Você está na página 1de 16

TUMOR DE KLATSKIN

Serviço de Cirurgia Geral – Hospital Cardoso Fontes


Rio de Janeiro-RJ Dezembro 2005
www.cirurgiageralcardosofontes.com.br
Definição
• Natureza

• Localização
(Klatskin, G. Adenocarcinoma of hepatic duct
at its bifurcation within the porta hepatis
- Am. Journal of Medicine, 38- fev.1965)

• Tipos

• Crescimento lento
Evolução no Tratamento
• Anos 50:
– Ressecção Biliar
– 1954 – Brown – 1ª
ressecção cirúrgica
Evolução no Tratamento
• Anos 60:
– Ressecção biliar + hepática
– 1962 – Altemeier –
lobectomia esquerda
– 1963 - Haynes
– 1963 – Quattlebaum
– 1964 – Quattlebaum –
lobectomia direita
– 1967 – Cady

– 1966 – Kajitani – 1º relato


de ressecção biliar +
hepática + portal
Evolução no Tratamento
• Anos 70:
– Transplante hepático:
• 1976 - Fortner – descreveu 3 casos
– Boerma- Ressecção radical em
bloco
– 1979 – Blumgart - Ablação do lobo
caudado
Evolução no Tratamento
• Anos 80:
– Hepatopancreatoduodenectomia
• (Nimura, Tsukada, Miyagawa)
– Transplante hepático:
• 1982 – Iwatsuki – 8 tumores klatskin (41)
• 1988 – Pichlmayr – 16 tumores klatskin
Evolução no Tratamento
• Anos 90:
– (Não há diferença significativa entre a ressecção tumoral e
o transplante hepático)
– Indicações do transplante:
• Irressecabilidade por razões técnicas
• Perda da função hepática
Apresentação Clínica
• Síndrome de Klatskin:
– Icterícia total, crescente e com prurido
– Sem colangite
– Hepatomegalia
– Vesícula Biliar vazia
– Não há a esperada hipoprotrombinemia universal

• Tumores primários (Klatskin) ≠ Tumores do Hilo


(Bertrand, 1970)
Avaliação e Preparo Pré-operatório

• TC helicoidal;
• Ecodoppler;
• Colangiografia:
– Retrógrada
– Transhepática percutânea
– Ressonância Magnética – Cartograma não
invasivo
• Classificações:

Bismuth e Corlette Gazzaniga


Avaliação e Preparo Pré-Operatório
• Drenagem biliar pré-operatória?
– Utilidade não demonstrada
– Níveis de Bilirrubina não são fatores prognósticos
– Hipoalbuminemia é fator prognóstico

• Embolização portal e arterial


– Bons resultados,
– Aumenta a ressecabilidade e curabilidade,
– Diminui as chances de insuficiência hepática
Experiência do Serviço - HCF
• 1975-2005: 83 pacientes operados com obstrução
biliar maligna alta, num total de 90 cirurgias.

• Distribuição dos tumores:


– Primários (Klatskin) – 17 pacientes
– Hilares não primários – 66 pacientes:
• Vesícula – 50
• Estômago – 6
• Pâncreas – 6
• Hepatocarcinoma – 1
• Indefinido - 3
Experiência do Serviço - HCF
Intervenções Cirúrgicas- Tumores Klatskin:

Ressecção via biliar 2

Ressecção da via biliar + 4


segmento IV
Lobectomia direita 1

Lobectomia esquerda 1

Anastomoses bilio-digestivas 4

Drenagens 5

TOTAL 17
Experiência do Serviço - HCF
Intervenções Cirúrgicas- Tumores do hilo
(excetuando tumores de Klatskin):
Drenagens 17

Ressecção Segmento IV 3

Ressecção Segmento V 1

Anastomoses Bilio-digestivas 44

Rodney-Smith 1

TOTAL 66
Considerações Finais:
• “Para os tumores de Klatskin, ressecar é o mandamento
primeiro. Ainda que implique em mortalidade respeitável,
que acompanha o sacrifício do parênquima e das estruturas
vasculares envolvidas.”

• Ressecção impossível – tentar ABD antes do tratamento


paliativo não cirúrgico (maior taxa de complicações sépticas e de obstruções
secundárias – 24 a 38%)

• Objetivos do tratamento paliativo: embranquecer os olhos,


eliminar o prurido insustentável e “ilusão da cura”.
www.cirurgiageralcardosofontes.com.br