Crónica Nº 156 – “Ténis – O Poder da Mente” livro de Ricardo Roseira Cayolla

Por Henrique de Almeida Cayolla Esta obra, lançada por Livros Horizonte, com prefácio do Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, teve na altura do seu lançamento, em 2004, uma óptima receptividade, já que se tratou de um trabalho inédito em Portugal.

Serão aqui mostradas algumas passagens, a fim de que, aqueles que estejam mais ligados ao desporto, e especialmente ao Ténis, se possam aperceber do seu conteúdo, e assim interessarem-se em enriquecer os seus conhecimentos através do livro.

ABA DA CAPA Mi amigo Ricardo Cayolla, profesional de gran prestigio me pide que le haga el prólogo de este libro tan interesante. En Ricardo se unen las características jugador y profesor. Es una persona con personalidad, carácter y fuerza de voluntad que como Maestro suyo pude constatar que tenia durante los 4/5 años que lo tuve como alumno. Esta fuerza interior es la que le ha hecho llegar donde esta. En el tenis actual en el que las condiciones excepcionales físicas y técnicas, de cualquier jugador, se dan por hecho, lo que hoy en día marca la diferencia, es la fuerza Mental y la dureza del jugador para superar cualquier situación. Este es un apartado que también puede mejorarse y sobre todo ejercitarse. Otros muchos aspectos psicológicos pueden ser importantes. Un jugador motivado es un jugador efectivo tanto en los entrenamientos como en los partidos. Saber motivar es cuestión de ser positivo, de tener personalidad, de creerse lo que se dice, de creer en si mismo.Todo ello es uno de los aspectos más importantes que debe tener un profesional de la enseñanza, entrenador o coach. Confianza es algo fundamental para poder desarrollar el máximo del nivel de cada jugador y es consecuencia de haber trabajado bien, de estar motivado y de saber de lo que uno es capaz de hacer. Saber jugar con el nivel de estrés y ansiedad es tan fundarnental como saber trabajar la fuerza mental, la motivación y la confianza, porque habrá seguro estrés y ansiedad, pero habrá que hacer lo necesario para saber jugar con ello. La culminación de todo el trabajo se da con la concentración. Se puede y se debe trabajar duramente pero esta claro que sin los aspectos anteriores debidamente trabajados (rnotivación, confianza, estrés y ansiedad) no hay concentración. Se trata de un libro que aborda los aspectos mentales reales del tenis de competición de una forma profunda pero sencilla y pragmática. LLUIS BRUGUERA

Índice
Prefácio………………………………………………………………………....... Introdução………………………………………………………………………. A importância do lado mental……………………………………………….
Os quatro Con's……………………………………………………………………... A emoção: quando, tipo e tempo………………………………………………........ A estabilidade emocional…………………………………………………………… Factores perturbadores do equilíbrio emocional no ténis…………………………... O poder da vontade....................................................... ……………………………. Os campeões nascem e fazem-se!............................................................................... Dicas………………………………………………………………………………… 9 11 15 17 21 23 26 31 31 32 35 37 41 43 45 47 47 48 51

A motivação ……………………………………………………………………..
A motivação dos melhores jogadores de ténis do mundo…………………………... Atractivos motivacionais no ténis…………………………………………………... A personalidade individual e a motivação………………………………………….. Grandes recuperações…………………………………………………………...…. O sucesso e a motivação……………………………………………………………. Os objectivos e a motivação………………………………………………………… Dicas…………………………………………………………………………………

A confiança...........................................................................................................

A autoconfiança…………………………………………………………………….. Factores de variação da autoconfiança……………………………………………... A confiança e a competência……………………………………………………….. O que fazem os melhores jogadores para ter confiança…………………………….. O exemplo dos outros …………………………………………………………….. Dicas.........................................................................………………………………..

53 56 57 60 64 68 71 73 74 75 77 81 82 84 87 89 90 94 96 99

O stress e a ansiedade................................................……………………........
Controlo emocional...................................................................................………….. Os três grandes medos …………………………………………………………… …. A importância (ou não) das coisas............................................................................... Controlo da ansiedade.................................................................................................. Estratégia de jogo …………………………………………………………………. A ameaça da competição…………………………………………………………. … Dicas……………………………………………………………………………… …

A concentração…………………………………………………………. ….
A importância do processamento de informação………………………………… … Como fazem os melhores jogadores para melhorar e manter a concentração……… Particularidades do ténis…………………………………………………………. …. Factores de desconcentração ……………………………………………………. Confiança e concentração ……………………………………………………….. …

Dicas…………………………………………………………………………………

10 0 10 3 10 7 11 2

Posfácio.................................................................................................................. O fechar de um ciclo...................................................................................
NOTAS.........................................................................................................................

PREFÁCIO A prática e a teoria
Ele há a prática do ténis, e nessa são milhões e milhões, por todo o mundo, a exercitá-la, jogando, por lazer, como formação, ou em competição. Todos eles, aliás, também bons espectadores do desporto já que no ténis se juntam, naturalmente, as qualidades de jogador e adepto. Ele há, depois, um número muito restrito de gente que sabe mesmo da teoria do ténis, estudou-a, ensinou-a, divulgou-a, cultivou-a. Como em tudo na vida, existem cruzamentos: os jogadores que se convertem em treinadores, os treinadores que são teorizadores, os teóricos que jogaram ou jogam e, aqui e ali, treinam praticantes. Mas, a regra geral é a de que são escassos aqueles que se dedicam ao ensino, à pedagogia, à informação-formação, pelo livro, pela rádio, pela televisão, pela Net. E mais raros são neste nosso meio tenístico, em que se misturam inúmeros praticantes, pouco investimento escolar, elevada taxa de abandono na viragem para os estudos superiores, uma Federação bem intencionada, sem meios e, por isso, dominantemente amadora, e, a culminar, um João Lagos que sozinho, ou quase, serve de alavanca, estímulo, mecenas e projecção interna e internacional do ténis nacional. Por todas estas razões, Ricardo Roseira Cayolla está de parabéns. Pela ideia. Pela iniciativa. Pelo gosto do risco. Pela desenvoltura do tratamento, pelo gosto da aventura, pela concretização deste texto. Que ajuda os principiantes, enriquece os iniciados e permite matar saudades aos veteranos ou especialistas. Além de que chama a atenção para uma realidade muito simples, mas muito importante: no ténis, como na vida pessoal, familiar, profissional, escolar, social, política, o poder da mente (razão + afecto + decisão) é, de facto, essencial. Que o mesmo é dizer, é essencial o poder de cada qual relativamente a si mesmo, na sua descoberta, na sua afirmação, na relação com os outros. Lembrar isto numa sociedade como a portuguesa, em que a auto-estima anda às vezes tanto por baixo, é, ao fim e ao cabo, desempenhar uma missão cívica. Também por ela temos de ficar gratos a Ricardo Roseira Cayolla. Marcelo Rebelo de Sousa CELORICO DE BASTO, Março 2004

Introdução
Este livro começa a ganhar corpo aquando da minha segunda estadia em Barcelona no final da década de noventa e princípio do novo milénio, na fase de treinador e de estudante de "Master" . Foi aí que verdadeiramente senti problemas em fazer passar a minha informação, em fazer passar os meus conceitos e as minhas ideias aos jogadores. Quatro factores contribuíram largamente para tal: • o facto de ser um estrangeiro num país de grandes jogadores de ténis, mais concretamente em Barcelona, numa região exportadora de craques de nível mundial como, por exemplo, os dois Manolos (Santana e Orantes), Andres Gimeno, Sergi Bruguera, Alex Corretja, Emílio e Arantxa Sanchez-Vicario, Carlos Moya, Juan Carlos Ferrero, entre outros; • o facto de treinar muita gente diferente, de diferentes nacionalidades (desde russos a sul-africanos, de argentinos a suecos, de indonésios a cubanos), de diferentes estilos de jogo e com diferentes conceitos de vida, diferentes hábitos e diferentes culturas; • o facto de estar a fazer um estudo universitário - "Master" académico – verdadeiramente empolgante, com temas desafiantes, com matérias altamente motivantes dadas por professores de altíssimo gabarito - todos ex-atletas, doutorados e com livros publicados; • o facto de estar, como treinador, num ambiente de alta competição, com muitos treinadores de alto nível a competirem uns com os outros. Entre a primeira ideia, a fase de "ganhar corpo", e o resultado final muita coisa se passou, muitas alterações foram efectuadas, novos temas propostos. Mas fui sempre fiel ao princípio inicial deste livro: caracterizar o ténis desde o ponto de vista psicológico, dar-lhe base científica sem perder a noção do real, da realidade vivida pelos jogadores e treinadores e propor soluções, dar dicas. Acredito que tal desígnio inicial foi conseguido. Muito ou pouco, dirá o leitor. Foi nessa segunda fase de vida em Barcelona que compreendi verdadeiramente a importância de ser treinador, a dimensão multifacetada e diversa a que tal profissão obriga. O meu paradigma de vida mudou e daí poder dizer que este terceiro livro fecha um ciclo, uma fase importante da minha vida, sob todos os aspectos. Tenho a noção de que sou um privilegiado, uma pessoa com sorte. Tive uma infância feliz, sendo o mais novo de quatro irmãos. Os meus pais sempre me apoiaram, muito para além dos limites da razoabilidade – só assim se explica que deixem ir o filho mais novo viver sozinho para Barcelona, tendo abandonado os estudos e tornando-se jogador profissional de ténis. Estamos a falar de factos passados na década de oitenta onde o desporto ainda não era encarado como uma profissão digna nem tinha todo o potencial económico e mediático que tem actualmente. Enquanto jogador vivi experiências fantásticas: com quinze anos a viver sozinho num país estrangeiro, profissional de ténis, sem estudar, a fazer aquilo que mais queria: jogar ténis. Joguei em diversos países, disputei o circuito ATP e campeonatos do mundo. Como treinador voltei a viver em Barcelona, numa das melhores academias de ténis do mundo.

Estagiei com treinadores de gabarito mundial. Passaram pelas minhas mãos dezenas de jogadores das mais diversas nacionalidades. Como estudante, tive o privilégio, depois de efectuada a licenciatura em Educação Física e Desporto, de ter concluído um "Master" de prestígio internacional e ter sido aceite no programa de Doutoramento. Não sou um especialista em psicologia desportiva nem este livro resulta de um trabalho exaustivo, nem abrange todos os aspectos relevantes da psicologia desportiva aplicada ao ténis. Este livro é um trabalho pessoal da minha experiência como jogador, professor, treinador, estudante e investigador. Algumas pessoas ajudaram-me a preparar este livro, bem como a rever a sua versão final. A todos agradeço sensibilizado o auxílio, a paciência e o desinteresse com que o fizeram. Gostaria de não citar ninguém em particular, mas tenho o dever de abrir uma excepção: um especial agradecimento ao Dr. António Pina, amigo de todas as horas. Acredito que, a seguir a este meu livro, o aspecto mental será abordado de uma forma mais precisa e outros livros se seguirão, Acredito que somos nós, dentro do possível, que abrimos o nosso caminho. Sinto-me satisfeito por poder partilhar com outros o meu percurso, num livro que aborda uma área que é fundamental em todas as profissões: o poder da mente.

Posfácio
Cuando se pregunta a los deportistas de élite que han llegado al máximo de sus deportes en qué medida la mente está implicada en sus éxitos deportivos, la respuesta es unánime: "la mente está implicada totalmente". Si esto es verdad en todos los deportes de alta competición, resulta particularmente relevante en el tenis. Este libro sobre "O Poder da Mente" posee un doble mérito: por una parte, la relevancia de la mentalización en el tenis y, por otra, su aspecto eminentemente práctico. Hasta no hace mucho tiempo, en nuestro ámbito cultural, los libros que tenían más interés eran los de carácter general pues trataban de convencer a los expertos de la importancia de la mentalización en los deportes de alto rendimiento. La ausencia de información, cuando no las equivocadas opiniones sobre la psicología en el deporte, exigían un discurso genérico sobre el tema. El presente libro, en cambio, se centra sobre la mentalización de los ganadores en el deporte del tenis, lo que considera un acierto importante porque facilita grandemente la comprensión y aplicación de sus contenidos. A lo largo de su lectura los tenistas y los expertos pueden encontrar lo fundamental sobre la psicología aplicada al tenis basándose tanto en la psicología científica como en los testimonios de los mejores tenistas del mundo cercanos en el tiempo. Estimo conveniente resaltar que el autor del libro se centra acertadamente en aquellos tipos de mentalización específicos de este deporte sin caer en la tentación de tratar las características psicológicas pertenecientes a otros deportes. En este sentido, son las particularidades del tenis las que determinan la necesidad de la consistencia, la concentración, la confianza, el autocontrol, tanto a nivel de estrategias inteligentes como de las emociones y comportamientos propios del campeón. Su lectura, aparte de útil y bien documentada, resulta atractiva y amena, ya que el au tor muestra ser un buen conocedor del tenis y de las manifestaciones de los grandes ídolos de este deporte tan próximos a nosotros que resultan prácticamente todos conocidos de los aficionados a este deporte e incluso del público en general.

A lo largo de la lectura del libro se evidencia que los campeones nacen pero también se hacen. Esto es verdadero tanto respecto a las capacidades físicas como a las habilidades mentales. Está claro que con las mismas capacidades físicas entre dos tenistas tendrá ventaja el que sepa utilizar mejor su inteligencia. No me refiero a la inteligencia académica sino al talento deportivo. Porque no existe ningún tenista de los que han llegado a lo más alto que no esté dotado de una gran inteligencia deportiva. En todos los deportes, a igualdad de preparación física, lo que decide es el cerebro, esta es, la forma de utilizar la inteligencia. Aquí radica la diferencia entre los buenos y los mejores, entre los triunfadores y los que no lo son. En el libro, los tenistas que aspiran al máximo rendimiento, tienen la oportunidad de identificar cuáles son los principales elementos que pueden darse en un partido de tenis y aprender a rnanejarlos. Pueden conocer sus habilidades y sus posibilidades de llegar a triunfar, así como manejar sus opciones, ante el desafío constante que conlleva la carrera de un tenista. Todos los jugadores de tenis saben que todo resulta fácil cuando las cosas van bien en un partido. Pera cuando las cosas se ponen mal, entonces es crucial el aspecto mental. Preguntas como: Puedo todavía ganar? Qué puedo hacer para darle la vuelta a la situación? En qué me he equivocado? La respuesta a estas preguntas es determinante para replantearse el partido o darlo por perdido. Está claro que de las respuestas a estas y otras cuestiones va a depender la actitud que adopte el jugador en dificultades y su efecto sobre el resultado final. Alguien puede opinar que los jugadores no tienen tiempo para poder pensar, pero esta no es verdad. Los tenistas experimentados saben cómo emplear su mente en los 10 a 15 segundos entre cada punto y e1 minuto en los descansos entre juegos. De la forma en que el jugador utilice esos espacios de tiempo, a veces, depende el triunfo o, por lo menos, un juego más consistente. En la final de un torneo, dos tenistas en la pista central, son observados por los asistentes que llenan las gradas y por millones de espectadores a través de la televisión. La tensión psicológica que provoca esta situación es enorme y sólo el entrenarniento psicológico continuado, puede ayudarle a que la "presión" no perjudique su rendimiento. No vale decir "no he tenido un buen día" pues si eres capaz de poner las mismas sensaciones en tu cabeza que cu ando todo salió bien, conseguirás tener muchos más días buenos. Deseo felicitar al autor del libro, Ricardo Roseira Cayolla, por este interesante y práctico trabajo, cuya lectura, con seguridad, contribuirá a incrementar la información de los expertos sobre la importancia de la psicología deportiva en el rendimiento de los tenistas. José Lorenzo González Cátedra Ferrer Salat

O fechar de um ciclo
Desde que comecei a pensar em fazer o meu primeiro livro sobre ténis que me lembro de ler pensado em fazer, logo de seguida, três: um table book, um livro técnico e um livro sobre o aspecto mental. Não sei porquê nem como me surgiu a ideia, mas tenho muito claro isso desde o início.

No primeiro livro O Ténis (2001), sendo um livro único em Portugal e no mundo, convidei João Lagos, um dos maiores empresários do ténis a nível mundial, para fazer o prefácio. Enquanto fui jogador, o João sempre me apoiou e para mim foi urna honra que tivesse aceitado o convite para fazer o prefácio. Com um table book as pessoas ficam a saber ao de leve um pouco de ténis, nos seus mais diversos aspectos: histórico, técnico, táctico, físico e psicológico, regras e curiosidades. Desde 1982 que não era lançado um livro de ténis em Portugal, muito menos com as características deste: muitas fotografias em papel de qualidade. No segundo livro Ténis – Sistema Técnico (2002), tratando-se de uma obra altamente técnico-científica, convidei um especialista reputado a nível mundial da parte técnica (o Doutor Miguel Crespo da Federação Internacional de Ténis), um experimentado preparador físico do top mundial (professor Salvador Sosa, expreparador físico de jogadores como Sergi Bruguera, Alex Corrteja e Andrei Medvedev) e uma referência do ténis em Portugal (José Vilela). Todos responderam positivamente e cada um na sua área foi unânime em reconhecer este trabalho como uma mais-valia para o treino do ténis, sendo uma novidade a abordagem do treino de ténis efectuada pelo mesmo. Com esta proposta de treino incido directamente na performance do jogador. Mais específico, caracterizo a modalidade de uma forma científica, proponho soluções de treino, arrisco um sistema de treino, Até ao momento não conheço nenhum outro sistema de treino publicado que seja tão integrado e multidisciplinar, sem perder a objectividade e a pragmaticidade do treino do dia-a-dia, Neste terceiro Ténis – O Poder da Mente (2004), por se tratar de um livro que toca em diversas áreas – devido ao aspecto mental – e por se tratar de um fechar de ciclo, foi meu objectivo ter alguns comentários de pessoas de diversas áreas com quem convivi ao longo da minha vida, quer enquanto amigo, estudante, leitor ou profissional de ténis. Com uma caracterização específica do aspecto mental no ténis, termino a trilogia, ou seja, abarco todos os aspectos relacionados com a minha envolvência no ténis: plano histórico, pedagógico, técnico, físico e mental, sendo este último apartado claramente o mais integrador, o mais aberto a possíveis extrapolações para outras actividades. FOTO AO LADO – OS MEUS PAIS Por entender que, com este livro, se fecha um ciclo na minha vida – abrindo-se inevitavelmente um outro ciclo, tão ou mais rico que o anterior – tive a preocupação de incluir uma parte final onde pudesse convidar determinadas pessoas a darem a sua opinião sobre o mesmo. Pessoas essas que são das mais variadas áreas: desde ex-jogadores e agora companheiros de profissão a jornalistas que conheci numa faceta diferente da minha carreira, de autores consagrados a jornalistas de opinião, existe um pouco de tudo.

Está claro que não foi minha intenção incluir neste livro uma lista exaustiva de testemunhos de todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, conviveram comigo. Esta não é mais do que uma amostra simbólica. Mas sentida.

OPINIÕES
José Manuel Constantino
- Presidente do Instituto de Desporto de Portugal O Ténis conquistou, nos últimos anos, uma posição de destaque no panorama editorial desportivo em Portugal. A esse facto não é alheio o trabalho de qualidade de autores de referência internacionalmente reconhecidos como Ricardo Roseira Cayolla, aliando um extraordinário e ímpar registo biográfico nos planos académico, desportivo e profissional. Por ocasião do lançamento de uma nova edição técnica do autor, impulsionada pela Livros Horizonte, o Instituto do Desporto de Portugal expressa público reconhecimento pelo enriquecimento do acervo didático que esta obra comporta e pela evolução desportiva que a mesma potencia.

Pedro Cordeiro – Treinador
Reunindo opiniões de diferentes escolas, e escrito de uma forma acessível e interessante, este livro tem a particularidade de poder ser lido não só pelos agentes de ensino (professores, treinadores), mas também pelos jovens e tenistas que são, no fundo, o principal público-alvo. É um livro sobre uma área fundamental no ténis, que é o lado mental que cada vez mais tem um papel determinante no ténis actual e na obtenção de resultados. Demonstra uma pesquisa exaustiva e cuidada sobre um tema acerca do qual as publicações que chegam aos treinadores portugueses não abundam. Parabéns a ti, Ricardo, pela coragem de o publicares.

Miguel Seabra – Jornalista
Qualquer pessoa é capaz de caminhar sobre uma tábua de dois metros de comprimento por cinquenta centímetros de largura. Mas, se essa tábua estiver colocada sobre um precipício, só os campeões chegam ao outro lado - os outros não resistem a olhar para baixo... e ficam com vertigens. A parte mental é fundamental no ténis. E a sua importância está exemplarmente sublinhada nesta obra de Ricardo Roseira Cayolla que, uma vez mais, dá provas de ser um dos grandes estudiosos da modalidade em Portugal.

João Cunha e Silva – Treinador
O autor, Ricardo Cayolla, conseguiu tornar esta obra cativante desde a primeira página. Ele conseguiu sustentar a sua visão da componente mental do ténis, através da compilação e estudo de vários depoimentos, "desabafos", comentários, frases proferidas em diferentes situações (conferências de imprensa, entrevistas, etc.) por vários jogadores conhecidos mundialmente, em diferentes fases das suas carreiras. Visão essa que, em minha opinião, é bastante acertada. Sobre um tema complexo, interessante,

difícil, delicado, Ricardo Cayolla trouxe exemplos práticos, situações verdadeiras, para testemunhar e explicar acontecimentos. Obviamente, que muito mais há para explorar neste domínio, interpretado, por vezes, de forma diferente entre os atletas. É, sem dúvida, um livro motivo de curiosidade e uma peça cultural de inegável valor, um verdadeiro contributo para o ténis nacional!

José Vilela – Treinador
Este livro de Ricardo Cayolla é uma obra de referência para os treinadores, professores e jogadores. Numa área pouco explorada na nossa modalidade em Portugal, Ricardo Cayolla consegue, através ele uma literatura fácil e acessível, caracterizar o outro lado do ténis: o lado mental. Está de parabéns.

Luís Figueiredo
_ Ex-Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Ténis O primeiro comentário a fazer é que é um livro bastante agradável de ler. Em segundo lugar, é um livro que contribui para suscitar no leitor a curiosidade e, seguidamente, aprofundar o conhecimento. Aborda fundamentalmente o lado mental no ténis, e este é cada vez mais importante porque uma vez alcançado um determinado nível técnico, táctico e físico, a diferença faz-se e cai para aquele que for mais forte mentalmente. Os leitores ficarão surpreendidos com a riqueza e diversidade de comentários. Para além disto, há que felicitar o autor, pois são poucos os que se dedicaram a explorar esta área do ténis, mas para isso muito contribui, para além do seu percurso académico, a sua vivência em Espanha, primeiro como jogador e mais tarde como treinador, onde teve o privilégio de ter privado com jogadores do top mundial, numa das melhores academias de ténis do mundo. Luís Miguel Nascimento – Treinador Este livro constitui sem dúvida um manual de referência numa área determinante e que assume cada vez maior importância na obtenção dos resultados e da compreensão dos "desafios" do fenómeno desportivo – o lado mental. Escrito duma forma simples e numa linguagem acessível, aos agentes de ensino (monitores/professores e treinadores), aos próprios atletas (no fundo aqueles a quem pretendemos criar um estado mental apropriado para competirem) e à maioria dos pais, apresenta a particularidade de ordenar, explicar e sistematizar, não só muito do conhecimento que todos nós já temos e que, duma forma desorganizada e às vezes avulsa, procuramos transmitir aos atletas, como também alguns novos e actuais conceitos que vão muito para além do ténis e do fenómeno da psicologia desportiva. Ilustrado com algumas histórias e peripécias que não deixam indiferentes mesmo aqueles para quem a leitura não é sinónimo de prazer, estou certo de que este novo "instrumento" servirá de base e de orientação a muito do nosso trabalho, a muitas conversas e reflexões entre treinadores, jogadores e pais, permitindo-nos também, e ao mesmo tempo que delineamos novas e concertadas estratégias de intervenção nesta área,

explicar a razão dos medos, dos estados de ansiedade, das diversas e possíveis respostas emotivas, normalmente presentes na competição, Num país onde as publicações sobre ténis não abundam, o meu agradecimento pelo contributo e os parabéns a quem sempre teve a coragem de dizer (agora duma forma escrita) aquilo que pensa e sobretudo aquilo em que acredita.

José Augusto Marques – Jornalista
O ténis é um dos desportos em que o factor emocional assume, de forma mais vincada, um papel decisivo. Quantas vezes a mão treme ao servir no jogo que conduz à vitória, comprometendo-a?! Quantas vezes o match point se torna o ponto mais difícil de todo o encontro, que se falha por precipitação, aparentemente, inexplicável?! No ténis, a experiência no court é importante; a qualidade técnica é decisiva; mas sem uma estrutura mental forte não há campeão. É deste jogo de emoções, da ansiedade comprometedora à confiança inabalável, que nos fala esta obra, recheada de histórias contadas na primeira pessoa por algumas das maiores figuras do ténis mundial, desde o "travão mental" de Magnus Norman à vitória de uma força mental indestrutível de Guga, em Lisboa, passando pelas "irritações" que desconcentravam Pete Sampras. Uma obra que se lê sem parar, numa viagem ao mais íntimo dos factores decisivos no ténis e... na vida, o poder da mente.

Luís Costa – Jornalista
Não lenho uma relação próxima com o autor deste livro. Além do mais, sou um conhecedor superficial da modalidade – acompanho-a somente pela televisão. E mesmo quando a tentei praticar desisti precocemente, pois revelava uma tendência irreprimível para não acertar na bola. Apesar disso, deu-me muito gozo ler mais esta obra de Ricardo Cayolla: pelo rigor técnico, pelo conhecimento profundo que revela, mas sobretudo pela preocupação do autor em fazer-se entender pelos leigos na matéria. Não é fácil escrever um livro técnico que venha a ser do agrado simultâneo de especialistas e de não-especialistas. Ao conseguir fazê-lo, Ricardo Cayolla comprova que os seus dotes não se quedaram pelas quatro linhas de um court de ténis.

Paulo Garcia – Jornalista
O segredo deste livro está na capacidade de o fazer respirar para além das fronteiras do ténis. Não tendo nada (antes pelo contrário] contra as publicações de cariz mais técnico envolvendo as modalidades de alta competição, penso que faltava algo que ajudasse o grande público a reflectir sobre o fenómeno "emoções" ... fora da esfera do futebol, onde parece ser proibido elas existirem só porque não tem a tradicional marca clubística a marcar o compasso dos sentimentos.

Mais do que a vertente técnica, a minha paixão pelo ténis nasceu do fascínio que algumas das grandes figuras da modalidade foram, ao longo dos anos, capazes de demonstrar no que diz respeito à sua força psicológica. A luta solitária contra as muitas adversidades surgidas durante o tempo de jogo... os falhanços inesperados, a bola que teimosamente "não entra" como deveria entrar, o suplício de um tie-break que nunca mais acaba e que determina, por vezes, o pulsar e a razão de ser de uma carreira, e tudo isto testemunhado por um público exigente, capaz de ser bajulador e crucificador, ao mesmo ritmo com que a raqueta é ou não capaz de produzir milagres. No ténis não há espaço para desculpas de mau pagador quando as coisas "não acontecem... " As emoções têm tanto de dolorosas como de genuinamente sinceras. Página a página, é isso que nos é oferecido, sem nunca se perder (mesmo que por escrito), o efeito estético e arrebatador da modalidade. Mas, provavelmente, o maior segredo deste livro está na capacidade de julgarmos, através dele, as nossas próprias limitações e fragilidades... Está ganha a aposta, Ricardo... fico ansiosamente à espera do próximo!...

Jorge Araújo
- Team Work Consultores O livro de Ricardo Cayolla, Ténis – O Poder da Mente, coloca-nos perante o que constitui hoje uma das maiores preocupações dos especialistas envolvidos no desporto de alto rendimento. Qualquer que seja a modalidade, existe um lado mental cuja influência na optimização do rendimento desportivo não pode nem deve ser menosprezada. Diria mesmo que se impõe ser cada vez mais valorizado. Não só no que respeita aos atletas, mas também aos treinadores. Os atletas não são máquinas programáveis, mas sim seres humanos que pensam, sentem e se emocionam. Com formas diferentes de reagir e de se comportarem. Que requerem ser envolvidos e motivados no sentido de se empenharem o mais possível na tentativa de alcançarem objectivos que na generalidade das vezes lhes solicitam níveis de superação extremamente exigentes. O que significa que os diversos especialistas envolvidos na sua preparação, requerem eles também níveis de conhecimentos muito para além daquilo que habitualmente verificamos entre nós. Enquanto treinadores, mais do que saber, necessitamos saber transmitir. E Ricardo Cayolla, com mais este contributo, aponta precisamente nesse sentido. Dando-nos a sua visão da importância que atribui ao poder da mente no Ténis.

José Fragoso – Jornalista
Neste livro, Ricardo Roseira Cayolla conta-nos histórias de ténis... e de vida, histórias do nosso lado mais oculto e difícil de gerir: a mente, Esse espaço interior onde quase tudo se decide. Na vida... e no ténis. Um espaço onde se cruzam ideias, projectos e sonhos, mas também os medos, a angústia e a desconfiança. Neste livro – como, aliás, quando comenta na televisão – Ricardo Roseira Cayolla faznos descobrir o lado menos conhecido dos jogadores de ténis: a forma como tem de gerir esta competição solitária, um desporto que nos deixa à mercê do Outro, mas também de nós mesmos.

Na solidão do court, o campeão é aquele que vence o seu próprio medo em cada dia, que trabalha sempre nos limites, que é capaz - principalmente quando está a perder - de ir ao fundo de si próprio encontrar um resto de energia que faz a diferença e garante a vitória. No ténis, como na vida!

Hugo Ribeiro – Jornalista O "tri" de Ricardo Cayolla
Há alguns anos, o ex-seleccionador nacional José Vilela levou-me ao sótão da sua residência, na Foz do Douro, para consultar aquela que passou, desde então, a constituir a mais extensa biblioteca exclusivamente dedicada à temática do ténis que jamais vi. E o ex-pentacampeão nacional absoluto lamentou-se da falta de muitos volumes que, pelos vistos, quem os pediu emprestados, entendeu, na realidade, terem sido "emprestadados"". Lembro-me de, no meio da nossa conversa, termos salientado a grave lacuna de bibliografia de ténis em língua portuguesa, sobretudo escrita por portugueses, uma vez que o Brasil, também nesse sector, leva-nos a palma há uma boa vintena de anos. A investigação sobre a modalidade das raquetas no nosso país tem-se, praticamente, resumido a teses de licenciatura e de mestrado, perdidas nas estantes das universidades, sem que se vislumbrem grandes hipóteses de publicação futura. O desenvolvimento do ténis no nosso país sofre, naturalmente, com esta realidade. Se nos detivermos apenas na produção livreira de acesso ao grande público, as três obras sujeitas a esta temática, da autoria de Ricardo Cayolla, representam o esforço de investigação mais completo de autores portugueses, desde o saudoso Fonseca Vaz, no início da segunda metade do século xx. O "deserto" de cerca de três décadas que se viveu, entre aquele "historiador" da modalidade, entretanto falecido, e este jovem, antigo tenista de alta competição e actual treinador, que já prepara a sua tese de doutoramento, só foi quebrado por algumas iniciativas da Pluripress. Nos anos 90, esta empresa do Grupo João Lagos publicou várias edições de Golpes de Vista, uma série de ensaios fotográficos, uma única edição de O Ténis, um levantamento de dados históricos das principais instituições e das regras e regulamentos mais relevantes e, ainda, Ténis – vivências do sonho e realidade, um relato de testemunhos pessoais de figuras públicas ligadas ao ténis. Mais recentemente, a João Lagos Sports lançou duas obras ligeiras mas interessantes, sobretudo enquanto documentos históricos de dois dos mais importantes torneios realizados em Portugal: Estoril Open – Uma década e Tennis Masters Cup Lisboa 2000. (...) Os escritos de Ricardo Cayolla apresentam uma pretensão de aprofundar muitos dos assuntos aflorados em obras anteriores – como, por exemplo, o devir histórico da modalidade – mas também de inovar em determinados aspectos, tanto na sua apresentação (o segundo livro tomou unicamente a forma digital, em CD), como nos seus conteúdos. E é exactamente o modo original como aborda a dimensão psicológica e mental do ténis que me fascina neste seu terceiro livro. Resta-me desejar-lhe os maiores sucessos e pedir-lhe que a trilogia se transforme, com o tempo, em tetralogia

Victor Fonseca da Mota

- Comité Olímpico de Portugal Uma obra estimulante que se recomenda aos praticantes de ténis. De uma forma simples evidencia a importância da mente na construção de uma carreira vencedora. . ABA DA QUARTA CAPA Ricardo Roseira Cayolla nasceu no Porto, no ano de 1972. Em 1987 foi viver para Barcelona (capital mundial do ténis) treinando com Lluis Bruguera e tornando-se jogador profissional de ténis. Enquanto jogador chegou a bater bolas, a treinar e a viver com alguns dos melhores jogadores de ténis do mundo tais como Sergi Bruguera, Karim Alami e Juan Aguilera. Foi presença titular de várias selecções nacionais ao longo da sua carreira e jogou o circuito ATP e campeonatos do mundo. Enquanto treinador foi novamente viver para Barcelona, onde durante dois anos treinou jogadores das mais variadas nacionalidades, acompanhando-os no circuito ATP/WTA. Estagiou com alguns dos melhores treinadores de ténis do mundo tais como Lennart Bergelin, Lluis Bruguera e Erik Van Harpen, entre outros. Actualmente tem uma academia de ténis onde se dedica a formar e a treinar futuros jogadores. É comentador de ténis na SIC Notícias desde o ano 2000 e colabora com uma coluna de opinião na SIC Online. Tem duas obras publicadas: O Ténis (2001), um table book de ténis e Ténis Sistema Técnico (2002). Licenciado em Educação Física e Desporto e com um Master em Alto Rendimento Desportivo, encontra-se a elaborar a tese de Doutoramento.

Este libro sobre “ A importância do lado mental” posee un doble mérito: por una parte, la relevância de la mentalización en el ténis y, por outra, su aspecto eninentemente práctico. José Lorenzo González Cátedra Ferrer Salat Observação do autor do Blog: Feita a apresentação do livro, se
gostaram das passagens referenciadas, só restará então…lê-lo por completo, porque o “Poder da Mente” também é para a vida.

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