Você está na página 1de 57

0

UNIVERSIDADE PAULISTA

ALEXANDRE N. MELKONIAN LUCAS PEREIRA DE OLVEIRA VINICIUS SANTANA G. FERREIRA DIOGENES ALENCAR MACHADO HAENDEL FERREIRA DE OLIVEIRA

PROJETO

DE

AUTOMAÇÃO AUTOMÁTICA

E DE

SUPERVISÃO ENERGIA -

DE

SISTEMA

DE

TRANSMISSÃO

CONCESSIONÁRIA /

GERADOR E GERADOR / CONCESSIONÁRIA

SÃO PAULO 2013

1

ALEXANDRE N. MELKONIAN LUCAS PEREIRA DE OLIVEIRA VINICIUS SANTANA G. FERREIRA DIOGENES ALENCAR MACHADO HAENDEL FERREIRA DE OLIVEIRA

PROJETO

DE

AUTOMAÇÃO AUTOMÁTICA

E DE

SUPERVISÃO ENERGIA -

DE

SISTEMA

DE

TRANSMISSÃO

CONCESSIONÁRIA /

GERADOR E GERADOR / CONCESSIONÁRIA

Projeto Integrado Multidisciplinar apresentado a Universidade Paulista-UNIP, como requisito parcial para conclusão do quarto semestre do curso de Tecnologia de Automação Industrial

Orientador: Prof. MSc Eng. Vinicius Heltai

SÃO PAULO 2013

2

ALEXANDRE N. MELKONIAN LUCAS PEREIRA DE OLIVEIRA VINICIUS SANTANA G. FERREIRA DIOGENES ALENCAR MACHADO HAENDEL FERREIRA DE OLIVEIRA

PROJETO

DE

AUTOMAÇÃO AUTOMÁTICA

E DE

SUPERVISÃO ENERGIA -

DE

SISTEMA

DE

TRANSMISSÃO

CONCESSIONÁRIA /

GERADOR E GERADOR / CONCESSIONÁRIA

APROVADO EM:

_____________________________/__/__ Prof. MSc Eng. Vinicius Heltai Universidade Paulista

3

RESUMO

Com um sistema elétrico obsoleto, instável e sobrecarregado, está se tornando normal no Brasil os apagões, que geram prejuízos e danos materiais a empresas onde o fornecimento de energia é vital na produção e preservação de seus equipamentos. No setor hospitalar, mais que prejuízos financeiros, existem vidas humanas em risco, tornando a situação absurdamente insustentável em procedimentos cirúrgicos e até mesmo rotineiros. Torna-se fundamental neste setor, a elaboração de um projeto elétrico que seja contemplado com fontes alternativas de geração de energia, elaborado por profissionais preparados, experientes e na vanguarda em sua área, para minimizar tais situações.

ABSTRACT

With an electric system obsolete, unstable and overloaded, this becoming usual in Brazil blackouts that generate losses and damage to businesses where the energy supply is vital in the production and preservation of their equipment. In the hospital sector, more than financial losses, there are human lives at risk, making the situation absurdly unsustainable in surgical procedures and even routine. Becomes crucial in this sector, the development of an electrical design that is covered with alternative sources of power generation, prepared by trained professionals, experienced and at the forefront in your area, to minimize such situations

4

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 5 2 DISCIPLINAS CONTEMPLADAS .................................................................. 6 2.1 Supervisório ............................................................................................ 6 2.2 Eletrônica de potência .......................................................................... 10 2.3 Controladores lógicos programáveis(CLPs) ...................................... 18 2.4 Redes Industriais .................................................................................. 22 2.5 Máquinas elétricas ................................................................................ 26 2.5.1 Geradores CA .................................................................................. 26 2.5.2 Gerador CC ...................................................................................... 30 3 ESTUDO DE CASO ...................................................................................... 35 3.1 O papel da energia elétrica nos hospitais .......................................... 35 3.2 Justificativa ........................................................................................... 37 3.3 Objetivo .................................................................................................. 38 4 PROJETO ..................................................................................................... 39 4.1 Transdutor Multivariável ...................................................................... 39 4.2 Sincronismo do sinal ........................................................................... 41 4.3 Chaves de Transferência ...................................................................... 41 4.4 Funcionamento do sistema (rede / gerador)....................................... 43 4.4.1 Sincronismo (gerador / rede) ......................................................... 44 5 CONCLUSÃO ............................................................................................... 48 6 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................ 49 7 ANEXOS ....................................................................................................... 50

sendo responsável em manter em pleno funcionamento todos os sistemas e equipamentos que suportam os processos de negócios. As instalações elétricas de um Hospital são as mais complexas de se projetar. cada vez mais. As consequências de um sistema falho. . Desta forma as instalações elétricas devem ser cuidadas da mesma forma que é tratada a saúde dos pacientes. procedimentos clínicos e assistenciais da instituição. os Hospitais necessitam de sistemas elétricos confiáveis e seguros.5 1 INTRODUÇÃO O Sistema de energia elétrica é o principal e mais importante projeto em um Hospital. são mostradas nas reportagens contidas no anexo. comparadas a qualquer outro tipo de empreendimento. Nos dias de hoje. que possuam alta disponibilidade operacional e que estejam preparados para funcionar em situações emergenciais. pois tudo que se pensa em infraestrutura e tecnologia é aplicável e utilizado nas organizações hospitalares.

armazenados e. efetuando coleta de dados em ambientes complexos. sistemas de saneamento.6 2 DISCIPLINAS CONTEMPLADAS 2. e armazenar informações de processo. em seguida. Quando falamos em supervisão temos a idéia de dirigir. ou complexos hidroelétricos. óleo ou gás natural. . Estes sistemas também são chamados de SCADA (Supervisory Control and Data Aquisition). manipulados. controlar um processo distribuído em lugares distantes. apresentados ao usuário. em uma localização central. Um sistema SCADA permite a um operador. abrir ou fechar válvulas ou chaves. monitorar alarmes. fazer set-point ou controlar processos distantes. orientar ou inspecionar em um plano superior.1 Supervisório É um software destinado a promover a interface homem/máquina. Figura 1: Sistema SCADA Os sistemas de automação industrial utilizam tecnologias de computação e comunicação para automatizar a monitoração e controle dos processos industriais. Tais informações são coletadas através de equipamentos de aquisição de dados e. como. posteriormente. As telas que representam o processo podem ser animadas em função das informações recebidas pelo CLP. a fim de proporcionar uma supervisão plena do processo através de telas devidamente configuradas. analisados. Os sistemas supervisórios permitem que sejam monitoradas e rastreadas informações de um processo produtivo ou instalação física.

correspondem às variáveis do processo real (ex: temperatura. Para permitir isso. e-mail. de forma simplificada. que são todas as variáveis numéricas ou alfanuméricas envolvidas na aplicação.). estações remotas (aquisição/controle) e de monitoração central (sistema computacional SCADA). Neste caso. o ligamento de um motor. com vetores ou strings. nível. envio de mensagens por pager. sendo possível programar a gravação de registros em Bancos de Dados. rede de comunicação. etc. ou outra informação do processo de maneira visual. se comportando como a ligação entre o controlador e o sistema. lógicas.) ou representar pontos de entrada/saída de dados do processo que está sendo controlado. identificadas quando o valor da tag ultrapassa uma faixa ou condição préestabelecida. mudança de cores. Os sistemas SCADA podem também verificar condições de alarmes. e a respectiva apresentação de modo amigável para o operador. celular. Os sensores são dispositivos conectados aos equipamentos controlados e monitorados pelos sistemas SCADA. os sistemas SCADA identificam os tags. que convertem parâmetros físicos tais . etc. Figura 2: Tela do supervisório Os componentes físicos de um sistema de supervisão podem ser resumidos. ativação de som.7 eventualmente dispersos geograficamente. É com base nos valores das tags que os dados coletados são apresentados ao usuário. o operador tem uma melhor visualização quando efetivamente enxerga o abrir de uma válvula. em: sensores e atuadores. com recursos gráficos elaborados (interfaces homem-máquina) e conteúdo multimídia. mensagem. vazão etc. podendo executar funções computacionais (operações matemáticas. Em vez de um simples piscar de lâmpadas.

A rede de comunicação é a plataforma por onde as informação fluem dos PLCs/RTUs para o sistema SCADA e. de modo a permitir o compartilhamento das informações coletadas. linhas dedicadas. sendo responsáveis por recolher a informação gerada pelas estações remotas e agir em conformidade com os eventos detectados. Os PLCs e RTUs são unidades computacionais específicas. PLCs (Programmable Logic Controllers) e RTUs (Remote Terminal Units). utilizadas nas instalações fabris (ou qualquer outro tipo de instalação que se deseje monitorar) para a funcionalidade de ler entradas. O processo de controle e aquisição de dados se inicia nas estações remotas. linhas dial-up. enquanto as RTUs possuem uma arquitetura mais distribuída entre sua unidade de processamento central e os cartões de entradas e saídas. e atualizar saídas. . fibras ópticas. A diferença entre os PLCs e as RTUs é que os primeiros possuem mais flexibilidade na linguagem de programação e controle de entradas e saídas. com a leitura dos valores atuais dos dispositivos que a ele estão associados e seu respectivo controle. As estações de monitoração central são as unidades principais dos sistemas SCADA.8 como velocidade. etc. realizar cálculos ou controles. com maior precisão e sequenciamento de eventos. podendo ser centralizadas num único computador ou distribuídas por uma rede de computadores. nível de água e temperatura. Os atuadores são utilizados para atuar sobre o sistema. pode ser implementada através de cabos Ethernet. rádio modems. levando em consideração os requisitos do sistema e a distância a cobrir. ligando e desligando determinados equipamentos. para sinais analógicos e digitais legíveis pela estação remota.

geralmente acompanhadas de gráficos. _ Comunicação com Sistemas Externos / Corporativos.9 Figura 3: Sistema de supervisão e controle Internamente. _ Comunicação com PLCs/RTUs. animações. _ Interface gráfica. na interface gráfica ou console de operação com o processo. que vão permitir maior ou menor flexibilidade e robustez. _ Lógicas de programação interna (Scripts) ou controle. A regra geral para o funcionamento de um sistema SCADA parte dos processos de comunicação com os equipamentos de campo. até chegarem na forma esperada para o operador do sistema. os sistemas SCADA geralmente dividem suas principais tarefas em blocos ou módulos. de modo a exibir a evolução do estado dos dispositivos e do processo controlado.. O núcleo é responsável por distribuir e coordenar o fluxo dessas informações para os demais módulos. relatórios. _ Gerenciamento de Alarmes. cujas informações são enviadas para o núcleo principal do software. de acordo com a solução desejada. etc. _ Comunicação com outras estações SCADA. Em linhas gerais. _ Outros. _ Relatórios. permitindo . podemos dividir essas tarefas em: _ Núcleo de processamento. _ Históricos e Banco de Dados.

aumente sua confiabilidade.10 informar anomalias. etc. 2. Os componentes de Eletrônica de Potência são normalmente usados apenas no modo de chaveamento (liga / desliga). A maioria deles não deve ser usada em operação . cada vez mais. A título de exemplo. As tecnologias computacionais utilizadas para o desenvolvimento dos sistemas SCADA têm evoluído bastante nos últimos anos. Várias outras técnicas e diversos dispositivos foram utilizados no passado para realizar estas funções. podemos citar: válvulas a vácuo. amplificadores magnéticos.2 Eletrônica de potência Objetivos: • Abordar conceitos sobre eletrônica de potência e a importância da sua aplicação na parte de geração de energia. conversores rotativos. tais dispositivos apresentavam desvantagens como pouca confiabilidade e baixa eficiência. de forma a permitir que. Contudo. sugerir medidas a serem tomadas ou reagir automaticamente. flexibilidade e conectividade. Eletrônica de Potência é uma tecnologia utilizada no processamento da energia elétrica visando obter maior eficiência (menores perdas nos processos de conversão de energia) e qualidade (energia limpa em termos de impacto ambiental). Os métodos empregados em Eletrônica de Potência baseiam-se na utilização de dispositivos semicondutores operados em regime de chaveamento para realizar o controle do fluxo de energia e a conversão de formas de onda de tensões e correntes entre fontes e cargas. além de requerer manutenção frequente. • Abordar a utilização dos Conversores Estáticos pela indústria no controle de automático de processos. além de incluir novas ferramentas que permitem diminuir cada vez mais o tempo gasto na configuração e adaptação do sistema às necessidades de cada instalação. sendo geralmente otimizados para este tipo de operação.

foi iniciada a implantação da Eletrônica de Potência em escala industrial. A idéia de se fazer conversão de energia através do chaveamento surgiu nos anos 20. Daí em diante. Nos anos 70.11 linear. que eram caros. com a realização de inúmeros trabalhos de pesquisa e desenvolvimento. Durante esta fase foram lançadas bases teóricas da Eletrônica de Potência. iniciou-se um grande surto de evolução tecnológica da Eletrônica de Potência. muito volumosos e pouco confiáveis. que se estendeu pelos anos 60. ao fim dos anos 50. os quais são dotados de algoritmos matemáticos especializados (sequências de instruções ultra rápidas como: deslocamento e soma. que são geralmente usados em processos matemático intensivo) e capazes de operar em tempo real. Isto foi devido à tecnologia dos dispositivos chaveadores então disponíveis (thyratrons. Com a invenção do tiristor. DSPs. Esta contribuição se dá principalmente em duas vertentes: • Circuitos de controle (microcontroladores. devido à baixa perda de energia no chaveamento somada a pouca necessidade de manutenção das chaves semicondutoras. que tendo como a finalidade realizar o processamento digital de um sinal que se . Desde então. mas durante as três décadas subsequentes teve pouca evolução. multiplica e soma. o campo de aplicações da Eletrônica de Potência vem crescendo acentuadamente. apresentando-se atualmente a tendência de que todo aparelho elétrico venha a ser interfaceado com o sistema elétrico através de conversores eletrônicos de potência (fontes chaveadas).): DSPs (do inglês Digital Signal Processor): são sistemas baseados em microprocessadores de propósito especial. etc. etc.). o desenvolvimento paralelo da Microeletrônica tem contribuído significativamente para a contínua evolução da Eletrônica de Potência. retificadores de arco de mercúrio. O aparecimento da Eletrônica de Potência proporcionou uma alternativa vantajosa para o processamento de energia.

etc). ou seja. quanto desativados. A configuração do MCT usa um par de transistores MOSFETs conectados a um terminal de porta único.): SIT/SITh (do inglês Static Induction Transistor e Static Induction Thyristor). • Desenvolvimento de novas chaves semicondutoras (SIT. Tais tiristores podem ser tanto ativados. por manipulação deste sinal de porta. mais eficiente e confiável. Da interação entre a Microeletrônica e a Eletrônica de Potência tem resultado uma crescente popularização dos conversores estáticos. circuitos choppers. GTOs. MOSFETs. Os componentes de microeletrônica são usados em circuitos que atuam como controladores da unidade de eletrônica de potência. IGCT (do inglês Integrated Gate Commutated Thyristor): desenvolvido e projetado pela ABB. Os circuitos retificadores controlados.12 encontra originalmente no formato analógico. postos em condução. IGBTs. Usamos o termo “Conversor Estático” para designar genericamente circuitos de eletrônica de potência que controlam o fluxo de potência entre uma fonte de energia elétrica e um consumidor. minimizando os custos de operação e manutenção. SITh. sendo que um MOSFET é para ativar o tiristor e o outro para desativar. O uso de IGCTs resulta em um acionamento de média tensão e elevada potência simplificado. MCT e IGCT. Usa-se também o termo “Drive” mas para designar genericamente o equipamento que realiza o acionamento de máquinas elétricas (motores). operando na mudança do valor da tensão e da forma de onda atual da fonte de energia por meio de uma sequência de comutações de interruptores estáticos (chaves semicondutoras como tiristores. sobretudo no acionamento de máquinas elétricas (motores). ou seja. Os drives são divididos em diversas famílias. Drive é um equipamento para utilização em aplicações industriais nos mais variados segmentos. circuitos inversores e conversores de fase (que permitem o acionamento de um motor trifásico a partir de um sistema de alimentação monofásico) são alguns exemplos de conversores estáticos. postos em bloqueio. transistores bipolares. . MCT (do inglês MOS-Controlled Thyristor): são tiristores completamente controláveis por meio de um pequeno sinal no terminal de porta (gate). por exemplo.

em substituição aos métodos mais antigos: estrela triângulo. após o motor já ter partido e por fim estar recebendo a plena tensão da rede. como ocorre em partidas diretas. Os soft-starters são equipamentos de eletrônica de potência compostas de pontes tiristorizadas (SCRs na configuração antiparalelo acionadas por uma placa eletrônica) que atuam como chaves de partida estática. constituído por seis SCRs. devido à eliminação de choques mecânicos. na qual. evitar picos de corrente e ainda incorporar parada suave e proteções. Operam com a tecnologia chamada by-pass. variando o ângulo de disparo dos mesmos e consequentemente variando a tensão eficaz aplicada ao motor. de forma a não provocar decaídas no valor da tensão elétrica bruscas na rede de alimentação. soft-starters e servos conversores. chave compensadora ou partida direta. Seu uso é comum em bombas centrífugas. um contator. podendo assim controlar a corrente de partida do motor. ventiladores. limitar a corrente de partida. Tem a vantagem de não provocar trancos no sistema. passando a fluir pelo . A corrente do motor deixa então de fluir pelos tiristores. cujos contatos NA trabalham em paralelo com o arranjo de tiristores é acionado.13 conversores CA/C. conversores de frequência (inversores). Estas chaves contribuem para a redução dos esforços sobre acoplamentos e dispositivos de transmissão durante as partidas e para o aumento da vida útil do motor e equipamentos mecânicos da máquina acionada. sendo muito utilizada em sistemas de refrigeração e em bombeamento. A soft-starter controla a tensão sobre o motor através do circuito de potência. a fim de controlar a corrente de partida da máquina. Os soft-starters atuam também na rampa de desaceleração. proporcionando uma "partida suave" (soft start em inglês). Também contribui para a economia de energia. e motores de elevada potência cuja aplicação não exija a variação de velocidade. nas paradas da máquina e ainda na proteção elétrica do motor. projetadas para regular a rampa de aceleração nas partidas de motores de indução trifásicos (motor de corrente alternada do tipo gaiola).

No entanto tais características vantajosas não se devem apenas ao servo conversor em si. usualmente do tipo DSP (Digital Sinal Processor). • Rotor com núcleo vazado (parte do material do núcleo do rotor é removida. Os conversores de frequência mais antigos (anteriores a 2000) possuem um controlador baseado em técnica escalar de controle. tirando vantagem da versatilidade. sendo possível. acrescentando elevada performance dinâmica e robustez. os servos motores possuem características especiais: • Rotor com imãs permanentes (semelhante a um motor CA síncrono). que permitem. com o objetivo de reduzir a massa. além de uma regulação de velocidade mais precisa. inclusive que o motor desenvolva um elevado torque mesmo em velocidade zero (com o uso de um encoder incremental como sensor de velocidade). Já os conversores de frequência modernos possuem um controlador baseado em técnica vetorial de controle. a regulação do torque e a operação em velocidades extremamente baixas. Já os Servos Conversores são equipamentos para utilização em aplicações industriais onde se necessita ir além das características dos conversores de frequência. precisão na regulação de velocidade e permitem ainda que se faça posicionamentos precisos (o que não é possível com os conversores de frequência). evitando danos por sobreaquecimento dos tiristores. baixo consumo e baixo custo deste tipo de componente. reduzindo consequentemente o momento de inércia). Diagrama de Blocos Típico de um soft-starter Os Conversores de Frequência (Inversores) são equipamentos destinados a permitir a variação e a regulação de velocidade de motores elétricos de indução trifásicos padrão. O circuito de controle de um soft-starter emprega um microcontrolador ou um microprocessador. Diferentes de um motor de indução trifásico de gaiola curto-circuitada. mas principalmente ao servo motor (o servo conversor e o servo motor formam um conjunto denominado “servo sistema”). .14 contator. Possibilitam controle de torque.

Aplicações típicas da Eletrônica de potência Um aspecto importante da utilização da Eletrônica de Potência é a conservação de energia elétrica (eficiência energética). • São dotados de um sensor de velocidade e posição do tipo eletromagnético. O custo da implantação de controladores eletrônicos de velocidade numa indústria pode ser rapidamente compensado pela própria economia no consumo de energia elétrica. Atualmente. denominado “resolver”. de alta robustez. Diversos estudos mostram que através do controle de velocidade de motores elétricos com conversores estáticos é possível economizar até 30% da energia gasta em vários tipos de acionamentos de motores elétricos. conversores de frequência e servos conversores são equipamentos de eletrônica de potência que integram sistemas que contribuem para o aumento da qualidade e produtividade. a utilização da Eletrônica de Potência não se restringe apenas às aplicações da automação industrial e acionamento de motores. Outro aspecto relevante da aplicação da Eletrônica de Potência é a redução dos impactos ambientais associados à produção e utilização de energia.15 • Estator dotado de enrolamentos especiais (que os tornam impróprios para serem ligados diretamente a uma rede CA trifásica de 60Hz). Um certo estudo mostra ainda que deste modo pode-se economizar até cerca de 1% do capital necessário para a expansão da capacidade de geração no Brasil para a próxima década. que se encontra integrado à carcaça do servo motor. criado em 1985 pela Eletrobrás e encampado em 1992 pelo Governo Federal. No entanto. A aplicação de variadores de velocidade estáticos é uma prática recomendada pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL). tem-se falado bastante a respeito de fontes de energia . Soft-starters. O espectro de aplicações é tão amplo que vai desde simples aplicações residenciais tais como "dimmers" de uso doméstico até sistemas de transmissão de energia elétrica de alta potência de corrente contínua e de corrente alternada como CCAT (HVDC) e FACTS.

• O conservadorismo de algumas empresas nacionais. A utilização de conversores estáticos em veículos de transporte elétricos também ajuda a reduzir a emissão de gases poluentes. O engenheiro que aplica esta tecnologia. usinas maremotrizes. é necessário algum tipo de conversor eletrônico de potência. Para acoplar fontes como as mencionadas acima ao sistema elétrico. tem-se a expectativa de uma ampla difusão do uso de equipamentos eletrônicos de potência. contribuindo para o esforço global de preservação ambiental.16 ambientalmente "limpas". Há vários fatores que contribuem para esta situação. por outro lado seu uso acarreta também alguns efeitos colaterais. como células combustíveis. células fotovoltaicas. mas é o preço que se tem que pagar pelos benefícios proporcionados pela Eletrônica de Potência. Se por um lado a Eletrônica de Potência oferece vantagens. Em vista das vantagens proporcionadas pela Eletrônica de Potência. como em outros países em desenvolvimento. • A pouca difusão do conhecimento das vantagens associadas às aplicações da Eletrônica de Potência. ambas constante. Produção de harmônicos e EMI/EMC são aspectos muito preocupantes. tensão alternada de amplitude de tensão e de frequência. resultantes da produção indesejável de harmônicos e EMI/EMC pelos conversores estáticos. Muitas destas fontes não são capazes de produzir energia na forma usualmente requerida pelo sistema elétrico. que relutam em absorver inovações tecnológicas. seja ele usuário ou . • A falta de normalização para o setor. apesar do crescente aumento. dentre os quais se destacam: • O alto investimento atualmente requerido para implantação de sistemas eletrônicos de potência. o uso de equipamentos eletrônicos de potência ainda é pouco difundido. No Brasil. Nos países desenvolvidos isto é de fato verificado. energia eólica. o que ocasiona na produção e comercialização de equipamentos de qualidade inferior e diminui a confiança dos usuários na Eletrônica de Potência. ou seja. etc.

têm sido importantes no posicionamento dos acionamentos de corrente contínua em muitos setores industriais: • Acionamentos de máquinas de impressão. • Ampla faixa de rotações para potência constante. Conversores CA/CC São conversores estáticos destinados ao acionamento controlado de motores CC. Apesar da contínua decadência deste tipo de tecnologia. tem que ter um bom conhecimento destes efeitos parasitas a fim de contorná-los adequadamente. • Torque máximo.17 projetista. • Alto torque de partida. sendo que esta tecnologia se mostra como a solução mais viável técnica e economicamente. . Um bom número de fatores técnicos e comerciais continuam a ser tão importantes hoje como no passado para o emprego de conversores CA/CC em muitos setores da indústria. • Acionamentos de elevadores e teleféricos. dependendo da aplicação. mesmo em baixas rotações. facilidade de manuseio e resposta operacional. Eles têm também muitas vantagens em termos de confiabilidade. devido aos seguintes fatores: • Grande precisão de regulação de velocidade. • Ciclo contínuo. Em termos de sucesso de aplicações. mesmo em baixas rotações. em certos casos os conversores CA/CC e os motores C ainda são economicamente a melhor solução. • Confiabilidade. • Indústria de Plástico e Borracha. • Permite a operação em 4-quadrantes com baixo custo. • Translação e elevação de cargas. • Indústria de Papel.

para controlar através de módulos de entrada e saída (digital e analógica) diversos tipos de máquinas e processos. turbinas e caixas de câmbio. • • 1976 a 1981: Controle de posicionamento e comunicação entre CLP’s 1981 a 1985: Comunicação em rede com periféricos inteligentes (remotas) e redundância de CPU’s . 2. temporização. Histórico / Evolução: • • 1968 a 1971: Substituição da lógica eletro-mecânica por semicondutores 1971 a 1976: Utilização de processadores e memórias: substituição de contadores e temporizadores. cálculos aritméticos. • Máquinas de carga para estações de testes de motores.18 • Acionamentos de tesouras em Indústria Siderúrgica.3 Controladores lógicos programáveis (CLPs) Figura 4:CLP Definição: • É um equipamento digital que usa memória programável para armazenar instruções que implementam funções como: lógica. impressão de relatórios. • Acionamentos de forno de cimento. controle em malha fechada. • Acionamentos de blocos de laminadores. contagem e operações aritméticas. sequenciamento.

Facilmente reprogramado sem a necessidade de interromper o processo produtivo (programação on-line). transferindo os dados ao equipamento controlável através dos módulos de saída. pelo fato de não serem geradores de faiscamentos. de um programa que realiza continuamente um ciclo de varredura. Princípio de funcionamento: • Execução. b) Execução das instruções do programa c) Atualização das saídas. Modularidade que permite uma montagem correspondente à necessidade da máquina ou processo. Fácil diagnóstico de funcionamento ainda em fase de projeto do sistema e/ou reparos que venham a ocorrer em sua operação. controle por sistemas supervisórios. Baixo consumo de energia. Características do CLP: • • • • • • • • • • • Um mesmo equipamento pode ser utilizado em diversas aplicações. Flexibilidade da expansão do número de entradas e saídas a serem controladas. Operam com reduzido grau de proteção. Start-up rápido que evita a necessidade de alteração de ligações físicas em caso de alteração da lógica de comando da máquina ou processo. Capacidade de se comunicar com diversos outros equipamentos. Maior confiabilidade pela menor incidência de defeitos. com os seguintes passos: a) Obtenção dos dados dos vários módulos de entrada. por parte da CPU. . Pode ser instalado em cabines reduzidas devido ao pequeno espaço físico exigido.19 • Após 1985: Acesso via Interface Homem-Máquina (IHM).

geração de energia. bebidas. sistemas de segurança. . em sistemas de controle predial de ar condicionado.20 Varredura ou “Scan”: INÍCIO / ENERGIZAÇÃO LIMPEZA DE MEMÓRIA IMAGEM. engarrafamento. automotiva. linhas de pintura e sistemas de tratamento de água. usinagem. enlatamento. montagem automatizada. TESTES E ROTINAS DE INICIALIZAÇÃO LEITURA DAS ENTRADAS E ATUALIZAÇÃO DA MEMÓRIA IMAGEM DE ENTRADA PROCESSAMENTO DAS INSTRUÇÕES DO PROGRAMA USUÁRIO ATUALIZAÇÃO DAS SAÍDAS VINCULADAS A MEMÓRIA IMAGEM DE SAÍDA Aplicações: • • • • • • Painéis sequenciais de intertravamento Controle de malhas Sistemas SCADA Sistemas de controle de estações Sistemas de controle de células da manufatura Processos de: empacotamento. existentes em indústrias de alimentos. transporte e manuseio de materiais.

têxtil. executa a lógica do programa usuário e coloca o resultado na unidade de saída • Unidade fonte de alimentação: adequa a energia elétrica para o funcionamento do conjunto CLP . Componentes de um CLP: • • • • • • • • Fonte de alimentação CPU Memória Módulos de entrada e saída Linguagens de programação Dispositivos de programação Módulos de comunicação Racks Figura 5: Componentes do CLP Unidades Básicas: • • • Unidade de entrada: recebe sinais elétricos da máquina ou processo e compatibiliza com o circuito eletrônico do CLP Unidade de saída: recebe os sinais processados pelo CLP e disponibiliza um sinal elétrico para utilização na máquina ou processo Unidade de processamento: é o cérebro do CLP. papel e celulose. administra todas suas funções e recebe os sinais da unidade de entrada.21 química. farmacêutica e siderúrgica/ metalúrgica. plásticos.

antes do CLP Figura 7: Comando de um gerador. fios de cobre. as redes de comunicação . realizando troca de dados que podem ocorrer através de meio físico. por exemplo. fibras óticas. depois do CLP 2. micro-ondas. devido a grande quantidade de informação que são usadas em diversas aplicações.22 Figura 6: Comando de um gerador.4 Redes Industriais Redes industriais são estruturas de comunicação digital que permitem trocas de informações entre diferentes componentes industriais tais como CLP’s (controladores lógicos programáveis) e sistemas supervisórios. cabos coaxiais e satélites. A necessidade das indústrias em interligar os computadores e CLP’s gerou o surgimento das redes industriais.

PLC. mas distribuída em uma rede desde o chão de fábrica até os níveis mais superiores da gerência. que podem ser utilizados nos mais diversos níveis do processo industrial. uma série de derivações do Profibus. Por isso. mais adequada para o chão de fábrica. O Profibus tornou. Sendo assim. Surgiu então.23 são muito importante para as empresas que precisam disponibilizar os dados adquiridos para o sistema em tempo real. as empresas passaram a investir cada vez mais em sistemas que fossem capazes de gerenciar. este conceito traz a ideia de que a informação não está apenas armazenada num único membro do processo como. controlar e proteger as redes industriais. espectro largo de volume de informação trocada. Por volta de 1990 grande parte dos sistemas industriais já utilizavam protocolos profibus para comunicação. onde o volume há grande quantidade de informações e necessidade de uma alta velocidade de comunicação. ele pertence a um grupo de protocolos que compartilha um conceito chamado “fieldbus”. é necessária a utilização de sistemas de comunicação capazes de suportar requisitos típicos das suas aplicações: ambientes hostis. . supervisionar. Protocolos Profibus Em 1986 surgiu uma corrente europeia com o propósito de criar meios comuns de troca de informações entre equipamentos devido a necessidade de padronização da comunicação entre máquinas do processo industrial. o que gera a constante busca por novas técnicas e meios de estabelecer essa comunicação que conseguissem aumentar a agilidade e a eficiência. São eles: O Profibus DP (Periferia Distribuída de I/Os): foi a primeira versão criada. Desta forma foi possível a comunicação entre diversos dispositivos tais como CNC. PC.se uma das plataformas mais abertas do mundo. interferências eletromagnéticas. a utilização destas redes de supervisão e controle baseadas em protocolos de comunicação digital vem crescendo de forma significativa em ambientes industriais.

trazendo economia de tempo de instalação e cabos. foi desenvolvida pela Xerox no centro de pesquisa Palo Alto Research Center.asp) Ethernet TCP/IP A Ethernet é a rede utilizada mundialmente para redes de PC’s. sua performance é semelhante ao DP. Figura 8:(disponível em: http://www. seu crescimento aconteceu da seguinte forma: 1979: desenvolvimento das normas pelo consórcio DIX 1980: especificação da Ethernet 10Mbps 1982: norma Ethernet 802. uma de suas características é que os dados podem trafegar pela mesma linha física da alimentação DC. capaz de suportar o volume de dados até o nível gerencial.24 Já o Profibus FMS (Field Message Specification): é uma evolução do Profibus DP e é voltado para comunicação a nível de células (nível onde se encontram os PLCs).smar.com/brasil/profibus.3 1993: especificação da Ethernet 100Mbps . Há também o Profibus PA (Process Automation): é a versão mais moderna do Profibus. Surgiu em 1973. atualmente é uma das redes com maior crescimento no setor da indústria.

htm) Aplicação Estes protocolos serão aplicados em um sistema de sincronismo de gerador. .0 Pode ser aplicada em qualquer situação que necessite de: redes entre PLC’s e sistemas de supervisão e interligação aos sistemas IT.25 1996: uso generalizado da Ethernet 100Mbps 1998: normalização Gigabit Ethernet Normas aplicáveis : IEEE 802.3 e DIX v2. ganhando desempenho e baixo custo da comunicação com os PC´s tornou a Ethernet ativa nas indústrias. Figura 9:(Disponível em: http://devio. e também em outros equipamentos variadores de velocidade.us/~cooler/artigo_socket_em_C/redes/tcp. Em uma fábrica o tempo é extremamente importante e deve haver comunicação em tempo real. fazendo a comunicação entre o CLP e o sistema supervisório realizando a comutação da rede elétrica da concessionaria para o gerador a diesel. e até sensores. Sua utilização está crescendo em aplicações de entradas/saídas descentralizadas.

como a armadura do gerador CC. Sem o retificador a corrente passa a circular num sentido durante 180º e em outro . Figura 10: Principio de funcionamento do gerador de corrente alternada Aspectos construtivos : Um gerador CA possui um rotor bobinado. cuja industrialização está presente. viver sem a energia elétrica fornecida por essas máquinas. que chega ás nossas casas. que nos serve diariamente. mas sem o comutador que é o retificador mecânico do gerador CC. Na figura abaixo podemos observar o princípio de funcionamento do gerador CA.1 Geradores CA Os geradores de corrente alternada são os responsáveis pela geração da energia elétrica que movimenta o País.5.5 Máquinas elétricas 2.26 2. É difícil imaginar um país no mundo.

Figura 11:Gerador de corrente alternada . O detalhe desses anéis é que são completamente diferentes de um comutador. Num gerador aplica-se um dos fundamentos do eletromagnetismo em que temos uma bobina movimentada dentro de um campo magnético ou o contrário. que produz o campo magnético. em que o elemento excitador. utilizam-se anéis fixos ao eixo do rotor que. através de escovas.27 sentido nos outros 180º de uma rotação do eixo. ao girar. têm contato com terminais externos. em que se aplica tensão de excitação ao rotor e este. possibilitando o surgimento de tensão induzida nessas bobinas. Portanto. o rotor bobinado pode girar dentro de um campo magnético que normalmente é produzido pela excitação de bobinas montadas no estator da máquina ou o mais comum. O contato de cada anel com sua respectiva escova é contínuo e o número de anéis equivalem ao número de fases geradas ou. faz com que o campo magnético criado nele corte as bobinas do estator. Para conectar a parte girante do gerador ao meio externo. gira e colhemos a tensão induzida nas bobinas da parte fixa no estator da máquina. existem dois anéis para conexão do dispositivo e do negativo da fonte de excitação. no caso de excitação no rotor (mais utilizado).

girando sob uma ação de fonte externa. 60 hz.28 Funcionamento O funcionamento eletromagnético do gerador CA difere pouco do gerador CC. Para cada bobina temos uma tensão gerada independente e entre as tensões uma defasagem de 120º. A resultante é zero. Esse ciclo se repete. . de posição angular igual a 90º. a maior a tensão induzida. Vamos a um exemplo ilustrativo em que temos a tensão gerada na parte fixa do gerador (bobina estator). o ponteiro se em direção ao máximo negativo. A tensão de pico. na rede elétrica. 360º. que é retificada logo em seguida. portanto o pico da tensão gerada ocorre nos polos do imã. 60 vezes por segundo. atingindo o pico com o polo sul do eletroímã à frente da bobina. por exemplo. a corrente induzida terá sentidos diferentes para os dois polos e. dirigindo-se ao pico positivo com a aproximação do polo norte. tem-se a tensão indicada no galvanômetro saindo do 0. que pode ser um motor diesel. com a aproximação do polo sul. Num voltímetro convencional a tensão medida é a tensão eficaz. Encontramos geradores em veículos automotivos produzindo tensão CA. é a tensão eficaz multiplicada por raiz de 2. Há um eletroímã. O gerador CA também é conhecido como alternador. por exemplo. tanto positiva como negativa. por exemplo 220 Vef. trabalha três ciclos distintos. temos as tensões negativas de S e T somadas e subtraídas da tensão em R. e cujas linhas de campo atingem a bobina fixa no estator. Quanto maior a densidade magnética. Como os polos magnéticos têm os sentidos das linhas de campo diferentes. consequentemente. para manterá carga da bateria do automóvel. Continuando a rotação. a tensão medida tem polaridade diferente. excitado por fonte CC. Se medirmos a tensão gerada em quaisquer das bobinas individualmente. e com bobinas posicionadas a cada 120º. A diferença está na corrente elétrica gerada e seu sentido devido à ausência do comutador. Numa rotação completa. sendo a resultante instantânea dos três igual a zero. teremos uma tensão eficaz. o retorno do ponteiro ao 0. para uma rotação da bobina de 3600 rpm. O gerador trifásico aproveita melhor os 360º de uma rotação. No instante de T.

quanto maior a corrente absorvida pela carga. Por isso. O problema é que para utilizar esse gerador. que aproveitam a força das águas para movimentar as turbinas e o rotor do gerador preso a ela. tirar proveito máximo da energia mecânica aplicada à turbina torna-se essencial para eficiência do sistema de geração. que calculada seria 220 Vef vezes raiz de 2. para manter o mesmo padrão de tensão e fornecer a potência exigida. seria preciso levar os seis condutores. portanto circula certa corrente no neutro. o gerador sofre queda de tensão e exige maior potência da máquina que fornece força motriz. Em uma aplicação prática é quase impossível ter um equilíbrio perfeito entre as fases. formando um condutor neutro. possibilitamos um caminho fácil para essa corrente em relação ao terra. As bobinas também podem ser ligadas em triângulo.29 Com um osciloscópio. mas na prática. já que no Brasil a maior parte da energia gerada provém de hidrelétricas. Num gerador a diesel. dois de cada bobina. em tempos de seca. Normalmente é preso ao eixo da turbina do gerador um gerador CC autoexcitado que provê a tensão de excitação ao gerador. Uma parte fundamental de uma máquina geradora é a sua excitação. mas temos apenas 220v de tensão de linha e a tensão de fase é igual a de linha. quanto mais consumimos energia. maior deve ser o torque para rotacionar o motor do gerador e maior o consumo de diesel. . Em laboratório utiliza-se uma fonte de corrente contínua para fornecer a tensão de excitação. Normalmente os geradores a diesel possuem um sistema automatizado que monitora e controla a corrente de excitação e a aceleração da máquina motriz. pode-se medir a tensão de pico da onda. aumentam os programas educacionais que trabalham o uso racional da energia. Sob circunstância extrema de carga. Aterrando o neutro. Foi então que alguém observou que em qualquer instante a soma das três fases resulta 0 e que três pontas de cada bobina poderiam ser unidas. mais água é utilizada para manter a rotação nas turbinas. Em uma hidrelétrica. até as cargas.

Um gerador CC. No gerador CC. A bobina. tipos de ligação. sob ação de uma força. girar dentro do campo. maior o nível da tensão gerada. A tensão gerada no 1º estagio é 0v . motor. ou gerar energia elétrica CC a partir de uma certa força mecânica rotativa. Esse campo magnético corta as espiras do enrolamento da armadura (ou vice-versa) quando ele.30 2. gerador.2 Gerador CC A maquina corrente continua pode produzir força mecânica rotativa. armadura e comutador. cortada pelas linhas de campo. especificamente a lei do eletromagnetismo que trata da diferença de potencial resultante nas extremidades de um condutor pela sua ação dentro de um campo magnético. Princípio de funcionamento O processo de geração de energia esta ligado aos fenômenos eletromagnéticos. mas conforme a bobina vai assumindo uma posição mais próxima ao paralelismo com as linhas do campo. Ao aplicarmos força mecânica a manivela. necessita-se determinar o sentido da corrente . Iremos abordar as principais características do gerador e. rotacionamos a bobina que. vantagens e desvantagens de cada uma. que resulta em ddp que é levada ao meio externo peto conjunto de escovas mais comutador. como o motor CC. recebe o nome de tensão de excitação. Campo magnético mais espira em movimento resultam em indução eletromagnética. produz uma diferença de potencial em seus terminais.5. No momento em que passa a existir uma ddp entre as escovas e existe uma carga ligada a essas escovas. Pelo fato de essa tensão dar origem ao campo magnético do estator. inicia um giro no sentido anti-horário. possui três componentes principais: enrolamento de estator. o enrolamento do estator é alimentado com tensão CC para produzir um campo magnético fixo. por ação mecânica.

cortam esse campo gerado e induzem nessas bobinas uma tensão. aumenta a tensão induzida. Aumentar a rotação mecânica aplicada a maquina. sendo fornecida na saída uma tensão continua pulsante.31 que percorre a carga. Existe diferença entre o gerador que funciona a vazio e com carga. Como terceiro estagio observa-se o valor máximo de tensão alcançado quando a bobina está totalmente imersa no campo. sendo excitação independente e a auto excitação. que neste caso funciona como um retificador mecânico. Ao aplicar uma carga ao gerador. a maquina que fornece potencia mecânica ao gerador deve aumentar o torque aplicado e/ou devemos aumentar a tensão de excitação. Continua porque a corrente. produzindo campo magnético fixo. Consideraremos excitação independente a alimentação da bobina de campo para tensão CC externa. temos corrente circulando e. Se dobrar a velocidade. Para suprir essa queda. circula sempre em um mesmo sentido. Como dito anteriormente. Vamos tratar do gerador de campo shunt. . queda de tensão gerada. consequentemente. Para que e1e opere adequadamente. o gerador de campo shunt é o que mais se aproxima do que foi abordado sobre geradores até agora. sob ação de força mecânica externa. se aumentar em 10% a excitação aumenta-se também a tensão induzida. As bobinas da armadura. apesar de oscilar entre 0 e um máximo. é necessária uma fonte externa para excitar o enrolamento shunt. Essa tarefa é responsabilidade do comutador. Existem dois modos para aumentar a tensão gerada: 1) 2) Aumentar o campo magnético fixo. Excitação de campo shunt Existem dois modos de produzir o campo magnético fixo no estator. aumentando a frequência dos pulsos e a tensão media. Esses estágios são repetidos sucessivamente. essa tensão tem relação com a velocidade aplicada a armadura e a intensidade de campo fixo produzida pela excitação.

a tensão de saída ate o limite em que haja saturação do campo e as perdas no circuito armadura enrolamento serie atinjam valores inadequados. Mesmo que as bobinas de campo do estator não tenham alimentação. Tipos de geradores CC auto excitados Além dos geradores com excitação independente existem os geradores auto excitados. Sem corrente no campo serie não existe excitação. se não tivermos carga conectada. portanto nenhuma oposição a rotação impressa pela força mecânica. No gerador autoexcitado não necessitamos de fonte externa para gerar o campo no estator. Se uma carga é conectada a armadura. sem excitação não temos tensão induzida. consequentemente. Os geradores shunt autoexcitado e compound são exemplos.32 Sem carga conectada a armadura. a corrente no circuito é baixa e o fluxo do campo magnético também é fraco. mas suficiente para gerar a tensão de auto excitação inicial. Esta clara a dependência desse gerador com relação a carga. interagindo com o campo fixo. não temos tensão gerada. que é realimentado pela própria tensão gerada na armadura. temos um magnetismo residual no estator. Quando há uma carga com alta resistência. Reduzindo a resistência de carga. mas nenhuma corrente flui nela. A energia para gerar o campo vem da própria tensão gerada nos terminais de saída da armadura. O gerador shunt autoexcitado tem uma regulação de tensão deficiente por ser totalmente dependente do fluxo no campo shunt. Isso se deve ao fato de a armadura estar ligada em serie com o enrolamento serie e os dois em serie com a carga. criando uma força resistente à força mecânica externa. Se houver um aumento na corrente de . não há corrente circulando pelo circuito. Em outras palavras. uma corrente flui na armadura e um novo campo surge. O gerador CC serie tem uma característica peculiar: ele precisa da carga para trabalhar. como em toda maquina eletromagnética. temos tensão em seus terminais. consequentemente a tensão gerada é pequena. A maquina responsável pela força mecânica deve suprir essa nova necessidade de torque para evitar queda de tensão gerada ou deve-se aumentar a intensidade do campo fixo. produzindo um campo magnético residual fraco. elevamos a corrente e. Se não houver carga.

vigiando a tensão de saída e atuando no campo shunt. aumentando a tensão para o shunt. Se a tensão de saída.33 carga. a excitação do campo shunt também decresce. Uma simples inversão na ligação do shunt pode corrigir esse eventual problema. a tensão sem carga é maior que a tensão com carga (undercompounded). temos o compound cumulativo. é necessário que o magnetismo residual seja somado ao campo magnético que será criado no enrolamento shunt. Se o enrolamento serie possui poucas espiras. Essa ação é reação são contínuas. Ajustes automáticos podem ser instalados. portanto depende da polaridade do campo shunt. temos o compound diferencial. O número de espiras do enrolamento serie da ao gerador compound características especiais. Quando há os dois fluxos. O magnetismo residual. o que favorece ainda mais a queda na tensão de saída. temos um gerador em que a tensão de saída é maior a plena carga do que sem carga (overcompounded). tensão na armadura. Ele é responsável pelo pequeno fluxo inicial cortado pelas bobinas da armadura. produzindo um fluxo maior. torna-se agora peça fundamental. até que a tensão atingida nos terminais da armadura seja suficiente para manter a excitação exigida para sustentação do nível desejado de tensão de saída. Se os dois fluxos estão em sentidos opostos. Para que esse fenômeno ocorra satisfatoriamente. A situação . Se o campo shunt estiver em oposição ao magnetismo residual. depois pelas perdas internas no cobre que aumentam com o aumento da corrente. se em oposição ou adição. primeiro a própria reação entre campos da armadura e o campo fixo . desde que esse valor já não esteja no máximo. ignorado nos geradores com excitação independente. Tudo depende de como o enrolamento serie é ligado com relação ao shunt. pode anula-lo. determinada pela ligação do enrolamento à armadura. o que aumenta a tensão de saída. O gerador compound autoexcitado pode ser montado como compound diferencial ou cumulativo. Pode-se compensar essa queda na tensão com ajustes no reostato do campo shunt. Se o enrolamento serie possui muitas espiras. decresce. do campo serie e do campo shunt em adição. a tensão de armadura e na carga decrescem por dois motivos. Uma pequena tensão é induzida nas bobinas da armadura que realimentam a corrente no enrolamento shunt.

automóveis e até em submarinos para recarregar as baterias dos motores CC de propulsão. por dependerem apenas de si mesmos. mas limitamos a ação sobre o gerador. O inconveniente é que temos um outro dispositivo separado do motor que exige atenção a fonte de excitação. da tensão na carga (regulação de tensão). Os geradores auto excitados. com o gerador em mãos e seu manual disponível. tornamse soluções melhores em algumas aplicações. Devido a dependência da carga. Encontramos geradores CC em navios. o gerador serie é uma escolha não recomendada para servir como fonte CC por sua regulação ruim. melhorando a regulação. barcos. O gerador serie tem aplicação extremamente técnica. o gerador serie tem sido utilizado.34 intermediaria seria a ideal. A questão é definir tecnicamente. mas a mesma corrente de carga em ac1ive eleva a corrente no enrolamento serie e o campo serie aumenta. Aplicações dos geradores CC Geradores CC são utilizados quando necessitamos de corrente continua a partir de força mecânica. se a corrente de carga aumenta. em sistemas de distribuição CC como um buster de tensão de linha. Quando conectado como compound cumulativo. bicicletas. que pode ser um conjunto de baterias. Essa interação garante uma variação pequena. Esse é o caso de dínamos e geradores CC embarcados. portanto. . quando não irrisória. Os geradores de excitação independente normalmente são utilizados quando o gerador deve responder rapidamente e com certa precisão a um controle externo de aumento ou redução da tensão de saída ou quando se deseja um range considerável da tensão de saída. que tipo de instalação e ligação providenciar para ele para o melhor aproveitamento dentro da aplicação. pois temos apenas controle parcial do campo de excitação. Não havendo fonte externa para excitação do campo. em que o enrolamento serie prove uma situação em que as tensões com carga e sem carga são iguais (flatcompounded). a corrente através do campo shunt diminui. diminuindo o campo shunt. obtêm-se redução considerável dos custos de manutenção.

eles estarão sujeitos a paralisações em casos de cortes de fornecimento de energia. Sendo assim temos: -Sistema de Energia Elétrica Normal: Trata-se da energia fornecida pela Concessionária Local.1 O papel da energia elétrica nos hospitais Dentro do sistema elétrico no ambiente hospitalar. ruídos. portanto. equipamentos e instalações de uso não específico). de pouco tempo de interrupção quando da falta da energia normal da Concessionária. quando da falta de energia elétrica da Concessionária ou anormalidades externas. porém.35 3 ESTUDO DE CASO 3. transientes e etc. utilizada para aplicações de baixa responsabilidade. a energia é classificada conforme a sua característica de fonte de fornecimento e. As cargas elétricas ligadas neste tipo de energia ficam condicionadas somente ao fornecimento da Concessionária. -Sistema de Energia Elétrica de Emergência: Em condições normais de fornecimento pela Concessionária de energia. com influência de agentes externos ao sistema elétrico do hospital. conforme as normas aplicáveis. Tomadas de uso geral. sem nenhum tipo de tratamento ou condicionamento. Assim. distorções. bem como sujeitos a toda e qualquer perturbação que o sistema elétrico externo ao hospital possa apresentar. o sistema de emergência será alimentado por Grupos Motores Geradores (GMG’s) que entram automaticamente em funcionamento em até 15 segundos. isto é. de acordo com a confiabilidade do seu sistema de suporte. sua utilização concentra em: . quer sejam no nível assistencial. as instalações e equipamentos por ela alimentados. tais como: harmônicas. Este tipo de energia é utilizado em áreas de grande responsabilidade nas atividades hospitalares. quer seja no nível de segurança destas atividades e das pessoas que dela se utilizam. isto é. Por possuir esta característica. sendo: (Iluminação. esta classificação se comporta com os mesmos fatores que a energia normal.

• Sistemas de CFTV. Hemodiálise e outros. cada tipo de área. etc.Setores de Emergência. etc.). que podem suportar um breve intervalo de falta de energia elétrica. portanto. • Laboratório – Equipamentos Interfaceados. • Salas de Emergência. • CPD/Datacenter. • Todos os setores que possuem equipamentos de apoio a vida. Postos de Enfermagem. sem que. • Pronto Socorro . Sendo assim. porém de uso específico. • UTI’s. quando esta estiver restabelecida. faz-se necessário definir no projeto como identificá-las durante uma nova instalação. • Iluminação de suporte (corredores. enfermarias. • Instalações especiais tais como: Pronto Socorro. e pronto socorro. quartos. • Central de Segurança. • Sistema de Detecção de Incêndio. • Suportar todas as cargas críticas ligadas no Sistema No-Break. salas.36 • Equipamentos específicos operacionais. contudo percam suas características operacionais. • Elevadores que atendem centro cirúrgico. • RPA/RPO (Recuperação pós Anestésica/Operatória).). • Rede de Computadores (Switches / Vo_IP). • Setores que possuem procedimentos invasivos. • Postos de Trabalho de Informática vitais as atividades do hospital (Internação. equipamento ou até departamento pode possuir um ou mais tipos de energia elétrica com tratamento diferenciado pela sua característica de fonte. • Tomadas de equipamentos importantes. • Outros ambientes de aplicações especiais. Centro de Diagnóstico. UTI´s. Farmácias. • Setores de Diagnóstico por Imagem para os equipamentos de processamento e comando. • Centro Cirúrgico. preparando os sistemas elétricos .

levam a crer na piora do quadro atual (apagões). a instabilidade do sistema elétrico. tudo para que estas cargas não gerem interferências nos sistemas elétricos que suportam as demais cargas elétricas. Deve ser previsto atendimento diferenciado para as cargas deformantes do Hospital. 3. Para minimizar os efeitos causados pelos apagões. sem perspectivas de melhora no curto prazo. tais como motores. restabelecendo energia para as cargas críticas em até 15 segundos.37 para que no decorrer do tempo seja possível realizar ampliações. chegando a aproximados 50% da produção total de energia. reformas e também atividades de manutenção.2 Justificativa De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (2011) cerca de 40% do consumo de eletricidade no Brasil provém de edificações residenciais. conforme demonstrado nos anexos. . comerciais ou públicas. Raios-X. O país tende a manter um consumo crescente nesses setores devido à atual estabilidade econômica e as políticas de distribuição de renda. em conjunto com baixos investimentos no setor. foi desenvolvido um sistema supervisório para atender automaticamente a comutação entre a rede de fornecimento da concessionária local de energia elétrica e o grupo gerador. A alta instabilidade do sistema. destacamos: • Geração Stand By – Sistema de Geração em Emergência • Geração em horário de ponta – Paralelismo com a Concessionária Para atender as normas vigentes as organizações Hospitalares devem possuir a Geração Stand-By ou Sistema de Geração em Emergência. elevadores. Sistema de Geração e Co-Geração de Energia: Entre as modalidades para gerar energia de forma alternativa nos Hospitais. e até mesmo o paralelismo das redes.

38 3.3 Objetivo Elaborar uma lógica de programação em linguagem ladder para que o CLP possa realizar de forma eficiente as transferências de cargas consideradas prioritárias da concessionária para o grupo gerador e monitorado por um sistema supervisório. .

4. de modo que as tensões geradas pela carga sejam reduzidas a um nível seguro. Para se realizar a automatização deste processo é essencial que os parâmetros ou variáveis do sistema em estudo sejam medidos. Estas devem ser mantidas em uma fonte segura de energia e não podem sofrer oscilações da mesma. potências ativa. As principais variáveis medidas são tensão. Já o não sincronismo das cargas ocasiona uma interrupção momentânea no abastecimento de energia elétrica. O presente trabalho irá utilizar a transferência síncrona de cargas. os parâmetros de frequência. fase e tensão são iguais em ambos. antes da conexão a uma fonte energizada. Para isso é necessário que a unidade consumidora atenda a uma séria de exigências técnicas particulares a cada concessionária. reativa e aparente.1 Transdutor Multivariável A aquisição das variáveis elétricas será realizada através de um transdutor multivariável que mensura e calcula os parâmetros em redes trifásicas por meio de circuitos microprocessador. comparados e controlados. além de alterar os termos de contrato com a mesma. Quando os circuitos estão em sincronismo. Essas etapas serão descritas nos tópicos seguintes. corrente.39 4 PROJETO O grupo gerador pode atuar de forma síncrona ou assíncrona com a rede elétrica da concessionária. fator de . logo o circuito proposto realizará a transferência das cargas consideradas prioritárias para o grupo gerador e manterá as cargas não críticas conectadas a rede da concessionária. Equipamentos elétricos cuja interrupção do fornecimento de energia pode causar prejuízos aos mesmos ou aos seus usuários são considerados como cargas críticas ou cargas prioritárias. Isto permite que as transferências de cargas ocorram de forma simultânea.

O protocolo de comunicação de dados comumente utilizado é o Modbus – RTU que de acordo com ALFA Instrumentos (2004). . energia ativa e reativa (consumida e fornecida). demanda de corrente e de potência. A interface serial permite que o transdutor se comunique com o CLP e com o sistema de supervisão. O sinal de saída pode ser digital.40 potência. A Figura 12 exemplifica um medidor multivariável de grandezas elétricas O medidor de energia trifásico possui entradas em tensão e corrente com frequência de trabalho de 60 Hz. ou serial com interface RS 232 ou RS 485. analógico. ângulo de defasagem e frequência. permite a comunicação dos dispositivos dispostos na rede através de uma estrutura de mensagens compostas por bytes independente do tipo de rede utilizado.

No micro controlador PIC 16F877A os estados das portas é acessado diretamente em duas posições distintas da memória. pois se mostrou mais eficiente para a resolução do problema apresentado.2 Sincronismo do sinal Figura 13: Microprocessador Foi escolhido o micro controlador PIC 16F877A. Da mesma maneira. O módulo capture TIMER1 é utilizado para medir o tempo entre dois eventos ocorridos no específico. Quando um pino dessas portas é configurado como entrada. 4. pode-se alterar o seu estado. possibilita a transferência de carga automática da rede elétrica para o grupo gerador. ao ler o seu bit relacionado. escrevendo diretamente no bit relacionado. encontra-se diretamente o nível lógico aplicado a esse pino.3 Chaves de Transferência A chave de transferência. A Figura 14 ilustra o conceito básico da chave de transferência. . dependendo da configuração adotada para o modo de Capture. conhecida como chave reversora ou comutadora. Ela é considerada imprescindível em uma instalação na qual o grupo gerador é utilizado como fonte alternativa de energia. configurando um pino como saída. Esses eventos são.41 4. na verdade. transições positivas (bordas de subida) ou transições negativas (bordas de descidas) ocorridas nesse pino.

Por isso. manual até as mais sofisticadas construções. a não utilização desta chave pode provocar uma energização indevida da rede elétrica da concessionária. Exigida pelas concessionárias. colocando em risco as pessoas e as instalações. Na Figura 15 é apresentado um exemplo de diagrama de instalação do grupo gerador. Além disso. as chaves comutadoras de fonte são construídas de diversas formas e dotadas de recursos que vão desde o tipo faca. no qual utiliza uma chave reversora manual de três posições: 0 (desligada). Figura 15: Diagrama de Instalação do Grupo Gerador. queima de equipamentos e até mesmo possíveis incêndios. . I (Fonte 1) e II (Fonte 2).42 Figura 14: Ilustração do Conceito básico de uma chave de transferência. a chave de transferência evita a ligação simultânea de ambas as fontes.

a lógica de controle deste trabalho fica sob a responsabilidade do CLP. ou seja.4 Funcionamento do sistema (rede / gerador) Para o início da operação o Transdutor Multivariável que monitora a rede elétrica (tensão e frequência). 4. o CLP ficará responsável apenas por desenergizar a bobina do contator principal. será adotado o uso de contatores. o CLP acionará uma entrada para o mesmo fazer atuar uma de suas saídas com um nível lógico de tensão alto a fim de acionar a bobina do contato principal. A partir deste momento o CLP envia um sinal de saída para acionar a Chave de Transferência que transfere o sistema da rede da concessionária para o gerador (figura 16). pois ao reconhecer a necessidade da transferência. Figura 16: Lógica Ladder . Quando se desejar a devolução de cargas. Sendo assim. detecta a queda de tensão da concessionária e imediatamente envia um sinal digital para a entrada do CLP.43 Para compor o sistema de transferência deste trabalho. a transferência de cargas do grupo gerador para a rede.

-As fases das fontes geradoras (gerador e rede) devem estar na mesma sequência.4. -Os ângulos das fases devem ser iguais Uma das formas de verificarmos o sincronismo entre as fase é através do método das três lâmpadas que são conectadas entre os terminais da rede e gerador conforme figura 18. podemos ter uma diferença de potencial e uma corrente muita grande. pois geralmente estão defasadas e fora de sequência como mostra a figura 17 Figura 17:Fases não sincronizadas Caso o acoplamento seja feito em qualquer instante no gráfico acima.44 4. . as condições a seguir devem ser atendidas: -As tensões rms das linhas devem ser iguais. Para se conseguir um perfeito acoplamento entre as fases. antes de tudo é preciso fazer o sincronismo das fases do gerador com as fases da rede elétrica. ao fechar a chave de transferência passando pelo sistema que pode trazer danos ao grupo gerador.1 Sincronismo (gerador / rede) Para a transferência de cargas do gerador para a rede elétrica.

a ddp é zero. ou seja.45 Figura 18:Lâmpadas de verificação Para sabermos que as fases estão balanceadas e em sincronismo as três lâmpadas devem estar totalmente apagadas. ou seja. invertidas. . -Caso estejam em alta intensidade existe grande diferença entre as fases. -Caso estejam brilhando fracamente há uma pequena diferença de fase. -As lâmpadas piscando alternadamente existe uma diferença entre as frequências das fases. Caso a frequência esteja diferente devemos alterar a rotação do gerador. nesse momento podemos fazer a transferência entre gerador e rede. Na figura 19 existe o sincronismo entre as fases. -Caso a amplitude da onda da rede estiver maior do que a amplitude da onda do gerador devemos alterar a tensão aplicada nos anéis para gerar maior intensidade no campo magnético gerado.

46 Figura 19:Fases sincronizadas Depois que as fases foram sincronizadas o CLP retorna a chave de transferência para a rede novamente. Na figura 20 é possível observar o circuito em ladder. Figura 20:Lógica Ladder .

47 Figura 21:Imagem supervisório com energia fornecida por gerador Figura 22: Imagem supervisório com energia fornecida concessionária .

A situação mais segura é quando a Instituição possui um Sistema de Geração de Energia em Média Tensão (Usina de Energia) e Sistema de Geração em emergência em Baixa Tensão. fazendo às vezes a Instituição e seus principais executivos passarem por situações constrangedoras. gera falhas e defeitos inesperados. os Hospitais que estão preparados para enfrentar uma falta de energia prolongada (black-out). É fundamental acertar na concepção do projeto elétrico e posteriormente na fase da instalação. . são aqueles que possuem sistemas de Geração de Energia Contingentes. Vale ressaltar que o sistema elétrico quando não é bem concebido e implementado de forma inadequada. onde se devem utilizar equipamentos certificados e de alta qualidade.48 5 CONCLUSÃO Conforme o exposto acima. É importante estar cercado de bons profissionais com larga experiência para estas implementações.

br/geradores/PDF/ATS2. Ciência e Tecnologia Fluminense PEREIRA. 2003.49 6 BIBLIOGRAFIA http://www.MonografiaUniversidade Federal de Ouro Preto LÁILLY DE SOUZA MIRANDA THAÍS DA SILVA RIBEIRO. . J. Chaves de Transferência Automática.ebah. Disponível em: <http://www.pdf >.eng.joseclaudio.br/tecnologia-automacao-industrial Alberto Coutinho – Diretor Executivo de Projetos e Tecnologias da ELETEL Nogueira.Monografiainstituto Federal de Educação. Aquino e Marinho (2003) ROBSON LAGE FIGUEIREDO.com. C.

estas constantes mudanças prejudicam os equipamentos ao ponto dos eletricistas recomendarem o desligamento dos aparelhos de ar-condicionado para ter energia suficiente para os respiratórios”.50 7 ANEXOS 22/04/2013 10h45. Quem confirma a informação é o diretor do HGV. Segundo o diretor. a coordenadora da UTI. “A médica achou melhor suspender as cirurgias neurológicas que seriam realizadas hoje. Gilcilene AraújoDo G1 PI 1 comentário Cirurgias estão sendo suspensas no Hospital Getúlio Vargas em Teresina devido à oscilação de energia. duas cirurgias foram desmarcadas por conta do problema. mas foram suspensos por conta da falta de energia. Nosso medo é que algo mais . Contudo.Atualizado em 22/04/2013 10h55 Hospital Getúlio Vargas suspende cirurgias devido falta de energia Diretor diz que duas cirurgias foram desmarcadas por conta do problema. “Desde quarta-feira (17) por conta da falta de energia houve um problema com os quatro respiratórios da Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) e desde então. Segundo ele. suspendeu dois procedimentos neurológicos que deveriam ser realizados nesta segundafeira. já que os pacientes ao sair do centro cirúrgico passam o pósoperatório na Unidade de Tratamento Intensiva. todos os dias há uma oscilação na rede e nossos transformadores começam a funcionar. afirmou. Carlos Iglesias. nesta segunda-feira (22). Gilzelda Lemos Duarte. A central de esterilização é outro setor que está sendo afetado.

html COMISSÃO INVESTIGA FALTA DE GERADORES EM HOSPITAL NO DIA DO APAGÃO A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) vai investigar as empresas que estão prestando serviço de geração de energia emergencial aos hospitais públicos. “Vou chamar a empresa terceirizada responsável pelo fornecimento e manutenção do gerador de energia do hospital. no Palácio Tiradentes. Crea-RJ. Arquitetura e Agronomia do estado. já que o equipamento não funcionou em muitos hospitais da rede pública durante o apagão do último dia 10.51 grave aconteça quando um paciente estiver na UTI”. o diretor afirma que enviará um comunicado a Eletrobrás solicitando explicações e a regularização do fornecimento de energia. para prestar esclarecimentos da pane ocorrida e. é caso de responsabilidade criminal”. A central de esterilização é outro setor que está sendo afetado. afirmou o parlamentar. nesta terça-feira (24/11). deputado Átila Nunes (PSL). De acordo com o presidente da comissão. “Foi um . disse Carlos Iglesias.globo.com/pi/piaui/noticia/2013/04/hospital-getulio-vargas-suspensecirurgias-por-conta-da-falta-de-energia. que também pedirá à Secretaria estadual de Saúde a relação completa das empresas que fornecem o mesmo equipamento para outros hospitais públicos e analisará. se elas estão executando corretamente o serviço. http://g1. Amílton Costa. junto ao Conselho Regional de Engenharia. que teve o pai internado no hospital durante cinco dias. A decisão foi tomada em audiência pública da comissão. o Hospital Carlos Chagas registrou três mortes no período de 10h30 às 3h – mesmo horário do apagão que atingiu 18 estados brasileiros. denunciou à comissão que faltam aparelhos de tomógrafo no local. dessa forma. se for comprovado que estas mortes foram originadas pela falta de luz. O HGV é o maior hospital responsável pelas cirurgias de alta complexidade no Piauí.

naquela noite. Membro da comissão de óbitos do hospital e pediatra. mas ainda conseguimos reanimar alguns pacientes”. anunciou que encaminhará um pedido ao Ministério Público estadual para saber dos diretores dos hospitais públicos a relação completa dos óbitos ocorridos em suas unidades. ressaltou o parlamentar. O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro. a secretaria continua nos enviando pacientes que estão no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) sem ter onde ficar”. A cirurgiã Maria Rita dos Santos denunciou outros problemas do hospital. “Precisamos saber se a pane dos geradores de energia emergencial teve relação com estas mortes. . Mônica não quis dar detalhes dos relatórios. só adiantou que a questão da iluminação feita por celular não constava no boletim do hospital e ainda não tem informações sobre o que a instituição deverá fazer. Onildo Oliveira. deputado Wilson Cabral. relatou. afinal. disse que a empresa responsável pelo fornecimento de energia emergencial no Carlos Chagas é a Ergi Empreendimentos e que o contrato também prevê a sua manutenção semanal. o hospital deve abrir uma sindicância interna para apurar o ocorrido. Jorge Darze. como o respirador”. “A saúde das pessoas não pode ficar à mercê destas eventualidades”. lembrou.52 descaso total com os pacientes. Além disto. a falta de luz compromete o funcionamento dos monitores. além de interromper aparelhos fundamentais. meu pai foi assaltado quando estava nas dependências do hospital e tinha um médico para atender cerca de 40 pacientes na Emergência”. disse. Apesar de ter tido acesso aos prontuários dos óbitos. mas não quis entrar em maiores detalhes. Para o vice-presidente da comissão. Os médicos tiveram que tratar os pacientes utilizando a luz do celular. Mônica Vieira revelou: “A situação do hospital. que são a referência dos médicos para saber como está o quadro do paciente. que esteve presente da reunião. Ninguém conseguia fazer nenhum procedimento. “Soube que a firma que trata do esgoto gerado pelo hospital não está sendo paga e o lixo está sendo jogado diretamente nos rios. Mesmo com o aviso dos médicos de que há falta de leitos nas emergências. O administrador do hospital. foi caótica. era um breu completo.

O HGV realiza atendimentos de urgência e emergência.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/04/22/falta-de-energiadeixa-40-pacientes-sem-cirurgia-em-teresina.53 http://www. O hospital informou que existiam 40 pacientes internados o setor de Clínica Cirúrgica e foram prejudicados com a espera. O hospital disse que as cirurgias foram remarcadas. por causa da falta d'água que ocorreu por conta de um apagão.asp?num=33202 Falta de energia deixa 40 pacientes sem cirurgia em Teresina O HGV (Hospital Getúlio Vargas).rj. A Eletrobras Piauí informou que a falta de energia no hospital foi pontual e ocorreu devido aos galhos de uma árvore que estavam batendo na rede elétrica.uol. mas não informou as novas datas. Segundo o hospital.gov. http://noticias. 4 de abril de 2000 18:59 .alerj. em Teresina. ocasionando curto circuito e o fornecimento teve de ter interrompido até a poda ser concluída. não pôde realizar 40 cirurgias.br/common/noticia_corpo.htm terça-feira. neste domingo (22). a falta de energia durou tarde e noite e as bombas dos reservatórios ficaram paradas.

disse o diretor. disse que os cerca de 500 pacientes que já estavam internados no local não correram risco. Nota . na zona norte do Rio. O diretor disse que. quando foi constatado um defeito na estação. a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neo-natal. "Ainda não soubemos o que provocou essa situação. o berçário e o setor para doentes coronarianos foram mantidos graças a dois geradores cedidos pela Light na noite de segunda-feira. A equipe de engenheiros do HGB solucionou o problema às 12h de terça-feira e o atendimento foi normalizado. também na zona norte. Os hospitais Getúlio Vargas e Andaraí. uma dos maiores da cidade. A Light informou que o problema foi causado por um defeito na estação de transformação de energia do hospital. foram os mais procurados." O Centro de Tratamento Intensivo (CTI). . "Já os que chegaram foram encaminhados para os locais mais próximos.Em nota a Light informou ter mandado técnicos ao hospital na segundafeira à noite. Das 19h de segunda-feira até às 12h de terça-feira os médicos atenderam apenas os casos mais graves. Victor Grabois. durante a segunda-feira. com o auxílio de velas e tiveram de recusar pacientes por falta de condições de trabalho. O diretor da HGB.54 Hospital fica 17h parado por falta de energia no RJ 0 comentário(s) O Hospital Geral de Bonsucesso (HGB). mas posso dizer que aqueles já estavam sob nossos cuidados não foram prejudicados". Terça-feira pela manha havia uma grande fila na porta de acesso à emergência. parou os serviços de emergência e ambulatório durante 17 horas por falta de energia.

em Maracanaú. A Companhia Energética do Ceará (Coelce) informou que a falta de energia no hospital durou 38 minutos. João Elísio de Holanda. foi atingida por uma pipa. A Coelce garantiu que o fornecimento de energia no local foi normalizado desde às 11h48 do domingo. quando técnicos corrigiram o rompimento dos fios da rede de média tensão que. http://www. segundo a Companhia.55 houve diversos piques de energia.dgabc. A equipe de engenheiros do HGB ainda não sabe o que provocou o problema.aspx?ref=history Falta de energia: médicos fazem parto com auxílio de lanternas A falta de energia no Hospital Municipal Dr. . a ocorrência teve início às 11h10 e foi finalizada às 11h48. De acordo com a assessoria da Coelce.br/News/90000108469/hospital-fica-17h-parado-porfalta-de-energia-no-rj.com. obrigou médicos a realizarem um parto sob a luz de lanternas neste domingo (10). o que foi negado pela Light.

o gerador do hospital acabou sendo ativado e desativado repetidamente e teve de ser acionado manualmente. de acordo com o órgão. disse a médica. a causa do 'apagão' foi oscilação no fornecimento da Coelce. Após sucessivas oscilações. Fonte: DN http://www. a cerca de 100 metros de distância para realizar procedimentos cirúrgicos”. A prefeitura também nega a ausência de ambulância. “A mulheres que sofrem alguma complicação durante o parto no Hospital da Mulher precisam ser levadas ao Hospital Elísio de Holanda.html . Hospital da Mulher ainda não opera plenamente Segundo uma médica do hospital (identidade preservada). Ainda segundo a prefeitura. e a ambulância que deveria estar de prontidão 24 horas por dia na frente do hospital nem sempre se encontra no local. “A falta de energia é só o topo do iceberg”. A prefeitura também esclareceu que a cesariana já estava em processo de finalização. as cesarianas não estão sendo realizadas no Hospital da Mulher de Maracanaú. porque o centro cirúrgico ainda não está em operação. quanto a mãe passam bem. Além disso. a médica relatou que é comum faltar oxigênio canulado no Hospital da Mulher. a Prefeitura de Maracanaú disse que a queda de energia teve início por volta de 11h deste domingo (10) durou apenas cinco minutos.56 Apesar do informado pela Coelce.org/2012/06/falta-de-energia-medicos-fazemparto. Tanto o bebê. Quanto ao fornecimento de oxigênio. Essa rotina só deverá mudar quando o centro obstétrico do Hospital da Mulher for concluído. a prefeitura diz que está sendo feito em cilindros enquanto a rede é instalada. afirma.blogdemaracanau.