1.

Rumo

a

uma

caracterização

da

democracia

delegativa.

Segundo o autor as democracias delegativas se fundamentam em uma premissa básica: Quem ganha uma eleição presidencial é autorizado a governar o país como lhe parecer coveniente e , na medida em que as relações de poder existentes permitam, até o final de seu mandato. O presidente é a encarnação da nação, o princiapal fiador do interesse nacional, o qual cabe a ele definir. O que ele faz no governo não precisa guardar nenhuma semelhança com o que ele prometeu durante a campanha eleitoral. A democracia delegativa é fortemente individualista, os eleitores escolhem independentemente de suas identidades e filiações a pessoa que é mais adequada para cuidar dos destinos do país. Os candidatos vitoriosos nas democracias delegativas se apresentam como estando acima de todas as partes; isto é, dos partidos politicos e dos interesses organizados. A democracia delegativa não é alheia á tradição democratica, ela é menos liberal que a democracia representativa. Frequentemente, as democracias delegativas usam artificios como eleições em dois turnos, para que se caso a maioria não é formada diretamente, tem de ser criada para sustentar o mito da delegação legítima. As eleições em democracias delegativas são elições emocionais e envolvem altas apostas; vários candidatos concorrem para saber quem será o ganhador, num jogo absolutamente soma zero, da delegação para governar o país sem quasisquer outras restrinções a não ser aquelas impostas pelas relações de poder não institucionaliadas. Depois da eleição, espera-se que os eleitores/delegentes retornem à condição de espectadores passivos.

2. O

presidente

e

sua

equipe

são

o

olfato

e

o

ômega

da

politica.

O presidente

Itália e Japão. mas ajudaram muito na consolidação bem-sucedida da democracia nesses países. em termos de coalizões nacionais marjoritárias. esses países logo alcançaram taxas elevadas de crescimento economico. mas não exclusivamente por ele. Como consequencia. as expectativas economicas das respectivas populações eram. essa alternância ainda está para ocorrer na itália e no Japão. Ao contrário. extremamente moderadas. aos países derrotados. . depois da destruição provocada pela guerra. e numa fase de expansão da economia mundial. principalmente por meio do plano Marshall. Segundo O'Donnell. Segundo o autor. ocorreu uma onda de democratização. esses fatores contribuiram para a estabilidade politica e para orientações estáveis das politicas publicas. demorou cerca de vinte anos para que houvesse uma alternância do partido no governo na Alemanha e .Onda de Democratrização após a segunda Guerra Mundial. Houve injeções maciças de capital. ocasionada pela imposição dos aliados. provavelmente. Após a segunda guerra mundial. na America Latina e Europa Ocidental. na transição das décadas de 1970 e 1980. As condições resultantes foram notavelmente diferentes das enfrentadas hoje. Alemanhã. Esses não foram os únicos fatores. como um reflexo eloquente do contexto muito menos favorável no qual ocorreram. nessa nova onda democratica.

o judiciario. que segundo ele são. Pois. "Governo de Salvadores" . acima dos partidos e interesses. que esses paises herdaram dos regimes autoritarios que os antecederam. na America Latina. Equador. Essa concepção da resultantre dessas politicas publicas. constituíram verdadeiros desastres em termos de politica economica. ou virtualmente desaparecer nela. eles são pequenos. corajosos. ao contrário. Espanha. O'Donnell vincula esse processo não só as caracteristicas da cultura politica anterior. Brasil e Peru. Brasil e Peru. Argentina.a vitoria na primeira eleição após a derrubada do regime autoritario garantiu que o partido vitorioso estivesse condenado a perder a eleição seguinte. Casos de democracia delegativa: Argentina. Segundo o autor. Que uma crise como essa gera um forte senso de urgencia. e praticamente todas as organizações de representação de interesses. atribui a capacidade de governar como um "salvador da pátria". Em todos eles a situação socio-econômica em um certo momento foi reconhecida como critica. a inflação extrema. governam através de pacotes. uma enorme divida externa e interna. ele focaliza os mais puros casos de democracia delegativa. Portugal e Grécia. o congresso. ou as condições em que eles se encontram hoje. Problemas e demandas se acumulam para os novos governos democraticos. ignora os partidos. E os "pacotes" acontecem a partir dessa missão de salvador. judiciais e partidários. exigindo uma ação forte e determinada por parte do governo. Segundo o autor ao enfocar a Aegentina. inexperientes e devem operar por meio de uma burocracia fraca e desarticulada . Inti no Peru. Bolivia. e seus igualmente infelizes sucessores. A maioria desses países herdou uma situação dificil do regime autoritario anterior. Segundo O'Donnel o "Governo de Salvadores" é o governo onde os presidentes se elegem prometendo que governaram fortes. Porém por mais sérios que fossem esses problemas. e foi seriamente afetada pela crise mundial da decada de 1970 e inicio da de 1980. quando comparados aos herdados pelos países recentemente democratizados da America Latina. mas também aos efeitos socio-culturais do ajuste economico. e uma acentuada deterioração das politicas e dos servições sociais publicos são aspectos dessa crise. Peru e Uruguai testemunham isso. bem como Argentina. Ele diz que quanto mais longa a crise. é um terreno ideal para liberar as propensões delegativas que podem estar presentes em um dado país. drásticos e de surpresa: Austral na Argentina. estagnação economica. Segundo ele a crise social e economica. sem aceitar controles parlamentares. Cruzado no Brasil . Brasil. Brasil e Peru. e quanto . Essas politicas não resolveram nenhum dos problemas herdados. é dificil encontrar um único problema que elas não tenham agravado. que salvarão o país. uma profunda crise financeira do estado. Todos eles adotaram uma estratégia de " pacotes" de politica de estabilização economica.

partidos e os legisladores. Dilema do prisioneiro Com a diminuição da confiança em que o governo será capaz de resolver a crise. bastante insconsistentes. com o pressuposto de que todos os outros farão o mesmo. mais racional se torna para todos agir. ele diz que o governo uruguaio não adotou seu proprio "pacote". onde a inflação foi reduzida. Porém teve um desempenho decente. mas também vários interesses organizados. Esse dilema do prisoneiro é o oposto exato das condições que levam ao surgimento e fortalecimento de instituições democráticas. o investimento e os salarios cresceram lentamente.Quando o autor fala do pacote do Uruguai. pois essas politicas eram dicutidas no congresso. A desarticulação e o enfraquecimento. Tais politicas economicas foram "condenadas" a serem graduais. corrupção. . e restritas a metas muito limitadas. Diferentemente dos pacotes com metas "héroicas"de estabilização de outros Países. e o PIB.menor a confiança em que o governo será capaz de resolve-la. pois o congresso voltou a funcionar no momento certo da instalação da democracia. do aparelho do estado.

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