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RESPONSABILIDADE SOCIAL NA GESTÃO ESCOLAR: CONSTRUINDO UMA

CONSCIÊNCIA ÉTICA E CIDADÃ

Zauli Santos Serra Costa*

Resumo: Tratamos neste estudo da relevância do tema “Responsabilidade Social” na Gestão Escolar.
Pretendemos dar ao leitor informações fidedignas, através da fundamentação teórica, da pesquisa e análise dos
dados, como a gestão escolar está atuando com relação às ações de responsabilidade social e, ainda, contribuir
para melhor compreensão do assunto. A metodologia utilizada para realização deste estudo foi a pesquisa
bibliográfica, em livros e periódicos e sites da web, e pesquisa de campo em duas escolas, uma do ensino
superior e outra do ensino fundamental e médio. Conseguimos evidenciar práticas e ações de responsabilidade
social que já estão sendo realizadas nas escolas, envolvendo colaboradores, educandos e parceiros como
exercício de cidadania.

Palavras-chave: Responsabilidade Social; gestão escolar; ação social; ética; cidadania.

1 INTRODUÇÃO

Os compromissos da empresa atual não se resumem mais em apenas gerar lucro ou


garantir a qualidade dos seus produtos e serviços, mas, principalmente, em assegurar
qualidade de vida aos trabalhadores, manter relações transparentes com seus parceiros,
contribuir para o bem estar da comunidade e do meio em que vive.
Hoje as organizações estão sendo mais cobradas pela imagem que projetam - seja
pela transparência do seu trabalho, pelo cuidado com que tratam seus colaboradores e o meio
ambiente, pela adoção de valores éticos e, sobretudo, por sua atuação social. As empresas
devem incorporar a Responsabilidade Social em sua gestão como forma de cidadania; de uma
forma ou de outra, serão forçadas a adotar essa prática, seja por pressão da sociedade, dos
governos, da mídia e, principalmente, pelos resultados futuros de seus negócios.
A mídia tem demonstrado que as organizações que agem de forma responsável e
correta vêm conquistando mais espaço e credibilidade por seus públicos, pois as ações sociais
que realizam, retratam um excelente vínculo de comunicação entre a empresa e seu público.

_________________
* Formada em Administração Hospitalar e Pós-graduada em Gestão Estratégica da Qualidade pela Faculdade
Atenas Maranhense (FAM\A), Licenciada em Arte-Educação pela Universidade Federal do Maranhão
(UFMA).
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Com o desenvolvimento de uma consciência social, as pessoas preferem se


relacionar com empresas que contribuam de alguma forma a para a comunidade onde vivem.
A empresa passa a manter uma relação benéfica com o seu meio, tendo em vista que a sua
atuação é acompanhada por todos os que contribuem para sua existência: colaboradores,
fornecedores, acionistas, governo, clientes, comunidade.
A Responsabilidade Social, além de uma postura legal, constitui uma prática
filantrópica e de apoio à comunidade. Significa mudança de atitude da empresa, a qual deve
estar comprometida com uma nova visão de gestão empresarial, com foco na agregação de
valor para todos.
Este artigo intitulado “Responsabilidade Social na Gestão Escolar: construindo
uma consciência ética e cidadã”, surgiu do interesse em refletir sobre os desafios do gestor
escolar para gerar um processo de mudança nas organizações escolares que buscam se
adequar aos novos padrões da sociedade atual, por meio de inovações e de práticas de gestão
com responsabilidade social.
Desse modo, temos como objetivo principal abordar a temática da
Responsabilidade Social na instituição de ensino e responder a questões como: A
responsabilidade social faz parte do sistema de gestão escolar? Como a gestão escolar está
atuando frente aos problemas sociais da comunidade? Que atitudes a gestão escolar está
tomando para envolver o educando, colaboradores e parceiros nesse contexto e quais
benefícios podem ser visualizados para a instituição e para a comunidade em geral?
A metodologia utilizada para realização deste artigo foi a pesquisa exploratória,
através de levantamento bibliográfico sobre o tema em livros, periódicos e sites da internet e
pesquisa de campo. O referencial teórico foi organizado a partir de análises de conteúdos
relevantes para o estudo. A análise dos dados da pesquisa foi avaliada tomando como
referência os conceitos dos teóricos abordados.

2 ABORDAGEM HISTÓRICA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL

De acordo com Storner e Freeman (1985) citado pelo Instituto Ethos de Empresas
e Responsabilidade Social¹ (2003) em 1899 Andrew Carnegie publicou em seu livro, “O
Evangelho da Riqueza”, a abordagem clássica da Responsabilidade Social das grandes
empresas. A sua visão baseava-se nos princípios da caridade e da custódia; ambos eram
paternalistas: o primeiro exigia que os membros mais afortunados da sociedade ajudassem os
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menos afortunados, e o segundo, oriundo da Bíblia, prescrevia que as empresas e os ricos se


vissem como guardiões, ou zeladores, mantendo suas propriedades em custódia para benefício
da sociedade como um todo.
Na década de 50 a 60 os princípios da caridade e da custódia eram amplamente
aceitos nas empresas americanas, à medida que mais e mais companhias passaram a admitir
que “o poder traz responsabilidade”. Até mesmo as companhias que não adotavam esses
princípios percebiam que se não aceitassem as responsabilidades sociais por sua livre vontade,
seriam forçadas a aceitá-las por imposição do governo e da sociedade.
Nos Estados Unidos e na Europa os temas “Responsabilidade Social, Ética,
Filantropia” eram aceitos como doutrina até o século XIX, quando o direito de conduzir
negócios de forma corporativa era condição sine qua non do Estado ou da Monarquia e em
hipótese alguma do interesse econômico privado. Logo depois, com a independência dos
Estados Unidos, os Estados Americanos criaram uma legislação que aprovou a incorporação
por ato legislativo de serviços do interesse público, como a construção de estradas e ferrovias;
somente depois, estender-se-ia à condição de negócios privados.
Com os efeitos causados pela Grande Depressão Americana e pela Segunda
Guerra Mundial, as corporações sofreram muitos ataques em suas concepções. Nessa época
muitos autores descreviam em seus livros que os acionistas eram passivos proprietários que
abdicavam de controle e responsabilidade em favor da diretoria da corporação. Devido à
expansão do tamanho das corporações e de seu poder sobre a sociedade, as decisões nas
Cortes Americanas tornaram-se favoráveis às ações filantrópicas.
A importância da Responsabilidade Social passou, então, a ser discutida no meio
empresarial e acadêmico, inicialmente nos Estados Unidos e, ao final da década de 60,
propagou-se por toda a Europa, por autores como Bowen, Chamberlain, Mason e outros.
Desde então, a prática da responsabilidade social nas empresas vem evoluindo e
tomando novas proporções. Hoje, além de uma postura legal, constitui uma prática
filantrópica e de apoio à sociedade. Também cabe a questão do reconhecimento dos gestores
de empresas dos valores éticos e morais, adotando relações transparentes com seu público
e com a comunidade, cuidando do meio ambiente e reduzindo prováveis impactos sociais

______________
¹ O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social foi fundado em 1998. Atua como ponte entre os
empresários e as causas sociais. Funciona como uma ferramenta de autodiagnóstico, cuja principal finalidade é
auxiliar as empresas a gerenciarem os impactos sociais e ambientais decorrentes de suas atividades.
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causados pelo tipo de serviço que produzem. Significa mudança de atitude da empresa, a qual
deve estar comprometida com uma nova visão de gestão empresarial, com foco na agregação
de valor para todos.

3 DEFINIÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

As empresas desenvolveram uma consciência de Responsabilidade Social a partir


do momento que as pressões vindas do meio externo adentraram as suas políticas
administrativas internas. Alguns fatores como globalização, a busca por mais conhecimento,
reformas econômicas, competitividade e conscientização do consumidor sobre seus direitos, -
procurando produtos e práticas que proporcionem algum tipo de benefício para a sociedade -
foram fatores de extrema notoriedade para o mundo empresarial entender a Responsabilidade
Social como um novo desafio.
Com essa nova proposta, as empresas passaram a perceber que essa ação se
transformaria em uma nova estratégia que lhes traria alguns benefícios como potencializar seu
desenvolvimento e, conseqüentemente, aumentar seus lucros. Essa práxis ocorreu não só
pelos motivos já citados, mas também, pela preocupação de valorizar aspectos éticos ligados à
cidadania.
Outros fatores como: modernização, inovações tecnológicas, produção,
organização, relacionamentos da empresa, qualidade de vida dos funcionários, preservação
ambiental, condições de vida subumanas, foram foco de preocupação, nos últimos anos, para
uma maior sensibilização das empresas quanto à questão da Responsabilidade Social nas
empresas.
“A responsabilidade social ainda é um conceito em construção” (ASHLEY et al.,
2003, p.2). Para uns, representa a idéia de obrigação legal, para outros, um dever fiduciário,
que remete às empresas uma maior parcela de participação do que a do cidadão comum.
Oded Grajew (2001 apud Instituto Ethos, 2003), presidente do Instituto Ethos,

define responsabilidade social como:

[...] a atitude ética da empresa em todas as suas atividades. Diz respeito às


interações da empresa com seus funcionários, fornecedores, clientes, acionistas,
governo, concorrentes, meio ambiente e comunidade. Os preceitos da
responsabilidade social podem balizar, inclusive, todas as atividades práticas
empresariais.
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Para Chiavenato (1999, p.447), “entre uma empresa que assume a postura de
integração social e contribuição para a sociedade e outra voltada para si própria e ignorando o
resto, a tendência do consumidor é ficar com a primeira”. Ao atuar de forma ética e
preocupada com seu entorno, a empresa desenvolve valores e práticas com efeitos positivos
sobre sua cadeia produtiva e seus colaboradores, gerando melhores resultados.
Pode-se perceber que o conceito de Responsabilidade Social está atrelado a duas
grandes dimensões. Por um lado, ela pode ser percebida como um instrumento de gestão,
amplificador da competitividade da empresa, contribuindo para que sua imagem, seu produto
e sua marca sejam bem vistos por seus stakeholders e pela comunidade. Por outro lado,
significa uma forma de agir com cidadania, demonstrando uma postura ética por parte das
empresas, que traz como conseqüência, o incentivo, para que seus funcionários e todos
aqueles em seu entorno se tornem agentes transformadores do meio em que atuam.
A Responsabilidade Social pode ser vista como uma forma de retribuição que as
empresas devem “responder" à sociedade como “feedback” do que ela lhe dá, por meio dos
consumidores, dos parceiros, da cumplicidade dos seus colaboradores, e de todo
relacionamento mantido com o meio externo. Essa responsabilidade nada mais é que a
consciência do dever de dizer não à miséria, à fome, ao analfabetismo, às drogas, à violência,
ao desambientalismo. È ainda, uma forma de participar ativamente dos problemas da nação,
contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa; uma sociedade, na qual crianças
acreditem num futuro melhor, num país mais humano, melhor estruturado economicamente,
com senso de valor e respeito à dignidade humana.

4 SISTEMA DE GESTÃO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

Um sistema de Gestão tem por objetivo definir diretrizes, estabelecer


responsabilidades e referenciar os procedimentos documentados estabelecidos para o seu
efetivo desempenho na organização.
O sistema de gestão de responsabilidade social segue normas que são auditáveis e
passam por revisões periódicas à medida que as partes interessadas especifiquem
aperfeiçoamentos e correções necessárias sempre que novas condições sejam identificadas.
Dentre essas normas citaremos:
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a) Accountability AA1000

O A.A1000 é um padrão desenvolvido pelo Institute of Social and Ethical


Accountabilitity (ISEA), organização não-governametal sediada em Londres, que visa
promover e dar suporte às organizações nas atividades de implementação de sistemas de
gestão éticos e socialmente responsáveis. Representa um instrumento para estimular a gestão
baseada em princípios de qualidade e ética, que garantem aos stakeholders confiabilidade e
transparência às demonstrações e relatórios produzidos e divulgados pela organização.
Estabelece os caminhos para um processo de melhoria contínua na gestão ética e socialmente
responsável, tendo por base a comunicação e o inter-relacionamento com as partes
interessadas. A empresa que adota o AA 1000 poderá adquirir vantagens como: permitir uma
melhor avaliação do desempenho social; melhorar o relacionamento entre funcionários e sua
auto-estima; adquirir maior confiança dos stakeholders externos; melhorar as relações com
empresas parceiras; promover a identificação e treinamento de seus fornecedores.
b) Norma SA 8000
A Social Accountability International (SAI), fundada em 1997, é uma organização
não governamental com sede nos Estados Unidos. Ela é responsável pelo desenvolvimento e
supervisão da norma internacional SA 8000. Esta é uma norma de certificação que orienta as
empresas a produzirem seus produtos e serviços sob condições de trabalho adequadas,
assegurando aos seus clientes a confiabilidade nos mesmos (NETO; FROES, 1999). Esta
norma estende-se aos fornecedores da empresa, pois esta deverá auxiliá-los a cumprir os
requisitos da norma. Ambos (empresa e fornecedor) deverão agir de comum acordo com seus
valores. A certificação da Norma SA 8000 pelo Conselho de Prioridades Econômicas e
Agências de Certificação (CEPAA), assegura aos clientes de uma organização, que adquiram
bens ou serviços produzidos em local de trabalho socialmente responsável. A certificação só
poderá ser obtida após auditoria especifica realizada junto à empresa, terá validade por três
anos, havendo durante esse período, e a cada seis meses, uma avaliação das práticas da
empresa, após a adoção dos princípios e regras editados pela norma.
c) NBR 16001
A NBR 16001 é uma norma brasileira criada pela Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT). Os conteúdos das normas brasileiras são de responsabilidade dos
Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e
das Comissões de Estudo Especiais Temporárias (ABNT/CEET) e são elaboradas por
Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos - produtores,
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consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros). Esta Norma tem por objetivo
fornecer às organizações os elementos de um sistema de gestão de responsabilidade social
eficaz, que podem ser integrados com outros requisitos da gestão, para que os objetivos sejam
alcançados. Os requisitos desta Norma são genéricos para que possam ser aplicados a todas as
organizações. A sua aplicação depende de fatores como a política da responsabilidade social
da organização, do tipo de atividade, produtos e serviços, da sua localidade e das condições de
trabalho. Com o objetivo de estabelecer a qualificação necessária aos auditores, a ABNT
desenvolveu também a NBR 16002 - que fornece orientações aplicáveis para a competência
dos auditores envolvidos na avaliação do sistema de gestão e está concluindo a NBR 16003,
que fornecerá orientações para a condução das auditorias especificadas pelo sistema de gestão
da NBR 16001.
Atualmente está sendo elaborada a ISO 26000, uma norma internacional de
responsabilidade social, prevista para ser concluída em 2010. O grupo de trabalho formador
da norma é constituído por experts e observadores de mais de sessenta países, e está sendo
liderado em conjunto com o Instituto Sueco de Normalização (SIS-Swedish Standars
Institute) e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

5 GESTÃO ESCOLAR

A administração de uma organização envolve todas as atividades relacionadas com


o planejamento, organização, coordenação, direção e controle, sejam elas industriais,
governamentais, institucionais, produtoras de bens e serviços e outras. Na escola não poderia
ser diferente, pois, a gestão ou direção de uma escola também está envolvida no processo de
orientar pessoas por meio de esforços, no intuito de alcançar os objetivos e metas da
instituição.
O conceito de gestão escolar vem evoluindo com o passar dos anos e tornando-se
cada vez mais abrangente. De acordo com Lück (2000, p11, grifo nosso) a gestão escolar:

[...] constitui uma dimensão e um enfoque de atuação que objetiva promover a


organização, a mobilização e a articulação de todas as condições materiais e
humanas necessárias para garantir o avanço dos processos sócio-educacionais
dos estabelecimentos de ensino, orientadas para a promoção efetiva da
aprendizagem pelos alunos, de modo a torná-los capazes de enfrentar
adequadamente os desafios da sociedade globalizada e da economia centrada no
conhecimento.
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Para Meneses et al. (1999) as formas mais conhecidas de gestão são: a


administração, a co-gestão e a autogestão. Na administração surge a preocupação com a
eficiência e eficácia do trabalho organizacional. A eficiência diz respeito a obter o máximo de
resultados com menos gasto de energia e a eficácia de alcançar os objetivos propostos. Outros
termos, como qualidade total, acreditação, inclusão social, preservação do meio ambiente,
responsabilidade social, fazem parte da do vocabulário da administração atual e estão
chegando às escolas, ainda que incipientemente. A co-gestão baseia-se no princípio da
participação, forma de administrar em que a figura do administrador permanece com
autoridade limitada, ou seja, suas decisões são tomadas compartilhadas com o grupo sob seu
comando. A autogestão significa ausência de autoridade, mas, sem perder a ordem, não há
sistema de hierarquia. Nesse regime de gestão as pessoas atuam com maior autonomia e
procuram contribuir para o andamento dos trabalhos. Para o autor, a autogestão, seria uma
alternativa mais completa de gestão, contudo, jamais conseguiu sair do discurso ideológico
por ter uma postura assistente de guiar o trabalho cooperativo.
A escola é uma instituição com a finalidade de atingir objetivos que se voltam para
o desenvolvimento escolar e norteiam a tomada de decisões para todos os propósitos de
interesse da escola – estrutura física, equipamentos, programas, disciplinas, qualificação de
pessoal etc. Então, quem se propõe a trabalhar em uma escola necessita primar em informar-
se sobre todos os seus anseios e objetivos e dar sua própria contribuição para o
aperfeiçoamento da mesma. È dever da escola inovar procedimentos, incorporar novas
práticas, rever seu planejamento estratégico, para conseguir o desenvolvimento.
Tem-se notícia de que algumas escolas conseguiram romper com a rotina e estão
introduzindo algum tipo de inovação, quer no trabalho, quer na forma de gestão, quer ainda
em relação à participação da comunidade na vida da escola (DIAS, 1999). Dessa maneira, as
escolas que conseguem alcançar este nível de desempenho inovador passam por uma sadia
transformação, com mudanças notórias de clima organizacional e outros benefícios trazidos à
organização como um todo.
O ambiente escolar sofre mudanças relacionando-se com fatos históricos e, sempre
que a sociedade defronta-se com mudanças significativas em suas bases sociais e
tecnológicas, novas atribuições também lhes são exigidas. Sendo assim, a gestão escolar
precisa reunir esforços para reestruturar a escola e atender às necessidades das pessoas de
acordo com a realidade mais próxima delas.
O meio familiar, a comunicação virtual, a convivência social influem
significativamente na formação e educação do ser humano. Mas, agora, o meio escolar ocupa
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grande parte da vida das pessoas e é neste meio que o indivíduo busca suas bases de
conhecimento, aprendendo, pesquisando e vivenciando novos conceitos, novas práticas, que
irão nortear suas ações e atitudes, seja enquanto educando, como profissional e ser social.

5.1 Atuação do gestor escolar no processo de formação de consciência com


responsabilidade social

Falamos anteriormente que as responsabilidades da escola vêm aumentando de


acordo com as mudanças ocorridas na sociedade, tornando relevantes aspectos como
inovações, competitividade, produtividade, justiça social (TRES, 2007). Hoje a instituição de
ensino tem um comprometimento maior com a educação. Portanto, além de fornecer um
aprendizado de qualidade, a escola também tem deveres como empresa, de cumprir
compromissos legais, de preocupar-se com o bem estar dos seus colaboradores, de estabelecer
relações de parceria com seus fornecedores, contribuir para o desenvolvimento sustentável,
ajudar a comunidade, preservar o meio ambiente, primando por relações éticas e transparentes
com o seu público em geral.
Envolver o educando, o público interno e externo nas questões e problemas
sociais, que afetam consideravelmente a condição de vida das pessoas e do meio em que
vivem, é, sem dúvida, um bem, não só para a escola, enquanto instituição, mas para todos os
indivíduos que dela fazem parte.
Dessa forma, cabe ao gestor escolar fazer com que essas novas práticas sejam
vivenciadas de maneira construtiva, gerando formas de conscientização e comprometimento
que sejam adotadas e cultivadas. Por sua vez, para que ele consiga implementar mudanças
significativas que venham elevar o padrão da escola, ainda é preciso empenhar-se em mudar a
atitude das pessoas, com o propósito de que as mesmas passem a assumir novos desafios e
sintam-se estimuladas, motivadas e apoiadas, para que sejam capazes de ir além dos próprios
limites.
È importante que o gestor escolar acompanhe, observe e analise a forma de agir
das pessoas que trabalham na escola e dos seus educandos, em relação às práticas
administrativas e em sala de aula, a fim de verificar o interesse e o comprometimento dos
mesmos com os valores da instituição.
A função de gestor ou diretor da instituição de ensino é bastante complexa,
podendo ser evidenciado três aspectos: o de autoridade escolar; o de educador; o de
administrador. Como autoridade escolar é o responsável maior por tudo que acontece na
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escola – solenidades, eventos, decisões estratégicas, assinaturas de diplomas, enfim, ele


personifica a instituição a qual gerencia. Como educador, o gestor escolar procura ter certa
dose de conhecimento da atividade técnica realizada pelo grupo sob seu comando, isto é,
participar das atividades fins da escola. A administração do gestor escolar não é um processo
desligado das atividades fins do ensino, mas, sobretudo, está envolvido neste de tal forma que
precisa estar atento às conseqüências educativas de suas decisões e atos. Como administrador,
cabe ao diretor assumir a liderança para assegurar a convicção dos objetivos gerais da escola e
participar das atividades diárias de planejamento, da organização do trabalho, da coordenação
dos esforços e da avaliação dos resultados.
Um dos atributos importantes que compõe o perfil do gestor escolar é a Liderança,
característica enfatizada por autores e estudiosos da administração contemporânea, que pode
ser entendida como a “dedicação, a visão, os valores, e a integridade que inspira os outros a
trabalharem conjuntamente para atingir metas coletivas” (LÜCK et al., 2002, p.35). A questão
da liderança envolve tão somente a pessoa do líder, como o grupo com que ele trabalha e a
situação em que estão colocados o líder e seus liderados.
A evolução dos estudos de liderança mostra um deslocamento da atenção, que vai
da pessoa do líder para o grupo e para a atuação vivida pelo grupo. Dado certo grupo, em
determinada situação, assume a liderança a pessoa que for percebida pelo grupo capaz de
levá-lo a alcançar seus objetivos (MENESES et al., 1999). Alguns traços distinguem a pessoa
do líder: perspicácia, inteligência, autoconfiança, firmeza, empatia e outros.
O gestor escolar deve atuar como um líder, ou seja, contribuir para a formação de
pessoas que o acompanham em suas tarefas e prepará-las para serem abertas às mudanças e
transformações na organização. Atuar como líder, torna-se um grande desafio para o gestor,
pois é preciso desenvolver formas de gestão inovadoras, empreendedoras e socialmente
responsáveis, e isto é indispensável. È dessa forma que o gestor deve atuar para que a escola
possa acompanhar as mudanças e questões da sociedade global.
Como vimos o gestor escolar possui várias responsabilidades, dentre elas,
comprometer-se também com ações voltadas para o social. Procurar desenvolver uma nova
mentalidade organizacional, incentivando seus colaboradores e educandos a formarem um
senso crítico de justiça social, de valorização do ser humano, da importância do serviço
prestado à comunidade, de atitudes éticas e responsáveis, tudo isso faz do gestor escolar um
transformador de opiniões e de comportamentos voltados para o trabalho coletivo. Contribui
ainda para que a instituição de ensino, além do comprometimento com uma educação de
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qualidade, venha formar pessoas com valores éticos e morais agregados em sua forma de agir
como cidadãos.

6 PESQUISA E ANÁLISE DE DADOS

Já demos ênfase às mudanças que vêm afetando o cotidiano da escola, exigindo


uma nova postura do gestor escolar frente às necessidades da sociedade. Pensar essa questão
nos reporta à escola em si, a forma como vem conduzindo seus processos internos, nas
relações que dentro dela ocorrem, no modelo de gestão que adota e especialmente na figura
do gestor educacional.
Esta pesquisa deu-se em duas escolas da capital de São Luis-MA, uma do ensino
superior (que denominaremos Escola A) e outra do ensino médio (que denominaremos Escola
B). O instrumento de pesquisa foi um questionário de onze questões, fechadas e abertas,
descritas a seguir em forma de item. Tivemos como sujeito de pesquisa dois gestores – um
Assessor de Comunicação e outro Gestor de RH. A análise dos dados será feita à luz dos
conceitos dos teóricos estudados. Os nomes das escolas e dos gestores serão mantidos em
sigilo por questões éticas.

Questão 1. A Responsabilidade Social está inserida no Planejamento Estratégico da


empresa?

Escola A: Sim. É missão da empresa agir de forma socialmente responsável.


Missão: “Proporcionar educação superior de excelência para a formação de profissionais
dinâmicos e responsáveis, pautada em valores éticos e comprometida com o equilíbrio
socioeconômico, responsabilidade social e desenvolvimento regional.”
Escola B: Sim. A Responsabilidade Social faz parte da missão da empresa.
Missão: “Comprometer pais, alunos e colaboradores com o exercício consciente e pleno da
cidadania.”
Comentário: O Planejamento Estratégico é um instrumento de gestão que orienta todas as
ações de uma organização. A missão da empresa é peça fundamental no planejamento, ela
representa o que a empresa é, para que existe e qual a sua finalidade. Pudemos observar nas
duas escolas uma missão voltada para a Responsabilidade Social, fazendo com que o seu
trabalho seja norteado por ações éticas e socialmente responsáveis.
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Questão 2: Existência de normas de conduta na escola


Escola A: A escola orienta funcionários e alunos por meio do manual do aluno e do regimento
interno.
Escola B: A escola fornece um manual de boas práticas para o funcionário.
Comentário: À luz de autores como Ashley, os dirigentes e funcionários de uma empresa
devem seguir valores propostos por “normas de conduta”. Sendo assim, indivíduo ou
empresa, segue valores do meio em que está inserido. Observamos esta prática nas duas
escolas.
Questão 3: Programa de benefícios
Escola A: Incentivo à formação superior de funcionários e dependentes com pagamento de
10% da mensalidade; gratificações extras (remuneração); Programa de Inclusão digital, os
funcionários que tem acesso direto à informática adotam um funcionário de outra função e o
orientam a manusear o computador dentro do horário de trabalho.
Escola B: Pagamento de percentual no plano de saúde; ticket alimentação; seguro de vida.
Comentário: Conseguimos evidenciar nas escolas pesquisadas a preocupação em oferecer
benefícios aos funcionários, que é uma forma da empresa contribuir para a motivação,
conhecimento e auto-estima dos mesmos, isso, também, é responsabilidade social.
Questão 4: Empregabilidade (pessoas com deficiência)
Escola A: 12 funcionários
Escola B: 3 funcionários
Comentário: A Inclusão Social está prevista em lei, contudo, não basta oferecer somente o
emprego, é necessário, oferecer um ambiente favorável ao funcionário portador de
necessidades especiais, que vai desde o ambiente físico (estrutural) até a necessidade de uma
assistência psicossocial, emocional, cooperativa, instrucional, para que este indivíduo possa se
sentir aceito pelas demais pessoas do grupo. Parabenizamos as duas escolas por esta atuação.
Questão 5: Saúde e Segurança do Trabalhador
Escola A: Existe a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho (CIPA), regida
pela norma NR-5 do Ministério do Trabalho, constituída por colaboradores da empresa;
também adota práticas de ginástica laboral duas vezes por semana.
Escola B: Os Recursos Humanos são responsáveis pelo acompanhamento na empresa.
Comentário: Atualmente as questões voltadas para a saúde e segurança do trabalhador fazem
parte do dia-a-dia das empresas. Para isso, é preciso oferecer um ambiente de trabalho seguro,
com máquinas e equipamentos aferidos, local de trabalho adequado, padronização dos seus
processos e utilização de equipamentos de proteção individual, exames periódicos (quando a
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atividade assim exigir). Cuidar para que os colaboradores sintam-se protegidos também é
responsabilidade da empresa. Sugerimos às empresas citadas uma atenção maior a esses
cuidados.
Questão 6: Serviço voluntário à comunidade
Escola A: A escola conta com a participação dos funcionários da instituição e dos alunos,
ambos participam ativamente em todos os eventos sociais da instituição. Cada coordenação de
curso é responsável pela assistência de uma instituição filantrópica. Os alunos são os maiores
mobilizadores de eventos e campanhas - buscam parcerias, doações, organizam o trabalho.
Escola B: Os alunos do ensino médio e professores participam como facilitadores nos eventos
de recreação e também ajudam nas campanhas.
Comentário: O serviço voluntário é a maior experiência que o indivíduo pode ter como
exercício de cidadania. As instituições pesquisadas proporcionam aos seus colaboradores e
educandos participarem como voluntários em serviços prestados à comunidade. Com essa
atitude, além de abraçar causas sociais, a escola estará formando consciências com senso de
valor agregado, solidariedade e humanização.
Questão 7: Projetos e Ações Sociais desenvolvidos pela Escola
Escola A:
 Projeto Trilha Jovem – Este Projeto foi realizado em parceria com o Instituto do
Banco IBI, visando inserir 180 jovens da comunidade no mercado de trabalho, na área
de Turismo. Realizado na própria instituição de ensino, o projeto teve duração de 6
meses; 70% dos jovens já estão trabalhando.
 Projeto Mais: este projeto envolve 32 costureiras, residentes em bairros da
comunidade. A Instituição fornece a estrutura física, materiais e equipamentos
necessários à confecção dos produtos; os mesmos são expostos em desfiles,
promovidos pela instituição e em outros eventos ocorridos na mesma. A renda é
revertida para o sustento familiar das costureiras.
 Projeto Mães da Cambôa: Contempla as mães moradoras do bairro da Cambôa
inscritas na Associação de mesmo nome. São oferecidos materiais, ferramentas e
espaço físico, para a produção de artigos de bijuterias. A renda também é revertida em
prol do sustento familiar.
 Campanha Leite Solidário: surgiu da mobilização dos alunos para arrecadação de
sacos de leite, para serem doados a Asilos da capital. Esta campanha costuma
acontecer anualmente em data comemorativa do “Dia dos Avós”.
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Escola B:
 Programa Voluntariar: ação que ocorre na escola com atividades de recreação e lazer,
envolvendo crianças de creches e abrigos da capital. Os alunos do ensino médio
participam como voluntários.
 A escola organiza campanhas em parceria com o Instituto de Cidadania Empresarial
(ICE), Voluntariado de Obras Sócias (VÓS) de S.Luis e Defesa Civil, onde arrecada
brinquedos e alimentos para serem doados em creches e asilos da capital.
Comentário: Os Projetos e ações sociais desenvolvidos por estas instituições confirmam o
propósito de sua missão, bem como da atuação da gestão escolar face aos problemas sociais, e
como esta envolve o corpo funcional e seus alunos nesse contexto.
Questão 8: Preservação do Meio Ambiente
Escola A: ainda não houve, faz parte de projetos futuros.
Escola B: È organizada uma coleta seletiva de papel com a ajuda de funcionários; toda a
produção é doada para a ALPES (empresa maranhense de fabricação e reciclagem de papel);
ainda há a preocupação de reduzir o uso de copos descartáveis.
Comentários: Cada vez mais cresce a preocupação com as agressões que sofre o meio
ambiente. As empresas precisam conscientizar-se da necessidade de tratamento dos resíduos
oriundos do que produzem ou do serviço que prestam, evitando possíveis danos ao meio
ambiente. A escola B já está contribuindo para isso, e ensejamos que a escola A concretize o
mais breve possível projetos nessa área.
Questão 9: Fornecedores
Escola A: Seus fornecedores são selecionados por meio de critérios - aprender a cultura da
empresa e estabelecer relações éticas e transparentes. Há uma relação de parceria com os
fornecedores, os quais sempre participam dos eventos da instituição, dando apoio
administrativo, doações etc.
Escola B: Os fornecedores são parceiros durante as ações sociais.
Comentário: O fornecedor é uma entidade de negócio que fornece à empresa bens e/ou
serviços necessários à sua produção. Observamos que os fornecedores destas escolas atuam
como parceiros da empresa, e estão integrados nas suas ações e eventos e convidados a darem
sua parcela de colaboração.
Questão 10: Responsabilidade Social no currículo escolar
Escola A: A Responsabilidade Social faz parte do currículo de disciplinas. Cada curso tem
uma disciplina que aborda assuntos relacionados ao tema. Por exemplo: No curso de Direito,
a disciplina Direitos Humanos; no Curso de Ciências Contábeis, a disciplina
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Responsabilidade Social; no Curso de Jornalismo, a disciplina Comunicação no Terceiro


Setor; no Curso de Administração, Filosofia e Ética Profissional e, assim, por diante.
Escola B: Os alunos participam de atividades extra-classe; também é utilizada a
interdisciplinaridade, quando os professores agregam em suas disciplinas temas que discutam
os problemas sociais atuais, conscientizando-os do seu papel na sociedade.
Comentários: A escola é uma instituição que tem como fim principal a educação de seus
alunos. E por está inserida no meio empresarial, também, tem deveres de empresa, dentre eles,
o reconhecimento do dever social. E como podemos observar as escolas que fizeram parte
desta pesquisa estão com essa visão e já estão dando a sua parcela de assistência social.
Questão 11: Visão do Gestor
Escola A: Cargo: Assessora de Comunicação - ligada diretamente a direção da escola. A
pessoa que exerce este cargo ajuda a desenvolver estratégias para todos os eventos da
organização. Trabalha na empresa há 5 anos. Em sua opinião a preocupação com a
Responsabilidade Social traz para a empresa um caráter peculiar de instituição responsável. A
escola, por sua vez, também, somará benefícios – fortalecimento da imagem no mercado,
confiança de pais e alunos, credibilidade junto aos colaboradores e parceiros. Essa prática
contribui para formar profissionais com senso de valor ético e moral, influenciando-os a
agirem como cidadãos tanto na vida pessoal, quanto profissional. O lado solidário da
responsabilidade social precisa ser desenvolvido no educando, para que o mesmo reconheça o
seu dever para com o social.
Escola B: Cargo: Gerente de Recursos Humanos - trabalha na escola há 7 anos. Em sua
opinião é importante que a instituição de ensino atue de forma responsável e, principalmente,
envolva seus alunos nas ações realizadas, pois, vivenciar na prática esta experiência somará
positivamente na sua educação e preparação para a vida.
Comentários: Como abordamos anteriormente, o gestor escolar hoje tem muito mais
responsabilidades - além de gerenciar os recursos da escola para proporcionar uma educação
que atenda às expectativas dos alunos, também precisa tomar atitudes solidárias, ajudar a
comunidade, preservar o meio ambiente, incluir de alguma forma os menos favorecidos em
seu contexto. As ações de responsabilidade social também fazem parte dos resultados da
gestão escolar. Esperamos que os gestores escolares primem por mais essa qualidade de
serviço à sociedade e que outras escolas e empresas sigam essa linha de pensamento e façam
parte do grupo de empresas comprometidas com a responsabilidade social.
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7 CONCLUSÃO

A realização deste trabalho evidenciou o quanto é importante que ações de


responsabilidade social sejam desenvolvidas e praticadas na escola. Primeiro, porque envolve
um tema junto à sociedade, que faz parte da realidade das empresas que se propõem de
alguma forma dá sua parcela de contribuição àqueles que precisam, enxergando a sua
cumplicidade com o dever social. Segundo, porque é uma oportunidade que a escola dá aos
seus funcionários, alunos e voluntários de praticar a solidariedade, que muitas vezes encontra-
se adormecida dentro das pessoas e essa é a hora de exercitá-la. Terceiro, a escola ganha uma
nova imagem, um novo conceito de mercado de instituição responsável e, com isso, aumenta
a credibilidade e a confiança dos clientes internos e externos.
Compreendemos que as atitudes e decisões tomadas pelo gestor escolar influem
diretamente no dia-a-dia da escola, dos funcionários, alunos e colaboradores, daí a
responsabilidade que o mesmo tem em gerir e orientar e motivar pessoas, com consciência de
valores éticos, morais e sociais.
Foi possível constatar nas instituições pesquisadas que a responsabilidade social já
faz parte da sua cultura, e a partir das práticas sociais que estão sendo adotadas, é possível
influenciar as pessoas a mudarem suas atitudes e comportamentos.
Devido às limitações de abrangência da pesquisa, tivemos aqui somente a opinião
dos gestores escolares, da sua visão e atuação na escola, enquanto as demais partes
interessadas – alunos, professores, colaboradores e parceiros não fizeram parte desta pesquisa.
Como a responsabilidade social é um tema amplo e que envolve uma esfera maior dentro da
organização, sugerimos que trabalhos posteriores contemplem a opinião dos demais públicos
interessados.
Esperamos que este estudo possa proporcionar um entendimento do que se propõe
a gestão de uma escola com base na responsabilidade social, promovendo a conscientização
de outras instituições e de todos os interessados, para que comecem a se mobilizar e abraçar
essa causa.
O que se espera de uma empresa com propósitos de contribuir para a solução de
problemas de bases sociais é que ela tenha uma política organizacional estruturada, fortalecida
por valores éticos, atenta a inovações, mais empreendedora. Que a responsabilidade social
seja algo que flua da sua cultura organizacional, do seu comportamento e da sua visão de
compromisso com o seu meio.
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ABSTRACT

We study the relevance of the topic "Social Responsibility" in the School Management. We want to give the
reader accurate information, through the theoretical basis, research and analysis of data, how the school
management is acting in relation to the actions of social responsibility, and also contribute to better
understanding of the subject. The methodology used for this study was the literature, in books and periodicals
and websites, and field research in two schools, a college school and other elementary and high school. We
highlight practices and actions of social responsibility which are already being implemented in schools,
involving staff, students and partners as an exercise of citizenship.

Keywords: Social responsibility; school management; social action; ethics; citizenship.

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