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População potencialmente exposta de trabalhadores

População potencialmente exposta de trabalhadores

População potencialmente exposta de trabalhadores
População potencialmente exposta de trabalhadores
População potencialmente exposta de trabalhadores
População potencialmente exposta de trabalhadores
 Um propósito central nos estudos epidemiológicos ambientais é determinar se a exposição a um

Um propósito central nos estudos

epidemiológicos ambientais é determinar se a

exposição a um fator ou fatores ambientais

está associado com um efeito ou mudança na saúde.

Se há uma associação é desejável demonstrar

que a uma exposição há uma resposta relacionada - um aumento da exposição está

associado com um aumento na taxa (rate) do

efeito na saúde.

uma resposta relacionada - um aumento da exposição está associado com um aumento na taxa (rate)
uma resposta relacionada - um aumento da exposição está associado com um aumento na taxa (rate)
uma resposta relacionada - um aumento da exposição está associado com um aumento na taxa (rate)
uma resposta relacionada - um aumento da exposição está associado com um aumento na taxa (rate)
 Químicos  Físicos (radiação ionizante)  Biológicos  Fatores ergonômicos

Químicos

Físicos (radiação ionizante)

Biológicos Fatores ergonômicos

 Químicos  Físicos (radiação ionizante)  Biológicos  Fatores ergonômicos
 Químicos  Físicos (radiação ionizante)  Biológicos  Fatores ergonômicos
 Químicos  Físicos (radiação ionizante)  Biológicos  Fatores ergonômicos
 Químicos  Físicos (radiação ionizante)  Biológicos  Fatores ergonômicos
 Exposição – é usado para se referir ao contato que ocorre de agentes de

Exposição é usado para se referir ao contato que ocorre de agentes de risco e ou fatores

de risco ambiental com o corpo humano.

Exposição a uma substância ambiental é definida como qualquer contato entre a

substância em um meio ambiental água, ar,

solo e a superfície do corpo humano pele trato respiratório.

Para avaliar a extensão da exposição é

importante compreender a fonte, o meio

humano – pele trato respiratório. Para avaliar a extensão da exposição é importante compreender a fonte,
humano – pele trato respiratório. Para avaliar a extensão da exposição é importante compreender a fonte,
humano – pele trato respiratório. Para avaliar a extensão da exposição é importante compreender a fonte,
humano – pele trato respiratório. Para avaliar a extensão da exposição é importante compreender a fonte,
 e a rota da substância de interesse.  Agente: químico, biológico, físico  Meio(vetor):

e a rota da substância de interesse.

Agente: químico, biológico, físico

Meio(vetor): água, ar, solo, terra, alimento

Rota ou porta de entrada: inalação (sistema respiratório), ingestão ( sistema digestivo), e

absorção (direto na pele, contato com os

olhos), transplacentário através do contato

ingestão ( sistema digestivo), e absorção (direto na pele, contato com os olhos), transplacentário através do
ingestão ( sistema digestivo), e absorção (direto na pele, contato com os olhos), transplacentário através do
 com sangue da mãe para o feto  Injeção direta no corpo por ferimento,

com sangue da mãe para o feto

Injeção direta no corpo por ferimento,

perfuração

 com sangue da mãe para o feto  Injeção direta no corpo por ferimento, perfuração
 com sangue da mãe para o feto  Injeção direta no corpo por ferimento, perfuração
 com sangue da mãe para o feto  Injeção direta no corpo por ferimento, perfuração
 com sangue da mãe para o feto  Injeção direta no corpo por ferimento, perfuração
 Quando um indivíduo ou uma população entra em contato com um ou mais poluentes

Quando um indivíduo ou uma população

entra em contato com um ou mais poluentes

ambientais ocorre então uma exposição.

A quantidade de poluentes que entrou no corpo é chamada de DOSE.

A dose determina se haverá ou não um efeito.

É a quantidade do agente que alcança o órgão ou tecido suscetível no corpo

Variações genéticas na população influenciam

na dose interna e na suscetibilidade ao efeito

suscetível no corpo  Variações genéticas na população influenciam na dose interna e na suscetibilidade ao
suscetível no corpo  Variações genéticas na população influenciam na dose interna e na suscetibilidade ao
suscetível no corpo  Variações genéticas na população influenciam na dose interna e na suscetibilidade ao
suscetível no corpo  Variações genéticas na população influenciam na dose interna e na suscetibilidade ao
 É usado como uma descrição genérica de alguma mudança na saúde ou na função

É usado como uma descrição genérica de alguma mudança na saúde ou na função do

organismo que pode ser demonstrada que

está associada a uma condição anormal do

meio ambiente Serve tanto para uma

avaliação individual com para a população

a uma condição anormal do meio ambiente – Serve tanto para uma avaliação individual com para
a uma condição anormal do meio ambiente – Serve tanto para uma avaliação individual com para
a uma condição anormal do meio ambiente – Serve tanto para uma avaliação individual com para
a uma condição anormal do meio ambiente – Serve tanto para uma avaliação individual com para
 Tem um amplo espectro:  Vai de efeito subjetivo até manifestação de doença e

Tem um amplo espectro:

Vai de efeito subjetivo até manifestação de

doença e óbito

Manifestações agudas

Manifestações crônicas Alterações genéticas

Alterações teratogênicas

Alterações celulares

 Manifestações crônicas  Alterações genéticas  Alterações teratogênicas  Alterações celulares
 Manifestações crônicas  Alterações genéticas  Alterações teratogênicas  Alterações celulares
 Manifestações crônicas  Alterações genéticas  Alterações teratogênicas  Alterações celulares
 Manifestações crônicas  Alterações genéticas  Alterações teratogênicas  Alterações celulares
 Levantamento das áreas contaminadas  Cadastramento destas áreas  Identificação dos contaminantes dentro e

Levantamento das áreas contaminadas

Cadastramento destas áreas

Identificação dos contaminantes dentro e fora

do lugar (site)

Listar os contaminantes , concentração dos

contaminantes no ambiente, níveis de

concentrações basais nos meios, toxicologia

Comparações com diretrizes de avaliação do

ambiente e inventário de emissões ou perfis

toxicológicos (Por ex.ATSDR)

Comparações com diretrizes de avaliação do ambiente e inventário de emissões ou perfis toxicológicos (Por ex.ATSDR)
Comparações com diretrizes de avaliação do ambiente e inventário de emissões ou perfis toxicológicos (Por ex.ATSDR)
Comparações com diretrizes de avaliação do ambiente e inventário de emissões ou perfis toxicológicos (Por ex.ATSDR)
Comparações com diretrizes de avaliação do ambiente e inventário de emissões ou perfis toxicológicos (Por ex.ATSDR)
 Quem são? Quantos? Quando foi a exposição, duração, como foi?  Onde buscar estas

Quem são?

Quantos? Quando foi a

exposição, duração, como foi?

Onde buscar estas informações?

Lembrando alguns instrumentos legais:

Lei 8.080 de 19/09/1990

Portaria do MS Nº 3120 de 1º de julho de

1998 que aprova “Instrução Normativa de Vigilância em Saúde do Trabalhador no SUS”

Decreto nº 7.508 de 28 de junho de 2011,

regulamentação da lei 8.080

em Saúde do Trabalhador no SUS”  Decreto nº 7.508 de 28 de junho de 2011,
em Saúde do Trabalhador no SUS”  Decreto nº 7.508 de 28 de junho de 2011,
em Saúde do Trabalhador no SUS”  Decreto nº 7.508 de 28 de junho de 2011,
em Saúde do Trabalhador no SUS”  Decreto nº 7.508 de 28 de junho de 2011,
 SUS  Unidade de Serviços Especiais de Engenharia de Segurança e Medicina Ocupacional –

SUS

Unidade de Serviços Especiais de Engenharia

de Segurança e Medicina Ocupacional

SESMT- NR Nº 4 ( Ministério do Trabalho e Emprego)

Ministério da Previdência Social dados sobre

doenças e acidentes ocupacionais

DATASUS (SIM, SINAN)

 Ministério da Previdência Social – dados sobre doenças e acidentes ocupacionais  DATASUS – (SIM,
 Ministério da Previdência Social – dados sobre doenças e acidentes ocupacionais  DATASUS – (SIM,
 Ministério da Previdência Social – dados sobre doenças e acidentes ocupacionais  DATASUS – (SIM,
 Ministério da Previdência Social – dados sobre doenças e acidentes ocupacionais  DATASUS – (SIM,

RRAS

RRAS
 Cerca de 700  Municípios 375  Classificação: postos de combustíveis, comércio (grandes distribuidores,

Cerca de 700

Municípios 375

Classificação: postos de combustíveis, comércio (grandes distribuidores, atacadistas, etc.) industrias, resíduos, acidentes,

agricultura e atividades desconhecidas

(grandes distribuidores, atacadistas, etc.) industrias, resíduos, acidentes, agricultura e atividades desconhecidas
(grandes distribuidores, atacadistas, etc.) industrias, resíduos, acidentes, agricultura e atividades desconhecidas
(grandes distribuidores, atacadistas, etc.) industrias, resíduos, acidentes, agricultura e atividades desconhecidas
(grandes distribuidores, atacadistas, etc.) industrias, resíduos, acidentes, agricultura e atividades desconhecidas
 CEREST  Vigilância Epidemiológica e Sanitária  Vigilância em Saúde do Trabalhador do Município

CEREST

Vigilância Epidemiológica e Sanitária

Vigilância em Saúde do Trabalhador do Município

Ceatox

Portaria MS 104

Deverá ser feito um levantamento voltado a identificação desta população

Trabalhadores atuais:podem ser contratados, terceirizados, prestadores de serviços autônomos,

trabalhadores envolvidos no processo de

remediação.

ser contratados, terceirizados, prestadores de serviços autônomos, trabalhadores envolvidos no processo de remediação.
ser contratados, terceirizados, prestadores de serviços autônomos, trabalhadores envolvidos no processo de remediação.
ser contratados, terceirizados, prestadores de serviços autônomos, trabalhadores envolvidos no processo de remediação.
ser contratados, terceirizados, prestadores de serviços autônomos, trabalhadores envolvidos no processo de remediação.
 INCA – Publicou (Maio de 2012) documento com as diretrizes para registro de câncer

INCA Publicou (Maio de 2012) documento

com as diretrizes para registro de câncer

Capítulo 8 Vigilância a partir de bases secundárias: relação Anual de Informações

Sociais (RAIS); Cadastro geral de empregados

e desempregados (Caged); Cadastro de atividades econômicas: informações

municipais e/ou estaduais

geral de empregados e desempregados (Caged); Cadastro de atividades econômicas: informações municipais e/ou estaduais
geral de empregados e desempregados (Caged); Cadastro de atividades econômicas: informações municipais e/ou estaduais
geral de empregados e desempregados (Caged); Cadastro de atividades econômicas: informações municipais e/ou estaduais
geral de empregados e desempregados (Caged); Cadastro de atividades econômicas: informações municipais e/ou estaduais
 Capítulo 9. Vigilância a partir da exposição nos ambientes de trabalho  Vigilância da

Capítulo 9. Vigilância a partir da exposição nos ambientes de trabalho Vigilância da Exposição:

Identificação de áreas críticas

Identificação de substâncias cancerígenas Identificação dos processos de trabalho ou ramo de atividade

Conhecimento sobre o processo de trabalho Identificação dos trabalhadores ou grupos expostos

de atividade  Conhecimento sobre o processo de trabalho  Identificação dos trabalhadores ou grupos expostos
de atividade  Conhecimento sobre o processo de trabalho  Identificação dos trabalhadores ou grupos expostos
 Monitoramento  Ações de controle  Identificação de processos cancerígenos  Principal estratégia

Monitoramento Ações de controle Identificação de processos cancerígenos

Principal estratégia eliminação ou redução da exposição aos agentes causadores Primeiro passo para a prevenção identificação de agentes conhecidos por causarem um aumento de risco para a doença A legislação já prevê alguns instrumentos capazes de auxiliar essa identificação

de risco para a doença  A legislação já prevê alguns instrumentos capazes de auxiliar essa
de risco para a doença  A legislação já prevê alguns instrumentos capazes de auxiliar essa
de risco para a doença  A legislação já prevê alguns instrumentos capazes de auxiliar essa
de risco para a doença  A legislação já prevê alguns instrumentos capazes de auxiliar essa
 Ficha de informações de segurança de produto químico (FISPQ-NBR/4725)  A norma brasileira NBR14725

Ficha de informações de segurança de produto químico (FISPQ-NBR/4725) A norma brasileira NBR14725 (01/2002) determina o modo como uma FISPQ deve ser elaborada as informações sobre o produto

químico devem ser distribuídas por16 seções

determinadas, cujas terminologias,

numeração e sequência não devem ser

alteradas (ABNT, 2010)

por16 seções determinadas, cujas terminologias, numeração e sequência não devem ser alteradas (ABNT, 2010)
por16 seções determinadas, cujas terminologias, numeração e sequência não devem ser alteradas (ABNT, 2010)
por16 seções determinadas, cujas terminologias, numeração e sequência não devem ser alteradas (ABNT, 2010)
por16 seções determinadas, cujas terminologias, numeração e sequência não devem ser alteradas (ABNT, 2010)
 Base de dados toxicológicos (SINITOX)  Enciclopédias de tecnologia  Sites de instituições reconhecidas

Base de dados toxicológicos (SINITOX)

Enciclopédias de tecnologia

Sites de instituições reconhecidas na área de

segurança e saúde dos trabalhadores

Proposta de um inventário básico para

auxiliar no planejamento dos serviços de

vigilância ( para identificar os agentes, os

processos de trabalho, empresa ou ocupação

que propicia a exposição e a localização no

município

os agentes, os processos de trabalho, empresa ou ocupação que propicia a exposição e a localização
os agentes, os processos de trabalho, empresa ou ocupação que propicia a exposição e a localização
os agentes, os processos de trabalho, empresa ou ocupação que propicia a exposição e a localização
os agentes, os processos de trabalho, empresa ou ocupação que propicia a exposição e a localização
 Complexidade da exposição nos ambientes de trabalho  Agência Internacional para Pesquisa do Câncer

Complexidade da exposição nos ambientes de trabalho

Agência Internacional para Pesquisa do

Câncer (IARC), EPA (Ag.Prot.Amb.Amer.)

Em alguns casos considera-se todo o

processo de trabalho como cancerígeno ou

suspeito para humanos

Industrias cancerígenas classificadas pela

IARC como 1 e chamadas de situação

complexas

para humanos  Industrias cancerígenas – classificadas pela IARC como 1 e chamadas de situação complexas
para humanos  Industrias cancerígenas – classificadas pela IARC como 1 e chamadas de situação complexas
para humanos  Industrias cancerígenas – classificadas pela IARC como 1 e chamadas de situação complexas
para humanos  Industrias cancerígenas – classificadas pela IARC como 1 e chamadas de situação complexas
 Industrias de calçados e couro, madeira e mobiliário, produção de alumínio, coqueria, borracha e

Industrias de calçados e couro, madeira e

mobiliário, produção de alumínio, coqueria,

borracha e fundição de ferro e aço

(IARC,2010)

No Brasil Relação Anual de Informações

Sociais(RAIS) mostra a importância desse polo

industrial

Estima-se em mais de 1 milhão de

trabalhadores expostos

a importância desse polo industrial  Estima-se em mais de 1 milhão de trabalhadores expostos 
a importância desse polo industrial  Estima-se em mais de 1 milhão de trabalhadores expostos 
a importância desse polo industrial  Estima-se em mais de 1 milhão de trabalhadores expostos 
a importância desse polo industrial  Estima-se em mais de 1 milhão de trabalhadores expostos 
 Agentes classificados pela IARC (Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer ) Grupo

Agentes classificados pela IARC (Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer )

Grupo 1: Cancerígenos para humanos: 107 agentes

Grupo 2A: Provavelmente Cancerígenos para

humanos: 59 agentes

Grupo 2B: Possivelmente Cancerígenos para

humanos: 266 agentes

 Classificados pela IARC (Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer )  Grupo

Classificados pela IARC (Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer )

Grupo 3: Não classificado como Cancerígeno para humanos: 508 agentes

Grupo 4: Provavelmente não Cancerígeno

para humanos: 1 agente

Lista classificada em grupos:

Graziela Almeida da Silva Médica Sanitarista Divisão de Doenças Ocasionadas pelo Meio Ambiente CVE

Graziela Almeida da Silva

Médica Sanitarista

Divisão de Doenças Ocasionadas pelo Meio Ambiente

CVE

Graziela Almeida da Silva Médica Sanitarista Divisão de Doenças Ocasionadas pelo Meio Ambiente CVE
Graziela Almeida da Silva Médica Sanitarista Divisão de Doenças Ocasionadas pelo Meio Ambiente CVE
Graziela Almeida da Silva Médica Sanitarista Divisão de Doenças Ocasionadas pelo Meio Ambiente CVE
Graziela Almeida da Silva Médica Sanitarista Divisão de Doenças Ocasionadas pelo Meio Ambiente CVE