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Plantas aquáticas - Plantas de ecossistemas aquáticos (em geral, águas doces, como

rios, lagos e lagoas). Não compreendem as algas, que são protistas, não plantas.

Plantas terrestres - Plantas que se desenvolvem em substratos não-submersos, ou seja,


são fixas à terra ou rochas. A maioria das plantas.

Plantas aéreas - Termo utilizado, no passado, para designar plantas que não são fixas
ao substrato terrestre ou aquático, ficando a cima deles, fixas a outras plantas, como por
exemplo as orquídeas e bromélias.

ARTIGOS
As plantas aquáticas da Amazônia: riqueza inexplorada
Por Maite Piedade* em 31/07/2007

As várzeas amazônicas são os ambientes onde ocorre a maior riqueza de plantas


herbáceas aquáticas da região, e uma das maiores do mundo. Os sedimentos
férteis trazidos pelas enchentes dos grandes rios nutrem as áreas marginais, o
que favorece o crescimento dessas plantas que exigem quantidades de minerais
elevadas. Apesar disso, em comparação com outras comunidades vegetais da região amazônica, a
vegetação herbácea das várzeas foi relegada a um segundo plano pela investigação científica, até o
início da década de setenta. Os poucos estudos anteriores àquele período envolviam classificações de
algumas espécies, narrativas ou descrições de outras, com maior destaque apenas para espécies
mais evidentes, como os capins aquáticos, ou exóticas, como a fabulosa Victória amazônica.

Vários fatores explicam a falta de estudos com essas plantas no passado. Essas espécies e seus
ambientes foram historicamente associados a insalubridade e doenças. O acesso a eles é difícil
porque a estrutura física e a composição de espécies herbáceas mudam ao longo do ano devido as
flutuações do nível do rio, de cerca de 10 metros entre a cheia e a seca. Finalmente, a visão científica
dominante entre os ecólogos no início do século passado era caracterizada pela divisão dos
ambientes em aquáticos ou terrestres. Desta forma, as áreas alagáveis amazônicas se apresentavam
como um grande desafio, por serem ambientes mutantes ao longo do ano, híbridos entre sistema
aquáticos e terrestres.

A partir da década de oitenta esse quadro passou a mudar. Tiveram inicio estudos ecológicos sobre
algumas das espécies mais importantes, mostrando sua grande produção de biomassa e nutrientes, e
sua importância como habitat e fonte de alimento para vários organismos aquáticos. Também se
tornou evidente sua influência nos balanços de oxigênio e na produção de metano em corpos de água,
como observado em hidrelétricas. Ao mesmo tempo, a dinâmica das várzeas passou a ser
incorporada conceitualmente aos estudos, e as áreas alagáveis com seus pulsos de inundação e seca
passaram a ser consideradas como unidades a serem estudadas no conjunto da sua complexidade
sazonal.

Se o conhecimento sobre as várzeas aumentou, sua ocupação crescente também. O corte de


florestas para dar lugar a pastagens e a remoção das herbáceas nativas para a introdução de pastos
exóticos trouxe como conseqüência a perda de biodiversidade, problemas de assoreamento e perda
da fertilidade dos solos e dos corpos de água. A forma tradicional de exploração das várzeas ligada à
pesca e pequena agricultura passou a ser modificada com a introdução de animais de criação,
principalmente gado bovino e em algumas áreas búfalos, influenciando negativamente as
comunidades de plantas herbáceas.

Contudo, dentre as cerca de 400 espécies nativas já identificadas nas várzeas, algumas apresentam
grandes possibilidades de utilização econômica, o que já vem sendo feito de forma não ordenada
pelas populações ribeirinhas, por exemplo, para alimentar gado e outros animais de criação como
galinhas e porcos. O sucesso de algumas das espécies se deve ao seu rápido crescimento, grande
valor nutritivo e grande aceitação pelos animais.

Essa nova visão deste grupo de plantas, ainda pouco conhecidas e pouquíssimo exploradas, fornece
indicativos para que se estimulem estudos visando subsidiar a sua exploração racional. Além de sua
grande importância ecológica e na biodiversidade, por serem bem adaptadas ao pulso hidrológico da
região, essas plantas podem ser uma excelente alternativa para o manejo racional das áreas
alagáveis.

Esse artigo é de responsabilidade do autor. Não reflete a opinião do Portal Amazônia ou do grupo
Rede Amazônica. Opiniões devem ser envidas a maitepp@inpa.gov.br
Adaptações das plantas ao ambiente terrestre

Acredita-se que as plantas terrestres tenham surgido na era paleozóica, originadas a partir de
ancestrais aquáticos. O primeiro fóssil bem conservado dessas plantas terrestres primitivas data
de 395 milhões de anos.
Existem diferentes teorias sobre como as plantas terrestres originaram-se, mas todas
concordam que as primeiras eram do grupo das criptógamas e que, posteriormente deram
origem às plantas vasculares com sementes.

As plantas nacessitaram de grandes modificações para a conquista desse novo ambiente, e


dentre essas adaptações as mais facilmente observáveis são as morfológicas. No entanto,
modificações de ordem bioquímica, fisiológica e reprodutiva também foram muito importantes.

Existiram vários problemas para serem solucionados para as plantas mudarem para o ambiente
terrestre, dentre os quais destacam-se:

• A redução da perda de água por evaporação;


• A realização de trocas gasosas. Para solucionar o problema da perda d'água as plantas
ocorreu o surgimento da epiderme e da cutícula (não esquecer que essas características
não surgiram de repente, e sim que foram selecionadas através dos anos). No entanto,
essas duas estruturas acabaram dificultando a realização das trocas gasosas necessárias
à realização da fotossíntese e da respiração. "Surgiram" para isso então, poros, câmaras
aeríferas e estômatos.
• Absorção de água e nutrientes. Os rizóides e as raízes surgiram para realizar a absorção
de água e nutrientes, ao mesmo tempo em que permitiram uma eficiente forma de
fixação e apoio no solo.
• Condução de água, sais e outras substâncias através da planta. Como a condução de
água, sais e outras substâncias não podia ser realizado por difusão (como nas algas), o
surgimento da lignina foi de fundamental importância não só para isso, como para o
problema da sustentação da planta no ambiente aéreo. Dependendo do grau de
lignificação da parede celular,as células são denominadas elementos traqueais (menor
grau) e fibras (maior grau). As células constituintes do xilema também são lignificadas.
Em seu conjunto esses elementos permitiram um aumento progressivo do tamanho dos
vegetais terrestres, proporcional ao seu grau de lignificação.
• Dependência da água para reprodução. Foi necessário também o surgimento de
adaptações reprodutivas, tendo em vista que as algas, por exemplo, dependem da água
para o transporte de gametas e mesmo para a posterior disseminação de gametas e
esporos. As plantas terrestres mais primitivas também são dependentes da água para a
fecundação, sendo que o gameta masculino literalmente nada até o gameta feminino
(quando o ambiente estiver bem úmido). A independência total da água para esse fim
surgiu nas Angiospermas, com a formação do tubo polínico durante a fecundação. Parte
das Gimnospermas também conseguiram essa independência da água no meio
externo.Por outro lado, surgiram adaptações para proteção contra o estresse do
ambiente aéreo, passando os elementos reprodutivos a serem protegidos por um
envoltório de células vegetativas.

Esses são apenas alguns exemplos, pois na realidade houve muito mais do que esses acima
citados.
Aéreo
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Em botânica, chamam-se aéreas às plantas* terrestres ou suas estruturas que se


encontram acima do solo.

Por exemplo, as orquídeas são plantas totalmente aéreas, uma vez que são geralmente
epífitas, ou seja, crescem sobre outra planta, as suas raizes sugando água e nutrientes
das partes húmidas da planta que a suporta.

A maioria das plantas têm raízes subterrâneas e todas as outras estruturas (caule, folhas,
flores e frutos aéreos. No entanto, muitas plantas têm caules subterrâneos, na forma de
tubérculo ou rizoma, e outras, como a planta do amendoim desenvolvem os seus frutos
subterrâneamente.

NOTA * - neste artigo consideram-se as plantas no sentido da taxonomia de Lineu, ou


seja, incluindo também os fungos (uma vez que não existem algas que não sejam
aquáticas.