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Multi-Functional Use of Single-Phase Power

Converters
Jakson P. Bonaldo, José Antenor Pomilio
School of Electrical and Computer Engineering
University of Campinas
Campinas, Brazil
jbonaldo@gmail.com


Abstract— This work deal with multi-functional use of electronic
power converters as interface between utility grid and local
power sources. The Conservative Power Theory is used to
simultaneously injecting power into the grid and performing
selective disturbance compensation.
Index Terms— Conservative Power Theory, Distributed
Generation, Active Power Filter.
I. INTRODUÇÃO
Atualmente os conversores eletrônicos de potência que
realizam a interface entre fontes locais de energia e a rede
elétrica estão sendo cada vez mais utilizados para, além de
realizar a injeção de energia na rede, mitigar distúrbios
relacionadas a qualidade de energia [1] [2] [3]. Geralmente é
desejável que conversor de interface injete na rede toda a
energia produzida pela fonte local. Se a potência local não
exceder a potência nominal para a qual o conversor foi
projetado, pode-se utilizar esta capacidade na mitigação de
problemas de qualidade de energia. Assim, o conversor pode
ser utilizado para compensar harmônicos, amortecer
ressonância e suprir reativos, caso necessário.
Porém, a capacidade disponível, durante a injeção de
potência, pode não ser suficiente para tratar todos os problemas
de qualidade presentes no ponto de acoplamento. Portanto,
mediante a técnica de compensação seletiva é possível escolher
qual distúrbio deve ser mitigado.
Neste trabalho a Teoria de Potência Conservativa (CPT) [4]
é utilizada para realizar a injeção de potência na rede, bem
como realizar a compensação seletiva de distúrbios. Por meio
desta teoria é possível separar as componentes de potência
relacionadas a cada tipo de distúrbio e, por consequência, gerar
a corrente de referência para compensação. Não é necessário a
utilização de dispositivo de sincronismo, o que contribui para a
simplicidade do sistema.
Para demonstrar o funcionamento da técnica proposta é
analisado um sistema monofásico com uma fonte de energia
conectada à rede por meio de um inversor com filtro LCL,
conforme Fig. 1. As simulações são realizadas considerando
um cenário com tensão da rede não senoidal e carga não linear
com comportamento indutivo. A tabela 1 mostra os valores dos
parâmetros utilizados.

Fig. 1 - Visão geral do sistema.


II. DECOMPOSIÇÃO DA CORRENTE
Utilizando a CPT, pode-se decompor a corrente em
parcelas ortogonais associadas aos distúrbios [5]. Para tal, faz-
se uso da integral imparcial, a qual é a base para o calculo de
uma das parcelas de potência, chamada de energia reativa.
Sendo descrita pela equação 1.
x´(t) = x
ìnt
(t) -x
0
(1)
TABELA I - PARÂMETROS DO SISTEMA
Parâmetros Valores
I
1
, I
2
0,5 mH
R
1
, R
2
10 mΩ
C
0
10 uF
R
0
1 mΩ
I
g
4 mH
R
g
100 mΩ
I
C
2 mH
I
L
50 mH
C
L
300 uF
R
L
60 Ω
I
CC
400 V
x
ìnt
(t) = _x(t)Jt
t
0

(2)

x´(t) = x
ìnt
(t) -x
0

(3)

A integral imparcial corresponde à integral do sinal x(t)
sem o valor médio. A potência ativa média por fase P
µ
é
calculada conforme eq. 4, representando a potência que
efetivamente é transformada em trabalho, com :
µ
(t) e i
µ
(t)
representando a tensão e corrente instantâneas.

P =
1
I
_ :
µ
(t)i
µ
(t)Jt
t
0

(4)

A energia reativa média é calculada de maneira similar
à potência ativa, porém, ao invés de utilizar a tensão medida,
utiliza a integral imparcial desta tensão, conforme eq. 5.

w =
1
I
_ :´
µ
(t)i
µ
(t)Jt
t
0

(5)

Esta componente modela as oscilações de potência e
fluxos de corrente provocados por elementos armazenadores
de energia. A partir desta componente de potência é calculada
a potência reativa, dada por eq. 6.

µ = æw (6)

A potência ativa e a energia reativa são as bases para a
decomposição da corrente, onde os termos mantém um
significado físico específico. Assim, em operação periódica
(senoidal ou não), a corrente de uma rede genérica pode ser
decomposta em três componentes básicas: corrente ativa (i

),
corrente reativa (i

)e corrente residual ou nula (i

).
A corrente ativa i

é definida como a corrente mínima
por fase, ou seja, a corrente com a norma mínima, necessária
para transmitir potência ativa P
µ
. Onde 0
µ
é a condutância
equivalente, por fase e I
µ
é o valor eficaz da tensão da fase sob
análise.

i

=
P
µ
I
µ
2
:
µ
= 0
µ
:
µ


(7)
A corrente reativa i
¡µ
é definida como a corrente
mínima por fase, ou seja, a corrente com a norma mínima,
necessária para transmitir energia reativa w
µ
. Onde B
µ
é a
susceptância equivalente por fase e I
`
µ
é o valor eficaz da
integral imparcial da tensão da fase sob análise.

i
¡µ
=
w
µ
I
`
µ
2

µ
= B
µ

µ

(8)
O termo i
¡µ
representa a componente de corrente
remanescente, que não transmite nem potência ativa nem
energia reativa, modelando o conteúdo harmônico, devido à
carga não linear ou à distorção da tensão da rede.

i
¡µ
= i
µ
- i

- i
¡µ
(9)
III. MODELAGEM DO SISTEMA
O sistema de controle do conversor é composto por
duas malhas de realimentação. Uma malha rápida de controle
da corrente de saída do conversor e uma malha mais lenta,
responsável por manter constante a tensão no barramento CC.

A. Barramento CC
A equação 10 mostra a função de transferência que
relaciona a tensão no barramento CC com a amplitude de
corrente (I
R
P
) necessária para compensar as perdas de potência
no conversor [6]. A parcela de corrente referente à
compensação destas perdas é obtida conforme eq. 11.

0
ÐC
(s) =
I
ÐC
(s)
I
R
P
(s)
=
I
u
s√2CI
ÐC
¡c]

(10)

i
Ioss
= I
R
P
· :
no¡m


(11)

Um filtro passa-baixas, com frequência de corte
ajustada para 30 Hz, é utilizado com o objetivo de atenuar a
oscilação presente no sinal de realimentação da tensão do
capacitor do barramento CC.
Para garantir uma banda passante suficientemente
estreita, necessária para minimizar a interação com o controle
rápido da corrente de saída, utiliza-se o controlador PI
mostrado em eq. 12, seguindo metodologia mostrada em [7].
A margem de fase do sistema é ajustada para
aproximadamente 60°.

C
PI
(s) = 1u +
4uu
s

(12)

Fig. 2 mostra a resposta em frequência do sistema de
ajuste da tensão CC antes e depois da compensação por meio
do controlador PI.

B. Estágio de saída do inversor
O estágio de saída do conversor de potência é
composto por um filtro LCL, o qual apresenta um ganho
elevado nas proximidades da frequência de ressonância,
podendo originar instabilidades e oscilações. Para evitar tais
problemas, deve-se prover algum grau de amortecimento no
filtro LCL. Uma forma bastante simples de gerar este
amortecimento se dá pela inserção de um resistor em série
com o capacitor do filtro. Porém, esta técnica prejudica a
eficiência geral do sistema, uma vez que parte da potência é
dissipada nesta resistência adicional. Neste trabalho optou-se
por sintetizar uma resistência virtual, necessitando, para tal, de
um sensor a mais para realimentação da corrente pelo
capacitor [8] [9] [10].

Fig. 2 - Diagramas de bode o sistema antes e depois da compensação PI.

Fig. 3 mostra o circuito equivalente do filtro LCL. A
tensão da rede é substituída por um curto-circuito, pois,
assume-se que as componentes espectrais da tensão da rede
são de pequena amplitude [11].

Fig. 3 - Circuito equivalente do filtro LCL.
Onde,
I
2
i
= I
g
+ I
2
R
2
i
= R
2
+ R
g



A frequência de ressonância do filtro LCL é dada por eq.
13.
æ
c
LCL
=
_
1
I
1
I'
2
I
1
+I'
2
C
0

(13)

A função de transferência relacionando a corrente no
indutor de saída do filtro e a tensão produzida pelo inversor é
mostrada em eq. 14.
O amortecimento do pico de ressonância do filtro LCL é
conseguido ao subtrair da referência de tensão do inversor a
corrente que fluindo pelo capacitor de filtro, ponderada por um
fator de amortecimento K
Ð
. Como resultado, tem-se a função
de transferência amortecida do filtro LCL, conforme eq. 15.
Ao ajustar o parâmetro K
Ð
= 1,S, o amortecimento torna-se
aproximadamente crítico. A função de transferência de laço
aberto é obtida conforme eq. 16. Sendo K
SI
= 1¡Su o ganho do
sensor de corrente e K
ìn¡
= I
CC
¡2.

0
MA
(s) = 0
P
D
(s)K
SI
K
ìn¡

(16)

Realizando uma análise em frequência, via diagramas de
Bode, sobre eq.16, torna-se trivial projetar o controlador de
corrente. Para este estudo é utilizado um controlador de
corrente do tipo proporcional, com ganho K
c
= S. Tal ganho
possibilita obter margem de fase de aproximadamente 70° e
margem de ganho de 5 dB, além de garantir uma banda
passante de aproximadamente 1800 Hz.
Fig. 4 apresenta a resposta em frequência da função de
transferência de laço aberto antes e depois da compensação
com o controlador proporcional.

Fig. 4 - Resposta em frequência da função de transferência de laço aberto
utilizada para projeto do controlador de corrente.
-80
-60
-40
-20
0
20
40
M
a
g
n
i
t
u
d
e

(
d
B
)
10
0
10
1
10
2
10
3
-180
-135
-90
P
h
a
s
e

(
d
e
g
)


Bode Diagram
Frequency (Hz)
uncompensated
compensated
-40
-20
0
20
M
a
g
n
i
t
u
d
e

(
d
B
)
10
3
10
4
-270
-225
-180
-135
-90
-45
P
h
a
s
e

(
d
e
g
)


Bode Diagram
Frequency (Hz)
Sem compensação
Com compensação
u
F
(s) =
I
2
(s)
I
ì
(s)
=
sCR
c
+ 1
s
3
C I
1
I
2
i
+s
2
_
C I
1
R
2
i
+ C I
2
i
R
1
+
+CI
1
R
c
+ CI
2
i
R
c
] +s _
I
1
+ I
2
i
+ C R
1
R
2
i
+
+CR
1
R
c
+ CR
2
i
R
c
] +R
1
+ R
2
i

(14)

u
F
D
(s) =
I
2
(s)
v
I
(s)
= =
sCR
c
+1
s
3
L
1
L'
2
C +s
2
C _
K
d
L
i
2
+ L
1
R
i
2
+
+L
i
2
R
1
+ L
1
R
c
+ L'
2
R
c
] +sC _
K
d
R
i
2
+ L
1
+L
i
2
+
+R
1
R'
2
+R
1
R
c
+ R'
2
R
c
] +R
1
+ R'
2


(15)

C. Fonte local de energia
A fonte local de energia é modelada pela fonte de
corrente I
dc
. A componente de corrente referente a injeção de
energia na rede (i
res
)é calculada conforme eq. 17, de forma
similar à eq. 7 da componente de corrente ativa dada pela
CPT. Sendo esta corrente proporcional à componente
fundamental da tensão no ponto de acoplamento.

i
¡cs
=
P
dc
I
1
2
:
1
= 0
¡
1
:
1

(17)

A referência de corrente a ser sintetizada pelo inversor
é, então, produzida conforme eq. 18.

i
ìn¡
-
= i
Ioss
+i
¡cs
-i
Ioud
(18)

IV. SIMULAÇÕES
Para as simulações foi utilizado o software PSim,
implementando o sistema mostrado em Fig. 1. O valor de pico
da tensão da rede é de 180V na fundamental com 3% na 11ª
harmônica. Em t = 0,2 s o conversor de potência é conectado à
rede, funcionando como FAP. A tensão inicial no capacitor do
barramento CC foi pré-ajustada para 390 V. Em t = 1s a fonte
de corrente I
DC
é conectada ao barramento CC injetando uma
corrente de 4 A, o conversor passa a operar, simultaneamente,
como FAP e como interface entre a fonte local e a rede (IFLR).
Em t = 1,5 s ocorre um degrau de carga, isto é, a resistência R
L

é reduzida para metade do valor original. A potência nominal
gerada pela fonte local é de 1.5 kW.
Dois cenários distintos são analisados. No primeiro cenário
a compensação é parcial, apenas o conteúdo harmônico é
compensado, isto é, a referência para compensação é a parcela
residual da corrente da carga. Em Fig. 5, nota-se os distintos
modos de operação do conversor, com detalhes das correntes
em cada período de operação. Fig. 7 mostra a tensão no
barramento CC e as potências na rede, na carga e na saída do
conversor. Valores positivos indicam injeção de energia e
valores negativos indicam absorção.
No segundo cenário analisado ocorre a compensação do
conteúdo harmônico e dos reativos, isto é, ocorre a
compensação total dos distúrbios. A referência para
compensação é a soma das parcelas de corrente residual e
reativa, oriundas da decomposição CPT. Fig. 6 mostra detalhes
das correntes e tensões em cada um dos modos de operação e
Fig. 8 mostra as potências envolvidas.
Para ambos os casos são analisadas as potências na rede,
processada pelo conversor e a DHT da corrente pela rede e,
conforme tabela II e tabela III. Ao compensar apenas a parcela
de distorção devido à carga, isto é, apenas a componente
residual da corrente, o conversor passa a processar uma
potência proporcional à soma vetorial da potência ativa oriunda
da fonte local de energia com a potência residual, devida a
corrente distorcida. Conforme se observa em Fig. 5, a corrente
pela rede apresenta a mesma forma de onda da tensão no PAC,
porém, a componente fundamental desta corrente encontra-se
defasada da tensão, significando que a rede ainda está
fornecendo reativos para a carga.
Ao realizar a compensação total a potência aparente na rede
diminui, convergindo para o valor da potência ativa, indicando
um alto fator de potência. Por outro lado, a potência aparente
processada pelo conversor aumenta, conforme Fig. 8 e tabela
II.
A DHT da corrente pela rede aumenta ao realizar a
compensação total, isto se deve à diminuição no valor da
componente fundamental da corrente e à manutenção do valor
das componentes harmônicas, conforme tabela III. Isto ocorre,
pois, do ponto de vista da rede, o conversor emula uma carga
resistiva. Portanto, como a tensão da rede permanece constante,
a atenuação sobre o conteúdo harmônico permanece inalterada.




TABELA II POTÊNCIAS NA REDE E NO INVERSOR COM COMPENSAÇÃO PARCIAL E TOTAL DE DISTÚRBIOS.
compensação apenas da distorção compensação total
Período Modo Operação Pg [w] Sg [VA] Qg [VAR] Sinv [VA] Pg [w] Sg [VA] Qg [VAR] Sinv [VA]
0<t<0,4s Conversor desligado 442 1070 840 0 442 1070 840 0
0,2<t<1s Operação como FAP 499 956 816 461 520 520 -9 990
1<t<1,5s FAP + IFLER -1088 1366 823 1618 -1069 1070 -20 1850
t>1,5s FAP+ IFLER + degrau Carga -667 1005 750 1733 -630 631 -16 1920



TABELA III DISTORÇÃO DA CORRENTE DA REDE COM COMPENSAÇÃO PARCIAL E TOTAL DE DISTÚRBIOS.
compensação apenas da distorção compensação total
Período Modo Operação DHT Ig Ig1 DHT Ig Ig1
0<t<0,4s Conversor desligado 48 % 10,8 A 48 % 10,8 A
0,2<t<1s Operação como FAP 1.9 % 10,8 A 4 % 5,8 A
1<t<1,5s FAP + IFLER 1,4 % 15,3 A 2 % 11,8 A
t>1,5s FAP+ IFLER + degrau Carga 3 % 11,3 A 6,6 % 7 A


Fig. 5 - Tensão e correntes quando realizada compensação parcial (apenas distorção): a) Visão geral dos modos de operação; Detalhe das ondas: b) operação como
FAP; c) FAP + injeção de energia da fonte local; d) Após degrau de carga;

Fig. 6 - Tensão e correntes quando realizada compensação total (distorção e reativos). Detalhe das correntes: a) operação como FAP; b) FAP + injeção de energia
da fonte local; c) Após degrau de carga;

Fig. 7 - Potências ativas, aparentes e reativas com compensação parcial.

Fig. 8 - Potências ativas, aparentes e reativas com compensação total.
b) d) c)
a)

V. CONCLUSÃO
Para respeitar a potência nominal para a qual o conversor
foi projetado podem ocorrer situações em que não seja possível
compensar totalmente a distorção da corrente e os reativos sem
ultrapassar os limites do conversor. Assim, ou a transmissão de
potência da fonte primária local para o barramento CA deve ser
limitada, ou a compensação deve ser limitada. Sendo que,
possivelmente seja dada preferência a injetar o máximo de
energia possível na rede.
Neste ponto, a teoria CPT apresenta uma grande vantagem,
pois possibilita, de forma simples e direta, a separação das
componentes de corrente. A compensação total, pode ser
alcançada ao associar, por exemplo, fontes de reativos, como
capacitores, deixando para o conversor a tarefa de compensar
apenas a distorção e, eventualmente e injetar a energia que
esteja disponível no barramento CC.
Entre as principais contribuições deste trabalho pode-se
citar a possibilidade de utilização simplificada do conversor
multifuncional que serve de interface entre a rede elétrica e a
fonte local de energia sem a necessidade de sincronismo, a
possibilidade de compensação seletiva de distúrbios e operação
em condição de rede não senoidal.

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