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Capítulo 2 - Detalhando um projeto FIELDBUS

2. Detalhando um projeto FIELDBUS


Neste capítulo são abordados os elementos básicos para a construção de
um projeto FIELDBUS.

2.1. Considerações e limitações

Um importante aspecto na concepção de um projeto fieldbus é a


determinação de como serão instalados os equipamentos que farão parte da rede. Dessa
forma devem ser consideradas as distâncias máximas permitidas entre os equipamentos, ou
seja, deve-se ter em mãos a planta onde será efetuado o projeto para a determinação dos
melhores pontos para instalação dos equipamentos de forma a otimizar ao máximo o
comprimento do barramento (trunk) e das derivações (spurs) como visto na Figura 2.1.

NUMBER MAX. SPUR


OF ELEMENTS LENGTH (m)

25-32 0
19-24 30
15-18 60
13-14 90
01-12 120

BUS TOTAL LENGTH


(TRUNK + SPURS) <1900m

Figura 2.1- Configuração Típica de Instalação

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Além disso, outras características também devem ser consideradas tais


como: número máximo de equipamentos ligados à uma mesma rede (um fator limitante
pode ser a fonte de alimentação que deve alimentar todos os transmissores, caso o
barramento seja energizado), a topologia utilizada na implementação dos equipamentos
(ver próxima seção) e os elementos que constituirão a rede fieldbus conjuntamente com os
equipamentos (dispositivos que permitam facilidade e agilidade quando for solicitado
algum tipo de manutenção com um determinado equipamento, como por exemplo as
caixas de campo).
Outro ponto a ser analisado refere-se à utilização de barreiras de segurança
intrínseca e redundância dos equipamentos. Deve-se fazer uma análise preliminar destas
características no ambiente de instalação do sistema visando a maior otimização possível
no que se refere às instalações dos equipamentos (número de equipamentos e
comprimento de cada barramento), caso se faça necessário a utilização destes recursos.
Nas próximas seções serão abordados com maior profundidade as
topologias comumente utilizadas em sistemas fieldbus bem como os componentes de um
projeto.

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2.2. Possibilidades de topologias

Várias topologias podem ser aplicadas em projetos Fieldbus. A Figura 2.2


ilustra 4 topologias que serão discutidas em detalhes a seguir. De forma a simplificar e
tornar mais claro os gráficos, as fontes de alimentação e os terminadores foram oitidos
destes.

Figura 2.2 - Topologias possíveis de ligação FIELDBUS

As topologias mais comumente utilizadas em sistemas FIELDBUS são:

a) Topologia de barramento com Spurs:

Nesta topologia utiliza-se um barramento único onde equipamentos ou


barramentos secundários (spurs) são conectados diretamente a ele. Pode-se ter ainda
vários equipamentos diferentes em cada spur (Figura 2.3).

BUS WITH SPURS TOPOLOGY

PLANT HIGHWAY /H2

FIELDBUS I/O

H1 LEVEL

TERMINATOR
NOT SHOWN

Figura 2.3 - Topologia de barramento com Spurs

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b) Topologia ponto-a-ponto:

Nesta topologia tem-se a ligação em série de todos os equipamentos


utilizados na aplicação (Figura 2.4). O cabo FIELDBUS é roteado de equipamento para
equipamento neste seguimento e é interconectado nos terminais de cada equipamento
FIELDBUS. As instalações que utilizam esta topologia devem usar conectores de forma
que a desconexão de um simples equipamento não interrompa a continuidade do
segmento.

Figura 2.4 - Topologia ponto-a-ponto

c) Topologia em árvore:

A topologia em árvore concentra em acopladores/caixas de campo a


ligação de vários equipamentos. Devido a sua distribuição, esta topologia é conhecida
também como “Pé de Galinha” (Figura 2.5).

Figura 2.5 - Topologia em árvore

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d) Topologia “End-to-End”

Esta topologia é utilizada quando se conecta diretamente apenas dois


equipamentos. Esta ligação pode estar inteiramente no campo (um transmissor e uma
válvula sem nenhum outro equipamento conectado - Figura 2.6) ou pode ligar um
equipamento de campo (um transmissor) ao “Device Host” (seção 2.3.6).

END TO END TOPOLOGY


JUNCTION JUNCTION
BOX BOX

Single or multi-pair cable

H1 LEVEL H1 LEVEL

(Terminators not shown)

Figura 2.6 - Topologia "End-to-End"

e) Topologia mista:

Nesta configuração encontra-se as 3 topologias mais comumente utilizadas


ligadas entre si. Deve-se observar noentanto, o comprimento máximo do segmento que
deve incluir o comprimento dos spurs no comprimento total.

Figura 2.7 - Topologia mista

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