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Rebites

Para uniões permanentes podemos optar como elemento

de fixação por Solda ou rebite.

A solda é um bom meio de fixação mas, por causa do calor, ela causa alterações na superfície dos materiais. Com o rebite este inconveniente não existe .

dos materiais. Com o rebite este inconveniente não existe . Um rebite compõe-se de um corpo
dos materiais. Com o rebite este inconveniente não existe . Um rebite compõe-se de um corpo

Um rebite compõe-se de um corpo em forma de eixo cilíndrico e

de uma cabeça. A cabeça pode ter vários formatos.

Os rebites são peças fabricadas em aço, alumínio, cobre ou

latão.

Unem rigidamente peças ou chapas, principalmente, em estrutu-

ras metálicas, de reservatórios, caldeiras, máquinas, navios,

aviões, veículos de transporte e treliças.

A fixação das pontas da lona de fricção do disco de embreagem

de automóvel é feita por rebites.

Outro exemplo de aplicação é a fixação da

lona de fricção da sapata de freio de au-

tomóvel.

O rebite também é usado para fixação de

terminais de cintas e lona.

é usado para fixação de terminais de cintas e lona. Tipos de rebite e suas proporções

Tipos de rebite e suas proporções

O quadro a seguir mostra a classificação dos rebites em função do formato da cabeça e de seu

emprego em geral.

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Topos de rebite

Formato da cabeça

Emprego

Cabeça redonda larga  

Cabeça redonda larga

 
Cabeça redonda estreita Largamente utilizados devido à resistência que oferecem.

Cabeça redonda estreita

Largamente utilizados devido à resistência que oferecem.

Cabeça escareada chata larga  

Cabeça escareada chata larga

 
Cabeça escareada chata estreita Empregados em uniões que não admitem saliências

Cabeça escareada chata estreita

Empregados em uniões que não admitem saliências

Cabeça escareada com calota Empregados em uniões que admitem pequenas saliências.

Cabeça escareada com calota

Empregados em uniões que admitem pequenas saliências.

Cabeça tipo panela

Cabeça tipo panela

Cabeça cilíndrica Usados nas uniões de chapas com espessura máxima de

Cabeça cilíndrica

Usados nas uniões de chapas com espessura máxima de

7mm.

A fabricação de rebites é padronizada, ou seja, segue normas técnicas que indicam medidas da cabeça, do corpo e do comprimento útil dos rebites.

No quadro a seguir apresentamos as proporções padronizadas para os rebites. Os valores que aparecem nas ilustrações são constantes, ou seja, nunca mudam.

Cabeça redonda larga

Cabeça redonda larga

Cabeça redonda estreita

Cabeça redonda estreita

Cabeça escareada chata larga

Cabeça escareada chata larga

Cabeça escareada chata estreita

Cabeça escareada chata estreita

Cabeça escareada com calota

Cabeça escareada com calota

Cabeça tipo panela

Cabeça tipo panela

Cabeça cilíndrica

Cabeça cilíndrica

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Se o rebite tiver um corpo com diâmetro de 5 mm, o diâmetro de sua cabeça será igual a 10 mm, pois 2 x 5 mm = 10 mm.

Essa forma de cálculo é a mesma para os demais rebites.

O quadro apresenta alguns tipos de rebite, segundo a forma de suas cabeças.

Mas é grande a variedade dos tipos de rebite. Um técnico mecânico precisa conhecer o maior número possível para saber escolher o mais adequado a cada trabalho a ser feito.

Vamos ver outros exemplos.

Em estruturas metálicas, você vai usar rebites de aço de cabeça redonda:

você vai usar rebites de aço de cabeça redonda: Diâmetros padronizados: de 10 até 36 mm

Diâmetros padronizados: de 10 até 36

mm (d).

Comprimentos úteis padronizados: de 10

até 150 mm (L).

Em serviços de funilaria você vai empregar, principalmente, rebites com cabeça redonda ou com cabeça escareada. Veja as figuras que representam esses dois tipos de rebites e suas dimensões:

cabeça redonda

cabeça redonda

cabeça escareada

cabeça escareada

Existem também rebites com nomes especiais: de tubo, de alojamento explosivo, etc.

O rebite explosivo contém uma pequena cavidade cheia de carga explosiva.

Ao se aplicar um dispositivo elétrico na cavidade, ocorre a explosão.

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Para que você conheça um pouco esses rebites com denominações especiais, apresentamos ilustrações de alguns deles.

rebites de tubo

rebites de tubo

rebite explosivo

rebite explosivo

rebite de semi-tubo

rebite de semi-tubo

rebites com alojamento

rebites com alojamento

rebites para uma rebitagem a frio com elevado esforço cortante rebites distanciadores rebites com seções
rebites para uma rebitagem a frio com elevado esforço cortante
rebites distanciadores
rebites com seções diferentes

Além desses rebites, destaca-se, pela sua importância, o rebite de repuxo, conhecido por “rebite pop”. É um elemento especial de união, empregado para fixar peças com rapidez, eco- nomia e simplicidade.

Abaixo mostramos a nomenclatura de um rebite de repuxo.

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D = aba abaulada K = aba escareada = diâmetro do rebite H = diâmetro

D

=

aba abaulada

K

=

aba escareada

=

diâmetro do rebite

H

=

diâmetro da aba

H

=

altura da aba

f

=

altura da aba escareada

L

=

comprimento do rebite

Os rebites de repuxo podem ser fabricados com os seguintes materiais metálicos: aço-carbono; aço inoxidável; alumínio; cobre; monel (liga de níquel e cobre).

Especificação de rebites

Vamos supor que você precise unir peças para fazer uma montagem com barras de metal ou outro tipo de peça. Se essa união for do tipo de fixação permanente, você vai usar rebites. Para adquirir os rebites adequados ao seu trabalho, é necessário que você conheça suas especi- ficações, ou seja:

de que material é feito;

o tipo de sua cabeça;

o diâmetro do seu corpo;

o seu comprimento útil.

O

comprimento útil do rebite corresponde à parte do corpo que vai formar a união.

A

parte que vai ficar fora da união é chamada sobra necessária e vai ser usada para formar a

outra cabeça do rebite. No caso de rebite com cabeça escareada, a altura da cabeça do rebite também faz parte do seu comprimento útil.

O símbolo usado para indicar comprimento útil é L e o símbolo para indicar a sobra necessária é z.

Na especificação do rebite é importante você saber qual será o seu comprimento útil (L) e a sobra necessária (z). Nesse caso, é preciso levar em conta:

diâmetro do rebite;

tipo de cabeça a ser formado;

modo como vai ser fixado o rebite: a frio ou a quente.

As figuras mostram o excesso de material (z) necessário para se formar a segunda cabeça do rebite em função dos formatos da cabeça, do comprimento útil (L) e do diâmetro do rebite (d).

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Para solicitar ou comprar rebites você deverá indicar todas as especificações. Por exemplo: material do
Para solicitar ou comprar rebites você deverá indicar todas as especificações. Por exemplo: material do
Para solicitar ou comprar rebites você deverá indicar todas as especificações. Por exemplo: material do

Para solicitar ou comprar rebites você deverá indicar todas as especificações. Por exemplo:

material do rebite: rebite de aço ABNT 1.010;

tipo de cabeça: redondo;

diâmetro do corpo:

1¢¢ 3 x ¢¢ de comprimento útil. 4 4
1¢¢
3
x
¢¢ de comprimento útil.
4 4

Normalmente, o pedido de rebites é feito conforme o exemplo:

Rebite de alumínio, cabeça chata, de

3¢¢

32

x

1 ¢¢

2

Mas como você vai proceder, na prática, para fixar duas peças entre si, usando rebites? Em outras palavras, como você vai fazer a rebitagem?

Na rebitagem, você vai colocar os rebites em furos já feitos nas peças a serem unidas. Depois você vai dar forma de cabeça no corpo dos rebites. Esse procedimento está ilustrado nes- tas três figuras:

Esse procedimento está ilustrado nes- tas três figuras: Processos de rebitagem A segunda cabeça do rebite

Processos de rebitagem

A segunda cabeça do rebite pode ser feita por meio de dois processos: manual e mecânico.

Processo manual Esse tipo de processo é feito à mão, com pancadas de martelo. Antes de iniciar o processo, é preciso comprimir as duas superfícies metálicas a serem unidas, com o auxílio de duas ferramentas: o contra-estampo, que fica sob as chapas, e o repuxador, que é uma peça de aço com furo interno, no qual é introduzida a pon- ta saliente do rebite.

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e o repuxador, que é uma peça de aço com furo interno, no qual é introduzida
Após as chapas serem prensadas, o rebite é martelado até encorpar, isto é, dilatar e

Após as chapas serem prensadas, o rebite é martelado até encorpar, isto é, dilatar e preencher totalmente o furo. Depois, com o martelo de bola, o rebite é “boleado”, ou seja, é martelado até co- meçar a se arredondar. A ilustração mostra o “boleamento”.

a se arredondar. A ilustração mostra o “boleamento”. Em seguida, o formato da segunda cabeça é

Em seguida, o formato da segunda cabeça é feito por meio

de outra ferramenta chamada estampo, em cuja ponta exis-

te uma cavidade que será usada como matriz para a cabeça

redonda.

Processo mecânico

O processo mecânico é feito por meio de martelo pneumático ou de rebitadeiras pneumáticas e

hidráulicas.

O martelo pneumático é ligado a um compressor de ar por tubos flexíveis e trabalha sob uma

pressão entre 5 Pa e 7 Pa, controlada pela alavanca do cabo.

Observações

Pa vem de Pascal e significa a força de 1 Newton (N), aplicada à superfície de 1 metro quadrado

(m 2 ).

Newton é a força necessária para deslocar uma peça de 1kg a uma distância de 1 metro em 1 segundo, sobre uma superfície sem atrito.

O martelo funciona por meio de um pistão ou êmbolo que impulsiona a ferramenta existente na

sua extremidade . Essa ferramenta é o estampo, que dá a forma à cabeça do rebite e pode ser trocado, dependen- do da necessidade.

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Abaixo ilustramos, em corte, um tipo de martelo pneumático para rebitagem.

em corte, um tipo de martelo pneumático para rebitagem. A rebitadeira pneumática ou hidráulica funciona por

A rebitadeira pneumática ou hidráulica funciona por meio de pressão contínua. Essa máquina tem a forma de um C e é constituída de duas garras, uma fixa e outra móvel com estampos nas extremidades.

Se compararmos o sistema ma- nual com o mecânico, veremos que o sistema manual é utilizado para rebitar em locais de difícil acesso ou peças pequenas.

A rebitagem por processo mecânico apresenta vanta-

gens, principalmente quando é usada a rebitadeira pneumática ou hidráulica. Essa máquina é silenciosa, trabalha com rapidez e permite rebitamento mais resis- tente, pois o rebite preenche totalmente o furo, sem deixar espaço.

o rebite preenche totalmente o furo, sem deixar espaço. Entretanto, as rebitadeiras são máquinas grandes e

Entretanto, as rebitadeiras são máquinas grandes e fixas e não trabalham em qualquer posição. Nos casos em que é necessário o deslocamento da pes- soa e da máquina, é preferível o uso do martelo pneumáti- co.

da máquina, é preferível o uso do martelo pneumáti- co. Rebitagem a quente e a frio

Rebitagem a quente e a frio

Tanto a rebitagem manual como a mecânica podem ser feitas a quente ou a frio.

Na rebitagem a quente o rebite é aquecido por meio de fornos a gás , elétricos ou maçarico até atingir a cor vermelho-brilhante. Depois o rebite é martelado à mão ou à máquina até adquirir o formato.

Os fornos possibilitam um controle perfeito da temperatura necessária para aquecer o rebite. Já o maçarico apresenta a vantagem de permitir o deslocamento da fonte de calor para qualquer lugar.

A rebitagem a quente é indicada para rebites com diâmetro superior a 6,35 mm, sendo aplicada,

especialmente, em rebites de aço.

A rebitagem a frio é feita por martelamento simples, sem utilizar qualquer fonte de calor.

É indicada para rebites com diâmetro de até 6,3 mm, se o trabalho for à mão, e de 10 mm, se for

à máquina.

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Usa-se na rebitagem a frio rebites de aço, alumínio etc.

Ferramentas para rebitagem

Estampo

É

uma ferramenta usada para dar forma a uma peça.

O

estampo utilizado na rebitagem manual é feito de aço temperado e apresenta três partes: ca-

beça, corpo e ponta. Na ponta existe um rebaixo, utilizado para dar formato final à segunda cabeça do rebite.

estampo para rebites

estampo para rebites

final à segunda cabeça do rebite. estampo para rebites Contra-estampo O contra-estampo é na verdade um

Contra-estampo

O contra-estampo é na verdade um estampo colocado em posição

oposta à do estampo. Também é de aço temperado e apresenta um rebaixo semi-esférico no

qual é introduzida a cabeça do rebite.

O rebaixo semi-esférico pode apresentar vários diâmetros a fim de

alojar cabeças de rebites de diversas dimensões. Abaixo mostramos

um modelo de contra-estampo.

dimensões. Abaixo mostramos um modelo de contra-estampo. No caso de peças pequenas, pode-se utilizar o contra-

No caso de peças pequenas, pode-se utilizar o contra- estampo fixo a uma morsa; no caso de peças grandes, o

contra-estampo pode ser apoiado no piso, sobre uma chapa

de proteção.

uma morsa; no caso de peças grandes, o contra-estampo pode ser apoiado no piso, sobre uma

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Repuxador O repuxador comprime as chapas a serem rebitadas. É feito de aço temperado e apresenta três partes: cabeça, corpo e face. Na face existe um furo que aloja a extremidade livre do rebite.

repuxador para rebites

repuxador para rebites

Exemplo de rebitagem manual

Seqüência de operações de uma rebitagem, usando-se rebites de cabeça escareada chata.

Processo de execução:

1.

Prepare o material

Elimine as rebarbas dos furos a fim de assegurar uma boa aderência entre as chapas.

2.

Alinhe as chapas

Se necessário, prenda as chapas com grampos, alicates de pressão ou morsa manual.

Se houver furos que não coincidam, passe o alargador.

3.

Prepare os rebites

Calcule o comprimento do rebite de acordo com o formato da cabeça.

Se necessário, corte o rebite e rebarbe-o.

4.

Rebite

Inicie a rebitagem pelos extremos da linha de rebitagem.

Apoie as chapas sobre uma base sólida e repuxe os rebites. A base sólida deve estar

sempre limpa, ou seja, livre de partículas sólidas.

sólida e repuxe os rebites. A base sólida deve estar sempre limpa, ou seja, livre de

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As pancadas iniciais sobre os rebites devem ser aplicadas com a face de impacto do marte- lo e devem ser perpendiculares em relação aos rebites.

lo e devem ser perpendiculares em relação aos rebites. 2 Boleie os rebites com a bola

2

Boleie os rebites com a bola do martelo a fim de preencher todo o escareado.

com a bola do martelo a fim de preencher todo o escareado. 3 Termine a rebitagem

3

Termine a rebitagem dando pancadas com a face do martelo. Evite dar pancadas desnecessárias sobre os rebites, pois isto torna-os duros e frágeis.

a face do martelo. Evite dar pancadas desnecessárias sobre os rebites, pois isto torna-os duros e

4

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Para rebitar peças, não basta você conhecer rebites e os processos de rebitagem. Se, por exem- plo, você vai rebitar chapas é preciso saber que tipo de rebitagem vai ser usado de acordo com a largura e o número de chapas, a aplicação e o número de fileiras de rebites. Ainda, você precisará fazer cálculos para adequar os rebites à espessura das chapas.

Tipos de rebitagem

Os tipos de rebitagem variam de acordo com a largura das chapas que serão rebitadas e o esfor- ço a que serão submetidas. Assim, temos a rebitagem de recobrimento, de recobrimento simples e de recobrimento du- plo.

Rebitagem de recobrimento

Na rebitagem de recobrimento, as chapas são apenas sobrepostas e rebitadas. Esse tipo destina-se somente a suportar esforços e é empregado na fabricação de vigas e de estruturas metálicas.

na fabricação de vigas e de estruturas metálicas. Rebitagem de recobrimento simples É destinada a suportar

Rebitagem de recobrimento simples

É destinada a suportar esforços e permitir fechamento ou vedação.

É empregada na construção de caldeiras a vapor e recipientes de

ar comprimido. Nessa rebitagem as chapas se justapõem e sobre elas estende-se uma outra chapa para cobri-las.

Rebitagem de recobrimento duplo Usada unicamente para uma perfeita vedação.

É empregada na construção de chaminés e

recipientes de gás para iluminação. As chapas são justapostas e envolvidas por duas outras chapas que as recobrem dos dois lados.

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iluminação. As chapas são justapostas e envolvidas por duas outras chapas que as recobrem dos dois
iluminação. As chapas são justapostas e envolvidas por duas outras chapas que as recobrem dos dois

Quanto ao número de rebites que devem ser colocados, pode-se ver que, dependendo da largura das chapas ou do número de chapas que recobrem a junta, é necessário colocar uma, duas ou mais fileiras de rebites.

necessário colocar uma, duas ou mais fileiras de rebites. Quanto à distribuição dos rebites, existem vários

Quanto à distribuição dos rebites, existem vários fatores a considerar: o comprimento da chapa, a distância entre a borda e o rebite mais próximo, o diâmetro do rebite e o passo.

Observação

O

passo é a distância entre os eixos dos rebites de uma mesma fileira.

O

passo deve ser bem calculado para não ocasionar empenamento das chapas.

No caso de junções que exijam boa vedação, o passo deve ser equivalente a duas vezes e meia ou três vezes o diâmetro do corpo do rebite.

A distância entre os rebites e a borda das chapas deve ser igual a pelo menos uma vez e meia o

diâmetro do corpo dos rebites mais próximos a essa borda.

O cálculo de distribuição dos rebites é feito por projetistas que deverão levar em conta a finalidade

da rebitagem, o esforço que as chapas sofrerão, o tipo de junta necessário e a dimensão das chapas, entre outros dados do projeto. Por essa razão, o profissional encarregado pela rebitagem receberá os cálculos já prontos junto com o projeto a ser executado.

Cálculos para rebitagem

Para rebitar, é preciso escolher o rebite adequado em função da espessura das chapas a serem fixadas, do diâmetro do furo e do comprimento excedente do rebite, que vai formar a segunda cabeça.

Cálculo do diâmetro do rebite

A escolha do rebite é feita de acordo com a espessura das chapas que se quer rebitar. A prática

recomenda que se considere a chapa de menor espessura e se multiplique esse valor por 1,5, segundo a fórmula:

d = 1,5 . < S

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onde

d

= diâmetro;

< S

= menor espessura;

1,5

= constante ou valor predeterminado.

Exemplo Para rebitar duas chapas de aço, uma com espessura de 5mm e outra com espessura de 4mm, qual o diâmetro do rebite?

Solução

d

=

1,5 · <

S

d

=

1,5 · 4mm

d = 6,0mm

Geralmente, os rebites comerciais são fornecidos com as dimensões em polegadas; portanto é necessário escolher um rebite com um valor que mais se aproxime da dimensão obtida em milímetros pelo cálculo. Assim, no exemplo acima, o rebite comercial que mais se aproxima da dimensão 6,0mm é o rebite de diâmetro 1/4" ( 6.35 mm ) .

Cálculo do diâmetro do furo

O diâmetro do furo pode ser calculado multiplicando-se o diâmetro do rebite pela constante 1,06.

Matematicamente, pode-se escrever:

dF = dR · 1,06

onde

dF

= diâmetro do furo;

dR

= diâmetro do rebite;

1,06

= constante ou valor predeterminado.

Exemplo Qual é o diâmetro do furo para um rebite com diâmetro de 6,35 mm?

Solução

dF

=

dR · 1,06

dF

=

6,35 · 1,06

dF = 6,73mm

Portanto, o diâmetro do furo será de 6,73mm. è adote diâmetro broca comercialmente encon- trada ( 7 mm )

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Cálculo do comprimento útil do rebite

O cálculo desse comprimento é feito por meio da seguinte fórmula:

L = y · d + S

onde

L

= comprimento útil do rebite;

y

= constante determinada pelo formato da cabeça do rebite;

d

= diâmetro do rebite;

S

= soma das espessuras das chapas.

Para rebites de cabeça redonda e cilíndrica, temos:

L = 1,5 · d + S

de cabeça redonda e cilíndrica, temos: L = 1,5 · d + S Para rebites de

Para rebites de cabeça escareada, temos:

L = 1 · d + S

+ S Para rebites de cabeça escareada, temos: L = 1 · d + S Exemplos:

Exemplos:

1. Calcular o comprimento útil de um rebite de cabeça redonda com diâmetro de 3,175mm ( 1/8’ ) para rebitar duas chapas, uma com 2mm de espessura e a outra com 3mm.

Solução:

L

=

y · d + S

L

=

1,5 · 3,175 + 5

L

= 4,762 + 5

L

= 9,76mm

O

comprimento do útil rebite deve ser de 9,76mm , se for em polegada utilizar comprimento è

3/8”

( 9,525 mm ) , se usar milímetro è 10 mm .

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2.

Calcular o comprimento útil de um rebite de cabeça escareada com diâmetro de 4,76mm ( 3/16” ) para rebitar duas chapas, uma com 3mm de espessura e a outra com 7mm de espessura.

Solução:

L

=

y · d + S

L

=

1 · 4,76 + 10

L

=

4,76 + 10

L

= 14,76mm

 

O

comprimento do útil rebite deve ser de 15 mm, se for utilizar polegada

è

9/16” ( 14,28 mm )

Defeitos de rebitagem

É preciso fazer bem feita a rebitagem para assegurar a resistência e a vedação necessárias às peças unidas por rebites. Os defeitos, por menores que sejam, representam enfraquecimento e instabilidade da união. Alguns desses defeitos somente são percebidos com o passar do tempo por isso, é preciso estar bem atento e executar as operações de rebitagem com a maior precisão possível. Os principais defeitos na rebitagem são devidos, geralmente, ao mau preparo das chapas a serem unidas e à má execução das operações nas fases de rebitagem.

Os defeitos causados pelo mau preparo das chapas são:

Furos fora do eixo, formando degraus - Nesse caso, o corpo rebitado preenche o vão e assume uma forma de rebaixo, formando uma incisão ou corte, o que diminui a resistência do corpo.

incisão ou corte, o que diminui a resistência do corpo. Chapas mal encostadas - Nesse caso,

Chapas mal encostadas - Nesse caso, o corpo do rebite preenche o vão existente entre as chapas, en- cunhando-se entre elas. Isso produz um engrossa- mento da secção do corpo do rebite, reduzindo sua resistência.

Diâmetro do furo muito maior em relação ao diâmetro do rebite - O rebatimento não é suficiente para preencher a folga do furo. Isso faz o rebite assumir um eixo inclinado, que reduz muito a pressão do aperto.

preencher a folga do furo. Isso faz o rebite assumir um eixo inclinado, que reduz muito
preencher a folga do furo. Isso faz o rebite assumir um eixo inclinado, que reduz muito

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Os defeitos causados pela má execução das diversas operações e fases de rebitagem são:

Aquecimento excessivo do rebite - Quando isso ocorre, o material do rebite terá suas características físicas alteradas, pois após esfri- ar, o rebite contrai-se e então a folga aumenta. Se a folga aumentar, ocorrerá o deslizamento das chapas.

Se a folga aumentar, ocorrerá o deslizamento das chapas. Rebitagem descentralizada - Nesse caso, a segunda

Rebitagem descentralizada - Nesse caso, a segunda cabeça fica fora do eixo em relação ao corpo e à primeira cabeça do rebite e, com isso, perde sua capacidade de apertar as chapas.

Mal uso das ferramentas para fazer a cabeça - A cabeça do rebite é rebatida erradamente e apresenta irregularidades como rebarbas ou rachaduras.

e apresenta irregularidades como rebarbas ou rachaduras. comprimento do corpo do rebite é pequeno em relação
e apresenta irregularidades como rebarbas ou rachaduras. comprimento do corpo do rebite é pequeno em relação

comprimento do corpo do rebite é pequeno em relação à espessura da chapa - Nessa situação, o material disponível para rebitar a segunda cabeça não é suficiente e ela fica incompleta, com uma superfície plana.

suficiente e ela fica incompleta, com uma superfície plana. Eliminação dos defeitos Para eliminar os defeitos

Eliminação dos defeitos

Para eliminar os defeitos é preciso remover a cabeça do rebite.Isso pode ser feito por três processos: com talhadeira, com lima e com esmerilhadeira.

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Eliminação com talhadeira

A cabeça do rebite é aberta em duas partes e depois extraída.

do rebite é aberta em duas partes e depois extraída. A cabeça do rebite pode ser
do rebite é aberta em duas partes e depois extraída. A cabeça do rebite pode ser

A cabeça do rebite pode ser extraída inteira, com uma talhadeira trabalhando de lado.

extraída inteira, com uma talhadeira trabalhando de lado. Depois de eliminada uma das cabeças, o restante

Depois de eliminada uma das cabeças, o restante do rebite é extraído com um saca-pinos sobre

o qual se aplicam alguns golpes com o martelo.

sobre o qual se aplicam alguns golpes com o martelo. Eliminação com esmerilhadeira A esmerilhadeira é

Eliminação com esmerilhadeira

A esmerilhadeira é uma máquina-ferramenta que desgasta o material por meio da ação abrasiva

exercida pelo rebolo. A cabeça do rebite pode ser esmerilhada e o corpo retirado com saca-pinos

ou por meio de furação.

Abaixo, é ilustrado um rebolo esmerilhando a cabeça de um rebite e uma broca removendo-o em seguida.

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Eliminação com lima A lima é usada quando se trata de chapas finas que não
Eliminação com lima A lima é usada quando se trata de chapas finas que não

Eliminação com lima A lima é usada quando se trata de chapas finas que não podem sofrer deformações. O corpo do rebite pode ser retirado por meio de furação, com broca de diâmetro pouco menor que o diâmetro do rebite.

Para finalizar, algumas recomendações sobre procedimentos de segurança durante as operações de rebitagem:

Use óculos de segurança. Use protetor auricular durante todo o trabalho. Escreva com giz a palavra “quente” na peça onde houver rebites aquecidos. Verifique se todas as ferramentas estão em ordem antes de iniciar o trabalho. Tome cuidado quando executar rebitagem à máquina; é preciso saber operá-la corretamente.

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Chavetas

As chavetas têm a função de unir dois elemen- tos mecânicos a fim de transmitir momento torçor (torque), por exemplo, a união de eixos com a- coplamentos, com polias e com engrenagens. Podemos definir ainda a chaveta como elemento de transmissão e de segurança para um sistema mecânico pois na ocorrência de choques ( trancos ) no sistema haverá o rompimento da chaveta preservando os componentes acopla- dos. A figura mostra esquematicamente a união de elementos por meio de chavetas.

esquematicamente a união de elementos por meio de chavetas. Chavetas paralelas retangulares ou quadradas Entre os

Chavetas paralelas retangulares ou quadradas

Entre os inúmeros tipos de chavetas existentes, as mais usadas são as paralelas retangulares ou quadradas regidas pela norma ABNT P-PB-122. Essas chavetas são fabricadas em três tipos fundamentais, A, B e C , e possuem dimensões e tolerâncias definidas por norma.

C , e possuem dimensões e tolerâncias definidas por norma. As dimensões b e h da

As dimensões b e h da seção transversal são padronizadas em função do diâmetro do eixo. O comprimento, , é determina- do por cálculo, ou proporcional ao elemento em que for aplica- do. As dimensões principais das chavetas são indicadas na figura.

proporcional ao elemento em que for aplica- do. As dimensões principais das chavetas são indicadas na

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Tipos de ajustes na montagem

A norma ABNT P-PB-122 define também as tolerâncias para rasgos de chaveta em função do

diâmetro do eixo. Esquematicamente, para um acoplamento, as tolerâncias são indicadas na figura.

um acoplamento, as tolerâncias são indicadas na figura. Eixo-chaveta. Ajuste com folga: h9/H9 Ajuste normal: h9/N9

Eixo-chaveta. Ajuste com folga: h9/H9 Ajuste normal: h9/N9 Ajuste com interferência: h9/P9

Chaveta-cubo. Ajuste com folga: h9/D10 Ajuste normal: h9/JS9 Ajuste com interferência: h9/P9

A ISO/R775 recomenda, para ponta de eixo de máquinas elétricas, tolerâncias para o rasgo do

eixo P9, e rasgo do cubo H9.

Calculo do comprimento L da chaveta

Como os valores de b e h

já estão definidos em fun-

ção do diâmetro do eixo,

então, basta dimensionar o comprimento L da chaveta ao cisalhamento e a com- pressão (esmagamento).

A figura indica esquemati-

camente alguns carrega- mentos e a área sujeita ao cisalhamento.

(esmagamento). A figura indica esquemati- camente alguns carrega- mentos e a área sujeita ao cisalhamento. 22

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Exemplo Um motor elétrico possui potência nominal de 25 hp, rotação de 1 165 rpm
Exemplo Um motor elétrico possui potência nominal de 25 hp, rotação de 1 165 rpm

Exemplo Um motor elétrico possui potência nominal de 25 hp, rotação de 1 165 rpm e, na carcaça 180 L. Sabendo que o diâmetro da ponta de eixo mede 48 mm, determinar o comprimento mínimo da chaveta.

mede 48 mm, determinar o comprimento mínimo da chaveta. Solução O torque do eixo é dado

Solução O torque do eixo é dado pela equação:

mede 48 mm, determinar o comprimento mínimo da chaveta. Solução O torque do eixo é dado

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Observe que o comprimento da chaveta foi pequeno, porque o torque é inversamente proporcio- nal

Observe que o comprimento da chaveta foi pequeno, porque o torque é inversamente proporcio- nal à rotação. Assim, se a rotação fosse dez vezes menor, o comprimento da chaveta seria dez vezes maior.

Outros tipos de chavetas

Chaveta Woodruff (meia-lua)

Esse tipo de chaveta é muito usado em máquinas e na indústria automobilística, por alojar-se bem no rasgo do eixo. Facilita ainda

a montagem em eixos cônicos,

adaptando-se bem à conicidade do fundo do rasgo do cubo,

além de gerar menos concen- trações de tensão e oferecer

maior facilidade de usinagem.

É utilizada em transmissões de

torques pequenos e médios.

A principal desvantagem desse tipo de chaveta é o enfraquecimento do eixo em razão da neces-

sidade de maior profundidade para seu alojamento.

de chaveta é o enfraquecimento do eixo em razão da neces- sidade de maior profundidade para

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Como curiosidade, citamos outros tipos de chavetas.

• Chavetas inclinadas com cabeça e sem cabeça

Esse tipo de chaveta é fácil de montar e desmontar.

A figura indica as

dimensões princi- pais desse

elemento.

A figura indica as dimensões princi- pais desse elemento. • Chavetas Pratt e Whitney, ou chavetas

• Chavetas Pratt e Whitney, ou chavetas embutidas.

O rasgo para o alojamento do eixo

possui o mesmo comprimento da

chaveta arredondada nos extremos

.

Chavetas tangenciais

São formadas por um par de cu- nhas, colocadas uma em cada rasgo, defasadas entre si 120° . São utilizadas quando há neces- sidade de absorver impacto nos dois sentidos de rotação.

entre si 120° . São utilizadas quando há neces- sidade de absorver impacto nos dois sentidos
entre si 120° . São utilizadas quando há neces- sidade de absorver impacto nos dois sentidos

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Anéis elásticos, pinos e cupilhas

Anéis elásticos

Os anéis elásticos são elementos de máquinas usados em eixos ou furos, com a função de posicionar e impedir movimentos axiais de peças.

Como os anéis são confeccionados em aço mola ( 1070 ou similar ), normalmente a carga axial aplicada é limitada pela resistência do material do eixo ou do furo no qual é feita a ranhura para seu alojamento.

O anel elástico é conhecido também

como anel de retenção, anel de

segurança ou anel de trava.

A figura mostra anéis elásticos para

eixos e para furos com seus respec- tivos canais.

para eixos e para furos com seus respec- tivos canais. O anel elástico tem a função

O anel elástico tem a função de impe-

dir movimentos de translação do eixo. Como exemplo, o esquema a da figura mostra uma engrenagem cuja translação é impedida por um anel elástico na ponta do eixo, e o esquema b exibe um rolamento fixo ao cubo cuja translação é limitada por três anéis elásticos.

eixo, e o esquema b exibe um rolamento fixo ao cubo cuja translação é limitada por

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Exemplo

Determinar as dimensões A, B, C e D do canal do eixo no qual será coloca- do um anel elástico para fixação do rolamento, como mostra a figura.

elástico para fixação do rolamento, como mostra a figura. Solução Fornecido o diâmetro do eixo, de

Solução

Fornecido o diâmetro do eixo, de acordo com a tabela dos catálogos de fabricantes mostrados no

final desta apostila , concluímos que as medidas são:

no final desta apostila , concluímos que as medidas são: Pinos Pinos são elementos de união

Pinos

Pinos são elementos de união entre duas ou mais peças com a finalidade de posicionar ou fixar as peças e, assim, garantir alinhamento e montagem. São usados tanto nos casos de manutenção como para transmitir forças ou tor- ques.

Os pinos de superfície lisa mais comuns são o pino cônico, mostrado no esquema a da figura, o pino cônico com rosca, esquema b, e o pino cilíndrico, esquema c.

com rosca, esquema b , e o pino cilíndrico, esquema c . O pino cônico (a)

O pino cônico (a) é fabricado com conicidade 1:50 e pode ser colocado várias vezes em um

mesmo furo.

O pino cônico (b), com haste roscada, tem a função de facilitar a retirada, uma vez que um

simples torque na porca o remove.

O pino cilíndrico (c) necessita de um furo com tolerâncias adequadas, porque é solicitado por

esforços cortantes.

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Exemplos de conjuntos com tais pinos são indicados e comentados na figura.

com tais pinos são indicados e comentados na figura. Os pinos cilíndricos ou cônicos, mostrados na

Os pinos cilíndricos ou cônicos, mostrados na figura com enta- lhe parcial ou total na superfície externa, podem ser fixados diretamente em um furo feito com broca, sem necessidade de acabamento ou precisão no diâmetro.

sem necessidade de acabamento ou precisão no diâmetro. Temos também o pino elástico ou pino tubular

Temos também o pino elástico ou pino tubular partido de elevada resistência ao corte, fabricado de fita de aço para mola ( 1070 ou similar ) enrolada. Mesmo depois de colocado no furo de menor diâmetro, esse pino permanece com o efeito mola-fixo no furo.

A figura mostra esquematicamente sua geometria.

no furo. A figura mostra esquematicamente sua geometria. Dimensionamento dos pinos Calcula-se o diâmetro do pino

Dimensionamento dos pinos

esquematicamente sua geometria. Dimensionamento dos pinos Calcula-se o diâmetro do pino para uma união, conforme

Calcula-se o diâmetro do pino para uma união, conforme mostra

a figura, submetida à carga P, como solicitação ao cisalhamento puro.

pino para uma união, conforme mostra a figura, submetida à carga P, como solicitação ao cisalhamento

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Na transmissão de torque através do pinhão, fixado ao eixo por pino cilíndrico, como indicado na figura, tem-se para o dimensionamento:

como indicado na figura, tem-se para o dimensionamento: Cupilhas ou contrapinos Cupilha ou contrapino é um

Cupilhas ou contrapinos

tem-se para o dimensionamento: Cupilhas ou contrapinos Cupilha ou contrapino é um elemento obtido de um

Cupilha ou contrapino é um elemento obtido de um arame maleável de seção semicircular que, dobrado convenientemente, forma uma cabeça e um corpo cilíndrico.

Regido pela norma ABNT P-PB-171, é utilizado para limitar o movimento axial de alguns elemen- tos de máquinas. Pode ser designado da seguinte forma:

Contrapino d × – Material Norma

em que d é o diâmetro nominal, é o comprimento e o material que o compõe é norma técnica.

Exemplo: a denominação para um contrapino de aço com diâmetro nominal igual a 3,2 mm, com- primento igual a 50 mm, é:

Contrapino 3,2 × 50 – Aço ABNT P-PB-171

Informações complementares são indicadas na figura e na tabela.

Contrapino 3,2 × 50 – Aço ABNT P-PB-171 Informações complementares são indicadas na figura e na

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O diâmetro do furo de alojamento é o mesmo que o diâmetro do pino com

O diâmetro do furo de alojamento é o mesmo que o diâmetro do pino com tolerância:

H14 para d1 > 1,2 e H13 para d1 < 1,2.

A figura mostra aplicações práticas de cupilhas.

tolerância: H14 para d1 > 1,2 e H13 para d1 < 1,2. A figura mostra aplicações

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Parafusos, porcas e arruelas

Entre os elementos de união desmontáveis, os parafusos são os mais utilizados, pelo custo reduzido e fácil aplicação.

Os parafusos podem ser de fixação ou de movimento. Os parafusos de movimento são usados na transmissão de forças ( fusos roscados que movimentam os carros do torno / longitudinal e transversal ) As roscas têm formato trapezoidal, quadrado ou de dente de serra.

Por serem mais utilizados em máquinas e equipamentos, apenas os parafusos de fixação são abordados neste livro.

Características dos parafusos de fixação

O parafuso de fixação pode ser dividido em três partes: cabeça, corpo e rosca .

pode ser dividido em três partes: cabeça, corpo e rosca . A figura mostra esquematicamente diversas

A figura mostra esquematicamente diversas formas de cabeça de parafusos.

três partes: cabeça, corpo e rosca . A figura mostra esquematicamente diversas formas de cabeça de

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A rosca normalmente é de perfil triangular, com ângulo de 60° ou 55°, dimensões em milímetros

(rosca métrica) ou em polegadas (rosca UNC / UNF e rosca Whitworth). As dimensões principais

podem ser observadas na figura.

As dimensões principais podem ser observadas na figura. Define-se o passo de uma rosca (p) como

Define-se o passo de uma rosca (p) como a distância entre dois filetes consecutivos, medida paralelamente ao eixo.

Avanço é a distância que a porca percorre paralelamente ao eixo da rosca, quando gira uma volta.

A rosca pode ser grossa, média e fina. A rosca de uso corrente é a grossa, que não é

recomendada em aplicações em que haja vibrações ou torque alto .

A rosca fina, muito usada na indústria automobilística, é a mais indicada para suportar vibrações e

torques maiores

A designação da rosca métrica é feita pela letra M (maiúscula), seguida pelos números indicativos

do diâmetro nominal (diâmetro externo) e do passo, em milímetros, separados pelo sinal “×”. Exemplo para rosca fina : rosca M10 × 1,25.

Na designação da rosca de passo normal deve ser suprimida a informação referente ao passo. Exemplo para rosca normal : rosca M10.

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Classes de resistência de parafusos

Sistema de designação

Os símbolos são formados por dois algarismos separados por um ponto (x.x).

formados por dois algarismos separados por um ponto (x.x). Esses símbolos com dois algarismos separados pelo

Esses símbolos com dois algarismos separados pelo ponto, normalmente, vêm marcados nos parafusos e são utilizados quando é necessária a certificação de suas propriedades mecânicas. A figura mostra esquematicamente sua localização.

A figura mostra esquematicamente sua localização. Fixação por atrito As fixações por atrito são

Fixação por atrito

As fixações por atrito são dimensionadas em função da força axial de compressão (Fa) entre as peças, originada pelo torque de aperto dado no parafuso. Este, quando solicitado, desenvolve uma força de atrito (Fat) que mantém as partes unidas.

Nas tabelas 3.15 e 3.16 constam os valores de torque, força de aperto e diâmetro dos parafusos cuja classe de resistência é respectivamente 5.6 e 8.8.

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Se considerarmos o coeficiente de segurança, conforme o tipo de solicitação, o diâmetro do parafuso

Se considerarmos o coeficiente de segurança, conforme o tipo de solicitação, o diâmetro do parafuso ficaria muito grande e inviável para a aplicação.

A solução mais adequada seria a utilização de mais parafusos, ou fazer o parafuso trabalhar

sujeito a cisalhamento.

Como sabemos, os parafusos devem estar sujeitos apenas a esforços de tração.

O parafuso, porém, pode estar sujeito a cisalhamento

se for colocado sem folga no furo das peças, de mo- do que a parte roscada não esteja na região sujeita a cisalhamento, como mostra a figura.

das peças, de mo- do que a parte roscada não esteja na região sujeita a cisalhamento,
das peças, de mo- do que a parte roscada não esteja na região sujeita a cisalhamento,

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Observe que se obtém uma solução com o diâmetro menor, mesmo levando em conta o coeficien- te de segurança.

Existem outras soluções que podem ser adotadas caso os esforços sejam de cisalhamento. As técnicas consistem em descarregar o esforço cortante em outros elementos, tais como: pinos, chavetas, buchas, ressaltos etc. Algumas dessas técnicas são esquematicamente mostradas na figura.

dessas técnicas são esquematicamente mostradas na figura. Furos de passagem de parafusos Furos de passagem de

Furos de passagem de parafusos

Furos de passagem de parafusos, se realizados conforme recomendação normativa, não exigem

a utilização de arruelas (lisas ou de pressão), exceto quando os elementos estão sujeitos a vibra- ções. Nesse caso, usaremos arruelas de pressão.

A arruela lisa deve ser utilizada se o diâmetro do furo de passagem for superior ao estipulado por

norma, ou em furos do tipo oblongo.

Algumas montagens são mostradas na figura.

do tipo oblongo. Algumas montagens são mostradas na figura. Os tipos e dimensões de parafusos, porcas

Os tipos e dimensões de parafusos, porcas e arruelas de pressão e lisas encontram-se tabelados pela norma ABNT, ou em livros, catálogos de fabricantes, manuais etc.

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Para parafusos de rosca métrica, a tabela fornece os valores do diâmetro do furo de passagem.

Para parafusos de rosca métrica, a tabela fornece os valores do diâmetro do furo de passagem.
Para parafusos de rosca métrica, a tabela fornece os valores do diâmetro do furo de passagem.

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As dimensões d e D são indicadas na figura.

Molas

As dimensões d e D são indicadas na figura. Molas As molas são usadas para exercer

As molas são usadas para exercer forças, proporcionar deslocamentos ou, ainda, armazenar energia e absorver choques, no regime elástico.

Temos diversos tipos de molas, mas as de maior aplicação são as helicoidais, feitas de fios de seção circular ( 1070 ou similar ) . As molas helicoidais podem ser solicitadas às cargas de tração ou compressão.

Dimensões principais da mola cilíndrica helicoidal

A mola helicoidal recebe esse nome porque possui o tipo de enrolamento em forma de hélice, que

pode ser à direita ou à esquerda. A figura abaixo indica as dimensões principais de uma mola he-

licoidal e sua respectiva nomenclatura.

de uma mola he- licoidal e sua respectiva nomenclatura. As molas normalmente são montadas de modo
de uma mola he- licoidal e sua respectiva nomenclatura. As molas normalmente são montadas de modo

As molas normalmente são montadas de modo que fiquem ligeiramente comprimidas, ou

seja, possuem um carregamen-

to inicial, indicado como Pi .

Em qualquer circunstância para

a qual a mola foi projetada

deverá existir uma folga mínima

(μ o ), de modo que, para uma carga P maior que Pi , os fios de hélice não se toquem.

folga mínima ( μ o ), de modo que, para uma carga P maior que Pi

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Na figura:

L = comprimento livre ou sem carga;

Li = comprimento inicial da mola após aplicar a carga inicial (Pi);

L

0 = comprimento da mola carregada;

fi

= flecha inicial da mola;

fu

= flecha útil da mola;

f

= flecha da mola;

m 0 = folga mínima entre os fios da mola.

da mola ; m 0 = folga mínima entre os fios da mola . Essa análise

Essa análise considera as extremidades da mola em esquadro e esmerilhadas.

Tensões em molas cilíndricas helicoidais

A figura abaixo mostra uma mola cilíndrica helicoidal sujeita a compressão, de fio de seção

circular, carregada por uma força axial P. Vamos imaginar que cortássemos a mola na seção transversal A e mantivéssemos os esforços que a parte removida exercia antes do corte. Na seção, teríamos os seguintes esforços internos solicitantes:

teríamos os seguintes esforços internos solicitantes: Para a maioria dos casos, o ângulo a é pequeno
teríamos os seguintes esforços internos solicitantes: Para a maioria dos casos, o ângulo a é pequeno

Para a maioria dos casos, o ângulo a é pequeno se a relação d/D também for pequena. Os efeitos dos esforços internos solicitantes N, Q e M podem ser desprezados em relação ao momento de torção (Mt), e o dimensionamento é feito levando em conta apenas o torque.

em relação ao momento de torção ( M t ), e o dimensionamento é feito levando

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Se considerarmos o efeito da força cortante Q e o efeito devido à curvatura (D/d), temos de corri- gir a tensão t com a constante K, chamada fator de correção Wahl.

t com a constante K , chamada fator de correção Wahl . Fórmula da flecha e

Fórmula da flecha e comprimento da mola

A flecha ou deflexão da mola cilíndrica helicoidal é dada pela expressão:

da mola cilíndrica helicoidal é dada pela expressão: em que: N = número de espiras ativas

em que:

N

= número de espiras ativas ou úteis;

G

= módulo de elasticidade transversal.

O

comprimento mínimo da mola (L) livre ou sem carga, com duas espiras inativas, é dado pela

equação:

carga, com duas espiras inativas, é dado pela equação: A primeira parcela da fórmula é o

A primeira parcela da fórmula é o comprimento da mola sólida, a segunda é a flecha e a última

refere-se à folga mínima entre os fios, após carregamento, adotada com valor de 10% do diâme-

tro do fio da mola.

Exemplo Determinar o diâmetro e o número de espiras úteis da mola cilíndrica helicoidal no dispositivo da figura ao lado , sem considerar o fator de correção Wahl.

da mola cilíndrica helicoidal no dispositivo da figura ao lado , sem considerar o fator de
da mola cilíndrica helicoidal no dispositivo da figura ao lado , sem considerar o fator de

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Solução Como o carregamento é sem carga inicial, o valor da flecha é dado por:

é sem carga inicial, o valor da flecha é dado por: Em função do diâmetro do

Em função do diâmetro do furo = 22 mm, adota-se D = 16 mm para o diâmetro da mola. Pela fór- mula do diâmetro do fio da mola, temos:

da mola. Pela fór- mula do diâmetro do fio da mola, temos: A partir da fórmula

A partir da fórmula da flecha, calculamos o número de espiras (N).

da fórmula da flecha, calculamos o número de espiras (N). \ 7espiras Complementando o exemplo, vamos

\7espiras

Complementando o exemplo, vamos verificar a folga entre as espiras.

o número de espiras (N). \ 7espiras Complementando o exemplo, vamos verificar a folga entre as

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Anexos – Catálogos de fabricantes

Catálogo de correias da empresa Gates do Brasil

Anexos – Catálogos de fabricantes Catálogo de correias da empresa Gates do Brasil 42 / 64

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Catalogo de anéis elásticos da empresa Dober

Catalogo de anéis elásticos da empresa Dober 58 / 64

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Catalogo completo de correntes de transmissão da empresa Daido

Catalogo completo de correntes de transmissão da empresa Daido 60 / 64

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ELEMENTOS DE MAQUINA

BIBLIOGRAFIA

Habilitação Técnica em Mêcanica

Projetos e Ensaios Mecânicos Centro Paula Souza / Fundação Padre Anchieta Livro 1

2011

PROFESSOR : CARLOS VANDERLEI GARCIA

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