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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D.

DINIS
SERVIÇO DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO

SUGESTÕES AOS PAIS E PROFESSORES DE CRIANÇAS E JOVENS


HIPERACTIVOS

• Prestar atenção ao aluno, escutando-o e falando com calma. Explicar-lhe o seu


problema, tranquilizando-o, preferindo como o vão ajudar.
• Conhecer os seus interesses e motivações como elementos potenciadores da sua
aprendizagem.
• Actuar sempre como modelos positivos. O que os pais e professores fazem
influencia mais as crianças, do que aquilo que dizem. É importante mostrarem-se
tranquilos e relaxados, pois o seu comportamento vai ser imitado.
• Ajudar a aumentar a sua confiança e auto-estima. Destacar os aspectos
positivos das suas evoluções por limitadas que sejam.
• Fazer demonstrações de carinho. As crianças hiperactivas necessitam de
contacto físico e afecto.

• Comunicar ao aluno qualquer possível alteração da rotina da vida diária.


• Integrar o aluno em tarefas adequadas ás suas capacidades.
• Comentar tranquilamente ao aluno os seus erros, fazendo compreender que é
necessário pensar sempre antes de actuar. Os erros devem corrigir-se,
evitando situações conflituosas.
• Evitar utilizar o castigo físico como correcção; aplicá-lo só em situações
necessárias e realmente excepcionais.
• Não actuar com o aluno permissivamente, a liberdade total pressupõe uma
maturidade que geralmente as crianças hiperactivas não têm. Sentem-se mais
tranquilos quando são estabelecidas regras.

• Se o rendimento escolar for afectado de forma negativa, é fundamental que os


pais mantenham frequentes encontros com os professores para determinar em
conjunto os procedimentos e ajuda.
• O aluno deve sentar-se à frente na sala de aula, reduzindo estímulos que
levem à distracção. Deve ser inserido numa turma reduzida.
• Tarefas mais difíceis na parte da manhã.
• Adaptar tarefas ás suas capacidades e competências.
• Apresentar tarefas novas, atractivas, evitando tarefas repetitivas.
• Dividir as tarefas longas em pequenas partes, uma tarefa de cada vez.

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• As instruções verbais devem ser curtas, claras, repetindo sempre que
necessário.
• As reprimendas não devem ser publicamente humilhantes. Devem ser
individuais, especificas, em voz calma mas firme, evitando o tom irónico.
• Reforçar comportamentos e desempenhos adequados em púbico e privado.
• Recompensar os progressos mesmo que o desempenho seja inferior ao que
devia.
• Limitar os trabalhos de casa porque estes não servem de castigo. Dar mais
importância ao conteúdo do que à apresentação.
• Permitir trabalhos com limites de tempo adequados. (Por exemplo os testes, se
possível, fazer por partes: a primeira parte numa aula, e a segunda parte na aula
a seguir).
• Tentar manter o aluno ocupado com actividades que o motivem.
• Responsabilizá-lo com pequenas tarefas para que se sinta útil, e recompensá-lo
com reforço positivo, elogiando e valorizando o seu trabalho.
• Sempre que possível, o aluno deve ter um apoio o mais individualizado possível,
nas áreas onde apresenta mais dificuldades.