacitor. Isto é evidente porque o dielétrico apresenta uma resistência infinita (dielétrico ideal). Na prática, circuitos Puramente Capacitivos são banco de capacitores.

circuitos Puramente Capacitivos são banco de capacitores. Fig. 28 – Circuito Puramente Capacitivo No circuito

Fig. 28 Circuito Puramente Capacitivo

No circuito puramente capacitivo, a tensão está atrasada 90º da corrente.

capacitivo, a tensão está atrasada 90º da corrente. Fig. 29 – Representação de Circuito Puramente

Fig. 29 Representação de Circuito Puramente Capacitivo

Os valores instantâneos são:

i I sen

máx

e E sen90

máx

Da mesma maneira que no indutor, nós podemos admitir um elemento de oposição à corrente, que neste caso chamaremos de reatância capacitiva. A

33

reatância capacitiva é, pois a oposição oferecida à circulação da corrente alternada

no capacitor.

Representação: X C

Unidade: Ω

Calcula-se a reatância capacitiva por:

f = freqüência (Hz)

X C

1

2 f C

C

= capacitância (F)

A

corrente é calculada pela Lei de Ohm aplicada a circuitos puramente

capacitivos.

I

E

X

C

I

= corrente (A)

E

= tensão (V)

X

C = reatância capacitiva (Ω)

4.3.4. Potência no circuito puramente capacitivo

No circuito puramente capacitivo, também temos ângulo de fase 90º.

Portanto, a potência também será nula:

P E I cos90  P 0 W

será nula: P  E  I  cos90   P  0 W Fig.

Fig. 30 Potência em Circuito Puramente Capacitivo

34

Neste caso, a potência ativa é nula porque as cargas chegam às placas do capacitor e em seguida são devolvidas à fonte, não consumindo assim nenhuma energia.

Exercícios resolvidos:

Calcular a corrente elétrica no circuito abaixo:

 Calcular a corrente elétrica no circuito abaixo: X  C 1 2   

X

C

1

2

f C

X

C

1

2

60

24 10

6

I

X

E

C

110,52

I

100

X C I 0,9 A

110,52

Calcular o valor da tensão aplicada ao circuito a seguir:

Calcular o valor da tensão aplicada ao circuito a seguir: X  C 1 2 

X

C

1

2

f C

X

C

E I X

C

X

C

1

2

60

40 10

6

66,3 E   266,3

E 132,6 V

4.3.5 EXERCÍCIOS DE CIRCUITO PURAMENTE CAPACITIVO

1 – Calcular o valor da corrente num circuito onde a capacitância é 40 μF e a tensão aplicada 110 V/60 Hz.

35

2 Determinar o valor da capacitância no circuito abaixo:

– Determinar o valor da capacitância no circuito abaixo: 3 – No circuito abaixo, a fonte

3 No circuito abaixo, a fonte possui freqüência ajustável. Calcule o valor da corrente para as seguintes freqüências:

Calcule o valor da corrente para as seguintes freqüências: a) 250 Hz; b) 60 Hz; c)

a) 250 Hz;

b) 60 Hz;

c) 20 Hz;

d) 0 Hz.

4 Um capacitor de 20 F num circuito amplificador de áudio produz uma queda de tensão de 5 V em 1 kHz. Calcule a corrente que passa pelo capacitor.

4.4. INDUTÂNCIA EQUIVALENTE

A indutância equivalente de uma associação possui um valor tal que equivale a de todas as indutâncias componentes da associação. A indutância equivalente é calculada da mesma maneira que a resistência equivalente. Na associação série:

A indutância equivalente é calculada da mesma maneira que a resistência equivalente. Na associação série:

36

Fig. 31 Associação de Indutores em série

X

L e X L   X L   L X

Le

L1 1

2 L 2

3

L 3

L e = indutância equivalente (H) X Le = reatância indutiva equivalente (Ω) L 1 , L 2 , L 3 = indutâncias componentes (H) X L1 , X L2 , X L3 = reatâncias indutivas componentes (Ω)

Para “n” indutâncias em série:

X

  X L   L X  L X

L e

Le

L

1 1

2 L

2

n

Ln

Na associação em paralelo, temos:

e Le L 1 1 2 L 2 n Ln Na associação em paralelo, temos: Fig.

Fig. 32 Associação de Indutores em Paralelo

L

e

1

1

L

1

1

L

2

L 1

3

1

L

n

X

Le

1

1

X

L

1

1

X

L

2

1

X

L

3

1

X

Ln

Para duas indutâncias:

L

e

L 1

L

2

L 1

L

2

X

Le

X

L

1

X

L

2

X X

L

1

L

2

Para “n” indutâncias de valores iguais a L:

37

L e

L

X

n

Le

X

L

n

Exemplo: calcular a indutância equivalente do circuito:

L n Exemplo: calcular a indutância equivalente do circuito: L e 2 L e 1 L

L

e

2

L e 1

L

e

2

L

3

L

5

L

3

L

e

1

L

5

L

2

L

4

L

e

L

1

L

e

L

e

3

3

L

e 1

40 60

40

60

L

e

2

L e 2

L

e

2 e

24

L

3

20

10

22

44

2

4.5. CAPACITÂNCIA EQUIVALENTE

L

e

L

e

1

2

24

44

mH

mH

L

e

3

22

32

L mH

e

mH

A capacitância equivalente de associação paralela é dada pela soma das capacitâncias componentes. A reatância capacitiva equivalente é calculada pelas mesmas fórmulas da resistência em paralelo, ou seja:

pelas mesmas fórmulas da resistência em paralelo, ou seja: Fig. 33 – Associação de Capacitores em

Fig. 33 Associação de Capacitores em Paralelo

C C C C C

e

1

2

3

n

X

Ce

1

1

X

C

1

1

X

C

2

1

X

C

3

1

X

Cn

C e = capacitância equivalente (F) X Ce = reatância capacitiva equivalente (Ω)

38

C 1 , C 2 , C 3 , C n = capacitâncias componentes (F) X C1 , X C2 , X C3 , X Cn = reatâncias capacitivas componentes (Ω)

Para duas reatâncias:

X

Ce

X

C

1

X

C

2

X

C

1

X

C

2

Para “n” reatâncias capacitivas de valores iguais a X C :

X

Ce

X

C

n

Na associação série, a capacitância e a reatância capacitiva são dadas

por:

a capacitância e a reatância capacitiva são dadas por: Fig. 34 – Associação de Capacitores em

Fig. 34 Associação de Capacitores em Série

X

C

e

1

1

C

1

1

C

2

C 1

3

1

C

n

Ce

X X X X

C

1

C

2

C

3

Para duas capacitâncias:

C

e

  C C

C

1

2

C

1

2

Dedução:

Cn

X  X    X C 1 C 2 C 3 Para duas capacitâncias:

39

Mas:

Assim:

Q

t

Q

1

V t

Q

t

C

e

Q

2

, logo:

V

1

Q

1

C

1

V t V V

1

2

.

V t

Q

Q

C

e

Q

C Q

1

Q

 

 

C

1

2

C

1

1

C

2

 

V t

Q

1

C

e

V

2

Q

2

C

2

1

C

1

1

C

1

1

C

2

1

C

2

Para “n” capacitâncias de valores iguais a C:

C e

C

n

Exemplo: Calcular C e :

iguais a C: C e  C n Exemplo: Calcular C e : C e 1

C

e

1

C

e

2

C

e

1

1

C

C

4

C

e

C

2

C

3

C

e

3

C

e

C

2

e

C

5

3

C

e

1

C e 1

2

C

e 2

2

C

e

70

C

e

30

2

C

e

3

25

20

100

2

50

2

C

e

1

C

e

1

100

F

C

C

2

e

e

3

50

F

25

F

45

F

4.5.1. EXERCÍCIOS DE ASSOCIAÇÃO DE INDUTORES E CAPACITORES

1 Calcular a indutância equivalente dos circuitos abaixo:

a)

40

40 b) c) 2 – Calcular a capacitância equivalente das associações de capacitores abaixo: a) b)

b)

40 b) c) 2 – Calcular a capacitância equivalente das associações de capacitores abaixo: a) b)

c)

40 b) c) 2 – Calcular a capacitância equivalente das associações de capacitores abaixo: a) b)

2 Calcular a capacitância equivalente das associações de capacitores abaixo:

a)

40 b) c) 2 – Calcular a capacitância equivalente das associações de capacitores abaixo: a) b)

b)

40 b) c) 2 – Calcular a capacitância equivalente das associações de capacitores abaixo: a) b)

41

c)

41 c) 5. CIRCUITOS COMPOSTOS DE CORRENTE ALTERNADA 5.1. CIRCUITO RL SÉRIE 5.1.1. Diagrama fasorial Um

5. CIRCUITOS COMPOSTOS DE CORRENTE ALTERNADA

5.1. CIRCUITO RL SÉRIE

5.1.1. Diagrama fasorial

Um circuito RL série é composto por um indutor e uma resistência associados em série. Portanto, as características desse circuito serão uma composição das características dos circuitos puramente resistivo e puramente indutivo.

dos circuitos puramente resistivo e puramente indutivo. Fig. 35 – Circuito RL Quando aplicamos uma tensão

Fig. 35 Circuito RL

Quando aplicamos uma tensão “E”, surge no circuito uma corrente “I”, que provoca uma queda de tensão na resistência “V R ” e uma queda de tensão no indutor “V L ”.

Podemos montar o diagrama fasorial, utilizando as características dos circuitos puros. Ou seja, a corrente “I” está em fase com a tensão “V R ” e atrasada de “V L ” de 90º. Então, colocando-se a corrente na referência (eixo x), temos:

Como sabemos pela 2ª Lei de Kirchhoff, a somatória fasorial de “V R ” e “V L ” deve resultar na tensão aplicada “E”. Então, pela regra do paralelogramo, o diagrama fasorial ficará:

42

42 Fig. 36 – Fasores Circuito RL O ângulo entre a tensão aplicada e a corrente

Fig. 36 Fasores Circuito RL

O ângulo entre a tensão aplicada e a corrente é o ângulo de fase do

circuito.

 

A

partir do diagrama fasorial mostrado, podemos obter a série de relações

abaixo:

E V V

2

R 2

L 2

cos

V R

E

sen

V

L

E

tan

V

L

V

R

Podemos também obter um diagrama de impedâncias. Basta fazer a divisão das tensões pela corrente.

(Ω).

Z

O

V R R

I

V

L

I

X

L

E Z

I

é a oposição total oferecida à passagem da corrente e é dada em ohms

diagrama de impedâncias ficará então:

e é dada em ohms diagrama de impedâncias ficará então: Fig. 37 – Impedância em circuito

Fig. 37 Impedância em circuito RL

Z 2

2

R X

2

L cos

R

Z

sen

X

L

Z

Z

tan

X L

R

Exemplo: para o circuito a seguir, calcular a corrente e as quedas de tensão, montando o diagrama fasorial:

43

43 X  L 2  Z   f L    X 

X

L

2

Z

 f L    X  2    60  200
 f L
X
2
60
200 10
L
R
2
X
2
Z
60
2
 75,4
2
L
E
100
I
I
I
Z
96,4

3

1,04

Z

A

X

L

75,4

96,4

V R

V

L

X R   I I

L

 

V V

L R

  75,41,04 601,04

V

R

V

L

  62,4 78,4

V V

5.1.2. Potência

cos

R

Z

cos

60

96,4

51,5

cos

0,622

  60 96,4    51,5  cos   0,622 Existem três tipos

Existem três tipos de potência que são:

- potência ativa

- potência reativa

- potência aparente

5.1.2.1. Potência ativa

A potência ativa é a que realmente produz trabalho. Por exemplo, num motor é a parcela de potência absorvida da fonte que é transferida em forma de potência mecânica ao eixo. Sua unidade é o watt (W). É calculada por:

44

P E I cos

P

= potência ativa (W)

E

= tensão aplicada (V)

I

= corrente (A)

Φ = ângulo de fase ( o )

Sabemos do diagrama fasorial que:

cos

V R

E

ou

V E cosP V I

R

R

, então

V R = queda de tensão na resistência (V)

Ou ainda:

2

P I R

5.1.2.2. Potência reativa

e

P

2

V

R

R

É a potência solicitada por indutores e capacitores. Ela circula na linha sem produzir trabalho. Sua unidade é o volt-ampère-reativo (VAr).

É calculada por:

Ou:

Q V I

L

Q E I sen

2

Q I X

L

Q

= potência reativa (VAr)

E

= tensão aplicada (V)

I

= corrente (A)

Q

2

V

L

X

L

Φ = ângulo de fase ( o )

V L = queda de tensão no indutor (V)

45

5.1.2.3. Potência aparente

A

potência aparente é a resultante da potência ativa e reativa.

S E I

2

S I Z

S

E

2

Z

S

E

I = corrente (A)

Z = impedância do circuito (Ω)

= potência aparente, dada em volt-ampère (VA)

= tensão aplicada (V)

5.1.3. Triângulo de potências

Podemos montar um diagrama, conhecido como triângulo de potências,

que mostra as três potências como catetos e hipotenusa de um triângulo.

A partir do diagrama fasorial podemos obter o triângulo de potências

multiplicando as tensões pela corrente.

de potências multiplicando as tensões pela corrente. Fig. 38 – Triângulo de Potência Circuito RL A
de potências multiplicando as tensões pela corrente. Fig. 38 – Triângulo de Potência Circuito RL A

Fig. 38 Triângulo de Potência Circuito RL

A partir do triângulo de potências, podemos obter as seguintes relações:

cos

sen

tan

P

S

Q

S

Q

P

S

2

P S cos

S sen

2 P tan

Q

Q

2

P Q

Exemplo: para o circuito abaixo, calcular o valor das potências ativa,

reativa e aparente e montar o triângulo de potências.

46

46 S  V tan  L  V R V I  R P 

S

V tan  L  V R V I  R P  I R
V
tan

L
V
R
V
I 
R
P
I
R
R
2
Q V
I
L
P
2
Q
2
100 V R   V  100 V tan45  R 100  I
100
V R
 V
100
V
tan45 
R
100
I 
I 2 A
P
2
50
2
50
P
200 W
Q
1002 
Q
 200
VAr
S
200
2
200
2
S
282,8 A
200 VAr S  200 2  200 2  S  282,8 A 5.1.3. EXERCÍCIOS

5.1.3. EXERCÍCIOS DE CIRCUITO RL SÉRIE

1 No circuito abaixo, calcular:

DE CIRCUITO RL SÉRIE 1 – No circuito abaixo, calcular: a) reatância indutiva; b) queda de

a) reatância indutiva;

b) queda de tensão no indutor;

c) corrente;

d) resistência;

e) impedância;

f) potência ativa;

g) potência reativa;

h) potência aparente;

47

i) tensão aplicada ao circuito;

j) montar o diagrama fasorial;

k) montar o triângulo de potências.

5.2. CIRCUITO RC SÉRIE

Um circuito RC série é obtido pela associação de um capacitor e um resistor em série. Desta maneira, vai apresentar características que são comuns aos circuitos puramente capacitivo e puramente resistivo, e é através dessas características que podemos montar o diagrama fasorial para esse circuito.

que podemos montar o diagrama fasorial para esse circuito. Fig. 39 – Circuito RC série 5.2.1.

Fig. 39 Circuito RC série

5.2.1. Diagrama fasorial

Sabemos que V R está em fase com a corrente e V C está atrasada 90º da corrente. Sabemos também que a soma fasorial de V R e V C nos dá a tensão aplicada E.

fasorial de V R e V C nos dá a tensão aplicada E. Fig. 40 –

Fig. 40 Fasores circuito RC

Podemos extrair as seguintes relações:

E V V

2

R 2

C 2

cos

V R

E

48

sen

tan

V

C

E

V

C

V

R

Dividindo-se todos os componentes do diagrama pela corrente, temos:

V R R

I

V

C

I

X

E Z

I

C

Logo, o diagrama de impedâncias será:

X E  Z I C Logo, o diagrama de impedâncias será: Fig. 41 – Impedância

Fig. 41 Impedância em circuito RC

Z 2

Donde:

2

R X

2

C cos

R

Z

sen

X

C

Z

Z

tan

X C

R

Exemplo: calcular a corrente, o ângulo de fase e as quedas de tensão no circuito abaixo, montando o diagrama fasorial.

de tensão no circuito abaixo, montando o diagrama fasorial. 1 X   C 2 
1 X   C 2    f  C Z  R
1
X 
C
2 
  f  C
Z
R
2
X
2
C

X

C

1

2

60

20 10

6

Z

70

2

132,7

2

Z

X

C

132,7

150

49

 

I

E

I

120

I

0,8

A

 

Z

150

V

R

R I

V

R

700,8

V

R

56

V

cos

5.2.2. Potências

V

C

X

C

I

V

C

132,70,8

V

C

R 70

Z

cos

150

cos

0,467

V C R 70  Z  cos   150  cos   0,467

106,2

V

62,2

As potências num circuito RC série são as mesmas que aparecem num circuito RL série. As fórmulas também são as mesmas, mudando apenas aquelas

que estão em função da reatância (X L , X C ) ou em função da queda de tensão (V L ,

V C ).

São elas:

P E I cos

2

Q I X

C

S

E

2

Z

tan

S

Q

2

P

Q E I sen

P

2

V

R

R

2

P Q

2

P V

R

P

cos

I

2

V

C

X

P

C

S

5.2.3. Triângulo de potências

S E I

2

P I R

2

S I Z

sen

Q V I

C

Q

S

O triângulo de potências para um circuito RC série só difere do circuito RL série pela posição em que fica a potência reativa. Vimos que no circuito RL a potência reativa é positiva. No circuito RC série, ela é negativa.

50

50 Fig. 42 – Triângulo de Potência Circuito RC Exemplo: calcular as potências ativa, reativa e

Fig. 42 Triângulo de Potência Circuito RC

Exemplo: calcular as potências ativa, reativa e aparente, montando o triângulo de potências para o circuito abaixo:

montando o triângulo de potências para o circuito abaixo: X  C Z cos  1

X

C

Z

cos

1

2

f C

abaixo: X  C Z cos  1 2    f  C 

R

2

X

2

C

I

E

Z

S E I

X

C

Z

I

1

2

60

30 10

  X C Z I    1 2    60 

120

2

88,4

2

6

Z

220

149,05

I

1,476

X

C

88,4

149,05

A

S 2201,476

S 324,7 VA

Q

P

R

Z

I

2

2

I

X

R

C

cos

P

2

2

1,476

1,476

Q