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Ampliação da presença online de futuras professoras: uma proposta de aprendizagem colaborativa

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PRÊMIO PROFESSORES DO BRASIL – 6ª EDIÇÃO ENSINO MÉDIO

AMPLIAÇÃO DA PRESENÇA ONLINE DE FUTURAS PROFESSORAS: UMA PROPOSTA DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA

Suely Lenore Caputo Aymone

Instituto Estadual de Educação Elisa Ferrari Valls Uruguaiana – RS

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SÍNTESE Entre os recursos para desenvolver habilidades e conteúdos, cada vez mais, estão presentes nas escolas as novas tecnologias que propiciam a aprendizagem mediada pela web. Para o uso dessas tecnologias, é importante que as alunas do Ensino Médio – Curso Normal – professoras em formação inicial – conheçam não só o funcionamento das mesmas, mas, também, vislumbrem possibilidades pedagógicas, a fim de integrá-las aos processos de aprendizagem. Considerando, ainda, o fato dessas alunas já participarem de redes sociais online com vistas ao entretenimento, no Instituto Estadual de Educação Elisa Valls, é desenvolvido, desde 2011, um Projeto que busca a ampliação da presença online dessas futuras professoras, usando interfaces que permitem a construção do conhecimento de forma colaborativa, a reflexão sobre a prática, a qualificação da pesquisa, a busca pela autoria, com autonomia, criatividade e criticidade. O Projeto de que participam 45 alunas e a professora mediadora é baseado nos princípios do construtivismo, da pedagogia freireana e na aprendizagem colaborativa. A presença do grupo na internet, a partir de interfaces que reportam ao aprender fazendo, aprender interagindo, aprender buscando e aprender compartilhando, se dá no blog Espichando a Conversa, em sites criados no Google Sites, em documentos compartilhados no Google Docs, em uma wiki – Elisa Curso Normal no Pbworks, no grupo Curso Normal – Elisa Valls, no Facebook e, também, nos blogs de alunas e de professoras. É possível dizer que essas práticas online espalham-se, aos poucos, pela escola – foram criados o Elisa em rede – blog da escola e o Cultura Jovem: o jornal do Elisa.

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SUMÁRIO 1. Um pouco de história para justificar ....................................................... 6 2. Algumas concepções que sustentam o Projeto de Ação ...................... 8 3. O projeto: possibilidades de ampliação da presença online ............... 10 3.1 Público alvo, objetivos, justificativas ......................................................... 10 3.2 Locais, duração, recursos e procedimentos ............................................... 11 4. Algumas considerações .......................................................................... 14 4.1 Alguns avanços ....................................................................................... 14 4.2 Por onde anda nosso Projeto ................................................................. 15 5. Referências bibliográficas ....................................................................... 16 6. Anexos ...................................................................................................... 17
Figura 1. Mapa conceitual: objetivos e fundamentação teórica ............................. 17 Figura 2. Quadro comparativo entre as concepções instrucionista e construtivista as implicações na aprendizagem mediada pela web ............................................ 18 Figura 3. Laboratório de Informática da escola: um dos cenários do projeto ........ 19 Figura 4. Interação, durante encontro presencial, através do Google Buzz .......... 19 Figura 5. Interação, espontânea, entre os alunos através do Google Buzz .......... 20 Figura 6. Curso Normal – Elisa Valls (grupo no Facebook) .................................. 20 Figura 7. Os participantes do Grupo Curso Normal - Elisa Valls aprendendo de forma colaborativa ................................................................................................ 21 Figura 8. Os participantes do Grupo Curso Normal - Elisa Valls criando e compartilhando arquivos ........................................................................................ 21 Figura 9. Blog Espichando a conversa .................................................................. 22 Figura 10. Proposta de texto coletivo usando o GDocs ......................................... 22 Figura 11. Exemplo de texto coletivo criado no GDocs ......................................... 23 Figura 12. Site criado por um grupo de alunas ...................................................... 23 Figura 13. Site criado por um grupo de alunas ...................................................... 24 Figura 14. Revista Era uma vez ............................................................................. 24 Figura 15. Blog da aluna Laura Aguirre ................................................................. 25 Figura 16. Blog da aluna Suany Neves ................................................................. 25 Figura 17. Blog da professora Mari Lea ................................................................ 26

5 Figura 18. Blog da professora Cássia .................................................................... 26 Figura 19. Texto elaborado, por um grupo do 2º ano, em 2011, no GDocs, para a disciplina Didática Geral ............................................................................. 27 Figura 20. Projetos e planos de aula para os anos iniciais, compartilhados com a professora orientadora, em outubro de 2012 ........................................................... 27 Figura 21. Blog da escola ..................................................................................... 28 Figura 22. Blog do grupo de estudos .................................................................... 28 Figura 23. Cultura Jovem: o jornal do Elisa .......................................................... 29 Figura 24. Dissertação: “As mídias na e além da sala de aula” ........................... 29 Figura 25. Matéria no Jornal do Professor ............................................................ 30 Figura 26. Destaque no Portal do MEC ................................................................ 30 Figura 27. Matéria no Jornal Zero Hora ................................................................ 31 Figura 28. Comunicação no III SIEPE .................................................................. 31 Figura 29. Comunicação no VII SENALE ............................................................ 32

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1. UM POUCO DE HISTÓRIA PARA JUSTIFICAR Começo trazendo algumas inquietações que me conduziram a esse Projeto e que, de algum modo, o justificam. Desde 1985, quando iniciei minha atuação na área de língua e literatura, procuro desenvolver práticas que refletem a concepção, em Mikhail Bakhtin (apud Ribeiro, 2006), que entende a linguagem como um processo interativo, social, histórico e dialógico. A fim de tornar menos artificiais as produções escritas dos alunos, contemplando os elementos de textualização - intencionalidade, interlocutor, portador e características do gênero -, proponho que elaborem textos para interlocutores reais (e não, apenas, para a professora), para ser publicados em diferentes suportes - jornal da turma, mural e, até, livro, buscando a autoria e a partilha (Bazzoni, 2009). Essa preocupação, principalmente, em encontrar portadores para os textos dos alunos, me fez chegar, em 2008, aos blogs. Movida pela curiosidade, fui construindo, aos poucos, uma rede – no blog (Ufa! Bloguei!1), na lista de discussão (Blogs Educativos2) – que me acolheu, com que aprendo muito. Tentando entender e aprofundar meu processo de inserção nas TIC, busquei dois cursos ofertados no NTE da 10ª CRE – Uruguaiana: Introdução à Educação Digital e Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC (ProInfo Integrado). Nessa época, surgiu outra inquietação que se intensificou durante o curso de Especialização Tecnologias em Educação (PUC-Rio/MEC) de que participei em 2009/2010: por que muitos colegas abandonavam os cursos? Por que outros, mesmo tendo concluído as formações, pouco levavam para as escolas dos conhecimentos construídos? No artigo “Redes sociais, apropriação (internalização!) tecnológica”, a professora Suzana Gutierrez (2010) parecia explicitar o que eu observava:
Algumas formações, apesar de trabalharem com diferentes tipos de tecnologia, exploram pouco o potencial de formação de rede e mantém o mesmo tipo de relação da sala de aula tradicional, na qual a formação de rede também não é muito explorada. A comunicação e as experiências compartilhadas ficam em grande parte apenas entre professor e aluno. (...)

Esse texto,também, trazia uma resposta e, ao mesmo tempo, quase a descrição das vivências que eu havia construído, intuitivamente, na web.
No meu entender, para que a formação (formal ou informal) para o uso das TIC em educação contribua para uma apropriação (internalização?) autônoma, fundamentada na consciência e compreensão das TIC e da realidade social na qual elas se inserem, ela não pode prescindir do engajamento e da participação nas redes
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http://ufabloguei.blogspot.com.br/ http://internetnaeducacao.blogspot.com.br/

7 sociais online. O processo de apropriação das TIC é alterado quando o professor começa a participar de redes sociais online. Em especial quando estas redes são públicas e redes de professores. A construção de uma presença online e a reflexão sobre a própria prática em diálogo aberto com seus pares tende a ampliar a compreensão sobre as TIC e os desafios da vida e da educação mediada por elas. (Gutierrez, 2010).

Ou seja, participar de comunidades online de professores me fez desenvolver o sentimento de pertença, de compromisso em relação a esses grupos, o que me motivou a permanecer e ampliar essas conexões. Em 2009, fui designada para o Ensino Médio - Curso Normal, e veio a necessidade de compartilhar esse processo de compreensão sobre as TIC com as alunas3 (professoras em formação inicial), instigá-las a aprender e a ensinar de maneira colaborativa, em rede (presencialmente e online). Ou, pelo menos, problematizar o modelo de aula centrado no professor e que, em geral, é reproduzido quando se propõem atividades usando a internet. Então, formulei a pergunta de partida do Trabalho de Conclusão que apresentei à Coordenação do Curso de Especialização Tecnologias em Educação como requisito parcial para obtenção de título de Especialista em Tecnologias em Educação: como ampliar a presença online de futuras professoras (alunas do Ensino Médio - Curso Normal), usando interfaces que fomentem a construção do conhecimento de forma colaborativa, a reflexão sobre a prática, a qualificação da pesquisa, a busca pela autoria, com autonomia, criatividade e criticidade? A resposta veio em forma de um Projeto de Ação pedagógica que visa à construção de comunidades virtuais de professoras em formação inicial. Acredito que “aprendemos melhor quando vivenciamos, experimentam os, sentimos (Moran, 2007)”; ou seja, se a futura professora desenvolve a autoria em um blog, por exemplo, ou se insere em grupos online em que troca ideias com outros professores, refletindo sobre as práticas, poderá transformar essas experiências em ações com seus (futuros) alunos.

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Ao me referir aos participantes deste Projeto, utilizo “alunas” e “futuras professoras”, pois o Ensino Médio – Curso Normal, em nossa escola, é frequentado, principalmente, por jovens do gênero feminino.

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2. ALGUMAS CONCEPÇÕES QUE SUSTENTAM O PROJETO DE AÇÃO (figura 1)

O que se observa, na maioria das vezes, é que a internet, embora os vários cenários que cria e as diversas potencialidades, vem sendo usada como reprodução da aula instrucionista, “aquela copiada feita para ser copiada (Demo, 2009)”. Para superar esse modelo, online ou presencialmente, “é indispensável que o professor seja exemplo bem resolvido de boa aprendizagem. Quem sabe aprender bem não precisa de “instrução”. Autoria, autonomia não provêm de instrução (Demo, 2009)”. Por isso, neste Projeto de Ação, uma das propostas é que as futuras professoras aprendam a aprender, e que o façam, também, usando a web como mediação. A noção de aprender a aprender, “para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida (Delors, 1998)”, preconizada como um dos quatro pilares da educação, está explícita nos “ambientes para aprender” caracterizados por Nevado (2005), em contraponto aos “ambientes para ensinar” (figura 2). De acordo a autora, o uso das interfaces da web, como recursos educacionais, depende das concepções de aprendizagem que permeiam as práticas pedagógicas. A perspectiva de “ensino na rede” propõe ambientes que reproduzem as atividades de uma sala de aula tradicional, em que o professor é o único responsável pela seleção e pela elaboração do material que será disponibilizado aos alunos. Estes deverão captar o que lhes foi passado, realizando as tarefas como foram solicitadas. O aluno é visto como alguém que sabe pouco ou quase nada, sendo, apenas, um recebedor das informações trazidas pelo professor. Neste caso, “a educação se torna um ato de depositar em que os educandos são os depositários e o educador o depositante (Freire, 1987)”. Por outro lado, quando se fala em “aprendizagem em rede”, encaminha-se a ideia de construção do conhecimento de modo colaborativo, estabelecendo-se uma parceria entre professores e alunos. Dessa forma, o professor deixa de ser um “centralizador de saberes” e passa a ser um “parceiro experiente” (Nevado, 2005), um mediador que estimula o diálogo. A dialogicidade que permeia as redes de aprendizagem exige, segundo Paulo Freire,
(...) humildade. (...) Como posso dialogar, se me fecho à contribuição dos outros, que jamais reconheço, e até me sinto ofendido com ela? (1987)

Pode-se dizer que os “ambientes para aprender” envolvem a concepção problematizadora, em Paulo Freire (1987), em que professores e alunos fazem parte de um mesmo processo – aprendem juntos em diálogo, na troca de saberes, no

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enfrentamento das tensões, produzindo conhecimento, para superar os limites, emancipando-se. Por estar imersa nas muitas informações disponíveis na rede, a futura professora poderá desenvolver, a partir dos “ambientes para aprender”, as seguinte s habilidades (Xavier, 2007): “autonomia de aprendizagem; criticidade sobre conceitos e definições a ser aprendidos e criatividade para utilizar os conceitos e definições em situações não previstas.” Esses ambientes para aprender, tanto presenciais – a sala de aula, por exemplo quanto virtuais - as comunidades virtuais de aprendizagem (ou redes de aprendizagem online) -, pressupõem a responsabilidade de cada um pela própria aprendizagem e pela aprendizagem dos pares. Portanto, pode-se dizer, a aprendizagem colaborativa surge como uma alternativa ao ensino baseado na transmissão de informações pelo professor e na memorização passiva do aluno. Todavia, é preciso notar que a colaboração, efetivamente, ocorre quando os indivíduos entendem que podem aprender, mais e melhor, coletivamente. Ou seja, alunos e professores devem, aos poucos, refletir sobre o processo de ensino-aprendizagem e assumir uma postura de colaboração, que exige parceria na execução de diferentes ações – planejamento, seleção e envio de informações, reflexões, resolução de problemas - visando ao desenvolvimento do indivíduo e do grupo. Cobo e Pardo (2007), no livro online “Planeta web 2.0 – inteligencia colectiva o medios fast food”, afirmam que a educação é uma das áreas que mais se beneficia com as novas tecnologias, pois “os educandos encontram na internet novos recursos e possibilidades de enriquecer seu processo de aprendizagem”. Esses autores citam Johnson (1992) quando mencionam as seguintes abordagens de aprendizagem: aprender fazendo, aprender interangindo, aprender buscando. E complementam, trazendo uma quarta, em Ludvall (2002), indispensável, quando se tem em mente as redes de aprendizagem online: aprender compartilhando. Essas aprendizagens se intensificam quando se valem das interfaces da web 2.0, que oferecem aplicativos úteis, gratuitos, colaborativos e fáceis de usar. Pelo que foi mencionado, considero importante que as alunas do Ensino Médio Curso Normal se apropriem de interfaces 2.0, pois, a partir daí, poderão surgir práticas inovadoras, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, que visem ao uso da web para construção de conhecimento de forma colaborativa.

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3. O PROJETO: POSSIBILIDADES DE AMPLIAÇÃO DA PRESENÇA ONLINE 3.1 Público alvo, objetivos, justificativas O Ensino Médio - Curso Normal acolhe jovens egressas do ensino fundamental, portanto, com idades entre 13 e 14 anos, para, ao longo de quatro séries (na organização curricular da nossa escola), receber a formação – teórica e prática para trabalhar com crianças na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. Convém ressaltar que, no Art. 2º, item V, da Resolução CNE/CEB Nº 02/1999, que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de docentes da Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, em nível médio, na modalidade Normal, fica especificado que as propostas pedagógicas das escolas de formação de professores devem se preocupar em prepará-los para “utilizar linguagens tecnológicas em educação, disponibilizando, na sociedade de comunicação e informação, o acesso democrático a diversos valores e conhecimentos (CNE, 1999)”. A partir dessas considerações, especificam-se os atores deste Projeto: em um primeiro momento, a professora mediadora e as alunas que ingressaram, em 2010, no Instituto Estadual de Educação Elisa Ferrari Valls, única escola que oferece Ensino Médio - Curso Normal, em Uruguaiana - RS. Em 2011, quando se deu a implantação deste Projeto, as alunas, já no segundo ano, evidenciavam um crescente engajamento nas questões pedagógicas, pois, nessa fase, iniciam-se as disciplinas de didática e as práticas pedagógicas nas escolas (pré-estágio). As futuras professoras constituem redes presenciais e revelam, também, a presença online, voltada à interação com amigos, ao entretenimento. É, portanto, necessário tornar mais abrangente essa presença, a fim de explorar as potencialidades pedagógicas das interfaces da web. Visando a superação desse problema, delineia-se o seguinte objetivo geral: construir comunidades virtuais de aprendizagem, a fim de ampliar a presença online das futuras professoras (figura1). Também, a partir deste Projeto, pretende-se: qualificar a fluência tecnológica; desencadear um processo de apropriação das TIC; valorizar a aprendizagem mediada pela web, desenvolvendo uma postura autônoma, criativa, de colaboração, de partilha e de produção do conhecimento; utilizar interfaces da web, criativa e criticamente, em contextos pedagógicos, vislumbrando possibilidades desafiadoras que possam ser desenvolvidas com as crianças; garantir o respeito à diversidade;

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repensar as concepções de aprendizagem e as implicações dessas concepções nas práticas pedagógicas; desenvolver uma postura autônoma, criativa, de colaboração, de partilha e de produção do conhecimento.

3.2 Locais, duração, recursos e procedimentos Antes de descrever o plano de ação, trago algumas informações sobre o Laboratório de Informática da escola (figura 3), um dos cenários deste Projeto (o outro é a própria web): há 20 computadores, com o sistema operacional Linux Educacional, conectados à internet. Nele, foram realizados encontros semanais – no turno inverso às aulas, das 14h às 16h – em forma de oficinas, a partir de 15 de junho de 2011, perfazendo um total de 20h.Essas experiências, com adesão espontânea das alunas, se consolidaram/consolidam, especialmente, nas aulas de língua portuguesa, de didática da linguagem e de literatura infantil. No que diz respeito à metodologia adotada, buscamos Léa Fagundes:
É fundamental que a capacitação ofereça ao professor experiências de aprendizagem com as mesmas características das que ele terá de proporcionar aos alunos, futuros cidadãos da sociedade conectada (2005).

Ou seja, as alunas vivenciaram/vivenciam experiências de aprendizagem, durante a formação, semelhantes às que poderão ser desenvolvidas com (futuros) alunos e que reportam ao aprender fazendo, aprender interagindo, aprender buscando e aprender compartilhando (Cobo e Pardo, 2007). É o “faça você mesmo virtual” em que, segundo Xavier (s/d), o “internauta é instigado a sair da condição de audiência contemplativa para a de agente produtor profundamente engajado”. Pensando nisso, foi encaminhado o plano de ação: Como o combinado nas aulas de didática da linguagem, literatura infantil e língua portuguesa, cada aluna criou uma conta no Google, devido às possibilidades que esse serviço oferece, por exemplo: compartilhar atualizações, fotos, vídeos, iniciar conversas/debates no Buzz (infelizmente, durante a execução deste Projeto essa funcionalidade foi descontinuada pelo Google, o que, de certa forma, nos impulsionou a refletir sobre a importância das escolhas em relação às interfaces disponíveis gratuitamente na web); criar, armazenar, partilhar e colaborar em documentos (texto, apresentação de slides, formulário, desenho) no Google Docs; dialogar sobre conteúdos e questões vindas da sala de aula no Blogger; construir um site de forma rápida e intuitiva no Google Sites.

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De acordo com Alex Primo (2007), essa segunda geração de serviços online
caracteriza-se por potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, além de ampliar os espaços para a interação entre os participantes do processo. (...) A web 2.0 tem repercussões sociais importantes, que potencializam processos de trabalho coletivo, de troca afetiva, de produção e circulação de informações, de construção social de conhecimento apoiada pela informática (p.1).

Da definição de Primo depreendem-se algumas características dos serviços da web 2.0 – interação, compartilhamento, publicação, fazer coletivo, trocas afetivas adequadas às aplicações que a escola deve dar às interfaces. Nas oficinas, a primeira ação era fazer o login com a conta do Google e acessar o Buzz – interface de rede social que permitia a integração aos serviços do Google, a interação, o compartilhamento de vídeos, fotos, mensagens. As alunas e a professora mediadora conversavam e combinavam todas as atividades usando essa interface de rede online (figuras 4 e 5). Quando esse serviço foi descontinuado, no final de 2011, optamos pela criação de um grupo no Facebook: Curso Normal – Elisa Valls4 (figuras 6, 7 e 8). No início, dele participavam, apenas, as alunas envolvidas no Projeto e a professora mediadora; aos poucos, esse grupo foi/vai se ampliando: chegaram/chegam outros professores do curso, alunas de outros cursos de magistério, de pedagogia e professores de diferentes partes do Brasil. Todos interessados em debater questões relacionadas ao ensino na educação infantil e nos anos iniciais, em trocar ideias e experiências. Concomitantemente, no blog Espichando a conversa5 (figura 9), as alunas publicavam/publicam as produções feitas, especialmente, em didática da linguagem, literatura infantil e língua portuguesa. Já houve, em 2011, a participação, também, das disciplinas de Filosofia e de Sociologia, por exemplo. É importante dizer que esse blog fora criado em 2009, nas aulas de língua portuguesa e de literatura, e decidimos mantê-lo, no Projeto, pois se tornara espaço de referência. Na postagem inicial, de 05/04/09, já se delineava a proposta:
O desafio é a formação de professores e de professoras do século XXI - inovadores (as) - que reconheçam o potencial do uso da web na educação, como ferramenta importante na construção coletiva do conhecimento, o que implica partilha, publicação, comentários...

Outras ações deste Projeto, iniciadas nas oficinas e incorporadas a algumas disciplinas do Ensino Médio - Curso Normal:
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https://www.facebook.com/groups/198617136858211/ http://espichandoaconversa.blogspot.com.br/

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construção de textos coletivos usando o Google Docs (figuras 10 e 11); criação de sites no Google Sites para registrar os Projetos de Aprendizagem6 desenvolvidos pelas alunas (figuras 12 e 13). Nesses espaços, estão as pesquisas sobre diferentes temas e ainda em andamento. É importante dizer que as alunas, a partir dos encontros presenciais, no Laboratório de Informática, iniciaram a construção da autonomia – usar as interfaces criadas, trazendo, espontaneamente, conteúdos, dúvidas, certezas, ideias – e do sentimento de pertença – auxiliar na organização do grupo, sentir-se responsável por sua manutenção, colaborando com ele. O papel da mediadora, nos primeiros momentos, foi o de dar suporte e de fomentar a participação através de questões, de análise de casos, mas, aos poucos, esse papel foi se diluindo e sendo partilhado com os pares (as próprias alunas, outros professores). Sobre a duração deste Projeto de Ação, deve-se salientar a delimitação do início – em junho de 2011 -, mas o encerramento não se deu no último encontro em novembro de 2011 - este foi o término dos encontros presenciais. Como o objetivo principal é a construção de uma comunidade de aprendizagem online, a permanência dessa comunidade deve acontecer até que os pares entendam a sua validade. Por sentirmos, ainda, a necessidade de ampliar nossa rede online, temos planejadas algumas ações que se concretizarão em 2012 e em 2013, a fim de estender nossos fios, em busca do desenvolvimento da fluência tecnológica: - construção coletiva de uma wiki do Ensino Médio – Curso Normal do Elisa7, a fim de publicar páginas em que alunas e professores insiram conteúdos produzidos nas diferentes áreas do conhecimento; criação textos coletivos usando o TypeWith.me8 editor online, gratuito, baseado em Software Livre , bastante intuitivo, que não exige email ou senha para ser acessado e, portanto, facilita o uso com os alunos dos anos iniciais; - publicação uma revista online9 voltada para literatura infantil (figura 14), com resenhas de obras lidas pelas alunas e dicas de como ler essas obras com os alunos.

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https://sites.google.com/site/aprendemosjogando/ e https://sites.google.com/site/coresemaiscores/ http://elisacursonormal.pbworks.com/ 8 Tutorial: http://www.pedagogia.seed.pr.gov.br/arquivos/File/ferramentasweb/tutorial_typewithme.pdf 9 https://sites.google.com/site/revistaeraumavez/

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4. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

Ao participar de uma rede de aprendizagem online, baseada em princípios do construtivismo, da pedagogia freireana, que fundamentam a aprendizagem colaborativa, a futura professora começa a vislumbrar novas formas de aprender – mais participativas, compartilhadas, dialógicas, criativas, com mais autonomia, com vistas a transformar a realidade. Como este é um Projeto desenvolvido em uma escola da rede pública estadual, foi considerado o contexto da escola e a necessidade, urgente, de inseri-la nas novas tecnologias, especialmente o Ensino Médio - Curso Normal, por isso a opção por interfaces gratuitas, de fácil acesso e bastante intuitivas. Embora entenda que o processo de introdução das TIC dependa de ações coletivas, que partam do Projeto Político Pedagógico, esta proposta funciona como um primeiro passo na direção da aprendizagem colaborativa mediada pela web, “se um avança todos avançam um pouco (Fagundes, Sato e Maçada, s/d).” 4.1 Alguns avanços - bastante animadores – até 1º de outubro de 2012: - A interação no grupo do Facebook é muito significativa e se dá com bastante autonomia; as alunas contribuem, ativamente, para a organização e manutenção do grupo; há alguns professores do curso que, também, colaboram com frequência; além de professores e alunos de outras escolas de diferentes partes do Brasil. Nossa intenção é trazer, em breve, para o grupo, especialmente, alunos e professores do Ensino Médio – Curso Normal de escolas da abrangência da 10ª CRE; - muitas alunas criaram blogs pessoais10 (figuras 15 e 16) em que publicam sobre temas de interesse pessoal e sobre temas relacionados ao curso; - as professoras de Arte e Didática das Artes11 (figura 17) e de Educação Física, Didática da Educação Física e Libras12, também, criaram blogs com conteúdos e trabalhos relacionados às disciplinas (figura 18); - algumas alunas usam o GDocs com autonomia para produzir trabalhos em grupo (figura 19); - o GDocs, também, tem sido utilizado na elaboração de projetos e de planos e aula, durante o período de pré-estágio, que são compartilhados com as professoras orientadoras, facilitando a escrita e reescrita desses textos (figura 20); - a escola tem se movimentado para marcar sua presença online, especialmente, no blog Elisa em rede13 (figura 21), em que se encontram muitas produções dos alunos
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https://sites.google.com/site/profesuely/blogs-d-s-alun-s http://cursonormalmarilea.blogspot.com.br/ 12 http://cursonormalcassia.blogspot.com.br/ 13 http://elisaemrede.blogspot.com.br/

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e de professores de diferentes disciplinas, tornando-se uma referência para a comunidade escolar; - a escola, no segundo semestre de 2011, oportunizou oficinas (figura 22) para os professores, a fim de, também, construírem a presença online (o registro dessas oficinas está no blog Elisa em rede – grupo de estudos14); - o professor de História do Ensino Médio fomentou a criação do Cultura Jovem: o jornal do Elisa15 (figura 23), editado por alunos dos terceiros anos do Ensino Médio e do Curso Normal, primeira vez que as duas modalidades oferecidas na escola trabalham de forma colaborativa.

4.2 Por onde anda nosso projeto: - Nossas ações na web foram analisadas pela professora Tatiane Martins, na dissertação As mídias digitais na e além da sala de aula16 (figura 24), apresentada ao Programa de Pós-graduação em Educação da PUC-Rio como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Educação, sob orientação da Profª Maria Apparecida C. Mamede Neves; nela, Tatiana nos vê como exemplo de pioneirismo no uso das mídias digitais com os alunos; - o projeto foi matéria na edição nº 58 – Blogs na Educação - do Jornal do Professor17 (figura 25) e recebeu destaque no Portal do MEC, em 11 de agosto de 201118 (figura 26); - o jornal Zero Hora, a partir desse destaque, publicou uma notícia sobre nosso trabalho com as TIC, na edição impressa, em 18 de agosto de 201119 (figura 27); - o projeto foi selecionado para uma comunicação no III SIEPE (Salão de Ensino, Pesquisa e Extensão) realizado na Unipampa – Universidade Federal do Pampa campus Uruguaiana, em outubro de 2011(figura 28); - o projeto, também, foi selecionado para uma comunicação no VII SENALE – Seminário Nacional sobre Linguagens e Ensino, realizado em outubro de 2012, na UCPEL – Universidade Católica de Pelotas – RS (figura 29). Esse reconhecimento nos traz alegria, é claro, e aumenta nosso compromisso. Mas o que nos agrada, mesmo, é a possibilidade de mostrar que é possível, sim, realizar ações inovadoras na escola pública. E, o melhor de tudo é ver alunos e professores saindo da cômoda situação de recebedores de informações para a desafiadora situação de autores, de produtores de conhecimentos.
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http://elisaemredegrupodeestudos.blogspot.com.br/ http://elisaculturajovem.blogspot.com.br/ 16 http://goo.gl/N0M9e 17 http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=1801 18 http://goo.gl/arZhP 19 http://goo.gl/K2ZVg

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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAZZONI, Cláudio. Quais as condições didáticas da escrita?(vídeo). Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=s2Fd2ZXSTHo> Acesso em: 20 out. 2012. COBO, Cristóbal e PARDO, Hugo. Planeta Web 2.0 – inteligência colectiva o médios fast food. Grup de Recerca d'Interaccions Digitals, Universitat de Vic. Flacso México. Barcelona / México DF. 2007. Disponível em <http://www.planetaweb2.net/> Acesso em 15 out. 2012. CNE. Resolução CEB 2/99. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de abril de 1999. Seção 1, p. 97. DELORS, Jacques (org.). Cortez/UNESCO/MEC, 1998. Educação – um tesouro a descobrir. São Paulo:

DEMO, Pedro. Dissecando a aula. 2009. <http://goo.gl/0Y79r> Acesso em 19 out. 2012.

Não

paginado.

Disponível

em:

FAGUNDES, Léa. Entrevista com Léa Fagundes sobre inclusão digital. Nova Escola online, ago. 2005. Entrevista concedida a Marcelo Alencar. Não paginado. Disponível em <http://migre.me/1Nt9d> Acesso em 19 out. 2012. _____. SATO L. S. e MAÇADA, D. L. Aprendizes do futuro: as inovações começaram. Coleção Informática para a Mudança em Educação. MEC/Seed/Proinfo. s/d. Disponível em <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me003153.pdf> Acesso em 19 out. 2012. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. GUTIERREZ, Suzana. Redes sociais, apropriação (internalização!) tecnológica. Porto Alegre, maio. 2010. Não paginado. Disponível em: <http://migre.me/1xLMv> Acesso em: 19 out. 2012. MORAN, José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias audiovisuais e telemáticas. In: MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos e BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. Campinas: Papirus, 13ª ed. 2007. p. 11-66. NEVADO, Rosane Aragon de. Ambientes virtuais que potencializam as relações de ensinoaprendizagem. In: Novas formas de aprender: comunidades de aprendizagem. Salto para o Futuro, boletim 15, 2005. p.14-20. PRIMO, Alex. O aspecto relacional das interações na Web 2.0. E-Compós, Brasília, v.9, 121, 2007. Disponível em <www.ufrgs.br/limc/PDFs/web2.pdf>. Acesso em 11 out. 2012. RIBEIRO, Luis Filipe. O conceito de linguagem em Bakhtin. Revista Brasil de Literatura, Rio de Janeiro, nov. 2006. Disponível em: <http://revistabrasil.org/revista/artigos/crise.htm> Acesso em 20 out. 2012. XAVIER, Antonio Carlos. As tecnologias e a aprendizagem (re) construcionista no século XXI. Hipertextus Revista Digital, Recife, v. 1, 2007. p. 1- 9. Disponível em <http://migre.me/1ytPs> Acesso em 11 out. 2012. _____. Hiperleitura e interatividade na web 2.0. Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional – publicações online. s/d. p. 1- 11. Disponível em <http://migre.me/1AQYN> Acesso em 12 out. 2012.

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ANEXOS

Figura 1

Mapa conceitual: objetivos do projeto e fundamentação teórica

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Figura 2

Concepção instrucionista

Concepção construtivista

Conhecimento é um produto fixo e acabado; é externo ao aprendiz; é transmitido por um professor;

Conhecimento não é um produto fixo nem acabado; é construído num contexto de trocas

Professor elabora os conhecimentos e a as “certezas”; apresenta-os facilitando a transmissão;

Professor promove a aprendizagem, estimula o diálogo, provoca o surgimento de dúvidas, apóia as reconstruções

Aluno

cabe uma postura passiva; deverá adquirir ou receber conhecimentos;

Aluno cabe uma postura ativa; deverá compartilhar, criar, interagir para compreender

Ambientes para ensinar “Ensino na rede” Simulam a organização da escola tradicional.

Ambientes para aprender “Aprendizagem em rede” Prevêm a mediação da aprendizagem, dando suporte às interações e às produções individuais e coletivas.

Quadro comparativo entre as concepções instrucionista e construtivista e as implicações na aprendizagem mediada pela web, baseado no texto “Ambientes virtuais que potencializam as relações de ensino-aprendizagem (2005, p.15-18)”, de Rosane Nevado,

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Figura 3

Laboratório de Informática da escola: um dos cenários do projeto Figura 4

Interação, durante encontro presencial, através do Google Buzz

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Figura 5

Interação, espontânea, entre os alunos através do Google Buzz

Figura 6

Curso Normal – Elisa Valls (grupo no Facebook) Este grupo é uma proposta do Curso Normal do Instituto Estadual de Educação Elisa Valls, de Uruguaiana-RS; uma forma de ampliar o diálogo entre (futuros/as) professores/as. O que se pretende é muita interação, muita aprendizagem, muita partilha... por isso, fica à vontade, entra na conversa!

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Figura 7

Os participantes do Grupo Curso Normal - Elisa Valls aprendendo de forma colaborativa Figura 8

Os participantes do Grupo Curso Normal - Elisa Valls criando e compartilhando arquivos

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Figura 9

Blog Espichando a conversa - http://espichandoaconversa.blogspot.com.br/ A ideia é que as conversas da sala de aula se espiiiiiiichem aqui... e que mais gente apareça... trazendo novos olhares... Por isso, entra na conversa! Fica à vontade! Este espaço é nosso!

Figura 10

Proposta de texto coletivo usando o GDocs

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Figura 11

Exemplo de texto coletivo criado no GDocs, de forma síncrona e assíncrona, os alunos inseriram as contribuições Figura 12

Site criado por um grupo de alunas em que está se desenvolvendo uma pesquisa

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Figura 13

Site criado por um grupo de alunas em que está se desenvolvendo uma pesquisa

Figura 14

Revista Era uma vez: as alunas editarão a revista, compartilhando conhecimentos de literatura infantil

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Figura 15

Blog da aluna Laura Aguirre - http://cabecadelaura.blogspot.com.br/

Figura 16

Blog da aluna Suany Neves - http://suanyneves.blogspot.com.br/

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Figura 17

Blog da professora Mari Lea - http://cursonormalmarilea.blogspot.com.br/

Figura 18

Blog da professora Cássia - http://cursonormalcassia.blogspot.com.br/

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Figura 19

Texto elaborado, por um grupo do 2º ano, em 2011, no Gdocs, para a disciplina Didática Geral

Figura 20

Projetos e planos de aula para os anos iniciais, compartilhados com a professora orientadora, em outubro de 2012

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Figura 21

Blog da escola - http://elisaemrede.blogspot.com.br/ Figura 22

Blog do grupo de estudos - http://elisaemredegrupodeestudos.blogspot.com.br/

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Figura 23

Cultura Jovem – O jornal do Elisa - http://elisaculturajovem.blogspot.com.br/

Figura 24

“As mídias na e além da sala de aula” Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Educação da PUCRio como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Educação. Orientador: Profª Maria Apparecida C. Mamede Neves http://goo.gl/N0M9e

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Figura 25

Matéria no Jornal do Professor - http://goo.gl/H0Dqw

Figura 26

Destaque no Portal do MEC – http://goo.gl/arZhP

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Figura 27

Matéria no jornal Zero Hora – edição impressa do dia 18/08/11 (http://goo.gl/K2ZVg)

Figura 28

Comunicação no III SIEPE – Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão UNIPAMPA - Uruguaiana Outubro de 2011 http://goo.gl/F53EW

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Figura 29

Comunicação no VII SENALE Seminário Nacional sobre Linguagem e Ensino de Línguas Ensino e Linguagem: novos desafios Outubro de 2012 UCPEL - Pelotas http://antares.ucpel.tche.br/senale/

___________________________________________ Suely Lenore Caputo Aymone Professora mediadora

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