ENTENDIMENTOS DO STJ/2013.

A jurisprudência do STJ sobre as prerrogativas do advogado
A jurisprudência do STJ sobre as prerrogativas do advogado. (Fonte: STJ)
STJJurisprudência, Constitucional 105

Indispensável à administração da Justiça, o advogado é inviolável em seus atos e manifestações no exercício da profissão. O texto, presente na Constituição, resguarda não só o advogado, mas seus clientes, a Justiça e a cidadania. No Superior Tribunal de Justiça (STJ), a jurisprudência sobre limites e excessos das prerrogativas dos advogados é farta. Veja alguns exemplos de como são resolvidas questões relacionadas ao dia a dia desses profissionais e às prerrogativas previstas no Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94). Juiz atrasado O atraso do magistrado por mais de 30 minutos autoriza o advogado a deixar o recinto, mediante comunicação protocolada em juízo. Porém, essa medida só se justifica quando o juiz não está presente no fórum. No HC 97.645, o STJ rejeitou a alegação de nulidade em caso no qual o advogado do réu acusado de homicídio qualificado, na quarta audiência marcada, deixou o local após atraso do magistrado, que presidia outro feito no mesmo recinto. A primeira audiência estava marcada para 20 de novembro, e o réu foi apresentado às 15h30. Às 15h58, o advogado protocolou a petição informando do exercício de sua prerrogativa, sem nem mesmo entrar em contato com o magistrado, que, por se tratar de interrogatório do acusado, adiou o feito para 6 de fevereiro do ano seguinte. A oitiva das testemunhas da acusação foi marcada para as 13h30 de 30 de maio, já que não compareceram à primeira. Às 16h30, o réu, preso, ainda não havia sido apresentado, o que levou à remarcação.

Em 10 de outubro, como as testemunhas do réu estivessem atrasadas, foi iniciada a audiência de outro caso, às 14h15. Às 16h20 foi feito o pregão do processo. O magistrado foi então informado de que os advogados, novamente sem entrar em contato prévio, haviam protocolado às 16h16 petição relativa à prerrogativa. O réu, já solto, deixou o fórum junto com seu defensor. Diante do fato, o magistrado nomeou defensor público e deu seguimento ao feito. Para o STJ, além de não se enquadrar na hipótese prevista no estatuto, o caso não trouxe nenhum prejuízo à defesa. Autonomia e qualidade No HC 229.306, a defesa alegava que a atuação do advogado no processo de origem teria sido de ―péssima qualidade‖ e deficiente. Assim, por falta de defesa técnica, a condenação do réu em 13 anos por homicídio qualificado deveria ser anulada. O ministro Jorge Mussi, porém, afastou a nulidade. Para o relator, o advogado era habilitado e fora regular e livremente constituído pelo réu, pressupondo confiança deste no profissional. A atuação do advogado não seria negligente, já que sustentou suas teses em todas as oportunidades oferecidas pelo juízo. Conforme o ministro, não se pode qualificar como defeituoso o trabalho do advogado que atua de acordo com a autonomia garantida pelo estatuto. ―Como se sabe, o conhecimento e a experiência agregados por cada profissional, em qualquer ofício, são critérios que levam, muitas vezes, à execução de trabalhos distintos sobre uma mesma base fática, como não raro ocorre, por exemplo, em diagnósticos diversos dados a um mesmo sintoma por dois ou mais médicos. Trata-se, na verdade, da avaliação subjetiva do profissional, diante de um caso concreto, das medidas que entende devidas para alcançar um fim almejado‖, avaliou Mussi. ―O ofício do advogado, entretanto, se consubstancia em obrigação de meio, não lhe sendo exigível qualquer resultado específico sobre a sua atuação em juízo, senão a diligência na prestação do serviço e o emprego dos recursos que lhe estiverem disponíveis em busca do êxito almejado‖, completou. ―Assim, embora aos olhos do impetrante a atuação do causídico constituído pelo paciente não seja digna de elogios, da leitura das peças que foram acostadas aos autos não se constata qualquer desídia ou impropriedade capaz de influenciar na garantia à ampla defesa do acusado‖, acrescentou o ministro.

seu cliente.668). revelando a sua convicção na estratégia defensiva traçada. Para o STJ. diante de um insucesso. mostrou-se combativo ao não resignar-se com a decisão de pronúncia. na caracterização da deficiência de defesa‖. Temendo que o impedimento tornasse a acontecer. sob o argumento de que o advogado não poderia pleitear em seu nome direito de terceiro.181. Por isso. no caso analisado. para o crítico sempre haverá algo a mais que o causídico poderia ter feito ou alegado. uma vez que a configuração da tipicidade infracional decorre não do tempo em que o causídico reteve os autos. que foi deferida.089. Carga de autos Em decisão recente. circunstância que não redunda. o advogado ingressou com medida cautelar. Essa interpretação decorreu do caso em que um clube impediu o defensor de ingressar em suas dependências. no entanto. é ―óbvio‖ que o titular das prerrogativas da advocacia é o advogado e não quem o constitui. No REsp 1. as instâncias ordinárias haviam imposto restrições a todos os advogados e estagiários da parte. a qual foi igualmente sustentada perante o conselho de sentença.―Aliás. Direito próprio As prerrogativas profissionais são direito do próprio advogado. concluiu. já que os autos foram devolvidos antes do prazo legal de 24 horas que permitiria a aplicação de sanções. o STJ afirmou que apenas o advogado que deixou de devolver os autos no prazo é que pode ser responsabilizado pela falta. o processo foi extinto. esclareceu o ministro Luis Felipe Salomão. nem mesmo essa punição poderia ser mantida. Porém. a legitimidade para a ação. O advogado defendia um cliente perante o conselho deliberativo do country club. no mérito. ―Merece reforma o acórdão recorrido. era mesmo do defensor (REsp 735. Proibição de retirada de processo é pessoal e não se estende a outros advogados da parte Vistas para 47 réus . mas do descumprimento da intimação para restituí-los no prazo legal‖. afirmando que somente sócios podiam frequentá-lo. Porém. nos termos em que proposta. mas o STJ afirmou que só poderia ser punida a advogada subestabelecida que deixou de devolver os autos. por si só. Entretanto. manifestando seu inconformismo até o último recurso disponível.

777. o STJ considerou válida a negativa de carga dos autos pelo tribunal local. O grupo. Mas o STJ considerou que o ato. cada um com seus advogados próprios. produzia as drogas na Bolívia e as distribuía para São Paulo. envolvidos em cinco denúncias relacionadas a tráfico internacional de drogas. feito várias manobras para procrastinar o andamento do processo. Por isso. o STJ anulou (HC 160. parágrafo 1º. foram apreendidos também 48 veículos. causaria tumulto e retardamento processual. O caso tratava de réus presos com mais de quatro toneladas de cocaína e cinco toneladas de maconha. o defensor constituído e os dois estagiários autorizados deveriam ter procurado tomar conhecimento da decisão. Às vésperas do julgamento. Para o tribunal local. Na operação. o que não restringiu seu direito de defesa. No REsp 997. que só foi juntada três dias antes do julgamento. nessas condições. o Tribunal afirmou que a retirada dos autos de processo com 47 réus. A corte havia negado a retirada dos autos porque a parte teria. constituiu um nada jurídico. No HC 237. a Europa e a África. Tumulto protelatório O advogado que tenta tumultuar o trâmite processual e apenas adiar o julgamento também pode ter negada a carga dos autos. . Conforme o STJ. os novos representantes pediam vista fora de cartório. desde a primeira instância. pelo juiz processante. além de maquinário e produtos químicos para preparação e adulteração das drogas. o que impediu o conhecimento do ato pelo advogado. Os ministros consideraram que não seria razoável exigir do advogado que se dirigisse todos os dias ao gabinete do relator ou à secretaria do foro para informar-se sobre o andamento do processo.O STJ já decidiu que não viola prerrogativas da advocacia a limitação.865. as partes não tiveram impedido o acesso aos documentos ou cópias. Eventual prejuízo para o réu decorreria da própria desídia da defesa. de restrição à vista dos autos fora do cartório quando a medida é justificada. de acordo com a denúncia. Apenas foi aplicada exceção prevista no próprio Estatuto da Advocacia (artigo 7º. item 2). os advogados foram substituídos. um avião e mais de US$ 1 milhão. Intimação Por outro lado.281) o julgamento de um recurso em sentido estrito porque a decisão do relator autorizando vista para cópias deixou de ser publicada.

o documento. No STJ. um processo administrativo corria perante o conselho de magistratura. o advogado que defendia a parte no processo de inventário não pôde entrar a tempo com a exceção de impedimento e suspeição contra o juiz. apesar disso.Ainda conforme o STJ. sob pena de nulidade. no REsp 1. Isso configurou a violação do direito líquido e certo do advogado. o advogado tinha uma senha da repartição para provar que havia tentado obter vista do processo em que pretendia verificar o lançamento de ISS contra seu cliente. A parte recorreu com embargos de declaração. o advogado não pode ser responsabilizado por ofensas em sua atuação profissional. O advogado era procurador municipal. que substituía a titular afastada.583. foi considerado que. Mais que isso. No HC 213. Mas o horário impresso correspondia à madrugada de domingo. Na origem. tanto em processo judicial quanto administrativo. Como não foi intimado dessa decisão do conselho. sem inclusão de seu advogado constituído. que por sua vez contratou o irmão do magistrado como advogado do espólio. O juiz recebeu pena de censura por ter nomeado como inventariante seu padrinho de casamento. Vista em processo administrativo Porém. os quais foram acolhidos com efeitos infringentes pelo magistrado. que a administração não pode simplesmente impedir o advogado de retirar autos de processo administrativo da repartição.232. servia como prova. No caso. É o exemplo do decidido no Recurso Especial 935. Imunidade por ofensas Para o STJ. o STJ considerou. a autoridade coatora se manifestou informando que realmente não concedia vista em carga dos processos administrativos.004. ainda que fora do juízo. o Tribunal reconheceu a ausência de justa causa em processo por crimes contra a honra movido por juiz contra um advogado. havendo advogado constituído.828. O STJ considerou nula a intimação do resultado de processo administrativo feita somente em nome da parte em processo judicial relacionado ao caso. as intimações devem ser feitas também em seu nome. somado à presunção de boafé dos advogados. A juíza titular da causa negara o mandado de segurança contra o ente público. .

ao apontar que a decisão fora tomada ―curiosamente‖ de forma célere. ao receber a apelação. na vara onde era titular. Isso porque teria. em qualquer juízo ou tribunal‖ não permite a juntada de documentos após o julgamento do recurso. antiética e com interesse na causa. o que afasta a imunidade. pela ordem. ter ingressado na ―Timemania‖. absurda. que a prerrogativa de o advogado ―usar a palavra.Na apelação. difamação. com a petição denominada ―questão de ordem‖. anotou que somente o tribunal teria competência para reverter sua decisão original e lhe causava ―estranheza‖ a decisão do substituto. Os ministros consideraram que a manifestação era objetiva e estava no contexto da defesa do ente público.193. O STJ. ―Salvo engano. a peça só foi atravessada depois do julgamento colegiado do agravo .328. o Joinville Esporte Clube tentava comprovar. juízos com mesmo grau de jurisdição não podem alterar sentença um do outro‖. Nesse mesmo processo. restringiam-se à decisão e à atuação profissional do magistrado. registrou a magistrada. Porém. no Agravo de Instrumento 1. afastando a cobrança tributária. ao apontar sua decisão como ilegal e imoral. o procurador teria ofendido o juiz substituto. e calúnia ao afirmar que o juiz teria favorecido esposa de subordinado. no entanto. Excelência!” O tribunal esclareceu. ainda que incisivas e com retórica forte. Para o tribunal local. não invadindo a esfera pessoal. o STJ também reafirmou jurisprudência segundo a qual o cliente não pode ser responsabilizado por eventual excesso de linguagem de seu patrono. haveria injúria na afirmação de que a fundamentação era lamentável e a decisão absurda e ilegal. entendeu que não havia na apelação nenhum elemento que demonstrasse a intenção do advogado de ofender o magistrado ou imputar-lhe crime.155. As críticas. seu cliente. Porém. Os ministros apontaram ainda que a própria magistrada titular da vara. No caso. fatos que corresponderiam a prevaricação e advocacia administrativa. no RHC 31. julgado ―com celeridade sonhada por todos os litigantes‖ a causa movida por esposa de servidor de seu gabinete. ―curiosamente‖. o STJ entendeu que a formulação de representação à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra outro advogado não guarda relação com o exercício de atividade advocatícia. “Pela ordem.

para assumir o cargo público é imprescindível o preenchimento do requisito idoneidade moral. Eliminação A decisão ocorreu no julgamento de recurso em mandado de segurança contra o governador de Mato Grosso e o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos. Anulado ato de investigação social que eliminou candidato de concurso A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça anulou ato da Gerência de Inteligência Prisional de Mato Grosso que considerou um candidato “não recomendado” para o exercício do cargo de agente penitenciário. . que tal petição não agiria sobre o prazo prescricional. que não admite a eliminação de candidato na fase de investigação social do concurso público em razão da existência de inquérito policial ou ação penal.regimental que confirmara a negativa ao agravo de instrumento. são apurados fatos que desabonem a sua conduta moral e social‖. que não admite a eliminação de candidato na fase de investigação social do concurso público em razão da existência de inquérito policial ou ação penal. O candidato queria anular o ato que o considerou ―não recomendado‖ na fase de investigação social para o exercício do cargo de agente penitenciário. Ainda segundo a decisão contestada. O recurso é contra decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Os ministros anotaram. Para os desembargadores. na fase de investigação social. Os ministros da Turma concluíram que não houve declaração falsa e aplicaram a jurisprudência da Corte. Os ministros da Turma concluíram que não houve declaração falsa e aplicaram a jurisprudência da Corte. (Fonte: STJ) A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou ato da Gerência de Inteligência Prisional de Mato Grosso que considerou um candidato ―não recomendado‖ para o exercício do cargo de agente penitenciário. considerou que o candidato não cumpriu essa exigência. conforme demonstraria sua vida pregressa criminal com registro de ações penais – uma por falsidade ideológica e outra por violência doméstica contra mulher. ―não constitui ofensa a direito líquido e certo a eliminação de candidato em concurso público quando. ainda. o candidato teria processo criminal contra ele e teria prestado declaração falsa no questionário de informações pessoais. que negou a segurança. Segundo o relatório de investigação social que embasou o ato. No caso.

Segundo a defesa. em respeito ao princípio da presunção de inocência. (Fonte: STJ) STJJurisprudência. ministro Ari Pargendler. Aponta que se houvesse alguma ilegalidade na conduta. e simplesmente destruir a vida de um cidadão digno e pai de família honrado‖. esta seria civil e não criminal. Quanto ao processo por violência doméstica. não houve prestação de declaração falsa porque a movimentação processual juntada ao recurso demonstra que não houve intimação nos inquéritos e que estes foram arquivados. Administrativo . continuam casados. 2013. ―Qualquer pessoa pode se dirigir a uma delegacia e registrar uma ocorrência contra outra. que têm dois filhos. afirmou. ação penal ou registro em cadastro de serviço de proteção ao crédito não é capaz de provocar a eliminação de candidato na fase de investigação social do concurso‖. ―a existência de inquérito. a defesa sustenta que foi um briga normal de casal que chegou às vias de fato e que o candidato e a vítima. de forma que o candidato nem chegou a ser processado. Diz ainda que o cliente não sabia da existência desses inquéritos. destacou que a jurisprudência do STJ estabelece que. Assim. 20 ago. Assim. O relatório da investigação social apontou que o candidato prestou declaração falsa ao responder ao quesito ―Você já foi intimado ou processado pela Justiça?‖ Segundo Pargendler. não teria havido omissão na prestação dessas informações ou declaração falsa no questionário preenchido. a segurança foi concedida para anular o ato que considerou o candidato não recomendado para o cargo pretendido.Defesa A defesa do candidato argumenta no recurso que não há ações penais contra ele. Fonte: STJ. o inquérito sobre falsidade ideológica decorre do preenchimento errado do número de CPF em uma nota promissória. Candidato que recusa vaga em cidade não desejada vai para o fim da lista Candidato que recusa vaga em cidade não desejada vai para o fim da lista de aprovados. pois não foi notificado. Jurisprudência O relator. mas apenas inquéritos policiais.

destacou que o edital previa que os candidatos seriam alocados em lista única e que. obedecendo à ordem de classificação. ―Como indicado no acórdão de origem. as vagas – e correspondentes lotações – seriam ofertadas paulatinamente. em diversos municípios do estado. seria dada opção de lotação. ministro Humberto Martins. Seguindo o voto do relator. Quando o candidato foi convocado.118 Um candidato em processo seletivo simplificado para o cargo de agente penitenciário no Paraná obteve a nona colocação geral. ―Assim. não encontra amparo legal. o impetrante não teve interesse nas lotações ofertadas e postulou o direito de manter sua classificação para ser lotado – no futuro – em localidade que lhe interesse. A Primeira Turma firmou o entendimento de que ―sem base legal ou editalícia. onde mora. Fim da fila Também estava estabelecido no edital que. concluiu. ou seja. a Primeira Turma negou provimento ao recurso por considerar que a pretensão a um direito não previsto no edital. Ele queria manter sua classificação até que surgisse a lotação na cidade desejada. observando a lista de aprovados‖. não há violação à isonomia ou impessoalidade‖. o candidato deve ir para o final da fila. em caso de não haver interesse na lotação ofertada. disse o ministro. não havendo interesse na lotação oferecida. o candidato poderia pedir sua alocação no final da fila. Estavam previstas 423 vagas temporárias. Martins lembrou que o tema já foi enfrentado pelo STJ. de reserva de sua colocação para nova opção em momento posterior. O relator do recurso. não havia vaga para Londrina. buscou o Judiciário para afastar a previsão do edital de que. No caso em julgamento. de acordo com a necessidade da administração. na medida em que fossem identificadas as necessidades nas várias localidades. Depois de recusar a vaga. Ministério Público pode propor ação para anular concurso público . que recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Justiça paranaense negou o mandado de segurança impetrado pelo candidato. não é possível pretender vaga para o provimento em lotação com vacância potencial no futuro‖.

. Administrativo. O entendimento se deu no julgamento do recurso apresentado pelo MP contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). sem cartas marcadas. ―Concurso público é o principal instrumento de garantia do sistema de meritocracia na organização estatal. pois.916. o ministro observou que o STJ é firme em reconhecer a legitimidade do órgão para apresentar ação civil pública que vise anular concurso realizado ―sem a observância dos princípios constitucionais da legalidade. segundo o colegiado. a legitimidade do MP para propor ações com intuito de resguardar tais interesses é entendimento pacífico na Corte. ministro Herman Benjamin. Meritocracia Para o relator do recurso. O tribunal federal considerou que o Ministério Público não tem legitimidade para propor a ação. tal pretensão é de interesse individual homogêneo.A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que o Ministério Público possui legitimidade para propor ação com objetivo de anular concurso realizado sem observância dos princípios estabelecidos na Constituição Federal. no duplo sentido de certame transparente e de controle amplo de sua integridade‖.338. No Recurso Especial 1. 2013. e ser público. STJJurisprudência. No primeiro grau. condensado e concretizado na Constituição Federal de 1988‖. Constitucional 714 A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o Ministério Público possui legitimidade para propor ação com objetivo de anular concurso realizado sem observância dos princípios estabelecidos na Constituição Federal (CF). o que implica genuína competição. 09 ago. o MP ajuizou ação civil pública para ter acesso aos critérios de correção de provas do concurso de admissão e matrícula do curso de formação de oficiais da Escola de Administração do Exército (EsAEx). as duas características essenciais do concurso público ―impõem‖ o reconhecimento da legitimidade na causa: ―ser concurso. da acessibilidade e da moralidade‖. um dos pilares dorsais do Estado Social de Direito brasileiro. afirmou o ministro. Conforme precedente da própria relatoria de Benjamin. Fonte: STJ.

de qualquer dos Poderes da União. consagra o princípio da proteção à família. em seu art. III. da Lei 8.112/1990 confere o direito ao servidor público federal de ser removido… STJ Informativo nº 519Informativos. mas também os que exercem suas atividades nas entidades da Administração Indireta. do Superior Tribunal de Justiça. Rel. da Lei 8. “a”. o disposto no referido dispositivo legal deve ser interpretado de forma a possibilitar o reconhecimento do direto de remoção também ao servidor público que pretende acompanhar seu cônjuge empregado de empresa pública federal. parágrafo único. O art. III. 36. STJJurisprudência. Penal 151 .112/1990 confere o direito ao servidor público federal de ser removido para acompanhar o seu cônjuge ―servidor público civil ou militar. para trabalhar em uma lanchonete. O servidor público federal tem direito de ser removido a pedido. ―a‖. Desse modo. O art. 226. Administrativo 139 O servidor público federal tem direito de ser removido a pedido. MS 14. do Distrito Federal e dos Municípios‖ que foi deslocado no interesse da Administração. para acompanhar o seu cônjuge empregado de empresa pública federal que foi deslocado para outra localidade no interesse da Administração. Sebastião Reis Júnior. A jurisprudência do STJ vem atribuindo uma interpretação ampliativa ao conceito de servidor público para alcançar não apenas os que se vinculam à Administração Direta. bem maior que deve ser protegido pelo Poder Público. rejeitou denúncia contra uma mãe acusada de ter abandonado os filhos. Desleixo ou descuido de mãe não configura crime de abandono de menor O ministro Sebastião dos Reis Júnior. parágrafo único. Min.195-DF. independentemente do interesse da Administração. para acompanhar o seu cônjuge empregado de empresa pública federal que foi deslocado para outra localidade no interesse da Administração. dos Estados. Direito de servidor público federal à remoção para acompanhamento de cônjuge empregado de empresa pública federal. independentemente do interesse da Administração. Jurisprudência. até mesmo porquanto a CF.Terceira Seção – DIREITO ADMINISTRATIVO. 36. mormente quando este figura como empregador. em idades entre três e 17 anos. julgado em 13/3/2013.

da Lei 10. É típica a conduta de possuir arma de fogo de uso permitido com numeração raspada.826/2003) praticada após 23/10/2005. não houve. 8/2008-STJ). de fato. pela narrativa feita na denúncia.O ministro Sebastião dos Reis Júnior. rejeitou denúncia contra uma mãe acusada de ter abandonado os filhos. ainda que o edital não contenha previsão nesse sentido. demonstração de ato de abandono. suprimida ou adulterada (art. Jurisprudência. Penal 213 É típica a conduta de possuir arma de fogo de uso permitido com numeração raspada. Min. 41 Terceira Seção – DIREITO PENAL. Nesse contexto. a gravidez deve ser considerada como motivo de força maior. Rel. Remarcação de teste de aptidão … Remarcação de teste de aptidão física em concurso público motivada pela gravidez de candidata.826/2003. do Superior Tribunal de Justiça (STJ). IV. parágrafo único.826/2003. em idades entre três e 17 anos. sem que se configure qualquer ofensa ao princípio constitucional da isonomia. STJ Informativo nº 520Informativos. a vida ou a saúde dos menores. RMS 37. Termo final da abolitio criminis temporária relativa ao crime de posse de arma de fogo de uso permitido com numeração raspada. parágrafo único. da Lei 10.826/2003) praticada após 23/10/2005. 16. suprimida ou adulterada. que tenha exposto a perigo concreto e material. Humberto Martins. 16. IV. Segundo o ministro. para trabalhar em uma lanchonete. bem como nas sucessivas leis que prorrogaram a vigência da redação original desses dispositivos. 30 e 32 da Lei 10.328-AP. O STJ tem entendimento firme de que as regras contidas nos arts. recurso repetitivo (art. suprimida ou adulterada (art. Segunda Turma – Direito Administrativo. implicam vacatio . 30 e 32 da Lei 10. bem como nas sucessivas leis que prorrogaram a vigência… STJ Informativo nº 519Informativos. julgado em 21/3/2013. Jurisprudência. apto a possibilitar a remarcação do referido teste. Administrativo 31 É possível a remarcação de teste de aptidão física em concurso público com o objetivo de proporcionar a participação de candidata comprovadamente grávida. 543-c do CPC e res. O STJ tem entendimento firme de que as regras contidas nos arts.

a causa extintiva da punibilidade prevista no art. prorrogou o prazo previsto neste último diploma para 31/12/2009. A propósito. já no tocante ao art.706/2008. 32 da Lei 10. como nas vezes anteriores.123/2004 estabelece como um dos requisitos para o registro o ―número de série gravado no cano da arma‖.826/2003 não tem o condão de excluir a tipicidade em caráter geral. ressalte-se que a nova regra do art. tais condutas seriam consideradas atípicas. uma vez que o art. em situação irregular. Min.legis indireta das normas penais incriminadoras da ―posse‖ ou ―propriedade‖ de armas de fogo. 30 da Lei 10. Como se percebe. 30 da mesma lei —. criou o legislador um meio jurídico para que. depois de ultrapassado o prazo final previsto na última prorrogação da redação original dos arts. Sebastião Reis Júnior. que não houve mera prorrogação de prazo pela Lei 11. .826/2003. adulterada ou raspada. o prazo era para que fosse ―solicitado o registro‖ da arma. diferentemente da redação original. Rel. julgado em 13/3/2013. continuou a prever uma abolitio criminis para que se procedesse. 30 e 32 da Lei 10. REsp 1. o art.de modo que a conduta não é típica se praticada nesse período. Como se vê. o seu possuidor ou proprietário não pode ser beneficiado com a abolitio criminis temporária prevista no art.826/2003 não mais suspendeu. Por fim.826/2003. Assim. a qualquer tempo. II. a vigência da norma incriminadora ou instaurou uma abolitio criminis temporária — conforme operado pelo art. posteriormente. na redação original do art. pela ocorrência de abolitio criminis temporária. não sendo viável a regularização por meio do registro da arma de fogo de uso permitido com numeração suprimida. sendo que. com efeitos erga omnes.826/2003. na nova redação. de maneira diversa da abolitio criminis temporária ou da vacatio legis indireta. 5.826/2003 (23/10/2005). Contudo. à ―regularização‖ da arma por meio do seu ―registro‖. temporariamente. entretanto. mas instituiu uma causa permanente de exclusão da punibilidade.706/2008. a Lei 11. 32 da Lei 10. procedesse à sua devolução. 15. 30 da Lei 10. a Lei 11. Contudo. enquanto aquelas leis tivessem vigência.311. sem que enfrentasse problemas com a justiça criminal. ―j‖. do Dec. o prazo era para que o proprietário ou possuidor da arma de fogo a ―entregasse‖ à autoridade competente.706/2008 deu a eles nova redação. 20. exclusivamente. Ocorre que uma arma com o número de série adulterado ou suprimido não é passível de regularização. o possuidor da arma de fogo de uso permitido. Sendo assim. com a redação atribuída pela Lei 11. em seu art. Note-se. tanto de uso permitido como de uso restrito. consistente na ―entrega espontânea‖ da arma. 32 da Lei 10.408-RN. mas uma modificação do conteúdo da lei. mencionou expressamente que a benesse dizia respeito ao proprietário ou possuidor de ―arma de fogo de uso permitido‖. 30 da mesma lei. em que os efeitos da norma incriminadora são temporariamente suspensos.922/2009. Portanto.

e 142. Competência para processar e julgar estelionato praticado mediante fraude para a concessão de aposentadoria. é competente o juízo do lugar em que situada a agência onde inicialmente recebido o benefício. de dois cargos privativos de médico ou profissionais de saúde. Administrativo 182 Caso exista compatibilidade de horários. a jurisprudência do STJ admite a acumulação. julgado em 13/3/2013. é possível a acumulação do cargo de médico militar com o de professor de instituição pública de ensino. XVI. conclui-se que o fato de o profissional de saúde integrar os quadros de instituição militar não configura. posteriormente. em casos como este. Assim. No caso de ação penal destinada à apuração de estelionato praticado mediante fraude para a concessão de aposentadoria. por militares. § 3°. CC 125. § 1°. ocorre no momento em que recebida a indevida vantagem patrimonial. Acumulação de cargos de médico militar com o de professor de instituição pública de ensino. a jurisprudência do STJ admite a acumulação. “c”. II. tenha passado a ser recebido em agência localizada em município sujeito a jurisdição diversa. § 3°. de dois cargos… STJ Informativo nº 518Informativos. embora tenha havido a posterior transferência do local de recebimento do benefício. Com base na interpretação sistemática dos arts. 70 do CPP. tenha passado a ser recebido em agência localizada em município sujeito a jurisdição diversa. a competência já restara fixada no lugar em que consumada a infração. posteriormente. da CF. Jurisprudência. em regra. a competência será. ainda que este. 37. o que. desde que o servidor não desempenhe funções típicas da atividade castrense. 37. por si só. Com base na interpretação sistemática dos arts.Atualizado em 16 de maio de 2013 19:25 Segunda Turma – DIREITO ADMINISTRATIVO. por militares.Terceira Seção – DIREITO PROCESSUAL PENAL.Segundo o art. Jurisprudência. 15 de maio de 2013 23:03 . XVI.… STJ Informativo nº 518Informativos. ―c‖. Min. Marco Aurélio Bellizze. é possível a acumulação do cargo de médico militar com o de professor de instituição pública de ensino.023-DF. Caso exista compatibilidade de horários. Segundo o art. e 142. § 1°. da CF. é competente o juízo do lugar em que situada a agência onde inicialmente recebido o benefício. determinada pelo lugar em que se consumar a infração. . 42. ainda que este. Nesse contexto. Processo Penal 294 No caso de ação penal destinada à apuração de estelionato praticado mediante fraude para a concessão de aposentadoria. 42. Rel. II.

157-GO. A jurisprudência do STJ é no sentido de que o referido dispositivo legal visa assegurar a habilitação definitiva ao motorista que não interferiu na segurança do trânsito e da coletividade. Min. entre as quais se encontra a autorização de acumulação de um cargo de professor com outro técnico ou científico. 148. nem seja reincidente no cometimento de infração média. § 3º. infração administrativa de natureza grave. Jurisprudência. e não na de condutor.impedimento à acumulação de cargos. julgado em 26/2/2013. Conforme o art. o que não configuraria óbice legal à concessão da habilitação. DJ 27/8/2009. não parece razoável admitir a acumulação de um cargo de professor com outro técnico ou científico por um lado e. não na qualidade de condutor.851-RS. Primeira Turma. na forma em que disposto na alínea ―b‖ do inciso XVI do art. durante o prazo anual de permissão provisória para dirigir. No entanto. Humberto Martins. da CF. mas na de proprietário do veículo. mas na de proprietário do veículo. Segunda Turma – DIREITO ADMINISTRATIVO. a carteira nacional de habilitação definitiva será conferida ao condutor de veículo no término de um ano. Isso porque aquele possui natureza científica e sua ocupação pressupõe formação em área especializada do conhecimento. Segunda Turma. É possível conceder a carteira nacional de habilitação definitiva a motorista que tenha cometido. ela só será possível nas hipóteses previstas no art. julgado em 12/3/2013.RMS 39. caso haja compatibilidade de horários. durante o prazo anual de permissão provisória para dirigir. Rel. não na qualidade de condutor. Min.072-RS. deve-se considerar lícito. eliminar desse universo o cargo de médico. Desse modo. dotada de método próprio. Conforme o art. o acúmulo remunerado de um cargo de médico e outro de professor. Administrativo 76 É possível conceder a carteira nacional de habilitação definitiva a motorista que tenha cometido. a carteira nacional de habilitação definitiva será conferida… STJ Informativo nº 518Informativos. Rel. Ademais. DJe 14/5/2012. § 3º. XVI. infração administrativa de natureza grave. . 37. desde que ele não tenha cometido infração de natureza grave ou gravíssima. AgRg noAREsp 262. do CTB. Herman Benjamin. Precedentes citados: AgRg no REsp 1. não sendo aplicável à hipótese em que o motorista é apenado por infração administrativa. 37 da CF. ainda que grave. por outro. Concessão da cnh definitiva a motorista que tenha cometido infração de natureza grave na qualidade de proprietário do veículo.701-RS. e REsp 980. de modo a caracterizar um cargo ―técnico ou científico‖.231. na condição de proprietário do veículo. cuja natureza científica é indiscutível. do CTB. 148.

Segunda Turma. e 39. Min. Administrativo 57 É possível fixar o soldo em valor inferior ao do salário mínimo. compete ao juízo do local onde teve início a apuração das condutas processar e julgar todos os supostos responsáveis pela troca de mensagens de conteúdo racista em comunidades de rede social na internet. Herman Benjamin. julgado em 7/2/2013. 7º. da CF.889-DF. Processo Penal 120 Ainda que os possíveis autores dos fatos criminosos tenham domicílio em localidades distintas do território nacional.Segunda Turma – DIREITO ADMINISTRATIVO. DJ 2/6/2010. nenhum servidor público ativo ou inativo poderá receber remuneração mensal inferior ao salário mínimo. § 3º. seja igual ou superior àquele valor. COMPETÊNCIA PARA PROCESSAR E JULGAR OS SUPOSTOS RESPONSÁVEIS PELA TROCA DE MENSAGENS DE CONTEÚDO RACISTA EM COMUNIDADES DE REDE SOCIAL NA INTERNET. IV. já consideradas as vantagens pecuniárias. Terceira Seção – DIREITO PROCESSUAL PENAL. AgRg no AREsp 258. § 3º. embora cada mensagem constitua crime único. salvo quanto a eventuais processos em… STJ Informativo nº 515Informativos.848-PE. desde que a remuneração total percebida pelo militar. já consideradas as vantagens pecuniárias. 7º. não vigorando essa restrição ao vencimento básico. Em situações como essa. nenhum servidor público ativo ou inativo poderá receber remuneração mensal inferior ao salário… Informativo nº 517Informativos. Conforme os arts. Jurisprudência. seja igual ou superior àquele valor.186. FIXAÇÃO DO SOLDO EM VALOR INFERIOR AO SALÁRIO MÍNIMO É possível fixar o soldo em valor inferior ao do salário mínimo. desde que a remuneração total percebida pelo militar. Precedente citado: REsp 1. IV. Conforme os arts. como no caso do soldo. A circunstância na qual os crimes teriam sido praticados – . e 39. da CF. Rel. existe conexão probatória entre os processos instaurados para a apuração das condutas. compete ao juízo do local onde teve início a apuração das condutas processar e julgar todos os supostos responsáveis pela troca de mensagens de conteúdo racista em comunidades de rede social na internet. salvo quanto a eventuais processos em que já tiver sido proferida sentença. Ainda que os possíveis autores dos fatos criminosos tenham domicílio em localidades distintas do território nacional. Jurisprudência.

Dessa maneira. DJe 15/4/2009. O art. por prazo indeterminado e sem remuneração. 8.454-RJ. Ademais. CONCESSÃO DE LICENÇA PARA ACOMPANHAMENTO DE CÔNJUGE. entre os usuários. embora a competência para processar e julgar o crime de racismo praticado por meio da internet se estabeleça de acordo com o local de onde partiram as manifestações tidas por ofensivas. caput e § 1º. é a forma por meio da qual os membros interagem na comunidade virtual que cria o nexo entre as mensagens que ali circulam e. consequentemente. da Lei n. ainda que o cônjuge a ser acompanhado não seja servidor público e que o seu deslocamento não tenha sido atual. 76. ao ingressar em uma comunidade virtual. caput e § 1º. Sebastião Reis Júnior.926-SP. da… STJ Informativo nº 515Informativos. Administrativo 309 É cabível a concessão de licença a servidor público para acompanhamento de cônjuge na hipótese em que se tenha constatado o preenchimento dos requisitos legais para tanto. III. Com efeito. O art. o usuário tem a expectativa de que os demais membros compartilhem da sua opinião. deve ser mencionada a Súmula 235 do STJ. cujo viés pode facilitar a identificação da autoria. entre os usuários desse espaço. . Ainda acerca desse ponto. o modus operandi consistente na troca de mensagens em comunidade virtual deve ser considerado como apto a caracterizar a conexão probatória (art. Precedente citado: CC 102.112/1990 estabelece o direito à licença para o servidor público afastar-se de suas atribuições. julgado em 4/2/2013. do CPP). 84. segundo a qual a ―conexão não determina a reunião dos processos. Jurisprudência. de acordo com o disposto no art. a autoridade de jurisdição prevalente deverá avocar os processos que corram perante os outros juízes. inclusive pessoais. estabelece um liame entre as condutas supostamente ilícitas. 82 do CPP.troca de mensagens em comunidade virtual – estabelece uma relação de confiança. Min. se um deles já foi julgado‖. É cabível a concessão de licença a servidor público para acompanhamento de cônjuge na hipótese em que se tenha constatado o preenchimento dos requisitos legais para tanto. Primeira Turma – DIREITO ADMINISTRATIVO. CC 116. ainda que precária. Portanto. Rel. não é incomum que o vínculo estabelecido vá além da mera discussão. propiciando uma autêntica troca de informações. salvo se já estiverem com sentença definitiva‖. se. Com efeito. 84. constatada a suposta ocorrência de crimes conexos. Assim. com ressalva apenas quanto a eventuais processos em que já tenha sida proferida a sentença. ainda que o cônjuge a ser acompanhado não seja servidor público e que o seu deslocamento não tenha sido atual. a competência deve ser fixada pela prevenção. ―não obstante a conexão ou continência. forem instaurados processos diferentes. em favor do juízo no qual as investigações tiveram início.

caso a ser resolvido. bem como havendo indícios de autoria. reformou a sentença e recebeu a denúncia. ―sujos e descalços‖. DJe 6/12/2010. O juízo de primeiro grau não recebeu a denúncia. que deve atuar apenas em último caso‖.com o fim de acompanhar cônjuge ou companheiro. O Tribunal de Justiça (TJ) do Estado. que ―consta nos autos que todas as crianças frequentam a escola. decidiu o TJ. não significa abandono.243. Min. a prática ou não da ação delitiva‖.234-RS. Conduta atípica Na decisão. ―O fato de as crianças estarem sozinhas. sendo que a mais velha. mas não pela justiça criminal. não podendo cuidar dos irmãos menores.276-PR. por uma assistente social. Benedito Gonçalves. durante a instrução processual. AgRg no REsp 1. tampouco que o deslocamento daquele tenha sido atual. impõem-se o recebimento da denúncia. . Ao chegar à residência da família.157. talvez. não há falar em discricionariedade da Administração quanto a sua concessão. DJe 30/8/2011. Rel. preenchidos os requisitos legais. Precedentes citados: AgRg no REsp 1. após a saída da mãe para trabalhar. ao fundamento de ausência de dolo na conduta da recorrente. pois não especificou qual o efetivo e concreto perigo que sofreram os menores. ainda. pela denúncia. constatou a veracidade do abandono dos filhos. bem como de que as vítimas. supostamente abandonadas. eles estariam em casa. pois. não cabendo ao intérprete condicionar a respectiva concessão a requisitos não previstos pelo legislador. Ele considerou. A jurisprudência do STJ firmou-se no sentido de que a referida licença é um direito assegurado ao servidor público. o ministro Sebastião Reis Júnior destacou que o MP estadual narrou conduta atípica em sua denúncia. de sorte que.954-DF. de 17 anos. permaneceram em situação de perigo concreto. para fins de se apurar.195. A referida norma não exige a qualidade de servidor público do cônjuge do servidor que pleiteia a licença. no sentido literal da palavra. julgado em 5/2/2013. mas sim desleixo ou descuido. ao julgar a apelação do MP. e AgRg no Ag 1. nos seguintes termos: ―Preenchidos os requisitos previstos no artigo 41 do Código de Processo Penal. é portadora de necessidades especiais (―Síndrome de Morth‖). por parte da mãe. em casa. enquanto a mãe trabalhava. A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul aponta que o Conselho Tutelar foi acionado mediante informação anônima. afirmou o relator.

Precedentes citados: AgRg nos EDcl no Ag 1. Min. O art. PAGAMENTO DE AUXÍLIO-TRANSPORTE A SERVIDOR PÚBLICO QUE UTILIZA VEÍCULO PRÓPRIO. e EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 576. Administrativo 998 É devido o pagamento de auxílio-transporte ao servidor público que utiliza veículo próprio no deslocamento para o trabalho. § 4º. Esse é o entendimento do STJ sobre o disposto no art. por sua vez. DJe 3/10/2011. por si só.inclusive a que é portadora da mencionada síndrome. O CPM.261. 1º da MP n.165-36/2001. 2. O art.261. Jurisprudência. ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil‖. 2. estabelece em seu art. em comissão de . não é capaz de afastar a competência da Justiça especializada. DJe 3/10/2011. nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra os atos disciplinares militares. por si só. dentre os quais prevê a hipótese de crime cometido ―por militar em serviço ou atuando em razão da função. Processo Penal 814 A Justiça Militar é competente para julgar crime de homicídio praticado por militar em serviço contra militar reformado. 125. DJe 4/10/2010.442-PR.442-PR. Direito processual penal. Fonte: STJ. Esse é o entendimento do STJ sobre o disposto no art.AgRg no AREsp 238. O fato de a vítima do delito ser militar reformado. 125. e EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 576.740-RS. Competência para julgamento de crime cometido por militar em serviço contra militar reformado | Ivan Luís Marques A Justiça Militar é competente para julgar crime de homicídio praticado por militar em serviço contra militar reformado.… STJ Informativo nº 515Informativos.686RS. Mauro Campbell Marques. Rel. 2013. não se podendo falar em ausência de assistência‖. É devido o pagamento de auxílio-transporte ao servidor público que utiliza veículo próprio no deslocamento para o trabalho. Precedentes citados: AgRg nos EDcl no Ag 1. 09 ago. Segunda Turma – DIREITO ADMINISTRATIVO.165-36/2001.686-RS. 1º da MP n. Jurisprudência. da CF preceitua que ―compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os crimes militares dos Estados. O fato de a vítima do delito ser militar reformado. julgado em 18/12/2012. § 4º. não é capaz de afastar a competência da Justiça especializada. DJe 4/10/2010. da CF preceitua que “compete à Justiça Militar estadual… STJ Informativo nº 514Informativos. 9º os crimes considerados militares em tempo de paz.

COMPETÊNCIA.131-RS. 109. 6 de fevereiro de 2013 13:15 . 9º do CPM. II e III do referido artigo. ou reformado. Precedente citado: REsp 1.MS 18. as outras que vierem a existir durante sua validade. mesmo que conexas com delitos de competência da Justiça Federal. em seu art. além das vagas oferecidas. c. Embora os militares na inatividade sejam considerados civis para fins de aplicação da lei penal militar. Jurisprudência. Precedentes citados: AgRg… STJ Informativo nº 511Informativos. a competência da Justiça Federal para o julgamento das contravenções penais. Rel.881-DF. IV. possui direito líquido e certo à nomeação se o edital dispuser que serão providas. 4 de março de 2013 9:00 . não exclui da competência da Justiça Militar o julgamento dos ilícitos praticados nas circunstâncias especiais descritas nos incisos I. 9º. DJe 25/4/2012. julgado em 28/11/2012. possui direito líquido e certo à nomeação se o edital dispuser que serão providas. mas classificado até o limite das vagas surgidas durante o prazo de validade do concurso. ainda que praticadas em detrimento de bens. serviços ou interesse da União. Vale ressaltar que o parágrafo único do art.899-MS. Jorge Mussi. o próprio CPM fixa a competência da Justiça Militar quando o crime é praticado por militar em serviço contra outro na inatividade.Atualizado em 7 de fevereiro de 2013 14:24 Terceira Seção – DIREITO PROCESSUAL PENAL. Min. Precedentes citados: AgRg no RMS 31. Administrativo 912 O candidato aprovado fora das vagas previstas originariamente no edital. Concurso público.natureza militar. Min. e AgRg no RMS 28. ou em formatura. além das vagas oferecidas. Napoleão Nunes Maia Filho. CONTRAVENÇÃO PENAL. Veja os comentários da professora Cínthia Magri. DJe 1º/12/2011. ainda que fora do lugar sujeito à administração militar contra militar da reserva. Rel.671-MS. Vagas que surgem durante o pazo de validade do concurso público | Cinthia Magri O candidato aprovado fora das vagas previstas originariamente no edital. julgado em 6/12/2012.Atualizado em 28 de fevereiro de 2013 15:36 Administrativo. II.203. DJe 18/5/2012. Tal… . ou civil‖ (art. mas classificado até o limite das vagas surgidas durante o prazo de validade do concurso. Direito à nomeação. do CPM). HC 173.098-MG. ao dispor que são da competência da Justiça Comum os crimes nele previstos quando dolosos contra a vida e cometidos contra civil. ou assemelhado. A Constituição Federal expressamente excluiu. É da competência da Justiça estadual o julgamento de contravenções penais. as outras que vierem a existir durante sua validade.

25 de maio de 2012 19:45 . Rel. Min.STJ Informativo nº 511Informativos. EDcl no REsp 1. Min. Penal 56 ARMA DE FOGO DESMUNICIADA. que busca minimizar o risco de comportamentos que vêm… STJ Informativo nº 493Informativos. 25 de maio de 2012 19:45 . 17. Alderita Ramos de Oliveira (Desembargadora convocada do TJ-PE). Jurisprudência. DEFESA PRÉVIA. um tipo penal preventivo. por maioria. da Lei n. portanto. Precedentes citados: CC 20. § 7º. e REsp 1. TIPICIDADE. a competência da Justiça Federal para o julgamento das contravenções penais. Com esse entendimento. DJe 14/10/2009. Rel.805-SP. ARMA DE FOGO DESMUNICIADA. é. a Turma negou provimento… STJ Informativo nº 497Informativos.Atualizado em 31 de janeiro de 2013 15:37 Primeira Turma – IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.193. IV.429/1992) é causa de nulidade relativa do feito.Atualizado em 31 de janeiro de 2013 15:37 ARMA DE FOGO DESMUNICIADA. CC 120. por maioria. DJe 7/2/2011. da Lei n. acompanhando recente assentada. 38/STJ. 8. Administrativo 23 A falta de notificação do acusado para apresentar defesa prévia nas ações submetidas ao rito da Lei de Improbidade Administrativa (art. A Turma. do REsp 1. Arnaldo Esteves Lima. n. mantida a condenação do recorrente. mesmo que conexas com delitos de competência da Justiça Federal. Jurisprudência. § 7º. 17. acompanhando recente assentada. quando do julgamento. quando do julgamento. DJ 14/2/2000. Jurisprudência. serviços ou interesse da União. A Turma. do REsp 1. Com esse entendimento. Segundo se observou. 8. Tal orientação está consolidada na Súm. em seu art. TIPICIDADE.511-CE. DJe 22/9/2009. devendo ser alegada em momento oportuno e devidamente comprovado o prejuízo à parte.454-RO.429/1992) é causa de nulidade relativa do feito. ainda que praticadas em detrimento de bens. a lei antecipa a punição para o ato de portar arma de fogo. 109.034.805-SP. manteve o entendimento de que . NULIDADE A falta de notificação do acusado para apresentar defesa prévia nas ações submetidas ao rito da Lei de Improbidade Administrativa (art. julgados em 17/5/2012. e CC 117. julgado em 12/12/2012. manteve o entendimento de que o porte ilegal de arma de fogo é .193. Processo Penal 165 É da competência da Justiça estadual o julgamento de contravenções penais.194. a Turma negou provimento ao recurso. Precedentes citados: REsp 1116932-SP.009-SP.406-RJ.220BA. devendo ser alegada em momento oportuno e devidamente comprovado o prejuízo à parte. A Constituição Federal expressamente excluiu. TIPICIDADE.

que depende de ordem judicial. que busca minimizar o risco de comportamentos que vêm produzindo efeitos danosos à sociedade. IV.296/1996. e não sua ocorrência.A.826/2003. A escuta telefônica é a captação de conversa feita por um terceiro. o legislador teve como objetivo proteger a incolumidade pública. Segundo se observou. que é misto-alternativo. da Lei n. 269/STJ.crime de perigo abstrato. ainda que haja posterior consentimento de um dos interlocutores para ser tratada como escuta telefônica e utilizada como prova em processo penal. Sebastião Reis Júnior.296/1996. justamente. regulamentado pela Lei n. por não constituírem interceptação telefônica em sentido estrito. em que se consubstanciam. 16.823-SP. nos termos do disposto no art. assim. STJSúmulas. transcendendo a mera proteção à incolumidade pessoal. cuja consumação se caracteriza pelo simples ato de alguém levar consigo arma de fogo sem autorização ou em desacordo com determinação legal – sendo irrelevante a demonstração de efetivo caráter ofensivo. A escuta e a gravação telefônicas. não estão sujeitas à Lei 9. na tentativa de garantir aos cidadãos o exercício do direito à segurança e à própria vida. A gravação telefônica é feita por um dos interlocutores do diálogo. parágrafo único. *Não é válida a interceptação telefônica realizada sem prévia autorização judicial. 9. DIREITO PROCESSUAL PENAL. julgado em 22/3/2012. Relativamente ao regime inicial de cumprimento da pena. bastando. ser irrelevante aferir a eficácia da arma para a configuração do tipo penal. com o conhecimento de apenas um dos interlocutores. seja ela o simples porte de munição ou mesmo o porte de arma desmuniciada. um tipo penal preventivo. sem o conhecimento dos interlocutores. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA SEM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. . a pretensão da Administração Pública de promover a execução da multa por infração ambiental. assim. Min. Rel. portanto. para a configuração do delito em discussão a probabilidade de dano. A interceptação telefônica é a captação de conversa feita por um terceiro. Isso porque. a pena-base foi fixada no mínimo legal – três anos – aplicação direta da Súm. em ambas as instâncias. pois. SÚMULA 467 | Cínthia Magri Prescreve em cinco anos. processar e julgar as causas em que for parte o Banco Do Brasil S. apesar da reincidência do paciente. nos termos do inciso XII do artigo 5º da CF. n. contados do término do processo administrativo. é. A ausência de autorização judicial para captação da conversa macula a validade do material como prova para processo penal. sem o consentimento ou a ciência do outro. HC 211. a lei antecipa a punição para o ato de portar arma de fogo. VÍCIO INSANÁVEL. Administrativo SÚMULA 508 | Cinthia Magri(STF) Compete à justiça estadual. 10. reputou-se mais adequada ao caso a fixação do semiaberto. as condutas que o legislador entendeu por bem prevenir. Conclui-se.

da Lei n.682-ES. contagiosas e incuráveis. PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE.053-SP. se faz imperiosa a declaração de nulidade da prova. não se podendo afirmar. SERVIDOR PÚBLICO APOSENTADO.322. Min. ou seja.294. como prova no processo. REsp 1. devendo tais cargos ser considerados isoladamente para esse fim. Rel. manteria tais conversas pelo telefone interceptado. a referida norma excepciona a incidência do teto constitucional aos casos de acumulação de cargos dos profissionais de saúde. HC 161. A partir da vigência da EC n.927-DF. XI. julgado em 18/10/2012. O servidor público federal acometido por doença grave que enseje a sua incapacitação para o exercício das atividades inerentes ao cargo que detenha deve ser aposentado com proventos integrais.112/1990. tampouco configurada a hipótese de gravação de comunicação telefônica.112/1990. estão sujeitos aos limites estatuídos no art. hipótese em que deve ser assegurada a matrícula em instituição não congênere.562– RS. DJe 2/4/2012. A acumulação de proventos de servidor aposentado em decorrência do exercício cumulado de dois cargos de profissionais da área de saúde legalmente exercidos. pois no momento da gravação não tinha ciência do artifício que foi implementado pelo responsável pela interceptação. transferidos de ofício têm direito à matrícula em instituição de ensino superior do local de destino. Precedentes citados: AgRg no AREsp 179. julgado em 27/11/2012. desde que observado o requisito da congeneridade em relação à instituição de origem. DJe 17/5/2010. Min. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. TETO REMUNERATÓRIO. Rel. 186. 41/2003. AgRg no REsp 1.095-GO. DA LEI N. Em regra. todos os vencimentos percebidos por servidores públicos. a depender do caso concreto.podendo ser utilizadas. Jorge Mussi. de universidade pública para pública ou de privada para privada. § 1º. caso soubesse. inclusive os proventos e pensões. Herman Benjamin. 41/2003 restabeleceu a vigência do art. 186. Rel. julgado em 13/11/2012. haja vista a impossibilidade de a norma alcançar todas as doenças consideradas pela medicina como graves. mesmo que a enfermidade que o acometa não esteja especificada no art. nos termos autorizados pela CF. da Lei n. Diva Malerbi (Desembargadora convocada do TRF da 3ª Região). Rel. Não existindo prévia autorização judicial. DIREITO ADMINISTRATIVO. 8.112/1990. Precedente citado: EDcl no HC 130. CUMULAÇÃO DE CARGOS. portanto. e não proporcionais. 8. A jurisprudência recente do STJ orienta-se no sentido de que não há como considerar taxativo o rol descrito no art. 8. Entretanto. 37. devendo os cargos ser considerados isoladamente para esse fim. SERVIDOR PÚBLICO. . DIREITO ADMINISTRATIVO.335. DJe 7/8/2012. não se submete ao teto constitucional. embora em seu caput afaste a invocação do direito adquirido ao recebimento de verbas remuneratórias contrárias à CF. da CF. traz exceção ao assegurar expressamente o exercício cumulativo de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. Arnaldo Esteves Lima. civis ou militares. Min. Servidores públicos. DIREITO ADMINISTRATIVO. Assim. já que nenhum dos interlocutores tinha ciência de tal artifício no momento dos diálogos interceptados. e AgRg no REsp 1.447-RS. MUDANÇA DE OFÍCIO DA SEDE. Min. para que não surta efeitos na ação penal. 186. DJe 4/2/2010. em seus §§ 1º e 2º. § 1º. Precedente citado: AgRg no REsp 1161861-RS. INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR. que.170-DF.429-CE. RMS 38. O fato de um dos interlocutores dos diálogos gravados de forma clandestina ter consentido posteriormente com a divulgação dos seus conteúdos não tem o condão de legitimar o ato. APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS. Precedente citado: RMS 33. salvo se não houver curso correspondente em estabelecimento congênere no local da nova residência ou em suas imediações. DOENÇA GRAVE NÃO ESPECIFICADA NO ART. § 1º. DJe 20/8/2012. julgado em 6/11/2012. RESERVA DE VAGA. que. ROL EXEMPLIFICATIVO. 17 do ADCT. a matrícula fica garantida em instituições de ensino congêneres. a EC n.

assim sendo.464/2007.298.429/1992). julgado em 23/10/2012.550/2011.150-MG. COLA ELETRÔNICA. está associado a um "desconforto extraordinário" que afeta o nome e a tradição de mercado. portanto.631SP. Pessoa jurídica pode sofrer dano moral. Os atos fundamentados em lei local não caracterizam o dolo genérico. caso ocorresse uma aprovação mediante a fraude. REGIME INICIAL PARA CUMPRIMENTO DE PENA. EDcl no AgRg no AgRg no AREsp 166.776-RS. ao conceito de que goza no meio social. Sebastião Reis Junior. 171 do CP (crime de estelionato). tendo em vista que somente a pessoa natural. não se referindo aos mesmos atributos das pessoas naturais. destituída que é de honra subjetiva. os únicos prejudicados seriam os demais candidatos ao cargo. já que a remuneração é devida pelo efetivo exercício da função. A contratação temporária de servidores e sua prorrogação sem concurso público amparadas em legislação local não traduz. O dano moral da pessoa jurídica. DJe 14/4/2011. não configurando o crime de estelionato. HC 111. ou seja.199-RS. Min. EREsp 1. julgado em 23/10/2012. do STJ: HC 118. PESSOA JURÍDICA. por si só. REsp 1.247-MG. mas apenas na hipótese em que haja ferimento à sua honra objetiva. Rel. a aplicação desse enunciado é restrita às hipóteses em que há ferimento à honra objetiva da entidade. com redação dada pela Lei n. concernentes à reputação. Rel. Precedentes citados: REsp 1. nem reconhecer quem teria suportado o revés. 227/STJ preceitue que “ a pessoa jurídica pode sofrer dano moral” . isto é. DIREITO PENAL. 11. 12.324. não se podendo falar em prejuízo patrimonial . afastando a obrigatoriedade do regime inicial fechado para os condenados por crimes hediondos e por aqueles a eles equiparados. Humberto Martins. à sua imagem. o art. DJe 2/2/2012 . DIREITO ADMINISTRATIVO. obviamente. ou seja. Precedente citado: REsp 45. O dano moral para a pessoa jurídica não é.840-ES. tenha-se valido da expressão "no que couber". com repercussão econômica.889-SP. Assim. CONTRATAÇÃO DE SERVIDORES SEM CONCURSO.212-MG.285. antes do advento da Lei n. conceito e boa fama. DJe 13/10/2010. para deixar claro que somente se protege a honra objetiva da pessoa jurídica. É possível a fixação de regime prisional diferente do fechado para o início do cumprimento de pena imposta ao condenado por tráfico de drogas . 11 da Lei n. Fraudar concurso público ou vestibular através de cola eletrônica não se enquadra na conduta do art. n. trata-se de uma contraprestação pela mão de obra empregada. O STF declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. no que couber. como é o caso do tráfico de drogas. 52 do CC. Embora a Súm. além de se tratar de bens que integram o seu patrimônio. 8. VIOLAÇÃO. LEI LOCAL.231. Min. entendendo-se como honra também os valores morais. A “ cola eletrônica” . Min. DJ 15/8/1994. DANO MORAL. julgado em 24/10/2012. Rel. e AgRg no Ag 1. às situações nas quais a pessoa jurídica tenha o seu conceito social abalado pelo ato ilícito.072/1990.766-SE. ao crédito que lhe é atribuído. TRÁFICO DE DROGAS. DIREITO PENAL. era uma conduta atípica. vale dizer. ato de improbidade administrativa. segundo o qual se aplica “ às pessoas jurídicas. HONRA OBJETIVA. e HC 196. tem atributos biopsíquicos. a proteção aos direitos da personalidade". DJe 12/4/2012. Talvez por isso. 2º da Lei n. RESPONSABILIDADE CIVIL. Precedentes citados do STF: HC 111. Castro Meira. ATIPICIDADE DA CONDUTA. qualidades essas inteiramente aplicáveis às pessoas jurídicas.DIREITO ADMINISTRATIVO.689-RS. DJe 23/8/2010. DJe 12/4/2012. à honra objetiva da pessoa jurídica. 8. pois não há como definir se esta conduta seria apta a significar algum prejuízo de ordem patrimonial. essencial para os casos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da Administração Pública (art. o mesmo que se pode imputar à pessoa natural.

para a administração pública ou para a organizadora do certame. sua adoção deve ser justificada concretamente. DIREITO ADMINISTRATIVO. Min. qual seja.605-SP. Caso seja constatado que a utilização desse instrumento foi desarrazoada e desnecessária.021-PE. HC 140. Rel. ressaltase que a Lei n. no art. Por fim. NECESSIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA.145-PB. e do STJ: HC 106. Rel. HC 84. Além disso. a tutela penal se limita apenas àquelas condutas previamente definidas em lei. Rel. em uma das seguintes hipóteses: resistência indevida da pessoa. julgado em 16/10/2012. do STJ: HC 39. DJe 20/11/2009. FURTO DE PEQUENO VALOR. DJe 14/12/2009. 11 no sentido de que o uso de algemas somente é lícito em casos excepcionais. INCIDÊNCIA DA ATENUANTE. 1º do CP. DJe 24/5/2012. DJe 15/8/2011. Não há nulidade processual na recusa do juiz em retirar as algemas do acusado durante a audiência de instrução e julgamento.157-SP. fundado receio de fuga. Não é possível a aplicação do princípio da insignificância ao furto de objeto de pequeno valor. a estatura de atenuante genérica. previsto no art. compatível com a lesividade da conduta.230-PR.797-RS. por escrito. Rel. perigo à integridade física própria ou alheia. Precedentes citados: HC 172. quando expressamente utilizada para a formação do convencimento do julgador. III. 65. desde que devidamente justificada a negativa .931-SP. d. a despeito da confissão espontânea. apenado de forma mais branda. DIREITO PENAL. XXXIX. 155 do CP. o patrimônio. USO DE ALGEMAS. concreta e suficiente para manter algemado o acusado. para fins de apuração da pena a ser atribuída na segunda fase do sistema trifásico de cálculo da sanção penal. se ela efetivamente ocorreu e foi utilizada na formação do convencimento do julgador. DJe 20/10/2008. Og Fernandes. Não se deve confundir bem de pequeno valor com o de valor insignificante. O STF editou a Súmula vinculante n. o STF já decidiu que. 65. Laurita Vaz. DJe 22/5/2009. DIREITO PENAL. Precedentes citados do STF: Inq 1. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. HC 245. HC 93.718-RJ. REsp 1.550/2011 acrescentou ao CP uma nova figura típica com o fim de punir quem utiliza ou divulga informação sigilosa para lograr aprovação em concurso público. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. REsp 1. O CP confere à confissão espontânea do acusado. havendo motivação adequada. Sebastião Reis Júnior. da CF e art. julgado em 16/10/2012. Como o uso de algemas constitui exceção. não autoriza a exclusão da atenuante. Assim. Precedentes citados do STF: HC 97. conforme o princípio da legalidade estrita. e HC 98. Ademais.592-PI. além da declaração de nulidade do ato processual realizado. inciso III. DIREITO PENAL. o qual. a afirmação de que as demais provas seriam suficientes para a condenação do paciente. DJe 14/12/2011. 5º. do CP. d. julgado em 9/10/2012.239. mesmo nas hipóteses de restituição do bem furtado à vítima. 12.772RS.039-CE. desde que espontânea. Min. mormente se o valor do bem objeto do crime tem expressividade econômica. exclui o crime ante a ausência de ofensa ao bem jurídico tutelado.201-MG. e RHC 22. DJe 4/4/2008. não há falar em nulidade do ato processual. Marco Aurélio Bellizze. DJ 19/11/2004. Precedente citado: HC 160. poderá haver a responsabilização do agente ou autoridade. O bem de pequeno valor pode caracterizar o furto privilegiado previsto no § 2º do art. Com efeito. julgado em 16/10/2012. necessariamente. pois. A confissão realizada em juízo. DEMISSÃO POR IMPROBIDADE . não é permitido o emprego da analogia para ampliar o âmbito de incidência da norma incriminadora.898-RS. Min. não se justifica irrestritamente a aplicação do princípio da insignificância. DJe 4/8/2008. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR (PAD).183.412-SP. Min. é suficiente para fazer incidir a atenuante prevista no art.

se não houver prévia comunicação do direito de permanecer em silêncio. Precedentes citados: MS 13. 5º. e MS 12. DJe 12/19/2011. punir os servidores que vierem a cometer ilícitos de natureza disciplinar. ILICITUDE DE PROVA. não pode ser relativizado em função do dever-poder do Estado de exercer a investigação criminal.296/1996. Min.140-DF. evidencia ofensa ao direito constitucionalmente assegurado (art.598-DF. Precedentes citados: MS 15.977-SC. VIOLAÇÃO DO DIREITO AO SILÊNCIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. 8. Min. 244 do CPP. DIREITO PROCESSUAL PENAL. PRESCINDIBILIDADE DE MANDADO JUDICIAL. Min. 8. DJe 26/9/2008. É possível utilizar.823-DF. nesses casos. Ainda que formalmente seja consignado. DJe 18/8/2011. . DJ 9/10/2007. Rel. no auto de prisão em flagrante. A pena de demissão não é exclusividade do Judiciário. Isso porque. como é o caso de cabines de caminhão. MS 14. Conforme o entendimento da Terceira Seção do STJ.099-DF. 143 da Lei n. julgado em 26/9/2012. O direito de o indiciado permanecer em silêncio. e AgRg na APn 536-BA.054-DF. HC 244. na qualidade de “ prova emprestada” . DJe 22/3/2012.536-DF. DJe 11/10/2011. DJe 11/5/2011. devendo. LXIII) se não lhe foi avisada previamente. UTILIZAÇÃO DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. por ocasião de diálogo gravado com os policiais. que o indiciado exerceu o direito de permanecer calado.112/1990. É possível a demissão de servidor por improbidade administrativa em processo administrativo disciplinar. a busca nessa situação equipara-se à busca pessoal. Rel.112/1990. 9. Rel. Laurita Vaz. na fase policial. MS 14. Prescinde de mandado judicial a busca por objetos em interior de veículo de propriedade do investigado fundada no receio de que a pessoa esteja na posse de material que possa constituir corpo de delito. a interceptação telefônica produzida em ação penal.ADMINISTRATIVA. conforme o art. 8. sendo dever indeclinável da Administração apurar e. trailers. DIREITO PROCESSUAL PENAL. Laurita Vaz. HC. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR (PAD). É ilícita a gravação de conversa informal entre os policiais e o conduzido ocorrida quando da lavratura do auto de prisão em flagrante. desde que devidamente autorizada pelo juízo criminal e com observância às diretrizes da Lei n. MS 14. Sebastião Reis Júnior. em face da independência entre as esferas administrativas e penais. julgado em 25/9/2012. barcos. eventualmente. MS 15. nos casos em que a citada sanção disciplinar é aplicada como punição a ato que pode ser classificado como de improbidade administrativa. salvo nos casos em que o veículo é utilizado para moradia. preponderar a regra prevista na Lei n. GRAVAÇÃO SEM O CONHECIMENTO DO ACUSADO. nos termos do art. julgado em 26/9/2012. em processo administrativo disciplinar. o fato de o ato demissório não defluir de condenação do servidor exarada em processo judicial não implica ofensa aos ditames da Lei n. BUSCA EM INTERIOR DE VEÍCULO.140-DF. a existência desse direito. MS 15.492/1992.786-DF. mas não está expressamente tipificado no citado diploma legal.

em qualquer circunstância. da… STJ Informativo nº 519Informativos. Isso porque o trabalho noturno é mais penoso. Segundo. além disso. que exigem uma interpretação não restritiva da norma em questão. 7º da CF. Pagamento de adicional noturno ao servidor público federal que preste o seu serviço em horário noturno sob o regime de plantão. aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no inciso IX do art. Primeiro. que impõe.112/1990 será devido ao servidor público federal que preste o seu serviço em horário compreendido entre 22 horas de um dia e 5 horas do dia seguinte. 7º. ainda que o serviço seja prestado em regime de plantão. a ―remuneração do trabalho noturno superior à do diurno‖. impõe ao trabalhador o sacrifício de ter que abdicar. do convívio com a família e com os amigos. em consideração ao princípio da interpretação conforme a constituição — que obriga o intérprete a buscar o sentido e o alcance da norma dentro da própria Constituição. § 3º. financeira) ao trabalhador pelos desgastes sofridos em razão da jornada noturna de trabalho. deve-se interpretar a norma constante do art. de modo que se possa promover uma compensação (nesses casos. uma vez que essa norma não pode ser interpretada de modo a infringir os princípios constitucionais que a . por determinação expressa do art. 39. da vida social. muitas vezes. da CF de modo a promover.112/1990 será devido ao servidor público federal que preste o seu serviço em horário compreendido entre 22 horas de um dia e 5 horas do dia seguinte. tendo em conta o princípio da unidade da constituição — pelo qual as normas constitucionais devem ser interpretadas em seu contexto. de modo a evitar as antinomias aparentes —. ainda que o serviço seja prestado em regime de plantão. como direito básico dos trabalhadores urbanos e rurais. 39. mais desgastante.Segunda Turma – DIREITO ADMINISTRATIVO. 75 da Lei 8. deve-se lançar mão de quatro princípios de hermenêutica constitucional. Jurisprudência. e não isoladamente.Inicialmente. a compensação financeira pelo trabalho noturno. 75 da Lei 8. com a finalidade de possibilitar a busca pelo significado mais adequado para a norma constante do referido inciso IX.Inicialmente. do que o diurno e. da CF. Nesse contexto. IX. § 3º. sobretudo nos seus princípios e valores estruturantes —. Administrativo 126 O adicional noturno previsto no art. deve-se considerar o fato de que o direito social referente à superioridade da remuneração do trabalho noturno encontra amparo nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da valorização do trabalho. O adicional noturno previsto no art. por determinação expressa do art.

permanece válida a interpretação nela consagrada. Rel. Aplica-se aqui. já que a vida dos homens urbanos rege-se pelo horário comercial das empresas. Isso porque. no plano do serviço público civil federal. IX. 157. os princípios da dignidade da pessoa humana e da valorização do trabalho). tendo em vista o princípio da máxima efetividade da norma constitucional — segundo o qual. da CF —. ademais. 75 da Lei 8. deve-se determinar o pagamento do adicional noturno sem qualquer restrição ao servidor público federal que preste o seu serviço em horário noturno. Terceiro. 7º. Castro Meira. apto a permitir a maior amplitude normativa possível. Ademais. ou reduzir significativamente. ela deve ser interpretada de modo extensivo. ainda que sujeito o empregado ao regime de revezamento‖. eficácia e aplicabilidade ao enunciado da Súmula 213 do STF: ―É devido o adicional de serviço noturno.335-RO. uma vez que não houve alteração semântica do texto constitucional quanto ao adicional noturno — visto que o art. na interpretação constitucional. 73 da CLT (que regulamenta o adicional noturno para os trabalhadores da iniciativa privada) tem decidido que esse adicional é perfeitamente compatível com o regime de plantões. sobretudo quando a norma interpretada é de estatura constitucional e consagra um direito social dos trabalhadores.292. não se pode conferir aplicabilidade restrita à norma em análise. julgado em 9/4/2013. quanto ao fato de o trabalhador subordinar-se ao regime de plantão. uma vez que a norma extraída do art. Quarto. deve-se dar prioridade à exegese que favoreça a integração social e possibilite o reforço da unidade política. Ele é obrigado a trocar o dia pela noite.112/1990 — que regulamentou. De mais a mais. o TST. a regra básica de hermenêutica segundo a qual não cabe ao intérprete restringir na hipótese em que a lei não restringiu. de modo a amesquinhar. a norma constitucional em apreço é de eficácia plena. Pelo contrário. . embora a referida súmula tenha sido editada ainda sob o império da Constituição de 1946. seu campo de aplicação. deve-se atribuir-lhes o sentido que lhes empreste maior eficácia. não haverá alteração desse panorama em relação a ele. Sendo assim. porquanto o plantonista se submete aos mesmos desgastes sofridos pelos demais trabalhadores noturnos nos dias em que dobra a jornada. Por fim. nesses casos. além de tudo que já foi mencionado. a norma consignada no referido inciso IX não deve ser interpretada de maneira casuísta ou de modo a afastar sua aplicação a casos específicos não previstos pela Constituição. daquela Constituição determinava ―salário do trabalho noturno superior ao do diurno‖. 75 do Estatuto dos Servidores Públicos da União decorre diretamente da norma constitucional constante do mencionado inciso IX. Além de todas essas considerações. pelo menos não completamente. Min. na interpretação das normas constitucionais. interpretando o disposto no inciso IX do art. III.sustentam (como foi dito. tendo em conta o princípio do efeito integrador — para o qual. também não se pode conferir interpretação restritiva ao art. Nesse contexto. ao examinar o art. portanto de vigência imediata. o art. é necessário ressaltar que não há por que recusar. 7º da CF. bem como também se vê privado de vivenciar uma dia a dia normal. REsp 1.

Ressalte-se que. No caso.DIREITO ADMINISTRATIVO. é certo que as atividades das Forças Armadas e das carreiras responsáveis pela segurança pública até podem. efetivamente. voluntariamente. militares. Ademais. as atribuições dos policiais estão relacionadas com a segurança pública. enquanto as Forças Armadas se destinam à defesa da pátria. inicialmente. . por vezes.121-DF. Nesse contexto. não há. apresentar semelhanças. não sendo possível contrariá-la ou tratar de tema que nela não esteja previsto. sendo necessária. como proceder à extensão da aposentadoria especial. expressa previsão em lei complementar. De fato. visando à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. ainda. distinguem-se quanto às finalidades e quanto às atribuições das respectivas carreiras. julgado em 28/5/2013. da lei e da ordem. REsp 1. diante da existência de restrição legal. à garantia dos poderes constitucionais. que a Administração está adstrita ao princípio da legalidade. o tempo de serviço prestado nas Forças Armadas. de acordo com a jurisprudência do STF. Observe-se. para a concessão da aposentadoria especial prevista no art. CÔMPUTO DO TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO NAS FORÇAS ARMADAS PARA O FIM DE APOSENTADORIA ESPECIAL. a aposentadoria especial será concedida àqueles que tenham exposto sua vida a riscos e prejuízos à saúde e à integridade física. Todavia. Rel. rodoviários ou ferroviários. após trinta anos de serviço. desde que conte pelo menos vinte anos de exercício em cargo de “natureza estritamente policial”. federais. deve-se observar que as finalidades e atribuições dos militares das Forças Armadas não são idênticas às dos policiais civis. com proventos integrais. devido ao uso de armas. 1º da LC 51⁄1985 que o “funcionário policial” será aposentado. razão pela qual todos os seus atos devem estar de acordo com a lei. Com efeito. Min. Humberto Martins. 1º da LC 51⁄1985. hierarquia e coerção para a ordem. dispõe o art. Não é possível computar.357.

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