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UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA Departamento de Administração Prof. Telma Regina da C. G. Barbosa ADM-640 – Administração e Planejamento Estratégico

IMPLEMENTAÇÃO E CONTROLE

INTRODUÇÃO

Evandro Mendonça Fortuna MATRICULA – ES60490 Novembro de 2007. Tema - 08

Dentro do processo de gestão estratégica abordamos a formulação da estratégia em trabalhos anteriores e neste trabalho, o foco será na implementação e controle da estratégia. Tão importante quanto a formulação da estratégia, é sua implementação e seu controle e acompanhamento, para assegurar que a empresa consiga alcançar os objetivos traçados na formulação. O sucesso da organização depende da formulação de uma estratégia bem feita e dentro das possibilidades da implementação pela organização, porém a como principal fase na gestão estratégica podemos dizer que seria o controle, pois nada adianta formular e implantar uma estratégia se esta não for controlada para garantir o sucesso do planejamento. Veremos que alguns aspectos são importantes para a implementação da estratégia, e influem diretamente na forma de como será implantada, aspectos como estrutura organizacional, liderança, sistema de benefícios, motivação, processo de comunicação interna e cultura organizacional são os principais fatores para garantir a implantação da estratégia. Para garantir o bom desempenho e resultado da gestão estratégica, muitas vezes é a organização que precisara mudar para se adequar a estratégia e não ao contrario. Estas mudanças podem ser pequenas de pouco impactos ou podem ser mudanças radicais que irão causar grande impacto na organização como, por exemplo, a criação e lançamento de uma nova família de produtos no portfólio da empresa.

A IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA

Como já dito anteriormente, para a implementação da estratégia é necessário levar alguns fatores em consideração. Um administrador deve avaliar primeiro a compatibilidade da estratégia formulada com as características da empresa como perfil empresarial, necessidade de coordenação, grau de descentralização e agrupamento de atividades, além da condição financeira para promover as adequações necessárias e permitir que a estratégia formulada seja implantada e obtenha os resultados esperados. Um dos fatores principais a ser analisado é a estrutura organizacional, pois para cada porte de empresa e de acordo com a estratégia adotada existe um tipo indicado de estrutura.

A implementação da estratégia pressupõe um crescimento da organização e

neste sentido é necessário estar adequando sua estrutura organizacional para acompanhar a evolução da empresa.

Este crescimento pode ser vertical ou horizontal, sendo que o crescimento

vertical esta relacionado diretamente com extensão da cadeia hierárquica de comando e

o crescimento horizontal esta relacionado à segmentação da empresa em departamentos ou divisões. Geralmente empresas que atuam em ambiente estáveis e previsíveis possuem vários níveis hierárquicos e empresas que operam em ambiente dinâmicos possuem poucos níveis hierárquicos, mas grande amplitude de controle. Geralmente empresas em fase de crescimento adotam o tipo de estrutura

funcional onde são agrupadas em departamentos ao longo de linhas funcionais como marketing, produção, P&D, RH, e assim por diante. A vantagem deste tipo de estrutura

é que enfatiza os tipos de funções que a organização deve realizar. Uma dificuldade

deste modelo é difícil atribuir responsabilidades por perdas ou lucros da organização. Outra forma de estrutura é a divisional que pode ser por produto ou por regiões

geográficas, ambas são indicadas para empresas que já possuem certa maturidade e cada uma tem suas vantagens e desvantagem, dependendo da estratégia a ser adotada. A estrutura divisional por produto é indicada para empresas que possuem grande número de linhas de produtos e a empresa organiza-se em torno das categorias do produto tem como principal vantagem tornar a coordenação de funções mais fácil pois

cada divisão de produto tem sua própria função e é fácil atribuir responsabilidades por perdas e lucros.

Já a estrutura divisional geográfica é mais indicada para empresas que estão

presentes em várias regiões diferentes. A principal vantagem deste tipo de estrutura é que permite à adequação do produto ou serviço às necessidades de cada região que a empresa esta atuando. A medida que a empresa vai crescendo ela pode ir alterando a sua estrutura organizacional passando para um estrutura multidivisional, quando acrescenta mais produtos a sua linha e com um maior crescimento adota a estrutura de unidade estratégica de negócio onde divisões com missões, produtos e mercados ou tecnologia semelhantes são agrupadas em uma unidade estratégica de negócio. Também uma organização pode optar para utilização da estrutura matricial que é

a combinação da estrutura funcional com a de produto/projeto. Esta estrutura é eficiente

em termos de custo para cada produto/projeto individual, é flexível, ajuda no treinamento e desenvolvimento dos administradores gerais deixando a alta administração livre para realizar planejamento. A principal desvantagem deste tipo de estrutura esta relacionada com o seu alto custo administrativo. Conhecida a estrutura organizacional adequada para a combinação empresa/estratégia é importante considerar outros aspectos que irão afetar a implementação da estratégia a liderança estratégica, o poder, a motivação e a cultura organizacional. Através da autoridade formal que é o potencial que o CEO tem de influenciar o comportamento dos colaboradores da organização em função de seu cargo, o CEO pode controlar recursos e recompensas. Alguns CEO possuem estilo diferente de exercer a liderança, alguns utilizam o estilo transacional onde troca as recompensas pelo esforço do funcionário este estilo é indicado para empresas que já estão tendo um bom desempenho e não esta previsto mudanças ambientais significativa, pois mantém os funcionários engajados no compromisso de alto desempenho. Em contrapartida para empresas que estão enfrentando dificuldades competitivas ou passam por grandes mudanças ambientais o estilo mais indicado é o

transformacional. Como o nome já indica este tipo de liderança provoca mudanças no comportamento dos colaboradores através de inspirações e motivações envolvendo o funcionário em um comprometimento maior para promover a mudança que a organização necessita. Isto com certeza irá promover mudanças no desempenho da empresa. Para permitir que o CEOS e os outros altos dirigentes possam influenciar o comportamento dos outros colaboradores, além da autoridade formal e do estilo de liderança existem outras técnicas para exercer o poder. Também a cultura pode facilitar ou dificultar as ações estratégicas da empresa. Entende-se por cultura organizacional o conjunto de valores, crenças e comportamentos que são aceitos e praticados pelos membros de uma organização. Para garantir a

implementação da estratégia é necessária uma cultura organizacional adequada, ou seja, que apóie e se ajuste a estratégia da empresa, também deve conter conjunto de valores que ajudem a empresa a se adaptar a mudanças ambientais. As mudanças estratégicas podem ser divididas em cinco estágios discretos, estratégia de continuação – aquela que repete a mesma estratégia utilizada no período de planejamento anterior, estratégia de mudança de rotina – mudanças normais nos apelos usados para atrair consumidores, estratégia de mudança limitada – envolve oferta de novos produtos em novos mercados dentro da mesma classe geral de produtos, estratégia de mudança radical – envolve uma reorganização maior dentro da empresa,

de

indústrias diferentes.

redirecionamento

organizacional

envolve

fusões

aquisições

de

e

empresas

O PROCESSO DE CONTROLE.

Formulada a estratégia, analisadas as condições e planejada sua implementação

é hora de garantir que os administradores alcancem os objetivos organizacionais. Para

apoiar esta tarefa, utiliza-se o controle estratégico. Manter e utilizar o controle estratégico os administradores conseguem monitorar, avaliar, e propor melhorias na administração estratégica da organização. Existem três etapas básicas no processo de controle estratégico. A medição do desempenho organizacional, a comparação do desempenho organizacional, e o controle estratégico. A função do controle estratégico é muito importante para garantir que os objetivos serão alcançados. Em função das informações coletadas nesta fase é que a organização irá implementar ações corretivas ou mesmos refazer seu planejamento caso

a empresa não esteja atingindo seus objetivos pode ser que a organização precise alterar sua estratégia. Nota-se a importância do envolvimento da alta administração nesta fase, pois

para garantir os resultados esperados, pode-se ter que comprometer recursos financeiros

e outros para que o processo estratégico seja revisto. O processo de controle estratégico é relativamente simples. Primeiro com base na missão e nos objetivos gerais e específicos traçados na formulação da estratégia a alta administração seleciona que elementos do ambiente e da organização precisam, ser monitorados, avaliados e controlados. Após isso, são estabelecidos padrões que serão utilizados para medir o desempenho real da empresa através de comparação entre os padrões escolhidos e os resultados obtidos pela empresa. Caso o resultados do acompanhamento fuja muito dos padrões estabelecidos é necessário que a alta administração tome algumas medidas para corrigir o problema.

O controle estratégico pode ser exercido pela alta administração de diversas maneiras diferentes. Pode-se controlar por níveis diferentes (individual, funcional, de produto, de divisão e de unidade estratégica de negócio) o controle também pode avaliar

o desempenho da organização comparando os resultados operacionais atuais obtidos

com os resultados de igual período no ano anterior, também deve-se avaliar variáveis externas importantes como o desempenho dos concorrentes, também pode-se utilizar benchmark competitivos sendo os principais qualidade, habilidade inovadora, processo de atendimento e entrega ao cliente, e sua participação relativa no mercado. Devido a importância da manipulação dos dados e informações obtidas nesta fase do processo a maioria das organizações utilizam-se de ferramentas de tecnologia da informação para garantir ao CEOS acesso rápido e preciso a essas informações. Também temos metodologias que apóiam e facilitam a implementação e o controle da estratégia e podemos citar como principal exemplo o BSC – Balanced Scorecard desenvolvido por Norton e Kaplan e que apresentam não só em outros paises como também no Brasil onde cresce sua utilização. Neste método de implantação e controle os objetivos são interligados em uma relação de causa e efeito e balanceados em quatro perspectivas financeira, cliente, processos internos e aprendizado organizacional. Esta metodologia é simples e permite um maior controle e monitoramento da implementação da estratégia.

CONSIDERAÇÔES FINAIS

Com este trabalho concluímos os estudos sobre gestão estratégica. Podemos notar que todas as fases do processo estratégico são importantes, e necessitam para que

se obtenha resultado o envolvimento da alta administração. Podemos notar que a participação e o envolvimento da alta administração é fundamental no processo, pois na fase inicial da formulação estratégica é necessário sua participação para oferecer o direcionamento estratégico para a organização, na faze seguinte da implementação da estratégia é necessário sua participação para envolver e garantir recursos para as preparações da empresas em termos de estrutura e cultura organizacional, liderança e motivação para garantir a sua implementação e na fase final de controle, é a alta administração que estabelece os padrões para comparação, como também garantem que se os objetivos não estejam sendo atingidos, recursos suficientes serão disponibilizados para que o plano de ação corretivo seja implementado visando a garantir o sucesso da organização. Podemos concluir que a administração estratégica pode se utilizado por empresa de qualquer setor e de qualquer tamanho ou porte, mas o importante é que a cultura e o entendimento sobre o que é administração estratégica esteja presente na alta administração da organização.

BIBLIOGRAFIA

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